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DEZEMBRO - 2016 • Nº 21

ExpoBrahman Girolando Búfalos Senepol

Nacionais dos Cavalos: Brasileiro de Hipismo, Árabe e Campolina Marchador Fest

Entrevista: Glênio Martins, presidente da Emater

Gama Empreendimentos Imobiliários

Sucesso absoluto de vendas com apenas 2 anos de mercado


5 anos de informação de qualidade sobre o mundo agropecuário

Desde a primeira edição, em janeiro de 2012, já foram distribuídos mais de 100 mil exemplares por todo o Brasil!


Desde a primeira edição trabalhamos com paixão e profissionalismo para oferecer conteúdo interessante e de muita qualidade. Chegar até aqui é a prova de que estamos no caminho certo, conquistando cada vez mais parceiros e leitores que são quem nos impulsiona a fazer sempre mais e melhor.

5 anos. 21ª edição. Sonhos e planos infinitos!

Essa vitória é de todos nós!


D E Z E M B R O - 2016 Redação Unique Comunicação e Eventos Tel.: (31) 3063-0208 editorial.mercadorural@gmail.com Diretor Geral Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 99198-4522 Departamento Comercial Marcelo Carvalho Lamounier (31) 99869-1618 negociosmercadorural@gmail.com Jornalista responsável Sabrina Braga Bellardini - MTB 09.941 JP editorial.mercadorural@gmail.com Direção de Arte Otávio Vieira Lucinda otavio.vieira@mobtechsolucoes.com.br Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão Gráfica Del Rey www.revistamercadorural.com.br A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

E D I TO R IAL Estamos na 21ª edição da Revista Mercado Rural, são cinco anos de muito trabalho e dedicação para proporcionar aos nossos leitores um material com conteúdo de qualidade e informações de maior relevância do mundo agropecuário. Os desafios são muitos e constantes, mas o reconhecimento do público e apoio de nossos parceiros nos impulsiona sempre mais. Exemplo disso foi o prêmio que a Mercado Rural recebeu da Emater-MG na categoria Veículo de Comunicação, como vocês poderão conferir nesta edição. Gratidão a todos vocês que construíram nossa trajetória. Só temos a agradecer aos nossos anunciantes que acreditam no retorno da revista e estiveram conosco. Aos leitores, que cada vez mais admiram e apoiam nosso projeto, e aos nossos amigos, familiares e colaboradores, que nos incentivam continuamente. A Emater completou 68 anos de atuação e nosso entrevistado foi o presidente da empresa em Minas Gerais, Glênio Martins. Na seção Personagem trazemos mais uma história de sucesso, a do empresário Luiz Otávio Pôssas, proprietário da Cachaça Vale Verde. Vale a pena conferir. História de sucesso é o que não falta nesta edição. Em nosso especial de capa vocês vão conhecer mais sobre a Gama Empreendimentos Imobiliários, empresa voltada para o mercado de loteamentos, chacreamentos e condomínios de alto padrão. Uma empresa movida pela paixão de seus sócios e que em apenas dois anos colhe excelentes frutos, superando a crise econômica do país. Confiram a cobertura dos principais eventos da área: nacionais dos cavalos BH, Árabe e Campolina; Marchador Fest e ExpoBrahman. Leiam e saibam mais sobre a raça Senepol, criação de búfalos e Girolando. Trazemos nessa edição uma reflexão sobre o que muda para os pequenos produtores com a reforma da aposentadoria e abordamos sobre jardinagem em fazendas e sítios. Continuaremos empenhados em fazer um veículo de qualidade, com conteúdo diversificado e reportagens atrativas. Como tenho dito, o diferencial da nossa revista é, sem dúvidas, a variedade de assuntos abordados em seu conteúdo editorial, envolvendo o agronegócio de forma leve, no entanto, tratando com seriedade assuntos de grande interesse de nossos leitores. Tudo isso aliado a um projeto editorial atrativo e uma revista bonita. Boa leitura e um 2017 de muitas realizações a todos. Marcelo Lamounier

