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Março 2013 • n°6

Etanol

O combustível de eucalipto

Aprenda a fazer

Fabiano Lopes Ferreira sucesso à frente da Multimarcas Consórcios.

Viveiros de mudas

Entrevista

Altino Rodrigues, presidente do IMA


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Marรงo 2013

Marรงo 2013

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Marรงo 2013

Marรงo 2013

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Editorial Comemoramos nessa edição, a primeira do ano de 2013, o encerramento do primeiro trimestre do ano. Nesta sexta edição, entramos em nosso segundo ano de trabalho e empenho para tornar a revista Mercado Rural cada vez melhor para nossos leitores e anunciantes.

Ano II - nº VI - Março - 2013

Redação Unique Comunicação e Eventos Av. Barão Homem de Melo - 4.500/324 - Estoril BH/MG - Tel.: (31) 3653-0633 unique@uniquecomunicacao.com.br

Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 9198-4522 Colaboração Embrapa, Alfapress Comunicação, Ima, PUC Minas, Luiz Carlos Alves, Mahindra e Inhotim. Direção de Arte Paula Fusco

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Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares

Apreciem amigos leitores! Essa edição foi especialmente preparada para vocês e nossos anunciantes que não podemos deixar nunca de agradecer o apoio e o crédito que dão à revista Mercado Rural, contribuindo cada vez mais para seu fortalecimento e posicionamento no mercado de veículos de comunicação brasileiro.

Impressão Gráfica Del Rey Distribuição Vip

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Na seção personagem falamos sobre o empresário criador das raças Dorper e Campolina, Luiz Roberto Horst Silveira Pinto que contou um pouco da sua história e relação com o agronegócio. Mantendo a tradição de em cada edição ensinar o produtor rural a construir ou fazer algo na sua fazenda, dessa vez o tema abordado foi o construção de viveiros de mudas. Nossos articulistas contribuíram com textos técnicos de grande interesse dos leitores como os cupins nas pastagens, o combate à febre aftosa, o uso da cama de frango, as exportações no agronegócio, dentre outros. Nas colunas mercado pet e criações exóticas os temas mini porcos e ranicultura trazem informações sobre essas criações que tem tomado espaço no mercado. Plantas carnívoras também é uma reportagem interessantíssima abordada nessa edição, além de outras matérias como o licor de café, o bonito museu do Inhotim localizado em Brumadinho (MG), a tradicional receita da roça e muito mais que vieram agregar ainda mais na sua leitura.

Assinaturas Unique Comunicação e Eventos

Boa leitura.

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C@rtas

Parabéns aos editores da Revista Mercado Rural, que em sua 5ª edição, sob o título: “Cientistas do ITAL apresentam resultados favoráveis à raça”, trouxeram ao conhecimento de seus leitores os expressivos resultados obtidos com a utilização da genética Blonel, a mais nova raça bovina do mundo, formatada especialmente para vencer as adversidades das regiões tropicais como as do Brasil, seu país de origem.

Mercado Rural

Eduardo da Rocha Leão Campinas / SP

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Muito interessante a 5ª edição da revista Mercado Rural, principalmente no que se refere às questões ecológicas, como as matérias sobre o aproveitamento de águas pluviais e da parceria da Embrapa com os povos indígenas do Xingu. Congratulações a toda equipe! Frederico Araújo Mesquita Tiradentes / MG

Meus cumprimentos pela edição maravilhosa da revista Mercado Rural. Fiquei radiante pelas matérias e reportagens estampadas. Sou apaixonado pela vida ou atividade rural, meu hobbie é criar o Tarim. Abraços a todos da Revista Mercado Rural. Sucesso! Salvador E. Silva Brasília / DF

Parabéns Marcelo e toda equipe da Revista Mercado Rural! Venho acompanhando as edições e sem dúvidas muitas reportagens interessantes e de muita importância para nosso mercado. Alexandre Ribeiro Itapecerica / MG

Recebi a revista e adorei! Matérias variadas, bem redigida e muito bacana. Parabéns! Letícia Mattar Nova Lima / MG

Entrevista

Diretor Geral do Instituto Mineiro de Agropecuária Altino Rodrigues Neto

10 Aplicações do Programa ABC em Minas crescem 32,1% 12 Personagem Luiz Roberto Horst Silveira Pinto Referência na raça Dorper

Amanda Ribeiro e Marcelo Lamounier

A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

Multimarcas Consórcio 40 41

A matéria de capa traz uma interessante trajetória profissional de Fabiano Lopes Ferreira, empresário que está á frente da Multimarcas Consórcios. Conhecemos um pouco mais sobre o mercado de consórcios brasileiro e entrevistamos o empresário que falou sobre o setor e suas perspectivas.

Editora e jornalista responsável Amanda Ribeiro - MT10662/MG amanda@uniquecomunicacao.com.br

Destaque Agronegócios e Comércio Exterior Febre Aftosa: o desafio de manter e ampliar as áreas livres Fazenda São Benedito Tradição nas raças miniaturas Recuperação de Pastagens 2º Leilão Virtual: Fazenda Recreio e convidados Cachaça Caipira. Exemplo de que toda dificuldade pode ser superada Cebolas Híbridas Garantem produtividade e qualidade aos produtores de todo o Brasil

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Fabiano Tolentino, Haras Santa Rosa Criador, árbitro e Deputado Estadual da Equinocultura Mineira

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Raça Pampa Comemora 20 anos

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Etanol pode ser produzido a partir da casca de eucalipto Cupins de Pastagens Cuíca. Pequeno mamífero silvestre rende lucros na plantação de café capixaba

62 Licor de Café 64 Plantas Carnívoras 66 Automóveis

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Cana de Açúcar, algumas reflexões

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Aprenda a fazer: viveiros de mudas

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Frutas Nativas Brasileiras. A importância dos quintais para a conservação da biodiversidade

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Cama de Frango é proibida na alimentação de ruminantes

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Restos culturais de abacaxi amonizado na alimentação do rebanho

77 Eventos

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Agricultura Familiar é familiar mesmo

Perspectivas para o milho em 2013 Grupo Morada. Inovação e alto padrão em condomínios residenciais e industriais Sustentabilidade Integração do controle químico e biológico de pragas: manejo sustentável

A suinocultura em 2013

Cabine dupla ou chassi, Mahindra oferece excelente custo-benefício

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Sustentabilidade Nim. Uma planta que protege o rebanho

70 Turismo Inhotim

72 Mini Porco de estimação 74 Criações Exóticas Ranicultura

Bolo de Milho Haras Terra Natal em confraternização de final de ano

78 Giro Rural


Entrevista safra ou valor de alguns produtos. Neste ano, a produção mineira de grãos deve manter praticamente o mesmo volume obtido em 2012, no entanto os preços dependerão da conjuntura econômica do mercado interno e externo. MR: Quais os benefícios para o setor cafeeiro com a criação do Fundo Estadual do Café – Fecafé? Até o fim de 2014, o Fecafé deverá disponibilizar cerca de R$ 100 milhões, apenas com recursos do Tesouro Estadual, contribuindo para o desenvolvimento da cadeia produtiva do café. O grupo coordenador do Fundo, formado por 15 representantes da sociedade civil, da Assembleia Legislativa e do Governo de Minas, definirá os critérios para participação, como taxa de juros e limite de crédito. O Fecafé contará com recursos reembolsáveis, para projetos individuais e não reembolsáveis, para projetos de interesse coletivo como, por exemplo,

Altino Rodrigues Neto Por Amanda Ribeiro

MR: Comente os números do agronegócio mineiro no ano de 2012 e as expectativas para 2013. Minas Gerais encerrou o ano com crescimento recorde na renda agrícola e aumento de sua participação no PIB do agronegócio brasileiro. Em 2012, o PIB do agronegócio mineiro atingiu cerca R$ 131,7 bilhões. Com isso, a participação de Minas no PIB do agronegócio nacional foi de 13,5%, de acordo com os estudos do Centro Avançado em Economia Aplicada (Cepea). É a maior participação já registrada na última década. Para se ter uma ideia, em 2003, Minas participa-

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va com 9,0% na composição do PIB do agronegócio brasileiro. O PIB inclui insumos, atividades primárias, indústria e distribuição. Os dados, que são da Fundação João Pinheiro também confirmam que o setor agropecuário se destacou no cenário nacional, crescendo mais que a média brasileira. De janeiro a setembro de 2012, o PIB agropecuário mineiro (que engloba apenas as atividades dentro da porteira) cresceu 5,7%, enquanto o PIB agropecuário do Brasil sofreu uma queda de 1%. Como Minas tem uma produção agrícola diversificada, não sentiu os impactos com a redução de

MR: Em que consiste o novo sistema para uso de agrotóxicos e quais seus benefícios para o a agricultura mineira? O Instituto Mineiro de Agropecuária, na busca pela melhoria contínua das suas ações de fiscalização de agrotóxicos desenvolveu o Sistema de Controle e Comércio de Agrotóxicos e Afins (SICCA). Tem como objetivo monitorar o comércio e o uso de agrotóxicos em Minas Gerais, tendo por base o fornecimento de informações seguras que propiciem um diagnóstico da realidade sobre comercialização e uso de agrotóxicos no Estado. De acordo com a legislação, todo estabelecimento que comercializa ou aplica agrotóxicos e afins em Minas Gerais deve manter a relação do estoque existente, nome comercial dos produtos,

quantidade comercializada e semestralmente remetê-las para o Instituto Mineiro de Agropecuária por meio do SICCA. Constituindo-se em uma ferramenta de suma importância para a Logística de Fiscalização do comércio e do uso de agrotóxicos pelo IMA, o SICCA propicia maior detalhamento e rastreamento das movimentações comerciais dos produtos, estratificações por ingredientes ativos, marcas comerciais, municípios e produtores rurais. Tais informações são muito relevantes, pois contribuem para o norteamento das ações de educação, orientação e fiscalização de agrotóxicos em Minas Gerais, executadas pelo Instituto. MR: Como está a situação do abate clandestino em MG? É coibido insistentemente pelo IMA através das fiscalizações de abatedouros e blitz realizadas nas rodovias de todo o Estado. Os números de 2011 (237 autos de apreensão e destruição emitidos e

Foto: Secom

A revista Mercado Rural conversou com o diretor geral do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Altino Rodrigues Neto, que falou sobre vários assuntos relacionados ao agronegócio e as expectativas para 2013

o financiamento de ações de marketing para divulgação do produto mineiro no mercado interno e no exterior.

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32.250 quilos de produtos cárneos destruídos) comparados com os de 2012 (168 autos de apreensão e destruição emitidos e 27.703 quilos de produtos cárneos destruídos) mostram que este ilícito sanitário vem caindo gradativamente de ano para ano, em Minas Gerais. MR: Quais as expectativas para Superagro 2013? O público pode esperar alguma novidade para essa edição? Os produtores estão com maior acesso a Estamos otimistas com a Superagro 2013 e a expectativa é superar o público do ano de 2012, de 70 mil visitantes. Para este ano, além dos tradicionais atrativos,

MR: CA certificação do IMA no setor de orgânicos foi um grande destaque. Comente. Com a consolidação do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade

Orgânica (SISORG), em 2011, propiciou-se identificar e controlar a produção nacional de alimentos orgânicos, quanto a sua origem e processo produtivo. O SISORG nivelou as ações exercidas pelos Organismos de Avaliação da Conformidade (OAC), posição agora ocupada pelo IMA, que para tal, submeteu-se a avaliação dos órgãos federais Inmetro e Ministério da Agricultura. Antes, a produção orgânica era caraterizada pela avaliação de organismos que não tinham uniformidade em seus procedimentos e exigências. O que não assegurava ao produtor, consumidor e órgãos correlacionados uma validação do que era realmente o produto orgânico. A acreditação do IMA como OAC propicia que produtores que produzam em um ambiente de produção orgânica, utilizando como base do processo produtivo os princípios agroecológicos que contemplam o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais, respeitando as relações sociais e culturais, possam ter o direito ao uso do selo orgânico.

Foto: Renato Cobucci

como a Exposição Agropecuária, Expocachaça e Expovet, que atraem interessados em negócios, serviços e produtos, teremos dois grandes e importantes eventos. Um, de cunho internacional, é o de Indicação Geográfica do Queijo, da Cachaça e do Café. A chamada indicação geográfica tem por finalidade delimitar uma área de produção, extração ou fabricação e vinculá-la aos produtores de determinada região e aos padrões locais, a fim de diferenciar tais produtos ou serviços. Este evento conta com as parcerias do Sebrae, Ocemg, MAPA, IFAM, Faemg e Fetaemg. Já na Exposição Agropecuária, teremos a Exposição Nacional do Guzerá a expectativa é grande por ele ser sediado em Minas Gerais. Além desses eventos, a Superagro 2013 contará com o Seminário Nacional de Irrigação, promovido pelo governo do Estado, em parceria com o Ministério da Integração Nacional através da Secretaria Nacional de Irrigação e outras instituições parceiras.

*Colaboração João Ricardo Albanez, Superintendente de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura.

Governador Antônio Anastasia e Alberto Pinto Coelho.

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Aplicações do Programa ABC em Minas crescem 32,1% Valor dos repasses em seis meses atingiu R$ 314,2 milhões

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os sete primeiros meses da safra 2012/2013 (julho a janeiro), os produtores mineiros fizeram aplicações de R$ 314,2 milhões, repassados pelo Banco do Brasil, para o desenvolvimento de ações do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC). O valor é 32,1% maior que o das aplicações realizadas em todo o período da safra anterior, de julho de 2011 a junho de 2012, informa a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Para Alceste Fernando Lima, assessor técnico da Seapa, os números mostram o interesse crescente dos produtores mineiros em investir nas boas práticas agrícolas recomendadas para o desenvolvimento de uma agricultura susten-

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tável. “Nos sete primeiros meses da safra atual, em Minas, foram realizados 935 contratos de crédito para esta finalidade. Um aumento de 30,3% em relação ao registro de toda a safra anterior”, explica. Houve crescimento das aplicações nas principais regiões agrícolas do Estado, com destaque para o valor contratado pelos agricultores do Triângulo, que buscaram recursos de R$ 73,8 milhões. “Portanto, houve um aumento de 8% em relação à cifra repassada na safra de 2011/2012”, acrescenta Lima. Os agricultores do Noroeste fizeram aplicações no valor de R$ 59,4 milhões, um incremento de 49,7% em relação aos repasses totais da safra anterior. No caso do Alto Paranaíba, terceiro

colocado nas aplicações do crédito do ABC, houve um aumento de 27,5%, alcançando o valor de R$ 43,3 milhões. Também foram realizados repasses expressivos para as regiões Norte, Centro-Oeste e Central. Lima acrescenta que o maior volume do crédito do ABC em Minas liberado pelo Banco do Brasil (R$ 77 milhões) foi destinado a investimentos em pastagem. Para investimentos nos segmentos de eucalipto, florestamento e reflorestamento houve contratos no valor de R$ 68,2 milhões. Correção intensiva do solo, cana-de-açúcar, bovinos para carne, café e bovinos para leite foram contemplados com a soma de R$ 89,9 milhões.

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Personagem

Por Amanda Ribeiro

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empresário Luiz Roberto Horst Silveira Pinto, criador da raça Dorper e do cavalo Campolina, uniu a vasta vivência no agronegócio com a paixão que possui desde a infância, e assumiu as diretrizes da Dorper Campo Verde, situada em Jarinu (SP), projeto de seleção amplamente conhecido por formar a reserva genética das raças sul-africanas Dorper e White Dorper no Brasil. Presença já marcante com a criação no Uruguai, está tornando-a ainda mais evidente no Brasil ao assumir um dos melhores trabalhos de seleção de animais de elite dos últimos dez anos. O empreendimento que já nasceu grande e ambicioso segue firme para um novo momento de expansão.

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Paulistano, casado, pai de três filhas, Luiz Roberto é graduado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É também um dos executivos mais respeitados do ramo imobiliário, trabalhando na PDG – Poder de Garantir, maior grupo em valor de mercado em toda a América Latina. No agronegócio, é gestor de vários negócios com operações no Vale do Paraíba (SP), Goiás e Uruguai, que envolvem pecuária de corte, reflorestamento e criação de equinos, na qual se tornou um prestigiado criador de Campolina e atual presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina para o próximo triênio (2013/14/15). De acordo com Luiz, crescimento será o mote de sua gestão

Dorper para o criador brasileiro e, dentro de breve espaço de tempo, para toda a América Latina”, completa, mencionando uma possível parceria estratégica para a difusão mundial dessas raças nas Américas. Luiz Roberto acredita que são grandes os desafios, principalmente na produção extensiva. Os produtores devem se integrar ao máximo para que haja sintonia entre todos os elos e as atuais iniciativas a esse respeito animam o empresário, que aposta no crescimento expressivo da atividade e não poupará esforços para promover o Dorper e o White Dorper em nível nacional e internacional. Por ser um dos mais importantes executivos do setor imobiliário, enfrentou grandes dificuldades para integrar diferentes atividades, todas complexas e que envolvem um grande conjunto de variáveis continentais. Essa competência aplicada na ovinocultura certamente contribuirá para a qualificação de outros grandes empresários envolvidos e também para que o mercado dê um grande salto em termos de produção e qualidade. Foto: Murilo Goes

Foto: Divulgação

referência na raça Dorper

partir da venda de machos e fêmeas com produção e fertilidade comprovada. Criada com base em valores sólidos, como ética e respeito ao cliente, a empresa conta com uma ampla equipe de excelentes profissionais que garantem o desenvolvimento constante do projeto. Nesse aspecto, haverá grande colaboração do mais novo titular da propriedade. “Talvez minha maior contribuição seja na gestão empresarial, trazendo um pouco de minha experiência em outras companhias”, resume Luiz Roberto. Uma vez aportando à Campo Verde uma vivência do mundo executivo, Luiz Roberto espera superar vários desafios: “dar continuidade ao excelente trabalho realizado até aqui não será uma tarefa simples, tendo em vista a qualidade dos animais, os resultados em exposições e leilões. A confiabilidade do projeto e de todas as pessoas que compõem nosso quadro de colaboradores tornaram nossa empresa respeitada em todo o Brasil e também no exterior. Nosso compromisso é continuar a produzir a melhor genética Dorper e White

