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Julho 2012 • n°3

Expozebu Agrishow Superagro Minas Entrevista

Alysson Paulinelli

Cachaça Pendão

Quando um hobbie vira um grande negócio. Julho 2012

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Editorial

Redação Unique Comunicação e Eventos Av. Barão Homem de Melo - 4.500/324 - Estoril BH/MG - Tel.: (31) 3653-0633 unique@uniquecomunicacao.com.br Editora e jornalista responsável Amanda Ribeiro - MT10662/MG amanda@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 9198-4522 Colaboração Assessorias de imprensa: Agência Bela Geraes, SEAPA, Superagro, Expozebu, Nutrinsecta, Agrishow, ABPSL, CCAS, Presence, Rio+20 e Pedro Seixas. Direção de Arte Flávio de Almeida Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão Gráfica Del Rey Distribuição Vip

Boa leitura. Amanda Ribeiro e Marcelo Lamounier

A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

C@rtas Acesse o Facebook e deixe sua crítica ou sugestão Mercado Rural

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Foto capa e índice: Élcio Paraíso

Ano I - nº III - Julho - 2012

Fechamos o primeiro semestre do ano com muita alegria e satisfação em ver nossa revista conquistar cada vez mais os leitores. Estamos em nossa terceira edição, que está recheada de reportagens variadas. A revista esteve presente nos mais importantes eventos do agronegócio brasileiro e trouxemos nessa edição a cobertura da Expozebu, Agrishow, Avesui, Superagro e Expocacachaça. Eventos de grande representatividade no País, assim como o Rio + 20, seminário que marcará a história do mundo inteiro que refletiu sobre a sustentabilidade e pobreza no futuro das nações. Na matéria de capa, a reportagem sobre a Cachaça Pendão conta um pouco da trajetória de sucesso do empresário Giovanni Viotti que fez de seu hobbie por cachaças um negócio lucrativo. Viotti falou sobre a história da empresa, sua trajetória, mercado e projetos. O entrevistado dessa edição é o ex-ministro da agricultura Dr. Alysson Paulinelli que abordou assuntos diversos relacionados ao mercado rural brasileiro. Nossos articulistas contribuíram com artigos técnicos sobre o panorama do agronegócio brasileiro, o manejo nutricional de animais de elite e as criações de aves aquáticas. O cultivo de orquídeas, a criação de peixes ornamentais, a Miniature Mediterranean Donkey, criação de insetos e muito mais, são os assuntos que estão nessa edição. Agradecemos aos anunciantes que cada dia mais, crescem e acreditam na revista e na divulgação de seu produto ou criação. Obrigado pela confiança em nosso trabalho e na revista Mercado Rural. Participe, não deixe de nos escrever, mandar sugestões de pauta, críticas e elogios.

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Foi com agradável surpresa que recebi na Superagro 2012 um exemplar da Mercado Rural. Acabamento de primeira e reportagens idem. O artigo dos espumantes e do mercado central deram água na boca! Parabéns à todos e não se esqueçam da nossa Cachaça! Sucesso sempre! Hamilton e Juliana Medeiros Cachaça Ouro 1 Papagaios/MG.

Gostaria de parabenizar pelo belo trabalho que estão fazendo na revista. Tenho lido todas as reportagens e são muito interessantes. Estou adorando a Revista Mercado Rural.

A revista ficou ótima, vários amigos, inclusive alguns profissionais da área elogiaram bastante a revista. Realmente ela ficou muito boa e o que é melhor, ela tem um foco muito bom.

Ana Resende Chaves Rancho Dourado Lagoa Dourada/MG.

Fabiano Lopes Ferreira Consócio Multimarcas.

Entrevista

ex- Ministro da Agricultura Alysson Paulinelli, presidente executivo da Abramilho O uso da terra no Brasil

Rio+20 Evento foi muito criticado, com muitas promessas e pouca credibilidade

Personagem Giselle de Sá Pinto Gontijo

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Brahman Sustentável Quanto um hectare produz mais

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A vez da cachaça!

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Superagro 2012

Expocachaça Ato público reúne mais de 2 mil pessoas em prol do Parque da Gameleira Expovet 78ª ExpoZebu

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Miniature Mediterranean Donkey Exposição Nacional do Mini-Horse Panorama do Agronegócio Carnes cenário pode favorecer exportações mineiras

Destaque

Cachaça Pendão Desafios ao manejo de doenças em soja no Brasil Business Leilões Preservação e recuperação das nascentes Manejo nutricional de animais elite Campeonato Brasileiro de Atrelagem Reserva Real reúne modalidades equestres em um dos maiores centros hípicos do Brasil Hidroponia, aprenda a fazer Clonagem de sucesso na raça Gir Agrishow 2012 Negócios superam expectativas Avesui America Latina 2012 Nova tecnologia otimiza adubação com potássio Orquídeas, como cultivá-las

Receita

Paçoca de Carne

Turismo Roteiro Estrada Real 360 graus no Parque Nacional - Continuação

Automóveis Novo conceito de creche para cães é sucesso em BH

Mercado Pet Criação de aves aquáticas Peixes ornamentais O canarinho voltou Insetos exóticos Eventos Grupo Vitória da União / 5º Leilão Superbrahman / X Leilão Pônei Show / Cachaça Pendão

Giro Rural


Entrevista

A revista Mercado Rural conversou com o ex- Ministro da Agricultura Alysson Paulinelli, presidente executivo da Abramilho, que falou sobre diversos assuntos ligados ao agronegócio.

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MR: Um dos assuntos mais co-

MR: Qual o panorama atual do

lizador de nosso sistema produtivo e o

mentados no momento é o novo código florestal. Qual sua opinião sobre ele? O código continuou a ser um amontoado de “achismos” elaborados por quem nem conhece os nossos biomas e que nos entristece por colocar nossa sociedade numa discussão sem bases científicas e tecnológicas, a emitir os mais absurdos conceitos sobre o tema. Um país que tem uma Embrapa que inclusive foi proibida de manifestar na fase final. É triste ver que nossas lideranças perderam em confessar as suas ignorâncias pelo assunto. A única vantagem é que agora os produtores serão menos penalizados por crimes que não praticaram e que estavam sendo punidos.

cultivo de milho no Brasil? O Brasil deverá ser um dos grandes player da produção mundial de milho. Seremos grandes produtores e grandes consumidores. Aprendemos a produzir milho e ninguém vai nos segurar.

evento necessita do apoio de todos nós

MR: Comente a iniciativa do

Governo em liberar novos recursos para a agricultura familiar. Apoiar a agricultura familiar é muito importante. Liberar recursos sem programas definidos e assistência técnica e extensão rural apropriada é muito perigoso e leviano. O que o Brasil mais está necessitando é de suporte à sua agricultura de subsistência para que ela possa se tornar eficiente. A agricultura familiar e a de médio porte estão totalmente abandonadas e a mercê das forças de mercado que elas não sabem e nem podem competir sem apoio.

MR: A que se deve o aumento

nas exportações de milho que estão batendo recordes? É porque o Brasil aprendeu a produzir milho inclusive na entre safra ou safrinha, o melhor e o mais barato milho do mundo. Vamos crescer a nossa produção e conquistar novos mercados.

para cada dia mais fortalecê-la. MR: Quais suas expectativas so-

bre o novo Parque de Exposições da Gameleira? Tenho grande expectativa sobre a evolução que se propõe. Tenho certeza que o nosso Parque de Exposições hoje grande centro de amostras e de shows, será modernizado para seus eventos e feiras do setor agrícola e pecuário; e terá capacidade de oferecer novos conceitos ao nosso setor.

MR: Quais os grandes desafios para o agronegócio brasileiro. Hoje o principal deles é se organizar e poder mostrar ao país e aos seus dirigentes, o que ele efetivamente está representando para o Brasil. MR: A Organização Mundial de

Saúde Animal (OIE) declarou que o Brasil é território com status de risco insignificante à doença da Vaca Louca. O que ganha o país com isso? Sempre foi assim. Está é confirmando o que sempre tivemos. Necessita é ser mais ágil com relação às outras doenças que já controlamos e que necessitam de reconhecimento.

MR: Quais os maiores desafios

na sua gestão como presidente da Abramilho? A Abramilho é uma associação de produtores de milho que necessita ter capacidade de mobilizar toda a cadeia do milho para que possamos mos transformar em grandes produtores mundiais. MR: A Superagro se estabelece cada vez mais como um grande evento do agronegócio brasileiro. Comente. A Superagro é uma festa dos produtores mineiros e brasileiros. Um ponto de convergência de nossas lideranças. Uma mostra importante da nossa competência, um grande mobi-

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O uso da terra no Brasil E

m um momento em que muito se fala sobre sustentabilidade, o uso da terra no Brasil é um dos assuntos que ganha grande destaque. Mesmo no Brasil, país privilegiado em disponibilidade de terras para produção e conservação, não se pode negar que a terra é um recurso escasso. São 851 milhões de hectares distribuídos entre vegetação natural, pastagens, agricultura, urbanização e outros. • Mais de 65% do território brasileiro é coberto com vegetação nativa, o que inclui florestas e outros tipos de vegetação, áreas protegidas públicas (Unidades de Conservação, como os parques, e Terras Indígenas) e privadas, e áreas não protegidas. • Grande parte dessa vegetação está em propriedades privadas (incluindo 135 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente – APPs) . • Todas as culturas agrícolas – grãos, cana-de-açúcar, frutas, e florestas plantadas – ocupam cerca de 60 milhões de hectares, o que corresponde a 7% do território brasileiro.

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554 Mha de vegetação nativa 354 Mha Florestas 135 Mha APPs (16%) 60 Mha – Agricultura 38 Mha – Urbanização e outros usos 200 Mha Cerrado e outras vegetações não florestais

198 Mha – Pastagens

Mha = milhões de hectares

Participação dos diferentes usos da terra na área total do Brasil (851 milhões de hectares) 7% Vegetação natural (florestas e outros) Pastagens

4%

23% 65%

Agricultura Urbanização e outros usos

Fontes: Ministério do Meio Ambiente - MMA; IBGE – PAM (2010) e Censo Agropecuário (2006); INPE – TerraClass; Agricultural Land Use and Expansion Model Brazil - AgLUE-BR (Gerd Sparovek, ESALQ-USP).

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Evento foi muito criticado, com muitas promessas e pouca credibilidade

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representantes de 191 países, 20 anos depois da histórica Rio-92 no Rio, que tomou decisões para combater as mudanças climáticas, a perda de biodiversidae e a desertificação. A Conferência terminou com a divulgação do documento final, de 49 páginas, dividido em seis capítulos e

Energia limpa No encerramento da Rio+20, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton anunciou o lançamento de novo mecanismo de financiamento para a energia limpa e defendeu as medidas que levam ao desenvolvimento sustentável com inclusão social. A proposta apresenta diferentes tipos de apoio para atrair investimentos do setor privado a projetos de energia limpa, principalmente na África.

Rio + 20 em números Participantes • Público estimado para todo o evento: de 30 mil a 50 mil. • Delegações de 193 países. • Cerca de 5 mil pessoas trabalham no evento diariamente. Cerca de 6 mil eventos aconteceram ao longo dos 9 dias da Conferência.

Voluntariado • 1500 jovens, selecionados entre alunos de cursos técnicos do sistema SENAI/FIRJAN, alunos de escolas públicas fluminenses, universitários e profissionais de todo o país. • Cerca de 700 jovens de comunidades vulneráveis foram selecionados.

Espaço Futuro que Queremos.

5% do voluntariado composto por pessoas com deficiência.

Riocentro

Riocentro / Estrutura do evento • Área total de 571 mil m², dos quais 100 mil são de área construída. • Pavilhão 4 do Riocentro com 194 escritórios, número dos países-membros da ONU, mais salas para as agências das Nações Unidas e para o G-77, bloco de países em desenvolvimento. • Pavilhão 3 sedia o centro de imprensa e as conferências paralelas, distribuídas em 14 salas de 50 a 500 lugares. • Pavilhão 2 abriga a praça de alimentação, com 17 restaurantes. 36 portais de raio-X.

A Unique Comunicação e Eventos atua há 6 anos no agronegócio, prestando com excelência e qualidade seus serviços. Atenta à crescente demanda do setor, a empresa especializou-se no ramo de organização de leilões e divulgação de projetos voltados para o agronegócio. Reunião da comissão.

Fotos: Divulgação

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cidade do Rio de Janeiro sediou um dos mais importantes eventos sobre sustentabilidade do mundo, a Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, entre os dias 13 e 22 de junho. A discussão central do evento foi baseada em dois principais temas “A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza”; e “A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável”. O evento terminou sob críticas e com longa lista de promessas para avançar para uma “economia verde” que freie a degradação do meio ambiente e combata a pobreza, sob o fogo das críticas por falta de metas vinculantes e financiamento. A cúpula, a maior da história da ONU, reuniu durante 10 dias líderes e

Integrantes da Cúpula dos Povos, evento da sociedade civil paralelo à Rio+20, realizado no Aterro do Flamengo, entregaram o documento ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, no Riocentro. O texto foi elaborado durante as plenárias organizadas pelas ONGs e outros movimentos sociais.

283 itens, denominado O Futuro Que Queremos. Os capítulos mais relevantes são os que tratam de financiamentos e meios de implementação (relacionados às metas e compromissos que devem ser cumpridos). O saldo da conferência foi considerado positivo pelo chefe da delegação do Brasil na Rio+20, embaixador André Corrêa do Lago. “O principal é fazer com que o desenvolvimento sustentável se transforme em paradigma em todos seus aspectos - social, ambiental e econômico”, disse. Para autoridades brasileiras, é um avanço o compromisso de atrelar desenvolvimento sustentável à erradicação da pobreza em todo o mundo. Organizações não governamentais (ONGs) promoveram vários protestos durante a conferência e prometem apresentar um balanço das discussões e recomendações, reivindicando, entre outros pontos, a ampliação de poderes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Contato: (31) 3653-0633 Av. Barão Homem de Melo, 4.500 sl 324 Belo Horizonte | MG unique@uniquecomunicacao.com.br

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Personagem qual estou trabalhando até hoje, com tecnologias e aparelhagens mais modernas “, enfatizou. Giselle quando se formou, trabalhou na empresa de inseminação artificial FERT-GEN , hoje CRI Genética Brasil. Em dois meses de trabalho tornou-se sócia da empresa e quatro anos depois proprietária.Sua equipe foi a melhor durante anos e ela ministrou inúmeros cursos de inseminação artificial, tendo formado mais de 500 alunos nessa trajetória. Em 2002 Giselle se especializou em andrologia- coleta e congelamento de sêmen bovino e decidiu se dedicar, visto que era uma área carente de profissionais. “Meus clientes já possuíam touros com alta genética e sempre pensando em “guardar”o sêmen dos mesmos.Foi quando me decidi dedicar exclusivamente às coletas”, conta. “ Hoje trabalho nas fazendas, coletando e congelando sêmen de grandes e famosos touros de

Giselle de Sá Pinto Gontijo

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or traz da simpatia e beleza de mulher, existe uma veterinária super competente e trabalhadora. Talvez possamos dizer que a garra no trabalho e a paixão pela profissão sejam as características mais marcantes de Giselle de Sá Pinto Gontijo, especialista em andrologia bovina. A herança veio de família, seu pai Orlando Pinto Gontijo que faleceu em 2006, era fazendeiro e criador das raças Girolando e Tapabuã, mas a paixão de Giselle pelos animais começou desde menina. “Minha aptidão pela pecuária já vem de berço, as pessoas me dizem que desde menina, ‘sou filha do pai’, pois sempre fui uma criança apaixonada pela fazenda e também por ele. Apesar de sempre ter morado na cidade - Dores do Indaiá -, nossas férias eram na fazenda Machado”, disse.

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Giselle não passou pelo drama da escolha da profissão, comum aos jovens na época do vestibular. A opção pelo curso de Medicina Veterinária foi fácil. “Nasci para ser veterinária, difícil foi passar na UFMG, exigência da minha família, e isso me atrasou um pouco e gerou muito desgaste. Mas os ensinamentos e exemplos do meu pai sempre me deram entusiasmo e motivação pra minha profissão que tanto amo e dedico”, completa a veterinária. Na faculdade, Giselle dedicou seus estudos aos grandes animais, especificamente bovinos, sempre muito dedicada nos estágios e laboratórios. No final do curso, deslumbrou-se com a área de genética animal e inseminação artificial. No 9° período começou a se interessar pela coleta de sêmen em fazendas . “Aprendi e me dediquei a esta área, a

Fotos: Divulgação

Uma mulher de garra!

todas as raças . Meu trabalho é bem diferenciado e muito respeitado por todos os criadores, isto me deixa muito feliz e motivada. Além disso, meu maior orgulho é que tanto os criadores que já visitei, quanto meus colegas veterinários são os maiores divulgadores do meu trabalho”, comemora. Atualmente Giselle presta serviço para as raças Gir Leiteiro, Guzerá, Girolando e Nelore, e ressalta que o melhoramento genético de touros do rebanho brasileiro a cada dia torna-se mais importante na garantia do reprodutor. “Congelamento de sêmen nos permite guardá-lo por 20 ou mais anos . Existem no mercado sêmens raros de touros famosos , que estão armazenados no nitrogênio por mais de 40 anos . O objetivo maior de coletar sêmen de um touro é o seu seguro genético e também sua otimização, visto que um touro poderá cobrir de 20 a 40 vacas por ano , depen-

dendo do tipo de manejo adotado pela fazenda , e quando se coleta um touro , ele pode produzir 200 a 300 dose por coleta que poderão ser feitas até duas vezes por semana”,explica. São quase 20 anos de trabalho no campo que de acordo com Giselle foram vividos muitas vezes em situações difíceis ou sem resultados.”Me deparei com touros velhos que já apresentavam dificuldade de ejacular, touros com prolapso de prepúcio (umbigueira) ou touros muito jovens, imaturos sexualmente”, conta. Mas como toda profissão, as alegrias também são muitas. A veterinária aponta que é gratificante se deparar com algumas situações de sucesso, como a vez em que coletou um famoso touro da raça Gir que faleceu cinco dias após a coleta. “Esse animal, que prefiro não citar o nome, esteve em uma central por quatro meses em tentativas em vão. Em nossa fazenda, produziu 200 doses que hoje são comercializadas por mais de R$1.500,00 cada, podendo ser utilizado em Fivs. Me lembro também de um touro da raça Guzerá, que após uma temporada na central, de repente parou de produzir. Quando tivemos a oportunidade de coletá-lo, após alguns manejos estratégicos, conseguimos em três coletas mais de 400 doses. Esse touro morreu prematuramente e essas doses multiplicaram várias vezes utilizando-se Fiv”. Nesse aquecido mercado, Giselle vai fazendo sua história, de fazenda em fazenda, vai coletando promissores animais e contribuindo para a otimização do trabalho nas diversas raças em que Julho 2012

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atua. Mas se você acha que parou por aqui, irá se surpreender com essa mulher guerreira. Giselle herdou do pai a Fazenda Machado, em Dores do Indaiá, criatório das raças Girolando e Tapabuã. Lá a veterinária atua intensamente. No Girolando investiu na produção de novilhas registradas para comercialização quando se tornam gestantes, e também tem focado na utilização de sêmen sexado de fêmeas. Recentemente Giselle teve um grande desafio como criadora: organizou um leilão em sua fazenda. “Só poderá compartilhar e entender esse desafio fazendeiros que já enfrentaram essa parada. Foi um evento maravilhoso onde pude mostrar um pouco do meu

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trabalho de melhoramento genético que venho fazendo no meu rebanho Girolando “, disse. Na raça Tabapuã, há mais de 25 anos criada na Fazenda Machado, Giselle herdou algumas vacas registradas e adquiriu dos seus irmãos o restante do rebanho. “Está raça é a nossa cara.Intensi-

fiquei a genética com inseminação maciça do rebanho e aquisição de touros e de doadoras das melhores fazendas criadoras da raça. Recentemente adquiri da famosa fazenda Água Milagrosa, novos exemplares para acelerar a melhoria de minhas vacas, pois com esta raça, meu objetivo é a venda de tourinhos . Projetos? Intensificar a comercialização de novilhas Girolando e tourinhos Tabapuã, contribuindo com a dissipação de animais superiores geneticamente em todo Brasil e é claro se dedicar cada dia mais às coletas de touros geneticamente superiores. “Sinto-me orgulhosa de trabalhar com o que eu realmente gosto e aprendi a fazer, e acima de tudo, manter o respeito aos animais”, conclui.

