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10 anos da revista negócios.net empresas & empresários do RN

Natal - RN | Ano X | Setembro e outubro de 2017 | R$ 6,00

FESTA DO BOI EVENTO CHEGA A 55ª EDIÇÃO REVITALIZADO E COM INOVAÇÕES

FENACAM FEIRA DO CAMARÃO VOLTA AO RN, COM APOIO DO GOVERNO

GATRONOMIA ALEX ATALA MINISTRA PALESTRA NO ESPAÇO SEBRAE, DA FESTA DO BOI

EXPORTAÇÃO O MELÃO LIDERA PAUTA DO COMÉRCIO INTERNACIONAL

AGRONEGÓCIOS jOSÉ VIEIRA, PRESIDENTE FAERN, APOSTA NO POTENCIAL DO ESTADO


Editorial

A força do agronegócio Chegamos a mais uma edição da Revista Negócios. Tradicionalmente, no mês de outubro, apresentamos uma radiografia do setor agropecuário do Rio Grande do Norte. Apesar da grave seca que maltrata o Estado há mais de seis anos, os números positivos mostram a força do nosso agronegócio. Uma reportagem especial apresenta investimento superior a R$ 150 milhões aplicados pelo o Governo do Estado no setor. Na 55ª edição da Festa do Boi, o governador Robinson Faria fez um balanço das ações aos agropecuários e investidores e anunciou a entrega de equipamentos para Emater, Idiarn e Emparn, além da flexibilização do acesso ao crédito para os pequenos produtores. Parte do investimento vem do programa Governo Cidadão, via Banco Mundial. O Estado vem batendo anualmente o recorde nas exportações de frutas. E está apto a exportar frutas para novas fronteiras como Argentina, Chile, EUA e China, com negociações já em curso. A comercialização local também ganhou investimento com a abertura da Central da Agricultura Familiar, beneficiando 1.200 agricultores. Outra notícia alvissareira é o retorno na Feira Nacional do Camarão - Fenacam para o Rio

expediente Direção Executiva Jean Valério

Fotografia

Reportagem e edição Jean Valério

Diagramação - Terceirize www.terceirize.com

Comercial (84) 98856-1662 (84) 99451-4577 Email: jeanvalerio@gmail.com

demis roussos

E-mail jeanvalerio@gmail.com jeanny.damasceno@gmail.com

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Grande do Norte, seu Estado de origem. O evento volta após ter sido realizado três anos no Ceará e já conta com cerca de 100 expositores. A Fenacam integra ainda o XIV Simpósio Internacional de Carcinicultura, o XI Simpósio Internacional de Aquicultura, o XIV Festival Gastronômico de Frutos do Mar e a XIV Feira Internacional de Serviços e Produtos para Aquicultura. Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, há muito espaço para ampliar resultados visto que a participação da produção brasileira no comércio internacional de pescados representa apenas 0,17% dos US$ 145,74 bilhões movimentados pelo mundo em 2016. De acordo com Itamar, o desafio é conquistar apoio governamental e financiamentos. Esta edição traz entrevista com o empresário José Vieira, que tem uma destacada atuação como presidente da Federação da Agricultura do RN (FAERNSENAR), cargo que acumula junto com a presidência do Conselho Deliberativo do Sebrae RN. José Vieira vem contribuindo ativamente para todas as recentes conquistas comemoradas pelos produtores rurais, com destaque para a flexibilização das dívidas rurais. Para ele, o Estado pode

Unigráfica Tiragem 5 mil exemplares

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As matérias assinadas não expressam necessariamente a opinião da Revista Negócios.Net

crescer muito mais A revista Negócios.Net publica também a coluna Negocios em Pauta com bastidores das notícias empresariais, artigo da jornalista Miriam Leitão sobre sinais de recuperação da economia e muito mais.

Boa leitura! Jean Valério – Editor

Endereço Av. Romualdo Galvão, 773, Sala 806 8º andar Edifício Sfax - Tirol - Natal-RN Fone: 84-3302-7212 - 988561662 Site: www.revistanegocios.net.br


Índice 8 ENTREVISTA

Em entrevista à revista, o empresário José Vieira, presidente da Federação da Agricultura do RN (FAERN-SENAR), disse apostar no potencial do agronegócio potiguar, com apoio dos governos, estadual e federal.

12 Negócios em Pauta

Políticos e empresários recebem comenda Jessé Pinto Freire, da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).

14 Comércio Internacional

O melão continua liderando a pauta de exportação no Rio Grande do Norte. De janeiro a julho deste ano, foram comercializadas 65,7 mil toneladas da fruta, gerando uma receita de US$ 39,2 milhões.

16 AGRONEGÓCIOS

Com investimento superior a R$ 150 milhões, o Governo do Rio Grande do Norte comemora a boa fase do setor agropecuário no Estado, mesmo diante de uma crise que assola o país e de uma estiagem que já dura sete longos anos.

20 FESTA DO BOI

Maior evento agropecuário do Rio Grande do Norte e um dos mais tradicionais do Nordeste, a Festa do Boi chega a sua 55ª edição. Promovida pela Associação Norte-rio-grandense de Criadores e pelo Governo do Estado, por intermédio da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Pesca (SAPE), o evento se revitalizou, com muitas inovações e um mix maior de produtos e serviços.

26 FENACAM

Com apoio do Governo do Estado, feira da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão volta ro RN.

CA 28 REFORMcuAssãPOo, LÍdepuTItad os e

Após meses de dis orma senadores aprovaram a ref foram política. As novas regras Michel te en sancionadas pelo presid m a valer Temer e alg umas já passa para as eleições 2018.

22 ESPAÇO TERROIR

O Sebrae faz uma verdadeira viagem gastronômica para explorar os sabores do Brasil com a montagem de uma estrutura com 3 mil metros quadrados, montada especialmente para a 55ª edição da Festa do Boi, que acontece entre os dias 7 e 15 de outubro, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim/RN.

30 ARTIGO

Para a jornalista Miriam Leitão, sinais de melhoras estão mais espalhados pela economia.

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José Vieira – presidente da FAERN

Chapéu

“O RN tem um potencial extraordinário”

o empresário josé vieira aposta, presidente da faern - senar, acredita que o setor de agronegócios pode crescer muito mais com apoio do governo Ferrenho defensor do agronegócio, o empresário José Vieira tem uma destacada atuação como presidente da Federação da Agricultura do RN (FAERN-SENAR), cargo que acumula junto com a presidência do Conselho Deliberativo do Sebrae RN. José Vieira vem contribuindo ativamente para todas as recentes

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conquistas comemoradas pelos produtores rurais, com destaque para a flexibilização das dívidas rurais, a implantação do AGROMAIS e os projetos de capacitação. Para ele, o Estado pode crescer muito mais, caso tenha apoio dos Governos Estadual e Federal. Confira a entrevista concedida a Revista Negocios.Net.


