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JUNHO 2018

Redação Unique Comunicação e Eventos editorial.mercadorural@gmail.com

Editorial

Tel.: (31) 3063-0208 Diretor Geral

Caros amigos, leitores e leitoras.

Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 99198-4522 Jornalista Responsável Sabrina Braga Bellardini MTB 09.941 JP editorial.mercadorural@gmail.com Direção de Arte Clebiane Alves de Lima Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão Gráfica Del Rey www.revistamercadorural.com.br A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

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Trazemos para vocês a 27ª edição da Revista Mercado Rural, com muita alegria e gratidão aos nossos colaboradores que nos ajudam sempre a produzir uma revista atrativa, com conteúdos ricos e diversificados para atender às exigências de nossos leitores e anunciantes. Nessa edição, assim como em todas as outras, os leitores vão encontrar assuntos diversos descritos de forma séria e ao mesmo tempo leve, promovendo agradável e enriquecedora leitura. A matéria principal traz a história de formação e de sucesso do Haras Capim Santo, que teve início em 2013 na Fazenda Nossa Senhora da Saúde, em Engenheiro Navarro, município do Norte de Minas. Hoje, o Haras é destaque na criação Mangalarga Marchador com garanhões consagrados, Trilho da Zizica e Lobo da Pedra Verde, além de doadoras de alta qualidade. A cobertura de várias exposições pelo país pode ser conferida nesta edição da Mercado Rural: Exposição Nacional do Pônei e Piquira, Agrishow, Exposição Brasileira do Cavalo Mangalarga, Exposição Agropecuária de Minas Gerais, Megaleite, Expozebu e Expocachaça. Trazemos ainda a cobertura do Festival Gastronômico de Itapecerica. Nossa personagem é a saudosa Célia Regina Hilgemberg Villela Costa, que nos deixou recentemente, mas também deixou um legado de amor aos animais, principalmente aos equinos. O entrevistado da edição é o presidente da Girolando, Luiz Carlos Rodrigues, que fala sobre os avanços da raça. Mantendo a diversidade de assuntos, temos dicas de como eliminar carrapatos a partir de método de sal, que vocês podem encontrar na seção Como Fazer. De grande interesse também é a questão da Febre do Nilo que já abateu cavalos no estado do Espírito Santo. Na Seção Economia a alta na exportação de produtos florestais. E por falar em exportações, trazemos matéria sobre a exportação de animais vivos para a Índia e Colômbia, e também sobre o aumento da importação do arroz brasileiro pela Venezuela que promoveu grande avanço no mercado deste produto. Falando em alimentos, saiba sobre o PL 3200/2015, a Lei do Alimento mais Seguro. Os benefícios do azeite de oliva, o mel como matéria prima para a fabricação de cosméticos e a plantação de transgênicos no Brasil também foram tratados nessa edição. E tem mais variedade: os efeitos da greve dos caminhoneiros e a plataforma online para criação de caprinos e ovinos. Os leitores vão conhecer sobre o Mertolengo, o gado rústico de Portugal e sobre a vaca nelore Parla FIV AJJ, arrematada por 2 milhões de reais. Na Seção Natureza trazemos o gigante recife de corais encontrado no Rio Amazonas e na Seção Meio Ambiente, sobre desenvolvimento rural sustentável. Em Bebidas, vocês vão conhecer sobre as temperaturas ideais dos vinhos e em Receitas, aprendam a preparar um delicioso risoto de pinhão. Na Seção Pet, descrevemos sobre os mini coelhos e em Exótica, sobre o sagui. Dicas de circuitos rurais podem ser conferidos na Seção Turismo e em Automóveis opções de carros para estrada de terra. A dica da vez da Agrosid é sobre o acasalamento corretivo. E tem muito mais sobre eventos, notícias do Giro e agenda de eventos. Vale a pena conferir esses assuntos interessantes que agora estão a sua disposição, que elaboramos com muito carinho para os nossos leitores. E tem muito mais. Espero que gostem. Boa leitura e até a próxima edição.

Marcelo Lamounier Parabéns pela revista, por cada assunto abordado. Boa didática e obrigada pelas informações compartilhadas! Ana Carolina Bernardes Três Marias - MG

Amigo Marcelo Lamounier, em poucas palavras resumo esta revista : Credibilidade, conteúdo, diversidade e a homenagem ao Sr. Teodoro foi simplesmente perfeita! Parabéns pela dedicação e profissionalismo, amigo. Herley Souza Sales - Itapecerica - MG

Parabéns! Mais uma edição maravilhosa para nós! Adelma Lemos Sete Lagoas - MG


4 ENTREVISTA: Luiz Carlos Rodrigues Presidente da Girolando 6 PERSONAGEM: Célia Regina Hilgemberg Villela Costa

Parla FIV AJJ: 25 a nelore de 2 milhões

50 EXPOZEBU: mais de 170 milhões em negócios

ALIMENTOS MAIS 26 SEGUROS: PL 3.200/2015

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O sucesso da AGRISHOW

29 MEL: matéria prima de cosméticos 30 Exposição Brasileira do Cavalo Mangalarga 32 58ª Exposição Agropecuária de Minas Gerais 8

COMO FAZER: Método de sal para eliminar carrapatos

10 Transgênicos Brasil é o 2º país com maior área plantada 12 FEBRE DO NILO Casos registrados no ES

34 GREVE DOS CAMINHONEIROS: efeitos 36

Haras Capim Santo Destaque na criação Mangalarga Marchador com garanhões consagrados e doadoras de alta qualidade

Os benefício do AZEITE DE OLIVA

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ARROZ : mercado avança com importação da Venezuela

22 SEÇÃO NATUREZA: Recife de corais no Rio Amazonas 24 Mertolengo: o gado rústico de Portugal

56 ITAPECERICA: Festival gastronômico 2018

57 RECEITA:

risoto de pinhão

58 AUTOMÓVEIS: os modelos para estrada de terra

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DICAS DA AGROSID: acasalamento corretivo

62 TURISMO: circuitos do campo

Exposição Nacional 16 do cavalo Pônei e do cavalo Piquira

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54 BEBIDAS: temperatura ideal dos vinhos

14 HARAS FAZENDA DO SEGREDO Campolina, Pêga e Piquira

Expocachaça: 52 21 anos de sucesso

64 SEÇÃO PET: Mini coelhos Exportação de 40 animais vivos para Índia e Colômbia

SEÇÃO EXÓTICA: 66 Sagui

42 Mahindra a no 1 do mundo 44 MEGALEITE 2018: recordes 46 ECONOMIA: alta na exportação de produtos florestais MEIO AMBIENTE: 48 desenvolvimento rural sustentável 49 Caprinos e ovinos: plataforma online para criadores

68 EVENTOS: Shopping Virtual de Animais Girolando 69 EVENTOS: Feira Tropa do Varjão

70 GIRO RURAL 72 AGENDA


ENTREVISTA

FOTOS: Carlos Lopes

Luiz Carlos Rodrigues

Mercado Rural: Fale um pouco sobre o início de sua relação com o meio rural e mais especificamente com o Girolando. Luiz Carlos: Comecei no agronegócio há quase 20 anos, investindo em agricultura. Iniciei com uma plantação de 200 hectares de soja e 150 hectares de milho nos municípios de Uberaba, Delta e Conquista. As safras foram bem-sucedidas e expandi os negócios, fundando a Fazenda Nova Terra, em Conquista - MG. Passei a investir também em pecuária, tanto corte quanto leite, com foco na produção de genética e de animais para exposições. Hoje, tenho um plantel da raça Girolando, Holandês e Gir Leiteiro e a Nova Terra conta com total de 4.000 ha, dedicados à pecuária e às culturas de milho, soja e cana-de-açúcar. A primeira oportunidade de participar da diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando veio na gestão anterior e em 2017 assumi a presidência da entidade. É um trabalho que vai além da parte de registro genealógico da raça, pois atuamos também em defesa do setor leiteiro, buscando, por exemplo, a desoneração do setor, o fim

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da importação de leite em pó do Uruguai e do Funrural. Paralelo a isso, trabalhando pela implantação de programas de melhoria genética dos rebanhos leiteiros, expansão da raça pelo país e pelo mundo. A associação conta com mais de quatro mil associados e o foco da nossa gestão tem sido garantir novas tecnologias e ferramentas de seleção para os criadores de Girolando. Lançamos recentemente o aplicativo Girolando, que funciona como um shopping de vendas de animais, além de dar acesso a informações técnicas de animais, notícias do setor e outras funcionalidades. Outra conquista foi o lançamento do produto genômico Clarifide Girolando, que permitirá ao criador utilizar a genômica na seleção de seu rebanho. Será um grande salto de qualidade para a raça, pois a genômica consegue encurtar consideravelmente o tempo de seleção de um animal melhorar, a custos muito mais baratos. Mercado Rural: O mercado da raça é amplo? Fale-nos sobre isso. Luiz Carlos: Por ser uma raça mui-

O agropecuarista Luiz Carlos Rodrigues, presidente da Girolando - Associação Brasileira dos Criadores de Girolando - é nosso entrevistado nesta edição. Como uma das metas de trabalho à frente da Girolando, Luiz Carlos busca cada vez mais a consolidação do mercado internacional para a raça. to bem adaptada ao clima brasileiro e bastante rústica, em qualquer região no Brasil o Girolando apresenta bom desempenho. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a raça vem se mostrando uma excelente alternativa para produção de leite a baixo custo, com ótimos índices de desempenho, pois lá existem muitas regiões com temperaturas mais elevadas durante a maior parte do ano. Esse crescimento em terras gaúchas, levou recentemente o Núcleo Gaúcho de Cria-


ral e de quase R$4 milhões em leilões e shopping de animais. A feira apresentou muitas tecnologias e inovações ao longo de quatro dias para um público de 52 mil pessoas. Na pista, também tivemos animais de altíssima qualidade, não só do Girolando, mas das demais raças leiteiras participantes, que deixaram os visitantes, vários deles estrangeiros, impressionados com o nível da pecuária leiteira do Brasil. Agora, já estamos pensando na edição de 2019, que será de 19 a 22 de junho, em Belo Horizonte, e terá como novidade a realização da Semana Internacional do Leite – Sileite 2019, que acontecerá no Expominas, ao lado do Parque da Gameleira, e mostrará as inovações e conquistas da indústria processadora de leite e derivados, incluindo a artesanal. As entidades organizadoras são a Girolando, Faemg e #bebamaisleite. FOTO:Marcela Dias

dores de Gir Leiteiro a integrar o Girolando tanto em suas ações de fomento quanto em seu nome, que agora é Núcleo Gaúcho de Criadores de Gir Leiteiro e Girolando. Hoje, a raça é responsável por 80% do leite produzido no Brasil e é a que mais vende sêmen entre as de origem nacional. Atingimos a marca de 579.438 doses produzidas no ano de 2017, o que representa um aumento de mais de 8% em relação ao ano de 2016. Outro dado importante a ser ressaltado é o crescente aumento na produção de leite das vacas Girolando, considerando as três primeiras lactações: enquanto em 2000 a produção era 3.599 kg em até 305 dias no ano, em 2016 esta produção passou a ser de 5.445 kg no mesmo período, o que representa um incremento de 51,29%, na produção leiteira. Tudo isso vem refletindo até mesmo no mercado internacional e para atender a esse público temos o projeto Brazilian Girolando, que divulga a raça em eventos no exterior. Mercado Rural: Sobre o investimento para se obter animais geneticamente superiores. É alto?

Luiz Carlos: Com a popularização das biotecnologias de reprodução, os custos vêm caindo e isso contribuiu para que a raça ganhe novos criadores e tenha a genética de ponta popularizada. O custo vai variar conforme o tipo e tamanho do rebanho, mas hoje temos programas, como o Pró-Fêmeas e o Pró-Genética, que permitem aos pequenos e médios produtores financiarem a compra de animais superiores, com baixas taxas de juros e um tempo maior de carência para pagar. Além disso, o criador pode receber gratuitamente sêmen de touros do Teste de Progênie sem pagar nada por isso, bastando se inscrever para atuar como Rebanho Colaborador e ele ainda conta com o acompanhamento dos nossos técnicos. Na Megaleite 2018 anunciamos mais uma possibilidade de financiamento, por meio do BDMG, que disponibilizará R$7 milhões para a compra de fêmeas Girolando, em condições muito favoráveis para o produtor. Tudo isso mostra que, mesmo quem não tem muitos recursos, consegue, sim, investir em melhoramento genético. Quem ganha é a cadeia leiteira como um todo, pois isso resulta em maior produção de leite e maior qualidade do produto. Mercado Rural: Por falar em Megaleite, conte-nos sobre o sucesso da última edição recentemente realizada. Luiz Carlos: A Megaleite 2018 foi um sucesso, batendo recordes de produção de leite, de animais inscritos, de negociações de animais. Tivemos um faturamento de R$25 milhões no ge-

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Personagem /HOMENAGEM

Célia Regina Hilgemberg Villela Costa Paixão pela família e pelos animais: legado de amor e dedicação feijão branco, cevada, trigo e aveia branca, criam-se jumentos e muares Pêga e o cavalo Quarto de Milha. A criação dos animais ficava por conta de Célia Regina e de sua filha Bárbara Hilgemberg que é a médica veterinária dos animais da fazenda. O foco do negócio é a criação e venda de jumentos e muares Pêga, mas principalmente os jumentos. O marido de Célia, Márcio Villela Costa é quem cuida da agropecuária. O que mais satisfazia Célia neste tipo de negócio é poder ter a família sempre unida, os laços de amizade que este meio trouxe e também o prazer em lidar com os animais.

Paixão de geração a geração Célia Costa

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élia Regina Hilgemberg Villela Costa viveu até seus 56 anos e era proprietária da Fazenda São Joaquim, em Ponta Grossa, no estado do Paraná. Faleceu em 25 de abril deste ano, após lutar bravamente contra um câncer. Nascida e criada no meio rural, já que a família sempre obteve seu sustento através do agronegócio, seguiu o rumo da agricultura e da pecuária. A atuação no agronegócio era uma herança familiar que veio de seu pai Osmar Hilgemberg e também da família do seu marido Marcio Villela Costa.

Família que trabalha unida Na fazenda, além do plantio de diversas culturas, tais como soja, milho,

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Apaixonada por animais desde criança, Célia teve contato direto com equinos, pois seu pai tinha cavalos para lida no campo e também os de corrida. Em sua juventude sempre praticou hipismo, esporte que ela amava e se dedicava muito. Sempre foi muito apegada aos seus animais e neste esporte tinha os cavalos xodós Tigrinho e Tango, os quais lhe renderam muitas vitórias. Da relação com os cavalos Célia que adquiriu ensinamentos e sentimentos únicos e inesquecíveis, motivo pelo qual sempre incentivou os filhos Bárbara e Guilherme a terem contato com os cavalos. “Ela nos ensinou a andar a cavalo e isso também despertou em mim e em meu irmão a paixão pela espécie. Atualmente eu participo das modalidades três tambores e seis balizas e o Guilherme participa do laço em dupla”, explica Bárbara.

Jumentos Pêga e Muares A história com os jumentos Pêga e os muares foi iniciada por Márcio, seu marido. Apreciador de muares, ele sempre desejou criar as famosas mulas de patrão. O primeiro passo foi participar de um leilão da Agropecuária Maab para adquirir um jumento, porém adquiriu duas jumentas: Majestade Maab e Talia Maab. Estas foram as primeiras matrizes da criação e também responsáveis por despertar na família mais essa paixão e, então, darem início à criação. As jumentas foram levadas para Uberaba na Fazenda Mula Preta e emprenhadas com os reprodutores de lá. A partir deste momento nasceram os primeiros asininos na Fazenda São Joaquim: Dudu II Maab e Esbelta Maab. Como ainda não possuíam um reprodutor, em 2005 foram ao Leilão do Rancho do Váu em Lagoa Dourada, em Minas Gerais. Rena Oceano foi o animal adquirido e fez parte do início do plantel que hoje dá origem a animais com o sufixo ‘do São Joaquim’, muitos deles campões nacionais em pista. Na primeira exposição que Rena Oceano participou já se consagrou Grande Campeão Nacional da raça e seus filhos também, fato que impulsionou

Célia Costa com Tigrinho


Homenagem de sua filha Bárbara Hilgemberg Villela Costa

Guilherme, Célia, Bárbara e Márcio Costa

muito o crescimento do criatório e os colocou em uma posição de destaque. Além dos prêmios conquistados o que também entusiasmou muito com a criação foi a agradável recepção que os criadores e também a associação ABCJPÊGA proporcionou. Por estes motivos toda a família tomou gosto em participar de leilões e das exposições da ENAPÊGA realizadas em Belo Horizonte. Hoje o plantel está sendo aumentado e com muito amor, dedicação e zelo, herdados de Célia, estão seguimos na criação destes animais fascinantes.

