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Ano I - nº 3 mai/jun 2013 - distribuição gratuita facebook.com/RevistaMundodosBichos

EUTANÁSIA ANIMAL A "boa morte" pode ser a melhor solução? EQUOTERAPIA Um tratamento baseado na interação com os cavalos

FERRETS Conheça o mais pilhado dos exóticos

CASA ECOLÓGICA Como ter um lar mais sustentável

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ÍNDICE

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PEIXES Como o aquapaisagismo pode transformar seu aquário

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AVES Inhambu, uma espécie intrigante e enigmática

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EXÓTICOS

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EQUOTERAPIA

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ECOLOGIA

Brincalhões e acelerados, eles são os ferrets

O benéfico contato com os equinos

Medidas para ter uma casa mais "verde"

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FELINOS O espírito desbravador dos gatos

PALEONTOLOGIA Um mergulho no tempo por meio dos fósseis

DIÁRIO Imagens de uma viagem de bicicleta pela América Latina

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SUSTENTABILIDADE Como o princípio dos 3 Rs pode mudar o mundo

CAPA As controvérsias da eutanásia

TRECOS ANIMAIS Moda, privada e até cerveja para seu pet

S.O.S. MELHOR AMIGO Grupo de Araraquara protege animais desamparados

TODA EDIÇÃO 04 Editorial 05 Artigo 28 Bichos curiosos 30 Click

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Para sugestões, críticas ou elogios, envie e-mail para contato@revistamundodosbichos.com.br

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Editorial

Edição bimestral - ANO I - Nº 3 mai/jun 2013

Tiragem: 10 mil exemplares Distribuição gratuita

DIRETOR EXECUTIVO - Marcelo Quén marceloquen@revistamundodosbichos.com.br DIRETOR ADMINISTRATIVO - Diogo Oliveira diogo@revistamundodosbichos.com.br DIRETOR DE MARKETING - Dacyo Cavalcante dacyo@revistamundodosbichos.com.br JORNALISTA RESPONSÁVEL - Fabiana Assis Mtb 55169 EDIÇÃO - Fabiana Assis fabiana@revistamundodosbichos.com.br REPORTAGEM - Dacyo Cavalcante / Luísa Dentello ANALISTA DE REDES SOCIAIS - Vitor Haddad vitor@revistamundodosbichos.com.br GERENTE DE CONTAS - Fabio Rufino comercial@revistamundodosbichos.com.br ATENDIMENTO - Luciano Gouvea comercial1@revistamundodosbichos.com.br

Morte e vida E utanásia. Pronto, tudo indica que a sua atenção já foi fisgada. Se a palavra “eutanásia” costuma causar esse efeito sobre você, despertando um misto de interesse e curiosidade, não se preocupe – isso significa apenas que você é uma pessoa normal. O tema da “morte tranquila”, como também é conhecida, é alvo de polêmicas e discussões acirradas nos mais diversos meios. Mas não na MDB. O propósito da nossa revista é levar assuntos relevantes aos leitores e estimular o pensamento crítico por meio do conhecimento. Para isso, fomos a campo e consultamos pesquisadores, veterinários, criadores e defensores das causas animais que pudessem contribuir para o esclarecimento dessa questão espinhosa. Mas esta edição também traz assuntos amenos, como uma matéria sobre gatos “rueiros”, medidas para incorporar o princípio dos 3 Rs ao cotidiano e uma viagem no tempo por meio da paleontologia, além de

muita informação sobre animais domésticos e exóticos. Aliás, foi justamente o caráter informativo da revista que nos garantiu uma feliz notícia. Recentemente, descobrimos que a MDB tem sido utilizada em escolas como material de apoio às aulas de ciências humanas e biológicas. Essa constatação representa uma grande conquista para a Mundo dos Bichos! Atitudes sustentáveis não dependem apenas da nossa relação com o meio ambiente – dependem da nossa relação com os jovens. As crianças e os adolescentes são os atores da construção de uma nova realidade. E as ações futuras desses jovens dependem dos valores que eles assimilam e da conscientização que desenvolvem hoje. É para isso que existe a MDB. Para informar, formar e reformar as consciências. Afinal, se a ciência e a lei deliberam sobre a “boa morte”, cabe a nós assegurar condições para a boa vida. E a base para isso é o conhecimento. Boa leitura! Revista Mundo dos Bichos

LOGÍSTICA - Raphael Trolese PROJETO GRÁFICO E DESIGN - Marcelo Quén ARTICULISTA - Kdu Oliveira kdu1@bol.com.br ILUSTRAÇÃO - Mayara Julia Laurindo mazinha_julia@hotmail.com COLUNISTA SOCIAL - Virgínia Coutinho CONSULTORES Jaquelini Fiochi - Médica Veterinária Vagner José Mendonça - Biólogo Mundo dos Bichos não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados ANUNCIE: (16) 3461 2472 / 9746 9719 comercial@revistamundodosbichos.com.br

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Onde encontrar a revista Mundo dos Bichos Shopping Jaraguá Banca do Correio – Na frente do Clube 22 de agosto (sede social), ao lado dos Correios do Centro Banca da Praça Pedro de Toledo – Na Praça Pedro de Toledo Banca do Parque Infantil – No Parque Infantil Banca do Carmo – AV. 7 de Setembro, em frente à concessionária Chevrolet Banca do Extra – Dentro do supermercado Extra Banca Alves – Esquina da Rua São Bento (Rua 3) com a Av. 36 Banca da Fonte – Av. Bento de Abreu, em frente ao Gigantão Banca das Roseiras – Av. Luiz Alberto, próximo à padaria das Roseiras Banca 13 de Maio – Em frente à escola Antonio Lourenço Correia, na Rua 13 de maio Banca Alameda – Alameda Paulista, em frente à TV Ara Banca da Santa Cruz – Praça da Santa Cruz Banca do Cris – Av. Maurício Galli, dentro do shopping Uirapuru Banca do São Geraldo – Praça da igreja do São Geraldo Banca Central – Esquina da Rua São Bento (Rua 3) com a Av. Duque de Caxias Banca Martinez – Próximo à concessionária Honda de automóveis


Artigo

(In)sensatez Kdu Oliveira*

to esteve vivo? Sim, estamos falando da eutanásia. Não necessitamos polemizar o assunto. Religiões, políticas, grupos de estudiosos jamais irão dar conta de decifrar essa equação que traz um resultado tão dilacerante que somente aquele que a

A dor é sofrível porque não se pode sofrer, já que se fez a escolha. O amor e a saudade são um fato real.