C@rtas

Acabei de receber a revista. A capa está simplesmente linda! Parabéns! Acesse o Facebook e deixe Excelente! Assuntos diversificados e interessantíssimos! Rosali Oliveira - Belo Horizonte, MG sua crítica ou sugestão Mercado Rural Curta nossa página

Muito boa a revista. Parabéns!!! Acreditei nela desde a primeira edição! Celso Fernando Dias - Pelotas, RS

Obrigado, Marcelo Lamounier. Foi muito gratificante participarmos da Mercado Rural! Gratos pelo carinho. Parabéns e boa sorte em seu caminho! Fernando Aguiar Paiva Santo Antônio do Amparo, MG


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ENTREVISTA: Glênio Martins, Presidente da Emater

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PERSONAGEM: Luiz Otávio Pôssas Gonçalves

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Exposição Nacional do CAVALO ÁRABE: Reconhecimento à raça e valorização internacional

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GARANTIA-SAFRA, beneficiamento de mais de 580 mil famílias

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GAMA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS: Sucesso absoluto de vendas com apenas 2 anos de mercado

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BEBIDAS: Suco de uva um santo remédio

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COMO FAZER: Curral de pneus

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Produtores trocam experiências através do WHATSAPP

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AUTOMÓVEIS Água: o combustível do futuro

JARDINAGEM - Harmonia de flores e folhas em ambientes rurais

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RECEITA: Camarão flambado na cachaça

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SENEPOL da Mata

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TURISMO: Hotel Fazenda - lazer, recreação e sossego junto à natureza

Projeto Brazilian GIROLANDO mira mercado internacional

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DICAS DA AGROSID: Mosca-dos-chifres - danos causados nos rebanhos

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SEÇÃO PET: Neva Masquerade, a variação do siberiano que é puro charme

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CRIAÇÕES EXÓTICAS: Camelos: o navio do deserto

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EVENTOS: Multimarcas Consórcio comemora sucesso em 2016, Cia do Nado faz confraternização de Natal e Emater comemora 68 anos e presta homenagens

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EVENTOS: Oscar do Mangalarga Marchador

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REVISTA MERCADO RURAL é homenageada pela Emater-MG

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8º MARCHADOR FEST: o “Oscar” da raça

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Intolerância à FRUTOSE

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11º Festival Nacional do Cavalo BRASILEIRO DE HIPISMO

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SEÇÃO ECONOMIA: O que esperar de 2017?

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CALAFATE a fruta mágica da patagônia

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36ª Exposição Nacional do CAVALO CAMPOLINA

XII EXPOBRAHMAN

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BÚFALOS: rústicos e eficientes

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SEÇÃO MEIO AMBIENTE Nascentes: preservar para conter a escassez de água

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ILHA DE FOULA: Lugar intocado abriga mais pôneis do que pessoas

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FAZENDA: lazer ou negócio?

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PRÓPOLIS, benefícios dentro e fora da colmeia

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O uso da TOXINA BOTULÍNICA na Odontologia

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Iª Exposição de PEIXES ORNAMENTAIS

Estreitar os laços com a comunidade é a meta inicial do governo do PREFEITO ELEITO EM ITAPECERICA

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APOSENTADORIA: Mudanças para produtores rurais

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GIRO RURAL

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AGENDA REVISTA MERCADO RURAL