Foto: Divulgação

Luiz Roberto Horst Silveira Pinto

na associação, que mira esforços no conquista de novas oportunidades de negócios. “O Campolina permaneceu muito tempo sem expansão e, como consequência, o volume de pequenos usuários e pequenos criadores se igualou ao selecionadores. Para atingir novos investidores, a entidade de classe quer divulgar a funcionalidade do Campolina com grande força, ou seja, o andamento marchado que proporciona uma cavalgada confortável, quase sem impacto ao cavaleiro”, disse. O criatório de Dorper surgiu a partir de pesquisas sobre as duas raças, apontadas entre as melhores opções em termos de produtividade e adaptabilidade. O próximo passo foi a aquisição de embriões congelados da África do Sul. Os primeiros animais nasceram em março de 2007 juntamente com o objetivo de formar um “banco genético” do que existe de melhor na África do Sul e também na Namíbia. Essa genética foi amplamente disponibilizada aos criadores brasileiros, eximindo-os das dificuldades e riscos dos processos de importação, a

Raça Dorper

Raça White Dorper

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Cana de açúcar,

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algumas reflexões

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maior segurança em termos de regulação. Isto vai desde o ponto mais óbvio que refere-se à ANP e sua política de uso do etanol combustível, até a questão complexa da aquisição de terras rurais por empresas estrangeiras. Os participantes diretos do setor, usineiros, produtores de cana e indústria de bens de capital tem que se unir de uma vez por todas para fazer um trabalho conjunto em termos de representatividade institucional. O setor precisa recuperar sua credibilidade, urgentemente, para voltar a atrair investimentos. O futuro: O açúcar continua a ser a fonte de energia alimentar mais barata que se encontra no mundo. O etanol é um combustível limpo e já temos uma frota de carros flex necessitada de suprimento muitas vezes maior do que nossa capacidade de produção. A cogeração de energia elétrica a partir da biomassa vai ser uma realidade mais cedo ou mais tarde. O setor está se profissionalizando rapidamente e com um nível interessante de concentração em mãos fortes. O que mais é preciso para este setor ser bem sucedido? Persistir, é nossa resposta.

no Estado na segunda quinzena de março e cobriu 2,78 milhões hectares, ante 2,50 milhões, incremento espacial de 11,3%. A safra passada, como destaca o Imea, demonstrou que os problemas logísticos têm impacto direto no transcorrer do ciclo, visto que no primeiro bimestre deste ano 3,7 milhões de toneladas, ainda da safra passada, foram exportadas pelo Estado, comprovando a dificuldade de distribuição da produção. Junto a isso, a comercialização anda em ritmo lento. A produção da segunda safra no Estado está comercializada em 20,1%. Um ligeiro aumento de 2,5 pontos percentuais em relação ao último mês. O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rubens

Rodrigues dos Santos, já disse que o governo se prepara para comprar milho no segundo semestre, por meio de Aquisição do Governo Federal (AGF), por conta das projeções de que os preços devam fica abaixo do mínimo. “Se você olhar a cotação na bolsa para setembro, outubro, ela já sinaliza um preço abaixo do mínimo, e aí com certeza o governo entra comprando através das AGFs – disse. Ainda não há orçamento para o programa de garantia do preço mínimo, mas Santos não vê restrição de recursos para essas compras. O lançamento do contrato de opção, para a compra de dois milhões de toneladas do cereal para a recomposição de estoques públicos, deve sair em breve.

Fotos: Divulgação

Crise: Tivemos nos últimos anos grande mudança estrutural no segmento, que alterou significativamente o perfil cultural e corporativo da indústria sucroalcooleira energética, com a entrada de grupos estrangeiros poderosos e também a chegada da indústria petrolífera. Infelizmente duas para três safras de cana desastrosas impediram que estas mudanças provocassem os efeitos esperados. O momento mais difícil da crise foi sem dúvida esta safra que agora se encerra. Isto porque o setor vinha de um ano extremamente difícil, operacional e financeiramente, com uma quebra de safra enorme. Com isto, a “travessia da ponte” que ocorreu nesta safra, foi complicada mas serviu para muitos ensinamentos. A safra 2013/14: Ainda vai ser um ano difícil nesta safra que entra e algumas empresas que estão com dificuldades financeiras vão ter que tomar um caminho radical de venda ou fechamento para não “quebrarem”. No entanto uma safra certamente maior vai trazer pos-

sibilidades de “saída do buraco” para as empresas que estejam profissionalizadas e preparadas para um novo momento. Os preços e resultados: Vamos começar a safra com preços baixos, particularmente para o açúcar, onde a Bolsa de NY deve oscilar entre 18 e 21 cts/lb, tudo correndo dentro do esperado no mercado global. A grande expectativa de um ano melhor fica com a certeza de um aumento no preço interno dos combustíveis, em particular a gasolina, que vai trazer a possibilidade de um reajuste dos valores de venda do etanol, tanto o anidro como o hidratado. No caso do açúcar, uma não tão improvável depreciação do Real, auxiliaria as receitas das vendas para exportação. O mundo está com um estoque de açúcar bastante alto, em função de uma queda da demanda causada pela crise econômica e boas produções em outros países, particularmente a Índia e a Rússia. Isto pode não se repetir este ano, propiciando um aumento gradual dos preços do açúcar brasileiro. O setor e o Governo: O Governo pode contribuir com o setor dando-lhe

milho em 2013

Fotos: Divulgação

*Paulo Costa, consultor sênior de AgropCom, articulista da Rede Exame de Blogs

segunda safra de milho, em Mato Grosso, mal teve o plantio finalizado e já está sendo taxada como um ciclo de altos custos e lucros incertos. A expectativa baixista para os preços tem contribuído com o baixo volume dos negócios. Isso se confirma visto que já há negócios sendo fechados por R$ 13,50/sc. Esse cenário levará à necessidade de intervenção governamental na comercialização do milho, de modo a garantir a obtenção de renda mínima pelo produtor. Conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), uma das preocupações que impactam de forma decisiva o rendimento da safra é seu escoamento. A semeadura foi finalizada

Perspectivas para o

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Grupo Morada

inovação e alto padrão em condomínios residenciais e industriais

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liar a localização estratégica e as projeções de crescimento econômico do Vetor Norte a um espaço que ofereça todas as condições de infraestrutura, segurança, qualidade de vida e sustentabilidade sempre foi a aposta do Grupo Morada Imóveis para a realização de empreendimentos residenciais. Agora, a tendência também desponta no segmento industrial. Sempre atenta às inovações do mercado imobiliário, a empresa também aposta nos condomínios industriais e, em ritmo acelerado, vem colhendo os resultados. Anunciado no final do ano passado, o primeiro condomínio industrial da empresa, Metropolitan Business Center, registrou, em apenas quatro meses, um re-

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corde de vendas, com a comercialização de 80% dos lotes disponíveis. O empreendimento está localizado às margens da rodovia MG-010, em Lagoa Santa, a apenas cinco minutos do Aeroporto Internacional Tancredo Neves. Com relação ao segmento residencial, o Grupo Morada, já consolidado em Lagoa Santa e região, vem expandindo sua área de atuação para outras cidades mineiras. Sempre investindo em inovação e nos altos padrões de infraestrutura, lazer e qualidade de vida, em agosto do último ano a empresa lançou a segunda fase do Condomínio Vale do Sol, no centro de Sete Lagoas. Além da tranquilidade, da proximidade com a natureza, o empreendimento conta também com infraes-

trutura completa de lazer e diferenciais como trilhas para caminhada e cavalgada, além de um centro hípico completo, com pista de apresentação e baias. Na primeira etapa, serão 622 lotes divididos em 34 quadras. Em Igarapé, o Grupo Morada lançou, em setembro, o Portal de Igarapé, que fica a apenas 500 metros do centro da cidade, e também possui completa estrutura de lazer e segurança. Outra grande aposta da empresa é o projeto voltado para segunda moradia, ideal para quem procura um recanto de descanso e diversão junto à natureza, e também próximo à Capital. O novo empreendimento do Grupo Morada será lançado em breve, e deve se tornar um dos principais destinos de lazer aos finais de semana. Cercado por lagoas, contará com as mais sofisticadas opções de entretenimento, esporte e qualidade de vida. Em Lagoa Santa, os condomínios do Grupo Morada também são conhecidos por seus padrões privilegiados de estrutura, segurança e qualidade de vida. Atualmente, o condomínio de alto padrão Mirante do Fidalgo é considerado um dos melhores investimentos da região em termos de custo-benefício. Outros empreendimentos de alto nível da empresa na cidade são os condomínios Vale Verde Ville, Quintas da Lagoa, Portal do Horizonte e Morada do Sol.

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Declividade do terreno A inclinação do terreno deve ser a menor possível, sendo a ideal de 1% a 3%. Deve-se evitar a instalação do viveiro em locais irregulares e dar preferência a solos de textura solta, com boa drenagem, evitando-se o acúmulo de água, o que pode acarretar o excesso de umidade e, por consequência, o aparecimento de pragas ou doenças no viveiro. Proteção dos ventos A ação direta dos ventos sobre as plantas pode acarretar torção e inclinação, trazendo prejuízos no desenvolvimento das mudas. Deve-se plantar uma cortina quebra-vento com espécies de crescimento rápido [Parkia multijuga (paricá), Inga edulis(ingá), Acacia man-

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gium (acácia mangium)], etc., ou manter a vegetação existente no local. A proteção vegetal deve ficar a uma distância razoável, para evitar o sombreamento excessivo. O tamanho do viveiro a ser construído vai depender da quantidade de mudas a produzir, do tamanho dos recipientes, da forma de distribuição das mudas no espaço interno e do tempo que as mudas permanecerão no viveiro. O projeto aqui apresentado detalha a instalação de um módulo com capacidade aproximada de 30.000 mudas, que poderá ser ampliado com outros módulos, de acordo com a necessidade de produção. Dimensões O módulo apresenta a dimensão de 24 x 24 m, perfazendo uma área de 576 m2. Os esteios estão dispostos a uma distância regular de 4 x 4 m, exceto nas duas faces que podem servir para ampliação, em que a distância cai para 2 m na linha; têm 0,10 x 0,10 m de espessura, com 2 m de pé-direito e comprimento total de 2,50 m. O viveiro está dividido em quatro submódulos, com áreas de circulação pavimentadas com brita, para facilitar o acesso de máquinas, veículos e pessoas, e permitir uma melhor drenagem das águas; limitadas com meio-fio, que pode ser de qualquer material disponível no local (madeira, tijolos, blocos de cimento, etc.). Esses submódulos deverão ser nivelados com areia, que além de oferecer uma melhor condição para a sus-

Projeção lateral Têm-se os detalhes do assentamento do sombrite, em que apresenta um tensionador em madeira em todas as laterais do viveiro, para permitir mais segurança e apoio no esticamento da cobertura. De qualquer forma, o arame é que dá a maior sustentação ao sombrite, e o uso da madeira foi bastante reduzido em comparação com os viveiros tradicionais. Nota-se também, que aproveitando-se do esticamento do arame, projeta-se uma aba de 2,20 m de comprimento, que servirá de quebra-vento e auxiliará na uniformização da luminosidade nas laterais do viveiro.

Aramado A sustentação do sombrite é feita com arame liso galvanizado apoiado sobre os esteios e tensionados linha a linha até aos esticadores que ficam dispostos em todas as laterais do viveiro, dispostos a cada 4,00 m. O arame está configurado de forma longitudinal, perpendicular e transversal, oferecendo ótimo apoio para o sombrite e para o sistema de irrigação. Esse modo de sustentação oferece, além da durabilidade e praticidade da instalação, um menor custo em relação à madeira. Se o viveiro fosse atracado com pernas-mancas de madeira-de-Iei, o custo seria de aproximadamente R$ 539,00 em material, considerando que levaria no mínimo 7 (sete) dúzias, além de contar com mão-de-obra especializada (carpinteiro) para a realização dos serviços. Já com a utilização do arame, esses custos caem bastante, pois um

Foto: Divulgação

A falta de mudas selecionadas à disposição dos produtores tem sido um dos maiores entraves para o desenvolvimento da fruticultura brasileira. Nessa edição a revista Mercado Rural vai mostrar como construir um viveiro de mudas. O primeiro passo é a escolha do local adequado, que dependendo dos fatores elencados, em ordem de prioridade, pode dar a exata medida do êxito ou do fracasso do empreendimento. A água é o recurso mais importante que deve ser observado para o funcionamento do viveiro, em todas as etapas de produção. Quanto mais próximo da fonte de água estiver, menores serão os custos de implantação, manutenção e funcionamento. As fontes poderão ser rios, lagos, poços, etc.

Foto: Antônio Carlos Pereira Góes

Viveiro de Mudas

Foto: Divulgação

Aprenda a fazer

rolo de 1.000 m (quantidade suficiente para um módulo) é vendido no mercado local por aproximadamente R$ 253,00, com a vantagem adicional da facilidade de manuseio e não requerer maiores conhecimentos de carpintaria.

tentação dos sacos e outros recipientes, funcionará como controladora de plantas invasoras. A cobertura é feita utilizando-se sombrite a 50% de interceptação da luz solar, que atende à maioria das espécies cultivadas na região, entre as quais pode-se citar: açaí, castanha-do brasil, cupuaçu, bacaba, graviola, mangaba, etc. o pedilúvio (1,00 x 1,00 m) deverá ser assentado na entrada principal do viveiro, de modo a permitir o controle fitossanitário na circulação de máquinas e pessoas.

Sistema de Irrigação A irrigação de um viveiro pode ser realizada de diversas formas, desde a irrigação por inundação (sulcos), passando-se pelo uso de mangueiras, regadores, aspersores, nebulizadores, etc. Todos esses sistemas apresentam as suas vantagens e desvantagens. Contudo, quando a irrigação pode ser detalhadamente monitorada, quantificada e uniformizada, as vantagens são muitas. Isso é o que propõe o sistema de irrigação elevado por nebulização. A começar pela forma prática e rápida da instalação, pelos custos dos materiais e pela economia de água e energia elétrica. Por ser um sistema elevado, a distribuição da água será mais uniforme, fazendo com que as mudas recebam a mesma quantidade, evitando-se o desperdício. O sistema é composto de uma linha de alimentação principal de 50 mm de di-

âmetro, da qual derivam 18 linhas secundárias de 20 mm, sendo 9 de um lado e 9 do outro. Em cada linha secundária há um registro e 6 nebulizadores distantes 1,80 m entre si. Os nebulizadores utilizados neste projeto são do modelo cônico, mas existem no mercado outros tipos e modelos que poderão ser utilizados, e até outros materiais para as linhas de distribuição. O importante é que o sistema seja elevado para garantir todas as qualidades buscadas na distribuição da água no viveiro. Legalização do Viveiro O negócio agrícola está cada vez mais profissionalizado. Para se adequar aos novos tempos, o produtor deverá zelar pela qualidade de seu material, obtendo propágulos de boa procedência e utilizando as técnicas adequadas de semeio, plantio e condução das mudas. Porém, a atividade é disciplinada por lei, e os produtores deverão procurar a Superintendência do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, para efetuarem a competente regularização. Com o advento da Lei nº 10.711, de 05 de agosto de 2003, muita coisa mudou em relação ao regulamento da inspeção e fiscalização da produção e do comércio de sementes e mudas. Fonte: Embrapa Amapá

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Sustentabilidade

Integração do controle químico e biológico de pragas:

Manejo Sustentável

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s pragas agrícolas (plantas daninhas, insetos, ácaros, fungos, bactérias, vírus, nematoides etc.) são responsáveis por danos de 40% na produção vegetal. Se conseguíssemos neutralizar o efeito prejudicial destes seres vivos nocivos, a produção de alimentos, fibras e agroenergia seria 40% maior, sem haver necessidade de aumento da área cultivada; apenas aumento do rendimento ou produtividade. Uma determinada lavoura está sujeita, em geral, a diversas pragas, de várias classes, em diferentes fases de seu desenvolvimento. Assim, é fundamental que as pragas agrícolas sejam manejadas, utilizando-se todas as medidas disponíveis e adequadas para cada situação. Estas medidas, geralmente, são agrupadas em diferentes métodos: químico, biológico, físico, cultural, genético, mecânico e legislativo. As Boas Práticas Agrícolas (BPA) preconizam o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que significa o emprego das diversas medidas adequadas, simultaneamente ou em sequência. Tanto o controle químico como o biológico tem seus pontos positivos e nega-

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tivos. A utilização de medidas incluídas aos métodos químico e biológico pode e deve ser feita respeitando aspectos técnico-científicos e sob responsabilidade/orientação de profissional habilitado e competente. Controle biológico inclui tanto o estímulo aos processos naturais que reduzem o crescimento de populações de pragas agrícolas como a aplicação de agentes de biocontrole ou produtos biológicos ou naturais. O maior mercado destes produtos é a “agricultura convencional”, embora se tenha a falsa impressão que sejam destinadas, exclusivamente, à “agricultura orgânica”. Aliás, essa polarização entre estes dois “tipos” de agricultura não é benéfica para o agro ou para a sociedade. O importante é que os produtos vegetais, tanto “convencionais” como “orgânicos”, tenham boa qualidade, sejam saudáveis, seguros ao consumidor sob aspectos nutricionais, microbiológicos, físicos e quanto a contaminantes e resíduos, além de saborosos e com bom aspecto. Fotos: http://culturasagricolas.wordpress.com/

Por José Otavio Menten, Presidente do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Eng. Agrônomo, Mestre e Doutor em Agronomia, Pós-Doutorados em Manejo de Pragas e Biotecnologia, Professor Associado da USP/ESALQ.

Manejo de plantas daninhas com plantio direto na palha

As vantagens da integração de métodos químicos e biológicos podem ser demonstradas através de vários exemplos. Na cultura da cana-de-açúcar, parte expressiva de insetos é manejada biologicamente, através da utilização de parasitas, parasitóides e microrganismos entomopatogênicos. Entretanto, o manejo de plantas daninhas é realizado, principalmente, através de herbicidas. O manejo de mofo branco, doença de diversas culturas como soja, feijão, algodão, girassol, tomate, batata, alface, cenoura, etc., causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, deve ser feito integrando-se os métodos: pode-se aplicar fungos antagônicos, como Trichoderma spp., no solo, antes de semeadura, ou no sulco ou na semente, e aplicar fungicidas no estádio de florescimento. Mais uma vez, o “agroconhecimento” é essencial: devem ser utilizados fungicidas que sejam eficientes contra o patógeno e que não reduzam a população do fungo antagônico. O MIP é tão vantajoso que é considerado a “base” do conceito de agricultura sustentável, tão debatida e perseguida atualmente, fundamental para que o agro continue sendo a “âncora verde” do desenvolvimento do Brasil. É graças ao agro que nosso país continua em sua caminhada para se consolidar como o “celeiro do mundo”, de acordo com previsões de diversas entidades internacionais.