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Brahman Sustentável

Quanto um hectare produz mais

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om o objetivo de estimular a difusão de informação sobre a necessidade de uma correta gestão socioambiental da propriedade e sobre como o Brahman pode ser um aliado para tornar a pecuária ainda mais sustentável, a Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB) lançou, em outubro de 2010, o projeto Brahman Sustentável, em parceria com o Instituto Brasileiro de Florestas (IBFLORESTAS) e o apoio do Agrocentro.

Segundo o diretor executivo da associação brahmista, Lydio Cosac, o projeto surgiu da urgência no aumento da produtividade do rebanho de corte aliado à preservação ambiental. “Elaboramos uma cartilha que contém informações essenciais ao pecuarista sobre como atender a essa exigência mundial. Com certeza, a verticalização da atividade pecuária é o futuro do setor. Nós, da ACBB, acreditamos que informar é a melhor forma de conscientização”, observa Cosac.

Foto: Estância Anna Sophia

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Cosac avalia, ainda, que, por ser um gado sustentável, o Brahman pode contribuir muito para que a pecuária brasileira se torne a mais produtiva e sustentável do mundo. “Ao utilizar genética Brahman no rebanho, é possível reduzir a idade dos animais que vão para o abate”, explica. Essa avaliação é comprovada por números: enquanto a média nacional de abate é de 37,5 meses, a média para o Brahman é de apenas 28 meses. Esta redução é uma das principais formas de mitigação da emissão de metano (CH4) causada pela fermentação digestiva dos ruminantes. No caso do Brahman PO, a antecipação no abate é ainda maior, de no mínimo nove meses. “Além de a redução da idade do abate, também é possível agregar 128,76 kg a mais no peso final dos animais. Ou seja, se o animal é abatido mais cedo, o volume de área utilizado para criação é menor, o nível de metano emitido também é menor e há, ainda, a diminuição do custo de produção para o pecuarista”, complementa o diretor executivo da ACBB. Segundo dados da Embrapa Gado de Corte, um boi produz cinco quilos de metano por mês. Ao diminuir o tempo de abate em nove meses, o Brahman PO libera menos metano. A diminuição é de 45 quilos de metano produzido por animal durante toda a vida. A pecuária de corte também ganha ao utilizar genética Brahman nos cruzamentos, quando é possível antecipar no mínimo em 10 meses o tempo de abate médio do animal e agregar 87,76 kg a mais no peso final dos animais. Ao diminuir o tempo de abate em nove meses, o cruzado Brahman libera menos metano. A diminuição é de 50 quilos de metano produzido por animal cruzado durante toda sua vida. Julho 2012

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Superagro 2012

Fotos: Evandro Fiuza

Evento recebeu público de 70 mil pessoas em oito dias de feira

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Superagro se consolida cada vez mais como um dos maiores eventos de agronegócio do país, reunindo durante oito dias, diversos segmentos do setor. A feira em sua oitava edição, recebeu público de cerca de 70 mil pessoas no complexo Parque de Exposições da Gameleira/Expominas, em Belo Horizonte (MG). Para o presidente da Faemg, Roberto Simões, o evento foi um sucesso. “Tudo que foi trazido, tanto pelo Senar Minas quanto pela Vila da Agricultura Familiar,

Movimento externo Parque da Gameleira.

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teve grande aceitação do público. Fui informado que houve expositores que precisaram sair para buscar mais mercadorias”, disse. O presidente da Faemg ressaltou também a qualidade dos animais apresentados na Exposição Agropecuária, com exemplares da elite do rebanho mineiro. “Este é um momento onde também podemos conferir os resultados dos investimentos realizados pelos criadores no melhoramento genético dos animais de várias raças, o que destaca Minas no cenário da pecuária nacional ”, completou. O secretário de Agricultura de Minas Gerais, Elmiro Nascimento, lembrou que a Superagro mostrou mais uma vez a diversidade do agronegócio mineiro. “O evento já se consolidou como sinônimo de sucesso, devido à variedade de atrativos que é oferecida ao público que visita a feira, e pela oportunidade de realização de bons negócios. Minas se destaca tanto na agricultura familiar quanto na agricultura empresarial”, enfatizou.

Leilão Gir

Leilões Neste ano, a Superagro realizou sete leilões e o faturamento chegou a cerca de R$ 5 milhões. “Este desempenho mostra que obtivemos bons resultados. Mais uma vez a Superagro se confirmou como um evento de sucesso. Em oito edições, o evento só melhora de ano para ano. Além dos negócios que propicia entre empresas e produtores, a Superagro é também uma festa popular, que agrada ao público, especialmente da grande cidade, basicamente urbano, como Belo Horizonte”, ressaltou Altino Rodrigues Neto, diretor-geral do IMA. O ranking dos sete pregões realizados na Superagro teve como líder o Leilão São Judas Tadeu e Atalho, da raça campolina, que faturou R$ 1,120 milhão com a venda de 35 lotes de animais. Em seguida vieram o Leilão Guzerá Villefort e Convidados (com faturamento de R$ 1,075 milhão e venda de 32 lotes de animais); Pampa (R$ 800 mil e 40 animais vendidos); 11º Leilão dos Associados da Associação Brasileira do Jumento Pêga - ABCJPêga (R$ 800 mil e 33 animais comercializados); 1º Leilão Gir Villefort e Convidados ( R$ 737 mil e venda de 32 lotes de animais ); 10º Leilão Pônei Show (R$ 258 mil e 41 lotes vendidos) e 5ª Edição do Leilão Super Brahman Genética Para R$ Todos (R$ 173 mil e comercialização de 28 lotes).

PUCVET e Minas Leite A Oitava edição da Superagro trouxe muitas novidades. Entre elas o PUCVET, evento técnico-científico sobre odontologia equina, bovinocultura de leite e pequenos animais, realizado pela PUC Minas (Unidade Betim), com palestras que reuniram cerca de 1800 inscritos em 20 atividades realizadas, entre debates, mesas-redondas, palestras e minicursos. “Ficou evidenciada a importância da parceria entre as instituições ligadas à produção de conhecimento com uma feira de negócios”, afirmou a coordenadora do PUCVet, Maria Coeli Gomes Reis Lage. Novidade também com o Seminário do Programa Minas leite, que reuniu cerca de 600 produtores de várias regiões do Estado, além de estudantes de

medicina veterinária e profissionais com atuação no setor. “O Seminário teve um impacto bastante positivo junto aos produtores, principalmente porque foram escolhidos temas próximos à realidade, ao dia a dia do pecuarista. Durante as apresentações, os próprios produtores iam identificando e comentando sobre os problemas em suas propriedades. Foi um evento bem participativo e interativo”, avaliou Alessandra Félix Sena Botelho, assessora Técnica da Seapa e coordenadora do Seminário. Durante a Superagro, foram premiados os vencedores do segundo concurso de redação com o tema “O leite nosso de cada dia”. O concurso foi promovido pelo Programa Minas Leite da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com o apoio das secretarias de Educação e de Defesa Social, com o apoio do Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg). O objetivo do concurso foi despertar a conscientização dos alunos das escolas estaduais mineiras sobre a importância do leite e derivados na alimentação diária.

Girolanda Três Quartos premiada.

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Fotos: Divulgação

A vez da cachaça!

Expocachaça

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arte do calendário cultural de Minas Gerais há 15 anos, a Expocachaça encerrou sua 20ª edição se consagrando, mais uma vez, como a principal feira nacional do setor. O evento apresentou aos visitantes, empresários e apreciadores, aproximadamente 450 rótulos de cachaças de todo o país, além da participação do Mercadão de São Paulo, com a Família Mendonça. Outro diferencial desta edição foram as apresentações culturais. Para José Lúcio Mendes, diretor de marketing da Expocachaça, esta edição foi inesquecível. “Conseguimos oferecer ao público um evento coletivo, onde negócios e entretenimento cultural foram os grandes aliados”, disse.

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Se afirmando cada vez mais como uma bebida requintada, muitas marcas de cachaça vão conquistando lugar de destaque nos mercados internacionais, mesmo que em números ainda pouco expressivos- cerca de 1% da produção nacional- as exportações são crescentes. Atualmente a produção de cachaça no Brasil já ultrapassa a 1,3 bilhões de litros e existem mais de 5 mil marcas. Cada vez mais elaboradas, o vidro deu lugar ao cristal e o nome passou a ser Premium, remetendo a um produto de melhor qualidade e sofisticação e os preços acompanham toda essa elaboração. Anteriormente a cachaça vivia na marginalidade e era consumida por pessoas de baixa renda e por isso crio-se um mito que cachaça era um produto popular e, por-

Foto: Élcio Paraíso

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izem que a cachaça é patrimônio brasileiro e representa nossa cultura, assim como a feijoada, o carnaval e o futebol. De acordo com o decreto número 4.851, de 2003, no artigo 92 a cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 38 a 48 por cento em volume, a vinte graus Celsius, obtida pela destilação do mosto fermentado da cana de açúcar. Considerada o terceiro destilado mais consumido do mundo, no Brasil seu consumo gira em torno de 11 litros-ano por pessoa. A tradicional caipirinha, bebida feita à base de cachaça com frutas já ganhou o mundo e pode ser encontrada em diversos países do continente europeu.

O presidente da Fameg Roberto Simões destacou que a Expocachaça correspondeu às expectativas. ”Foi um ano excelente, sem problemas, com um evento da melhor qualidade, atendendo a todos que compareceram e se superando em relação aos anos anteriores”, disse. O estande da empresa Cachaças Pendão foi um dos mais movimentados da feira, com uma estrutura que remetia a um verdadeiro alambique, construído com madeira texturizada e de demolição. De acordo

tanto, de baixa qualidade. Entretanto, já há algumas décadas, ela conquistou seu espaço, rompeu mitos e preconceitos e é aceita e respeitada pelos consumidores como uma bebida nobre e especial e hoje é apreciada por qualquer classe social, inclusive pelo público feminino. O Brasil conta com 30 mil fabricantes, sendo São Paulo o maior produtor de Cachaça industrial e Minas Gerais o maior produtor das artesanais com mais de 8500 alambiques, mas apenas 5% destes registrados, os demais estão na clandestinidade. São classificadas entre as industriais e as artesanais, diferindo entre elas, o modo de produção (coluna de aço inox ou alambique de cobre) e distribuição no mercado.

com Giovanni Viotti, presidente da empresa, foram investidos cerca de R$ 150 mil para a participação na Expocachaça e o resultado foi satisfatório. “Foi a primeira vez que a Cachaças Pendão participou da feira e o evento superou nossas expectativas. Em quatro dias de feira, conseguimos uma excelente interação tanto com os consumidores em geral, quanto com investidores e fornecedores do segmento, que não somente conheceram nossa marca, mas puderam testar e comprovar a qualidade de nossos produtos. Isso gerou um resultado surpreendente em nossas vendas durante e depois do evento, prova disso é que uma semana depois da feira, nossas vendas triplicaram e passamos a comercializar para estados brasileiros onde ainda não estávamos presentes. As expectativas a partir de agora são muito mais positivas!”, comentou.

Expovet Ato público reúne mais de 2 mil pessoas em prol do Parque da Gameleira

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ais de duas mil pessoas participaram do ato público, realizado no dia 7 de junho no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, como manifestação pela permanência do funcionamento desse espaço. O Deputado Estadual Fabiano Tolentino (PSD) foi um dos organizadores do ato, realizado durante a 8ª Superagro, que teve como ponto forte o “abraço” à pista de provas, com todos os participantes vestidos com camisas contendo os seguintes dizeres: “Parque da Gameleira Sempre”. “O Parque da Gameleira é uma tradição mineira com mais de um século,

tombado pelo patrimônio histórico e que já serviu como escola superior de veterinária, sendo o local mais importante para as exposições e eventos do agronegócio do estado. Por esse motivo negociamos junto ao Governo e conseguimos garantir a permanência do Parque no mesmo local. Agora vamos lutar para que aconteçam melhorias, mas sem deixar que o Gameleira perca sua característica ligada ao setor rural.”, disse Tolentino, que também é vice presidente da Comissão Parlamentar de Política Agropecuárias da Assembleia de Minas. O ato público contou com o apoio da Academia Brasileira dos Criadores de Cavalo Campolina, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), da Associação Mineira dos Criadores de Guzerá e da Associação Mineira dos Criadores de Gir Leiteiro.

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a sua terceira edição consecutiva, a Expovet - Feira de Negócios, Serviços e Produtos Pet e Veterinários registrou a participação de 85 expositores. “O aumento foi de 20% em relação ao número de participantes do ano passado”, afirmou Fabiana Braz, organizadora do evento. Ela argumenta que esse crescimento do número de empresas propiciou o aumento do portifólio e a variedade de produtos e marcas na feira. “Recebemos a visita de pessoas de 310 cidades de Minas e os expositores elogiaram a qualidade profissional do público que visitou a feira”, argumentou. A feira teve ciclo de palestras para lojistas que debateram sobre técnicas de venda, marketing, novidades do mercado, administração e outras temáticas que podem ajudar o comerciante a incrementar seus negócios. Além disso, no Espaço Groomig para Tosadores foram ministrados cursos sobre as técnicas mais modernas de tosas e penteados. A feira não foi aberta ao público geral, mas dirigida exclusivamente aos profissionais e estudantes da área. “Os nossos expositores buscam uma aproximação com potenciais clientes diretos, que são médicos veterinários, estudantes, pet shops e clínicas”, justificou Fabiana.

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Fotos: Rubio Marra/ABCZ

78ª ExpoZebu termina com faturamento de R$120 milhões

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78ª ExpoZebu, maior feira de zebuínos do mundo, terminou com uma movimentação financeira estimada em R$ 120 milhões. A feira aconteceu de 28 de abril a 10 de maio, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). Cerca de 100 empresas de vários segmentos participaram da exposição e negociaram em torno de R$71 milhões com a venda de produtos, como: veículos, troncos e balanças, sêmen, animais, embriões, roupas e acessórios, móveis, etc. Um exemplo de bons negócios vem do setor de equipamentos, como troncos e balanças. A empresa Coimma afirmou que as vendas superaram as de 2011 e a expectativa é de elevação dos negócios a partir de agora em decorrência da divulgação realizada durante a feira. A Romancini, outra empresa do segmento de troncos e balanças, também garante ter realizado bons negócios, com mais de 28 peças vendidas. A empresa construirá um estande fixo no Parque Fernando Costa para atender o público não só no período da ExpoZebu, mas durante todo o ano.

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Nos 40 leilões oficializados, o faturamento ficou em R$48.880.720,00, com a venda de 1.221 lotes. A média por lote confirmou a boa liquidez dos pregões, ficando em R$40.033,00, valor que supera a média de R$35.635,00, registrada no ano passado. O animal mais caro da ExpoZebu foi a fêmea nelore Rani FIV da Java, cuja metade de sua posse foi vendida no leilão 28º Noite dos Campeões pelo valor de R$1.220.000,00. O segundo animal mais caro foi o clone Essência TE Guadalupe TN2, com 50% da posse vendida por R$740.000,00 no leilão Elo de Raça.

ABCZ- primeira associação de pecuária certificada ISO 9001 e ISO 14001

Várias raças tiveram pregões na ExpoZebu. Os valores comercializados por raça e o total de leilões foram: brahman (R$2.070.000,00 – 3 leilões), gir (R$14.834.780,00 – 16 leilões), guzerá (R$1.628.240,00 – 2 leilões), tabapuã (R$1.306.800,00 – 3 leilões), nelore (R$26.842.680,00 – 13 leilões) e sindi (R$656.400,00 – 1 leilão), além de jumentos e muares (R$1.541.820,00 - 2 leilões). Além das vendas de produtos e de animais nos leilões, também houve comercialização de zebuínos em três shoppings de animais.

Julgamento, Matriz Modelo e Concurso Leiteiro Quase três mil animais participaram das competições da feira. Com um gramado totalmente reformado, a pista de julgamento do Parque Fernando Costa recebeu 2.836 animais das raças brahman, gir leiteiro, gi, guzerá, indubrasil, nelore, nelore mocho, sindi, tabapuã, entre os dias 4 e 10 de maio.

