Page 1

Janeiro 2012 • n°1

Brahman,

a raça que mais cresce no Brasil

Feileite comemora sucesso

Entrevista

Presidente do Sistema FAEMG: Roberto Simões

Haras Fazenda Nova se destaca na criação de

Pôneis

Janeiro 2012

1


2

Janeiro 2012


Editorial

Redação Unique Comunicação e Eventos Av. Barão Homem de Melo - 4.500/324 - Estoril BH/MG - Tel.: (31) 3653-0633 unique@uniquecomunicacao.com.br Editora e jornalista responsável Amanda Ribeiro - MT10662/MG amanda@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br Colaboração Assessorias de imprensa: Asemg, Faemg, ABPM, Hertape Calier Saúde Animal SA, Feileite, ACBB, Souza Lima Corretora, Agência Bela Geraes, Design Resorts, Rehagro, C2 Rural, Canal de Lance, Sindbebidas, Acerva Mineira e Megazoo. Direção de Arte Flávio de Almeida Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares

A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

É com muita satisfação que lançamos a revista Mercado Rural, um projeto editorial voltado para o poderoso mercado do agronegócio, com foco em Minas Gerais, no criador e no produtor rural. Nosso objetivo em produzir uma revista com esse conceito é levar aos nossos leitores o melhor conteúdo sobre o agronegócio brasileiro, abordar reportagens com criadores das diversas raças e diversificar o conteúdo editorial para produzirmos matérias atrativas e de qualidade. Com tiragem trimestral, a revista Mercado Rural escolhe criteriosamente cada matéria, artigo e entrevista, focando no que é de interesse do público ligado ao agronegócio. Nossos articulistas foram escolhidos cuidadosamente para discutir questões pertinentes aos setores e tratar de temas atuais e de fundamental importância para todos envolvidos neste negócio. Nessa primeira edição, preparamos com carinho o conteúdo aqui disponível. Falamos um pouco sobre a raça Brahman que apresenta grande crescimento e destaque dentre as raças zebuínas, além disso, contamos também um pouco da trajetória de Adalberto Cardoso, um conhecido criador da raça e sua Fazenda Braúnas. Não poderíamos deixar de falar da era da internet presente no agronegócio brasileiro e do crescimento da transmissão de leilões pela internet. Entrevistamos o querido amigo e experiente leiloeiro Rodrigo Costa que nos contou sobre sua história de sucesso. A raça de cavalos Pônei ocupou com destaque a capa dessa edição que traz uma bela matéria sobre o Haras Fazenda Nova, de criação de Pedro Corrêa e família. Contamos como o profissionalismo e a dedicação do criador na criação de pôneis contribui para o melhoramento da raça no Brasil. Destacamos também um dos maiores eventos do agronegócio brasileiro de 2011, a Feileite e nossos leitores poderão conferir como ele foi especial e importante para a cadeia produtiva leiteira brasileira. Entre outros assuntos abordamos às exportações, grãos, cursos de especialização em agronegócio, a criação exótica das lhamas, psitacídeos e leishmaniose em nossa seção dedicada aos pets podem ser conferidos pelos nossos leitores nessa edição. Agradecemos a todos os amigos, apoiadores e entusiastas desse projeto, que conosco acreditaram na importância de um novo veículo de comunicação para o estado de Minas Gerais, porém com abrangência nacional. Agradecemos aos anunciantes que fizeram esse sonho se tornar realidade. Esperamos que vocês gostem, apreciem a revista e estejam conosco nas próximas edições. Grande abraço, Amanda Ribeiro e Marcelo Lamounier

28

Personagem Rodrigo Costa Mercado de fibra

Haras Fazenda Nova Destaque

Destaque na criação de pôneis, o criador Pedro Corrêa vem fazendo um excelente trabalho para a raça, além de ser o atual presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pônei.

35

Grãos Recorde da safra mineira é confirmado em nova previsão

36

A hora da virada Madeira de reflorestamento na construção

40

Belo Horizonte ganha empreendimento residencial de luxo com hípica, campo de golfe e pista de pouso

42

Agrocentro comemora sucesso da Feileite 2011

Presidente do sistema FAEMG Roberto Simões

48

Cresce demanda por cervejas artesanais em Minas Gerais

7

A profissionalização do Agronegócio Cresce demanda por cursos de especialização e gestão em agro

50

Travessia Lapinha Tabuleiro

8

1º Suiminas supera expectativas

52

Foto capa e índice:

Ano I - nº I - Janeiro - 2012

22 24

4

10 14 18

Entrevista

Mundo Digital Transmissão de leilões pela internet. Uma tendência?

Mercado

Turismo Criações exóticas Lhamas

54

Falando de psitacídeos

57

Exportação mensal do agronegócio mineiro quebra a barreira de US$ 1 bi

Brahman A raça que mais cresce no Brasil

58

Fazenda Braúnas Experiência e genética de alta qualidade no Brahman

62

Mercado Pet

Leishmaniose visceral canina: Uma questão para refletir

Giro Rural


Entrevista

Foto: Evandro Fiuza

A revista Mercado Rural conversou com o presidente do Sistema Faemg, Roberto Simões, que falou sobre o desempenho do agronegócio mineiro em 2011 e as expectativas para o próximo ano.

Quais os principais projetos da próxima gestão na Faemg para o triênio 2012-2014? Os projetos da diretoria do Sistema FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais) começam pela implementação de uma nova política agrícola que contemple a incorporação de tecnologias e a capacitação do homem do campo. Assim, promoveremos o crescimento da produção e a elevação da renda do produtor. Também participaremos das negociações junto ao governo federal para a adoção de uma política ambiental que harmonize a produção agropecuária e a preservação do meio ambiente. Depois, trabalharemos pela implantação, em Minas Gerais, de programas de regularização ambiental que respeitem as necessidades e as peculiaridades do estado. A política é outra atividade na qual continuaremos empenhados. Procuraremos ter participação efetiva nas eleições municipais de 2012. É importante termos prefeitos e vereadores que, além de saber da impor-

6

Janeiro 2012

tância da agropecuária, estejam dispostos a participar do esforço de aumentar a produção rural. Viajaremos por todo o estado, visando conscientizar o homem do campo sobre a importância do seu voto e do seu empenho em conquistar outros votos para a eleição de candidatos comprometidos com os nossos programas. O Sistema FAEMG também participará de um projeto de promoção dos produtos agropecuários mineiros no âmbito da Copa do Mundo 2014. O objetivo é impulsionar os negócios rurais, mobilizando turistas e a imprensa estrangeira que estará no Brasil para a cobertura dos jogos. Como a Faemg pretende “unir as forças do campo”, conforme slogan. O produtor rural vem buscando a sua profissionalização e, desta forma, tem procurado envolver-se mais nas questões políticas e econômicas que dificultam o bom andamento de sua atividade. Isso tem tornado mais fácil a sensibilização e envolvimento

de mais produtores em comitês, conselhos e em outros fóruns de discussões. Também, através dos Sindicatos de Produtores Rurais, fazemos as mobilizações para mostrar aos governantes, parlamentares e a sociedade as necessidades e as nossas opiniões sobre problemas e soluções. Foi o que ocorreu este ano, por ocasião da votação do novo Código Florestal, no Congresso Nacional, quando atendemos ao chamamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e levamos à Brasília a maior delegação de produtores entre todos os estados. Conhecendo os problemas e as aspirações do setor rural, planejando ações e executando-as é que unimos as nossas forças. Na cerimônia de posse, em seu discurso o senhor disse que uma das prioridades da Faemg é “Revigorar a cadeia sindical, para que ela possa atender cada vez melhor ao produtor rural”. Que trabalho tem sido feito nesse sentido? A capacitação de presidentes e funcionários de Sindicatos de Produtores Rurais é uma constante no Sistema FAEMG. Anualmente são realizados cursos e reuniões na capital e no interior, buscando aumentar e melhorar a capacidade de atendimento de todo o Sistema. Mais recentemente, através do SENAR Minas, implantamos o Programa Gestão com Qualidade no Sindicato (GQS), com consultoria e instrutoria dentro dos Sindicatos, visando qualificar nosso pessoal. Como foi o desempenho do agronegócio mineiro no PIB do Estado no ano de 2011? Com o bom desempenho do setor agrícola, principalmente, que puxou o segmento de insumos, as estimativas para o PIB (Produto Interno Bruto) do

agronegócio mineiro são positivas, em um cenário que aponta para o PIB em queda no Brasil e em Minas Gerais. O agronegócio mineiro apresentou crescimento de 4,28% nos três primeiros trimestres de 2011, o que eleva a renda estimada de 2011 para R$ 118,4 bilhões. Deste valor, R$ 70,1 bilhões ou 59,2% provêm do agronegócio agrícola e R$ 48,3 bilhões ou 40,8%, do agronegócio da pecuária. Minas teve destaque na projeção da produção de grãos na safra 2011/2012, com crescimento de 2,0% em relação ao ano anterior, sendo que a produção brasileira ficará 1,4% a menos que no ano anterior. Comente. Os dados são ainda preliminares e englobam médias dos anos anteriores, pois as lavouras estão em fase de crescimento e não há como prever a produção e produtividade com precisão. De qualquer maneira, os dados de Minas refletem o bom desempenho das últimas safras no Estado, favorecidas pela ausência de problemas climáticos mais severos. As previsões para este ano incorporam a expectativa de que o clima não será problema em Minas. O cultivo do milho liderou os resultados. Qual a razão disto? O milho é grão mais cultivado em Minas e por agricultores de todos os perfis e de todas as regiões. A cultura responde muito bem a incorporação de tecnologias e os preços favoráveis nos últimos ciclos têm permitido que os produtores façam os investimentos em tecnologias, melhorando os índices de produtividade na maioria das regiões. Uma dessas tecnologias, que vem crescendo sua utilização nos últimos anos, é o milho transgênico, que este ano

deve representar cerca de 80% da produção mineira do grão na próxima safra. O Valor Bruto da Produção (VBP) da agricultura mineira, em 2011 também cresceu cerca de 18% na comparação com o ano anterior, número quase o dobro do crescimento nacional. Qual a explicação para esses valores? Como comentamos em relação ao PIB, os produtos agrícolas foram mais beneficiados pela conjuntura econômica internacional do que os produtos pecuários e estão puxando o desempenho da agropecuária como um todo. Os preços elevados da maioria dos produtos, principalmente do café, além de grãos e algodão, e a boa safra justificam esse desempenho. As exportações mineiras bateram a marca do 1 bilhão. Quais produtos impulsionaram esses números e por quê? As exportações do agronegócio mineiro atingiram, até novembro deste ano, US$ 8,88 bilhões, crescimento de 29,5% frente a igual período de 2010. O volume exportado, no entanto, caiu 7,6%. Destaque para a receita com as exportações de café em grão, de US$ 5,2 bilhões (+45% em relação a 2010), e de açúcar, US$ 1,23 bilhão (+30,3%). Mesmo com o crescimento das despesas com importações do setor (+10,75%), devido ao aumento da demanda por insumos, o saldo da balança comercial atingiu, até então, US$ 8,53 bilhões, crescimento de 30,4% em relação ao período de janeiro a novembro de 2010. O ano de 2011 foi bom para a agricultura mineira? Ainda com alguns ajustes nos números do algodão, feijão e trigo, além dos itens

produzidos ao longo de todo o ano, o balanço da produção e da renda na agropecuária mineira deve ser bastante positivo em 2011, principalmente para os produtos agrícolas. Em função da diversidade de sua produção, Minas Gerais deve ter performance melhor que o Brasil. A safra recorde de grãos no estado, estimada em 10,7 milhões de toneladas, além do crescimento na produção de outras lavouras, como cana-de-açúcar e batata, somados à elevação média dos preços da maioria dos produtos, favoreceram o aumento da renda no campo em 2011. Os produtos pecuários, em função da queda no abate de bovinos e aves e nos preços do suíno no estado, registram diminuição na estimativa da renda. O que esperar para 2012? As incertezas que rondam 2012 referem-se à crise vivida nos países desenvolvidos, especialmente na Europa. Se, infelizmente, houver maior deterioração do quadro, certamente teremos impactos mais fortes sobre o Brasil e sobre o desempenho da economia, inclusive o agronegócio. Já trabalhamos com a expectativa de preços menores das commodities em 2012, dada a conjuntura. No entanto, devido o alimento ser um item de necessidade básica, veremos reduções menores nos preços dos produtos agrícolas do que, por exemplo, das commodities minerais, dependentes de uma economia forte. Esperamos conseguir repetir o bom desempenho de 2011, e mais uma vez, o agronegócio será importante para a geração de riquezas e divisas para Minas Gerais e para o Brasil. Janeiro 2012

7


A profissionalização do agronegócio Cresce demanda por cursos de especialização e gestão em agro

O

agronegócio brasileiro já não é mais o mesmo. Sua explosão atrai hoje uma nova geração que tem buscado se especializar e acompanhar as tendências de um dos setores que mais cresce no Brasil. O agronegócio brasileiro representou em 2010, 21,23% do PIB brasileiro e 37,9% do volume total de exportações e, além disso, o setor representa 37% no número de empregos gerados no país. Profissionais qualificados ainda são mão de obra escassa no agronegócio e para dar conta da demanda, novos cursos que combinam capacitação técnica e habilidades de gestão, estão surgindo no país. Os profissionais são cada vez mais valorizados e com o aumento das exigências, as remunerações mais atraentes e cresce a oferta de cursos especializados no ramo. Em Minas Gerais, a empresa Rehagro oferece treinamento, capacitação e especia-

lização em agronegócio e de acordo com a empresa, a maior demanda do mercado hoje são pelos cursos de pós graduação, principalmente os relacionados à pecuária leiteira e também cursos de gestão de empresas rurais. De acordo com o gerente de marketing da empresa, Caíque Oliveira, os produtores rurais estão cada dia mais buscando conhecer do seu negócio e se estruturando para encarar a fazenda como uma verdadeira empresa, aplicando metodologias e ferramentas de gestão. “Autônomos ou não, existe uma busca maior por conhecimento técnico que tange as ciências agrárias e gerenciais, isso por exigência do próprio mercado. As empresas e profissionais que não investem em conhecimento têm grande dificuldade em sobreviver à hipercompetitividade do mercado”, pontua. Geralmente os graduados na área de ciências agrárias como Medicina Veteri-

nária, Zootecnia, Agronomia procuram os cursos de especialização e se inserem cada vez mais no competitivo mercado do agronegócio brasileiro. São proprietários, gerentes e funcionários de fazendas, buscando o conhecimento técnico e de gestão. “Todos os nossos cursos obrigatoriamente têm em seu currículo módulos de gestão, seja gestão de pessoas, processos, administrativa,dentre outras. No entanto, temos cursos como Gestão da Pecuária de Leite, Gestão da Pecuária de Corte e Gerenciamento de Empresas Rurais, que visam oferecer conhecimento teórico e prático ministrado por nossa equipe em diferentes segmentos importantes do negócio, segmentos estes essenciais para que a empresa atinja os resultados que deseja”, completa Caique. O aumento da demanda por cursos de gestão que abordam o contexto do agronegócio e suas particularidades, associando a isso metodologias e ferramentas de gestão, contribui para que o participante entenda seu segmento e consiga transportar para sua realidade a teoria aprendida em sala de aula. Com esse expressivo crescimento na procura por cursos de especialização e gestão em agro, o futuro do agronegócio parece ser promissor e se tornar cada vez mais um ambiente mais competitivo e profissionalizado. O gerente de marketing da Rehagro acredita que nos próximos dez anos o Brasil terá um setor com empresas rurais altamente profissionalizadas e competitivas e o acesso à informação cada vez mais disseminada pelo país, principalmente através do ensino online. “O uso das ferramentas de gestão de marketing irá aumentar, teremos um cooperativismo mais organizado e colaborativo e maior maturidade e agilidade nos processos de inovação e implementação de modernização e gestão das empresas rurais”, finaliza Caique. Janeiro 2012

9


Foto: Valdez Maranhão

Auditório 1º Suiminas

10

Janeiro 2012

João Bosco Martins de Abreu, presidente da Asemg, Marcos Vinícius Pratini de Morais, ex- ministro da Agricultura e Sílvio Silveira, presidente da Afrig.

Para encerar o evento os cerca de 300 participantes do 1º Suiminas brindaram o ano de 2011. A tradicional festa de fim de ano contou com um buffet especial construído à base de carne suína e muita música. “Somos um Estado onde a suinocultura ocupa grande fatia do PIB do agronegócio, nada mais justo do que promover um evento grandioso para os nossos produtores associados” disse Roberto Coelho, diretor de mercado da Asemg.