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Goiaba

Jatobá

Foto: Gillian Gutenberg

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Mangaba

Seriguela

Foto: Divulgação

Frutas nativas brasileiras

A importância dos quintais para a conservação da biodiversidade *Leylane Silva Ferreira e Mariana Gonçalves Moreira, especialistas em Gestão Ambiental e Geoprocessamento e consultoras da Buriti Socioambiental.

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cheiro, o sabor e as cores das frutas nativas instigam a memória de muitos brasileiros. Pitanga roxa, goiaba, jabuticaba, araçá, gabiroba, seriguela, articum, jatobá, mangada, umbu. Estes são alguns exemplos de espécies muito apreciadas e que representam uma opção de alimentação saudável, pois possuem grande valor nutricional, com vitaminas, sais minerais, antioxidantes, açúcares naturais (frutose), além de várias outras substâncias que auxiliam na prevenção e no combate de doenças. Outrora comumente encontradas nas matas e nos campos, atualmente algumas delas estão se tornando cada vez mais raras. Na produção agrícola no Brasil, desde o início da colonização, o cultivo de

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uma única espécie (monocultura) em grandes propriedades sempre ocupou posição de destaque. A cana-de-açúcar, o café, o milho, a soja são exemplos de lavouras que, em diferentes momentos, foram grandes responsáveis pela geração de renda e trabalho. Entretanto, os avanços da fronteira agrícola e da ocupação humana têm colocado em risco algumas espécies, como é o caso da jabuticaba-branca. Neste contexto, um tipo de produção que se diferencia bastante da agricultura especializada merece ter sua importância reconhecida. Os quintais contribuem de forma efetiva para a conservação da biodiversidade. Comum nos quintais de pequenas propriedades rurais ou em moradias urbanas, o pomar é o local onde são cultivadas árvores frutíferas diversas. Se, por um lado, a conservação de espécies de frutas nativas esteve ligada ao endemismo, isto é, a sua capacidade de se perpetuar espontaneamente em um

determinado ecossistema, por outro, as práticas tradicionais de cultivar, doar e trocar mudas também tem contribuído fortemente neste sentido. Nos quintais, a produção dos pomares domésticos é prioritariamente orientada para o consumo da própria unidade familiar, sendo também ofertada a vizinhos e conhecidos. Entretanto, outro tipo de destinação tem se mostrado extremamente vantajoso. Recentemente, grandes redes de supermercados têm descoberto que as frutas nativas podem apresentar valor comercial elevado. O mercado internacional também tem se mostrado promissor: espécies como maracujá, cacau e caju ganharam o mundo e representam um estímulo ao agronegócio. As espécies nativas possuem uma vantagem adicional no cenário internacional: não possuem concorrentes em outros países, ao contrário das laranjas brasileiras cujo valor no mercado estrangeiro depende das condições de

produção em pomares estadunidenses. Entretanto, para que seja viável o avanço da fruticultura, é fundamental que o Brasil intensifique as pesquisas em busca de um melhor aproveitamento da biodiversidade brasileira. Devido à sua grande extensão territorial 8.514.876,599 km2, segundo o IBGE, é possível encontrar no Brasil áreas com diferentes climas como o trópico úmido no Norte, o semi-árido no Nordeste e áreas temperadas no Sul. Estas diferenças climáticas contribuem para grandes

variações dos ecossistemas e possibilitam a produção de uma vasta variedade de frutas ao longo de todo o ano. A biodiversidade abrange toda a variedade de espécies de flora, fauna e micro-organismos, bem como suas inter-relações nos ecossistemas. Sua preservação é fundamental para assegurar o equilibro ambiental e a manutenção daquilo que constitui as bases da vida: alimentos, água, oxigênio, clima estável, entre outros. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, mais de 20% do número Foto: Divulgação

Araçá

Foto: Divulgação

Articum

total de espécies da Terra se encontram no Brasil, país que abriga a maior biodiversidade do planeta. Infelizmente, a despeito de toda a riqueza e potencial do Brasil, o número de espécies ameaçadas de extinção tem se elevado de forma alarmante. Diante disso, vale enfatizar a importância do cultivo das frutas nativas nos quintais, da viabilidade de seu aproveitamento comercial e da manutenção de áreas de preservação onde possam ser encontradas.

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Fotos: Divulgação

Cama de frango é proibida na alimentação de ruminantes

Evandro José Rigo MSc Zootecnista e professor nos cursos de Zootecnia, Agronomia da FAZU e Medicina Veterinária da UNIUBE.

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cama de frango ou substrato de piso é o subproduto da indústria avícola e foi amplamente utilizado e popularizou-se pelos pecuaristas na alimentação de ruminantes, visto seu custo reduzido e grande disponibilidade no mercado. Ela contém além da excreta das aves, o material absorvente usado como cama, daí seu nome, e em menor quantidade outros materiais como ração das aves, penas, material do piso do aviário, etc. O material absorvente é bastante variável, sendo os mais comuns a maravalha de madeira, casca

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de amendoim, capim picado, casca de arroz, sabugo picado e outros. Essa diversidade material absorvente causa grande heterogeneidade na composição da cama de frango. Além disso, o tipo de ração, a idade e tipo de aves, a quantidade de penas e excretas, o número de lotes criados, o tempo e forma de armazenamento da cama e em determinados casos aves mortas (pintinhos) que não foram coletados pelos granjeiros, misturam-se no substrato, e em condições favoráveis podem desenvolver a síndrome do Botulismo.

O uso da cama de frango na alimentação de ruminantes, especialmente bovinos, era antiga e resultava, por um lado, boa capacidade do ruminante usar esse alimento contendo nitrogênio não protéico (NNP) e digerir alimentos fibrosos, e por outro, da grande disponibilidade e do baixo custo desse material. Consequência desse fato foi um número enorme de trabalhos na literatura nacional e internacional sobre seu uso, os quais esclareciam sobre o uso da cama de frango na alimentação de bovinos e sobre os possíveis riscos à saúde animal e humana. Com o surgimento de casos da BSE ou EEB (encefalopatia espongiforme bovina) (doença da vaca louca) registrados no mundo obrigou os países a endurecerem as regras quanto ao uso de proteína de origem animal ou de produtos que contenham resíduos dessas proteínas na alimentação de ruminantes. Os impactos na pecuária brasileira foram imediatos e em 1996, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), proibiu a utilização de qualquer subproduto de origem animal na alimentação de ruminantes, e a cama de frango não fugiu à regra. Isso porque ela pode conter resto de penas e até de carcaças de aves, bem como fezes, que eventualmente carreguem resíduos contaminantes. Por essas pressões mercadológicas , o MAPA, institui a normativa n° 8 que insere:

NSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 08, DE 25 DE MARÇO DE 2004 O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, Parágrafo único, inciso II, da Constituição, tendo em vista o disposto no art. 71 do Regulamento do Serviço de Defesa Animal, aprovado pelo Decreto nº 24.548, de 3 de julho de 1934, nos artigos 1º e 2º da Lei nº 6.198, de 26 de dezembro de 1974, e o que consta do processo nº 21000.008269/2003-65, e considerando a epidemiologia da Encefalopatia Espongiforme Bovina - EEB e a necessidade de manutenção da situação sanitária do Brasil em relação a essa doença, resolve: Art. 1º Proibir em todo o território nacional a produção, a comercialização e a utilização de produtos destinados à alimentação de ruminantes que contenham em sua composição proteínas e gorduras de origem animal. Parágrafo único. Incluem-se nesta proibição a cama de aviário, os resíduos da criação de suínos, como também qualquer produto que contenha proteínas e gorduras de origem animal.

Essa determinação veio de encontro ao desejo do mercado internacional e para atender exigências dos importadores de carne bovina. Além dos fatores sanitários mencionados, existe ainda um terceiro aspecto relacionado a uma possível repugnância por parte dos consumidores em saberem que podem estar consumindo carne bovina produzida por animais alimentados com cama de frangos. Em alguns países que permitem ou que permitiam o uso de cama de frango, foram estabelecidas regras bem claras, como necessidade de tratamento via autoclave ou via fermentação anaeróbica para torná-la mais segura do ponto de vista sanitário. No Brasil, até sua recente proibição pelo MAPA, seu uso era permitido sem nenhuma regulamentação. Embora não muito numerosos em relação ao seu uso indiscriminado, alguns problemas sanitários ocorreram com bovinos alimentados com cama de frango. Felizmente, até nos dias atuais, nenhum caso de saúde humana relacionado ao consumo de carne bovina produzida

por animais alimentados com cama de frango foi observado. É de conhecimento geral que no Brasil nunca houve se quer um caso da BSE (vaca louca), isso graças às condições climáticas, sistemas de criação, materiais genéticos diferenciados praticados em nosso território, esta síndrome dificilmente ocorrerá por aqui, é também de sabedoria que grande montante de criadores de gado continuam a usar a cama para alimentar seus bois em confinamentos, suas vacas e novilhas. Essa clandestinidade ou não cumprimento das regras podem de uma maneira ou outra prejudicar o criador de gado e impedi-lo de comercializar seus produtos. Só o bom senso por parte dos pecuaristas nos deixará fora de novos embargos e assim poderemos ampliar nossos parceiros comercias da carne brasileira.

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Rebanho de ovinos em Umburanas - BA

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Nordeste brasileiro é considerado como região de condições climáticas adversas, as quais prejudicam o desenvolvimento das atividades na agropecuária, devido às carências nutricionais dos rebanhos, cuja baixa produtividade deve-se aos manejos alimentar, reprodutivo e sanitário deficientes. Uma estratégia a ser usada para melhorar os níveis produtivos desses rebanhos seria a adequação destes manejos. Na época seca, com as pastagens deficientes, necessário se faz obter alimentos de alto valor nutritivo com custos reduzidos que devem ser utilizados com mais frequência no sistema de produção intensivo visando aumentar a produção de carne. Para os pecuaristas este é um dos maiores problemas enfrentados, gerando como consequência, a baixa produtividade dos rebanhos na estação seca.

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Foto: Helianne Silva

Helainne De Oliveira Silva, Técnica em Agropecuária/ EAFSB - CREA/BA Graduanda em Zootecnia/ UFRB.

É necessário conhecimento adequado sobre as exigências nutricionais dos animais e da composição dos alimentos para obter uma produção animal eficiente. Portanto, deve-se adquirir técnicas de conservação de alimentos, tais como: ensilagem e fenação, assim como a utilização de resíduos agroindustriais, restos de culturas, que assegurem a manutenção da produção nos períodos críticos. A industrialização da fruticultura tropical tem propiciado enormes sobras de subprodutos, que in natura ou beneficiados, poderão contribuir com uma parcela expressiva na alimentação de ruminantes, porém as pesquisas e as informações na utilização dessas fontes alternativas para alimentação animal ainda são limitadas. No entanto, grandes quantidades de restos de cultura e resíduos agroindustriais são produzidas,

cerca de 540 km da Capital Salvador, tem se destacado pela sua produção de abacaxi, sendo recentemente zoneado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) como região produtora, possui hoje em torno de 197 hectares de abacaxi plantados, com uma produção média de 19 milhões de frutos (IBGE/2011) e um rebanho efetivo de 23.250 cabeças

Plantação de abacaxis em Umburanas - BA

Foto: Helianne Silva

Abacaxi Amonizado na alimentação do rebanho

Pensando dessa maneira, vê-se nos restos culturais de abacaxi (RCA), uma alternativa eficiente e econômica para produtores de abacaxi, que também criam pequenos ruminantes em suas propriedades. O Brasil é o maior produtor mundial de abacaxi. No mercado nacional, o abacaxi responde por 5,2% do valor da produção de frutíferas, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Em 2006 foram produzidos 1.707.088 milheiros de abacaxis sendo o rendimento médio de 25.538 frutos/ha; e a área colhida 66.845 há (IBGE/2006). O município de Umburanas localizado na Região Centro-Norte da Bahia,

caprino e 10.800 ovinos (IBGE/2011). Apesar da importância dessa cultura pouco se conhece sobre o uso dos subprodutos dessa cultura na alimentação de ruminantes no Brasil. A produção de abacaxi oferece dois tipos de subprodutos: os restos de cultura resultantes após a colheita dos frutos e os resíduos do processo de industrialização da fruta, ambos podem ser usados na alimentação de pequenos ruminantes. Por esse motivo, hoje na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, encontra-se em andamento, um estudo experimental sobre a utilização de restos culturais de abacaxi, passando pelo processo de amonização, para ser uma forma de alimento alternativo para ovinos.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Restos Culturais de

porém com pouca utilização na alimentação animal. Atualmente, as agroindústrias investem no aumento da capacidade de produção, gerando grandes quantidades de subprodutos, que geram custos operacionais para as empresas ou poluição para o meio ambiente; a utilização desses subprodutos, considerando as limitações proteicas e ressaltando seu conteúdo energético pode ser uma importante alternativa alimentar para ruminantes. Uma estratégia que tem sido bastante utilizada é o emprego de restos culturais, disponíveis por ocasião das colheitas, que podem ser utilizados como volumoso na época de escassez de forragem, diminuindo a competição entre homens e animais pelos grãos produzidos. Além disso, reduz os custos com a alimentação animal e minimizando o problema de destino de alguns resíduos, que provocam poluição ambiental. A utilização desses resíduos na alimentação animal depende de uma série de fatores, como: proximidade entre o setor de criação e o setor de produção dos resíduos, custos com transportes, características nutricionais, armazenamento e manipulação dos mesmos. A alimentação é responsável pela maior parte dos custos de produção animal e pode dificultar a criação de caprinos e ovinos, especialmente, em relação aos pequenos produtores. A carência de forrageiras com elevado valor nutricional no período das secas diminui o crescimento, ganho de peso, reprodução e saúde dos animais, provocando baixos rendimentos nas explorações pecuárias.

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Agricultura familiar é familiar mesmo!

Por José Annes Marinho Engenheiro Agrônomo, Gerente de Educação da Associação Nacional de Defesa Vegetal – Andef.

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m recente conversa com amigos, falávamos sobre os mitos e os fatos que a nossa agricultura criou e que foi inserida. Depois de muitos assuntos: defensivos agrícolas, Brasil – o maior produtor de soja, preço das commodities, oportunidades de emprego no campo, campanhas de mídia, entre outros, chegou à vez de falarmos sobre a agricultura familiar. O que significa a expressão “agricultura familiar” no Brasil? Para dizer-lhes a verdade: temos vários significados. Mas aprendi que a expressão é destinada aos pequenos produtores, aqueles que produzem em certos momentos para subsistência ou até mesmo para fornecimento de alimentos em pequenas feiras. Será mesmo que não estamos confundindo novamente as pessoas das cidades? O termo agricultura familiar para mim significa: quem produz no campo é a família. São grandes empresários que aprenderam a valorizar e produzir em pequenos ou grandes espaços. Porém, com altas lucratividades e produtividades. Para vocês terem uma ideia: a lucratividade de um hectare de cogumelos é pelo menos cinco vezes maior que um

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hectare de soja, ou seja, o valor agregado destas culturas independe do tamanho da área. Por isso, defendo que temos uma única agricultura. O termo familiar nos remete a pequenos, órfãos, desassistidos - grande parte desta ultima expressão é verdadeira – sem poder. Na verdade, nossa revolução verde é grande em área e em produtividade. Vejam: em 1980 se produzia próximo de 10,9 toneladas hortaliças por hectare. Hoje estamos próximos de 25 toneladas, praticamente aumentamos 2,5 vezes nossa produção. Isso tudo graças aos produtores - sejam aqueles que possuem pequenas ou grandes áreas. Quando a tecnologia não chega ao produtor brasileiro, ele a busca. Agora imaginem se tivéssemos uma extensão rural estruturada no Brasil: onde cada propriedade tivesse um responsável técnico por suas atividades.

Onde estaríamos? Pensem nisso! Enfim, amigos: estamos em uma nova revolução verde. O ano de 2050 está logo ali e, até que se prove o contrário, teremos de produzir muito mais. Se hoje necessitamos de 21 bilhões de refeições por dia com 7 bilhões de habitantes, certamente precisaremos de 27 bilhões de refeições, pois estaremos com 9 bilhões de habitantes até 2050. E ainda tem gente que quer contrariar o pai da revolução verde Norman Borlaug - mudando o nosso sistema de produção que preserva milhares de árvores, que acabou com a erosão e que vai chegar em 40 anos com o crescimento gigantesco na produção. Não esqueçam: quanto menor a oferta, maior o preço. Não gostaria de rever as famosas máquinas de remarcar preço como foi em épocas de inflação. Acorda presidente! A agricultura sustenta o Brasil. Até mais! Março 2013

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Foto: Cloverley Dole

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suinocultura em 2013

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Analisando esse cenário, a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) anunciou a perspectiva de crescimento para 2013 na suinocultura e projeta um crescimento de até 1% em 2013, bem abaixo do potencial da suinocultura. “Com essa avaliação, podemos ter uma boa perspectiva. Mas o produtor precisa manter o plantel que possui por pelo menos um ano, sem ampliar. A última crise que aconteceu foi muito significativa, e temos muitas dívidas para quitar. Precisamos de garantias no mercado, após isso, até podemos pensar em crescer. A crise mundial é fato e pode comprometer novamente a suinocultura”, afirma o presidente.

Foto: Divulgação

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013 inicia com perspectivas para a suinocultura brasileira. Apesar de 2012 ter deixado marcas fortes no setor, como as inúmeras dívidas feitas para salvar os plantéis, os produtores estão buscando a recuperação. A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) vê boas perspectivas, mas pede muita cautela. “O cenário revela uma melhora nas exportações já neste início de ano, a lucratividade pode ser obtida se as vendas externas forem mantidas ou ampliadas”, destaca o presidente da ACCS, Losivanio de Lorenzi. Devido ao ápice da crise da suinocultura em 2012, o mercado sofreu uma redução significativa no número de matrizes. Além disso, em dezembro, o forte calor registrado, provocou a morte de pelo menos 2,500 mil suínos. “E isso vai comprometer o mercado, nos próximos meses”, comenta.

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Fotos: Divulgação

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em todo o Brasil por meio de convênios com a rede de concessionárias Chery. O empresário é um dos autores do anteprojeto da lei federal 11.795/2008, a lei geral do sistema de consórcios, um instrumento que regulou o setor e permitiu que alcançasse a histórica marca de quase 5,18 mil consorciados ativos, exatamente quando acaba de completar 50 anos de existência. Hoje existem consórcios para quase tudo, desde imóveis, automóveis, utilitários, caminhões, motocicletas, máquinas e implementos agrícolas, eletroeletrônicos e serviços em geral.

