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Setembro 2013 • n°8

Mangalarga Marchador Raça comemora bom momento e realiza excepcional Exposição Nacional.

Fertilização in vitro Entrevista: Ministro da Agricultura Antônio Andrade

Exposições: Nacional do Campolina e do Pampa, Expointer e Barretos


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Editorial Como o tempo tem passado

Ano II - nº VIII - Setembro - 2013 www.revistamercadorural.com.br

cada vez mais rápido e já estamos lançando a primeira edição do se-

Redação Unique Comunicação e Eventos Av. Barão Homem de Melo - 4.500/324 - Estoril BH/MG - Tel.: (31) 3653-0633 unique@uniquecomunicacao.com.br

gundo semestre de 2013. Edição que consideramos uma das mais importantes do ano, com a cobertura de importantes eventos que

Editora e jornalista responsável Amanda Ribeiro - MT10662/MG amanda@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 9198-4522 Diagramação Fábrika Comunicação Integrada

movimentaram o agronegócio brasileiro nesse último trimestre. As exposições agropecuárias, as exposições especializadas das raças, como Mangalarga Marchador, Campolina e Pampa. A grande festa do peão de Barretos e a imponente feira Expointer, são muitos os eventos que acompanhamos e trouxemos nesta edição a cobertura especial para nossos leitores. Na matéria de capa o destaque foi para a raça Mangalarga Marchador que realizou exímia

Assinaturas Unique Comunicação e Eventos

Exposição Nacional no mês de julho e ganhou enfoque nesta edição, onde enfatizamos seu ex-

Periodicidade Trimestral

pressivo crescimento, entrevistamos o presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo

Tiragem 5.000 exemplares

elogiado mandato á frente do Mangalarga Marchador.

Mangalarga Marchador, Magdi Shaat, que contou sobre os projetos para a raça e o fim de seu Na seção personagem contamos a trajetória de 111 anos da Linhagem 53, tradicional criató-

Impressão Gráfica Del Rey

rio na raça Mangalarga Marchador. Nosso articulistas que sempre colaboram para enriquecer o conteúdo editorial, abordaram importantes temas como o cultivo do cedro australiano no Brasil, o novo código florestal que comemorou recentemente um ano de aprovação, os custos de produção da soja e do milho, a diferença entre o jumento e o bardoto, dentre outros assuntos de interesse dos leitores.

A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

Boa leitura! Amanda Ribeiro e Marcelo Lamounier

C@rtas

Acesse o Facebook e deixe sua crítica ou sugestão RevistaMercadoRural Parabéns pela revista, sempre muito bem escrita e conteúdo interessantíssimo. Eu e meus colegas sempre lemos e adoramos. Ana Luiza Teixeira Chapecó - SC Parabéns pela revista, está simplesmente um show. Teófilo Soares de Almeida 2013 – MG Belo Horizonte 2 Setembro

Quero parabenizar pela edição da revista! Ficamos todos encantados pelo belo trabalho! Juliane Diniz - Belo Horizonte – MG Estou acompanhando todas as edições e sempre tem artigos ótimos, o que mostra realmente a competência da equipe. Linei Rocha - Belo Horizonte – MG

Uma revista com propaganda de grandes empresas como o Banco do Brasil e outras, é sinal de que é grande também. Parabéns pela qualidade e pelo conteúdo. Antonio Michelini Silva - Belo Horizonte - MG Matérias sensacionais! Muito boa revista, parabéns pelo Parabéns! belo trabalho. Renia Coacci - Belo Carlos Lúcio Ribeiro Horizonte - MG Itapecerica - MG Marcelo você merece todos Gostaria ainda de parabenizar os elogios, muita capacidade, toda a equipe pelo trabalho com criatividade, competência, e a revista, da qual sou leitora seriedade á frente da revista assídua e que tem se aprimorado Mercado Rural. a cada edição. Sarah Rocha Santos - Belo Mariana Moreira - Belo Horizonte - MG Horizonte - MG

A revista está amadurecendo e se tornando um importante veículo de comunicação sobre as coisas do campo, com crescente participação do nosso marchador. Parabéns! Resultado do esforço e dedicação de vocês. Carlos Augusto Reis Oliveira do Haras Terra Natal Belo Horizonte - MG


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Destaque Mangalarga Marchador – Magdi Shaat, presidente da ABCCMM comemora bom momento da raça

Foto: Roberto Pinheiro

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Expointer 2013

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33a Semana Nacional do Cavalo Campolina é a melhor da última década

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O mercado do cedro australiano

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Jumentos x Bardotos

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O crescimento do mercado de FIV em bovinos no Brasil e no mundo

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Festa do Peão de Barretos registra crescimento

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Suculentas – a moda entre as plantas

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Entrevista – Ministro da Agricultura Antônio Andrade

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Personagem – Carlos Junqueira

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Camarão de água doce

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Reflexões sobre o Novo Código Florestal

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Fórum Nacional de Agronegócios debate os “nós” do setor

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Trufas: uma iguaria da culinária

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Plantas medicinais

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Os benefícios do termopotássio para a cultura do cafeeiro

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Bebidas – Saquê

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Como fazer uma estufa

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Os riscos da presença de resíduos na carne

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Carne de cavalo

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Automóveis

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Festas de carros de boi

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Alta nos preços das terras

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Milho, soja ou algodão? Quem dá mais!

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A polêmica restrição para receptoras meio sangue

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RAM 2500: força, capacidade e conforto Copa Verde, destinará R$ 300 milhões para o apoio financeiro ao plantio de florestas de rápido crescimento

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Turismo

O Campeão Nacional Iate do Pedrosa

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Mercado Pet

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Brasil não ganha nada negociando em conjunto com Mercosul, dizem palestrantes do Fórum Nacional de Agronegócios

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Criações Exóticas - Jacarés

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Receita – Tutu de Feijão

Alimentação de abelhas

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Exposição Nacional do Cavalo Pampa

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NR 36 – Empresas de abate e processamento de carnes e derivados têm até outubro para se adequarem à nova norma

Viagens de mergulho O Diamante de Gould (Chloebia Goudiae)

Eventos/Exposição 76

32a Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador / 33a Exposição Nacional do Cavalo Campolina

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Giro Rural Setembro 2013

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Entrevista

Ministro da Agricultura Antônio Andrade

Ministro Antônio Andrade

A revista Mercado Rural conversou com o Ministro da agricultura, o mineiro Antônio Andrade que falou sobre sua gestão à frente do Ministério, planos e projeções. 1. Quais as prioridades do MAPA na sua gestão? Antônio Andrade - No comando do Ministério da Agricultura dialogo com os diversos segmentos produtivos para debater os principais problemas e propor as soluções possíveis. Sabemos que um dos maiores desafios para tornar nossa agricultura ainda mais eficiente e competitiva é melhorar a infraestrutura e a logística que elevam o custo dos nossos produtos. Além disso, a pedido da presidenta Dilma Rousseff, tenho ainda a missão de modernizar o Ministério da Agricultura e dar mais agilidade às suas ações, de forma que o órgão possa acompanhar a evolução do agronegócio. O setor é responsável por um quarto do PIB nacional e nos-

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so objetivo é continuar estabelecendo políticas públicas capazes de dar suporte a essa resposta positiva do setor produtivo às diretrizes do governo e, com isso, garantir à população a oferta de alimento barato e de boa qualidade. Também temos preocupação em formar um estoque regulador, que garanta o equilíbrio entre oferta e demanda de determinados produtos, conforme a necessidade do mercado e evitando pressões inflacionárias. Por isso, no Plano Agrícola e Pecuário foi lançado um plano de ação específico para ampliação da armazenagem. Serão destinados para o setor privado (produtores, cooperativa e cerealistas) R$ 25 bilhões, com juros de 3,5% ao ano e prazo de 15 anos para pagamento. Outros R$ 500 milhões foram autorizados para a

construção e modernização de armazéns públicos. Temos preocupação em manter nossa produção em patamares que permitam a exportação do excedente que gera divisas para o País. Outro foco importante da minha gestão é o fortalecimento da Defesa Agropecuária do Brasil. Precisamos trabalhar para garantir qualidade e segurança aos alimentos que o brasileiro consome e também os que exportamos. Entre as ações estão a modernização dos Laboratórios Nacionais Agropecuários, a consolidação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal e a tipificação da carcaça bovina, que garantirá mais qualidade à nossa carne.

2. Houve mudanças significativas nos projetos do MAPA na mudança de gestão? Cite quais. Antônio Andrade - Conforme citei anteriormente, nosso maior desafio é modernizar o Ministério da Agricultura, de forma que a gestão dos processos ocorra de maneira mais rápida e eficiente. É uma determinação da presidenta Dilma Rousseff e que foi repassada a todos os secretários que, por sua vez, devem cobrar de suas equipes. Essa eficiência se dá, por exemplo, na ponta, por meio do trabalho dos fiscais federais agropecuários. São eles que atuam em todos os elos da cadeia produtiva e têm a função de cumprir com os compromissos do comércio internacional, garantir a qualidade dos produtos ofertados à mesa dos brasileiros e obter competitividade frente à concorrência de outros países exportadores de alimentos. Eles também têm como função assessorar tecnicamente o governo, quando requisitado, na elaboração de acordos, tratados e convenções


com governos estrangeiros e organismos internacionais, dos quais o País seja membro, além de negociações bilaterais. Recentemente, inclusive, obtivemos duas vitórias importantíssimas em que a atuação do nosso corpo técnico foi fundamental. Após sete anos de negociações, o Japão autorizou, em maio, a exportação de carne suína proveniente do Estado de Santa Catarina para o seu mercado e, no início de junho, o governo da China aprovou três variedades de soja geneticamente modificadas de interesse do Brasil. Trata-se da abertura do gigante mercado asiático para produtos brasileiro. Isso não é pouca coisa. No caso da carne suína, a expectativa da Associação Catarinense de Criadores de Suínos é de que as exportações para o Japão cheguem a 200 mil toneladas por ano em 2014. Já no que se refere à soja transgênica, o mercado estima que uma das empresas detentora da tecnologia autorizada tenha de dois a três milhões de sacas de sementes para vender ao mercado chinês, que responde por 70% da soja exportada pelo Brasil, na próxima safra. Então, são exemplos que confirmam a excelência do nosso corpo técnico que precisa, tão somente, ser reforçado, por meio de novos concursos públicos, para conseguirmos ainda mais benefícios tanto para o consumidor quanto para o agronegócio como um todo.

3. Quais os maiores entraves para o crescimento do agronegócio nos próximos anos? Antônio Andrade - Também como eu disse anteriormente, os principais gargalos para o crescimento do agronegócio são as deficiências da nossa infraestrutura

e logística. Com estradas, portos e ferrovias deficientes, perdemos tanto em qualidade como em competitividade no que se refere à nossa produção agropecuária. Temos uma grande dificuldade de escoar e estocar nossa produção. Esses são pontos que o governo federal está atacando de frente. Um País que conseguiu fazer uma revolução na agricultura, com aumento médio anual de 3,7% na produtividade nos últimos 20 anos, é perfeitamente capaz de resolver esses gargalos de infraestrutura e logística. Segundo dados da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a nossa dificuldade em fazer o escoamento da safra, por exemplo, faz com que um container de grãos posto no porto custe US$ 1.790,00 zzmundiais. No caso da armazenagem, temos um déficit importante, já que nossa capacidade estática é de 145 milhões de toneladas de grãos para uma produção esperada de 190 milhões de toneladas para a próxima safra. Nesse sentido, ganha importância maior o incentivo à armazenagem. No caso das rodovias e ferrovias, o programa de concessões delineado pelo Governo Federal e que já começa e ser implementado é fundamental. Serão mais de 5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias para melhorar o escoamento da safra de grãos. Então, o Governo Federal está investindo pesado, em parceria com o setor privado, para dar condições para que a logística e a infraestrutura acompanhem o crescimento do agronegócio. 4. O senhor é um grande defensor da MP dos Portos, comente. Antônio Andrade - Atuei fortemente no Parlamento pela aprovação da MP

dos Portos. Na véspera e no dia da votação fiz questão de ir ao Congresso para manter contato com a base e garantir a aprovação. Juntamente com as concessões das rodovias e ferrovias, a MP dos Portos será fundamental para melhorar o escoamento das safras agrícolas e perdas da produção. O agronegócio brasileiro, maior cliente desse modal, será o setor mais beneficiado com portos eficientes e de baixo custo. Só no caso do milho teríamos condições de exportar 15 milhões de toneladas somente neste ano, que terá excedente do grão. A mudança no marco regulatório dos portos deve incentivar a participação da iniciativa privada e acelerar as transformações necessárias. Se todos os investimentos se concretizarem é possível que comecemos a verificar os resultados práticos desses investimentos em todos os modais dentro de dois ou três anos. 5. O senhor também é produtor rural. Quais os maiores entraves vividos pelos pequenos produtores brasileiros e como o MAPA pode contribuir para minimizar os problemas e ajudar no crescimento dos mesmos? Antônio Andrade - Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo pequeno produtor é o acesso às tecnologias desenvolvidas pela pesquisa agropecuária e que podem melhorar a produtividade e a renda no campo. Neste sentido, ganha extraordinária importância a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, a Anater. De acordo com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) estudos apontam que 80% dos resultados da pesquisas agroSetembro 2013

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pecuárias foram utilizados pelos agricultores das classes A, B e C , enquanto as classes D e E acessaram apenas 11%. Desta forma, a Anater será fundamental para difundir junto aos produtores de todo o País as tecnologias, processos e produtos lançados pela Embrapa. Com isso, o agricultor e o pecuarista poderão ter acesso ao que há de melhor em matéria de inovação e novas práticas. É importante destacar também que o Governo Federal tem uma política específica voltada para o pequeno produtor, que é desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, do qual somos parceiros em vários programas. No mês de junho, inclusive, foi lançado o Plano Safra 2013/2014 da Agricultura Familiar, segmento responsável pela produção de 70% dos alimentos consumidos no mercado interno do Brasil. O valor total para financiar a safra do pequeno produtor ficou em R$ 39 bilhões, 77% a mais do que o liberado no plano anterior. Para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf ) serão destinados R$ 21 bilhões, R$ 3 bilhões a mais do que o plano anterior. Os juros variam de 0,5% a 3,5%. Cabe destacar, como medida de apoio ao pequeno produtor, a entrada em operação no mês de março, da Rede Brasil Rural, que

tem como objetivo ofertar produtos da agricultura familiar, ajudando a impulsionar suas vendas no local da produção, gerando renda para o próprio município. Conforme anunciado pelo ministro Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário, estão cadastradas 481 associações e cooperativas de agricultores familiares, que representam quase 200 mil agricultores. 6. O que esperar dos próximos anos para o agronegócio brasileiro. Antônio Andrade - O Ministério da Agricultura faz regularmente, em parceria com entidades representativas de vários segmentos do setor e suas empresas vinculadas, projeções do agronegócio. Os últimos estudos indicam que o crescimento da produção agrícola no Brasil deve continuar acontecendo com base na produtividade. Os resultados revelam maior acréscimo da produção agropecuária que os acréscimos de área, tendência verificada em estudos anteriores. Entre 2013 e 2023, a expectativa é de que a produção de grãos (15 produtos pesquisados pela Conab) deve aumentar por volta de 34 %, enquanto a área deverá expandir-se em cerca de 10 %. Esse é um ganho excepcional para a agricultura brasileira. No que se refere às exportações, os produtos mais dinâ-

micos, conforme o estudo que projeta o comportamento do setor para os próximos 10 anos, deverão ser o algodão, soja em grão, óleo de soja, carne de frango, açúcar, milho, maçã, leite, carne suína e celulose e papel. O agronegócio deve seguir gerando superávits recordes e sustentando a balança comercial do País, assim como o PIB agropecuário, que cresceu 17% no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2012 e 9,7% em comparação com o quarto trimestre no ano passado, conforme dados divulgados em maio pelo IBGE. O resultado do PIB agropecuário no primeiro trimestre deste ano, impulsionado principalmente pelo desempenho da soja e do milho, é reflexo da resposta imediata do setor às políticas implementadas pelo Governo Federal, conforme já mencionei aqui. A cada ano safra, os produtores têm acesso facilitado ao crédito, com taxas de juros reduzidas e especial atenção para investimentos em novas tecnologias no campo. Graças à elevação desses investimentos, o País tem conseguido alcançar ganhos de produtividade, sem ampliação da área plantada nos mesmos patamares, que permitem tanto abastecer o mercado interno quanto exportar o excedente, gerando recordes de superávit na balança comercial do setor.