Público e visitantes internacionais Este ano o número de visitantes estrangeiros superou o do ano passado. Visitaram a feira 380 pessoas contra 347 pessoas em 2011. Interessados na genética do zebu brasileiro, estrangeiros de 28 países foram recepcionados no Salão Internacional da ExpoZebu: África do Sul, Alemanha, Angola, Argentina, Austrália, Bolívia, Canadá, Colômbia, Congo, Costa Rica, Equador, Eslovênia, Estados Unidos, França, Guatemala, Haiti, Índia, Itália, México, Namíbia, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Sudão e Venezuela. Julho 2012

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Acompanhe os resultados:

Yvate, China Doll e Jane Sweet.

Miniature Mediterranean Donkey Os menores jumentos do mundo.

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Miniature Mediterranean Donkey é uma raça única. Sua altura média gira entre 76 a 87 cm, sendo aproximadamente 92 cm a altura máxima aceita para registro, porém existem exemplares bem menores que essas estaturas. O Miniature Donkey originou-se na região do Mediterrâneo Norte da África e, mais recentemente, a partir das ilhas da Sicília e Sardenha na costa oeste da Itália. Com o tempo salientaram as distinções entre as duas populações insulares e eles agora são considerados uma raça propriamente chamada de jumentos miniatura do Mediterrâneo. Hoje quase extintos em sua terra natal, tornaram-se animais de estimação muito populares, especialmente nos Es-

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tados Unidos, com predominância nos estados do sul, porém estão também presentes no Canadá e no Reino Unido. Estes encantadores jumentinhos são perfeitos animais de estimação, criaturas adoráveis, carinhosos e extremamente dóceis. Confiáveis para crianças, idosos e deficientes, os jumentos miniatura quando maduros são facilmente treinados

para puxar carroças ou montados por crianças pequenas. São sociáveis com outros animais e ficam muito apegados às suas companheiras de rebanho, bem como seus proprietários. Os Mediterranean Donkeys são jumentos de “rebanho”, que para evitar estresse e solidão, é recomendável que eles não sejam mantidos isoladamente, mas com outro Donkey miniatura ou outro animal, como amigo ao longo da vida. No Brasil a raça ainda é pouca difundida, mas no Estado de São Paulo, dois criadores importaram recentemente cinco exemplares da raça, dois machos e três fêmeas. Luiz Santana Zillo e José Bastos Cruz Sobrinho, mais conhecidos como Baião e Zezé Cruz, investiram na raça com a intenção de diversificarem seus criatórios de animais miniatura, atualmente criando pôneis da raça Mini-Horse, mini-bovinos da raça Santa Rosália e mini-caprinos da raça Pygmy, cujos criatórios estão localizados respectivamente em Lençóis Paulista e Avaré . Procurando aumentar e diversificar seus plantéis de miniaturas, os criadores pretendem através de transferência de embriões aumentarem esse novo plantel. “Iremos utilizar três fêmeas e um dos jumentinhos, sendo que o outro será utilizado já na próxima estação de monta, a partir de setembro, em éguas mini-horse de pelagem pampa ou appaloosa, para produzirem as mini-mulas e mini-burros de porte diminuto e pelagem exótica, para serem utilizados na tração de pequenos troles e charretes, e assim oferecer mais um atrativo e novidade ao mercado pet”, ponderou Zezé.

• Res. Camp. Raça Adulto AVARÉ EXCLUSIVO • Campeão da Raça Jovem GUGUINÁ OSÓRIO • Res. Camp. Raça Jovem RETRATO DA ÁGUA AZUL

Fotos: Divulgação

Foto: Divulgação

• Campeão da Raça Adulto AVARÉ CORONEL

• Campeã da Raça Adulta GUGUINÁ FIU-FIU

Exposição Nacional do

Mini-Horse

• Res. Camp. Raça Adulta DHARA DA SANTA TEREZA • Campeã da Raça Jovem GUGUINÁ OFERTA • Res. Camp. Raça Jovem AVARÉ HORTENSIA

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Exposição Nacional 2012 que aconteceu em Ourinhos/SP no período de 30 de maio a 03 de junho, com a 5ª Etapa do X Campeonato Nacional do Mini-Horse contou com 22 expositores e criadores de diversos estados e presença de 156 animais. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Mini Horse, Zezé Cruz “a exposição esteve repleta de animais de muita qualidade, padronização racial e principalmente mostrou que as novas gerações estão se modernizando, com exemplares cada vez mais bonitos, harmoniosos e elegantes”, disse O julgamento esteve a cargo do juiz Dr. José Roberto Almeida Junqueira, que desempenhou seus trabalhos com grande louvor, prestando assim grande serviço ao desenvolvimento e aprimoramento da raça.

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Panorama do

Agronegócio N

os últimos anos, ocorreu uma alteração no perfil demográfico da população mundial. A partir de 2008 a maioria da população passou a residir nos centros urbanos, ou seja, o mundo deixou de ser rural. Alinhada a essa mudança da ocupação dos espaços, ocorreu também uma melhoria significativa da renda da população. Os países que contribuíram nessa melhoria da renda per capita mundial foram os emergentes (China, Índia, Rússia, Brasil e África do Sul) que apresentaram, recentemente, um crescimento contínuo nas suas economias. Registra-se que a população desses países representa 56% dos habitantes do planeta. Assim, diminuiu a concentração da população rural, produtora de alimentos, e aumentou a população urbana, consumidora, com poder aquisitivo. Neste cenário de crescimento da demanda das commodities agrícolas, houve um forte reajuste dos preços. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação

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(FAO) registra em seus relatórios o risco da inflação e de instabilidade política dos países pobres que dependem da importação de alimentos. Na esteira dessa forte demanda no mercado interno e externo pelas commodities agrícolas, o Brasil aproveitou esta “janela de oportunidades”. Um dos fatores que possibilitam dimensionar o crescimento do agronegócio brasileiro é a participação do setor na composição da riqueza nacional. Quase um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é proveniente das atividades agrícolas e pecuárias. Deve-se considerar também a força do agronegócio na balança comer-

cial do país, que em 2011 alcançou um saldo de US$ 29,7 bilhões. Caso o Brasil não contasse com as exportações do setor, a balança seria deficitária. Além disso, a produção do agronegócio brasileiro foi suficiente para atender ao abastecimento interno, principalmente nos últimos anos, quando houve uma elevação de renda da população e, em consequência, o aumento da demanda por alimentos. Estudos indicam que a classe C já equivale a 55% da população e a previsão é de que o índice chegará a 60% em 2014. Para atender à demanda crescente dessa população, é necessário investir em tecnologia que

Fotos: Divulgação

*João Ricardo Albanez Superintendente de Política e Economia Agrícola Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais

assegure produtos de qualidade oferecidos ao consumidor em quantidade suficiente. A contribuição do agronegócio vai além da oferta de produtos com segurança alimentar e nutricional, pois o setor contribui de forma expressiva na geração de emprego e renda, como na conservação dos recursos naturais. Os empreendedores rurais atuam como gestores dos espaços rurais, buscando uma melhoria contínua da produtividade com a preservação dos recursos naturais. O setor, além de atender a todos os requisitos citados, é responsável pela definição de preços das commodities agrícolas no mercado internacional. Minas Gerais tem respondido positivamente ao desafio do abastecimento diante da expansão dessa demanda interna e da necessidade cada vez maior de ampliar as exportações de alimentos. Enquanto a população mineira cresceu 9,4% numa década (2000-2010), chegando a 19,6 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE, a produção estadual

de grãos saltou de 6,5 milhões de toneladas para 10,2 milhões de toneladas. O aumento de 57% na produção do agronegócio mineiro foi seis vezes maior que o crescimento da população no Estado, na década analisada. Entretanto, os dados da safra de 2012 (11,8 milhões de toneladas) elevam em 83% a produção. A principal referência do nosso agronegócio é o café, cuja safra alcançou na década o volume de 21,6 milhões de sacas, um incremento de 47% no período. Já a produção estadual atualmente é de 25,7 milhões de sacas. Em dez anos, o número de cabeças do rebanho bovino chegou a 22,7 milhões de cabeças, com aumento de 14%. Além disso, Minas se consolidou como o principal produtor nacional de leite, batata, morango e alho; e o segundo na produção de feijão e cana-de-açúcar. Como consequência da produção crescente nas propriedades mineiras, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio mineiro saltou de aproximadamente R$ 64 bilhões, em 2001, para R$ 118 bilhões, em 2012, e responde atualmente por cerca de 12,5% do PIB do agronegócio nacional. A tendência é de que, nos próximos anos, a população continuará crescendo e cada vez mais concentrada nos grandes centros urbanos. Esse enorme contingente demandará alimentos em quantidade e com qualidade. Neste cenário, o agronegócio brasileiro apresenta um enorme potencial para atender esta demanda, pois tem tecnologia, áreas agricultáveis e um empresariado rural empreendedor.

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Foto: Divulgação

Carnes

cenário pode favorecer exportações mineiras Redução no rebanho bovino dos EUA possibilita abertura de mercados para o Brasil

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Brasil e principalmente Minas Gerais poderão contar, ainda em 2012, com um cenário favorável para o aumento das exportações de carnes. A previsão é da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base em indicadores de retração da pecuária

nos Estados Unidos: o rebanho bovino do país teve uma redução de 5,9% nos últimos cinco anos. “Apenas em 2012, o índice de redução do plantel bovino nas propriedades norte-americanas já é de 1,5% na comparação com o ano anterior”, informa o superintendente de Política e Economia Agrícola, João Ricardo Albanez. Ele observa que, diante desses números, pode-se prever um gradativo crescimento da receita gerada pela comercialização externa das carnes embarcadas com o selo brasileiro. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) mostram que o plantel de bovinos do país é formado atualmente por 128,2 milhões de cabeças, como consequência de um quadro que se agravou em 2011 por causa da seca em estados de grande produção, aumento dos cus-

tos da ração e competição intensa por áreas com lavouras de maior retorno econômico. “As estatísticas mostram que os ganhos de produtividade na pecuária bovina norte-americana são insuficientes para compensar as perdas ocorridas com a redução do rebanho”, diz Albanez. “No entanto, no ano passado, mesmo com a redução, as exportações do país não foram prejudicadas. A receita das vendas externas no período, segundo o Usda, foi de US$ 5,4 bilhões, possibilitando aos EUA a quarta colocação no ranking dos principais exportadores de carne bovina.” Mas o superintendente considera que essa posição poderá ser ameaçada caso o sistema de defesa sanitária animal não consiga eliminar os riscos para o consumidor ante o registro da ocorrência da doença da “Vaca Louca” (Encefalopatia Espongiforme Bovina). Ele ainda pondera que analistas de mercado têm mostrado como a menor oferta interna no mercado norte-americano influi nos preços da carne, que registraram níveis de queda quase recordes em 2011. “No ano passado o aumento de preço foi de 10% e para este ano estão previstas elevações de 4% a 5%. Por isso, a tendência é de que os pecuaristas americanos direcionem a produção para o mercado interno ante a valorização do produto. Caso isso ocorra, e alguns países importadores de carne bovina dos EUA façam restrição às aquisições diante do registro da “Vaca Louca” (posição já assinalada pela Coreia do Sul), haverá uma mudança no cenário para o Brasil e especialmente Minas (segundo maior reba-

nho do país), que poderão aproveitar a abertura de espaços para as exportações da carne. No acumulado de janeiro a março deste ano, as exportações mineiras de carnes (bovina, suína, de frango e peru) somaram US$ 185,2 milhões. A comercialização da carne de boi procedente do Estado resultou em US$ 63,8 milhões. Embora o valor seja inferior ao registrado no mesmo período de 2011, já se observou uma pequena melhoria do preço médio do produto no mercado internacional, que alcançou a cotação de US$ 4,7 mil a tonelada, aumento da ordem de 0,5% sobre o período equivalente do ano passado.

Evolução do rebanho O Usda mostra, em sua análise, que o rebanho bovino brasileiro é composto atualmente por 247,8 milhões de cabeças, volume 10,1% superior ao registrado há cinco anos. O Brasil conta com o segundo maior plantel, e em relação ao ano passado o crescimento estimado é de 3,1%. Esta evolução vem consolidando a situação do país como grande produtor, que atende ao crescimento do mercado interno e ainda conta com excedentes para exportação. As vendas externas de carne bovina pelo país, no ano passado, foram de US$ 5,1 bilhões, valor 18,6% maior que o registrado cinco anos atrás. Entre os principais rebanhos mundiais estão, em primeiro lugar, a Índia, com 387,5 milhões de cabeças; depois do Brasil vem a China, com 144,6 milhões de cabeças. E os Estados Unidos ocupam a quarta colocação, com 128,2 milhões de cabeças. Julho 2012

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Cachaça Pendão

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é destaque no mercado de destilados nacional e internacional

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s negócios começaram despretensiosos, quando o empresário do ramo de tecnologia Giovanni Viotti decidiu aproveitar a produção de cana na chácara da família, para produzir cachaça como um hobbie. No processo de elaboração do projeto do pequeno alambique, tomou conheci-

Fotos: Élcio Paraíso

A história da Cachaça Pendão começou em 1992, quando o agricultor José Onofre, que trabalhava com atividade de pecuária leiteira da Fazenda Xodó, em Itatiaiuçu/MG, decidiu investir na produção de cachaça e montou um alambique no local. Em 1995 iniciouse a produção da cachaça Xodó. No mesmo ano, José Onofre faleceu e seus filhos decidiram homenagear o pai, que tinha apelido de Pendão quando registraram a marca. O tempo passou e os filhos de Onofre continuaram com o negócio até que, em 2011, decidiram mudar de ramo. Foi aí que o empresário Giovanni Viotti conheceu a Cachaça Pendão e, devido à história da empresa, o nome e a qualidade dos produtos, decidiu comprar o alambique.

mento que a família detentora da marca Pendão estaria com intenção de mudar de ramo, e após conhecer os detalhes da marca, decidiu transformar a idéia em um negócio maior e investir em sua aquisição. Em julho de 2011, nas mãos da família Viotti, o sucesso veio a galope. Com nova filosofia de gestão, focado em marketing, administração profissional, aumento de produção e capacitação dos funcionários, a marca foi reposicionada e conquistou prêmios nacionais e internacionais. A empresa cresceu nada menos que 1000% no último ano e triplicou sua produção. Em 2011 fabricava 200 mil lts/safra, em 2012 esse número pulou para 600 mil lts/safra e é assim que a Cachaça Pendão quer estar entre as dez maiores do País. Primeiro a América, depois a Europa - 100% brasileira e cada vez mais internacional. Com esse mote a Cacha-

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Alambiques

As cinco versões da Cachaça Pendão.

ça Pendão se destaca cada vez mais no mercado de destilados e é hoje uma das mais renomadas no segmento de cachaças artesanais, sendo comercializada em diversos estados brasileiros e também no exterior. Com os investimentos da nova filosofia empresarial e a repaginação do produto, a Cachaça Pendão ganhou maior visibilidade tanto no mercado interno quanto no externo e, consequentemente, dois prêmios internacionais, em apenas um ano: medalha de prata no Concurso Mundial de Bruxelas e no San Francisco World Spirits Competition. Em ambos os concursos internacionais, a empresa concorreu com destilados de várias partes do mundo, o que comprova a qualidade da bebida que, no mercado interno, foi eleita a melhor cachaça do Festival Cachaça Gourmet – tradicional festival da culinária mineira que agrega a cachaça à gastronomia. A bebida é encontrada em cinco versões: envelhecida em tonéis de Amburana por 12 meses e armazenada dentro

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de uma garrafa escura, tipo cerveja (garrafa de 600 ml); envelhecida em tonéis de Carvalho por 18 meses, nas versões 700 ml Ouro e 960ml Ouro); Bidestilada e armazenada em garrafa transparente, ideal para preparo de drinks e caipirinhas (garrafas 700ml e 960ml Prata), Pendão Black Diamond - um Single desenvolvido exclusivamente para comemoração de 12 anos da Destilaria Alambique Pendão.

Rosilaine e Giovanni Viotti.

A empresa conta com dois alambiques: um no Melo Viana – Distrito de Esmeraldas/MG e o outro na cidade de Itatiaiuçu/MG. No alambique de Melo Viana a produção chega a 400 mil litros de cachaça por safra. Lá são produzidas cachaças já existentes na carta de bebidas da empresa e também, a Pendão Black Diamond. No alambique de Itatiaiuçu, a produção chega a 200 mil litros/ano.

A Pendão Black Diamond (750ml) leva a assinatura do Master Blender Armando Del Bianco que, buscando um produto marcante, selecionou toneis com presença encorpada de madeira, frutas, creme e baunilha. O resultado foi uma bebida com textura suave, aromas riquíssimos e sabor arrojado, onde o frutado, amadeirado, noz e baunilha saltam ao paladar, causando sensações marcantes e prazerosas que explodem na degustação. Uma verdadeira fonte do prazer para quem busca o melhor de uma cachaça.

Projetos

Linha Premium Dentro do projeto de reposicionar a marca, a colocando em patamares mais elevados e também na comemoração de 12 anos da empresa, a Cachaça Pendão

lançou recentemente a linha Premium, uma bebida especial. De acordo com Viotti esta é uma bebida selecionada para agradar paladares mais exigentes, dentro da reserva especial guardar por vários anos na destilaria, e conquistar espaço hoje ocupado por destilados importados. “Com as conquistas internacionais e a expansão com a construção de uma nova destilaria achamos que esse era o momento de lançar um produto mais sofisticado, dando mais notoriedade à marca”, disse. Atento às demandas do mercado, Viotti pondera que o consumidor hoje, seja em qualquer segmento de produto, está mais seletivo e apurado nas escolhas. “No

mercado de bebidas especificamente na questão dos destilados, o consumidor está com o paladar mais apurado e exigente, portanto é necessário ter atenção e produzir com qualidade e padronização. Temos um mercado muito forte internamente, pois muitos destilados importados estão ocupando espaços que poderiam perfeitamente ser preenchidos pela nossa cachaça. Hoje não se usa cachaça apenas em doses, podemos aplicar em diversos drinks e na culinária, as bebidas premium como a nossa Pendão 12 anos pode perfeitamente substituir outros destilados sem deixar de agradar os paladares mais apurados”, completou.