Planos Os planos de aprimorar e aumentar ainda mais a criação não param. “Pretendemos dar início à criação da raça Pônei Brasileiro. Eu sempre gostei muito desta raça e também na nossa região não têm muitos criadores. É um bom mercado e já temos um reprodutor, agora, devagar estamos adquirindo algumas matrizes”, afirma Bárbara. Para Célia, os ingredientes fundamentais para o sucesso eram o amor, a dedicação e vontade de melhorar sempre, pontos que a família se apoia para prosseguir, mas há elementos que independem desses aspectos e acabam dificultando os trabalhos de criação. “A obtenção de mão de obra especializada para cuidar e preparar os jumentos para os leilões e exposições é algo que temos dificuldade. Estamos localizados no Paraná, um estado que fica distante do berço da raça Pêga que é em Minas Gerais”. Apesar da situação econômica que o país atravessa, Bárbara explica que, com muito trabalho e confiança estão obtendo sucesso, agindo exatamente como Célia agiria. “Neste momento o mercado deu uma decaída, mas ainda estamos conseguindo vender os nossos animais e temos esperanças que se tenham melhorias”.

Célia, Bárbara, Márcio e Guilherme Costa

Bárbara e Célia Costa

Ping Pong Família: o mais importante de tudo Viagem: Quando se fala em viagem sempre me lembro das várias vezes em que fomos para Avaré, em São Paulo, participar dos eventos da ABQM em que eu me divertia muito, torcia pelos meus filhos nas competições, reencontrava amigos e também estava com os meus irmãos. Comida: Lasanha de frango Um lugar: Fazenda São Joaquim Uma companhia: Minha irmã Danielle Hilgemberg Esperidião (minha metade). Música: Maus bocados (Cristiano Araújo). Filme: Suspense O que te distrai: O que me distrai é reunir as minhas jumentas e ficar apreciando juntamente com a minha família. Felicidade: Estar junto da minha família. Cavalos: meu fiel Tigrinho.

Minha mãe para mim sempre foi um exemplo de mulher a ser seguido, com ela aprendi os verdadeiros valores da vida. Ela sempre priorizou estar perto da sua família e amigos, sempre contagiando a todos com sua imensa alegria e simpatia. Ela amava os animais, amava os cavalos, os cachorros e os jumentos. E como ela amava os jumentos, ela ia junto comigo todos os dias até a fazenda para vê-los, tinha os seus preferidos que ela agradava muito e dava cenoura. Os jumentos do São Joaquim eram sua paixão. Quando tinha alguma jumenta para criar ela ficava a noite toda de olho nas câmeras cuidando das suas meninas , e quando nasciam os jumentinhos ela ficava ansiosa para vê-los de perto e fazia várias perguntas: é fêmea? Macho? Qual a pelagem? E as orelhas são bonitas? E a cabeça como que é? Já mamou? Realmente ela era apaixonada pelas suas jumentas, mimava as suas preferidas, sabia quem era cada uma, sabia todos os nomes e me ensinou a gostar e amar tudo isso. Minha mãe foi uma guerreira, lutou muito contra um câncer e mesmo doente e nas piores situações ela não se deixou abater, manteve sempre o sorriso no rosto, a fé e a esperança. Batalhou muito pela vida, passou por várias sessões fortíssimas de quimioterapia, que nem os médicos acreditavam que ela iria suportar, e ela suportou, passou por tudo, enfrentou dor, falta de ar, ela lutou muito pela vida, mas infelizmente não conseguiu vencer o câncer. Ela partiu morar com Deus, mas a sua história e o legado nunca serão esquecidos! Descansa em paz minha mãe e obrigada por ter sido essa mãe tão maravilhosa. Nós, Bárbara, Guilherme e Márcio, sentiremos saudades eternas e vamos te amar para sempre!

Célia Costa e o seu cavalo Tigrinho

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Como Fazer

Elimine pulgas e carrapatos utilizando sal Separados os produtos, vamos ao preparo. • Comece picando o capim-cidreira. Depois, coloque a erva picada de modo que ocupe a metade da garrafa com 1 litro de álcool. • Feche esse frasco e espere 24 horas. • No dia seguinte, 24 horas depois, misture o álcool já coado e que absorveu o princípio ativo do capim-cidreira em 10 litros de água. • Acrescente 5 colheres de sal de cozinha. • Misture bem. Está pronta a solução. Para a utilização basta pulverizar os animais duas vezes por semana. Aplique na casa, no quintal, no canil e em todos os lugares onde pode haver pulgas e carrapato.

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ouquíssimas famílias não têm animais de estimação em casa e o grande campeão de preferência é o cão. Porém, estes animaizinhos costumam ser chamarizes de pulgas e carrapatos, já que são hospedeiros. Agora, lidar com esses parasitas no seu animal e mesmo em casa, com risco de proliferação não é nada bom. Um método simples e caseiro pode ajudar a combater esses bichinhos inconvenientes. Saiba o que vai precisar e como fazer. Você vai utilizar estes quatro ingredientes: água, álcool, capim-cidreira e sal. Reserve seis garrafas pet de 2 litros bem limpas, pois é nelas que serão armazenados o remedinho caseiro que vai ajudar a eliminar as pulgas e carrapatos.

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Separe os ingredientes • 1 litro de álcool • Capim-cidreira picado numa quantidade suficiente para preencher 1/2 litro do álcool da receita • 5 colheres (sopa) de sal de cozinha • 10 litros de água


Brasil é o segundo país com maior área plantada com transgênicos no mundo

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ados do relatório do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia (ISAAA) divulgados no dia 26 de junho de 2018 informam que o Brasil cultivou 50,2 milhões de hectares (ha) com culturas transgênicas em 2017, um crescimento de 2% em relação a 2016 ou o equivalente a 1,1 milhão de ha . Os Estados Unidos lideram ranking global de adoção, seguidos por Brasil, Argentina, Canadá e Índia. A diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani, informou que os impactos positivos no País são proporcionais à expressiva adoção. “Produtores brasileiros viram nesta tecnologia uma aliada para controlar insetos, plantas daninhas e, consequentemente, aumentar a produtividade e preservar o meio-ambiente”. Os 50 milhões de hectares brasileiros representam 26% de todo o cultivo global de biotec-

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nologia e estão divididos em lavouras de soja, milho e algodão, sendo 33,7 milhões de hectares (ha) plantados com a oleaginosa; 15,6 milhões de ha com milho, safras de verão e inverno, e 940 mil ha com algodão. A taxa de adoção, considerando essas três culturas, foi de 94%.

Transgênicos no mundo Segundo o relatório, em 2017, mais de 17 milhões de agricultores, a maioria deles pequenos produtores, em 24 países, cultivaram 189,8 milhões de hectares de culturas transgênicas, um aumento de 3% em relação a 2016. O país que lidera a adoção de transgênicos no mundo continua sendo os Estados Unidos, com 75 milhões de hectares plantados. O Brasil vem na sequência, seguido de Argentina, Canadá e Índia. Juntos, estes cinco países respondem por 91,3% da área plantada com sementes transgênicas.

Preservação do meio ambiente O levantamento mostra também que a expansão contínua da adoção da biotecnologia oferece a possibilidade de minimizar impactos ambientais. É o caso, por exemplo, das emissões de carbono. Foram 27 milhões de toneladas economizadas em 2016, o equivalente à remoção de 16,7 milhões de carros das ruas por ano. “Os produtos agrícolas desenvolvidos por biotecnologia, incluindo batatas e maçãs geneticamente modificadas para apresentarem benefícios para o consumidor, diversificam cada vez mais as técnicas de obtenção desses produtos, assim como seus impactos positivos potenciais e reais”, explica o economista especialista em agricultura responsável pelas informações, Graham Brookes.


Febre do Nilo

Casos registrados em cavalos no Espírito Santo

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ausada por um vírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae, assim como os vírus da Dengue e da Febre Amarela, a Febre do Nilo Ocidental (FNO) é transmitida por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex. Algumas espécies de aves silvestres são os hospedeiros naturais deste vírus que também podem infectar humanos, equinos, primatas e outros mamíferos. Estes primeiros, homens e equídeos, são considerados hospedeiros acidentais e terminais, onde a viremia fica por curto período de tempo e em níveis insuficientes para infectar mosquitos, encerrando o ciclo de transmissão.

A doença no Brasil Evidências sorológicas em equídeos foram detectadas no ano de 2010 em Rio Branco no Acre, Poconé em Mato Grosso e em Maracaju no Mato Grosso Sul. O caso mais recentemente seria o de 2014 quando foi registrado o primeiro caso humano de encefalite pelo vírus do Nilo do Oeste (VNO) no estado do Piauí. Seria, pois há novos casos registrados, dessa vez em cavalos. Em estado de atenção para a possível contaminação de humanos, o Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica, que é vinculado à Se-

cretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo informou que foram registradas mortes em equídeos causadas pela Febre do Nilo Ocidental. De acordo com informações do Núcleo, os cavalos foram contaminados em abril de 2018, no Norte do estado, e depois morreram vítimas da doença. Amostras coletadas dos animais foram analisadas pelo Instituto Evandro Chagas e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e confirmaram a causa. Segundo o gerente de defesa animal do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Espírito Santo (Idaf ), Fabiano Fiuza. "Foram seis cavalos mortos e havia suspeita de raiva, por isso fizemos o atendimento para síndromes neurológicas, conforme protocolo do Ministério da Agricultura. Como os exames deram negativo para raiva, mandamos para as amostras para o laboratório de referência nacional e uma delas deu positivo para a Febre do Nilo,Foi uma surpresa não só para nós, mas para o país todo”. No início do mês de junho, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento expediu nota técnica confirmando a presença da doença no Brasil e recomendando que seja intensificada a vigilância para detecção de animais com sintomas. O fato levou o Ministério da Saúde a recomendar “alerta para a vigilância de casos humanos e epizootias de equídeos e aves silvestres

com suspeita de Febre do Nilo Ocidental” a toda a rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme o Ministério, a doença requer atuação integrada, em uma rede organizada, de diferentes segmentos do setor da Vigilância em Saúde para a investigação e o monitoramento de possíveis casos. “Todo evento suspeito deve ser imediatamente notificado pela via mais rápida”, recomendou a pasta.

Sintomas A estimativa é de que 20% dos indivíduos infectados desenvolvam sintomas, na maioria das vezes leves, caracterizados por febre aguda de início abrupto, mal-estar, anorexia, náusea, vômito, dor nos olhos, dor de cabeça, mialgia, exantema máculo-papular e linfoadenopatia. A doença neurológica severa como meningite, encefalite ou poliomielite, atinge um em cada 150 indíviduos infectados. A mais comumente relatada é a encefalite: febre, fraqueza, sintomas gastrointestinais e alterações de raciocínio, além de exantema máculo-papular ou morbiliforme, envolvendo pescoço, tronco, braços e pernas, fraqueza muscular severa e paralisia flácida são alguns dos sintomas.

Tratamento Não existe vacina ou tratamento antiviral específico para conter a Febre do Nilo. Os casos mais graves frequentemente necessitam de hospitalização para tratamento de suporte, com reposição intravenosa de fluidos, suporte respiratório e prevenção de infecções secundárias, além de tratamento específicos para pacientes com quadros de encefalites ou menigoencefelite em sua forma severa. Aos criadores de cavalo de ração a recomendação de Fiuza é que os equinos de maior valor sejam recolhidos às baías ao entardecer para que o risco de que sejam picados, diminua, já que não há vacina.

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Haras Fazenda Segredo Destaque na criação de Campolina, Pêga e Piquira

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undado em 1982 no município de Passa Tempo, no estado de Minas Gerais, o Haras Fazenda Segredo iniciou suas atividades com pecuária leiteira e criação de equinos e asininos marchadores. Desde o início o foco estava na criação do Cavalo Campolina e dos Jumentos Pêga, sempre com atenção voltada à funcionalidade e utilidade do animal na lida. O excelente e constante trabalho por animais com extrema beleza sem a perda das características de sela e lazer, onde comodidade, temperamento, gesto de marcha e docilidade são elementos essenciais, renderam ao Haras importantes prêmios estaduais e nacionais nas duas raças. A criação dos campolinas e dos Pêgas não se deu por acaso. “Os jumentos pêga foram escolhidos por serem uma raça nacional, mineira, nascida em Lagoa Dourada - MG, e cujo critério de seleção sempre foi a formação de muares nobres, altivos e marchadores”, afirma João Caetano Muzzi, proprietário do Haras. Já em relação ao Campolina “a opção nasceu não só da vocação da região de Passa Tempo, um dos berços da raça, mas também por se tratar de um animal que encanta pela altivez, beleza e andamento cômodo. O campolina é uma raça que chama a atenção por onde passa”.

O Piquira: pequeno grande marchador Apesar de toda admiração e sucesso com as raças Campolina e Pêga, a há 19 anos outra raça tinha sua criação iniciada no Haras: a Piquira. Duas éguas e um garanhão deram início à tropa atual. Os três animais foram criados totalmente a pasto e reproduzidos também em pasto, provando toda sua rusticidade que foi a base de seleção da Fazenda Segredo. Recentemente, por intermédio de um grupo de criadores apaixonados pelo Piquira, o Haras foi convidado a ingressar na associação e a registrar a tropa. “Qual não foi a nossa surpresa ao perceber que a tropinha, até então mantida nas paragens da Segredo, era de fato uma tropa muito interessante, com uma genética fechada e que certamente poderá contribuir com esse acelerado e contínuo processo de seleção desse pequeno grande marchador”.

Diferencial A raça piquira tem um padrão próprio, cuja pressão de seleção se foca não só na docilidade e qualidade do andamento, mas também em características zootécnicas específicas. O piquira não compete nem disputa espaço com outras raças, pois já tem seu próprio espaço e seu propósito muito bem definidos. “É um animal de uma beleza plástica incrível, com um andamento marchado genuíno e, sobretudo detentor de uma mansidão toda própria, além de ser um cavalo extremamente rústico e de grande habilidade materna e conversão alimentar. Em suma: bom, bonito e de manutenção barata”.

Melhoramento genético da raça Desde 2016 acompanhando as pistas, João Muzzi diz estar impressionado com a qualidade da tropa a cada edição da Nacional do Piquira, que acontece no Parque da Gameleira juntamente à Expoagro. “O mais interessante é que aparecem novos animais que estão dis-

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putando na cabeceira das competições. Isso é democracia genética.” A Fazenda do Segredo, desde que oficializou sua criação e o registro de seus animais, vem constantemente investindo em novos sangues para fixação de seu cavalo ideal. Exemplo disso foi a aquisição da tropa Bom Destino, do criador Carlos Oscar Niemeyer, e mais recentemente a aquisição da grande campeã de marcha e raça na categoria marcha batida 2018- Md Brisa, em condomínio com o Haras Minimundi; da multi-campeã nacional e reservada grande campeã da raça na categoria marcha batida 2017 e 2018, Abaíba do Pombal (hoje alojada no Clube do Pônei, no Cepel), em condomínio com o Haras Humaitá e da tri-campeã nacional de marcha picada, grande marchadora e reservada grande da raça na categoria marcha picada 2018, Afrodite do Humaitá, em condomínio com o Haras Humaitá. “Essas éguas, em conjunto com as éguas que já compõem o nosso plantel, serão acasaladas com o grande campeão nacional 2017 e campeão dos campeões nacionais 2018, Furacão do Segredo e com o campeão nacional 2018, Tornado do Segredo.” Para João Muzzi, o maior desafio da raça piquira no médio prazo é conseguir oferecer aos interessados em iniciar a criação uma tropa de qualidade e com valores zootécnicos destacados. “Hoje, com a visibilidade alcançada, estamos vendo o retorno de grandes criadores e o ingresso de novos criadores muito entusiasmados e empolgados com o nosso pequeno grande marchador. Acredito que em breve teremos um universo muito mais expressivo de criadores de piquira, o que será alcançado com a comunhão que se construiu pelos criadores em torno desse apaixonante animal.”


