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JULHO 2019 - Nº 31

PERSONAGEM

ANNA VERENA DE BARROS WANDERLEY

ENTREVISTA Clélia Brissac REVISTA MERCADO RURAL - ANO 8 - Nº 31 - JULHO 2019

EXPOZEBU PUNGANUR AGROBRASÍLIA

EQUOTERAPIA QUEIJOS ARTESANAIS AGRISHOW MEGALEITE EXPOCACHAÇA


Redação Marcelo Lamounier Comunicação e Eventos editorial.mercadorural@gmail.com Tel.: (31) 3063-0208 Diretor Geral Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 99198-4522 Jornalista Responsável Sabrina Braga MTB 09.941 JP editorial.mercadorural@gmail.com Direção de Arte Izabel Cristina Alves da Silva Assinaturas Marcelo Lamounier Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão EGL Editores Revisão Luiza Carvalho Lamounier Cardoso www.revistamercadorural.com.br A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

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Revista Mercado Rural Curta nossa página @revistamercadorural JULHO 2019

jULHO DE 2019

Editorial Caros amigos, leitores e leitoras. A Revista Mercado Rural chega em sua 31° edição, com muita alegria e gratidão aos nossos colaboradores que nos ajudam sempre a produzir uma revista atrativa, com conteúdos ricos e diversificados para atender às exigências de nossos leitores e anunciantes. Mais uma vez, apresenta conteúdo diversificado, produzido com profissionalismo e muita dedicação. Nosso projeto editorial é diferenciado e nossas matérias são escritas numa linguagem didática e de fácil entendimento. Em nossa matéria de capa, você vai conhecer quem são os investidores que estão fazendo do Mercado de Origem o empreendimento mais inovador do Brasil. Nossa entrevista foi elaborada com Clélia Brissac, Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bonsmara. A personagem é Anna Verena de Barros Wanderley, empresária e criadora de Mangalarga Marchador. Por falar em cavalos, em Como Fazer você vai saber como construir lanchonete para estes animais. Tem o Biocombustível como alternativa ecológica  para combater a emissão de CO2. Punganur, o gado de pequeno porte que não passa despercebido. O pequeno notável está em uma de nossas matérias. Glifosato e Botulismo: entenda essa relação. Saiba também sobre a puberdade precoce em bezerras. E tem mais: Concurso Mundial de Queijos na França,  AgroBrasília 2019, ExpoZebu 2019, Agrishow 2019, Megaleite, ExpoCachaça, Festival de Gastronomia de Itapecerica  e a Associação de Girolando de volta à Asbia. Dicas de preservação da natureza, safrinha recorde de milho, crescimento da exportação de café brasileiro, artigo de Roberto Simões, Ecoterapia e sua regulamentação como método de reabilitação e plantas não convencionais comestíveis você também confere nessa adição.  Não para por aqui. A palmeira da pupunha se destaca como matéria-prima do palmito. Substituições para o consumo de carne, expansão do manejo sustentável de florestas nativas e os cuidados ao contratar um empréstimo estão na Revista Mercado Rural. Minas Gerais tem agora valor referência para o leite e isso você pode conferir aqui. Assuntos muito interessantes temos nas seções bebidas, receita e automóveis. Em turismo, pet e exótica trazemos matérias surpreendentes. Além disso, trazemos Dicas da Agrosid, Mosaico, agenda e claro, nosso Giro Rural.  Trabalhamos com dedicação e muito entusiasmo para disponibilizar a cada um de vocês, amigos leitores, como é de praxe, uma revista agradável de ler, bonita e, sobretudo, de muita credibilidade. Continuaremos empenhados em fazer um veículo de qualidade, com conteúdo diversificado e reportagens atrativas. Como tenho dito, o diferencial da nossa revista é, sem dúvidas, a variedade de assuntos abordados em seu conteúdo editorial, envolvendo o agronegócio de forma leve, no entanto, tratando com seriedade assuntos de grande interesse de nossos leitores. Tudo isso aliado a um projeto editorial atrativo e uma revista bonita. Não perca nenhum assunto. Preparamos tudo com imenso carinho pra você, leitor.  E tem muito mais. Espero que gostem. Boa leitura e até a próxima edição. Marcelo Lamounier

Melhor Revista do Brasil de todos os seguimentos do campo. Tem muita qualidade em sua impressão, textos muito bem didáticos e escritos, além de propiciar uma leitura prazerosa sobre os diferentes temas abordados em suas edições. Meus parabéns ao editor chefe e amigo Marcelo Lamounier Clayton Sapata - Salto Grande/SP

A Revista Mercado Rural dispensa comentários. É simplesmente perfeita e com matérias informativas de alto nível técnico. A cada edição uma novidade aos amantes de uma boa leitura. Grande abraço a você e família. Herley Souza Sales - Itapecerica/MG

Sou leitor assíduo da revista Mercado Rural porque além de trazer notícias muito importantes para o homem do campo, tem uma linha editorial simples e objetiva onde o leitor lê a matéria e entende com muita facilidade o que leu. Fábio Lopes Ferreira - Belo Horizonte/MG


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ENTREVISTA Clélia Brissac Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bonsmara PERSONAGEM: Anna Verena de Barros Wanderley

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COMO FAZER: Lanchonete para cavalos

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PUNGANUR: o pequeno notável

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BIOCOMBUSTÍVEL : Alternativa ecológica para combater a emissão de CO2

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GLIFOSATO E BOTULISMO

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SAFRINHA recorde de milho

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Crescimento da EXPORTAÇÃO DE CAFÉ brasileiro

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ROBERTO SIMÕES: Minas não quer perder o trem

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EQUOTERAPIA e sua regulamentação como método de reabilitação

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PANC: Plantas não convencionais comestíveis

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Palmeira da PUPUNHA se destaca como matéria-prima do palmito

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SUBSTITUIÇÕES para o consumo de carne

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MERCADO DE ORIGEM

CONCURSO MUNDIAL de Queijos na França

AGROBRASÍLIA 2019 SEÇÃO NATUREZA: 5 dicas de preservação da natureza

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EXPOZEBU 2019

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AGRISHOW 2019

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Associação de Girolando de volta à ASBIA

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MEIO AMBIENTE: Expansão do manejo sustentável de florestas nativas

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MEGALEITE 2019

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Minas Gerais tem agora valor referência para o LEITE

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ECONOMIA: cuidados na hora de contratar um empréstimo

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EXPOCACHAÇA 2019

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FESTIVAL DE GASTRONOMIA de Itapecerica

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RECEITA: Linguiça cuiabana

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AUTOMÓVEIS: Os menores veículos do mundo

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DICAS DA AGROSID: Desafios na criação de potros

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TURISMO: Museu do Mangalarga Marchador

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SEÇÃO PET: Cães miniaturas

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SEÇÃO EXÓTICA: Cisnes, as aves do amor

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EVENTO – Últimas do Marchador

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EVENTO - Dia de Campo Tabapuã GIS

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BEBIDAS: Sweet Melina -

GIRO RURAL AGENDA


entrevista

país. Ficamos muito impressionados com a consistência do trabalho de seleção feita por eles, onde até hoje seguem o sistema de seleção desenvolvido por Jan Bonsma.

Cléria Brissac Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bonsmara Clélia de Camargo Pacheco nasceu em São Paulo, capital. Herdou uma fazenda de Café numa época em que a crise apontava preços muito baixos o que a levou a investir na Pecuária. Algumas vacas zebuínas existentes na fazenda a impulsionaram. Investiu em touros e aumentou o rebanho aos poucos. O rebanho puro de Bonsmara estava formado em 2000. Conheceu a raça numa viagem com criadores para a África do Sul e viu que a raça seria a melhor opção para o cruzamento industrial a campo. Atualmente é presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bonsmara. 6

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Mercado Rural: A Bonsmara é uma raça originária da África. Conte sobre um pouco da história do surgimento da raça e sua inserção em território brasileiro. Clélia Brissac:  A África do Sul teve seu comércio reestabelecido com o resto do mundo com o final do Apartheid em 1994. Em 1997 no Brasil, foi usado sêmen proveniente de embriões importados pela Argentina, num projeto de raças compostas que teve ótimos resultados, a partir daí um grupo de criadores deram início a importação de embriões, o protocolo África do Sul / Brasil só permite importação de embriões. Assim a transferência dos primeiros embriões ocorreu no ano 1999, e no início do ano 2000 foi nossa primeira visita ao

Mercado Rural: Porque vale a pena criar este gado? Quais as vantagens em relação a outras raças. Clélia Brissac: Acredito que a maior vantagem seja fornecer touros para um mercado em crescimento de criadores que tem uma pecuária moderna com vistas à produtividade e desempenho. Os touros Bonsmara cobrem à campo, tem excelente fertilidade e promovem heterose tanto em vacas zebuínas como nas meio sangue europeu, produzindo bezerros muito adaptados, com excelente desempenho, que se bem manejados e nutrição adequada, atingem 20 arrobas aos 20 meses. Isso porque os animais Bonsmara só são reconhecidos como Bonsmara se tiverem o RGD (Registro Genealógico Definitivo), e os animais só recebem o documento depois de provados e avaliados geneticamente e visualmente, garantindo que ele seja um animal melhorador. Seguimos aqui também os mesmos critérios da África do Sul, desenvolvidos por Jan Bonsma. Os animais também são muito dóceis e mansos, o que facilita o manejo, além disso, produzem uma carne de excelente qualidade, macia e saborosa. Mercado Rural:  Como é a difusão da raça em nosso país? É bem distribuída entre os estados, ou há maior incidência em algumas regiões? Clélia Brissac:  Temos animais em


quase todo o Brasil que tem pecuária: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Estado de São Paulo. Além de alguns países da America do Sul, como Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia. Mercado Rural: A questão mercadológica é satisfatória? Em sua opinião e contando com sua experiência à frente da associação, o que precisa melhorar? Clélia Brissac: A raça tem se difundido muito, apesar do pouco marketing que fazemos. A procura por touros é grande, nossa produção vem aumentando. Estamos atendendo um mercado espalhado por quase todas as regiões de pecuária do Brasil, como falamos acima. Acredito que estamos caminhando num ritmo sustentável, de acordo com a demanda, e também temos touros em algumas centrais de sêmen. Mercado Rural:  As demandas alimentares, de reprodução e manejo da

raça diferem muito de outras? Quais as peculiaridades ou cuidados que a Bonsmara requer? Clélia Brissac: A raça, como qualquer outra raça precisa de nutrição adequada para expressar todo o seu potencial genético, mas nada além do que um bom pasto e sal mineral. Mas é preciso diferenciar o criador que faz cruzamento industrial e usa touros Bonsmara, do que o que produz animais puros. No caso dos animais puros, eles são criados a pasto, são rústicos, mas tem um sistema de pesagens e medições que pode ir até os 18 meses, que requer mais atenção do criador. Mercado Rural:  Conte sobre o trabalho da Associação Brasileira dos Criadores de Bonsmara: ações atuais, projetos e desafios. Clélia Brissac:  Temos uma associação em crescimento com foco nas questões técnicas da raça, acreditamos que o melhor marketing é um cliente contente com os resultados.

Além de todas as etapas de avaliação feitas na fazenda, há três anos estamos fazendo aqui no Brasil a prova de Eficiência Alimentar, feita na África do Sul há muitos anos e que era a etapa que estava faltando aqui para termos o programa completo de seleção da raça. Essa prova é muito importante porque vem somar ao conceito da raça que é produzir um animal absolutamente voltado para produtividade e funcionalidade, onde todos os critérios seletivos são com finalidade econômica. Não existe nenhum critério estético, apesar disso o Bonsmara é um animal lindo e bem equilibrado. O maior projeto e desafio é continuar seguindo com rigor o programa de melhoramento. O “Sistema Bonsmara de Criação” é dinâmico. Também queremos mostrar para o mercado a importância de comprar animais provados e com o RGN, o produtor verá que a diferença em quilos a mais nos bezerros vai compensar o custo de um touro provado.

REVISTA MERCADO RURAL

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PERSONAGEM Anna Verena de Barros Wanderley

A criadora e empresária que é apaixonada por cavalos

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dia em que ganhou a primeira égua Mangalarga Marchador de seu pai, Anna Verena não esquece: 31 de julho de 1988. Colina do Quilombo era o nome da égua que não superou as expectativas de Anna ao gerar seus primeiros produtos. Mas isso não a desanimou, o tino para gerir a criação falou mais alto. Foi quando Lucio Wanderley, pai de Anna, separou uns animais para o seu primeiro Leilão Granito. “Então propus a ele fazer uma troca da minha égua em uma potra que ele estava disponibilizando para o leilão, pois eu conhecia a genética e a produção da mãe e sabia que toda sua linha era boa de barriga. Assim foi feito. Hoje todo meu plantel descende dessa égua, a Fidalga do Granito”. A partir daí a paixão de Verena só foi aumentando e também a certeza de que ao terminar os estudos regressaria para a fazenda onde trabalhou por 15 anos. Formada em Administração de Empresa e em Gestão Ambiental, ela é especializada em Gestão e Manejo Ambiental na Agroindústria pela UFLA – Universidade Federal de Lavras. Estamos falando de Anna Verena de Barros Wanderley. Aos 46 anos é proprietária da Fazenda Oásis, localizada em Mucuri, na Bahia. Trabalhou no Haras Granito, da Fazenda Campo Alegre, também situado em Mucuri por 15 anos. Trabalhou também na Fazenda Pé de Serra, em Montalvânia, localizada em Minas Gerais, por 8 meses onde trabalhou apenas com bovinos para cria. “Lá tinha bons cavalos para lida com gado. Posteriormente, retornei para a Bahia para assumir novamente as outras atividades: manejo e controle de peso do gado, manejo e preparação dos animais para pista, etc. Por motivo particular a minha vida tomou outro rumo e mudei para a cidade de Lavras, em Minas,

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onde moro atualmente”. Anna Verena fundou o Haras Quilombo e atualmente é sócia proprietária da empresa TopoBrasil de Geoprocessamento e Meio Ambiente onde atua na área de prestação de serviços de topografia e consultoria ambiental. Criadora de Cavalos da Raça Mangalarga Marchador e Piquira desenvolve também consultoria e elaboração de projetos para regularização de imóveis rurais, regularização ambiental e suporte a projetos de irrigação, drenagem, cafeicultura e construções rurais. Anna Verena conta sempre com o apoio, parceria e orientação do marido Rodrigo Villela Machado. Verena é mãe de Luanna de Barros Wanderley Gomes, 23 anos; Lara de Barros Wanderley Gomes, 18 anos e Lívia Wanderley Villela Machado 5 anos.

produtor rural e também criador do cavalo Mangalarga Marchador e já foi inclusive vice-presidente da ABCCMM. Aos quinze anos de idade fui estudar em Belo Horizonte e posteriormente retornei para fazenda do meu pai onde ingressei no meu primeiro emprego como Administradora Rural. Trabalhei no segmento da pecuária com gado de corte, cria e recria, e na criação de jumentos Pêga e de cavalos, que

O campo O campo sempre foi a referência de Anna Verena. “Meu pai, Lúcio Wanderley, é

Lívia Wanderley Villela Machado montado no Piquira.


Fabio Fernandes, Lucio Flavio Segundo de Barros Wanderley e Anna Verena de Barros Wanderley

são minha maior paixão”. Anna Verena é de uma família de quatro irmãs e como era a mais agitada delas, o pai a levava desde muito pequena para a fazenda, fato que colaborou para o apreço à vida no campo.

Trabalho e satisfação

Anna Verena de Barros Wanderley, Luanna de Barros Wanderley Gomes, Lívia Wanderley Villela Machado e Lara de Barros Wanderley Gomes.