Entrevista Chapéu por Jean valério

NEGOCIOS.NET - O Como você avalia a que o Conema mudasse os enquadramentos das força e o potencial do agronegócio po- propriedades rurais, e isso fez com que vários produtores, várias atividades sejam isentas de licenciamentiguar? O Rio Grande do Norte tem dado exemplo que, to ambiental. Isso facilita o acesso ao crédito, junto mesmo na sua diversidade, tem demonstrado que no as instituições financeiras. Conseguimos também, um trabalho conjunto de todo o setor é possível produzir e produzir setor, a aprovação da lei Cortez bem. Vale salientar a questão da Eu acho que nós Pereira, que dá segurança jurídica nossa fruticultura irrigada, que esa todo o setor da carcinicultura. tamos batendo recorde em exporConseguimos também, junto com tação, e a parte da pecuária, que todas as entidades, a aprovação da mesmo na diversidade, com a seca, precisamos lei do queijo, a lei Nivardo Mello. nós temos boa genética e genética Onde também nós conseguimos de exportação para outros estados. regulamentar a questão do queijo Então, o Rio Grande do Norte tem buscar, a todo artesanal. E isso tem sido algumas potencial ainda de crescimento exlutas nossas. Mas muitas outras, traordinário. O que nós precisamos nós temos, por exemplo, uma poé de políticas adequadas para promomento, a lítica agrícola diferenciada para o mover esse desenvolvimento da Nordeste, para o Rio Grande do economia rural. Norte, com acesso facilitado ao tecnologia, a crédito desburocratizado, assisE quais são as ações mais tência técnica continuada, seguimportantes desenvolvirança rural que é fundamental e das na sua gestão, em prol informação, precisamos juntos com todas as do desenvolvimento do entidades e governo do estado enagronegócio no estado? com muita seriedade e urTrabalhamos fortemente na qualificação dos carar gência. questão do endividamento rural, onde nós conseguimos as melhores É possível criar mecaniscondições para renegociação ou nossos mos para a convivência liquidação das dívidas de toda a com a seca, possibilitando história. A prorrogação também de resultados e produtivida2012 a 2016. Isso tinha ficado produtores de eficientes num cenário foram da lei 13.340. Então também de escassez de água? foi uma grande conquista nossa. A Eu acho que nós precisamos questão do subsídio ao preço do rurais buscar, a todo momento, a tecnomilho que é vendido pela Conape logia, a informação, qualificação a R$ 33, isso foi uma luta nossa dos nossos produtores rurais, com muito grande, e hoje nós temos milho a R$ 33 em todos os armazéns da Conape do modelos já aprovados pela academia e pelas empreRio Grande do Norte. Trabalhamos também junto ao sas de pesquisa agropecuárias, onde é sim possível governo estadual a questão da inscrição estadual do ganhar dinheiro com o semiárido. É sim possível produtor rural, que os produtores estavam com difi- fazer com que a seca jogue ao nosso favor. Desde que culdades em poder tirar sua inscrição, ou mesmo os adotemos as práticas adequadas disponíveis que que tinham, estavam sendo canceladas. Regulariza- temos da ciência e da academia. Então é possível sim mos isso com o governo do estado, através do secre- conviver e ganhar dinheiro no semiárido nordestino. tário de agricultura. Conseguimos fazer também com Setembro/outubro de 2017 <

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José Vieira – presidente da FAERN

Chapéu Você é um profundo defensor dos produ- capacidade de exportação e de produção. Vale salientores rurais e levanta há anos a bandei- tar que nós temos a nossa carcinicultura hoje que vai ra do crédito facilitado, cobrando ao crescer muito com a segurança jurídica com a aprogoverno federal e bancos públicos, que vação da lei Cortez Pereira, nós temos hoje os produolhem de forma diferenciada para o tores de leite com a segurança jurídica também dos queijos artesanais que não ficam mais na vulnerabicampo. O que temos avançado nisso? Um dos grandes avanços foi justamente a questão lidade de fiscalização. Então nós temos várias ferrado endividamento rural, que nós conseguimos condi- mentas que estão sendo adotadas e legislação que estão sendo adequadas para justações especiais, para que os nossos mente promover e aumentar a proprodutores possam regularizar suas dução agrícola e pecuária do RN. situações junto as instituições finanEsperamos que ceiras e ser reinserido novamente na Fale um pouco mais do atividade rural, buscando crédito Agromais. desburocratizado e facilitado. Isso surjam novas É uma iniciativa do governo fetudo em conjunto com uma política deral, com apoio do governo do esagrícola adequada para o semiárido tado, onde a federação de agriculnordestino. Então, tudo isso é um lideranças que tura é parceira, tudo no intuito de conjunto de ações adotadas de forma facilitar, desburocratizar e desensincronizada e simultâneas, nós travar a vida e o meios de acesso a vamos, sem sombra de dúvidas, fazer possam defender crédito. Então vamos trabalhar juncom que o semiárido nordestino e tos para que nós consigamos que potiguar seja um grande produtor de esse programa Agromais diminua alimentos para o Brasil. de forma mais o peso da legislação e dos juros e facilite o acesso ao crédito e a quesUma variação potencial do estão ambiental. Tudo isso de uma tado. Queria também que você desconcreta os forma harmoniosa, preocupado tacasse as principais culturas que com o meio ambiente, com a suspodem influenciar o PIB potiguar. tentabilidade, mas acima de tudo A fruticultura irrigada é o cargo interesses do com a permanência e preservação chefe da nossa exportação. Nós do homem no campo, fazendo com temos o melão, melancia, abacaxi, que ele tenha renda e oportunidade. manga, banana... e podemos avansetor Porque o que ele sabe fazer muito çar muito mais com a fruticultura bem é produzir alimento, o melhor irrigada, desde que nós tenhamos e mais barato do Brasil. áreas aptas a podermos fazer irrigação. E o Rio Grande do Norte tem. agropecuário O estado precisa de uma Tanto tem água quanto temos área b ancada federal m ais para podermos fazer. O que nós precisamos é justamente de uma gestão do governo fe- ativa para lutar pelo homem do campo? Todo parlamentar tem a sua bandeira e cada parderal e estadual, disponibilizando novas áreas, possíveis distritos de irrigação, e aí incentivar a iniciativa lamentar tem a sua responsabilidade em qual bandeiprivada a se instalar no RN e nós continuarmos au- ra vai atuar. O grande estadista que nós tivemos do mentando cada vez mais a nossa produção da agricul- setor foi Nélio Dias. De fato, o setor agrícola do Rio Grande do Norte não tem mais ninguém. Esperamos tura irrigada. que surjam novas lideranças que possam defender de Mas temos potencial para crescer cada forma mais concreta todos os direitos e interesses do setor agropecuário do nosso estado. vez mais? Sim. Temos tudo isso que o Rio Grande do Norte tem condições de dobrar, sem sombra de dúvidas, sua

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Entrevista ChapĂŠu

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Negócios em Pauta< jeanvalerio@gmail.com

Chapéu

Homenagem empresarial A Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Natal concedeu este ano, num evento bastante concorrido, a Comenda Jessé Pinto Freire a cinco pessoas que contribuem com o desenvolvimento do Estado. Foram agraciados: os empresários Flávio Rocha (CEO das Lojas Riachuelo), Marcelo Alecrim (Presi-

De olho na vaga

A avaliação de segmentos empresariais sobre o cenário político potiguar é de que há espaço na bancada federal, entre deputados federais e senadores, para eleger um representante que seja oriundo das classes produtivas. A tese é que falta ao Estado um político que defenda os interesses das empresas e da expansão da economia. De olho neste “vácuo”, e sabendo que há alguns deputados federais atuais envolvidos com escândalos que podem prejudicá-los num eventual processo de reeleição, algumas lideranças empresariais surgem como opção viável para as eleições em 2018.