SISTEMA DE CONSÓRCIOS

0,3% serviços

Participantes Ativos 5,18 milhões

eletros 1%

Consumidores satisfeitos com a obtenção de bens e serviços por meio de uma aquisição programada e um variado mercado disposto a oferecer cada vez mais opções para as compras planejadas e parceladas, fazem dos consórcios um mercado em evolução. Fabiano Lopes Ferreira, um mineiro de Itapecerica, Minas Gerais, que ainda jovem foi estudar e trabalhar na cidade grande, além de ser o diretor-proprietário e jurídico da Multimarcas Consórcios, conhece como poucos o sistema e pode falar por ele. Formado em direito, com mestrado em direito processual civil, é o autor do livro “Consórcio e Direito, Teoria e Prática”, inteiramente dedicado ao tema e a obra mais completa sobre o sistema de consórcios. Fabiano fez também diversos cursos de especialização, inclusive em consórcios, o que lhe deu a base para escrever o livro e a qualificação para proferir palestras no Brasil e no exterior. Sua experiência soma o Consórcio Nacional Ford, a Fiat, além da revenda

presa tinha apenas 2 mil consorciados, 20 funcionários, três representantes de vendas e atuava somente em Belo Horizonte. Atualmente, possui milhares de consorciados, cerca de 600 colaboradores entre funcionários registrados e terceirizados. opera com departamentos próprios em 12 estados da federação e

85,7%

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Um dos mais importantes setores da economia nacional na atualidade, já foi um patinho feio. Os consórcios, uma invenção genuinamente brasileira, nasceram sem donos, sem regras, sem leis. Com o passar do tempo os negócios e os desmandos foram se ampliando de tal forma, que uns passaram a ser caso de polícia e outros entraram em rota de colisão com a Receita Federal, responsável à época por sua fiscalização. Muita gente foi premiada e quase outro tanto prejudicada. Era muito difícil fiscalizar e impor regras às administradoras. Faltam os instrumentos legais. Nesse tempo, atraídos pela ganância e a perspectiva de obter lucro fácil e sem ter de prestar contas a ninguém, aventureiros se travestiram de administradores e operaram o sistema a seu gosto e prazer. O sistema foi à lona, mas graças à honestidade e ao esforço desmedido de alguns idealistas sua imagem foi recuperada, sobretudo à partir do advento das leis que o normatizaram e fizeram dele um dos pilares da economia do país.

O presidente da Abac, Fabiano Lopes Ferreira

veículos automotores

no setor nacional

e do consórcio Cobrasa, deste tendo sido um dos fundadores. Há aproximadamente 20 anos atua na Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) e no Sindicato Nacional dos Administradores de Consórcios (Sinac,) entidades nas quais exerceu vários cargos, entre eles o de delegado adjunto da Regional Sudeste II (MG, RJ E ES), depois delegado e presidente regional. Hoje, preside o Conselho Nacional da Abac e a presidência do Sinac. Quando Fabiano comprou o Consórcio Cobrasa e o transformou em Multimarcas Consórcios, a nova em-

imóveis 13%

Multimarcas Consórcio é destaque

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revista Mercado Rural conversou com Fabiano Lopes Ferreira, que falou sobre o mercado de consórcios brasileiro e os projetos da Multimarcas para o ano. MR: O sistema de consórcios terminou o ano de 2012 com 5,18 milhões de consorciados ativos, registrando um crescimento de 11,4% em relação ao ano anterior, quando chegou a 4,65 milhões de consorciados. A que se atribuiu este desempenho em um ano no qual o governo incentivou bastante a venda de veículos, inclusive ofereceu redução de IPI para carros novos estimulando assim, a venda de veículos pelo crédito direto ou financiamento? Fabiano: O sistema de Consórcios vem se aperfeiçoando ao longo dos anos. A partir de 1991, com a chegada do Banco Central do Brasil, foi feito um saneamento no sistema. Foram retiradas do mercado as empresas que não tinham condições de permanecer; e mais recente, foi editada a lei federal n.º 11.795/2008 que deu consistência jurídica ao consórcio. Com isso, o setor ganhou mais credibilidade e se tornou

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mais atrativo, não só para os consumidores, mas também para os empresários que passaram a investir mais no segmento. Os consórcios das grandes empresas, dos bancos e das fábricas passaram a investir e dedicar atenção especial ao sistema, que a partir dali vem crescendo a cada ano até atingir este recorde. MR: A Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios Abac, divulgou que a classe “C” representou 30% do total de clientes do sistema no ano passado. Antes, esta faixa não era considerada compradora ou público-alvo, mas, agora, está migrando naturalmente para os consórcios. De que forma, com qual objetivo e diante de qual atrativo? Fabiano: Essa classe começou a comprar consórcios primeiro porque o Brasil vive um momento de quase “pleno-emprego” e ela passou a obter melhores rendimentos. Por outro lado, o consórcio foi buscá-la, ao alongar os prazos dos grupos e em consequência reduzir o valor das prestações. Também a classe “D” está vindo, e já dizem por aí que até a classe “E” vai compor o quadro com alguma expressão. MR: O sistema tem hoje uma nova modalidade para aquisição, o consórcio de serviços. Esse segmento é algo representativo na escalada de

crescimento dos consórcios ou é apenas um mero componente do quadro de opções? Fabiano: O consórcio de serviços veio com a lei 11.795, de 2008. Portanto, é muito novo. Apesar de estar crescendo bem, em termos quantitativos ainda é modesto. Porém, por ser um segmento que abrange praticamente todos os tipos de serviços, a médio e longo prazo, certamente, irá fazer muito sucesso.

MR: Dos veículos leves, ainda de acordo com os dados da Abac, as motocicletas têm sido o destaque. Mais da metade de suas vendas, para ser exato 54%, são consumadas pelos consórcios. No entanto, há também uma grande procura pelos veículos leves e pesados, máquinas e implementos agrícolas. Neste último caso, isso acontece devido à extensão da agricultura brasileira ou porque os preços dessas máquinas são muito altos? Fabiano: Entre outras, estas duas situações são registradas. Entretanto, é preciso citar que o agricultor e o pecuarista brasileiro, de uma forma geral, também aprenderam a adquirir ou a trocar seus bens e até a fazer poupança com

o consórcio, ou seja, os consórcios, hoje em dia, não são mais restritos às grandes cidades. O consórcio está nas pequenas cidades do interior e muito forte também no meio rural. Hoje, ao contrário do passado, você vê trabalhadores rurais comprando consórcios. E para os implementos agrícolas, principalmente aqueles que têm um custo muito alto, o consórcio, por não cobrar juros e oferecer prazos bastante alongados, se adapta muito bem. MR: A Multimarcas Consórcios, é considerada a maior empresa do setor em Minas Gerais, em arrecadação de taxa de administração e a 38ª no ranking nacional. Mesmo assim, no final do ano passado ela passou por uma grande reestruturação, com profundas alterações no setor comercial e também no administrativo, isso foi uma alteração estratégica? Fabiano: Claro! A empresa nasceu há 12 anos, fruto de um processo de cisão parcial do capital social da então Cobrasa Consórcios.. A partir do ano passado, decidimos terceirizar por completo todo o setor comercial e centralizar completamente a gestão na matriz da empresa em Belo Horizonte. A terceirização, por si só, já deixa a empresa mais enxuta e mais leve, ou seja, mais fácil de administrar. Ao reduzirmos os custos, um propósito que buscamos com determinação, tivemos como investir a economia na expansão da empresa. Segundo nossas metas, nos próximos dois anos vamos expandir nossas operações dos 12 estados atuais para os 27. Temos

pressa em cobrir o território nacional com departamentos próprios, embora já estejamos em todos os estados por meio dos convênios com a fabricante de automóveis chinesa Chery. MR: A Multimarcas já tem estrutura para receber todo este crescimento? Fabiano: A Multimarcas está muito bem estruturada, tanto em pessoal como em estrutura física e de tecnologia. Contudo, de acordo com as necessidades vamos adaptando as estruturas. Saltar de 12 estados para 27, e de 60 para mais de 800 pontos de vendas, requer, além de muito investimento, uma operação bem diferente da atual. Nós nos preparamos para isso e vamos em frente. MR: A previsão de crescimento do sistema de consórcios para 2013 é de 5 a 7%, se a economia se mantiver como hoje. Qual a previsão de crescimento da Multimarcas para este ano? Fabiano: A Multimarcas sempre cresceu bem acima dos índices médios do segmento. Entretanto, em função desses promissores convênios que firmamos e dessa importante reestruturação comercial e administrativa que implementamos, a nossa previsão de crescimento anual é de mais de 15%.

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e o Comércio Exterior

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uscar opções no mercado internacional tem se tornado operação mais elaborada e estratégica no setor de agronegócios. A crise mundial surgida a partir do mercado financeiro norte americano em 2008 e que se alastrou pela Europa, fez com que investidores e parceiros internacionais se tornassem mais seletivos em termos de aquisições e em termos de investimentos. Acresce-se à crise financeira, a constatação de que têm sido frequentes as quedas produtivas agrícolas de países como Canadá, Estados Unidos e Europa, por sérios e recorrentes problemas climáticos. O em-

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Foto: Divulgação

*Caio Radicchi, Consultor em Projetos Internacionais e Claudio Souza Mestre em Direito e Professor na PUCMINAS. Sócio Titular da Souza Sociedade de Advogados.

presário nacional do setor que perceber esta mudança de cenário, que enxergar mesmo neste momento restritivo de negócios externos, uma oportunidade para repensar estratégias, colocar em prática novas formas de gestão e produção; poderá dar uma passo à frente em relação às oportunidades que existem latentes no mercado externo, mesmo em período de crise extrema como a presente. No tocante às exportações; é importante citar que o exportador precisa estar atento à revisão de sua logística, apurando sempre novas técnicas e estratégias de escoamento de seus produtos. Fazer chegar sua produção no exterior a preços sempre competitivos é tarefa que demanda especialistas. Por mais que a empresa esteja habituada a exportar bens do agronegócio, a logística externa é muito dinâmica, muitas opções tem surgido para escoamento da produção de forma mais econômica. Revisar pro-

cedimentos é palavra de ordem face à crise externa que se apresenta, podendo afetar negócios e principalmente, margens de lucro. Questões como venda direta ou venda indireta (através de tradings companies), ampliação do mercado de consumo, manutenção de preços e margens através de hedge cambial, revisão de processos logísticos, novas certificações de produção, as linhas de crédito e financiamento exclusivas para a exportação etc, são ações que devem estar presentes no atual cenário que se projeta mais crítico em termos de opções de mercado consumidor. A moderna administração criou o termo “ócio produtivo”, que nada mais é do que ter gente, ter profissional gabaritado para repensar, revisar e reavaliar estratégias. Neste sentido “parar” para pensar o negócio, nem de longe lembra ociosidade. No setor de agronegócios, quando falamos em oportunidades no mercado

A captação de investidores internacionais Face à declarada quebra de safras agrícolas em países como Estados Unidos, países da Zona do Euro e Europa, sabe-se que muitos investidores estrangeiros têm aportado aqui recursos num primeiro momento, para comprar terras, mas é inegável que precisam de parceiros para montagem de projetos conjuntamente com empreendedores locais, se utilizando da infraestrutura e do conhe-

cimento do empresário nacional do setor. Existe um cenário apto, pronto para parcerias com estes investidores na captação dos investimentos que desejem realizar aqui, criando um novo nicho de negócio; o de investimentos estrangeiros no agronegócio brasileiro, não mais e tão somente na aquisição de terras.

Importação de tecnologia e de conhecimento produtivo O empresariado brasileiro do setor de agronegócios desconhece, por exemplo, que se pode importar equipamentos usados sem similar nacional e que estão sub-utilizados no mercado externo pela frequente quebra de safras nos países produtores. E estes equipamentos na condição de usados, ficam por cerca de 1/3 do preço de um novo, proporcionando redução no custo de investimentos. Igualmente a aquisição de serviços internacionais via empresas especializadas em estudos de técnicas de plantio, desenvolvimento de novas formas de produção entre outros serviços, estão ao acesso do empresário nacional. O cenário da produção agrícola na Europa e Estados Unidos atinge hoje, um crítico momento de esgotamento por problemas climáticos e mesmo por falta Fotos: Divulgação

Agronegócios

externo, pensamos logo em exportações. É fora de dúvida que o conhecimento técnico e comercial adquirido por nossos empreendedores do setor, tem nos permitido obter expressivos resultados em exportação; mas o objetivo deste relato é fazer um alerta para as oportunidades que estão surgindo não somente com vendas externas, pelo menos num primeiro momento. Como dissemos, a ação de exportação tem sido o foco comum do empresário do setor de agronegócios. Gostaríamos, porém, de ressaltar aos empreendedores do segmento agropecuário que o mercado externo pode e deve ser explorado buscando novas formas de parcerias.

de condições para expansão e criação de novas fronteiras agrícolas. Para não perdermos oportunidades, esforços estratégicos são necessários; Governo Federal e empresariado nacional devem estar atentos a estas possibilidades de maior inserção no cenário externo não somente através das exportações, mas sobretudo pela formação de parcerias com estrangeiros que desejem investir aqui (e esta demanda está crescendo), bem como pelas oportunidades de se absorver novas tecnologias de produção. Na Teoria do Comércio Internacional de Adam Smith (Século XVIII), um país teria vantagem absoluta ao concentrar esforços de produção naquilo em que possui maior capacidade para produzir com menor custo e em maior abundancia. Críticas à parte ao modelo do renomado cientista econômico, quando abordamos a nossa capacidade agrícola, acreditamos de fato que o Brasil possui tal vantagem absoluta e é este o momento para melhor explorá-la, pois o mercado internacional desta feita, parece disposto a remunerar (e bem!) por nossos produtos do setor do agronegócios.

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o desafio de manter e ampliar as áreas livres

Marieta Cristina Madureira e Gilberto Rodrigues Coelho Médicos veterinários e fiscais do Instituto Mineiro de Agropecuária.

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uito já foi feito para erradicar e prevenir a aftosa no Brasil. As ações estão previstas no Plano Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), de coordenação do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A execução cabe aos serviços veterinários oficiais estaduais, ligados ás Secretarias de Agricultura de Estado, em parceria com o setor agropecuário privado e comunidade. Os últimos focos ocorridos foram registrados nos Estados do Mato Grosso do Sul e Paraná, em 2006. Atualmente, muitas são as áreas livres no Brasil, com ou sem vacinação. Em Minas Gerais, o último foco foi em maio de 1996 e, há 10 anos, o Estado possui o status de zona livre de aftosa com vacinação. O Instituto

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Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG) é o órgão responsável pela execução do programa em Minas. Ao todo, 322 mil propriedades rurais e 22,4 milhões de cabeças de bovídeos estão cadastradas no Instituto com vacinações duas vezes ao ano: em maio, todo o rebanho e em novembro, animais de até 24 meses. A febre aftosa é uma doença infectocontagiosa de curso agudo, causada por vírus de alto poder de difusão e de impacto socioeconômico, sobretudo para o setor agropecuário. É de notificação obrigatória. Os animais afetados são os de casco fendido, principalmente bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos. Os principais sintomas são febre, presença de aftas na boca, gengiva e língua, além de feridas nas patas e úberes. Os animais acometidos mancam e babam muito. A doença é transmitida através do contato direto com animais doentes e seus produtos, secreções e excreções. Carnes, leite e derivados, saliva, sangue, fezes, fluidos das vesículas, são ricos em vírus e são as principais fontes de infecção para outros animais e rebanhos.

Os problemas causados pela doença estão ligados diretamente à segurança alimentar e ao comércio de animais e seus produtos. Proibições e restrições para o consumo e trânsito podem ser impostas com o surgimento do foco da doença, ocasionando em prejuízos para a agropecuária, sobretudo em função de barreiras sanitárias internacionais. Qualquer suspeita da doença, ou seja, a possibilidade de existência de animais com sinais clínicos compatíveis com os da aftosa deve ser notificada ao serviço veterinário oficial de defesa sanitária animal. Todo cidadão que tiver conhecimento da suspeita da doença deverá fazer a notificação em até 24 horas. Quanto antes uma suspeita for notificada, mais rápida será a investigação e a eliminação do foco, se comprovado. Nas situações de caso provável da doença, ou seja, quando da constatação pelo serviço veterinário oficial da existência

Fotos: Divulgação

Febre aftosa

investigação da circulação do vírus e conscientização de produtores rurais com ações de educação sanitária. Muito já foi feito, mas existem desafios futuros. Manter e ampliar as áreas livres no país é, sem dúvida, o principal deles. Um país livre seria o maior avanço. Para isso, entre outras ações, fortalecer e melhor estruturar os serviços oficiais de defesa sanitária animal, visando eficiência e rapidez no atendimento e investigação das suspeitas da doença, bem como no diagnóstico laboratorial da aftosa e de doenças que podem ser confundidas. Além disso, treinar, continuadamente, pessoal técnico para atuação em emergência veterinária, como em situações de reintrodução da doença nas áreas livres.

de animais com sinais clínicos compatíveis com aftosa, serão adotadas medidas de biosseguridade/biossegurança e de diagnóstico laboratorial. Não há tratamento específico, mas uma das ações essenciais é a vacinação dos animais. Portanto, é preciso acima de tudo, erradicar e prevenir. O sucesso dessas ações depende de um conjunto de medidas: cadastro das propriedades rurais; controle do trânsito, produtos e subprodutos; fiscalização de eventos pecuários e do comércio de vacinas; vacinação dos animais; vigilância e fiscalização das propriedades de risco, atendimento a suspeitas da doença e coleta de material para diagnóstico; estudos sorológicos para avaliação da eficiência da vacinação dos animais, estudos para

Zona livre de febre aftosa, com reconhecimento da OIE, 2011

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Zona livre sem vacinação - OIE

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Zona livre com vacinação - OIE

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Zona não livre (médio risco) Zona não livre (médio risco)

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Fazenda São Benedito

Recuperação de Pastagens

Tradição nas raças miniaturas

Bruna Monteiro Paisagista da Arte Folha Paisagismo

Por Amanda Ribeiro

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VI Leilão Virtual Avaré Guguiná e Amigos

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peonato Nacional do Mini-Horse de 2014. Além de criador experiente e reconhecido, Zezé Cruz é o atual presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Mini Horse (ABCMH) e ressalta que a Associação tem tido um crescimento contínuo desde a sua fundação em novembro de 2002, porém nos últimos dois anos teve um maior volume de novos associados. “Acreditamos que esse resultado é fruto de um trabalho alicerçado e contínuo, cuja projeção para 2013 é das mais satisfatórias. Nesse ano teremos no mês de abril, a eleição para o Conselho Administrativo, e não mais serei presidente, mas gostaria de continuar a fazer parte do Conselho e continuarei á disposição para dar todo e qualquer suporte ao novo eleito. Imagino ter cumprido minha missão, e em todo segmento a renovação é necessária”, conclui.