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entarei objetivar de forma psicanalítica a morte. Esperamos por ela? Não. A queremos? Não. Mas podemos desejá-la? Sim, podemos. A micro-história da intersubjetividade de uma relação de amor é complexa demais para narrar a qualquer ser vivo, seja ele humano ou animal. Dependemos tanto de algo que chamamos de vida que, de vez em quando, nos debatemos com o ato findável ao qual chamamos de morte. Morre-se por qualquer coisa, como dizia Raul Seixas: “Oh morte, tu que és tão forte, vista-se com tua mais bela roupa quando vieres me buscar”. Sim, ela vem. E quando temos que decidir por nós mesmos que é a hora de se “encerrar a vida” de um ser que praticou somente o amor enquan-

sente é capaz de entender. Somente aquele que afaga seu gato em uma noite de inverno sabe disso. Somente o dono de um pit bull que viu seu amigo respirar fundo e deitar sobre sua filha de 2 anos

e dormir como se estivesse ali de guarda, sabe invariavelmente a dor de entregar seu amado melhor amigo ao fim. A cada história contada e recontada sobre nossas relações com os animais, fico perplexo sobre como o tema da eutanásia coloca-se como uma das maiores dores pelas quais um ser humano pode passar. O luto é injusto! A dor é sofrível porque não se pode sofrer, já que se fez a escolha. O amor e a saudade são um fato real. Como prometi ser objetivamente psicanalítico, serei breve: A escolha de se praticar a eutanásia ou não, diante de um sofrimento que não se sabe se é maior da parte daquele que a fará ou daquele ser que amamos tanto, nos leva à seguinte conclusão: qualquer decisão é um ato de amor, pois quem viveu esse amor fui eu. *Psicólogo. CRP:06/77717 facebook.com/RevistaMundodosBichos

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Como lidar com o instinto explorador dos bichanos

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uriosos e ágeis, os gatos despertam o encanto de muitos povos mundo afora, desde as civilizações antigas. Nos dias de hoje, no entanto, muitos criadores têm medo de que seus bichos saiam perambulando pelas ruas, e não sabem o que fazer a respeito. Como são caçadores natos, os gatos têm o primeiro instinto de reconhecer o terreno quando chegam em um novo ambiente. O criador pode achar que portão e muros serão

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Felinos

suficientes, mas não para os bichanos, que os escalam com facilidade. Normalmente, os animais não se afastam muito de sua residência – ficam sentados nos muros, deitados nos telhados vizinhos e estirados na calçada. O que costuma levá-los mais longe é o impulso sexual. Há o temor comum de que as “noitadas” fora de casa façam o gato adquirir doenças que possam contaminar os outros animais domésticos e os criadores. Se o pet for bem cuidado, entretanto, os verdadeiros riscos serão maiores para ele próprio. “Atropelamentos, ataques de cães, envenenamentos ou, em caso de animais não castrados, brigas com outros gatos.” Esses são alguns dos problemas apontados pelo médico veterinário Amilcar B. Pasta. “A menos que o dono seja um comerciante de animais, não existe justificativa para manter um gato ou gata não castrados”, diz o veterinário. Em alguns casos, o obstáculo para a cirurgia é o preço. Para isso, existem ONGs e associações de defesa dos animais que realizam a castração a menores custos ou mesmo gratuitamente. Adotar animais recolhidos por essas associações pode ser outra alternativa, já que eles já vêm castrados. As vantagens da castração são grandes, até mesmo para gatos

que vivem em apartamentos com janelas teladas. As fêmeas não castradas podem desenvolver tumores de mama e infecções uterinas, e os machos tendem a ficar mais agressivos e marcar território pela casa, produzindo urina com odor mais forte. Quem deseja adotar um gato mas está apreensivo deve, antes de mais nada, adaptar a residência para que o bichano não sofra acidentes, adotando medidas como a instalação de telas nos portões das casas ou nas janelas dos apartamentos. Em seguida, deve-se procurar um veterinário para fazer o calendário de vacinas, a vermifugação adequada e, caso o animal seja fértil, programar sua castração. A boa alimentação, com rações com pouco sódio ou corante, também é fundamental. “A infecção urinária, a formação de cristais na urina e o consequente entupimento da uretra é muito comum em gatos castrados que se alimentam de rações inadequadas”, esclarece Amilcar. Acima de tudo, o mais importante é garantir carinho aos gatos, desejá-los. Como é o criador quem os leva para sua casa, é inteiramente sua a responsabilidade

por mantê-los em segurança e saudáveis. No mais, basta seguir as orientações do veterinário e amar seu pet. Ele vai amá-lo de volta, sem a menor dúvida.

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Ferret não é furão Apesar de agitado, animal vive bem em apartamentos

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ngana-se quem pensa que apenas cachorros e gatos representam a predileção dos criadores de animais. Embora seja considerado exótico, o ferret, também conhecido como "furão", tem se tornado cada vez mais comum em terras brasileiras. De acordo com a médica veterinária Gabriela Campos, especialista em animais silvestres e exóticos, ferret e furão são dois animais diferentes. “O Ferret (Mustela putorius) tem como habitat natural os Estados Unidos, e é importado para domesticação no Brasil. Já o Furão (Galictis cuja) é um animal natural da fauna brasileira e não domesticável”, afirma. Segundo ela, “O IBAMA só permite a comercialização dos ferrets castrados e vacinados, sendo sua reprodução 8

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em cativeiro proibida para evitar desequilíbrio ecológico”. O ferret é “parente” da Ariranha, da Lontra e da Irara. O odor característico é uma das particularidades do animal, que utiliza glândulas específicas para afastar potenciais inimigos ou transmitir informações a outros bichos. “Essas glândulas, porém, regridem após a castração”, explica Campos. Sua expectativa de vida vai de 6 a 10 anos em média, embora muitos indivíduos possam morrer antes por tumores ocasionados no decorrer da velhice. A coloração dos seus pelos varia desde os tons mais claros até os mais escuros, e as mudas de pelagem ocorrem em dois períodos do ano, no outono e na primavera. É um animal de tamanho relativamente pequeno, entre 30 e 50 cm, o que faz com que seja muito procurado por pessoas que vivem em apartamento. Esse foi o caso de Beatriz Massafera, criadora do ferret Otto, de 4 anos. Ela diz que se interessou pelo animal ao ler uma matéria em uma revista especializada. “Nossa relação é maravilhosa. Ele é superbrincalhão e carinhoso, mas também é muito

arteiro!”, comenta. O temperamento dócil faz com que esses animais se adaptem facilmente ao ambiente doméstico. Além disso, convivem sem problemas com outros bichos, como cães e gatos, e costumam se dar muito bem com crianças, já que são bastante agitados. “Por não ser um animal noturno, ele vai se acostumar aos horários dos donos. Existem gaiolas específicas, com cabana e rede para o animal dormir. E os criadores também podem passear com eles utilizando uma coleira própria para a espécie”, esclarece a veterinária. Animais independentes, agitados e cheios de habilidades, os ferrets têm o hábito de explorar o ambiente. Esse instinto de desbravamento faz com que eles acabem entrando em buracos e locais de difícil acesso. Por isso, os criadores precisam ter cuidado com ralos, privadas e gavetas. Massafera, que mora no 13º andar de um prédio, diz que colocou grades na sacada do seu apartamento para a segurança de Otto. Apesar da permanente atenção com seu bichinho, a bagunça é inevitável. “Quando


Exóticos

“Parentes” do Ferret

O odor característico é uma das particularidades do animal, que utiliza glândulas específicas para afastar potenciais inimigos ou transmitir informações a outros bichos.

