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Março 2017

Redação Unique Comunicação e Eventos editorial.mercadorural@gmail.com Tel.: (31) 3063-0208 Diretor Geral Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br

Editorial Caros leitores,

Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 99198-4522

Apesar das dificuldades enfrentadas, comemoramos o lançamento de mais uma publicação, agradecendo a confiança dos anunciantes em nosso trabalho. Reconhecemos a importância deste incentivo, especialmente no atual período de crise econômica que o Brasil atravessa. Conseguimos trazer um material completo, com o mesmo zelo dedicado às edições anteriores. Nos empenhados em oferecer conteúdo diversificado e reportagens atrativas para tornar a revista cada vez melhor para nossos leitores e anunciantes. O diferencial da Mercado Rural é, sem dúvidas, a variedade de assuntos abordados em seu conteúdo editorial, envolvendo o agronegócio de forma leve, porém tratando com seriedade assuntos relevantes. Tudo isso aliado a um projeto editorial atrativo e elegante. A matéria de capa relata sobre o Fly Inn Portobello, um condomínio que permite aterrissagem de aviões e aporte de embarcações. O Presidente do Sistema Fiemg fala em entrevista à Mercado Rural sobre a lei da terceirização e a operação carne fraca, que inclusive é tratada em outra matéria. A dupla de grande sucesso em todo o país César Menotti & Fabiano são os personagens da revista. Em Como Fazer explicamos os passos para se montar um haras. As raças Campolina, Mangalarga Marchador, Pônei e o Cavalo Crioulo que celebra conquistas em 85 anos de história, também ganharam espaço. O amendoim, café e mamão, o queijo frescal, os benefícios do pólen para nossa saúde e a cerveja artesanal, também são assuntos que relatamos pra vocês. Revitalização do Parque da Gameleira, Fazenda Urbana, a febre amarela silvestre e urbana, o projeto litro de luz que leva iluminação a comunidades sem energia elétrica de modo sustentável, cascos saudáveis, também estão nesta edição. Trazemos ainda informações atualizadas sobre o Funrural. Um pouco sobre a raça Braford e suas principais características. A seção Pet traz os mini porcos e na Exótica você vai conhecer mais sobre o Emu. A seção Natureza estreia trazendo uma matéria super interessante sobre um tipo de lagarta que se reproduz sem a participação dos machos. A seção Meio Ambiente trata sobre o importante papel das florestas. Já na seção de Turismo destacamos o Resort & Safári Portobello. Apreciem amigos leitores, pois esta edição foi especialmente preparada para vocês e para os nossos anunciantes, aos quais reforçamos a nossa gratidão por contribuírem para que a revista Mercado Rural se fortaleça e ocupe, cada vez mais, destaque no mercado de veículos de comunicação brasileiro.

Departamento Comercial Marcelo Carvalho Lamounier (31) 99869-1618 negociosmercadorural@gmail.com Jornalista responsável Sabrina Braga Bellardini MTB 09.941 JP editorial.mercadorural@gmail.com Direção de Arte Clebiane Alves de Lima Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão Gráfica Del Rey www.revistamercadorural.com.br A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

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A revista ficou ótima. O conteúdo como sempre, nota 1000. Obrigado pela revista. Herley Souza Sales Itapecerica - MG

Boa leitura. Marcelo Lamounier

Desde já venho parabenizar o seu belo trabalho com esta edição da revista MERCADO RURAL. Adelma Lemos Sete Lagoas - MG

Parabéns Marcelo, sua revista é referência no País. Luciano Augusto Itapecerica - MG Super revista. Amo! Parabéns! Eliana Ribeiro | Itapecerica - MG


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ENTREVISTA Olavo Machado, presidente da Fiemg

6 Personagens: César Menotti & Fabiano

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PROJETO LITROS DE LUZ PLANTIO CONSORCIADO: Mamão e café COMO FAZER: Haras ABCCC celebra conquistas em 85 anos de história

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PARQUE DA GAMELEIRA Revitalização após 20 anos

31 FEBRE AMARELA: urbana ou silvestre

32 Indústria mineira busca regularização ambiental 34 CAPITAL DO ESPINAFRE atrai brasileiros 36

SEÇÃO MEIO AMBIENTE O papel das florestas

Os benefícios do 53 AMENDOIM

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PORTOBELLO RESORT FLY INN Pista de pouso integrada a um píer privativo: tudo que os apaixonados pelo ar e pela água esperavam

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FAZENDA URBANA Produtos orgânicos em Belo Horizonte

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SEÇÃO NATUREZA Lagartas se reproduzem sem o macho

22 A festa maior da pelagem pampa 9º LEILÃO CELEBRIDADES 24

CASCOS SAUDÁVEIS garantem desempenho produtivo do rebanho

25 FUNRURAL Saiba tudo sobre o imposto 26

LIMA TAHITI O limão verde muito consumido no Brasil

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QUEIJO FRESCAL: nutritivo e saboroso

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PÓLEN O alimento que faz bem para a pele e para o coração

57 RECEITA: Lasanha de berinjela 58 AUTOMÓVEIS: a força de um carro cabine dupla

16 BRAFORD: uma raça de valor 18

BEBIDAS: cerveja artesanal

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DICAS DA AGROSID

62 TURISMO: mar e montanha no Resort Portobello 42

36ª EXPOSIÇÃO NACIONAL DO MANGALARGA MARCHADOR Evento deve superar edições anteriores

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SEÇÃO ECONOMIA Aumento das exportações em Minas Gerais

64 SEÇÃO PET: Mini porcos

66 SEÇÃO EXÓTICA: Emu

46 CAMPOLINA: uma raça brasileira

49 CARNE FRACA: entenda a operação

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O encanto dos PÔNEIS PÉTALAS DE ROSA se transformam em ingrediente de biscoito

52 A beleza da ARTE EM MADEIRA

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EXPOFOB O maior evento de pássaros

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EVENTOS: Leilão Tropa do Varjão e convidados na Fazenda Olhos d’água

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GIRO RURAL

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AGENDA


Entrevista

Olavo Machado O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais -Fiemg- fala à Revista Mercado Rural sobre os desafios frente à crise, sobre o projeto de terceirização, operação carne fraca e sobre outros assuntos de relevância econômica e social.

Mercado Rural: O Brasil atravessa uma crise de ordem econômica, política e social. Como a Federação está lidando com estas questões? Houve interferência significativa no papel das indústrias em Minas Gerais? Olavo Machado: Desde 2012, a indústria vem convivendo com uma combinação perversa de aspectos conjunturais desfavoráveis, marcados pela instabilidade política, pela perda da governabilidade e por uma sucessão de erros de política econômica que abalaram a confiança de empresários e consumidores. Como consequência, assistimos à queda vertiginosa dos investimentos e da demanda, onde a indústria foi o setor mais afetado. Entre 2012 e 2016, o PIB mineiro recuou, aproximadamente, 3,9%, enquanto o PIB industrial exibiu contração muito maior no estado, de 17,2% no mesmo período. A FIEMG atua de forma incessante por mudanças institucionais que destravem o ambiente de negócios, buscando a simplificação do sistema tributário, a revisão da legislação trabalhista e a redução do custo do capital no Brasil. Reconhecemos também que é imprescindível expandir o apoio ao

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ensino fundamental e profissionalizante no país, tarefa que historicamente realizamos com sucesso cada vez maior por meio do SESI e do SENAI, ampliando os ganhos de produtividade e a competitividade da indústria. Ainda nessa linha, são vários os programas e investimentos do Sistema FIEMG de fomento à inovação de processos, produtos e apoio aos negócios internacionais. Cada vez mais, a indústria mineira precisa estar unida para seguir forte no combate à crise vivida pelo país. O momento nos pede colaboração, com a participação de todos – entidades representativas, empresários, sindicatos, governos e trabalhadores. Só assim poderemos retomar o caminho do crescimento e da justa distribuição de oportunidades no país. MR: Sobre a Lei da Terceirização que dividiu muitas opiniões em todo o país, com grande repercussão. Como o senhor enxerga essa mudança? Olavo Machado: A regulamentação da terceirização trará segurança jurídica para as empresas investirem. A indústria mineira acredita que a legislação sancionada pela Presidência da República estabelece um conjunto de normas compatível com as praticadas internacionalmente na prestação de serviços ou fornecimento de bens especializados. Ela define regras claras para a prática, reduzindo riscos para contratação de terceirizados e garantindo os benefícios trabalhistas a milhões de cidadãos que hoje já atuam dessa forma. É fundamental entender que a terceirização não exclui ou reduz os direitos dos trabalhadores. Ao contrário, os empregados da empresa contratante e da empresa contratada têm assegurados os direitos já previstos na legislação trabalhista – salários, horas extras, 13º salário, férias, além daqueles estabelecidos em acordos e convenções co-

letivas negociados pelos sindicatos das suas respectivas categorias profissionais. MR: Outra questão polêmica e de proporções econômicas foi a operação “Carne Fraca” deflagrada recentemente pela Polícia Federal. As indústrias mineiras alimentícias do ramo da carne estão em que patamar neste quesito? Olavo Machado: Nenhuma indústria mineira está envolvida, mas registramos nosso alerta: é preciso cuidado para evitar danos às empresas que atuam nesta cadeia produtiva, colocando em risco o emprego de centenas de milhares de trabalhadores. Falamos aqui de um dos setores mais tradicionais de Minas Gerais. Ao longo de décadas, nossas empresas construíram sua reputação com a busca constante por inovação e desenvolvimento de tecnologia, de forma a entregar aos consumidores produtos de reconhecida qualidade nos quatro cantos do mundo. Por esses motivos, é necessário evitar o sensacionalismo e a espetacularização de organismos fiscalizadores e policiais. Desses agentes, exige-se responsabilidade e compromisso com empreendedores e trabalhadores honestos, que, no seu cotidiano, contribuem para o desenvolvimento econômico e social do país. É preciso deixar claro que não pregamos a impunidade. Quem errou deve pagar pelo que fez. A indústria da carne e derivados em Minas Gerais defende inspeções sanitárias rigorosas e investigações necessárias para punir desvios. Não interessa a empresas sérias, que são a maioria esmagadora, que pessoas corruptas façam parte de seus quadros. Também não interessa à cadeia produtiva que irregularidades ameacem a reputação do setor. A integridade nos negócios e o respeito às normas é parte fundamental da concorrência ética e transparente.


MR: Qual a posição de Minas Gerais na escala de produção industrial? Em sua opinião, o que falta para que o estado alcance níveis maiores? Olavo Machado: Minas Gerais ocupa a terceira posição no PIB nacional, enquanto a nossa indústria ocupa a segunda posição no ranking, atrás apenas de São Paulo. Para que Minas Gerais aumente ainda mais a participação no PIB do país, o Sistema FIEMG atua, juntamente com o Governo do Estado, na busca por maior agregação de valor ao produto industrial mineiro e na diversificação da pauta do setor. A atividade mineira é concentrada na indústria extrativa, responsável por, aproximadamente, 25% da produção industrial no estado, e em outros setores tradicionais, tais como metalurgia, alimentos e veículos automotores. Esses quatro, conjuntamente, respondem por, aproximadamente, 60% da nossa produção industrial. A nossa estratégia está focada em aumentar a produção de setores com elevado conteúdo tecnológico – como biotecnologia e tecnologia da informação. São áreas em que o estado possui vantagens comparativas em relação ao resto do país, como a elevada qualidade das suas instituições de ensino e pesquisa. Isso nos permitirá avançar em dois caminhos, ambos com um destino comum: desenvolvimento socioeconômico para Minas Gerais. Ao investirmos em inovação e tecnologia, transformamos setores tradicionais – fundamentais para a nossa economia e que precisam ser, cada vez mais, valorizados –, agregando valor aos seus produtos. Ao mesmo tempo, criamos no estado o ambiente propício à atração de novas empresas em setores pouco representativos no nosso PIB e intensivos no uso de tecnologia. MR: Sabemos que as indústrias têm compromissos de grande relevância nas áreas sociais, ambientais e educacionais. Em um âmbito geral, como a FIEMG incentiva e cobram estas ações? Olavo Machado: Sustentabilidade, em todas as suas vertentes – social, ambiental e econômica –, e educação estão no DNA das entidades que forma o Sistema FIEMG. O Sistema FIEMG oferece às indústrias mineiras o Programa Minas Sustentável. Criado em 2011, apoia, in-

centiva e orienta os empresários mineiros a adotarem processos produtivos mais sustentáveis e eficientes. De lá para cá, foram 5.287 empresas visitadas, em 299 municípios diferentes. Ao todo, 407 licenças ambientais foram concedidas por meio da parceria com o Minas Sustentável, além de 1.281 empresas orientadas para a ecoeficiência e 2.861 trabalhadores e empresários capacitados. Com o Serviço Social da Indústria, o SESI, que neste ano completa sete décadas de fundação em Minas Gerais, investimos em educação básica, qualidade de vida, cultura e esporte. O legado deste trabalho é vasto: construção de uma indústria mais produtiva e saudável, com investimentos em segurança e saúde no trabalho; 34 escolas de educação básica espalhadas por Minas Gerais, com alunos que, nos últimos anos, se destacam no ENEM; apoio a iniciativas na área de cultura, como a implantação de cinco centros culturais, oito teatros, cinco galerias de arte e o Museu de Artes e Ofícios. O SESI-MG mantém, também, a Orquestra de Câmara, a Companhia de Dança e o Coral Sesiminas. Nas escolas do SESI-MG, recebemos 80 mil matrículas nos últimos cinco anos, além de formarmos mais de 32 mil cidadãos na Educação de Jovens e Adultos. No Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o SENAI, investimos em educação profissional. Em todo o estado, são 87 escolas. De 2011 a 2016, formarmos mais de 403 mil trabalhadores bem preparados para a indústria mineira. Juntos, SESI-MG e SENAI-MG promovem, ainda, a Escola Móvel. O projeto, criado em 2011, já passou por mais de 300 cidades e formou quase 47 mil pessoas. Em grandes tendas provisórias, são oferecidos cursos de curta duração, em dezenas de ofícios. Sem exigir qualificação prévia, criamos condições para que os estudantes, de qualquer idade, possam gerar renda própria no local onde vivem. Resgatamos dignidade e autoestima, movimentando a economia mineira. MR: Fale sobre projetos, eventos e programas em desenvolvimento que favoreçam a atividade industrial em Minas Gerais. Olavo Machado: A indústria mineira aposta em conhecimento e tecnologia para ganhar mercados e ser mais competitiva. Nesse sentido, o Sistema FIEMG desenvolve ações e projetos con-

vergentes, para que Minas Gerais abrigue o melhor ambiente de inovação do país. No Centro de Inovação e Tecnologia CIT SENAI FIEMG Campus Cetec, em Belo Horizonte, estão sendo aplicados R$ 149 milhões, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria e com o BNDES. Ali, instalamos três Institutos de Inovação e cinco de Tecnologia, onde mais de 40 doutores e mestres atuam em conjunto com a indústria mineira para o desenvolvimento de soluções para setores de grande impacto na economia do estado. Em março, demos o pontapé inicial para que cem pequenas empresas – startups e spinoffs – possam transformar boas ideias em grandes negócios para o estado. Elas participam do Fiemg Lab. Nos próximos 18 meses, todas terão o apoio do Sistema FIEMG e dos parceiros do programa para criar produtos de alta intensidade tecnológica e elevada capacidade de agregar valor à indústria mineira. Nessa ação contamos com o fundamental apoio do Sebrae-MG, Governo de Minas Gerais, Fapemig, CNI, Grupo BMG e Atmosphera. Outra iniciativa do Sistema FIEMG é o P7 Criativo, projeto que estamos realizando em parceria com o Sebrae-MG, Apex Brasil e o Governo do Estado, por meio da Codemig e da Fundação João Pinheiro. O objetivo é a criação, na Praça Sete, em BH, de um espaço destinado a ampliar a densidade do ecossistema de startups em Minas Gerais. O antigo prédio do Bemge – construído em 1953, com projeto de Oscar Niemeyer – será restaurado e reestruturado para abrigar, em um ambiente de colaboração e empreendedorismo, empresas inovadoras e de alta intensidade tecnológica nos segmentos do design, moda, software, games e audiovisual. No âmbito do Conselho de Tecnologia e Inovação da FIEMG, criamos o projeto Synergy. A ideia da construção de coworkings industriais, com foco no setor eletroeletrônico e na “internet das coisas”, foi idealizada dentro do órgão e implementada pela iniciativa privada. As empresas Seva e Unitec já se beneficiam, em Contagem, de um espaço criado dessa maneira, onde podem ser desenvolvidos e fabricados placas e chips. O Fiemg Lab, o P7 Criativo, o Projeto Sinergy e os nossos centros de inovação e tecnologia são exemplos da forma como a indústria mineira trabalha para criar, no estado, ambiente propício ao surgimento de soluções inovadoras para nossas empresas. REVISTA MERCADO RURAL

