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DEZEMBRO 2017

Redação Unique Comunicação e Eventos editorial.mercadorural@gmail.com

Editorial

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Caros amigos, leitores e leitoras.

Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 99198-4522 Jornalista Responsável Sabrina Braga Bellardini MTB 09.941 JP editorial.mercadorural@gmail.com Direção de Arte Clebiane Alves de Lima Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão Gráfica Del Rey www.revistamercadorural.com.br A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

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stamos na 25ª edição da Revista Mercado Rural, são seis anos de muito trabalho e dedicação para proporcionar aos nossos leitores um material com conteúdo de qualidade e informações de maior relevância do mundo agropecuário. Os desafios são muitos e constantes, mas o reconhecimento do público e apoio de nossos parceiros nos impulsiona sempre mais. Como não pode deixar de ser, trazemos conteúdos interessantes e de muita qualidade para que vocês apreciem. Só temos a agradecer aos nossos anunciantes que acreditam no retorno da revista e estiveram conosco. Aos leitores, que cada vez mais admiram e apoiam nosso projeto, e aos nossos amigos, familiares e colaboradores, que nos incentivam continuamente. História de sucesso é o que não falta nesta edição. Em nosso especial de capa vocês vão conhecer mais sobre a trajetória de Fabiano Lopes Ferreira, da Multimarcas Consórcio. Um homem que galgou degraus e ainda pretende subir mais. A entrevista com o Presidente da ABCSindi Ronaldo Andrade Bichuette, que foi reeleito para o próximo mandato. Ranna Zaidan é a personagem desta edição e mostra a força de uma jovem mulher à frente dos negócios da família. Em Como Fazer o assunto é planejamento estratégico de propriedades rurais, um tema muito interessante. Nesta edição você vai ler ainda sobre assuntos que envolvem a mulher do campo e a violência cometida contra ela. Vai conhecer mais sobre as serpentes peçonhentas, como evitar e agir em caso de picadas. Trazemos informações de como foi a megaoperação de transporte marítimo de 27 mil bois para a Turquia. Uma variedade de temas relacionada ao mundo agropecuário e rural. Os cogumelos comestíveis estão cada vez mais presentes na mesa dos brasileiros e o Kefir também, um poderoso probiótico que faz muito bem à saúde e que você encontra na Seção Bebidas. O capim massai e a mortandade de equinos é outro assunto abordado na Revista Mercado Rural. Temos ainda galos gigantes, vacas peludas, gatos siberianos em matérias que abordam os animais e estão em nossas seções pet e exótica. Trazemos ainda coberturas de vários eventos: Festival Nacional do Cavalo Brasileiro de Hipismo, Mangalarga Marchador, Nacional do Campolina e ainda sobre a Semana Internacional do Café. Em turismo vocês vão saber sobre as melhores praias para se visitar no Brasil e em automóveis, vai conhecer sobre o Renegade 2018. E tem muito, mas muito mais. Trabalhamos com dedicação e muito entusiasmo para disponibilizar a cada um de vocês, amigos leitores, como é de praxe, uma revista agradável de se ler, bonita e sobretudo, de muita credibilidade. Continuaremos empenhados em fazer um veículo de qualidade, com conteúdo diversificado e reportagens atrativas. Como tenho dito, o diferencial da nossa revista é, sem dúvidas, a variedade de assuntos abordados em seu conteúdo editorial, envolvendo o agronegócio de forma leve, no entanto, tratando com seriedade assuntos de grande interesse de nossos leitores. Tudo isso aliado a um projeto editorial atrativo e uma revista bonita. Que 2018 seja um ano de muitas realizações para todos nós! Boa leitura, espero que gostem. Marcelo Lamounier

Parabéns à Revista Mercado Rural por todos os assuntos abordados. A cada edição vem trazendo assuntos interessantes, valendo a pena cada minuto de leitura. Adorei muito. Obrigada pelo exemplar de presente. Stefânia Gatto Itapecerica - MG

Recebi a revista em casaA e fiquei muito feliz. Vou ler com muita atenção e carinho. Parabéns pela revista, é linda. Isabela Marques de Figueiredo Ituverava - SP

A Revista Mercado Rural é um show de informações, me amarro em ler. Desejo sucesso. Maria Carolina Ribeiro Itapecerica - MG

A Revista Mercado Rural é sem dúvidas o melhor veículo do segmento. Adoro ler as matérias, saber mais sobre o mundo agropecuário. É uma revista que não dá vontade de parar de ler. Gonçalo Lincoln Júnior Belo Horizonte - MG


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ENTREVISTA Ronaldo Andrade Bichuette PERSONAGEM: Ranna Zaidan

COMO FAZER: Planejamento estratégico de propriedade rural

10 Combate à violência contra as MULHERES NO CAMPO 12 Festival Nacional do CAVALO BH

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EUCALIPTO TRATADO: economia, beleza e qualidade

28 FAZENDA BOM FIM: criação de campeões e destaques

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52 PÊGA: variedade de pelagem

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53 LEGISLAÇÃO para criação de passeriformes

PANC: plantas alimentícias não convencionais

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APICULTURA

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REPOLHO

36 FABIANO LOPES FERREIRA: empresário incansável

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GALO GIGANTE

20 SEÇÃO NATUREZA: alterações climáticas e os animais

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TANGERINA desenvolvida no Brasil: Maria

24 MEIO AMBIENTE: nascente do São Francisco volta a jorrar água 25 EQUOTERAPIA: o cavalo como terapia

BEBIDAS: Kefir poderoso probiótico

SEMANA 56 INTERNACIONAL do Café 57

RECEITA: Sorbet de manga com mel e gengibre

60 DICAS DA AGROSID: Como iniciar a criação de gado leiteiro

16 CAPIM MASSAI pode levar equinos à morte

17 EXPOINEL 2017

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58 AUTOMÓVEIS: O estilo do Renegade 2018

AFTOSA: vacinar é preciso

ENERGIA: empresas produzem sua própria fonte

30 BRASIL À TURQUIA: embarque de 27 mil bois

14 ACIDENTES COM SERPENTES: como evitar

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SEÇÃO PET: Gato Siberiano

SEÇÃO EXÓTICA: Vacas Peludas da Escócia

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EVENTOS: 2017 Um ano de ouro para a Multimarcas consórcios

EXPORTAÇÃO DE FRANGOS sobem em novembro

TURISMO: As melhores praias do Brasil

MANGALARGA 42 MARCHADOR: Confira o CBM 44

ECONOMIA: cafeicultores de Minas obtém resultados positivos

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CONTROLE ANALÍTICO na cadeia de frangos, ovos e suínos

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COGUMELOS: cada vez mais presente na mesa dos brasileiros

Cobertura da 48 37ª EXPOSIÇÃO NACIONAL DO CAMPOLINA

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EVENTOS: ABCCMM Momentos de descontração do CBM

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GIRO RURAL AGENDA


ENTREVISTA

Ronaldo Andrade Bichuette Mercado Rural: O interesse por raças puras é uma herança familiar? Ronaldo Bichuette: Os assuntos de família nunca estiveram relacionados com raças puras ou seleção. Meu interesse pela criação foi despertado inicialmente por cavalos. Tenho paixão pelo Mangalarga e, mesmo trabalhando sozinho e até de forma intuitiva, consegui fazer meu plantel e alguns grandes campeões nacionais. Daí criar Sindi foi natural. Todo fazendeiro que nutre uma relação de amor à terra e de dedicação às atividades rurais gosta de cavalo bom e de gado bom e é isso que eu sempre quis ter na Fazenda Bom Jesus.

Em assembleia realizada no mês de dezembro, a ABCSindi (Associação Brasileira do Criadores de Sindi) reelegeu o presidente Ronaldo Bichuette para a gestão da associação promocional para o período de 2018 a 2020, onde será dada continuidade ao trabalho de fomento da raça que é uma das que mais cresce no país. A ABCSindi é uma filiada da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), que é a maior e uma das mais importantes entidades representativas das raças zebuínas em todo o mundo. 4

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Mercado Rural: Qual o diferencial dessa raça em relação às outras? Ronaldo Bichuette: O Sindi possui ótima estrutura óssea e aprumos perfeitos. O vigor físico se destaca na sua musculatura. Entre suas principais características produtivas estão a dupla aptidão, a precocidade, a fertilidade e a rusticidade. Isso já faz do Sindi uma raça essencial para viabilizar modelos pecuários de manejo extensivo e ser um trunfo em favor da rentabilidade, da sustentabilidade ambiental e econômica em qualquer tipo de clima e vegetação. A beleza, o físico harmônico e equilibrado, a pelagem avermelhada e o temperamento confiável também devem ser destacados como qualidade que expressam a nobreza e a pureza da raça que foi forjada no rigor do ambiente desafiador do deserto. Em vários abates técnicos foi comprovado que o gado apresenta elevado rendimento de carcaça e marmoreio na carne. Outros estudos estão identificando na população, uma maioria de indivíduos portadores do alelo A2A2. Com a produção das vacas Sindi, a indústria pode fornecer leite e derivados que poderão ser consumidos por pessoas com problemas de intolerância a lactose.


Mercado Rural: Como surgiu a ABCSindi no Brasil e como a associação atua? Ronaldo Bichuette: A Associação Brasileira dos Criadores de Sindi foi fundada em 2003, em João Pessoa, no estado da Paraíba. Desde o início de suas atividades a entidade só cresceu e, em uma década, triplicou de tamanho chegando a mais de 130 associados em 2017. Em 2014, a ABCSindi ganhou um ponto de apoio estratégico com a instalação da sede administrativa dentro do Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). O espaço dentro do complexo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu - ABCZ dinamizou os serviços, ao mesmo tempo em que favoreceu a aproximação com a entidade mãe para o fortalecimento de ações técnicas, promocionais e de pesquisas. Mercado Rural: Quais os principais eventos realizados pela Associação? Ronaldo Bichuette: Os eventos são realizados por um universo de pessoas e entidades envolvidas com o Sindi. Destaque na agenda técnica onde o Sindi é demonstrado e valorizado os Dias de Campo e as mostras de tecnologia e melhoramento por avaliação como ExpoGenética de Uberaba, PecBrasília, Goiás Genética e Show Rural Coopavel, além das mostras e concursos leiteiros que são realizados nas Exposições de Novo Horizonte/SP, Cordeiro/RJ, ExpoZebu, Exposição Nacional da Raça Sindi de João Pessoa/PB e na Nordestina de Parnamirim no Rio Grande do Norte, onde em 2018, apoiando completamente o trabalho do Núcleo de Criadores de Sindi do Rio Grande do Norte, também teremos um evento de nível internacional. Um vasto calendário anual de leilões e a representatividade da raça em quase todas as feiras de touros zebuínos são sustentados pelos nossos associados. Mercado Rural: Como você vê o atual cenário da ABCSindi? Ronaldo Bichuette: A raça Sindi é a que mais cresce em número de registros dentro da ABCZ, mas também tem um histórico sólido que marca a expansão por todo o território brasileiro nos últimos anos. Só isso já nos dá uma amostragem da qualidade da genética e das vantagens que o gado pode conferir no negócio pecuário.

As características da raça Sindi estão totalmente ligadas aos resultados da fazenda e por isso descartamos qualquer fator aliado a modismos de seleção. O potencial da genética para a seleção de animais puros ou para o uso comercial tem despertado interesse em criadores de todo o mundo. Recentemente tivemos exportações para países latino-americanos de material genético, a abertura de novos protocolos em outras tantas nações e a comercialização de animais para os Emirados Árabes pela Reunidas Castilho. Mercado Rural: Qual a atuação dos sócios na ABCSindi? Ronaldo Bichuette: São os associados que mantém ativo todo o calendário de eventos citado anteriormente. São também os associados que nos apoiam em nossas ações de fomento e levam informações para todas as regiões pecuárias do Brasil e para diversos eventos internacionais. Os estudos feitos com o Sindi, exceto os promovidos por instituições de pesquisa, têm o protagonismo dos criadores de todo o país que nunca pararam no tempo. Mesmo os mais tradicionais selecionadores são arrojados e trilham com seus rebanhos os caminhos da tecnologia para melhoramento genético e reprodução e inovação. Mercado Rural: Para que a raça continue avançando no cenário nacional são necessários investimentos. Neste tempo de crise econômica nacional houve alguma queda tanto em arrecadação quanto em realização? Ronaldo Bichuette: A pecuária comercial é sensível às oscilações e à instabilidade econômica, mas milagrosamente o mercado de genética, quando bem planejado e bem administrado, consegue se manter, superar as crises e evoluir em rentabilidade pois também evolui em qualidade do produto ofertado. Mercado Rural: Quais são as principais propostas em seu mandato? Ronaldo Bichuette: Nessa próxima gestão de 2018 a 2020 vamos seguir com os projetos de fomento da raça em uma plataforma mais robusta e agressiva de marketing. A

associação estuda uma forma de obter apoio para a elaboração de uma campanha arrojada de publicidade. Pretendemos mostrar tudo que o Sindi tem de bom, estabelecendo a raça como uma solução para a pecuária que precisa de resultados e busca a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental. Posso adiantar que teremos um grande leilão promovido pela entidade e a mostra internacional no Nordeste no segundo semestre. Pretendemos também dar continuidade ao projeto de multiplicação do rebanho Sindi da Embrapa de Petrolina fortalecendo os laços da ABCSindi com a entidade. Mercado Rural: O que, em sua opinião, deveria melhorar ou acontecer para que o trabalho da Associação tivesse maior visibilidade, ou mesmo para que a raça Sindi alcance patamares maiores? Ronaldo Bichuette: A entrada de novos criadores para a raça é essencial e a adesão na ABCSindi da mesma forma. Isso fortalece nossa representatividade junto a ABCZ e ao MAPA. Também agrega argumentos para a prospecção de parceiros. Esse seria um primeiro passo. A filiação na entidade promocional não é obrigatória, mas coloca os selecionadores em um nível de envolvimento muito maior com a raça e a evolução dela. Há um esforço grande para a identificação dos criadores que passam a registrar os animais na ABCZ e comemoramos quando somos procurados por eles. Integrados os associados podem fazer valer suas opiniões e utilizar a plataforma de comunicação da associação, bem como os materiais promocionais, para consolidar seu criatório. REVISTA MERCADO RURAL

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PERSONAGEM

Ranna Zaidan Determinação, coragem e muito trabalho

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anna Zaidan é uma jovem empresária de 32 anos, natural da capital mineira, Belo Horizonte, onde ainda reside. Passou por escolas conceitudas: Colégio Marista Dom Silvério, Pitágoras, Denison High School e Coffeyville School District, estes dois últimos nos Estados Unidos. Base que lhe serviu para a formação acadêmica superior que possui. Formada em Psicologia pela Universidade Fumec, especializou-se em psicanálise, psicodiagnóstico, psicoterapia Ericksoniana e hipnose. Ranna é também pós-graduada em Administração Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e possui MBA em Gestão Comercial pela mesma instituição. Além disso ainda cursou MBA em Empreendedorismo na B.I. Internacional e MBA Executivo em Consultoria e Planejamento Empresarial pela Universidade Candido Mendes. Deu pra notar que a tendência de Ranna é forte para a área de humanas. “Desde criança eu sempre quis estudar psicologia. Mesmo sem ter ideia precisa da abrangência do curso eu já era fascinada por temas relacionados à mente e ao comportamento humano. Me interessava por leituras e sobre estudos de indivíduos e grupos”, explica Ranna. Apesar de ter trabalhado com psicologia, Ranna viu despertar uma outra vocação: a administração. A experiência nessa nova área foi vivenciada na empresa da família, onde está até os dias de hoje. “Trabalhei em hospitais psiquiátricos e em CTIs com atendimento dos pacientes e famílias. Aos 21 anos, após ter tido a oportunidade de gerenciar uma clínica

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de psicologia renomada em Belo Horizonte, comecei a identificar minha afinidade pela administração e resolvi ter a experiência de trabalhar na empresa da minha família”, conta.

