Page 1

Junho 2013 • n°7

Criações exóticas: Gecko Leopardo Expozebu Superagro Aprenda a fazer: Minhocário

O empresário do ramo imobiliário, Veloso e sua aposta promissora para as pistas:

Javante do Nilo


Lotes em condomínio fechado às margens do lago de Furnas

PORTARIA 24 HORAS

• Portaria 24h inspirada no Arco do Triunfo

portaria 24 horas

• Infraestrutura completa • Complexo de lazer

marina exclusiva

• 193 mil m² de área verde

Heliponto e marina exclusiva

Espaço gourmet

LIGUE AGORA E SURPREENDA-SE COM O PREÇO

INFORMAÇÕES E VENDAS

0800 037 5379 www.GRUPOPGV.com.br

Quadra poliesportiva, salão de jogos e quadra de tênis

O MAIS COMPLETO DO BRASIL

• Praças temáticas

COMPLEXO DE LAZER

LIGUE AGORA E SURPREENDA-SE COM O PREÇO

CRECI 20083

Piscina com bar molhado

CRECI 20083

Sistema de segurança com portaria 24 horas

INFORMAÇÕES E VENDAS

0800 037 5379 www.GRUPOPGV.com.br

O MAIS COMPLETO DO BRASIL


Parceria é isso. Onde todos veem números, a gente vê você, produtor rural.

Só quem está por perto pode ver além dos números e oferecer as melhores soluções para você.

CADA VEZ @bancodobrasil

2

Banco do Brasil, o maior parceiro do produtor rural.

/bancodobrasil

Central de Atendimento BB 4004 0001 ou 0800 729 0001 • SAC 0800 729 0722 Junho 2013 Ouvidoria BB 0800 729 5678 • Deficiente Auditivo ou de Fala 0800 729 0088

Junho 2013

3


38

Editorial

O empresário do ramo imobiliário, Veloso e sua aposta promissora para as pistas:

Queridos amigos e companheiros

Ano II - nº VII - Junho - 2013

do Mercado Rural, chegamos finalmente a edição que consideramos uma das

Redação Unique Comunicação e Eventos Av. Barão Homem de Melo - 4.500/324 - Estoril BH/MG - Tel.: (31) 3653-0633 unique@uniquecomunicacao.com.br

mais importantes do ano. O segundo semestre está recheado de eventos do agronegócio brasileiro e a revista Mercado Rural estará presente em todos eles,

Editora e jornalista responsável Amanda Ribeiro - MT10662/MG amanda@uniquecomunicacao.com.br

divulgando o melhor conteúdo do mercado rural brasileiro. E nessa importante edição, não poderíamos deixar de trazer matérias de agradável leitura para

Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 9198-4522

vamos ensinar como fazer um minhocário em sua propriedade rural. Nossos articulistas abordaram temas de grande relevância para o pecuarista como a doença papilomatose bovina, a doença Na seção personagem, entrevistamos o conceituado criador da raça Campolina, Henrique

Diagramação Fábrika Comunicação Integrada

Salvador, que contou sobre sua trajetória na raça em 42 anos de criação.

Assinaturas Unique Comunicação e Eventos

empresário do Grupo PGV, que agora aposta nesse belíssimo exemplar da raça Mangalarga Mar-

Em nossa capa destacamos o animal Javante do Nilo, de propriedade de Adevailde Veloso, o

Trouxemos a cobertura de importantes eventos que aconteceram em Minas Gerais e repercutiram no agronegócio brasileiro, como a Expozebu e a Superagro. Nossos leitores vão saber também a diferença das bebidas à base de soja e sem lactose em nossa seção bebidas. Na seção de

Tiragem 5.000 exemplares

turismo falamos da cidade mineira de Monte Verde ideal para um passeio neste inverno. Na seção pet a criação escolhida foi mini vacas, que estão fazendo sucesso principalmente

Impressão Gráfica Del Rey

entre as crianças, e na seção de animais exóticos falamos sobre o diferente Gekco Leopardo! Vale a pena conferir essas e outras reportagens que elaboramos com muito carinho para nos-

Distribuição Vip

sos leitores. Boa leitura!

A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

C@rtas

Acesse o Facebook e deixe sua crítica ou sugestão Mercado Rural

Daniella Pereira Guanhães/MG

4

Junho 2013

6

chador, bastante promissor para as próximas pistas.

Periodicidade Trimestral

‘’A revista Mercado Rural está um luxo. Lendo a matéria sobre mini porco na edição 5, me deu até vontade de arrumar um!”

Poliana Coutinho

de lyme transmitida pelo carrapato e a doença da vaca louca.

Amanda Ribeiro e Marcelo Lamounier

“Gostaria de parabenizá-los pela excelente revista no meio rural,não só pela qualidades das fotos mais também pela qualidade das matérias apresentadas. Mais uma vez vocês estão de parabens”! Jonas Gomes - Equipe Só Rural Belo Horizonte/MG

“Parabéns a toda equipe da Revista Mercado Rural! Agradeço a oportunidade de receber os exemplares da revista em minha residência, pois trata-se de um excelente produto e proporciona uma leitura de muita qualidade.” Leonardo Mattos Petrolina / PE

Caro amigo Marcelo. Saudações! Parabéns pela revista que a cada edição está mais bonita. Hamilton Silvester Oliveira Belo Horizonte/MG

Parabéns! A cada edição vocês conseguem se superar. Alessandra Botelho Belo Horizonte/MG

8 10 14

Personagem

Henrique Salvador - Haras JHR Leite: Produção segue baixa; demanda surpreende e preço sobe pelo 5o mês Doença de Lyme no Brasil A arte de cooperar na agricultura

15 16 18

Governo aprova preços mínimos para a safra 2013/14

20 24 26 28

Rotação de Culturas - Sucesso ou Sucessão?

Equitana Haras Terra Natal se destaca com o garanhão Limite D2

A Doença da Vaca Louca Papilomatose bovina - como prevenir e tratar Aprenda a fazer Compostagem e Vermicompostagem

30

Mapitoba - Nova fronteira agrícola do Brasil atrai investidores

32 34

Superagro 2013 Agrishow movimenta R$2,6 bilhões em negócios, um crescimento entre15% e 16% em relação à edição anterior

Javante do Nilo

40

Exposição Nacional do Cavalo Pônei

42

Seca - Embrapa tenta criar soluções contra os prejuízos da seca no semiárido nordestino

44

ExpoZebu supera expectativas e movimenta R$ 150 milhões

46

Gestação coletiva de Matrizes Suínas: uma nova concepção para a melhoria do bem-estar animal

48 50 52 54

Brasil destina mais de 13 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas

56 60

Goji Berry, a fruta do momento Brasil já possui mais moderna tecnologia de túnel de congelamento de sêmen

62

Leite zero lactose x Bebida à base de arroz x Bebida à base de soja

64 66

Exuberante e Versátil - Ipê Amarelo

nossos leitores apreciarem a diversidade de informações aqui contidas. Na seção ‘aprenda a fazer’,

Colaboração Embrapa, Alfapress Comunicação, Mini Fazenda Reino Encantado

Destaque

68 69 70 72 74 75

79

Ora-pro-nóbis Programa Balde Cheio cria oportunidade a pequenos pecuaristas leiteiros Perspectivas otimistas para a criação de Búfalos no país

Automóveis

Hilux e SW4

Turismo

Monte Verde, a Suíça Mineira

Receita

Costelinha com Ora-pro-nóbis

Mercado Pet Mini Vacas

Criações Exóticas

Geckos Leopardo Ganso Sinaleiro

Eventos

28a Exposição Nacional do Cavalo Pônei/ Prato Rural 2013/ Leilão da Baluarte/ 2o Leilão Virtual Fazenda Recreio

Giro Rural

Junho 2013

5


Personagem técnicas importantes para o moderno Campolina. Além das já citadas acima, também a busca incessante por animais perto do chão com boas proporções, mas sem perder a expressão racial e a funcionalidade”, disse. O criador não se difere dos demais quando o assunto é o prazer da criação. Henrique pondera que a criação de cavalos apresenta ciclos muito prazerosos. “A escolha dos cruzamentos, o nascimento dos produtos, a seleção dos potros para pista e sua preparação, o início da equitação dos selecionados para as exposições aos três anos de idade, as reuniões com amigos e outros criadores na fazenda, a preparação e a venda dos

Henrique Salvador, Haras JHR Destaque na seleção da raça Campolina

Henrique Salvador e seu filho José Henrique

A

os 54 anos o renomado e conhecido médico mineiro Henrique Salvador, mostra que seu sucesso não está apenas á frente de um dos hospitais mais conceituados do Brasil, mas nas pistas também, sua criação da raça Campolina merece destaque. Henrique foi criado no meio rural. Seus avós maternos e paternos eram pecuaristas e fazendeiros, do interior de Minas e da Bahia. “Como sabemos essas influências que se instalam tão cedo nas nossas vidas, quando positivas, exercem uma influência muito grande para toda vida e foi isso que aconteceu comigo”, comenta. Criador de Campolina há 42 anos, Henrique Salvador iniciou na raça junto a seu pai José Salvador e seu irmão Renato, por influência do saudoso Barão Márcio Andrade. “Nesta época visitamos a Fazenda Campo Grande em Passa Tempo a procura de orientação para iniciarmos o criatório de uma raça de equinos. Esse interesse nasceu a partir da influência que o convívio com as fazendas de meus

6

Junho 2013

avós exerceram em mim e no Renato principalmente. Hoje o meu pai dedica-se a criação de gado da raça Jersey e à pecuária extensiva. Eu e o Renato criamos bovinos da mesma maneira em nossas respectivas propriedades rurais. Com o tempo eu e o meu filho José Henrique continuamos o criatório de Campolina com sufixo original JHR e o Renato dedicou-se juntamente com seus filhos principalmente à criação do cavalo árabe para enduros equestres”, conta o criador. Henrique destaca que o criatório JHR sofreu a influência positiva de alguns haras tradicionais da raça Campolina, como Passa Tempo (Márcio de Andrade), Angelim (Alfredo e José Valeriano Fernandes), Cataguá (Roberto Resende) e Gás (Gastão Resende). “Sempre buscamos conciliar a beleza ímpar fixada nos melhores exemplares da raça Campolina com o andamento marchado da melhor qualidade. Ao longo dos anos investimos em animais que contribuíram para a fixação de algumas características zoo-

animais em nossos leilões, o convívio com a equipe de profissionais do haras e a oportunidade de uma convivência maior com a família em torno do cavalo, são oportunidades únicas e que me dão muita satisfação e prazer”, reflete. Questionado sobre a importância de participar de exposições Salvador afirma que costuma dizer que “a cada exposição vivemos alguns ‘momentos da verdade’ no nosso criatório. Por mais que haja uma heterogeneidade no julgamento por parte dos árbitros (que é da própria natureza humana) a exposição é uma boa oportunidade para avaliar o nosso trabalho, corrigir rumos e obter uma análise crítica do que estamos de-

Henrique Salvador recebe premiação na raça Campolina

senvolvendo em casa. Nesse sentido temos obtido ao longo dos anos, sucesso na nossa atividade, haja vista alguns de nossos resultados obtidos recentemente, na Exposição Brasileira de Pernambuco, na Exposição de Barbacena (a segunda mais importante da raça Campolina) e mais recentemente na Superagro Minas Gerais 2013, quando obtivemos os títulos de melhor criador e melhor expositor”, comemora. Na permanente busca pela fixação dos belos atributos morfológicos do Campolina com o andamento avante, marchado e cômodo, o criatório JHR segue empenhado em contribuir cada vez mais para a raça. “A Campolina sempre se caracterizou por ter garanhões que foram verdadeiros ícones em algumas épocas da trajetória e de sua história. É impossível se falar desta raça sem deixar de mencionar animais tais como: Gás Dengoso, Xerife de Passa Tempo, Júpiter de Passa Tempo, Expoente de Passa Tempo, Gás Sucesso, Desacato da Maravilha, OP de Santa Rita dentre outros. Acho que o grande desafio para qualquer criatório será buscar um novo elemento que tenha uma grande influência na raça e que consiga fixar esses atributos. Este é o objetivo maior do criatório JHR e acredito que da maioria dos criadores que lideram o ranking da Associação”, conclui.

A Unique Comunicação e Eventos atua há 6 anos no agronegócio, prestando com excelência e qualidade seus serviços. Atenta à crescente demanda do setor, a empresa especializou-se no ramo de organização de leilões e divulgação de projetos voltados para o agronegócio. Contato: (31) 3653-0633 Av. Barão Homem de Melo, 4.500 sl 324 Belo Horizonte | MG unique@uniquecomunicacao.com.br

CONHEÇA ESTA MARCA!

www.uniquecomunicacao.com.br

Junho 2013

7


LEITE:

Produção segue baixa; demanda surpreende e preço sobe pelo 5º mês

A menor produção de leite neste período de entressafra e a demanda firme – que, inclusive, tem surpreendido agentes do setor – impulsionaram os valores pagos aos produtores pelo quinto mês consecutivo, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em junho, o valor bruto do leite pago ao produtor (inclui frete e 2,3% de “Funrural”) calculado pelo, da Esalq/USP, atingiu R$ 1,0178/litro – esta média é ponderada pelo volume captado em maio nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA. O reajuste em relação ao mês anterior foi de 3,3% ou de 3,3 centavos por litro. Na comparação com junho de 2012, o acréscimo foi de expressivos 11,7% em termos reais (descontando-se a inflação do período – IPCA). O preço líquido recebido pelo produtor chegou a R$ 0,9420/ litro em junho, aumento de 3,6% frente ao mês anterior. A oferta de leite no campo continua restrita; nem mesmo a chegada da safra sulista fez com que o quadro

8

Junho 2013

se alterasse. Agentes consultados pelo Cepea explicam que a produção do Sul do Brasil não veio com a força esperada, avançando somente 0,72% em relação a abril, de acordo com o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-Leite). Porém, considerando-se todos os estados da pesquisa, a captação recuou 1,22%, sendo Minas Gerais o que teve maior diminuição do volume (4,1%). Simultaneamente, as condições para importação não estão favoráveis devido ao dólar valorizado e à menor oferta mundial de leite em pó – que eleva os preços internacionais. Essa baixa disponibilidade de leite aliada à demanda firme pelo consumidor provocam grande disputa pela matéria-prima entre as indústrias, com reflexos sobre os preços aos produtores e dos derivados lácteos. Os preços relativamente bons recebidos pelo produtor desde o início do ano até criaram expectativas de aumento nos investimentos com alimentação das vacas, mas não é o que se observa. O mais comum tem sido produtores apro-

veitando ao máximo as pastagens, no intuito de conter os gastos – os elevados custos de produção ao longo de todo o ano passado frearam o ímpeto dos produtores. Outro aspecto relatado por agentes consultados pelo Cepea neste mês foi a redução do teor de sólidos, o que é influenciado, entre outros motivos, pela alimentação dos animais. A diminuição desse atributo que confere qualidade à matéria-prima, por sua vez, prejudica o rendimento da indústria, que precisa usar maior volume de leite para produzir derivados. Para o próximo mês, a expectativa dos representantes de laticínios/cooperativas continua sendo de alta nos preços. Mais de dois terços dos compradores ouvidos pelo Cepea (68,4%), que representam 73,9% do leite amostrado, acreditam que haverá novo aumento de preços em julho e 28,6% (que representam 18,5% do volume captado) indicam estabilidade nos preços. Somente 3,1% dos agentes sinalizam queda para julho. Junho 2013

9


Doença de Lyme e Doença de Lyme-Símile no Brasil *Márcia Mendes Instituto Biológico

A

doença de Lyme é uma enfermidade causada por bactérias da espécie Borrelia burgdorferi transmitida por carrapatos do gênero Ixodes. Ocorre principalmente em regiões temperadas do hemisfério norte, conhecida na Europa desde 1880 por outros nomes como acrodermatite crônica atrófica. A doença foi descrita nos EUA a partir da década de 70 na comunidade de Old Lyme cujos doentes manifestavam eritrema crônico migratório associado a uma doença reumatóide juvenil e haviam sido picados pelo carrapato Ixodes scapularis. As características clínicas da doença de Lyme variam conforme o continente geográfico e isto se deve a existência de espécies diferentes de Borrelia. A doença no homem começa com uma lesão na pele, com uma área central clara envolta por uma borda avermelhada, devido à picada do carrapato evoluindo para artrite (EUA) enquanto que na Europa ocorrem complicações neurológicas. Nos animais a doença parece ser semelhante aos humanos sendo mais comuns em cães com sintomas de artrites. No Brasil a doença de Lyme de humanos e animais foi diagnosticada apenas por provas sorológicas e com resultados negativos frente à Borrelia burgdorferi. Considerando a distinção entre a espiro-