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PERSONAGEM

César Menotti & Fabiano E

Os precursores do sertanejo universitário também levam a música caipira adiante 6

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u vou fazer um leilão. Quem dá mais pelo meu coração? Quase impossível ler esta parte da música e não cantar, não é mesmo? E é assim com a maioria das músicas da dupla de irmãos e cantores César Menotti & Fabiano, os personagens ilustres desta edição da Revista Mercado Rural. Eles viveram em Ponte Nova – MG, até a adolescência e depois se mudaram para a capital mineira, onde tudo teve início. Descontraídos, falaram com muito entusiasmo sobre como tudo começou. César Menotti inicia o bate papo falando do sonho do pai, Toninho de Ouro, falecido em 2011 após complicações pós-cirúrgicas em um transplante de rim. “Nosso pai tinha o sonho de ter os filhos cantores e a gente sempre gostou de música sertaneja. Começamos a cantar para fazer a vontade do nosso pai e as coisas foram acontecendo. Cantamos em bares, casas até ir atingindo maiores proporções, chegando a grandes festas do país”. Sobre a influência do sertanejo na trajetória da dupla, Fabiano acrescenta: “Nossa família é de origem rural, nosso pai e nossa mãe foram criados na roça e daí vem a nossa influência na música sertaneja, porque na roça se escuta 100% música sertaneja”. Dos bares da capital mineira, a dupla ganhou o país com grandes sucessos da música brasileira e hoje coleciona recordes de público e de vendas. O primeiro disco foi lançado em 2004. Um ano depois, assinaram contrato com a gravadora


Universal Music e lançaram o projeto “Palavras de Amor”, que saiu em CD e DVD. Gravado em Belo Horizonte, o trabalho apresenta sucessos da carreira como “Caso Marcado” e “Leilão”, além de releituras de compositores e duplas de diferentes épocas que influenciaram a dupla. Trajetória de sucesso A projeção veio mesmo em 2005, o CD “Palavras de amor (ao vivo)” que trouxe hits como “Leilão”, “Anjo” e “Palavras de amor”. Sobre o sucesso e a rápida ascensão, César Menotti e Fabiano sabem lidar muito bem. “A gente nunca esperava que isso fosse acontecer. A gente não imaginava que cantando íamos ser conhecidos no país inteiro e pra gente foi muito tranquilo essa questão de sucesso. Ele mudou nossa rotina, mas não mudou nosso caráter, por isso somos tranquilos nesse quesito ate hoje”, garante César Menotti. Um ano após o CD “Palavras de amor (ao vivo)”, a dupla continuou subindo degraus no universo sertanejo. Foram quase 200 shows em diversas regiões do Brasil, participação em programas de televisão e músicas no topo das rádios em

todo o país. A faixa “Leilão”, por exemplo se tornou um dos principais hits. César Menotti e Fabiano conquistaram disco de ouro pelo CD e DVD Palavras de Amor, reiterando o fato de que representam a força de uma nova geração musical, autêntica, caipira e, acima de tudo, popular brasileira. Carreira e família Neste período de ascensão, a agenda cheia de shows e compromissos exigiu uma verdadeira maratona dos irmãos e toda a equipe. Fabiano relembra esta fase com muita dedicação e preparo. “Na época do reconhecimento nacional fazíamos média de 29 shows por mês, então realmente vínhamos muito pouco em casa, mas hoje com a carreira estabilizada, conseguimos ter mais tempo com a família”. Considerados os pioneiros do estilo Sertanejo Universitário, a contribuição dos “irmãos Menotti” à proliferação da música sertaneja e da autêntica música caipira junto ao público jovem foi fundamental. Em 2009 a dupla recebeu o Grammy Latino na categoria melhor álbum de

música romântica com o CD “Com você”. A popularidade da dupla rendeu outros prêmios, indicações e shows no exterior. Sucessos como: “Ciumenta”, “Bandido do amor” e “Se fosse eu”, aliados ao carisma da dupla, faz com que César Menotti & Fabiano sejam classificados como um dos melhores do segmento atraindo públicos de diversas faixas etárias. Em 2008, os irmãos fizeram uma turnê pelos EUA e foram eleitos pelos brasileiros residentes no país como o melhor show sertanejo do ano. Sobre a indústria da música e a competitividade, César Menotti afirma: “O mercado musical é um mercado muito competitivo, pra fazer um artista virar sucesso, demandam vários fatores: talento, investimento, criação, etc”. Sonhos e planos Em 2014 a dupla lançou o CD (e também a versão em vinil) “Memórias anos 80 & 90”, o álbum duplo trouxe regravações de grandes nomes da música sertaneja tradicional e de raiz, que marcaram a vida dos artistas. O projeto rendeu tanto sucesso que virou DVD, gravado em São Paulo. Antes dos registros em imagens, o despretensioso CD duplo “Memórias dos anos 80 & 90” levou os irmãos César Menotti & Fabiano a lista dos dez álbuns digitais mais vendidos em 2014, segundo o iTunes. Em 2016, lançaram um novo CD de inéditas, gravado, em São Paulo, e produzido por Dudu Borges. O próximo passo, afirma Fabiano, é o lançamento do projeto memórias. “E nesse ano ainda vamos gravar mais um projeto com músicas inéditas”. Ao falar de sonhos diante de tanto sucesso e carisma, a dupla é enfática: “Continuar vivendo dignamente da música para o resto da vida”.


Litro de luz:

uma ação simples que clareia

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m 2013, Vitor Belota Gomes viajou para Nairobi, no Quênia, para fazer um trabalho voluntário em escolas carentes. Chegando lá, a escuridão das salas de aula lhe impressionou. A fim de mudar essa realidade, Vitor implantou o projeto Liter of Light. Com uma garrafa plástica, água e um pouco de alvejante é possível criar uma lâmpada natural para ser instalada no telhado. Quando a luz do sol incide pelo topo da garrafa, acontece o fenômeno físico da refração e a luz se espalha por todo o ambiente. O projeto veio com Vitor para o Brasil que junto com mais dois amigos criou “Um Litro de luz Brasil”, uma associação sem fins lucrativos que leva luz até comunidades locais que não possuem acesso à energia elétrica ou que vivem sem luz em suas casas. A ação consiste na utilização de uma tecnologia simples, econômica e ecologicamente sustentável, composta por garrafas plásticas, painéis solares e lâmpadas de LED. O projeto Litro de Luz, que trata-se de uma ONG, já foi premiado internacional-

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mente com o World Habitat Awards 2015 da ONU e recebeu o prêmio NOBEL de Energia Sustentável, o Zayed Energy Prize. As comunidades selecionadas para receberem o projeto não possuem rede

elétrica, somente um gerador que funciona aproximadamente das 18h às 21h e que depende do fornecimento do diesel da prefeitura ou da renda dos moradores no mês. Os moradores recebem uma equipe que explica e ensina o processo. A última grande ação ocorreu em Caapiranga, na Amazônia, considerada a ação mais complexa do Litro de Luz Brasil até hoje, onde lampiões e postes iluminaram sete comunidades ribeirinhas do lugar: Bararuá, Cachoeira, Taboca, Dominguinhos, Jacarezinho, Joari e São Sebastião. Voluntários de todo o país fizeram a ação acontecer e beneficiaram diretamente mais de 800 pessoas com a criação de 100 lampiões e 100 postes instalados entre os dias 10 e 18 de março. Os postes de baixo custo funcionam com energia solar. Um poste de PVC é acoplado a uma placa fotovoltaica com uma bateria capaz de armazenar até 32 horas de energia e acedendo pequenas lâmpadas de led dentro das garrafas pet.


Café e mamão Cultura consorciada garante bons resultados Mesclar culturas diferentes numa mesma área, o que é chamado de cultura consorciada, é algo que vem dando certo de acordo com a experiência de alguns produtores, principalmente no norte do Espirito Santo e sul da Bahia. Nestas regiões há a cultura do mamão junto à do café robusta-conillon onde os plantadores de mamão arrendam a terra e devolvem com o café formado. No Espírito Santo o café conillon é principal produto da economia estadual e o mamão, a fruta que disparou as exportações há anos atrás. O plantio do mamão entra como forma de sombrear o cafezal, além de haver economia na utilização da mesma área, mão de obra e em parte dos insumos que acabam sendo comuns, além de duas fontes de renda. Outra vantagem é a irrigação. O sistema de micro aspersão possibilita a utilização da água ao mesmo tempo para as duas culturas,

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diminuindo os custos com energia. Mas há cuidados a serem tomados. Os herbicidas para controlar o mato acabam sendo aproveitados para as duas culturas, porém, o café, por ser uma planta mais baixa, precisa ser protegido no momento da aplicação. Uma lona pode ser utilizada para que o produto não tenha contato com o pé de café. O controle de pragas e doenças também é realizado de forma casada entre as lavouras.

Espaçamento Uma média utilizada por muitos agricultores com base em orientações de programas e assessoria de agronomia são as medidas de 3,0 x 2,0 metros para o mamão e de 3,0 x 1,0 metros para o café. Contudo, trata-se de uma média e muitos produtores costumam ajustar de acordo com sua necessidade, levando em consideração o sistema de irrigação e a utilização ou não de máquinas na lavoura.

Experiência Plínio Antônio Vendramini mora no sul da Bahia e há 23 anos lida com a cultura do café e do mamão no mesmo espaço, nas fazendas Santa Rita e Karoline, em Itabela, numa área de 800 hectares.

“Aqui começou esse consórcio e deu certo porque mamão e café é um casal perfeito. Tudo que aplico para o mamão beneficia o café. Sem contar que o mamão produz com nove meses e, dessa forma, acaba custeando a lavoura de café que é introduzida aproveitando todos os tratos culturais como defensivos, fertilizantes e outros componentes. A região onde Plínio produz é grande produtora de café e de mamão, pois o clima é muito propício.


Saiba como montar um

Haras Uma das atividades de maior giro financeiro e empregatício do agronegócio e que vem crescendo a cada ano no Brasil é a equideocultura, ou seja, a criação de equinos. Para a atividade, o melhor é que seja construído um haras e é isso que a seção Como Fazer traz nesta edição, com o apoio do Cláudio Augusto / GeAgro 2017 Gestão e Planejameto de projetos agropecuários.

Escolhendo o local Os pontos chave para o empreendimento são a escolha do local da propriedade. A partir daí vem a parte estrutural onde será montado o projeto com os sistemas. O projeto Deve ser baseado no tamanho da propriedade, na capacidade produtiva e na disponibilidade financeira do proprietário.

Sistemas Alimentação: Área de volumoso: silo, capineiras, campo de feno e os anexos: silo e galpão de stocagem; Área de pastagem: cynodon, gramas, coloniões e capim de várzeas. Anexos: saleiros, bebedouro e área com pista de alimentação e lanchonetes. Atividades e categorias : Reprodução: doadoras, matrizes e receptoras. Anexos: curral de manejo, seringa com tronco, laboratório e almoxarifado; Pré-parto : matrizes e receptoras amojando. Maternidade: matrizes e receptoras paridas. Anexo: Creepfeding. Estas áreas devem ser construídas interligadas, por interesse comun. Desmame Módulos de recria de machos e fêmeas Baias fechadas: garanhçoes e machos em doma. Anexo: piquetes de soltura. Baias comunicativas: femêas em doma e potros em preparação. O tamanho das baias, a disposição dos cochos, o tipo de piso e o escoamento de dejetos são muito importantes.

Fluxograma de equipe * Proprietário * Gerente geral ou gestor: controle geral e responsabilidade sobre as informações administrativas e técnicas * Escritório: controles em geral e parte burocrática * Encarregado da fazenda: pessoa com experiêcia em cavalos. Responsável pela parte opercaional do haras no dia a dia. * Peões e apresentadores: conforme demanda, são responsáveis pela doma, adestramento e apresentação dos animais * Tratador: resposnável pelo trato dos animais * Curinga: ajuda no manejo, na doma e outras atividades como limpeza * Manutenção: responsável pela manutenção e limpeza do haras * Veterinário: profissional responsável pela reproduçao, sanidade e clínica dos animais * Estagiários: pode-se contratar estagiários para todas as áreas * Equipe de vendas: é importante ter uma equipe de vendas terceirizada, pois alem de fazer o marketing, pode conseguir grandes resultados nas vendas dos produtos.

Área de manejo e trabalho Esta área deve contar com curral de sanidade completo, redondel, pista, nadador e piquetes de soltura.

O lucro Segundo Cláudio Augusto, as formas de se obter lucro através dos cavalos podem estar no relacionamento, nos negócios gerados e nas vendas líquidas. “Mas o maior segredo não está em vender e sim em como criar, revelando o custo de produção equilibrado sem interferências da vaidade. Acredito muito no bom senso da criação e no equilíbrio entre a inovação e a tradição”, conclui.

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Foto: JG Martini

Foto: Everton Souza - La Rural

econhecida como referência entre as instituições de raça no país, a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) chega a um momento especial de sua trajetória em 2017. A organização, que registra nacionalmente a manada do animal símbolo do Estado, completa 85

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anos de existência e, entre muitas grandes conquistas, celebra o próprio crescimento e o progresso técnico da raça. Em mais de oito décadas de atuação, a ABCCC passou por uma série de transformações que deram forma ao trabalho que hoje desenvolve. Nesse período, o cavalo crioulo também se modernizou e, beneficiado pelo processo de seleção, se adaptou às mais diversas exigências e evoluiu. Hoje está na vanguarda da equinocultura nacional, valorizado como importante ativo do agronegócio. Esse animal que no início era um simples suporte ao serviço de campo, mostrou-se fundamental na otimização da lida, destacando-se também como atleta em eventos esportivos e ainda como pet, acompanhando usuários e adeptos de cavalgadas e dos diferentes usos do cavalo no lazer em família. Sua versatilidade abriu portas e ampliou mercados, em todos os segmentos. Porém, essa expansão exigiu mais do que bons cavalos. Foi preciso homens que se articularam e criaram as condições necessárias a sua difusão, aprimoraram o seu melhoramento e mobilizaram outros tantos em prol dos mesmos objetivos. Fundamenta-se,

portanto, a importância da união e integração dos criadores que se sucederam em gestões diretivas na ABCCC, desde a sua fundação, e que levaram a raça a atingir o atual patamar. Hoje, exemplos de ações como a criação das comissões de núcleos e bem-estar animal, a contratação de novos coordenadores e analistas de expansão, o investimento em tecnologia e na informatização de processos e, mais do que isso, a aproximação com o associado e a desburocratização dos serviços, fazem da ABCCC uma instituição eficaz, contemporânea e democrática. Por outro lado, iniciativas como essas, colocadas em prática nos últimos meses, mostram que a evolução conquistada em 85 anos é apenas a ponta do iceberg e que há ainda muito espaço para crescer. Seguindo esse caminho, com seriedade e competência, a ABCCC certamente terá pela frente muitos aniversários a comemorar e o Cavalo Crioulo permanecerá longevo entre as maiores raças de equinos do país. Esses, provavelmente, são os primeiros 85 anos de uma história que ainda tem muito a ser escrita.

