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SETEMBRO - 2016 • Nº 20

Girolando Expointer ExpoGenética ExpoVet Minas Semana Internacional do Café

Entrevista: Breno Mesquita, Diretor da FAEMG Mozzarella de Búfala Porte de armas

Mangalarga Marchador

Maior raça da América Latina celebra bom momento


Redação Unique Comunicação e Eventos Tel.: (31) 3063-0208 editorial.mercadorural@gmail.com

S E T E M B R O - 2016 E D I TO R IAL

Diretor Geral Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 99198-4522 Departamento Comercial Marcelo Carvalho Lamounier (31) 99869-1618 negociosmercadorural@gmail.com Jornalista responsável Sabrina Braga Bellardini - MTB 09.941 JP editorial.mercadorural@gmail.com Direção de Arte Otávio Vieira Lucinda otavio.vieira@mobtechsolucoes.com.br Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão Gráfica Del Rey www.revistamercadorural.com.br A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

Caros leitores, chegamos à 20ª edição da Revista Mercado Rural. Nossa! Como passou depressa. Há pouco tempo lançamos a 1ª e desde então apresentamos a vocês um veículo com conteúdo selecionado e bem elaborado, pensando sempre na satisfação de nosso público. Atravessamos um momento conturbado, com uma crise generalizada que tem afetado a economia brasileira. Entretanto, o agronegócio está cada dia mais se destacando nessa conjuntura e crescendo em diversos setores. Gostaria de agradecer aos anunciantes e parceiros pela confiança em nosso trabalho, por estamparem suas marcas e divulgarem seus produtos na Mercado Rural. Entrevistamos o Diretor da Faemg, Breno Mesquita, que expos sobre a situação do café. A amazona Monique Morais de Moura é apaixonada pela raça Magalarga Marchador e nos conta um pouco de sua história. Em nossa matéria de capa confiram sobre o Mangalarga Marchador numa cobertura especial que traz informações sobre o sucesso de público e vendas na 35ª Nacional do Mangalarga Marchador. Você vai conhecer também sobre importantes projetos: Avante Marchador, Mangalarga Marchador para todos e Marchadores pela vida, além do Projeto Genética Campeã. Veja sobre a famosa bebida que, assim como a cachaça, é derivada da cana-de-açúcar: o Rum. Em como fazer, dicas para fabricar o cocho trenó. Confiram ainda sobre a criação de galinhas caipiras, o universo das emas, mozzarella de búfala e sobre os benefícios da pomada de urucum. Trazemos coberturas da Expointer, ExpoGenética, Semana Intenacional do café e da ExpoVet Minas para que vocês fiquem por dentro dos principais eventos do setor. Mas não é só isso, tem muito mais. Leiam e desfrutem de assuntos preparados especialmente para vocês. Boa leitura. Marcelo Lamounier

C@rtas

A matéria que amo de paixão“peixes”. A revista merece todo respeito, as Acabei de receber a edição de junho da Mercado Rural reportagens e abordagens dos textos são de outro mundo. Parabéns pela revista. e está simplesmente incrível, cada vez melhor e mais Acesse o Facebook e deixe Herley Souza Sales - Itapecerica, MG completa, desde assuntos simples e com grande riqueza de sua crítica ou sugestão detalhes, a assuntos complexos explicados de forma sucinta Parabenizo ao amigo Marcelo Lamounier, pela linda revista e belíssimo Mercado Rural e prática! Muito obrigada! Parabéns pelo excelente trabalho! material editado. Verônica Marquês - Formiga, MG Curta nossa página Renato Menezes - Belo Horizonte, MG Agradeço a oportunidade de poder ter essa belíssima revista em nossa casa. Apaixonada por cada edição. Sem dúvidas a melhor! Fiquei admirada pelo conteúdo que ela nos proporciona. As matérias são fascinantes. Itapecerica tem muitas coisas que eu desconhecia. E passei a conhecer através da sua revista. Cada edição é uma novidade pra mim. Any Lopes Silva - Pará de Minas, MG Parabéns Marcelo, a revista está um show. Edival Oliveira - Belo Horizonte, MG

Mais uma vez a revista “Mercado Rural” está com uma edição circulando. Ótimas matérias. Uma leitura essencial ao produtor e a todos do agronegócio, para todos... Relendo meu exemplar. Show! Parabéns Marcelo Lamounier e a todos. Juvenal Perestrelo - São Paulo, SP

Marcelo, agradeço o incentivo que sempre nos deu! Parabéns pela revista que vem conquistando cada vez mais leitores. Cynthia Rachid Bydlowski - São Paulo, SP


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ENTREVISTA Breno Teixeira, Diretor da Faemg

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OVELHA DOLLY: 20 anos da clonagem

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SEÇÃO MEIO AMBIENTE: a guerra pelo uso da água

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PERSONAGEM: Monique Moura

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A praticidade e beleza das SUCULENTAS

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COOXUPÉ e a tecnologia de qualidade

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CIGARRAS invadem os Estados Unidos

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EXPOVET: Minas tem recorde de visitantes

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Como conter o gás de amônia nas CAMAS DE FRANGO

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A cobertura da EXPOINTER

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CÍTRICOS: laranja no topo

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SEMANA INTERNACIONAL DO CAFÉ: alta na edição 2016

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BEBIDAS: Rum

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QUESTÃO HÍDRICA: Água, uso racional na irrigação

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TURISMO: Cruzeiro marítimo – o sonho sob as águas

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ÁGUAS TERMAIS: Bem estar e saúde

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AUTOMÓVEIS: Smart, o compacto para dois que é um luxo

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DICAS DA AGROSID

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RECEITA: Bolinho de frango e batata doce

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COMO FAZER: Cochos Trenó

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DÍVIDAS RURAIS poderão ser renegociadas

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ERVAS DANINHAS podem reduzir mais da metade de uma produção

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PORTE DE ARMAS: deve-se ou não liberar para os produtores rurais?

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Os benefícios da POMADA DE URUCUM

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Rentabilidade na criação de PÔNEIS

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EXPO GENÉTICA fecha com alta nos leilões

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A legítima MOZZARELLA é a de búfala

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CENOURA HÍBRIDA conquista produtores da região Sul

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35ª Exposição Nacional do MANGALARGA MARCHADOR: saiba tudo sobre o evento e projetos

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GIROLANDO: a raça que deu certo

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SEÇÃO PET: Galinha caipira

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RECORDISTA GIROLANDO: 12 toneladas em uma lactação

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CRIAÇÕES EXÓTICAS: Emas

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LIMÃO DO JAÍBA rompe fronteiras

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EVENTOS: Faemg 2016 - Medalha do Mérito Rural e Nacional do Mangalarga Marchador

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MAL DO PANAMÁ nos bananais: Emater alerta para doença que pode comprometer plantação

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SEÇÃO ECONOMIA: Milho

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GIRO RURAL

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APICULTURA: o mercado do mel

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AGENDA REVISTA MERCADO RURAL

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ENTREVISTA

Breno Mesquita Engenheiro pelo Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), Breno Mesquita é diretor da FAEMG e do Sindicato dos Produtores Rurais de Santa Rita do Sapucaí. Preside as Comissões de Cafeicultura da CNA e da FAEMG. Em entrevista à Mercado Rural Breno Mesquita fala da produção de café no Brasil, expectativas de mercado e sobre o papel da FAEMG. MR: Qual o cenário atual na produção e comercialização do café, levando-se em consideração o atual cenário econômico e político? Breno Mesquita: Tivemos uma safra generosa este ano. Segundo a terceira previsão da Conab, a estimativa é de que o Brasil colha 49 milhões de sacas de café em 2016. Apesar disso, considerando-se que o país consome hoje em torno de 20 milhões de sacas, e exporta cerca de 35 milhões de sacas, fica aí um déficit. Esse déficit é ainda maior se considerarmos que, ao longo dos últimos dois anos, tivemos safras muito baixas devido à seca que assolou o cinturão cafeeiro mineiro e brasileiro. Praticamente todos os estoques que o país tinha foram colocados no mercado para cumprir esse compromisso interno e externo. MR: Como está o preço ao produtor? Breno Mesquita: É o mesmo de dois anos atrás. Temos sistemas produtivos muito diferentes pelo país, com custos diferentes e precificação também. Este ano, principalmente pela produtividade, o produtor não tem prejuízo na atividade. Há exceções, em algumas ca-

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feiculturas com menos competitividade ou menor produtividade. MR: O cenário político e econômico do país influenciou o setor de alguma forma? Breno Mesquita: Sempre influencia. O café é uma commodity. Por isso, um componente importante na composição de preço é o câmbio. Não sofremos muito essa crise interna, mas como todo setor, existem ameaças, e existem também oportunidades. MR: Qual a expectativa para os próximos meses? Breno Mesquita: A grande preocupação do setor já é a safra de 2017. Historicamente, será uma safra de ciclo baixo e, agravada por questões climáticas (com ocorrência, inclusive, de geadas em algumas regiões do estado) fez com que as lavouras apresentassem estado vegetativo muito ruim após essa última colheita. Só o tempo irá dizer qual será a produção de Minas e do Brasil, mas o setor já se preocupa porque sabe que será uma safra realmente baixa.

MR: O que pode ser feito para amenizar essa perspectiva? Breno Mesquita: Nossa orientação aos produtores é que eles administrem bem o fluxo dessa safra alta de 2016, atentando aos custos de produção e à gestão de sua atividade. Essa é a única ação que poderá render resultados para o curto prazo. Porém, mais do que isso, é preciso que ele já se programe para o longo prazo, criando para si maior independência das inconstâncias do mercado. Uma grande oportunidade é a produção de cafés diferenciados, comercializados fora da lógica do café commodity. O que era nicho há alguns anos hoje virou tendência, e o Brasil através da diversificação que é marca forte de sua cafeicultura, pode e deve ocupar esse espaço no cenário mundial. E que ele se capacite, se informe e se renove sempre. MR: Como a FAEMG atua em prol do setor? Breno Mesquita: A FAEMG tem duas linhas de atuação no fomento à cafeicultura. A primeira delas é política, de representação dos sindicatos rurais e dos produtores mineiros, em seus interesses


e demandas. Nesse sentido, a Federação atua na busca, junto aos órgãos competentes, por políticas e medidas estruturantes e emergenciais para o desenvolvimento da cafeicultura no estado. Paralelamente, atuamos em uma segunda linha, de caráter técnico, com o objetivo de promover a melhoria da atividade. O Sistema FAEMG, por meio do SENAR MINAS e de programas da própria Federação, oferece uma série de cursos e treinamen-

tos para a capacitação do produtor e do trabalhador rural, visando gerenciar melhor a produção, reduzindo custos e elevando a produtividade com maior qualidade. Exemplo é o Café + Forte, programa de gestão da atividade que tem se expandido por todo o estado, com grandes resultados. Além disso, a Federação atua também em projetos específicos para promoção dos cafés de Minas Gerais, criação de Indicações Geográficas e busca da valorização

dos cafés produzidos no estado. O grande destaque é a realização anual, em BH, da Semana Internacional do Café, maior evento do setor no país e um dos cinco maiores do mundo. Acabamos de realizar em setembro a quarta edição deste grande encontro, que já se consolidou pelas oportunidades que cria para a cafeicultura mineira e brasileira em termos de agregação de valor e busca de mais mercados em nível externo.

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PERSONAGEM

Monique A amazona que é boton, pulseira e colar de ouro Aos 21 anos, a mineira de Itabira–MG, Monique Morais de Moura, cursa Direito na Universidade Federal de Minas Gerais e faz estágio no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. De personalidade forte, porém muito tranquila, tem verdadeira adoração pela família e pelos animais, mas foi aos cavalos a quem devotou enorme apreço. Monique é competidora em provas de equitação e procura conciliar os estudos, a vida pessoal e essa paixão pela montaria que começou muito cedo, aliás. Nesta entrevista vamos acompanhar um pouco da história dessa amazona. “Tenho contato com o Mangalarga desde bem pequena, aproximadamente cinco anos de idade. Meu pai sempre teve fazenda e desde que começou a se interessar e criar Mangalarga Marchador, me incentiva a montar e a participar dos eventos da raça com ele”. E foi na infância que veio o insight de

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que a montaria a acompanharia por muitos anos durante sua vida. Monique conta que a paixão surgiu desde o primeiro contato com os cavalos e que, os campeonatos conhecidos como “poeiras” em sua região e aos quais acompanhava, foram um grande incentivo. “Ainda bem pequena participei pela primeira vez, na categoria Mirim, na qual acabei me saindo campeã. Desde então me entusiasmei e não parei mais. Toda semana estava presente, torcendo pela tropa e montando também.”. Devido à rotina de estudos a frequência aos eventos da raça variou um pouco, mas Monique permaneceu envolvida com os cavalos, competindo em provas de equitação e acompanhando a criação na fazenda, torcendo pelos seus animais nos campeonatos. “A docilidade, beleza e comodidade da raça favoreceram minha paixão pelo Mangalarga Marchador”, explica.

Neste ano, alguns meses antes da nacional, Monique se dedicou muito e participou da prova no Colar de Ouro da Nacional e, desde então, passou a montar com mais afinco no Haras, contando sempre com as sugestões dos seus pais e colaboradores do Haras. “Além disso, fiz três cursos de equitação que também contribuíram muito para o meu desempenho: no CTE Alan Vilaça e com os árbitros Roberto Naves e Bruno Felipe”.

CAMPEÃ COLAR DE OURO O nível das amazonas que competem na prova do colar de Ouro é alto e Monique esteve à altura. Foi vencedora de duas provas e é toda orgulho. “Por mais que eu tivesse me preparado muito para competir, não imaginava que me sairia tão bem, campeã do Colar de Ouro e da Pulseira de


Ouro. Foi, sem sombra de dúvidas, um sonho realizado. Arrisco dizer que para quem é da raça não tem sensação mais gratificante do que ser premiado na Gameleira”. A felicidade e emoção das pessoas que acompanharam a caminhada de Monique foi um prêmio para a Amazona. “Toda a torcida e expectativa dos amigos durante a prova também tornaram esse momento ainda mais especial”. Monique já havia sido premiada em uma edição do Boton de Ouro e foi Campeã Nacional no concurso de Amazonas da raça Pampa, além de já ter faturado outras provas há mais tempo. Inclusive, a primeira égua de Monique foi adquirida com dinheiro que ganhou em premiações. “Foi uma égua bem baratinha, mas fiquei muito feliz na época por ter sido fruto do meu próprio trabalho”. Tanta paixão e desenvoltura só poderia resultar em maior envolvimento. Sempre que tem um tempo, exerce as mesmas atividades com relação a prática equestre e procura sempre montar no Haras. O fato de ser mulher numa atividade antes exclusiva ao universo masculino, não intimida Monique que, inclusive acredita que mais mulheres precisam preencher esse espaço. “Na equitação acredito não encontrar dificuldades específicas em razão de ser mulher. Contudo, acho que ain-

da há muito espaço a ser preenchido pelas mulheres na raça. Por acompanhar de perto os concursos de equitação das amazonas e saber da qualidade das mesmas, sinto falta de ver mais mulheres montando nos concursos de marcha”.