10

Junho 2013

queta brasileira e a americana, pesquisadores brasileiros passaram a denominar de doença de Lyme-Símile para esta enfermidade que vem sendo diagnosticada no Brasil. O pesquisador Dr. Natalino Yoshinari, da Faculdade de Medicina da USP e sua equipe foram os primeiros a levantar a possibilidade da existência da enfermidade de Lyme no Brasil. Atualmente várias pesquisas estão sendo realizadas para identificar as espécies de bactérias causadoras da Lyme-Símile bem como as espécies de carrapatos vetores do agente etiológico da doença. Nos anos noventa, foi realizado um inquérito sorológico numa população de Cotia e Itapevi, SP. Foi observada uma prevalência de 5,8% de indivíduos soropositivos em soros testados contra a B. burgdorferi. Também vários outros casos foram registrados procedentes do estado do Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

Junho 2013

11


12

Junho 2013

Junho 2013

13


A arte de cooperar na agricultura *José Annes Marinho, Engenheiro Agrônomo, Gerente de Educação da Associação Nacional de Defesa Vegetal – Andef

O

cooperativismo é um movimento econômico e social, entre pessoas, em que a cooperação baseia-se na participação dos associados, nas atividades econômicas (agropecuárias, industriais, comércios ou prestação de serviços) com vistas a atingir o bem comum. Essa é arte, esse é o conceito. Muitos dizem que quando exercitamos este conceito crescemos, nos desenvolvemos e criamos oportunidades a todos de forma igualitária. Os princípios cooperativos são a base do cooperativismo e foram criados pelos “Probos Pioneiros de Ochdale”, responsáveis pela criação da primeira cooperativa do mundo e foram mais tarde aperfeiçoados pela Aliança Cooperativa

Internacional - ACI e são assim descritos: adesão voluntária e livre; gestão democrática pelos membros; participação econômica dos membros, autonomia e independência; educação, formação e informação, intercooperação e interesse pela comunidade. O Brasil, em suma, tem um potencial gigantesco para adoção completa do cooperativismo, mas ainda temos muito a crescer. Podemos exemplificar inúmeros casos: sucesso financeiro de cooperativas de serviços (médicas, agropecuárias, empregos, entre outras) em que todos ganham, pois o conceito destas ações é que todos têm direitos e deveres iguais. Para que tenhamos sucesso nas diversas áreas associativas é preciso perseverança, comprometimento, energia, além de deixar do lado de fora muitas diferenças. O sucesso de cooperativas, empresas,

universidades, passa pela gestão de pessoas, passa pela escolha dos líderes, passa por obter os melhores resultados, sempre pensando no bem comum. Os exemplos são muitos - de programas consolidados em diversas regiões do Brasil. A importância de implantar estes conceitos cooperativismo em nossas atividades é cada vez mais eminente. O sucesso de uma atividade passa obrigatoriamente por este exercício. Os exemplos que trilheiros nos dão podem servir para nossos negócios, todos cuidam uns dos outros, todos trabalham uns para os outros, assim o sucesso é garantido na superação dos obstáculos. Se os produtores rurais melhorarem e entenderem estas premissas, dificilmente irão perder para seus concorrentes. A chave do sucesso está em cooperar cada vez mais, sem medo de ser feliz.

Governo aprova preços mínimos para a safra 2013/14 Segundo ministro Antônio Andrade, definição de valores procurou garantir renda aos produtores em relação às culturas fundamentais para abastecimento interno

O

Conselho Monetário Nacional (CMN) divulgou a relação dos preços mínimos para a safra no dia 28 de junho, em Brasília. Houve reajustes em produtos como arroz, feijão, milho, mandioca e leite. De acordo com o ministro Antônio Andrade, “a definição dos valores para a safra que se inicia procurou garantir renda aos produtores em relação às culturas fundamentais para o abastecimento interno, como o feijão e a mandioca”. No caso do arroz, houve aumento dos preços mínimos da saca de 60 kg

do Tipo 1 entre 6,6 e 12,9%, e do Tipo 2, entre 12,7% e 12,9%. Já a saca de feijão de 60 Kg dos Tipos 1 das variedades de feijão cores, preto e Caupi apresentaram elevações de 9,9% a 41,6%. A saca de 60 kg de milho também teve alta nos preços, variando entre 1,2% e 20,4% de aumento. Destaque para os valores no Mato Grosso, maior produtor de milho do país, e de Rondônia, que passaram de R$ 13,02 para R$ 13,56, alta de 4,1%. Já o valor do litro de leite teve altas de 9,8% a 11,3%. O maior aumento foi preço do produto no Nordeste, que saiu de R$ 0,62 para R$ 0,69. Houve elevações ainda nos preços de farinha de mandioca (Fina T3; entre 35,1% e 37,8%), fécula de mandioca (Tipo 2; 36%), goma/polvilho de mandioca (Classificada; 37,6%), raiz de mandioca (21,8% a 35,3%), juta/malva (Tipo 2; 4,8% e 5,4%) e sorgo (Único; 4,1% a 18,4%). Alguns produtos, como o algodão e amendoim, não entraram na pauta do Conselho porque os valores ainda estão analisados.

SEMENTES VILA VERDE, A GARANTIA DE QUEM PLANTA.

AGRÍCOLAS FORRAGEIRAS OLEAGINOSAS LEGUMINOSAS Contatos: Tel.: (31) 3045.1453 Cel: (31) 9868.9778 flavia@agropecuariavilaverde.com.br

14

Av. Campo Florido, 600 Jardim Teresópolis Betim - MG | CEP: 32.681-168 Junho 2013

Junho 2013

15


Crédito: Divulgação

Pat Parelli e Fabiano Tolentino

Deputado Fabiano Tolentino foi com a delegação dos Criadores de Cavalos Campolina (ABCCC) e com os criadores de cavalos Mangalarga Marchador.

Equitana O maior evento da equideocultura mundial, a Equitana, que tradicionalmente ocorre a cada dois anos na cidade de Essen, na Alemanha, aconteceu entre os dias 16 e 24 de março. O Brasil esteve representado com diversos criadores das raças Campolina e Mangalarga Marchador. Representando a Comissão de Agricultura da Assem-

16

Junho 2013

Fabiano Tolentino e Magdi Shaat

bléia Legislativa de Minas Gerais, o deputado estadual e criador de Campolina, Fabiano Tolentino esteve presente. “Vimos tecnologias, trocamos informações com criadores de todo o mundo, conhecemos novas formas de adestrar animais, trouxemos informações e o mais importante, difundimos nossas raças mineiras e marchadoras”, disse.

Junho 2013

17


Haras Terra Natal se destaca com o

garanhão Limite D2 O

criador Carlos Augusto Reis de Oliveira tem muito que comemorar. Seu garanhão Limite D2 tem feito a diferença no plantel Terra Natal e superado todas as expectativas . Carlos conta que foi em março de 2009, em uma visita ao Haras D2, em Boa Esperança, de propriedade do Dauto Naves Barbosa, que teve a oportunidade de adquirir o animal. “Com tantos animais de alto nível sendo apresentados, escolher um animal se tornou uma difícil missão, mas, num dado momento, entrou no curral uma égua alazã de nome Habaneira D2, com um potro ao pé, também alazão, muito bonito, altivo e, como se diz, debulhando de marchar. Em conversa reservada, eu e os amigos Léo Motta – Haras Portão dos Motta e Pedrosa – Haras Pedrosa, trocamos impressões sobre o potro e concluímos que se tratava de um animal superior”, comenta o criador. E as impressões estavam certas. Aquele potro que chamou a atenção do criador Carlos Augusto se chamava Limite D2, segundo Sr. Dauto,: “o melhor potro da safra”. Carlos, Léo e Pedrosa adquiriram o animal em condomínio e apostaram que aquele potro, na idade adulta, confirmaria três virtudes, além da consistência genética para marcha que já estava nas suas veias, e que o transformaria num grande garanhão: 1) tipo e acabamento; 2) marchador genuíno ao ser montado e; 3) habilidade reprodutiva. Carlos comenta que a crença que o potro confirmaria tais virtudes era tão grande que, no início de 2011, mesmo com tenra idade de 2 anos e 5 meses,

18

Junho 2013

Carlos Augusto Reis com o seu garanhão Limite D2

decidiu utilizá-lo para padrear algumas éguas. “Pudemos, com grande expectativa, no início de 2012, confirmar a extraordinária habilidade reprodutiva do nosso potro para transmitir tipo e marcha, com média altíssima dos seus produtos. Com pouco mais de 3 anos e já devidamente registrado, pudemos confirmar que o ótimo tipo e acabamento vistos naquele potro alazão no Haras D2 e projetados para o futuro estavam lá presentes no agora garanhão Limite D2”, afirma orgulhoso o criador. A consagração nas pistas pela habilidade de marchar era então a única confirmação que faltava. Em sua primeira participação em pista, no Interfazendas do Haras SRM, Limite D2 sagrou-se Campeão Cavalo Jovem de Marcha. Na estação de monta 2012/2013, a cada novo nascimento se concretizava as habilidades reprodutivas de Limite. “Passamos a receber vários amigos criadores para conhecer a produção do cavalo, sendo que

vários destes o estão utilizando em seus haras. Os resultados são tão satisfatórios e a crença no seu futuro tão grande, que adquiri uma terça parte do sócio Pedrosa e passei a ser proprietário de 2/3 de suas cotas”, conta Carlos entusiasmado. “Encerrada a estação de monta, depois de padrear uma grande quantidade de éguas, fica o que torna mágico a arte de criar marchadores, que é a grande expectativa pelos nascimentos da sua produção na próxima safra e pelos seus resultados futuros nas pistas”, conclui o criador. É a satisfação na criação e a confirmação das expectativas em torno de um animal, que faz dos criadores seres tão apaixonados. Limite D2 tem trazido grandes alegrias ao Haras Terra Natal, assim como milhares de outros animais levam imensa satisfação aos seus criadores nas diversas raças existentes. Para quem pergunte onde está a graça de criar, aqui está a resposta! Junho 2013

19


ROTAÇÃO DE CULTURAS:

SUCESSO OU SUCESSÃO?

*Ciro Antonio Rosolem Membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) e professor titular da Faculdade de Ciências Agrícolas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCA/Unesp Botucatu).

R

otação de culturas não é um assunto novo. É atual, mas velho. Mesmo assim, há muita confusão nas definições, empregando-se termos como rotação de culturas, sucessão de culturas, ás vezes como sendo a mesma coisa, à vezes como práticas diferentes. Rotação de culturas é a alternância regular e ordenada no cultivo de diferentes espécies vegetais em seqüência temporal numa determinada área. As palavras chave aqui são regular e ordenada. Uma sucessão de culturas não implica em ordenamento e regularidade das espécies empregadas. Assim, rotação de culturas é uma forma particular de sucessão de culturas. Mas, do pondo de vista ambiental todas as práticas que impliquem em cultivar espécies diferentes no mesmo espaço, em tempos diferentes ou não, serão benéficas. Serão quanto mais benéficas quanto mais complexas. O problema é que, quanto mais complexo o sistema, mais difícil seu gerenciamento e, talvez, mais alto seu custo, uma vez que exigirá máquinas e especialidades diferentes. Assim, o sucesso da sucessão, ou da rotação, está em equilibrar a sustentabilidade ambiental e a sustentabilidade econômica. Desta forma, a sustentabilidade técnico-econômica é

20

Junho 2013

um aspecto fundamental dos sistemas de produção, antes de tudo. Assim, esse deve ser um dos objetivos do planejamento da rotação de culturas. Ocorre que, algumas vezes, o objetivo imediato não coincide com o objetivo a longo prazo. No planejamento de um sistema de produção com rotação de culturas, deve-se, sempre que possível, trabalhar com objetivo pluri-anuais, no mínimo, cinco anos. Outro aspecto importantíssimo é que o sistema não pode ser rígido. Flutuações de mercado são freqüentes, e deve sempre ser projetada uma alternativa. Quando se fala em alta tecnologia, a primeira idéia que se tem é um alto consumo de insumos. Isso não é verdadeiro. Uma rotação de culturas bem planejada é fruto de muito conhecimento, ou seja, altíssima tecnologia. Isso garante que as práticas agrícolas resultem em preservação do ambiente e rentabilidade adequada, com uso racional dos recursos. Benefícios dos sistemas de produção com rotação de culturas, principalmente em semeadura direta tem sido: preservação ou melhoria das características físicas, químicas e biológicas do solo, melhor controle de plantas daninhas, supressão ou diminuição de severidade de algumas doenças, controle de nematóides, estabilidade de renda do agricultor, diminuição dos custos de produção, etc. Para que todos os objetivos sejam atin-

gidos, as espécies incluídas na rotação deverão ser escolhidas de acordo com as condições de clima e solo, do mercado regional, da capacidade técnica e econômica do agricultor e das interações com as outras espécies do sistema. Assim, cada sistema é específico. Para cada agricultor, em cada propriedade. De modo muito geral, pode se dizer que são fundamentais no sistema pelo menos dois tipos de plantas: fixadoras de nitrogênio do ar, visando diminuição de custos; e espécies com palha persistente, que protegem melhor o solo. A grande dúvida dos agricultores quanto aos sistemas com rotação de culturas é a economicidade. Ou seja, o medo de perder renda. Isso não ocorre se o sistema for bem planejado. Muito pelo contrário. Recentemente foi desenvolvido um trabalho na UNESP, em Botucatu, onde se comparou os sistemas safra/ pousio, safra/adubo verde, safra/forrageira e safra/safrinha. Embora os custos operacionais tenham sido maiores à medida que o sistema era mais complexo, dando-se um valor de 100 para o retorno financeiro do sistema convencional (safra/pousio), se obteve 105 para safra/ adubo verde, 120 para safra/forrageira e 201 para safra/safrinha. Assim, pode-se concluir que a rotação de culturas bem planejada e executada não é só uma sucessão de culturas, mas um verdadeiro sucesso ambiental e econômico. Junho 2013

21


22

Junho 2013

Junho 2013

23


A Doença da

VACA LOUCA *Daniela Cristina Bernardes Silva Lamas Médica Veterinária / Fiscal Agropecuária- Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA

E

A Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) ou Bovine Spongiform Encephalopathy (BSE), conhecida popularmente como “Doença da Vaca Louca” é uma enfermidade progressiva, degenerativa, fatal e transmissível que afeta o Sistema Nervoso Central de bovinos. A EEB foi identificada pela primeira vez na Grã Bretanha, em 1986. Outros países já registraram casos de EEB, sendo eles o Canadá, Espanha, França, Portugal, Estados Unidos da América, entre outros. No Brasil não há relatos da enfermidade em sua forma clássica, sendo o país livre desta doença. A legislação brasileira, desde 2001, proíbe a importação de ruminantes (bovinos, caprinos, ovinos e bubalinos), produtos e subprodutos derivados destas espécies, quando procedentes e/ ou originários de países que registraram casos autóctones (originário/ natural do país) da encefalopatia espongiforme bovina. Os animais que entraram no Brasil

24

Junho 2013

antes dessa proibição são monitorados pelo Serviço Veterinário Oficial. É proibido o abate desses animais importados de países de risco para EEB. A origem da EEB ainda não está completamente elucidada, mas, atualmente, a comunidade científica mundial aceita que essa moléstia seja causada por uma forma infectante de uma proteína (prion) que se acumula no tecido nervoso central, sendo enquadrada no grupo das doenças classificadas como Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (EETs). A EEB leva a uma alteração comportamental do animal (agressividade, reação exagerada a estímulos externos, desequilíbrio, alteração postural, movimentação anormal), além de queda na produção de leite e perda de peso. O agente da EEB é resistente aos processos convencionais de esterilização e não induz resposta imune ou inflamatória no organismo do hospedeiro, dificultando seu controle e diagnóstico. A EEB é uma enfermidade de grande importância em todo mundo por ser uma zoonose, sendo um grave problema de saúde pública. Há relatos de ocorrência

de uma encefalopatia em humanos devido a ingestão de carne ou proteína de origem animal de bovinos acometidos por EEB. Essa zoonose denomina-se variante da Doença de Creutzfeldt-jakob (vCJD). A ocorrência da “Doença da Vaca Louca” em um país causa grande impacto na economia devido ao embargo econômico (restrição nas exportações de produtos de origem animal). Diante desses fatos, todos os envolvidos na cadeia produtiva nacional deverão esforçar-se para que o Brasil se mantenha livre da “Doença da Vaca Louca”. As atividades desenvolvidas pelo Serviço Estadual de Defesa Sanitária Animal de Minas Gerais, representado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), para a prevenção da EEB são: n Cadastramento de todas as propriedades que possuem bovinos importados e cadastramento de todos os animais presentes nestas, com o acompanhamento mensal destes animais, através da fiscalização das propriedades com bovinos importados; n Sacrifício de bovinos importados, quando solicitado;

n Coleta de material encefálico para exame laboratorial dos animais importados que morrem no estado, com acompanhamento da incineração e enterro destas carcaças; n Vigilância das síndromes neurológicas, como exemplo a raiva, por fazer diagnóstico diferencial com a “Doença da Vaca Louca”, devido às semelhanças dos sinais clínicos;

n Fiscalização dos alimentos de ruminantes em propriedades rurais, sendo que esses alimentos não podem conter proteína e/ou gordura de origem animal. Um exemplo de alimento que possui proteína de origem animal é a cama de aviário, que pode veicular os agentes causadores da EEB e do botulismo. O produtor deve ter consciência de que o uso ilegal da cama de aviário na alimentação de ruminantes, bem como

outros produtos que contenham proteína e gordura de origem animal, coloca em risco o “status” sanitário do Brasil para a EEB. Mediante as atividades realizadas pelo Serviço Veterinário Oficial de Minas Gerais e de outros Estados, torna-se bastante reduzido a ocorrência da EEB no rebanho bovino brasileiro, assegurando o risco insignificante da doença e a saúde pública.