Para o segundo semestre de 2012, a Cachaça Pendão abrirá novos mercados e com o acerto de contratos, em breve estará exportando para países como Inglaterra, França, Irlanda, Estados Unidos e Canadá. “Exportar faz parte da estratégia de negócios da empresa, mas ainda temos muito que conquistar no mercado interno. Queremos estar presentes em todo o território brasileiro e conquistar os paladares internacionais sem perder o padrão e a qualidade da verdadeira cachaça da fazenda”, enfatizou o presidente da empresa. Estar entre as dez maiores do País em termos de qualidade e expandir a produção são metas que Viotti pretende alcançar com muito trabalho e dedicação. “Estamos construindo uma nova unidade, cerca de cinco vezes maior que a atual, e capacitamos nossa mão de obra, além de investir na participação em eventos e divulgação. Somados, os investimentos giram em torno de R$1,5 milhão. Nossa meta de faturamento para 2012 é de R$4 milhões”, completou. Julho 2012

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maxiddea

Fotos: Divulgação

Desafios ao manejo de

doenças em soja no Brasil *Carlos Alberto Forcelini

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a safra 2011, a produção brasileira de soja superou 70 milhões de toneladas, com uma média aproximada de 50 sacos por hectare. Contudo, muitos produtores vêm obtendo, sistematicamente, rendimentos bem acima da média. O melhoramento genético da soja tem nos proporcionado cultivares cada vez mais produtivos. O desafio de colhermos 100 sacos/ha está próximo de ser alcançado, porém com um indivíduo bem mais suscetível a doenças. A sustentabilidade da cultura dependerá muito do manejo utilizado, o qual deve considerar vários fatores, entre eles as características dos cultivares, das doenças e dos fungicidas. Nos últimos anos, grandes mudanças ocorreram nos cultivares de soja. Os materiais que predominam no campo hoje possuem ciclo mais curto, têm área foliar menor e são bem mais produtivos que os anteriores. Contudo, sua suscetibilidade

para algumas doenças também é maior, especialmente aquelas causadas por fungos necrotróficos. O foco do manejo hoje deve ser direcionado à prevenção de doenças e à manutenção da área foliar da planta, para que ela possa expressar seu potencial. As principais doenças da soja no Brasil são a ferrugem asiática, o mofo branco, a antracnose, a mancha alvo, o oídio e o complexo de doenças de final de ciclo. Apesar de todos os esforços com relação ao seu manejo, poucas diminuíram de importância na última década. Ao contrário, suas epidemias são frequentes todas as vezes em que a combinação de ambiente e manejo lhes é favorável. As doenças mencionadas anteriormente são causadas por fungos, os quais pos-

Ciclo (dias) Índice de área foliar Rendimento (t/ha)

Cultivares Cultivares anteriores atuais <150 3a5 Até 5

150 >5.0 Máximo 2,5

aumento da infestação de antracnose e mancha alvo 14.000 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 0

Mancha alvo

Área aplicada (milhões ha)

Área aplicada (milhões ha)

Antracnose

2008/2009

2010/2011

14.000 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 0

2008/2009

2010/2011 Fonte: Pesquisa Kleffman 2011

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suem mecanismos de variabilidade genética que lhes permitem se modificar, sendo a consequência prática desse processo a quebra da resistência de cultivares e a perda da sensibilidade a fungicidas. O advento das novas doenças desencadeou mais estudos e pesquisas, que culminaram em produtos mais eficazes, tecnologias de aplicação mais eficientes e critérios mais efetivos para a aplicação dos fungicidas. Além do oídio e da ferrugem asiática, um grupo grande de doenças, causadas por fungos necrotróficos teve sua importância aumentada nos últimos anos. Entre elas estão a antracnose, o mofo branco, a mancha alvo e outras doenças de final de ciclo. Estas doenças já há muito existem no Brasil, mas a introdução de cultivares mais suscetíveis a elas e a monoculture de soja em semeadura direta foram os fatores que mais diretamente favoreceram o seu aumento. O controle destas doenças pela resistência genética e pelo fungicida é mais difícil, portanto seu manejo representa dificuldades adicionais e desafios grandes pela frente. O manejo de doenças em soja pode ser iniciado em três momentos: na semente, na fase vegetativa (estádios V4 a V6) ou na reprodutiva (estádio R1 em diante). Esta última fica limitada pelo problema de deposição por este motivo, esse momento vem sendo substituído pela fase de pré-fechamento da cultura, geralmente nos estádios V9 e V10 (plantas com nove a dez folhas na haste principal). As mudanças que observamos nos cultivares de soja nos últimos anos sinalizam a tendência de planta para o futuro: ciclo mais curto, menos área foliar, mais produtiva, mas com maior suscetibilidade a doenças. A exceção tem sido o desenvolvimento recente de cultivares resistentes à ferrugem, para a qual também dispomos de fungicidas altamente eficazes.

apresentam:

19ª

EXPOSIÇÃO NACIONAL DO CAVALO PAMPA

11 a 18 de agosto de 2012 . Parque da Gameleira Belo Horizonte - MG

PREMIAÇÕES 10

Grandes Campeões da Raça

10

Grandes Campeões Jovens da Raça

Notebook Notebook

10

Campeão dos Campeões de Andamento

Notebook

05

Castrados

05

Égua Base

01

Melhor peão montado

R$ 1.000,00

01

Melhor peão puxado

R$ 1.000,00

01

Melhor da Prova de Ação

R$ 2.000,00

500,00 TV 32

Inscrições até dia 20 de julho de 2012. Ficha de inscrições e mais informações no site: www.abcpampa.org.br

Parque de Exposições Bolivar de Andrade - Av. Amazonas, 6020 - Gameleira Belo Horizonte - MG - Tel (31) 3372 2415 - Telefax: (31) 3372 5460

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BUSINESS

20 anos de bons negócios

Diante do sucesso do Ginga e considerando o potencial que o Estado do Rio apresentava para crescer nesta área de mercado de leiloes, Alexandre resolveu, em 1994, criar a Business. A partir de então, a empresa centrou suas atenções num ponto muito importante: tornar o leilão acessível ao maior número possível de criadores e interessados, em locais próximos e convenientes. E, principalmente, atingir todo o universo da produção, cobrindo a pecuária de leite, a de corte, e a eqüinocultura, com todas as raças que as compõem.

nho do setor. Este esforço de aprimoramento da qualidade do rebanho também se estendeu ao gado leiteiro. E aí igualmente se nota a importância dos leilões da Business. Graças a eles, os criadores fluminenses passaram a dispor de animais de alto padrão genetico das raças Holandesa, Girolando e Gir por exemplo, adquiridos de renomados pecuaristas de Minas Gerais, Paraná e Sao Paulo. A Business é atualmente uma das líderes na promoçao de leilões de todas as raças, tanto de bovinos quanto de eqüinos e asininos, diferentemente de outras leiloeiras, que, em sua maioria, atendem a uma ou outra raça específica. A empresa realizou mais de 1200 leilões, uma marca que poucas empresas brasileiras atingiram neste ramo, no período. No ano de 2012 já estão programados mais de 150 leilões. Segundo estudos especializados, os negócios agropecuários fluminenses registraram um aumento de 41% a partir de 1995. Nesta expansao, de acordo com o Jornal O Globo, o setor animal foi o que mais cresceu. E admite que esse desempenho deveu-se, em parte, a atuaçao da Business que, atraves de seus leilões, ajudou a fomentar e aquecer a pecuária de corte e de leite e a eqüinocultura, gerando renda, impostos e empregos diretos e indiretos.

AS REALIZAÇÕES DA BUSINESS

EMPRESA BUSCA NOVOS HORIZONTES

Hoje, vinte anos depois de sua criação, a Business pode apresentar resultados expressivos em benefício da comunidade rural. Da aprazível Sapucaia, desenvolveu novos pontos de leilões em Três Rios, Cantagalo, Barra do Piraí, Barra Mansa, Resende, Macaé, Campos, Rio das Flores, Cachoeiras de Macacau, Petrópolis, Valença, Angra dos Reis, Cordeiro, Niterói, entre outras cidades. No Rio de Janeiro, o destaque é ter conseguido transformar casas de espetaculos e clubes em verdadeiros palcos de leilões com a venda de animais de elite, atraindo grande número de criadores de varias partes do Brasil. A empresa também realiza, leilões nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Sao Paulo e Bahia abrindo novas frentes de negócios nestes estados e expandindo seus negócios. Destaca-se também a realização de vários leilões em parceria com a Rede Globo de Televisão, com flash e cenas exclusivas em novelas famosas, principalmente na Laços de Família com grande parte do elenco presente e também de Vila Madalena em que José de Abreu montou e disparou com o garanhão mais famoso do Pampa, o Diamante Negro da Ginga. Os leilões de animais, antes quase limitados aos eventos da eqüinocultura e a algumas poucas iniciativas no gado Nelore PO, acompanhando a tendência das regiões tradicionais, hoje aumentaram consideravelmente, representando novas e reais oportunidades de desenvolvimento da criação regional. Neste quadro, a Business foi pioneira em realizar, no estado, os primeiros leilões de animais europeus das raças Simental, Marchigiana, Limousin, Canchim e Red Angus, verdadeiros esteios dos modernos programas de cruzamento industrial. Com estes animais, provenientes dos melhores plantéis de São Paulo e do Paraná, injetou-se sangue novo nos criatórios, contribuindo assim para melhorar o desempe-

Hoje, a Business é uma empresa sólida e com um nome firmado no mercado, graças, sobretudo, a confiança conquistada junto aos criadores. Centro de referência em leiloes no estado, onde tem 95% do mercado, ela atua em estreita colaboração com os produtores sempre buscando o melhor para ambas as partes, num relacionamento cordial e respeitoso. Depois de ter consolidado sua atuação no mercado fluminense,onde tem 95% do mercado, e aberto frentes de negócios em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia, e realizado inúmeros leilões pelos principais canais de televisão ao longo dos anos, a empresa está empenhada agora em fortalecer os Leilões Virtuais pela Internet, diminuindo assim custos para os vendedores. Destaca-se neste ponto, o pioneirismo da Business Leilões na realização de leilões presenciais com transmissão ao vivo pela internet, uma modalidade que conquistou diversos clientes da e tornou-se uma segurança para alguns, sem perder a oportunidade de compra e arrematando os lotes conforme o que vê na transmissão e lançando com a equipe da Business pelo telefone. Um sucesso que ainda tem muitos caminhos a trilhar! A sede da Business, na Barra da Tijuca (Centro Empresarial Downtown), na Zona Oeste do Rio, é considerada um point do meio rural, ponto de encontro de criadores de todas as raças de eqüinos e bovinos. Lá, focalizando a trajetória vitoriosa da empresa nesses 20 anos, Alexandre, hoje com 40 anos, e formado em Administração de Empresas, não esconde a receita do sucesso da Business: “Muita dedicação, profissionalismo e amor ao trabalho”.

LEILÕES

Especializada em leilões rurais, a empresa é atualmente uma das líderes na realização destes eventos no País

No início da década de 90, antes mesmo do lançamento do Plano Real, já era grande, em diversas cidades de São Paulo e Paraná, o interesse por negócios com Bovinos e Equinos, entre outros animais. Esse fato não escapou a percepção do jovem Alexandre Todeschini Pires, que recém chegado de Boston (EUA), onde desenvolveu o curso de Marketing e Business, visitou diversos leilões e exposições agropecuárias naqueles dois estados. Ao constatar o aquecimento do comércio de animais, via leilões, nas regiões visitadas, ele chegou à conclusão que estes eventos são excelentes canais de comercialização de animais, permitindo a realização de bons negócios. Modernos, democráticos e ágeis, eles promovem e divulgam as realizações dos criadores, a partir da exibição de seus produtos, constituindo uma forma eficiente de aproximar vendedor e comprador. Além disso, apresentam outra grande vantagem: são eventos privilegiados de congraçamento e intercâmbio de informações e experiências entre os criadores.

A CRIAÇÃO DA BUSINESS Entusiasmado com o que viu e sentiu Alexandre voltou para Sapucaia (RJ) – onde cria Gado e Cavalo – com firme propósito de dar sua contribuição visando expandir a Pecuária Fluminense, até aqui de pouca expressão na economia estadual. Os problemas a enfrentar, porém, eram sérios. Não só em Sapucaia – região Centro Sul do estado – como nas demais regiões do território fluminense, o criador, principalmente de bovinos, encontrava dificuldades na fase de comercialização de seus animais. As opções de mercado disponíveis eram extremamente limitadas ou de custos elevados. Levar os animais para as Exposições Agropecuárias era uma alternativa válida apenas para os animais PO (puros de origem) e ainda assim, relativamente cara. Ao mesmo tempo, era possível observar nas regiões de criação mias tradicionais – notadamente no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo – um notável crescimento dos leilões como forma de comercialização.

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Apesar dessa defasagem, Alexandre não desanimou e seguiu firmemente o seu propósito de investir no mercado de leilões. Criou na Fazenda São Francisco de Paula, um evento denominado Ginga, destinado inicialmente apenas a animais produzidos na fazenda e nas propriedades vizinhas. Depois o evento despertou grande interesse, passando a reunir, em cada edição novos criadores, constituindo-se, também, em oportunidade de encontro e troca de experiências entre os produtores.

O DESPERTAR DA IDEIA - CANAL BUSINESS A ideia surgiu ao buscar uma alternativa de dimi-

nuir os custos de comercialização para os vendedores, aliado ao crescimento e transformação do comércio eletrônico na Web em todos os ramos. A internet cada vez mais vem fazendo parte do cotidiano do brasileiro. Dados divulgados recentemente pelo IBOPE mostram que o acesso à internet no Brasil atingiu os 80 milhões de pessoas em 2011. Destaca-se que a internet além de tudo passou a funcionar como fonte de divulgação das empresas, marcas e produtos em grande escala global. Sendo assim, com a popularização desse mais importante meio de comunicação atual, abriram-se as portas para o mercado de negócios online. Atento ao mercado, surge em 2010 o Canal Business, um site empreendedor e moderno, comandado por sócios empreendedores que enxergaram essa oportunidade, com a certeza de obtenção de excelentes resultados. Um site que além de tudo conta com a expertise da Business Leilões, empresa leiloeira há 20 anos no mercado, com mais de 20.000 diferentes compradores e vendedores, promovendo eventos de todas as raças em todo o Brasil. A Business foi PIONEIRA nas transmissões ao vivo pela internet em eventos presenciais. O Canal Business e a Business Leilões juntaram suas habilidades para criar um site que nasce com a perspectiva a de ser o maior em transações de produtos e serviços agrícolas rurais da Web Nacional. Estão convictos de que este crescimento se dará também nos mercados de nicho e, evidentemente, no Mercado Rural e Agrícola que é uma fatia bem representativa da economia nacional. Hoje acreditamos também, que com o desenvolvimento e sucesso do Canal Business, a Business Leilões tornou-se cada vez mais reconhecida a nível nacional. Acreditamos que a conveniência, comodidade, abrangência e boa relação custo- beneficio são fatos que podem atrair grande parcela dos compradores e vendedores atuais , assim como à nova geração, que cada vez mais utiliza a Web para realizar negócios ou consultar informações detalhadas de um animal, por exemplo. Ao longo de 2010 e 2011 o sucesso do Canal foi tremendo, realizando mais de 60 leilões, com quase 3.000 animais arrematados em todos eles das raças de Bovinos (Gir, Girolando, Holandês, Nelore, Brahman e Mini Bovinos), Eqüinos (Pampa, Mangalarga Marchador, Mangalarga Paulista, Campolina, Quarto de Milha , Árabe e Mini Pônei) e Asininos (Jumentos Pêga e Muares). Os remates premiaram compradores de diversos estados do país, como RJ, SP, MG, BA, SE, RS, SC, PR, MA, PE, RO, PA, DF, AC, AL, PB e GO,tranformado definitivamente a empresa de regional para nacional. Hoje em 2012, o sócio e Diretor Executivo do Canal Marco Macedo Filho comemora o sucesso e a liquidez apresentada nos últimos 2 anos: “Conseguimos alcançar os mais variados públicos, dos criadores mais famosos aos novos e também a novos usuários, nos tornamos líderes de mercado nas vendas de eqüinos e bovinos pela internet! O Canal Business democratizou o mercado. Há 15 anos não iríamos imaginar comprar um cavalo sem vê-lo ao vivo, uma vaca ou um boi sem vê-lo de perto. A qualidade de fotos, filmes e a transparência em cada dúvida ou negociação com nossos clientes são fatores chave do nosso sucesso, apoiado por clientes que confiam no nosso trabalho, sendo também parte dele.”

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Preservação e recuperação das

água é um componente essencial em nossas vidas. No meio rural, o consumo de água para o atendimento de necessidades básicas por pessoa pode variar entre 30 e 200 litros. As formas e os sistemas de captação de águas no interior, principalmente a proteção de minas, é algo que precisa ser estimulado para que as futuras gerações possam ter saúde e qualidade de vida no campo. Este trabalho recupera nascentes e restaura os locais de captação de água. Vários poços e minas estão descobertos ou possibilitam a entrada de animais como ratos, anfíbios e insetos que contaminam a água e trazem doenças para as famílias dos agricultores. Pedras e a própria terra são os filtros que retém as impurezas e isolam a água do contato de contaminantes.

Foto: Frans Rodrigues

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nascentes

Acompanhe um modelo prático que pode ser usado nas propriedades rurais e que evita a contaminação da água.

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Fotos: Divulgação / Braúnas

Manejo nutricional de

animais elite *Guilherme David Leite Ribeiro zootecnista e supervisor da área de ruminantes da Presence

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Brasil possui grande área territorial de pastagens espalhadas por todas as regiões do país que comportam o maior rebanho comercial de gado do mundo. Somos também o maior exportador de carne bovina do mundo. Contudo há ainda alguns gargalos no sistema brasileiro que limitam essa produção como baixas médias de kg de carne/hectare/ano, peso à desmama, idade ao abate, qualidade de carcaça dentre outros. Vários são os pontos críticos que deverão ser trabalhados.