Ariranha

o deixo brincando no meu quarto, ele apronta até! É só eu virar as costas que ele abre as portas do meu guarda-roupa, entra nas gavetas e joga todas as roupas para fora. Quando me dou conta, é sutiã, camiseta, meia, tudo esparramado no chão e ele quietinho, deitado dentro do armário.” Além de arrumar a algazarra que eles deixam pela casa, o criador deve cortar as unhas dos animais para que eles não estraguem a mobília. Os banhos, geralmente a cada 15 dias (com xampu próprio para ferrets ou gatos), exigem água morna e muito cuidado com olhos,

Irara

Lontra

ouvidos e boca. Outra questão que demanda a atenção dos criadores é a alimentação. Existem rações específicas para os ferrets, mas elas são importadas e vendidas apenas em centros especializados, como algumas lojas de São Paulo. Segundo Campos, “As rações secas são melhores do que as úmidas, pois diminuem a possibilidade de doenças periodontais”. Além da ração, também se pode oferecer frutas e bastante água fresca, já que eles costumam sentir muita sede. Os ferrets precisam receber vacina contra cinomose e raiva

Beatriz Massafera com Otto. ferret de 4 anos.

e devem ser levados a um veterinário especializado em animais silvestres e exóticos, com a frequência de uma vez ao ano ou a cada seis meses, para que seja feita a pesagem do animal e exames de rotina. “Deve-se também evitar o contato do ferret com pessoas gripadas, pois ele é suscetível à gripe humana”, explica a veterinária. Você pode fazer como a Beatriz, e se apaixonar por um monstrinho carinhoso e cheio de gás. O preço de um ferret varia de 800 a 1.500 reais. O valor da sua companhia é inestimável.


Responsabilidade escrita com 3 Rs Reeducação de hábitos pode mudar a realidade

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contato do homem com o planeta apresenta uma dinâmica marcada por relações de desequilíbrio e exploração. Esse quadro preocupante decorre de uma cultura baseada em 3 Cs: Crescimento, Comércio e Consumo. Quando essas práticas são realizadas de maneira desorganizada e compulsiva, elas conduzem à destruição do homem e do meio em que ele vive. O crescimento acelerado e desigual leva aos abismos sociais e ao empobrecimento da natureza. O comércio desenfreado induz ao acúmulo de lixo e ao caos urbano. E o consumo excessivo, por sua vez, retroalimenta todo esse sistema autodestrutivo. Como deu para notar, a questão é amplamente complexa e enraizada na nossa sociedade. A solução, entretanto, pode começar com uma medida simples e ao alcance de todos: substituir os 3 Cs por 3 Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Eduardo Ferin da Cunha, integrante da equipe de gestão do Reciclatesc, programa do SENAC de São Carlos que atua com o remanejo de equipamentos de informática, explica que os 3 Rs fundamentam as ações do grupo. “No nosso caso, 10

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Reduzir significa incentivar a redução em novas aquisições de equipamentos de informática. Reutilizar é adequar os equipamentos e reaproveitá-los para doação a outras instituições sociais. Reciclar se refere a desmanufaturar os equipamentos que não podem ser aproveitados.” Além de diminuir a produção de lixo que seria gerada com o descarte, o programa recupera os equipamentos recebidos e os destina a outras instituições. Mas os 3 Rs também podem ser praticados no ambiente doméstico. O primeiro R, Reduzir, está relacionado ao consumo consciente,

isto é, à redução do desperdício. Nesse sentido, cortar o excesso dos bens industrializados adquiridos é tão importante quanto diminuir o uso de bens naturais. Atitudes como fechar a torneira ao escovar os dentes ou lavar o carro com balde em vez de mangueira são maneiras simples e eficientes de economizar. Um posicionamento inteligente em relação ao primeiro R consiste em comprar mercadorias de produtores locais. Além de fortalecer a economia da região, a prática reduz a emissão de carbono resultante do transporte de produtos.

Xixi consciente

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iminuir o consumo de água envolve práticas tão simples que a Fundação SOS Mata Atlântica, em criação assinada pela agência F/Nazca Saatchi & Saatchi, lançou a campanha “Xixi no banho”, que incentiva a população a fazer xixi ao chuveiro como forma de diminuir a água usada na descarga. A campanha influenciou até um vereador da Holanda, da província de Drenthe, que convidou a população a fazer o mesmo.


Sustentabilidade

Você já parou para pensar na logística que entra em ação quando se compra um produto da China? Tente imaginar o tanto de petróleo necessário para transportar o objeto do outro lado do mundo até a sua caixa de correios. Depois de reduzir o consumo, é a vez de implantar o segundo R: Reutilizar. Assim como a diminuição do desperdício, o aproveitamento máximo e a reutilização dos itens adquiridos são fundamentais para o consumo sustentável. Um exemplo envolve o emprego de sacolas duráveis, as ecobags, para carregar as compras do mercado. Como são mais resistentes que as sacolas descartáveis, elas podem ser reutilizadas diversas vezes, o que diminui a geração

de resíduos sólidos (lixo). Somente após os 2 Rs, finalmente se chega ao terceiro: Reciclar. Essa é uma excelente estratégia de preservação, pois proporciona um novo ciclo de vida a materiais usados (daí o nome re-ciclagem). Embora alguns produtos não possam ser reciclados em casa, um método de contribuir com a reciclagem consiste em separar o lixo doméstico. Diversas prefeituras (como as de Araraquara e São Carlos) mantêm ou apoiam serviços de coleta seletiva, medida que favorece o meio ambiente e a economia. Além disso, a reciclagem não se destina unicamente a produtos industrializados. Matéria orgânica também é reciclável, e pode ser transformada em adubo. Apesar de ser o mais conhecido dos 3 Rs, a reciclagem, por si só, não é capaz de resolver todos os problemas ambientais. Quando se recicla um objeto, apenas se cria um novo produto. Se isso não for combinado à redução do consumo e à reutilização dos itens, a reciclagem não consegue escoar a enorme quantidade de materiais fabricados a cada instante. É por isso que existe uma “hierarquia” na definição dos 3 Rs – Reduzir, Reutilizar e Reciclar, nessa sequência. Muito além da iniciativa de

grandes organizações e dos projetos voltados à transformação da realidade em grande escala, a salvação do planeta é particular, local e circunstancial. O mundo é salvo ou condenado a cada atitude que se toma ou se deixa de tomar. Afinal, se a sustentação dos 3 Cs depende dos hábitos diários dos consumidores, o fortalecimento dos 3 Rs também é dependente de ações realizadas diariamente. Cabe a cada um fazer a sua escolha.

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PAISAGENS SUBMERSAS Técnica permite criar aquários incríveis 12

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Tetra-néon, ou simplesmente néon, é um peixe de água doce da família Characidae, da ordem Characiformes, originário da região norte da América do Sul. É um peixe de cardume de cores muito vivas, bastante apreciado na aquariofilia de água doce.

