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MARÇO 2014

24 | + COMPORTAMENTO Discutindo a Relação

28 | + SAÚDE Nutrição vs Câncer

31 | + MODA 31 #EstiloFolia 60 Bonequinha de Luxo

46 | + AMOR E SEXO Potencialize seu prazer

50 | + CORPO E BEM ESTAR Elimine a gordura abdominal

68 | + CARREIRA Carreira & Salário

71 | + BELEZA As cores de 2014

76 | + TESTE Você já esqueceu seu ex?

80 | + ENTRETENIMENTO Dicas de filmes


36 | + CAPA JĂŠssica Barbosa


colaboradores Anna Paula Calazans

Produtora de moda, mais uma vez colaborou com a Revista Mulher+. Nesta edição, ela foi a responsável pela produção de moda da nossa capa e também do editorial ‘#EstiloFolia’.

Suzanne Rodrigues Também no nosso quadro de colaboradoras fixas, a maquiadora Suzzane selecionou as cores de batons que vão bombar neste ano de 2014. Vale a pena conferir!

José Ricardo Pela primeira vez colaborando com a Revista Mulher+, o cinegrafista e editor José Ricardo dos Santos registou todo o making of do ensaio da atriz Jéssica Barbosa.

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Disse Me Disse

As consultoras de moda Lila, Lu e Gábi, misturaram o glamour do passado com as ruínas do presente no ensaio ‘Bonequinha de Luxo’. Elas são nossas colaboradoras fixas e já mostraram trabalho por aqui antes.

Tomaz Coelho

O fotógrafo Tomaz Coelho fez as fotos do ensaio da belíssima Jéssica Barbosa, capa desta edição, e é também um dos nossos colaboradores.


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DIRETO DA

REDAÇÃO

e x p e d i e n t e editora de redação daniela cardoso daniela@revistamulhermais.com.br diretor / design andré mendes andre@revistamulhermais.com.br

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Mais sonhos, para mais realizações! osso desejo é que esse seja um ano de mais coisas boas. Que, através do nosso trabalho, a felicidade de fazer o que gostamos se renove e, consequentemente, essa felicidade seja refletida para cada um que participa deste projeto,

desde nossos colaboradores e clientes, até nossas leitoras, que são peças fundamentais para que este trabalho aconteça, sempre com novos fôlegos. Nesta primeira edição do ano de 2014 a Revista Mulher+, traz na capa a atriz feirense, Jéssica Barbosa, que nos presenteou, no início deste ano, com sua participação na novela ‘Em Família’ da Rede Globo. Nas páginas que seguem você ainda encontrará dicas de saúde, moda, beleza, filmes, além de conhecer a história da professora Meire, um exemplo de solidariedade e amor ao próximo, capaz de inspirar e mudar a vida de mulheres que só precisam ser ouvidas e compreendidas, sem ser julgadas.

financeiro anuncie@revistamulhermais.com.br comercial deziane dias pamponet deziane@revistamulhermais.com.br revisão de texto camila de jesus camila@revistamulhermais.com.br produtora de moda anna paula calazans disse me disse ( lila,lu e gábi) colaboradores andrea trindade jose ricardo marcus maia suzzane rodrigues tomaz coelho

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comportamento

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sigla D.R. significa ‘discutir a relação’ e é muito bem conhecida pela maioria dos casais, afinal, em um momento ou outro da relação, a D.R. sempre estará presente. De acordo com especialistas, a D.R. é mais do que um meio de expor os problemas, e sim uma conversa que tornou-se indispensável quando se chega a hora de reavaliar as atitudes, identificar as falhas e descobrir porque um dos parceiros deixou de desejar o outro. O objetivo principal da D.R. é achar um consenso que permita a continuidade do romance. Apesar da D.R. parecer uma coisa importante para o relacionamento, nem todo mundo pensa assim. Algumas pessoas encontram dificuldades para discutir a relação. “Eu acho uma coisa chata. Existe tanta coisa boa para se fazer, então prefiro não perder tempo discutindo. A melhor forma de aproveitar uma relação é vivendo cada momento e não perdendo tempo com discussões. Se alguma coisa não está bem temos que melhorar em atitudes e não com conversas que, na maioria das vezes, só acaba em briga”, opina a enfermeira Marcele, de 29 anos. Assim como a enfermeira, muitos homens também preferem deixar a D.R. de fora do relacionamento. É o que acontece com o noivo da estudante Lorena. “Ele não gosta. Mesmo assim, sempre que temos um impasse eu tento uma conversa. Todas as vezes, ele fica em silêncio. Acabo falando o que não quero e, às vezes, a conversa termina em briga. Mas eu não desisto. Já quando é ele que se incomoda com alguma atitude minha, diz que não gostou e pronto. Ele diz que a D.R. desgasta o relacionamento”, conta.

