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março 2018

Redação Unique Comunicação e Eventos editorial.mercadorural@gmail.com

Editorial

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Caros leitores,

Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 99198-4522 Jornalista Responsável Sabrina Braga Bellardini MTB 09.941 JP editorial.mercadorural@gmail.com Direção de Arte Clebiane Alves de Lima Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão Gráfica Del Rey www.revistamercadorural.com.br A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

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Apesar das dificuldades, chegamos à 26ª da Revista Mercado Rural. Comemoramos o lançamento de mais uma publicação, agradecendo a confiança dos anunciantes em nosso trabalho. Nos empenhamos em oferecer conteúdo diversificado e reportagens atrativas para tornar a revista cada vez melhor para nossos leitores e anunciantes. O diferencial da Mercado Rural é, sem dúvidas, a variedade de assuntos abordados em seu conteúdo editorial, envolvendo o agronegócio de forma leve, porém tratando com seriedade assuntos relevantes. Tudo isso aliado a um projeto editorial atrativo e elegante. Essa é uma edição muito especial para mim. É com muita emoção que faço uma homenagem à Teodoro Alves Lamounier, um homem diferenciado, humano, profissional e de extrema honestidade, a quem tive a honra divina de ser filho. Meu pai nos deixou em março e vocês poderão conhecer um pouco do que ele fez e foi. Nesta edição ele será o nosso Personagem. Nossa matéria de capa traz informações sobre a Khaya Woods, um grupo que investe no plantio de mogno africano desde 2008, sendo atualmente o líder desse segmento no Brasil. E claro, vai saber também sobre o mogno africano. Entrevistamos André Aparecido de Oliveira, empossado recentemente como presidente da ABCCPônei. Na seção Como Fazer falamos sobre a fabricação do berrante, a aftosa que está se erradicando no Brasil, sobre as doenças ortopédicas em equinos, a brucelose e conhecerá sobre os pôneis Fjord da Noruega. Trazemos na Seção Natureza um fato curioso sob um pássaro que teve sua origem identificada por cientistas. Em Meio Ambiente falamos da ampliação de áreas de preservação brasileiras. O Haras HB, de renome, também enriquece nossa publicação. Em Pet, sobre os cães de pastoreio, e em Exóticas traçamos as principais diferenças entre Lhamas, Alpacas, Guanacos e Vicunhas. O agronegócio em relação ao setor automobilístico. Os efeitos nocivos da exposição ao glifosato, abóbora Takayama, produção de peixes, de camarões, criação extensiva de porcos caipiras, o crescimento da produção de bananas nanicas. A Expoforest, Herdeiros da Raça e sobre a maior cavalgada do mundo de cavalos Magalarga Marchadores. Em economia, sobre o maior exportador de carne do mundo. Os desafios da carne de cordeiro no Brasil, Funrural, o crédito rural e o Fundesa. O turismo em praças de metrópoles, naked cake de pão de ló em Receitas e leites vegetais em Bebidas. Em automóveis, conheça mais sobre o Toro 2018. Apreciem amigos leitores, pois esta edição foi especialmente preparada para vocês e para os nossos anunciantes, aos quais reforçamos a nossa gratidão por contribuírem para que a revista Mercado Rural se fortaleça e ocupe, cada vez mais, destaque no mercado de veículos de comunicação brasileiro. Boa leitura. Marcelo Lamounier

Uma revista de qualidade e de informação sobre o setor agropecuário... Juvenal Perestrelo São Paulo/SP

A revista Mercado Rural Meu pai é fazendeiro traz informações e conteúdos e sempre mando um de muita importância. Leio e exemplar pra ele, que repasso aos amigos. adora. Sebastião Froes

Patrícia de Oliveira

Governador Valadares/MG

Rio das Ostras/RJ

Moro na Austrália e acompanho sempre pelo site. Gosto muito da revista. Parabéns. André Alvarenga Braga Sydney /Austrália


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ENTREVISTA André Aparecido Ribeiro Presidente da ABCCPônei

6 PERSONAGEM: Teodoro Alves Lamounier

26 AGRONEGÓCIO deixa setor automobilístico pra trás 28

Os efeitos nocivos da exposição ao GLIFOSATO

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Criação extensiva de PORCOS CAIPIRAS

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Brasil dispara na produção de PEIXES

29 ENERGIA SOLAR fonte limpa e renovável 30 ABÓBORA TAKAYAMA: a preferida dos agricultores 32 BRUCELOSE: pode atacar seriamente os humanos

COMO FAZER 8 Berrante de chifre

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Brasil livre da AFTOSA

12 DOENÇA ORTOPÉDICA do Desenvolvimento em equinos

34 FJORD pôneis da Noruega 36 KHAYA WOODS plantio de mogno africano

Prorrogação da DÍVIDA RURAL

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As flores de HOLAMBRA

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ÁCIDOS ORGÂNICOS podem evitar problemas gastrointestinais em animais

20 HARAS HB tradição e qualidade 22 SEÇÃO NATUREZA Big Bird

BEBIDAS: leites vegetais

56 FUNRURAL e CRÉDITO RURAL: congresso derruba vetos

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RECEITA: Naked Cake

58 AUTOMÓVEIS: O novo TORO 2018 DICAS DA AGROSID influenza equina

62 TURISMO Praças de metrópoles 38

Mercado positivo para a BANANA NANICA

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A maior CAVALGADA DO MUNDO

64 SEÇÃO PET: Cães de Pastoreio 66 SEÇÃO EXÓTICA: Lhamas, Alpaca, Guanaco e Vicunha

Exposição HERDEIROS 42 DA RAÇA Mangalarga Marchador 44

Desafios da CARNE DE CORDEIRO

46 ECONOMIA: Brasil é o maior exportador de carne 47 FUNDESA: garantia contra doenças 48 MEIO AMBIENTE: áreas de preservação ampliadas

24 Criação de CAMARÃO e os riscos da mancha branca

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16 Governo Federal lança Plano Nacional da FRUTICULTURA 17

EXPOFOREST 2018: 50 única feira florestal dinâmica da América Latina

68 EVENTOS: ABCCMM Maior Cavalgada do Mundo 69 EVENTOS HARAS SANTA ALEGRIA Shopping

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72 AGENDA

GIRO RURAL


ENTREVISTA

André Aparecido de Oliveira Mercado Rural: Quando você descobriu sua paixão por cavalos? André: Minha fascinação por cavalos começou quando eu ainda era muito jovem. Meu contato com o meio rural foi desde o meu nascimento. Aos 16 anos, enquanto os meninos da minha idade tinham outras preocupações, eu já criava piquira e fui o mais novo diretor de uma associação à convite do Márcio Andrade, criador tradicional do Sufixo Passatempo. Para isso, precisei pegar autorização com o meu pai, pois ainda era menor de idade. Desde então, meu envolvimento e paixão por cavalos só aumentou e sou criador também há mais de 30 anos de Mangalarga Marchador. Os pôneis crio há 8 anos. É um animal muito dócil, manso e indicado para crianças, muito usado nas charretes e selas. Têm um manejo extremamente fácil, podendo ser criados em pequenas propriedades, como sítios, chácaras e etc. Já os Piquiras são animais extremamente marchadores e macios, ideais para as crianças andarem.

André Aparecido de Oliveira é natural de Belo Horizonte, onde nasceu em abril de 1970. Casado e pai de dois filhos, é empresário do ramo imobiliário e do segmento do agronegócio. Desde criança, no trato com os cavalos, identificou sua verdadeira paixão. Hoje, à presidência da AbccPônei, ele fala para a Mercado Rural sobre os pôneis e seus projetos. 4

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Mercado Rural: Fale um pouco sobre o Piquira, já que foi a primeira raça que começou a criar. André: É uma raça especial e cheia de atributos. Tenho por ela um carinho muito especial. Para se ter uma ideia, em 1978, tive um piquira campeão nacional de marcha, cujo nome era Tabaco do Capoeirão. O Piquira é uma raça ideal para crianças andarem a cavalo. Além de muito dóceis, são extremamente mansos e macios. É, ainda, um cavalo que pode ser criado em pequenas propriedades. Há 32 anos, trabalho com criação de equinos. Fico muito feliz ao informar que a raça Piquira, que estava quase extinta, está crescendo muito. Para se ter uma noção, a expectativa para este ano é de termos mais de 80 animais na Exposição Nacional da Gameleira.


Mercado Rural: Fale-nos sobre sua posse como presidente da AbccPonei – Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pônei. André: No dia 20 de abril, eu tomei posse para o próximo triênio como presidente da AbccPonei. Este fato me enche de alegria e orgulho, pois sou um apaixonado por essa raça. Eu fui vice-presidente na última gestão e pude contribuir, mas agora poderei fazer muito mais pela Associação e, principalmente, pela raça. Mercado Rural: Quais são as pretensões imediatas do que precisa ser feito à frente da Associação? André: Aumentar o investimento em parcerias com exposições, dando mais publicidade e visibilidade às ações, para que possamos fazer a nossa raça cada vez mais forte. Vamos, na medida do possível, promover a expansão da raça. Hoje o crescimento do pônei está muito expressivo no nordeste brasileiro. Temos hoje muitos bons criadores em São Paulo, Rio de Janei-

Rodrigo Borges e André Aparecido de Oliveira

ro, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Acho que o mercado tem ainda muito a crescer. Além disso, temos vários criadores investindo em genética de ponta, o que colabora para o melhoramento da raça. Mercado Rural: Você falou sobre investimento em exposições. Discorra sobre como seria essa ação. André: As exposições são como um cartão de visita da raça. Ali estão amostras dos exemplares e tudo o que são capazes de fazer. Porém, ainda são poucos os eventos destinados aos pôneis ou à participação

deles em exposições de outras raças. Queremos intensificar a integração da nossa raça com as demais, aumentando a divulgação dos Piquiras e dos Pôneis. Hoje, as mini-fazendas estão cada vez mais presentes em grandes festas e eventos. Isso já é um começo para mostrar o tamanho do mercado que pode ser desenvolvido na criação dos mini-animais, como mini-cabritos, mini-porcos, mini-bovinos, pôneis e piquiras. Estou certo que esse é um mercado muito promissor, pois fiz um leilão dia 27 de abril, com 100% de liquidez.

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Personagem / Homenagem

Teodoro Alves Lamounier Exemplo de homem e de profissional

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eodoro Alves Lamounier nasceu na fazenda Paraíso no município de Itapecerica (MG), em 18 de julho de 1938. Filho do fazendeiro José Pedro Segundo e de Leonarda Norvinda Lamounier, era o segundo de 12 filhos. Permaneceu na fazenda onde nasceu até seus 8 anos de idade. Saiu para estudar em Itapecerica e aos

Teodoro Lamounier

Carreira de sucesso E o sucesso veio. Graduou-se em 1960 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em Sociologia e Administração. Lecionou nas universidades, UNB de Brasília, de São Paulo e do Chile e retornou a UFMG como professor no curso de Arquitetura, além de compor importantes conselhos e comitês e de se especializar através de cursos e estágio no exterior. Ocupou cargos de Presidente e diretor em grandes empresas e instituições, tais como BDMG, Fundação João Pinheiro, CEA - Centro de Economia Aplicada, ABRAPP (Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Social), INDI, DESBAN, Colgate-Palmolive entre outras. Sua competência técnica, aliada ao seu compromisso com o trabalho o levou à indicação de outros cargos de imensa responsabilidade, como a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana. Casou com Maria da Glória Barcelos Lamounier em 1961. Da relação teve seu filho único, Marcelo Lamounier, que lhe deu três netos e um bisneto.

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15 foi morar em Belo Horizonte para, além de estudar, trabalhar. Fundo de porões, pensões e repúblicas foram suas moradias na capital mineira. O hotel do seu tio Ananias foi seu primeiro emprego. Já vislumbrava patamares mais altos e sabia que o esforço era necessário para alcançar o sucesso.

Elisa, Teodoro, José, Norvinda, Roberto, Joel, Leonarda, Hamilton, Marcio, Luzia, Leonardo e Katia Lamounier

Outro fato interessante sobre a vida de Teodoro é que foi exilado no Chile entre os anos de 1965 e 1968. Já em 2006 foi candidato a prefeito em Itapecerica, onde fez uma campanha brilhante e calorosa, levando multidões em seus comícios. Embora não tenha sido eleito, teve uma votação muito expressiva, conquistou e cativou muitas pessoas com as suas ideias e ideologias, deixando um legado de seguidores, que até os dias de hoje se lembram daquela linda e emocionante campanha.

Marcelo, Leonarda e Teodoro Lamounier

Maria da Glória, Marcelo, Marcelo, Laura, Conçeição, Luiza e Teodoro Lamounier


As lembranças

Marcelo, Laura,Teodoro e Luiza Lamounier

Ivan e Teodoro Lamounier

Reconhecimento Agraciado em 1987 com as medalhas de Inconfidência e de Honra ao Mérito da Cãmera Municipal de Belo Horizonte.

Exemplo de responsabilidade e compromisso De 2003 a 2010, foi presidente da Cohab-MG - Companhia de Habitação de Minas Gerais. Teodoro Lamounier não apenas implantou uma nova política habitacional, como a geriu com louvor. Como administrador, Lamounier sempre pautou sua conduta pela prudência, ponderação e equilíbrio. É de Teodoro o modelo vigente do Programa de Habitação da Cohab. Com sabedoria e conhecimento, conseguiu reerguer uma companhia que apenas sobrevivia. Através da parceria instituída entre estado, município e usuário, foi possível reformular todo um programa e entregar, nada mais nada menos, do que 20 mil unidades habitacionais em sua gestão, em vendas de baixo custo. Francisco Alves Brant, conhecido profissionalmente por Chico Brant, jornalista e assessor de comunicação na gestão de Teodoro na Cohab, estabeleceu com o mesmo não apenas uma relação profissional, mas de profunda amizade, respeito e consideração. “Teodoro era acima da média. Um homem sem distinção, educado, democrático e de fala mansa. Trabalhava exaustivamente, acompanhava tudo de perto. Ele foi um grande exemplo, precisamos de mais homens como ele”.

Prova de sua inteligência e inquietude é o caso relatado por sua irmã primogênita e dois anos mais velha, Elisa Alves Lamounier Santos, a dona Zizi. Da infância juntos na fazenda, dona Zizi não tem muitas recordações, mas um episódio em especial não lhe sai da cabeça. “Naquela época meu sonho era uma boneca que chorava. Eu ganhei essa boneca de um amigo da família e não me aguentava de tanta alegria, era um sonho. Até que um dia Teodoro chegou correndo com a boneca nas mãos, toda aberta e estragada. Ele comemorava o fato de ter descoberto porque a boneca chorava. Ele dizia que fez uma cirurgia na boneca e descobriu uma mola”. O fato deixou Zizi furiosa e muito triste, mas depois ela entendeu que tudo era fruto da curiosidade e persistência de seu irmão.“Meu irmão era questionador e inquieto desde criança. Não era egoísta, sentia prazer em fazer o bem. Eu amava demais o meu irmão”.

