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junho 2017

Redação Unique Comunicação e Eventos editorial.mercadorural@gmail.com Tel.: (31) 3063-0208 Diretor Geral Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 99198-4522

Editorial Caros amigos, leitores e leitoras.

Departamento Comercial Marcelo Carvalho Lamounier (31) 99869-1618 negociosmercadorural@gmail.com Jornalista responsável Sabrina Braga Bellardini MTB 09.941 JP editorial.mercadorural@gmail.com Jornalista Colaborador Paulo Emílio Torga MG 07665 JP Direção de Arte Clebiane Alves de Lima Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão Gráfica Del Rey www.revistamercadorural.com.br

Apresentamos a vocês a 23a edição da Revista Mercado Rural, é com muita satisfação que lançamos mais um número e agradecemos a cada um de nossos anunciantes que, por confiarem em nosso trabalho, nos ajudam a tornar possíveis as publicações. Procuramos melhorar a cada edição, trazendo sempre assuntos relevantes e variados sobre o mundo que envolve a agropecuária. A cada edição, um motivo de muita alegria. No especial de capa trazemos um pouco da história de sucesso da Agro Maripá, especialista em cavalos de andamento confortável para cavalgadas. Os Mangalargas Marchadores do Haras Maripá, de propriedade de Marcelo Baptista de Oliveira, são a paixão do criador que produz animais com perfil genético e morfológico parecidos, porém com uma padronização igualada. Entrevistamos o presidente da Faemg, Roberto Simões, que nos falou sobre a importância do leite produzido em Minas Gerais para nosso país. Falando em Faemg, nesta edição você confere sobre o programa Escola no Campo, além de outras informações relevantes passadas pela Federação. Essa edição vem com muitas informações importantes e coberturas de grandes eventos do setor pelo país: ExpoCachaça; Exposição Agropecuária de Minas Gerais, Megaleite, ExpoZebu, Agrishow. Na seção Personagem a Revista Mercado Rural presta homenagem a Wander Melo, experiente criador e apaixonado pela raça Mangalarga Marchador, referência para muitos criadores, que deixou um importante legado. Em como fazer você vai conhecer o processo de cobertura móvel para terreiros de secagem de café. O vinho produzido em Minas Gerais Maria Maria está entre os melhores do mundo. E por falar em vinho também trazemos matéria sobre os benefícios da uva. A caipifruta, variação da tradicional caipirinha, com outras frutas está em nossa seção Bebidas. O periquito está em Pet e na seção Exótica você encontra informações sobre o Javali. Em economia trazemos o recorde nas safras que elevou o PIB do primeiro trimestre. Cama de compostagem para gado de leite, plantação de marmelo, mulas que estão parindo, espécies curiosas recém descobertas também estão no conteúdo da 23ª edição. Vale a pena conferir esses assuntos interessantes que agora estão à sua disposição, que elaboramos com muito carinho para os nossos leitores. E tem muito mais. Espero que gostem. Boa leitura e até a próxima edição.

A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

C@rtas Acesse o Facebook e deixe sua crítica ou sugestão Mercado Rural Curta nossa página Recebemos a revista e ficou show a edição, parabéns. Leandro Santos - Pelotas - RS

Marcelo Lamounier

Recebemos a sua revista, muito obrigada pelo envio. O meu pai comentou que de todas as revistas que ele lê, a sua é a mais interessante. Parabéns! Anna Cláudia Salgado - Belo Horizonte - MG Obrigado por me enviar a revista, esta edição está top. Fernando Becker Lamounier -Bom Despacho - MG

Agradecemos a Revista Mercado Rural na pessoa de seu Diretor Marcelo Lamounier da lindíssima matéria publicada a respeito da Abertura salto da FHMG realizada na SHMG, tendo muitos convidados. As Amazonas saltam pelo Clube dos Oficiais da PMMG (Priscilla e Angela). Nossos agradecimentos. Renato Menezes - Belo Horizonte - MG

Quem não conhece a Revista Mercado Rural, vale a pena conhecer. São matérias de grande importância e de um conteúdo inquestionável para você ficar atualizado com diversos assuntos de grande importância para empresas, empreendedores, empresários e leitores. Uma revista simplesmente fantástica! Herley Souza Sale Itapecerica - MG


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ENTREVISTA Roberto Simões, Presidente da FAEMG PERSONAGEM Wander Melo

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FERTILIZANTES NATURAIS

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VINHO mineiro é um dos melhores do mundo

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UVA Diversidade de cores, sabores e benefícios

TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO

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ESPÉCIES CURIOSAS: 10 espécies surpreendentes

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APICULTURA

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MAAB, inovando e evoluindo!

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COMO FAZER: Cobertura móvel para secagem de café.

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FRUTICULTURA Frutas exóticas

16 57ª EXPOSIÇÃO AGROPECUÁRIA de Minas Gerais

18 GIR:

a raça em constante evolução

20 SEÇÃO NATUREZA: Onyanga 21 Crescimento excessivo do FEIJÃO

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EXPOZEBU supera número de público e arrecadação em relação a 2016

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Agrishow fatura mais de dois bilhões em 2017

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MEGALEITE A pecuária de leite ainda mais fortalecida

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EXPOCACHAÇA 46 milhões em negócios em quatro dias de feira BEBIDAS: Caipifrutas

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DICAS DA AGROSID Trypanossomose provoca grandes prejuízos

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AUTOMÓVEIS Tratores modelos 8000S e 9500S são mais confortáveis

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SEÇÃO TURISMO: Festas Agropecuárias

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XI FESTIVAL DE GASTRONOMIA RURAL de Itapecerica SENAR Escola do campo

38 FAEMG Agronegócio 40

FAEMG No rumo certo

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46 ALMEIRÃO,

RECEITA: Gratinado de inhame

AGRO MARIPÁ, Paixão por Mangalarga Marchador o amargo que faz bem

CAMA DE 48 COMPOSTAGEM O rebanho bovino com mais qualidade de produção

Os cavalos e as emoções humanas

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SEÇÃO ECONOMIA PIB do 1º trimestre é salvo por safra recorde A produção de MARMELO de volta ao Sul de Minas

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Girolando 5/8: a proporção certa

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SEÇÃO MEIO AMBIENTE MULAS que parem

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SEÇÃO PET: Periquito Inglês

76 SEÇÃO EXÓTICA: Javali 77 EVENTOS - LEILÃO

Leilão Estrelas do Holandês

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EVENTOS 9a Edição do Leilão Celebridades

79 GIRO RURAL 80 AGENDA


Entrevista

Roberto Simões

À frente da presidência da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais –Faemg, Roberto Simões, participou no dia 28 de junho da abertura da 14ª Megaleite, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, MG. Um dos apoiadores da maior feira de pecuária do país, o presidente falou à Revista Mercado Rural sobre o potencial de Minas Gerais na produção de leite, queijos e também sobre os desafios e superação do setor agropecuário em momentos de crises econômicas.

Mercado Rural: O leite produzido em Minas Gerais representa em torno de 25% de todo o leite consumido no país, sendo de extrema importância para a economia do estado. Qual o papel da FAEMG neste contexto? Roberto Simões: O leite chega a atingir em certos anos 28% da produção nacional e café que temos mais de 50% da produção do Brasil. Sempre imaginei que nós devíamos ter dois grandes eventos pelo menos sobre estes dois produtos, além de outros que se fazem necessários. A Megaleite representa atualmente isso aí: um grande evento do leite que é do Brasil e como dito na abertura provavelmente o maior evento da América Latina neste segmento. O leite está no sangue dos mineiros. É a exploração agropecuária mais difundida no estado e a FAEMG tem um carinho todo especial com isto, tanto

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que desenvolvemos um programa juntamente à Embrapa: Balde Cheio. Através da FAEMG é prestada assistência técnica a pequenos produtores e isso nem é da nossa função, mas tamanha a importância do produto e a escassez dessa assistência, entramos neste projeto e estamos em mais de 350 municípios mineiros com este projeto extraordinário e que, apesar de simples, leva tecnologia ao campo, permite à pessoa voltar pra sua pequena propriedade, viver dela com renda, com dignidade e produzindo leite de qualidade. Este é o nosso grande objetivo, todas as nossas ações, temos uma comissão técnica bastante ativa, temos a presidência da Comissão Nacional do Leite também. Então, é um trabalho permanente em prol desta atividade que é extremamente importante para Minas Gerais e para os mineiros.

Mercado Rural: Outro produto em destaque são os queijos artesanais. A FAEMG é grande incentivadora também na produção de queijos. Fale pra nossos leitores sobre isso. Roberto Simões: Entramos em trabalhos complementares junto a outras entidades que já desenvolveram alguma coisa nessa linha. Neste ano, especialmente, fizemos uma missão à Europa e trouxemos da França instrutores que vieram nos ensinar, em três cursos realizados na Canastra, no Serro e em Belo Horizonte, de como fazer maturação dos queijos artesanais mineiros. Isso é hoje quase uma exigência dos consumidores brasileiros e mundiais. Então, a partir daí, aqueles que se interessaram mais foram à França e lá, num concurso na cidade de Tours, concorrendo com 20 outros países, nós conseguimos 12 medalhas, sendo a superouro, uma


de ouro, 7 de prata e 3 de bronze para os queijos de Minas. A ouro e superouro foram conquistadas por uma produtora mineira da região de Araxá, cidade de Sacramento-MG. Esta é mais uma forma de valorizarmos o produto mineiro, agregar valor a estes produtos e em julho faremos um grande festival do queijo em Minas Gerais com as sete regiões produtoras com certificação de origem, trazer todos os premiados, realizar mostras e vendas dos queijos e chefs vão cozinhar com cada tipo de queijo de cada região, com degustação e promoção dos produtos mineiros. Esta será também a ocasião para expormos vinhos mineiros que já começam a fazer sucesso. Também apresentaremos cervejas artesanais mineiras, além do incentivo ao azeite de oliva. Este é o nosso trabalho de valorização dos produtos mineiros. Além do leite existem todos estes outros que podemos agregar valor, somar e promover ainda mais a produção.

Mercado Rural: O Brasil atravessa um momento de crise econômica e observamos, ao mesmo tempo, expansão de produções no mercado agropecuário. A que se deve este fato? Roberto Simões: Mesmo dentro dessa grande crise de ordem política, econômica e social que vivemos, procuramos continuar com nossa vocação que é a de produzir cada vez mais e melhor. Já ouvimos de muitas pessoas e adotamos este lema: se é crise, tire o “s” e crie. É o que estamos fazendo. Planejamos o início de um novo triênio na FAEMG e o objetivo é este: modernizar, inovar, trazer os jovens para dentro, trabalhar com as startups. Fazer sucessão é um grande objetivo do Senar. Tratar da juventude do campo para que ela faça sucessão de acordo com as nossas fazendas e este é nosso mote: sempre trabalhando em prol do agronegócio mineiro. Produzir é uma vocação natural do estado que é um dos mais diversificados do país e por isso é um dos mais avessos a riscos e tem se mantido apesar das crises. REVISTA MERCADO RURAL

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PERSONAGEM/homenagem

Wander Melo

Experiente criador e referência na raça Mangalarga Marchador deixa legado

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ander Roberto de Melo nasceu em Ituiutaba-MG, em 12 de setembro de 1942. Começou a trabalhar desde muito jovem desenvolvendo habilidades comerciais que o permitiram alcançar grandes patamares. Formou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1970. Costumava dizer que era “advogado por profissão, empresário por vocação e agropecuarista por paixão”. Ao longo de sua trajetória participou de vários projetos, como a Associação Brasileira de Bolsas de Mercadorias, a Ceasa Minas e a ABCCMM (Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Mangalarga Marchador). Os cavalos Mangalarga eram sua grande paixão levando-o a dedicar-se à criação dos mesmos no Haras Visão.

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Os empreendimentos imobiliários também fizeram parte de sua carreira que foi marcada, principalmente, pelo amor à família: esposa, filhos e netos.

A paixão por cavalos A montaria fez parte da vida de Wander desde que ele tinha sete anos. Os passeios a cavalo na fazenda do pai durante as férias escolares eram feitos inicialmente num burro, depois passou para cavalos comuns, menores. Até que montou cavalos de raça e o mangalarga marchador foi o que lhe atraiu. “É um animal de temperamento extremamente dócil, quando desmontado. Tem um andamento avante, harmônico, marchado e cômodo. Boa estrutura, bem angulado e principalmente bonito”. Assim Wander definiu sua predileção pela raça. A paixão utrapassou a montaria e chegou à criação. No ano de 1986, em conversa com o amigo e criador Uno Marcos de Oliveira do Haras Uno, comentou que tinha vontade de criar Mangalarga Marchador. “Ele me falou que teria um leilão no Parque da Gameleira e foi aí que comecei. Comprei alguns animais sem muita padronização. Num segundo momento, já com melhor conhecimento da raça, e do animal que queria criar, juntamos eu, o Uno e o Oswaldo Queiróz e compramos em condomínio o Pharaó de Lavras; mais tarde comprei o Conselheiro do Porto Azul e a Catuni Uirá que foram a base do meu plantel”


A partida Wander foi um guerreiro e um apaixonado pelo Mangalarga Marchador. Acometido por um câncer, contra o qual lutava nos últimos anos, faleceu em 22 de maio de 2017, aos 74 anos. Enfrentou a doença com sabedoria e sempre um sorriso no rosto. Quando faleceu era membro do Conselho Deliberativo Técnico da ABCCMM. Muito querido entre criadores e amigos, deixou saudades e um grande legado que vai nortear por muitos anos os ideais de quem conviveu com ele. A Revista Mercado Rural teve acesso às informações através do filho Wandinho, que enviou uma série de respostas do pai, respondidas no ano passado, sobre parte de sua trajetória. O editor da revista, Marcelo Lamounier, presta esta homenagem a Wander Melo, um homem que demonstrou que com trabalho, confiança e principalmente paixão pelo que se faz, é possível chegar a qualquer lugar.

Autodidata No meio agropecuário, os aprendizados de Wander foram adquiridos de maneira autodidata, segundo ele mesmo definiu. “Sempre trabalhei com conceitos previamente estabelecidos do que seria o true-type da minha criação. Procuro perseguir este objetivo até hoje, embora tenho visto modismos e tendências na raça de tempos em tempos.” Na área de saúde equina e reprodução, por exemplo, Wander explicou que parte do conhecimento veio do interesse, estudo e observação.

Visão “É bom ser simples.” Assim explicou Wander quando questionado sobre o nome do Haras. “Achei o nome Visão interessante, pelo sentido amplo da palavra. Visão é primordial para qualquer coisa que se faça bem feito.”


Maab, inovando e evoluindo! Introduzindo na raça qualidade e paixão, garantindo assim o futuro da marca e da raça Pêga para as próximas gerações.

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Maab Napoleon, Bi Campeão Nacional. Destaque do leilão.

Coquetel de apresentação dos animais do 18O Special Maab

Caio Barbosa Cecílio, homenageado como mais jovem criador

Fotos: Zenith

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roprietário da renomada marca MAAB, Marco Antônio Andrade Barbosa é um entusiasta da raça Pêga, buscando sempre o aprimoramento genético e valorizando o andamento marchado, morfologia e bom temperamento, talvez essa seja a receita para os títulos de Maior Criador e Maior Expositor da Raça Pega por 27 anos. Além de diretor por diversos anos, foi por 6 anos Presidente da ABCJPÊGA, incentivando o aumento de sócios e novos criadores, padronizando os critérios de julgamento com cursos para juízes, abrindo o novo livro de registro de Variedade de Pelagem que ajuda no crescimento da associação, entre outros feitos. O 18º Special Maab, maior e mais tradicional leilão da raça Pêga ganhou cara nova no dia oito de maio de 2017, onde foi realizado virtualmente e não presencial como todos os anos antecedentes. Mesmo com essa mudança, apresentou altíssimo nível de qualidade dos animais comercializados e superou todas as expectativas, inclusive do proprietário e de toda equipe MAAB. "Nunca ofertei tanta qualidade e diversidade de pelagem em um só leilão, diversos campeões como o Bi Campeão Nacional "MAAB NAPOLEON" um dos jumentos mais bonitos que já nasceu na Fazenda Mula Preta, a Campeã Nacional "XALANA MAAB" mãe de diversos Campeões Nacionais como Maab Tributo, Jivago Maab, Fada II Maab. Fica difícil até escolher os destaques!", disse Marco Antônio. Outra novidade este ano foi o coquetel de apresentação dos animais do 18º Special Maab realizado dia 3 de maio na Fazenda Mula Preta, apresentado pelo leiloeiro João Gabriel, com comentários do próprio Marco Antônio e do seu gerente Nando. Com clima de fazenda e integração total do público com os animais, a apresentação foi um sucesso. Agradou ao seleto grupo que pôde conferir todos os animais de perto, testar andamento, esclarecer dúvidas e escolher previamente o animal de seu interesse para lançar durante o leilão. Na XXXII Enapêga, durante o aniversário de 70 anos da ABCJPEGA, seu neto Caio Barbosa Cecílio recebeu a homenagem de "Criador Mais Jovem da Raça", garantindo a sucessão de sua marca e criação, que a cada ano evolui ainda mais, fruto de toda uma vida de dedicação e orgulho.