Junho 2013

25


Papilomatose bovina- como prevenir e tratar P

apilomatose bovina é o nome dado à manifestação clínica mais evidente e discutida dentre às consequências da ação do Papilomavirus Bovino (BPV). Consiste em lesões verrucosas de variados formatos que aparecem no epitélio externo de revestimento do animal, consequentemente afetando o couro, espalhando-se por todo corpo, sendo mais marcante quando nas regiões da barbela, face e tetas. Estas lesões podem regredir espontaneamente ou progredir para câncer. Consequentemente, a ação viral também dá origem a lesões malignas, especificamente no trato digestório e na bexiga urinária. Tais processos estão relacionados a cofatores ambientais, como a ingestão da samambaia Pteridium aquilinum, consumida pelo gado em épocas de estiagem e curiosamente, integrante da dieta de certas populações humanas (Ouro Preto, Minas Gerais e Japão). A prevenção relativa à papilomatose e ao BPV tem se mostrado difícil: não há vacina preventiva, não há medicamentos eficazes ou vacinas terapêuticas. Porém nossa experiência de quase três décadas

26

Junho 2013

pesquisando sobre o tema nos possibilitou chegar a algumas contribuições que aqui colocamos para melhor esclarecimento para o produtor, grande vítima desta situação. Nosso grupo está trabalhando arduamente no desenvolvimento de vacinas preventivas e curativas. Os testes estão sendo desenvolvidos nos últimos três anos, com resultados bastante positivos. Temos pela frente ainda várias baterias de testes e procedimentos de ordem científica e burocrática antes de disponibilizar os produtos para que os órgãos competentes possam colocar as vacinas no mercado. Tais procedimentos são padronizados internacionalmente. Entretanto, neste período há uma série de procedimentos que o produtor pode e deve adotar para prevenção e/ ou controle do problema. Tais medidas deveriam ser discutidas em cooperativas e associações de produtores, assim como reivindicadas junto às autoridades sanitárias. O manejo tem extrema importância e continuará a ser mesmo quando as vacinas estiverem disponíveis. Neste sentido, o controle do trânsito dos ani-

mais entre propriedades, entre cidades e estados, as condições sanitárias dos animais estabulados, o controle da qualidade de procedimentos em reprodução, tais como amostras de sêmen, inseminação, receptoras, embriões constituem aspectos a serem severamente discutidos.

Crédito: Divulgação

*Profa. Dra. Rita de Cassia Stocco Pesquisador Científico Nível VI Laboratório de Genética - Instituto Butantan São Paulo

Junho 2013

27


Aprenda a fazer

Compostagem e Vermicompostagem A minhocultura possibilita ao agricultor inúmeras vantagens, o efeito físico que as minhocas desempenham no solo ao criarem galerias, por meio de sua movimentação na busca de alimento, é também de fundamental importância para a melhoria das condições gerais do solo, pois proporcionam não só a descompactação, mas uma melhor infiltração de água e ar. A disponibilização de nutrientes mais assimiláveis para as plantas pela introdução de húmus no sistema, fruto do processo digestivo das minhocas ao consumir o material fornecido (composto), deve ser destacado também.

Aprenda a fazer: O minhocário, local onde será realizada a criação das minhocas para a produção de húmus deve ser instalado sob condições que proporcionem um bom desenvolvimento para esses seres, sendo fundamental que o local apresente condições de conforto térmico, como baixa insolação e alta umidade relativa do ambiente e do substrato em que elas estarão alojadas, bem como proteção contra a ação de seus predadores naturais (formigas, pássaros, tatu e sanguessugas). Para o acondicionamento das minhocas podem ser utilizadas caixas de

28

Junho 2013

madeira ou plástico ou em canteiros nas produções comerciais. Vale ressaltar que para uma criação racional de minhocas não há necessidade de grandes investimentos iniciais. Os canteiros devem ter o formato retangular, que facilita o manejo do produtor e a extração do húmus, mas podem também ser circulares ou quadrados com partições internas que permitam fácil acesso. Sendo assim, suas dimensões ideais devem levar em consideração esses aspectos, onde sua largura não deve ultrapassar 1 m, com altura variando de 50cm a 1m, mas com comprimento variável, dependendo da disponibilidade de área e dimensionamento da produção.

Preparação do composto – matéria prima para vermicompostagem O vermicomposto ou húmus é produzido pelas minhocas em seus processos de decomposição de resíduos orgânicos, como restos de alimentos, esterco, folhas, entre outros. Porém, para que haja o aproveitamento máximo desses resíduos e maior equilíbrio tanto dos nutrientes quanto do próprio ambiente das minhocas, o ideal é que esse material passe por um tratamento prévio, denominado de compostagem. Esse processo deverá ocorrer sob condições aeróbicas (presença de ar) para que haja o desenvolvimento de certo tipos de microorganismos, que irão fazer o trabalho “bruto” de decomposição, diminuindo o tamanho das partículas e levando a maior estabilidade desse material. A formação do composto deve ser a partir da introdução de camadas com diferentes tipos de resíduos, de modo a

Canteiro pronto para recepção do composto e construído com material rústico (lascas de madeira não aparelhadas) e de parede interna dupla para otimização dos materiais utilizados.

lógica. Em termos gerais, considerando todos os aspectos envolvidos, uma pilha de composto deverá estar pronta para ser colocada no minhocário, para ação das minhocas, entre 30 e 45 dias.

fornecer as condições adequadas aos microrganismos aeróbicos, para que esses degradem a matéria orgânica e disponibilizem os nutrientes.

Pilhas de compostagem em formato retangular com cobertura morta vegetal (capim roçado) para fornecimento de matéria prima às minhocas para produção de húmus (vermicomposto).

Antes de iniciar a montagem da pilha sugere-se revirar a terra a uma profundidade de 10 cm com uma enxada e umedecê-la para aumentar o contato dos microrganismos do solo com a primeira camada de resíduos orgânicos. A montagem da pilha é realizada alternando-se os diferentes tipos de resíduos em camadas com espessura em torno de 20 cm, sempre com a utilização de água (regas) a cada formação de nova camada. A utilização de estercos de animais (ovinos e caprinos, aves, gado, cavalos e coelhos) também favorece a qualidade nutricional do produto final e lhe proporciona um tempo menor de maturação, pois irá funcionar como “inoculo” (fornecedor de microorganismos). O tempo para a decomposição dos resíduos dependerá da origem e tamanho dos resíduos orgânicos utilizados e do manejo de construção e condução das composteiras (pilhas de composto) em termos nutricionais e de composição microbio-

Minhocas “Vermelha da Califórnia” utilizadas para produção de vermicomposto.

Produtor em manejo de colocação de composto nos canteiros para produção de húmus.

Processo de vermicompostagem: O adubo orgânico produzido pelas minhocas é conhecido também como vermicomposto ou húmus de minhoca. As minhocas mais utilizadas nesse processo são a vermelha-da-califórnia e a noturna africana, que apresentam alta atividade e taxa de conversão do composto em húmus. O papel das minhocas nesse processo é promover e acelerar a maturação do composto. A quantidade de minhocas no minhocário deve ser em torno de um “litro” por metro quadrado, com cerca de 1.500 indivíduos por litro de matrizes.

O vermicomposto pode ser utilizado em todos os cultivos e plantas. Para o plantio das fruteiras em geral sugere-se 500 - 700 g por cova, cuja dose deve ser repetida antes da floração e após a colheita, aumentando 30% a cada ano. Para hortaliças de folhas e legumes, 200 g por cova ou 300 g por sulco ou 1 kg por m², sendo essa dose repetida nos períodos de maior necessidade. Na recuperação de gramados sugere-se 3 partes de areia lavada e uma parte do vermicomposto e em plantas ornamentais, misturar na terra até 30% do. O vermicomposto também pode ser utilizado como substrato para a produção de mudas, podendo ser enriquecido com 5% ou 10% com cama de aviário. Para cultivos comerciais, as dosagens a serem utilizadas devem ser baseadas na exigência da cultura, no teor de nutrientes do composto e em aspectos econômicos. Fonte: *Ricardo Costa Rodrigues de Camargo, Pesquisador Embrapa Meio Ambiente- Núcleo de Agroecologia.

Junho 2013

29


Mapitoba

31anos de

HARAS SANTA ROSA seleção CAMPOLINA

30

Junho 2013

IGOTO

O

PA

M PA

COMPROV

V

Maranhão Piauí

INÉDITO VICE-PRESIDENTE DA COMISSÃO DE AGRICULTURA E PECUÁRIA DE MINAS GERAIS

Tocantins

EM COMPETIÇÕES

Bahia

JR DA SANTA ROSA - AOS 5 ANOS

PRIMEIRA SAFRA 2011 | 2012 - JR DA SANTA ROSA

FUMAÇA DOS MENEZES - 19 MESES CAMPEÃ POTRA MAIOR - SUPERAGRO 2013

BERENICE DA SANTA ROSA - 15 MESES CAMPEÃ POTRA EM PARÁ DE MINAS 2013 RES. GRANDE CAMPEÃ EM PARÁ DE MINAS 2013

ANA BELA DA SANTA ROSA - 13 MESES INÉDITA EM PISTAS

Crédito: Divulgação

ocê já ouviu falar na região de Mapitoba? Se não vá se acostumando com o termo, pois essa novidade está dando o que falar. O nome surgiu da junção da primeira sílaba dos estados que compõe essa fronteira agrícola: Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. A Mapitoba engloba áreas próximas à divisa destes estados. A soja é o principal produto cultivado na região e as plantações chegam a se perderem de vista e o crescimento da região é de impressionar. A presidente Dilma chamou atenção para a região ressaltando que Mapitoba é a nova fronteira de desenvolvimento do País, a exemplo do que foi o Centro-Oeste nas últimas décadas. Segundo ela, investimentos maciços precisam ser feitos em infraestrutura, incluindo rodovias e ferrovias, para que todo o potencial seja aproveitado. A região do Mapitoba deverá apresentar aumento elevado da produção de grãos nos próximos anos. Projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) indicam que essa região deverá produzir próximo de 20 milhões de toneladas de grãos até 2020. No ciclo 2011/12, o Mapitoba produziu 13,9 milhões de toneladas. Para se ter ideia do potencial da região, na temporada 2002/03 a safra era de 7,3 milhões. Ou seja, a colheita praticamente dobrou. Segundo o Mapa, o Mapitoba têm áreas com características essenciais para a agricultura moderna. De acordo com Mauri Mendes, diretor comercial da Golden Cargo, empresa especializada no gerenciamento e operação da cadeia logística de mercadorias especiais, a região tem terras planas e extensas, dias longos com elevada intensidade de sol e água em abundante. Ideal para a produção de grãos. “Diferente do MT, maior produtor de grãos do Brasil, a região já conta com a Ferrovia Norte-Sul que leva a produção de grãos de Balsas até o porto de Itaqui-MA, e a Transnordestina que está em obras e irá ligar o município de Barreiras-BA até Ilhéus-BA. A região tem hoje três milhões de hectares de cultivo, menos da metade de toda a área disponível. Empresas como SLC Agricola, Agrinvest e Grupo Losgrobo têm feito grandes aquisições de terras na região que já produz 10% de toda a soja brasileira e é a 2ª maior produtora de algodão do país, ficando atrás somente do Estado de MT. Esta última fronteira agrícola tem 414.000km² de extensão, o dobro do Estado de SP”, comentou.

OZ

AD

HO

M

Nova fronteira agrícola do Brasil atrai investidores

“ A região tem terras planas e extensas, dias longos com elevada intensidade de sol e água em abundante. Ideal para a produção de grãos” Mauri Mendes

ÍNDIA DO PARATI - 19 MESES INÉDITA EM PISTAS

CAROL DO GUI - 19 MESES RES. CAMPEÃ POTRA EM PARÁ DE MINAS 2013

VENDA PERMANENTE DE PRODUTOS E COBERTURAS

XICA DA SANTA ROSA - 20 MESES INÉDITA EM PISTAS

CONTATOS: Ronaldo Tolentino (37) 9984-7447 Fabiano Tolentino Junho 2013 Haras Santa Rosa Tolentino (37) 9111-828331 Fabiano Tolentino


Superagro 2013 A

nona edição da Superagro Minas, que foi realizada entre os dias 29 de maio e 9 de junho, foi um evento foi composto pela 53ª Exposição Estadual Agropecuária, Expocachaça, Expovet, Vila da Agricultura Familiar, além dos diversos seminários e palestras. Durante a 53ª Exposição Estadual Agropecuária, foram movimentados cerca de R$ 6,2 milhões, com os sete leilões realizados e negócios prospectados pelos expositores para os próximos quatro meses. Foram realizados três leilões da raça Guzerá, e um das raças Gir Leiteiro, Pônei, Jumento Pêga e Campolina. O evento tem o objetivo de divulgar o potencial do Estado para a atração de novos investimentos empresariais e fomentar a prospecção e realização de negócios pelos agentes do setor como criadores, produtores rurais e empresas fornecedoras de insumos em geral para

Expocachaça

32

Junho 2013

a atividade agropecuária. Em 2012, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio mineiro foi de R$ 132,4 bilhões, valor 6% superior ao obtido em 2011. Durante o evento, também ocorreram julgamentos das raças Guzerá Leiteiro, Holandês, Gir Leiteiro, Girolando, Brahman, Nelore e, ainda, dos cavalos Mangalarga Marchador, Pampa, Campolina, Árabe e Pônei. Os Jumentos Pêga também marcaram presença na Superagro Minas 2013. Para o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro Nascimento, a Superagro é um evento que propicia o encontro da população urbana com a vida no campo. “Além de conhecer um pouco mais sobre as atividades agropecuárias, a população consegue obter informações e conhecimento sobre o que há de melhor nas atividades apresentadas, além de participar dos seminários e palestras

na mais variada mostra do agronegócio do Estado”, afirmou.

Expocachaça e Expovet Os amantes da cachaça puderam degustar diversas opções do produto na Expocachaça. Segundo diretor de Marketing do evento, José Lúcio Mendes, a feira rendeu R$ 19,5 milhões em negócios, tanto em equipamentos e insumos quanto com serviços das cadeias da cachaça e cerveja artesanal. “Tivemos um crescimento de 15% no volume de público. O espaço ficou cheio e as vendas movimentaram bastante os estandes”, destaca. Já quem gosta de animais de estimação, a 4ª Expovet bateu recorde de público no sábado, terceiro dia do evento. A Vila de Agricultura Familiar também rendeu bons negócios para cerca de 400 produtores rurais representados nos estandes.

