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Outubro 2012 • n°4

Exposições:

Nacionais Mangalarga Marchador, Pampa, Campolina, Quarto de Milha e Barretos.

Entrevista

Vice-Governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho.

Gianfranco Ferreira

Inovação e tecnologia à frente da Attualitá Agronegócios.1 Outubro 2012


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O Grupo Vitória da União apresenta: Vitória Tênis Estância da Cachoeira - Condomínio Resort. Com lotes a partir de 800 m2, na região de Casa Branca, ao lado do bairro Belvedere. Portaria 24h, paisagem privilegiada e complexo de lazer com Quadra de Tênis

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Outubro 2012

Outubro 2012

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Editorial Ano I - nº IV - Outubro - 2012

Redação Unique Comunicação e Eventos Av. Barão Homem de Melo - 4.500/324 - Estoril BH/MG - Tel.: (31) 3653-0633 unique@uniquecomunicacao.com.br Editora e jornalista responsável Amanda Ribeiro - MT10662/MG amanda@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 9198-4522 Colaboração Embrapa, Secom/MG, Press Comunicação, águas de Santa Bárbara, Land Rover, Três Barras, Biotrópicos, Casa de Coelhos e Cia, Bonsai Kai, Ourofino, CCAS, Luis Cleber Soares e Alfapress Comunicação. Direção de Arte Flávio de Almeida Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão Gráfica Del Rey Distribuição Vip A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

C@rtas

A edição de setembro é muito importante para nós .Há um ano nós diretores desta revista começávamos a produzir a primeira edição que circulou em meados de janeiro de 2012. Era hora de criar, planejar, idealizar um projeto sonhando com seu sucesso, com o reconhecimento dos anunciantes e dos leitores em geral. Hoje, um ano depois, estamos lançando a quarta edição colhendo frutos do reconhecimento dos leitores, amigos e anunciantes, nos empenhando para fazer da nossa revista um veículo de comunicação cada vez melhor. Mantendo nosso projeto editorial bem diversificado com assuntos relacionados ao meio rural, falamos sobre o universo da equinocultura como a odontologia equina, a doença mormo, o projeto Sela Verde e a quase esquecida raça Cavalo Nordestino que merece um olhar especial dos criadores. Cobrimos as exposições especializadas das raças Mangalarga Marchador, Pampa, Quarto de Milha e Campolina. A Expointer e a festa do Peão de Barretos também não poderiam ficar de fora dessa edição. A entrevista da vez foi com o querido Vice-Governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, que traçou um panorama geral do agronegócio mineiro com grande competência e fundamentos. A matéria de capa traz reportagem sobre a Attualitá Agronegócios, empresa do segmento de web que vem despontado no cenário nacional, tornando-se referência em vendas online e notícias do mercado rural brasileiro. Diversificamos a pauta com assuntos que interessam ao produtor rural como aquecimento solar nas propriedades rurais, o uso de biodigestores, os desafios da sustentabilidade nos dias atuais, a importância da integração lavoura pecuária, dentre muitos outros. Na seção personagem, contamos a trajetória do zootecnista Teófilo Soares de Almeida baseada em muita dedicação e seriedade no ramo da equideocultura. A reportagem sobre os pisteiros vai contar um pouco sobre o dia a dia das pessoas que são fundamentais no sucesso dos leilões. O cultivo de bonsai, a criação de cervos exóticos e coelhos gigantes. A doce degustação do licor, dica de receita rural e o novo lançamento da Land Rover, são assuntos que deixam nossa edição leve e mais interessante. Participe, não deixe de nos escrever, mandar sugestões de pauta, críticas e elogios. Boa leitura. Amanda Ribeiro e Marcelo Lamounier

Acesse o Facebook e deixe sua crítica ou sugestão

Parabéns pela revista! Está muito moderna, bem elaborada e de ótimo conteúdo. Achei muito interessante os mini jumentos.

Mercado Rural

Cristiane Teixeira

A terceira edição, assim como as anteriores ficou ótima. Sao variados os assuntos, informações do agronegócio, enfim varias reportagens dos melhores assuntos e eventos do Brasil. As reportagens vem chamado bastante atenção. Um abraço carinhoso. Ana M. Resende Chaves Lagoa Dourada/MG

Parabéns pela altíssima qualidade da revista, muito bem direcionada e com ótimas matérias, gostei muito. Grande abraço. Sérgio Maia

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Entrevista

Vice Governador Alberto Pinto Coelho

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Personagem

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Medicamentos genéricos veterinários terão produção e uso regulados por lei

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Biodigestores: Avanços e retrocessos

Teófilo Soares de Almeida - Seriedade e dedicação Integração lavoura e Pecuária - ILP Residencial Aventura Desafios da sustentabilidade na produção rural do século XXI

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Estrangeiros poderiam ajudar agronegócio, diz publicação do Núcleo de Estudos do Senado

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Três Barras - Empresa comemora 30 anos de muito trabalho e reconhecimento É hora da estação de monta Cavalo nordestino Rebanho Agropecuária Pisteiros Fundamentais no sucesso dos leilões

Destaque

Attualitá Agronegócios

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Raio solar uma nova tecnologia para tratamento do solo no Brasil

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32° Semana Nacional do Cavalo Campolina

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XVIII Exposição Nacional do Cavalo Pampa ENAPAMPA 2012

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35° Campeonato Nacional da raça Quarto de Milha

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57° Festa do Peão de Barretos

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Odontologia equina Produção citrícola brasileira 31° Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador

Simental brasileiro é alvo de interesse na Colômbia Expointer comemora melhor edição da história do evento Mormo Certificação sela verde Pirarucu, o bacalhau da Amazônia. Bonsai Licor, um doce prazer de degustar

Turismo Águas de Santa Bárbara Resort Hotel

Automóveis

Land Rover Freelander 2 traz opção de motor diesel

Mercado Pet

Coelhos gigantes

Criações Exóticas

Criação de cervídeos exóticos

Receita

Frango ao molho pardo

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Eventos

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Giro Rural

Haras Porto Rico / Grupo Vitória da União / Restaurante Boi Vitório


Vice-Governador Alberto Pinto Coelho fala à revista Mercado Rural com exclusividade sobre assuntos diversos de interesse do agronegócio brasileiro.

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MR: Um assunto de grande interesse no mercado rural atualmente é o novo Parque da Gameleira. Alguma novidade à respeito do projeto? É fundamental destacar que o projeto do novo parque é resultado de uma solução de consenso encontrada pelo grupo que seguiu as orientações do governador Antônio Anastasia, dotado de real sensibilidade para a importância e para o desenvolvimento do meio rural. Ele designou que eu fizesse a coordenação deste trabalho, sempre em parceria e diálogo permanente com os segmentos do agronegócio e sociedade civil. Vale ressaltar também que tivemos como grande parceiro nestes entendimentos o presidente da Federação da Agricultura, Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões, um líder e defensor das causas rurais e do agronegócio mineiro. O Governo de Minas lançou no primeiro semestre o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) do Projeto de Implantação do Novo Espaço Gameleira, que agora está em fase de criteriosa avaliação das sugestões. O principal objetivo do novo Parque é ampliar a capacidade de realização de eventos e consolidar Belo Horizonte como uma das principais capitais do país em turismo de negócios, além de fortalecer o calendário de eventos ligados ao agronegócio. O projeto abrange a reestruturação de um novo Parque de Exposições associado à construção e operação de um novo Centro de Convenções funcionalmente integrado ao Expominas. O novo Espaço Gameleira

terá capacidade para atender, em padrão internacional, a demanda crescente por espaços para a realização de feiras e convenções. Nos últimos anos, na medida em que se amplia a visibilidade do Estado de Minas Gerais e da cidade de Belo Horizonte no cenário nacional, há uma procura cada vez maior por espaços desta natureza. Tanto o novo Parque de Exposições quanto o novo Centro de Convenções serão localizados na área do terreno que abriga o atual Parque Bolívar de Andrade, potencializando o uso de 98 mil metros com pavilhões multiuso, integrando-os ao atual Expominas dentro do conceito “in door”, assegurando características que contemplem também os interesses do agronegócio. Os dois empreendimentos poderão ser implantados de forma a viabilizar a possibilidade de exploração comercial de equipamentos adicionais, como shopping, hotel e outros com visão complementar e integrados às atividades de interesse público.

mineiro no PIB do Estado? Quais as projeções para o setor no ano? A agropecuária responde por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas. Os produtores rurais são responsáveis por 36,3% do PIB estadual e 23,4% das exportações mineiras. Renovo aqui a homenagem do Governo de Minas aos homens e às mulheres do campo, ressaltando a grande contribuição que os produtores rurais mineiros dão à nossa gente e ao país inteiro. Todos eles co-participam dos grandes números que o agronegócio fazem Minas Gerais pontificar no PIB e nas exportações do país. Basta apenas reiterar que as exportações mineiras no setor do agronegócio cresceram 270% em oito anos. Minas Gerais se destaca como o maior produtor nacional de café e leite. O café tem dentro de Minas Gerais uma posição econômica fundamental. Temos mais da metade da produção brasileira. No caso do leite, MiFoto: Secom

Foto: Renato Cobucci

Entrevista

MR: O que os produtores podem esperar do novo parque? A solução proposta irá, de um lado, potencializar a vitrine do agronegócio, tão relevante para a nossa economia e as vocações do nosso território e, de outro, assegurar a expansão da área de feira e do centro de convenções, imprescindíveis para dinamizar nossa capital para a recepção de grandes eventos. MR: Como o Governo vê a representatividade do agronegócio

Alberto Pinto Coelho e Aécio Neves.

nas responde por cerca de 28% de toda a produção brasileira, produzindo 8,39 bilhões de litros, consolidando-se como o maior estado produtor e detém o segundo maior rebanho bovino do país. A qualidade da nossa cachaça é referência mundial. Minas Gerais é líder na capacidade de produção de cachaça artesanal com um volume anual de 200 milhões de litros, o equivalente a cerca de 50% da produção brasileira. Somos o único Estado do país que possui uma lei específica para o produto, criando padrões de identidade. Minas destaca-se também na produção nacional de milho, soja, batata, ovos, tomate, frutas e hortaliças. Além disso, Minas é o principal estado reflorestador do Brasil. É um Estado muito grande, muito rural, com grande produção agrícola, portanto um Estado que tem na agricultura e no agronegócio uma função muito importante. O agronegócio e a agricultura familiar são atividades

fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico não só de Minas Gerais, mas também do país. Portanto, defender e promover o agronegócio é um dever de consciência pública e política que o governo de Minas assumiu com o ex-governador e atual senador Aécio Neves, e que foi renovado em nosso atual governo, com máximo empenho, como ficou patente na SUPERAGRO 2012, que contou com intensiva participação dos órgãos estaduais de fomento da agricultura e da pecuária. E a palavra de ordem da livre iniciativa e do governo de Minas é uma só nesta hora: vamos dinamizar, diversificar e agregar mais e mais valor a toda cadeia produtiva mineira. MR: Quais as razões para a produção recorde de grãos? Minas Gerais bateu pelo segundo ano novo recorde na safra de grãos com 12 milhões de toneladas, um volume 13% maior que o registrado no período anterior. Os resultados são devidos inclusive ao bom desempenho das safras de milho, do feijão e da soja. No caso do milho, por exemplo, há uma expansão da área para 1,3 milhão de hectares, que corresponde ao crescimento de 8,4%. Já a produtividade, da ordem de 5,9 toneladas por hectare, possibilita um aumento de 8,3% na comparação com o volume apurado na safra anterior. O clima favorável nas principais regiões produtoras de grãos foi de extrema importância, mas não teríamos esses resultados se não tivéssemos investido em tecnologia, que possibilitaram aumento de 12,8% no rendimento das lavouras. Outubro 2012

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Governador Antônio Anastasia e Alberto Pinto Coelho.

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gada à questão rural é o Origem Minas. O projeto Origem Minas, por exemplo, vai promover os produtos do agronegócio do Estado, aproveitando o período de preparação de grandes eventos esportivos no Brasil, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Coordenado pelo Sebrae-MG e pela Federação da Agricultura, Pecuária de Minas Gerais (Faemg), o Origem Minas tem o apoio do Governo do Estado. Serão desenvolvidas estratégias de capacitação, promoção e comunicação para divulgar produtos-chave do agronegócio mineiro que possam representar o setor nos ambientes nacional e internacional. A promoção dos produtos de Minas Gerais será feita em hotéis, restaurantes e aeroportos. Também haverá demonstrações em feiras e eventos estratégicos no país e no exterior. Aqui cabe destacar o exímio trabalho do secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro Nascimento, desempenha frente à pasta. Sempre com muita dedicação, ele tem sido não só um timoneiro, mas também um vanguardista em relação ao setor e os resultados estão aí para comprovar. MR: Minas está preparado para a copa? Minas Gerais é um Estado que serve de exemplo na gestão pública, algo que se desdobra em relação à Copa do Mundo. Temos um cronograma adiantado, o Espaço Multiuso Mineirão ficará pronto em dezembro. Nosso trabalho na Copa é um trabalho que prima pela competência e transparência em todas as ações, por isso foi criado pelo governador Antonio Anastasia um Comitê para articular todo este trabalho não só com as secretarias, mas com todos os órgãos envol-

Foto: Renato Cobucci

MR: Como o Estado vem se preparando para receber a Copa do Mundo de 2014? Em Minas Gerais temos bons motivos para comemorar o cumprimento dos compromissos assumidos não somente com a Fifa, mas, sobretudo, com a população mineira. Assim, estão sendo construídos também dois corredores exclusivos para o transporte rápido de ônibus, os chamados BRT’s, que facilitarão o acesso dos vetores Norte e Leste à Região Central. Até o final de 2013 estará também concluída a reforma do atual terminal do Aeroporto Internacional Presidente Tancredo Neves. Motivados pela crescente expansão da demanda e pela atratividade do evento, temos novos empreendimentos hoteleiros para Belo Horizonte. Também estão em elaboração planos de ação específicos nas áreas de segurança e saúde pública. Na área do turismo destacam-se os incrementos aos Circuitos e pontos turísticos da capital, das cidades históricas, além de roteiros turísticos, entre eles o da “Rota Lund”, na região das grutas. Uma curiosidade em relação à Copa e que está diretamente li-

Foto: Leandro Couri

MR: O que tem sido feito para estimular a produção rural no Estado? Os produtores estão com maior acesso a recursos de crédito rural, o Governo de Minas está asfaltando e recuperando estradas utilizadas para o escoamento da produção, como vimos recentemente no lançamento do programa Caminhos de Minas. O Governo do Estado está investindo R$ 3,2 bilhões nesta etapa do Caminhos de Minas, recursos que serão utilizados para pavimentação de 1.955,6 quilômetros de rodovias, beneficiando diretamente 107 municípios e quatro milhões de mineiros. A Emater está presente em mais de 700 municípios prestando assistência técnica aos agricultores familiares, a Epamig desenvolve tecnologias (pesquisa) adaptadas ás diversas regiões de Minas e o IMA garante a sanidade animal e vegetal dos produtos agropecuários. Minas Gerais também criou os fóruns do Leite, da Cachaça e do Café, envolvendo todos os setores das cadeias produtivas e quem têm gerado novas oportunidades de negócio, agregado valor e também o fortalecimento do setor

Roberto Simões, Gilman Viana e Alberto Pinto Coelho.

vidos na Copa, e o qual fui designado presidente. Há ainda harmonia no planejamento integrado com a prefeitura. Nosso trabalho tem sido elogiado e reconhecido por diversas autoridades.

tor público. Somente dessa maneira conseguiremos aumentar a competitividade e a profissionalização do destino turístico, visando à aceleração das melhorias sociais e econômicas.

MR: Como o Governo de Minas está trabalhando na capacitação das pessoas para atenderem os turistas que estarão na cidade durante o evento? Estamos fazendo investimentos de significativa importância em programas de capacitação de profissionais em todas as áreas num padrão de serviços até então não experimentado na capital e em toda Minas. A questão do desenvolvimento dos nossos pólos turísticos é um dos pilares. Um ano após a Copa da África, sabe-se que o turismo cresceu 23% no país. Então para que a Copa no Brasil seja bem sucedida, é fundamental a integração entre os setores envolvidos e a convergência entre os interesses da iniciativa privada, sociedade e se-

MR: O que o senhor espera para Minas Gerais pós Copa do Mundo? Muito mais importante é considerar o legado que Copa do Mundo proporcionará a Belo Horizonte, às cidades que acolherão delegações internacionais, e ao próprio estado. Aí, sem dúvida, reside o principal ganho que a realização da Copa pode proporcionar. O que é mais fundamental, a meu ver, é a posição do Governo de Minas em direcionar esses investimentos para atender o Mundial, mas com a perspectiva de todos se transformarem em atividades econômicas perenes e de forte contribuição à tornar a Região Metropolitana e as cidades-pólo mais atraentes a novos investimentos, tendo em

vista um novo padrão dos equipamentos de mobilidade da infra-estrutura e de serviços de hospedagem e grandes eventos. Atualmente, 19 cidades mineiras são candidatas a CTS junto ao Comitê Local da Fifa (COL): Araxá, Caxambú, Caeté, Divinópolis, Extrema, Formiga, Governador Valadares, Ipatinga, Juiz de Fora, Lagoa Santa, Matias Barbosa, Montes Claros, Patos de Minas, Poços de Caldas, Sacramento, Sete Lagoas, Uberaba, Uberlândia e Varginha. Todas as iniciativas que Minas está tomando em detrimento á realização da Copa, irão se transformar em atividades econômicas permanentes. Volto a destacar, no conjunto desse extraordinário trabalho que Minas realiza para afirmar-se como modelo de boa gestão nos preparativos para a Copa do Mundo, a harmônica cooperação entre o Governo do Estado, Governo Federal, Prefeitura de Belo Horizonte e os parceiros privados que estão envolvidos nesse mutirão de vontades. Jogando para vencer com projetos bem elaborados que reverterão em conquistas para a melhoria dos serviços públicos, despertando atratividades turísticas e potencializando a vocação da capital para turismo de negócios. Minas Gerais está demonstrando como é possível fazer da Copa um instrumento para acelerar o desenvolvimento e beneficiar toda a sociedade

A Unique Comunicação e Eventos atua há 6 anos no agronegócio, prestando com excelência e qualidade seus serviços. Atenta à crescente demanda do setor, a empresa especializou-se no ramo de organização de leilões e divulgação de projetos voltados para o agronegócio. Contato: (31) 3653-0633 Av. Barão Homem de Melo, 4.500 sl 324 Belo Horizonte | MG unique@uniquecomunicacao.com.br

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Personagem Teófilo sempre focou na equideocultura, passou na prova para árbitro da Campolina, na sequencia Pêga e Pampa onde foi um dos idealizadores da forma de julgamento dos andamentos em separado, hoje, usado também pela Campolina e Mangalarga Marchador. “Amo o ramo da equideocultura. Tenho amor pelo bom cavalo de sela seja qual for a raça, pelagem, andamento e função. Possuo hoje um maior envolvimento com a raça Campolina, porque foi nela que iniciei, onde fiz mais amigos e experiência, além do conhecimento genético com grande sucesso”, conta. Trabalhou na Rima Agropecuária inicialmente como gerente de fazenda e depois se tornou responsável pelo departamento de vendas e exposições. Atualmente presta consultoria a diversos haras no estado do Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais e é comentarista em leilões.

