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MAIO 2019

Redação Unique Comunicação e Eventos editorial.mercadorural@gmail.com Tel.: (31) 3063-0208 Diretor Geral Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 99198-4522

Sabrina Braga MTB 09.941 JP editorial.mercadorural@gmail.com Direção de Arte Clebiane Alves de Lima Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão EGL Editores www.revistamercadorural.com.br A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

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Editorial Caros leitores, Comemoramos o lançamento de mais uma publicação, agradecendo a confiança dos anunciantes em nosso trabalho. Nos empenhamos em oferecer conteúdo diversificado e reportagens atrativas para tornar a revista cada vez melhor para nossos leitores e anunciantes. O diferencial da Mercado Rural é, sem dúvidas, a variedade de assuntos abordados em seu conteúdo editorial, envolvendo o agronegócio de forma leve, porém tratando com seriedade assuntos relevantes. Tudo isso aliado a um projeto editorial atrativo e elegante. Nosso entrevistado é o Presidente da Associação Brasileira de Brangus, João Paulo Schneider da Silva. Lívia Assis, uma jovem veterinária é a personagem desta edição que traz também a história de outra médica veterinária criadora de Tabapuã, Giselle de Sá Pinto Gontijo. E tem mais: a paixão por Campolina que atravessa gerações é relatada em nosso especial sobre o Haras JHR. Em Como Fazer, você vai saber como construir cisternas para captação e reaproveitamento de água da chuva. Na Seção Meio Ambiente, segurança das barragens. Exótica saiba tudo sobre as zebras, em Pet sobre os pombos correios e os ornamentais. O Casuar, considerada a ave mais violenta do mundo e você vai entender se as aves de cativeiro são ou não são estressadas. Na Seção Natureza, o papagaio diferente. Vale a pena conferir! A primeira safra de bananas produzidas sem terra na Holanda, o mercado de biodefensivos, a mortandade de milhões de abelhas e o couro brasileiro em destaque nas Feiras de Hong Kong compõem o material desta edição. Tem uma matéria sobre um zebuíno pouco conhecido no Brasil, o Cangaian. Expomarias , Expodireto , Nacional da Raça Simental, I Encontro de Criadores e Técnicos ACCOMIG. A eleição da nova diretoria da Mangalarga Marchador. Em economia falamos sobre o crescimento do número de empresas abertas no país e em outra matéria sobre a sobrevivência à crise. A exportação de frango impulsionada pela China, a criação de Comitê Técnico de Pescados pelo MAPA. O encontro dos presidentes Bolsonaro e Trump. Distribuição de mudas de frutas que melhorou a renda de agricultores, o cultivo crescente da pimenta-do-reino no Brasil, a produção de morango orgânico em calhas recicláveis, novo trator lançado pela Mahindra. Reflorestamento feito por um casal que conseguiu recuperar área em Minas Gerais, a agricultura exemplar de Israel e o destaque de uma engenheira agrônoma na produção de soja. Bebidas exóticas e receita de pão de queijo de ora pro nobis. Em turismo informações sobre a Travessia Lapinha Tabuleiro e em Dicas da Agrosid sobre as leveduras e a produção leiteira. Em automóveis, a gigante de meio milhão. Apreciem amigos leitores, pois esta edição foi especialmente preparada para vocês e para os nossos anunciantes, aos quais reforçamos a nossa gratidão por contribuírem para que a revista Mercado Rural se fortaleça e ocupe, cada vez mais, destaque no mercado de veículos de comunicação brasileiro. Boa leitura.

Marcelo Lamounier

Muito obrigado pela revista. Estou vidrado nas reportagens, são muito boas. Raphael Corcelli , Itatiba - SP

Que linda está a revista, muito obrigada. Maravilhosa como sempre! Adelma Lemos, Sete Lagoas - MG

Uma revista bonita, que abrange vários temas de forma interessante. Parabéns! Welison Lourenço, Três Marias - MG


4 ENTREVISTA

João Paulo Schneider da Silva, Presidente da Associação Brasileira de Brangus

6 PERSONAGEM: Lívia Assis Faria

24 EXPODIRETO

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COMO FAZER: Cisternas para captação e reaproveitamento de água da chuva Primeira safra de BANANAS produzidas sem terra na Holanda CANGAIAN: o zebuíno pouco conhecido no Brasil

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MEIO AMBIENTE: Segurança de Barragens

26 PIMENTA-DO-REINO:

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EXPOMARIAS 2019

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MORANGO ORGÂNICO produzido em calhas recicláveis

50 ECONOMIA: cresce número de

I Encontro de Criadores e Técnicos ACCOMIG

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32 MANGALARGA MARCHADOR elege nova diretoria

34 MAHINDRA lança novo trator

54 BEBIDAS exóticas 56 SD Máquinas 57 RECEITA:

cultivo cresce no Brasil

36 REFLORESTAMENTO:

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22 de março: DIA MUNDIAL DA ÁGUA

casal consegue recuperar área em Minas Gerais Haras JHR Paixão por Campolina que atravessa gerações

Mercado de 16 BIODEFENSIVOS

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ENGENHEIRA AGRÔNOMA se destaca na produção de soja

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Distribuição de MUDAS DE FRUTAS melhora renda de agricultores

CASUAR: ave mais perigosa do mundo

empresas abertas no país em fevereiro

Animais em CATIVEIRO: estressados ou não?

Pão de queijo de ora-pro-nobis

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AUTOMÓVEIS: a gigante de meio milhão

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62 TURISMO:

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SEÇÃO PET: Pombo-Correio

DICAS DA AGROSID: leveduras e a produção leiteira Travessia Lapinha Tabuleiro

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Sobrevivendo à CRISE

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500 milhões de ABELHAS mortas por agrotóxicos

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SEÇÃO PET: Pombos Ornamentais

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COURO BRASILEIRO em Hong Kong

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SEÇÃO EXÓTICA: Zebra

20 MAPA

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68 Eventos:

69 70 GIRO RURAL 72 AGENDA

cria Comitê Técnico de Pescados

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EXPORTAÇÃO DE FRANGO impulsionada pela China

40 TABAPUÃ:

docilidade e habilidade materna

Nacional da Raça 43 SIMENTAL

SEÇÃO NATUREZA: papagaio diferente

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PRESIDENTE DO BRASIL e presidente dos EUA em encontro na Casa Branca

46 ISRAEL:

agricultura exemplar

Inauguração CMC Eventos: SIMENTAL


ENTREVISTA Mercado Rural: A raça Brangus une a rusticidade das raças zebuínas e as vantagens do Angus. Fale sobre a formação dessa raça e sua implantação no Brasil. K aju: A raça Brangus deve o seu sucesso e expansão a um fator técnico básico e fundamental: a complementaridade entre raças, ou seja, une as virtudes das raças formadoras numa proporção ideal. Com cerca de 65% de sangue britânico conservamos a aptidão carniceira, e os 35% restantes do zebuíno permite a adaptação perfeita em qualquer ambiente, tornando este nosso produto universal.

João Paulo Schneider da Silva

João Paulo Schneider da Silva, Presidente da Associação Brasileira de Brangus, fala sobre aptidão da raça e expansão de mercado

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oão Paulo Schneider da Silva, conhecido como Kaju, graduou-se arquiteto pela UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1984. Casado, é pai

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de dois filhos. Possui vasta experiência na área de produção e gestão em pecuária de corte. Atualmente é presidente da Associação Brasileira de Brangus.

Mercado Rural: Qual o atual cenário econômico que envolve a raça no país? K aju: A busca por melhores resultados na pecuária passa pela rapidez na terminação de um bovino de cor te, onde o custo da terra e a nossa obrigação de nela pro duzir com sustentabilidade, nos conduzem a optar por um produto ef iciente. A recente crise econômica força maior produtividade, compensando as perdas de valor refe rencial da atividade. Mercado Rural: Sobre a ABBrangus, qual a história e estrutura da associação? K aju: Completamos 40 anos neste ano e no dia 12 de abril comemoramos a data durante o evento Brangus Forte com a entrega das premiações dos campeões do julgamento nacional de rústicos da raça e homenagens, além do tradicional leilão de sêmen. A ABB foi criada em Bagé, passando por Presidente Prudente, São Paulo e hoje radicada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Em todos estes anos contamos com a direção de associados na entidade, que voluntariamente trabalharam para a expansão nacional. Estamos nos preparando para a profissionalização da ABB, que se impõe para enfrentar os novos desafios.


Mercado Rural: Discorra sobre sua atuação enquanto presidente da ABBrangus, ações e desafios. Kaju: Nosso propósito em aceitar a missão de liderar a ABB foi para agregar forças de todos os estados brasileiros, fazendo valer a frase " a raça sem fronteiras" que consta em nossas peças promocionais, evidenciando em ações multirregionais a versatilidade do Brangus. Avançarmos na certificação da carne e profissionalizar a entidade também são nossas metas prioritárias.

Mercado Rural: O que o senhor espera do novo governo federal para as ações voltadas à pecuária? K aju: A nova ministra da agricultura, Tereza Cristina é criadora de Brangus, e o nosso novo presidente reconhece a força do agronegócio e pretende "não atrapalhar" a nossa atividade. Só isso já nos enche de expectativas positivas. M ercado R ural: Aos criado res mais antigos e aos novos, quais

os conselhos para o sucesso na lida com esta raça? K aju : Ao s m a i s a nt i g o s , o n o s s o m u i to o b r i g a d o p e l o t r a b a l h o r e a l i z a d o, e a o s n ovo s , o s p a r a b é ns p e l a e xce l e nte e s co l h a , p o i s d e s f r u t a m o s d e u m e n o rm e m e r c a d o d e e x p a ns ã o e u m a gama infinita de oportunidades criando Brangus. Estamos engatinhando per to do que podemos atingir e crescer em produção.

REVISTA MERCADO RURAL

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Personagem

Lívia Assis

A jovem médica veterinária que é apaixonada por animais e criadora das raças Pônei Brasileiro e Mangalarga Marchador traliano, aquele dia foi muito especial e marcante para mim. Foi o início do amor pela criação e que com cinco anos de idade já dizia que queria ser médica de “bicho”. Meu pai foi e é o meu grande incentivador. E hoje graças a Deus e aos meus pais realizei meu sonho de me tornar Médica Veterinária”. Lívia conta que sua infância foi de muito convívio com os animais. “Nas minhas férias escolares eu ia para a fazenda dos meus avós, localizada em Boa Vista de Minas, em Minas Gerais, e era uma luta para voltar para a cidade”. Realização

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os 31 anos, Lívia Assis Faria Gonçalves é médica veterinária especializada em Reprodução Equina onde utiliza as biotecnologias da reprodução como a inseminação artificial, transferência de embrião, também a coleta de sêmen e exames em geral. Totalmente envolvida no agronegócio, Lívia atende o Haras BIC- Itaúna; Haras Meninada – Confins; Haras Natale-Santa Luzia; Haras Manuana- Belo Vale; Haras HSM4-Brumadinho; Haras Ravena e Haras Apolo ambos em Ravena; Haras AS- Caeté; Haras Recanto-

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Caeté; Haras Cantagalo- Itabirito e Haras Herdeiros do Bota e Mini em Florestal, todos em Minas Gerais. Em parceria com Gustavo Dorella, seu namorado, cria o Pônei Brasileiro e o Mangalarga Marchador. Atualmente trabalha com as raças Campolina, Mangalarga Marchador e Pônei Brasileiro. A paixão pelos animais que a levou a cursar medicina veterinária retoma à sua infância. “Desde pequena, me recordo muito bem quando o meu querido pai, Vander, me presenteou com um casal de periquito aus-

Os pôneis brasileiros e os mangalargas são criados por Lívia e Gustavo na propriedade do Senhor José Francisco, mais conhecido como Zé Butina, juntamente com Rafael Oliveira, filho do proprietário, que em parceria com Lívia e Gustavo, trabalha com o manejo dos animais. “No Sítio das Laranjeiras do Sr Zé Butina é realizada a plantação de milho e posteriormente a produção de silagem para tratarmos os animais”. “Na nossa criação de pônei brasileiro, buscamos animais com uma genética apurada e visamos principalmente animais de pista. No Mangalarga Marchador visamos a princípio a formação de matrizes e por enquanto não levamos em pista, mas a ideia é um dia competir também com essa raça”.


Haras Mini: Gustavo Dorella com Safira do Marcon e Lívia Assis com Iara de Bicas

O amor pela profissão e pelos animais é tamanho que a satisfação já é confirmada logo na prenhez, onde Lívia já consegue vislumbrar o futuro do animal. “A minha maior satisfação é quando confirmo a prenhez e vejo o coraçãozinho do embrião pulsando. Quando nasce, é uma satisfação imensa de dever cumprido, mas não acaba por aqui, porque almejo que eles sejam campeões e tragam muitas alegrias para os proprietários”. Na criação, por enquanto, a intenção de é de se dedicar nas criações das raças pônei brasileiro e de Mangalarga Marchador, investindo em matrizes e doadoras de ponta.

muitos estágios e cursos e continuo fazendo cursos anualmente pelo fato de que é uma área a qual necessita estar sempre atualizado no mercado”. Sucesso Lívia acredita que para se tornar um produtor bem sucedido, o mesmo deve acompanhar de perto a propriedade e a criação, buscar sempre o melhoramento genético, investir corretamente, ter assistência técnica qualificada e estar sempre atento ao merca-

do. Tudo isso aliado à persistência. “O fator primordial é a persistência e jamais desistir. O conhecimento aliado à prática, faz com que o objetivo seja alcançado.” A alegria da veterinária é constante. “Fico feliz quando vejo os “meus meninos” e “minhas meninas”, é uma forma carinhosa que me refiro aos cavalos dos haras que atendo. Confirmar uma prenhez, acompanhar o desenvolvimento embrionário e o nascimento do potro é sem sombra de dúvidas um momento único e de muita alegria. Lívia se sente muito realizada na sua atuação de médica Veterinária, “ Sou realizada, não me vejo em outra profissão, eu nasci para ser a médica de bicho (risos) e não consigo ficar longe dos animais que tanto amo”. Ping-Pong Família: Minha Base Comida: Japonesa Um Lugar: Haras Mini Uma Cia: Gustavo Dorella Música: Sertaneja Filme: Sempre ao seu lado Felicidade: Cavalos Tristeza: Corrupção Cavalos: Pônei Brasileiro Gado: Gir e Guzerá

Dificuldades Em todo meio, por mais que seja satisfatório, há entraves. No lado profissional, Lívia frisa que a maior dificuldade é mudar o manejo nos haras quando há necessidade. “Quando surge a necessidade de mudarmos o manejo, aos poucos e com a ajuda dos funcionários dos haras conseguimos e buscamos o melhor para que todo o processo de reprodução se realize da melhor forma possível”. Completando sete anos de profissão, Lívia avalia que do início até aqui não foi fácil, mas a dedicação e apoio que recebe são primordiais para continuar firme. “Com muita dedicação, determinação e apoio dos meus familiares e do Gustavo fui buscando no mercado meios que me aprimorasse no atendimento e na qualidade do serviço prestado na área da reprodução equina a qual atuo. Fiz

Vander Gonçalves, Lívia Assis e Lúcia de Assis REVISTA MERCADO RURAL

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Como Fazer

Cisternas para captação e reaproveitamento de água da chuva

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s cisternas são reservatórios subterrâneos ou externos, que captam a água vinda de calhas instaladas nos telhados das casas. São muitas as vantagens: aproveitamento da água não apenas para o consumo na alimentação e para limpeza, como também para irrigação de lavouras e plantações. Dessa forma, tornam-se excelentes aliadas do homem do campo O primeiro passo é verificar o local, pois as cisternas devem ficar num local mais baixo que facilite o escoamento. Os solos arenosos ou sem pedras são os ideais uma vez que a escolha do solo estabelece uma profundidade possível para instalação. As cisternas devem ser instaladas longe de árvores ou raízes que possam danificá-las ou até provocar rachaduras nas paredes delas. As obras não devem ser feitas perto de fossas, depósitos de lixo ou aterros para que não haja perigo de contaminação da água. Não a deixe armazenada por muito tempo, pois pode haver contaminação com o próprio cloro (há quem chame esse produto de clorador de difusão) ou até pelos resíduos que vêm do telhado, pelo vento (papéis, lixos, folhas, detritos) e pelos coliformes

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fecais provindos de animais, como pássaros, insetos e ratos, ou seja, para uma boa conservação, deve-se realizar uma limpeza, no mínimo, uma vez por ano dentro do reservatório e nas tubulações, além de manter os baldes sempre limpos. Verifique sempre dentro e fora da cisterna se há danos ou rachaduras. Além destes cuidados, deve-se protegê- las da luz e do calor

para garantir a qualidade da água. O sistema das cisternas é importantíssimo para a população rural e de baixa renda, assim como nas escolas do Nordeste do país, principalmente na região semiárida. Representa, acima de tudo, uma solução ao acesso à água para a população que enfrenta grandes estiagens e falta de infraestrutura em suas regiões.