Foto: JG Martini

ABCCC celebra conquistas em 85 anos de história


Braford Terneiras da Fazenda Invernadinha, do Condomínio Ballve Alice

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raça Braford surgiu oficialmente na Flórida -EUA, na década de 60. Já no Brasil, em 1967, o criador Rubem Silveira Vasconcellos, de Rosário do Sul (RS), iniciou a importação de Zebuínos americanos, da raça Brahma, visando cruzá-los especificamente com bovinos Hereford, a fim de criar uma nova raça bi-mestiço. A partir da década de 80 a Associação Brasileira de Hereford e Braford, na época, denominada Associação Brasileira de Criadores de Hereford e Polled Hereford (ABCHPH), sabedora desses esforços, achou por bem tentar orientar e oficializar esse processo de criação, com apoio da Embrapa Pecuária Sul. Assim em 1983 a ABCHPH inicia o controle de registros de grau sangue, o mapeamento dos criadores que estavam fazendo os cruzamentos para formação da raça e obteve o reconhecimento de raça em formação pelo Ministério da Agricultura do Brasil. Nascia a Pampiano Braford, que após um curto período passou a se chamar apenas Braford, em 2003. Principais Características A Braford moderna congrega a fertilidade, habilidade materna, precocidade, temperamento dócil, volume e qualidade da carne do Here-

ford com a capacidade de adaptação aos trópicos, resistência aos ectoparasitas, rusticidade e rendimento de carcaça dos zebuínos, além do benefício indiscutível da heterose, que qualifica ainda mais sua carne. O macho Braford é extremamente fértil, viril e precoce, adaptando-se muito bem às condições de reprodução a campo. Detentor de excepcional massa muscular; é incomparável na missão de produzir bezerros. A fêmea Braford é precoce e fértil. Tem comprovado potencial de entrar em reprodução, totalmente a campo, entre 14 e 18 meses de idade. Com peso médio adulto de 450Kg, tem excelente facilidade de parto e habilidade materna. O novilho Braford é muito precoce na terminação, podendo ser abatido, em terminação exclusivamente a campo, entre 18 e 24 meses de idade e peso entre 380 e 480 Kg, apresentando rendimentos de carcaça entre 52 e 58%. A carcaça bem conformada, bom perfil muscular; alto rendimento de cortes comestíveis e, o que é mais importante, tem cobertura de gordura e marmorização, o que garante a boa conservação das características de sabor e suculência quando no resfriamento realizado pelos frigoríficos, garantindo também a excelente apresentação dos cortes na gôndola.

Uma raça de valor Comercialização A temporada de primavera foi mesmo especial para a raças Braford. Os prognósticos, que inicialmente oscilavam do otimismo à expectativa de estabilidade, se confirmaram e nem mesmo a queda no preço do boi gordo ou as incertezas político-econômicas do País desaceleraram as compras de primavera em 2016. Foram 26 Remates oficializados pela Associação Brasileira de Hereford e Braford, realizados em sua maioria no Rio Grande do Sul. Independentemente da localidade, as edições apresentaram ótima liquidez e médias bastante favoráveis, que resultaram em uma movimentação total de R$ 17.996.075,00 com a comercialização de 2.867 animais. Os pregões valorizaram mais uma vez a comercialização dos touros. A raça Braford chegou a expressivos R$ 11.086,57 de média geral. A valorização da Carne Certificada Hereford no mercado gourmet brasileiro, hoje presente nos principais eventos gastronômicos do País – como o Mesa ao Vivo, Churrascada e Gastronômade Brasil – e desejo de muitos chefs de cozinha, também contribuiu para o sucesso das vendas. Fonte: www.abhb.com.br

Touros da Fazenda Tradição Azul, de propriedade do Vasco Filho


Capital mineira é a primeira na América Latina a ter uma

fazenda urbana comercial Na movimentada Avenida do Contorno, mais especificamente no Boulevard Shopping, num terreno anexo de 2,7 mil metros quadrados será implantada uma fazenda urbana com produção de hortaliças e peixes. Parceria do shopping com a startup Be Green, o projeto visa a produção de mais de 50 mil pés de alface por mês, em estufas de 1,5 mil metros. Também serão cultivadas rúcula, agrião e vários tipos de ervas, tudo orgânico, sem aplicação de agrotóxicos. A produção consiste na oferta de vegetais mini ou baby. Além disso, também haverá um criatório de tilápias. O fato de não ter deslocamento deve tornar o produto de 25% a 30% mais barato. No espaço haverá utilização de composto proveniente do lixo orgânico da Praça de Alimentação do Boulevard como substrato para o crescimento das verduras e redução de consumo de água com captação da chuva. Não haverá emissão de CO². Será a oportunidade para que, em meio à correria do dia a dia, as pessoas possam adquirir produtos frescos, diretamente da horta, e o peixe retirado do tanque no momento da compra. A novidade que agrada em cheio à maioria dos moradores de Belo Horizonte está prevista para ser inaugurada ainda em abril. No Boulevard Shopping, segundo dados do setor administrativo, passam aproximadamente 1 milhão de pessoas por mês. A área onde a fazenda será instalada estava sendo utilizada para exposições e circos.

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Farm to table Da fazenda para a mesa, este é o conceito do Restaurante Casa Amora que funcionára no local que também contará com a Casa Horta, onde serão vendidos os produtos cultivados para produtores locais. No restaurante, as refeições serão preparadas com os produtos oriundos da Fazenda Urbana. Aliado a tudo isso, espaço para eventos que tenham como enfoque a vida saudável e a sustentabilidade.

Tendência mundial As fazendas urbanas comerciais tem se espalhado pelo mundo afora. Três estão em Nova Iorque, uma em Chigaco e quatro nos Estados Unidos. No Japão há três fazendas urbanas que produzem e comercializam variados alimentos. Singapura também tem um estabelecimento, que é a primeira fazenda vertical comercial do mundo. E na América Latina, Belo Horizonte sai na frente inaugurando esse delicioso e saudável projeto.


seção Natureza

Rabo-de-chicote Lagartos fêmeas se reproduzem sem o macho

Reprodução sem contato com o macho. Isso existe! Os lagartos rabo-de-chicote são uma espécie híbrida que conseguem essa façanha. O sexo lésbico entre as fêmeas garante a reprodução por partenogênese, ou seja, uma forma de reprodução assexuada onde o embrião se desenvolve e cresce sem a fertilização. Como só têm fêmeas, os filhotes nascem apenas dos óvulos, como cópias da mãe.

Isso é possível graças à duplicação cromossômica nestas espécies de fêmeas híbridas. Geralmente as células sexuais têm a metade de cromossomos que as outras células. Na formação dos óvulos, elas podem recombinar cromossomos irmãos ao invés de cromossomos homólogos: este mecanismo incomum garante a manutenção da diversidade genética.

Mas se há apenas fêmeas, como o macho surgiu? De acordo com a ciência, o lagarto macho nasceu quando uma célula parasitária, ameaçada por uma mudança no meio-ambiente, transferiu seu material genético para outra. Os lagartos rabo-de-chicote podem ser encontrados na região entre o México e o sudoeste dos Estados Unidos. Às vezes ocorre também o cruzamento entre esta espécie híbrida fêmea com um macho de outra espécie. Deste acasalamento pode surgir outra espécie híbrida partenogenética, formando um híbrido de outro híbrido. A partir daí outras combinações nada convencionais podem aparecer. A soma cromossômica do espermatozoide com o óvulo, um mais dois, origina uma espécie com três conjuntos de cromossomos.

O ato O ritual de acasalamento não fica de fora. O romance lésbico acontece e uma das lagarto fêmea simula o papel do macho “montando” na parceira. Alguns estudos apontam que as fêmeas que simulam esta posição são mais férteis que do que as que não fazem.


A FESTA MAIOR DA PELAGEM PAMPA 9º Leilão Celebridades

Bolívia do PEC Fotos: Marisa Iorio

Todo o mundo ligado aos cavalos de raça, conhece o exitoso trabalho realizado pelo Haras Lagoinha. Criadores de raça mangalarga há 32 anos, e de Raça Pampa há 18 anos, Marisa Iório e Paulo Eduardo Corrêa da Costa, investiram com muito critério na seleção da pelagem pampa, sendo hoje uma referência para os aficionados por essa pelagem. O leilão anual, promovido pelo Haras Lagoinha, o qual é chamado de Celebridades, abriga esse universo de criadores, também chamado de “comunidade pampa”, que tem nesse evento, o marco maior desse extenso e animado grupo de mangalarguistas e pampistas. Este ano, o evento voltará a ser realizado no próprio Haras Lagoinha em Jacareí, SP, há apenas 78 km de São Pau-

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lo, no próximo dia 27/05, Sábado, com inicio às 13h30, onde se terá o já famoso almoço festa, regado a muita champanhe e vinho, com música ao vivo e apresentações de adestramento e esporte, inúmeros prêmios e sorteios, como as desejadas bolsas Louis Vuitton, tudo a engrandecer esse inesquecível evento. Na festa, sempre presentes, os melhores criadores de Mangalarga Pampa, esportistas hípicos, romeiros, cavaleiros, participantes de copas de marcha e poeirões, todos na procura dos selecionados animais do Haras Lagoinha, onde pelagem, beleza, comodidade, funcionalidade e docilidade, dão o tom dessa preferência. O criatório é, há mais de 14 anos, o melhor expositor e o melhor criador nacional Mangalarga Pampa e Raça Pampa, um justo reconhecimento ao trabalho genético que realizam. O atual garanhão chefe do Haras é o conhecidíssimo Zagros do PEC, garanhão pampa de preto homozigoto, que


transmite a seus filhos, além da beleza de sua morfologia, também um andamento marchado e rolado de alto nível, que somado à versatilidade no esporte e docilidade de temperamento, é considerado por muitos como um cavalo completo. Serão oferecidas também muitas fêmeas importantes, como a Zelândia do PEC (Vanerão do HIC x Ucrânia do PEC) e Bolívia do PEC (Portobelo do PEC x Uganda do PEC), ambas Grandes Campeões Nacionais. Para quem gosta de cavalgadas, também será uma oportunidade única, pois muitos animais montados e de rara beleza estarão nesse esperado evento. Aos novos criadores, também uma grande oportunidade para se iniciarem, com o TOP de qualidade, já que a marca PEC está na vanguarda do Mangalarga Pampa. Aos que lá comparecerem, além da qualidade dos animais, será possível também se constatar a grande estrutura e funcionalidade das instalações, hoje uma referência aos novos criadores. Estar presente a esse evento representa um aguardado objetivo para qualquer admirador da pelagem pampa, pois beneficia aquele criador que queira agregar genética selecionada a seu plantel, e também para aqueles usuários que queiram produtos de destaque para cavalgadas e esporte, e em ambas as situações, certamente essas expectativas serão atendidas.

REVISTA MERCADO RURAL

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Cascos saudáveis garantem desempenho produtivo do rebanho

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s cascos das vacas leiteiras apontam diversos sinais em relação à saúde do animal, um deles pode levar a vaca ao abandono dos rebanhos leiteiros. Para evitar esta situação, a inclusão de minerais complexados com aminoácidos zinco, manganês, cobre, cromo, selênio e cobalto proporcionam melhor resultado na produção de leite, maior índice de prenhez e menor incidência de problemas de cascos, dentre outros benefícios. A indicação é do médico veterinário e especialista em gado de leite, Rogério Isler. O especialista afirma que as lesões de cas-

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cos aumentam após o verão e no início da lactação. Pesquisas desenvolvidas sobre o tema, segundo o veterinário, revelam perdas econômicas consideráveis relacionadas à manqueira, lesões infecciosas e não infecciosas. “A incidência de lesões não infecciosas aumenta significativamente de dois a três meses após o pico de estresse térmico, quando as vacas passam mais tempo em pé na tentativa de dissipar calor”, explica Isler. Além dos prejuízos apontados com as lesões, o especialista alerta que as falhas reprodutivas, mastite e baixa produção de leite, representam mais de 90% dos descartes involuntários e mortes. Muitos destes problemas ocorrem devido às lesões nos cascos em fases iniciais da lactação. A queda na imunidade da vaca no periparto é outro fator responsável pelo aumento da incidência de lesões podais. “Com a imunidade deprimida, as vacas no pré e pós-parto são mais suscetíveis à

infecção. No início da lactação, há maior incidência de lesões infecciosas, quando todos os esforços são dedicados para se conseguir maior pico de produção de leite, para melhor lactação e mais rápido retorno às atividades reprodutivas. “Por isso, cuidados com a nutrição das vacas no pré e pós-parto, fornecendo uma dieta específica para cada uma destas fases, com atenção à nutrição mineral e vitamínica, são importantes para a saúde e produtividade do rebanho”, ressalta. Efeitos dos minerais O veterinário garante que os microminerais são elementos fundamentais da nutrição e relaciona os resultados de cada um na saúde do animal. O efeito do zinco sobre a manqueira em bovinos está normalmente relacionado a maior produção de células do sistema imunológico, à manutenção da integridade celular, ao reparo do tecido epitelial, à cicatrização de ferida e à dureza do casco. O cobre é componente importante do sistema imunológico e essencial para um casco saudável e o manganês contribui no processo de cicatrização de feridas e formação do colágeno e elastina, presentes nas lâminas do casco, articulações e ligamentos. “Por esta razão afirmamos que requerimento é a quantidade necessária para a manutenção, crescimento, lactação e gestação. Por outro lado, recomendações são as quantidades validadas pelas pesquisas que comprovam que a suplementação aumenta o desempenho ou melhora a saúde do animal”, pondera.