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ocê já pensou em transformar seu aquário comum em um fabuloso jardim submerso, cheio de harmonia para os peixes e beleza para o ambiente? Isso é possível graças ao aquapaisagismo, técnica que nasceu há aproximadamente duas décadas na Europa e continua atraindo aquaristas do mundo todo. O aquapaisagismo consiste na arte de recriar uma paisagem ou um ambiente natural dentro do aquário, por meio da utilização de materiais de decoração, plantas e peixes, e da composição equilibrada de todos esses elementos. Existem profissionais qualificados para orientar a escolha do aquário, peixes e plantas, já que alguns cuidados devem ser tomados. De acordo com o aquarista Eduardo Júnior, o aquário deve conter peixes, camarões ou caramujos que auxiliem na limpeza para evitar o surgimento de musgo nas paredes. A água deve conter medidas certas de nutrientes e CO2, a iluminação deve ser balanceada e os peixes precisam ser seleciona-


Peixes

dos corretamente. “Peixes menores e mais coloridos são ideais para os aquários plantados, pois costumam ficar em cardumes, o que dá um aspecto mais natural e vivo ao aquário”, aconselha o especialista. Diversas técnicas podem ser empregadas para a montagem de paisagens submersas. Uma delas permite a criação de bonsais por meio de troncos, pedras e musgos. Como o bonsai utilizado no aquário precisa estar morto e ressecado, o aspecto de vida que ele assume depende dos musgos que crescem no tronco. O musgo mais indicado, nesses casos, é o de crescimento triangular. Inicialmente, é necessário fixá-lo nos galhos e podar regularmente os ramos inferiores para que recebam a iluminação neces-

sária. Utilizar um tronco com várias ramificações torna a copa do bonsai mais natural e o crescimento do musgo mais rápido. A montagem de uma paisagem como

essa, entretanto, requer bastante paciência e dedicação. Mas todos os investimentos e cuidados serão bem recompensados. Os efeitos resultantes são belíssimos.

Diferentes estágios da montagem de um bonsai submerso Fotos/projeto: Filipe Oliveira http://faao.blogspot.com.br/

INCAS

anuncio loco por peixes.pdf 1 19/02/2013 22:19:46

Você, que enlouquece só de ver um peixinho, vai perder a cabeça quando nos visitar.

Aquários plantados e marinhos Lagos ornamentais

Projetos personalizados A maior variedade de peixes exóticos

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3357 7510

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Rua 9 de julho, 160 - Centro Araraquara - SP


A (paleo)biodiversidade brasileira Por Heitor Francischini*

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Brasil ocupa as primeiras posições de qualquer lista de biodiversidade que se possa levantar: o país possui grande parte dos mamíferos, das aves e dos anfíbios do mundo, sem contar os répteis, peixes, insetos, orquídeas, bromélias, fungos e muitos outros grupos de seres vivos. Em toda a dimensão continental deste nosso país, temos um vasto número de biomas e paisagens, que variam das dunas potiguares aos pampas gaúchos, passando por um sem número de florestas, campos, manguezais, cavernas, serras. Dados científicos ainda apontam que não conhecemos mais que 10% de todo o nosso patrimônio vivo e que muitas das espécies ainda não catalogadas por cientistas já estão em vias de extinguir-se. Logicamente, a posição do Brasil no planeta Terra é favorável para a ocupação de diferentes tipos de ambientes. Temos um território que se estende de um hemisfério a outro, com diferentes padrões de relevo, de clima, pluviosidade e solo, que nos permite ter um nordeste semiárido e uma serra catarinense com geadas e neve frequente. E todos estes fatores proporcionam uma riqueza e uma diversidade de espécies tal como encontramos neste país. Mas, se por um lado, temos grandes extensões de florestas, cerrados e campos, pequenas variações locais transformam estes ambientes em colchas de retalhos, cuja provincialidade e endemicidade são muito bem quistas. Assim, o Brasil possui não só espécies que ocorrem em praticamente todos os biomas, como a suçuarana (Puma concolor), como também muitas espécies endêmicas. O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) vive somente nas matas úmidas do Rio de Janeiro; o tuco-tuco (Ctenomys minutus) é exclusivo da costa gaúcha; o cacto mandacaru (Cereus jamacaru) só ocorre na Caatinga, e por aí vai! Outro fator que influencia a biodiversidade é o “histórico” biológico brasileiro. Os biomas estão sempre se modificando no decorrer do tempo. Para quem olha uma floresta imponente como a Amazônia, fica difícil imaginar que aquela região já foi coberta por vegetação savânica, como o cerrado, e até por um braço de mar. O mesmo aconteceu com o sertão nordestino: ele já abrigou uma imensa quantidade de espécies de peixes, tubarões, tartarugas e outros animais marinhos. Sabemos isso

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Paleontologia

Um mergulho nas profundezas do tempo pode revelar histórias e personagens incríveis, que só estão disponíveis para nós, humanos, como singelas criaturas petrificadas: os fósseis

graças aos fósseis! Fóssil é um resto corporal ou vestígio de um organismo que viveu em períodos geológicos passados: ossos, dentes, escamas, placas, folhas, penas, ovos, pegadas, fezes ou até mesmo um organismo inteiro são exemplos de fósseis. E o Brasil possui muito deles! Se em pouco mais de 500 anos de história (decorridos desde a chegada de Pedro Álvares Cabral a Porto Seguro) sabemos tão pouco sobre as espécies que vivem ou viveram no nosso país, imagine se aumentarmos este tempo para dez mil anos. E para um, dez ou cem milhões de anos? Se voltarmos no tempo, poderíamos encontrar faunas e floras muito diferentes das que conhecemos hoje. No interior do Ceará e do Pernambuco atual, na região conhecida como Chapada do Araripe, encontramos árvores e arbustos típicos da caatinga, caules grossos, espinhos, folhas coriáceas. Mas se voltarmos ao Período Cretáceo (72 milhões de anos atrás), na mesma região, encontraremos um grande lago onde dinossauros esperam silenciosamente pelo melhor momento de abocanhar um peixe e pterossauros voam exibindo suas cristas possivelmente multicoloridas. Neste mesmo período, em São Paulo e Minas Gerais, saurópodes desfilam com seus longos pescoços entre pequenos crocodilos que mais

parecem tatus. Ao retroceder mais no tempo, até chegar ao Período Jurássico (há 145 milhões de anos), o mesmo território paulista e mineiro estariam cobertos de areia, formando o maior deserto que já houve no mundo, com pequenos dinossauros bípedes e mamíferos saltitantes. Quanto mais retrocedemos na cronologia, mais diferente é a paisagem vislumbrada: no Triássico do Rio Grande do Sul (mais ou menos 230 milhões de anos atrás), manadas de dicinodontes alimentando-se de plantas parecidas com as cavalinhas atuais eram comuns. Raro é observar que os grandes predadores, com quase dois metros de altura e pernas adaptadas para a corrida, eram parentes distantes dos crocodilos. Já no Permiano (290 milhões de anos) do mesmo local, um grande braço de mar de águas frias banhava a região, na qual pequenos répteis, os mesossauros, nadavam em busca de crustáceos. Por falar

nestes incríveis animais, os mesossauros são endêmicos do Brasil, do Uruguai e da costa oeste da África, sendo testemunhas de um passado em que América e África formavam um único grande continente, o Gondwana, juntamente com a Antártica, a Austrália e a Índia. O entendimento da biodiversidade é uma atividade muito complexa. Se variações no espaço (sobretudo na latitude e na altitude) podem revelar uma mudança na composição faunística e florística, variações no tempo (estas viagens ao passado que os fósseis nos proporcionam) mostram toda a evolução geológica, climática e biológica que uma região sofreu. Os ambientes mudam lentamente, num quadro de estabilidade dinâmica, em que o que existe hoje é o resultado de colonizações, extinções e interações das mais diferentes espécies de animais, vegetais e micro-organismos com o ambiente físico. Um mergulho nas profundezas do tempo pode revelar histórias e personagens incríveis, que só estão disponíveis para nós, humanos, como singelas criaturas petrificadas: os fósseis. *Biólogo formado pela UFSCar e mestrando em Geociências (Paleontologia) pela UFRGS

