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JUNHO - 2016 • Nº 19

Exposição Nacional da Raça Simental Exposição Estadual Agropecuária Expocachaça ExpoZebu Agrishow

Entrevista:

Jorge Salum, presidente da ABCCCAmpolina

Megaleite Karakul Nelore pintado

LinkGen Laboratório xxxxxxxxxxxxxxxx 20 anos de compromisso com a excelência


J U N H O - 2016 Redação Unique Comunicação e Eventos Tel.: (31) 3063-0208 editorial.mercadorural@gmail.com Diretor Geral Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 9198-4522 Jornalista responsável Sabrina Braga Bellardini - MTB 09.941 JP editorial.mercadorural@gmail.com Direção de Arte Otávio Vieira Lucinda otavio.vieira@mobtechsolucoes.com.br Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão Gráfica Del Rey www.revistamercadorural.com.br

GESTÃO E NUTRIÇÃO de equinos – alimentação correta reduz custos

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AGROTÓXICOS: Manuseio e descarte corretos podem evitar muito problemas

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Investir no controle biológico reduz infestação da MOSCA DOS CHIFRES

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EXPOZEBU: 82ª edição movimentou milhões em leilões

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LINKGEN: laboratório de biotecnologia veterinária recebe Certificado de Acreditação do Inmetro

E D I TO R IAL Apresentamos a vocês, leitores amigos, mais uma edição da Revista Mercado Rural. É com muita satisfação que lançamos mais um número e agradecemos a cada um de nossos anunciantes que, por confiarem em nosso trabalho, nos ajudam a tornar possíveis as publicações. Procuramos melhorar a cada edição, trazendo sempre assuntos relevantes e variados sobre o mundo que envolve a agropecuária. A cada edição, um motivo de muita alegria. Conversamos com o novo presidente da ABCCCampolina, Sr. Jorge Salum, que falou sobre sua paixão pela raça Campolina e sobre sua atuação na associação. A cantora e compositora Paula Fernandes participa desta edição na seção personagens e fala sobre sua infância no campo e da paixão pela música. A nossa matéria de capa traz o laboratório de biotecnologia veterinária Linkgen, referência em exames que utilizam a tecnologia DNA, que recebeu recentemente o Certificado de Acreditação. Confiram a matéria completa sobre a atuação do Linkgen. Na seção Como Fazer, ensinamos os passos para fazer uma horta caseira em pequenos espaços. A beleza das carpas Nishikigois estão na Seção Exótica. A esperteza e devoção do Pastor Belga de Malinois podem ser conferidas na Seção Pet. A história da bebida que é a cara do Brasil, a caipirinha, você encontra da editoria Bebidas. E já que falamos em bebida, confira a cobertura da Expocachaça, Expozebu, Exposição Agropecuária Estadual, Agrishow e MegaLeite. Temos ainda a beleza dos nelores pintados, os ovinos Karakul, cacau, gengibre, cambucá, peixes ornamentais, brucelose, mosca-dos-chifres, agricultura biodinâmica, agrotóxicos e muito, muito mais. Vale a pena conferir esses assuntos interessantes que agora estão a sua disposição, que elaboramos com muito carinho para os nossos leitores.

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Entrevista: JORGE SALUM, presidente da ABCCCAmpolina PERSONAGEM: Paula Fernandes

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COMO FAZER: Horta caseira

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CAMBUCÁ, pouco conhecida e muito saborosa

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KARAKUL: ovino oferece carne e pelagem de primeira qualidade

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BRAQUIÁRIA: África recebe curso ministrado por pesquisadora brasileira

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EXPOSIÇÃO NACIONAL DA SIMENTAL revela melhor expositor e criador de Minas

Valeu pela revista, a cada edição fica cada vez melhor! Tamiris Cristina - Piraju, MG

Marcelo Lamounier

Parabéns, Marcelo! A Mercado Rural traz assuntos diversificados e interessantes! Rosali Oliveira - Itapecerica, MG

Após ter tido oportunidade de conhecer a Revista Mercado Rural, na sua edição de março/2016, que apresenta em sua capa o titular do plantel MAAB, confesso que me encantei Acesse o Facebook e deixe com as matérias e seus conteúdos. Como criador de Nelore sua crítica ou sugestão Excelente a qualidade e a e Campolina, tomei então a iniciativa de entrar em contato Mercado Rural quantidade de informações que Parabéns pela edição. e solicitar a minha inclusão no quadro de criadores que têm essa revista transmite. Parabéns. A revista ficou excelente! o privilégio de recebê-la periodicamente. Curta nossa página Márcio Pires - Belo Horizonte, MG Augusto Lobato - Belo Horizonte, MG Carlos Augusto Carvalho Patrocínio - Teixeira de Freitas, BA Sr. Lamounier, fico grata em ter recebido em minha casa a sua belíssima revista Mercado Rural. Fiquei maravilhada pelos conteúdos que propõe para nós leitores, fora a quantidade de conhecimento e curiosidades que ela nos dá em relação ao mundo agropecuário. Há coisas que eu não conhecia e passei a conhecer, informações as quais tive o prazer de acompanhar e pesquisar. Contudo, parabéns por essa maravilhosa revista. Estou admirada. Agradeço de coração. Any Lopes Silva - Pará de Minas,MG

Estou muito impressionado, não sabia que a publicação da revista estava tão consistente com tantos anunciantes de segmentos diferentes, matérias diversas e diagramação tão caprichada. Parabéns! Eduardo Mascarenhas Soares - Belo Horizonte, MG

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SESSÃO ECONOMIA: alta do dólar contribui para aumento da exportação de café

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SESSÃO MEIO AMBIENTE: Grafite esfoliado extraído em Minas gerais pode substituir o silício na produção de eletrônicos

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MADEIREIRA E SERRALHERIA SÃO GERALDO é tradição familiar em cidade do interior

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ALTA GENETICS lidera mercado de inseminação artificial

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EXPOCACHAÇA: Feira alcança 38 milhões em negócios

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BEBIDAS: Caipirinha: a cara do Brasil

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TURISMO: Rede de resort Iberostar encanta por beleza e infraestrutura

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QUEIJO DE TIRADENTES é escolhido o melhor de Minas Gerais em concurso

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AUTOMÓVEIS: Duster Oroch oferece qualidades de um SUV e versatilidade de uma picape

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AGRISHOW 2016: centenas de marcas apresentam novidades para o setor agrícola

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DICAS DA AGROSID

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RECEITA: Caldo verde de batata baroa

CACAU: Agricultores otimistas com aumento da produção

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SESSÃO PET: Pastor Belga Malinois

ASSOCIAÇÃO DOS PISCICULTORES: Piscicultores cobram incentivo

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Recorde de público na 56ª EXPOSIÇÃO ESTADUAL AGROPECUÁRIA

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CRIAÇÕES EXÓTICAS: Carpas Nishikigoi

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MEGALEITE: Evento reúne cadeia produtiva e quebra de recordes

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NELORE PINTADO atrai criadores por sua beleza e rusticidade

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SOJA BRASILEIRA exportada em grande volume para a China

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EVENTOS: Leilões Maab e Feira de vinhos Super Nosso

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BRUCELOSE: Prevenir é a melhor solução

Boa leitura.

A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

C@rtas

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GENGIBRE: Raiz terapêutica de benefícios curativos

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AGRICULTURA BIODINÂMICA: Modo de cultivo com recursos biodegradáveis ganha força no Brasil

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GIRO RURAL

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AGENDA RURAL REVISTA MERCADO RURAL

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ENTREVISTA

Jorge Salum Presidente empossado para o triênio 2016-2018 da ABCCCampolina, Jorge Salum é apaixonado por cavalos e tem uma admiração especial pela raça Campolina. À frente da associação em uma época de crise política e econômica, Jorge tem planos de restaurar financeiramente a ABCCC, além de aumentar o número de associados. Em entrevista à Revista Mercado Rural Jorge fala de seu trabalho e dá dicas para quem deseja iniciar sua criação de campolina. MR: De onde vem a paixão pela Raça Campolina e qual o diferencial dessa raça em relação às outras? Jorge Salum: A paixão vem de muito tempo atrás, desde que as exposições da Campolina, Manga Larga e Pega eram juntas. Mas quem me iniciou, quando comecei a me interessar por criar Campolina foi meu primo Emir Cadar, que foi presidente da Associação por 12 anos. A Raça Campolina se difere das outras raças por ser de porte médio a grande e de uma beleza inquestionável. É uma raça de marcha pura que mantém o seu dna preservado, por não ter livro aberto. MR: Como surgiu a ABCCCampolina e como a associação atua? Jorge Salum: A associação foi fundada pela separação das raças em eventos oficiais. Inicialmente partiu do Sr. Bolivar de Andrade que foi o primeiro presidente da ABCCC e que gerou o nome do Parque da Gameleira com muita honra. A ABCCC atua como uma instituição cartorial onde cadastra, registra e controla todos os animais da raça que tem origem e registros. Outra função da associação é a de promo-

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ver eventos e divulgações no site orientando seus associados a terem informações corretas e úteis. Também na área técnica, oferece cursos para formação profissional com juízes e técnicos de registro. MR: Quais os principais eventos realizados pela Associação? Jorge Salum: A ABCCC tem dois eventos anuais. O primeiro é a Brasileira do Cavalo Campolina que é itinerante, realizado cada ano em um estado da união. O segundo evento é a Nacional do Campolina, sempre realizado no Parque da Gameleira, anualmente. Este visa ser um evento de grande porte premiando os melhores da raça em toda função de marcha e morfologia, além de objetivar também ser uma festa de união dos criadores onde promovemos leilões e premiamos os grandes campeões da raça. MR: Qual a atuação dos sócios na ABCCCampolina? Jorge Salum: Os sócios são ligados à associação pelos serviços cartoriais da raça como comunicado de nascimento, registros provisórios e definitivos. Os sócios es-

colhem os juízes da Nacional Campolina e levam seus animais na pista. Participam de convenções do cavalo onde são discutidos os rumos e o futuro da raça.

Creio que estas ações contribuirão para maior visibilidade da ABCCC e, principalmente, para que a Raça Campolina alcance maiores patamares.

MR: Para que a raça continue avançando no cenário nacional são necessários investimentos. Neste tempo de crise econômica nacional houve alguma queda tanto em arrecadação quanto em realização? Jorge Salum: A última gestão da associação foi de realizações, mas deixou muita dívida que aos poucos temos que pagar. Juntando com a inadimplência pela crise atual do país, nos limitou a fazer muitas coisas que planejamos.

MR: E quanto ao mercado, é promissor? Quais dicas você daria para quem quer iniciar a criação dessa raça de cavalo? Jorge Salum: O mercado é promissor sim, ficou retraído pela crise, mas é uma situação de momento e teremos que estar preparados para numa melhor oportunidade, termos o produto certo para oferecer ao futuro criador. Para quem deseja iniciar a criação é necessário, inicialmente, identificar qual a

finalidade da criação: lazer, esporte, pista ou cavalgada. Antes da compra do animal é importante procurar a ABCCC para obter informações sobre as características e mais informações sobre a raça. Além disso, a pessoa precisa saber dos custos para a compra e tratamento de um cavalo. Cavalo em geral é um animal maravilhoso. O desenvolvimento da humanidade está ligado ao dorso do cavalo, lazer, esporte e uso em lidas e trabalho. O cavalo é um laço importante da interação social familiar, onde formamos grandes amizades, além do prazer enorme de termos este belo animal como amigo. Quem tem cavalo fala isso e nunca se arrepende de ter um na sua vida.

Fotos: Revista Força Campolina - Arquivo

MR: Quais são as principais propostas em seu mandato? Jorge Salum: Pretendo em meu mandato recompor a vida financeira da associação; expandir a raça para todos os estados da União, aumentando o número de associados; proteger e fomentar os núcleos do cavalo em todo o país e melhorar o marketing do cavalo para dar melhor viabilidade para expansão de mercado.

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PERSONAGEM

A fama não a afastou

de suas raízes

EM ENTREVISTA À MERCADO RURAL, PAULA FERNANDES RELEMBROU A INFÂNCIA NA ROÇA E FALOU DO AMOR À MÚSICA

A cantora que hoje arrasta multidões e emociona por onde passa teve suas raízes na roça, sentindo cheiro de mato, em contato com a natureza e os animais. Quando criança, Paula Fernandes conta que morou às margens da Serra do Cipó, numa casa bem modesta. “Tinha córrego nos fundos, curral, pocilga, galinheiro, engenho de cana de açúcar, moinho e horta. Morávamos numa casinha bem simples”. Para passar o tempo Paula lembra que “passava o dia inteiro no meio dos bichos, subindo em árvores de fruta”. Ela conta também que adorava andar à cavalo e desbravar lugares desconhecidos. “Creio que tenha vivido a melhor fase de minha vida lá, onde a natureza é quem colocava os limites. Aprendi a amá-la e respeita-la como meu lar”.

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A paixão da cantora por animais fez com que ela e sua família criassem dentro de casa um bezerro, nascido de sua vaca Canara. O animalzinho, chamado Canarinho, nasceu muito fraco e precisava de cuidados especiais. Paula teve vários animais de estimação. “Tive uma porquinha chamada Pedrica que acabou virando meu apelido”. Além do bezerro e da porquinha, ela teve muitos cachorros e um cavalo em especial, o Queimado, de quem ela lembra com muito carinho. “Esse cavalo relinchava quando me via e vinha sempre em minha direção. Eu era a única pessoa em casa que buscava o bichinho no pasto sem usar nenhum artifício para atraí-lo, como açúcar, cenoura ou milho pra agradar. Ele vinha até mim, eu colocava o cabresto e subia no cupinzeiro, para montar no pelo e voltar pra casa”.