Teófilo Soares de Almeida

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zootecnista Teófilo Soares de Almeida faz sua história na equideocultura brasileira, ramo em que atua há mais de vinte e cinco anos. Graduado em Zootecnia pela UFRRJ no ano de 1987 e especialista em Equideocultura, Teófilo é arbitro da ABCPampa e membro do CDT, da ABCJumento Pêga e está licenciado na ABCCCampolina. Aos 48 anos, casado e pai de três filhos, Teófilo divide seu tempo entre a família e os cavalos, atualmente presta consultoria aos haras na parte de orientação, manejo, treinamento de mão de obra, preparo de pista, seleção, acasalamento e assessoria de vendas. Toda a vocação para o ramo começou desde cedo acompanhando seu pai na criação da raça bovina Guzerá. Filho, neto e bisneto de fazendeiros pela parte materna, suas raízes estão fincadas

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nas fazendas do norte fluminense, mais precisamente em Cambuci na Fazenda Não Pensei. Pelo lado paterno na região da zona da mata mineira em Ubá na Fazenda do Emboque. Nasceu na cidade mineira de Governador Valadares, onde seu pai tinha fazendas e preservou até os dias de hoje a fazenda no sul do Pará, em Parauapebas. A trajetória profissional de Teófilo foi marcada por muita dedicação e profissionalismo perante as dificuldades inerentes da vida. “Formar em Zootecnia há 25 anos não era fácil, profissão pouco conhecida neste tempo onde imperava os ganhos financeiros com a inflação. A produtividade era relegada a segundo plano em geral. Quando da era do Real onde a produtividade no campo fez a diferença ai a zootecnia assumiu a sua importância”, disse.

Fotos: Divulgação

Seriedade e dedicação

Nessa trajetória Teófilo se espelhou em alguns criadores e profissionais de sucesso com quem aprendeu muito, hoje aplicando com profissionalismo os ensinamentos. “É difícil citar todos, mas alguns nomes me marcaram muito como Ricardo Vicintin, Luiz Pacheco Drumond, Joel Bastos Garcia, Reinaldo Monteiro, André Luiz Ferreira Silva, Gastão Resende, Raimundo Campos, Willian Alves Correia, Aroldo Plinio Gonçalves, Paulo Carvalho Filho -meu tio e o melhor cavaleiro que conheci”, comenta. O papel do profissional zootecnista na criação de elite é de fundamental importância no contexto das fazendas e muito relevante no sucesso do criatório e principalmente nas vendas. “Nos leilões especificamente cuido desde a seleção, preparo dos animais, treinamento dos mesmos e da mão de obra, acompanhamento de foto e filmagem, sugestões para contratação de leiloei-

ra, pisteiros, buffet, apresentação dos animais e comentários durante o leilão, além é claro de fomentar as vendas”, explica. “Novos criadores devem ficar atentos a alguns princípios que considero básicos, como contratar profissionais de qualidade, fazer um planejamento do local, instalações, insumos, suporte, conhecer a raça e as suas tendências. Se organizar com planos bianuais, traçar metas e cumpri-las. Costumo dizer que todos nós dependemos da sorte, mas, se a unirmos com muito trabalho, o sucesso estará mais próximo. Poucos sabem que o cavalo além de ser uma criação de animais extremamente agradável pode ser rentável. Como? Planejando, contratando profissionais de qualidade, fazendo aquisições corretas. Há também é claro, as dificuldades inerentes á criação como a falta de mão de obra especializada e falta de incentivos fiscais, pois o criador tem em sua mão um patrimônio genético que deve ser mantido e com evolução. Nosso Ministério da Agricultura deixa bastante a desejar em apoio e fomento ao criador de cavalos”, completa o zootecnista. Com muito foco e profissionalismo Teófilo quer se dedicar cada vez mais aos eventos de venda, ir ao encontro de novos mercados, profissionalizar mais o cavalo como produto, dar mais seriedades na venda e apoio e tranquilidade ao comprador. “Estamos muito carente de profissionais e modelos para uma boa venda. Quero investir na formação e especialização de mão de obra”, finaliza. Outubro 2012

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Integração

Lavoura e Pecuária ILP

*Decio Luiz Gazzoni Engenheiro Agrônomo e membro do CCAS – Conselho Científico para Agricultura Sustentável.

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Foto: Agriculturasp / Divulgação

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s ILPs são sistemas produtivos que incentivam a diversificação, a rotação, a consorciação e a sucessão das atividades agrícolas e pecuárias dentro da propriedade rural de forma planejada, constituindo um mesmo sistema. Uma das razões para sua adoção é a utilização racional do solo, durante todo o ano, aproveitando o sinergismo lavoura/pecuária para aumentar a produção e o lucro da propriedade. A melhoria do manejo do solo está no fulcro da lógica de uso do ILP. Para iniciar um ILP deve-se eliminar qualquer forma de erosão e os sulcos de enxurrada, as plantas daninhas perenes e as trilhas de caminhamento do gado, as camadas compactadas, e corrigir a acidez e a fertilidade do solo. Uma vez implementado o ILP, deve-se evitar intervenções drásticas no solo. Com o manejo adequado do solo, a retenção e oferta de (infiltração, distribuição e armazenamento) é otimizada. As raízes das plantas crescem em maior profundidade, explorando maior volume de

solo em busca de nutrientes e de água e aumentando a tolerância à deficiência hídrica, as plantas têm melhor nutrição, aumentando a produtividade das lavouras e das forrageiras. A vantagem do agricultor está no incremento na produção anual de grãos, fibras, madeiras, lã, leite e carne. Essa maior oferta abre possibilidades ao pecuarista, especialmente aquele que possui um rebanho de dupla aptidão (leite e carne), inclusive em diversificar

seu negócio com pecuária: aumento do rebanho; oportunidade de criar e recriar melhor os machos devido à maior oferta de pasto; uso de confinamento ou semi-confinamento. É possível produzir, a pasto, melhores carcaças em menor tempo e com menor custo restando, em alguns casos, apenas um acabamento em confinamento. E a vantagem coletiva é a conservação do meio ambiente, em especial quando o sistema de plantio direto é utilizado.

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Frota de motorhomes.

Residencial Aventura de pesca.

Aventura

Empresa de aluguel de motohomes oferece vantagens e facilidades em eventos

Mas não é só no agronegócio que o Residencial Aventura atua. Equipes de TV, clínicas médicas, odontológicas, passeios à lazer, dentre outros, são mercados que exploram dessa novidade personalizada de acordo com cada tipo de cliente.

O

s haras e os criadores possuem agora uma novidade que é uma grande facilidade no suporte a eventos. Em Belo Horizonte, o Residencial Aventura é referência em veículos adaptados no estilo motohome. Atualmente a empresa conta com 15 veículos nos estilos motohome macro, micro e médio adaptados como rediência, camarim, alojamento, estúdio, clínica e o residencial vip. De acordo com o proprietário da empresa Dimas Tadeu, no segmento de agronegócio os criadores utilizam o motohome como apoio nas exposições. “Possuímos veículos que cabem até 10 pessoas o que é muito útil para os haras acomodarem sua equipe em determinado evento ou exposição. Levamos em qualquer parte do Brasil e até exterior”, explica. Conforto e excelente custo benefício colocados à disposição dos clientes que podem optar por contratos anuais ou para eventos específicos.

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Camarim.

4x4 safari.

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Desafios da sustentabilidade

munidades tradicionais, que possuem sua proteção assegurada pela “Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais”. Buscar um bom relacionamento com elas tem se mostrado fundamental. Por outro lado, o produtor rural que decidir trilhar os caminhos da legalização ambiental em seus sistemas produtivos promoverão grandes chances de crescimento nos negócios e um retorno econômico considerável, a partir da redução de gastos associada à maior eficiência energética e a facilidades para obtenção de financiamentos. Existem linhas de crédito e financiamentos específicos para incrementar a produção de propriedades que praticam a gestão sustentável.

na produção rural do século XXI

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conceito de sustentabilidade se fundamenta no reconhecimento de que a exploração dos recursos naturais, visando atender às necessidades do presente, é imprescindível, mas também considera a importância de assegurar às gerações futuras o acesso a tais recursos. A sustentabilidade deve ser desenvolvida com o aprimoramento da equidade social, considerando-se a viabilidade econômica. Seu emprego exige conhecimento e capacitação. Diante dessa necessidade, a busca pela sustentabilidade vem crescendo muito nos últimos anos. Vários são os produtores rurais que procuram agir com responsabilidade socioambiental e buscam a legalização de suas atividades agrícolas e florestais. É importante considerar que o conjunto de leis e normas ambientais no Brasil é bastante abrangente. Parte da idéia de meio ambiente, conceito amplo que abarca as relações entre elementos naturais, sociais e culturais que interagem de forma contínua e se influenciam mutuamente. Nessa perspectiva, existem decretos, leis e códigos que regulamentam o uso e ocupação do solo, bem como a utilização dos recursos hídricos e florestais. É prevista a necessidade de ações visando à obtenção de autorização para a exploração dos recursos naturais e para o início de atividades produtivas. Para aqueles que pretendem produzir de forma sustentável, observar as normas é fundamental, uma vez que evita o risco de penalidades aplicadas pelo poder público. Além da atenção aos recursos naturais, atender à legislação requer ainda a preocupação com as co-

pios e objetivos do desenvolvimento sustentável tem se apresentado ao produtor rural como uma forma de agregar valor aos seus produtos e de ampliar mercados consumidores. Tamanha relevância das questões ambientais tornam as empresas que têm inciativas sustentáveis diferenciadas. A redução de impactos ambientais contribui para a criação de uma imagem positiva. Assim, ao mesmo tempo em que as certificações que atestem o compromisso ambiental estão mais acessíveis a produtores de pequeno, médio e grande porte, a adoção de ações sustentáveis na produção rural promove maior competitividade e viabilizam a sua própria manutenção, valorizando os recursos ambientais, paisagísticos e patrimoniais das zonas rurais.

A agência certa para sua

empresa produzir muito mais!

Foto: Divulgação

*Leylane Silva Ferreira e Mariana Gonçalves Moreira especialistas em Gestão Ambiental e Geoprocessamento pelo Centro Universitário de Belo Horizonte e pesquisadoras da Buriti Socioambiental.

Estabelecer parcerias com empresas e instituições que têm desenvolvido métodos e técnicas de produção que sejam menos agressivos ao meio ambiente é uma forma de contribuir para a obtenção de resultados consistentes para o desenvolvimento sustentável. Dessa forma, torna-se viável adotar iniciativas que conciliem a conservação de energia e recursos naturais com maior produtividade. Atualmente, diversas empresas têm trabalhado para atingir padrões de excelência socioambiental que incluem critérios rigorosos de escolha dos fornecedores. Os consumidores têm se tornado mais conscientes e questionado as origens e as condições de produção do que compram. Diante disso, estar em consonância com os princí-

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Foto: Agência Brasil

Medicamentos

genéricos veterinários terão produção e uso regulados por lei

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lei que estabelece o medicamento genérico de uso veterinário foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff. A lei publicada no dia 20 de julho no Diário Oficial da União, que entrará em vigor em 90 dias, conceitua os novos medicamentos veterinários e define os critérios para registro e comercialização. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento será o responsável por regular a produção e o emprego desses medicamentos, que devem ter a mesma qualidade, eficácia e segurança dos produ-

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tos convencionais, de marca. O Mapa ainda editará, periodicamente, a relação dos produtos de uso veterinário no País, seguida dos nomes comerciais e das respectivas empresas fabricantes. A lei determina que a pasta promova programas de apoio ao desenvolvimento

técnico-científico aplicado à melhoria da qualidade dos produtos de uso veterinário e de incentivo à cooperação técnica para aferição da qualidade e da eficácia de produtos farmacêuticos de uso veterinário. De acordo com o Governo, a iniciativa busca disponibilizar no mercado produtos com um custo menor, atendendo a um anseio dos produtores rurais. O Ministério da Agricultura também terá responsabilidade na fiscalização da eficácia do medicamento genérico, mediante coleta de amostras do produto na indústria e no comércio, para confirmação da bioequivalência (conformidade dentro das características e uso recomendado). Após a adequação das normas vigentes para a inserção dos produtos genéricos, o Ministério da Agricultura passará a ser responsável pelo registro das substâncias e pelo acompanhamento de todo processo, desde a fabricação até o emprego dos medicamentos. Foi vetado pela presidente dispositivo que garantia prioridade ao medicamento genérico de uso veterinário nas aquisições do setor público “em condições de igualdade de preço”. Segundo justificativa dos ministérios da Agricultura e do Planejamento, “a preferência proposta prejudica o incentivo à competitividade e à redução dos preços dos medicamentos de uso veterinário, o que contraria o escopo mais abrangente da proposição”. De acordo com a médica veterinária Ludmila Vieira, a medida vai ser muito boa, “inclusive porque medicamentos de uso veterinário são mais caros que remédios de uso humano, então a medida vem para baixar bastante os preços, aumentando a concorrência”, disse. Outubro 2012

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avanços e retrocessos *Airton Kunz DSc, Pesquisador III da Embrapa Suínos e Aves *Carlos Cláudio Perdomo DsC, Professor da Universidade do Contestado *Paulo Armando de Oliveira Pesquisador III da Embrapa Suínos e Aves

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biodigestão anaeróbia é um processo conhecido há muito tempo e seu emprego para a produção de biogás para a conversão em energia de cozimento, iluminação e como biofertilizante é muito popular nos países asiáticos, a exemplo da China e Índia. O interesse pelo biogás no Brasil, intensificou-se nas décadas de 70 e 80, especialmente entre os suinocultores. Programas oficiais estimularam a implantação de muitos biodigestores focados principalmente, na geração de energia e na produção biofertilizante e diminuição do impacto ambiental. O objetivo dos programas governamentais eram de reduzir a dependência das

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pequenas propriedades rurais na aquisição de adubos químicos e de energia térmica para os diversos usos (cozimento, aquecimento, iluminação e refrigeração), bem como, reduzir a poluição causada pelos dejetos animais e aumentar a renda dos criadores. Infelizmente, os resultados não foram os esperados e a maioria dos sistemas implantados, acabaram sendo desativados. Apesar dos avanços obtidos no conhecimento do processo de digestão anaeróbia, na tecnologia de construção e de operação de biodigestores, da redução dos custos de investimentos e de manutenção, continuamos a praticar os mesmos erros do passado e que poderão inviabilizar novamente o uso da tecnologia. Se o interesse dos suinocultores é de aumentar a rentabilidade econômica da atividade e adequação a legislação ambiental num país que dispõem de condições climáticas

Problemas enfrentados com biodigestores Os princípios básicos da digestão anaeróbia não estão sendo devidamente considerados, bem como, inexiste um planejamento adequado para a produção, uso e disposição dos subprodutos derivados. Os produtores não dispõe de assistência técnica treinada e com conhecimento nos processos produtivos do biogás, sendo muitas vezes, levados pela pressão a ajustar a atividade a legislação ambiental e pela oferta dos fornecedores de materiais e equipamentos, acabam por implantar processos mal dimensionados, com problemas operacionais e baixa eficiência de produção e uso do biogás, bem como a utilização do biofertilizante, inviabilizando o sistema do ponto de vista técnico e econômico. O primeiro problema refere-se ao desconhecimento de que a fermentação anaeróbia é um processo muito sensível e que a decomposição biológica da matéria orgânica compreende quatro fases (hidrólise, acidogênese, acetogênese e metanogênese). O sucesso da digestão depende do balanceamento entre as bactérias que produzem gás metano a partir dos ácidos orgânicos e este, é dado pela carga diária (sólidos voláteis), alcalinidade, pH, temperatura e qualidade do material orgânico, ou seja, da sua operação. Qualquer variação entre eles, pode comprometer o processo. A entrada de antibióticos, inseticidas e desinfetantes no biodigestor também pode inibir a atividade biológica diminuindo sensivelmente a

Fotos: Jean Carlos Vilas Boas Souza - Embrapa Suínos e Aves

Biodigestores:

favoráveis (temperaturas amenas e boa distribuição de chuvas) para produzir energia e biofertilizante, derivados dos dejetos, porquê isso não vem ocorrendo?

capacidade do sistema em produzir biogás. A percepção de que grandes volumes de biodigestores produzem altas quantidades de biogás nem sempre é verdadeira, entretanto o dimensionamento do biodigestor deverá ser compatível com o tempo de residência hidráulica deste (aconselhável TRH maiores que 35 dias) e as demandas de biogás na propriedade. Biodigestores com grandes gasômetros representam um risco a segurança dos produtores, face a ação mecânica dos ventos aumentando o risco de vazamentos de gás e sua combustão incontrolável pela formação de qualquer centelha. Há um consenso entre os especialistas, de que os modelos de biodigestores adotados entre os produtores de suínos, muitas vezes não passam de “simples esterqueiras cobertas” e, nem sempre projetados para otimizar a geração de biogás e biofertilizante. Aliado a isso, grande parte dos dejetos são extremamente liquefeitos, com baixa concentração de sólidos voláteis fruto de um grande aporte de água pelo desperdício em bebedores, entrada de água de chuva e lavagem excessiva das baias o que resulta em sistemas com baixa eficiência. A formação de zonas de curto circuito, busca de caminhos preferências pelo dejeto, dentro do biodigestor e o isolamento das bactérias do contato com a mistura em biodigestão, durante a fase de metanogênese também são fatores que diminuem a efici-

ência do sistema e contribuem para o assoreamento precoce do biodigestor e redução de sua vida útil. A agitação da biomassa no biodigestor pode mitigar estes problemas. Os microorganismos produtores de metano são muito sensíveis a variações de temperatura, sendo preciso assegurar a sua estabilidade, seja através do aquecimento interno ou de melhor isolamento térmico da câmara de digestão durante os meses de inverno, principalmente nos estados do Sul do Brasil. Este ponto é bastante crítico pois nos meses de inverno é que se apresenta uma maior demanda por energia térmica e uma tendência dos biodigestores em produzirem volumes menores de biogás causados pelas baixas temperaturas.