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A eutanásia precisa de remédio? No centro de impasses éticos e morais, procedimento ainda é visto como tabu

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os séculos passados, a morte era tratada como um fenômeno místico, de natureza sobrenatural ou sacralizada, que deveria ser simplesmente aceito pelo homem ou, quando muito, recebido por meio de rituais. Nos dias de hoje, graças aos avanços da ciência, a morte é tida como um evento biológico natural, forçosamente destinado a roubar a vida dos organismos animados. O problema é que a naturalidade que configura a morte não é tão perceptível, ou tão viável, quando ela incide sobre algum ente querido. Nesses casos, o que constitui um processo inevitável e esperado se mostra como um acontecimento traumático, que desperta sentimentos de dor, negação e impotência. É justamente no cerne dessas questões, entre a naturalidade e a opressão da 16

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morte, que surge o tema da eutanásia, recurso médico carregado de aspectos sensíveis. “Eutanásia” vem do grego (eu = bom; thanatos = morte) e significa algo como “boa morte”. Por mais contraditória que possa parecer, essa é a sua função básica: estabelecer condições para que o animal (racional ou “irracional”) disponha de uma morte “boa”, livre de sofrimentos físicos e emocionais. De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), que regulamenta a atividade veterinária no Brasil, a eutanásia animal deve ser executada apenas pelo médico veterinário, desde que não haja recursos alternativos e que o profissional adote procedimentos éticos fundamentais. Nesse sentido, um dos princípios mais importantes é o do bem-estar

animal, que determina medidas como o mínimo impacto ambiental, elevado grau de respeito aos animais e a ausência ou redução máxima de desconforto e dor. O profissional que não seguir essas diretrizes pode ser processado pelo CFMV e pelos órgãos de Justiça competentes.

Leishmaniose O conceito da “boa morte”, expresso dessa maneira, soa poético e expressivo. Mais do que evocar o lirismo, contudo, a eutanásia tem o poder de mobilizar as pessoas e de gerar discussões acaloradas. Um exemplo ocorreu


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recentemente, com o polêmico caso do cachorro Scooby. O episódio envolvia ações de maus tratos por parte do dono de Scooby, animal diagnosticado com leishmaniose visceral (LV). A questão assumiu alcance nacional quando o cachorro foi “sentenciado” à eutanásia, em decorrência da portaria que determina o sacrifício obrigatório dos cães com LV. Com o intuito de impedir a morte do animal, criou-se nas redes sociais uma campanha chamada “Salvem o Scooby”. A iniciativa conseguiu a adesão de mais de 13 mil pessoas e contribuiu para derrubar a regulamen-

tação judicial que “condenava” o cachorro. Essa decisão, que liberou o tratamento dos cães infectados, gerou questionamentos de natureza ética. Segundo especialistas, uma vez infectado pela leishmaniose, o cachorro está condenado a viver com o protozoário pelo resto dos seus dias, ainda que receba tratamento e os sintomas da doença desapareçam. O maior problema, nesse caso, é que os cães continuarão sendo fontes de infecção para o vetor, atuando como “reservatórios do parasita” mesmo depois de aparentemente curados – condição que configura um problema de saúde pública e justificaria a eutanásia. O biólogo Vagner José Mendonça, especialista em Saúde Pública e doutor em Parasitologia, afirma que os estudos nesse sentido ainda não chegaram a um consenso. “Muitos avanços têm ocorrido nos últimos anos, mas a despeito do grande número de testes disponíveis para o diagnóstico da LV, nenhum apresenta 100% de sensibilidade e especificidade”, explica. A advogada Vivi Vieri, defensora das causas animais, é contra a eutanásia nos casos de leishmaniose visceral. “O Brasil é o único país no mundo que faz da eutanásia obrigatória uma medida de controle”, afirma. De acordo com ela, existem meios mais éticos e eficazes para combater a doença. “O que a OMS [Organização Mundial de Saúde] recomenda é um programa de controle de zoonoses dentro de padrões éticos e morais, como controle de natalidade de cães e gatos, e não a matança indiscriminada que o Brasil adota.”

Conheça o caso

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m dezembro de 2012, o dono do vira-lata Scooby arrastou o cachorro por 4 km pelas ruas de Campo Grande (MS) utilizando uma corrente presa a uma moto. Após acolher o animal ferido, a ONG Abrigo dos Bichos verificou que ele estava contaminado por leishmaniose. Como não existe medicação própria para os animais infectados, uma portaria determina a eutanásia obrigatória nesses casos. Sensibilizada pela situação, a veterinária Sibele Luzia de Souza Cação resolveu tratar Scooby com medicação humana, o que contraria diretrizes da sua profissão. Em decorrência da infração, Sibele, que era presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, foi expulsa do cargo. A veterinária entrou com uma ação na Justiça alegando que a eutanásia não era necessária e, contando com grande apoio popular, a causa foi ganha. Depois de cinco meses de tratamento, Scooby não apresentava sintomas da doença.

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Alívio para a dor

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série política House of Cards, produzida pela Netflix em parceria com o ator Kevin Spacy, problematiza a questão da eutanásia na sua cena de abertura. Com um tom provocativo, o protagonista sacrifica com as próprias mãos um cachorro acidentado de modo a poupar o animal de um sofrimento reputado desnecessário, já que sua morte era tida como certa. Longe de ser o tema do episódio, a atitude mostra a complexidade moral do assunto.

Direito de escolha As discussões se agitam sobretudo quando o tema envolve situações de saúde comprometida ou de vida em fase terminal. Nesses casos, o problema diz respeito à liberdade de escolha da família: de um lado, a escolha pela eutanásia como maneira de aliviar o sofrimento do animal e garantir a ele uma morte pacífica; do outro, a

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escolha pela esperança como instrumento de luta pela vida. Francisca Miranda passou por esse dilema. Na noite em que levou Tobby, seu bacet de 10 anos, para o habitual passeio no condomínio onde moravam, ela não imaginava que um acidente haveria de mudar decisivamente suas vidas. Era período de férias, época em que seu condomínio costuma ficar repleto

de crianças e adolescentes. Ao circular com o cachorro pelo pátio, uma das crianças que brincavam não viu o pequeno animal e caiu sobre ele, fraturando a coluna do bicho. Foi o início de uma luta que durou três meses e terminou com o sacrifício do bacet. “Eu o amava muito, como se fosse um filho”, afirma Francisca, comovida. Apesar disso, o sofrimento que Tobby enfrentava diariamente fez com que a família optasse pela eutanásia. O acidente tinha deixado o animal paraplégico, e nem o tratamento que ele recebia, incluindo acupuntura, aliviava suas dores. Segundo a criadora, a decisão pela eutanásia, que já tinha sido sugerida pelo veterinário, foi difícil. “O pior era saber que a gente ia levá-lo à clínica, mas voltaria sem ele”, relata Francisca. “Meu filho não conseguia levá-lo, ficava sempre protelando. Mas depois me agradeceu por eu ter tido essa coragem.” A médica veterinária Jaqueline Fiochi considera a eutanásia uma medida válida apenas em casos extremos. “É preciso tentar todas as alternativas existentes antes de pensar na eutanásia.” O biólogo Vagner Mendonça concorda: “É necessário fazer toda uma varre-