Bananeiras produzidas sem terra e longe do mal do Panamá N a Holanda um feito inédito na agricultura aconteceu recentemente e chamou a atenção: a primeira safra de bananeiras cultivadas sem o uso de terra. De acordo com a BBC, o método foi desenvolvido em laboratório pelo cientista Gert Kema, que buscou uma alternativa para produzir a fruta tropical longe da praga “mal do Panamá”, causada pelo fungo Fusarium oxysporum, encontrado no solo e propagado pela água. Trata-se de um microrganismo bastante resistente e que tem ameaçado lavouras de banana do mundo inteiro. Até o momento não tinha sido possível controlar o “mal do Panamá”, doença que ganhou este nome por ter sido detectada naquele país pela primeira vez, acabando com a variedade mais exportada dos anos 50, a Gros Michel.

O cultivo sem terra

O professor de patologia de plantas tropicais da Universidade de Wageningen, na Holanda, Kema cultivou 60 bananeiras em estufas utilizando como substrato fibra de coco e lã mineral ou fibras obtidas de pedras basálticas. Os nutrientes foram acrescentados através de irrigação por conta gotas, de acordo com o professor, evitando a presença do fungo que pode viver por mais de 20 anos na terra ou em hospedeiros intermediários. Vale destacar que a produção não é considerada de hidroponia. “Não se trata de bananas hidropônicas porque as raízes não estão numa solução à base de água”. Ainda segundo Kema, cultivar o fruto em meio artificial permite controlar cada aspecto do processo e evita a perda de

nutrientes. “É um exemplo de agricultura de precisão, que permite criar uma separação maior entre as plantas que recebem mais luz e amadurecem mais rápido”. O Brasil é o quarto maior produtor e um dos maiores exportadores da fruta. As variedades produzidas no país, como a banana maçã, são susceptíveis à essa praga. Sobre o método Kema ser replicado em maior escala, inclusive na América Latina, o cientista enfatizou a potencialidade. “A plantação em substratos já é usada na horticultura, por exemplo, de tomates e pepinos. Acredito que esse método tem muito potencial e permitirá evitar perdas por doenças e pestes. Poderia contribuir para o controle do mal do Panamá de outras doenças transmitidas pelo solo que ameaçam produções mundiais.” Foto: zap.aeiou.pt

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Cangaian

O zebuíno ainda pouco conhecido no Brasil

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cangaian ou kangayam é uma raça zebuína introduzida no Brasil e ainda pouco conhecida. De acordo com a Associação dos Criadores Gaúchos de Zebu (ACGZ), a raça foi formada na região de Temil-Nadu, no sul da Índia, onde é especializada em transportes leves, trabalhando até 10 horas por dia. É uma raça visivelmente antilopogínea, ao lado do Hallikar e do Khillari. Todas são muito rústicas e de menos aptidão leiteira. O cangaian apresenta uma conformação elogiável de carcaça, com excelente distribuição da musculatura. As vacas são pequenas e pesam cerca de 320 e 420kg e os machos pesam entre 480 e 600kg. A resistência da raça é algo notável. Têm aparência similar à do guzerá, apresentando porte médio e pele de coloração escura, além de pelos finos e curtos. Há quem ache que o cangaian seja primo

do guzerá, por causa da coloração da pele. Mas pesquisas indicaram que as duas raças não tem parentesco. Uma das diferenças é o formato dos chifres. Ao contrário dos outros bovinos, os guampos nascem no topo da cabeça, bem próximos um do outro, e seguem para o alto. Quando o animal atinge a idade mais adulta, por volta dos 9, 10 anos, as duas pontas se encontram lá em cima, formando um X. O kangayan não apresenta bainha e o umbigo é quase imperceptível. Segundo o criador Arlindo Drummond, do Haras

Barreiro localizado em Ituiutaba – MG, é o animal que mais se parece com o antílope, provável ancestral dos bovinos.

Exemplares em Minas Gerais O Cangaian veio para o Brasil em 1962, última importação de animais da índia. Nenê Costa trouxe para Barretos, no interior de São Paulo, um macho e duas fêmeas. Um tempo depois, parte desse gado foi levado por Joãosito Andrade para a Bahia. Um casal ficou em Barretos com Rubico de Carvalho. E há 15 anos, Arlindo Drummond reuniu esses dois grupos aqui no triangulo mineiro. No Haras Barreiro ele tem um plantel com 100 cabeças. E tudo indica que são as únicas no país. Rebanho fechado, sem nenhum cruzamento com outras linhagens, nem raças. Arlindo Drummond busca a pureza a todo custo. Para ele, quando as raças se misturam nunca mais voltam a ser puras. Lentamente o rebanho vai crescendo e cada vez ficando mais puro. Por enquanto, Arlindo não tem interesse comercial nesses animais. A raça está sendo muito bem guardada para o futuro. Afinal é um banco genético de primeira qualidade. Arlindo conta que quando acontece uma seca muito forte na região o gado responde muito bem. É a rusticidade do zebu no mais puro dos significados. Fonte de pesquisa: comprerural.com

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Dia Mundial da Água: ações de conscientização O Dia Mundial da Água foi criado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, por meio de uma resolução, em 21 de fevereiro de 1993, no intuito de fomentar ações e iniciativas de conscientização da população sobre a importância da água, recurso essencial para a sobrevivência de todos os seres vivos. Na data, instituições de todo o mundo realizam palestras, ações e dinâmicas que levam conhecimento e provocam debate sobre a temática. Um exemplo disso é a ação realizada no dia 22 de março, Dia Mundial da Água, por professores e acadêmicos dos cursos de Oceanografia e de Engenharia Ambiental e Sanitária, vinculados à Escola do Mar Ciência e Tecnologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Santa Catarina. Eles participaram de uma série

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de atividades na região de conscientização da população para a conservação, o uso consciente, o gerenciamento e o desenvolvimento dos recursos hídricos. A programação, aberta à comunidade, reuniu principalmente alunos das escolas da rede municipal de ensino. Já o projeto Oceanos, do curso de Oceanografia, estará nos meses de março e abril, em parceria com o Instituto Crescer, com uma série de rodas de conversa, dinâmicas e palestras sobre a água. A qualidade da água na região também tem sido objeto de pesquisa entre estudantes e docentes da Univali. Por meio de uma parceria com a Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (Emasa), um grupo da Univali trabalha na pesquisa para avaliar a qualidade da água do Rio Camboriú frente ao lançamento do efluente da es-

tação de tratamento de esgoto (ETE) da Emasa no afluente desse rio. O projeto teve início em meados de 2018, com previsão de um ano de monitoramento e avaliação da qualidade química, microbiológica, ecológica e oceanográfica do Rio Camboriú. Um projeto similar deve ser formalizado com a Companhia Águas de Itapema (Conasa), para avaliar a qualidade da água do Rio Perequê, seus afluentes e das águas das praias da enseada de Porto Belo (SC). As professoras Camila Burigo Marin e Kátia Naomi Kuroshima conduzem estas iniciativas e nas abordagens de conscientização trabalharão conceitos como o uso consciente da água, o custo para o tratamento da água, reuso e o ciclo da água, a poluição marinha e a qualidade da água, e o uso da água – visível e invisível – na produção de diversos produtos do cotidiano.


Mercado de biodefensivos cresce mais de 70% no Brasil

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o intuito de combater pragas e doenças nas lavouras a utilização de produtos biológicos impulsionou a produção destes compostos resultando num crescimento de 70% no último ano. Este resultado é considerado o mais expressivo da história do setor e supera o percentual apresentado pelo mercado internacional, movimentando R$ 464,5 milhões em 2018 contra R$ 262,4 milhões em 2017. O crescimento do mercado brasileiro de defensivos biológicos segue tendência mundial de redução do uso de agroquímicos para combater pragas e doenças nas lavouras. No Brasil temos clima tropical favorável ao alto índice de insetos, com isso o desafio dos agricultores é reduzir a aplicação dos pesticidas, principal método de manejo de pragas do país atualmente, para também reduzir o custo da produção e os riscos associados para a saúde humana e os recursos naturais.

Controle biológico O controle biológico faz parte do chamado Manejo Integrado de Pragas -MIP- e permite o uso de organismos vivos ou obtidos por manipulação genética para combater pragas e doenças provocadas por lagartas comuns, mosca, vermes microscópicos, cigarrinha das raízes, broca da cana, ácaros e fungos e outros agentes nocivos para a agricultura. Existem dois tipos de biodefensivos: os macrobiológicos, que consistem no uso de macroorganismos, como insetos, ácaros e outros inimigos naturais das pragas; ou microbiológicos, que se baseiam em bactérias, fungos e vírus. Os produtos biológicos podem ser utilizados em qualquer cultura, desde frutas e verduras, até grãos, cana de açúcar, entre outros. De acordo com a diretora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monerrat, os produtos mais usados no mercado são os m i-

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crorganismos. “A procura tem sido muito grande e está crescendo. Segue uma tendência mundial, porque as exigências do mercado europeu estão fazendo com que este mercado cresça cada vez mais”. Entre os benefícios apontados pelo engenheiro agrônomo e professor titular de Entomologia e Acarologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), José Roberto Parra, está a ausência de resíduos químicos nas culturas, uma vez que o Brasil exporta muitas commodities e o mercado internacional tem colocado cada vez mais restrições aos agroquímicos. “Quando você usa inseticidas, você mata agentes de controle biológico, que chamamos de inimigos naturais, então, o controle biológico não mata e não aumenta a resistência das pragas. E não tem problemas ambientais de contaminação do solo, da água, dos alimentos”, explica.

Expansão Enquanto o mercado convencional de defensivos agroquímicos tem apresentado sinais de estagnação, com resultado recente de queda global de 6% na produção (US$ 64 bilhões), o saldo mundial do controle biológico em 2018 foi 17% maior que o alcançado no período anterior, de US$ 3,8 bilhões. No Brasil, em fevereiro do ano passado, o mercado de produtos biológicos nacional movimentou US$ 164,9 milhões, o que corresponde a quase R$ 528 milhões, segundo a consultoria Agribusiness Intelligence/Informa. O controle biológico representa 5% da produção geral de controle de pragas e a América Latina é a região que apontou crescimento mais acelerado nesta área. Para 2020, a expectativa é que o setor de biológicos fature no mundo US$ 5 bilhões e que em 2025 chegue a US$ 11 bilhões, segundo outra consultoria, a Dunham Trimmer - International Bio Intelligence.


Mercado de licitações é um oásis para as PMEs C om demanda ampla e garantida, o setor público brasileiro é considerado o maior comprador de produtos e serviços do País. Em conjunto, as esferas federal, estadual e municipal movimentaram cerca de R$ 800 bilhões em 2018. Sendo assim, o segmento acabou se tornando um oásis, em meio à crise que afeta a economia brasileira. No ano passado, segundo dados do Governo Federal, somente a União abriu 103.007 processos licitatórios, que movimentaram R$ 48 bilhões. Apesar do cenário promissor, apenas 55% das licitações contaram com a participação de micro e pequenas empresas na disputa. Muitas nem imaginam que podem, sim, vender para o setor público e que existem serviços no mercado que oferecem todo o suporte necessário, mitigando riscos e otimizando os resultados. Apesar das promissoras vantagens, o mercado de licitações não é para amadores. Existe muita burocracia envolvida e as empresas podem ter prejuízo se não estiverem

com a documentação em dia e, principalmente, se não avaliarem corretamente as oportunidades disponíveis. Há no Brasil um universo gigante de empresas em condições de negociar seus produtos e serviços com o setor público. Mas nem todas têm um departamento jurídico ou estão totalmente regularizadas. Por isso, se torna imprescindível a contratação de uma assessoria especializada, que guia esses interessados durante todo o caminho, inclusive depois do contrato assinado.

A LicitaBR, de acordo com seu Diretor Jurídico da Consultoria, Edson Batistella, por exemplo, “faz uma consultoria completa, que tem o propósito de orientar os empresários durante todo o processo licitatório, incluindo a etapa prévia, onde a situação jurídica da empresa é cuidadosamente analisada. É oferecido um suporte já de início, para que a empresa não perca nenhuma oportunidade por não estar com sua situação documental adequada”.


apicultura

500 milhões de abelhas mortas em 90 dias por causa de agrotóxicos deixa agricultura em alerta

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ecentemente os estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina registraram a mortandade de 500 milhões de abelhas. Só no Rio Grande do Sul o número de insetos mortos nos últimos três meses foi de 400 milhões de acordo com estimativas de Associações de apicultura, secretarias de Agricultura e pesquisas realizadas por universidades. Especialistas e pesquisas de laboratório indicaram que a causa da morte das abelhas possivelmente está atrelada ao contato com agrotóxicos à base de neonicotinoides e de Fipronil, produto proibido na Europa há mais de uma década. Esses ingredientes ativos são inseticidas fatais para insetos, como é o caso da abelha, e quando aplicados por pulverização aérea se espalham pelo ambiente. Segundo relatório elaborado por um grupo de pesquisadores brasilei-

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ros, o desmatamento e o uso de agrotóxicos já são os maiores inimigos da agricultura brasileira. Um exemplo claro vem de Cruz Alta – RS. No município de 60 mil habitantes mais de 20% de todas as colmeias foram perdidas apenas entre o Natal de 2018 e o começo de fevereiro. “Apareceram uns venenos muito bravos. Eles colocam de avião de manhã e à tarde as abelhas já começam a aparecer mortas”, relata o apicultor Salvador Gonçalves, presidente da Apicruz. No Brasil, das 141 espécies de plantas cultivadas para alimentação humana e produção animal, cerca de 60% dependem em certo grau da polinização deste inseto. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 75% dos cultivos destinados à alimentação humana no mundo dependem das abelhas.

Os agrotóxicos neonicotinoides pertencem a uma classe de inseticidas derivados da nicotina, como por exemplo o Clotianidina, Imidacloprid e o Tiametoxam. A diferença para outros venenos é que ele tem a capacidade de se espalhar por todas as partes da planta. Por isso, costuma ser colocado na semente, e tudo acaba com vestígios: flores, ramos, raízes e até no néctar e pólen. Eles são usados em diversas culturas como de algodão, milho, soja, arroz e batata, de acordo com o relatório do estudo. Além dos neonicotinoides, revela o estudo, há casos de mortandade relacionados também ao uso de agrotóxicos à base de Fipronil, inseticida que age nas células nervosas dos insetos e, além de utilizado contra pragas em culturas como maçã, soja e girassol, é usado até mesmo em coleiras antipulgas de animais domésticos.


Feira de Hong Kong apresentou couro brasileiro

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Brasil foi um dos protagonistas da principal feira mundial do setor de couros, a APLF Leather and Materials+, em Hong Kong. O espaço exclusivo das empresas brasileiras, um dos maiores do evento, contou com mais de 30 estandes que mostraram o potencial e a qualidade do couro do Brasil com o apoio do projeto Brazilian Leather, uma iniciativa

do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para o incentivo desta indústria nacional no mercado externo. A APLF Leather and Materials+ é tradicionalmente uma plataforma importante tanto para negócios do setor, como para a realização de eventos paralelos, como seminários e encontros institucionais, uma vez que reúne todos os grandes players do segmento de couros. O projeto Brazilian Leather deu apoio integral aos curtumes participantes da feira, desde a montagem até promoção de negócios, participando também de agenda de encontros e reuniões e contando com estande exclusivo na APLF. No espaço, também foi exposta a mostra Preview do Couro, lançada em primeira

mão no Inspiramais, em São Paulo, contando com a exposição de peles de curtumes diversos do Brasil, muitos dos quais não presentes em Hong Kong, o que pode multiplicar negócios. O tom desta edição do Preview foi a valorização dos aspectos naturais do couro, uma linha que tem tudo para chamar a atenção do público que passará pelo evento central do couro no mundo.