O Biogás O metano, principal componente do biogás, não tem cheiro, cor ou sabor, mas outros gases presentes conferem-lhe um ligeiro odor de vinagre ou de ovo podre. No emprego do biogás como combustível, deve-se estabelecer entre este e o ar, uma relação que permita a combustão integral. O biogás, por ser extremamente inflamável, pode ser simplesmente queimado para reduzir o efeito estufa (o metano apresenta um poder estufa cerca de 20 vezes maior que o CO2) ou utilizado para uso em fogão doméstico, motores de combustão interna, geladeiras, secadores de grãos, sis-

temas de aquecimento de aviário e geração de energia elétrica. A presença de vapor d’água, CO2 e gases corrosivos no biogás in natura, constitui-se o principal problema na viabilização de seu armazenamento e na produção de energia. Equipamentos mais sofisticados, a exemplo de motores à combustão, geradores, bombas e compressores têm vida útil extremamente reduzida. A remoção de água, H2S e outros elementos através de filtros e dispositivos de resfriamento, condensação e lavagem é imprescindível para a viabilidade de uso a longo prazo. O esforço desenvolvido pela indústria brasileira na adaptação e desenvolvimento de equipamentos para o uso do biogás é ainda muito pequeno sendo preciso avançar nesta questão, colocando a disposição dos produtores serviços, materiais e equipamentos mais adequados e confiáveis. A utilização de biodigestores para tratamento dos dejetos suínos não deve ser vista pelos produtores como uma solução definitiva e sim como parte de um processo haja vista que este sistema possui limitações. A possibilidade de utilização do biogás para geração de energia térmica e elétrica agrega valor ao dejeto diminuindo seus custos com tratamento e possibilita uma visão sistêmica do processo sob o ponto de vista da gestão ambiental da propriedade rural. Para que a tecnologia não venha a cair em descrédito, como já aconteceu no passado, alguns cuidados devem ser tomados na transferência desta ao produtor, aprimorando-se a assistência técnica, partindo-se do pressuposto que para o sucesso da tecnologia o usuário precisa ter conhecimento para se evitar erros, muitas vezes primários, que podem inviabilizar o processo. Outubro 2012

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Estrangeiros poderiam ajudar agronegócio, diz publicação do Núcleo de Estudos do Senado

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pede a compra ou o arrendamento de terras com mais de 50 módulos fiscais por estrangeiros. O módulo fiscal é uma unidade de medida agrária que varia de cinco a 110 hectares, dependendo do município e do tipo da exploração do imóvel. A lei também estipula que cada município não poderá ter mais de 25% de seu território sob controle de cidadãos

Foto: Divulgação

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m recente artigo publicado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas do Senado, dois consultores da Casa e um professor da Universidade de Brasília argumentam que as restrições impostas pela legislação à aquisição de terras brasileiras por estrangeiros podem reduzir ou mesmo inviabilizar parte dos investimentos produtivos no setor agropecuário do país. Os pesquisadores sustentam ainda que os estados cujas economias dependem do setor primário podem ser ainda mais prejudicados. No estudo, os consultores Fábio Augusto Santana Hage e Marcus Peixoto e o professor José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho – também pesquisador do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) – traçam um histórico das normas legais sobre o tema e as diferentes interpretações jurídicas adotadas pelo governo brasileiro. Os pesquisadores mostram que a Lei 5.709, de 1971, que restringe a aquisição de terras por estrangeiros no Brasil, foi motivo de pareceres divergentes da Advocacia Geral da União (AGU). A lei im-

ou empresas estrangeiros. Se forem da mesma nacionalidade, cada um não pode deter mais do que 10% da área de cada município. O primeiro parecer da AGU, de 1994, determinou que as restrições feitas pela lei a empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro foram abolidas pelo artigo 171 da Carta Magna, o que diminuiria o alcance da lei. Tal artigo, porém, foi revogado pela Emenda Constitucional nº 6, de 1995. Um segundo parecer, de 1999, manteve este entendimento. A partir da constatação do aumento da participação estrangeira no setor, foi elaborado um terceiro parecer, em 2010, o qual adotou posição totalmente diversa, considerando que o artigo constitucional extinto não era incompatível com a lei. A nova interpretação revalidou a lei no arcabouço jurídico brasileiro e, assim, as pessoas jurídicas brasileiras com a maioria do capital social detida por estrangeiros – que podem ser tanto pessoas físicas resi-

dentes no exterior como pessoas jurídicas com sede no exterior – ficaram sujeitas às mesmas limitações impostas às pessoas jurídicas estrangeiras autorizadas a funcionar no Brasil. Os autores acrescentam que tal parecer, publicado no Diário Oficial, criou ainda restrições a vários outros setores, como o da saúde, o das comunicações e o mineral.

Agroinflação Na introdução do estudo, os pesquisadores salientam o aumento dos preços

dos produtos agrícolas a partir de 2007, causado por diversos fatores: o crescimento econômico dos países emergentes; o aumento dos preços do petróleo, que motivou uma maior produção de biocombustíveis; efeitos climáticos adversos; e os baixos estoques mundiais de alimentos. Ainda na introdução, sustentam que “a aquisição de terras por estrangeiros cresceu desde 2008”, aumento motivado, entre outros fatores, por esta “agroinflação”. Ao analisarem os impactos da nova interpretação da AGU em 2010, os au-

Números De acordo com os números disponibilizados no estudo, obtidos junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em 2007, dos 577,5 milhões de hectares ocupados por propriedades rurais no Brasil, 3,8 milhões de hectares estavam nas mãos de estrangeiros. Os autores ressalvam, porém, que os números necessitam de aferição, uma vez que as interpretações da Lei 5.709 entre 1994 e 2010 desobrigaram os cartórios de registro de fornecerem dados específicos sobre as terras adquiridas por estrangeiros no Brasil. Ainda assim, sustenta o texto, entre 2007 e 2010, o número dos imóveis rurais no Brasil pertencentes a estrangeiros cresceu cerca de 3%, enquanto a área ocupada aumentou 13%. O crescimento da área desses imóveis pertencentes a estrangeiros aumentou mais nas Regiões Sudeste e Norte (aumento de 23% e 22%, respectivamente). Os pesquisadores avaliaram os dados disponíveis para o período entre 2009 e 2010, na tentativa de detectar o efeito pós-crise. Segundo eles, neste interregno, “apenas o Nordeste apresentou um crescimento significativo, algo próximo de 21%”. Constatam ainda que a aquisição de terras na Amazônia Legal dobrou entre 2007 e 2010, além de

tores voltam a sustentar que “os investimentos estrangeiros na agricultura brasileira cresceram de forma expressiva desde a implantação do Real em 1994”. De acordo com eles, o capital externo aumentou sua participação, neste século, nos setores sucroalcooleiro e de papel e celulose, tendo havido ainda “grandes investimentos estrangeiros nas regiões de fronteiras agrícolas produtoras de grãos e algodão, tais como Mato Grosso, Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins”.

uma grande variação percentual da área ocupada por estrangeiros no Piauí (138%), em Minas Gerais (64%) e no Espírito Santo (45%). Contudo, para eles, “é muito pouco relevante o percentual de imóveis pertencentes a estrangeiros na região da Amazônia Legal, seja pessoa física ou jurídica”. O estudo cita ainda pesquisa da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio, segundo a qual as restrições do governo decorrentes do parecer da AGU de 2010 “devem gerar, em 2011 e 2012, prejuízos de cerca de US$ 15 bilhões ao agronegócio, por inibir investimentos estrangeiros na forma de capital de risco”. Os autores sustentam, entretanto, que o crescimento da aquisição de terras por estrangeiros em algumas regiões e estados em nada compromete a soberania nacional. Para eles, ao contrário, “é importante entender esses movimentos segundo uma lógica de investimentos produtivos”, uma vez que “as regiões mais dinâmicas do agronegócio concentraram os investimentos estrangeiros na aquisição de terras”. Concluem ser necessário monitorar a aquisição de terras por estrangeiros, o que, para eles, pode ser feito por meio de registro e atualização dos dados de propriedades rurais. Ressalvam, porém, ser importante “lembrar que o Estado pode regular o mercado, mesmo com uma legislação mais flexível ao investimento externo estrangeiro”. Fonte: Agência Estado Outubro 2012

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Fotos: Divulgação

Três Barras

Empresa comemora 30 anos de muito trabalho e reconhecimento

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mpresas familiares nem sempre são bem sucedidas, mas a Três Barras é um exemplo contrário, um modelo de sucesso de como dois irmãos conquistaram o reconhecimento e êxito em 30 anos de atuação no mercado do agronegócio brasileiro. A convivência com os animais começou desde cedo para Ricardo e Mário de Figueiredo. O pai, criador e apaixonado

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por cavalos fez o primeiro Campeão Nacional na raça Campolina em 1945. Em Belo Horizonte, Minas Gerais, Ricardo era árbitro de registro em três associações de raças, atividade que exerceu por 15 anos e Mário, Superintendente de Exportação da Forjas Acesita. Os dois largaram tudo para enfrentar o novo desafio e abriram em 1982 a Três Barras. Inicialmente a empresa atuou na comercialização de produtos agropecuários tendo como ênfase produtos destinados à equideocultura, oferecendo assistência técnica e orientação zootécnica a criadores de cavalos em várias partes do país. A partir de l985, por opção de seus diretores, que vislumbraram novos horizontes na comercialização de animais, a Três Barras passou a preencher uma lacuna existente em Belo Horizonte, principalmente na promoção, realização e coordenação de grandes leilões de cavalos que, a partir deste ano, passaram a engrandecer o mercado rural brasileiro. O Leilão Seleção Horse Shop foi o primeiro leilão de elite da raça Manga-

larga Marchador –– no Pampulha Iate Club. Depois vieram muitos eventos pelo Brasil afora e inclusive uma exposição internacional, atualmente a empresa atende raças equinas e bovinas. São cerca de oito por mês e em 2011 a empresa realizou 94 eventos dentre exposições e leilões. “Já realizamos dois leilões em um mesmo dia e até cinco exposições em um mesmo final de semana. Viajamos sempre separados fazendo exposições ou vistoriando animais para os leilões. Temos uma equipe de funcionários muito boa, que nos ajuda muito, e temos muita seriedade em tudo que fazemos”, disse Ricardo. Atingir 30 anos de sucesso é tarefa para poucos, mas foi calcado em muito trabalho que a Três Barras chegou onde chegou e continua colhendo frutos desse sucesso. Nessa comemoração, a empresa recebeu recentemente homenagem do Governo do Estado de Minas Gerais, IMA, FAEMG e EMATER. “Ficamos muito honrados e isso veio mostrar todo o sucesso de nosso trabalho realizado até hoje. Isto é gratificante. É o resultado de muito trabalho baseado principalmente em seriedade, confiança e honestidade. A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas aquilo em que ele nos transforma perante nossos amigos e clientes. Os amigos feitos ao longo desses 30 anos é nossa maior riqueza”, comemoram os diretores.

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tégias podem ser estudadas para diminuir aos poucos este período, sem que os índices sejam prejudicados. Cada propriedade deve ser avaliada e uma programação pode ser feita para encurtar a estação de monta ao longo de alguns anos”, orienta a pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Alessandra Corallo Nicácio.

Foto: Divulgação

Uso da IATF

É hora da

Estação de Monta Maior parte do Brasil realiza o período de reprodução das vacas de outubro a março

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estação de monta é uma estratégia adotada para aumentar a produtividade de fazendas e gerar benefícios por diversas razões, entre elas: reunir os nascimentos na época mais adequada do ano e, consequentemente, concentrar a desmama e produzir lotes uniformes de bezerros. Outro ponto é que entre uma estação e outra os reprodutores têm o período de descanso para restabelecer condições para o próximo período reprodutivo. Segundo a Embrapa Gado de Corte, a época indicada para a prática, principalmente no Brasil Central, ocorre entre os meses de outubro e março quando existem maior

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fartura e qualidade de forragem, oferecendo uma melhor condição nutricional bovina. “Após os nascimentos, as vacas entram em balanço energético negativo, o que interfere na reprodução. Com a maior oferta de alimento, elas conseguem ingerir maior quantidade de nutrientes e os índices reprodutivos são melhores”, explica a médica veterinária Alessandra Teixeira. Uma das possibilidades para tornar a estação de monta mais eficiente é o encurtamento, realizado de outubro a dezembro. Isso resulta em nascimentos entre julho e outubro, fazendo com que os bezerros tenham menor incidência de parasitos e doenças, por ser um período mais seco. Ainda como vantagem, o consumo efetivo de forragem pelos bezerros terá início aos três meses de vida, quando o período das águas já terá iniciado e a oferta de alimento será alta. “Recomenda-se que a estação de monta tenha duração de até 90 dias. Estra-

A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) cresceu significativamente no Brasil nos últimos anos e oferece a possibilidade de inseminar um grande número de vacas em um curto espaço de tempo, aumentar o número de bezerros, acelerar o melhoramento genético, reduzir o intervalo entre os partos, padronizar os lotes e obter melhores preços nas vendas, promovendo melhoria genética que traz lucro ao produtor de gado. Por meio da IATF é possível produzir até 10% mais bezerros com o mesmo espaço de pastagem. O Mato Grosso do Sul, um dos principais Estados na criação de gado de corte, tem um forte investimento em reprodução neste período. A Ourofino Agronegócios espera atingir a venda de 500 mil protocolos reprodutivos durante o período. “O uso da IATF é indicado preferencialmente no início da estação de monta, pois faz com que as parições sejam antecipadas no ano seguinte. Os protocolos reprodutivos têm como objetivo principal otimizar o uso da inseminação artificial sem a necessidade de observação de cio e estimular a ciclicidade de vacas em anestro, condição muito comum nos rebanhos brasileiros. Dessa forma, conseguimos conciliar o melhoramento genético com produtividade”, afirma Alessandra Teixeira. Para bons resultados devem-se aliar cuidados sanitários com vacinas e vermifugações, mineralização adequada e manejo reprodutivo através da formação de lotes de parições.

Cavalo

nordestino

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Cavalo Nordestino mais conhecido como “pé duro”, tem em suas características a extrema rusticidade e pouca exigência de água e de alimentação, por ser adaptado a regiões semidesérticas. Sua área geográfica vem desde o Maranhão, Piauí, Ceará, até chegar ao sertão da Bahia. Apesar de sua pequena estatura, magreza, aparência resignada, conseguem trabalhar com excelência e sem a necessidade de ferraduras ou qualquer outra proteção na Caatinga brasileira, onde nenhum outro equino se sobressai. Historicamente, o animal desta raça foi utilizado para montaria de vaqueiros e coronéis, bem como de personalidades importantes da história nacional, como é o caso de Lampião, famoso cangaceiro que aterrorizou o Sertão Nordestino. A raça é a única que se presta à árdua missão de pega de boi no mato, atividade muito frequente nesta região, e que deu origem ao esporte da vaquejada. No Ceará, região no Cairi, a intenção dos criadores é retirar os animais do risco de extinção e, consequentemente, desenvolver novas criações, e estimular atividades equestres, tipo baliza, tambor e prado com os indivíduos da progênie, além de aumentar ainda mais o gosto pelas tradicionais cavalgadas e vaquejadas e também a pega

de boi, esportes que resgatam a história do vaqueiro nordestino. A criação dos animais da raça torna-se extremamente atraente devido ao baixo custo de aquisição e manutenção. Os animais consomem pouca forragem, não são exigentes com relação à quantidade da mesma e se adequam a qualquer tipo de pastagem. De acordo com o presidente da Associação Equestre e de Preservação do Cavalo Nordestino, Luis Cleber Soares Machado, quem ama as raças naturalizadas, ditas como não comerciais, como é o caso do Cavalo Nordestino, sabe como é difícil no Brasil tão modista defender esta bandeira. “A nossa AEPCN é uma associação que trabalha nos mesmos moldes de uma associação nacional, temos regras rígidas quando se trata de seleção do Cavalo Nordestino, temos a direção técnica, estatuto e o Regulamento de Controle do Cavalo Nordestino. A nossa história de amor pela raça é desde criança e começamos a trabalhar o projeto de valorização e divulgação da raça, há mais de dez anos. É um trabalho de formiguinha que só agora começa a despontar naturalmente. Matamos um leão por dia para manter o nosso projeto e os nossos animais, queremos muito divulgar a riqueza e beleza que é o Cavalo Nordestino”, explica. Outubro 2012

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uís Antônio Barreira- Titão Barreira como é conhecido em todo o Brasil-, titular do criatório Rebanho, no município de Carmo da Mata/MG, juntamente com seu irmão Paulo César Barreira, exerce a atividade de criador de Mangalarga Marchador há 37 anos. Seu haras conta hoje com 35 doadoras e 20 matrizes, além de um grande número de potras em recria para avaliação. De acordo com Titão, quando ele e seu irmão iniciaram na criação de equinos avaliaram outras raças e optaram pela criação de Mangalarga Marchador por várias razões. “Primeiro por ser o cavalo de sela brasileiro, criado em todos os estados e difundido em todo o território nacional. Uma raça de grande versatilidade que serve para passeio, trabalho e esporte, dimensionado para o seu biótipo. Em Minas Gerais a raça é tão expressiva que fica até difícil dedicar-se a outras, uma vez que as demais ficam em posição de desvantagem em relação ao Mangalarga Marchador”, comenta. O criador pondera que dentre as inúmeras satisfações que a criação do cavalo proporciona ao indivíduo, a primeira delas é a atividade de criar propriamente dita, ou seja, fazer o acasalamento, esperar o nascimento do produto, vê-lo desmamar e acompanhar seu crescimento e evolução até o momento da doma e equitação, que é a função final do cavalo, onde ele demonstra toda a sua habilidade, docilidade, destreza, agilidade, resistência e comodida-

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de ao cavaleiro. “O Mangalarga Marchador é o melhor cavalo de sela do mundo”, comenta Titão. As dificuldades inerentes à criação existem, mas o titular da Rebanho afirma que com muita dedicação e sabedoria no direcionamento do trabalho do criador, na escolha dos reprodutores e no acasalamento com as fêmeas, é possível realizar um bom trabalho.” A propriedade tem que contar com boas pastagens, boas divisões e água. Instalações adequadas são indispensáveis como baias para garanhões, éguas e potros, tratadores, troncos especiais para procedimentos diversos, redondel para treinamento e apresentação, pista para equitação e treinamento, farmácia, laboratório, selaria, depósito e fábrica de ração, local apropriado para natação, etc”, explica. Titão também pondera que a mão de obra especializada também é outra dificuldade enfrentada pelos criadores, é escassa nem sempre de qualidade, carente de treinamento e formação profissional. O mercado também nem sempre é de fácil acesso, oscila muito e os meios de venda são complicados. “Os leilões, por exemplo, que são hoje a modalidade de venda mais praticada, apresenta problema de super oferta, acima da capacidade de absorção por parte do mercado e altos custos, na maioria das vezes não suportados pelo criador.” Como em qualquer concorrido mercado, na criação de cavalos não é diferente. O

TOTEM

37 anos de criação exemplar no Mangalarga Marchador

Fotos: Divulgação

Rebanho Agropecuária

criador tradicional mais conhecido ou mais agressivo tem maior facilidade de colocação de seus produtos em detrimento do criador novo e ainda inexperiente sem conhecimento dos meandros do mercado. “Como a Rebanho tem nome no mercado e uma tradição de produtos de qualidade, tudo fica mais fácil, comparado com o pequeno criador. Recebemos visitas regularmente na fazenda e participamos com frequência dos principais leilões da raça, além de já termos realizado mais de dez leilões próprios ou em parceria com outros criadores. Todos foram um sucesso, com praticamente 100% de venda”, comemora. Participar de exposições especializadas da raça é uma necessidade que todo criador que almeja alguma projeção no cenário nacional não pode abrir mão. “A competição é muito importante para uma avaliação daquilo que estamos conseguindo com nosso trabalho, comparado com os demais concorrentes, além do grande prazer proporcionado pela vitória de um exemplar de nossa criação quando ganhamos um campeonato. É impressionante a força promocional da repercussão dos bons resultados em pista. Um criatório não pode viver sem participar de exposições”, comenta Titão. Com tanta experiência acumulada em 37 anos de criação Titão afirma que quer dar continuidade ao seu trabalho de seleção genética, produzindo cada vez melhores animais de raça. “Indivíduos de qualidade morfológica, marcha cada vez melhor e temperamento de sela do qual não podemos abrir mão, sem esquecer do tipo de sela, o talhão, imprescindível ao bom animal. Os investimentos são uma constante porque sem investir em genética, nutrição, tecnologia e promoção não conseguiremos os resultados que todo criador de cavalo deseja”, finaliza. Outubro 2012

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oportunidade que ela tem de perceber quem está interessado em que”, explica a pisteira que também tem uma empresa de agenciamento de profissionais para eventos, a Ymagem. Conhecer os animais e as raças também é tarefa das auxiliares de pista que atuam nos remates como vendedoras e acabam transmitindo muita confiança para os criadores. Manu já chegou a comprar animais com a autorização de criadores. “Certa vez, no leilão do Haras Atibainha, o criador Aylton Bernadino (Haras ABA) não pôde comparecer ao evento, mas tinha interesse em um lote que já havia sido comentado ao titular do leilão, Sr. Josué Rodrigues. Combinei com Aylton o valor da parcela que estava disposto a pagar e fui autorizada a dar lances. Deu tudo certo, comprei o lote, meu cliente ficou satisfeito e o vendedor super feliz, pois mesmo não estando presente o Aylton participou do leilão, isto é muito gratificante”, comemora.