Fotos: Divulgação

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radicional criador de raças miniaturas, José Bastos Cruz Sobrinho, o Zezé Cruz, é hoje uma referência nesse mercado. Já são 58 anos de tradição familiar na criação dessas pequenas raças. Em 1955 seus pais João Batista Cruz Neto e Alaide Claudio Cruz iniciaram a criação Avaré que hoje é levada a diante por Zezé Cruz e seu filho João Batista. Atualmente além dos Mini-Horses, a Fazenda São Benedito possui um criatório de Mini Bovinos, um plantel de Mini Caprinos da raça Pygmy, de origem do noroeste da África. Recentemente o criatório importou dos EUA um lote de Miniature Donkeys. “Trouxemos dois Mini Jumentos reprodutores, sendo um destinado as jumentinhas e darmos seqüência á raça e outro para cruzarmos com éguas Mini-Horse e fazermos muares em miniatura”, comentou o criador. Por mais de 20 vezes Zezé se destacou como melhor criador e expositor nacional nos rankings da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pônei (ABCCP) e da Associação Brasileira de Criadores de Mini Horse (ABCMH), resultados que enobrecem o criatório e torna-o referência genética na raça. Mas por uma opção estratégica de mercado, após 25 anos participando de exposições, o criador optou por ficar dois anos (2012 e 2013) fora das pistas, com retorno previsto para o Cam-

No próximo dia 19 de maio, o criatório Avaré em parceria com a Cabanha Guguiná, de propriedade do criador Luiz Zillo, promove seu leilão anual com a participação de diversos criadores. Zezé pondera que as cinco edições anteriores foram de grande sucesso nas comercializações, com liquidez de mais de 90% dos lotes ofertados. “A cada ano temos notado uma grande melhora na qualidade dos produtos ofertados, devido sempre ao sucesso da versão anterior. Neste ano iremos ofertar 50 lotes na batida do martelo, sendo: nove reprodutores e 30 fêmeas Mini-Horse, duas Mini Vacas prenhas, dois casais de Mini Bovinos, um Mini Touro, dois casais de Mini Caprinos e dois lotes de coberturas: um de Mini-Horse e um de Miniature Donkey. Ofertaremos ainda seis machos castrados e mansos de sela, porém com preços pré- fixados e venda direto na mesa operadora”, explica o criador. O remate será transmitido às 20h pelo Novo Canal. “Esperamos mais uma vez sucesso na sua realização e resultado financeiro do mesmo, que tem sido nos últimos anos o leilão referencial da raça, orientando o me cado nos valores de comercia lizações futuras”, conclui Zezé Cruz.

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recuperação é essencial para a sustentabilidade da pecuária bovina e pode ser feita por meio de integração com lavoura e integração Lavoura-Pecuária-Floresta ou por recuperação direta. Esses sistemas têm se mostrado eficazes no aumento da produtividade de bovinos, fibras, grãos e bioenergia, sem necessidade de abertura de novas áreas. Assim fazendas que tinham pastagens degradadas, de baixa produção, quando adotaram esses sistemas, passaram a produzir mais. Sem contar que contribui com o meio ambiente. Em pelo menos 18 milhões de hectares de pastagens no Brasil, é adotado o sistema com manejo e recuperação das pastagens. Com isso tem aumentado no Brasil o compromisso internacional

de recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas até 2020. E assim reduzir entre 83 milhões e 104 milhões de toneladas de CO² equivalente. A meta faz parte de do Programa Agricultura de Baixo Carbono ( ABC ), coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ( MAPA ), que tem como objetivo ampliar a produção de alimentos e bioenergia com a redução de gases de efeito estufa. Existem diversas formas para a recuperação de pastagens degradadas. Primeiro tem que ser feito um diagnóstico da fazenda e assim identificar a situação atual e as áreas mais críticas. A partir dai são definidas as estratégias de recuperação. Em casos mais simples devem ser resolvidos com um manejo correto do pastejo e uma lotação animal adequada. Em casos mais críticos deve ser feito o preparo do solo, a correção e adubação,

o uso de leguminosas e o controle de doenças e pragas e plantas daninhas. As soluções disponíveis são adequadas a pequenas, médias e grandes propriedades rurais, mas a escolha e implantação de diferentes sistemas, como tipos de lavouras, espécies de animais, de forrageiras e de árvores, deve ser feita cuidadosamente, verificando as condições da região e do produtor. Nos sistemas recuperados o produtor conduz diferentes culturas na mesma área, simultaneamente ou em sequência. Com isso, além do aumento na produção animal, há o adicional da produção de grãos e biocombustíveis com redução de emissões de gases de efeito estufa pela redução na idade de abate dos animais, fixação de carbono via fotossíntese e matéria orgânica no solo. Assim melhorando o rendimento da terra e ajudando na preservação do solo e água.

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Fotos: Divulgação

2º Leilão Virtual

FazendaeRecreio Convidados A

Fazenda Recreio promoverá o seu 2º Leilão Virtual no dia 26 de maio, às 10 hs, com transmissão pelo Agro Canal, durante o Mercado do Leite. A criadora Mila Carvalho receberá seus clientes e amigos para confraternização e assistirem juntos a transmissão do leilão no ponto de encontro, localizado no Parque das Águas, em São José de Ubá, noroeste do estado do Rio de Janeiro.

Wagner Campos, Mila Carvalho e Luciano Cuppari Neto

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A Fazenda Recreio, referência nacional na criação da raça Girolando, que lidera o ranking nacional 2012/2013, ofertará animais livro fechado de genética consistente. São animais jovens, em sua grande maioria vacas primíparas ou novilhas gestantes. Animais que se destacam pela precocidade, aliada a capacidade produtiva. Dentre os quais Venus FR Recreio, animal 5/8, parida aos 30 meses de idade que produziu 39.4 kg de leite, no regime semi-intensivo, duas ordenhas, em lactação oficial aferida no dia 01/03/12. Babete FR Recreio, animal 5/8, cuja mãe produziu em lactação oficial, regime semi-intensivo, duas ordenhas, a marca de 11.127,48kg de leite. Touros jovens 5/8, produtos de FIV, dos acasalamentos Morty e Windbrook com a Doadora 1/4 Iluminata FR Recreio, que possui lactação em andamento de 11.867 Kg, produção média de mais de 40 Kg/dia. Ainda

bezerras com fenótipo competitivo para disputar as mais concorridas pistas de julgamento da raça Girolando pelo Brasil. Será ofertada uma reserva da Fazenda Recreio, uma filha de Nila FR Recreio que é mãe de Vitrine FR Recreio e Bailarina FR Recreio. Vitrine é a atual melhor vaca jovem 5/8 da Megaleite 2012, quem também no ano de 2011 conquistou os títulos de melhor fêmea jovem 5/8 da MegaLeite e Feileite. Vitrine foi um dos destaques do Leilão Divas do Girolando realizado durante a Megaleite 2012, onde teve 50% de suas cotas adquiridas pelos criadores João e Maria Helena Domingos, da Fazenda São Domingos, em Luiziania, Goiás. Bailarina FR Recreio que foi licitada no Leilão Virtual Fazenda Recreio 2012, adquirida pela criadora Maria Tereza Lemos Callil, da Fazenda Paraíso, em Franca, SP., sagrou-se a melhor fêmea jovem 5/8 da FEILEITE 2012.

Data: 26 de maio Horário: 10h Transmissão: Agro Canal

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Cebolas híbridas

Cachaça caipira

garantem produtividade e qualidade aos produtores de todo o Brasil

Sua trajetória profissional veio herdada do seu pai, Joaquim Lopes de Lima, que em 1946 montou um engenho para fazer rapadura. Antônio sempre atento ajudava o pai na lida diária, com o tempo passou a tomar conta do negócio. Foi uma época difícil, o transporte da cana era por carro de boi e o engenho era movido a roda d’água. A decisão de fabricar cachaça veio logo depois. A primeira produção rendeu 36 litros no alambique construído por ele. Nascia ali a Cachaça Caipira, uma autêntica cachaça da roça. “Apesar da minha deficiência física, adquiri conhecimentos e conquistei meus objetivos com dignidade, exercendo meu

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Paulo, Antonio Lopes e Guido

trabalho com profissionalismo, honestidade e dedicação”, comenta Antônio. Só em 19881 a energia elétrica chegou a Itapecerica facilitando muito o trabalho do Sr. Antônio, o transporte mudou o carro de boi para o caminhão e a roda d’água foi substituída por motores á diesel. A fermentação da Cachaça Caipira é artesanal e cuidadosamente feita por Antônio e s seus três filhos, a marca é registrada no Ministério da Agricultura, e está nos padrões exigidos pela Legislação atual das leis ambientais e sanitárias, mas não fugindo do processo artesanal e priorizando sempre a qualidade. A capacidade de produção atual da empresa é de 600 litros por dia e é comercializada na região de Minas Gerais e também outros estados brasileiros. “Pretendemos tornar nossa cachaça cada vez mais conhecida e difundida em todo o Brasil, mantendo sempre nossa qualidade e tradição. Mas precisamos trabalhar muito para isso e infelizmente a concorrência desleal, onde muitos fabricantes ainda estão na informalidade, nos atrapalham de crescer nesse concorrido mercado”, ressalta o empresário.

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cebola é um dos alimentos mais consumidos no Brasil e a 3ª hortaliça mais produzida no mundo. No Brasil, a cebola se destaca ao lado da batata e do tomate como as olerícolas economicamente mais importantes em valor produzido e renda gerada. O Brasil é hoje o 8º país produtor, com participação de cerca de 2% na oferta mundial e de 36% da produção na América Latina. Esses dados mostram a importância da hortaliça para a agricultura nacional. “Assim como as demais hortaliças, a cebola sofre grandes oscilações do mercado de acordo com a oferta e procura. Mesmo assim, se pegarmos uma média de preços ano a ano, podemos ver que a cultura dá boa rentabilidade ao produtor”, afirma o Especialista em Bulbos e Raízes da Agristar, Heriton Felisbino. Essas oscilações, junto com as mudanças climáticas, as pragas e as doenças, são as principais preocupações dos agricultores que trabalham com a cebola. Para Felisbino, o aparecimento dessas pragas ou doenças compromete diretamente o desenvolvimento da cultura e pode reduzir drasticamente a

produtividade. “Uma alternativa que tem agradado cada vez mais produtores de todo o país são as cebolas híbridas, que garantem ao cebolicutor maior produtividade, uniformidade de bulbo, qualidade na pós-colheita e ampliação da janela de plantio em comparação com os materiais chamados OP’s (de polinização aberta)”, explica. Por meio de pesquisas e testes em campo, a Topseed Premium desenvolveu sementes de cebolas híbridas que se adaptam a cada fase de plantio e região, buscando atender as necessidades do produtor.Levando em conta a época de plantio, tratos culturais adotados, região e manejo de adubação e do solo para explorar seu máximo, as cebolas híbridas proporcionam melhores resultados no campo. De acordo com dados do mercado nacional, as cebolas híbridas atingem produtividades acima de 60 toneladas por hectare, podendo chegar a 120 toneladas. “Temos cebolas híbridas com alto potencial genético e que respondem linearmente aos tratos culturais, por isso chegam a essas produtividades”, reforça o especialista.

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izer que a vida é cheia de obstáculos talvez seja um chavão, mas exemplos de superação nos mostram como esses obstáculos podem ser superados e no caminho de pedras da nossa caminhada encontramos exemplos de motivação e sucesso. Sr. Antônio Lopes de Lima, aos 76 anos hoje comemora seu sucesso familiar e profissional. Nascido em Itaperecica, Minas Gerais, numa família de 12 irmãos, falou até os quatro anos de idade, depois de uma constipação ficou mudo e surdo, daí seu apelido ‘Antônio o mudo’. Mas a deficiência física não foi entrave para que tocasse sua vida com dignidade. Casou-se com Ercília Maria de Lima, hoje com 74 anos, e tiveram cinco filhos: Guilherme, Maria Rita, Guido, Paulo e Inezília.

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Por Amanda Ribeiro

Fotos: Attualità

Exemplo de que toda dificuldade pode ser superada

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Fabiano Tolentino como árbitro na Nacional de 2009

Haras Santa Rosa

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Rosa possui uma tropa de aproximadamente 40 animais. Além da criação de cavalos já exercida pela família, Fabiano, aos 16 anos, comprou parcelado de Denis Fagundes, sua primeira vaca da raça Jersey. Vendendo leite ensacado, Fabiano foi pagando as prestações e aumentando seu rebanho. Foram mais de 10 anos trabalhando como vendedor de leite até se formar na faculdade de Direito, apesar do sonho de cursar a universidade de Medicina Veterinária. “Sempre fui muito ligado ao meio rural, mas infelizmente não havia esse curso na minha região e acabei optando pelo Direito, pois precisava concluir Foto: Divulgação

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uando dois estribos de tocam, uma amizade se sela”. Assim, Fabiano Tolentino define seu princípio de vida e amizades que cultivou ao longo dos anos, junto ao cavalo Campolina. Criador, árbitro e Deputado Estadual, é um apaixonado pelo agronegócio e sua trajetória profissional começou na raça Campolina. Seu pai, o produtor rural Ronaldo Tolentino, grande apaixonado pela raça, iniciou na criação em 1982 na cidade de Divinópolis. A partir daí toda a família se envolveu e juntos passaram a ter uma grande admiração pela equinocultura e hoje o Haras Santa

Tolentino une hoje a paixão pelo meio rural com sua profissão, buscando sempre benefícios para o setor. Vice-Presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, já pelo segundo mandato, tem trabalhado em diversos projetos em prol da agricultura familiar e do produtor rural. A responsabilidade social também é pauta na agenda do criador e deputado, que ajuda o Hospital Cassiano Campolina, na cidade de Entre Rios de Minas e já contribuiu para a instituição com emendas na ordem de R$75 mil para compra de medicamentos e equipamentos hospitalares. Foi autor do projeto de lei que legalizou a venda de leite de cabra em Minas Gerais, além de relator do projeto do queijo minas artesanal, o maior patrimônio dos mineiros. Tolentino também foi o idealizador do ato ‘Abraço ao Parque da Gameleira’, durante a Superagro de 2012, defenden-

Fabiano Tolentino aos 4 anos, no Parque da Gameleira

do a permanência do parque e das associações no local, fato que sensibilizou o Governo de Minas e todos os envolvidos com o setor. E o trabalho não pára por aí. Fabiano tem um programa rural há sete anos, chamado Campo & Negócios na TV Alterosa e na TV Candidés, afiliada Rede Minas em Divinópolis, abordando o agronegócio, com alcance em mais de 70 municípios mineiros. Trabalho não falta, mas com muita competência, Tolentino administra muito bem tantas atividades!

Por Amanda Ribeiro

Equitana

um curso superior. Quando me formei, entreguei meus últimos leites aos meus clientes e levei junto meu diploma. Estava muito feliz em compartilhar esse momento com eles”, recorda. O próximo passo de Tolentino foi vender sua criação de Jersey e abrir um escritório de advocacia em Divinópolis, sem nunca perder sua essência rural. Promovia cavalgadas, apresentava animais em pista, estava sempre junto a seu pai na criação da raça Campolina e foi em 2005 que resolveu tornar-se árbitro. “Na época, abriram a exceção de permitir que pessoas que não tivessem o diploma de veterinário, agrônomo ou

De 16 a 24 de março, Fabiano Tolentino esteve presente na Equitana, maior evento equestre do mundo, na Alemanha, representando a Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. “Vimos tecnologias, trocamos informações com criadores de todo o mundo, conhecemos novas formas de adestrar animais, trouxemos informações e o mais importante, difundimos nossas raças mineiras e marchadoras”, disse. Realizada desde 1972, a Equitana acontece a cada dois anos e oferece uma grande diversidade de palestras, conferências, concursos e produtos voltados para o segmento.

Tolentino montando no JR da Santa Rosa, com sua esposa Sarah e sua filha Sofia com 30 dias

Foto: Divulgação

Fabiano Tolentino

Criador, árbitro e Deputado Estadual da Equinocultura Mineira

zootécnico, pudessem fazer a prova de árbitro desde que tivessem conhecimentos técnicos sobre os cavalos. Como já eram quase 25 anos de envolvimento com o Campolina, fiz a prova e passei a julgar morfologia e andamento nas exposições por todo Brasil”, comemora. O percurso profissional de Fabiano estava apenas começando. O jovem criador, advogado e árbitro, em 2008 alçou novos vôos: foi eleito o vereador mais votado na cidade de Divinópolis e começava ali uma importante trajetória política em sua carreira. A candidatura a Deputado Estadual veio logo depois, em 2010, com apoio maciço dos criadores de Campolina. “Devo muito à raça, tanto na minha formação como pessoa, pois fui criado no contexto do Campolina, no meio rural, e agradeço a todas as famílias dos criadores e clubes dos cavalos que me ajudaram muito nas candidaturas”, reconhece o criador.

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Fotos: Divulgação

Raça Pampa

comemora 20 anos

Aroldo Rodrigues, Eduardo Araújo e Eduardo Aparecido

Por Amanda Ribeiro

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Em 2013, a raça Pampa e sua Associação Brasileira comemoram seus primeiros 20 anos oficiais na equideocultura brasileira. Raça que começou incipiente e discriminada, hoje ocupa um lugar de destaque entre as demais raças e cada vez mais notoriedade entre os criadores de cavalo. O número de criadores é a cada dia mais expressivo: hoje são mais de 3.000 cadastros e quase 2.000 ativos, 23.000 animais registrados, cerca de 25 eventos anuais e uma exposição nacional com aproximadamente 600 animais inscritos em pistas de julgamento e a raça registra maior valorização de mercado. De acordo com o atual presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pampa (ABCPampa), Aroldo Ro-

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drigues, a raça Pampa comemora seus 20 anos em um momento inusitado, crescendo em vários estados do Brasil, principalmente Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Minas e Brasília. “Cresce principalmente entre os pequenos criadores o que comprova a alta liquidez nos leilões realizados pelos criadores de cavalos Pampa. A raça vem crescendo em torno de 20% ao ano e deve crescer mais 50% nos próximos anos. Na comemoração dos seus 20 anos esperamos realizar a melhor e maior exposição nacional da raça de todos os tempos, com muitas premiações e queremos trazer todos aqueles que estiveram conosco ao longo destes anos para comemorar esta festa maravilhosa”, disse o presidente. O diretor José Carlos Manetta ressal-

ta também que o número de associados tem crescido e está estabilizado, os criadores não tem saído da raça com frequência, o que é um grande avanço, e está propiciando seu crescimento. Além disso, os animais estão se valorizando cada vez mais, atingindo hoje preços médios de R$15mil. “Evoluímos de forma cientifica, na fase de treinamento, na organização de eventos, na capacitação do quadro de arbitragem, dentre muitos outros pontos. A raça Pampa está de parabéns”, concluiu. Presidentes que contribuíram para a raça: Márcio Andrade (Fundador) 1993-1996 Ricardo Vicintin 1996-2002 Eduardo Aparecido 2002-2008 Aroldo Rodrigues 2008-2014 Março 2013

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Etanol pode ser produzido a partir da casca de eucalipto

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esquisa realizada no Curso de Engenharia de Energia da PUC Minas comprova a viabilidade da produção do etanol a partir da casca de eucalipto. De acordo com os pesquisadores, é altamente viável esse processo, pois possui baixo custo, alto rendimento e não compete com o setor alimentício. Enquanto uma tonelada de cana-de-açúcar gera em torno de 89,5 litros de etanol, resultados demonstram que uma tonelada de casca de eucalipto gera 200 quilos de açúcares. E eles, por sua vez, permitirão produzir até 196 litros com o aproveita-

CH3CH2OH - Etanol | Como foi feito o etanol da casca de eucalipto

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A glicose (C6H12O6) reagiu com o ácido sulfúrido: C6H12O6 + 3H2SO4 -> 6CO2 + 6H2O.

