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ESCALANDO SONHOS Conheรงa a trajetรณria do empreendedor, pai e montanhista Gustavo Ziller


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54 . capa Reportagem mostra a trajetória do pai, empreendedor e montanhista Gustavo Ziller

moda

gastronomia

14 • BELEZA & ESTILO Cortes de cabelo em alta pelo mundo 16 • EDITORIAL DE MODA

64 • RECEITAS Três chefs apresentam receitas do Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes

Inspire-se com “Camponesa”, produzido pelo Espaço 422

turismo

cultura/arte

68 • LEITOR EM CENA Leitora da revista narra viagem à Bélgica

24 • DECORAÇÃO Ambientes da Casa Cor 2016 44 • NA ESTANTE Escritora mineira Paula Pimenta é referência na literatura nacional

70 • ROTEIRO Perto do Céu: Serra da Piedade é destino com vista privilegiada

negócios especial crianças 48 • MÚSICA Musicalização traz benefícios para o desenvolvimento cognitivo dos bebês

Sugestões de Pauta e Cartas redacao@minasemcena.com.br A Revista Minas em Cena não se responsabiliza pelo conteúdo de artigos assinados e anúncios.

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MINAS EM CENA

86 • MARKETING Marcas mineiras que dão o que falar

comportamento 88 • INCLUSÃO A autonomia das pessoas com Síndrome de Down 98 • #LADOB Cultura do estupro: agressão silenciosa que ultrapassa os limites do corpo


editorial expediente

BELO HORIZONTE

Ceo Grupo tlv Foto: Gabriel Tarso

Thiago Cabral Diretor Geral Edgar Bessa diretor executivo Marcello Martins Executivo de contas Hevelyne Buzzati JORNALISTA

Caro leitor,

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Revista Minas em Cena traz Gustavo Ziller na capa. Na reportagem, o sócio-fundador da Aorta, que foi incorporada ao grupo RBS, fala sobre negócios, montanhismo e paternidade. O empreendedor mudou o estilo de vida depois de ter um apagão no trânsito (causado pelo intenso ritmo de trabalho). Viaje conosco até a Serra da Piedade, em Caeté, pertinho de BH. O roteiro turístico desta edição é um convite à apreciação das riquezas mineiras. No alto da serra, a mais de 1700 metros de altitude, está o Santuário Nossa Senhora da Piedade e o Observatório Frei Rosário. Uma vista de tirar o fôlego! O Dia das Crianças, comemorado em outubro, inspirou matérias que falam sobre e para elas. A entrevista com o gamer Rezende, que tem mais de 8 milhões de inscritos no YouTube, revela que o jovem já foi jogador de futsal. Você sabia que música faz bem para o desenvolvimento cognitivo dos bebês? Uma pesquisadora da UFMG explicou como isso acontece. Inclusão. O que falta para que a sociedade respeite as diferenças?

Antônio, Thomas, Alice e Carol: uma das três famílias entrevistadas na seção “Inclusão”

Thaís Leocádio Projeto Gráfico TLV Promo

Três pessoas com Síndrome de Down são destaques na reportagem que reflete sobre a autonomia delas. Tendências de moda e estilo para a temporada primavera/verão estão nas páginas da revista, assim como um bate-papo com a escritora Paula Pimenta, que já vendeu mais de um milhão de exemplares em todo o mundo. O DJ FTampa, a estilista Raquel Mattar, o cozinheiro Gui Poulain e a modelo plus size Silvia Neves estão na seção “Perfil”, mostrando que Minas Gerais se destaca em diferentes áreas. A publicação foi toda ilustrada pelo designer Rafael Hilarino e, na página seguinte, falamos mais sobre essa novidade. Lançamentos do cinema, artigos de colaboradores, dicas de decoração, gastronomia e arte. Aqui tem espaço para o que o estado tem de melhor!

DIRETOR DE ARTE Rafael Hilarino Foto Capa Gabriel Tarso marketing digital Phillipe Araujo Philipp Augusto financeiro Clara Braga Impressão Editora Bigráfica Tiragem 15 mil exemplares A Revista Minas em Cena é uma publicação do Grupo TLV Rua Orozimbo Nonato, 102 Sala 304 B - Vila da Serra -

Boa leitura!

NL/MG - Cep: 34.000-000 Contato: (31) 3143-8855

Edgar Bessa, Marcello Martins e Thiago Cabral

redacao@minasemcena.com.br www.minasemcena.com.br Edição nº 40 de 2016

MINAS EM CENA

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ARTE • Ilustrador Convidado

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edição 40 da Revista Minas em Cena foi toda ilustrada pelo designer Rafael Hilarino. O artista tem 28 anos e atualmente é sócio-fundador da Nanuk Skateboards e diretor de arte na Tlv Promo. Rafael já produziu desenhos em vários planos, como paredes de academia, agência, restaurantes e até mesmo um food truck completo. Os traços marcantes do mineiro trazem temas do cotidiano com-

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MINAS EM CENA

binados com elementos imaginários. “A ilustração me ajuda em todas as áreas que atuo, ela faz com que eu consiga um resultado peculiar em meus projetos”, disse o artista que é formado em Designer Gráfico pela UniBH. Para o projeto da revista, Rafael Hilarino optou por usar nanquim com cores frias, em desenhos que interagem com o conteúdo dos artigos e das reportagens.


AD Situado na região nobre de BH, o Conde Bar & Restaurante reúne requinte e sabor no cardápio, para pessoas de bom gosto. O local resgata a realeza vinda para o Brasil no século XIX, representada na capital mineira pelo Conde de Linhares. A casa tem uma tradicional carta de vinhos, com os melhores rótulos da Itália, Espanha, França, Chile, Alemanha, Portugal, Nova Zelândia, e Argentina.A gastronomia destaca se pela cozinha internacional e contemporânea e é comandada pelo seu chef/proprietário Carlos Bruno Carneiro!

Rua Conde de Linhares, 345 - Cidade Jardim - BH/MG eventos@oconde.com.br Tel.: (31) 2531-6964


COLABORADORES • Ed. 40 Minas em Cena

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ALESSANDRA thomaz rocha Psicanalista, membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise, Doutoranda em Psicanálise pela UFMG

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ANDRÉ ALMEIDA Dentista graduado pela UFMG, especialista em Prótese Dentária e clínico em Estética Facial Odontológica de Alta Performance.

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Diretor clínico da Prime Odontologia.

Bruno Fernandes Bruno Fernandes é publicitário, especialista em Marketing, mestre em Administração, palestrante, consultor empresarial, diretor da Pizzicatto e professor universitário. Tem 18 anos de experiência nas áreas de marketing, branding e comportamento do consumidor.

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Daniel Filogônio Silva Escritor, bacharel em Ciências Econômicas na PUC Minas, com MBA em Gestão Tributária e pós-graduação em Gerenciamento de Projetos pelo INPG/SP. Atua há oito anos na área tributária em três importantes multinacionais de telecomunicações.

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DANIEL MANSUR Fotógrafo e proprietário da Stúdio Pixel. Atua nas áreas de publicidade, moda, editorial e corporativa.

felipe CAILLAUX Advogado por formação e especialista em Publicidade e Marketing, tem experiência de 10 anos na gestão de empresas/negócios, práticas de mercado e consultoria com ênfase em entretenimento. Sócio do Major Lock Pub, Entre Folhas Bar Cultural, Major SHOP e Major Beats Escola de DJS.

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Gilberto Netto Advogado, especialista em direito empresarial patrimonial, ativos e negócios financeiros imobiliários, professor, consultor,

coach em valores, mediador e conciliador de conflitos.

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GIOVANNI BESSA Publicitário, pós-graduado em Comunicação Empresarial, fotógrafo e editor cinematográfico. Proprietário da empresa Artes

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em Vídeo, atua na cobertura de eventos sociais e empresariais.

JOSÉ APARECIDO RIBEIRO Administrador, Consultor em Assuntos Urbanos, membro da Comissão Técnica de Transporte da Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), diretor da ACMinas, ex-presidentes da ABIH/MG e presidente da ONG SOS Mobilidade Urbana.

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jÚlia xavier Psicóloga clínica, educadora e orientadora sexual graduada pelo Centro Universitário Newton Paiva, com formação e capacitação em Sexualidade Clínica – enfoque da Terapia Cognitiva pelo Ciclo CEAP.

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MINAS EM CENA


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Letícia Melo Empresária no segmento de Bem-Estar. Life coach formada pela Febracis com atendimento exclusivo para mulheres e mães. Idealizadora do blog Vida Pós Parto e palestrante motivacional.

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Louis BurlamaquI Formado em Administração de Empresas e especializado em Psicologia. Empresário, consultor, músico, terapeuta, escritor, educador

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corporativo e especialista em desenvolvimento de liderança.

matheus menezes Relações públicas, especialista em Marketing e empresário. Idealiza e comanda projetos na área de eventos, redes sociais e assessoria de imprensa.

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marcelo noronha Marcelo Noronha é publicitário, com especialização em Administração de Marketing e Comunicação e Gestão Empresarial.

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PAULA QUINALD Designer de Ambientes e Produtos, especialista em Arquitetura Contemporânea e Cinema - Cenografia pela PUC Minas. Professora da Escola de Design da UEMG. Escritora e poeta.

Paulo navarro Conhecido empresário no setor de comunicação social, Paulo Navarro é diretor da Paulo Navarro Comunicação. O jornalista dirige e apresenta programas no Grupo Bandeirantes e na BH News e mantém colunas em jornais da capital.

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PEDRO SANGLARD Doutor Pedro Sanglard é médico graduado pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG) e membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

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ricardo diamante Engenheiro por formação, especialista em Marketing e Gestão Estratégica de Negócios e empresário na área de tecnologia. Fotógrafo profissional há mais de 13 anos, é especializado em fotografia feminina, com foco no casual.

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Sylvinha fernandes Comunicóloga com habilitação em Jornalismo, assessora de imprensa e empresária. Atua à frente da S F Comunicação Integrada, gerenciando mídia espontânea através da produção de ideias

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e conteúdo.

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victor dzenk Diretor de estilo da grife que carrega seu nome, ao lado de seus dois irmãos. Victor Dzenk é conhecido pela estamparia digital – ramo em que é precursor – e também pelas modelagens com características marcantes.

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MODA • Beleza & Estilo

VEJO FLORES EM VOCÊ Blogueiras dão dicas de looks para a estação mais romântica do ano thaís leocádio

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om a chegada da primavera, o guarda-roupa pede cores e leveza. As influenciadoras digitais Alexandra Freitas, Cris Guerra e Nadia Schmidt apresentam três looks que têm tudo a ver com a estação! Inspirese!

A primavera nos convida a misturar cores. Nessa época do ano, os tons alegres são bem vindos e, por isso, optei por um look em que combino estampa e cores fortes para dar vida à estação. Os acessórios são essenciais para completar a produção. No mais, é como sempre digo: é deixar se levar pelos modelos e fazer a escolha em que se sinta bem.

Cris Guerra

“ “

Muito amor por este dress! Midi é o meu comprimento preferido e ainda marca presença nesta primavera. Adoro combinar a cintura marcada com o caimento folgadinho. Sou apaixonada por tons pastel, em especial este azul (serenity), acho que “super” valoriza o meu tom de pele!

Alexandra Freitas

Foto: Marcelo Poleze

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MINAS EM CENA

“ “

É uma estação muito alegre e a primeira coisa que vem à cabeça são as peças na tendência floral. Eu não sou de usar muitas cores e sou fã de p&b, por isso escolhi uma calça com o fundo mais escuro e uma paleta no tom rosa, o que deixou meu visual mais colorido, mas sem sair do meu estilo. Como o meu cabelo é curto, adoro usar brincos mais chamativos!

Nadia Schmidt


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enos é mais não existe no figurino do personagem Mario, da novela Sol Nascente, interpretado por Bruno Gagliasso. Os looks assinados por Labibe Simão são inspirados em James Dean. Camiseta, jeans e jaqueta de couro estão na maioria das composições, sempre acompanhados de muitos acessórios. O corte de cabelo moderninho é um detalhe que faz toda a diferença na produção. Confira nossas sugestões e coloque atitude em seu guarda-roupa!

CALVIN KLEIN R$ 439,00

RAPHAEL STEFFENS R$ 899,90

WEST COAST R$ 299,99

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MODA • Beleza & Estilo

Cortes de cabelo em alta

pelo mundo Veja quais estilos estão bombando entre as mulheres de nove países thaís leocádio

Q

ual penteado as italianas têm usado? E as francesas? Os cortes de cabelo mais usados em diferentes países foram catalogados pela jornalista estadunidense Victoria Hoff, do portal Byrdie, com base em desfiles, revistas e perfis nas redes sociais. O lob (comprimento pouco acima dos ombros) continua sendo o favorito em vários lugares e a textura natural dos cabelos está bombando. Veja o que é sucesso na Austrália, Grã-Bretanha, Índia, Itália, Rússia, África do Sul, nos Estados Unidos, e, claro, no Brasil.

Austrália

Lob repartido ao meio O país continua doido pelo lob. O cabelo aparece dividido ao meio e com pontas irregulares.

Brasil

Textura natural cacheada As cacheadas estão com tudo! As mulheres estão abraçando a textura natural dos cabelos em todo o mundo e, no Brasil, esse movimento é bem forte.

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Inglaterra

Lob bagunçadinho Lob sem muita manutenção é o que mais se vê pelas ruas de Londres. O estilo é charmoso e muito prático. Se você já usa o corte lob, dê um ar inglês ao seu cabelo com um babyliss despretensioso ou com um spray de texturização.


França

Franja texturizada Cabelo chique e sem esforço define basicamente o que as francesas adoram. O hairstylist parisiense David Mallett explicou que a franja texturizada e o estilo “acabei de sair da cama” estão bombando no país.

Itália Shag

De acordo com a Vogue Italia (além das evidências nas ruas), o corte shag está ganhando cada vez mais destaque no país. Com uma pegada punk, o penteado toma o lugar dos lobs perfeitamente alinhados.

Rússia

Médio e desfiado

África do Sul

Geométrico

Mais uma vez, a textura natural dos cabelos rouba a cena. Na Cidade do Cabo, a tendência é o corte geométrico.

“Não me importo” é o que tem mandado no estilo das russas. Exemplos disso são as fashionistas Miroslava Duma e Sonya Esman, que aderiram ao corte médio desfiado.

Estados Unidos Lob

O hairstylist Harry Josh previu, em janeiro, a volta da moda do corte lob no país. E ele voltou mesmo, com tudo! Cabelo despenteado, com ondas, estão fazendo a cabeça das norte-americanas.

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MODA • Editorial de Moda

CAMPONESA THAÍS LEOCÁDIO

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editorial de moda “Camponesa” foi produzido pelo Espaço 422. De acordo com João Paulo Durão, responsável pelo styling, a ideia foi evocar um senso de bucolismo e estranheza. “Quase como se fosse alguém escapado do hospício”, contou. Para garantir esse efeito, o stylist caprichou na camisaria e em sobreposições de peças em preto e branco.

Ficha Técnica Fotografia: Bruno Corrêa Styling: João Paulo Durão Beleza: Renata Vilela Assistente Fotografia: Paulo PSilva Assistente Styling: Gabriel Luz Vídeo: Caio Vieira Modelos: Bárbara Rancanti (Ford), Bruna Staico e Julia Aguilar (Woll)

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Bruna (esq.) usa vestido de tule Alex Moreira, chemise de seda Apartamento 03 e choker de veludo Nega Lôra. Bárbara (centro) usa vestido de tule Alex Moreira, chemise de seda Apartamento 03 e choker de veludo Nega Lôra. Julia (dir.) usa vestido de tule Alex Moreira, chemise de algodão Patrícia Motta e choker de veludo Nega Lôra.

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MODA • Editorial de Moda

Bárbara usa vestido e calça de linho, ambos Apartamento 03, choker de veludo Nega Lôra e mule Arezzo.

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MODA • Editorial de Moda

Bruna (esq.) usa colete de couro e camisa, ambos Patrícia Motta, e saia Anne Fernandes. Bárbara (dir.) usa bustiê de tricô Faven, blusa de musseline com renda Anne Fernandes, camisa de musseline Romaria, saia de organza Madrepérola e hot pants Coven.

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CrĂŠditos: GATABAKANA Tel: (47) 3379-4444 www.gatabakana.com.br @gatabakana


MODA • Victor Dzenk

De olho no

verão! curtA a estação com estilo Victor Dzenk

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á está preparada para o verão 2017? Fique tranquila que ainda há tempo. Por isso, nós selecionamos algumas tendências para você se preparar e curtir a estação como uma verdadeira fashionista.

Slip dress

Babados

Máxi coletes

vestido avental

01. O estilo boudoir tomou conta das ruas. Veio aos poucos, com o sutiã à mostra, e agora com vestidos que parecem camisolas.

02. Tops, blusas, saias e vestidos com muitos babados, aplicados de forma sofisticada e moderna.

03. A p a r e c e m bem trabalhados como peça chave do look, seja em uma produção mais casual ou sofisticada.

04. O vestido avental é fresco, esportivo e jovem. Tudo o que queremos para o verão.

05. O decote ombro a ombro não é novidade nessa temporada. Mas, agora, ele aparece com um corte mais retilíneo.

gargantilhas

bolSa sacola

PLATAFORMAS

LAÇOS

CINTURA MARCADA

06. Já vistas em 2016, o acessório continua, e vem também em tecidos como o veludo e o cetim. 22 MINAS EM CENA

07. Sabe aquela bolsa prática? Vai ter muito espaço para ela nas ruas nessa temporada!

08. Confortáveis cool, e super elas reinaram nas passarelas internacionais.

09. Em acessórios, como amarrações, delicados e volumosos, os laços esbanjam feminilidade.

TOP BARDOT

10. Metalizados, em couro... As cinturas aparecem bem marcadas com cintos maravilhosos.


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VIVA EXPERIÊNCIAS ÚNICAS MINAS EM CENA

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CULTURA • Editorial de Decoração

Arquitetura sofisticada e criativa

A

Casa Cor 2016 foi realizada em Belo Horizonte entre os dias 30 de agosto e 4 de outubro, próximo à Lagoa da Pampulha. Grandes nomes da arquitetura expuseram trabalhos na 22ª edição da mostra. Selecionamos dois ambientes (“Giardino e espazio di vino” e “Sala Central”), apresentados no evento, para o editorial de decoração desta edição.