STF confirma cobrança do Funrural No último dia 30 de março o Supremo Tribunal Federal decidiu, em placar apertado de seis votos a cinco, pela constitucionalidade da cobrança da contribuição ao Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural). A decisão vem causando extrema preocupação do meio rural, especialmente porque os contornos dessa cobrança ainda não foram definidos pela Corte Suprema. O Funrural é uma contribuição cobrada sobre a receita bruta da produção rural e direcionada à previdência social para custeio de benefícios previdenciários, entre os quais estão a aposentadoria e o auxílio-doença aos trabalhadores rurais. A polêmica da decisão está no fato de que o STF, em 2010, havia proferido decisão unânime considerando inconstitucional a cobrança do Funrural. Ocorre que naquela oportunidade o Supremo julgou um recurso que questionava uma lei promulgada no ano de 1997 (Lei nº 9.528/97). Posteriormente àquela lei de 1997, considerada inconstitucional pelo Supremo, o Governo Federal editou uma nova legislação sobre o Funrural em 2001 (Lei nº 10.256/2001), e o julgamento realizado no dia 30 passado se referia à lei de 2001, tida como constitucional pelo STF. A lei de 2001 estabeleceu nova regulamentação para a contribuição do Funrural, todavia, a mencionada lei repetiu parte das normas que já haviam sido consideradas inconstitucionais

pelo Supremo, o que levava a crer que a Corte manteria o mesmo entendimento pela irregularidade na cobrança da contribuição. Entretanto, a maioria dos Ministros do Supremo entendeu que houve uma reforma na constituição no ano de 1998 (a Emenda Constitucional nº 20/98) que autorizou a cobrança. A decisão proferida pelo Supremo teve votação apertada, já que quatro ministros (Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello) acompanharam a recomendação do relator Edson Fachin pela inconstitucionalidade da cobrança do Funrural. Analistas políticos avaliam que houve uma orquestração política por trás do julgamento para que se decidisse pela constitucionalidade da cobrança, pois o Governo Federal passa por severa crise orçamentária, e o maior dos problemas está exatamente na previdência social, para onde os valores da contribuição ao Funrural serão direcionados. As estimativas dão conta de que cerca de 15 mil processos que estavam suspensos em todo o Judiciário do país serão impactados pela decisão proferida pelo Supremo. Para o advogado Geraldo Lopes, membro da Comissão de Direito do Agronegócio da OAB/MG, “as atenções estão todas voltadas para a conclusão do julgamento, pois o Supremo terá que fazer a modulação dos efeitos da decisão,

definindo se o novo entendimento irá vigorar a partir de agora ou se irá retroagir. Ademais disso, necessário aguardar a publicação da decisão, momento em que será possível avaliar todos os fundamentos usados pelo Supremo, pois há argumentos sólidos no sentido da inconstitucionalidade da cobrança.” O advogado também avalia que “o debate sobre o Funrural envolve muitas situações concretas diferentes, dentre elas a de que há muitos produtores que não recolheram a contribuição nos últimos anos, seguindo o entendimento pela inconstitucionalidade proferido pelo STF em 2010, e essa mudança de entendimento agora poderá resultar num passivo tributário preocupante se o Supremo não modular os efeitos da decisão.”


LAVOURAS CÍTRICAS

Lima Tahiti, o limão verde Amplamente utilizado e cultivado no Brasil, a Lima Ácida Tahiti, conhecido também como limão Taiti ou limão verde, é originária dos Estados Unidos. Possui uma casca geralmente fina, com superfície lisa, composta de duas frações distintas: o flavedo ou epicarpo e o albedo ou mesocarpo, facilmente separáveis da polpa, que corresponde à fração comestível do fruto. No flavedo encontram-se substâncias como carotenoides, vitaminas e óleo essencial. O albedo corresponde à porção esponjosa, branca e aderente à casca. O peso médio do fruto do limão Tahiti é de 170 g. O suco das vesículas representa cerca de 45% a 50% do peso do fruto. Apresenta teor de ácido ascórbico (vitamina C) entre 20 e 40 mg/100 ml. Os frutos não têm sementes, pois o pólen e as células do óvulo degeneram durante a multiplicação celular na fecundação. Raramente são encontrados frutos com semente. É uma planta tropical de

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rápido crescimento e proceder corretamente aos processos de adubação, calagem, aplicação de micronutrientes, irrigação e análise foliar é fator importante para o sucesso da produção deste limão. É sobre a análise foliar que vamos tratar.

Análise foliar A análise foliar constitui um dos meios mais precisos para avaliar o estado nutricional das plantas e determinar com exatidão e economia a quantidade de fertilizantes a ser empregada. Diversos fatores mostram-se capazes de modificar a composição mineral das folhas de citros, destacando-se como mais importantes a idade da planta, a presença ou ausência de frutos próximos à folha, variedades copa e porta-enxerto, época do ano, clima, práticas culturais, exposição e interações iônicas, além dos fenômenos de natureza fisiológica.

Procedimentos para a coleta de amostra foliar As folhas coletadas para a análise devem ter entre 6 e 7 meses de idade, apresentar tamanho médio e estarem livres de pragas e doenças. A coleta deve ser feita ao redor da planta, a uma altura média entre a base e a parte superior da copa. As amostras devem ser colhidas de ramos frutíferos ou não frutíferos, não misturando os dois tipos de folhas. Uma área de 2,5 ha é representada por 100 folhas obtidas em 4 a 5 ramos de 20 a 25 árvores. Em pomares maiores, porém uniformes, cada amostra poderá corresponder a 5 ou 10 há. As folhas coletadas devem ser acondicionadas em sacos de papel ou plástico e, se não forem levadas ao laboratório no mesmo dia, deverão ficar guardadas em geladeira, sem congelar.


Queijos artesanais sabor e qualidade da fazenda

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reconhecimento do modo artesanal da fabricação do queijo em Minas Gerais é tão grande que o produto foi registrado como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A atividade é a principal fonte de renda de cerca de 30 mil pequenos produtores de, aproximadamente, 600 municípios mineiros. Todo bom mineiro sabe como produzir queijo ou pelo menos conhece o processo de produção. Aliar essa paixão aos negócios pode ser, além de um diferencial, algo lucrativo. Seguindo a vocação de outras regiões produtoras, o Hotel Fazenda Palestina, si-

tuado na cidade de Itapecerica-MG, região do Campo das Vertentes, iniciou recentemente uma produção de queijos artesanais. Na queijaria da fazenda, os queijos minas frescal, minas padrão (meia cura) e parmesão são fabricados tanto a partir do leite pasteurizado, quanto a partir do leite cru e possuem características próprias que lhes conferem uma identidade regional, em função da altitude, temperatura, tipo de solo, pastagens e umidade relativa do ar. O leite usado para fazer o queijo vem da criação de vacas Jersey da própria fazenda. O queijo minas frescal é o tipo mais consumido no Brasil atualmente. Além de nutritivo, possui índices calóricos, de gordura e de sódio inferiores aos outros tipos.


Pólen O alimento que faz bem para a pele e para o coração O Polén é o elemento reprodutor das flores, e é recolhido pelas abelhas, que ingerem cerca de dois terços do que foi coletado. É considerado um dos alimentos mais nutritivos da natureza, pois é rico em proteínas, aminoácidos, vitaminas do complexo B e enzimas. Pela ampla porção de aminoácidos, o alimento ajuda na regeneração das células da pele, combatendo assim o envelhecimento. O pólen também é um ótimo anti-inflamatório para pele, auxiliando no tratamento de irritações e pequenas lesões nos poros. Cada colher de chá cheia contém mais de 2.5 bilhões de grãos de pólen de flores. Adultos podem consumir uma colher de sopa cheia juntamente com frutas ou em shakes pela manhã. Já as crianças acima de 2 anos de idade, podem consumir uma colher de chá cheia com frutas ou batido em sucos.

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Mais motivos para consumir pólen Pura energia: a quantidade de nutrientes contidas no pólen são suficientes para melhorar a disposição ao longo do dia. A quantidade de carboidratos, proteínas e vitaminas do complexo B contidas neste alimento aumentam o vigor e afastam o cansaço. Combate alergias: o pólen ajuda a diminuir a quantidade de histaminas, ajudando a combater diversos tipos de alergias. Por conter uma grande quantidade de componentes antioxidantes, eles agem como anti-inflamatórios nos tecidos dos pulmões, prevenindo asma, por exemplo. Além disso, as enzimas ajudam no processo de digestão. É excelente para a flora intestinal e, consequentemente,

ajuda na melhora do sistema imunológico. Muitas pessoas utilizam o produto para o tratamento de dependência química e para diminuir desejos por comidas, por exemplos, controlando a compulsão. A grande quantidade de rutina, um bioflavanóide antioxidante, contida no pólen, auxilia os vasos sanguíneos e combate o entupimento das artérias. Dessa forma, previne infartos e acidentes vasculares cerebrais.


Revitalização do Parque da Gameleira

O gigante vai ficar ainda melhor após 20 anos A promessa foi feita no ano passado pelo Governador do Estado, Fernando Pimentel, na abertura da 13ª Megaleite. A reforma foi anunciada no início de março e é realidade. A licitação para a obra foi concluída e a previsão é de que sejam finalizadas em 90 dias. Há 20 anos o local não passava por obras de revitalização.

O Parque O Parque de Exposições Bolívar de Andrade, também conhecido como Parque da Gameleira, foi criado em junho de 1938. São 96 mil metros quadrados e a capacidade para receber público de aproximadamente 5 mil pessoas por dia. O Parque da Gameleira abriga diversos eventos pecuários e exposições nacionais

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de diversas raças, como as dos cavalos Mangalarga Marchador, Campolina e Jumento Pêga. A unidade tem capacidade extra para receber cerca de 600 equídeos em baias temporárias e estacionamento para criadores com capacidade para 100 veículos.

Remodelagem A empresa selecionada pelo menor preço para executar os serviços é a Terra Engenharia e Construções Ltda., que apresentou proposta de R$ 4,36 milhões. Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leitão, outras gestões cogitaram o fechamento do local, “mas o governo entendeu a importância do parque e seu significado para os produtores”.

Intervenções Estão previstas obras de pintura geral de 16 pavilhões para bovinos, com capacidade para abrigar 800 animais; 16 baias para o alojamento de equídeos, com capacidade para receber cerca de 400 animais e de um pavilhão com capacidade para o alojamento de cerca de 150 caprinos e ovinos. Além disso, serão reconstruídos 56 currais e instaladas duas balanças para pesagem de animais em eventos. A construção de banheiros com acessibilidade para pessoas com deficiência, a impermeabilização das lajes da arquibancada em frente à pista de julgamentos, e o isolamento acústico do pavilhão redondo, onde são realizados os leilões, fazem parte do projeto de revitalização. Já a reestruturação das redes hidráulicas e elétricas correrão a cargo da Copasa e da Cemig.

Eventos De acordo com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), já há eventos programados para 2017: • Herdeiros da Raça (22 a 26/3, do Núcleo Mangalarga Marchador da Grande BH); • Exposição Estadual Agropecuária (28 de maio a 4 de junho, do Governo de Minas Gerais, por meio da Seapa); • Megaleite (27 de junho a 4 de julho, da Associação Brasileira de Criadores de Gado Girolando, com participação de outras raças de leite); • Nacional Mangalarga Marchador (16 a 30 de julho, da ABCCMM); • Nacional Campolina (final de setembro e início de outubro, da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Campolina - ABCCCampolina).


Febre amarela silvestre e urbana Conhecidas também pelas siglas FAS e FAU, a diferença entre elas é o vetor. Na cidade a doença é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito que transmite a dengue. Na mata, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus. Apesar disso, o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença resultante da infecção. Desde 1942, o Brasil não registra casos de febre amarela urbana. Mas a forma silvestre fez muitas vítimas nos últimos meses no Brasil. A febre amarela silvestre é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus e que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente. Os mosquitos Haemagogus e Sabethes que vivem em matas e vegetações à beira dos rios. A única forma de evitar FAS é através da vacinação. Locais que têm matas e rios onde o vírus e seus hospedeiros e vetores ocorrem naturalmente são identificadas como áreas de risco. No Brasil, no entanto, a vacinação é recomendada para as pessoas a partir de 9 meses de idade. Estudos têm demonstrado que a doença ocorre com maior freqüência nos meses de dezembro a maio, período de chuvas e

quando há um aumento das populações de mosquitos, favorecendo a circulação do vírus. Qualquer pessoa, independentemente da idade ou sexo, que vive nas áreas endêmicas ou que visitam áreas endêmicas sem ter sido vacinada, pode ter a doença. A doença não é contagiosa. É transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus da febre amarela.

Sintomas De três a seis dias após ter sido infectada, a pessoa apresenta os sintomas iniciais que incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia, hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qual-

quer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data. Não há nenhum tratamento específico contra a doença. O médico deve tratar os sintomas, como dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos. Salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas.

Casos no Brasil Desde o mês de dezembro do ano passado, quando os casos começaram a ser notificados, até o primeiro bimestre deste ano, mais de 400 casos de febre amarela foram confirmados. De acordo com o Ministério da Saúde, 80 cidades do país tiveram mortes devido à doença que, no mesmo período causou a morte de 137 pessoas em 80 municípios, 49 deles em Minas Gerais.


Indústria mineira busca regularização ambiental Iniciativa da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em parceria com a FIEMG, vai percorrer todas as regiões de Minas Gerais. Foco é a regularização ambiental Em parceria com o Governo do Estado, de 7 de março a 9 de maio, empresários de todas as regiões mineiras terão acesso a informações sobre a importância da regularização ambiental de seus empreendimentos, por meio do programa de Fiscalização Ambiental Preventiva na Indústria (FAPI). A ação, fruto da junção de forças entre a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), tem como foco reduzir os riscos ambientais e ampliar a competitividade do setor industrial. Lançado durante reunião do Conselho de Representantes da FIEMG em novembro de 2016, o programa tem como público-alvo empresas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou que utilizam recursos naturais do estado de Minas Gerais. O projeto está sendo realizado em 12 diferentes áreas do estado, organizado segundo a regionalização do Sistema FIEMG. O trabalho leva em conta a especificidade de cada localidade e de setores industriais estratégicos como mineração, metalurgia, química e alimentos. O FAPI tem três etapas definidas. A primeira será a orientação às empresas por meio de workshops técnicos e empresariais organizados pela FIEMG, entre março e maio; seguida pela fase de fiscalização, executada pela Semad, que ocorre após 90 dias de cada fase de orientação e vai de maio a agosto; encerrando-se com o monitoramento dos resultados anteriores, entre setembro e dezembro de 2017. Belo Horizonte recebeu o workshop do Programa, no último dia 24/04. Além da capital mineira, Montes Claros, Diamantina, Juiz de Fora, Pouso Alegre, Governador Valadares, Ipatinga, Ituiutaba, Uberlândia, Uberaba, Divinópolis, Belo Horizonte, Patos de Minas, Itabira, Unaí,

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O presidente da FIEMG, Olavo Machado Junior, assinou Termo de Cooperação Técnica para execução do FAPI com o secretário de Estado, Jairo José Isaac, e com o diretor da Polícia Militar de Minas Gerais, Coronel Idzel Mafra Fagundes

Araxá e Sete Lagoas recebem as ações preventivas do Governo do Estado, FIEMG e PMMG. Segundo o presidente do Sistema FIEMG, Olavo Machado Junior, a Federação trabalha para estimular o setor empresarial a realizar todos os processos ambientais de forma correta, evitando multas e transtornos futuros. Para ele, o Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema) – onde a Semad está inserida – não pode ser encarado como um entrave que inviabiliza o desenvolvimento de Minas Gerais. “Não interessa a nenhum empresário o uso indevido de recursos naturais. Qualquer matéria prima ou insumo a mais no processo produtivo significa um custo extra. Ser sustentável é também produzir com menos e ser mais competitivo”, pontua. O presidente da FIEMG considera a fiscalização preventiva como forma de orientar o setor empresarial. “O nosso Programa Minas Sustentável ficará à disposição dos empresários da indústria mineira para que todos possam planejar e executar ações socioambientais para a regularização”, acrescenta.