Como Fazer

Cobertura móvel para secagem de café Confira os passos para a construção dessa cobertura: 1) Escolha o terreiro de cimento onde a cobertura deve ser instalada. Um área de 300m² apresenta capacidade de secagem de 8 mil litros de café natural por ciclo.

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ecar café em terreiro de cimento é um hábito já tradicional de agricultores. Acontece que, sem cobertura, os grãos ficam à mercê do clima e prejuízos podem ser gerados. O secador mecânico, movido à lenha ou carvão, é muito prático, porém de alto custo, além do agravante de temperaturas elevadas demais que podem comprometer a qualidade do café. Aliar práticas já conhecidas a medidas de custo razoável e bons resultados é o que promete a barcaça. O projeto da Embrapa de Rondônia consiste na cobertura do terreiro de cimento por uma estrutura móvel feita de metal e telhas transparentes, ou plástico, movida por roldanas nas laterais do terreiro. O diferencial é a utilização de uma cobertura transparente que permite que a radiação solar chegue aos grãos, criando um efeito estufa e retirando a umidade. Avaliações da Embrapa tem mostrado que o terreiro de cimento de cobertura móvel para secagem de café é uma alternativa viável a pequenos e médios produtores , pois apresenta temperatura de operação dentro do

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desejável, menor necessidade de mão de obra, além de ser um método sustentável por utilizar energia solar. O custo estimado para a construção dessa estrutura gira em torno de 80 reais/m².

Apresentação em 3D da barcaça da Embrapa

2) Boas dimensões sugeridas para a construção do secador são 20 metros de largura por 15 metros de comprimento e 1,30 metros de altura. 3) Nas laterais do terreiro, sobre elevação que permita a altura máxima de 1,30 m dentro da estufa nas áreas de maior elevação, devem ser instalados trilhos por onde correrão as roldanas que permitirão mover a cobertura. As roldanas oferecem leveza à estrutura e são necessárias apenas duas horas diárias de mão de obra nos quatro primeiros dias e uma hora nos demais dias.


FRUTICULTURA

Frutas exóticas pedem passagem no mercado brasileiro Elas querem movimentar mais a economia, seja no ramo da gastronomia, farmacêutico ou de cosméticos. Estamos falando das frutas exóticas que, justamente por serem consideradas exóticas, possuem um valor agregado muito maior do que as frutas tradicionais amplamente difundidas em todo o país. Do ponto de vista biológico, frutas exóticas são todas aquelas que foram introduzidas de outros países, já alguns autores consideram como sendo frutas exóticas aquelas que apresentam o sabor diferenciado ou características diferenciadas que as distinguem dos demais no formato, cor e arquitetura da planta. Nos principais mercados atacadistas (CEASAs), além de suas características peculiares, são consideradas frutas exóticas aquelas que são comercializadas em menor volume. O grande desafio dos produtores é conquistar o paladar do consumidor para alcançar escala de produção. Outro ponto importante é a adaptação da cultura às condições locais de produção. São várias as frutas que temos no Brasil e que são exóticas: cajá-manga, mangostim, jambo, tamarindo, atemoia, rambutão, figo da índia, lichia, carambola, romã, pitaya, phisalys e tantas outras.

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Pitaya Há aproximadamente um ano e meio um grupo de empresários em três municípios gaúchos (Novo Hamburgo, São Francisco de Paula e Jaquirana) investiram na produção da pitaia. A fruta que recebe o nome de fruta-dragão nos Estados Unidos, tem um formato escamoso. Pitaia significa escama na língua indígena. A Pitaya é uma fruta saborosa, promove uma sensação de saciedade e é boa para emagrecimento. A produtividade varia conforme a temperatura e o solo. A planta se adapta bem a ambientes com bastante incidência solar e até 1 mil metros de altitude. Quem explica é Jorge Volkweis, que juntamente com Eduardo Borges de Assis, Rafael Peixoto e Alexandre Assis produzem o fruto Rio Grande do Sul. Nos primeiros seis meses, são gerados em média dois frutos por pé, mas com o passar dos anos, o rendimento aumenta, podendo chegar a até 200 frutos em cada árvore. Por se tratar de alimentos altamente perecíveis, oriundos de diversas regiões do Brasil ou, em alguns casos, importados de outros países, as frutas exigem uma logística

diferenciada de produtores, distribuidores e comerciantes. Com a Pitaya não é diferente. Assim, produzir frutas exóticas no estado em que mora o consumidor final pode ser uma ótima oportunidade para produtores que querem entrar nesse nicho.

Exportação de frutas exóticas Frutas exóticas apresentam alto potencial para exportação, mas essa oportunidade tem sido pouco explorada no Brasil. A physalis, fruta que caiu no gosto dos chefs brasileiros em razão de sua beleza para decorar pratos e de seu sabor doce, é originária da Amazônia e encontrada facilmente no Norte e no Nordeste do Brasil. No entanto, é a Colômbia o principal produtor e exportador da fruta atualmente.

Exotismo do cerrado Várias frutas que podem ser beneficiadas e transformadas em variados tipos de produtos com valor comercial estão no cerrado. O cerrado corresponde a quase 25% do território brasileiro. Cagaita, baru, ata, buriti, bacuri, pequi, mangaba, macaúba, caju, cajuí e cajá são alguns dos frutos exoticos encontrados neste tipo de vegetação.


57ª Exposição Agropecuária de Minas Gerais

Atrações diversificadas garantem sucesso de público e de vendas

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o dia 4 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte - MG, aconteceu o encerramento da 57ª Exposição Estadual Agropecuária, uma realização do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), em conjunto com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e a parceria das instituições vinculadas Emater-MG e Epamig . O evento que recebeu cerca de 66 mil pessoas em quatro dias, contingente 20% maior que os 55 mil visitantes do ano passado. O público incluiu produtores rurais, criadores, representantes de entidades do agronegócio, profissionais do setor e estudantes de áreas afins ao setor. Os três leilões venderam 81 lotes de mangalarga marchador, pampa, jumento pêga e pônei e somaram vendas de R$ 975 mil, aumento de 11% ante R$ 874 mil registrados em 2016. Além dos bons resultados de público, apresentou bom faturamento. Parte disso

se deve à programação variada que além de novidades, resgatou atrações. A venda para os consumidores de produtos certificados da agroindústria como cachaças, queijos, doces e farinhas foi uma das inovações. De volta estava a apresentação dos caprinos e ovinos e a miniusina para processamento de queijos e iogurtes que puderam ser degustados pelo público. O potencial mineiro na produção de peixes ornamentais foi demonstrado através de uma exposição. As flores de regiões tropicais e temperadas do estado também puderam ser conhecidas pelo público. A cozinha de territórios gastronômicos foi outra novidade que agradou em cheio. De acordo com o Secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leitão, a “programação diversificada atraiu adultos e crianças. Isso contribui para que o evento fosse um sucesso de público e na divulgação do agronegócio mineiro. A partir de agora vamos trabalhar na elaboração de um calendário anual forte para o setor e fazer do parque uma grande vitrine” O presidente do Sistema Faemg Roberto Simões avalia que "mais uma vez, a Exposição Estadual Agropecuária teve muito sucesso em sua missão de promover, junto ao público urbano, toda a qualidade e a variedade dos produtos dos campos mineiros. Para o Sistema Faemg, foi também oportunidade exitosa de divulgar sua atuação, os programas e ações que desenvolve, e os frutos do trabalho de qualificação do Senar Minas, em seus mais de 300 cursos, treinamentos e programas especiais oferecidos".

Grandes campeões

Belagio dos Pinheiros, grande campeão da raça árabe

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As raças árabe, campolina, pampa, jumento-pêga, pônei e mangalarga marchador participaram dos julgamentos que avaliaram e premiaram os melhores exemplares entre aqueles que mais se aproximam do padrão ideal de cada raça. No caso dos equídeos, é

avaliado também a marcha e a sua apresentação junto com os cavaleiros. Árabe - O grande campeão da raça árabe foi o animal chamado Belagio dos Pinheiros, do Haras Vila dos Pinheiros, da cidade de Indaiatuba (SP). O cavalo de cinco anos foi julgado em quesitos como conformação, estilo de apresentação, movimentação, aprumos e pescoço. Campolina –. O grande campeão veio da cidade de Irará (BA). Corsel do Anaiti apresentou marcha, função e morfologia perfeitas, arrematando o primeiro lugar. Jumento Pêga – A ABCJPêga fez 70 anos e comemorou os resultados durante a 57ª Exposição Estadual Agropecuária. Altiva do Pantaleão, de Barroso (MG), foi a campeã na categoria mula jovem na 32ª Exposição Nacional do Jumento Pêga. O animal se destacou na qualidade da marcha, andamento e morfologia. Mangalarga Marchador – A grande campeã de marcha batida veio da cidade de Campo Belo, do estado do Paraná. Castiça do Porto Palmeira do Haras dos Bugres se destacou em um conjunto de quesitos como comodidade, temperamento e frequência de marcha. Na categoria de marcha picada, a grande campeã foi Kiara FJP do Haras RCF da cidade de Lagoa santa (MG). Andamento e conformidade garantiram o título. Pampa – Ideal para o lazer, cavalgadas e enduros de regularidade, a raça se difere pelas variedades de pelagens. Pônei – Melhor andamento, marcha e aprumos garantiram o titulo de grande campeão adulto da raça pônei para Iago de Bicas, da cidade de São João de Bicas (MG).

Bovinos Os animais das raças Senepol e Brahman fizeram sucesso entre os visitantes. O senepol principalmente pelo seu porte e pelagem amarronzada. E o brahman pela sua rusticidade e docilidade.


Gir: a raça em constante evolução O

Gir é um animal de origem indiana, oriundo da Península de Catiavar, com dupla aptidão: produzir carne e de leite. As primeiras importações brasileiras desta raça ocorreram 1906. A seleção genética produtora de carne no Brasil foi um dos motivos destas importações, uma vez que o conhecimento sobre o potencial leiteiro do zebu era pouco trabalhado. Em outubro de 1980, foi fundada a Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL), preocupada em avaliar não só os parâmetros raciais como os de produção dos criadores. Cinco anos depois foi criado o Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, da Embrapa Gado de Leite, em parceira com a ABCGIL. Atualmente, este animal é considerado uma excelente opção para o setor, trazendo vários benefícios, como a produção de diversos produtos: leite, sêmen, embriões, tourinhos, matrizes. O Gir Leiteiro é reconhecidamente o zebuíno de maior produtividade leiteira em clima tropical. Por ser uma raça ori-

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ginária da Índia, um país tropical, e com muitas semelhanças das condições edafo-climáticas brasileiras, o Gir Leiteiro encontrou no Brasil ambiente propício para expressar seu potencial na produção de leite. Tem grande capacidade de converter pastagens em leite, tornando o custo de produção da atividade mais baixo do que os animais confinados. O Leite produzido pelas vacas Gir leiteiro é de grande qualidade nutricional. O Gir Leiteiro produz um leite com grande porcentagem de gordura e proteína, sendo assim um produto bastante apreciado pela indústria de laticínios. Outra vantagem é a produção do Leite A2, que diminui a incidência de alergias a determinada proteína do leite, comum em outras raças leiteiras. Mas nada é tão bom que não possa melhorar. Muitos criadores investem no melhoramento genético da raça visando maior produtividade e mais qualidade.

Melhoramento genético O produtor Luiz Felippe de Lima Vieira trabalha com o melhoramento genético

da raça há mais de 40 anos na Fazenda da Chácara e Retiro, em Nova Serrana – MG. Quando começou a trabalhar com a criação bovina, ficou entre o Holandês e o Gir, mas optou pelo segundo por se tratar de uma raça mais fácil de criar em relação ao Holandês. O trabalho com inseminação e o melhoramento através dos embriões é um processo demorado e talvez um dos grandes desafios de quem desejar seguir no ramo, segundo Luiz Felippe. “Meu trabalho é restrito ao Brasil e alcanço bons resultados embora o processo seja demorado, por mais que se invista em tecnologias modernas de melhoramento. È necessário que haja sabedoria e paciência”. Todo trabalho apresenta, contudo surpresas agradáveis e algumas desagradáveis. Para o criador, seu trabalho lhe rende mais das boas surpresas. “O Gir é um tipo de gado de grande destaque e confiro muita atenção à quantidade e qualidade o leite produzido, logo colho resultados muito satisfatórios”.


SEÇÃO NATUREZA

Onyanga

A planta mais resistente do mundo A planta foi descoberta em 1859 pelo médico e botânico austríaco Friedrich Welwitsch, relatos indicam que o descobridor desta raridade ficou bastante emocionado com o feito, afinal a planta mais resistente do mundo pode ter vindo dos tempos dos dinossauros.

C

aminhar envolto pela natureza faz um bem enorme, há quem não goste, mas dos benefícios desta atividade ninguém duvida. O assunto aqui é a enorme variedade de plantas que podemos encontrar no caminho sem dar conta de sua existência, muito menos saber de qual espécie se trata e quais as características. Nesta linha de curiosidades, o site “hypescience” publicou uma lista das 10 plantas muito esquisitas em nosso planeta, uma delas é conhecida como a mais resistente e leva o nome científico de Welwitschia Mirabilis ou onyanga, que na África, terra de origem desta planta, significa “cebola do deserto” ou “polvo do deserto”. Nativa do deserto de Namibe, localizado em Angola, o tempo de vida desta es-

pécie pode variar entre 400 a 1500 anos e ainda sobreviver a até cinco anos sem uma gota de chuva. Possui apenas duas folhas, que vão crescendo durante toda a vida da planta e podem chegar a mais de dois metros de comprimento. O caule não cresce e as raízes vão engrossando ao longo do tempo. A Welwitschia Mirabilis não tem aquela beleza de outras plantas, fica esparramada pelo chão, as duas folhas se desfiam ao longo do tempo dando a impressão de que possui várias folhas,de longe parece mesmo um polvo ou uma aranha gigante. O cultivo desta planta se dá a partir de sementes, nas primeiras semanas precisam ser mantidas úmidas com exposição constante ao calor e luz.


Crescimento excessivo do feijão Desequilíbrio hormonal pode ser a causa

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ssociar o crescimento de uma planta ao aumento da produtividade é algo comum, porem errôneo. Na cultura do feijão, por exemplo, o desenvolvimento vegetativo exagerado pode ocasionar o "autosombreamento". Neste processo as folhas localizadas na parte inferior, onde está a principal caixa produtiva da planta, deixam de receber luz do sol, impedindo o processo da fotossíntese. Com isso há redução da produtividade. De acordo com o engenheiro agrônomo Fransérgio Batista, gerente técnico especializado em grãos da Alltech Crop Science, este crescimento é causado por um desbalanceamento hormonal do vegetal. "Existe um hormônio chamado auxina, responsável pelo seu crescimento. Quando ela está se desenvolvendo demais, é porque há excesso da subs-

tância atuando na planta. Isso inibe, também, a produção de outros hormônios importantes para o vegetal". Todo o manejo do cultivo, seja do solo ou foliar, precisa ter entre seus principais objetivos a manutenção das folhas verdes e sadias, visto que a fotossíntese é vital para o vegetal. "Existem folhas desde a parte de baixo até a parte superior. Uma planta que produz é uma planta que faz fotossíntese em todas elas. Este processo é tudo no vegetal", complementa Batista. Além do uso de soluções que contribuem para o equilíbrio hormonal da planta, o agrônomo destaca a importância dos cuidados com a nutrição do vegetal, a disponibilização de água durante todo o ciclo e o manejo de pragas e doenças para um desenvolvimento adequado do cultivo. "Dessa forma, é possível que o produtor tenha uma resposta ainda mais significativa", finaliza Fransérgio Batista.


ExpoZebu supera número de público e arrecadação em relação a 2016 trabalhamos por isso. Por onde andávamos no parque, recebíamos retorno positivo dos mais de 100 expositores que ocuparam toda a área comercial”.