Disputam a vaga

Não é bem uma disputa. Mas uma corrida para quem agrega maior sentimento de adesão dos colegas. Nomes como o do presidente da FECOMERCIO, Marcelo Queiroz (que faz trabalho arrojado à frente do Sistema), o do empresário e presidente da CDL – Câmara dos Dirigentes Lojistas de Natal, Augusto Vaz (que lançou um projeto pioneiro para a segurança pública) e o do presidente da FAERN – Federação da Agricultura do RN e do Conselho Deliberativo do Sebrae RN, José Vieira (que exerce grande liderança no agronegócio e no exercício das funções no Sebrae), são todos vistos como viáveis.

Eleição CREA O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (CREA-RN) realiza no dia 15 de dezembro eleição para nova presidência do órgão. A engenharia Ana Adalgisa Dias, que tem uma atuação competente no SINDUSCON-RN, confirmou candidatura e é uma das favoritas ao pleito. A chapa de Ana conta com o candidato a Diretor Geral da Mútua, engenheiro Mário Amorim e candidato a Diretor administrativo, Almir Mariano. 12 >

dente da ALESAT Combustíveis), Ricardo Abreu (Abreu Brokers), o presidente da FIERN – Federação das Indústrias do Estado do RN, Amaro Sales e o deputado federal Rogério Marinho (PSDB), relator da reforma trabalhista. O evento marcou também a posse da nova diretoria da CDL de Natal.

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Sonho adormecido

Nem Marcelo Queiroz, nem Augusto Vaz, nem José Vieira admitem a possibilidade de uma candidatura política. Mas a verdade é que o “vácuo” existe e todos eles acalentam esse projeto adormecido. Outros nomes que são lembrados é o do CEO das Lojas Riachuelo, Flávio Rocha e do empresário Marcelo Alecrim, fundador da ALESAT combustíveis. Mas Flávio Rocha estaria flertando com a disputa para o Senado pelo Estado de São Paulo, onde tem uma forte parceria com o prefeito da cidade de São Paulo João Dória Junior. Já Marcelo Alecrim só vai pensar em política após concluir o processo de venda da ALESAT, que passa por dificuldades junto ao CADE.


Chapéu Queijo referência

Produtores de queijos artesanais de nove estados e principais entidades representativas do setor da pecuária leiteira se reuniram no Rio Grande do Norte para chamar a atenção da necessidade de uma legislação nacional específica para os queijos regionais feitos artesanalmente. Os produtores realizaram ato, denominado a Hora do Queijo, para cobrar a criação de uma lei que vigore nacionalmente e regulamente a atividade. A ideia é que a lei sancionada no RN sirva de referência para a nacional.

Turismo líder

Mesmo diante de uma crise econômica, o turismo no Rio Grande do Norte não perdeu força. O estado é o quinto destino mais desejado dentro do Brasil entre os turistas brasileiros, ficando com 8.3% da preferência e a frente de estados como a Bahia. Na região Nordeste, o RN é a terceira rota mais almejada. Os números estão presentes na pesquisa “O Viajante Brasileiro”.

Dívidas Temos Aeroporto

Pelo cronograma da Inframérica, as obras na pista do Aeroporto internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, iriam até 10 de outubro, mas a entrega foi antecipada para o dia 6 de outubro. A antecipação contribui para minimizar a queda prevista em números de passageiros recebidos no Estado durante o período da manutenção. O trade contava, em setembro, que esse quantitativo seria de queda de aproximadamente 15%, porém ficou registrado em apenas 8%.

Levantamento aponta que 50% dos consumidores brasileiros atrasaram as parcelas de empréstimos ou financiamentos no mês de agosto. Desse total, 34% tiveram atrasos ao longo do contrato e 16% estavam com parcelas pendentes no mês. Os dados foram divulgados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.

Eleição Sinduscon

O Sindicato da Indústria da Construção Civil – SINDUSCON-RN, também prepara seu processo de sucessão. Nos bastidores, comenta-se que o nome de preferência do atual presidente Arnaldo Gaspar Junior é o da engenheira e sua atual vice-presidente Larissa Dantas. Há quem defenda a apresentação de novos nomes para “oxigenar” o trabalho da entidade, como Sérgio Azevedo, da DOISA Engenharia, o retorno de Sílvio Bezerra, da ECOCIL, e Francisco Ramos, da CONSTEL. A eleição deverá ser encaminhada por consenso visto que o setor precisa agregar, em que pese a crise pela qual vem passando com algumas construtoras em extrema dificuldade.

Energia cara

A conta de luz ficará mais cara em outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mudou a bandeira tarifária das contas de luz, que passou a ser a vermelha patamar 2. A tarifa é a mais cara do modelo e representa a cobrança de taxa extra de R$ 3,50 a cada 100 Quilowatt-hora (kWh) consumidos. Em setembro, a bandeira tarifária das contas de luz foi a amarela, com taxa extra de R$ 2 para cada 100 kWh de energia consumidos. A tarifa extra mais alta se deve à necessidade de operar mais usinas térmicas, cujo custo de produção da energia é mais alto. Setembro/outubro de 2017 <

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Comércio Internacional

Melão lidera pauta

de exportação no RN

De janeiro a julho deste ano, foram comercializados 65,7 mil toneladas O melão continua liderando a pauta de exportação no Rio Grande do Norte. De janeiro a julho deste ano, foram comercializadas 65,7 mil toneladas da fruta, gerando uma receita de US$ 39,2 milhões. O sal assume a segunda posição, 14 >

gerando uma negociação da ordem de US$ 13,9 milhões, equivalentes a venda de 659,4 mil toneladas do produto. As castanhas de caju também tiveram bons índices de comercialização no mercado internacional, nestes sete primei-

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ros meses do ano, chegando a um volume de 1,3 mil tonelada, que correspondeu a uma receita de US$ 13,1 milhões. Já a pauta de importação foi encabeçada pelo trigo. No período, o Rio Grande do Norte importou


Comércio Internacional

BALANÇA COMERCIAL

151,8 mil toneladas do cereal, incluindo as misturas com centeio, totalizando US$ 26,4 milhões em operações. As células solares em módulos ou painéis também tiveram um bom desempenho nas importações, cuja receita chegou a pouco mais de US$ 16 milhões. As castanhas de caju também constam na relação dos produtos mais importados pelo estado. Foram 5,7 mil toneladas – 4,4 mil toneladas a mais que a quantidade exportada – equivalentes a uma negociação de US$ 10,2 milhões.