Mendelson Vasconcelos, Alexi Stival (Cuca), Fabiano Tolentino e Marcelo Lamounier

Público De acordo com estimativas, nos 10 dias de evento, o Complexo Parque de Exposições da Gameleira/Expominas recebeu cerca de 70 mil visitantes para extensa programação que atendeu a todos os gostos e interesses. Para as crianças e famílias, as atrações foram a Minifazenda e a Via Láctea, usina itinerante de produtos lácteos da Epamig. Nos dois turnos, estas duas atrações receberam 6,5 mil estudantes das redes públicas estadual e municipal de ensino. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões, reafirmou o sucesso da Superagro Minas 2013. “O evento está demonstrando, mais uma vez, que o Parque de Exposições da Gameleira é o seu lugar. Este é um evento que tem função de negócios e vitrine para produtos e produtores de todo o Estado. Há também a função educativa porque a urbanização fez com

que as pessoas se esquecessem do campo”, destaca.

Seminários Os encontros técnicos também mostraram a força do agronegócio no Estado. O Programa Balde Cheio, da Faemg, trouxe ao Expominas mais de 2 mil pessoas entre produtores, representantes de associações e cooperativas de crédito além de técnicos. O Fórum Internacional de Indicação Geográfica do Queijo Artesanal terminou com o concurso do melhor queijo do gênero de Minas Gerais. O Seminário Apícola foi uma oportunidade para os produtores da área conhecerem mais sobre a comercialização do própolis verde e o Seminário Nacional de Irrigação discutiu a implementação da Política Nacional de Irrigação, tecnologia que, bem utilizada, resulta no aumento do faturamento com o uso racional da água e do solo. Segundo o diretor-geral do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Altino

Rodrigues Neto, a Superagro se mantém como a mostra mais completa do agronegócio mineiro. “O evento atendeu tanto as nossas expectativas quanto a do público que esteve presente no Complexo Parque da Gameleira/Expominas. Ficou comprovado que é de um evento de visibilidade para as raças de animais, produtores rurais e para os eventos do conhecimento que são realizados neste ambiente”, salientou.

Caprinos e Ovinos A II Vitrine de Pequenos Notáveis, proposta da Caprileite/ACCOMIG para o segundo turno da Superagro 2013, apresentou exemplares premiados de ovinos e caprinos, além de produtos como carne, iogurte e queijos para degustação. A entidade pretende aumentar o número de criadores para responder positivamente a uma demanda reprimida do mercado consumidor, onde a procura é bem maior que a oferta dos produtos. Junho 2013

33


Crédito: Divulgação

AGRISHOW

movimenta R$ 2,6 bilhões em negócios, um crescimento entre 15% e 16% em relação à edição anterior

A

20ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em AçãoAGRISHOW, teve a maior edição de sua história. Os negócios iniciados na feira devem movimentar R$ 2,6 bilhões, um crescimento entre 15 e 16% em relação à edição do ano anterior, quando movimentou R$ 2,15 bilhões. Todos os setores de uma forma geral estão aquecidos, com destaque para o segmento de armazenagem, impulsionado pela safra recorde de grãos de 184 milhões de toneladas e as dificuldades logísticas para escoá-la; agricultura de precisão, pulverizadores autopropelidos e plantadeiras. “O produtor busca inovação tecnológica que permita que a sua produção seja mais eficiente, com menor custo e mais competitiva. Alguns fatores contribuíram para o resultado dessa Agrishow, que é a ‘mãe’ de todas as feiras. Neste ano tivemos o PSI – Programa de Sustentação do Investimento, que oferece juros civilizados ao produtor, com prazo favorável, e a necessidade de

34

Junho 2013

renovar o parque de máquinas”, afirmou o vice-presidente da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, João Marchesan. A edição de 2013 da AGRISHOW recebeu 150 mil visitantes nos cinco dias de evento. Mesmo com a visitação recorde para um primeiro de maio – historicamente o dia com o melhor público da feira – de 40 mil pessoas, os organizadores avaliam que foi mantida a qualidade do visitante, bastante focado em realizar negócios. A feira recebeu este ano um número recorde de países de visitantes internacionais. Foram cerca de 1.000 pessoas de 67 países. Tiveram destaque na edição de comemoração dos 20 anos da AGRISHOW, o crescimento da área de demonstrações de campo, que além de máquinas e implementos, teve um Núcleo de Tecnologia com plots de variedades de sementes e uma área de 16 hectares de integração Lavoura - Pecuária - Floresta (iLPF), em parceria com a Embrapa.

Ao comemorar 40 anos de história, a Embrapa teve a sua maior participação na AGRISHOW, com 15 unidades e mais de 100 pessoas entre técnicos e pesquisadores. A Embrapa esteve presente em três espaços: estande do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Agrishow Sustentável (com o Portal África) e no Núcleo de Tecnologia, na área de demonstrações de campo, onde foram mostradas 80 tecnologias, com destaque para os arranjos de sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF). “Tivemos uma visitação fantástica na área de iLPF, que esperamos que se torne permanente, e na tenda de agricultura familiar. Destaco a grande quantidade de estrangeiros que vieram buscar as tecnologias da Embrapa e a qualificação do público visitante que realmente veio em busca de informação para aplicar tecnologia em seu negócio”, destaca o coordenador da Embrapa na AGRISHOW, Ladislau Araújo Skorupa. Junho 2013

35


AO E S CIPE E T AN

marina

!!!

PENÍNSULA RESORT

Áreas de marina a partir de 30 mil m² às margens do lago de Três Marias

MARINA EXCLUSIVA

ESPORTES NÁUTICOS

PESCA ESPORTIVA

CRECI 20083

OM VA C I S R LU EXC COOPE A O E LAG ISTA D P

36

Junho 2013

Junho 2013

37


O

Javante do Nilo

empresário Adevailde Veloso atua no ramo imobiliário, á frente do Grupo PGV e coleciona sucesso em sua carreira profissional. Agora, as apostas de Veloso estão também na raça Mangalarga Marchador. Seu potro Javante do Nilo é cotado para conquistar fortemente as pistas. Apaixonado pelo ambiente rural, desde pequeno frequentou fazendas e cavalgadas. Seu hobby favorito é o contato com a natureza e com os animais, dos quais os cavalos fazem seu coração bater mais forte. Por meio de seus negócios no ramo imobiliário, Veloso mantem contato com muitos criadores mineiros. Apesar de não se considerar um criador oficial, Veloso sempre teve bons cavalos em suas fazendas e sua última aquisição junto com o amigo e cantor sertanejo Ricardo Moura, Javante do Nilo tem criado boas expectativas. “Adquirimos do criador Nilo Morais de Moura, Haras do Nilo, um animal promissor. Filho de Respeito do Nilo e Justiça do

38

Junho 2013

Nilo, acostumados ao podium essa família promete muito para as próximas competições. Representados por seu herdeiro, essa maravilha que é o cavalo Javante”, comentou Veloso.

Grupo PGV O Grupo PGV é uma empresa com grande diferencial competitivo, uma vez que é completa e foi criada para suprir todas as demandas existentes no segmento de parcelamento do solo para fins de loteamentos e condomínios. Ao contrário da maioria das empresas que atuam neste setor imobiliário, que se valem da prestação de serviços terceirizados para concluírem seus empreendimentos, o Grupo PGV realiza todas as etapas necessárias com recursos próprios. Dessa forma, desde a prospecção do negócio, passando pela fase de desenvolvimento dos projetos, processo de licenciamento ambiental, execução das obras de urbanização, análises de viabilidade dos aspectos jurídicos, ambientais,

técnicos, comerciais e financeiros, até o recebimento da última parcela do financiamento das unidades imobiliárias disponibilizadas para comercialização – o Grupo PGV está presente em cada etapa, acompanhando todo o processo com seu corpo técnico. Hoje, pode-se dizer que o Grupo PGV é o mais completo do mercado imobiliário. Tudo isso fruto da união da melhor empresa de pavimentação de Minas Gerais (Pavotec) com a mais experiente empresa de projetos de loteamentos do estado (Geoline Engenharia), aliadas à força de comercialização do experiente empresário, advogado especializado nas áreas do Direito Ambiental, Urbanístico e Imobiliário Adevailde Veloso, que a mais de 30 anos se destaca nesse segmento. Definitivamente o Grupo PGV chegou para ficar, tendo seu desenvolvimento pautado por uma larga experiência, capacidade empreendedora, competência e respeito aos clientes, colaboradores e parceiros.

Uma empresa com grande diferencial competitivo, criada para suprir todas as demandas do segmento de parcelamento do solo para fins de loteamentos e condomínios. O Grupo PGV realiza com recursos próprios, todas as etapas necessárias para viabilizar seus empreendimentos: DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS

COMERCIALIZAÇÃO

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

GESTÃO DOS RECEBÍVEIS

REALIZAÇÃO DAS OBRAS DE URBANIZAÇÃO

FINANCIAMENTO PRÓPRIO

ATENÇÃO

nos ou imóveis Você que é proprietário de fazendas, sítios, terre benefícios de os eça conh urbanos. Entre em contato conosco, forme-se trans e l ser parceiro do Grupo mais completo do Brasi Imobiliário. em um grande empreendedor do mercado Junho 2013

CRECI 20083

Poliana Coutinho

O empresário do ramo imobiliário, Veloso e sua aposta promissora para as pistas:

39


Pônei A 28 Exposição Nacional do Cavalo Pônei, aconteceu em Belo Horizonte de 05 a 09 de junho, durante a Superagro Minas 2013, recebeu 230 animais participantes de julgamentos e 30 expositores de todo o país. Na ocasião estiveram presentes criadores de todo país. Veja a seguir fotos e resultados do Campeonato.

20

ª

Exposição Nacional do cavalo

Bela Negra da Meninada, Grande Campeã Jovem.

Original dos Coqueiros, Reservado Grande Campeão Jovem e Gold de Bicas, Grande Campeão jovem.

Kojac D’Luca, Reservado Grande Campeão Adulto da Raça e Eneas do Marcon, Grande Campeão Adulto da Raça.

Julgamento do Grande Campeão Adulto da Raça.

Julgamento da Grande Campeã Adulta da Raça.

20 ANOS DE

MUITA RAÇA! Imagem meramente ilustrativa

Junho 2013

do Cavalo Pampa

O maior evento da história Greta Garbo D’Luca, Reservada Grande Campeã Adulta e Zabumba de Avaré, Grande Campeã Adulta.

40

Exposição Nacional

24 motos de premiação

De 11 a 18 - Agosto - 2013 Parque da Gameleira - BH/MG

Junho 2013

41


Crédito: Divulgação

SECA

Embrapa tenta criar soluções contra os prejuízos da seca no semiárido nordestino

A

Uma turma de 53 técnicos de extensão rural e assistência técnica participou no mês de maio, na Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE) de Dia de Campo sobre produção de alimento volumoso para rebanhos em época seca. Os participantes conheceram experiências com o uso de cultivares de sorgo, milheto e girassol, espécies com boa resistência às condições climáticas do semiárido nordestino, para a produção do volumoso (alimentos fontes de energia e de fibra), conheceram técnicas de ensilagem e acompanharam dados sobre produtividade dessas espécies e sobre o rendimento de animais submetidos a dietas em que elas foram utilizadas. No Dia de Campo foram apresentados os experimentos com as variedades de milheto BRS 1501 e girassol Embrapa 122, além do híbrido sorgo BRS 610, todos desenvolvidos pela Embrapa. O pesquisador Henrique Antunes ressaltou que são

42

Junho 2013

espécies mais resistentes à falta de água do que o milho, uma das fontes mais utilizadas para produção de volumoso na região Nordeste. “Fizemos esses plantios em fevereiro e mesmo com o chamado ‘veranico’, um período sem chuvas de cerca de 30 dias entre aquele mês e março, a produtividade foi boa”, ressaltou ele. Ao lado do também pesquisador Fernando Guedes, Henrique conduziu estação sobre Informações Agronômicas no Dia de Campo, em que mostrou que as três cultivares podem se desenvolver com índices de chuvas que variam de 300 a 400 milímetros em uma época chuvosa, no caso do milheto; 450 a 550, no caso do girassol; de 500 e 600 milímetros para o sorgo. “Em 2013, mesmo com uma média de chuvas abaixo de 500 milímetros aqui na nossa região, tivemos bons resultados”, mostrou Henrique. Na estação, Henrique e Fernando mostraram também que as espécies são van-

tajosas para sistemas de produção pelo fato de, além de serem alternativas para nutrição animal, terem outros potenciais: o girassol como fonte de biodiesel e pasto para apicultura, o milheto para cobertura de solo, o sorgo para produção de etanol. Os técnicos participantes também viram indicadores de desempenho de animais submetidos a dietas em que as fontes de volumoso foram essas três espécies, na estação sobre Alimentação Animal, que foi conduzida pelo analista Leandro Oliveira. Cordeiros que tiveram dieta com o milheto como volumoso, por exemplo, tiveram ganho de peso diário de 181,4 gramas, indicador considerado satisfatório. Já no caso de ovinos com dietas com uso de sorgo e girassol, este indicador chegou a até 222 gramas por dia em uma das diferentes combinações testadas. “Um volumoso de boa qualidade significa uso de menos suplemento e menor custo para o produtor. A Embrapa vai intensificar as pesquisas com essas culturas, para gerar informações ainda mais precisas”, afirmou Leandro. O Dia de Campo também teve estações sobre Confecção de Silagem e Custos de Produção. Na primeira, o pesquisador Rafael Tonucci mostrou informações

Técnicos de extensão rural e assistência técnica participam do Dia de Campo sobre produção de alimento volumoso para rebanhos em época seca.

sobre práticas de preparo de silagens a partir do girassol, milheto e sorgo e na outra estação, o pesquisador Roberto Cláudio Pompeu mostrou simulações de custos para as três culturas, com dados sobre investimentos e custeio. Na avaliação dos técnicos participantes, o Dia de Campo foi válido para reciclar conhecimentos e abrir novas perspectivas de atuação junto a agricultores locais. “Eu até já conhecia o milheto, mas não sabia como trabalhar com essa cultura para produção de volumoso. O primordial é que tenhamos alternativas para conviver com a menor pluviosidade, elas são fundamentais para nossos produtores”, afirmou Beto Machado, técnico da Secretaria de Agricultura e Pecuária de Sobral. “O curso foi muito válido para

uma reciclagem e para vermos os indicadores técnicos dessas culturas, como a rentabilidade, as demandas hídricas de cada uma delas”, disse Renan Cavalcante, técnico da Ematerce em Sobral. O evento contou também com palestra do chefe-geral da Embrapa Caprinos e Ovinos, Evandro Holanda Júnior, sobre integração e inovação de sistemas agrícolas do semiárido brasileiro, em sua abertura. Além dos pesquisadores e analistas expositores, o Dia de Campo envolveu empregados da Área de Transferência de Tecnologia, do Setor de Gestão de Campos Experimentais, de assistentes dos campos e de bolsistas de iniciação científica e de pós-graduação da Embrapa Caprinos e Ovinos. Fonte: Embrapa Caprinos e Ovinos Junho 2013

43


A ExpoZebu Dinâmica foi realizada pela ABCZ, a empresa Araiby e a Embrapa, com apoio da FAZU, da Prefeitura de Uberaba, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Polo de Excelência em Genética Bovina, da Embrapa, da EMATER/MG, do Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, da Certrim, da Copervale e da Coopercitrus.

Concurso Leiteiro

Crédito: Divulgação

ExpoZebu

supera expectativas e movimenta R$ 150 milhões

C

ada vez mais focada na promoção das raças zebuínas e em negócios, a 79ª ExpoZebu que aconteceu entre os dias 03 e 10 de maio em Uberaba/MG, teve uma movimentação financeira estimada pela ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), organizadora do evento, em R$ 150 milhões. Promovida no Parque Fernando Costa, a 79ª ExpoZebu reuniu aproximadamente 110 empresas de vários segmentos, que juntamente com as empresas participantes da 1ª ExpoZebu Dinâmica, negociaram em torno de R$ 100 milhões com a venda de produtos, como: máquinas e implementos voltados à produção agropecuária, veículos, troncos e balanças, sêmen, animais, embriões, roupas e acessórios, móveis, etc. Nos 40 leilões oficializados, o faturamento foi ligeiramente superior aos números de 2012, ficando em R$ 49.346.180,80, com a venda de 1.324

44

Junho 2013

lotes. A média por lote confirmou a boa liquidez dos pregões, R$ 37.270,53. O animal mais caro da ExpoZebu foi a fêmea nelore Zura II TE da Pontal, comercializada no leilão Noite dos Campeões, no dia 06 de maio, por R$ 1.220.000,00. O comprador foi a Agropecuária Vila dos Pinheiros e o vendedor Paulo Trindade Júnior. Além das vendas de produtos e de animais nos leilões, também houve comercialização de zebuínos em dois shoppings de animais: o Shopping Fazenda Sant’Anna e o Shopping Agropecuária Diamantino. Em 2013, quase 217 mil pessoas visitaram o Parque Fernando Costa, durante a 79ª ExpoZebu. Mais de 300 estrangeiros, de 30 países, também passaram pelo Salão Internacional do Parque Fernando Costa. As maiores comitivas foram da Bolívia e da Venezuela. O dia 04 de maio registrou o maior público do evento, com a visita de mais de 37 mil pessoas.