A FAMÍLIA E O FUTURO Para o futuro Monique pretende continuar se dedicando aos estudos, buscando sucesso profissional na área do Direito. “Também desejo manter sempre um tempo para acompanhar a criação do Mangalarga Marchador e montar. É uma paixão que quero levar para a vida. Além do amor pelos cavalos, a raça proporciona um convívio com pessoas muito boas.” Tudo o que conquistou até o momento, ela afirma dever à família. “Minha mãe, minha maior companheira, que tanto renuncia de si para me ver feliz, sempre me dando seu apoio incondicional e acreditando no meu potencial. Meu pai, que com seu jeito rústico, sempre se faz presente estimulando meu crescimento; é um exemplo de vida pra mim, o tenho como referencial. Meus irmãos, Nélio, Raquel e Patrícia, que realmente se fazem irmãos no sentido mais amplo da palavra, sempre me apoiando e me incentivando em todos os momentos da minha vida.”

Ping Pong Família: Tudo para mim Viagem: Enriquecedor Comida: Frango com quiabo e abóbora Um lugar: Haras do Nilo Uma companhia: Minha mãe Música: Sertaneja Filme: Titanic O que te distrai: Praticar esportes Felicidade: Estar em boas companhias Tristeza: Magoar alguém que gosto Cavalos: Uma paixão

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COMO FAZER

Cochos Trenó

PRÁTICO E EFICIENTE

Na época de seca é comum os produtores rurais utilizarem suplementação alimentar para compensar a deficiência nas pastagens. Para isso, a propriedade deve dispor de cochos. A Embrapa aperfeiçoou o cocho móvel, tipo trenó, uma alternativa mais resistente do que os cochos convencionais, feitos em madeira. O cocho tipo trenó é de fácil movimentação e facilita o manejo, em relação aos cochos de alvenaria, pois elimina a necessidade de retirada e transporte do esterco. É construído com pranchões sobre duas vigotas que funcionam como esquis. Pode ser deslocado com um trator ou por um animal de tração. Se você se interessou, veja como fazer um: MATERIAIS UTILIZADOS Na construção do cocho trenó podem ser utilizados vários materiais, porém é indicado que seja elaborado com madeira resistente, principalmente as vigotas que funcionarão como esquis, pois os cochos estarão sob o efeito do sol e da chuva e também sofrerão o desgaste provocado pelos animas, urina e pela movimentação na propriedade. Quando é feito com pranchões de eucalipto utiliza-se um impermeabilizante, para conferir maior durabilidade à madeira. A madeira plástica é uma outra opção. A madeira plástica proporciona maior durabilidade e resistência para o cocho, além de baratear a fabricação quando comparado aos cochos de madeira.

Fontes: EMBRAPA Pecuária Sudeste. Cocho móvel para volumoso “tipo trenó”. Prático e Resistente. São Carlos: Embrapa. Disponível em http://www2.cppse.embrapa.br/080servicos/ 070publicacaogratuita/folderes/cocho-1.pdf

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MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA CONSTRUÇÃO ITEM

QTD.

MADEIRAMENTO

ITEM

QTD.

PARAFUSOS

A

6

4cm x 20cm x 0,90m

L

6

3/8" x 4.1/2"

B

4

4cm x 20cm x 4,00m

M

8

3/8" x 3.1/2"

C

3

4cm x 30cm x 4,00m

N

4

3/8" x 4"

D

2

5cm x 16cm x 3,60m

O

6

3/8" x 6"

E

3

4cm x 14cm x 1,13m

P

8

3/8" x 5"

F

6

6cm x 7,5cm x 0,65m

ITEM

QTD.

FERRAGENS

G

4

3cm x 8cm x 1,24m

J

2

3/8" x 1,15m

H

4

3cm x 8cm x 0,44m

K

4

3/8" x 1,06m

I

4

3cm x 8cm x 0,40m

ITEM

QTD.

OUTROS

S

2

3cm x 8cm x 0,98m

Q

4

7,5mm x 3,0cm x 0,46m (chopa de ferro)

R

4

3" (argola de aço)

Os vergalhões J e K devem ter extremidade rosqueada para fixação com porca e arruela. Os da parte central (J) são mais compridos, pois devem passar pelas “vigotas” de sustentação.


Renegociação de dívidas rurais LEI 13.340/2016 AUTORIZA DESCONTOS DE ATÉ 85% A PRODUTORES Foi publicada no Diário Oficial, no dia 29 de setembro, a Lei 13.340/2016, que dá descontos e facilita a renegociação de dívidas de produtores rurais do Norte e do Nordeste prejudicados pela seca. No caso de Minas Gerais, poderão ser beneficiados agricultores de municípios do Norte do estado, Vale do Jequitinhonha e do Vale do Mucuri, compreendidos na área de atuação da Sudene. De acordo com a Lei, as dívidas poderão ser quitadas ou renegociadas com descontos até 29 de dezembro de 2017. A norma é resultado da Medida

Provisória 733/2016, aprovada pelo Plenário do Senado no dia 20 de setembro. Só poderão entrar na negociação os débitos contraídos por produtores das regiões abrangidas pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Para quem contraiu dívida com o Banco do Nordeste, os descontos variam de 15% a 95%. Para quem deve ao Banco da Amazônia, o percentual vai de 10% a 85%. No entanto, três dispositivos do tex-

to aprovado pelo Congresso Nacional foram vetados parcialmente pelo presidente Michel Temer. Um destes vetos diz respeito à repactuação de dívidas de cooperativas agropecuárias com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf ) adquiridas até 31 de dezembro de 2010. Conforme o Executivo, o artigo não traz definição precisa da abrangência da repactuação, tornando praticamente inviável a estimativa do impacto financeiro da medida para o Tesouro Nacional.

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Ervas daninhas podem reduzir mais da metade de uma produção

Alguns tipos de plantas podem invadir determinadas culturas sem serem convidadas, podendo consumir tudo o que a safra precisa para se desenvolver, com o poder de reduzir em até 80% a produtividade, são as chamadas ervas daninhas. Essas ervas representam uma grande preocupação para produtores de todo o Brasil, principalmente por terem se tornado resistentes ao glifosato, principal solução utilizada nos últimos anos para conter esse avanço. Estudos apontam para o fato de que cerca de 15 milhões de hectares estão infestados com ervas daninhas resistentes ao glifosato. De acordo o gerente de Produtos de Herbicidas da Syngenta, Francisco Gutierrez, a criação de um sistema que combina

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diferentes produtos foi uma das maneiras encontradas para combater as ervas. “Com a resistência ao glifosato, foi necessário criar um sistema que combina diferentes produtos, em momentos diferentes da cultura, para resolver o problema das plantas daninhas. Com a rotação de até seis princípios ativos diferentes, respeitando-se protocolos específicos para cada caso, é possível diminuir a infestação dessas ervas no campo de forma mais sustentável”, explica. Os casos a que Francisco se refere envolvem tanto questões climáticas, como presença ou ausência de chuvas, quanto os tipos de ervas daninhas afetando a plantação. As que geram mais problemas hoje para a agricultura brasileira, entre ervas e gramíneas,

são: buva, amargoso, azevém e agora já foram descobertas populações resistentes ao glifosato de capim pé-de-galinha e caruru. O assunto é tão relevante que no Congresso de Ervas Daninhas, ocorrido de 22 a 26 de agosto em Curitiba – PR, foi lançado o Programa Lavoura Limpa. Influenciadores e acadêmicos de renome levaram ao conhecimento dos produtores e demais interessados explicações sobre o manejo de daninhas. Para implementar as iniciativas do Programa, uma equipe chamada Time Lavoura Limpa foi formada com assistentes técnicos contratados especialmente para reforçar o Programa junto aos produtores de soja do país, lavoura que muito sofre com a intromissão das ervas daninhas.


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A POLÊMICA SOBRE

porte de armas para produtores rurais Quando o assunto é porte de armas no Brasil podemos esperar polêmicas e divergências. Há quem defenda o porte, ao afirmar que a sensação de segurança é maior, sendo ainda um recurso para se proteger. Os de opiniões contrárias alegam que mais armas podem aumentar a violência e não a segurança, que é preciso uma campanha educativa sobre o tema. No ano passado, somente na região de Patos de Minas, no Alto Paranaíba em Minas Gerais, 81 roubos em propriedades rurais foram registrados. É quase dez vezes mais do que as ocorrências registradas em 2014, segundo a Polícia Militar. Com o crescente número de assaltos a propriedades rurais, o tema do porte de armas tem ganhado força no meio. Enquanto o debate está longe de ter

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um consenso, a Câmara dos Deputados aguarda votação de um Projeto de Lei que altera o Estatuto do Desarmamento e autoriza o porte de armas para produtores e trabalhadores rurais com mais de 25 anos. A validade da licença também seria alterada para dez anos e nos limites da propriedade rural. O Projeto de Lei foi apresentado em abril de 2012 e passou por várias alterações na Comissão Especial destinada a proferir parecer ao projeto e agora está pronta para ser apreciada no Plenário da Câmara, ou seja, pode entrar na pauta de votações a qualquer momento. Prestes a completar 13 anos, o Estatuto do Desarmamento é visto como uma conquista por muitos especialistas e políticos favoráveis e revoga-lo representaria um

retrocesso e um risco aos avanços obtidos em 12 anos de implementação, como as 160 mil mortes evitadas no período . Por outro lado, o direito à autodefesa diante da incapacidade do Estado de garantir a segurança pública é uma das principais bandeiras dos defensores da revogação do Estatuto do Desarmamento. No caso das propriedades rurais, os favoráveis ao porte de armas ponderam ainda que os trabalhadores e moradores das fazendas estão à mercê dos criminosos e os contrários ao porte acham que ter armas não vai adiantar muito, porque na maioria das vezes os assaltantes chegam de surpresa. Mesmo se o Projeto de Lei não for aprovado, o tema ainda está longe de obter um consenso. Se é que algum dia terá.


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O PODER CICATRIZANTE DA

pomada de Urucum A união entre a sabedoria popular e o conhecimento acadêmico abrem caminhos essenciais no desenvolvimento de produtos que podem contribuir de forma pujante no dia a dia das pessoas. Um exemplo é a pomada de Urucum, lançada em maio deste ano por uma empresa incubadora da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Foram 17 anos de pesquisa e tudo começou quando o sócio fundador da Profitus, Aloísio Reis, que na época exercia a profissão de mecânico, procurou o professor Paulo César Stringheta, um dos maiores especialistas do mundo em corantes naturais e compostos bioativos, em especial os produzidos a partir do urucum. O que levou o então mecânico a procurar o laboratório do professor Stringheta foi quando utilizou o extrato de urucum em um ferimento, provocado por queimadura, em um de seus funcionários da oficina. Vale ressaltar que Aloísio trabalhava no

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desenvolvimento de uma bebida a base do corante para redução do colesterol. Fato é que o ferimento cutâneo se regenerou rapidamente, sem necessidade de outra forma de tratamento. A partir daquele episódio em 1999, começaram as pesquisas pelo professor Stringheta e Aloísio, que se tornaram sócios-fundadores da Profitus, sete anos depois. Foram vários testes realizados em pessoas que constaram melhoras desde tratamentos em pequenas feridas após o barbear, na redução de acnes e até na cicatrização de marcas de cirurgias.

PRODUTOS O poder cicatrizante do urucum, que foi descoberto por acaso e se aliou à ciência, agora está disponível no mercado. Já podem ser encontrados quatro tipos de dermocosméticos: para diabéticos e não diabéticos no tratamento de feri-

das em geral, e principalmente aquelas de difícil cicatrização; outro indicado para escara, psoríase, dermatite e outros problemas cutâneos; uma pomada para pessoas na Terceira Idade, portadoras de lesão simples ou crônicas e outro destinado à reparação celular em casos de queimaduras térmicas (fogo e água quente, por exemplo), elétrica-químicas e por radiação (solar, pós-depilação e pós-tratamento a laser.

CURIOSIDADE Os índios brasileiros utilizam o urucum para produzir tinturas vermelhas, usadas para proteger a pele contra o sol e picadas de insetos. Também é um símbolo de agradecimento aos deuses pelas colheitas, pesca ou saúde do povo. No Brasil, a tintura de urucum em pó é ainda conhecida como colorau e usada na culinária para destacar a cor dos alimentos.


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Girolando - A raça genuinamente brasileira que deu certo O programa Girolando teve início em 1989, através de cruzamentos orientados de duas raças leiteiras: Holandesa e Gir. A primeira destaca-se por sua produtividade e tempo de seleção, a segunda com sua rusticidade. Surgiu assim a raça genuinamente brasileira: Girolando, eficiente nos diferentes sistemas de manejo e as diversidades do clima tropical, reconhecida em 1996, através de sua oficialização pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A raça busca a fixação no Puro sintético, através do cruzamento entre dois indivíduos 5/8 Hol + 3/8 Gir, que é o grau de sangue que apresenta uma maior complementariedade das características produtivas e de saúde, com grande capacidade de transmissão as gerações seguintes. Paralelo a este trabalho, visando auxiliar e fornecer subsídios à formação da raça, existe o Programa de Melhoramento Genético do Girolando (PMGG) que desde 1997 em parceria com a Embrapa Gado de Leite, realiza o Teste de Progênie. Através das lactações das filhas dos touros, são avaliados os

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reprodutores da raça, buscando a seleção para produção de leite, sólidos, idade ao primeiro parto, intervalo de partos, conformação e marcadores moleculares para doenças hereditárias e de produção. Para aumentar ainda mais a pressão de seleção, desde 2013 os touros jovens participam do Teste de Progênie. Eles passam por uma prova de pré-seleção realizada no Centro de Performance Girolando, em uma área de 20 ha cedida em parceria com o Instituto Federal do Triangulo Mineiro (IFTM), onde os futuros reprodutores permanecem por seis meses e são avaliados para produção e congelamento de sêmen, resistência à endo e ectoparasitos, temperamento em parceria com o grupo Etco, e a Termo tolerância. Apesar do programa Girolando ainda ser considerado novo, com seus 27 anos, a evolução dos resultados já comprova a eficiência da raça e do uso do touro Girolando; em 2000 as médias de produção das filhas de touros Girolando eram de 3.703Kg de leite em 305 dias, hoje superam 5.220Kg de lei-

te em 305 dias, com duração média da lactação de 285 dias. Outro dado importante é o intervalo de partos médio de 14,2 meses e a idade ao primeiro parto de 35,8 meses. Esses resultados podem ser sentidos no campo, com o aumento do número de registros anualmente, superando a marca dos 100.000 animais certificados por ano, destes, 40% são de nascimento com genealogia conhecida. Outro termômetro do aumento da utilização do touro Girolando é o aumento na produção de sêmen, que segundo a ASBIA foram da ordem de mais de 774.000 doses de sêmen de Girolando no ano de 2014. Tudo isso comprova a superioridade e adaptabilidade da raça Girolando para produção de leite em países tropicais, o que já foi descoberto por nossos vizinhos da América do Sul e Central, que já estão levando o nosso Girolando para desenvolver a pecuária leiteira em seus países. Marcello A. R. Cembranelli Coordenador Operacional do PMGG Superintendente Técnico Substituto