Os números dos sete primeiros meses do ano contribuíram para o saldo positivo da balança comercial, depois de registrar déficit por três anos consecutivos desde 2013. A exemplo do ano passado, a balança fechou o período com um superávit de US$ 30,3 milhões. Isso representa um crescimento de 26,3% em comparação com o mesmo intervalo de 2016. Tanto as exportações quanto as importações também tiveram crescimento. Os dados estão na edição 25 do Boletim dos Pequenos Negócios, uma síntese conjuntural mensal divulgada hoje pelo Sebrae no Rio Grande do Norte. De acordo com o estudo, até julho, o volume de exportações atingiu o patamar de US$ 143,9 milhões, um aumento de 10,1% em relação ao mesmo período de 2016. Já as importações tiveram um crescimento menor (6,5%) e chegaram ao volume de US$ 113,6 milhões. Por isso, o saldo da balança, que é o resultado das exportações menos as importações, foi positivo no acumulado do ano. Setembro/outubro de 2017 <

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Investimento

Governo apresenta balanço positivo

no setor agropecuário em 2017 Investimento de R$ 150 milhões vem do programa 'governo cidadão'

Com investimento superior a R$ 150 milhões, o Governo do Rio Grande do Norte comemora a boa fase do setor agropecuário no Estado, mesmo diante de uma crise econômica que assola o país e de uma estiagem que já dura sete longos anos na região Nordeste. Na 55ª edição da Festa do Boi, o governador apresentou um balanço das ações aos agropecuários e investi16 >

dores e anunciou a entrega de equipamentos para Emater, Idiarn e Emparn, além da flexibilização do acesso ao crédito para os pequenos produtores. Parte do investimento vem do programa Governo Cidadão, via Banco Mundial. O chefe do executivo estadual ressaltou que o RN vem batendo anualmente o recorde nas exportações de frutas. Em 2016, por

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exemplo, o estado registrou o valor de U$S 135 milhões em volume de frutas exportadas. “Os fruticultores estão migrando de outros estados para o RN por encontrar um ambiente favorável e com segurança jurídica para produção”, disse Robinson. Ele recordou que mais de cinco municípios potiguares foram reconhecidos como livres de 'Moscas das Frutas',


Investimento

PECUÁRIA O governo está apoiando mais de 12 exposições agropecuárias em todas as regiões do estado. Sobre o rebanho potiguar, Robinson Faria faz questão de informar que recordes estão sendo batidos nos índices de vacinação da aftosa. "Saímos de 79% em 2014 para 97.5% em 2016, o maior índice do Nordeste e um dos maiores índices do Brasil". O resultado da vacinação da Aftosa permite que o rebanho potiguar circule

ampliando a área para produção e exportação. Além disso, o RN está apto a exportar frutas para novas fronteiras como Argentina, Chile, EUA e China, com negociações já em curso. A comercialização local também ganhou investimento com a abertura da Central da Agricultura Familiar, beneficiando diretamente 1.200 agricultores. “Se compararmos com os outros estados brasileiros, mesmo com a seca que enfrentamos, o Rio Grande do Norte apresentou o maior percentual de contratações de trabalhadores no setor agrícola e o menor percentual de demissões, proporcionalmente. Em números absolutos, o RN é o estado que mais gerou emprego direto na agropecuária”.

livremente no país. A implantação da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA eletrônica) de bovinos, ovinos e caprinos e é outro item que, segundo o governador, merece destaque. Ele já anunciou, também, que entregará ainda neste ano cinco novos abatedouros e outros cinco no primeiro semestre de 2018, ação fundamental no incentivo da cadeia da pecuária de corte.

AGRICULTURA Na agricultura, o governo vem apoiando cerca de 40 associações de agricultores que trabalham com agricultura irrigada, com mais de R$ 13 milhões em financiamento de equipamentos para os produtores. O Estado apoia ainda a recuperação da cajucultura, com distribuição programada de mais de um milhão de mudas, beneficiando 1.800 produtores. E a partir de uma parceria com a Universidade Potiguar, o Estado investe em tecnologia para auxiliar os produtores no controle da produção de frutas. Um aplicativo para tablets e smartphones – Ceres – foi apresentado pela Emater. A ferramenta foi desenvolvida pelo departamento de tecnologia de informação do órgão junto aos alunos do

projeto E-Code da UnP. O app já está disponível para dispositivos Android, através do Play Store. Na Pesca e na Aquicultura, o governo tem trabalhado na implantação de uma nova estação de piscicultura no estado, próximo da barragem de Santa Cruz em Apodi, que aumentará em 300% a capacidade de produção de alevinos no nosso estado. Robinson informou na Festa do Boi que até o final do ano devem ser retomadas as obras para conclusão do terminal pesqueiro de Natal, paralisadas há mais de cinco anos. "Conseguimos superar a burocracia e trazer o terminal para o domínio do Estado, para incentivar fortemente a pesca do atum e a pesca artesanal".

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Indústria

Parque industrial instalado no Vale do São Francisco, em Juazeiro/BA, já entrou em operação

AGROBUSINESS

Investimento de R$ 35 milhões dá vida ao maior parque industrial de óleos e gorduras vegetais da região Nordeste Entrou em operação, na região do Vale do São Francisco, município de Juazeiro (BA), a maior e mais moderna planta industrial de processamento de óleos vegetais e produção de margarina e gordura vegetal da região Nordeste. Com investimento de R$ 35 milhões, o Grupo Icofort Agroindustrial, líder nacional no processamento de caroço de algodão (transformando 18 >

em óleo, linter, torta e farelo animal), ampliou seu parque fabril e continuará expandindo participação no mercado food service com seus óleos especiais, margarinas e gorduras vegetais. A qualidade e eficiência dos produtos já foram descobertas por grandes marcas e redes nacionais que usam a produção da Icofort. A Icofort possui parques indus-

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triais nas unidades de Juazeiro e Luís Eduardo Magalhães (LEM), ambas na Bahia. Juntos, somam 280 mil m² de área. A empresa mantém 500 empregos diretos e 1200 indiretos. Sua atuação está dividida em três áreas: mercado de alimentos com a linha de óleos de cozinha, mercado de transformação (Flor de Algodão, Flor de Palma e Flor de Soja) e gorduras vegetais e