MAPA cria Comitê Técnico de Pescados C om o objetivo de modernizar atividades e integrar órgãos e entidades públicas e privadas, o Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento publicou na quarta-feira, 20 de março de 2019, a Portaria conjunta n° 1, das Secretarias de Aquicultura e Pesca e de Defesa Agropecuária, instituindo o Comitê Técnico de Pescados. O secretário de Defesa Agropecuária, José Leal, espera que se estabeleça uma discussão técnica e acadêmica entre os participantes do comitê, favorecendo o crescimento da atividade pesqueira no país. “O comitê proporcionará a discussão técnica, relacionada à sanidade, com relação ao pescado e facilitará o crescimento

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da atividade. Para nós, do ministério, será uma oportunidade de inovar e para o setor privado um espaço para apresentar prioridades”. O secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif, lembrou que as decisões eram tomadas unilateralmente e que, “a partir de agora, com o assento do setor produtivo no comitê, todos passam a ter voz sobre os assuntos do setor”.

O Comitê

Integrado por representantes dos departamentos de inspeção de produtos de origem animal, saúde animal e insumos pecuários, da Câmara Setorial de Produ-

ção de Indústria de Pescados, além de especialistas, o comitê deve propor atos normativos, promover a inovação, facilitar a comunicação de iniciativas implementadas pela defesa agropecuária e setor privado, e promover ações conjuntas, capacitação e troca de experiências. O presidente da Câmara Setorial de Produção da Indústria de Pescados, Eduardo Lobo observou que assinatura do ato foi o maior passo dado até o momento voltado para o setor pesqueiro brasileiro. “Hoje, há normas editadas pelo governo que não se aplicam aos processos da iniciativa privada. Portanto, a discussão com todos os envolvidos irá gerar maior segurança regulatória”.


China impulsiona exportação de carne de frango brasileira

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s exportações brasileiras de carne de frango, incluindo os produtos, entre in natura e processados, alcançaram 316,9 mil toneladas em fevereiro, de acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Número 2,2% maior em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 310,2 mil toneladas. Em receita, foram US$ 526 milhões neste ano, contra US$ 494,9 milhões em relação a fevereiro de 2018. No bimestre, o saldo das exportações de carne de frango

alcançou 598,7 mil toneladas, volume 6,6% menor que as 640,7 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. Em receita, as vendas bimestrais chegaram a US$ 979,1 milhões, resultado 3,6% menor que os US$ 1,015 bilhão gerados em 2018.

China em destaque De acordo com dados fornecidos pela Associação Brasileira de Proteina Animal – ABPA, o principal destaque do mês é a

China, que assumiu a liderança entre os destinos das exportações brasileiras em fevereiro. O mercado chinês importou no período 38,8 mil toneladas, elevando suas compras em 11% em relação ao segundo mês de 2018. No bimestre, a alta das vendas ao mercado chinês alcança 5%, com 72,5 mil toneladas. Já a Coreia do Sul, que recentemente habilitou mais 4 plantas exportadoras de aves, também incrementou suas compras. No mês, a elevação chegou a 24%, com 8,2 mil toneladas. No bimestre, a alta é de 6%, com embarques totais de 15,6 mil toneladas. Os principais destinos das exportações de carne de frango no bimestre são Arábia Saudita, China, Japão, Emirados Árabes, África do Sul, União Europeia, Hong kong, Iemen, Kuwait e Iraque. De acordo com o presidente da ABPA, Francisco Turra, “a situação sanitária em países da Ásia, como é o caso da China, decorrente de focos de Peste Suína Africana, pressionaram a demanda por diversas proteínas em grandes mercados daquela região. Graças a isto, a receita geral das exportações brasileiras apresentou melhor nível de elevação que o saldo em volumes”. analisa Francisco Turra, presidente da ABPA.


SEÇÃO NATUREZA

Papagaio com mutação rara é encontrado no Pantanal

Foto Fábio Paschoal

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ltimamente tem-se observado com frequência um papagaio-verdadeiro diferente pela equipe do Onçafari no Refúgio Ecológico Caiman (REC), no Pantanal. A ave se destaca por sua coloração amarela e é facilmente avistada entre seus companheiros verdes. De acordo com Hein Van Grouw, curador sênior do setor de aves do Museu de História Natural de Londres e especialista em aberrações cromáticas em aves, o papagaio em questão possui uma mutação chamada de Brown (marrom), popularmente conhecida como cinnamon (canela) entre criadores de aves. “Os dois pigmentos responsáveis ​​pela coloração da plumagem em todos os papagaios são eumelanina e psitacina. A psitacina é vermelha, laranja ou amarela, enquanto a eumelanina é preta. A cor verde na maioria das espécies de papagaios, no entanto, não é causada por um único pigmento; é o resultado da combinação da melanina negra, a estrutura das penas e a psitacina amarela.” Segundo Grouw, uma estrutura especial das células das penas dos papagaios faz a luz ser distorcida e a eumelanina negra é vista por nós como azul. Quando a psitacina amarela está presente, a coloração do animal é verde, ou seja, a mistura das cores azul e amarela. “A mutação Brown afeta a sín-

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tese de eumelanina, resultando em um pigmento oxidado e incompleto que é marrom e não preto. Neste papagaio ainda há eumelanina presente, tanto no bico quanto na plumagem, mas é mais claro e, portanto, o verde é mais claro, mais amarelado”. Para a coordenadora do Projeto Papagaio-verdadeiro, vinculado ao Parque das Aves e Fundação Neotropica do Brasil, Gláucia Seixas, a mutação dificilmente é encontrada na natureza. A única vez em que ela havia visto uma ave com essa condição no REC foi em 1998, no início do projeto. “Em 1998, quando vimos um papagaio com essa mutação não tínhamos maquinas fotográficas

potentes como agora. Não sei ao certo se é o mesmo o indivíduo, mas pode ser considerando que eles vivem 60 anos”. A coordenadora deseja encontrar o ninho do casal para fazer um trabalho de análise genética e checar os filhotes, de acordo com o biólogo, jornalista e guia de ecoturismo, Fábio Paschoal. A coloração diferenciada faz com que a ave se destaque na vegetação e entre os outros papagaios verdes. Assim, fica mais fácil de ser identificada como alvo por um possível predador. O acasalamento também poderia ser prejudicado, porém o papagaio amarelo do REC já é adulto e arranjou um par, um papagaio-verdadeiro com coloração normal.

Foto: Edu Fragoso

Tiago e Carla, nascidos na Alemanha e trazido para o Brasil


Expodireto 2019 Mais de R$ 2 bilhões em comercialização e recorde de público

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20ª edição da Expodireto Cotrijal foi encerrada na tarde do dia 15 de março de 2019 com números impressionantes. Durante os cinco dias de evento, o valor total de comercialização atingiu a marca de R$ 2.419.527.000,00. O valor é 9,59% superior ao do ano passado, quando foram registrados R$ 2.207.837.000,00. O público visitante foi recorde. No total, 268 mil pessoas visitaram o Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul. Em comparação com 2018, ocorreu um aumento de 1%, quando 265.600 mil pessoas prestigiaram o evento. O balanço final do evento foi apresentado em entrevista coletiva com a presença do presidente da Cotrijal, Nei César Manica, o vice-presidente Enio Schroeder, o senador Luis Carlos Heinze, o prefeito de Não-Me-Toque, Pedro Paulo Falcão da Rosa, e os demais integrantes da comissão organizadora da feira. “Estamos muito satisfeitos. Pelo sentimento do que ouvimos do parque, esta foi a melhor, a mais bonita e organizada Expodireto”, disse Manica. O presidente também destacou os desafios enfrentados para a realização desta edição da feira, como o temporal que atingiu diversos estandes três dias antes da abertura oficial. “O agronegócios não tem medo de desafios. Tudo foi reconstruído a tempo”, sentenciou o presidente da Cotrijal.

Negócios As vendas por meio das instituições financeiras públicas e privadas tiveram crescimento de 13% em relação a 2018. Os bancos de fábricas registraram alta de 1% e as vendas com recursos próprios aumentaram 38%. No Pavilhão Internacional, o volume de negócios chegou a R$ 290.675.000,00. No Pavilhão da Agricultura Familiar, foram R$ 1.052.000,00.

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Mais números A 20ª edição contou com a presença de 534 expositores em área de 98 hectares. Ano passado, foram 527 expositores em uma área de 84 hectares. A 21ª Expodireto Cotrijal já tem data confirmada. Ocorrerá entre os dias 2 e 6 de março de 2020, em Não-Me-Toque.

Delegações A Expodireto Cotrijal recepcionou o maior número de delegações estrangeiras de todos os tempos. Representantes de 71 países circularam pelo parque, com os mais diferentes interesses comerciais, com ênfase para tecnologia em máquinas e implementos agrícolas. Para se ter uma ideia da importância da Expodireto Cotrijal para os estrangeiros, basta dizer que este ano aconteceu de três delegações diferentes, em períodos diferentes, de um mesmo país, es-

tarem circulando no parque, e contatando com expositores dos mais diferentes produtos e máquinas, nos cinco dias de Expodireto Cotrijal. Um detalhe interessante que vem se registrando nas últimas edições da feira é que alguns países já procuram estrutura própria para apresentar seus produtos, serviços e também buscar negócios. A Alemanha é um exemplo. Presente em várias edições da Expodireto Cotrijal, usufruindo estrutura do Pavilhão Internacional, hoje possui estande no parque.


Distribuição de mudas de frutas melhora renda de agricultores em Galileia

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Emater – MG, iniciou em 2016, em Galileia, município do Vale do Rio Doce, um trabalho que começa, literalmente, a dar os primeiros frutos. No início daquele ano, técnicos da empresa fizeram a distribuição de mudas de laranja, mexerica, manga e limão e agora os produtores estão colhendo os resultados. Em torno de 40 agricultores familiares foram beneficiados. Cada um recebeu um kit com oito mudas. O plantio se adequou à condição de cada quintal, respeitando o espaçamento exigido entre plantas de acordo com a espécie. O técnico agrícola da Emater no município, Geraldo Júnior Rios, explica que a “distribuição foi feita para melhorar o consumo de frutas pelas famílias de agricultores. Mas o excedente também está sendo vendido, melhorando a renda familiar”. A venda, geralmente, é feita na propriedade. Mas alguns agricultores conseguiram ir além e estão comercializando por intermédio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Trata-se de um programa do governo federal que garante que 30% dos recursos para a merenda das escolas públicas sejam destinados à compra de gêneros alimentícios produzidos pela agricultura familiar. A distribuição das mudas de frutíferas é resultado de um convênio com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), firmado

em 2008, para o desenvolvimento de projetos produtivos, tecnológicos e sustentáveis na agricultura mineira. Diversas ações foram desenvolvidas ao longo dos últimos anos, entre elas a formação de pomares em municípios mineiros. Em todo o Estado, foram distribuídas 363 mil mudas. Além da assistência técnica, a Emater-MG foi responsável pela aquisição e distribuição das mudas.


Pimenta-do-reino: consumo cresce no país responsável por quase 70% da produção brasileira. De acordo com relatório do IBGE, de 2015 a 2017 a área destinada a cultura cresceu 28% no Brasil, passando de 22.384 mil hectares para 28.799 mil/ha. No mesmo período a produção mais que dobrou, saindo de 51.739 mil toneladas para 79.371 mil/ ton em 2017, avanço de 53%.

Irrigação inteligente garante mais produtividade

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la é um dos temperos ou especiarias mais conhecidas e bem antiga também. Trata-se da pimenta-do-reino e que vem sendo cada vez mais consumida pelos brasileiros. Aumenta o consumo, aumenta a produção. As condições ideais para o seu desenvolvimento, no Brasil, são encontradas principalmente no Espírito Santo, Sul da Bahia, além do Pará, que é o maior produtor nacional sendo

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Com o crescimento da cultura, produtores buscam constantemente soluções tecnológicas que contribuam com o desenvolvimento do cultivo no campo. Os tubos gotejadores são um exemplo. Através destes tubos, água e nutrientes são conduzidos diretamente na raiz das plantas, favorecendo seu desenvolvimento. A solução otimiza a produtividade da cultura, água, energia elétrica e mão de obra. Todas essas vantagens tornam a solução uma aliada ao produtor que busca rentabilidade na atividade agrícola, por meio de investimento duráveis e de retorno rápido

Segundo a ONU - Organizações das Nações Unidas, seremos quase 10 bilhões de pessoas habitando no mundo até 2050, e novamente, a tecnologia digital ou irrigação 4.0, será o grande contribuidor do aumento do rendimento e da produtividade agrícola.

A pimenta Trazida da Ásia Equatorial pelos mercadores muçulmanos na época das Grandes Navegações, a pimenta-do-reino se espalhou pelo mundo. Hoje, o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores do tempero. O que muitos não sabem é que as pimentas preta e branca vêm da mesma semente, a diferença está apenas na secagem. A versão preta é seca com a película que a envolve, o que garante mais picância, e a branca passa por esse processo sem a casca, o que explica o sabor suave. A planta é consumida seca, em grãos ou moída. Pode-se acrescentar na receita antes do cozimento e nas marinadas. Também dá para salpicá-la na finalização do prato. Nesse caso, o ideal é moer na hora para deixar o sabor e o aroma pronunciados.


Expomarias 2019 Festa volta a ser realizada em Três Marias e agrada

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pós passar os últimos anos sem realizar a festa, a iniciativa privada e a pública se uniram e realizaram de 1 a 4 de maio a 8ª edição da Expomarias, uma festa de rodeio e shows sertanejos no município de Três Marias, na área central de Minas Gerais. O primeiro dia do evento teve os portões da Praça de Eventos JK abertos, local onde são realizados os shows e o rodeio. Na ocasião a dupla Emilio e Eduardo fizeram o primeiro show musical para um público de mais de 5 mil pessoas. Este mesmo público apreciou a abertura oficial do evento com pronunciamento de autoridades e o espetáculo do rodeio. Mas as atividades da Expomarias começaram pra valer na manhã do dia 1º de maio, com cavalgada, queima do alho e prova dos três tambores. No segundo dia do evento

teve sequência a prova dos três tambores, rodeio e shows com Fred e Thiago, João Mariz e DJ Thiago Serro. Um dos dias mais aguardados da Expomarias foi sexta-feira, dia 3 de maio. A esperada dupla Zezé Di Camargo e Luciano agitou a multidão de fãs que lotou a Praça de Eventos JK e que retornou, no sábado, dia 4, para a final do Rodeio e show com Trio Parada Dura.

No sábado à tarde, houve ainda a inauguração do Parque de Leilões Eloi Telles de Menezes e homenagens a produtores rurais com a medalha de mérito Geraldo Lopes, conferida a produtores rurais que de destacaram na região. A previsão é de que em 2020 a 9ª edição da Expomarias aconteça na mesma época.


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região sul de Minas Gerais é responsável pela produção de 86% da safra estadual de morangos, com 100 mil toneladas da fruta por ano. A busca por novas tecnologias e inovações está sempre presente nas propriedades, em virtude da grande produção e como a atividade é caracterizada pelo cultivo familiar, são das pequenas plantações que surgem as boas experiências, muitas vezes sem grandes investimentos. O Sítio Santo Antônio, que fica na comunidade do Pessegueiro, no município de Extrema, dá um exemplo disso. O agricultor familiar Jorivaldo de Andrade já tinha experiência com o cultivo de hortaliças sem uso de agrotóxicos ou fertilizantes sintéticos. Foi quando, em 2017, incentivado pela Emater-MG, decidiu dar um novo passo e também produzir morangos orgânicos. “Eu abracei a ideia. Se eu fosse produzir o morango convencional, eu seria apenas mais um no mercado. Além disso, tem a parte de bem-estar. Minha mulher valoriza produtos orgânicos. Tenho uma filha pequena que pode, tranquilamente, pegar o morango que produzo e colocar na boca”, comenta. Mas não é só o sistema orgânico que chama a atenção na propriedade. A estrutura utilizada no plantio também foge do convencional. Seguindo o caminho da sustentabilidade, o Jorivaldo transformou calhas em canteiros. Elas são feitas de material reciclado e ficam suspensas por cavaletes de madeira. As calhas, preenchidas pelo composto orgânico, são duráveis e podem ser usadas por vários ciclos da cultura. “Além do material reciclado, mais sustentável, as calhas suspensas favorecem o manejo. São frequentes os depoimentos de produtores de morango com dores na coluna por trabalharem muito tempo agachados para cuidar dos canteiros convencionais, que ficam no chão”, explica o engenheiro agrônomo da Emater em Extrema, Hélio João de Freitas Neto.