Animais e concursos

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83ª ExpoZebu atraiu entre os dias 29 de abril e 7 de maio, ao Parque Fernando Costa, em Uberba – MG, um público de 200 mil pessoas superando expectativas. De acordo com dados fornecidos pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu – ABCZ, em 21 pregões foram movimentados R$34.837.330,00, mais que no ano passado. Foram realizados ainda três shoppings de animais, além das vendas nos estandes montados no parque. A expectativa é de que direta e indiretamente tenham sido movimentados R$150 milhões de reais. O melhoramento genético desenvolvido com o Zebu no Brasil atraiu comitivas de 30 países diferentes à feira. Foram 374 estrangeiros no total que usufruíram de uma programação especialmente preparada para destacar o que há de mais moderno no setor. O já bem-sucedido Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) rompeu fronteiras e será também internacional. A novidade foi lançada durante uma reunião da Federação Internacional dos Criadores de Zebu (FICEBU), no dia cinco de maio. De acordo com o presidente da ABCZ, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, essa edição chamou a atenção. “Essa ExpoZebu vai ficar na história porque mostramos nossa força para a economia brasileira. Não falamos em crise porque

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Mais de 1.800 animais, 15% a mais que em 2016, passaram pelo Recinto de Avaliação das Raças Zebuínas. Os julgamentos tradicionais foram feitos com jurado único por raça, além isso o campeonato Modelo Frigorífico escolheu exemplares com as melhores características para a produção de carne. O concurso leiteiro foi realizado em duas versões. Na tradicional, participaram 64 matrizes das raças Gir, Guzerá, Sindi e Guzolando. Já no Concurso Leiteiro de Fazenda, que mensurou a produção de animais a pasto, participaram 13 matrizes das raças Guzolando, Sindi e Gir. Cerca de 360 cavalos trouxeram ainda mais elegância e movimentação à feira. A Vila Hípica reuniu animais de quatro raças diferentes: Quarto-de-Milha, Mangalarga, Crioulo e Fresian que participaram de provas de tambores, balizas e marcha.

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta O conceito da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta esteve presente em grande parte dos eventos celebrados durante a feira apresentando a produtores rurais técnicos do agronegócio e estudantes da área, a oportunidade de conhecerem na prática como funciona a integração. Para isso, em parceria com a Embrapa, houve dias de campo mostrando na prática os benefícios do trabalho conjunto de plantio de florestas em consonância com culturas de lavoura e produções pecuárias.

Crédito e debates Além de tudo isso, a Exposição apresentou outras boas notícias, a exemplo da importante parceria entre ABCZ e Banco do Brasil. A diretoria das duas instituições

deram início ao processo de criação de uma agência bancária especializada em agronegócios. O fato vai impulsionar o crédito rural. Os debates técnicos demonstraram a preocupação com o presente e o futuro da pecuária nacional. A ABCZ abriu espaço para importantes discussões técnicas nesta edição da feira. Em pauta estiveram temas como o Funrural e os desafios do Zebu no mundo tropical. O Museu do Zebu também atraiu muitos visitantes. Mais de 14 mil pessoas passaram pelo local e conheceram um pouco mais sobre a história das raças zebuínas no Brasil.

Vitrine da Carne e do Leite Sucesso absoluto de público, a programação da Vitrine da Carne e do Leite precisou ser prorrogada para atender toda a demanda. Mais de três mil pessoas participaram aproveitando dicas para a preparação de um bom churrasco e recebendo orientações como maturação e harmonização de queijo com bebidas.

Shows e cultura Aliada a volta dos grandes shows, uma democrática programação cultural e de entretenimento foi oferecida. Opções para alimentação não faltaram com o Festival de Food Truck e a Vila Universitária. Luan Santana, Simone e Simaria e a dupla Zezé di Camargo e Luciano agitaram o público nos dias 28, 29 e 30 de abril, respectivamente.


Agrishow fatura mais de dois bilhões em 2017

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e 1º a 5 de maio, Ribeirão Preto – SP, foi palco de mais uma edição da maior feira de agronegócio da América Latina e terceira maior do mundo. A 24ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola, que se encerra nesta sexta-feira (5/5), obteve um resultado positivo, com a realização de negócios da ordem de R$ 2,204 bilhões, o que significa uma recuperação de 13% em relação à edição anterior. Por segmento, o crescimento na intenção de compra de máquinas e equipamentos é de 11% para armazenagem, 12% para grãos, 11% para pecuária, 20% para irrigação e 19% em outros segmentos. A expectativa, no entanto, é de que o valor seja ainda maior, uma vez que serão contabilizados nos próximos meses os fechamentos dos bancos e os negócios iniciados em Ribeirão Preto.

fechados e futuros para os próximos 12 meses. Denominada Projeto Comprador, a Rodada Internacional de Negócios foi organizada pelo Programa Brazil Machinery Solutions, uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

Rodada Internacional de Negócios

Novidades e lançamentos

Fabricantes brasileiras de máquinas, implementos agrícolas, pecuária e equipamentos de irrigação, com compradores (importadores, distribuidores e representantes) procedentes da Argélia, Chile, Colômbia, Egito, Etiópia, EUA, Nicarágua, Nigéria e Peru reuniram-se na 18ª Rodada Internacional de Negócios. Foram 12 compradores estrangeiros que durante três dias reuniram-se com 38 empresas brasileiras em uma ação de promoção comercial que resultou em cerca de 300 reuniões e mais de US$ 17 milhões, entre negócios

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Visitantes O número de visitantes também obteve crescimento chegando a 159 mil pessoas. Em 2016 foram 152 mil. Além da elevação de 4,6% na quantidade de público, as mais de 800 marcas expositoras nacionais e internacionais ressaltaram a qualificação desses visitantes, formada, sobretudo, por compradores e produtores rurais de pequeno, médio e grande portes do Brasil e do exterior.

A Agres, que atua com inovação e agricultura digital, lançou as suas tecnologias IsoPoint (posicionamento de precisão) e IsoFarm (gerenciador de fazendas), que, usados em conjunto, possibilitam que máquinas agrícolas se tornem autônomas, ajudando no aumento da produtividade e evitando desperdício de insumos. Durante a Agrishow a Landini apresentou seu novo trator agrícola, da Série 7-215, que oferece uma mistura de potência, recursos, conforto e economia, ideal para serem utilizados em preparo de solo, plantio

e operações utilizando a tomada de força e transporte. O modelo é projetado e construído nas fábricas da empresa, na Itália. A Sollus lançou na Agrishow 2017 o Spander Soprano, primeiro distribuidor de fertilizantes com três reservatórios independentes e capacidade para oito mil litros de insumos que pode ser ampliada para até 15 mil litros. A autonomia possibilita ao produtor formular os nutrientes na lavoura durante a aplicação. Além de reduzir os custos na compra e aplicação de insumos, ele impacta a produtividade e qualidade do canavial e reduz sensivelmente o tempo de operação e os custos relacionados à mecanização e trato de solo. Já a TMA, empresa que nasceu dentro da Agrishow, lançou nesta edição da feira o aplicador de Vinhaça Enriquecida: CVX 35.000, com capacidade de 35 mil litros, que aplica diretamente o produto em oito linhas de cana, inclusive com dosagem variável. A Agrishow 2017 é uma iniciativa das principais entidades do agronegócio no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB - Sociedade Rural Brasileira, e é organizado pela Informa Exhibitions, integrante do Grupo Informa, um dos maiores promotores de feiras, conferências e treinamento do mundo com capital aberto.A próxima edição da Agrishow será promovida de 30 de abril a 04 de maio de 2018.


Megaleite 2017

A pecuária de leite ainda mais fortalecida

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o dia 28 de junho a 2 de julho Belo Horizonte –MG sediou mais uma edição da Megaleite, um dos maiores eventos voltados à pecuária leiteira da américa Latina, realizado pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando com apoio do Governo de Minas, via Codemig e Secretaria de Agricultura do Estado de Minas Gerais, MAPA e Embrapa Gado de Leite, Banco do Brasil, FAEMG, Emater-MG, IMA, Epamig. O evento ocorreu no Parque da Gameleira e as vendas de animais, em nove leilões, de acordo com dados fornecidos pela assessoria da Megaleite, confirmam que foram movimentados R$3.836.560,00. Com mais de 80 empresas de vários segmentos do agronegócio e de outros setores expondo seus produtos no evento, o total de negócios efetuados ao longo dos quatro dias é estimado em R$ 10 milhões pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. A pista de julgamento do Parque da Gameleira tornou-se nos quatro dias da feira em uma vitrine da melhor genética leiteira. Foram julgados animais das raças Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Jersey e Pardo-Suíço. Durante a Megaleite, ocorreu a premiação do Ranking Nacional Girolando 2016/2017 e dos vencedores da Megaleite 2017. Também foram anunciados os resultados dos Rankings estaduais de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Recordes As competições na pista de julgamento e dos torneios leiteiros foram atrações à parte na Megaleite. Este ano, foram quebrados cin-

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co recordes de produção de leite, sendo um da raça Girolando, dois da raça Guzerá e outros dois do Guzolando. A Grande Campeã Girolando e nova recordista foi a vaca meio-sangue Quelinha Everett FIV 2B, do expositor Alexandre Lopes Lacerda. Ela produziu média de 100,140 kg/leite. Esta edição da feira marcou uma nova fase do Torneio Leiteiro Nacional de Girolando, que agora passa a premiar também as fêmeas com maior produção de leite corrigido para sólidos. A primeira Grande Campeã de Produção de Sólidos da Megaleitefoi a vaca meio-sangue 154 FIV Sanchez da Anta, do expositor Antônio Gilberto de Castro e Outros. Ela produziu uma média de 87,052 kg/leite. Sucesso com os estrangeiros Muitos negócios foram feitos por comitivas estrangeiras da América Latina, vindas de países como Bolívia, Costa Rica, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Nicarágua e Panamá. Mais de 300 estrangeiros visitaram a exposição e também fazendas da região de Belo Horizonte. “O Brasil é referência em genética bovina no mundo e a Megaleite foi uma grande oportunidade de negócios para muitos estrangeiros e brasileiros. Com a abertura recente de novos mercados para a nossa genética, as vendas pós Megaleite tendem a serem maiores este ano.”, diz o presidente da Girolando Luiz Carlos Rodrigues. No Parque da Gameleira, os visitantes puderam conhecer mais de 1700 animais de alta qualidade genética das sete raças leiteiras expostas: Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Jersey, Pardo-Suíço, Guzerá Leiteiro e Guzolando.

Megaleite 2018 O sucesso da Megaleite 2017, que recebeu cerca de 50 mil visitantes, fez com que a Girolando e o Governo de Minas (via Codemig e Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) confirmassem a realização da feira em 2018 na capital mineira. A data da 15ª edição da Megaleite foi anunciada pelo secretário de Agricultura, Pedro Leitão, e pelo presidente da Girolando no último dia feira, sábado (01/07). A exposição em 2018 será de 20 a 23 de junho, no Parque da Gameleira.


Fertilizantes naturais Misturas simples podem garantir a qualidade dos vegetais de uma horta

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scapar dos fertilizantes industrializados é uma das metas dos produtores em pequenas hortas. Adubar a terra sem a utilização de fertilizantes industriais é possível e dá pra fazer com adubos orgânicos que temos em casa.

Minhocas As minhocas são muito importantes na formação de um solo saudável. São a primeira coisa que vem a nossa cabeça ao falarmos de fertilização natural. Elas se misturam à terra e a restos de plantas e folhas. Os compostos depositados pelos animais ficam represados e o líquido que escorre dos processos anteriores pode ser utilizado como biofertilizante.

Minhocas

Crustáceos Cascas se caranguejos, lagosta ou camarão podem se transformar em excelente fertilizante. O recomendável é abrir um buraco com mais de 40 cm de profundidade no solo e deixar que os restos dos crustáceos permaneçam na terra por cerca de um mês. Depois, é possível retirá-los do buraco e colocá-los em outro pedaço do solo, repetindo o processo e obtendo os mesmos resultados. A adubagem com cascas de crustáceos beneficia a terra com grande quantidade de fósforo e nitrogênio.

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Peixes As partes de peixes não utilizadas em refeições, como rabos, cabeças e entranhas, também podem ser usadas para adubar a terra, principalmente aquela em que serão plantados vegetais que precisam de muito nitrogênio, como o milho e o tomate. As instruções são as mesmas dos crustáceos: cavar um buraco com, no mínimo, 40 cm de profundidade e colocar os restos de peixe ali, tapando o espaço e plantando em cima.

Urtigas As urtigas podem se transformar em fertilizantes. As folhas da planta em molho na água por uma semana, longe da luminosidade solar e mantidas em temperatura agradável, geram um líquido que pode ser borrifado semanalmente no solo e nos vegetais.

Urtigas

Borra de café A borra de café é outro produto que se transforma em fertilizante. Após coar o café, deve-se dispor as borras no entorno das plantas e mudas da horta. Além de afastar lesmas e caracóis, as borras de café são ricas em fósforo, potássio e nitrogênio. Outra opção é diluir os restos dos grãos de café e criar um fertilizante líquido, que pode ser borrifado uma vez por dia na horta.


Grama A grama cortada da capina do quintal pode e deve ser aproveitada. Basta recolher os punhados e distribuir sobre a terra. Além de deixar o ambiente mais verde, as ervas são fonte riquíssima de nitrogênio. Quando se decompõe, a grama recém cortada enriquece o solo em que foi colocada com diversos nutrientes benéficos ao desenvolvimento de qualquer vegetal.

Cinzas Ricas em potássio, fosfato e microminerais, as cinzas de madeiras podem ser efetivas no aumento da resistência das plantas, além de combate a pragas. A dica é misturar as cinzas, cerca de um quarto de uma xícara, com um litro de água e borrifar na horta uma vez por mês.

Consólidas Também conhecida como confrei ou consolda-maior, a Symphytum officinale é rica em magnésio, potássio, fósforo e vitaminas e sais minerais diversos. Depois de colhidas, as folhas devem ser misturadas à água, na proporção de meio copo d’água para cada folha, e deixadas ao sol entre um e três dias. Depois, escoa-se a água e aplica-se as folhas diretamente na terra.

Esterco animal O esterco de animais herbívoros, como vacas, ovelhas e cavalos é outro tipo de abudo orgânico muito utilizado. O que muita gente não sabe é que os dejetos dos animais não podem ser depositados na terra de imediato. É preciso que permaneçam misturados e diluídos na água por, pelo menos, duas semanas, expostos ao sol durante a maior parte do dia. Depois deste tempo

pode-se usar o líquido gerado no processo para borrifar sobre as plantas, além de usar o estrume curtido para adubar a terra. Utilizar esterco assim que produzido pelo animal, sem deixá-lo exposto ao sol e diluído, pode queimar e quebrar as raízes das plantas.

Cascas de ovos Um importante fertilizante orgânico que é rico em cálcio e potássio é a casca do ovo. Após lavadas, as casas devem ser trituradas em pequenos grãos e adicionadas no entorno de cada muda. As cascas de ovo podem ainda serem misturadas à terra antes de plantar as mudas. O método aumenta a resistência das plantas e diminui a quantidade de larvas maléficas ao desenvolvimento dos vegetais.

Compostagem Método mais comum entre os hortelões urbanos, a compostagem é uma mistura de restos de comida e de substância ricas em nitrogênio, como palha, grama e folhas secas. Os restos de comida devem ser triturados e misturados às substância já citadas, adicionando e misturando tudo à terra, antes de plantar uma nova muda. A compostagem também pode ser utilizada sobre o solo, não dentro dele.

REVISTA MERCADO RURAL

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Rio São Francisco

Transposição: inaugurado o eixo leste

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evar água ao sertão do nordeste brasileiro e amenizar os efeitos catastróficos da seca. Estes são os objetivos da transposição das águas do Rio São Francisco. Com 2,7 mil quilômetros de extensão, o “Velho Chico” como é carinhosamente denominado, é o principal rio da região hidrográfica que leva seu nome e que possui, no total, 638 mil quilômetros quadrados. O rio nasce em Minas Gerais e passa pela Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, até a foz. A área coberta pela bacia do rio São Francisco corresponde a cerca de 8% do território nacional. É o maior rio totalmente localizado em território brasileiro, sendo essencial para a economia das regiões que percorre, pois permite a atividade agrícola em suas margens – grande parte localizada em região semiárida – e oferece condições para a irrigação artificial de áreas mais distantes. Compreende 504 municípios, atingindo uma população da ordem de 14 milhões de habitantes.

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A transposição A transposição do Rio São Francisco é a principal obra do governo federal para combater os efeitos da seca e foi proposta em 2007. O projeto prevê que, por meio de dutos e canais, sejam desviados de 1 a 3% das águas do Velho Chico. Essas águas abasteceriam açudes e rios menores que secam no período de estiagem no semiárido nordestino. A obra, orçada em 9,6 bilhões de reais, deve beneficiar, segundo estimativas do governo, a 12 milhões de pessoas em 390 municípios. No início do mês de março foi inaugurado o eixo leste da transposição que vai levar as aguas para o agreste da Paraíba e de Pernambuco. Este trecho colhe as águas do Rio São Francisco em Floresta (PE), beneficiando o sertão e o agreste de Pernambuco e Paraíba. O eixo norte vai captar as águas em Cabrobó (PE) e levá-la ao sertão do Ce-

ará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. a inauguração deste eixo está prevista para o fim de 2017.

As críticas Os impactos ambientais decorrentes da obra, como o desmatamento e os prejuízos à biodiversidade, são alguns dos pontos questionados por correntes contrárias à obra. Muitos acreditam que poços profundos e cisternas são alternativas mais eficazes e baratas para combater a seca. Outro ponto é de que a transposição afete a vazão do rio nas regiões mais próximas à nascente e que o desvio das águas do “Velho Chico” possa prejudicar a geração de energia hidrelétrica.