ExpoZebu Dinâmica Uma das grandes novidades da 79º ExpoZebu foi o lançamento da ExpoZebu Dinâmica, promovido no dia 09 de maio, na Estância Orestes Prata Tibery Júnior, espaço que abrigará esta feira anual, entre os dias 08 e 10 de maio, para expor as novas tecnologias do setor de máquinas e equipamentos voltados à pecuária. O lançamento da ExpoZebu Dinâmica contou com a participação de aproximadamente 50 marcas do setor, como Casale, Matsuda, Massey Ferguson, Jumil, entre outras. No local, foram realizadas demonstrações das mais modernas máquinas e implementos agrícolas disponíveis no mercado para facilitar o trabalho do produtor rural, como ensiladeiras, tratores, vagão forrageiro, etc, além de mostra de forrageiras. O lançamento da ExpoZebu Dinâmica foi acompanhado por aproximadamente 1.500 pessoas.

Quatro recordes foram registrados no 35º Concurso Leiteiro da ExpoZebu. O primeiro foi a produção de mais de dois mil e oitocentos litros de leite por dia com a participação de aproximadamente 120 matrizes das raças gir leiteiro, guzerá e sindi. O segundo foi a maior produção média registrada em um concurso leiteiro da ExpoZebu na raça gir. A vaca adulta grande campeã, Fabrica FIV de Brasília, do expositor José Coelho Vitor, produziu média diária de 60,84 quilos de leite durante os três dias de concurso. O recorde anterior era da vaca Sherra da JMMA, que durante a ExpoZebu 2012, produziu média de 52 quilos. A reservada grande campeã da categoria vaca aduta gir deste ano foi Ilheta da Epamig, do expositor Paulo Ri-

cardo de Castro Miotto, com produção média de 49,17 quilos. Outros dois recordes aconteceram no concurso leiteiro da raça guzerá nas categorias Vaca Jovem e Vaca Adulta. Ambas matrizes bateram recordes mundiais: Gabiroba FIV do expositor Marcelo Garcia Lack/outros condomínios com produção média de 33,74 quilos e Aurora WM do expositor Gilson Carlos Bargieri com produção média de 45,50 quilos, respectivamente. Connheça as campeãs do concurso leiteiro:

Zebu de Ponta a Ponta Outro grande sucesso da 79º ExpoZebu foi a realização do 2º Fórum Zebu de Ponta a Ponta, no dia 08 de maio, com a participação de palestrantes renomados que apresentaram as vantagens do zebu nas cadeias produtivas da carne e do leiteOutra ação do projeto Zebu de Ponta a Ponta que contou com a receptividade do público foram os três jogos educativos, produzidos pela ABCZ em parceria com a Escola Games para apresentar de maneira lúdica a importância das raças zebuínas e da pecuária. Em apenas sete dias (03 a 10 de maio), os jogos disponibilizados pela internet registraram mais de 190 mil visualizações. Fabio Fatori

Leilão Mata Velha 2013

Junho 2013

45


Gestação coletiva de Matrizes Suínas:

Uma nova Concepção para a melhoria do bem-estar animal

*Julia Eumira Gomes Neves Perini1, Charli Ludtke2 e Nanci do Carmo3 1- Docente do Instituto Federal de Brasilia, Campus Planaltina; 2-Gerente do programa de Bem-estar de Matrizes Suínas da WSPA; 3- Mestranda da Universidade Federal Fluminense do RJ

A

grande maioria das criações de suínos no Brasil utiliza o alojamento individual para fêmeas em gestação (SILVEIRA et al., 1998). No Brasil, o número de matrizes suínas é de aproximadamente 2,4 milhões, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção de Suínos (LSPS) de 2006, último realizado até o momento. Desse total, mais de 1,6 milhão de matrizes é criada em sistemas altamente tecnificados, onde os animais são confinados, recebem alimentação balanceada e cuidados sanitários específicos. 95% das matrizes criadas em sistemas tecnificados são criadas em gaiolas. As demais 890 mil matrizes são de sistemas de criação de subsistência e criações não tecnificadas. Até o momento a criação em gaiola tem-se perpetuado no mercado da suinocultura devido a algumas vantagens, como: melhor controle e supervisão das matrizes gestantes, alimentação individual e controlada, facilidade de detecção de retorno ao cio, ausência de brigas entre as marrãs e a necessidade de mão de obra pouco especializada. Outro quesito importante é a crença que muitos produtores possuem de que se misturarem matrizes nas primeiras se-

46

Junho 2013

manas de gestação elas irão abortar ou produzir menos. A verdade é que não devemos misturar matrizes quando elas estiverem entre 17 a 24 dias de gestação, pois nesta fase as fêmeas se encontram na fase embrionária, fase em que os embriões estão se implantando de forma equitativa no corno uterino das fêmeas. Antes desta fase e após a implantação dos embriões as matrizes podem ser alojadas em grupo sem afetar os índices produtivos da granja.

Matriz apresentando estereotipia de morder a Barra de ferro da Gaiola

Apesar das vantagens mencionadas acima, o sistema de criação em gaiola não leva em consideração as necessidades dos animais em termos comportamentais e psicológicos. As matrizes criadas neste sistema desenvolvem comportamentos estereotipados (anormais à espécie), como lamber e morder

a barra da gaiola, enrolar a língua, ranger dos dentes, mastigação no vácuo, etc., que demonstram claramente situações de estresse crônico, apatia e frustração. Durante muito tempo acreditou-se que esse sistema de alojamento atendia às necessidades de produção. No entanto, com o avanço das pesquisas e dos sistemas de informatização, integrando tecnologias às granjas e bem-estar aos animais, constatou-se que é possível melhorar as condições das instalações para as fêmeas gestantes, sem afetar negativamente seus índices produtivos. Na União Europeia, à partir do último 01 de janeiro é proibida a gestação em gaiolas. Embora umas poucas granjas ainda as possuam, estão ilegais e deverão ser desativadas em breve. Aqui no Brasil, não há legislação sobre o assunto, e a Fazenda Miunça é pioneira nessa experiência. Localizada no PAD-DF, região rural do Distrito Federal, resolveu enfrentar o desafio e hoje já possui mais de 900 matrizes sendo criadas em sistemas de gestação coletiva. O sistema funciona assim: a baia coletiva é subdividida em várias baias menores conectadas entre si, chamadas de baias de fuga. No centro fica a máquina de alimentação automatizada. É instalado um comedouro automatizado para cada 80 fêmeas. O segredo da criação coletiva é não deixar que os animais tenham que disputar comida. Para isso a Granja Miunça possui um grande diferencial que é o sistema de alimentação auto-

mático, onde cada matriz recebe um chip e após passar na máquina de alimentação este chip é lido por um sensor conectado a um computador de controle e o alimento é despejado na quantidade exata que essa

fêmea necessita. Garantindo assim o ganho e manutenção do peso das matrizes e dos leitões que estão sendo gerados. Como resultados preliminares do ano de 2011, a granja obteve resultados satis-

TABELA 01: COMPARATIVO DO ÍNDICE DE PRODUTIVIDADE DE MATRIZES CRIADAS EM GAIOLA E COLETIVAMENTE (2011) Dados de produtividade

Eco Bea (Grupo)

Miunça (Gaiola)

Taxa de fertilidade

92%

92%

Taxa de repetição de cio

3,63%

4,53%

Número de partos/fêmea/ano

2,53

2,48

Taxa de parição

91,65

91,55

Número total de leitões nascidos/ano

14,71

14,58

Número de leitões nascidos vivos/ano

13,25

13,21

Número de leitões desmamados/porca

12,14

11,93

Taxa de leitões natimortos

7,23

6,95

Número de leitões mumificados (%)

2,64

2,39

Taxa de mortalidade pré-desmame (%)

7,31

8,81

Número de leitões desmamados/porca/ano

30,67

29,53

Peso dos leitões 21d (Kg)

6,31

6,09

Taxa anual de abortos

0,92

1,14

Figura 02 e 03: Sistema de alimentação automática da Granja Miunça. Modelo da marca Schauer.

fatórios na criação de gestação coletiva, com índices que não diferiram estatisticamente da produção em gaiolas e com uma tendência a índices melhores que esta. Na tabela 01estão demonstrados estes resultados. Com isso podemos observar que a criação coletiva não pode ser considerada uma prática de manejo que irá atrapalhar o crescimento do setor suinícola brasileiro, muito pelo contrário, existe uma grande tendência das fêmeas criadas em gestação coletiva desmamarem seus leitões mais pesados do que as fêmeas do outro sistema. Para comprovar estes resultados na Granja está sendo realizada pesquisa que compara três sistemas de criação diferentes, o primeiro onde as matrizes são inseminadas e logo após soltas nas baias coletivas, o segundo em que as matrizes permanecem em gaiolas por 42 a 47 dias de gestação e depois são levadas as baias coletivas e o terceiro que é a gestação em gaiola. O principal objetivo da pesquisa é ter dados comprobatórios da eficácia do sistema de gestação em grupos e depois poder dar subsídio aos produtores que desejarem fazer as mudanças nos seus sistemas de criação. Esta pesquisa está sendo realizada pela Doutoranda Julia Neves e a Mestranda Nanci do Carmo em parceria com a EMBRAPA Suínos e Aves e a WSPA.

! IL S A R B O D O Ç E R P R E U COBRIMOS QUALQ INQUEDOS.

RO, MÓVEIS, CELULARES, INFORM MATERIAL DE CONSTRUÇ ÃO, ELET

8 LOJAS PARA

ÁTICA, PRESENTES E BR

SANTO ANTÔNIO DO MONTE, MELHOR ATENDÊ-LO: ITAPECERIC A,

IRA. OLIVE CLÁUDIO EJunho 2013 47


13 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas Quantidade de embalagens destinada, pelo Sistema Campo Limpo é 6% maior que a do mesmo período de 2012 Em constante atuação no cumprimento de suas obrigações, em prol de uma agricultura mais sustentável, o Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas), formado por agricultores, fabricantes - estes representados pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) -, canais de distribuição e com apoio do poder público, encaminhou para o destino ambientalmente correto, entre janeiro e abril, 13.431 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas em todo o país. A quantidade representa um crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2012. De acordo com os dados do instituto, os estados que mais encaminharam para a destinação final foram: Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul,

48

Junho 2013

que juntos correspondem a 70% do total retirado do campo no Brasil. Rondônia, Rio Grande do Norte e Piauí obtiveram maior crescimento percentual. A contribuição oferecida pela experiência do Sistema Campo Limpo à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi de grande relevância para o país e para o meio ambiente. O inpEV participou ativamente da discussão e elaboração da legislação e nela encontram-se os princípios nos quais os sistema se apoia, como responsabilidades compartilhadas, logística reversa, gestão integrada de resíduos sólidos e ecoeficiência. O inpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, é uma entidade sem fins lucrativos criada pela indústria fabricante de agrotóxicos para realizar a gestão pós-consumo das embalagens vazias de seus produtos de acordo com a Lei Federal nº 9.974/2000 e o Decreto Federal nº 4.074/2002. A legislação atribui a cada elo da cadeia (agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) responsabilidades compartilhadas que possibilitam o funcionamento do Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos).

Estado Mato Grosso São Paulo Paraná Goiás Rio Grande do Sul Mato Grosso do Sul Maranhão Piauí Santa Catarina Rondônia Espírito Santo Tocantins Rio Grande do Norte Outros Brasil

2012 3.242 1.644 1.488 1.359 1.147 693 276 88 145 38 66 48 17 2.405 12.657

2013 3.334 1.751 1.543 1.514 1.289 845 326 161 158 88 77 63 36 2.247 13.431

% 3 7 4 12 12 2 18 82 9 131 17 30 110 (6,5) 6

Crédito: Divulgação

Brasil destina mais de

COMPARATIVO DE EMBALAGENS DESTINADAS JAN A ABR 2012 X 2013

Junho 2013

49


BIG

Ora-pro-nóbis

M

uito conhecido na culinária mineira, o ora-pro-nóbis é uma espécie primitiva de cacto, riquíssimo em proteína chega a ter 25% de proteínas quando desidratado, assemelhando-se à carne e, além disso, contém vitaminas A, B e C, fibras, cálcio, ferro e fósforo. Originária do continente americano, encontram-se variedades nativas dessa hortaliça perene, rústica e resistente à seca da Flórida, nos Estados Unidos, à região sudeste do Brasil. O vegetal, um cacto trepadeira de folhas suculentas e flores brancas com miolo amarelado, ainda não consta nas listas oficiais de fitoterápicos, mas tem despertado a atenção de pesquisadores pela variedade de usos nos campos ornamental, alimentício e medicinal. Alimento humano, ração animal e remédio; ajuda a curar anemias das mais

Alimento rico em proteína, ferro e vitaminas conquista culinária mineira e pesquisadores. graves. Tem lindas flores perfumadas, muito néctar e pólen, serve na apicultura. Pode-se fazer salada com suas flores, em forma de folha seca e moída e também no preparo da farinha múltipla, complemento nutricional no combate à fome. Suas folhas são ricas em mucilagem, que contribui para o bom funcionamento do intestino. Na cidade de Sabará, Minas Gerais, existe o Festival do Ora-pro-nóbis, onde é comum utilizar a cactácea para pratos culinários. A ora-pro-nóbis é propagada

por meio de estacas plantadas em solo fértil enriquecido matéria orgânica e, depois de enraizadas, são transplantadas para o local definitivo.

Como em toda sociedade, sua empresa precisa de organização. Sua empresa vai bem quando a organização societária vai bem. A assessoria da GV é ampla, ágil e transparente. Nosso trabalho é focado na prevenção de problemas futuros e em planejamentos estratégicos para situações inerentes ao cotidiano empresarial. Acesse nosso site, conheça nossos diferenciais e agende hoje mesmo uma visita.

Como plantar - As estacas podem ser cortadas no comprimento de uns 8 cm. Aproveitar todos ate um tamanho de um lápis. - 3 partes de areia grossa; 1 parte de terra; meia parte de húmus. Enterrar de 4 cm; Pode plantar em saquinhos, garrafas pet ou copos descartáveis; Fazer furos no fundo. - Dar pouca água, não encharcar. Deixe na meia sombra. Elas brotam e crescem rápido. Borrife chá de cravo em volta delas, para afastar as pragas. Se der pulgões, borrife água com 2 gotas de detergente neutro.