Mas havia outra paixão na vida de Paula Fernandes: a música. Ainda criança, aos 8 anos, cantava em festas e casas de show de sua cidade natal, Sete Lagoas (MG) e arredores. “De lá pra cá não parei mais. Cresci ouvindo música sertaneja de raiz. Amava artistas maravilhosos como Tião Carreiro. Mas gosto de tudo, sou eclética para escutar música. No carro tenho alguns artistas estrangeiros como John Mayer e Taylor Swift”. O incentivo para seguir a carreira veio da família, principalmente de sua mãe. A inspiração para compor é intuitiva. “O meu processo para compor músicas envolve histórias vividas por mim, ou que eu escuto, ou vejo acontecer. São inspirações que estão ao meu redor, procuro sempre estar atenta para registrar tudo, para não perdê-las”. Mas não é apenas isso. Paula Fernan-

des explicou o que é necessário para dar certo “a letra tem que mexer comigo e me emocionar. Creio que a poesia cantada é melhor assimilada pelas pessoas”. Paula Fernandes está na carreira musical há 24 anos trabalhando sua arte com disciplina e dedicação, mas conta que não é fácil. “Sempre enfrentei muitas barreiras por ser mulher, compositora e instrumentista. Mas creio que esta realidade esteja mudando, já que a mulher tem mostrado com muito talento suas capacidades pra exercer sua profissão, independente da área”. Paula alcançou o sucesso, é querida por todos os brasileiros e chama atenção por sua beleza singular. Fato que poderia, em função dos inúmeros compromissos, afastá-la de suas raízes. Poderia, mas não foi o que aconteceu. Sempre que tem uma folga

procura ficar com a família, os amigos e o namorado, mas sem abrir mão de um ambiente mais rústico, rural, já que adora cavalgadas. “Procuro sempre manter minhas raízes, o campo não sai de mim. Tenho uma propriedade em Minas Gerais aonde crio meus bichos com muito carinho. Lá tenho pavões, galinhas, cachorros, cavalos, marrecos, peixes, garnisés, galinha de Angola, e alguns animais livres como Tucanos que escolheram algumas árvores de lá para chocar.” Apaixonada por seu estado, Minas Gerais, Paula Fernandes sente orgulho em representar sua terra e poder levar para o mundo suas riquezas. A mineirinha alcançou o sucesso e atribui a isso ingredientes valiosos: determinação, disciplina, garra, honestidade, humildade, amor, família, parceria, talento e sonho. “Tudo isso me ajudou muito a superar as tantas barreiras e continuar batalhando pelo que eu sempre

Fotos: Guto Costa

quis, e o sonho é fundamental, pois enquanto você ainda tiver sonhos a realizar você batalha para conquistar todos eles”. E ela não pára. Sempre envolvida em projetos, o foco no momento é a divulgação do disco e da turnê “Amanhecer”. O DVD deste álbum foi gravado recentemente em São Paulo e também será lançado em breve. “Logo vou contar mais algumas novidades para vocês. Mas há muito pra se fazer, aprender, conquistar. Meu universo criativo não para”.

Ping Pong Família: Tudo Viagem: Recife Comida: Quase todas Um lugar: Minha casa Uma companhia: Meu namorado Música: Gosto de muitas Filme: Antes de partir O que te distrai: Ouvir música, andar a cavalo Felicidade: Momentos felizes Tristeza: Ver o quanto os valores têm se perdido com o tempo Cavalos: Paixão

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PHD Pace Hospital

Referência em Atendimento de Ortopedia O PHD Pace Hospital comemorou seus 15 anos de fundação com a inauguração do Serviço de Ortopedia, oferecendo ao paciente o que há de mais avançado na área, além de outras especialidades, sempre com qualidade e tratamento humanitário, características do PHD Pace. Agora, os resultados são outro motivo de comemoração. Entre setembro de 2015 e junho de 2016 foram realizados 183 procedimentos cirúrgicos da equipe de ortopedia. Um dos principais diferenciais do Serviço de Ortopedia do PHD Pace Hospital é sua infraestrutura que conta com equipamentos de ponta, como o Intensificador de Imagens, além do que há de mais inovador em instrumentais, como aqueles para artroscopia. Todas as subespecialidades da ortopedia integram o Serviço de Ortopedia do PHD Pace Hospital, tais como cirurgia de mão, coluna, quadril, joelho, pé e tornozelo, ombro e traumatologia esportiva.

Equipe de Ortopedia e Cirurgia Bucomaxilofacial

CIRURGIAETRAUMATOLOGIA BUCOMAXILOFACIAL A especialidade Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial é uma área da Odontologia que diagnostica e trata o trauma, a patologia bucal e as malformações faciais na região. A especialidade complementa o Serviço de Ortopedia no PHD Pace Hospital oferecendo ao pa-

ciente um serviço completo e de muita qualidade. O número de pacientes, vítimas de trauma da face vem aumentando a cada dia. Na maioria das vezes, o trauma da face está associado a lesões em outras partes do corpo, principalmente em membros superiores e inferiores. O atendimento de urgência de Ortopedia e Cirurgia Bucomaxilofacial funciona de segunda a sexta das 07:00 às 19:00 horas.

Serviço de Ortopedia do PHD Pace Hospital

Rua Conde Linhares, 20 Cidade Jardim Belo Horizonte Telefone: 31 3343-6615 Site: www.phdpacehospital.com.br

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COMO FAZER

Horta

Ter uma horta caseira, além de ser uma opção muito saudável, é fácil, pois é possível mantê-la em espaços variados: lote vago, quintal e até mesmo em vasos, pneus ou caixotes. Independente do lugar onde a horta será cultivada, alguns cuidados devem ser observados para se conseguir uma boa produção, seja através do Sistema SAT, sem uso de agrotóxicos com utilização de adubos minerais solúveis e fontes orgânicas; ou do Sistema Orgânico, com utilização de insumos de acordo com a legislação vigente. Compilamos algumas dicas importantes disseminadas pela Emater-MG para que você possa fazer a sua horta, veja: LOCAL DA HORTA

ADUBAÇÃO E PLANTIO

• Opte por um local que receba sol nos períodos da manhã e tarde • Escolha um terreno plano ou com leve inclinação e livre de encharcamento • O local deve estar afastado, no mínimo, 5 metros de esgotos, chiqueiros ou instalações sanitárias

• Para o Sistema SAT pode-se utilizar o adubo NPK 04-14-08 e para o Sistema Orgânico, composto orgânico.

PREPARO DO TERRENO • Cave ou are o terreno na profundidade de 20 cm • Com uma enxada desmanche os torrões para que o terreno fique bem fofo

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TRATOS CULTURAIS • Capinas: retire sempre que necessário o mato que nascer entre as plantas para que o desenvolvimento das hortaliças não seja prejudicado. • Fofamento: o fofamento dos canteiros deve ser feito sempre que se apresentarem muito compactados. • Irrigação: A irrigação periódica é muito importante. De modo geral, para cada m² de área cultivada o ideal são de 2 a 5 litros de água por dia.

CANTEIROS

CUIDADOS

• Faça os canteiros com altura entre 15 a 20 cm • Comprimento e altura são variáveis em função do tamanho do terreno • Dê uma distância de 30 a 40 centímetros entre um canteiro e outro

• Observe validade, variedade e procedência das sementes ao comprá-las • Utilize técnicas preventivas contra pragas e doenças • Após cada colheita ou encerramento de uma cultura, alterne com o plantio de outra hortaliça de família botânica diferente.

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OS SABORES DE UM

cambucá

“Quem tem um amigo, tem tudo. Quem tem um cambucá, tem muitos amigos.” Quem já experimentou o sabor de um Cambucá sabe muito bem o significado deste ditado popular. Uma fruta brasileira, típica da Mata Atlântica, das áreas litorâneas da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. Para muitos, o gosto é uma mistura de maracujá com jabuticaba, outros definem seu paladar como algo que lembra o mamão papaia e a manga, juntos. Certo é que o Cambucá tem sido considerado uma das frutas mais saborosas do Brasil, embora muita gente nunca tenha ouvido falar. Assim, como várias espécies da Mata Atlântica, o Cambucazeiro (Plinia edulis) tem se tornado cada vez mais raro devido à ação humana. Bela e frondosa, sua árvore, da família Myrtaceae, pode alcançar de 5 a 10 metros quando cultivada e até 20 metros na floresta primária.

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Com a redução da Mata Atlântica, diversos institutos de pesquisa e projetos ambientais buscam incentivar o plantio e a popularidade do Cambucá. Tanto que na região é comum ver árvores desta espécie plantadas em sítios, fazendas e quintais.

CARACTERÍSTICAS O livro “Colecionando Frutas”, do autor e dono da maior coleção de plantas frutíferas do país, Helton Josué Teodoro Muniz, traz um relato de 100 espécies de frutas nativas e exóticas, entre elas não poderia faltar o Cambucá. A publicação é um registo técnico/cientifico, histórico e cultural dessas frutas e ainda reúne dicas de cultivo e plantio. De acordo com o autor, o Cambucazeiro é uma árvore de crescimento lento, mais de fácil cultivo, podendo ser plantada em todo o Brasil. “A planta prefere climas chuvosos,

mas resiste a baixas temperaturas (até - 4 graus), vegeta bem em altitudes superiores a 500 m, embora frutifique no nível do mar no litoral onde o clima é quente e chuvoso. O solo deve ser profundo, úmido, neutro (5,0 a 6,5), com constituição arenosa ou argilosa (solo vermelho). É preciso plantar no mínimo duas plantas para uma melhor produção. O Cambucá é muito exigente a água”, informa. Os frutos tem de 4 a 7 cm de diâmetro, são arredondados e achatados nos polos, tem a casca lisa, com sulcos de leve relevo longitudinais e coloração intensamente amarelo-alaranjada. A polpa é suculenta com sementes grandes, e a frutificação inicia-se com oito a 11 anos para as com tronco vermelho e 20 anos para variedade de tronco creme. Os frutos amadurecem de janeiro a março. Outra característica é o belo efeito ornamental desta árvore, que possui copa densa e piramidal. O termo cambucá vem da língua indígena tupi-guarani e significa “fruto de mamar”, o que explica bem a forma de degusta-la, pois a polpa precisa ser sugada da casca. Por ser uma espécie que anda muito limitada no Brasil, então se você tem espaço no quintal, no sítio ou na fazenda, que tal plantar um cambucá?

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Karakul

CONHEÇA SOBRE O OVINO DE CARNE E PELAGEM DIFERENCIADAS

Originária do Oriente médio, na região do deserto de Bukhara, a raça Karakul é considerada a primeira raça de ovinos domesticada pelo homem. De porte médio, especializada em lã escura e carne, foi introduzida no Brasil pelo gaúcho Joaquim Francisco Assis Brasil, sendo o estado do Rio Grande do Sul o detentor dos maiores planteis. De conformação angulosa, é um animal esperto e ágil. O Karakul integra o grupo das raças de cola grossa, com armazenamento de gordura para ser consumida em períodos de restrição alimentar, já que esta é uma característica adquirida do clima de origem e da grande amplitude térmica diária. Por ser oriunda de uma região seca, com temperaturas extremas entre 36º e 46ºC, se adaptou perfeitamente à Serra Gaúcha, exigindo especial atenção às doenças respiratórias e de cascos. Apresenta maior rusticidade que os outros ovinos, a algumas doenças, inclusive à verminose. Talvez o menor acometimento de endoparasitos também seja atribuído ao seu hábito de pastejo que não lhe permite permanecer muito tempo no mesmo lugar, pois

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a busca por novos pastos afasta-os de suas fezes e isso diminui sua provável infestação. Seus derivados movimentam uma indústria lucrativa na Rússia, Afeganistão e África, sendo que a Namíbia possui o maior rebanho mundial. A pele dos cordeiros neonatos é chamada Astrakan e é utilizada na confecção de roupas caras, por sua resistência e qualidade. A lã é ideal para artesanato por ser naturalmente colorida. A gordura da cola é muito apreciada na culinária exótica e a carne é considerada uma das proteínas de origem animal mais saborosas e saudáveis, pois, assim como o camelo, armazenam a gordura fora dos músculos . Muito precoces, seus cordeiros ficam em pé logo após o parto e apresentam desenvolvimento rápido, superando os 20 kg de carcaça aos cinco meses de idade. Sua carne de sabor gourmet e sua maciez alcançam um preço diferenciado no mercado, fato que também ocorre em relação ao valor da pele, atingindo faturamento superior ao dobro do alcançado nas outras raças ovinas. Este fato faz do Karakul uma das melhores alternativas da ovinocultura brasileira. A criação de ovinos naturalmente co-

loridos tem se tornado moda na região Sul do País. Muitas raças originalmente claras têm buscado o gen preto, na tentativa de resgatar o mercado perdido para o Karakul na venda de pelegos e artesanato. Mesmo assim, a raça apresenta o diferencial das inúmeras tonalidades: preta, cinza, lilás e marron. Outro ponto a ser ressaltado é a apresentação de dois tipos de fios em seu couro, um comprido e medular considerado pelo e outro fino e mais curto considerado lã legítima. A proporção dessas duas fibras é que define seu valor comercial, sendo o ideal de dois terços de pelos longos e um terço de lã curta. Largamente utilizado em cruzamentos, o Karakul tem uma predominância de suas características que padroniza rebanhos em três gerações. Esse fator tem despertado o interesse de investidores em um mercado competitivo onde o diferencial é, muitas vezes, o responsável pela sobrevivência do empreendimento. Responsável pelas informações: Dr. Gustavo Herter Terra, Médico Veterinário, MSc.Reprodução Animal. MBA Gestão Empresarial, FGV.

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Pesquisadora

brasileira

MINISTRA CURSO SOBRE

braquiária

Arquivo Pessoal

na África

Referência em melhoramento genético vegetal no Brasil, Cacilda Borges do Valle, pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul rompeu fronteiras e foi convidada a ministrar um treinamento no Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Gado, no Quênia, na cidade de Nakuru que fica a 160 km da capital Nairóbi. No Quênia a braquiária ocorre naturalmente, mas instituições de pesquisa da África ainda precisam de informações para desenvolver materiais adaptados às condições do continente. Pesquisadores de várias instituições do país receberam um treinamento ocorrido em março através de um programa de melhoramento desenvolvido através da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, sigla em inglês) – ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). Cacilda auxiliou no planejamento de um passo-a-passo para o melhoramento de braquiária irradiada e mostrou aos pesquisadores africanos, por exemplo, como é feita a determinação do modo de reprodução. “Se eles estão enviando material assexuado para ser irradiado pode ser que a radiação

quebre a apomixia e apareçam plantas sexuais, então eles precisam saber como determinar se a planta está se reproduzindo por modo sexual ou assexual”, explica. Ainda este ano, dois pesquisadores das áreas de melhoramento e produção de sementes, que participaram do curso, devem

visitar a Embrapa Gado de Corte em busca de mais conhecimentos. “É interessante porque comecei minha carreira trabalhando com uma gramínea africana então agora, em final de carreira, tenho a chance de retribuir pelo que o Brasil lucrou com isso”, finaliza a pesquisadora.

Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte do Quênia

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ra Amica, Dois Córregos - SP. O 3º Melhor Macho foi Patrol AS Alamabary TE, do expositor e criador David Jesus Gil Fernandez, Fazenda Alambary, Botucatu - SP.

MELHOR CRIADOR E EXPOSITOR NACIONAL

Alan Fraga, Marisa Saad, Paulo Marques, Luísa Oliveira, Leonardo Machado, Leonardo Pinheiro e Gustavo Pinheiro

25ª Exposição Nacional da Raça Simental

Pelo segundo ano consecutivo, Paulo de Castro Marques fez a dobradinha máxima da Nacional do Simental. Na categoria Melhor Criador ele venceu com 1.243,33 pontos. Na categoria Melhor Expositor Paulo de Castro Marques somou 2.035,00 pontos.