Vinho mineiro é um dos melhores do mundo O

prêmio Decanter World Wine Award 2017, organizado pela revista inglesa Decanter – uma das mais tradicionais e respeitadas publicações sobre vinhos no mundo, elegeu os melhores vinhos do mundo. Para isso, contou com avaliação de mais de 17 mil vinhos, julgado por 219 experts, 65 mestres de vinhos e 20 mestres sommeliers. Maria Maria é o nome do vinho vencedor da categoria bronze, do prêmio realizado em Londres. Produzido com uvas cultivadas em Três Pontas, no Sul de Minas, o vinho Maria Maria Bel Sauvignon Blanc 2015 é feito pelo Núcleo Tecnológico Uva e Vinho da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Caldas, também no Sul do Estado. A primeira safra foi produzida em 2013 e que enviou a de 2015 para participar do concurso pela primeira vez. Agora a bebida está entre as melhores do mundo. A uva é plantada na Fazenda Capetinga, do produtor Eduardo Junqueira, e processada na vinícola Experimental da Epamig em Caldas. O produtor do vinho, Eduardo Junqueira, produtor do Maria Maria, explica que a bebida tem esse nome em virtude da música do cantor Milton Nascimento. Ele atribui grande parte da conquista à parceria com a Epamig. “É muito gratificante. Foi uma

decisão muito acertada ter selado essa parceria com a Epamig, que veio desde a compra de mudas, e dura até hoje, com assessorias técnicas em minha propriedade”. Nas visitas são avaliadas pelos técnicos a qualidade da fruta. Caso haja defeito na uva, como textura ou gosto alterados, são indicados ajustes no solo, aumento ou diminuição de irrigação, diferente adubação, entre outros procedimentos.

Tecnologia A Epamig está trabalhando no aperfeiçoamento da qualidade dos vinhos finos produzidos no Brasil em propriedades no Sul de Minas, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Minas, cerca de 2,5 milhões de litros

de vinho são elaborados, incluindo tintos, brancos e espumantes. A combinação de elementos: tempo seco, dias ensolarados e noites frias ocasionam na colheita de uma uva sã, de maturação plena, que apresentam mais aroma e maior concentração de cor, o que contribui para o incremento da qualidade do vinho. Para isso, é aplicada a técnica da dupla poda, que implica na inversão do ciclo produtivo da videira, alterando para o inverno o período de colheita das uvas destinadas à produção de vinhos. O método consiste na realização de duas podas, uma de formação dos ramos no mês de agosto, e outra de produção no mês de janeiro.


Uva Diversidade de cores, sabores e benefícios

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itis vinífera. Este é o nome científico de uma das frutas mais exportadas e também mais importadas pelo Brasil: a uva. Fruto da videira ou parreira, da família Vitaceae, é originária da Europa e Oriente Médio. A videira apresenta troncos retorcidos e flores esverdeadas, sendo uma planta própria de regiões de clima temperado.

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Existem diversas espécies de uva, porém as mais conhecidas no Brasil são: uva itália, niágara, branca e rosada. São mais de 60 mil variedades da fruta registrada. A cor, o sabor e o tamanho variam de acordo com cada espécie. podendo ser, de acordo com a espécie, da cor preta, rosada ou verde. O sabor varia ainda de acordo com o tipo de solo, podendo ser doce, cítrico ou ácido. O destino e a produção da uva é outro fator de classificação, já que o fruto pode ser destinado para vinicultura ou mesa. As rústicas de mesa, como as uvas Niágara, por exemplo, possuem ciclo de cultivo que varia de 135 a 155 dias. As uvas Itália e Rubi se encaixam no tipo finas de mesa e são as mais consumidas naturalmente no Brasil, além das uvas sem semente. Outro tipo corresponde às destinadas à fabricação de vinhos. Os maiores produtores da fruta no Brasil são São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco e Bahia. No Brasil, o cultivo da uva começou em 1535 na Capitania de São Vicente, com a imigração italiana nos Estados de São Paulo e da região sul. A fabricação do vinho se iniciou desde 6000 a.C. A uva também pode ser usada na preparação de doces, passas, musses, geléias, tortas, gelatinas e sucos.

Propriedades Fonte de vitaminas e minerais como o cálcio, o fósforo, o magnésio, o cobre e o iodo, a uvo é rica em carboidratos de propriedade laxante suave. Possui também, em quantidade razoável, vitaminas (complexo B e vitamina C). Cada 100 gramas da fruta possui, aproximadamente, 50 calorias. Ou seja, não é considerada muito calórica. O suco da fruta combate a acidez sanguínea, auxilia a digestão e possui capacidade desintoxicante, além de combater o envelhecimento.

Você sabia? > Muitas pessoas, principalmente as mais antigas, afirmam que o chá de uva alivia sintomas de menopausa. > A uva pode ser considerada o fruto mais completo. É rica em açúcar e vitaminas A, B, C, sais minerais e proteínas.


XI Festival de Gastronomia Rural de Itapecerica

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XI Festival de Gastronomia Rural de Itapecerica, realizado de 16 a 18 de junho, foi um grande sucesso. O evento segue a tradição do campo e oferece partos genuinamente rurais. Nesta edição o público conferiu o sabor inigualável de mais de 20 receitas, entre elas linguiça caipira, mandioca, torresmo e o feijão tropeiro, além de vários doces preparados no fogão à lenha. A zona rural estava presente em cada canto, em pleno Centro da cidade. "Fiquei muito honrado com todos os elogios recebidos por ocasião do evento, inclusive um grande número de pessoas apontaram esta edição como a melhor de todas. A estrutura, a decoração, os pratos, as atrações musicais, a segurança, a limpeza, enfim, tudo foi planejado com muito carinho e cuidado para que a festa entrasse realmente para a história da nossa querida cidade. Não se trata de ostentação, mas sim de fazer um evento à altura do que Itapecerica merece", afirmou o prefeito Wirley Reis – Têko. O prefeito agradeceu a todos que contribuíram para o êxito do Festival: equipe organizadora, barraqueiros, comerciantes, artistas, chefs de cozinha, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, equipe de segurança, equipe de limpeza, funcionários municipais, empresa patrocinadora, empresas e instituições apoiadoras. "E, principalmente, quero agradecer a to-

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Fotos: Joseph Rodrigues

Sucesso de público e de crítica, evento atraiu milhares de pessoas

dos que participaram do evento, itapecericanos e turistas, que deram um show à parte marcando presença maciça no Festival – cerca de dez mil pessoas por dia – de forma ordeira e pacífica. Foi uma festa muito bonita e ano que vem tem mais, se Deus quiser", disse. Têko também fez um agradecimento especial a todos os barraqueiros e comerciantes que abrilhantaram o XI Festival de Gastronomia Rural de Itapecerica, oferecendo o melhor da culinária mineira. “Sem eles o evento não seria possível. A festa não teve perseguição, não foi guiada pela politicagem e sim pela união de forças em favor de um Festival bonito, bem estruturado e lucrativo para a cidade”, destacou.

Abertura A abertura do XI Festival de Gastronomia Rural de Itapecerica aconteceu na noite do dia 16 de junho iniciando uma temporada de comidas e bebidas típicas, artesanato e apresentações musicais. O prefeito de Itapecerica ressaltou ainda que o município ingressou recentemente na Associação Circuito Turístico Campo das Vertentes. "A meta da administração municipal é tornar a cidade conhecida em toda Minas Gerais e também no Brasil. Nossa cidade tem vocação turística, tem charme e o povo é acolhedor. Por isso, o turismo será a mola mestra para alavancar o município”.


A Escola do Campo Responsável por prover capacitação e qualidade de vida à família rural, SENAR MINAS comemora crescimento ano após ano e a satisfação de seus alunos

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elevar esse número para quase 220 mil. Ano passado, foram realizados 12.472 cursos de Formação Profissional Rural e Promoção Social, além de programas especiais, atendendo a 202.124 pessoas entre produtores, trabalhadores rurais e familiares. Tudo isso em parceria com 382 entidades cooperadas distribuídas por todo o estado.

Programas para toda a família Por meio de diversos programas especiais, o SENAR busca despertar no produtor e sua família o desejo de permanecer no meio rural, com orgulho de suas atividades e gerindo sua propriedade com conhecimento e técnicas adequadas. Iniciativas como o Programa Gestão com Qualidade em Campo (GQC) e Negócio Certo Rural estimulam a mudança de visão do produtor, levando-o a administrar sua propriedade como uma empresa rural e otimizar seus processos. Pensando nos descendentes dos proprietários, programas como o Jovem no Campo e Sucessão no

Campo dão ao jovem condições de ingressar no mercado de trabalho e dar continuação ao trabalho dos pais, valorizando a terra e suas origens. O SENAR também envolve os familiares ao promover ações como a Campanha de Saúde Bucal, e os programas Família na Praça e Encontro de Famílias Rurais, que levam prestação de serviços, saúde, lazer, esportes, apresentações culturais e oficinas que agradam desde crianças até idosos.

Encontro de Famílias Rurais - Ibituruna - 2017

Curso Agricultura de Precisão - Ibiá 2016

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Foto: Evandro Fiuza

Foto: Viviane Santana

Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Minas Gerais (SENAR MINAS) vem provando dia após dia que a capacitação no campo é um investimento que só traz benefícios para todos - até mesmo para quem só vive na cidade, já que a excelência do nosso agronegócio é um dos motores do PIB do país e este é o único setor que não tem sofrido com a recessão. Ao bater suas metas de crescimento mais uma vez, de 2016 para 2017, o SENAR mostra que a busca crescente por especialização e tecnologia no campo não tem mais volta. Em 2016, a entidade apurou aumento de 9,41% em relação ao planejado e, mesmo em meio às turbulências, manteve nos últimos cinco anos taxa anual de crescimento da ordem de 10%. A entidade atua na formação profissional e promoção social do produtor, trabalhador e seus familiares, gratuitamente. São mais de 300 cursos em diversas ações de Formação Profissional Rural (FPR) e atividades de Promoção Social (PS). Por ano, são cerca de 200 mil pessoas capacitadas, e a previsão para 2017 é

Curso de Ferrageamento - Florestal 2016

Curso Colhedora de Café - Angelândia

Curso Sexualidade e Prevenção maio de 2017


Foto: Evandro Fiuza

Confiança nos parceiros para crescer

Retorno de sucesso Mais recentemente, a entidade também vem centrando investimentos em programas de assistência técnica como o Projeto ABC Cerrado, iniciativa do SENAR Administração Central e do Banco Mundial que conscientiza os produtores para a produção com sustentabilidade, desenvolvido no Norte do estado, e o Programa de Assistência Técnica e Gerencial - ATeG Café, que leva a pequenos cafeicultores das regiões Sul de Minas e Matas de Minas consultorias personalizadas para gerir desde os números da produção até o plantio do grão. Um dos principais ganhos do ABC Cerrado foi dar aos produtores ferramentas para combater a seca. Utilizando tecnologias acessíveis e integradas, os participantes vêm comemorando a mudança da realidade das propriedades. José Paulo Matias, produtor de gado de corte em Arinos há mais de 30 anos, por exemplo, relata que ano passado precisou alugar pastos e perdeu animais para a estiagem; mas hoje, quase nove meses após começar o trabalho, ele produz silagem suficiente para alimentar suas 300 cabeças por 150 dias, período até superior ao da falta de chuvas. Apesar de recente - iniciou em dezembro/2016 -, os resultados colhidos até agora pelo ATeG Café também são animadores. Os cerca de 600 produtores atendidos nunca tinham recebido nenhum tipo de assistência técnica e careciam especialmente de cuidados gerenciais, mas já vislumbram aumentar a produção com mais qualidade e menores custos. O programa ainda conta com grupos formados exclusivamente por mulheres, que assumiram a propriedade por terem ficado viúvas ou terem se separado, mas hoje reivindicam cada vez mais seu lugar na produção e se qualificam para serem as gestoras de seus negócios.

Se 2016 foi de incertezas, este ano ainda não se desenhou muito diferente, o que traz um desafio para as metas do SENAR. O superintendente do SENAR MINAS, Antônio do Carmo Neves, no entanto, tem a receita: “O que fez com que continuássemos crescendo em 2016, mesmo com a crise, foi uma parceria forte com as entidades cooperadas. Nosso propósito em 2017 é manter o crescimento, contando com o mesmo empenho dos nossos gestores e parceiros para continuarmos atendendo com mais quantidade e diversidade de treinamentos”. A relação com os parceiros inclui mais que a assinatura de um convênio: periodicamente, os sindicatos rurais e associações, que estruturam os cursos, os mobilizadores, que fazem o elo entre entidades e alunos, e os instrutores, que são a ponta do trabalho, recebem capacitações e atualizações via ações como o Encontro de Entidades Cooperadas, a Atualização de Mobilizadores, Repasses Metodológicos e Oficinas Regionais de Planejamento.

Planos para 2017 Para 2017, o SENAR MINAS planeja promover 12.925 cursos. Somando os programas especiais, a previsão é atender 218 mil pessoas. O planejamento foi elaborado com base na análise do histórico de eventos realizados nos anos anteriores, conhecimento do mercado de trabalho e necessidades das comunidades rurais, no V Encontro de Entidades Cooperadas – Oficinas Regionais de Planejamento, além da análise do cenário econômico e tendências das principais atividades. Outra expectativa para este ano, segundo o superintendente Antônio do Carmo Neves, é investir no trabalho de capacitação dos jovens rurais. Futuros condutores do agronegócio, eles já contam com programas como Jovem no Campo, Aprendizagem Rural, Formação por Competência e Sucessão no Campo – e outros estão por vir. “O agronegócio está nos demandando isso. Contamos com nossos gestores para gerir bem os recursos, e com nossos parceiros para garantir a correta aplicação desses recursos”, conclui.

CURSOS MAIS REALIZADOS EM 2016 – FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL Ocupações 1º - Trabalhador da Mecanização Agrícola 2º - Trabalhador de Apoio à Agricultura 3º - Trabalhador de Manutenção de Roçadeiras, Motosserras e Similares 4º - Trabalhador na Administração de Empresas Agrossilvipastoris 5º - Trabalhadores Florestais Polivalentes

Cursos Participantes 1.369 15.260 878 12.706 649 7.962 597 11.549 551 12.823

CURSOS MAIS REALIZADOS EM 2016 – PROMOÇÃO SOCIAL Atividades 1º - Artesanato em Tecidos 2º - Produção Artesanal de Alimentos 3º - Saúde Reprodutiva 4º - Saúde Bucal 5º - Pintura

Mais sobre o SENAR MINAS Criado em 7 de abril de 1993, o SENAR é uma entidade privada, vinculada à FAEMG. Os recursos do SENAR se originam de um percentual que incide sobre a comercialização de produtos rurais e em outros casos sobre a folha de pagamento de empregados

Eventos Participantes 407 3.824 368 4.414 355 5.678 292 3.504 276 3.312

do setor rural. A entidade tem escritórios regionais localizados em Uberaba, Montes Claros, Lavras, Governador Valadares, Viçosa, Sete Lagoas, Juiz de Fora, Patos de Minas, Passos e Araçuaí. REVISTA MERCADO RURAL

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Sucesso do agronegócio em Minas Gerais O

Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio de Minas Gerais representa 13,84% do PIB brasileiro. Quantidade bastante significativa que garante a boa representatividade do estado no cenário agropecuário nacional. De acordo com dados da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais – FAEMG, as principais regiões do estado com produtos em destaque, são o Sul de Minas com avicultura de corte, café, batata e leite. No Triângulo/Alto Paranaíba a avicultura de corte e postura, o milho, a soja, a cana-de-açúcar, o alho, a cenoura, a batata, o leite, a laranja, o abacaxi e a suinocultura são os destaques de produção. No noroeste mineiro o milho, a soja, o feijão, o algodão e o leite são os produtos cultivados e comercializados. A banana, o mamão, o limão e a manga são as culturas em evidência no Norte de Minas. Já na Zona da Mata a avicultura de corte, o café e a sui-

nocultura são os produtos em destaques. Na região central, a floresta plantada ganha destaque, seguida da avicultura de corte e postura, da suinocultura. A produção agropecuária em Minas tem participação de todas as regiões e ainda conta com a FAEMG na defesa do produtor rural mineiro e no setor do agronegócio levando informações mercadológicas. Além do mais a Federeção atua junto à CNA na sugestão de leis de fomento ao agronegócio; na defesa de setores específicos por meio das comissões técnicas de fruticultura, grãos, café, cana, pecuária de corte e de leite, ovino e caprinocultura, queijo minas artesanal e suinocultura. O Sistema FAEMG ainda fornece treinamento nas diversas áreas do agronegócio mineiro por meio do Senar Minas, e no desenvolvimento de programas, entre eles, Balde Cheio, Café +Forte e agora do “Programa Palmas Para Minas”, levando ao produtor rural conhecimento sobre as questões ambientais e ajudando a resolver entraves. O Programa Nosso Ambiente é outra fonte de contribuição, além da capacitação e treinamento de presidentes de sindicatos de produtores rurais e executivos sindicais, elaboração de projetos para diversas áreas pelo INAES e atuação representativa em nível nacional junto à CNA para o fomento das diversas cadeias do agronegócio brasileiro.