É na Fazenda Campo Alegre, no Haras Granito, que estão os animais de Anna Verena, sob a supervisão de Lucio Wanderley, seu pai. “É gratificante em um trabalho de seleção, vivenciar resultado positivo do seu trabalho. Acompanhar o desenvolvimento Anna Verena de Barros Wanderley e Rodrigo Villela Machado do animal, do nascimento Mas isso pode mudar logo, pois de até a fase adulta, ouvir opiacordo com Anna “há alguns anos venho niões de criadores e técnicos em relação buscando alternativas e fazendo planos ao que pode ser melhorado e fazer compara trazer o Haras Quilombo para reparações com animais que vem ganhangião de Lavras, em Minas Gerais”. Em do em pistas, e que queremos para nosrelação a TopoBrasil, Anna Verena conta so trabalho de seleção, e assim, buscar que a empresa investiu esse ano em um sempre melhorar. novo drone de alta precisão. Um equipaApesar dos pontos positivos que gemento para grandes agricultores, onde rem o trabalho no campo e na criação poderá assessorar no planejamento de dos animais, Anna Verena destaca a losua produção. gística como uma dificuldade. “O Haras Mas mesmo à distância a criadora e Quilombo está a 982km da cidade que empresária consegue conciliar os trabaresido, onde tenho a minha outra ativilhos. Na criação de cavalos, por exemplo, dade, hoje, principal, que é a Empresa de Anna destaca que o foco está em “selecioTopografia”. (TOPO BRASIL).

Lucio Flavio e Anna Verena

nar animais com qualidade morfológica e andamento sem prejudicar temperamento de sela”. Para Verena os ingredientes necessários para se tornar um produtor bem sucedido são conhecimento, disciplina, organização e planejamento. Já os fatores primordiais para o sucesso os negócios são, para ela, capacitação e persistência. Apesar da crise política e econômica que o Brasil se encontra, estamos sempre investindo em novas tecnologias, com intuito de oferecer aos nossos clientes soluções cada vez mais completas. Está dando certo, graças à parceria com o meu sócio e marido, Rodrigo Villela Machado, engenheiro agrônomo, responsável pela parte técnica da empresa”, enfatiza Anna Verena.

Pingue-pongue Família: Referência Viagem: Com boa companhia Comida: Nordestina Um lugar: Haras Granito Uma companhia: Minha família Música: Sertaneja Filme: O Feitiço de Áquila O que te distrai: Pequenas coisas Felicidade: Acordar Tristeza: A miséria no mundo Cavalos: Paixão Gado: Tabapuã REVISTA MERCADO RURAL

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como fazer

Lanchonete para cavalos

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ma boa ideia para tratar de vários cavalos ao mesmo tempo pode ser a construção da lanchonete. Simples e muito funcional, as lanchonetes podem ser construídas em galpões cobertos, com vagas individuais, uma ao lado da outra. As divisórias para as vagas devem ser reforçadas dando acesso a cochos individuais. Nestes cochos devem ser ofe-

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recidos o trato suplementar, duas vezes ao dia, sempre nos mesmos horários. Assim a tropa se acostuma e quando chega o momento, os animais já se aproximam sozinhos da lanchonete. Cavalos gostam de rotina e com o costume, cada um elege sua vaga e passam a comer sempre no mesmo lugar. A grande conveniência é conseguir tratar de vários animais ao mesmo tempo, com menos esforço e mais comodidade.

Como fazer

O primeiro passo é a escolha do local que deve ser amplo e coberto. Posterior a isso a escolha da madeira é primordial. O mais correto é utilizar madeira tratada e que não tenham quinas, para evitar machucar os animais. O eucalipto é uma boa opção.

Medidas

Numa tropa os animais variam de tamanho, então padronizar as vagas para atender aos vários tipos é o ideal. Cada vaga deve ter aproximadamente um metro de largura, dois metros de comprimento e os mourões

com altura de 1,30m. A definição da quantidade de réguas varia de acordo com os tamanhos dos animais. Geralmente duas réguas são suficientes. Outra dica importante é deixar correntes ao final das vagas para que sejam presas assim que o animal terminar a refeição. Acontece de uns cavalos terminarem antes de outros e tentarem comer o trato de outro animal. Os cochos individuais podem ser divididos a partir de um cocho maior ou fixados separadamente, em cada vaga, devem ficar bem presos, terem o mesmo tamanho e cor.


Punganur O pequeno notável é apresentado na Expozebu 2019

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té o momento o pequeno zebuíno, que não passa um metro de altura, não havia se desenvolvido no Brasil. No dia 2 de maio, durante a Expozebu, em Uberaba-MG, foram realizados os primeiros registros da raça. O minigado foi trazido da Índia na década de 1960. O procedimento de registro seguiu as regras já estabelecidas e os animais são, neste primeiro momento, identificados como PA, ou seja, puro em avaliação constante em um grupo genético em verificação até a formação de um efetivo considerável. Na ocasião, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, ressaltou sobre a importância da apresentação da raça no Brasil. Estamos falando de um momento muito importante nessa edição da ExpoZebu. O Punganur também é uma raça zebuína e, mesmo que de forma mais tímida, está presente no Brasil. Nada mais justo e importante que nós, como a maior entidade das raças zebuínas no país, também trabalhemos para a preservação dessa raça. O registro da raça, com objetivo de preservação, foi aprovado durante reunião do Conselho Deliberativo Técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, e autorizado oficialmente pelo Ministério da Agricultura.

Os primeiros animais registrados O touro punganur denominado Gigante, do proprietário Carlos Lerner Gonçalves, da Fazenda Aratú, no estado do Pará, foi o primeiro animal que recebeu o registro.

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Foto: Fábio Santos/Canal Rural

Sobrinho, jurado e técnico da ABCZ há mais de 40 anos relembra que já participou de pelo menos três raças zebuínas no Brasil: nelore mocho, tabapuã e gir mocho. O conselho técnico da ABCZ vai analisar, fazer um regulamento e definir o padrão da raça, como pelagem, tamanho e características principais. Mas está tudo no início e até o fechamento do livro é possível que demore cerca de 15 anos. Mas o importante é que demos este pontapé.

Mais sobre o punganur

A primeira fêmea registrada foi a Josaphian, do proprietário Arlindo José Almeida Drummond, criador da raça há 40 anos. Após esse primeiro registro, os proprietários, orientados pela ABCZ, seguirão caminhos para que se possa fazer uma observação da raça. Thinoco Francisco

O animal chegou ao Brasil durante a última importação legal da Índia, na década de 60 e ficou espalhado pelo país. Chegou aqui apenas como um animal que despertava curiosidade por ser pequeno em meio aos outros grandes como sindi, guzerá e nelore. O pouco que se sabe a respeito da raça é que o gene que o torna pequeno é dominante e isso implica que, em caso de cruzamento com animais maiores o bezerro será um minigado.


Glifosato, um potenciador dos surtos de botulismo O botulismo é uma doença que pode surgir como uma grave intoxicação alimentar, de origem bacteriana. Os surtos de botulismo no Brasil ocorrem, na maioria dos casos, em bovinos, muito embora também possam ser diagnosticados em ovinos, caprinos, equinos, aves e outros animais domésticos. É uma das principais causas de mortalidade de bovinos adultos no país, causando perdas econômicas significativas para a indústria pecuária nacional. Por outro lado, representa um elevado risco para a saúde de todos os seres vivos, inclusive humanos que se alimentem de carne, ovos ou lacticínios provenientes de animais infectados. A bactéria responsável por estes surtos, a Clostridium botulinum, produz uma potente neurotoxina botulínica e é frequentemente encontrada na água e em matéria orgânica em decomposição. A intoxicação dos animais deve-se frequentemente à ingestão de suplementos alimentares inadequados, como fenos, grãos ou outras silagens de má qualidade, ou pela incorporação de resíduos provenientes de camas de frango que podem conter restos de carcaças infectadas. Poderá ocorrer igualmente em pastagens ao ar livre e nas próprias fontes alimentares.

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Após a ingestão e digestão destes alimentos, os nutrientes e as toxinas são absorvidos na mucosa intestinal e rapidamente transportados pela corrente sanguínea para todo o corpo. Ao atingirem o sistema nervoso, as toxinas irão atuar sobre as células nervosas que operam os músculos. O resultado é a paralisia muscular progressiva, a qual impossibilita que o animal fique de pé, deixando-o em posição reclinada ou completamente prostrado. Também atuará ao nível dos músculos responsáveis pela mastigação e pela deglutição, dando origem ao emagrecimento e fraqueza generalizada, já que o animal deixa de ter uma alimentação adequada. Em casos mais graves, pode causar a morte por insuficiência respiratória ao atuar sobre os músculos que controlam a respiração. Por vezes, o comportamento do animal altera-se, demonstrando um elevado grau de agressividade. Uma flora intestinal equilibrada, com uma comunidade bacteriana intestinal benéfica desempenha um papel crítico no controle do botulismo pois é responsável pela prevenção de doenças produzidas por agentes patogênicos. Pequenos distúrbios no trato intestinal podem facilmente causar um desequilíbrio da flora bacteriana, que

se traduz numa diminuição do número de bactérias benéficas, na consequente redução da capacidade de absorver nutrientes e também numa menor produção de substâncias com poder imunológico. Existem vários fatores nas práticas agrícolas que podem influenciar a composição da flora gastrointestinal dos animais presentes em ambientes rurais. A presença do glifosato e outros pesticidas nas fontes alimentares podem contribuir para o aumento dos surtos de botulismo. Este herbicida, abundantemente utilizado no Brasil, é conhecido por alterar a comunidade de bactérias intestinais benéficas, promovendo o aumento do número de bactérias capazes de causar doenças. A bactéria Enterococcus spp., presente no aparelho digestivo, é conhecida por agir como antagonista a C. botulinum. Um estudo realizado em bovinos demonstrou o efeito inibitório do glifosato em Enterococcus spp.. Desta forma o glifosato contribui para potencializar indiretamente a ação das bactérias produtoras da neurotoxina botulínica. Responsáveis pela informação: Marcela Gomes, Susana Loureiro e Fernando Correia/ Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro, Portugal.


Biocombustíveis

Alternativas ecológicas para combater a emissão de CO2 Os chamados biocombustíveis são derivados de biomassa renovável que podem substituir, parcial ou totalmente, combustíveis derivados de petróleo e gás natural em motores a combustão ou em outro tipo de geração de energia, de acordo com definição da ANP – Agência Nacional do Petróleo. Os dois principais biocombustíveis líquidos usados no Brasil são o etanol obtido a partir de cana-de-açúcar e, em escala crescente, o biodiesel, que é produzido a partir de óleos vegetais ou de gorduras animais e adicionado ao diesel de petróleo em proporções variáveis. Segundo dados da ANP, cerca de 45% da energia e 18% dos combustíveis consumidos no Brasil já são renováveis. No resto do mundo, 86% da energia vêm de fontes energéticas não renováveis. Pioneiro mundial no uso de biocombustíveis, o Brasil alcançou uma posição almejada por muitos países que buscam desenvolver fontes renováveis de energia como alternativas estratégicas ao petróleo. Atualmente, o Brasil possui uma produção de etanol que supera os 21,5 milhões de barris por ano, o que equivale a um montante de aproximadamente 3,52 bilhões de litros. As perspectivas, segundo a Agência Internacional de Energia, é que essa produção aumente cerca de 200% até o ano de 2050, o que tornaria o Brasil uma referência internacional em biocombustíveis. Apesar de serem adotados, principalmente, para resolver questões de caráter econômico, os biocombustíveis também são considerados importantes alternati-

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vas ecológicas para combater a emissão dos gases responsáveis pelo efeito estufa, principalmente o CO2. No caso do etanol, por exemplo, as estimativas apontam que todo o Dióxido de Carbono produzido em sua queima é absorvido durante a produção de suas matérias-primas, o que contribuiria para a redução dos efeitos negativos dessa substância na atmosfera.

Vantagens dos biocombustíveis Várias são as vantagens dos biocombustíveis. O menor índice de poluição com a sua queima e processamento é uma dessas vantagens. Além disso, podem ser cultivados e, portanto, são renováveis; geram empregos em sua cadeia produtiva; diminuem a dependência em relação aos combustíveis fósseis; além de

aumentarem os índices de exportações do país, favorecendo a balança comercial. Mas, por outro lado, entre as desvantagens dos biocombustíveis, está a necessidade de amplas áreas agricultáveis, podendo intensificar o desmatamento pela expansão da fronteira agrícola; pressão sobre o preço dos alimentos, que podem ter sua produção diminuída para dar lugar à produção de biomassa; entre outros fatores. De toda forma, a produção de biocombustíveis acontece de maneira mais favorável em países que possuem uma larga extensão territorial e grandes espaços produtivos, capazes de produzirem uma grande quantidade de matérias -primas para serem processadas e convertidas em óleos e combustíveis. Esse cenário favorece, especialmente, o Brasil e os Estados Unidos, líderes mundiais na produção e consumo dessa importante fonte de energia.


50 medalhas para os queijos mineiros em concurso mundial na França Entre os dias 2 e 4 de junho aconteceu na cidade de Tours, na França, o 4º concurso “Mondial du Fromage et des Produits Laitiers” com a participação de 952 inscritos de 15 diferentes países. Realizado de dois em dois anos, o Mondial Du Fromage avalia a qualidade dos queijos e pode oferecer várias medalhas uma vez que a colocação é determinada pela qualidade do queijo em si. O Brasil foi premiado com 56 medalhas e o estado de Minas Gerais faturou nada mais nada menos que 50 medalhas.

Vencedores 2019 Entre as regiões produtoras premiadas em Minas Gerais, destaque para a Serra da Canastra, que acumulou 24 das 56 medalhas brasileiras no concurso. Três delas foram super ouro: Vale da Gurita Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Santuário do Mergulhão - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra (curado); Queijo do Ivair - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra. Levaram medalhas de ouro os queijos mineiros: Mineirinho - Queijo Minas Artesanal de Araxá; Rancho 4R - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra (180 dias); Fazenda Bela Vista - Queijo Artesanal de Alagoa (60 dias); Queijos Cruzília - Cruzília 300 e Rancho das Vertentes - Névoa Tronco de Pirâmide. As medalhas de prata ficaram com Sertanejo - Queijo Minas Artesanal do Serro; Maria Nunes - Queijo Minas Artesanal do Serro; Turvo Grande - Queijo Minas Artesanal do Serro; Santana - Queijo Minas Artesanal do Serro; Dona Iaiá Queijo Minas Artesanal do Serro; Zé Mário - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Santuário do Mergulhão (extracurado) - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Roça da Cidade (canastra

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Os queijos do estado faturaram três Superouros, cinco Ouros, 20 Pratas e 22 Bronzes. As 56 medalhas conquistadas mostram que o país está conquistando espaço na disputa. Em 2015, o Brasil conquistou apenas uma medalha, de prata. Em 2017, foram 12 medalhas, sendo uma superouro, um ouro, sete pratas e três bronzes.

real) - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Vale Encantado - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Capão Grande - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Pingo de Amor (meia cura) - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Pingo de Amor (curado) - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Pingo de Amor (22 dias) - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Queijo Craveiro; Rudá - Débora Pereira; Fazenda Bela Vista (45 dias) - Queijo Artesanal de Alagoa; Fazenda Bela Vista - Queijo Artesanal de Alagoa (120 dias); Queijos Cruzília – Requeijão; Queijo d’Alagoa - Queijo Artesanal de Alagoa (pequeno); Serra dos Arachás - Queijo Minas Artesanal de Araxá. Os queijos vencedores mineiros das medalhas de bronze são Curupira - Queijo Minas Artesanal do Serro; Paixão - Queijo Minas Artesanal do Serro; Rio das Pedras - Queijo Minas Artesanal do Serro; Quilombo - Queijo Minas Artesanal do Serro; Queijo do Serjão - Queijo Minas Artesanal

da Serra da Canastra; Valtinho - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Tradição da Canastra - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Rancho 4R (60 dias) - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Queijo do Ivair - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Queijo do Dinho - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Queijo do Miguel - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Porto Canastra - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Queijo do Cláudio - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Beira da Serra - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Queijo da Santa - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Capim Canastra - Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra; Cooperativa do Serro - Queijo Minas Artesanal do Serro; Hélder Falcão Aragão - Queijo Falcão (massa crua); Queijos Cruzília – Dagano; Queijaria Datas - Fazenda Vitória (Serro); Queijaria Datas - Queijo Datas Guzerá; Bicas da Serra - Queijo Minas Artesanal do Campo das Vertentes (Império).