Indústria Diretoria destaca nível de qualidade dos produtos

Décio Barreto Júnior, diretor-presidente do Grupo Icofort

Luís Fernandes, diretor comercial e de marketing margarinas; divisão de nutrição animal com tortas e farelos de algodão; e comércio internacional com exportações de óleo de algodão e de linter (base e matéria-prima na fabricação de placas de vídeo, viscose, papel moeda, telas de LCD e LED, esmaltes e até em propulsores sólidos de foguetes). “Cumprimos com dedicação a missão de selecionar a melhor matéria prima da natureza e transformá-la 100% em produtos de extrema qualidade”, afirma o diretor-presidente da empresa, Décio Barreto Jr. Por safra, a planta industrial da Icofort pode processar até 250 mil toneladas de caroço de algodão, mais de 3 milhões de sacas de ingredientes para

nutrição animal, mais de 1 milhão de caixas de óleo comestível, 7 mil toneladas de linter, 30 mil toneladas de óleo bruto de algodão e 60 mil toneladas de óleo refinado a granel. Desde 1965, ano de sua fundação, a Icofort já forneceu mais de dois milhões de caixas de óleo ao mercado e quatro milhões de sacas de ingredientes para nutrição animal. Além da potência produtiva, a empresa possui uma moderna logística de frotas própria e terceirizada. Para atender a todo território nacional, a empresa investiu numa frota terrestre de carretas, trucks tanques, trucks carga seca, bi-trens graneleiros, carretas com carrocerias e carretas carga seca.

“Fabricamos o mais puro óleo do algodão. Um óleo cheio de saudabilidade, rico em vitamina E, Ômegas 3 e 6. Deixa os alimentos mais secos, crocantes e saborosos”, explicou o diretor comercial da empresa, Luis Fernando Dias. Ele enfatiza o bom aproveitamento da matéria prima e conta que, após a extração do óleo, os pedaços dos caroços são aproveitados e transformados em farelo e torta de algodão, ingredientes para a nutrição animal de elevado valor energético. “A torta e o farelo podem ser consumidos por bovinos, caprinos, ovinos e ruminantes. Rico em proteína, óleo, fibras e de eficiente digestão, o caroço proporciona uma alimentação balanceada, garantindo aumento na produção de leite e ganho de peso para o gado”, atesta o diretor. A Icofort AgroIndustrial é hoje a maior empresa brasileira especializada em processamento e beneficiamento de sementes do algodão e de diversos tipos de óleos vegetais. “Estamos trabalhando muito nos processos e modernização. Sem falar que temos o diferencial da sustentabilidade. Aproveitamos totalmente a nossa matéria prima e devolvemos em forma de alimento. Isso é uma ação de responsabilidade ambiental”, pontua Luis Fernando. Além do algodão, o “carro chefe”, a Icofort também processa e fabrica óleos especiais de soja, canola, girassol, milho e outros. “A Icofort está pronta para continuar crescendo, transformando matéria prima da natureza em alimento, e fazendo a diferença na vida das pessoas” concluiu o executivo. Setembro/outubro de 2017 <

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Festa do Boi

ANORC e Governo promovem

o maior evento agropecuário do RN

Festa do boi chega a 55ª edição em parnamirim Maior evento agropecuário do Rio Grande do Norte e um dos mais tradicionais do Nordeste, a Festa do Boi abriu, no sábado 7/10, a sua 55ª edição. Promovida pela Associação Norte-riograndense de Criadores (ANORC) e pelo Governo do Estado, por intermédio da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Pesca (SAPE), o evento chega a cinco décadas e meia revitalizada, com muitas inovações, um mix ainda maior de produtos e serviços e com formato e visual repaginados. Além dos tradicionais leilões, julgamentos e desfiles de raças de bovinos, equinos, caprinos e 20 >

ovinos, a Festa do Boi traz inovações como a Feira de Aquarismo do Rio Grande do Norte (FEAQUARN) e a Exposição Nacional de Peixes Ornamentais. A Mostra Nacional de Queijos Artesanais, que faz parte da programação do Espaço Sebrae Empreendedor Terroir, conta com grandes chefs, como os premiados Alex Atala e Raquel Novais. Outra inovação está no aumento de espaços de shows. Além da tradicional Arena, a Festa do Boi conta com mais dois ambientes para muita diversão: o Tattersal, tradicional espaço de leilões, e a Arena de Rodeio.

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EXPOSIÇÃO Oficialmente denominada de Exposição de Animais e Equipamentos Agrícolas, a Festa do Boi reúne no Parque Aristófanes cerca de 1 mil animais puros de origem e alta linhagem genética. De segunda à sexta-feira, são realizados os tradicionais julgamentos, incluindo as raças de bovinos (Pardo-Suíça, Sindi, Gir, Nelore, Girolando, Guzerá e Guzerá Aptidão Leiteira). Outras atrações são o desfile de cavalos Quarto de Milha, a Galeria dos Garanhões e o XI Exposição Ranqueada do Cavalo Pônei de Parnamirim, com animais de diversas partes do Nordeste. Os passeios de pôneis dedicado às crianças são uma atração à parte durante todos os dias da Festa do Boi. Além dos animais, palhaços espalham-se pelo parque para interagir com as crianças.


Festa do Boi

AGRICULTURA familiar

Presidente da Assembleia prestigia entrega de ações aos agricultores familiares Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, participou da solenidade de entrega de veículos e equipamentos que vão dar suporte às ações de assistência técnica e extensão rural no Rio Grande do Norte. O evento ocorreu dentro da programação da 55ª Festa do Boi, no Parque Aristófanes Fernandes, com a presença do governador do RN, Robinson Faria, secretários de estado e lideranças do agronegócio potiguar. “O setor primário é o que mais emprega e é quem tem contribuído para que o país supere o momento de crise econômica. Melhorar as estruturas da Emater lá na ponta significar auxiliar o homem do campo. Aproveito para parabenizar todos do agronegócio por se manterem pujante apesar destes seis anos de seca”, discursou Ezequiel Ferreira. Atento às reivindicações do homem do campo, Ezequiel Ferreira, que ouviu das comunidades agrárias do semiárido a necessidade de melhorias nas estruturas da Emater no interior do RN, reivindicou ao Governo do RN a aquisição de veículos e equipamentos que vão dar suporte às ações de Assistência Técnica e Extensão Rural no Estado. “Presidente Ezequiel, você tem sido na Assembleia Legislativa um parceiro do homem do campo e do governo Robinson. Muito do que está acontecendo aqui tem sua contribuição”, elogiou o governador do RN.

Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa

SAÚDE E CIDADANIA A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte está disponibilizando ações de saúde e cidadania no estande montado na Festa do Boi, que acontece de 7 a 15 de outubro no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim/RN. Estão disponíveis serviços relacionados à saúde, como verificação de pressão, vacinação e orientações sobre a pre-

venção do câncer de mama. Além disso, o espaço conta com a presença do Memorial do Legislativo Potiguar, que apresenta, através do seu acervo de fotos, documentos e objetos, a história dos 182 anos do parlamento estadual. O estande funciona em concomitância com a programação da 55ª edição da Festa do Boi, que abre os portões diariamente a partir das 16h.