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Recordista Girolando PRODUZ MAIS DE

21 toneladas de leite EM UMA LACTAÇÃO

Quelinha Everett FIV 2B é o nome da recordista mundial em torneio leiteiro Girolando ½ sangue, de propriedade dos criadores José Afonso Bicalho (Gir Leiteiro e Girolando 2B) e Alexandre Lopes Lacerda (Fazenda Miraí). A força da sua genética em sua alta capacidade produtiva também foi responsável pela produção de 21 toneladas de leite em 358 dias de lactação, com média diária de 58,764 kg, registrados no controle leiteiro oficial da raça, no último dia 05 de abril. Quelinha é filha do touro Everett da Bateria de leite da CRI Genética. No ano passado venceu o torneio leiteiro de Pompeu (MG) com mais de 98 kg/leite/ dia. De acordo com o gestor do criatório Gir Leiteiro e Girolando 2B, Adriano Bicalho, o expressivo resultado confirma a qualidade da matriz que apresenta alta produção em torneio e continua produzindo bem. “Além de

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ser recordista mundial, foi grande campeã e melhor úbere, mostrando que estava muito bem preparada para alcançar esse resultado.” Boa genética e alta produção A escolha pelo touro Everett da CRI ocorreu devido a seu potencial produtivo, segundo Bicalho. “É Um touro que dá animais de pelagem preta como a Quelinha, com úbere de excelente qualidade”, afirmou. Para o supervisor de vendas da CRI Genética para ES, MG e RJ, Oswaldo Lopes, a qualidade dos pais. “Os criadores uniram um touro de extrema força leiteira (Everett) com outro que se destaca por ser um dos produtores de mais leite na raça Gir Leiteiro (Benfeitor). O resultado certamente é a produção de animais superiores como a Quelinha”, analisou. O touro Everett foi um dos touros que

ALÉM DE RECORDE EM TORNEIO LEITEIRO, SANGUE MOSTRA FORÇA LEITEIRA

mais vendeu sêmen da CRI Brasil, destaca o gerente de produto leite da CRI Genética, Bruno Scarpa. “Everett é um animal que apresenta perfil para produzir vacas de grandes produções e muito saudáveis”, afirmou. O trabalho de seleção do criatório é notório, de acordo com Adriano Bicalho, uma vez que, na linhagem materna, Quelinha traz duas gerações provadas. “Para conseguirmos um Girolando ½ sangue de alto nível, realizamos seleções com animais de ponta do nosso plantel. A mãe dela, Mágica, tem lactação superior a 10 mil kg e já foi reservada grande campeã de torneio leiteiro. A avó, Fada, é mãe de touro pré-classificado para o teste de progênie Embrapa/ABCGIL. Portanto, trata-se de um pedigree de muita consistência, que representa o trabalho de melhoramento genético desenvolvido pelo criatório Gir Leiteiro e Girolando 2B”, afirmou.


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Limão da Jaíba

A região do Jaíba, localizada no Norte de Minas Gerais, é considerada uma das grandes referências na agricultura do país O clima e solo férteis, aliados a um sistema controlado de irrigação, proporcionam um cenário ideal para a produção de frutas tropicais com alta qualidade. Uma delas tem sido destaque, o Limão da Jaíba vem conquistando países da Europa e Oriente Médio. Cerca de 40% da produção do Limão da Jaíba é destinada ao mercado externo e os produtores da região, que abrange sete municípios e ocupa uma área de 10.829 km², trabalham para expandir ainda mais a atuação no mercado internacional. Lá fora, os clientes chegam a pagar 100% acima dos valores das vendas que são realizadas para os comerciantes brasileiros. Dados da Associação de Produtores de Limão e outras frutas da Região do Jaíba (Aslim) mostram que o bom desempenho é consequência dos investimentos nos tratos culturais, nas certificações e na qualidade dos frutos produzidos pela associação local. O site da associação informa que“A Aslim foi a primeira empresa na região do Jaíba a aderir e obter a Certificação Internacional Global Gap (Eurepgap 2006) em grupo. Desde então, esta certificação é renovada anualmente, inclusive com adesão de novos produtores. Em 2014, a Aslim conquistou mais uma certificação de responsabilidade social, a Ethical, que entre outros benefícios, busca o bem estar de seus colaboradores”. Para garantir uma fruta de qualidade, que atenda aos padrões do mercado interno e externo, os cuidados são muitos. A produção do limão é irrigada por meio de tecnologias de ponta e um método de indução do florescimento na entressafra dão aos frutos o padrão internacional quanto à coloração, tamanho, sabor e uniformidade.

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conquista Europa e Oriente Médio

Na região, conforme a Aslim, há 1,5 mil hectares de área plantada com produção de 25 toneladas por hectare, através do sistema de irrigação. Alguns produtores chegam a 40 toneladas por hectare. Além das qualidades terapêuticas e medicinais do limão, reconhecidas em todo o mundo, outra vantagem que atrai os europeus é a caipirinha. Adeptos da tradicional bebida brasileira a base de cachaça e limão, os europeus também utilizam a fruta em outros drinques como coquetéis e cuba libre. Nas Olímpiadas de 2016, por exemplo, quatro caminhões lotados de Limão da Jaíba foram enviados ao Rio de Janeiro para abastecer bares, hotéis e restaurantes que atendiam os turistas europeus. Até então, o Rio não es-

tava na rota de compradores da fruta cítrica. Já no Oriente Médio, o limão é mais utilizado em temperos para as comidas tradicionais dos países da região, além da produção de suco. A produção sem semente, resultado de intensas pesquisas, favorece as vendas do Limão do Jaíba, que saem embalados dos galpões do projeto em contêineres refrigerados e seguem de caminhão até os portos de Santos, em São Paulo e Salvador, na Bahia. Entre 15 e 20 dias chegam ao destino. Na Europa, o Limão da Jaíba desembarca na Holanda, segue para países como Inglaterra, Dinamarca, Espanha e Alemanha. No Oriente Médio, atende Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita. Agora é preparar uma saborosa caipirinha e comemorar o sucesso do Limão da Jaíba.


Mal do Panamá nos bananais EMATER ALERTA PARA DOENÇA QUE PODE COMPROMETER PLANTAÇÃO A Emater-MG alerta aos produtores de banana em todo o país sobre o controle de umas das mais graves doenças que atingem a fruta: o Mal do Panamá. Ela é provocada pelo fungo Fusarium oxysporum f.sp. Cubense, e, segundo especialistas, estaria avançando de forma preocupante pelos bananais do mundo, colocando em risco um comércio que movimenta bilhões de dólares anualmente. A proliferação do fungo se dá de diversas formas, mas especialmente pela contaminação do solo e equipamentos. A

doença, também conhecida como fusariose, provoca o amarelamento das folhas, com bordas secas, deixando a planta no final, semelhante a um guarda-chuva. “Uma medida é o melhoramento genético e o uso de variedades mais resistentes, como por exemplo a nanica. Isso ajuda no controle da incidência do fungo, que se multiplica facilmente com umidade e altas temperaturas, passando de uma planta pra outra, por meio do vento, passarinhos, caixas, equipamentos e mudas”, afirma o coordenador técnico estadual de Fruticultura Emater-MG,

o engenheiro agrônomo Deny Sanábio. O agrônomo afirma ainda que deve ser evitado o plantio em locais onde existe histórico dessa doença. “Também é recomendado o plantio em solos mais elevados, profundos e secos. Outra prevenção importante é a manutenção de uma planta bem nutrida”. No final do 2015 um estudo da Universidade Wageningen da Holanda levou preocupação aos produtores de todo mundo, ao alertar sobre o rápido avança da doença. Os pesquisadores da Universidade estão também estudando de que maneira é possível controlar a proliferação do fungo. Segundo o IBGE, Minas Gerais é o terceiro produtor de bananas no país, com produção de 711,8 mil toneladas e área de 41 mil hectares da cultura. O Estado representa 9,97% da produção brasileira, apresentando produtividade de 7.363 quilos por hectare.

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Ovelha Dolly 20 ANOS DE CLONAGEM

Em 5 julho de 1996 nascia a ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado por transferência nuclear de células somáticas, ou seja, os cientistas isolaram uma célula mamária congelada de uma ovelha da raça Finn Dorset, então com seis anos de idade. A bem sucedida experiência de clonagem aconteceu na Escócia, onde investigadores e especialistas do Instituto Roslin criaram Dolly, o nome é uma homenagem à atriz Dolly Parton, também reconhecida como uma grande cantora da música country. Em fevereiro de 2003, a vida da ovelha Dolly chegava ao fim. Ela foi abatida para evitar uma morte dolorosa por uma infecção pulmonar que não tinha cura. A ovelha teve dois filhotes e seu corpo foi empalhado e está exposto no Museu Real da Escócia, na cidade de Edimburgo.

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Apesar das controvérsias em relação ao envelhecimento precoce de animais clonados, assunto abordado em vários estudos científicos, a clonagem de Dolly deu iniciou a uma grande transformação genética. Passados 20 anos, o momento representou uma euforia no mundo da biotecnologia. Hoje a clonagem de animais se transformou em um grande negócio para produtores rurais.

NO BRASIL O Brasil foi o primeiro país da América Latina a desenvolver a tecnologia de clonagem animal. Em março de 2001 nascia a vaca Vitória, da raça Simental, na Fazenda Sucupira, em Brasília. Os responsáveis foram pesquisadores da Empresa Brasileira de

Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Vitória morreu aos dez anos de pneumonia e foi incinerada depois de realizada a autópsia. A vaca vitória deixou quatro descendentes, dois filhos e dois netos, gerados a partir de embriões por inseminação artificial. As vacas Lenda, da raça Holandesa e Porá, da em extinção raça Junqueira, foram outros dois clones criados pela Embrapa. Hoje, existem empresas no país que produzem clones de bovinos, equinos, ovinos e caprinos e garantem que a clonagem tem grande relevância na evolução genética, além de manter uma linhagem de grandes animais. Apesar das controvérsias sobre um tema ainda delicado para muitos especialistas, Dolly com certeza foi um marco na história da genética.


As charmosas

suculentas

Elas podem enfeitar tanto seu jardim quanto o interior de sua casa. Harmonizam com qualquer ambiente, mas é em um ambiente rústico que a composição chama muito a atenção. São plantas que apresentam raiz, talo ou folhas engrossadas, característica que permite o armazenamento de água durante períodos prolongados. Bastante fáceis de cuidar, elas costumam “avisar” do que precisam, basta prestar atenção aos detalhes. Se as folhas começarem a murchar, aumente gradativamente a quantidade de água; se as folhas da base começarem a apodrecer, diminua. Se ela ficar fina e perder muitas folhas, não está recebendo a quantidade necessária de luz. O ideal é proporcionar pelo menos quatro horas diárias de sol para que elas sobrevivam com saúde.

Estas plantas precisam de, no mínimo, quatro horas diárias de sol para sobreviverem. A rega ideal deve ser feita uma vez por semana no verão e a cada duas semanas no período de inverno. As suculentas são oriundas da África e classificadas em nove famílias, todas adaptáveis a diferentes climas. No mundo, são quase 10 mil espécies catalogadas. O que não falta é opção para escolher as que mais agradarem. Uma dica bem legal é montar um vaso púnico com exemplares diferentes, tendo o cuidado de agrupar espécies com as mesmas necessidades de luz. Atente também para que as plantas mais altas não façam sombra nas menores. Para proporcionar o crescimento por igual, o vaso deve ser virado de tempos em tempos.

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A invasão das cigarras Imagine bilhões de cigarras numa cantoria frenética ao mesmo tempo. Esse fenômeno acontece a cada 17 anos, somente em algumas regiões dos Estados Unidos. Enquanto no Brasil, o ciclo de vida desses insetos é do no máximo dois anos, sendo apenas dois ou três meses fora do solo, no país norte-americano o ciclo varia de 13 a 17 anos, no gênero conhecido como Magicicada. Após mais de uma década e meia no subsolo, onde se alimentam de raízes, as cigarras saem para se acasalar e aí começa uma verdadeira invasão nos campos e árvores até que se inicie um novo ciclo, no qual as fêmeas põem seus ovos e morrem logo

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nos Estados Unidos EPISÓDIO ACONTECE A CADA 17 ANOS DEVIDO AO CICLO DE VIDA DESTE INSETO NAQUELE PAÍS depois. Os ovos eclodem e os insetos jovens (ou “ninfas”) caem no chão e entram na terra. Numa evolução barulhenta, os acasalamentos ocorrem entre maio e junho do 17º ano e as fêmeas depositam até 600 ovos em buracos feitos nos galhos das ár-

vores. Após esta fase, os adultos morrem. Neste ano, foi a vez das cigarras nascidas em 1999 deixarem o subsolo no mês de maio, quando as temperaturas aquecem no nordeste dos Estados Unidos. É comum o relato de moradores sobre os enxames de cigarras em vários estados norte-americanos e em muitos países, além dos Estados Unidos, as cigarras servem de alimento para os humanos como na China, Malásia, Birmânia, América Latina e no Congo. No Norte da China, por exemplo, são assadas ou fritas como um saboroso petisco. Já foram encontradas mais de 1 500 espécies deste inseto. Nas plantações de café em Minas Gerais o impacto da ação das cigarras é muito forte, pois podem causar uma queda na produção, devido à descoloração e queda antecipada das folhas. É preciso controlar a praga no tempo certo.


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Cama de

frango CONDIÇÕES IDEAIS EVITAM RISCOS PELA CONCENTRAÇÃO DE AMÔNIA No Brasil ainda existem poucas publicações e pesquisas sobre a concentração de amônia nas Camas de Frango, mas é possível encontrar alguns trabalhos desenvolvidos sobre este assunto sério que pode causar diversos danos à criação de aves e às pessoas. Utilizando uma extensa bibliografia, o engenheiro agrícola e pesquisador da Embrapa, Paulo Armando Victoria de Oliveira, e a zootecnista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Alessandra Nardina Trícia, publicaram um estudo sobre “Emissão de amônia na produção de frangos de corte”. O estudo revela que a emissão de amônia em instalações avícolas pode causar impacto negativo nas aves e na saúde dos trabalhadores, além de provocar desconforto aos moradores vizinhos ao aviário. “O uso de aditivos na cama de frango é uma solução rápida e econômica para reduzir a volatilização da amônia e amenizar alguns problemas como o aumento na incidência de doenças respiratórias nas aves e no ser humano”, aponta a pesquisa. Os dados ainda descrevem que a emissão de amônia na produção avícola é muito variável, dependendo de vários fatores incluindo o tipo de ventilação, a idade da cama, a duração do ciclo de frangos, o método de medição, entre outros. Uma das formas apontadas pelos pesquisadores para diminuir ou controlar a incidência da amônia é adicionar elementos químicos

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à cama, o que altera o pH e propicia um meio desfavorável ao crescimento de microorganismos patogênicos.