Sala Central por Patrícia Hermany

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Foto: Jomar Bragança

Foto: Jomar Bragança

Elemento imponente do ambiente, a pedra, presente em um muro que sai do interior e vai até a área externa, não exclui, aqui, uma característica de sala que abriga gente, do tipo “amo curtir minha casa”. O frio mineral não desconstrói essa ideia. Pelo contrário, ganha personalidade extra, já que foi recoberto com o Petra Minas, mármore extraído na região de Barbacena (MG), rajado em tons de marrom e gelo. A solução foi manter e reforçar a arquitetura do projeto original, ao dobrar o muro em L e, assim, permitir bastante privacidade ao espaço, que tem uma varanda incorporada à área interna de um lado e, do outro, um pequeno pátio.


Foto: Jomar Bragança Foto: Jomar Bragança

Foto: Jomar Bragança

Humanizada com uma coleção de telas em sua parede principal, aconchegada pelo mobiliário que conjuga peças italianas e design brasileiro, assinadas pela Casual e Etel Carmona, a sala tem em seu layout um grande móvel de vidro cinza “londra”, da Sumisura, que começa no living e se transforma em estante atrás do espaço destinado ao home-office. Ainda para suavizar o efeito marcante da pedra, a opção foi por um tapete neutro, em fibra aloe, e objetos cuidadosamente escolhidos. Junto com os livros na estante, são eles que reforçam a proposta de ambiente com alma, pretendida com o projeto, assumidamente contemporâneo.

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Fotos: Henrique Queiroga

CULTURA • Editorial de Decoração

Giardino e espazio di vino por Droysen Tomich, Marcelo Serafim e Flávia Zambelli

Fotos: Henrique Queiroga

Um jardim de estilo italiano incorpora o calor dos países mediterrâneos e, com isso, quebra o excesso de formalidade com sua licença poética. A releitura dessa paisagem que predomina esse jardim, espaço que, aqui, foi pensado como o ideal para a degustação de vinhos. Cercado de muros cobertos de heras, ele

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tem, ao fundo, a ambientação de uma casa antiga, sugerida por uma porta de duas bandeiras, original de uma fazenda colonial mineira. Tudo remete ao jeito italiano de bem viver: muita topiaria com plantas apropriadas, maciços de lavanda, a presença de vasos rústicos e o elemento que não pode faltar em um projeto com essa inspiração, a água, que jorra de uma fonte do século 18. Data da mesma época a escultura que compõe o espaço. Ambas são em mármore branco, italianas autênticas. Para a de-

gustação, uma grande mesa de madeira de demolição, de 4m de extensão, é emoldurada por cadeiras de ferro. A parte moderna do projeto fica por conta de um sofá revestido em tecido cru para área externa e cadeiras de corda náutica, tudo assinado pela Tideli. Há ainda uma lareira de chão em um vaso alguidar, além de uma adega feita em vergalhão de aço envelhecido, com plantas incrustadas, com vários compartimentos para os vinhos, nesse jardim tão inspirador, de, aproximadamente, 120m².


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CULTURA • Arquitetura

LUXO EM 3D Arquiteto Sergio Viana projeta casas SOFISTICADAS thaís leocádio

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ômodos espaçosos, detalhes sofisticados e ambientes integrados estão presentes nos projetos de casas de luxo do arquiteto Sergio Viana Ferreira. Formado em 2002 pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, o profissional se dedica a esse estilo de construção desde 2013.

A primeira residência que ilustra essa matéria foi projetada para um empresário do ramo da construção que coleciona carros de luxo. O objetivo é que a casa, no Alphaville, em Nova Lima, seja um local onde a família do cliente aproveite os finais de semana. “O terreno é em aclive, no qual privilegiamos a vista na

Casa no Alphaville foi planejada para empresário que coleciona carros

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implantação da casa. Temos integração total entre o interior da casa e o exterior (lazer, piscina), através de aberturas de vidro”, explicou Sergio Vianna. Há uma garagem com espaço para 14 carros de luxo e dois carros de passeio. A residência conta ainda com depósito, estúdio de música, sala de jogos, sauna, home theater, espaço


Projeto de Sérgio Viana integrou as áreas interna e externa da casa com aberturas de vidro

gourmet , adega, lavabo, hall, salas de jantar e estar, cozinha, área de serviço, dois DCEs, cinco suítes e varandas. A piscina fica integrada com a garagem, a sauna e os vestiários. Já o segundo projeto é assinado por Sergio Viana e Jonathas Valle. O perfil do cliente desta residência é um jovem empresário, solteiro, que gos-

ta de receber os amigos em casa. A residência fica no Vale dos Cristais, também em Nova Lima, na Grande BH. Mais uma vez os vidros foram usados para integrar ambientes, como a academia com a sauna e os vestiários. A garagem possui seis vagas. Além dela, a casa tem área de serviços, dois DCEs, cozinha,

lavabo, cinco suítes, salas de estar e jantar, sala de TV, varandas, deck e piscina. A boate integrada com o espaço gourmet é um charme à parte. Nas duas residências, a proposta de decoração é usar móveis modernos. “Privilegiando o design internacional consagrado, mesclado com design brasileiro”, observou Viana. Casa no Vale dos Cristais

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CULTURA • # DeQuina

DECORAÇÃO: a hora de brincar Paula Quinaud

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s conceitos, diretrizes e formas aplicadas na decoração, arquitetura, design e universo da indústria criativa, surgem a partir da observação dos hábitos da sociedade e do mundo. Com uma equipe de especialistas em diferentes países, o WGSN, um portal britânico de trendhunting, traça paralelos comportamentais e sabe o que as pessoas vão querer nos próximos um, dois, cinco anos. É daí que se revelam as macrotendências, que nada mais são que as práticas cotidianas que vão influenciar a forma de consumir. Para 2017, quatro correntes vão mandar: 1. elemental - a busca pela essência e o captar da sensibilidade poética das coisas; 2. artistan - do it yourself e o renascimento do fazer artesanal; 3. remaster - passado se fundindo com o atual e o vanguardista; 4. offbeat - cobre-se menos e se permita mais, e que é o foco aqui. O escritor Eduardo Galeano certa vez contou essa história: “Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: ‘Proibido cantar’. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso

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informa: ‘É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem’. Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca.” E existe muito! Ainda bem... O encanto pelo lúdico, estranho ou surreal, em uma procura pela diversão a tentar quebrar o tédio da hora e a lógica dos espaços, é a ideia. O incomum trazido para o dia a dia, através do espírito transgressor e aventureiro do design. Simplesmente ter por perto, num canto de olho ou da sala, à mão, algo que faça feliz. Desde a própria conformação do ambiente ou na sutileza do detalhe e da diferença que o adorno traz, a palavra de ordem é: diversão. Transpor as barreiras do convencional e a monotonia da normalidade, subvertendo a ordem da percepção é terapia verdadeira para a casa, alento para a correria e combustível para a vida. Bem vindos à brincadeira! Em 2018, a coisa melhora mais ainda... com o desejo de apertar o botão reiniciar e redefinir o modo em que se vive, terra, noturno e substância vão se fazer de guias. Já já a gente fala disso.


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Foto: Sebastian Oakley

ESPORTE • Hipismo

O cavaleiro alemão Michael Jung

HIPISMO: O esporte da igualdade THAÍS LEOCÁDIO

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hipismo é o único esporte olímpico em que homens e mulheres, jovens e atletas mais velhos competem juntos na disputa por medalhas. A modalidade se divide em Hipismo Salto, hipismo Adestramento e Concurso Completo de Equitação (CCE).

História A relação entre cavalo e homem é milenar, tendo os primeiros registros datados em 1360 a.C, no antigo reino de Mitanni, onde hoje estão terras da Turquia, da Síria e do Iraque. Por séculos, os animais foram usados para fins militares, em diversas regiões do

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planeta. Os cavalos começaram a ter destaque esportivo nas Olimpíadas da Grécia Antiga, quando a corrida de bigas, impulsionadas por quatro cavalos, entraram nos jogos, em 648 a.C. De acordo com a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), a arte de saltar com cavalos como competição começou no século 19, com a Real Sociedade de Dublin. No início do século 20, o italiano Federico Caprilli (considerado o pai da equitação moderna) revolucionou a técnica de saltos, desenvolvendo o método que ainda hoje é adotado. O hipismo foi disputado pela primeira vez como esporte olímpico nos Jogos de 1900, em Pa-

ris, com provas de salto. A modalidade retornou às Olimpíadas em 1912, em Estocolmo e, depois disso, continuou em todas as edições do evento.

Igualdade No hipismo, homens e mulheres, jovens e atletas mais velhos disputam uns com os outros pelo ouro, nas provas individuais, e lado a lado pelas medalhas por equipe, sob as mesmas condições. Nas Olimpíadas Rio 2016, 40 dos 60 cavaleiros de adestramento eram mulheres, segundo a Federação Equestre Internacional (FEI). A Austrália disputou os


Foto: Richard Juilliart

Jogos com uma equipe totalmente feminina e levou medalha de bronze na categoria CCE equipes mista. Os brasileiros Ruy Fonseca, 43, e Renata Rabello, 37, são casados há um ano e se conheceram por conta do esporte. Juntos, acumulam conquistas e participações em grandes competições, como os Jogos Pan-Americanos. Eles moram em Bishopstone, na Inglaterra, e concordam que respeito aos cavalos é essencial para o sucesso no hipismo. “Como qualquer profissão, precisa de muita dedicação. Quanto mais treino, mais sorte tenho!”, disse Ruy, que participou das Olimpíadas do Rio 2016. “É muito importante ter uma boa equipe de tratadores em casa e também bons ferradores e veterinários”, explicou Renata. A amazona paulista Luiza Almeida acredita que o esporte é admirável por permitir que todos tenham as mesmas chances. “No hipismo homens e mulheres podem competir por igual e eu

acho isso maravilhoso. Essa é uma característica que torna o hipismo um esporte muito nobre, não somente por essa questão de igualdade de gênero, mas também de idade. Eu bati o recorde nas Olimpíadas de Pequim sendo a atleta mais jovem e, ao mesmo tempo, tinha um atleta japonês batendo o recorde sendo o mais velho”, contou Luiza. Para a japonesa Yuko Kitai, a questão no hipismo não é poder, mas habilidade. “Ao se pensar no cavalo como um atleta, ser um cavaleiro requer muita habilidade e, para tal, não importa se você é homem ou mulher. É por isso que ambos os sexos competem juntos no esporte”, definiu Yuko. “Nosso esporte é talento, dedicação e a parceria que temos com o nosso cavalo. Quando você tem esses três elementos juntos, o gênero não é relevante. A verdadeira igualdade de gênero é o que torna nosso esporte tão único”, completou o cavaleiro alemão Michael Jung.

Foto: Richard Juilliart

Luiza Tavares de Almeida admira a nobreza do esporte que pratica

Ao se pensar no cavalo como um atleta, ser um cavaleiro requer muita habilidade e, para tal, não importa se você é homem ou mulher. É por isso que ambos os sexos competem juntos no esporte

Yuko Kitai

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CULTURA • Em Casa

FERNANDA CARVALHO ricardo diamante

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ineira de Belo Horizonte, Fernanda Carvalho (“Fera” para os íntimos) começou cedo na carreira de modelo. Trabalhou também em programas de televisão, ao Lado de Jaeci Carvalho e Eri Johnson. Mãe do Davi e madrasta da Ninna, ela é casada com o músico e empresário Mateus Gontijo. Juntos,

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os dois adoram um agito! Fernanda é uma pessoa de personalidade forte e sempre diz o que pensa. Dotada de um senso de humor singular, é especialista em fazer imitações de seus amigos. Cheia de vida e energia, quem a conhece sabe que quando ela está presente a noite não tem fim.


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NEGÓCIOS • Fala, Marreco

REINVENTANDO A EDUCAÇÃO Como a gaúcha Perestroika conquistou o público e quebrou paradigmas com nova metodologia de ensino Felipe Caillaux

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uerreiros! Deveríamos chamar assim os nossos queridos e tradicionais professores. Engessados nos velhos métodos de ensino e competindo diariamente com as novas tecnologias, os profissionais, com poucos recursos, tentam se reinventar para atrair a atenção de todas as idades. Apaixonados por educação e interessados em mudar os métodos de ensino, os gaúchos da empresa Perestroika criaram o que eles chamam de “Educação Criativa”. Uma escola criativa, subversiva, sensível e do bem. Conversando na linguagem do jovem, a empresa aborda temas modernos, metodologias práticas e muita liberdade em sala de aula. Você já imaginou ter uma aula de empreendedorismo com o cantor Criolo? Aula de gestão e novos negócios com MV Bill ou Lenine? Isso tudo regado à

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Cleu Oliver

cerveja, pés descalços e muita liberdade para questionar e levantar novas questões? Cerveja? Isso mesmo. Talvez tenha sido um ponto determinante (e, quem sabe, marketing) para alcançar seus clientes. Eduardo Obregon, um dos sócios da Perestroika, acredita que cada dia que passa os jovens optam por novas metodologias de ensino e abandonam as faculdades. A ideia de que para ter sucesso deve se ter um diploma está ficando para trás. Essa reconstrução dos métodos é importante na medida em que é um ponto de partida para mudanças futuras. Quem sabe as faculdades e escolas não enxergam a evolução e tentam adaptar os cursos com os interesses modernos, conquistando os alunos e fazendo com que eles se sintam parte desta transformação.


CULTURA • Paulo Navarro

Paulo Navarro

Foto: Paulo Navarro/PNC

Beleza e estética “O interessante do momento que vivemos é que, embora a sociedade nos imponha o conceito de beleza, o que sinto das pacientes é que elas buscam a beleza saudável. Tem a ver com autoestima aliada à prevenção. Unidas criam automaticamente uma rotina de cuidados, que se tornam prazerosos. Desde que bem orientados os pacientes, podem realizar vários procedimentos pelo seu dermatologista, como lasers, fios de sustentação da face, toxina botulínica e preenchimentos, em qualquer época do ano. Os resultados são ótimos e as complicações, mínimas”, disse a dermatologista Eveline Bartels em conversa com a coluna.

A bela e competente dermatologista Eveline Bartels

Luluvinhas No mundo do vinho, há muito espaço para as mulheres! Existem confrarias femininas dedicadas à bebida de Baco. Em Belo Horizonte, uma das mais atuantes é a Luluvinhas, liderada por Eveline Porto e Vanessa Ferreira. O programa conta com reuniões mensais itinerantes pelos restaurantes da cidade, unindo deliciosas taças de vinho e um bom prato harmonizado. Sucesso!

Como nos bons tempos? A boate Hippopotamus do mítico Ricardo Amaral, com seus dois andares, fizeram história nas loucas noites de Ipanema dos anos 80 e 90. Esta fábrica de entretenimento voltou. A Hippopotamus renasceu pelas mãos do mesmo Ricardo Amaral, com o talento do empresário Omar “Catito” Peres. A inauguração foi em setembro, agora em três andares, na mesma lendária casa da Praça Nossa Senhora da Paz. Pena que, ao contrário do Rio, BH não cria e não recria espaços para a “segunda idade e meia”.

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Refettorio “Tornar visível a comida invisível”, ensina o chef italiano Massimo Bottura, do renomado restaurante internacional Osteria Francescana. O “Refettorio”, que ele liderou na Itália, abriu portas no Rio de Janeiro. O RefettoRio Gastromotiva, na Lapa, serve comida feita com alimentos excedentes (que são aqueles que vêm dos mercados ou das cozinhas profissionais, não manipulados).

Gastromotiva “Enquanto a França tem uma lei contra o desperdício de alimentos, aqui é o contrário: os lugares não podem doar por questões de segurança alimentar. Muita burocracia”, diz David Hertz, fundador da Gastromotiva. É chique! Tão chique que os convidados são estrelados chefs como o próprio Bottura, Alex Atala, Alain Ducasse, Albert Adrià, em outubro, e Ferran Adrià, em fevereiro de 2017. Esta moda tem que contaminar, sobretudo, outros chefs.


Fazendo e acontecendo em Belo Horizonte, os sócios do 15! O Evento, Benito Porcaro (Best Produtora e Domus XX), Duda Mourão (Happy Eventos) e Fábio de Paula (VCC Comunicação)

Foto: Paulo Navarro/PNC

A Associação Brasileira de Eventos Sociais (Abrafesta) revela que o mercado de festas e cerimônias movimenta cerca de R$16 bilhões ao ano. Nessa fatia, entram as festas de debutantes, um mercado cuja renda das famílias chega a R$4,3 bilhões no Brasil. Segundo Fábio de Paula, um dos organizadores do 15! O Evento (mostra que reproduz uma festa de debutante), com a crise, as aniversariantes reduziram o número de convidados, sem abrir mão da qualidade dos fornecedores. O orçamento pode ficar em R$500 reais por convidado, para uma comemoração com 250 pessoas. Mas, como diz Fábio, o céu é o limite: “Já tivemos festa que custou mais de R$ 1 milhão”.