Paixão por administrar O passo inicial na Artefacil, empresa de consultoria e produtos hidrossanitários, foi como estagiária, mas não demorou muito para que Ranna buscasse mais conhecimentos, uma vez que já conhecia todos os processos da empresa. “Me apaixonei pelo negócio, pelos novos conhecimentos e pelo novo mundo de perspectivas que se abriram e após muito esforço, estudo e dedicação árdua, me tornei gerente geral da empresa”.

Mas não parou por aí. Anos depois, após ampliar ainda mais seus conhecimentos e atuações, ela se tornou a pessoa mais preparada para representar a empresa frente ao mercado. Como diretora comercial, Ranna enfrentou o grande desafio de se relacionar com os clientes, de estar à frente da empresa frente ao mercado e de trazer reformulações e práticas que pudessem revolucionar a empresa. E este desafio era ousado pois à época a empresa já era referência na área da engenharia sanitária e dominava o mercado mineiro. “Acredito que consegui abraçar a causa com sucesso, pois trouxe contribuições relevantes que mudaram o rumo do negócio. Prosperamos muito e, ainda dentro de cenários de crise, tivemos conquistas surpreendentes estruturações internas e atuações mercadológicas”. Por tudo isso é que hoje ela tornou-se a diretora executiva da empresa.


Mão na massa “Acredito que o grande fator de sucesso para o nosso desenvolvimento profissional é a busca constante de capacitação, seja através de estudos, cursos, benchmarking e obviamente, mão na massa. Ranna não pára. Ela faz parte e atua ativamente em entidades como CDL Jovem, FIEMG Jovem, ACMinas Jovens, Câmara Líbano Brasil, Conselhos de Assuntos Metropolitanos e Municipais e IFL, tudo isso contribui para sua formação como empreendedora de sucesso que é. Atualmente, como diretora executiva o desafio se tornou ainda mais ousado, pois estão trabalhando para uma expansão mercadológica, planejando novas sedes industriais e buscando maior domínio do mercado nacional com ampliação do mix de produtos. A empresa Artefacil fabrica produtos de concreto e disponibiliza consultoria especializada para engenharia sanitária, além de fornecer para as principais construtoras do país, órgãos públicos, estabelecimentos residenciais, comerciais e rurais.

Universo rural De acordo com Ranna, “a busca pela ampliação do mix de produtos tem nos direcionado a atuar mais ativamente no ramo da agropecuária, pois vínhamos atuando nas propriedades rurais somente realizando fornecimento de produtos e consultoria para tratamento de água e esgoto”. Neste ano foi apresentado ao mercado produtos inéditos, patenteados, que pretendem revolucionar a prática do campo. “Com a participação em algumas das grandes feiras do seguimento, ficamos surpresos com o interesse dos criadores”.

Trata-se do cocho de sal e do bebedouro asséptico, lançados em junho de 2017. Tais produtos chegaram ao mercado após testes de campo e estudos científicos junto a especialistas, veterinários e universidades. “Há novos estudos sendo realizados e pretendemos lançar novo produto destinado para criação e alimentação individual de bezerras”. De acordo com Ranna, “o cocho de sal impossibilita o desperdício de sal e minimiza a mão de obra de abastecimento. Já o bebedouro assegura que o rebanho estará sempre bebendo água limpa. Além disso, a mão de obra para limpeza fica significamente reduzida e a perda de água é zero”. Os produtos são inovadores, sustentáveis, produzidos com concreto de alta resistência, armados com fita de poliéster, projetados para promover funcionalidade, grande economia, facilidades, com excelente custo beneficio e durabilidade.

Ping Pong Família: Tudo de bom Viagem: Paixão Comida: Frutos do mar Um lugar: Bahia Uma companhia: Meu pai Música: Atemporais Filme: Premiados O que te distrai: Viajar Felicidade: Maior Propósito Tristeza: Inevitável Cavalos: Elegância Gado: Melhor Proteína Animal


Como Fazer

Planejamento estratégico de propriedades rurais

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erir uma propriedade rural não é nada fácil, mas pode se tornar algo bem descomplicado caso haja um planejamento estratégico que deve ser seguido, etapa por etapa, de forma correta e interligada. Estas etapas que vão desde a escolha das atividades que serão executadas até a gestão propriamente dita dessas ações.

as áreas de interesse específico; prospecção mineral para avaliar a necessidade de uma pesquisa de subsolo, para análise de uma exploração comercial; e avaliação da qualidade das águas na propriedade, de forma a avaliar a existência de água mineral e a potabilidade da mesma para consumo interno.

• A próxima coisa a se fazer é elaborar os projetos de execução que devem ser o mais detalhados possível, viabilizando dessa forma a implantação fiel e ágil ao planejamento.

• O primeiro passo consiste na definição das atividades básicas da propriedade. Conhecer as tendências globais é importante e ajuda muito a definir quais as atividades que serão implantadas na propriedade.

• A terceira fase consiste na definição da missão da propriedade. Clara e objetiva, sintetiza o que se pretende com a empresa rural. A missão vai nortear as atividades, indicando a direção que deve ser seguida para atingir os objetivos já definidos.

• A gestão é a etapa final. Todo o sistema administrativo é montado paralelo à implantação da infraestrutura, sendo definido a partir do estabelecimento dos setores, do pessoal e das bases comerciais que devem estar associadas à gestão da informação.

• O diagnóstico do imóvel deve ser feito na sequência. É ele que permite conhecer a fundo a área de trabalho. O diagnóstico deve trazer identificação dos principais usos da terra e as construções existentes; das classes de solos existentes, as tipologias florestais, os atuais diferentes usos da terra e

• Estudar as vantagens competitivas do negócio a ser implantado é a quarta etapa do planejamento. O produtor cria cenários que enfatizem as vantagens existentes e dá condições materiais e pessoais para desenvolver as vantagens que ainda não tem, e minimizar as desvantagens que possui.

Executadas essas etapas, o foco deve se voltar para apenas uma, ou, no máximo, duas atividades principais. Um número de atividades superior acarretará divisão natural de esforços e isso conseqüentemente pode gerar diminuição da capacidade produtiva.

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Países do Mercosul discutem formas de enfrentamento à violência contra as mulheres rurais

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cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. A cada 30 horas acontece um feminicídio na Argentina. 2,8 milhões de chilenas sofrem com a violência. No Paraguai, por dia, 17 mulheres pedem ajuda contra a violência doméstica. No Uruguai, 7 de cada 10 mulheres já sofreram algum tipo de agressão: abuso sexual, violências física, psicológica, patrimonial e moral. Quando o assunto é a vida no campo, o cenário apresenta-se mais grave, apesar de os dados serem escassos. Levantamento da ONU Mulheres mostra que mais de 50% da população de mulheres rurais na América Latina e Caribe são vulneráveis à pobreza e trabalham sem remuneração. Os números foram apresentados no dia 5 de dezembro de 2017 durante o seminário “Mulheres Rurais, mulheres com direito a uma vida livre de violência”, em Florianópolis - SC. O evento integra a agenda da XXVII Reunião Especializada em Agricultura Familiar do Mercosul que aconteceu até o dia 8 de dezembro. Dados e debates reafirmam a urgência na elaboração de mecanismos de monitoramento nas áreas rurais para ampliar a efetividade das ações de combate à violência contra as mulheres. “A violência contra a mulher infelizmente é democrática, está entre aquelas que moram na cidade, no campo, ricas, pobres, brancas, negras da mesma forma, com uma intensidade absurda e devastadora”, ressalta a promotora do Ministério Público do Rio Grande do Norte, Érica Canuto.

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Durante o evento, a promotora explicou que a violência já começa na infância, quando as meninas são obrigadas a cumprir os afazeres de casa e acabam se afastando da escola e casando-se cedo. A divisão sexual do trabalho é uma das principais causas da violência contra as mulheres. Érica observa que a violência não é um comportamento natural do ser humano. “Existem muitas forças culturais e sociais que empurram os homens para a violência. Ninguém nasce violento”, afirma. Juliana Maia, assistente de programas da ONU Mulheres, trouxe para o debate os desafios para o cumprimento da Agenda 2030 que estabelece 17 objetivos para alcançar o desenvolvimento sustentável, entre os quais destaca o ODS 5 que institui alcançar a igualdade de gênero e empoderamento de todas as mulheres e meninas. Para isso, Juliana ressalta que é

preciso eliminar todas as formas de violência contra as mulheres e meninas, nas esferas públicas e privadas. “São 59 milhões de mulheres rurais em toda a América Latina e Caribe representando 48% da população rural. A agricultura familiar é o principal fornecedor de alimento na Região e as mulheres contribuem diretamente em termos de sustentabilidade. No entanto, a desigualdade de gênero no campo é gritante. Precisamos colocar a mulher no centro do desenvolvimento rural para que ela tenha seu próprio empoderamento econômico”, reforça Juliana. O seminário também apresentou dados sobre a violência contra as mulheres nos países que integram o bloco Mercosul e ações e programas que os governos, juntamente com as organizações da agricultura familiar, estão implementando com o objetivo de enfrentar o problema.


XII Festival Nacional do Cavalo BH O

maior evento do Cavalo Brasileiro de Hipismo aconteceu de 16 a 19 de novembro de 2017, na Sociedade Hípica Paulista, em São Paulo. A 12ª edição do Festival. Os animais tiveram o horário de trânsito liberado a partir do dia 12 de novembro. O festival contou com a participação de criadores, proprietários, cavaleiros e amazonas das entidades filiadas à CBH e entidades militares, além do público em geral.

Francisco Musa é tetracampeão do Grande Prêmio do Festival Nacional do BH No percurso de Hélio Pessoa, 15 conjuntos avançaram para o desempate, na pista de areia outdoor da entidade. E foi a vez do cavaleiro Francisco Musa, que representa a Federação Paulista de Hipismo, seguir na velocidade para assegurar sua quarta vitória na principal prova do evento ( 2012 com Xindoctro Método, 2014 com Casadora JMen, 2016 Casadora JMen e 2017 Criz Wood JMen). No dorso da tordilha Criz Wood JMen, Musa garantiu a liderança, com zero em 32s77, e foi seguido por Marcos Antonio da Costa Ribeiro Junior, com Arica du Caillou, em 33s03.

Premiações BH do Futuro 7 e 8 anos No último dia do Festival em 19 de novembro, 35 conjuntos largaram na pista de areia da Sociedade Hípica Paulista para a definição do BH do Futuro 2017. Catherine-C JMen (Carbacan Jmen / Calisco Jmen) e Rafael Ribeiro, com zero em 27s39, asseguraram a vitória na prova, deixando na segunda colocação Cassira JMen (Chileno Jmen (Ia) / Lispector Jmen) e Jose Roberto Reynoso F Filho, sem penalidade em 27s74.

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Latascha JMen (Landario Jmen / Calisco Jmen) e Thiago Rhavy de Sá e Silva garantiram o terceiro posto, com pista limpa em 29s04. E foram seguidos por Saint Clair Aguiar, montando Centro Hípico Diamante Casalana JMen (Chileno Jmen / Carthago Z), com o tempo final de 29s61. Pialuna Tok (Cardento/ Corland), montada por Jose Luiz Guimarães Carvalho, ocupou o quinto posto, sem falta em 34s57, enquanto Jolly Pullman (Corland / Cassini II) completou a premiação da prova, com uma falta no desempate, em 28s14.

Melhor criador e expositor em 2017 no Festival Nacional BH Encerrando o Festival, com uma pontuação de 105 pontos, o Haras 3k, foi premiado como melhor criador da edição. E

Djalma Luiz Rodrigues, proprietário do Haras 3K, com a mesma pontuação, foi quem recebeu a premiação de melhor Expositor.

Gb Celine é campeã no BH do Futuro 8 anos Dos 22 cavalos novos 8 anos que participaram da prova BH do Futuro, cinco zeraram o percurso inicial. No desempate, direto ao cronômetro, GB Celine , criação do Haras Guanabara, com Luiz Felipe Pimenta Alves sagrou-se campeã com zero e o melhor tempo, 28s42. Salamandra Baloubina, criação do Haras Salamandra, na condução de Lourenço Vieira da Silva, garantiu o segundo melhor resultado, 28s67, e foi seguida por Cayanna-B JMen, criação do Haras Agromen, com Francisco Musa, com zero em 30s56.


Acidentes com serpentes Jararacas são responsáveis por 90% dos acidentes no Brasil Aquelas serpentes que produzem e injetam toxinas em suas vítimas, são as chamadas peçonhentas. Os danos causados pelo ataque de animal deste tipo podem ser bem sérios e até mesmo levar à morte. No Brasil, existem quase 400 tipos de serpentes registradas, das quais 60 são venenosas. As cobras peçonhentas se dividem em duas famílias. A Família Elapidae (gênero Micrurus e Leptomicrurus) contém as proteróglifas, suas pequenas presas fixas estão localizadas na parte anterior da maxila e possuem pupilas arredondadas. São as famosas corais-verdadeiras, que na maior parte das espécies tem coloração em anéis pretos, brancos e vermelhos. As falsas-corais mimetizam as verdadeiras na coloração, mas não são proteróglifas. As venenosas são menos agressivas e representam menos de 1% dos acidentes com serpentes no Brasil. Já a Família Viperidae concentra os gêneros Bothrops, Bothrocophias, Crotalus e Lachesis. São as que possuem orifícios entre o olho e a narina, chamados de fosseta loreal, que são utilizados para orientação das serpentes, como detectores de calor das suas presas. A pupila é vertical e a dentição solenóglifa, na parte anterior da maxila. Picam num ângulo de 90° para inocular o veneno na presa. Podemos citar como exemplo as temidas Jararaca, Cascavel e Surucucu. Em maior parte acidentes com picadas de cobra ocorrem em cidades do interior, geralmente em meios agrícolas. Os braços e pernas são os locais do corpo do homem mais acometidos.

Jararaca (Bothrops jararaca)

Surucucu (Lachesis muta)

Encontradas do Rio Grande do Sul à Bahia, medem entre 1 e 2 metros. São responsáveis por 90% dos acidentes com cobras peçonhentas no Brasil. O veneno é proteolítico, coagulante e hemorrágico, podendo levar à necrose do tecido atingido e insuficiência renal.

Essas podem ultrapassar os 4 metros de comprimento. Ocorrem nas regiões amazônicas e de Mata Atlântica. O veneno da surucuco é proteolítico, hemorrágico, coagulante. Pode levar à morte por insuficiência renal. Geram 3% dos acidentes.

Mais de 95% dos casos de ataques de cobras ocorrem nas pernas ou braços, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Por isso é importante adotar algumas medidas simples capazes de evitar que a serpente inocule seu veneno e coloque a vida da vítima em risco. Utilize calçados fechados, botas ou perneiras ao andar em terrenos e pastos. Evite colocar as mãos em locais desconhecidos, bem como em buracos no chão ou em troncos de árvores.

Cascável (Crotalus durissus) Podendo atingir 1,5 metros de comprimento, habitam as regiões mais abertas e secas. Possuem um guizo na ponta da cauda que faz barulho de chocalho. Cada anel presente significa uma muda de pele do animal. A vítima pode ter urina avermelhada ou marrom, insuficiência respiratória e renal, levando à morte. São responsáveis por 8% dos acidentes com serpentes no Brasil.

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Como evitar acidentes

Como proceder em caso de ataque Em caso de picada de um destes animais ou outra serpente, o ideal é lavar a região afetada com água e sabão. O local da picada deve ser acomodado em posição confortável e a ajuda médica deve ser imediata. O Ministério da Saúde aconselha a jamais utilizar qualquer substância no local da picada.


Erradicação da Febre Aftosa Plano é aprovado pelo Ministério da Agricultura

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Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento aprovou a versão definitiva do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa). O plano que tem o objetivo de que o Brasil seja considerado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) um país livre da doença sem vacinação a partir de 2023, começou a valer e continua até 2026. O Pnefa determina critérios técnicos, estratégicos, geográficos e estruturais para atingir o status sanitário de área livre de aftosa sem vacinação. As unidades da Federação foram agrupadas em cinco blocos, para garantir a implementação do palno. De acordo com o Ministério da Agricultura, esse agrupamento tem como objetivo facilitar o processo de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação de forma regionalizada. O bloco 1 é formado por Acre e Rondônia. O grupo 2 é formado por Amazonas, Amapá,

Pará e Roraima. O grupo 3 reúne Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Alagoas. A mudança incluída na versão final foi a reorganização dos blocos 4 e 5. Antes o bloco 4 englobava 11 estados: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal.