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A eutanásia é a melhor solução? No meio de tantos impasses deixados no ar, apenas uma atitude é certa: a conscientização. Despertar a noção do respeito e da responsabilidade em relação aos animais é muito mais importante do que chegar a uma resposta pontual que encerre o caso. Cada circunstância precisa ser analisada de acordo com as particularidades da situação, as características do animal, a ética dos profissionais e a sensibilidade dos criadores. A única forma de se atingir algum progresso nas controvérsias sobre a eutanásia é por meio da discussão aberta, que venha subs-

dura a respeito da doença, considerando diagnóstico confiável, falta de tratamento, qualidade de vida do animal, qualidade ambiental. Muitos fatores devem ser estudados e vistos com atenção antes de qualquer decisão”. Um aspecto relevante na difí-

É preciso tentar todas as alternativas existentes antes de pensar na eutanásia

cil escolha sobre realizar ou não a eutanásia é o custo envolvido no prolongamento da vida do animal. Em alguns casos, os criadores não têm condições de arcar com os valores do tratamento, que podem chegar a cifras altíssimas. E o que é pior – nem sempre existe a garantia de que o investimento vai assegurar a sobrevivência do animal ou a sua qualidade de vida. O sacrifício nesses casos, no entanto, é uma das decisões mais criticadas pelos militantes das questões animais, que reclamam maior previdência por parte dos criadores. Segundo eles, é preciso estar preparado para cuidar bem dos bichos de estimação, e saber que esses animais, assim como as pessoas, também adoecem e geram despesas. Isso aumenta ainda mais a pressão sobre a família e pode desencadear decisões precipitadas. Por esse motivo, é essencial que os criadores contem com o acompanhamento de profissionais experientes e mantenham um relacionamento transparente com eles.

tituir o silêncio incômodo construído no interior desses temas. Seus métodos, suas implicações, seus possíveis benefícios e desvantagens devem ser trazidos à reflexão de profissionais, criadores e interessados, para que as melhores práticas sejam alcançadas. Para além dos inesgotáveis pontos de vista que se possa levantar, ninguém discorda que o fundamental é preservar os direitos dos animais em quaisquer circunstâncias, e garantir que as condições da sua morte (por meio da eutanásia ou de outras causas) não apaguem as boas lembranças que eles proporcionaram em vida.

De acordo com a CFMV, a eutanásia pode ser indicada quando:

1

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O bem-estar do animal estiver comprometido de forma irreversível, sendo um meio de eliminar a dor ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser controlados por meio de analgésicos, de sedativos ou de outros tratamentos;

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o animal constituir ameaça à saúde pública;

3

o animal constituir risco à fauna nativa ou ao meio ambiente;

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o animal for objeto de atividades científicas, devidamente aprovadas por uma Comissão de Ética para o Uso de Animais – CEUA;

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o tratamento representar custos incompatíveis com a atividade produtiva a que o animal se destina ou com os recursos financeiros do proprietário.

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Equoterapia Tratamento é indicado em casos de problemas físicos e psicológicos

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equoterapia é um método que faz uso do cavalo para auxiliar na reabilitação de pessoas que sofreram danos cerebrais e motores e no tratamento de portadores de deficiências. Frequentemente procurada devido ao vínculo que permite estabelecer com o meio ambiente, a equitação terapêutica, como também é conhecida, se destaca


Equinos

Os ganhos posturais de equilíbrio, coordenação motora e melhora da tonicidade muscular levam a uma maior consciência corporal pelo contexto de ar livre em que é realizada. Esse ambiente favorece o relaxamento e a eficácia dos resultados, que podem surgir mais rápido do que em tratamentos convencionais realizados em hospitais e clínicas. A terapia funciona como um recurso complementar, e não elimina a necessidade de tratamentos em paralelo. Para sua realização, é indicado que o praticante tenha sempre o acompanhamento de um fisioterapeuta, fonoaudiólogo e psicólogo para melhores resultados. Segundo a psicóloga e fonoaudióloga Regina Dall’Acqua Jardim, a equoterapia proporciona um trabalho de motricidade global que envolve grupos musculares do corpo todo. “Os ganhos posturais de equilíbrio, coordenação motora e melhora da tonicidade muscular levam a uma maior consciência corporal.” Os próprios movimentos do cavalo estimulam os ajustes posturais do praticante, que endireita a coluna para responder aos desequilíbrios criados pela movimentação do animal. Além dos benefícios físicos, a equoterapia também traz vantagens psicológicas ao praticante. Quando ele se descobre capaz de conduzir um animal de grande porte, como o cavalo, ocorre um grande reforço na sua autoestima. Essa sensação de força e liberdade favorece melhoras significativas em seu quadro clínico e até em seu convívio social.

Consciência corporal

A

movimentação proporcionada pelo trote do cavalo favorece a correção da postura, estimula a tonificação de músculos do corpo inteiro, contribui para a motricidade global e auxilia no desenvolvimento de maior consciência corporal.

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DESEQUILÍBRIO

O trote do cavalo movimenta o corpo do montador para cima e para baixo, para a frente e para trás e para os lados, o que produz a sensação de desequilíbrio.

PARA CIMA E PARA BAIXO

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EQUILÍBRIO

Para que não caia, o montador precisa utilizar uma série de músculos e ajustar a coluna, o que favorece a correção postural.

PARA FRENTE E PARA TRÁS

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CONSCIÊNCIA

A movimentação garante benefícios à resistência física do praticante e à sua consciência corporal.

PARA UM LADO E PARA O OUTRO

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O misterioso inhambu Ave tem grande importância na fauna e na cultura nacional

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uando o assunto é o pássaro que melhor representa os elementos culturais do Brasil, os primeiros nomes lembrados são a arara azul, o tucano e o tuiuiu, aves que simbolizam o patrimônio ornitológico brasileiro. Existe um pássaro, contudo, que nem sempre é mencionado nessa lista, embora esteja intimamente ligado à cultura popular brasileira. Trata-se do inhambu. De acordo com o ornitólogo Rafael Guerta, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas

Crypturellus parvirostris, popularmente conhecido como inhambu-xororó.

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da Amazônia (INPA) que estuda o comportamento dessas aves, os inhambus são pássaros que vivem no chão e têm baixa capacidade de voo. “Assim como as galinhas, são capazes apenas de curtos voos de ‘sobe e desce’ e saltos de poucos metros, o que fazem quando são surpreendidos. Costumam ser ótimos corredores, com grande habilidade para se camuflar na vegetação”, esclarece. Os inhambus, ou nambus, pertencem à família dos tinamídeos, grupo que também abriga aves

como a perdiz, a codorna, o macuco e o jaó. “As espécies de tinamídeos estão distribuídas apenas na região da América do Sul e Central. Habitam desde as elevadas altitudes dos Andes, a mais de 4.000 metros do solo, até as regiões costeiras próximas ao nível do mar, passando por áreas que vão do México à Argentina. Mas é nos biomas brasileiros que vive a maioria das espécies de tinamídeos”, explica o ornitólogo. Uma dessas espécies, a inhambu galinha, tem uma particula-

Crypturellus tataupa, popularmente conhecido como inhambu-xintã.