Foto: Paulo Navarro/PNC

Debutantes em alta

Foto: Paulo Navarro/PNC

Em happy hour, no Djalma, Junia Moreira, Marilza Prado, Karine Prates e Líliam Albergaria

Colorindo a noite na capital, a elegante Juliana Alvarenga

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CULTURA • Agenda matheus menezes

Foto: Divulgação

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Bloco Pirraça

O Bloco Pirraça está de volta a BH. No dia 15 de outubro, a partir das 15h, as duplas Jorge & Mateus e Simone & Simaria e a cantora Ivete Sangalo desembarcam no Mega Space para apresentarem seus sucessos. Com origem em 2011, no carnaval de Salvador, o Bloco tem como missão entregar aos foliões um novo ritmo, o Sertanejo Elétrico. Atualmente, a festa carrega o título de ser a maior micareta indoor do Brasil. É para se jogar! Os ingressos custam de R$ 70,00 a R$ 420,00 e estão disponíveis em www.ticmix.com.br.

NET Claro Festival

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A Esplanada do Mineirão vai receber gigantes nacionais e internacionais da cena eletrônica no dia 12 de novembro. A 5ª edição do NET Claro Festival tem, no line up , nomes como Steve Angello, Blasterjaxx, Infected Mushroom, FTampa e Clubbers. A festa começa às 14h e é dividida em Pista, Pista Premium e Camarote (assinado pelo Hangar). Os ingressos custam a partir de R$ 210 e podem ser comprados pelo Sympla.

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SKANK

O grupo Skank aterrissa em solo mineiro com a sua nova turnê, intitulada Velocia. Os músicos sobem no palco do BH Hall dia 22 de outubro, às 22h. O set list conta com músicas inéditas do seu mais recente álbum, “Velocia”, além dos hits que atravessaram gerações, como “É uma partida de futebol”, “Dois Rios”, “Jackie Tequila”, “Saideira”, “Garota Nacional” e “Te Ver”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do BH Hall e no site da T4F (http://www.ticketsforfun.com.br) e custam de R$ 40,00 a R$ 120,00.


O corpo feminino é o tema central da nova mostra da artista plástica Raquel Albernaz. Até o dia 4 de novembro, o público pode conferir, no Museu Inimá de Paula, 29 esculturas em bronze, pedra sabão e mármore carrara que retratam as mulheres e suas transformações. Com grande diversidade de ângulos e posições, Raquel busca a forma perfeita, a fim de revelar a sensibilidade, os movimentos, gestos e emoções. A entrada é gratuita. Vale a visita!

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Foto: Divulgação

Aniversário Beb’s

Sucesso em toda a capital, a rede de espetinhos “Beb’s” comemora o seu primeiro aniversário no dia 1º de novembro, véspera de feriado. A partir das 21h, o Espaço Jardim Canadá vai ser palco desta grande festa, que conta com shows da dupla Fernando & Sorocaba e do cantor Tomate. Uma das surpresas é o palco 360°, que proporciona ao público a visão privilegiada dos artistas. O evento é open bar . Os ingressos estão disponíveis na Central dos Eventos e custam de R$ 120,00 a R$ 140,00.

MECAInhotim

O MECAInhotim é realizado em Brumadinho, nos dias 5 e 6 de novembro. O maior centro de arte contemporânea a céu aberto do mundo é palco de shows como Caetano Veloso (sábado), Liniker (domingo), Jaloo e Mahmundi. O evento multicultural mistura música, palestras, workshops e exposições. Os ingressos custam a partir de R$ 250 (inteira) e estão disponíveis em www.ingressorapido. com.br.

Foto: Lucas Leto

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Foto: Divulgação

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Exposição “Transformações”

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COLUNA SOCIAL • Uma tarde de Buteco

Uma tarde de

BUTECO BRUNO WERNECK

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ezé di Camargo e Luciano agitaram o Alphaville Lagoa Dos Ingleses no dia 1º de outubro. O evento “Uma tarde de buteco” foi produzido por Tim Soier. Os fãs puderam curtir os sucessos da dupla, como “É o amor” e “Cada volta é um recomeço”, vendo os artistas de perto no palco 360º. Uma versão acústica de “Gostoso demais”, escrita por Nando Cordel e famosa na voz de Maria Bethânia, foi um dos destaques da apresentação dos irmãos.

Zezé Di Camargo

Alysson Rezende, Zezé Di Camargo e Cristiane Maciel

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Alice Souza e Eri Johnson


Ana Carolina Pereira

Luciano Camargo

Ricardo Feltre e Mara Feltre

Ludmila Werneck

Vinicius Faria e Ana Tomixh

Mauro Bocalon e Karla Reis

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CULTURA • Na Estante

Livros de Paula Pimenta correm o

MUNDO Mineira de BH já vendeu mais de 1 milhão de exemplares Thaís Leocádio

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om 17 livros publicados no Brasil e aproximadamente 1,3 milhões de cópias vendidas no mundo, a mineira Paula Pimenta é referência em literatura infantojuvenil. A série “Fazendo Meu Filme”, que a tornou conhecida, já foi publicada em Portugal, Espanha e em toda a América Latina. “Minhas personagens são bem brasileiras e é bom saber que tantos adolescentes de outros países estão conhecendo nossos costumes através delas”, disse a escritora. Formada em publicidade e propaganda, Paula nasceu em Belo Horizonte e tem 41 anos. As histórias escritas por ela são baseadas em experiências de sua própria adolescência, documentada em diários. “Viagens também sempre me dão inspiração, ando sempre com um bloquinho para anotar as ideias que vão surgindo”, contou. Com a literatura, Paula conseguiu o status de celebridade. Os eventos de lançamento de seus livros lotam livrarias e os leitores de suas obras são verdadeiros fãs. “Eu não sabia que gritavam para os escritores, apenas para os pop-stars!”, brincou. A internet

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é o principal meio de divulgação do trabalho dela e as redes sociais são usadas para enriquecer o diálogo com o público. Só no Instagram, mais de 120 mil seguidores acompanham a autora. Entre os títulos lançados, estão, além da série “Fazendo Meu Filme”, a série “Minha Vida Fora de Série”, os livros “Cinderela Pop” e “Princesa Adormecida” (também publicados na Itália), “Apaixonada por palavras” e o mais recente “Princesa das Águas”. As influências literárias de Paula Pimenta são Martha Medeiros e Meg Cabot. “Assim como as minhas personagens, eu também acredito em finais felizes. Porém, gosto também que minhas histórias não fujam da realidade. Então procuro mostrar que, para se chegar a esse final feliz, não é tão fácil assim... Meus livros geralmente acabam bem, mas eu mostro que para aquilo acontecer, as personagens tiveram um longo percurso, muitas vezes com desilusões e dificuldades”, comentou Paula.


CULTURA • Na Tela

cinema thaís leocádio

Inferno “Inferno” traz Tom Hanks na pele do protagonista Robert Langdon. Ele precisa desvendar mistérios do clássico “A Divina Comédia”, do poeta italiano Dante Alighieri. O filme é baseado no livro de Dan Brown e tem Felicity Jones no elenco, interpretando a doutora Sienna Brooks. Com direção de Ron Howard, a produção tem estreia prevista para o dia 13 de outubro.

Doutor Estranho Mais um filme de super-heróis em 2016! “Doutor Estranho” apresenta o personagem homônimo da Marvel Comics e é estrelado por Benedict Cumberbatch. Na história, um renomado neurocirurgião perde a habilidade de usar as mãos. Como a medicina tradicional não pode ajudá-lo, ele busca a cura em meios alternativos e se vê armado com poderes mágicos. O lançamento está marcado para o dia 3 de novembro.

Animais fantásticos e onde habitam Os fãs de Harry Potter podem comemorar. “Animais fantásticos e onde habitam” chega aos cinemas do Brasil no dia 17 de novembro. A produção leva o título do livro didático adotado em Hogwarts (escola do mundo bruxo), que cataloga criaturas mágicas. O filme mostra as viagens de Newt Scamander (interpretado por Eddie Redmayne), 70 anos antes do início das aventuras de Harry, Rony e Hermione.

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ESPECIAL CRIANÇAS • Games

Rezendeevil criou um canal e

olha no que deu! Querido pelas crianças, Pedro Rezende tem 20 anos e oito milhões de inscritos no YouTube THAÍS LEOCÁDIO

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e você é uma criança que adora games e tecnologia – ou convive com uma – certamente já ouviu falar de Rezendeevil. O canal no YouTube possui mais de oito milhões de inscritos e é comandado por Pedro Rezende. Vídeos de Minecraft (jogo de construção com blocos) foram responsáveis por deixar famoso o ex-jogador de futsal. Pedro tem 20 anos, mora em 46 MINAS EM CENA

Carmen Kley

Londrina (PR) e publica três vídeos diariamente. Ele começou a jogar Minecraft há cinco anos e criou o canal em 2012. “Não imaginei que teria essa repercussão, mas me dediquei bastante e trabalhei muito para chegar onde estou”, disse o youtuber. O jovem também faz vlogs com brincadeiras. “Eu comi amoeba e olha no que deu!” e “Fui entrar em uma bexiga e olha no que

deu!” são alguns dos títulos dos vídeos. “Os vlogs são um pouco do meu dia a dia, da minha vida, gosto de dividir esses momentos no canal”, definiu. Com o crescimento do projeto, mais pessoas se envolveram na produção do conteúdo. “Os roteiros eu que crio. Na hora de gravar, às vezes, tenho a participação de alguns amigos. Além disso, tenho a ajuda de um editor e um anima-


Quer criar um canal? Rezende dá algumas dicas: - É importante não ter vergonha, falar da forma mais natural possível; - SeJA persistente porque no começo não são muitas pessoas que assistem mesmo; - TeNHA uma periodicidade boa para alimentar o canal com conteúdo novo.

Muitos pais vieram falar comigo dizendo que eram os únicos livros que os filhos tinham lido

dor para os vídeos”, contou Pedro. Na infância, quando ser youtuber ainda não era uma possibilidade de profissão, Rezende queria ser jogador de futebol. Ele participou de times sub 9 e sub 15 no campo PSTC e Grêmio dos Operários e jogou futsal nas equipes Iate Clube, Arel e Londrinense. Adolescente, foi para a Itália, onde jogou pelo Real Rieti. “Fiquei uns quatro meses. Sentia falta dos amigos e

da família. Quis voltar porque não me adaptei muito bem no time e aí, com o canal começando a dar certo, optei por ficar no Brasil”, explicou. Rezende ainda se arriscou na literatura, lançando “Dois mundos, um herói: Uma aventura não oficial de Minecraft” e “De volta ao jogo”, pela editora Suma. Ambas as histórias são ambientadas no universo de Minecraft. De acordo com o

autor, as obras receberam críticas positivas. “Muitos pais vieram falar comigo dizendo que eram os únicos livros que os filhos tinham lido (risos)”, brincou. Sobre o futuro profissional, Pedro afirmou que quer continuar a carreira on-line. “Mas quero expandir para outras áreas, outras plataformas, falar de outros assuntos”.

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Foto: Luis Vilela

ESPECIAL CRIANÇAS • Música

Foto: Luis Vilela

Foto: Helen Penna

Luiza Almeida Pinheiro faz aulas de música desde os seis meses e adora bater nos tambores

Foto: Helen Penna

Bebê Rafael Monteiro Vilela se diverte com a professora Helen Penna

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Música para

bebês Musicalização infantil traz benefícios para o desenvolvimento cognitivo, motor e social THAÍS LEOCÁDIO

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ambores, palmas, chocalhos, maracas, sinos, instrumentos de cordas, MPB, música erudita, canto e falas expressivas. Muito mais do que diversão, aulas de música para bebês trazem benefícios para o desenvolvimento cognitivo, motor e social dos pequenos. É o que explica a professora Maria Betânia Parizzi Fonseca, diretora do Centro de Musicalização Integrado (CMI) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “A música atua em redes neurais responsáveis pela atenção, pela memória e pelo desenvolvimento motor”, afirma Betânia Parizzi. O CMI foi inaugurado em 1985 e atualmente conta com 800 alunos. Desses, cerca de 150 têm até três anos de idade. Ainda segundo a pesquisadora, a prática intensifica as competências de comunicação e de expressão; torna a criança mais criativa; proporciona

a sensação de auto realização; refina a percepção e enriquece a inserção da criança em sua cultura. Helen Penna, bacharel em Música pela Escola de Música da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), diz que os bebês se mantém concentrados por 30 minutos. Ela dá aulas no bairro Santa Tereza, na Região Leste de Belo Horizonte. “O desenvolvimento natural do bebê passa pela música. Toda criança é musical e é através dessa musicalidade que se desenvolve, por exemplo, a fala”, descreve Helen. Luiza Almeida Pinheiro tem nove meses e faz aulas de música, uma vez por semana, desde os seis. A mãe da bebê, Ana Tereza Almeida, já notou algumas diferenças no comportamento da filha. “Sempre que escuta uma música, ela fica atenta. Se for em algum comercial de TV, olha para a televisão na hora. Percebi também que, em casa,

ela tenta imitar os sons produzidos pela professora. Isso tem ajudado na tentativa de fala”, conta. De acordo com Helen, a musicalização infantil permite que os bebês vivenciem o universo dos sons, ritmos e melodias, enquanto desenvolvem áreas como psicomotricidade, destreza manual, concentração, observação, atenção, acuidade auditiva, socialização e compreensão das palavras. “Quando o bebê é estimulado musicalmente, ele tende a ser uma criança mais calma, com um sono mais tranquilo, com um apetite melhor, mais comunicativo e sociável”, completa Helen Penna. Luiza gosta de bater nos tambores e de ouvir a professora imitando sons de animais. “Ela adora, fica super concentrada. Responde aos estímulos e ri bastante”, comentou Ana Tereza.

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CULTURA • Curiosidade

Por que Dustin, de Stranger Things,

NÃO TEM dentes? Conheça doença rara de ator mirim Gaten Matarazzo

Foto: Divulgação Netflix

André Almeida

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ustin, da série “Stranger Things”, da Netflix, tem deixado os fãs da produção curiosos. Isso porque o ator Gaten Matarazzo, que dá vida ao personagem, não tem dentes. Em um dos episódios, ele explica aos colegas que sofre de Displasia Cleidocraniana (DCC). Essa alteração dificulta a diferenciação celular para a formação óssea e dental. A DCC é uma rara doença genética que se apresenta como uma displasia do esqueleto. Pacientes que possuem tal displasia geralmente não têm dentes de leite, causando atraso na erupção de dentes permanentes e presença de dentes supranumerários. O diagnóstico é realizado através de tomografia computadorizada e exames radiográficos.

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Além da parte dentária, eles podem ter baixa estatura, clavícula pequena ou falta dela, mãos pequenas, proeminência ou achatamento da face. Dessa maneira, a DCC vai além de uma questão estética: pode atrapalhar a mordida, alterar a fala e causar problemas respiratórios. Através de toda a tecnologia existentes na odontologia digital é possível planejar o caso de todos os pacientes virtualmente e recuperar, na tela do computador, os dentes que não nasceram. Após tal planejamento, com o procedimento de test-smile, o cliente pode ver o resultado antes mesmo de o tratamento ser executado. A técnica de Digital Smile Design facilita o acompanhamento de todo o tipo de os casos, incluindo a displasia de Gaten Ma-

tarazzo, pois permite arquitetar o melhor sorriso de acordo com a face da pessoa e suas necessidades. Ela é usada por dentistas do mundo inteiro para prever reabilitações estéticas e funcionais e garantir a satisfação do paciente após a execução do tratamento.


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COLUNA SOCIAL • Jantar Beneficente

Jantar dos

AMIGOS DO BALEIA ROBERTO BENATTI

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evento “Jantar dos Amigos do Baleia”, realizado no dia 23 de setembro, celebrou a solidariedade e teve um animado show com a banda Skank. O maravilhoso buffet foi assinado por Cristina Misk. A verba arrecadada na 15ª edição do jantar será revertida em melhorias estruturais do Hospital da Baleia.

Damião Paes, Olga Geo, Katia Geo e Helvécio Oliveira

Driely Bennettone e José Saad Duailibi

Antônio Anastásia, Nilda Lúcia Santos de Almeida e Emerson de Almeida

Andrea Guimarães Misk, Cristina Misk Allegro e Nello Allegro

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Hevelyne Buzatti, executiva de contas da Revista Minas em Cena

Mascote do Hospital da Baleia com Regina Texeira e João Virgílio

Regina Rique, Damião Paes, Tereza Guimaraes Paes (presidente do Hospital Da Baleia), Luiz Flávio Pentagna Guimarães (vice-presidente da Fundação Benjamin Guimarães/Hospital da Baleia) e Maria Silvia Mazoni Guimarães

Samuel Rosa, do Skank

Olivia Camargos e Gabriel Guimarães

Joel Motta e Marcelo Matte

Walkiria Heringer e Tulia Ballesteros

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CULTURA CULTURA •• Capa Capa

Escalando

SONHOS Gustavo Ziller teve que se redescobrir após apagão causado por intenso ritmo de trabalho THAÍS LEOCÁDIO

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ustavo Ziller é pai, montanhista, apresentador do programa 7Cumes (exibido no Canal Off) e empreendedor Endeavor. Em 2012, ele dirigia pela Avenida Cidade Jardim, em São Paulo, quando teve um apagão. Acordou dois dias depois com a certeza de que as coisas não poderiam continuar como estavam.