A Unique Comunicação e Eventos atua há 6 anos no agronegócio, prestando com excelência e qualidade seus serviços. Atenta à crescente demanda do setor, a empresa especializou-se no ramo de organização de leilões e divulgação de projetos voltados para o agronegócio. Contato: (31) 3653-0633

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Personagem

Carlos Junqueira Linhagem 53Um centenário no Mangalarga Marchador fotos: Marcha Brasil

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egundo registros da Associação Brasileira do Cavalo Mangalarga Marchador, a raça teve como berço a Fazenda Campo Alegre, no Sul de Minas, que pertencia a Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, a quem é atribuída a responsabilidade pela formação da raça. Seu sobrinho José Frausino Junqueira, criador de veados á época, aprendeu a valorizar os cavalos marchadores e começou ali sua importante trajetória na raça e na formação da linhagem 53. Formador e responsável pela origem do Mangalarga Marchador dos dias atuais, José Frausino teve uma trajetória de desafios, dedicação e empenho. O sufixo 53, vem de curiosa origem: ao nomear sua marca para registro de seus animais, não querendo usar o FM de seu sogro e JB de seu pai, José Frausino prestou homenagem a sua esposa, escolhendo 53 como sua marca, número de chamada no Internato onde estudava. A continuidade do seu trabalho foi realizada com excelência por Renato

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Junqueira Netto, que em 1962, após seu falecimento, passou a continuidade da criação 53 para seus sucessores que continuaram com muita maestria no aprimoramento da raça. São 111 anos de marca 53 de um criatório que fez história no Mangalarga Marchador e traz de gerações em gerações uma história de tradição e desenvolvimento da raça no Brasil. A criação que teve origem em 1902, com a família Junqueira Netto, fez e continua fazendo história no Mangalarga Marchador com diversos consagrados animais e continua sendo genética reconhecida e muito procurada por criadores de todo o Brasil, também com as marcas JF e JB. O criador Carlos Junqueira, mais conhecido como Lalo, contou á revista Mercado Rural essa trajetória de sucesso na raça e é hoje um dos herdeiros que dá continuidade ao trabalho da família e mantém o sufixo 53, em Jaborandi, interior de São Paulo. Lalo afirma que docilidade, marcha

e caracterização racial são as premissas de sua criação, priorizando sempre uma tropa pura. Ex participante ativo em exposições, o criador destaca que ver hoje animais campeões oriundos da linhagem 53 é um grande prazer, mas ressalta que novos criadores devem ter cuidado com as escolhas de compra. “Não compre qualquer coisa, pesquise, avalie a pureza racial, não compre por pista, pois ela não leva a nada. Tem animais bons que são maus avaliados e animais ruins que são bem avaliados em julgamentos. É muito difícil um animal campeão na pista ser um campeão na reprodução”, avalia o experiente criador. Lalo afirma que comprar e vender são essenciais na vida de um criador. “Não pode deixar a tropa cair não, nem a consanguinidade tomar conta, para manter sempre o padrão”, disse. Conservador, Lalo acredita que o uso de novas tecnologias nem sempre estão a favor do criador e muitas vezes cria-se expectativas que são frustradas facilmen-


te nessa arte de criar cavalos. “A inseminação artificial por exemplo, é uma técnica muito cara, que não utilizo em minha criação. Muitos criadores, principalmente os novos, acham que sairão campeões os animais frutos dessa técnica, o que não é verdade. Muitos desanimam com isso, quando as expectativas não são atendidas. Criador precisa ter paciência senão será um usuário. Criar é um artesanato, quem tem muita pressa não será criador.

Continuo seguindo os ensinamentos que aprendi, sem mestiçagens, fazendo o melhoramento dentro da raça. Nossos animais descendem de quatro éguas matrizes de uma tropa que tinha 500 exemplares em 1916, o que elitiza muito a raça. Não faço inseminação para não elitizar ainda mais, pois hoje tiro filho de qualquer uma das minhas éguas. Não vou deixar sair dessa linha de pureza racial, conservo minha criação”, disse.

trabalho conforme meus critérios de criação, mas fui muito criticado, ainda mais por ser filho do fundador da entidade. No Marchador diziam que eu era o criador de paulista. Minha maior satisfação hoje é ser reconhecido no Mangalarga Marchador, fato que demorou, foram mais de 30 anos, mas hoje acho que minha tropa é uma das mais puras do Brasil”, comemora.

Reconhecimento Filho do fundador da Associação Brasileira do Mangalarga Paulista, em 1980 quando Lalo percebeu que a raça começava a mestiçar, aproveitou o livro aberto no Mangalarga Marchador e migrou. “Vi uma melhor possibilidade de fazer meu

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Reflexões sobre o Novo Código Florestal Mariana Gomes Welter, advogada especialista em Direito Ambiental no escritório Rolim, Viotti & Leite Campos.

Há pouco mais de um ano a Lei federal nº 12.651, de 25 de maio de 2012, foi aprovada. A lei, popularmente conhecida como o Novo Código Florestal, revogou a Lei federal nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, trazendo inúmeras polêmicas e gerando confrontos ideológicos entre os setores produtivo e ambientalista; envolvendo uma parcela da sociedade num debate antes mais restrito aos setores técnicos. O Novo Código Florestal estabelece normas gerais sobre a proteção da vegetação, das Áreas de Preservação Permanente – APPs e das áreas de Reserva Legal, bem como trata da exploração florestal, do controle da origem de produtos florestais, entre outros temas correlatos. São diversas as inovações trazidas pela norma e a adaptação a essas novas regras ainda gera polêmicas. Podemos destacar a questão da regulamentação do regime de proteção das Reservas Legais e a criação do Cadastro Ambiental Rural – CAR. As áreas de Reserva Legal, compreendidas como áreas localizadas no interior de uma propriedade ou posse rural, têm

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a função de assegurar o uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais do imóvel rural, além de auxiliar na conservação e na reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação da biodiversidade. Todo imóvel rural deve manter área com cobertura de vegetação nativa a título de Reserva Legal, de 20% da área total do imóvel em quase todas as regiões do país, exceto na Amazônia legal, onde o percentual mínimo de proteção pode chegar a 80% da área total do imóvel. Para que a obrigação da manutenção da área de Reserva Legal seja cumprida, o Novo Código Florestal inovou ao instituir o mecanismo do CAR, uma espécie de registro público eletrônico de âmbito nacional. Com isso, a área de Reserva Legal deverá ser registrada no órgão ambiental competente por meio de inscrição no CAR, e não haverá mais a obrigação de averbá-la no Cartório de Registro de Imóveis. A Lei federal nº 12.651/2012 ainda admitiu o cômputo das APPs no cálculo do percentual da Reserva Legal do imóvel, desde que o proprietário ou possuidor tenha requerido inclusão do imóvel no CAR. Além disso, a referida norma estabeleceu

que após cinco anos da sua publicação, as instituições financeiras somente poderão conceder crédito agrícola para proprietários de imóveis rurais inscritos no CAR. É possível perceber que a implantação do CAR, como um dos desdobramentos do Novo Código Florestal, representará provavelmente uma oportunidade para gerar alternativas de recuperação ambiental no âmbito dos imóveis rurais, entretanto, após mais de um ano de publicação da Lei, ainda não há uma previsão quanto à efetiva implantação deste Cadastro. A ausência de uma definição quanto à implantação do CAR tem gerado insegurança jurídica, uma vez que alguns benefícios previstos no Novo Código, como o cômputo das APPs ao percentual de Reserva Legal e a possibilidade de concessão de crédito agrícola, dependerão da inscrição dos imóveis rurais no referido Cadastro. A expectativa é que esse mecanismo seja instituído com a maior brevidade possível e que seja um incentivo para que os proprietários ou posseiros de áreas rurais busquem a regularização ambiental de suas propriedades.


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TRUFAS:

Uma iguaria da culinária

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trufa é um fungo subterrâneo muito apreciado  pelo  sabor e aroma característicos. São consideradas uma iguaria  desde a época  romana e  consumidas em várias  partes  do mundo. Assim  como  os  outros  fungos,  a  trufa  é  rica  em  água  contendo  cerca  de  80%  a  90%  de  sua  composição.  Possui  também proteínas,  hidratos  de  carbono  e  baixo  teor  calórico,  o  que  faz  da  trufa,  um  alimento  nutritivo  e saudável. Desenvolvem-se a uma profundidade de 20 a 40 centímetros abaixo da terra e estabelecem uma relação  de simbiose com  as raízes de árvores como  o  carvalho  e  a  castanheira.  A  trufa,  por  ser  incapaz  de realizar a fotossíntese, captura nutrientes das  raízes de árvore.  Já ás árvores extraem os  sais minerais vindos das trufas. Por isso é uma relação de simbiose, pois há benefícios em ambas as espécies. A  trufa  é  formada  por  duas  partes  sendo  a  primeira  o  fruto  (comestível)  e  a  segunda  formada  pelas raízes  do  fungo  chamadas  Micelium,  responsável  por  sua  produção.  As  trufas  adquirem  tamanhos variados, podem ser pequenas, grandes, circulares ou irregulares. Fatores como temperatura, umidade, gran-

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de quantidade de água e composição do  terreno são  fundamentais para o desenvolvimento deste fungo. Cada variedade demanda por um clima específico. Possuem aspecto de mármore negro e bege. A colheita é  feita  recorrendo a porcos ou cães adestrados que as podem localizar por meio do olfato. Depois de encontradas e com ferramentas apropriadas, cava-se o local para recolher a trufa, tomando os devidos cuidados para não danificar as raízes das árvores. Só devem ser retiradas as trufas em bom estado de maturação, e devem  ser armazenadas em baixas  temperaturas. Ela  só  terá valor  se as  suas características originais forem preservadas. As melhores trufas brancas vêm de Albacarece de  fontes, pequena cidade italiana entre Turim e Milão. Já as trufas negras tradicionais são de origem francesa, da região de Périgord. As trufas brancas são muito apreciadas por chefs de cozinha devido ao seu inigualável aroma. As trufas  de  Alba,  por  serem  as  melhores,  podem  custar  até  15  mil  dólares  o  quilo.  As  que  exibem  uma  sutil coloração rosada são consideradas melhores, de aroma mais marcante. As melhores safras

ocorrem em outonos chuvosos, pois as  trufas precisam de muita umidade para crescer. Em 2009 uma  trufa branca de  750 gramas foi  leiloada  por  100  mil  euros  na  Itália. E  em  2010 um  exemplar  de  900  gramas  foi arrematado por 105 mil euros.  A trufa branca exige um cortador específico, com lâminas ultrafinas, pois quanto mais fina for cortada, o  sabor é mais intenso. A espessura ideal é a de uma  folha de papel. Combina com massas,  risotos e ovo  frito. O prato predileto dos apreciadores é o ovo “all’occhio di bue”, pois  reúne a simplicidade do ovo e a exuberância da trufa branca fresca. Pode ser comida também como um pão. Já as trufas negras exalam  aroma menos  acentuado,  superfície mais  rugosa e  são mais  resistentes  ao manuseio. O  quilo custa em média 700 dólares e pode chegar a 2.000 dólares. Ao contrário das  brancas, podem ser lavadas em água. A trufa negra já foi chamada de “Diamante Negro” ou “Pérola Negra” devido à sua raridade. A maior trufa já registrada no mundo foi encontrada na Croácia e pesava 1,31kg  e foi registrada no livro dos recordes maior trufa já registrada no mundo foi encontrada na Croácia e pesava 1,31kg  e foi registrada no livro dos recordes.


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Os benefícios do

termopotássio para a cultura do cafeeiro Pesquisa comprova que TermoPotássio é eficiente como fonte de potássio para o cafeeiro.

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Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) anunciou que os testes realizados com TermoPotássio (TK), iniciados em 2010, provaram que este fertilizante foi eficiente como fonte de potássio para o cafeeiro, podendo substituir a fonte mais usual, ou seja, o Cloreto de Potássio, tradicionalmente usado pelo cafeicultores. Os testes de campo foram realizados na Fazenda Experimental da Epamig em Patrocíno-MG, sob a coordenação dos pesquisadores Paulo Tácito Gontijo Guimarães e Kaio Gonçalves de Lima Dias. Os resultados demonstraram que a produtividade de café beneficiado

das parcelas que receberam o TermoPotássio, na dose de 80 g/cova de K2O no plantio, ou seja, 1,2 kg de TK/planta foram semelhantes e não diferiram estatisticamente daquelas que receberam o potássio proveniente do cloreto de potássio. O KCl foi aplicado na quantidade de 220 g de K2O, sendo que desse total, 40 g foram aplicados na cova e o restante em cobertura parcelado em 3 vezes iguais ao longo de 2 anos. Cabe ressaltar que nesse experimento, a dose de potássio (K2O) aplicada através do TermoPotássio foi 36% da dose de K2O aplicada como cloreto de potássio. “Isso permitiu concluir que o TermoPotássio apresentou-se como uma fonte


eficiente no fornecimento de potássio, além de contribuir com o fornecimento de cálcio, magnésio e silício, também presentes nesse fertilizante. A fertilização com TK conferiu os mesmos níveis de produtividade atingidos com o KCl na primeira produção aos 2,5 anos. Esses resultados foram obtidos com apenas uma única aplicação de TK, incorporada na cova de plantio, sem que houvesse a necessidade de parcelamentos em cobertura, facilitando e promovendo economia para os produtores” concluíram os pesquisadores. O TermoPotássio, desenvolvido e produzido pela Verde Fertilizantes, é um multifertilizante que possui potássio, cálcio (Ca=22%), silício (Si = 17%) e magnésio (Mg =1%) - nutrientes vitais e essenciais para o desenvolvimento das

plantas. Outro componente importante é a granulometria farelada fina, com baixa solubilidade em água, com liberação gradual (slow release) dos nutrientes no solo, permitindo atender as necessidades nutricionais das plantas e também um efeito residual no solo. O TermoPotássio, além de conferir aumento nos teores de K e Ca no solo, corrige a acidez do solo (EqCaCO3 = 50%), e ainda aumenta consideravelmente a disponibilidade de fósforo no solo. Outro ponto extremamente relevante é a influência do cloreto de potássio na qualidade do café, uma vez que 40% deste fertilizante é cloro. O TermoPotássio, por sua vez, é livre de cloro. Pesquisas comprovam que o cloro contribui para que a qualidade da bebida do café seja

prejudicada. O Brasil importa mais de 90% do Potássio que consome sendo o 4º item da pauta de importações. Em Minas Gerais, cerca de um terço do consumo de potássio é destinado à cultura do cafeeiro. Anualmente, cerca de meio bilhão de reais é gasto por cafeicultores brasileiros na compra de fertilizantes potássicos.

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Como fazer

uma estufa Fazer uma pequena estufa é quase apenas uma questão de construir uma estrutura firme em metal, madeira, bambu ou PVC. Depois basta colocar a cobertura de plástico de estufa e está pronta a ser usada para cultivar hortaliças, morangos ou outro fruto qualquer. Qualquer pessoa pode construir uma mini-estufa caseira barata num pequeno espaço e cultivar frutos e hortaliças que de outro modo dificilmente sobreviveriam. O custo dos mate-

riais usados é baixo e basicamente metal, plástico, madeira ou bambu. Uma estufa mais não é do que uma pequena tenda com uma cobertura de filme plástico. O importante é garantir que não há entradas de ar. Também é muito importante é a localização da estufa, convém garantir que, em qualquer época do ano, a estufa nunca estará na sombra. As imagens que se seguem mostram a construção passo por passo de uma pequena estufa caseira com uma estrutura em PVC.

Construção da estufa Material:

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Plástico para estufa • Tábuas de madeira • Tubos de PVC

1. Escolha uma boa localização para a estufa. O local deve ser plano e exposto ao sol. Oriente o comprimento da estufa de Leste para Oeste.

2. Disponha as tábuas da base.

3. Encaixe os tubos de PVC nas tábuas da base.

4. Construa a estrutura da entrada da estufa.

5. Cubra a estrutura com plástico de estufa

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Carne de cavalo Brasil exportou em 2012 2,3 toneladas de carne de equídeos

P

or aqui o consumo de carne de equídeos é irrisório, devido á questões culturais e religiosas e falta de informação, mas o que não se sabe é que o Brasil é um grande exportador dessa carne. Em 2012, o Brasil exportou 2,3 mil toneladas de carne de equídeo, resultando em US$ 6,7 milhões em vendas para Bélgica (principal comprador, com US$ 4,34 milhões), África do Sul, Espanha, Finlândia, Itália, Japão e Países Baixos. O volume é 13% maior do que o apurado em 2011, mas esses números já foram maiores. Em 2000, o Brasil embarcou 15,4 mil toneladas, em 2004 foram 20 mil. Mas esses números podem aumentar. Recentemente o serviço sanitário russo autorizou a exportação de carne equina de dois frigoríficos localizados no Rio Grande do Sul e Paraná. Trata-se de uma iniciativa promissora na medida em que se abre um novo mercado. Não há registro de exportações de carne equina para o mercado russo nos últimos 15 anos. Os frigoríficos habilitados para exportar carne equina foram: Foresta, em São Gabriel (RS) e Oregon, em Apucarana (PR).Os serviços veterinários de Belarus e do Cazaquistão também tomaram a mesma decisão, autorizando-os a exportar seus produtos para o território da União Aduaneira. A carne de equídeos possui menos colesterol e, além disso, tem preços mais competitivos frente às demais, por isso, é muito apreciada na Europa. O consumo da carne de cavalo é visto como natural em diversos países com maior tradição eqüestre que o Brasil: França e Itália são bons exemplos. Mas no Brasil o consumo

deste tipo de alimento não é expressivo e algumas vezes é visto com preconceito. Vale lembrar que a domesticação do cavalo se deu em função da alimentação e só depois o homem passou a utilizá-lo como animal de tração e sela. É que na Europa, nos períodos que precederam as duas grandes guerras, a carne de cavalo foi amplamente consumida. No Brasil não há registros de eqüídeos criados exclusivamente para o abate, como acontece com outros animais. O eqüideo que vai para o abate, em quase todo o mundo, é um animal que foi criado com outra função que não a de consumo. O aproveitamento desta carne não implica na mudança do objetivo de sua

criação, mas constitui aproveitamento complementar da espécie. Esta utilização resulta num valor adicional do animal, podendo incentivar sua criação e evitando desperdício. O animal comprado para o abate nos frigoríficos recebe um número de registro, é avaliado por um veterinário na hora da compra e posteriormente pelo veterinário do frigorífico que se encarrega de fazer outra bateria de exames. No ato da compra do animal, o proprietário recebe a garantia do abate e portanto saberá que seu animal não será revendido posteriormente com outro fim. Sob a tutela do frigorífico nenhum animal sofre maus tratos e abuso, sendo devidamente alimentados e tratados.