CRC/MG 6342

50

Junho 2013

www.gvieira.com.br Junho 2013 Tel.: (31) 3274-4892

51


Programa

Balde Cheio

cria oportunidade a pequenos pecuaristas leiteiros

O

Programa Balde Cheio é uma metodologia inédita de transferência de tecnologia que contribui para o desenvolvimento da pecuária leiteira em propriedades familiares. Seu objetivo é capacitar profissionais de extensão rural e produtores, promover a troca de informações sobre as tecnologias aplicadas regionalmente e monitorar os impactos ambientais, econômicos e sociais, nos sistemas de produção que adotam as tecnologias propostas. O programa já beneficiou mais de 3.831 propriedades rurais em 710 municípios brasileiros. A capacitação e a troca de informações acontecem na propriedade rural, que se torna uma sala de aula, chamada de unidade demonstrativa (UD). Além disso, a programação inclui aulas teóricas, tanto a extensionistas como a produtores, na Embrapa Pecuária Sudeste e nas propriedades selecionadas. A partir da estruturação da propriedade com base nas orientações do projeto, a unidade demonstrativa passa a ser uma referência na região. O extensionista treinado pela equipe da Embrapa seleciona uma propriedade por município, para servir de referência aos demais produtores daquela região. A propriedade ‘sala de aula’ deve

52

Junho 2013

ter, preferencialmente, as seguintes características: Pequeno porte (a partir de 0,5 ha), atividade leiteira como principal fonte de renda e propriedade familiar, para que não haja interferência no aprendizado das pessoas envolvidas. Depois de a propriedade ser selecionada e aprovada pela equipe do projeto, o proprietário deverá responder um questionário que identificará, além de seu sistema de produção, aspectos relacionados à situação sócioeconômica da família, bem como questões referentes ao ambiente. A visita de um instrutor credenciado pelo Projeto Balde Cheio ocorrerá a cada quatro meses durante quatro anos (tempo do projeto), totalizando 12 visitas de acompanhamento. Nessas visitas, além do instrutor credenciado, deverão estar presentes: o extensionista responsável pela Unidade Demonstrativa (UD)D e o produtor. A presença de mais pessoas, ou seja, outros técnicos e produtores de leite da região, deverá ser incentivada. O extensionista responsável deverá visitar UD na frequência mínima de uma vez por mês. O produtor de leite que aceitar ser uma UD terá o direito de ser assistido pelos técnicos do Projeto, desde que cumpra com as seguintes obrigações: Realizar, de imediato,

exames para detecção de brucelose e tuberculose,descartando animais positivos; Permitir que sua propriedade seja visitada por outros produtores e outros técnicos; Fazer sempre o que for combinado entre os envolvidos; Passar a anotar controles básicos relativos ao clima (chuvas e temperaturas máxima e mínima), às finanças (despesas e receitas com a atividade leiteira) e ao rebanho (parições, coberturas, pesagens mensais de fêmeas em crescimento e controles leiteiros, que nada mais são do que as pesagens ou medições, uma vez ao mês, do leite produzido por cada uma das vacas em lactação). Técnicas adequadas a cada propriedade serão propostas e discutidas por todas as pessoas presentes na visita quadrimestral. Dessa forma, possivelmente a solução mais viável será encontrada e a cada visita os problemas vão sendo solucionados e novas perspectivas acabam sendo vislumbradas.

em pastagens tropicais durante o período da seca; fornecimento de cana-de-açúcar com uréia como suplementação alimentar no período da seca; controle reprodutivo; controle sanitário no rebanho e uso de técnicas de melhoria do conforto e do bem-estar dos animais. Ambientais: recuperação e conservação da fertilidade do solo; plantio de árvores para formação ou renovação de matas ciliares; preservação de áreas de proteção permanente; controle de efluentes e ações de melhoria da qualidade da água. Gerenciais: controle zootécnico do rebanho; análise econômica da produção e acompanhamento contábil das propriedades participantes.

Principais tecnologias utilizadas Agropecuárias: uso intensivo de pastagens, em sistema de pastejo rotacionado; uso de sistemas de irrigação; sobre-semeadura de aveia ou de azevém

Junho 2013

53


Perspectivas otimistas

para a criação de búfalos no país

C

riação de búfalos no interior de São Paulo: produção nacional de leite de búfala supera 92 milhões de litros por ano. Claudionor Serafim é produtor em Pilar do Sul e descobriu a importância de sua região há oito anos, quando decidiu investir na criação. Primeiro, ele queria uma renda apenas para suprir os gastos com o sítio. Agora, não se contenta mais com os 700 litros diários – tem condições de chegar aos 2 mil – vendidos para seis laticínios de São Paulo. A dedicação ao seu rebanho, formado por 230 animais das raças mediterrânea e murrah, é a razão que o faz querer voltar todos os fins de semana para sua propriedade. O plantel é alimentado com capins braquiária e napiê, volumoso e, ainda, ração na hora da ordenha, que permite com que a fêmea aumente em até 4 litros sua produção diária. Para não ficar refém da escassez de leite – em seu estado natural a búfala pari apenas em dias de menos luminosidade, típicos de outono e inverno, Serafim recorre à inseminação artificial para sempre manter fêmeas em lactação. O produtor tem ciência que é um dos poucos a empregar essa tecnologia, além de manejo adequado. “Muitos acreditam que o animal não precisa de cuidados com saúde e alimentação pelo fato de ser resistente a doenças”. Pietro Baruselli, professor de veterinária da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Associação Brasileira dos Criadores de Búfalo (ABCB), explica que essa

54

Junho 2013

imagem de rusticidade tem relação com a função pela qual o animal começou a ser trazido ao país, no século XIX – “alimentar e servir como tração nas lavouras”. De acordo com ele, enquanto a pecuária investiu em tecnologia, permitindo melhoramento genético e produtividade, o mesmo não aconteceu com os búfalos. Otávio Bernardes, diretor da associação e também criador, reforça que o desconhecimento sobre a importância econômica da criação não tem fronteiras. “Desde 1995, o IBGE não conta mais a população destes animais. Trabalhamos com o último dado, que é de 2 a 3 milhões de cabeças”. Segundo a ABCB, 50% delas estão no Norte do país, em especial no Pará, cuja exploração tem caráter extrativista. Mas foi no Sudeste que se estabeleceu a cadeia produtiva de leite e derivados, enquanto no Sul cresceu a de carne. “Ainda assim, falta matéria-prima”, reclama Jorge Narkidi, diretor do Levitari, um dos maiores laticínios do país, localizado em Sete Barras, no Vale do Ribeira (SP). Seus 90 fornecedores conseguem suprir 15 mil litros diários em época de pico, apesar de a empresa ter capacidade para processar 30 mil litros. O Levitari fabrica 40 toneladas de produtos por mês, para atender a uma clientela composta por supermercados, restaurantes, pizzarias e empórios. “Os pedidos aumentam, em média, 30% por ano”, informa. Ele adverte que a escassez de matéria-prima tem provocado fraudes no mercado, como aquela que mistura lei-

te bovino ao de búfala, que tem 4% mais proteínas e taxa menor de colesterol. Pietro Baruselli ensina que, para não cair em armadilhas, o consumidor deve buscar um queijo branco e brilhante. A adição de leite de vaca dá coloração amarelada, muitas vezes camufladas com branqueadores. “A massa deve ter aroma de leite fresco, sabor suave e levemente adocicado. A consistência é macia, mas firme, para que não despedace. “Os falsificados costumam esfarelar”, explica. Para proteger os consumidores de fraudes, a ABCB criou há 11 anos o selo de pureza que certifica o produto que leva 100% de leite de búfala. A existência de um mercado potencial que não é explorado como merece não surpreende Otávio Bernardes, que lida com búfalos desde a década de 1980. Foi quando seu pai, Wanderley Bernardes, tornou-se um dos pioneiros na criação do Vale do Ribeira – e, depois, no sudoeste paulista. “Os animais sempre estiveram em segundo plano. Ocuparam espaços que não eram do agrado da pecuária e da agricultura”. O sítio de Otávio é próximo ao de Claudionor Serafim e, como o vizinho, produz 700 litros de leite diários. E o diretor da ABCB não perde o otimismo. Na sua própria região já são 350 produtores que lidam com a criação na esperança de que o mercado não hesite mais em atender consumidores dispostos a pagar pelo produto quando encontrado. Fonte: Sistema Brasileiro do Agronegócio

Junho 2013

55


Goji Berry, a fruta do momento

A

goji berry ainda é uma novidade no Brasil mas há milhares de anos a fruta é cultivada e adorada pelos orientais. O produto, originário da região sul da Ásia – China, Tibete e Índia –, começa a ganhar adeptos por aqui de olho nos componentes naturais que ajudam a queimar a gordura acumulada nas regiões da barriga, da coxa, do bumbum e dos culotes, evitam o envelhecimento precoce da pele e ainda aumentam a imunidade. Com uma lista de propriedades enorme, ela se destaca pela alta concentração de vitaminas: cada 100 gramas, ou 1 xícara (chá), de goji seca contém 2.500 miligramas de vitamina C, uma quantidade 50 vezes maior que uma laranja. Para comprovar o que os chineses já sabiam, uma pesquisa desenvolvida pela Universidade do Arizona, nos EUA, investigou a composição da goji berry. Visto que um organismo com níveis de vitamina C entre 5 e 15 miligramas passa a queimar mais gordura naturalmente, ficou fácil entender por que o consumo da fruta ajuda na eliminação de peso. Outro trabalho sobre a goji berry foi publicado no respeitado American Jour-

56

Junho 2013

nal of Clinical Nutrition. Nele, estudiosos comprovam a alta concentração de outras vitaminas, como B1, B2 e B6, cerca de 20 aminoácidos, potássio, selênio e cálcio. Essa mistura ajudou as pessoas que participaram da pesquisa a perderem 4 kg em apenas 14 dias. A goji não é uma fruta considerada calórica. Uma colher de sopa possui apenas 50 calorias. Ela ainda é rica em vitaminas e minerais, aumenta a renovação celular e também acelera o metabolismo e favorece a perda de peso. O alimento garante mais aminoácidos ao organismo, fundamentais para a produção das proteínas que serão usadas para enrijecer os músculos e reduzir a flacidez. A ingestão regular de goji berry combate a formação de celulite pois é considerada um anti-inflamatório natural. A goji berry pode ser consumida fresca, seca e misturada a frutas, saladas, cereais, sucos e iogurtes. A recomendação é de duas colheres de sopa por dia, orientam os nutricionistas. Mas além de ser encontrada in natura e seca em lojas de produtos naturais e empórios, a fruta é comercializada em pó por farmácias de manipulação em forma

de cápsulas. A dose recomendada é de 1.500 mg, ou 3 cápsulas diárias. Seja qual for a opção, saiba que a alta concentração de vitamina C é o grande trunfo de incorporar o alimento à alimentação. E, independentemente de como for usá-la, nenhum componente é perdido.

Outros benefícios A goji berry possui triptofano, também conhecido como a substância do bom humor, porque é precursor da serotonina, que afasta a depressão e controla o sono e o apetite. Por conter um ácido graxo chamado linoleico, a goji berry é indicada para diminuir o colesterol ruim do sangue e também o acúmulo de gordura no organismo. Tem mais betacaroteno do que a cenoura, o que aumenta a obtenção de vitamina A para combater a osteoporose, prevenir as doenças da visão e melhorar a aparência da pele como um todo. A fruta também afasta doenças degenerativas, como o câncer, por conter fitonutrientes chamados betaína e germânio, além de combater os radicais livres, que são degenerativos. Fonte: dietaja.uol.com.br

Junho 2013

57


58

Junho 2013

Junho 2013

59


O JEITINHO MINEIRO DE FAZER BONS NEGÓCIOS

Brasil já possui mais

O mineiro faz negócio com paciência. A mesma de que se vale para esperar

moderna tecnologia de túnel de congelamento de sêmen

Foto: Divulgação

60

Junho 2013

pliação da capacidade de armazenagem para mais de 2,5 milhões de doses (rotativas), construção de câmaras frias, aquisição de novos e mais modernos bancos de sêmen e até outro equipamento patente ABS que torna mais rápida e fácil a identificação de cada raque com as doses. “O planejamento é otimizar essa que é a última etapa da produção do sêmen e ir abrangendo cada etapa anterior até que possamos garantir cada vez mais qualidade. É um orgulho para nós termos aqui no Brasil o mesmo padrão de qualidade em vigor mundialmente, que atende até os mais rigorosos protocolos sanitários”, destaca. No túnel de congelamento, movido por um motor semelhante a uma turbina de avião, as paletas de sêmen são congeladas já raqueadas, agilizando o trabalho

Assim como o cafezinho traz com ele o pão de queijo e outras iguarias, os negócios dos mineiros, seja em Minas Gerais ou no resto do país, trazem o espírito de equipe, ética e honestidade. A JAM Soluções Prediais tem este jeitinho bem mineiro, e está sempre pronta para facilitar a vida de seus clientes. Converse com a gente.

Túnel de Congelamento ABS

O

mercado de inseminação artificial em animais anda a passos largos no mundo e no Brasil não é diferente. Cada vez mais, novas tecnologias estão á disposição de criadores que querem investir nessa técnica e otimizar a produção. A novidade no setor é o túnel de congelamento de sêmen, desenvolvido e patenteado pela ABS Pecplan nos Estados Unidos e que já chegou á sede da empresa em Uberaba/MG. Essa tecnologia permite congelar 11 mil doses a cada dez minutos, melhorando comprovadamente a padronização entre as partidas e a fertilidade do sêmen. Fernando Vilela Vieira, médico-veterinário Gerente de Produção da empresa, está coordenando a implantação que inclui um novo tanque de nitrogênio, am-

passar o café no coador de pano. O resultado é sempre bom, renovado.

e diminuindo a necessidade de manuseio das doses pós-congelamento. “As doses continuam sendo analisadas e resfriadas no laboratório. Depois são raqueadas e identificadas para serem congeladas com vapor de nitrogênio na tubulação a vácuo até atingirem -150 graus Celsius. A seguir, são imediatamente mergulhadas no nitrogênio líquido onde permanecem a -196 graus para estoque ou transporte”, explica o gerente. A temperatura dentro do túnel é controlada a cada segundo (ou 0.1 grau) por dois sensores conectados a uma válvula e ao software de gerenciamento. “Nós realizamos recentemente uma reunião com os gerentes de produção da Genus ABS em diversos países para analisar todos os processos e rotinas utilizados atualmente, o que pode ser melhorado, como e quando devemos implantar novos equipamentos e treinamento para as equipes. Nosso foco está totalmente voltado para o aumento da fertilidade, qualidade e satisfação dos clientes”, confirma Fernando.

BELO HORIZONTE - MG

RIO DE JANEIRO - RJ

Rua Limoeiro, 354

Rua Cuba, 423

Bairro Nova Suíça

Bairro Penha

CEP: 30421-176

CEP: 21020-160

Tel.: 31 3469.1919Junho 2013

www.jamsolucoesprediais.com.br

61


Bebidas

LEITE ZERO LACTOSE x BEBIDA À BASE DE ARROZ x BEBIDA À BASE DE SOJA *Helena Camargo, Engenheira de Alimentos e Coordenadora de P&D da Piracanjuba

A

lactose é um tipo de carboidrato presente naturalmente no leite, que, quando digerida pela enzima lactase, é transformado em glicose + galactose, outros dois tipos de açúcar. Algumas pessoas são intolerantes à lactose, pois têm pequena quantidade ou ausência dessa enzima. Desta forma, quando consomem alimentos com esse tipo de açúcar, como leite e seus derivados, podem apresentar desconfortos abdominais, gases, inchaço e diarréia, sintomas estes que são evitados pela exclusão ou diminuição do consumo de lactose. Atualmente, o mercado conta com alguns produtos que não contém lactose, como é o caso do leite zero lactose, bebida à base de arroz e bebida à base de soja. Veja no quadro a seguir a composição nutricional de cada um deles. Existem algumas diferenças das características nutricionais de cada um destes produtos: • O leite sem lactose apresenta a mesma composição nutricional do leite de vaca, entretanto tem adição da enzima lactase, deixando, assim, a lactose já quebrada em glicose + galactose, o

62

Junho 2013

INFORMAÇÕES

LEITE SEM

BEBIDA

BEBIDA

NUTRICIONAIS

LACTOSE

DE ARROZ

DE SOJA

QUANTIDADE POR PORÇÃO

1 copo (200ml)

1 copo (200ml)

1 copo (200ml)

VALOR ENERGÉTICO (kcal)

82

91

82

CARBOIDRATO (g)

9

18

8,3

AÇÚCARES (g)

9

15

6,8

LACTOSE (g)

0

0

0

PROTEÍNA (g)

6,2

0

5,2

GORDURAS TOTAIS (g)

2,4

2

3,1

GORDURAS SATURADAS (g)

1,5

0,2

0,4

GORDURAS TRANS (g)

0

0

0

FIBRA ALIMENTAR (g)

0

1,0

1,9

SÓDIO (mg)

128

60

159

CÁLCIO (mg)

232

240

240

que permite o consumo por intolerantes e ainda oferece uma fácil digestão do alimento por qualquer indivíduo. Este produto preserva todas as características do leite, isto é, a proteína de alto valor biológico (com todos os aminoácidos essenciais), o cálcio natural do leite e outras vitaminas e minerais como fósforo, potássio e selênio, e ainda não tem adição de açúcar. • A bebida à base de arroz pode ser consumida pelos intolerantes à lactose, mas não contém proteína. Ela contém açúcar e o cálcio não é natural do produto, sendo este mineral, na maioria das vezes, adicionado. Contudo, apre-

senta baixo teor de gorduras totais, saturadas e sódio. • A bebida à base de soja também pode ser consumida por intolerantes à lactose, contém boa quantidade de proteína de origem vegetal e de fibras alimentares. Entretanto, apresenta adição de açúcar e é enriquecida com cálcio, diferente do leite que apresenta este mineral naturalmente em boa quantidade. Desta forma percebe-se que nem todas as bebidas substituem adequadamente o leite, do ponto de vista nutricional, mas é importante escolher o melhor produto de acordo com as necessidades e objetivos específicos de cada indivíduo.