Pisteiros Fundamentais no sucesso dos leilões

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les são divertidos, espertos, simpáticos e fazem de tudo para não perder nenhum lance. Os auxiliares de pista, mais conhecidos como pisteiras e pisteiros, são as mulheres e homens que ficam atentos aos gestos de compra dos criadores e são eles que dão aquele empurrãozinho pra ajudar nas vendas e agrega valor aos lances. Manoelita Imaculada de Araújo, mais conhecida como Manu ou Manô, está há 25 anos na profissão e é apaixonada pelo que faz. Sua experiência a faz ser altamente reconhecida pelo trabalho

que desempenha. Foco talvez seja a palavra que melhor descreva essa brilhante profissional que pondera os pontos fundamentais para o alcance do sucesso na profissão: “Evite conversas sem sentido, faça as coisas sem reclamar e lembre-se você está ali para trabalhar. O mais importante no trabalho como auxiliar de pista é o prévio conhecimento do que vai ser vendido, ficar atenta ao tipo de animal que o criador gosta, que tipo de animal se encaixa na tropa dele, enfim, a profissional deve ficar de olho na apresentação dos animais, esta é a

O entusiasmo e alegria das auxiliares de pista contagiam o leilão e o estilo de cada uma passa a ser sua marca registrada. “Dizem que pareço uma maluca quando estou em pista, o leiloeiro Rodrigo Costa diz que quando eu começo a gritar e pular demais parece que baixou um santo em mim. Essa energia é reflexo do amor que tenho pela profissão e sou imensamente grata por cada pessoa que me ajudou com que eu chegasse até aqui e conquistasse os amigos que tenho nas raças”, conta. Outra experiente pisteira é Maria Guadalupe Félix, mais conhecida como Guadá. Há cerca de 23 anos Guadá fez seus primeiros leilões como auxiliar de pista, emprego que apareceu por acaso quando foi com uma amiga se cadastrar na empresa de Rose Valadão e acabou ficando com o cargo. São várias as raças de bovinos, equinos e caprinos nas quais Guadá já atuou.

Manuelita Imaculada “Manu” (esq) e Maria Guadalupe “Guadá” (dir).

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Vanessa, Manu, Paulo, Guadá e Roberta.

A pisteira conta que no início da profissão já cometeu erros comuns pela inexperiência. ”A primeira vez que fui fazer um leilão, cai na besteira de beber e fiz feio em ficar pegando lance sem animais na pista e também lote que já tinha passado e eu ali pegando sem saber o que fazer”, revela. Os planos de Guadá para o futuro é continuar realizando leilões pelo Brasil a fora, em especial no Paraná e Rio Grande do Sul. Poder falar um pouco das auxiliares de pista é também mostrar os caminhos e obstáculos dessa profissão que acolhe mulheres de diferentes idades e formações. Vanessa Silva Ferreira de 31 anos, acredita que existem certos mitos em torno da profissão, como por exemplo o assédio dos homens. “Não tem assédio, precisamos desmistificar isso. Existe sim, muito respeito e cumplicidade entre nós que trabalhamos na pista e o nosso cliente, o comprador. É uma relação estritamente profissicional, porém amistosa. Estamos lá pra vender e o cliente para comprar. O importante é fazer com que compradores e vendedores fiquem satisfeitos com nosso trabalho”, disse.

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A auxiliar de pista afirma que a profissão não é fácil e exige algumas abdicações. “Ficamos longe da família e dos filhos, é cansativo. Não basta dizer que é pisteira, tem que vestir a camisa e gostar do que faz, procurar entender sobre o animal que está sendo vendido, ter argumentos e muita emoção”, completa. Roberta Maria de Souza, de 28 anos já acumula 12 de profissão indicada pela irmã que também atuava na área. Já passou por diversas raças, mas afirma que é dos cavalos que ela gosta. “Para ser

Vanessa, Guadá e Roberta.

piteira é preciso dedicação e não ter timidez, conhecer o que é a profissão e só entrar se realmente for o que quer. Ainda sonho em fazer uma faculdade e poder ter uma profissão que me dê mais segurança, mas sem deixar de fazer pista que gosto tanto”, finaliza. Paulo Cerântola, 42 anos, trabalha há quase 25 anos como pisteiro inclusive em leilões internacionais percorrendo diversos países e ao longo da profissão acumulou várias histórias curiosas que hoje são reveladas com muitas risadas e carinho à profissão. “Certa vez em um leilão virtual, a mesa operadora recebeu uma ligação de uma mulher que queria dar um lance, mas não era no gado, era no menino que estava anunciando os compradores, ou seja, eu. Foi muito engraçado, depois o caso virou notícia nos bastidores”, diverte-se Paulo com a lembrança. Mas o auxiliar de pista lembra também que já se machucou trabalhando. “Fui fazer uma brincadeira ano passado em um leilão, essas palhaçadas que faço e cai errado e luxei os dois pés. Tive que andar de muletas um bom tempo”, conta. Paulo já deixou a profissão por alguns anos para trabalhar como modelo, mas acabou voltando e se considera um amante do que faz. “Sei fazer outras coisas, mas minha paixão é ser pisteiro. O mercado é pequeno, não tem gente nova, somos sempre os mesmos, pois dedicamos à nossa profissão. Faço em média 15 leilões por mês, já cheguei a fazer dois leilões por dia, dá para ganhar dinheiro; mas infelizmente não temos vida social, nossa vida é nos leilões de quinta a domingo”, finaliza. Outubro 2012

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Inovação e tecnologia à serviço do agronegócio brasileiro

O

Attualitá

Agronegócios

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agronegócio rendeu-se à tecnologia e os acessos aos sites e leilões online são cada vez maiores. O mercado de vendas pela internet já movimenta milhões ou até bilhões em todo o mundo e no agronegócio não é diferente. Cada vez mais, os portais voltados para o setor ganham espaço entre criadores, estudantes e apaixonados pelas raças. Em Belo Horizonte a Attualitá Agronegócios sai na frente quando o assunto é internet e agronegócio. A experiência e conhecimentos de seus proprietários Gianfranco Cunha Ferreira e Davidson Teixeira, faz da empresa referência na prestação de serviços e vendas online no ramo. Tudo começou em 2007 quando o médico veterinário Gianfranco, habituado no meio do cavalo e sentindo uma grande demanda por parte dos cria-

Os sócios Gianfranco Cunha Ferreira e Davidson Teixeira.

dores na profissionalização do serviço, inaugurou a empresa. Equipe 4 anos.

Experiência e profissionalismo Gian, como é conhecido, formou-se em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Viçosa em 1994 e especializou-se em Medicina Esportiva Equina pela Universidade Veiga de Almeida no Rio de Janeiro. “Eu já era um aficionado por cavalos quando optei pelo curso de medicina veterinária. No último ano de faculdade já dava assistência para um haras e já entendia um pouco sobre preparação equina. O Mangalarga Marchador foi meu destino. Fui conhecendo diversos criadores que me incentivaram e me influenciaram muito positivamente na profissão, como o Sr. Humberto Lobo do Haras

Alcatéia, Miguel Viriato de Souza do Haras MIG, Lael Varella Filho do Haras Lagloria e Jener Augusto da Silveira do Haras da Moldura”, disse. O veterinário também atuou nas raças Campolina e Quarto de Milha, mas teve seu foco no Mangalarga Marchador. Gian com muita dedicação e amor pelos cavalos presta consultoria aos haras na parte de planejamento para competições, nutrição, medicação e planeja o trabalho anual dos haras com foco na exposição Nacional. “A Nacional é Copa do Mundo do Mangalarga Marchador, nos preparamos durante o ano inteiro e temos tido excelentes resultados em pista. Eu e minha equi-

pe estamos nos tornando referência em preparação para a Nacional, pelo planejamento bem feito e estratégias corretas. Errei muito para chegar até aqui, hoje estou colhendo vitórias”, comemora. Gian é consultor de cerca de 20 haras espalhados pelo Brasil , principalmente nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Nordeste.

A empresa Acumulando anos de experiência no atendimento aos haras, Gian conta que informalmente começou a participar das vendas e negociações. “Foi uma consequência de mercado. Vimos uma Outubro 2012

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demanda e resolvemos profissionalizar”, diz. Focada inicialmente em leilões virtuais e receptivo de leilões presenciais, a Attualitá Agronegócios era composta por três sócios, mas em 2010 dois saíram da sociedade e Gian juntou-se a Davidson para buscar novos rumos para a empresa. Hoje ela alcançou novas conquistas, aumentou seu leque de serviços e vislumbra uma notoriedade cada vez maior. “Fizemos um redirecionamento e resolvemos focar para o mundo virtual. Temos hoje um portal com palestras técnicas, avaliações de mercado, animais à venda, leilões online e virtuais. Estamos inovando com um chat entre criadores como fonte de ajuda e solução de dúvidas, notícias, cursos e até um jogo chamado Minha Tropa, estamos terminando o projeto que será um sucesso entre os criadores.

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Além disso, também criamos catálogos e material de leilão”, explica. Tornar-se referência como portal de agronegócio, esses são os planos da Attualitá que tem investido nessa projeção. “Buscamos trabalhar sempre com muita qualidade e confiabilidade acima de tudo. Não queremos apenas fazer uma venda, mas nos preocupamos muito com o pós venda, queremos nossos clientes satisfeitos sempre. Quem sabe poderemos dizer um dia que nosso portal é o mais acessados diariamente no ramo? Estamos trabalhando muito e focados para nos tornarmos referência na internet”, explica Gian. Atualmente a Attualitá conta com mais de 10 mil cadastros no portal, número que comprova que o trabalho desenvolvido pelos sócios Gian e Davidson está dando resultado. “O mercado online ainda vai crescer muito. O per-

fil do comprador é diferente e ele traz novos criadores para as raças. Queremos aumentar muito os acessos, trazer novas raças para nosso portal, tanto de equinos quanto de bovinos, atendendo o mercado como um todo. Já estamos programando nosso primeiro leilão da raça Guzerá para o primeiro semestre do ano que vem”, diz. O próximo passo da empresa para aumentar seus acessos é desenvolver um aplicativo para smartphones e um sistema inovador de lances através de SMS.”O cliente está na rua querendo acompanhar o término de um leilão online. Ele se cadastra e recebe um aviso no celular que o remate está encerrando, assim ele pode enviar uma mensagem pelo celular e comprar o animal”, explica.

Outros projetos Inserido no contexto do mundo digital, Gian vislumbra novos ares. No mês de outubro estará inaugurando dois novos endereços eletrônicos, um focado no mercado pet: o VETAULA, voltando para o setor de pet, bovinos e equinos com cursos à distância totalmente online, com professores capacitados com mestrado e doutorado. Outra inovação é o site PETOFERTAS que reunirá no mesmo endereço eletrônico, acessórios em geral para o mercado pet, como o próprio nome diz. As palestras técnicas também farão parte dos serviços oferecidos pela empresa. O mês de outubro promete muitas novidades para o mercado. Vamos aguardar! Outubro 2012

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N

um país tropical como o Brasil, onde o sol brilha praticamente o ano inteiro, era de se esperar que as tecnologias aplicáveis à agricultura utilizando energia solar fossem alvos de pesquisa, e pensando nisto a pesquisadora Raquel Ghini, da Embrapa Meio Ambiente, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, está experimentando novas técnicas de desinfestação do solo utilizando somente os raios solares. Uma dessas técnicas é o coletor solar, um equipamento de funcionamento simples e construção barata, que tem por finalidade acabar com os fungos,

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bactérias e algumas plantas daninhas dos solos que serão utilizados para o plantio de mudas produzidas em recipientes como sacos plásticos, vasos ou bandejas, principalmente em viveiros. O coletor solar desenvolvido por Raquel agradou os produtores que tiveram a oportunidade de ver os experimentos conduzidos com o solo desinfestado no aparelho. Trata-se de uma caixa de madeira, com tubos metálicos, que podem ser de ferro galvanizado (calhas de residências) ou alumínio (tubos de irrigação) ou cobre, onde o solo é colocado e uma cobertura de plástico transparente, que permite a entrada dos raios solares.

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MADEIRITE 100

AL (0,4) TUBO METÁLICO

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PLÁSTICO TRANSPARENTE AL ( 0,4 mm ) NAS LATERAIS E NO FUNDO

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Atualmente, para evitar a contaminação dos solos de novas áreas pelas mudas que saem dos viveiros, os produtores utilizam basicamente dois métodos. Um deles é o vapor, onde a terra é aquecida a uma temperatura suficiente para eliminar os fungos. Esse método é caro e ainda exige gastos com energia elétrica, lenha ou diesel. O outro método é ainda menos ecológico e recomendável. Trata-se do uso do gás brometo de metila, que além de ser caro, é perigoso - pode inclusive provocar a morte caso seja manipulado indevidamente - e ainda, explica Raquel, causa o que se chama de “vácuo biológico”, ou seja, além de matar os agentes causadores das doenças nas plantas, mata também os agentes benéficos. A pesquisadora resume dizendo que “mata tudo no solo, deixando-o estéril”. “O maior problema nesse caso é que o plantio de uma semente ou muda infectada no solo estéril pode provocar uma reinfestação, já que os inimigos naturais dos fungos e bactérias foram eliminados da terra”, explica.

Construir um coletor solar não é caro nem difícil. Para isso, basta dar uma olhada no porão e juntar um punhado de sucata. Na verdade, a nova invenção que desinfesta o solo e acaba com os microrganismos fitopatogênicos não passa de uma caixa de madeira que qualquer pessoa com noções de marcenaria pode construir. A construção começa, então, pela seleção do material. Quem quiser um coletor de primeira pode comprar madeira de qualidade, como ipê, para fazer a caixa. No total irá gastar em torno de 200 reais. Mas na falta desse material ou desse dinheiro, a madeira que se tiver em mãos serve. Será necessário usar mais madeira para fazer os pés do aparelho, sendo importante apenas cuidar para que o ângulo de inclinação esteja correto. O cálculo do ângulo vai depender da latitude do local onde o coletor for instalado. A essa latitude soma-se mais dez graus e obtém-se o ângulo correto. Toda a caixa deve ser pintada de branco por fora e preto por dentro. Os tubos, onde será colocado o solo, também devem ser pintados de preto e podem ser obtidos através de corte de tubos de chapa galvanizada, geralmente utilizados para fazer calhas em residências. Por fim, compre um plástico transparente qualquer, mas que seja resistente à exposição do sol - o melhor deles é o plástico cristal - e ajuste-o à superfície da caixa. Depois disso, é só instalar o coletor no campo seguindo o ângulo correto e deixar que o sol faça o resto do trabalho.

Esquema para construção do coletor solar.

TUBO METÁLICO ( 15cm ) LATERAIS DE MADEIRA FUNDO PRETO

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uma nova tecnologia para tratamento do solo

Métodos anti-ecológicos

Coletor pode ser feito com sucata

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CORTE A´A

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PLÁSTICO TRANSPARENTE FECHO TAMPA DE MADEIRA MADEIRA ELEVAÇÃO 1

4 7, 5 15 7, 5

Raio solar:

Segundo a pesquisadora, o mecanismo de funcionamento é o mesmo de um aparelho de energia solar utilizado para aquecer água em residências. O sol bate nos tubos, aquece a terra e os fungos são eliminados pelo calor. “Normalmente, em um dia de sol, a temperatura dentro dos tubos chega a 70 graus, o que é suficiente para matar os fungos mais comuns como Scletorinia sclerotiorum, Sclerotium rolfsii, Verticillium e Rhizoctonia solani entre outros, pois são todos sensíveis ao calor.

PEÇA PARAFUSADA ENTRE A MADEIRA E O TUBO PARA MELHOR FIXAÇÃO TUBO METÁLICO PERFIL DO FECHO DA TAMPA DO TUBO 100

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PLÁSTICO TRANSPARENTE FECHO FECHO TAMPA PEÇA P/ FIXAR O TUBO ELEVAÇÃO 2

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Odontologia

*Nilton Renato Peixoto de Oliveira Médico Veterinário. www.odontologiaequina.net

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Odontologia Equina, bastante utilizada nos EUA e Europa, onde existem relatos muito antigos em jornais e até mesmo em filmes, ganhou força no Brasil, a partir da década de 90 e começou a ser bem mais utilizada por aqui em todas as raças equinas. No inicio apenas animais de alta performance de salto e adestramento tinham esse tratamento, até mesmo pela influência dos europeus, que dominavam o esporte. Hoje, temos no Brasil profissionais capacitados e até mesmo equipamentos de fabricação nacional de ótimo nível. A divulgação da especialidade vem aumentando o interesse de criadores e proprietários de equídeos, uma vez que, não só os cavalos são tratados, mas burros, mulas e jumentos também são beneficiados com esta prática. No Brasil a odontologia equina é uma atividade do médico veterinário devidamente capacitado, pois é necessário o uso de sedação para o procedimento, tanto para segurança do animal, quanto dos profissionais envolvidos.