Queijos artesanais Senado aprova projeto para produção e venda no Brasil

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Senado aprovou, no dia 25 de junho, projeto de lei (PL) que estabelece novas regras para produção e venda de queijos artesanais. Com isso, os produtores de queijo artesanal terão menos burocracia para vender seu produto em todo o país. O texto aprovado segue para sanção do presidente da República. De acordo com o projeto, é considerado artesanal o queijo elaborado a partir de métodos tradicionais e com leite da própria fazenda. Os queijos elaborados em indústrias não são considerados artesanais, ainda que seja autorizado o uso da palavra “artesanal” ou “tradicional” no rótulo das embalagens. Segundo dados da Agência Brasil, a lei aprovada pelos senadores, que já havia passado pela Câmara, permite a

produção de queijo com leite cru, sem passar por processo de pasteurização ou esterilização. No entanto, para comercializar a produção, a queijaria precisará ser certificada como livre de tuberculose e brucelose. Além disso, os produtores precisarão participar de programa de controle de mastite animal, implantar programa de boas práticas agropecuárias, controlar a qualidade da água usada na ordenha e rastrear os produtos. À Agência Brasil, o senador Lasier Martins (Podemos-RS), disse que a nova legislação vai impedir o descarte de leite próprio para o consumo, aprovado por autoridades sanitárias, mas sem a

autorização do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Já Kátia Abreu (PDT-TO) criticou o fato de queijos artesanais produzidos na França terem comercialização nacional enquanto os produtos brasileiros não têm a mesma facilidade. “A gente podia comer queijos artesanais da França e não podia comer um queijo artesanal do Brasil. Esse projeto é uma extraordinária correção de rumos. Temos queijos aqui que são melhores que os franceses.”

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AgroBrasília 2019

Crescimento de 10% e movimentação de R$ 1,2 bilhões

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m bilhão e 200 milhões de reais. Este foi o resultado dos negócios realizados durante a AgroBrasília 2019 – Feira Internacional dos Cerrados, encerrada no sábado, 18 de maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, localizado no PAD-DF. Esse resultado é cerca de 10% superior ao registrado em 2018, quando os negócios somaram R$ 1,1 bilhão. A Feira registrou também um recorde de público, com 121 mil visitantes, ante 115 mil na edição anterior. Participaram 480 expositores. “Estes números mostram que a AgroBrasília cumpre seu objetivo de fomentar os negócios entre os produtores rurais e as empresas que apresentam máquinas, equipamentos, insumos e novas tecnologias em geral de suporte às atividades do agronegócio. Mais do que isso, evidencia que a Feira se consolidou como uma das mais importantes do Brasil e uma das maiores do mundo em tecnologia para a agricultura tropical”, relata José Guilherme Brenner, presidente da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), entidade realizadora da AgroBrasília.

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A extensa lista de expositores desta edição apresentou de colhedoras de café a pulverizadores e equipamentos para adubação, tratores, veículos utilitários, sementes e produtos para o manejo de ervas daninhas, entre muitos outros. Na agricultura familiar, a Emater instalou 11 circuitos tecnológicos apresentando aos produtores rurais novas tecnologias no cultivo de flores, frutas, olerícolas e também na piscicultura e bovinocultura, entre outros. Durante o evento, Embrapa e Emater apresentaram os resultados de pesquisas, incluindo aquelas sobre novas cultivares.

Novas ideias O presidente do Comitê Gestor da Feira, Ronaldo Triacca, ressaltou a aprovação da Feira por produtores de todo o Brasil que estiveram no evento. Ressaltou também o caráter do evento também como espaço para o intercâmbio de experiências e de debates de novas ideias, o que pode ser comprovado pela extensa e diversificada lista de palestras com vários temas, realizadas por instituições como

Sebrae, Emater-DF, Embrapa, Senar, UnB, Crea e Adasa, além daquelas promovidas pela própria Feira. Nesta edição estiveram em pauta o uso racional da água e o descarte correto de resíduos, o mapeamento de bacias irrigadas na bacia do Rio Preto, economia agrícola, espécies nativas e seu uso econômico, maior produtividade na pecuária, o cultivo de vinhas e o potencial das florestas plantadas na região do DF, entre outras. A feira recebeu novamente comitivas de estrangeiros, a exemplo de embaixadores de países africanos aos quais serão destinados cursos de capacitação em assistência técnica e extensão rural promovidos por meio de parceria, firmada durante a feira, entre a Emater-DF e a empresa Campo Companhia de Promoção Agrícola. A Coreia do Sul também esteve presente e seu embaixador Doo Won Choi disse que “participar da AgroBrasília é oportunidade para aprender um pouco mais sobre o agronegócio, tendo em vista que o Brasil é uma referência mundial no setor”. E no Pavilhão de Negócios, empresa canadense apresentou uma linha de produtos à base de vírus para o controle de todo o complexo de lagartas.


SEÇÃO NATUREZA

Preserve a natureza com cinco dicas fáceis

Em 1972 a ONU – Organização das Nações Unidas, estipulou o dia 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente. Na data, em vários lugares do Globo Terrestre pessoas e instituições trabalham ações que visam conscientizar a sociedade não somente sobre a preservação dos ecossistemas, mas também sobre os desafios globais que muitos países enfrentam, tais como driblar a fome, seca, desmatamento, entre outros. Desde 1981, a Semana Nacional do Meio Ambiente no Brasil, criada no governo do presidente João Batista Figueiredo, pretende conscientizar os brasileiros sobre a preservação do nosso patrimônio natural.

Algumas dicas consideradas bastante simples pode colaborar e muito para a preservação do nosso habitat. Economizar energia elétrica

Plantar árvores

Use menos o carro

Reciclagem

Quando há economia de energia, há também redução da quantidade de água utilizada na demanda de produção de energia elétrica. Para poupar energia, um dos caminhos é evitar usar eletrodomésticos por longos períodos e aproveitar a luz do sol.

Todos sabemos que a vegetação diminui o índice de gases tóxicos na atmosfera quando realizam a fotossíntese. Plantar árvores nativas para a recuperação da nossa cobertura vegetal contribui para a manutenção da nossa biodiversidade, além de melhorar a qualidade do ar.

Os veículos à gasolina são responsáveis por produzir 71,6 milhões de toneladas de CO2 no Brasil, segundo pesquisa da Ecofrotas. Evite usar carro em situações desnecessárias. Andar a pé ou optar pela bicicleta são alternativas que não emitem gases tóxicos, além de fazer bem à saúde.

Separar resíduos como o papel, plástico, metal, vidro e lixo orgânico é um grande passo e facilita o trabalho das empresas de coleta seletiva. Esta prática evita a degradação do solo e o número de dejetos que será despejado nos aterros vai ser menor, pois terão a usina de compostagem como destino certo.

Economizar água Para economizar água existem várias maneiras e você pode começar em casa: instalado chuveiros e descargas econômicas, economizando tempo no banho, acumulando roupas e louças para lavar de uma só vez.

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ExpoZebu 2019

100 anos comemorados com grande público e alta movimentação financeira A previsão era de atrair cerca de 280 mil pessoas ao Parque Fernando Costa e Fazenda Experimental da ABCZ- Orestes Prata Tibery Júnior, em Uberaba – MG. O índice foi superado! Ao longo da ExpoZebu 2019, que aconteceu do dia 27 de abril ao dia cinco de maio, 291.456 visitantes passaram pela Exposição. Um crescimento de mais de 20% na comparação com a edição passada. Destaque também para a participação de visitantes internacionais, que mais uma vez foi recorde, com 17% a mais do que em 2018. Foram 603 estrangeiros interessados na genética do Zebu brasileiro, de 37 países, recepcionados no Salão Internacional da ExpoZebu. Outro grande destaque da feira fica com a quantidade de animais participantes. Entre zebuínos para julgamentos, controle leiteiro e exposição, foram 1.817 exemplares. Somados também animais em leilões, shoppings, equinos e muares, a ExpoZebu 2019 reuniu 4.094 animais. Números que também representam um crescimento na comparação com o ano anterior e comprovam a força do evento. A movimentação financeira com os leilões também cresceu. Em 28 remates Foto: Maria Gabryella Ribeiro

realizados nesta edição, o faturamento total de cerca de R$49 milhões. Neste valor ainda faltou a soma dos resultados de oito shoppings de animais que ainda não divulgaram o balanço. “Tudo que foi programado foi bem cumprido! A ExpoZebu 2019, além de, mais uma vez, realizar seu caráter técnico, foi uma grande confraternização internacional, nacional e municipal. Agradeço a todos os associados, parceiros comerciais, prestadores de serviço e, claro, a todos colaboradores da ABCZ, por essa grande dedicação. Agradeço também a população de Uberaba e a todos os visitantes nacionais e internacionais que prestigiaram nossa feira. Comemoramos nosso primeiro centenário e, sem dúvida nenhuma, começamos a escrever os próximos cem anos com uma feira histórica” destaca o presidente da entidade, Arnaldo Manuel Machado Borges.

Mais atrações A Expozebu 2019 contou ainda com a Feira de Gastronomia; Museu do Zebu; Concurso Leiteiro; ABCZ EquiShow; Dias

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de Campo; Ficebu; ABCZ Jovem; Entretenimento com cinco grandes shows nacionais que agitaram a temporada 2019: Marília Mendonça, Ferrugem, Gustavo Lima, Diego e Victor Hugo e Gustavo Mioto; Zebu 100 Fronteiras.

Recorde mundial e solidariedade Encerrando a programação desta edição, o ‘Zebu para Todos’ colocou a ExpoZebu 2019 no livro mundial dos recordes, o Guinness Book. Com um total de 4.778 quilos de Zebuiada, o recorde de maior quantidade de carne preparada de uma única vez em uma mesma panela agora é da ABCZ. Ao todo, 40 pessoas trabalharam por mais de oito horas para concluir a receita, que levou acém e coxão duro de Zebu. Mais que um recorde, o evento também representou a maior ação social realizada durante da feira. É que metade da Zebuiada foi doada para mais de 30 instituições de Uberaba. Além disso, o valor adquirido com a venda dos ingressos para o público em geral foi destinado ao grupo de Combate ao Câncer (Vencer) e à Organização dos Amigos Solidários à Infância e à Saúde (Oasis), ambos de Uberaba, além do Hospital de Amor, de Barretos (SP). Cerca de 10 mil ingressos foram vendidos.


Agrishow 2019

Negócios crescem 6,4% e alcançam R$ 2,9 Bilhões Completando 25 anos de sucesso, a Agrishow 2019 - Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, aconteceu do dia 29 de abril a 3 de maio, em Ribeirão Preto – SP. A Feira registrou uma alta na realização de negócios entre expositores e compradores de cerca de 6,4% em relação ao ano passado, o que representa um volume de R$ 2,9 bilhões. Por segmento, a intenção de compra de máquinas é: grãos, frutas e café (+5%), pecuária (+4%), irrigação (+35%) e armazenagem (-13%). Em termos de visitação, a Agrishow 2019 recebeu um total de 159 mil pessoas, em sua maioria, compradores e produtores rurais de pequeno, médio e grande porte, provenientes de todas as regiões do País e também do exterior. Para João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), essa foi a melhor Agrishow dos últimos dez anos. “Tivemos a presença do presidente da República, do governador e de vários ministros de Estado. Com a Agricultura 4.0, vivemos uma verdadeira revolução, através da robótica, inteligência artificial, internet das coisas que, embarcadas nas

máquinas e implementos, estão mudando significativamente o cotidiano do agronegócio e a produtividade no campo”, disse Marchesan. “Em seu Jubileu de Prata, a Agrishow 2019 fortaleceu, ainda mais, sua reputação de importante feira do agronegócio em nível mundial. Neste ano, esteve em destaque a conectividade e a tecnologia como aliadas para aumentar a produtivi-

dade e eficiência no campo e a incorporação de importantes segmentos da cadeia produtiva, como a área de insumos”, afirma Francisco Matturro, presidente da Agrishow. A 20ª Rodada Internacional de Negócios reuniu 15 compradores, procedentes da Argentina, Austrália, Chile, Colômbia, Etiópia, México, Nigéria e Peru, com 52 empresas brasileiras, em uma ação de promoção comercial que resultou em mais de US$ 32.926 milhões, entre negócios fechados e futuros para os próximos 12 meses. Esse valor representa alta de 60% em relação à mesma ação realizada na Agrishow 2018. Denominada Projeto Comprador, a Rodada Internacional de Negócios foi organizada pelo Programa Brazil Machinery Solutions, uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex -Brasil) e a ABIMAQ. A próxima edição da Agrishow será promovida de 27 de abril a 1 de maio de 2020.

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ASBIA conta novamente com Associação de Girolando em seu quadro A Associação Brasileira dos Criadores de Girolando vai integrar novamente o quadro de associados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial - Asbia. A parceria foi firmada durante reunião ocorrida na Megaleite 2019. Atualmente, o Girolando é a raça leiteira nacional que mais comercializa sêmen bovino no País, atingindo 526.755 doses vendidas em 2017, segundo o Index da Asbia. Para o vice-presidente da Girolando, Odilon de Rezende Barbosa Filho, a entidade retoma ao quadro de associados da Asbia para unir forças em defesa do setor. “Há uma grande demanda pela genética da raça não só no Brasil como no exterior e, com o apoio da Asbia, que fornece a cada trimestre aos associados informações estratégicas de mercado, poderemos traçar ações específicas para a expansão do Girolando em cada uma das regiões pesquisadas”. Com a entrada da Girolando, a Asbia passa a repre-

sentar 96% do mercado de genética bovina. O presidente da Asbia, Sergio Saud, destaca que essa união de esforços entre as entidades do setor é essencial no trabalho de fomento e defesa da pecuária nacional. “É muito importante que as entidades e empresas que atuam direta ou indiretamente com melhoramento genético, com inseminação artificial e com a pecuária mais tecnificada estejam próximas da Asbia, para que tenhamos maior representatividade junto aos governos e aos órgãos do setor. E a Girolando é uma entidade de grande representatividade, que conta com mais de 3 mil criadores associados, forte atuação no mercado externo e que tem feito um importante trabalho de melhoramento genético da raça”. Ainda de acordo com Sergio Saud, o mercado de genética segue aquecido, fechando o primeiro trimestre de 2019 com

elevação de 8,3% nas vendas de sêmen das raças leiteiras em comparação ao mesmo período do ano anterior. “Felizmente, este ano não tivemos problemas graves, como a greve dos caminhoneiros no primeiro semestre de 2018 que afetou as vendas. Esperamos manter o crescimento nos próximos meses”. No caso da raça Girolando, além de ser a maior vendedora de sêmen nacional é também responsável por 80% do leite produzido no Brasil. A associação conta em seu banco de dados com quase dois milhões de animais registrados. “O Girolando foi a primeira raça leiteira do Brasil a incluir a genômica em seu programa de melhoramento. Estamos investindo fortemente na melhoria genética da raça para viabilizar a pecuária leiteira para os produtores rurais, sejam eles pequenos, médios ou grandes”, finaliza o vice-presidente da Girolando.