XXXIII Exposição Nacional do Pônei e XXIII Exposição Nacional do Cavalo Piquira simo nível, deixou evidente o avanço na seleção das raças Pônei e Piquira. “Esse avanço se dá pelo investimento feito pelos criadores, em genética e manejo profissionalizado”, acrescentou o Vice-Presidente da AbccPônei, Orlando Monteiro. De acordo com o presidente da AbccPônei, André Aparecido, “A Associação tem planos ambiciosos e acredita que no próximo ano fará uma exposição ainda melhor e com excelentes resultados”

Vencedores Campeão Raça Pônei: É Top de Bicas

O Pequeno Grande SUCESSO

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Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pônei contando com uma diretoria renovada, colaboradores comprometidos e patrocinadores se engajaram em desenhar um projeto ambicioso que promove a busca da valorização da raça, de forma consistente, organizada e com bons resultados. Foi dado o ponta pé inicial durante os dias 20 a 27 de maio de 2018 com a XXXIII Exposição Nacional do Pônei e a XXIII Exposição Nacional do cavalo Piquira em conjunto com a Superagro, no Parque da Gameleira em Belo Horizonte-MG. A exposição contou com 225 animais inscritos, de diversos estados do País. O evento foi o momento mais aguardado por todos os criadores, que dedicaram grande parte do ano preparando seus animais que foram a sensação da Superagro.

sima. Contou com estrelas de grandes criatórios do Brasil, com destaque para o animal Guri de Bicas do criatório Bicas de Guilherme Diniz, que foi comercializado por R$ 32.500,00 para a Cabanha São Rafael no Rio Grande do Sul. O diretor de Eventos da AbccPônei, Henrique Macedo, ressalta que quando idealizaram o leilão, o Presidente da AbccPônei, André Aparecido e todos os diretores colocaram como premissa que “o evento não deveria só movimentar o mercado, mas divulgar a raça através da qualidade, reforçando a força da raça Pônei. ” “São momentos como este que vemos que não é simplesmente uma reunião de criadores e sim um encontro da família, da família Pônei. Esse espírito que devemos semear sempre”, destacou o Diretor Secretário da Associação Frederico Vittori. A qualidade não ficou somente do lado de fora da pista,. A disputa acirrada, em altís-

Leilão Pônei Show

Campeão Raça Piquira: Furacão do Segredo

Diante de vários pontos que compõe esse projeto a diretoria se mobilizou junto aos criadores de todo Brasil e promoveu a realização do XV Leilão Pônei Show. A organização do evento contou com 30 lotes entre pôneis e piquiras de extrema qualidade que foram selecionados criteriosamente, oriundos dos melhores criatórios do Brasil. O evento foi um sucesso de vendas com um faturamento de R$ 246.250,00 e uma média altís-

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O campeão dos campeões da raça pônei foi o animal É Top de Bicas, do Haras Bicas. Já o campeão dos campeões da raça Piquira foi Furacão do Segredo, do Haras Segredo.

Lançamento Portal e Copa Poeirão Durante a Nacional a AbccPônei promoveu duas grandes novidades uma delas o lançamento do novo portal oficial da associação: www.ponei.org.br. “Esse novo portal nos traz um posicionamento diferenciado. Através deste instrumento iremos trazer um suporte maior aos criadores e promover uma divulgação ainda melhor da raça”, explica o diretor de marketing, Felipe Camargos. As boas notícias trazem ainda a Copa AbccPônei Poeirão para a raça Piquira que entrará em vigor nos próximos meses. “A Copa AbccPônei Poeirão é um dos projetos que temos para movimentar a raça. Ela nasce com o intuito de valorizar os animais da raça Piquira de qualidade que estão participando dos poeirões e agrega-los a nossa associação”, diz o diretor social Alessandro Vasconcelos.


Azeite de oliva O óleo que só faz bem

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xcelente fonte de compostos fenólicos e de ácido oleico, o azeite de oliva, de acordo com a União Europeia, obedece a cinco tipos, sendo classificados como extravirgem, virgem, virgem lampante, refinado e o azeite de oliva. O termo acidez nos azeites não se refere ao pH, mas à quantidade de ácidos graxos livres. Quanto menos acidez, menos risco de oxidação e consequentemente, melhor qualidade. Por isso, o azeite extravirgem é considerado de qualidade superior aos outros tipos, gerando mais benefícios à saúde. O azeite extravirgem possui acidez de 0,8% de extração a frio, prensagem no máximo 24 horas após a colheita. Os azeites de oliva extravirgem são considerados os melhores para consumo. No momento da compra, deve-se preferir aqueles com embalagem de vidro e escuros, pois a in-

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cidência de luz pode oxidar o óleo. Em casa, também devem ser armazenados em local escuro, longe do calor. O virgem tem acidez entre 0,8 a 2% e o virgem lampante apresenta acidez superior a 2%. Este tipo de azeite é de uso exclusivo de indústrias para mistura com outros azeites de oliva. Já os azeites com acidez superior a 2% e que são submetidos ao refino com produto resultante de acidez não superior a 0,3% são os chamados refinados. Estes não são vendidos aos consumidores e assim como os lampantes destinam-se exclusivamente à utilização industrial para misturas com outros azeites de oliva.

Benefícios para a saúde A ação antioxidante e hipotensora do azeite são algumas das propriedades benéficas ao organismo. O azeite de oliva contribui para o controle do colesterol e favorece a saúde cardiovascular; auxilia na

absorção de vitaminas lipossolúveis da dieta, tais como as vitaminas A, D, E, K; possui ação anti-inflamatória; é fonte de gordura mono e polinsaturadas, benéficas para a saúde e de vitamina E. Apenas uma ou duas colheres de sopa ao dia já oferecem todos os seus benefícios. O azeite de oliva pode ser utilizado apenas na finalização dos pratos ou refogados simples, que não ficam muito tempo expostos ao calor, já que altas temperaturas alteram as características e benefícios do azeite.


Arroz em alta Importação venezuelana faz mercado avançar

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último mês do 1º semestre fechou em lata nas cotações para o mercado do arroz. No Rio Grande do Sul, principal referência no Brasil para o grão, o preço médio da saca de 50 quilos variou de R$ 37,21 para R$ 40,16, uma alta equivalente a 7,93% em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o analista da consultoria da Safras&Marcado, Gabriel Viana, “a forte demanda venezuelana surpreende, de certa forma, os players

do mercado”. Há pelo menos três navios sendo preparados para o embarque de grandes volumes de arroz em casca, destinados a este país. “ Tendo em vista que este grande volume precisa ser beneficiado, não se tem grandes informações sobre as indústrias e a capacidade de beneficiamento do país”, comenta Viana. Especula-se que possa estar ocorrendo uma “triangulação” de negócios entre Venezuela e China, com o país latino comprando o cere -

al brasileiro e o repassando ao país asiático, como forma de pagamento de dívidas. “Como os preços brasileiros ainda muito inferiores aos praticados internacionalmente, o mercado brasileiro é visto como um bom vendedor”, comenta o analista endossando as suspeitas de que seja mais provável que a Venezuela tenha elevado as compras numa tentativa de sanar os problemas de segurança alimentar, devido à crise gerada pelo governo bolivariano.


SEÇÃO NATUREZA

Recife de Corais Um gigante descoberto no Rio Amazonas Tipos de corais

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Greenpeace estão sendo realizados na região norte da Bacia da Foz do Amazonas, a 135 km da costa do Oiapoque, no Amapá, estendendo-se até um pedaço da costa da Guiana Francesa, onde estima-se que as reservas de petróleo na parte da costa brasileira alcancem 14 bilhões de barris. Os primeiros indícios de que poderia haver um recife na Bacia da Foz do Amazonas, que vai de Belém, passa pela costa da Ilha de Marajó e chega ao Amapá, datam de maio de 1975. Naquele mês, o navio americano Oregon II passou pela região num cruzeiro científico, com o objetivo de avaliar os estoques de camarão naquelas águas. Em 2012, outro navio científico americano realizou uma expedição à região com o objetivo de estudar as propriedades físico-químicas da pluma do Amazonas. A embarcação levava a bordo o pesquisador brasileiro Rodrigo Leão de Moura, que coletou uma quantidade significativa de esponjas coloridas, corais e peixes.

Foto: Greenpeace

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cada segundo, o rio Amazonas, o maior do planeta, despeja no mar 200 mil metros cúbicos de água, volume 60 vezes maior do que a vazão do rio Nilo. Essa água penetra oceano adentro por até 400 km, formando uma pluma de água doce, rica em sedimentos e de aparência barrenta, com até 25 metros de espessura. Com isso, há bloqueio de maior parte da luz do Sol, deixando a região abaixo numa penumbra, que, em alguns locais, recebe apenas 2% luminosidade normal. Nessas condições, este seria um dos últimos lugares do mundo em que se deveria esperar encontrar um recife de corais. Mas o que aconteceu recentemente foi a descoberta de um enorme coral com 56 mil km², área equivalente ao Estado da Paraíba. O risco da exploração para o recife está sendo avaliado numa expedição do navio Esperanza, da ONG Greenpeace, com a participação de pesquisadores de várias universidades. Os estudos com o navio do

O recife que foi descoberto na Amazônia é diferente daqueles que aparecem em documentários de TV, localizados em águas rasas, cristalinas e bem iluminadas. Mas um dos principais componentes na construção de recifes, geralmente pouco conhecido, são as algas calcárias, as quais podem formar bancos de rodolitos, plataformas e até estruturas complexas. Entre janeiro e fevereiro do ano passado, o Greenpeace organizou a sua primeira expedição à Bacia da Foz do Amazonas para conhecer melhor o recife. Nela, a organização e os pesquisadores percorreram as suas regiões sul e central e fizeram as primeiras imagens dele com o uso de veículo operado remotamente (ROV, na sigla em inglês), uma espécie de robô submarino. A principal descoberta do trabalho, publicado em abril na revista científica Frontiers in Marine Science, foi de que o recife pode ser até seis vezes maior do que se estimava anteriormente.


Mertolengo O bovino rústico de Portugal

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sta raça herdou o nome de uma das mais antigas povoações da Lusitânia: Myrtillis Fenícia. O verdadeiro Mertolengo, o bovino Mértola adaptado pela sua pequenez e rusticidade em terras ásperas e montanhosas, são fortes e resistentes para carrear e arar encostas e serras, tornando-se excelente boi de cabresto. Originária do Baixo Alentejo, nas terras de Mértola, Alcoutim e Martinlongo, em Portugal, é uma raça de regiões de clima e relevo severos, de pastagem natural. Na sua única vertente de trabalho que ainda hoje se mantém, como boi de cabresto foi levado para o trato do gado na Região do Ribatejo, onde foi bastante usado como animal de trabalho nas zonas orizícolas do Tejo e Sorraia. O Registo Zootécnico da População Bovina Mertolenga teve início em 1978. Desde o início foram realizados registros de identificação no próprio animal através da colocação de brincos, tatuagens ou carimbos. Foram esses registros, também efetuados em papel e ultimamente em suporte informático, que permitiram avaliar e conhecer os melhores exemplares para garantir a pureza da raça e o procurado progresso genético. A Carne Mertolenga tem sido alvo de diversos estudos científicos e segundo painéis de provadores consegue obter quase os níveis máximos de classificação no que se refere à textura, suculência e intensidade de sabor.

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Padrão da raça Segundo o Regulamento do Livro Genealógico o bovino Mertolengo é um animal que apresenta as seguintes características: corpulência e conjunto de formas, tamanho mediano e de formas harmoniosas, esqueleto fino; Pelagem vermelha, rosilho (Mil-Flores), vermelha malhada e malhada de vermelho. O contorno das aberturas naturais e mucosas de cor clara ou ligeiramente pigmentada; andamentos fáceis, enérgicos e corretos; temperamento considerado nervoso e de adaptabilidade muito rústica. A cabeça é de tamanho mediano e a fronte larga; perfil sub-convexo ou reto; olhos grandes, oblíquos e bem implanta-

dos; chifres finos, brancos, escuros na ponta, em forma de gancho, acabanados ou em lira baixa; orelhas bem inseridas e providas de pelos compridos. O pescoço é curto, bem ligado, com barbela pouco desenvolvida; a cernelha apresenta largura média e pouco saliente; o peito é relativamente destacado. A dorsal é reta, horizontal, regularmente musculada e com boa ligação à garupa que por sua vez é mais comprida que larga, regularmente musculada e com tendência para a horizontalidade. O ventre não é muito volumoso, a coxa é regularmente larga e musculada; a cauda é fina e o úbere bem implantado. Os membros são finos, musculosos e bem proporcionais.


Parla FIV AJJ

Arrematada por R$ 2 milhões em Avaré

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crise econômica está instalada no país, em vários setores, mas este não é o caso do meio rural. Na última edição da Exposição Municipal e Agropecuária de Avaré (Emapa), em São Paulo, o fato pode ser comprovado. Em três leilões de gado da HRO, marca selecionadora da raça nelore, foram faturados mais de 6 milhões de reais em 129 lotes de fêmeas e prenhezes nelores. O destaque foi a vaca Parla FIV AJJ arrematada por R$ 2 milhões graças à excelente capacidade de gerar embriões de alta qualidade. A propriedade total da vaca Parla FIV AJJ foi negociada em um leilão de elite, entre a Agropecuária Vila dos Pinheiros e a Fazenda Guadalupe. A vaca é vencedora de 37 grandes campeonatos que avaliam a aparência externa e estrutura do gado. Doadora de embriões, Parla FIV AJJ tem 10 anos e foi vendida junto com dois clones. Apenas o remate de elite faturou R$ 3,9 milhões.

Recordes Mundiais Vendida por R$ 2,76 milhões em maio de 2010, a fêmea nelore Parla FIV AJJ, na época com 2 anos e 9 meses de idade, foi o animal mais caro já leiloado na ExpoZebu, em 76 anos de edição. A vaca bateu o recorde tendo apenas 75% de sua posse vendida para a Agrope-

cuária Vila dos Pinheiros de Indaiatuba - SP, João Carlos di Genio e Chácara Mata Velha. A vaca foi paga em 20 parcelas de R$ 138 mil. Em outubro de 2016, Parla FIV AJJ já era destaque quando aconteceu o grande Leilão HVP Priemium Vila dos Pinheiros em Indaiatuba, São Paulo. Foram mais de 70 bezerras de pista, doadoras, garrotes especiais e novilhas prenhes e prontas para a estação de monta. No leilão foi comercializado 25% da matriz Parla FIV AJJ, por 30 parcelas de R$ 60 mil. Na época o animal era bi campeã nacional e recordista de preço da raça e Campeã Nacional Progênie Jovem de Mãe; produtora de campeões e recordistas, como Cattedral FIV

CIAV, Reservada Grande Campeã da Expoinel e recordista de preços sendo valorizada em 1,5 milhões de reais.

Emapa 2018 A exposição de Avaré fechou a edição deste ano com um balanço positivo. Mais de 10 mil pessoas compareceram ao Parque Fernando Cruz Pimentel, onde o evento foi realizado. Nelores, angus, quarto de milha, mangalarga, crioulo, mini-horse, julgamentos, provas de rédeas, três tambores, leilões e muito mais compuseram a grade de programação do evento.


PL 3.200/2015

A Lei do Alimento mais seguro N

os últimos dias assuntos relacionados à aprovação do PL 6299/2015, com o protesto de ativistas e a defesa da modernização da Lei 7801/89, por produtores rurais, pesquisadores, professores e agrônomos, por meio da aprovação do PL 3200/2015, chamou a atenção. Lidia Cristina J. Santos, diretora financeira do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) mapeou em um artigo os principais aspectos jurídicos do Relatório Substitutivo do Projeto de Lei n° 6.299/2002, que tramita na Câmara dos Deputados e trata do novo marco regulatório desses produtos, analisando a sua constitucionalidade em relação a dois temas: avaliação de risco e competência legislativa de Estados e Municípios. Os contrários à aprovação o PL, em síntese, alegam que o relatório substitutivo propõe a inversão das prioridades constitucionais, ao privilegiar fatores políticos, sociais, econômicos e regulatórios em substituição aos fatores saúde, meio am-

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biente e consumidor. Argumentam, ainda, que o PL traria uma flexibilização no controle atualmente exercido pelos órgãos de saúde e meio ambiente, além de suprimir a competência legislativa e comum dos Estados Federados e do Município. Já os favoráveis dizem que o PL leva em consideração a evolução ocorrida no desenvolvimento dos defensivos agrícolas e insumos nesses últimos 30 anos. Alegam que a adoção da avaliação do risco no processo de aprovação desses produtos nada mais significa do que adotar os tratados internacionais já vigentes também para esses produtos. Por fim, apontam que não há flexibilização ou retirada de competências constitucionais previstas aos órgãos da saúde e meio ambiente. De acordo com Lídia, no tocante à avaliação de risco, o PL propõe que seja utilizada integralmente no processo de registro dos produtos fitossanitários. Aos olhos dos contrários, isso representaria uma inversão de valores constitucionais. “Sem razão, contudo. A avaliação do risco

é uma ferramenta científica de sistematização das informações disponíveis para a tomada de decisão. Envolve fatores políticos, sociais, econômicos e regulatórios e, é claro, a proteção à saúde e ao meio ambiente”, esclarece. Sua importância é reconhecida internacionalmente há muitos anos, sendo utilizada, desde a década de 70, como ferramenta para a decisão regulatória por importantes agências como o EPA e o FDA, nos EUA, e a EFSA, na Europa. Uma vez que o risco associado à determinada substância química tenha sido avaliado, esta informação deve ser utilizada para determinar como melhor gerenciar e regular tal substância. A tomada de decisão sobre a permissão de uso do produto, portanto, não é flexibilizada e permanece na competência dos órgãos de saúde, meio ambiente e agricultura. Já no que diz respeito à competência legislativa dos Estados e Municípios, é importante entender que os limites dessas competências foram definidos pela Constituição Federal.