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Ralou-se a casca, que foi depositada em um béquer com água e ácido sulfúrico (H2SO4).

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Depois da filtragem, a solução ácida obtida foi neutralizada com óxido de cálcio (CaO).

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Adiciounou-se fermento biológico e o líquido fermentou por 40 horas.

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Solução fermentada passou por destilação a uma temperatura média de 75º C por cerca de 1 hora e 10 minutos. De 100 gramas de casca obtiveram-se 4 ml de etanol.

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Solução descansou durante 24 horas para a decantação resíduos sólidos se depositaram no fundo do compartimento.

mento do açúcar existente na estrutura das cascas. O processo de produção de etanol por meio das cascas de eucalipto é feito através de hidrólise. As cascas de eucalipto, com seus altos conteúdos de CST (unidade usada para medir quantidade de açúcares que uma planta possui), apresentam quase 6% mais carboidratos fermentáveis do que o bagaço de cana. O estudo levantou dados que foram possíveis observar que o bagaço de cana contém 67,12% de carboidratos e a casca do eucalipto 55,74%, o que significa que o primeiro apresentou 20% mais carboidratos que o segundo. Porém, desse total, o bagaço apresentou somente 65,4% de carboidratos convencionalmente fermentáveis, enquanto a casca de eucalipto apresentou 83% deste grupo de carboidrato. Os pesquisadores da PUC Minas ainda cruzaram dados com estudos aprofundados do professor da USP Juliano Bragatto. A pesquisa propõe uma alternativa para o cenário de produção de etanol no Brasil, uma vez que a cana é utilizada para a produção de açúcar. Uma necessidade de aumento na produção de etanol está diretamente relacionada com a possível diminuição da produção de açúcar, ou vice-versa. O etanol produzido por meio da casca de eucalipto é uma iniciativa que também vem para solucionar problemas relacionados com o período de entressafra da cana de açúcar, que acontece entre os meses de dezembro e fevereiro no Brasil. Março 2013

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Cornitermes cumulans

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Foto: C. Jost

nia, causando a morte da mesma. Ainda, estudos com bioinseticidas têm sido realizados e utilizados em escala comercial para o controle de cupins de montículo em pastagens, visando um controle eficiente e ecológico. As espécies mais importantes nas pastagens são: Cornitermes cumulans (Kollar, 1832), Cornitermes bequaerti (Emerson), e Syntermes spp. (Snider). O gênero Cornitermes é encontrado desde a Costa Rica até o Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. A espécie C. cumulans é muito adaptada às pastagens, podendo variar também para florestas úmidas ou cerrado, sendo encontrada em todo o Brasil, Argentina e Paraguai. Os ninhos de C. cumulans possuem três fases de desenvolvimento: 1 – fase hipógea, totalmente subterrânea; 2 – fase hipógea com um montículo externo e 3 – fase hipógeo-epígea, sob e sobre o solo, quando o ninho chega ao seu aspecto definitivo.

A eficácia do controle depende do tamanho do ninho e da boa distribuição do produto no ninho, sendo que todos os canais devem ser tratados, para que o fungo possa entrar em contato com a população. Para cupinzeiros grandes (acima de 50 cm de altura da superfície do solo), recomenda-se a destruição. Devido à grande população dos ninhos, a temperatura de 20o C e umidade relativa de 100%, permitem que o fungo se desenvolva, causando grande mortalidade de indivíduos, ficando acu-

Foto: Divulgação

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s cupins são insetos sociais que vivem em colônias divididas em castas com funções específicas. As castas normalmente encontradas são: rainha e rei, responsáveis pela reprodução e organização da colônia; soldados fazem a defesa da colônia e operários, responsáveis pela manutenção, alimentação e construção do ninho. Além destas, existem ainda as ninfas de substituição da rainha e do rei e as formas aladas, que vão fazer uma revoada ao ano, acasalando e dando origem a outro ninho. A cana-de-açúcar, pastagens, eucalipto, citros, pupunha, arroz e milho são culturas importantes que são constantemente atacadas por cupins. Nas pastagens, Cornitermes spp. e Syntermes spp. são importantes devido aos danos

que causam, tanto na ocupação de áreas pelos ninhos de Cornitermes spp. quanto no corte de gramíneas, causado por algumas espécies de Syntermes conhecidas como cupim boiadeiro. O controle dessa praga tem sido feito com o uso de inseticidas químicos convencionais, de alto poder residual, os quais funcionam como barreira química, não aproveitando os aspectos de biologia e comportamento social do cupim. Esse tipo de controle não é ecológico, sendo também extremamente poluente, sendo responsável por desequilíbrios biológicos e pela contaminação da água, solo e alimentos. Novas pesquisas vêm sendo realizadas visando desenvolver alternativas para o controle de cupins em áreas agrícolas, além de novas moléculas de inseticidas químicos, com menor toxicidade para o ambiente, animais e o homem. Entre as pesquisas, destacam-se os estudos com iscas atrativas que exploram o comportamento, a biologia e o ambiente onde esses cupins vivem, para levarem até o centro da colônia um regulador de crescimento ou agentes microbianos, tais como fungos ou nematóides entomopatogênicos, para que o próprio inseto dissemine na colô-

mulados no fundo do ninho. Após três meses, o cupinzeiro pode ser destruído. Uma operação de repasse deve ser feita de 2 a 3 anos, visando eliminar os ninhos pequenos que não foram observados e escaparam do primeiro tratamento com o fungo. O cupim boiadeiro ou Syntermes spp. é outra que ataca as pastagens. São cupins que fazem ninhos parecidos com formigueiros, chamados “ninhos de terra solta”, com orifício de entrada e saída. Esses cupins costumam forragear à noite, cortando o capim e carregando para dentro do ninho, como formiga saúva. Devido a esse hábito causam grandes prejuízos nas pastagens.

de diâmetro, introduzindo assim o produto. A destruição do cupinzeiro pode ser feita após 90 dias. O controle biológico pode ser feito com a aplicação dos fungos Metarhizium anisopliae ou Beauveria bassiana em pó seco. Esses fungos são aplicados com uma polvilhadeira manual adaptada, aplicando-se 3 a 6 g de conídios puros ou 6 a 12 g do produto formulado. A aplicação é feita do mesmo modo que os inseticidas químicos. A abertura do ninho pode ser feita com uma broca acoplada a um trator e a aplicação executada com polvilhadeira motorizada devidamente modificada para essa finalidade.

Foto: Antonio Batista Filho

*José Eduardo Marcondes de Almeida, Pesquisador Científico do Instituto Biológico/ APTA/SAA-SP.

Foto: Francisco Zorzenon

Fotos: Divulgação

Cupins de pastagens

A espécie C. beaquaerti possui as mesmas características da espécie C. cumulans, porém o sistema de ventilação dos ninhos é formado por chaminés com entrada indireta para a base do ninho, mantendo assim a temperatura constante de 23o C, no interior do ninho. Essa espécie é a segunda em maior distribuição no Brasil, sendo encontrada principalmente nos estados do Centro-Oeste e Tocantins. Outra espécie de grande importância é C. snyderi, que possui o ninho achatado e ovalado, crescendo mais na largura do que na altura, não possui centro celulósico definido e sim compartimentos em forma de “gomos”, separados por espaços vazios, é mais comum nos estados de Goiás e Mato Grosso. O s pro blem as c au s ad o s pelo s cupinzeiros nas pastagens são: impedem a formação do pasto; dificultam tratos culturais; ocupam área de pastagem; abrigam animais peçonhentos e podem destruir mourões de cerca, cochos de madeira, etc. O controle de cupins de montículo pode ser realizado com inseticidas químicos. Atualmente, existem novos produtos menos problemáticos que os clorados, mas que devem ser evitados em locais de vertentes, açudes, represas, lagos e rios. Os inseticidas recomendados são o Fosfeto de alumínio (Gastoxin): pode ser em pastilhas, aplicando-se quatro pastilhas de 3 g, por cupinzeiro; Fipronil (Regent 20 GR): faz-se a aplicação de 10 g por ninho e Imidacloprid: aplica-se 30 g do produto comercial por ninho. Para a aplicação dos produtos, faz-se um orifício com um vergalhão de aço de 25 mm

Apesar de ser muito difícil o controle, pois não carregam nenhum tipo de isca e o seu ninho se mantém fechado durante o dia, pode-se utilizar o endosulfan (Thiodan 35 CE) 22 mL de produto em 500 mL de água por cupinzeiro, ou o uso de termonebulizador (ainda em teste). Para essa espécie de cupim é importante um bom manejo da pastagem, fazendo a reforma a cada três anos, adubação, calagem, revezamento de pastoreio, entre outras práticas já recomendadas para essa cultura. Março 2013

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Foto: Leonora Costa

Cuíca Pequeno mamífero silvestre rende lucros na plantação de café capixaba.

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grãos, ainda com algum resquício do mel sobre o pergaminho (película entre a semente e a polpa). Para evitar prejuízo, com o desperdício de grãos, o carioca Henrique Sloper, dono da fazenda, resolveu recolher essas sementes “cuspidas”. A partir daí, Sloper decidiu fazer testes de secagem e torra para descobrir, na xícara, o que eles poderiam render. Depois de um ano de avaliações, o café da cuíca foi lançado por pelo menos R$ 900, o quilo. Em média, um pacote de mesmo peso de um café especial custa R$ 60 – os grãos cuspidos pelo animal custam, portanto, 14 vezes mais.

Foto: Divulgação

que escolhe o melhor café, sem pinta, nem mancha. É uma seleção natural. Em uma colheita, onde não se cultiva o desperdício, o café retirado dos galhos vai para a peneira. Os grãos adocicados, que a cuíca roeu e depois jogou fora, são recolhidos do chão, separados e levados para uma estufa. Secam por 10, 12 dias, e depois descansam no depósito. Quando vão para a máquina para eliminar as impurezas, estão a caminho do consumo. Uma pequena e valiosa produção, que este ano não passa de 100 quilos. Depois, as cuícas dispensavam os

Divulgação Foto: Thaís Figueiredo

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m bichinho que vive na Mata Atlântica tem ajudado a produzir um café especial, no Espírito Santo. É uma história que ilustra muito bem as vantagens da agricultura que respeita o meio ambiente, o lucro e a preservação juntos. O cuica, pequeno mamífero silvestre pertencente a mesma espécie do gambá, semelhante a um rato, tem elevado cerca de 14 vezes o preço da saca do café em uma fazenda em Pedra Azul, interior do Espírito Santo. Foi por meio de uma investigação que um problema na lavoura começou a virar solução. Há pouco mais de um ano, o pessoal da colheita observou que algum animal estava invadindo a plantação. O café ruído, sem casca, começou a aparecer no chão, embaixo das folhas. Foi observar com mais atenção para perceber a presença de um bichinho arisco, que gosta de aparecer à noite. Ele normalmente procura o fruto maduro, com mais sabor. A plantação é orgânica, não recebe agrotóxico, e divide espaço com a Mata Atlântica. Um prato cheio para a cuíca

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Licor de

Café Por Amanda Ribeiro

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anto o cafezinho quanto o licor, possuem um espaço à mesa após as refeições. Já imaginou os dois juntos, em uma mesma bebida? O licor de café é a mais nova invenção da tradicional cachaçaria mineira Vale Verde, que após três anos de estudos e testes, lança essa novidade que chegou ao mercado com o nome de 1727, uma referência ao ano em que o café chegou ao Brasil. O licor pode ser degustado em temperatura ambiente ou gelado, cabe ao gosto do consumidor. De acordo com o alquimista Luiz Otávio Pôssas Gonçalves, idealizador da bebida, essa nova invenção vem suprir essa carência no mercado de bebidas no Brasil. “Chegamos até o licor 1727 por meio de um longo estudo de engenharia de alimentos. A matéria prima vem do cerrado mineiro e passa por um processo de extração do sabor e do aroma. Trata-se de uma tecnologia inovadora no Brasil que realiza a extração do sabor e aroma por meio do gás carbônico. Esse processo é conhecido como extração crítica por arraste”, explica Luiz Otávio. A bebida tem baixo teor alcoólico, 25% e é considerada uma excelente fonte de energia, além de trazer um frescor imediato ao paladar. O licor de café é um produto ideal para um país tropical, como o nosso. Para atingir o gosto refinado da clientela, o licor foi desenvolvido por etapas, todas com amplas avaliações, incluindo a seleção da cachaça e do café,

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as proporções e procedimentos para harmonização sensorial da mistura, o teor alcoólico, a textura. Foram realizados diversos testes diretamente com o público para identificar a preferência sensorial, que inclui as características do sabor, aroma e textura. Uma dessas propriedades é o teor alcoólico dos licores que, em média, variam de 15% a 54%. Nas pesquisas realizadas junto ao consumidor final, o licor foi testado com uma faixa de 22 a 30% de álcool. Ao final, selecionou-se o teor de 25%, considerando os testes de preferência realizados junto aos possíveis consumidores do produto. Outra vantagem que o produto carrega é ser extremamente estável, mantendo as mesmas características ao longo dos anos. Os apreciadores do licor, certamente, algum dia já teve a desagradável experiência de abrir um licor, depois de um tempo guardado e sentir a perda da palatabilidade. Para não cometer esse pecado foi adotado um procedimento especial de extração e incorporação do aroma do café ao licor que garante estabilidade sensorial por vários anos. O licor, ainda, contém baixos índices de sacarose, tornando a bebida muito mais suave e agradável ao paladar. Outra inovação do processo de concepção do 1727 foi substituir o álcool de origem comum por um destilado nobre. Também os grãos de café seguem um rigoroso processo de seleção. O café gourmet

100% arábica tem um sabor mais adocicado e é menos amargo. Para garantir fidelidade ao padrão sensorial estabelecido para o licor de café 1727 toda a produção é rastreável.

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Dionaea muscipula

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cores e odor de néctar. Outras aproveitam-se de padrões de luz ultravioleta de suas armadilhas para atrair insetos voadores. Mais ainda, a luz refletida pelas numerosas gotículas de mucilagem (presentes nas armadilhas de Byblis, Drosera, por exemplo) ou pelo revestimento externo das folhas de certas bromélias também atrai insetos voadores. Em Genlisea e Utricularia, cujas armadilhas aprisionam principalmente microorganismos, acredita-se que algum tipo de

Nephentes talagensis

Drosera peltata

s armadilhas “jaula” são as mais famosas por serem a própria representação da ação carnívora por meio de vegetais. As folhas são modificadas em duas metades com gatilhos no interior. Quando os gatilhos são tocados por presas potenciais, as metades da folha se fecham em incríveis frações de segundo, esmagando a presa e digerindo-a. Esse tipo de armadilha é encontrado na Dionaea e Aldrovanda. Armadilhas de sucção são utilizadas por todas as espécies de Utricularia. Elas consistem de pequenas vesículas, cada qual com uma diminuta entrada cercada por gatilhos que, quando estimulados, provocam a abertura desta entrada. Devido à diferença de pressão entre o interior e o exterior da vesícula, quando a entrada é repentinamente aberta, tudo ao redor é sugado para dentro, incluindo a presa que estimulou o gatilho. Armadilhas do tipo folhas colantes são as mais simples, e encontradas em algumas famílias sem parentesco próximo. Basicamente, são glândulas colantes espalhadas pelas folhas ou até pela plan-

ta toda. As presas são, na maioria, pequenos insetos voadores. Esse tipo de armadilha é encontrado em Byblis, Drosera, Drosophyllum, Ibicella e Triphyophyllum. Ascídios são folhas altamente especializadas, inchadas e ocas, como se fossem urnas, com uma entrada no topo e líquido digestivo no interior. Novamente, estão presentes em algumas famílias sem parentesco próximo: Cephalotus, Darlingtonia, Heliamphora, Nepenthes, Sarracenia, etc. Capturam desde pequenos vertebrados até diminutos invertebrados. As presas caem no líquido digestivo, aonde se afogam e são digeridas; seus restos se acumulam no fundo, às vezes enchendo a armadilha até o topo. Genlisea violacea

Foto: Denis Barthel

A Foto: Paul Bardin

há o que temer quanto a essas espécies exóticas. A grande maioria das flores tem a capacidade de atrair insetos para fins de polinização, mas para que uma planta possa ser considerada carnívora, é preciso que ela tenha a capacidade de atrair, prender, e digerir formas de vida animais. Com frequência encontra-se na literatura o nome “insentívora” para estas plantas, mas tal termo não é correto. Insetos podem ser o principal elemento de seu cardápio, mas a dieta pode ser bem variada, incluindo desde organismos aquáticos microscópicos, moluscos (lesmas e caramujos), artrópodes em geral (insetos, aranhas e centopéias), e ocasionalmente pequenos vertebrados, como sapos, gecos, pássaros e roedores. As plantas do gênero Nepenthes são as que possuem as maiores armadilhas, que podem alcançar até meio metro de altura cada e armazenar até cinco litros de água. Com frequência elas capturam

substância química é liberada no solo ou água para atrair as presas. Há vários tipos de armadilhas utilizadas pelas plantas carnívoras para capturar suas presas: armadilhas tipo “jaula”, armadilhas de sucção, folhas colantes, e ascídios.