Fonte: Jornal Estado de Minas

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Festas de carros de boi Rogério Corrêa Autor do livro “Festas de Carros de Boi”

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carro de boi foi nosso principal meio de transporte do período colonial, até a era republicana. Com a popularização dos veículos automotores, aos poucos, os carros de boi foram perdendo o seu espaço e sendo substituídos por caminhões, picapes, tratores ou outros meios de transportes modernos. Chegou-se ao ponto de mui-

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tos pensarem que o carro de boi e a sua cantiga peculiar iriam desaparecer, e só os encontraríamos em museus, telas de pinturas ou esquecidos em velhas fazendas. Contudo, muitos fazendeiros e seus familiares sentiam saudades daquele tempo que tanto os marcou. Tinham que ir de encontro as suas verdadeiras origens. Não foi por acaso que de alguns anos para cá, fazendeiros estão voltando a usar seus carros de boi, adquirindo e encomendando carros novos, com o fim de utilizá-los em festas, mutirões, desfi-

les, carreteadas, romarias, exposições e encontros. Atualmente, são poucos os carreiros que os utilizam em suas fazendas para o transporte de alguma mercadoria, ocorreu uma reinvenção para o seu uso, saiu do labutar para o festejar. Quando se fala em festividades, principalmente aquelas que envolvem as tradições de um povo, não se deve esquecer que elas são meios originários e permanentes do nosso progresso. Nessas festas os participantes se encontram e alcançam níveis surpreendentes de


cooperação, socialização, solidariedade, amizade, respeito ao próximo, criação de vínculos permanentes e dedicação à causa maior, que é a preservação de uma cultura que quase foi extinta. Sob esse ponto de vista, pode-se afirmar que essas festividades trazem à tona vários pontos positivos e propagam o ideal de seu povo. Nelas, tem-se boa comida, prazeres e diversões variadas; abolição temporária da hierarquia e do status social, ou seja, nelas se festeja o

coletivo, a tradição e não o individualismo e o artificialismo. As festas de carros de boi são lúdicas e provocam várias reações singulares, tanto nos carreiros, candeeiros, comitivas, seguidores quanto nos espectadores, que comparecem ativamente, vindos de vários lugares do Brasil e do exterior, independente do sexo e idade. Consequentemente, muitos se perguntam, qual é o segredo para essas festas crescerem tanto, ano a ano, fazerem parte do calendário cívico

de várias cidades e arrastarem uma verdadeira legião de seguidores em dezenas de cidades e alguns estados pelo país afora. São muitas as possíveis respostas: amizade, cooperação, comprometimento, cultura, diversão, hospitalida-de, humildade, originalidade, respeito, reinvenção, singularidade, socialização, tradição etc... Enfim, com a reali-zação de festejos com os carros de boi, mantém-se as tradições e preserva-se a identidade de um povo.

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Alta nos preços das terras De carona não só no boom dos preços dos alimentos, que atingiram em janeiro as maiores cotações em 21 anos no mundo, o valor das terras no Brasil disparou. A valorização média do hectare nas propriedades rurais mineiras chega a 330% em uma década e no Brasil a valorização foi de 227,6% entre janeiro de 2003 a dezembro de 2012, passando de R$2.280 para R$7.470. Nas terras mineiras o valor passou de R$1983,00 para R$8.535,00, segundo dados de pesquisa feito pela Informa Economics FNP. A valorização das terras mineiras representou quatro vezes e meia a

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REGFNP

TipoTerra

Belo Horizonte

Cerrado agrícola

Uberlândia

evolução do IPCA, amparada na capacidade de produção e na diversidade da atividade agropecuária do estado, fatores essenciais para a compreensão do resultado. Na década analisada, o ipca (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador oficial do custo de vida, sofreu variação de 72,7%, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa tem como base a coleta periódica dos preços pedidos ou efetivamente cobrados em 133 regiões do Brasil para terras de uso agrícola, ocupadas por reflorestamento e pecuária.

2003

2008

2013

389

1085

2500

Cerrado agrícola (Uberaba)

1124

4000

7833

Uberlândia

Pastagem formada de alto suporte (Ituiutaba)

4537

5950

10000

Araxá

Pastagem formada de alto suporte (Patos de Minas)

1752

4690

8000

Uberlândia

Terra agrícola (Uberlândia)

4826

8517

15000

Pouso Alegre

Terra agrícola com café (Alfenas/Guaxupé/Varginha)

6731

14200

18433

Uberlândia

Terra agrícola com café (Araguari)

6007

11698

31333

Uberlândia

Terra agrícola com cana-de-açúcar (Uberaba)

5014

8646

18333

Jequitinhonha

Terra agrícola de alta produtividade

566

1396

5133

Juiz de Fora

Terra agrícola de alta produtividade

1800

3200

7933

Uberlândia

Terra agrícola de alta produtividade (Ituiutaba)

4881

6250

13333

Unaí

Terra agrícola de alta produtividade no cerrado em sequeiro

2658

5000

12600

Pouso Alegre

Terra agrícola de grãos (Pouso Alegre/Lavras)

2295

10037

15267

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Milho, soja ou algodão? Quem dá mais! José Annes Marinho, Engenheiro Agrônomo, Gerente de Educação da Associação Nacional de Defesa Vegetal-ANDEF

H

á alguns anos, os produtores rurais vêm obtendo boas margens de lucro em suas atividades agrícolas. Por exemplo, na safra 2011/2012 os produtores tiveram lucros médios na ordem de R$ 1.115,38 para cada hectare plantado de milho. Este resultado foi 168,1% maior que o apresentado para soja que foi de R$ 415,98 (Fonte DERAL). Na safra 2012/2013 a soja no estado do Paraná obteve lucros médios na ordem de R$ 1.172,06 para cada hectare plantado, com produtores que apresentaram média de produtividade de 50 sacas por hectare e com venda média da saca a R$ 58,00. Já o milho teve o lucro de 2012/2013 em torno de R$ 2.334,20, pensando em produtividades de milho na ordem de 180 sacas por hectare com preço médio de R$ 25,84 (Fonte DERAL).

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Estes números comprovam que o milho, em geral, tem uma lucratividade maior que a soja. O balizador de preços na safra 2012/2103 para demonstrar a diferença entre preços entre soja e milho foi a famosa proporção de compra (sacas soja x sacas milho), ou seja, para venda de 1,0 (saca soja) pode se comprava 2,5 (sacas de milho). Quanto maior a relação, pior será para o milho. Como essa relação na safra passada foi menor, tivemos um incentivo á produção de milho que gerou uma super safra deixando, inclusive, grãos expostos ao ar livre, como vimos na região Centro-Oeste. Em tese, os bons matemáticos analisam essa e outras regras antes de decidir qual cultura escolher para plantar. A safra 2013/2014 já começou e muitos produtores estão utilizando essa regra para a escolha da cultura. Hoje essa regra dá maior poder de compra de soja, pois de acordo com preços práticos para cada 1,0 (saca de soja) compramos até 4,0 a 5,0 (sacas de

milho), o que tende a direcionar o produtor a optar pelo plantio da soja, pois está sendo mais rentável. Em uma safra em que o Brasil novamente tende a bater novo recorde de produção, para essa escolha cabem alguns cuidados, e o logístico estará balizando preços também.


A escolha de qual cultura optar, nos remete a alguns aspectos que necessitam atenção. O mercado internacional e a logística de transporte são balizadores para baixo ou para cima. Os preços voltaram a subir com as recentes notícias de pequenas secas nos Estados Unidos e isso provoca instabilidade nas bolsas, o que pressiona preços para cima. Bom para o Brasil e ruim para os americanos. No milho ainda não sentimos isso; mais um fator para direcionar nossos produtores para a soja. Com atuais preços do milho e da soja, a melhor opção hoje será plantar soja. No entanto, novamente precisamos pensar no sistema e não somente na moeda. E é óbvio que precisamos de lucratividade. Imaginem se 90% dos produtores brasileiros plantassem somente soja e com altas produtividades, o que aconteceria com os preços? Certamente baixariam, a não ser que tivéssemos um desastre. É a famosa regra: quanto maior a oferta, menor o preço

– o curso natural de um mercado globalizado. Os produtores que restaram, optaram pelo milho (10%), e certamente estariam mais felizes: menor oferta, maior preço. Essa é uma ginástica em que os produtores brasileiros precisam conviver e necessitam saber como obter os melhores resultados. As vendas antecipadas podem ser um alento aos agricultores. Muitos ainda dizem: vocês estão “loucos”, vender antes de produzir? Nunca! E se não produzir nada? E se o preço estiver maior? Estas perguntas e dúvidas irão acompanhar os produtores e caberá a eles analisar as melhores opções. Obviamente, quanto maior a lucratividade melhor para a sustentabilidade e longevidade da atividade agrícola. Por fim, outro fator fundamental nessa relação “de amor e ódio” refere-se ao clima: muito cuidado com a safra 2013/2014 que pode reservar surpresas muito parecidas com as que estão acon-

tecendo nos EUA. Ter informações sobre qual fenômeno estará influenciando o Brasil na safra 2013/2014 será prevalente para determinar qual época, qual cultivar e qual manejo a ser adotado na cultura escolhida. Certamente em 2013/2014 teremos menores áreas de milho, maiores de soja e algodão, e isso poderá ser uma boa oportunidade para produtores com os olhos no mercado e com sistemas de plantio muito bem definidos. Caros leitores, não sabemos tudo e não devemos acreditar que sabemos, algumas dicas postas nessa conversa serão importantes para definir qual estratégia seguir. Essas foram algumas análises que buscamos para ajudá-los a escolher qual cultura é mais rentável. E o passado nos mostra muita coisa. O fato é que dependemos de muitos fatores para ter sucesso e um deles começa antes do plantio. Mãos a obra: a safra 2013/2014 já começou, espero que seja novamente um ano de muitas vacas gordas. Sucesso a todos, sempre!

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A polêmica restrição para receptoras meio sangue ABCZ continuará incentivando uso de receptoras zebuínas

A

pesar da recente mudança aprovada pelo Conselho Deliberativo Técnico e homologada pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) de não tornar obrigatório o uso de receptoras com genética zebuína em processos de FIV e TE a partir de 2014, a ABCZ divulgou que continuará desenvolvendo ações para incentivar o uso de receptoras zebuínas. Mesmo não sendo o uso obrigatório, a nova proposta aprovada pelo Conselho Deliberativo Técnico recomenda o uso de receptoras com genética zebuína nos processos de TE e FIV para as raças Brahman, Cangaian, Indubrasil, Nelore e Sindi, devendo ser usadas uma das seguintes categorias: - Fêmeas PO, portadoras de RGN de qualquer raça zebuína; - Fêmeas LA, com RGD de fundação ou RGN nesta categoria, de qualquer raça zebuína; - Fêmeas da categoria CCG, que tenham 100% (cem por cento) de genética zebuína; - Fêmeas com 100% de genética zebuína, de uma mesma raça ou de raças diferentes, presumida pelo fenótipo, cadastradas até dezembro de 2015 no sistema da ABCZ, e que poderão ser utilizadas até o final de sua vida útil. A partir de 01 de janeiro de 2014 e até 31 de dezembro de 2015, todas as receptoras que não se enquadrarem nas

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categorias citadas acima, independentemente de sua composição genética, deverão ser identificadas por um número único no país, através de um sistema desenvolvido pelo Serviço de Registro Genealógico das Raças Zebuínas (SRGRZ). A identificação física das receptoras não zebuínas poderá ser realizada pelo próprio criador, central de biotecnologia de embriões ou outros partícipes do processo, desde que atendidas as condições determinadas pelo sistema desenvolvido e disponibilizado pelo SRGRZ. Fica estabelecido o valor equivalente aos emolumentos de 1 (um) Registro Genealógico Definitivo de matrizes LA – Livro Aberto, para o cadastramento dessas matrizes receptoras no SRGRZ. A partir de 01 de janeiro de 2016: O valor do cadastro das matrizes não zebuínas passará a ser o de 3 (três) vezes os emolumentos correspondentes a 01 (um) Registro Genealógico Definitivo de matrizes LA – Livro Aberto, para o cadastramento dessas matrizes receptoras no SRGRZ. Caso o criador opte, a partir de janeiro de 2014, por utilizar receptoras zebuínas o cadastramento das receptoras será feita pelo próprio técnico da ABCZ. Procedimento de cadastramento de receptoras não zebuínas: Caso o criador, opte pelo uso de receptoras não zebuínas, haverá a necessidade

Foto: Jadir Bison

de seguir um procedimento de cadastramento das receptoras no site da ABCZ (através das Comunicações Eletrônicas ou através do Sistema de Biotecnologia). Veja a seguir como funcionará esse cadastramento: 1) O criador acessa o site das Comunicações Eletrônicas ou Sistema de Biotecnologias, através do site da ABCZ (www. abcz.org.br) e solicita uma cota para cadastro de receptoras. (Esta cota refere-se a um número ilimitado de matrizes). 2) Ao solicitar a cota, o sistema gera um boleto para pagamento do cadastramento das receptoras. 3) Após o pagamento do boleto, a cota solicitada estará automaticamente disponível no site da ABCZ juntamente com uma planilha de campo, que irá auxiliar o criador no momento de marcar os animais. O número indicado no sistema da ABCZ será o número que o criador irá utilizar para marcar a receptora. 4) Em seguida, no site da ABCZ, o criador fará o cadastramento especificando as características de cada receptora (composição racial, idade aproximada, número particular do animal). 5) Somente após este cadastro, é que as receptoras poderão ser utilizadas na Comunicação de Cobertura do Serviço de Registro Genealógico das Raças Zebuínas.


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O Campeão Nacional Iate do Pedrosa A conquista do pequeno criador Antônio Corrêa Pedrosa Júnior

Exposição de Pedro Leopoldo (Minas Gerais)

O

sonho do pequeno criador Antônio Pedrosa sempre foi produzir um animal campeão e subir a rampa do Parque da Gameleira durante a Exposição Nacional da Raça Mangalarga Marchador. Mas, este sonho não é apenas dele. Fazer um animal campeão é o desejo de todos os criadores, que criam com entusiasmo e paixão, na busca do mesmo objetivo. Entretanto, fazer um animal campeão não é tarefa fácil. Exige investimentos, dedicação, assertividade nas apostas e também um pouco de sorte. Para os grandes criadores a tarefa pode ser facilitada por uma estrutura completa, boa equipe e recursos para investir no treinamento do animal, além é claro, da possibilidade de investimentos em genética de primeira linha. Mas, para os pequenos criadores, esse sonho torna-se cada vez mais distante, porém,

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Iate de Pedrosa durante Exposição Nacional da raça

apenas distante; não impossível. O criador Antônio Pedrosa, possui uma pequena criação de cavalos da raça Mangalarga Marchador no Haras Pedrosa, na cidade de São José da Lapa, região Metropolitana de Belo Horizonte, MG. Um pequeno haras até então sem muita expressão, em uma raça com mais de 8.000 associados. Mas foi na Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador de 2013 que esse pequeno criador ganhou visibilidade, quando seu cavalo Iate do Pedrosa sagrou-se Campeão Nacional Cavalo Junior, título dificílimo de conquistar e muito reconhecido no meio. “Conquistar esse título foi minha maior satisfação até hoje como criador. Produzi esse animal em minha propriedade com todas as dificuldades de um pequeno criador e depois de quatro anos vê-lo subir a rampa da Gameleira foi a realização de um sonho. Me sinto satisfeito”, comemora.

Mesmo com todas as dificuldades inerentes da criação, Pedrosa não poupou esforços ao levar Iate do Pedrosa para diversas competições. Em sua primeira pista, na Exposição de Pedro Leopoldo (MG), Iate levou o título de campeão Potro Mirim e Grande Jovem da Raça. Em uma parceria com o Haras Yuri, em 14 exposições das quais Iate participou, sagrou-se campeão em 10. Na Exposição Nacional de 2012, conquistou o 1º lugar de andamento Potro Graduado e ficando em 8º em morfologia, levando assim o 3º prêmio. Já montado, das seis exposições de que participou, Iate sagrou-se Campeão de Marcha em 5 e reservado em 1, um aproveitamento excepcional. Era realmente uma promessa para a Nacional 2013 onde Iate conquistou o título de Campeão Nacional Cavalo Junior. “Persistam sempre buscando realizar os seus sonhos”, finaliza Pedrosa.


Haras pedrosa

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Brasil não ganha nada negociando em conjunto com Mercosul, dizem palestrantes do Fórum Nacional de Agronegócios

O

Brasil não ganha nada esperando os demais países do Mercosul para negociações internacionais. Pelo contrário, só tem a perder, pelo menos no que diz respeito ao agronegócio. Essa ideia foi defendida, sob aplausos de mais de 300 lideranças do agronegócio brasileiro, pelo diretor de comércio exterior da FIESP, Roberto Giannetti da Fonseca, e por Vera Thorstensen, da FGV e coordenadora do Centro do Comércio Global e do Investimen-

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to de Algodão, durante debate no 2º Fórum Nacional de Agronegócios, evento do LIDE – Grupo de Líderes Empresariais que aconteceu em Campinas,SP, no dia 21 de setembro. “O Brasil ganha alguma coisa negociando em conjunto com o Mercosul? Não ganha nada”, apontou Vera Thorstensen. Segundo ela, o maior parceiro comercial do Brasil são os Estados Unidos, e negociar em conjunto “atrasa” o País. “Precisamos negociar

sozinhos”, defendeu. O economista Roberto Giannetti da Fonseca completou: “O Mercosul virou apenas ideologia. Não tem mais nada a ver com o que o Brasil precisa na prática.” Ele ressaltou ainda que o bloco “teve, claro, sua importância”, mas salientou que o modelo atual de aliança regional “não tem futuro para o Brasil”. Para ele, a velocidade do Brasil é diferente dos outros países do bloco e, por isso, “o país não pode ficar esperando o Mercosul”.


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Alimentação de abelhas Irone Martins Sampaio, Presidente da CONAP e FEMAP

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s abelhas respondem por cerca de 80% da polinização das plantas ao colher na natureza os elementos que vão compor sua alimentação. Ao buscar seu alimento nas flores, levam junto ao corpo o pólen para outras plantas, promovendo assim a polinização. As abelhas visitam as flores da mesma espécie cuja florada seja preponderante em seu raio de visitação. O néctar coletado das flores pelas abelhas operárias, na verdade não é o mel. O néctar coletado e transportado para o enxame (frutose), com as enzimas das abelhas é maturado e concentrado, transformado-se em mel verdadeiro. Acontece que não existe florada durante todo o ano, principalmente nos meses frios. Neste período a oferta de

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alimento natural fica pequena nas matas. Então o apicultor tem que prover o alimento para suas abelhas sob pena de migrarem para outra localidade. O apicultor tem duas alternativas: Primeira: estocar o alimento natural, mel e pólen ou artificial, tanto o energético quanto o protéico. No caso do alimento natural, o pólen representa 55%, e o mel 45% das necessidades das abelhas. Para esses momentos a suplementação alimentar deve-se ater às necessidades reais decorrentes da ausência de alimento energético (néctar ou mel), protéico (pólen) ou de ambos. Experiências em várias regiões do Brasil provam que com 20 dias após o início da alimentação, a área de postura da colmeia dobra. A alimentação é de suma importância, também, para fortalecer enxames capturados e colmeias fracas. Existem várias formula-

ções, oscilando de acordo com localidade e tradição apícola.