Programa Minas Sustentável Criado pelo Sistema FIEMG em 2011, o Programa Minas Sustentável auxilia as indústrias na melhoria dos seus processos de gestão socioambiental, gerando competitividade e rentabilidade para o negócio. O programa atua orienta para a regularização e gestão ambiental, além de auxiliar na implantação de medidas mais sustentáveis nos processos produtivos. O Minas Sustentável já atendeu mais de 5,6 mil empresas em 299 municípios do estado. No total, foram concedidas 407 licenças ambientais para a indústria mineira por meio de parcerias com o programa. Além disso, 1281 empresas foram orientadas para a ecoeficiência e quase três mil trabalhadores e empresários capacitados.


Produtores brasileiros vão conhecer técnicas de produção no Texas, nas fazendas da

“Capital do espinafre” O lugar é Crystal City, no Texas. No local uma estátua do marinheiro Popeye. Sim, aquele que comia e ficava muito forte comendo espinafre. O personagem criado em 1929 por Elzie Segar, nascido em Crystal City, tornou-se referência não apenas pelo marinheiro, mas pela produção do vegetal. E as fazendas modelo da “Capital do Espinafre” serão laboratório para produtores brasileiros em maio, quando farão um tour pelo Texas, nos Estados Unidos, país que está entre as principais potências agrícolas mundiais. As técnicas avançadas de cultivo permitem aos produtores norte americanos alcançarem lugares de destaque no agronegócio como maiores produtores de soja, tomate e espinafre. O passeio será feito através da Alltech Crop Science, divisão agrícola da Alltech Inc., de 14 a 18 de maio. Aqui no Brasil é formada pela maior fábrica de leveduras do mundo, localizada em São Pedro do Ivaí (PR), pela sede em Araucária (PR) e pela nova unidade em Uberlândia (MG). O Tour da Alltech Crop Science vai promover o intercâmbio de informações e experiências en-

tre produtores de diversas regiões, contribuindo para o desenvolvimento da agricultura. Farão parte do roteiro propriedades de hortifruti como abóbora, melão, cenoura e cebola, com destaque para Crystal City, a “Capital Mundial do Espinafre” e também grandes culturas: milho doce e algodão. O diretor comercial da Alltech Crop Science do Brasil, Ney Ibrahim, afirma que há uma certa curiosidade em conhecer o mecanismo de produção, a relação custo e benefício, entre outras coisas, em outros países. “É uma oportunidade para conhecer novas formas de manejo e tecnologias que possam ser aplicados na realidade de cada agricultor”, explica.

O Tour da Alltech Crop Science acontece paralelamente ao evento One: Simpósio de Ideias da Alltech, que reunirá profissionais de mais de 70 nacionalidades entre os dias 21 e 24 de maio, em Lexington, Kentucky (EUA). A 33ª edição tem como tema central “Disrupt” e irá discutir novas ideias, tecnologias e novos modelos de negócios que tem transformado o mundo em diversos setores.


meio ambiente

O importante papel das florestas

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anter as florestas brasileiras de pé é uma preocupação constante das autoridades e inclusive do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Isso porquê estas florestas desempenham importantes funções sociais, econômicas e ambientais, por meio da oferta de uma variedade de bens e serviços. Mas, o que é realmente uma floresta? Denomina-se floresta qualquer vegetação que apresente predominância de indivíduos lenhosos, onde as copas das árvores se tocam formando um dossel. No entanto, existem diversas definições, criadas para atender objetivos específicos, como a definição de floresta da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) ou da UNFCCC (Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas). O Serviço Florestal Brasileiro tem considerado como floresta as tipologias de vegetação lenhosas que mais se aproximam da definição de florestas da FAO: “área medindo mais de 0,5 ha com árvores maiores que 5m de altura e cobertura de copa superior a 10%, ou árvores capazes de alcançar estes parâmetros in situ.” De acordo com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), responsável por atividades como concessão e manejo sustentável nos biomas, cerca de 61% do território nacional é coberto por vegetação nativa, distribuída nos biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Pantanal. Cada um destes biomas possui características particulares, englobando desde áreas de campos naturais a florestas densas.

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A importância das florestas A floresta encerra uma grande biodiversidade e garante o necessário equilíbrio ecológico. Por isso, ela é cada vez mais reconhecida como um espaço de importância fundamental para a manutenção dos valores naturais e para a melhoria da qualidade de vida das populações. É nas florestas e noutros cobertos vegetais que se realiza a fotossíntese da qual depende a vida: produção de oxigênio a partir do dióxido de carbono. Elas são depositárias de dois quintos de todo o carbono armazenado nos ecossistemas terrestres, sendo consideradas como pulmões do mundo. Além da indispensável função fotossintética, desempenham papéis extremamente relevantes, quer a nível ecológico, quer económico e mesmo social. Entre inúmeras funções, elas são fonte de bens como madeiras, combustíveis, alimentos e matérias-primas; têm funções de proteção do solo contra e erosão, de controlo do

ciclo e da qualidade da água; concentram a maior parte da biodiversidade terrestre, nomeadamente, de espécies vegetais e animais e têm um elevado valor paisagístico e recreativo.

Programa Nacional de Florestas Dentre os diversos programas existentes para proteção e preservação das florestas brasileiras, o Governo Federal, através do MMA criou o Programa Nacional de Florestas (PNF) por meio do Decreto nº 3.420/2000, com o objetivo de articular as políticas públicas setoriais para promover o desenvolvimento sustentável, conciliando o uso com a conservação das florestas brasileiras. Dentre os objetivos estão os de estimular o uso sustentável de florestas nativas e plantadas; fomentar as atividades de reflorestamento, notadamente em pequenas propriedades rurais e recuperar florestas de preservação permanente, de reserva legal e áreas alteradas.


Fly Inn Portobello Pista de pouso integrada a um píer privativo: tudo que os apaixonados pelo ar e pela água esperavam Morar na praia, estacionar o avião na garagem de sua própria casa e ter sua embarcação pertinho, à espera, já não é mais um sonho para quem desejava aliar essa comodidade às belezas naturais do Rio de Janeiro. Lotes menores com casa e hangar ou maiores, com mansões, hangar e píer constituem o condomínio que oferece além de praticidade, muito conforto: Fly Inn Portobello. Para compor este projeto, o complexo Porto Bello Resort & Safári reestruturou toda a pista de pouso. O conceito de condomínio aeronáutico, fly inn, é importado dos Estados Unidos e pioneiro no estado do Rio de Janeiro. O Fly Inn PortoBello vai além e representa, além da exclusividade de ter ao lado de casa uma pista de pouso, um píer privativo.

Pista de pouso Em setembro de 2016, o empreendimento Portobello, que inclui hotel, safári, condomínio e marina, concluiu a construção de sua nova pista de pouso. A pista foi ampliada e ganhou, no lugar do gramado, o asfalto ecológico com dimensões de 1270x30 m. A estrutura da pista tem dimensões comparáveis às do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. É maior que a do aeroporto de

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Angra dos Reis e pode receber até 100 aeronaves por dia. A pista atende ao Portobello Resort & Safári e à Marina Portobello, que dispõe de 40 vagas secas e vinte vagas molhadas, com capacidade para barcos de até 100 pés e 3 metros de calado na maré zero. Tem capacidade para operação de pouso e decolagem de aviões de até 45 lugares e segue todas as normas técnicas exigidas pela Agência Nacional de Aviação Civil – Anac – e isso exige algumas condições. As casas com saídas para a taxiway não podem ter mais do que dois andares, por exemplo. Outra regra, essa em respeito à legislação ambiental da região, é que os hangares nos lotes sejam pintados de verde para não causar poluição visual. O Aeródromo Portobello está localizado na Fazenda Portobello, a 50 milhas aéreas do Rio de Janeiro, 148 milhas aéreas de São Paulo e 185 milhas aéreas de Belo Horizonte. A operação prioriza o atendimento aos condôminos e hóspedes, mas também atende voos particulares com outros destinos.

Exclusividade, luxo e conforto Um condomínio onde se pode chegar de avião, barco ou até mesmo

de helicóptero é novidade. Aliar praticidade e exclusividade a uma paixão é algo surpreendente e inovador. No caso, a duas paixões: barcos e aviões. De acordo com Carlos Borges, proprietário do empreendimento, 80% das pessoas que tem um avião de uso privado também tem um barco e isso foi um ponto que impulsionou a ideia do Fly Inn. Ele apontou pra outro dado interessante. “Os donos de aviões e barcos, em muitos casos, ainda possuem helicópteros”. Isso reforça ainda mais o potencial do Fly Inn para atender a este público.


O empreendimento Localizado em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio de Janeiro, entre as montanhas da Mata Atlântica e o mar da baía de Ilha Grande, o complexo oferece estrutura e lazer de praia e montanha em um mesmo local. O Portobello conta com heliponto, pista de avião própria e uma marina completamente equipada. O resort fica a pouco mais de uma hora do Aeroporto Santos Dumont e do Aeroporto Internacional do Galeão. Na área verde, cachoeiras, piscinas naturais, uma floresta de bromélias e um

palmital se escondem entre os extensos campos para cavalgadas e as pistas para caminhadas e passeios de bicicleta. O destaque fica por conta do safári – o único do Brasil dentro de uma propriedade privada. Em uma área de 300 mil metros quadrados, diversos animais das faunas brasileira, europeia e africana vivem em harmonia e liberdade. Para quem deseja pousar neste paraíso, as coordenadas são: SDPA – Fazenda Portobello. Cabeceiras: 03 / 21. Coordenadas: 22º 55’ 39” S / 044º 04’ 48”W. Frequência: 126.025. Dimensões: 1270 x 30 m. Piso: Asfalto Ecológico. Boa aterrissagem!

REVISTA MERCADO RURAL

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36ª Exposição Nacional do Mangalarga Marchador

Daniel Borja, presidente da ABCCMM, está confiante no sucesso do evento

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Parque da Gameleira será palco do maior evento de equinos da América Latina

hoje, abriga, além da ABCCMM mais 16 associações de equinos, bovinos, escritórios de agricultura e apicultura.

Prévia do evento A Diretoria da ABCCMM trabalha para proporcionar maior conforto para os associados e visitantes. Uma estrutura especial será montada nesse sentido. A feira contará com Banco 24 horas, espaço Gastronômico ampliado e fraldário à disposição de mães com filhos menores. Uma programação criteriosa para resgatar a participação efetiva dos criadores, visitantes e seus familiares, já está sendo organizada. A exposição contará com ambiente voltado para a criançada. O pavilhão Redondo do Parque da Gameleira, totalmente reformado, abrigará o espaço Kids com muitas atrações para os pequenos fãs da raça. O Leilão da Nacional ganhará nesta edição ambiente especial. O remate acontecerá no Pavilhão Multiuso do Expominas e oferecerá, além de animais de alto valor zootécnico, mais conforto e espaço aos convidados e investidores da raça.

Marcha e solidariedade Para superar o sucesso do ano passado, o projeto social da ABCCMM Marchadores pela Vida, que hoje beneficia nove instituições ligadas ao tratamento do câncer e dependentes químicos, realizará na terça-feira, 25 de julho, um remate especial também no Pavilhão Multiuso do Expominas, além de um bingo na tarde do dia seguinte. Para os fãs da raça, julgamentos de Marcha e Morfologia todos os dias, incluindo os melhores exemplares da raça no Brasil, bem como provas esportivas. Vale a pena conferir.

FOTO: Júlio Oliveira

FOTO: Renata Dugulim

A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) realizará de 18 a 29 de julho de 2017, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG), a 36ª edição da sua Exposição Nacional. Um dos eventos mais aguardados do ano pelo setor do agronegócio, a competição é hoje considerada a maior mostra de equinos da América Latina. Para o presidente da ABCCMM, Daniel Borja, o desafio é superar a edição anterior. “Se em 2016, a Nacional foi um sucesso, aguardem o que estamos preparando. Muitas novidades estão por vir para atrair o público. O Mangalarga Marchador é uma grande referência no Brasil e no mundo, pelas qualidades que a raça possui e pelas pessoas que nela estão inseridas, portanto, nosso objetivo é sempre tentar fazer o melhor para agradar aos associados e ao público em geral. Gostamos de receber bem os criadores, usuários e fãs da raça com alegria e conforto. De antemão, estão todos convidados”, concluiu. Este ano a Nacional do Mangalarga Marchador acontecerá com o Parque da Gameleira todo reformado. O parque conta com uma área de 97 mil m2 que abrange currais, baias e pavilhões, pista de areia e toda a estrutura necessária para realização de eventos agropecuários. Ele foi inaugurado oficialmente em 1938 e,

FOTO: Júlio Oliveira

Evento promete superar edições anteriores

Mostra reúne melhores Marchadores do Brasil


economia

Foto: Alexandre Soares - Emater-MG

Recuperação dos preços no mercado internacional garante aumento do valor das exportações do agronegócio em Minas Gerais

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s exportações mineiras do agronegócio, no primeiro bimestre de 2017, somou US$ 1,16 bilhão, valor 16,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, o equivalente a 28,7% do total das exportações estaduais, que somaram US$ 4,05 bilhões. Em relação às exportações do país, o setor correspondeu a 39%, totalizando US$ 11,7 bilhões, de acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Embora o valor das exportações tenha aumentado em relação a 2016, houve queda no volume, na ordem de 4,8%. O resultado positivo deve-se à recuperação dos preços no mercado internacional, segundo o superintendente de Abastecimento e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez.

O café, a carne e a soja Principal produto do agronegócio nas relações comerciais em Minas Gerais, o café é responsável por aproximadamente 55% das exportações do estado. De acordo com Albanez, “o volume embarcado foi praticamente o mesmo em relação ao primeiro bimestre do ano passado, com uma diferença positiva de apenas 0,2%,

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milhões. O setor sucroalcooleiro registrou alta de 13% alcançando faturamento de US$ 144 milhões. Os principais países compradores, nos dois primeiros meses do ano, foram Alemanha, EUA, China, Itália, Japão. Juntos esses países respondem por 46% das das exportações do agronegócio mineiro.

Exportações do Agronegócio Mineiro 1º Bimestre 2017 mas registrou aumento de 17,7% nos preços, somando US$ 635 milhões”. O segundo produto da pauta de exportações do agronegócio mineiro no 1º bimestre foi o segmento das carnes que engloba a carne bovina, de frango, de peru e a suína. O total corresponde a 27,5%, ou seja, US$153,8 milhões. A tendência de valorização dos preços também pode ser verificada na soja. Em janeiro e fevereiro do ano passado o preço médio da tonelada era de US$350. No mesmo período deste ano o valor negociado foi de US$395. A variação de quase 13% garantiu faturamento de US$33,6

Café US$ 635,2 milhões (54,6% do agronegócio mineiro) Carnes US$ 153,8 milhões (14,2%) Complexo Sucroalcooleiro US$ 144,1 milhões (13,3%) Complexo Soja US$ 61,8 milhões (5,7%) Produtos Florestais US$ 100,9 milhões (9,3%) Fonte: MDIC


Campolina: uma raça brasileira

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assiano Campolina, nascido em 10 de julho de 1836, ganhou a égua Medeia, já prenha de um Andaluz de D. Pedro II, em 1870. Do cruzamento nasceu o potro Monarca e o início da formação da raça Campolina.

Cassiano tinha como principal objetivo formar cavalos de grande porte, ágeis, resistentes e de boa aparência. Por mais de 30 anos selecionou e cruzou raças de cavalos como PSI, Anglo-Normando e Marchador conforme sua intuição e experiência. Faleceu em 1904, mas deixou amigos dedicados que continuaram a criar e a aperfeiçoar a raça. Tornou-se necessário definir um padrão racial para que todos pudessem unir esforços e aperfeiçoar a raça conforme suas características oficiais. Foi então fundada a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina em 1951, com sede em Belo Horizonte - MG.