CÁLCIO E ALUMÍNIO Alguns trabalhos desenvolvidos neste sentido revelaram que aplicação de sulfato de cálcio (sal) na cama de frango, diminuiu o teor de umidade, “reduzindo a volatilização de amônia e alterando seu pH”. Outro elemento que reduziu o pH da cama foi o sulfato de alumínio. Outras características para manter o controle nas camas de frango devem ser observadas. As camas devem ser macias e livre de fungos, com máximo de 14% de umidade. Os níveis de amônia serão determinados também pela combinação entre qualidade do ar, o grau de umidade e a temperatura do ambiente. As altas concentrações de amônia podem causar problemas como intoxicações. O cheiro forte de amônia em muitos galpões significa rápidas perdas de nitrogênio do esterco. Experiências mostraram que a utilização de agentes químicos como formol, brometo de metila, cal hidratada e superfosfato, podem evitar perdas de nitrogênio, o principal nutriente e que mais facilmente se volatiliza. Especialistas do setor também indicam que “a ensilagem da cama é um procedimento utilizado para sua preservação e desinfecção”.

CARACTERÍSTICAS A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapaa-MG) esclarece que cama de aviário é todo material distribuído em um galpão ou estábulo para servir de leito aos animais, ou seja, é o piso de uma instalação avícola, que pode ser de maravalha (raspa de madeira), palha de arroz, feno de capim, sabugo de milho triturado ou serragem, juntamente com as fezes, urina, restos de ração e penas. A cama de frango também pode ser utilizada na agricultura como adubo orgânico. A Seapaa reforça que o uso dessa cama na alimentação de ruminantes é proibido, “pois coloca em risco a sanidade do rebanho. Na cama de aviário pode haver uma proteína chamada príon, que é a causadora da Encefalopatia Espongiforme Bovina, popularmente conhecida como “doença da vaca louca”. A secretaria ressalta ainda que assa doença causa embargos às exportações de carne, além de ser uma grave zoonose. O Brasil possui status de região de risco insignificante em relação à “doença da vaca louca”. Ao utilizar a cama de frango é importante ficar atento aos índices de amônia para não afetar as aves e tampouco a sua saúde. Na dúvida sobre o controle deste composto químico, o ideal é procurar um técnico conhecedor do assunto.


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39ª Expointer SUPERAÇÃO ECONÔMICA

Entre os dias 27 de agosto e 04 de setembro, aconteceu a 39ª edição da Expointer, em Esteio–RS, no Parque Assis Brasil. De acordo com a assessoria de comunicação do evento o volume de negócios atingiu a marca R$ 1,92 bilhão o que justificou a afirmativa do governador José Ivo Sartori de que essa foi “a Expointer da superação econômica”. A exposição alcançou quase 400 mil visitantes. O secretário de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Ernani Polo, ressaltou a parceria com as entidades para que a mostra agropecuária - uma das maiores da América Latina - ocorresse de forma harmônica. O subsecretário do Parque Assis Brasil, Sérgio Bandoca Foscarini, salientou a geração de 5 mil empregos temporários durante a exposição.

VENDA DE MÁQUINAS E DE ANIMAIS A venda de máquinas teve incremento de 12,95% em relação ao ano passado.

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Conforme o presidente do Simers, Claudio Bier, o número superou a meta traçada pela entidade. Atualmente, 66% dos equipamentos agrícolas fabricados no Brasil saem Rio Grande do Sul. A venda de animais foi de R$ 11,77 milhões nos nove dias de feira. O maior volume de vendas de animais veio da raça Crioula, com R$ 8,79 milhões (74% do total). Em oito remates, foram comercializados 280 lotes entre animais inteiros, cotas, embriões e coberturas. O exemplar mais valorizado foi a égua Guria Bragada, no remate da Estância Vendramin, vendida por R$ 350 mil. De acordo com o diretor administrativo da Federação, Francisco Schardong, o grande destaque neste ano foi a venda de exemplares rústicos. A Feira de Novilhas, promovida pela Farsul, comercializou R$ 990,5 mil. Segundo Schardong, a mostra sinaliza a alta genética que vai ser comercializada nos remates e feiras de Primavera – são 32 programadas nesta temporada.

ARTESANATO E AGRICULTURA FAMILIAR Um dos espaços mais concorridos na feira, o Pavilhão da Agricultura Familiar esteve com seus corredores cheios durante toda a semana. A venda das agroindústrias na Expointer alcançou R$ 2.033.801,66, valor 8% menor que na edição de 2015. “Como tivemos 30 expositores a menos neste ano, em virtude do espaço, considero o resultado semelhante”, afirma o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva. Segundo ele, a chuva insistente e a questão econômica nacional também influenciaram os negócios deste ano. Para 2017, Joel espera a ampliação do setor com a construção do segundo pavilhão da Agricultura Familiar. Na 33ª Expoargs - Exposição de Artesanato do Rio Grande do Sul, as vendas somaram R$ 942.522,80, com a saída de 22.755 peças. O espaço reuniu expositores cadastrados no Programa Gaúcho do Artesanato (PGA) da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). As vendas deste ano praticamente se igualaram aos R$ 960 mil movimentados no ano passado.


A FORÇA DOS

cítricos NO BRASIL LARANJA NO TOPO Quando se fala em fruta cítrica logo vem à mente a laranja e o limão, apesar dessa categoria abranger muitas outras frutas. E são exatamente estas as frutas cítricas em destaque quando o assunto é produção e exportação. Entre as frutas cítricas, a laranja brasileira é sem dúvida umas das grandes forças no setor agrícola. O país detém 50% da produção mundial de suco de laranja e exporta mais de 90% do que produz alcançando cerca de 80% de participação no

mercado mundial. Segundo o Ministério da Agricultura, o principal comprador da bebida brasileira é a União Européia que aumenta significativamente o percentual de importação anualmente. A maior parte das importações mundiais, 85%, é absorvida por apenas três mercados: Estados Unidos, União Europeia e Canadá. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou um estudo sobre as projeções do agronegócio no Brasil de 2015/16 a 2025/26. Neste panorama, as ex-

portações de suco de laranja devem passar de 2,0 milhões de toneladas em 2015/16 para 2,4 milhões de toneladas ao final do período das projeções, um aumento de 19,6% na quantidade exportada. Além da laranja, o limão-taiti também se destaca. Neste ano, entre janeiro e julho, as exportações de limão geraram uma movimentação de 68,58 mil toneladas e US$ 64,15 milhões.

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Pôneis ENCANTO E LUCRATIVIDADE

Eles são pequenos, belos e até parecem ser de brinquedo. Assim, a impressão que se tem é de que servem apenas para serem admirados, mas não se engane. Os animais de pequeno porte foi o que fizeram Anderson Morales, proprietário do Haras Alpes e leiloeiro há quase 30 anos, ao lado de Miriam Aparecida França, largar a vida urbana e aproveitar a vida na área rural aliando a uma atividade que, além de prazer, rende lucro: criação e a comercialização de mini animais. No Haras Alpes Mini Animais, localizado em Socorro- SP, que existe há 18 anos, são criados pôneis, mini horse, mini bovinos, mini caprinos e mini pig, toda a criação está vinculada às melhores associações de controle das raças, sempre aprimorando e comercializando seus animais com exames e controles de última geração por meio de micro chip implantados por técnico credenciado pelas associações. Estruturado em uma área com 441.000

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m², conta com baias e piquetes, e estrutura Hoteleira para até 170 pessoas.

LEILÃO O leilão de pôneis promovido pelo Alpes é referência nacional, pois estes animais são o destaque do haras. Atualmente contam com o Garanhão Harém, Tri Grande Campeão Nacional da Raça Mini Horse (2014, 2015 e 2016) como reprodutor chefe. São realizados dois leilões por ano em site próprio, mas neste ano foi possível presentear os compradores com leilão transmitido também pela televisão. O sucesso dos leilões deve-se a excelência na criação e, claro, a toda estrutura e e logística disponíveis. ”Contamos com infraestrutura própria de transporte e preparação dos animais para todo ranking. Temos equipe e veterinário fixo para melhor saúde e calendário sanitário dos animais, além de parceria com colegas criadores em outras regiões”, explica Morales.

Além dos pôneis, são leiloados também os outros animais.

OS PÔNEIS Questionado sobre a escolha pelos pôneis para investimento maior já que cria outros pequenos animais, Morales explicou que esses animais apresentam baixo custo na criação e oferta menor que a procura, o que reverte em bons negócios e alta lucratividade. Em comparação à criação com animais mais tradicionais, Morales informou que “um pônei pesa em média 100 quilos e consome um quilo de ração e dois quilos de feno por dia, além de sal mineral, vacina e vermifugação. “Por mês, o custo com um animal gira em torno de cem reais e isso é mais barato do que criar determinadas raças de cachorros, por exemplo, explica”. Versão reduzida dos puro-sangue, o tamanho de um pônei não se deve a nenhuma anormalidade ou defeito da espécie, não são cavalos anões, são uma raça verdadeira. Os seus antepassados, entre os séculos XVII e XVIII, eram utilizados como presentes (animais de estimação) para príncipes e princesas. Além de muito inteligentes, são dóceis e mais amigáveis que os cavalos em geral. O site do haras para leilões é o www.moralesleiloes.com.br


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ExpoGenética EVENTO FECHA COM ALTA SUPERIOR A 8% NOS LEILÕES

Mais uma edição da ExpoGenética aconteceu em Uberaba-MG, de 20 a 28 de agosto, no Parque Fernando Costa e trouxe resultados dignos de comemoração. A mostra que é focada no mercado de animais avaliados de raças zebuínas e cumpre uma programação elaborada para um público especializado, contou com grande participação de criadores, técnicos agropecuários, consultores de mercado, pesquisadores e estudantes de ciências agrárias Foram realizados 12 leilões que renderam a comercialização de 1.374 animais, entre touros, garrotes, fêmeas e prenhezes, média registrada de R$ 13.709,00 por cabeça e um faturamento total de R$ 18.836.240,00. “O volume financeiro levantado pelos promotores nos remates da ExpoGenética 2016 é 8,47% maior se compararmos ao do ano passado. Analisando ainda que a quantidade de animais vendidos foi um pouco menor, podemos entender que existe estabilidade e evolução na atividade pecuária. Se voltarmos ainda para o comparativo de 2014/2015, quando o crescimento foi de 56% na receita, fica fácil projetar um gráfico ascendente e entender porque o setor agropecuário hoje

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sustenta a balança comercial do Brasil”, diz o Superintendente de Marketing e Comercial da ABCZ, Juan Carlos Lebron. Índices que também subiram foram os das médias praticadas que atingiram a marca de 9,97%. O total geral entre todos os remates foi de R$ 13.709,05 contra R$ 12.465,64 de 2015. Os destaques dentro do calendário comercial da mostra pertencem ao remate “Melhores da Safra” e “Naviraí Camparino” que atingiram marcas médias acima de R$ 20.000,00.

RESULTADOS DO CONCURSO LEITEIRO NATURAL Com 23 fêmeas competindo a Campeã Vaca Adulta e Grande Campeã foi Joly AC da Fiel, do expositor Antônio Abílio Marquez Cordero, na raça Gir.. A produção total foi de 89,74 kg/leite e média de 17,95kg/ leite. Ela também ganhou como a Maior Produção de Proteína e Melhor Resultado de Desempenho Econômico. A campeã Vaca Jovem foi Duquesa FIV Badajós, do expositor Leonardo Lima Borges. Ela produziu 60,05 kg de leite, média de

12,01 kg/leite, e também venceu como Menor CCS (Contagem de Células Somáticas). A Maior Produção de Gordura foi de Etapa FIV Alto da Estiva, de Silvio Queiroz Pinheiro. Na raça Sindi, o animal de Maior Produção foi Baronesa P, da Fazenda Porangaba, com 50,73 kg/leite e média de 10,15 kg/leite, que também venceu como Maior Produção de Gordura, Maior Produção de Proteína e Melhor Resultado de Desempenho Econômico. A vencedora de Menor CCS foi Diária P, do mesmo criatório. Na raça Guzerá, a Maior Produção ficou com Zena Energia FIV, de Walter Guimarães Pinto, com 46,63 kg/leite e média de 9,33kg/leite, que também foi vencedora como Menor CCS, Maior Produção de Gordura, Maior Produção de Proteína e Melhor Resultado de Desempenho Econômico. No grupo genético Guzolando, venceu Batuta Flores, de Walter Guimarães Pinto, com produção de 91,18kg/leite e média de 19,24kg/leite. Ela ainda foi vencedora nas categorias Maior Produção de Proteína e Melhor Resultado de Desempenho Econômico. Já em Maior Produção de Gordura e Menor CCs venceu Luana Flores, do mesmo criador.


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Mozzarella

de búfala

Muita gente não sabe, mas a verdadeira mozzarella é a de búfala. Este tipo de queijo foi feito pela primeira vez na Itália e a receita tradicional faz uso exclusivo do leite de búfala. As outras, feitas com leite de vaca, são queijos tipo mozzarella. Agora que sabemos o motivo dá pra entender a diferença de preço entre um tipo e outro. Trata-se de um produto nobre, produzido com leite de excelente qualidade e com propriedade nutricionais superiores ao leite bovino, sendo muito benéfico para a saúde.