A ligação com o meio rural Não bastasse toda experiência urbana, Teodoro ainda vivenciou a vida no campo. Em 1981 adquiriu a Fazenda Gurupi, em Itapecerica, quando criou gado Girolando. Em 1985 iniciou a compra de alguns exemplares da raça Simental, que criou até 1997,participando de várias Exposições pelo Brasil, chegando a ter mais de 100 cabeças. Quando desistiu de criar gado na fazenda, delegou a administração da propriedade ao seu filho Marcelo que iniciou na propriedade a criação de Lhamas, mini pôneis, mini bovinos, Mangalarga Marchador e aves exóticas.

Marcelo, José Carlos, Marcio, Ralf, Agostinho Fraga, Alan Fraga, Zequinha, José Calazans, João e Teodoro Lamounier

Lutou bravamente pela vida Em 1981, foi diagnostico com apendicite. Adquiriu infecção hospitalar, passou muito mal, mas a vontade de viver era grande e ele se recuperou. Porém, poucos dias depois sofreu um infarto que o levou novamente ao hospital, se recuperou e saiu forte. Porém, mesmo com todos os cuidados com a saúde e acompanhamentos médicos constantes, em 2000 problemas cardíacos o levaram a uma cirurgia delicada, 19 anos depois do infarto, recebeu um implante de prótese no coração.

Mas os problemas não acabaram. Em 2010 colocou marcapasso e em 2017 uma infecção bacteriana o levou novamente ao CTI do hospital. A vontade de continuar vivendo o mantinha firme a cada dia, mas foi no dia 4 de fevereiro de 2018, quando ao sentir-se mal, deu entrada no hospital para exames e de lá não saiu mais. Outra cirurgia delicada no coração para retirada do marcapasso em razão de uma grave infecção, teve uma recuperação muito grande e surpreendente, chegou até a sair do CTI para o quarto, mas seu quadro piorou e dois dias depois retornou ao CTI. No dia 5 março, aos 79 anos, após muito lutar a favor da vida, Teodoro Alves Lamounier teve insuficiência respiratória, falência múltipla dos órgãos e não resistiu a uma hemodiálise. Deixando além dos bons exemplos, uma profunda saudade em todos os que o conheciam e que tiveram a sorte e oportunidade de conviver com ele. Um homem muito apegado à sua mãe, a família, ao trabalho, aos amigos e com tantos tributos éticos e morais não poderia mesmo deixar pouca saudade.

Homenagem de seu filho, Marcelo Lamounier Que orgulho sinto de você meu pai. Obrigado por todo o legado de aprendizagem que você nos deixou, por todos os momentos incríveis que tivemos juntos e por ser o melhor pai do mundo. Obrigado! Você parte com a sua missão cumprida e que foi linda! Vou te aplaudir de pé e me orgulhar todos os dias do pai que eu tive. Descanse em paz, paizão. Te amei ontem, te amo hoje e te amarei até a eternidade!

Ping Pong Família: Minha Paixão Viagem: Europa Comida: Mineira da Dona Lucinha Um lugar: Itapecerica - MG Uma companhia: Minha mãe Música: Meu pequeno talismã Filme: Drama e suspense O que te distrai: Tomar um vinho e ler um livro Felicidade: Meu bisneto Tristeza: Falecimento do meu pai Cavalos: Cômodo e marchador Gado: Simental

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Como Fazer

Berrante de chifre Um clássico que pode ser produzido por você za. O chifre deve ser cortado e passado de forma leve por uma lixadeira. Concluído este processo, é hora de amolecer os chifres em água quente. É aí que começa o processo de moldagem. O encaixe deve ser feito de modo que deixe o berrante com curvas bem acentuadas. As peças são desencaixadas para fazer a colagem, após esfriarem. Na colagem é utilizada uma cola especial que usa o próprio pó do chifre. O uso de braçadeiras reforça as emendas. Somente após 24 horas, prazo para que a cola seque bem, é que o processo entra em fase de finalização. A colação da moldeira é a última parte e também a mais importante. A ponta do chifre, chamada de bocal, é moldada em torno da ponta do chifre. Se essa ponta for mal feita, o som sairá ruim.

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uito utilizado para tocar bois em fazendas em tempos de outrora, o berrante hoje é mais utilizado como objeto de decoração e também tocado apenas por quem gosta do som produzido por ele, como em apresentações, por exemplo, sendo essencial para a cultura sertaneja e country. O instrumento é tão representativo que a comemoração paulista da Festa do Peão de Barretos tem um concurso obrigatório de berrante em todas as edições.

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No início da produção dos berrantes, o instrumento era feito a partir do chifre do boi do pedreiro, uma antiga raça cujos chifres podiam chegar até a 1,50m de comprimento. Mais tarde surgiram os berrantes com anéis de prata.

Etapas para a confecção de um berrante O primeiro passo para a produção de um berrante é a escolha do chifre. É importante que o chifre não seja muito fino e que tenha curvatura certa. Após a escolha, deve ser feita a primeira limpe-


Brasil livre da Febre Aftosa E

m maio o Brasil vai receber o certificado internacional de zona livre de febre aftosa com vacinação, abrangendo os estados do Amapá, Roraima, partes do Amazonas e Pará, alcançando toda a extensão territorial brasileira. O presidente Michel Temer participará da reunião anual da OIE nos dias 22 e 23 de maio, e o ministro Blairo Maggi receberá a certificação no dia 24 de maio. Para comemorar a conquista, foram organizados eventos simultâneos em todos os estados. A campanha ficou conhecida como Dia A. A Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), o governo de Minas e o Ministério da Agricultura fizeram a comemoração no Parque da

Gameleira, em BH, pelo esforço dos órgãos oficiais de defesa sanitária, dos sindicatos rurais, dos produtores e da indústria pecuária para erradicação da doença. O presidente do Sistema Faemg fez também o lançamento oficial do Fundesa (Fundo Estadual de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal), outra demanda do setor produtivo. “Esse feito grandioso só foi possível porque foi realizado por várias mãos. Estamos caminhando para um futuro livre de enfermidades animais no estado. O Fundesa será a garantia para chegarmos lá”, ressaltou Roberto Simões, presidente da Faemg. No Brasil, o próximo passo será a última etapa de erradicação da doença, com am-

pliação da zona livre de febre aftosa sem vacinação, conforme prevê o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). Para isso será fundamental fortalecer os Serviços Veterinários, a vigilância e a prevenção da doença, e as parcerias público-privadas. A partir de maio de 2019, o Acre e Rondônia, além de municípios do Amazonas e Mato Grosso, iniciam a suspensão da vacinação. A previsão é que os produtores parem de vacinar o rebanho após maio de 2021, e o País inteiro seja reconhecido pela OIE como País livre de aftosa sem vacinação até maio de 2023.

O trabalho continua A vacinação correta contra a febre aftosa de bovinos e búfalos, de acordo com o calendário nacional, é essencial na prevenção da doença. É também importante que o produtor adquira somente animais sadios e de origem segura. Em caso de suspeita da doença, o Serviço Veterinário Oficial precisa ser imediatamente informado para que haja atendimento rápido e eficaz. O Brasil possui atualmente o maior rebanho comercial do mundo somando 218,7 milhões de cabeças de bovinos e búfalos. É também o maior exportador de carne com vendas para mais de 140 países.

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DOD

A importância da nutrição na prevenção das Doenças Ortopédicas do Desenvolvimento dos Eqüinos

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s Doenças Ortopédicas do Desenvolvimento (DOD) que ocorrem nos eqüinos são consideradas uma das maiores dificuldades encontradas pelos grandes criadores em todo o mundo, pois além de apresentarem grande incidência, podem comprometer o desempenho atlético dos animais. O termo DOD refere-se a qualquer distúrbio hereditário ou adquirido, que interfira no desenvolvimento e a formação dos ossos e articulações dos potros em crescimento. De acordo com Cláudia Ceola, Médica Veterinária e Supervisora Técnica de Equinos da Guabi Nutrição e saúde animal, existem diversos fatores comuns que contribuem a formação das DOD, e um deles é o fator nutricional.

Cuidados na nutrição Já o fornecimento de dietas ricas em energia, acelera a taxa de crescimento do animal e isso faz com que o processo de diferenciação celular da cartilagem seja insuficiente, de acordo com Cláudia. “Além disso, a aceleração

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do crescimento faz com que os tecidos moles não acompanhem os ossos.” Outro fator importante relacionado à alimentação diz respeito ao inpicio da introdução da ração para os potros mamando no máximo com 3 meses de idade. “Isso porque nesta fase o leite da égua já não é mais nutricionalmente eficaz, e ainda o potro não terá uma perda de peso tão significativa quando for desmamado. Normalmente na fase do desmame, o potro tem uma grande perda de peso, que geralmente é compensada com o início do fornecimento ou um aumento da quantidade de ração, isso faz com que o animal ganhe peso de uma só vez, o que é chamado de ganho de peso compensatório, que é um dos momentos mais marcantes de início das DOD’s, pois além do ganho de peso abrupto, ocorre também um crescimento rápido.” O desequilíbrio mineral na alimentação dos equinos, conforme explica Cláudia, está ligado às quantidades dos minerais contidas nas rações e também no quanto que eles são capazes de ser absorvidos pelo organismo. “Isso porque muitas dietas contém os níveis necessários dos minerais, porém a

digestibilidade é baixa, logo, a quantidade suficiente para a manutenção do animal não está sendo absorvida, e se ele ainda estiver na fase de crescimento pode-se iniciar alterações no desenvolvimento.” Os principais minerais relacionados à alterações na ossificação endocondral são cálcio, fósforo, zinco e cobre. O excesso de fósforo na dieta, imobiliza a utilização do cálcio pelo organismo promovendo sua deficiência. Sabemos que o cálcio é fundamental para o processo de ossificação, logo sua falta predispõe à DOD. O consumo insuficiente de cobre também é prejudicial para a formação óssea já que este encontra-se envolvido na estabilização do colágeno e na síntese de elastina óssea. A sua deficiência pode levar a Fisites e contratura dos tendões flexores. A ingestão excessiva do zinco diminui a absorção do cálcio e do cobre, estando assim, também ligado as doenças de desenvolvimento. A prevenção das doenças ortopédicas do desenvolvimento começa com a boa alimentação da égua em gestação, e continua com a nutrição balanceada dos potros desde o nascimento.


FRUTICULTURA

Governo Federal lança Plano de Desenvolvimento da Fruticultura para alavancar setor

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governo na construção de políticas públicas para alavancar a cadeia produtiva. “O PNDF vai beneficiar vários segmentos do setor. Um exemplo é o consumo brasileiro de frutas. Hoje consumimos meFotos: Faemg

ançado no dia 27 de fevereiro de 2018 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em Brasília, o Plano Nacional de Desenvolvimento da Fruticultura (PNDF) visa estimular o consumo de frutas no mercado doméstico e alavancar a produção e a exportação do setor, de acordo com a avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O evento contou com a presença do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, autoridades do governo, produtores de frutas, representantes da CNA, da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e de outras entidades do setor. Na abertura do evento, o presidente da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA e da Abrafrutas, Luiz Roberto Barcelos, destacou a importância do documento como ferramenta para dar apoio ao

tade da quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde que são 400 gramas ou 5 porções por dia. Acredito que o plano pode estimular esse consumo e tornar a nossa população mais saudável”. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, enfatizou que o Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, mas está em 23º lugar nas exportações. “Precisamos fazer investimentos nas principais regiões produtivas, como no semiárido brasileiro. Com o plano, novos projetos serão implementados e os que já estão em andamento serão reforçados”. Técnicos da Comissão de Fruticultura da CNA e da Abrafrutas participaram ativamente da elaboração do plano. A partir de um diagnóstico, foram definidos dez pontos como prioritários, dentre eles defesa vegetal, governança da cadeia produtiva, marketing e comercialização e infraestrutura e logística, marco regulatório e pesquisa, desenvolvimento e inovação.


Dívidas rurais: Prorrogação O

Banco do Brasil publicou, em 28 de março, medidas que beneficiam produtores de bovinocultura com a renegociação de dívidas rurais. As solicitações partiram da Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais). De acordo com a determinação ficam prorrogados os prazos das operações de créditos com parcelas vencidas em 2017, e vencidas e vincendas em 2018. As condições para a renegociação incluem investimento e custeio prorrogado em anos anteriores com reprogramação das parcelas para um ano após o final do contrato. Custeio de bovinocultura leiteira ou mista com pagamento de 20% e prorrogação do saldo restante por dois anos e custeio de bovinocultura de corte com pagamento de 30% e prorrogação do saldo restante por três anos. A medida também engloba a renegociação para a região da Sudene onde as operações de custeio serão feitas em quatro parcelas anuais, sendo a primeira a ser quitada em 2020, para pecuária e fruticultura, e em 2019 para os demais segmentos.

O Sistema Faemg recomenda aos produtores que procurem a instituição financeira para protocolar os pedidos

de prorrogação de crédito. O modelo do documento pode ser consultado em https://bit.ly/2EdTTjF


As belas flores de Holambra

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atual município de Holambra teve início com a chegada dos primeiros imigrantes holandeses em 1948. A Associação dos Lavradores e Horticultores Católicos da Holanda promovia a imigração dos agricultores e enviou ao Brasil uma comissão para idealizar um projeto de fundação de um núcleo de imigração coletiva. Foi firmado então, um acordo entre a Holanda e o Brasil e a parte brasileira se comprometia em conceder empréstimos para a aquisição da terra onde seria instalada a colônia. Nascia Holambra, a cidade das flores. A pequena e charmosa Holambra se consolida como capital nacional das flores. A apenas

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120 km de São Paulo, a cidade tem um pé na Holanda, como já se observa não só no nome, mas na arquitetura e na floricultura. O nome Holambra une as palavras Holanda, América e Brasil. Fica na região de Campinas e recebe milhares de turistas especialmente no mês de setembro, quando acontece a famosa Expoflora, a maior exposição de flores ornamentais da América Latina. A pequena estação turística de Holambra é um gigante no mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais. O município é responsável por pelo menos 40% de toda a produção florícola nacional. Por isso, é conhecida como a "Capital Brasileira das Flores".

O cultivo de flores iniciou de forma bem tímida em 1951, com a produção de gladíolos, a Palma de Santa Rita. Foi entre 1958 e 1965 que a cultura se expandiu e em 1972 criou-se o departamento de floricultura, dentro da cooperativa para a venda de grande variedades de flores e plantas ornamentais. Anos depois foi implantado o Veiling’, sistema de leilão. Hoje, são rosas, violetas, gérberas, crisântemos, lírios, tulipas, tangos e diversas outras flores que embelezam a cidade. As culturas de flores e de plantas ornamentais proporcionaram à comunidade segurança econômica e atraem mais e mais turistas a cada ano.