LEILÃOEVOLUTIONSIMENTAL

MINEIRO CONQUISTA PELO SEGUNDO ANO CONSECUTIVO OS TÍTULOS DE MELHOR EXPOSITOR E CRIADOR 2016

Bela Vista, Boituva - SP. O título de 3ª Melhor Fêmea da raça ficou com PWM New Rose AS também do criador e expositor Paulo de Castro Marques. No Grande Campeonato de Machos, o Grande Campeão foi LGPM Salvattore, do criador Leonardo Pinheiro Machado e expositor Paulo de Castro Marques, tendo como Reservado Grande Campeão o touro Sutil de Amica, de Eolo José Vicentini, Cháca-

Promovido pela Agropecuária Anguita, Casa Branca Agropastoril e Simental Alambary, o Leilão Evolution Simental negociou R$ 196,5 mil com a venda de 21 animais Simental PO, fechando em R$ 9,3 mil a média por animal. Lote de maior cotação, a fêmea Realeza do Anguita, de 22 meses, pertencente a Júlio César Anguita foi arrematada por R$ 26,4 mil pelo criador David Fernandez, da Simental Alambary.

A 25ª Exposição Nacional da Raça Simental foi realizada durante a Emapa 2016, em Avaré- SP, entre os dias 21 a 25 de junho, promovida pela Associação Brasileira de Criadores das Raças Simental e Simbrasil – ABCRSS e pelo Centro Paulista da Raça Simental – CPRS. Na pista, animais de plantéis de São Paulo e Minas Gerais. O evento também foi palco do Leilão Evolution Simental, um dos grandes destaques da Feira.

Grande Campeão Simental 2016 - LGPM Salvattore

Grande Campeã Simental 2016 - PWM On Dance AS

Reservado Grande Campeão Simental 2016 - Sutil de Amica

Reservada Campeã Simental 2016 - Realeza do Anguita

GRANDE CAMPEONATO No Grande Campeonato de Fêmeas, PWM On Dance AS, pertencente a Paulo de Castro Marques, da Casa Branca Agropastoril, Fazenda Água Limpa em Fama - MG, conquistou o título de Grande Campeã, seguida por Realeza do Anguita, como Reservada Grande Campeã, de Júlio César Anguita, Fazendinha

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Gengibre A RAIZ TERAPÊUTICA Há séculos o gengibre tem sido utilizado em vários países por conter características medicinais. No Brasil, relatos apontam que esta poderosa planta herbácea chegou pouco tempo depois do descobrimento pelos portugueses. Hoje, os maiores cultivadores do gengibre estão localizados no litoral do Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná e no sul de São Paulo, devido aos fatores climáticos e solo adequado. Originário da Índia e da China, o gengibre é responsável por diversos benefícios para a saúde. A lista é grande e a parte mais usada da planta para fins medicinais e terapêuticos é a raiz, que pode ser consumida “in natura”, em sucos ou como tempero. Entre os benefícios curativos do gengibre, diversos sites sobre medicina alternativa e natural destacam sua ação como antioxidante e anti-inflamatória. Acrescentar o gengibre na dieta também ajuda a combater resfriados e inflama-

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ções, mas atenção, o consumo deve ser em doses certas, em formas de chá, em pó ou em pequenas lasquinhas em conserva. Muitos especialistas defendem ainda o uso do gengibre para diminuir os efeitos colaterais da quimioterapia ou durante a gravidez. No Japão, é usado para massagens. Neste caso, utiliza-se o óleo de gengibre para problemas de coluna e nas articulações. Chamada de rizoma, no Brasil e “Gan Jiang”, na China, a raiz do gengibre ainda é utilizada contra a perda de apetite, diarreia, vômitos e dores abdominais, podendo aliviar a dor nos ciclos menstruais. Para quem ainda não incluiu o gengibre em sua dieta, vale a pena conferir mais alguns benefícios curativos desta planta,

altamente recomendada por nutricionistas e especialistas em fitoterapia: alívio de problemas digestivos, náuseas e dores; redução da inflamação e do risco de doença cardíaca; diminuição dos níveis de colesterol e auxílio nas funções cerebrais. Depois de tantos benefícios encontrados no gengibre, que tal pensar em adicionar esta rica planta em seus hábitos alimentares? Na internet é possível encontrar diversas receitas de como utilizar o gengibre em sucos, temperos e chás. Vale a pena escolher uma.

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Agricultura Biodinâmica HARMONIA COM A NATUREZA E ISENÇÃO DE TOXINAS Muitos já devem ter ouvido falar sobre agricultura biodinâmica, mas poucos sabem exatamente do que se trata. Diferente da agricultura orgânica, este tipo de cultivo utiliza os recursos biodegradáveis disponíveis existentes na área e os preparados biodinâmicos que, de acordo com João Carlos Ávila, professor, agricultor e consultor credenciado pela Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica, “funcionam como catalisadores que direcionam os processos que acontecem na pilha de composto e na planta gerando um produto de qualidade superior e com maior valor nutritivo, maior imunidade às doenças e maior resistência às pragas, além de apresentar maior tempo de conservação ou tempo de prateleira no pós colheita”. Com o manejo biodinâmico a planta desenvolve, segundo João Carlos, “uma imunidade natural de forma a se constituir no alimento ideal para as necessidades nutricionais e espirituais do ser humano mo-

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derno”. Mas o que parece simples, não é. O consultor explica que este tipo de agricultura não pode ser praticado por qualquer pessoa e nem em qualquer terreno. “A prática da agricultura biodinâmica pressupõe uma formação do ser humano voltada para seu interior, de modo que ele se capacite sobre os processos naturais que promovem a evolução da Terra e do homem”. Para entendermos sobre a colocação de João Carlos, precisamos entender o conceito deste processo. O movimento biodinâmico nasceu a partir de oito conferências por Rudolf Steiner, em 1924, na atual Polônia e pressupõe a harmonia com a natureza e o cosmos. A designação “biodinâmica” significa que se trabalha em consonância com as energias que criam e mantêm a vida. A palavra tem raízes em duas palavras gregas, “bios”, vida e “dynamis”, força. A biodinâmica vem ganhando força no Brasil, apesar da maioria dos agricultores alternativos optarem por métodos orgânicos ou agro ecológicos no cultivo da terra. “O número de pessoas que se abrem para as alternativas biodinâmicas está crescendo. Essas pessoas se dispõem a praticar os princípios básicos desse método tais como

a confecção e a aplicação dos preparados no solo, na planta e no composto”. Agnaldo Martins é mentor em oficinas, cursos e palestras sobre o assunto, além de ser o idealizador do Cestão Biodinâmico Orgânico, uma rede de distribuição dos alimentos biodinâmicos produzidos na região de Campinas por pequenos agricultores familiares e baseado no modelo de economia colaborativa sustentável. “Desde 2014 trabalhamos o Cestão em Campinas e região e a partir daqui expandimos para outras cidades e estados do Brasil.” Outro projeto importante, segundo Agnaldo, é o Curso de Agricultura Biodinâmica “A magia da Terra”. “Através do curso pode-se praticar e vivenciar os fundamentos da Agricultura Biodinâmica em 5 módulos com duração de 6 meses. O curso é ministrado numa fazenda centenária na cidade de Itatiba próximo a Campinas”.

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Peixes ornamentais PISCICULTORES COBRAM INCENTIVO A piscicultura ornamental começou a ganhar força no Município de Patrocínio do Muriaé, em Minas Gerais, em 1999 e desde então vem se consolidando como a principal atividade e fonte de renda do produtor rural. Hoje, os produtores estão organizados em uma associação que surgiu em 2006 com o apoio do executivo municipal e do Sebrae. Atualmente a AAQUIPAM – BMA Associação dos Aquicultores de Patrocínio do Muriaé e Barão do Monte Alto – conta com associados dos 80 piscicultores localizados nos dois Municípios. Atualmente cada associado produz cerca de quatro mil unidades de peixes por mês, volume que ainda não é suficiente

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para atender à demanda nacional, uma vez que os peixes ornamentais são cada vez mais procurados como um pet. De acordo com o presidente da Associação, Getúlio Dias Leite, o apoio governamental seria uma forma dos aquicultores aumentarem a produção. “O governo deve incentivar fornecendo profissionais que prestem assistência técnica ao produtor, além de criar linhas de créditos específicas para a atividade, pois isso acontece apenas em algumas regiões e não abrange a todos”. Apesar da importância da piscicultura ornamental região da Zona da Mata enquanto fonte de renda para a agricultura familiar, para Getúlio, a atividade ainda não

tem a força que deveria ter. Fato que pode se modificar a partir da instalação do Polo, já previsto em lei. “Esperamos que com a efetiva criação do Polo os piscicultores tenham acesso à assistência técnica especializada e que haja colaboração no processo de registro da piscicultura”. As variedades produzidas são Betta, Colisa, Guppy, Molinésia, Tricogaster, Acarás Bandeira e Disco, Mexerica, Melanotaenia, Oscar, Plati, Carpa e Kinguio.

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Megaleite 2016 A 13ª edição da Megaleite que sempre acontecia em Uberaba (MG) foi transferida para Belo Horizonte e os resultados foram positivos. Organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, a Megaleite reuniu toda a cadeia produtiva do leite em torno do grande evento e mostrou a potencialidade do setor, tanto que foi registrado faturamento superior a quatro milhões com as vendas em oito leilões e dois shoppings, mais que o dobro em relação ao evento realizado em 2015. Aproximadamente 75 mil pessoas passaram pela Megaleite, que aconteceu entre os dias 21 e 26 de junho no Parque da Gameleira.

LEILÕES E SHOPPING No ano passado foram realizados quatro leilões que geraram R$1.818.020,00. Este ano o valor total dos leilões ultrapassou R$ 3 milhões com a venda de mais de 300 lotes. Animais Girolando e Holandês foram negociados durante toda a Megaleite pela Fazenda Barreiro Alto no Shopping Genética do Futuro. Também foram realizadas vendas diretas de animais, de material genético e de diversos produtos pecuários pelos expositores e 80 empresas presentes na Megaleite. De acordo com a assessoria do evento,

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FATURAMENTO 127,8% MAIOR E QUEBRA DE RECORDES os valores gerados com essas vendas ainda não foram totalmente contabilizados, mas informações preliminares apresentam cifras que ultrapassam R$10 milhões.

TORNEIO LEITEIRO Outras marcas batidas são em relação ao número de Girolando inscritos e à produção de leite no concurso. Várias raças competiram na pista da Megaleite, que reuniu no total 1.400 animais de mais de 240 expositores. A 27ª Exposição Nacional de Girolando contou com 781 animais inscritos, novo recorde de participação da raça. No Torneio Leiteiro, com 24 fêmeas participantes, houve a quebra de 4 recordes. A vaca Capitu FIV Agro SD conquistou o título de Grande Campeã ao atingir uma produção de 270,540 kg/leite em 9 ordenhas e média de 90,180 kg/leite. Com esse desempenho, ela passa a ser a nova recordista (entre as vacas 5/8) de todas as edições da exposição. Entre as fêmeas 1/4, a recordista é a vaca Liberdade FIV Teatro que produziu 150,700 kg/leite. A recordista

entre as fêmeas 1/2 é a novilha Solar do Engenho Bélgica que, além de ser recordista da Megaleite, é recordista nacional. A raça Gir Leiteiro realizou durante a Megaleite sua 8ª Exposição Internacional e contou com 358 animais inscritos. A raça Holandesa teve 152 animais inscritos para a 25ª Exposição de Gado Holandês de Minas Gerais – Exphomig 2016, que ocorreu dentro da programação da Megaleite. Já a 32ª Exposição Nacional da Raça Pardo-Suíça teve julgamento 64 animais. Além disso aconteceu a Mostra Especial da Raça Jersey com 45 exemplares. A Megaleite seguiu ainda com assinatura de convênio de acordo internacional. Associações de criadores de Honduras e Costa Rica receberão a assistência técnica da entidade brasileira para que possam registrar animais Girolando em seus respectivos países. O compromisso foi firmado por meio de convênio de cooperação técnica. Projetos educacionais voltado para crianças em espaço didático e interativo foi montado no evento. Outro evento ocorrido na Megaleite foi o Concurso Queijo Minas Artesanal, com matéria nesta edição da Revista Mercado Rural. Homenagens foram feitas a várias entidades pela contribuição ao crescimento da raça Girolando que completa 20 anos em 2016.

Soja RECORDE BRASILEIRO DE EXPORTAÇÃO No primeiro trimestre de 2016 o Brasil vendeu 38,5 milhões de toneladas de soja. Deste total, 75% foi destinado às exportações para a China. Em 2015, no mesmo período, o volume de exportações registrou 32,2 milhões de toneladas do grão, dos quais 76% foram para os orientais. Representantes da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) acreditam que as recentes compras da China parecem reforçar o estreitamento da relação com o Brasil. As expectativas na Anec é que o país fechará o ano com 75 milhões

de toneladas embarcadas ao exterior, 4% mais que o volume exportado em 2015. O aumento da produtividade está associado aos avanços tecnológicos, ao manejo e eficiência dos produtores. Cultivada especialmente nas regiões Centro Oeste e Sul do país, a soja se firmou como um dos produtos mais destacados da agricultura nacional e na balança comercial. Os municípios que mais produzem soja no Brasil estão nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás.

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Brucelose A VACINAÇÃO É A MELHOR FORMA DE PREVENIR A DOENÇA

Retenção da placenta, juntas inchadas (artrite), bolsa escrotal inchada e aborto entre o sétimo e nono mês de gestação são os sintomas de uma grave doença que ataca bovinos, suínos, equinos, caprinos e ovinos: a brucelose. Causada pela bactéria chamada Brucela, a doença não tem cura, pode ser transmitida aos seres humanos e a vacinação é a única forma de evitá-la. De acordo com informações do Ministério da Agricultura, a brucelose bovina é uma das zoonoses mais difundidas no mundo e tem como principal sinal clínico o aborto, com consequente queda na produção de carne e leite. No Brasil, a doença é endêmica

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e existe heterogeneidade entre as regiões quanto a sua prevalência, variando de 0,06 a 10,2% de fêmeas infectadas. As incidências mais baixas estão nos estados da região Sul. De acordo com a pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Grácia Maria Soares Rosinha, “as principais perdas econômicas estão relacionadas a abortos, baixos índices reprodutivos, ao aumento no intervalo entre partos, à diminuição na produção de leite e morte de bezerros”.