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Uma pesquisa da Universidade do Sul da Califórnia confirma que os homens não gostam de discutir a relação. Segundo o estudo, em momentos de estresse, as atividades e interações entre as regiões do cérebro ocorrem de maneira diferente em homens e mulheres. “Durante uma discussão, ao detectar expressões de medo ou raiva no rosto da parceira, o homem deixa de prestar atenção no que está sendo dito, reduzindo sua atividade cerebral na região responsável por interpretar o sentimento alheio. Já com as mulheres, acontece o contrário: a sensibilidade aumenta”, afirma a pesquisa, que foi realizada monitorando a atividade cerebral de 50 voluntários sob estresse ao se deparar com imagens de rostos com expressões irritadas e aborrecidas. Enquanto os homens reduziram a atividade cerebral, as mulheres aumentaram a coordenação entre regiões do cérebro usadas para interpretar emoções. Ou seja, quando confrontados com expressões de raiva ou irritação, o cérebro masculino ‘desliga’ e deixa de prestar atenção no que acontece ao redor. Será que isso explica aquela ‘cara de paisagem’ que alguns homens fazem na hora da briga?

Dicas para evitar a D.R. Para que a relação não chegue ao ponto de fazer uma D.R., o jeito é não deixar o romance cair na rotina e procurar entender se o parceiro está totalmente satisfeito. A dica é estar sempre atento aos gostos do parceiro, deixando-o criar expectativas em relação aos mínimos detalhes que dizem respeito ao casal. Mas, se mesmo assim alguma coisa não agradar, não tenha medo de iniciar uma D.R.!


SAĂšDE

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notícia de receber um diagnóstico de câncer para muitos pacientes ainda é muito assustadora, porém hoje se sabe que 80% dos casos descobertos no início, são totalmente curáveis. Segundo a nutricionista Rita de Cassia Paz, dados atualizados recentes informam que cerca de 35% dos diversos tipos de câncer ocorrem em razão de dietas inadequadas. Ainda segundo ela, vários estudos também demonstram a efetividade da prevenção do câncer através da mudança de hábitos e incorporação de alimentos mais saudáveis no dia a dia das pessoas. Deste modo, como agente preventivo, os alimentos saudáveis e naturais também entram nas recomendações diárias na luta contra o câncer. “Deve-se corrigir o consumo de alguns nutrientes e adequar a dieta às recomendações nutricionais individuais, levando em consideração o grau de vulnerabilidade de cada indivíduo. Pessoas que tiveram casos de câncer na família, pessoas expostas ao fumo e pessoas que manipulam produtos químicos, devem ter cuidados maiores com a alimentação”, destaca a nutricionista. Rita de Cassia explica que alguns métodos inadequados de conservação dos alimentos, também podem ser considerados um fator de risco, principalmente, para os cânceres de estômago e de esôfago. “Alguns exemplos são alimentos como conservas, picles e defumados, contendo grandes quantidades de nitratos e nitritos, e que fazem parte da nossa cultura”. Se os perigos são muitos, então como podemos nos prevenir? A especialista destaca que uma alimentação saudável, composta por frutas e verduras, garantirá um exército completo para o combate ao câncer, pois, de acordo com ela, nestes alimentos são encontrados vitaminas e minerais responsáveis por retirar do nosso corpo o perigo constante dos produtos industrializados.

A especialista destaca que uma alimentação saudável, composta por frutas e verduras, garantirá um exército completo para o combate ao câncer... Outros cuidados com relação a alimentação, também são necessários ser discutidos, principalmente, para aqueles que estão em tratamento do câncer, de acordo com a nutricionista. Ela alertou para o cuidado com ‘receitas mágicas’ de alimentos ‘curadores de câncer’. Rita de Cassia ressalta que esses alimentos não são respaldados pela ciência. “Um alimento comum que é oferecido a muitos pacientes portadores de câncer é o Noni, fruto originário da Polinésia e que em vários estudos não teve sua eficácia comprovada. Outros conhecidos também é o Melão Caroá e a Babosa. Existem muitos alimentos, que em últimos estudos controlados, não demonstraram benefício algum, pelo contrário, atrapalham muitas vezes a eficácia do quimioterápico. Portanto, muito cuidado com as receitas mágicas!”, alertou. Rita de Cassia afirma que os verdadeiros benefícios são proporcionados pela modificação do estilo de vida, que inclui as alterações na alimentação do dia a dia e a prática regular de atividade física. “Estes estão amplamente documentados por vários estudos que a ciência tem aprovado. O lema é: na prevenção do câncer e por uma qualidade de vida melhor, adote estas mudanças!”

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moda

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CAPA

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té os 16 anos de idade, Jéssica Barbosa viveu em Feira de Santana junto com o pai, Anacleon Barbosa e a esposa dele. Depois foi estudar e morar em Salvador com a mãe, Veranubia Barbosa. Aos 19 anos foi para São Paulo visitar um dos seus cinco irmãos, mas surgiram oportunidades de trabalhar como modelo e ela resolveu continuar por lá, de onde só saiu algum tempo depois, quando se casou com o músico Pedro Sá Morais e foi morar no Rio de Janeiro, onde vive há sete anos. O gosto pela arte de atuar nasceu desde cedo. O maior incentivo veio da mãe que acreditou no sonho da filha. “Ela foi a pessoa que plantou o gosto pela arte. Temos muita afinidade. Minha mãe sempre me apoiou muito. Eu fazia Comunicação Social em Salvador, morava com ela e em um mês desisti do curso. Ela bancou a minha aposta em ser atriz, eu larguei a faculdade e ela me inscreveu no teatro e no canto. Quando fui pra São Paulo, meus irmãos, Jaercio e Geane, me apoiaram muito por lá, foram verdadeiros pais. Meu irmão pagou meu book de modelo e o curso da Fátima Toledo, que foi a ponte para que eu fizesse o filme Besouro”, lembra. Jéssica foi criada desde pequena pelo pai, que já percebia a aptidão dela para a arte de dramatizar. Segundo Anacleon, ela declamava poesias, inventava estórias, fazia e encenava peças de teatro na sala de TV da casa. Na escola, os trabalhos sempre eram apresentados no formato de peças teatrais e dramatizações. “Ela era uma criança sempre alegre e companheira. Eu lhe contava muitas histórias e sempre lia para ela dormir. Jéssica denotava uma facilidade impar no domínio da escrita e da linguagem. Sempre, desde pequena, demonstrou vocação para o palco. Sinto-me feliz por ela estar realizando um sonho, considerando que desde criança ser