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São vários os problemas dentários dos equídeos como, por exemplo: ganchos, rampas, ondas, pontas de esmalte, dentes de leite retidos, dentes de lobo, fraturas, doenças da gengiva, dentre outras e ao contrário do que se imagina, o problema não é exclusivo de cavalos idosos. Entre o nascimento e o quinto ano de vida é primordial um acompanhamento mais intensivo de até dois exames anuais, já que nesta fase de vida o animal troca sua dentição provisória pela definitiva, além de ocorrer o nascimento dos molares. Um dos cuidados que se deve ter neste período da vida é sempre examinar

Fotos: Divulgação

Equina

a cavidade oral do equino para observar se não há nenhum dente decíduo (de leite) retido, atrapalhando a erupção do dente definitivo, e isso é muito importante porque é exatamente neste período da vida que se dá o desenvolvimento do animal. Qualquer problema na dentição vai atrapalhar seu pleno desenvolvimento, e em alguns casos leva o proprietário a gastar muito com suplementos e medicamentos para suprir uma carência nutricional, que na verdade, é ocasionada pela falta de aproveitamento do alimento que é fornecido ao animal por algum problema dentário. Portanto, um acompanha-

Dentes de lobo ( primeiro pré molar)

mento da evolução de sua dentição evitará que ocorra falta de aproveitamento de alimentos e traumas, no início de sua doma, pois o que atrapalha muito nesta fase são as pontas de esmalte que se formam por conta da mastigação lateralizada. O “dente de lobo” (primeiro pré-molar) que costuma ter sua erupção entre o sétimo e nono mês de vida, também é um problema bastante comum principalmente na fase de doma, já que, em sua posição anatômica normal fica entre o segundo pré molar e o bridão, o que causa um incômodo para alguns animais e atrapalha o inicio da doma. É recomendável que se faça a retirada deste dente

antes de começar a doma, lembrando que esta extração deve ser feita por um profissional, para não ocorrer erros e traumas para o animal. Na fase adulta, após o quinto ano de vida, a maioria dos equinos precisa de apenas um serviço dentário por ano, sendo que animais utilizados para qualquer tipo de esporte devem ter sempre um acompanhamento mais rigoroso, já que qualquer ponta de dente pode interferir em seu desenvolvimento esportivo, seja ele um animal de salto, baliza e tambor, marcha, adestramento, enduro, ou outros. E como perceber se o animal está com problemas dentários? Repare que ele dará

sinais, como, fezes com pedaços de capim com mais de seis centímetros ou grãos inteiros, cólicas recorrentes, reação na hora de colocar a embocadura ou durante a equitação balançando a cabeça, refugos, emagrecimento mesmo comendo muito, recusando o alimento ou deixando cair ração durante a mastigação. Para fazer um diagnóstico preciso, é necessário o exame da cavidade oral por um profissional com experiência e equipamentos especializados, porque a Odontologia Equina bem realizada não se restringe somente às retiradas de pontas de esmalte e extração de “dentes de lobo”. O animal pode ter um problema, que na vista do leigo pode passar despercebido, já um médico veterinário com experiência na área, alem de executar o procedimento seguro, usando sedativos e anestésicos dentro dos padrões de bem estar animal, é quem está habilitado para diferenciar o que é normal, do patológico na arcada dentária do animal.

Posição do procedimento odontológico

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Fotos: Divulgação

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Produção

citrícola brasileira

*Gabriel Perin Gomes, Bruna Vera Gabriel, Estevão Perin Gomes, José Guilherme Lança Rodrigues. Agrônomos - Faculdade Eduvale de Avaré.

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s plantas cítricas são nativas da Ásia, pertencentes à família Rutaceae e o gênero Citrus representa o ponto mais alto de um longo período evolutivo, cujo início remonta a mais de 20 milhões de anos, na Austrália (SWINGLE, 1967). Segundo pesquisadores, os citros foram levados da Ásia para o norte da África e de lá para o sul da Europa, onde teriam chegado à Idade Média. Da Europa foram trazidos para as Américas na época dos descobrimentos, por volta de 1.500 (TURRA & GHISI, 2010). O agronegócio dos citros nacional é altamente competitivo no mercado internacional e alguns fatores contribuem para isso, como importantes instituições voltadas para a pesquisa, como o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e o Centro de Citricultura Sylvio Moreira, além de custo de produção baixo, clima favorável, oferta abundante da fruta in natura, proximidade do setor produtivo com o canal de escoamento e boa penetração no mercado exterior (TURRA & GHISI, 2010). Com uma das maiores coleções de citros – cerca de 2 mil tipos de laranjas, tangerinas e limões, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, superado apenas pela China e Índia e o maior produtor mundial de citros com mais de 19 milhões de toneladas

(IBRAF, 2010), sendo o Estado de São Paulo o principal polo produtor, com quase 83% da produção brasileira. A citricultura tem grande importância para a agricultura nacional, ocupando uma área aproximada de 812 mil hectares e produção anual de cerca de 20 milhões de toneladas de frutos (IEA, 2010), porém o seu perfil mudou na última década, pois além da migração do cultivo para o sudoeste de São Paulo, as regiões Sul e Nordeste têm cada vez mais participação na produção brasileira de citros. A citricultura é, hoje, um dos setores mais competitivos e de maior potencial de crescimento do agrone-

gócio. O Brasil detinha cerca de 40% da produção mundial de laranja e 60% da produção de suco de laranja na safra de 2005/2006 (USDA, Safra 2005/2006). Essa produção aumentou 26,6% em 2011/2012 na comparação com a temporada anterior. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB, 2011), foram colhidas 375,74 milhões de caixas de 40,8 kg. O PIB do setor citrícola em 2009 foi de US$ 6,5 bilhões, dos quais US$ 4,39 bilhões no mercado interno e US$ 2,15 bilhões no mercado externo. A citricultura gera, entre empregos diretos e indiretos, um contingente de 230 mil posições, além de uma massa salarial anual de R$ 676 milhões, gerando renda de US$2 bilhões para os produtores de citros e faturamento total dos elos da cadeia produtiva de citros de US$14,6 bilhões (NEVES et al., 2011). Fonte: Orquidofilos.com

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31ª Exposição

Nacional

Animais e apresentadores esperam os resultados finais.

De 18 a 28 de julho, Belo Horizonte sediou no Parque da Gameleira, a 31ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, um dos maiores eventos equestres da América Latina. Promovida pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), a exposição teve como tema central “Bicentenário da Raça, Uma História de Paixão” e promoveu a interação entre os criadores e usuários dos quatro cantos do país. 46

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Fotos: Fernando Ulhoa

do cavalo mangalarga marchador

Apresentação dos animais

D

urante onze dias, a Nacional do Mangalarga Marchador recebeu a visita de mais de 140 mil visitantes, entre eles, uma comitiva de criadores americanos, europeus e argentinos e movimentou R$ 14,5 milhões em negócios ocorridos nos leilões, shoppings de animais e vendas diretas entre os criadores.

Estiveram reunidos no parque 1.500 animais que participaram de concursos de marcha, julgamentos, provas funcionais e sociais, oriundos de todo o país. Um dos marcos desta edição foi o anúncio oficial aos criadores de que o Mangalarga Marchador será tema do samba enredo da escola de samba Beija Flor de Nilópolis, no ano de 2013, cujo titulo

será “Amigo fiel – Do Cavalo do Amanhecer ao Mangalarga Marchador”. Nesse mesmo dia foi assinado o contrato cujo objeto visa à instalação do Centro de Excelência do Mangalarga Marchador que contará com escritório e auditório em uma área de 200 m², num espaço cedido pela Reserva Real, um empreendimento composto por quatro condomínios temáticos, dentre eles uma hípica, localizado em Jaboticatubas, no Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Nacional 2012, contou com a presença de Monty Roberts, o “Encantador de Cavalos”, como é mundialmente conhecido. Monty e o criador Eduardo Moreira, titular do Haras Equilíbrio, entregaram, a pedido da rainha Elizabeth II, um certificado a dois apresentadores do Mangalarga Marchador, Mateus Ribeiro e Carlos Leite. Esse certificado é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido em prol do bem- estar animal e pela não utilização do uso da violência na doma de cavalos. Juntos, Eduardo Moreira e Monty Roberts lançaram o livro “Encantadores de Vidas”. Durante a exposição foram realizadas diversas palestras gratuitas aos criadores, cujos temas foram “Desafios no manejo de pastagens para equinos”, “A Marcha do Cavalo Mangalarga Marchador”, “Estudo de Desempenho Físico de éguas Manga-

Público

larga Marchador sob treinamento” e “Estudo genético da marcha”. Essa última, foi ministrada pela americana e pesquisadora da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos Elizabeth Ann Staiger com tradução de Laura Patterson. Por que os cavalos marcham? Por que alguns cavalos marchadores podem trotar e marchar? O que torna as raças marchadoras tão únicas? Foram estas indagações que moveram Ann Staiger a iniciar sua pesquisa na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, investigando todas as raças equinas de marchadores, na tentativa de descobrir quais são os genes responsáveis pela marcha. A pesquisa está em andamento e ao identificar quais são estes genes, será possível, num futuro próximo, fornecer aos criadores, proprietários e treinadores Monty Roberts e Eduardo Moreira: condecorações em nome da Rainha Elizabeth II

uma ferramenta única para ajudar no manejo de seus cavalos. Criadores serão capazes de usar o DNA dos seus animais como um guia na seleção de seus garanhões e éguas do plantel; proprietários e treinadores terão uma ideia melhor para qual tipo de marcha seus cavalos estão mais predispostos e poderão adaptar o treinamento e equitação de acordo com a estratégia do criatório. As provas funcionais, realizadas na pista de areia do parque, tiveram 711 conjuntos inscritos que disputaram as modalidades Três Tambores, Baliza, Cinco Tambores, Team Penning, Prova de Maneabilidade, Apartação e Marchador Ideal. Participaram das competições criadores e seus familiares, usuários e profissionais ligados ao Mangalarga Marchador. As provas sociais aconteceram na pista central do Parque da Gameleira e tiveram 135 participantes, sendo 40 na Outubro 2012

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categoria Botons de Ouro para cavaleiros adultos , 42 na Botons de Ouro Mirim para crianças (categorias amazonas e cavaleiros) , 46 na Colar de Ouro e 7 na Pulseira de Ouro que é exclusiva para as amazonas campeãs das edições anteriores. O Test Ride do Mangalarga Marchador, atividade oferecida pela ABCCMM ao público visitante, propiciou a crianças, jovens e adultos a oportunidade de experimentar o cavalo Mangalarga Marchador. Ao todo foram 1.400 pessoas que utilizaram esse serviço.

Prova de 5 Tambores

Principais resultados da 31ª Exposição Nacional do Mangalarga Marchador Campeonatos da Raça Marcha Batida Campeão dos Campeões de Marcha Épico Capim Fino, de de Soraya Andrade Saad, Fazenda Santa Maria, Santana do Deserto (MG) Res. Campeão dos Campeões de Marcha Faraó da Nova Tradição, de Luiz Francisco Pandolfo Schreiner, Fazenda Santa Mariana, Porto Ferreira (SP) Campeã das Campeãs de Marcha Baronesa Ianu, de Victor Penna Costa, Haras Bavária, Guidoval (MG) Res. Campeã das Campeãs de Marcha Herdeira do Malboro, de Edson Correa Pereira, Sítio Boa Vista, Volta Redonda (RJ) Marcha Picada Campeão Dos Campeões de Marcha Picada Herdeiro do Minatto, de Antônio Albino Pimentel Junior, Fazenda Gramado - Jaboatão dos Guararapes - PE

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Res. Campeão dos Campeões de Marcha Picada Luxo de Mairi, de Calvert de Lima Barros, de Haras Irece - Irece - BA Campeã das Campeãs de Marcha Picada Azaléia do Mundo Novo, de João Vita Fragoso de Medeiros, de Haras Cascatinha - Camaragibe - PE Res. Campeã das Campeãs de Marcha Picada Vela Solar, de Frederico Lumack do Monte, Fazenda Nossa Senhora da Conceição - Gravatá - PE Marcha Batida Melhor Expositor 1º Lugar – Maria Helena Pereira da Silva Cazzani 2º Lugar – Yuri Semansky Engler 3º Lugar – Haras Santa Esmeralda Ltda. Melhor Criador Expositor 1º Lugar – Haras Santa Esmeralda Ltda. 2º Lugar – Magdi Abdel Raouf Gabr Shaat

3º Lugar – Ricardo Righi de Carvalho Melhor Criador Não Expositor 1º Lugar – Luiz Carlos Silveira Schreiner- Espólio 2º Lugar – Eduardo Ramos Gomes 3º Lugar – Lael Vieira Varella Marcha Picada 1º Lugar – Dagmar Alves de Sousa Espólio 2º Lugar – Jose Carlos Martins Filho 3º Lugar – Riocon Fazendas Reunidas Rio de Contas Ltda. Melhor Criador Expositor 1º Lugar – Riocon Fazendas Reunidas Rio de Contas Ltda. 2º Lugar – Rogério Bivar Simonetti 3º Lugar – Dagmar Alves de Sousa Espólio Melhor Criador Não Expositor 1º Lugar – Vicente Bretz da Silva 2º Lugar – Severino Sérgio Estelita Guerra 3º Lugar – Ednaldo Ernesto Santos da Silva

32ª Semana Nacional do cavalo

Campolina A

Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina ABCCCampolina realizou, de 01 a 09 de setembro, a 32ª Semana Nacional do Cavalo Campolina, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte. O evento contou com diversos concursos, julgamentos, provas e leilões e recebeu um público visitante de 10.100 pessoas. Em constante evolução, a raça Campolina tornou-se altamente valorizada e é comercializada em leilões e/ou diretamente nos haras e exposições que, muitas vezes, funcionam como porta de entrada para novos criadores e proprietários. No total, foram movimentados

cerca de R$ 5,5 milhões em vendas realizadas nos leilões e em negócios diretos entre o criadores. Durante o evento, o público vibrou com as provas funcionas e maneabilidade e pôde assistir às diversas atividades paralelas. Dentre elas, as provas “Campolina em Liberdade”, “Campolina na trilha da roça para a cidade” e a “ Prova de Passeio e Adestramento”. A do “Campolina em Liberdade” teve como objetivo exaltar a beleza da raça Campolina associada à sua docilidade e harmonia com o homem. A prova “Campolina na trilha da roça para a cidade” exaltou a vocação da raça para cavalgadas. Durante a prova os cavaleiros e amazonas passaram por obstáculos que simulavam um ambiente rural como a abertura de porteiras, transposição de córregos, escadas, tuneis e cenas urbanas. A Prova de Passeio e Adestramento avaliou os diferentes andamentos naturais do cavalo marchador, as transições do andamento e mudanças de direção, bem como demonstrar a harmonia entre o conjunto cavalo/cavaleiro.

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Fotos: Divulgação

XVIII Exposição Nacional do Cavalo Pampa

ENAPAMPA 2012

Raça comemora sucesso do evento e prepara 20ª edição para 2013

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raça Pampa tem se destacando cada vez mais na equideocultura nacional e a XIX Exposição Nacional que aconteceu entre os dias 11 e 18 de agosto, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte foi mais um exemplo de que o cavalo Pampa cresce e os criadores se unem cada vez mais em prol de um só objetivo: fortalecer essa bela raça.

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Dentro das expectativas, o evento reuniu 110 expositores, mesmo número da exposição anterior que havia batido recorde, de diversas partes do país, re-

presentando os estados da Bahia, Espírito Santo, São Paulo, Goiás, Brasília, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais. Na pista 550 animais demonstraram a força da raça e sua beleza ímpar, participando dos campeonatos de marcha com altíssimo nível técnico e morfológico. Os três leilões que fizeram parte da programação alcançaram o faturamento esperado, de R$2,8 milhões. Um carro foi sorteado entre os compradores dos leilões. De acordo com Aroldo Rodrigues, presidente da ABCpampa, a XIX Enapampa foi um grande evento que apresentou alto nível de animais em pista. “Os animais estão excepcionais pois os haras estão investindo cada vez mais em genética de ponta. A presença do público foi ótima com criadores de grande destaque nacional, que faz cada vez mais da Enapampa, um evento bastante focado e direcionado ao criador. Estamos ansiosos com a próxima edição, ano em que realizaremos a 20ª edição e queremos fazer a maior Nacional da história, trazendo de volta criadores que não expõe mais como João Carlos Hatz (RS) e Luis Flores do Haras Mariliza (GO)”, disse.

MR: Comente o momento pelo qual a raça está passando. A raça Pampa passa por um momento inusitado, crescendo em vários estados do Brasil, com destaque para a Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Minas e Brasília. É notório o número de novos criadores principalmente entre os pequenos, o que comprova a alta liquidez nos leilões realizados na raça.

O presidente da Associação Brasileira do Cavalo Pampa, Aroldo Rodrigues falou com exclusividade à revista Mercado Rural sobre o bom momento da raça, sua gestão na raça e outros assuntos de grande interesse dos criadores.

MR: O MM abrirá o livro? Isso afetará a raça Pampa? Quando do advento do TAC muita gente dizia que a Pampa iria acabar, o que aconteceu foi totalmente ao contrário: a raça cresceu. Nós temos certeza que a abertura do livro fará muito bem à raça Mangalarga Machador e fortalecerá o plantel da raça Pampa, porque como nós não temos o livro fechado, podemos ao longo do tempo fazer cruzamentos entre animais originados de outras raças e animais Pampa o que gerou muita qualidade. MR: A que se deve o aumento do número de novos criadores na raça? Deve-se ao aumento do número de exposições, da visibilidade que o cavalo Pampa tem hoje e ao cuidado que a associação tem com os pequenos criadores.