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Foto: Roberto Barresi - Pixabay

Plantio de morango orgânico em calhas recicláveis

Produção e venda A produção obtida no Sítio Santo Antônio é a mesma registrada nos plantios convencionais da região, cerca de 1 quilo por pé. “Estou muito satisfeito com a produção de morangos. A produção não é grande, já que eu cuido dela sozinho. Na verdade, eu e Deus. Mas faço o que gosto”, comenta Jorivaldo. Atualmente o Sítio Santo Antônio está em fase de adaptação para conseguir, em breve, de uma certificadora, o selo de propriedade orgânica. Mas a produção de morango já está atraindo a atenção de outros agricultores da região. A propriedade recebe visitas de pessoas interessadas em conhecer o sistema de produção orgânica em calhas recicladas. Outro reconhecimento veio do Programa MelhorAção, também da Emater. O projeto foi o vencedor na Unidade Regional de Pouso Alegre, em 2018, com eleição feita pelos servidores da empre-

sa. O MelhorAção tem o objetivo de reconhecer as melhores iniciativas desenvolvidas pelos seus funcionários. As ações precisam ter resultados significativos na rotina da unidade de trabalho da empresa ou para o cliente da Emater-MG.

Jorivaldo de Andrade e o técnico da Emater - MG


I Encontro de Criadores e Técnicos da ACCOMIG N o dia 16 de fevereiro, no Capril Santa Cecília, em Itaguara - Minas Gerais, aconteceu o I Encontro de Criadores e Técnicos da Associação de Criadores de Caprinos e Ovinos do Estado de Minas Gerais – ACCOMIG/Caprileite. O evento contou com a presença de produtores associados, outros criadores importantes e interessados, da diretoria e técnicos da ACCOMIG/Caprileite, além de representantes da FAEMG, Banco do Brasil, EMATER e do prefeito de Itaguara, Sr. Geraldo Donizetti. Para Dr. Rivaldo Nunes da Costa, presidente da ACCOMIG/Caprileite, produtor rural e médico veterinário “o evento foi essencial para promover discussões sobre as oportunida-

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des, desafios e sustentabilidade do setor no Estado de Minas Gerais e da própria Associação, e para a integração de todos os envolvidos. A caprino-ovinocultura, para crescer, depende de muita integração entre os produtores e desses com os técnicos, entidades de representação, ensino, empresas do ramo e órgãos governamentais”. O presidente apresentou também a importância das ações da ACCOMIG/ Caprileite e participação dos produtores associados, técnicos e Instituições parceiras, do Concurso de Queijos, e da necessidade da disponibilização de dados reais sobre os produtores, a produção, e a propriedade, para que a associação conheça as necessidades e realidades sobre as quais precisa atu-

ar. Na oportunidade, foi apresentado um Cadastro Real Progressivo dos Criadores, com dados de produção e comercialização. Dr. Rivaldo também apresentou a proposta de adequação do Frigorífico de Itaguara para o abate de ovinos e caprinos, com o objetivo de proporcionar mais uma opção aos produtores, na venda de carne inspecionada. E também destacou a necessidade de implantação de um entreposto de carne caprina e ovina para garantir a comercialização em Minas e outros Estados. Ainda, sobre oportunidades de mercado, foram discutidas questões relativas à implantação de laticínios e queijarias, observando-se a vocação de cada propriedade para a produção de queijos e outros produtos, que possam atender a gostos e padrões diversos de consumidores. "E o produtor, quando concentra investimentos e esforços em um tipo de produto para o qual é mais vocacionado, garante uma oferta de qualidade, com maior volume, menor custo e segurança no atendimento ao mercado consumidor”, completou. Sobre essas questões, foi reconhecida a importância da atuação do IMA, não só em relação ao seu papel de fiscalização, mas, principalmente, de orientação sobre boas práticas aplicadas ao setor. Da mesma forma, a EMATER, a FAEMG e o SENAR, enquanto entidades de assistência técnica, representação e aprendizagem rural, respectivamente, foram destacados como importantes parceiros nesse processo de fortalecimento da caprino-ovinocultura em Minas Gerais. O II Concurso Estadual de Queijos ACCOMIG/Caprileite será realizado na primeira semana de junho, em Belo Horizonte. Constituindo importante ação de valorização dos produtos e das pessoas envolvidas na atividade.


Mangalarga Marchador Eleição da diretoria 2019/2021

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empresário e criador Daniel Figueiredo Borja, presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), comemorou no dia 8 de fevereiro de 2019, a reeleição como presidente da entidade. Integrante da “Chapa Avante Marchador”, ele planeja, junto à diretoria, a continuidade nos projetos de fomento e novas conquistas para raça. A votação aconteceu no Pavilhão Redondo do Parque da Gameleira, em Belo Horizonte –MG, e foram abertos às 8h. A mesa foi composta pelo presidente Dr. Alceu José Torres Marques e pelos membros da Comissão Eleitoral Dr. Guilherme de Faria, Roberto Correa e secretariada por Elder Grossi. Os membros da Comissão Eleitoral também fizeram parte da Comissão Apuradora. Foram contabilizados 110 votos presenciais, 880 pelo correio, 2.698 protocolados. Através da apuração foram contabilizados 3.647 votos válidos. Após a contagem de votos, criadores de Norte as Sul do Brasil presenciaram o discurso de Daniel.

Emocionado, ele agradeceu o apoio recebido. “Tem três anos que fazemos o bem para a raça e Deus nos honrou para continuarmos. Podem ter certeza que todos vocês continuarão vendo um trabalho firme, com dedicação amor e muito cari-

Daniel Borja reeleito pela segunda vez

Jonas Oliveira, Epiphânio Zamprogno, João Bosco Tonucci, Daniel Borja, André Aparecido, Adolfo Géo Filho e André Maurício Ribeiro

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nho, sempre pensando no nosso Mangalarga Marchador. Dedico essa vitória a todos que me apoiaram. Vamos continuar atuando em prol da nossa raça, que hoje está unida novamente”, comemorou.

Dora Norremose, Andrea Menegati, Daniel Borja, Cristiana Gutierrez e Georgina Penna Costa


A importância dos tratores agrícolas para aumentar e melhorar a produção

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nvestir em um bom trator para trabalhar mais e melhor na produção agrícola é de suma importância. Com vistas a este fator e na busca pelo atendimento a uma mercado cada vez mais exigente, os fabricantes inovam e apresentam modelos surpreendentes. Como é o caso da MAHINDRA, a maior fabricante de tratores do mundo. Novidade Lançado no país no início deste ano, um dos grandes destaques da marca é o modelo 2025, de 25cv, da Mahindra, que já demonstrou forte índice de aprovação no Brasil. Há expectativa que, até o final de 2019, mais de 100 unidades sejam comercializadas no mercado nacional. Em outros países como Índia, México, Austrália e Nepau, o novo trator, em apenas dois anos do seu lançamento, registrou mais de 10mil unidades comercializadas. Por ser subcompacto, tem indicação para trabalhos em estufas, ruas estreitas ou em canteiros de até 80 cm, onde o espaço de manobra é limitado. Suporta aplicações severas, atendendo perfeitamente às necessidades dos produtores de hortifrutigran-

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jeiros, uva e fumo. Equipado com motor Mahindra de 25cv, transmissão mecânica sincronizada de oito marchas à frente e 4 marchas à ré, sistema hidráulico de três pontos com capacidade de levante de 750 quilos. Além de tomada de Potência (TDP) de duas velocidades, 540 rpm ou 540E rpm. De simples manejo, com todos os acionamentos ergonomicamente posicionados, possui excelente espaço na plataforma de operação, trazendo maior

conforto ao produtor. O motor agrícola é de dois cilindros, com baixo consumo de combustível e manutenção. Possui design moderno, totalmente de acordo com requisitos e exigências do mercado brasileiro e ainda tem maior capacidade de levante no sistema hidráulico de três pontos do segmento. O modelo conquistou recentemente o Prêmio Afubra/Nimeq de Inovação Tecnológica em Máquinas Agrícolas para Agricultura Familiar.


Casal refloresta área que era considerada morta B ons exemplos devem sempre ser ressaltados, como a ação do casal formado pelo fotógrafo Sebastião Salgado e pela arquiteta e mestra em urbanismo Lélia Wanick Salgado. Juntos, eles reflorestaram uma área que estava praticamente morta. Sebastião Salgado foi criado em Aimorés, município de Minas Gerais, porém, na década de 90, “exausto fisicamente e emocionalmente após documentar a terrível barbárie do genocídio em Ruanda, ele voltou para casa em sua área nativa do Brasil, que era coberta por uma exuberante floresta tropical. Ele ficou chocado e devastado ao descobrir que a área era agora estéril e desprovida de vida selvagem, mas sua esposa Lélia acreditava que poderia ser restaurada à sua antiga glória”, descreve texto do Portal Bored Panda sobre o assunto. O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado e sua esposa Lélia Deluiz Wanick Salgado decidiram mostrar o que um pequeno grupo de pessoas dedicadas e apaixonadas pode fazer, revertendo o desmatamento e começando um processo de reflorestamento.

Segundo Sebastião, apenas cerca de 0,5% da terra estava coberta de árvores. “Então minha esposa teve uma ideia fabulosa de replantar esta floresta. E quando começamos a fazer isso, todos os insetos, pássaros e peixes retornaram e, graças a esse aumento das árvores, eu também renasci – este foi o momento mais importante”, disse Salgado ao jornal britânico The Guardian em 2015. Juntos, Sebastião e Lélia fundaram o Instituto Terra, uma pequena organização que desde então plantou 4 milhões de mudas e trouxe a floresta à

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vida. A área, reflorestada com plantas nativas, floresceu notavelmente nos anos que se seguiram. Ao todo, cerca de 172 espécies de aves retornaram, além de 33 espécies de mamíferos, 293 espécies de plantas, 15 espécies de répteis e 15 espécies de anfíbios, um ecossistema inteiro reconstruído a partir do zero. “Precisamos ouvir as palavras das pessoas na terra. A natureza é a terra e são outros seres e se não tivermos algum tipo de retorno espiritual ao nosso planeta, temo que estaremos em perigo”, define Salgado.


Haras JHR

Paixão por Campolina que atravessa gerações

Henrique e José Henrique

Novembro Lalomax - garanhão JHR

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criação de campolina do Haras JHR remonta de 1970, fundado em conjunto por, Henrique, Renato e José Salvador. E que leva as iniciais de José; Henrique, pai de José Henrique, e Renato, tio. Henrique Salvador iniciou na raça junto a seu pai José Salvador e seu irmão Renato, por influência do saudoso Barão Márcio Andrade. “Nesta época visitamos a Fazenda Campo Grande em Passa Tempo à procura de orientação para iniciarmos o criatório de uma raça de equinos. A sugestão e a argumentação do nosso amigo Márcio de Andrade foi fundamental para a nossa escolha pelo Campolina e já nessa mesma visita adquirimos os nossos primeiros animais”, relata Henrique. O interesse pela criação de cavalos nasceu a partir da influência que o convívio com as fazendas dos avós que exerceram em Henrique e no irmão Renato, principalmente. “Neste meio tempo meu pai saiu da sociedade e foi se dedicar mais à criação do gado Jersey de Elite, tendo se tornado na época o principal criador do Brasil. Hoje, eu e o José Henrique nos dedicamos com maior intensidade à seleção e à criação da raça Campolina na nossa família e continuamos o criatório com sufixo original JHR.”

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De pai para filho A história do Haras JHR é pautada numa base familiar e hoje, após quase cinco décadas de dedicação e amor a esta raça de cavalos, José Henrique, filho de Henrique Salvador e neto de José Salvador, é parceiro ao lado de seu pai na criação dos animais, além de sócio no Haras. Durante estes quase 50 anos, o criatório passou por diversas fases de desenvolvimento. “Durante todo este tempo conseguimos formar uma equipe de profissionais comprometidos e competentes que tem nos apoiado nos trabalhos e na evolução da nossa tropa. Incorporamos a mais moderna tecnologia à disposição da equideocultura nacional e até internacional. Nosso compromisso com o aprimoramento é constante, sempre buscamos incorporar ao nosso plantel de animais, elementos que tem contribuído para a evolução zootécnica dos animais com o sufixo JHR”, explica Henrique. As ações voltadas para a evolução da tropa também fazem parte do trabalho de Henrique, que desde os três anos de idade monta à cavalo e tem por estes animais um apreço especial. “Dentro das nossas possibilidades, sempre buscamos o que há de melhor para contribuir para esta evolução constante oferecendo ao mercado um produto final que esteja alinhado com o que pretendemos alcançar: lindos animais, expressivos, mas, sobretudo funcionais e marchadores”, completa José Henrique.

José Henrique, Nathalia, Henrique e Clo

Fiorella da JAD - Doadora JHR

Indiana JHR - Bi Res Grande da Raça Nacional


Fábrica de campeões O Haras JHR acumula inúmeros títulos regionais e nacionais. Além de muitos campeões nacionais de morfologia e marcha, o Haras já fez quatro grandes campeões nacionais adultos machos e uma grande campeã nacional adulta fêmea. “Além dos títulos, fizemos acima de tudo grandes amigos dentre os relacionamentos que criamos nesta trajetória”, afirma Henrique Salvador. Os investimentos constantes em animais que contribuíram para a fixação de algumas características zootécnicas importantes para o moderno Campolina, além da busca na conciliação da beleza ímpar fixada nos melhores exemplares da raça, aliados com o andamento marchado da melhor qualidade, fazem dos animais do JHR únicos. Para José Henrique, “o grande desafio é a busca de um novo elemento que tenha uma grande influência na raça e que consiga fixar esses atributos. Este é o objetivo maior do criatório JHR e acredito que da maioria dos criadores que lideram o ranking da Associação”, explica. Para seu pai, Henrique Salvador, a criação de cavalos, ainda mais ao lado do seu filho, é prazerosa. Fato compartilhado pelo filho, José Henrique. “A escolha dos cruzamentos, o nascimento dos produtos, a seleção dos potros para pista, o início da equitação dos selecionados para as exposições aos três anos de idade, as reuniões com amigos e outros criadores na fazenda, a preparação e a venda dos animais em nossos leilões, o convívio com a equipe de profissionais do Haras e a oportunidade de uma convivência maior com a família e com meu filho em torno do cavalo, são oportunidades únicas e que me dão muita satisfação e prazer”, reflete. Dessa forma, executando um trabalho pautado na paixão pelos animais e no prazer de estar perto da família, Henrique e José Henrique seguem empenhados para que o Haras JHR contribua cada vez mais para a raça.