Resistência à crise A grave crise econômica que afetou o país em 2016 refletiu em diversas áreas, mas segundo o Analista de Agronegócios da Faemg, Caio Coimbra, “no geral o agronegócio foi o setor que mais resistiu à crise financeira”. De acordo com o analista isso impediu que o setor sentisse o impacto negativo.

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Minas em destaque Minas está em destaque no agronegócio brasileiro e isso deve-se à grande diversidade produtiva do estado. Segundo Wallison, para que haja destaque ainda maior “é necessário que a assistência técnica continuada de qualidade possa chegar a todos os produtores rurais, além de infraestrutura adequada que ofereça mais opções para escoamento da produção (estradas duplicadas e de qualidade, e ferrovias)”. O acesso do produtor rural ao crédito com juros mais acessíveis e a abrangência de todos os produtores pelo seguro rural são outros dois fatores importantes para que haja maior crescimento.

“Mesmo com os problemas na economia e cenário político, o agronegócio mineiro cresceu 8,20% em 2016, na contramão da crise, empregando e gerando divisas para o Estado, movimentando a economia”.

tência técnica, capacitações fornecidas pelas diversas entidades do agronegócio, incluindo o Sistema FAEMG, feiras e dias de campo promovidos por universidades, instituições públicas do agronegócio, e iniciativa privada”.

Ciência e Tecnologia

Grãos

A ciência e a tecnologia são dois fatores primordiais para a questão produtiva no setor agropecuário. De acordo com Wallisson Lara Fonseca, também Analista de Agronegócios da FAEMG, a tecnologia vai além e “é fator determinante para o aumento na produção através do incremento na produtividade e para redução dos custos em todos os setores do agronegócio mineiro”. O analista explica que essas tecnologias “são levadas ao campo por meio de assis-

A produção de grãos é o principal trunfo do setor no Brasil, especialmente pela safra de soja colhida em 2017 e boa perspectiva para a de milho que, juntas, representam cerca de 90% de toda a produção de grãos no país. “A safra recorde no Brasil levou ao crescimento do PIB brasileiro em 1% no primeiro trimestre, revertendo 8 quedas consecutivas. Em Minas Gerais a safra recorde de soja e milho é destaque”, explica Caio Coimbra. REVISTA MERCADO RURAL

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Em defesa do produtor

No rumo certo Ações da FAEMG defendem interesses do agronegócio e contribuem com aprimoramento do produtor rural

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economia brasileira vem se mostrando instável e com desempenho aquém de sua capacidade nos últimos tempos, o que provocou quadro de recessão no país. Apesar do panorama econômico desfavorável, o agronegócio continua sendo um setor dinâmico, que gera emprego e renda, e garante resultado positivo para a balança comercial. Mas não é somente pela demanda crescente de alimentos que o setor se desenvolve. Ele se expande justamente porque lá na ponta da cadeia está o produtor rural, que trabalha diutur-

namente para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade do que produz. E, bem próximo desse produtor, está o Sistema FAEMG, que trabalha assiduamente para que ele esteja cada vez mais bem preparado para contribuir sempre mais com o crescimento do Brasil, por meio de cursos do SENAR e de ações institucionais em defesa dos interesses dos produtores: “Desde o ano passado defendemos a não importação de café conilon pelo Brasil, para que nossos cafeicultores, que tanto investem na produção, não fossem prejudicados pela entrada de café

Rodrigo Alvim, diretor da FAEMG e presidente da Comissão Nacional da Bovinocultura de Leite da CNA

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Breno Mesquita, Diretor da FAEMG e presidente da Comissão Nacional e Estadual do Café da CNA e da FAEMG

de outros países”, disse o diretor da FAEMG e presidente da Comissão Nacional e Estadual do Café da CNA e da FAEMG, Breno Mesquita. Além da atuação política, a FAEMG trabalha de forma direta junto ao produtor por meio de programas como o Balde Cheio, implantado há 11 anos em Minas, que leva assistência técnica a mais de 2,5 mil produtores em 325 municípios, o Café+Forte, que está sendo ampliado para todas as regiões do estado, e o Nosso Ambiente, com ações voltadas para a gestão ambiental de propriedades rurais e fortalecimento do setor como indutor do desenvolvimento sustentável. O Sistema FAEMG promove importantes eventos, como a SIC (Semana Internacional do Café) e o Seminário Ambiental. Em julho deste ano, promoverá o I Festival do Queijo Minas Artesanal de leite cru, em Belo Horizonte, para valorizar os produtores e ainda


atuar na divulgação e aumento de mercado. Ampliando as ações do Sistema, o INAES (Instituto Antonio Ernesto de Salvo) desenvolveu o inédito Diagnóstico da Pecuária de Corte em Minas Gerais, com informações importantes para subsidiar a implementação de políticas públicas e ações de planejamento para o setor. O Wilson Moura, coordenador da Assessoria Sindical

INAES também atua no desenvolvimento dos programas Leite Saudável e Soja Plus. “Outra ação de fortalecimento dos setores do agronegócio são as Comissões Técnicas, nas quais, são debatidos temas relevantes para os segmentos. Atualmente, temos oito comissões que representam as principais atividades no estado”, enfatiza o diretor da FAEMG e presidente da Comissão Nacional da Bovinocultura de Leite da CNA, Rodrigo Alvim. Para incentivar o surgimento de líderes no meio rural, o Sistema FAEMG ministra várias vezes por ano o curso Novas Lideranças, que capacita produtores e familiares. Destes cursos já surgiram diversos líderes, que se elegeram presidentes de sindicatos dos produtores rurais, vereadores, prefeitos e vices. “Também promovemos o encontro com presidentes de primeiro mandato nos sindicatos para apresentar-lhes o Sistema FAEMG e sua forma de atuação, para integrar esses novos líderes à Federação”,

destaca o coordenador da Assessoria Sindical, Wilson Moura. As viagens técnicas internacionais para que os produtores mineiros conheçam os processos produtivos em outros países também são importantes meios de disseminação de conhecimento. Estas missões têm acontecido com mais frequência e atraído cada vez mais pessoas. “Essas viagens proporcionam aos produtores a possibilidade de conhecerem tecnologias que ajudam no aprimoramento da produção e da atividade. Um bom exemplo foi a missão à França, onde produtores de queijo participaram do Mondial du Fromage e conquistaram, de forma inédita, 12 medalhas: superouro, ouro, sete de prata e três de bronze, comprovando a qualidade do queijo que produzimos”, disse o superintendente técnico da FAEMG, Altino Rodrigues Neto. Todos os queijos vencedores poderão ser saboreados na Serraria Souza Pinto, de 28 a 30 de julho, no I Festival do Queijo Minas Artesanal de leite cru, promovido pela FAEMG e Sebrae.

Altino Rodrigues Neto , superintendente técnico da FAEMG

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Agro Maripá Paixão por Mangalarga Marchador

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undado em 1979, o Haras Maripá nasceu com o objetivo de produzir geneticamente cavalos de andamento confortável para cavalgadas. O galope equilibrado e a aptidão para a lida das fazendas, eram, desde o início, duas características que deveriam existir nos animais. De lá pra cá, há mais de 30 anos, os Mangalargas Marchadores do Haras Maripá, de propriedade de Marcelo Baptista de Oliveira, produz animais com perfil genético e morfológico parecidos, porém com uma padronização igualada. Surgida no Brasil no início do século XIX, a raça Mangalarga Marchador, tem como principal característica uma marcha diferente das outras encontradas nos demais cavalos de marcha do mundo: a marcha batida. Mas não foi este o fator que seduziu o criador Marcelo. Envolvido com cavalos desde muito jovem, o criador, que é apaixonado pela espé-

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cie, os considera encantadores, além de destacar a perfeita aptidão para working equitation. Mas foi com o Mangalarga Marchador que Marcelo identificou docilidade, conforto, boa índole e boa adaptação às mudanças. Pronto! Estava ali a raça que nortearia seu trabalho. Atualmente, o plantel da raça é criado em Jaguariúna- SP, na Fazenda Castelo.

O início A história do Haras Maripá teve início com a criação de éguas, em 1979, movida pelo desejo de Marcelo em criar um cavalo bonito e de boa estrutura que fosse, ao mesmo tempo, excelente para cavalgar. E foi além. Hoje, além dos cavalos, são desenvolvidos também trabalhos com as raças de gado Nelore e Gir e também com a Saanen, raça de caprino. Os trabalhos de seleção da raça Nelore são desenvolvidos em Mato Grosso.

Estrutura A Agro Maripá possui fazendas que estão localizadas em Jaguariúna (SP), Juara (MT) e em Rochedo de Minas (MG). A Fazenda Castelo, em Jaguariúna, tem uma área estimada em cerca de 430 hectares, com plantel de 600 animais entre Gir leiteiro, Saanen e o Mangalarga Marchador com destaque para os garanhões Fole, Imperador, Burguês, Hino, Arun, Carioca e Kasan de Maripá. No time das matriarcas, Fulli, Violeta, Zenana, Zinhaga, Sereia, Flauta e Garoa de Maripá. A Fazenda Gairova, em Juara, na região do norte do Mato Grosso, tem um retiro de cinco propriedades que somam 40 mil hectares que comportam em torno de 20 mil cabeças de gado Nelore.


Autonomia e planejamento O desenvolvimento de um trabalho sério envolvendo várias raças de diferentes espécies, requer planejamento adequado e autonomia de conhecimento. Baptista investe também em um programa de acasalamento das éguas Maripá com jumentos Pêga. Os burros e mulas produzidos são guiados para trabalho na fazenda em Mato Grosso. Já o trabalho com o gado, são utilizadas ferramentas que contribuem para o apadrinhamento genético, dentre os quais são destacados, a Associação Nacional dos Criadores e Pesquisadores (ANCP), Clarifide, que é um marcador de DNA, Genoma, o Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) e o Tepagro, Teste de Progênie da Agro Maripá.

Mercado e Hobby Marcelo entende e vive o mercado equestre no país da melhor forma. “O mercado de equinos é um mercado milionário e não só porque movimenta milhões em grifes selecionadoras de cavalos. Mas porque responde por uma fatia importante do agronegócio”. O Mangalarga Marchador foi a segunda raça mais comercializada no País, com R$ 76 milhões em negócios, segundo a ABCCMM. “Pode parecer um hobby quando decido não vender meus melhores animais. Pois aqueles que pensam em negócios compram e vendem em uma velocidade muito rápida”. Ainda assim, Marcelo acredita que apesar do hobby, o motivo principal são os negócios.

Caprinos Saanen A base do capril da Agro Maripá é formada pelas cabras Saanen, provenientes de linhagens francesas.. Com produção média por cabra de 4,0 kg de leite, o plantel possui reprodutores e matrizes, como Sininho e Belita de Maripá, grandes campeãs da Feira Internacional de Caprinos e Ovinos (FEINCO). “Atualmente, nossos reprodutores e matrizes recebem um manejo especial em cada fase da vida: maternidade, creche, área de lazer, pastejo programado, alimentação equilibrada e alojamentos exclusivos para os reprodutores”, afirma Marcelo. O resultado de tudo isso é um plantel com controle rigoroso de sanidade, produção e bem-estar animal. O registro genealógico do capril da Agro Maripá é realizado pela CapriPaulo (Associação Paulista de Criadores de Caprinos) e sua quantidade leiteira é mensurada pela Associação Brasileira de Criadores do Holandês.

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Passeios

Mundo afora Não é de se espantar que um trabalho tão dedicado quanto ao executado por Marcelo e toda sua equipe não fique restrito apenas ao Brasil. A divulgação das raças no exterior é uma constante e almeja passos ainda mais largos. Marcelo explica que a admiração dos estrangeiros é notória. “O Mangalarga Marchador tem características

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que chamam a atenção do mundo inteiro. Quando levei meus cavalos para fora, vi o fascínio de criadores de toda parte”. O criador ressalta que o sucesso com seus animais no exterior existiu até mesmo em questões de negociações. “O trabalho foi um sucesso até quando era permitida a venda do cavalo na Europa”.

As cavalgadas mundo afora merecem destaque. “A primeira cavalgada fora do Brasil foi em Santiago de Compostela, na Espanha, depois atravessamos os Alpes, fomos para Vale Loire, Périgord, Baden Baden, Dordogne, Normandia, Provence, Camargue, que é região do Lorenzo Horsemanship e Toscana”, relata. As cavalgadas Maripá já passaram pela França, Holanda, Itália e Alemanha. Marcelo quer cavalgar na Inglaterra Marcelo fala com fascínio sobre percorrer outros países. “Foram viagens inesquecíveis, com cavalos que vimos nascer e serem domados. É uma experiência única para um criador, mas a mais marcante foi a de Compostela, um lugar energizante e bem místico, onde o Mangalarga Marchador foi o primeiro cavalo a pisar em solo santo. Em cada um desses lugares, cavalgamos entre 200 e 300 km, totalizando até agora em torno de 2 mil km rodados”. A estrutura das viagens é organizada por equipes locais especializadas que fornecem orientações de locais para cavalgadas e paradas, como refeições e hospedagens. Dentre os locais visitados, a travessia dos Alpes foi, segundo Marcelo, a cavalgada mais difícil, mas não por isso deixou de ser fascinante. “O cavalo não somente é um integrador de pessoas que estão em cavalgadas, mas pessoas que admiram e gostam de cavalos. Existe uma expressão muito usada entre os criadores de Mangalarga Marchador: o cavalo faz amigos”. E é assim, neste clima de interação e amizade que Marcelo planeja outra importante ação. “Estamos trabalhando para bater o recorde mundial da maior cavalgada de cavalos da mesma raça, do Guinness Book”.


HORTIFRUTI

Almeirão O amargo que faz bem

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onsiderado como um remédio natural para o corpo, o almeirão também conhecido como chicória amarga, possui propriedades medicinais. Muito nutritivo e de baixo valor calórico, uma vez que cada 100 gramas possui apenas 20 calorias, é apreciado em diversos pratos na culinária de diferentes culturas por seu sabor amargo característico. Suas folhas são ricas em vitaminas A, c e do complexo B. São também bases de ferro, cálcio e fósforo. A lactucina e a lactupicrina são as substâncias que dão o gosto amargo ao vegetal. Tais substâncias possuem propriedades analgésicas e portanto, fazem bem à saúde. Como se não bastasse, ainda tem ação antioxidante de combate os radicais livres e previne doenças degenerativas e envelhecimento precoce. As fibras contribuem para o bom trânsito intestinal e liberação de toxinas.

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Perda de peso e alívio de dores Por ser classificado como uma chicória, possui dois componentes em sua composição – a inulina e a oligofrutose, que agem na regulação do hormônio da fome: a grelina. Ao diminuir a sensação de fome, o almeirão provoca também a elevação da saciedade no organismo, que vem com uma diminuição na quantidade de calorias consumidas e, por consequência, o emagrecimento. Outra vantagem importante é o efeito anti-inflamatório, agindo no alívio de dores muscu-

lares e das articulações. Fato importante para quem sofre com esse tipo de problema ou se dedica com frequência a atividades físicas.

Como consumir Para quem não gosta do amargo, tão importante para a saúde, uma dica é lavar bem as folhas, cortar e passar em água fria. Um das maneiras mais comuns de preparar esta verdura é refogando-a. Para isso, utilize alho e cebola no óleo. Refogue o almeirão e cozinhe levemente, na propria água que ele solta em pouca quantidade. Tempere a gosto.


Cama de compostagem O rebanho bovino com mais qualidade de produção

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rebanho leiteiro deve ser acomodado em alojamentos que apresentem instalações compatíveis com fatores importantes tais como o potencial genético do rebanho, a disponibilidade de capital, capacidade de produção e outros. Bem avaliados, estes fatores agem diretamente na melhoria da produtividade e sanidade do rebanho, bem estar do rebanho e na qualidade do leite, por exemplo. Os sistemas de produção de leite em nosso país se diferem, podendo serem baseados em pastagens ou confinamentos. Há alguns anos os produtores norte americanos iniciaram um novo tipo de confinamento que é o “Compost barn”, em tradução livre: estábulo com compostagem. Em nosso país, este sistema já está sendo adotado e é comumente chamado de cama de compostagem.

Esse sistema é composto basicamente por uma grande área de cama comum formada por maravalha ou serragem. Tal área é separada do corredor de alimentação ou cocho por um beiral de concreto. O diferencial deste sistema é a compostagem que ocorre ao longo do tempo com o material da cama e a matéria orgânica dos dejetos dos animais. O processo de compostagem consiste em produzir dióxido de carbono (CO2), água e calor a partir da fermentação aeróbia da matéria orgânica. As fezes e urina das vacas fornecem os nutrientes essenciais (carbono, nitrogênio, água e microrganismos) necessários para que ocorra o processo de compostagem. O sucesso do processo de compostagem depende da manutenção de níveis adequados de oxigênio, água, temperatura, quantidade de matéria

orgânica e atividade dos microrganismos, que produzem calor suficiente para secar o material e reduzir a população de microrganismos patogênicos. Para que esse processo ocorra, a temperatura da cama deve variar de 54 a 65˚C a 30 cm da superfície da cama.

