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MARÇO - 2016 • Nº 18

Integração Lavoura Pecuária Floresta Estatuto dos Animais Citronela Febre Aftosa

Entrevista: Adalclever Lopes, presidente da ALMG Bovinos: Guzerá Seção Pet: Australian Shepherd

MAAB de Marco Antônio Andrade Barbosa Uma das marcas com maior destaque na agropecuária do Brasil


MARÇO - 2016 E D I TO R IAL Redação Unique Comunicação e Eventos Tel.: (31) 3063-0208 editorial.mercadorural@gmail.com Diretor Geral Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 9198-4522 Jornalista responsável Sabrina Braga Bellardini - MTB 09.941 JP editorial.mercadorural@gmail.com Direção de Arte Otávio Vieira Lucinda otavio.vieira@mobtechsolucoes.com.br Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão Gráfica Del Rey www.revistamercadorural.com.br

Comemoramos o lançamento de mais uma publicação agradecendo a confiança dos anunciantes em nosso trabalho. Reconhecemos a importância deste incentivo, especialmente no atual período de crise econômica que o Brasil atravessa. Apesar das dificuldades enfrentadas, conseguimos trazer um material completo, com o mesmo zelo dedicado nas edições anteriores. Com muito esforço para tornar a revista cada vez melhor para nossos leitores e anunciantes, nos empenhamos em oferecer conteúdo diversificado e reportagens atrativas. O diferencial da Mercado Rural é, sem dúvidas, a variedade de assuntos abordados em seu conteúdo editorial, envolvendo o agronegócio de forma leve, porém tratando com seriedade assuntos de grande interesse. Tudo isso aliado a um projeto editorial atrativo e elegante. A matéria de capa traz Marco Antônio Andrade Barbosa da MAAB, que conquistou, por 26 anos, o título de melhor expositor e criador nacional da Raça Pêga. Desde a década de 70 ele vem investindo em melhorias genéticas e hoje é referência em criação e comercialização pecuária. Na seção de “Entrevista”, conversamos com o Presidente da Assembleia de Minas Gerais, o Sr. Adalclever Lopes, que falou sobre sua gestão à frente do legislativo, principais projetos, crise, participação popular na área política e gestão ambiental. Na seção “Personagem” trazemos a criadora de cães, Flávia Maria Mello de Mesquita. A seção “Como Fazer” vai ensinar como produzir fumo de rolo. A criação pet destaca a raça de cães Australian Shepherd e os Psitacídeos de criações exóticas. Já na editoria “Bebidas” abordamos o cachimbo, bebida típica nordestina feita à base de aguardente. Tem taioba, morango, azeite, citronela, Integração Lavoura, Pecuária e Floresta, Apicultura, Psicultura, Febre aftosa, Pequi, Mirtilo, dentre outros. Apreciem, amigos leitores! Esta edição foi especialmente preparada para vocês e para os nossos anunciantes, aos quais reforçamos a nossa gratidão por contribuírem para que a revista Mercado Rural se fortaleça e ocupe, cada vez mais, destaque no mercado de veículos de comunicação brasileiro.

A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

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Boa leitura.

Recebemos sua revista. Parabéns, está cada dia melhor. Gostamos muito, pois os temas são variados e muito aprofundados. Sensacional é a palavra certa! Renato Menezes Belo Horizonte, MG

Marcelo Lamounier

Parabéns pelo trabalho ao amigo Marcelo e toda a equipe. Pedro Paulo Vasconcellos Leite Alfenas, MG

A revista é show. Uma revista séria e com conteúdo de alto nível. Nota mil mesmo! Herley Souza Sales - Itapecerica, MG

Parabéns pela revista! Show de bola! Thiago Pires - Belo Horizonte, MG Parabéns Marcelo. A revista é de qualidade e tem conteúdo. Sucesso neste novo ano que se inicia! Juliano Ramos - Divinópolis, MG

Recebi mais um exemplar da excelente Revista “Mercado Rural” do meu amigo Marcelo. Muitos bons artigos enriquecidos por especialistas e ilustrados por fotos de boa resolução. O agronegócio é responsável por 33% do Produto Interno Bruto (PIB), 42% das exportações totais e 37% dos empregos brasileiros. Uma visão bem focada da revista sobre essa importante atividade. Parabéns Marcelo e obrigado por sua amizade e cortesia. Juvenal Perestrelo - São Paulo, SP


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Entrevista: ADALCLEVER LOPES, presidente da Assembleia de Minas Gerais

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PERSONAGEM: Flávia Mesquita

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COMO FAZER: Fumo de rolo

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INTEGRAÇÃO LAVOURA PECUÁRIA FLORESTA, pode ser diferencial competitivo para o agronegócio

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CITRONELA: O cheiro que mosquitos não suportam

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GUZERÁ: Raça produtora de leite e carne conquista mais pecuaristas no Brasil e exterior

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AZEITE DE MARIA DA FÉ está entre os melhores do mundo.

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APICULTURA: Produção de mel garante aumento de renda na agricultura familiar

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PSICULTURA: Maior produção de tilápia em Minas Gerais

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PLANTAS CARNÍVORAS: Exóticas, belas e coloridas

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MORANGO: O pseudofruto agregado que faz bem à saúde

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ALBINISMO EM EQUINOS

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PEQUI: Fruta típica do cerrado pode amenizar efeitos colaterais de tratamento do câncer

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O país continua na luta pela erradicação da FEBRE AFTOSA

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VENDA DE SOJA certificada garante bônus de mais de meio milhão de reais a produtores de Sorriso-MT

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MAAB: Por 26 anos o melhor expositor e criador nacional da Raça Pêga

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SEÇÃO ECONOMIA: Produção láctea de Minas Gerais ganha espaço nas exportações

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MIRTILO: A milagrosa fruta azul que previne câncer e regula a pressão arterial

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SEÇÃO MEIO AMBIENTE: Depois de El Niño, Brasil se prepara para enfrentar La Niña no fim de 2016

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TAIOBA corre risco de desaparecer

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ESTATUTO DOS ANIMAIS garante proteção a mais de 50 mil espécies

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BEBIDAS: Cachimbo

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TURISMO: Pratagy Beach Resort Um paraíso em outro paraíso

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AUTOMÓVEIS: Land Rover Série 1

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DICAS DA AGROSID

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RECEITA: Banana Escondida

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SEÇÃO PET: Australian Shepherd

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CRIAÇÕES EXÓTICAS: Psitacídeos

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EVENTO: Muito prestígio na posse da Diretoria da ABCCMM

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GIRO RURAL

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AGENDA RURAL REVISTA MERCADO RURAL

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ENTREVISTA

Adalclever Lopes Presidente da Assembleia de Minas Gerais fala sobre sua gestão à frente do legislativo, principais projetos, crise, participação popular na área política e gestão ambiental

MR: Quais foram as suas prioridades neste primeiro ano de mandato à frente da presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais? E quais as principais ações previstas até o fim do seu mandato no cargo? Adalclever Lopes: Ao assumir a presidência da Assembleia, tínhamos pela frente desafios muito grandes. O primeiro a ser vencido foi a votação do orçamento do Estado de 2014, aprovado apenas em 2015. Votamos a reforma administrativa do governo e colocamos na nossa agenda de prioridades o equilíbrio político que pudesse dar sustentação à retomada do crescimento econômico em Minas Gerais, com o equilíbrio das contas públicas. Diversas ações foram tomadas nesse sentido

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e também com o objetivo de buscar justiça social. A Assembleia, por exemplo, teve uma atuação importantíssima no momento em que ocorreu a tragédia do rompimento das barragens de rejeitos de minério em Mariana, mobilizando-se em duas grandes comissões, a Comissão Extraordinária das Águas e a Comissão Extraordinária das Barragens, criadas para esse fim. Conseguimos ainda o piso dos professores, reestruturar o Sistema Estadual do Meio Ambiente (Sisema), agir no combate à criminalidade na prevenção do uso de drogas e na proteção ao idoso, entre muitos outros temas discutidos e fiscalizados em inúmeras audiências públicas. MR: Estamos enfrentando um momento de crise que tem afetado não apenas a economia do país como também as instituições políticas. Como o senhor tem atuado junto à Assembleia para minimizar os efeitos da crise no estado de Minas Gerais, fomentando a retomada do desenvolvimento econômico, e também para resgatar a confiança nos setores representativos? Adalclever Lopes: Acho que Minas deu um grande exemplo. Enquanto em Brasília o clima de desconfiança agravou o quadro econômico, em Minas, alcançamos

os acordos em torno de projetos importantes para a sociedade, de maneira geral, e em torno daqueles que permitiram que o governo chegasse ao final do ano com as contas em dia, inclusive com o pagamento do 13º salário dos servidores. Trabalhamos respeitando as diferenças ideológicas, partidárias, mas sempre buscando o consenso naquilo que poderia melhorar a vida das pessoas. Essa é a atitude que sintetiza nosso primeiro ano de mandato à frente do parlamento mineiro. MR: A questão do impacto ambiental causado pelo rompimento da barragem da Samarco em Mariana tem sido um dos principais assuntos discutidos atualmente no estado de Minas Gerais. Como as Comissões Especiais têm atuado na busca de soluções para o problema e no auxílio às comunidades mais afetadas? E quanto à fiscalização das demais barragens do Estado? A Assembleia tem tomado alguma medida nesse contexto? Adalclever Lopes: Ao criarmos a Comissão Extraordinária das Barragens, permitindo que o parlamento continuasse acompanhando o desenrolar dessa grande tragédia também durante o recesso, pro-


Fotos: Guilherme Bergamini/ALMG

curamos sinalizar à sociedade e a todos os órgãos públicos que a Assembleia está atenta e vigilante em seu papel fiscalizador. Os deputados que integram a Comissão estão acompanhando as medidas reparadoras e cobrando as ações indenizatórias, que possam minimamente cobrir as enormes perdas daquela população. E fará tudo que estiver ao seu alcance, dentro de sua competência legal, para que isso seja feito e para que todos possam retomar sua rotina habitual, mantendo a perspectiva de emprego, o que é muito importante também.

MR: Como foi a relação da Mesa Diretora da ALMG com o Executivo nesse primeiro ano de mandato? Adalclever Lopes: Foi exatamente como manda a Constituição: harmônica e autônoma. Jamais perdemos de vista o diálogo, que deve prevalecer, mesmo em situações mais conflitantes e mesmo diante de um quadro político nacional adverso. O governo, a situação e a oposição tiveram mérito por conseguir garantir, cada qual, seu espaço legítimo de manifestação. E, em função disso, quase todos os projetos do Executivo foram aprimorados na Assembleia. MR: Quais foram os principais projetos votados pela Assembleia em 2015 e que trarão benefícios aos mineiros? Adalclever Lopes: Podemos citar, por áreas, alguns dos mais importantes projetos: na educação, a nova política remuneratória dos servidores, considerada uma conquista histórica para essa categoria, a criação do Programa Estadual de Transporte Escolar, que vai beneficiar alunos residentes na zona rural, e as primeiras discussões sobre o Plano Estadual de Educação, que terão continuidade em 2016. No planejamento, as proposições que integram o ciclo orçamentário estadual: a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG), o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI) e a Lei Orçamentária Anual. A aprovação desses projetos em Plenário evidencia a importância da ALMG para

o planejamento orçamentário e para a garantia de recursos para as políticas públicas estaduais. Na questão do meio ambiente, a crise hídrica motivou a realização de debates importantes em torno desse tema. O seminário “Legislativo Águas de Minas III Os Desafios da Crise Hídrica e a Construção da Sustentabilidade” traçou um diagnóstico de todas as bacias hidrográficas mineiras. Durante a plenária final do evento, realizada em Belo Horizonte, foram aprovadas propostas que poderão subsidiar a elaboração de políticas públicas para enfrentar o problema da escassez de água. Também foi criada a Comissão Extraordinária das Águas, que analisa o que precisa ser feito para garantir a proteção dos recursos hídricos. MR: Houve avanços também em relação ao licenciamento ambiental e no setor de energia solar, não? Adalclever Lopes: Sim. Além disso, foi aprovado o Projeto de Lei (PL) 2.946/15, que reestrutura o Sistema Estadual de Meio Ambiente e traz novas regras para o licenciamento ambiental. No que diz respeito ao desenvolvimento econômico, questões relacionadas à infraestrutura e à economia mobilizaram diversas comissões e motivaram a aprovação de projetos importantes em Plenário, como o PL 1.350/15, que viabiliza acesso de empreendimentos mineiros a financiamento do BNDES, transformado na Lei 21.713. Todos esses temas relacionados ao desenvolvimento econômico do Estado vão ganhar uma nova instância de

A Unique Comunicação e Eventos atua há 8 anos no agronegócio, prestando com excelência e qualidade seus serviços. Atenta à crescente demanda do setor, a empresa especializou-se no ramo de organização de leilões e divulgação de projetos voltados para o agronegócio.

Contato: (31) 3063-0208 • 9198-4522 Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br

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discussão intensa sobre a proposta de elevação do ICMS para alguns produtos. Ninguém gosta de aprovar aumento de impostos, nem mesmo o Executivo. O fato é que atravessamos uma situação excepcional de restrição orçamentária e financeira, e o Estado precisa cumprir seus compromissos e metas, adequando a legislação tributária a essa realidade, ao mesmo tempo cuidando ao máximo para que não haja injustiças ou desequilíbrios. Embora seja iniciativa do Executivo, não acredito que vai ser uma pauta relevante para 2016, uma vez que os ajustes necessários já foram devidamente encaminhados.

deliberação na ALMG com a reestruturação da Comissão de Turismo, Indústria, Comércio e Cooperativismo, prevista na reforma do Regimento Interno. A Assembleia aprovou ainda um projeto que viabiliza investimentos no setor de energia solar e realizou um grande ciclo de debates sobre a situação econômica atual. Na saúde, além das diversas audiências públicas da Comissão de Saúde, a ALMG promoveu, em 2015, um ciclo de debates que abordou o aumento do número de ações na Justiça para garantir medicamentos ou tratamento médico – o fenômeno conhecido como judicialização da saúde.