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ENTREVISTA

Glênio Martins Nomeado pelo governador de Minas Gerais em maio de 2016 para assumir a presidência da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Glênio Martins já foi Secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário de Minas Gerais. Assumiu o desafio com o intuito de priorizar a qualidade do serviço prestado pela Emater e estimular a inovação tecnológica. MR: Nestes 68 anos da instituição, quais as ações você considera de maior destaque desenvolvidas pela Emater? Glênio Martins: A Emater-MG é a maior empresa de assistência técnica e extensão rural da América Latina, pioneira do setor no Brasil. Estamos presentes em cerca de 790 municípios mineiros, ou seja, cobrimos 90% do Estado. São mais de 400 mil agricultores familiares atendidos anualmente, em diversas ações que buscam promover o bem estar social, geração de renda, melhoria na qualidade dos produtos, processos, manejos, gestão, tudo pautado pela sustentabilidade ambiental. A Emater-MG é uma empresa fundamental para o desenvolvimento sustentável do campo, para execução de diversas políticas públicas voltadas para esse setor, como Pronaf, PAA, PNAE, PAAFamiliar, Brasil Sem Miséria, Regularização Fundiária e Garantia Safra. Graças a nossa capilaridade, que conta ainda com cerca de 2 mil servidores, 1.300 atuando diretamente junto ao produtor, conhecemos de perto as diversas realidades mineiras e podemos fazer esse atendimento qualificado. São 68 anos levando conhecimento, tecnologia para o campo e gerando de fato um impacto positivo na vida dos agricultores e agricultoras mineiros.

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MR: Em algumas regiões do estado, tivemos exemplos bem interessantes em termos de criações e cultivos que contribuíram para os produtores rurais. Quais áreas e regiões que receberam apoio da Emater são consideradas as mais significantes nesta trajetória, ou que merecem destaque? Glênio Martins: Todo o Estado, em suas diversas realidades, é significativo para empresa. Mas podemos citar grandes cadeias, que temos forte presença. Na pecuária bovina, por exemplo, uma das principais atividades agropecuárias de Minas Gerais. Este setor compõe nossa Agenda Estratégica, dessa forma assumimos o desafio de proporcionar maior competitividade à essa cadeia de valor, incluindo os sistemas agroindustriais, por meio de assistência técnica qualificada. Em 2015, os extensionistas da Empresa prestaram assistência a 46 mil pecuaristas com diversas ações relacionadas ao melhoramento genético do rebanho, qualificação técnica e gerencial da atividade, comercialização e produtividade. Também faz parte da nossa Agenda Estratégica a cadeia produtiva do café. Uma atividade de grande importância econômica para o Estado, mas também de relevân-

cia social. É fonte de emprego e renda para milhares de agricultores familiares e trabalhadores rurais. Estima-se que a cadeia produtiva do café gere 3 milhões de empregos diretos e indiretos em Minas Gerais. Nesta agenda, a Emater-MG atende a mais de 30 mil produtores, com os objetivos de melhorar a qualidade do grão, reduzir custos de produção, aumentar a renda, manter e criar empregos, melhorar a gestão e comercialização. Ou seja, consolidar uma cafeicultura familiar mineira competitiva. Temos ainda forte atuação na comercialização dos produtos da agricultura familiar, que geralmente é um gargalo para os produtores. Investimos em ações com foco no mercado, a exemplo da atuação da empresa no PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), PAA Familiar (Política Estadual de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar), PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e em outras políticas públicas ligadas à agroindustrialização e comercialização. Em função das exigências legais de formalização do negócio, próprias do mercado institucional público, essas políticas possibilitam a profissionalização dos agricultores e suas organizações. Destacamos ainda na nossa Agenda


Estratégica as ações voltadas para o incentivo à adoção de práticas agroecológicas; o trabalho com os jovens rurais, voltado para a sucessão no campo; produção de frutas, olericultura e pequenos animais, ações voltadas para segurança hídrica, sobretudo no semiárido mineiro, dentre muitas outras. MR: Em 2016 os programas Certifica Minas Café e Minas Pecuária foram destaque. Há algum incremento, ampliação ou mesmo novidade na formulação destes programas? Há novos programas em vista? Glênio Martins: A Emater–MG, em conjunto com a Secretaria de Estado de Agricultura e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), desenvolve o Certifica Minas Café, que é o maior programa nacional de certificação de propriedades cafeeiras. Para avaliar e incentivar a produção de cafés de primeira linha, há 13 anos o Governo de Minas Gerais, através da Emater-MG, promove o Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais. Uma realização em parceria com a UFLA, o Instituto Federal do Sul de Minas e a Faepe. Ao longo desse período, foram mais de 19 mil amostras de cafés avaliadas. Um espaço único de visibilidade dos cafés mineiros, com destaque para produção da Agricultura Familiar. Só neste ano, 1.853 amostras de cafés foram inscritas no concurso, um recorde. As amostras passaram por análise física e sensorial. Ao longo do processo, os juízes provaram mais de 12.500 xícaras de cafés para selecionarem os grãos mais finos e exóticos do Estado.