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Produzir animais geneticamente adaptados às diferentes condições climáticas brasileiras com bons índices zootécnicos é a chave para o avanço da nossa pecuária. Neste contexto torna-se evidente a importância de criatórios elite que são os selecionadores de animais de qualidade genética e de onde sairão a base dos reprodutores e das matrizes para os criatórios multiplicadores. Genética essa que como já dito deverá ter características adaptadas às realidades brasileiras. São nas exposições agropecuárias por todo o Brasil que os animais elite são avaliados. Através de um criterioso julgamento que leva em consideração as características fenotípicas dos

animais como aprumos, qualidade de carcaça, características raciais, conformação entre outras são selecionados os melhores animais de cada raça bem como melhores criadores e expositores. A vida útil de um animal na exposição é curta e nada teria importância se não pudéssemos utilizar esses animais elite para reprodução. Após o período de exposições, os animais que foram mais bem sucedidos serão submetidos à coleta de material genérico para teste de progênie que é a confirmação de que as características desejáveis expressas nos animais elite serão passadas para os seus descendentes. Quanto maior o número de descendentes medidos maior será a confiabilidade do reprodutor em questão.

baixos teores de fibras e boa qualidade da fibra. Demais componentes como, proteína bruta, extrato etéreo e cinzas são importantes na formulação de dietas e não na qualidade final do volumoso, pois estão presentes em baixos teores além de possuir uma mínima variação entre híbridos e práticas de manejo. O tamanho de partícula é importante para uma boa saúde ruminal. A regra para esse requisito é o maior tamanho de partícula possível desde que 90% dos grãos sejam danificados no processo de picagem.

Ração

Feno

Silagem de milho

O amido acumulado nos grãos bem como as fibras da parede celular compõem aproximadamente 85% de toda a planta de milho. Neste sentido é fácil entender a importância destes componentes no contexto de qualidade de silagem. As fibras possuem digestibilidade de 20 a 30%, enquanto que o amido possui digestibilidade entre 70% a 90 %. Outro importante ponto é a relação inversa entre fibras e amido, onde quanto maior o teor de amido, menor a participação das fibras na silagem. Desta forma um híbrido de milho ideal para silagem deve possuir boa participação de grãos na matéria seca, alta qualidade dos grãos,

tamanho ideal das partículas, em especial das forragens formarão uma camada de fibra no rúmen chamada colchão fibroso que terá algumas funções como reter por mais tempo a ração no rúmen, aumentar a eficiência alimentar, diminuir a velocidade de passagem dos alimentos do trato grastro intestinal (diminuindo diarréias) e evitar problemas metabólicos como acidose e laminites.

A qualidade do feno está ligada principalmente na proporção folha/colmo que deverá ser alta, ou seja, quanto maior a quantidade de folha em relação a quantidade de colmo melhor será a qualidade do feno. Isso porque a folha é composta por nutrientes de maior digestibilidade como proteína e carboidratos de rápida degradação enquanto que o colmo por ter função estrutural possui nutrientes de menor digestibilidade como o FDN. O tamanho ideal para a picagem do feno está entre 3 a 5 cm. Tamanhos maiores que este poderão afetar o consumo de matéria seca e menores terão menos efetividade. A efetividade de fibra das forragens tem grande influência no desempenho destes animais visto a quantidade de ração que os animais elite consomem. O

O uso de concentrados proveniente de indústrias idôneas tem grande importância nas criações elite devido ao elevado padrão de qualidade e segurança alimentar. Trata-se da alimentação de animais de alto valor monetário e genético e todo o risco à saúde desses animais deve ser eliminado. As rações utilizadas precisam ser de primeira classe para atender às exigências desses animais. Quanto maior a qualidade genética do rebanho melhor deverá ser os concentrados utilizados. A utilização de matérias primas de alta qualidade, diferentes processamentos, bem como aditivos, poderá maximizar os ganhos obtidos numa propriedade elite.

Manejo Alimentar

Depois de nascidos os bezerros deverão ficar com as mães em pastos ou baias maiores, até 60-70 dias. Nesta etapa eles terão como fonte de nutrientes o leite materno, e as fêmeas deverão ser suplementadas no cocho com alimentação de primeira classe. Após este período deverão formar grupos de bezerros contemporâneos que ficarão juntos em baias maiores. Até os quatro meses os bezerros receberão leite duas vezes por dia através das mamadas controladas. Nas baias receberão ração de primeira classe, suplementação mineral, feno à vontade e com o passar do tempo silagem de milho. A utilização de silagem de milho nessa etapa de vida pode trazer fermentações indesejáveis no trato gastrointestinal dos bezerros e deverá ser feita em pouca quantidade e de forma gradativa. É muito importante que se tenha a atenção quanto a fêmeas melhores de leite, evitando a diarréia nos bezerros. Dos quatro meses até a desmama (seis meses) esses bezerros receberão leite apenas uma vez por dia aumentando a importância do trato no cocho que deverá ser recalculado. Após a desmama, até a idade adulta, por estes animais estarem em baias, a nutrição será feita exclusivamente no cocho por isso a presença de volumosos de qualidade e a utilização de rações de primeira classe será determinante para o sucesso do sistema. Os tratos deverão ser fornecidos várias vezes ao dia garantido alimento fresco e de qualidade ao longo de todo o tempo. Julho 2012

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Campeonato Brasileiro de

Foto: Ney Messi

Atrelagem O atleta/ criador Beto Boucher com o PSL Vulcão

Uma das modalidades mais antigas do hipismo realizou prova no interior de São Paulo

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Atrelagem pode ser entendida como a versão moderna das corridas de carruagens retratadas em filmes sobre o Império Romano. O transporte atrelado ressurgiu nos séculos XIII e XIV, atingindo seu apogeu no século XV, quando a estrutura dos carros era bastante parecida com a atrelagem utilizada na Antiguidade, no entanto, agora acrescidos de adereços e ornamentos. Após a Idade Média, o esporte ganhou novos ares. Praticado por nobres, é símbolo de status e refinamento, trans-

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formando-o não só num meio de transporte, mas também como modalidade esportiva com a instituição do trote atrelado, ou seja, as provas de Atrelagem. Na trilha da evolução, o automóvel surgiu no rastro da Atrelagem, e quem apostou na aposentadoria dos veículos movidos a cavalo se enganou. Transformada em esporte equestre, a Atrelagem passou a ser cultivada por quem preserva a elegância e o charme de um tempo que não volta mais.

Realizado pela Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro-Sangue Lusitano (ABPSL), a 1ª etapa do Campeonato Brasileiro de Atrelagem recebeu mais de 1300 pessoas que acompanharam as apresentações esportivas no dia 05 de maio no Haras Sonho, na cidade de Boituva, interior de São Paulo. Nas duas etapas realizadas (Minimaratona e Maneabilidade), cerca de 70 conjuntos – atletas e cavalos – estavam inscritos.No intervalo entre as competições, foram realizadas homenagens ao Cavalo Puro-Sangue Lusitano Legendário, Pentacampeão Brasileiro de Equitação de Trabalho, com apresentações de Carrossel, Adestramento e Equitação de Trabalho. Na Maneabilidade, categoria Estreantes 1 Cavalo, Flavio D’Angieiri Filho (com Mônaco Itapuã) conquistou a primeira colocação. Na Avançados, Parelha Cavalos Novos, Fábio Roberto da Silva (com Cagliostro e O atleta Fábio Cadmus Interagro) Roberto da Silva (com os Cavalos terminaram no lugar Lusitanos Cagliostro mais alto do pódio. e Cadmus Interagro) Vitórias também de e o groom Antonio Antonio Mariano de Mariano de Souza durante a prova de Souza, na 4 Cavalos/ Maneabilidade. Cavalos Novos (com Cagliostro, Cadmus, Crispin e Comanche Interagro), e de Geraldo Donizete de Lima (conduzindo Vinho do Pentágono), no topo da Iniciante Adulto/ 1 Cavalo. Já na Minimaratona, Antonio Mariano de Souza faturou a Iniciante Adulto 2 Cavalos com 6 pontos. A atleta Carol Borja ficou na primeira colocação da Avançado Parelha. Ao todo, estiveram presentes 19 conjuntos formados por Cavalos Lusitanos. Julho 2012

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Fotos: Divulgação

Centro Hípico da Reserva Real – o maior de Minas Gerais

Reserva Real reúne modalidades equestres em um dos maiores centros hípicos do Brasil

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Reserva Real, maior empreendimento imobiliário de Minas Gerais, com mais de 10 milhões de metros quadrados, localizado no Vetor Norte da região Metropolitana de Belo Horizonte, começa a implantar o que será o maior Centro Hípico do estado. Serão destinados 20 hectares para criar uma estrutura que irá receber diversas modalidades equestres, dentre elas: salto, adestramento, polo, com provas diversificadas com as raças mangalarga marchador e quarto-de-milha. O gestor do projeto operacional, Francisco Roque, explica que o Centro Hípico Reserva Real tem como proposta reunir em um só lugar todas as modalidades equestres, de forma harmônica, criando a maior comunidade hípica de Minas Gerais. No local, haverá um campo de polo gramado de 290 X 165 m, cinco pistas de areia: uma para as modalidades da raça mangalarga marchador (45x65m), duas para quarto de milha (90X45m / 415x15m), uma para saltos (90x60m) e uma para adestramento

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(60x20m). Completam a estrutura 264 baias, curral (30x10m), piquetes e dois redondéis de areia para treinamento, doma de cavalos e observação de desenvoltura dos animais. Além destas estruturas, o Centro irá oferecer uma gama de serviços que envolvem desde a assistência de veterinários, tratadores, ferradoria e cuidados na alimentação dos animais, a opções de escola, com treinadores conceituados, e a Equoterapia - um método terapêutico para todas as idades, que utiliza cavalos em proposta multidisciplinar, envolvendo saúde, educação e equitação. A comodidade para receber os cavalos também já foi pensada. Serão

pelo menos três estacionamentos para receber, além dos carros, caminhões usados no transporte dos animais. No total, serão 467 vagas e há possibilidade, em caso de grandes provas, de serem instaladas mais 400 baias provisórias. Tudo pensado para adaptar o espaço aos eventos do mundo dos cavalos.

Arena multiúso O Centro Hípico será também um local com grande versatilidade: possuirá uma Arena Multiúso com 5.600 m2, com área central coberta de 40 x 80m livres, de 12 metros de altura, capaz de ser adaptada à necessidade do evento que for organizado no local: feira, exposição agropecuária ou mesmo eventos culturais de dança ou artes plásticas. “Com a Arena Multiúso, estaremos trazendo diversão, entretenimento e opções culturais e esportivas para os moradores da Reserva Real”, explica o presidente da Design Resorts, grupo europeu empreendedor. Das varandas que circundam o edifício, será possível avistar todo o Centro Hípico. Lazer não vai faltar, pois a Arena possuirá restaurantes, salas, lojas, bar e camarotes para receber convidados, além de tratamento acústico, que possibilitará não só a realização de provas, leilões e exposições hípicas, como também qualquer evento que se pensar.

Imagem ilustrativa da Arena Multiúso, capaz de ser adaptada aos eventos.

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Hidroponia, aprenda a fazer.

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hidroponia é a técnica de cultivar plantas sem solo, onde as raízes recebem uma solução nutritiva balanceada que contém água e todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento da planta. Desde a criação do termo “hidropônico” pelo pesquisador Dr. W. F. Gericke na década de 30, a técnica de produção de plantas sem solo vem sendo popularizada. A despeito do maior custo inicial para instalação, várias são as vantagens do cultivo comercial de plantas em hidroponia, as quais podem ser resumidas como a seguir: padronização da cultura e do ambiente radicular; drástica redução no uso de água ; eficiência do uso de fertilizantes; melhor controle do crescimento vegetativo; maior produção, qualidade e precocidade; maior ergonomia no trabalho; maiores possibilidades de mecanização e automatização da cultura. Muitos dos cultivos hidropônicos não obtêm sucesso, principalmente devido ao desconhecimento dos aspectos nutricionais deste sistema de produção, isto é, à formulação e manejo mais adequado das soluções nutritivas. Outros aspectos que também interferem, estão relacionados com o tipo de sistema de cultivo hidropônico. Para a instalação de um sistema de cultivo hidropônico é necessário também, que se conheça detalhadamente as estruturas básicas necessárias que o compõe.

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Os tipos de sistema hidropônico determinam estruturas com características próprias, sendo que os mais utilizados são: a) Sistema NFT (“nutrient film technique”) ou técnica do fluxo laminar de nutrientes: Este sistema é composto basicamente de um tanque de solução nutritiva, de um sistema de bombeamento, dos canais de cultivo e de um sistema de retorno ao tanque. A solução nutritiva é bombeada aos canais e escoa por gravidade formando uma fina lâmina de solução que irriga as raízes; b) Sistema DFT (“deep film technique”) ou cultivo na água ou “floating”: Neste sistema a solução nutritiva forma uma lâmina profunda (5 a 20 cm) onde as raízes ficam submersas. Não existem canais e sim uma mesa plana onde fica circulando a solução, através de um sistema de entrada e drenagem característicos; c) Sistema com substratos: Para hortaliças frutíferas, flores e outras culturas que têm sistema radicular e parte aérea mais desenvolvidos, utilizam-se vasos cheios de material inerte, como areia, pedras diversas (seixos, brita), vermiculita, perlita, lã-de-rocha, espuma fenólica, espuma de poliuretano e outros para a sustentação da planta, onde a solução nutritiva é percolada através desses materiais e drenada pela parte inferior dos vasos, retornando ao tanque de solução. Para os sistemas hidropônicos utilizam-se tubos de plástico de polietileno não

reciclado (flexível) ou de cloreto de polivinila (PVC rígido) e registros fabricados com materiais inertes. O sistema hidráulico é responsável pelo armazenamento, recalque e drenagem da solução nutritiva, sendo composto de um ou mais reservatórios de solução, do conjunto moto-bomba e dos encanamentos e registros.

Passo a passo para construir um sistema hidropônico:

Canais de Cultivo a) Filme de polietileno/arame

b) Telhas de amianto

Moto-Bomba e Encanamentos

d) Tubos de polipropileno

f ) “Floating” ou “Piscina”

Figura 7. Perfis hidropônicos nas duas posições utilizadas.

e) Canais individuais

Figura 9. Mesa de “floating” mostrando as opções de drenagem e alimentação laterais ou de fundo.

g) Com substrato

c) Tubos de PVC Figura 1. Esquema do reservatório, moto-bomba e encanamentos de recalque e drenagem de solução.

Figura 6. Bancada de canos de PVC, mostrando também a canaleta de retorno de solução e a fixação do suporte das plantas à bancada. No detalhe, a união dos tubos.

Figura 2. Montagem de um dispositivo tipo “venturi”

Base de Sustentação

Figura 3. Suporte de madeira construído com caibros e travessa parafusados e enterrado no solo.

Figura 8. Canal feito sobre o solo com filme plástico dobrado e fixado com presilha

Figura 10. Figura 10. Esquema simplificado de um sistema de vasos

Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br


Fotos: Divulgação

Clonagem

Esfera.

de sucesso na raça Gir

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Cenatte Embriões entregou na última semana de junho as duas bezerras clones da premiadíssima doadora Esfera TE de Brasília. Filha de Everest na recordista Profana de Brasília, Esfera possui valor genético de 1.655,8 Kg de leite. Campeã Vaca Jovem e Melhor Úbere Jovem na Feileite 2008, Esfera foi Campeã em concurso leiteiro atingindo 47,02 Kg/dia. Conquistou o recorde Mundial da Raça em três ordenhas em 24 horas, com 51,47 Kg de leite, Grande Campeã da raça Gir Leiteiro e Melhor Úbere da raça na Expozebu 2010. As duas bezerras nasceram nos dias 15 e 16 de abril, saudáveis, e foram batizadas como Esfera de Brasília, acrescido de TN1 eTN2, que são as iniciais de transferência nuclear, conhecida popularmente como clonagem. Esfera TE de Brasília é de propriedade do condomínio formado pela Fazenda Brasília, de Flávio Perez e pelos criadores Geraldo Antônio de Oliveira Marques e João Machado Magalhães de Almeida. O Cenatte foi responsável também pelos primeiros clones da raça Gir Lei-

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Clones Esfera.

Clones Luzíada.

teiro no mundo, utilizando material genético da matriz Luzíada de Brasília. As duas fêmeas clones, nascidas em julho de 2010 já foram aspiradas e atualmente seguem inseminadas, aguardando confirmação de prenhez e se somam agora às mais destacadas doadoras da raça.

Luzíada TN1.

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Agrishow 2012

Fotos: Divulgação

Negócios superam expectativas

Sucesso foi atribuído ao crescimento do número de expositores, maior oferta de crédito a juros mais atrativos e aumento de público visitante qualificado.

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volume de negócios realizado na 19ª Agrishow (Feira Internacional da Tecnologia Agrícola em Ação) superou as expectativas dos organizadores, atingindo a casa dos 2,15 bilhões de reais. O evento foi realizado entre os dias 30 de abril e 04 de maio na cidade de Ribeirão Preto/SP. Cerca de 152.000 visitantes compradores estiveram na Agrishow conferindo as ofertas de produtos com as mais modernas tecnologias e soluções para pequenas, médias e grandes propriedades. Maior oferta de volume de crédito, com juros atraentes,

compuseram os fatores finais para a equação do sucesso e superação de expectativas. Realizada anualmente, a Agrishow está entre as três maiores feiras do setor de agronegócios em todo o mundo, e já tem data definida para 2013. O evento acontecerá de 29 de abril a 03 de maio, e os organizadores já estão trabalhando para continuar implementando melhorias, agora com o positivo componente anunciado na Agrishow 2012, que trata da concessão da área de exposição do evento por 30 anos. A presença internacional no evento também se confirmou através do acordo de cooperação assinado entre Maurilio Biagi Filho, presidente da Agrishow 2012, e Emília Williams, representante da Expoagro argentina. Durante coletiva no fechamento da feira, Biagi Filho ex-

plicou que o acordo é o primeiro passo para a internacionalização da Agrishow. “Teremos um estande na feira argentina e a Expoagro terá um estande em nosso próximo evento”.

Concessão de área por 30 anos A grande notícia na abertura da Agrishow 2012 foi a concessão por 30 anos da área da Fazenda Experimental ocupada pela feira, assinada pelo governador Geraldo Alckmin durante a cerimônia, e que garante a permanência na capital do agronegócio, até 2042, da maior feira da América Latina e terceira maior do mundo. A cerimônia de abertura contou com a presença do governador Geraldo Alckmin, dos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, e dos Esportes, Aldo Rebelo, da presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), senadora Kátia Abreu, e da prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera. Kátia Abreu e Aldo Rebelo foram homenageados com o Prêmio Agrishow 2012 Personalidade do Ano e muito aplaudidos pela vitória na votação do Código Florestal.