Crescimento em todas as áreas

Agrishow 2018 A maior edição da história

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grishow 2018 bateu recorde e movimentou R$ 2,7 bilhões, a maior edição da história. O número representa quase 23% de aumento em comparação com 2017, que faturou R$ 2,2 bilhões. A 25ª edição da Agrishow aconteceu do dia 30 de abril a 04 de maio, em Ribeirão Preto – SP e atraiu 159 mil visitantes qualificados do Brasil e do exterior que conheceram diversas novidades e lançamentos de mais de 800 marcas nacionais e internacionais.

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“Nesta edição, os produtores rurais puderam encontrar todas as soluções para suas atividades, incluindo máquinas e implementos de avançado nível tecnológico, inovações em tecnologia digital para o campo, que incrementarão a produtividade, a rentabilidade, a sustentabilidade das culturas. Certamente, o agro nacional está posicionando o país como protagonista mundial na produção de alimentos, energia e fibras, e na Agricultura 4.0”, afirma Francisco Matturro, presidente da Agrishow.

Por segmento, o crescimento na intenção de compra de máquinas e equipamentos é: armazenagem (15%), grãos, frutas e café (25%), pecuária (8%) e irrigação (14%). A 19ª Rodada Internacional de Negócios reuniu fabricantes brasileiras de máquinas, implementos agrícolas, pecuária e equipamentos de irrigação, com compradores (importadores, distribuidores e representantes) procedentes da África do Sul, Etiópia, Irã, Nigéria, Peru, Quênia, Rússia, Tanzânia e Zimbábue. Foram 16 compradores estrangeiros, que durante três dias reuniram-se com 60 empresas brasileiras, em uma ação de promoção comercial que resultou em cerca de 520 reuniões e mais de US$ 24 milhões, entre negócios fechados e futuros para os próximos 12 meses. Denominada Projeto Comprador, a Rodada Internacional de Negócios foi organizada pelo Programa Brazil Machinery Solutions, uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). Para 2019, estão previstas algumas mudanças na infraestrutura. A principal será uma maior integração com a área de demonstrações de máquinas. Com isso, a área de exposições, que atualmente é de 440 mil metros quadrados, passaria para 580 mil. A próxima edição da Agrishow será promovida de 29 de abril a 03 de maio de 2019.


Mel brasileiro Conquista de mercados internacionais e destaque na fabricação de cosméticos

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inte e quatro mil toneladas de mel. Este foi o montante de mel exportado pelo Brasil em 2016, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse volume representou, em faturamento, mais de R$470 milhões e já era considerado alto. Porém, em 2017, uma forte alta de 31,8% em relação ao ano anterior totalizaram US$ 121 milhões em exportações do produto. Os Estados Unidos, com uma participação de

86% no volume total embarcado para o exterior, foram o principal país de destino das vendas externas do produto, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Números do MDIC indicam que o mel ocupou a 31ª posição no ranking das exportações de produtos básicos e o 149º lugar na relação das exportações totais brasileiras no ano passado. São Paulo, com 31,3% do volume embarcado, foi a unidade da Federação que mais exportou o produto, seguido do Paraná (US$ 20 milhões), Piauí (US$ 18 milhões), Santa Catarina (US$ 14 milhões), Minas Gerais (US$ 11 milhões) e Rio Grande do Sul (US$ 10 milhões). Além de ser 100% orgânico, o mel produzido no país é considerado um dos mais puros do mundo, por isso conquistou os mercados dos Estados Unidos e da Europa.

Benefícios cosméticos do mel O mel apresenta diversas substâncias benéficas não só para a saúde, mas também para a aparência, sendo utilizado também para a fabricação de produtos de beleza. Desde a antiguidade, ele já era usado para fins cosméticos, além de servir para a alimentação das pessoas. No Egito Antigo, as mulheres usavam o mel para fabricar cremes e unguentos que serviam, segundo a crença dos egípcios, para tornar a pele mais bonita. A Cooperativa Vacariense de Apicultores (Avapis) é uma referência quando o assunto é fornecimento de mel para a indústria cosmética. Localizada no município gaúcho de Vacaria, no Rio Grande do Sul, a Avapis conta com dezenas de agricultores familiares associados. Sabonetes, cremes, condicionadores e xampus são produzidos a partir do produto.


Exposição Brasileira do Cavalo Mangalarga S

ucesso de público e participação, a Exposição Brasileira do Cavalo Mangalarga, a segunda mais importante do calendário de provas da raça Mangalarga Paulista, aconteceu de 24 a 27 de maio em Bauru – SP, no Recinto Mello Moraes. Segundo os organizadores, durante os quatro dias de provas, mais de 2 mil e 500 pessoas prestigiaram as competições, o que contribuiu para aquecer a economia do município, como destacou o Presidente da ABCCRMangalarga, Luis Augusto de Camargo Ópice. “O giro que os criadores de outras localidades deram ao comércio local foi enorme. As pessoas vêm e ocupam os hotéis, restaurantes, lojas, postos de gasolina e isso significa, também, maior arrecadação para o município”, ressaltou Ópice. Nas pistas, mais de 200 animais vindos de diversos estados, como Minas Gerais, Paraná e São Paulo demonstraram as aptidões da raça nas provas de Marcha e FunFoto: Norberto da Silva

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cional. Os concorrentes foram avaliados nos quesitos morfologia e andamento, por um quadro de jurados composto por técnicos qualificados para avaliar a raça. Segundo Ópice, a cidade foi escolhida para sediar pela primeira vez este evento por ser um polo regional da criação e ser estratégica para o desenvolvimento da Raça. A estrutura do Recinto Mello Moraes foi bastante elogiada pelos visitantes. Um dos grandes destaques da programação foi o Teste Horse, em que crianças e adultos puderam experimentar gratuitamente a montaria em cavalos da Raça Mangalarga, também conhecido como o cavalo de sela brasileiro, pela docilidade e andar macio. Outro ponto alto do evento foi o leilão Sangue Mangalarga. No total foram comercializados 27 lotes formados por potros, matrizes, garanhões e animais para competições. Outras atrações que agradaram bastante foram as palestras

interativas, Festival de Food Truck, happy hour com música ao vivo e espaço kids. Para o vice-presidente de Exposições, César Iembo, que esteve diretamente ligado à montagem de toda a estrutura e logística, o trabalho foi árduo, mas compensador. “Essa foi a primeira Exposição Brasileira que a diretoria recém empossada realizou. A expectativa era grande e toda a logística que envolve uma exposição é complicadíssima, mas com o trabalho e ajuda de alguns diretores e empenho dos funcionários da Associação conseguimos deixar tudo em perfeita ordem. Também temos que agradecer aos associados. Todos foram muito receptivos e ouvimos muitos elogios sobre a Exposição”, disse Iembo. O próximo evento promovido pela ABCCMangalarga será a Exposição Nacional da Raça, marcada para o próximo mês de setembro, na cidade de São João da Boa Vista, também no interior de São Paulo.


Exposição Agropecuária de Minas Gerais chega em sua 58ª edição Atrações

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sistema (Emater-MG, Epamig e IMA), tem sido mostrar as grandes cadeias produtivas, mas também dar visibilidade à produção da agroindústria artesanal de pequeno porte. Nesta edição, temos vários segmentos representados, mostrando a diversidade do setor, além de um circuito de eventos técnicos com mais de 20 palestras e cursos”, afirma. O diretor secretário da Faemg, Rodrigo Alvim, ressaltou o apoio que o Governo de Minas Gerais tem dado ao setor, ajudando no seu desenvolvimento para que Minas continue como estado grande exportador de alimentos. Ele citou a criação do Fundo de Defesa Agropecuária (Fundesa), criado recentemente para dar suporte às ações de defesa e emergências sanitárias em Minas Gerais.

Foto: Wagner Tamietti

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58ª Exposição Estadual Agropecuária aconteceu do dia 23 até 27 de maio no Parque de Exposição da Gameleira, em Belo Horizonte –MG. Com entrada gratuita, o evento recebeu milhares de pessoas que acompanharam a programação diversificada, além de homenagens e comemoração dos 80 anos do Parque da Gameleira, com descerramento da placa comemorativa dos 80 anos do Parque, na abertura do evento. O produtor rural, André Aparecido de Oliveira, recebeu a homenagem do Governo do Estado pelo trabalho realizado como produtor e sua presença assídua nos eventos realizados no local. O evento também celebrou os 80 anos do primeiro registro genealógico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) realizado no Parque da Gameleira. Para comemorar o marco foi realizado o registro definitivo da ABCZ numa novilha da raça Brahman. Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento em exercício Amarildo Kalil, a exposição estadual é um evento tradicional, mas que vem se reinventando nos últimos anos. “O trabalho do Governo de Minas Gerais, por meio da Seapa e das instituições que fazem parte do

A feira apresentou programação diversificada para os visitantes, além dos tradicionais julgamentos de raças e leilões. Nos galpões temáticos da agroindústria, piscicultura, floricultura e meio ambiente os visitantes puderam adquirir produtos certificados da agroindústria de pequeno porte; participaram de minicursos de flores; conheceram o universo colorido dos peixes ornamentais e de corte e aprenderam sobre as etapas do processo de fabricação do algodão, da cachaça e de produtos derivados da apicultura. A exposição trouxe, ainda, atrações consagradas no gosto dos visitantes como a minifazenda, espaço lúdico e de interação, onde o público, especialmente o infantil, interagiu com os pequenos animais e diversos cursos e palestras técnicas. A exposição é uma realização do Governo de Minas Gerais, por meio da Seapa e do IMA, juntamente com a Emater-MG, Epamig e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg).


A greve dos caminhoneiros e o prejuízo à economia Para encerrar a greve o governo federal entrou em um acordo com os caminhoneiros para reduzir em R$ 0,46 o preço do litro do diesel nos postos e prometeu para a categoria uma tabela com o preço mínimo do frete. A tabela foi publicada, porém diante da reclamação do agronegócio, que considerou os preços inviáveis, governo e caminhoneiros discutem novos valores.

Após greve dos caminhoneiros, preço da batata registra forte queda

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Ministério da Fazenda informou oficialmente no dia 12 de junho que o prejuízo à economia provocado pela greve dos caminhoneiros gira em torno R$ 15 bilhões. A reivindicação da categoria em estabelecer valor mínimo para o frete e reduzir o preço do óleo diesel levou a uma paralisação de 11 dias no final do mês de maio, com fechamento de rodovias o que gerou crise de abastecimento em todo o País, tanto em postos de combustível quanto nas gôndolas dos mercados e feiras. A greve também afetou serviços que dependem de locomoção nas estradas, como entrega de correspondências e transporte de cargas vivas, além de paralisar aeroportos. O valor do prejuízo estimado representa 0,2% do PIB - Produto Interno Bruto. De acordo com a Agência Brasil, o valor de crescimento do PIB só será divulgado no fim de julho. A previsão oficial de 2,5% de crescimento do PIB para este ano poderá ser revista para baixo.

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Impacto no setor pecuário Um dos principais atingidos pela paralisação foi o setor pecuário. Diante da impossibilidade de receberam insumos e ração, diversos criadores se viram obrigados a sacrificar animais, ao mesmo tempo em que produtores jogaram fora milhões de litros de leite que não puderam ser transportados para o consumidor.

Os preços da batata padrão ágata especial recuaram expressivamente nos principais centros de distribuição do País entre 4 e 8 de junho, de acordo com o Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada. No atacado do estado de São Paulo, as cotações registraram média de R$ 83,55/sc de 50 kg, queda de 70,55% frente à semana anterior, ainda sob forte impacto da greve, e no de Belo Horizonte (MG), baixa de 65,31%, com média de R$ 75,89/sc. O mercado em todo o País começou a se normalizar a partir do dia 4 de junho, com os produtos chegando aos atacados principalmente do Sul e do Cerrado Mineiro.


Haras Capim Santo Destaque na criação Mangalarga Marchador com garanhões consagrados e doadoras de alta qualidade

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oi há 5 anos que tudo teve início, em 2013, na Fazenda Nossa Senhora da Saúde, em Engenheiro Navarro, município do Norte de Minas, onde a atividade principal era o plantio de Mogno Africano irrigado. Com excelentes condições também para a criação de gado e de cavalos em vastas pastagens, paisagem ímpar e várzea de rio com vista para a Serra do Cabral. Estava traçado o nascimento do Haras Capim Santo. Com muitos erros e acertos, muita paixão, trabalho, vontade de realizar, e curiosidade, o Haras alcançou neste curto período um patamar invejável com grandes nomes entre os garanhões da tropa, como

Aroldo Campos e Marcelo Araújo com Trilho da Zizica

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o famoso equino e pai de grandes campeões, Trilho da Zizica e Lobo da Pedra Verde, atual primeiro Lugar no Ranking Parcial de Reprodutores de 2018. Segundo Marcelo Araújo, uma das estratégias para a criação, foi a aquisição dos garanhões. “Durante a 32ª Exposição Nacional, em 2013, adquirimos Lobo da Pedra Verde e Trilho da Zizica e formamos uma grande parceria com o Haras Muralha de Pedra. Desde então, conseguimos novos parceiros, adquirimos doadoras, matrizes, embriões, potras e potros, sempre buscando as orientações iniciais de qualidade da marcha e linhagens selecionadas”, destaca.

Criatórios Os animas do Haras Capim Santo estão divididos em duas propriedades em Minas Gerais: Fazenda Nossa Senhora da Saúde, no município de Engenheiro Navarro, onde realizam-se a reprodução e a criação, e a Fazenda Califórnia, no município de Florestal, que fica há apenas 55 km de Belo Horizonte onde ficam os animais de pista e animais à venda. Os embriões produzidos nas centrais, logo que liberados, são encaminhados para a Fazenda Nossa Senhora da Saúde. Lá os animais são criados em vasta pastagem, irrigada, onde ficam, pelo menos, até o desmame.


balote capim santo

Filho de Nilo Sarimar e Quadra da Santa Esmeralda, o que comprova seu alto nível, Balote é uma promessa na reprodução. Campeão de pistas puxado e montado.

Doma racional Outra atividade desenvolvida pelo Haras Capim Santo é a doma racional. A técnica consiste em amansar e disciplinar os equinos sem utilizar de violência. O uso da voz, pausada, com tonalidades precisas e simpáticas ao animal é o que vai domar o animal, tornando-os com o tempo, mais tranquilo, obediente e confiável. Os cavalos podem começar a receber a doma racional logo nos primeiros dois anos de idade, por já serem capazes de assimilar as primeiras orientações e já terem uma estrutura física em desenvolvimento. “Somos a favor desse tipo de adestramento, pois ele respeita a integridade dos nossos animais”, ressalta Marcelo. De acordo com o sócio proprietário, tudo é feito para que os equinos estejam bem preparados para as pistas.

receio bavaria

Filho de pai e mãe campeões nacionais, Receio Bavaria descende de Galante do Expoente e Susse Elfar. Iniciou nas pistas neste ano de 2018 e já foi consagrado Reservado Campeão de Marcha em Uberaba - MG. Além disso, destaca-se na reprodução com produtos nascidos e a nascer.

Sufixo Capim Santo Toda a equipe do Haras trabalha com paixão e muito afinco na produção das primeiras letras do sufixo, com busca constante pela evolução da criação para melhoria da qualidade do plantel. “Temos uma produção de cerca de 300 produtos com o sufixo Capim Santo e uma seleção de quase 100 produtos, entre montados e cabresteados”, explica Marcelo.