REVISTA MERCADO RURAL

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A safrinha de milho deve registrar recuperação em 2018/19, para 68,5 milhões de toneladas, de acordo com a projeção de maio da consultoria INTL FCStone, após quebra no último ciclo. Uma expansão de 27% em relação à 2017/18, o que configura nível recorde.

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Exportações de milho devem avançar 30% com safrinha recorde

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aso a projeção se confirme, a produção final atingirá 96,8 milhões de toneladas, a segunda maior safra de milho da história, 19,9% superior ao volume do ano passado que foi de 80,7 milhões de toneladas. Além disso, as exportações também seriam estimuladas. A INTL FCStone espera que, em 2018/19, os embarques totalizem 32 milhões de toneladas, avanço de 29,2% em comparação com as 24,8 milhões de toneladas de milho exportadas no ciclo anterior. Desde o início do ano, o cenário externo de aumento da aversão ao risco, somado ao contexto político e econômico doméstico ainda incerto, tem suportado o par dólar/real. “Além da ampla oferta, as exportações brasileiras de milho devem ser beneficiadas pela

desvalorização do real em relação ao dólar”, avalia o analista de mercado da INTL FCStone, Lucas Pereira. A dinâmica cambial faz com que o milho brasileiro se torne mais competitivo no mercado internacional, sobretudo em relação ao produto norte-americano. Ademais, a produção volumosa irá abastecer também o consumo interno de milho. A INTL FCStone estima a demanda doméstica pelo cereal na temporada em 62 milhões de toneladas, 3,5% superior ao observado em 2017/18. “O preço do milho para embarque em agosto desse ano já é mais barato no porto de Paranaguá do que em Nova Orleans, nos EUA, em contraposição ao o que é normalmente observado”, explica o analista Pereira.


Exportação de Café

Cresimento e novo recorde

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Brasil bateu novo recorde mensal em volume na exportação de café. Em maio deste ano o país exportou 3,5 milhões de sacas, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído, de acordo com o Cecafé - Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. A receita cambial estimada é de US$ 416,2 milhões. O volume exportado representou um crescimento de 103,5% em relação ao mês de maio de 2018. O café arábica correspondeu a 80% do volume total das exportações o que equivale a 2,8 milhões de sacas. Já o café conilon atingiu 10,7%, com o embarque de 376 mil sacas, e o solúvel representou 9,3% das exportações, com 326 mil sacas exportadas. Comparando-se as exportações das variedades de maio de 2019 com maio do ano passado, os embarques de café conilon cresceram 707,1%; os de café arábica tiveram aumento de 95,5% e os de solúvel registraram crescimento de 35,2%. Para o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, a performance das exportações do café brasileiro segue muito positiva, apresentando ótimos resultados para o mês, para o ano e também no ano-safra, que se encerrou em junho. “Estamos batendo recordes históricos nas exportações

Foto: Sérgio Coelho/Arquivo Pessoal

de café brasileiro, atendendo à demanda dos nossos importadores com muita eficiência, qualidade e sustentabilidade. Nesse sentido, o crescimento também nas exportações para os principais destinos e nos embarques de cafés diferenciados reforçam ainda mais o crescimento do market share do Brasil e o desempenho na produção de café sustentável do país na cadeia do agronegócio”.

Destinos do café Os dez principais destinos de café brasileiro no ano-civil, janeiro a maio de 2019, foram: os Estados Unidos, Alemnha,

Itália, Japão, Bélgica, Turquia, Reino Unido, Federação Russa, França e Canadá, nesta ordem. Os Estados Unidos importaram 3,2 milhões de sacas de café, 18,7% do total embarcado no período. Já a Alemanha participou com 2,8 milhões de sacas importadas. O Canadá importou 363 mil sacas, o equivalente a 2,2% do volume de exportações. O Porto de Santos segue na liderança da maior parte das exportações no ano-civil de 2019, com 79,1% do volume total exportado a partir dele, correspondendo ao manejo de 13,3 milhões de sacas. Em segundo lugar estão os portos do Rio de Janeiro, com 12,3% dos embarques: 2 milhões de sacas.


MINAS NÃO QUER PERDER O TREM Roberto Simões Presidente do Sistema FAEMG

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Brasil começa, finalmente, a corrigir o erro de ter deixado há décadas suas ferrovias em segundo plano. O sucesso do leilão do trecho central da Ferrovia NorteSul, no mês passado, pôs fim às últimas dúvidas quanto ao interesse do capital privado na retomada desse modal de transporte. O leilão encerrou o jejum de 12 anos de concessões de vias férreas no país e sinalizou o começo de uma nova era de protagonismo ferroviário, movida pela realidade do comércio mundial de commodities e pela evolução dos modelos de participação privada nos investimentos em logística de transportes. Aos interesses de Minas Gerais, não podem passar despercebidos pelo menos três aspectos claramente realçados por esse evento. O primeiro foi a acirrada disputa entre dois dos maiores grupos brasileiros do transporte ferroviário, os grupos Rumo e VLI. Ambos se dispuseram a pagar elevados ágios para ampliar a participação que já têm na via, que começa a deixar de ser apenas um sonho das populações do Centro-Oeste e do Norte do Brasil. A vencedora foi a Rumo, empresa resultante da associação entre a Cosan e a América Latina Logística (ALL), com o lance de R$ 2,7 bilhões, o dobro do preço mínimo de R$ 1,35 bilhão. O segundo foi a participação da VLI, braço logístico da Vale, com lance de mais de R$ 2 bilhões (ágio de mais de 52%). Embora derrotada nessa disputa, a maior mineradora do Brasil e velha conhecida de Minas Gerais, de onde extrai, há quase 80 anos, a parte mais importante dos seus lucros, explicitou o seu interesse e a sua disposição de ampliar os seus investimentos em ferrovias. O terceiro e mais importante foi a percepção de que essa retomada das ferrovias, como solução óbvia para a competitividade das commodities brasileiras produzidas no interior do país, acabou por estabelecer uma corrida – bancada por interesses políticos e econômicos regionais – em direção aos portos do Norte. São tão boas as perspectivas de gigantes como a China e a Índia continuarem demandando proteínas vegetais e animais em escala que só países como o Brasil têm condições de atender, que tudo que favo-

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reça a nossa competitividade como fornecedor mundial se transforma em atraente oportunidade de investimento. É o que explica o atual interesse pelas ferrovias. Tanto é assim que, além da retomada de projetos como o da Norte-Sul, surgem iniciativas para se abrirem novas ferrovias destinadas a levar aos portos a produção das fronteiras agrícolas consolidadas do Brasil. É o caso, do projeto da Ferrogrão, que pretende construir uma via férrea de 933 km ligando Sinop (MT) ao porto de Mirituba (PA), no Rio Tapajós. O curioso é que, por se tratar de um empreendimento que parte do zero de infraestrutura (greenfield, no jargão do setor), governadores dos dois estados já pressionam Brasília para destinar ao projeto recursos a serem pagos à União pela mineradora Vale, relativos à outorga antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas. Ou seja, pleiteiam recursos que, por justiça, deveriam ser investidos em Minas Gerais, principalmente, e no Espírito Santo. E o pior para os mineiros é que querem usar esse dinheiro na construção de uma via férrea que, além de não ser a opção mais econômica para o país, pode condenar às calendas o Corredor Leste-Oeste – este, sim, opção muito mais racional e oportuna para o país, pois aproveita vias férreas já existentes e infraestrutura portuária de comprovada eficiência operacional. Partindo de Unaí e de Uberlândia, esse corredor liga as regiões do cerrado e do Triângulo ao porto de Vitória (ES). São ferrovias em operação que, para a formação do corredor,

demandarão investimentos bem menores. Além de obras de ampliação e adaptação do porto para receber e despachar a produção agrícola do centro do país, e de correções em trechos da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), que faz a ligação Unaí-Betim, será necessário um ferro-anel de contorno a Belo Horizonte, permitindo a ligação entre a FCA e a Vitória-Minas. Não se questiona a viabilidade econômica do corredor, já que a agropecuária de Minas tem dado provas incontestáveis de sua capacidade de resposta aos desafios da produtividade e se prepara cada vez mais para participar da manutenção do Brasil como protagonista do mercado mundial de proteínas vegetais e animais. Basta lembrar que, enquanto o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país não passou de 1,1% e o de Minas de 1,2% em 2018, o do agronegócio mineiro cresceu 3,55%. Para manter esse desempenho, Minas não pode ser aliada da disputa pelos corredores de exportação, sob pena de perder competitividade e de comprometer seu imenso potencial de crescimento. Urge que se mobilizem as lideranças empresariais e políticas do estado numa ação imediata e vigorosa para, sem dispersão de foco, garantir a ampliação e a modernização de sua infraestrutura de transporte. Da Vale, por exemplo, Minas não pode ficar apenas com os brumadinhos e marianas. Tem o direito de ir além e o dever de exigir parceria em igual proporção ao tanto que ela já retirou deste chão.

Vitória - Minas


Senado aprova regulamentação da equoterapia como método de reabilitação

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Lei 13.830, de 2019, que regulamenta a equoterapia como método de reabilitação de pessoas com deficiência, foi sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. A publicação no Diário Oficial da União ocorreu no dia 14 de maio de 2019. O texto aprovado é um substitutivo da Câmara dos Deputados (SCD 13/2015) ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 264/2010. A lei entra em vigor em 180 dias. A nova legislação determina que a prática de reabilitação será exercida por uma equipe multiprofissional, integrada por médico, médico veterinário e profissionais como psicólogo, fisioterapeuta e da equitação. A atividade, que utiliza o cavalo em abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação é voltada ao desen-

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Crédito imagem: Reprodução/Senado

volvimento biopsicossocial da pessoa centros de equoterapia somente poderão operar se obtiverem alvará de com deficiência. funcionamento da vigilânDesde que possuam curso específico na cia sanitária e devem ser '' área da equoterapia, responsáveis pelo atendiA nova legislação mento médico de urgênpoderão fazer parte da equipe pedagogos, determina que cia ou pela remoção para fonoaudiólogos, teraa prática de unidade de saúde, em peutas ocupacionais e caso de necessidade. reabilitação professores de educaO autor da proposta, será exercida ção física. senador Flávio Arns (Rede Outra exigência por uma equipe -PR), argumenta que a iné que deve haver o multiprofissional teração com o cavalo e o acompanhamento das '' ato de montar, desenvolve atividades desenvolvidas pelo praticante, por novas formas de socializameio de um registro ção, autoconfiança e auperiódico, sistemático e individualizado toestima. De acordo com o projeto, a das informações em prontuário. prática passa a ser condicionada a um De acordo com as normas sani- parecer favorável, com avaliação méditárias previstas em regulamento, os ca, psicológica e fisioterápica.


Plantas alimentícias não convencionais

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erralha, beldroega, capuchinha, caruru, taioba, mangarito, bertalha, chuchu de vento, peixinho, dente-de-leão, vinagreira, cansanção, araruta... Estes são alguns dos alimentos considerados não convencionais. Isso quer dizer que essas plantas não são assim tão conhecidas, ou já foram conhecidas em determinadas regiões, mas perderam espaço para as mais comumente utilizadas. De modo geral são rústicas e de fácil cultivo, apesar de algumas não serem facilmente encontradas. De acordo com uma publicação da Epamig – Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – existe uma pesquisa feita com grande parte de espécies não convencionais que está contribuindo para a reintrodução de algumas dessas espécies na alimentação do brasileiro, de acordo com a adaptação climática. “Hortaliças não convencionais – Saberes e Sabores” traz uma breve explicação sobre o que são as Panc além de receitas de todos os cantos de Minas Gerais, feitas com diversas plantas, como por exemplo, a Beldroega e a Vinagreira. Outro ponto a favor é que, por serem locais, elas são mais resistentes, dispensando assim o uso de agrotóxico. O termo Panc foi criado pelo biólogo Valdely Kinupp, professor na UFAM (Universidade Federal do Amazonas), e representa um trabalho de longa data que envolve a catalogação e descrição dos usos culinários de uma enorme e variada gama de plantas que usualmente não são consideradas como próprias para a alimentação. De acordo com Valdely, coautor do livro Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil (Editora Plantarum,

2014), estima-se que existam 10 mil espécies com potencial alimentício no país. Embora pareçam estranhas para a maior parte da população, chefs de cozinha renomados já adotaram as Panc. “Sabendo que determinada planta é comestível, você não a verá mais como mato. A verdade é que tudo foi PANC um dia. A alface, por exemplo, era conhecida como planta medicinal. Só depois de muitos anos que passaram a utilizá-la na salada, como espécie comestível”, afirma Valdely.

Nutrição

Capuchinha PANC Credito Portal Embrapa

Patrícia Uchoa, professora e consultora do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Ceará (Senac/CE), define as Pancs como usuais e explica que, apesar de elas possuírem ampla distribuição no território nacional, são, em geral, de uso regional, a exemplo da ora-pro-nóbis, em Minas Gerais, da chicória selvagem, no Amazonas, e do cumaru, no Ceará. “Chefs pesquisadores têm atuado na exploração dessa riqueza de ingredientes e aplicado nos restaurantes. No Ceará, ainda há passos curtos, mas tem se desenvolvido um trabalho.” Segundo a estudiosa, a monguba, que substitui a castanha, a taioba, que pode fazer as vezes da couve manteiga, o espinafre-africano, o jatobá e o cumaru-doCeará, também conhecido como baunilha cearense é ideal para aromatizar biscoitos, bolos, cervejas e molhos, são encontrados no Estado. Araruta PANC

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Pupunha

Palmeira se destaca como matéria-prima do palmito e na preservação de árvores nativas A pupunha é uma palmeira originária da região amazônica que permite a extração do palmito de forma sustentável e econômica. Entre os produtos florestais não madeireiros, a produção de palmito a partir da pupunha tem se destacado como alternativa viável para preservar espécies nativas da Mata Atlântica e como fonte de renda para pequenos e médios produtores. Segundo a Embrapa, o Brasil é um dos maiores produtores e consumidores de palmito do mundo. Em 2018, o país exportou mais de 291 toneladas de palmito, volume que rendeu ao país o montante de US$ 1,64 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura. Os registros apontam que o hábito de consumo de palmito a partir da Juçara existe desde o período colonial com os indígenas e populações ribeirinhas. Segundo o pesquisador da Embrapa Florestas, Álvaro Figueredo, a comercialização do palmito produzido a partir da Juçara foi intensa até meados da década de 1970, mas perdeu força como matéria-prima depois da introdução da pupunha, que leva menos tempo para produzir o palmito. “A palmeira Juçara sempre foi matéria-prima para preparar aquele palmito

que vem envasado no vidro. Mas, o que ocorreu com essa palmeira? Ela é unicaule, quer dizer, quando corta ela morre e há necessidade de ser feito outro plantio. E ela só vai estar pronta para um novo corte dentro de três, quatro anos. Então, com essa exploração começou a diminuir a oferta da palmeira Juçara na Mata Atlântica”, explicou Figueredo. A escassez da Juçara levou os agricultores a buscarem outras alternativas de produção de palmito. E a fonte veio de outro importante bioma brasileiro: a Amazônia. Na floresta amazônica, o açaí foi a solução encontrada para substituir a palmeira da Mata Atlântica. E ainda na década de 1980, começaram os trabalhos com a pupunha, nativa da Amazônia Peruana. “A vantagem da pupunha é que ela é uma palmeira que tem um caule específico, que perfila e forma filhotes, igual a uma bananeira. Então, é possível o produtor cortar essa palmeira ao longo do ano e de vários anos. Enquanto a Juçara demora em torno de três anos pra ter um palmito disponível, a pupunha leva a partir de 15 meses de idade”, explicou o pesquisador. Outra característica da pupunha destacada por Figueredo é que ela não escurece, podendo ser comercializada in

Credito Imagem: Ministério da Agricultura

natura, o que despertou o interesse de chefs de cozinha para diversificar o cardápio dos restaurantes. A Embrapa estima que o Brasil tenha em torno de 30 mil hectares de palmito plantados, sendo que 20 mil hectares são de pupunha. Há registro de grupos trabalhando com a nova palmeira em Santa Catarina, Paraná, Vale do Ribeira (SP), Goiás e Bahia, entre outros.