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Também foi realizado um ciclo de debates sobre a prevenção ao uso de drogas. Questões relativas à cultura, com o início da discussão do plano estadual de cultura, e outras questões de interesse social, como a discussão da participação da mulher na política e o projeto cidadania ribeirinha, foram outros destaques de 2015. MR: Um assunto que também tem sido bastante discutido na Assembleia é o aumento de impostos. Qual é a opinião do senhor sobre o tema e como o mesmo tem sido discutido na Casa? Adalclever Lopes: Tivemos uma

MR: Quais as ações da Assembleia para incentivar a participação popular na vida política do Estado e como o senhor vê a importância dessa aproximação dos cidadãos com os seus representantes? Adalclever Lopes: Para você ter uma ideia da importância da participação popular na Assembleia, até o dia 16 de dezembro de 2015, foram realizadas 1.258 reuniões de comissões, das quais 375 foram audiências públicas e 47 foram reuniões com convidados. Do total de reuniões, 94 foram realizadas no interior do Estado. Foram 136 visitas e 11 debates públicos. Ao todo, 3.947 convidados participaram dos eventos das comissões. Essa presença é fundamental, porque é conhecendo a Assembleia e participando de suas decisões que a população ajuda o Poder Legislativo a construir um arcabouço legal à sua imagem e ao seu desejo. Ao mesmo tempo, as pessoas absorvem mais conhecimento sobre o funcionamento desse Poder e atuam como verdadeiros cidadãos, cobrando e buscando seus direitos. É a essência da democracia. E é por isso que estimulamos, sempre e cada vez mais, a participação popular na Assembleia.


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PERSONAGEM

Paixão pelos cães modificou

a vida de Flávia A CRIADORA DE CÃES FLÁVIA MESQUITA CONTA COMO DESCOBRIU SUA GRANDE PAIXÃO E INICIOU A CRIAÇÃO

E tudo começou com o Golden Retriever! A docilidade e beleza da raça foi a razão para Flávia Maria Mello de Mesquita, administradora, 47 anos, iniciar uma criação junto ao seu marido, Roberto Travizani, na

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época namorado e já criador de cães. Hoje, são proprietários do Canil Sunrise Story, que fica em Lagoa Santa, Minas Gerais. O primeiro contato da criadora com os cães foi em 2000, em uma exposição de beleza

em São Paulo. “Fiquei maravilhada com os cães, toda a genética, todo o cuidado e carinho dos criadores para com seu plantel. Muitas pessoas não imaginam como acontece esse mundo da Cinofilia, onde se pen-


sa geneticamente para procriar cães belos e saudáveis”, relembra. Foi nesta mesma época que chegou o primeiro animal para o começo de todo um trabalho de criação. Direto dos USA, veio Ágatha, a primeira fêmea de Golden Retriever. “Exames, estudo de pedigree, genética e cruzamento. Nasce a primeira ninhada. E de repente, me vejo na maternidade juntamente com Ágatha, ajudando-a no parto, e lá se vai uma madrugada inteira. Por fim, no começo da manhã, eu, Roberto e Ágatha exaustos, mas os nove filhotes vivos, mamando e felizes”, explica Flávia. Após esta, várias foram as madrugadas ajudando no parto de filhotes. Ela acredita já terem trazido à vida em torno de 600. “Meu marido é um grande cinófilo, cria cães há vários anos, tem muito conhecimento sobre eles.” É ele quem tem as responsabilidades administrativas sob o Canil, que define os acasalamentos, o estudo de pedrigrees e a compra de matrizes e padreadores. Flávia ajuda nos partos e manejo com os filhotes e conta com a ajuda de um funcionário que cuida de toda limpeza diária e colabora nos trabalhos. Flávia conta que poucos anos depois, surgiu o interesse na criação da raça Australian Shepherd, os famosos “Aussies. Na seção pet desta edição falamos sobre a raça. “Fomos buscar nos EUA e Europa exemplares de canis renomados. Fizemos um plantel de 14 cães, sendo que

um, vive comigo em casa desde pequeno, o meu querido Snow of Sunrise Story, que já participou de várias exposições de beleza se tornando campeão, grande campeão, campeão pan-americano e campeão internacional.” A vontade de criar uma raça pequena em casa aflorou e então, Flávia e Roberto importaram da Itália a primeira Cavalier King Clarles, a mesma cadelinha retratada no clássico de cinema “A dama e o vagabundo”. “Para quem não tinha contato algum com cães e gatos, hoje sou uma mulher privilegiada, tenho em casa o meu Snow, três meninas de Cavalier e dois gatos persas, que convivem super bem e dividem o espaço comigo, Roberto e meus filhos”. Flávia relata que toda a família é muito presente na criação, pois todos gostam muito de cães, gatos, animais em geral. A satisfação na criação dos cães vai além da produção de animais geneticamente diferenciados. Flávia viajou o mundo para acompanhar exposições de beleza e conhecer linhagens de sangue. “Durante todos esses anos eu fiz muitas amizades pelo Brasil e pelo mundo. Isso é gratificante demais”. Mas nem tudo são flores. Flávia conta que existem dificuldades e muitos desafios. “Na cidade grande a falta de espaço e a intolerância da vizinhança são fatores que comprometem a criação. E para um plantel diversificado necessita-se de uma área boa para manejo, o que é difícil

no meio urbano”, explica. O trabalho do Canil é muito reconhecido, fato que, segundo ela, levou a bons resultados na comercialização de filhotes mesmo em tempos de crise econômica. Criar por hobby é o ingrediente principal para o sucesso de uma criação, seguidos claro, de “amor incondicional, sem medir esforços para cuidar e criar bem. O cão é um ser que doa sem pedir nada em troca”, conclui Flávia.

Ping Pong Família: Unida Viagem: Paris Comida: Italiana Um lugar: Minha casa Uma companhia: Minha família Música: Viva la vida Filme: Uma linda mulher O que te distrai: Internet Felicidade: Viajar Tristeza: Injustiça Cavalos: Manga Larga Gado: Guzerá

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COMO FAZER

Fumo de rolo

O fumo de rolo ou de corda é feito de modo artesanal, mesmo nos dias atuais. Utilizado para confeccionar cigarros de palha, pode ser consumido também se mascado e no combate a pragas em pomares e hortas. A produção, rústica e peculiar, persiste em alguns lugares e remonta à cultura do fumo, disseminada pelos índios Tupi-guarani no Brasil. Se você deseja se aventurar na produção do fumo de rolo, ou mesmo conhecer, confira: Colheita das folhas Colha as folhas do fumo por volta do 3º ou 4º mês após o plantio, quando atingem a plena maturação. Este estágio pode ser identificado também pelo amarelamento das folhas.

Secagem Após a seleção as folhas dependure-as em um galpãp por um período de 15 dias, aproximadamente, quando ocorre a murcha total.

Destalo O processo de “destala” consiste na retirada do talo para posterior enrolamento das folhas. Geralmente várias pessoas se envolvem nesta etapa.

Enrolamento Para enrolar o fumo são necessárias de 4 a 8 folhas, dependendo da espessura desejada. Neste processo você vai precisar da ajuda de outra pessoa para a torção. À medida que se forma, a corda é enrolada em um sarilho (espécie de cilindro horizontal móvel, acionado por manivela)

Cura O fumo fica ao sol para ser curado e deve ser passado de um sarilho a outro, torcendo a corda para que a água e o chamado “mel” se soltem. O processo todo pode durar entre 60 e 90 dias, dependendo da espessura final do rolo. Geralmente, em um rolo há no mínimo três cordas finas.

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Integração lavoura pecuária floresta pode ser diferencial competitivo para o agronegócio A quinta etapa do circuito RedeAgro, realizado em março, no Escritório Regional da John Deere Brasil, em Indaiatuba (SP), foi um sucesso. O evento reuniu importantes empresários e gestores do agronegócio nacional em uma discussão sobre o tema “Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) como Estratégia para Alavancar Negócios”. A RedeAgro é a aliança estratégica do agronegócio formada por empresas com soluções

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sinérgicas e guiadas por um único objetivo: gerar soluções e conhecimento de alto nível para os principais empresários e gestores do agronegócio do Brasil. Ao longo da programação, grandes nomes do setor promoveram uma rica explanação sobre a prática do sistema de manejo ILPF, contemplando pontos importantes para o desenvolvimento da atividade no Brasil, como o cenário mundial da agricultura, a função estratégica do sistema de integração agricultura, pecuária e floresta e os resultados obtidos por quem já implementa a solução. O ciclo de palestras foi aberto pelo presidente da Embrapa, Maurício Lopes, que apresentou o tema “Intensificação sustentável. A próxima revolução na agropecuária brasileira”. Lopes traçou um cenário da agricultura no Brasil e no

mundo, passando por fatores de interferência como clima, tecnologia e urbanização. Ele destacou a importância de intensificar a agricultura, por meio de sistemas como o ILPF, para produzir mais e melhor, utilizando menos recursos. “A agricultura não pode ser vista como um problema, mas, sim, como uma solução para um futuro sustentável”, acredita Lopes. O especialista chamou a atenção dos convidados para outro ponto importante da atividade: a necessidade de “modelar futuros possíveis” para a agricultura brasileira. “Não podemos pensar em agricultura ‘no básico, o futuro é a prática multifuncional, em concordância com os sistemas biológicos e animal”, destaca. Segundo Lopes, é preciso se antecipar às inovações do setor


e trabalhar com inteligência estratégica para conquistar grandes resultados. Na sequência, Leonardo Sá, CEO da Prodap - empresa que combina soluções de consultoria, nutrição animal e software para o agronegócio -, apresentou sobre a importância de se conduzir com visão estratégica o modelo de negócio ILPF. “Mais do que mudar a estratégia, o sistema ILPF propõe implantar um novo negócio, que envolve características operacionais e culturais completamente diferentes”, afirma. Segundo Sá, especialista em gestão estratégica, é preciso estabelecer objetivos para a prática do sistema e implantar um planejamento completo para se alcançar o sucesso. “É preciso pensar nas competências do time, nos processos, na cultura, na medição e avaliação de resultados e nas mudanças estruturais para alcançar esse ‘hibrido, o novo perfil de negócio bem sucedido”, destaca. Marize Costa, proprietária da Fazenda Santa Brígida, em Ipameri (GO), apresentou os resultados obtidos com a implantação do sistema ILPF. Segundo a gestora, desde o início do processo, iniciado há 10 anos, a fazenda passou de um estado de intensa degradação para um aumento de 70% na produtividade. “Quando as-

sumi o controle em 2006, eu tinha uma propriedade de 0,5 ua/ha (unidade animal/hectare). Já no ano passado, a média chegou a 4 ua/ha”, conta Marize. Com a ajuda de uma equipe qualificada e assessoria direta da Embrapa, idealizadora do projeto junto a Marize, a fazenda hoje é referência na prática do ILPF. “Fui questionada por muitas pessoas se a integração daria certo. Jamais imaginei chegar aonde cheguei. O sistema alcançou sucesso logo no primeiro ano e o preço favorável das comodities

nos deu força para seguir crescendo”, analisa a gestora, que atribui o sucesso alcançado à equipe envolvida no desenvolvimento do processo. “O apoio da Embrapa, em especial do João K (propulsor da prática no Brasil), com toda parte tecnológica e também emocional, foi fundamental. Assim como toda equipe envolvida na gestão do negócio. Graças a eles, segui firme no projeto e estou muito satisfeita”, enaltece. Colaboração: Rede Comunicação de Resultado/Flávia Rios

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O cheiro que os mosquitos

não suportam O AROMA DA CITRONELA AGRADA AS PESSOAS, MAS REPELE INSETOS Em tempos de infestação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor das diversas formas da dengue, da chikungunya e da zika, cultivar a citronela pode ser uma arma a mais de evitar ficar doente. Além de ser muito utilizada como repelente para insetos, pesquisas indicam que a planta afasta também alguns tipos de formiga. Esta planta medicinal, de nome científico Cymbopogon nardus, se parece com o capim-limão. A essência desta planta é muito utilizada na fabricação de perfumes, velas, incensos e desinfetantes e, claro, o repelente que é possível graças aos mais de 80 componentes que são insuportáveis para moscas e mosquitos.

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Apesar do óleo essencial da citronela ser a forma mais eficaz de repelir insetos, em sua forma natural, mesmo que esteja plantada em um vaso, também exerce a função, repelindo qualquer tipo de mosca em um raio de até 50m². Uma dica muito válida, em caso do plantio em vaso, é posicionar a planta em local onde há corrente de ar, pois assim a essência circulará pelo ambiente mais facilmente. Varandas e sacadas são ótimos lugares, bem como saguões e salas amplas. Como planta tropical, gosta muito de sol e necessita de solo fértil. O ideal é mantê-la distante da passagem de pessoas ou animais, pois não resiste a pisadas. É

aconselhável a rega diária para evitar que o solo seque totalmente, mas encharcar pode favorecer o aparecimento de doenças, como a ferrugem.

FAÇA SEU REPELENTE Outra dica é preparar seu próprio repelente. Em casas de produtos naturais é possível encontrar o óleo de citronela. Misture 150 ml do óleo a 350 ml de água, 350 ml de álcool e 150 ml de glicerina líquida. É importante que seja armazenado em recipiente limpo e de cor escura. Essa mistura pode ser passada sob a pele ou ainda borrifada nos ambientes.


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Guzerá

A raça Guzerá, inconfundível e geralmente identificada pela imponência dos chifres e porte avantajado, foi o primeiro zebuíno a chegar ao Brasil em 1870. Originária do estado de Gujarat, na Índia, adaptou-se bem em nosso país. Foram os únicos da espécie a sobreviverem produtivamente a cincos anos consecutivos de seca na região nordeste, no final da década de 1970. A fama de que esta seria a raça ideal para cruzamentos correu e de acordo com dados da Associação dos Criadores de Guzerá do Brasil, “mais de 90% das fazendas brasileiras que praticam ordenhas diárias têm sangue de raças indianas em seu gado leiteiro atualmente”.