Aves

ridade intrigante: a fêmea bota ovos azuis. O motivo dessa coloração incomum é um enigma para os biólogos. “Por que ovos com cores tão chamativas e que são facilmente vistos no chão da floresta, inclusive por predadores, continuam sendo selecionados e produzidos pelas gerações? Como a seleção natural permite a existência estável de ovos com essa característica ainda é um mistério. Existe uma hipótese segundo a qual o permanente cuidado do pai

Uma das espécies dessa família de pássaros, a inhambu galinha, tem uma particularidade intrigante: a fêmea bota ovos azuis. O motivo dessa coloração incomum é um enigma para os biólogos

(é apenas o macho que cuida do ninho) poderia evitar a exposição dos ovos, revelando estratégias para um efetivo cuidado parental e o sucesso das ninhadas”, comenta o especialista. Mas e a relação dessas aves com

a cultura nacional? O próprio biólogo responde. “Me interessei pelos inhambus por serem espécies pouco conhecidas e ao mesmo tempo muito importantes para a cultura brasileira, fazendo parte da nossa tradição e de lendas populares.” Inhambu vem do tupi, e significa “o que levanta voo rumorejando”. Por serem bichos muito crípticos, isto é, difíceis de se encontrar, costumam fazer barulho apenas quando levantam voo. Essa característica inspirou algumas lendas indígenas, como a Estória dos Curiosos, dos índios Cauaiua-Parintintim. A lenda fala de um grupo de índios que sai para explorar terras desconhecidas. A certa altura, eles ouvem o canto de um inhambu, som que quebra o silêncio da floresta e cria uma atmosfera de mistério e suspense. Ao fim, todos os índios morrem, exceto o único que não se deixou levar pela curiosidade.

Para quem não conhece, vale a pena conferir a moda de viola: http://migre.me/eJ3s3

O

utra influência do inhambu sobre a cultura brasileira está presente na música. Os nomes populares de duas espécies de tinamídeos inspiraram e se imortalizaram na moda de viola ''Inhambu-Xintã e Xororó'', composição da dupla Athos Campo e Serrinha. As versões mais famosas dessa música foram gravadas por Tonico e Tinoco, Inezita Barroso e Chitãozinho e Xororó, dupla que adotou artisticamente o nome dos pássaros em homenagem à tradicional moda de viola.

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Casa verde Ações simples permitem economizar recursos financeiros e naturais

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sustentabilidade é um conceito que está em evidência no mundo todo, e se torna cada vez mais presente nos distintos setores da sociedade. Na arquitetura e na engenharia civil, por exemplo, as medidas sustentáveis podem ser adotadas em todos os estágios de uma construção, desde o instante do planejamento até a escolha dos materiais e a execução da obra. A instalação de painéis solares é uma das diversas opções que favorecem a geração de energia limpa e a economia energética. Outro recurso interessante é a utilização de tijolos ecológicos, que contam com uma fabricação sustentável, permitem obras mais limpas e ainda proporcionam benefícios como isolamento térmico e acústico. As casas baseadas na sustentabilidade funcionam como um ecossistema. “Retendo recursos naturais e os armazenando para utilizar futuramente, assim como um ser vivo que se encontra em equilíbrio natural, uma casa e seus moradores também podem entrar em harmonia, interagindo por meio da sustentabilidade”, afirma a arquiteta Luciana Barbiero, especializada em arquitetura sustentável. Embora o progresso frequentemente leve à degradação ambiental, o desenvolvimento de novas formas de interação com o meio permite ao homem, hoje, assegurar sua sobrevivência e a preservação da natureza. As novas alternativas tecnológicas, aplicadas a áreas como a arquitetura e a construção civil, são um aliado valioso na batalha pelo equilíbrio ecológico.


Ecologia Saúde

10 medidas para construir uma casa ecológica 1- Aquecimento de água O chuveiro é responsável por cerca de 7% dos gastos de energia em uma casa. Instalar painéis solares permite o aquecimento da água de maneira ambientalmente correta. 2- Captando a água da chuva É possível aproveitar a água da chuva para realizar tarefas que não dependem de água potável, como regar as plantas, lavar o carro e o quintal e alimentar o sistema de descarga. A instalação normalmente é feita no telhado e a água deve ser armazenada em um recipiente fechado. 3- Aproveitamento da luz solar As janelas devem ser posicionadas de modo a aproveitar ao máximo a luz do sol, o que diminui a necessidade de luz artificial. 4- Descarga com caixa acoplada Para evitar o desperdício de água na hora da descarga, pode-se optar pelas descargas com caixas acopladas e válvulas para regulagem de 3 a 6 litros.

5- Soluções para luz solar direta A luz solar em excesso também pode ser um problema. Com a instalação de brises ou painéis, é possível minimizar a luz direta e melhorar a climatização do ambiente e o desconforto visual. 6- Ventilação Aproveitar a ventilação natural é uma ótima forma de economia. A melhor maneira é garantir a circulação cruzada, que consiste no posicionamento dos vãos de forma que o ar entre por uma janela e saia por outra, dinâmica que assegura também a renovação do ar. 7- Madeira É importante usar madeiras certificadas. Assegure-se de que a madeira não resulta de exploração ilegal.

8- Aparelhos com o selo da Procel Dar preferência para eletrodomésticos com o selo da Procel garante a eficiência energética do aparelho e conduz a uma redução na conta elétrica. 9- Telhado verde Telhado verde é uma técnica que consiste no uso de solo e vegetação na cobertura de edificações. Além de deixar a fachada da casa muito mais bonita, a técnica fornece isolamento acústico e térmico, facilita a drenagem da água da chuva e ainda permite a ventilação cruzada. 10- Painéis fotovoltaicos Painéis solares fotovoltaicos transformam energia solar em elétrica. Com isso, a energia produzida durante o dia pode ser utilizada também à noite.

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Fazendo a diferença

S.O.S.