Pequenos produtores encontraram informação e oportunidades de negócios As micro e pequenas empresas estão entre as principais responsáveis pela força dos negócios do campo. No maior estado brasileiro elas representam 87% das propriedades agropecuárias e empregam 61% da força de trabalho. Os números são do Sebrae, que ofereceu dicas de controle financeiro para a propriedade rural durante a Agrishow 2012. Durante a Feira, os pequenos e micro produtores encontraram informações e lançamentos de marcas de mais de 53 países. Oportunidades de negócios que puderam ser aproveitadas durante a feira graças à presença de quatro bancos com linhas de crédito especiais para aqueles que pretendem investir no crescimento dos negócios. O Banco do Brasil tem linhas de financiamento focadas na agricultura familiar, a exemplo do Pronaf - Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, que financia projetos que geram renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária, com juros de 1 a 2%. O banco é também o único a oferecer crédito do FEAP - Fundo

de Expansão do Agronegócio Paulista, com as linhas dos programas Pro-Trator e do Pro-Implementos. Essas linhas oferecem juros zero para produtores rurais adimplentes e garantem preços mais baixos por conta de uma parceria com fabricantes de máquinas e implementos. Na abertura da Agrishow, o Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin anunciou a ampliação do programa Pró-Trator para médio produtor rural e aumento do prazo de pagamento de cinco para seis anos, além da criação do programa Pró-Implemento. Ligado à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, o programa prevê até R$ 150 mil de financiamento para compra de implementos agrícolas. Além do Banco do Brasil, o Banco Nacional do Desenvolvimento – BNDES disponibiliza o Cartão BNDES para micro, pequenos e médios empresários. O limite de crédito chega a R$ 1 milhão, com prazo para pagamento de até 48 meses e taxa de juros de 0,97% ao mês com prestações fixas.

Agrishow em números: Visitantes: 152.000 Negócios gerados: 2,15 bilhões de reais.

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Evento registra 6% no aumento de público, atingindo 19.100 visitantes. Mais de 95% dos visitantes elegeram a AveSui como a principal feira de negócios dos setores de aves e suínos da América Latina.

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om presença maciça de público e concretização de grandes negócios, a AveSui América Latina 2012, maior feira brasileira da indústria de aves e suínos do continente, registrou balanço positivo com público de 19.100 visitantes que participaram dos seminários e da feira de negócios realizados no pavilhão amarelo do Expo Center Norte entre dos dias 02 e 04 de abril em São Paulo (SP). O número representa um crescimento de 6% da taxa de visitação, em comparação com 2011. Em uma pesquisa feita com o público do evento, foi constatado que 93% dos visitantes ficaram satisfeitos com a AveSui, 96% dos visitantes elegeram a AveSui como a melhor feira de negócios dos setores de aves e suínos na comparação com eventos similares e 87% dos visitantes encontraram os produtos que procuravam na feira - um diferencial exclusivo de um evento realizado há mais de 11 anos com grande sucesso e com o know-how da Gessulli Agribusiness, presente há 25 anos na organização de eventos no segmento do agronegócio. Em 2012, a AveSui reuniu mais de 150 empresas nacionais e internacionais junto a empresários, produtores, pesquisadores, acadêmicos, alunos de universidades de zootecnia e medicina veterinária e outros grandes formadores de opinião que veem na AveSui a oportunidade de acompanhar e de discu-

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tir as principais questões que envolvem a produção intensiva de aves, ovos e suínos. Foram representantes vindos de todos os Estados brasileiros e de países como Argélia, Venezuela, Nigéria, Estados Unidos, Chile, China, Bélgica, África do Sul, Turquia, Argentina, Holanda, Peru, Paraguai, França, Macedônia, Colômbia, Paquistão e Egito. “O público qualificado sempre foi um dos principais diferenciais da feira”, afirma Andrea Gessulli, diretora da Gessulli Agribusiness. “Além de viabilizar contatos que resultarão em novas parcerias no decorrer do ano, a AveSui propicia o fechamento de negócios in loco e uma rica de troca de informações entre visitantes, congressistas e expositores”, complementa.

Novidades Apesar de ser um evento solidificado, presente anualmente na agenda dos principais representantes dos setores de aves, suínos e alimentação animal, o sucesso da AveSui América Latina 2012 também deve ser creditado à sua constante renovação. Nesta edição, por exemplo, a Gessulli Agribusiness introduziu um show-room inédito com novidades para granjas modelos de aves e suínos na feira de negócios. O espaço mostrou ao visitante as novas tecnologias na criação de aves e suínos, como bebedouros, comedouros, exaustores e equipamentos de manutenção e ambiência destes animais, etc.

Além disso, a AveSui América Latina 2012 também apresentou a Feira Biomassa & Bioenergia e a AveSui Reciclagem Animal, onde os principais nomes e empresas destas cadeias discutiram e expuseram as tendências mundiais e a potencialidade da energia de biomassa e da reciclagem de subprodutos de origem animal, fomentando o crescimento desses setores em expansão. “A implantação das granjas modelos e a realização destes dois novos eventos são iniciativas pioneiras da Gessulli Agribusiness, visando agregar mais valor e conhecimento ao visitante, além de novas oportunidades de negócios”, pontua Andrea.

Programação técnica O Seminário Internacional de Aves e Suínos da AveSui América Latina sempre foi referência em atualização técnica, prática e profissional na avicultura e na suinocultura, com seminários em formatos exclusivos e inovadores. As principais tendências sobre os rumos destas cadeias, os potenciais, os desafios, as dificuldades e diversas outras informações que envolvem o atual cenário destes mercados estiveram em evidência nos três dias do evento, que também agregou o I Seminário Internacional de Biomassa&Bioenergia, e o I Seminário Internacional de Reciclagem Animal. A Gessulli Agribusiness fez uma cobertura primorosa dos seminários que podem ser acompanhadas nos sites Avicultura Industrial, Suinocultura Industrial, Biomassa & Bioenergia e TV Gessulli. Acesse e confira! Próxima edição - A AveSui 2013 já está marcada. O evento será realizado entre 14 e 16 de maio, no Centro Sul - Centro de Convenções, em Florianópolis (SC). De acordo com pesquisa realizada na AveSui América Latina 2012, 88% dos visitantes confirmaram que irão visitar a próxima edição do evento na capital catarinense. Julho 2012

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Nova tecnologia otimiza

adubação com potássio O

potássio é um dos principais minerais utilizados na agricultura, pois fornece um dos três elementos nutrientes mais importantes e essenciais para o desenvolvimento das plantas. Mais de 95% da produção mundial de potássio são usados como fertilizante. Porém, a concentração do potássio no sulco provoca salinização e este processo inibe o desenvolvimento da raiz, reduz o crescimento da planta e em consequência, os níveis de produtividade. Outro problema é a lixiviação ou lavagem do potássio, especialmente em solos arenosos. O problema se agrava quando a aplicação do potássio é feita no sulco, em linha. A maior produtora mundial de fertilizantes específicos, a TIMAC Agro promete solucionar esse problema com o lançamento do seu mais novo produto, que chegará ao mercado no segundo semestre deste ano. Já patenteada, a tecnologia chamada de K-UP permite a concentração de potássio na linha

sem causar a salinização que impede o desenvolvimento radicular. A novidade permitirá por exemplo, para a soja, trigo e milho, um período de liberação de potássio mais lento para a planta conforme a necessidade de consumo, e, consequentemente, um aumento da produtividade segura das três culturas. De acordo com o pesquisador doutor José Maria Garcia-Mina, “Com este nova tecnologia, controlamos a salinidade e a lixiviação ou lavagem do potássio. Incorporamos também uma molécula natural que aumenta a assimilação de potássio pela planta”, resumiu. Segundo o vice-presidente da Empresa, Marco Justus, a nova tecnologia deve também representar o retorno ao costume de aplicar o potássio em linha. Esse hábito vinha sendo deixado de lado, por causa da salinização. “Com a nova tecnologia reduzimos a níveis muito baixos essa toxicidade do potássio. Então esse é um ponto muito importante, e outro aspecto a destacar é a sua capaci-

dade, de eliminar perdas por infiltração ou lixiviação. Perde-se muito potássio no solo por lavagem. A tecnologia também tem características que preservam o produto por mais tempo, tornando-o disponível para a planta. E para fechar o conceito K-UP comprovamos uma melhoria substancial na absorção, na tomada do potássio pela planta”, explica. A nova tecnologia beneficiará especialmente as culturas de soja, trigo, milho, citrus, hortifrutigranjeiros, pastagens, palma, café, cana-de-açúcar e florestas, entre outras. Leandro Fukuda, agrônomo do GTACC, grupo que presta consultoria em citrus a 230 produtores que cultivam mais de 32 milhões de plantas em São Paulo, entende que a nova tecnologia pode viabilizar mudanças no manejo em citricultura. “A gente poderia talvez até estar aplicando potássio uma vez só ou em um ponto mais importante para planta, uma liberação mais constante. A expectativa é muito boa”, disse.

Fotos: Divulgação

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Orquídeas A Como cultivá-las.

s orquídeas são plantas de grande beleza e muitos amantes. Orquidófilos ou não, as orquídeas atraem a atenção de pessoas sensíveis à beleza da natureza e dessa delicada planta. Para quem não as cultiva, conhecer o processo pode ser um grande convite para o início na atividade. Cultivar orquídeas é mais fácil do que se pensa. Na grande maioria, as orquídeas brasileiras são epífitas, isto é, crescem presas às árvores, sem, contudo, roubar delas quaisquer nutrientes. As raízes são usadas apenas para fixar a planta no caule das árvores. Ao escolher o que vai cultivar, dê preferência a espécies adaptadas a sua região. Como as orquídeas florescem apenas uma ou duas vezes por ano, é interessante possuir várias espécies diferentes (cujo ciclo de floração costuma ser também diferente). Isso aumenta as chances de ter sempre alguma planta florida. Não colete ou adquira plantas oriundas das matas, pois as orquídeas já foram bastante dilapidadas pelos mateiros e colecionadores gananciosos. Procure adquiri-las de empresas produtoras de mudas ou de orquidófilos que tenham plantas disponíveis.

folhas de manhã cedo ou no final da tarde, quando a planta não estiver sob o sol. Luminosidade: Instale suas plantas em locais onde elas possam ser banhadas pelo sol no horário da manhã (até as 9 horas) ou no final da tarde (depois das 16 horas). Se a planta não tomar sol, ela não vai florescer. As orquídeas podem ser fixadas também no tronco de árvores, desde que estas não tenham uma sombra muito densa, como as mangueiras. O problema é que, quando florescerem, elas não poderão ser levadas para dentro de casa. Aliás, é recomendável manter os vasos, o máximo possível, na mesma posição e local. Ventilação: As orquídeas necessitam de locais arejados. Evitar, porém, a ventilação muito forte. Adubação: Utilize um desses adubos foliares (líquidos) que se encontram na seção de jardinagem de todos os supermercados. Adicionar algumas gotas à água com que será feita a vaporização, no caso de usar pequenos pulverizadores. Procure molhar so-

bretudo a parte inferior das folhas de sua orquídea, pois é aí que se encontram os estômatos, que absorvem água e nutrientes. Pragas e doenças: Se as plantas forem cultivadas de uma forma adequada, elas estarão mais resistentes a pragas e doenças. Se não houver excesso de umidade, por exemplo, dificilmente os fungos irão atacar. De qualquer modo, previna-se. Um dos grandes inimigos de nossas orquídeas são as cochonilhas. Esses pequenos organismos sugam a seiva da planta e podem matá-la se não forem combatidos. Quem possui poucas plantas pode catá-los, um a um, antes que se propaguem. No caso de uma coleção maior, haverá necessidade de apelar para os defensivos. Dê preferência às fórmulas naturais, pois os produtos químicos industrializados costumam ser tão prejudiciais às plantas quanto a quem as cultiva. É recomendável consultar uma pessoa que tenha experiência com produtos naturais. Anote o nome da espécie de sua orquídea numa plaqueta. Também é interessante atribuir-lhe um código (numérico ou

alfanumérico, como queira), para facilitar a identificação no caso de uma coleção de médio ou grande porte. Um desafio que os orquidófilos enfrentam é memorizar o nome de suas plantas, quase todos em Latim ou latinizados – raramente as orquídeas têm nomes populares. Mas isto termina se tornando um excelente exercício de memória. Desenvolva igualmente o hábito de anotar a data da floração de cada planta. Se ela não voltar a florescer na mesma época, no ano seguinte, isto pode ser um sinal de alerta: talvez ela esteja com algum problema. Examine, então, as condições de irrigação, luminosidade, ventilação… Freqüente uma associação de orquidófilos. É o local mais apropriado para trocar idéias, tirar dúvidas sobre o cultivo de orquídeas e, de quebra, fazer novas amizades. Procure tirar proveito do convívio com os orquidófilos mais experientes. Na grande maioria, eles adoram repartir seus conhecimentos (conhecimentos que, aliás, serão sempre incompletos, pois, em se tratando de orquídeas, eternamente, todos têm algo para aprender). Fonte: Orquidofilos.com

A seguir veja algumas dicas interessantes para quem deseja cultivá-las: Fotos: Divulgação

Irrigação: Mantenha o vaso úmido, jamais encharcado. É mais fácil matar uma orquídea por excesso do que por falta d’água. Não colocar pratinho com água debaixo do vaso, pois as raízes poderão apodrecer. Molhe abundantemente duas ou três vezes por semana, deixando a água escorrer totalmente. Nos outros dias, basta vaporizar as

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Receita

Paçoca de carne *Silvia Corrêa Petroucic

Ingredientes 1 kg de carne seca 3 colheres (de sopa) de óleo 2 cebolas grandes picadinhas 3 dentes de alho picadinhos a sal, pimenta-do-reino e piment ardida a gosto rde ½ xícara (de chá) de cheiro-ve 500 g de farinha de mandioca 500 g de farinha de milho Para 8 pessoas minutos

a e 40 Tempo de preparo: 1 hor

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Modo de preparar bem Dessalgue a carne seca . Pique-a rdura. miúdo, retirando o excesso de go te o Em uma panela grande esquen alho. óleo, frite nele a cebola, depois o , até Acrescente a carne e frite-a bem as e escurecer. Acerte o sal, as piment mente as desligue. No pilão, misture previa ão com duas farinhas e pile (bater no pil teúdo a mão de madeira) coloque o con escente o da panela onde está a carne, acr até obter cheiro-verde e continue pilando inha. uma mistura uniforme e bem fof

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Turismo

l a e R a d a r Est o Parque Nacional Roteiro

n s u a r G 0 6 3 *Rorigo Mello Agência Bela Geraes Turismo

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ontinuando nossa aventura em torno do Parque Nacional da Serra do Cipó, nosso próximo destino é a mais alta cachoeira de Minas Gerais e a 3ª mais alta do Brasil. Com 273 metros de queda d’água e um enorme poço de quase 100 metros de diâmetro,

Continuação

acessível através de uma trilha curta, mas difícil, devido ao desnível e ao enorme número de pedras de todos os tamanhos durante o percurso no leito do Ribeirão do Campo, tudo recompensado pelo visual espetacular dos paredões rochosos em formato de coração.

Se tivermos tempo, visitaremos ainda o pequeno distrito de Itacolomi, que nos reserva dois atrativos de primeiríssima: a maravilhosa Cachoeira do Rabo de Cavalo, com duas quedas de rios diferentes convergindo para uma única queda com mais de 70 metros, formando um espetáculo das águas; e o Canyon do Peixe Tolo, com seus enormes desfiladeiros e várias cachoeiras, a maior com quase 200 metros, cuja força ao cair causa tontura nos peixes, daí o sugestivo nome recebido. Dali até Lapinha da Serra temos a opção de irmos a pé, na tradicional travessia Lapinha – Tabuleiro, agora invertida, ou de carro, onde visitaremos pinturas rupestres datadas de 7000 anos em um bucólico passeio de barco pela represa, além de nos banharmos nas cachoeiras do Boqueirão e Rapel, em suas águas frias e escuras, com visual magnífico de toda a região.

Também com um pouco mais de tempo ainda visitaremos uma das cachoeiras mais lindas que existem, com um paredão de rochas todo recheado de vegetação, com 30 metros de altura e duas quedas paralelas, além do enorme poço de águas cor de chá. A Cachoeira do Bicame é quase uma unanimidade para quem a conhece, deixando todos de queixo caído com sua estonteante beleza. Nosso penúltimo dia reserva uma cavalgada pela trilha do Canyon das Bandeirinhas e Cachoeira da Farofa, dentro do Parna Cipó – Parque Nacional da

Serra do Cipó, margeando a Serra das Bandeirinhas e atravessando o Ribeirão Mascates, um dos formadores do Rio Cipó. Em um só local é possível um resumo de tudo que vimos até então, com pequenas matas de galeria contendo espécies de mata atlântica, campos abertos, brejos e lagoas, até campos rupestres nas encostas da serra. Vimos também a formação geológica de toda região, que já foi fundo de mar durante 1 bilhão de anos e há 700 milhões não é mais, sofrendo a ação dos ventos e das chuvas até chegar às formações quartzíticas que vemos hoje, com várias “lanças” apontando para o pôr do sol, querendo nos lembrar de olhar naquela direção para vermos o espetáculo que nos reserva todos os finais das tardes. Para nos despedirmos de Minas Gerais e suas belezas cênicas, nada melhor que um banho refrescante nas Cachoeiras do Bené com duas quedas lindas e uma prosa mais especial ainda com esse senhor que já foi tropeiro e hoje nos conta “causos” divertidíssimos de quem tem 84 anos de andanças pela Serra do Espinhaço. Depois basta um delicioso almoço no fogão a lenha do Restaurante da Cristina, no vilarejo de São José da Serra, e embarcar de volta para Confins com gostinho de mineiridade no paladar e na alma! Julho 2012

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Foto: Fabio Bustamante

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A cabine dupla, sinônimo de força, resistência e design, estreia novas versões Os novos modelos são equipados com o moderno motor turbo de 3.2L Diesel 16V DOHC, com injeção eletrônica direta Common-Rail, Turbocompressor e Intercooler, que gera 170 cv de potência e 35 kgf.m de torque. E não deixam de lado o mais puro espírito 4x4, já que dispõem de um completo sistema de tração Easy Select, com 4x2, 4x4 e 4x4 reduzida. O raio de giro é excelente, com 5,9 metros, o que facilita as manobras e o uso no dia a dia. Com a verdadeira vocação off-road para as aventuras do fim de semana e também para o serviço e trabalho, as novas L200 Triton encaram os mais difíceis obstáculos. O ângulo de entrada é de 39º, o de saída é de 23º e a altura livre do solo de 205 mm. A suspensão dianteira é independente, com braços triangulares duplos, amortecedores hidráulicos, molas helicoidais e barra estabilizadora, além de ter um chassi que foi desenvolvido para incrementar a resistência à flexão e à

torção. Todas as versões são equipadas com ar condicionado, grupo óptico moderno e harmonioso, retrovisores com ajuste elétrico e a nova grade frontal, que reforça o design exclusivo e visual robusto das cabines duplas. Para quem procura praticidade e comodidade para o dia a dia, a caçamba longa da nova linha L200 Triton tem grande capacidade de carga. São 1.505 mm de comprimento, 1.470 mm de largura e 460 mm de altura. Para ajudar na segurança da acomodação dos objetos, a caçamba oferece seis ganchos de fixação.