Problemas gastrointestinais em animais podem ser evitados com ácidos orgânicos

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om a demanda do mercado mundial em consumir proteínas de origem animal livre de antibióticos, a utilização de aditivos vem se tornando imprescindível. Alguns aditivos possuem funções similares aos antibióticos, podendo auxiliar na redução da proliferação de microrganismos patogênicos e/ou promovendo o aumento de bactérias benéficas ao trato gastrointestinal. De acordo com o nutricionista animal da Quimtia Brasil, José Luiz Schneiders, empresa especializada na produção de insumos para a alimentação animal, aditivos como os ácidos orgânicos e seus sais ajudam a reduzir o pH estomacal, o que favorece beneficamente o processo de di-

gestão e o auxílio no controle da população de microrganismos patogênicos, como Salmonella spp. e Escherichia coli. Estes aditivos podem influenciar na redução dos custos das formulações, pois, comparados a muitos antibióticos, possuem menor valor e favorecem resultados positivos no desempenho dos animais. “Por fim, garantem um produto saudável e isento de resíduos, que não representa risco à saúde do consumidor, garantindo assim a segurança alimentar”, comenta o especialista. Para um composto ser classificado como ácido orgânico, é necessário que o teor de sua acidez seja classificado como fraco, que seja solúvel em água

e que apresente um grupo carboxila na molécula. “A utilização de ácidos orgânicos em dietas de monogástricos é uma estratégia eficaz para reduzir os impactos causados pela utilização de antibióticos na alimentação animal, além de apresentar melhoria no desempenho do animal, levando em consideração os efeitos digestivos e alterações na microbiota intestinal”, conclui José Luiz Schneiders.


Haras HB A genética de Herdade Cadillac

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niciado por Hélio Bello Cavalcanti, em Sacra Família do Tinguá, no estado do Rio de Janeiro, o criatório HB segue por 48 anos ininterruptos, identificando o padrão racial do Mangalarga Marchador que tem por base as origens do consagrado Herdade Cadillac, filho de Sete Caxias e Herdade Alteza. O sangue de Ara Sabiá renovou a genética da tropa, juntamente com Queluz JB, Iguaçu Caxambuense e, mais recentemente, com Mozart LJ, Quartzo Caxambuense e Mestre da Gironda. Ricardo Luis Casiuch, hoje à frente do Haras HB, comanda com paixão a marcha genética do padrão Cadillac. Casiuch nasceu no Rio de Janeiro em 1958 e, em 1971, seu pai adquiriu uma fazenda em Sacra Família do Tinguá, próxima à Fazenda Paraíso, de Dr. Hélio Bello Cavalcanti, com quem a família possuía excelentes relações. Em 1987, ao casar-se, Ricardo Luis ganhou do Dr. Hélio 2 potras (Quadrilha HB e Roleta HB) e 1 potro (Ringo HB), descendentes diretos de Herdade Cadillac, que foram para sua Fazenda Campos do Pinhão em Pindamonhangaba (SP). Era o começo de tudo. Mais tarde, já em 2005, Hélio Bello vendeu sua propriedade e enviou para seu afilhado Casiuch mais animais

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HB de presente e com isso o direito de continuar utilizando o sufixo ‘HB’ já em terras paulistas. Na tropa ‘HB’ atual predomina a pelagem castanha, a marcha de centro batida e clássica, sendo que todos os animais descendem de Herdade Cadillac. Ricardo Luis Casiuch, continua o trabalho na busca pela melhor marcha, genética e padrão da raça.

Herdade Cadillac Em maio de 1975, mudava-se para as montanhas de Sacra Família do Tinguá (RJ) um cavalo de muitas histórias: Herdade Cadillac. Nascido em 12 de outubro de 1958, era castanho e entre suas particularidades destacavam-se: luzeiro com cordão, mescla de pelos brancos na altura do peito e espádua, além de rodopio na garganta e a marca ‘U’ na perna direita. Sua genealogia conhecida é a seguinte: Seta Caxias (Gaúcho do Angahy x Bahiana do Engenho de Serra) x Herdade Alteza (Herdade Baluarte x Londrina). Seu pai, Seta Caxias, foi Campeão Nacional em Belo Horizonte no ano de 1944. Chamava-se Abismo à época de seu nascimento e serviu por alguns anos na

Fazenda Engenho de Serra. Era tordilho pedrês, de excelente caracterização racial e marcha irrepreensível. Sua mãe, Herdade Alteza, era castanha, de caracterização racial soberba e porte médio. Era filha de Baluarte, nascido na Fazenda Engenho de Serra, e Londrina. Ambos são do castiço tronco do castanho Bellini J.B., nascido na Fazenda Campo Lindo em Cruzília (MG) no ano de 1901. A produção de Cadillac apresentou na Fazenda Herdade animais de alto valor zootécnico. Na Fazenda Paraíso, Cadillac também deixou uma vastíssima prole. Poucos reprodutores na Raça Mangalarga Marchador podem apresentar um painel de realizações tão significativas quanto Herdade Cadillac. Foram 31 anos de vida produtiva, com uma influência na formação da raça que nenhum criador pode, ou deve, desprezar. Gosto não se discute, mas qualidade se impõe e deve ser preservada. Herdade Cadillac faleceu a 27 de agosto de 1989 e está gravada em sua lápide na Fazenda Paraíso a seguinte inscrição: “Aqui viveu e reproduziu-se o mais importante garanhão da Raça Mangalarga Marchador, dividindo-a em duas fases distintas: antes e depois de Herdade Cadillac (1958 – 1989).


SEÇÃO NATUREZA

Pássaro em evolução Cientistas identificam origem de uma espécie que surgiu em apenas duas gerações

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rinta anos foi o tempo que biólogos identificaram que o acasalamento entre duas espécies parentes de tentilhões deu origem a uma nova linhagem batizada de “Big Bird” pelos próprios pesquisadores. É a primeira vez que cientistas conseguem identificar a origem de uma espécie na natureza. A nova espécie foi identificada na ilha de Daphne Major, no Arquipéla-

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go de Galápagos. Graças à localização afastada da ilha, que fica isolada no Oceano Pacífico, a equipe pode observar diretamente a atuação da seleção natural prevista pelo naturalista inglês Charles Darwin, em que apenas os indivíduos com características vantajosas para aquele meio sobrevivem e transmitem seus genes para a próxima geração, dando origem a uma nova espécie No estudo, os pesquisadores observaram um grupo de aves conhecidas como tentilhões de Darwin, espécie que o ajudou a formular sua teoria da evolução, apresentada em 1859 na obra “A Origem das Espécies”. O resultado veio rápido: apenas duas gerações. Em 1981, os pesquisadores perceberam que um macho de uma espécie que não era nativa chegou à ilha e acasalou com uma fêmea

de tentilhão de Darwin, gerando uma nova linhagem fértil. A ave que resultou desse cruzamento apresentou características físicas e comportamentais suficientemente diferentes para configurar uma nova espécie. Ainda assim, análises genéticas a partir de amostras de sangue coletadas ao longo dos anos confirmou a descoberta. Atualmente, a nova espécie conta com uma população de 30 indivíduos. Os pesquisadores descobriram ainda que o pai que deu origem ao novo pássaro era um grande tentilhão da espécie Geospiza conirostris, nativa da Ilha de Española, localizada também em Galápagos, mas a 100 quilômetros de Daphne Major. Isso significa que o passarinho, por não conseguir voltar para casa, teve de acasalar com fêmeas de uma das três espécies que já existiam na ilha.


Mancha Branca

A doença que pode dizimar população inteira de camarões

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ancha branca, este é o nome da doença provocada por um vírus capaz de dizimar produções inteiras de camarões. Esse vírus se manifesta na fase inicial de desenvolvimento, calcifica e modifica a cor do crustáceo. Ao morrer, o camarão contamina os outros que terão o mesmo fim. A doença, segundo os criadores, não representa nenhum risco à saúde humana, mas gera prejuízos, acabando com a produção Detectada pela primeira vez na Ásia em 1993, dois anos depois a doença atingiu os Estados Unidos e não demorou a chegar até à América do Sul e nem no Brasil. Em meados de 2017 a Mancha Branca apareceu no Ceará e dizimou, em seis meses, 30 mil toneladas de camarão, o equivalente a 60% da produção do período. O Ceará é o maior produtor de camarão em cativeiro do País. A mesma doença atingiu também uma fazenda de cultivo em Cascavel, no Estado do Paraná. Após a chegada da Mancha Branca, foram construídas estufas para cultivo do camarão até que chegue ao consumidor. Nessa mesma fazenda, pelo menos cinco toneladas foram perdidas.

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sintomas da Mancha Branca em camarões cultivados são: atividade reduzida, possível coloração café avermelhada, calcificações brancas, redução rápida no consumo do alimento, presença de partículas virais nas brânquias, tecido do trato digestivo e tecido hipodérmico.

Como prevenir O presidente da Associação Cearense de Criadores de Camarão, Cristiano Maia, à época do contágio, informou que “todos os países onde a mancha branca chegou, passaram a investir no trabalho em laboratório, para selecionar larvas mais resistentes, e em cuidados no manejo”. A mancha branca foi encontrada também em criações em Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraíba e Piauí.

Como identificar a doença De acordo com artigo científico divulgado pela Revista Panorama da Aquicultura, os

O mesmo artigo traz algumas estratégias de manejo em fazendas de cultivo que podem trazer êxito, tais como: secagem prolongada de viveiros em ausência de chuvas com o uso de cal virgem e iodo em substituição ao cloro; circular a água se possível; não descarregar águas de viveiros afetados; não liberar animais infectados e promover o descarte adequado; reduzir as densidades de povoamento para diminuir a pressão sobre os cultivos. Estas e outras medidas foram tomadas em ocorrências registradas na Ásia e no Equador, onde os primeiros eventos de mortalidade resultaram na perda quase total dos viveiros infectados em um curto período de três a sete dias.


A força do agronegócio em números Quando o boi faz o carro comer poeira

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Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) divulgou recentemente um interessante comparativo de desempenho econômico entre a pecuária e o setor automobilístico. O resultado¿ O setor agropecuário dispara na frente em números positivos, claro. O PIB – Produto Interno Bruto – do setor pecuário em 2016, segundo o IBGE, foi de R$0,46 trilhão. Já o agronegócio foi responsável por nada menos que R$1,48 trilhão. O setor automobilístico entrou com a fatia de R$ 0,21 trilhão. Quanto à participação dos três setores no PIB Brasileiro, foi apresentada da seguinte forma: 23,6% do Agronegócio; 7,4% da pecuária; 4% do setor automobilístico e 73,4% de outros setores diversos. Em 2016 o faturamento do agronegócio brasileiro alcançou US$144,7 bilhões contra US$ 59,1 bilhões do se-

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tor de automóveis. Os números podem surpreender ainda mais. Neste mesmo ano, foram gerados três milhões de empregos na pecuária e 1,3 milhões no setor automobilístico. Dessa forma, o saldo na balança comercial em 2016 só poderia ser favorável. A pecuária participa com a cifra de US$ 6,01 bilhões; o automobilístico com US$ 0,1 bilhão e o agronegócio US$ 71,31 bilhões. De acordo com o MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o número de estabelecimentos sob SIF (Serviço de Inspeção Federal) em 2016, no agronegócio, foi 4.952. No mesmo período, o número de empresas fabricantes e de autopeças de automóveis foi de 621.

Os dados só reforçam o fato de que o agronegócio é um sólido pilar da economia brasileira. Enquanto o PIB nacional despencou 3,8% em 2015 e muito perto disso em 2016, o PIB do campo saltou mais de 2,5%. O agronegócio desafia a produtividade mundial em competitividade e crescente uso de tecnologia.


Glifosato

Afinal quão perigoso é? É sabido que o progresso da ciência depende em grande parte da interação entre a comunidade científica e a consciência do público e dos centros decisores. Essa tarefa é alcançada facilitando o acesso a informações científicas já comprovadas, incidentes sobre o meio ambiente, a saúde e o bem-estar social. Muitos produtos resultantes de atividades humanas estão na base de algumas alterações biológicas e/ou climáticas com comprovado impacto negativo nas três vertentes citadas. No entanto, são questões geradoras de controvérsia a nível social e que precisam ser erradicadas através de ações de esclarecimento, de sensibilização e de consciencialização. Este artigo tem a importante função de melhor comunicar e informar, além de chamar a atenção para a necessidade de se aprofundarem as pesquisas científicas acerca das substâncias que compõe os agrotóxicos. Os herbicidas à base de glifosato são os mais utilizados no mundo inteiro e têm utilização liderada pelo Brasil. Vários países estão atentos à necessidade de sua restrição ou suspensão, uma vez que conhecem sobre as suas implicações no meio ambiente e na vida dos seres vivos. Após a sua aplicação, o glifosato pode ser degradado rapidamente no ambiente, mas pode ser igualmente es-

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coado em águas superficiais ou até lixiviado, entrando no subsolo. O fato pode representar um perigo para as atividades agrícolas e pecuárias, seja através da contaminação de água ou pela ingestão de plantas contaminadas. Vários estudos clínicos apontam para uma relação estreita entre estas substâncias tóxicas e uma série de anomalias detectadas em várias espécies de animais. Por exemplo, a exposição durante o desenvolvimento fetal desses animais pode levar a deficiências funcionais, anormalidades estruturais ou à morte da cria antes mesmo de nascer. Para estudar os efeitos de compostos químicos, como é o caso do glifosato, em seres humanos e outros animais com valor econômico, são utilizados outros vertebrados como modelo de ensaio. Como estes modelos-animais exibem uma elevada semelhança fisiológica e/ou anatômica com o homem ou com o gado de que depende

para se alimentar, os resultados observados nesses ensaios irão ser também aí observados. Um desses modelos animais são os roedores, nomeadamente os ratos. De acordo com vários artigos científicos credíveis, a exposição ao glifosato pode prejudicar os rins (sistema excretor), o coração (sistema circulatório), os pulmões (sistema respiratório), o fígado (sistema hepático), o sistema hematopoiético e reprodutivo, com redução na quantidade de espermatozoides, diminuição do número de embriões que são capazes de se implantar no útero e ainda um aumento da mortalidade fetal, o que leva a um decréscimo acentuado do nascimento de crias e um aumento exponencial de doenças. Marcela Gomes, Susana Loureiro e Fernando Correia Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro, Portugal


Energia solar Produção limpa e renovável

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orar num país tropical tem inúmeras vantagens e uma delas é a luz do sol quase sempre incidente. Não aproveitar essa fonte é desperdiçar recurso, natural e financeiro também. No Brasil a energia solar representa apenas 0,02% da produção, com estimativas de atingir 4% até 2024, segundo dados do Ministério de Minas e Energia. A Bahia é o principal produtor de energia solar fotovoltaica do Brasil. De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em 2017, as usinas baianas registraram geração média de 22,8 MW médios, montante que representa 31% de toda a geração solar no ano. A capacidade instalada na Bahia também é destaque com 316 MW divididos entre as 11 usinas em operação no estado.

O que é a energia solar A energia solar é uma energia renovável obtida pela luz do sol, utilizada para o aquecimento de água, que é a energia térmica, ou como fonte de energia elétrica. É uma das for-

mas limpas de produção de energia que mais cresce no mundo. Obtida por meio de placas solares, que capturam a energia luminosa e a transformam em energia térmica ou elétrica, pode ser usada para aquecer água em residências, piscinas ou indústrias. Os coletores solares, basicamente, são sistemas com uma superfície escura que absorvem a luz solar e transmitem o calor para a água, que por sua vez fica armazenada em reservatórios térmicos chamados boilers. Além disso, esse tipo de energia pode ser obtida nas usinas solares compostas por inúmeros painéis que captam a energia do sol. Para produção de energia elétrica são utilizados painéis solares fotovoltaicos, que fornecem energia direta. Ou ainda indiretamente, por meio das usinas que usam a energia heliotérmica.