LEITE NOBRE, PRODUTO NOBRE O leite de búfala apresenta maior valor nutritivo quando comparado ao leite de vaca devido a características singulares, dentre elas, presença de vitamina A e ausência de pigmentos carotenóides, o que lhe confere a coloração branca. Além disso, possui maior teor de gordura, proteínas, sólidos totais, minerais e cálcio, e menos colesterol e iodo em comparação ao leite de vaca. O sabor mais adocicado deve-se a mais lactose. As vantagens ainda vão além. De acordo com informações da Empresa Brasil de Comunicação –EBC, este leite possui o dobro da quantidade de CLA (Ácido Linoléico Conjugado) que o leite de vaca, substância anticancerígena que atua também sobre os efeitos secundários da obesidade, da arteriosclerose e da diabetes, encontrada na gor-

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dura do alimento oferecido pelos bubalinos. É ainda um leite com alto poder de filtragem no organismo, sendo desintoxicante.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA PRODUÇÃO É possível fabricar 1 quilo de mozzarella com 6 litros de leite de búfala, enquanto gasta-se 10 litros de leite de vaca, para fazer a mesma quantidade. As vantagens atingem a questão de valor, pois no mercado, o produto possui um preço, no mínimo, 50% superior ao do bovino. A médica veterinária e criadora de búfalas na Fazenda Nossa Senhora do Carmo, em Pains –MG, Luana Almeida é também produtora deste tipo de queijo. O entrave existente para o mercado da mozzarella,

Novilhas da raça Murrah da Fazenda Nossa Senhora

de acordo com Luana, “é que não há um grande conhecimento da sociedade em relação aos benefícios do leite de búfala, sendo que este produto geralmente é procurado e consumido por pessoas que conhecem suas qualidades”. Todo o leite produzido na Fazenda Nossa Senhora do Carmo é destinado para a fabricação de mozzarella, todos os dias. Os incentivos governamentais para este segmento é, de acordo com Luana, “semelhante a todos os segmentos da cadeia de lácteos.” Referências Introdução dos búfalos no Brasil. Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB). Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Disponível em: http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2004-05-25/pesquisa-mostra-que-leite-de-bufalatem-acido-anticancerigeno. Acesso em: 27 set. 2016. SOUZA, L. A. N. Avaliação da Cadeia Produtiva da Bubalinocultura no Centro-Oeste de Minas Gerais, Formiga, 2014.


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Cenoura híbrida conquista produtores da região Sul Os estados do Rio Grande do Sul e Paraná estão entre as maiores regiões produtoras de cenoura do país e a produção vem crescendo graças a utilização de sementes híbridas desenvolvidas para estas regiões. No mercado há quase quatro anos, a cenoura híbrida de inverno Melissa F1, da linha de sementes Topseed Premium, teve

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suas vendas intensificadas a partir de 2014 na região ao conquistar os produtores com seu alto desempenho, já que se destacam pela qualidade e alto rendimento. E o mercado teve um incremento este ano, influenciado pelos bons preços recebidos pelos produtores. É muito resistente às principais doenças que afetam a cultura.

“A cenoura híbrida Melissa obteve grande destaque principalmente por alcançar altos patamares de produtividade, que permitiram ao produtor ter no binômio Produtividade x Qualidade resultados altamente rentáveis”, explica o Coordenador Técnico de Vendas para a região Sul, Márcio Mota.


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Mangalarga Marchador

MAIOR RAÇA DA AMÉRICA LATINA CELEBRA BOM MOMENTO Daniel Borja, presidente da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), e toda a Diretoria da entidade comemoraram os números da 35ª Exposição Nacional do Mangalarga Marchador, realizada de 13 a 23 de julho de 2016, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG). O evento, primeiro da nova gestão que assumiu mandato no início do ano, bateu todos os recordes e comprovou que neste segmento não há crise.

MARCHADOR FEST Para celebrar o bom momento vivido, a maior associação de criadores de cavalo da América Latina prepara para novembro, a oitava edição do Marchador Fest. Conhecido como Oscar da Raça, o Marchador Fest, acontecerá em 19 de novembro de 2016, no Shopping Vitória, na capital capixaba. A festa marca o encerramento do calendário anual de atividades da raça Mangalarga Marchador. Momento de confraternização, o evento tem como objetivo valorizar criadores, profissionais e personalidades que se destacaram ao longo do último ano hípico, além de fortalecer laços de amizade entre os criadores e promover negócios. De caráter itinerante, a festa já foi reali-

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zada em Arraial D´Ajuda (Bahia), Nova Lima (Minas Gerais), Belo Horizonte (MG), Caxambu (MG), Salvador (Bahia), Florianópolis (SC) e Rio de Janeiro (RJ). A expectativa para essa edição não poderia estar melhor, é o que garante Daniel Borja. “Estamos otimistas com a realização de mais um acontecimento de sucesso da raça Mangalarga Marchador. Trata-se de uma festividade muito importante para os criadores. É um momento de reconhecimento, homenagens e premiações aos colaboradores e personalidades que contribuem para a divulgação e expansão do Mangalarga Marchador. Estou entusiasmado e convicto que será sucesso”, informou. Encontro dos apaixonados pela raça de todo o país, o Marchador Fest também apresentará os resultados obtidos por projetos que recebem apoio da ABCMM e à formalização de protocolos de intenções, convênios e parcerias. A novidade da edição será o novo formato da cerimônia com mais dinamismo e interação com o público.

ATRATIVOS A 30ª edição do Campeonato Brasileiro de Marcha Batida (CBM), a 9ª Exposição

do Criador e a 26ª Exposição Estadual do Mangalarga Marchador serão atrações da festividade. Os campeonatos acontecerão de 13 a 19 de novembro de 2016, na Arena Mangalarga Marchador, local que será exclusivamente montado e instalado no Shopping Vitória. Para Daniel, o CBM também é um grande acontecimento da raça que merece atenção especial, principalmente por ele

Fotos: Fernando Ulhoa, Julio Oliveira e Renato Aguilar


completar em 2016, a sua terceira década de história. “Estamos trabalhando com carinho na organização de todo o evento. Investimos em estrutura e conforto aos associados e visitantes”, concluiu. O Campeonato Brasileiro de Marcha Batida foi lançado durante a gestão do presidente Aristides Mário Rache Ferreira. Na época, as etapas classificatórias para o CBM aconteciam juntamente às exposições regionais. A final da competição era em Belo Horizonte, durante a Exposição Nacional.

A capital mineira sediou o evento até 2004. Em 2005, uma exceção, a disputa foi realizada em Brasília (DF). No ano seguinte, Belo Horizonte retomou como o palco da prova. O CBM voltou com o seu lado itinerante em 2007 ao ser realizado em Campos (RJ). Por consagrar animais de todo o Brasil, a disputa tornou-se a segunda maior da raça Mangalarga Marchador. Fizeram parte do roteiro do campeonato de Marcha Batida, as cidades de Ribeirão Preto/SP (2008), Recife/PE (2009), Varginha/

MG (2010), Pará de Minas/MG (2011), Jacareí/SP (2012), Salvador (2013), Florianópolis/SC (2014) e Rio de Janeiro/RJ (2015).

BONS NEGÓCIOS Estão programados dois leilões de elite, sendo o de embriões, na quinta-feira (17 de novembro) e o de animais, na sexta-feira (18 de novembro). Os remates serão oportunos para o fomento da raça, garante Daniel.

EXPOSIÇÃO BATE RECORDES DE PÚBLICO E DE VENDAS

35ª NACIONAL DO MANGALARGA MARCHADOR

O maior evento equestre da América Latina recebeu a visita de cerca de 200 mil pessoas. No ano passado foram 150 mil. Foram movimentados aproximadamente R$ 20 milhões em negócios realizados em leilões, shoppings de animais e vendas diretas entre os criadores. Também foi registrado no período mais 230 novos sócios na ABCCMM. Estiveram reunidos no parque 1.800

animais que participaram de concursos de marcha, julgamentos e provas funcionais oriundos de todo o país, número recorde e marco de todas as edições. Um dos destaques desta edição foi o leilão beneficente Marchadores pela Vida, com a arrecadação de mais de R$ 1,1 mi. O valor apurado foi proveniente de doações de coberturas, embriões, óvulos, animais, joias e até camisas de Cruzeiro, Atlético Mineiro e América

assinadas pelos jogadores mais uma camisa do Barcelona autografada pelos craques Messi e Neymar, além de instrumentos musicais doados pelo cantor Eduardo Costa e de sertanejos que estão despontando no cenário nacional. As provas funcionais, realizadas na pista de areia do parque, tiveram 800 conjuntos inscritos que disputaram as modalidades Três Tambores, Seis Balizas, Cinco Tambo-

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res, Work Penning, Prova de Maneabilidade, Apartação de Curral e Marchador Ideal. Participaram das competições criadores e seus familiares, usuários e profissionais ligados ao Mangalarga Marchador. O Test Ride do Mangalarga Marchador e a minifazenda, atividades oferecidas pela ABCCMM ao público visitante, propiciou a crianças, jovens e adultos a oportunidade de experimentar a raça e conviver com o ambiente rural. Ao todo, 11 mil pessoas fizeram o teste e puderam comprovar as qualidades do Marchador. O número foi recorde se comparado a outras edições.

Mostra contou com número recorde de animais

Público lotou o parque da Gameleira nos 11 dias de evento

Daniel Borja, presidente da ABCCMM

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Apresentação de cavaleiros durante a abertura oficial

Diretoria da ABCCMM celebra bom momento


FOMENTO PROJETOS DE EXPANSÃO PELO BRASIL

A diretoria da ABCCMM atua com prioridade no avanço do cavalo Mangalarga Marchador por meio de ações e projetos em todo o Brasil. Desde o início da nova gestão a entidade investe na divulgação e fortalecimento da raça. Conheça alguns dos projetos de destaque da Associação.

Avante Marchador

No início de 2016, a Diretoria da ABCCMM lançou um projeto de estimulo à criação do cavalo Mangalarga Marchador em algumas regiões do Brasil onde existe forte apelo agropecuário e onde a criação da raça ainda não é tão significativa quanto deveria. O Projeto Avante Marchador tem como objetivo promover exposições e/ou copas de marcha, bem como leilões chancelados, com o apoio dos núcleos regionais, nestas localidades que atendem ao proposito básico: “região potencial para o agronegócio em locais onde Marchador não é tão forte”. Dentro deste princípio, o estado do Mato Grosso foi o primeiro da lista a sediar um evento do Avante, seguido do Pará, Rio Grande do Sul e Goiás. O projeto também atingirá terras catarinenses, em Brusque de 27 a 30 de outubro de 2016.

Mangalarga Marchador para Todos Realizado em todas as regiões brasileiras, o projeto MM para Todos, promove cursos de capacitação e preparo técnico de criadores e da mão de obra empregada no trato dos animais. O projeto ampara e incentiva aqueles que começam a criação da raça, através de embasamento técnico e prático. Os cursos começam pela história da raça, padrão racial previsto no Estatuto da ABCCMM; informações de natureza cartorial (registros, prazos, transferências etc); instalação; nutrição; manejo; metodologia de julgamento de morfologia e marcha, equitação e doma. Ao todo, 523 cursos foram promovidos com a formação de 9.740 alunos.

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Marchadores pela Vida Leilão Marchadores pela Vida durante a Nacional

Preocupada com ações de responsabilidade social, a ABCCMM abraçou o Projeto Marchadores pela Vida, que visa arrecadação de fundos para ajudar instituições filantrópicas que trabalham com pessoas portadoras de câncer e dependentes químicos. Com pouco mais de um ano e sete meses do seu lançamento, o Projeto Marchadores pela Vida arrecadou R$ 2 milhões em doações. Deste total, R$ 1.135.000,00 foram captados durante o leilão beneficente da 35ª Exposição Nacional, realizado em 19 de julho de 2016. O projeto atua em sete instituições espalhadas pelo país, trazendo benefício para 13.967 pessoas.

Projeto Genética Campeã Com o intuito de melhorar a qualidade genética da raça, a diretoria da ABCCMM lançou o Projeto Genética Campeã. Ele consiste em disponibilizar, através dos 74 Núcleos regionais que a Associação mantém espalhados pelo país, material genético de animais da raça de alto valor zootécnico e aprovados pelo quadro técnico da entidade, para associados que tenham interesse em melhorar seus planteis. Para saber mais, acesse www.abccmm.org.br

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Milho ECONOMIA

O GRÃO DE OURO DAS LAVOURAS Estudo realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), destaca que a produção de milho no Brasil deve registrar um aumento de 19,11 milhões de toneladas entre a safra de 2008/2009 e 2019/2020, quando a produção deverá atingir 70,12 milhões e toneladas. O país está em terceiro lugar na produção mundial do cereal, também chamado de grão de ouro da lavoura, que é cultivado com maior volume nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O estudo também indica que Brasil e Argentina terão aumento significativo das exportações de milho. “Enquanto a produção de milho está projetada para crescer 2,67% ao ano nos próximos anos, a área plantada deverá aumentar 0,73%”, informa o ministério. Até o fechamento desta edição, o último balanço da safra de grãos 2015/2016, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), registrou 186,4

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milhões de toneladas na produção brasileira de grãos, redução de 10,3% (21,4 milhões de toneladas) em relação à safra anterior, que foi de 207,8 milhões. As condições climáticas desfavoráveis e a concorrência com a soja foram os principais impactos na produção. De acordo com a Conab o milho total apresentou redução de 20,9%, chegando a cerca de 67 milhões de toneladas. O milho segunda safra também registrou ampliação da área plantada, ganhando 10,3% (984,2 mil ha) e chegando a 10,3 milhões de hectares. Já o milho primeira safra teve perda de área de 12,3%, atingindo 5,4 milhões de hectares. Mesmo com a redução da produção de grãos, o preço do milho safrinha chegou a R$ 31,94 (saca de 60 kg) e a comercialização do grão alcançou 68% no final de agosto e início de setembro, o índice registrado foi maior do

que o mesmo período do ano passado, quando os produtores comercializaram 58% da produção, uma das causas da alta foi a demanda interna e externa. O presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Alysson Paolinelli, informou que a previsão para os próximos anos é que o cultivo de milho triplique no País e esteja ainda mais presente entre as preferências dos agricultores. A perspectiva, segundo Paolinelli, é que a cultura atinja de 9 a 10 milhões hectares, se forem utilizadas todas as tecnologias disponíveis hoje no Brasil. “O milho tem oportunidade de produzir muito mais do que já produziu até agora, temos uma vantagem competitiva excepcional, que é o clima tropical, o que nos permite fazer safras consecutivas, a chamada safrinha, e isso nos privilegia bastante. “, avalia.


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Mel brasileiro rompe fronteiras Há relatos históricos de que o homem utiliza o mel produzido pelas abelhas desde os primórdios, fosse para adoçar ou até mesmo para melhorar a palatabilidade de alguns alimentos de gosto menos agradável. Mas foi apenas a partir de 1851 que um apicultor americano teria formado a base da apicultura que perdura em quase todo o mundo até hoje, com o trabalho das abelhas em ambos os lados dos favos. A produção do mel é a base econômica da apicultura, mas a criação de abelhas destina-se muitas vezes também à polinização agrícola e à produção de própolis, gelia, polén e apitoxina, que servem de matéria prima para indústrias de alimento, cosméticos e para a farmacêutica.