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Morfologia As formas são harmoniosas, o porte é leve. A estrutura em traços curvilíneos favorece a marcha que torna esta raça única. A cor baia predomina nestes cavalos, porém a alazã, castanha, preta, tordilha e pampa também são encontradas, conferindo ainda mais beleza e diversidade à raça Campolina. É considerado o maior marchador brasileiro tornando-o a primeira escolha para cavaleiros que apreciam uma montaria acima da média. São mais pesados que os cavalos da raça mangalarga marchador e costumam ser a eles comparados, pois a marcha dos animais das duas raças é bastante confortável, além de famosa. A altura mínima para os machos é de 1,54m e 1,45m para as fêmeas.

Jorge Salum, Presidente da ABCCCampolina

Atrações Os eventos sobre a raça atraem grande número de criadores e admiradores da raça. A ABCCCampolina vai realizar em 2017 exposições, copas de marcha, cavalgadas, leilões e encontros por todo o Brasil. A lista completa de eventos está disponível no site oficial da raça Campolina: http://www.campolina.org.br/ portal/eventos.php O destaque é para a a 37ª Semana da Nacional do Cavalo Campolina no Parque da Gameleira/BH, de 10 a 14 de Outubro.


Os efeitos da operação H

“Carne Fraca”

á um mês, o país e principalmente os empresários do agronegócio sentiram um dos maiores efeitos de uma crise no setor, que até hoje tem produzido efeitos negativos. Aos poucos as informações vão sendo esclarecidas, mas a operação “Carne Fraca”, deflagrada pela Polícia Federal (PF) naquela manhã de 17 de março, abalou toda uma cadeia produtiva. O objetivo, segundo a PF, era desarticular uma organização criminosa liderada por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio. A “Carne Fraca” foi a maior operação realizada pela PF em toda sua história. Uma estrutura composta por mais de mil policiais federais, cumprindo 309 mandados judiciais, divididos da seguinte forma: 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão, em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso. Em nota, a PF afirmou que “Os agentes públicos, utilizando-se do poder fisca-

lizatório do cargo, mediante pagamento de propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva”. Fora a zombaria com a multiplicação de mensagens disparadas nas redes sociais sobre carnes com papelão e outras adulterações como o uso de ácido ascórbico, por exemplo, o resultado foi devastador no aspecto econômico. Cerca de 12 países chegaram a restringir a importação e o consumo da carne brasileira. Seis dias após o impacto da operação, a Polícia Federal divulgou uma “Nota à Imprensa”, com três pontos de esclarecimento. No terceiro item consta a seguinte descrição: “Embora as investigações da Polícia Federal visem apurar irregularidades pontuais identificadas no Sistema de Inspeção Federal (SIF), tais fatos se relacionam diretamente a desvios de conduta profissional praticados por alguns servidores e não representam um mau funcionamento generalizado do sistema de integridade sanitária brasileiro. O Sis-

tema De Inspeção Federal brasileiro já foi auditado por vários países que atestaram sua qualidade. O SIF garante produtos de qualidade ao consumidor brasileiro”. A urgência de grandes veículos de comunicação em divulgar os efeitos da operação “Carne Fraca” provocou uma grande queda no mercado brasileiro de carnes. Agora é juntar os cacos dessa quebradeira e evitar novos abalos no setor. Mas a fiscalização rigorosa precisa continuar.


Pôneis

Pequenos no tamanho, grandes no encanto e na inteligência Muito inteligentes, dóceis, carinhosos e amigáveis, chamam a atenção de todos, principalmente das crianças, fato que tem feito o animal ser um excelente bicho de estimação. Os seus antepassados, entre os séculos XVII e XVIII, eram utilizados como presentes para príncipes e princesas. São também muito utilizados em programas de terapia com idosos e crianças. Geralmente estes animaizinhos não ultrapassam os 148 cm, mas vale lembrar que embora sejam bem menores que os equinos tradicionais, eles têm a mesma resistência dos cavalos maiores, tanto no trabalho como no lazer. Origem Há diversos relatos sobre a origem deste tipo de animal, um dos mais antigos é

o pônei Fjord, um de maior pureza racial também. Esta raça migrou para Noruega há mais de quatro mil anos. Outra muito conhecida e antiga, é a Welsh Pony, originário da escócia. A menor raça conhecida vem da Escócia também, o pônei Shetland especificamente das Ilhas de Shetland. Os pôneis são originários de lugares onde a disponibilidade de alimentos era pouca e as regiões inóspitas, o que leva a crer que o pônei talvez tenha evoluído de forma mais lenta que os demais equinos, estando atualmente mais próximo do ancestral do cavalo. Por isso, os pôneis criados em terras de melhor qualidade e em condições mais amenas conseguem adquirir

uma estatura um pouco mais elevada que os animais das ilhas nativas. Os pôneis no Brasil Dados da ABCPônei (Associação Brasileira de Criadores de Pônei) mostram que no Brasil, a raça surgiu de um cruzamento de pôneis da raça “Shetland”, com alguns exemplares trazidos da Argentina, dos tipos “Falabella” além de animais oriundos do Paraguai e Uruguai. A estatura do pônei brasileiro pode alcançar no máximo 100 cm para machos e 110 cm para fêmeas.

XXXII Exposição Nacional do Cavalo Pônei XXII Exposição Nacional do Cavalo Piquira 28/05 à 04/06/2017 Gameleira – Belo Horizonte – MG XIV Leilão Pônei Show - Dia 01/06/2017


Pétalas de rosas SÃO INGREDIENTES EM RECEITA DE BISCOITO

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chef de cozinha de Capão Bonito - SP, Jonatan Cacciacarro, de 34 anos, teve sua receita premiada e reconhecida como projeto inovador durante a Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), realizada em novembro, em São Paulo (SP). Dentre os ingredientes dos biscoitos criados por Jonatan, estão pétalas de rosas. A ideia do biscoito, segundo o chef, surgiu durante um trabalho realizado no curso de agroindústria na Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec) em 2014, quando ainda estava no segundo semestre do curso. Pra chegar no produto final foram sete tentativas diferentes. “Eu estava confiante no que estava fazendo, porque sabia que seria algo novo. Em nenhum momento pensei em desistir, mesmo tendo que fazer sete tentativas. Mas no final deu tudo certo”, afirma Cacciacarro. O doce foi aprovado em testes sensoriais feitos com voluntários, em testes às cegas e às claras. “No caso do teste às claras, falamos para o voluntário

comer o doce e avaliar de 1 a 9 o sabor, crocância, maciez, aroma e outras características. Já no teste às cegas o voluntário dizia se o doce estava aprovado ou não. Tivemos mais de 80% de aprovação nos dois testes”.

Ingredientes secretos Além das pétalas, a mistura leva água de rosas e outros ingredientes “secretos” que lhe garantem sabor inexplicável e ao mesmo tempo surpreendente, conforme descrição do seu criador. “É como se você estivesse comendo o mesmo que você cheira. Ele é doce, mas tem um sabor muito único, exclusivo mesmo, não há nada parecido com ele. É inovador e único”. Sobre o tipo de rosa utilizada, Jonatan passou muito tempo estudando até encontrar uma que fosse ideal e que o chef não revela. Só nos resta aguardar a comercialização do “Roseto”, denominação atribuída ao quitute, que é uma pretensão do cozinheiro.


A arte na madeira: significado e valor

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rabalhar a madeira é um ofício antigo. As histórias bíblicas inclusive nos trazem José, o pai de Jesus, como marceneiro. O dom da criatividade, a habilidade com as ferramentas e a sensibilidade são fatores inerentes a quem se entrega ao trabalho de esculpir formas em uma matéria prima como a madeira. A Lei Federal nº9795/99, regulamentada pelo Decreto nº 4281/02 proibiu o desmatamento em áreas de reserva ambiental impedindo a retirada de madeira de lei, anteriormente utilizada em grande escala na fabricação de móveis. Cerejeira, sucupira, mogno, jacarandá, imbuia, cedro, angelim, ipês... Os cheiros e perfumes, as serragens nas oficinas. Vários eram os tipos de madeira que eram transformadas em móveis e objetos. Mesmo que com o tempo o lado artesanal da marcenaria tenha perdido espaço para os chamados móveis projetados em MDF (Médium Density Fiberboard) que traduzido ao pé da letra quer dizer Media Densidade Fibra de madeira, as peças em madeira têm o seu valor resguardado. São únicas, especiais e porque não dizer, exclusivas? Importante observar que para se cortar uma árvore há legislações vigentes e normas que devem ser cumpridas. O volume do tronco deve ser observado, bem como a estação apropriada para o corte de árvores como mangueira, jabuticabeira, pé de seriguela e até de mogno. O tor-

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no é um dos objetos mais utilizados para trabalhar peças em madeiras, pois permite o lixamento uniforme da peça, mas também existem vários tipos de formão e goivas muito utilizados para o talhamento. Há até quem utilize caco de vidro e agulha de bordado para talhar madeira. É o caso do artista plástico mineiro Henrique Luiz de Carvalho que costuma trabalhar suas peças com madeiras de cedro, mogno, vinhático e mangueira. “A madeira ideal é escolhida de acordo com a composição dos objetos a serem trabalhados, pois cada uma tem uma função, textura, cor, peso, perfume e movimento diferente”. Desde criança, juntamente com seu pai que também trabalhava com madeira, aprendeu sobre esta matéria e suas possibilidades. Hoje, a floresta urbana faz parte do trabalho de Henrique. “Em praças e vias urbanas a

natureza é colhida pela própria natureza quando ventanias, chuva, raios, trovoadas arrancam árvores. São estes restos de tragédias que podem nos trazer recordações”, explica o artista. Henrique conta que utiliza até mesmo a própria madeira no esculpimento das peças e também mola de veículo. “Trabalhar a madeira é muito gratificante. Nas mesas de escritório, estantes, aparadouros ou até mesmo no canto de uma sala há uma peça de madeira que um dia cresceu, floriu, oxigenou e, às vezes provocou acidentes fatais. Mas ela está ali para trazer uma recordação, contar uma história que poucos imaginam”. É este o diferencial de um trabalho genuíno e único: o significado.


Amendoim N

utricionistas de todo o país, publicações sobre saúde e alimentação atestam diversos benefícios do amendoim. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), o consumo recomendado é de 30 gramas diárias, de preferência no final da tarde, por meio de grãos, torrados ou cozidos. Sobre os benefícios à saúde, uma publicação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), denominada “Sistema de Produção de Amendoim” indica que a qualidade do seu óleo é superior ao do azeite de oliva, o que pode ajudar na prevenção de doenças cardíacas. “Além disso, os grãos apresentam grandes concentrações de vitamina E — um antioxidante que previne câncer, diabetes e doenças autoimunes — e de proteína, podendo substituir a carne em países onde há escassez desse alimento”. Chamado por muitos de “A leguminosa do bem” há uma projeção de que o amendoim seja um dos alimentos mais importantes do mundo nos próximos 20 anos. Esta conclusão foi definida em 2011, na 5ª Conferência Internacional da Comunidade Científica de Amendoim, em Brasília. A conferência reuniu 100 especialistas de todo o mundo para desenvolver o estudo.

Produção A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou, no ano passado, a estimativa realizada em agosto da 1ª e 2ª safras de amendoim total no Brasil

de 2015/16, comparadas ao volume de 2014/15. Segundo dados, houve um aumento de 18%, com estimativa de 407,7 mil toneladas de produção de amendoim nas safras de 2015/16. Em 2014/15, foram 346,8 mil toneladas. O estado de São Paulo representou 90% da produção brasileira das safras de 2014/15.

Origem Poucos sabem, mas a origem do amendoim está aqui no nosso continente, nos vales dos rios Paraná e Paraguai. Há uma leve suspeita de que o amendoim seja brasileiro. “Quando os portugue-

ses chegaram ao Brasil, em 1522, o amendoim era um dos poucos alimentos cultivados pelos índios, junto com a mandioca, o milho, a batata, o cará e o inhame. Saboreado cru, assado ou cozido, servia igualmente para a extração do óleo e, por isso, era cobiçadíssimo”, relata a pesquisadora Martha Helena Gama de Macêdo em estudo publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com tantas qualidades e benefícios à saúde, podemos reservar nossas porção diária de amendoim.


BEBIDAS

Cerveja artesanal paixão e técnica

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las vieram com a família real para o Brasil em 1808 e ficaram. Estamos falando das cervejas que hoje assumem um papel de qualidade e importância, tanto para quem consome quanto para quem fabrica. As inúmeras marcas de cervejas populares agradam, mas são as artesanais que estão com a corda toda. Foi apenas em 1993 que fábricas de cervejas artesanais surgiram em nosso país em um número mais significativo, como por exemplo, A Dado Bier em Porto Alegre, a Krug Bier em Belo Horizonte (1995) e a Amazon Beer em Belém (2000). Hoje é possível encontrar uma grande variedade de rótulos e estilos de cerveja em empórios, restaurantes, bares e supermercados. Há apenas cinco anos essa realidade era bem diferente.

Mas afinal, o que é cerveja artesanal? As opiniões variam, mas é inegável que seja aquela produzida em menor escala, com gosto único e exclusivo, ligada a elementos que caracterizam a produção e a qualidade. O terno artesanal refere-se ao que é produzido manualmente e quem conhece uma fábrica de cerveja sabe que os processos são automatizados. Existem as micro cervejarias, as grandes cervejarias e aquelas produzidas em casa, por paixão, que ficam pra consumo próprio ou de amigos apreciadores. Elementos Existem quatro ingredientes básicos para se fabricar cerveja: água, malte, lúpulo e as leveduras, além das panelas e equipamentos especiais, claro. O malte, ingrediente muito importante para a qualidade da cerveja, é fabricado no Brasil na forma Pilsen. As grandes maltarias que transformam o cereal em malte estão na Europa e nos Estados Unidos. O lúpulo não é produzido, ainda, no Brasil, embora haja pesquisas e inicios bem tímidos dessa cultura. O Brasil é o terceiro maior fabricante de cerveja do mundo e importa muita matéria-prima para produzir 14 bilhões de litros anuais. Segundo dados do Siscomex, portal do Governo Federal, em 2016 foram 800.000 toneladas de malte e mais de 1.700 toneladas de cones de lúpulo frescos, tri-

turados e extratos.Já as leveduras, que até pouco tempo atrás eram somente importadas, hoje podem ser encontradas no Brasil. O que o nosso país oferece são os adjuntos: frutas, flores e madeiras, que colaboram para a criatividade dos brasileiros. Cerveja entre amigos Bom, não é tão fácil assim produzir a cerveja artesanal no Brasil. Mas seguindo a premissa de que tudo que é mais difícil é melhor foi que o técnico em analítica, Lucas Soares Bento e seu amigo, Eduardo, dono de uma empresa de contabilidade, dividiram os custos para os equipamentos e materiais e deram vazão ao hobby. “Eu tenho a receita de uma cerveja Weiss que é à base de trigo. Eduardo tem de uma bohemia. Começamos em outubro do ano passado e alternamos as receitas. A cada produção fabricamos 20 litros e queremos ampliar aos poucos para 40 litros, depois 60, pois é preciso investir em mais equipamentos”. Os amigos cervejeiros moram em Itabela, na Bahia.