Carne: conheça substituições saudáveis

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alimentação do ser humano é baseada no consumo de produtos de origem animal e as pessoas crescem acreditando que estes são as únicas fontes para manter a vida saudável. No entanto, a reposição dos nutrientes presentes na carne, como proteína, ferro, vitaminas do complexo B entre outros podem ser encontrados nos alimentos de origem vegetal. No caso específico da vitamina B12, o mercado hoje disponibiliza alimentos enriquecidos, como os leites e iogurtes, além da possibilidade de fazer a reposição por meio de cápsulas, afirma Anderson Rodrigues, diretor da Vida Veg, uma das maiores empresas

produtoras de alimentos à base de vegetais do país. No cardápio de quem deseja fazer a transição para uma alimentação livre de carnes deve haver legumes, verduras, frutas, tubérculos, grãos integrais como aveia, chia, linhaça, quinoa e também as oleaginosas, que são as castanhas. De acordo com o Guia Alimentar de Alimentação Vegetariana para Adultos, da SVB, quando bem planejadas, como toda alimentação deve ser, as vegetarianas promovem o crescimento e de-

Leguminosas e sementes Grão-de-bico, todos os tipos de feijões, ervilha, lentilha, soja e favas são ótimos substitutos da carne, fontes de proteína vegetal, vitaminas e minerais, como o ferro. Sementes de chia, linhaça, girassol e gergelim fornecem boas quantidades de proteína, ômega-3 e vitaminas do complexo B. O gergelim é também excelente fonte de cálcio.

Verduras e cereais integrais O arroz, a aveia, o amaranto, o trigo, a quinoa e o centeio, assim como as leguminosas, são boas fontes de proteína vegetal, fornecem vitaminas do complexo B, ferro e fibras. Couve, brócolis, escarola, rúcula e agrião são ricas em ferro. Estes também são excelentes alimentos para substituir o consumo de carnes.

Oleaginosas e Tofu Castanhas, amêndoas, nozes, avelãs e macadâmias, são ricas em gorduras insaturadas, proteínas, fibras e antioxidantes. Além disso, são fontes das vitaminas E e do complexo B e de minerais como zinco, potássio, manganês, ferro, cobre e selênio. Já o Tofu, obtido a partir da soja fermentada, é rico em proteínas e minerais, como cálcio, fósforo e magnésio.

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senvolvimento adequados e podem ser adotadas em qualquer ciclo da vida, inclusive na gestação e na infância.


Mercado de Origem: investimento com propósito Nascido com o intuito de fortalecimento dos produtores rurais, permitindo que estes vendam seus produtos direto ao consumidor final sem a necessidade de um atravessador, por meio da implantação de um equipamento de infraestrutura urbana aliado a uma completa estratégia de apoio gerencial, logístico e tecnológico, incluindo e-commerce, o Mercado de Origem assim que começou sua comercialização já demonstrou ter em sua essência a maior característica de um verdadeiro mercado: ser construído e transformado de acordo com seus lojistas. O Mercado de Origem é um empreendimento da Fundação Doimo, referência nacional em empreendedorismo social. A Fundação promove todo o apoio necessário ao desenvolvimento das mais variadas atividades econômicas, urbanas

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e rurais, desde sua concepção, identificando demandas específicas de cada empreendedor. A partir disso, oferece acesso ao conhecimento técnico-profissional de gestão financeira, marketing, formatações jurídicas, logística e mecanismos que possibilitem a interlocução otimizada de fabricantes, produtores ou importadores dos produtos e, principalmente, o cliente final. Com essa filosofia aliada a um projeto de arquitetura de alto padrão, em uma localização privilegiada com alto poder aquisitivo, o Mercado Origem rapidamente se transformou no queridinho de empreendedores jovens e dinâmicos que viram no Mercado a oportunidade de investir em um negócio com ‘propósito’, palavra-chave para uma geração que vê no trabalho não apenas uma forma de ganhar dinheiro e sim uma chance de contribuir

para uma vida melhor para todos. Sem perder seu objetivo original, o Mercado de Origem viu seu mix de lojas que já havia sido idealizado para atender à toda a família, passando por gastronomia, lazer, compras e serviços - dar um salto inovador com a vinda de empreendimentos extremamente criativos e antenados com o que há de mais moderno no mundo do entretenimento e da gastronomia.

Marco Pamerai - Grupo Jangal


Empreendedores que já demostraram a força de suas ideias como Pedro Guerra da Casa do Sol, Frederico Giacomini e Marcos Panerai do Grupo MAF, Rodrigo Cacici do Rokkon e Marly Leite, do Laticínios Senzala, são alguns exemplos dessa leva de empresários que está mudando a cara da economia do país e viu no Mercado de Origem o lugar ideal para expandir seus negócios. A Casa do Sol, por exemplo, é hoje a maior empresa de entretenimento infantil de Minas Gerais, com um portfólio de serviços inédito no Brasil. Pedro Guerra, idealizador da empresa, explica porque irá investir no Mercado de Origem: “A Casa do Sol se identifica com a autenticidade e originalidade da proposta do Mercado de Origem, vimos aqui o local ideal para realizar nosso projeto de fazer o maior e mais inovador espaço de entretenimento infantil indoor do estado. O Mercado traz também todas as condições de estrutura, já que nos oferece três andares integrados e o Rooftop, onde ficará nosso circuito de aventura, a localização estratégica e o público-alvo bem direcionado de acordo com nosso Target, foram fundamentais para a escolha.” Assim também é o pensamento de Frederico Giacomini e Marco Panerai, dois dos idealizadores de um Grupo que há cinco anos inaugurava em BH os bares Jângal, Bar Revelação e Melhor Bar de Paquera da capital, segundo a Veja Comer & Beber BH.

Pedro Guerra - Casa do Sol

O Gilboa, casa noturna focada em coquetelaria e música ao vivo, o Laicos, um pub informal e descolado e a empresa de eventos Jângalove. Para Panerai “Os conceitos inovadores do Mercado de Origem casaram perfeitamente com os bares do grupo e a aproximação dos produtores rurais e comércios familiares com o público final e com outros comércios dentro do próprio mercado, é uma iniciativa que vai muito além do espectro econômico”. Já Giacomini aposta que “o conceito do Mercado de Origem já é sucesso na Europa e em outros países do primeiro mundo” e acredita que “o modelo será um retorno à cultura de gerações anteriores de forma inovadora, é uma ode ao relacionamento humano acima do relacionamento econômico.” O Mercado de Origem conquistou Rodrigo Cacici do Rokkon – pioneiro em culinária japonesa em BH, líder em delivery de Minas Gerais. Com 23 anos de história, o Rokkon evolui com a cidade, mudando o foco para delivery e produção para grandes eventos exclusivos, um novo posicionamento que catapultou o faturamento da empresa.“O Mercado de Origem é um empreendimento completo e grandioso, exatamente o que o público procura, tudo em um mesmo lugar, atendendo a vários momentos do consumidor. O público tradicional do Rokkon migrou para a região do entorno do Mercado Origem. Vemos aqui o momento oportuno para expandir o Rokkon”, diz Cacici.

Rodrigo Zanotti - Rokkon

Em outra frente, Marly Leite, ganhadora do prêmio Super Ouro no Salão Mundial do Queijo, na França explica que “a preocupação do Mercado de Origem em ser o local de escoamento da produção rural familiar vai totalmente ao encontro da maior revolução que está acontecendo no Brasil, em termos dos pequenos produtores, que é a valorização, por meio da implantação da DOP - Denominação de Origem Controlada, dos produtos produzidos em pequena escala, mas de alta qualidade.” A DOP identifica a relação entre características geográficas, climáticas e até culturais de uma região com os produtos nela fabricados, tornando-os únicos no mundo. Estes são só alguns exemplos do que podemos esperar. O Mercado de Origem já conta com mais de 50% de ocupação definida, apesar de sua comercialização só ter começado há seis meses. Segundo o Empreendedor, o local contará, além de lojas especializadas na comercialização do agronegócio, espaços de alto nível para atender à toda a família: espaço para as crianças, com a já citada Casa do Sol, bares e restaurantes, Decoração, espaço Pet, espaço Beleza, Escola de Gastronomia, espaço Multiuso para eventos e outros serviços, tudo para tornar a experiência de “fazer a feira da semana” um evento especial.

Frederico Giacomini - Grupo Jangal

REVISTA MERCADO RURAL

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INFORME PUBLICITÁRIO

Liderança e expansão no varejo agropecuário Toda história de sucesso começa com pessoas unidas, dispostas a dar o primeiro passo. A história da Rede do Campo, a primeira rede de lojas agropecuárias do Sudeste brasileiro, não poderia ser diferente. Atentos à importância da união e da perseverança no campo para o desenvolvimento econômico, social e ambiental, empresários uniram-se em 2010 com uma proposta associativista: potencializar a competitividade e as oportunidades de crescimento no segmento agropecuário regional. Após 9 anos, a Rede do Campo está presente nos segmentos de agricultura, pecuária, fertilizantes, rações, máquinas,

implementos, assistência técnica, linha pet e tudo que o produtor rural precisa para prosperar. Hoje são 34 lojas, presentes em 33 cidades do Sul e Centro-oeste de Minas Gerais. O sucesso foi alcançado graças ao modelo associativista que, muito mais do que comprar em conjunto, mostra o caminho certo através do planejamento estratégico, bem definido e revisado periodicamente, e proporciona grande troca de experiências e aprendizado aos associados. Através do projeto Multiplicadores, promovem o desenvolvimento de líderes

e um trabalho de motivação constante com os mais de 500 colaboradores das lojas associadas. Com o planejamento de marketing, grandes parcerias são estabelecidas com as maiores marcas do agronegócio, em uma relação nutrida de confiança e crescimento mútuo. Em plena expansão, a Rede promove oportunidades de desenvolvimento para toda cadeia produtiva do agronegócio e visa ser referência no setor, em Minas Gerais, até 2020, como sinônimo de associativismo, inovação e excelência. Com os olhos de um menino atento ao futuro e a expertise de uma rede es-

truturada, a Rede do Campo não para por aqui. Estudos para a viabilização da criação de um e-commerce, do centro de distribuição e de marca própria já estão em desenvolvimento.

“Hoje, a Rede do Campo é muito mais que uma associação de lojas. É uma família, que os sóciosfundadores criaram trazendo um laço de amizade e empreendedorismo para todos da Rede.” – Roberto Augusto Gonçalves Andrade (Diretor de Marketing)

A Rede do Campo, líder no ranking do varejo agropecuário segue em franca expansão!


Nossas lojas. AGROPASTRE (35) 3731-2487 ANDRADAS ACÃOCHEGO (35) 3736-1657 CABO VERDE AGROMAX (35) 3463-1420 BUENO BRANDÃO AGROPECUÁRIA BANDEIRANTE (35) 3742-1311 BANDEIRA DO SUL AGROPECUÁRIA VIEIRA (35) 3654-1126 GONÇALVES AGROTÉCNICA (35) 3292-5856 ALFENAS BASE AGROPECUARIA (35) 3857-2553 CAMPO DO MEIO CANTINHO DA ROÇA (35) 3821-2905 LAVRAS CASA AGRÍCOLA (37) 3322-1624 FORMIGA CASA DA RAÇÃO (35) 3561-2397 CARMO DO RIO CLARO CASA DA RAÇÃO (35) 3564-1700 CONCEIÇÃO DA APARECIDA CASA DA RAÇÃO (35) 3563-1547 BOM JESUS DA PENHA CASA DA RAÇÃO (35) 3523-1111 ALPINÓPOLIS CASA DO AGRICULTOR (35) 3465-2209 MONTE SIÃO CASA DO PRODUTOR (35) 3343-1800 BAEPENDI CASA DO VAQUEIRO (35) 3831-2987 CAMPO BELO CELEIRO (35) 3021-8806 PASSOS COOPERATIVA VELHA (37) 3341-2000 ITAPECERICA FARMÁCIA DO BOI (37) 3322-1246 FORMIGA G.A. PEREIRA (35) 3461-1340 BOM REPOUSO G.A. PEREIRA (35) 3462-1127 ESTIVA G.A. PEREIRA (35) 3431-1873 CAMBUÍ IMPÉRIO RURAL (37) 3351-2220 ARCOS NA ROÇA AGROPECUÁRIA (35) 9 9224-0057 MARIA DA FÉ PARAFERTIL (37) 3231-6787 PARÁ DE MINAS PASTO BOM (35) 3741-1033 BOTELHOS PEREIRA & NABAK (35) 3232-1222 TRÊS CORAÇÕES PRODUTTIVA (35) 3851-1246 BOA ESPERANÇA RODRIGUES AGROPECUÁRIA (35) 3571-3204 MUZAMBINHO RODRIGUES AGROPECUÁRIA (35) 3573-1364 MONTE BELO SONHO VERDE (37) 3333-1410 CARMÓPOLIS DE MINAS TRATO BOM (35) 3361-1187 ITANHANDÚ TRATO BOM (35) 3364-1789 POUSO ALTO VENDAGRO (35) 3452-1375 CAREAÇÚ

34 lojas em 33 cidades no Sul e Centro Oeste de Minas

(35) 3297 2368 rededocampolojas

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www.redecampo.com.br


MEIO AMBIENTE Serviço Florestal Brasileiro

Expansão do manejo sustentável de florestas nativas Atualmente, pouco mais de um milhão de hectares de floresta nativa pública está sob concessão florestal. São 17 contratos em seis florestas nacionais situadas nos estados do Pará e Rondônia. A ideia é que a produção de madeira em áreas de concessão aumente 20% nos próximos quatro anos. O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) quer ampliar a produção de madeira proveniente de áreas sob concessão florestal de áreas nativas. Um dos principais objetivos do sistema de concessão florestal é gerar produtividade, renda e empregos mantendo a floresta nativa em pé. A concessão respeita as áreas de preservação permanente às margens dos rios, córregos. Então, é uma atividade que envolve bastante planejamento, identificação das árvores, cuidados na construção de infraestrutura, de pontes de acesso para minimizar ao máximo o impacto dessa atividade e manter a floresta em pé, explica o gerente-executivo de Monitoramento e Auditoria Florestal do SFB, José Humberto Chaves. A concorrência pública da concessão florestal envolve uma série de etapas, desde identificação das áreas, a realização de várias audiências

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públicas envolvendo a comunidade local até o processo de seleção e contratação da concessionária. Os contratos firmados com o Serviço Florestal têm sido de 40 anos. Todas as árvores da floresta nativa pública que têm interesse ou viabilidade comercial são identificadas e inventariadas. Em uma área de um hectare da floresta amazônica, espaço que equivale a um campo de futebol, existem geralmente 700 árvores com diâmetro acima de 10 cm, contudo, apenas as que tem diâmetro acima de 50 cm podem ser colhidas no manejo sustentável.