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O MEL DO BRASIL NO EXTERIOR Nosso país apresenta características especiais de flora e clima, o que o torna, de certa forma, uma potencia da produção do mel. Segundo dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), o Brasil vive um boom em exportação do produto. Para s éter uma ideia, dados de 2014 dão conta de que neste ano foram exportados 25.317.263 kg, totalizando US$ 98,576 milhões. Crescimento na ordem de 82,13% em valor exportado na comparação com o ano de 2013 e expansão de 56,46% em termos de volume. O desempenho do setor supera com o alcançado

em 2011, considerado até então o melhor ano para as exportações de mel. A exportação de 2014 colocou o Brasil no posto de oitavo maior exportador de mel do mundo. Anteriormente, o país ocupava a 14ª posição no ranking mundial, liderado por China, Argentina e Nova Zelândia. O salto nas vendas registrados em 2014 deve-se, de acordo com Flávia Salustiano, gerente executiva da Abemel, à qualidade do mel brasileiro - melhorado graças às condições de clima, solo, florada e genética das abelhas que permitem uma produção livre de resíduos. No ano passado, porém, foi registrada queda nas exportações de janeiro a maio, na ordem de 15% em valor e de quase 18% em volume em relação ao mesmo período de 2014. Tal redução, de acordo com a associação, deve-se aos elevados estoques de mel, ao aumento da produção em alguns países e à safra recorde nos Estados Unidos. A boa notícia é que, apesar da redução, o preço médio de exportação do produto cresceu 3,73% de janeiro a maio, se comparado aos números do mesmo período de 2014.


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MEIO AMBIENTE

A luta pelo líquido mais precioso do planeta Ameaças e até agressões foram motivos de 150 ocorrências policiais apenas em 2014 pelo mesmo motivo: a briga por recursos hídricos. O estado de Minas Gerais já conta com 19 mil quilômetros quadrados de extensão divididos em 57 focos de tensão dessa disputa. Algumas destas áreas foram decretadas pontos de conflito hídrico: Araguari, Pará de Minas, Sete Lagoas, Caeté e Capim Branco. Se o conflito pelo uso da água continuar crescendo, o estado considerado a caixa dágua do país pode se transformar numa bomba relógio prestes a estourar, devido aos interesses de diversos usuários, entre mineradoras, fazendeiros, consumidores residenciais, indústrias e redes de abastecimento. Cada um reivindica para si a sua parte do líquido mais pre-

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cioso e indispensável à vida. O assunto é de extrema importância e matéria sobre o uso racional da água pode ser conferida na página 63 desta edição. A legislação brasileira até está bem avançada quanto à regulação dos usos múltiplos dos recursos hídricos. Existem agências reguladoras, comitês de bacias hidrográficas e outros órgãos ambientais. Mas na prática a história é bem diferente. Um dos principais problemas apontados por especialistas é a falta de fiscalização. Em Minas Gerais, por exemplo, pouco mais de 50 agentes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e cerca de 1200 policiais ambientais atuam na área, que envolve ainda as questões da fauna e flora. Muita gente nos escritórios e pouca em ação nos

locais considerados conflituosos. Mesmo assim, a equipe disponível trabalhou bem, dentro das possibilidades e limitações. Em 2014, foram aplicados R$ 1 milhão em multas, resultado de 8 mil ações fiscais no estado. Neste cenário de grande tensão, a clandestinidade ganha proporções assustadoras, aumentando a violência diante da impunidade. Em várias regiões já foram encontradas captações e retenções de água sem qualquer tipo de licença. A defesa pela preservação e uso racional dos recursos hídricos precisa sair das grandes salas de debate, abandonar a demagogia, os interesses políticos e pessoais para tomar os mananciais, nascentes, rios, córregos e ribeirões. Sem água não somos nada.


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Cooxupé No relatório mensal de exportações, publicado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), mostra que o país exportou mais de 1,9 milhão de sacas de café no mês de julho, que marcou o início do ano safra 2016/2017. Os dados revelam ainda que do total, 82,4% foram sacas de café arábica, 2% de robusta, 15,5% de solúvel e 0,1% de torrado e moído. Segundo o Cecafé, o volume gerou uma receita cambial de mais de US$ 297 milhões. Os Estados Unidos foram os que mais importaram café do Brasil em julho, 447.459 sacas, seguidos da Alemanha (343.846) e Japão (133.381). De janeiro a julho, segundo o Conselho, fundado em 1999, 120 países consumiram o café brasileiro. Em 2015 as exportações brasileiras de café no ano safra 2015/2016 alcançaram 35,5 milhões de sacas. Uma das responsáveis pela produção e exportação de café no país é a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), com sede no Sul de Minas, que investe em tecnologia e qualidade em busca de expansão e novos merca-

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A MAIOR COOPERATIVA DE CAFÉ DO MUNDO INVESTE EM TECNOLOGIA E QUALIDADE dos. Exemplo é o crescimento de 50% com as novas instalações da torrefação da Cooperativa. Em pouco mais de um ano já opera em dois turnos com 100% da capacidade, levando o café da Cooxupé a várias regiões do país. São 3.100 m2 e 108 colaboradores. As novas instalações utilizam energia renovável e geração própria, através de painéis solares. Além da torrefação e uma das líderes no mercado, a Cooxupé mantém dois laboratórios de Controle de Qualidade, a Matriz em Guaxupé e o Núcleo de Monte Carmelo. Ao todo, são mais de 13 mil coperados. “A Cooxupé continua investindo em infraestrutura em todas as unidades, in-

cluindo os novos armazéns que estão agilizando a entrega e recepção da safra e um novo depósito para defensivos está sendo construído na área da Cooxupé. Esse investimento facilitará toda a logística para os nossos cooperados. As exportações estão dentro do programado e, provavelmente, atingiremos a meta estabelecida”, afirmou o presidente da Cooperativa, Carlos Alberto Paulino da Costa, em editorial publicado em julho no informativo oficial da Cooxupé. Em 2014, por exemplo, a Cooxupé liderou o ranking de exportações de café, quando embarcou 3,232 milhões de sacas de arábica para o exterior. Naquele período, o volume embarcado de café pelo Brasil aumentou 14,7% sobre 2013 e atingiu o recorde de 36,320 milhões de sacas, de acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé). A receita foi de US$ 6,577 bilhões, 26% superior à de 2013. Diante dos números, investimentos e ampliação, a maior cooperativa de café do mundo mantem o otimismo e segue firme para manter a qualidade e bater as metas para este ano.


ExpoVet RECORDE DE VISITANTES E EXPOSITORES A Expominas em Belo Horizonte – MG foi palco da maior exposição voltada ao mercado veterinário pet do Estado. A ExpoVet reuniu, entre os dias 5 e 7 de agosto, grandes profissionais da área neste evento que é consagrado e direcionado a lojistas, pet shops, médicos, clínicas, criadores, ONG’s e profissionais do ramo veterinário. Na contra mão da crise, este é um mercado que não para de crescer. Segundo a Associação Brasileira de Produtos para Animais de Estimação, o faturamento em 2015 de 18 bilhões de reais, o terceiro maior do mundo. Dentre as novidades desta edição, o Congrevet, um congresso exclusivo para médicos e estudantes, elaborado nos mínimos detalhes e que contou com a participação de 21 palestrantes que trataram de temas variados, tais como neurologia, oncologia, dermatologia e odontologia, entre outros. Segundo a organização do evento, mais de 6 mil pessoas passaram pela feira que

teve a representação de aproximadamente 300 cidades mineiras. Esta edição teve ainda recorde de inscritos nos congressos, de visitantes e de expositores. Isso porque a feira foi aumentada em 50% com novos expositores e programação mais completa. Os organizadores conseguiram concentrar reunir em um único evento várias oportunidades para que os interessados pudessem se atualizar, empreender e profissionalizar. Tudo com o apoio e participação das principais empresas do segmento.

Empresas conceituadas comemoram o resultado das negociações, como é o caso da Guabi que pôde vislumbrar grandes negócios, principalmente com o público do interior de Minas, de acordo com Márcio Butilheiro. Para o gerente de vendas da Alfa Distribuidora, Bruno Menetryer, “a expectativa foi superada. O resultado foi pelo menos cinco vezes maior que no ano anterior”. Para 2017 a ExpoVet garante mais investimentos para que a Feira surpreenda e agrade cada vez mais.

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Vitor Macedo Link Comunicação Empresarial

Link Comunicação Empresarial

Semana Internacional

do Café

EDIÇÃO 2016 REGISTRA ALTA DE 8% Belo Horizonte sediou entre os dias 21 e 23 de setembro, no Expominas, o principal encontro da cadeia produtiva do café: a Semana Internacional do Café. De acordo com a assessoria de comunicação do evento foi gerado um volume de negócios na ordem de R$ 25 milhões, movimentados apenas na feira, sem mensurar os valores obtidos indiretamente, no pós-evento. Houve ainda um incremento de 8% em relação ao ano passado, considerando-se

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número de expositores e público. Mais de 14 mil visitantes, nacionais e internacionais acompanharam os 25 eventos simultâneos, 68 palestras e workshops e mais de 30 sessões de cupping, com, aproximadamente, 2.250 xícaras provadas. Além disso, tiveram a oportunidade de conhecer o 11º Espaço Café Brasil, maior feira do segmento, que reuniu um total de 103 expositores e 155 marcas. Para a participação no concurso Coffee of The Year, foram computadas mais de

180 amostras de café, sendo que 100, de excelente qualidade, foram selecionadas para apresentação nas rodadas de negócios. Realizada desde 2013, neste ano, participaram produtores, baristas, cooperativas, indústrias, segmentos de máquinas e equipamentos para o setor, embalagens, serviços de cafés, e-commerce e indústria de cápsulas. A programação incluiu eventos técnicos, como o Seminário Internacional DNA Café 2016, o Fórum da Agricultura Sustentável, Encontro Educampo e a Cafeteria Modelo, além de Rodada de Negócios & Coffee of the Year, 5ª Copa Barista, entre outras atrações. A Semana Internacional do Café (SIC) 2016 é uma iniciativa do Sistema FAEMG, Café Editora, Sebrae e Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Minas Gerais (Seapa).


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Rum

BEBIDAS

A “CACHAÇA” MUNDIALMENTE CONHECIDA

O rum é uma bebida alcoólica mundialmente conhecida e de acordo com o pesquisador Wayne Curtis, autor do livro And a Bottle of Rum: A History of the New World in Ten Cocktails, o rum surgiu no começo do século XVII nas colônias britânicas do Caribe. Seria, provavelmente, originário de um dos subprodutos da indústria do açúcar, daqueles considerados indesejados e muitas vezes descartados no mar. Há indícios de produção de aguardente de cana-de açúcar seguindo um processo bem parecido com a fabricação pelos holandeses que colonizaram o Brasil, mas como foram expulsos pelos portugueses, teriam levado cana e equipamentos de destilação para o Caribe. Fato é que o Rum vem da mesma família da famosa cachaça, diferindo na produção e propriedades sensoriais. A cachaça pode ter graduação alcoólica entre 38% a 48%, já o rum pode passar desses limites. A definição exata do Rum pode ser

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conferida através do artigo 54, do Decreto 6871/2009: “Rum, rhum ou ron é a bebida com graduação alcoólica de trinta e cinco a cinqüenta e quatro por cento em volume, a vinte graus Celsius, obtida do destilado alcoólico simples de melaço, ou da mistura dos destilados de caldo de cana-de-açúcar e de melaço, envelhecidos total ou parcialmente, em recipiente de carvalho ou madeira equivalente, conservando suas características sensoriais peculiares.” Assim como a cachaça o rum pode ser consumido na sua versão branquinha, ou seja, aquela que não passa por madeira. No entanto, as duas bebidas têm no mercado as suas versões armazenadas ou envelhecidas em barris de madeira.

MELAÇO O rum é feito com o caldo cozido da cana, o melaço, um subproduto do pro-

cesso de produção do açúcar. Já a cachaça, historicamente, sempre foi feita com o suco fresco, que a gente chama de garapa. De acordo com o professor Patterson Patrício de Souza, da Universidade Federal de Minas Gerais, essa diferença no processo resulta em uma composição química própria, que diferencia os destilados e traz distintas propriedades sensoriais. Existem várias histórias e lendas sobre o rum que envolvem piratas. Alguns estudiosos dizem que a palavra rum deriva de Rumbullion ou Rumbustion. Expressões usadas, na gíria, pelos ingleses para descrever os excessos provocados pelos bêbados. Outros afirmam que a palavra rum tem origem latina, saccharum (açúcar). Em 1775 o rum era a bebida mais vendida na América, o consumo anual per capita era de aproximadamente 18 litros. Fonte: Mapa da Cachaça


Água USO RACIONAL NA IRRIGAÇÃO

O impacto da irrigação na crise hídrica foi o assunto debatido pela Comissão de Agropecuária da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em audiência pública realizada em maio. Convidados e parlamentares apontaram a necessidade de se desenvol-

ver tecnologias e técnicas de manejo para uso racional da água. “Precisamos parar de demonizar a irrigação, parar de dizer que é desperdício”, afirmou o superintendente de Desenvolvimento Social e Ambiental da Secretaria de

Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Rodrigo Carvalho Fernandes. Para o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Fúlvio Rodriguez Simão, promover pesquisas que possibilitem um uso mais eficiente da água e um trabalho sistemático de preservação das bacias hidrográficas são ações essenciais. “Mas a irrigação é importante, propicia alimento de melhor qualidade e garante a produção em períodos em que as chuvas não seriam suficientes”. O deputado Fabiano Tolentino (PPS), presidente da comissão, ressaltou que Minas Gerais se destaca pela área irrigada. Seriam, segundo ele, 376 mil hectares irrigados, a maior área do País. “Temos então uma responsabilidade para ajudar no avanço em aspectos tecnológicos e normativos do setor”, disse. O representante da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater), Ênio Resende de Souza, também defendeu a irrigação e salientou, ainda, que quase metade das áreas rurais mineiras são de pastagens e que a maioria está com algum nível de degradação do solo. Para ele, é importante uma política pública abrangente para recuperação dessas áreas, com financiamentos subsidiados, o que aumentaria a capacidade de reservar água nos solos. Fonte: ALMG

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TURISMO

Bem vindo a bordo É CADA VEZ MAIOR O NÚMERO DE BRASILEIROS QUE ESCOLHEM CRUZEIROS MARÍTIMOS COMO OPÇÃO DE VIAGEM E LAZER

Uma modalidade de viagem turística que caiu no gosto dos amantes de turismo são os cruzeiros marítimos. Segundo a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), a faixa etária entre 41 e 50 anos lidera a demanda por este tipo de passeio. Contudo, cada vez mais pessoas jovens e crianças encontram nos Cruzeiros uma excelente opção de lazer nesta modalidade que propicia conhecer lugares diferentes em um curto período de tempo num “hotel flutuante” de luxo que leva seus hóspedes a algumas das mais belas praias do Brasil e do mundo. Os navios de cruzeiro são verdadeiras cidades e oferece diversas atrações a bordo. Além dos restaurantes, lojas e espetáculos artísticos, os turistas têm à disposição centros médicos bem equipados, cofres, excursões em terra e fotógrafos registrando os grandes

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momentos da viagem. Todos esses serviços são cobrados a parte, mas valem pela experiência única. Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelam que 87% das pessoas pretendem fazer novos cruzeiros depois de experimentar esta atração pela primeira vez. Para quem deseja fazer viagens mais curtas, entre três a quatro dias de duração, existem os minicruzeiros. Os roteiros são menores, passando por uma quantidade menor de cidade, mas os serviços dentro do navio são os mesmos. É uma boa oportunidade para quem quer se inteirar melhor deste tipo de viagem. Os turistas mais acostumados com os cruzeiros recomendam uma semana de viagem, tempo suficiente para curtir o navio e suas atrações. Mas atenção, surpresas e imprevistos podem ocorrer se a sua viagem

não for devidamente planejada. Algumas dicas de viajantes mais experientes são procurar se informar da companhia e do navio que irá embarcar. Os gastos internos também é outra preocupação, pois os preços dentro da navio tem grande variação, dependendo do tipo de serviço ou item que você for adquirir. Bebidas e refeições costumam ser mais caros do que produtos nas lojas. Uma viagem planejada, com boas referências e estimava de quanto irá gastar podem evitar as surpresas. Feito isso é só embarcar e aproveitar tudo o que um cruzeiro pode oferecer. Segundo a Abremar, mais de 1,5 milhão de passageiros devem frequentar os cruzeiros nesta temporada. No Brasil, muitas companhias internacionais já oferecem pacotes de viagem com várias opções. É só escolher e boa viagem.