TRANSMISSÃO Quando a fêmea infectada aborta ou dá cria, a bactéria causadora da doen-

ça contamina os alimentos, estábulos, água, pastagens e até mesmo outros animais. Isso ocorre por meio dos restos de placenta, do feto abortado ou do corrimento vaginal. A brucelose causa prejuízos importantes à pecuária e pode ser transmitida para o homem. Os humanos são infectados ao entrar em contato com os animais, ou consumir produtos animais contaminados com a bactéria, em especial laticínios produzidos com o leite não pasteurizado. Os sintomas, no homem, são similares aos da gripe, incluindo febre, dores e fraqueza. Nos casos mais graves, pode acometer os rins, fígado e coração.

VACINAÇÃO E PREVENÇÃO A vacina é aplicada somente uma vez em bezerras com idade entre três a oito meses. No Brasil, é aplicada a vacina B19, por profissionais autorizados. Uma única dose protege a fêmea por toda a vida. Os machos não são vacinados. Para prevenir a contaminação, os fetos abortados devem ser enterrados, assim como restos de placenta e animais mortos. A aquisição de bezerras deve ser cautelosa, com exigência da vacinação ou certificado negativo para a Brucelose.

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Equinos Para que os equinos desempenhem bem suas atividades, seja em trabalho, competições, lazer ou terapias, é imprescindível que o criador invista em uma nutrição equilibrada. De acordo com o zootecnista e especialista em nutrição animal, Cláudio Augusto Pinto, a alimentação dos equinos corresponde a um percentual significativo do total de custos, mas que pode apresentar custo menor. “Conhecer os tipos de alimentos que podem ser utilizados na dieta dos animais, bem como suas limitações de uso para atender a exigência nutricional dos animais, reduz custos sem que haja perda no desenvolvimento, desempenho e no bem estar dos equinos”. Para a implantação de um programa nutricional adequado, criadores e técnicos devem trabalhar em conjunto em todas as etapas envolvidas na alimentação animal, desde a produção do alimento que compreende o volumoso e os grãos, passando pelo controle de qualidade, análise bromatológica, balanceamento, mistura adequada, estimulação do consumo e monitoramento do desempenho até chegar no equilíbrio entre alimentação e saúde dos animais.

NUTRIÇÃO EQUILIBRADA E BOA GESTÃO PODEM REDUZIR CUSTOS

ALIMENTAÇÃO BALANCEADA O zootecnista explica ainda que, em relação ao balanceamento entre alguns nutrientes e minerais essenciais na alimentação dos equinos, “é imprescindível que pelo menos 50% da energia digestível da dieta venha do volumoso e a água limpa e disponível pode ser um fator limitante da dieta, pois são consumidos pelo animal de 2 a 3 litros de água para cada quilo de matéria seca consumido”. Outros fatores limitantes na dieta total listados por Cláudio Augusto são a matéria prima da ração, a relação entre cálcio e fósforo e as porcentagens de amido, gordura, fibra bruta e óleo. Diante disso, independente do processo de fabricação, fica fácil entender que as rações balanceadas apresentam inúmeras vantagens quando comparadas às tradicionais misturas de sementes, uma vez que oferecem, ainda, maior digestibilidade e destruição de organismos patogênicos, além de maior palatabilidade.

ROTINA DE ALIMENTAÇÃO Quanto à rotina de alimentação que deve ser aplicada aos equinos, Cláudio explica que, para animais em manutenção são necessários dois tratos; três para potros, garanhões e trabalho leve e quatro tratos para animais em trabalho intenso. “A rotina do trato também é de suma importância observando o horário certo e a não interrupção de dias. É interessante que a primeira refeição do dia seja o concentrado com intervalo de pelo menos uma hora para novo fornecimento de volumoso o que melhora a absorção e aproveitamento do concentrado”. Fornecer o concentrado para o animal em completo jejum, segundo o veterinário, pode levar ao que é denominado boom de fermentação. Cláudio explica ainda que um bom planejamento alimentar é necessário principalmente quando se trata de equinos, pois é um animal cuja fisiologia não condiz com seu “estereótipo”. “Vários fatores deverão ser levados em consideração mas, o mais importante é saber entender a natureza do animal, um herbívoro, com milhares de anos, mas ainda em plena evolução, evolução essa que não acompanhou a evolução das tecnologias”, conclui.

RT - Cláudio Augusto Pinto Nutrição Animal - CRMV 1963-Z

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ventilado e ao mesmo tempo fechado. Identificar o produto como tóxico é importante.

APLICAÇÃO

Agrotóxicos UTILIZAR COM SEGURANÇA EVITA ACIDENTES E MULTAS

Os agrotóxicos químicos utilizados em controle das pragas que atacam a agricultura são considerados veneno e, como tal, devem ser manuseados com muita cautela. Cuidados especiais tanto na comercialização quanto no uso do produto podem evitar a toxidade para o homem, para os animais e para o meio ambiente. Em Minas Gerais, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é a autarquia responsável pela fiscalização do comércio, armazenamento e uso dos agrotóxicos liberados para uso. Para exercer este papel com eficiência é cobrada a aplicação de normas legais e de segurança, inclusive com possibilidade de penalidades ao infrator. Minas Gerais se consolida como referência na fiscalização de agrotóxicos no país. Embora seja o sexto do ranking brasileiro no consumo desse insumo agrícola, o Estado lidera as ações de fiscalização com 27% do total nacional. Com estas ações, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) reforça o objetivo de manter uma oferta de alimentos de qualidade

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e coibir o uso indiscriminado de agrotóxicos. A primeira importante observação diz respeito à aquisição comercial do agrotóxico que só pode ser adquirido mediante apresentação de receita agronômica emitida por profissional habilitado. Na receita deve conter informações sobre a quantidade, época de aplicação, cultura indicada, destino das embalagens vazias, período de carência e também sobre a proteção do trabalhador e do meio ambiente.

TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO Adquirido, é hora de transportar corretamente. É importante que o produto seja bem acondicionado para que não haja danificação de sua embalagem. A nota fiscal deve sempre acompanhar o agrotóxico e este nunca deve ser transportado juntamente a pessoas, alimentos, animais e outras mercadorias. O armazenamento ideal é em prateleiras, em locais exclusivos, sem umidade, iluminado,

Durante o manuseio e aplicação de agrotóxico é obrigatório usar Equipamento de Proteção Individual (EPI) para proteção contra risco de intoxicação. Máscara protetora, óculos, luvas, avental, botas, capacetes e roupas compridas compõem um bom aparato. Obedecer às instruções da receita e orientações da bula, ao intervalo de segurança e ao período de exposição de pessoas e animais às áreas tratadas é primordial. A pulverização deve ser feita nas horas mais frescas do dia e sempre a favor do vento.

EMBALAGENS VAZIAS No estado de Minas Gerais, por lei, toda e qualquer embalagem vazia de agrotóxico deve ser devolvida em postos ou centrais de recebimento pelo prazo de até um ano após a compra. Em caso de não cumprimento desta obrigação, por exemplo, o usuário pagará multa no valor de R$ 3.278,91. Já a produção, manipulação, comercialização, armazenamento e utilização de agrotóxico sem registro gera uma multa de R$ 10.641,00, de acordo com a Lei nº 10.545/1991.

INTOXICAÇÃO E ACIDENTE Em caso de acidente, a parte do corpo em contato com o produto deve ser lavada com água e sabão neutro em abundância. No caso dos olhos, usar apenas água. O atendimento médico deve ser providenciado com urgência. Em derramamento do agrotóxico no chão, deve-se jogar cal virgem no local e fazer a limpeza após 48 horas. O caso deve ser informado ao órgão responsável.

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Mosca-dos-chifres BESOURO AFRICANO GARANTE CONTROLE BIOLÓGICO

Considerada uma das piores pragas de bovinos no Brasil, a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) é um inseto hematófago que possui picada dolorosa que causa irritação nos animais gerando perda de 60ml de sangue por dia, além de perda de peso e queda na produção de leite. A mosca vive aproximadamente de quatro a seis semanas. Na região central do Brasil, desenvolve-se durante todo o ano, diminuindo a produção no período mais seco. Em picos de infestação, pode haver de 5 mil a 10 mil moscas em cada animal, o que causa muitos danos aos animais e consequentemente à produção. O ciclo de desenvolvimento das moscas é influenciado pela temperatura ambiente e pela umidade e qualidade do bolo fecal, uma vez que elas se desenvolvem nas

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fezes frescas de bovinos. No inverno, o ciclo de desenvolvimento é prolongado por até 30 dias. Em épocas de chuva esse intervalo cai para 9 dias. Assim sendo, a orientação de especialistas é que os tratamentos estratégicos de combate ao inseto sejam iniciados na primeira quinzena de outubro e na última de março. Por tratamentos estratégicos entendem-se os banhos de pulverização com medicamentos apropriados ou aplicação de inseticidas no dorso dos animais. Essas ações conseguem controlar a infestação no período chuvoso que é o mais propício para infestação da mosca-dos-chifres.

BESOURO AFRICANO Além dos tratamentos estratégicos, outra medida que auxilia no controle das moscas é a manutenção de um ambiente favorável ao desenvolvimento do besouro africano, também conhecido como “rola-bosta”. O besouro também utiliza as fezes frescas para construção das peras

de gestação e também para alimentação de suas larvas. Os machos constroem galerias no solo, abaixo do bolo fecal, levando as fezes. Essa eficiência no enterrio das fezes compromete o desenvolvimento das larvas das moscas. A utilização dos besouros podem reduzir em até 40% as moscas-dos-chifres, além de diminuir a liberação de amônia presente nas fezes, que é um elemento tóxico à pastagem. Também favorece a rebrota do capim e melhora a fertilização do solo, uma vez que as fezes enterradas favorecem a absorção de nutrientes pelas raízes das pastagens. Fonte de pesquisa: Boletim Técnico – nº 94 – 2010 - Epamig

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ExpoZebu 2016 Entre os dias 30 de abril e 7 de maio de 2016, Uberaba (MG) sediou a 82ª ExpoZebu, promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e maior exposição da pecuária zebuína no mundo. O tema desta edição foi “Genética Capaz de Mudar”. Com extensa programação voltada para o setor, a exposição apresentou também rodeios e shows de diversos artistas. De acordo com a organização do evento mais de 160 mil visitantes passaram pela exposição, dentre eles muitos estrangeiros. Os leilões de animais são o maior atrativo aos criadores e movimentaram neste ano mais de 34 milhões de reais em 24 leilões. Faturamento superior ao de 2015 na ordem de 11,3%, mesmo diante do cenário de crise econômica nacional. “Foi um resultado excelente. A ExpoZebu comprovou, mais uma vez, a força da pecuária zebuína de corte e leite. Os negócios em leilões e das empresas de insumos, produtos e serviços comprovam o bom momento da pecuária, em que pese as adversidades da economia brasileira”, assinalou Luiz Claudio Paranhos, presidente da ABCZ.

EXPOZEBU DINÂMICA A Expozebu Dinâmica, mostra especializada em soluções para a pecuária e apresentações práticas de equipamentos, cultivares e insumos comprovou sua força. Este evento recebeu mais de 3 mil visitantes e obteve crescimento de 30% no número de empresas participantes e resultados de

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MAIOR EXPOSIÇÃO DA PECUÁRIA ZEBUÍNA DO MUNDO MOVIMENTOU MILHÕES EM LEILÕES negócios em relação a 2015. “Os pecuaristas podem acompanhar demonstrações sobre as características das máquinas, dos cultivares, dos insumos, a área de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, produção de leite e pasto”, complementa Luiz Claudio Paranhos.

CONCURSO LEITEIRO Tradicional e valorizado, o Concurso Leiteiro da 82ª Expozebu premiou vacas em categorias por raças: Gir, Guzerá, Sindi e a raça Guzolando que participou do concurso pela primeira vez. Além do Concurso Leiteiro Natural 2016 que teve como grande campeã em produção de leite a vaca adulta Geada FIV Badajós (Gir), com produção total de 105,12 kg e média diária de 21,02 kg.

NOVIDADES DO PMGZ Os novos indicadores genéticos dos rebanhos participantes do PMGZ -Programa de Melhoramento Genético Zebuíno – foram divulgados na ExpoZebu: implementação de cinco novas características (DEPs): peso ao ano, perímetro escrotal ao ano, stayability, área de olho de lombo e

acabamento de carcaça; módulo avançado: reposição e descarte de matrizes, mudanças fenotípicas anuais, origem das matrizes e impacto da genética materna; e fenótipo de animais FIV/TE nas avaliações genéticas: as pesagens dos animais oriundos das biotecnologias de FIV ou TE, desde que os produtos tenham sido gestados em vaca zebuína, foram incluídas nas avaliações genéticas.

PRESTÍGIO POLÍTICO O Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Agricultura, o Conseagri, reuniu o Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, João Cruz Reis Filho; secretários estaduais de Agricultura de dez estados e representantes de entidades importantes, como Embrapa Brasília, Epamig Oeste, Emater, IMA e Secretaria Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio de Uberaba. A realização de uma conferência nacional para propor nova sistemática para a agricultura nacional, como a implantação da ATER (Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural) e Pesquisa Agropecuária e Inovação, Defesa Agropecuária, Abastecimento e Segurança Alimentar e sobre o Cadastro Ambiental Rural foi assunto da pauta. A reunião teve a participação do deputado Federal e presidente da Frente Parlamentar Mista da Agropecuária (FPA), Marcos Montes, e do presidente da ABCZ, Luiz Claudio Paranhos.

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Laboratório LinkGen CREDIBILIDADE, QUALIDADE, ÉTICA E RESULTADO

As atividades do Laboratório LinkGen Biotecnologia, com sede em São Paulo, foram iniciadas em 1996 e marcaram o pioneirismo na realização de exames usando a técnica de DNA para a verificação de vínculo genético na área veterinária na América do Sul. Naquela época um ou outro produtor rural conhecia a técnica que, na verdade, não se difere do DNA feito em humanos. A realização do teste é igual com os animais, o que ocorre é que regiões específicas são analisadas, já que são espécies diferentes. “Em 1996 muita atenção era dada ao teste de DNA na área humana no Brasil e, como no exterior o teste de DNA já estava sendo usado na área veterinária, surgiu a ideia de atuarmos neste segmento no qual a comprovação de vínculo genético era feita por tipagem sanguínea, um teste bem menos preciso do que a técnica de análise do DNA”, explica Sergio Paulo Bydlowski, sócio da empresa. Um trabalho de divulgação do serviço foi realizado com afinco e mostrou que a análise do DNA gerava resultados mais confiáveis. De acordo com Cynthia Rachid Bydlowski, sócia na LinkGen, “a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Quarto de Milha se interessou e introduziu, no início de maneira tímida, o teste de DNA para a verificação de parentesco em casos onde a paternidade não era comprovada.

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Consideramos este início nossa maior conquista. Não foi um trabalho fácil. Vencer as resistências naturais a qualquer mudança foi nosso maior obstáculo”.