Suinocultura é destaque no agronegócio mineiro Com um rebanho de aproximadamente 2,8 milhões de cabeças e uma produção que beira as 515 mil toneladas/ano, a suinocultura em Minas se destaca por sua qualidade e importância econômica para o setor agropecuário. “O ano de 2011 foi marcado por altos e baixos no quesito comercialização da

Foto: Valdez Maranhão

1° SUIMINAS O supera expectativas

1º Suiminas – Encontro dos Suinocultores Mineiros, que tem por objetivo municiar o suinocultor mineiro de informações pertinentes ao cotidiano de seus negócios através de palestras ministradas por grandes nomes do agronegócio brasileiro, realizado pela Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) ocorreu na sede da instituição e superou as expectativas dos realizadores e participantes do evento. “A primeira edição do Suiminas marcou o início das comemorações de 40 anos da Asemg, que acontece em abril de 2012, e levou ao Parque de Exposições da Gameleira suinocultores de todos os pólos do Estado, além de autoridades e líderes suinícolas de todo o Brasil”, comentou João Bosco Martins de Abreu, presidente da Asemg. O evento contou com renomados palestrantes como o economista Ricardo Cotta Ferreira que falou aos presentes sobre os “Desafios para o agronegó-

cio mineiro e brasileiro “ e o ex-ministro Marcos Vinícius Pratini de Morais que ministrou a palestra “Perspectivas para o mercado de carnes no Brasil e no exterior “. Ainda durante o evento, representantes de todas as associações regionais do estado de Minas Gerais foram homenageados pelos serviços prestados em prol da suinocultura no Estado. O diretor executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, Fabiano Coser, também promoveu o lançamento do Manual Brasileiro de Boas Práticas na Produção Agropecuária de Suínos e os representantes de todas as associações estaduais e regionais assinaram um protocolo de intenções para a captação de recursos em prol da divulgação da carne suína junto à mídia nacional. “Durante o 1º Suiminas pudemos atualizar nossos conhecimentos, trocar experiências com os amigos das diversas partes do Estado e do país que ali estavam, além de mostrarmos a união de nosso setor e demonstrar, através da assinatura do protocolo de intenções, os esforços que estamos dispostos a fazer para a melhoria da imagem da carne suína” disse Roberto Magnabosco, gerente geral da Arapé Agroindústria. Para José Arnaldo Cardoso Penna, vice-presidente da Asemg, o Suiminas é um evento que veio para ficar. “Esta foi a primeira de muitas edições deste evento que veio para levar ao suinocultor mineiro informação, troca de experiências e muita confraternização. Para a próxima edição que acontecerá no dia 26 de abril de 2012, traremos ainda mais novidades” contou Penna.

carne suína, no entanto observamos crescimento da atividade em nosso Estado” explicou João Bosco Martins de Abreu, presidente da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). O Estado é hoje o 4º maior produtor brasileiro de carne suína e lidera o ranking nacional no consumo da proteína. “O consumo per capita brasileiro da carne suína é de cerca de 14 Kg, já em Minas o número chega a 21 Kg ” comentou José Arnaldo Cardoso Penna, vice-presidente da Asemg. A suinocultura mineira arrecada anualmente cerca de 3,36 bilhões de reais e gera mais de 12 mil empregos diretos. Em 2010, o setor comemorou o incremento de 18,6% no número de animais vivos comercializados semanalmente, que saltou de 1.107.154 cabeças em 2009 para 1.313.276 unidades em 2010. Janeiro 2012

11


Mundo Digital Transmissão de leilões pela internet. Uma tendência?

H

Divulgação C2 Rural

avia quem pensava que se manteria indiferente ao mundo cibernético e da internet. O produtor rural na lida do campo, da fazenda, acreditava que internet fosse um ramo fora de cogitação e que ele nem precisaria saber ligar um computador ou acessar um site. Notebook, I Phone e I Pad soavam como palavras de uma língua estrangeira intraduzível. Mas o mundo de fato está mudando. Pesquisas apontam que 40% das crianças de dois a quatro anos já possuem telefone celular, a internet já alcançou 81 milhões de internautas brasileiros, sendo que 87% a acessam ela semanalmente e o Brasil é o quinto país com o maior número de conexões à internet. Em 2008 foram gastos R$ 8,2 bilhões em compras on-line, em 2009 a previsão para o primeiro semestre era de R$ 4,5 bilhões, mas, mesmo em crise, o faturamento foi de R$ 4,8 bilhões (27% a mais em relação ao mesmo período de 2008) e o ano fechou em R$ 10,6 bilhões. Em 2010 foram R$ 14,8 bilhões em vendas, o que representa um terço de todas

12

Janeiro 2012

as transações entre varejo e consumidores feitas no Brasil. A expectativa para 2011 ainda é de crescimento. No mercado rural não podia ser diferente e a internet está ocupando cada vez mais espaço no dia a dia do criador. Primeiro foram os leilões virtuais, disponibilizados em páginas da internet, onde o criador anuncia seus animais à venda e o remate tem hora para começar e terminar. Agora, a grande novidade tem sido a transmissão de leilões pela internet, uma alternativa mais econômica para o criador que submete o remate a grandes audiências a um custo mais baixo que a transmissão pela televisão. O site Canal de Lances foi um dos pioneiros no comércio eletrônico de animais via leilões, criado em outubro de 2007 pelos empresários Flávio Birman e Antônio Henrique Almeida, profissionais experientes no ramo de leilões. “Como os leilões televisivos virtuais, aqueles com leiloeiros e transmitidos via televisão estavam de vento em poupa e dispúnhamos da mais moderna tecnologia de

transmissão ao vivo via internet, começamos oferecendo aos nossos clientes esta modalidade de leilão virtual, com catálogo online, captação de pré-lance e transmissão ao vivo de nosso estúdio com leiloeiro para batida do martelo”, comentou Birman. Além das transmissões ao vivo pela internet, o site Canal de Lances oferece outras modalidades de venda como os leilões online, em que por determinado período os lotes são disponibilizados exclusivamente na internet para recebimento de lances até o contador zerar e finalizar o remate. A venda direta com lotes a preço fixo, uma espécie de shopping e os leilões online com preço mínimo previamente estipulado pelo criador, completam o mix de produtos do site. “Acreditamos muito neste mercado, pois as relações custo benefício tanto para quem vende quanto para quem compra são as melhores. Utilizar a internet como ferramenta de comercialização de animais é muito viável, tem custo baixo e proporciona muita interatividade, tudo isso com a mesma qua-

lidade da transmissão televisiva. Os preços variam de R$250 a R$500 de inscrição por lote mais 10% de comissão para o site”, ponderou Antônio Henrique Almeida. Outro caso de sucesso no mercado de transmissões pela internet é o C2 Rural, portal do mesmo grupo do Canal Rural, que surgiu para atender a demanda dos clientes por transmissão de eventos e leilões no Canal Rural. “Com a grade da televisão cheia, começamos a comercializar as transmissões pela internet em agosto de 2010, o que já é um sucesso, pois a transmissão pela internet é um mercado em amadurecimento que precisa ser trabalhado e criar cultura própria, mas certamente está em crescimento”, enfatiza o diretor da C2 Rural, Juan Lebron. Diferentemente do Canal de Lance, o Canal Rural apenas transmite os remates e a leiloeira é contratada diretamente pelo cliente, além disso o site não oferece venda de animais ou leilões virtuais. Os valores da transmissão de um leilão presencial pelo C2 Rural depende das condições locais de internet, mas quando realizado em estúdio com leiloeiro o preço é pré- fixado pela empresa.

Juan Lebron - Diretor da C2 Rural

Janeiro 2012

13


Modalidades de vendas pela internet internet com encerramento na zerada do cronômetro e a maior oferta aceita pelo sistema é o vencedor do lote.

Venda direta Leilão Virtual Transmitido ao vivo com leiloeiro em estúdio para batida do martelo. Na internet ocorrem os prélances, ou seja, o catálogo fica online captando os lances que serão decididos ao vivo durante a transmissão, mas que podem ser os lances vencedores se não forem superados.

Leilão Online Fica disponível por determinado período exclusivamente na

Espécie de shopping com lotes por preço fixo e a venda é realizada no momento da oferta.

Leilão online de preço mínimo O preço mínimo é definido no sistema. Os interessados lançam suas ofertas e a venda é realizada no momento em que o lance seja maior ou igual ao valor mínimo previamente estipulado pelo proprietário do animal.

Inovando na Raça Brahman Pioneiro na raça Brahman, um grupo de criadores idealizou um portal para os Leilões Brahman, em que são postados leilões totalmente online, por um período específico para o recebimento de lances. A novidade é que em breve o site estará comercializando a transmissão dos remates virtuais. De acordo com Abalberto Cardoso um dos idealizadores do projeto, a raça Brahman precisava de um canal único de comercialização por se tratar de uma raça pequena. “Ano passado organizamos o Congresso Mundial da Raça e criamos o site para divulgar os dois grandes leilões do evento. Fizemos pela primeira vez na raça um leilão virtual que terminava presencial, na cidade de Uberaba, durante a Exposição Nacional do Brahman. O remate foi um sucesso em termos de divulgação e acessos, mas os criadores ainda precisam se arriscar mais nos lances virtuais, inclusive porque a raça é pequena e todos conhecem bem os animais disponíveis no mercado”, explicou o criador.


Valorização do Brahman em leilões em 2010. (Preço médio por lote)

Mercado

Brahman

A raça que mais cresce no Brasil O

Brahman é a raça zebuína de maior penetração na pecuária mundial, a única presente em 70 países oficialmente e muitos outros extra oficiais. No Brasil, junto à ABCZ existem 1.526 criadores na raça, sendo 1.126 ativos distribuídos em 24 estados brasileiros, números que aumentaram cerca de 21% na comparação de 2009 com 2010. Outra novidade foi que Ceará e de Roraima passaram a integrar o mapa brahmista brasileiro.

O crescimento da raça é evidente, sendo a que mais cresceu em proporção no Serviço de Registro Genealógico das Raças Zebuínas nos últimos anos. Os números do Brahman são impactantes. A raça completa 17 anos em solo brasileiro como a que mais cresce no país entre os zebuínos de corte, em termos proporcionais ao número de registro de nascimentos, 45,4% entre 2005 e 2010. De acordo com a Associação

R$ 11.271,00 Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), o rebanho da raça aumentou mais de 1.500% entre os anos de 2000 e 2007, de 2.000 para 28.664 cabeças. Entre abril de 1994 e agosto de 2011, 206.606 animais foram registrados junto à ABCZ, o que faz do Brahman a segunda raça maior de corte em número de registros na entidade. Os dados de venda de sêmen de Brahman são expressivos e segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), o Brahman é a segunda raça zebuína de corte em venda de sêmen. Em 1997 foram comercializadas 22.442 doses, em 2005 esse número passou para 178.395 e no ano passado foram comercializadas 256.414 doses, um total de 1.958.477 doses até 2010, de acordo com os números divulgados pela ASBIA. De acordo com José Otávio Lemos, zootecnista e diretor de Marketing da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil, a raça prova que aqui é seu lugar e os dados demonstram isso. ”O Brahman é a raça que mais cresceu proporcionalmente, tem características que o mercado exige hoje e por sua precocidade tem o rótulo para quem procura a sustentabilidade da pecuária de corte. Acredito que ela continuará crescendo muito. A raça vale pelo que pesa e esse peso não é só pela balança, mas sim o quanto ele agrega de valor em seus produtos puros ou de cruzamentos. Á medida que os desmatamentos ficam impedidos, faz-se necessário animais mais eficazes na conversão, na qualidade de carne, na padronização e no rendimento. Esse é o Brahman nosso de cada dia e que dá resultados em tantos países”, disse.

O crescimento não para por aí. De acordo com dados divulgados pelo ACBB, o Brahman é a terceira raça que mais se valoriza dentre as bovinas de corte no Brasil, com destaque para os reprodutores com valorização de 46% e 39,4% para matrizes no período de 2006 a 2010. Vale ressaltar os dados de venda em leilões no ano de 2010, aparecendo a raça Brahman como a terceira mais valorizada, com média de R$ 8.931,00 para cada lote vendido em leilão, contra R$ 9.026,00 do Guzerá e R$11.271,00 do Nelore. Em 2010 os 66 leilões da raça movimentaram cerca de R$30,5 milhões e crescimento de 14,2% em arrecadação. Mesmo com resultados expressivos como os do Brahman, Lemos ainda pondera que qualquer raça tem características positivas e negativas, o importante é que no balanço final, o saldo seja para ganho.” Com o Brahman se ganha e ainda se tem prazer em promover seu melhoramento genético, mas a raça tem muito para avançar e responde quando se elege uma característica para ser

R$ 9.026,00

R$ 8.931,00

R$ 6.619,00

Nelore

Brahman

Guzerá

Tabapuã

Fonte: ACBB e revista Leilões Brahman

256.414 245.690

Evolução da Comercialização de sêmen de 1997 a 2010 (ASBIA)

197.627 192.614 187.408

TOTAL: 1.702.063 doses de sêmen comercializadas

184.045

178.395

149.219 122.748 79.346 68.568

46.186 22.442

1997

1998

27.775

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

Fonte: ACBB e revista Leilões Brahman

16

Janeiro 2012

Janeiro 2012

17


Valorização de Touros Brahman de 2007 a 2010 1.876 Lotes

1.727 Lotes

562 Lotes

2007 valor médio R$ 3.784,00

Fonte: ACBB e revista Leilões Brahman

2009

2010

valor médio R$ 5.113,00 • 35% de valorização no valor médio praticado de 2007 para 2009

valor médio R$ 6.387 • 20% de valorização no valor médio praticado de 2009 para 2010

mudada. Quando foi importada oficialmente para o Brasil, em 1994, aprumos e umbigos eram pontos de evidente preocupação, hoje, podemos ver nas fazendas e nas pistas de julgamento o quanto isso foi mudado em comparação às outras raças zebuínas que tínhamos aqui. O Brahman agradece fácil a obstinação do criador brasileiro e de qualquer parte do mundo, é uma raça sem preconceitos, formada para dar resultados. Sabemos que a genética de fixação de produtividade é muito mais difícil e que a de traços raciais bem mais fácil. Os criadores pioneiros fizeram a lição de casa muito acertadamente e nos deram um alicerce forte. Em um país com a área que temos, onde solo, clima e vegetação são próprios para criação extensiva, só animais com ecotipo tropical e tipo econômico precoce poderá responder à necessidade do mercado. Por isso, como zootecnista, tenho convicção que acertamos em trazer a raça para nossa casa, ela é dócil, rústica, precoce, tem habilidade materna e ainda é bonita”, concluiu.


Fazenda Braúnas, Funilândia, Minas Gerais.