Águas termais BEM ESTAR E SAÚDE

Águas termais são enriquecidas por sais minerais contidos nas rochas. Contem concentração mineral muito superior do que as águas que são engarrafadas. A utilização dessas águas em banhos ou em dermocosméticos, tem atraído cada vez mais adeptos. As propriedades benéficas das águas termais vão depender dos sais minerais que possuem. O enxofre, por exemplo, presente em águas termais, contribui para a renovação celular, combate os microor-

ganismos e as infecções. O lítio e o silício são outros componentes encontrados em águas brasileiras. Já as águas termais francesas são ricas em magnésio. As águas termais mais famosas do mundo são a de Sirmine e Tabiano na Itália, Uriage e Saint Honoré na França e Aix-la-Chapelle, na Alemanha. Elas se destacam justamente por serem águas obtidas de fontes naturais e por serem as mais ricas em sais minerais e oligoe-

lementos. Na imagem, piscina em Bagni di San Filippo, a cidade italiana com uma área de banhos termais ao ar livre, em meio à natureza. No Brasil, temos um leque de destinos de águas termais, ideais em qualquer estação do ano. De acordo com estudos científicos as águas termais contribuem para o alívio de uma série de doenças, da sinusite às doenças reumáticas, passando pelos problemas respiratórios em geral.

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AUTOMÓVEIS

Apenas para dois Parece um carro de brinquedo, mas não é. A Smart, que pertence à Mercedes-Benz, é uma das marcas mais segmentadas no Brasil. A empresa, característica por seus veículos compactos, tem em seu catálogo brasileiro apenas um modelo, o Fortwo. Com apenas 2,70 metros e espaço para duas pessoas, o prático, divertido, compacto e por que não dizer o charmoso Smart Fortwo, encanta. Pequeno no tamanho, grande em estrutura. Toda reforçada em aço, a carcaça reforçada de aço é evidenciada pelas quatro estrelas no crash-test EuroNCAP. Possui airbags frontais e laterais, ABS e ESP. Tem direção elétrica, ar-condicionado, farol de neblina e som. Apesar do espaço ser destinado a apenas dois, o motorista dispõe de boa ergonomia, mesmo sem ajustes na direção. É oferecido em duas variações da mesma carroceria: cupê (com teto fechado) e cabriolet (conversível).

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ECONOMIA E ESTABILIDADE Com porta-malas de 220 litros, é um veículo que consome 13,3 km/l na cidade e 16,6 na estrada segundo testes de pista.O 1.0 turbo de três cilindros tem ainda seus 84 cavalos. É um carro considerado estável, embora sofra na estrada com o deslocamento de ar de veículos pesados. Os buracos em pistas e ruas pode ser um problema para quem não é acostumado com suspensão mais dura e pneus de perfil baixo, já que os da frente são 155/60 R15 e os de trás 175/55 R15.

PRÁTICO E FUNCIONAL Urbano por excelência, o Smart Fortwo atende quando o problema segue para a questão da mobilidade. Seu desenvolvi-

mento foi baseado, inclusive, pensando no tráfego pesado dos grandes centros urbanos e, consequentemente, em menores impactos para o meio ambiente. É considerado rápido nas arrancadas e ágil no trânsito, além de ser fácil de estacionar. Acabamento e equipamentos de primeira linha, agrada aos olhos. O grande pequeno carro apresenta alto nível de segurança, nas versões mhd e turbo. Nesta última, graças ao câmbio automatizado e ao ar condicionado você chega ao seu destino de forma extremamente confortável. A célula de segurança tridion em prata e elegantes rodas de liga leve de 6 raios compõe a aparência elegante do smart fortwo turbo.

NOVO MODELO A Mercedes-Benz informou que a importação do novo Smart deve chegar ao Brasil ano que vem. A Smart continua vendendo as últimas unidades da geração atualmente oferecida no Brasil e os serviços de pós-venda e atendimento continuarão funcionando normalmente. O Novo Fortwo agora compartilha a plataforma com o Novo Renault Twingo e resgata o modelo quatro portas, chamado Forfour.


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DICAS DA AGROSID

Carrapato bovino Rhipicephalus (Boophilus) microplus (CANESTRINI, 1887), o carrapato comum dos bovinos traz grandes prejuízos à pecuária nacional. De forma direta, pela ingestão de sangue que causa perdas, como o comprometimento da produção de leite, redução da qualidade do couro, inoculação de toxinas nos hospedeiros e transmissão de agentes infecciosos; e, de forma indireta, pelo desconhecimento de produtores de como proceder corretamente no combate ao carrapato do boi. O ciclo do carrapato tem duração variável de acordo com a estação do ano; constando das fases de ovo, larva, ninfa, adulto macho e fêmea. O carrapato dos bovinos é um ectoparasito monoxeno, ou seja, vive em um único hospedeiro, realizando seu desenvolvimento total por meio de duas metamorfoses. Possui ciclo biológico dividido em duas fases: ciclo de vida parasitária, que dura em média 21 dias, e ciclo de vida livre ou não-parasitária, que ocorre no solo

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e prolonga-se por, aproximadamente, três meses, dependendo, principalmente, das condições do clima da região. Atualmente, o método mais utilizado de controle deste ectoparasita é a aplicação de carrapaticida químico. São poucas as bases carrapaticidas disponíveis no mercado e, devido a erros cometidos na escolha do produto, no preparo da solução, na forma, na época e na freqüência de aplicação, verifica-se a resistência das populações dos carrapatos às bases existentes. Isso intensifica as infestações e gera aumento da freqüência de banhos, elevando os gastos e o teor de resíduos químicos no ambiente. A simples correção desses erros reduziria os prejuízos diretos e indiretos causados pelo carrapato, com reflexos positivos sobre a produção e a qualidade do leite, carne e derivados.

Outro importante aspecto que auxilia no controle do carrapato é o entendimento sobre o número de gerações que o carrapato daquela região apresenta. Os tratamentos podem ser classificados de duas formas: 1. Tratamento Estratégico: Segue um planejamento prévio, baseado em informações científicas locais. É preventivo, fixo e deve que ser seguido, independente do que esta sendo observado. 2. Tratamento Tático: Utilizado quando há modificações no ambiente dos animais, variações climáticas (temperatura, chuvas, etc). Usado para controlar uma situação inesperada. A adoção da utilização dos tratamentos táticos e estratégicos reduzem em até 35% os gastos anuais com produtos para combate ao carrapato e a incidência de doenças como tristeza parasitária nos bezerros.


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RECEITA

Bolinho de batata doce e frango

A batata doce é um carboidrato complexo de baixo índice glicêmico, o que significa que sua absorção é mais lenta. É rica em fibras, além de ser fonte de ferro, vitamina C e potássio, e de apresentar alto teor de vitamina E e conter vitamina A.

Tem propriedades anti-inflamatórias, graças à vitamina C, vitamina B6, beta-caroteno e manganês, eficazes na cura de inflamações internas e externas. Uma sugestão de preparo simples e muito gostoso é o bolinho de batata doce com frango. Faça para toda a família!

Ingredientes • 700 g de batata doce • 700 g de frango cozido (desfiado ou processado) • 1/2 cebola grande finamente picada • 1 ou 2 claras de ovo (depende da umidade dos ingredientes) • Salsinha picada • Sal e pimenta Para empanar • 1 ovo • Um pouco de leite • Aveia em flocos ou farinha de rosca ou farinha de linhaça

Modo de preparo

• Lave e descasque as batatas, corte em pedaços e leve para cozinhar no vapor ou asse-as no forno cobertas por papel alumínio. Quando estiverem bem macias amasse até obter um purê. • Separe o frango cozido e desfiado e misture com a batata. Adicione cebola, salsinha, um pouco de sal e pimenta moída na hora, a gosto. Molde os bolinhos. • Bata ligeiramente o ovo, adicione uma pitada de sal e leite para que a mistura não fique tão espessa. Passe os bolinhos no ovo e em seguida na farinha escolhida para empanar. • Asse-os no forno ou utilize a Air Fryer, para que fiquem mais saudáveis.

RENDIMENTO: 50 bolinhos. Podem ficar congelados por até três meses

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SEÇÃO PET

Galinha caipira

OS CUIDADOS NA CRIAÇÃO O frango e os ovos caipiras são saborosos e com frequência despertam o interesse dos consumidores nos supermercados, sacolões e feiras. Também costumam ser mais caros pela produção em pequena escala, de forma mais rustíca, ou seja, sem o uso de tecnologias. Mesmo com vários avanços na área de criação de aves, as galinhas caipiras estão presentes em quase todas as pequenas propriedades rurais. Atenta a esta produção, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG) produziu um material para orientar os produtores sobre a criação de galinhas caipiras.

PINTINHOS A boa criação começa no manejo adequado de pintinhos, que devem ser criados em pinteiros pelo menos até 4 semanas de idade, recebendo mais atenção, como: água, aquecimento, ração de melhor qualidade, vacinas e medicamentos. No local apropriado, os pintinhos não entram em contato com aves adultas, que podem transmitir doenças. Segundo a Emater, a área de 1 metro quadrado é suficiente para 40 a 50 pintinhos.

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“Os pinteiros podem ser construídos na própria propriedade ou comprados no comércio (criadeiras teladas). As instalações devem ser simples. Os pinteiros suspensos são interessantes do ponto de vista sanitário, para evitar várias doenças, como a coccidiose, por exemplo”, informa a empresa. O uso de equipamentos apropriados é outro fator importante para garantir uma boa qualidade na criação de galinhas caipiras. De acordo com a Emater, nos primeiros 10 dias de criação, os pintinhos possam contar com uma fonte de calor, fornecida por uma lâmpada de 60 watts, colocada em uma campânula adaptada, que pode ser uma bacia velha ou uma caixa de papelão. A água deve ser de boa qualidade e ser trocada várias vezes ao dia. Lavar bem os bebedouros. A alimentação dos pintinhos nas primeiras quatro semanas deve ser à base de ração balanceada, adquirida de firma idônea.

AVES ADULTAS Sobre o manejo na fase adulta, a recomendação é recolher as aves ao galinheiro por volta das 5 horas da tarde e soltar às 8 horas da manhã. Para isso, a Emater ressalta á necessidade de um galinheiro fechado. Segundo a empresa, a área de parque deve-

rá ser de 3 m2 por ave. Para um rebanho de 30 aves, será necessária uma área de 90 m2. Nesta área, deve ser disponibilizada águas de boa qualidade em bebedouros que podem ser feitos com bambu-gigante ou garrafas PET de refrigerante. “Os bebedouros devem ser colocados em pontos estratégicos no parque, à sombra, e a água deve ser trocada diariamente”, recomenda a cartilha.

ALIMENTAÇÃO Foram relacionados três tipos de alimentos que podem ser fornecidos às aves à solta na criação: Grãos: milho, girassol, soja, feijão-guandu, arroz quebradinho, sorgo, etc. Verde: folhas de couve, repolho, alface, chicória, mostarda, mamão, goiaba, banana, mandioca, abóbora, inhame, capins, etc. As frutas e os legumes fornecem vitaminas e sais minerais às aves, além de aumentar a pigmentação (cor) da gema. Sais minerais: manter os comedouros com calcário calcítico. Cascas de ovos moídas servem também como fonte de cálcio. Atenção às doenças e vacinações também devem ser constantes, bem como a higiene nos criadouros. A cartilha está disponível nos escritórios da empresa ou no site www.emater.mg.gov.br


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SEÇÃO EXÓTICA

Ema

A MAIOR AVE DO BRASIL

A maior ave do Brasil, a Ema, de nome científico Rhea americana, que significa grande pássaro da América do Sul, também é conhecida por nandu, nhandu, xuri e guaripé. Alcança cerca de 2 metros de comprimento, com 1,5 metro de envergadura. Seu peso pode atingir até 45 quilos. Este animal se desenvolve em cerrados, campos naturais e em áreas agropecuárias, principalmente em culturas de soja. Com o pescoço e as canelas bem compridas, não possui cauda e apresenta plumagem do dorso marrom-acinzentada, com a parte inferior mais clara. Já a Ema macho tem a base do pescoço, parte do peito e parte anterior do dorso na cor preta. Embora possua grandes asas, ela não voa, mas corre muito podendo sua velocidade ultrapassar 60 km por hora. Uma curiosidade é que, ao contrário das demais aves, há separação das fezes e da urina na cloaca. O lagarto Teiú é um predador potencial, pois come os ovos. Quando filhotes, são presas fáceis de felinos de pequeno

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porte, gaviões e do lobo Guará.

ALIMENTAÇÃO E REPRODUÇÃO A Ema se alimenta de tudo, é onívora. Mas, para criação, a alimentação é considerada simples, pois se constitui de vegetais, roedores e serpentes. A dieta é complementada com pastagens e ração comercial. Apreciam cana, mandioca, soja e milho. É comum engolirem pedrinhas para ajudar na digestão.

REPRODUÇÃO A maturidade sexual deste animal se inicia aos dois anos de idade. Esta espécie tem vários parceiros, sendo que o macho costuma reunir até seis fêmeas em seu harém e estas fêmeas também irão acasalar-se com outros machos. As fêmeas escolhidas pelo macho botam seus ovos em um mesmo buraco feito no solo, e é o macho que irá choca-los. O macho vira todos os

ovos a cada 24 horas, buscando incubá-los perfeitamente. Quando o macho está chocando os ovos, torna-se extremamente agressivo a qualquer aproximação, atacando com violência ao sentir alguma ameaça. A incubação começa entre o 5º e o 8º dias após as fêmeas terem iniciado a postura e pode durar de 27 a 41 dias. Os ovos eclodem todos no mesmo dia, são brancos, geralmente elípticos, e pesam, em média, 600 gramas. Em média cada fêmea irá botar 5 ovos. Os filhotes nascem após 6 semanas e permanecem sob os cuidados do macho.