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55 Foto: Gabriel Tarso


Foto: Gabriel Tarso

CULTURA • Capa

Gustavo Ziller no Aconcágua

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empreendedor, sóciofundador da Aorta (empresa de tecnologia que foi incorporada ao grupo RBS) havia negligenciado a saúde por causa do ritmo intenso de trabalho. “Qualquer pessoa que passa por uma situação dessa não sai do outro lado a mesma pessoa. Mudou tudo. Eu resolvi fazer coisas diferentes para mudar o meu padrão mental. Mas, muito mais do que fazer coisas diferentes, eu quis repetir as coisas que eu fazia, que davam certo e que me deixavam feliz”, relatou Ziller. A explicação médica foi síndrome de Burnout, um diagnóstico reconhecido por especialistas desde a década de 70, que está ligado ao esgotamento profissional. Os sintomas são parecidos com os da depressão. “Você acorda exausto e vai dormir can-

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sado. Vive sem energia nenhuma, sem motivação para fazer nada. E muito estressado, com nervos à flor da pele”, descreveu Gustavo. O empreendedor “Eu sempre me considerei um empreendedor, mesmo não sabendo ao certo o que a palavra significava”, afirmou. Gustavo é formado em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas e tem especialização em produção digital para rádio e TV pela Brighton College of Technology. Ele mora em Belo Horizonte com a família, mas já viveu em Salvador, Belém, Roma, Londres, Brigthon e São Paulo. Ziller divide a educação dos três filhos e os projetos de vida com Patrícia Brandão há 27 anos. A trajetória profissional de

Gustavo teve início durante a faculdade, quando organizava festas e calouradas com os amigos e tinha uma banda de rock. Depois, ele foi para a Inglaterra e, na volta, começou a trabalhar em uma rádio. Quando esta foi vendida para um grupo religioso, ele se uniu a Patrícia, Leonardo Soares e Fernanda Chagas (esposa do Leonardo) e criou a Savassi FM. Ao mesmo tempo, tocava uma produtora de vídeo chamada Imago Vídeos. “Da Imago e da Savassi, eu fui pra Rede Minas, trabalhar no programa ‘Alto Falante’ e no programa ‘Agenda’”, contou. O fortalecimento da relação com a área de entretenimento e produção de conteúdo inspirou os sócios a criarem a Aorta, empresa que mais tarde foi vendida e incorporada ao grupo RBS. Além disso,


Foto: Gabriel Tarso

Ziller no Monte Elbrus

Gustavo é sócio do grupo de bares GaD e da Duke’n’Duke (que está sendo franqueada para todo o país). Ele participou ativamente do lançamento da Oi FM, projeto de rádio da operadora Oi, e do braço de Mobile Content da Trip Editora, o Trip Mob. Ziller também é co-fundador da Gato Preto Classics, fábrica de amplificadores valvulados para guitarra. A Aorta foi uma start-up de sucesso e passou por quatro fases. “Ela começou como uma produtora de eventos. Passou a ser uma produtora de conteúdo. De produtora de conteúdo, ela chegou a ser um selo musical. E, de selo musical, ela virou uma produtora de tecnologia”, disse Gustavo. A empresa produzia aplicativos para smartphones e tablets

quando streaming de áudio era algo que ninguém mais fazia. “Essa transformação foi natural porque a gente trabalhava muito para as operadoras. As quatro maiores operadoras eram nossas clientes. A gente migrou para tecnologia trazendo novos sócios, novos talentos para a empresa, arriscando tudo nesse período”, explicou. A Aorta foi vendida em 2011 para o Grupo Pontomobi, investido pela E.bricks, braço digital da RBS. “Estava tudo indo bem. Eu fui o sócio que ficou responsável pela ‘passagem do bastão’. E foi justamente um ano depois, em 2012, que eu tive o apagão no trânsito”, lembrou Gustavo. OS SETE Cumes Gustavo estava morando em

São Paulo e decidiu voltar para Belo Horizonte. Era urgente resgatar os velhos Gustavos que ele havia abandonado. Na lista de mudanças, estavam itens como voltar a praticar esporte e se envolver em projetos que lhe dessem prazer. “Foi daí que surgiu o 7Cumes. Foi quando eu tive a ideia de fazer esse projeto e apresentar no Canal Off, que é, na verdade, uma realização de vida também. Eu tô simplesmente encantado e adorando me ressignificar através do montanhismo e me tornei um grande porta-voz do esporte”, disse Gustavo. A ideia do projeto 7Cumes é fazer com que Gustavao seja o primeiro montanhista amador a escalar as sete montanhas mais altas dos sete continentes, na primeira tentativa, no prazo de

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CULTURA • Capa

Foto: Gabriel Tarso

30 meses. O Monte Aconcágua, na Argentina, foi escalado em fevereiro do ano passado. Em seguida, a equipe enfrentou o Monte Kilimanjaro, na Tanzânia e o Monte Elbrus, na Rússia. Ainda restam a Pirâmide Carstensz, o Maciço Vinson, o Monte Everest e o Monte McKinley. “Esse projeto já me deu grandes amigos, como os montanhistas que viajam comigo Gabriel Tarso (fotógrafo), Máximo Kausch, Yan Ouriques (treinador), Camilo Mello, Doutor Haroldo Aleixo (diretor médico da equipe 7Cumes), Doutor Otaviano de Oliveira (ortopedista), Zé Ricardo Ribeiro (diretor técnico da equipe), enfim, uma equipe gigante. A gente tem aí mais de 20 pessoas trabalhando em prol do 7Cumes”, disse Gustavo. A preparação para enfrentar esse desafio tem sido intensa. Acompanhado por diversos profissionais, Gustavo segue uma rotina de treino semelhante a de um triatleta, além do treino de força e adaptativo, clássico de escalada. “Como diz o Doutor Aleixo, que é o chefe médico da equipe, o objetivo não é me fazer conquistar um cume, é me fazer voltar pra casa a salvo, em segurança, sem nenhum tipo de

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problema”, comentou o montanhista. O empreendedor já publicou dois livros relacionados ao 7Cumes: “Escalando sonhos” e “Aconcágua”. O terceiro, “Kilimanjaro”, será lançado ainda neste ano. Inspirando a juventude Gustavo Ziller é pai de Joana (16), Iara (13) e Mateus (11). O montanhista pratica a chamada paternidade inclusiva, envolvendo os filhos em tudo o que faz. “Isso para mim é condição fundamental para eu fazer qualquer projeto: Se a turma está comigo eu faço, se a turma não está comigo, eu penso duas vezes”, destacou. O empreendedor tem dado palestras e aulas para estudantes do ensino médio, público que está decidindo qual rumo profissional seguir. “Eu costumo dizer para eles que eles não têm que escolher uma profissão, eles têm que escolher uma primeira habilidade para desenvolver”, explicou. A juventude, segundo Ziller, é pulsante, está afim de aprender, e deve ser incentivada a viver de forma criativa, fazendo coisas legais.

Os sete cumes Monte Aconcágua (6962m – América do Sul) Monte Kilimanjaro (5895m – África) Monte Elbrus (5642m – Europa) Pirâmide Carstensz (4884m – Oceania) Maciço Vinson (4892m – Antártica) Monte Everest (8848m – Ásia) Monte McKinley (6168m - América do Norte)


Foto: Gabriel Tarso

bate-papo Você se considera um homem bem-sucedido? Esse é o tipo de pergunta que eu nem gosto muito de responder porque eu, de fato, percebi que quando você pensa em sucesso, você diminui o tamanho do ser humano que você pode ser, que você pode representar para as pessoas. Então eu gosto de falar que eu sou cada vez mais um marido melhor, um pai melhor, um cara melhor, um profissional melhor e isso já me basta. Se isso é sucesso, pra mim tá valendo.

Quais empreendedores te inspiram? O Paulo Lima, fundador da Revista Trip, foi um mentor que eu tive. Meu avô Adelchi Ziller foi outro baita mentor, um grande camarada, que me ensinou várias coisas. Me ensinou o que é generosidade, me ensinou o que é empreender, ter vários projetos, botar pra fazer, me inspirou bastante. Eu gosto muito de conversar com o Beto Sicupira, da Endeavor. As quatro ou cinco vezes que estive com ele foram papos inspirado-

res que valeram por anos de estudos e de leitura. Gosto muito da história do Richard Gerson, dono da Virgin, ele bota foco nas coisas e consegue fazer companhia aeronáutica, espacial e gravadora de música. Eu não acho que isso é desfocar, acho que isso é focar. O cara foca numa coisa, vai até o fim e põe de pé. Depois foca em outra coisa, vai até o fim e põe de pé.

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Foto: Divulgação Endeavor Brasil

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Gustavo Ziller é empreendedor Endeavor e palestrou no evento #Day1 60 MINAS EM CENA


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Foto: Divulgação Endeavor Brasil

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Como e onde você se vê daqui a dez anos? Eu me vejo fazendo coisas incríveis. Tem uma frase que eu gosto muito que é “pessoas comuns realizam coisas extraordinárias”. Então, daqui a dez anos, certamente eu vou estar fazendo coisas extraordinárias. E, provavelmente, fora do Brasil, que é um sonho que eu tenho, de levar minha família para morar e explorar outros lugares que a gente ainda explorou.

Qual conselho você daria para os leitores da revista que querem se tornar empreendedores? Você não acorda e fala: “Eu quero ser empreendedor”. Isso é uma coisa que acontece naturalmente. Se você quiser abrir um negócio, montar um projeto, escrever um livro, escalar uma montanha, montar uma banda, tocar um instrumento, tudo isso é empreender. Tudo isso faz parte do “fazer coisas. E o primeiro passo que você tem que fazer é tentar.

E tentar é aquela coisa… O “não” você já tem e então nada te impede. É só se dedicar e ir fazer, que você vai fazer direito. Isso não é papo furado. Isso é fato, aconteceu comigo, tá acontecendo comigo. Eu hoje estou montanhista, estou escritor, estou apresentador de TV porque eu quis, tentei, me preparei, desenvolvi as habilidades para isso acontecer. Se é um conselho, assim, direto: Desenvolva as habilidades necessárias para o que você quer fazer.

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momentos inesquecíveis, sabores surpreendentes. RUA MAJOR LOPES 469 . SÃO PEDRO . BELO HORIZONTE .

T. 31 3287 2635 MINAS EM CENA

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GASTRONOMIA • Receitas

Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes

na sua cozinha Chefs que participaram do evento compartilham receitas deliciosas

THAÍS LEOCÁDIO

O

EDSON TEIXEIRA

Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, realizado em agosto e setembro deste ano, deixou saudades. Nos 10 dias de evento, a charmosa cidade histórica contou com 80 atrações artísticas, público estimado em 45 mil pessoas, 200 atrações gastronômicas e cerca de 25 mil pratos servidos. Que tal levar um pouquinho do festival para a sua cozinha? Três chefs, de diferentes estados brasileiros, apresentam receitas deliciosas com ingredientes bem regionais. Carlos Kristensen (RS) ensina um raviolone de costela, molho de nata fresca, linguiça defumada e queijo serrano. Atum selado sobre creme de taioba, calda de acerola e farofa de pão integral é a sugestão de Joca Pontes (PE). Paulo Machado (MS) mostra o preparo do prato “ Steak Revolution ”. Bom apetite!

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RaviolONe de costela Chef Carlos Kristensen (RS)

Raviolone • • • • ..

320g de farinha de trigo (tipo 1); 80g de sêmola; 4 ovos; água; 1 colher de café de sal.

Espalhe as farinhas em uma superfície limpa de forma a imitar um vulcão. Coloque os ovos e o sal no centro. Comece a misturar com as mãos a partir do centro e, aos poucos, vá incorporando mais e mais farinha. Use um pouco de água se necessário. Trabalhe a massa por 10 minutos, cubra com um pano úmido (ou filme de PVC) e deixe descansar por 30 minutos. Abra a massa com a ajuda de um rolo de massas. Estenda uma camada de massa na mesa, recheie com a costela, observando o espaçamento dos

Recheio

Coloque todos os ingredientes e os ossos em uma panela funda e complete com água. Cozinhe em fogo lento por, no mínimo, três horas.

Molho de nata

cortes, cubra com outra camada de massa e corte nos formatos desejados.

1kg de costela de gado (janela); sal grosso.

Salgue a costela com um pouco de sal grosso e asse na brasa de carvão e madeira por, no mínimo, oito horas. Após esse período, desfie bem a carne e corrija o sal, se necessário.

Caldo de costela • • • •

Ossos de costela; 1 salsão; 1 cenoura; 1 alho.

• • • •

500g de nata fresca; 200 ml de demi de costela; 100g de linguiça defumada; queijo parmesão a gosto.

Corte a linguiça em cubos e frite na frigideira. Retire a linguiça e acrescente o caldo de costela, cuidando para deglaçar bem a frigideira. Aos poucos acrescente a nata fresca e vá incorporando ao molho até ficar no ponto desejado. Sirva o molho sobre o raviolone, adicionando a linguiça e finalizando com o queijo serrano ralado.

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GASTRONOMIA • Receitas

Atum selado sobre creme de taioba, calda de acerola e farofa de pão integral Chef Joca Pontes (PE)

Atum

Creme de taioba

• • • •

• • •

500g de lombo de atum para sushi; 20ml de shoyu; 1 colher de sopa de conhaque; água e gelo.

Corte o lombo de atum em tabletes (no formato de um tablete de manteiga). Separe uma bacia com água e gelo. Coloque o atum na água fervente por 45 segundos e, em seguida, deixe-o na água com gelo por 2 minutos. Seque no papel toalha. Misture o shoyu com o conhaque, tempere os tabletes de atum, deixe descansar por 1 hora. Seque novamente e fatie como um sashimi.

• •

Refogue a cebola e o alho na manteiga por cerca de 5 minutos, em fogo baixo. Adicione a taioba, o coentro, depois o creme e o caldo e deixe cozinhar por 2 minutos. Bata tudo com um mixer, tempere com sal e pimenta do reino.

Calda de acerola: •

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4 folhas de taioba picadas; 1/2 de cebola julienne; 1 dente de alho picado; 1 colher de sopa de coentro picado; 100ml de creme de leite; 50ml de caldo de legumes.

1 polpa de acerola de 100g;

• •

2 colheres de sopa de geléia de pimenta; 1 colher de café de gengibre ralado; 1 pitada de sal; 1/2 limão (sumo).

Ferva tudo por 2 minutos em uma panelinha e reserve.

Farofa de pão integral • • •

100g de pão integral ralado; 1 colher de sopa de manteiga; pimenta do reino a gosto.

Derreta a manteiga numa frigideira, adicione o pão ralado, abaixe o fogo e torre, mexendo sempre para não queimar. Tempere com sal e pimenta do reino.


Steak Revolution Chef Paulo Machado (MS)

COXÃO MOLE • •

1 kg de coxão mole (cortado em bifes de 250g); sal e pimenta do reino a gosto.

Em uma grelha, em fogo alto,marque os bifes de coxão mole. Cerca de 3 minutos para cada lado, para deixar ao ponto.

Farofa de bacon • • • • • •

1 kg de farinha de mandioca fina; 1 cebola brunoise; 200 g de torresmo; 50 g de crisp de couve (chiffonade e frita por imersão); Sal a gosto; 50 g de manteiga sem sal

Processe o torresmo e a couve crisp no liquidificador, no modo pulsar, e reserve. Derreta a manteiga, refogue a cebola, adicione a farinha. Doure-a e acrescente o torresmo e, por último, a couve.

Poréu • • • • •

ra mais fluida, coloque fundo de vegetais. Acerte o sal. Disponha o poréu (um purê mais cremoso) no fundo do prato. Depois, coloque uma colherada de sagu cozido e decore com o broto. Na montagem, sirva o poréu com a peça de coxão mole por cima e a farofa ao lado.

1 kg de mandioca cozida e processada; 500 ml de leite de coco; 200 g de sagu cozido em fundo de vegetal; Ervas frescas para decorar, como broto de beterraba; Sal a gosto.

Após processar a mandioca, acrescente o leite de coco e, se necessário, para deixar a mistu-

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VIAGEM • Leitor em Cena

Castelos, chocolate e saxofone:

uma viagem à Bélgica O

Leitor em Cena dessa edição traz o sensível olhar de Marcella Boehler sobre a Bélgica. Ela ficou a maior parte do tempo em Bruxelas, mas aproveitou para conhecer outras cidades encantadoras do país, como Oostende, Bruges e Gante. A gastronomia, a arquitetura e o bom humor dos belgas chamaram atenção da jornalista.