Fazenda

Braúnas

Experiência e genética de alta qualidade no Brahman

R

econhecida pela qualidade de seu rebanho Brahman, muito premiado nas pistas, a Fazenda Braúnas possui grande experiência na criação de gado. Em 1989 iniciou a criação com a importação da raça Pardo Suíço dos Estados Unidos, tornando-se uma propriedade produtora de leite até o ano de 2008, ocasião em que parou com a atividade leiteira. Foram muitos os títulos conquistados pela Braúnas, motivo de orgulho para o proprietário Adalberto Cardoso que conquistou o título

20

Janeiro 2012

de melhor criador nacional de 1996 a 2004 com apenas um intervalo. Em 2005 o criador optou criar somente a raça Brahman sendo que atualmente a criação está em torno do número 719, o que representa a quantidade de nascimentos efetivos na fazenda até outubro de 2011. Atraído pela docilidade e habilidade materna do Brahman, o criador escolheu a raça acreditando em seu potencial de produção e além disso, fatores como qualidade da carne, qualidade da carcaça, volume de

posteriores e adaptabilidade ao clima brasileiro, foram fundamentais na escolha da raça que é a principal em produção de carne em pelo menos dez países no mundo. O projeto da Fazenda Braúnas é focar ao máximo na evolução genética da raça. Pequena, com apenas 400 hectares, Adalberto Cardoso optou por trabalhar com animais de alto valor genético, objetivando resultados em pista. Em apenas cinco anos de criatório, já foram fabricados pelo menos um Grande Campeão Nacional, uma Reservada Grande Campeã Nacional e diversas campeãs. Quando iniciou a criação de Brahman, o empresário do ramo de alimentos já era um criador bastante experiente na lida com gado de elite e sem dúvida sua vivência como empresário contribuiu para o sucesso de sua fazenda que é administrada com bastante profissionalismo. “Quando comecei a criar Brahman, em função da minha experiência com o Pardo Suíço tomei muito cuidado para não repetir os mesmos erros. Fiz muitas pesquisas durante um ano para avaliar o que a raça tinha de melhor e elegi um criatório para ser a base da minha criação. Como a Querença era próxima da minha fazenda e possuía ótima genética e a disponibilizava na forma de parceria, achei interessante a forma despreendiada de nos permitir ter acesso à melhor genéti-

ca ali disponível. Isso foi a minha mola propulsora e passei a ter certeza de que valeria a pena investir na raça. Fiz um pacote de 10 prenhezes das principais vacas do criatório e dei início a parceria onde a Querença cedeu animais para que fizéssemos FIV ou TE e os resultados seriam divididos em 50% para cada. Acredito que essa foi uma boa jogada da Braúnas no início da criação para fazer um volume com qualidade genética e escolhi como a base do meu rebanho a família da Miss Diamond A 69/9 e da QERJ 147. Hoje temos dez doadoras no time A, ou seja, animais com excepcional valor genético, com alta preponderância para seus descendentes”, disse. Adalberto relata ainda que seu melhor investimento foi a aquisição de uma aspiração da Miss Diamond A 69/9 em um leilão da Querença, que lhe rendeu cinco machos e duas fêmeas, sendo que um dos machos se tornou Grande Campeão Nacional na Expozebu e uma das fêmea foi Reservada Grande Campeã Nacional também na Expozebu. O criador pondera que além desses investimentos na qualidade genética dos animais, o sucesso da Braúnas foi determinado por uma boa equipe, pela estrutura da fazenda e pelo relacionamento com outros criadores. “A grande conquista do nosso criatório é termos conseguido o reconhecimento dos companheiros criadores e técnicos, de que a Braúnas faz um trabalho sério e que os resultados obtidos demonstram o esforço e a dedicação da equipe”,comentou o criador. De acordo com Cardoso existem alguns pilares fundamentais para o sucesso de um criatório, premissas que novos criadores devem seguir e por isso aconselha:“De maneira geral novos criadores tem mais empolgação

do que experiência e é preciso tomar cuidado para não ter um gasto maior do que o necessário. O criador deve procurar errar o menos possível e buscar algumas orientações visitando diversos criatórios, onde sempre encontram pessoas com experiência a serem seguidas. Visitar o maior número possível de criatórios, conhecer os principais animais de cada um e principalmente suas famílias, nos facilita escolher bem e comprar com acerto. Bons animais se pagam rapidamente, animais intermediários tem dificuldade em recuperar o investimento, eles se desvalorizam rapidamente. O importante é comprar animais desejados e não pensar em volume. Condições de manejo adequadas, ter uma boa equipe com pessoas experientes e por último e ter um bom relacionamento é fundamental para o sucesso do empreendimento. Divulgar o seu trabalho tornando-o conhecido é essencial. O criador enquanto comprador é muito bajulado, mas quando se torna vendedor as relações mudam e é preciso estar preparado para esse acontecimento”, comentou.

Sr. Adalberto Cardoso

Adalberto também acredita que as maiores dificuldades para obter sucesso é conseguir alinhar todos os fatores fundamentais como a equipe, genética, manejo, relacionamento e assistência aos clientes, pois a ausência de um desses itens é suficiente para colocar o resultado do projeto em risco. A experiência de Adalberto Cardoso como empresário sempre foi aplicada na gestão da fazenda e sem dúvidas este fator contribuiu em muito nos resultados alcançados. A estrutura da criação de gado Braúnas é composta por seis pessoas e o sistema na fazenda funciona como uma empresa onde funcionários que mostram resultados são mais remunerados e conseqüentemente estão mais motivados. “Minha equipe trabalha motivada e dentro de objetivos bem determinados, onde as atividades de cada funcionários a ser admitido estão muito bem definidas, cada um recebe uma lista de tarefas a serem cumpridas no seu dia a dia e se realizadas conforme o planejado, o funcionário recebe uma gratificação com bônus que varia entre 15 e 30% do salário”, disse. Adepto à participação em exposições, o criador acredita participar desses eventos é de importância vital dentro do projeto da Braúnas. Cardoso considera que a forma mais eficiente para destacar o valor genético é colhendo bons resultados em pista, não visando o ranking, mas sim projetando sua criação. “Animais campeões e doadoras que são boas reprodutoras sempre tem valores diferenciados nos leilões e nas vendas da fazenda. Cada vez que ganhamos um título, a responsabilidade aumenta e somos cobrados para melhorar nossa performanJaneiro 2012

21


Vista aérea Fazenda Braúnas.

ce, estamos sempre nessa busca. Contudo, conseguindo o reconhecimento através dos títulos, vendemos mais, valorizamos os animais e identificamos as melhores famílias. O mais importante é identificar quem são as produtoras de campeões”, enfatizou o criador. Quanto à participação em exposições e a satisfação dos criadores em relação aos juizes, Cardoso pondera que há um impasse a ser discutido sobre esse assunto. “Os criadores estão satisfeitos com juizes que os premiam nos julgamentos, mas o importante na pista é estar atento aos defeitos e qualidades dos animais perante os concorrentes para assim, fazermos o trabalho de aperfeiçoamento na fazenda e avaliar o que é importante mudar para melhorar a próxima geração e que não é relevante. Os juizes devem ser vistos como contribuidores na melhora dos rebanhos”, ponderou.

22

Janeiro 2012

Novos projetos O Congresso Mundial da raça Brahman foi um marco para a Fazenda Braúnas. Em contato com criadores do mundo inteiro, Adalberto Cardoso percebeu uma mudança no cenário mundial da raça Brahman: O mercado nacional estava mais atraído por animais provados, principalmente touros. Foram dois anos de criação dedicados à criação de gado de elite, mas segundo o criador, a raça não cresceu na velocidade esperada. “Esperávamos uma demanda maior e com a falta de compradores, resolvemos mudar o foco da fazenda. Percebemos uma grande demanda por touros, principalmente os premiados em provas zootécnicas”, disse Cardoso. A Fazenda Braúnas atualmente está focada na produção de gado comercial, na venda de touros e fêmeas provadas, avaliando seu rebanho seguindo os princípios

primordiais da criação, ou seja, habilidade materna, fertilidade, índice de conversão alimentar e índices de qualidade da carne. Os animais que não preencherem esses critérios serão descartados do rebanho. “Dentro de quatro anos teremos um rebanho totalmente reciclado com a garantia de que ele atende aos quatro princípios básicos da boa criação. Nossa meta é descartar 25% ao ano de animais que não preenchem os requisitos”, explica o criador. A mudança no foco da Fazenda Braúnas vem de uma nova filosofia de criação que tem sido seguida por Adalberto, em que para a raça evoluir geneticamente e fazer com que o padrão racial seja atendido, os criadores devem priorizar no rebanho animais provados zootecnicamente e descartar o que não atende às expectativas. “Hoje muitos animais vendidos no mercado não correspondem aos nossos objetivos e queremos daqui há quatro anos ofertar animais realmente bons, com resultados comprovados. Esses animais serão mais valorizados e melhoradores para a raça. Acredito que os criadores devessem voltar a atenção para o crescimento da raça e se conscientizar de que é preciso vender animais que preenchem esses requisitos”, completa. A Fazenda Braúnas continua trabalhando com o gado de elite e atuando nas pistas, mas o foco principal da sua criação é oferecer daqui quatro anos fêmeas e touros premiados em provas zootécnicas que tenham excelentes resultados em habilidade materna, fertilidade, índice de conversão alimentar e de qualidade de carne. Todo esse trabalho reforça o conceito de que com muito trabalho e seriedade a Fazenda Braúnas contribui para o melhoramento da raça. O Brahman agradece! Janeiro 2012

23


Personagem

Rodrigo

Costa S

ão 47 anos de vida e 21 atuando como leiloeiro. A trajetória profissional de Rodrigo Costa está atrelada aos leilões, sejam em arremates de gado ou cavalos. Fé em Deus, coragem, competência, persistência e um pouco de sorte, fizeram de Rodrigo uma figura bastante conhecida no ramo de leilões. Filho de pecuarista, Rodrigo começou desde cedo a conviver no meio de gados e freqüentar leilões. Optou pela faculdade de economia, mas no decorrer do curso conheceu Alessandra, sua atual esposa, filha do leiloeiro Heitor Lambertucci. A influência de Heitor aguçou o interesse de Rodrigo em apregoar e depois de freqüentar diversos eventos já com uma analise crítica, em 1990 surgiu a primeira oportunidade e com 26 anos Rodrigo apregoou em seu primeiro leilão, na cidade de Paraopeba, Minas Gerais. Foi um leilão

24

Janeiro 2012

de gado de leite, atividade que o leiloeiro conhecia a fundo por ser a atividade principal de seu pai em sua fazenda. “Apregoar não estava nos meus planos, eu era extremamente tímido e introspectivo, não falava em público. Minha profissão foi um exercício para que eu pudesse articular com mais facilidade e hoje domino a circunstancia de falar em público sobre qualquer tema, em qualquer lugar”, comentou o leiloeiro. A partir daí vieram muitos outros, hoje já são mais de 2.000 leilões em 21 anos de profissão. A carreira de Rodrigo começou em leilões de gado, área em que atuou por dez anos, quando se projetou na carreira começaram a aparecer oportunidades em leiloes de cavalo. De acordo com Rodrigo, os leilões de cavalos são mais competitivos e exigem um conhecimento maior dos leiloeiros. “Procuro conhecer os animais, freqüento fazendas, exposições e outros leilões para ter subsídios na hora de apregoar. Hoje visualizo uma arvore genealógica com muita facilidade, pois conheci a grande maioria daqueles animais que estão ali e busco na história principalmente naquela que não conheci, conhecimentos que me dão argumentação durante os arremates”, disse. Atualmente Rodrigo atua nas raças Mangalarga Marchador, Campolina, Mangalarga, mas também

trabalha com Pônei e gado Nelore. Porém, um dos projetos futuros do leiloeiro é atuar mais no Nelore e também Quarto de Milha. O reconhecimento na profissão de leiloeiro vem com a experiência e o reconhecimento do mercado, que se dá em função da credibilidade adquirida ao longo dos anos. Com 21 anos atuando neste mercado, Rodrigo acredita que está alcançando agora a maturidade e chegando ao ponto ideal.” Tenho uma credibilidade que foi construída ao longo da minha carreira, mas começar na profissão é muito difícil. É preciso ter oportunidade, sorte, volume e fazer o trabalho da melhor maneira possível de forma coerente. Ter postura fora do leilão, profissionalismo e seriedade é fundamental, mas isso não se constrói da noite para o dia”, comentou. Questionado sobre o segredo do sucesso, Rodrigo afirma que não existe receita na profissão e o primordial para o leiloeiro é saber apregoar e vender, além de ter conhecimento profundo daquilo que está vendendo. “A profissão é um pouco cruel, pois não dá oportunidade a todos e são poucos os profissionais que se destacam. Microfone não tem perdão, se você fala uma bobagem, um erro de português e não tem jogo de cintura para sair daquela situação, você se complica. Hoje não vejo novos leiloeiros entrando no mercado e se destacando. Costumo dividir o leiloeiro em duas categorias, aqueles que apenas apregoam os animais e cumprem sua função e aqueles que além de apregoar vendem os animais. O mercado hoje está tão seletivo e as dificuldades são bem maiores que no passado, que para ter um arremate bem sucedido hoje, não é somente necessário apregoar, pois isso é muito fácil. São pou-

cos os leiloeiros vendedores, e esses de destacam. Além disso, se eu não tivesse o conhecimento que tenho dos animais, não seria tão bem sucedido”, comentou. Apaixonado pelo que faz Rodrigo acredita que o melhor da profissão é a realização de um leilão bem sucedido. “Apregoar cavalos que vi nascer e vender futuros campeões acreditando nesses animais é muito gratificante. Minha maior alegria é ver os criadores satisfeitos, os arremates superarem as expectativas e ver a felicidade das pessoas envolvidas. Mas o contrário também é ruim, quando realizamos um leilão menos bem sucedido, mas o que mais me incomoda na profissão é a concorrência desleal, a falta de ética e a inveja”, ponderou. Um fator que mudou muito a trajetória de Rodrigo Costa foram as transmissões ao vivo dos leilões pela televisão. A partir do ano 2000 com o aumento dos leilões virtuais e transmissões ao vivo, a visibilidade do trabalho de Rodrigo aumentou bastante e os convites aumentaram. “Comecei a ser mais convidado para leilões principalmente no meio do cavalo e evolui muito profissionalmente. Fui conhecer a dinâmica da televisão para conseguir fazer com que meu cliente preste atenção naquilo que estou vendendo e aguçar a vontade dos compradores. Na televisão tem muitas pessoas envolvidas no processo, são diversas pessoas entre mim e o cliente, então preciso usar estratégias de convencimento e tudo isso em um tempo muito curto. Utilizo a estratégia de me comunicar com as pessoas que estão nos assistindo, envolvendo-as com minhas palavras, fazendo com que ela disque o número que está na tela, ligue e compre. Desenvolvi ao longo dos anos muitas habilidades, que-

brei um paradigma que era falar em público e ainda mais na televisão com até 3 milhões de pessoas assistindo”, comentou Rodrigo. A experiência e competência de Rodrigo fazem aumentar cada vez mais o número de convites para apregoar e muitas vezes ele recusa trabalhos em função da agenda. “Tento atender a todos na medida do possível e é uma pena recusar, mas muitas vezes as datas coincidem. Já em alguns finais de semana não aparece nada e em outros muitos eventos. O cavalo tem poucos leiloeiros e isso me absorve muito e é claro que quanto mais experiente você for, mais solicitado você será, pois a experiência é fundamental nessa profissão”,disse. Além disso a trajetória de Rodrigo também foi marcada por duas passagens em telenovelas brasileiras, em 2000 participou de Vila Madalena e Laços de Família, atuando como leiloeiro em ambas o que também projetou o leiloeiro em âmbito nacional. Atuando neste mercado, Rodrigo afirma que o leilão é a melhor forma de comercialização, pois em uma única oportunidade o criador pode vender um número maior de animais. ”Na fazenda o criador vende alguns animais de sua produção mas no leilão ele pode vender até 40 de uma só vez.”, comentou. Janeiro 2012

25


Mercado de

Fibra *Bernardo Souza Lima Sócio-diretor da Souza Lima Corretora

E

ste ano o Brasil colheu aquela que foi a maior safra de algodão da sua história. A produção em 2010/2011 foi recorde com 1.957,9 mil toneladas de pluma, ante 1.194,1 mil toneladas da temporada 2009/2010, de acordo com os dados da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento). Em valores absolutos, estão sendo ofertadas para o mercado mais 763,8 mil toneladas. A área de 1.400,3 mil hectares em 2010/2011 foi superior em 67,6% à cultivada na safra 2009/10, que havia sido de 835,7 mil hectares. A alta no preço desta commodity no período de transição entre as duas temporadas foi o principal fator que justificou tamanho incremento. Ao que tudo indica a temporada 2011/2012 também será de grande produção para o algodão brasileiro. Animados com os preços internacionais acima da média histórica, produtores devem semear em 2011/2012 a mesma área do período anterior, ou alcançar um leve aumento, podendo chegar a 1.422,7 mil hectares de acordo com o levantamento de outubro de 2011 feito pela CONAB. A produção estimada pela Companhia deve variar entre 1.933,0 e 2.112,7 mil toneladas de pluma. Mato Grosso, maior produtor nacional, deve plantar

ser colhida a partir de Junho de 2012, vem sendo feita antecipadamente. Muitos produtores aproveitaram os altos preços internacionais no final de 2010 e no decorrer de 2011 para travar vendas com entregas futuras em 2012 e garantir um bom resultado. Até o dia 1° de novembro de 2011, já havia sido negociado cerca de 550 mil toneladas para a safra 2011/2012, de acordo com os registros da BBM (Bolsa Brasileira de Mercadorias), sendo que maior parte desses negócios tem como destino a exportação. Este entusiasmo com o algodão no Brasil ainda é reflexo dos preços exorbitantes que foram presenciados no final de 2010 e começo de 2011. Na ocasião a forte demanda da Ásia e a queda de produtividade de vários países produtores, provocaram um baixo estoque de pluma no mundo, o que gerou um receio de escassez da matéria prima por parte das indústrias. Este ce-

cerca de 730 mil hectares, enquanto a Bahia que ocupa o posto de segundo lugar, deve cultivar área próxima a 413 mil hectares. O interesse dos cotonicultores em manter uma grande área para o plantio, é que apesar da desvalorização do algodão nos últimos oito meses, os preços ainda estão em um patamar interessante. E a comercialização de parte desta produção a

Gráfico – Cotações na Bolsa de Futuros de Nova York.

nário fez com que os preços internacionais atingissem o maior valor dos últimos 140 anos, com a cotação chegando a superar o patamar de US$ 2,00 por libra peso. E o Brasil, por ser um país exportador de algodão e estar inserido no mercado internacional, viu o valor da paridade de exportação deslanchar, o que fez com que os preços internos também alcançassem níveis recordes de mais de R$ 4,00 por libra peso. O encarecimento do seu principal insumo, fez com que o parque têxtil mundial passasse por uma série de ajustes com o objetivo de tentar digerir este aumento de custo. Diminuição do consumo, redução de turnos de trabalho e substituição por fibras sintéticas foram alguns desses desdobramentos. Tal fato ainda não foi totalmente assimilado pelo setor, que até hoje busca recuperação. A insegurança que rondou o cenário econômico nos Estados Unidos

[003] CT: Cotton No. 2 Futures - Nycc - Mar11 (D)

200.00

180.00

160.00

140.00

120.00

98.26

80.00

e na zona do euro no segundo semestre de 2011, também contribuiu para inibir a demanda mundial e conseqüentemente reduzir produção dessas indústrias. Acompanhando este cenário, o preço do algodão sofreu correção bastante significativa durante o ano de 2011, recuando ao patamar de US$ 1,00 por libra peso no mercado internacional. Nos últimos dezoito meses, a volatilidade foi a grande “vilã” mercado. No Brasil, o consumo de algodão tem uma média histórica recente de um milhão de toneladas por ano, mas em 2011 este número deve ser menor, em função dos problemas citados. Entretanto, a exportação brasileira de pluma é maior a cada ano. Com a produção de um algodão de alta qualidade, o Brasil tem ocupado o espaço de outros países exportadores, principalmente Estados Unidos, e conquistado mais mercado em destinos importadores da fibra, especialmente na Ásia. De acordo com a ANEA (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão), o Brasil deve exportar na safra 2010/2011 cerca de 850 mil toneladas, e para 2011/2012 a expectativa é que este número chegue a um milhão de toneladas. Apesar do custo Brasil com os gargalos logísticos e a alta carga tributária, o algodão brasileiro tem conseguido ser competitivo no mercado internacional. E esta conquista só está sendo possível pelo fato dos cotonicultores brasileiros estarem muito profissionalizados, com manejo de alta tecnologia no campo e conquista de um dos maiores índices de produtividade e qualidade de todo o mundo. O Brasil é hoje um player respeitado mundialmente e ocupa o posto de quinto maior produtor mundial de algodão e quarto maior exportador desta commodity.