Painéis solares fotovoltaicos As placas ou painéis fotovoltaicas utilizam um método direto de produção de energia elétrica onde a luz solar é absorvida nas células

solares. Tais células, também chamadas fotovoltaicas ou fotoelétricas, são feitas de material semicondutor, geralmente de cristais de silício. Quando as partículas da luz solar (fótons) entram em contato com os átomos do silício provocam o deslocamento dos elétrons, gerando assim corrente elétrica usada para carregar uma bateria.

Vantagens e Desvantagens De acordo com alguns estudos e pesquisas, a energia solar se tornará a principal fonte de energia elétrica em todo mundo, devido às vantagens que apresenta, até 2050. Trata-se de energia renovável, limpa e barata, pois o sol é uma fonte gratuita, ao contrário dos combustíveis fósseis que são um recurso altamente poluente e limitado, tornando-os progressivamente mais caros. Outro ponto favorável é a possibilidade de instalação de painéis fotovoltaicos em regiões distantes ou isoladas. Além disso, a necessidade de manutenção é pouca. Enquanto a energia é barata os custos das placas são considerados elevados e, por este motivo, ainda é pouco utilizada no mundo. Este é um ponto negativo. Outra questão é a necessidade do local contar com boa insolação, pois se houver vários dias sem sol não haverá energia. A fabricação dos equipamentos para captação e produção da energia demandam quantidade considerável de matéria-prima, como o silício, o que é visto como nada vantajoso por muitos.


Abóbora Takayama A preferida dos agricultores

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abóbora japonesa, também conhecida por abóbora "tetsukabuto", é um híbrido oriundo do cruzamento de duas espécies distintas de abóbora: Cucurbita máxima (moranga) e Cucurbita moschata (abóboras). Do cruzamento entre linhagens selecionadas de abóboras e morangas, obteve-se o híbrido tetsukabuto, originário do Japão. Entre as comercializadas pela Topseed Premium está a abóbora Takayama F1, que se destaca pela produtividade e adaptabilidade em diferentes regiões e condições de cultivo. O cultivo de abóbora japonesa se mantém estável no Brasil ao longo dos anos. Em 2017 a área plantada abrangeu 34 mil hectares e consumiu 17 mil quilos de sementes o qeu, em volume, corresFotos: Agristar do Brasil

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ponde a 50% do mercado total de abóboras híbridas e a 90% em valor, de acordo com dados da ABCSEM – Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas. O destaque se dá, segundo o especialista em Cucurbitáceas da Agristar do Brasil, Rafael Zamboni, pelo “conjunto de qualidades únicas do material que agrada do pequeno ao grande produtor da Takayama, que é líder de preferência entre os produtores, compradores e a melhor opção no mercado consumidor há muitos anos”. A abóbora japonesa ocupa a 28ª posição na comercialização na CEAGESP, que é abastecida pelas principais regiões produtoras: Santa Catarina (30%), São Paulo (30%), Minas Gerais (16%), Bahia (7%) e Goiás com (7%). Em 2016 foram comercializadas 33.914 toneladas de abóbora, sendo: Japonesa (60%), Moranga (20%), Seca (11%) e Paulistinha (6%). “A Takayama é o material líder de mercado tanto em Minas Gerais, quanto em Goiás e no Distrito Federal. Possui características únicas, como tamanho de fruto superior à média do mercado, além de sua coloração externa que possui um verde escuro intenso, facilitando sua

comercialização. A polpa dos frutos possui um alaranjado forte, atrativo aos consumidores, além de uma espessura maior do que as similares, que agrega muito no peso dos frutos, consequentemente elevando a produtividade por hectare. A planta é de um vigor incomparável, que se adapta a diversas intempéries climáticas, com excelente cobertura foliar e raízes robustas, se adaptando a diversos tipos de solo”, ressalta Douglas Machado, coordenador técnico de vendas Cerrado. Para o coordenador técnico de vendas no Rio de Janeiro e Norte de Minas Gerais, Anderson Moreira, a Takayama é líder de mercado devido a alta produtividade, maior porcentagem de frutos graúdos que pesam em média 2,8kg, boa resistência à doenças foliares e alto vigor de planta e raiz, o que ajuda muito na performance. “O material é semeado o ano todo em diversas regiões e a produtividade varia de acordo com o nível tecnológico usado e época do ano de semeio, mas temos picos de 28 a 30 toneladas por hectare”, destaca.


Brucelose

Uma doença que pode afetar seriamente os humanos

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Brucelose, também conhecida como febre de Malta, de Gilbratar, febre mediterrânea, ou febre ondulante, é uma doença infecciosa causada por diferentes gêneros da bactéria Brucella: Brucella abortus (gado), Brucella suis (suínos), Brucella melitensis (caprinos), Brucella cannis (menos comum). A infecção em seres humanos ocorre quando eles entram em contato direto com animais doentes ou ingerem leite não pasteurizado, produtos lácteos contaminados, como queijo e manteiga, e carnes mal passadas. Gotículas de sangue, leite ou urina de animais contaminados já são suficientes para transmitir a bactéria da brucelose para o homem. Basta que ela encontre uma porta de entrada que pode ser alguma lesão ou mesmo uma mucosa como boca, nariz ou olho. A vacina obrigatória para o rebanho é produzida com bactérias vivas e, portanto, capaz de infectar o homem.

Considerada uma doença profissional pelos órgãos de saúde pública, a Brucelose em humanos apresenta sintomas que podem ser confundidos com outras enfermidades, como a gripe, por exemplo.

Sintomas O período de incubação pode variar de 5 dias até vários meses. Na fase aguda os sintomas são febre intermitente, ou recorrente ou ondulante; sudorese noturna; calafrios; fraqueza; cansaço; falta de apetite; dor de cabeça, no abdômen e nas costas. Já a fase crônica apresenta sintomas mais intensos e mais característicos: febre recorrente, fraqueza muscular extrema, forte dor de cabeça, falta de apetite, perda de peso, tremores, manifestações alérgicas como asma e urticária, pressão baixa, labilidade emocional e até alterações da memória.

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De acordo com artigo escrito por Luiz Fujita Jr, editor do Portal Drauzio Varella, a Brucelose é uma doença sistêmica que, nos quadros mais graves, pode afetar vários órgãos, entre eles o sistema nervoso central, o coração, os ossos, as articulações, o fígado, o aparelho digestivo.

Prevenção e tratamento Não há vacina contra a Brucelose em seres humanos, assim sendo a prevenção da doença depende diretamente do controle e erradicação da bactéria nos animais. Nesse sentido, são medidas importantes os cuidados com a higiene pessoal, com os utensílios de trabalho, com o preparo e escolha dos alimentos, principalmente da carne e subprodutos e do leitee seus derivados. O tratamento da brucelose tem como base a associação de antibióticos. Durante as crises da doença aguda, o paciente deve permanecer em repouso e bem hidratado.


Pônei Fjord

Pequeno grande notável

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m dos cavalos mais antigos do mundo e maior pureza racial, assim pode ser definido o Pônei Fjord Norueguês. Fjord, Fjording ou Fjordhest, é uma raça originária do pequeno cavalo que veio da Noruega. Suas origens são antigas. Relatos e registros dão conta de que os cavalos Fjord migraram para a Noruega e foram domesticados, há cerca de 4 mil anos. De fácil adaptação em diferentes topografias e climas, são rústicos e de grande beleza,

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além de serem ativos e apresentarem temperamento dócil.

Características físicas A estrutura corporal do Fjord é forte o que o habilita a ser útil em equitação, tração e adestramento. A altura de um pônei adulto pode atingir 1,47 m e o peso pode chegar a 500 quilos.

A pelagem Baia é a predominante, mas há variações neste tom para mais escuro ou mais claro. O Fjord tem uma pelagem muito característica, geralmente chamada "Isabelle". Suas marcações primitivas, como a linha de listras mula e zebra nos membros e a crina bicolor geralmente cortada, fazem o Fjord ser reconhecido de forma inequívoca. Tradicionalmente as mais comuns e desejáveis marcações na pelagem, além das listras, são as pequenas marcas marrons acima dos olhos e nas coxas. As orelhas com as pontas escuras também são marcas tradicionais. Os olhos destes pôneis são grandes, expressivos e bem redondos. O peito é geralmente amplo, musculoso e proporcional. Já os cascos são fortes, arredondados e de bom tamanho. Em seu país de origem o Fjord é um ícone nacional. A seleção da raça busca versatilidade para as atividades de equitação. Em equoterapia alguns Fjords obtiveram resultados notáveis. Em 2003 a empresa Pedra Azul Ecologia e Turismo, do Espírito Santo, importou os primeiros animais, sendo a pioneira na introdução da raça no Brasil, e a segunda na América Latina. O dono da empresa, norueguês, trouxe o símbolo nacional de seu país para nossas terras tornando possível que mais brasileiros conhecessem essa raça que é puro encanto.


Mogno africano O

Mogno Africano (Khaya Ivorensis) é conhecido em todo o mundo por ser uma madeira NOBRE com excelentes propriedades físicas e mecânicas para a indústria moveleira, como densidade, dureza, trabalhabilidade, estabilidade, retratilidade, beleza, dentre outros. Esta espécie surgiu no mercado como um substituto ao Mogno Brasileiro (Swiete-

nia Macrophylla), que teve seu corte proibido pelo IBAMA devido ao desmatamento ilegal e à quase extinção desta árvore nas florestas nativas da Amazônia. Desta forma, o Mogno Africano aparece como uma solução de MADEIRA NOBRE E SUSTENTÁVEL para a indústria moveleira, uma vez que é plantada no Brasil de maneira contínua e sustentável.

Khaya Woods Alta qualidade e valor agregado do mogno africano No norte de Minas Gerais estão localizados plantios de mogno africano em área que totaliza, até o momento, 1.182 hectares. Até o momento porque a previsão é de que mais 222 hectares sejam plantados até o final de 2018. As áreas estão distribuídas em três empresas: Foco Agropecuária, Meta Agropecuária e Meta Florestas. Todas pertencentes ao grupo Khaya Woods, que tem sua sede no Vale do Sereno, em Nova Lima (MG).

Khaya Woods O grupo Khaya Woods, formado por acionistas brasileiros, investe no plantio de mogno africano desde 2008 e é o líder nesse segmento no Brasil, fornecendo produtos de madeira nobre reflorestada de alta qualidade, com respeito social e de forma ambientalmente sustentável, o que gera rentabilidade conforme pretendem os acionistas.

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A empresa leva no nome a denominação da árvore Khaya Ivorensis e, além da sustentabilidade ambiental, trabalha baseada na responsabilidade social e no trabalho em equipe com foco em resultados, tecnologia e gestão. A Khaya Woods oferece o Painel Sólido Colado, um produto de grande estabilidade, excelente acabamento e beleza ímpar. Ideal para utilização em revestimentos internos

e móveis em geral, o produto é disputado pelo mercado de arquitetura e decoração de alto padrão.

As florestas da Khaya Woods A Meta Agropecuária possui quatro áreas agrícolas localizadas no Perímetro Irrigado do Gorutuba, em Nova Porteirinha (MG). Estas áreas somam 407 hectares de mogno africano já plantados, com idade média de 7 anos e expectativa do primeiro corte em 2019. Uma fazenda de 1.655 hectares localizada em Engenheiro Navarro (MG) é gerida pela Meta Florestas. Neste local há 673 hectares plantados de mogno africano com idade média de 3 anos. Serão plantados mais 222 hectares em 2018, totalizando 895 hectares. A expectativa é realizar o primeiro corte em 2020.


A Foco Agropecuária possui oito áreas agrícolas também em Nova Porteirinha. São 102 hectares de mogno africano com idade média de nove anos. O primeiro corte teve início em 2018.

O Mogno Africano De densidade única, essa madeira é inicialmente comparada com o mogno brasileiro, muito apreciado. É unânime a opinião de quem conhece ou manipula a origem africana de que não há grandes diferenças, o que é positivo. De crescimento relativamente rápido em relação a outras madeiras de lei, suas características e seu incremento de massa produtiva, o Khaya Ivorensis tem se tornado a melhor opção para os plantadores de floresta do Brasil e também para investidores. De beleza notável, apresenta cor e desenhos naturais que chamam a atenção e colocam o produto no topo das preferências. É uma madeira exótica em nosso território e procede de florestas plantadas. Bastante apreciado para a produção de móveis no exterior, sobretudo nos EUA, maior mercado consumidor desse tipo de madeira, o mogno africano se difere do mogno brasileiro nativo, alvo de exploração predatória no passado, já que o corte de espécies exóticas é permitido por lei. As primeiras sementes deste “ouro verde”, como vem sendo chamado ultimamente devido à promessa de renda à longo prazo, chegaram ao Brasil através de cônsul da Costa do Marfim que presenteou pesquisadores da Embrapa no Pará. As primeiras árvores deram origem a um plantio com cerca de 10 mil hectares e com perspectivas de um enorme crescimento.

Os produtos Os fatores econômicos aliados à beleza e qualidade do mogno africano estão conquistando cada vez mais a indústria moveleira, de laminados e de pisos. A construção naval já faz uso da madeira que conquistou ainda o setor de artes com a fabricação de peças ornamentais sofisticadas e o de instrumentos musicais.


Banana Produção em alta no Brasil

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ananicultores do país estão animados com o aumento das exportações da fruta. Na região do Vale do Ribeira, no estado de São Paulo, maior produtora de bananas nanicas de todo território nacional, a colheita começou em março e deve estender-se até julho. Para este ano de 2018, a expectativa de produção é mais elevada, devido à extensa área e à intensificação dos tratos culturais e técnicos dos bananais, segundo dados da CBC Agronegócios. Na Bahia, a expansão da eficácia da banana e o alto padrão de qualidade são consequências do grande volume de chuvas em Bom Jesus da Lapa. A crise hídrica dos últimos três anos comprometeu o volume produzido em 30% e se refletiu na produtividade. Contudo, com o retorno das chuvas, os produtores diminuíram o uso intensivo de irrigação.

Exportação De janeiro a março, o Brasil embarcou 15,3 mil toneladas de banana, com receita de US$ (FOB) 4,6 milhões, altas de 170% e 142%, respectivamente, frente ao primeiro trimestre de 2017, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior - Secex.

Embora haja um crescimento relevante para o mercado, as exportações da fruta se reduziram em abril, comparando ao mês anterior. Atualmente, o maior concorrente do país é o Paraguai, um dos principais exportadores ao Mercosul, com intensificação de vendas e envios para a Argentina e Uruguai. Pelo clima favorável à cultura da fruta no país, o Paraguai pode ter impacto negativo para o Brasil, visto que ambos destinam a fruta aos mesmos mercados.