DUPLA APTIDÃO A resistência advinda de sua rusticidade natural é só mais uma das vantagens do Guzerá. Trata-se de um animal de dupla aptidão, com linhagens definidas para produção de leite ou para corte, o que é um grande diferencial em relação às outras raças, na opinião do Consultor Especializado em Guzerá, Eros Gazzinelli. “A dupla aptidão da raça é o seu principal motor. Naturalmente o Guzerá é funcional para a produção de carne e leite com menos disponibilidade de alimento. Essa conversão otimizada de alimento em carne e/ou leite chamamos de conversão alimentar superior”, explica. Toda essa versatilidade interfere posi-

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RAÇA PRODUTORA DE LEITE E CARNE CONQUISTA MAIS PECUARISTAS NO BRASIL E EXTERIOR

tivamente em termos econômicos, o que, segundo Gazzinelli pode ser mensurável através da alta procura por animais Guzerá mesmo nos tempos da atual crise econômica. “Com o Guzerá o produtor produz carne, produz leite e pode também priorizar cada vertente fazendo os acasalamentos certos para aumentar os índices na balança e no balde”, justifica. Gazzinelli explica que “há ainda o caminho do meio, que busca o equilíbrio e une as melhores genéticas de ambos os extremos: carne e leite”. A raça conquista produtores em diversos países americanos e, sobretudo africanos. Eros Gazzinelli explica que as exportações da raça não sofreram com a atual crise econômica. “O dólar alto é favorável e, nos últimos

anos, o Brasil bateu recordes de exportação de animais em pé, sêmen e embriões”. O animal de hoje é diferente daquele que chegou ao Brasil. Sistematicamente melhorado e selecionado, temos uma raça “infinitamente superior em temperamento, fertilidade e precocidade”. Apesar de não haver incentivo para estudos e pesquisas por parte do governo, Gazzinelli defende a necessidade de mais trabalho para melhorias da raça. “Quem não se atualiza e acredita que chegou no seu limite está sempre ficando pra trás! O potencial para cruzamentos é sem dúvida a mais recente descoberta do exigente mercado atual. Quem conhece sabe que a raça garante o melhor resultado no puro e no cruzado”.


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AZEITE DE MARIA DA FÉ ESTÁ ENTRE OS

melhores do mundo

MARIA DA FÉ É PRODUTORA DO 1º AZEITE EXTRA-VIRGEM DO BRASIL Foi em 29 de fevereiro de 2008 que aconteceu a extração do primeiro azeite extra-virgem produzido no Brasil, em Maria da Fé, a cidade mais fria de Minas Gerais, localizada na Serra da Mantiqueira, a mais de 1.200 metros de altitude. Com paisagem montanhosa e vegetação predominante de pinheiros, a cidade apresenta grande vocação para o turismo rural e para o ecoturismo, devido ao ambiente acolhedor, gastronomia excelente, cachoeiras e belas fazendas. É neste cenário que se desenvolve a produção de oliveiras que estão por toda parte. Antes, as árvores de folhas acinzentadas enfeitavam jardins e praças, hoje compõe a cultura de milhares pés de oliva em plantações a perder de vista. A assistência e incentivo tecnológico ocorre por parte da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) que dita o ritmo acelerado da produção. O trabalho da Epamig, que mantém uma fazenda experimental na região e há mais de 30 estuda-

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va as possibilidades, mostrou que o clima do município com inverno e verão bem demarcados, se assemelha ao ambiente que favorece as tradicionais plantações de oliveiras no Mediterrâneo. A variedade Arbequina é responsável por 85% das plantações, oferece sabor suave, apesar de picante e amarga em sua forma natural. O azeite obtido alcançou índices de acidez entre 0,2 e 0,7% e foi classificado como virgem extra, com a qualidade similar aos melhores azeites do mundo. Os azeites de Maria da Fé atingem 0,4% em sua maioria, o que significa 50% do máximo tolerável. Atualmente a cidade do Sul de Minas exporta conhecimento para outros municípios de sua região e para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. De acordo com dados da Epamig, o potencial produtivo dessa área é de 2,5 milhões de litros de azeite por safra. Em Maria da Fé é beneficiado aproximadamente 60% do azeite produzido em toda a região abrangida pela Associação

dos Olivicultores que tem uma lista de 45 associados na região do sul de Minas, São Paulo e Rio de Janeiro. Apesar de não ser a única cidade a produzir azeitonas é em Maria da Fé que se concentram a maioria dos turistas interessados em conhecer o segmento de produção de olivas e extração do azeite extra-virgem que chega a um nível de acidez de 0,2%. De acordo com técnicos da Epamig todo o trabalho tecnológico para obtenção de melhor qualidade é importante, mas o manejo e os tipos de solo e clima são determinantes para o resultado. O pesquisador da Epamig, Adelson de Oliviera, expôs no 11º Dia de Campo de Olivicultura realizado em março de 2016 em Maria da Fé, que para a safra 2016 são esperadas cerca de 220 toneladas de azeitonas de diversas variedades, como Arbequina, Grappolo, Koroneiki, Maria da Fé e Ascolano. O volume processado em 2016 deve ser cerca de 20 mil litros de azeite.


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Apicultura

A PRODUÇÃO DE MEL GARANTE AUMENTO DE RENDA NA AGRICULTURA FAMILIAR

Criar abelhas para produção de mel, própolis, geleia real, pólen e até mesmo veneno é o que chamamos de apicultura. Trata-se de uma atividade muito antiga com registros pré-históricos de desenhos da extração do mel em paredes de cavernas. Os benefícios do mel são muitos e imprescindíveis na nutrição humana. A apicultura é considerada hoje uma das grandes opções para a agricultura familiar, uma vez que proporciona aumento da renda e requer oportunidade de aproveitamento da natureza e do meio ambiente. Além disso, é uma atividade de desenvolvimento sustentável, pois as abelhas são indiretamente

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responsáveis pela polinização de diversas espécies de flores, contribuindo para a produção de melhores frutos e sementes. No Brasil, a apicultura teve inicio em 1839 com abelhas vindas da Europa. Em 1956 foram introduzidas abelhas africanas, mais produtivas, porém mais agressivas. O cruzamento dos tipos gerou as abelhas africanizadas, muito comuns por aqui. Com a atividade em expansão, atualmente no Brasil a cadeia produtiva da apicultura gera inúmeros postos de trabalho e emprego na zona rural, principalmente na agricultura familiar. A ampla área territorial de nosso país, a vegetação diversificada e clima tropical oferecem condições perfeitas para a criação de abelhas. A maior parte da produção vem de pequenos e médios apicultores que possuem, em média, menos de 100 colmeias, com produtividade estimada em torno de 30 quilos anuais de mel por colmeia. Piauí, Bahia, Pernambuco e Ceará estão entre os maiores produtores brasileiros de mel. O país produz entre 20 e 50 mil toneladas de mel por ano e 55% do volume dessa produção é oriundo da região nordeste. Em janeiro de 2015 foi exportado o montante de US$ 7,3 milhões, de acordo com dados da Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel). Em comparação com o

mesmo mês de 2014, houve aumento de 36,55% nas exportações de mel em valor exportado e de 24,05% em volume.

O MUNDO DAS ABELHAS As abelhas (Apis Mellifera) são insetos do Filo Arthropoda, da Ordem Hymenoptera. Uma super-família constituída por elas é chamada de Apoidea e contém milhares de abelhas com funções e trabalhos coordenados. A abelha rainha reina absoluta em uma colmeia e sua única atribuição é se reproduzir. É maior que as demais abelhas, alimenta-se de geleia real e vive em média cinco anos. É capaz de produzir cinco mil ovos por dia. O zangão nasce de um ovo não fecundado e sua única função é reproduzir morrendo após a cópula. As abelhas que fazem todo o trabalho pesado são as operárias. Elas protegem e limpam a colmeia, constroem os favos, produzem a cera, cuidam das larvas, buscam e armazenam o alimento. Vivem no máximo quatro meses. Possuir colmeias não é a única exigência para quem deseja iniciar a produção do mel. Além de conhecimento técnico sobre manejo e produção, entender o comportamento social das abelhas, bem como sua biologia, é fundamental.


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Maior produção de tilápia em Minas Gerais O Estado de Minas Gerais se firmou como polo produtor de tilápia com produção presente em todas as regiões, mas com destaque no Lago de Furnas que possui aproximadamente oito mil tanques-rede e no Lago de Três Marias, que tem cerca de 5.800. De acordo com dados do governo federal, em 2014, a produção no Lago de Três Marias atingiu a marca de 6,7 mil toneladas de pescado com receita aproximada de R$ 38 milhões. José Eduardo Aracena Rasguido, coordenador técnico na Emater-MG, explica que este patamar sofreu queda em

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2015 em virtude da crise hídrica quando muitos psicicultores ficaram sem condição de produzir, principalmente no Lago de Furnas, mas que melhores índices já podem ser esperados. “Com a recuperação do nível de água de ambas represas está havendo um aumento no número de tanques-rede que estão sendo colocados em ambos os lagos. Na Quaresma deste ano não houve peixe suficiente para atender a demanda dos consumidores”, enfatiza. Eduardo Rasguido explica ainda que mesmo com o preço elevado da ração o

negócio compensa em termos econômicos “porque a maioria dos piscicultores está trabalhando com a tecnologia mais atual em termos de manejo e alimentação dos peixes”. Novos projetos em fase final de tramitação para licença ambiental e demais exigências para a atividades podem significar aumento considerável da produção em 2016. “Novos frigoríficos também estão em fase final de tramitação para seu funcionamento o que demonstra que a atividade está caminhando para uma fase de profissionalização”, explica Rasguido. O aumento no volume da produção e processamento deve chegar ao mercado no final de 2016 e início de 2017. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG) leva tecnologia mais atual para os piscicultores, além de orientação sobre legalização da atividade, assistência técnica e produção.


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Plantas carnívoras EXÓTICAS, BELAS E COLORIDAS Assustadoras? Às vezes! Exóticas? Com certeza. Perigosas? Apenas se você tiver o tamanho de um inseto. Elas chamam atenção por serem diferentes, afinal de contas, essas plantas comem. E comem pequenos insetos ou animais aquáticos microscópicos que atraídos por suas flores, são presos e depois devorados. Costumam ser belas e delicadas, tanto que muitas pessoas nem percebem que são carnívoras. Como todas as plantas, realizam fotossíntese e as presas são fonte de nutrientes para compensar o que as raízes não obtêm do solo. São mais de 500 espécies de plantas carnívoras espalhadas por todo o mundo com exceção da Antártida, das quais 80 estão no Brasil. Se desenvolvem principalmente nas serras e chapadas e são mais abundantes em Minas Gerais, Bahia e Goiás. Existem quatro tipos de famílias principais: Nepenthaceae, Sarraceniaceae, Droseraceae e Lentibulariaceae. No Brasil, o tipo Droseracea é comum nos cerrados.

ATRAÇÃO E ARMADILHAS As cores de suas flores e o cheiro do néctar são as armas dessas plantas para atraírem suas presas. Algumas utilizam de padrões de luz ultravioleta de suas armadilhas e outras do reflexo das gotículas de mucilagem para atrair os insetos voadores. Os tipos de armadilhas variam conforme as espécies. As do tipo “jaula” são as mais conhe-

cidas. As folhas são modificadas em duas metades com gatilhos no interior que, ao serem tocados pela presa, se fecham em frações de segundo esmagando o inseto e digerindo-o. As armadilhas de folhas colantes são glândulas espalhadas pelas folhas ou por toda a planta. As presas mais comuns dessas espécies são as voadoras. Já as armadilhas de sucção são compostas por pequenas vesículas, cada qual com uma pequena entrada cercada de gatilhos. Quando a entrada é repentinamente aberta em decorrência da diferença de pressão entre o interior e o exterior da vesícula, tudo ao redor é sugado, inclusive a presa que estimulou o gatilho.

DIGESTÃO Após a captura é iniciado o processo de digestão por enzimas proteolíticas, ou seja, aquelas que quebram as substâncias em moléculas menores. Tudo muito semelhante ao que acontece no estômago humano. Essas enzimas são consideradas fracas e por isso não causam mal algum a animal de grande porte e nem à pele humana. Existem algumas espécies de plantas que chegam a prender os insetos para polinização, e claro, não os engolem, como é o caso de algumas orquídeas. Outras atraem os insetos, os capturam, mas não produzem enzimas para digeri-las. Neste caso a digestão é feita por fungos e bactérias, um processo lento.

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Morango:

o pseudofruto agregado que faz bem à saúde Fruto ou pseudofruto? Biologicamente dizendo frutos são estruturas formadas a partir do desenvolvimento do ovário da flor e que, geralmente, protegem a semente. A laranja é um bom exemplo desse processo, mas e o morango?

Suculento, vermelho e de sabor muito agradável, trata-se de um pseudofruto agregado. Isso significa que é resultado do receptáculo da flor com vários ovários. No morango, os frutos são aqueles pontinhos escuros que vemos na superfície, denominados frutículos. Cada ponto, um fruto. A maçã, a pera, a amora, o caju e o abacaxi são outros exemplos bem comuns do que chamamos de frutas, mas que na verdade, não são. O verdadeiro fruto do caju, por exemplo, é a castanha.

PRODUÇÃO Fruto ou não, o morango é cultivado no Brasil através de ativida-

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de agrícola especializada. A cultura exige métodos modernos de manejo e conhecimentos técnicos. Minas gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Paraná. Santa Catarina, São Paulo e o Distrito Federal são os principais produtores de morango no país. Em 2015, a produtividade média ficou em torno de 30 toneladas/ha. A maior demanda por morango ocorre na região sudeste.

BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE O pseudofruto tem baixo índice glicêmico e grande concentração de Vitamina C, antioxidantes e Vitamina E. O consumo regular do morango ajuda a diminuir o colesterol ruim (LDL) e tem propriedade diurética.


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CAVALOS ALBINOS

existem ou não?

PELAGEM BRANCA E OLHOS AZUIS SÃO CARACTERÍSTICAS DE CAVALOS COM DEFICIÊNCIA DE MELANINA Várias são as tonalidades da pelagem dos equinos e a classificação das cores é baseada na genética. Todas as pelagens de cavalos são determinadas a partir de dois pigmentos apenas: eumelanina e faemelanina. O primeiro dá origem à cor negra e o segundo à cor vermelha. A cor final do animal vai depender dos genes que restringem, sombreiam, encobrem, diluem ou até mesmo misturam os pigmentos dando origem às diversas pelagens.

HOMOZIGOTOS PARA O GENE DA COR Mas e quando não há cor? De acordo com a veterinária, mestre em Zootecnia pela Universidade Federal de Minas Gerais e uma das autoras do Livro Pelagem dos Equinos: Nomenclatura e Genética, Adalgiza Souza Carneiro de Rezende, em termos técnico e biológicos, “a literatura sobre genética das pelagens dos equinos mostra claramente que não existem cavalos albinos”. Adalgiza explica que o alelo C, que vem do inglês colours, é o responsável pela produção de pigmento melânico. Para que um animal produza este pigmento seu genótipo deve apresentar esse alelo na forma dominante. Contudo, uma outra forma de combinação, que biologicamente resultaria em albinos reais, não acontece. Nas espécies que possuem o alelo recessivo cc a reação de formação da melanina não se completa

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porque a presença dessa combinação gênica na forma recessiva faz com que o animal não tenha produção da enzima Tirosinase. “A certeza de que na espécie equina não acontece o “cc” vem do conhecimento de que os animais que possuem c na forma homozigota recessiva não produzem nenhum pigmento melânico e neste caso seus olhos seriam vermelhos, pois é possível enxergar o sangue por transparência, como acontece com ratos e coelhos. Nunca observou-se um equino com olhos vermelhos”, explica Adalgiza. Diante disso, os animais que são erroneamente chamados de albinos possuem os olhos amarelados ou azulados, o que, segundo a veterinária, demonstra deficiência e não ausência total de produção da melanina. “Os animais que possuem deficiência e não ausência total na produção de melanina devem, portanto, ser chamados de pseudoalbinos”, afirma.

CUIDADOS COM OS PSEUDOALBINOS Considerados mais frágeis por terem a pele mais sensível por falta de melanina, um protetor natural, os cavalos albinos podem ser também temperamentais. “Eles têm dificuldades de enxergar e isso pode afetar seu temperamento. Também podem apresentar eritema solar, que é uma inflamação na pele, em várias regiões do corpo”, explica a

veterinária que alerta para o fato de termos sol praticamente o ano todo no Brasil. O fato é que a beleza excêntrica destes animais e a força que têm podem sobressair sobre os problemas que enfrentam, desde que sejam bem cuidados, para que vivam mais e melhor. Adalgiza Souza Carneiro de Rezende, possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (1977), especialização em Nutrição e Podologia Equina na UFMG (1984) mestrado em Zootecnia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1984) e doutorado em Ciência Animal pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997).


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Pequi FRUTA TÍPICA DO CERRADO PODE AMENIZAR EFEITOS COLATERAIS DE TRATAMENTO DO CÂNCER De cheiro e sabor marcantes o pequi é aquele tipo de fruta que a pessoa ou adora ou odeia. Não existe meio termo. Muito popular em Minas Gerais, Mato Grosso e em Goiás, nasce no cerrado e faz parte da culinária regional destes estados remetendo à cultura. Ser convidado para saborear arroz com pequi e frango na casa de um amigo, por exemplo, o prato mais típico preparado com a fruta, significa que você é uma pessoa muito bem quista por quem o convidou. Afinal, o pequi é um alimento que se come com as mãos, raspando os dentes na polpa. Comer o pequi é quase uma aventura, precisa ser feito com muito cuidado para não morder o miolo e acabar se machucando nos espinhos finos e muito pequenos, mas capazes de fazer aquele estrago. Dividir essa iguaria é quase um ato de amor, para quem gosta, claro.

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A indústria alimentícia já apresenta o óleo extraído do fruto para ser utilizado como óleo de cozinha no preparo de outros alimentos e a polpa em conserva. O fruto, colhido e selecionado, in natura, é encontrado nas mãos de vendedores à margem de estradas e em algumas cidades, em carros ambulantes. Alguns sacolões na capital mineira, Belo Horizonte, já vendem o pequi em pequenas bandejas. A temporada da colheita é em dezembro e quem gosta de ter o fruto durante todo o ano aproveita para mantê-lo congelado.

COMBATE AOS EFEITOS DA QUIMIOTERAPIA O que muitos apreciadores de pequi não sabem é que a fruta é capaz de amenizar os efeitos colaterais de pessoas que passam por quimioterapia. Este fato foi

confirmado pelos biólogos César Koppe Grisolia e Juliana Khouri, do Laboratório de Genética e Mutagênese, da Universidade de Brasília (UnB). Eles obtiveram êxito na redução do índice de mutação em células sadias expostas ao tratamento quimioterápico ao utilizarem o extrato do pequi. Há ainda mais benefícios. O conhecimento popular e utilização recorrente do pequi levaram à conclusão de que 3 à 5 gotas do óleo do pequi é uma solução natural no tratamento da asma.

PODER ANTIOXIDANTE E FIBRAS Embora não haja estudos suficientes sobre o pequi, a informação de que ele contém alto teor de ácidos graxos monoinsaturados é inegável e tais ácidos, os mesmos encontrados em nozes e azeitonas, ajudam no controle do nível do colesterol. Além disso, é boa fonte de vitaminas A e de caretenóides, atuando como antioxidantes especialmente nas células oculares. Constipação, cólicas, diarreias e flatulência podem ser controladas graças aos altos níveis de fibra encontrados no pequi. A fibra também ajuda a eliminar o excesso do colesterol LDL, considerado ruim, melhorando a saúde cardíaca.


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O PAÍS CONTINUA NA LUTA PELA ERRADICAÇÃO DA

Febre Aftosa

A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa responsável por grande perda econômica, uma vez que leva animais jovens à morte ao causar problemas cardíacos. Ações constantes sob a coordenação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) são desenvolvidas contra a aftosa. O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da febre Aftosa (PNEFA) é uma destas ações e tem como principal estratégia a eliminação da doença. A enfermidade ataca bovinos, búfalos, caprinos, ovinos, suínos, além de outras espécies de casco fendido. Toda suspeita de doença vesicular deve ser obrigatoriamen-

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te notificada em escritórios locais ou solicitada visita do Serviço de Defesa Sanitária Animal do estado. Nestes casos, um veterinário fará inspeção dos animais e, caso haja confirmação de alguma doença vesicular é feita coleta de amostras para laboratório e tomadas algumas medidas de emergência com a finalidade de conter a proliferação da doença. Isso ocorre porque há outras doenças que são clinicamente indistinguíveis à febre aftosa, tais como estomatite vesicular, enfermidade vesicular do suíno e exantema vesicular do suíno. O contágio da febre aftosa se dá através de contato direto com animais infecta-

dos, com secreções ou por meio de vetores como o homem ou outro animal doméstico que tenham entrado em contato com algum animal contaminado. Os primeiros sintomas aparentes são as feridas, mas as pessoas precisam estar atentas a qualquer sinal de babeira e manqueira também. A vacinação é obrigatória no país para bois, vacas e búfalos. Os animais são vacinados em duas etapas: na primeira etapa todos os animais, a partir de um dia de idade, no mês de maio. Na segunda etapa, no mês de novembro, somente os animais com idade até 24 meses deverão ser vacinados.


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Venda de soja certificada garante bônus de mais de meio milhão de reais a produtores de Sorriso-MT Nove produtores rurais de Sorriso-MT estão sorrindo à toa e não é nenhum trocadilho. Isso porque receberam mais de R$ 500 mil em bonificação pela venda de créditos negociados na plataforma RTRS, sigla em inglês para Roun Table on Responsible Soy. Mas essa negociação só foi possível graças à produção de soja de forma sustentável. O repasse dos créditos da soja certificada é um reconhecimento aos produtores que agora conseguem comprovar fora do país que produzem de forma sustentável. Os “créditos verdes” desta produção são uma espécie de moeda gerada a cada tonelada de soja produzida nestas propriedades. Esse crédito é, basicamente, compra-

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do por empresas da Europa que precisam compensar seus impactos ambientais. Juntas, as nove fazendas de Sorriso, produziram cerca de 60 mil toneladas de soja certificada. Pelo sistema, cada tonelada certificada dá direito a um crédito que pode ser negociado na plataforma da RTRS. Os produtores receberam, no total R$ 527.383,00. A certificação das propriedades visa uma produção ambientalmente correta, socialmente adequada e economicamente viável. Para o presidente do Clube Amigos da Terra (CAT), Darcy Getúlio Ferrarin, o pagamento dos bônus é um momento histórico para o Clube Amigos da Terra. “Esse repasse é muito importante, mas a certificação vai

muito além do benefício financeiro. Os produtores que estão no projeto estão dispostos a organizar a propriedade, se adequar a legislação e, principalmente, preservar o meio ambiente”, afirmou o presidente.


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Conquistou por 26 anos o título de melhor expositor e melhor criador nacional da Raça Pêga DESDE A DÉCADA DE 70 INVESTINDO EM MELHORIAS GENÉTICAS, MARCO ANTÔNIO ANDRADE BARBOSA É REFERÊNCIA EM CRIAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO PECUÁRIA Tudo começou no início da década de 70, no Pará e Tocantins, onde Marco Antônio Andrade Barbosa (Maab) costumava comprar apenas animais de fundo de tropa. Concluiu o curso de Ciências Econômicas na Universidade Mackenzie em São Paulo em 1971 e foi para o norte

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do país implantar fazendas de pecuária de corte. Naquela época teve a ideia de criar seus próprios muares, foi então que comprou um lote de éguas e um jumento. Uma jornada que começou tão distante de Minas se transformou naquilo que hoje é resultado de muita

dedicação e paixão na criação de muares e Jumentos Pêga. O economista e agropecuarista de 64 anos, criador de jumentos e muares há 44 anos, relata sua trajetória de sucesso que vamos acompanhar nesta reportagem especial.


NASCE O CRIADOR Em 1973 Marco Antônio adquiriu seus primeiros animais sendo 10 jumentas compradas do seu sogro João Humberto Andrade Carvalho, 2 jumentas do Criatório Passa Tempo da Fazenda Campo Grande, 2 jumentas do Sr. Gastão Resende da Fazenda Palestina, 2 jumentas do Sr. Renato Joaquim Resende do criatório Do Vau e 4 jumentas do Sr. Álvaro Resende da Fazenda Soca. Algum tempo depois esses animais ganharam a companhia do Gas Diadema, na época tricampeão nacional da raça Pêga. Esse animal foi adquirido com o intuito de contribuir com a reprodução do Banquete Maab, um dos primeiros jumentos Pêga produzidos pela marca que leva as iniciais de Marco Antônio Andrade Barbosa e, na atualidade o nome de maior destaque na reprodução e venda da raça.

Banquete Maab nasceu em 1976 e foi campeão estadual no Estado do Pará. Logo após investiu em uma linhagem diferente: o jumento Ali Bronze chegava para cruzar com as filhas de Gas Diadema. Cruzamento que marcou o caminho pela busca constante na produção de animais cada vez melhores, com qualidades notáveis: marchadores, dóceis e resistentes ao trabalho rural e bonitos. No Pará foram implantadas as primeiras fazendas de pecuária para produção de exemplares rústicos, adaptados e funcionais. Contudo, o clima muito quente, distâncias muito longas e topografia ondulada passaram a ser um agravante para os equinos que trabalhavam na lida com carga de mantimentos e gado. Maior conhecimento sobre os muares e asininos permitiu a ampliação da criação e a implantação de uma nova sede, a Fazenda Mula Preta, em Uberaba - Minas Gerais, com um plantel de

centenas de animais dentre eles matrizes em reprodução, jumentos e éguas.

RECONHECIMENTO Maab relembra as conquistas adquiridas no Pará e faz questão de tecer agradecimentos à terra que lhe foi tão próspera. “Gostaria de agradecer em especial ao Pará onde morei por 10 anos, um estado que me trouxe muitas alegrias, inclusive o nascimento de minha primeira filha Manuela Carvalho Barbosa, e muitas realizações ao longo desses anos na seleção de jumentas Pêga. A implantação de fazendas de pecuária, engordando bois com muito sucesso financeiro e fornecimento de carne para o projeto JARI (Florestal e Agropecuária) criado pelo norte americano Daniel Keith Ludwig, a maior plantação de arroz, de eucalipto e celulose do mundo naquela época”.

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permitido a evolução da raça e consequentemente a valorização dos muares e Jumentos Pêga, Marco Antônio defende a necessidade de mais criadores e novos desafios. “Há no Brasil espaço muito grande para novos criadores. O diferencial para quem começar agora é a facilidade de produtos, bem como a genética bem melhorada, resultado de trabalho de muitos anos. Todo trabalho soma. Precisamos de continuidade e mais melhoria da raça”, enfatiza.