BENTO CAPIM SANTO

Filho de Trilho da Zizica e Diamantina Capim Santo. É também uma promessa em pista e na reprodução. Campeão em Janaúba e Montes Claros em 2018.


Trilho da Zizica Um dos maiores nomes da raça Mangalarga Marchador no Brasil e garanhão de destaque do Haras Capim Santo, Trilho da Zizica possui pelagem alazã e sempre esteve entre os primeiros lugares do ranking. Possui dezenas de títulos de marcha, entre eles, três Nacionais: em 1999 e 2000, foi Reservado Campeão Nacional de Marcha e, em 2001, Campeão Nacional de Marcha, ficando em terceiro lugar no grande campeonato. Trilho da Zizica também foi Campeão dos Campeões em Exposições importantes que, na época, reuniam mais de 300 cavalos. O equino conquistou o 1ª lugar na XVI Exposição Especializada do Cavalo Mangalarga, realizada em 2001, em Caxambu -MG, com a participação de 390 animais, e também foi campeão da II Exposição Especializada do Cavalo Mangalarga Marchador, no Rio de Janeiro, que aconteceu em 2000 e reuniu 331 animais. Trilho da Zizica nasceu em 1992, na Fazenda Morro Grande da Zizica, em Baependi -MG. É filho do garanhão Caruzo J.D (Ouro Preto do Porto x Rosada J.D.) e da égua Gigi do Morro Grande (Truc do Morro Grande x Palma do Morro Grande). Trilho foi testado na lida, nas caçadas e cavalgadas. Entre as qualidades demonstradas de andamento, boca e resistência,

Lobo da Pedra Verde Outro importante nome do Haras Capim Santo é Lobo da Pedra Verde, nascido em 2007 e filho do famoso Favacho Único e da égua Soraia da Pedra Verde. Lobo é um dos mais premiados filhos de Favacho Único, cavalo que desde que iniciou sua carreira nas pistas, conquistou mais de cinquenta títulos. Em 2016, em Minas Gerais, por exemplo, foram muitos títulos: Reservado Campeão Progênie de Pai Jovem em Itatiaiuçu; Campeão Progênie de Pai, também em Itatiaiuçu; Em Pará de Minas, sagrou-se Campeão Progênie de Pai e Reservado Campeão Progênie de Pai Jovem e Campeão Progênie de Pai Jovem em Varginha; Campeão Progênie de Pai Jovem em Conselheiro Lafaiete e Campeão Progênie de Pai Jovem em Barbacena. Em Belo Horizonte, Campeão Progênie de Pai. Foi ainda Campeão Progênie de Pai Jovem em Itatiaiuçu, em 2015 e neste mesmo ano Campeão Progênie de Pai Jovem em Itabira. Foi Campeão Cavalo Adulto da Categoria

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Trilho da Zizica, pai de vários campeões nacionais e estaduais

uma se destaca: o seu temperamento. Qualquer pessoa monta o cavalo sem dificuldade, em qualquer local ou horário. Trilho tem todo garbo e libido de um garanhão, mas quando arreado, apresenta-se dócil e disciplinado. O Haras Capim Santo adquiriu Trilho da Zizica em 2013 e, de lá pra cá, tem celebrado as grandes conquistas dos filhos do equino. Trilho se consagra como o cavalo com

maior número de filhos campeões nacionais e estaduais, tendo como destaque Dinamo do Conforto, Grande da Raça na Nacional de 2017; Athos do Conforto, Campeão dos Campeões Nacional de Marcha Adulto em 2015; , Hotrilho da Figueira, Campeão Nacional de Marcha Cavalo 2015, e Galante do Expoente, Campeão dos Campeões Nacional de Marcha 2011, além de dezenas de outros filhos campeões nas pistas.

em Itatiaiuçu no ano de 2014 e Campeão Progênie de Pai Jovem em Esmeraldas. Em 2012, em Itaúna, foi Campeão Cavalo de Marcha e Reservado Campeão Cavalo Júnior de Marcha na Nacional de 2010 em Belo Horizonte. Uma das características marcantes do Lobo da Pedra Verde é sua fama como um reprodutor que passa muita beleza zootécnica

e, principalmente, uma marcha de extrema qualidade. Lobo tem vários filhos premiados, os quais se sobressaem Johnnie Walker do Quelé, Campeão Nacional Cavalo Júnior Maior; Habilidade da Muralha de Pedra, Campeã CBM e Reservada Campeã Nacional em 2017; Itaenga Orlândia, Gesso da Muralha Preta e Pegada da Pedra Verde.


Destaques Os garanhões Trilho da Zizica e Lobo da Pedra Verde se destacam por estarem em evidência desde o início da criação do Haras. Mas o plantel traz outros equinos de qualidade excelentes, tais como os garanhões Receio Bavária (Galante do Expoente x Sussu Elfar), Nilo Sarimar (Favacho Quociente X Nata da Piuna) e mais doadoras comprovadas e de grande renome no cenário nacional, entre elas: Raça Elfar (Favacho Diamante x Sinira do Berma), Baliza do Secretário , Pitanga Bavaria (Galante do Expoente x Zaina da Caduceu), Palha Bavaria ( Trilho da Zizica x Única K afe), Rebelião Bavaria ( Tigrao K afe x Fatal das Minas Gerais), Agua Mineral (Angai Turbante x Espoleta RF) , Diamantina Capim Santo (Cuba

Libre LJ x Agua Mineral ), Ilha Bela JP (Imperador JP X Deusa JP), Edelvais Valao da Cachoeira ( TAC), Herdeira J.T.M (Impala Batatais X Sarita J.T.M), Tiroleza do Colorado (Radar de Anchieta x Rainha D2), Quadra da Santa Esmeralda (Ringo D2 x Republica J.D.), Fênix do Marmelo (Destaque Fratello X Jangada da Ogar), Preciosa de Santa Esmeralda (Elo Kafé da Nova x Índia do Sertão), Kalu Sarimar (Diamante do Porto Novo x Delicia do Rebanho), Badalada do Chimarrão (Lugano Serena x Silhueta do Berma), Rolemã da Today (Alegre da Today x Elegância da Cruzeiro do Sul), Rústica Bavaria ( Trilho da Zizica x Romã do Conforto) e ainda várias das novas doadoras e novos garanhões, já com o sufixo Capim Santo.

PRECIOSA DA SANTA ESMERALDA Elo Kafé da Nova x Índia do Sertão  Campeã Nacional Potra Master 2007  Campeã Nacional Potra 2006

BALIZA SECRETÁRIO Radar de Anchieta x Dara da Terra Verde  Campeã de Progênie de Mãe - Brasília/DF 2011  Campeã Égua Jovem - Pará de Minas/MG 2006

Quadra da Santa Esmeralda Ringo D2 x República J.D. 4 filhos campeões - Destacando: Zuleika da Santa Esmeralda (Campeã Nacional Poltra Jovem - 2014)

Rústica da Bavaria Trilho da Zizica x Romã do Conforto

PITANGA BAVÁRIA Galante do Expoente x Zaina do Caduceu

Rebelião da Bavaria Tigrao Kafe x Fatal das Minas Gerais

RAÇA ELFAR Favacho Diamante x Sinira do Berma  Res. Campeã Égua Júnior de Marcha Cordeiro/RJ 2012  Res. Campeã Égua Júnior de Marcha Caxambu/MG 2012

REVISTA MERCADO RURAL

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Exportação de animais vivos para a Índia e Colômbia O

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e o Ministério da Agricultura da Índia firmaram protocolo sanitário que permitirá a exportação de animais vivos para reprodução para o território indiano. O acordo, assinado no dia 28 de junho, é resultado da 1ª Rodada de Negociações de Protocolos Sanitários realizada durante a 84ª ExpoZebu. Judi Nóbrega, coordenadora do MAPA, acredita que as discussões para elaboração dos protocolos para embrião vivo com a Índia ocorridas na ExpoZebu foram essenciais para o quadro atual. Na ocasião os “indianos se comprometeram a apresentar o resultado das discussões em assembleia do seu serviço sanitário e criaram expectativas muito positivas de que as negociações seriam finalizadas”.

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O gado Zebu originário da Índia passou por intenso trabalho de melhoramento genético no Brasil, orientado pela ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu. A partir deste melhoramento, tornou-se a melhor opção para melhoria do rebanho indiano, especialmente para as raças com aptidão leiteira.

Sêmen bovino para a Colômbia Na manhã do dia 29 de junho, outra conquista. O Instituto Colombiano Agropecuário (ICA) aceitou os ajustes propostos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a fim de viabilizar e incrementar as exportações de sêmen bovino brasileiro para a Colômbia. De acordo com a previsão do MAPA a exportação de sêmen bovino brasilei-

ro para a Colômbia deve ter um acréscimo na ordem de 30% em 2018.

Mais acordos Durante a Rodada de Negociações, outros acordos também foram adiante. Segundo Judi Nóbrega, “foram fechados acordos com o Quênia, para venda de embriões in vitro e in vivo, bovinos vivos e sêmen. Com o Equador foram concluídos os certificados (CZI) de embriões in vivo e in vitro. Com a Guatemala, a rodada envolveu a destinação de embrião in vivo e in vitro”. Com a Malásia, os entendimentos foram para que seja disponibilizado, pela equipe do serviço veterinário malaio, o relatório das avaliações de risco feitas em 2016, durante visita de uma missão veterinária ao Brasil.


Mahindra

A no 1 do mundo A

indiana Mahindra tem 70 anos de história e é a maior fabricante de tratores do mundo sendo a líder mundial em volume de vendas, com mais de dois milhões de tratores vendidos. A marca está entre as três potências com a maior venda na América do Norte. Presente em mais de 100 países nos cinco continentes, conta com mais de 200 mil colaboradores em todo o mundo. O Grupo possui 34 unidades de manufatura espalhadas pelo globo e apenas nas quatro fábricas da Índia são produzidos cerca de 250 mil tratores/ano. Presente no Brasil desde 2013, a Mahindra assumiu a produção e comercialização da fábrica de Dois Irmãos (RS) em outubro de 2016. A partir daí a unidade fabril brasileira está conectada diretamente à operação Mahindra EUA, com sede em Houston, no estado do Texas. Em condições de atender à expansão do mercado nacional, a fábrica brasileira tem capacidade produtiva que hoje alcança mil tratores por ano e projeta triplicar o volume de produção em 4 anos. Para isso, busca ampliar sua capacidade produtiva, a nacionalização de novos produtos e o desenvolvimento das redes de concessionários.

Mahindra Brasil Na unidade brasileira, são montados modelos mundiais da Mahindra, nacionalizados e preparados para as condições brasileiras de operação, de acordo com as legislações de segurança e emissões de poluentes. Um trabalho minucioso, planejado e executado em conjunto entre engenheiros brasileiros, indianos, americanos e japoneses, assegura a qualidade e confiabilidade dos tratores Mahindra nas mais diversas situações do trabalho no campo. A marca tem foco na Agricultura Familiar e nos produtores de médio porte, com tratores de 26 CV a 95 CV, sendo que os mo-

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delos da Linha S possuem 12 velocidades à frente e 12 velocidades à ré. As principais características da marca, comuns em todos os tratores Mahindra são: força e robustez; transmissão mecânica com reversor sincronizado; mesma velocidade à frente e à ré; baixo custo de manutenção e baixo consumo de combustível; única marca no mercado brasileiro que oferece cinco anos de garantia. Já os motores são desenvolvidos exclusivamente para o uso agrícola que requer alto torque com baixas rotações de trabalho. Apenas o modelo Max26 XL possui motor da própria Mahindra – Mitsubishi.

Atualmente são 19 concessionárias autorizadas. A projeção é dobrar este número até o final de 2018, mantendo o foco nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, mas avançando também nos estados de Mato Grosso do Sul e Goiás.


Megaleite 2018 R$ 25 milhões em negócios e vários recordes

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qualidade genética do rebanho leiteiro nacional, as inovações e as tecnologias do setor leiteira foram o grande destaque da 15ª edição da Megaleite - Exposição Internacional do Agronegócio do Leite. O evento recebeu um público de 52 mil pessoas, inclusive de outros países, entre os dias 20 e 23 de junho no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte-MG. Mais de 80 empresas apresentaram seus produtos e serviços na feira. Já a mostra de animais contou com 1.918 animais das raças Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Jersey, Pardo-Suíço, Guzerá e o cruzamento Guzolando, número 12% superior ao de 2017. Mais de 300 estrangeiros da América Latina passaram pelo estande internacional do Brazilian Girolando na Megaleite 2018. Vindos da Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Guatemala, México, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela, eles conheceram os projetos na área de melhoramento genético da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. Com data já definida para 2019, a Megaleite será realizada pelo quarto ano na capital mineira entre os dias 19 e 22 de junho. Entre as novidades anunciadas está a realização da Semana Internacional do Leite – Sileite 2019, que acontecerá no Expominas, ao lado do Parque da Gameleira, e mostrará as inovações e conquistas

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da indústria processadora de leite e derivados, incluindo a artesanal. As entidades organizadoras são a Girolando, Faemg e #bebamaisleite.

Negócios e julgamentos Foram realizados nove leilões e um shopping na Megaleite, que, juntos, movimentaram R$3.763.700,00. Já a movimentação financeira geral do evento, incluindo os negócios feitos pelas empresas expositoras, é estimada em R$25 milhões. Com 1.918 inscritos para a Megaleite, a pista de julgamento foi palco de diversos campeonatos das raças Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Jersey e Pardo-Suíço. No Girolando, competiram 519 animais de 89 expositores entre os dias 20 e 23 de junho. A Megaleite 2018 encerrou o Ranking 2017/2018 do Girolando e os vencedores foram premiados ao final da exposição. O troféu de Melhor Criador/Expositor Geral ficou com Filipe Alves Gomes.

Novos recordes O 29 º Torneio Leiteiro da Girolando terminou com a quebra de dois recordes

de produção. Participaram 18 fêmeas que produziram um total de 3.185,900 kg de leite nos três dias da competição. A Grande Campeã foi Roma FIV dos Poções, dos expositores Roberto Assis Peres e Rogério Omar Corrêa, com a produção de 309,590 kg/leite e média de 103, 197 kg/leite, superando o recorde anterior de 100,140. Pertencente à composição racial CCG 1/2 HOL+ 1/2 GIR, ela também foi campeã da categoria Vaca e ainda conquistou o Grande Campeonato no julgamento. Já a campeã da categoria Novilha foi Goiana Kingboy FIV F. Congonhas, do expositor Pedro Ananias de Aguiar. Com uma produção de 258,060 kg/leite e média de 86,020 kg/leite, a novilha bateu o recorde anterior de 83,420 kg/leite. Ela também é da composição racial CCG ½ HOL+ 1/2GIR. A Grande Campeã e Campeã Vaca Geral de Lactação Corrigida para Sólidos Totais também foi Roma FIV dos Poções com produção de 243,534 kg e média de 81,178 kg. Na categoria Novilha Geral venceu a CCG ½ HOL+ 1/2GIR, Salobo Paloma VIII FIV, do expositor Hebert Lever José do Couto. Ela teve produção total de 158,129 kg e média de 52,710 kg.