O grupo 5 tinha apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Agora, o bloco 5 incorpora o Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os blocos 4 e 5 deverão reunir-se com representantes do Ministério da Agricultura, apenas em 2018. A alteração foi feita para ampliar a proteção do Brasil nas fronteiras com a Argentina, o Uruguai e o Paraguai, segundo a pasta.


Capim Massai Manejo correto pode impedir morte de cavalos

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nome do capim é Massai. Variedade do gênero Panicum, apresenta concentração de proteína bruta de 12,5% nas folhas. Embora seja uma excelente gramínea para o gado, a tropa não deve ter acesso ao capim. A orientação é do professor da USP (Universidade de São Paulo), Cláudio Haddad. Segundo o profissional há muitos casos de mortalidade de equinos em piquetes cobertos pela forrageira. Os primeiros casos de morte de cavalos em detrimento do consumo do Massai foram registrados em 2001. Em 2014 os números registrados de morte atingiu 30 mil cavalos, muares e asininos, de acordo com dados levantados pela Universidade Federal do Pará. De acordo com Haddad, “o capim Massai foi desenvolvido para ser uma forrageira de bastante folha e pouco talo, e o animal deve comer bastante folha com o mínimo de talo. Quando o cavalo tem acesso e há a ingestão do capim já com muitos talos, ocorre constipação do sistema digestivo.” O professor expli-

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cou ainda que os cavalos não vomitam, o que gera cólica e a morte dos animais.

Manejo Segundo Cláudio Haddad, pode haver uma saída para o problema. “A solução básica seria dividir o piquete em duas, três ou até quatro unidades e manejá-las para que haja sempre pastejo em cima de folhas, não de talos.” Haddad explica que à medida que vai se perdendo o momento ideal de pastejo do cavalo, com o crescimento rápido do capim e pela formação de talos, pode-se fazer o uso da roçadeira. A medida vai estimular novo crescimento de folhas, que são inócuas à saúde do animal e possuem alto valor nutritivo.

Sobre o Massai Os trabalhos de seleção de gramíneas forrageiras da espécie Panicum maximum na Embrapa iniciaram-se em 1982 com a

assinatura de um convênio-cooperação entre a Embrapa e o Institut de Recherche pour le Développement (IRD), antes denominado Institut Français de Recherche Scientifique pour le Développement en Coopération (ORSTOM), que contemplava a transferência da coleção de P. maximum do ORSTOM para a Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande, MS, com a assistência técnica do pesquisador Yves H. Savidan. Até 1984, a Embrapa Gado de Corte havia recebido 426 acessos apomíticos e 417 plantas sexuais essenciais ao melhoramento genético da espécie. Essa coleção é o resultado de duas viagens de coleta no Leste da África em 1967 e 1969 pelo IRD. O Leste da África é o centro de origem dessa espécie, portanto, a coleção é representativa da variabilidade natural da espécie. A variabilidade genética existente na coleção é grande, o que permitiu a seleção direta da cultivar Massai, entre outros acessos.


Expoinel 2017

760 animais foram julgados na 46ª edição da Exposição

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urante 21 anos a Expoinel teve caráter itinerante, passando por São Paulo, Goiânia, Campo Grande, entre outras praças referência para a pecuária nacional. A partir de 1994, passou a ser promovida em Uberaba – MG, cidade que é o berço do zebu brasileiro e um dos principais pólos de comercialização e promoção do Nelore PO. Neste ano, a exposição que finaliza o ano-calendário do Ranking Nacional da ACNB, trazendo a público os nomes dos grandes campeões da raça, foi realizada entre os dias 21 de setembro e 1º de outubro, no Parque Fernando Costa. Considerada uma das maiores do mundo em número de animais de uma única raça, a Expoinel fechou sua 46ª edição superando todas as expectativas, com animais de altíssimo padrão genético na pista de julgamentos. Durante dez dias 760 animais da raça Nelore e Nelore Mocho foram julgados e avaliados. Os expositores participaram na escolha dos jurados que aturam na exposição que é promovida pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e conta com apoio da DSM-Tortuga, Geneal, Revista Nelore e ABCZ. Campeões Nelore e Nelore Mocho Os grandes campeões da raça foram consagrados no último dia do evento, na etapa mais importante do Ranking Nacional Nelore e Nelore Mocho. O Grande Campeão Nelore foi Rima FIV Magistrado do expositor CRL Agropecuária e a Grande Campeã foi Nali IDM do expositor Rima Agroflorestal. Entre os Mochos, os Grandes Campeões foram: Gamaham FIV Angico e Quiev da Louz,

ambos do expositor Udelson Nunes Franco. Os Reservados Grandes Campeões da Expoinel 2017 foram: Nelore Reservada Thamara FIV Integral, do expositor CRL Agropecuária; Reservado Fortdodge FIV HVP, do expositor Agropecuária Vila dos Pinheiros Nelore Mocho; Reservada Formiga Neta da CAR, da expositora Dalila Cleopath C. B. M. Toledo; Reservado Setubal da CAR, do expositor Dalila Cleopath C. B. M. Toledo. “Tivemos uma grande exposição, com a premiação de animais de altíssimo padrão genético. Foram dez dias de grandes negócios

para todos, com oferta de animais de alto padrão genético”, afirmou Renato Barcellos, presidente da ACNB. Na ocasião também foram premiados os melhores Expositor e Criador da Expoinel 2017. O melhor Expositor Nelore foi CRL Agropecuária e o melhor criador nelore, Jatobá Agricultura e Pecuária. O titilo de melhor riador e xpositor Nelore Mocho foi para Dalila Cleopath C. B. M. Toledo. O troféu Craques de Pista foi para Nelore Colorado e o Time Reservado Campeão foi para a equipe do expositor Nelore Paranã.


Fazenda Galo Gigante lança Projeto Novos Criadores O

criatório Galo Gigante teve nos últimos anos grande destaque no mercado nacional, seja pela sua qualidade e genética ou pela sua estrutura diferenciada na criação de Índio Gigante do Brasil. O ano de 2017 foi diferente para o Galo Gigante. O slogan foi modificado e acrescido de duas palavras chaves que refletiram o ano de 2017 e que sempre foram bases do trabalho da fazenda. São elas: inovação e conhecimento. Agora, o novo slogan reflete exatamente a filosofia de trabalho: Galo Gigante: Genética, Inovação e Conhecimento. O Galo Gigante não é somente um criatório focado em vendas de ovos e aves. Há o objetivo de gerar conteúdo para clientes e futuros clientes, indo além do comercial. A empresa se preocupa em ajudar a quem está começando no ramo e para isso, fornece informações básicas e até mesmo específicas para quem deseja conhecer ou se aprofundar em assuntos pertinentes.

Blog Para cumprir esta finalidade o Galo Gigante lançou um Blog onde tira as dúvidas dos clientes, aprimorou seu Canal no Youtube com novos vídeos semanais, ministrou vários cursos para seus clientes e principalmente fechou parcerias com Faculdades e Universidades, tais como UMFG e UNI-BH. Em 2017 o Galo Gigante ministrou curso sobre Inseminação Artificial, Seminário de boas práticas no manejo do Índio Gigante e Dia de Campo. Para o próximo ano, estão previstos Dia de Campo, Customer Day, Curso sobre Inseminação Artificial, Seminário sobre o Mercado de Índio Gigante no Brasil e participação em Feiras e Eventos ligados ao Mercado de Índio Gigante.

Projeto Novos CRIADORES O resultado positivo das parcerias e cursos foi tão bom, que o Galo Gigante lançou o ‘’Projeto Novos Criadores’’, que tem como objetivo proporcionar conhecimento aliado a estudos científicos realizados em parceria com o Galo Gigante e as Universidades / Faculdades, fornecendo aos criadores, clientes e ao

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mercado de Índio Gigante estudos e pesquisas com embasamento científico, gerando credibilidade e informação ao mercado. Para proporcionar aos estudantes e professores uma estrutura ainda melhor para a realização das pesquisas, estudos e análises, o Galo Gigante montou um novo laboratório e dormitório para recebê-los. Outro ponto importante a destacar é o Controle Sanitário realizado na fazenda, tanto que em 2017 foi instalado até um rodolúvio, a pedido do IMA.


SEÇÃO NATUREZA

Animais do meio da cadeia alimentar são os mais prejudicados

Mudanças climáticas A

s mudanças climáticas são responsáveis por alterações significativas em vários setores: fauna, flora, hidrografia, solo, temperatura. O que muita gente não sabe ou que não parou pra pensar ainda é que os animais que estão no meio da cadeia alimentar são os mais prejudicados pelas mudanças no clima. Cientistas britânicos analisaram dados de 52 anos sobre 812 plantas do Reino Unido e de animais, desde as algas até grandes mamíferos. Os resultados, publicados na revista Nature, mostraram que espécies em diferentes níveis da cadeia alimentar respondem à mudança climática de maneiras distintas.

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O pesquisador chefe, Stephen Thackeray, do Centro de Ecologia e Hidrologia, localizado em quatro locais no Reino Unido, disse que o estudo “é o maior em termos de sensibilidade climática das plantas do Reino Unido e de comportamento sazonal dos animais feito até o momento. Nossos resultados mostram como as mudanças climáticas podem perturbar as relações entre plantas e animais, e agora é crucial que nós tentemos compreender as consequências dessas mudanças, tomando medidas urgentes para diminuir o impacto da ação humana sobre o meio ambiente”. De acordo com a ANDA, Agência Nacional do Direito dos Animais, mais de 370

mil observações de eventos sazonais como migrações, acasalamento e colocação de ovos foram combinadas com registros de temperatura e de chuva, no referido estudo. Animais como as aves de rapina, peixes e mamíferos, ou seja, os consumidores secundários, foram os menos afetados. Em contraste, os consumidores primários no meio da cadeia alimentar foram os mais sensíveis a mudanças, como a chegada precoce da primavera. São espécies como aves que se alimentam de sementes e insetos herbívoros, cujo destino foi influenciado tanto pela vida vegetal na parte inferior da cadeia alimentar como pelos predadores no topo.


Maria é a primeira tangerina totalmente desenvolvida no Brasil

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pós 20 anos de pesquisa no Instituto Agronômico Centro de Citricultura Sylvio Moreira (IAC), em 2019 chega ao mercado a primeira cultivar de tangerina 100% obtida no Brasil: A IAC 2019Maria. Esta nova tangerina é também a primeira cultivar de citros do IAC protegida no Sistema Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). As tangerinas formam o grupo mais importante de frutas de mesa consumidas no mercado nacional, mas o que temos nas gôndolas são cultivares introduzidas no Brasil ou originadas de mutação. A IAC 2019Maria resulta de melhoramento genético convencional, isto é, não se trata de cultivar transgênica. A fruta recebeu este nome por ser bem representativo do país, conforme informa Mariângela Cristofani-Yaly, pesquisadora do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Para o setor de produção, o principal destaque desta nova cultivar é a resistência à mancha marrom de alternaria (MMA), uma doença específica das tangerinas, que reduz significativamente a produção do pomar. Com essa característica de resistência, a IAC 2019Maria causa menor impacto ambiental, por diminuir ou até eliminar a necessidade de pulverização, e reduzir os custos de produção, além de melhorar a qualidade do fruto. Além dessas vantagens, suas características, como menor número de sementes, coloração intensa e tamanho do fruto, agregam valor ao fruto. “A mancha marrom de alternaria é responsável por 15 ou mais aplicações de fungicida durante um ano. Já ouvimos relato de produtor que chegou a

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fazer 25 por conta da doença. Com a Maria, essas pulverizações não serão necessárias”, comemora Mariângela.

Alta produtividade O citricultor também tem outro fator relevante para adotar a Maria: a alta produtividade. Ela produz de duas a três caixas de 40,8 kg, por planta, com frutos de maior calibre, o que valoriza o produto. A planta da IAC 2019Maria também tem menor porte, quando comparada com a tangerina Murcott, permitindo a instalação de maior número de pés por hectare, o que contribui para ampliar a produtividade. “A ideia é produzir o máximo por hectare, com qualidade”, diz Marinês Bastianel, pesquisadora do IAC também responsável pelo estudo.

A nova tangerina foi testada de Norte a Sul do Estado de São Paulo, incluindo os municípios de Cordeirópolis, Colina, Bebedouro, Matão, Itapetininga, Capão Bonito, Buri e Botucatu. Ela se adapta muito bem a todas as condições paulistas.

Sabor Para o consumidor, a IAC 2019Maria também tem várias qualidades. Apresenta sabor equilibrado entre o doce e o ácido, além da facilidade de descascar e ter poucas sementes. Testes com consumidores, realizados em 2015, mostraram uma boa aceitação da nova tangerina, que recebeu avaliações mais positivas do que algumas cultivares comerciais com as quais era comparada.


meio ambiente

Nascente do São Francisco volta a jorrar água A

principal nascente do Rio São Francisco estava comprometida e uma das causas era o longo período de estiagem. Mas os meses de novembro e dezembro foram de comemoração. As chuvas fizeram com que a fonte de água límpida da nascente do Parque Nacional da Serra da Canastra, em São Roque de Minas, no Centro-Oeste de Minas Gerais, voltasse a jorrar. A Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, uma das mais importantes do país, já havia sofrido por causa de um longo período de estiagem em 2014, considerado o maior nos últimos 30 anos. Foi em setembro de 2017 que a situação da nascente voltou a causar muita preocupação em autoridades e ambientalistas. Várias ocorrências de incêndio foram registradas ao.longo de todo o ano, o que maltratou a vegetação e a fauna local. Segundo informações de órgãos ambientais, mais de 90 mil hectares de área do parque sofreu com uma série de incêndios de julho até setembro de 2017. Mas a história mudou. Conforme previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), dezembro apresentou precipitações acima da média.

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Bacia do São Francisco A Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco abrange 639.219 quilômetros quadrados de área de drenagem. Segundo o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) a vazão média é de

2.850 metros cúbicos por segundo, o que equivale a 2% do total do país. O rio tem extensão de 2,7 mil quilômetros, escoa no sentido sul-norte pela Bahia e Pernambuco, quando altera seu curso para este, chegando ao Oceano Atlântico através da divisa entre Alagoas e Sergipe.


Equoterapia Cavalos à serviço da saúde

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erapia com cavalos para estimular o desenvolvimento do corpo e da mente. Esta é a equoterapia, também conhecida como hipoterapia. Vários indivíduos com necessidades ou deficiências especiais tais como síndrome de Down, paralisia cerebral, derrame, esclerose múltipla, hiperatividade e autismo utilizam a equoterapia como complemento a tratamentos convencionais. E os resultados são satisfatórios. Na fisioterapia, por exemplo, a técnica é um recurso terapêutico que alcança benefícios posturais. Isso ocorre porque o cavalo consegue transmitir impulsos ritmados para as pernas e para o tronco do paciente, levando a contrações e relaxamentos que facilitam a percepção do próprio corpo, noção da lateralidade e da manutenção do equilíbrio. Mas a equoterapia não pode ser executada de qualquer maneira. Além de um espaço amplo e específico, o animal precisa ser dócil e estar bem treinado. A presença

Autismo

de um terapeuta é primordial para orientar o treinador e claro, os exercícios que devem ser feitos com o paciente. As sessões costumam durar em média, 30 minutos, e são realizadas uma vez na semana.

Profissionais e pacientes garantem que os resultados já começam a surgir a curto prazo. Principalmente em casos de autismo, as conquistas são muitas. Há melhoria da interação social, da linguagem e da área emocional. Este fato ocorre porque o autista aprende a superar alguns medos, melhora a expressão facial e interage socialmente com outras pessoas presentes nas sessões.