Mangalarga Marchador N

a tentativa de entrar para o Livro dos Recordes, Guinness Book, reuniram-se cavaleiros de todo o Brasil para a Maior Cavalgada do Mundo de uma Única Raça, no dia 7 de abril de 2018. O evento realizado em Caxambu, no estado de Minas Gerais, ficou marcado realmente como a Maior Cavalgada do Mundo de uma Única Raça. Foram 1568 conjuntos, dos 1858 inscritos. O Guinness fixou a meta de 1600 cavaleiros e faltaram apenas 32 para atingi-la. De acordo com o idealizador da iniciativa, Marcelo Baptista de Oliveira, proprietário da AgroMaripá, em Jaguariúna(SP), a cavalgada será eternizada em um Livro de Ouro, que será doado ao Museu Nacional do Mangalarga Marchador, em Cruzília MG). Neste livro constarão todos os cavalos e cavaleiros participantes e de todos os que tornaram possível este feito.

partir para as belas montanhas do Sul de Minas. E foi isso que aconteceu. Em um percurso organizado a tropa seguiu a rota. Para o presidente da ABCCMM, Daniel Borja, o evento foi oportuno para aproveitar o Mangalarga Marchador na essência, no lazer, na amizade, na descontração e no poder que a raça tem de unir as pessoas.

Fotos: Fernando Ulhoa

Maior Cavalgada do Mundo de uma Única Raça

Encerramento

Público lota o parque de Caxambu para prestigiar o evento

A cerimônia de encerramento aconteceu ao final da tarde de sábado, dia 7 de abril, com aplausos para os cavaleiros e amazonas participantes e a todos envolvidos na ideia e na organização deste dia que certamente ficará marcado na memória de quem teve o prazer de participar.

Adolfo Geo (diretor financeiro da ABCCMM) e Daniel Borja (presidente da ABCCMM)

O percurso A Maior Cavalgada do Mundo de uma Única Raça saiu rumo aos 14 km de percurso. Ao todo, criadores e usuários de 17 estados brasileiros, participaram de um cenário que comprovou o amor dos criadores e usuários da raça. Homens, crianças, mulheres de todas as idades, famílias inteiras em prol de uma mesma paixão: O Mangalarga Marchador. Os três primeiros quilômetros eram decisivos para a entrada no Guinness. Neste percurso cavaleiros e amazonas precisaram seguir as exigências da organização e do Livro dos Recordes, para na sequência dos onze quilômetros restantes, relaxar e

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Idealizador Marcelo Baptista de Oliveira e a esposa Sophia Baptista de Oliveira

Chegada em Baependi, três primeiros km alcançados

Tropa foi composta por 1858 cavaleiros

Cavaleiros de todas as idades, participam do evento


29ª Exposição Herdeiros da Raça A consagração dos melhores mangalargas marchadores

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ntre os dias 22 e 25 de março o Parque da Gameleira em Belo Horizonte (MG) foi palco da 29ª Exposição Herdeiros da Raça Mangalarga Marchador. Organizada pelo Núcleo Mangalarga Marchador da Grande Belo Horizonte, o evento é tradicional no calendário oficial da raça e traz o que há de melhor para julgamento dos quesitos marcha e morfologia. Julgamentos, provas de esportes, leilões, cavalgada, e uma farta área de alimentação, com música ao vivo todos os dias, animaram o público presente. Ao todo 50 expositores participaram, além de 225 marchadores em disputa em 30 categorias. De acordo com o árbitro da ABCCMM, Roberto Alves Ribas, a Herdeiros faz parte e contribui muito para a evolução da raça. Como exemplo ele lembrou que “há 10 anos, na Herdeiros, foi iniciada avaliação da marcha curta, acirrando ainda mais a competição”.

Florença do MH Campeã Adulta da Raça

O título de Reservado campeão de marcha ficou com Rei Bavaria. Nobre Trilha Real de Mascã foi o campeão de marcha e de categoria.

campeã de marcha foi Colete. Habilidade para Muralha de Pedra que também foi reservada na categoria. Catandu Bavaria foi o campeão de marcha e reservado campeão de categoria. Reservada de marcha ficou com Florença do MH que também foi campeã da categoria.

Categorias Cavalo e égua

Pioneiros da exposição

Marcha e prova de ação foram avaliadas. Especial MH foi o reservado campeão de marcha e campeão de categoria. Já a

Cravo de Santa Esmeralda é o reservado campeão jovem e Rivelino da Plataforma o campeão.

Categoria Cavalo Jovem

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A reservada campeã jovem é Delícia de Morada Nova e a campeã, Glória do MH.

Cavalo de Batida O campeão é Orfeu dos Pratas e o reservado campeão dos campeões, Nobre Trilha Real de Mascã. O campeão dos campeão de marcha é Atlas do M Tostes. A reservada campeã das campeãs de marcha é Jacutinga Horizonte da Marcha e Tayla Elfar a campeã das campeãs de marcha e resevada grande da raça. Florença do MH é a campeã adulta da raça.


Carne de cordeiro

As dificuldades para o avanço do consumo no Brasil

E

xiste um mercado latente para o consumo da carne de cordeiro no Brasil que se encontra no sul do país, ou seja, fora dos polos tradicionais de consumo. Apesar disso, estima-se que a demanda por essa carne cresça em torno de 20% ao ano. Então, por que será que o consumo não avança? No final do ano passado, uma publicação da Dinheiro Rural, listou alguns desafios a este cenário. A desinformação é o primeiro entrave, uma vez que não há estudos recentes e os que existem divergem em números e dados. O segundo desafio se refere ao rebanho de cerca de 18 milhões de ovinos, de acordo com o IBGE. É preciso organizar essa cadeia no campo, otimizando a produção, reduzindo custos e ganhando qualidade de produto. O alinhamento entre a oferta e a demanda de ovinos, que hoje não existe, seria outro desafio. O mercado não é abastecido com regularidade porque falta organização dos produtores, gerando alta variação de preço que prejudica toda a cadeia. Outro ponto é que a irregularidade leva o cordeiro a ser visto como um produto sazonal. A indústria frigorífica é outro grande desafio. Há falta de unidades especializadas e os frigoríficos já instalados optam por bovinos, suínos e aves, setores onde há volume de demanda. Um frigorífico de cordeiro precisa abater uma grande quantidade por dia, para arcar com os custos fixos, pois o rendimento líquido do animal é baixo.

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Um fato leva a outro e o abate clandestino consolida-se como um dos maiores vilões no mercado da carne. Ele ocorre por vários motivos, como a falta de fiscalização, a cultura de abate na propriedade e o alto custo dos frigoríficos certificados. As políticas públicas, ainda muito tímidas para a ovinocultura, configuram-se como outro entrave. Apesar de haver apoio, são insuficientes para dar amplitude nacional ao fato. A ovinocultura pode gerar renda aos pe-

quenos produtores, aos frigoríficos, e também aos distribuidores e comerciantes. Mas para isso ocorra é necessário que as barreiras citadas sejam quebradas, todas.

Benefícios da carne de cordeiro De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto de Zootecnia (IZ) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do eEtado de São Paulo sobre o perfil dos ácidos graxos que compõem a gordura da carne de cordeiros, gordura da carne de cordeiro não faz mal à saúde e é fonte de nutrientes. O estudo foi feito com animais abatidos com idade entre 100 e 130 dias, conhecidos como superprecoces, que apresentam uma carne magra com gordura de boa qualidade nutricional. De acordo com os pesquisadores do IZ, o teor de gordura na carne e a composição do perfil de ácidos graxos são benéficos para os consumidores, tanto pelo baixo teor de gordura, como pelo perfil favorável dos ácidos graxos, importantes para prevenir problemas de saúde.


ECONOMIA

Brasil é hoje o maior exportador mundial de carne e destaca-se na produção de grãos Foto: ISAE - Escola de Negócios

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ano de 2017 foi o ano da recuperação para o agronegócio brasileiro. Após dois anos de queda no valor total das exportações, o saldo positivo da balança comercial mostra claramente a recuperação da economia brasileira. Em 2014, o montante exportado foi acima de 225 bilhões de dólares, caindo para 191 e 185 bilhões de dólares nos anos de 2015 e 2016, respectivamente. Nestes mesmos anos houve quebras nas safras de milho e de soja, dois dos maiores contribuidores para o saldo positivo. Essa queda ocorreu em anos em que houve uma das maiores taxas de câmbio, com o dólar atingindo patamares de R$ 4. De acordo com José Fabiano da Silva, membro do Comitê Macroeconômico do ISAE – Escola de Negócios, no ano passado, o país

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Produtos de origem animal e vegetal

exportou um total de 217,74 bilhões de dólares, com o empresariado retomando a produção em detrimento da melhora nos níveis de confiança tanto industrial como do consumidor. “No que tange ao comportamento do agronegócio, observamos o aumento do percentual da participação brasileira nas exportações, mostrando a força do setor e a importância na integridade das contas nacionais”. Em relação às quebras nas safras de milho e soja, observadas e sentidas em 2015 e 2016 e que, reduziu a oferta total do produto e seu saldo exportável, Silva comenta que "em 2017 tivemos recorde de produção tanto para a soja quanto para o milho, e marcamos também novos recordes de exportação para os dois produtos, fato esse que também impulsionou a balança comercial, principalmente frente à China”.

As exportações do agronegócio brasileiro podem ser dividida em dois segmentos: produtos de origem animal e de origem vegetal. Embora o milho e a soja tenham servido de parâmetro para a avaliação da retomada das exportações no agronegócio, para José Fabiano, a produção de carne também merece destaque. De acordo com Silva, “é possível observar que dois elos da cadeia do agronegócio que se relacionam diretamente e de forma dependente contemplam praticamente 50% de todas as exportações do agronegócio: a cadeia produtiva de grãos e de carnes. Não menos importantes, os demais setores do agronegócio contribuem significativamente para a balança comercial, porém foi por meio dos grãos e da produção de carne que houve a maior expansão do agronegócio brasileiro nos últimos 10 anos”. Hoje, o Brasil tornou-se o maior exportador mundial de carnes. E no quesito produção de grãos, o país ocupa posição destacada com milho e soja, 10% e 30% da produção global respectivamente, ocupando a segunda posição, abaixo dos EUA e a frente da Argentina. “Assim como os Estados Unidos, o Brasil tem o ciclo virtuoso do agronegócio com autossuficiência na produção da matéria prima para produção de carnes, ocupando orgulhosamente a posição de segundo maior exportador de grãos e maior exportador global de carne”, completa o especialista.


Fundesa

Garantia contra doenças

O

FUNDESA/MG (Fundo de Defesa Sanitária do Estado de Minas Gerais) é uma realidade. Para garantir o status de área livre da aftosa sem vacinação, previsto para 2021, era exigida a criação de um fundo para dar suporte ao desenvolvimento da agropecuária, em ações de prevenção e erradicação de doenças animais sob controle oficial. A FAEMG desenvolveu o FUNDESA, criado pela Lei 22.796/2017. A obrigatoriedade é de recolher taxa para um fundo único. O produtor que faz o pagamento ao FUNDESA, a partir de maio, não precisa contribuir com o fundo público. O valor será recolhido apenas sobre animais para abate. No caso de bovinos, por exemplo, será cobrada a taxa de R$ 1,00 por animal abatido, valor que será igualmente dividido pela indústria e pelo pecuarista.

O preço do fundo público seria seis vezes maior. Todo dinheiro do fundo irá para uma conta exclusiva e o recurso do FUNDESA só será acionado para ações de prevenção ou para atender emergências sanitárias. A gestão do FUNDESA é de responsabilidade da FAEMG, e nem seus dirigentes ou conselheiros receberão qualquer remuneração. Na ocorrência de doenças de bovinos, suínos ou aves de notificação obrigatória, tais como tuberculose, brucelose, peste suína e influenza aviária, por exemplo, o IMA deverá ser acionado e o uso do fundo poderá ser solicitado. A análise das necessidades será feita por uma assembleia gestora e o conselho do fundo será composto pelas seguintes entidades: FAEMG, OCEMG, AFRIG, SILEMG, SINDUSCAR, ASEMG e AVIMIG. O recurso do

fundo servirá para ações de controle da doença e para indenizar o produtor que aderir ao FUNDESA e tiver perdas. Se for necessário o abate de animais, por exemplo, ele poderá ser ressarcido.


meio ambiente

Áreas de conservação foram ampliadas nos últimos dois anos

Chapada dos Veadeiros

C

inco novas unidades de conservação foram criadas para fortalecer a proteção de áreas de preservação no Brasil. Com a medida, o Parque Nacional e a Área de Proteção Ambiental (APA) Boqueirão da Onça, no interior da Bahia, e as reservas extrativistas Itapetininga, Arapiranga-Tromaí e Baía do Tubarão, no Maranhão, passam a integrar o conjunto de 333 unidades de conservação administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Em janeiro deste ano, outras quatro propriedades privadas foram transformadas em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs): Contendas II, localizada em Ituberá (BA); Sítio Lagoa, que fica no município de Guaramiranga (CE); Cachoeira do Andorinhão, Cambuí (MG);

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e Reserva Volta Velha – Pe. Piet Van Der Art, localizada em Itapoá (SC).

Recuperação do cerrado e Mata Atlântica Para preservar espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção, o Governo do Brasil definiu a ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no Goiás, de 65 mil para 240 mil hectares. A medida foi tomada ainda em 2017, ano em que a região sofreu com o maior incêndio de sua história. O apoio federal à unidade de conservação também veio na forma de investimentos: ao longo de todo o ano de 2018, a Chapada dos Veadeiros deve receber R$ 10 milhões em recursos de compensação ambiental.

Investimento em proteção A recuperação das áreas de conservação foi uma das prioridades do Governo do Brasil em 2017: foram R$ 334 milhões destinados à recuperação de unidades de conservação (UCs). A divisão dos recursos será assim: cerca de 81% dos valores direcionados às unidades de conservação federais; 18% às estaduais; e 0,7% às municipais. A Mata Atlântica, um dos biomas brasileiros mais ameaçados, também esteve no centro da pauta ambiental: R$ 34 milhões foram destinados para projetos de recuperação da vegetação em Santa Catarina. Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente


Expoforest A primeira e única feira florestal dinâmica da América Latina

O

Brasil é referência mundial quando o assunto é floresta plantada. Além de possuir condições climáticas excepcionais, ciência genética avançada, apresenta tratos culturais em evolução constante. Segundo o relatório da Ibá 2016, o País possui mais de 7,8 milhões de hectares de florestas plantadas de eucalipto e pinus, as mais produtivas do mundo, que abastecem as indústrias de celulose e papel, de painéis reconstituídos, de siderurgia e de produtos de madeira processada mecanicamente. Nos últimos anos, o Brasil atraiu investimentos internacionais para o setor, abrindo novas fronteiras florestais e ganhando em escala com o aprimoramento de técnicas, usos de novas tecnologias e investimentos em pesquisas. A Expoforest – Feira Florestal Brasileira nasceu dentro deste contexto ainda em 2008 quando foi realizada pela primeira vez, de forma exclusivamente estática, em Curitiba (PR). Em 2011, ela alcançou outra proporção tornando-se a única feira florestal dinâmica da América Latina que apresenta

tecnologias voltadas à produção de madeira proveniente de florestas plantadas. Com o passar das edições e com o crescimento da feira, ela se tornou, em 2014, a maior feira florestal das Américas. As duas últimas edições da Expoforest foram realizadas no município de Mogi Guaçu (SP), em áreas de plantio clonal de eucalipto, pertencentes à International Paper. Superando todas as expectativas, colocaram o Brasil em uma posição de destaque mundial. Esta inovação em eventos florestais da América Latina garantiu aos visitantes a possibilidade de ver máquinas e equipamentos em operação. Uma experiência única, que proporciona ao visitante a verdadeira sensação extrema da realidade das florestas plantadas no Brasil.