60.00

26

Janeiro 2012

Nov 09

Mar 10

Jul

Nov

Mar 11

Jul

Nov

Janeiro 2012

27


28

Janeiro 2012

Janeiro 2012

29


Haras

Fazenda Nova Destaque na criação de pôneis, o criador Pedro Corrêa vem fazendo um excelente trabalho para a raça, além de ser o atual presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pônei.

30

Janeiro 2012

Pedro Corrêa em seu Haras Fazenda Nova.

M

uito adorada pelas crianças, a raça Pônei ganhou novos admiradores e vem sendo aderida cada vez mais aos haras. A raça indicada para pessoas que querem iniciar na equitação e é uma das preferidas para o lazer, mas, apesar de ser um animal cativante, ele vem se mostrando um negócio lucrativo e promissor. Nos últimos anos, a raça apresentou crescimento de cerca 30% no número de novos criadores e a valorização de mercado foi de 50%. Atualmente o Brasil possui em torno de 41.500 animais registrados e 4.000 criadores espalhados por todos os estados brasileiros, com destaque para o Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e São Paulo e expressivo crescimento nas regiões Nordeste e Sudeste. Destaque na criação de Pôneis, o Haras Fazenda Nova está localizado no distrito de Fazenda Nova, município de

Brejo da Madre de Deus no agreste Pernambucano e vem contribuindo cada vez mais para o melhoramento da raça. Seu proprietário Pedro Corrêa Neto, médico e ex-deputado federal é o atual presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pônei, grande investidor e entusiasta da raça Pônei, que junto com sua família faz do Haras Fazenda Nova um grande destaque no cenário nacional.

O início da criação de pôneis veio motivado pelos netos de Pedro Corrêa, para incentivá-los a cultivar seu amor pelo campo, mas quem acabou se apaixonando pelos cavalinhos foi o próprio criador. “O Haras Fazenda Nova já possuía outras atividades, como a criação de Quarto de Milha, Jumento Pêga, criatório de ovinos, avestruz, Nelore e também produção de feno de tifton, farelo de palma, capim mineirão, alfafa e cana-de-açúcar. Quando há sete anos iniciei na criação de pôneis ela se tornou a principal atividade dentre as raças que crio, atualmente entre machos e fêmeas, adultos e potros, temos um total de 210 animais.”, disse o criador. Grande entusiasta dos negócios do campo, Pedro Corrêa ressalta que ir à fazenda e ver toda sua tropa lhe traz um prazer imenso. “Gosto de ver como estão sendo tratados os animais. Na fazenda é onde eu mais relaxo e absorvo o estresse do dia a dia. Gosto muito de participar dos eventos da raça, como exposições e leilões, pois além de me inteirar das novidades da raça, sempre encontro os amigos criadores”, completa.

Fabrício Borges, Pedro Corrêa e Júnior (Veterinário).

Janeiro 2012

31


Além da paixão pela raça, Pedro Corrêa enxergou na criação de Pônei um negócio lucrativo e acredita que o mercado vem em uma crescente muito significativa e proporcionalmente a raça tem o melhor custo benefício. “O animal ocupa pouco espaço, come pouco e só vamos parar de vender no dia que deixar de nascer crianças. Eu mesmo sou um exemplo disto, pois comecei comprando para meus netos e hoje sou um apaixonado pela raça”, comenta.

Leilões Muito participativo no mercado, Pedro Corrêa acredita que os leilões são uma excelente oportunidade para adquirir animais de qualidade com preço justo e facilitado, sendo que os leilões têm grande importância tanto na comercialização como na divulgação, pois contam com o melhor veículo de mídia que é a televisão, além da comodidade de comprar sem sair de casa. “Gosto de participar desses eventos. Meu plantel foi formado em grande parte através de leilões. Como vendedor, o Haras Fazenda Nova já promoveu três grandes eventos: O leilão no Hotel Vila Hípica em Gravatá, durante a Exposição Nacional do Cavalo Pônei em 2009. Em 2010 fizemos o 1º Leilão Haras Fazenda Nova & Convidados realizado dentro da Nova Jerusalém (PE), o maior teatro ao ar livre do mundo, onde é realizada a Paixão de Cristo, considerado pelos criadores de eqüinos como o leilão mais bonito na história do cavalo. Em 2011 em parceria com o Haras Meninada, realizamos o Top Pônei durante a Exposição Nacional do Cavalo Pônei em Brasília, evento esse que teve recorde de vendas da raça. Para o próximo

32

Janeiro 2012

ano estamos preparando um grande leilão em um algum resort nas belas praias de Pernambuco”, explica Corrêa.

Experiência Participante ativo das exposições da raça por todo o Brasil, Pedro Corrêa comenta que se pudesse participaria de todas, mas a extensão geográfica do país restringe sua participação aos eventos do Nordeste e a alguns outros estados. Em 2011 foram dez participações. “O principal é congregar com os demais criadores e avaliar o trabalho genético de sua criação, time que não joga não é campeão”, enfatiza o criador. Além de participante ativo das exposições estaduais e nacionais, o Haras Fazenda Nova promove há cinco anos uma exposição ranqueada com a presença de criadores de diversas partes do Brasil, principalmente Minas Gerais, Rio de Janeiro e outros estados do Nordeste. Em 2011 o evento reuniu cerca de 250 animais na fazenda em Pernambuco.

São nas exposições que os criadores veem o resultado do seu trabalho de meses, muitas vezes de anos, com as conquistas de premiações que muito representam para um criatório. É a hora do troféu, do pódio, da medalha, da valorização de todo um trabalho e do reconhecimento de um plantel. O Haras Fazenda Nova coleciona títulos e grandes conquistas, dentre elas oito Éguas Grandes Campeãs Nacionais e três Campeãs das Campeãs. Talvez as mais inusitadas sejam as mais excitantes e compensadoras conquistas. Pedro Corrêa conta que Confete

Confete do Sarandi

do Sarandi era um cavalo desconhecido e que foi preparado para participar de exposições. Por onde passava levava o prêmio. Confete do Sarandi sagrou-se Grande Campeão Nacional da Raça e Campeões dos Campeões. Foi o pônei mais premiado do Brasil em 2010. Casos de sucesso como esse são para os haras um grande incentivo, além de boas chances de grandes valorizações. Confete do Sarandi, por exemplo, já recebeu oferta de R$ 150 mil, mas ela foi recusada por ser o garanhão principal do Haras Fazenda Nova. Esse é o caso também de Barbie LM do Recreio, que foi adquirida por Fábio Corrêa Neto, seu filho, no Leilão de Nova Jerusalém por R$60 mil, animal que foi a Campeã das Campeãs da Raça na Nacional de 2010. Questionado sobre qual desses consagrados animais Pedro Corrêa deseja comprar, o criador responde: “Já comprei vários que desejei e isso é uma surpresa, porque cada ano surge um novo destaque. O motivo maior é o melhoramento genético, já compramos oito grandes Campeãs Nacionais. O que não é visto não é desejado, fica a dica”, completa.

Fábio Neto com a Barbie.

A raça

Exposição Haras Fazenda Nova.

Diferentemente de muitas outras raças, na criação de Pônei a união dos criadores faz deste pequeno cavalo uma grande raça, como realmente uma família. Ditado que muitos criadores usam, mas que no Pônei se faz valer de verdade. Pedro Corrêa pondera que a eqüinocultura brasileira é o segmento que mais cresce na pecuária e com o Pônei não é

diferente, com destaque para os estados do Nordeste onde tem 70% do crescimento nacional da Raça. “Atribuímos isso à união e a divulgação dos criadores nordestino tais como: Mario Gil (PE), Nau dos Anjos (PB), Orlando Monteiro (RN), Alexandre Prado (SE) e Euclimar Andrade (BA)”, salienta o criador. “Um dos destaques do Jockey Clube de Pernambuco é a realização de corri-

das com páreos de pôneis brasileiros, organizados por criadores pernambucanos, entre eles Jaime Moura e Rogério Mergulhão. São essas inovações que fazem o crescimento da raça”, completa. O titular do Haras fazenda Nova completa ainda que faltam ações de divulgação onde os criadores possam mostrar o verdadeiro potencial do cavalo Pônei. “Precisamos divulgar as vantagens da criação: mercado, Janeiro 2012

33


Projetos

docilidade, funcionalidade, custo benefício e outros. Na parte do padrão racial já começamos um trabalho de reciclagem regional para aumentar nosso quadro de técnicos e árbitros”, pondera Corrêa.

ABCCPÔNEI Quando começou a criar era só uma brincadeira, depois a paixão foi crescendo, o investimento aumentando e a responsabilidade pela raça fez com que Pedro Corrêa participasse da diretoria no intuito de ajudar a alavancar a Associação. Essa é a jus-

34

Janeiro 2012

tificativa do criador para descrever sua participação atuante junto à raça, que há três anos o elegeu presidente da Associação Brasileira dos Criadores do cavalo Pônei. “O Pônei hoje é uma paixão, crio com amor e responsabilidade de propagar, investir no melhoramento genético, abrir caminhos no meio rural conquistando novos criadores. 60% do grande sucesso do turismo rural hoje é representado pelo cavalo, nas cavalgadas, passeios de charretes com pôneis, provas funcionais, etc”, disse.

O Haras Fazenda Nova inovou com a realização de vaquejada de pônei com mini boi, grande sucesso da ranqueada do haras no mês de novembro. São muitos os projetos e novidades na raça, começando com a inauguração da nova sede da Associação em uma área nobre do Parque da Gameleira, no final de 2011. “Com o crescimento da raça as instalações não comportavam os trabalhos, com isso fizemos uma sede adequada às normas do Ministério e com melhor infra-estrutura. A raça Pônei tem muito que agradecer aos grandes realizadores desse sonho: O senador Aécio Neves, o Governador de Minas Gerais Antônio Anastasia, o Vice-Governador de Minas Alberto Pinto Coelho, o Deputado Estadual Diniz Pinheiro e o criador André Aparecido. Essas pessoas acreditam na força do agronegócio brasileiro e em sua expressiva participação no PIB do país e assim contribuem com as raças e especialmente com a Pônei, nessa grande conquista de termos hoje uma das melhores sedes dentre todas as raças eqüinas e zebuínas do Brasil”, agradeceu o criador. “Outro grande sonho que está para ser realizado até o fim do meu mandato é a integração entre o sistema de informática ao portal, facilitando o contato do criador com a associação. Importante também é a parceria com o criador Fabrício Borges onde novos projetos serão realizados a partir de 2012. Fabrício é um grande criador, ex-presidente da ABCCPÔNEI e na minha opinião o criador que melhor conhece a raça. Na maioria dos haras existem animais que passaram pela sua seleção ou de sua criação no Haras Meninada”, concluiu. Janeiro 2012

35


Grãos:

Recorde da safra mineira é confirmado em nova previsão

A

projeção de um novo recorde na produção mineira de grãos foi confirmada pelo terceiro levantamento da safra 2011/2012, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a estimativa de uma colheita de 10,9 milhões de toneladas de grãos representa aumento de 2,0% em relação à safra anterior. Para o Brasil, a produção estimada é de 159,1 milhões de toneladas de grãos, volume 1,4% inferior ao registrado na safra 2010/2011. O secretário de Agricultura, Elmiro Nascimento, explica que a progressão prevista para a safra mineira de grãos deve ser atribuída à área plantada de 2,9 milhões de hectares. A expansão estimada é de 1,2%. “O aumento de produtividade de grãos nas lavouras de Minas, da ordem de 0,8%, também deve ser considerado”, acrescenta o secretário.

36

Janeiro 2012

Ele ainda observa que a cultura do milho segue liderando os resultados. A produção prevista é de 6,8 milhões de toneladas do grão, volume 4,7% superior ao da safra 2010/2011.” A área plantada exclusivamente com milho no Estado, da ordem de 1,3 milhões, tem crescimento previsto de 6,7%. “Trata-se de um avanço considerável, pois o índice de produtividade também é crescente devido à tecnologia e às boas práticas de produção utilizadas nas propriedades”, diz o secretário. A decisão dos agricultores em concentrar suas forças na produção de milho ocorreu em um período de sinalização de preços remuneradores no mercado futuro, prossegue Nascimento. “Os dados da Conab mostram que a área da soja (1,0 milhão de hectares) terá uma redução 2,3%, como consequência da opção dos agricultores pelo cultivo de milho”. O secretário considera também que a produção de milho, em Minas Gerais, é beneficiada principalmente por um mercado interno em ascensão, devido ao grande consumo dos segmentos de produção de aves, suínos e bovinos. “A demanda do mercado externo é outro fator de estímulo ao produtor”, finaliza.