Eucalipto tratado Bonito, barato e ecologicamente correto

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or questões ambientais e econômicas, o uso de madeiras de lei já não é utilizado. O eucalipto tratado é a opção mais utilizada na construção de cercas, postes e outros tipos, a fim de se adequar às novas normas vigentes na legislação de proteção ambiental. Além da estética, que é uma das vantagens, o preço e a facilidade de manuseio fizeram com que o eucalipto tratado se tornasse a melhor opção. Além disso, este material consegue ser ao mesmo tempo, ecológico e 100% renovável. Isso ajuda a diminuir a pressão sobre florestas nativas e atua, consequentemente, no eficiente sequestro e armazenamento de dióxido de carbono, livre na atmosfera, que é o responsável número um pelo efeito estufa.

Utilização rural Ao utilizar o eucalipto tratado em cercas de fazendas, por exemplo, deve-se escolher a matéria prima observando-se alguns detalhes importantes, como as técnicas empregadas em sua construção e o seu funcionamento, já que as cercas de arame são classificadas conforme os materiais utilizados na sua produção.

Esta madeira pode ainda ser utilizada em quiosques e passarelas, sendo bastante utilizadas atualmente em construções de moradias.

Processo de tratamento O processo de tratamento do eucalipto consiste em se retirar a seiva existente e adicionar produtos químicos para possibilitar a sua conservação. Depois de seca, é possível trabalhar a madeira normalmente sem nenhum risco de contaminação.

O tratamento feito na autoclave garante a diminuição do contato manual com os produtos químicos utilizados, além de resultar numa perfeita aplicação. A autoclave é um cilindro metálico, que suporta pressão e produz vácuo. As pressões utilizadas são acima da atmosfera. O eucalipto tratado apresenta vantagens incomparáveis, como padronização da madeira, versatilidade, rapidez, durabilidade, custo e o mais importante: a preservação da natureza.


Fazenda Bom Fim Criação diversificada de raças

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Fazenda Bom Fim, situada na região de Guaíba, no Rio Grande do Sul, de propriedade do agropecuarista Vasco da Costa Gama, possui grande tradição em seleção, pioneirismo e inovação em novas raças e técnicas de manejo. Na fazenda são criados bovinos de corte e leite, equinos, bubalinos, minivacas, ovinos, além da plantação de arroz e soja.

Pôneis em destaque A inovação na fazenda começou em meados da década de 40, com a introdução de um lote de pôneis, adquiridos em um circo que fazia apresentações na capital gaúcha, Porto Alegre. Em 73 anos a Fazenda se destacou com estes animais em inúmeras exposições regionais, estaduais e nacionais. Dentre os muitos títulos alguns se destacam, como os títulos de grande campeão nacional macho e fêmea, campeões dos campeões, inúmeros campeonatos na Expointer e em outras exposições por todo o país. O atual plantel conta com 100 matrizes e 6 garanhões na reprodução, produzindo aproximadamente 70 potros ao ano.

Mini bovinos e búfalos As minivacas, como são conhecidas, chegaram à Fazenda Bom Fim em 1953. Atualmente o plantel da Bom Fim tem dois touros, 50 matrizes e 40 produtos. As vendas por ano alcançam a marca de 25 cabeças em todo o território nacional, sendo que o nordeste do Brasil é a região que mais adquire estes animais. Já os búfalos chegaram na fazenda em 1964, iniciou-se a criação de Búfalos na Fazenda Bom Fim. O plantel de búfalos tem hoje 400 vacas e 300 terneiros anualmente. As vendas anuais destes animais estão em torno de 100 terneiros de aproximadamente 300 quilos para abate e de 150 para recria.

Crioulos Em 1962 teve início a criação de cavalos Crioulos Tobianos na fazenda. Os Crioulos começaram a ser criados quando Vasco ganhou de presente do então presidente João Goulart um garanhão tobiano. A manada de cria, algo em torno de 50 éguas, fica na Fazenda Santa Regina em Rosário do Sul. Na reprodução são utilizados garanhões de renome, tal como o finalista do Freio de Ouro 2017, Algo Tengo do Purunã.

Quarto de Milha Já a raça Quarto de Milha foi conhecida pelo Sr. Vasco em viagem aos Estados Unidos, quando importou dois garanhões

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palominos e duas 2 potras. Dando início a criação e consagrando-se um dos pioneiros da raça no Rio Grande do Sul. Durante 42 anos a Fazenda Bom Fim participou de inúmeras exposições e provas pelo Brasil, conquistou vários prêmios e produziu, até o momento, em torno de mil animais registrados na ABQM. O plantel de Quarto de Milha tem em torno de 40 matrizes PO e quatro garanhões na reprodução, além de éguas mestiças na Estância da Glória em Quaraí, para produção de animais de serviço para as fazendas.

Garanhões e éguas destaques Como todo plantel de respeito, há os animais destaques. Doc Tari Powder,Tordilho, filho do campeão de apartação Powder Playboy, e Mr Jac Lena - TE, Baio Amarilho, filho do garanhão importado Heavens Little Lena estão entre os garanhões destaques. Já as éguas destaques são Peppy Nebraska DP, filha do campeão mundial Lenas Cuttin Peppy; Sasha Doc Pine, filha do campeão mundial Mister Slydun Pine; Nature Smarvel YM, filha do campeão mundial Smarvelena; Bibi Nevada LEF, filha do campeão mundial Freckles Nevada e Miss Squaw Bom Fim, filha do potro do futuro ABQM, Docs Squaw.


Porto de Santos embarca 27 mil bois vivos para a Turquia

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o interior de São Paulo para a Turquia, pelo mar. Foi assim o transporte de mais de 27 mil cabeças de gado. A megaoperação teve início na noite do dia 29 de novembro com a chegada de até três caminhões por hora, contendo cada um, 90 animais procedentes de fazendas de Altinópolis e Sabino, há 500 quilômetros do Porto de Santos, no litoral paulista. O embarque é, na verdade, uma retomada de movimentação de "carga viva" neste complexo portuário após quase duas décadas.

A embarcação À medida que chegavam ao terminal portuário, os caminhões se posicionaram de modo que os animais entrassem em um corredor e depois passassem por uma plataforma até embarcarem no navio Nada, capaz de receber até 30 mil bois. A embarcação, de 12 andares contou com veterinários e vaqueiros entre os 80 tripulantes. De acordo com informações oficiais, o Nada é considerado o maior navio em operação no mundo voltado para o transporte de animais vivos. Construído em 1993 para carregar contêineres e cargas

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de projeto, foi adaptado na última década. Possui 201 metros de comprimento e 32 metros de largura. Todo o planejamento para a embarcação de tantos animais foi feito com apoio da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela equipe da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Durante a operação de embarque que durou quase cinco dias, o Ecoporto manteve uma equipe de limpeza para cuidar do costado e isso foi uma exigência da Docas para autorizar o trabalho. Durante o embarque agentes do Vigiagro colheram informações dos animais como documentação e controle de vacinas.

Novas operações O primeiro passo foi dado e agora a perspectiva é que, em janeiro de 2018, um novo embarque de cabeças de gado deva ocorrer no cais santista. “Já estamos negociando com a Minerva Foods mais sete ou oito embarcações de bois vivos. O mercado viu que podemos atender essa carga e surgiram outras empresas interessadas”, informou o diretor comercial do Terminal Ecoporto, Luiz Araújo. De acordo com Luiz, a operação reflete o atual momento econômico do país. “Essa

operação tem muito a ver com o momento que o porto vive. O exportador começou a procurar alternativa e Santos sempre foi colocado como um porto difícil e caro, mais dedicado a outras cargas. Ela mostra que há como atender essa demanda". As cabeças de gado partiram com destino ao Porto de Iskenderun, no Mar Mediterrâneo. A navegação durou duas semanas e os animais foram alimentados com pelo menos 60 toneladas de ração, que também foram embarcadas em Santos. Na Turquia, eles seguiram para fazendas e, posteriomente, para consumo.


PANC Plantas alimentícias não convencionais

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e não são convencionais, isso quer dizer que essas plantas não são assim tão conhecidas. Ou já foram conhecidas em determinadas regiões, mas perderam espaço para as mais comumente utilizadas. Serralha, beldroega, capuchinha, caruru, taioba, mangarito, bertalha, chuchu de vento, peixinho, dente-de-leão, vinagreira, cansanção, araruta... Muitas dessas plantas desempenham papel histórico-cultural compondo pratos típicos regionais. De modo geral são rústicas e de fácil cultivo, apesar de algumas não serem facilmente encontradas. De acordo com uma publicação da Epamig – Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – existe uma pesquisa recente feita com grande parte de espécies não convencionais que está contribuindo para a reintrodução de algumas dessas espécies na alimentação do brasileiro, de acordo com a adaptação climática. “Hortaliças não convencionais – Saberes e Sabores” traz uma breve explicação sobre o que são as Panc além de receitas de todos os cantos de Minas Gerais, feitas com diversas plantas, como por exemplo, a Beldroega e a Vinagreira. Outro ponto a favor é que, por serem locais, elas são mais resistentes, dispensando assim o uso de agrotóxico. O termo Panc foi criado pelo biólogo Valdely Kinupp, professor na UFAM (Universidade Federal do Amazonas), e representa

um trabalho de longa data que envolve a catalogação e descrição dos usos culinários de uma enorme e variada gama de plantas que usualmente não são consideradas como próprias para a alimentação. De acordo com Valdely, coautor do livro Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil (Editora Plantarum, 2014), estima-se que existam 10 mil espécies com potencial alimentício no país.

Embora pareçam estranhas para a maior parte da população, chefs de cozinha renomados já adotaram as Panc. “Sabendo que determinada planta é comestível, você não a verá mais como mato. A verdade é que tudo foi PANC um dia. A alface, por exemplo, era conhecida como planta medicinal. Só depois de muitos anos que passaram a utilizá-la na salada, como espécie comestível”, afirma Valdely.


Apicultura

Manejo pode elevar a produção de mel

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Associação Brasileira de Estudo das Abelhas - A.B.E.L.H.A, publicou resultados iniciais de seu Apiário Experimental, iniciativa que iniciou em novembro de 2016. Localizado no município de Itatinga - São Paulo, região de maior produção de eucalipto do Estado, está o projeto que concentra apicultores dedicados à produção de mel. Os dados preliminares apontam que a adoção de boas práticas no manejo das colmeias tem impacto direto na produtividade e, portanto, na lucratividade do produtor. Enquanto a média nacional de produção por colmeia é de 18 kg de mel, segundo a Embrapa, as colmeias do Apiário Experimental que receberam ações de manejo produtivo apresentaram média de 62 kg/colmeia. De acordo com a diretora-executiva da Associação, “a ideia do Apiário Experimental surgiu para que fosse demonstrado aos apicultores, na prática, que não é necessária nenhuma ação mirabolante para alcançar níveis mais altos de produtividade”. Sob supervisão da entomologista Kátia Aleixo, consultora da A.B.E.L.H.A., o Apiário deverá ser migratório, para acompanhar as grandes floradas da região.

A técnica experimental O Apiário possui 20 colmeias, que foram divididas em dois grupos de 10 colmeias cada. Todas foram obtidas por meio de divisões de colmeias altamente populosas do plantel do

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apicultor. Duas ações de manejo produtivo foram aplicadas para diferenciar os dois grupos. As rainhas das 20 colmeias foram trocadas após as divisões dos enxames, porém um dos grupos, denominado A, recebeu rainhas selecionadas a partir das melhores colmeias. Dentre as que mais produziram mel na safra passada, foram selecionadas as colmeias menos defensivas, as quais forneceram larvas para a produção de rainhas. Portanto, as rainhas introduzidas no grupo (A) detinham as características genéticas de alta produção da rainha e baixa agressividade das operárias. Já as rainhas do grupo (B) foram “puxadas” naturalmente, sem seleção.

Resultado Foram efetuadas três coletas de mel da florada de eucalipto, uma no início de março e outras duas no início de abril e maio de 2017. A diferença marcante entre os dois grupos foi na produção total. Enquanto no grupo A foi coletado um total de 624 Kg de mel, no grupo B foram coletados 373 Kg. Levando em conta o preço de R$ 12,20 para o quilo do mel comercializado em Itatinga, o apicultor elevaria seu ganho financeiro em R$ 3.062,20 com três coletas de mel em um único apiário seguindo as boas práticas de manejo apícola.


Repolho O vegetal que previne o câncer

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le pode ser liso, crespo, roxo, chinês ou mesmo bem pequeno, a couve-de-bruxelas. E todas essas variedades podem ser consumidas cruas em saladas, refogadas ou cozidas em sopas. Estamos falando do repolho, que, quando cru, é fonte de vitaminas A e C. Pesquisas indicam que este vegetal previne diversos tipos de câncer, graças ao ácido p-cumárico e a rutina, presentes em sua composição e que atuam como antioxidantes, anulando o efeito dos radicais livres. É uma planta herbácea, de pequeno porte, da mesma família da couve, do brócolis e da couve-flor. Cultivado há milhares de anos, desde cerca de dois mil anos antes de Cristo, foi introduzido nas Américas pelos conquistadores europeus e seu cultivo se estabeleceu no Brasil com os imigrantes alemães na região sul do país. Desde então, é apreciado na culinária brasileira.

Fonte de vitaminas Além de ser uma excelente fonte de vitamina C, o repolho também contém vitamina A, B1, B2, B6, K, ácido fólico, fibras e minerais como o cálcio, fósforo e enxofre. Possui ainda quantidades significativas de glutamina e polifenóis, o que contribui para que seja um alimento com propriedades anti-inflamatórias.

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Cultivo É produzido em todos os estados brasileiros, com destaque para a região Sudeste e Sul. No mundo, os maiores produtores de repolho são a China, Índia e Rússia. Pode ser cultivado durante todo o ano, porém prefere clima fresco e úmido e o período de maior produção é de setembro a abril. Como qualquer planta, o repolho também está susceptível aos ataques de várias pragas agrícolas e doenças. Dentre as mais comuns que atacam os repolhos estão a Largata da couve (Pieris rapae, Tricholousia ni e Plutella xylostella), a Rosca (Mamestra brassicaceae) e a Mosca da couve (Delia radicum). O controle destas pragas é feito através da utilização de inseticidas. Já as doenças podem ser causadas por fungos, por bactérias e também por alguns tipos de vírus.


Fabiano Lopes Ferreira Um homem movido a sonhos, conquistas e desafios Direito O curso de Direito, na opinião de Fabiano, é primordial para todas as pessoas. A escolha dele pela área foi, em parte, por influência de um advogado que conheceu. “Quanto ao direito, optei por influência de um grande advogado que havia na minha terra natal, Dr. Jeferson Ribeiro Filho, o nosso querido Doutor Jefrinho. Além do seu saber jurídico, tinha um carisma e uma elegância de dar inveja”.

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abiano Lopes Ferreira é natural de Itapecerica - MG, filho de um pequeno fazendeiro, José Ferreira Lopes, mais conhecido como Juca Cazeca, e da dona de casa, Maria Cândida Ferreira. E do pai, além de ensinamentos, herdou o apelido. Na região onde nasceu e para os mais íntimos, Fabiano Cazeca. Homem de negócios, ainda muito jovem saiu do interior para a cidade grande em busca de estudo e emprego. Se ele conseguiu? Vejamos! Formado em Direito e Administração, possui outros diversos títulos curriculares e detém a Multimarcas Consórcios. Atua há quase 40 anos no segmento de consórcios e nas áreas comercial, administrativa, jurídica e também do agronegócio. Advogado pós-graduado em Direito Processual Civil é, desde dezembro de 2015, Cidadão Honorário de Belo Horizonte. Autor do livro “Consórcio e Direito, Teoria e Prática, editado em 1998 pela Livraria Del Rey Editora, é palestrante sobre os temas Consórcio, Direito e Motivação. Fabiano é membro vitalício do Conselho Consultivo Superior da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios). É, ele conseguiu.

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“Quanto maior a dificuldade, mais vontade eu tenho de lutar e vencer.”

Casa da Fazenda das Palmeiras onde Fabiano nasceu

Fabiano é conciso em frisar a importância do curso de Direito na vida das pessoas. “Eu penso que todas as pessoas antes de definir o que querem ser na vida, deveriam fazer um curso de direito para depois escolher a profissão”.