Sugestões para alimentação:  1. Na hipótese da falta de alimento energético, não tendo o mel pode ser preparado com açúcar: Preparação: Coloca-se numa panela 5 kg de açúcar cristal misturado com 2,5 litros de água e leva-se ao fogo. Quando começar a liberar vapor, adiciona-se 5g de ácido tartárico ou cítrico e mantenha no fogo brando por mais ou menos 10 minutos. Após deixa esfriar fornece para cada colméia com alimentadores internos ou semi-internos. 2. Na ausência de alimento protéico (pólen), pode ser preparado com farelo de soja e milho.


Preparação: 1kg de farelo de soja e 2,5 kg de fubá de milho finamente moídos. Pode ser disponibilizado por colméia ou coletivamente por apiário. 3. Na ausência de alimento energético e protéico pode ser preparado uma pasta de farelo de soja, fubá de milho e mel ou açúcar invertido. Preparação: 3 partes de farelo de soja, 2 partes de fubá de milho e 6 partes de mel ou açúcar invertido. Misturar bem os dois farelos e adicionar o mel devagar até formar uma pasta mole. Fornecer para cada colméia sobreposta à melgueira com entrada para as abelhas e protegida de chuva. A alimentação artificial, sugerida, objetiva subsistência da colméia no período

de escassez de pasto apícola, período frio ou de muita chuva. Hoje há um conceito mais avançado entre os apicultores de que é importante também a alimentação artificial estimulante. O alimento artificial estimu-

lante visa aumentar a postura de ovos pela rainha. O alimento estimulante deve ser fornecido cerca de 35 dias antes da florada. A sugestão de alimento estimulante é o açúcar invertido, por ser mais palatável.

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Exposição Nacional do Cavalo Pampa Evento comemora 20ª edição e reúne mais de 100 expositores de todo o Brasil

Crédito fotos: Aldo Azevedo

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erca de R$ 12 milhões em negócios, entre venda e leilão de animais foi a movimentação financeira estimada da 20ª Exposição Nacional do Cavalo Pampa - Enapampa, que aconteceu entre os dias 11 e 18 de agosto, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte - MG. O evento, realizado anualmente, reúniu criadores, fazendeiros e admiradores de uma das raças mais valorizadas no mercado, devido à comodidade do seu andamento

e sua riqueza morfológica. Foram mais de 100 expositores de todo o Brasil, e cerca de 800 animais em pista no evento promovido pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pampa (ABCPampa). O presidente da ABCPampa afirma que “a exposição é uma ótima oportunidade para negócio direto. Movimentamos algo em torno de quatro milhões de reais somente com estas vendas”, afirma Aroldo Rodrigues.

Aroldo Rodrigues, o vice governador do Estado de Minas Gerais Alberto Pinto Coelho e esposa e o diretor do parque da gameleira Mendelson Vasconcellos

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Fotos: Aldo Azevedo

Paralelamente às disputas, entre os dias 14 e 16 de agosto, foram realizados três leilões: Leilão Nacional Futuro da Raça, Leilão Nacional Pampa Adulto e Leilão Haras JP, Dois Irmãos e Canto da Siriema.

Exposição marca os 20 anos da ABCPampa Fundada pelo selecionador e estudioso de cavalos, Márcio de Andrade, a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pampa (ABCPampa), completa em agosto, 20 anos de existência. Idealizada com a finalidade principal de fomentar a criação do cavalo pampa em todo o país, a ABCPampa conta hoje com cerca de cinco mil associados, entre criadores, proprietários e usuários. A instituição realiza e supervisiona o Serviço de Registro Genealógico e promove exposições e leilões, apoiando pesquisas, simpósios, congressos e seminários sobre a raça em todo o Brasil.


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NR 36- Empresas de abate e processamento de carnes e derivados têm até outubro para se adequarem à nova norma

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s empresas de abate e processamento de carnes e derivados devem se adequar à NR 36. A Norma Regulamentadora implica na segurança e saúde dos colaboradores no ambiente de trabalho, e foi publicada no Diário Oficial da União no dia 19 de abril último, assinada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O prazo de adequação é de seis meses, com exceção para alguns itens que demandam mais tempo, como intervenções estruturais e alterações nas instalações das empresas. Entre as exigências da NR 36 figuram obrigatoriedades ligadas à ergonomia. As medidas visam melhorar a movimentação dos segmentos corporais dos colaboradores, além de ajustes em postos de trabalhos com relação à altura e inclinação. “As empresas devem, a partir de agora, realizar avaliações de ergonomias no ambiente de trabalho. O acompanhamento e as alterações

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reduzirão de forma significativa os problemas de saúde do trabalhador e darão maior segurança na execução das tarefas”, explica Márcio Aldecoa, diretor da LIFE PQV, empresa especializada na avaliação ergonômica e tem estudo realizado em grandes companhias.

“Obrigatoriedades impostas pelo Ministério do Trabalho em Emprego forçam empresas do segmento a adequações para melhorias das condições de trabalho e saúde dos colaboradores.” Aldecoa ainda enfatiza que as mudanças implicam em benefícios como a redução de acidentes, diminuição do absenteísmo, aumento da qualidade na prestação do serviço e aumento da produtividade do colaborador. Para se obter mais êxito, segundo o especialista,

também é válido implementar programas paralelos à saúde como ginástica laboral e palestras educativas. “Ações como estas são atuantes no combate da LER, lesão por esforço repetitivo, que se trata do grande vilão no ambiente de trabalho. A ginástica laboral, por exemplo, propicia maior flexibilidade, força, coordenação, ritmo, agilidade e resistência. Ou seja, já compõe fatores que resultam na maior mobilidade e melhora de postura. Na questão psicológica, a ginástica laboral melhora a autoestima, aumenta a motivação para novas rotinas, combate tensões, ajuda fortemente na atenção e concentração para o desempenho das atividades”, argumenta. Outros itens presentes na NR 36 trazem obrigatoriedades de disponibilização de equipamentos de proteção individual (EPI), rodízio de atividades, adoção de pausas e condições ambientais de trabalho, entre outras.


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Foto: Roberto Pinheiro

Mangalarga Marchador Magdi Shaat, presidente da ABCCMM comemora bom momento da raça

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le não é brasileiro, mas sua maior paixão é sem dúvidas um produto nacional: o cavalo Mangalarga Marchador. O egípcio Magdi Shaat, presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), neto de fazendeiros, sempre esteve habituado ao meio rural. Imigrante no Brasil, com a vida aqui estabilizada iniciou sua criação de Mangalarga Marchador na década de 60 na cidade de Lavras, Minas Gerais, dando origem ao Haras El Far. Com uma criação de destaque e sempre muito envolvido com o desenvolvimento e difusão da raça, Magdi não esconde que o Mangalarga Marchador é parte de sua vida. No final de seu segundo mandato como presidente da ABCCMM, ele

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pondera que acredita que cumpriu sua missão junto aos associados. “Eu quis ser presidente. Sei do excelente produto que temos e precisávamos mostrá-lo. Conheci muitas raças, viajei muito e sei que o Mangalarga Marchador é um produto extraordinário e o mundo inteiro quer um cavalo de lazer, principalmente na Europa, onde as pessoas têm um cavalo em casa. Nosso objetivo sempre foi divulgar a raça mundialmente. Aumentamos consideravelmente os investimentos em mídia, criamos um programa de televisão exclusivo da Associação, viajamos para feiras internacionais, aumentamos o mercado e mudamos a gestão da Associação em termos de foco, passando a priorizar o cavalo em vez do criador”, disse.

Com a mudança de gestão os resultados vieram, a rotatividade era grande, devido à insatisfação com o atendimento, dificuldade com o manejo e de conhecimentos da raça. A ABCCMM investiu no criador e em cursos para suprir essa deficiência, como o projeto Mangalarga Marchador para Todos, e com isso a rotatividade reduziu-se consideravelmente. Outro problema crucial da raça é a carência de mão de obra especializada. Foi criado o projeto Formação por Competência em Equideocultura, que já realizou cursos em Cruzília, Barbacena e Itabira, através de parceria com o SENAR/MG, e os resultados têm sido animadores. A maior parte dos formandos consegue entrar para o mercado de trabalho tão logo termina o curso.


Com o trabalho de marketing e o fomento da raça, o número de leilões chancelados também teve expressivo aumento: de 39 leilões em 2009 para mais de 200 em 2012; nos últimos três anos e meio, foram 520 leilões chancelados e cerca de R$300 milhões em faturamento. “O mundo do Mangalarga Marchador cresceu expressivamente com esse plano de divulgação da raça. A Fiat lançou recentemente um carro com a marca Mangalarga Marchador; a raça foi tema da Beija Flor no Carnaval passado, o que sem dúvida repercutiu positivamente; e o Museu do Mangalarga Marchador, inaugurado ano passado, também é um grande sucesso. Na Nacional de 2012 do ano passado eram cerca de 6 mil associados e nessa última Nacional foram quase 8 mil, um aumento de quase 35%, dado que impactou no número de usu-

ários, na diminuição da oferta e nos altos preços que acompanham essa evolução”, comentou o presidente. Com preços em alta, Magdi acredita que com a desaceleração da economia o mercado se mantenha estável. “A crise quando vem abrange todos os segmentos do agronegócio, o cavalo não está imune, a tendência é de queda no Brasil inteiro, mas acredito em uma estabilização”, diz. Em um mercado bastante aquecido, com animais que chegam a custar milhões, Magdi afirma que há preço para todos. “Hoje um excelente negócio para começar um criatório novo é a compra de embriões de grandes animais e manter um criatório menor com maior qualidade. A raça hoje está em um momento extraordinário oferecendo muitas opções de compra aos criadores”, diz.

Mercado externo

Raça nacional

Criado em 2009, o Programa Vitrine do Mangalarga Marchador, uma parceria entre cinco criadores, tem como objetivo de difundir a raça no exterior e levar alguns animais para a Europa. “A ABCCMM bancava os custos das feiras no exterior e com esse trabalho conseguimos exportar muitos animais. Agora com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estamos alinhando as melhores formas para que esse produto chegue e atenda à expectativa do comprador e do criador internacional”, explica Magdi. Mas ainda existem barreiras sanitárias que dificultam os trâmites internacionais. “Por ser tratado como animal pet, o cavalo não entra na lista de prioridades do Governo. Além disso, o custo do frete é alto e estamos tentando uma negociação que favoreça a transação”, completa.

O Projeto de Lei nº 4.158/12, de autoria do criador e deputado federal Arthur Oliveira Maia, que declara o Mangalarga Marchador como raça nacional, foi aprovado pelo Senado em 20 de agosto de 2013, e agora aguarda a aprovação da presidente Dilma. A notícia foi festejada pelo presidente da ABCCMM, Magdi Shaat, que atribui essa conquista a todos que acreditam no potencial do Mangalarga Marchador.

Mandato O mandato de Magdi termina em abril de 2014 e o Estatuto da Associação não permite uma segunda reeleição, mas a Diretoria da ABCCMM está estudando a possibilidade de estender o mandato atual até 2015. “A ideia da prorrogação de mais um ano e meio do mandato surgiu de uma preocupação de toda a

Presidente Magdi Shaat

Diretoria em cumprir um compromisso com o Ministério Público assumido por nós, e principalmente por mim. Este compromisso determina o fim do Termo de Ajustamento de Conduta em 31 dezembro de 2015. Convocaremos uma Assembleia Geral Extraordinária em outubro para votar sobre essa extensão do mandato. Nosso objetivo é apenas finalizar esse compromisso assumido por nós e que já se estende há mais de oito anos. Estamos envolvidos com isso e realmente é um desgaste enorme para toda a Associação”, diz. Questionado sobre a intenção de permanecer no cargo em uma nova reeleição, o presidente afirma: “Estou com meu dever cumprido e tenho outros colegas que darão continuidade ao meu trabalho e farão coisas melhores. Já dei o melhor de mim para o Mangalarga Marchador”, finaliza. Setembro 2013

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32ª EXPOSIÇÃO NACIONAL DO CAVALO MANGALARGA MARCHADOR

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e 17 a 27 de julho, Belo Horizonte sediou, no Parque da Gameleira, a 32ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, um dos maiores eventos equestres da América Latina. Promovida pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), a exposição teve como tema “Nacional Sertaneja” e promoveu a interação entre os criadores e usuários dos quatro cantos do país. Durante onze dias, a Nacional do Mangalarga Marchador recebeu a visita de mais de 140 mil visitantes, entre eles, uma comitiva de criadores americanos, europeus e argentinos e movimentou R$ 10 milhões em negócios ocorridos nos leilões, shoppings de animais e vendas diretas entre os criadores. Estiveram reunidos no parque, 1.500 animais que participaram de concursos de marcha, julgamentos, provas funcionais e sociais oriundos de todo o país .Um dos marcos desta edição foi a apresentação do projeto setorial Brazilian Saddle Horse, resultado de um convênio firmado entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil e a ABCCMM. Esse convênio tem o objetivo de consolidar o cavalo de sela brasileiro no mercado internacional e incrementar as exportações de genética para países potenciais na criação de animais da raça Mangalarga Marchador, além de oportunidades de negócios para os associados e empresas interessadas. A ABCCMM foi a entidade convidada para participar do projeto por já possuir ações estruturadas de expansão

Crédito foto: Roberto Pinheiro

Foto: Roberto Pinheiro

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do mercado da raça no exterior e por representar o maior número de criadores de animais de sela. Atualmente, a entidade conta 600 mil animais registrados e com 8 mil associados no Brasil e no Exterior, como a Associação Americana (Arizona), Associação Europeia (Alemanha), Associação Italiana (Tagliacozzo / Região de Abruzzo) e Associação Argentina (Buenos Aires). As provas funcionais, realizadas na pista de areia do parque, tiveram 471 conjuntos inscritos que disputaram as modalidades Três Tambores, Seis Balizas, Cinco Tambores, Team Penning, Prova de Maneabilidade, Apartação de Curral e Marchador Ideal. Participaram das competições criadores e seus familiares, usuários e profissionais ligados ao Mangalarga Marchador. O Test Ride do Mangalarga Marchador, atividade oferecida pela ABCCMM ao público visitante, propiciou a crianças, jovens e adultos a oportunidade de experimentar o cavalo Mangalarga Marchador. Ao todo 1.050 pessoas puderam comprovar as qualidades da raça.

Cavaleiros e amazonas participantes do Caminhos do Marchador na abertura da 32ª Nacional 2013

Foto: Fernando Ulhoa

De acordo com o presidente da ABCCMM, Magdi Shaat, essa edição teve como grande novidade a diminuição no tempo de julgamento, com as seletivas, o que tornou o evento menos exaustivo para os criadores e principalmente para os animais. “A mudança no julgamento foi a grande novidade do evento que se consolida

a cada ano, com capacidade máxima de animais e presença de criadores do Brasil inteiro e várias comitivas internacionais. Sem contar na parte social, um ambiente que reúne toda a família e torna uma festa muito completa tanto na parte técnica quanto social. É a grande copa do mundo do Mangalarga Marchador”, disse.

Foto: Roberto Pinheiro

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Expointer 2013

Expositores dos pavilhões do comércio, artesanato e agricultura familiar ofedrecem preços mais baixos na reta final da Expointer

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em a forte chuva que surpreendeu os gaúchos afastou o público da 36ª Expointer, que compareceu em peso nos nove dias de evento cerca de 384 mil pessoas no Parque Assis Brasil, em Esteio, no Rio Grande do Sul. Em números gerais, mesmo com um público inferior ao do ano anterior, o evento apresentou crescimento de 62% nas vendas e o o volume de negócios registrado com equipamentos de irrigação foi ainda melhor, contabilizando, ao final do evento, um crescimento de 460% em relação ao ano anterior. Segundo levantamento efetuado

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pelo programa Mais Água, Mais Renda, da secretaria da Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, foram encaminhados 468 contratos, representando uma movimentação financeira de R$ 314 milhões contra os R$ 56milhões verificados no ano passado. Na opinião do secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, os números confirmam o “despertar” do produtor gaúcho para a importância da irrigação. “Além de estabilizar a produção, os sistemas de irrigação proporcionam ganhos de produtividade”, explicou Mainardi. O secretário credita o bom momen-

to ao volume de crédito disponível, com custo reduzido, e ao Programa Mais Água, Mais Renda, que além de subsidiar de 12 a 30% os investimentos, também destrava os licenciamentos e outorgas ambientais. O comércio de animais aumentou 16,5% em relação à edição anterior da maior feira de agronegócios da América Latina, chegando aos R$ 16,063 milhões. A área da agricultura familiar comercializou R$ 1,505 milhão, com um aumento de 18,55% na comparação com o ano passado. O setor de artesanato foi o único que caiu 2,49% em relação a 2012.