Antonia, Joana, Maria Claudia (Esposa), Manuela e Christopher (genro)

PAIXÃO POR TODAS AS RAÇAS

CRUZAMENTOS Em suas fazendas, Marco Antônio utiliza raças diferentes nos cruzamentos, mas todas elas, segundo ele “produzem animais de boa índole, temperamento de sela e marchadores”. O pecuarista explica que ao escolher uma égua para o cruzamento com o Pêga são observadas características como o temperamento, andamento, porte e beleza racial. “Nas fazendas em Tocantins

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utilizo Mangalarga Marchador, Campolinas e Mangolinas. Na fazenda do Paraná o cruzamento é feito com éguas Mangalarga. Já em Uberaba, na Fazenda Mula Preta, utilizo todas as raças para testar os jumentos campeões. Pois, mesmo sendo campeões, se não produzirem muares de boa qualidade são excluídos do plantel de asininos, lembrando que os muares são a parte funcional dos asininos”, assinala. Embora a melhoria da genética tenha

Além de criar muares e jumentos Pêga, Marco Antônio cria também gado de elite em Uberaba, das raças Nelore PO, POI, Nelore Pintado Mocho Preto e Branco, Guzerá, Gir Leiteiro, Sindi e Bonsmara. Em Tocantins, a criação de nelore é para recria e engorda. Com variedade na criação, as atenções se voltam para o Pêga por motivos que ele mesmo explica. “É rentável, é apaixonante e muito gratificante descobrir que essa espécie oferece mais do que imaginamos um dia. Cria-se um envolvimento cada vez maior. O Jumento Pêga é um animal muito versátil, dócil, bonito, altivo e marchador”. A multifuncionalidade deste animal, cada vez mais aprimorada graças aos esforços em melhoria genética através da reprodução, é reverenciada por Marco Antônio.


“O cruzamento de um bom reprodutor da raça Pêga com éguas de todas as espécies geram muares para várias atividades e funções, como: lida com o gado, concurso de marcha e provas funcionais, cavalgadas, carga e tração, além de um muar bom de sela”. O pecuarista percebe os muares como um importante elo do homem urbano com o meio rural. “Economicamente, os asininos e muares movimentam uma indústria que gera empregos e receitas para a sustentabilidade de milhares de famílias que vivem na zona rural. Além disso, contribuem para o comércio que envolve fabricantes de ração, medicamentos, selaria, equipamentos agrícolas, turismo rural e equestre”, explica.

AGRICULTURA RESPONSÁVEL Recentemente foi implantado nas fazendas sistema extensivo de rotação de culturas. Nas fazendas Badajós, Santa Clara e Capão do Boi é feito plantio da soja. Já na fazenda Nossa Senhora das Graças, também em Uberaba, o plantio é de cana-de- açúcar. A mandioca para produção de fécula e farinha no Paraná é cultivada nas fazendas Nossa Senhora de Lourdes e Cruzeiro do Sul. Esta é uma forma de deixar as terras sempre férteis e valorizadas, respeitando as leis ambientais.

PRÊMIOS É inegável toda a contribuição para a pecuária no Brasil através do incansável trabalho executado por Marco Antônio na constante busca por melhorias na produção de asininos e muares. Este reconhecimento chega até o criador de várias formas, e algumas delas acontecem por meio de grandes premiações e homenagens. Em 2007 foi homenageado como o melhor criador e expositor da raça por 20 anos. “Achei essa homenagem muito importante porque aconteceu durante a comemoração dos 60 anos da ABCJPêga”, enfatiza. Outro reconhecimento público aconteceu em 1986, durante a 1ª Exposição Nacional da Raça Pêga “Enapêga”, quando recebeu o 1º prêmio de melhor criador e expositor da raça. Atualmente, Maab coleciona 26 títulos de melhor criador e expositor nacional da raça Pêga acumulados ao longo de 30 anos do evento.

PRESIDÊNCIA DA ABCJPÊGA Marco Antônio sempre se dedicou à Associação Brasileira dos Criadores de Jumento Pêga (ABCJPêga) onde foi vice-presidente por cinco vezes e por 35 anos atuando em outros setores da diretoria. Em abril de 2010, com 78% dos votos chegou à presidência da associação. Em 2013 foi reeleito presidente novamente por mais um triênio e, atualmente compõe o Conselho Consultivo da associação. Enquanto presidente implantou o ranking da Copa de Marcha de Muares com regulamentação específica e software desenvolvido para a atividade e disponível no site da ABCJPêga para acompanhamento. A questão da marcha dos jumentos é um fator importante na visão de Maab. “Mar-

cha se faz com marcha. Em muitos julgamentos há tendência de juízes premiarem animais com marcha batida e diagonalizada quando, na verdade, deveriam valorizar a marcha picada no caso dos asininos, pois essa é uma de suas características”, explica. Outra novidade de sua gestão foram os cursos de reciclagem de juízes e técnicos e o rodízio de árbitros, oferecendo a oportunidade para que todos possam julgar. A sede da associação foi reformada e foram atualizados vários cursos de atualização de técnicos e jurados no município de Uberaba e outros. No que tange ao fomento da raça houve, segundo Maab, investimento em marketing, concursos de marcha, exposições estaduais, leilões regionais e virtuais com maior controle na qualidade dos animais e o leilão da Associação durante a Exposição Nacional - Enapega.

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COMERCIALIZAÇÃO De acordo com Marco Antônio, a Fazenda Mula Preta recebe permanentemente criadores e compradores em geral para comercialização dos animais e, além disso, há 17 anos, sempre em maio, acontece na Expozebu, em Uberaba, o tradicional Leilão Special Maab- Jumentos Pêga e Muares. Maab explica que, paralelo a esse leilão, nos dias da Exposição, “é realizado o evento Shopping Fazenda Mula Preta para aquisição de animais fora do leilão como jumentos e jumentas, mulas, equinos de diversas raças.

LEILÃO MAAB Marco Antônio Andrade Barbosa assumiu o controle do tradicional leilão, imprimindo sua marca, a Maab em 2003. O evento teve início na década de 70, exatamente na mesma data, 7 de maio, durante a Expozebu. O idealizador e um dos pioneiros foi o criador João Humberto Andrade Carvalho e o leilão recebia o nome de Leilão São Francisco. Naquela época, Maab, genro de João Humberto e cotista, representava sua esposa Maria Cláudia Carvalho Barbosa. Ao assumir, incrementou os negócios com a inclusão dos Jumentos Pêga e muares, disponibilizados da Fazenda Mula Preta e com altíssimo padrão. A partir de 2005 o

Leilão Maab se consagrava com sua marca e cara. Na Fazenda Índia, às margens da BR 262, KM 795, a 8km de Uberaba, era construído um tattersal de rara beleza, muita funcionalidade e conforto. Desde então, todos os anos, são realizados negócios de somas expressivas com participação ativa de empresários, personalidades políticas e grandes criadores. De acordo com Marco Antônio, a responsabilidade com a tradição e credibilidade alcançadas é ainda maior a cada ano. “Por isso, o processo de melhoramento genético que já era crescente, se acelera. Estou sempre preocupado em ofertar muita qualidade”, ressalta. Todas as informações sobre a marca Maab pode ser obtida através do site maab.com.br.

NELORE MAAB Marco Antonio é a terceira geração de criadores das raças zebuínas, vindo de família tradicional de pecuaristas. A tradição Maab está presente também e até a mais tempo no plantel de gado nelore. O trabalho de seleção iniciado por seu avô, José Barbosa Souza (Marca J5), há mais de 80 anos, marca a utilização de linhagens diferenciadas para criação de animais aprimorados.


Marco Antônio incorporou ao seu plantel matrizes doadas pelo sogro (Marca F), herdeiras de uma genética diversificada formando uma base ímpar e bastante atual da seleção Maab. A herança familiar, aliada a uma visão empreendedora levou Marco Antônio a realizar, em 1983, a seleção de matrizes

cabeceiras para o seu programa pioneiro de transferência de embriões usando também o nelore POI onde foi buscar material genético pessoalmente com uma comitiva da ABCZ especializada em reconhecimento genético de animais melhoradores na Índia. O resultado disso? Exemplares rústicos, adaptados, funcionais e muito belos,

Guarani Maab

Beija Flor Maab

Alecrim Maab

Diadema Maab

Nicole Maab

Grazy Maab

Tri Grande Campeão Nacional

Bi Campeão Nacional Progênie de Pai

Bi Grande Campeã Nacional

com refrescamento de sangue e total garantia de fertilidade, muito valorizados nos leilões e pistas da Expozebu. É exatamente isto que é encontrado nos Leilões Maab, todos os anos: qualidade e mais qualidade. Fruto de dedicação, persistência e principalmente amor pelo que faz.

Penta Grande Campeão Nacional

Enea Campeão Nacional Progênie de Pai

Tri Grande Campeã Nacional

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SEÇÃO ECONOMIA

EXPORTAÇÃO DO LEITE TEVE AUMENTO SUPERIOR A 20% NO ÚLTIMO ANO EXPORTAÇÃO DO LEITE

Produção láctea de Minas Gerais ganha espaço nas exportações O Estado de Minas Gerais acompanhou o nível de exportações nacionais e apresentou saldo positivo na balança comercial na exportação de produtos. No ano passado os principais produtos exportados foram o café, o minério de ferro e algumas variações como o ferro fundido e seus produtos, pedras preciosas, açúcar e o ouro. O que chamou atenção foi o crescimento dos lácteos. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE), no acumulado de janeiro a novembro de 2015 os produtos láteos mineiros apresentaram crescimento de 17.7% e alcançaram US$ 163,6 milhões. Essa participação no total das re-

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ceitas externas do estado não é considerada grande, mas contribui para o conjunto de vendas externas ao mesmo tempo em que fortalece um segmento importante da economia mineira. De acordo com a balança comercial brasileira, Minas Gerais foi responsável por 10,3% das exportações e 4,9% das importações totais do país no mês de dezembro de 2015. Outro fator importante foi a queda nas importações. Informações da Exportaminas, unidade da SEDE, demonstram que houve uma redução das importações na ordem de 32,1% em relação ao mês de novembro e uma queda de 44,4% com relação a dezembro de 2014.

A exportação do leite mineiro obteve elevação de 20,1% entre janeiro e novembro de 2015 em relação ao mesmo período de 2014. A maior parte do leite exportado vai para a Venezuela, com aumentos significativos nas exportações do produto para Angola, Paraguai e Estados Unidos. O fato é comemorado pelos pecuaristas e produtores que sempre encontraram barreiras na exportação dos lácteos, principalmente barreiras sanitárias impostas pelos importadores. Segundo informações da SEDE o quadro mudou em consequência ao melhoramento do rebanho, aperfeiçoamento de produtos e inovação de práticas. De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Minas Gerais é a principal bacia leiteira do país, respondendo por 27,5% do total produzido no Brasil. Toda a região sudeste representa 35% da produção nacional. A produção mineira chega a 8,83 bilhões de litros por ano e a região do sudoeste de mineiro representa 6,9% desse total.


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Mirtilo A MILAGROSA FRUTA AZUL QUE PREVINE CÂNCER E REGULA A PRESSÃO ARTERIAL

Menor que uma uva e de cor roxa azulada bem intensa, essa frutinha da família das ericáceas cresce em subarbustos de até 60 cm, é nativa da Europa, Ásia e Estados Unidos onde é muito cultivada e conhecida como blueberry. De acordo com uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) o mirtilo, que começou a ser produzido no Brasil na década de 80, possui as mesmas características físicas e nutricionais da versão original. O fruto produzido no Brasil é originário da América do Norte e apresenta variedades pertencentes ao grupo Highbush, ou seja, arbustos mais altos que podem atingir 1,5 m. Aqui, também são encontradas variedades do grupo Rabitteye caracterizadas por árvores que medem entre 2 e 4 metros. Os índios norte-americanos consideravam a blueberry mágica. E estavam certos.

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Rico em polifenóis, que conferem funções anti-inflamatórias, o mirtilo combate os radicais livres, reduz o colesterol ruim e melhora tanto a saúde dos olhos, prevenindo glaucoma e cataratas, quanto a circulação sanguínea, favorecendo a vascularização e protegendo contra doenças cardíacas. Além de todas essas vantagens, contém niacina, que é uma vitamina do complexo B, minerais, potássio e também vitamina C, atuando na saúde dos rins e do aparelho digestivo. Nutricionistas classificam a fruta como superalimento e estudos recentes descobriram mais uma importante ação em relação ao controle da pressão arterial. Estudo desenvolvido no Centro de Pesquisas Avançadas em Nutrição e Exercícios Físicos no Envelhecimento da Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos, concluiu que o consumo diário equivalente a uma xícara da fruta fresca é capaz de beneficiar mulheres no período da menopausa reduzindo a pressão sistólica (pressão arterial máxima) em 5% e a diastólica (pressão arterial mínima) em 6%. Pesquisadores da Universidade do

Maine dos Estados Unidos publicaram na revista Applied Physiology Nutrition and Metabolism o resultado de estudos sobre o potencial da fruta no combate à síndrome metabólica que é um conjunto de fatores de riscos caracterizados por obesidade, hipertensão, intolerância à glicose e à insulina, inflamações e percentual elevado de gordura no sangue. Foram feitas experiências com ratos obesos que consumiram uma quantidade de mirtilo equivalente a duas xícaras diárias do alimento in natura. As paredes das veias foram alargadas e a circulação do sangue melhorou significativamente o que, consequentemente, levou à redução dos processos inflamatórios. E tem mais. Os antioxidantes que vem da alta concentração de antocianina, que dá a cor azul às bagas, atacam os radicais livres. Os radicais livres podem danificar células sadias do nosso organismo levando ao envelhecimento acelerado, queda da imunidade e até mesmo favorecer o surgimento do câncer. O ácido elágico é outro importante antioxidante encontrado no alimento que pode inibir o crescimento de tumores. Acha que basta? Ainda tem mais. As vitaminas C, E e A, complexo B, ferro, selênio, zinco e cobre fortalecem o sistema imunológico deixando-o muito mais fortalecido. Profissionais da nutrição e pesquisadores defendem a necessidade de ingestão do mirtilo fresco para obtenção de melhores resultados, apesar de a indústria de suplementos lançar no mercado em ritmo acelerado versões em cápsulas ou em pó da fruta. Seria aceitável, após tantos benefícios, que a fruta não tivesse sabor agradável. Mas, outra vez o mirtilo se supera, pois possui um sabor agridoce único e, além de ser muito apreciado no consumo in natura, é bastante utilizado em preparo de tortas doces ou salgadas e geleias. As folhas, que também possuem alto valor nutricional, podem ser consumidas em salada ou chás.