Janeiro 2012

37


A hora da virada Madeira de reflorestamento na construção *Flavio Carlos Geraldo, diretor da Associação Brasileira de Preservadores de Madeira

A

o contrário de alguns mercados, o qual, já é realidade a exigência por determinados tipos de certificação como meio para o devido enquadramento nos conceitos da sustentabilidade, o emprego da madeira de reflorestamento no segmento da construção civil, ainda não conta com uma retaguarda de qualificação através de um selo que dê garantias de origem ambientalmente correta. Na prática os rigores hoje existentes nos textos legais relacionados ao segmento de preservação de madeiras e os procedimentos para obtenção das licenças de operação ou funcionamento de unidades industriais do setor são de uma flexibilidade escandalosa. O simples cadastramento, aliado ao pagamento de taxas simbólicas, cre-

38

Janeiro 2012

denciam muitas usinas de tratamento de madeiras, muitas vezes desprovidas de instalações adequadas, a operar em condições de igualdade com outras que observam rigorosamente as exigências ambientais e de segurança constantes dos textos legais. O desequilíbrio é flagrante, que acarreta uma situação comprometedora no mercado a partir do momento em que empresas tecnicamente descredenciadas competem, em igualdade de condições com respeito à legalidade, com aquelas que arcaram com o ônus da legalidade para entrar em operação. Todos perdem: o mercado, o ambiente e o consumidor da madeira tratada. A associação, fundada em 1969, na então Divisão de Madeira do Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de São Paulo

(IPT), que reúne em seu quadro associativo usinas de preservação de madeiras, indústrias químicas e grandes usuários da madeira tratada, defende a criação de um selo de qualificação que comprovaria o devido credenciamento de empresas do setor no tocante aos aspectos técnicos e legais. De uma forma resumida, para a obtenção do direito de uso do selo de qualificação da ABPM, a empresa submete-se voluntariamente a auditorias que comprovarão a sua regularidade para produzir madeira tratada dentro dos rigores das normas técnicas em vigor, e dentro de todas as exigências de segurança ambiental e operacional. A importância do uso de madeiras cultivadas pelo setor da construção apoia-se principalmente no fator hoje tão propagado chamado sustentabilidade. As árvores, únicas fábricas não poluentes do mundo, produzem a madeira, material construtivo obtido a partir de um recurso natural renovável de ciclo curto. Reflorestamentos são considerados verdadeiros poços de carbono, que produzem madeira de qualidade apta tecnologicamente a substituírem as madeiras oriundas das florestas tropicais nativas nas suas diversas aplicações em sistemas construtivos. Como se observa, além de seqüestradoras de carbono em grande escala,

as madeiras de reflorestamento, como alternativa, contribuem com a conservação das matas tropicais nativas pela simples redução da demanda. Isto é sustentabilidade. O Brasil ainda não possui uma cultura do uso da madeira na construção, há uma preferência nacional por alvenaria. Falta entender que a madeira tem caráter renovável em relação ao tijolo, ao aço e ao cimento, cuja fabricação demanda muita energia e matéria-prima, além de exigir mais do transporte por causa do peso. Arquitetos, engenheiros e agrônomos formados em países onde existe cultura madeireira, têm na grade curricular a madeira como material de construção, assim como o concreto, o ferro e qualquer outro tipo de material. Aqui no Brasil raramente disciplinas que contemplam a madeira como material de engenharia faz parte da grade curricular das nossas universidades. Talvez, essa falta de valorização seja explicada pelo comodismo de quem sempre pôde contar com imensa fartura relacionada à enorme disponibilidade de madeira proporcionada pelas matas nativas

A utilização de madeira de eucalipto e pinus na construção civil, também em outros segmentos incluindo o ferroviário, rural e elétrico, exige técnicas para preservar e proteger, garantindo uma durabilidade maior. Há como combater agentes deterioradores que podem ser de natureza química, física ou biológica. Estas técnicas vão desde adoção de detalhes construtivos e utilização, que impedem a ação destes agentes, até adoção da aplicação de preservativos de madeira por processos não industriais como imersão simples, pincelamento, pulverização, entre outros, ou por meio de processos industriais, realizados por vácuo-pressão em autoclave e usinas de preservação de madeiras. A escolha de produto e do processo depende do tipo de madeira e das utilizações das mesmas. Podemos destacar, por exemplo, que a madeira de eucalipto sem tratamento dura menos de um ano, a tratada no mínimo 15 anos. Para estimular o uso da madeira de reflorestamento, a Associação Brasileira de Preservadores de Madeira estuda a criação do Selo de Qualificação, contando com o

Telhado feito com madeira tratada.

apoio do IPT. Para a criação deste selo as usinas de preservação de madeira se submeteriam a uma auditoria realizada por técnicos do Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de São Paulo, considerando as vertentes técnica e legal. Na vertente legal, serão levantados em conta o atendimento a todos os requisitos documentais, como registros, licenciamentos, responsabilidade técnica, etc. Já, na vertente técnica, serão contemplados os atendimentos a treinamentos específicos, como o de operação de uma UPM, aferições de equipamentos, bombas, registros, assim como também medidas de segurança operacional e ambiental, entre outros. A ABPM tem uma função fortemente orientativa e de interação com os órgãos ambientais relacionados com o segmento, como o Ibama, Secretarias Estaduais de Meio Ambiente e prefeituras, além de deflagrar uma forte campanha de divulgação junto aos mercados consumidores da madeira tratada objetivando divulgar e mostrar as vantagens da utilização da madeira tratada qualificada, traduzida pelo binômio Legalidade (documentação e registro do IBAMA) e Qualidade. É importante destacar que a madeira está presente nas construções como em pisos, estruturas, paredes, decks, portas, esquadrias, entre outros. Mas, se repararmos atentamente nos telhados, por exemplo, veremos que a maioria é feito com madeira nativa, ou seja, não tem como origem o reflorestamento, não há como negar que o mercado tem que se educar e substituir de maneira ambientalmente adequada. Uma certificação viria para agregar e valorizar o produto e também as construções, defendendo principalmente a preservação da madeira nativa. Janeiro 2012

39


Marbrasa

Excelência

em qualidade

e atendimento.

Marbrasa Mármores e Granitos do Brasil Matriz em Cachoeiro do Itapemirim/ES

A Marbrasa, terceira maior mineradora do país e pioneira na comercialização de peças para acabamentos, tais como pisos, rodapés, bancadas e fachadas,atua há 42 anos em todo o território nacional e internacional. Seus produtos são extraídos de jazidas próprias, o que assegura aos clientes a manutenção contínua e padronizada de materiais. São diversas variações de cores e texturas, com padrões uniformes, além de rochas exclusivas e exóticas. O parque industrial da Marbrasa dispõe do que há de mais moderno em tecnologia para a industrialização de granito e mármores, com equipamentos automatizados e de última geração, o que capacita a produção em larga escala e assegura a qualidade de seus materiais.

Pietra Fina Dirigida por Nadja Fenalon, a Pietra Fina é referência em mármores, granitos e quartzitos; resultado de uma parceria de sucesso com a Marbrasa desde 1992. Com atendimento diferenciado, a Pietra Fina oferece aos seus clientes um serviço personalizado, com apoio técnico aos projetos e cumprimento dos prazos de entrega. Muito atuante em Minas, a empresa participa dos maiores eventos de decoração, como a consagrada Casa Cor e o evento Morar Mais Por Menos, apresentando ao mercado mineiro a expertise e diferencial dos produtos Marbrasa. A consolidação da Pietra Fina no mercado mineiro pode ser confirmada através dos importantes clientes da empresa no segmento da construção civil, como as construtoras Caparaó, Patrimar, Agmar, RKM, GTC, Ro2, Artcom, Engefranco, Vert, Soinco, Prisbel, Fefac, Altti, Masb, Somattos, Geraes, Furtado Araújo, Lincoln Veloso, Oliveira Barbosa, Concreto, Paranasa, Ravaiane, Segenco, Valle Ribeiro, Quattro Engenharia, dentre outras.

Casa Cor MG 2011: Banheiro do Jovem Casal Foto: Zaidal

Representante Marbrasa em MG:

Nadja Ferreira Magalhães Fenelon Diretora Comercial da Pietra Fina

Parque Industrial Melvin Jones, s/n° - Aeroporto Cachoeiro de Itapemirim/ES - Cep: 29.313.682 Tel.: (28) 2101-5255 - Fax.: (28) 2101-5319

Tel.: (31) 3282-2120 / 3046-0229 - Fax: (31)3221-0191 Rua Professor Moraes, 714. Sl 503 - Savassi Belo Horizonte/MG - Cep: 30.150-370 Email: pietra.fina@terra.com.br


Fotos: divulgação

Belo Horizonte ganha empreendimento residencial de luxo com hípica, campo de golfe e pista de pouso

U

m campo de golfe de 18 buracos, um complexo hípico e uma Fly-in community, onde proprietários poderão pousar seus aviões e estacioná-los na “garagem” são alguns dos atrativos da Reserva Real, empreendimento residencial de luxo que o grupo europeu Design Resorts está construindo no Vetor Norte da região metropolitana de Belo Horizonte. A Reserva Real contará também com um centro comercial e empresarial com serviços como farmácia, restaurante, supermercado, lojas, entre outros. Projetada há seis anos, a Reserva Real está sendo implantada em uma área de 11 milhões de metros quadros e está recebendo investimento da ordem de R$ 2 bilhões. A Hípica Reserva Real, con-

42

Janeiro 2012

domínio que terá centro equestre, ficará pronta no início de 2012. O empreendimento visa a atender a uma demanda habitacional que surgirá naturalmente com a expansão imobiliária do Vetor Norte da capital mineira, devido à proximidade do aeroporto-indústria, do Polo Tecnológico de Belo Horizonte e do Centro Administrativo do Estado. Além disso, está inserido em uma área conhecida por sua biodiversidade e que integra o rico e belo ecossistema da serra do Cipó.

Complexo Hípico A Hípica Reserva Real foi o primeiro condomínio da Prime Community a ficar pronto. As obras de infraestrutura urbana concluídas em dezembro de 2011 e entre-

gue a seus moradores em janeiro de 2012, tem como diferencial o Centro Equestre, cujas obras serão finalizadas no fim de 2013. O espaço contará com o maior campo de polo de Minas Gerais, quatro pistas de areia, uma pista coberta multiuso, raia de corrida de um quarto de milha, trilhas para passeios, baias, piquetes. Terá arquibancada e infraestrutura completa para sediar eventos nacionais e internacionais.

tos do aeródromo, com particular atenção para a segurança. As obras começam em abril de 2012 e a equipe está trabalhando com o rigor necessário para atender à legislação do setor. São essas exigências que garantirão segurança

aos futuros moradores do condomínio. “Estamos cumprindo tudo o que está previsto na legislação brasileira. Nossa intenção é que, depois de construída, a pista do condomínio seja homologada e certificada pela Anac”, informa Paoliello.

Fly-in O Design Resorts já tem a autorização da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) para iniciar a construção da pista de pouso do Fly-in Reserva Real. Batizada de aeródromo Almirante Gago Coutinho, a pista de pouso terá 1600m de extensão, capacidade para receber aviões de até 20 toneladas e contará com hangares privativos e coletivos para seus moradores. “Nenhuma outra comunidade fly-in da América Latina tem essas proporções”, afirmou o comandante José Luiz Paoliello, consultor de aviação da Reserva Real contratado para liderar o projeto. Ele tem como missão desenvolver todas as regras de funcionamento e procedimen-

Golfe Concebido a partir do modelo europeu, no qual o campo de golfe se adapta às características do solo e aos obstáculos naturais do terreno, o Golf Reserva Real terá um campo de golfe championship com 18 buracos e infraestrutura necessária para atrair esportistas de todo o mundo e para a realização de partidas e torneios nacionais e internacionais. O trabalho para a execução do campo já começou e estão sendo feito o acerto dos terrenos. A previsão é que o campo esteja pronto em junho de 2013 e que o jogo inaugural seja realizado em dezembro do mesmo ano.

A Unique Comunicação e Eventos atua há 6 anos no agronegócio, prestando com excelência e qualidade seus serviços. Atenta à crescente demanda do setor, a empresa especializou-se no ramo de organização de leilões e divulgação de projetos voltados para o agronegócio.

Eventos • Organização de leilões e dias de campo • Captação de patrocínio para eventos • Organização de estandes em feiras e exposições • Organização de eventos particulares.

Comunicação

CONHEÇA ESTA MARCA! Contato: (31) 3653-0633 Av. Barão Homem de Melo, 4.500 sl 324 Belo Horizonte | MG unique@uniquecomunicacao.com.br www.uniquecomunicacao.com.br

• Assessoria de Imprensa • Criação de peças gráficas • Criação de catálogos • Criação de projetos editoriais • Gerenciamento de redes sociais • Criação de web sites.


Foto: Daniela Collet

Bons negócios

Feileite 2011 O

rganizadores, expositores e criadores comemoram o sucesso da Feileite 2011 – 5ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite, evento realizado no mês de novembro, no Centro de Exposição Imigrantes, em São Paulo. Segundo Décio Ribeiro, diretor do Agrocentro, empresa organizadora do evento, além do novo recorde de animais inscritos, de empresas participantes e de leilões, o público – formado por produtores e profissionais do setor – foi um dos responsáveis pelo êxito do evento.

44

Janeiro 2012

Este ano, a Feileite recebeu 25 mil visitantes nos cinco dias de evento, 3 mil a mais que em 2010, e o número de empresas cresceu 25%. O evento recebeu 2.600 animais das raças Gir Leiteiro, Girolando, Guzerá, Simental, Jersey, Holandês, além de Búfalos. De acordo com Décio Ribeiro, o sucesso da Feileite 2011 reflete como o mercado está aquecido e, também, como as indústrias estão desenvolvendo, cada vez mais, tecnologia de ponta para o setor. Destacou, ainda, o compromisso dos criadores em melhorar seus rebanhos, atingindo níveis genéticos que não ficam nada a dever aos países considerados grandes produtores mundiais. “Os melhores animais e a melhor tecnologia para pecuária nos trópicos estão no Brasil e, claro, na Feileite”, diz. Prova disso, acrescenta, é que para a edição de 2012 o Agrocentro pretende ampliar a feira. “Atualmente, ela ocupa somente a metade – 25 mil metros quadrados do grande pavilhão do Centro de Exposições Imigrantes. Ano que vem, a pedido dos expositores e, tendo em vista que várias empresas nos procuraram já interessadas na 6ª Feileite, vamos ocupar todos os 50 mil metros quadrados”, antecipa Décio Ribeiro.

Foto: Daniela Collet

Agrocentro comemora sucesso da

Entre os expositores a opinião é unânime: o público da Feileite 2011 fez a diferença e é exatamente o alvo de todas elas. Todas destacaram a realização de bons negócios e, principalmente a visibilidade entre os visitantes e a promessa de futuros contatos e, consequentemente, novos clientes. E garantem que estarão presentes em 2012. Quem define muito bem este momento da Feileite e do setor é Fábio Fogaça, gerente de Produto Leite Importado da Alta Genetics: “a 5ª Feileite foi muito positiva em termos comerciais. Nas edições anteriores vínhamos chorar as dificuldades e, este ano, passamos a comemorar o aquecimento do mercado. Nos três primeiros dias já havíamos vendido o dobro do ano passado. Medimos o público pelo aspecto comercial, que foi muito bom, um público formado, em sua maioria, por produtores, o que fomentou as vendas. O lado técnico da feira também merece destaque, com todas as raças leiteiras muito bem representadas, qualitativa e quantitativamente. Ano que vem estaremos aqui comemorando mais um bom período que vem pela frente”. Segundo Felipe Escobar, gerente técnico da Select Sires do Brasil, é a primeira vez que a empresa participa da Feileite.

“Achamos muito interessante. Tivemos um bom movimento de clientes, tradicionais e novos, procurando por nossos produtos, que são acessíveis ao grande, médio ou pequeno criador. Pretendemos voltar em 2012.” Rogério Rossi, gerente de Qualidade Leite MSD Saúde Animal, conta que a empresa esteve ausente da Feileite em 2010 e retornou este ano. “Percebemos algumas mudanças para melhor. Estamos satisfeitos. Valeu a pena participar da edição 2011, pois fizemos bons contatos e bons negócios. O grande volume de animais expostos atraiu muitos produtores, e isso é bom porque, além de genética, eles procuram, também, novas tecnologias desenvolvidas para o setor produtivo”, explica. “A Feileite é uma feira consagrada e está cada vez melhor. É a grande vitrine de genética, nutrição e saúde animal. A feira é e será sempre um dos maiores e mais importantes eventos do setor”, destaca Juliano Sabella, gerente de Marketing da Tortuga. Declaração reforçada pelo seu colega, o gerente de vendas Wyllian Gaed: “a Tortuga veio para a Feileite envolvida e comprometida com o setor, e está satisfeita, principalmente graças ao seu público, que é especializado e muito interessado em tudo o que a feira apresenta. É importante ressaltar que recebemos, durante a feira, a visita de grandes cooperativas de vários Estados brasileiros. Diariamente, duas a três

cooperativas trouxeram associados para visitarem nosso estande”. Para Douglas Ribeiro, diretor de Marketing Dow AgroSciences, o evento foi “surpreendentemente positivo. É um feira muito nova e percebemos que irá crescer muito. Não é uma feira focada somente na exposição de animais, mas também com tecnologia, informação, principalmente, através da realização de workshops, presença de muitas associações de criadores e muita genética em pista. Para a Dow AgroSciences, que estamos iniciando na pecuária de leite, foi muito importante participar dessa edição. Surpreendeu-nos, também, o número de criadores que nos visitaram, gente de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e, claro, São Paulo. Todos sabem que, aqui, vão encontrar o que é de ponta”. Na opinião de Renato Nogueira, consultor técnico Bovinos de Leite da Nutron, esta edição da feira foi ótima, muito movimentada. “O mais importante é que a Feileite conseguiu resgatar o Estado de São Paulo no cenário nacional do leite. Quero destacar a realização da entrega do Troféu Balde de Ouro, evento que a Nutron tem o orgulho de participar como um dos patrocinadores e organizadores.” A gerente de Produto Linha Leite da Bayer, Milena Duran, disse que a cada edição a Feileite fica melhor e a deste ano superou a do ano passado. “Para nós, o saldo Janeiro 2012

45


46

Janeiro 2012

agropecuária da Unipac. Possibilitou um contato mais próximo com nossos clientes tradicionais, que são os lojistas, isto é, as revendas agropecuárias e, consequentemente, com os criadores, que se mostraram interessados nos nossos equipamentos destinados à cadeia produtiva do leite.” Para Evandro Garcia Lopes, gerente Regional da Arenales, medicamentos homeopáticos, foi muito bom participar da Feileite pela primeira vez. “Fizemos muitos contatos e, aqui, realiza-se negócios mesmo. Alguns criadores ainda não conheciam a homeopatia, mas a receptividade foi muito boa. Atendemos clientes tradicionais e fizemos muitos novos clientes, fechamos negócios e abrimos possibilidade para novos. Vamos voltar no ano que vem”, garante. A Nitral Urbana participou da Feileite em 2009 e retornou este ano. “Estamos satisfeitos, fizemos bons negócios e bons contatos, pois trata-se de um público focado, exatamente o nosso alvo. vamos voltar na feira de 2012”, informa Fernando Gomes de Oliveira, gerente da Divisão Produção.