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33ª Semana Nacional do Cavalo Campolina é a melhor da última década

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riadores e usuários elegeram a 33ª Semana Nacional do Cavalo Campolina, que ocorreu de 1 a 8 de setembro, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG), a melhor edição da última década. Nas pistas, cerca de 700 animais foram inscritos por 150 expositores do chamado “eixo da raça” (MG, SP, RJ, BA e PE), entre outros estados. A programação apresentou uma série de eventos que ajudou a resgatar o envolvimento social na principal mostra do Cavalo Campolina. Cerca de 10 mil pessoas passaram pelo parque de exposições. O ponto alto do evento foi a interação do público, inclusive, de pessoas sem envolvimento direto com a raça. “Foi muito gratificante ver criadores e usuários do nosso cavalo confraternizando com amigos e familiares. Sem sombra de dúvidas, essa edição da Nacional ficará marcada na História como a exposição da Família Campolina”, disse o anfitrião Luiz Roberto Horst Silveira Pinto, presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina (ABCCCampolina). Objetivo esse traçado desde o mês de março, quando a diretoria da ABCCCampolina e o comitê organizador da Nacional - formado pelos criadores Os-

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valdo Diniz, Suzana Salum e Léo Maia reuniram-se para incorporar a programação da Semana Nacional do Campolina aos planos de fomento da raça. Desta forma, uma aposta certeira foi a criação do “Espaço do Criador”, que cumpriu perfeitamente o papel de aproximar os visitantes, ao sediar diversos encontros ao longo da semana. Outra iniciativa interessante foi o reconhecimento aos tratadores dos cavalos. Um dia antes da abertura, os mais de 300 profissionais foram homenageados com uma grande festa no Pavilhão Redondo do Espaço Expominas. “Vocês são mais importantes do que os próprios criadores. São vocês que cuidam, montam e conhecem bem cada animal. Sabemos que apenas 30% dos fatores que fazem o campeão são genéticos. O restante vem da sanidade, manejo e nutrição, ou seja, da mãos de obra do haras”, disse a eles o presidente da ABCCCampolina. Também foi neste local que a dupla sertaneja revelação Bruna e Keyla agitou a exposição. Novidades na pista de julgamento - A 33ª Semana Nacional do Cavalo Campolina teve uma programação técnica das mais criteriosas. Neste ano, dez jurados

ficaram responsáveis pelo julgamento, cinco avaliando morfologia e os demais, andamento. Maior e menor notas eram desconsideradas e a classificação transmitida em tempo real em um grande telão montado na pista. “Tivemos uma exposição bem distribuída e com animais muito parelhos. Surpresa foi ver a quantidade de éguas com mais de 36 meses, que, pela primeira vez, bateu o número de potras”, avaliou o diretor da Escola Nacional do Cavalo Campolina (ENACAM), Reynaldo Zapalá, explicando que esse dado confirma o progresso experimentado pela raça, atualmente. Outra inovação foi a atuação de Pedro Braga, Raíssa Martins e Paula Carvalho, os novos inspetores contratados pela ABCCCampolina, como jurados de chão. Eles ajudaram na inspeção de entrada e também no concurso de marcha. Para reservar parte do horário nobre aos eventos sociais, foi necessário reduzir significativamente o cronograma de leilões. Ocorreram apenas dois remates, que juntos arrecadaram R$ 2.571,284,00. Animais também foram vendidos em um shopping e houve negociações diretas entre os criadores, mas essas ainda não foram computadas.


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seleção

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Deputado Fabiano Tolentino foi relator do projeto “Queijo Minas Artesanal”

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Deputado Estadual Fabiano Tolentino (PSD) foi o relator do projeto do queijo artesanal de Minas, debatido em audiência pública da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que realiza uma pesquisa científica sem precedentes sobre a produção do queijo artesanal nos cinco polos mais tradicionais do Estado. A expectativa é de que a pesquisa possibilite a regulamentação da Lei 20.549, aprovada pela ALMG no final do ano passado e que dispõe justamente sobre a produção e a comercialização desse produto. A nova lei, mais do que a simples valorização do

queijo artesanal mineiro, estabeleceu um novo marco legal para a expansão da atividade, que faz parte do patrimônio histórico mineiro, mas vinha sofrendo com o rigor da fiscalização sanitária. “O queijo minas artesanal é mais do que um produto. É um patrimônio histórico de Minas, porque guarda em si todo um processo centenário de como fazer esse item saboroso e que agora poderá ser conhecido em todo país e futuramente, vamos trabalhar para ele ser conhecido em todo o mundo”, disse Tolentino. A pesquisa, cujo financiamento ainda está sendo viabilizado, vai abranger as regiões da Serra da Canastra, Serro, Araxá, Cerra-

Willian Dias/ALMG

INFORME PUBLICITÁRIO

do e Campo das Vertentes. Serão visitados 149 produtores já cadastrados, em dois períodos, na época das chuvas e na estiagem, coletando dados no leite e no produto acabado. A mobilização pela realização da audiência pública, liderada pelos deputados, culminou na aprovação da nova lei e resultou na assinatura de uma nova instrução normativa pelo Ministério da Agricultura que permitirá ao produtor mineiro de queijo artesanal, maturado em período inferior a 60 dias, comercializar seu produto em todo o País. Na prática, os serviços de inspeção sanitária de Minas ganham autonomia para expedir documento que legaliza a comercialização. Vender o queijo artesanal mineiro em outros Estados era a mais antiga reivindicação dos produtores.

Agora é lei: Queijo Minas Artesanal pode ser vendido para todo o Brasil

Dep. Fabiano Tolentino foi Relator do Projeto do Queijo Minas (PL 1702/2011)

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O JEITINHO MINEIRO DE FAZER BONS NEGÓCIOS O mineiro faz negócio com paciência. A mesma de que se vale para esperar passar o café no coador de pano. O resultado é sempre bom, renovado. Assim como o cafezinho traz com ele o pão de queijo e outras iguarias, os negócios dos mineiros, seja em Minas Gerais ou no resto do país, trazem o espírito de equipe, ética e honestidade. A JAM Soluções Prediais tem este jeitinho bem mineiro, e está sempre pronta para facilitar a vida de seus clientes. Converse com a gente.

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OGanso mercado do sinaleiro cedro australiano

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A

o falar em plantio florestal de madeira “nobre”, facilmente identificamos duas maneiras de ver o negócio; a cética e a otimista. Tentando trabalhar dentro da linha que separa as duas, a Bela Vista Florestal sempre foi cautelosa em suas projeções de produtividade da floresta e de preços de madeira, mas sempre teve certeza da aceitação por parte do mercado. Afinal, conhecemos a qualidade do produto; no caso, a madeira do cedro australiano (toona ciliata). Nos 10 anos em que trabalha com o

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cedro australiano, a preocupação da Bela Vista nunca foi o mercado, e sim o domínio da tecnologia de produção florestal. O cultivo das madeiras alternativas (cedro; mogno; guanandi; teca, etc) é relativamente novo no Brasil e carente de informações sobre manejo, nutrição, pragas e doenças. Além de trabalhar com uma base genética sem diversidade e sem melhoramento. O custo de implantação de 1 hectare de cedro australiano fica em torno de R$13.000,00 até o fim do quarto ano. Os plantios mais velhos da espécie, feitos com a semente comumente encontrada no mercado, apresentam produtividade

até 15m3 de madeira por hectare/ano. Enquanto isso, os novos materiais genéticos apresentam produtividade até 35m3 por hectare/ano. Com esse novo patamar de produtividade, e o conhecimento técnico de anos de prática e pesquisa, podemos falar em 400 m3 por hectare aos 15 anos da floresta. Considerando as perdas no processamento da madeira, podemos falar em valores entre R$ 250.000,00 e R$350.000,00 por hectare. Como toda madeira “nobre” originária de floresta plantada é novidade no país, o Cedro Australiano também está buscando seu lugar no mercado. Nesse processo, existem algumas características a serem levadas em conta que são óbvias, e outras nem tanto. O que todos sabem é que a madeira é estável, trabalhável, bonita, e deve ser destinada a produtos com maior valor agregado (PMVA), como acabamentos finos em construção civil; portas; janelas; molduras; forros; movelaria; laminação e outros. O que nem todo mundo sabe é como fazer isso. Muito se fala em exportação e cotação de madeira no mercado internacional, como se fosse uma transação fácil de executar e que paga mais que o mercado interno. Ao tentar exportar, o produtor irá se deparar com vários problemas. Alguns contornáveis, outros não. O resultado é a inviabilidade econômica do processo na maioria dos casos.


nativa proveniente de manejo florestal legal estará no mercado. A madeira de floresta nativa também é uma boa diretriz para procurar clientes. No caso do cedro australiano, pode-se vender a madeira para consumidores de cedro rosa brasileiro (cedrela fissilis). O uso para as duas espécies é muito parecido. Normalmente, a empresa que usa uma pode usar a outra, levando-se em conta que a madeira de nativa normalmente vem de plantas centenárias, o que não ocorre com florestas plantadas. Mas como colocar essa madeira no mercado? O que a Bela Vista está descobrindo, é que o mercado não quer matéria prima, quer produtos. Em vez de vender toras de

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cedro, vale a pena trabalhar a madeira, por menos que seja. O cliente faz compensado de cedro? Produza a lâmina e então faça a venda. Lojas de varejo de madeira vendem tábuas, mas preferem vender forros. Lojas de material de construção vendem portas, janelas, molduras, etc. Produzir esses itens é mais fácil do que se pensa, e agrega muito valor à madeira. Existe sim, uma resistência inicial a um novo produto, mas é para isso que servem as amostras. Estamos percebendo que esse desconhecimento é uma barreira fácil de ser rompida, que quem trabalha com madeira manejada quer continuar trabalhando, e que a aceitação pelo mercado da madeira do cedro australiano é tudo o que foi previsto.

FIXAR PROPAGANDA

São problemas como a deficiência de nossa infra estrutura (rodoviária, ferroviária, alfandegária e portuária) que gera atrasos e consequentemente aumento de custos. Problemas como quantidade de produção e escala, e a continuidade de fornecimento. Custa caro prospectar clientes no exterior e fechar um negócio, assim como todo o trâmite e transporte do produto. E a cotação internacional da qual se fala, é referente ao preço CIF da madeira. Portanto, antes de pensar nos milhares de dólares de receita que gera um contêiner de madeira, é preciso pensar no custo do mesmo para o produtor. Como tudo em agricultura, a madeira tem seu canal próprio de exportação. E que isso não é uma coincidência, mas uma imposição de logística, custos e escala. Por outro lado, o mercado brasileiro é enorme e é possível focar as vendas nele com sucesso. As perspectivas são encorajadoras; crescimento contínuo do consumo per capita de madeira sólida tropical, e a improbabilidade de conseguirmos suprir essa demanda com madeira de floresta plantada. A competição com a madeira nativa não tira a viabilidade econômica do negócio. O cedro australiano tem produtividade e os plantios estão mais próximos dos centros consumidores. Com o tempo, devido às pressões ambientais, apenas a madeira

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Jumentos

Bardotos

Rivaldo Nunes da Costa, Médico Veterinário, Consultor em produção animal e Membro do Conselho Deliberativo Técnico da ABCJPÊGA. José Maurílio de Oliveira, Zootecnista, Técnico de Registro e Superintendente do Registro Genealógico da ABCJPÊGA.

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s muares são eqüídeos híbridos oriundos do cruzamento de asininos (jumentos) com eqüinos (éguas) ou o contrário, equinos (cavalo) com asininos (jumentas) que são os bardotos. Apresentam características próprias, de comportamento e andamento, em geral são estéreis, devido a falhas no pareamento dos cromossomos durante a meiose. O Eqüino (Equus caballus) possui 64 cromossomos e o asinino (Equus asinus) 62 e os muares (burros, mulas, bardotos e bardotas), apresentam 63 cromossomos. Algumas mulas e bardotas podem ser férteis, mas os machos, burros ou bardotos, são sempre inférteis. Devido à heterose os muares são mais resistentes ao trabalho que as espécies que o deram origem. Os muares se recuperam mais rápido após uma jornada de trabalho do que os equinos, desde que condicionados, e consomem menos água após o trabalho do que os equinos.

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O andamento dos bardotos, como dos muares pode ser marcha picada, batida ou diagonalizada ou trote. Em ambas as modalidades de marcha encontramos animais de excelente comodidade e resistência. Tradicionalmente se utiliza produzir os muares a partir de bons jumentos e boas éguas de qualquer raça, conforme os objetivos do criador. O uso de cavalos com jumentas é pouco utilizado, pela dificuldade das jumentas ficarem prenhes de cavalos, e até pela dificuldade do cavalo de aceitar cobrir as jumentas. Os bardotos geralmente possuem as orelhas mais curtas do que os muares, a cabeça geralmente é mais curta, a crina e cauda em geral é mais longa do que o muar. Possui as castanhas nos quatro membros, os muares às vezes não as possuem nos membros posteriores. A gestação dos bardotos em média é de 12 meses como das jumentas e a do muar é de 11,5 meses. O parto das jumentas, gestantes de bardotos pode ser dificultado devido às características

físicas das jumentas, que possuem a pelve mais estreita. Apesar de faltar uma estatística segura, as bardotas tendem a serem mais férteis do que as mulas. Os bardotos são mais lentos do que os muares, com temperamento mais calmo. O zurrar do muar assemelha-se mais ao jumento e o zurrar do bardoto se aproxima mais do relincho do cavalo. Comercialmente os muares são preferidos aos bardotos. Em observações mais recentes de bardotos e muares em uma mesma propriedade, observamos que a morfologia dos bardotos está ligada diretamente aos animais que lhe deram origem, se as jumentas e os cavalos possuírem boas características morfológicas vão produzir animais de boa caracterização. E inicialmente pode ser difícil separar o que é bardoto e o que é muar, nestas condições. A raça de jumentos Pêga, é uma raça brasileira que reúne o maior número de exemplares selecionados para a produção de jumentos e muares. O número de muares registrados no Controle de Genealogia de Muares da ABCJPÊGA até dezembro de 2012 foi de 5.599 animais. No Brasil existem cerca de 750 criadores de muares de qualidade.


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O crescimento do

mercado de FIV

em bovinos no Brasil e no mundo

Foto: WTA VITROGEN

Osmir Wacanabe, Engenheiro Mecânico proprietário da WTA.

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Brasil é um país pioneiro e inovador quando o assunto é Fecundação in vitro (FIV) aplicada à pecuária. A partir de 1998, com a criação do primeiro laboratório comercial da técnica em Cravinhos (Vitrogen), no estado de São Paulo, a técnica começou a ser aplicada comercialmente no país, impulsionando uma revolução na reprodução dos rebanhos de diversas raças bovinas de corte e leite. Atualmente o Brasil ocupa a posição de maior usuário da técnica no mundo e, portanto, lidera a produção de gado FIV. Em apenas 15 anos, a técnica foi totalmente democratizada e existem pelo menos 50 laboratórios espalhados em

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todas as regiões e em vários países, especialmente na América Latina. O que mudou? No início a FIV era usada somente para produção de gado de alto valor genético, pois os custos eram proibitivos para a pecuária comercial. Contudo, em pouco tempo, com a maior disseminação e menor custo envolvido nas diferentes etapas que compõem o trabalho de produção dos embriões no laboratório, a FIV passou a fazer parte do cotidiano de qualquer pecuarista que busca maior produtividade no seu rebanho. Uma evolução que só foi possível ao se considerar que o Brasil é um dos quatro maiores exportadores mundiais de carne bovina. É o único país em desenvolvimento que tem previstas grandes

taxas de crescimento do agronegócio e coloca-se em posição privilegiada em função do tamanho do rebanho e áreas disponíveis para o agronegócio. No entanto, o baixo índice de desfrute (21,3%, SeCEx/MDIC e IBGE) e a capacidade de ganho de peso vivo de nossos rebanhos são obstáculos da pecuária nacional. É neste momento que se destaca o papel das técnicas de reprodução animal como ferramentas fundamentais na mais rápida melhoria genética dos animais. Mais tecnologia Outro ponto-chave para manter o crescimento da utilização da biotecnologias de reprodução na pecuária é o desenvolvimento de novas tecnologias. Trabalho que empresas como a WTA,


que desenvolve materiais e equipamentos para FIV, ao mesmo tempo em que incorporou em sua estrutura um laboratório para avaliar, a campo, a necessidade dos produtores e técnicos, melhorando os resultados. Já estão disponíveis para aplicação da FIV e outras técnicas como a Aspiração Folicular e a IATF – Inseminação Artificial em Tempo Fixo – equipamentos como descongeladores de sêmen e incubadoras de embriões que, em função de seus atributos inovadores permitem que o produtor instale um laboratório de produção de embriões em sua própria propriedade rural, sem altos investimentos e com total segurança. Ou ainda, que técnicos e veterinários qualificados configurem unidades móveis para atender um maior número de propriedades. Esta possibilidade permitirá que os produtores aproveitem melhor suas estações de monta, reduzindo as dificuldades logísticas do processo de FIV e consigam reproduzir mais rapidamente para seu rebanho as características de elite da raça desejada. O conceito reside em criar instalações físicas simples em uma ou mais propriedades, onde a empresa fornece todo o material e equipamentos. Outra vantagem do momento atual

de desenvolvimento da FIV é o grande número de veterinários de elevada experiência em aspiração folicular (oócitos) de doadoras, transferência de embriões (TE) e técnicos de laboratório de FIV (produção de embriões) que trabalham contratados ou como prestadores de serviços autônomos. Para apoiar os produtores na instalação de seus laboratórios também é possível disponibilizar um programa completo de treinamento que abrange todo o processo de FIV, desde a aspiração folicular, produção dos embriões e transferência de embriões. Desta forma

o pecuarista pode planejar a melhor maneira de alavancar a reprodução de seu plantel, com equipe própria nas três etapas (aspiração folicular, produção de embriões e TE) ou mesmo terceirizando todo o processo da FIV. Pode-se dizer que o futuro da FIV democrática chegou. O pecuarista no curto prazo pode possuir toda a técnica da FIV em sua fazenda, tornando sigilosa todas as informações estratégicas de seu rebanho, produção, acasalamento, genética, etc. Tornando-se um produtor verticalizado de seus próprios produtos, informações e técnica.