Benefícios ambientais e sociais Os recursos arrecadados por meio da concessão florestal são distribuídos entre o Serviço Florestal Brasileiro, que fica com o chamado valor mínimo anual de 30% do valor de contrato; o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que recebe 40%; os estados e municípios, com 20% cada, e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal, que fica com outros 20%. A atividade legal gera oportunidade dos municípios e estados acessarem os recur-

Credito imagem: MAPA

sos oriundos dessa a arecadação, que podem ser usados em outras políticas e projetos que atendam aquela comunidade do entorno da floresta, disse José Humberto. O Serviço Florestal Brasileiro desenvolveu algumas ferramentas de monitoramento, como o sistema de rastreabilidade da madeira produzida. Cada tora e segmento extraídos das árvores é cadastrado no sistema e rastreados até as unidades industriais ou outros locais de produção. O órgão ainda está alinhando um acordo de cooperação com o Centro Gestor e Operacional do Sistema de

Proteção da Amazônia (Censipam) para desenvolver pela primeira vez um sistema de identificação da exploração seletiva a partir de imagens de radar. A vantagem do radar é que ele permite a visualização da área mesmo em períodos do ano que apresentam intensa cobertura de nuvens. Segundo SFB, a extração ilegal de madeira compete diretamente com a concessão florestal e gera desequilíbrio e concorrência desleal no preço da madeira comercializada para o consumidor, além de provocar frustração fiscal com a perda de receitas que seriam recolhidas pelo Estado.


Megaleite 2019 R$30 milhões arrecadados e 70 mil visitantes

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aior estado produtor de leite do Brasil, Minas Gerais recebeu nos últimos dias milhares de visitantes de várias regiões e de outros na 16ª edição da Exposição Brasileira do Agronegócio do Leite, a Megaleite 2019, realizada de 19 a 22 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte-MG. O evento teve registro de movimentação financeira estimada em R$ 30 milhões, R$5 milhões acima da edição anterior, e a participação de mais de 80 empresas expositoras. Outro evento que terminou com bom resultado financeiro foi o “1° Dia de Bons Negócios”, ocorrido no dia 20 de junho. As 12 empresas Parceiras Premium e Master da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando fizeram um dia inteiro de promoções para os participantes da Megaleite. A ação terminou com negócios estimados em mais de R$1,5 milhão. De acordo com o presidente da Girolando, Luiz Carlos Rodrigues, os números reafirmam a Megaleite como a maior exposição de pecuária leiteira da América Latina. “A grande qualidade genética dos animais e as inúmeras tecnoDiretoria da Girolando na Megaleite 2019

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logias disponíveis têm atraído a cada ano mais e mais produtores do Brasil e de outros países para a Megaleite. Continuamos sendo referência mundial em genética bovina de Girolando graças ao criterioso trabalho de seleção dos criadores e essa qualidade da nossa pecuária leiteira pôde ser constatada nos animais expostos na Megaleite”.

Tecnologia e eventos As tecnologias desenvolvidas para a pecuária leiteira assim como os cerca de 1800 animais expostos na Megaleite, além de diversas outras atrações, chamaram atenção do público. Este ano, a feira recebeu 67 mil visitantes, vindos inclusive de países como Belize, nação que pela primeira vez participou da Megaleite; Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Índia, México e Panamá. A mini fazenda da Megaleite, que contou com mini animais de várias espécies, atraiu milhares de crianças e adultos.

Campeã do Torneio Leiteiro

A feira ainda contou com uma série de palestras técnicas, audiência pública sobre as Instruções Normativas 76 e 77 que preveem critérios para os processos envolvendo a produção do leite, lançamento do Sumário de Touros e Sumário de Vacas Girolando 2019 e do Anuário Leite 2019 – Embrapa Gado de Leite, dentre outros eventos. O grupo Girolando Mulher teve seu primeiro encontro na feira e reuniu mais de 60 produtoras rurais e profissionais do setor, vindas de várias regiões do Brasil, que debateram sobre os desafios da mulher na pecuária leiteira.

Competições O 30º Torneio Leiteiro Nacional de Girolando terminou com três novos recordes de produção. A vaca Girolando 1837 Ametista Mountfield Tannus bateu o recorde da categoria e sagrou-se Grande Campeã da Megaleite 2019. De propriedade de Délcio Vieira Tannus, ela produziu um total de 291,170 kg/ leite e média de 97,057 kg/leite, superando o recorde anterior de 90,180kg/leite, que vinha desde a Megaleite 2016. Além de ser Grande Campeã de Produção, ela foi a Grande Campeã de Composição do Leite. Outro recorde foi na categoria Novilha CCG 1/2 HOL + 1/2 GIR. Salobo Penelope III FIV

produziu um total de 267,460 kg/leite, com média de 89,153 kg/leite, batendo o recorde anterior da Megaleite (86,020 kg/ leite-2018) e o recorde nacional (87,952 kg/leite-2016). De propriedade de Hebert Lever José do Couto, Salobo conquistou o título de Campeã Novilha Geral. A Novilha CCG 3/4 HOL+ 1/4 GIR, Naja Glenn Ann 0721 Santa Luzia, também foi recordista da sua categoria com uma produção total de 195,580 kg/ leite e média de 65,193 kg/leite, superando o recorde anterior de 59,020 kg/leite. Naja pertence ao expositor Hebert Lever José do Couto. As raças Gir Leiteiro e Guzerá também tiveram torneios leiteiros e os resultados podem ser consultados nas respectivas associações de raça. Na raça Girolando, o Grande Campeão foi Novake Octane Delib, do expositor Eugênio Deliberato Filho, e a Grande Campeã Aurora Gold Dust 585 TL da Querença, do expositor Rodrigo Lauar Lignani. Entre os animais da composição racial CCG 1/2HOL + 1/2GIR, a Grande Campeã foi Iage Sanchez Vilarejo 1880 FIV, do expositor Isaac Soares Aureliano/ Tandara Soares Aureliano. Já na composição racial CCG 3/4 HOL + 1/4 GIR o Grande Campeão foi Aquiles Expander FR Recreio, da expositora Mila de Carvalho Laurindo e Campos, e a Grande Campeã foi J.E.L.Rancho Grande Mr Orly FIV, do expositor Isaac Soares Aureliano/Tandara Soares Aureliano.


Minas Gerais tem agora valor referência para o leite Crédito imagem: Portal Faemg

O valor referência servirá de parâmetro para as negociações de preços entre produtores e indústrias e será atualizado mensalmente.

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aiu o primeiro valor referência para o leite na história de Minas Gerais. O cálculo era um pleito antigo do setor, e se tornou possível com a criação, em dezembro, do Conseleite Conselho Paritário entre Produtores de Leite e Indústrias de Laticínios. Para o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, “o Conseleite é uma demanda antiga para que os produtores possam ter a referência do valor da matéria-prima que compõe toda a cadeia láctea em Minas Gerais. Estávamos ansiosos e aguardando essa reunião de hoje, que é o pontapé para trabalhar com esses valores. O ganho é ter um preço justo para o leite”. O litro do leite padrão entregue em abril e pago em maio foi calculado em R$ 1,2774 e o leite entregue em maio, a ser pago em junho, foi taxado a R$ 1,3061. Além do valor referência para o leite padrão, a plataforma digital do Conseleite gera valores personalizados a cada produ-

tor, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e pelo volume de produção diário individual. “É um momento histórico. Após 22 meses de estudos, o valor referência trará uma relação mais harmônica à cadeia, com transparência nos dados de custos de produção dos pecuaristas e custos de transformação da indústria. A partir dessa base, os números podem ser personalizados para a realidade produtiva de cada propriedade. Será também estímulo à qualidade e ao aumento de ganhos dos produtores”, ressalta o presidente do Sistema Faemg, Roberto Simões.

Benefícios ao produtor A parceria entre produtores e indústria garante maior equilíbrio e transparência na formação de preços do mercado. Com um valor referência, o produtor tem melhores condições de negociar as entregas do leite, reduzindo conflitos. O valor tam-

Plataforma on line Através do site www.conseleitemg.org.br o produtor insere as informações produtivas tais como volume médio diário e análise da qualidade do leite. A plataforma está em funcionamento desde o dia 16 de maio. 48 48

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bém permite sinalizar variações de preços para o mês seguinte, possibilitando maior planejamento de seus negócios. Vale ressaltar que o leite padrão tem 3,30% de gordura; 3,10% de proteína; 400 mil células somáticas por ml; 100 mil ufc/ml; produção individual diária de até 160 litros/dia.

Cálculos Os valores-referência são obtidos com base em informações de comercialização, faturamento, volume de vendas, cálculos do custo de produção do leite e sistemas de criação repassadas pelas indústrias e pelos produtores à Universidade Federal do Paraná. A partir daí, são feitos cálculos matemáticos e divulgadas médias dos queijos, leite UHT, manteiga, doce de leite, requeijão, creme de leite e outros derivados. O valor referência servirá de base para o mercado, mas o preço real alcançado por produtor depende ainda de outros aspectos, como volume e qualidade de produção, a distância e a qualidade da estrada de acesso à propriedade rural, o tipo de ordenha, sua fidelidade junto ao laticínio e outros adicionais.


ECONOMIA

Empréstimo financeiro: observar alguns aspectos é muito importante Há sempre aqueles momentos em que gastos extras aparecem e o orçamento não consegue cobrir as despesas. Uma saída que muitos encontram, para resolver de forma mais rápida, é recorrer aos empréstimos. Mas será que essa é a melhor saída? O que deve ser feito para evitar problemas futuros com a contratação da nova dívida? De acordo com o Banco Central do Brasil, até abril deste ano o país possuía 1.800 agências entre brancos, sociedades, conglomerados e cooperativas, onde é possível realizar a solicitação de empréstimo. São muitas as opções de empréstimos e com elas, muitas taxas de juros diferentes. Calculadora na mão

A melhor instituição

Levantamento de gastos

Nessa hora é importante ter em mãos calculadora, papel, caneta e, claro, muita calma. Afinal, pegar um empréstimo é a única solução? É possível juntar o dinheiro de outra forma? Se for, é aconselhável que junte o dinheiro necessário e não contrate o  empréstimo, evitando pagar juros desnecessariamente. Segundo o  Portal de Finanças Konkero, entre os bancos privados, o que oferece menor taxa de juros do mercado  para  empréstimo  pessoal atualmente cobra 1,44% ao mês. Em contrapartida, no que diz respeito às cooperativas de crédito, a taxa de juros sempre busca competir com as instituições comerciais.

Depois de avaliar todas as possibilidades e verificar que realmente é necessário contrair um empréstimo, deve-se procurar uma instituição financeira que melhor lhe atenda. Conversar com o gerente de seu banco para  saber o que ele pode oferecer é uma boa dica. Também pesquise no mercado, em bancos concorrentes, financeiras e agora, também, crédito pela internet. Leia tudo que for possível, informação nunca é demais.

Avalie suas despesas e mesmo que você não consiga economizar o suficiente para  resolver sua situação, precisará que sobre dinheiro no fim do mês para quitar o empréstimo. Um  dos grandes erros das pessoas ao pegar  um  empréstimo  é não  fazer  as contas direito. Uma dica é juntar as contas que são semelhantes para saber o que vale mais a pena. Existem situações em que parcelar, ou até mesmo pagar atrasada, a fatura do cartão, pode gerar menos juros do que no montante final de um empréstimo. Cortar gastos e fazer substituições pode ajudar. Diminuir as idas a bares e restaurante e optar por marcas de produtos mais baratas pode gerar uma boa economia.

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Expocachaça

Sucesso de público na 29ª edição da Expocachaça

A capital mineira, Belo Horizonte, sediou do dia 06 ao dia 09 de junho a 29ª Expocachaça e 13ª BrasilBier. O evento contou com 200 expositores de todo o país e apresentou centenas de destilados produzidos no Brasil, além de palestras e workshops com especialistas. A feira, voltada para produtores, comerciantes e apreciadores da cachaça teve ainda 12 atrações musicais e um concurso de degustação às cegas, que premiou as melhores bebidas em nove categorias diferentes. A edição deste ano reafirmou todo o potencial da feira e da cachaça no mercado nacional conforme frisa o presidente da Expocachaça, José Lúcio Mendes. “Além da bebida, também trouxemos para o evento toda a cadeira produtiva da cachaça com equipamentos, insumos e serviços. E já estamos trabalhando para trazermos novidades para 2020. A 30ª edição será especial”. A Sicoob Divicred e a Associação Nacional de Produtores de Cachaça de Qualidade (ANPAQ) assinaram convênio durante a Expocachaça. Tal convênio tem por objetivo liberar para o setor de cachaça uma linha de crédito com análise de crédito e taxas diferenciadas, além do lançamento do selo de qualidade da ANPAQ.

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Premiação de degustação às cegas O concurso foi coordenado por Lorena Simão, do LABM – Laboratório Amalize Maria, e Renato Frascino, coordenador de diversos cursos de bebidas e técnico sensorial de alimentos e bebidas, e Renato Costa, presidente da ABS – Associação dos Someliers do Brasil. Trata-se da 8ª Avaliação com Degustação às Cegas e Classificação das Cachaças dos Expositores premiou produtores de todo o país em nove categorias. Na categoria Brancas Puras a cachaça Lagos do Vale faturou medalha de ouro e as cachaças Charmosa Sense, Da Quinta, Jeceaba Clássica, Magos de Minas Prata, Mandaguahy Original, Maria das Tranças Prata, Matriarca, Sagrada, Serra Morena e Tropeira do Vale ficaram com a medalha de prata. Na categoria Descansadas, as cachaças Seleta Mix e Fazenda Jeremias Prata foram agraciadas com a medalha de prata. Na categoria Carvalho Francês, os cachaças Ipueira, 3 Fortuna, Água de Arcanjo Ouro, Boutt, Bylaardt Premium, Cortarelli Carvalho, Refazenda, Rein e Xanadu Ouro levaram prata. O bronze ficou com a Lagos do Vale.

Em Carvalho Americano, a Cachaça Do Conde ficou com ouro e a prata foi para Moendão Ouro, Paramirim e Regui Brasil. As cachaças Tellura Amburana, Capão da Palha, Decisão, Harmonie Schnaps Bálsama e Mata Limpa Ouro levaram o ouro na categoria Madeiras Brasileiras. A prata ficou com Amada Grápia, Bem Me Quer Bálsamo, Brisa Umburana, Casa Bucco Amburana, Do Conde, Bom Tápparo Amburana, Giuseppe Ferdinando Nesi Ouro, Sagrada Amburana, Seleta e Weber Haus Bálsamo. Em Extra Premium e Armazenada acima de três anos, oito cachaças levaram o ouro: Bylaard Extra Premium, Antonio Benedetti, Bento Albino, Fogo da Cana 12 anos, Guaraciaba Extra Premium, Imperador Reserva Tereza Cristina, Refazenda Extra Premium e Santa Rosa Special. Na categoria Bebidas Alcoólicas por Mistura com Cachaça a prata ficou com Rainha da Cana – Milho Verde, Original D’Minas – Marula e Santo Mel. O Blends de Madeiras premiou com ouro as cachaças Do Anjo, Barril 12, Pátria Amada Carvalho e Cumaru, Prosa Mineira Reserva e Velho Alambique. A prata ficou com Alambique de Minas Ouro e Leandro Batista. E, na categoria Outros Destilados Produzidos no Brasil, a prata ficou com Guaaja Tiquira Carvalho. Os dados são de Igor Basilio, do portal Segs.

BrasilBier Quem passou pela feira também pode conferir a 13ª edição da BrasilBier, a feira de cervejas artesanais com a proposta de destacar os atributos, benefícios e os diferenciais competitivos das cervejas artesanais brasileiras. O evento também recebeu uma programação com palestras na Carreta Alambique Escola, uma parceria com a Empresa Truck Van.


Bebidas Sweet Melina

O drink à base de café que é pura sofisticação À base de café, o drink Sweet Melina, leva em sua composição mel, suco de pêssego, vinho branco e água tônica rose. O resultado é uma bebida surpreendente e sofisticada. A criação é de Igor Salles, Head Barista da Café do Moço em Curitiba, uma das principais casas de cafés especiais

da capital paranaense. Igor Salles já foi finalista do Campeonato Brasileiro de Baristas e da competição Coffee in Good Spirits. Preparar o Sweet Melina não tem nenhum segredo. A receita veio especialmente para a Revista Mercado Rural.