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atriz foi algo incorporado no seu jeito brincalhão de ser. Apesar da repercussão na mídia, eu sempre a verei com os olhos de pai amoroso que só deseja que ela seja muito feliz“, afirma. Ver Jéssica realizar um sonho é motivo de alegria e orgulho para toda a família. A estudante de Biomedicina, Rebeca Barbosa, uma dos cinco irmãos da atriz, conta que desde muito nova toda a família acompanhou o talento de Jéssica. “Sempre quando víamos maquiagem em cima da mesa e um lençol, todos já sabiam que a pequena ‘Jessiquinha’ ia nos surpreender. Só não sabíamos a hora exata, mas normalmente era na hora da novela favorita da minha mãe. Hoje quando a vejo nas telinhas, vejo que a fé, a força de vontade e a perseverança podem nos levar aonde sonhamos”. Carinhosamente chamada de ‘Jel’ por Rebeca, Jéssica teve uma infância animada no bairro Ponto Central. Rebeca conta que as brincadeiras de criança deixaram, além de cicatrizes pelo corpo, lembranças de um tempo bom. “Tínhamos amigos em cada casa da rua. Era incrível! Juntava eu, a Jéssica e a Bárbara e saímos com nossos patins e bicicletas em busca de aventuras. As cicatrizes no corpo, que as brincadeiras deixaram, nos faz lembrar como tudo era maravilhoso”. Rebeca conta que Jéssica, como irmã mais velha, sempre queria mandar nela e por isso, as tão comuns brigas entre irmãos eram constantes, assim como a rápida reconciliação. “Todo fim de tarde, quando dava a hora de chegar em casa, sempre tinha uma briga para contar ao nosso pai, coisa que já não era novidade pra ele. Tudo acabava com o sermão do ‘Sr. Barbosa’, e em poucas horas já estávamos juntas outra vez. Hoje lembro de tudo isso com um enorme agradecimento a Deus, por ter me permitido viver uma infância maravilhosa ao lado da Jéssica”.


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estreia no cinema com o filme “Besouro” foi a realização de um sonho para a atriz feirense. Apesar de já estar morando no Rio de Janeiro, a produção do filme foi feita na Bahia, o que deixou Jéssica muito feliz. Além disso, ela conta que um dos grandes desejos era estrear sua carreira no cinema. O filme lhe rendeu o prêmio de atriz revelação e abriu portas para novos trabalhos. “Além de estrear no cinema, consegui trabalhar numa produção feita na minha terra, contando uma história que é da Bahia. João Daniel, diretor do “Besouro”, é meu padrinho como atriz. Tenho muito carinho por esse trabalho. E o convite para o novela “Em Família” surgiu após o Maneco [Manuel Carlos, autor da novela] e o Jayme Monjardim [diretor] verem meu trabalho no filme”, afirma. Antes da novela “Em Família”, Jéssica já havia feito algumas participações em outras tramas globais. Ela afirma que a TV nunca foi um sonho e sim uma possibilidade no mercado de trabalho, mas reconhece que a TV dá visibilidade em grandes proporções, o que acaba por validar o trabalho de atores que ainda não tiveram muito espaço no cinema, abrindo diversas portas. “O trabalho na TV nunca esteve num lugar idealizado. O ator precisa exercitar o quanto mais possa. A arte da atuação é muito difícil e exige prática. Quanto mais exercitar, mais se desenvolverá”.

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O trabalho na TV nunca esteve num lugar idealizado. O ator precisa exercitar o quanto mais possa. A arte da atuação é muito difícil e exige prática. Quanto mais exercitar, mais se desenvolverá”.