MANEJO A baixa mortalidade aliada à rusticidade são pontos positivos no manejo das emas. No dia a dia são exigidos poucos tratos e, apesar de grandes, não requerem muito espaço. Em termos de comparação, em um espaço de pasto que seria destinado para uma vaca, cria-se uma colônia com seis fêmeas e quatro machos.


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EVENTO / PREMIAÇÃO Fotos: Arquivo FAEMG

FAEMG 2016 Medalha do Mérito Rural Em 7 de julho foi comemorado o 65º ano de fundação da FAEMG, em Belo Horizonte – MG. Foram homenageadas 20 pessoas e instituições, que prestaram relevantes serviços ao meio rural. Aproximadamente 600 pessoas compareceram Geraldo, Alberto do Valle à solenidade de entrega da 9ª Medalha do Mérito Rural Sistema FAEMG. e João Carlos Coelho

Geraldo, Alberto do Valle e João Carlos Coelho

José Arruda e Antônio do Carmo

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Frederico Hauk e Rodrigo Alvim

José Maximiano e Ricardo Laughton

João Cruz e Leonardo Santos

Roberto Simões e José Queiroz da Silva

Ronaldo Gontijo e Eduardo Bernis

Breno Mesquita e José Eduardo de Souza

José Vieira e Nilo Naves

Weber Andrade e José Carlos Munhoz

Maria Guazelli e Daniel Carrara

Nélio Soares e José Éder Leite

Roberto Simões e Tina Gonçalves

Roberto Simões e Fabiano Tolentino

Roberto Simões e José Dias

João Martins e Antônio Andrade

José Pires e João Cruz

Antônio Andrade e Francisco Porto

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EVENTO / EXPOSIÇÃO

Nacional do Mangalarga Marchador A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), presidida por Daniel Borja, realizou de 13 a 23 de julho de 2016, 35ª Exposição Nacional do Mangalarga Marchador. O evento contou com presença efetiva de criadores e admiradores da raça de Norte a Sul do Brasil. A edição foi considerada pelos participantes a melhor dos últimos tempos.

Fotos: Renato Aguilar

Lilian Géo e Cristiana Gutierrez

Mariana Carvalho, Catariana Carvalho, Francisco Carvalho, André Souza Lima e Daniel Borja

Daniel Borja, João Cruz Reis Filho e Fabiano Faria

Jonas de Oliveira, Adolfo Géo e Eduardo Costa

Juliana Borja e Daniel Borja

Eduardo Junqueira, Tadeu Junqueira, Tarcísio Junqueira e Fernando Vilela

Victor Penna Costa, Ludmila Costa e Georgina Penna Costa

Alexandre Parente, Maurício Araújo, Marcelo Baptista, Lael Varela Filho e Cláudia Varela

Alexandre Augusto, Tarcísio Junqueira, Jonas Oliveira, Ronaldo Caiado, Daniel Borja e Maurício Constâncio Filho

Mário Figueiredo, Haroldo Vargas e Fabio Vilela REVISTA MERCADO RURAL

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GIRO RURAL

AgriMinas: novidades para 2017

A Feira de Agricultura Familiar do Estado de Minas Gerais- AgriMinas - contou com diversidade de produtos alimentícios e artesanato de todas as regiões do Estado, além da participação de agricultores do Rio Grande do Sul. Com público superior a 60 mil pessoas, bateu recorde de visitantes ecompletou a primeira década com promessas de expansão em 2017. Durante os cinco dias de feira, de 10 a 14 de agosto, o evento reforçou seu compromisso de incentivar e valorizar os pequenos agricultores, promovendo ações de capacitação, geração de negócios, além da visibilidade e venda direta aos consumidores. Diante do sucesso, a organização da AgriMinas já estuda novidades para o ano que vem. A proposta é que, em 2017, a feira seja transferida para o Expominas. “Nosso objetivo é potencializar cada vez mais o setor, incentivando um número ainda maior de agricultores a expor seus produtos e, com isso, profissionalizar e expandir seus negócios”, afirma Vilson Luiz da Silva, presidente da Fetaemg. A 10ª edição da AgriMinas marcou o sucesso da feira não só pelo recorde de público, mas também pela variedade de produtos e volume de vendas entre os expositores.

Balde Cheio reuniu 2 mil produtores em BH Produtores, técnicos, coordenadores e parceiros do Programa Balde Cheio participaram do 3º Encontro Mineiro Balde Cheio, na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte-MG, no dia 24 de agosto. O evento foi promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), entidade gestora do programa no estado. O encontro foi comemorativo pelos dez anos do Balde Cheio mineiro e pela marca de 2.500 produtores atendidos no estado. Além da apresentação dos resultados de uma década do programa - que visa promover a competitividade da pecuária leiteira, com redução dos custos e aumento da produtividade -, também foram homenageados os produtores que mais se destacaram. O presidente da FAEMG, Roberto Simões destacou que o Balde Cheio é um programa especial e tem tanto sucesso pelo seu formato e caráter inovador. Para ele, o Balde Cheio derruba o mito de que tecnologia custa caro e não é acessível ao pequeno produtor: “Ele se baseia em arranjos simples na propriedade e muito trabalho, sem grandes investimentos. É muito mais uma mudança de comportamento dos produtores, que aceitam ousar e inovar, alcançando muito mais produtividade e renda”.

Safra do café brasileiro atingiu 37% A comercialização da safra de café do Brasil 2016/17 (julho/junho) está em 37% da produção total estimada, relativa ao final de julho. O dado faz parte de levantamento de SAFRAS & Mercado, e conta com números colhidos até 15 de agosto. Junho havia chegado ao final com 32% da safra comercializada. Já foram comercializados pelos produtores brasileiros 20,42 milhões de sacas de 60 quilos de café. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, embora as vendas tenham sido mais cadenciadas, a comercialização andou bem no último mês de julho. Ele observou ainda que o avanço da oferta física no disponível também foi fator positivo as vendas. “E segue como destaque a agressividade da indústria local, o que deu vazão “às vendas de bebidas mais fracas”.

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Errata

Pastor Belga de Malinois

Na página 72 na 19ª edição da Revista Mercado Rural cometemos uma falha. No último parágrafo da matéria sobre a raça canina Pastor Belga Malinois, em Mercado, o valor correto de um filhote de procedência da raça em questão não custa a partir de R$ 1.5000,00 (Mil e quinhentos reais) como foi informado. De acordo com a Império das Raças, referência em Minas Gerais e no país na criação do Malinois, um filhote custa a partir de R$ 3.000,00 (Três mil reais).


CanaCampo: oportunidade de negócios A cidade de Campo Florido – MG, no Triângulo Mineiro, sediou em 11 de agosto mais uma edição da Canacampo Tech Show, o maior evento do setor sucroenergético do estado de Minas Gerais. A 8ª edição contou com grandes oportunidades de negócios, homenagens, palestras, conhecimento e muita tecnologia. Anualmente o evento reúne centenas de pessoas, atrai um público de diversas idades e oferece uma

excelente programação, tornando a feira, mais que uma oportunidade de concretizar negócios e adquirir conhecimentos, uma ótima opção de entretenimento. A feira contou com a tradicional entrega de homenagens para personalidades do setor. Para motivar ainda mais o público, houve a palestra “Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”, considerada uma das 10 melhores do Brasil, com o técnico da seleção brasileira paraolímpica Steven Dubner.

BASF apresenta herbicidas durante Congresso Brasileiro de Plantas Daninhas

A BASF participou entre os dias 22 e 26 de agosto do 30º Congresso Brasileiro da Ciência de Plantas Daninhas, em Curitiba – PR. O Congresso acontece a cada dois anos e este ano discutiu o tema “Ciência das Plantas Daninhas: conhecimento e tecnologia a serviço do agricultor”. Centenas de pessoas, entre estudantes, pesquisadores, produtores rurais e empresários participaram da ação. A BASF apresentou o herbicida Heat® que têm como objetivo acelerar a dessecação das principais invasoras de folhas largas de difícil controle, como corda-de-viola e cipós em geral. As plantas daninhas estão distribuídas em todos os cultivos de importância agrícola. O Heat® é seletivo e possui alta flexibilidade podendo ser utilizado como pré e/ou pós-emergente. Já o herbicida Plateau® é recomendado para o manejo de importantes plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar, como o capim colchão e tiririca. O Plateau® pode ser aplicado sobre a palha ou diretamente no solo e em diferentes condições climáticas. Estudos científicos comprovam que o manejo adequado no controle de plantas invasoras evita uma quebra de produtividade que pode ser de até 85% nas lavouras de cana-de-açúcar.

Valorização do leite ao produtor é a maior da história A pouca disponibilidade do produto e perspectiva de crescimento no consumo projetam cenário otimista para a atividade. A menor disponibilidade se deve ao período da entressafra e, especialmente, aos elevados custos de produção. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA/ESALQ-USP) em julho, o valor pago pelo litro de leite ao produtor subiu em todos os Estados mensurados (BA,GO,MG,PR,RS,SC e SP), atingindo R$1,49994/litro, alta de 12,9% em relação a junho/16, e de 30,7% frente a julho/15. Essa é a maior média real da série do Cepea, iniciada em 2000. Outro indicador que tem aumentado a confiança do pecuarista de leite brasileiro é o aumento no consumo do produto. Segundo estimativa da Associação Brasileira de Leite Longa Vida (ABLV), as vendas devem alcançar 6,86 bilhões de litros neste ano.

Bunge embarca volume recorde de etanol hidratado A Bunge Brasil, uma das maiores empresas de agronegócio, alimentos e bioenergia do país, exportou 41.600 m3 de etanol hidratado em um único navio pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, no mês de junho, o equivalente a 900 caminhões tanque. O etanol exportado será usado como matéria prima na produção de químicos, para composição de tintas, concreto e fertilizantes. O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, conta que neste ano de 2016 o Porto de Paranaguá acumulou recordes consecutivos de movimentação nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril registrando, inclusive o maior volume de produtos já carregados no período de seis meses. “Os números expressam investimentos que aumentaram em 33% a produtividade do Porto de Paranaguá neste ano. Alguns produtos alavancaram a movimentação de cargas neste primeiro semestre e a exportação de etanol foi um deles”. No Brasil há 110 anos, a Bunge é a maior exportadora do agronegócio e uma das principais no setor de alimentos e ingredientes para a indústria alimentícia. A Bunge compra e processa grãos, como soja, trigo e milho; produz alguns alimentos; presta serviços portuários; produz açúcar, etanol e bioenergia.

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GIRO RURAL

Girolando vai eleger novo presidente Membros da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando vão se reunir no dia 24 de outubro, às 12h, em Assembleia Geral Ordinária para eleição da Diretoria Triênio 2017/2019. O evento será na sede da entidade, em Uberaba/MG. Além da votação presencial, os associados podem votar por correspondência, conforme rege o Estatuto Social da Girolando. Estão aptos a votar os associados que fazem parte do quadro social há mais de seis meses e em dia com a entidade. O pecuarista Luiz Carlos Rodrigues, atual 1º Diretor-Financeiro da entidade, concorre pela chapa Inovação. Natural de Quirinópolis/GO, ele tem 48 anos. Agropecuarista e empresário rural, preside as entidades Associação dos Empresários Canavieiros do Vale do Rio Grande (CanaVale) e Núcleo dos Empresários Canavieiros do Estado de Minas Gerais, além de atuar como diretor do Instituto Boa Fé, de apoio ao combate ao Câncer e da Cooperativa do Triângulo e Alta Paranaíba (Cotrial). Luiz Carlos cria e seleciona Girolando desde 2009, na Fazenda Nova Terra, em Uberaba/MG. A entidade foi fundada em 1978, por um grupo de pecuaristas da região de Uberaba/ MG, diante da necessidade de um órgão que atendesse e defendesse a classe produtora.

18º Leilão Genética VPJ A Fazenda Cardinal sediou o 18º Leilão Genética VPJ, no dia 27 de agosto, com a presença de 500 pecuaristas de todo o País e a oferta de 163 touros e matrizes puros das raças Angus, Brangus e Red Brahman. O remate transmitido ao vivo pelo Canal Rural X e on-line pelo site MF Rural registrou cerca de 80% das vendas para criadores do próprio Estado de São Paulo e Cidades na região, que dias antes presenciaram um rico ciclo de palestras sobre o trabalho pioneiro de seleção e melhoramento genético conduzido pela VPJ Pecuária. Também com a comercialização de 12.000 doses de sêmen de Touros Angus e 2000 animais Cruza Angus. O destaque de comercialização foram Touros Abeerden Angus e Brangus de Genética Americana, com provas positivas para facilidade de parto, qualidade de carne e marmoreio, característica que, segundo o anfitrião Valdomiro Poliselli Júnior, titular da VPJ Pecuária, balizará o preço da carne bovina futuramente.

DEZEMBRO

NOVEMBRO

OUTUBRO

AGENDA RURAL

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01 a 16/10

49ª ExpoFeira Agropecuária

Santa Maria

RS

01 a 16/10

45ª Fenaoeste

São Borja

RS

05 a 15/10

11ª Fenacitrus

Rosário do Sul

RS

11 a 15/10

10ª Exposição Agropecuária

Paulo Afonso

BA

12 a 20/10

23ª Expodinâmica e Tecnológica

Bagé

RS

13 a 22/10

36ª Semana do Cavalo Campolina Marchador

Belo Horizonte

MG

18 a 20/10

PorkExpo

Foz do Iguaçu

PR

04 a 11/11

16º Festival do Cavalo Alagoinhas

Alagoinhas

BA

08 a 11/11

Fispal Tecnologia Nordeste

Recife

PE

09 a 10/11

11º Congresso da Bionergia

Araçatuba

SP

09 a 20/11

Agrocampo

Maringá

PR

11 a 13/11

6ª Exposição Esp. de Caprinos e Ovinos

Chorrochó

BA

13 a 16/11

Petnor

Recife

PE

13 a 16/11

Feiras Pet

Goiânia

GO

18 a 21/11

11ª FIAM – Feira Internacional da Amazônia

Manaus

AM

21 a 24/11

13ª Feira Nacional do Camarão

Natal

RS

22 a 24/11

Favesu Feira de Avicultura e Suinocultura

Capixaba

ES

23 a 27/11

24ª Encafé

Ilhéus

BA

01 a 03/12

Curso sobre produção de hortaliças em sistema periurbano

Chapadinha

MA

07 a 09/12

Curso de manejo integrado de pragas e doenças de culturas de verão

Passo Fundo

RS

07 a 12/12

V EpidemioBrasil – Workshop Brasileiro de Epidemiologia de Doenças de Plantas

Cruz das Almas

BA

Dia de Campo: a cultura da mandioca

Cruz das Almas

BA

15/12

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SETEMBRO 2016

Revista Mercado Rural  

Edição de Setembro de 2016

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