ACREDITAÇÃOPELOINMETRO Atualmente o laboratório realiza o exame de Genotipagem (perfil genético) para a verificação de parentesco em equinos, bovinos, ovinos e caprinos, assim como testes para verificar a presença de genes para doenças genéticas: HYPP em Equinos, BLAD, DUMPS, CITRULINEMIA e deficiência de fator XI em bovinos; para cor de pelagem em equinos: homozigose para tobiano, preto e tordilho; e o mais

recente, sexagem de aves e genotipagem para comprovação de parentesco de aves e cães. Tudo sempre obedecendo à legislação brasileira, cumprindo todos os requisitos para o credenciamento junto ao Ministério da Agricultura (MAPA). Tanta ética, compromisso e responsabilidade conferiram ao LinkGen o Certificado de Acreditação pelo Inmetro segundo à ISO 17025. A acreditação laboratorial demonstra a seriedade e a qualidade dos serviços prestados. Exames só podem garantir resultados precisos se forem utilizados métodos e técnicas que garantam a qualidade e os resultados. E disso o LinkGen entende. Para a realização dos testes são usados equipamentos importados de última gera-

ção. “Trabalhamos para oferecer alta qualidade técnica e de atendimento aos nossos clientes, associações e criadores interessados na identificação genética e outros testes genéticos. A identificação é necessária para o Registro Genealógico e também agrega valor na comercialização do animal. Nosso atendimento é personalizado: para nós cada cliente é único”, comenta Cynthia.

A IMPORTÂNCIA DO EXAME DE DNA Ainda segundo Cynthia Bydlowski, a técnica de análise de DNA mais utilizada hoje no Brasil e regulamentada pelo Ministério da Agricultura (MAPA) para a comprovação de parentesco é a de microssatélites. “Esta técnica consiste na detecção de pequenas sequências de DNA nas amostras em processo de análise. As sequencias denominam-se marcadores moleculares. A comprovação do vínculo genético faz-se pela comparação dos marcadores de determinado produto (filho) com os marcadores de seus genitores”. A análise de DNA, por ter maior precisão, aumenta a confiança na comprovação de origem para obtenção do registro genealógico. E isto, consequentemente, interfere no valor comercial dos rebanhos. “Este aumento na confiança, gerando uma maior segurança no registro genealógico, possibilitou que técnicas como Inseminação Artificial, Transferência de Embrião e outras fossem mais utilizadas. Estas técnicas possibilitam um aumento do rebanho em menor tempo, uma seleção genética melhor, além de possibilitar a fecundação de uma matriz através do sêmen de um touro com características genéticas desejáveis mesmo depois de sua morte”, explica Cynthia.

APRIMORAMENTO O Laboratório LinkGen conta com uma equipe de profissionais especializa-

Equipe Linkgen da e está sempre preocupado com sua base científico-tecnológica. Tanto que já realizou quatro projetos de pesquisa com o apoio da Fapesp (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo). “Estes projetos visam um aprimoramento da técnica, assim como o desenvolvimento de novos testes para serem oferecidos aos clientes. Nós inves-

timos em pesquisa na área de inovação tecnológica, contando, para isso, com apoio de instituições, além de recursos próprios. Temos como essência de trabalho o bem estar dos nossos clientes, seja no atendimento, no desenvolvimento do trabalho ou na pós-venda. Essas características fazem parte da identidade da LinkGen”, finaliza Cynthia.

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Queijo de Tiradentes é o melhor

queijo artesanal de Minas A Emater-MG em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura e com a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando promoveu o 9º Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal. A disputa aconteceu no dia 23 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, durante a Megaleite 2016. Foram escolhidos os cin-

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co melhores queijos de Minas Gerais, entre 27 concorrentes. O Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal tem como objetivos valorizar e divulgar uma das mais tradicionais iguarias de Minas Gerais. O queijo vencedor é de Tiradentes, região do Campo das Vertentes, produzido por Lúcia Maria Resende que fabrica, em média, dez

queijos por dia, comercializados na região. Sabor da Serra é o nome do queijo vencedor que foi avaliado, juntamente aos outros, de acordo com critérios de apresentação, cor, textura, consistência, paladar e olfato. A comissão julgadora do concurso foi formada por nove integrantes. Entre eles, profissionais da extensão rural, inspeção e gastronomia, além de pesquisadores e professores universitários. Participaram do concurso concorrentes das sete regiões produtoras de Queijo Minas Artesanal: Serro, Canastra, Araxá, Campo das Vertentes, Cerrado, Triângulo Mineiro e Serra do Salitre. Todos os produtores recebem orientação da Emater-MG e têm suas queijarias cadastradas no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Durante a premiação, a produtora Lúcia Maria Resende, foi representada pelo técnico da Emater-MG, Odair José Gerônimo, responsável pela assistência técnica na região.

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Agrishow 2016 FEIRA BATE RECORDE DE VENDAS E APRESENTA NOVIDADES PARA O SETOR AGRÍCOLA Entre os dias 25 e 29 de abril foi realizada em Ribeirão Preto (SP) a 23ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola, a Agrishow 2016, que se consolidou não apenas como a mais importante vitrine de inovações, tendências e lançamentos para o agronegócio, mas também como o local ideal para que produtores rurais de todo o Brasil encontrem boas oportunidades para fechamento de negócios. Na feira é possível ver máquinas e implementos que estarão nas plantações, levando cada vez mais produtividade para o campo e, consequentemente, mais competitividade para o setor.

RECORDES A realização de negócios no evento, até o último dia da feira, contabilizados em curto prazo, somava R$ 1,95 bilhão, superando a edição de 2014 que fechou em R$1,9 bilhão. Já a 17ª Rodada Internacional de Negócios obteve um recorde de US$ 18

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milhões de vendas, entre negócios fechados e futuros, com prospecções para os próximos 12 meses, o que representa um incremento de 23% em comparação com a rodada anterior. Outro recorde alcançado foi em relação ao número de empresas nacionais inscritas: 46 fabricantes. O fato culminou na realização de mais de 400 reuniões com compradores da Argélia, Canadá, Colômbia, Egito, EUA, Etiópia, México, Quênia, Senegal, Tailândia e Zimbábue. Trata-se do Projeto Comprador, organizado pelo Programa Brazil Machinery Solutions, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). As 800 marcas expositoras presentes realizaram os lançamentos do ano na Agrishow 2016. Os 152 mil visitantes, predominantemente compradores e produtores rurais de pequeno, médio e grande

portes do Brasil e do exterior, puderam ver novidades em máquinas e implementos agrícolas, tecnologias para a agricultura de precisão, soluções para irrigação e agricultura sustentável, insumos para diversos tipos de culturas, lançamentos para a pecuária, além de tendências inovadoras para o agronegócio do futuro.

PRÓXIMA EDIÇÃO Para a edição 2017, a organização pretende trazer novidades em termos de infraestrutura e soluções tecnológicas que contribuam para a visitação dos profissionais do agronegócio. Neste ano, por exemplo, foi implantada a venda de ingressos online, que facilitou a entrada dos visitantes; foram inseridas novas ferramentas no APP da Agrishow, que trouxeram mais agilidade e organização para uma visita organizada do produtor rural; e foi desenvolvido o canal de conteúdo exclusivo com informações relevantes do setor. A Agrishow 2016 é uma iniciativa das principais entidades do agronegócio no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq– Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB - Sociedade Rural Brasileira, e é organizado pela Informa Exhibitions, integrante do Grupo Informa, um dos maiores promotores de feiras, conferências e treinamento do mundo com capital aberto.

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Cacau MELHORIAS NA PRODUÇÃO REACENDE OTIMISMO DOS AGRICULTORES Uma cifra de R$14 bilhões por ano é o que movimenta o agronegócio do cacau no Brasil, segundo dados da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A safra estimada para este ano é de 263 mil toneladas, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números trazem otimismo aos produtores, pois em 2015 foi registrada uma queda para 255 mil toneladas em relação a 2014, que fechou com 278 mil. O relatório da Ceplac, publicado em 2015, registrou safra recorde nos últimos 19 anos. “Depois da queda da produção em 1995, que se encontrava em 296,7 mil toneladas, foi parar no fundo do poço com 170 mil toneldas em 2003, com recuperação no decorrer do período”, aponta o documento.

EXPORTAÇÕES A retomada das exportações é outro fator importante que aumenta a expectativa dos produtores. A Bahia, principalmente o Sul do estado, maior produtor de cacau do país, ficou afastada do mercado externo por causa da “vassoura-de-bruxa”, uma praga que deixa os ramos do cacaueiro secos como uma vassoura velha e arruinou as lavouras da região por longos períodos, forçando o país a importar o produto. Com o retorno à exportação de

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amêndoas de cacau, os produtores brasileiros buscam investir cada vez mais em tecnologia e melhoria da produção, trabalhando de forma integrada com órgãos governamentais e empresas de assistência técnica no setor. No ano passado, foram exportadas pelos agricultores baianos, 6,6 mil toneladas de amêndoas de cacau – avaliadas em R$ 15 milhões.

PRODUÇÃO O município de Canavieiras é considerado o berço do plantio de cacau na Bahia, mas é em Ilhéus, devido ao clima e solo favoráveis, que se encontra a maior produção da fruta, 95% do cacau brasileiro está na região. O segundo maior produtor do país é o Pará. De acordo com o Ministério da Agricultura, a produtividade das lavouras é de 416 kg/hectare por ano.

PREOCUPAÇÃO De acordo com a Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), um dos grandes entraves é o risco fitossanitário decorrente da entrada do produto importado no Brasil, já que outras pragas vindas de fora podem amea-

çar novamente as lavouras. Sobre a vassoura-de-bruxa, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reforça que o controle desta praga deve ser feito logo no início, porque ela se espalha de forma muito rápida pelo vento e pela água.

RESULTADOS A Ceplac atribui os bons resultados às formas inovadoras no manejo da lavoura, que incluem sistemas de fertilização e fertirrigação e às conquistas com as pesquisas de melhoramento genético do cacaueiro, que permitiram o uso de clones de alta produtividade, disponibilizando aos produtores uma série de 55 cultivares e nove linhagens de cacaueiros já registradas. No Brasil, o dia do Cacau é celebrado em 26 de março e reverenciar esta fruta sem lembrar do chocolate é praticamente impossível. A expectativa é que o mercado desta gostosura movimente cerca de R$ 2,7 bilhões neste ano. Em 2015, os números foram de 2,67 bi. Além do otimismo na produção de cacau e do crescimento do mercado, a fruta possui propriedades antioxidantes e benefícios para a saúde, assunto que podemos retomar em outra edição. Por enquanto, vamos torcer para que os números positivos e o aprimoramento das lavouras se consolidem.

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56ª Exposição Estadual Agropecuária RECORDE DE PÚBLICO E NOVAS ATRAÇÕES Tradicional em Minas Gerais, a Exposição Estadual Agropecuária realizou sua 56ª edição entre os dias 31 de maio e 5 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG). Pecuaristas, produtores rurais, profissionais do agronegócio e estudantes de áreas afins se uniram a um público recorde de 55 mil pessoas, durante os seis dias de evento. Neste ano, além dos tradicionais julgamentos de raça e leilões, uma série de novas atrações surpreendeu o público que respondeu positivamente. Foram ministrados diversos cursos e palestras técnicas sobre temas como sanidade animal, doenças nos rebanhos e crédito rural. A mostra e o concurso de peixes ornamentais, a exposição de flores e folhagens, bem como a Feira do Pró- Genética e Pró-Fêmeas, agradaram em cheio aos participantes.

1ª FEIRA PRÓ-GENÉTICA E PRÓ-FÊMEAS DE BH

Promovida pela primeira vez, a feira disponibilizou para venda animais da mais alta qualidade de criadores filiados à As-

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sociação dos Criadores de Girolando e à Associação Brasileira dos Criados de Zebu (ABCZ). Foi dada a oportunidade a pecuaristas de pequeno e médio porte de adquirirem animais de padrões elevados geneticamente para melhoria do rebanho. Segundo o coordenador de Bovinocultura da Emater-MG, José Alberto de Ávila Pires, os animais comercializados “são livres de doenças como brucelose e tuberculose, e possuem registro genealógico”. Foram vendidos oito machos das raças guzerá, senepol e tabapuã e oito fêmeas meio sangue.

ACARÁS E GÉRBERAS Nos aquários, exemplares das espécies betta, guppy, acará bandeira e killifish, entre outros. Participaram do Concurso Nacional de Peixes Ornamentais criadores de Minas, Rio Grande do Norte, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro entre outros. O aquário mais bonito eleito pelo voto do público foi o de Belo Horizonte que apresentou espécies acará disco e neon innesi, ambas de origem brasileira, oriundas de água doce. Já no espaço das flores, a beleza e a riqueza das espécies de flores do campo representadas por crisântemos, gérberas e lisianthus, arrancaram suspiros. As flores tro-

picais também chamaram a atenção com destaque para as helicônias, bastão do imperador e sorvetão (Zingiber spectabile griff ), apresentados por produtores de Rio Casca e Região Metropolitana de Belo Horizonte. O público ainda participou de minicursos de arte floral, produzindo belos arranjos.

LEILÕES E VENCEDORES Foram realizados três leilões que renderam a venda de 84 animais, totalizando R$ 874 mil. O destaque foi para o leilão de jumentos pega que contabilizou R$ 395 mil. Porém, o animal mais caro foi Rambo de São João, um campolina arrematado por R$ 45 mil. Animais de diversas raças de criadores de vários estados do país e de Minas Gerais desfilaram no gramado do parque. O pônei Kojac D’Luca de Sergipe ficou com o título de grande campeão nacional da raça e também o de campeão dos campeões. A novilha Brahman Miss 2322 Portobello, do Rio de Janeiro, ficou em primeiro lugar na categoria novilha menor. Ela tem 12 meses e pesa 328 quilos. Já a fêmea guzerá Nanda FIV Tiata, tem 20 meses e pesa 620 quilos. De Curvelo (MG), o animal foi premiado como a grande campeã da raça. .