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Apesar da personagem Neidinha, ser interpretada por Jéssica Barbosa apenas até a segunda fase da novela, ela protagonizou uma cena que teve grande repercussão, chegando a ser “cortada”, temendo uma reação exacerbada do público. Jéssica afirma que a TV é um veículo de grande alcance, mas lamenta que em alguns momentos não possa ter um aprofundamento maior em temas polêmicos. “A novela pode apresentar novas possibilidades, mas o público, muitas vezes, não quer ver cenas mais fortes. Está cansado da dureza do dia a dia e usa a TV como uma espécie de anestesia. Acho que para acontecer uma mudança no gosto e no olhar crítico do grande público, a TV precisa fazer mudanças, se arriscar. A novela acaba fazendo uma manutenção dos valores tradicionais de nossa sociedade. O cinema de autor e o teatro alternativo são meios que possibilitam um engajamento maior por parte dos artistas, um aprofundamento nos temas”, opina. Com relação ao tema abordado na novela, Jéssica defende que as mulheres precisam se fortalecer, falar mais sobre o assunto, se informar e lutar. A cena foi inspirada em um fato real, em que uma turista americana foi estuprada por três homens dentro de uma van no Rio de Janeiro. A atriz conta que, para fazer a cena, leu muitos depoimentos de mulheres vítimas de estupro e, assim como sua personagem, engravidaram e levaram a gestação adiante. 42

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“Essas mulheres quando se descobrem grávidas de um estupro, às vezes, entram em conflito com questões religiosas e morais, mas muitas vezes também resolvem transformar a situação e tentar receber a criança com amor. Pode parecer incompreensível acolher um filho de um estupro, mas a mulher precisa ser bem informada, amparada, ter todas as opções e tomar sua decisão. Acho que é uma discussão muito complexa. A mulher precisa se afirmar e lutar por mudanças nas relações afetivas e sexuais, no mercado de trabalho, em questões relativas à padronização de beleza que lhes é imposta. Acho que essa cena levantou um debate importante. Pra mim, o grande lance de ter feito essa cena é a possibilidade de debate que ela abre”, destaca. Com o término da sua participação na novela “Em Família”, Jéssica afirma que dará continuidade a seus projetos pessoais, trabalhando com temas que são importantes para ela. Além disso, a atriz pretende fazer mais teatro e ganhar a estrada com um projeto autoral. “Quero ter espaço pra falar sobre o que tenho pensado do mundo, das relações. Meu grande sonho é fazer trabalhos que se alinhem com meu pensamento político e filosófico do mundo. Estou trabalhando com alguns projetos independentes de cinema. Um deles é Cicatriz, um documentário independente e ainda em fase de produção.”


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AMOR E SEXO

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uem está em busca de novidades para apimentar a vida sexual, pode buscar as emoções que tanto deseja no sexo tântrico. A técnica sugere outras formas de prazer, que podem ser desconhecidas da maior parte das pessoas, e possibilita ao casal experimentar novas sensações, interações e autoconhecimento. O sexo tântrico busca o prazer máximo e duradouro, envolvendo os cinco sentidos. A sexóloga Paula Milena explica que a palavra ‘tantra’ significa que todos os seres vivos são formados de energia, e também considera que, antigamente, o ser humano era completo, e depois de ser dividido em dois seres, só conseguiria alcançar o ápice do seu ser encontrando o sexo oposto, que o correspondesse. De acordo com ela, o ser humano está diretamente ligado a rede de energia do universo, e por isso a prática sexual realiza a liberação e a troca de energia necessária para sexo tântrico alcançar o equilíbrio dito pelo Tantra. “Com a troca busca o prazer de energia durante o contato máximo e sexual (que para o Tantra não é alcançar o orgasmo e sim o duradouro prazer supremo e prolongado) o homem tem uma grande envolvendo os descarga de energia quando cinco sentidos alcança um orgasmo. Já a mulher, ao ter vários orgasmos, nutre e recarrega a energia de seu parceiro”. A especialista destaca que a proposta principal do sexo tântrico é que a pessoa chegue a um prazer extremo, maior do que existe no orgasmo tradicional, e manter esta sensação por um tempo bem superior ao considerado normal. Uma relação sexual dura em torno de 15 minutos, já no sexo tântrico ela dura, no mínimo, duas horas. Paula Milena afirma que um dos pontos valiosos é a figura feminina, pois ela é vista na relação como uma divindade e, em muitos momentos, será quem estará conduzindo o parceiro, na posição de dominadora, ou seja, em cima do homem. Segundo ela, não pode haver pressa. “Quanto mais o orgasmo demorar a acontecer, melhor será. O prazer não se resume ao hiperorgasmo, mas sim a todo o grau de excitação proveniente da relação e também em todo o carinho que cada um dos parceiros dará ao outro. Nesse caso, percorrer o caminho para chegar até o ponto desejado é tão prazeroso quanto atingi-lo”, afirma.

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O sexo tântrico começa muito antes de o casal chegar à cama. O relacionamento precisa estar em harmonia. Ambos precisam dizer palavras amorosas e demonstrar paixão durante o dia todo;

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O ambiente também conta. Prepare a casa e o quarto para recepcionar o seu amor: um cômodo à meia luz, algumas velas e um aroma agradável faz toda a diferença;

Depois de todo o preparo, comecem a se tocar com calma, deixando claro o quanto você o deseja. A partir daí, não há proibições ou inibições. Tudo é válido desde que seja prazeroso para os dois. O ideal é sempre ficarem em posições em que os olhos possam estar em contato, para que a união ocorra com mais intensidade. Os movimentos devem ser bem suaves e lentos, com dedicação e cuidado;

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O casal precisa de preparo físico e psicológico. O sexo tântrico não é feito às pressas, cada momento é aproveitado! Tome um longo banho com o seu par e purifique a alma, fazendo carícias nele;

É importante que o homem não ejacule. Se ele não estiver conseguindo segurar, o casal deve parar um pouco, descansar, e iniciar as carícias mais uma vez. Esse recomeço deve ser realizado quantas vezes forem necessárias. Quando o homem não ejacula, seu pênis permanece ereto e o sexo continua. Com isso, a prática se estende e a mulher pode ter diversos orgasmos.