Lucratividade Para a técnica ser viável para o pecuarista o mais importante é o custo de uma prenhez. Portanto fica mais fácil compreender quando é possível utilizar a FIV conhecendo um dos investimentos e retorno financeiro. Não será difícil comparar dados numéricos de custos e produção de um exemplo totalmente conservador de FIV em NELORE: 1) 2) 3) 4) 5) 6)

Produção de oócitos por doadora: 15 oócitos viáveis; Taxa de produçãode embrião por oócito viável: 30 a 50%; Taxa de prenhez: 30 a 50%; Custo de aspiração por doadora: R$150,00/doadora; Custo de transferência por cada embrião: R$50,00 Custo de produção de embriões FIV: R$20,00

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Festa do Peão de Barretos registra crescimento Rodeio internacional, shows sertanejos e culturais foram alguns dos destaques do evento que aconteceu de 15 a 25 de agosto

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s onze dias da 58ª edição da Festa do Peão de Barretos foram considerados um grande sucesso. A declaração é do presidente de Os Independentes, Hugo Resende Filho que comemorou o crescimento do evento em diversos setores. Foram cerca de 930 mil visitas, mas de acordo com Hugo, a evolução real do evento é muito maior. “Todos os setores apresentaram crescimento, principalmente, de qualidade”, explica. Um dos pontos altos foi o rodeio. Com uma premiação total que atingiu cerca de R$ 500 mil as competições renderam grandes momentos de emoção. “Tivemos um rodeio de alto nível nos 11 dias de festa, com competidores e animais que mostraram o diferencial do nosso evento”, conta Hugo. Entre os destaques, o 21º Barretos International Rodeo recebeu competidores do Brasil, México e Estados Unidos, revelando grandes talentos. O rodeio em carneiros pela primeira vez também recebeu competidores mirins do México e dos Estados Unidos. No tradicional Desafio do Bem, em prol do Hospital de Câncer de Barretos, foram arrecadados R$ 4,5 milhões. Na ocasião, o competidor de sela americana Leandro Baldissera montou o touro Holyfield da Cia. Berro Grosso. Além disso, a renda dos shows do primeiro domingo da festa também foi revertida para a instituição. Outro hospital beneficiado durante o evento foi a Santa Casa de Misericórdia de Barretos com o Desafio Solidário e a renda de três dias de evento. Já entre os shows, a grade contemplou com predominância a música sertaneja. Todas as gerações do gênero tiveram espaço nesta edição. Entre os grandes nomes estavam Chitãozinho & Xororó, Bruno & Marrone, Jorge & Mateus, Fernando & Sorocaba, Gusttavo Lima, Paula Fernandes, entre outros. No dia 17, o projeto Villa Mix com 9 apresentações em um único dia, garantiu o recorde de público no primeiro sábado do evento. Fotos: André Monteiro

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Informe publicitário.

BRUNA MONTEIRO A GRIFE PARA O SEU JARDIM. A Paisagista Ambiental Bruna Monteiro, de 25 anos, formada em paisagismo pelo Instituto Brasileiro de Paisagismo – IBRAP, sempre demonstrou interesse e afinidade pela beleza e forma, já formada em Gestão Empresarial, pelo ENIAC, largou o curso de Engenharia Civil, para cursar Arquitetura e Urbanismo, na Universidade Belas Artes de São Paulo. Especializada em Solos Reforçados e Geossintéticos pela PECE-USP, e em FMEA na Universidade Presbiteriana Mackenzie, carrega um conhecimento maior com sua formação técnica em Design de Móveis e Interiores, pela Escola de Artes, além dos cursos pela ABCP de Tecnologia do Concreto, Pavimentos Intertravados, Tecnologia de Pavimentos de Concreto, Concreto Rolado para Pavimentação, Solo-Cimento para Pavimentação, Curso Avançado de Alvenaria Estrutural com Blocos de Concreto, Alvenaria de Vedação com Blocos de Concreto. Em 2012 aperfeiçoo seu conhecimento em um estudo de campo em Paris – França. Ao retornar fundou a Arte Folha Paisagismo e Decoração, uma empresa prestadora de serviços na área de paisagismo e decoração. Oferecendo serviços para todos os tipos de clientes, entre eles residenciais, comerciais, condomínios, construtoras e governamentais. Com o objetivo de inovar e proporcionar um projeto de acordo com a necessidade de cada cliente, visando bom gosto, qualidade, requinte, e organização. Trabalhando com produtos de qualidade, árvores, arbustos e flores altamente selecionados, e tudo com garantia, para assim proporcionar aos clientes qualidade e tranquilidade. Além de atender em todo o Brasil, a empresa possui projetos de expansão internacional em 2014.

A proprietária da empresa afirma. “Acredito que sucesso é trabalhar em algo que faça bem pra si mesmo. O contato com a natureza me da animo de querer fazer sempre mais e melhor. Priorizando sempre novos aprendizados para implementar em meus projetos.” disse Bruna.

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SUCULENTAS A moda entre as plantas

Bruna Monteiro, paisagista na Arte Folha Paisagismo e Decoração

Delicadas, ornamentais e de fácil manutenção, não é a toa que as suculentas caíram na graça dos paisagistas. São vários os motivos desse sucesso repentino: apresentam folhagem bem distintas umas das outras, o que permite várias combinações, podem ser cultivadas no jardim ou em ambientes internos. São fáceis de cuidar, não requerem podas e consomem pouca água. Versáteis Podem enfeitar dos vasos no chão a guirlandas na parede, diversos objetos podem ser adornados por essas plantas.

Vasos de todos os tamanhos e tipos Com e cores bem variados, as suculentas são tão diferentes umas das outras que dá para montar um jardim inteiro usando apenas estas plantas. Para não ficar monótono, a dica é investir na variedade e na assimetria, tanto no que se refere às plantas quanto aos vasos. “ A regra é evitar repetições”. E mesclar as alturas dos vasos, bem como as cores e formas das espécies. Se o objetivo é usar um único tipo de suculenta como ponto de destaque no jardim, vale a pena investir em vasos grandes e vistosos. O segredo para criar um cantinho charmoso com suculentas em vasos é evitar repetir plantas.

Em meio às pedras Se o terreno é cheio de rochas em vez de tentar removê-las, aposte nas suculentas para criar um jardim charmoso, basta colocar algumas mudas no vãos entre as pedras que o ambiente árido ganha um toque de sofisticação. Cascata de suculentas

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Disfarçar muros que delimitam o jardim é sempre uma dificuldade. Se o seu for de pedras, experimente cultivar nos vãos suculentas pendentes como a planta fantasma ( Graptopetalum paraguayense). Com ramos de até 30 cm de comprimento, ela forma uma linda cascata de rosetas azul-acinzentadas e, na primavera, ainda apresenta pequenas flores brancas e estreladas. Delicadas, e formosas assim podemos descrever as suculentas. Apresentam diversos formados, tamanhos e cores.

Resistentes, podem ser cultivadas tanto internamente como em jardins de fácil manutenção, não exigem podas, e são tolerantes ao frio e calor.

Painel de suculentas, pode ser utilizado no jardim ou em ambientes internos.

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Camarão de água doce O

Brasil vem se destacando entre os maiores produtores mundiais de crustáceos de água doce. Atualmente, sua tecnologia de criação já é bem dominada e vem sendo adaptada de acordo com as diferentes características regionais, geo-climáticas e socioeconômicas. Minas Gerais ganhou destaque nesse cenário e é no município de Prata, no sul do estado que se encontra a única criação com selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para o abate de camarão d’água doce, emitido pelo Ministério da Agricultura. O camarão-d’água doce é um crustáceo ainda muito desconhecido. Muitas vezes confundido com a lagosta, por causa do seu tamanho, ainda é pouco consumido no mundo. Estima-se que a produção global não ultrapasse 450 mil toneladas por ano, volume equivalente a

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20% da produção total de camarão marinho. Entre os atuais produtores, há quem acredite em um futuro promissor para a carcinicultura de água-doce. A criadora Maria Aldeide Borges, dona do Entreposto de Pescados São Pedro, em Prata, no sul de Minas Gerais, é a única a ter o selo do SIF, condição fundamental para vender o crustáceo para todo o País e até exportar. Mas Maria Aldeide, que abate o crustáceo com SIF desde 2002, vinha tendo um sério problema na produção. Os camarões que ela engordava para o abate eram comprados de terceiros, e aí estava o seu drama: por não ter um laboratório para produzi-los desde o início do processo de criação, ela era passada para trás por comerciantes desse setor. “Já cheguei a comprar 200 mil crustáceos na fase chamada de pós-larva e quando fui checar a carga havia 75 mil”, diz Maria Aldei-

de. “A quantidade combinada na compra e a contagem que eu fazia depois, nunca batiam.” O que era um limão, a produtora transformou numa limonada. Em vez de jogar a toalha na queda de braço com os produtores de pós-larva, Maria Aldeide resolveu disputar mercado com eles, além de abastecer seu próprio criatório. A criadora está investindo R$ 250 mil no negócio, dos quais R$ 200 mil são para a construção de um laboratório destinado a criar o camarão desde o estágio de larvas. Do total do investimento necessário à sua independência, Maria Aldeide financiou R$ 150 mil através de linhas de crédito junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), com sede em Belo Horizonte. A previsão é inaugurar o laboratório no segundo semestre do ano.


“Com a produção do camarão desde o estágio de larva terei pleno domínio do processo de criação em água-doce e posso vender o excedente do laboratório”, diz. “É uma vitória.” O laboratório do entreposto de pescados terá capacidade para produzir até um milhão de pós-larvas por ano. “Hoje, compro 600 mil pós-larvas por ano”, diz Maria Aldeide. “Aumentando a produção quero trabalhar para que o entreposto cresça ainda mais.” Além do laboratório, até o começo de 2014 a criadora fará um rearranjo nos 21 viveiros de engorda do crustáceo para transformá-los em 27 viveiros. Atualmente, com 5,6 hectares de lâmina d’água, a produção anual do entreposto é de quatro toneladas de crustáceos. Com a reforma, a produção pode ir para dez toneladas. “Eu acredito no negócio

porque o camarão-d’água-doce traz menos degradação ao meio ambiente que o camarão marinho, além de obter um produto mais saboroso e saudável”, diz Maria Aldeide. Segundo pesquisa realizada pela Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, o camarão-d’água-doce tem 30% menos colesterol, se comparado ao camarão marinho. Sem contar que

para pescar um quilo desse tipo de camarão, outros seis quilos de organismos marinhos são mortos acidentalmente. “O camarão-d’água-doce tem qualidades para conquistar o consumidor”, diz a criadora. Nos supermercados e peixarias, um quilo de camarão-d’água-doce pode custar até R$ 30. Fonte: Jornal Estado de Minas

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Fórum Nacional de Agronegócios debate os ‘nós’ do setor

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ntre os dias 20 e 21 de setembro, o Hotel Royal Palm Plaza, em Campinas (SP) sediou o Fórum Nacional de Agronegócios que teve como objetivo debater os ‘nós’ do setor em 5 painéis - O nó do agro sustentável, O nó do comércio mundial, O nó dos insumos, O nó da agenda legislativa e O nó da comunicação, discutidos por Maurício Lopes (presidente da Embrapa), Clodoaldo Hugueney (ex-embaixador do Brasil na China), Alexandre Mendonça de Barros (analista da MBAgro), Waldemir Moka (Senador) e Humberto Pereira (editos-chefe do Globo Rural), respectivamente. O Fórum deixou um legado para o segmento, responsável por impulsionar o crescimento de 1,5% do PIB nacional em 2013. Após um ciclo de debates, a Carta de Campinas foi elaborada com sugestões para que se desfaçam os nós discutidos durante a estratégica reunião de líderes empresariais e especialistas do setor. O documento, que foi entregue aos participantes do evento, será encaminhado a

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ministros, senadores e demais autoridades do Governo Federal. No documento final, destaca-se a união de esforços entre o setor privado e os poderes Executivo e Legislativo para superação de relevantes entraves para o desenvolvimento do setor. A conclusão, no que diz respeito à sustentabilidade, enfatiza a administração de riscos de natureza diversa, o conhecimento profundo dos biomas e a implantação do monitoramento do Programa de Agricultura de Baixo Carbono – ABC, assim como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), garantindo renda para os produtores rurais em prol ao papel que exercem pela preservação. No âmbito do comércio internacional, é necessário repensar a estratégia da política externa comercial brasileira, a celebração de acordos bilaterais, além da adoção de uma posição de defesa política do MERCOSUL e fortalecimento do papel de coordenação de organismos como o G-20. Já para o setor de insumos, é importante

rever o tempo de demora dos órgãos públicos para o registro de novas moléculas, uma vez que a agricultura no Brasil é totalmente tropical, com uso intensivo do solo. O setor de sementes necessita de mecanismos mais adequados para a cobrança de royalties por eventos biotecnológicos. É preciso, ainda, uma revisão tributária para a indústria de fertilizantes, para a redução de custos e a criação de incentivos positivos. Ainda foram debatidos os entraves da agenda legislativa, que devem resolver a questão indígena, a terceirização de mão de obra rural e do trabalho degradante, a garantia de recursos não contingenciáveis para a defesa agropecuária e regras que disciplinem e permitam o investimento estrangeiro em terras agrícolas. Para os debatedores, o “nó” da comunicação do agronegócio só será resolvido quando as cadeias produtivas estiverem organizadas para fazer um diálogo proativo, elevando os níveis de informação para a população urbana.


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Plantas medicinais O uso de plantas para tratar doenças é tão antigo quanto a história da humanidade, mas saber conservar e usar cada tipo é fundamental para garantir que o remédio funcione. Selecionamos algumas plantas e suas indicações:

Agrião Verdura de sabor ligeiramente amargo e bem popular na mesa brasileira. O agrião é um excelente anti-inflamatório das vias respiratórias, muito indicado nas bronquites crônicas. Ele também age contra um mal bem moderno: a nicotina - ainda que, claro, nenhuma planta apague de vez os seus estragos. Fins medicinais: Diurético, anti-inflamatório, pode ser usado para tratar aftas, gengivites, acne e eczemas, ajuda melhorar a digestão e tratar a tosse. Como usar: A simples digestão do agrião libera substâncias expectorantes que ajudam a limpar as vias respiratórias. Pode ser consumido em saladas, batido em sucos ou tomado em chás ( 1 colher de sopa de folhas secas para uma xícara de chá de água fervente, três vezes ao dia) Atenção! Por ser abortiva, a infusão de agrião não deve ser consumida por grávidas. Além disso, o excesso costuma irritar a mucosa do estômago e as vias urinárias. Não deve ser ingerido por quem tem úlceras e doenças renais inflamatórias.

Alecrim Na Grécia antiga, ele era erva para toda obra -- de cosméticos a incensos, passando por enfeite de coroas. Rico em óleos essenciais como limoneno e cânfora, hoje seu uso medicinal mais comum é em compressas para aliviar contusões e hematomas. Diminui as dores provocadas por doenças reumáticas e articulares. Fins medicinais: Há indícios de que seus princípios ativos combateriam enxaquecas, para lapsos de memória e baixa de imunidade, diminui dores reumáticas e articulares. Como usar: Dilua 1 colher de café de óleo essencial de alecrim em 1 xícara de azeite de oliva. Esfregue, então, o óleo na região dolorida com massagens suaves. Atenção! Em pessoas sensíveis, pode irritar a pele quando usado topicamente. Seu óleo jamais deve ser engolido e, em altas dosagens, é abortivo. Quem é epilético não pode usar a erva, principalmente no difusor.

Alho O alho é tiro-e-queda contra o colesterol alto, atua como expectorante e antisséptico e, de quebra, é capaz de aumentar a imunidade e aliviar problemas circulatórios. Cheio de vitaminas como A, B1, B2 e C, além de minerais como enxofre e iodo. Quando o bulbo é triturado, um de seus compostos, o aminoácido aliína, acaba resultando na produção da alicina, substância que dá o cheiro característico e que, acredita-se, seja uma das maiores responsáveis pelos seus propagados poderes.

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Fins medicinais: Pesquisas recentes sugerem um pontencial anticancerígeno, desde que consumido sempre cru. Como usar: Para controlar o colesterol e ajudar na expectoração, faça uma maceração com 1 colher de café (0,5 g) de alho em 30 ml de água. Tome 1 cálice desse preparado duas vezes ao dia, antes das refeições. Atenção! Há pessoas que podem ser alérgicas ao alho. Ele também não deve ser usado por quem sofre de gastrite, úlcera, pressão baixa ou hipoglicemia. Se for fazer uma cirurgia, não use nos dez dias anteriores porque isso favoreceria hemorragias indesejáveis. Pelo mesmo motivo, não serve para quem já faz uso de anticoagulantes.

Camomila Uma das plantas mais usadas popularmente, ela tem presença garantida na grande maioria das chaleiras. Tanto que é um dos chás considerados mais seguros. A erva é muito usada para acalmar cólicas e como anti-inflamatória, graças ao camazuleno, óleo essencial com propriedades anti-inflamatórias. Suas flores são lotadas de substâncias emolientes, que ajudam a manter a hidratação da pele. Por isso a camomila é muito usada na indústria de cosméticos em sabonetes, colônias e xampus. Fins medicinais: É usada com tônico digestivo, facilita a eliminação de gases e estimula o apetite. A infusão concentrada pode ser usada em bochechos para tratar inflamação das gengivas. Também alivia dores musculares, na coluna e ciáticas. Como usar: Para aliviar irritações de pele use 6 colheres de sopa de flores frescas de camomila para preparar uma infusão com 1 litro de água. Aplique o líquido em compressas sobre a área afetada. Atenção! Algumas pessoas têm alergia à erva. E o excesso sempre pode causar mal-estar, enjoo e vômitos. Deve ser evitada por grávidas e por quem estiver tomando remédios anticoagulantes.