O empresário A vocação para os negócios veio de sua família e nada foi fácil, segundo Fabiano. “Herdei a vocação empresarial da minha família, pois nas fazendas, ao contrário do que muitos imaginam, são feitos muitos negócios como compra e venda de gado e de produtos agrícolas em geral. Desde criança eu já era um “homem” de negócio”, enfatiza. Quantos aos desafios, ele foi sábio e os usou como estímulos. “Na minha vida nada foi fácil, mas as dificuldades sempre serviram de motivação para eu ir à luta. Desafio é o combustivo da minha vida, quanto maior a dificuldade, mais vontade eu tenho de lutar e vencer.”


A ascensão

Touros Guzonel da Fazenda Boa Vista

Tudo começou com a vontade de realizar sonhos e romper limites. De fibra e capacidade imensuráveis, Fabiano sempre soube do seu potencial e o valorizava, fato que fez com ele saísse de um cenário e conquistasse um espaço muito maior e melhor, o seu próprio espaço. “O sonho de muitos funcionários é comprar a empresa que trabalha. Comigo não foi diferente, na época eu era o principal executivo de uma empresa de Consórcios, mas a minha autonomia tinha limites e isso me incomodava bastante, pois os proprietários não entendiam do negócio”. Sem conseguir aprovação para grandes projetos para a empresa para a qual trabalhava, Fabiano resolveu constituir

sua própria empresa. Nascia o Consórcio Nacional Autobel. Porém, mais um passo importante foi dado. “Quando eu me preparava para deixar a Cobrasa, a diretoria me convenceu que era melhor para ambas as partes, eu vender a recém-constituída Autobel e comprar 5% da Cobrasa Consórcios. Assim foi feito.” A Multimarcas Administradora de Consórcios Ltda. originou-se através da cisão parcial do capital social da Cobrasa Administradora de Consórcios Ltda., em 26 de março de 2001. O começo da Multimarcas Consórcios não foi fácil, pois a empresa contava com apenas 2.600 consorciados oriundos da Cobrasa, e com apenas 20 funcionários.

Sede própria da Multimarcas Consórcios em Belo Horizonte

Com o passar dos anos e aquisição de cotas da empresa, a Cobrasa foi transformada em Multimarcas Consórcios. “Hoje detenho 97% das quotas e meus três filhos os outros 3%. Com a aquisição total da empresa eu adquiri a autonomia que me faltava e pude colocar em prática os meus projetos”. Estes projetos consistem na aquisição de carteiras de clientes de outras empresas; expansão da empresa para o interior e para outros estados; reformulação dos planos de vendas, de comissionamento e de taxa de administração, por exemplo. “Com tudo isso, a empresa saiu da última colocação no ranking onde começou para o primeiro lugar em Minas Gerais e para o 21º no ranking nacional. Saiu dos 20 funcionários iniciais e chegou aos 1.446 funcionários/parceiros, que estão espalhados por 22 estados da federação e em 153 lojas.”

REVISTA MERCADO RURAL

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Sabedoria para enfrentar as dificuldades P

Casa Rios

arece que tudo sempre vai bem, mas não é bem assim. Fabiano explica que o mercado de consórcio é muito competitivo e bastante controvertido. “Esse negócio tem que ser vivenciado 24 horas por dia. Tem que viajar todas as semanas, de norte a sul e de leste a oeste. Trabalhar de 12 a 14 horas por dia. Não venci ainda, mas esse é o meu objetivo”. Para quem nasceu para os negócios e é movido a desafios, coragem é o que não falta. Fabiano destaca essa virtude no mundo da administração dos negócios. “Administrar é uma arte. É preciso, antes de tudo, muita coragem. Não é fácil administrar centenas de funcionários, cada um com sua característica própria e que precisa ser respeitada. O Governo não ajuda, só atrapalha. O mercado é perverso. Ás vezes, uma empresa “apronta” e os efeitos se estendem para todos. Administrar é colocar as pessoas certas nos locais certos, cobrar resultados e substituir os que não estiverem correspondendo. É isso que faço no meu cotidiano.”

Matriz da Casa Rios em Itapecerica, MG

política

Clube Atlético Mineiro

Não é de se espantar que um homem com tanta determinação fosse cotado para compor o cenário político de nosso país. Com grande capacidade de indignação por coisas erradas, Fabiano entendeu que não basta apenas se indignar, é necessário agir. Por isso vai se candidatar nas eleições de 2018. “Já tenho participado de diversas reuniões e recebido convites de alguns partidos para filiação, estou estudando qual a melhor opção. Decidi que serei candidato a Deputado Federal nas próximas eleições de 2018.” Para Fabiano, nos últimos anos, “a política brasileira optou pelo caminho do mau, da roubalheira, da bandidagem e da falta de respeito com o país e com o povo brasileiro.” Para ele, “a melhor definição de política é a arte de governar, mas atualmente a política brasileira pode ser traduzida pela arte de roubar. Isso tem efeitos devastadores para o país e para seu povo e precisa urgentemente ser mudado.”

“Ser presidente do Atlético é um sonho de quase todos os atleticanos e meu também”. Fabiano se candidatou nas últimas eleições, mas não se elegeu. O que, em sua opinião, não foi nenhuma derrota, uma vez que deixou propostas justas e democráticas. “Uma delas é dar direito de voto aos sócios dos clubes Labareda e Vila Olímpica e aos sócios torcedores. A outra proposta que apresentei aos conselheiros durante a minha campanha, foi a de promover os conselheiros eleitos a beneméritos. Assim, eles se tornariam vitalícios e teriam a necessária liberdade para escolherem em quem votar nas grandes decisões do clube, inclusive nas eleições.” Assim como não desistiu de crescer ainda mais nos negócios, também não desistiu de se eleger presidente do Clube Atlético

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Em 2017 Fabiano decidiu diversificar mais ainda seus negócios se associando à tradicional e centenária Casa

Rios que é uma empresa de material de construção, eletroeletrônicos e móveis. A Casa Rios possui diversas lojas no Centro Oeste mineiro e o projeto é expandir para novas cidades da região.

Mineiro. “Vou continuar perseguindo o meu sonho de ser presidente do meu glorioso Clube Atlético Mineiro. Para isso, pretendo continuar conversando com os conselheiros e propondo alterações no Estatuto do Clube. Tenho certeza que, em uma eleição justa, minhas chances de vitória serão reais e meu sonho será realizado.”


Atuação e vida no campo O

gosto pelo mundo rural e pelo agronegócio é de raiz, herdou do pai que era pequeno produtor de café e criador de gado essa paixão. “Meu pé de manga... Minha mangueira... Me dê seu fruto, seja hospitaleira.” Foi cantando este verso que Fabiano demonstrou seu apreço pela natureza e por suas terras. “O campo é um refúgio, é lugar de arejar a cabeça, lugar de água, de plantas”. Fazenda Boa Vista, Fazenda das Palmeiras e Fazenda Guapé. Estas são as propriedades rurais de Fabiano. As duas primeiras localizadas em sua terra natal, Itapecerica, a outra em Guapé, no Sul de Minas Gerais. Nestas áreas Fabiano investe na criação de bovinos, equinos, produção de madeira e turismo.

Preço mínimo e linha de crédito Fabiano Cazeca, este homem da cidade e do campo, conhecedor de leis, de direitos e deveres, enfatiza que “todo produtor rural precisa de investimento governamental. O fazendeiro precisa da segurança de um preço mínimo, de linha de crédito e de seguro. O Brasil é o celeiro alimentar do mundo onde temos terra de primeira qualidade, somos importantes e invejados”, conclui.

Entrada da Fazenda Boa Vista

Zafir, o Mangalarga Marchador que Fabiano presenteou sua esposa Joyce Rios

Baias da Fazenda Boa Vista REVISTA MERCADO RURAL

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Exportações de frangos sobem em novembro A receita das exportações de carne de frango apresentou elevação de 5,7% em novembro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Nestes números estão contidos todos os produtos, entre in natura e processados. Os embarques em novembro/2017 geraram saldo de US$ 558,5 milhões, contra US$ 528,2 milhões em novembro de 2016. Já no acumulado do ano, de janeiro a novembro, foram embarcadas 3,999 milhões de toneladas, volume 0,56% inferior ao obtido no ano anterior, com 4,021 milhões de toneladas. O curioso foi que, em toneladas, houve retração de 0,8% nos volumes embarcados neste mês analisado, com total de 325,6 mil toneladas contra 328,2 mil toneladas em novembro do ano passado. “A diminuição do ritmo dos embarques é resultado de ajustes pontuais nas importações de determinados mercados do Oriente Médio e da União Europeia. Ao mesmo tempo, houve um consistente crescimento nas importações da África do Sul, Iraque, Líbia e Jordânia”, analisa Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.

Números de 2017

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) realizou coletiva de imprensa no dia 13 de dezembro em São Paulo - SP, e apresentou os resultados dos setores de aves, ovos e de suínos do Brasil em 2017, além das perspectivas da avicultura e a suinocultura para o próximo ano. De acordo com as projeções da ABPA, as exportações de carne de frango devem encerrar o ano em patamares próximos ao alcançado em 2016 (quando registramos nosso melhor desempenho em volumes da história), porém, com uma receita superior. As vendas para África do Sul, Egito, Iraque, Japão, México e Angola reduziram os impactos da diminuição das importações chinesas, europeias e de países árabes, além de outros mercados que apresentaram diminuições menos expressivas. De carne suína, mesmo com embarques em níveis inferiores em relação ao ano anterior, chegar a volumes próximos de 700 mil toneladas foi uma vitória para o setor. Em 2017, os elevados estoques chineses influenciaram a retração deste que

foi o terceiro maior importador de 2016, ao mesmo tempo em que a Rússia, Argentina e Uruguai incrementaram significativamente suas compras.

Produção da carne de frango Previsão 2017: A produção brasileira de carne de frango deverá totalizar 13,056 milhões de toneladas, número que supera em 1,2% o volume produzido pelo país em 2016, de 12,90 milhões de toneladas. Com este desempenho, o consumo per capita deverá encerrar o ano em 42 quilos, uma elevação de 1,8% em relação ao consumo do ano passado, de 41,1 quilos per capita. Previsão 2018: De acordo com as estimativas da ABPA, a produção de carne de frango no próximo ano deverá superar em 2% a 4% o volume produzido em 2017.

Exportações Os embarques de carne de frango totalizaram 325,4 mil toneladas em novembro (-0,8% em relação a novembro/2016). Com isto, o setor obteve receita de US$ 557,8 milhões (+5,6%). Previsão 2017: As exportações de carne de frango deverão totalizar 320 mil toneladas em dezembro (-10,2%). Com isto, o setor deve encerrar o ano com embarques de 4,320 milhões de toneladas (-1,48%), obtendo receita de US$ 7,2 bilhões (+6%). Previsão 2018: Expectativa de elevação entre 1% e 3% em volumes, em relação ao resultado de 2017.

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Campeonato Brasileiro de Marcha Batida supera expectativas C riadores de vários estados do Brasil participaram do segundo maior evento da raça, em Caxambu - MG. A 31ª edição do Campeonato Brasileiro de Marcha Batida, realizado de 14 a 18 de novembro, no Parque de Exposições José Bráulio Junqueira de Andrade, recebeu mais de 20 mil pessoas. O evento ganhou proporções inéditas com a participação de 504 animais e 199 expositores vindos da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e do Distrito Federal. Para Daniel Borja, presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), foi um momento de congraçamento, oportunidade de negócios e troca de experiências em um parque que foi revitalizado justamente para isso. Segundo ele, o novo parque proporcionou mais conforto para os participantes e bem-estar para os animais inscritos nas provas. O trabalho para transmitir e realizar as provas também recebeu avaliação positiva da diretoria da ABCCMM. “Repetimos em Caxambu o sucesso da transmissão dos julgamentos, comentados pelo time do Resenha do Marchador, assim como fizemos na Nacional deste ano. Tudo ao vivo, oferecendo oportunidade para que milhares de apaixonados pela raça nos acompanhassem em todo o país e o exterior. Em média, foram aproximadamente 70 mil acessos diários à nossa página no site da ABCCMM, no Brasil e também no exterior.”

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Para o próximo ano a ABCCMM planeja realizar o CBM unificado, com competições de Marcha Batida e Picada, em Brasília - DF.

“Será um Campeonato grandioso, com a participação de um número recorde de criadores e apaixonados pela raça”, conclui.


ECONOMIA

Cafeicultores mineiros obtêm resultados mesmo com período de estiagem A

cafeicultura é uma das principais fontes de renda na agricultura brasileira. Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), divulgado no mês de setembro, a produção da safra de 2017 está estimada em 44,77 milhões de sacas de 60 quilos de café beneficiado. Somente em Minas Gerais, a produção é estimada em 24,38 milhões de sacas. O parque cafeeiro do estado é formado por, aproximadamente, 3,9 bilhões de plantas, composto pelas espécies café arábica, em maior escala, e conilon. Porém, de modo geral, as condições climáticas não foram muito favoráveis à safra de café 2017. A estiagem atingiu a maioria das regiões cafeeiras e trouxe prejuízos quantitativos e qualitativos à cafeicultura mineira.

Avanço tecnológico Alguns fatores prejudiciais, no entanto, podem ser minimizados e dessa forma estabelecido manejo mais adequado garantindo maior produtividade. Uma empresa sediada no Estado de São Paulo e com atuação em todo país e na América Latina, desenvolveu uma tecnologia por meio do Programa Construindo Plantas (PCP 360). Há um estímulo da planta via foliar e solo, atuando nos processos fisiológicos da planta e na qualidade do solo, o que possibilita maior produtividade com melhor rentabilidade. O produtor Edivaldo da Silva, de Boa Esperança -MG, afirma “que com o uso das soluções, as plantas foram revigoradas, com um melhor enraizamento e raízes mais pro-

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fundas, mesmo na época de seca, e a lavoura apresentou resultados mais rentáveis”. O PCP 360 possui o estimulo fisiológico equilibrado para cada fase da planta, iniciando pelo solo, passando pela parte aérea, desenvolvendo assim lavouras com alto potencial produtivo, e construindo plantas mais eficientes. Para o proprietário da Fazenda Serra Rica, de Carmo da Cachoeira-MG, Arnaldo Bottrel Reis, “as plantas tiveram vigor bastante expressivo depois que iniciamos o

uso dos produtos. Outro ponto foi um maior crescimento de vara que aumentou a nossa produtividade”, comenta. Já o produtor Jorge Calili, da Fazenda Pião, de Santana da Vargem - MG, afirma que um dos benefícios do uso da tecnologia foi o crescimento de ramos, além de ter uma lavoura com menos estresse na pós-colheita, proporcionando com isso melhor sanidade. “Mesmo com a seca que vimos neste ano, nossas lavouras responderam bem à falta de chuva”, explica.