O governador de São Paulo Geraldo Alkmin marca presença no evento.

Na disputa da categoria Fêmea Jovem, a Campeã, C.A. India TE, também conquistou o título de Melhor Úbere. Propriedade de Joaquim J.C. Noronha e outro Cond., produziu a média de 36,650 quilos de leite. C. Africa FIV, de propriedade de Amilcar Farid Yamin, sagrou-se a Reservada Grande Campeã da categoria, com média de 35,840 quilos.

Foto: Zzn Peres

cuito leiteiro. A Feileite foi uma aposta que nós, da Sulinox, fizemos. Valeu a pena”. Larry Nunes, diretor comercial da DLA, do Grupo Gimenez, demonstrou surpresa: “é a nossa primeira participação e surpreendeu-nos muito. A Feileite está reaproximando todos os elos da cadeia leiteira. Aqui, vemos uma perfeita integração entre animais, criadores e indústrias. Para a Gimenez o saldo foi muito positivo, porque o público presente é formado por pessoas de gestão do leite. Surpreendeu-nos o número pessoas que está entrando na atividade agora. Isso é muito bom e mostra que os criadores estão dando preferência aos produtos das indústrias nacionais que, além de melhores preços, oferecem melhor assistência técnica, manutenção e facilidade de reposição de peças.” Outra empresa que também participou pela primeira vez da Feileite foi a Unipac Embalagens Agroquímicas. Frank Kiyoto Kikuchi, da área Comercial MG e SP, afirma que a participação foi muito boa. “Serviu de vitrine para nós que somos uma divisão

Foto: Gabriel Fiorino

foi positivo. Destaco o publico visitante, especializado, formado por produtores, interessado em novas tecnologias. É o público que queremos atingir.” Welington Shiroma, gerente regional (São Paulo) da CRV Lagoa, afirma que a Feileite tornou-se um grande canal de comunicação e de marketing. “Por isso, temos que estar presentes. A feira melhorou muito, percebemos o aumento do público, principalmente de criadores e clientes, mais segmentado, gente da cadeia do leite, todos à procura de novidades. Notamos que, independente do porte do criador, está havendo uma preocupação maior com o melhoramento genético, o que resultou uma procura maior por embriões nessa edição da feira.” Henrique Rocha, gerente de Produto Leite da C.R.I. Genética, declarou: “a feira é espetacular, bem direcionada. Só vem aqui quem é do setor. O público é interessado, conhece as técnicas e tudo o que está acontecendo. A procura por nossos produtos foi excelente, além das expectativas. Merece destaque a participação de animais, não só pela quantidade mas, principalmente, pela excelente qualidade genética. O gerente Comercial da Sulinox, Noberto Viegas, conta que a empresa participa da Feileite desde a sua primeira edição: “apostamos nessa feira, nossa participação vem crescendo junto com ela e a cada ano apresentamos novidades. Em 2011, por exemplo, além de novos produtos, trouxemos as revendas de São Paulo para participar conosco, porque nossa presença no Estado está crescendo. Quero, também, ressaltar o perfil do público que visitou a feira deste ano, totalmente qualificado, formado por produtores ou profissionais ligados ao cir-

Jersey

Quatro raças disputaram os torneios leiteiros da Feileite 2011 Os torneios leiteiros da Feileite 2011 – 5ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite, contaram com a participação de quatro raças: Gir Leiteiro, Girolando, Holandesa e Simental. Pela primeira vez, a raça Girolando realizou um concurso leiteiro na mostra paulista. O 1º Torneio Leiteiro da Raça Girolando da Feileite reuniu 21 fêmeas, nas categorias novilhas e vacas e por graus de sangue. Depois de vencer a categoria Novilha, a ¾, sangue Girolando Germina Benta sagrou-se Grande Campeã do torneio, com média diária de 78,397 kg de leite. Propriedade de Bernardo Garcia de Araújo Jorge, recordista da raça com média diária de 79,03 quilos de leite, na Expolins 2011 – Exposição Agropecuária de Lins Expolins, Germina bateu seu próprio recorde na Feileite. A segunda colocada da categoria Novilha foi Natureza VI Teatro da Origem, fêmea ½ sangue de propriedade de Eneas Rodrigues Brum. Enquanto isso, a campeã vaca geral foi a fêmea a ½ sangue Fã Mergulhão,

propriedade de Geraldo Antonio de Oliveira Marques, com produção média diária de 73,677. A segunda colocada na categoria foi a ¾ sangue Espadilha Touch, de Luis José Marrichi Biazzo.

Gir Leiteiro A vaca Gir Leiteiro Hassia FIV F. Mutum, campeã da categoria Vaca Jovem, foi a Grande Campeã do Torneio Leiteiro da Feileite 2011. Propriedade de Léo Machado Ferreira, alcançou a média diária de 48,390 quilos de leite. A Reservada Grande Campeã foi Hadali FIV de Brasília, da Fazenda Brasília Agropecuária, de São Pedro dos Ferros, MG, com média de 46,457 quilos de leite. Na categoria Vaca Adulta a Campeã foi Cartagena de Brasília, propriedade de José Orlando Bordin, com média de 45,183 quilos de leite por dia. A Reservada Grande Campeã foi Feliciana TE, da Bom Jardim da Serra Agropecuária Ltda., com média de 42,810 quilos de leite por dia.

Na categoria até 36 meses, a Campeã Jersey foi Gema Estância Bagagem Action, propriedade da Cabanha da Maya (150 pontos). A Reservada foi LGM Simone BW Country Katalina (FIV), exposta por Carlos Augusto Assis de Lima (110 pontos) Na categoria acima de 36 meses, a Campeã foi Jaboticaba Ressurection Dania da Lapinha, propriedade de Anselmo Vasconcellos Neto. A Reservada foi Jamily Dunkirk Vânia da Lapinha (TE), propriedade de Anselmo Vasconcellos Neto (110 pontos)

Simental No torneio leiteiro do Simental o destaque foi Ivana da Batatais, Grande Campeã, com média diária de 63.310 kg de leite. A matriz foi exposta por José Henrique Aleixo, do Simental da Batatais, de Batatais, SP.

Janeiro 2012

47


Leilões da Feileite 2011 faturam R$ 5,3 milhões Os nove leilões de animais e genética leiteira realizados durante a Feileite 2011 – 5ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite venderam 231 lotes pela média geral de R$ 22,965 e faturaram R$ 5,305 milhões. O resultado aponta um crescimento de 50% comparado a 2010, quando a renda dos seis leilões alcançou R$ 3,5 milhões. O 1º Genética da Capital – Girolando, realizado dia 31 de outubro, vendeu 27 fêmeas jovens premiadas na Megaleite 2011 e nas principais exposições do ranking da raça no País por R$ 347.280 e alcançou a média de R$12.862. No mesmo dia, o 2º Noite das Campeãs do Gir Leiteiro, vendeu 20,66 lotes por R$ 358.640,00 e média de R$ 17.359. O lote mais valorizado, dois terços da propriedade da bezerra de seis meses, SETB Conquista (66%), foi vendido por R$ 27.200 para José Mario Abdo Miranda. A oferta foi de José M.M. Abdo, Luciano Conceição e Jaymilton Gusmão. O 5º Leilão Estância Silvania & Convidados - 49 Anos de Seleção, de Gir Leiteiro, promovido por Eduardo Falcão, dia 1º de

48

Janeiro 2012

novembro, vendeu prenhezes e animais de alto valor genético e com acasalamentos diferenciados. O lote mais valorizado foi 20% do macho Iceberg FIV Silvania, de 35 meses, vendido por R$ 120.000 para Nova Terra e Pecplan ABS. No total, o faturamento dos 28,2 lotes ofertados rendeu R$ 866.000 e média de R$ 30.069. Já o 2º Nação Girolando, vendeu 34 lotes, entre doadoras e futuras doadoras selecionadas pelos promotores, renomados criadores de destaque no cenário nacional – por R$ 505.320. Ainda no dia 2 de novembro, o Leilão Gir Leiteiro Cinco Estrelas comercializou genética de criatórios brasileiros: Gir Veredas, Fazendas do Basa, Fazenda Brasília Agropecuária, Fazenda Calciolândia e Gir Mutum Girolando. Ao todo, foram comercializados 15,5 lotes por R$ 1.043.000 e média de R$ 67.290. O destaque em preço foi 50% da propriedade da fêmea de 26 meses, Profana FIV Veredas (50%), oferta de Francisco das Chagas, da Fazenda Vista Alegre, arrematada por Adonias Souza Santos, do Gir Veredas, por R$ 426.000.

Dia 3 de novembro, o 2º Estrelas do Jersey comercializou lotes selecionados, de alto padrão genético e premiados durante a Exposição Nacional da raça, na Feileite. Ao todo, os 24 lotes comercializados renderam R$ 173.280. Na mesma data, o 3º Mulheres do Gir Leiteiro, que ofereceu uma seleção de animais jovens, doadoras e produtos dos melhores criatórios do País, vendeu 29,5 lotes por R$ 1.017.600 e média de R$ 34.506. O destaque de preço foi 33,3% de três fêmeas de 15 meses, ofertadas por Ilza Helena Kefalás: Vaidosa Y da BX (33.3%), Vaidosa Y da BX (33.3%) e Vaidosa Y da BX (33,35%). O comprador foi a Estância Silvania que pagou R$ 40.000. No dia 4 de novembro, encerrando a agenda de leilões da Feileite 2011, ocorreram dois leilões. O 2º Estrelas Nacionais da Raça Holandesa vendeu 27 animais por R$ 307.920 e média de 11.404. Já o Made in Brazil, ofereceu genética do Gir Leiteiro dos rebanhos de Miller Cresta de Melo e Silva, Fazenda Ribeirão Grande, e Paulo Ricardo Maximiano, Fazenda Córrego Branco. Os 25 lotes comercializados renderem R$ 685.920 e média de R$ 27.436. Hassia FIV F. Mutum X Livre Acasalamento, oferta de Léo Machado Ferreira, da Fazenda Mutum, lote mais valorizado, foi arrematado por Carlos Jacob Wallauer por R$ 62.400. Janeiro 2012

49


Cresce demanda por

cervejas artesanais

em Minas Gerais

C

ervejas artesanais são aquelas produzidas quase que de “forma caseira” e que utilizam 100% de malte puro em sua composição. Várias micro-cervejarias mesmo utilizando equipamentos modernos e engarrafando suas produções, ainda assim são consideradas como cervejarias artesanais pelo cuidado que têm com sua produção, indo desde os ingredientes básicos da cerveja, passando pela receita de preparo e chegando até aos conservantes finais, que devem ser naturais e não químicos. Outras micro-cervejarias, ou cervejarias caseiras, são realmente o que podemos chamar de artesanais ao pé da letra. Utilizam equipamentos pequenos que cabem em qualquer cozinha, normalmente não possuem engarrafadoras e guardam suas produções com garrafas de cerveja comum e rolhas. Ao ouvir falar em cerveja artesanal pense em cervejas mais bem cuidadas, com produções mais restritas (mas não necessariamente pequenas), o que leva a produtos com resultados finais muito interessantes e diversificados. De acordo com o superintendente executivo do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindbebidas/MG),

50

Janeiro 2012

Cristiano Lamego, o mercado está em franca expansão devido ao aumento de renda da população no Brasil nos últimos anos. “O consumidor passa a demandar cervejas com maior valor agregado. Em Minas, o setor tem crescido cerca de 25% ao ano e produz cerca de 800 mil litros por mês. Grande parte destas empresas está investindo ou pretende investir a curto prazo em aumento de produção. Temos oito empresas no setor em Minas Gerais, o que faz com que Minas esteja em segundo lugar no Brasil, perdendo apenas para Santa Catarina que tem um número maior de empresas neste segmento” explica Lamego. O superintendente do Sindbebidas, disse ainda que Minas Gerais está na vanguarda pela quantidade de tipos de cerveja artesanal. “Em estilos de cervejas Minas está em primeiro lugar no lançamento de estilos diferentes de cervejas. As cervejas artesanais estão tendo uma grande aceitação pelo consumidor de Belo Horizonte. Pela tradição dos bares, o consumidor da capital anda sedento por novos tipos de cervejas onde a qualidade é a principal característica deste novo produto. Quase todas as empresas estão investindo no lançamento de cervejas engarrafadas, o que aumenta o volume comercializado para outros estados e para o exterior”, completa. Com mercado crescente, Lamego diz que a expectativa é de abertura de mais microcervejarias no Estado nos próximos anos e de uma possível formalização do grande número de cervejeiros que produzem em pequena escala e que ainda não são registrados. “Esses cervejeiros estão aglutinados em uma associação chamada Acerva Mineira, entidade a qual trabalhamos em parceria e

acreditamos que eles possam se formalizar”, enfatiza Lamego. O presidente da Associação dos Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais, Acerva Mineira, ressalta que o mercado de cervejas artesanais está em pleno crescimento não só no Estado como em todo o Brasil. “A criação da Acerva Mineira em 2008, é o resultado desta expansão e atualmente atua no promoção deste crescimento. Somos uma associação sem fins lucrativos, constituída por cervejeiros artesanais que tem como objetivos difundir e aprimorar o estudo das particularidades da cultura relacionada à cerveja e sua produção artesanal. Participam da associação não só produtores artesanais de cerveja, mas também entusiastas, curiosos, entendedores, especialistas e todos aqueles que desejam propagar e a apoiar a cultura cervejeira”, destaca Paulo Patrus. Atualmente a Acerva Mineira conta com 75 associados, mas o número de cervejeiros artesanais no estado é bem maior, pois a produção artesanal se espalhou e hoje Minas tem verdadeiros polos cervejeiros na Grande BH, Vale do Aço, Juiz de Fora, Sul de Minas e Triângulo Mineiro. O investimento para começar no negócio varia entre R$500,00 a R$1.000,00 na compra de equipamentos para usar a

produção como hobby, mas para se profissionalizar no negócio os valores são bem mais expressivos. Um projeto da prefeitura de Nova Lima tem o objetivo de apoiar e incentivar cervejeiro promovido pela Acerva Mineira, criando leis e facilidades para a instalação de novas cervejarias no município. “A produção dos cervejeiros artesanais visa o consumo próprio, o hobby, a curiosidade e a integração entre amigos. Contudo, muitos já pensam em transformar o hobby em negócio, e desta forma o apoio de projetos, como a proposta da prefeitura de Nova Lima , são fundamentais para propagação destas novas micro cervejarias. Atualmente a Acerva Mineira é uma verdadeira incubadora, um berço de novas cervejarias, muitos já estão planejando suas próprios empreendimentos cervejeiros”, completa Patrus. Uma curiosidade das cervejas artesanais é o uso de ingredientes típicos da culinária e da cultura mineira. No último concurso realizado pela Acerva Mineira, a cerveja vencedora utilizou na sua receita doce de leite e uma erva aromática, a segunda colocada utilizou boldo em uma infusão de cachaça e a terceira colocada utilizou fumo de rolo na receita. São esses diferencias mineiros que fazem da sua cerveja tão conhecida no Brasil.


Turismo

a. io da descid

Iníc

Cachoeira do

Tabuleiro.