MR: Você tem dados sobre o crescimento da raça? A raça vem crescendo em torno de 20% ao ano. MR: No próximo ano acontece a 20ª Exposição Nacional da Raça. O que podemos esperar desse evento? Pretendemos realizar a maior exposição de todos os tempos na raça. MR: A raça quer trazer de volta antigos criadores? Comente. Achamos que ao completar 20 anos nós precisamos trazer todos aqueles que estiveram conosco ao longo destes anos para comemorar esta festa maravilhosa. MR: Quais os principais obstáculos enfrentados em sua atual gestão? A ausência de maior número de criadores para nos ajudar na administração. MR: Quais os projetos da Associação nessa gestão? Implantação da rede Pampa, aumentar o número de exposições e criadores. MR: Com o senhor enxerga a raça daqui 5 anos? Ela vai ser 50% maior do que é hoje, tanto no número de criadores, quanto nas exposições e expansão da raça. Outubro 2012

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Foto: Divulgação

35º Campeonato Nacional da Raça

Quarto de Milha Raça mostra sua força, apresentando crescimento expressivo e se superando em todos os setores

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romovido pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM), o evento foi realizado de 14 a 21 de julho, no Parque de Exposições Dr. Fernando Cruz Pimentel (Emapa), na cidade

de Avaré (SP), totalmente em pistas cobertas. Foram computadas 5.313 inscrições número que corresponde a 2,1 mil animais em competição nas 18 modalidades. O campeonato foi elogiado pela maioria dos participantes e visitantes, sendo considerado como um dos mais importantes da história da raça. “Toda nossa diretoria ficou orgulhosa em proporcionar um evento desta grandeza, onde os elogios foram espontâneos tanto pelos competidores quanto

O jovem Eugenio Piloto arrancou muitos aplausos na apresentação com Quasar Bars SM (esq). Eliziane Nogueira e Cambao Doc foram destaques da prova Breakaway Roping (dir)

aqueles que estavam nas arquibancadas”, disse o presidente Paulo Farha. Para ele, a realização das provas em três pistas cobertas, além da premiação de R$ 914,2 mil - a maior da história da Associação -, a distribuição de aproximadamente 200 fivelas aos campeões e mais de 850 troféus contribuíram para este sucesso onde foram atingidos números recordes de inscrições e cavalos. “Inauguramos a segunda arena coberta integralmente com recursos financeiros da ABQM, consolidando assim um trabalho planejado por nossa diretoria e proporcionando uma estrutura ainda mais qualificada a todos os participantes”, concluiu. E por falar em expansão, confira as informações sobre a repercussão do evento. Conforme dados fornecidos pelo Google Analytics, o portal da ABQM atingiu a visitação de 37.584 durante os dias 14 a 21 de julho, sendo visualizadas 154.499 páginas. Segundo a planilha de dados, entre os menus mais visitados do Hot Site foram: Evento (21.849 vezes); Stud Book (8.241); Campeões (8.013); e Fotos (7.263). Os registros mostram que o Nacional foi acompanhado por 23 países. As transmissões realizadas via internet, pelo Horse Brasil, segundo a mesma fonte (Google Analytics), foram vistas em 390 cidades brasileiras (17.839 visitas), além de 594 internautas de outros 20 países, totalizando 18.433 visitantes. As negociações também se superaram. Parte integrante da programação, os oito leilões da raça realizados durante o evento arrecadaram mais de R$ 14 milhões. O 7º Leilão Haras Villa San Jose, Leilão Oficial ABQM 2012, 6º Leilão Parceiros de Raça, 13ª Leilão WV, 9º Leilão Tradição e Raça, 2º Leilão Belinatto & Romanelli, Fazenda Caruana – 40 Anos e 7º Leilão Haras Sacramento obtiveram a receita total de R$ 14.253.960,00, sendo R$ 13.248.440,00 (332 animais/média R$ 39.904,93), além de R$ 1.005.520,00 (182 coberturas).

Fotos: Miguel Oliveira/ABQM

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Foto: Divulgação

Foto: Andr[e Monteiro

57ª Festa do

Peão de Barretos O

Foto: Leandro Nascimento

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s onze dias da 57ª Festa do Peão de Barretos, de 16 a 26 de agosto, foram um grande sucesso tanto no quesito público quanto na organização. O evento transcorreu tranquilamente e encerrou com um grande público que lotou a Arena de Rodeio do Parque do Peão de Barretos para assistir as finais em nove categorias de Rodeio e o show de Milionário & José Rico. A grande final do 20º Barretos International Rodeo foi emocionante e teve disputa acirrada na final entre os Estados do Rio Grande do Sul e Goiás. Quem levou a melhor foi a equipe gaúcha que surpreendeu ao vencer a competição. A gaúcha Cristina Borba Gaspar foi a técnica da equipe e única mulher na

competição. Ela se emocionou ao subir no lugar mais alto do pódio e receber o cheque de R$ 100 mil. “Não caiu a ficha, estou muito feliz com a competência da minha equipe. Agradeço primeiramente a Deus e depois aos nossos competidores. Vamos comemorar essa conquista com muito churrasco e chimarrão”, disse. Na somatória da competição, os gaúchos acumularam 1.281,25. O segundo lugar ficou com a equipe de Goiás (1.211 pontos). Já o terceiro lugar ficou com Sergipe (1.087,75 pontos). Na disputa individual do Rodeio Internacional o campeão foi Ted Way Flora, de apenas 19 anos, da equipe dos Estados Unidos. Filho de pai norte-americano e de mãe brasileira, o “cowboy” fez 357,50 pontos e recebeu o prêmio de R$ 50 mil. O segundo lugar ficou com o mineiro Marcos Fernando Menezes, Patrocínio (MG), que somou 355 pontos. Já a terceira colocação ficou com Claudio Marcelino Montanha Júnior, de Ribeirão dos Índios (SP), com 352,75 pontos. Ele também recebeu a maior nota da noite com 91,75 pontos. O prêmio de Melhor Touro ficou com o animal Bipolar do tropeiro Paulo Emílio.

Simental

brasileiro é alvo de interesse na Colômbia

N

os últimos quatro anos a Associação Brasileira de Criadores das Raças Simental e Simbrasil (ABCRSS) intensificou o intercâmbio com países latino americanos como Costa Rica, Panamá, México e Colômbia, entre outros. Nesse período, representantes da ABCRSS e criadores destes países estiveram reunidos em exposições agropecuárias e visitas a criatórios brasileiros interessados em conhecer o rebanho e os critérios de seleção adotados no Brasil. No início deste ano, o simental brasileiro virou capa da revista Simmental, dedicada à raça e de enorme penetração no meio pecuário colombiano. A oportunidade surgiu a partir da visita do diretor técnico da Asociación Colombiana de Criadores de Ganado Simmental Simbrah y sus Cruces, Camilo Mejia, ocorrida no final de 2011. O artigo deu destaque

para os critérios de seleção usados no país. “Essa promoção do simental brasileiro estimulou a aquisição de nossa genética por criatórios da Colombia”, explica Mário Coelho Aguiar Neto, membro do Conselho Deliberativo da ABCRSS. O resultado dessa troca de experiências despertou interesse maior dos criadores colombianos pelo Programa de Melhoramento Genético das Raças Simental e Simbrasil, coordenado pelos professores Luiz Fernando Aarão Marques (UFES/CCA-ES) e Henrique Nunes de Oliveira (UNESP/Jaboticabal-SP). Alan Fraga, presidente da ABCRSS, afirma que esse relacionamento também proporcionou algumas facilidades para comecialização da genética de animais brasileiros na Colombia. “Sempre encontramos muitas barreiras para vender genética para fora do Brasil. Essa aproximação facilitou as negociações e hoje podemos exportar nossa genética que é reconhecida pelo Registro Genealógico colombiano,” conclui. Prova disso foi a compra de duas matrizes no Leilão Simbrasil Top das Américas, realizado na Feicorte 2012, por criadores colombianos. “Esses animais vão ficar numa central habilitada, aqui no Brasil, para exportação dos embriões para a Colômbia”, relata Carlos Eduardo Ferreira da Silveira, vice-presidente da ABCRSS. Outubro 2012

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Expointer

comemora melhor edição da história do evento

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Foto: Camila Domingues/Palácio Piratini

Foto: Tárlis Schneider

O

secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul,Luiz Fernando Mainardi comemorou os números da 35ª Expointer e os definiu como “fantásticos”. O faturamento do evento que aconteceu na cidade de Esteio/RS entre os dias 25 de agosto e 02 de setembro chegou a mais de R$ 2,036 bilhões. “Todos estão sorrindo. É a maior Expointer já realizada”, comemorou o secretário. Mainardi revelou que, ao todo, 1.405 pessoas trabalharam na Feira, entre funcionários da Secretaria estadual da Agricultura e profissionais terceirizados de diversas áreas. “Nós cumprimos objetivos”, afirmou. O presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers), Cláudio Bier, divulgou que haviam sido comprados R$ 2,02 bilhões em máquinas na Expointer. “Eu com certeza sou o que estou sorrindo mais nesta mesa. Não poderia imaginar que pudesse chegar a estas cifras quando o ex-governador Olívio Dutra

Foto: Alexandro Auler

Foto: Tárlis Schneider

Cerimônia de Abertura Expointer 2012.

nos concedeu o banhado no parque”, declarou. O Simers repassou R$ 1,6 milhão para o Parque de Exposições Assis Brasil. Bier disse que parte significativa das compras foram de produtores gaúchos que vivem no Centro-oeste do país, mas que são atraídos de volta pelo “charme da Expointer”. “Nossos cavalos crioulos e outras coisas atraem os produtores a virem ao estado.” Já os negócios prospectados pelo Banco do Brasil na feira chegaram aos R$ 513 Claudio Bier, presidente do SIMERS, milhões – 69% a mais Luiz Fernando Maido que no ano anterior. nardi, Secretário da O vice-presidente Agricultura, Pecuária da Farsul, Gedeão Pereie Agronegócio, juntamente com outras ra, elogiou as políticas autoridades, realizam de crédito do governo a apresentação de dafederal e de irrigação dos da 35a Expointer. do governo estadual. “Um dos problemas que ainda temos é a falta de seguros, mas o seguro do produtor também está na sua água. E quando o governo federal baixou os juros de 5,5% para 2,5%, o Brasil transmitiu a mensagem que acredita no produtor”, defendeu Pereira. O público geral que passou pelos nove dias de evento foi cerca de 478.500. Ao ser cumprimentado por diversos representantes de entidades por conta da boa organização da feira, o diretor do Parque de Exposições Assis Brasil, Telmo Motta, agradeceu com modéstia: “Não fizemos mais que nossa obrigação”. Outubro 2012

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O

Mormo

mormo é uma enfermidade infecto – contagiosa, que acomete principalmente os eqüídeos, e muito raramente pequenos ruminantes, podendo ocorrer a contaminação do homem, tratando-se de uma zoonose. É considerada uma das mais antigas doenças dos eqüídeos, descrita por Aristóteles e Hipócrates no séculos III e IV a.C. No Brasil a doença foi descrita pela primeira vez em 1811, introduzida provavelmente por animais infectados importados da Europa. Atualmente, o mormo apresenta ocorrência esporádica mesmo em áreas endêmicas. Animais infectados e portadores assintomáticos são importantes fontes de infecção. A principal via de infecção é a digestiva, podendo ocorrer também pelas vias respiratórias, genital e cutânea. A disseminação do microorganismo no ambiente ocorre pelos alimentos (forragens e melaço), água e fômites, principalmente cochos e bebedouros. Raramente, a forma cutânea da infecção decorre do contato direto com ferimentos ou por utensílios usados na monta dos animais. Lesões pulmonares crônicas, que se rompem nos brônquios e infectam as vias aéreas superiores

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e secreções orais e nasais, representam a mais importante via de excreção da B. mallei. Oficialmente, para fins de diagnostico e de controle da enfermidade, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento recomenda somente a realização dos testes de Fixação do Complemento (FC) e maleinização. Atualmente, não há nenhuma vacina animal ou humana eficaz contra a infecção. Na inexistência de tratamento e vacinas eficazes contra o mormo, recomenda-se como medidas de profilaxia e controle, a interdição de propriedades com focos comprovados da doença para saneamento e sacrifício imediato dos animais positivos. Atualmente, o mormo apresenta ocorrência esporádica mesmo em áreas endêmicas. Os eqüinos, muares e asininos são as espécies normalmente afetadas. No homem, a doença é fatal. Em 1960,cientistas observaram que a epidemiologia do mormo, relaciona-se entre outros fatores diretamente ao manejo, incriminando os estábulos coletivos como potenciais focos de disseminação da infecção. Outros relataram a idade como fator relevante ao aparecimento da forma crônica da infecção natural, apresentando uma maior prevalência em animais idosos e debilitados pelas más condições de manejo. O agente penetra a mucosa intestinal e em seguida, atinge a corrente sangüínea, fazendo septicemia (forma aguda) e posteriormente, bacteremia (forma crônica). O microorganismo localiza-se no pulmões, mas a pele e a mucosa nasal também são sítios comuns de localização. Nos animais infectados formam-se lesões primárias no ponto de entrada (faringe), expandindo-se para o sistema linfático onde produzem lesões nodulares. Lesões metastáticas são formadas nos pulmões e em outros órgãos, como baço, fígado e pele. No septo nasal podem ocorrer lesões primárias de origem hematógena ou secundária a um foco pulmonar . A sintomatologia apresentada na fase final da doença inclui broncopneumonia com progressão para a morte por anóxia. Os sinais clínicos mais freqüentes são: febre, tosse e corrimento nasal. Inicialmente, as lesões nodulares evoluem para ulceras que após a cicatrização formam lesões em forma de estrelas. Estas lesões ocorrem com maior freqüência na fase crônica da doença, que é caracterizada por três formas de manifestação clinica: a cutânea, linfática e respiratória, porem estas não são distintas, podendo o mesmo animal apresentar todas simultaneamente. Fonte: Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária Outubro 2012

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Foto: Priscila Manhães

Certificação

Sela Verde *Tiago Maciel Peixoto e Yash Rocha Maciel Especialistas em Desenvolvimento Sustentável – Integrantes do Corpo Técnico da Biotrópicos

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iante da intensa e fatigante luta por visibilidade, competitividade e êxito no cenário econômico nacional, figura a eqüinocultura. Atividade esta que no ano de 2009 apresentou marcas significativas quanto à exportação de animais, atingindo algo em torno de US$ 27,4 milhões, receita superior a de produtos como café torrado e cachaça, que tem uma divulgação bem mais ampla e consolidada fora do país (CFMV, 2010). Inserido neste universo de cifras, que muitas das vezes não se apresenta tão

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auspicioso, encontra-se o cavalo Mangalarga Marchador; animal secular, oriundo de nossas terras, que devido a suas características íntimas e particulares como a docilidade, inteligência, temperamento, resistência e cavalgar cômodo, vem a cada dia conquistando mais adeptos e simpatizantes. Como qualquer outra atividade econômica, a criação de eqüinos também esta sujeita a balança de fluxo comercial, onde impera a lei de oferta e demanda. O mercado consumidor se posiciona a cada dia mais seleto, requerendo que os produtos possuam como diferencial a origem comprovada e o processo de produção sustentável.

É neste contexto, e de maneira pioneira, que se encaixa a Certificação Equestre proposta pelo projeto Sela Verde. Nascido pela parceria entre a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), a ONG Biotrópicos e ONG Conservação Internacional Brasil, o Sela Verde embasa-se no tríplice apoio da sustentabilidade, quais sejam: o respeito pela conservação da natureza e o bem estar dos animais, a preocupação com a cidadania e a agregação de valor; buscando o equilíbrio entre os interesses. É sabido que a certificação criteriosa de produtos e atividades é a melhor maneira de garantir a padronização da qualidade destes. Utilizando como base os produtos agrícolas, sabe-se que os itens certificados podem agregar de 10 a 20 % ao valor do bem produzido (Fundação Getúlio Vargas, Maio de 2010). Além dos ganhos econômicos que serão alcançados pelos criadores, a garantia do padrão de qualidade que o Sela Verde construirá, fará com que o cavalo tenha uma melhora significativa na qualidade de sua vida e possibilitará uma construção biológica (ou crescimento) que dará durabilidade e retorno aos criadores. Além de criar um “mercado verde” entre os adeptos do selo; onde se figuram produtos que se diferem pelo apelo ecológicamente correto, socialmente justo e economicamente viável, tendo em vista o valor que se agrega ao produto certificado ao se cumprir as prerrogativas estabelecidas pelas normas de certificação. Os haras certificados abrirão um novo modelo na organização do mercado que envolve o cavalo Margalarga Marchador.

A certificação Sela Verde se desti-

o fato do criatório ter o selo, trará os

na aos criadores da raça Mangalarga

seguintes benefícios: permitirá uma

Marchador, associados à ABCCMM,

divulgação diferenciada do seu cava-

que frente ao direcionamento do

lo, já que é notório que os produtos

mercado buscam a adequação de

certificados possuem maior aceitação

seu sistema produtivo. Não obstante

e fluidez nos meios de comunicação,

é importante salientar que a certifica-

portanto, melhor acesso a estes; per-

ção também se designa ao compra-

mitirá a prática de preços melhores dos

dor que, ao adquirir um animal de um

animais, na medida em que o consu-

haras certificado, possui a garantia do

midor terá a garantia de um produto

produto adquirido minimizando as fa-

de máxima qualidade; garantirá uma

lhas do mercado.

consultoria aos proprietários na medi-

Assim, o consumidor, apaixonado

da em que serão elencadas as tarefas

pela criação deste animal, passará a

a serem cumpridas para que o criató-

realizar suas compras e vendas prefe-

rio atenda aos padrões ambientais, de

rencialmente de cavalos originários

bem estar animal e de responsabilida-

de criatórios certificados. Além disso,

de social, exigidos pelo selo.

Desta maneira, além do ganho na qualidade do cavalo, é um dos objetivos principais do selo o ganho ambiental da propriedade e a melhoria do convívio social. Não menos importante, a ABCCMM irá criar incentivos para os criatórios adeptos ao Sela Verde. Muito além do viés de mercado, é importante ressaltar que o processo certificatório cabe ao criador que possui uma visão acima dos títulos e ganhos econômicos possíveis de se obter com a raça, colocando a frente a real valoração do ambiente harmônico, dos funcionários e colaboradores satisfeitos e, acima de tudo; animais saudáveis, naturais e longevos.

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o bacalhau da Amazônia.

O

pirarucu, peixe da Amazônia, é um dos maiores peixes de água doce e também um dos mais consumidos pela população da região. Quando salgada, sua carne é considerada tão ou mais saborosa quanto à do bacalhau norueguês e por isso é chamado por muitos por “bacalhau da Amazônia”. Normalmente a carne do pirarucu é vendida em mantas, secas e salgadas. Entretanto, atualmente, é vendido também fresca, sob forma de filés. Peixe importantíssimo para a alimentação da região, o pirarucu possui grande valor nutritivo. É utilizado para o preparo de diversos pratos típicos, entre os quais o famoso pirarucu de casaca, um prato à base de peixe, farinha e banana. É um peixe da família dos arapaimídeos que pode chegar a mais de dois metros de comprimento e até 200 quilos de peso. Tem hábito carnívoro e prefere as águas calmas, vindo constantemente à superfície para respirar.