Cadeia produtiva de frangos, ovos e suínos exige rigoroso controle analítico

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pesar da grave crise econômica do país e dos impactos da Operação Carne Fraca, os dados apresentados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) registram um cenário otimista para os principais pilares da economia brasileira: a avicultura e a suinocultura. "De carne suína, mesmo com embarques em níveis inferiores em relação ao ano anterior, chegar a volumes próximos de 700 mil toneladas foi uma vitória para o setor", afirma Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA. De acordo com as estimativas da Associação, a produção de carne de frango no próximo ano deverá superar em 2% a 4% o volume produzido em 2017. Mas até chegar nas condições apropriadas para a exportação, comercialização e consumo, existe um rigoroso controle analítico desta produção de suma importância para o Brasil. Os laboratórios emitem diversos laudos técnicos com a finalidade de atestar a segurança e procedência das carnes de frango, suínos e ovos do país. As análises envolvem desde a qualidade das matérias-primas (MP’S) da nutrição animal, responsável por quase 70% dos custos de produção, até a identificação de resíduos químicos em carnes, ovos e leite. Por isso é fundamental contratar laboratórios especia-

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lizados em fornecer laudos diversos, com rigoroso controle analítico, nas etapas de controles físico-químicos, bromatológicos, microbiológicos, ausência de resíduos e contaminantes, diagnósticos sorológicos e virológicos, com a finalidade de constatar doenças e avaliar a eficiência da vacinação. Para se ter uma ideia da segurança nos itens de alimentação animal, os especialistas analisam questões como rotulagem de produtos, controle de qualidade físico químico e microbiológico. Macro e micronutrientes, vitaminas e minerais, aditivos, perfil de aminoácidos, ureia e seus derivados, nutrientes digestíveis totais e energia total metabolizável e resíduos de drogas veterinárias, pesticidas, toxinas e metais pesados.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), estabelece uma série de normativas e manuais sobre o tema alimentação animal, entre eles o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes – PNCRC/Animal, uma ferramenta de gerenciamento de risco adotada pelo MAPA que tem o objetivo de promover segurança química dos alimentos de origem animal produzidos no Brasil. A principal base legal do programa é a Instrução Normativa SDA N.º 42, de 20 de dezembro de 1999. “As propriedades violadoras têm seus próximos lotes de animais e produtos submetidos a um regime especial de teste, período no qual os produtos obtidos dos lotes amostrados são retidos pelo serviço oficial até que o resultado de análise indique a sua conformidade. A amostragem de lotes de animais e produtos de propriedades violadoras se mantem até que cinco lotes consecutivos apresentem resultado conforme”, alerta o ministério. Portanto, para assegurarmos um crescimento de uma das principais cadeias produtivas do país – ovos, frango e suínos – é necessário contratar laboratórios eficientes e precisos na análise e emissão de laudos de controle analítico, garantindo assim a qualidade da produção nacional.


Cogumelos conquistam atenção dos cozinheiros no Brasil

U

m ingrediente, até então pouco conhecido na mesa dos brasileiros, começa a ganhar força e vem sendo utilizado por diversos cozinheiros país afora. É o famoso fungo conhecido como cogumelo, tido como alimentos especiais desde o Egito antigo, sendo servido aos poderosos faraós, combinado com outras especiarias. Os gregos e romanos também saboreavam esta iguaria em seus banquetes. Atualmente a China é o maior produtor de cogumelos, seguido da Itália e Estados Unidos. No Brasil, o cultivo desse fungo esteve concentrado em São Paulo, hoje a produção se estende pelos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sul da Bahia, Pernambuco, Brasília e Rio Grande do Sul, gerando mais de três mil empregos diretos, de acordo com a Associação Nacional dos Produtores de Cogumelo (ANPC). As espécies mais cultivadas no Brasil são "Champignon de Paris", Pleurotus spp, Shiitake e Murrill. Famosos na gastronomia europeia, principalmente França e Itália, os cogumelos estão conquistando os cozinheiros brasileiros. Até então, integrava nossa culinária com os potes em conserva, porém as receitas envolvendo cogumelos frescos tem sido cada vez mais apreciadas. Até a famosa apresentadora Ana Maria Braga apresentou uma reportagem especial sobre os cogume-

los, inclusive receitas especiais com as variedade de cogumelos comestíveis kikurague, bunapi, portobello, eryngui, shimeji, shimofuri, enoki e paris. Entre as saborosas receitas podemos destacar o gratinado de Cogumelos frescos e Batatas, Cogumelos frescos ao vinho branco, Cogumelo Castanho Recheado, Creme de Cogumelos e até Sanduíche de Cogumelo Shiitake e Queijo Coalho. A criatividade e o sabor não têm limites e o fungo fresquinho já pode ser encontrado em algumas feiras de agricultura pelo país. Os cogumelos ainda podem ser eficazes para reduzir sintomas da TPM como cólica e inchaço, além de ser fonte de vitamina D e diminuir a saciedade e a fome, pois concentra altos níveis de proteína como a carne vermelha e, no entanto, engorda menos. A culinária brasileira tem apostado na inclusão do cogumelo em criativas e deliciosas receitas, porém o consumo aqui é de 160g por ano, enquanto na França e Itália chega dois quilos por pessoa. "Muitas espécies apresentam qualidades gastronômicas de textura, aroma e sabor bastante atrativas ao paladar humano. Esses cogumelos são, assim, merecidamente reconhecidos como uma excelente opção entre os alimentos saudáveis ou funcionais", garante a ANPC.


37ª Exposição Nacional do Cavalo Campolina

Morfologia e técnica comprovam evolução da raça

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Exposição Nacional do Cavalo Campolina é considerada o maior evento da raça e a 37ª edição, realizada entre os dias 9 e 12 de outubro, em Belo Horizonte – MG confirma o fato. O Parque da Gameleira, na região Oeste da capital foi palco do evento que reuniu mais de 570 animais de 129 expositores de vários estados do país. A raça Campolina, que é 100% brasileira, mostrou toda sua evolução em provas sociais e também em grandes leilões, que atraíram grande público. Diversos criadores frisaram o planejamento necessário para participar com louvor da Nacional, relevando o planejamento e preparação de equipe e animais para o evento que já é consagrado para os amantes da raça que é pura elegância. Além dos julgamentos que comprovaram a qualidade técnica dos animais, o público pôde conferir atrações gastronômicas, shows musicais, espaço kids e diversas outras opções para as cerca de quatro mil pessoas que passaram diariamente pelo parque nos dias da Nacional. “A Nacional é hoje uma amostra da qualidade técnica e evolução do nosso cavalo. Além de ser a mais pura em qualidade de

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DNA é a raça ideal para famílias, crianças e para a prática de esportes. Os animais ainda são resistentes e fortes, sendo indicados para trabalhos em fazendas”, destacou Jorge Salum, presidente da ABCCC (Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina), realizadora do evento. Neste ano, como nos anteriores, o evento apresentou ações sociais patrocinadas pela Associação. Ônibus especiais transportaram crianças de várias entidades que participaram de atividades ao longo da exposição. Pelo menos mil crianças acompanharam os

desfiles, visitaram os haras e aproveitaram o Espaço Kids, um galpão especialmente montado com atrações infantis e uma minifazenda com pôneis e outros animais. Jorge Salum acrescentou que durante o evento foram arrecadados livros através do projeto “O livro acolhe, abriga e ensina”, realizado em parceria com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra). “Daremos prioridade à distribuição destes livros na área rural, em especial regiões mais carentes, como o Vale do Jequitinhonha”.


Empresas produzem sua própria energia O

constante aumento das tarifas de energia elétrica, gerado pelos problemas naturais do setor, como a escassez de recursos naturais que geram essa energia, criaram um cenário complicado para as indústrias que consomem muito des-

tes recursos para a sua produção diária. Diante do cenário, algumas empresas se empenharam na produção de sua própria energia utilizando diversas matérias-primas, antes descartadas ou subutilizadas, como o cavaco de madeira, lixo urbano, resíduo de serraria, casca de arroz, lenha,

resíduos de algodão, cascas de acácia e dejetos da suinocultura, por exemplo. Um exemplo é a empresa Ótima Portas, na cidade de União da Vitória, no Paraná, que consegue gerar toda a energia que consome e um pouco mais. De acordo com o gerente comercial da Solidda Energia, Rodrigo Duarte, foi instalado na Ótima um Sistema de Geração de Energia Elétrica de Potência de 500 kW. “A base para essa geração são os resíduos de madeira que estavam sendo subutilizados e, assim, a empresa consegue operar em paralelismo permanente com a rede da Copel, na modalidade de Geração Distribuída (GD)”, explica Duarte.


Pelagem de animais Pêga Variação garante aprovação de nova regulamentação

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Aprovação do novo Regulamento do SRG Em 2015 foi aprovado pelo Conselho Deliberativo Técnico o Regulamento do Serviço do Registro Genealógico (SRG) destes animais como “Variedade de Pelagem” e homologado pelo Ministério da Agricultura e da produção animal em fevereiro de 2016.

Primeiro julgamento da categoria variedade de pelagem Na XXXII ENAPÊGA (Exposição Nacional de 2017) a atual diretoria se empenhou na realização prática de julgamento oficial destes ani-

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mais, onde foram inscritos 28 animais de nove criadores/associados e expositores. Desta maneira, a diretoria da ABCJPÊGA possibilitou aos associados a oportunidade de mostrarem seus animais em julgamento separado. Os resultados apresentaram boa aceitação, confirmando uma importante fatia de mercado a ser explorado.

Critério para o Registro O registro destes animais é de suma importância e o sucesso do projeto irá depender muito da avaliação minuciosa do inspetor de registro nas vistorias devendo serem aprovados animais bem enquadrados no padrão morfológico da raça Pêga aprovado pelo MAPA. As comunicações de nascimento dos produtos filhos de reprodutores e/ou matrizes registrados no livro “Variedade de Pelagem” são feitas normalmente, seguindo o mesmo procedimento para as comunicações de nascimento de animais filhos de reprodutores de pelagem padrão.

Registro Definitivo Para o registro definitivo no livro fechado, o inspetor de registro fará a vistoria do animal, podendo confirmar ou alterar a pelagem declarada no registro provisório, definindo assim em qual livro este animal irá enquadrar. Para registro definitivo no livro aberto, será observado o padrão morfológico único, sinais na cabeça e calçamentos, com registro no livro “Variedade de Pelagem”.

Julgamento A categoria Variedade de Pelagem é julgada separada da categoria Pelagem Padrão, portanto a pontuação das duas categorias não são acumulativas. Os animais com faixa crucial registrados no definitivo como Pelagem Padrão, serão julgados nessa categoria mesmo que tenham perdido a faixa crucial, prevalecendo a categoria do registro daquele animal. Fotos: Arquivo ABCJPêga

Raça Pêga tem na sua formação várias raças de asininos com pelagens diversas, sendo comum nos criatórios nascimentos de animais com pelagens nas cores: preta, ruã fogo, ruça, oveira, pampa e suas variações. Os híbridos, burros e mulas descendentes de animais destas pelagens são muito valorizados o que levou vários criadores a iniciarem a seleção de animais com estas pelagens. Em contato com o Gestor da ABCJPêga, Guilherme Maciel, a Mercado Rural reuniu informações importantes sobre o novo Regulamento do Serviço do Registro Genealógico. Em 1998, a ABCJPÊGA, aprovou a Regulamentação do Registro Genealógico desses asininos na categoria Puro por Cruzamento (PC) para produção de muares, com o objetivo de preservar esse material genético. Já em 2012 a Associação realizou uma pesquisa junto a seus criadores associados. Na ocasião foram solicitadas informações sobre a incidência de nascimentos de produtos sem faixa crucial e listra de burro, oriundo de acasalamentos de progenitores com faixa crucial e listra de burro. Este questionário foi respondido por 60 criadores que confirmaram nascimentos de animais com e sem faixa crucial e listra de burro, o que comprovou a estatística para a aprovação da regulamentação.


Novos criadores

Passarinhos silvestres Criadores amadores estão sob controle de órgãos estaduais de meio ambiente

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om o advento da Lei Complementar nº 140, de 8 de dezembro de 2011, de acordo com o artigo 8º, XIX, atualmente a competência para autorizar novos criadores amadores de aves da ordem passeriformes silvestres passou a constituir atribuição dos Órgão Estaduais de Meio Ambiente . Dessa forma, segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), as secretarias e institutos de meio ambiente da unidade federada do local de residência do cidadão que deseje a concessão de licença para a criação de pássaros com fins amadoristas são as responsáveis pelo cadastro e fiscalização.

Embora não seja mais o Ibama a instituição responsável pelas autorizações, a gestão do Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (SisPass) ainda figura como atribuição da autarquia, a qual tem a responsabilidade de uniformizar os entendimentos e manter as orientações gerais em termos de uso e proteção de espécimes da fauna silvestre, na medida da necessária cooperação entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios nas ações administrativas decorrentes do exercício da competência comum relativa à proteção do meio ambiente (art. 1º, caput, LC nº 140/2011).

Todos que almejam criar aves da ordem passeriformes silvestres da fauna brasileira devem, primeiramente, inscrever-se como pessoa física no Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e/ou Utilizadora de Recursos Ambientais (CTF/ APP). A inscrição deve ser realizada por meio do sistema de cadastro do Ibama chamado Cadastro Técnico Federal, ora denominado CTF. Esse sistema se restringe ao aspecto declaratório e cadastral (CTF), enquanto que o SisPass é o sistema responsável pelo monitoramento e controle da criação amadora.

Cadastro Técnico Federal O Cadastro Técnico Federal (CTF) é obrigatório para pessoas físicas e jurídicas que exercem Atividades Potencialmente Poluidoras e/ou Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF/APP) e/ou Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental (CTF/AIDA). O registro no CTF é obrigatório para acessar qualquer serviço do Ibama.


bebidas

Poderoso Probiótico O

Kefir é um alimento probiótico que, segundo especialistas da área, possui diversos benefícios para a saúde. "Probióticos são produtos contendo micro-organismos vivos que afetam beneficamente a saúde do hospedeiro. No Brasil, os produtos mais populares, carreadores dessas bactérias, são os leites fermentados. De forma similar, o kefir apresenta as mesmas características funcionais dos probióticos, mas com baixíssimo custo", revela um estudo sobre as Propriedades Funcionais e Gastronômicas do Kefir, realizado pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e organizado por Fernando Lima Santos.

Benefícios à saúde A ingestão diária e regular deste probiótico pode trazer benefícios à saúde, tanto no metabolismo até no combate aos problemas estomacais, por exemplo. Especialistas atestam que o Kefir pode reduzir acidez estomacal em excesso, sendo recomendado para pessoas com gastrite, úlcera e refluxo, por exemplo. Além de amenizar os problemas estomacais, o Kefir pode ser eficaz no combate aos aspectos hepáticos, controlando a produção da bílis e intestinais, amenizando crises de colite e um

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forte aliado contra a diarreia, constipação intestinal e inflamações. Consumindo em diversos países, combinados com receitas tradicionais, o Kefir ainda ajuda a combater problemas articulares, respiratórios, além de fortalecer o sistema imunológico e contribuir para amenizar problemas emocionais, devido à presença de triptofano, substância de estímulo ao cérebro na produção de endorfinas e serotonina. O Kefir também ajuda a manter a pele, cabelo e unhas saudáveis, estimula a circulação sanguínea e proporciona benefí-

cios musculares, pois é rico em proteínas. Outro grande benefício é em relação ao emagrecimento, pois é um grande regenerador da flora bacteriana, contribuindo para a metabolização de gorduras. O Brasil ainda não tem uma legislação específica para o Kefir, mas tem a regulação de produtos probióticos. Porém, o Kefir já é consumido em vários países, por aqui as informações ainda são objetos de estudos e troca de informações em blogs, comunidades e redes sociais. Vale a pena pesquisar sobre e experimentar o poderoso probiótico.


Semana Internacional do Café Recorde de visitação e sucesso nos negócios

B

elo Horizonte, em Minas Gerais, é a capital nacional do café e o balanço final da sexta edição da Semana Internacional do Café (SIC), realizada na cidade, referendou essa afirmação. O maior encontro da cadeia produtiva do setor no Brasil, e um dos principais do mundo, registrou um recorde histórico de público de 17 mil visitantes entre 25 e 27 de outubro de 2017. Foram iniciados cerca de 30 milhões de reais em negócios, um incremento de 20% em relação ao ano passado. A SIC é uma iniciativa do Sistema FAEMG, Café Editora, Sebrae, Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Minas Gerais (Seapa) e Codemig. A SIC tem como patrocinadores Diamante o Sistema Ocemg, Sescoop e OCB. “Trinta mil cafés foram degustados, sendo 1,5 mil somente nas salas de cupping e negócios. Recebemos 40 compradores internacionais, vindos de 16 países diferentes, o que foi fundamental para mostrarmos ao mundo o quanto o nosso café é diferenciado”, comemora o diretor de planejamento da Café Editora, Caio Fontes. Para o superintendente do Sebrae-MG, Afonso Rocha, “o Brasil passa por uma mudança de posicionamento, deixando de ser vendedor de commodity para vender a experiência de se beber café”.