A Expoforest 2018 A quarta edição da Expoforest – Feira Florestal Brasileira aconteceu nos dias 11,12 e

13 de abril de 2018, em Santa Rita do Passa Quatro (SP), na região de Ribeirão Preto e reuniu 240 expositores. Mais de 30 mil visitantes nacionais e internacionais tiveram acesso ao que existe de mais moderno para as operações florestais e também soluções já utilizadas em países com tradição florestal. A Expoforest, focada em negócios e lançamentos de máquinas, equipamentos, insumos e tecnologias, reúne os principais players do segmento de florestas plantadas para as áreas de viveiro, silvicultura, colheita, biomassa e transporte de madeira. Além das demais tecnologias de apoio à produção com a realização de dinâmicas de silvicultura, colheita, biomassa e transporte. Para Jorge R. Malinoviski, diretor geral da Malinovski, empresa organizadora da Expoforest, “a realização da Expoforest 2018 foi outra grande oportunidade para reunir toda a cadeia produtiva da madeira e mostrar a força do setor florestal para o Brasil e o mundo”, O diretor florestal da Kablin, José Totti, reafirma o conceito de Jorge Malinoviski. “Na Expoforest profissionais da área florestal podem conhecer o que há de melhor em tecnologia de colheita, de logística, de gerenciamento e de informações.”

Eventos Técnicos Antes do início das atividades na Expoforets, aconteceu a 4ª Semana Florestal Brasileira com eventos técnicos. Na programação, temas de grande interesse e relevância para o setor. Mais de 35 palestrantes nacionais e internacionais compartilharam seu conhecimento com os mais de 800 profissionais que assistiram às palestras.

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Criação extensiva de porcos caipiras A boa carne na mesa dos brasileiros

P

resente na maioria das propriedades dos agricultores familiares e também de fazendeiros, a criação de suínos, também conhecida como criação extensiva de porcos caipiras, atende ao consumo familiar e à venda dos excedentes. Dentre as raças e cruzamentos que mais se destacam nessas criações, segundo a Emater-MG, estão Piau, Pirapitinga, Nilo-canastra e Caruncho. Existiu por alguns anos o mito de que o consumo de porcos caipiras estava associados aos possíveis malefícios que sua gordura, em maior quantidade comparado com suínos de granja, podia trazer aos seres humanos. Contudo, estudos realizados com suínos ibéricos e da raça italiana cinta senese, criados livres e abatidos tardiamente, mostram que, além da quantidade maior de proteína na carne, a gordura em maior porcentagem é rica em ácidos graxos insaturados, considerados saudáveis ao consumo humano. Passado um tempo, a carne suína caipira ganha novamente, espaço na mesa do brasileiro.

Manejo O cachaço, que na linguagem informal designa o porco utilizado para reprodução, deve ser mantido próximo às fêmeas a serem

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cobertas, mas não na mesma área. À época da cobertura, as porcas no cio devem ser levadas à baia do cachaço, procedendo a separação de macho e fêmea logo após a cópula. Estes animais devem ser vermifugados a cada quatro meses, devem ainda ser mantidos em local longe de locais úmidos ou alagadiços. A água oferecida a eles deve ser fresca e de boa qualidade. Já as leitoas de reposição devem receber de 2 a 3 cobrições por cio, com espaço de 12 horas entre elas. As porcas em gestação avançada devem ser colocadas em área reservada, previamente lavadas e limpas,

com alimentação melhor visando menor mortandade dos filhotes. Ao nascerem, os leitões devem ser enxugados com panos limpos. Há cuidados com o corte do umbigo e dos dentes. O colostro deve ser mamado nas primeiras seis horas de vida.

Nutrição A alimentação representa de 70 a 80% dos custos de produção. É recomendado aproveitar os recursos existentes na propriedade. A alimentação deve ser oferecida em horários pré-estabelecidos. Para produção de forragens, o plantio de gramíneas e leguminosas é o mais usual. As gramíneas e leguminosas mais utilizadas são a estrela-africana, quicuio, triffiton, coast cross, grama de burro, soja, guandu, mucina-preta. Todas elas são excelentes fontes de proteína para os súinos, de acordo com a Emater-MG. O milho, a mandioca, a cana-de-açúcar, o farelo de soja e o soro de leite são outros alimentos bastante utilizados na alimentação dos porcos caipiras. Os minerais podem ser fornecidos em ração ou separadamente em cochos. Uma sugestão de mistura mineral usual seria 35 quilos de calcário calcítico, 40 quilos de fosfato bicálcico e 25 quilos de sal comum.


Produção de peixes cresce 8% em 2017 no Brasil D

e acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira da Piscicultura, a produção de peixes no Brasil pode crescer muito e consistentemente. O Brasil produziu 691.77 toneladas de peixes no ano passado, desse montante o equivalente a 51,7% foram tilápias. O fato puxou o crescimento e colocou o país como o 4º maior produtor deste peixe no mundo, apenas atrás de China, Indonésia e Egito - o berço da tilápia. A produção de peixes nativos, principalmente tambaqui, pacu, pirapitinga e seus híbridos, significam 43,7% da produção, mais de 300 mil toneladas e um valor que ultrapassa a marca de US$ 1,5 bilhão. O crescimento da produção foi detectado em 22 estados e apenas quatro e o Distrito Federal produziram menos que em 2016. O estado que liderou o crescimento foi Paraná com 112 mil toneladas e se manteve como o líder no Brasil.

Produção de tilápias Depois do Paraná, aparece São Paulo com 66.101 toneladas, seguido de , Santa Catarina com 32.930 toneladas, Minas Gerais com 27.579 toneladas e Bahia com 22.220 toneladas. Para João Manoel Cordeiro Alves, gerente de Produtos para Aquacultura da Guabi Nutrição e Saúde Animal, a tilápia é o peixe cuja produção mais cresce no mundo, graças à sua rusticidade, precocidade, prolificidade, sabor agradável, ausência de espinhas nos músculos, entre outras características; por isso há, para a piscicultura brasileira, uma oportunidade enorme a ser explorada. De acordo com a SECEX – Secretaria de Comércio Exterior e Serviços do MDIC – Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Brasil exportou US$ 150 milhões em pescados em 2017, sendo apenas US$ 4,4 milhões referentes à tilápia. “O Brasil tem algumas boas vantagens competitivas em relação aos países que exportam tilápias, principalmente, para os Estados Unidos, de onde o nosso Nordeste está muito próximo. Temos área, água, ingredientes para fazer rações, material genético e humano preparados e suficientes para multiplicar sua produção e gerar excedente exportável”, comenta João Manoel.

Produção de peixes nativos cultivados Além das tilápias, o Brasil produz grande quantidade de peixes nativos, a maioria híbridos de pacu, tambaqui e pirapitinga, peixes muito saborosos e apreciados pelos consumidores sul americanos. “Zootecnicamente são animais excelentes, exigem pouca proteína, aproveitam bem alimentos naturalmente produzidos nos viveiros (plâncton), crescem muito rapidamente atingindo mais de 2 quilos em menos de um ano de cultivo, são muito saborosos e as espinhas são grandes”, informa João Manoel. Estes peixes representam 43,7% da produção brasileira, segundo o Anuário da Peixe BR. Rondônia é o maior produtor com 77 mil toneladas, seguido do Mato Grosso com 59.900 toneladas.


bebidas

Leites vegetais

Opções saborosas e nutritivas

O

leite de vaca, apesar de ser um dos mais consumidos no mundo, está cedendo espaço aos leites vegetais, principalmente no universo daqueles que têm intolerância à lactose ou optam por um estilo de vida vegana. Dessa forma, os leites não lácteos, elaborados com base em ingredientes vegetais e água, tornam-se excelentes opções, além de serem saudáveis e benéficos. Dentre os benefícios encontrados nos leites vegetais, estão a ausência de lactose e colesterol; o baixo teor de gorduras; apresentam alta porcentagem de gorduras mono e poli-insaturadas que são benéficas ao coração; alto teor de vitaminas do complexo B e relação equilibrada entre sódio e potássio.

Tipos de leites vegetais Na lista de leites vegetais podemos encontrar vários tipos como o de soja, que é o mais habitual entre os brasileiros e também o mais antigo. Excelente

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para pessoas com diabetes, pois libera os açúcares pouco a pouco, mantendo este componente no sangue a níveis recomendados. Além disso, dispõe de potássio e magnésio, ideais para o controle da hipertensão arterial. Outra opção dentre os leites vegetais, indicada para crianças em fase de crescimento, pessoas com pouca ener-

gia e que precisam de complemento alimentar, é o lei de amêndoas, um dos mais nutritivos. As amêndoas ajudam na redução do colesterol ruim. Os leites vegetais de aveia são ótima opção de energia sem gorduras, diminuem o colesterol e a diabetes, além de contribuírem em dietas de perda de peso. Já o leite de nozes é muito indicado para casos de diarreia. Este leite tem sido cada vez mais consumido pelos americanos devido a comprovação de que é a bebida com maior teor em antioxidantes, prevenindo doenças cardiovasculares e a diabetes. Segundo alguns estudos é o leite mais benéfico do que outros antioxidantes como, as laranjas e o espinafre. O leite de arroz é feito a partir dos grãos do arroz frescos, moídos, cozidos e fermentados. É uma bebida leve e doce, que não contém glúten. Possui propriedades depurativas e hipotensoras e é ideal também para controlar o peso, tem menos calorias do que o leite de soja e o de amêndoas.


referência em carnes nobres e cervejas O restaurante Boi Vitório firmou-se na capital mineira, como referência na especialidade de carnes nobres e diferenciadas. A casa possui uma vasta carta de cervejas que inclui cerca de 80 rótulos, além da cerveja própria Boi Vitório, fabricada dentro dos mais altos padrões de qualidade em cervejaria artesanal. Localizado no alto da Av. Afonso Pena, o restaurante alia boa localização, ambiente familiar e aconchegante e produtos da melhor qualidade, além de oferecer um espaço para a realização de leilão virtual e eventos fechados. O resultado disso é uma clientela fiel e satisfeita, que prestigia a casa durante

seus 11 anos de existência, e a coloca na lista de melhores restaurantes de carnes e bebidas de Minas Gerais. Serve almoço de segunda a sexta-feira com serviço de buffet com balança (R$ 44,90 kg) e à la carte todas às noites, finais de semana e feriados. De segunda a segunda, vale conferir o espaço kids com serviço de monitores para os pequenos. Melhor atendimento, melhores marcas, no melhor ambiente para os mineiros e suas famílias. Sejam bem-vindos.

Av. Afonso Pena, 4.374 – Mangabeiras, Belo Horizonte – (31) 3223-2222


Funrural e Crédito Rural Congresso derruba vetos

Foto: Portal do Agronegócio

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isenção nas operações entre produtores rurais foi restabelecida, além da redução da alíquota do Funrural para o produtor rural pessoa jurídica, exclusão da multa e dos encargos para o REFIS e permissão do pagamento com prejuízo fiscal decorrente de CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido). Tudo isso decorrente da derrubada dos vetos à lei do Funrural. Para o presidente da FAEMG, Roberto Simões, o apoio da bancada foi fundamental. “No Legislativo, conseguimos o que pleiteávamos. Deputados, senadores e Frente Parlamentar da Agropecuária nos apoiaram o tempo todo. Foi uma vitória de todos, prova de que a união com estratégia, ação persistência dão resultado”. Com a decisão, o produtor que aderir ao Refis Rural passa a ter 100% de desconto nas multas e encargos. O Congresso Nacional rejeitou, no dia 3 de abril de 2018, os vetos parciais do presidente Michel Temer ao projeto que renegocia as dívidas previdenciárias do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Os vetos foram rejeitados por 360 votos a 2 na Câmara, e 50 votos a 1 no Senado. Eram necessários 257 votos na Câmara e 41 no Senado para o veto cair.

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O que fica permitido Com a decisão de derrubada dos vetos, fica permitido, por exemplo, o aumento de 25% para 100% do desconto para multas e encargos do saldo das dívidas. Com a votação a alíquota de contribuição que era de 2,5% cai para 1,7% e o uso de crédito de prejuízo fiscal para quitação da dívida fica liberado. Outros tipos de débitos, como os de agências estaduais de desenvolvimento com o BNDES; dívidas de operações de crédito inscritas em Dívida Ativa da União com empresas; débitos de cooperativas de crédito rural junto ao Pronaf e no âmbito do Proceder III passam a entrar na renegociação. Com a derrubada dos vetos, os agricultores familiares poderão repactuar suas dívidas com o Banco do Brasil, Banco do Nordeste e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Parte dos alongamentos e descontos em renegociações das dívidas de produtores rurais familiares com bancos públicos, anteriormente aprovados pelos

parlamentares, foram vetados por Temer em janeiro desse ano.

O Governo Os vetos foram derrubados sem a concordância do governo. A intenção da área econômica era restabelecer a incidência de Imposto de Renda sobre os abatimentos, que são vistos como ganho de renda obtido pelo produtor. O governo avalia que a decisão vai trazer consequência para Estados e municípios, que recebem parte da arrecadação do governo com Imposto de Renda. Uma avaliação preliminar é de que o prejuízo da votação única dos vetos é maior do que a ampliação do perdão da dívida de R$ 7,6 bilhões para R$ 15 bilhões ao longo dos 15 anos de parcelamento. Isso porque a derrubada dos vetos vai fazer o governo abrir mão de receitas e ainda vai conceder a prorrogação de prazos para pagamento de dívidas de agricultores familiares.

Fonte: Estadão Conteúdo, Agência Brasil, Faemg


RECEITA

Naked cake de pão de ló com recheio de goiabada

A

tradução do inglês para o português, ao pé da letra, sugere que Naked Cake seja um bolo pelado. E é isso mesmo. Queridinho do momento, o bolo sem cobertura, mais rústico e muito bonito, tem receita simples e recheio adocicado, com fruta da estação. Aprenda a fazer e surpreenda pelo visual e claro, pelo sabor. Ingredientes Pão de ló • 6 ovos • 1 xícara (chá) de açúcar refinado • 1/2 xícara (chá) de água fervente • 1 colher (chá) de baunilha • 1 e 1/2 xícara (chá) de farinha com fermento (peneirada) • 2 colheres (sopa) de amido de milho • 2 colheres (sopa) de manteiga derretida Recheio • 300g de goiabada • 1 copo de água Modo de Preparo Pão de ló Comece batendo os ovos com o açúcar na batedeira. Quando a massa começar a formar linhas, você saberá que está no ponto. Outra forma de se certificar é esfregando a mistura entre os dedos e, se você não sentir nenhum granulado, significa que o açúcar dissolveu e a massa está no ponto. Acrescente a água fervente para que o volume vá aumentando e bolo fique grosso e bem fofinho. Adicione a baunilha à mistura.