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MEIO AMBIENTE

Depois de El Niño, Brasil se prepara para enfrentar La Niña no fim de 2016 Após um ano repleto de alterações climáticas causadas pelo El Niño, que foi o mais forte dos últimos 19 anos, outro fenômeno natural, chamado La Niña, vai se formar no fim de 2016. Ao contrário do El Niño, que consiste no aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico (na região equatorial), a La Niña é o resfriamento irregular dessas águas, que contribui com o deslocamento de massas de ar mais frias pela América do Sul e a modificação do clima em outras partes do mundo. As chuvas aumentadas na região Sul do país e a rigorosa seca do Nordeste são consequências do El Niño que também foi responsável por causar perdas nos cultivos de muitas plantações em todo o país. Tais eventos colaboraram para a elevação de preços de alguns produtos no mercado e deixou muitos agricultores preocupados com as próximas safras. Mas, depois de tan-

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tos estragos, há uma boa notícia. Segundo o meteorologista da Climatempo Alexandre Nascimento, o El Niño vai enfraquecer gradativamente. “Ele está perdendo a força e vai terminar ao longo do outono, provavelmente no último mês da estação”, diz. Com isso, o meteorologista explica que massas frias começam a se deslocar pelo país ainda no outono, o que é normal para a época quando não há nenhum fenômeno atuando. “O frio não vai chegar mais cedo como andam dizendo por aí, mas sim na hora certa, o que não aconteceu nos últimos dois anos”, esclarece o meteorologista. Quanto à La Niña, de acordo com Nascimento, ela só vai atuar a partir de novembro. A primavera e o verão 2016/17 terão chuvas mais distribuídas pelo país. Ou seja, tanto o Norte quanto o Nordeste terão precipitações mais constantes. No Sul, a chuva deve diminuir bastante em

relação ao ano anterior.

SOBRE O GRUPO CLIMATEMPO O Grupo Climatempo é a principal empresa privada de meteorologia do país. Fornece, atualmente, conteúdo para mais de 50 retransmissoras nacionais de televisão, para rádios de todo o Brasil e para os principais portais. Oferece conteúdo meteorológico estratégico para o setor de agricultura, moda e varejo, energia elétrica, construção civil, seguradoras e indústrias farmacêutica e de alimentos. É visitado por mais de 1, 5 milhão de usuários por dia, chegando a quase 3 milhões nas vésperas de feriados. O Grupo é presidido pelo meteorologista Carlos Magno que, com mais de 27 anos de carreira, foi um dos primeiros comunicadores da profissão no país.


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VERDURA SABOROSA E RICA EM NUTRIENTES, EVITA A OSTEOPOROSE E É FÁCIL DE SER CULTIVADA

Taioba corre risco de desaparecer Se você é de Minas Gerais ou do Rio de Janeiro certamente já comeu ou pelo menos ouviu falar da taioba. Rica em vitaminas, minerais e fibras, além da folha, o talo é também muito apreciado, isso quando o vegetal é encontrado. Cada vez torna-se mais difícil achar esta verdura nas gôndolas de mercados e até mesmo diretamente com produtores. Assim como acontece de espécies animais se extinguirem, plantas também desaparecem e a taioba é um dos vegetais que infelizmente corre este risco, de acordo com a Associação Slow Food Brasil. Trata-se de uma entidade sem fins lucrativos com apoiadores em mais 150 países que defendem a biodiversidade na cadeia e distribuição alimentar e vai contra o consumo do que conhecemos como fast food, as comidas industrializadas preparadas de modo rápido. O desconhecimento e a desinformação são as principais causas que levam ao sumiço de diversas plantas alimentícias que outrora já nutriram muitas gerações. A taioba, especificamente, chama a atenção por já ter sido um vegetal muito presente

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principalmente na mesa de muitos brasileiros e hoje é uma raridade. De baixo nível calórico e alto nível nutricional, a verdura de cor verde escura se parece com a couve, porém com folhas maiores e mais largas que lembram o formato de um coração. Com sabor semelhante ao do espinafre, deve ser consumida refogada assim como o almeirão. Os talos maiores ainda podem ser fritos ou empanados. Contém vitaminas A, B e C, cálcio, ferro e fósforo que auxiliam no combate, por exemplo, à osteoporose, hemorragias e até à depressão. Pesquisas já revelaram que a folha da taioba possui quantidade maior de Vitamina A do que a cenoura ou o brócolis, o que a torna um alimento fundamental para crianças, idosos, atletas, gestantes e mulheres que amamentam. Embora seja uma verdura nativa do Brasil, é classificada como hortaliça não convencional e faz parte de um programa da Embrapa Hortaliças para que seja resgatada. Para isso, a Embrapa conta com a parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural

do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Com tantos esforços e benefícios é válida a tentativa de evitar o desaparecimento do vegetal da mesa dos brasileiros. Cultivá-lo em hortas caseiras, no quintal ou até mesmo em um vaso, pode ser mais simples do que se imagina. De acordo com o Manual de Hortaliças Não-Convencionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a taioba desenvolve-se melhor em regiões de clima quente e úmido, com temperaturas acima de 25° C e em solos ricos em matéria orgânica, com boa adaptação a solos de baixada, mesmo sujeitos a encharcamento. Após o plantio, a colheita das folhas inicia-se a partir de 70 dias quando as mesmas atingirem em torno de 27 cm.

TAIOBA MANSA E TAIOBA BRAVA Existem variedades de taioba que não são comestíveis, são as chamadas “taiobas bravas”. Uma dica para identificar a brava é observar a coloração do talo. Na taioba comestível, a chamada mansa, o talo é verde como a folha, na considerada venenosa, o talo apresenta coloração roxa. Vale ressaltar que mesmo a “taioba mansa“ não deve ser consumida crua. Os níveis de ácido oxálico presentes na planta provocam inflamação e coceira nas mucosas, efeito que é anulado durante o cozimento.


Estatuto dos Animais garante proteção a mais de 50 mil espécies No dia 30 de março a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania aprovou o Projeto de Lei do Senado que determina a criação de um estatuto com 21 artigos que considera os animais seres sencientes, ou seja, capazes de sentir dor ou prazer. O texto PLS 631/2015 foi aprovado na forma de substitutivo do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) ao projeto que é de autoria do senador Marcelo Crivela (PRB-RJ). O PLS foi enviado à Comissão de Meio Ambiente, Defesa

do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), para decisão terminativa. Combater abusos, maus tratos e qualquer outra forma de violência praticada contra os animais, bem como garantir a proteção aos bichos é a premissa do documento. De acordo com o projeto estarão protegidas as espécies classificadas no filo Chordata, subfilo Vertebrata que abragem animais que têm encéfalo grande dentro de uma caixa craniana e coluna vertebral. Essa determinação engloba

aproximadamente 50 mil espécies que vão desde peixes e aves aos mamíferos. O estatuto é claro ao designar ações que constituem maus-tratos. Serão consideradas punitivas práticas como forçar um animal a realizar movimentos contrários a sua natureza ou além de sua capacidade física; abandono em situações de perigo; violência física; privação de alimentação e confinamento inadequado que cause dor, medo ou qualquer tipo de dano, entre outros pontos.

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BEBIDAS

Cachimbo para comemorar um nascimento NO NORDESTE BRASILEIRO, BEBIDA À BASE DE CACHAÇA É UTILIZADA EM RITUAL DE BOAS VINDAS Quando alguém fala em cachimbo a gente logo se lembra do fumo ou acessório de tabacaria, não é mesmo? Mas e se alguém lhe convidasse para beber cachimbo? Sim, mas não tem nada a ver com o aparelho utilizado para umas tragadas. Trata-se de uma bebida tradicional em muitos estados do nordeste brasileiro. A bebida faz muito sucesso naquela região e é preparada à base de aguardente e frutas. Geralmente são feitas com a fruta que estiver na época. O processo é bem simples. À aguardente é misturado mel e o miolo da fruta. As mais usadas são maracujá, limão, coco, abacaxi, umbu, manga ou goiaba. Depois de misturada, a bebida vai para uma garrafa que é fortemente sacudida até que o miolo da fruta se desmanche. Depois é só coar e engarrafar. Mas há quem prefira adicionar outros elementos como cravo, canela, arruda, cebola branca, cominho, alfazema, erva doce e outras ervas aromáticas, dependendo da cultura de cada lugar. De acordo com a tradição, o cachimbo deve ser servido às pessoas que visitam o bebê da casa. Há relatos de que a bebida é preparada assim que se confirma a gravidez e servida apenas no nascimen-

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to, quando as visitas aparecem para tomarem “o mijo do recém nascido”. É indispensável em famílias de qualquer classe social para a ocasião. Acreditam que isso traz sorte ao bebê que chega ao mundo. Por lá, ao invés de perguntarem em qual dia o bebê nasce, é comum perguntarem: quando vai ser o cachimbo?

A CACHAÇA NO BRASIL E NO NORDESTE A cachaça é uma das bebidas mais apreciadas no sertão nordestino. Além do cachimbo, tomar a bebida pura, em batidas ou licores é muito comum por lá. Pernambuco, Ceará e Paraíba estão entre os seis estados que mais se destacam na

produção da famosa pinga. Segundo dados do Centro Brasileiro de Referência da Cachaça, o Brasil produz 1,4 bilhão de litros por ano e exporta para mais de 60 países. Em 2013 Pernambuco ocupou o segundo lugar no ranking das exportações com movimentação que ultrapassa a ordem de R$ 2.220.000,00. O Ceará ficou na 4ª posição com valor de R$ 1.605.875,00. Em todo o Brasil, os últimos dados mostram que há 40 mil produtores que geram 600 mil empregos diretos e indiretos e movimentam anualmente em sua cadeia produtiva o equivalente a R$ 7 bilhões. A Alemanha é o principal importador deste que, segundo pesquisa do Centro de Indústrias de São Paulo, é o produto que mais tem “a cara brasileira”.


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TURISMO Gonçalo. Após o tour, o destino é a Praia do Francês, uma das mais belas e badaladas do litoral sul. O verde azulado de suas águas é o mágico tempero que cativa seus visitantes. Os arrecifes suavizam as ondas convidando a um atrativo banho de mar.

Pratagy

Beach Resort

À beira da linda e deserta Praia do Pratagy, banhado pelo Rio Meirim e cercado pela exuberante mata atlântica, está o Pratagy Beach Resort. Único em Maceió com sistema All Inclusive e estrutura completa de lazer e entretenimento. Um completo parque com quadra poliesportiva, fitness, playground, copa baby, restaurante infantil, piscinas infantil e adulto. Além disso, oferece recreação para adultos e crianças, com apresentações teatrais, jogos de praia e esportes náuticos, como caiaque e stand up paddle. As acomodações são outro destaque. Standard, Cabana, Cabana praia, Studio e Superior são as modalidades para acomodação que vão desde o padrão até o luxo, lembrando que em qualquer uma das escolhas o fascínio é enorme.

COSTA DOS CORAIS O destino turístico é de cair o queixo. A Costa dos Corais, no litoral norte de Alagoas, é formada por piscinas naturais, rios e antigos engenhos. Um verdadeiro paraíso! Na maré baixa surgem piscinas na maravilhosa barreira coralina que integra a Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos

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Corais, criada para proteger a flora e a fauna marinhas da região. Também na Costa dos Corais há opções de atividades para todas as idades e gostos: surf, esportes náuticos e pesca em 130 quilômetros de belíssimas praias. Quem se interessa por história pode visitar importantes monumentos e resquícios de holandeses e portugueses da época da colonização. Além da Costa dos Corais há passeios para a Praia do Gunga, Praia do Francês e para a Praia de Paripueira. O City tour panorâmico por Maceió passa pelos principais pontos turísticos e arquitetônicos da cidade, percorre as praias urbanas, o bairro histórico do Jaraguá, o Museu da Imagem e do Som, Associação Comercial de Maceió, segue pelo centro da cidade até o Mirante de São

GASTRONOMIA Aliada a todas estas maravilhas está mais um grande diferencial, não apenas da Costa doa Corais, mas principalmente do Pratagy Beach Resort: a culinária. Os saborosos frutos do mar colhidos na própria região são preparados das mais variadas formas, cores e sabores perfazendo a gastronomia nacional e internacional. O Pratagy oferece opções de bares e restaurantes localizados no próprio resort, também para atender aos diversos estilos e paladares. O Café de La Musique by Pratagy, por exemplo, é referencia e cria tendências na indústria do entretenimento. Para os hóspedes, os pilares do projeto foram exclusivamente pautados em alta gastronomia, hospedagens, beleza natural da praia e entretenimento musical de qualidade, proporcionando uma nova opção de lazer para os clientes. Boas opções não faltam neste lugar de beleza singular e muitos diferenciais. CENTRAL DE RESERVAS +55 (82) 4009-7405 reservas@pratagy.com.br | www.pratagy.com.br www.facebook.com/PratagyBeachResort www.instagram.com/pratagyresort


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AUTOMÓVEIS

Land Rover Série 1

O EMBLEMÁTICO MODELO DESENVOLVIDO A PARTIR DE 1948 VAI SER RESTAURADO PARA A VENDA DE 25 UNIDADES A Land Rover anunciou que vai colocar à venda 25 unidades restauradas do emblemático Land Rover Série 1 produzido a partir de 1948 até 1958. Para o projeto denominado “Reborn” uma equipe de especialistas utilizou suas décadas de experiência para escolher cuidadosamente 25 chassis de modelos Série 1. Cada modelo será restaurado integralmente de acordo com as caraterísticas técnicas originais de 1948. Para isso, serão utilizadas peças originais da Land Rover Classic para conservar a sua autenticidade. A título de exemplo, o cliente poderá escolher entre cinco cores que eram originalmente utilizadas na

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época: Light Green, Bronze Green, RAF Blue, Dove Grey e Poppy Red. Apesar de ter anunciado o projeto, a Land Rover não informou ainda quando os modelos ficarão prontos e nem quanto custará cada um. Os clientes poderão acompanhar, do princípio ao fim, o processo de restauração do seu Série 1 que terá lugar na nova oficina Classic da Land Rover, localizada no centro de produção original do Defender, em Solihull (Reino Unido). Com o projeto a marca deseja provar, além da sua capacidade de restauração, que seus produtos são essencialmente valiosos, desejáveis e históricos. Segundo Tim Hannig, Diretor da Jaguar

Land Rover Classic: “O lançamento da iniciativa ‘Reborn’ representa uma excelente oportunidade para que os clientes possam adquirir um valioso ícone automobilístico digno de qualquer colecionador. O projeto ‘Reborn’ é perfeito para que a Land Rover Classic mostre ao mundo a sua perícia em restaurar e conservar os valiosos modelos Land Rover pertencentes aos clientes mais fiéis. É mais uma prova do compromisso da empresa para com os seus clientes, aliado a um serviço de assistência com peças originais e genuínas para os modelos Land Rover que estão há mais de 10 anos fora das linhas de produção.” Quando o modelo Série 1 foi substituído pelos Land Rover Série 2, o novo utilitário lançado tinha motor 1.6 a gasolina de 51 cv. e já apresentava características que se tornariam famosas nos Defender, como a carroceria toda em alumínio. Curiosamente, o último Defender foi produzido em 29 de janeiro deste ano, após 68 anos e mais de 2 milhões de unidades produzidas.