Benefícios A cama de compostagem visa primeiramente melhorar o conforto e bem-estar do gado, melhorar os índices produtividade do rebanho e aumentar a longevidade das vacas. Mais um grande incentivo a este sistema é o baixo custo inicial de investimento para a construção de um compost barn, quando comparado aos custos de construção de um galpão tipo free-stall, amplamente utilizado no Brasil.


ECONOMIA

PIB do 1º trimestre é salvo por safra recorde

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pós oito trimestres de queda, a economia do setor agropecuário apresenta 13,4% de crescimento, a maior alta registrada em mais de 20 anos. Um dos motivos? O clima. A devastação que atingiu muitos hectares e cortou empregos em 2016 já é página virada na agropecuária. No ano passado o setor sofreu a maior retração dos três setores do PIB, prejudicado pela colheita fraca de cana-de-açúcar, soja e milho. Juntas, estas culturas somam quase 60% da produção agrícola do país. Nos três primeiros meses de 2017, a safra recorde tirou a economia de um ciclo de oito trimestres seguidos de queda, enquanto a indústria cresceu abaixo do esperado e serviços estagnaram. Esse avançou puxou a alta de 1% da economia brasileira no primeiro trimestre.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra agrícola deve crescer 26,2% este ano, para 233,1 milhões de toneladas. E quase metade dessa expansão é soja. Já a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) estima em 8,5% a alta o PIB do setor em 2017, revelando que o bom resultado da agropecuária não deve ficar restrito ao primeiro trimestre.

tos de trabalho na agropecuária, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). As contratações superaram as demissões em 14.091 vagas de janeiro a março, uma variação positiva de 0,92%. O estado de Goiás foi o que ofereceu mais postos de trabalho no período, com 6.819 vagas criadas, uma variação positiva de 7,14%, enquanto Mato Grosso teve um aumento de 4,39%.

Investimentos e empregos

Exportações

Otimistas com a recuperação da economia e com as colheitas, os produtores acabaram investindo mais em logísticas de armazenamentos, adubos e defensivos. Além disso, números oficiais demonstram que o emprego no campo está em ascensão. No primeiro trimestre, o país voltou a gerar pos-

A soja foi o principal produto exportado no acumulado do ano até abril. O volume cresceu 26,38% no período. Os embarques de açúcar bruto subiram 30%, e o refinado, quase 60%.. As exportações contam positivamente para o PIB, enquanto as importações são reduzidas das contas nacionais.


A produção de marmelo de volta ao sul de Minas A

produção do marmelo em Minas Gerais está em torno de de 340 toneladas anualmente, de acordo com dados da Emater-MG. Os frutos são produzidos numa área de mais de 47 hectares. A fabricação de marmeladas já foi a principal atividade econômica da região da Serra da Mantiqueira, sul de Minas Gerais, no século passado, e só recentemente agricultores e pesquisadores do sul do estado estão retomando o cultivo da fruta. O marmelo, usado num dos doces mais antigos do Brasil, apesar de ainda ser produzido, está escasso no sul de Minas Gerais em relação ao que já foi produzido, justamente em municípios que já tiveram sua economia movida pela produção da marmelada, como Marmelópolis e Delfin Moreira. Agricultores,

pesquisadores e a comunidade tentam retomar o cultivo da fruta que representa resgate também da história e da cultura da região. A decadência teve início entre os anos 70 e 80, principalmente pela concorrência com outros produtos, como é o caso da goiabada, doce considerado mais atrativo do que a marmelada. Por se tratar de um fruto dependente da indústria, o preço caiu e os produtores, desanimados, partiram para outras culturas. Para se ter uma ideia, em 1990 existiam 1500 hectares de marmelo cultivados no sul do estado.Em toda a região, havia mais de 20 indústrias de doce e todas fecharam as portas. Da antiga fábrica da Cica, o que sobrou do prédio hoje é a sede da prefeitura do município de Delfim Moreira.

A fruta O marmelo tem aparência que lembra a maça e raramente é consumido in natura, sendo industrializado para a produção de marmelada, geléias, sopas, licores, xaropes e em pratos salgados finos. Um dos componentes do marmelo, a pectina, pode ser empregada em produtos farmacêutico e de perfumaria. Um fato curioso é que a cultura do marmeleiro antecedeu em importância eco-

nômica à do café, constituindo o primeiro produto de exportação paulista, ainda nos tempos coloniais. A fruta tem como centro de origem o Oriente Médio, de clima temperado, e bastante exigente em tratos culturais. O plantio é feito por estacas enraizadas dos cultivares eleitos para exploração.

Incentivo O município de Delfin Moreira é um dos que busca alavancar produção, renda e a história do marmelo. Em abril, o município realizou 3ª Festa do Marmelo. Degustações da sopa de marmelo, da marmelada artesanal, dos pratos preparados por chefs convidados foram algumas das atividades do evento. Mudas de marmelo foram doadas aos participantes. A iniciativa é do prefeito de Delfim Moreira, José Fernando Coura, que almeja o retorno do cultivo do marmelo no município. “Meu desejo é que em cada quintal das casas de Delfim Moreira seja plantado um pé de marmelo e que esta iniciativa se expanda para a zona rural e que, em alguns anos, voltemos a produzir a fruta em larga escala”.


Girolando 5/8: a proporção certa Cada vez mais criadores tem apostado no Girolando 5/8, isso porque combinam vigor produtivo, rusticidade, fácil manejo e produção expressiva. De acordo com o técnico da Associação Brasileira dos Criadores Fernando Boaventura, os animais apresentam boa produção tanto no sistema a pasto quanto em confinamento. “O Teste de Progênie foi essencial para aumentar os rebanhos de 5/8. No início da formação da raça, alguns criadores tinham receio de trabalhar com o 5/8 porque não havia dados consistentes, mas, à medida que o número de touros provados foi crescendo essa situação mudou. Hoje, temos rebanhos de altíssima qualidade, tipo e padrão racial.”, assegura Boaventura, que trabalha como técnico da Girolando há 12 anos. A raça é fundamentalmente produto do cruzamento do Holandês com o Gir, passando por variados graus de sangue. O direcionamento dos acasalamentos busca a fixação do padrão racial, no grau de 5/8 Holandês + 3/8 Gir, objetivando um gado produtivo e padronizado, buscando a consolidação do Puro Sintético da Raça Girolando (PS), a raça propriamente dita.

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Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando Os criadores concordam que a mola propulsora do 5/8 foi o Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG). Os avanços da raça possibilitados pelo PMGG também foram destacados pelo criador Denilson Souza. “Felizmente o 5/8 tem evoluído muito rapidamente, graças ao bem sucedido PMGG, bem como aos cada vez melhores acasalamentos que são realizados pelos criadores, utilizando-se desde a base o que há de melhor nas raças-mãe, Gir Leiteiro e Holandês.” O maior volume de animais avaliados no mercado e os relatórios gerados pelo PMGG vêm permitindo a realização de acasalamentos direcionados com grande sucesso. “Quem quer produzir leite, inde-

medida que "oànúmero de touros provados foi crescendo essa situação mudou

"

pendente do tamanho do plantel, tem de investir em genética de qualidade. Desde quando começamos a formar o rebanho 5/8 da Fazenda São Cristovão procuramos adquirir genética de ponta e os resultados têm sido animadores. Estamos no caminho certo. O Girolando é o futuro do mundo para a produção de leite.”, declara o criador Cristovão José Rabelo, cuja propriedade fica em Eugenópolis/MG. Há 7 anos selecionando 5/8 ele já coleciona bons resultados nas exposições. Na Megaleite 2016, ele foi o Melhor Expositor 5/8 e assumiu a liderança do Ranking de Minas Gerais 2015/2016. Segundo o técnico Fernando Boaventura, os animais 5/8 e PS apresentaram uma evolução muito grande nos últimos tempos e vêm se destacando por serem mais funcionais, de melhores úberes e pernas. Colaboração: Larissa Vieira


meio ambiente

Ministério do Meio Ambiente amplia Áreas Protegidas no país e cria Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, no Pará

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necessidade de preservação e ampliação das áreas protegidas no Brasil tem recebido importante atenção dos órgãos ligados ao meio ambiente e principalmente entre os defensores desta causa em todo o país. Dados recentes do ministério do Meio Ambiente (MMA) registram mais de 280 mil hectares dessas áreas protegidas no país, o equivalente a quase

10% do território nacional, envolvendo Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia e no bioma denominado Marinho Costeiro. No Dia Mundial do Meio Ambiente, realizado em 5 de junho, o presidente da República, Michel Temer assinou os decretos que ampliam três unidades de conservação no país: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, que teve sua área amplia-

da de 65 mil para 240 mil hectares ; Estação Ecológica do Taim, no Rio Grande do Sul, ampliada de 10,7 mil para 32,7 mil hectares e a Reserva Biológica União, localizada no estado do Rio de Janeiro, nos municípios de Casimiro de Abreu, Macaé e Rio das Ostras, passando de 2,5 mil para 8,6 mil hectares. Na solenidade, o presidente também assinou decreto para criação do Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, localizado no Pará, entre os municípios de Canaã e Carajás. Este parque possui 79 mil hectares, repleto de cachoeiras, rios, lagos e cavernas. Trata-se de uma região cheia de florestas, principalmente por savanas “conhecidas como “vegetação de canga” ou “campos rupestres ferruginosos”, tipo raro de ecossistema associado aos afloramentos rochosos ricos em ferro”, conforme informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade” (ICMBio). De acordo com dados do Instituto, o parque recém criado fica colado à Floresta Nacional (Flona) de Carajás e já nasce com potencial de 200 mil visitantes. A preocupação do ICMBio agora é dotar a unidade de toda a estrutura necessária para garantir a conservação dessa área aliada às atividades de visitação, recreação na natureza e turismo ecológico, práticas típicas dos parques nacionais.


Mulas que parem

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or ser resultado do cruzamento entre égua e jumento, a mula é um animal híbrido e, portanto sem capacidade de reprodução. Este fato é decorrente de uma alteração genética com apresentação de 63 cromossomos, ao invés de 64. Tal alteração inibe a maturação dos óvulos e isso, por sua vez, impede a reprodução. Mas, se a causa é genética, como seria possível que mulas parissem? Embora não haja amadurecimento dos óvulos, estes animais possuem útero, ovário e ciclo estral muito parecidos com o das éguas. É neste ponto que está o segredo: barriga de aluguel. Uma pesquisa desenvolvida pela PUC-PR com o docente e orientador Carlos Eduardo Camargo, com transferência de embriões, comprova essa teoria. Foram utilizadas 6 mulas que receberam embriões provindos de éguas saudáveis. Após os 330 dias de gestação, nasceram potros fortes e saudáveis. Geralmente mais baratas, as mulas são ainda mais rústicas e necessitam de

uma dieta de menor valor para manter sua condição corporal, São mais resistentes e tem um custo de manutenção inferior ao de uma égua. Estes são alguns dos motivos apontados pelo orientador para o estudo da viabilidade das mulas para esta finalidade.

Transferência de embrião A técnica, apesar de simples, requer um profissional qualificado. O primeiro passo é a coleta do sêmen do jumento que passa por análise laboratorial com a finalidade de selecionar os melhores espermatozoides. Feita a seleção, é realizada a inseminação artificial na égua em período de estro. Após fecundado, o embrião é retirado da égua-mãe e transferido para a mula (barriga de aluguel). A evolução da gestação dura em média 330 dias. A resposta das mulas com seus filhotes foi algo impressionante observado na pesquisa. Popularmente conhecidas como animais hostis, as mulas desenvolveram um lado maternal bem aguçado, a fim de proteger a prole.


Espécies Curiosas

10 espécies surpreendentes

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e acordo com a Super Interessante, o mundo tem cerca de 4.600 espécies de mamíferos, 31.000 de peixes e mais de 900.000 de insetos. Mas os cientistas não param e além de descobrirem mais e mais espécies, resolveram eleger as 10 mais curiosas descobertas em 2016. O Instituto Internacional para Exploração de Espécies (IISE) divulga anualmente uma lista com os “top 10” de exemplares de animais e vegetais que, há até pouco tempo, eram completamente desconhecidos. Desde a primeira lista Top 10, de 2008, quase 200 mil espécies foram descobertas e nomeadas. O comitê internacional de taxonomistas do instituto selecionou as Top 10 de aproximadamente 18 mil descobertas do ano anterior. A lista homenageia Carlos Linneu, botânico sueco nascido em 23 de maio de 1707, considerado o pai da taxonomia moderna. A nova lista traz peixe, aracnídeo, inseto, planta e até um rato omnivoro. Conheçam: A Eriovixia gryffindori foi localizada na Índia. Trata-se de uma pequena aranha que tem menos de 2 milímetros de comprimento e foi batizada em homenagem ao Chapéu Seletor, objeto mágico da série de livros Harry Potter. Ainda não se descobriu nenhum macho. A espécie Eulophophyllum kirki, é um tipo de gafanhoto, da Malásia. Com 40 milímetros de comprimento, os machos são uniformemente verdes, enquanto as fêmeas, rosa brilhante. Eles parecem uma folha, em formato e detalhes. Um omnívoro entre carnívoros, o Gracilimus radix, é da Indonésia. Ele come tanto plantas quanto animais, o que faz dele um ser único entre seus parentes estritamente carnívoros. Sete novas espécies de roedores, representando quatro novos gêneros (incluindo este), foram descobertos desde 2012.

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Descoberto no Brasil, a Potamotrygon rex, é uma arraia de água doce endêmica do Rio Tocantis e pode pesar até 20 quilos. Marrom escuro com manchas amarelas ou laranjas, o animal merece o título de “rei” (rex), que acompanha o nome da espécie em latim.

De Papua Nova Guiné vem os pequeninos dragões, Pheidole drogon. Com seus espinhos nas costas que lembram um dragão, a nova espécie de formiga recebeu o nome de Drogon, em homenagem ao animal mítico comandado por Daenerys Targaryen na fantasia épica Game of Trones. Ela é uma das duas novas espécies de formiga com espinhos da Papua Nova Guiné.

Illacme tobini, dos Estados Unidos, tem 20 milímetros e pertence a uma antiga linhagem que existe há mais de 200 milhões de anos. Também chama atenção a boca muito pequena, que está associada, provavelmente, a uma dieta líquida. Outras estranhas características: tem pelos secretores de seda e bicos pareados compostos de 100 segmentos que excretam um químico defensor, de natureza.

A espécie, Scolopendra cataracta, foi localizada em Laos, Tailândia e Vietnã. Com 20 pares de pernas e 20 centímetros de comprimento, o novo centípede é a primeira espécie já observada que tem a habilidade de cair na água e se movimentar com a mesma destreza que o faz em terra firme. Essa habilidade anfíbia jamais foi descrita em um centípede.

Solanum ossicruentum, este vegetal foi percebido na Austrália. As jovens frutas expelem um líquido vermelho, parecendo sangue, quando cortadas antes de maturarem, e permanecem assim por dois minutos. A planta madura, ao ser aberta, tem sementes que parecem ossos. Chega a alcançar 2 metros de altura e suas frutas medem de 1,5 centímetro a 2,5 centímetros de diâmetro.

Descoberta nas profundezas do Golfo da Califórnia, a 1.722 metros da superfície, o Xenoturbella churro é um verme marinho de 10 centímetros e representa uma das seis espécies conhecidas de seu gênero. Faz parte de um grupo de animais primitivos, que estão no galho dos animais bilateralmente simétricos, onde se incluem insetos e humanos. A nova espécie de orquídea encontrada na Colômbia, a Telipogon diabolicus, tem na sua flor o que parece a representação de um diabo. Além disso, tem uma mistura de estruturas reprodutivas masculinas e femininas e é epífita, ou seja, cresce por cima das outras plantas sem se alimentar delas.


APICULTURA

Honey Flow Método australiano não daria certo no Brasil

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mel é um alimento natural extraído de colmeias, obtido a partir do néctar das flores e das excreções da abelha. Rico em carboidratos e açúcar é uma fonte e tanto de energia. Também possui potássio, magnésio, cobalto e cobre, além de outros minerais. Ocorre que, a extração do produto das colmeias, de forma convencional, consiste em retirar partes inteiras da colmeia. Geralmente são utilizadas fumaça para acalmar as abelhas e retirar o quadrante para coleta do mel. Outro processo envolve a utilização de lâminas quentes e centrifugação da colmeia. Um processo um tanto quanto incomodo para as abelhas e para os apicultores. Porém, uma nova técnica de extração criada pelos apicultores australianos, Stuart e Cedar Anderson, que são também pai e filho, denominada Honey Flow, promete menos complicações. A nova técnica se assemelha a uma torneira que é ligada às células de uma colmeia e, como o próprio nome diz, deixa que o mel simplesmente flua.