MITO - Se o homem não ejacula, ele não goza! Na verdade, a ejaculação acontece separada do orgasmo. Então, em diversos momentos da relação amorosa, o homem pode sentir um prazer prolongado e contínuo. A ejaculação pode até nem chegar a acontecer nessa prática. O sexo termina apenas quando ambos estiverem plenamente satisfeitos e esgotados fisicamente. 48

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CORPO E BEM-ESTAR

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nutricionista explica que a tão odiada gordura abdominal é mais difícil de ser eliminada, pois contém uma quantidade maior de células adiposas, que são formadas a partir de elementos celulares mais primitivos que, progressivamente, amadurecem e passam a ser “depósitos” de gordura. Segundo a nutricionista, o grande problema é quando essas gorduras abdominais aumentam, trazendo consequências para a saúde. “A gordura localizada no abdômen é considerada um fator de alto risco para diversas morbidades e se encontra associada a efeitos deletérios, acarretando diversos problemas de saúde. Um desses problemas é a doença cardiovascular”, afirma. Existem alimentos que aumentam muito a gordura abdominal. Por isso é fundamental que eles sejam evitados ao máximo, alerta Lorena Leal. “Entre esses alimentos está a gordura animal, aquela que está presente no bacon, na picanha e nas carnes gordas em geral. Devemos evitar também manteiga, queijos, frituras, alimentos industrializados e o álcool presente nas bebidas alcoólicas. A gordura desses alimentos é depositada junto aos órgãos e é denominada gordura visceral, bastante nociva para a saúde cardiovascular. Outro cuidado que devemos ter, é quando o nível de glicose fica acima do ideal. Esta situação faz aumentar a gordura que é depositada abaixo da pele

(subcutânea). Isto acontece sempre que comemos uma refeição de alto índice glicêmico”. Para auxiliar na perda da gordura abdominal é importante ter uma alimentação equilibrada, sem esquecer a prática de exercícios físicos, destaca a nutricionista. Ela lembra que uma alimentação equilibrada é essencial para a queima de gordura, que irá favorecer a massa muscular, e ressalta que alimentação adequada não quer dizer alimentação “restritiva”. Segundo Lorena, comer corretamente não significa apenas evitar o que é ruim, mas também, escolher alimentos que contenham substâncias que vão favorecer a saúde. “Alguns alimentos vão auxiliar na perda dessa gordura, a exemplo das frutas: laranja, mamão, limão, entre outras; os legumes e vegetais: brócolis, couve-flor, repolho; os cereais integrais: arroz, pães e outros. Alimentos ricos em proteínas também são fundamentais para ajudar a queimar a gordura abdominal. A carne bovina (partes magras), o salmão, o frango (partes magras e sem pele) e a sardinha (assada, grelhada ou cozida). O grão de bico, a chia e a linhaça são aliadas para dar adeus as gordurinhas. Quanto à procura de óleo verdadeiramente saudável, sugiro que a melhor aposta seja o azeite extra virgem. Ele é ótimo para saladas saudáveis. E lembrando sempre de beber água!”

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uma situação de extremo sofrimento, como a morte de um ente querido, por exemplo, é normal o enlutado se sentir perdido, sem saber o que fazer. Para entender melhor o processo da morte e conseguir superar momentos difíceis, uma terapia ainda pouco conhecida, pode ser o caminho. A terapia do luto ajuda quem sofre a buscar, dentro de si, o que ainda dá sentido à vida. A atriz, Cissa Guimarães, recorreu a essa ajuda após a morte de seu filho Rafael, de 18 anos, atropelado em um túnel no Rio de Janeiro, em 2011. A psicóloga especialista em Terapia do Luto pela 4 Estações Instituto de Psicologia, em São Paulo, Clara Assis, que atende na clínica Reab, em Feira de Santana, explica que a terapia é um espaço onde as pessoas que estão passando por um processo de luto podem sentir-se livres e abertas para falar sobre esse momento. A terapia do luto pode ser feita individualmente ou em família. “É um momento onde o enlutado pode, a partir da vivência do luto, construir significados. É um tipo de terapia que facilita a vivência diante de um turbilhão de sentimentos. Ele vai poder entrar em contato com assuntos muito pessoais e que pode não saber lidar, e vai entender melhor esses sentimentos. Durante a terapia o paciente vai poder sofrer a dor que é necessária. O foco vai ser o momento dele e mais nada, é um espaço livre, sem julgamentos e sem exigências”, explica. De acordo com Clara Assis, a terapia do luto não envolve somente a morte, pois, o luto pode estar presente em várias situações. Segundo ela, o luto