Em outro recipiente com uma peneira por cima, junte a farinha peneirada três vezes e duas colheres de sopa de amido de milho. Vá acrescentando 1/4 da farinha e do amido de cada vez à massa para não perder todo o ar. A cada intervalo, misture suavemente para que, ao final, o pão de ló fique bem leve. Por último, coloque a manteiga derretida, despejando na lateral da tigela enquanto mistura. Distribua a massa em duas fôrmas e leve ao forno preaquecido a 160ºC por 35 minutos. Para verificar se assou por completo, bata levemente na superfície do bolo. Se, sob a pressão do dedo, a massa voltar para o lugar, é porque está no ponto. Antes de desenformar, jogue os bolos sobre a mesa para que solte o vapor e não fiquem empapados e nem solem. Estão prontos para receber o recheio e a cobertura.

Recheio Corte a goiabada em pequenos pedaços e coloque para derreter em uma panela. Mexa por alguns minutos e adicione a água para não grudar. Deixe no fogo até os pedaços derreterem completamente. Montagem Desenforme os pães-de-ló e coloque o recheio em camadas. Aperte um pouco para que o recheio transborde para fora da massa. Espalhe a calda por cima da massa. Enfeite o bolo com flores. Por fim, peneire o açúcar de confeiteiro por cima das frutas.

Sugestão de receita: Grupo Predilecta


automóveis

Toro

Potência e rapidez

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uitas mudanças foram executadas no modelo 2028 da Fiat Toro, a começar pelo motor que agora é 1.8. Com motor Flex e 139 cavalos, este carro se tornou uma versão bem mais rápida e potente, um prato cheio para quem gosta de pisar mais fundo no acelerador. Com câmbio automático e 9 marchas, é um veículo bem completo em todos os quesitos, desde o motor até os acessórios. Outro ponto positivo é a nova versão cabine simples o que, de certa forma, ajuda a destacar o design interno e externo, como cor e detalhes como as rodas, retrovisores e maçanetas.

Itens de série O Toro tem muitos itens de séries que podem se apresentar completos dependo do modelo.

das de liga aro 17, central multimídia com tela LCD touch Screen de 5 polegadas, Teto solar elétrico, volante multifuncional revestido em couro,direção elétrica, sete airbags, retrovisor elétrico com memória, tração 4×4 4WD e piloto automático.

Consumo Piloto automático, Freios ABS, Vidros elétricos, computador de bordo, direção elétrica, ar condicionado e airbags duplos são os principais. Alguns modelos podem ter faróis em LED, Sensor de estacionamento, ro-

Um teste realizado pelo INMETRO constatou que esse modelo de carro, consegue rodar com facilidade na cidade e também na estrada. Isso se baseando no abastecimento com gasolina e álcool. O consumo na cidade foi avaliado e o resultado foi: 5.8 com álcool e 7.4 com gasolina por km/litros. O consumo na estrada foi: 8.3 com álcool e 10.5 com gasolina por km/litro. No Motor 2.0 diesel o consumo na cidade foi 9.4 com por km/litro e na estrada 12.9 por km/litro. Os testes concluíram que o Fiat Toro 2018 é um carro econômico e versátil. Capaz de tornar a vida do seu condutor bem mais prática.

Conforto Este é outro ponto importante no Fiat Toro. Trata-se de um carro muito confortável, com bancos que proporcionam bem-estar tanto ao motorista quanto aos outros ocupantes.

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DICAS DA AGROSID

Influenza Equina

Possibilidade de surto alerta criadores brasileiros

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incidência de influenza equina em diversas regiões da Argentina alertou criadores e médicos veterinários no Brasil. A doença, considerada uma enfermidade viral de alta transmissão e forte impacto econômico para a atividade, foi verificada nas províncias de Mendoza, La Pampa, Neuquém e San Juan, com casos confirmados pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária e pelos hipódromos de San Isidro e Palermo, da província de Buenos Aires.

O que é a Influenza Equina A influenza equina é uma doença causada por um vírus e transmitida por contato direto entre os animais doentes e sadios. A enfermidade também é conhecida como gripe ou tosse cavalar e assemelha-se à gripe humana sendo comum onde há aglomeração de ani-

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mais. Além dos equinos, são sensíveis também os asininos e muares. Esta doença é altamente contagiosa e ataca, principalmente, animais com menos de cinco anos e aqueles trazidos do campo para a cocheira.

Sintomas O animal acometido apresenta febre, calafrio, respiração acelerada, perda de apetite, lacrimejamento, corrimento nasal e ocular, inflamação da garganta, além de tosse. Outro sintoma é a prisão de ventre e posterior diarreia fétida. É frequente o aparecimento de edemas nas partes baixas e a presença de catarros nas vias digestivas e respiratórias. São contagiosas as secreções nasais, a urina e as fezes, por isso os animais devem ficar isolados e protegidos para evitar complicações. O contágio também

pode ser por via indireta através da água, alimentos e objetos contaminados. Em casos mais simples os animais se recuperam de 1 a 2 semanas. As perdas são pequenas e, geralmente ocorrem devido às complicações como pneumonia, enterite, degeneração do coração e fígado. Porém, os prejuízos gerados pela incapacidade dos animais doentes para o trabalho são grandes.

Tratamento A dica é proporcionar ao animal doente repouso absoluto e que fique protegido contra correntes de ar. Deve ser oferecida ao animal alimentação nutritiva e de fácil mastigação, além de água limpa. Quando houver complicações, serão utilizados medicamentos à base de sulfanilamida e antibióticos associados e de largo espectro de ação, sob indicação e orientação de médico veterinário.


Turismo

Parques que antes eram áreas rurais são atrações turísticas

Parque Municipal Américo Renné Giannetti

O

s parques são áreas verdes preservadas que atraem muita pessoas para um passeio ou mesmo um descanso, exemplos são os parques Américo Renné Gianneti, o chamado Parque Municipal, em Belo Horizonte (MG); e o Parque do Ibirapuera, em São Paulo (SP). Lindos e exuberantes, ocupam áreas extensas em meio à correria das metrópoles, mas o que muitos não imaginam é que um já foi uma chácara e outro, uma enorme área alagada considerada inutilizada, em região de pastos.

Parque Municipal Américo Renné Giannetti Com 182 mil m² de área cercada e com guaritas em todas as entradas, é o principal parque de Belo Horizonte. Ele fica no centro da cidade, ao lado da Avenida Afonso Pena. Em março de 1894, a comissão construtora que se instalou em Belo Horizonte, sob a coordenação do engenheiro Aarão Reis, incluiu, dentro das medidas tomadas, a decisão de transformar a chácara de Guilherme Ricardo Vaz de Mello em área de lazer para a população, dando origem ao Parque Municipal. O projeto inicial foi elaborado pelo arquiteto Paul Villon, natural da França e aluno do naturalista também francês Glaziou, responsável pelo Jardim-Parque da Aclamação, no Rio

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de Janeiro. Foi fundado em 26 de setembro de 1897, na época da construção da nova capital, Belo Horizonte, e reestruturado em 1992. Dentro desse parque há o Teatro Francisco Nunes, palco de grandes peças. Além de area recreativa, pistas e lago.

Parque do Ibirapuera A área que hoje constitui o Parque do Ibirapuera anteriormente era um território úmido e sujeito a constantes alagamentos, daí ser conhecido como ypi-ra-ouêra, que tem o sentido de "pau podre" ou "árvore apodrecida" no idioma tupi. No contexto colonial ela constituía uma propriedade indígena, uma aldeia que se estendia pelo Bairro de Santo Amaro afora, mas depois foi convertida em um recanto de chácaras e pastagens. Esta região era conhecida como Invernada dos Bombeiros, pois em seus pastos se de-

senvolviam os bois que posteriormente eram enviados ao Matadouro Municipal, em Vila Mariana. Nos anos 20 o prefeito de São Paulo, José Pires do Rio, inspirado nos famosos parques da Europa e dos Estados Unidos, teve a idéia de converter estas terras também em um parque renomado. A natureza do terreno, porém, o dissuadiu, pois era muito difícil lidar com uma área alagadiça. Em 1927, porém, o funcionário municipal Manuel Lopes de Oliveira, conhecido comoManequinho Lopes, concebeu o projeto de cultivar em seu solo inúmeros eucaliptos australianos, visando assim extrair as águas deste antigo campo de pastagens e reduzir sua taxa de umidade. Seu sucesso foi tão significativo que hoje ele dá nome ao viveiro do Parque Ibirapuera. Ele também espalhou por estas terras várias sementes de plantas ornamentais e exóticas. Desta forma nasceu o Parque do Ibirapuera, quando o atoleiro se converteu em paisagem. O responsável pela arquitetura do Parque foi o famoso arquiteto Oscar Niemeyer, que procurou traduzir o espírito da urbanização moderna, enquanto o paisagismo igualmente ousado foi implementado pelo não menos célebre Roberto Burle Marx. O Ibirapuera, em seu formato atual, foi presenteado ao povo de São Paulo no dia 21 de agosto de 1954. O Parque do Ibirapuera é hoje um dos mais visitados da cidade e também o que proporciona o maior número de atrações. Em seu interior é possível encontrar opções como o Planetário, o Museu de Arte Contemporânea, a Oca, o Auditório Ibirapuera, o Pavilhão da Bienal, o Pavilhão Japonês e o Viveiro, entre outras. Há também espaço para exercícios físicos, ciclovia, 13 quadras e playground.

Parque Ibirapuera


sEÇÃO pET

Cães de pastoreio Amáveis e habilidosos

Border Collie

D

esde os tempos mais remotos há registros de que os cachorros foram muito uteis no auxílio ao trabalho humano. Um grupo de cães que, além de companheiros e carinhosos, se destaca de outros cães são os de pastoreio. Raças diferentes compõem esse grupo que ajudam no controle de rebanho de animais há muitos anos. Vamos destacar nessa seção sobre algumas raças de pastoreio mais populares e suas habilidades.

Border Collie Considerado um dos cães mais inteligentes do mundo, o Border Collie aparece inclusive em muitos comerciais e filmes. A beleza destes animais também chama atenção. Ativo, necessita de espaço para se desenvolver, tais como sítios e fazendas, onde desempenham excelente trabalho no pastoreio. Se treinado, pode ser um ótimo cão de companhia.

A origem desta raça é oriunda da Grã-Bretanha, com a função original de pastorear ovelhas. Um cão macho pode atingir 58 cm de altura e pesar até 20 quilos, já a fêmea alcança 53 cm.

Australian Cattle Dog Fiel ao dono e super inteligente, assim pode ser definido o Australian Cattle Dog. Resistente, é indicado no pastoreio de gado, como o próprio nome sugere, em tradução: Cão de Gados Australiano. Necessita de exercícios físicos constantes para manter a saúde, pois é considerado um cão hiperativo. Também conhecido como Blue Heeler, em função das cores de sua pelagem, tem origem australiana. Um cão macho atinge 50 cm de altura e pesa até 20 quilos. Já a fêmea pode chegar a 48cm.

Pastor Alemão

Australian Cattle Dog

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Este cão também está na lista dos mais inteligentes do mundo. Atua com excelência no pastoreio, apesar de ser bastante utilizado atualmente em trabalhos policiais ou de guarda. Resistente e muito forte, é obediente e fiel ao dono. Como o próprio nome sugere, é originário da Alemanha. De grande porte, pode chegar a 66 cm de altura e a pesar 43 quilos.


Australian Shepherd Versatilidade define o Australian Shepherd, um cão muito usado nos trabalhos de pastoreio e, nos dias de hoje, atuante como cão-guia e como farejador ajudando a polícia na busca de drogas e explosivos, por exemplo. Protetor e inteligente, é muito ágil e está sempre alerta. Trata-se de um cão que apresenta muita facilidade em ser adestrado e treinado para tarefas variadas. Um diferencial desta raça de pastoreio é a amabilidade no convívio com crianças. Conhecido por muitos simplesmente como "Aussie" é oriunda dos Estados Unidos, mas foi levado à Austrália para o pastoreio de rebanhos. Vive de 13 a 15 anos, chega a 58 cm de altura e a 32 quilos.

Rough Collie O famoso personagem Lassie nada mais é que a raça Rough Collie. De origem escocesa, é usado no pastoreio de ovelhas desde o seu surgimento. Companheiro, o Rough Collie também pode ser usado como cão

Australian Shepherd

de guarda, já que está sempre atento aos perigos que possam afetar seus donos. Necessita de espaços amplos para a prática de muita atividade física. Vivem de 14 a 16 anos, são extremamente protetores e amáveis, além de muito ativos. Alcançam 61 cm de altura e pesam até 29 quilos.

Rough Collie

Pastor Alemão

Pastor de Shetland Trabalhador, especialmente, no pastoreio de animais de pequeno porte, o Pastor de Shetland pode ser treinado com facilidade, sendo altamente alerta e habilidoso em suas ações. Dono de um alto poder sonoro, o Pastor de Shetland também pode servir como um ótimo cão de guarda, alertando seus proprietários sobre a aproximação de qualquer tipo de ameaça. Originária das Ilhas Shetland, há indícios que os ancestrais dessa raça foram levados destas ilhas por comerciantes, visitantes e colonizadores. Vivem de 12 a 13 anos e são considerados, além de inteligentes como todos do grupo, afetuoso e muito brincalhão. Atingem 41 cm de altura e pesam até 12 quilos apenas.

Pastor Shetland REVISTA MERCADO RURAL

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Lhamas, Alpacas, Guanacos e Vicunhas Alpacas

Também existem exemplares castanho-avermelhados, que ganham o apelido de 'carneiros vermelhos'. O animal andino vive até os 24 anos, em média. Alimentam-se de matos e grama.

Lhamas

À

primeira vista, principalmente para quem é leigo, os quatro animais parecem ser o mesmo, com pouquíssimas variações. No entanto, trata-se de espécies diferentes: Lhamas, Alpacas, Guanacos e Vicunhas. A principal característica que os diferencia é que Lhamas e Alpacas são domésticas, Guanacos e Vicunhas são selvagens. Nativos da América do Sul, principalmente da Patagônia e dos Andes, estes animais possuem muitas outras diferenças, embora a anatomia se assemelhe.

Características, alimentação, manejo e habitat Lhamas Família dos camelídeos, parente dos camelos, gênero Lhama. Também chamada Iama do Quichua ou Ilama, é um animal ruminante de pelagem lanosa e longa. Foi domesticado pelo povo Inca e contribui

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muito na formação histórica e cultural daquele povo, há quatro mil anos, sendo utilizado no transporte de carga, além de produzir couro, lá e carne magra e macia. Natural dos altiplanos andinos é resistente a temperaturas baixas e a períodos de seca. Consegue transportar 100 quilos por cerca de 20 quilômetros de distância. Por ser rústico, dócil e domesticado tornou-se muito fácil de ser criado em cativeiro. A lhama é conhecida pelo seu estilo calmo, muitas vezes andando devagar, porém pode se irritar facilmente, assim foi considerado o oitavo animal mais irritável do mundo, segundo o canal Animal Planet. Quando irritada ou para chamar a atenção, espirra seu muco na direção do objeto de sua irritação. De porte médio, a Lhama mede até 1,2 metro de altura e pesa 200 quilos. Um animal adulto possui de 1,4 a 2,4 metros de comprimento, com cauda de 25 centímetros. Coberto por pêlos com cores uniformes ou em manchas tem coloração que vai do marrom ao preto ou branco.