A ideia não foi pensada para utilização em grande escala, de forma industrial, mas atenderia muito bem a apicultores caseiros. Sustentável, seu uso sugere mel sempre fresquinho sem perturbar as abelhas e com muito menos riscos para os criadores. Diante disso, Ivanir Cella, então gerente estadual de Apicultura e Meliponicultura da Epagri de Santa Catarin, à época da divulgação do Honey Flow, decidiu testar a viabilidade técnica deste método, que foram publicados no site www.adubarofuturo.com. br. Os resultados não foram animadores. Ele declarou que não havia viabilidade técnica e nem econômica nem mesmo na Austrália. “Para nosso país acredito que seria ainda mais difícil, pois temos abelhas ápis resultado do cruzamento de abelhas europeias com africanas, bastante defensivas”. De acordo com Cella, teríamos dois grandes problemas. “Nossas abelhas africanizadas não aceitariam a técnica pacificamente, dificultando a vida do produtor que está colhendo o mel. Outra questão é a exposição do mel e

o tempo para realizar esse processo que é suficiente para que outras abelhas, atraídas por esse mel, tentem entrar nessas colmeias causando o que chamamos de pilhagem ou saque, roubo forçando a entrada na colmeia, resultando em uma briga generalizada. Com relação aos meliponíneos, também chamadas de abelhas nativas ou abelhas indígenas, que podem ser criadas próximas à residência por serem menos defensivas e terem o ferrão atrofiado, que não fazem favos de mel e sim potes de mel, haveria outro problema segundo Cella. “Os potes de mel e de pólen estão próximos. Ao abrir o pote de mel para ser esvaziado, possivelmente também abriria o pote de pólen, atraindo forídeos, pequenas moscas, que são o principal inimigo de nossas abelhas nativas e causam destruição total da família em poucos dias após ter entrado na colmeia. É. Parece que o método de extração mais indicado é mesmo o tradicional. Mas que o Honey Flow é interessante, é. E seria maravilhoso se desse certo.


Os cavalos e as emoções humanas C

avalos podem interpretar as emoções dos humanos. Isso foi o que comprovou uma pesquisa realizada no ano passado por cientistas da Universidade de Sussex, no Reino Unido. A conclusão aponta que cavalos são capazes de discernir expressões faciais humanas. O experimento, feito usando fotos de rostos humanos, mostrou que os cavalos domésticos "respondem negativamente" a expressões irritadas e positivamente a expressões felizes. De acordo com os estudiosos, isso deve acontecer em virtude da domesticação. O contato direto e freqüente com seres humanos e suas emoções teria habilitado os animais a interpretarem o comportamento humano. Amy Smith, uma das pesquisadoras da equipe do estudo afirmou à época da publicação dos resultados que “nosso comportamento em torno dos cavalos tem um impacto, quaisquer que sejam nossas reações”. A pesquisa finalizada foi publicada na revista científica Biology Letters. Como foi feito A equipe mostrou grandes fotografias para 28 cavalos, que tinham as reações cerebrais medidas. "Uma pessoa apresentava a foto enquanto a outra segurava o animal", detalhou Smith. Eram alternadas imagens com expressões felizes e irritadas. “O principal resultado foi que eles olharam para as imagens que transmitiam raiva com seu olho esquerdo", o que significa que processaram a imagem com o lado direito do

cérebro, "especializado no processamento de estímulos negativos", explicou a pesquisadora. Além disso, os cientistas posicionaram monitores cardíacos nos cavalos, revelando que as expressões irritadas causaram aceleração significativa em seus batimentos cardíacos. A pesquisadora explicou também que os cavalos têm uma reação “mais forte perante expressões negativas do que positivas”. Isso em virtude, segundo ela, da importância que atribuem ao reconhecimento de possíveis ameaças em seu redor. Resultados semelhantes foram relatados recentemente em cães domésticos, levantando questões sobre como viver com os seres humanos pode ter influenciado as habilidades dos animais.


Expocachaça

46 milhões em negócios em quatro dias de feira

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27ª edição da tradicional Expocachaça aumentou o tamanho da feira numa proporção de 20% e acolheu um público de 45 mil pessoas, de 8 a 11 de junho, no Expominas, em Belo Horizonte – MG. Além de conhecer os principais produtores e as grandes marcas de cachaça do Brasil, o visitante conferiu uma programação eclética; entretenimento, gastronomia e negócios. Considerada uma vitrine da bebida, a Expocachaça comemorou 20 anos de atividades. Segundo José Lúcio Ferreira, presidente da Expocachaça, nessa edição foram gerados R$ 46 milhões em negócios durante e após a feira com equipamentos negociados para o exterior e a vinda de empresas internacionais. Além de Minas Gerais, a feira recebeu produtores de outros estados do país, dentre eles, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina, Alagoas. Essa participação trouxe visibilidade para novas marcas e para a própria bebida que atualmente gera um montante de R$ 6 bilhões em vendas.

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Destaques e novidades A 11ª edição do Brasil Bier foi um dos destaques do evento. O festival aconteceu dentro da feira e apresentou as principais micro cervejarias do cenário nacional. Ao todo os visitantes puderam conferir aproximadamente 600 marcas de cachaças e 50 rótulos de cerveja. A grande novidade desta edição ficou por conta do lançamento da Carreta Alambique Escola - Brasil. Com 13 metros de

comprimento e 52 m² de área útil, o público pôde conhecer todo o espaço do veículo: alambique de cachaça, laboratório, sala de aula para 15 alunos, biblioteca e videoteca. A carreta ficará sediada em Belo Horizonte, mas vai percorrer todo o Brasil levando até os produtores o conhecimento necessário para produzirem com qualidade e dentro dos padrões legais e exigidos pelo mercado de bebidas destiladas no mundo, tornando a cachaça um produto mais competitivo.


CACHAÇA DECISÃO


Bebidas

Caipifrutas Um mundo de combinações na coqueteleira

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urante muito tempo, há relatos do início do século XX, a caipirinha reinou absoluta entre os apreciadores de um bom drinque. A bebida à base de limão, açúcar e cachaça, ganhou fama internacional, se consagrando como um símbolo brasileiro, ao lado da tradicional feijoada. A importância da caipirinha é tão grande que o Art.68, §5o, do Decreto n.6.871, de junho de 2009, lhe garante o título de legítima bebida brasileira: "A bebida prevista no caput, com graduação alcoólica de quinze a trinta e seis por cento em volume, a vinte graus Celsius, elaborada com cachaça, limão e açúcar, poderá ser denominada de caipirinha (bebida típica do Brasil), facultada a adição de água para a padronização da graduação alcoólica e de aditivos". Tempos depois, a capivodka também conquistou os chamados "drinqueiros" e a criatividade só aumentou. A inovação e experimentos com outras frutas, associadas e misturadas às bebidas, abriram uma ampla carta de sa-

bores tropicais. Hoje, várias receitas de capifrutas estão disponíveis nos bares e nos diversos eventos. Existem sites que ensinam a preparar drinques com outras frutas, além do tradicional e pioneiro limão neste quesito. As opções são muitas, desde caipifruta de melancia com manjericão até as que levam pimenta, gengibre e canela em sua composição. A combinação de outras frutas com bebidas diferentes da cachaça (podendo até mesmo ser preparadas sem bebidas alcoólicas) provocaram uma grande variação de rótulos e definições, por exemplo, Caipiroska, Caipisaquê, Caipiríssima e até Caipivinho. No Brasil, a caipirinha pode ser considerada a mãe de todas elas.


receita

Gratinado de inhame C

ultivado em áreas tropicais, o inhame está presente em maior parte no nordeste brasileiro, principal produtora e maior consumidora no país. Muito consumido na América Latina, em ilhas banhadas pelo oceano Pacífico e no continente asiático, apresenta em cada 100 g 118

calorias, na sua maioria proveniente de carboidratos, cerca de 28 g. Encontramos também 1,5 g de proteína, 3,9 g de fibras e uma quantidade insignificante de gordura (0,2g). Uma boa maneira de aproveitar o inhame é através de pratos atrativos, como o que vamos ensinar nesta receita.

Modo de preparo

Ingredientes • 500 g de inhame descascado, cozido e cortado em rodelas • Sal a gosto • 1/2 xícara (chá) de manteiga • 1 colher (sopa) de orégano

• 300 g de mussarela em fatias • 1 lata de creme de leite sem soro • 1/4 xícara (chá) de leite • 1 colher (sopa) de farinha de trigo • 1 1/2 colher (sopa) de queijo parmesão ralado.

Coloque fatias do inhame no fundo de um refratário e tempere com o sal. Derreta a manteiga, adicione orégano e salpique o inhame com a de dessa mistura. Coloque uma camada de mussarela, o restante do inhame, a manteiga temperada e a outra de da mussarela. Misture o creme de leite com o leite e a farinha de trigo. Despeje sobre o inhame, salpique com sal, polvilhe o queijo parmesão ralado e leve ao forno até que o queijo fique dourado.


DICAS DA AGROSID

Trypanossomose provoca grandes prejuízos A

Trypanossomose, doença em ascensão na pecuária, vem causando enormes prejuízos para o produtor rural. Provocada por protozoários do gênero Trypanossoma Vivax, que tem sua origem na África, afeta ruminantes em geral e foi descrita pela primeira vez no Brasil na década de 70, onde está distribuída em praticamente todos os estados de importância na pecuária. Sua principal característica é causar nos animais uma anemia muito severa, levando à queda acentuada na produção de leite, queda na condição corporal do animal, perda de apetite, diarreia, abortos, cegueira, aparecimento de infecções secundárias como pneumonia, mastite, retenção de placenta e dentre outras. O grau do surgimento dos sintomas está relacionado diretamente com o nível de parasitemia presente na fazenda e o estado imune do animal. Em muitos casos

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os animais vêm a óbito, ocasionando um prejuízo ainda maior. A transmissão da doença se dá por contato direto, do sangue de um animal contaminado para um animal sadio. Dentre os meios de contato, as moscas hematófagas, no qual se destaca a mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) podem transmitir a doença, principalmente na pecuária de corte. Já na pecuária de leite, além das moscas, hoje se pode dizer que a principal forma de transmissão da doença seria o compartilhamento de agulhas, sendo elas agulhas de ocitocina, de vacinação, aplicação intramuscular, dentre outras. Isso se confirma ao observar que as vacas em produção, que são as que mais passam por um maior manejo de aplicações de agulhas compartilhadas, sofrem mais com a doença. Regiões onde possuem uma maior comercialização de animais são propícias para novos casos da doença. Não raramente, um

animal contaminado, porém sem apresentar sintomas, é comercializado e quando chega à nova propriedade consegue difundir a doença para outros animais. Hoje a grande dificuldade encontrada é diagnosticar de forma rápida e eficaz a doença. O diagnóstico laboratorial que está disponível para o produtor é baseado na coleta de sangue dos animais, preferencialmente aqueles que estão com sintomas da doença e que não tenham sido medicados. Existem outros tipos de exames, porém ainda não estão disponíveis de forma comercial para o produtor. O que mais é recomendado pelos pesquisadores médicos veterinários e técnicos de campo, seria avaliar o histórico do animal na fazenda como sintomas, aquisição de animais recente, local onde a propriedade está inserida, fazendas vizinhas positivas para Trypanossomose, infestações de moscas, dentre outras. Essas informações são de suma importância para o diagnóstico final da doença. As principais formas de prevenção da doença são cuidados básicos como descarte ou desinfecção de agulhas e a utilização de agulhas individuais em caso de aplicação de ocitocina. Conter a infestação de moscas, através do uso de produtos repelentes regularmente, levantar histórico de animais que serão comprados e realizar quarentena quando chegarem na fazenda são cuidados importantes. Associado a todos esses manejos, as propriedades positivas para Trypanossomose precisam ser tratadas com droga específica contra a doença, chamado Cloreto de Isometamidium. Essa droga é utilizada tanto de forma curativa nos animais doentes como preventiva no restante do rebanho. É imprescindível para o sucesso no combate e controle da doença, o uso correto do Cloreto de Isometamidium, visto que ele é a droga mais eficaz no Brasil contra a doença.


Automóveis

Tratores modelos 8000S e 9500S são mais confortáveis

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e olho na evolução tecnológica do agronegócio, as fabricantes de tratores lançam novas máquinas com o objetivo de aliar conforto para os operadores, potência e aumento na produção. Nesta linha, a indiana Mahindra lançou os novos tratores da Série S, no mercado brasileiro. Com novo design e plataforma integral de operação, a proposta dos modelos 8000S (motor com 80 cv) e 9500S (motor com 92 cv) é oferecer mais ergonomia e conforto operacional. A série 8000 apresenta um novo estilo de design, mais moderno e acompanhado de um conjunto óptico com lanternas dianteiras e traseiras em LED, para proporcionar mais eficiência e facilitar o trabalho realizado pelo agricultor no final do dia ou em ambiente com pouca luminosidade, com mais segurança.

9500S

Segundo Gilberto Dutra, especialista em Marketing de Produto Mahindra, a manutenção da linha de tratores é simples e rápida, já que as inspeções de rotina são feitas com o operador no nível do solo e 8000S

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o capô, de fácil abertura, permite acesso aos principais itens de manutenção. “Todas estas mudanças trazem agilidade para o produtor, menor tempo com a máquina parada, maior aproveitamento do trator e maior produtividade”, afirma. Os tratores 8000S e 9500S são equipados com motores Mahindra NE–476/TC Turbo e NE-495/TC Turbo, respectivamente, são motores considerados resistentes, de alta confiança e excelente torque. “A tecnologia desses motores garante uma vida útil maior, menor manutenção e baixo consumo de combustível”, observa o especialista da empresa. Os modelos possuem sistema de freios a disco em banho de óleo, com capacidade de levante de até 3000 kg e transmissão mecânica sincronizada com caixa reversora. Os novos tratores da Série S chegam ao Brasil de cara nova, inspirada no design da nova geração 6000, vendida nos EUA. A acessibilidade para os principais comandos e alavancas do sistema hidráulico chama atenção, é um ponto positivo.


Turismo

Festas Agropecuárias Complexos que atraem cada vez mais pessoas

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e norte a sul do país, em épocas variadas, acontecem festas e exposições agropecuárias em quase todos os estados. Mas é em maio, junho e julho que essas festas se concentram mais. Muitas pessoas visitam estes tipos de eventos, seja pela diversão, paixão pelo mundo sertanejo, seja por negócios. Antigamente, restritas a exposições de animais, torneios e concursos, as festas acompanharam a evolução tecnológica e a exigência de produtores e público e hoje, algumas se transformam em verdadeiros complexos. E isso começa na construção ou adaptação de reformas estruturais. São ambientes variados dentro de um mesmo espaço que recebem milhares de pessoas. Um exemplo disso é o projeto do Centro de Exposições Agropecuárias que está estrategicamente posicionado entre o perímetro urbano de Planaltina, Distrito Federal, e a Área de Preservação Ambiental do Planalto Central – próximo à Estação Ecológica de Águas Emendadas. Ele tem estrutura própria durante as feiras e os eventos e, ao mesmo tempo, torna-se adequado para encontros de lazer, descanso e contemplação em épocas sem festa. O projeto atende a essa versatilidade ao criar uma ampla praça entre os pavilhões, implantada como um

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espaço de acesso e distribuição para receber o fluxo intenso de pessoas. O perímetro orienta tanto os passeios quanto as visitações. As áreas projetadas para exposições, shows e até parque de diversões foram propositalmente dispostas em um espaço de paisagismo, possibilitando sua adequação para outros fins.

Pacotes para principais eventos Toda essa estrutura que também se repete em vários parques e centros pelo Brasil afora é um atrativo para que as pessoas saiam de suas cidades e visitem cada vez as festas e exposições agropecuárias. As opções de lazer que agradam a toda família são diversas. Restaurantes, pistas, quadras de esportes, complexos aquáticos, shoppings e até salas de cinema e teatro fazem parte de alguns complexos. Hotéis e pousadas fazem pacotes especiais para hospedagem em épocas de festas de exposições. Estes serviços podem ser encontrados já estruturados em Agências de Turismo, inclusive. E opções para explorar não faltam: ExpoCachaça, Megaleite, Expozebu, Agrishow, ExpoInter, Expoinel, Exposições Nacionais das raças Mangalarga Marchador e Campolina, Jumento Pêga, Festa do Cavalo Árabe, Mangalarga Paulista, Festa do Peão de Barretos e muitas outras estão no rol das maiores e melhores festas do ramo no país.. Para a Festa do Peão de Barretos, por exemplo, no site do evento há link para quem deseja se hospedar em locais indicados pela organização.


Grandes eventos A Agrishow é uma feira, considerada o maior evento de agronegócio a céu aberto do País. Em sua última edição, neste ano de 2017, a 24ª edição da Agrishow erou 25 mil empregos diretos e indiretos. O aconteceu de 1º a 5 de maio em Ribeirão Preto -SP. Num área de 440 mil metros quadrados foram recebidos aproximadamente 800 expositores brasileiros e internacionais. Com estrurura invejável, a Agrishow ainda conseguiu inovar apresentando mais um atrativo: arena para demonstrações de campo, com a apresentação de tecnologias para o agronegócio. Além disso, houve espaços que simularam o trajeto dos bois desde a fazenda até a mesa dos consumidores. Outra exposição que investiu em inovações e a cada ano atrai número maior de visitantes é a Exposição Agropecuária de Minas Gerais que acontece no Parque Bolivar de Andrade, mais conhecido como Parque da Gameleira, em Belo Horizonte.