Melhor Amigo Instituição araraquarense luta pelos direitos dos animais

A

enorme quantidade de animais desamparados que vivem nas ruas de Araraquara não configura uma causa sem esperanças, graças à atuação de instituições como a S.O.S. Melhor Amigo, que trabalha para garantir uma vida melhor para os pequenos abandonados. O grupo nasceu da necessidade de ajudar animais que vivem em situações de risco. A S.O.S. Melhor Amigo oferece auxílio em três áreas: acolhimento, castração e adoção. O acolhimento tem como enfoque preferencial as cadelas prenhes, de modo a garantir maior segurança para o animal, para suas crias e para a saúde pública. Passado o tempo mínimo, os filhotes e a mãe são castrados e colocados para adoção em feiras. As feirinhas de adoção, feitas em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, ocorrem três vezes por mês (sempre aos sábados) no Parque Infantil, e no Shopping Jaraguá, uma vez a cada dois meses. Além das feiras, a S.O.S. presta serviço de divulgação de animais perdidos e para adoção. O grupo concede ainda assistência a cuidadores independentes por 26

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meio da doação de rações, produtos de limpeza e remédios, resultado de campanhas voluntárias para arrecadação de fundos. Diversas iniciativas privadas também garantem apoio ao grupo, como a Clínica Araraquara, a Farmacovet e a MAX Alimentos. Segundo Betty Peixoto, uma das responsáveis pela divulgação dos traba-

Saiba mais

E

ncontre mais informações sobre os trabalhos da S.O.S. Melhor amigo no endereço eletrônico www.sosmelhoramigo. com.br ou em www.facebook.com/ sosmelhoramigo. Para contribuições, entre em contato pelo e-mail contato@ sosmelhoramigo.com.br ou pelo telefone (16) 3214-4969. Para doações diretas, dirija-se à loja Sunny, na rua São Bento, 1341. Contato: (16) 3331-4963.

lhos da S.O.S., há também diversos petshops que contribuem, oferecendo banhos aos animais antes das feiras de adoção. Os “acolhedores de primeira viagem”, de acordo com Betty, devem seguir um procedimento padrão. Em primeiro lugar, é necessário verificar se o animal tem uma marca azul na parte de dentro da orelha. Essa marca significa que ele foi chipado, ou seja, recebeu um microchip com as informações dos seus responsáveis. Se a marca existir, deve-se ligar para o telefone (16) 3339-4441 e requisitar a identificação do bicho. Em seguida, orienta-se a postar uma foto do animal nas mídias sociais para buscar um possível reconhecimento. Se for realmente um animal abandonado, sem dono e sem chip, é preciso realizar sua castração, para somente então decidir se o bichinho vai ser disponibilizado para adoção. Com atitudes como essas, é possível fazer a diferença não só na vida do animal, como na própria sociedade. Quanto mais animais felizes houver, mais famílias felizes existirão. Pet saudável e amado é sinônimo de alegria e longevidade para todos.


Mundo dos bichos

Diário

Diário de bicicleta facebook.com/vestigiodeaventura

O

diário de viagem das semanas 22 e 23 relata a saída de Beto da charmosa Mendoza, capital argentina do vinho, em direção ao Chile. Depois de cinco meses do início da sua jornada, o ciclista já atravessou distintos territórios. Não apenas os limites territoriais dos municípios e dos países, mas também os da saudade, do cansaço e do frio. Por sinal, esse foi um dos maiores obstáculos que ele superou até agora: o clima gelado da Cordilheira dos Andes. O desafio proporcionou imagens incríveis, que Beto compartilha com os leitores da MDB.

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Bichos curiosos

Ai-ai, se eu te pego Bicho é tão esquisito que é caçado pela população local nome dele é bem apropriado: Ai-ai. Até parece a reação de alguém ao dar de cara com um desses bichos. Também conhecidos pelos nomes de aie-aie e aye-aye, esses animais são lêmures encon-

engano. Cada um dos traços da aparência “não convencional” do bicho tem uma razão de ser. Os olhos grandes são adaptados para enxergar no breu das florestas onde vive, já que o animal tem hábitos noturnos. As enormes orelhas funcionam como um sonar, o que permite o uso da ecolocalização nos ambientes de pouca luz. E a característica mais marcante, seu dedo comprido e fino, é o instrumento

trados naturalmente em apenas um território no mundo: a ilha de Madagascar, na costa Leste da África. Com orelhas grandes, olhos esbugalhados, pelos desgrenhados e um dedo alongado e esquelético, o ai-ai parece um lêmure que deu errado. Pensar assim, porém, seria um grande

perfeito para manter a sua dieta. O dedo médio do ai-ai é utilizado para encontrar larvas no interior de árvores. Primeiro, ele bate repetidamente o dedo em troncos para ouvir se existe algum verme se movendo embaixo da casca. Depois, ele morde a madeira até abrir um orifício e usa esse mesmo dedo os-

O

Madagascar

O

filme Madagascar mostra animais simpáticos que vivem na ilha africana, como Julien, rei dos lêmures. Embora o personagem seja sociável e comunicativo, os lêmures são bichos tímidos e discretos, que se remexem muito bem longe do olhar de curiosos.

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sudo para puxar a larva para fora. O lêmure consome também matéria animal, frutos, nozes, sementes, néctar e fungos. Sua aparência assustadora e seus hábitos noturnos levaram ao surgimento de crendices locais associando o bicho à morte. Os nativos acreditam que, se um ai-ai apontar o dedo médio para alguém, essa pessoa morre. Por esse motivo, todo animal avistado em natureza era caçado e morto. Essa crença popular e a destruição do seu habitat fizeram com que a espécie se tornasse ameaçada de extinção. Nos dias de hoje, felizmente, eles estão protegidos por leis internacionais e pela atuação de diversas ONGs.

E aí, bicho, qual é? cha que as esquisitices do A reino animal foram esgotadas pelo ai-ai? Então dá uma olhada nesse focinho charmoso e nessas garras enormes. E aí, bicho, qual é?


Miscelânea

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TRECOS

animais 1

Toys

Dogbox é um serviço que traça um perfil do seu cachorro e envia mensalmente uma caixa com brinquedos e bugigangas para entreter os animais e dar um descanso aos criadores. Afinal, cuidar de cães não é nada fácil. Mas pode ser brincadeira. www.dogbox.com.br

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O mercado dos pets está cada vez mais aquecido. Prova disso é a enorme variedade de produtos e serviços especializados que têm surgido para atender as necessidades deles e dos criadores. A MDB pesquisou coisas bacanas que podem tornar a vida dos nossos melhores amigos ainda mais divertida.

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Caca

Recolher cocô nunca é uma tarefa agradável. Com o Gatoalete, isso pode não ser mais um problema. O produto se adapta ao vaso sanitário e promete revolucionar a maneira como os animais usam o banheiro. Ideal para gatos de apartamento e castrados. www.gatoalete.com

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Ração

O comedor automático Le Bistro Programable Feeder não fala a língua dos cães nem dos gatos, mas garante que eles comam a ração apenas nos períodos que o criador determinar. O aparelho serve de uma a três refeições por dia, o que ainda ajuda a controlar o peso do animal. www.petmate.com

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Estilo

Foi-se o tempo em que variar o look dos cachorros significava apenas fazer aquele tosado com pompom no rabinho. A Zeedog oferece uma infinidade de itens de moda e acessórios para traduzir a personalidade do seu pet. www.zee-dog.com.

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Cerveja

É isso aí, já existe cerveja até para cães e gatos. A Dogbeer vem em sabores como carne, frango e peixe e é livre de componentes nocivos à saúde dos bichos, como o álcool. Assim, se você levar seu pet para afogar as mágoas no boteco, ele vai poder te arrastar de volta para casa. www.dogbeer.com facebook.com/RevistaMundodosBichos

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Click

Jorge

Marcelo - Koala Pet Shop

Rock Dog - Cรฃo Ajuda

Luna

Renata Calil

Bu, Fifi e Cherrie 30

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Eduardo e Jopinha

Angela e Chinon

Gi Bonalda

Isabela, Fรกbio e Demi Moore

Caroline Ianelli e Nina


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Eutanásia Animal - MDB 3ª edicao