Fachada da creche.

Novo conceito de creche para cães é sucesso em BH

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ara os amantes dos animais de estimação que deixam seus cães sozinhos durante a maior parte do dia ou para aquelas pessoas que muitas vezes não possuem animais por esse mesmo motivo, uma creche para cães em Belo Horizonte oferece esse serviço. Com o conceito exclusivo de uma creche para cães, a Maternau conta com áreas livres para recreação, brinquedos e estruturas de diversão, caminhadas externas, espaço de descanso, monitores treinados, alimentação aconselhada pelo dono, assistência veterinária, higienização a seco na saída ou banho, dentre outros mimos para os hóspedes. “Percebemos a carência de um espaço como a Maternau em Belo Horizonte, para pessoas que passam o dia inteiro fora de casa e deixam seus cães sozinhos. Além disso, muitos animais de apartamento não têm espaço suficiente para recreação e a creche oferece essa opção. Para ser aceito na

Segurança Seguindo o padrão de outros modelos da família Mitsubishi, a L200 Triton conta com o sistema RISE de deformação controlada, que garante mais segurança em caso de colisão. Barras de proteção lateral nas quatro portas, coluna de direção, pedais e espelho retrovisor interno colapsíveis, completam o conjunto de segurança. O sistema de freios com discos ventilados nas rodas dianteiras possui ABS com EBD. Outro diferencial é a terceira luz de freio (brake light) central, localizada na tampa traseira.

Cores As novas cabines duplas da Mitsubishi estão disponíveis nas concessionárias de todo o Brasil, nas cores: Branco Alpino, Cinza Londrino, Prata Rodhium, Prata Técno, Preto Ônix, Verde Pantanal, Vermelho Bordeaux e Vermelho Mônaco.

Fotos: Divulgação

tradição e o pioneirismo da Mitsubishi Motors no segmento 4x4 continuam presentes com o lançamento da nova linha de cabines duplas L200 Triton. São mais de 21 anos de história no Brasil com muita inovação, tecnologia e crescimento. As primeiras L200 chegaram ao Brasil no início da década de 1990. Com o passar dos anos, a Mitsubishi se tornou referência no mundo 4x4, confirmando a força e resistência dos seus veículos. E a evolução não parou por aí. Em 1998, foi fabricada a primeira L200 na fábrica da Mitsubishi Motors em Catalão (GO) e, nos anos seguintes, diversas mudanças ocorreram. A L200 Triton, um projeto de muito sucesso, chegou em 2007. Logo depois, em 2009, a cabine dupla recebeu o primeiro motor V6 Flex do país, mais um sinônimo de inovação da marca dos três diamantes. “Agora estamos lançando uma nova linha de produtos com três novos veículos, e continuando com a evolução nas cabines duplas. Acreditamos nesse mercado e estamos investindo em novos e modernos produtos”, afirma Robert Rittscher, presidente da Mitsubishi Motors do Brasil. Em 2011, a Mitsubishi foi uma das montadoras que mais cresceu no país, com um aumento de 24,5% nas vendas em relação a 2010. As novas L200 Triton GLS, L200 Triton GLX e a L200 Triton GL (exclusiva para frotistas), chegam para completar a linha junto com a L200 Triton HPE, um veículo completo, com grande diferencial no mercado.

Ludmila Vieira e a mascote da creche.

creche, o animal passa por uma avaliação de comportamento e sociabilidade e só entra se for aprovado. Oferecemos também o serviço de hospedagem”, comenta a proprietária Ludmila Vieira. A Maternau conta em sua equipe com médicos veterinários, fisioterapeuta, acupunturista, adestrador e terapeuta em comportamento canino, tudo isso para agregar mais benefícios aos clientes, todos qualificados e treinados para atender os pequenos clientes cuidando com carinho dos animais de estimação. Os animais passam o dia no local e retornam para casa a noite na companhia do dono. “Funcionamos como uma creche convencional com a função de cuidar e entreter os animais durante o dia, mas a noite ele retorna para o lar junto com seu dono. Os médicos veterinários da equipe estão a todo o tempo cuidando e observando os animais, que podem precisar de cuidados e atenção à saúde que ás vezes o dono não percebe”, completa Ludmila. Outro diferencial da Maternau é o acompanhamento online que pode ser feito pelos clientes através de uma central de câmeras espalhadas pelo espaço. Com um login e senha, o proprietário do animal tem acesso ao site com as imagens das câmeras, podendo assim acompanhar seu cãozinho o dia todo. O preço mensal dos serviços custa em média R$260 duas vezes na semana. O serviço de transporte também pode ser contratado, o que oferece mais conforto aos proprietários que não precisam levar e buscar os animais, basta apenas marcar um horário que a Maternau busca e leva. Julho 2012

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Mercado Pet

Criação de

aves aquáticas *Pedro Seixas

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Fotos: Divulgação

criação de aves aquáticas é algo que desde há muito tempo me fascina e além do prazer de ver aves tão coloridas, o criador ficará também com um jardim ainda mais ornamental, através da presença de um lindo lago com estas magníficas aves muito ativas. As aves aquáticas de que falo neste artigo pertencem à ordem dos Anseriformes, mais propriamente à família dos Anatídeos.

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Existem cerca de 160 espécies nesta ordem, todas com hábitos e comportamentos um pouco diferentes, o que implica necessidades diferentes e julgo que quem quiser iniciar a criação destas aves deverá antes de mais decidir que espécie quer ter. Uma boa preparação e planejamento são essenciais e deve-se recolher o maior número de informações possíveis, não nos limitando a 2 ou 3 opiniões e atualizarmo-nos sempre. Aconselho várias visitas a criadores experientes de sucesso, a com-

Marreco Carolina Julho 2012

Tadorna Cana

pra de livros, vídeos e consultas na Internet. Depois de escolher a(s) espécie(s) que querem vamos ao ponto seguinte. O primeiro ponto a considerar é a escolha do local dos viveiros. Este deve ser bem escolhido e deve ser uma zona abrigada se possível nas proximidades da nossa habitação (por razões de vigilância e supervisionar e mais facilmente impedir os intrusos de 4 e de 2 patas). Depois de saber as espécies e o número de aves que queremos ter, podemos calcular a superfície necessária. Em caso de dúvida uma regra de ouro: Quanto mais espaço melhor! Deve-se escolher o local tendo em vista o fácil acesso à água. Se houver água corrente ainda melhor. O local também deve ser bem exposto ao sol. Luminosidade é um fator importante na reprodução. É claro que também deve haver sombras nos viveiros. O próximo ponto são as plantas. Os viveiros devem ser o máximo parecido com o habitat das aves e portanto plantas não devem faltar. Ter os viveiros com relva também

é essencial. Entre as plantas aconselhadas posso indicar as canas da índia, os chorões, o papiro, os lírios de água, juncos, arbustos, lentilhas de água, etc. O que se tem que respeitar quando se escolhe as plantas é que não devem ser venenosas e não devem magoar os animais (plantas com espinhos e outras devem ser recusadas). Aconselho a adquirir plantas de folha permanente. Outro ponto é a vedação. As vedações servem para evitar que as aves escapem e para impedir que os intrusos entrem. A vedação deve ser forte e enterrada 40 cm abaixo do solo. Convém também ter vedação elétrica para melhor proteção das aves. Os viveiros devem estar protegidos contra cães, gatos, crianças, barulhos, etc. Algo que aconselho fortemente é o uso de viveiros cobertos por cima com rede própria. Desta maneira anulamos o risco de perdas por predadores e podemos usufruir do espetáculo que é ter aves aquáticas a voar! Algo muito belo, podem acreditar! Os lagos são essenciais à reprodução destas aves. Se tiver a sorte de ter água corrente na propriedade ótimo. Construa o lago em função disso. Existem vários tipos de lagos, mas aconselho o lago em cimento por ser mais seguro e embora a forma e feitio dos lagos e a sua decoração, como por exemplo ter uma cascata ou não, seja apenas uma questão de gosto, aconselho alguns pormenores importantes tais como: as paredes do lago devem ser inclinadas no mínimo 45º para fácil entrada e saída das aves; a profundidade do lago depende das espécies variando no mínimo entre 40 a 75 cm; para maior comodidade o sistema de esgoto deve ser bem planeado incluindo evitar inundações através de chuvas limitando o nível máximo de água. Caso o lago seja

grande suficiente, aconselho que coloquem uma ilha para maior conforto das aves. Se tiver a sorte de possuir água corrente pode cimentar apenas os lados e margens do lago, deixando o fundo sem cimento. Com o passar do tempo o lago terá o selo natural e as aves preferem este tipo de lago, porque favorece o crescimento de plantas aquáticas. Depois de concluídos os viveiros, sugiro que estes fiquem funcionando por um tempo para estabelecer melhor a vegetação e para detectar possíveis falhas. Depois então poderemos adquirir as nossas aves aquáticas. Na criação de animais existem várias técnicas de reprodução e criação e as opiniões dos criadores divergem muito tendo cada um o método que mais lhe agrada e que mais resultado dá. Cada animal é um indivíduo e portanto aves da mesma espécie comportam-se de maneira diferente, tendo gostos e atitudes diferentes (gostam mais de outro tipo de comida, outro tipo de ninho, são mais agressivos, são mais tolerantes, têm mais medo, etc.) Há de se levar em conta também o clima. É com estas variáveis todas

Cisne Negro

que as técnicas diferem um pouco umas das outras e então convém saber um pouco sobre elas todas e tentar aplicar aquela que mais resultado dá nos nossos animais, no nosso clima e nos nossos viveiros. Os fatores que eu considero essenciais para a criação de aves aquáticas são boas instalações, alimentação correta, tranquilidade nos viveiros, boa higiene e muita observação. A alimentação base que eu utilizo consiste em uma mistura de cereais (tipo mistura de rolas) à qual adiciono milho-alvo, arroz e casca de ostra. Como complemento diário, forneço granulado próprio para aves aquáticas, comida flutuante (com Gammarus incluídos) e uma variedade de verduras finamente cortadas. Na época de reprodução/criação das crias, utilizo alimentos próprios. Se tudo correr bem, chega à época de reprodução. Aqui a tranquilidade e o sossego devem reinar. Aconselho o uso de caixas ninho embora mais uma vez a variedade seja muito grande e depende das espécies em questão. O mínimo de 2 ninhos por casal deve ser respeitado, mesmo havendo vegetação onde possam fazer o ninho. Eu dedico-me à criação natural destas aves e são os próprios reprodutores que se encarregam das crias. Uma observação importante: Estas aves deverão ter anilhas assim como qualquer ave em cativeiro. A reprodução em cativeiro já salvou espécies desta família da extinção certa, logo é algo que tem de ser levado a sério. Muitas espécies de Anatídeos estão protegidas quer por leis internacionais, ou por nacionais por isso aconselho tornarem-se sócios de entidades de criadores de aves para que tenham acesso a anilhas oficiais e as suas aves sejam devidamente anilhadas. Julho 2012

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Mercado Pet

Peixes

Ornamentais Peixe Palhaço

(Amphiprion ocellaris)

Peixe Leão

Fotos: Divulgação

(Pterois volitans)

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riar peixes ornamentais é uma prática que serve tanto para estética quanto para quem sofre com o estresse. O ambiente com a presença dos peixes transmite um ar mais calmo e prazeroso, ao mesmo tempo em que eles brincam dentro do aquário, entretendo a quem os contempla. Peixes ornamentais são comumente associados àqueles peixes pequenos, coloridos, com formas belas e elegantes. Realmente, parte significativa das espécies de peixes ornamentais se encaixa nesta descrição, tais como o kinguio (Carassius auratus), o betta (Betta splendens) e o guppy (Poecilia reticulata). Essas três espécies são consideradas ícones do aquarismo com grande popularidade e aceitação por parte de seus praticantes ao redor do mundo. Os peixes ornamentais são em sua maioria de água doce e tem como principal atributo a beleza. Este é um mercado em grande ascensão que movimenta bilhões em todo o mundo. Hoje é possível contemplar aquários com organismos que até poucas décadas atrás não conseguiam sobreviver em cativeiro. E, mais importante, é possível mantê-los saudáveis e até reproduzi-los. Por isso, uma atividade que antes era somente exploratória passa a poder preservar espécies que tem o ambiente constantemente ameaçado por outras atividades antrópicas. O aquarista moderno já tem a facilidade de adquirir em uma loja especializada (inclusive lojas virtuais) aquários pré-fabricados com sistemas de filtragem, iluminação, controle de temperatura, ali-

mentos industrializados e diversos insumos que popularizam cada vez mais a atividade. O aquarismo é hoje tão popular quanto ter um cachorro ou gato. O Japão, berço do aquarismo mundial, importa mais de USD 25 milhões de OAO (Organismos Aquáticos Ornamentais) por ano e estima-se que a cada duas residências haja um aquário. De acordo com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), os EUA possuem 14 milhões de casas que possuem aquários com mais de 180 milhões de peixes ornamentais. Um dos problemas gerados pelo comércio de espécies ornamentais é a coleta ou pesca excessiva desses organismos em seus ambientes naturais. Cerca de 95% das espécies de peixes ornamentais marinhos ainda são provenientes do extrativismo. No mercado de ornamentais dulcícolas a situação se inverte, sendo a maioria das espécies produzidas em cativeiro. Mas mesmo assim, em algumas regiões, como é o caso da Amazônia, o extrativismo de peixes ornamentais de água doce tem grande importância nesse comércio. O Brasil somente se destaca como grande exportador de peixes ornamentais devido aos milhões de peixes que são coletados na Bacia Amazônica, em especial na região de Barcelos-AM, onde 60% da economia do município são atribuídos à pesca de peixes ornamentais. No Pará esse mercado também tem grande importância

na economia local, e pela primeira vez em 2009 esse estado superou o Amazonas no valor de OAO exportados. Esses dois estados juntos correspondem a 88% do valor exportado pelo país anualmente. De acordo com a Secretaria de Comercio Exterior (SECEX) o Brasil exporGuppy

(Poecilia reticulata)

Acará Bandeira

(Pterophyllum scalare)

Neon Cardinal

(Paracheirodon axelrodi)

Betta

(Betta splendens)

tou o recorde de 41 milhões de peixes ornamentais em 2008.

Aquário de água salgada As formas e cores dos peixes marinhos são admiráveis e com isso o aquarismo marinho foi tomando corpo e se tornando cada vez mais popular, assim como a criação de peixes de água doce. Algumas lojas começaram então a ministrar cursos sobre o assunto, alguns aquaristas pesquisadores que sempre estudaram os peixes marinhos começaram a aparecer no mercado e com isso o interesse foi gradativamente aumentando. Mergulhadores começaram a observar que os peixes marinhos que vivem próximos aos recifes de corais, as rochas da costa eram muito bonitos e poderiam perfeitamente viver em um aquário ornamental, devidamente montado conforme a exigência da espécie. Especialistas afirmam que a prática do aquarismo marinho é mais complicada e enigmática, os peixes são caros e morrem fácil. O certo é que tais afirmações só são compreensíveis pois sabemos que este hobby está apenas se iniciando no Brasil e é carente de informações. No entanto a atividade começa a se tornar comum no Brasil, por profissionais empenhados em divulgar o aquarismo marinho, com técnica e dedicação. O próprio aquarismo de água doce é uma jovem atividade com menos de 30 anos e tudo quando o assunto é aquário marinho, tudo é novidade.