Junho 2013

63


Exuberante e Versátil O Ipê Amarelo tem florada espetacular e pode ser cultivado em espaços restritos, inclusive na calçada. *Bruna Monteiro Paisagista na Arte Folha Paisagismo e Decoração.

Se você tem pouco espaço e quer plantar uma árvore, o Ipê - Amarelo ( Tabebuia Chrysotricha) pode ser a escolha ideal. Além de ter um das mais bels flora-

64

Junho 2013

das, sua copa ocupa pouco espaço e as raízes são pivotantes, ou seja , crescem direcionadas para baixo. É uma árvores perfeita para cultivar em pequenos jardins ou em calçadas. A espécie é originária do Brasil, e tem uma característica muito particular: no ápice do inverno, quando tudo está seco, é que ela mostra sua força. Começa perdendo todas as folhas. Depois, quando está completamente pelada, surge a florada. E que florada!!! Buquês de flores no formato de sino renderam à planta o nome popular de “ árvore da corneta dourada” . Quem vê, fica encantado. E o espetáculo continua quando as flores

caem, pois elas encobrem o chão formando um belo tapete amarelo. Há quem diga que o Ipê-Amarelo e sua flor sejam símbolos do Brasil. Porém, essa informação, esta errada. A família dos Ipês é enorme e conta com mais de cem espécies das mais diversas cores, tamanhos, formas e florescem em épocas distintas. Entre elas estão vários Ipês – Amarelos, sendo que o Chrysotricha, é o mais indicado para jardins pequenos. Por isso, é preciso cuidado na hora de escolher a muda. As flores do Ipê-Amarelo dão um show no inverno, quando a árvore está sem folhas.

COMO CULTIVAR Como a velocidade de crescimento do Ipê- Amarelo é moderada, escolha mudas com mais de 1 m de altura. Na hora de plantar, nem pense em coloca-las perto da piscina, devido à queda das folhas e flores. Cerca de vinte dias antes do plantio, prepare um berço grande com calcário, farinha de osso, composto orgânico e NPK 10-10-10. Acomode a muda, tutore-a e regue diariamente nos três primeiros meses. Passado esse período, basta adubar uma vez ao ano com composto orgânico e deixar que a chuva se encarregue das regas. Depois de alguns invernos, quando tudo o mais estiver feio e seco no seu jardim, o Ipê-Amarelo dará a mais bela florada que você pode imaginar. Ah, um detalhe importantíssimo: o caule do Ipê-Amarelo é perfeito para fixar orquídeas.

Nome Científico: Tabebula Chrysotricha. Nomes Populares: Ipê-Amarelo, Árvore da Corneta Dourada. Família: Bignoniáceas Características: Árvore nativa da Mata Atlântica brasileira, de até 10m de altura. Folhas: Caem no inverno. Flores: Surgem em grande quantidade no inverno, quando a árvore está desprovida de folhas. Plantio: As mudas devem ser plantadas em berços preparados 20 dias antes com calcário, farinha de osso, composto orgânico e NPK 10-10-10. Luz: Sol pleno. Solo: Fértil e bem drenado. Clima: Tropical e subtropical. Regas: Nos três primeiros meses devem ser diárias, com pouca água. Depois, deixe que a chuva cuida da irrigação. Adubação: Anual, com composto orgânico.

Junho 2013

65


Automóveis

Crédito: Divulgação

VOCÊ SABE ONDE ESTÁ PLANTANDO?

T

66

Junho 2013

funcionamento da transmissão, selecionando a marcha mais adequada de acordo com o estilo de direção do condutor. A atuação do Sistema de Inteligência Artificial leva em consideração a posição do acelerador, a velocidade do veículo, a rotação do motor e a atuação dos freios e também avalia o percurso por onde o veículo está trafegando (subidas, retas ou decidas). Para a linha Hilux e SW4 a diesel, um sistema de navegação GPS integrado foi incorporado à central multimídia, que conta com tela de 6,1 polegadas touchscreen e câmera de ré e conexão Bluetooth® com microfone localizado no console do teto. Conexões USB e Auxiliar do sistema de som compatível com iPhone® e iPod® completam o conjunto. O sistema multimídia com GPS integrado para navegação também conta com tecnologia complementar 3D Gyro® e Speed Pulse® que analisa o posicionamento e andamento do veículo através de referenciais inerciais e evita a perda de navegação por eventual sombra no sinal da constelação de satélites ao percorrer o interior de túneis, garagens, encostas de morros, entre outros. A novidade da linha Hilux diesel,

Uma boa ideia é como uma boa semente, se for bem cuidada e acompanhada, vai gerar bons frutos.

Hilux e SW4

oyota traz novidades em 2013 das linhas Hilux e SW4 com motorização a diesel. Os modelos trazem agora o novo motor D-4D 3.0L 16V com Intercooler, TGV (turbo de geometria variável), common rail e injeção direta, que geram potência máxima de 171 cv a 3.600 rpm e um torque plano máximo de 36,7 kgf.m entre 1.400 e 3.200 rpm, com a transmissão automática. O novo motor da Hilux e do SW4 conta com um exclusivo sistema de controle de emissões com funcionamento cíclico fechado que ajusta a injeção de combustível eletronicamente, favorecendo a redução das emissões de poluentes, por meio da queima completa do combustível antes da sua liberação no escapamento. O sistema ajusta automaticamente a quantidade e o momento da injeção do combustível na câmara de combustão. Cada injetor de combustível é equipado com um sensor que comunica a pressão do combustível injetado para o computador que gerencia o motor. Além do novo motor, a linha Hilux e SW4 a diesel oferece agora uma nova transmissão automática de cinco velocidades, dotada de Sistema de Inteligência Artificial. Este mecanismo gerencia o

bons frutos

desde a linha 2012, é a adição da versão cabine dupla SR 4X4 com transmissão automática, que completa as versões intermediárias, antes oferecidas somente com transmissão manual de cinco velocidades. Com a introdução da versão diesel SR 4X4 automática, a Nova Hilux está à disposição em nove configurações com motor a diesel, que atendem às mais diferenciadas necessidades dos consumidores. São elas: Chassi/Cabine 4x4, Standard cabine simples e dupla com tração 4x4, Standard cabine dupla com tração 4x4 e Power Pack (vidros, travas e retrovisores elétricos), SR cabine dupla 4x4, A/T (transmissão automática) ou M/T (transmissão manual), SRV cabine dupla 4x4 A/T (transmissão automática) ou M/T (transmissão manual) e SRV TOP 4x4 com transmissão automática. Completam a linha Hilux, ainda, as novas versões da Hilux 2.7 VVT-i Flex Fuel: SRV 4x4 e SR 4x2 (ambas com transmissão automática). Outra novidade na linha Hilux é que o motor diesel 2.5L D4D de 102 cv foi descontinuado, o que significa que as versões Standard da Hilux passam a ser equipadas também com o novo motor diesel 3.0L D4D turbo intercooler de 171 cv.

1

Se a semente for de qualidade, garante

2

Com a raíz segura, tudo se desenvolve de

3

Os bons resultados e geração de lucros são

uma boa raiz.

maneira sólida e eficiente.

desenvolvimento

conquistados com atenção e planejamento.

Criação de Catálogos, Folders, Sites, Anúncios, Material promocional para feiras e leilões, Sites, e tudo que seu negócio precisa para se comunicar com seus clientes. solidez

Venha tomar um café com a gente. Quem sabe trocamos uma boa prosa pra termos boas ideias juntos.

Insta

/fabrikacom | www.fabrikacom.com.br | (31) 3286-4214

Rua Santa Maria do Itabira, 124 - Conjunto 12 - Sion - Belo Horizonte

Junho 2013

67


Turismo

Receita

Monte Verde, a Suíça Mineira!

Culinária

rural

Costelinha com Ora-pro-nóbis

Ingredientes: 1 kg costelinha porco picada 2 1/2 litros água 1 colher (sopa) gordura 1 colher (sopa) sal com alho 1 cebola média ralada

Preparo: paLave as costelinhas, coloque em uma eo aça nela, cubra com água, junte a cach ra. limão. Leve ao fogo para uma leve fervu ela. pan Escorra e reserve. Leve ao fogo uma Aqueça a gordura e junte as costelinhas para ura fritar levemente. Retire o excesso de gord ,a que ser formar, acrescente o sal com alho

A

Vila Monte Verde, considerada a “Suíça Mineira” por sua semelhança com os Alpes Suíços, é uma opção dos turistas á procura de baixas temperaturas aliadas ao charme da pequena cidadezinha ao Sul de Minas Gerais, pertencente ao distrito de Camanducaia, a 170km da cidade de São Paulo. A região formada por serras, cascatas, pinheiros, ciprestes, ar puro e paisagem exuberante, torna Monte Verde um verdadeiro retiro acolhedor para quem a visita. O clima é agradável em todas as estações do ano mas, é no inverno que a procura aumenta quando a temperatura pode chegar até a 10 graus negativos. A pequena vila é um local charmoso para passear, descansar e namorar, com suas construções em estilo europeu, lareiras e muito verde, pinheiros, cascatas, cachoeiras, montanhas, picos com

68

Junho 2013

trilhas, esquilos, beija-flores e diversas espécies de pássaros e perfumadas flores coloridas no verão como as famosas hortênsias. Em Monte Verde você poderá realizar vários passeios: a cavalo, moto, trenzinho, bicicleta, monomotor, quadriciclo, jipe, esportes radicais, patinação no gelo, bugue, tudo para quem gosta de curtir a natureza, ar puro e um friozinho, com um delicioso chocolate quente ou um saboroso vinho. A cidade tem uma ótima infra-estrutura hoteleira, além de variadas lojas de chocolates, queijos e vinhos, sabonetes, malhas, artigos de lã, couro, sapatos, artesanatos, cerâmicas, estanhos, etc. Também uma vasta gama de restauran-

1 colher de urucum 1 folha louro 1/2 cálice cachaça 1/2 cálice limão Ora-pro-nóbis picado Cheiro-verde e Pimenta a gosto r cebola e por último o urucum. Deixe pega e cor, pingue água, junte a folha de louro tampe. Deixe cozinhar e vá pingando mais um água, até a carne amaciar bem e formar do caldo suculento. Acerte o tempero e retire ee piqu fogo. Lave e escorra o ora-pro-nóbis, com cubra as costelinhas. Não mexa. Sirva angu e arroz com alho.

tes com comidas variadas desde a típica mineira, como o famoso tutu de feijão e leitão a pururuca, além de trutas, comida alemã e fondues. O pinhão é um produto típico e muito saboreado por todos. São diversos pontos turísticos para visitar, todos relacionados com a natureza e trilhas ecológicas, para desvendar as belezas da região. A Pedra Redonda é uma das trilhas mais populares de Monte Verde, das 4 “pedras” mais altas da cadeia de montanhas que adorna a cidade. É a de acesso mais fácil e rápido, apenas no último trecho fica mais íngreme. Outro destaque é a Pedra Partida, um pouco mais longe que a trilha da Pedra Redonda e com acesso pelo mesmo lugar, destaca-se por permitir nos dias mais abertos a visualização da Pedra do Baú, localizada em Campos do Jordão. As cachoeiras também são uma atração á parte e vale a pena conferir. Junho 2013

69


Mercado Pet

Mini vacas E

las estão ficando mais populares em eventos, expostas em mini fazendas e chamam a atenção principalmente da criançada, mas as mini vacas já são criadas há bastante tempo no Brasil e tem se tornado cada vez mais, uma excelente opção como animal pet. A criação desses pequenos animais também rendem lucros ao criador, que pode ter rentabilidade com o leite, por exem-

70

Junho 2013

plo, ou fazer um criatório desses animais. A mini vaca produz em média 10 litros de leite por dia e possui um custo de criação inferior ao de outros animais, o que pode ser uma opção rentável especialmente ao pequeno produtor. Uma característica que beneficia o produtor de pequenas áreas é a lotação das mini vacas de dois animais e meio por hectare. Outro benefício é o custo

da criação: a mini vaca consome em torno de 10% do seu peso, muito menos do que um animal de grande porte, e a alimentação pode ser pastagem ou ração. Por ter o gene dominante do ananismo, ela não passa de 1,10m de altura, e o peso varia de 150 a 200 quilos. A puberdade acontece a partir de um ano e meio de idade. Os mini bovinos foram obtidos através de seleções genéticas. Semelhante ao gado normal, conserva as características de seus parentes maiores, só que de tamanho reduzido, medindo até um metro de altura. O criador Antônio Ferreira, da cidade de Alfenas/MG, possui um criatório com cerca de 60 mini bovinos e sua criação tem a finalidade de vender o leite produzido pelas mini vacas e também a comercialização de animais pet. “A Mini Fazenda Reino Encantado tem hoje ranqueada a menor vaca do Brasil, chamada Princesinha, apenas 60 centímetros de altura. As mini vacas são dóceis e de fácil manejo. Ideal para as crianças brincarem, puxá-las e alimentá-las, podendo até mesmo montá-las. O custo de criação é bem barato, podendo inclusive ser menor que criar um cachorro e será necessário pouco espaço para ter uma mini vaca. Pequenas chácaras e sítios comportam a criação desses animais de estimação”, explica o criador.

Como criar Instalações Pode ser instalações rústicas, simples e de custo baixo, desde que os coxos e bebedouros sejam baixos facilitando uma boa alimentação.

Alimentação Os mini bovinos podem ser criados soltos a campo, apenas com capim, sal mineral, vermífugos e vacinas, como também em baias e cocheiras. Uma mini vaca confinada, consome em de 1,5 a 2 kg de ração, dividido em duas refeições e 1/3 de fardo de capim por dia (mais ou menos 6 kg). Se esse animal estiver em fase de lactação pode chegar a produzir de 8 a 10 litros de leite por dia. Para uma mini vaca confinada, o custo mensal é de R$ 50,00 a R$ 55,00. Mesmo custo de um cachorro de grande porte.

meses, desde que tenham uma boa alimentação. Geralmente produzem uma cria por ano após um período de gestação de 9 meses e seus partos são normais. Amamentam o seu filhote até o quinto ou sexto mês de idade. Apresenta cio aos 50 dias após dar cria, e seu período de fecundação é a cada 21 dias.

Finalidade Para leite, como animal de estimação, podendo ser criados até em quintal, ao relento; não requer muitos cuidados. Despertando também o interesse e a responsabilidade nas crianças em preservá-los e conviver harmoniosamente com os animais.

Produção leiteira De 8 a 10 litros de leite por dia. Sua estabilidade de leite vai até o sexto mês, tendo vaquinhas de 10 meses de lactação. Sendo bons lactantes, os bezerrinhos se alimentam e desenvolvem rapidamente.

Longevidade Estima-se que viva e procrie até 27 anos em média. Um mini-bovino bem cuidado dá prestígio ao seu dono, compensa o trabalho e as despesas de alimentação, por que eles são muito mansos e as crianças aprendem a conviver com eles. Fonte e crédito das fotos: Mini Fazenda Reino Encantado

Altura É de 60 a 90 centímetros de altura, até atingirem a idade adulta (conforme linhagem).

Reprodução Na reprodução são muito precoces, pois tem vida reprodutiva a partir de 14

Junho 2013

71


Criações Exóticas

Geckos Leopardo O

s Geckos Leopardo são repteis nativos dos desertos rochosos do norte da Índia e do Paquistão, atingem tamanhos médios de 20/25cm, e pesos até aos 100g, sendo que os machos são ligeiramente maiores que as femêas. Têm habitos noturnos, alimentam-se de insetos que caçam com grande destreza. Possuem bonita coloração composta por tons de dourado, preto e branco e distinto temperamento. É que na sua maioria, os Geckos são conhecidos por serem agressivos e dificilmente estabelecerem uma boa relação com o homem. No entanto, os Geckos Leopardo

têm um comportamento bastante amigável podendo ser facilmente manuseados na sua fase adulta. Os mais jovens têm um comportamento um pouco mais defensivo, mas isso nada mais é do que uma reação inata ao perigo. Uma mordida de Gecko Leopardo nem sequer é considerada perigosa. Estes Geckos têm hábitos predominantemente noturnos estando então muito ativos durante a noite procurando as suas presas. Seu olhar alargado, vivo e alerta redobra de interesse quando ele avista a sua presa. Aliás, é desta vivacidade de olhar que lhe vem o nome eublephar que em latim significa pálpebra.