Recentemente estruturado, o local não passava por reformas há 20 anos. Foram executadas pintura geral de 16 pavilhões para bovinos, com capacidade para abrigar 800 animais; pintura de 16 baias para o alojamento de equídeos, com capacidade para receber cerca de 400 animais; pintura do pavilhão com capacidade para o alojamento de cerca de 150 caprinos e ovinos; reconstrução de 80 currais; instalação de duas balan-

ças para pesagem de animais em eventos agropecuários; construção de banheiros com acessibilidade para portadores de necessidades especiais; impermeabilização das lajes da arquibancada em frente à pista de julgamentos e o isolamento acústico do Pavilhão Redondo que tem capacidade para receber 600 pessoas e onde são realizados os leilões, melhorando as condições para a realização de eventos no local.

REVISTA MERCADO RURAL

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sEÇÃO pET

Periquito Inglês O

s periquitos são aves extremamente alegres e barulhentas, que podem ser criadas em casais e em grandes grupos, até mesmo com outros tipos de aves. Um dos tipos é o periquito inglês, que pode se apresentar em dois padrões: o antigo e o moderno. Podem ser pequenos, médios ou grandes, mas o fator primordial é que possuam excelente padrão com as características desejadas.

Padrão antigo Os periquitos ingleses padrão antigo possuem suas características equiparadas aos periquitos criados na década de 80 e 90. Têm penas e máscara curtas, a cabeça apresenta pequeno volume de penas armada para cima. Podem ser grandes e apresentarem excelente postura no poleiro, mas dentre as características buscadas no padrão moderno, este periquito deixa muito a desejar ou deverá ser trabalhado no decorrer dos anos.

Padrão moderno Já o periquito padrão moderno possui penas macias e longas com excelente direcionamento. Apresentam máscara profunda, grande quantidade de penas ao lado do bico, cabeça bem limpa e com penas direcionadas. Periquitos neste padrão devem ter uma boa postura no poleiro.

Alimentação A alimentação dos periquitos consiste basicamente em uma mistura das sementes alpiste, painço, girassol e aveia. Alguns criadores oferecem frutas como alimento, alguns periquitos gostam, outros não. Costumam comer folhas como rúcula, couve e brócolis. Alface e algumas outras folhas não devem ser fornecidas a eles, pois podem causar diarreia colocando em risco a vida da ave. A mistura de sementes é a que deve estar sempre disponível. Frutas e folhas devem ser oferecidas em dias alternados resultando numa alimentação organizada e saudável.

Reprodução A reprodução está apta a acontecer quando macho e fêmea têm mais de um ano de idade e estão em perfeito estado de saúde. Pode haver rejeição do parceiro em alguns casos. As épocas de temperaturas mais elevadas são melhores para a reprodução. A partir do momento que eles cruzam, leva em média oito a dez dias para vir o primeiro ovo. A fêmea bota em média de seis a oito ovos, eventualmente até 10, mas raramente irão nascer todos saudáveis. O período para o nascimento é de 18 a 21 dias para cada ovo. Quando o filhote nasce, os cuidados devem ser redobrados, pois se a mãe rejeitá-lo o criador deverá alimentá-lo com uma papinha aplicando na boca do filhote por uma seringa. Em um

período de 36 dias o filhote se desenvolve, cresce, ganha suas penas e começa a aprender voar.

Manejo O periquito deve ter um bom espaço para morar. Para um casal, uma gaiola quadrada de cerca de 50x45cm e para mais de um casal, o recomendável é fazer um viveiro. Quando for criar vários casais de periquitos juntos, deve-se ter um ninho para cada e por medida de segurança, separar casais em reprodução.


sEÇÃO EXÓTICA

O suíno que veio de outro continente

Javali

Alimentação O javali passa grande parte do dia fuçando a terra em busca de comida. É um animal omnívoro, com preferência por matéria vegetal como raízes, frutos, castanhas e sementes. Também invadem terras cultivadas, especialmente campos de batata e milho. Animais também são consumidos pelos javalis, como caracóis, minhocas, insetos, ovos de aves e até pequenos mamíferos, assim como animais mortos.

Comportamento

J

avardo, porco-monteiro, porco-montês ou porco-bravo. Por estes nomes também são conhecidos os Javalis. Nativa da Europa, Ásia e Norte da áfrica, estes animais foram introduzidos como espécie exótica nas Américas e Oceania. Dentre suas subespécies, as mais populares são o Javali-europeu e o porco-doméstico. Os javalis pesam em média 250 quilos quando adultos e vivem de 15 a 30 anos, mas sua expectativa de vida em estado selvagem gira em torno de 2 a 10 anos. Medem entre 1,40 e 1,80 m de comprimento e podem alcançar uma altura no garrote de 1,10 m. Altura e peso máximos já registrados em indivíduos raros giram em torno de 1,25 metros de altura no garrote e 350 kg de peso corporal. O tamanho e o peso adultos são largamente determinados por fatores ambientais. Javalis que vivem em áreas áridas com pouca produtividade tendem a atingir tamanhos menores do que os que habitam áreas com abundância de alimentos e água. De cor marron escura, o corpo do javali é robusto, peludo, e possui patas relativamente curtas. Tem uma cabeça grande, triangular, com olhos pequenos. Já a boca deste animal possui grandes dentes caninos projetados para fora e que crescem de forma contínua. Estes

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dentes são usados como ataque e defesa, seja em luta para disputa com outros machos ou contra predadores. Os javalis preferem habitar bosques com bastante vegetação onde possam esconder-se, mas também frequentam à noite áreas abertas, assim como áreas cultivadas.

Reprodução Esta espécie se acasala no outono. Nesta época, os machos desenvolvem um revestimento de tecido subcutâneo, que pode ter três centímetros de espessura, estendendo-se desde as omoplatas até a anca, protegendo assim os órgãos vitais durante as lutas. Os machos ostentam uma pelagem grossa pelos testículos perto do orifício do pênis, que serve para reter a urina e assim emitir um odor forte. A gestação dura cerca de 110 dias e as ninhadas tem entre 2 a 10 leitões, que após uma semana já podem acompanhar a mãe em suas andanças. O desmame acontece entre 3 a 4 meses de idade. Os filhotes apresentam cor de terra clara com listras negras, o que lhes dá uma camuflagem muito eficiente. Essa cor escurece com a idade.

Estes animais não marcam territórios. Reúnem-se em grupos matriarcais, normalmente com três a cinco animais, formados pelas fêmeas e suas crias, embora possam ser encontrados grupos superiores a vinte indivíduos. A javalina dominante, ou gironda, a fêmea do javali, quando já madura, é a de maior idade e tamanho e sempre fica um pouco mais afastada do grupo como uma guarda, que normalmente dá sua vida para que o restante fuja. Os jovens machos de um ano, chamados "barrascos", vivem na periferia do grupo.


EVENTO/LEILÃO

Leilão Estrelas do Holandês N o dia 29 de junho foi realizado o Leilão Estrelas do Holandês, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte-MG, durante a Megaleite. O evento foi promovido por Poitara Genética, de Marcelo Rigueira; Meara Gado Holandês, de Mauro Araújo e Santos Reis Genética, de Rui Reis. O objetivo do leilão de elite foi atingido com boa média em preços, além da inclusão de três novos sócios para a raça.

Eucilene e Marcelo Rigueira

Mariana e Pedro Rigueira

Rafael, Juliana, Marina, Meire e Mauro Araújo

Mauro Araúju, Bernardo Paiva, Adalto Feitosa e Marcelo Rigueira

Marcelo Rigueira, Benardo Paiva, Diego Santos, Flávio Junqueira e Marcos Alves

Jorge Souza, Marcelo Rigueira e David Oliveira

Daniel, José Augusto, Diego Santos e Bruna Schiefelbein

Eduardo Morais, Jonadan Ma e Marcelo Rigueira REVISTA MERCADO RURAL

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EVENTO/LEILÃO

9a Edição do Leilão Celebridades

Simone, Fátima Segri, Atílio D'Angieri e Felipe Loureiro

N

Marisa Iório e Paulo Eduardo

o dia 27 de maio de 2017 aconteceu a 9ª edição do Leilão Celebridades realizado pelo Haras Lagoinha. Este é o leilão de mangalargas e pampas mais aguardado de todos os anos. Criadores, usuários e amantes do cavalo de pelagem pampa não perdem

o Leilão Celebridades que reuniu mais de 900 pessoas em sua versão presencial, batendo recorde também no virtual e de novos compradores não sócios da ABCPAMPA e ABCCRMangalarga, além da obtenção de liquidez total de seus produtos da marca PEC.

Rafael Silveira, Cristina Bayeux, Jofre Bayeux e Geraldo Souza Coutinho

Marisa Iório e Luiz Carlos

Leonel Damo e Vanessa Damo

Cristina Erthal e Ricardo Erthal

Marcelo Pardini e Marisa Iório

Claudia Iorio Budweg

Mayara Fernandes e Joel Fernandes

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GIRO RURAL

Governo lançou Plano Safra da Agricultura Familiar Um ano após assumir o compromisso de manter as ações voltadas para a agricultura familiar, o Governo Federal lançou o Plano Safra da Agricultura Familiar 2017-2020. Principal fonte de incentivo ao produtor rural brasileiro, o programa foi lançado em 31 de maio, aliado a outras medidas em prol do crescimento agrícola no país. Os juros mais baixos, principal pleito do segmento, foram mantidos, além do montante disponibilizado para o crédito, que é R$ 30 bilhões. Em um novo modelo, agora plurianual, o Plano Safra abrange e assegura a atuação do governo em grandes eixos, como regularização fundiária, Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), comercialização e agroecologia, pelos próximos três anos.

Equilíbrio nutricional garante resistência dos pomares de citros Sojicultura: Os pomares de citros estão constantemente submetidos a fatores estressantes manejo de resistência como clima, temperatura, deficiências nutricionais, pragas e doenças. Estes fatores impactam no desenvolvimento do cultivo e podem refletir em perda de área foliar e, até mesmo, na redução de produtividade e qualidade de seus frutos. Para minimizar esses efeitos, o citricultor deve estar atento aos cuidados no manejo para favorecer os mecanismos de defesa natural da planta. Segundo o engenheiro agrônomo Marcos Revoredo, gerente técnico especializado em hortifruti da Alltech Crop Science, é possível ajudar para que venha a induzir essa resistência nas plantas de citros de forma natural. "As soluções nutrem a planta de maneira a auxiliar os mecanismos de defesa, e ao mesmo tempo são compostas de aminoácidos e nutrientes-chave, como cobre e zinco, que complementam a nutrição da planta para promover esse balanceamento fisiológico”. O cultivo fica mais equilibrado e menos estressado com os fatores ambientais, promovendo assim o melhor desenvolvimento do citros.

Subsidiárias adquirem plantas frigoríficas da JBS Mercosul A Minerva Foods, uma das líderes na América do Sul na produção e comercialização de carne in natura, gado vivo e seus derivados, também atuando no setor de processamento de carne bovina, suína e de aves, anuncia a aquisição de nove plantas frigoríficas da JBS Mercosul, sendo três no Paraguai, uma no Uruguai e cinco na Argentina, onde esta transação envolve

Recentemente o FRAC anunciou a mutação do fungo Phakopsora pachyrhizi em relação às Carboxamidas. A notícia surpreendeu produtores e pesquisadores, pois a reação que gerou a resistência da ferrugem na sojicultura chegou mais cedo do que imaginavam. O aumento da recorrência de organismos mais fortes acontece por conta da pressão de seleção, no qual os defensivos são o fator chave. Segundo dados colhidos nas últimas safras, o número de aplicações de fungicidas vem em uma crescente e, ao utilizar sempre o mesmo modo de controle, os organismos desenvolveram tal resistência. Para que eventos como este se tornem cada vez menos recorrentes, não se deve colocar toda a carga de responsabilidade do controle da ferrugem apenas para os fungicidas: é necessário um manejo de resistência. Por mais que a resistência da ferrugem na soja tenha sido detectada ainda em uma área limitada, a presença de indivíduos resistentes em uma população ocorre e pode aumentar gradativa e rapidamente sem um correto manejo integrado. Com uma estratégia inteligente e uso de todas as ferramentas disponíveis podemos atrasar o agravamento deste problema: clima, monitoramento, produtos e aplicação.

também uma unidade de processamento de carne e um centro de distribuição. A Minerva informa ainda que estas aquisições, que estão sujeitas a condições precedentes, se darão por meio de suas subsidiárias nestes países, com investimentos de US$ 300 milhões, sujeito a ajustes. Estas aquisições estão em linha com o plano estratégico da Minerva em se tornar a mais diversificada plataforma de produção de carne bovina na América do Sul, local que ocupa posição privilegiada no cenário global do setor, como a principal região exportadora.

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GIRO RURAL Megaleite 2017: Projeto Brazilian Girolando

Fusão de sucesso: Grupo Multimarcas e Casa Rios Para ampliar as exportações de genética da raça Girolando e de produtos pecuários, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando apresentou em 29 de junho o projeto internacional Brazilian Girolando. O objetivo é levar para países da América Latina um pacote tecnológico capaz de promover o melhoramento genético dos rebanhos latinos. De acordo com o diretor Internacional da Girolando, Guilherme Marquez, o projeto inicia em um bom momento para as exportações de genética. O Brasil firmou novos protocolos sanitários com outros países nos últimos meses,

permitindo a exportação de embriões, sêmen e animais vivos. As comitivas estrangeiras presentes na Megaleite 2017 acreditam que a iniciativa garantirá que seus países tenham acesso a uma genética superior. “O Panamá importa mais de 60% dos produtos lácteos que consome porque não é autossuficiente na produção de leite. Com projetos como esse, poderemos melhorar nosso rebanho, e, consequentemente, elevar a produção de leite do país.”, acredita o presidente da Câmara de Produtores de Leite do Panamá Luis Afonso Leal.

O grupo empresarial Multimarcas Consórcios, liderado pelo empresário Fabiano Lopes Ferreira, tornou-se sócio da Casa Rios, de Itapecerica, no Centro-Oeste mineiro. Fabiano, natural desta cidade, onde possui outros negócios, disse estar confiante no sucesso do novo empreendimento. A economia nacional já está dando sinais de recuperação e alguns segmentos considerados importantes e estratégicos, como os de veículos e serviços, já apresentam crescimentos. Por outro lado, a crise acaba gerando demanda reprimida e ao primeiro sinal de recuperada da economia, o setor de construção saí na frente, impulsionando o crescimento geral da economia, acredita Fabiano.

SETEMBRO

AGOSTO

JULHO

agenda RURAL

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13/07 14 a 16/07 14/07 15 a 19/07 18 a 20/07 18 a 29/07 18 a 23/07 22 a 30/07 25 a 28/07 27 a 29/07 08 a 13/08 08 a 13/08 11 a 14/08 14 e 15/08 16 a 20/08 18/08 26/08 a 03/09 23 a 27/08 26 e 27/08 01 a 14/09 03 a 10/09 06 a 09/09 06 a 09/09 14 a 17/09 15/09 a 08/10 27/09 a 01/10 JUNHO 2017

49° FAPIDRA - Feira Agropecuária e Industrial de Dracena 9° ExpoCOOPERLATE 43° Encontro dos Avicultores do Estado de São Paulo e 40° Jornada Técnica 17° Agroleite e 49° ExpoHol 8° SuperBahia 36ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador Expo Cordeiro 34° Expoari 3° Show Pecuário 2017 24° FESTAGRI - Festa do Agricultor 48° EXAPIT - Exposição Agropecuária e Industrial de Tupã 25° Mostra de Citrus e da Uva 7° Festa do Café 20° Festa do Agricultor de Valparaíso 14ª Exposição Agropecuária de São João Del Rei 19° Feira de Reprodutores Multiraças 40° Expointer Expo Campolina de Alfenas 8° Feira Agropecuária 54° Expo Prudente 42° EXPOFEIRA 8° Expo Brasil Chocolate IV Exposição Especializada do Cavalo Campolina de Muriaé 19° Exposição Esp. de Caprinos e Ovinos 82° Expofeira Agropecuária 41° Expofeira Agropecuária, Industrial e Comercial

Dracena Serafina Corrêa Bastos Castro Salvador Belo Horizonte Cordeiro Ariquemes Cascavel Jaboticabal Tupã São Francisco Caconde Valparaíso São João Del Rei Laranjeiras do Sul Esteio Alfenas Águas Mornas Presidente Prudente Feira de Santana São Paulo Muriaé Euclides da Cunha Caçapava do Sul São Luiz Gonzaga

SP RS SP PR BA MG RJ RO PR SP SP SP SP SP MG PR RS MG SC SP BA SP MG BA RS RS

Revista Mercado Rural  

Edição de Junho de 2017

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