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A programação incluiu 80 palestras e workshops, 15 sessões de cupping, nos eventos técnicos como o Seminário Internacional DNA Café, o Fórum da Agricultura Sustentável, Encontro Educampo e a Cafeteria Modelo. “Inovação é a palavra da vez quando se fala no panorama atual do café, por isso é tão importante investir em pesquisa, tecnologia e capacitação”, ressalta o diretor da FAEMG, e presidente das Comissões Estadual e Nacional de Cafeicultura, Breno Mesquita. O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Pedro Leitão, completa esse raciocínio ao dizer que a exigência de mercado atualmente vai além da qualidade do grão, englobando o aperfeiçoamento do processo produtivo como um todo.

PREMIAÇÕES Sandra Lelis da Silva, de Araponga, levou o título de CoffeeoftheYear 2017 na categoria arábica. Primeira mulher a vencer o concurso, Sandra tem uma produção familiar na sua região. Já na categoria conilon, os campeões foram os Irmãos Dutra, de Manhuaçu. O barista Hugo Silva, da IL Barista, de São Paulo, levou a melhor na final do campeonato e sagrou-se campeão do torneio, que teve participação de 32 baristas. Em segundo lugar, Ton Rodrigues, da TrueCoffee, também de São Paulo, e, em terceiro lugar, Ivan Hayden, da Academia do Café, de Belo Horizonte.


RECEITA

Sorbet de manga com mel e gengibre

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verão está aí. Chegou com tudo. A estação mais quente do ano pede frescor e nada melhor do que um sorbet caseiro feito com uma fruta da época que é um delícia e muito nutritiva: a manga. Pra essa receita indicados uma manga que seja mais firme e sem linha, como a Háden, por exemplo. Mas fica a gosto. O gengibre, facilmente encontrado, confere um toque especial junto ao mel.

Ingredientes

yy 3 mangas maduras e picadas yy 2 xícaras (chá) de iogurte natural yy 6 colheres (sopa) de mel de abelha yy 1 caixa de creme de leite yy 1 colher (sopa) de gengibre fatiado em lâminas yy 1 xícara (chá) de açúcar

Modo de preparo Bata os ingredientes, menos o gengibre e o açúcar, no liquidificador e coloque em uma assadeira pequena. Leve ao congelador até ficar firme. Retire e bata mais no liquidificador. Coloque na assadeira e leve ao freezer outra vez até firmar.

Afervente duas vezes o gengibre, escorrendo bem. Coloque-o em uma panela pequena e junte o açúcar. Leve ao fogo e mexa até o açúcar derreter. Mexa vigorosamente até açucarar e espalhe sobre uma assadeira. Deixe esfriar e corte o gengibre em lascas. Sirva-o com o sorvete.


automóveis

Jeep Renegade 2018

Robusto, eficiente e confortável

U

m veículo robusto, capaz de suportar com destreza os diversos tipos de estradas, tanto em áreas urbanas quanto rurais, é o Jeep Renegade. O modelo 2018 tem sido considerado por especialistas em veículos, como uma das melhores versões da marca Jeep, criada nos Estados Unidos no início dos anos 40, para servir em guerras. Este imponente SVU, com tração nas quatro rodas, ganhou novo design com para-choque esportivo, bancos com variedade de reclinagem, computador de bordo e comandos a partir do volante do carro. Sem perder a potência, o porta-malas está mais espaçoso e a versão 2018 flex vem com 139 cavalos, além do câmbio automático com seis marchas. No quesito segurança, o Renegade apresenta sete airbags.

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O Jeep Renegade 2018 oferece opção de quatro novas cores: Verde Recon, Marrom Horizonte, Azul Pacífico e Branco Polar. Em relação ao preço, haverá redução no valor dos modelos a diesel e aumento para os flex. Nos motores a diesel, por exempo, o Jeep Renegade Night Eagle apresenta motor 2.0L com 170cv, câmbio automático de 9 marchas,, tração 4x4 com seletor de terrenos, ar condicionado digital, rodas de liga aro 18" com pintura em preto. Na versão flex, "o Jeep Renegade 2018 tem como opção o Motor 1.8 EVO Flex

que traz vários sistemas que trabalham para melhor eficiência energética. Entre eles: Sistema Stop&Start, que tem como função desligar o motor quando o carro está parado e o religar automaticamente depois", atesta a fabricante. Em 2014, a Jeep inaugurou uma nova fábrica no Brasil, sendo a primeira exclusiva fora dos Estados Unidos, até aqui são mais de 75 anos de história deste SUV que conquistou a confiança dos brasileiros, se tornando líder em vendas da categoria no país.


DICAS DA AGROSID

Como iniciar a criação de gado leiteiro

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resente na mesa na maioria dos brasileiros, o leite é rico em nutrientes, sendo responsável por oferecer principalmente o cálcio, que favorece e fortalece o desenvolvimento dos ossos em todas as fases da vida. Devido ao alto consumo do leite, sua produção é uma oportunidade e tanto de negócio no Brasil. A vantagem deste negócio é que pode ser desenvolvido em pequena ou larga escala, sendo possível adaptá-lo ao perfil econômico do produtor. No entanto, como toda atividade, existem cuidados essenciais para manter os animais saudáveis e conseguir extrair um produto de boa qualidade para comercializar.

Escolha do local O ideal é selecionar um espaço em uma zona rural, longe de vizinhos e dos grandes centros urbanos, até mesmo para que o gado possa ser criado de forma confortável e saudável. É preciso espaço suficiente para montar curral, estábulo para abrigar os animais, além de deixá-los soltos para pastar e se manter saudáveis. O pasto deve ser de boa qualidade para evitar fugas, além de ser de fácil acesso à água para fazer a manutenção do gado de leite.

Estrutura É necessário construir um estábulo e um curral, sendo que ambos devem ter, pelo menos, 150 m² para comportar até 60 animais ao mesmo tempo. O curral deve ser equipado com cochos e bebedouros para disponibilizar os alimentos, água e vitaminas para os animais. Estes itens devem ser espalhados pelo campo quando o gado for criado solto.

Matrizes Para que a criação de gado leiteiro seja bem sucedida é fundamental optar pelo gado que seja mais dócil, oferecendo mais fa-

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A ordenha tem que ser feita com o máximo de higiene, por isso o local deve ser higienizado diariamente para evitar o acúmulo de bactérias. A máquina de ordenha também deve ser limpa logo após o uso e o responsável pela ordenha tem que manter as mãos livres de qualquer sujeira.

Alimentação

cilidade para o momento de ordenha e tenha capacidade para um volume alto de produção de leite diariamente. Uma criação mediana você pode ser iniciada com 30 casais.

A alimentação adequada garante a boa produção de leite. A alimentação básica dos animais deve começar com um pasto de qualidade, livre de substâncias tóxicas. O gado deve ser alimentado três vezes por dia com sal grosso e farelo, disponibilizados nos cochos. A água tem que ser trocada duas vezes por dia.

Ordenha

Manutenção

Um dos principais processos da criação de gado de leite é justamente a ordenha. Para fazer a ordenha das vacas, é necessário reuni-las no estábulo, separando-as por fileiras. Na sequência, a máquina de ordenha é encaixada no animal, de modo a colher o leite diretamente no recipiente.

É importante fazer a manutenção do gado leiteiro, submetendo-os a consultas veterinárias mensalmente. Dessa maneira, é possível acompanhar o desenvolvimento dos animais, verificando se estão saudáveis e o que pode ser feito para aumentar o volume de produção de leite.


Turismo

As melhores praias do Brasil

Baía dos Porcos, Fernando de Noronha (PE)

Lagoa do Paraíso, Jericoacoara (CE)

chegada do verão, com altas temperaturas, e o tradicional período de férias prometem movimentar as praias do litoral brasileiro. As agências de viagens, por exemplo, estão otimistas e apontam um crescimento de quase 30% nas vendas e o Ministério do Turismo estima mais de 70 milhões de viagens no período. De acordo com dados da maior operadora de viagens da América Latina, Jericoacoara, no litoral cearense, é um dos destaques, além de ser um verdadeiro paraíso, o aumento na procura está ligada também à construção do aeroporto na região com ligação direta com São Paulo. Outros destinos com alta procura neste verão são Maragogi (AL), incluindo visita a Maceió (AL), Recife e Porto de Galinhas (PE), e Ilhéus (BA), na Costa do Cacau. A agência também registra grande movimentação na

temporada de cruzeiros, opção para famílias com viagens mais curtas. Uma atração inesquecível é o arquipélago de Fernando de Noronha, composto por 21 ilhas. O litoral do Brasil tem 7,4 mil quilômetros de extensão, banhado pelo Oceano Atlântico o país tem o 16º maior litoral nacional do mundo. Com todo este tamanho e encantadoras belezas naturais, escolher uma boa praia não é tarefa tão difícil, as opções são muitas. Além da grande procura pelas praias do Nordeste, as praias de região sudeste também oferecem belos atrativos. De acordo com o Ministério do Turismo, “uma ótima sugestão para quem quer aproveitar a tranquilidade litorânea na região Sudeste é o paraíso em Itaúnas ou Dunas de Itaúnas, uma pequena vila pertencente ao município de Conceição da Barra, a 270 km ao norte da capital Vitória (ES)”. O lugar lem-

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Canoa Quebrada, Fortaleza (CE)

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bra as praias paradisíacas do Nordeste, com águas cristalinas e belos coqueiros, com dunas encantadoras. Se a intenção é conhecer praias famosas e baladas do Brasil, então o seu destino é o Rio de Janeiro. A boa dica é passear pelo famoso calçadão de Copacabana ou conhecer as belas praias da região dos Lagos. Arraial do Cabo tem sido muito procurada e apresenta lindas praias. Para fugir dos grandes centros, a histórica Paraty pode ser uma ótima opção. "Em São Paulo, a dica é conhecer a maior ilha marítima do Brasil, Ilhabela. É um dos principais redutos de velejadores do País, com inúmeras atrações e praias para se visita', recomenda o MTur. No Sul do país, as dicas são a Ilha do Mel, no Paraná e Balneário Camboriú, em Santa Catarina. As atrações são muitas, encantadoras e oferecem paisagens realmente inesquecíveis, diversos sites sobre turismo apontam como melhores praias atualmente no Brasil as seguintes: 6º lugar: Moreré, Ilha de Boipeba (BA) 5º lugar: Patachó, São Miguel dos Milagres (AL) 4º lugar: Praia do Espelho (BA) 3º lugar: Praia do Leão, Fernando de Noronha (PE) 2º lugar: Baía do Sancho, Fernando de Noronha (PE) 1º lugar: Baía dos Porcos, Fernando de Noronha (PE)

Praia de Maragogi (AL)


sEÇÃO pET

Gato Siberiano Exuberância e vitalidade

O gato Siberiano é originário da Rússia, da região da Sibéria, o que dá origem ao nome da raça. De grande porte e portador de uma saúde considerada de ferro, é criado de forma natural. O caráter é tranquilo e há especulações quanto sua origem que pode ser oriunda do cruzamento entre o gato europeu e o gato selvagem. Fato é que o cruzamento gerou um animal majestoso e elegante.

Características físicas Musculoso e corpulento, mas nem por isso menos ágil. O Gato Siberiano é um gato corpulento, musculoso e ágil. As linhas arrendondadas na cabeça, orelhas e nos olhos se destacam. As patas são grandes, sendo as traseiras mais longas que as dianteiras. O rabo é maior na base que na

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ponta e tem o pelo longo e muito denso. O crescimento é considerado lento quando comparado a outros gatos, atinge seu tamanho definitivo quando tem 20 meses de idade e continua se desenvolvendo até os 5 anos. O pelo pode apresentar qualquer cor e padrão e existe a sub-raça Neva Masquerade, que é o Gato Siberiano com o padrão de cor do gato siamês. As fêmeas adultas pesam entre 4 e 6 quilos e os machos entre 5 e 8 quilos.

Pelagem A boa saúde deste felino pode ter sido adquirida ao longo dos vários séculos de frios extremos que o gato siberiano teve de suportar na Sibéria onde as temperaturas já atingiram 30 graus negativos. O pelo semi-comprido abundante garante proteção ao frio e no verão, quando as temperaturas sobem consideravelmente, os Siberianos podem perder quase toda a pelagem. Devem ser escovados com frequência, pelo menos duas vezes por semana, e prin-

cipalmente na época de troca de pelo. O pelo do Gato Siberiano é impermeável, por isso não tem muita tendência a dar nó.

Temperamento A inteligência dos gatos Siberianos é um dos pontos fortes, além disso, são brincalhões, tranquilos e amigáveis. Não suportam muito bem a solidão e são adaptáveis aos seus donos, podendo até mesmo imitar alguns hábitos e responder a estímulos.

Hipoalergênico Há vários relatos de pessoas alérgicas a outros gatos e que não desenvolvem nenhum sintoma quando em contato com um siberiano. Apesar de não ser comprovado cientificamente, alguns criadores de gatos Siberianos afirmam que eles são hipoalergênicos, isto é, causam menos alergia nos humanos por possuírem menos “Fel d 1”, uma das proteínas felinas relacionadas às reações alérgicas nas pessoas.


SEÇÃO exótica

produza carne magra, com baixo teor de gordura e alta qualidade. A carne também possui menos colesterol e mais proteína e ferro do que a carne de outros gados. Outra vantagem é que essa carne de alta qualidade é produzida sem a necessidade de rações caras.

Características

Vacas peludas da Escócia G

ado de montanha. Este é o significado da raça de vacas peludas Highland Cattle, originária de uma zona montanhosa da escócia e de ilhas escocesas. É uma das raças de bovinos mais antigas, sendo também encontrados na Austrália, Áustria, Canadá, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Nova Zelândia, Noruega, Suécia, Suíça e Estados Unidos. Embriões e sêmen escoceses têm servido para garantir a continuação da raça na América do Norte. Diferente de outras raças apresenta bastante pelo e uma franja grande que desempenha uma função importante. No inverno, protege os olhos do vento, da chuva e da neve. No verão, a proteção é contra insetos que poderiam causar uma infecção. Antigamente, vaqueiros e arrendatários rurais levavam seu gado para abrigos feitos de pedra, durante a noite. Alguns o colocavam até mesmo dentro de suas casas. Faziam isso para proteger seus animais do clima severo e de lobos. Fortes chuvas e ventos congelantes de invernos rigorosos criaram um processo de seleção natural, onde somente os bovinos com pelagem especial conseguiram sobreviver. No verão, esses animais perdem sua pelagem externa e quando o tempo volta a esfriar, criam

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uma nova camada de pelo que pode chegar até 30 centímetros de comprimento.

Pelagem diferenciada Atualmente existem vacas escocesas de várias cores: vermelha, preta, marrom-claro, amarela e esbranquiçada. Todas são consideradas apenas uma raça. A pelagem dupla consiste numa camada externa grossa longa e noutra interna que é lanosa e macia. Essa é uma das diferenças mais notáveis entre as Highlands e outras raças. As vacas peludas da Escócia, por serem peludas, não precisam de uma camada espessa de gordura subcutânea para o isolamento térmico. Este fato permite ainda que o animal, mesmo criado com forragem de baixa qualidade,

Os pelos caem mais cedo na primavera e se produzem menos em clima mais quente, tornando-os adequados para uma variedade de ambientes. A tendência é que sejam mansos e dóceis e não costumam se estressar com facilidade. De acordo com informações da American Highland Cattle Association, são animais fáceis de trabalhar, apesar de seus longos chifres que são usados principalmente para derrubar moitas para pastar, controlar predadores e se coçarem. Há relatos de que, em épocas geladas, os chifres servem para cavar buracos e encontrar plantas que servirão de alimento. Outra informação importante diz respeito ao comportamento maternal das vacas das montanhas. Muito dedicadas e protetoras, são também conhecidas pela facilidade de parto e, devido ao pequeno tamanho do bezerro, que pesam entre 60 e 70 quilos. Nessa raça, problemas como dificuldade de parto são menos comuns.

Alimentação A habilidade desses animais na busca de alimentos permitiu a sobrevivência em montanhas íngremes, onde pastam e comem plantas que muitos outros bovinos evitam. Evidências arqueológicas da raça Highland remontam ao século VI, com registros escritos existentes a partir do século XII e esses bovinos têm uma longa história de vida com os humanos.