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O pirarucu possui uma língua óssea, utilizada pelas tribos indígenas da Amazônia como ralador e lixa de unha. Os nativos utilizam também as escamas para confeccionar adornos. A espécie é protegida por lei, cuja pesca é proibida durante determinados períodos. É uma espécie tipicamente amazônica, cuja denominação significa peixe (pira) vermelho (urucu), devido a sua coloração. É possível criar o pirarucu em cativeiro, com excelente rendimento, por se tratar de um peixe com grande potencial de cultivo,

Fotos: Divulgação

Foto: Divulgação

Pirarucu,

posto que o seu crescimento e ganho de peso podem, perfeitamente, ser constatados de uma semana para outra. A espécie que estava em extinção, teve as exportações liberadas no início do ano apenas para peixes cultivados em cativeiro em Rondônia, a venda de pirarucu capturado na natureza continua proibida. O controle é rigoroso, os peixes são cadastrados eletronicamente por meio de microchips. Rondônia foi o primeiro Estado do país a receber o projeto piloto. Com a iniciativa, a estimativa de produção para o ano é de 800 mil toneladas, com a previsão para 2014 de 5 mil toneladas. Os Estados Unidos é um dos principais mercados de exportação da iguaria amazônica, que também tem o mercado asiático como comprador. O produtor interessado em criar pirarucus em cativeiro deve solicitar ao ministério da Pesca e ao Ibama uma vistoria da propriedade. Serão cadastradas as matrizes, com o registro das principais características dos peixes. Os dados serão armazenados em um microchip, que facilitará a exportação do pescado. O controle eletrônico também vai registrar a identidade genética dos peixes, permitindo que os exemplares sejam rastreados desde o nascimento.

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Bonsai Os elementos Apesar de seu tamanho indispensáveis para reduzido, a árvore mantém a saúde do bonsai sua saúde e características são: sol, ar, água e naturais produzindo flores e temperatura, evitando frutos normalmente. A prinsempre os extremos. cípio qualquer árvore pode ser utilizada para confecção de bonsai, devendo-se procurar um conjunto estético e harmonioso. Algumas árvores já possuem a tendência natural para se transformar num bonsai, outras devem ser mais trabalhadas através de modelagem, podas, etc., onde a habilidade e criatividade do artista são frequentemente colocadas a prova, respeitando-se os limites diante da natureza. A preocupação estética é fundamental na execução de um bonsai. A importância estética é sem dúvida muito maior do que a botânica, apesar desta ser fundamental. O objetivo da arte bonsai é criar uma composição artística utilizando a natureza das árvores como matéria prima, transformando-os em arte através de harmonia estética. São dois os fatores que determinam o visual de um bonsai de qualidade, os fatores estéticos: linha e forma; equilíbrio e harmonia; escala de composições; perspecO bonsai esteticamente perfeito é aquele que se pode encontrar um similar na natureza, em sua forma e tamanho originais. Antigamente, o cultivo do bonsai era considerado elitizado. Hoje, no entanto, ele é visto como arte e hobby pelo público em geral.

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No Japão até um tempo atrás, uma família para se considerar com tradição deveria possuir um bonsai de pelo menos 300 anos.

Fotos: Divulgação / Shutter

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or suas características muito singulares é cada vez maior, em todo mundo, o número de pessoas interessadas em aprender a arte do bonsai. A palavra bonsai tem origem japonesa e pode ser considerada como um verbo: Cultivar árvores em vasos ( Bon=Vaso + Sai=Arvore). O bonsai teve seu início na China, por volta do século. III A.C., mas foram os japoneses que aprimoraram a técnica, incluindo-a em sua cultura como arte e objeto de culto e meditação. Não se trata de uma planta específica, mas sim de uma técnica utilizada em árvores com o objetivo de “miniaturizá-la” inspirando-se em formas existentes na natureza. Não há árvore de bonsai, mas árvores que se transformam pelo processo de bonsai. Na prática, é a arte de selecionar e transformar árvores que tenham potencial para se assemelhar a uma réplica na natureza. Através da observação percebe-se que as árvores têm tendências de comportamento e estilos próprios. No bonsai também encontramos uma classificação de estilos e formas mais tradicionais baseado no estilo natural das árvores. Suas principais categorias se baseiam principalmente nas formas e no número total de árvores na composição.

tiva e profundidade; movimento; vitalidade; evidenciamento do centro das atenções; a composição da árvore como um todo; cor e textura. E os fatores orgânicos: tronco; ramos; raízes; folhas; frutos; flores e vaso. Em resumo, a composição dos bonsai deve se assemelhar a árvores encontradas na natureza, ter estilo bem definido, possuir algum atrativo evidente como frutos, flores, raízes expostas, exuberância em folhagens, folhagens com cores diferentes, texturas de tronco majestáticas e vasos adequados.

A manutenção do bonsai consiste basicamente em conservar a terra úmida, manter em local ventilado e com incidência de luz solar direta, geralmente por meio período. Podar os galhos para a manutenção do formato desejado. Adubar a terra.

Curiosidades A cada três anos em média, dependendo da espécie, será necessária a troca de terra, processo muito simples, que leva aproximadamente meia hora. Sabe-se que na China e Japão existem exemplares com mais de mil anos de idade, verdadeiras relíquias, com valores ultrapassando a casa do quatrocentos mil dólares.

De maneira geral as regas devem ser diárias e os melhores horários são: de manhã cedo ou ao final da tarde. A rega deve ser feita em toda a extensão do vaso, inclusive por sobre a planta, deixando alguns segundos de intervalo para que a água possa penetrar na terra e sair pelos furos do vaso.

Fonte: Bonsai Kai Outubro 2012

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Licor, um doce prazer de degustar.

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licor é uma bebida de alto teor alcóolico, aperitiva, doce, que geralmente é misturada com frutas, ervas, temperos, flores, sementes, raízes, cascas de árvores ou ainda cremes. O termo vem do latim liquifacere, liquefazer, dissolver. Isto se refere às misturas que se empregam na fabricação da bebida. Os licores não costumam ser envelhecidos por muito tempo, mas podem ficar descansando até que atinjam o sabor ideal. Existem algumas regras de etiqueta para servir licores. Precisam ser servidos em cálices apropriados, pequenos de vidro ou de cristal. A bebida não deve ser colocada até a borda e são servidos após

Francisco Carlos Barro, consultor.

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o jantar, em temperatura ambiente, acompanhado de biscoito e bombons. Também pode ser usada em outras bebidas para adoçar, dar cor, dar um sabor especial – as pessoas usam muito para fazer creme de papaya com cassis, e também no preparo de drynk’s no ambiente familiar e principalmente nas casas noturnas e restaurantes. De acordo com Francisco Carlos Barro consultor em bebidas e proprietário da Casinha Empório em Campinas/SP, o Brasil tem tradição de produção de licor. “Alguns produtores brasileiros estão preparando bons licores como o Caso de São Roque (Giullian’s) e no estado de Minas Gerais as opções são de deixar qualquer um com água na boca, pois ali se fabrica licores artesanais deliciosos e muitas vezes inusitados como jenipapo, cupuaçu, rosas, tamarindo, passas banana, entre outros”, disse.

O consultor salienta também uma nova descoberta: um produtor de Limoncello na cidade de Campinas. “A Família Pietrobom através do Sr. Glauceo que, dando continuidade a tradição de seu avó e com uma receita deixada pelo mesmo, começou a produzir o Limoncello (Ca’di Pietra).É um licor de limão siciliano seguindo a tradicional receita italiana. Esse produto já pode ser encontrado em algumas lojas da região”, explica. Os licores fazem sucesso no mundo inteiro e cada país tem sua referência. Na França o Alizé Gold Passion – composto por uma mistura refrescante de maracujá natural com o mais fino Cognac francês, Anisette, Cointreau – conhecido como o melhor para ser tomado , na Itália Amaretto, Limoncello (recém-chegado no Brasil), Portugal e a África. O Amarula que é muito conhecido é da África, país que tem muitos licores bons, finos e exóticos. Existe uma gama muito grande de opções e tudo depende do gosto e do poder aquisitivo do comprador, os preços variam e a média está entre R$50 e R$100. “O licor é uma das bebidas que mais evoluíram no mercado brasileiro nas últimas décadas, junto com o vinho e as cervejas artesanais. Porém, na hora da compra, o valor do produto pesa na decisão. Pessoas com maior poder aquisitivo optam por licores mais conhecidos, principalmente os importados: francês, italiano, português e africano. Já as pessoas que não querem gastar muito, muitas vezes acabam optando por produtos menos conhecidos, porém de boa qualidade e com preços mais acessíveis”, completa Barro. Se você for um adepto aos licores, escolha a melhor opção que cabe no seu bolso e deguste essa deliciosa bebida com moderação, pois lembre-se que o teor alcóolico costuma ser alto entre 18% e 54%. Outubro 2012

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Turismo

a t n a S e d s a u g Á a r a b r á B t Hotel Resor

de 120 m de is a m m o c s a ir e a 32º C, cacho as Gerais. in M e d Águas minerais r o ri te in smo no queda e ecoturi

O

Resort Águas de Santa Bárbara, está localizado em uma área privilegiada do estado de Minas Gerais. Há 12 km (acesso por uma simpática estradazinha asfaltada) da MG-135 na vila de Santa Bárbara , um lugarejo de 300 habitantes que fica entre a Serra do Espinhaço e o complexo da Serra do Cabral. O local, nas proximidades do Parque Nacional da Sempre-Viva, área de proteção ambiental, fica a apenas 270 km de Belo Horizonte. O turismo foi o responsável por colocar o vilarejo na rota dos viajantes. A vila, que nasceu e cresceu em função da segunda fábrica de tecelagem de Minas Gerais, criada em 1887, virou aos poucos um produto turístico. Hoje é um exemplo bem-sucedido de perfeita conjugação do turismo de responsabilidade social e de saúde no país. As ruínas da primeira sede da fábrica - depois que a tecelagem foi destruída por um incêndio em 1960 - foram transformadas em palco para festivais, eventos e casamentos sob a denominação de Coliseum. Á noite, o espaço ganha um encantamento particular com bar, luzes coloridas, velas, tochas, puffs e móveis fabricados a partir de peças do maquinário de época. No porão um pub equipado com iluminação, som, bar e mobília. A construção do resort abriu postos de trabalho e implantou na microrregião o conceito de turismo auto-sus-

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tentável. A sustentabilidade também pode ser vista na Vila de Santa Bárbara na utilização da energia, que é gerada pela própria cachoeira de Santa Bárbara (uma bela queda de 120m situada a apenas 300m do resort e pode ser vista da piscina do local) em uma mini-usina a fio d’água. A água que abastece os moradores e hóspedes também é proveniente de nascentes locais. Os hóspedes não procuram apenas as águas quentes, mas se aventuram mais pelas trilhas ecológicas e vivenciam com naturalidade o cotidiano da comunidade. A exploração do potencial turístico da região é proporcionado pela combinação de belíssimas cachoeiras, cavernas inexploradas, o Parque Nacional de Sempre-Viva, a Serra do Cabral e o maciço do Espinhaço. Existe ainda um trabalho de integração dos turistas à rica cultura local. O resort se revela um lugar rústico, aconchegante, construído para não agredir a natureza. O hall amplo, as salas de TV e o restaurante panorâmico, tudo é decorado com esmero. A estrutura engloba piscina adulto e infantil, sala de jogos, scotchbar, bar molhado, restaurante panorâmico, um bistrô no entorno do lago, playground, sauna com vista panorâmica para a mata, circuito arvorismo, parede de escalada e um incrível lago de águas minerais termal.

Eco turismo O circuito até a cachoeira de Santa bárbara média dificuldade, oferece tirolesa que leva o aventureiro em um voo

rasante até um delicioso lago. Tudo com toda a segurança. Caminhadas de 2 km até o mirante da cachoeira de Santa Bárbara, de mais de 180 m de altura, para contemplar um belíssimo pôr-do-sol ou se fartar

em um banho nos enormes lagos das barragens que fazem parte da estrutura da usina hidroelétrica da vila. Um trekking para a cachoeira da Fenda, que fica dentro de uma gruta, é outro passeio emocionante. Há, ainda, a opção de caminhar 900 m por riacho formado por pedras, obstáculos transpostos com facilidade quando se pensa que lá na frente é possível se refrescar em uma prainha de rio e areia branca. As cachoeiras do Borges e Telésforo também devem estar no roteiro dos viajantes, na segunda o turista se depara com uma paisagem deslumbrante diante de um largo rio margeado por areias brancas com uma linda queda d’água no fundo. Entre outras trilhas, pode se percorrer o mirante da Antena (4 km), a barragem Três Irmãos (1,4 km), a barragem Santo Antônio (1,8 km) e barragem São Pedro (10 km). Guarde ainda um dia para uma visita à nova fábrica de fiação. Para o hóspede que prefere desfrutar dos passeios nas proximidades do resort, sem muito esforço físico passeios de bicicleta, charrete ou a cavalo podem ser uma diversão à parte. Se contar com um pouco de sorte, em época de chuva, o visitante tem a chance de observar, à noite, ao espetáculo proporcionado pelos vagalumes no campo. Outubro 2012

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Fotos: Divulgação

Automóveis

Land Rover Freelander 2

traz opção de motor diesel

G

rande sucesso de vendas da Land Rover no Brasil desde sua apresentação ao público em 2007, o Freelander 2 traz opção de motor diesel, que oferece ampla autonomia, torque elevado e extremo conforto ao motorista. O Freelander traz design exterior com detalhes cromados na tampa do porta-malas, para-choque dianteiro arrojado, além de rodas de 18 ou 19 polegadas com design esportivo. O interior Premium traz bancos em couro com opção de regulagem elétrica, teto solar, controles de inúmeras funções no volante e acabamento impecável. Extremamente silencioso e eficiente, o motor 2.2 diesel SD4 desenvolve 190 cavalos de potência e 420 Nm de torque. O propulsor possui um turbo compressor de geometria variável, o que otimiza consideravelmente seu desempenho.

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Desenvolvido especialmente para o propulsor, esse turbo compressor de geometria variável traz um sistema de refrigeração a água, que lhe permite funcionar em temperaturas extremamente elevadas, além de proporcionar mais potência e torque. O motor também traz consigo o sistema common rail de injeção de combustível, com injetores de elevada velocidade e com máxima otimização no processo de combustão. O veículo ainda é equipado com o Sistema Inteligente de Gestão de Potência (IPMS) que utiliza a energia cinética gerada pelas frenagens como fonte de energia para o carregamento da bateria, dispensando a utilização de combustível para tal. A economia de combustível e os baixos índices de emissões de gases poluentes não comprometem o desempenho do

novo Freelander 2 com motor SD4 diesel. O modelo sai da imobilidade aos 100 km/h em 9,5 segundos. Os 190 km/h de velocidade máxima garantem o excelente rendimento do veículo. A transmissão automática de seis velocidades Aisin Warner AWF21 foi desenhada para proporcionar uma condução extremamente confortável, com respostas rápidas e trocas quase que imperceptíveis ao motorista. Isso graças a incorporação de rolamentos de rolos cônicos, discos de baixa resistência aos rolamentos e a utilização de um fluído de baixíssima viscosidade. Além disso, um sistema inteligente reduz as rotações do motor quando o veículo encontra-se parado no modo Drive, o que otimiza o consumo de combustível. A linha traz design arrojado com aspectos luxuosos e esportivos. Por fora, detalhes cromados e maçanetas nas cores da carroceria dão um ar de requinte. A robustez é garantida pelo desenho da grade dianteira, complementada pela grade dianteira arrojada e pelas molduras dos faróis de neblina. Por dentro, o Freelander 2 traz inúmeras opções de cores dos bancos na versão HSE que vem em couro premium Windsor, além de diferentes opções de acabamento em materiais nobres. Os assentos possuem dois níveis de ajuste elétrico, com 10 ou 14 posições diferentes, de acordo com a versão. Outubro 2012

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Mercado Pet Os coelhos gigantes podem pesar cerca de 10kg e possuem pelos longos que podem chegar a 20 cm de comprimento, enquanto que os convencionais pesam em média entre 2,5 a 3,5kg.

Coelhos

gigantes C

Fotos: Divulgação

riar coelhos gigantes é a novidade do mercado pet que tem atraído interessados em trocar os convencionais cães e gatos por novos bichinhos de estimação. Os coelhos gigantes podem pesar cerca de 10kg e possuem pelos longos que podem chegar a 20 cm de comprimento, enquanto que os convencionais pesam em média entre 2,5 a 3,5kg. De acordo com a cunicultora e proprietária da Casa de Coelhos e Cia, Nayara Mendes em geral coelhos são tranqüilos e fáceis de cuidar, mas o criador deve tomar algumas precauções para que eles tenham uma vida longa e saudável. “Coelhos necessitam de carinho e afeto, são brincalhões, ativos, muito carinhosos e atendem pelo nome, por isso quando for adquirir um desses maravilhosos animais tenha em mente que eles precisam de atenção e todo o amor possível. Não é necessário nenhum tipo de vacinação, mas a cada seis meses eles devem ser vermifugados”, comenta.

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A primeira coisa a ser feita é preparar o local onde seu coelho vai morar. O ideal é o coelho ficar na gaiola e o dono separar alguns minutos diários para retirá-lo e brincar com ele. Existem vários tipos de gaiolas próprias para coelhos, que ocupam pouquíssimo espaço. Se for ficar dentro de casa ou apartamento, a atenção deve ser grande, pois o coelho é um animal de hábitos noturnos e durante o dia procura um lugar pra se esconder e com isso pode ser que tente entrar atrás de algum móvel e ficar preso. Coelho tem a necessidade de roer, por isso retire do seu alcance qualquer fiação solta e objetos que poderão machucá-lo, o ideal é separar um pedaço de madeira macia e deixar a disposição para que possa roer. “Em caso de ficar solto no quintal, o criador não pode se esquecer que coelhos cavam buracos e fazem

tocas para se esconderem, então antes que isso aconteça, prepare um lugar tranqüilo e coberto para que ele possa se esconder do sol”, comenta a criadora. Quando adquirido ainda filhote, o coelho pode ser adestrado para fazer suas necessidades em caixa de areia, igual ao gatos, mas lembre-se não é da noite para o dia, ele necessita da repetição para aprender. Em relação à alimentação Nayara dá algumas dicas: “Água nunca deve faltar, a ração deve ser dada todos os dias em quantidade suficiente para satisfazer a fome do seu coelho, para complementar pode dar folhagens, verduras e legumes

Nayara Mendes, Casa de Coelhos e Cia.

(couve, mostarda, confrei, cenoura, beterraba, rami, palha de cana e milho, etc.) de 2 a 4 dias por semana em pequenas quantidades. Nunca dê alface, pois causa diarréia, e não substitua a ração por outras coisas. No caso de trocar a marca da ração, faça isso de forma gradativa”, explica. No manejo é importante salientar que não é necessário dar banho, o coelho se lava sozinho com a própria saliva. Caso o criador tenha outros animais em casa, como cães ou gatos, é importante observar qual será a reação desses animais antes de colocá-los juntos, pois esses são os principais predadores dos coelhos. No convívio social, coelhos machos e fêmeas devem viver separadamente para não haver disputa territorial e coelhos vivem em média 10 anos, mas existem relatos de animais que viveram até 17 anos.