“Tive a oportunidade de fazer um intercâmbio em Bruxelas, na Bélgica, por cinco meses. Nesse tempo, além de outros países da Europa, eu pude conhecer um pouco mais desse pequeno país no meio do continente, enquanto fazia amigos do Equador, Rússia, México, Hungria e Estados Unidos. As cidades que visitei foram no esquema de bate e volta, saindo cedo de Bruxelas e pegando trem. Para montar meus roteiros, eu contei com um escritório de turismo que fica atrás da Grand Place, chamado Visit Flanders. Lá, você consegue Wi-Fi grátis

e mapas e roteiros para diversas cidades, em inglês. A primeira parada foi Oostende, na costa. Uma cidade muito tranquila na baixa temporada, que foi quando a visitei. A prefeitura disponibiliza bicicletas de graça, que mesmo os turistas podem pegar e passear na orla da praia. A duas horas de Bruxelas, é uma boa opção para relaxar longe das aglomerações de turistas e molhar os pés no Mar do Norte. Bruges foi uma cidade que merecia mais que um bate e volta. Cheia de canais, vale a pena fazer um passeio de barco, visitar o Begijhnof, entrar na Igreja

de Nossa Senhora, que tem uma estátua de Michelangelo, na Basílica do Sangue Sagrado, subir no campanário e tirar foto dos cisnes que estão por toda a cidade. Além disso, há inúmeros museus, lojas e ruelas simpáticas. Para ver tudo, é necessário mais tempo. Em Gante, um passeio pelo centro já compensa a ida. Perto uns dos outros, estão o Castelo de Gravensteen, as Igrejas de São Nicolas e a Catedral de São Bavos, além do Campanário. A cidade também conta com canais, como Bruges, que dão um charme a mais. Em meio aos monumentos, você ainda encontra

Bruges tem inúmeros museus, lojas e ruelas simpáticas

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ótimos centros comerciais para fazer compras. Dinant foi minha última viagem, uma cidade saída de contos de fadas que se estende ao longo da beira de um rio. Os pontos turísticos são a Citadela, contando com uma viagem de teleférico e uma vista linda, a Igreja de Notre-Dame Collégiale e a casa de Adolph Sax, inventor do saxofone. A cidade é lotada de referências a esse instrumento, como na ponte Charles de Gaulle, que fica no caminho entre a estação de trem e a Citadela. Outra parada pode ser no café Solbrun, com vista para o rio Mouse, para comprar uma bolacha típica do lugar: a couque de Dinant - de preferência no formato de um saxofone! Em Bruxelas, eu morei na região de Forest, um pouco afastada do centro e cercada por parques que fazem valer esse nome. A gastronomia local me obrigou

a deixar a dieta de lado, afinal, ela consiste em batata, chocolate e waffle. Na Fritland, você pode comprar fritas em diversos tamanhos ou o mitraillette, uma baguete recheada de carne e batata frita. Eu sempre pedia para levar para comer na escadaria da Bourse de Bruxelles. Também não dá para deixar de provar as inúmeras cervejas do Delirium Café, os doces da pâtisserie Aux merveilleux de fred, e visitar qualquer uma das lojas da Rue de L’etuve, pertinho do Manneken Pis. Elas são uma boa ideia para comprar os famosos chocolates belgas e waffles. Por lá, você encontra lojas como a Godiva, que fica em frente à fonte. O que eu mais gostei durante a minha estadia no país foi o senso de humor dos belgas, que não se levam a sério. Eles mesmos brincam com o fato de o país ter como grande ponto turístico a estátua de um menino mijando,

o Manneken Pis. Durante todo o ano, em datas comemorativas, a fonte é vestida de uma forma diferente. Eu mesma a vi de Papai Noel, de alemão e até como um animal parecido com uma onça, num evento mexicano. Claro que não é só isso, e para ser justa: a Grand-Place é um dos lugares mais lindos que já vi, o Atomium é diferente de qualquer coisa e o Palais de Justice é de tirar o fôlego. Talvez por esse senso de humor, eles não sejam frios como é o estereótipo europeu. E sempre se cumprimentam com um beijinho na bochecha, inclusive entre os homens.”

Dinant vista de cima

Degustando um mitraillette na escadaria da Bourse de Bruxelle

Canal de Gante

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VIAGEM • Roteiro

PERTO DO CÉU Na Serra da Piedade, Santuário da Piedade e Observatório Frei Rosário são destinos turísticos com vista privilegiada THAÍS LEOCÁDIO

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Piedade, dedicado à santa padroeira de Minas de Gerais. O local fica a 48 quilômetros da capital mineira e a 16 quilômetros do município de Caeté. Bem próximo ao Santuário, está o Observatório Frei Rosário, mantido pela Universidade Fede-

ral de Minas Gerais (UFMG). De lá, é possível observar as estrelas com equipamentos profissionais e orientação de monitores. Para quem quer sossego, outra dica de passeio é uma visita ao Santuário Tabor da Liberdade, em Confins.  

Foto: Professor Miguel Angelo Andrade

A

Serra da Piedade, localizada em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, tem mais de 1700 metros de altitude e atrai visitantes por conta da vista privilegiada. No ponto mais alto, foi construído o Santuário da

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Santuário da Piedade é destino de fiéis e turistas há quase 250 anos

Santuário Nossa Senhora da Piedade As origens do Santuário da Piedade datam de 1767, quando os fidalgos portugueses Antônio da Silva Bracarena e Irmão Lourenço construíram na Serra da Piedade um eremitério e, ao lado, uma igreja dedicada à Nossa Senhora. Em 1956, o conjunto arquitetônico e paisagístico do local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Nossa Senhora da Piedade foi proclamada padroeira de Minas pelo Papa João XXIII em 1958. Uma imagem da santa, feita por Aleijadinho, é destaque por lá. O Santuário fica aberto das 7h às 18h, todos os dias da semana. Abraçado pela natureza, o espaço convida para a reflexão e para a meditação. O Santuário tem ambientes que encantam, como a Ermida da Padroeira; a Igreja Nova das Romarias; o Caminho das Dores de Maria; a Casa dos Peregrinos Dom Silvério, que oferece serviço de hospedagem para grupos; as esculturas do Calvário, moldadas por Vlad Eugen Poenaru; e o Espaço Dom João Resende da Costa, restaurante onde as refeições são feitas diante de uma vista espetacular. Mais informações estão no site www.santuarionsdapiedade.org.br

Obra de Aleijadinho 72 MINAS EM CENA

Foto: Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de BH

Foto: Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de BH

VIAGEM • Roteiro


Foto: Leonardo Barçante @leobhmgbr

Observatório Frei Rosário recebe visitas agendadas

Foto: Leonardo Barçante @leobhmgbr

Foto: Leonardo Barçante @leobhmgbr

Para quem se interessa por astronomia, a dica é aproveitar a Serra da Piedade durante a noite. O Observatório Astronômico Frei Rosário é mantido pela UFMG e conta com vários telescópios amadores e dois telescópios profissionais, sendo um deles solar. A visita é dividida em duas partes: a teórica, em que os visitantes assistem a uma palestra sobre astronomia, e a prática, de observação do céu com os equipamentos. Quando o céu está nublado ou com umidade, a observação é substituída por um laboratório interativo de física. O observatório recebe, em média, 360 visitantes por mês, de acordo com a estudante de física e monitora Bárbara Bispo. Cada sessão é realizada com, no mínimo, 20 pessoas. As visitas são realizadas às terças e às quintasfeiras, das 18h30 às 21h30. Elas devem ser agendadas previamente (pelo e-mail astrovis@fisica.ufmg.br) e custam R$50 por pessoa. Esse valor varia no caso de visitas escolares e deve ser confirmado pelo telefone (31) 3409-5679.

Foto: Foca Lisboa

Observatório Frei Rosário

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Foto: Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de BH

VIAGEM • Roteiro

Regina Mundi vai apresentar os mais de mil nomes da mãe de Jesus

Museu Maria Regina Mundi O museu Maria Regina Mundi (“Maria, Rainha do Mundo”, em latim) está sendo construído próximo ao Santuário da Piedade. A previsão é que ele seja inaugurado em 2017, comemorando os 250 anos de peregrinação à Serra da Piedade. Projetado pelo arquiteto Gustavo Penna, à pedido de Dom Walmor, o museu vai apresentar os mais de mil nomes que a mãe de Jesus recebe ao redor do mundo. O acervo de imagens da santa foi doado pelo morador de Sabará Humberto Mattarelli.

Foto: Arquidiocese de BH

Para chegar até a Serra da Piedade, de carro, saindo de BH, é preciso percorrer 37 quilômetros pela rodovia BR-381 e entrar à direita, no trevo em direção a Caeté. Mais adiante, onde a estrada se divide, uma via vai para Caeté e a outra para a Serra da Piedade.

Foto: Poliane Bôsco

Como chegar

Museu Maria Regina Mundi está sendo construído na Serra da Piedade

Santuário Tabor da Liberdade Paz, tranquilidade, reflexão. O Santuário Schoenstatt Tabor da Liberdade, em Confins, na Grande BH, é outro refúgio para quem busca sossego. Ele pertence ao Movimento Apostólico de Schoenstatt e foi inaugurado em 2003. O horário de funcionamento é das 8h às 16h, com celebrações diárias às 15h. Vale a pena conhecer!

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Santuário Tabor da Liberdade pertence ao Movimento Apostólico de Schoenstatt


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VEÍCULOS • Na Estrada

VÁ DE MOTO! MARCELO DIOGO

O motociclista Marcelo Diogo sugere um roteiro até Catas Altas, na Região Central de Minas

À

convite da Revista Minas em Cena, Marcelo Diogo apresenta um roteiro curto para ser feito de moto até Catas Altas, na Região Central do Estado. O caminho e o destino são repletos de belas paisagens. Confira as dicas de trajeto do motociclista e boa viagem! “Minas são muitas, já dizia Guimarães Rosa, e, para nós, motociclistas mineiros, um paraíso de muitas estradas, numa diversidade incrível de paisagens e atrações na maior malha viária do país. Dentre as centenas de roteiros turísticos de Minas, um mais rápido se destaca pelas paisagens e estradas em ótimo estado: o rolê para a cidade de Catas Altas/MG. Saindo de Belo Horizonte, via BR040 (Rio de Janeiro), rode até o trevo do Alphaville (30 km), siga em direção à cidade de Ouro Preto, aproximadamente 100 quilômetros de BH. No meio desse caminho, sugiro uma parada no restaurante temático/museu Jeca Tatu, logo depois da cidade de Itabirito, onde encontramos um café com pastel de angu, servidos pelos proprietários. Um pouco antes da entrada de Ouro Preto, vire à direita no trevo, em direção à cidade de Mariana, passando pela Mina da Passagem, cidadezinhas, lagos, montanhas, e até bem perto de Bento Rodrigues, distrito devastado pelo rompimento da barra-

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gem de rejeitos de uma mineradora, em novembro de 2015. A estrada, reformada recentemente, dá a volta no maravilhoso parque natural do Caraça, nome dada ao trecho de Serra pertencente à Serra do Espinhaço. São 166 quilômetros até a cidade de Catas Altas. No pé da Serra, a cidadezinha tem um charme especial, com diversas atrações e pousadas bacanas. Indico o almoço no restaurante Histórias Taberna, instalado numa casa colonial, com mesas de madeira e pratos de dar água na boca, com o estilo “slow food”. Peço sempre o escalope com molho de jabuticaba, sensacional! Outro local bem bacana é o la Violla Brasserie, localizado na praça central, com mais de 100 rótulos de cervejas artesanais e uma vista maravilhosa da cidade. Sugiro visitas às igrejas e ao bicame de pedra, pontos obrigatórios para quem quer conhecer a cidade. A região é cercada por diversas cachoeiras, e bem próxima do Santuário do Caraça, umas das Sete Maravilhas da Estrada Real. O Santuário conta com hospedagem, alimentação e passeios dentro de uma área de 11.223 hectares protegidos. Costumo fazer a volta pelo mesmo caminho da ida, mas existe outra opção, passando por Santa Bárbara e Barão de Cocais, chegando pela BR381 com 120 quilômetros apenas. Essa volta alternativa passa pela entrada da Serra da Piedade, ponto


mais alto da região metropolitana de BH, com 1.746 metros de altura. A serra é protegida e no topo se encontram o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas, e o Observatorio Astronômico da UFMG. Esse rolê é curto e perfeito para um dia ou fim de semana. Junte sua turma e agende a visita à região. Lembrando sempre

de usar os equipamentos de segurança, como capacete e roupas de frio (durante o inverno o frio é de rachar!). Rode sempre com a sua moto revisada e troque os pneus regularmente. Quando estiverem em grupo ou sozinhos, respeitem a velocidade de segurança e indicativos da estrada, e aproveitem a vista! Dica: Eu gosto muito de tirar um tempo e ‘prosear’ com os moradores e trabalhadores dos estabelecimentos e postos de gasolina desses caminhos de Minas. Os ‘causos’ são ótimos e interessantíssimos. E, com certeza, são momentos que guardaremos com um carinho especial.”

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NEGÓCIOS • Juridico e Tributário

namoro com contrato Gilberto Netto

D

epois que os jovens inventaram o tal de “ficar”, o namoro ficou mais sério, e requer alguns cuidados. “Ficar” é uma relação sem compromisso, mas, afinal, o que é namoro? O namoro é a fase do relacionamento que antecede o noivado, o casamento ou a união estável. Trata-se de uma fase de conhecimento, onde os pombinhos fortalecem a confiança e a cumplicidade e experimentam relações mais íntimas, de natureza emocional ou sexual, que servem de base para decidirem se firmam, ou não, um compromisso mais sério. É uma relação mais leve e menos exigente que um casamento, sendo uma relação mais singela, onde prevalece o amor impulsionado pela paixão da conquista. Então, qual o problema em namorar? A priori nenhum, se não fosse a confusão que muitos fazem com a união estável. Diante do fato de a união estável dispensar prazo para a sua configuração, muitos casais têm buscado amparo jurídico, confeccionando “contratos de namoro”, para dar definição segura à relação. O objetivo é evitar que a relação de namoro seja

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confundida com uma união estável, ou melhor, uma entidade familiar. Vale destacar: quem busca um ‘“contrato de namoro” objetiva principalmente afastar a comunicabilidade do patrimônio, efeito jurídico inerente à união estável, visando a proteção do acervo patrimonial da possível meação com o outro. O contrato deve ser elaborado por um advogado, e, preferencialmente, lavrado por um tabelião de notas. É importante que fique bem claro no contrato que, desde o começo do namoro, o relacionamento não decorre de quaisquer efeitos patrimoniais. Destacando, se for o caso, que os contratantes têm atividades econômicas próprias, com habilitação para fazer frente à própria manutenção, inexistindo dependência econômico-financeira entre eles. O contrato de namoro pode ser um documento útil para provar a inexistência da união estável, porém, quando houver provas de existência de união estável, o contrato perderá a capacidade de produzir qualquer efeito jurídico, e, consequentemente, a capacidade de afastar os efeitos da união estável.


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HISTÓRICAS, PATRIMÔNIOS

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SÓ MESMO A NOSSA GASTRONOMIA PRA TRAZER VOCÊ PRA DENTRO.

De Ouro Preto à Pampulha, do queijo mineiro às cervejas artesanais. Seja à mesa ou lá fora, Minas tem sabores e paisagens para todos os gostos.

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#visitemg


NEGÓCIOS • Publieditorial

LOKAMIG RENT A CAR completa 35 anos

E

m um cenário economicamente instável, abalado pela crise nacional, o aniversário de mais um ano de uma organização deve ser comemorado. Quando se trata de uma empresa tradicional no mercado mineiro, completando 35 anos de história, o entusiasmo é ainda maior. Atuando no segmento de locação de veículos, desde 1981, a Lokamig Rent a Car revela os caminhos percorridos e as estratégias que a mantém como referência.

Uma história inspiradora Desde cedo, o sócio-fundador e atual presidente da Lokamig, Saulo Tomaz Froes, percebeu sua vocação para empreender. Após trabalhar nos cargos de office boy, auxiliar de serviços e operador de locação, tornou-se, com apenas 22 anos, gerente de uma filial de uma locadora multinacional. Porém, a crise do petróleo, no início da década de 1980, levou ao encerramento da empresa no Brasil. Com uma visão macro e futura do negócio, o empresário resolveu partir para seu “voo solo” fundando a Lokamig Rent a Car, mesmo diante do cenário econômico que o país enfrentava à época. Daí por diante, a Lokamig se consolidou no mercado como uma das melhores empresas do segmento, ganhando títulos como o de locadora com o me-

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lhor serviço prestado, além de se estabelecer entre as “Marcas mais Prestigiadas em Minas”. Atualmente, a empresa possui três unidades (matriz, no bairro Gutierrez e filiais nos aeroportos de Belo Horizonte). Além disso, oferece atendimento exclusivo ao cliente corporativo, além de contar com uma loja especializada na venda de seminovos selecionados de sua frota. Ao todo, são mais de 80 mil clientes cadastrados.

De olho no futuro A sucessão da Lokamig já aparece de forma natural: de pai para filho. É a junção da experiência de uma vida com a flexibilidade necessária para se atender às exigências de novos conceitos diante de um mercado tão volúvel e competitivo. A estratégia adotada pelo sucessor, o então diretor de Planejamento e Novos Negócios, Saulo Froes Junior, é a de posicionar a empresa com qualidade. A atuação em nichos e a manutenção da proximidade junto aos clientes, além de novas ações, renovam e ampliam a postura da empresa no mercado.

Diferenciais Lokamig: Conheça as estratégias de uma empresa renomada Política de qualidade e melhor experiência: tudo é pen-

Foto: Samuel Gê

Empresa é referência em Minas Gerais


sado para o cliente, desde as grandes ações até as particularidades. Hoje, por exemplo, o cliente que chega à loja da Lokamig no aeroporto de Confins pode desfrutar de uma infraestrutura completa, com ambiente aconchegante, café, água mineral, doce de leite... Os carros recebem jatos de desodorizadores, com o objetivo de deixar tudo ainda mais agradável. Até as crianças têm sua vez: enquanto aguardam os pais fecharem o contrato, podem se divertir colorindo o mascote da empresa. E, para que a satisfação seja comprovada, a empresa aplica regularmente pesquisas de qualidade, visando à melhoria contínua. Oferta de produtos e serviços diferenciados: uma das estratégias da Lokamig é oferecer a frota mais nova e moderna aos seus clientes. Hoje, a empresa atua com mais de 40 modelos, dentre esses as grandes sensações do mercado, como Jeep Renegade, HB20 e Audi A3 sedan. Outra preocupação é buscar, cada vez mais, atender nichos diferenciados, como é o caso da parceria com o Uber, em que a empresa possui tarifas exclusivas para o atendimento aos motoristas que trabalham com o aplicativo. Foco na tecnologia e nas mídias digitais: uma empresa não é competitiva se não acompanhar as tendências de mercado. Por isso, a Lokamig tem ampliado seus investimentos em internet, fazendose presente na rede, além de oferecer aos clientes produtos e serviços com esse direcionamento. É o caso do kit wifi 4G, que oportuniza ao cliente comodidades como a de acesso à internet e ao carregamento de celular dentro e fora do veículo. A empresa também executa um trabalho em seu próprio site de forma bem competitiva, oferecendo tarifas exclusivas, promoções inéditas e outras facilidades. Plano voltado às ações sustentáveis: com a ideia de preservar o meio ambiente, a empresa atua na estruturação de um sistema de lavagem a seco com redução de uso de água. Também participa do programa municipal “Adote o Verde”, cuidando de canteiros centrais e jardins da cidade (Av. Contorno, desde a Av. Amazonas até Av. Raja Gabaglia). A sociedade também é tema importante e faz parte do planejamento. Por isso, a Lokamig está sempre engajada, apoiando ações sociais e culturais na cidade como, por exemplo, a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, realizada neste ano. Reestruturação organizacional: um crescimento saudável começa de dentro para fora. Foi esse o pensamento da Lokamig que, mesmo já consolidada, optou por uma reestruturação de processos e equipes, o que foi fundamental para a redução de custos e otimização de processos. E os investimentos não param. A empresa tem focado também em seu capital intelectual, por meio de treinamentos e feedbacks constantes às equipes.