Alpacas A Alpaca, Vicugna pacos, é um mamífero estreitamente aparentado com a vicunha e, um pouco mais distante, com o guanaco e a lhama. A alpaca é um animal principalmente do norte argentino, da família dos camelídeos. É menor que a lhama, tendo uma pelagem mais longa e macia. É criada no Peru e na Bolívia, na região dos Andes, como fonte financeira principal, para o aproveitamento da sua lã. O hábito de cuspir também é comum na alpaca, que o utiliza para mostrar agressividade ou como método de defesa, mas assim como a Lhama, é muito dócil. Seu pelo possui diferentes tonalidades de cores, chegando a um total de 22 cores. As fibras de seu pelo são densas e esponjosas, e isso protege do frio. Há milhares de anos fornece lá e carne ao homens andinos, além de também transportarem carga. Podem alcançar 1,20 a 1,50m de estatura dos pés à cabeça e seu peso pode


darem alertas. A face de um guanaco tem um tom acinzentado, e as orelhas, pequenas, ficam em pé. Ao contrário das outras espécies de camelídeos este animal tem pelagem mais curta, pode passar quatro dias sem água e vive em grandes alturas próximas a quatro mil metros. O Guanaco é encontrado no planalto do Peru, Bolívia, Equador, Colômbia, Chile e Argentina, No Chile e na Argentina, são mais numerosos em algumas regiões da Patagônia.

Vicunha

Vicunha

variar de 45 a 90 kg. A gestação de uma alpaca dura 11 meses e o filhote nasce pesando cerca de 7 quilos.

Guanaco O Guanaco, Lama guanicoe, também é um camelíceo nativo da América do Sul. A

Guanaco

altura deste animal varia entre 107 e 122 cm e pesa aproximadamente 90 kg. A cor varia muito pouco, ao contrário do Ilhama e da Alpaca, variando de um marrom claro ao mais escuro, e canela para sombreamento com pelagem branca no tórax e abdômen. Sua característica marcante são seus grandes olhos castanhos, usados para

A Vicunha, Vicugna vicugna, é o animal que possui o menor tamanho entre os camelídeos andinos chegando no máximo a 1,30 metros de altura e podendo pesar até 40 kg. De pelagem muito fina, tem alto valor comercial e por esse motivo esteve à beira da extinção por causa dos caçadores ilegais. A população de vicunhas, que chegou a ter apenas 25 mil exemplares, chega atualmente quase a 170 mil, dos quais aproximadamente 100 mil vivem no Peru. As vicunhas habitam de 3.000 a 4.600 metros acima do nível do mar, no elevado platô andino na região central e sul do Peru, oeste da Bolívia, norte do Chile e noroeste da Argentina. A pelagem deste animal é constituída da lã da melhor qualidade que se conhece, a qual é valorizada e utilizada pelo homem desde a era pré-colombiana. Esta lã a protege do extremo frio e dos fortes ventos além de servir como um acolchoado para o corpo quando descansa no chão. A vicunha possui cascos mais profundamente bipartidos, permitindo que caminhe e corra com mais aptidão em encostas rochosas, penhascos e pedras soltas. Outra importante adaptação são os dentes semelhantes aos de roedores, os quais crescem continuamente e permitem que a vicunha se alimente de pequenos arbustos herbáceos e gramíneas perenes rentes ao solo. Fonte: Echo Green Ecologia REVISTA MERCADO RURAL

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EVENTO

Fotos: Fernando Ulhoa / ABCCMM

Maior Cavalgada do Mundo O

Mangalarga Marchador protagonizou o evento que ficou marcado como a Maior Cavalgada do Mundo de uma Mesma Raça. No dia 7 de abril, de 2018, Caxambu (MG) recebeu a tropa de cavaleiros e amazonas de todas as idades, dos quatro cantos do Brasil. Realizado pela Associação dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador, o evento foi idealizado pelo criador Marcelo Baptista de Oliveira, da Agro Maripá, que também não mediu esforços para patrocinar este feito histórico.

Diogo Curi e Daniel Borja

Marcela Correa e Monique Franco

Luiz Antônio Barreira e Paulo Cézar Barreira

Adolfo Géo Filho e Daniel Borja

Mario Figueiredo e Guilherme Lages

Marcelo Baptista de Oliveira e Sophia Baptis de Oliveira

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Cristiana Gutierrez

Jonas Oliveira


Evento/Shopping

Shopping Haras Santa Alegria N

Romeu Gulhelmelli, Frederico Salgado, Camilo Leão e Carlos Paulino

Pedro Augusto, Felipe Augusto, Édson Carvalho. Frederico Salgado, Carlos Paulino e Marcelo Lamounier

Flávia Paulino, Leticia Teixeira, Carolina Leão, Patrícia Oliveira, Patrícia Salgado

Helvecio Coimbra, Frederico Salgado, João Laviola, Evandro Ribeiro e Agnaldo Ribeiro

Rodrigo Gontijo, Frederico Salgado, Carlos Augusto, David Charles, Iram Farnetti e Felipe Diniz

Foto: Beto Rocha

João Laviola, Frederico Salgado, Helvecio Coimbra, Waldemir Veloso e Olaff Padim

o dia 07 de abril, Frederico Salgado, criador de Mangalarga Marchador recebeu os amigos e criadores no Haras Santa Alegria, em Inhauma-MG, para o primeiro Shopping do Haras. Os presentes tiveram a oportunidade de adquirir animais genuínos de marcha. Ao final do dia, foi realizada uma mostra de todo o plantel. O sucesso do evento foi tanto que o segundo Shopping do Haras já está marcado para março de 2020.


GIRO RURAL Programação da 84ª Expozebu A Associação dos Criadores de Brahman do Brasil realiza de 28 de abril a 06 de maio de 2018, em Uberaba, a 84ª Expozebu. A Raça Brahman se expandiu por mais de 77 países ao redor do mundo, e é a raça que mais se destaca pela sua produtividade e sustentabilidade, sendo o zebuíno com maior presença na pecuária mundial.

O Brasil faz parte desse mercado em expansão contribuindo com sua seleção genética, prova disso foi o touro brasileiro que ganhou em 2018 o título de melhor do mundo da Raça Brahman. Uma vitória que comprova a eficiência do melhoramento genético realizado pelos criadores brasileiros.

Edismar Guimarães, Adalberto Cardoso e Jonas Tavares Fazenda Braúnas da criadora Mary Lúcia Cardoso. Conjunto Campeão Progênie de Pai (JDH Wellington Manso 527/1) AMRO 1401, AMRO 1367, AMRO 1368 e AMRO 1392

Emater-MG: sementes crioulas de milho no Norte de Minas Foi finalizado no dia 22 de março, no sítio do Centro de Agricultura Alternativa, em Montes Claros, Norte de Minas, o segundo e último módulo do Curso de Agrobiodiversidade da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). O curso, com foco na produção e avaliação de milhos crioulos para o Semiárido, teve por objetivo capacitar 25 extensionistas da empresa e técnicos de outras instituições, como a Epamig e Fundação Caio Martins, entre outras. A capacitação fez parte de um estudo de diversas variedades de sementes

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crioulas, iniciado com o plantio das espécies, entre outubro e novembro do ano passado. São sementes crioulas aquelas que não foram apropriadas pela indústria. Outra definição é que são variedades tradicionais que passam de geração em geração pelas mãos dos agricultores.

Estresse calórico em vacas leiteiras As vacas leiteiras de origem europeia tem sua zona de conforto térmico entre 5ºC a 25ºC. No Brasil possuimos um clima tropical elevado, com temperatura em torno de 40ºC em boa parte do ano e isso faz com que esses animais em períodos mais quentes entrem em estresse calórico, acarretando queda na produção leiteira, na fertilidade e na imunidade do rebanho. De acordo com o nutricionista animal da Quimtia Brasil, Stephen Janzen, empresa especializada na produção de insumos para nutrição animal, para reduzir o impacto econômico desse estresse calórico no animal, o produtor precisa tomar algumas medidas que visam melhora no conforto e na nutrição das vacas leiteiras. A qualidade da água é um ponto importantes, pois devido ao aumento da temperatura, a vaca ingere mais água para amenizar o calor. A sombra, natural ou artificial, também reduz em até 15% o impacto na queda de produção ocasionada pelo estresse calórico. Ventiladores com uma capacidade de movimentar o ar acima de 2,5 m/s também auxiliam na diminuição do estresse calórico e deve-se, também, respeitar uma área de 6m² por vaca. A nutrição é outro fator importante para diminuir possíveis danos à produção animal, Em dias quentes, as vacas em estresse calórico ingerem menos alimento, o que leva à queda na produção.


GIRO RURAL Brasil vai entrar na Aliança Solar Internacional - ASI

Agricultura sustentável: produtos mais saudáveis à mesa Agricultura sustentável: respeito ao meio ambiente e, principalmente uma forma economicamente viável. Realidade que os pequenos produtores já estão conseguindo alcançar em suas plantações. Porém, não é fácil adaptar as culturas ao clima, ao solo e, principalmente, às pragas, que podem atacar a plantação, independente do cuidado dado. Uma alternativa sustentável para os produtores, e mesmo para quem tem horta em casa, é a aplicação dos chamados biológicos, micro-organismos que, utilizados da maneira correta, agem contra as pragas e doenças,

de forma ecológica, diminuindo responsavelmente o uso de agrotóxicos. Segundo o CEO do Laboratório Farroupilha Lallemand, Fernando Urban, a efetividade dos produtos biológicos está na qualidade. “Temos um rigoroso controle em todas as etapas do processo produtivo e uma consultoria técnica especializada oferecida ao agricultor que tornam a ação dos nossos biológicos mais efetiva, transformando o produto em um Biopotente que gera resultados não só no manejo às pragas e as doenças, mas também no crescimento e produtividade da planta”, conta Urban.

Troncos e balanças: agilidade na lida com o gado Estima-se que apenas 15% das fazendas investem em troncos de contenção e balanças eletrônicas, consideradas primordiais neste momento de transformação da pecuária. O país é um dos poucos em condições de elevar a produtividade do gado e essas tecnologias permitem agilizar diferentes processos, da vacinação, castração, e colocação de brincos de identificação a pesagem dos animais. “Além disso, favorecem o bem-estar dos animais e a segurança aos funcionários, evitando acidentes”, adverte Gabriel Hauly, diretor da Açores Tron-

cos e Balanças, de Cambé (PR). Novidades serão apresentadas pela empresa durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

Chegou recentemente ao Congresso Nacional a MSC nº 94/2018, pedido de adesão do Brasil à Aliança Solar Internacional – ASI (International Solar Alliance – ISA, em inglês), coalisão intergovernamental que reúne 121 nações, localizadas entre os Trópicos de Câncer e de Capricórnio. A ASI foi lançada durante a Conferência do Clima em Paris (COP 21), em 2015, e posteriormente formalizada em Nova Delhi, Índia, em 15 de novembro de 2016, com os objetivos de reduzir o custo da energia solar; mobilizar mais de US$ 1 trilhão em investimentos para a implementação maciça de energia solar até 2030 e preparar o caminho para novas tecnologias usando o Sol como recurso primário. Em linha com a recente adesão brasileira à Agência Internacional de Energia Renovável (International Renewable Energy Agency – IRENA, em inglês), a entrada na ASI representará um importante passo no posicionamento internacional do Brasil, que possui um dos melhores recursos solares do planeta, como um protagonista relevante para o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica, ampliando a presença e envolvimento do País nos debates globais para o avanço das fontes renováveis. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. REVISTA MERCADO RURAL

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giro rural

Citricultura: empregos na área cresce 23,27% em 2017 A citricultura fechou 2017 como uma das principais atividades geradoras de emprego do Estado de São Paulo. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho, a atividade encerrou o ano com um total de 51.477 admissões. O número representa um crescimento de 23,2% em relação ao ano de 2016, quando o setor gerou um total de 41.757 contratações. Quando se observam os números de demissões

e contratações, o saldo de empregos do setor é de 14.557 postos de trabalhos gerados durante todo o ano. Um resultado muito acima do registrado em 2016, quando a citricultura fechou o ano com um saldo de emprego negativo em -2.930. “O crescimento na demanda por mão de obra no setor citrícola se deve ao grande volume de laranjas produzido durante a safra 2017/2018”, analisa o diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Citrícos, CitrusBR, Ibiapaba Netto.

ABCC Pônei empossa nova diretoria No dia 20 de abril de 2018 foi empossada nova Diretoria da ABCC Pônei. A Chapa Avante Pônei, vai dirigir a associação no triênio 2018/2021. A nova diretoria tem como presidente, André Aparecido de Oliveira. O vice-presidente é Orlando Monteiro de Melo. Frederico Lima Pessanha Vittorio é o secretário. Guilherme Silva Diniz é o responsável pelo setor financeiro. Eventos é a área do Condomínio Irmãos Macedo

(Henrique Furtado Macedo). O.marketing, fica com Alexandre de Souza Camargos e Filhos (Felipe Paes Camargos) e o Social com Alessandro Vasconcellos Oliveira. O conselho fiscal tem os conselheiros titulares: Elísio Antônio de Souza Gesualdo, Charles Rodrigo de Azevedo Jacyntho e Anderson Morales. Márcio Paiva de Carvalho fecha a equipe como suplente deste conselho.

Guilherme Diniz, Frederico Vittori, Fabricio Borges, Andre Aparecido, Alessandro Vasconcelos e Henrique Macedo

junho

maio

abril

agenda RURAL

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03 a 06 de abril Farm Show 03 a 06 de abril 73ª Exposição Agropecuária do Estado de Goiás 10 a 30 de abril 41ª Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas 11 a 13 de abril Expoforest 2018 28 de abril a 84ª Expozebu 06 de maio 30 de abril a Agrishow 04 de maio 01 a 31 de maio 7° Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas 01 a 10 de maio 34° Feira do Terneiro, Terneira e Vaquilhona 03 a 06 de maio 11° Expoclara 03 a 06 de maio 18° EXPOSOL 03 a 13 de maio 46° Expoingá 04 a 06 de maio 24° Feiras de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas 07 a 13 de maio 75° Expo Curvelo 09 e 10 de maio InterLeite Sul 2018 16 e 17 de maio 13ª Fenagra 16 a 19 de maio 21° ExpoCafé 08 e 09 de junho 27° Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas 08 a 11 de junho 28° ExpoCachaça 20 a 22 de junho 25ª Hortitec 20 a 23 de junho MegaLeite MARÇO 2018

Primavera do Leste Goiânia São Francisco de Assis Ribeirão Preto Uberaba

MS GO RS SP MG

Ribeirão Preto

SP

Itaqui Santo Antônio das Missões Garibaldi Soledade Maringá Tapes Curvelo Chapecó Campinas Três Pontas São José do Ouro Belo Horizonte Holambra Belo Horizonte

RS RS RS RS PR RS MG SC SP MG RS MG SP MG


Revista Mercado Rural  

Edição de Dezembro de 2018

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