ECONOMIA

Exportação de produtos florestais em alta

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a pauta de exportações do agronegócio um novo ponto de destaque: os produtos florestais. De janeiro a maio de 2018 estes itens atingiram a segunda posição entre os principais segmentos da balança comercial do setor com volume exportado na margem dos US$ 5,75 bilhões. Alta equivalente a 30,5% em relação ao mesmo período do ano passado. A celulose é o principal produto florestal com valor recorde de US$ 3,51 bilhões. A quantidade exportada também foi recorde com 6,5 milhões de toneladas (+14,0%) e o preço médio de exportação subiu (+28,5%). As exportações de madeiras e suas obras aumentaram 16,3%, atingindo US$ 1,44 bilhão. As vendas externas de papel chegaram a US$ 803,34 milhões. Atualmente o Brasil é o 3º maior exportador de celulose com participação de 13,2% do

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mercado mundial. Do total da produção brasileira 69% destina-se à exportação. Segundo dados do IBGE, as florestas plantadas ocupam atualmente 10 milhões de hectares, o equivalente a 1% da área agricultável do país. . O Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas prevê incremento de 2 milhões de hectares de florestas plantadas até 2030. A velocidade de crescimento da área de plantio é de 100 a 200 mil hectares/ano, variação que depende da demanda dos consumidores internacionais e das condições econômicas. “O clima, o solo e a tecnologia que dispomos no País permitiram que atingíssemos as maiores produtividades médias por ano do mundo”, explica o engenheiro agrônomo João Salomão, coordenador geral de Florestas e Assuntos da Pecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Florestas Plantadas A política de Florestas Plantadas começou a ser implementada nas décadas de 1970 a 1980, baseada em incentivo fiscal para plantações de maciços florestais, sob administração do IBDF - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal. Em agosto de 2008, foi criada no Ministério da Agricultura a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Silvicultura e a partir de 2011, novos debates resultaram no decreto 8,375, de 11 de dezembro de 2014, que transferiu o setor para o Ministério da Agricultura. Antes de 2014, algumas funções importantes, com exceção da política e do planejamento estratégico, já eram desempenhadas pelo MAPA, tais como o registro de mudas e o crédito florestal. O decreto de 2014 transferiu integralmente para o Ministério da Agricultura o setor de florestas plantadas, incluindo a política e seus instrumentos.


meio ambiente

Desenvolvimento rural sustentável

Inclusão socioprodutiva de agricultores, extrativistas e povos indígenas de mitigação e adaptação aos efeitos das

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Ministério do Meio Ambiente – MMA - e a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário –Sead- da Presidência da República assinaram, no dia 26 de junho de 2018, acordo de cooperação técnica – ACT- para realizar ações conjuntas de desenvolvimento rural sustentável, com foco na inclusão socioprodutiva da agricultura familiar, dos assentados da reforma agrária e dos povos e comunidades tradicionais. Pelo acordo, firmado no Palácio do Planalto, durante solenidade de anúncio de novas medidas para fortalecer a safra 2018/2019, MMA e Sead deverão promover políticas públicas para inserir extrativistas, indígenas e agricultores familiares no programa de Assistência Técnica e Extensão Rural, o Ater Agroambiental. De acordo com informações da Assessoria de Comunicação do MMA, deverão,

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ainda, desenvolver ferramentas de planejamento, gestão e monitoramento de políticas agroambientais voltadas para a sustentabilidade na agricultura familiar e realizar estudos para dimensionar a contribuição dos sistemas agroecológicos nas iniciativas

mudanças do clima. O acordo prevê, também, a atuação dos dois órgãos em ações de implementação do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica - Planapo, instrumento da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. "A importância desse acordo decorre do interesse de trabalho conjunto, de desenvolver a sinergia, ampliando o impacto das ações do MMA e investimentos da Sead em prol do desenvolvimento da agricultura familiar e da conservação dos recursos naturais, buscando conciliar desenvolvimento econômico da agricultura familiar e conservação ambiental", disse o ministro substituto do Meio Ambiente, Jair Tannús Júnior. O ACT tem validade de quatro anos, podendo ser prorrogado por mais quatro. Nesse período, o MMA, por meio da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável -SEDR, deverá compartilhar informações, indicar áreas prioritárias para a intervenção, promover insumos técnicos para o desenvolvimento de boas práticas para a gestão ambiental no espaço rural e apoiar os editais e chamadas públicas destinadas à agricultura familiar, entre outras funções.


Informações sobre mercado de caprinos e ovinos através de plataforma online

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Embrapa Caprinos e Ovinos lança em julho, em Fortaleza, o Centro de Inteligência e Mercado de Caprinos e Ovinos – CIM -, uma plataforma digital que reúne informações estatísticas de rebanhos, produção de carne, leite e lã, estudos de cenários, tendências e projeções de mercado, além do levantamento de custos de produção. O objetivo é subsidiar o criador com informações valiosas, até então difíceis de serem acessadas ou encontradas, para o planejamento estratégico de sua produção. A ferramenta trará, ainda, um aplicativo com planilha para o produtor calcular custos e gerenciar sua produção. “A escassez de informações socioeconômicas sobre as cadeias produtivas de caprinos e ovinos coloca a Embrapa como referência na busca por esses dados pelos produtores e investidores”, explica o engenheiro agrônomo Cícero Lucena, da Embrapa Caprinos e Ovinos.

O CIM reúne informações estatísticas e de mercados sobre as cadeias produtivas de caprinos e ovinos, tais como o efetivo de rebanhos; produção de carne, leite e lã no Brasil e no mundo; volumes de exportações e importações; cotações da carne e do leite e dos principais insumos do sistema de produção; custos de produção; número de estabelecimentos rurais e agroindustriais especializados em produtos de origem caprina e ovina, tais como abatedouros, frigoríficos e laticínios. A plataforma também vai prospectar, sistematizar e disponibilizar inovações tecnológicas, análises de cenários e tendências, análises mercadológicas e demais indicadores socioeconômicos, contribuindo para a tomada de decisões e planejamento estratégico e desenvolvimento territorial das cadeias produtivas de caprinos e ovinos.

Mapas por região e estado Além dos estudos de mercados, cenários e tendências e do diagnóstico dos desafios tecnológicos, sistematizados e reunidos em uma plataforma online específica para as cadeias produtivas de caprinos e ovinos, o diferencial do CIM é a interface simples para o usuário realizar suas consultas e elaborar relatórios estatísticos dos rebanhos. Outro destaque é a disponibilização de mapas de distribuição do rebanho, utilizando grupos de concentração

tais como 25%, 50% e 75%, auxiliando na rápida identificação dos polos de produção nos respectivos níveis territoriais consultados. Para a operacionalização da plataforma, a Embrapa conta com a parceria do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), do Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIG-SIF) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) e do Centro de Inteligência do Leite (CiLeite), além de cooperativas, associações e produtores. Essas parcerias contribuem para a ampliação da rede de colaboradores e informantes para a coleta de informações de mercado e apoio à divulgação do CIM junto aos diferentes atores do setor produtivo. Fonte: Embrapa Caprinos e Ovinos


ExpoZebu 2018 Negócios ultrapassam R$176 milhões

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ABCZ divulgou o balanço oficial financeiro da ExpoZebu 2018, em sua 84ª edição. O valor em negócios movimentados pela feira ultrapassou os R$176 milhões, o que revelou um crescimento de quase 20% em relação ao evento de 2017. “Estamos muito felizes, surpresos e animados com esse resultado. A ExpoZebu, sem dúvida, foi um sucesso absoluto. E sabemos que, se somarmos o impacto direto em hotéis, restaurantes

Público A 84ª ExpoZebu aconteceu do dia 28 de abril ao dia 06 de maio em Uberaba (MG), cumprindo a missão de apresentar ao mundo os avanços no melhoramento genético e na qualidade da pecuária zebuína brasileira. Pelo salão internacional do Parque Fernando Costa passaram 513 estrangeiros. É o maior público na história da ExpoZebu. A quantidade de países visitantes também é um recorde. Foram 36 no total, incluindo grandes delegações da Colômbia, Bolívia, Panamá e México. Sucesso também com o público nacional: passaram pelo evento 241.971 pessoas. São cerca de 22 mil a mais que no ano passado. O crescimento no número de público tem relação com as novidades e a ampliação da programação de entretenimento e comercialização esse ano. Nessa lista está a ‘1ª Feira de Gastronomia & Alimentos de Minas’, realizada no Pavilhão Multiuso. Cerca

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e comércio da cidade, a movimentação financeira foi ainda maior”, comemora o diretor da ABCZ Fabiano Mendonça. Os bons números da ExpoZebu 2018 começam pelos patrocínios, que tiveram aumento de 60% em relação a 2017. A área comercial do Parque Fernando Costa foi 100% ocupada. Os leilões e shoppings bateram a casa dos R$33,8 milhões. E os negócios internacionais dispararam: aumento de mais de 30%.

de 60 expositores participaram da mostra, que reuniu pequenos produtores de queijo, café e cachaças. O local também abrigou a Vitrine da Carne e do Leite, trazendo uma programação gratuita ainda mais dinâmica e interativa. Incluindo a participação do vencedor do Masterchef Brasil Profissionais, chef Pablo Oazen, e o grande especialista em cortes, Marcelo Bolinha.

Julgamentos e Concurso Leiteiro Os julgamentos e campeonatos da 84ª ExpoZebu, que recebeu cerca de 1.850 animais, foram marcados por avaliações criteriosas. A grande novidade nesse quesito é a volta do jurado único para todas as raças. Os campeonatos Modelo Frigorífico e Matriz Modelo também movimentaram o Recinto de Avaliação das Raças Zebuínas. A produção leiteira do Zebu também esteve à prova, em um campeonato maior em todos os sentidos. Foram 10 ordenhas oficiais

e 50 fêmeas avaliadas das raças Gir, Guzerá, Sindi, Guzolando e Sindolando. Sendo que uma única exemplar da raça Gir conseguiu atingir produção total de quase 180 kg de leite, com média de 59,98 kg.

ABCZ EquiShow A 84ª ExpoZebu abriu de vez as porteiras para os cavalos, e cerca de 600 equinos participaram da feira esse ano. Para abrigar tantos animais, além de uma programação ainda maior com provas e julgamentos, as atividades foram realizadas na Fazenda Experimental da ABCZ. Cavalos das raças Crioulo, Mangalarga, Quarto de Milha e Friesian, participaram. Dias de Campo, visitas política, Federação Internacional dos Criadores de Zebu (Ficebu), ABCZ Jovem e outros debates, além de entretenimento e cultura preencheram a programação da Feira. Ainda na lista do benefícios deixados pela feira está o Geossítio ABCZ, inaugurado durante o evento. O espaço é o primeiro do Geoparque Uberaba, que irá desenvolver o turismo no município, através de um roteiro que ressalta as três principais potencialidades da cidade: a pecuária zebuína, a religiosidade e paleontologia.


Expocachaça Evento completou 21 anos em 2018

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conteceu de 07 a 10 de junho de 2018, em Belo Horizonte - Minas Gerais, a 28ª Expochaça e a 12ª Brasilbier, no Expominas. A maior e mais importante e conceituada vitrine mundial da cadeia produtiva e de valor da cachaça, no formato consagrado B2B-Feira e B2C-Festival. Trata-se de um evento que nasceu em Minas Gerais em 1998, a 21 anos e ganhou a liderança no Brasil e visibilidade mundial e nesta edição une duas cadeias produtivas de bebidas artesanais a cachaça e as cervejas. A Expocachaça foi a principal responsável pela visibilidade atingida e pelo status de destilado nobre retirando a cachaça do patamar a que esteve relegada por muitos anos, dando promoção e divulgação à bebida nos mercados interno e externo. Aproximadamente 80 mil pessoas participaram da exposição durante os dias de programação que reuniu 200 expositores no Expominas e apresentou 12 shows, dentre eles o de César Menotti e Fabiano. Um dos destaques desta edição foram os 75 anos da cachaça Havana, que lançou uma garrafa comemorativa durante a feira. Além disso, essa edição marcou também a comemoração dos 85 anos do Sindibebidas, 70 anos dos Alambiques Santa Efigênia, e 30 anos da ANPAQ - Associação Nacional dos Produtores e Integrantes da Cadeia Produtiva e de Valor da Cachaça de Alambique.

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As cachaças foram julgadas em sete categorias: brancas puras armazenadas em tanques de inox ou vasilhame inerte, sem passar por qualquer tipo de madeira; descansadas em madeiras como amendoim, jequitibá, entre outras que não interferem na cor; envelhecidas em Carvalho Francês; envelhecidas em Carvalho Americano; envelhecidas em diversas madeiras brasileiras, como Amburana, Bálsamo, Loro e Canela, Castanheira, Pau Brasil, entre outras; envelhecidas na categoria Extra-Premium, envelhecidas acima de três anos; bebidas com cachaça.

Sobre a cachaça De acordo com dados do Centro Brasileiro de Referência da Cachaça, em 2012 havia no Brasil 240 mil produtores de cachaça, dos quais 98% eram peque-

nos e microempresários que geravam 600 mil empregos diretos e indiretos. A cadeia produtiva da cachaça movimenta, anualmente, 7 bilhões de reais em sua cadeia produtiva. O consumo de cachaça por habitante, também anualmente, é estimado em 11,5 litros. Mais de 4 mil marcas de cachaça disputam mercado no Brasil e da produção nacional, 1% é exportada por ano. Instituída por decreto federal como bebida nacional do Brasil, por leis estaduais como Patrimônio Cultural de Minas Gerais e Patrimônio Histórico e Cultural do Rio de Janeiro, a cachaça brasileira tem 70% de sua produção como cachaça de coluna ou industrial e 30% de cachaça de alambique, sendo o 3º destilado mais consumido no mundo. É o produto que tem “a cara brasileira”, segundo pesquisa do Centro de Indústrias de São Paulo.

Santa Catarina leva oito premiações Os produtores catarinenses conquistaram oito premiações na Expocachaça 2018. Duas cachaças produzidas em Santa Catarina levaram as medalhas de ouro. A Moendão de Ouro e Bylaardt Extra Premium 8 anos conquistaram, respectivamente, as medalhas de ouro nas categorias Armazenada em Carvalho Americano e Extra Premium Armazenada Acima de 3 Anos. Outras seis cachaças levaram medalhas de prata nas categorias: Branca Pura, Armazenadas em Carvalho Francês e Armazenadas em Madeiras Brasileiras.


bebidas Você sabia?

As temperaturas ideais dos vinhos E

xistem mais de três mil espécies de uvas para vinho catalogadas em todo o mundo. Separá-las em brancas e tintas e depois de acordo com as variações da bebida facilita muito o entendimento, já que as temperaturas variam muito de acordo com os tipos de uva. Merlot, Tannat, Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon e Chardonnay são

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alguns tipos que ainda podem se diferenciar por serem espumantes, secos, suaves, fortificados. Abaixo dos cinco graus, as papilas gustativas podem ficar anestesiadas, danificando o paladar. Acima de 20 graus Celsius o vinho pode perder equilíbrio e liberar um aroma desagradável de álcool. Para os vinhos tintos o recomendado é que sejam consumidos entre 15 e 18 graus. Os mais novos e frutados devem ter a temperatura mais baixa, já os vinhos mais curtidos e estruturados, temperatura mais alta. A mesma regra se aplica aos vinhos de uvas brancas, porém com temperaturas variando entre 8 e 12 graus Celsius. Os espumantes pedem temperatura entre 5 e 8 graus, os brancos de sobremesa entre 5 a 10 graus e os rosados devem ser consumidos por volta de 12 graus. A temperatura média da maioria das cidades brasileiras está acima de 20 graus e esse fato sugere que quase sempre será necessário o resfriamento da bebida.

Para gelar uma garrafa rapidamente basta colocar o vinho em um balde com água, gelo, álcool e sal grosso. Cinco minutos serão suficientes para resfriar um vinho tinto e dez minutos devem levar um vinho branco à temperatura ideal. Se houver mais tempo, uma a duas horas na geladeira são suficientes para gelar os tintos e de duas a três horas para os brancos. O que não se deve fazer nunca é adicionar pedras de gelo a qualquer tipo de vinho.

Como temperar a bebida As adegas climatizadas costumam ser reguladas em 16 graus, visando um resfriamento rápido e também uma climatização de temperatura ambiente. Uma dica interessante para quem não possui uma adega climatizada é guardar as garrafas de vinho tinto deitadas no chão da cozinha, que é um lugar fresco. Mas deve-se tomar cuidado, pois a rolha exerce troca mínima de ar e então, as garrafas não devem ficar próximas de materiais de limpeza. A geladeira é o lugar ideal para armazenar os brancos e espumantes. Uma boa geladeira regulada tem a temperatura média abaixo de 4 graus. Assim sendo, deixar o vinho esquentar um pouco naturalmente antes de bebe-lo é o mais indicado. Basta retira-lo do refrigerador uns minutos antes de servir.