*Rorigo Mello Agência Bela Geraes Turismo

a i s s e v a r T

a h n i p La o r i e l Tabu

52

Janeiro 2012

N

esta primeira edição da seção de turismo da revista Mercado Rural, vamos dar uma dica de turismo em Minas: a travessia Lapinha Tabuleiro, que foi narrada por Rodrigo Mello, da Agência Bela Geraes Turismo, que oferece passeios como esse na região da Serra do Cipó (MG). Uma excursão organizada por Rodrigo viajou por três dias em uma das mais belas regiões de Minas e ele descreve para nossos leitores, um pouco das belezas e aventuras desse passeio.

nhas, com vegetação de matas ciliares e campos rupestres, tudo ornamentado por várias drenagens que formam o Rio Parauninha, que desce sinuoso até encontrar o irmão mais famoso, o Rio Cipó. Digo isso porque no caminho nos brindaremos com a hospitalidade de moradores locais como a Dona Ana Benta, 80 anos e Sr. José da Olinta, 76, que há mais de 50 anos vivem nesse paraíso das alturas. Suas casas simples são como palácios aconchegantes, que nos recebem com o fogão à lenha sempre aceso, cheirinho bom de fumaça no ambiente e banho sempre quente com a água passando pelas serpentinas, apesar da falta de luz. Chegar cansado da caminhada e descansar jogando conversa fora enquanto esperamos o jantar preparado por eles, é um momento mágico que nunca se apaga de nossas lembranças. E

“Nada demonstra melhor o espírito mineiro que atravessar a Serra do Espinhaço desde o lado oeste, Lapinha, até o lado leste, Tabuleiro. Nos três dias e duas noites do caminho, somos brindados por incríveis paisagens de montaador ade do mor A hospitalidpera dos turistas. a es

Mirante fr Tabuleiro ontal da Cachoeira com grup o de turistdo as alemãe

s.

suas histórias então? Ingleses procurando diamantes, tropeiros levando todo tipo de mercadorias para os dois lados da serra, viajantes internacionais como Saint Hilaire e outros, além de casos simples de nativos e caminhantes comuns. O Sr. José da Olinta ainda faz um cafezinho colhido, torrado e moído por ele mesmo, onde um pouquinho de cravo colocado no final da torrefação dá um gosto todo especial que encanta todas as pessoas que experimentam. Nem precisava dizer que temos atrativos naturais maravilhosos, tanto em Lapinha, pequeno vilarejo na margem de uma lagoa artificial cujas águas, além de formarem um visual espetacular refletindo o azul do céu, emoldurado pelas montanhas, onde atravessaremos a barco até pinturas rupestres deixadas pelos primeiros habitantes de Minas há mais de 7000 anos, como em Tabuleiro, outro vilarejo encravado nas montanhas, que nos apresenta a mais espetacular e alta cachoeira de MG, com seus 273 metros de queda, onde teremos a oportunidade de conhecer por cima, no 2º dia de caminhada, e por baixo, onde nadaremos em

te a ães em fren Turistas alem Tabuleiro. Cachoeira do

seu enorme poço com quase 100 metros de diâmetro no ultimo dia. E a melhor notícia é que não é preciso ser nenhum super homem ou mulher maravilha para percorrer seus quase 38 km de distância. Hoje é possível reservar quartos nas duas casas ou contratar uma mula para carregar nossas barracas, deixando-nos leves e livres até para alcançar o cume do Pico do Breu, com seus 1.687 metros de altitude e privilegiada visão panorâmica de 360 graus de toda a região. Várias empresas e guias ajudam-nos a conquistar essa incrível experiência, oferecendo o transporte a partir de Belo Horizonte ou Aeroporto de Confins, além de serviços de emergência e primeiros socorros, mula cargueira, alimentação e retorno, em diversos modelos e roteiros, desde os mais despojados até os mais confortáveis. O importante é vivenciar essa experiência única de atravessar a serra do espinhaço e viver entre seus moradores locais, dormindo e se alimentando com eles, ouvindo suas histórias e lições de vida, vendo sua paisagem única e sentindo toda a atmosfera que relembra nossos avós.” Janeiro 2012

53


Criações Exóticas

Lhamas

Cresce procura por animal doméstico muito dócil e obediente, que produz carne magra e macia, além de lã para a confecção de roupas para o inverno

N

atural dos altiplanos andinos, região compreendida do sul do Peru ao noroeste da Argentina, o lhama é resistente a temperaturas baixas e a períodos de seca, tendo força para carregar 100 quilos por cerca de 20 quilômetros de distância. Parente do camelo - ambos pertencem à família dos Camelídeos -, o lhama já era utilizado como transporte de carga pelo povo inca há mais de quatro milênios. O animal é rústico, dócil, domesticado e por isso, muito fácil de ser criado em cativeiro. O animal andino vive até os 24 anos em média. Outras espécies próximas são a alpaca, a vicunha e o guanaco. Apesar de habitar o Peru, Equador e Bolívia, países próximos do Brasil, por aqui

54

Janeiro 2012

a presença é ainda rara. O número pequeno de criadores, no entanto, não consegue atender à demanda, que vem crescendo. A procura é pela carne magra e macia, considerada exótica, e presente, sobretudo nos cardápios de restaurantes requintados. Também há demanda pela lã, utilizada para a elaboração de vestuário de inverno e pelo couro. O animal ainda é usado como espécie ornamental. Estabelecimentos de turismo rural são um dos promissores canais de interesse pelo bicho. A criação de lhamas no Brasil ainda é uma atividade comercial nova, a produção não consegue abastecer o mercado devido ao pequeno número de criadores e a demanda não pára de crescer. Após um período de gestação de 11 meses, nasce uma cria que se mantém junto à mãe durante cerca de dez meses, dependendo do tipo da criação, pode-se criá-las na mamadeira, deixando-as mansas de cabrestos, até mesmo como animais de companhia. É possível o cruzamento com outros camelídeos americanos; as crias são fecundas e recebem diferentes nomes, como huarizos (quando se cruza um macho de lhama com uma fêmea de alpaca) e llamovicuñas. De porte médio, o lhama adulto possui de 1,4 a 2,4 metros de comprimento, com cauda de 25 centímetros. A altura varia de 75 centímetros a 1,2 metro, enquanto o peso

pode oscilar de 150 a 200 quilos. Coberto por pêlos com cores uniformes ou em manchas tem coloração que vai do marrom ao preto ou branco. Também existem exemplares castanho-avermelhados, que ganham o apelido de ‘carneiros vermelhos’. Os lhamas são rústicos e vivem em locais simples. Materiais que existem na propriedade podem ser usados para montar um abrigo. Alojamentos com áreas que permitem ao lhama pastar e se exercitar são os mais indicados. A veterinária Melissa Almeida trabalha com as lhamas desde 2005 e pondera que a criação no Brasil não é rara, mas ainda pontual. “As lhamas são facilmente encontradas na região sul do país, onde estão muito bem adaptadas devido à semelhança do clima com seu país de origem. Mas além dessa região podemos encontrar alguns criadores em Minas, Rio de Janeiro e São Paulo e também no Nordeste onde alguns criadores estão descobrindo uma oportunidade de negócio na criação de lhamas”, disse. De acordo com o médico veterinário, Alexandre Armando, diretor comercial do criadouro Científico e Cultural de Poços de Caldas, a demanda por lhamas está maior que a produção, filhotes estão sendo vendidos rapidamente. Em criadouros a venda é feita somente sob reserva de até 2 anos, dependendo da produção de cada criador. ”A procura pelas lhamas como animal exótico é para serem usadas em hotéis fazendas, chácaras, ou também como animais de companhia, uma vez que quando criadas em sistema de mamadeiras ficam muito mansas. É possível usá-las para trotar, com arreios próprios, as lhamas agüentam até 60Kg, por isso estão sendo usados para crianças em hotéis fazendas.”, disse.

Melissa pondera que além dessa demanda citada por Alexandre, existem mercados que são inexplorados no Brasil como o têxtil ou o de “pet”, como é observado em outros países. “No Brasil lhamas não são criadas para corte, nem para a produção de lã que pode ser utilizada para a confecção de rédeas e tapetes, mas ela é considerada um subproduto da criação”, ponderou a veterinária. Outra característica das lhamas, segundo os especialistas, é a aptidão como excelentes animais de guarda para rebanhos caprinos e ovinos e também existem pesquisas com o uso do leite, que tem mostrado que ele pode ser um substituto do leite humano e até auxiliar no tratamento de algumas doenças. Além disso, as lhamas também podem ser utilizadas na terapia com

deficientes, e tem obtido excelentes resultados no exterior com crianças com paralisia cerebral e disfunções como o autismo. O preço médio de um animal varia entre R$500,00 a R$6.000,00 de acordo com idade, sexo e tamanho. Alexandre destaca ainda que a facilidade na criação e manejo das lhamas é seu grande diferencial e por ser um animal exótico consegue-se agregar valor no animal. “As lhamas são animais super rústicos, ruminantes, gostam de forragens, seus alimentos preferidos são capins, cana de açúcar, silagem, feno e ração bovina ou eqüina. O custo pode ser comparado à criação de ovinos laníferos. Os animais podem ser criados à pasto, sem necessidade de criá-los em baias. Seu período de gestação é de 335 dias (pouco mais de 11 meses) e o filhote nasce

com peso aproximado de 7 Kg, com desmame natural com seis meses”, completa. A veterinária Melissa pondera ainda que tem percebido um crescimento na demanda por esses exóticos animais, que vem acompanhando um crescimento na oferta, mas pode faltar mão de obra qualificada para atender a uma crescente demanda pelos animais. “Acredito que a criação de lhamas no Brasil ainda está longe de atingir seu potencial, principalmente no que se refere à manejo e aproveitamento econômico. Ainda temos que melhorar muito em capacitação de pessoal, de tratadores á veterinários, para descobrir o verdadeiro potencial desta espécie e quem sabe um dia não cheguemos a ser exportadores para nossos vizinhos, cuja economia dependem tanto destes animais?”, finaliza.

Janeiro 2012

55


Falando de psitacídeos *Paulo Machado, biólogo e diretor técnico da Megazoo.

E

mbora a palavra Psitacídeos, assuste pelo nome, os integrantes desse grupo são super apreciados pelo público. Trata-se de aves como os papagaios, araras, calopsitas periquitos, entre outros. Na verdade esse grupo possui 406 diferentes espécies distribuídas por todo o hemisfério sul nos continentes americano, africano, asiático e oceânico. O Brasil é o país com maior quantidade de espécies com 72 representantes. Outras aves muito famosas pertencentes aos psitacídeos que está restrito a Oceania são as cacatuas, conhecidas pela sua cor branca e seu grande penacho na cabeça. A Calopsita é o integrante mais conhecido dessa família. A principal característica comum desse grupo é o bico tipicamente curvo e próprio para partir sementes e frutos duros. Sua maxila é adaptada para possibilitar movimentos extras que aumentam muito a potência do bico. Outra característica exclusiva entre todas as aves é o hábito de levar os alimentos ao bico com as patas. Em todas as outras aves o bico que vai até o alimento. O máximo que ocorre é a contenção desse alimento pela pata no chão, como ocorre por exemplo com as aves de rapina. O mais interessante nesse aspecto é que geralmente os psitacídeos são canhotos, utilizando a

56

Janeiro 2012

pata esquerda para se alimentar. Para completar, essas aves possuem uma grande habilidade gustativa, sendo as aves que mais condições têm para sentirem o gosto do alimento. Quem tem um papagaio já deve ter notado o hábito dele colocar a língua nos alimentos. Esse hábito não só está relacionado ao sentimento do seu gosto, mas também a uma grande presença de células sensitivas na língua. Assim, ao fazer esse movimento eles estão também sentindo a textura dos alimentos . A capacidade de muitas espécies falarem, bem como a grande inteligência de todos os membros desse grupo, é também algo muito marcante. É importante ter em mente que quando um papagaio fala, ele apenas está imitando um som frequentemente repetido pelo seu dono. Entretanto, é comum o papagaio associar uma palavra a um acontecimento. Por exemplo, se sempre que oferecemos comida falamos “quero comer” o papagaio irá repetir essa frase quando quiser se alimentar. Por falar em alimentação, é importante quebrar alguns conceitos em relação à dieta ideal para esse grupo quando fora de seu ambiente natural. De fato, a maioria dessas aves na natureza tem as sementes e frutos como a principal fonte alimentar. Entretanto em cativeiro, da mesma maneira feita com cães e gatos, devemos oferecer

preferencialmente alimentos comerciais balanceados. Como na natureza os animais consomem maior quantidade de alimentos do que no cativeiro, devemos neste caso oferecer produtos com maior concentração de nutrientes, especialmente se tratando de vitaminas, minerais e aminoácidos. No caso das sementes, quase todas elas, apresentam deficiência de muitos nutrientes e excesso de outros. Uma mistura de sementes bem elaborada, permite que haja um melhor balanceamento de todos os nutrientes. Isso porque a baixa quantidade de certo nutriente em um grão é corrigida pela quantidade excedente em outro. Pois bem, se as aves consumissem simultaneamente todas essas sementes, o

problema estaria em parte resolvido, entretanto isso não ocorre. O que sempre vemos são aves comendo apenas o que preferem deixando de lado o restante. Paralelamente, todas as sementes são deficientes em vitaminas, cálcio e demais minerais, exigindo gastos extras para suplementação. Cabe aqui fazer um destaque em relação à semente de girassol. O consumo exagerado dessa semente é muito prejudicial aos psitacídeos. Se fornecido como principal fonte alimentar pode mesmo causar o óbito precoce da ave, já que contém excessivas quantidades de gordura e proteína, além de baixas concentrações de vitaminas e minerais. É importante destacar que um papagaio bem alimentado vive em média 60 anos, podendo viver até 90 em alguns casos. Assim, se seu papagaio alimentado com girassol morreu com 15 anos, ele viveu muito pouco. Considerando esses problemas, infelizmente, muitos profissionais têm errado ao informar que não se deve fornecer qualquer quantidade de girassol para papagaios. Não podemos esquecer entretanto que o girassol possui uma das proteínas vegetais de melhor qualidade e digestibilidade. Sua gordura é muito rica em ácidos graxos poli-insaturados, sendo, portanto de excelente quali-

dade. O uso controlado de girassol, em uma dieta de papagaios e especialmente de araras, é não só adequado, mas até mesmo recomendável em alguns casos. Com todas essas habilidades expostas e fornecendo uma alimentação adequada, um papagaio ou outra espécie de psitacídeo é um excelente animal de estimação. Felizmente, hoje é possível adquirir qualquer dessas espécies naturais do Brasil de forma totalmente legalizada e segura. O IBAMA autoriza a criação de espécies nascidas em cativeiro e a venda destas em criatórios e lojas cadastradas. Essa venda deve ser feita através de documento fiscal que ateste a origem da ave. Assim, caso haja uma fiscalização em uma residência com uma ave legalizada, basta mostrar esse documento para a autoridade fiscalizadora. Na internet podem ser localizados os principais criadores legalizados de aves nacionais, que não só podem vender papagaios, mas também pássaros, tartarugas e outros animais não domésticos.

Janeiro 2012

57


lização internacional dos produtos agrícolas e pecuários, no mês, representou 26,5% do resultado das exportações totais do Estado. De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), em novembro de 2011, o café respondeu por 61,7% da cifra total das vendas externas de produtos agrícolas e pecuários de Minas. Segundo o secretário Elmiro Nascimento, a cotação do produto,

que alcançou no mês U$ 5,1 mil a tonelada, teve uma progressão de 48,86% em relação ao mesmo período do ano passado. O secretário observa também que houve crescimento expressivo nas exportações de açúcar, que alcançaram US$ 174,8 milhões, cifra 88,8% superior à registrada em novembro de 2010, Neste caso destaca-se também o incremento do preço médio, que alcançou US$ 568,8 dólares por tonelada, crescimento de 28,47%. Além disso, a soja em grão teve uma variação expressiva no percentual de crescimento (858,9%), pois alcançou a receita de US$ 20,1 milhões. Nascimento ainda aponta, entre os dados de novembro de 2011, os resultados obtidos pelo grupo de carnes, destacando a bovina. Neste segmento, a receita foi de US$ 23,5 milhões, superior em 73,4% à registrada no décimo primeiro mês de 2010. Já a carne de frango, com receita de US$ 36,0 milhões, teve progressão de 20,3%. E a carne suína, com a receita de US$ 11,7 milhões, avançou 53,8% sobre novembro do ano passado.

cifra que supera em 25,0% a do ano passado.” Na comparação do período acumulado deste ano com o de 2010, o café apresenta uma receita de US$ 5,2 bilhões, ou 13,8% das exportações totais de Minas. O açúcar também apresenta bom desempenho na análise dos onze meses. Receita de US$ 1,2 bilhão, ou 30,3% mais que o valor obtido na comercialização de janeiro a novembro de 2010. A soja em grão, com uma receita de US$ 315,7 milhões, apresentou crescimento de 21,0%, enquanto o farejo, ao registrar movimento de US$ 173,8 milhões, evoluiu 147,8%. Já o óleo alcançou US$ 96,8 milhões, que

equivalem a um crescimento de 33,9% As exportações de frango mantiveram bom desempenho no acumulado de janeiro a novembro de 2011: receita de US$ 299,1 milhões, cifra 32,5% superior à registrada em idêntico período do ano passado. Além disso, o secretário assinala os resultados do grupo de couros e peleterias, que alcançou crescimento de 184,3% ao registrar vendas de US$ 99,8 milhões. A maioria dos produtos que apresentam expansão de receita também foi beneficiada, nos onze primeiros meses deste ano, por aumentos dos preços médios no mercado internacional.