Dicas de sucesso Se você é empresário ou sonha em empreender, vale a pena conferir as 10 dicas do Presidente da Lokamig, Saulo Froes, para que uma empresa alcance resultados promissores, assim como a Lokamig tem conquistado nesses longos anos de história. 1. Seja apaixonado pelo que faz! – Mais do que gostar, ser apaixonado pelo trabalho é uma das características das lideranças de sucesso, qualidade capaz de contagiar todos ao redor. 2. Não tire o foco do seu negócio. - A Lokamig atua no segmento de locação de veículos e venda de seminovos. Ponto. 3. Defina seu mercado de atuação. - A Lokamig optou por atuar em âmbito regional, o que resultou em um trabalho focado e uma consequente confiabilidade pela prestação de um melhor serviço. Além disso, a empresa atua em pontos chaves na capital mineira, como região centro-sul e filiais nos aeroportos. 4. Ofereça sempre um diferencial ao seu público. - A empresa apresenta diversidade de frota ao cliente, trabalhando o mote: “Se é novidade, só a Lokamig tem!”. 5. Seja competitivo e produtivo. - Os processos diários irão influenciar no sucesso ou fracasso de sua empresa. Isso deve ser trabalhado constantemente para melhorias. 6. Invista nos colaboradores. - Ter colaboradores satisfeitos e atuantes é um grande segredo de sucesso. Afinal, uma empresa é feita de e por pessoas. 7. Seja transparente e confiável. - O cliente só se torna fiel quando sabe que pode confiar na empresa. Então, seja honesto, transparente e nunca prometa o que não poderá cumprir. 8. Invista em Marketing. - A Lokamig possui um marketing atuante, agressivo e eficaz. Não adianta apenas fazer. Tem que se mostrar! 9. Nunca caia em sua zona de conforto. Atualize-se! - Mesmo após 35 anos de mercado, a Lokamig se reinventa a cada dia. Isso é essencial para se manter à frente do mercado. 10. Seja generoso com a sociedade. - Retribua o sucesso, oportunizando o crescimento de sua cidade e de seus cidadãos.

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NEGÓCIOS • Pense diferente

Não dê adeus ao seu futuro! Louis Burlamaqui

N

a década de 1920, Earle Dickson era casado com a dona de casa Josephine Knight e trabalhava como vendedor de algodão da fábrica Johnson & Johnson. Sempre que chegava em casa, o vendedor percebia que sua esposa, ao cuidar da casa, sofria pequenos machucados, como cortes superficiais ou pequenas queimaduras. Para ajudar tratar e proteger os pequenos ferimentos, Dickson já deixava pronto curativos feitos com gaze, algodão e creolina para que sua esposa utilizasse sempre que preciso durante os afazeres domésticos. Um dia, Dickson resolver mostrar a seu chefe na fábrica sua ideia de pequenos curativos. Assim, surgiu um produto que hoje conhecemos como Band-aid® e o vendedor de algodões chegou a se tornar vice-presidente da Johnson & Johnson. Quantos “Dicksons” não vemos por aí? Quantas boas ideias muitas pessoas devem ter que podem resolver problemas simples como pequenos ferimentos? Há pessoas que possuem uma facilidade quase natural para serem inovadoras e terem novas ideias. A maioria, no entanto, tem dificuldades para conseguir ser criativa e recomendar novas sugestões para novos ou velhos problemas. Quem possui certo bloqueio para inovações, no entanto, pode adotar algumas atitudes que ajudarão a estimular a mente e, dessa forma, ajudar no processo de criação. Vejamos algumas:

Sair da rotina Realize atividades diferentes,

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conheça lugares novos, tenha contato com culturas diferentes, faça uma caminhada, adquira novas conhecimentos. O importante é sair da rotina e fazer atividades que ajudem a mente a se distrair. O ócio também pode ser importante nesse processo, pois ficar um tempo sem realizar uma tarefa importante ou obrigatória é uma forma de liberar o consciente e subconsciente para outros afazeres ou pensamentos. Muitas ideias inovadoras surgem de momentos em que a pessoa não estava realizando nenhuma atividade para o trabalho ou enquanto estudava.

Brainstorming Conversar com pessoas diferentes e que atuem em outras áreas também pode ajudar no processo de criação. Durante esse tipo de troca de ideias, todas as sugestões precisam ser compartilhadas e ouvidas, por mais insignificantes que possam parecer a princípio. Encontros como esses podem produzir ótimas ideias a partir da experiência e do conhecimento de cada um.

Outro ponto de vista Tente enxergar o problema de outro ângulo, assim novas soluções podem surgir. Uma das maneiras de se trabalhar com uma dificuldade de forma diferente é pensar na solução primeiro e, depois, analisar quais caminhos seguir para se chegar àquele resultado. Como, por exemplo, uma empresa que tenha problemas com atraso na entrega de produtos aos clientes. O recurso para resolver a dificuldade seria

contratar uma nova companhia de entregas. Com a solução já encontrada, o caminho para não cometer o mesmo equívoco de contratar um serviço ineficiente é fazer uma pesquisa de mercado para descobrir qual empresa realiza um trabalho adequado.

Pensamento lateral Utilizar os processos padrões para resolução de problemas muitas vezes podem ser como quem cava um buraco em busca de algo e, ao não encontrar o que procura no primeiro metro aberto, continua a tirar mais e mais terra até que o buraco fique fundo o suficiente para dificultar a saída da pessoa de lá e, apesar de todo o trabalho e esforço, nada é encontrado. Busque fora do seu quadrado para ver sob outro angulo. Traga um pensamento lateral. O mundo está em movimento e clama por inovação e renovação. Aqueles que entenderem isso, irão respirar um novo ar, os outros talvez estarão dando adeus ao seu futuro mais prospero!

Inove, renove ou tchau! louisbur@gmail.com


NEGÓCIOS • Comunicação

A arte do

feedback DANIEL FILOGÔNIO

O

termo “feedback” vem do inglês e está relacionado a termos como resposta, reação, realimentação. Trata-se de um retorno dado a um determinado evento/acontecimento, no qual se desvela a percepção de uma pessoa sobre a tarefa executada por alguém. Tais reações podem ser positivas, negativas, corretivas, ofensivas ou insignificantes. Características são atribuídas aos agentes envolvidos (individualmente ou em grupo), aos acontecimentos propriamente ditos ou aos locais de ocorrência do fato. Como é satisfatório quando nossos líderes “enchem nossos baldes”, isto é, reconhecem o nosso trabalho, e nos dão, através de gestos ou palavras, um aceite para as ações que estamos realizando. Por outro lado, como é difícil receber críticas, mesmo que sejam construtivas e visem nosso crescimento. Estamos habituados a achar que o feedback está presente somente na vida profissional. Porém, ele tem o alcance bem maior. Naturalmente, os primeiros feedbacks que recebemos em nossas vidas são de nossa família, como um sorriso positivo dos

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nossos pais em reação a algo engraçado que dissemos, até uma chamada de atenção recepcionada, às vezes, sem a devida importância. Estes são considerados os feedbacks mais sinceros, normalmente não acompanhados de disputa ou concorrência, sem indiferenças, com afetividade, e que podem nos nortear para atitudes que devem ser tomadas ou melhoradas. Por outro lado, a família, quando não dá um bom feedback, isto é, quando estabelecem a crítica destrutiva, podem ser desmotivadores para futuros protagonistas da sociedade. Nesse sentido, pais têm papel central em incentivar seus filhos naquilo de bom que produzem e encaminhá-los bem quando não “acertam”. De alguma forma, todos nós refletimos sobre o que estamos fazendo. “Será que estou indo bem?”, “O que estou fazendo está correto ou errado?”, “Quem está observando minhas ações?”, “Como saber se estou na direção certa?”, “Por que estou insatisfeito, será que só eu vejo isso?” e “Qual seria o caminho para ser reconhecido?” são algumas indagações pertinentes ao conceito de “auto-feedback”.

Estamos dispostos a cumprir metas inatingíveis, planos sem prazos, deixando de lado, muitas vezes, nossos próprios sonhos. Precisamos reforçar a cada dia nossa autoestima, nos conhecer melhor, trazer pessoas positivas para o nosso lado, e trabalhar com a nossa potencialidade em nível máximo. Devemos reservar um tempo para nos darmos o nosso próprio feedback. É necessário aprimorar nossos dons, levar para outras áreas da nossa vida as respostas que acreditamos serem importantes para nós, e fazer com que as alternativas despertem o “acreditar” e impulsionem o nosso crescimento. Para que possamos sentir as respostas, precisamos notar a importância de dar e receber o feedback. Esta relação é uma troca, ligada ao saber falar e, principalmente, à tarefa mais difícil: ouvir! O escritor Rubem Alves dizia que é preciso cursos de “escutatória”. Isto é, trabalhar e desenvolver internamente nossa inteligência emocional, seja em busca de obter melhorias em relações profissionais, bem como nas relações familiares e na vida em geral. E então, você está indo bem?


AD MINAS EM CENA

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NEGÓCIOS • Marketing

BRANDING, UAI! Bruno Fernandes

S

e, em Minas, marketing é “marketim”, branding é? “Brandim”, claro, uai! Para quem não sabe, branding, em uma explicação rasteira e simples, é o processo de construção e gestão das marcas. Menos em Minas. Aqui, “bramdim” é o processo de criação de marcas regionais afetivas. Calma, eu explico. Há algum tempo, resolvi fazer um levantamento de marcas mineiras que não existiam mais e que deixaram saudades. Começou com uma postagem em uma rede social e virou um projeto de livro. Impressionante como as pessoas se engajaram para me ajudar a lembrar marcas que fizeram história na vida dos mineiros. Foram quase quinhentos comentários na postagem. Com isso, me veio uma certeza: sabemos construir marcas de uma força regional incrível. Impossível eu lembrar e escrever todas aqui nessa coluna. Já peço desculpas de antemão por deixar de fora marcas extremamente relevantes para você. Pois bem, sem metodologia predefinida, comecei me lembrando das marcas de alimentação: Doce Docê, Torre Eiffel, Tia Clara, Hollywood Sanduíches, Xodó (que ainda existe), Tia Clara (ainda existe, mas é buffet), O Ko Mi Lão (ainda existe), Breik Breik (que ainda existe), Bang Bang Burger (ainda existe), Pop Pastel, Kid Batata, Tudo no Espeto (ainda existe) e muitas outras que fizeram muita marca internacional passar aperto (ou vergonha) quando tentaram entrar em BH. Por aqui, passaram grandes 86 MINAS EM CENA

marcas de restaurantes também: O Minuano, Laçador, Mala e Cuia (que ainda existe, mas é outra empresa), Café Ideal (e Cafezinho - era chique demais da conta, sô), Petisqueira do Galo, Pier 32, Alpino, Cervejaria Brasil (hoje Bar Brasil), Xapuri (ainda existe), Mineiríssimo, Redondo (ainda existe) e outros ajudaram a impulsionar nossa gastronomia regional. Isso sem falar nas padarias, a Savassi, que deu nome à região, mas também a Padaria Trigais, a Padaria ABC, a Casa Bonomi (que ainda existe), a Boníssima, a Cataguases e muitas outras que conservam o estilo “mineirim de comer um “pãozim” com “queijim”. Sem contar também com as delicatessens Casa do Whisky, Casa do Vinho, Royal e Rio Verde, que sempre abasteceram as nossas adegas e geladeiras. Pizzaria sempre foi nosso forte: Pizza Máximo, O Pizzaiolo (ainda existe), Brunella, La Traviatta (ainda existe), Mangabeiras (ainda existe), Pizzarella (ainda existe) e mais uma centena nos enchem de boas opções. E quem nunca se esbaldou com as guloseimas da Lalka (que ainda existe)? Da Confiança, da Confeitaria Ouropretana, da Momo (ainda existe) e da Fany (ainda existe)... que nos presentearam com alguns quilinhos bem ganhos. Em matéria de sorvete, já vimos multinacionais quebrarem por aqui, afinal, como competir com a Sorveteria La Basque (que ainda existe), o Tartuffi, a Blue Mountain, o Touché, ou o tradicional São Domingos, o Almeida,

o Alessa e outros campeões das casquinhas e copinhos? Já vi que vai acabar meu espaço aqui e não conseguirei falar de todas as marcas que gostaria. Mas não posso me despedir sem lembrar as grandes lojas que passaram por aqui: Super Lojas Bakana, Lua de Mel, Lalic Presentes, Casa Pérola, Guanabara, Casa Rolla, Bordados Dadinha (cinco reais!), Abdala (fogo na roupa), Irmãos Nasser, Chen (ainda existe) e tantas outras que transformaram presentes em muita alegria. Um entendido diria então que o mineiro tem a predisposição em criar lovemarks – marcas que transcendem as funções básicas de identificação e diferenciação, e atingem níveis elevados de interação e emoção com seus consumidores, como Disney, Harley Davidson, Hello Kitty e tantas outras. Mas não precisa ser nenhum entendido para perceber que nós mineiros somos mais que especiais, que amamos BH radicalmente, e que, para conquistar nossos corações (e nossos bolsos), uma marca precisa entender a nossa mineiridade e se adaptar. Fica mais fácil então para as que já nascem aqui. Agora você já sabe. Se te perguntarem o que é “brandim”, responda com convicção que é um trem que só mineiro entende.

bruno@pizzicatto.com.br


COMPORTAMENTO • Acessibilidade

Escritórios compartilhados para advogados IZABELA DRUMOND

Danielle Xavier

Sérgio Murilo Braga, presidente da CAA/MG, ao lado de Amanda Reis Alves Murta, advogada residente no município de Viçosa que usou os escritórios compartilhados

I

niciativa pioneira traz aos advogados do Estado de Minas Gerais escritórios compartilhados montados com toda a infraestrutura para uso como ponto de apoio para qualquer advogado que necessite. Em um estado com 853 municípios, e 229 subseções da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Minas Gerais (OAB/MG), o projeto inovador permite que os quase 100 mil advogados do Estado tenham um ponto de apoio para trabalhar. O projeto, lançado no último mês de setembro, em duas unidades, tem capacidade de atendimento para mais de 300 advogados/dia. “O advogado que vem a Belo Horizonte para peticionar, atender um cliente, ou mesmo que está em trânsito acompanhando

um processo e não tem escritório montado na capital não fica agora desprovido de espaço para trabalhar. Dessa forma oferecemos dignidade ao profissional que passa a vida defendendo os direitos de outrem”, afirma Fabiana Faquim, diretora da Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais (CAA/MG), residente no município de Uberaba. Fabiana lembra ainda a importância do local para advogados como ela, que muitas vezes estão há mais de 400 km da capital mineira. A sede dos Escritórios Compartilhados do edifício Mirafiori, Centro de Excelência Jurídica (CEJUR) Jair Leonardo Lopes, tem 540 m², oito salas de escritório compartilhados, quatro sa-

las de reunião, além de computadores com acesso à internet e telefone à disposição. Localizado na avenida Afonso Pena com Rua Guajajaras, a sede fica próxima do Tribunal de Justiça da Rua Goiás e do novo TJMG. Já a sede da Rua Paracatu, o CEJUR Tomaz Luiz Naves, conta com quatro escritórios compartilhados, além de salas de curso, e no primeiro andar, bases de atendimento dos principais programas da entidade, e está localizado há menos de 30 metros do Fórum Lafayette. Tudo ofertado a partir de um sistema de agendamento on-line disponível para o advogado cadastrados na OAB/MG: www.agenda.caamg.com.br.