Jack Daniels JHR - Futuro garanhão JHR

Eva JHR. Campeã Nacional

José Henrique, Alvair e Henrique Salvador

Família JHR no campeonato Nacional de marcha de Novembro Lalomax

Campeonato progênie de pai conquistado por Novembro Lalomax na SuperAgro

Campeonato progênie de pai conquistado por Zafir JHR REVISTA MERCADO RURAL

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Tabapuã: docilidade, habilidade materna, precocidade, mocho com beleza racial

A raça que encantou a veterinária e criadora Giselle

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raça do gado é Tabapuã. A propriedade é a Fazenda Machado em Dores do Indaiá, Minas Gerais. O nome da criadora é Giselle de Sá Pinto Gontijo. É sobre a raça e sua criadora que vamos tratar nessa matéria que traz uma história movida a amor, em todos os sentidos. Giselle é veterinária há 26 anos, foi empresária em Belo Horizonte no ramo da inseminação artificial de bovinos, área em que trabalhou arduamente no fomento à inseminação artificial e treinamentos de inseminadores. Na medicina veterinária especializou-se em coleta e congelamento de sêmen bovino. Ela nos conta que já contabiliza mais de milhões de doses de sêmen coletados e congelados nos grandes criatórios. Giselle já foi criadora do conhecido Girolando GIS e atualmente dedica-se a sua propriedade e claro, à criação da raça Tabapuã. Giselle destaca-se em um cená-

Amor e paixão até no último momento. Aqui Giselle se despede da vaca que "abriu mão" para o Leilão na Expozebu 2019

rio no qual se vê uma minoria feminina, mas a paixão, garra e determinação por continuar o que o pai iniciou são as bases e o fator motivacional desse incansável trabalho. Mas por que Tabapuã? De onde veio a ideia de desenvolver e investir nessa raça especificamente? Antes de descrevermos sobre a raça, Giselle relata como tudo teve início. O começo

Sempre carinhosa e orgulhosa de seus animais, Giselle apresenta a vaca no Leilão

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O pai de Giselle, Orlando Pinto Gontijo, falecido em 2006, começou a criar Tabapuã de uma maneira muito natural, de acordo com a veterinária, que contou com muita emoção sobre a paixão do seu progenitor pela raça. Paixão transferida à filha. “Meu pai começou a criar Tabapuã de modo espontâneo, o que

Caso raríssimo ocorreu na Fazenda Machado. Uma vaca pariu bezerros trigêmeos: Belchior Gis, Baltazar Gis e Gaspar Gis. A chance de parto triplo é de 1 em cada 100 mil


Persistência e conhecimento

Animais precoces : fêmeas com 20 meses já gestantes . Tourinho de 17 meses, 560 kg, já pronto pra reprodução

Fêmeas do time das Doadoras de Embrioes GIS

coincide em muito, com o surgimento da própria raça”. O cruzamento de Gir Leiteiro, gado já existente na Fazenda Machado, com um tourinho mocho, oriundo de São Paulo e cedido por um amigo da família – Dr. Alaor Campos Fiuza, foi o ponta pé. “Sem imaginar que o mocho era procedente dos cruzamentos da Fazenda Água Milagrosa, local onde surgiu a raça Tabapuã, meu pai, apaixonado e encantado pelo gado, iniciava o plantel da raça, hoje o Tabapuã GIS”. Identificada a origem do reprodutor, iniciava também uma caminhada em

Primeiro touro mocho tabapuã reconhecido: T-O

busca de touros mais puros, de melhor qualidade. Não foi fácil convencer o pai a percorrer algumas fazendas, mas Giselle, determinada, conseguiu dar início com ele a uma busca de novas genéticas através de touros de criatórios variados e introdução da técnica de inseminação artificial na fazenda. “O resultado é o que se vê hoje: gerações de touros GIS cada vez melhorados geneticamente, pois a base do plantel foi muito bem estruturada em pilares de genéticas já consolidadas. O fato de ter iniciado todo o trabalho com o pai em vida é algo que enche Giselle de orgulho ao mesmo tempo que a incentiva, dia após dia, a continuar o trabalho que executa com tanto amor e dedicação. Com a morte do pai, Giselle assumiu a sede, já repassada a ela ainda em vida, reflexo de sua ligação com o Sr.Orlando. Posteriormente, com a apoio de sua querida mãe, Dona Maria Célia de Sá, comprou o rebanho dos irmãos e investiu seguramente na inseminação e na fecundação in vitro (FIV).

Noutra vertente, poderia ter sido mais fácil investir na aquisição de Tabapuã PO e iniciar o plantel a partir dali, ao invés de trabalhar com cruzamentos absorventes. E seria. Porém, o que Giselle vislumbrou e conseguiu foi, sem se desfazer do rebanho herdado de seu pai, investir nos cruzamentos com Touros PO e na inseminação artificial, o que resultou, hoje, no diferenciado plantel GIS. “Eu preferi não abrir mão do rebanho que herdei do meu pai e valorizar o início do trabalho dele com as vacas leiteiras fenotipicamente melhoradas”. Giselle explica que essas vacas eram registradas no LA, ou seja, no Livro Aberto. “O que eu fiz foi trabalhar na inseminação artificial com essas vacas, que pariram as LA de 2ª geração , as quais novamente inseminadas chegaram no que tenho hoje”, detalha. O cruzamento absorvente no qual Giselle trabalhou gerou o rebanho GIS, com genética de ponta, PO e, claro, com o gene de habilidade materna potencializado. Vale lembrar que, atualmente, as doadoras do plantel GIS tem parceiros, em virtude da alta qualidade destes produtos.

ENZO FIV Viúvo GIS 1 Tonelada de Beleza / Raça e Mansidão REVISTA MERCADO RURAL

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Lote de novilhas PO todas já inseminadas e prenhes

Reconhecimento Hoje, após 38 anos desde o primeiro cruzamento de uma vaca Gir com um tourinho mocho, a realidade é outra. “Com a evolução do rebanho de bases leiteiras, seleção, recuperação de pastagens, manejo com o gado como um todo e critérios que adotei com o passar dos anos, o melhoramento genético foi aparecendo e veio o reconhecimento”, explica Giselle. De acordo com a médica veterinária, hoje na Fazenda Machado “o objetivo é produzir touros PO e a comercialização desses é a principal fonte de renda da fazenda. “Invisto sempre na compra de sêmen dos melhores reprodutores da raça e touros de repasse. Além disso, hoje participo também do Programa de Melhoramento Genético do Gado Zebu (PMGZ), buscando sempre melhorar os índices de avaliação genética do meu rabanho”. Outra prova da evolução do Rebanho GIS foi a visita técnica da Associação dos Criadores de Tabapuã (ABCT) e o convite para vender no Leilão “Peso Pesado” da raça Tabapuã durante a Expozebu 2019, em Uberaba. “Entrei com apenas um lote, uma doadora, que foi muito valorizado, sendo destaque e sei que dei um grande passo”, comemora. “Hoje tenho inúmeros clientes tanto de gado leiteiro como criadores de gado “anelorado” que optaram pela raça Tabapuã, pois os produtos oriundos deste cruzamento apresentam heterose alta, que é a variação genética dos indivíduos, resultando em animais com alto ganho de peso”, explica. Sobre a raça Caráter mocho, docilidade, habilidade materna e elevado ganho de peso são alguns dos pontos que Giselle destaca na raça. Alguns,

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Doadora recém adquirida em Uberaba , fortalecendo Plantel GIS

porque o Tabapuã é dotado de várias características desejáveis O Tabapuã é uma raça zebuína brasileira fruto de cruzamentos entre o gado mocho nacional e animais de origem indiana como o Nelore e o Guzerá. Foi na década de 40, no município de Tabapuã, em São Paulo, que a raça assumiu as características que perduram até hoje. O nome da raça se deve a localização da Fazenda Água Milagrosa, em Tabapuã, como citou Giselle. Em 1970, o Ministério da Agricultura recomendou que o Tabapuã fosse incluído entre as raças zebuínas, ainda como “tipo”. A Associação Brasileira de Criadores de Zebu - ABCZ, então, foi encarregada de realizar o registro genealógico da espécie. Em dez anos, o Tabapuã precisaria mostrar através de análises e provas as características que o diferenciavam de outros zebuínos. Entre 1970 e 1980, o Tabapuã ganhou 80% das pesagens de que participou e em 1981 foi definitivamente reconhecido como raça. Por ter surgido a partir de um planejamento específico, o Tabapuã é considerado a maior conquista da zootecnia brasileira dos últimos cem anos. Os animais da raça tabapuãs são de interesse de muitos criadores, fato comprovado pela crescente procura de touros da raça. Características principais As matrizes apresentam alto índice de fertilidade e a habilidade materna da raça

garante bom desenvolvimento para os bezerros. Entre os 14 e 16 meses, as fêmeas atingem em média 25% de fertilidade. Entre os 16 e 18 meses, 50% e entre 18 e 20 meses, mais de 60%. As matrizes Tabapuã também apresentam boa produção de leite. Essa característica faz com que os bezerros da raça tenham desempenho superior a outros zebuínos da mesma idade. Aos 120 dias, por exemplo, eles chegam a 118 Kg em média e na desmama já estão com 200 Kg. A idade do primeiro parto e o intervalo entre os partos seguintes são a base do índice de natalidade. Bons resultados nesse campo significam maior lucro para o produtor. Nesse quesito, o Tabapuã comprova seu valor todos os anos nas feiras e exposições de que participa. A docilidade, fato que encanta Giselle, é uma das características mais prezadas pelos criadores. Sem chifres, a raça é mansa e por isso não se estressa ou perde peso durante vacinações, pesagens e transporte. O Tabapuã também não se envolve em brigas e lida melhor com alimentação no cocho. Características que se unem à rusticidade e resistência da raça e formam o gado ideal, que dá menos trabalho e mais resultado para o pecuarista. A taxa de inbreeding, cruzamento consanguíneo, elevada dá ao Tabapuã a habilidade de extinguir defeitos e perpetuar qualidades. Por isso, sua utilização em cruzamentos com outras raças tem crescido vertiginosamente. Seja em gado de leite ou de corte, as melhorias que o Tabapuã pode trazer ao rebanho são de interesse de muitos criadores, de acordo com a ACGZ. Por todos estes motivos é que Giselle acredita na raça. “Tenho imenso amor pela raça Tabapuã. Essa é a raça promissora que precisamos ter nos nossos trópicos”, conclui. Alguém duvida? LÉO MACACÃO GIS A mansidão é uma das características mais marcantes na raça


27ª Exposição Nacional das Raças Simental e Simbrasil

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principal evento do ano dos criadores de Simental, realizado de 10 a 14 de abril, em Itapetininga - SP foi um verdadeiro sucesso de participação e um show em pista com animais de alta qualidade. Com três julgamentos que ocorreram simultaneamente, foram conhecidos os grandes campeões do ano no  Simental, Gado Simlandês e Avaliação Global da raça. Cada prova contou com animais diferentes em sua avaliação. “Foi uma apresentação excelente que já motiva os criadores a participar dos demais eventos do ano”, reconheceu o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Simental e Simbrasil, Alan Fraga. No  Simental, a grande campeã adulta foi Onória da Sesmaria e a reservada grande campeã, Ripina da 3AB, ambas de Rogério Sawaia. Entre as fêmeas jovens, a grande campeã foi Valquíria PPA, de Paulo Procopiak e a reservada grande campeã Viola PPA, do mesmo criador. Nos machos, o grande campeão foi Zorro da PPA, de Procopiak e o reservado Volgan da Schwamfer, de Ubiratã Ferreira. O pecuarista Rogerio Sawaia recebeu o troféu de melhor expositor e Ubiratã Ferreira o melhor criador Simental. As avaliações ficaram a cargo do jurado José Carlos de Souza Passoni.   No gado Simlandês, que organizou sua primeira nacional, a grande campeã

foi Romênia 2377 da Agrobem, de Roberto Montenegro Neto e sua reservada grande campeã foi Seresteira da Fazenda JR, de Rogerio Sawaia. “Tivemos excelentes animais e percebemos que o Simlandês desperta muito interesse, principalmente, das bacias leiteiras de São Paulo, Minas Gerais e Paraná”, avalia Fraga. As avaliações foram conduzidas por Flávio Krebs Ramos, que também recebeu homenagens pelos serviços prestados à raça Simental.   Julgamento interativo Neste ano, a Nacional também teve uma inovação com a primeira avaliação global da raça Simental, um julgamento interativo com jurado oficial, além de criadores e interessados. A participação foi um sucesso, pois contou com a inscrição de mais de 40 criadores e interessados que passaram o dia observando e discutindo características da raça. Na avaliação de Fraga, essa é uma proposta inovadora de julgamento que a raça Simental está construindo e que acredita que deve perdurar nas pistas. “Há necessidade de inovarmos nas pistas também, mas sem esquecer as linhas técnicas que priorizamos”, comentou o presidente sobre o modelo que vem sendo aprimorado. 

Neste modelo, sagrou-se grande campeã a fêmea Natureza do Mamado de Mário Coelho Aguiar Neto; sua reservada foi Laica do Neto de Francisco Araújo Mendonça. O grande campeão foi Thor da Rodomeu de Carlos Gomes de Oliveira e seu reservado Timbre do Mamado , também de Mário Coelho Aguiar Neto. Mais informações no site da associação.


Presidentes do Brasil e dos EUA se encontram e tratam do apoio americano à entrada do Brasil na OCDE

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dia 19 de março de 2018 foi um dia de grande importância. Em cerimônia no jardim da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump recebeu o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. O encontro retoma uma antiga tradição de parceria e, ao mesmo tempo, abre um capítulo inédito da relação do Brasil com os Estados Unidos. O apoio americano à entrada do Brasil na OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – foi um dos assuntos tratados pelos chefes de estados. Sobre o pedido de Bolsonaro por apoio à entrada do Brasil na OCDE, Trump disse que vai apoiar e pedir algumas coisas, mas que é importante um relacionamento mais justo. FOTO: Jovempan

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou a jornalistas nos EUA um dia antes do encontro que o representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, prometeu dar apoio ao pleito brasileiro na OCDE caso o Brasil abra mão de pertencer à lista de países com tratamento diferenciado, como acontece com os países em desenvolvimento, na Organização Mundial do Comércio. No entanto, nos discursos e nas entrevistas na Casa Branca, os presidentes não abordaram especificamente os termos dessa negociação. Para Bolsonaro, “o apoio americano ao ingresso do Brasil na OCDE será entendido com um gesto de reconhecimento que marcará ainda mais a união que buscamos". A entrada do Brasil na OCDE atrairia investimentos ao país de acordo com al-

guns defensores, uma vez que a inserção do país no grupo funcionaria como uma espécie de selo de qualidade. Por outro lado, críticos dessa estratégia afirmam que o país ganharia muito pouco com a entrada na OCDE caso abra mão de muita coisa na OMC, sem deixar de ser efetivamente um país em desenvolvimento. Atualmente a OCDE tem 36 países-membros. Além do Brasil, cinco países aguardam uma decisão sobre pedidos de adesão: Argentina, Peru, Croácia, Bulgária e Romênia. O Brasil foi o último a solicitar o ingresso. Além deste assunto, uma eventual invasão militar da Venezuela, o avanço do socialismo no continente americano, o acordo bilateral em torno da base de Alcântara e do comércio com a China, também foram assuntos discutidos por Trump e Bolsonaro.


Tecnologia da agricultura de Israel inspira Governo Brasileiro

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o início do governo foi criado um grupo de trabalho para discutir propostas para desenvolver a produção no semiárido. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, já se reuniu com o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, e com o embaixador de Israel no país, Yossi Shelley, e discutiram propostas que permitam o uso racional da água e tecnologias que aumentem a produção agropecuária no semiárido. Israel superou adversidades geológicas, climáticas e geopolíticas e se tornou referência em agricultura e pecuária. Hoje o país produz frutas e peixes para consumo interno e exportação, apresenta ordenha média anual de 12.376 litros de leite por vaca, dessaliniza águas, otimiza recursos hídricos por meio de sistemas de reuso e irrigação e vende produtos e tecnologias para o mundo. Isolado de parte do mundo por questões geopo-

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líticas, Israel percebeu que, ao depender de importações não poderia garantir a segurança alimentar da população. Então criou as bases para a construção de uma agropecuária nacional, apesar de não apresentar perfil para o agronegócio. Afinal, até bem pouco tempo atrás era inimaginável um proprietário rural prosperar em local onde as terras, além de reduzidas são áridas, e a água é escassa. A tecnologia como forma de superar as carências de terra e água, e gerar o desenvolvimento de uma agropecuária nativa, reduzindo – ou eliminando – as dependências externas, foi o caminho encontrado. A ideia é agregar conhecimento, pesquisas e tecnologias produzidas no Brasil e em Israel por meio de um grupo de trabalho que será criado para buscar as melhores soluções aos produtores. “Nós já temos muitas coisas aqui relacionadas à irrigação. Mas é interessante conhecer

o que estão fazendo. Vimos em um vídeo, na CNA, do Centro de Tecnologia da Irrigação e havia um brasileiro e do Mato Grosso, nascido em Cuiabá. Estamos estreitando relações com todo mundo que queira trazer tecnologia para o Brasil e essa é importante”, destacou a ministra. Além disso, a ministra falou sobre a necessidade de levar mais tecnologia, água e infraestrutura para o Nordeste brasileiro e ressaltou que é preciso buscar as políticas necessárias para a região. João Martins lembrou que a CNA tem um projeto com o Ministério da Agricultura para o desenvolvimento do Nordeste. “O desenvolvimento passa, principalmente, por melhorar o abastecimento de água e por levar tecnologia ao pequeno produtor. E o embaixador de Israel colocou à nossa disposição a mais recente tecnologia para proporcionar água a quem não tem água nem para beber”.


Engenheira agrônoma se destaca na produção de soja participava das provas de laço comprido. Minha avó dizia que isso não era coisa para menina, mas meus pais sempre me incentivaram. Eles sempre nos levaram para ajudar nos afazeres do sítio, como costurar sacos de feijão e tocar o trator, o caminhão”, conta.