Drosera menziesii

Foto: Rosťa Kracík

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s plantas carnívoras sempre despertaram o interesse do público em geral, devido à sua natureza exótica quando comparada com os demais membros do reino vegetal. Atualmente, são conhecidas mais de 500 espécies de plantas carnívoras, espalhadas pelo mundo. O Brasil ocupa o segundo lugar em número de espécies, são mais de 80, perdendo somente para a Austrália. Elas crescem principalmente nas serras e chapadas, e podem ser encontradas em quase todos os estados, sendo mais abundantes em Goiás, Minas Gerais e Bahia. Em sua maioria, as plantas carnívoras são pequenas e delicadas e capturam pequenos insetos ou animais aquáticos microscópicos. Sua beleza exótica engana muitas pessoas, levando-as a crer que suas folhas, altamente especializadas, são flores - mais ainda, nem se apercebem de que elas são carnívoras. Portanto elas são inofensivas aos humanos e não

Foto: Divulgação

Plantas carnívoras

Heliamphora minor

presas grandes. Supõe-se que os vertebrados tornam-se presas acidentalmente, quando procurando por insetos presos nas armadilhas, em busca de alimento, os mais debilitados não conseguem escapar, e acabam passando de predador à presa. Para capturar as presas, elas precisam de algum mecanismo para atrai-las às suas armadilhas. Muitas carnívoras atraem-nas da mesma forma que as flores atraem seus polinizadores: com vívidas

Foto: Petr Dlouhý

Foto: Michal Rubes

Drosera capensis

Tendo sido capturada, a digestão das presas é realizada por enzimas proteolíticas (enzimas que digerem proteínas), elas quebram as substâncias em moléculas menores, estas últimas podem ser absorvidas pelas folhas. É um processo similar ao que acontece, por exemplo, no estômago humano, aonde, depois da quebra das moléculas, ocorre absorção pelas paredes do intestino. Essas enzimas são muito fracas, não causam dano algum à pele humana ou qualquer animal de médio à grande porte. Apenas algumas espécies não produzem suas próprias enzimas. Elas dependem de bactérias para a digestão de suas presas, um processo bem mais lento. Como qualquer planta, as carnívoras também realizam fotossíntese. As presas são nada mais que um complemento alimentar, uma fonte de nutrientes para compensar o que as raízes não obtêm do solo. Esta adaptação chegou a tal ponto que essas plantas nem sequer toleram solos ricos em nutrientes. Fonte: Ladin-USP

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Fotos: Divulgação

Automóveis

Cabine dupla ou chassi,

Mahindra

oferece excelente custo-benefício

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nova e imponente grade dianteira anuncia um utilitário que não está para brincadeira quando o assunto é trabalho. Os principais elementos que compõem a frente, como para-choques, entradas de ar e faróis, ganharam linhas aerodinâmicas que reforçam a resistência e a estabilidade do carro. O motor turbodiesel eletrônico mHawk 2.2 proporciona grande torque e versatilidade à tração 4x4, além de garantir tração máxima mesmo em marchas curtas. Desenvolvido de acordo com o padrão europeu, é mais leve, melhorando naturalmente a performance do carro. Tudo isso com ausência excepcional de ruídos e vibrações. Com espaço de sobra para cinco pessoas e capacidade de mais de uma tonelada de carga, é a equação perfeita entre conforto e força para o trabalho. Com possibilidade de ser equipada com baú ou caçamba, atende a todo tipo de necessidade e oferece quase uma tonelada e meia de capacidade de carga.

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Sustentabilidade

Nim

Uma planta que protege o rebanho

A Propriedades da árvore indiana auxiliam no controle de doenças e parasitas que atacam o rebanho leiteiro. Especialistas garantem eficácia e rapidez no tratamento.

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competitividade da pecuária leiteira atualmente se baseia principalmente na aplicação de tecnologia, elevação da produtividade e ganhos de eficiência da porteira para dentro. E isso passa por uma gestão correta dos custos de produção, o que inclui o controle rigoroso de doenças e pragas que afetam a exploração, como vermes, moscas, carrapatos, bernes e bicheiras. Segundo um estudo que calculou o impacto econômico das principais ectoparasitoses no País, os prejuízos causados podem exceder os US$2 bilhões por ano, sendo as possíveis perdas associadas à diminuição da produção de leite e aos gastos com medicamentos. O uso indiscriminado de diversos princípios químicos determinou um grave quadro de resistência genética de vários parasitos. Desde então, vem se abrindo espaço para o uso de métodos alternativos, como a utilização de plantas de potencial fitoterápico com ação repelente e larvicida. Em geral, são tratamentos simples e de baixo custo. Além disso, tais substâncias naturais são considera-

das menos poluentes, com baixo poder residual, e apresentam menores riscos de intoxicação. Um dos bons exemplos nessa proposta é a árvore nim, que atua como repelente, inseticida, acaricida, fungicida e nematicida. A pós-doutora em química orgânica e professora da Ufscar - Universidade Federal de São Carlos, Maria Fátima das Graças Fernandes, aponta que cerca de 400 espécies de insetos foram relatadas em pesquisas como sensíveis a algum tipo de ação do nim. “Além desse tipo de ação, o nim tem efeitos sobre outros organismos, como nematóides, fungos, vírus e protozoários”, diz, explicando que o produto, que atua como bioinseticida, se revela praticamente inócuo ao ambiente e ao homem, biodegradável e com baixa persistência no ambiente. Após a ingestão, o princípio ativo azadiractina passa a circular na corrente sanguínea dos animais e os parasitas que se alimentam do sangue passam a sofrer os efeitos negativos da planta. Em cinco dias, os carrapatos (Boophilus microplus), as larvas de berne (Dermatobia hominis) e a moscas-do-chifre (Hematobia irritans), por exemplo, morrem

no corpo do animal, segundo a professora da Ufscar. A azadiractina é ainda elimi¬nada nas fezes dos animais, justamente onde as moscas colocam seus ovos. “Ao entrarem em contato com o princípio ativo do nim, não se desenvolvem e a infestação diminui consideravelmente”, ela completa. Os resultados dependem do nível de infestação dos animais, do tamanho da área e das condições climáticas. Normalmente, os efeitos começam a aparecer em torno de 25 dias após o início dos tratamentos, mas em alguns casos, podem levar mais de 70 dias. Na Zona da Mata mineira, Dauro Francisco Vilella Schettino sempre

criou as 600 cabeças de gado leiteiro de sua fazenda de modo convencional. Por muito tempo, enfrentou sérios problemas para eliminar moscas-dochifre e carrapatos. O uso dos produtos químicos era caro e trabalhoso, e para driblar a resistência da praga era necessário alternar diferentes formulações, de três em três semanas. Com isso, a cada banho químico, a produção - de 1.500 litros de leite/dia apresentava perda entre 10% e 15% nos dois dias seguintes. A rotina da fazenda mudou quando, no começo de 2010, o proprietário decidiu enfrentar os citados insetos com o uso do pó do nim, na proporção

de 1,5 kg de pó para cada 100 kg de sal mineral. O produto conseguiu, enfim, interromper o ciclo das pragas no gado e dar sinal verde para a produção orgânica que almejava. O tratamento por meio de produtos naturais não é novidade. “No início do século passado, plantas medicinais eram a única opção dos fazendeiros para tratar os animais doentes. Depois surgiu o antibiótico, comprado pronto, sem a necessidade de manipulação. Com isso, as plantas, apesar de serem a opção mais barata, deixaram de ser usadas”, conta Romina Lindemann, diretora da fazenda Preserva Mundi, produtora de árvores nim no Estado do Pará.

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Turismo

m i t o Inh .-.-.

Jardim Botânico

Foto: André Mantelli

tamento versátil dos espaços para apresentação de obras de vídeo, instalação, pintura, escultura etc. Tunga, Lygia Pape, Carlos Garaicoa e Cristina Iglesias. Artistas consagrados no cenário da arte contemporânea brasileira e mundial que tiveram galerias permanentes ao ar livre inaugurados no Inhotim no mês de setembro de 2012. Além das obras permanentes, o Instituto também inaugurou novos trabalhos temporários expostos na galeria Mata.

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va é a coleção de Araceae, família que inclui de imbés a antúrios e copos-de-leite, com cerca de 450 espécies, a maior coleção viva desta família no hemisfério sul. As orquídeas estão representadas por cerca de 334 espécies. Ao todo, são mais cerca de 165 famílias botânicas, 851 gêneros e aproximadamente 3.000 espécies de plantas vasculares. Tamanha diversidade de espécies vegetais fazem do Inhotim um espaço único, tornando-o um excelente ambiente para a difusão de valores ambientais. Recentemente foi aberto à visitação o Viveiro Educador, local onde se cultiva grande parte da coleção botânica da instituição. O espaço é formado por um complexo horticultural destinado a pesquisas científicas, manutenção da coleção botânica e atividades educacionais. O Viveiro Educador Inhotim abrange uma área de aproximadamente 25.000 m2, e seu acervo conta com mais de 4800 espécies, distribuídas em 167 famílias botânicas, dentre as quais se destacam Arecaceae (família das palmeiras), Araceae (imbés, antúrios, copo-de-leite) e Orchidaceae (orquídeas). Além do acervo botânico, considerado a maior coleção de plantas vivas do Brasil, o local oferece também uma visita sensorial pelos jardins construídos na entrada do viveiro. Intitulado de ‘Jardim dos Sentidos’, o espaço reúne, em forma de mandalas, exemplares de plantas medicinais, aromáticas e tóxicas. O Viveiro Educador abriga também o ‘Bosque da Juçara’, local onde foi recriado um ambiente de Mata Atlântica, disposto entre árvores remanescentes da vegetação original e ornamentado essencialmente por espécies nativas desse bioma. Desta-

que para o palmito-juçara (Euterpe edulis) e o jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra), espécies características da Mata Altântica e ameaçadas de extinção, além de pteridófitas, cactáceas, pequenos bambus e aráceas. Outro espaço de visitação do Viveiro Educador é a Estufa Equatorial, local com condições de temperatura e umidade controladas que permite o cultivo de espécies tropicais. É neste local que está sendo cultivada a famosa “Flor Cadáver”, cientificamente denominada Amorphophallus titanum. A exótica espécie floresceu, pela segunda vez na América Latina, em Inhotim, no ano passado. O fenômeno, que chamou a atenção do mundo inteiro, durou apenas três dias.

Foto: Bruno Magalhães

Foto: Eduardo Eckenfels

Foto: André Mantelli

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ituado em Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (MG), o Inhotim ocupa uma área de 110ha de jardins botânicos com uma extensa coleção de espécies tropicais raras e um acervo artístico de relevância internacional. Aberto para visitas públicas em outubro de 2006, o acervo do Inhotim vem sendo formado desde meados de 1980, com foco na arte produzida internacionalmente dos anos 1960 até os nossos dias. Pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo e instalações de renomados artistas brasileiros e internacionais são exibidos em galerias espalhadas pelo Jardim Botânico. Os espaços expositivos são divididos entre 18 galerias dedicadas a obras permanentes, outras quatro para obras temporárias e diversas obras de arte espalhadas pelos jardins. Bienalmente uma nova mostra temporária é apresentada, com o intuito de divulgar as novas aquisições e criar reinterpretações da coleção, e novos projetos individuais de artistas são inaugurados, fazendo de Inhotim um lugar em constante evolução. As galerias permanentes foram desenvolvidas especificamente para receber obras de Tunga, Cildo Meireles, Marilá Dardot, Miguel Rio Branco, Hélio Oiticica e Neville D’Almeida, Cristina Iglesias, Carlos Garaicoa, Adriana Varejão, Doris Salcedo, Victor Grippo, Matthew Barney, Rivane Neuenschwander, Valeska Soares, Janet Cardiff & George Miller e Doug Aitcken. As galerias temporárias – Lago, Fonte, Praça e Mata - têm cerca de 1 mil m² cada uma e contam todas elas com o mesmo tipo de arquitetura, com grande vãos que permitem aprovei-

A área total do Jardim Botânico Inhotim, em constante crescimento, está distribuída em seus dois principais acervos: Reserva Natural, com 300 hectares de mata nativa conservada, e área de visitação, com 100 hectares de jardins de coleções botânicas e cinco lagos ornamentais que somam 3,5 hectares de área. Mas os jardins de Inhotim não são somente um local de contemplação estética. É neste contexto de rara beleza que Inhotim realiza estudos florísticos, catalogação de novas espécies botânicas, conservação ex situ e uso paisagístico de espécies como forma de sensibilização popular pela preservação da biodiversidade. O local tem como diretrizes a conservação dos remanescentes florestais pertencentes aos biomas Mata Atlântica e Cerrado; resgate, ampliação e manutenção de coleções botânicas; emprego de técnicas sustentáveis de manejo; elaboração e desenvolvimento de programas socioambientais. Atualmente são cultivadas, no jardim botânico do Inhotim, mais de 4.200 espécies de plantas. O acervo botânico é bem representado por grupos com valor paisagístico, sendo uma das maiores coleções brasileiras de palmeiras, com mais de 1.400 espécies crescendo nos viveiros e jardins. Também expressi-

INFORMAÇÕES GERAIS Horário de visitação: Terças, quartas, quintas e sextas-feiras, das 9h30 às 16h30 Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30 ENTRADA Terça feira gratuita, exceto feriados R$ 20 às quartas e quintas feiras R$ 28 às sextas feiras, sábados, domingos e feriados Meia-entrada válida para estudantes identificados e maiores de 60 anos. Crianças de até cinco anos não pagam. Março 2013

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Foto: Divulgação

Eles são dóceis, inteligentes, resistentes a doenças e, ao contrário do que se pensa, não são sujos ou malcheirosos.

E Fotos: Divulgação

squeça tudo que você já viu e ouviu falar sobre porcos, pois os porcos em miniatura, ou mini porcos, trazem um novo conceito na suinocultura convencional. Originários de raças melhoradas geneticamente eles foram gradativamente reduzindo sua estatura. Nos Estados Unidos, os bichinhos são símbolos de prosperidade e fartura para a casa que os abriga. A socialite Paris Hilton e o ator George Clooney têm como pets mini porquinhos, e já apareceram com os amigos suínos pelas ruas e essa criação também já possui muitos adeptos pelo Brasil. Eles são dóceis, inteligentes e acredite, higiênicos, não fazem as necessidades do local onde dormem e aprendem o local certo para elas com certa facilidade. Se educados desde pequenos criam comportamentos mais dóceis e gostam de carinho, apesar de não serem muito adeptos ao colo. Treinados também atendem pelo nome e passeiam de coleira. Com algum treino, o dono pode até abrir mão da coleira e desfilar

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Março 2013

de estimação Por Amanda Ribeiro

por aí com o mini porco livre ao seu lado. Os cuidados com esses animais é bem parecido com os dos cães e gatos e sua aptidão ao adestramento também. Para ter um animalzinho assim em casa, os interessados devem desembolsar de R$1.000 a R$1.500 dependendo da pelagem que vai desde a preta até a malhada. Os custos com manutenção são menores, em relação com outros animais domésticos, como os cães. A alimentação é como a de qualquer outro pet: ração especial para a espécie, e pode ser adquirida em pet shops. Aos dois anos já são considerados adultos e podem viver até os 18 anos. Os porquinhos possuem de 18 a 30 kg e aproximadamente 40 cm de altura, a mesma de um cão de médio porte. Já um porco normal tem entre 100 e 400 kg e podem chegar a 80 cm de altura. A saúde do porquinho é de ferro, são poucas vacinas que ele precisa e as visitas ao veterinário se fazem necessárias

Cuidados: • Os mini porcos devem tomar banho pelo menos uma vez por semana, consultar o veterinário a cada seis meses e praticar exercícios regularmente. • Cuidado com o sol e é recomendável passar um creme hidratante na pele. No frio o animal deve ficar abrigado — se criado fora de casa deve ter uma casinha com cobertas (como a de cães). • Vacinação e vermifucação: deve ser vacinado contra leptospirose e erisipela suína a partir de 4 a 6 semanas de vida, com reforço anual. Vermifugar é importante também. • Alimentação: Come ração de suíno de pequeno porte, couve, brócolis, espinafre e frutas. Alface e restos de alimentos, principalmente com óleo e condimentos, são absolutamente proibidos. Tem

tendência à obesidade, então a comida deve ser controlada. • Rotina: Geralmente se recolhe ao escurecer e dorme a noite toda. Gosta de brincar e de comer raízes, e, para isso, fuça a grama, mas não costuma estragar móveis. • Características: É carinhoso, mas não tem grande necessidade de agradar ao dono. Inteligente, facilmente adestrável. • Alerta: Ao escolher o mini porco como pet, você será responsável por um animalzinho que pode viver até 18 anos e será difícil encontrar quem queira adotá-lo em caso de desistência. Caso não queira mais, procure o criador para que ele possa encontrar um novo dono. • Hoje, no Brasil, existem criadouros em São Paulo, Salvador e no Rio de Janeiro.

sssss Comparação mini porco e porco normal: Mini porco • Ao nascer: Média de 350g, 15cm de comprimento e 7cm de altura • Com 60 dias: 1,1 kg, 25cm de comprimento e 10cm de altura • Adulto: 18 a 25 kg, 60cm de comprimento, 40cm de altura

Foto: Bridget Davey

Mini porco

apenas duas vezes ao ano para controle. Além disso,recomenda-se o uso de filtro solar, que é necessário nos porquinhos mais rosados e claros, quando o passeio for durante o dia ou se ele ficar exposto ao sol por um longo período de tempo. Assim como outros suínos, os porquinhos têm a pele muito seca e não devem ser expostos a temperaturas extremas. Os donos devem providenciar uma cama quentinha para proteger o mini porco do frio, fator que aumenta as chances de problemas respiratórios como pneumonia. Os médicos veterinários recomendam bastante atenção na hora da compra, pois os mini porcos podem sair maior do que a encomenda e por isso é importante observar o tamanho dos pais antes de comprar e a origem e procedência do vendedor. Outro alerta: os mini porcos normalmente são adquiridos por quem já é dono de animais domésticos e convivem bem com outros pets, mas podem ser vistos como uma presa por cães maiores, como os rottweilers. Para especialistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a criação de animais exóticos como pets pode se transformar em um problema ambiental e de saúde, se não houver o devido cuidado. A questão ética da modificação genética também entra em jogo na hora de avaliar a compra. Especialistas em animais exóticos, alertam que muitas pessoas estão comprando animais exóticos por impulso e depois acabam por abandoná-lo. Os mini porcos apesar do tamanho reduzido,continuam tendo a carga genética de um suíno e, portanto, os mesmos costumes.