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COMPORTAMENTO • Inclusão

Síndrome de Down, inclusão e autonomia Famílias que lutam pelo respeito à diversidade

Foto: Arquivo pessoal

thaís leocádio

Antônio, Carol, Thomas e Alice em uma festa junina, em 2015. Eles compartilham reflexões no blog “Nossa Vida Com Alice”    

E

duardo Gontijo é multi-instrumentista, tem 25 anos, faz teatro, dança, está em duas bandas e dá palestras pelo Brasil. Theo Dariva Lara tem seis anos, é curioso, adora livros e mal vê a hora de aprender a ler. Alice Rivello Ventura de Souza tem quatro anos, gosta de ver desenho animado, é gentil e engraçada. Os três têm síndrome de

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Down e famílias que lutam pela inclusão. De acordo com o último levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,2% da população brasileira possui algum tipo de deficiência. A síndrome de Down é uma condição genética causada pela presença de um cromossomo 21 extra que determina ca-

racterísticas físicas e cognitivas específicas. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 270 mil brasileiros apresentam a trissomia do 21. Dudu do Cavaco, como Eduardo Gontijo é conhecido, se interessa por música desde cedo. “Eu comecei a tocar cavaquinho vendo meu primo Igor, fui observando a mão dele e eu quis saber


consegue esse milagre!”, brincou a mãe. Segundo Angela, a família colhe o que pais precursores lutaram para conquistar para seus filhos com deficiência. “Theo é a pessoa mais feliz que nós já vimos – e olha que conheço muita gente! (risos) Adora pessoas, passear, festas de aniversário. Ele ama viver em comunidade”, descreveu Angela. A designer gráfico e ilustradora Carol Rivello é mãe da Alice e do Antônio (1 ano e 9 meses). Ela e o marido Thomas Ventura de Souza moram em Florianópolis (SC) e descobriram que a primeira filha tinha síndrome de Down um dia após o nascimento da menina. “Foi um momento muito difícil, onde parecia que o chão havia sumido”, disse Carol. Eles nem esperaram o resultado oficial dos exames e já deram a notícia para toda a família. “Logo todos já estavam encantados pela pequena e percebendo que muitos dos medos eram, na realidade, preconceitos ultrapas-

sados”, completou. Carol criou o blog “Nossa vida com Alice”, onde compartilha reflexões, informações pertinentes e histórias de outras famílias. Alice, assim como Theo, estuda em uma escola regular. Ela faz acompanhamento com profissionais como optometristas, naturopatas, osteopatas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. Quando está com o irmão caçula, a farra é garantida! “Me sinto privilegiada em testemunhar esse carinho sendo construído aos poucos dia após dia”, comentou Carol. Dentro do blog, a designer gráfico compartilha projetos de “faça você mesmo”, na série “Estimular é um barato!”. A ideia é mostrar que coisas acessíveis do dia a dia podem ser úteis em brincadeiras e atividades de estimulação. “Faço porque acredito que a criança merece brincar, se divertir, experimentar, crescer em um ambiente rico e favorável para seu desenvolvimento”, explicou.

Foto: @keldepaulafotografia

cada vez mais sobre mais o cavaquinho. Hoje eu vivo da música e amo o que eu faço”, afirmou o artista, que toca mais outros seis instrumentos. Leonardo Gontijo teve a vida transformada pela chegada do irmão. “Aquela troca de olhares mudou a minha vida, me mostrou o quanto eu era limitado, seletivo e preconceituoso”, contou o professor e consultor na área de sustentabilidade. O amor por Dudu e o desejo de construir uma sociedade menos desigual inspiraram Leonardo a criar o projeto Mano Down, em Belo Horizonte, no ano passado. O objetivo do instituto é contribuir para que pessoas com síndrome de Down conquistem a autonomia e possam ser donas de suas escolhas. Entre as ações desenvolvidas pelo Mano Down estão aulas (de música, teatro, dança, capoeira e zumba), acolhimento familiar, capacitação para o mercado de trabalho e palestras. No quinto mês de gestação, o médico de Angela Dariva Lara desconfiou que o bebê dela poderia ter uma síndrome, devido a uma deficiência no coração. Receber a confirmação não foi fácil. “Me fiz aquelas perguntas que sempre fazemos diante de problemas: ‘Por que eu?’, ‘Eu não mereço isso, mereço?’ Mas passou. Porque tudo passa”, lembrou Angela. Ela, o marido Marco Tulio Lara (guitarrista do Jota Quest) e o filho mais velho João Marcos tiveram, então, alguns meses para se prepararem para a chegada do Theo. “Pesquisei em fontes seguras, com profissionais competentes, pediatras, cardiopediatras, obstetras”, disse Angela. Hoje, Theo estuda em uma escola inclusiva e faz atividades extraclasse, como equoterapia, natação e acompanhamento com uma psicopedagoga. “Ele é a única pessoa que tira o irmão de 12 anos da frente do computador, sem reclamações. Só ele

O músico Dudu do Cavaco é divulgador do projeto Mano Down

Leonardo Gontijo criou o Instituto Mano Down inspirado pelo irmão Dudu

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COMPORTAMENTO • Inclusão

Inclusão efetiva Angela Dariva acredita que aceitar as diferenças de uma forma natural é essencial para a verdadeira inclusão. “Somos todos diferentes. Nós não temos as mesmas capacitações e nunca teremos, mas todos temos coisas boas e ruins. Quanto mais convivermos com as diferenças, principalmente nossas crianças, mais isso será tratado com normalidade”, defendeu a mãe do Theo. Segundo Carol Rivello, o que falta é acreditar, oportunizar, viabilizar. “Entender que as pessoas com síndrome de Down são capazes de estudar, trabalhar, participar ativamente da sociedade”, completou a designer gráfico. “Costumo falar que não existe um ‘curso de diversidade’, precisamos conviver para aprender”, reforçou Leonardo Gontijo. Para os pais que estão recebendo agora a notícia de que têm um filho com síndrome de Down, o conselho das três famílias é o mesmo: amor. “Talvez ele precise de maior atenção médica e com certeza se beneficiará de estimulação precoce, mas a realidade da pessoa com síndrome de Down é bem diferente da de décadas passadas e está evoluindo cada vez mais”, disse Carol. “Ele vai mostrar coisas maravilhosas em pequenos atos, vai desenvolver em vocês um amor verdadeiro ao próximo, vai simplificar coisas que antes vocês não entendiam”, comentou Angela. “Abram o coração para um novo mundo de aprendizados e possibilidades e contem com o Mano Down para o que precisarem”, finalizou Leonardo Gontijo.

Somos todos diferentes. Nós não temos as mesmas capacitações e nunca teremos, mas todos temos coisas boas e ruins.

“ Theo Dariva Lara, filho de Angela Dariva e Marco Tulio Lara, é curioso e adora livros

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Angela Dariva


COMPORTAMENTO • Perfil

criando Moda moda THAÍS LEOCÁDIO JANA VIERAS

R

aquel Mattar de Faria tem 26 anos e é formada em Design de Moda. A jovem é dona da grife que leva seu nome. “É uma roupa casual chic , então me inspiro em mulheres que querem estar sempre bem vestidas, com roupas de qualidade, estilo, que sejam modernas, porém eternas”, definiu. Grávida, à espera de um menino, Raquel é casada com Clemente Jr. e sempre morou em Belo Horizonte. Herdeira da Localiza, ela criou a grife porque decidiu não se acomodar. “Ser herdeira da Localiza é algo enorme e na nossa família a Localiza é motivo de muito orgulho, mas não é nem uma conquista minha. Eu quero ter as minhas conquistas e realizar os meus sonhos e planejamentos”, explicou a designer de moda. Apesar de ter um blog com a sócia Luiza Guimarães, Raquel acabou migrando para o Instagram, onde acumula 227 mil seguidores. “Acredito que o Instagram ‘roubou’ o público de uma forma muito mais instantânea e objetiva”, disse a diretora criativa da grife. A inspiração profissional de Raquel Mattar é o estilista Karl Lagerfeld. “Ele é estilista de várias marcas, sendo duas grandes (Chanel e Fendi) e consegue manter sempre a identidade de cada marca preservada. Ele consegue renovar, atualizar, sem perder a identidade”, definiu.

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Kick it hard! THAÍS LEOCÁDIO Gabriel Wickbold

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J FTampa foi o primeiro brasileiro a tocar no palco principal do Tomorrowland, na Bélgica. Felipe Augusto Ramos tem 29 anos e nasceu em Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas Gerais. O gosto pela música é antigo e não começou com a eletrônica. “Sempre tive banda de rock”, contou o mineirinho que toca guitarra, violão, baixo, bateria e piano. O trabalho como DJ teve início em 2011. “Depois que o meu primo me apresentou ao gênero, fiquei perguntando como era feita a produção, se era apenas uma pessoa que fazia isso, quando ele me disse que sim, não tive dúvida, pedi demissão do meu trabalho, comecei a estudar música eletrônica e passei a fazer as minhas produções”, contou. Na infância, por ser o menor da escola, Felipe foi apelidado de “Tampa” – e odiava! “Mas acabei me acostumando”, lembrou. Quando se tornou DJ, descobriu que já existia um profissional com esse nome e resolveu acrescentar o “F”. “A maioria torceu o nariz, disse que era feio, mas fui a fundo. E não é que deu certo?”, brincou Felipe. Hardwell, Calvin Harris, David Guetta e Tiësto são alguns dos DJs que já executaram faixas criadas por FTampa, como “ Kick it hard . Uma turnê pela Ásia está nos planos de Felipe, que vive em Los Angeles desde 2014. “O meu sonho se tornou realidade e espero conseguir alcançar novos rumos a partir de agora”, disse o DJ. MINAS EM CENA

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COMPORTAMENTO • Perfil

moldando afeto THAÍS LEOCÁDIO ARQUIVO PESSOAL

S

ou uma pessoa que gosta de observar o mundo. Descobrir as coisas que me tocam, as cores, formas e sabores do que vejo por aí”, definiu o designer gráfico, cozinheiro e confeiteiro Guilherme Poulain. Nascido em Lavras, no Sul de Minas Gerais, Gui tem 31 anos e atualmente mora em São Paulo. O interesse pela culinária surgiu na infância, observando a avó materna cozinhando. Em 2007, formou-se em designer gráfico. Mais tarde, em 2010, decidiu estudar gastronomia em Buenos Aires. Voltou para o Brasil decidido a trabalhar com culinária e criou o blog “Moldando Afeto”. O objetivo era divulgar massas frescas e molhos que fazia por encomenda. Juntou dinheiro e, em 2012, foi para Paris estudar confeitaria. “Ao entrar na escola de pâtisserie em Paris, descobri que teríamos aula de artes, afinal a confeitaria é uma arte para os franceses. No primeiro dia de aula me deram um kit de aquarela. Foi nesse momento que redescobri algo que ficou travado por muitos anos: o quanto amava desenhar”, acrescentou. Gui Poulain apresenta ainda o quadro “O chef e a chata”, no canal “Chata de Galocha”, ao lado da blogueira e amiga Lu Ferreira. Suas inspirações na cozinha são a avó materna e os trabalhos de Philippe Conticini e Sadaharu Aoki. “Meu ingrediente secreto é sempre afeto”, resumiu.

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BELEZA PLUS THAÍS LEOCÁDIO

A

caciano grandi

adolescente gordinha de Pirapora, no Norte de Minas, sonhava em brilhar em revistas e desfiles. Mas ela não se enquadrava no padrão de beleza exigido pela profissão. “Era muito alta e sempre recebia o comentário: ‘Você tem o rosto lindo, por que não emagrece? Poderia até ser modelo’”, lembrou Silvia Neves. Ela fez vários sacrifícios, dietas mirabolantes e foi parar no hospital. “Resolvi cuidar da saúde e ser feliz do jeito que eu era. Comecei a me amar e amar o meu corpo”, disse. Em 2009, quando as modelos plus size começaram a se fortalecer no Brasil, Silvia decidiu dar atenção ao sonho adolescente, que permanecia vivo. Em 2014, a modelo venceu um concurso de beleza e foi eleita Miss Brasil Plus Size Sênior . Hoje, aos 42 anos, Silvia divide o tempo entre passarelas, sessões de foto e prática de canto lírico. Ela faz ginástica quatro vezes por semana (treino aeróbico e musculação) e dança flamenco. “Meu trabalho consiste em ajudar outras mulheres a se olharem com outros olhos, a se amarem e se aceitarem. Luto contra o preconceito diariamente porque as pessoas ainda não concebem a ideia de que uma gorda pode ser feliz mesmo não tendo o corpo ‘perfeito’ que a mídia tanto prega”, afirmou. Silvia se sente totalmente realizada. “O meu padrão é ser feliz e a minha beleza não tem tamanho”, disse a modelo.

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SAÚDE • Cirurgia Plástica

A prótese de silicone atrapalha a amamentação? PEDRO SANGLARD

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ntre todas as dúvidas sobre as próteses de silicone, esta é, sem dúvida, uma das mais freqüentes: “Doutor, se eu colocar a prótese de silicone, vou poder amamentar normalmente?”. E a resposta é: sim! O fator que gera essa dúvida é que normalmente as mulheres não sabem ao certo onde a prótese de silicone fica localizada após o implante. Existem dois possíveis locais para o implante de silicone: Por trás do músculo peitoral (prótese submuscular) e por trás da glândula mamária (subglândular). Agora você deve estar se perguntando: “Qual tipo de plano para o implante é indicado para mim? O submuscular ou subglândular?”. Cada pessoa possui uma estrutura particular e a escolha do implante depende disso para aumentar as chances de se obter um seio bonito, natural e firme. Em ambos os casos, não há possibilidade de acontecer qualquer interferência na amamentação, pois a prótese se localiza abaixo do tecido mamário, onde é produzido o leite materno. O que a prótese de silicone faz é apenas empurrar o tecido mamário para frente. Diante das variações técnicas existentes para o implante de mamário, é importante a avaliação de um cirurgião plástico capacitado para definir a técnica mais adequada para cada paciente.

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COMPORTAMENTO • #LadoB

Cultura do estupro: agressão silenciosa que ultrapassa os limites do corpo Sylvinha Fernandes

E

u poderia ter começado este artigo falando de mim e de todo tipo de assédio e invasão ao corpo que já sofri. Mas não, meu olhar vai além e minha maior frustração diante disso é que não precisei ir atrás de personagens que pudessem relatar assédios e atos de violência sexual: elas vieram até mim em rodas de conversa no salão, em um bar, no elevador; nas lembranças dos fatos já ouvidos (e vividos). Estavam mais perto que você poderia imaginar. Os casos se multiplicam a cada vez que a cantada exagerada, a “mão boba” e a velha conhecida “encoxada” são praticadas. Atos que complementam um termo novo por aqui, que divido sem o entusiasmo de sempre: cultura do estupro. A expressão é forte, né? E aposto que você está pensando sobre ela e, naturalmente, negando o fato de que esta “cultura”, de fato, exista. Mas ela está aí. O termo surgiu nos Estados Unidos, na década de 70, para reforçar que mulheres nunca devem ser culpadas pela violência que sofrem e que estes atos jamais devem ser naturalizados. Hoje, quase 50 anos depois, a cultura do estupro ainda atormenta e é caracterizada pelo conjunto de ações, crenças, ritos e até costumes que, naturalmente machistas,

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encorajam o abuso contra a mulher. Lembra a micareta que você ia na adolescência, onde era comum dar um beijo forçado (ou “ganhar”, se era você quem estava do lado mais fraco da força)? Sabe aquela cantada recheada de palavras vulgares que te expôs e constrangeu – ou te divertiu junto aos amigos se foi você quem a fez? Cada um desses comportamentos completam uma lista sem fim de atitudes que reforçam uma tradição, onde é natural violar o espaço da mulher e, mais comum ainda, culpá-la pelas invasões que sofre. O que poucas pessoas sabem é que a violência sexual contra a mulher não é definida somente pelo ato do estupro com conjunção carnal; essa violência começa nos assédios que ela sofre calada por vergonha de se expor e que encorajam criminosos a irem além e forçá-las a praticar sexo com eles. L. C., 22 anos, universitária, linda, 1,74 de altura, “siliconada”. Há alguns anos, ela foi assaltada. Depois de ir à delegacia para que os trâmites se desenrolassem, acompanhada de seu pai, foi surpreendida por uma mensagem no celular, aparentemente inofensiva, do investigador responsável pelo caso. Ele havia achado L. C. “linda”,

escrevia para consolá-la do susto, desejava sair com ela. Vamos refletir juntos: em vez de ter sua integridade preservada, a moça teve seu espaço invadido. Para os machistas de plantão, a atitude não passa de uma cantada. Para uma mulher que já nasce com medo pelo simples fato de ser mulher, isso é assédio. E o assédio é o primeiro passo de uma violência muito maior. I. R, 34 anos, servidora pública. Mais uma mulher linda, de personalidade. Ela namorava há anos, era seu primeiro amor. Ela tinha 18, ele, 19. Namoravam em sua casa quando a coisa esquentou. Ambos virgens, ela tinha certeza de que não era a hora de fazer sexo, mas o companheiro não pensava da mesma forma. Mesmo em meio a muitos “nãos”, ele continuou. Quando ela conseguiu se soltar e empurrá-lo pra longe, o namorado parecia transtornado. O pior não havia acontecido, mas aquele homem, seu companheiro de mais de um ano, rapaz de família, religioso, que vivia em sua casa na companhia de seus pais, não respeitou sua vontade, não ouviu seu “não”. Na cultura do estupro, o homem não entende que quando você não quer, você de fato não quer; não é charme, “manha” ou qualquer outra coisa. Não é


não. A triste constatação: poucas mulheres não vivenciaram uma experiência como esta. Para a delegada titular da Delegacia Especializada no Combate à Violência Sexual de BH, Luciana Libório – única delegacia desta especialidade em Minas –, nós não nos damos conta da profundidade de uma violência sexual sem tê-la vivido: “Ainda estando em contato diariamente com este tipo de crime, 70% das ocorrências não chegam até mim, nós sequer ficamos sabendo”, explica a especialista. O que poucas pessoas sabem, quando se fala de violência sexual e cultura do estupro, é que, em 2009, houve uma mudança da lei e agora não é preciso que haja conjunção carnal para o crime ser configurado como estupro. Basta que tenha sido praticado um ato libidinoso sob forte ameaça ou coerção. “Nesta mudança houve uma evolução que demonstra a equidade entre os gêneros: agora o estupro pode ser praticado contra mulher e o homem, enxergando a vítima como uma pessoa. Se alguém for constrangido sexualmente e identificado o crime, sendo ele homem ou mulher, merece a mesma atenção” conta a delegada. Ponto positivo para todos nós, já que é sabido que esse tipo de violência – e a cultura do estupro em si – é oriunda do machismo exacerbado e de uma prática histórica de submissão da mulher. Exemplo disso é o fato de criminosos confessarem naturalmente seus estupros. “Por muitas vezes aqui na delegacia o investigado chega a confessar a violência motivado pelo fato de achar que não cometeu crime algum, afinal, sua esposa tem obrigação de manter relação sexual com ele, sinal de que a mulher

constantemente é submetida à supressão de seus direitos, tendo negadas suas garantias básicas”, diz a delegada Luciana Libório. Ela acredita que a mulher precisa, antes de mais nada, tomar conhecimento de si e empoderar-se. Políticas afirmativas como o projeto de lei do vagão rosa, que determina que o metrô de BH tenha um espaço exclusivamente dedicado às mulheres, reforça o gigantesco número de assédio praticado em ambientes como este. Para a delegada Luciana Libório medidas como esta são fundamentais: “Quem afirma que medidas como a do Vagão Rosa marginaliza a mulher se esquece de que ela faz parte de que chamamos de grupo vulnerável. É fundamental contarmos com recursos como este”, defende. Segundo ela, a cultura do estupro deve ser combatida na educação. “Nós temos que educar nossas crianças a respeitarem o próximo. Ao invés de ensinar os meninos a serem pegadores e tratarem mulheres como lixo, os pais precisam mostrar que a mulher deve ser tratada pelo homem como ele gostaria de ser tratado por ela”, disse. O que não se pode ignorar é que uma violência sexual vai além: muitas vezes, velada, ultrapassa os limites físicos da mulher (ou nem chega a atingi -los), mas deixa marcas definitivas em sua alma. A verdade é que nós precisamos falar sobre a cultura do estupro até que todos admitam sua existência.

