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LAVOURAS CÍTRICAS

Lima Tahiti, o limão verde Amplamente utilizado e cultivado no Brasil, a Lima Ácida Tahiti, conhecido também como limão Taiti ou limão verde, é originária dos Estados Unidos. Possui uma casca geralmente fina, com superfície lisa, composta de duas frações distintas: o flavedo ou epicarpo e o albedo ou mesocarpo, facilmente separáveis da polpa, que corresponde à fração comestível do fruto. No flavedo encontram-se substâncias como carotenoides, vitaminas e óleo essencial. O albedo corresponde à porção esponjosa, branca e aderente à casca. O peso médio do fruto do limão Tahiti é de 170 g. O suco das vesículas representa cerca de 45% a 50% do peso do fruto. Apresenta teor de ácido ascórbico (vitamina C) entre 20 e 40 mg/100 ml. Os frutos não têm sementes, pois o pólen e as células do óvulo degeneram durante a multiplicação celular na fecundação. Raramente são encontrados frutos com semente. É uma planta tropical de

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rápido crescimento e proceder corretamente aos processos de adubação, calagem, aplicação de micronutrientes, irrigação e análise foliar é fator importante para o sucesso da produção deste limão. É sobre a análise foliar que vamos tratar.

Análise foliar A análise foliar constitui um dos meios mais precisos para avaliar o estado nutricional das plantas e determinar com exatidão e economia a quantidade de fertilizantes a ser empregada. Diversos fatores mostram-se capazes de modificar a composição mineral das folhas de citros, destacando-se como mais importantes a idade da planta, a presença ou ausência de frutos próximos à folha, variedades copa e porta-enxerto, época do ano, clima, práticas culturais, exposição e interações iônicas, além dos fenômenos de natureza fisiológica.

Procedimentos para a coleta de amostra foliar As folhas coletadas para a análise devem ter entre 6 e 7 meses de idade, apresentar tamanho médio e estarem livres de pragas e doenças. A coleta deve ser feita ao redor da planta, a uma altura média entre a base e a parte superior da copa. As amostras devem ser colhidas de ramos frutíferos ou não frutíferos, não misturando os dois tipos de folhas. Uma área de 2,5 ha é representada por 100 folhas obtidas em 4 a 5 ramos de 20 a 25 árvores. Em pomares maiores, porém uniformes, cada amostra poderá corresponder a 5 ou 10 há. As folhas coletadas devem ser acondicionadas em sacos de papel ou plástico e, se não forem levadas ao laboratório no mesmo dia, deverão ficar guardadas em geladeira, sem congelar.

Revista Mercado Rural  
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Edição de Março de 2017

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