Guaraná Os índios da Amazônia já conheciam as propriedades do guaraná. Hoje sabe-se que a ele é um poderoso tônico que age contra o estresse, capaz de melhorar as condições gerais do organismo. É rico em cafeína e teobromina, substâncias estimulantes que atuam no sistema nervoso central. As sementes também estão cheias de taninos, que, além de controlar a oleosidade da pele, conseguem neutralizar a ação nociva dos radicais livres. Fins medicinais: Atenua perturbações gastrointestinais e cólicas e é ainda usado contra perda de memória e como analgésico. Como usar: Para aumentar a disposição coloque 1 colher de chá de pó de guaraná em 1 copo de água filtrada e acrescente 1 colher de sopa de mel. Misture bem. Tome logo de manhã, em jejum. Atenção! Deve ser evitado por crianças, portadores de distúrbios cardíacos e psíquicos como síndrome do pânico ou hiperatividade. Nunca consuma junto com outras bebidas ricas em cafeína. Fonte: M de Mulher- Abril

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Bebidas

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Saquê

saquê é uma bebida tradicional japonesa, fabricada pela fermentação do arroz que tem ganhado cada vez mais espaço no paladar do brasileiro. É considerada do mesmo grupo do vinho, produzida a partir da fermentação natural do arroz japonês. Deste alimento é extraída a substância com a qual se fabrica o líquido consumido no Japão, o koji, elemento restante após a eliminação do amido e da sobra de óleo e proteínas, ingredientes que também constituem este cereal. Seu teor de álcool gira em torno de 16%. Depois que o arroz é alisado, amolecido, desprovido de qualquer umidade, convertido em vapor e perde seu calor, obtém-se o Koji, matéria-prima do saquê. Logo após ele é mesclado a uma determinada quantidade de água e de arroz sem vapor, constituindo uma pasta de grãos conhecida como shubo. Este, por sua vez, é depositado em um tanque e aí fermentado durante um mês, com o acréscimo de koji e de mais arroz vaporizado. Desta forma alcança-se o estado denominado maromi, uma mescla de saquê

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consistente e de outra porção em estágio líquido. A bebida está apta a ser digerida após uma etapa em que se filtra excessivamente o líquido. Ele é preservado em seu recipiente por pelo menos dois anos, sempre com seu paladar característico. A temperatura de consumo, por exemplo, varia entre 5 a 50 graus C. Cada estágio possui um sabor completamente diferente. O saquê é idealmente ingerido quando é mantido a 35º C, porque nestas condições é mais fácil identificar as qualidades apuradas deste produto. Isto não significa, porém, que não se possa consumi-lo em maiores ou menores temperaturas, conforme o clima predominante em cada ciclo do ano. Ao atingir o estágio de 45º C, a bebida passa a ser intitulada kan, convertendo-se em um líquido mais denso com um gosto que lembra o do melão. No estado de resfriamento ela se transforma no higa, que apresenta um paladar de frutas; na hora de ser consumido, é adicionado um pouco de sal nas extremidades do copo. O copo correto a se usar é um pequeno, sem alça, chamado ochoko. Ele pode ser servido em um

sakazuki ou em um masu (uma caixinha de madeira). Um modo menos tradicional de servir é em um copo de vinho normal. Existe gaseificado, sem gás, com acréscimo de água, mais forte, mais suave e envelhecido. Cada um deles depende do tipo de arroz que origina a bebida e o grão usado é diferente daquele que comemos. É possível também misturá-lo com frutas, desde kiwi até morango ou outras frutas vermelhas. Esta combinação é muito comum na caipisaquê (espécie de caipirinha feita com a bebida) e até drinques podem ser feitos com o saquê. A única impossibilidade é misturar com limão, esta combinação faz com que ele se torne amargo, o que leva muitas pessoas a dizerem que não gostam da bebida.


Os riscos da presença de resíduos na carne

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onte de proteína, a carne é importante para alimentação humana por possuir um alto teor nutritivo, fundamental para manter o corpo funcionando. Portanto, todo o cuidado é pouco na hora de consumir. Se alguma parte do processo de criação, abate ou venda não estiver de acordo com as normas estabelecidas para controle de resíduos na carne, pode acontecer a ingestão de substâncias que prejudicam a saúde. A carne, por exemplo, pode conter resíduos de medicamentos veterinários. O animal, antes de ser abatido, precisa de um período de carência para se desintoxicar da ação de medicamentos administrados para o combate de parasitas e outras doenças que podem atacá-lo. Vale ressaltar que não existe um período de carência único. O tempo é estabelecido por tipo de medicamento e por espécie de animal. São estudos complexos que fazem parte do dossiê exigido para liberação de registro do novo produto ou de sua renovação. Para garantir que a carne esteja própria para consumo, os frigoríficos passam por análises rigorosas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (MAPA), que estabeleceu o Serviço de Inspeção Federal (S.I.F) para avaliar a qualidade na produção de alimentos de origem animal. A fiscalização verifica se o produto atende aos requisitos mínimos de qualidade. Os produtos atestados recebem um selo de aprovação do S.I.F.

As análises são realizadas de acordo com as normas do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC). O procedimento ocorre através de equipamentos ultrassensíveis que verificam se há presença de substâncias químicas potencialmente nocivas à saúde do consumidor. Estes resíduos podem ter origem de medicamentos veterinários, de agrotóxicos, contaminantes ambientais (aflatoxinas) ou de contaminantes inorgânicos, como metais pesados por exemplo. Os laboratórios responsáveis por essas análises, chegam a examinar aproximadamente 200 amostras por dia. As análises também se aplicam às rações que são oferecidas aos animais que quando impróprias podem consequentemente afetar a composição da carne. De acordo com o laboratório Labtec, existe um processo de detecção de resíduos antiparasitários em carne e leite bovino, carne suína, de aves e até equina. Outros resíduos que podem ser encontrados são as Quinolonas/ Fluroquinolonas que são antibióticos utilizados em aves para o tratamento das infecções bacterianas. Todos estes cuidados são essenciais para conferir segurança e qualidade alimentar da carne consumida. É fundamental que o consumidor fique atento à data de validade e ao aspecto físico do produto. A higienização no momento de embalar, transportar e as condições de armazenagem do estabelecimento devem ser observados para assegurar a integridade do alimento. Carne exposta sem a refrigeração correta pode ficar amolecida, umedecida ou com pedras de gelo na parte de baixo. A temperatura ideal para manter a carne refrigerada é de 8ºC. Não há outra forma do consumidor avaliar outra irregularidade a não ser por análises laboratoriais. Setembro 2013

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Automóveis

Ram 2500:

força, capacidade e conforto

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aior picape do Brasil e única do segmento grande, a Ram 2500 vai muito além do seu estilo imponente, de traços “musculosos”. O conjunto mecânico, por exemplo, é poderoso, com o moderno motor turbodiesel Cummins® de seis cilindros em linha, de 310 cv de potência e 84,6 mkgf de torque, combinado a um câmbio automático de seis marchas. A tração tem caixa 4x4 com reduzida. Com tanta força disponível, a Ram 2500 é capaz de rebocar mais de 5.500 kg, quando equipada com um kit de engate e reboque da Mopar, específico para este tipo de carga.

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Outro destaque é o nível de equipamentos e refinamento da nova Ram 2500. Oferecida em versão única, Laramie, ela oferece itens como ar-condicionado automático de dois quadrantes, bancos revestidos de couro, sistema de áudio MyGIG com tela sensível ao toque de 6,5”, entre muitos outros. A cabine, para seis pessoas, é muito espaçosa, inclusive no banco traseiro. Não bastassem suas qualidades dinâmicas inerentes, como a direção e os freios de ótimas respostas, a Ram 2500 conta com mais de 20 itens de segurança. O conjunto de air bags, por exemplo, é formado por seis bolsas, abrangendo oito

pontos de proteção. Os air bags dianteiros são de múltiplos estágios, os bancos dianteiros contam com air bags laterais suplementares e ainda há os air bags do tipo cortina, que protegem tanto os ocupantes da frente como os de trás. Também há controle eletrônico de estabilidade (ESC), freios ABS nas quatro rodas com distribuição da força de frenagem e o sistema de freio motor integrado “Diesel-exhaust-brake”. Exclusiva da Ram 2500, essa função reduz as perdas na eficiência do freio, aumentando a confiança e a segurança durante o transporte de cargas pesadas em declives acentuados.


Copa Verde, destinará R$ 300 milhões para o apoio financeiro ao plantio de florestas de rápido crescimento

A

agricultura mineira deve receber cerca de R$ 12 bilhões, por meio do Banco do Brasil (BB), para desenvolver ações integradas, que promovam o fortalecimento das atividades agropecuárias. O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária (Seapa), e o Banco do Brasil assinaram o Termo de Cooperação Técnica e Financeira para aplicação de recursos do Plano Agrícola e Pecuário Safra 2013/2014. Os R$ 12 bilhões que serão disponibilizados representam 17% do total ofertado no país, cerca de R$ 70 bilhões. A novidade deste ano dentro do ABC é o Copa Verde, que destinará R$ 300 milhões para o apoio financeiro ao plantio de florestas de rápido crescimento (eucalipto,

pinus etc) para compensar as emissões de gases causadores do efeito estufa com as obras de infraestrutura e realização da Copa das Confederações e Copa do Mundo, em Minas Gerais. O Estado possui a maior área de floresta plantada do país, com 1,5 milhão de hectares. “Mais uma vez, o Banco do Brasil se mostra inovador. Essa questão da Copa é interessante, porque vai permitir que o Estado, que já tem a maior floresta plantada do Brasil, possa colocar também recursos para permitir que as florestas de crescimento rápido possam compensar os impactos ambientais provocados pela realização dos eventos internacionais”, elogiou o Governador de Minas Gerais Antônio Anastasia

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Turismo

Viagens de mergulho

U

ma atividade que tem ganhado cada vez mais adeptos, seja em busca de adrenalina ou de belezas naturais, é o mergulho. Em águas doces ou salgadas, o mergulho é uma atividade em crescimento, cerca de 20% nos últimos cinco anos. A atividade hoje é bastante familiar e um programa recomendado para toda a família. Especialistas orientam que o mergulhador faça um curso apropriado antes de se aventurar nas águas, mas é possível haver mergulho sem curso, conhecido como ‘bastismo’. De acordo com Paula Loque, instrutora de mergulho e proprietária da escola Mar a Mar, em Belo Horizonte, não há restrições para o mergulho, exceto entre cardíacos ou pessoas com lesões neurológicas e crianças abaixo de 10 anos. Entretanto, o mergulho exige adaptações que são ensinadas no curso. “Sair de um ambiente de ar e entrar no de água, requer uma adaptação, seja ela física ou emocional. Sair da posição vertical e se deslocar na posição horizontal, o uso de equipamentos, deixar de respirar pelo nariz e respirar

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pela boca, usar uma máscara para respirar, a comunicação deixa de ser verbal e passa a ser gestual, e a própria velocidade debaixo da água muda, é mais lenta. Mas a principal adaptação é a emocional, fazer tudo isso de forma confiante e segura, pois nosso instinto de mamíferos terrestres é reter o ar no pulmão dentro da água”, explica. As opções de mergulho são muitas: naufrágio, cavernas, mergulhos noturnos, mergulhos profundos, dentre outros, mas determinados mergulhos e profundidades exigem certificações apropriadas, afinal, com água não se brinca. E para quem tem medo de mergulhar com tubarões Paula avisa: as viagens com maior procura são as que propiciam o mergulho com tubarões. “As pessoas buscam a adrenalina, o desafio de enfrentar o desconhecido e ver que não há perigo. Os ataques na superfície são recorrentes, pois ao avistar nossa silhueta, o tubarão com seu comportamento investigativo, ataca para examinar se somos seu alimento, mas a carne humana é muito gordurosa para

ele e por isso ele morde e larga, o que muitas vezes é fatal. Mas na profundidade é diferente, pois o som emitido pelo cilindro de oxigênio e as bolhas, inibem a proximidade do animal e ele tem a percepção de que não somos seu alimento. O tubarão tem medo de mergulhadores”, afirma. O mergulho autônomo recreativo tem limites bastante claros, como a profundidade máxima de 40 metros e para quem começa a mergulhar o limite de profundidade recomendado é de 18 metros. Á medida que o mergulhador ganha experiência ou busca treinamento adicional, ele pode estender seu limite de profundidade para 30 metros. Esses limites de profundidade foram estabelecidos devido a certos riscos. Um curso de mergulho é recomendado pois ensina como prevenir problemas, como reconhecê-los e como lidar com essas situações. As regras são bastante simples e fáceis de ser seguidas, ignorá-las ou negligenciá-las pode levar a acidentes com consequências sérias que podem incluir a paralisia ou a morte.


ROTEIROS BRASILEIROS INDICADOS PARA O TURISMO DE MERGULHO: Santa Catarina No litoral catarinense o destaque é o ponto de mergulho do Arquipélago Arvoredo, considerados um dos grandes patrimônios naturais e arqueológicos do litoral brasileiro. O arquipélago é protegido pelo Ibama e qualquer atividade de visitação precisa de autorização. Pontos de mergulho: Calhau São Pedro, Garganta do Diabo, Pedra da Baleia, Pedras

lindas surpresas aos mergulhadores. O período

Cabeço Submarino, entre outros. São mais de

que as águas estão mais transparentes é de

230 espécies de peixes em profundidades que

março a outubro, quando chove pouco e o mar

variam de 1 a 70 metros. Para mergulhadores

fica mais tranquilo.

avançados é possível apreciar a Corveta Ipiranga - um navio naufragado a 64 metros de

Pontos de mergulho: Praia de Arraial do

profundidade, considerado um dos mais belos

Cabo, Ilha de Cabo Frio, Gruta Azul, praia ver-

e intactos do mundo.

melha, Ilha dos Franceses, Lajes do Foguete e do Peró, Búzios e Paraty.

Rio Grande do Norte

Bahia

Já o Rio Grande do Norte possui uma fauna

Negras Ponta Sul e Portinho. Em Salvador há vários pontos de mergulho ma-

São Paulo

ravilhosos: Banco da Panela, Beirada do Badejo,

São Paulo oferece pontos de mergulho

Azul, mas a grande atração para mergulhadores

para mergulhadores básicos e técnicos. É

é Abrolhos. Lá há corais de origem vulcânica e

um dos estados com um grande número

que formam cadeias de montanhas submersas.

de acidentes de navios cargueiros, uma

A melhor época para o mergulho vai de De-

excelente opção para o mergulho técnico.

zembro a Fevereiro. O local é um Parque Nacio-

Ilha dos Frades, Caramuanas, Paredes e Mar

nal, protegido por Decreto Federal. Pontos de mergulho: Arquipélago de Alcatrazes, Ilha Anchieta, Ilha Bela e Laje de Santos são os principais pontos com grande variação da fauna marinha.

Rio de Janeiro

Pernambuco

diversificada e pontos para mergulhadores iniciantes e avançados. Em Parrachos de Maracajaú, há um banco de corais que fica a 7 km de distância da costa, em Natal. Pontos de mergulho: Batente das Agulhas, Cabeço do Félix, Cabeço dos Galos, Serigado de Fora e Tartaruguinha.

Alagoas Em Alagoas existem espaços ideais para mergulhos livres e mais tranquilos, com uma visibilidade excelente, entre 7 a 30 metros.

Recife é capital brasileira dos naufrágios. E o

Devido às lagoas da região, as águas do lito-

arquipélogo de Fernando de Noronha é um

ral alagoano sofrem grandes alterações de

dos melhores pontos de mergulho do mundo.

visibilidade e deve-se tomar cuidado com as

É uma área de preservação ambiental, com

marés.

O Rio realmente é um dos melhores lugares

águas claras, de boa visibilidade a até 50 me-

para a prática de mergulho. Apesar das tem-

tros de profundidade e vários pontos como:

Pontos de mergulho em Maceió: Cabeços,

peraturas mais baixas do mar, a transparência

Caverna da Sapata, Laje Dois Irmãos, Pedras

Eufrásio, Maragogí, Paripueira, Praia do Francês

da água e a riquíssima fauna marinha reservam

Secas, Buraco do Inferno, Buraco das Cabras e

e Recanto.

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Mercado Pet

O DIAMANTE DE GOULD

( Chloebia Goudiae)

Mauro de Queiroz Garcia, AMAE (Associação Mineira de Aves Exóticas)

Origem: pássaro exótico, aqui se subentende não pertencente à avefauna brasileira, hoje considerado doméstico, originário da Austrália e descrito pela primeira vez por John Gould em 1844. Chegou à Europa inicialmente na Alemanha em 1886 e o relato de sua primeira reprodução em cativeiro data de 1891, quando procriaram no interior de um viveiro do Senhor Reginald Phillips. Características: dotado de um visual maravilhoso de cores, um verdadeiro arco-íris, é uma pequena ave medindo de 12 a 14 cm, que apresenta canto melodioso suave e baixo. Pode perfeitamente ornar uma sala residencial dado à sua beleza e docilidade. Os machos possuem coloração mais intensa do que as fêmeas e penas longas na cauda chamadas de filete. Na natureza é encontrado com três cores de cabeça: negra, vermelha e laranja. Atualmente, devido à criação intensiva em cativeiro existem várias mutações: as principais são peito branco (1967), pastel (anos 90), azul (anos 90) e lutino (anos 90). Estas mutações podem ser encontradas combinadas entre si o que multiplica o número de cores que pode ser encontrado.