XII Festival de Gastronomia Rural de Itapecerica O evento se firma como um dos principais do gênero em Minas Gerais

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XII Festival de Gastronomia Rural de Itapecerica, no Centro-Oeste mineiro, realizado de 8 a 10 de junho, mais uma vez atraiu milhares de pessoas. Esta edição, considerada pelo público e pelos comerciantes como a melhor em termos tanto de estrutura e organização como de volume de vendas, firma o evento como uma das principais referências no gênero gastronômico em toda Minas Gerais. O Centro da cidade foi cuidadosamente decorado e transformado em um ambiente temático a fim de que os participantes se sentissem em plena zona rural. Além da enorme variedade de pratos, cerca de 50; cervejas artesanais, vinhos e cachaças, a festa foi embalada por muita música caipira, com diversas atrações musicais. A segurança e a limpeza também foram destaques do evento. “Não tenho palavras para descrever o XII Festival de Gastronomia Rural. Uma festa bonita, animada, familiar e organizada que cumpriu com excelência o objetivo de oferecer o melhor da deliciosa culinária da roça mineira”, afirmou o prefeito de Itapecerica, Wirley Reis, mais conhecido como Têko. O prefeito atribuiu o sucesso do evento à junção de diversos fatores, como o trabalho da equipe organizadora, dos funcionários da Prefeitura, dos barraqueiros, dos donos de bares e restaurantes, dos cozinheiros e dos artistas que se apresentaram. “Também não podemos deixar de destacar a reconhecida receptividade do povo itapecericano e a participação maciça dos turistas. Tudo isso contribuiu para o êxito do nosso tradicional Festival de Gastronomia Rural”. Tanto aqueles que já haviam prestigiado outras edições da festa quanto os que participaram pela primeira vez este ano ficaram surpresos pela grandeza do evento. “Todas as pessoas que comentaram comigo sobre o festival e que pretendem estar presentes no ano que vem”.

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Homenagens A abertura do XII Festival de Gastronomia Rural de Itapecerica, na noite de sexta-feira, 8 de junho, foi marcada pelas homenagens à empresária Beth Pimenta, idealizadora do evento no ano de 2007, e à Associação Caminhantes da Estrada Real, que em 2018 completa seus 15 anos. Ao longo da festa também estiveram presentes autoridades e vários prefeitos de municípios mineiros.


RECEITA

Risoto de pinhão P

inhão é a designação genérica da semente de várias espécies de pinaceaes e araucariaceaes, plantas gimnospérmicas, isto é, cuja semente não se encerra num fruto. O pinhão se forma dentro de uma pinha, fechada, que com o tempo vai-se abrindo até liberar o pinhão. No Brasil, o termo pinhão geralmente designa as sementes da Araucaria angustifolia, árvore de destacada importância cultural, econômica e ambiental na região sul e em algumas partes do sudeste do Brasil. E a sugestão dessa edição é utilizar o pinhão num delicioso risoto, sugerido pelo Chef João Belezia.

Ingredientes 200 g de arroz vermelho orgânico 2 dentes de alho finamente picados 200 g de pinhões cozidos e descascados 1 folha de louro Folhas de sálvia fresca 1,5 litro de caldo de legumes Azeite extra-virgem 50 g de manteiga sem sal 100 ml de vinho tinto seco 50 g de queijo Saint Paulin ou meia-cura ralado grosso Sal e pimenta do reino

Modo de preparo Aqueça o azeite e doure rapidamente o alho picado com o louro. Fatie metade dos pinhões e refogue por dois minutos. Acrescente o arroz e mexa bem por mais dois minutos. Acrescente o vinho tinto, incorpore e deixe evaporar todo. Cozinhe o risoto, mexendo sempre e acrescentando o caldo aos poucos. Cozinhe até ficar al dente, mexendo sempre. Adicione o restante dos pinhões e as folhas de sálvia. Acerte sal e pimenta. Tire do fogo e adicione a manteiga e o queijo Saint Paulin. Mexa bem até ficar cremoso. Disponha uma porção no centro do prato. Decore com mais sálvia fresca, regue com azeite e sirva em seguida.


automóveis

Veículos para estrada de terra unir o útil ao agradável, sendo excelente para viagens de longa distância. Com motor 1.5 TiVCT ou 2.0 Direct

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arros com possibilidade de tráfego tanto em estradas asfaltadas, quanto em estradas de terra é o que todos desejam principalmente aqueles que passam a maior parte do tempo em zonas rurais, onde as estradas de terra são muitas. Ao falar em veículos para estrada de terra as pessoas logo fazem associação com carros grandes, de carroceria. Mas não tem que ser sempre assim, apesar dos modelos pick up serem os mais alusivos ao meio rural. Ao adquirir um carro para estrada de terra deve-se levar em consideração o tipo de motor, de câmbio e a tração do veículo já que as estradas de terra sendo mais acidentada, há o risco de derrapagem o que requer uma boa tração, preferencialmente nas 4 rodas. A altura é outro ponto importante.

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O veículo que fica muito próximo do solo não é recomendado para enfrentar uma estrada cheia de ondulações e cascalhos, por exemplo. A altura, neste caso, é o que garantirá uma boa condução em relação a esses obstáculos, além de proporcionar boa visibilidade na estrada. Vale lembrar que veículos muito altos podem comprometer a estabilidade e dificultar o controle da direção.

Modelos bem aceitos em estradas de terra Com base nos componentes ideais de um veículo para trafegar bem em estradas de terra, a liderança dos melhores carros para essas estradas fica com o Ford EcoSport. Foi o 25º carro mais vendido em 2017 e consegue

flex, possui direção elétrica, câmbio manual de 5 marchas ou automatizado de dupla embreagem e 6 marchas. Versões com tração de 4x2 ou 4x4 sem reduzida, potência de 130 cv a 176 cv e torque 15,6 kgf.m a 22,5 kgf.m. Outro modelo que apresenta inovação para a categoria, pois nasceu da evolução de um carro que não foi pensado para a estrada de terra. Falamos do Fiat Palio Weekend Adventure. Este veículo traz motorização de 1.8 16V flex; direção hidráulica; câmbio manual de 5 marchas; tração dianteira com juntas homocinéticas; potência de 130 cv a 132 cv; torque 18,4 kgf.m a 18,9 kgf.m; versões Adventure e Adventure Locker. O Renault Duster é um dos 4x4 mais baratos do Brasil e leva o título de um dos carros que possui o melhor custo-benefício da categoria. O espaço interno, as proteções na lataria contra as pedras e cascalhos, a suspensão traseira multilink e os ângulos favoráveis de entrada e saída são características marcantes desse SUV. Este veículo apresenta motor 2.0 16V flex; direção eletro-hidráulica; câmbio manual de 6 marchas ou automática com modo manual de 4 marchas; tração 4x4 sem reduzida; potência de 143 cv a 148 cv; torque:20,2 kgf.m a 20,9 kgf.m; nas versões Expression, Dynamique e Dakar.


DICAS DA AGROSID

Acasalamento Corretivo

Melhor produtividade do rebanho leiteiro

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orreção de imperfeições genéticas através de cruzamentos programados entre bovinos. É o que promete uma técnica desenvolvida recentemente baseada na correção de imperfeições genéticas do rebanho. Trata-se do acasalamento corretivo, um programa onde cada vaca é estudada e seus defeitos, do ponto de vista da produção de leite, são corrigidos. Com base nos dados recolhidos das vacas, um computador é utilizado para correlacionar os touros disponíveis. Cada touro possui características específicas que serão transmitidas para suas filhas. Caso uma vaca possua problema de úbere, por exemplo, será escolhido um touro para corrigir esse problema. Isso corresponde ao acasalamento corretivo, que nada mais é do que a utilização de um

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touro capaz de corrigir os defeitos apresentados pela vaca. Embora a capacidade de passar as características de pai para filha seja pequena, sempre há uma melhora da característica a ser corrigida e tudo precisa ser pensado a longo prazo, uma vez que a correção é feita por vários anos. Dessa forma, torna-se é difícil medir a lucratividade dessa operação, pois a base genética das raças muda a cada 5 anos Quando se fala em acasalamento dirigido, muitos imaginam que o objetivo seja apenas correções morfológicas, como orelhas, pigmentação, marrafa e chanfro, mas a verdade é que essa ferramenta vai muito além disso. É importante que haja um levantamento da situação atual do rebanho, dos objetivos e dos critérios de seleção para que a escolha dos reprodutores

que serão utilizados seja eficiente. A partir de uma minuciosa análise, devem-se escolher os touros e as quantidades que cada um deles deverá ser utilizado. Após essa etapa, já é possível a verificação da média da próxima safra. Caso essa etapa seja negligenciada, mesmo com um ótimo direcionamento de acasalamento, não será possível atingir os objetivos. Embora seja uma técnica considerada recente e que foi implementada pelas centrais de inseminação do país, configura-se como um trabalho complicado e a extensão rural do Brasil ainda tem uma ação bastante tímida em cima dessa novidade. No entanto, mesmo o pequeno produtor pode realizar a operação na propriedade. Obter animais com avaliações genéticas extremas é o maior objetivo dos rebanhos de seleção. Baseia-se em priorizar o acasalamento dos melhores machos com as melhores fêmeas e, automaticamente, dos piores machos com as piores fêmeas, entre os já selecionados. A esse sistema é dado o nome de acasalamento entre semelhantes. A orientação de um técnico é imprescindível para que o produtor implemente o programa. As deficiências que cada vaca apresenta devem ser identificadas corretamente para que as deficiências das gerações futuras sejam corrigidas.


Turismo

Os encantos da vida no campo Q

ue o agronegócio brasileiro é forte todos sabem, o que nem todos imaginam é que o agronegócio está cada vez mais ultrapassando as barreiras da produção agrícola e atingindo a cadeia turística. É aí que entram os roteiros de turismo rural oferecendo excelentes opções de passeios repletos de tranquilidade e aproximação com a natureza. Os turistas estão cada vez visitando as fazendas que são, ao mesmo tempo, uma oportunidade de gera-

O Circuito do Ouro O Circuito do Ouro é formado por 16 municípios de Minas Gerais, começando na região metropolitana de Belo Horizonte. O circuito é dividido em quatro roteiros: entre Serras da Piedade ao Caraça é formada por Caeté, Barão de Cocais, Santa Bárbara e Catas Altas. O roteiro Entre Cenários da História agrupa os municípios que foram palco da história de Minas Gerais: Congonhas, Ouro Branco, Ouro Preto e Mariana. Outro roteiro é o Entre Trilhas, Sabores e Aromas: Rio Acima, Itabirito, Nova Lima e Sabará compõem este roteiro. O roteiro Entre Ruralidades e Personalidades fica entre Itabira e Nova Era. Mais informações http://circuitodoouro.tur.br.

ção de renda extra para o produtor. Roteiros turísticos do agronegócio oferecem informações, história, tradição e sabores típicos de cada região, além de proporcionarem momentos ideais para aqueles que desejam se distanciar dos grandes centros urbanos, shoppings e praias cheias em temporadas, principalmente. Os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais oferecem boas opções de roteiros rurais já consolidados e cada vez mais fortes.

Circuito das Águas Paulista

Circuito das Águas Gruta do Anjo (Socorro - SP)

Lindóia, Águas de Lindóia, Monte Alegre do Sul, Amparo, Pedreira, Holambra, Serra Negra, Jaguariúna e Socorro compõem o circuito das Águas Paulista. O roteiro de São Paulo, além de permitir inúmeras opções de visitação a fontes e balneários da região, também permite conhecer fazendas, sítios e alambiques. Informações em www.circuitodasaguaspaulista.sp.gov.br.

Fazendas Históricas Paulistas

Fazendas Históricas Paulistas Este circuito tem fazendas que oferecem visitação e outras abertas para hospedagem. Distribuídas nas cidades de Campinas, Itú, Jaú, Limeira, Mococa, São Carlos e Vale do Paraíba, as construções permitem ao turista conhecer como era o ciclo do açúcar no século XVIII, o ciclo da colonização mineira do século XIX e ciclo do café da segunda metade do século XIX a 1929. Para mais informações www.fazendaspaulistas.com.br.

Roteiro Caminhos de Pedra Turismo rural e cultura, juntos. É o que oferece o Roteiro Caminhos de Pedra, no Rio Grande do Sul, em 15 propriedades para visitação: vinícolas, restaurantes e casas de confecção e produção artesanal, além de 56 pontos de observação, como capelas e locais históricos. Para mais informações: www.caminhosdepedra.org.br.

Circuito das Pedras

Balneário do Morro da Água Quente

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Parque Ibirapuera


sEÇÃO pET

Mini coelhos Fofos e de fácil manutenção são uma ótima opção de pet

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ambém conhecido como coelho anão, o mini coelho é um pequeno mamífero da família dos lagomorfos, e nada tema ver com roedor. Dócil e carinhoso, apresenta comportamento diferente dos coelhos maiores que são mais ariscos. A inteligência do mini-coelho também é superior à do coelho comum, pois é capaz de obedecer a comandos e percebe mais o mundo ao seu redor, inclusive se apegando ao dono. São fáceis de cuidar, podendo ser criados soltos em casa ou apartamento. Não precisam de banho pois lavam-se sozinhos deixando o pelo sem cheiro. A alimentação e manutenção são baratas e seu tamanho pode variar entre 25 e 35 cm de comprimento e o peso entre 1 a 2 quilos. Se bem treinados, acostumam-se a fazer as necessidades em um lugar específico e são bem silenciosos. A expectativa de vida varia de 6 a 8 ano.

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Com orelhas eretas ou caídas, podem apresentar pelos curtos ou longos, olhos azuis, castanhos ou vermelhos, e cores dos pelos variadas: brancos, pretos, malhados, marrons e cinzas. Se você decidiu ter um mini coelho como pet é importante se preparar e também preparar o ambiente para a chegada do bichinho. Gaiola, alimentos, produtos para higiene e alguns acessórios são necessários para o bom desenvolvimento do mini coelho.

Alimentação Os coelhos são animais herbívoros. Além de ração própria para coelhos, verduras de cor escura, feno e alfafa são os principais alimentos do coelho. A ração deve ser administrada na quantidade diária aproximada de 100 a 150 g para um coelho adulto, podendo ser dividida em duas refeições.

Para complementar a alimentação pode-se oferecer frutas ao animalzinho, eventualmente. Devem ser evitadas as cítricas. Os mini coelhos adoram banana, maçã e pêra. Cenoura, aveia em flocos, e verduras escuras, como espinafre, rúcula, couve, ramagem de cenoura ou beterraba, erva-doce, almeirão, chicória, entre outros, desde que sejam verde escuros, também podem ser oferecidos. Agua à vontade é fundamental. O ideal é usar um bebedouro externo à gaiola, para evitar que o coelho se molhe ou suje a água. O feno auxilia no bom funcionamento do intestino, ajuda a não formar bolas de pelo no estômago, e pode ser oferecido à vontade, mas este sozinho não tem todos os nutrientes necessários e seu animal pode ficar com problemas de nutrição. Os petiscos são importantes para adestrar, chamar a atenção do coelho e também para fazer amizade com o novo dono. Pode-se dar pequenos pedaços de frutas, cenoura, frutas desidratadas ou petiscos para hamsters, mas em pequena quantidade, oferecendo o petisco com a mão.


Reprodução e criação Os mini-coelhos alcançam a maturidade sexual com 16 a 24 semanas e o período de gestação de uma coelha é de 30 a 32 dias. O tamanho da ninhada varia, segundo a raça, de 2 a 12 filhotes. Coelhos criados sempre presos têm maior propensão a criar distúrbios de comportamento, e maior agressividade, pois ficam estressados. Em contra partida, coelhos criados sempre soltos, ficam ariscos e não aceitam colo, pois perdem o vínculo com o dono. O ideal é soltar sob supervisão, pelo menos 1 vez ao dia. Além de soltar o coelhinho diariamente para passear, você pode interagir brincando com ele e ensinando truques. Os exercícios são fundamentais para a saúde dos coelhos.

Alojamento e manejo O ideal é que o coelho tenha uma gaiola com a medida quatro vezes maior que o tamanho dele. Dessa forma o bichinho poderá se esticar e sentar-se, além de crescer.

A gaiola deverá ser colocada num local sem correntes de ar, arejado e seco. As fezes devem ser limpas todos os dias para que não haja contaminação da comida e da água, diminuindo a incidência de doenças. Coelhos machos e fêmeas devem ficar em gaiolas separadas, com exceção para os períodos de cruzamento.