Faça e surpreenda-se Para o drink é necessário, 35 ml de redução de pêssego, 100 ml de café, 100 ml de café filtrado na aeropress, 5 ml de mel, 30 ml de vinho branco e 20 ml de água tônica Rose. Prepare o café filtrado na aeropress com mel. Depois adicione a redução de pêssego, o vinho branco e 3 ou 4 pedras de gelo. Coloque a bebi54

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da na taça e finalize com a água tônica Rose. Decore a borda da taça com mel e açúcar demerara.   Pronto! Um drink sofisticado e delicioso que vai agradar aos paladares mais exigentes e apurados.  


XIII Festival de Gastronomia Rural de Itapecerica atraiu 20 mil pessoas O XIII Festival de Gastronomia Rural de Itapecerica aconteceu de 21 a 23 de junho, no fim de semana que sucedeu o feriado de Corpus Christi. Mais uma vez, o tradicional evento, sucesso de público e de crítica em suas edições anteriores e aperfeiçoado a cada ano, atraiu milhares de pessoas, cerca de 20 mil, tanto itapecericanos quanto turistas de diversas regiões. Realizado pela Prefeitura, o evento aconteceu no cen-

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tro da cidade e ofereceu ao público e aos comerciantes uma estrutura e organização de primeira qualidade. O Festival de Gastronomia Rural de Itapecerica é, hoje, uma das principais referências no gênero gastronômico em toda Minas Gerais. O Festival ofereceu o melhor da verdadeira e autêntica culinária da roça mineira, com mais de 50 pratos diferentes, cervejas artesanais, vinhos e cachaças, muita música cai-

pira da melhor qualidade; fomentou o turismo, aqueceu a economia do município e proporcionou ao público momentos de degustação, alegria e confraternização. Destaque para o grande show As Galvão, realizado no domingo, dia 23. Tudo aconteceu em um ambiente temático cuidadosamente decorado a fim de que os participantes se sentissem como se estivessem realmente na zona rural. “Está difícil escolher as palavras para descrever a satisfação que sinto pelo êxito absoluto do XIII Festival de Gastronomia Rural de Itapecerica. Foi uma festa extraor-

dinária, sucesso de público e de crítica, recorde de vendas, destaque em termos de estrutura, organização e decoração. Desde quando foi iniciado, e principalmente no encerramento, uma chuva de elogios ao evento chegou até mim. Foi gratificante demais ver a alegria no rosto das pessoas, o encantamento provocado pela festa. Modéstia à parte, foi realmente tudo maravilhoso, reafirmando o Festival como uma das principais referências no gênero gastronômico em toda Minas Gerais”, declarou o prefeito de Itapecerica, Wirley Reis, o Têko.


receita

Linguiça cuiabana

O nome faz lembrar a capital Cuiabá, mas a linguiça cuiabana surgiu no interior paulista, na cidade de Paulo de Faria, região de São José do Rio Preto, e se espalhou pelo estado de São Paulo e em cidades de outros estados. Na receita há variações, mas é constituída originalmente de carne bovina, mais especificamente corte traseiro. Essa linguiça também leva leite, cheiro verde e pimentas. Nesta receita apresentamos uma versão com queijo. A linguiça também pode ser feita com carne de porco e de frango. Assada, a cuiabana fica deliciosa. Veja só como fazer em casa.

Ingredientes 3 quilos de contra filé em cubinhos 1 quilo e meio de gordura de ponta de peito picada 1 litro e meio de leite 1/2 quilo de queijo mussarela em cubos 1 maço de salsinha picada 1/2 maço de cebolinha picada 25 gramas de sal Pimenta e ervas à gosto: orégano, manjericão, louro, noz moscada. Tripa para colocar os ingredientes

Modo de fazer Misturar todos os ingredientes e deixar descansar para pegar tempero, por 30 minutos. Depois basta encher a tripa com a massa pronta e levar para assar.

REVISTA MERCADO RURAL

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AUTOMÓVEIS Conseguimos completamos uma lista de alguns dos menores veículos do mundo. Alguns nem parecem que existem de verdade. A pesquisa original foi feita com 22 veículos muito pequenos, por Christopher McFadden, em outubro do ano passado. Aqui no Brasil, quando pensamos em carro pequeno, O Ford KA ou o 500 podem vir à mente, mas há veículos muito menores. O DIY de Austin Coulson é um exemplo. Seu comprimento é de 1,26 metros e foi produzido pela primeira vez em 2014. Ganhou o recorde do Guinness para o menor carro de estrada do mundo em 2014.

Fonte Wikimedia Commons

Peel P50 JULHO2019 2019 JULHO

Pulga de Prata

Apenas 14 Brutsch Mopetta’s foram produzidos a partir de 1956. Este modelo mede 1,7 metro de comprimento e foi construído por Egon Brutsch. Este pequeno carro de um só lugar foi construído para a Exposição Internacional de Bicicleta e Motocicleta de 1956. Depois de uma ótima resposta, Egon passou a fazer mais 13 deles. Ele tem um motor de dois tempos ILO de um cilindro e ronca com 2,3 cavalos de potência . O Dardo Goggomobil se parece com um carro de brinquedo. Era um conversível micro-carro de fibra de vidro que foi produzido na Austrália pela Buckle Motors. O Dart foi baseado no chassi e nos componentes mecânicos do microcarro alemão Goggomobil. Ele foi alimentado por um motor de dois tempos, montado na parte traseira e com dois cilindros, disponível nas versões de 300 cc e 400 cc. Com 1,8 metro de comprimento, foi produzido pela primeira vez em 1959. Fonte Wikimedia Commons

DYI de Austin's Coulson

“A pulga de prata”. Assim foi chamado o Fuldamobil N. de 1950 e com quase 1,4 metro de comprimento, foi produzido pela Elektromaschinenbau Fulda GmbH de 1950 a 1969. Os primeiros modelos tinham molduras de madeira feitas à mão que eram revestidas de peles de alumínio sobre painéis de madeira compensada. Fonte Buch-t Wikimedia Commons

Fonte Guinness World Records

Dardo Goggomobil

A Peel P50 parece metade de um carro. O ano da primeira produção foi em 1962 e este tem 1,372 metro de comprimento. Deteve o título do Guinness Book of World Records de “Smallest Production Car” por mais de 50 anos.

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Fonte Stephen Foskett

Conheça 5 dos menores veículos do mundo

Mopetta


DICAS DA AGROSID

Os desafios na criação dos potros

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riar um potro não é uma tarefa fácil e exige muita atenção e cuidados do criador. Nas horas iniciais do nascimento é extremamente importante garantir que este potro faça a ingestão do colostro adequadamente, a fim de obter imunidade. O cavalo é um animal que desenvolve cerca de 80% durante o primeiro ano de vida. A falta de uma alimentação adequada pode comprometer em definitivo o crescimento e o desenvolvimento. Nas primeiras 18 horas de vida o intestino do potro tem mais permeabilidade e isso favorece um nível maior de absorção dos anticorpos. Ao nascer o animal deve receber nas primeiras horas de vida o colostro, leite rico em anticorpos e fundamental para a imunização do animal que deve ser ingerido até 6 horas após o nascimento, a fim de se imunizar contra diversas infecções. O potro, duran-

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te a primeira semana de vida, deve ser alimentado com leite, de preferência de três em três horas. Estudos indicam que há em torno de 8 a 10% de perdas de potros lactentes neste período por falta de manejo adequado, descuidos com higiene e erros alimentares. O fator que mais evidencia esta porcentagem é a ingestão inadequada de alguns nutrientes. Além do cuidado em oferecer o colostro nas primeiras 18h, é importante proceder corretamente a desinfecção do coto umbilical, observar a defecação duas a três horas após o parto para eliminação do mecônio; ter instalações adequadas, estabelecer um programa adequado de vermifugação a partir do primeiro mês de vida e de vacinação a partir do quarto mês de vida; oferecer alimentação que atenda às exigências nutricionais e fazer o desmame gradativo.

Alimentação e nutrição De acordo com a técnica de equinos, Luzilene Araujo de Souza, “o programa nutricional deve ser composto por alimentos balanceados de acordo com a exigência da fase e que contenham em sua formulação, aditivos como pró e prebióticos que irão auxiliar no equilíbrio da microbiota intestinal, propiciando melhor digestibilidade e aumento na disponibilidade dos nutrientes, redução de microrganismos patógenos, menor ocorrência de resistência bacteriana e consequentemente uma melhor resposta imune”. Luzilene afirma ainda que outro importante aditivo é o Ômega 3-DHA “que possui ação antiinflamatória, auxilia nas defesas do organismo, no desenvolvimento neonatal e no comportamento do potro, tempo de lactação e aprendizado”.


TURISMO

Museu Nacional do Cavalo Mangalarga

Conheça mais sobre a raça numa cidade acolhedora em Minas

Credito de imagens: ABCCMM/Arquivo

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ocalizada na Praça da Matriz, no centro da cidade de Cruzília, Sul de Minas Gerias, a casa que pertenceu à Fazenda Bela Cuz, uma das fazendas pilares da raça, abriga uma síntese da história do Mangalarga, apresentado por meio de acervo, vídeos e texto, o desenvolvimento da raça no Brasil. Suas especificidades e diferencias, a lida cotidiana e outros aspectos estão retratados na exposição de longa duração, que revela a

Conheça Cruzília Cruzília oferece hospedagens pequenas, mas aconchegantes. Com cerca de 18 mil habitantes, a cidadezinha tem suas peculiaridades: religiosidade, hospitalidade, amor pelos cavalos e também pelos queijos. O turismo rural em Cruzília atrai cada vez mais visitantes que se encantam, principalmente com o Museu do Mangalarga Marchador. Cruzília fica a 65 quilômetros de São Lourenço, no Circuito das Águas. Está distante de Belo Horizonte, capital de Minas, 395km e da capital São Paulo 328 quilômetros.

importância do cavalo e da região onde surgiu esta raça que se espalhou e cativou apaixonados em todo mundo. O Museu é uma realização da Fundação Barão de Alfenas, fundado em 2006 para tornar realidade um sonho compartilhado entre os criadores da raça, e da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador. A origem da raça se deu em Cruzília, mais precisamente na Fazenda Campo Alegre que

foram feitos os primeiros cruzamentos das éguas Crioulas. Isso concomitantemente ao desbravamento do Brasil Colonial, na consolidação das fazendas e cidades do interior de Minas Gerias, São Paulo e Rio de Janeiro. Nessa época foram exaltadas as qualidades do cavalo Mangalarga Marchador, que teve expressiva influência na história brasileira ao participar de todos os seus ciclos econômicos, seja como meio de transporte ou tração, moeda de troca ou mercadoria.

Sala Barão de Alfenas

Nesta sala estão os artigos usados por cavaleiros da época: berrantes, selas, chapéus por exemplo. Há um vídeo explicativo sobre as principais diferenças entre as subdivisões das raças: Mangalarga e Mangalarga Marchador.

Sala O Cavalo Neste espaço está relatada a história de Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas. Foi ele quem começou a criação do cavalo Mangalarga Marchador em Cruzília.

Sala Seleção Funcional

O museu

Sala O Território e Sala ABCCMM No século XVIII, os cavaleiros europeus que se instalaram na cidade foram importantes, pois contribuíram na escolha dos cavalos reprodutores. Esta etapa aprimorou a raça.

Alguns detalhes preciosos da raça Mangalarga Marchador estão no Museu Nacional, como objetos, mobiliário, documentos, troféus, fotografias, vídeos e outros artigos. Tudo está dividido em setores.

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Neste ambiente estão os vídeos do pesquisador Rodolfo Magalhães. O material explica todos os detalhes sobre os animais e todo o temperamento envolvido em sua marcha.

Sala A Lida

As antigas fazendas de Cruzília estão expostas nesta sala. Videos mostram o interior das propriedades e contam mais desta história cheia de detalhes. O Museu fica aberto de terça a domingo, das 10h às 17 horas, a entrada no Museu é uma contribuição voluntária.


seção pet Conheça algumas raças que têm a versão mini Quando se fala em pet logo vem à cabeça animais fofos e pequenos. Uma boa opção para quem mora em apartamento, os cães pequeninos são ótimos companheiros e, apesar do pouco tamanho, podem assumir o papel de cão de vigia com facilidade, dependendo de sua raça. Há cachorros pequenos por natureza e também as versões miniatura que são cruzamentos diversos entre cães de variados portes. Com peso máximo por volta de 10 quilos quando adultos e tamanho que gira em torno de 40 centímetros, comprimento das patas até os ombros, os cachorros pequenos exigem pouco espaço para viver e são mais fáceis de transportar.

Chihuahua O Chihuahua é um dos mais leves, pesando, no máximo, cerca de 4 quilos na sua fase adulta. Sua altura atinge até 15 centímetros e sua expectativa de vida gira em torno de 13 anos. Originária do México, a raça é bastante amável e ciumenta, valorizando cada momento ao lado do dono. Embora seja considerado entre os menores cães do mundo, tendo exemplares da raça que chegam a pesar menos de 1 quilo, o Chihuahua é bastante alerta e corajoso, enfrentando cachorros bem maiores.

Poodle Toy

Schnauzer Miniatura

O Poodle Toy é uma ótima escolha para quem deseja um cachorro pequeno em casa. Dócil, brincalhão e muito carinhoso, o cão da raça é do tipo que adora passar tempo dando e recebendo carinho de seus donos. Extremamente inteligente, o Poodle Toy pode ser adestrado com bastante facilidade, inclusive para latir menos. Fiel, costuma estar sempre atento a qualquer tipo de ameaça quando próximo a seus proprietários, e é tido como um companheiro excelente para toda a família. Com expectativa de vida de até 15 anos, o cão da raça pesa cerca de 4 quilos na sua fase adulta, medindo entre 25 e 28 centímetros.

Resultado do cruzamento entre o Schnauzer Standard e o Affenpincher, o Schnauzer Miniatura tem todas as características de seus antecessores, só que em versão menor, incluindo a longa barba e as sobrancelhas arqueadas. Vivendo cerca de 15 anos, os cães da raça atingem até 35 centímetros quando adultos, pesando entre 6 e 8 quilos na maioria das vezes. Muito ciumento, o Schnauzer Miniatura pode se tornar agressivo com pessoas ou animais desconhecidos que se aproximem demais de seus proprietários; no entanto, são bastante dóceis e de fácil socialização com um pouco mais de tempo para se acostumar.

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seÇão exótica Cisnes as aves que representa o amor Arquétipo de beleza e do amor eterno, o cisne é um animal que tem apenas um parceiro ao longo de sua vida. De tamanho maior do que os patos têm pescoço longo e fino, uma das características mais marcantes. Pode medir até 1,5 metro de altura e pesar até 15 quilos, no caso dos machos, e até 11 quilos no caso das fêmeas. Suas asas são longas e brancas, numa combinação que as torna de uma beleza extraordinária quando abertas. A origem deste animal está localizada na Ásia Central e na Europa, embora quando o inverno chega, eles migrem para a África, Coréia ou Índia, pois não resistem ao frio. Em algumas destas migrações, vários espécimes chegaram à América do Norte e se estabeleceram, e hoje são uma das espécies estabelecidas no país. São aves que gostam de estabilidade e preferem se instalar em um só lugar, seja no lugar onde põem ovos ou em outro local que escolhem, levando em conta vários fatores. Como é uma ave rústica, o cisne se adapta bem a diferentes condições climáticas. O importante é que o local de criação apresente um lago com água de boa qualidade. O preço de um cisne-negro pode variar entre R$ 2,5 mil a R$ 3,5mil e o de brancos de R$ 6 mil a R$ 8 mil.