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Nelore pintado BELEZA EXÓTICA E FUNCIONALIDADE Beleza, rusticidade e elegância definem bem a raça que representa 80% da força produtiva da indústria da carne no Brasil: nelore. Em sua maioria brancos ou, vez ou outra, totalmente vermelhos, a mistura em pintas das duas cores marca o exotismo do Nelore Pintado. Diferindo-se do nelore branco e dos vermelhos apenas na pelagem, o nelore pintado existe há muitos anos no Brasil, mas apenas recentemente em níveis históricos passou a ser mais disseminado. De acordo com Adalton Pires Rodrigues, criador de Nelore Pintado no estado do Pará, “o nelore pintado veio da Índia assim como o nelore branco na importação da década de 60 e ficou por muito tempo concentrado na região sul do Brasil, especificamente falando no Mato Grosso do Sul. Mas como tinham poucos criadores selecionando a raça, pela dificuldade de opção genética de acasalamento, o nelore pintado não ficou tão conhecido na época”. Com a consolidação da raça e a contribuição do marketing, os produtores, com o passar do tempo, adquiriram maios conhecimentos e passaram a investir na raça. “Nós, criadores de nelore pintado, passamos a usar touros da linhagem branca que produzem filhos manchados para melhorar o gado pintado. Estamos difundindo a raça e já temos vários criadores espalhados

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por quase todo o Brasil, como é o meu caso aqui no Pará”, afirma Adalton.

MANEJO E ALIMENTAÇÃO Por serem animais de clima tropical, a adaptação do nelore pintado foi tranquila em todas as regiões do Brasil, de acordo com o criador. “Tanto no Sul que é mais frio, quanto aqui no Norte, ele responde e desenvolve muito bem seu papel reprodutivo”. Os cuidados de manejo são os de praxe: vacinas, tratamentos de rotina e oferecer uma vida sem stress aos animais. “Procuramos não estressar os animais e isso tem nos rendido

bons frutos nos índices reprodutivos como: taxa de fertilidade, prenhes, natalidade, peso no desmame, peso ao sobre ano, idade ao primeiro parto e intervalo entre partos”. De acordo com Adalton, foi feita recentemente em seu plantel de nelore pintado um diagnóstico de gestação das matrizes e obtida taxa de prenhes de 96,22%, quando a média nacional da taxa de prenhes é 80%. Adalton destaca ainda a adaptação do animal em sistemas de criação extensiva. “Se saíram muito bem em pastagens forrageiras e não precisam de grãos como complemento de suas dietas alimentares diárias”.

REPRODUÇÃO E MERCADO Com o aumento do número de criadores aumentou as opções de touros nas centrais de sêmen e isso, consequentemente, gerou mais facilidade na reprodução da raça e disseminação do nelore pintado. A comercialização do nelore pintado encontra-se, segundo Adalton, numa situação onde a oferta é muito menor do que a procura. “Desta forma o criador consegue agregar mais valor ao produto. Temos que enfatizar que o nelore pintado tem um valor bom não só em decorrência de sua beleza e pelagem diferenciada, mas porque, assim como o nelore branco ou como o vermelho, é excelente para corte e produção leiteira”.

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ECONOMIA

Café

COOPERATIVA AUMENTA VOLUME DE PRODUÇÃO E EXPORTAÇÕES

O aumento das exportações e a valorização do dólar incrementaram os negócios da Cooxupé (Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé), maior cooperativa de café arábica do mundo, que fica na região Sul de Minas Gerais. O faturamento da cooperativa em 2015 foi 57% maior do que a receita gerada em 2014, contabilizando R$ 4 bilhões. Com isso, liderou mais uma vez as exportações de café arábica no país. As exportações cresceram 26%, o equivalente a 4,1 milhões de sacas de 60 quilos de café verde tipo arábica, mesmo em um ano de quebra da produção de café, que foi prejudicada pela estiagem rigorosa.

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Para este ano, se a moeda americana continuar valorizada e se as condições climáticas continuarem favoráveis, a meta da Cooxupé é de faturar R$4,6 bilhões. Isso significa que terão que ser exportadas 4,8 milhões de sacas de café de um total de 6 milhões de sacas, o que representa alta de 15,38% em relação a 2015, ano em que foram comercializadas 5,6 milhões de sacas. Deste total, 5,2 milhões de sacas forma entregues pelos cooperados, valor 15% maior do que a safra de 2014. Pelo jeito a meta deverá ser alcançada, pois a Cooxupé informou que a colheita da safra de seus cooperados atingiu 34,5 por cento da área total em 1° de julho de 2016,

em patamar mais avançado que no mesmo período do ano passado. No mesmo período do ano passado a área dos cooperados correspondia a 21,9%. Com faturamento em alta, os investimentos aumentam também. No ano passado a área de atuação da cooperativa foi ampliada com abertura de escritórios em quatro municípios mineiros: Lambari, Andradas, Nepomuceno, Cássia, e no município paulista de Altinópolis. Com o aumento de cidades na rede, o número de cooperados também subiu. O ano de 2015 foi encerrado com 12.666 associados, 705 a mais que em 2014.

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MEIO AMBIENTE

Grafeno O extrativismo mineral sempre foi uma das maiores atividades econômicas de Minas Gerais, considerado o mais importante estado minerador do país, atividade presente em mais de 250 municípios. Entre a grande variedade da produção de bens minerais, o grafite vem despertando grande interesse de pesquisadores, indústria e governo. Mas não é em sua forma natural e sim aliada à nanotecnologia, pois Minas possui capacidade técnica e científica para desenvolver algo bem mais valioso a partir da esfoliação do grafite, o grafeno. De acordo com a revista “Scientific American Brasil”, o grafeno, uma das formas cristalinas do carbono, é o material mais forte já demonstrado, cerca de 200 vezes mais resistente que o aço. É uma folha bem fina e possui a espessura de um átomo. De olho neste potencial econômico, considerado o novo “ouro negro” de Minas Gerais, uma parceria entre o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), por meio do laboratório de Química de Nano-

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GRAFITE ESFOLIADO DESPONTA COMO NOVO OURO NEGRO DE MINAS

estruturas de Carbono (LQN); Universidade Federal de Minas Gerais e o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) criou a primeira planta piloto do Brasil para a produção de grafeno a partir da esfoliação do grafite. A iniciativa pioneira prevê investimento de R$ 21,3 milhões em três anos, para desenvolver a tecnologia e implantar a produção em escala piloto. A produção de grafeno a partir do grafite natural agrega enorme valor a este mineral. Para se ter uma ideia deste potencial, uma tonelada métrica de grafite é comercializada por cerca de US$ 1 mil no mercado internacional, uma tonelada métrica de grafeno chega a valer quase 100 vezes esse valor, podendo atingir US$100 por grama. Um estudo realizado pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG identificou cerca de cem empresas relacionadas ao grafeno no mundo. Se depender da qualidade dos pesquisadores da área de nanotecnologia e

da disposição do governo em incentivar a pesquisa para potencializar a produção mineira para além da extração, Minas Gerais tem tudo para se despontar no desenvolvimento de grafeno, pois uma das maiores reservas mundial de grafite está em Minas.

GRAFENO Trata-se de camada plana de átomos de carbono, da família do grafite e diamante. Possui propriedades muito interessantes: resistente, leve, flexível, quase transparente, e como excelente condutor poderá substituir o silício na produção de alguns equipamentos eletrônicos, tornando-os mais rápidos, compactos e eficientes. As aplicações do grafeno parecem infinitas: nanotecnologia, acesso mais veloz à Internet, baterias mais duráveis e recarregáveis em poucos minutos, além de filtros de água mais eficientes, cimentos mais resistentes, motores mais econômicos e menos poluentes.

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Madeireira e Serraria São Geraldo TRADIÇÃO FAMILIAR GARANTE EXCELÊNCIA NOS NEGÓCIOS EM ITAPECERICA Tudo começou por causa do carvão. O Sr. Geraldo Arantes trabalhava com carvão e era construtor. Montar uma madeireira não parecia ser um mau negócio e não foi. Em 1965 era inaugurada a Madeireira e Serraria São Geraldo, em Itapecerica, município que fica a 180 km da capital mineira, Belo Horizonte. Apesar das dificuldades encontradas como qualquer novo negócio encontra, a Madeireira persistiu e passou pelas mãos de outras pessoas da família. Logo depois de Sr. Geraldo, quem assumiu foi seu filho, o Sr. José Alves Arantes Neto, mais conhecido como “Zé Gordo” e é ele quem relembra que houve uma época em “que o transformador da companhia de energia elétrica não suportava que todas as máquinas fossem ligadas”. O carregamento de caminhões foi outro desafio, conforme relata o genro de Zé Gordo e atual proprietário da Madeireira, Ismael Elias Oliveira. “Havia esforço dobrado para carregar os caminhões de tora. Não tinha o equipamento adequado e todos os funcionários eram levados para o meio do mato para carregar o caminhão”. Mas a persistência falou mais alto e com muito planejamento a empresa permanece firme. Na Madeireira são comercializadas madeiras para telhado, telhas, porteiras, móveis rústicos, portas e mourões. O atendimento abrange a região de Itapecerica e toda a zona rural. Atualmente são empregados 12 funcionários que mantém as regras de bom atendimento e rapidez na entrega, fatores chave segundo Ismael para adquirir a confiança dos clientes e torna-los fieis à empresa. A esposa de Zé Gordo, Sra. Inês Aparecida Mendes Arantes foi quem administrou o empreendimento antes do genro assumir. Ela conta que as grandes parcerias feitas no início foram importantes para que o negócio

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da família prosperasse. “Conseguir grandes e importantes clientes nos primeiros anos foi essencial para que nos firmássemos. Já fornecemos material para a Siderúrgica, Eletro Manganês e para a prefeitura”, explica. A falta de crédito que atinge o mercado da construção civil em decorrência da atual crise econômica afetou os negócios da famí-

lia que teve jogo de cintura para contornar a situação. “Fizemos alguns ajustes de custos e estamos conseguindo manter o negócio. Acima de tudo, manter a excelência em nosso trabalho é primordial”, esclarece Ismael. Para “Zé Gordo” manter o negócio criado pelo pai é gratificante, assim como perceber a satisfação dos clientes. “A Serraria virou uma tradição da família e acho que era um desejo do meu pai vê-la prosperar. Hoje, somos reconhecidos e muito gratos ao esforço de todos nossos colaboradores e preferência de nossos clientes”, conclui.

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20 ANOS NO BRASIL E LÍDER NO SEGMENTO DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL A Alta Genetics completa 20 anos no Brasil e comemora os resultados positivos. Em 2015 a empresa produziu seis milhões de doses de sêmen, além do recorde de 2014 que foi quatro milhões de doses vendidas no mesmo ano. Números que colocam a empresa como líder no segmento de inseminação artificial. “E ainda temos muito para crescer já que 89% das matrizes no Brasil não são inseminadas. Temos um longo caminho pela frente e estamos confiantes já que a Alta conta com uma equipe técnica qualificada que entende a realidade do mercado e busca as melhores opções”, destaca Heverardo Carvalho, Diretor da Alta Genetics.

De origem canadense, a empresa atua em mais de 90 países com nove centrais de coleta: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Argentina, Holanda e China. No Brasil, a empresa está estrategicamente localizada em Uberaba/MG e recebe mais de 12 mil visitas por ano, sendo inclusive ponto turístico e conhecida pelos bonitos girassóis. A central tem capacidade de 300 touros e atende todas as exigências da Organização Mundial de Saúde Animal e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Tem ainda 88 escritórios regionais pelo País e 700 técnicos em campo. A empresa também faz parte da Koepon Holding, uma das maiores organizações privadas da agricul-

38 MILHÕES EM NEGÓCIOS tura e agronegócios do mundo, com um rebanho holandês de cinco mil matrizes. Pensando no futuro, a empresa procura estar à frente do mercado e apresenta novidades para o desenvolvimento da pecuária brasileira: o Peak Genetics é um programa inovador e exclusivo da empresa. O principal objetivo é a produção de touros que se posicionem no topo da raça em potencial genético, suprindo assim a maior parte de demanda gerada pela Alta e parceiros. A Alta também passa a fornecer ao mercado colostro em pó para a bezerra, logo após o nascimento. É indicado em casos em que a quantidade de colostro materno seja inadequado para atender às necessidades de transferência passíveis ao bezerro. “O colostro também pode ser usado após o primeiro dia de vida como um ingrediente complementar para a alimentação dos recém-nascidos”, detalha Fábio Fogaça, Gerente de Leite Importado da Alta Genetics. Outro projeto importante é o ConceptPlus Corte. Este projeto exclusivo identifica os touros de maior fertilidade em programas de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). Cerca de 700 fazendas parceiras, com média de 550 inseminações cada, contribuem com informações para a central. Após a coleta, os dados são expostos a um criterioso método bioestatístico para reconhecer e validar o índice de fertilidade do touro. Atualmente há mais de 80 técnicos distribuídos pelo Brasil, sendo veterinários da equipe da Alta, autônomos e de fazendas parceiras que cedem as informações de IATF para compor a base do ConceptPlus.

Mais uma edição da Expocachaça aconteceu em Belo Horizonte, entre os dias 9 e 12 de junho, no Expominas. Dois importantes acontecimentos da cena cultural da capital mineira dividiram harmoniosamente o mesmo espaço pelo segundo ano: a Expocachaça e o BrasilBier. Em formato de feira e festival, os eventos uniram o que há de melhor em entretenimento, diversão, gastronomia, cultura e negócios. Os visitantes da Expocachaça apreciam desde 2015 outra cadeia produtiva: a da cerveja artesanal. O evento reúne toda a cadeia produtiva do agronegócio da cachaça, de micro e peFotos: Whelington Nemeth

Alta Genetics

26ª Expocachaça:

quenas empresas, produtores, associações e sindicatos e entidades do setor, empresas de insumos, serviços, equipamentos, entre outras.Durante os quatro dias, o Expominas recebeu 41.532 visitantes, entre pagantes e convidados, que puderam apreciar os 110 estandes, distribuídos em uma área 30% maior em relação ao ano passado. O espaço ocupado neste ano foi de 10.000m². Entre os produtos expostos, cervejas e cachaças para todos os gostos. Foram 83 marcas de cerveja e 465 marcas de cachaça, de produtores de 22 estados brasileiros, entre eles Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande

do Sul, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco. A praça gastronômica apresentou pratos de restaurantes tradicionais do estado. Bandas de diversos estilos musicais como sertanejo, rock e MPB animaram a festa com shows em todos os dias do evento. Considerando as negociações realizadas durante e após a feira em insumos, equipamentos, serviços e produtos, a estimativa é que o evento alcance o número de R$ 38 milhões em negócios gerados. Esse número reforça ainda mais a importância da Expocachaça, já consolidada como a maior e mais importante vitrine do agronegócio da cachaça, tendo sido responsável pela promoção e divulgação da bebida nos mercados interno e externo. Em 19 anos de evento, a Expocachaça recebeu cerca de 2 milhões de visitantes e ofertou 86 mil empregos. A maior feira de cachaça do mundo gerou em negócios, desde a primeira edição, na feira e pós-feira, o equivalente a R$ 250 milhões em negócios.