Principais raças no Brasil As principais raça de coelhos pequenos no Brasil, com peso variando entre 900 gramas e 2,7 quilos são o Fuzzy Lop, o Holandês, Dwarf Hotot, Holland Lop e o Mini Lop. O Fuzzy Lop foi formado de 1981 a 1989 a partir do cruzamento de colehos Holland Lop com a raça Angorá Francês. Daí vieram os peludinhos de orelha caída que pesam até 1,8 quilos. Já o padrão da raça do Holandês é a divisão logo após os ombros e terço final do pé branco. O peso pode variar de 1,5 a 2,5 quilos. Os Dwar f Hotot são originários do cruzamento de Hotots presentes na Alemanha Oriental com Hotots presentes na Alemanha Ocidental. O peso é em torno de 1,3 quilos e o padrão da raça tem olhos marrons com bordas pretas. A raça Holland lop or iginou do cruzamento inicial da raça Netherland D war f com a raça Lop Francês e o peso aceito é de 1 quilo e meio. Já o M ini Lop veio do cruzamento da raça Lop I nglês com a raça Borboleta for mando a raça Lop Francês em 1850. Assim a raça Lop Francês foi cruzada com a raça Chinchila or iginando o M ini Lop reconhecida em 1974. REVISTA MERCADO RURAL

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seção exótica

Sagui

Inteligência e habilidade Legalização Se você pensa em criar um sagui, o primeiro passo é adquiri-lo através de criador ou loja autorizada pelo Ibama. O estabelecimento ou criador deve fornecer, no ato da venda, nota fiscal, uma autorização de uso e manejo e, além disso, o animal deve possuir anilha ou microchip de identificação. É importante saber que, mesmo que um animal já esteja há anos em cativeiro, ele não pode simplesmente ser legalizado. Animais impossibilitados de retornarem à natureza devem ser entregues em centros de triagem de onde serão encaminhados a locais autorizados pelo Ibama.

Alimentação e manejo

H

abilidosos e muito inteligentes, esses se sustentam sobre quatro patas, pulam com destreza e soltam assobios e guinchos que podem ser ouvidos a quilômetros de distância. Castanhos, dourados, prateados ou de pelos pretos, se dão muito bem com os humanos, apesar de apresentarem um temperamento instável. Os saguis são considerados espécies exóticas invasoras, porque estão fora de sua área original, estabeleceram população e afetam os animais e ecossistema nativos da região de onde foram introduzidos.

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Também são conhecidos como sagui-do-nordeste e sagui-do-cerrado, sauim, xauim, sauí, soim, massau, tamari e mico-estrela. O nome depende da região do país. As duas espécies que encontramos nas metrópoles do sul e sudeste são o Callithrix jacchus e o Callithrix penicillata. Eles têm uma estimativa de vida de 20 anos se criados em cativeiro e, como todos os animais, precisam de cuidados e atenção. Antes de ter qualquer animal, o importante é se informar e, no caso dos saguis, que é um animal exótico, outro fator é muito importante: a legalização.

Os saguis precisam ter uma alimentação variada, rica em frutas, legumes e proteínas. Banana, mamão, maçã, manga, laranja, uva e outras frutas de época são bem apreciadas por estes animais. Beterraba, cenoura, batata-doce, inhame e quiabo, combinados com pedaços de carnes, frango desfiado, ovo cozido, tenébrios ou grilos são bem aceitos por estes macaquinhos. Atualmente é comercializada ração para macacos, importantes para complementar ainda mais a sua dieta. A alimentação na natureza é de insetos, répteis, pequenos mamíferos, aves, lesmas, ovos, alguns vegetais, frutas e a goma das árvores. Este último tipo de alimentação é possível porque têm comportamento chamado de gomivoria. No entanto, acabam também fazendo algumas dessas árvores morrerem. Dessa forma, eles sobreviverem em uma grande variedade de tipos florestais, até mesmo nas cidades, podendo inclusive tornarem-se pragas.


Criar saguis exige um rigoroso manejo sanitário. O viveiro deve ser mantido limpo e desinfetado e os animais devem ser vermifugados a cada seis meses.

Reprodução Estes animais são fiéis aos seus parceiros por toda vida. Aos três anos eles já atingem o necessário amadurecimento sexual. A reprodução acontece quando o casal está isolado em um ambiente calmo, sem pessoas por perto. A fêmea pode cruzar dois dias após o parto, procriando a cada 6 meses. A gestação dura de 138 a 170 dias, nascendo, em média, dois filhotes por parto.

Mercado Para quem deseja a comercialização destes animais, a criação mínima recomendada é de 10 casais com custo médio de R$ 2.800 mil cada. Os filhotes podem ser vendidos com dois meses de idade ou com peso a partir de 120 gramas. Importante salientar que a comercialização só pode ser feita com autorização do Ibama. REVISTA MERCADO RURAL

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EVENTO/EXPOSIÇÃO

Shopping Fazenda Sumaúma D

urante a Megaleite 2018, João Cruz Reis Filho, promoveu um shopping virtual de animais Girolando de sua criação, diretamente da Fazenda Sumaúma. O remate contou com uma oferta e seleção de alta qualidade e genética. João Cruz que já foi secretário de Agricultura de Minas Gerais marcou presença em todos os dias do evento e circulou entre criadores, amigos, autoridades e políticos, recebendo lideranças de Minas Gerais e até de outros estados.

Sergio Peixoto, João Cruz, Marcílio Magalhães e Guilherme Marquez

Cassio Rossi, Antônio Carlos Arantes, João Cruz , Evair de Melo e Fabiano Tolentino

Roberto Simões, João Cruz, Luiz Carlos Rodrigues e Marcílio Magalhães

Pedro Junqueira Ferraz, Bernardo Junqueira Ferraz e João Cruz

Heverardo, Fabiano Tolentino, Jonadan Ma e João Cruz

João Cruz , Davi Oliveira e Uander

Flávia Fontes, João Cruz e Geraldo Borges


Evento/feira

Feira Tropa do Varjão N

Nina Brum, Denise Stacanelli, Vera Leal e Maria Luzia Rua

o dia 30 de Junho, aconteceu na Fazenda Olhos D'Água, município de Divinópolis - MG, mais uma edição da Feira Tropa do Varjão. Foram comercializados muares, jumentinhos e eqüinos de alta qualidade, em um formato diferente e interativo de venda direta. O evento também contou com várias atrações culturais para toda a família e o clima aconchegante da festa garantiu uma tarde muito agradável a todos. A família Tropa do Varjão espera todos em 2019.

Leandro Ferreira, Agulilar Rodrigues, Clayton Brum e Cassandra Dolabella

Augusto Palhares, José Palhares, Maria de Lourdes, Luciano Martins e José Geraldo

Thelisson Batemarque, Frederico Magalhães e Leonardo Faria

Wirlei Reis, Clayton Brum e Omar Macota

Felipe Santana e Diego Melo

Sigismundo Fassbender, Rafael Duarte, Sérgio Brant, Fernanda Costa e Andréia Brant

Helton Carneiro, Nelsinho Grassi e Humberto Fagundes

Paulo Jr. Vaz, Evandro Aguiar, Olavo Corgosinho e Dênis Fagundes


GIRO RURAL Brazil Wine Challenge

A mais representativa edição da história do Brazil Wine Challenge, Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, aconteceu na primeira semana de junho em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Foram mais de 600 amostras de 18 países da América, África, Ásia, Europa e Oceania, avaliadas por 50 especialistas de sete países: enólogos, sommeliers e jornalistas da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Itália, Portugal e Uruguai. O 9º BWC é uma realização da Associação Brasileira de Enologia (ABE). As amostras vieram da África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Bolívia, Brasil, Bulgária, Chile, China, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Itália, México, Nova Zelândia, Portugal e Uruguai, na 9ª edição do concurso com o maior número de países de sua história. Das 611 amostras inscritas no 9º Brazil Wine Challenge (BWC), 193 foram premiadas, sendo oito com Medalha Gran Ouro (de 93 a 100 pontos) e 185 com Medalha de Ouro (de 88 a 92,9 pontos). O grande destaque ficou com o trio Brasil, Chile e Portugal, que conquistaram o maior número de medalhas, além de dividir o pódio das Gran Ouro.

Premiações – Oito Medalhas Gran Ouro e 185 Medalhas de Ouro • Argentina – 5 Ouro • Austrália – 1 Ouro • Bolívia – 1 Ouro • Brasil – 3 Gran Ouro e 105 Ouro • Chile – 2 Gran Ouro e 34 Ouro • Grécia – 1 Ouro • Nova Zelândia 3 Ouro • Portugal – 3 Gran Ouro e 28 Ouro • Uruguai – 7 Ouro

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Indicador de Sustentabilidade Ambiental Treinamento para técnicos do ABC Cerrado em Caetanópolis A sustentabilidade é assunto sério para o agronegócio e o Senar Minas realizou nos dias 28, 29 e 30 de maio, treinamento com a equipe do Projeto ABC Cerrado, em Caetanópolis (MG), sobre a ferramenta ISA, de Indicadores de Sustentabilidade Ambiental. De acordo com o analista técnico do Senar e coordenador do ABC Cerrado em Minas, Caio Sérgio Santos, o treinamento teve como objetivo capacitar a equipe técnica de campo em Minas Gerais em georreferenciamento e na utilização da ferramenta, preparando-a para diagnosticar a propriedade, analisar os dados co-

letados e propor as soluções necessárias para que a propriedade, como um todo, possa ser cada vez mais sustentável. Dividido em conteúdo teórico e prático, os técnicos tiveram a oportunidade de aplicar a ferramenta na propriedade de Márcio da Silveira, produtor assistido pelo técnico Raul Silveira. O levantamento dos indicadores será realizado em 65 propriedades na primeira etapa e em mais 90 propriedades na segunda, abrangendo 63% do total daquelas atendidas pela Assistência Técnica e Gerencial, nas diferentes regiões contempladas pelo projeto, no estado.

40ª Semana da Citricultura A edição 2018 da Semana da Citricultura aconteceu do dia 04 a 08 de junho em Cordeirópolis-SP O evento marcou os 40 anos do evento e comemorou os 90 anos do Centro de Citricultura Sylvio Moreira. As palestras abordaram diversos temas sobre os desafios do setor citrícola, envolvendo fitossanidade, inovação tecnológica, nutrição, HLB, irrigação, economia e política. As palestras foram proferidas por pesquisadores do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Na semana ocorreu também a 44ª Expocitros e o 49º Dia do Citricultor. Na abertura, profissionais ligados à citricultura foram homenageados por suas contribuições ao setor. O prêmio de “Engenheiro Agrônomo destaque da citricul-

tura” foi concedido a Helvécio Della Coletta Filho, o prêmio GCONCI “Hall da fama da citricultura” foi dado ao engenheiro agrônomo Agostinho Mario Boggio e o prêmio “Centro da Citricultura” foi para o deputado federal e ex-secretário estadual da Agricultura Arnaldo Jardim, que, em seu discurso, lembrou dos milhares de empregos e das riquezas geradas pelos cultivos de citros em São Paulo.


GIRO RURAL Controle da Salmonella em aves BNDES disponibiliza linha de R$ 1,5 bi para capital de giro O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atendeu a um pleito do setor de aves e suínos e disponibilizou uma linha de crédito de R$ 1,5 bilhão para capital de giro, com juros de 8% a 10%. A linha terá dois anos de carência, com mais três anos para pagamento após este período.

O banco abriu a possibilidade de refinanciamento de crédito de investimento obtido em operação direta, dado o nível de endividamento do setor causado por barreiras de exportação impostas por países compradores e efeitos da greve dos caminhoneiros.

II Mega Encontro Internacional do Senepol Agendado para os dias 3 e 4 de setembro, o II Seminário Técnico Internacional da Raça Senepol será realizado no Parque de Exposições Camaru, em Uberlândia - MG, e integra a programação do II Mega Encontro Internacional do Senepol, que acontecerá de 30 de agosto a 8 de setembro. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol) Pedro Crosara Gustin, a expectativa é de que mais de 400 pessoas participem da segunda edição do Seminário. O evento terá palestras sobre mercado pecuário, genética, reprodução, 100 anos do Senepol no mundo e 18 anos no Brasil, além de premiações e vários lançamentos. As inscrições serão online e estarão disponíveis em breve através do site www.senepol.org.br.

Durante o evento, no dia 3 de setembro, acontecerá a entrega do Prêmio ABCB Senepol de Pesquisa Científica & Inovação e do Prêmio de Jornalismo aos vencedores. Também será premiado o vencedor do concurso para escolha da Bandeira Senepol. No mesmo dia haverá o lançamento e posse da “Ala Jovem Senepol”, que terá a participação da nova geração de criadores da raça. No dia 4 de setembro, também haverá a apresentação de novidades, além das palestras. Será feito o lançamento do Sumário de Touros 2018, do livro “Linhagens do Senepol” e da Certificação da Carne de Senepol. Durante o evento, ainda será lançamento do Núcleo Feminino do Senepol.

Um comitê técnico formado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) está revisando as normas técnicas da avicultura brasileira. O grupo pretende analisar pontos como o controle e monitoramento da Salmonella, exportação da carne de frango para a Europa e certificação internacional. A demanda surgiu depois de uma reunião dos representantes da cadeia produtiva da carne com o ministro Blairo Maggi. A CNA vai coordenar esse grupo e outro será criado para discutir a imagem da carne de frango. Luiz Eduardo Rangel, secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, ressaltou que o ministério vai receber as demandas do grupo e trabalhar para construir o que for possível com o objetivo de melhorar.

Presidente da ABCB Senepol, Pedro Crosara REVISTA MERCADO RURAL

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giro rural Parceria: China e São Paulo A Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo recebeu o Comitê Permanente do Congresso do Povo de Chongqing, China, em busca de acordo de cooperação entre o estado paulista e a província chinesa na área de agricultura. A reunião foi realizada no dia 25 de junho. O Comitê Permanente do Congresso do Povo de Chongqing apresentou as características da Província, que tem a quarta cidade mais populosa da China. A Secretaria também apresentou suas tecnologias desenvolvidas pelo Instituto Agronômico (IAC), o acordo é voltado para a pecuária e também na produção de limão e soja.

Na delegação chinesa estiveram presentes: o vice-presidente do Comitê Permanente do Congresso do Povo de Chongqing Xia Zuxiang; o secretário geral-adjunto do Comitê Permanente do Congresso do Povo de Chongqing, Rui Tu; o diretor geral do Distrito de Tong Nan, Zhou Dexun; o diretor geral do escritório de assuntos rurais do Congresso do Povo de Chongqing, Wang Jun; o chefe adjunto de divisão do escritório geral do Congresso do Povo de Chongqing, Pi Junfeng; e a chefe do gabinete para os assuntos dos negócios estrangeiros e ultramarinos do Governo Popular Municipal de Chongqing, Wang Fangzhu.

Homenagem a Pedro Paulo Pedro Paulo dos Santos era muito conhecido nas exposições da FOB - Federação Ornitológica do Brasil. Faleceu aos 69 anos em setembro de 2017 deixando uma enorme saudade entre seus amigos e conhecidos. ‘Criou aves durante a maior parte de sua vida, uma de suas grandes paixões. Viúvo, era pai de um casal de filhos e tinha um neto. Sempre gostou de trabalhar no campo, especialmente com gado. Exímio assador de churrasco comandava a churrasqueira em muitos eventos, além disso era excelente pescador. Muito querido por todos, era sempre solícito e prestativo.

SETEMBRO

AGOSTO

JULHO

agenda RURAL

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07 a 16 de julho 12 a 16 de julho 17 a 28 de julho 24 a 29 de julho 24 a 27 de julho 01 a 31 de maio 30 de julho a 02 de agosto 01 a 15 de agosto 02 a 12 de agosto 03 a 12 de agosto 06 de agosto 07 a 12 de agosto 19 a 27 de agosto 25 de agosto a 02 de setembro 01 da 14 de setembro 02 a 04 de setembro 03 a 10 de setembro 10 a 19 de setembro 20 a 28 de outubro 20 a 30 de setembro 27 de setembro JUNHO 2018

54° Expoagro Cuiabá 7° Feira de Novilhas Selecionadas do Pampa Gaúcho 37ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador - ABCCMM 5°Exposição Espec. Cavalo Campolina 6°Show Pecuário 7° Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas 19°Feacoop

Cuiabá São Gabriel Belo Horizonte

MT RS MG

Feira de Santana Cascavel Itaqui Bebedouro

BA PR RS SP

2° Feira de Reposição de Inverno Feira 2018 45° Grand Expo Bauru 43°Exposição Feira Agropec. e Ind. Expogua 17° Congresso Brasileiro do Agronegócio 46° Exposu 10° ExpoGenética 41ª Expointer

Manoel Viana

RS

Bauru Guarapuava São Paulo Rondonópolis Uberaba Esteio

SP PR SP MT MG RS

55° Expo Prudente 9° Expo Brasil Chocolate 43° EXPOFEIRA 9°Feira de Terneiros, Terneiras, Vaquilhonas 82°Expofeira Agropecuária 22°Boexpa- Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial 9°Feira de Melhoramento Genético

Presidente Prudente São Paulo Feira de Santana Santiago São Pedro do Sul Bossoroca São José dos Ausentes

SP SP BA RS RS RS RS


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Revista Mercado Rural  

Edição de Junho de 2018

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