acontece quando existe a ruptura de um vínculo que era significativo e que passava algum tipo de segurança. A terapia do luto também pode ser trabalhada em escolas e empresas. Um exemplo citado pela especialista é quando o pai de uma criança morre, e os colegas de escola não sabem como lidar com a situação. “A terapia do luto pode ser trabalhada em várias situações: quando a pessoa faz uma cirurgia bariátrica, em um momento de separação, situações de interrupção de gravidez e entre outras circunstâncias. Esses são momentos de grandes mudanças, que sempre mexem com a expectativa da pessoa, gerando uma ruptura da mínima segurança que uma tal situação difícil proporciona. Quando ocorre essa ruptura, a rotina da pessoa muda e ela terá que reorganizar tudo”, explica. A especialista afirma que, depois que ocorre essa ruptura, a vida do enlutado nunca mais será a mesma. De acordo com ela, a terapia do luto propõe a reflexão sobre o que pode ser feito a partir daquele momento. “Aquele que morreu saiu da sua vida, mas ele não vai deixar de estar presente em seus momentos que já foram vividos. As lembranças vão continuar, pois essa pessoa fez parte da sua vida e contribuiu para você chegar ao que é hoje”, afirma. Ela defende que o sofrimento precisa ser vivido, pois, a partir dele, significados serão construídos. “Não se pode camuflar a dor, pois em algum momento ela pode vir à tona de uma forma mais avassaladora”. A psicóloga Clara Assis destaca que o mais indicado é começar a terapia o quanto antes, já que, de acordo com ela, isso vai favorecer o processo de recuperação. “Muita gente só procura

“Não se pode camuflar a dor, pois em algum momento ela pode vir à tona de uma forma mais avassaladora”


ajuda algum tempo depois e algumas coisas já podem estar esquecidas. Desse modo, fica mais difícil o enlutado lidar com esse conflito, pois, diante do luto ele deixa de raciocinar, o que é muito natural. Porém, perante a sociedade o enlutado não pode parar a vida, sendo exigido que volte para o trabalho e dê continuidade às suas atividades diárias. A terapia é um facilitador para esse momento”. Não existe um período específico para que os

Durante o luto, algumas fases são definidas (fase da negação, da raiva, da barganha, da depressão e da aceitação), porém a psicóloga Clara Assis, defende que elas dependem muito de pessoa para pessoa, por ser um processo dinâmico e extremamente pessoal. “Não existe um período para cada fase e nem uma ordem para passar por cada uma delas. Cada pessoa reage da sua maneira”, ressalta.

efeitos da terapia aconteçam, já que cada indivíduo enfrenta a dor do luto de um jeito. A especialista afirma que muitas pessoas acreditam que o luto tem uma duração média de um ano, mas ela lembra que não existem regras. “Na verdade em um ano acabam as primeiras datas. O enlutado vai passar o seu primeiro aniversário, seu primeiro natal, sem a presença do ente querido. Mas isso não quer dizer que o luto vai acabar no segundo ano. Isso varia muito.”

Os objetos pessoais trazem muitas lembranças e, uma dúvida comum, quando um ente querido morre, é o que fazer com eles. Segundo Clara Assis, é preciso, de forma cautelosa, definir o que fazer com os pertences para que eles possam ter um significado positivo. “É preciso ficar atento ao definir que destino dar a esses objetos. Tem gente que gosta de manter o quarto da pessoa que morreu, mas é importante que isso seja feito de uma forma saudável. Não é bom manter um quarto como mausoléu, por exemplo, e ficar ali dentro vivendo para aquilo. Isso pode atrapalhar a rotina da pessoa e a continuidade da vida”.

Clara Assis

CRP 03/7971 Psicóloga e Psicoterapeuta Familiar Especialista em Terapia do Luto (4 Estações Instituto de Psicologia - SP) Clínica REAB: 75 3626.3051 Rua Equador, 70 • Kalilândia 71 8181.6923 | 75 8122.7948 claraassis.psi@gmail.com

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MODA

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A história da professora que doa um pouco do próprio tempo para ajudar a quem precisa e encontra nesse trabalho uma gratificação que dá sentindo a vida. por Daniela Cardoso

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ma mulher alegre, simples, batalhadora, humilde e que leva a esperança de um futuro diferente para detentas do Presídio Regional de Feira de Santana, através do Projeto Pastoral Carcerária. Maria Meire Ribeiro, mais conhecida como professora Meire, ministra um curso de pintura, utilizando a bíblia na condução das aulas. A técnica da pintura é feita em panos de prato e durante o curso ela ensina a Palavra, através da discussão de textos bíblicos. “Antes eu trabalhava somente com a Palavra, mas as alunas ficavam desatentas, então eu criei um novo método de evangelizar. Eu consigo apresentar a palavra de Deus através da pintura. Elas pintam e em cada movimento eu explico os ensinamentos da Bíblia. Por isso coloquei o título ‘Deus em Ação’. Eu pensei em criar algo diferente e está dando certo. Cada pintura que ensino, tem o embasamento bíblico”, explica. O trabalho social no Conjunto Penal começou em 2011, mas Meire já pinta desde 1991, quando viu uma mulher pintar e se interessou pela arte. “Eu comprei o pincel a e tinta. A primeira coisa que eu pintei foi um morango. Até hoje nunca fiz um curso de pintura, eu vou me lançando e em agradecimento a cada pessoa que compra meus panos de prato, eu aprendo a pintar melhor”, afirma. Desde a primeira turma, muitas detentas se interessaram pelo curso, a demanda é grande, mas Meire explica que não tem como aumentar o número de vagas, já que trabalha sozinha. “Não consegui ninguém para me ajudar nesse trabalho. É difícil encontrar uma pessoa que queira ajudar um preso. Até o material das tintas sou eu que levo. Eu