EQUIPAMENTOS Foram entregues 30 automóveis tipo Gol, 10 veículos tipo Saveiro, um caminhão-baú para a sede, além de 13 aparelhos GPS, e 32 notebooks. O investimento para essas aquisições foi de R$

1.986.000,00, provenientes de três convênios com o governo federal, através da Secretaria Especial da Agricultura Familiar (Sead), assinados com o governo do Estado, através da Emater.

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Gastronomia

Espaço Terroir do Sebrae

destaca os sabores do Brasil

O Sebrae faz uma verdadeira viagem gastronômica para explorar os sabores do Brasil com a montagem do Espaço Terroir, uma estrutura com 3 mil metros quadrados, montada na 55ª edição da Festa do Boi, que acontece entre os dias 7 e 15 de outubro, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim/RN. No local, estão expostos - também para degustação e comercialização - produtos de todas as regiões do Brasil. Dos queijos artesanais potiguares aos vinhos do Rio Grande do Sul, do café do Espírito Santo à castanha do Acre. Mais que sabores, o espaço do Sebrae conta com uma vasta programação de capacitações. Palestras técnicas, seminários (Cadeia Produtiva do Mel, Sertão Empreendedor, Aquicultura Potiguar, Fogo e Carne e Indústria de Alimentos e Bebidas do RN) e diversas oficinas. Para participar, basta se inscrever pelo 0800 570 0800. A programação completa

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Espaço Food Experience conta com oficinas gastronômicas do espaço pode ser conferida no site http://www.rn.sebrae.com.br/ terroir/. A expectativa é que a Festa do Boi atraia 400 mil visitantes e supere os R$ 50 milhões gerados em negócios no ano passado. A ideia da vitrine de produtos Terroir é chamar a atenção de profissionais diversos como Chefes de cozinha, gastrólogos, estudiosos e pesquisadores da gastronomia, para desenvolver receitas, relatar

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estórias e apresentar as tendências e diversidade gastronômica regional do Brasil. No espaço Food Experience, estão programadas as oficinas gastronômicas de ostras potiguares, camarões, com cafés brasileiros, de cachaça, carne e queijos do RN, com produtos industrializados, além da gastronomia do Brasil e os produtos regionais com o renomado chef Alex Atala.


Conciliação

Mediação Comunitária

abre portas da Justiça à população Câmara municipal de natal, Nupemec e tj/rn criam agenda de cooperação O presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Ney Lopes Júnior (PSD), se reuniu, na sede do legislativo municipal, com o desembargador Cláudio Santos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), e com o juiz Herval Sampaio, coordenador estadual do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), com o objetivo comum de estabelecimento de uma agenda de cooperação com foco na mediação comunitária. Há um projeto pioneiro criado em Natal e que poderá possibilitar o acesso da comunidade à justiça tornando este caminho bem mais facilitado. A reunião foi importante para debater o papel da mediação comunitária como instrumento de acesso à justiça e empoderamento da comunidade. "Foi muito importante a vinda do desembargador Cláudio Santos e do juiz Herval Sampaio para que a gente pudesse consolidar a parceria que temos com o TJ a fim de levar a Justiça até o cidadão. Ou seja, as pessoas não vão mais precisar buscar a Justiça, haja vista que o atendimento estará disponível nos bairros. Para tanto, estamos formando mediadores e conciliadores comu-

Ney Lopes reuniu-se com Cláudio Santos e Herval Sampaio nitários para que eles possam atuar junto à sociedade", afirmou o presidente Ney Júnior. Ney Junior ressaltou a necessidade de fundamentar o entendimento da mediação comunitária enquanto forma emancipadora de obtenção da justiça. "Nesse sentido, pretende-se defender o pressuposto de que esta modalidade de resolução de conflitos não é apenas mais uma forma de pacificação social, mas é também meio para o exercício da cidadania e para a independência das pessoas", defendeu. O desembargador Cláudio Santos comemorou os resultados da reunião com o Legislativo natalense. "Tive o prazer de discutir assuntos de interesse público com o presidente Ney Lopes Júnior, que

está conduzindo a Câmara com zelo e competência, para que nós pudéssemos tomar providências com vistas à realização de cursos e ações de mediação comunitária em conjunto com este Parlamento, Poder Judiciário e Escola da Magistratura". Herval Sampaio disse que a Escola da Magistratura foi a instituição escolhida para ministrar os cursos normais de mediação e conciliação e que o módulo precisa ter os requisitos do CNJ. "Estamos concluindo os preparativos finais para que o trabalho de capacitação possa começar nos quatro bairros escolhidos para abrigar o projeto piloto: Felipe Camarão, Brasília Teimosa, Cidade Esperança e Redinha", anunciou o coordenador do Nupemec.

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Gastronomia

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A comida

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conecta pessoas

resume o chef internacional Alex Atala Durante palestra no Espaço Sebrae Terroir, um dos mais renomados chefs brasileiros, Alex Atala, falou sobre o futuro da alimentação e classificou a comida como maior rede social do mundo

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Gastronomia Cleonildo Mello Agência Sebrae-RN Nada de Twitter, Instagram ou Facebook. A maior rede social do planeta é mais primitiva do que se imagina. A maior rede social ainda é a comida, que é capaz de conectar mais de 7 bilhões de pessoas. Isso é o que pensa o chef Alex Atala, o chef de cozinha brasileiro mais premiado de todos os tempo e dono do quinto melhor restaurante do mundo. Ele ministrou palestra na noite desta quinta-feira (12), no Espaço Sebrae Terroir, montado na 55ª Festa do Boi. Alex Atala veio falar sobre a importância dos produtos terroir – aquele que são típicos das regiões onde foram produzidos – no desenvolvimento da gastronomia brasileira. Na concepção do chef, nos últimos 50 anos, a alimentação passou por uma reversão. Começou ser industrializada, o que acarretou no desflorestamento, aumento dos bolsões de pobreza e o surgimento de novas doenças. “O que poderíamos esperar dos próximos anos? Uma catástrofe. Um quadro muito pior. Mas, eu acredito nas pessoas, e isso não deverá acontecer. Vejo as pessoas tomando mais consciência do que acontece com a alimentação. Prova disso são alimentos orgânicos”. A receita da felicidade na visão de Alex Atala é simples e passa pela alimentação. “No dia em que o ser humano entender que, para ser feliz, é só comer direito, ele terá mais felicidade”, diz o chef, sintetizando: “A comida conecta as pessoas”, classificando a comida como a maior rede social do mundo. Como veio ao Rio Grande do Norte falar sobre os produtos terroir, Alex Atala revelou, durante a palestra, que os alimentos brasilei-

Alex Atala ministra palestra no espaço terroir, na Festa do Boi

ros que mais o fascina são os do reino vegetal. Sobre os segredos da gastronomia, ele afirma: “A cozinha não tem mais segredo. Toda vez que um chef tem uma ideia nova, ele publica nas redes sociais e atrai clientes ao seu restaurante. Então, tudo está na internet”.