RECEITA A berinjela é um legume que contém vitamina B5 e sais minerais como cálcio, fósforo, ferro e fibra solúvel. Portanto, um excelente alimento que contribui para a formação dos ossos e dentes, construção muscular e coagulação do sangue.

a de Lasanh ao forno la berinjetes

n Ingredie s grandes la je • 3 berin olho de tomate daços pequenos em e pe • 1 lata d oentro cortado c e d adas • 1 maço em caroço cort s tiado as • Azeiton ueijo muçarela fa eq ais • 300 g d resunto fatiado formar m da ra a p p s o e s d s pa ima • 300 g zeite Repita os as. Coloque por c y a a e d s re ad pir • 2 colhe piry duas cam ada queijo catu m papel u t a m o c a c c o a a ij ir e . e im últ sad • Qu ento ubra a as rno em tempera c omprim c e o to d s o o fo g id 0 t o s 3 a n a e e e , s d o v o r rca . Le Muita gente finas, no oloque no fund e prepa alumínio 0º C graus por ce c m fatias , Modo d e ia 8 s . r 1 e á la t t e não gosta de cona a je d r. tura r refr berin e tom cozinha io e Corte as adeira retangula uco de molho d utos, para o papel alumín sumi-la em sua in m o s s p a re m , reti tos Em uma enzeite e u jela. forma simples, Após isso mais 5 a 10 minu eres de a mada de berin m azeitonas e co lh r o o c p s a e du a ca deix uma boa pedida e co rescente nar. então um tomate, salpiqu sunto.Ac por re p para grati te! e Coloque e d é prepará-la na d a e o d e lh a t o n a m e a m u m to m ac Sirva q olho de lasanha. Cubra co ida, coloque um m m o c a . ubr egu tro.Em s a de berinjela, c ueijo mussarela q d a e d m a Vamos à uma ca a camad que um lo o c a receita? cim


AUTOMÓVEIS

Saveiro Robust cabine dupla A novidade da Volkswagen do Brasil para 2018 é a versão cabine dupla da picape Robust. O carro virá com uma lista de itens de série que contempla 5 lugares na cabine: banco do motorista com ajuste de altura, banco traseiro para 3 passageiros com 3 apoios de cabeça. Além disso, apresenta antena no teto, desembaçador do vidro traseiro, freio a disco nas quatro rodas, moldura nas caixas de rodas, preparação para sistema de som com fiação, protetor da caçamba, rack de teto longitudinal, rodas de aço aro 15” com pneus 205/60 R15 e tomada 12V no console central e na parte traseira. A oferta de opcionais de toda a linha será simplificada. O pacote Robust Completo traz direção hidráulica, vidros elétricos, travamento elétrico sem controle remoto, chave tipo canivete e ar-condicionado com filtro de poeira e pólen. Uso profissional Esta versão foi desenvolvida para uso predominantemente profissional, uma vez que alia robustez e custo-benefício a todo tipo de negócio. Para o transporte de cargas, a Saveiro Robust

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cabine simples já cumpre a finalidade de segurar. Ao descer em baixa velocidade vale acionar o botão off-road e os freios são acionados automaticamente, controlando a descida independente da condição da estrada. A Saveiro Robust CD, além de reunir características técnicas superiores também é a mais barata do mercado de acordo com a fabricante Volkswagen. Dentre estas técnicas estão o ângulo de ataque, altura, motorização, projeto mais moderno e atualizado. Força e estabilidade O sistema de suspensão é helicoidal, ou seja, um sistema que contém um conjunto de peças que trabalham em constante movimento, com o objetivo de absorver e acompanhar as saliências da pista, oferecendo desem-

penho ao automóvel. Já o sistema de tração inteligente, presente na versão simples, é automático. Sempre que necessário o freio da roda com menor tração será ativado e o torque será transferido para a roda com maior tração. Isso tudo confere maior estabilidade ao veículo.


DICAS DA AGROSID

Diarreia neonatal O que é e como trabalhar com ela?

A

diarreia neonatal é a primeira doença que pode acometer os bovinos. Isto ocorre na primeira semana de vida e se estende por semanas. Em geral, no primeiro mês de vida identificamos como os principais agentes de diarreia neonatal, tanto vírus (Rotavírus e Coronavírus), bactérias (E. Coli e Salmonella), quanto protozoários (Cripitosporidium e Emeira). Esta enfermidade tem sido apontada como a mais importante doença de bovinos jovens. A incidência de diarreia e a ocorrência de morte devido a ela são variáveis dependendo do sistema de criação, do (s) agente(s) e a capacidade de resposta do organismo. A síndrome da diarreia neonatal ocorre como resultado das interações entre o bezerro, o meio ambiente, a nutrição e os agentes infecciosos. A diarreia pode também ter origem não infecciosa, nestes casos, as falhas de manejo alimentar e de higiene são as principais causas. A aplicação de medidas sanitárias, de manejo e de alimentação adequados, sobretudo nos

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primeiros dias de vida, pode reduzir significativamente a mortalidade e os gastos com tratamento de enfermidades em bezerros. Um fator que tem poder de elevar a ocorrência de diarreia neonatal é aglomeração de muitos animais no mesmo espaço ao mesmo tempo, sem um vazio sanitário prévio. Além disso, temos que lembrar que a Criptosporidiose, doença causada pelo Cryptosporidium parvum, é altamente prevalente no mundo e no Brasil e, também é uma zoonose. Há diversos relatos de trabalhadores contaminados e apresentando os mesmo sintomas que os bezerros. Logo, o

seu controle é de fundamental importância para a saúde pública. Com base nestes fatos apresentados fica evidente a necessidade da utilização de ferramentas que auxiliem na prevenção e diminuição dos casos de diarreia neonatal. Uma das principais ferramentas que existe hoje no mercado é a vacinação de vacas gestantes no terço final de gestação. Este princípio irá auxiliar na indução de produção de anticorpos contra alguns agentes causadores de diarreia neonatal nestas fêmeas. Pensando em vacinação, deve-se salientar que nem todas as vacinas são iguais. Logo, começamos a verificar uma das diferenças existentes nas vacinas comerciais. Há vacinas que possuem apenas um dos agentes. Porém, existem outras, como a Rotavec® Corona, que possuem três dos agentes (Rotavírus, Coronavírus e E. Coli K99).


TURISMO

Resort & Safári Portobello

Mar e montanha em um único lugar Praia e montanha em um mesmo complexo. Já imaginou? Pois é entre as montanhas da Mata Atlântica e o mar da baía de Ilha Grande, em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio de Janeiro, que está o Portobello Resort & Safari. São 25 milhões de metros quadrados divididos em vasta área verde, piscinas, praia, bares, restaurantes e 152 apartamentos de frente para o mar. Construído em estilo polinésio, com uma decoração em perfeita harmonia com a natureza, o resort dispõe de serviços e amplos espaços para o entre-

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tenimento e conforto de adultos e crianças. Situado a apenas 100 km do Rio de Janeiro, o resort fica aberto o ano inteiro e coloca os hóspedes em contato direto com a natureza.

Natureza, esportes e lazer Além de cachoeiras, piscinas naturais e uma bela floresta, o resort é o único do Brasil a oferecer um safári. Em uma área de 300 mil m², diversos animais das faunas brasileira, europeia e africana vivem

em harmonia e liberdade: tucanos, araras, papagaios, macacos, quatis e muitas aves podem ser vistos e fotografados sem a presença de grades. Com características próximas à savana, é possível se avistar zebras, cervos, antílopes, camelos, búfalos e lhamas. O safári é feito em Land Rovers e dura aproximadamente uma hora e meia. A praia de areias brancas e mar calmo garante a privacidade e segurança para a prática de esportes náuticos e também a tranquilidade para aqueles que preferem simplesmente relaxar. Stand up Paddle, caiaques, jet ski, banana boat e windsurf são algumas opções para o lazer aquático. Para os fãs de pescaria, há barcos e material específico para pesca nos canais e rios que circundam o resort. No Miniclube Portobello as crianças podem brincar o dia inteiro sob os cuidados de uma equipe de recreadores especialmente preparados para o lazer infantil.


Gastronomia e saúde Escuna e Pérgola são os restaurantes que ficam abertos para café da manhã, almoço e jantar e oferecem bufê com grande variedade de pratos das cozinhas brasileira e internacional, e uma sessão de comida light. O Portobello Resort & Safári tem parceria com um dos maiores endocrinologistas do país, João Curvo, e oferece pacotes especiais para uma Semana de Saúde com cardápios e atividades de Spa diferenciados. Há no resort Heliponto e marina completamente equipada para barcos de até 100 pés e pista de avião própria que integra o projeto Fly Inn, conceito importado dos Estados Unidos e pioneiro no Rio de Janeiro, que representa a exclusividade de ter ao lado de casa uma pista de pouso integrada à um píer privativo. O resort também fica a pouco mais de uma hora do Aeroporto Santos Dumont e do Aeroporto Internacional do Galeão.

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seção Pet

Mini pigs E

Os animais em miniatura que são pura inteligência

les invadiram as telas das televisões em vários programas há cerca de cinco anos. Os mini pigs ou mini porcos começaram a ganhar destaque também na internet e desde então ficou muito mais comum a aparição desses bichinhos na mídia. Assim, a criação destes animais ficou mais conhecida e a procura aumentou progressivamente. “A procura vem crescendo muito nos últimos anos, principalmente por pessoas com maior poder aquisitivo e em grandes centros urbanos. Quem afirma são Mariana Silva, Mirelli Elisei e Thayná Gualberto, estudantes do curso de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais, que orientadas pelo professor Rony Antonio Ferreira desenvolveram pesquisa comportamental e nutricional com alguns mini pigs que haviam no setor de suinocultura da Ufla e que eram utilizados como animais ornamentais. Foi elaborada uma revisão da literatura para executar o projeto.  Geralmente a primeira imagem que nos vem à mente, quando pensamos em mini pigs, é de um animal muito pequeno, de alimentação fácil e dócil. Por este motivo foi realizado um estudo comportamental que permitiu um melhor entendimento sobre os hábitos da espécie. “Ao elaborarmos o projeto, percebemos que o mercado não estava preparado para atender às necessidades nutricionais deste grupo de animais. Decidimos sugerir uma nutrição mais adequada com alimentação especí-

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fica, com ração completa à base de alimentos mais tradicionais na suinocultura, como o milho, o farelo de soja e farelo de trigo, o que seria financeiramente mais viável do que dietas naturais disponíveis. A má nutrição pode levar o animal à deficiências nutricionais, obesidade ou até a intoxicação”, informou Mariana Silva.

Características físicas Os mini porcos são bem diferentes, principalmente no que diz respeito à altura e peso. Eles possuem mais pelos em sua superfície corporal. Com altura média de 33 cm, são bem pequenos em relação aos suínos comerciais que medem aproximadamente 1,30m. De acordo com Mariana, suínos de granjas comerciais são criados até 120 kg e comercializados, sendo que os reprodutores podem atingir 400 kg em sua vida adulta. “Os mini pigs, com a alimentação adequada chegam a aproximadamente 40 quilos, ou seja dez vezes menos que um animal adulto em rebanho comercial”. Os animais do estudo realizado que receberam nutrição balanceada e controlada desde o desmame, obtiveram peso médio de 22 kg aos 11 meses de idade.

Comportamento e manejo São animais dóceis, ativos, inteligentes, higiênicos e obedientes quando bem treinados. O comportamento desses ani-


Valor de mercado

mais assemelha-se ao dos cães, sendo muito apegado e dependente do seu tutor pra tudo. Dependem também de acompanhamento nutricional. Possuem excelente memória de longo prazo, tem poder de compreender linguagem simbólicas simples, além de serem ótimos em comparação e empatia. De acordo com a revisão da literatura feita pelo grupo de estudantes, eles podem viver até 18 anos, desde que recebam os tratamentos nutricionais e sanitários adequados. As vacinações periódicas são muito importantes e devem seguir o protocolo de orientação prescrita por médico veterinário.

Alimentação O acompanhamento nutricional é de grande importância, pois eles têm alta capacidade de ganhar peso, sendo as dietas com alimentos com maior teor de fibra, uma importante aliada. Com estas dietas, o animal se sente saciado, devido ao volume ingerido, além de demorar mais para ser digerida e consequentemente ajudar no controle de peso dos animais. Não devem ser criados em apartamento, pois necessitam de espaço para gastar sua energia. A alimentação pode ser bem ampla podendo ter uma base natural com frutas, legumes, vegetais e ovos, ou uma ração própria para os mesmo, sento esta ainda muito difícil de ser encontrada no mercado. Os mini pigs da UFLA são todos alimentados com ração balanceada, à base de milho, farelo de trigo e farelo de soja, além de suplementos vitamínicos e minerais. Um Zootecnista deve ser consultado para elaborar tecnicamente esta formulação. Os animais recebem alimentação apenas duas vezes ao dia, e nos dias de treinamento ganham petiscos naturais como legumes e frutas.

O valor de um mini pig varia muito, dependendo da genética do animal. Animais castrados são mais baratos e as fêmeas são mais caras. Por não ser um animal tão popular como os cães e gatos este valor varia conforme a procura, uma vez que não são encontrados em qualquer cidade e pode não ser não tão acessível. Por outro lado, isto é importante para evitar que os mesmos sejam comprados com a finalidade de animal de produção. Recomenda-se procurar criador idôneo, responsável e, se der, visitar o local para conhecer os pais.

“Ao longo do período em que estivemos trabalhando com os mini pigs, tivemos muitas experiências incríveis que comprovam que os animais são de fácil aprendizado e que assimilam linguagem simbólica”, declaram as pesquisadoras. Mariana conta um caso interessante: “tínhamos um assobio específico que emitíamos sempre na hora da alimentação. Eles corriam ao nosso encontro com o acionamento do equipamento. Vê-los correrem em nossa direção todos os dias, foi gratificante. Uma experiência única, diariamente”. Para quem tem espaço, tempo e ama animais, fica a dica para a criação de um ou de mais mini pigs. REVISTA MERCADO RURAL

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seção Exótica

Emu

A

Ema é uma velha conhecida nossa, principalmente nas regiões predominadas pelo cerrado. Mas e o Emu, você conhece? Na verdade, estamos falando da segunda maior ave do mundo, depois do avestruz. Originário da Austrália, o Emu pode alcançar dois metros de altura e atingir 60 quilos, neste ponto vale ressaltar: o macho é geralmente bem menor. Onívoro, essa grande ave se alimenta basicamente de grãos, flores, frutas, insetos e tudo o que estiver à disposição, pois parece ter estômago de avestruz também. Outra característica desta ave é a velocidade, se for preciso viajam grandes distâncias atingindo cerca de 50 km/h e vivem de 10 a 20 anos.

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Um grande amigo de penas Embora o nome ainda soe estranho para uns, a criação do Emu Australiano tem ganhado muitos adeptos no Brasil. Uma pesquisa simples no site de buscas mais usados hoje na internet, revela um resultado surpreendente. Desde vídeos sobre as características e dicas de criação até a venda de ovos frescos de Emu. Considerada uma ave dócil e de fácil convivência com outros animais, o Emu é carinhosamente chamado de “O melhor amigo de penas” do homem pelos criadores brasileiros. No país, fazendas de aves exóticas e ornamentais comercializam este parente estrangeiro da Ema brasileira por cerca de R $ 5 mil, o casal de filhotes. O casal adulto fica em torno de R$ 8 mil.