Informações fornecidas por Alfapress

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BEBIDAS

Caipirinha Embora as pessoas inventem a todo instante novos sabores e estilos para esta bebida, não tem jeito, é a tradicional que sempre agrada mais e até a que identifica nosso país ao lado dos termos: futebol e do carnaval. Limão, cachaça, açúcar e gelo, estes são os componentes reais da boa e tão bem quista caipirinha. Muito famosa em nosso país, a bebida já ganhou inúmeras versões e variações: caipivodka, caipifruta, caipirinha de manga, de kiwi, de morango, de uva com manjericão, de manga, maracujá e até de pimenta. Tem com vinho e também com saquê. Está

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DE ONDE VEIO A FAMOSA BEBIDA?

em todos os bares e restaurantes brasileiros, para nossa alegria. Mas e qual será a história dessa bebida? Reza a lenda que no interior de São Paulo, em 1918, uma receita foi criada a partir da receita de xarope contra a gripe espanhola. Essa receita levava limão, alho e mel e, às vezes, um pouco de cachaça. Num certo dia, alguém resolveu tirar o alho e o mel e colocar açúcar para diminuir a acidez do limão. Agradou! Nascia a Caipirinha.

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TURISMO

IBEROSTAR HOTÉIS & RESORTS BRASIL IBEROSTAR Hotels & Resorts é uma rede de resorts fundada em Palma de Mallorca (Ilhas Baleares, Espanha) pela família Fluxá, em 1986. Parte integrante do Grupo Iberostar, um dos principais consórcios turísticos espanhóis com mais de 80 anos de história, IBEROSTAR Hotels & Resorts tem atualmente mais de 100 hotéis ao redor do mundo. Atualmente, a rede possui três grandes empreendimentos no Brasil, todos trabalhando no sistema all inclusive, no qual estão incluídas no valor da diária todas as despesas com alimentação, bebidas, taxas e gorjetas.

HOTÉIS IBEROSTAR PRAIA DO FORTE E IBEROSTAR BAHIA O IBEROSTAR Praia do Forte Golf & Spa Resort é um complexo hoteleiro localizado no Litoral Norte da Bahia, composto por dois hotéis 5 estrelas: O IBEROSTAR Bahia, inaugurado em 2006, e o IBEROSTAR Praia do Forte, aberto em 2008. O primeiro está na categoria Premium e oferece cinco piscinas, academia,e atividades de entretenimento, shows de música ao vivo à noite e ainda, para crianças de 4 a 12 anos, os programas Miniclub e BabyClub. A gastronomia de destaca em diferentes especialidades: japonesa, mediterrânea, steak house e francesa, além de um buffet internacional e três bares. Todos os apartamentos têm varanda e vista parcial ou

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total das piscinas, dos jardins ou da praia. Já o IBEROSTAR Praia do Forte é um resort de categoria Premium Gold com estrutura exclusiva e independente. Conta com atrativos como serviço de quarto, restaurantes de diversas cozinhas – francesa, baiana, oriental e surf & turf – e cinco bares. Tem seis piscinas e quadras de squash e tênis, além de brinquedo aquático. Os hóspedes do IBEROSTAR Praia do Forte podem freqüentar também a estrutura do IBEROSTAR Bahia. Os hotéis do Complexo IBEROSTAR na Praia do Forte possuem uma completa infraestrutura de lazer, com programas de entretenimento, SPA, campo de golf e fitness center, para que casais e famílias se preocupem apenas em relaxar e se divertir.

SPA SENSATIONS BY SPA COLLECTION Situado entre os resorts IBEROSTAR Bahia e IBEROSTAR Praia do Forte, o SPA Sensations by SPA Collection oferece uma vasta gama de tratamentos inspirados nas propriedades benéficas da água e das algas marinhas, cultivando a beleza e a saúde para que os hóspedes se sintam como estrelas. Apresenta excelente estrutura com 14 salas de tratamento, piscinas térmicas cobertas, sauna e hamman (banho turco), a estrutura oferece o SPA Kids e SPA Baby, espaços para que as crianças possam relaxar enquanto seus pais desfrutam de momentos de bem-estar.

IBEROSTAR GRAND AMAZON HOTEL-SHIP O primeiro projeto turístico do GRUPO IBEROSTAR no Brasil foi o luxuoso navio-hotel categoria Grand Collection, a mais alta do Grupo IBEROSTAR. Uma aventura pela selva amazônica com conforto e requinte de um navio de cruzeiro: é isso que se pode encontrar a bordo e nos passeios por trilhas na maior floresta tropical do mundo, visitas à comunidade ribeirinha, shows folclóricos da região, pesca e passeios de lancha. O navio ainda possui piscina e sala fitness. Saindo do porto de Manaus, o IBEROSTAR Grand Amazon navega durante o ano todo e opera dois itinerários com programação exclusiva: um cruzeiro de três noites pelo rio Solimões e outro de quatro noites pelo Rio Negro.

NIGHT PASS - JANTAR DO COMANDANTE A IBEROSTAR lançou a oportunidade inédita de visitar o Grand Amazon para o night pass Jantar do Comandante, para aqueles que querem embarcar em um passeio noturno pela Amazônia. Todas as quintas-feiras, de 19h à meia noite, o navio-hotel está aberto para um jantar de gala, no sistema all inclusive (jantar, sobremesa, bebidas alcoólicas e não alcoólicas, nacionais e importadas).

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AUTOMÓVEIS

Duster Oroch CONFORTO E VERSATILIDADE

A francesa Renault trouxe para as ruas e estradas brasileiras um veículo que reúne o conforto de um SUV e a versatilidade de uma picape: Duster Oroch, boa para vias urbanas e excelente para estradas, segundo testes já realizados. O espaço interno corresponde ao SUV Duster, com bancos ergonômicos e muito espaço. São cinco lugares para acomodação dos passageiros e quatro portas independentes. Os bancos possuem ajustes e forrações especiais, além do volante que aparece em versão mais ergonômica e em couro, com regulagem de altura, direção hidráulica e teclas do regulador e também de limitador de velocidade.

TECNOLOGIA Os vidros, tanto o traseiro quanto o dianteiro vem com função one touch, antiesmagamento e fechamento pela chave na versão Dynamique. O piloto automático é um diferencial. Ao atingir a velocidade pré-estabelecida, o sistema mantém a aceleração permitindo que o motorista possa “descansar” sem precisar encostar o pé no acelerador. Quanto ao limi-

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tador de velocidade, o motorista estabelece a velocidade máxima que deseja e o limitador não permite que ela seja ultrapassada. Isso facilita muito a evitar multas com radares e limites máximos. A função é desabilitada quando o motorista pisa fundo o pedal do acelerador. A função eco-mode, ou seja, modo ecológico, quando acionada reduz em até 10% o consumo de combustível, mas, limita o toque e potência do motor e reduz o sistema de ar condicionado ou de aquecimento. Além da própria economia, vale para aqueles momentos onde se precisa chegar a um posto para o reabastecimento. Em meio a tanta tecnologia, não poderia faltar o computador de bordo. Ele vem com a função GSI (Indicador de Troca de Marchas) para realizar uma condução mais eficiente e econômica realizando as trocas no tempo certo.

CAÇAMBA A picape apresenta ampla caçamba com oito pontos de fixação para proteger a carga contra impactos, capota marítima para manter o material isolado em qualquer condição climática e a possibilidade de um

extensor: até 2m de diagonal e capacidade de 650 kg ou 683 litros de carga sem roubar espaço do banco traseiro. O extensor é vendido separadamente como acessório. O acesso do estepe da Duster Oroch é feito por baixo do veículo. O modelo também vem com uma exclusiva tampa com trava antifurto para garantir mais segurança na hora de deixar o carro estacionado.

SUSPENSÃO MULTILINK O sistema Multilink é mais estável, mais confortável e menos barulhento, reduz a vibração e melhora acústica no veículo, mantém excelente capacidade de carga e oferece conforto para uma utilização em cabine dupla mesmo em baixas velocidades e pouca carga. A altura em relação ao solo permite a entrada e saída de declives acentuados sem raspar. O novo para choque integrado aos paralamas, a nova grade de radiador e nova identidade mundial da marca criam uma frente mais agressiva. Com todos os itens de séries, a Duster Oroch é potente em suas duas versões: 1.6 e 2.0.

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DICAS DA AGROSID

Rebanhos bovinos IMUNIZAÇÃO CONTRA AS DOENÇAS REPRODUTIVAS Proteger os animais quanto aos diversos tipos de doenças infecciosas é uma preocupação constante dos produtores. Muitas enfermidades comprometem o desempenho reprodutivo e produtivo dos bovinos como é o caso da IBR (Rinotraqueite Infecciosa Bovina), BVD (Diarreia Viral Bovina) e da Leptospirose. Estas enfermidades são causadoras de 50% das perdas de gestação, segundo estudos. É importante descrever sobre o que tais doenças podem causar para que criadores e tratadores saibam identificar e para que, principalmente, imunizem seu rebanho.

IBR (RINOTRAQUEITE INFECCIOSA BOVINA) Doença altamente infecciosa que causa distúrbios respiratórios, falta de apeti-

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te, febre, infecções venéreas, problemas reprodutivos, aborto em qualquer fase da gestação, conjuntivites, encefalites e diarreia. A infecção se dá por transmissão através das secreções orais e nasais, genitais, contato com o feto abortado, e ainda pode ocorrer o contágio através da respiração, coito ou da inseminação artificial com sêmen contaminado.

BVD(DIARREIAVIRALBOVINA) Essa doença está associada a manifestações distintas que variam desde ausência de sinais clínicos até a Doença das Mucosas, que é altamente fatal. Podem ocorrer

problemas respiratórios, hemorrágicos, morte dos embriões, abortos, malformação fetal, mumificação do feto e mesmo nascimento de bezerros inviáveis.

LEPTOSPIROSE Trata-se de uma zoonose que tem os animais como hospedeiros primários e que causam impactos de ordem econômica à saúde do animal. Nos bovinos essas perdas estão relacionadas às falhas reprodutivas, tais como: infertilidade, aborto e queda na produção de leite e de carne, além de custos com despesas de assistência veterinária, vacinas e testes laboratoriais.

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RECEITA

Caldo verde de batata baroa

Estamos no inverno e com as temperaturas mais baixas, a procura por pratos quentes e caldos é quase unânime. O caldo verde, tradicionalmente feito com batatas inglesas, pode ser preparado também com a batata baroa. Fica muito leve e com sabor inigualável. Nada mal para uma noite fria. O melhor de tudo? O preparo é simples e este legume traz muitos benefícios à saúde. A batata baroa, mandioquinha, batata salsa ou cenoura amarela, como é conhecida, pertence à família Apiaceae, é rica em fósforo, vitamina A e em niacina. É indicada para melhorar a visão, além de fortalecer unhas e cabelos. Também contém Vitamina C que melhora a imunidade e vitaminas do complexo B, fundamentais para os tecidos.

Ingredientes • 4 linguiças calabresas • 5 dentes de alho • 1 cebola média ou alho poró • 6 batatas baroas médias • 2 maços de couve

Modo de preparo

• Refogue as linguiças picadas no alho e na cebola (ou alho poró fatiado) até que as linguiças fiquem bem fritinhas. Reserve as linguiças e na mesma panela, aproveitando o sabor do refogado, adicione as batatas cortadas em cubos, tempere à gosto e cubra com água. Cozinhe até que as batatas comecem a desmanchar. • Pode-se utilizar um mixer para bater as batatas cozidas, na própria panela, ou utilizar o liquidificador. Volte esse creme ao fogo baixo e acrescente a couve picada bem fininha e as linguiças fritas. Se estiver muito grosso, acrescente mais água. Aproveite para acertar o sal.

Quando for selecionar o legume no mercado, escolha os mais amarelinhos e mais firmes. Vamos à receita?

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SEÇÃO PET

quilos. Os belgas podem ter alguns problemas de saúde e desenvolver displasia, epilepsia e atrofia progressiva da retina. Os problemas mais frequentes com essa raça estão relacionados com dermatites, pois o pelo tende a emaranhar ou sujar, criando ambientes propícios ao surgimento de bactérias. É importante escová-lo no mínimo duas vezes por semana.

ALIMENTAÇÃO

Pastor Belga Malinois CALMA, CORAGEM E VITALIDADE Embora as variedades das cores do Pastor Belga tenham gerado muitas controvérsias há anos, as opiniões sobre a morfologia, caráter e aptidão desta raça para o trabalho não se divergem. De acordo com Confederação Brasileira de Cinofilia, foi em 1910 que o tipo e o caráter do Pastor Belga tinham sido fixados. Oriundo da Bélgica é um cão harmoniosamente proporcionado, juntando elegância e poder, de tamanho médio, musculatura seca e forte. O pelo é de comprimento e direção, de aspecto e cores variadas o que foi adotado como critério para distinguir as quatro variedades da raça: o Malinois, o Groenendael, o Tervueren e o Laekenois. Vamos abordar sobre o Pastor Malinois (pronuncia-se malinoá), que é considerado o representante mais velho dentre estas variações. Possui pelos mais curtos e apresenta uma cor que varia de ruivo-queimado à pinhão-escuro. Possuem uma máscara negra na face que pode ser

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próxima à boca ou até ultrapassar o limite dos olhos. É o mais popular entre as variedades.

TEMPERAMENTO De acordo com o criador de cães do canil Império das Raças, o Pastor Belga Malinois, é um cão vigilante e ativo, de muita vitalidade e está sempre pronto para a ação. “Ele reúne todas as qualidades requeridas para ser um cão de pastoreio, de guarda, de defesa e de serviço”. De caráter calmo e corajoso, ao mesmo tempo está sempre alerta. Lealdade e devoção ao criador são outras duas qualidades que possui. Apesar de contar com um temperamento amigável, age com energia quando é necessário defender o dono ou a propriedade.

MANEJO Os cães machos costumam pesar entre 25 e 30 quilos e as fêmeas 20 e 25

Os cães pastores possuem o apetite bastante aguçado, por causa de sua vitalidade. Pode consumir em média, 3,5% de seu peso vivo de ração seca de boa qualidade. A quantidade varia de acordo com a qualidade da ração e de seus componentes, da atividade do cão ou fase da vida. Um cão jovem de 20 quilos em fase de crescimento, por exemplo, demanda um consumo de ração maior que um cão adulto somente em manutenção.

REPRODUÇÃO A reprodução da raça ocorre a partir do segundo cio ou com um ano e meio de idade até os sete anos. A gestação dura cerca de 60 dias, podendo variar de 58 a 63 dias. São produzidos, em média, oito filhotes em uma única ninhada anual. Os filhotes, que começam a comer a partir dos 25 dias de vida, devem ser mantidos juntos da mãe para amamentação até completarem um mês.