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DICAS DA AGROSID

Bicheira

PRODUTO GARANTE COMBATER O PROBLEMA SEM GERAR STRESS AO ANIMAL INFECTADO A bicheira, ou miíase, é uma enfermidade causada pelas larvas de uma série de moscas. Mas a principal delas, em condições brasileiras, é a Cochliomyia hominivorax. Durante seu ciclo de desenvolvimento, a fase larval ocorre após a eclosão dos ovos depositados em tecido animal vivo, previamente lesado. Assim a miíase instala-se nos tecidos dos animais, causando significativos prejuízos à pecuária nacional. O tamanho desse prejuízo é de mais de 150 milhões de dólares no monitoramento e tratamento da bicheira, adicionado a 420 milhões de dólares para a indústria de couro. Além de, é claro, os prejuízos de produtividade. Calcula-se que animais parasitados por esse parasita diminuem sua produtividade em 20%, podendo, inclusive, serem levados à morte, caso a bicheira não seja tratada de maneira adequada. Os inseticidas organofosforados são os principais produtos tópicos utilizados no tratamento de bicheiras.

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No entanto, esses tratamentos tópicos têm uma eficácia residual curta, exigindo que os animais sejam inspecionados e tratados com frequência, para evitar reinfestações. Esses tratamentos em dias seguidos, associados à necessidade de manejo desses animais para aplicação do medicamento, causam elevadas perdas de produtividade pelo estresse e aumentam significativamente os riscos de acidentes com funcionários e animais. Pensando na redução dessas perdas e riscos, a AGENER UNIÃO desenvolveu o THION C. Um mata-bicheira de ação sistêmica que é aplicado sobre a pele do animal, na região dorsal entre as escápulas, não necessitando ser aplicado diretamente nas feridas. O seu princípio ativo (FENTHION) é absorvido pela pele e distribui-se por todo organismo do animal, combatendo as larvas da bicheira em qualquer local que estiverem instaladas. Esse sistema de aplicação permite que os animais sejam tratados no

pasto, sem a necessidade de manejo e sem estresse por parte dos bovinos. Isso diminui os prejuízos causados pelo manejo de curral e pelo estresse dos animais. Além dessas vantagens, o THION C tem, em sua formulação, um corante verde que permite identificar no pasto os animais já tratados, facilitando ainda mais o manejo da fazenda. Outro benefício do produto é o seu tempo de ação. Após sua aplicação, as larvas da bicheira são mortas em até 3 dias e os animais mantêm-se protegidos por até 21 dias de novas infestações. Todas essas vantagens do THION C são colocadas à disposição dos pecuaristas brasileiros para incremento de sua produtividade.


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RECEITA

Banana Escondida

Se existe uma fruta que caracteriza o Brasil, essa fruta é a banana. Produzida em todos os estados e consumida abundantemente pelos brasileiros, a banana pode ser consumida pura, em pratos salgados, doces, bolos, vitaminas, sucos e mingais. Versátil e muito saborosa, é excelente fonte de nutrientes e de energia. Esta receita de Banana Escondida é muito simples de fazer, mas escolher a fruta ideal faz toda a diferença. A dica é escolher pencas com bananas prata mais “gordinhas” evitando aquelas mais finas e menos saborosas. Quanto mais clara a casca, mais a banana vai durar em sua casa. Contudo, as pintinhas pretas não alteram o sabor significativamente, mas indicam que a fruta pode durar menos tempo. Se não sabe o que fazer com as bananas na fruteira, faça essa deliciosa sobremesa e se surpreenda:

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Ingredientes

• 2 kg de banana-prata bem madura • 1 xícara (de chá) de óleo • 20 colheres (de sopa) de açúcar • 1 xícara (de café) de leite • 2 pitadas de canela em pó

Modo de preparo

Montagem

• Corte as bananas de comprido. Frite-as no óleo, aos poucos, em frigideira. Reserve.

• Em uma forma refratária média coloque as bananas, creme de gemas e o suspiro de claras, nesta ordem.

• Faça uma gemada bem branca, batendo as 5 gemas com 5 colheres de açúcar. • Depois acrescente leite e canela em pó. Misture e reserve. Bata as claras em neve e vá adicionando aos poucos as 15 colheres de açúcar (fica como um suspiro).

• Leve ao forno médio a 180°C. • Quando o suspiro crescer (mais ou menos 5 minutos) abaixe o forno para 90°C e deixe mais 15 minutos, até que o suspiro fique seco e dourado por cima. (Serve 15 pessoas Tempo de preparo: 1 hora e 15 minutos)


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SEÇÃO PET

Australian Shepherd O Australian Shepherd, ou Aussie, como é carinhosamente chamado, é inteligente, ativo, disposto, de boa índole e raramente briga, podendo ser, por vezes, ciumento e reservado com estranhos. Versátil, é excelente cão-guia e, além do pastoreio ou guarda em fazendas, é exímio farejador de drogas e cão de busca e resgate. Há casos do uso da raça em terapias e no auxílio a deficientes auditivos. Participam ainda, quando treinados, em provas de agility, flyball e frisbee. Com pelagem de cores variadas e únicas são identificadas na raça o azul-merle, preto, vermelho-merle e vermelho, todos com ou sem marcas brancas e ou pontas de cor cobre. Na aparência geral é um cão de porte médio, bem balanceado, um pouco mais longo do que alto, com ossatura também média. A cauda geralmente é curta, mas há casos em que o cão nasce com ela alongada. Nesses casos deve ser efetuada a amputação e o comprimento não deve exceder os 10 cm. Existem várias teorias sobre a origem do Australian Shepherd. A raça, como a conhecemos hoje, foi desenvolvida nos Estados Unidos, mas há indícios que sua origem seja da região Basca das montanhas dos Pirineus, entre a França e Espa-

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nha, e devido a sua associação com os Pastores Bascos que vieram da Austrália para os Estados Unidos em torno de 1800, acabaram recebendo o nome de Australian Shepherd, o pastor australiano. Pouco conhecido no Brasil, aonde os primeiros exemplares chegaram em 2001, é muito popular nos Estados Unidos. Trata-se de uma raça reconhecida apenas recentemente pelas entidades oficias americana (AKC, em 1991) e internacional (FCI, em 1993), embora a popularidade do Australian Shepherd se misture com um

fato histórico mundial. Após a Segunda Guerra o conhecimento sobre a raça se espalhou por causa de seus atributos para o trabalho e como companhia. Ganharam inúmeras novas tarefas e se saíram bem em todas. São polivalentes. O Australian precisa, diariamente, de 30 ou 40 minutos de grande atividade. Pode ser brincar de bola ou simplesmente correr, mas ele precisa se exercitar. É ativo e toda essa energia leva a outro fato: o da necessidade de serem treinados em obediência básica, apesar de toda inteligência.


MANEJO Os pêlos destes cães precisam ser escovados semanalmente. O criador explica que os cães de exposição nadam e ser exercitam em esteiras. Além do cuidado com a pelagem, a limpeza dos olhos e dos ouvidos é muito importante.

ALIMENTAÇÃO

A escolha de uma boa ração é imprescindível. Com alimentação balanceada há uma grande redução no volume de fezes e aumento da longevidade dos cães que vivem com muito mais saúde e disposição.

REPRODUÇÃO O ciclo reprodutivo das fêmeas tem início a partir de 24 meses e o dos machos após os 18 meses. Um cuidado que precisa ser tomado é a realização de todos os exames de doenças genéticas. Os merles são heterozigotos “Mn” e não devem ser cruzados entre si porque haveria 25% de chance da produção de filhotes brancos que, se sobreviverem apresentarão cardiopatias, cegueira e surdez, por exemplo. Além disso, há a displasia coxo femural

que acomete a raça com certa frequência. Por isso, antes de cruzar, os cães devem passar por Raio X aos 2 anos. A boa saúde dos filhotes é também garantida através da vermifugação, vacinação adequada e sempre com uma alimentação de qualidade, além de amor, carinho e atenção. Os filhotes são vermifugados pela 1ª vez aos 21 dias de nascidos, e este procedimento se repete de 7 em 7 dias até os 42 dias. O programa de vacinação começa aos 42 dias, e de 21 em 21 dias a vacina é repetida, sendo que a última deverá ser dada próximo aos 120 dias.

MERCADO A criação de cães deve ser realizada por profissionais ou por pessoas conhecedoras dos problemas de qualquer criação. Para quem deseja iniciar uma criação a dica é conversar com um criador profissional, para que o interessado compre cães com qualidade, genética comprovada e exames. Observar se há um profissional de saúde oferecendo suporte ao canil é outro fator importante, tanto para quem cria quanto para quem compra. Colaboração: Roberto Márcio Fernandes Travizani Criador/ Canil Sunrise Story – Lagoa Santa /MG

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SEÇÃO EXÓTICA

Psitacídeos

Psitacídeos! Mas que palavra estranha seria essa? Nada mais é do que a denominação da família de aves exóticas bem conhecidas como os papagaios, as araras, cacatuas, calopsitas, periquitos, roselas, ring necks, cabeça de ameixa, entre outros. O grupo dos psitacídeos possui 406 diferentes espécies distribuídas por todo o hemisfério sul nos continentes americano, africano, asiático e oceânico. O Brasil é o país com maior quantidade de espécies. São mais de 70 tipos identificados e a Calopsita é um dos integrantes mais conhecidos.

CARACTERÍSTICAS GERAIS Os psitacídeos são algumas das aves mais inteligentes e que possuem o cérebro mais desenvolvido. Têm capacidade

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de imitar vários tipos de sons, inclusive palavras e, quando criadas à mão, tornam-se mansas e podem se tornar excelentes animais de estimação. Uma espécie de grande porte pode atingir 80 anos de idade, como é o caso das araras. A principal característica comum desse grupo é o bico tipicamente curvo e próprio para partir sementes e frutos duros. Sua maxila é adaptada para possibilitar movimentos extras que aumentam muito a potência do bico. Outra característica exclusiva entre todas as aves é o hábito de levar os alimentos ao bico com as patas. Em todas as outras aves o bico que vai até o alimento. Tanto os machos como as fêmeas possuem lindas plumagens com cores exuberantes, conferindo-lhes uma bele-

za inigualável. Usualmente os sexos são muito parecidos. Em consequência de todas as suas características, estas aves tornaram-se aves de cativeiro, bastante populares em parques e jardins zoológicos, ação que colabora para que muitas espécies corram risco de extinção.

ALIMENTAÇÃO A maioria dessas aves na natureza tem as sementes e frutos como a principal fonte alimentar. Como na natureza os animais consomem maior quantidade de alimentos do que no cativeiro, devemos neste caso oferecer produtos com maior concentração de nutrientes, especialmente se tratando de vitaminas, minerais e aminoácidos.


No caso das sementes, quase todas elas, apresentam deficiência de muitos nutrientes e excesso de outros. Uma mistura de sementes bem elaborada permite que haja balanceamento de todos os nutrientes. Um ponto que deve ser observado é em relação à semente de girassol. Se fornecido como principal fonte alimentar pode mesmo causar o óbito precoce da ave, já que contém excessivas quantidades de gordura e proteína, além de baixas concentrações de vitaminas e minerais. Equivale a um chocolate em termos de comparação. Os psitacídeos com uma alimentação saudável e pobre em sementes de girassol podem viver 75 anos de vida (dependendo da espécie). Se a ave for criada apenas com semente de girassol durará apenas uns 15 anos. Não podemos ignorar, contudo, o fato de que o girassol possui uma das proteínas vegetais de melhor qualidade e digestibilidade. Sua gordura é muito rica em ácidos graxos poli-insaturados, sendo, portanto de excelente qualidade. O uso controlado de girassol, em uma dieta de papagaios e especialmente de araras, é recomendável em alguns casos.

CRIAÇÃO EM CATIVEIRO Atualmente é possível adquirir qualquer uma dessas espécies naturais do Brasil ou exóticas de forma totalmente legalizada e segura. O IBAMA autoriza a criação de espécies nascidas em cativeiro e a venda destas em criatórios e lojas cadastradas. Essa venda deve ser feita através de documento fiscal que ateste a origem da ave. O sedentarismo diminui a longevidade das aves e por isso qualquer ave deve, diariamente, ter alguma liberdade de movimento para fazer algum exercício. O espaço tem grande influência no bem-estar das aves, aquelas que vivem num espaço apertado tendem a proteger esse “território”, tendo como resultado um animal agressivo e estressado.