Alimentação e reprodução Devem se alimentar de ração balanceda e vegetais. Os comedouros devem ser suspensos e instalados à beira do lago ou do tanque artificial, ao alcance da ave, sem que ela necessite sair da água para se alimentar. O ideal é que haja uma cobertura para evitar que a comida fique exposta ao sol e à chuva, evitando a fermentação dos alimentos. O cisne inicia o período de reprodução aos três anos de idade. O branco tem uma postura por ano, que gera sete ovos, e o negro de três a quatro posturas, entre três e cinco ovos em cada uma. A fêmea é responsável pelo choco dos ovos em ninhos feitos com a própria penugem da barriga e do peito, instalados perto da água ou até em buracos na terra úmida. Ela também gosta de juntar palha e galhos, sendo a taboa um dos materiais preferidos para fazer ninhos. Em 35 dias, os filhotes nascem cobertos de penugem e, pouco depois, já começam a nadar e a mergulhar. Foto ProDesign studio

Cisne de bewicki

Cisne Negro

Cisne Pequeno

Cisne-branco

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Tipos de cisnes

Há diversas espécies de cisnes, sendo que os do hemisfério norte apresentam plumagem branca, enquanto que os do hemisfério sul apresentam, muitas vezes, plumagem colorida. Podem apresentar também bicos diferentes, alguns de coloração vermelha, outras amarela, alguns com uma excrescência carnuda e negra na base, outros sem. Dentre as espécies conhecidas encontram-se Cygnus atratus, conhecido como cisne-negro; Cygnus melanocorypha, conhecido como cisne-de-pescoço-preto; Cygnus olor, conhecido como cisne-branco; Cygnus buccinator, conhecido como cisnetrombeteiro; Cygnus columbianus, conhecido como cisne-pequeno; Cygnus bewickii, conhecido como cisne-de -bewick e o Cygnus cygnus, conhecido como cisne-bravo, ou cisne-selvagem.

Foto Dmitry Abduraimov

Cisne Trombeteiro


EVENTO/dia de campo Dia de Campo e Shopping de animais Tabapuã GIS No dia 29 de junho aconteceu o 1º Dia de Campo e Shopping de Animais Tabapuã GIS, na fazenda Machado, em Dores do Indaiá - MG. O evento foi um sucesso e contou com a presença de 242 pessoas de 25 cidades mineiras. A raça Tabapuã estava em destaque mostrando toda sua funcionalidade, tanto na raça pura quanto nos seus cruzamentos. Aconteceram três palestras e no final um lindo desfile dos animais com um belo churrasco. O 2º dia de campo já ficou agendado para junho de 2020.

Giselle de Sá e Sergio Germano

Giselle de Sá e Isnei Faria

Giselle de Sa Pinto Gontijo

Giselle de Sá, Sergio Germano e Mariana Aurora

Simone Barbosa, Padre Antônio e Luciana.

Marcelo José, Giselle de Sá, Laura Silva e Andreia Marcia Carla Adriana, Mariana Aurora, Giselle Sa, Claudio Manuel e Sérgio Germano

Giselle de Sá , Maria Célia de Sá Pinto Gontijo e Sérgio Germano

Helbert Fiuza e Giselle de Sá

Hannah Lacerda, Carlos Augusto, Tatiana Silva, Jordana Paiva, Mariana Aurora e Giselle de Sá

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Rodrigo César e Giselle de Sá


EVENTO/social/exposição

Herdeiros: Prévia Nacional 2019 Em clima de esquenta para a Nacional, a exposição Herdeiros da Raça, promovida pelo Núcleo da Grande BH também foi outro acontecimento importante destes seis primeiros meses do ano. A Herdeiros aconteceu de 1 a 7 de abril de 2019.

Marcos Pontes, Daniel Borja, Jair Bolsonario, Gilson Machado Neto, Bernardo Junqueira e João Vita Fragoso Fotos: Aladim Zenith

O Mangalarga Marchador celebra o bom momento. A maior raça de cavalos do Brasil fecha o semestre com 17.500 associados registrados na Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM). A tradicional entidade, localizada nas dependências do Parque da Gameleira, comemora em 16 de julho de 2019, durante a 38ª Exposição Nacional do MM, 70 anos de história. O Presidente da Associação, Daniel Borja está animado com as comemorações. Ele convidou em 11 de junho de 2019, o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, para comparecer no evento. O encontro aconteceu no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF). Participaram da reunião, Marcos Pontes, Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Gilson Machado Neto, Presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur); Dr Bernardo Junqueira, advogado e o Dr João Vita Fragoso, criador e vice-presidente do Conselho Superior da ABCCMM.  

Foto: Acervo ABCCMM / F99

ÚLTIMAS DO MARCHADOR

Franklin Evangelista, Yuri Semansky e Alexandre Monteiro

Adolfo Géo, Daniel Borja, Yuri Semansky, José Silvestre de Araújo e Rafael Moreira

Rafael Moreira, Adolfo Géo Filho e Yuri Semansky Engler

João Monteiro, Adolfo Géo Filho, Jonas Oliveira, Hélio e Miguel Medrado


GIRO RURAL Marcha das Margaridas abre financiamento coletivo para chegar a Brasília Maior ação latino-americana de mulheres do campo, da floresta e das águas chegará à capital federal nos dias 13 e 14 de agosto. A Marcha das Margaridas, ação feminista que reúne mulheres do campo, da floresta e das águas, levará 100 mil mulheres para denunciar os retrocessos dos direitos sociais, em curso no Brasil, e propor políticas públicas que respeitem o meio ambiente, promovam a produção de alimentos saudáveis e garantam vida digna e livre de violência às mulheres. Hospedada na plataforma benfeitoria.com/marchadasmargaridas a campanha oferece contrapartidas para

apoiadoras e apoiadores, a partir de R$ 20 de colaboração. Organizações e movimentos podem ter contrapartidas de visibilidade e parceria nas redes sociais e durante a manifestação, que reúne mulheres de todos os estados em atividades abertas ao público. Apresentado pela atriz, cantora e apoiadora Letícia Sabatella, o vídeo de chamada da campanha está disponível no Youtube e também para download, juntamente com outros materiais de divulgação para redes sociais, no diretório público da Marcha das Margaridas.

Acadêmicos de Agronomia confeccionam terrários e minijardins Com o objetivo de ensinar a decorar pequenos ambientes, a professora da Fazu - Faculdades Associadas de Uberaba, Paula Caroline Silva Moura, ministrou aulas práticas para alunos da disciplina de Plantas Ornamentais e Paisagismo do curso de Agronomia. Foram construídos terrários abertos, minijardins e vasos de cimento com suculentas e cactos. As peças foram distribuídas pelos setores da faculdade. Ao longo do semestre novas peças serão confeccionadas.

De acordo com a professora, o objetivo foi aplicar alguns dos conhecimentos adquiridos de forma teórica, fazer uso das tendências atuais do paisagismo e ainda observar a aceitação do público-alvo quanto aos produtos. Os minijardins e terrários têm ganhado espaço pela praticidade e beleza versátil para decorar qualquer ambiente. Em geral são feitos com espécies de cactos e suculentas, plantas resistentes e que requerem pouca manutenção.

Como melhorar a gestão da água na fazenda Agricultores em todo o mundo estão sob pressão para otimizar a eficiência do uso da água. O Brasil, mesmo sendo uma potência no que se refere à disponibilidade de água em seu território, vem encontrando problemas com a escassez hídrica nos últimos anos. No entanto, hoje os produtores já podem contar com tecnologias que ajudam na gestão hídrica e colaboram com aumentos significativos de produtividade. É o caso da irrigação por gotejamento, sistema que entrega água e nutrientes na raiz das plantas, melhorando sua eficiência e garantindo safras mais produtivas. “A produtividade da água é um método moderno utilizado para mensurar a quantidade de água, em milímetros, aplicado na produção de uma tonelada de qualquer alimento. O cálculo leva em conta a interação de dois fatores muito importantes: a produtividade e o volume de água aplicado pelo agricultor”, explica Cristiano Jannuzzi, Gerente Agronômico Mercosul da Netafim/Amanco. A irrigação inteligente, que alia gota a gota com a nutrirrigação, reduz até 50% no consumo da água, e aumenta a produtividade de 100% em alguns casos. Isso significa que a produtividade da água pode ser de 65% a 95% maior neste sistema.

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GIRO RURAL Seminário debate agropecuária em ambientes com restrições hídricas

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ais de 300 participantes acompanharam o evento na Semana da Integração Tecnológica, em Sete Lagoas – MG, no dia 22 de maio. Com o objetivo de orientar e ajudar os agricultores a mudar essa realidade, foi realizado o seminário Estratégias de Convivência na Agricultura

Os participantes, muitos deles vindos de caravanas do Norte e Nordeste do estado, puderam saber mais sobre diversas tecnologias que auxiliam na convivência com a seca. Como, por exemplo, a utilização de sorgo e palma forrageira na alimentação complementar do gado. Outra tecnologia apresentada foi o sistema Integração Lavoura e Pecuária Seminário SIT Crédito Guilherme Viana (ILP), que atua na recuperação das pastagens. Os produtores também foram orientados sobre a conservação da água e do solo. Entre as ações sugeridas estão a proteção de nascentes e a construção de bacias de captação de águas de chuvas. As bacias de captação promovem a infiltração de água no solo, contribuindo para a manutenção da vazão nos córregos e rios, além de garantir o abastecimento em Ambientes com Restrições Hídricas. humano, a oferta de água para os aniO encontro fez parte da programação da mais e a manutenção de pequenas cul12ª Semana da Integração Tecnológica turas durante quase todo o ano. (SIT), em Sete Lagoas.

Geração de energia a partir da palha da cana-de-açúcar Com o objetivo de auxiliar a indústria para o aproveitamento desse potencial, pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) estudam a emissão de compostos clorados durante a combustão, gaseificação e pirólise da palha de cana-de-açúcar.

composição contra apenas 0,02% do bagaço. Esse teor elevado pode propiciar a formação do ácido clorídrico (HCl), por exemplo, e corroer as tubulações de vapor utilizadas durante a combustão.

A palha da cana-de-açúcar possui um potencial para geração de energia similar ao do bagaço, porém, ao invés do reaproveitamento, sua destinação mais comum é o descarte no campo de colheita ou a queima. Apesar do conteúdo energético similar ao do bagaço, a palha da planta apresenta um teor de cloro entre 0,1% e 0,7% de sua

Para dar início a uma nova fase do estudo em 2019, após o fim da etapa de revisão bibliográfica, o IPT instalou dois equipamentos em escala laboratorial que avaliam o rendimento energético e também a emissão de poluentes gerada nos processos de pirólise, combustão e gaseificação em resíduos agrícolas.

Missão à Ásia acelera discussões em relação a suco de laranja A Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) participou entre os dias 8 e 17 de maio da missão brasileira organizada pelo Ministério da Agricultura (MAPA) e Ministério das Relações Exteriores (MRE), e que poderá abrir mais espaço para o suco de laranja nacional no mercado chinês. Em paralelo às negociações do governo brasileiro, o diretor-executivo da entidade, Ibiapaba Netto, esteve reunido com entidades locais que mostraram intenção de apoio aos pleitos brasileiros, o que pode acelerar os entendimentos. “O governo tem feito a parte dele, que é levar o assunto para discussão com o governo chinês e nós temos feito a nossa construindo alianças locais”, explica Netto. O tema em questão é a chamada “tarifa de temperatura”, um gatilho que é disparado caso o suco chegue à aduana chinesa numa temperatura mais quente dos 18 graus Celsius negativos. “A tarifa de importação literalmente dispara de 7,5% para 30%, o que é muito ruim”, explica o diretor. Segundo ele, isso inviabiliza investimentos em terminais locais para receber o produto a granel, que é entregue entre 8 graus Célsius negativo e 10 graus Célsius negativos no caso do Suco Concentrado (FCOJ) e 0 graus e 2 graus positivos para o suco em sua diluição natural (NFC). REVISTA MERCADO MERCADO RURAL RURAL REVISTA

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GIRO RURAL

Curitiba: capital nacional dos cafés especiais

Mais de 800 xícaras de café consumidas por pessoa no Brasil em 2018. Esse número, que posiciona o país como segundo maior consumidor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, tem projeções ainda mais otimistas: de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), até 2021 o país deve estar no topo dos maiores consumidores de café, posição que já ocupa quando o assunto é produção e exportação. Segundo a Abic, no ano passado, o consumo chegou a 21 milhões de sacas, um crescimento de 4,80% se compa-

rado ao ano anterior, de acordo com o novo formato de medição da Associação.

Referência em cafés especiais Se o Brasil desponta como referência no consumo de cafés, os curitibanos têm grande participação nisso. Não à toa, Curitiba é considerada a capital dos cafés especiais, abrindo espaço para tipos diferenciados de maturação, preparo e expansão de novas casas, conquistando ainda mais consumidores e apreciadores da bebida

Brasil: 4º maior produtor mundial de tilápia

A

espécie que encabeça a lista dos peixes de água doce mais produzidos no Brasil, atingindo 400.280 toneladas em 2018, 11,9% a mais que em 2017, de acordo com dados divulgados em 2019 pelo anuário Peixe BR da Piscicultura. Atualmente, de acordo com o Censo Agropecuário 2017, do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia -, há mais de 455 mil unidades de criação de organismos aquáticos em todo o país. O Sul segue na liderança com 273.015 estabelecimentos, responsável por 60%, Sudeste (57.074), Nordeste (48,881), Norte (48.286) e Centro-Oeste (28,285). Os cinco estados líderes em produção de tilápias são Paraná (123 mil toneladas), São Paulo (69.500 t.), Santa Catarina

(33.800 t.), Minas Gerais (31.500 t.) e Bahia (24.600 t.), que juntos produzem cerca de 70% de toda tilápia nacional. O país é o quarto maior produtor de tilápias do mundo, atrás da China (1,86 milhão de toneladas), Indonésia (1,25 milhão t.), Egito (860 mil t.) e à frente de Filipinas (330 mil t.) e Tailândia (250 mil t.). De acordo com a FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - o mundo produziu 84 milhões de toneladas de peixes de cultivo em 2018 e o objetivo é superar 100 milhões de tonelada em 2025. A tilápia foi responsável por 6 milhões de toneladas em 2018 e o Brasil contribuiu com aproximadamente 400 mil tonelada, representando 6,67% do total global.

agenda RURAL DATA EVENTO

CIDADE

UF

Londrina

PR

16 a 27 de julho 38ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador

Belo Horizonte

MG

22 a 26 de julho 73º Curso de Noções em Morfologia e Julgamento de Zebuínos

Uberaba

MG

23 a 25 de julho AveSui e EuroTier

Medianeira

PR

30 de julho a 01 de agosto Congresso Aviação Agrícola

Sertãozinho

SP

04 a 10 de agosto

Foz do Iguaçu

PR

09 de agosto 10º Dia dos Citros de Mesa

Cordeirópolis

SP

12 a 14 de agosto

IX Congresso Andav 2019

São Paulo

SP

13 a 17 de agosto

Agroleite

Castro

PR

17 a 25 de agosto

ExpoGenética

Uberaba

MG

24/08 a 01/09

Expointer

Esteio

RS

09 a 12 de setembro EXPOSIBRAM

Belo Horizonte

MG

24 a 26 de setembro Expomeat 2019

São Paulo

SP

SETEMBRO

AGOSTO

JULHO

15 a 19 julho

72

24 a 27 de setembro JULHO 2019

XIV Curso de Vigor em Sementes de Soja

7th GGAA - Greenhouse Gas and Animal Agriculture Conference 2019

16° Congresso do Meio Ambiente Poços de Caldas

MG


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Revista Mercado Rural  

Edição 31 - Julho 2019

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