MERCADO Um filhote de Pastor Belga Malinois custa em média R$ 1.500,00. O retorno ocorre em torno de dois anos e para criação mínima são necessários duas fêmeas e um macho. Prefira exemplares que assegurem as características da raça. A ossatura já pode ser observada a partir de 2 meses de idade, assim como temperamento, comportamento e aptidão para treinamento.

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SEÇÃO EXÓTICA

das carpas em condições ambientais desfavoráveis em águas de baixa qualidade, no entanto pode causar aquele “gosto de barro” em sua carne. As carpas criadas em águas mais limpas são mais saborosas. Outra vantagem é que chegam a um quilo em um ano, com alimentação e manejo adequado. Quanto à alimentação, as carpas são omnívoras. As desvantagens, apontadas por especialistas do ramo, são a concorrência no mercado, pois não são valorizadas como a Tilápia, por exemplo, e a conformação das espinhas, o que dificulta a filetagem.

O BRILHO DAS CORES E A LONGEVIDADE DAS

MERCADO A região Sul é a maior produtora de carpas do País, com maior concentração no estado de Santa Catarina. Diferentes espécies desse peixe e sistemas de cultivo

Carpas Nishikigois Quem nunca parou diante de um lago para apreciar a beleza das cores e a exuberância dos peixes ornamentais, como se estivesse diante de um quadro? Na maioria das vezes, os responsáveis por esta verdadeira aquarela são as carpas, peixes que encantam pela harmonia de suas estampas e pelo tamanho. Algumas espécies podem chegar até um metro de comprimento, atraindo cada vez mais admiradores e criadores de todas as partes do país. Originárias da província de “Niigata”, no Japão, as carpas ornamentais possuem duas espécies diferentes: as comuns e as Nishikigois, estas são resultado de uma variação genética, aperfeiçoada pelos japoneses, que obtiveram três tipos híbridos, segundo informações da Associação Brasileira de Nishikigoi (ABN), fundada em 1978. Os tipos são: Higoi (carpa vermelha), Asagui (carpa azul e vermelha) e Bekko (branca e preta). As carpas Nishikigois chegam a viver mais de 60 anos, muitas participam de várias

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exposições ao longo da vida e podem valer até R$ 20 mil, dependendo do tamanho, tonalidade das cores e do formato das manchas. Outra curiosidade é que cada animal é único em suas características de cor e estampas, ou seja, não existem duas carpas iguais. Nos jardins de órgãos governamentais ou pontos turísticos em várias regiões, as carpas ornamentais são muito comuns devido à exuberância e brilho de suas cores e o desenvolvimento da espécie em águas pouco profundas. O PH ideal para esses peixes é de 6,5 a 7,5, com temperatura em torno dos 20°C. Em dois locais bem conhecidos e imponentes, o Palácio do Planalto em Brasília e o Parque Ibirapuera de São Paulo, existem exemplares de Nishikigois que vieram do Japão, representando um ato de amizade com o Brasil, pois as carpas ornamentais também simbolizam prosperidade e longevidade. Nas exposições, as Nishikigois são classificadas de acordo com o tamanho, que varia de 18 cm até as com mais 75 cm. A

mostra mais recente aconteceu nos dias 11 e 12 de junho, no Parque Maeda em Itu, localizada a 100 km da capital paulista, e contou com cerca de 200 exemplares. As fotos das campeãs da 35ª Exposição já foram divulgadas no Facebook da Associação Brasileira de Nishikigoi.

CRIAÇÃO A produção de carpas pode ser tanto para a ornamentação quanto para o consumo, neste caso as espécies são a carpa comum (Cyprinus carpio), que possuem as variações “húngara” e “escama”; a carpa-capim (Ctenopharyngodon idella) e a carpa-cabeçuda (Aristichthys nobilis). Especialistas recomendam alguns pontos importantes como a escolha da área, que não deve ser um local muito frio e a análise da água, que envolve quantidade, qualidade, PH, alcalinidade, oxigênio, temperatura e turbidez. Uma das vantagens é a resistência

diversos são utilizados pelos piscicultores do Estado, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Voltando à criação para fins ornamentais, no Brasil existem cerca de 4,5 mil criadores, do total 450 estão na região de Muriaé (MG), na Zona da Mata mineira e 200 nas cidades circunvizinhas a Magé (RJ), com isso Minas Gerais ganha força como fornecedor de peixes ornamentais, incluindo outras espécies como Betta e Guppy, um mercado que movimenta mais de um bilhão de dólares apenas no Brasil. Diante do cenário promissor e do crescimento da piscicultura ornamental ainda teremos muitas aquarelas para apreciar, proporcionadas pela exuberância das cores, a imponência e docilidade das milenares carpas Nishikigois.

As carpas e suas cores Em 1983 havia 13 variedades de Nishikigois definidas oficialmente: • Kōhaku. Um koi com padrões vermelhos sobre base branca • Sanke. Um koi com padrões vermelhos e pretos sobre base branca • Showa. Um koi com padrões vermelhos e brancos sobre base preta • Utsurimono. Um koi com padrões vermelhos, brancos ou amarelos sobre base preta • Bekko. Um koi com padrões pretos sobre base branca, vermelha ou amarela • Asagui/Shusui. Um koi com dorso azul e abdômen vermelho, sendo o Shusui, um Asagui doitsu (alemão).

• Koromo. Um koi originado do cruzamento com um Asagui, apresenta segmentos de escamas azuis • Kawarimono. Um koi tipo miscelânea. Carpas pretas, amarelas, cor de chá e verdes • Ogon. Um koi com uma única cor sólida, normal ou metálica, nas cores vermelha, laranja, platinada, amarela ou creme.

• Hikarimoyomono. Um koi com padrões coloridos sobre base metálica e um koi com 2 cores metálicas • Hikari-Utsurimono. Um koi resultante do cruzamento do Ogon com Utsuri • Kinguinrin. Um koi com escamas cintilantes. Literalmente, escamas douradas prateadas • Tantyo. Qualquer koi com um único círculo vermelho em sua testa. Há o Tantyo Kohaku, Tantyo Sanke, Tantyo Showa e outros mais

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EVENTO/ LEILÃO

EVENTO / FEIRA DE VINHOS Fotos: Décio Luiz

Leilão MAAB No dia 4 de maio, na Fazenda da Índia em Uberaba, o criador Marco Antônio Andrade Barbosa, recebeu familiares, autoridades, amigos e criadores para o seu tradicional leilão: 14º Leilão Nelore MAAB e o 17º Special MAAB Jumentos Pêga e Muares. O leilão mais diversificado da Expozebu foi sucesso de público e de vendas, superando todas as expectativas, com participação de vários convidados especiais. Foram comercializados animais da raça Nelore (PO e POI), Nelore Pintado, jumentos e jumentas Pêga, muares e equinos. Joana Barbosa, Antônia Barbosa, Marco Antonio e Maria Claudia

Fotos: Flávio Borges

Feira de Vinhos Super Nosso Entre os dias 14 e 19 de junho, o Espaço Meet recebeu a 7ª edição da Feira de Vinhos Super Nosso. Ao todo, foram mais de 30 expositores e 600 rótulos nacionais e internacionais reunidos num dos locais mais bonitos de Belo Horizonte, com vista para a Serra do Curral. A novidade deste ano foi o rodízio harmonizado com vinho em uma palestra guiada pelo professor Eugênio Echeverria, e a presença de Raúl Pérez, eleito melhor enólogo do mundo, em 2015, pela Le Grand Tasting Shanghai – China, que ministrou uma das degustações da feira.

Ludmilla Araújo e Euler Fuad Nejm

Iara Marquez, Marco Antônio e Arnaldo Manuel

Ernando Ramos, João Antonio Gabriel e Wilson Gomes

Antônia Barbosa, Lourdinha Barbosa e Marco Antônio

Helder Mendonça, Cristina Teixeira, Jader Kalid, Ludmilla Araújo, Rafaela Nejm e Fernando Júnior

Flavio Paiva, Joana Barbosa, Bruno Simões Dias, Marcio Jose, Antônia Barbosa, Marco Antonio e Aysllan Rodrigues Pedro Nogueira, Fernando Júnior e Fernando Viana

Marco Antônio e Paulo Piau

Juraci Martins, Marco Antônio e Bráulio Ferreira

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Karina Capanema e Rodolfo Nejm

Fernando Júnior e Rafaela Nejm

Ana Dulce, Daniel Vilela, Marco Antônio, João Gabriel e Marcos Resende

Marcio Villela, Marco Antônio, Célia Regina e Vicente Resende REVISTA MERCADO RURAL

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GIRO RURAL

Desenvolvimento rural sustentável na região da bacia hidrográfica do Rio Doce

Um termo de cooperação firmado em 10 de maio, em Belo Horizonte, entre a Emater-MG, a Ruralminas e o Instituto Bioatlântica (IBIO), visa a promoção do desenvolvimento rural sustentável em municípios pertencentes à bacia hidrográfica do Rio Doce. O documento foi assinado pelo presidente da Emater-MG, Amarildo Kalil, o diretor presidente do IBIO, Eduardo Figueiredo e o gerente de Meio Ambiente da Ruralminas, Augusto Duarte Castro. De acordo com o termo, serão discutidas e implementadas ações de melhoria nos sistemas de produção agropecuária com a adoção de práticas de manejo sustentáveis, além do desenvolvimento de projetos técnicos com o acompanhamento dos profissionais da extensão rural. Por meio desse termo de cooperação, que terá duração de três anos podendo ser prorrogado, serão realizados o registro de estabelecimentos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), cursos de manejo de pastagem e de esgotamento sanitário rural, proteção de nascentes, implantação de sistemas agroflorestais em Áreas de Preservação Permanente (APP), instalação de caixas de infiltração de água no solo e adequação de estradas vicinais.

Alta Genetics é homenageada durante ExpoZebu 2016 O Gerente de Produto Corte Zebu da Alta Genetics, Rafael de Oliveira, foi premiado por contribuir para o fomento da raça Brahman do Brasil. A cerimônia de entrega da Comenda Dr. José Amauri Dimarzio, foi realizada pela Associação dos Criadores de Brahman do Brasil durante a ExpoZebu 2016, na Casa da Brahman, no Parque Fernando Costa, em Uberaba/MG, na noite de 1º de maio. Rafael de Oliveira recebeu o título que outorga a comenda pela primeira vez. O executivo atua há 11 anos no setor, sendo oito deles dedicados a Alta. “Estamos orgulhosos com essa homenagem. Nossa equipe sempre discutiu estratégias para expandir a utilização e passar para o mercado a qualidade da raça. E nós fazemos isso porque gostamos e queremos contribuir com o desenvolvimento da pecuária brasileira”, destacou. Outro executivo homenageado foi o Gerente da Central da Alta Genetics, Luis Deragon, pela contribuição da expansão da raça.

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Emater-MG tem novo presidente

Universalizar o serviço de assistência técnica e extensão rural no Estado de Minas Gerais é um dos principais desafios do setor apontado pelo novo presidente da Emater-MG, Glenio Martins. Para isso, o presidente dará continuidade aos programas já desenvolvidos pela empresa em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, como o Certifica Minas Café, Minas Pecuária e o Projeto de Irrigação do Jaíba. Ele também destaca que é preciso ampliar a inserção das famílias de agricultores em políticas públicas dirigidas à educação, lazer, cultura, segurança pública e redução da pobreza rural. Outro ponto considerado essencial nesta nova gestão é o estímulo à inovação tecnológica para levar mais conhecimento aos agricultores. “Nós também buscaremos trazer os recursos necessários para o melhor funcionamento da empresa, resultando na boa execução de suas atividades”, afirma Martins.

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GIRO RURAL

CRI tem campeã e vice premiadas na Fenasoja No dia 4 de maio aconteceu o Torneio Leiteira da 21ª edição da Fenasoja, em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. A campeã e a vice são filhas de touros da bateria CRI Genética. As matrizes holandesas CR 1153 Shampoo e CR 1238 Lazarith produziram 64,380 kg de leite e 59,530, respectivamente. A campeã é filha do Pine-Tree Martha Shampoo-ET e a vice tem como pai CO-OP Shottle Lazarith-ET. Elas pertencem ao criador Sérgio Rodrigues da Cabanha Rottilli Rodrigues que destacou que o bom resultado é recompensa do trabalho do criatório na seleção de animais. Ele está na atividade leiteira há 30 anos e há 25 faz acasalamentos com material genético da CRI. Em sua propriedade, Rodrigues produz diariamente 3.500 litros de leite com 140 animais em lactação. “Nosso plantel é bem conhecido, já tivemos outros animais premiados na Fenasoja, na Fenasul e estes destaques, além de divulgar, valorizam a nossa propriedade e o nosso trabalho”, afirmou.

JULHO

AGENDA RURAL 04 a 09/07

IV Exponel

Vila Velha

ES

06 a 10/07

Exposição e Leilão da Raça Mangalarga Marchador

Imperatriz

MA

08 e 09/07

6ª Feira de Reposição de Terneiros, Ventres e Reprodutores Selecionados

São José do Ouro

RS

08 a 18/07

51ª ExpoAraçatuba

Araçatuba

SP

13 a 17/07

51ª Expodores

Dores do Indaia

MG

13 a 23/07

35ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador

Belo Horizonte

MG

13 a 24/07

74ª Exposição Agropecuária de Cordeiro

Cordeiro

RJ

14 a 16/07

Minas Lactea

Juiz de Fora

MG

20 a 23/07

Super Leite

Pompéu

MG

26 a 29/07

2º Show Pecuário

Cascavel

PR

Agrifam

Lençóis Paulista

SP

AGOSTO

31/07 a 02/08 03 e 04/08

Interleite Brasil 2016

Uberlândia

MG

05 a 07/08

ExpoVet Minas

Belo Horizonte

MG

08 a 15/08

44ª Exposul

Rondonópolis

MT

15 a 17/08

VI Congresso Andav Fórum e Exposição

São Paulo

SP

17 a 20/08

STA –Semana Tecnológica do Agronegócio

Santa Tereza

ES

20 a 28/08

Expo Genética

Uberaba

MG

23 a 26/08

Fenasucro & Agrocana

Sertãozinho

SP

SETEMBRO

27/08 a 04/09

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Expointer

Esteio

RS

01 a 04/09

Exposição Agropecuária de Muriaé

Muriaé

MG

02 a 25/09

36ª Festa das Flores e Morangos de Atibaia

Atibaia

SP

06 a 11/09

Expo Serra e 36ª Festa do Peão

Tangará da Serra

ES

13 a 16/09

11ª Mercoagro

Chapecó

SC

17 a 19/09

Expo Cavalos

São Paulo

SP

20 a 22/09

Interconf 2016 – Conferência Internacional de Confinadores

Goiânia

GO

21 a 23/09

Semana Internacional do Café

Belo Horizonte

MG

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Revista Mercado Rural  

Edição de Junho de 2016

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