Fluffy Cows As Fluffy Cows ou vacas fofas na tradução livre são o cruzamento das Highland Cattle com outras raças. Estes cruzamentos são efetuados para participação em feiras, vendas ou concursos.


Essa camada é bem oleosa e protege o animal da chuva e da neve. Já a camada interna é macia e lanosa e mantém o animal aquecido. Jim, que trabalha cuidando dessa raça há muitos anos, explica: “Ensaboar esses animais é muito difícil, já que é quase impossível enxaguar todo o pelo.” Graças à sua pelagem especial, a vaca escocesa se adapta bem ao terreno montanhoso castigado por chuvas fortes e ventos congelantes, onde nenhuma outra raça de gado consegue sobreviver. Se o tempo fica quente e seco no verão, esse animal adaptável perde sua pesada pelagem externa. Depois, quando o tempo volta a ficar frio e úmido, ele cria uma nova pelagem.

Um bem valioso Há todo um cuidado com os animais criados para estas finalidades, tais como alimentação especial, banhos e alisamento dos pelos, para que o gado tenha essa aparência fofa e quadrada e o resultado é considerado uma forma de arte entre os entusiastas de gado.

Sua incrível pelagem Essa vaca escocesa é a única raça que tem uma camada dupla de pelo. O pelo da camada externa é desgrenhado e longo, às vezes passando de 30 centímetros de comprimento.

As vacas — incluindo a raça escocesa — não destroem plantações como as ovelhas, que mastigam raízes e brotos delicados. Na realidade, a vaca escocesa até mesmo melhora as condições de um pasto. Como? Com seus chifres longos e focinho largo, ela remove alguns tipos de mato dos quais a maioria das raças nem chega perto. Isso ajuda a regenerar pastos e árvores. Mas a camada dupla de pelo da vaca escocesa oferece ainda outra grande vantagem. Visto que ela não precisa de uma camada extra de gordura para se manter aquecida.

Uma palavra de cautela Essa raça de gado sempre conviveu de perto com humanos. Muito tempo atrás, escoceses mantinham esses animais dentro da casa, no andar de baixo, pois a presença deles ajudava a aumentar a temperatura no andar de cima, onde a família ficava. Embora o gado doméstico seja em geral calmo e dócil, a vaca escocesa às vezes pode ser perigosa. Um exemplo disso é quando ela está com um filhote. Também é preciso tomar cuidado para não andar no meio de uma manada, mas ao redor dela.

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EVENTO/CONFRATERNIZAÇÃO

2017: UM ANO DE OURO PARA A MULTIMARCAS CONSÓRCIOS Fotos: Washington Alves Ribeiro

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s excelentes resultados obtidos em 2017 foram comemorados numa grande convenção nacional que contou com importantes palestras e palestrantes, como Pedro Furquim, o melhor palestrante do Brasil sobre tema consórcio. Aconteceu também uma grande festa de confraternização para funcionários, parceiros e convidados, com direito a sorteio de brindes e de um Fiat Mobi 0km, shows de DJ Rudah, Alan & Alex, com participação especial de Luciana Fossi e Gisa Freitas. As metas da empresa para 2018 foram anunciadas pelo Diretor Presidente da Multimarcas Consórcios, Fabiano Lopes Ferreira.

Claudio Licciard, Pedro Rios Ferreira, Joyce Rios e Fabiano Lopes Ferreira

Fabiano Lopes Ferreira e Edér Vieira

Pedro Rios Ferreira, Eloísa Rios e Joyce Rios

Afonso Araújo, Marcelo Manata, Senhorinha Santos, Silvia Guedes, Anderson Santos e Osvaldo Ribeiro

Marcos Vinicius, Joaquim Rocha, Bruna Castro, Messias Barreto, Gabriel Salles e Gledson Santos

Rosangela Borges, Marcela Rabelo, Thiago Ribeiro e Stéphanie Castro

Ester da Costa, Thaís Reis, Rosangela Borges e Lizziane Ribeiro

Dayane Durante, Gisa Freitas e Alessandra Cássia

Magnum Lamounier, Viviane Valadares, Carmona e Itamar Oliveira

Solange Fernandes, Ana Carolina, Ana Toledo, Maria Batista, Lorena Fernandes, Fátima Lopes e Adna Clezia

Najara Neves e Ney Rubens

Antonio Melane, Ana Toledo e Fábio Costa

Geraldo Magela, Wirley Reis e Omar Siqueira

Gisa Freitas, Lizziane Ribeiro e Simone Costa

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Fátima Pontes, Alberto Pontes e Júlio César

Flaviano Ferreira, Fábio Ferreira e Alberto Pontes

Ludimila Rocha, Fabiano Lopes Ferreira e Patricia Negreiro

Fabiano Lopes Ferreira, Edilson Silva e Beatriz Silva

Fabiano Lopes Ferreira e Ana Melo

Valdir Lopes, Guilherme Lamounier, Stéphanie Suellen, Andreia Lamounier e Leonardo Reis

Valdir Lopes, Roberto Gontijo e Elizeu Alves

Isadora Albergaria, Ronan Albergaria, Lilian Albergaria, Maria Adelaide e Hélcio Medeiros

Lívia e Paulo Ferras, Gioconda e Dalmo Caetano

Fabiano Lopes Ferreira, Guilherme Lamounier e Stephanie Nogueira

Layse Michelle, Mikaelle Silva, Jhennyfer Ferreira, Talita Souza e Ricliany Silva

Fabiano Lopes Ferreira, Júlio César e Eliene Martins

Marcelo Lamounier, Conceição Lamounier e Wirley Reis

Geisi Amaral, Isabela Matos e Polyana de Paula

Foto: Beto Rocha

Isadora Toledo, Fabiano Lopes Ferreira e Ana Toledo

Foto: Beto Rocha

Wirley Reis e Fabiano Lopes Ferreira

Foto: Beto Rocha

Alan, Fabiano Lopes Ferreira e Alex

Gerly Pires, Josiane Teodoro, Alana Barbieri, Amanda Lima e Gésssica Cleone REVISTA MERCADO RURAL

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EVENTO/exposição

Fotos: Fernando Ulhoa

Momentos de descontração P

ara a família Marchador não faltaram opções para confraternizar e bater aquela prosa com os amigos. No CBM Caxambu, visitantes e convidados usufruíram de espaços aconchegantes como lounge e vila gourmet, especialmente preparados para receber com conforto, boas opções de gastronomia e animação. Confira um pouco dos bastidores desta festa, registrados pelas lentes de Fernando Ulhoa.

André Aparecido, Daniel Borja, Diogo Curi, Jaime Tavares e Jonas Oliveira

Cássia Tavares e Ricardo Tavares

Tarcísio Junqueira, Carlos Melles e Jonas de Oliveira

Flávio Penha, Átila Braquinho Dias, Paulo César Resende, Natanael Noronha, Maicon Humberto Vilella, Gustavo Fonseca

Frederico e Mírian Dias Jucá, Magdi Shaat, Helder Rabelo e Guto Karam

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João Ricardo Sampaio e Alexandre Faraco

Fábio Reis, Nadine Machado, Susane Valias, Paula Reis, Júlia Gonçalves Dias, Anita Reis e Isabela Lima Rei

Luiz Felipe Cazzani, Cláudia Cazzani, Emanuelle Peixoto e Maria Eduarda Engler


GIRO RURAL Sustentabilidade da pecuária brasileira A projeção da imagem da carne brasileira no exterior, e também no mercado interno, estiveram no centro das discussões no evento de 10 anos do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS), que ocorreu durante a etapa paulista do circuito InterCorte 2017. As práticas sustentáveis na produção brasileira de carne bovina são uma realidade e todos os elos da cadeia já sabem. Porém, a necessidade de projetar essa imagem aos consumidores e melhorar a comunicação entre os setores, ainda é um desafio. O evento esclareceu sobre a importância da comunicação entre todos os elos da cadeia, especialmente o consumidor final, para o desenvolvimento da cadeia de valor. Segundo

Safra de café 2018 dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), estima-se que em 2050 seremos cerca de 9,5 milhões de pessoas no mundo. Para isso, há necessidade de elevar a produção de alimentos em 70%. Soma-se a isso, a premissa de avançar sem comprometer os recursos naturais. Nos últimos anos, a produção de carne bovina conseguiu importantes incrementos de produtividade, chegando a 230% em alguns casos. “As pessoas precisam saber que há produção sustentável aqui. O Brasil é a maior potência agroambiental do mundo, e é nosso papel, e do GTPS, fazer essas informações difundirem”, destacou o produtor rural, Caio Penido, do Grupo Roncador.

Diretoria da Faemg toma posse em Belo Horizonte

Tomou posse no dia 28 de novembro a diretoria do Sistema FAEMG / SENAR MINAS / INAES eleita para o triênio 2018-2020. Roberto Simões terá ao seu lado os diretores Breno Mesquita e Rodrigo Alvim. A gestão colegiada é composta ainda por outros 43 representantes de sindicatos dos produtores rurais de todo o estado.

Também foram empossados os gestores de outras entidades do Sistema FAEMG. O SENAR MINAS será comandado pelo superintendente Antonio do Carmo das Neves, e o INAES (Instituto Antonio Ernesto de Salvo; entidade de estudos e pesquisas) será presidido por Breno Mesquita e terá como superintendente Pierre Vilela. Antes da posse, os presidentes de Sindicatos Rurais se reuniram para a Assembleia Geral Ordinária do Conselho de Representantes da FAEMG. Foram apresentadas as principais ações desenvolvidas pela entidade em 2017 e aprovados a prestação de contas e o orçamento para o próximo ano.

Expedição Avicultura 2017 MG GO - Jonathan Campos Gazeta do Povo

Avicultura cresce em ano de instabilidades Indicadores econômicos e sociais apontam no relatório técnico da quarta edição da Expedição Avicultura que os índices de produção, exportação e consumo devem fechar 2017 em alta com a marca de 13,1 milhões de toneladas de carne de frango produzidas. O índice é 1,55% maior que o registrado no ano passado e igual ao resultado obtido em 2015. Segundo o relatório técnico da quarta edição do projeto, o Brasil deve embarcar 2% a mais que em 2016 e alcançar 4,4 milhões de toneladas exportadas. O mercado interno também mostra reação. O consumo per capita deve subir para 41,6kg por ano contra 41,1kg em 2016. Para construir o diagnóstico, a equipe de técnicos e jornalistas visitou mais de 140 granjas, agroindústrias, cooperativas, produtores e corredores de exportação. Em três meses de estrada, foram quase 16 mil quilômetros percorridos pelos seis estados com maior produção e exportação de carne de frango: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) divulgou no seu mais recente comunicado que as chuvas ocorridas nos últimos dez dias do mês de setembro colaboraram para a abertura de uma grande florada, que inclusive foi apontada pelo Departamento de Desenvolvimento Técnico de Cooxupé como a principal desta safra, já que as lavouras até então estavam submetidas a um intenso estresse hídrico e térmico. As altas temperaturas e a falta de chuvas na região de Guaxupé, sul de Minas Gerais, devem comprometer o potencial produtivo da safra de café de 2018. O Departamento informou ainda que as temperaturas altas, associadas ao déficit hídrico acentuado durante a florada, além de comprometer a estrutura do botão floral, diminuiu o índice de pegamento, podendo inclusive causar a queda dos “chumbinhos” recém-formados.

Irrigação inteligente economiza água e não desperdiça Por meio de tubos gotejadores que levam água, nutrientes e químicos diretamente na raiz da planta, o sistema auxilia no desenvolvimento pleno de cada um dos cultivos. Quando aplicada na área de absorção, o aumento de produtividade chega a 100% e a economia de água pode chegar a 60%, colaborando para que o produtor não cometa eventuais desperdícios. Além de potencializar o uso da água, na irrigação por gotejamento a economia de energia pode chegar a 60% quando comparado aos demais sistemas de irrigação. Também comparando a outros sistemas, na estação seca, por exemplo, o consumo de água por meio da irrigação por aspersão pode alcançar 600 mm a depender da cultura. Por sua vez, a irrigação por gotejamento consome em torno de 400 mm e transporta a água e nutrientes, através do sistema de nutri irrigação, diretamente no sistema radicular das plantas, assegurando maior retorno em produtividade e qualidade dos cultivos. Segundo Cristiano Jannuzzi, gerente agronômico da Netafim Brasil, tecnologias como a irrigação inteligente, vieram para auxiliar em safras mais produtivas. O desafio de produzir mais com menos, não é só do agricultor, mas também de empresas que querem ajudar o produtor à elevar seus resultados de forma sustentável e consciente.

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giro rural NOSSA aponta que o Brasil usa 7,57% do seu território para lavouras Essa superfície também corresponde a apenas 3,41% da área cultivada em todo o mundo. O mapeamento considera que o Brasil tem uma extensão territorial pouco acima de 845 milhões de hectares. Desse total 63,99 milhões são utilizados como áreas de cultivo. A Dinamarca cultiva 76,8% do seu território, de acordo com o levantamento da Nasa. Na Irlanda, proporção chega a 74,7%; nos Países Baixos, 66,2%; Reino Unido 63,9%; e na Alemanha 56,9%. Em nível global, o país com maior proporção de área agrícola é a Índia. Com 179,8 milhões de hectares (60,45% do país), os indianos cultivam 9,6% do território do planeta, informa o mapeamento. Na visão do Ministério da Agricultura (Mapa), os dados da Nasa sobre o Brasil estão em linha com os cálculos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e reforçam a posição de vanguarda do país em matéria de preservação ambiental na atividade agrícola. A Embrapa Territorial calcula a ocupação agrícola do Brasil em 65,91 milhões de hectares, o equivalente a 7,8% do território nacional.

Governo prorroga prazo de inscrição no CAR O presidente Michel Temer assinou um decreto que prorroga para 31 de maio de 2018 o prazo para que produtores façam sua inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR). A data final expirava no próximo dia 31 de dezembro. A adesão ao CAR é uma das obrigatoriedades previstas no Código Florestal, vigente no país desde 2013. Quem não se inscrever poderá ser impedido de tomar crédito rural em agências bancárias, conforme a Lei. De acordo com o Serviço Florestal Brasileiro, órgão do Ministério do Meio Ambiente que gerencia o CAR, mais de 4 milhões de imóveis rurais já estão registrados e isso representa a quase totalidade. No entanto, alega-se que pequenos produtores vêm encontrando dificuldades de acessar o sistema e informar seus dados ambientais.

ABCZ anuncia novas exposições para 2018 Fevereiro de 2018 será marcado por grandes eventos no Parque Fernando Costa, em Uberaba –MG, segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu – ABCZ. Paralelamente à Expoinel Mineira, já tradicional, outras exposições vão acontecer. O Parque Fernando Costa sediará a 1º Exposição Interestadual do Gir Leiteiro, a Exposição Interestadual da Raça Girolando e a Exposição Nacional do Indubrasil. Os detalhes dos eventos ainda estão em formatação. Mas a data já está certa: de 17 a 24 de fevereiro. Além da programação técnica, na mesma época, serão promovidos outros eventos no Parque, atraindo a comunidade. Entre as ações já definidas estão um encontro de motociclistas e uma mostra de carros antigos.

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DEZEMBRO 2017

68ª Festa do Figo e 23ª Expogoiaba ShowTec 35ª Festa da Uva CooperShow Itaipu Rural Show 34ª Feovelha Show Rural Coopavel 40° Congresso Paulista de Fitopatologia EXPOINEL Minas 2018 1º Exposição Interestadual do Gir Leiteiro 17° Femagri 47° ExpoParanavaí Expodireto Cotrijal 44° Expoumuarama 44 ° Exporã 18ª Expoagro Afubra 7° Femec 5 ° Show Safra BR163 Expo Londrina 2017

Valinhos Maracaju Jundiaí Cândido Mota Pinhalzinho Pinheiro Machado Cascavel Campinas Uberaba Uberaba Guaxupé Paranavai Não-me-toque Umuarama Ponta Porã Rio Pardo Uberlândia Lucas do Rio Verde Londrina

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Revista Mercado Rural  

Edição de Dezembro de 2017

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