O Gecko Leopardo é bastante querido pelo seu carácter amigável com o homem. No entanto, nos primeiros dias de cativeiro, segundo recomendação de especialistas, o dono deverá trabalhar para facilitar a adaptação com o Gecko, há necessidade de manter uma constante aproximação ao animal para que ambos se sintam à vontade no manuseamento. Um habitat do tipo terrário é o mais indicado para manter os Geckos em cativeiro. Se o criador optar por ter mais do que um animal deve providenciar dois espaços separados, uma vez que os machos tendem a lutar por questões territoriais. A composição do terrário deve

fornecer um ambiente o mais confortável e parecido com o natural possível. Os geckos leopardo são animais nativos do clima desértico, adaptados a rochas, rochedos, pedras e calhaus. Como tal, deve arranjar um terrário com um mínimo de 70cm de comprimento por 45cm de largura por 45cm de altura para ter dois ou três exemplares. Deve ser bem arejado, construído em vidro ou madeira própria. O fundo não deve ser coberto de areia, pois esta pode ser ingerida e provocar obstipação intestinal, podendo levar o animal à morte, preferencialmente deve ser utilizado qualquer material que não possa ser ingerido. Uma vez que o Gecko Leopardo não possui ventosas nas patas como a maioria das espécies Gecko, deve instalar no terrário alguns elementos decorativos como ramos que permitam ao animal trepar. Assegure que os ramos têm capacidade para suportar o peso do animal. Terá de acrescentar também alguns esconderijos como rochas e pequenas plantas. O recipiente da água deve ser raso de modo a permitir que o Gecko possa trepar e beber sem correr o risco de se afogar. Como bebedouro basta usar uma tampa ou outra coisa que sirva para o efeito, depende dos gostos e imagina-

ção de cada um. Deve haver água fresca no terrário todos os dias. A temperatura ambiente diurna dever estar entre os 27ºc e os 32ºc e a noturna entre os 16ºc e os 21ºc. Estas temperaturas podem ser conseguidas facilmente através de uma lâmpada específica para répteis a colocar no topo e de um aquecedor próprio para dois terços do fundo do terrário. Deve possuir no terrário três tocas escuras, que podem ser simples tupperwares virados ao contrário, uma delas húmida (pode usar um guardanapo molhado, é simples e eficaz), pois na altura da muda de pele estes animais requerem um ambiente mais húmido. Um

sinal que o gecko está para mudar a pele é ela ficar esbranquiçada. A muda demora entre um e dois dias e é aconselhável que o dono não facilite a troca, pois trocas de pele mal efetuadas podem levar o gecko á morte. A alimentação dos geckos deve ser rica e variada, no entanto é recomendável firmar numa base de alimentos. Pode basear a alimentação em larvas de tenébrio e grilos, mas devem ser dadas também baratas argentinas, larvas de buffalo, gafanhotos e a geckos adultos também podem ser dados pinkis (ratos bebés). Estes devem ser previamente polvilhados com vitaminas e suplemento de cálcio. Deve ser dado alimento de dois em dois dias, preferencialmente à noite, e de 3 em 3 doses deve ser adicionado o complemento vitaminico. Mantido sempre em boas condições de saúde e alimentação, o Gecko Leopardo pode atingir os 18 cm em cativeiro, mas na natureza chega a ultrapassar os 25 cm (cauda incluída) e viver até 20 anos. Um dos maiores problemas de saúde dos geckos é MBD (Metabolic bone disease) que se traduz num sistemático enfraquecimento dos ossos causado maioritariamente por um deficiente suplemento de cálcio. Uma outra questão importante é a infecção das vias respiratórias, isto pode acontecer se o Gecko não estiver num ambiente suficientemente quente. Nestes casos o criador deve recorrer imediatamente a um veterinário, dada a sensibilidade destes animais, uma doença mal tratada pode conduzir à morte. Mantenha-se sempre atento a potencial presença de parasitas, pois estes são os principais causadores de propagação de doenças e de infecções. Fonte: Arca de Noé

72

Junho 2013

Junho 2013

73


A

Ganso sinaleiro

tualmente, os gansos sinaleiros são criados em toda parte do mundo, mas, apesar de terem se adaptado bem ao clima brasileiro, entre nós não há criação extensiva dessa ave, como ocorre em regiões européias, nas quais a criação representa boa fonte de renda. Carne de excelente qualidade, seus ovos têm o mesmo valor nutricional que os da galinha, as penas são utilizadas para enchimento de travesseiros, almofadas, acolchoados e, até mesmo, colchões. Os gansos têm custo de manutenção barato, oferecem bom retorno de vendas e não exigem grandes investimentos aos iniciantes. Desde que seja um local ao ar livre e que haja água disponível para o banho, gansos de raça pura podem ser criados até em quintais de residências. Animais resistentes, eles raramente ficam doentes. Além de bom rendimento de carne, também fornecem ovos nutritivos para consumo. Os gansos vivem em bandos e apresentam aguçado senso de vigilância: fazem verdadeiro alarido a qualquer hora do dia ou noite, ao sentir a presença de estranhos. Além de darem alerta, com seus grasnar estridente, chegam mesmo a atacar o intruso, pois são territorialistas e defensores de suas fêmeas. De porte elegante, a ave vive até 15 anos

e adapta-se bem em espaços pequenos. É necessário que haja um cercado para evitar fugas e um abrigo de tamanho suficiente para proteção contra sol muito quente, chuva intensa e vento forte. Um pequeno lago, tanque ou uma área com água limpa é essencial para as aves aquáticas, que precisam de banhos diários para manter a saúde. Essas aves se desenvolvem muito bem quando criadas em liberdade total. Elas pastam e, graças ao formato do bico, arrancam folhas de capim. Nesse caso, os cuidados com a alimentação se restringem a período de estiagens prolongadas. Os gansos são animais gregários e tribais, um macho pode cobrir até cinco fêmeas. Porém, a introdução de aves adultas, depois de formado o grupo, é sempre difícil e problemática. A água é o fator de maior importância para o sucesso do acasalamento dos gansos, uma vez que a fecundação que se processa na água resulta em mais ovos férteis. Para o ganso macho, o acasalamento em terra firme é algo de difícil execução, em razão de seu tamanho e peso. Assim, não havendo no local da criação, facilidades como lagos ou rios próximos, providencie um tanque cujas dimensões sejam proporcionais ao número de aves que você pretende criar.

Eventos/ Exposição 28 Exposição Nacional do Cavalo Pônei Confraternizações marcaram a 28 Exposição Nacional do Cavalo Pônei que aconteceu em Belo Horizonte de 05 a 09 de junho, durante a Superagro Minas 2013. Na ocasião estiveram presentes criadores de todo país que marcaram presença na exposição.

Daniel Marcon, André Aparecido, Fabrício Borges, Felipe Camargos e Paulo Miranda

Thiago, Murilo Torres, Marcos Valério e Luiz Antônio

Fabrício Borges , Claudio Alvarenga, Guilherme Diniz e Juliana Fonseca

Daniel Marcon e Mariana Moreira

Claudia Serrano, Elisio Gesualdo e Valdênia Oliveira

Gustavo Terra, Valdênia Oliveira e Daniel Marcon

Sr. Ataíde Assis, Claudia (Kacau) e Sr. Osvaldo Diniz

74

Junho 2013

Lucas Pierre, Alexi Stival (Cuca) , Mauro Lopes, Fabrício Borges e Azlamir Stival (Cuquinha)

Alexi Stival (Cuca) e Marcelo Lamounier

Junho 2013

75


Eventos/ Prato Rural 2013

Eventos/ Leilão da Baluarte

Mais uma vez a parceria entre o Programa Campo & Negócio e o Festival Prato da Casa rende bons frutos com a terceira edição do Prato Rural, que levou o que há de melhor na gastronomia das comunidades rurais de Divinópolis e região, de 24 a 26 de maio.

O tradicional Leilão da Fazenda Baluarte foi realizado no último dia 15 de junho, na cidade de Lagoa dos Patos/MG. Mais uma vez, o proprietário Ronan Eustáquio e seus familiares receberam muito bem seus convidados, mostrando a grandeza do gado nelore no Brasil.

Gustavo Bicalho, Mateus Siqueira, Ellen Valadares e Douglas Fernandes.

Kaubia Gontijo, Virginia Morais, Fabiano Tolentino e Thayane Mayara

Ronaldo Legal e família

Fabrício, Júlio, Fabiano Tolentino, Diego Chambinho e Roberto Morais

Pablo Ribeiro, Juarez Branquinho, Fabiano Tolentino, Gustavo Bicalho e Sandro Massa

Tião Boiadeiro

Crédito fotos: Programa Campo & Negócio

Gilmar Gerente da MTE, Fabiano Tolentino, Robson Andrade e Fernando Barros

Domingos Sávio, Marco Antônio, Fabiano Tolentino e Cel. Faria

Cel. Faria, Sônia Terra, Fabiano Tolentino, Martha Almeida e Alessandra Almeida.

Jose Vital Pereira (Juquinha) , Dr. Alair Rodrigues, Fábio Alves, Ronan Junior e Ana Paula Prado.

Frederico Henriques, Bruno Melo Lima e amigos.

Zé Milton, Wagner Peroto, Alberto Mendes, Fabiano Tolentino, Duda Biagi, Ronan Eustáquio e Cao Paranhos

76

Junho 2013

Junho 2013

77


Evento/Leilão

Giro Rural

2º Leilão Virtual Fazenda Recreio A criadora Mila de Carvalho Laurindo e Campos promoveu no dia 26 de maio o 2º Leilão Virtual Fazenda Recreio e convidados no Parque das Águas em São José de Ubá – RJ. O leilão contou com a participação de convidados que são referência nacional na raça Girolando. O evento alcançou liquidez total e média de R$ 6.468,30 por animal.

Leonardo Campos de Carvalho e Paula Brandão

Ricardo Moura lança CD “Deixa o tempo decidir”

Jean Vic, Cecilio, Carol, Jose Carlos, Wagner Campos e Mila Carvalho

Walter Bonifácio, Henrique Aquino e Adilson da Matta Andrade

A música sertaneja mineira já tem uma nova voz. O cantor Ricardo Moura possui timbre e estilo únicos entre os artistas do segmento. Um projeto que vem com tudo para dar certo, com grandes influências e uma excelente equipe. O primeiro CD tem participações de Cleone, Parrerito e Carlos Rezende (Os Parada Dura) na música “Me Mata de Uma Vez”, Marcelinho de Lima e Camargo e apoio de Gino e Geno. O CD foi gravado pela Águia Music está á venda em várias lojas do Brasil ou pelo site do cantor.

Primeira Etapa do Campeonato Brasileiro de Ornitologia coloriu Itatiba Já é uma tradição que se consolida a cada ano. Durante alguns dias no primeiro semestre, a Federação Ornitológica do Brasil (FOB) faz com que a cidade de Itatiba, no interior de São Paulo, fique mais colorida. Isso porque a Federação realiza a 1ª Etapa do 62º Campeonato Brasileiro de Ornitologia. Do dia 28 de abril ao dia 4 de maio deste ano não foi diferente e mais de 4 mil aves participaram do concurso de beleza. O campeonato reuniu 4.124 aves – 1.301 psitacídeos, 399 periquitos, 687 agapornis e 1.737 aves exóticas. Cerca de mil pessoas passaram pelo Centro de Eventos da FOB durante os 7 dias.

Jose Carlos, Mila Carvalho e Simeão Feres

Superagro 2013

Roberto , Alarcom Gomes, Leonardo Xavier e Sérgio Peixoto

Misael Varella

Rodolfo Camerano da Costa e Leonardo Elias de Almeida

Marcilio Figueiredo Rodrigues, Rodrigo Martins Bragança e Lucas Facury

O criador de Mangalarga Marchador Antônio Pedrosa está comemorando as conquistas na Superagro Minas 2013. Seu cavalo Iate do Pedrosa sagrou-se Campeão Cavalo Júnior de Marcha, Reservado Campeão Cavalo Júnior e Reservado Campeão Marchador Ideal. O Haras Pedrosa foi o 5º melhor Criador Expositor e 9º Expositor.

Programa inovador irá certificar aviação agrícola brasileira Uma parceria entre pesquisadores da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Universidade Federal de Uberlândia (UFU) desenvolveu um programa de certificação para empresas de aviação agrícola e de operadores aeroagrícolas privados. O objetivo é incentivar a capacitação e a qualificação dos responsáveis pela aplicação aérea de defensivos. O programa se baseia no aprofundamento dos conceitos de responsabilidade e sustentabilidade das operações, buscando melhorar a qualidade das pulverizações e reduzir os riscos de impacto ambiental. A iniciativa tem o apoio do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e da Associação Nacional de Defesa do Vegetal (Andef ).

78

Junho 2013

Junho 2013

79


Giro Rural 6º Convenção Nacional do Cavalo Campolina Mais de 120 criadores e usuários do cavalo Campolina reuniram-se na cidade histórica de Tiradentes (MG), nos dias 21 e 22 de junho, para a 6ª Convenção Nacional do Cavalo Campolina, encontro técnico mais importante da raça. A programação contou com palestras sobre tecnologias, genética, moforlogia e andamento marchado, além do lançamento oficial da Escola Nacional do Cavalo Campolina, que oferecerá cursos aos criadores, colaboradores e profissionais da equinocultura. Houve também o “Leilão do Bem”, que arrecadou quase R$ 600 mil com a comercialização de embriões e óvulos de éguas consagradas. A oferta foi formada por doações feitas por criadores de vários estados. Noventa por cento será destinado às ações de fomento da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina (ABCCCampolina), o restante vai para o Hospital Cassiano Campolina, que assiste a população de Entre Rios de Minas (MG) e região.

Agenda Rural

Julho

7a9

Curso de Primeiros Socorros em Equinos - Viçosa - MG

10 a 14

Feira Agronegócio e Álcool - Presidente Prudente - SP

10 a 12

II Simpósio Brasileiro de Biologia da Conservação Sorocaba - SP

10 a 12

Curso de Odontologia Equina - Viçosa - MG

15 a 18

30o Congresso nacional de Laticínios - Juiz de Fora - MG

17 a 18 18

32ª Exposição Nacional do Mangalarga Marchador Belo Horizonte - MG

30 a 31

Circuito FEicorte NFT - Etapa Campo Grande - Campo Grande - MS AGRIFAM 2013 - Feira da Agricultura Familiar e do Trabalho Rural - Lençóis Paulista - SP

11 a 18

Exposição Nacional do Cavalo Pampa - Belo Horizonte - MG

12 a 16

Agroleite 2013 - Castro - PR

15 a 25

Festa do Peão de Barretos - Barretos - SP

24 a 1/09 27 a 29

Expointer 2013 - Esteio - RS 23o Congresso Brasileiro de Avicultura - São Paulo - SP

9 a 12

XXXIII Semana Nacional do Cavalo Campolina - Belo Horizonte - MG InterConf 2013 - Conferência Internacional de Confinadores - Goiânia - GO

9 a 13

Semana Internacional do Café - Belo Horizonte - MG

1 a8

Setembro

12o Leilão Virtual Nelore Mater - Transmissão Canal do Boi

17 a 27

2a4

Agosto

II Simpósio do Agronegócio Brasileiro - Lavras - MG

Lançamento- Código Indígena no Direito Brasileiro A maturidade com que é seqüenciado tão complexo estudo por quem tem conhecimento teórico e empírico da realidade indigenista – o Desembargador Federal Luiz Stefanini - é captado pelo prefaciador o professor Nalini o qual enfatiza que se trata de um exame alentado das instituições indígenas que lastreiam o universo dos direitos destes brasileiros com idéias de caráter e solenidade jurídica. Perfaz, portanto, uma obra única na literatura do Direito enfrentando tais desafios. A edição disponibiliza aos juízes, membros do ministério publico e advogados, reflexões necessárias e essenciais de tão instigante tema jusindigenista.

4

Junho 2013

TODAS AS PORTAS DA ASSEMBLEIA ESTÃO ABERTAS PARA VOCÊ. Participar da vida política é direito de todo cidadão. Por isso, a Assembleia facilita o acesso para você chegar à Casa do Povo. Você pode acompanhar o trabalho dos parlamentares, consultar os projetos e as notícias e apresentar sugestões. Acesse a Assembleia pela internet, TV ou telefone. Ou venha aqui pessoalmente. Fique à vontade, a Assembleia é a sua Casa.

Acesse: www.almg.gov.br Assista: TV Assembleia – em BH, canal 35 UHF Fale: Centro de Atendimento ao Cidadão – (31) 2108 7800 Venha: Rua Rodrigues Caldas, nº 30 – Santo Agostinho – Belo Horizonte. Atendimento das 7h30 às 20h.


Revista Mercado Rural  

Edição 07 - Junho de 2013

Advertisement