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Valor de mercado

mais assemelha-se ao dos cães, sendo muito apegado e dependente do seu tutor pra tudo. Dependem também de acompanhamento nutricional. Possuem excelente memória de longo prazo, tem poder de compreender linguagem simbólicas simples, além de serem ótimos em comparação e empatia. De acordo com a revisão da literatura feita pelo grupo de estudantes, eles podem viver até 18 anos, desde que recebam os tratamentos nutricionais e sanitários adequados. As vacinações periódicas são muito importantes e devem seguir o protocolo de orientação prescrita por médico veterinário.

Alimentação O acompanhamento nutricional é de grande importância, pois eles têm alta capacidade de ganhar peso, sendo as dietas com alimentos com maior teor de fibra, uma importante aliada. Com estas dietas, o animal se sente saciado, devido ao volume ingerido, além de demorar mais para ser digerida e consequentemente ajudar no controle de peso dos animais. Não devem ser criados em apartamento, pois necessitam de espaço para gastar sua energia. A alimentação pode ser bem ampla podendo ter uma base natural com frutas, legumes, vegetais e ovos, ou uma ração própria para os mesmo, sento esta ainda muito difícil de ser encontrada no mercado. Os mini pigs da UFLA são todos alimentados com ração balanceada, à base de milho, farelo de trigo e farelo de soja, além de suplementos vitamínicos e minerais. Um Zootecnista deve ser consultado para elaborar tecnicamente esta formulação. Os animais recebem alimentação apenas duas vezes ao dia, e nos dias de treinamento ganham petiscos naturais como legumes e frutas.

O valor de um mini pig varia muito, dependendo da genética do animal. Animais castrados são mais baratos e as fêmeas são mais caras. Por não ser um animal tão popular como os cães e gatos este valor varia conforme a procura, uma vez que não são encontrados em qualquer cidade e pode não ser não tão acessível. Por outro lado, isto é importante para evitar que os mesmos sejam comprados com a finalidade de animal de produção. Recomenda-se procurar criador idôneo, responsável e, se der, visitar o local para conhecer os pais.

“Ao longo do período em que estivemos trabalhando com os mini pigs, tivemos muitas experiências incríveis que comprovam que os animais são de fácil aprendizado e que assimilam linguagem simbólica”, declaram as pesquisadoras. Mariana conta um caso interessante: “tínhamos um assobio específico que emitíamos sempre na hora da alimentação. Eles corriam ao nosso encontro com o acionamento do equipamento. Vê-los correrem em nossa direção todos os dias, foi gratificante. Uma experiência única, diariamente”. Para quem tem espaço, tempo e ama animais, fica a dica para a criação de um ou de mais mini pigs. REVISTA MERCADO RURAL

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Revista Mercado Rural  
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Edição de Março de 2017

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