Participação feminina

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sojicultora de Capão Bonito, São Paulo, Elizana Baldissera Paranhos, de 39 anos é um exemplo das mulheres que assumem o comando de propriedades rurais no Brasil. Elizana é da segunda geração de sua família que trabalha no ramo do agronegócio, e hoje realiza diversas palestras para falar de suas realizações. Agrônoma por formação e com mestrado na Universidade de Tecnologia e Agricultura de Tóquio, no Japão, foi consagrada campeã do Desafio de Máxima Produtividade de Soja do Comitê Estratégico Soja Brasil – CESB, da Região Sudeste na safra de 2014/2015. Na época, ela conseguiu colher em sua propriedade mais de 122 sacas de soja por hectare, sendo que a média nacional na mesma safra não passou de 61 sacas por hectare. Esse marco na vida de Elizana fez com que ela se tornasse membro efetiva do CESB. Elizana conta que sempre viveu no campo e que na hora de trabalhar, nunca houve diferenciação entre ela e seu irmão, por ela ser mulher. “Eu aprendi a laçar e

A produtora revela que vê o número de mulheres na agricultura crescendo ao longo dos anos. A inserção de novas tecnologias nos trabalhos dos agricultores e agricultoras é considerada por Elizana como um dos fatores que pode estar colaborando para isso. “Antigamente a agricultura era muito braçal, exigia força física. Atualmente, o desenvolvimento tecnológico trouxe ao produtor máquinas modernas, sensores e monitores que transmitem em tempo real o que está acontecendo no campo. Tocar uma propriedade significa saber muito além do que práticas agronômicas, é preciso entender sobre gestão, recursos humanos e financeiros. Mulheres são detalhistas e podem fazer diferença no processo produtivo de uma fazenda”, conclui. A 7ª edição da Pesquisa Hábitos do Produtor Rural da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) revela que as mulheres, assim como Elizana, estão garantindo o seu espaço dentro da agricultura. O estudo mostra que a presença da mulher em funções de decisão nos empreendimentos rurais aumentou de 10% para 31% entre 2013 e 2017, ano de referência do estudo. A pesquisa conclui, também, que as mulheres utilizam mais a tecnologia para garantir uma produção mais efetiva e com resultados mais positivos, já que 83% das produtoras rurais possuem smartphone, contra 69% dos homens.


meio ambiente

Foto: Reprodução ANA

Saiba mais sobre segurança de barragens A

Política Nacional de Segurança de Barragens é estabelecida pela Lei nº 12.334/2010 e é a condição que visa manter a sua integridade estrutural e operacional da barragem, além da preservação da vida, da saúde, da propriedade e do meio ambiente. Segundo a própria lei, a segurança da barragem é responsabilidade do empreendedor. Já a responsabilidade pela fiscalização da segurança das barragens é dividida entre quatro grupos, de acordo com a finalidade da barragem. A ANELL - Agência Nacional de Energia Elétrica – é responsável pelas barragens para geração de energia. Já o Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM fica por conta das barragens para contenção de rejeitos minerais. As barragens para contenção de rejeitos industriais são de responsa-

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bilidade do IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ou órgãos ambientais estaduais, a depender da emissão da Licença Ambiental. Por fim, as barragens de usos múltiplos são fiscalizadas pela ANA - Agência Nacional de Águas ou de órgãos gestores estaduais de recursos hídricos. No caso específico do acidente de Mariana/MG, como exemplo de competências, onde, em 05 de novembro de 2015, a Barragem de Fundão rompeu-se, ocasionando uma grande catástrofe ambiental do Brasil, a fiscalização da segurança da barragem caberia ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), por se tratar de barragem de rejeitos. De acordo com informações do Ibama, a fiscalização da segurança, por sua vez, não exclui as ações de outros órgãos, como a fis-

calização relativa ao licenciamento ambiental, outorgas etc. Os empreendimentos que possuem barragens, sejam de água, sejam para retenção de resíduos/rejeitos, além do Relatório Anual de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais - RAPP, obrigatoriamente devem também preencher o Relatório Anual para Barragens, em específico as pessoas físicas e/ou jurídicas que exercerem atividade sujeita à Taxa de Controle de Fiscalização Ambiental (TCFA) e que possuam barragens. O Ibama informa que no relatório devem ser fornecidas informações tais como volume do barramento, tipo do produto/resíduo poluente nela armazenado, existência de Plano de Ação de Emergência no âmbito do seu respectivo licenciamento ambiental, bem como se houve algum tipo de monitoramento de sua segurança naquele período.


Fotos: Portal São Francisco

Casuar

Imponente e violento

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casuar é uma ave de aproximadamente 1,5 m de altura e 60 quilos. É considerada a ave mais pesada da Austrália e a segunda mais pesada do mundo, depois de sua prima, a avestruz. De temperamento forte e descontrolado, fica zangada com facilidade e tem acessos de raiva à menor contrariedade. Ataca com seu bico afiado e com as garras, que, nos dedos do lado de dentro, chegam a 20 cm de comprimento. Há relatos, inclusive recentes, de ataques a humanos ocasionando a morte da vítima. O casuar é a única ave capaz de matar um homem sem dificuldade: sua patada pode decepar um membro. Tudo no casuar contribui para sua adaptação à vida na selva. O Casuar tem na testa uma crista óssea protuberante, de aspecto estranho e aparentemente sem utilidade. A cabeça e o pescoço são azuis, com barbelas, que são dobras de gordura, vermelhas no pescoço. Esconde-se de dia em arbustos cerrados e, em geral, sai à noite. É capaz de atravessar com rapidez moitas muito densas, rompendo os galhos com as asas, que tem penas muito resistentes. Chega a saltar quase 1 metro e é bom nadador.

Agressividade Um levantamento realizado na década de 1990, na Austrália, onde o pássaro pode ser encontrado, revelou que ao menos 150 pessoas foram atacadas. Apesar de representar um grande risco para humanos desavisados que tentam alimentá-lo, de nome científico Casuarius casuarius, se alimenta prioritariamente de frutos. Isso, aliás, faz bem ao ecossistema como um todo, já que suas fezes, muitas vezes, se transformam em árvores. Se por ventura um dia, você se deparar com um casuar, não dê-lhe as costas. O melhor é dar espaço para ele vagarosamente, correr pode ser um convite para ser atacado. Outras características O tempo de vida do casuar em cativeiro já ultrapassou 60 anos. Ao nascer, os

filhotes estão cobertos por uma penugem bege, riscada de marrom. O pai e a mãe cuidam deles. A diferença entre as três espécies de casuar existentes está basicamente na cor da barbela. Possui ótima visão, melhor até que a dos seres humanos, em compensação à má audição. Apresentam pele nua de cor azul, na cabeça e no pescoço, no qual exibem duas carúnculas de cor vermelha, que varia em grossura e tamanho de exemplar para exemplar; esta é uma das características que o distingue do casuar-de-haste-única. A região da base do pescoço pode apresentar cor avermelhada também. O resto do corpo está coberto por plumas negras bífidas e as asas são muito rudimentares, com as rêmiges transformadas em espinhos córneos. As penas destas podem ser vistas, pois são mais claras e mais compridas do que as demais do corpo com aparência de pelos. As pernas são escamadas e fortes. Reprodução A época de nidificação tende a coincidir com a estação seca. O macho delimita um território de 1 a 5 km² e durante a parada nupcial, o macho circula em torno da fêmea enquanto incha a garganta e emite vocalizações. O ninho é construído pelo macho e consiste numa pequena depressão no terreno revestida por caules de gramíneas e folhas.A postura é de três a seis ovos de cor verde brilhante, cabendo apenas ao macho a tarefa de os incubar durante cerca de 50 dias.


ECONOMIA

Aumentou número de empresas abertas no Brasil em fevereiro

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ma instituição que trabalha com inteligência de mercado, alimentada por dados públicos de empresas, divulgou recentemente pesquisa que traz uma boa notícia para a economia brasileira: 258 mil novas empresas em fevereiro de 2019. Os números revelam o otimismo do brasileiro com a economia e também que a aposta no empreendedo rismo é um fato. “ Verif icamos que em fevereiro, a tendência de abertura de novas empresas continua, foram mais de 258 mil negócios formalizados”, diz o empresário, Otávio Amaral. O estado de São Paulo segue em primeiro lugar no ranking, com mais 77 mil novos negócios, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os setores que encabeçam as novas

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empresas são os de cabeleireiros, comércio de roupas, promoção de vendas e construção em alvenaria. “É natural que São Paulo te nha um número bastante expressivo pela sua população e que as mudanças culturais em relação à empresas, empregos e relação de trabalho, par tam daquele estado”, diz Amaral. Ainda para o empresário “os setores que mais crescem são aqueles em que o empreende dor sente que tem mais intimidade com a atividade, e todos temos um contato maior com beleza, roupas, construção e comida, ramos que tendem a crescer em momentos de crise ou crescimento econômico”. Minas Gerais registrou em fevereiro a abertura de 29.120 novos empreendimentos contra 24.663 verificados no Rio de Janeiro.

Mais novas empresas No Paraná, o que mais abriu foram os negócios voltados à construção em alvenaria, no Distrito Federal foi a promoção em vendas, no Rio Grande do Sul foi o comércio de roupas que se destacou, o mesmo ocorrendo no estado do Ceará, de acordo com a pesquisa. Na região Norte do país, os números são menores, Acre, Roraima e Amapá foram os estados em que menos negócios foram abertos. No Acre cresceu o número de empresas que trabalham com transportes aquaviários, em Roraima o comércio de roupas, e no Amapá foram as lanchonetes e restaurantes. “Cada região tem sua peculiaridade, seus costumes e necessidades, por isso alguma coisa foge de um padrão de mercado, mas em um país do tamanho do Brasil, é o esperado”, destaca Amaral.


Animais em cativeiro são estressados ou não? H

á aproximadamente um ano, José Maurício Barbanti Duarte, médico veterinário, especialista em Primatologia e mestre em Genética e Melhoramento Animal, realizou um teste que pudesse esclarecer sobre a seguinte questão: os animais em cativeiro estão estressados ou tristes? Após 30 anos de trabalho com animais silvestres e de origem silvestre em cativeiro, em especial com um grupo de animais muito sensíveis aos estímulos estressores, os cervídeos que são os veados e cervos, José Maurício tem mudado a forma de encarar o desafio de manter o bem-estar de nossas espécies em cativeiro. “Ao mesmo tempo, tenho avaliado a forma como as pessoas, inclusive profissionais de biologia e veterinária, entendem a maneira dos animais pensarem e agirem e a interferência do cativeiro na vida deles. Sabemos que a liberdade é uma das necessidades fundamentais do ser humano e este dogma é simplesmente transferido aos animais.” De acordo com Barbanti, um animal jamais ansiaria estar nas planícies do Pantanal sem nunca ter estado lá. “Isso não acontecerá e o animal geralmente tem uma capacidade bem menor de entender o mundo que o cerca, avaliando sempre o que está ao seu alcance e visão. O mundo deles é bem mais simples e basal que o nosso e interpretar a mente dos animas como se fosse a nossa mente é um erro e que geralmente leva problemas aos próprios animais.” Outro exemplo dado pelo profissional é sobre o canto das aves engaioladas. “Uma ave canta geralmente por dois motivos, atrair seu par ou defender território e isso o fará em qualquer condição, cativeiro ou vida livre e para o mesmo objetivo. Vejo algumas pessoas dizerem que o pássaro canta de tristeza ou que as aves estão tristes nas gaiolas.”

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O teste Foi realizada uma pesquisa com quatro grupos experimentais, de 20 animais cada: animais de vida livre, animais de zoológico, animais de criadouros comerciais e animais de estimação, mantidos em poleiro ou gaiola isolados. Foram colhidas excretas dos diferentes grupos, de maneira não invasiva, a distância, para não influenciar nos resultados. Foram, então, dosados os metabólitos de cortisol, que mantêm alta correlação com os níveis circulantes deste hormônio. Os resultados mostraram que os animais de vida livre tiveram níveis de cortisol significativamente maiores que todos os grupos do cativeiro, apresentando aproximadamente o dobro dos

níveis encontrados nos animais cativos. Apesar de não ter havido diferença significativa, os animais mantidos como mascotes ou animais de estimação foram os que apresentaram menores níveis de cortisol. “Com isso, não estamos querendo afirmar que os animais de vida livre estejam estressados, pois esta seria a condição normal de um animal que deve lutar diariamente pelo seu alimento, defesa de território e fuga de predadores. Entretanto, certamente não podemos afirmar que os animais de cativeiro estejam estressados e temos que aceitar que as condições encontradas por estes animais são satisfatórias, inclusive condições de aparente pobreza de ambiente como no caso dos poleiros”


bebidas

Bebidas exóticas

Cobras, chá e solidez: algumas novidades que fazem as bebidas cada vez mais exóticas

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ebidas costumam ser apreciadas em diversas regiões por questões culturais, mas algumas chamam a atenção pela forma como são fabricadas e pelas histórias por detrás de sua criação, além claro do sabor que nem sempre é agradável. Para beber ou para comer? Drink sólido é, apesar de bem exótico, uma novidade que já está em diversas casas noturnas aqui do Brasil. Composta por pastilhas de cores diferentes, todas feitas com vodca, só ficam sólidas graça a uma tecnologia muito específica: gastronomia molecular. A vodca é misturada com um pó que faz com que ela se solidifique. Cada pastilha tem um sabor diferente, que pode ser de laranja, damasco e até café.

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Vinho e cobra

Cerveja de chá

Na Ásia é bastante comum encontrar um tipo de vinho branco que tem em seu interior nada mais nada menos do que uma cobra. A bebida, feita a partir do arroz, é muito conhecida e os nativos dizem que possui efeitos terapêuticos para combater a queda de cabelo e até a impotência sexual.

A cerveja de chá verde é o maior sucesso no Japão e foi feita inspirada no estilo ‘Pale ale’. É produzida a partir de ingredientes diferenciados, entre cevada e levedura, que são melhor trabalhadas em altas temperaturas, e pra completar é adicionado o extrato natural de chá verde.


SD Máquinas

Informe Publicitário

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cenário agrícola brasileiro sempre esteve em constante transformação. Contudo, nos últimos tempos, a velocidade das mudanças tem sido bastante acentuada, se comparada a tempos anteriores. As variações cambiais são mais intensas, os prazos menores, os custos maiores, novas tecnologias se tornam obsoletas cada vez mais rápido, a concorrência entre os mercados se tornou mais agressiva e a necessidade de ser mais produtivo e eficiente em custos é quase um mantra entre os agricultores e pecuaristas. Por outro lado, as oportunidades também se mostram mais numerosas e atrativas. A popularização dos processos, técnicas e máquinas agrícolas têm permitido que os menores produtores sejam capazes de extrair mais e melhor de suas terras. Neste contexto, surgem novos fabricantes e prestadores de serviço, cujo foco é apoiar e desenvolver o agronegócio, pensando e atuando localmente, fornecendo insumos e agregando valor à produção agrícola. Nesta janela de negócios, surgem atores como a SD Máquinas, uma empresa de representação comercial que se especializou em venda de máquinas e buscou grandes parceiros nacionais como a Buffalo Motores e a Menegotti para abastecer o mercado agrícola e de construção civil com equipamentos de alta qualidade e acessíveis ao pequeno, médio e grande consumidor. A Buffalo está situada em São José dos Pinhais/PR e é hoje, uma das maiores e mais respeitadas empresas fornecedoras do agronegócio. Possui uma linha de produtos bastante completa e diversificada, que conta com as principais soluções em geradores, motocultivadores, pulverizadores, roçadeiras, motosserras, motobombas, motores estacionários, hidrolavadoras, rabetas, cortadores de grama e muito mais. A Menegotti situa-se em Jaraguá do Sul/SC e é uma das líderes nacionais no segmento de construção civil, onde é tida como uma das marcas mais admiradas pela qualidade de seus produtos e sua enorme tradição. Também possui um importante portfólio que conta com as linhas de misturadores, elevação e movimentação de cargas, ferramentas manuais e muitos outros.

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A SD Máquinas surgiu em meados de 2013. É composta pelos sócios Danilo Cury e João Paulo Sampaio, e figura hoje como um dos mais importantes agentes comerciais do segmento no Estado de Minas Gerais, região onde atua. A principal preocupação da empresa é a garantia do atendimento completo, que segundo seus sócios, se inicia na compreensão total das reais necessidades de quem compra os equipamentos e culmina no

atendimento pós-venda, que tem por objetivo garantir os insumos fundamentais para a continuidade dos trabalhos, como construção de redes difundidas de assistentes técnicos capacitados e o fornecimento ágil e ininterrupto de peças de reposição. A representação atua exclusivamente com fabricantes e importadores que possuam alinhamento pleno com estas questões e permitam a construção de uma forte base de suporte ao cliente. A empresa conta ainda, com uma estrutura própria, com a qual os clientes podem disfrutar da agilidade promovida pela disponibilidade dos principais produtos a “pronta entrega”. Tudo isto em consonância com um trabalho baseado em presença pessoal nos clientes, pois a SD Máquinas acredita que a confiança e a transparência são a base de qualquer relacionamento, incluindo os profissionais. Por esta ótica, não é surpreendente que em pouco tempo a SD Máquinas tenha se tornado uma referência comercial e continue em sua trajetória ascendente. Fica claro portanto, que o mundo do agronegócio atual exige transformações rápidas e mudanças na direção correta. Isto se aplica a todos aqueles que desejam ou atuam neste cenário. Não perceber tais nuances, comportamentos e tendências pode ser a diferença entre protagonizar e apenas figurar neste mercado.