Porco normal • Ao nascer: Média de 700g a 1 kg, 30cm de comprimento e 15cm de altura • Com 60 dias: Média de 8 kg, 35cm de comprimento e 25cm de altura • Adulto: 100 kg a 400 kg (dependendo da raça) e 1,5m de comprimento e 80cm de altura

Foto: Divulgação

Mercado Pet

Março 2013

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A

ranicultura teve início no Brasil na década de 30 com a introdução da rã-touro no país e o que era apenas uma atividade rurícola, transformou-se na a década de 80 em uma atividade comercial. O que motivou esta transformação foi à valorização da carne de rã no mercado nacional, a perspectiva de comercializar externamente e a proliferação de informações fantasiosas acerca da rentabilidade da atividade, atraiu a atenção de investidores rurais e elevou o número de ranários no país. Porém, com a inadequação das instalações e técnicas de manejo, muitos destes novos produtores foram obrigados a abandonar a atividade. Até o Censo Agropecuário (IBGE, 2006), o Brasil tinha 170 estabelecimentos ranícolas com produção em torno de 156 toneladas/ano. A região Sudeste se destacava com 57% da produção. A ranicultura possui uma série de especificidades biológicas e técnicas em relação às demais atividades agrícolas. A adequação das instalações, da temperatura, da alimentação e do manejo das rãs é fundamental para viabilizar

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Março 2013

tecnicamente a produção e garantir sua rentabilidade. A atividade ainda é pouco representativa no perfil socioeconômico do país, acarretando em pouco investimento tecnológico e de desenvolvimento nas indústrias de insumos. Apesar disto, com o forte crescimento do consumo de carnes brancas e saudáveis vem se projetando como uma fonte alternativa de proteína. Estudos elaborados pelo Instituto da Pesca de São Paulo, demonstraram custos elevados de implantação e operação, sendo a ração e a mão de obra considerados os dois itens que definem o custeio do produto. A viabilidade do empreendimento é atingida apenas com bons índices zootécnicos (conversão alimentar na fase de engorda e na fase de girino) e elevado preço de venda (R$31,50 - 35,50 kg – preços mínimos). A taxa interna de retorno observada na condição mais viável foi de 35,06% e o retorno do investimento de cerca de 2 anos, índices comumente praticados na aquicultura. O estudo constatou também que a criação comercial de rãs torna-se atrativa se

praticada com bons índices de conversão alimentar e preços favoráveis para o posicionamento na comercialização da carne como produto “gourmet”. Para uma criação ser bem sucedida, além das práticas adequadas de manejo, é necessário que o criador fique atento a alguns fatores essenciais: São necessárias informações técnicas bem fundamentadas, de boa procedência e de fonte idônea, que tornem o criador apto a realizar um bom planejamento das instalações. O terreno deve ser suficiente para a construção planejada e ter água de boa qualidade e com vazão adequada para atender aos requisitos do projeto. Águas de ribeirões, rios, riachos e represas são merecedoras de atenção especial, pois podem receber descargas de agrotóxicos, fertilizantes e/ou fossas, que causarão mortalidade no futuro plantel. Em qualquer das situações, antes de iniciar um projeto de aquicultura é recomendável sempre fazer uma análise física e química da água de abastecimento e um exame bacteriológico, este, para detectar a presença de coliformes totais e fecais.

Rã-touro

Estrutura de Produção O Setor de Reprodução. É constituído de duas áreas distintas: as baias de mantença e as de acasalamento. Na primeira, as rãs reprodutoras são mantidas confortavelmente durante todo o ano, sendo transferidas para as baias de acasalamento quando o ranicultor necessita de desovas. Essas baias de acasalamento podem ser para apenas um

casal de cada vez (individualizadas), ou para vários casais (baias coletivas). Após a reprodução, a desova é transferida para o setor de girinos, e o casal retorna para a baia de mantença. Apesar dessa baia ser semelhante às do setor de recria, seus elementos básicos estão em número e dimensões proporcionais ao porte dos reprodutores, que são alojados em uma densidade bem inferior. O Setor de Girinos. É formado por um conjunto de tanques, construídos em tamanho e número proporcional ao porte do empreendimento. A desova é depositada em uma incubadeira, onde ocorrerá o desenvolvimento embrionário até a saída das larvas, as quais, decorridos alguns dias, darão origem aos girinos propriamente ditos. Nos tanques, os animais vão se desenvolver até a metamorfose. O Setor de Recria. Constituído de baias de recria inicial e baias de terminação. Essas baias consistem de abrigos, cochos e piscinas dispostos linearmente e adequados ao tamanho dos animais.

A rã é um anfíbio que vive na água durante três meses em média, na primeira fase da vida, a de girino. Após passar por uma transformação na anatomia e na fisiologia do organismo (metamorfose), que também leva cerca de três meses, torna-se capaz de viver também fora da água. Mais quatro meses são necessários para chegar ao ponto de abate, com peso entre 200 e

Baias de Recria Inicial. Recebem os imagos após a metamorfose, oriundos ou não de uma mesma desova. Quando as rãs alojadas nessas baias alcançam de 30 a 40 g, são tríadas e transferidas para as baias de crescimento e terminação. Baias de Crescimento e Terminação. São destinadas a receberem lotes uniformes de rãs oriundas das baias de recria inicial, onde permanecem até atingirem o peso de abate. Nesse momento, são enviadas para a indústria de abate e processamento. No Brasil, em um ranário, um reprodutor permanece de 4 a 5 anos, em média, e as rãs destinadas ao abate cerca de sete meses a um ano.

Investimento Inicial O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento e do quantitativo de que dispõe o investidor. Calcula-se o investimento de 55 a 75 reais o metro quadrado de estrutura. Um ranário para ser economicamente viável precisa de pelo menos 700m2, o que requer um investimento de 38,5 mil reais se considerar o mínimo; e 52,5 mil se considerar o máximo.

250 gramas. Quanto mais quente o local, mais rápido se torna o metabolismo da rã e, por conseqüência, mais velozmente ela estará pronta para o abate.

Foto: Divulgação

Por Amanda Ribeiro

As rãs são extremamente dependentes da temperatura ambiente e desenvolvem-se melhor em regiões mais quentes. Sugere-se, portanto, a escolha de locais com temperaturas mais altas (média de 26ºC). É necessária a disponibilidade de mão-de-obra em tempo integral diariamente, o projeto deve ser adequado às condições financeiras do criador e outros aspectos importantes são proximidade de centros consumidores e facilidades proporcionadas por vias de acesso. Como as rãs possuem diversas etapas de desenvolvimento (reprodução, desenvolvimento embrionário, girinagem, metamorfose, pré-engorda e engorda) existem ranicultores que se dedicam a uma ou outra etapa, optando por não realizar o ciclo completo. Assim, existem produtores que se dedicam apenas a etapa de reprodução, criando girinos para vendas externas, e outros que compram imagos e apenas fazem a engorda. Alguns trabalham de forma “artesanal”, e poucos têm recursos para incluir um abatedouro em suas instalações. Para ser rentável comercialmente um ranário deve ter em média de 500 a 700 m2 de área construída. Com esse tamanho, ele estaria apto a produzir aproximadamente 200 Kg de carne por mês.

Foto: www.ledauphine.com

Ranicultura

Fotos: Divulgação

Criações Exóticas

Março 2013

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Receita

Evento / Confraternização Haras Terra Natal em confraternização de final de ano A tradicional festa de confraternização de final de ano, promovida pela da turma do cavalo, composta

Culinária

rural

por criadores de Mangalarga Marchador que se reúnem semanalmente no restaurante Boi Vitório, foi comemorada na casa do criador Carlos Augusto, titular do Haras Família Lana: Fernanda, Patrícia, Carlos Augusto, Juliana e Adriana

Terra Natal. Como de costume, o evento foi repleto de animação, comida e bebida da melhor qualidade e o indispensável papo sempre entusiasmado sobre os marchadores.

o h l i M e d o l o B Ingredientes

) de milho 3 xícaras (de chá verde fresco ) de leite 3 xícaras (de chá ) açúcar 3 xícaras (de chá

Família Lana: Fernanda, Patrícia, Carlos Augusto, Juliana e Adriana Caroline Gulhelmelli, Adriana Lana e Patricia Lana

1 pitada de sal igo a) de farinha de tr p so e (d es er lh co 3 a) de manteiga 3 colheres (de sop 3 ovos inteiros de fermento em pó 1 colher (de sopa) Flávia Leite e Leonardo Motta

Caroline Gulhelmelli, Diogo Gulhelmelli, Camilo Leão, Bernardo Junqueira e Marcela Meireles

ro

Modo de Prepa

pó, os o fermento em en m s, te n ento ie ed gr . Dissolva o ferm la Bata todos os in ge ti a m u ra a p . Passe nte à mistura. ce no liquidificador es cr a e a gu á e donda e sopa) d iga uma fôrma re em uma colher (d te n a m m co te n ente. U assa Mexa delicadam com farinha de trigo. Coloque a m e-a , por 35 minutos. ºC de buraco e polvilh 0 18 a , io éd m em forno e leve para assar tos 2 horas e 30 minu : ro a p re p e d o p Tem Para 8 pessoas •

Março 2013

Foto-montagem: Divulgação

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Leonardo Motta, Bernardo Junqueira, Carlos Augusto, Vicente Araújo, Camilo Leão e Paulo Henrique

Antônio Pedrosa, Marcelo Lamounier e Paulo Henrique

Gilvania Cristina, Marcio Vinicius, Daniel Medina e Ana Claudia.

Os Rosenburg: Gustavo, Teresa, Julia e Helvécio e Renata Nascimento.

Março 2013 Fotos: Marcelo Lamounier/Carlos Augusto

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Foto: Divulgação

Mangalarga Marchador conquista segundo lugar no Carnaval do Rio de Janeiro

Com o enredo “Amigo Fiel, do cavalo do amanhecer ao Mangalarga Marchador”, a escola de samba Beija Flor conquistou o segundo-lugar no carnaval carioca. Os carros, as alegorias, as fantasias e o samba que contaram a história do cavalo desde o seu surgimento na Terra até chegar ao nascimento da raça Mangalarga Marchador no Sul de Minas Gerais, no século XIX, chamaram a atenção pela beleza e criatividade. Para a diretoria da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador, sediada em Belo Horizonte (MG), a participação da raça na festividade foi oportuna para mostrar ao mundo que o Brasil possui uma raça de cavalos originalmente brasileira, com qualidades que o distinguem de qualquer outra raça de equinos, seja pela comodidade, andamento, por se adaptar em qualquer tipo de clima e solo e por poder ser montado por crianças, jovens, adultos e idosos.

Aumento do etanol na gasolina O governo anunciou que vai aumentar no mês de maio, a mistura de álcool

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Março 2013

Cooperativa Nacional de Apicultura Comemora 22 Anos

16ª Edição do Prêmio ANDEF abre as inscrições

Os 22 anos da Cooperativa Nacional de Apicultura (Conap), celebrados em abril, registram a transformação de uma organização inicialmente focada na comercialização da Apitoxina, o veneno da abelha, a uma referência mundial na produção da própolis verde. Localizada em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, a Conap comemora seu aniversário com uma nova fase que investe no mercado externo e reforça as ações de formação continuada de seus cooperados como ferramenta de diferenciação.

Estão abertas as inscrições para a 16ª Edição do Prêmio ANDEF 2013. Chegou a hora de reconhecer as pessoas que ajudaram no desenvolvimento do agro brasileiro. Conhecido como Oscar da agricultura, o prêmio é destinado aos profissionais do setor: Revendas e Canais de Distribuição, Cooperativismo, Universidades e Imprensa, além da homenagem aos projetos desenvolvidos pela indústria de defensivos agrícolas. “Valorizamos os profissionais que entendemos serem

parceiros e com papel fundamental no desenvolvimento do agronegócio. As expectativas para 2013 são ainda melhores já que o setor cresce dia a dia contribuindo e equilibrando a economia do nosso país”, declara José Annes Marinho, gerente de educação da ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal). Os participantes podem fazer as inscrições até o dia 30/04/2013 através do site www.andefedu.com.br. A entrega oficial a no dia 24 de junho, no Esporte Clube Sírio, em São Paulo. A comissão julgadora será composta por profissionais ligados ao agronegócio, governo, ONGS, universidades e imprensa. Participe!

terapia, descreve, em seu livro, as principais características e potencialidade desse tipo de terapia no tratamento da esquizofrenia. A autora acredita que essa técnica pode ser largamente difundida no Brasil. “O livro é apenas uma sementinha, uma revisão de artigos, livros, textos, e experiências de vida. É um estímulo

para quem quiser se aprofundar no tema. A técnica nasceu através da Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-Brasil), criada em 1989, é uma sociedade civil sem fins lucrativos de caráter terapêutico, educativo, cultural, desportivo e assistencial, com atuação em todo o território nacional.” - afirma Sabrina.

na gasolina de 20% para 25%. O objetivo é aliviar a alta dos combustíveis para o consumidor, uma forma de tentar atenuar o impacto do reajuste de 6,6% da gasolina nas refinarias anunciado no mês de janeiro. Afinal, com mais etanol no combustível, a mistura fica mais barata. O governo pretendia aumentar a mistura só a partir de junho, mas antecipou em um mês a mudança exatamente para tentar amenizar o impacto do reajuste da gasolina. No ano passado,

Apenas em 2013, a cooperativa já esteve presente na Natural Products Expo West, maior feira internacional de produtos orgânicos realizada na Califórnia (EUA), e na Toquio Health Show, destinada a divulgar novidades relacionadas à saúde e bem-estar. “Os principais objetivos de participarmos desses eventos é divulgar nossos produtos e estabelecer parcerias. Mesmo que os resultados não sejam imediatos, criamos condições para levar a marca Conap a outros mercados”, diz o presidente da cooperativa, Irone Martins Sampaio.

A equoterapia aplicada no tratamento da esquizofrenia A fisioterapeuta Sabrina Lombardi Breslau, que desenvolve um trabalho com cavalos há 13 anos como forma de

Haras Terra Natal adquire mais 1/3 das cotas do reprodutor Limite D2

Foto: Divulgação

Giro Rural

A confiança na capacidade reprodutiva do garanhão Limite D2 é tão grande que o Haras Terra Natal, de propriedade de Carlos Augusto, acaba de adquirir mais 1/3 de suas cotas, ficando agora com 67% do seu passe. Este filho de Enfeite D2 em Habaneira D2, portanto, duas vezes neto do consagrado Xale D2, além de apresentar ótimo tipo, pelagem comercial, excelente diagrama de marcha e genética de ponta, vem se consagrando como um exímio reprodutor, padronizando tipo e andamento marchado nos seus filhos.

houve a mesma autorização, que acabou não dando certo porque faltou etanol para atender à demanda, e a mistura foi novamente reduzida para 20%. De acordo com o ministro de Minas e Energia Edson Lobão, agora o setor estaria preparado para aumentar a produção de 22 para 27 bilhões de litros de etanol. “O setor nos garantiu de mãos juntas que dará conta. Se não der conta, teremos que alterar o prazo para 1º de junho, e não 1º de maio”, afirma Lobão. Março 2013

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Giro Rural ABCZ lança ExpoZebu Dinâmica no mês de maio

Agenda Rural

4 a 14

Expo Londrina - Exposição do Cavalo Campolina Londrina / PR - Três Barras

4 a 18

Leilão Online Haras Alcateia - Attualitá 1ª Copa de Marcha Cavalo Pampa de Passa Quatro - Haras Passa Quatro - Passa Quatro / MG

13

Leilão Pampa Elite Ginga - Trecho Teresópolis Além Paraíba / RJ

Foto: Divulgação

Abril

Uma nova atração está sendo preparada pela ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores Zebu) para a 79ª edição da ExpoZebu Exposição Internacional das Raças Zebuínas, que será promovida em Uberaba/MG, entre os dias 03 e 10 de maio. Durante a exposição, a ABCZ fará o lançamento oficial do projeto da ExpoZebu Dinâmica, evento que passará a apresentar anualmente aos visitantes da ExpoZebu os principais lançamentos e novidades tecnológicas aplicadas à Agropecuária. O principal diferencial do evento será o dinamismo com que estas tecnologias serão apresentadas ao público. Haverá demonstração durante todo o dia das máquinas e demais tecnologias, em pleno funcionamento. “A ideia é apresentar aos criadores e produtores rurais que visitam a ExpoZebu como o mercado brasileiro tem evoluído em termos de tecnologia aplicada à produção rural. Hoje o Brasil é referência em tecnologia agropecuária e esta tecnologia tem que chegar ao produtor. A ExpoZebu Dinâmica será uma vitrine onde a ABCZ pretende divulgar e fomentar o uso destas tecnologias de modo a ampliar a produção e a lucratividade do criador de zebu, sem esquecer das novas técnicas que garantem a sustentabilidade da propriedade rural e do meio ambiente”, explica o presidente da ABCZ, Eduardo Biagi. A ExpoZebu, uma das mais importantes exposições da pecuária brasileira, é realizada anualmente pela ABCZ e reúne aproximadamente 3 mil exemplares das raças zebuínas.

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Março 2013

6

15 a 21

17 a 19

1ª Campeonato Brasileiro de Barcha da ABCPampa - Viçosa / MG

19 a 5/5

I Leilão Online Clube da Marcha e Convidados Attualitá

23 a 28

7ª Exposição do cavalo Campolina de Itaipava Itaipava / RJ - Três Barras

24 a 27

Expoagro Itapetininga- Itapetininga / SP

1 a 4

25ª Betim Rural Especializada Mangalarga Marchador - Betim / MG

1a5

4ª Expopampa Especializada da Bahia e 2º Campeonato Brasileiro (CBM) de Marcha Picada - Feira de Santana / BA

3 a 10

Expozebu - Uberaba / MG

4 a 5

Copa de Marcha Pampa Montes Claros Montes Claros / MG

6 a 5/6

II Leilão Online Haras Caraíbas e Itaparica - Attualitá

8 a 12

Expopampa Atibaia - Atibaia / SP - Três Barras

14

V Leilão Virtual Xeque Mate - Attualitá

VI Leilão Virtual Avaré Guguiná e Amigos Transmissao Novo Canal

Maio

19

21 a 26

43ª Exposição Agropecuária De Itapetinga Itapetinga / BA

Leilão Virtual Fazenda Recreio e Convidados (Transmissão Agro Canal) - São José de Ubá / RJ

26

27 a 2/6 28 a 9/6

Exposição Agropecuária de Nanuque / MG - Três Barras

XXVIII Enapêga- Belo Horizonte / MG

6 a 9

6 a 20

Junho

Expo Nelore - Itaipava / RJ - Três Barras

Superagro 2013- Belo Horizonte / MG

II Leilão Online Genética da Marcha - Attualitá

13 a 16

17 a 21

Exposição Cidade São Paulo / SP 19ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne - São Paulo / SP

Março 2013

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Marรงo 2013

Revista Mercado Rural  

Edição 06 - Março de 2013

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