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Criações Exóticas Criaçao de

cervideos exóticos *Rebeca Marques Mascarenhas, Médica Veterinária, PhD. *Pablo César Pezoa Poblete, Médico Veterinário, MSc.

O

Fotos: Divulgação

Cervo Dama

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s cervídeos atraem a atenção onde quer que estejam pelo porte imponente e a graça com que se movimentam. Na Europa, Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália espécies como o Cervo Dama (Dama dama), Cervo Nobre (Cervus elaphus) e o Cervo Sambar (Cervus unicolor) são criados principalmente para fins de caça esportiva. Já no Brasil estes animais são muito procurados para ornamentação de fazendas, sítios, resorts e parques. Para iniciar uma criação de cervídeos é importante observar alguns cuidados que garantem a saúde dos animais e o bom funcionamento do criatório. Os cervídeos são animais territorialistas, ariscos e susceptíveis a estresse. Quando se sentem acuados seu instinto é sempre fugir, muitas vezes empreendendo corridas a altas velocidades. Em situações assim não é raro estes animais se ferirem gravemente em choques contra obstáculos dentro dos recintos. Um projeto cuidadoso das instalações do criatório, feito por profissional capacitado, facilita o dia-a-dia de trato e alimentação, diminui os riscos de transmissão de doenças e melhora o bem estar e a saúde dos animais. O

recinto de manutenção de cervídeos deve ser projetado com tamanho compatível com a espécie e o número de animais que se deseja criar. Suas cercas em tela devem ser projetadas de forma a evitar choque e ferimentos durante o manejo, sendo cercas vivas plantadas rente à metálica uma boa opção. Os recintos devem sempre contar com um brete de manejo, local onde normalmente os animais são alimentados e onde são realizados procedimentos como embarque de animais para venda, vermifugação e tratamentos veterinários. Devem ser observados detalhes como material do piso, forma e tamanho de cochos, corredores, seringas de contenção e embarcadores. Assim, prevenimos problemas futuros, como desgaste patológico dos cascos, laminite, fratura de chifres e membros, entre outros. A ambientação do recinto também é importante, tanto em termos do paisagismo do criatório como para o bem-estar dos animais. Arvores podem ser plantadas tanto para gerar sombra onde os animais se abrigam nas horas mais quentes do dia quanto para embelezamento do criatório. Já moitas e arbustos devem ser utilizadas com ressalvas, principalmente se o intuito da criação é a visitação já que os animais podem usá-las como refúgio escondendo-se durante praticamente todo o dia. Algumas espécies são bastante sensíveis ao calor, nestes casos lagos rasos são uma opção para embelezar o ambiente e refrescar os animais. Os cervídeos são animais de reprodução sazonal. Nos países de clima temperado a estação reprodutiva começa no inicio do outono, a medida que os dias vão ficando mais curtos. Estas espécies, no Brasil, reproduzem-se ao longo de todo o ano, mas com concentração de cruzamentos também no outono. A gestação dura cerca de seis meses e meio, de forma que os filhotes nascem durante a primavera, época de maior disponibilidade de

Cervo Sambar

alimento. Na maioria das espécies nascem dois filhotes por parto, mas existem registros de até 4. Os cervídeos jovens entram na puberdade a partir dos 16 meses e já estão aptos à reprodução no segundo ano após o nascimento, na maior parte das espécies. Para quem está começando uma criação muitas vezes existe a dúvida a respeito da aquisição de matrizes adultas ou ainda filhotes. Estes últimos são mais frágeis, porém se o objetivo é ter um “maior contato” com os animais, este deve ocorrer desde os primeiros meses de vida, quando ocorre o “imprinting” (fixação no cérebro do animal que os humanos são da mesma espécie). Contudo, muito cuidado deve ser tomado com estes depois de adultos, principalmente com os machos de algumas espécies na época reprodutiva, pois podem provocar graves acidentes com pessoas ao disputar com eles o cortejo das fêmeas. Quando recebemos animais já adultos,

especialmente se vierem de criatórios distintos, estes podem ter problemas para acostumar-se uns aos outros quando agrupados. A recepção no criatório e integração de um cervídeo adulto a um bando já estabelecido deve ser cuidadosamente acompanhado, garantindo que o animal tenha sempre onde se refugiar no caso de confrontos. A alimentação é outro fator que deve ser cuidado na implantação de um criatório de cervídeos. Estes animais são herbívoros ruminantes e sua alimentação em cativeiro, deve na medida do possível, mimetizar a alimentação em vida livre. A maioria das espécies adapta-se bem a uma dieta a base de gramíneas ou feno e ração, com suplementação de sal mineral enriquecido. Especial atenção deve ser prestada aos níveis de proteína e fibra na dieta, bem como à quantidade de alimento consumido por cada animal diariamente. Muitas vezes a diminuição da ingestão de alimento é um dos únicos sinais indicativos de que o animal encontra-se doente, já que, pelo fato dos ruminantes enfermos serem o alvo de felinos e canídeos em vida livre, eles tentam “disfarçar” sua real necessidade de auxílio. Todo manejo deve ser sempre realizado por equipe treinada e nunca a captura deve ser executada de forma estressante, devendo a contenção ser realizada preferencialmente com a utilização rifle de dardos anestésicos ou zarabatana, já que estes animais são suscetíveis a necroses musculares severas comumente levando o animal a óbito.

Cervo Nobre

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Evento / Confraternização

Receita

rural

Haras Porto Rico na Semana Nacional do Cavalo Campolina

Culinária

Para 8 pessoas e 30 minutos s hora 2 aro: prep de o Temp

o d r a p o lh o m o a o g Fran Ingredientes 1 frango caipira vivo 1 colher (de sopa) de vinagre 2 colheres (de sopa) de óleo

1 cebola média picadinha na 1 colher (de sopa) rasa de maize rde picadinho ¼ xícara (de chá) de cheiro-ve Tempero 2 dentes de alho picadinhos 3 colheres (de sopa) de vinagre

1 colher (de sopa) rasa de sal, melha pimenta-do-reino e pimenta ver

Modo de preparar a o sangue numa Corte o pescoço do frango e recolh her de vinagre). tigelinha (que já tenha uma col nto de usar, para Guarde na geladeira até o mome e limpo, pique o não talhar. Depois de depenado com os ingredientes frango pelas juntas e tempere-o na geladeira de um citados. Deixe a carne repousar os. Em uma panela dia para o outro, com os temper e a cebola e os pedaços grande, esquente o óleo, frite nel s de bem dourados, de frango, em fogo forte. Depoi ssou a noite e cozinhe acrescente o molho no qual ele pa de vez em quando. em fogo baixo, pingando água antes de servir, Depois de cozido, uns 10 minutos sangue reservado. acrescente a maizena e depois o em todo o frango. Mexa bem, para o gosto pegar Sirva com arroz branco.

Mendelson e Adelton.

Jucelene, Morgana, Juliana e Raquel em pé, Carol, Dejane, Talita.

Toninho, Carol e Hamilton.

Altino Rodrigues, Juliana Batista e Elmiro Nascimento.

Pavilhão da Marcha.

Elmiro Nascimento e Hamilton

Ricardo, Adelton e Mendelson.

Raquel, Carol e Juliana.

Durante a Semana Nacional do Cavalo Campolina, o Haras Porto Rico participou juntamente com o Haras Santo Antônio, de um belo espaço de confraternização na Passarela da Marcha. Na ocasião, o criador Adelton de Morais, títular do Haras Porto Rico, recebeu no espaço o Secretário de Estado da Agricultura Elmiro Nascimento e o presidente do Ima Altino Rodrigues Neto. A Cachaça Ouro 1 também marcou presença com estande de degustação para os criadores.

Edimilson e Adelton.

Adelton, Fabiano Tolentino, Natalia, Ronaldo e Juliana.

ADM. CIRO RIBEIRO DA SILVA (37) 3341-1354 (37) 9988-1071 (37) 9921-3593 (37) 8806-1647 76

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Foto: Divulgação

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Evento / Lançamento

Evento / Comemoração Marcelo Lamounier comemora aniversário no restaurante Boi Vitório

Grupo Vitória da União lança empreendimento No dia 18 de setembro o Grupo Vitória da União realizou coquetel de confraternização para lançamento de seu novo empreendimento, o Condomínio Estância da Cachoeira na região de Casa Branca, região metropolitana de Belo Horizonte. Na ocasião estiveram presentes amigos, clientes e investidores para conhecer de perto essa mais nova oportunidade no mercado imobiliário mineiro.

No dia 13 de agosto o diretor comercial da Mercado Rural recebeu amigos e familiares para comemorar seu aniversário. Na ocasião, estiveram presentes criadores de diversas raças para brindar com o amigo Marcelo mais um ano de vida.

Marcelo, Luiza, Marcelo e Laura.

João Hilário.

Apresentação da maquete do empreendimento.

Mariana e Luzia Lamounier.

Leninha e Murilo ( Diretor da Ponei ), Gustavo e Tereza ( Haras GTR), Marcelo e Bernardo ( Haras BJF). Diretoria do Grupo Vitoria da União, Jeferson Nassif, Jader Nassif, Adevailde Veloso e Jair Bastos.

Ana Maria Bastos e Jair Bastos.

Cleber Sergio, Luis Roberto, Adevailde Veloso e Ângelo.

Cristina Nassif, Jader Nassif e Adevailde Veloso.

Adair Veloso, Raul Gazola e Adevailde Veloso.

Jeferson Nassif, Jader Nassif, Renildo Almeida, Olivando Araujo, Adevailde Veloso e Jair Bastos.

Rejane Nassif, Jeferson Nassif e Barbara Nassif.

Renildo Almeida e Gilberto Pereira.

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Bernardo (Haras BJF), Marcelo e Fabiano (Consórcio Multi Marcas)

Geraldo Pimentel (Criadouro Serra Azul), Marcelo e Amanda.

Iara e Eder (Faz. Canta Galo).

Raul Gazolla

Dr. Antonio Hilário e Tatiana.

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Teodoro e Marcelo.

Conceição, Marcelo e Gloria Lamounier.

Branca e Tayla (Criadouro Serra Azul).

Leonardo, Marcelo e Célio.

Marcelo e Ana Paula (Haras Vô Ziroca).

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Giro Rural

Crioulo bate recorde e vendas ultrapassam R$9 milhões A raça Crioula bateu mais um recorde. Os sete leilões realizados na Expointer alcançaram a cifra de R$9.390.650,00 em mais de 300 lotes vendidos. O resultado é aproximadamente 30% superior ao de 2011 quando cerca de R$ 7,2 milhões foram arrecadados. Momento alto da Expointer para muitos apreciadores do Cavalo Crioulo, a programação de remates superou as expectativas.

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Nos dias 23 e 24 de junho, a comunidade de Curral, no município de Camacho no interior de Minas Gerais, realizou sua segunda festa beneficente e na abertura do evento, uma carreata reuniu 41 carros de boi. A programação incluiu ainda almoço para os carreteiros, leilões, roda de violeiros e shows. No dia 24 uma cavalgada reuniu cerca de 300 cavaleiros e o evento seguiu com leilões, jogos de bingo e shows na praça da cidade. A festa foi realizada com o

Coimma presente na FAX 2012

apoio da Prefeitura Municipal de Camacho e uma comissão organizadora sem fins lucrativos. A arrecadação de cerca de R$20mil foi destinada a Associação de Combate ao Câncer do Centro Oeste Mineiro e ao Abrigo Frederico Corrêa da cidade de Itapecerica/MG.

Vaca Nelore dá cria a cinco bezerros em fazenda no interior de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul. Os funcionários e o proprietário de uma fazenda na localidade de Duas Barras, distrito de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, foram surpreendidos com um acontecimento raro. Uma vaca Nelore deu cria a cinco bezerros, algo inédito na fazenda e na região. A gestação foi fruto de uma inseminação artificial, e o touro doador é da raça Aberdim Angus. Infelizmente três dos cinco filhotes morreram depois que foram bicados por urubus, mas os que sobreviveram estão saudáveis e fortes. O veterinário Edgar Sixto explicou que esse tipo de caso é algo raro de acontecer. Segundo ele, geralmente ocorrem gestações de gêmeos ou de no máximo três bezerros em uma mesma gestação. “Isso não é comum. Pelo contrário, é algo totalmente atípico. O fato de ter sido uma inseminação artificial pode ter contribuído para este fenômeno”, definiu. O veterinário recomendou que a vaca não seja mais inseminada, pois uma nova gestação quíntupla ou semelhante poderia colocá-la em risco de morte. Fonte: Gazeta Online

A Coimma líder no segmento de troncos e balanças, sempre participa nos melhores eventos de agronegócio pelo Brasil e no mundo, e no período de 15 a 23 de setembro esteve presente com estande na FAX 2012 ( Feira Agropecuária de Xinguara ) na cidade de Xinguara no Pará, juntamente com seus parceiros comerciais, Zezinho Dantas e Frederico Flauzino da empresa INSEMINAR. De acordo com Carlos Gonçalves, Supervisor Comercial da COIM-

MA no Pará, a região não tem só um grande rebanho, mas também um grande potencial de expansão, pois está cercada de grandes criatórios que a cada dia, vêm investindo em tecnologia de reprodução, pastagens e genética, produzindo assim animais melhores a cada dia. Isto nos proporciona um mercado fantástico de produtos de contenção e pesagem, pois só se pode avaliar o que medimos, e a balança, neste caso é a ferramenta justa nesta avaliação.

X Campeonato Nacional do Mini-Horse

De 18 a 21 de outubro acontece a 7ª etapa do X Campeonato Nacional do Mini-Horse na cidade de Itápolis/SP, durante a FAITA 2012. PROGRAMAÇÃO • Entrada dos animais: dia 18 (quinta feira) o dia todo; • Julgamento de admissão: dia 19 (sexta feira) às 8:00 hs; • Julgamento de Progênies: dia 19 (sexta feira) às 09:30 hs; • Julgamento de Conformação: dia 19 (sexta-feira) às 13:00 hs; dia 20 (sábado) às 09:00 hs; • Grandes Camp. e Concursos: dia 21 (domingo) às 10:00 hs. joaokarim.com.br

De 04 a 06 de setembro a cidade de Pará de Minas/ MG foi palco de um grande evento: a XXXII Festa Estadual do Frango XI Festa Estadual do Suíno, eventos tradicionais no calendário regional. A Associação de Frigoríficos de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro (AFRIG) a convite do presidente do Sindicato Rural de Pará de Minas participou do evento com belo estande. Na ocasião, passaram pelo espaço da Afrig seu presidente Silvio Silveira, o Secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Sr. Elmiro Alves do Nascimento, o Presidente do Sindicato Rural de Pará de Minas, Sr. Eugênio Diniz, o prefeito de Pará de Minas, Sr. Zezé Porfírio, o presidente da AVIMIG, Sr. Antônio Carlos, dentre outras autoridades.

Festa beneficente em Camacho

Foto: Gazeta Online

Afrig participa com estande da XXXII Festa Estadual do Frango XI Festa Estadual do Suíno.

(31) 9129-8382 PASSA TEMPO-MG

MORFOLOGIA, RAÇA E ANDAMENTO

CRIATÓRIO JHO VENDA PERMANENTE DE MUARES E ASININOS

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landrover.com.br | facebook.com/landroverbr | twitter.com/landrover_br

Giro Rural Minas Rural na Nacional do Mangalarga Marchador

Agenda Rural

Fotos: Divulgação

A Minas Rural marcou presença durante a Exposição Nacional do Mangalarga Marchador, com bonito estande que contou com a presença de diversos clientes e criadores. Na oportunidade, a empresa apresentou sua linha de produtos equinos e divulgou o lançamento de sua nova unidade no bairro Jardim Canadá. A nova casa será inaugurada no mês de outubro e pretende atender a crescente demanda na região.

Outubro

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2

14° Leilão Virtual Peso Provado Quilombo - Raça Nelore - Transmissão Canal Rural 14H.

2

Leilão Virtual Linhagens de Ouro - Raça Crioula Transmissão Canal Rural 21H.

8 a 14

XXVI CBM(2012) - Campeonato Brasileiro de Marcha Agrocentro Jaçaré/SP

12 a 14

Curso Natural Horsemanship- Juazeiro/BA

19 e 20

Copa Bandeirantes Mangalarga Marchador Indaiatuba/SP

22 a 26

XXII Congresso Brasileiro de Fruticultura Bento Gonçalves/RS

23 a 28

36ª Exposição Especializada do Cavalo Mangalarga Marchador de Goiânia - Goiania/GO

27 e 28

Altino Rodrigues, Juliana Batista e Elmiro Nascimento.

Outubro 2012

Leilão Virtual Reprodutores Guzerá Villefort Transmissão Canal Rural 21H.

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Cachaça Ouro 1 na Nacional do Campolina

Durante a Semana Nacional do Cavalo Campolina a Cachaça Ouro 1 participou juntamente com o Haras Porto Rico e Haras Santo Antônio, de um belo espaço de confraternização no evento. Na ocasião, estiveram presentes o Secretario de Estado da Agricultura Elmiro Nascimento e o presidente do Ima Altino Rodrigues Neto. A degustação da Cachaça Ouro 1 foi um sucesso. Mérito do querido casal Hamilton e Juliana Batista.

1

Novembro

V etapa da copa Du Barão AMCT de tambor e baliza Local: Restaurante Engenho - Sete Lagoas/MG III Aquapesca Brasil - Salvador/BA

7 a 11

Exposição Especializada do Cavalo Mangalarga Marchador - Ribeirão Preto/SP

8 a 11

Semana do cavalo de trabalho 2012 - Local: Rancho Vale da Serra - Ribeirão das Neves/MG

11 a 16

63º Congresso Nacional de Botânica - Joinville/SC

8 a 11

ASIC 2012 - 24ª Conferência Internacional sobre Ciência do Café - San José/Costa Rica

14 a 18

Exposição Especializada do Cavalo Mangalarga Marchador - Florianópolis/SC

17 19 a 23

Curso de Cultivo Orgânico de Plantas Medicinais - SP/SP Feileite 2012 - 6ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite- São Paulo/SP

21 a 23

Feicomex (Feira Internacional de Comércio Agrícola e Exportação)- São Paulo/SP Copa de Marcha Mangalarga Marchador - Cotia/SP

23 a 30 28 a 30 29 a 2/12

Dezembro

Leilão Haras Nagladir Ouro 27 anos - Campolina e Pampa - Rio de Janeiro/RJ.

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23 a 25

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NOVO FREELANDER 2 DIESEL : UM PURO-SANGUE COM ESPÍRITO LAND ROVER

FENAGRO - Salvador/BA 6º Congresso Brasileiro de Tomate IndustrialGoiania/GO Exposição Especializada do Cavalo Mangalarga Marchador - Bragança Paulista/SP Curso Técnico Intensivo para Produtor Iniciante (Básico) de Flores e Plantas Ornamentais - Holambra/SP

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Revista Mercado Rural  

Edição 04 - Outubro de 2012

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