gostaria que tivesse mais pessoas comigo nesse projeto, para isso basta que a pessoa tenha amor e queira se lançar. Acredito que todos devem parar para pensar o que fazem para Deus sem pedir nada em troca. Muitos só falam, mas não fazem. Preferem o comodismo”. Apesar das dificuldades, Meire sabe o que quer, e acredita que não existe uma sensação melhor do que a do dever cumprido. Segundo ela, não existe gratificação maior do que saber, que através do trabalho que realiza, consegue mudar a vida de tantas pessoas. “Não existe uma gratificação maior do que saber que a qualquer momento que eu chegar no Conjunto Penal e dizer para as alunas que quero falar de Deus e necessito da atenção delas, elas vão parar e me ouvir. Elas sabem que eu as compreendo. Não preciso concordar com nada, mas respeito cada uma delas”. Mas o trabalho de Meire não se limita a ensinar, ela também aprende. “Com esse trabalho eu aprendi que todos deveriam fazer alguma coisa para Deus, pois esse é o sentido do trabalho social”, afirma. Além do trabalho no presídio, a professora Meire também dá aula para outras mulheres. Ela não tem um local fixo para ministrar as aulas, o que no momento, é o maior sonho da professora. “Deus colocou anjos no meu caminho que cedeu espaço nas suas casas para que eu pudesse ministrar as aulas e ajudar a quem necessita, através de apoio e conversas. A aluna vem para o curso e eu observo, vejo as dores, os sentimentos e as chamo em particular para conversar e, principalmente, ouvir o que elas têm a dizer. Apesar disso, sonho em ter um espaço próprio para acolher minhas alunas”, afirma.

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CARREIRA

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e acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada em dezembro de 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o salário médio dos trabalhadores brasileiros cresceu apenas 2% nos primeiros 11 meses do ano, subindo de R$ 1887,70 para R$ 1910,20. Vale a pena um olhar atento para os cargos mais valorizados pelas organizações durante o ano passado. Segundo a PME, a primeira carreira da lista é a de Controlador Regional da área de finanças, com rendimentos mensais próximos a R$ 35 mil. Mais uma pesquisa realizada por outra empresa de recrutamento, a Michael Page, também aparecem carreiras relacionadas à área financeira: são os cargos de Superintendente Comercial do setor de seguros, seguido da função de Gerente Tributário Sênior, com salários mensais de R$ 25 a 30 mil. Outros cargos que se destacaram em 2013 são aqueles ligados aos setores de consumo – como Marketing, Vendas e Varejo, a saber: Gerente Nacional de Vendas, Gerente de Comunicação ou Marketing e Gerente

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Regional (com destaque para o setor de shopping centers) que tiveram remuneração média de R$ 25 mil. Por fim, a lista das profissões melhores remuneradas em 2013 no Brasil, escalam entre o 7° ao 9º lugar, os executivos do setor de construção. Gerentes de Contratos do setor de obras pesadas tiveram em 2013 rendimentos mensais de R$ 30 mil. A conjuntura se mostra favorável também para quem pretende fazer carreira no setor de Recursos Humanos. Este setor - finalmente vem sendo valorizado gradativamente pelas empresas brasileiras. Pode-se analisar que as obras de preparação para a Copa do Mundo e Olimpíada do Rio auxiliaram no aumento da remuneração dos profissionais ligados a estes mercados. Para todo profissional, a qualificação é essencial. Nível superior completo já é pouco. As grandes empresas buscam profissionais com visão estratégica e conhecimento global. Apesar de 2014 ser um ano de dúvidas pós-copa do mundo, acredita-se que estas carreiras continuem alavancando por mais alguns anos. Aos que desejam segui-las, não há segredo: esforço, determinação e estudo. Pós graduação e idiomas são os requisitos mínimos para quem deseja um salário de R$ 35 mil no Brasil.


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BELEZA

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teste

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A

tualmente, o foco da ação da toxina botulínica está na elevação dos músculos da face para que, assim, seja eliminado o aspecto de expressão entristecida e cansada, comum no envelhecimento facial. Com o Botox, consegue-se a elevação das sobrancelhas, da ponta nasal e dos cantos de boca. Neste último ponto, a aplicação do produto trata o problema da boca invertida para baixo, que traduz a expressão de tristeza da face. Outros novíssimos pontos de aplicação do Botox estão no terço médio e interior da face. Aplica-se o produto em vários pontos do trajeto da mandíbula, elevando e redefinindo o contorno facial. Nesta abordagem, as maçãs do rosto também são elevadas. A técnica consiste em bloquear os músculos do pescoço que puxam a face para baixo. Deste modo,

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consegue-se elevar a face e melhorar o seu contorno. Uma das grandes queixas dos pacientes é que o Botox dura pouco tempo. O seu tempo de duração é de três a nove meses. Em grande parte dos pacientes os efeitos duram seis meses. Descobriu-se que um nutracêutico à base de zinco garante um efeito mais prolongado da toxina botulínica; esse nutracêunico é composto pela associação da enzima fitase ao citrato de zinco, que juntos proporcionam um suporte nutricional que disponibiliza o zinco na concentração ideal para aumentar a eficácia do Botox. O estudo científico demonstrou que o aumento dos níveis durante e quatro dias antes da aplicação do Botox resultou em um aumento do efeito do tratamento, bem como prolongou a sua duração. A duração do efeito aumentou de 23,6% a 30%.