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Alojamento: uma gaiola de 40 x 40 x 30 cm, dotada de poleiros, comedouros e bebedouros é suficiente para que possa ser alojado e mesmo reproduzir. É um pássaro muito calmo e que se adapta facilmente em ambientes com boa luminosidade e tranquilos. Pode ser criado em viveiros e em gaiolas maiores de acordo com a disponibilidade do proprietário. Não é adequado para ambientes escuros, mal ventilados e húmidos. Não tolera vento e adora um banho de sol de alguns minutos ou por varias horas seguidas quando pode alternar entre sombra e sol. Em um pequeno cômodo de 3 x 3 metros podem ser colocadas várias gaiolas de tamanho médio. Resiste muito bem a altas temperaturas em ambientes secos. Alimentação: não é exigente. Uma mistura de sementes à base de alpiste e painço é suficiente para sua sobrevida embora não totalmente adequada. Quem quiser se dedicar à sua reprodução deve prover uma farinhada (existem várias marcas comerciais no mercado), suplemento vitamínico, cálcio (cascas de ovos torradas ao forno e moídas) e areia (grit mineral). É necessário realizar

a troca de agua diariamente e ventilar as sementes dia sim dia não para retirar as cascas. Outros grãos além de alpiste e painço podem ser dados: painço português e senha são grãos que eles amam. Reprodução: para que possam se reproduzir é necessário além das condições acima descritas as seguintes: 1- Que o casal reprodutor esteja em plenas condições de saúde e vigor; 2- Obedecer ao período de reprodução que em nosso meio vai de março até agosto; 3- Dotar a gaiola de uma caixa ninho (12 x 12 cm) de preferencia de madeira (pode ser de plástico), com orifício de entrada redondo e voltado para dentro da gaiola e fornecer material para confecção do ninho propriamente dito; 4- Deixar os pássaros em ambiente tranquilo; 5- Contar com amas secas. As amas são pássaros (manons do Japão) que realizam a choca dos ovos e cria dos filhotes. De uma forma geral os Goulds não criam seus próprios


filhotes embora isto possa ocorrer com uma pequena parcela dos casais. Geralmente quando ao iniciar a postura o macho e a fêmea fazem a incubação é sinal de que irão criar os filhotes. Caso contrário, quando permanecem fora do ninho logo no inicio é porque não irão criar. Com o tempo e com dedicação pose ser formado um plantel de Goulds criadores de seus próprios filhotes. Após o acasalamento a postura ocorre entre uma e duas semanas. De três a oito ovos podem ser depostos de cada vez. Em geral a fêmea faz 4-5 posturas por ano e não é aconselhável que se permita mais do que isto. Se a intenção for criar com amas os ovos podes ser retirados diariamente e juntados para que possam ser colocados para incubação todos juntos no mesmo dia a fim de se evitar o nascimento de filhotes em dias diferentes. Os casais de, mas devem ser formados 1 semana antes do casais de goulds e deve-se ter pelo menos três casais de mas para cada casal de Gould para não correr o risco de não ter a quem passar os ovos. Os filhotes nascem após 13 a 15 dias de incubação dependendo da qualida-

de do choco dos ovos. Aos oito dias já podem ser anilhados caso o criador seja filiado a algum clube e tenha interesse de apresentá-los em concurso ou mesmo de fazer um controle do plantel. Entre 20 e 25 dias os filhotes deixam o interior do ninho e fazem as primeiras incursões pela gaiola e aos 40-45 dias podem ser separados dos pais. No período de cria a farinhada deve ser administrada diariamente aos manons que devem receber a mesma alimentação que os goulds. Muda: normalmente todos os pássaros fazem a muda de penas anualmente, no período mais quente do ano, entre outubro e janeiro. Os filhotes que nascem com cor esverdeada trocam toda a plumagem para as cores definitivas. É um período delicado, pois exige muita energia e quando as aves ficam muito sensíveis. Alguns morrem neste período. Higienização e profilaxia de pragas: todo o material utilizado deve ser regularmente higienizado periodicamente. Os bebedouros devem ser lavados diariamente, as grades semanalmente, os poleiros de quinze em quinze dias e as

caixas ninhos após o período de choca, bem como a gaiola por inteiro. Pulverizar o ambiente com inseticidas à base de piretrinas elimina piolhinhos que podem arrasar toda a criação. Recomenda-se ainda colocar pó contra piolhos no fundo dos ninhos antes de iniciar a choca. Concursos e exposições: muitos clubes no Brasil realizam exposições anuais onde os pássaros são julgados, classificados e premiados. Basta que o criador seja filiado a algum deles e anele seus pássaros com anéis invioláveis de acordo com a bitola adequada a cada tipo de ave. Para os goulds recomenda-se bitola de 2,7 mm . Os clubes em geral são por sua vez filiados a Federações que promovem os Campeonatos brasileiros. Esta modalidade de atividade de criação esportiva é uma das mais indicadas técnicas de relaxamento e terapia antidepressiva conhecida. Difundida no mundo todo atualmente encontra aficionados de todas as camadas sociais e de todas as idades. A maior exposição conhecida, a de Reggio Emilia na Itália, reúne cerca de 100.000 pássaros de todas as variedades, em três pavilhões de exposição. Setembro 2013

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Criações Exóticas

Jacarés A

criação de jacarés já proporcionou milhões de peles de jacarés para o mercado, mas atualmente não tem uma participação ativa no PIB do Brasil. As peles são realmente o produto mais procurado na criação de jacarés, que tem propriedades características principalmente para a indústria decorativa. O mercado é avaliado por 200 milhões de dólares, valor que inclui a exportação de peles, pois vários países têm interesse na compra do material. As diversas espécies de crocodilos que existem no Brasil dão condições ao empreendedor brasileiro em criar jacarés e exportar suas peles. Entre as principais espécies de jacarés, pode-se destacar o jacaré-do-pantanal. O jacaré do Pantanal foi, durante décadas, alvo de caçadores ilegais. O aproveitamento dos animais era feito pela caça clandestina, criminosa e descontrolada, que, associada à destruição

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de hábitats, provocava a perda desses recursos naturais. Para inibir esse crime, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) legalizou a criação e o abate do animal, regulamentando a atividade pela Portaria nº 126, de 13 de fevereiro de 1990. Entre outras exigências, a legislação obriga que 10% do total de ovos coletados, após eclosão, sejam devolvidos à natureza. A iniciativa desses grupos favoreceu a sustentabilidade ambiental e tornou-se opção de renda extra para os criadores da região pantaneira, além de favorecer a implantação de arranjos produtivos locais, a geração de empregos, a redução do preço final do produto, e a fixação da população local na região. A criação de jacarés passa por algumas controvérsias, visto que os aspectos ecológicos votam por preservar as

espécies, a partir da sustentabilidade. Por outro lado, o mercado está cada vez mais precisando dos jacarés e a solução encontrada então é que os criadores estejam dispostos em se preocuparem com as causas ambientais fazendo um planejamento. Sapatos e bolsas é o principal foco da criação de jacarés, pois a partir de suas peles obtêm-se um couro muito valorizado e resistente. A carne de jacaré pode ser aproveitada e tem um baixo teor de gordura. É rica em ácidos graxos e também se aproveita o couro aproveitado para utilidades diversas. O recinto de reprodução precisa ter um tanque central e ainda uma área seca para construção de ninhos. Além disso, o recinto de crescimento para a criação de jacarés deverá conter uma estufa plástica (a estufa plástica é uma solução de baixo custo). Esse recinto é destinado para animais que


estão crescendo até atingirem o tamanho para abate ou ser transferido para recinto de reprodução. Nessa fase, é melhor ter cuidado na coleta e incubação. Lembrando que as baixas temperaturas causam a morte do embrião e altas temperaturas causam doenças das espécies. Esse manejo requer etapas como formação de grupos reprodutores e construção dos ninhos (os ninhos devem estar prontos para a etapa de coleta e incubação de ovos). A incubadora é um recipiente com tampa que acondiciona os ovos aquecidos por luz elétrica de 25W. Ela deve em isopor grosso com água no fundo e sem unidade na tampa.

Utilização sustentada O mercado de criação de jacarés requer que o criador entre com uma boa imagem para conseguir espaço e sucesso. A produção de forma sustentada preservando a espécie é um fator de continuação para a criação de jacarés e muito necessária até mesmo para o próprio empreendedor depois de al-

gum tempo. Embora haja todo este cuidado com a espécie, algumas ONGS de preservação ecológica ainda resistem à criação de jacarés atestando a exploração da biodiversidade. Legalmente, pode ser feito respeitando algumas normas do IBAMA. Para a criação ser eficiente, podemos dispor de tecnologias que evitam

a mortalidade e outros problemas que podem acontecer e prejudicar o negócio. A EMBRAPA estabeleceu alguns aspectos como a caracterização dos habitats, monitoramento e disponibilidade de ambientes. Então, via satélite a monitorização dos jacarés é feita e os interessados ficam a par dos documentos de registro biológico. Para monitorar o tamanho da população dos jacarés, faz-se uma contagem durante a noite quando o nível da água está baixo. Também pode-se utilizar a contagem com os jacarés fora de cativeiro. A inspeção sexual na criação de jacarés pode ser feita em espécimes com até 40 cm de rostro cloacal. Para o monitoramento da criação de jacarés deve ser feita a contagem de tamanho, sexo e quantidade de espécimes. Além disso, é necessário também estudar as taxas de mortalidade. As fêmeas possuem características de cuidado em relação aos ninhos e o jacaré na idade jovem já deve ser etiquetado. Fonte: novonegocio.com

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Receita

Culinária

rural

TUTU DE FEIJÃO

Modo de preparar Ingredientes: a em panela Cozinhe o feijão com a águ ½ kg de feijão tipo mulatinho uns 50 minutos. de pressão de 5 litros, por a águ de ) chá (de 10 xícaras que formar e Separe os grãos do caldo ½ colher (de sopa) de sal ela de alumíreserve ambos. Em uma pan o óle de ) chá (de ½ xícara oque a lingüiça nio grosso ou de ferro, col em pedaços 2 cebolas médias picadas água (150 ml). em gomos e um pouco de grandes destampada. Deixe cozinhar em panela 4 dentes de alho fatiados xe corar um Quando a água secar, dei co por de üiça ling de 6 gomos elas. Coloque pouco, retire e corte em rod fino 1 pimentão vermelho picado ente o óleo e de volta na panela, acresc a gosto ida ard a ent pim e ino o-re pimenta-d ente o feijão, frite a cebola e o alho. Acresc ndioca 2 a 3 copos de farinha de ma Refogue bem, o pimentão e as pimentas. picadinho e verd iroche de ) chá (de 1 xícara rodelas 2 ovos cozidos, cortados em

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por uns 10 minutos. diatamente. Desligue se não for servir ime ar à mesa, esUns 15 minutos antes de lev gado de feijão quente novamente o refo água reservada, e a lingüiça, acrescente a ve o sal. Aos onde foi cozido o feijão. Pro do, acrescente poucos e sempre mexen dar um ponto a farinha de mandioca até enfeitada com úmido. Sirva em travessa por cima esparodelas de ovos cozidos e o picado fino. lhe cheiro-verde ou coentr de preparo: 1 Para 8 pessoas - Tempo hora e 30 minutos.


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Eventos/ Exposição 32ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador De 17 a 27 de julho, Belo Horizonte sediou, no Parque da Gameleira, a 32ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, um dos maiores eventos equestres da América Latina. Promovida pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), a exposição promoveu a interação entre os criadores e usuários dos quatro cantos do país.

Sergio, José Luiz, Karam, Vicente, Paulo, Mauricio, Magdi e Breno - Diretoria ABCCMM

Aladim Zenith

José Luiz Simões, José Luiz de Almeida Cruz, Rina Gazzinelli e Claudio Filho

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Sávio Oliveira e Magdi Shaat com o troféu da Beija-Flor

Monty Roberts e Paulo Savassi

Mauricio Cabalzar, Paulo Cezar Faria e José Silvestre

Fotos divulgação: ABCCMM

Breno Patrus, Vicente Araújo, Antônio Sergio e Antônio Michelini


Monica Karam, Carlos Augusto Karam, Antonio Sergio e Daniel Borja

Mônica Magalhães, Adriano Magalhães, Breno Patrus e Luca Patrus

Patricia Rabello, Ana Cristina Marquito e Luiz Henrique Sampaio

Vitor Marquito, Ana Cristina Marquito, Magdi Shaat, Antonio Sergio, Rita Barbosa

Sergio Grisi, Demétrio Almeida, Eros Biondini e Magdi Shaat

Eros Biondini e Cristiana Gutierrez

Sérgio Aguiar Teixeira, Tânia Meirelles e Eduardo Araújo

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Eventos/ Exposição 33ª Exposição Nacional do Cavalo Campolina Paulo Cesar Couto, Osmar Vaz, Osvaldo Diniz, Fabiano Tolentino e José Rodrigues

Ellen Valadares, Fabiano Tolentino, Cláudia e Paulo Seixas

Cláudio Cunha, Pedro Cunha e família

Luiz Roberto Horst e Fabiano Tolentino

Roberto Bacelar, Paulo Mariote, Fabiano Tolentino e Tiago Barros

José Henrique, Cristiano Azevedo, Jorge Salum e Marcos Amaral

Sarah, Sofia e Fabiano Tolentino

Marcelo Lamounier, Ronaldo Tolentino, Denis Fagundes e Fabiano Tolentino

DESDE 1970

Jumentos e Muares Pêga | Campolina Marchador

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Créditos: Programa Campo & Negócio

Entre os dias 1º e 08 de setembro o Parque da Gameleira foi palco da 33ª Exposição Nacional do Cavalo Campolina, em Belo Horizonte. O evento foi marcado pela presença de criadores de todo o Brasil, que acompanharam a evolução desta raça genuinamente mineira. Destaque para o Leilão Haras do Barulho que ofertou animais de eximia qualidade. A revista Mercado Rural deu total cobertura ao evento.


Giro Rural Campanha nacional mobiliza população contra o tráfico de animais selvagens

Fabiano Tolentino, Ronaldo Tolentino, Amanda Ribeiro e Marcelo Lamounier

Sarah, Sofia e Fabiano Tolentino

Revista Mercado Rural adquire 50% do potro Netuno do Barulho em condomínio com Haras Santa Rosa e Dênis Fagundes Iniciando na criação da raça Campolina, a revista Mercado Rural adquiriu, em condomínio com o Haras Santa Rosa, reconhecido criatório da raça, e Dênis Fagundes o destacado potro Netuno do Barulho, durante leilão do Haras do Barulho na Exposição Nacional da Raça Campolina em Belo Horizonte. Filho de Gavião do Barulho com Companhia de Sans Souci, Netuno é uma grande promessa para as próximas pistas.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) lançou a Campanha de Combate ao Tráfico de Animais Selvagens. Com duração de um ano, a campanha tem o objetivo principal de conscientizar e engajar a sociedade como aliada no combate ao tráfico de animais. Isso, porque a participação da população para impedir o avanço desse crime é de extrema importância, não apenas por ser um agente fiscalizador, mas também potencial consumidor. Os dados são alarmantes: 38 milhões de animais são retirados da natureza todos os anos, sendo que 90% deles morrem, antes mesmo de chegarem ao seu destino final, devido às formas precárias de captura, ao estresse a que são submetidos e às más condições de alimentação e transporte. Além de reduzir e eliminar a quantidade de espécies da nossa fauna, o tráfico compromete o equilíbrio do ecossistema e causa sofrimento para os animais. Outra preocupação é com a saúde do homem, já que 70% das doenças que acometem os seres humanos são de origem animal e o contato com os bichos pode ser contagioso.

I Curso de Logística em Commodities Agrícolas A Archer Consulting – empresa de assessoria especializada em Gestão de Risco para o agronegócio – promoverá o I Curso de Logística em Commodities Agrícolas, nos dias 26, 27 e 28 de novembro de 2013. Apresentado pelo consultor de Planejamento Estratégico em commodities agrícolas, Antonio Petzold, o programa do curso aborda temas como: Introdução da Logística no Brasil, Cálculo do Frete Técnico, Negociação de Frete (contratos), Frete Marítimo, Dispatch & Demurrage, Loading Rate, Sistema de Armazenagem e Movimentação, MP dos Portos e Métodos de Otimização. Com essa extensão, o curso é destinado a profissionais, de todos os níveis, da área logística, infraestrutura, comercial, traders, auditores, bem como, para profissionais de corretoras, transportadoras, profissionais jurídicos de empresas de comercialização de commodities.

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Giro Rural Haras GTR investe na raça O Haras GTR, de criação de Helvecio Rosenburg, fez mais um grande investimento na raça Mangalarga Marchador, adquirindo 50% das cotas do extraordinário maranhão Estilo D2. Filho de Xale D2 em Sina D2, Estilo carrega as melhores genéticas da região de Boa Esperança/MG. Garanhão comprovado na reprodução e excelente indivíduo.

Agenda Rural

Outubro

06 a 10

Cursos de Ultrassonografia e Aspiração Folicular para FIV em Bovinos – Viçosa - MG

07 e 08

CURSO DE CASQUEAMENTO EM BOVINOS - Nova Araçá - RS

08 a 13

34º Potro do Futuro e 7ª Copa dos Campeões – Avaré - SP

21 a 25

SBIAgro 2013 - Congresso Brasileiro de Agroinformática – Cuiabá- MT

22 a 24

II Simpósio Goiano de Pós-Colheita de Grãos - Rio Verde - GO

24 e 25

III WORKSHOP SOBRE RESTAURAÇÃO FLORESTAL – Piracicaba - SP

24 a 26

5° Congresso leite e Queijo Minas – Muzambinho - MG

28 a 30

Curso Melhoramento Genético Animal Paint- CRV Lagoa – Sertãozinho - SP

29 a 01/11 Posse da nova diretoria No dia 17 de agosto, durante o 1º Leilão do Haras TJ Bambuí, a nova diretoria do Núcleo do Mangalarga Marchador do Alto São Francisco empossou seu presidente Bruno Figueiredo, anfitrião do leilão junto á Carlos Figueiredo. Na oportunidade estiveram reunidos criadores da região do Alto São Francisco e amigos.

Novembro

Bruno Figueiredo, Carlos Fiqueiredo e Elder Grossi

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Dezembro

39º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras – Caldas - MG

29 a 31

Pet South America 2013 - São Paulo - SP

05 a 07

BioTech Fair 2013 - 6ª Feira Internacional de Tecnologia em Bioenergia e Biocombustíveis - São Paulo - SP

08 a 17

34ª EXPOVEL - Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Cascavel

10 a 13

8º Congresso Brasileiro de Turismo Rural – Rosana - SP

10 a 15

64º Congresso Nacional de Botânica - Belo Horizonte - MG

13 a 17

32ª Exposição Nacional do Cavalo Árabe – Indaiatuba - SP

19 a 22

XXVIII Congresso Brasileiro de Agronomia – Cuiabá - MT

26 a 28

I Curso de Logística em Commodities Agrícolas São Paulo - SP

04 a 06

Curso Técnico Intensivo para Produtor Iniciante (Básico) de Flores e Plantas Ornamentais Holambra - SP


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Revista Mercado Rural  

Edição 08 - Setembro de 2013

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