RECEITA

Pão de queijo de ora-pro-nóbis MODO DE PREPARO 1. Prepare o recheio em uma frigideira: refogue metade do Ora-pró-nobis com sal e azeite; 2. Para preparar a massa, bata no liquidificador o restante do Ora-pró-nobis juntamente com o leite e o óleo preaquecidos; 3. Acrescente os ovos, o sal, o fermento, o queijo e bata novamente;

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á ouviu falar do ora-pro-nóbis? Ele é uma PANC, ou seja, uma planta alimentícia não convencional. Seu nome vem do latim “orai por nós”, pois conta uma história que as folhas eram encontradas no quintal de um padre. Com um alto valor nutritivo, o alimento é rico em ferro, vitamina C e proteínas. Muito conhecido em Minas Gerais, o vegetal fica ótimo em outra especialidade mineira: no pão de queijo.

INGREDIENTES • 2 ovos; • 1/2 xícara de chá de óleo; • 2 xícaras de chá de folhas de Ora-pró-nobis picadas; • 1 xícara de chá de leite; • 3 colheres de sopa de azeite de oliva; • 1 colher de sobremesa de sal; • 1 xícara de chá de queijo ralado; • 1 colher de sobremesa de fermento químico; • 3 xícaras de polvilho azedo.

4. Continue batendo e acrescente o polvilho aos poucos, até a massa ficar bem lisa; 5. Preencha o fundo de forminhas de pão de queijo com a massa; 6. Com uma colher, distribua o recheio sobre a primeira camada de massa e distribua o restante da massa sobre o recheio; 7. Asse em forno pré aquecido por aproximadamente 45 minutos.

• Tratamento periodontal • Extração de sisos • Implantes • Estética • Clareamento Dental • Aplicação de Toxina Botulínica

Avenida Augusto de Lima, 479, sala 707/Lourdes - BH


automóveis

F-Maxx

A gigante que vale 500 mil

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sse veículo tão venerado há tempos pelos americanos chegou ao Brasil pra ficar e retrata a nova raça gigante de picapes da Tropical. É o maior veículo no conceito de caminhonetes do Brasil com quase 2 vezes o tamanho de uma F-250. Com capacidade para até nove passageiros, o Ford Cargo F-MAXX com 6 Portas ( possui motor a Diesel e com os opcionais originais de fábrica, compondo os itens como adaptação da cabine do veículo Ford F-250 cabine simples e transformação em Cabine Tripla. A caçamba F-MAXX é em modelo "Americano" com protetor de caçamba e alargadores de paralama. O Santo Anônio é diferenciado e os estribos laterais são em fibra com pisante de alumínio. Além disso, há entrada de ar no capô e as marchas são com transmissão automática Allison no sistema de direção hidráulica. As seis portas possuem travas e vidros elétricos. Outra opção é o interior personalizado com poltronas executivas e revestimento interno térmico acústico.

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No console central há uma geladeira que funciona em conjunto com o ar-condicionado que é Dual Zone. Quanto ao sistema de som, trata-se de um equipamento de alta fidelidade com DVD Player mais quatro telas nos

encostos de cabeça incluindo oito autofalantes com subwoofer, amplificador e um amplificador de vídeo. Mas não para por aqui. O para sol externo tem design em estilo americano assim como os retrovisores externos cromados elétricos. Para aumentar o charme, insufilm completo, grade dianteira e parachoques e maçanetas cromados. Tem mais! As rodas em alumínio forjado de 22, 5 polegadas sustentam pneus 295/80 22, 5. A lona marítima é outro diferencial juntamente com o engate para reboque de barco completo. Diante disso, o teto solar Webasto em três unidades, câmera de ré, piloto automático, pintura PPG, farol auxiliar, freio a AR com ABS e ASR até tornam-se meros detalhes. Essenciais, mas detalhes. Diante de tantos atributos nessa gigante, o preço da F-Maxx pode atingir 500 mil reais. Valor agregado.


DICAS DA AGROSID

Leveduras na alimentação dos bovinos aumenta a produção de leite N a nutrição animal, as leveduras, que são probióticos, constituem um produto com alto número de células de Saccharomyces cerevisiae vivas e sem a adição do meio de cultura, que é o meio onde os microrganismos se desenvolvem. Por ser uma excelente fonte de nutrientes, essas leveduras têm sido utilizadas há anos na nutrição animal, fornecendo proteínas, carboidratos e vitaminas do complexo B. As leveduras podem ser utilizadas também como “cultura de levedura”, que é um produto que contém células vivas e mortas de S. cerevisiae, além do meio utilizado para seu desenvolvimento, recebendo nesse caso, o nome de probiótico.

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Resultados científicos recentes sobre a suplementação animal com leveduras ou culturas de leveduras relatam aumento na ingestão de matéria seca, na produção de leite e alterações na composição do leite de vacas leiteiras alimentadas com culturas de leveduras. Em animais confinados os resultados tem mostrado que as leveduras podem controlar a redução de pH ruminal em dietas com alta inclusão de grãos. Entre as diversas ações atribuídas às culturas de leveduras, umas das principais é que as leveduras tem papel importante na remoção do oxigênio do rúmen, o que implicaria no aumento da viabilidade bacteriana, pois apesar de

ser considerado um meio totalmente anaeróbio, o gás produzido no rúmen contém de 0,5 a 1% de oxigênio. Por ser tóxico para as bactérias ruminais, o oxigênio inibe o crescimento bacteriano e a adesão das bactérias celulolíticas à fibra, o que diminui a eficiência do processo digestivo. Assim, quando culturas de Saccharomyces cerevisiae são adicionadas à dieta de ruminantes, o número de bactérias no rúmen é aumentado, provavelmente devido à atividade das leveduras, que protegem as bactérias anaeróbias contra danos causados pelo oxigênio e proporciona uma melhor fermentação ruminal.


Turismo

A cordilheira brasileira Travessia Lapinha x Tabuleiro

do continuidade e ainda recebem os trilheiros. A casa fica a pouco mais de 1 km depois da prainha. A casa da Dona Maria e do Seu Zé é o outro tradicional e oficial ponto de apoio aos trilheiros, e é uma excelente opção para pernoitar. No quintal, que é um terreno imenso, podendo ser perto ou mais afastado da casa. O acesso a água para banho de chuveiro, bem como almoço ou janta estão disponíveis a preços acessíveis, bastando apenas que sejam avisados com antecedência quantas pessoas vão comer, para que eles possam preparar a quantidade certa e não faltar.

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ma das travessias mais famosas do Brasil, a travessia Lapinha x Tabuleiro é realizada dentro do Parque Estadual Serra do Intendente, atravessando da cidade de Lapinha da Serra para a cidade de Conceição do Mato Dentro em Minas Gerais. A blogueira Laura Sette do 7cantosdomundo.com.br relatou sua incrível experiência por estes caminhos e foi baseado em seu relato que criamos o texto que segue. Uma excelente opção para os amantes da natureza, de Minas e, claro, do trekking. A caminhada dura 2 dias e leva o trilheiro até a Cachoeira do Tabuleiro, a queda d’água mais alta do estado de Minas Gerais e a terceira mais alta do Brasil com seus 273 metros de queda. Durante o percurso é possível observar toda a diversidade do ecossistema local com seus campos rupestres, sempre-vivas, e o típico cerrado mineiro com seus rios de água cristalina. É uma cadeia de montanhas que se estende em uma linha Norte-Sul entre Minas Gerais e Bahia, compreendendo, dentre outros trechos, as conhecidas Serra do Cipó e Chapada Diamantina. A Serra do Espinhaço faz por merecer mesclando vegetação de Cerrado e de Mata Atlântica e se destacando por seus belíssimos morros, rochedos, cânions, vales e cachoeiras.

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Foto: Jasper Adventure

O início da travessia A Vila da Lapinha da Serra, localizada no município de Santana do Riacho, cerca de 140 km ao norte de Belo Horizonte é o ponto de partida com um percurso de 35 a 40 quilômetros dependendo da rota escolhida. O passeio pode durar 2 ou 3 dias inteiros, dependendo do preparo físico e como se quer aproveitar o caminho até a Vila do Tabuleiro, localizada no município de Conceição do Mato Dentro, cerca de 170 km da capital mineira. O clima deve ser observado e vale ressaltar que no verão, se houver muita chuva, o parque fecha a parte superior da cachoeira do Tabuleiro devido ao risco de tromba d’água. De outubro a abril as chuvas são mais frequentes e as temperaturas oscilam de 22 a 28ºC. O período seco fica compreendido entre junho a agosto com temperaturas de 10 a 15ºC. Pernoites A prainha é uma ótima opção para acampar, pois tem uma área plana e fácil acesso a água A outra tradicional opção para o primeiro pernoite é a casa da Dona Ana Benta, um ponto de apoio oficial da travessia, para acampar no terreno. Infelizmente, essa senhorinha já faleceu, porem seu filho e seu sobrinho estão dan-

Rota Tradicional x Alternativa Existe mais de uma opção de rota para esta travessia. A diferença básica é: na rota tradicional, contorna-se os picos do Breu e da Lapinha – o que significa menos subidas, tornando esta opção mais fácil. Em uma opção de rota alternativa sobe-se até os 1.686 metros do Pico da Lapinha. A diferença entre as rotas está apenas no início da travessia, saindo da Vila da Lapinha. Na segunda metade do primeiro dia e no resto do tempo, o caminho é o mesmo. Travessia Guiada x Independente É possível realizar a travessia sem um guia, porém as trilhas são confusas, nem sempre claras, e é fácil de se perder – até mesmo para pessoas experientes. Se não tiver um guia, o ideal então é ter alguém no grupo que conheça bem a região, para ao menos reconhecer as direções e os locais corretos. Várias empresas e guias estão disponíveis para essa incrível experiência, oferecendo o transporte a partir de Belo Horizonte ou Aeroporto de Confins, além de serviços de emergência e primeiros socorros, mula cargueira, alimentação e retorno, em diversos modelos e roteiros, desde os mais despojados até os mais confortáveis.


sEÇÃO pET

Pombos-correio A mensagem que voa

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om a facilidade de enviarmos mensagens instantaneamente nos dias atuais, mencionar os pombos correios pode parecer estranho. Mas se tem algo fascinante é a capacidade destas aves que, durante séculos, viajaram longas distâncias para transportar mensagens. Com um excelente senso de direção e um corpo mais forte os pombos-correios se diferem dos demais e podem viajar até mil quilômetros em um único dia a uma velocidade de 90 quilômetros por hora. Há registros de que estes pombos eram utilizados como correio em 2.800 antes de Cristo. Estes animais tiveram importância vital durante os períodos de guerras na idade média no transporte de mensagens importantes.

Seleção e cuidados Adquira pássaros da melhor qualidade que puder, mesmo que tenha que comprar um pequeno de qualidade superior. Compre os pombos sempre aos pares, a não ser que se trate de uma raça específica que dispensa essa precaução. Os pombos de corrida devem ter ótima performance, que pode ser avaliada pela análise do desempenho do animal ou deduzida a partir de sua árvore genealógica, ou seja, o pedigree. Para pombos de exposições, procure animais bonitos e que atendam a alguns requisitos. Em competições, juízes escolhem os pombos vencedores com base em certos atributos físicos. Além do valor do pombo em si, que custa a partir de 150 reais, é preciso desembolsar também o valor do frete, que dependendo do lugar de origem e uma vez que envolve animais vivos, pode ser bem alto. O viveiro de pombos é conhecido como pombal, e pode ter inúmeros tamanhos e disposições. Cada par de pombos requer de 20 a 30cm³ de espaço. O pombal deve proteger as aves de predadores, ter um espaço interno e externo bem protegidos, ótima ventilação

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e espaço adicional para acomodar comida e equipamentos, que não podem ser armazenados ao ar livre. Em caso de cruzamento dos pombos, deve ser providenciado um espaço separado para os casais e para as ninhadas. Os pombos precisam ter acesso a água limpa todos os dias e a comida, depois de servida, deve ser consumida em até 20 minutos, caso contrario a comida precisa ser descartada e o vasilhame limpo. O Grit é outra necessidade dos pombos. Trata-se de uma fonte de vitaminas e minerais que auxilia na digestão dos alimentos. Pombos para procriação carecem de mais proteínas, enquanto os de corrida carecem de mais energia, ou seja, de mais gorduras e carboidratos.

Treinamento O programa de treinamento deve ser iniciado às seis semanas de idade. É nessa época que o pombo pode começar a aprender como funciona o alçapão. Trata-se de uma porta que permite à ave entrar no pombal a qualquer momento, mas que só lhe permite sair dele quando o dono assim desejar. Deve ser elaborado um programa diário e bem específico de treinamento. O adestramento exigirá dedicação. Portanto, sabendo antecipadamente o que deve instruir ao pássaro a cada dia, o mesmo será treinado com mais eficiência. Deve haver pelo menos uma sessão de treinamento por dia, e a distância

percorrida ou o método devem mudar semanalmente. No início, podem ser soltos a 1,6 km do viveiro, o que deve ser repetido várias vezes na semana. Para levá-los ao local da soltura deve ser utilizada uma gaiola. Lembrando que os pombos precisam de algum incentivo para regressar ao pombal. Comida boa, instalações confortáveis e tratamento digno é o que os faz querer voltar para casa. A distância deve ser aumentada em 8 km a cada semana, sempre em diferentes direções. A dificuldade de treinamento não pode ser aumentada rápido demais.

Curisosidades Os pombos não transportavam exclusivamente mensagens, eles também foram utilizados para entregar pequenos objetos que estavam em outro lugar e que precisavam chegar com urgência, com por exemplo tubos de sangue de hospitais ou laboratórios. Alguns exércitos modernos continuam mantendo o treinamento de pombos-correio, a fim de manterem um plano de contingência no caso de surgir algum conflito que faça os sistemas modernos de comunicação entrarem em colapso. Alguns pombos simplesmente se cansam no trajeto para casa e precisam de algum tempo para descansar. O mais normal é que eles encontrem o caminho de volta em um dia, mas há pássaros que aparecem depois de vários dias.


sEÇÃO pET

Pombos ornamentais Aves belas e elegantes

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pombo, que pode ser até mesmo considerado uma praga urbana por causar infestação em ambientes, apresenta-se em raças diferentes, destinados para a criação em cativeiro e que pode, inclusive, gerar renda para o criador. Os columbófilos, ou seja, criadores de pombos estão sempre em busca de variações nas tonalidades e combinações de cores, tendo como objetivo final a ornamentação. Os pombos tratados em gaiolas ou viveiros são desenvolvidos para participar de concursos, exposições e diversos outros eventos. Há centenas de pombos ornamentais no Brasil, porém, todos são de raças oriundas de outros países, principalmente dos continentes europeu e asiático e de regiões andinas. King, rabo de leque, peruca, cacheado, papo-de-vento holandês, papo-de-vento inglês, gravatinha e andorinha são as raças mais apreciadas por aqui. O manejo de pombos tem como maior exigência proteger as aves da umidade e assegurar a higiene do ambiente. “A alimentação é à base de ração e o criador não precisa de muito espaço para se dedicar à atividade. Monogâmicos e muito companheiros, os casais dividem tarefas como a construção dos ninhos, a choca dos ovos e a criação dos filhos”, define Valmir Guedes Vieira, criador de 34 raças de pombos ornamentais no estado de São Paulo.

Rabo de leque

Andorinha

É uma das mais populares raças de pombo ornamental. De origem indiana, mais precisamente do Paquistão, apresenta cauda em forma de leque, que tem entre 30 e 40 penas. Diferente dos demais pombos que tem de 12 a 14.

Apresentam diversas cores e padrões, entre eles as cores, canela, vermelho, preto e o tradicional cinza azulado. São conhecidos por seus pés serem cobertos por uma capa de penas.