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preenchimento é o segundo procedimento de estética mais realizado, perdendo apenas para o botox. Inicialmente, era utilizado apenas para preencher o chamado sulco naso geniano, aquele vinco que forma quando se sorri, vulgarmente chamado de bigode chinês. No entanto, com o passar do tempo, o preenchimento foi mostrando sua versatilidade e passou a ser aplicado em outros locais da face e no corpo. O preenchimento é um procedimento em que uma substância vai preencher, dar volume ou forma para uma área, e podem ser classificados em definitivos ou temporários. Os definitivos são feitos por substâncias que não são reconhecidas por nosso organismo, e por isso não sendo absorvidas, permanecem definitivamente no corpo. Há casos, porém, em que o corpo reage contra o material levando a reações indesejáveis. Já no preenchimento temporário, o mais utilizado atualmente, uzsa-se um material reconhecível pelo corpo e é absorvido com o tempo, sendo muito mais seguro para nosso organismo. Cada material e sua respectiva forma atende as diversas necessidades de diferentes áreas do nosso corpo. O mais utilizado é o ácido hialurônico que apresenta em média cinco formatos diferentes. Tem a apresentação com o menor tamanho de molécula, específico para hidratar peles muito ressecadas ou preencher ruguinhas muito fininhas

“O preenchimento deve ser realizado com muita paciência”. do rosto, pescoço e colo. A segunda apresentação de ácido hialurônico tem tamanho ideal para rugas leves, preencher olheiras ou elevar as sobrancelhas. Existe uma terceira forma específica para dar um bom contorno aos lábios, tornálos levemente carnudos ou corrigir os chamados “códigos de barra”. A quarta apresentação seria para uma ruga mediana como o bigode chinês ou para preencher as têmporas ou ruga nos cantos do lábio, chamada de marionete. E o último formato tem o maior tamanho de molécula, apropriado para dar um maior volume para a região das bochechas ou o contorno da mandíbula. Outro material muito utilizado é a hidroxipatita de cálcio que tem excelentes resultados para o enchimento das mãos. E por fim o ácido polilático, maravilhoso por seu efeito lifting (mais firmeza) por produzir colágeno. Seu uso começou pela face e hoje é utilizado para flacidez de braços, barriga, joelho, também com ótimos resultados para as depressões de celulite.

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O procedimento é muito simples e seguro se realizado por profissional qualificado e experiente. O local é anestesiado previamente com anestésico tópico, então são feitas algumas poucas injeções nos locais previamente demarcados. A duração varia de 10 a 20 minutos. Os efeitos indesejados que podem acontecer seriam uma leve vermelhidão no local (que melhora dentro de poucas horas), um leve inchaço (que regride dentro de um dia) ou alguns pequenos hematomas (que regridem dentro de até cinco dias), que podem ser disfarçados com corretivo. Um grande número de pacientes tem receio de que o preenchimento deixe a região muito grande ou deformada, fruto dos exemplos de aberrações vistas na mídia, mas isto é a exceção e resultado de exageros. O preenchimento deve ser realizado com muita paciência. Gosto de aplicar em dois ou três momentos, com intervalo de dias entre si, observando muito bem a resposta de cada área aplicada. Creio que deve ser encarado pelo profissional como uma verdadeira obra de arte, sendo feita de forma muito artesanal e aos pouquinhos. Dessa maneira, a melhora será mais gradual e natural e será mais fácil evitar exageros. Para evitar a necessidade de grandes quantidades de material, o aconselhável é iniciar os tratamentos de forma bem leve, tão logo se inicie as rugas, por volta dos 30 aos 40 anos. Será preciso muito pouco material e o resultado será mais discreto e natural. Geralmente o que é visto, é o paciente que gosta do resultado e pede para colocar um pouco mais, pois ficou mais confiante

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ou colocar mais em novas áreas, porque passou a perceber defeitos secundários que passavam despercebidos diante do primeiro. Mas sempre deve ser respeitado o limite de cada paciente e de cada região. O tratamento em si apresenta diversas vantagens: 1. um resultado muito mais natural do que uma plástica 2. não tem necessidade de afastar-se das atividades 3. muito seguro 4. não deixa cicatrizes 5. estimula a formação de colágeno no local aplicado, e esse colágeno permanece mesmo depois que o material é absorvido 6. para muitos é uma forma de postergar a cirurgia plástica 7. e por fim, se não ficou satisfatório o resultado, não tem problema, pois o produto será absorvido depois de um tempo. Como todo procedimento médico o resultado do tratamento depende muito da resposta de cada um, variando muito de organismo para organismo. E na maioria das vezes, apenas se sabe as respostas fazendo e testando o preenchimento.

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Drª Deborah Duarte Dermatologista Cosmiátrica Especialização em Ortomolecular Tricologia Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica Membro da Academia Americana de Dermatologia


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