Na avaliação de Alex Atala, não há outra forma de se tornar um grande cozinheiro se não for cozinhando. “É preciso cozinhar todos os dias. Não precisa ser três vezes por dia, mas todo dia. É igual a atleta, que precisa treinar para quebrar recorde”.

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Camarão

“O bom filho à casa torna” Fenacam volta ao Rio grande do norte com novidades e destaca o potencial do Nordeste para ampliar produção nacional de camarão A Associação Brasileira de Criadores de Camarão - ABCC apresentou detalhes a XIV Feira Nacional do Camarão – Fenacam 2017. O evento, que volta ao Rio Grande do Norte com apoio do Governo do Estado, foi apresentado pelo presidente da ABCC, Itamar Rocha, que detalhou a programação, destacou as boas perspectivas da economia e mostrou dados comparativos dos mercados nacional e internacional. A Fenacam já conta com cerca de 100 expositores e integra ainda o XIV Simpósio Internacional de 26 >

Carcinicultura, o XI Simpósio Internacional de Aquicultura, o XIV Festival Gastronômico de Frutos do Mar e a XIV Feira Internacional de Serviços e Produtos para Aquicultura. O pescado é uma das commodities alimentares mais comercializadas no mundo mas, apesar do potencial, o Brasil estacionou o desenvolvimento do setor. Segundo dados apresentados por Itamar Rocha, a participação da produção brasileira no comércio internacional de pescados representa apenas 0,17% dos US$ 145,74

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bilhões movimentados pelo mundo em 2016. “Temos perdido espaço para países menores, como o Vietnã, por exemplo, que mesmo enfrentando uma guerra superou a produção pesqueira brasileira em quase 5 milhões de toneladas no ano passado. O Equador combate 13 doenças no cultivo de camarão marinho contra quatro do Brasil e, mesmo assim, produziu 406.334 toneladas do crustáceo, enquanto nós só conseguimos produzir 60.000”, enumerou o presidente da ABCC. Itamar Rocha destaca que a


Camarão

Direção da ABCC posa para foto com criadores de camarão e políticos do Rio Grande do Norte região Nordeste possui território com potencial de exploração para carcinicultura marinha superior a 1 milhão de hectares, mas utiliza apenas 2,5% por causa da falta de incentivos e da dificuldade, especialmente dos pequenos produtores, em obter licenças ambientais. “O Nordeste responde por 99,7% da produção nacional, mas pode produzir ainda mais. A criação de camarão representa uma oportunidade real de emancipação do povo e da economia nordestina que está sendo desperdiçada. Na Fenacam vamos apresentar inovações e tecnologias sustentáveis que devem estimular empreendedores e entidades governamentais a mudar esse cenário”, ressaltou o presidente da ABCC. O lançamento da Fenacam 2017 contou também com a participação do secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca do RN, Guilherme Saldanha, além da presença do deputado estadual Hermano Morais, de empresários

dos setores de Aquicultura e Carcinicultura, de representantes do Banco do Nordeste, Prefeitura de Natal, da imprensa e de empresários do segmento. O secretário de Agricultura enfatizou a importância da carcinicultura para o agronegócio e o apoio do Estado para que o evento retornasse ao Rio Grande do Norte. O empresário Newton Bacurau, diretor da Agropesca Rego Moleiro, comentou que a expectativa é pelas novas técnicas de produção intensiva que serão apresentadas na Fenacam. “A Feira vai trazer oportunidades de negócios, mas também inovações que estão sendo usadas no mundo, como no mercado da Ásia”, falou. O engenheiro de pesca e sócio da Fazenda 3M, José Bonifácio, ressaltou o potencial social da aquicultura no Brasil, como geradora de emprego em renda especialmente no ambiente rural, e disse que espera pelo aumento das discussões sobre o assunto proporcionado pela Feira.

Fenacam 2017 A Fenacam é o maior evento técnico-científico e empresarial da Aquicultura brasileira e latino-americana. A Feira nasceu no Rio Grande do Norte, onde foi realizada por dez anos, mas teve suas últimas edições realizadas em Fortaleza (CE). A 14ª edição acontecerá nos dias 15 a 18 de novembro, no Centro de Convenções, na Via Costeira. O evento integra o XIV Simpósio Internacional de Carcinicultura, o XI Simpósio Internacional de Aquicultura, o XIV Festival Gastronômico de Frutos do Mar e a XIV Feira Internacional de Serviços e Produtos Para Aquicultura. Ao todo, serão 36 palestras nos Simpósios, cobrindo todos os assuntos que rondam a carcinicultura marinha e a aquicultura no Brasil e no mundo, 20 palestras na Sessão Especial da RECARCINA, e duas Palestras Magnas a cada Sessão Técnica

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o que muda com a reforma política Após meses de discussão, deputados e senadores aprovaram no fim do prazo a reforma política. As novas regras foram sancionadas pelo presidente Michel Temer e algumas já passarão a valer para as eleições de 2018. Entre as novidades estão a criação de um fundo com recursos públicos para financiar campa28 >

nhas para compensar o fim das doações de empresas (proibida pelo Supremo Tribunal Federal), a adoção de uma cláusula de desempenho para os partidos, o fim de coligações partidárias a partir de 2020 e a determinação de um teto de gastos para candidaturas. Ao sancionar a reforma, o presidente vetou proposta que determi-

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nava que os sites suspendessem, em no máximo 24 horas, sem decisão judicial, a publicação de conteúdo denunciado como "discurso de ódio, disseminação de informações falsas ou ofensa em desfavor de partido ou candidato". A proposta foi alvo de críticas de parlamentares e de várias entidades do setor de comunicação.