Exportação mensal do agronegócio mineiro quebra a barreira de US$ 1 bi

P

ela primeira vez as exportações do agronegócio mineiro superam a receita mensal de US$ 1 bilhão. De acordo com o Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o valor alcançado em novembro de 2011 foi um pouco superior a essa marca, registrando um aumento de 32,90% em relação ao resultado do décimo primeiro mês do ano passado. A receita obtida com a comercia-

Valores acumulados Os dados de janeiro a novembro mostram que as exportações do agronegócio mineiro alcançaram US$ 8,9 bilhões, um crescimento de 29,5% em relação ao mesmo período de 2010. “Nesta avaliação, foi de 23,4% a participação dos produtos da agricultura e da pecuária nas vendas internacionais de todos os setores da economia estadual”, explica o secretário. Ele acrescenta que os resultados dos onze meses já superam os registrados em todo o ano de 2010, que foram de US$ 7,6 bilhões. “A expectativa é de fecharmos o ano com uma receita de exportações do agronegócio mineiro da ordem de US$ 9,5 bilhões,

58

Janeiro 2012

Janeiro 2012

59


Mercado Pet

Leishmaniose Visceral Canina: Uma questão para refletir

*Juliana Lara, Médica veterinária CRMV: 10908 Hertape Calier Saúde Animal SA

60

Janeiro 2012

A

leishmaniose constitui um grupo de doenças parasitárias de caráter zoonótico de ampla distribuição geográfica, causada por uma variedade de espécies de protozoários pertencentes ao gênero Leishmania. Essa doença afeta o homem e os animais, particularmente o cão doméstico, e é motivo de pesquisa em várias partes do mundo devido a sua gravidade. A leishmaniose visceral canina é transmitida, no Brasil, pela picada da fêmea de Lutzomyia longipalpis, popularmente conhecida como flebotomíneo ou mosquito-palha, infectada, que injeta o protozoário na pele do hospedeiro vertebrado, principalmente o homem e o cão. Inicialmente, era considerada uma doença de caráter exclusivamente rural, entretanto, a urbanização acelerada e o crescimento desordenado das cidades ocasionando a destruição ambiental, têm sido apontados como principais causas para ocorrência da leishmaniose visceral na área urbana. O médico veterinário conta com uma série de métodos de diagnóstico para auxiliá-lo na conclusão da suspeita clínica da doença. Dentre os principais testes sorológicos disponíveis utilizados na rotina, que detectam anticorpos contra a leishmaniose, citam-se a Reação de Imunofluo-

As principais manifestações clínicas da Leishmaniose Visceral Canina são Lutzomyia longipalpis

rescência Indireta (RIFI) e a Análise de Imunoadsorção por Ligação Enzimática (ELISA). Outros testes de diagnósticos disponíveis incluem a pesquisa direta do parasita a partir de biópsias de tecidos ou aspirados de líquidos corporais. O teste parasitológico mais simples utilizado pelos veterinários é a identificação microscópica das formas amastigotas da leishmaniose, a partir da confecção em lâminas de esfregaços, coletados pela aspiração da medula óssea ou do linfonodo. Outras formas de diagnóstico é o isolamento do parasito através de culturas, in vitro, ou a detecção do DNA do protozoário pela técnica do PCR, realizada a partir de amostras de vários tipos, como aspirados de medula óssea, sangue, linfonodos e tecidos. A pesquisa direta do parasita ou os testes moleculares como o

aumentos dos linfonodos, caquexia (enfraquecimento crônico do animal), lesões cutâneas ao redor dos olhos, dermatite descamativa, hiperqueratoses, úlceras com aspecto de queimaduras, nódulos subcutâneos e erosões (mais frequentes na ponta da orelha e focinho), aumento exagerado das unhas, anemia, aumento do baço e fígado, disfunção renal, hemorragia nasal, lesões oculares e poliartrites. Aproximadamente 50% dos cães infectados são assintomáticos, o que sugere a existência de animais resistentes ou com infecção recente na população. Cães infectados, mesmo assintomáticos, podem apresentar grande quantidade de parasitos na pele, o que favorece a infecção do inseto vetor, permanecendo um elo no ciclo biológico da doença. Outros animais possuem sintomas discretos e inespecíficos como aumento dos linfonodos, pequena perda de peso e ou pelo opaco, e são considerados oligossintomáticos. Aqueles que apresentam todos ou alguns dos sintomas citados acima são considerados sintomáticos.

PCR são hoje os métodos de diagnóstico mais confiáveis da Leishmaniose Visceral Canina. A estratégia de controle da Leishmaniose Visceral é baseada na detecção e tratamento dos casos humanos, o combate ao vetor, através da aplicação de inseticidas e a detecção dos cães positivos através do exame sorológico, com a eliminação dos mesmos. O combate ao vetor é defendido como a principal medida para o controle da leishmaniose humana e canina, com redução acentuada da doença em diversos países que adotaram essa prática. O uso de inseticidas no interior das casas e abrigos de animais é considerado eficiente para reduzir a população peridoméstica dos flebótomos e, consequentemente, a quebra do ciclo da transmissão. A eutanásia de cães soropositivos é uma medida de controle recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), contudo, a própria entidade reconhece que existem cães de grande valor afetivo, econômico e prático, e por isso não podem ser indiscriminadamente eliminados. A vacinação de cães comprovadamente negativos constitui uma medida importante para controle da leishmaniose visceral no homem e nos animais, pois interrompe o ciclo da transmissão a partir do momento que diminui o número de hospedeiros susceptíveis. As questões sobre a Leishmaniose Visceral Canina envolvem aspectos sociais, afetivos e de saúde pública, e todo o segmento da sociedade precisa estar envolvida. Outras medidas sanitárias como a dedetização sistemática dos ambientes domiciliares e a vacinação devem ser estabelecidas em detrimento da eutanásia indiscriminada dos cães. Cabe destacar ainda a importância da continuidade das pesquisas e a busca de novas formas de controle da Leishmaniose Visceral Canina no Brasil e no mundo.

Janeiro 2012

61


Evento / Inauguração

Evento / Confraternização

Raça Pônei brinda 2011.

ABCCPônei de sede nova. No dia 19 de dezembro de 2011, criadores, autoridades e a diretoria da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pônei (ABCCPônei) estiveram reunidos para inaugurar a nova sede da Associação, no Parque da Gameleira , em Belo Horizonte. Na ocasião, o presidente da ABCCPÔNEI, Pedro Corrêa, ressaltou com alegria a grande conquista para a raça, em inaugurar um novo espaço de trabalho, mais adequado às normas do Ministério e com melhor infra-estrutura para atender os criadores. De casa nova a ABCPônei comemora o crescimento da raça e promete começar o ano de 2012 com muitos projetos e entusiasmo. O criador e diretor comercial da revista Mercado Rural, Marcelo Lamounier esteve presente no evento participando desse importante momento junto aos amigos criadores de pônei.

Figueiredo, André Aparecido Oliveira e Mendelssohn Vasconcelos.

Guilherme Diniz, Marcelo Lamounier, Pedro Correa, Mendelssohn Vasconcelos, George Marinuzzi, Murilo Torres, Ataide Assis Ataíde, Fabrício Borges, André Aparecido Oliveira, e Elísio Gesualdo.

No dia em que a ABCCPonei inaugurava a sede nova, criadores e familiares se reuniram na Casa do Criador, também no Parque da Gameleira , em Belo Horizonte, para brindar o ano de 2011 e as importantes conquistas para a raça, que apresentou crescimento de mais de 30% no ano. O evento foi marcado pela descontração e alegria dos criadores, o que reforça como a raça Pônei é unida!

Rodrigues Sousa, Valdênia Oliveira, Ismael Ferreira, Alice Silva, Regiane Sousa, Estefânia Rodrigues e Fabrício.

Mendelssohn Vasconcelos e Pedro Corrêa.

Anderson Racilan e Irisvaldo Teixeira.

Pedro Correa, Guilherme Diniz e Fabrício Borges.

Felipe Camargos e Taiana Karen.

Luciana, Davi e Túlio Rezende.

Fotos: Samuel Gê

Ricardo Figueiredo, Mendelssohn Vasconcelos, Gil Pereira e André Aparecido Oliveira.

Elísio Gesualdo, George Marinuzzi, Guilherme Diniz, André Aparecido Oliveira, Pedro Corrêa e Fabrício Borges.

Cláudia Serrano, Elísio Gesualdo, Marcelo Lamounier, Murilo Torres e Renata Gesualdo. Tassiana Kelen, Fabrício Borges, Ana Daniele e Marlene Torres.

Murilo Torres, Guilherme Diniz, Irisvaldo Teixeira, Pedro Corrêa, Fabrício Borges e Elísio Gesualdo.

62

Janeiro 2012

Isabel Camargo e Alexandre Camargo.

Dr. Ataide Assis Ataíde.

Sabrina, Osvaldo Diniz, Juliana Fernandes e Guilherme Diniz.

Fotos: Samuel Gê

Guilherme Diniz e Pedro Correa.

Flávia Henriques, George Marinuzzi, Cláudia e Elisio Gesualdo.

Janeiro 2012

63


Giro Rural

to Interno Bruto (PIB), e mostrar aos brasileiros e ao mundo que somos a maior e mais barata agricultura do planeta”, afirmou após a eleição. A senadora é primeira mulher a comandar a CNA e representa 5,175 milhões de produtores rurais. Além da presidente, senadora Kátia Abreu, compõem a nova Diretoria do triênio 2012-2014, o 1º vice-presidente, João Martins da Silva Júnior (BA) ; o Vice-Presidente de Finanças, José Mário Schreiner (GO); o Vice-Presidente Executivo, Fábio de Salles Meirelles Filho (MG) ; e o Vice-Presidente Secretário, José Zeferino Pedroso (SC). Os cargos de vice-presidentes diretores serão ocupados por Assuero Doca Veronez (AC), Carlos Rivaci Sperotto (RS), Eduardo Riedel (MS), Júlio da Silva Rocha Júnior (ES) e José Ramos Torres de Melo Filho (CE).

O ano de 2011 em Uberlândia/MG foi marcado por grandes acontecimentos para o mercado agropecuário. Inserido na programação oficial da Exposição Agropecuária da Cidade – CAMARU 2011, o já tradicional Encontro de Criadores realizado na Fazenda Morro Alto II, mostrou inúmeros trabalhos técnicos científicos inovadores, sempre na busca de melhor desempenho de bovinos a pasto e com alto nível de adaptabilidade, em especial da raça Brahman. Foram apresentados animais que representam os avanços do rebanho Uberbrahman, iniciada a II PGP Coletiva UberBrahman/ABCZ e como ponto alto houve a assinatura do convênio com entre UFERSA e FRUTAB AGRICOLA AS. Janeiro 2012

nando animais adaptados às condições de pastos tropicais e subtropicais. Os integrantes do grupo participam do programa de melhoramento genético da Associação Brasileira de Criadores das Raças Simental. Os animais não podem ser estabulados ou superalimentados , assim como é proibido usar técnicas que mascaram as reais características dos animais , como, por exemplo, a tosquia. O objetivo é oferecer ao mercado animais produtivos e realmente adaptados ao campo. No mês de setembro o grupo pro-

O recém formado Grupo de Criadores de Simental Brasileiro, que conta com experientes criadores da raça, está trabalhando firme nos seus objetivos selecio-

Novo conceito de creche para cães chega à Belo Horizonte Para os amantes dos animais de estimação que deixam seus cães sozinhos durante a maior parte do dia ou para aquelas pessoas que muitas vezes não possuem animais por esse mesmo motivo, acaba de ser inaugurada em Belo Horizonte a creche para cães Maternau, no bairro Sion. Com o conceito exclusivo de uma creche para cães, a Maternau conta com áreas livres para recreação, brinquedos e estruturas de diversão, caminhadas externas, espaço de descanso, monitores treinados, alimentação aconselhada pelo dono, assistência veterinária, higienização a seco na saída ou banho, dentre outros mimos para os clientes.

moveu em Uberlandia a primeira mostra de Simental brasileiro que inovou com um modelo de julgamento muito diferente do tradicional. “Os animais foram avaliados por muitos juízes que não levaram em consideração apenas seu fenótipo , mas sim todas as informações produtivas e reprodutivas disponíveis”, comentou o criador Mário Aguiar, o Mamado. Outra novidade na raça é que depois de dez anos de jejum, no mês de outubro terminou a participação do Simental na prova de ganho de peso do Instituto de Zootecnia de Sertãozinho/SP. Com 22 animais na prova, os três primeiros lugares foram conquistados por animais de criadores do Grupo Simental Brasileiro.

Silvio Silveira, Presidente da AFRIG, foi homenageado pela FIEMG em comemoração ao Dia da Indústria.

Foto: Sebastião Jacinto Júnior

A senadora Kátia Abreu foi reeleita para a presidência da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ela foi reconduzida ao cargo pelo Conselho de Representantes da Entidade. Kátia era titular da chapa única formada para a eleição e comandará a CNA pelo triênio 2012-2014. “Foram três anos de muita luta e de bons resultados. Agora vamos continuar trabalhando para trazer segurança jurídica ao produtor rural, contribuir para a geração de emprego, de Produ-

UBERBRAHMAN de olho no futuro

64

Grupo de Criadores de Simental Brasileiro movimenta a raça

Senadora permanece no comando da confederação até 2014

Foto: Divulgação

A Associação Mineira de Aves Exóticas (AMAE), filiada à Federação Ornitológica do Brasil (FOB), reuniu seus sócios criadores e familiares,em Belo Horizonte, no dia 16 de dezembro em grande jantar de confraternização de final de ano. A entidade que em 2011 dobrou seu número de associados, brindou seu merecido sucesso. A AMAE foi campeã na primeira etapa do campeonato brasileiro onde participam periquitos australianos, agapornes e outros psitacídeos exóticos.

SIMENTAL

Kátia Abreu é reeleita na CNA

Foto: Clésio

AMAE brinda 2011

Em 2011,o presidente da Associação de Frigoríficos de Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal (Afrig) Silvio Silveira, foi homenageado pelo Sistema da Federação das Indústrias de Minas Gerais, em comemoração ao Dia da Indústria.

Silvio recebeu a Medalha do Mérito Industrial, como empresário destaque do ramo frigorífico mineiro. Além dele, outros 35 empresários também foram homenageados em diversos ramos de atuação. A instituição outorgou o título de Industrial do Ano ao empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. Como principal agraciado da noite, Andrade discursou representando os demais homenageados. O governador do Estado, Antônio Anastasia, participou da entrega das homenagens.

Janeiro 2012

65


Giro Rural Touro Halab da Bonsucesso vence Programa de Avaliação Total

Agenda Rural Janeiro

21

2° Leilão Girolando Registrados Bioverdeagro (PROJETO INTEGRALAT) - Unaí/MG

03

8º Leilão Mancha Crioula e I Expo Nacional Tobianos, Oveiros e Bragados - Gramado/RS

03 a 13 04 05 a 12 Halab da Bonsucesso (Quark da Col X Baraka TE da Bonsucesso), de propriedade de Michel Caro e Patricia Zancaner Caro, de Guararapes/ SP, sagrou-se o Grande Campeão do Programa de Avaliação Total. Com MGT de 20,08 ele é Top 0,1%, o Halab possui a melhor avaliação genética da ANCP (Associação Nacional dos Criadores e Pesquisadores) da safra 2009 da Fazenda Bonsucesso, “ele possui uma régua de DEP muito boa e bastante equilibrada. Filho da Baraka TE da Bonsucesso com o Quark da Col ele representa linhagens muito produtivas da raça Nelore ( Rambo MN , Diamon BONS, Itaú ZEB e Ícaro SC (Golias) e Zefec “, comentou Michel Caro. Após ser anunciado vencedor da prova, o Halab da Bonsucesso, com idade de 2 anos, foi contratado pela Central Alta Genetics onde terá, em breve, seu material genético disponibilizado para o mercado da pecuária de corte em busca de genética produtiva no Brasil.

66

Janeiro 2012

05

Fevereiro

06 a 10

Leilão Anual Gado Holandes Reg. Faz. Vista Bonita e convidados - Bom Jesus dos Perdões/SP 2ª FAESE - Feira Agropecuária do Estado de Sergipe- Aracaju/SE Leilão da Solidariedade 20120 - Araçatuba/SP Show Rural Coopavel 2012 - Cascavel/PR

09

Leilão Satisfação Guzerá - Aracaju/SE

10

Leilão Raças do Criador - Aracaju/SE

11

Leilão Elite Nelore Goes - Aracaju/SE

16 a 04/3

Festa Nacional da Uva 2012- Caxias do Sul/RS

21 a 25

XXII Exposição Herdeiros da Raça - Pará de Minas/MG

05 a 09

Expodireto Cotrijal 2012- Não me Toque/RS

10

Março

Expoinel Minas 2012- Uberaba/MG

Liquidação Total Fazenda Serra Negra - Guimarânia/MG

12 a 16

FEINCO 2012 - 9ª Feira Internacional de Caprinos e Ovinos- São Paulo/SP

16 a 24

49° EXPOPASSOS- Passos/MG

17 21 a 23 31

2º LEILÃO TRUE TYPE - Fazenda São João Inhaúma/MG Expoagro Afubra 2012- Rio Pardo/RS Leilão Anual Fazenda Cayuaba com 26 anos de seleção - Entre Rio de Minas/MG Janeiro 2012

67


68

Janeiro 2012

Revista Mercado Rural  

Edição 01 - Janeiro de 2012

Advertisement