REPRODUÇÃO Salvo raras exceções os psitacídeos são monogâmicos e a maioria não apresenta nenhum tipo de dimorfismo sexual. Aos dois anos, em média, é quando eles atingem a maturidade sexual. A maior parte se reproduz na primavera e no verão, mas, algumas espécies podem se reproduzir em outros períodos. Em regiões tropicais onde há variações de temperatura e de chuvas pode

haver interferência da alimentação das aves influenciando o período reprodutivo. Em cativeiro, a incubação e o cuidado com filhotes podem ser realizados pelo casal, no entanto, quando estes se mostram incapazes ou dependendo do objetivo do manejo técnicas artificiais de criação podem ser utilizadas. Os ovos colocados são brancos e o tamanho das posturas é variável.

MANEJO E CUIDADOS HIGIÊNICOS Quando criados em cativeiro necessitam de banhos periódicos, especialmente no verão. Para as aves que vivem permanentemente em gaiolas o uso de um borrifador é o ideal. O alimento e a água devem ser fornecidos em tigelas sempre limpas. É importante evitar materiais envernizados, pois há risco de se adoecer as aves devido ao teor de chumbo. As tigelas devem ser colocadas acima dos poleiros para evitar a contaminação pelas fezes. As unhas devem ser cortadas e lixadas, assim como as penas alares devem ser aparadas para prevenir acidentes decorrentes do voo, prevenção de uma possível fuga acidental e como auxílio no seu treino e domesticação.

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EVENTO/POSSE Fotos: Roberto Pinheiro

Muito prestígio na posse da Diretoria da ABCCMM

No dia 17 de fevereiro de 2016 o foyer do Expominas em Belo Horizonte (MG) foi palco da confraternização de posse da nova diretoria da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM). O novo diretor Daniel Borja e os demais membros da diretoria foram prestigiados e receberam as boas vindas dos criadores, autoridades, Saulo Carvalho, André Aparecido, Mendelssohn de Vasconcelos, profissionais da imprensa, funcionários da Associação e Alberto Pinto Coelho e Daniel Borja convidados. Daniel Borja cumprirá mandato de 2016 a 2018.

Margot, Nelson Boechat, Marilena Boechat, Juliana Borja e Daniel Borja

Fábio Vilela, Henrique, Heitor Lambertucci, João Carlos , Daniel Borja, Eduardo Simões, Francisco Carlos e Jonas Oliveira

Daniel Borja e Juliana Borja

Adolfo Géo, Marcelo Tostes e Argeu Géo

Rafael Moreira, Carlos Rodenburgo, Marcelo Baptista, e Eduardo Badra

Marcos Lambertucci, João Bosco, Rômulo Rocha, Roberto Peixoto e José Januário

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Saulo Carvalho, Alair Reis, Maria do Carmo Borja, Daniel Borja e Juliana Borja

Adolfo Géo, Daniel Borja e João Carlos

Eduardo Rogério, Dagnaldo Siqueira, Jonas Oliveira, Walfredo Borborema, Ennio Ellery e Alan Villaça Marco Túlio, João Bosco, José Carlos e Marco Lambertucci


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GIRO RURAL

Temporada de eventos oficiais do Quarto de Milha começou no Nordeste A temporada 2016 de eventos da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha começou nas belas terras pernambucanas. De 10 a 13 de março, aconteceu a sétima edição do Congresso Brasileiro & Derby ABQM de Vaquejada desembarca no Parque Rufina Borba, localizado na BR-232, a 3 km da cidade de Bezerros, a cidade do “Papangu”. As competições distribuíram mais de R$ 450 mil em prêmios. Criados em 2010, os eventos são referência do desporto equestre no Brasil. “Uma das novidades foi a inclusão este ano de mais uma categoria na classe Amador, a Light, nos dois campeonatos”, frisa Henrique Campana, o novo responsável pelo Departamento de Esportes da ABQM. O Congresso foi aberto para animais a partir de três anos hípicos. O Derby é exclusivo para animais nascidos a partir de 1º de julho de 2009. Segundo Edivaldo Lima, responsável pelos eventos do Parque Rufina Borba, além de bem estruturado, o local foi preparado para receber cavaleiros e amazonas de várias regiões do país, nestas grandes competições do Quarto de Milha. “São mais de 30 anos de vaquejada e de grandes eventos para a população, tendo em vista a tradicional Vaquejada de Bezerros, que é realizada sempre no mês de agosto”, ratifica Edivaldo. Durante os eventos ocorreram também dois importantes leilões da raça, o 12º Leilão Evolução e o 11º Leilão Haras Casa Branca, ambos apoiados pela ABQM. Bezerros, a 107,5 km da capital Recife, é conhecida como a Terra do Papangu, tradição centenária de blocos de foliões que saem mascarados e fantasiados, durante o carnaval, além de ser também muito requisitada pela culinária do tradicional Bolo de Rolo. Está a 10 km da Serra Negra de Bezerros, um dos mais belos pontos turísticos de Pernambuco, e a 30 km da cidade de Caruaru, famosa pelas feiras e artesanatos.

Netafim promove evento para revendas e debate futuro do agronegócio brasileiro A Netafim, empresa pioneira e líder mundial em soluções de irrigação por gotejamento, realizou em março um “Encontro de Canais” para as revendas parceiras. Cerca de 100 pessoas, produtores, agrônomos, parceiros e representantes do governo debateram sobre o futuro do agronegócio que, mesmo em meio à crise econômica do Brasil, vem se destacando e mantendo as empresas do setor em desenvolvimento. O evento foi conduzido pelo pesquisador, José Otavio Menten, também Diretor Financeiro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Vice-Presidente da Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior (ABEAS), Eng. Agrônomo, Mestre e Doutor em Agronomia, Pós-Doutorados em Manejo

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de Pragas e Biotecnologia, Professor Associado da ESALQ/USP, que recebeu personalidades do agronegócio como o consultor Alexandre Mendonça de Barros e o Secretario Nacional de Irrigação, José Rodrigues Pinheiro Dória, que afirmou a importância da irrigação. “Ela aumenta a produção e a rentabilidade, além de reduzir o uso de água em até 50%. O uso indevido da água nas lavouras precisa melhorar”. A Netafim aproveitou o evento para alinhar as expectativas da empresa para 2016 que estará focada nas culturas de café, cana-de-açúcar, cereais, hortifrútis e CMT – Controle de Monitoramento (Tecnologia de Gerenciamento de Culturas). “Nosso país tem muita área para ser irrigada e acreditamos que nossa companhia pode

contribuir para o desenvolvimento do setor não apenas vendendo sistema de irrigação por gotejamento, mas ajudando na gestão das lavouras”, explica Carlos Sanches, gerente agronômico da Netafim. Dados de produtores comprovam a economia da água nesse sistema, de 30% a 50%, além do aumento da produtividade na casa de 200%. Para o produtor, além de irrigar, é possível realizar a técnica de nutrirrigação – em que os nutrientes são colocados na raiz, ao mesmo tempo em que ocorre a irrigação. “Assim como nós, as plantas preferem se alimentar aos poucos. Ninguém toma um café da manhã com 3 Kg de alimento e depois passa o dia sem nada”, finaliza Sanches. Além disso, há ainda economia de água, energia e insumos.


Steven Udsen assume a presidência da Agristwar do Brasil Após 35 anos à frente da Agristar do Brasil, James Lee Udsen abre caminho para uma nova liderança na empresa. James Lee Udsen passou a integrar o recém-criado Conselho de Administração do grupo Agristar e Steven Udsen assumiu a presidência da companhia, uma das maiores empresas do país na produção e comercialização de sementes de hortaliças, flores e frutas. Peça fundamental na expansão da empresa nos anos 80, James foi responsável pelo início da produção nacional de sementes, criando novas divisões de negócios e unidades de pesquisa e desenvolvimento de produtos nos estados de SP, MG, GO, RJ, RN e SC, entre outras realizações. “Continuarei envolvido com a empresa, sempre dando apoio ao grupo e atuando em projetos diversos com o intuito de fortalecer a companhia. Acredito que a juventude, tendo força de trabalho e desejo de crescimento, sempre foi e continuará sendo a base do sucesso da Agristar. Steven é a pessoa certa para unir o grupo, dar apoio e liderança para todos os setores, além de ter todos os requisitos para representá-la a nível global”, ressalta James Udsen. Steven, que está na Agristar há seis anos como Diretor de Serviços Corporativos e tem sob sua alçada os setores de Finanças, Contabilidade, Logística, Administração, Tecnologia da Informação e Recursos Humanos, sente-se preparado para assumir os desafios da empresa. “A Agristar é uma empresa consolidada, com unidades em vários estados brasileiros. Meu objetivo é levar adiante o compromisso da empresa em desenvolver e testar tecnologias para oferecer produtos de alto desempenho aos produtores”, enfatiza. Graduado em Administração de Empresas pela Universidade de San Diego, Califórnia (EUA) e MBA no INSEAD (FR), Steven começou sua carreira no Anklesaria Group e em seguida esteve à frente de projetos da Vale na Suíça e Noruega. Está na Agristar do Brasil desde 2010, tendo trazido novas experiências e pontos de vista para o negócio. Fonte: Attuale Comunicação

RTB lança dois novos produtos para equinos Com a proposta de promover a correta alimentação de animais, garantindo o bem-estar dos cavalos e também a satisfação dos clientes, a RTB Rações acaba de lançar mais dois novos produtos na sua linha para equinos: RTB 12 CA e RTB 12 CA Malaceada. Antes de trazer para o mercado esses novos tipos de ração para manutenção, a RTB Rações realizou diversos estudos junto a especialistas e também a seus consumidores, a fim de atender a todas as exigências para uma alimentação completa e balanceada. Produzidas com minerais e enriquecidas com vitaminas, com nível de proteína de 120 g/kg e energia digestível de 2.500 Kcal/Kg, a RTB 12 CA e a RTB 12 CA MELACEADA ainda são ricas em fibras, o que garante uma alta digestibilidade, evita problemas de cólicas e promove uma vida mais agradável e sadia. Nas versões peletizada seca e melaceada, as duas rações foram formuladas para suprir as necessidades nutricionais de animais de passeio, trabalho e praticantes de atividade física moderada. Sempre utilizando ingredientes de excelente qualidade, balanceados nutricionalmente, com um processo de fabricação que segue todas as normas das Boas Práticas de Fabricação, a RTB 12 CA e RTB 12 CA MELACEADA podem ser encontradas em embalagem econômica de 40 Kg.

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GIRO RURAL

Tecnologia de bioativação de solo foi destaque em Simpósio de Cafeicultura O 20º Simpósio de Cafeicultura das Matas de Minas que aconteceu em Manhuaçú entre os dias 15 e 18 de março contou com um estande da Penergetic. A empresa apresentou a centenas de pessoas sua tecnologia suíça de bioativação do sistema solo/planta que proporciona excelentes resultados na cafeicultura. O gerente regional da Penergetic, Nilson Silva, destacou que foi a primeira vez que a empresa participou do simpósio e que o objetivo foi o de divulgar a tecnologia inovadora. “Nossa expectativa era atender novos clientes da região que ainda não conheciam o produto, reforçar nossa presença nas culturas agrícolas regionais e consolidar a participação junto aos clientes do Sul de Minas e do Espírito Santo que já fazem uso do Penergetic”, afirmou. Uma equipe de profissionais ficou à disposição dos visitantes do simpósio para explicar o funcionamento da tecnologia Penergetic, bem como para esclarecer dúvidas dos cafeicultores. O representante técnico de vendas da Penergetic na região, Silvio Caçador, ressaltou que durante o evento foi feito um trabalho de divulgação para os cafeicultores da região. Caçador lembrou que vários fatores influenciam no resultado da produção, como o regime hídrico por exemplo. Contudo, a tecnologia Penergetic apresenta uma diferença no resultado final. “O produto melhora a nutrição da planta que apresenta ganhos com relação à proteção contra pragas e doenças e consequentemente uma maior produtividade”, conclui. Fonte: Berrante Comunicação/Leonardo Leal

ABRIL

AGENDA RURAL 15/04 a 24/04

Festa do Feijão

Lagoa Formosa

MG

16/04 a 23/04

65º Campeonato Brasileiro de Ornitologia Amadora - FOB

Itatiba

SP

25/04 a 29/04

Agrishow

Ribeirão Preto

SP

Leilão Virtual Haras Tarumâ

Belo Horizonte

MG

Expozebu

Uberaba

MG

04/05

17º Special Maab Jumentos Pêga e Muares

Uberaba

MG

04/05

14º Leilão Nelore Maab Muares

Uberaba

MG

06/05 a 15/05

Festa do Peão de Jaguariúna

Jaguariúna

SP

07/05 a 26/05

Rodeio de Cajamar

Cajamar

SP

Leilão Campolina 40º Haras do Barulho

Rio de Janeiro

RJ

AgroBrasília 2016

Brasília/Unaí

MG

Leilão Celebridades Haras Lagoinha

Jacareí

SP

15/05 a 22/05

49ª Expo Barbacena

Barbacena

MG

20/05 a 29/05

Fenamilho

Patos de Minas

MG

24/05 a 28/05

Bahia Farm Show

Eduardo Magalhães

BA

25/05 a 28/05

Rondônia Rural Show

Ji-Paraná

RO

29/05 a 05/06

Superagro

Belo Horizonte

MG

Leilão dos Associados da ABCJPÊGA

Belo Horizonte

MG

10/06 a 19/06

Festa do Peão de Americana

Americana

SP

14/06 a 16/06

BeefExpo

São Paulo

SP

21/06 a 26/06

Megaleite

Belo Horizonte

MG

22/06 a 24/06

Hortitec

Holambra

SP

Leilão Pampa Elite Ginga

Papucaia

RJ

28/04 28/04 a 10/05

MAIO

10/05 10/05 a 14/05 14/05

JUNHO

04/06

25/06

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Edição de Março de 2016

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