Novas Regras

Confira o que muda a partir das eleições de 2018: Cláusula de desempenho Como era: todos os partidos recebiam uma parcela do fundo partidário, e o tempo de propaganda em emissoras de televisão e de rádio era calculado de acordo com o tamanho da bancada de cada legenda na Câmara dos Deputados. ---------------------------------Agora: os partidos precisam atingir um desempenho eleitoral mínimo para ter direito a tempo de propaganda e acesso ao fundo partidário. Para 2018, os partidos terão que alcançar, pelo menos, 1,5% dos votos válidos, distribuídos em, no mínimo, nove estados, com ao menos 1% dos votos válidos em cada um deles. Como alternativa, as siglas devem eleger pelo menos nove deputados, distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da Federação. As exigências aumentarão gradativamente até 2030. _______________________________________ Fundo eleitoral Como era: não existia. Partidos e candidatos podiam receber doações somente de pessoas físicas e não havia verba pública destinada diretamente a campanhas eleitorais. ---------------------------------Agora: foi criado um fundo eleitoral com dinheiro público para financiamento de campanhas eleitorais. O fundo, estimado em R$1,7 bilhão, terá a seguinte distribuição: 2% igualmente entre todos os partidos; 35% entre os partidos com

ao menos um deputado na Câmara, 48% entre os partidos na proporção do número de deputados na Câmara em 28 de agosto de 2017 e 15% entre os partidos na proporção do número de senadores em 28 de agosto de 2017. _______________________________________ Arrecadação Como era: os candidatos podiam iniciar a arrecadação apenas em agosto do ano da eleição, mas o acesso ao dinheiro estava condicionado ao registro da candidatura. ---------------------------------Agora: os candidatos podem arrecadar recursos em campanhas online (crowdfunding) a partir de 15 de maio do ano eleitoral. Além disso, os partidos podem vender bens e serviços e promover eventos de arrecadação. Empresas estão proibidas de financiar candidatos. _______________________________________ Limite para doações Como era: as pessoas físicas poderão doar 10% do rendimento bruto declarado no ano anterior à eleição. ---------------------------------Agora: não mudou. O presidente Michel Temer vetou item que previa um teto de 10 salários mínimos. _______________________________________ Limite para gastos Como era: sem limite.

---------------------------------Agora: haverá limite de gasto com valores distintos conforme o cargo que o candidato almeja: Presidente: R$ 70 milhões no primeiro turno e metade desse valor em caso de segundo turno. Governador: entre R$ 2,8 milhões e R$ 21 milhões, dependendo do número de eleitores do estado. Senador: entre R$ 2,5 milhões e R$ 5,6 milhões, dependendo do número de eleitores do estado. Deputado federal: R$ 2,5 milhões. Deputado estadual/distrital: R$ 1 milhão. Debates Como era: emissoras de televisão e rádio eram obrigadas a convidar candidatos de partidos com mais de nove deputados na Câmara dos Deputados. ---------------------------------Agora: esse número foi reduzido para cinco. _______________________________________ Voto impresso Como era: não havia. O voto dos eleitores ficava registrado apenas na urna eletrônica. ---------------------------------Agora: o voto deverá ser impresso a partir da eleição de 2018, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já comunicou que não terá orçamento para implementar a medida em todo o Brasil no próximo ano.

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Artigo Chapéu Ricardo Amorim *

Saída da recessão: sinais de melhora estão mais espalhados pela economia por Míriam Leitão 22/09/2017 06:00 O Brasil pode crescer até 4% no ano que vem, por causa da força da queda da taxa de juros. Este ano, pode terminar com uma alta entre 0,8% e 1%. Mas o Brasil vai levar pelo menos cinco anos para recuperar o que perdeu em quase três anos de recessão. O ambiente na economia é de saída da crise, e os sinais disso estão espalhados por vários indicadores, como se viu ontem no mercado de trabalho. Já é possível comemorar o fim da recessão? Os economistas Silvia Matos, da FGV, e José Carlos Carvalho, da Paineiras Investimento e Casa das Garças, disseram que sim. Eu os entrevistei na Globonews. Eles têm números diferentes, mas a mesma convicção de que o pior ficou para trás. Essa mesma mensagem de que os indicadores são compatíveis com um cenário de recuperação está no Relatório de Inflação. A Fundação Getúlio Vargas tem o Comitê de Datação dos Ciclos Econômicos que ainda não disse oficialmente se acabou a recessão iniciada no segundo trimestre de 2014. Porém, nos dois primeiros trimestres do ano houve alta do PIB, como se sabe. No primeiro, o crescimento foi de 1%, puxado pela agricultura. No segundo, 0,2% puxado pelo consumo, em grande parte impactado pela liberação do FGTS. No terceiro, a previsão da FGV é de 0,3%. Mas, nesse caso, a agricultura entra com sinal negativo, sem ela, a alta seria maior. Todas as projeções apontam para a manutenção dos resultados positivos. — A inflação deve ficar em torno de 3%, o que está ajudando a renda disponível das famílias. Quando a inflação cai muito rapidamente, isso é muito bom para as famílias. Esse efeito já não vai ser tão benéfico no ano que vem — diz Silvia. A queda da inflação permitiu a redução da Selic. José Carlos disse que há uma correlação direta entre queda de juros e alta do PIB. Pelos seus cálculos, se a taxa permanecer em torno de 7%, isso pode levar o país a crescer 4% em 2018, o que daria, por razões estatísticas, em torno de 3,6%. — A queda de juros, de 14,25% para alguma coisa perto de 7% em pouco mais de um ano, é uma bomba atômica no bom sentido. É muito potente. São sete pontos percentuais de redução, o que faz com que a economia reaja por caminhos que a

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gente tem dificuldade de ver — disse José Carlos Carvalho. Silvia Matos lembra que o investimento está negativo e deve fechar o ano assim, o que reduz o horizonte do crescimento. Mas, de qualquer maneira, ela acha que o país está sim saindo da recessão que consumiu 9% do PIB per capita em 11 trimestres. — Isso foi uma crise sem precedentes, porque criada internamente por escolhas equivocadas de política econômica. E o pior é que a gente até investiu, mas investiu muito mal, como no caso da Petrobras. Isso dificulta retomar o investimento — diz Silvia. José Carlos lembrou que seu otimismo é de curto prazo. O que está se falando é de dois anos de crescimento. O que vai acontecer além disso depende das eleições de 2018. Essa saída da recessão vai levar à queda do desemprego no ano que vem, mas ainda assim ficará em nível alto. José Carlos prevê taxa de 8%. Já há melhoras discretas no mercado de trabalho. Ontem mesmo, o Ministério do Trabalho divulgou o quinto mês seguido de geração de empregos formais. Em agosto, o saldo foi de 35 mil. No acumulado desses cinco meses, entre abril e agosto, foram 174 mil vagas criadas. No mesmo período do ano passado, houve fechamento de 320 mil. O mundo tem jogado a favor, com a ampla liquidez que tem sido mantida nos últimos anos. — A maré de liquidez até agora só ajudou, e, quando a liquidez vem, todos os barcos sobem, o barco feio e o iate — diz José Carlos. Tanto o Banco Central americano quanto o europeu anunciaram futuros aumentos das taxas de juros, o que pode levar à inversão do fluxo de capital. Mas isso é futuro. Por enquanto, o mundo favorece o país, e ainda houve o “choque positivo”, como os economistas gostam de dizer, da agricultura. Silvia Matos lembra que mesmo quando há fatos favoráveis, se não houver uma boa política econômica pode-se perder a oportunidade. José Carlos Carvalho calcula que se a Selic ficar em 7% e o país crescer 4% no ano que vem, o país pode ter, pela primeira vez na era do real, mais crescimento que juros reais. Isso seria o momento ideal para fazer reformas que garantissem crescimento sustentado.


Revista Negócios 70  
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