Criação Muitos criam o Emu como animal de estimação, mas não é fácil alimentar uma ave deste porte quando chega à fase adulta. Quando pequeno, pode parecer muito engraçadinho e atraente. Alguns criadores alertam que quando começam a crescer, mantendo o controle de seus movimentos e lidando com suas necessidades e exigências tornam-se cada vez mais difícil. Além disso, eles têm garras muito afiadas que podem ferir profundamente um ser humano, se eles se sentem ameaçados. Se você se aproximar ou tentar pegar um Emu que está doente, ou um Emu que não é amigável, tenha muito cuidado com suas garras.


Curiosidade

A criação de Emu é bem semelhante a de Ema, pois são aves que pertencem a um mesmo grupo conhecido como ratitas. Corredoras, atingindo cerca de 60 km por hora e não voam. Para iniciar uma criação dessas aves é necessário legalizar a atividade no Ibama. Podem ser criadas em pasto ou piquetes com 1,70 metro de altura, coberto por gramíneas e leguminosas. Uma parte do abrigo deve ter telhado de barro e chão de cimento.

continua a por ovos, mas não cruzam mais até um novo ciclo. Embora, podemos encontrar anúncios de vendas de ovos, filhotes e adultos de Emu, ainda há pouco estudo sobre a entrada desta ave no Brasil. Na internet, é possível encontrar sites de vendas anunciando só as cascas dos ovos para peças de artesanato.

Na Austrália, país de origem desta exótica ave, o Emu já foi considerado uma praga para a agricultura. O motivo? Por ser predominantemente vegetariano, chega a comer as plantações, além de destruir cercas, invadir e pisotear lavouras. Por muito tempo, a cabeça de um Emu valia recompensas, como se fosse um verdadeiro bandido. Muita perseguição e até campanhas de extermínio foram realizadas, mas esta triste história ficou no passado e hoje o Emu é considerado a ave nacional da Austrália. As penas desta ave estão presentes em roupas, acessórios e até calçados de grifes famosas.

Reprodução Além de ser menor, o macho também é responsável por chocar o ovo. O cruzamento acontece a cada um ou dois dias e no terceiro dia, a fêmea põe um enorme ovo verde escuro, casca grossa com peso de meio quilograma. Já no sétimo dia, o macho começa a chocar os ovos por um período de aproximadamente oito semanas. Nesse tempo, ele não se alimenta, bebe ou defeca, sobrevive apenas da gordura corporal armazenada, perdendo cerca de um terço de seu peso e chega a ficar com claros sinais de fraqueza e confusão. A única atividade do macho é se levantar para virar os ovos, isso acontece umas dez vezes ao dia. Mesmo o macho estando choco, a fêmea REVISTA MERCADO RURAL

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Interior de São Paulo vai receber um dos eventos mais expressivos sobre pássaros do país

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os dias 6 a 16 de julho, a cidade de Itatiba em São Paulo vai receber um dos maiores eventos sobre pássaros do país. É o 66º Campeonato Brasileiro de Ornitologia Amadora, promovido pela Federação Ornitológica do Brasil (FOB). Com programação variada, o evento vai contar com um Pavilhão de Estantes com cerca de 40 mil aves e utensílios, aberto todos os dias com entrada e estacionamento gratuitos. De acordo com a organização, as atrações incluem julgamentos de canários, Agapornis, Exóticos, Psitacídeos e POAs. O funcionamento será de 8h as 17h e na sexta-feira (14/07) está prevista a festa de entrega dos prêmios, após o horário de visitação pública com as aves premiadas. O Campeonato acontece no Centro de Eventos Luiz F. Beraldi, no bairro Beija Flor, em Itatiba, São Paulo. Uma grande oportunidade para os amantes, apreciadores e criadores de pássaros. Mais informações pelo site www.fob.org.br.


No dia 8 de abril aconteceu o Leilão Tropa do Varjão e Convidados na Fazenda Olhos D’Agua, município de Divinópolis MG. Além da oferta de alta qualidade de Jumentos e Muares Pêga e cavalos Campolina Marchador, selecionados há quase meio século, o evento contou com a presença de empresas e artesãos regionais que mostraram seus produtos para um público de mais de mil pessoas de vários estados do país. Foi uma excelente oportunidade de apreciar e conhecer a cultura e tradição do homem do campo mineiro.

Lico, Mário Gontijo, Luciano Saliba e Inácio Silva

Clara Brum, Igor Dornas, Bráulio Nogueira e Karina Coelho

Abelino Arguetta e Nina Brum

Alceu do Berrante e Fabrício Braga

Fotos: Poliana Coutinho

Evento/Leilão Leilão Tropa do Varjão

Clayton Brum, Rodrigo Costa, Décio Brum, Denise Stacanelli, Nina Brum, Fabrício Braga, Daniel Tales, Clara Brum, Pedro Brum, Fernanda Costa e Tonhão Mendonça

Clara Brum e Evandro Aguiar

Vanessa Rosário, Thiago Mendonça e Clara Brum

Ronan Estáquio, Ronan Neto, Giovani Tonaco e Clara Brum

Bruno Henrique, André Saldanha, Clarete Maria, João Miguel e Marcelo Saldanha


GIRO RURAL Defesa dos direitos dos produtores de leite A nova diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando tomou posse no dia 10 de março, em Uberaba - MG. A solenidade contou com a presença de centenas de criadores, lideranças do setor e autoridades políticas mineiras, dentre elas o deputado federal Marcos Montes, o secretário de Agricultura de Minas Gerais Pedro Leitão, o secretário da Fazenda de Minas Gerais José Afonso Bicalho, os deputados estaduais por Minas Gerais, Emidinho Madeira, Antônio Lerin, Tony Carlos e Felipe Attiê, o prefeito de Uberaba Paulo Piau e o presidente da Câmara de Uberaba Luiz Dutra. O novo presidente da Girolando, Luiz Carlos Rodrigues, destacou, em seu dis-

curso de posse, que vai trabalhar para defender os direitos dos produtos rurais e sugeriu a criação de Conselhos Estaduais do Leite, além de políticas públicas para limitar a importação de leite, considerada um dos graves problemas do mercado interno. Com quase quatro mil associados, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando está comemorando em 2017 duas décadas do Teste de Progênie, prova zootécnica para avaliar a qualidade dos touros que anualmente distribuiu milhares de doses de sêmen sem qualquer custo para os produtores rurais em todo o país. A raça Girolando está presente em grande parte das propriedades rurais, sendo responsável por 80% da produção de leite no Brasil.

I Etapa Rankig de Salto Corrida dos Campeões 2017 FHMG Nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro aconteceu a abertura oficial da I Etapa Ranking de Salto Corrida dos Campeões 2017 FHMG. O evento foi sediado na Sociedade Hípica de Contagem, em Minas Gerais e contou com a presença de diversas autoridades, dentre elas o Secretário de Estado de Esporte, autoridades civis e militares, e entidades representativas. A amplitude do evento

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atraiu grande volume de público, bem como familiares dos competidores. A participação da Equipe de Salto do Regimento de Cavalaria Alferes TIRADENTES e dos Dragões da Inconfidência abrilhantaram ainda mais a competição. Dois cavaleiros, representando a Escola Sargento das Armas de Três Corações, também se apresentaram.

Micotoxinas podem afetar a saúde humana De acordo com o coordenador de especialidades, Jefferson Bittencourt, da Quimtia Brasil, as micotoxinas são substâncias produzidas por certas espécies de fungos em grãos que são essenciais para a produção de ração animal. No entanto, não são todas que contaminam os alimentos. “Algumas das micotoxinas que devem ser analisadas com cuidado são as aflatoxinas, a zearalenona, os tricotecenos, a fumonisina e a ocratoxina”, analisa. Segundo ele, ingestão de micotoxinas por seres humanos ocorre principalmente por meio do consumo de produtos e derivados que estão contaminados, como a carne, leite, queijo e outros. “A intoxicação pode acarretar no aparecimento de câncer, problemas gastrointestinais, renais e nervosos”, afirma o especialista. A contaminação pelas micotoxinas dos alimentos e rações vem se tornando uma preocupação global, o que vem levando vários países a adotarem legislações para proteger os consumidores e minimizar possíveis prejuízos econômicos. Para Jefferson, com a evolução tecnológica para a produção, armazenamento e distribuição dos alimentos, assim como para a identificação, prevenção e descontaminação das micotoxinas, tem garantindo cada vez mais uma produção de alimentos de alta qualidade e com baixa contaminação.


Seguradoras pagam

87%

a mais de indenizações em 2016

Primeiro lugar: André Itaborahy Machado, de São João Nepomuceno, Minas Gerais, com a foto do fazendeiro e seu rebanho na estrada de chão que vai de Taruaçu à Ituí

Concurso premia fotografias mineiras O Concurso Minas Rural realizado pela FAEMG em comemoração aos seus 65 anos recebeu 2.403 inscrições. Deste total, 1.848 cumpriram os requisitos estabelecidos no regulamento. Direcionado a profissionais e amadores, o concurso teve participantes de 418 municípios de 14 estados. O objetivo foi estimular a produção fotográfica sobre a paisagem e as atividades produtivas em ambiente rural no estado de Minas Gerais. O primeiro lugar ficou com André Itaborahy Machado, de São João Nepo-

muceno (Minas Gerais) com a foto do fazendeiro e seu rebanho na estrada de chão que vai de Taruaçu à Ituí. O segundo lugar foi conquistado por Valdete Aparicida Alves de Oliveira de Uberaba, também em Minas Gerais, que fotografou o fim de tarde em Jaíba. A comissão julgadora escolheu os três melhores trabalhos para as premiações. Foram escolhidas ainda 27 menções honrosas e 50 trabalhos que poderão compor o livro e a exposição final do projeto.

Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) os prêmios superaram a marca de R$ 1,3 bilhão em 2016, contra os R$ 700 milhões registrados em 2015. O motivo seria as quebras de safra decorrentes de adversidades climáticas provocadas pelo fenômeno climático El Niño. Para que o produtor rural seja indenizado, é necessário a perda da safra (total ou parcial). No entanto, o mercado internacional já trabalha com um produto mais arrojado que o seguro rural e que independe da ocorrência de sinistro para pagamento de indenização ao segurado. Os seguros agrícolas cobrem danos decorrentes de eventos climáticos como granizo, geada, chuva excessiva, ventos fortes, incêndios, queda de raio, seca, inundação ou não germinação por fatores externos (com exceção de pragas ou doenças). Trata-se do chamado Seguro Paramétrico, produto que funciona através da estipulação de índices ligados a fenômenos climáticos, ao invés de avaliações objetivas das perdas sofridas, para calcular o pagamento de indenizações. Ele é voltado para setores da economia que têm receitas e custos de operação diretamente impactados por variações inesperadas no clima, como é o caso das empresas de geração de energia elétrica com fonte renovável e dos grandes players do agronegócio que são afetados pelo regime de chuva, vento, sol e temperatura. Para a implantação do seguro paramétrico é necessário adotar uma metodologia mais sofisticada de análise de riscos. Uma das principais vantagens oferecidas por este tipo de cobertura é a de não ser necessária a avaliação dos danos por parte de peritos, facilitando o processo de regulação de ocorrências.

segundo lugar: Valdete Aparicida Alves de Oliveira de Uberaba, Minas Gerais, que fotografou o fim de tarde em Jaíba REVISTA MERCADO RURAL

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GIRO RURAL Percevejos podem inviabilizar até 20% da produção de soja

Vacina contra a Aftosa tem final declarado A proposta de parar de vacinar os rebanhos contra a aftosa, anunciada em fevereiro deste ano pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, agitou o setor produtivo, que reivindica há tempos essas mudanças. O cronograma de suspensão deverá ter início em novembro de 2018 e até 2020 o governo quer estar com todo o território livre da doença, sem vacinação. Segundo o vice-presidente de Relações Internacionais do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC) e presidente do Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa (Giefa), Sebastião Guedes, a mudança já deveria ter ocorrido antes.

“Muitos países vizinhos ostentam este título. O Chile, Guiana e Peru estão com praticamente 100% do território livre, além do Sul da Argentina, mesmo tendo começado a erradicar a doença 20 anos depois do Brasil”. A continuidade da vacinação, segundo Guedes, prejudica o País porque onera o produtor, que fica com os custos do processo, e impede o Brasil de acessar mercados livres de aftosa, como o Japão, que chegam a pagar até 25% mais pelos cortes bovinos. “Cerca de 92 milhões de bovinos no Brasil estão em regiões nas quais não se registra a doença há mais de 20 anos”.

A soja compõe um dos setores agrícolas brasileiros com maior destaque no mundo e o Brasil é o segundo maior produtor mundial, perdendo apenas para os Estados Unidos. Somente entre 2015 e 2016, foram produzidos mais de 98 milhões de toneladas do grão, ocupando uma área de aproximadamente 33 milhões de hectares. Toda essa expressividade poderia ser ainda maior se não fossem alguns problemas, como o percevejo da soja, uma das principais pragas encontradas nesta cultura. O prejuízo causado por este inseto pode chegar a 20% da produção, sendo que a praga pode afetar o grão na lavoura e também nos depósitos. Por este motivo o setor tem investido em esforços para combater esta praga, investindo cada vez mais em programas que visem à proteção contra este inseto, além da contratação de mão de obra especializada.

JUNHO

MAIO

ABRIL

agenda RURAL

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10 a 24/04 17 a 22/04 19 a 23/04 19 a 23/04 20 a 23/04 20 a 30/04 28/04 a 01/05 29/04 a 07/05 01 a 05/05 03/05 04 a 14/05 09 a 14/05 10 e 11/05 12 a 28/05 13 a 28/05 19 a 28/05 30/05 a 04/06 01 a 04/06 03 a 12/06 06 a 08/06 08 a 11/06 08 a 18/06 08 a 11/06 14 a 17/06 24/06 a 09/07 27 a 30/06 28/06 a 01/07 MARÇO 2017

Expofeira de Outono de Equinos, Gado Leiteiro e Terneiros (as) 14ª ExpoPérola e 25ª Festa do Peão 23ª Feira Agropecuária e Industrial de Palmital - FAPIP 44ª ExpoAraxá 16ª Exposição Agropecuária 52ª Expoagro de Bragança Paulista 17ª Exposol 83ª Expozebu 24ª AgriShow Encontro dos Apicultores e Meliponicultores 45ª Expoingá 11ª ExpoVale 7ª Expo Pet Food Nutrição Animal 48ª Expoagro Franca 50ª Festa da Uva de Louveira & 7° Expo Caqui de Louveira 72ª Exposição Agropecuária do Estado de Goiás - Goiania 57ª Exposição Agropecuária Estadual 15ª FEICAMPO - Feira de Animais e Equipamentos agrícolas 50ª Feira Agropecuária e Industrial de Ourinhos e Região 3° Beef Expo Expo Cachaça 27ª Expo Bento Gonçalves 27ª ExpoCachaça e 11° BrasilBier 9° Piauí Expo Show 34ª Festa do Morango 33ª Fispal Tecnologia-SupplySide Megaleite - 14ª Exposição Brasileira do Agronegócio do Leite

Santa Vitória do Palmar Pérola Palmital Araxá Maracás Bragança Paulista Soledade Uberaba Ribeirão Preto São Paulo Maringá Juazeiro Campinas Franca Louveira Goiânia Belo Horizonte Taubaté Ourinhos São Paulo Belo Horizonte Bento Gonçalves Belo Horizonte Bom Jesus Janiru São Paulo Belo Horizonte

RS PR SP MG BA SP RS MG SP SP PR BA SP SP SP GO MG SP SP SP MG RS MG PI SP SP MG


Revista Mercado Rural  

Edição de Março de 2017

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