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O canarinho voltou

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izem que a gente deixa a roça, mas a roça não deixa a gente. Nasci e passei minha primeira infância no sítio. A casa ficava perto de um pasto e tinha um belo pomar na porta da cozinha, muito comum na época. Logo de manhã, uma das diversões era espantar os canários da terra que alegravam a paisagem com seu canto. Outro passatempo era caçá-los (naquele tempo não era crime, nem politicamente incorreto) para que, na gaiola, cantassem por mais tempo e mais perto. Bons tempos. Fui crescendo e, já na cidade, estudando. Mas as tardes ainda eram passadas no sítio. Depois, a agronomia, os novos amigos, a nova vida e os novos horizontes. Novas técnicas aprendidas e empregadas. A agricultura mundial e a brasileira se modificavam a uma velocidade incrível. Novas espécies cultivadas, como a soja, invadiam os campos paulistas. O café e o algodão se deslocavam para o Paraná. Novas máquinas eram desenvolvidas, gente deixando o campo, cidades inchando. E a agricultura crescendo, produzindo alimentos cada vez mais baratos, mais acessíveis à população. O uso de sementes melhoradas aumentava, a calagem deu grande impulso às produtividades, os fertilizan-

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Foto: Flávio Brandão

*Ciro Antonio Rosolem Professor Titular, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, Botucatu, membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável - CCAS.

tes contribuíram muito para que tudo acontecesse. Com o desenvolvimento acelerado, com o aumento das lavouras, com o uso de cultivares mais uniformes e mais produtivos, também foi acentuado o problema com pragas e doenças das culturas. Novas tecnologias e novos defensivos eram desenvolvidos e utilizados. E eu crescendo, estudando, aprendendo, trabalhando e ainda visitando o sítio. Mas começava a perceber algo muito triste. Estava desaparecendo uma das boas memórias de minha infância: os canários da terra estavam sumindo. Desaparecendo mesmo. Também me afastei um pouco do sítio, por imposições da vida. Por um bom tempo. Terminava então uma era na agricultura. Foi descoberto que os defensivos utilizados à época, se viabilizavam a produção de alimentos e matéria prima

cada vez mais baratas, também agrediam os rios, as matas e a fauna. A situação não era sustentável. A sociedade cobrou, a indústria mudou seu rumo e assim também foi com os produtores rurais. Começava então uma nova era na agricultura. Novas exigências, novos produtos, novas técnicas. O manejo integrado de pragas, racional e econômico, se tornou realidade. Aprendemos a usar o cerrado, antes pária da natureza. Reaprendemos a produzir lavouras, carne e leite nas mesmas áreas, com a Integração Lavoura Pecuária. Aprendemos a fazer semeadura direta, mitigando a emissão de gases de efeito estufa. Desenvolvemos agrocombustíveis, como o etanol e o biodiesel, melhorando nossa matriz energética. E nossa agricultura cada vez mais competitiva, gerando empregos, divisas, alimentos, matérias primas, energia e sustentando esse país. Suportando o crescimento de nossas cidades. E, agora, também preservando a natureza. Quis o destino que eu, agora, depois de quase uma vida vivida, depois de ter aprendido muito mais que ensinado, passasse mais tempo no sítio, novamente. Com um pouco de tempo para contemplação do pasto, do pomar e, surpresa, dos canarinhos da terra! O canarinho voltou. Canta novamente no pasto, no pomar. E nossa agricultura cada vez mais produtiva, sustentando esse país. Feliz de quem pode assistir, depois de sua quase extinção, o retorno dos canários. Feliz de quem pode perceber a evolução de nosso conhecimento resultando no uso racional de produtos menos agressivos à natureza, no desenvolvimento de técnicas para uma agricultura competitiva, econômica e sustentável em favor da vida. Bons tempos! Julho 2012

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Evento / Lançamento

Criações Exóticas

exóticos

• Tenebrio comum (Coleoptera - Tenebrio molitor) origem asiática. Atualmente é considerada uma espécie cosmopolita, ou seja, de ocorrência mundial. • Tenebrio gigante (Coleoptera - Zophobas morio) origem sul-americana, portanto é uma espécie nativa do Brasil. • Grilo preto (Orthoptera - Gryllus assimilis) origem sul-americana, portanto é uma espécie nativa do Brasil. • Barata cinérea (Blattodea - Nauphoeta cinerea) origem africana. Atualmente é considerada uma espécie cosmopolita. • Mosca doméstica (Diptera - Musca domestica) origem asiática. Atualmente é considerada uma espécie cosmopolita. Mosca

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De Minas para o Brasil! Grupo Vitória da União lança mais um empreendimento de sucesso. Vitória Tênis Miramar - Condomínio Resort Porto Seguro/ Bahia

Diretoria do Grupo Vitória da União: Adevailde Veloso, Jeferson Nassif, Jader Nassif e Jair Bastos.

Grilo Preto

Essas espécies são comestíveis, com de amoreira e de ora-pro-nobis. alto valor nutricional, e são utilizadas em A Nutrinsecta atualmente produz cerdiversas partes do planeta como alimen- ca de 2 toneladas de insetos para alimentato animal e humano. Como atividade ção animal, e conta com a primeira fábrica pecuária, requer baixo investimento e do de insetos comestíveis do Brasil aprovada ponto de vista ambiental, pode-se citar a pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e reduzida necessidade de água e espaço Abastecimento. físico, aliada a reciclagem de 100% dos Insetos desidratados são adquiridos resíduos orgânicos produzidos (produ- basicamente por fabricantes de ração, ção de húmus de minhoca) que utilizam o inseto inteiro as principais vantagens. misturado a sementes, pellets e A criação é feita em caixas frutas secas; ou triturado incorplásticas ou de papelão, que porado à farinhadas e misturas impedem a fuga dos insetos, a para extrusão; e na forma viva além de serem de fácil higieprincipalmente por criadores de nização. O manejo necessita pássaros, répteis e primatas, e Besouro de uma equipe de tratadores, como isca para pesca. responsáveis pela alimentação, limpeza, De acordo com Gilberto Schickler, coleta de ovos e classificação dos insetos, zootecnista responsável pela Nutrinsecta, entre outras atividades. a empresa já possui projetos de expanA alimentação se resume a uma ra- são. “Atendendo à demanda do mercado, ção farelada seca feita à base de farelo estamos estudando a construção de uma de trigo, soja e milho, leveduras e pre- nova unidade para produção de rações mix mineral e vitamínico. Como fonte com insetos, e outra para produção de inde umidade utiliza-se frutas de época setos comestíveis para alimentação humacomo manga e laranja, cana-de-açúcar e na como farinha de insetos, doces, insetos também outros vegetais com alto valor desidratados com temperos, barras de cenutritivo que produzimos, como folhas reais com insetos,dentre outros” disse.

Apresentação da maquete.

Carlos Sobrau, Adevailde Veloso e José Augusto Sobrau.

Adevailde Veloso, Andréia Nogueira, Breno Marcos e Jaír Bastos.

Delma Pinto e Eloísa Oliveira.

Adevailde Veloso, Adílson Veloso, Lourival Caldeira e Camila Veloso.

Edson Mourão, Adevailde Veloso e Mangaba.

Dia 29 de maio foi marcado com muito glamour. O Restaurante Juscelino Deck Beer foi palco de mais um grande lançamento do Grupo Vitória da União, grupo mineiro que surpreende por sua gestão inovadora e visionária foi prestigiado por personalidades e celebrou o Vitória Tenis Miramar Condomínio Resort localizado em Porto Seguro - com lotes a partir de 500m2 e infraestrutura completa. Sintonia, sinergia e alegria, Belo Horizonte sentiu os ares de Porto Seguro - Bahia.

Fotos: Divulgação

D

e acordo com o Dicionário Michaelis, exótico é o animal ou planta que não é natural do país onde vive. Algumas espécies são cultivadas em criatórios. Em Betim, região Metropolitana de Belo Horizonte, a Nutrinsecta, empresa do Grupo Vale Verde produz atualmente cinco espécies desses insetos:

Fotos: Catarina Uxa

Insetos

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Evento / Leilão

Evento/Leilão

X Leilão Pônei Show

5º Leilão Superbrahman

João Cervoni, Raquel e Olídio Gomes.

Na ocasião estiveram reunidos criadores e amigos da raça pônei. Ricardo Muzzi, Nazik Jurdi, Nathasha Queiroz, Marcelo Jurdi, Carol Oda e Fabricio Lages.

Fabio Miziaria e Virgílio Villefort.

Sílvia, Romeu Lobato, Marco Antônio de Carvalho, Moisés Campos e Luciano Carvalho.

Paulo Amaral e família, Alexandre Vieira e Alexandre Filho.

Antônio Carlos Rocha e família.

Ataide Assis Ataide.

Felipe Stamato, Christiane Sette, Mariana Araújo e Daniel.

Destion da Maninada.

Fotos: Marcelo Cordeiro

Circe Massud e Lin.

Pedro Correa, Nau dos Anjos, Wendel, Fabrício Borges e Pierre.

Giselle Gontijo, Aparecida Monteiro, Ivar Jr. e Filipe Monteiro.

Fotos: Fernando Ulhoa

No dia 08 de junho foi a vez da raça Brahman promover leilão durante a Superagro Minas 2012. Os promotores Adalberto Cardoso (Agropecuária Braúnas), Konig Kurt (Brahman Arko), José Lamounier (Brahman JLUZ) e Ricardo Muzzi (Brahman Muzzi) ofertaram 24 lotes de animais de exímia Jose Lamounier, Konig Kurt, qualidade da raça. Adalberto Cardoso e Ricardo Muzzi.

Durante a XXVII Exposição Nacional do Cavalo Pônei, no Parque da Gameleira no dia 07 de junho, a Associação Brasileira do Cavalo Pônei promoveu o X Leilão Pônei Show.

Miguel Amâncio, Kenya e Mary Lúcia Cardoso.

José das Graças e Simone Lamounier, Soraya Celeste, Cândido e Marcelo Lamounier.

Pollyana, Raquel e Eustáquio Maia, Fábio Miziaria e Felipe Bacellar.

Elimalba Dias, Fabricio Borges e Orlando Monteiro.

Oswaldo Diniz, Guilherme Diniz e Fabrício Borges

Elísio Jesualdo, Cláudia Serrano, João Bosco e Maria Clara.

Sucesso no Canal Rural, em Barretos, em diversas cidades de Minas e São Paulo. Agora em seu evento!

Contato para shows

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bandafernandasilva.com.br Tel: 31 8500-4805

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Evento / Expocachaça

Giro Rural

Cachaça Pendão 11º Leilão Pampa Elite Ginga

Pela primeira vez na Expocachaça, a Cachaça Pendão concretizou seu sucesso no mercado, com imponente estande na feira e lançou sua garrafa premium. De acordo com o presidente da empresa, Giovanni Viotti, em quatro dias de feira houve um excelente interação com consumidores, investidores e fornecedores do segmento, que não somente conheceram a marca, mas puderam testar e comprovar a qualidade dos produtos. Confira a seguir algumas imagens da Cachaça Pendão na Expocachaça 2012.

Fotos: Elcio Paraiso

Rosilaine Viotti, Armando Del Bianco e Giovanni Viotti.

Giovanni Viotti e o candidato a vereador Carlos Ferrara.

Luciano Ramalho, diretor de marketing da Pendão e Giovanni Viotti.

Giovanni e Rosilaine Viotti, proprietários da Cachaças Pendão com José Francisco da Embratur.

Oliveira Santiago, Detran MG e Giovanni Viotti.

O candidtato a vereador Carlos Ferrara e Giovanni Viotti.

Giovanni Viotti com José Lúcio e Luiz Vicente da Expocachaça.

Sucesso de vendas, o 11º Leilão Pampa Ginga realizado no mês de abril no Haras da Ginga (RJ), liquidou 100% dos lotes ofertados, com média por animal de R$24.320,00. O evento contou com a presença de cerca de 800 pessoas no local e ainda 200 internautas que puderam acompanhar a transmissão e fazer seus lances pelo Canal Business. O Leilão teve inicio com o pré-lance durante 15 dias no site do Canal Business, recebendo cerca de 400 lances durante este período. Foram 54 compradores dos estados do RJ, SP, MG, SC, PR, BA, PA, PE, que fecharam excelentes negócios, adicionando genética aos seus plantéis. Os destaques do remate foram: Apache do Nanuque (50%): R$93.600,00 Vendido para a Fazenda Ruínas - RJ

Danilo e Giovanni Viotti.

A Doadora Herança da Ginga: R$72.800,00 Vendida para o Haras do Zel - MG O Homozigoto Lamborguini Negro da Ginga: R$83.200,00 Vendido para a Fazenda Talismã - MG A Doadora Joia Negra da Ginga: R$42.640,00 Vendida para o Haras Itaperuna - RJ 4 Cotas de Universal da Santa Esmeralda e 5 Cotas de Elo Kafé da Ginga, Vendidas por R$26.000,00 cada.

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Giro Rural

Desoneração do PIS e COFINS

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Haras JP, sucesso na Nacional do Mini Horse

Cavalgada de mulheres Mensalmente, as Galopeiras enfeitam as redondezas de Lagoa Dourada na cavalgada que tem saídas às sextas e retorno aos sábados. O grupo de 15 mulheres não permite a entrada de homens. Ana, uma das belas Galopeiras que participa da cavalgada só para mulheres.

O Haras JP , de propriedade de Pedro Goulart, participou no mês de maio em Ourinhos/SP, da Exposição Nacional do Mini Horse e conquistou diversos importantes prêmios. São eles: Guguiná Fiu-Fiu - Campeã Adulta da Raça Avaré Exclusivo - Reservado Campeão Adulto da Raça

Azura do JP - 2º lugar Campeonato Potra Mirim Avaré Harmony - 3º lugar Campeonato Potra Junior Avaré Graxinha - 1º lugar Campeonato Égua Jovem Avaré Dollie Melody - 2º lugar Campeonato Égua Acéu do JP - 2º lugar Campeonato Mirim

Foto: Divulgação

Competência na Superagro

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cessidade constante de investimentos, ousadia e espírito empreendedor, além da imensa responsabilidade com a produção correta de produtos destinados à nutrição e à saúde dos animais, com o firme compromisso de produzir tecnologia, respeitando o meio ambiente, investindo em sustentabilidade, no bem-estar de gerações e ajudando a desenvolver um grande País”. Foto: Divulgação

O Grupo Matsuda inaugurou no mês de maio sua mais nova unidade fabril, a Matsuda Rações S.A., destinada à produção de rações peletizadas para bovinos, equídeos, caprinos, no município de Tambaú, em São Paulo. A fábrica de rações peletizadas da Matsuda Rações S.A. tem capacidade inicial instalada para produção de 450 t/mês de produtos peletizados para bovinos, equídeos e caprinos. Para o presidente do Grupo, Jorge Matsuda, a missão de sua empresa “é fornecer soluções ao agronegócio, com pacotes tecnológicos aos produtores rurais”. Para isso, enfatiza a “ne-

O Haras Vô Ziroca esteve presente em Governador Valadares na 6ª etapa do 8º Campeonato Mineiro de Tambor e Baliza, organizado pela AMCT (Associação Mineira do Cavalo de Trabalho) onde se destacou a égua Pamper Gamay PZ, 43 pontos de Rmt Superior em Três Tambores - aberta, com o menor tempo da passada de exibição 18.014.

Foto: Divulgação

Com o objetivo de interligar criadores do cavalo pampa de todas as partes do Brasil e do mundo, a ABCpampa criou uma rede social exclusiva da raça que possibilita aos criadores terem uma página individualizada, com liberdade de postar vídeo, fotos, notícias, eventos e muito mais. A interação pela rede possibilita que pampeiros troquem experiências e informações com bate papo ao vivo, além de estar interligada a outras redes sociais como Facebook e Twitter. Também, é possível a criação de grupos específicos de uma determinada região, ou grupos de discussões sobre um determinado assunto. A rede está em fase de testes (Beta), sendo que todos podem enviar sugestões e críticas para sua melhoria. Acesse: www.redepampa.ning.com

Que a Superagro Minas 2012 foi um sucesso todo mundo sabe, mas muitas vezes os grandes responsáveis pelo êxito dos eventos não aparecem na mídia. A Mercado Rural faz questão de agradecer ao Superintendente do IMA e responsável pelo Parque da Gameleira, Mendelson Vasconcelos, que com muita competência foi um dos que fizeram a Superagro alcançar o sucesso dessa edição. Parabéns!

Haras Vó Ziroca é destaque em campeonato

Grupo Matsuda inaugura fábrica de rações peletizadas em Tambaú-SP

Foto: Divulgação

Rede Social Exclusiva para Criadores do Cavalo Pampa

O Presidente da Associação de Frigoríficos de Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal (AFRIG), Silvio Silveira esteve reunido com parlamentares e o vice-presidente da República Michel Temer, para tratar sobre a desoneração do Pis e Cofins dos açougues. Silvio já conquistou junto ao setor frigorífico, a desoneração do Pis e Confins das carnes, bovina suína e de frango.

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Giro Rural Minas Rural na Superagro

Agenda Rural 12 a 13

Fotos: Divulgação

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A Minas Rural com bonito e movimentado estande participou da Superagro Minas 2012. Parceira da revista Mercado Rural, a empresa fez bonito na exposição. No dia 06 de junho a empresa promoveu junto com a revista, agradável coquetel com o show da cantora Fernanda Silva.

35º Campeonato Nacional Quarto de Milha - Avaré/SP.

15 a 19

41º CONBEA - Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola - Londrina/PR. 20h. 4º Leilão de Touros Bonsucesso. Transmissão Canal do Boi. Leilão Virtual Touros Guzerá Villefort. Transmissão Canal Rural.

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16 a 19

29º Congresso Nacional de Laticínios Juiz de Fora/MG.

18 a 28

31ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador - Belo Horizonte/MG.

23 a 27

66º Curso de Noções em Morfologia e Julgamento de Zebuínos - Uberaba/MG. Leilão Haras Nagladir Ouro 27 anos - Campolina e Pampa - Rio de Janeiro/RJ.

4 4 7a9 11 a 18

Agosto Presença na Superagro Minas, a marca Stella Blu foi sucesso no quesito moda. A StellaBlu é uma das mais tradicionais confecções de vestuário em couro da Serra Gaúcha, com sede em São Marcos. Sob o comando de Andressa Pedrotti e Aline Pedrotti, a marca investe no uso de materiais nobres, como a pelica de cabra e a lã, buscando integrar qualidade e design às peças.

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Stella Blu na Superagro

3° Leilão Rancho Dourado Pêga e Muares Lagoa Dourada/MG. 1ª Etapa VI Copa dos Criadores - AMCT - Local Parque de Exposição Sete Lagoas/MG. INDUSPEC Animal Expo&Business - São Paulo/SP. 19ª Exposição Nacional Cavalo Pampa - BH/MG.

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Leilão Campolina Independência Feira de Santana/BA.

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Etapa VI Copa dos Criadores - AMCT Local - Haras Excellence - Paraopeba/MG.

7 a 11 31 a 9/9 15 15

Setembro

Leilão Guzerá Sula - Governador Valadares/MG. Transmissão Terra Viva.

14 a 21

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2º Curso de Preparação de Cavalos para eventos Sorocaba/SP.

18 a 21 26 a 28 29

Visite nosso estande na 31ª Nacional do Mangalarga Machador e concorra a prêmios.

Agroleite 2012 - Castro/PR. XXXII Semana Nacional do Cavalo Campolina Belo Horizonte/MG. IV Leilão FSL Angus Itu- Itu/SP Transmissão Canal Rural. 3ª Etapa VI Copa dos Criadores - AMCT Local - Haras Imperial – Inhaúma/MG. MERCOAGRO 2012 - Chapecó/SC. PorkExpo 2012 & VI Fórum Internacional de Suinocultura - Curitiba/ PR. 4ª Etapa - VI Copa dos Criadores - AMCT Local – Ycambi Ranch – Caratinga/MG Julho 2012

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Ouro

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Operadora Oficial:

Cia. Aérea Oficial:

Revista Mercado Rural  

Edição 03 - Julho de 2012

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