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COMPORTAMENTO • Vida Pós Parto

Aprender, brincar e colocar o corpo em

movimento Como influenciar os filhos a terem bons hábitos desde a primeira infância LETÍCIA MELO

S

e você é mamãe sabe o quanto a primeira infância é importante. É nessa fase, do zero aos seis anos, que a criança constrói parte da bagagem que vai levar para a vida toda. Oferecer oportunidades para o desenvolvimento dos nossos filhotes nesse período é um dos nossos principais desafios. Isso inclui valorizar todos os estímulos, sobretudo o motor. Para estimular a minha filha, Júlia, a gostar e ter o hábito de fazer atividades físicas, eu a levo comigo todos os dias para a academia. Antes mesmo de sair de casa, nós duas já iniciamos uma divertida escolha pela roupa de ginástica! Do café da manhã até chegar na academia, vamos trocando um gostoso diálogo, e , às 8h da matina, cada uma já está na sua devida sala de atividades!  O corpo em movimento permite que a criança explore o ambiente e experimente sensações emocionais, neurológicas, cinestésicas e tatéis... Tudo isso ajuda a estreitar ainda mais a relação dos pequenos com um mundo novo e totalmente desafiador. No nosso caso, estreita também a relação mãe e filha! Minha paixão pelo esporte acaba sendo um exemplo motivante para minha filha.  As brincadeiras, além das práticas esportivas, são também ótimos estímulos para o desenvolvimento das habilidades motoras. Algumas academias, inclusive, contam com aulas que combinam gestos motores e expressão corporal. A Júlia faz e adora!  Nós, mamães e papais, somos os principais incentivadores e mediadores nesse processo. Podemos matriculá-los em aulas de esportes e, principalmente, separar um tempinho do nosso dia para oferecer e participar de atividades que estimulem o acervo motor dos nossos pequenos. Vale correr, pular, saltar, desenhar, dançar, cantar e até embarcar em brincadeiras de faz de conta! vidaposparto.com

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COMPORTAMENTO • Psicanálise

As novas aparelhagens

dos corpos Gadgets adictos : Consumidores consumidos Alessandra Thomaz Rocha

C

omo pensar a relação cada vez mais intensa e constante das pessoas com os gadgets e as novas tecnologias: os i-objetos que têm estado sempre à mão? Este fenômeno vem se apresentando como uma tendência universal, daí a importância de pensar quais as consequências desta mudança e o que ela reflete. Muitos aparelhos de telefones celulares, tablets e games parecem funcionar como parte do corpo das pessoas, como prolongamentos, utensílios ou ferramentas sem as quais elas não conseguem viver ou realizar tarefas cotidianas. Muitos são quase que como próteses visuais ou auditivas, acopladas aos corpos, aparelhando-os de forma a proporcionar soluções práticas e rápidas, contatos imediatos, informações sobre tudo e todos, orientações temporais e especiais. A bússola particular do sujeito moderno. Quais as consequências desta nova relação das pessoas com esta tecnologia sofisticada e acessível, que facilita a vida e as relações entre as pessoas, aparelha os corpos e as relações? Primeiramente, cria uma enorme dependência. A facilidade, a praticidade e o prazer que eles proporcionam são o que tornam a tecnologia e os gadgets algo irresistível, contagiante e vician102 MINAS EM CENA

te. Por isso, eles estão por toda parte. Outra importante consequência destas mudanças constantes e velozes é que a tecnologia acelera o ritmo de vida das pessoas. O mundo está mais rápido e a vida, mais agitada. O tempo mudou e a relação das pessoas com ele também. Hoje, o maior motivo de queixas é a falta de tempo, mas, na verdade, aceleramos o ritmo, pois nunca fizemos tanta coisa ao mesmo tempo. O nosso tempo não é mais o tempo local, o tempo cronológico, aquele do relógio. E é por isso que há sempre um descompasso entre o tempo de cada um - o subjetivo ou o tempo lógico - e o tempo cronológico, ou o tempo do relógio, que é igual para todos. E o que se apresenta, portanto, como vetor deste grande desafio é o tempo virtual, que é um tempo impensável, pois exclui as singularidades, subjetividades. Ele é o tempo de todos os lugares, logo, é também o tempo de lugar nenhum. Seu espaço é o cibernético, que é inabitável pelo homem. Esquecemos-nos que o tempo virtual e o espaço cibernético foram viabilizados ou experimentados pelas máquinas. Assim, a pergunta vai tomando outra dimensão, que poderia ser formulada da seguinte forma: Somos

consumidores de máquinas e tecnologias, ou somos consumidos por elas? O sujeito moderno se conecta a seus objetos buscando o prazer de um modo autoerótico. Já que passar pelo “outro” é ter que passar pela fala, pela linguagem, pelo risco dos desencontros e dos mal-entendidos. Logo, escolhe-se mais facilmente a relação com os objetos do que com as pessoas. Em contrapartida, e por causa disso, nunca se falou tanto em amor e nunca se desejou tanto encontrar. É que as relações e os encontros estão mais difíceis, o tempo mais curto e as pessoas menos tolerantes e mais agitadas. As pessoas, apesar de tantas possibilidades, continuam em falta e até mais solitárias, mesmo as que vivem em grupo. Enfim, apesar de todos os avanços, nossa civilização tem se caracterizado pela reiteração do prazer autoerótico, que, apesar da suposta autossuficiência, não escapa nem da angústia, nem do tédio e da debilidade. O estilo de vida comum atual é o do “cada um aparelhado com seu i-objeto”. Estamos cada dia mais deslumbrados. Porém, é preciso ponderar o lado ruim de tudo isto e, sem sermos pessimistas, buscar um pouco mais de lucidez e prudência.


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Rita Petronilio, Sérgio Murilo Braga e Flávia Cintra

A

Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais (CAA) Vanguarda, em mais um projeto inovador, em prol da plena acessibilidade, inicia a troca das maçanetas das sedes de todo sistema OAB-MG/ CAA-MG. As maçanetas em formato de “bola” apresentam dificuldade aos usuários por necessitar do movimento de torção da mão. “Visando a inclusão, a plena acessibilidade e mobilidade, estamos trocando as maçanetas para aquelas em formato de alavanca”, explica Sérgio Murilo Braga, presidente da CAA Vanguarda. A entidade, responsável pela execução dos projetos assisten-

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ciais aos advogados do Estado, teve essa iniciativa pioneira a partir do discurso de Flávia Cintra, jornalista da Rede Globo de Televisão, em Juiz de Fora, em evento sobre a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, no último mês de março. Tetraplégica, Flávia expôs o problema e, como ela aponta, obteve sucesso de ver um desejo que parece simples atendido: “Quem me conhece sabe: repito isso há mais de vinte anos. E agora tive a felicidade de ver meu pedido atendido pela maior entidade de classe do país, e fora do meu estado. Estou muito feliz”, declarou a jornalista que é natural do Rio de Janeiro.

“Os prejudicados com as maçanetas tipo bola não são apenas os deficientes físicos, mas crianças, idosos e qualquer pessoa que tenha alguma necessidade especial de mobilidade definitiva ou temporária. Não estamos criando uma exceção à regra, mas criando uma verdadeira inclusão para todos”, completa o presidente da entidade. A diretoria da CAA Vanguarda começou o projeto de adaptação das maçanetas na subseção Juiz de Fora e pretende alcançar todo o estado, começando com as vinte maiores subseções. Minas Gerais hoje tem 229 subseções da OAB/MG e aproximadamente 100 mil inscritos.


AD MARIO OENA

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COMPORTAMENTO • Falando sobre sexo

ConversaNDO sobre sexo Júlia Xavier

F

alar em comunicação dentro de uma relação de casal talvez pareça algo sem sentido, mas a maioria dos casais chega ao consultório relatando alguma crise conjugal e percebe-se que o que aparece, entre os parceiros, é a dificulade de dialogar. Muitos não conseguem emitir de forma clara e direta, sem ofensas, o que tem que ser dito, enquanto outros não sabem interpretar o que foi escutado, compreendem de uma forma pessoal e carregada de julgamentos e certezas. É necessário que cada sujeito conheça a si próprio, conheça seus comportamentos positivos e negativos, reconheça seus medos e suas vitórias. Reconhecer esses comportamentos e sentimentos faz com que o indivíduo saiba expressar e escutar mais facilmente o que o outro tem a dizer. Dentro da sexualidade não seria diferente: a boa comunicação entre os casais é essencial para qualquer inicio de conversa sobre sexo. Mas como e qual seria a melhor maneira de conversar sobre sexo com a parceria sexual? Essa talvez seja a pergunta que mais apareça dentro dos consultórios e nas rodas de conversas. Conversar sobre sexo está ligad o à sexualidade de cada um e, para falar claramente sobre o assunto, é imprescindível que o sujeito esteja seguro diante da própria sexualidade, que consiga expressar suas vontades e os desejos sem medo de julgamentos. Conversar com a parceria sexual sobre sexo está baseado na comunicação dos próprios sentimentos e emoções, de modo direto, afirmativo e simples. Prefira tratar dos problemas na primeira pessoa: dizer “eu” ou “nós” estamos falhando neste ponto,

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alivia o peso sobre o outro, ao passo que o uso de “você” confere um tom de acusação. Usar, em momentos críticos, frases como “sei que é difícil para você”, “entendo o que você está sentindo”, “desculpe, mil desculpas por não ter percebido isso”... ameniza o clima e faz com que o outro se sinta valorizado(a). Devemos sinalizar ao próximo que estamos falando de nós mesmos e não da incapacidade do outro de saber ou adivinhar o que sentimos ou pensamos. As parcerias precisam entender que falar de modo direto e assertivo não está ligado à grosseria e que o respeito é um passo importante para que a conversa seja compreendida. Em muitos casais, não existe nenhuma abertura para a discussão da relação sexual e, nestes casos, é necessário continuar tentando, para que ambos possam se afirmar e serem livres diante das próprias vontades e sentimentos. São vários os caminhos que podem ser inseridos na vida do casal para que se inicie o assunto, como assistir a filmes eróticos, ler livros, artigos e revistas. Em nenhum momento podem existir ordens ou agressões para que o outro fale sobre sexo. É necessário respeitar o tempo de cada um, cada emoção e cada sentimento que o indivíduo possa emitir. Independente dos velhos ou dos novos arranjos conjugais (se o casal é heterossexual, homossexual, bissexual e que percorra todas as diversidades de gêneros), a comunicação sexual deve ser regada e cultivada no dia a dia da vida a dois. Não podemos esquecer de separar um tempo para o prazer de estar com o outro – seja um momento de afeto, troca de carícias, encontro sexual e tudo de bom que a vida a dois nos proporciona – fazendo de nós pessoas mais leves e mais amorosas.


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DIA A DIA • Transporte

Imobilidade

urbana José Aparecido Ribeiro

C

om um passivo de obras ultrapassando 40 anos, e uma frota de veículos que se aproxima de duas milhões de unidades, BH vive tempos difíceis no tema mobilidade urbana. Há quem diga que a pronúncia correta para retratar a realidade é “imobilidade urbana”. O próximo prefeito terá uma missão árdua pela frente, se quiser devolver aos cidadãos o direito de deslocar pela cidade com fluidez. O trânsito é um problema de saúde publica e de economia. As soluções apresentadas até aqui são improvisadas e medíocres. BH virou a cidade dos puxadinhos, divorciada da engenharia. Estresse com perda de tempo, gerando prejuízos incalculáveis: essa é a rotina de quem desloca pelas ruas da capital. O trabalhador belo-horizontino leva em media 125 minutos para chegar ao trabalho, colocando BH na quarta posição como capital com pior tempo de deslocamento do país. A cidade está parando e quem deveria cuidar da organização do trânsito trabalha com foco em uma realidade que não existe, implementando ações que vêm piorando o que já está a beira do colapso.

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Com um discurso de que a cidade é para as pessoas, a empresa responsável esquece que por trás dos 1,7 milhões de veículos existem cidadãos insatisfeitos. Quebrar paradigmas, investir na infraestrutura e implantar um sistema de transporte eficiente é missão de quem assumir a PBH em 01/01/2017. A cidade é carente de um sistema viário eficiente, graças ao excesso de cruzamentos e semáforos. Sua frota de veículos cresceu 138% nos últimos 10 anos, enquanto a população cresceu apenas 10%. O PlanMob (Plano de Mobilidade) do atual governo quer tirar carro das ruas na marra, estreitando vias e deixando de fazer o dever de casa. A prática tem comprovado que o modelo adotado pela PBH não deu certo. Deslocar do centro até a Pampulha costuma levar mais de uma hora, o que normalmente é feito em 15 minutos. Essa regra vale para todos os corredores da cidade. Da Cristiano Machado, passando pela Amazonas, Andradas, Pedro II, Nossa Senhora do Carmo, Abílio Machado, Portugal até Padre Eustáquio, Três Pontas, Vilarinho e outras, o caos é presente praticamente o

dia todo. Não se restringe mais aos horários de pico da manhã e do início da noite. Portanto, a mobilidade urbana pede socorro e uma dose de ousadia para os gestores, boa parte deles acostumada ao velho discurso de que obras não resolvem e de que o carro esta fora de moda. Como ele pode estar fora de moda se é o objeto número um de desejo do brasileiro? Se obra não resolve, o que resolverá? A taxa de motorização do Brasil é extremamente baixa se comparada a dos EUA, que pasmem, é de 92%. A da Europa é de 70%. No Brasil este índice é de 22%. São dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que explicam o tamanho do mercado e a instalação de 13 novas montadoras de veículos no país, só nos últimos 12 anos. Sem contar que a indústria automobilística movimenta 23% do PIB nacional, empregando 15% da mão de obra economicamente ativa. Não pode e não vai parar. Ou a cidade faz obra ou quem vai parar é ela. BH precisa de homens visionários, capazes de empreender. A capital precisa urgentemente de um novo JK.


MINAS EM CENA 109


COMPORTAMENTO • Crônica

Com jeito chegamos lá Marcelo Noronha

O

famoso “jeitinho brasileiro”, também conhecido como gambiarra, tem mais de criatividade e inovação do que imagina nossa interpretação diminuta. Sim, somos criativos por natureza. Ou por necessidade. Ou pelo conjunto da obra. Nosso forte nunca foi seguir regras, nem andar muito na linha. O imprevisto gera improviso, que gera mudança, que traz coisas novas. Mesmo não sendo o melhor caminho, impossível negar essa característica bem nossa. E quem já visitou a Suíça ou outro país organizado, onde tudo parece estar no lugar certo, não consegue imaginar a gente vivendo daquela forma. Não está no nosso DNA. O Brasil de dimensões continentais, com um

caldeirão étnico para lá de variado, das imensas diferenças geográficas, climáticas e de vegetações, produz uma mistura rica e diversificada. Esta cultura borbulhante, efervescente, alegre e multifacetada reflete nosso jeito de viver, de encarar as dificuldades, de ter bom humor nas adversidades e até de brincar com os inúmeros desafios. E olha que não são poucos. Estamos entre os povos mais empreendedores do planeta. E boa parte desse rótulo emerge da fantasia de não ter patrão, de ser dono do próprio negócio. Sonho que costuma afundar em pesadelo quando mal planejado. Mas a derrota não mata o desejo de empreender. Voltamos a tentar mais e mais vezes. Somos assim. Esse é o nosso jeito.

Entretanto, parte dessa qualidade que nos faz únicos ainda vem de um Brasil insistentemente desigual. Que precisa ser passado a limpo, ter os desvios corrigidos, punir os culpados e depois voltar para a rota do crescimento. Ninguém duvida que estamos fazendo isto. Mudando, inovando, empreendendo e arrumando a casa. Sem perder a alegria, com muito jogo de cintura, e fazendo piada das próprias mazelas. E, se ainda não podemos ser admirados pela pontualidade britânica, a precisão alemã, a organização suíça ou o orgulho norte-americano, temos como marca registrada o inconfundível e delicioso “jeitinho”.  


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Todas as ilustrações desta peça têm caráter exclusivamente promocional por se tratar de um bem a ser construído. As imagens são meramente ilustrativas. Os apartamentos e as áreas comuns serão entregues equipados e decorados conforme memorial descritivo. Consulte-o. Registro de Incorporação nos termos do R3 da matrícula 61.316 do Cartório de Registro de Imóveis de Nova Lima.


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