Jacobino Capuchinho, peruca ou cabeleira. Esta raça reúne beleza, elegância e raridade em um só pombo. Porém, disfuncionalidade acompanha seus passos, pois, a plumagem que o faz belo, também o impede de voar. Apesar de parecerem delicados, esses pombos são muito resistentes, comem pouco, reproduzem-se facilmente e são bons pais.


seção exótica

Zebra

Listradas e velozes em grupos, os leões se perdem onde começa e onde termina um indivíduo. Além disso, estudos mostraram que suas listras repelem alguns parasitas.

Tipos de zebra

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m equídeo nativo da África, a zebra é um mamífero herbívoro, alimenta-se de plantas. Possuem um comportamento pacato, porém, podem atacar quando estão em situação de risco. Da ordem Perissodactyla, ou seja, aqueles que possuem nas patas dedos em número ímpar. Mais especificamente, são membros da família de equídeos, que é a mesma dos cavalos e burros. As zebras vivem em manadas compostas por machos, fêmeas e filhotes. Diferentes dos outros membros da família não são domesticadas, são velozes e têm coices poderosos, ferramentas para escaparem dos predadores. Os leões são os principais predadores das zebras em seu habitat: as savanas africanas. Dezenas de milhares destes animais andam em torno de 500 quilômetros entre as estações secas e chuvosas, buscando o lugar onde tem maior oferta de comida. Um fato curioso sobre as zebras é que, quando vão ficando velhas, as listras das zebras vão sumindo. Uma zebra saudável pode viver, em média, de 25 a 30 anos. Uma zebra adulta pode pesar até 200

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quilos, medir 2,3 metros de comprimento e até 1,6 metros de altura. A gestação da fêmea dura por volta de 360 dias. Em cada gestação, nasce apenas um filhote, os partos múltiplos são raros. As listras são em tons de preto e branco. Para muitos especialistas, zebras são animais pretos de listras brancas e estas têm padrões diferentes para cada animal, como digitais nos seres humanos, ou como as rosetas em onças. Há uma teoria de que as listras confundem os predadores, uma vez que estes animais andam

A Zebra de Grevy (Equus grevyi) são os maiores equídeos selvagens. Os machos vivem em grandes haréns e só aceitam outros se não disputarem a cópula com as fêmeas. É a mais maleável das espécies em relação a tolerar mudanças no grupo. As fêmeas desta espécie permanecem em grupos com filhotes e tem certa dominância, hierarquia, entre elas. Podem mudar de grupo, dependendo da disponibilidade de comida naquele território. A Zebra das planícies (Equus quagga) também chamadas de zebra comum, divide-se em várias subespécies, sendo os machos maiores que as fêmeas. Fazem parte da grande migração das savanas africanas e se juntam com outras espécies neste processo. A Zebra das montanhas (Equus zebra mountain) divide-se em três subespécies, existem grupos de jovens solteiros, que procuram fêmeas para montar seu harém, ou disputam a liderança com algum alfa.


Evento / Inauguração

Inauguração do CMC - Centro Multiplicador de Capacitação No dia 23 de março de 2019 foi inaugurado o CMC - Centro Multiplicador de Capacitação - em Martinho Campos, Minas Gerais. O CMC apresenta uma infraestrutura jamais vista com o propósito de oferecer aos alunos cursos com aulas teóricas e práticas com altos padrões de tecnologia para capacitar profissionais cada vez mais especializados para o agronegócio brasileiro. Mais de 750 pessoas participaram da inauguração, tais como produtores rurais, presidentes de sindicatos, autoridades, políticos, criadores, agrônomos, veterinários e zootecnistas.

Eli Hebe, Ana Angelica, Isnei Faria, Emanuele Cristina, Ricardo Alves, Ana Paula, Thaís Cristina e Graziele Silva

Carlos Everardo, Ewerton Giovanni, Isnei Faria, Avay Miranda e Hugo Freitas

Muriel Alves, Geraldo César, Cassia Silva e Roberto Junior

José Silva, Geralda Freitas, Isnei Faria, Ana Angelica e Ewerton Giovanni

Vinicius Gonçalves Faria, Ana Angelica, Alice Gonçalves Faria

Hugo Freitas, Ana Angelica e Ewerton Giovanni

Ana Angelica e Wilson Luiz

Delmir e Delmon

Isnei Faria, Ronaldo Granata e Geraldo Magela

Paulo César, Isnei Faria e Ricardo Alves

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Evento/Exposição

27ª Exposição Nacional da Raça Simental

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27ª Nacional de 2019 foi um resgate da paixão da raça Simental e apresentação de belos animais e resultados. Realizada de 10 a 14 de abril, em Itapetininga-SP, o evento reuniu antigos e novos criadores para julgamento, palestras, leilão e muito network entre pecuaristas que trabalham com a raça pura, além de produtores de corte e leite. “Foi uma apresentação excelente que já motiva os criadores a participar dos demais

eventos do ano”, reconheceu o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Simental e Simbrasil, Alan Fraga. Um diferencial que movimentou ainda mais o público, neste ano, foi a avaliação global da raça Simental com julgamento interativo com jurado oficial além de 40 criadores e interessados que, a cada categoria, recebiam uma ficha com os dados e faziam sua própria classificação. Foi uma nova proposta de julgamento de animais que deve conquistar as raças puras.

Adib Neto, Marcelo Lobo e Francisco Mendonça

Francisco Mendonça, Antonio Carlos e Mario Aguiar

Adib Neto, Alan Fraga, Ubiratan Ferreira e Paulo Tonin

Caio, Mário, Deise e Ana Maria Aguiar

Paulo Tonin e Flávio Krebs

Mário Aguiar e Rogerio Sawaia

Alan Fraga, Paulo Tonin, Flávio Krebs, Nara Ramos, Helena Tonin e Adib Neto

Irlan, Marisa, Irlan Vitor e Phelipe Bacelar

Ronaldo Carvalho Silva, Alan Fraga e Karem Matielli

Alan Fraga

REVISTA MERCADO RURAL

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GIRO RURAL Gerenciamento de irrigação

Concorrentes no agronegócio brasileiro

Foto Arquivo MDA

Produtores russos visitaram recentemente uma fazenda em Uberlândia – MG. Organizado pela Valmont, o encontro teve o objetivo de promover a troca de conhecimentos para aperfeiçoamento dos sistemas de irrigação russos. O grupo visitou uma fazenda do grupo Algar Farming, com produtos da empresa: oito pivôs desde 2014-2015, do total de 13 e que conta com o gerenciamento de irrigação desde 2018. O objetivo da visita foi o de adquirir informações sobre o manejo dos

sistemas de irrigação, na intenção de aplicar esse conhecimento em propriedades russas, reproduzindo os resultados conquistados no Brasil por meio da irrigação e propagando os benefícios da atividade. Entre os focos da visita à fazenda, estavam o trabalho de consultoria em gestão de irrigação como uma ferramenta para o aumento da produtividade e para a economia de recursos como água e energia.

Propostas do produtor rural para o PAP A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) iniciou os encontros regionais com federações, sindicatos, entidades setoriais e produtores para levantar propostas para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2019/2020. As propostas serão consolidadas em um documento que será entregue ao Governo Federal como contribuição para elaborar o Plano Safra 2019/2020. Em uma ação complementar aos workshops, a CNA realiza uma pesquisa com produtores para identificar as prioridades para o crédito rural no próximo Plano Safra. A pesquisa tem como foco

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coletar propostas para reduzir a burocracia, identificar a necessidade de fomento de instrumentos de mitigação de risco na atividade agropecuária e entraves para a contratação de crédito, entre outros temas. No dia 2 de abril, a Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA se reúne, em Brasília, para fechar as propostas que serão apresentadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou em discurso realizado em 11 de março no município de Não-me-Toque, no Rio Grande do Sul, durante abertura da 20ª edição da Expodireto Cotrijal, que o Brasil tem tudo para continuar incomodando seus principais concorrentes internacionais. Segundo ela, o setor agropecuário se estruturou e "está pronto para vencer todos os desafios, produzir cada vez mais barato e exportar produtos de grande qualidade". "Não tem Estados Unidos, não tem China, não tem Mercosul, porque estamos juntos produzindo. E precisamos produzir cada vez mais barato, com competitividade, produtos de grande qualidade. Nós hoje exportamos para mais de 190 países", afirmou ela. Conforme nota de sua assessoria, Tereza Cristina reafirmou o compromisso do governo Jair Bolsonaro de participar de todas as ações a favor do agronegócio. A ministra disse ainda que "não tem páreo" para a agricultura brasileira no mundo, e por isso ela está incomodando tanto.


GIRO RURAL Conab estima safra de grãos em 233,3 milhões de toneladas

Dados do 6º levantamento divulgados em 12 de março de 2019 pela Companhia Nacional de Abastecimento -Conab – revelam que a safra de grãos 2018/2019 deve alcançar a marca de 233,3 milhões de toneladas, uma redução em relação ao levantamento anterior, de 0,4%. Em relação à safra 2017/2018, a previsão indica aumento de 2,5%. Apesar da redução em relação ao levantamento anterior, a Conab destaca que a safra atual será a segunda maior da série histórica do país. “O bom desempenho é impulsionado pela melhora da produção do milho na segunda safra do grão”, diz a companhia. Para a segunda colheita do milho, a expectativa é que a produção chegue a 66,6 milhões de toneladas, volume 23,6% superior ao registrado na safra passada. Segundo a Conab, o estudo mostra que o algodão também teve destaque positivo, chegando a uma produção de até 2,6 milhões de toneladas da pluma, crescimento de 28,4%. A área plantada chegou a 1,6 milhão de hectares.

Produtor rural terá subsídio à energia regulado

O governo prepara um novo decreto para regulamentar o fim do desconto na energia para consumidores rurais do País. O benefício custa R$ 3,4 bilhões por ano e é pago pelos demais consumidores de energia do País. Para diminuir a resistência do agronegócio, o texto voltará a permitir que produtores que fazem uso de irrigação acumulem dois descontos até a extinção dos benefícios. O desconto médio dos consumidores rurais era de R$ 47,88 em 2016. Os irrigantes, em média, tinham um desconto bem maior, de R$ 642,64. Além de permitir que irrigantes acumulem os dois benefícios, o texto determina que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fiscalize a concessão do subsídio.

Expozebu 2019 é oficialmente anunciada Se uma grande comemoração pede uma grande festa, a 85ª ExpoZebu irá cumprir sua missão. A feira que irá celebrar o primeiro centenário da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) foi lançada oficialmente no dia 12 de março de 2019 apresentando uma programação ainda maior, na comparação com anos anteriores, além da previsão de grande movimentação financeira. O evento foi realizado no Centro de Eventos Rômulo Kardec de Camargos, no Parque Fernando Costa, e reuniu lideranças do setor, autoridades políticas, jornalistas e formadores de opinião, que conheceram em primeira mão os detalhes da feira que deve movimentar cerca de 200 milhões de reais Uma grande programação de entretenimento e cultura também está prevista, com cinco shows nacionais, várias opções gastronômicas e uma nova mostra no Museu do Zebu.

Projeto de Monitoramento climático O Parque Tecnológico de Itaipú -PTI, no Paraná, situado dentro do complexo da Usina Itaipu Binacional, está tocando o

Projeto de Monitoramento Climático que já instalou mais de 100 estações para auxiliar agricultores e cooperativas da região no planejamento do plantio. Os equipamentos medem índices de temperatura, pressão, vento e umidade, transmitindo os dados via wi-fi ou sinal de celular direto para a base de dados montada em parceria pelo PTI, IAPAR e Unioeste.

De acordo com o tipo de cultura, esses índices podem significar uma economia e maior controle da lavoura do produtor. A aplicação de defensores agrícolas, por exemplo, pode ser definida ou não a partir dos resultados. O projeto começou a ser implantado em 2018 e está prestes a completar um ano. Até o fim de 2019, o PTI pretende divulgar o modelo de negócios para implantação em outras regiões. REVISTA MERCADO RURAL

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giro rural Leilão Nacional Simental supera as expectativas O leilão Nacional Simental, realizado no dia 13 de abril, teve liquidez total “o que comprova o mercado aquecido da raça”, avalia o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Simental e Simbrasil, Alan Fraga. Apenas as fêmeas arrecadaram R$ 94.800,00 com média de R$ 7.227,00 para o  Simental  e R$ 7.650,00 para o Simlandês. Somando as vendas de prenhezes e doações, o leilão fechou com faturamento de R$ 118.220,00. O animal mais valorizado foi  Ronda 599 da Agrobem, uma

fêmea Simental  vendida por R$ 10.200 de Roberto Montenegro Neto para Rogerio Sawaia. O maior comprador do leilão foi Irlan Bacelar da Silva, titular da IVBS Simental  que adquiriu sete lotes. Com duas propriedades, uma no interior de São Paulo e outra na Bahia, Silva tem por objetivo a produção de genética em São Paulo para enviar produtos de dupla aptidão para o nordeste do Brasil e com isso garantir a melhoria do rebanho de sua terra natal como também a renda do produtor.

Mini leiteiros como alternativa na produção de queijo e derivados artesanais Mais informações: (14) 99623-5832

A deriva do agroquímico 2,4-D causou prejuízos milionários na Campanha Gaúcha O Ministério Público do Rio Grande do Sul estipulou prazo para que o governo do Estado apresente soluções para o uso do herbicida 2,4-D, que é aplicado nas lavouras de soja antes da semeadura. A deriva do agroquímico, ou seja, seu transporte, pelo vento, para fora de áreas que não são o alvo de tratamento causou prejuízos milionários nas culturas de uva e oliva na Campanha Gaúcha, com perdas de até 40% nas lavouras. Há registros também de contaminação em lavouras de milho e parreiras de maçã. Desde a identificação do problema, o herbicida está no

centro do conflito entre produtores rurais. Entre as propostas do governo estão treinamento específico para utilização do agroquímico, sistema de alerta de deriva, cadastro dos aplicadores, regulamentação para aplicação terrestre, cadastro e localização dos cultivos comerciais sensíveis, revisão das zonas sensíveis, criação do fundo de indenização e proposição de técnico executor a campo. Já representantes de setores atingidos, como integrantes da cadeia produtiva de uva, vinho, pêssego, maçã, mel e oliva pedem a suspensão imediata do herbicida.

agenda RURAL

JUNHO

MAIO

ABRIL

DATA EVENTO

72

2 a 6 de abril 3 e 4 de abril 3 e 4 de abril 4 a 14 de abril 5 de 14 de abril 15 a17 de abril 24 a 28 de abril 27 de abril a 5 de maio 29 de abril a 3 de maio 7/05 a 11/05 13/05 a 19/05 14/05 a 18/05 16/05 a 19/05 17/05 a 17/05 21/05 a 23/05 22/05 a 25/05 22/05 a 23/05 25/05 a 25/05 26/05 a 30/05 4 a 6 de junho 5 a 7 de junho 5 a 8 de junho 5 a 23 de junho 6 a 15 de junho 6 a 9 de junho 7 a 16 de junho 12 a 15 de junho 13 a 23 de junho 19 a 22 de junho

MAIO 2019

Farm Show WellFood Ingredients 4ª Feira do Cerrado da Cooxupé ExpoGrande 59ª Expolondrina Norte Show Exposição Feira Agropecuária e Industrial – Efapi 85ª Expozebu Agrishow 19° AGROTINS – Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins 9º ExpoAlagoas Genética AgroBrasília 2019 13ª Exposição Especializada e Interestadual do Gado Girolando de Franca FEIRA PRO-GENÉTICA E PRO-FÊMEA DE CAMPINA VERDE XII SINSUI – Simpósio Internacional de Suinocultura 2º Congresso Luso-Brasileiro de Horticultura 1º Simpósio em Fitotecnia: A Ciência para uma Agricultura Sustentável 26º Dia de Campo da Cultura do Milho - FEPAF XXXVI Congresso Brasileiro de Nematologia ExpoEco BW ExpoFeira Natural Tech Fenadoce Expô Araçatuba ExpoCachaça 12ª Festival de Compras Suinofest Piaui ExpoShow ExpoBento Megaleite

CIDADE UF Primavera Leste São Paulo Coramandel Campo Grande Londrina Sinop Santo Antonio da Platina Uberaba Ribeirão Preto Palmas Maceió Brasília Franca Campina Verde Porto Alegre Goiânia Porto Alegre Lajeado Caldas Novas Cuiabá São Paulo São Paulo Pelotas Araçatuba Belo Horizonte Encantado Bom Jesus Bento Gonçalves Belo Horizonte

MS SP MG MS PR MT PR MG SP TO AL DF SP MG RS GO RS RS GO MT SP SP RS SP MG RS PI RS MG


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Revista Mercado Rural  

Edição 30 - Maio 2019

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