O Concurso é um dos pilares do Certifica Minas Café. Pelo programa, os produtores recebem assistência técnica que aborda desde o sistema de produção até a relação de trabalho. São 103 itens verificados para conseguir a certificação. Dentre eles, a sustentabilidade ganha destaque. A Emater-MG leva o Certifica Minas Café a mais de duas mil propriedades em diferentes regiões do Estado. A Cadeia de Valor do Café é uma das Agendas Estratégicas da empresa, atendendo a cerca de 30 mil cafeicultores familiares. Ainda no setor do café, a A Emater-MG está desenvolvendo, em parceria com Seapa, Emater-MG, Epamig, Conab e Embrapa e investimentos também da Codemig, um trabalho inédito no país para o mapeamento do parque cafeeiro do Estado. Os objetivos

são monitorar sua variação Espaço/Temporal através de geoprocessamento, além de levantar a ocorrência de cafés diferenciados e suas correlações com os locais de produção. Esperamos em 2017 finalizar este mapeamento, abrangendo mais de 465 municípios. MR: O senhor assumiu a presidência da Emater em um período de grandes problemas políticos e econômicos. Por que aceitou esse desafio e qual sua avaliação desde que entrou na presidência? Glênio Martins: Eu sou técnico agrícola de formação, além de graduado em Comunicação Social, com especialização em Política Pública e Gestão Governamental pela UFMG. Atuei como Chefe de Gabinete da Superintendência Estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (In-

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cra), fui Superintendente Regional Substituto e Chefe da Divisão de Desenvolvimento de Projetos de Assentamento, além de Secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário, antes de assumir a Emater-MG. Portanto, tenho uma história e uma trajetória nesse setor, que considero um dos mais importantes econômica e socialmente para o país. Assumir a empresa foi uma honra e um grande desafio, que estamos conseguindo vencer a cada dia. Tudo que planejamos para 2016 foi cumprido e superado. Apesar do momento de crise política, financeira, nosso balanço do ano é positivo. Estamos fechando com as contas equilibradas e muitas conquistas. Conseguimos, numa decisão histórica do Conselho Técnico Administrativo (CTA) da Empresa, aprovar que profissionais de nível médio da área fim, a exemplo dos técnicos agrícolas, possam chegar ao cargo de coordenador e já estamos fazendo o processo de seleção interna para isso. Uma mudança que representa reconhecimento e valorização profissional.

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Investimos na qualificação de nosso pessoal, e, em outubro de 2016, 400 servidores concluíram pós-graduação em “Extensão Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável”, curso personalizado pela Empresa, com a Universidade Federal de Lavras (Ufla). Nossa plataforma de Ensino a Distância (EAD) está sendo estruturada e ampliada e já oferecemos cursos sobre cafeicultura (Unifal) e de qualificação para todas as secretárias de Eslocs. Fizemos investimentos em infraestrutura e concluímos cerca de R$ 6,3 milhões aplicados na Empresa. São mais de 90 novos veículos, 100 novas estações de trabalho, 70 computadores e notebooks, 500 tabletes, 360 impressoras a laser e outros equipamentos diversos, para qualificar e garantir melhores condições de trabalho. Liberamos, ainda, meio milhão de reais para reformas nos Escritórios Locais, pensando na segurança e no conforto dos nossos extensionistas. Equiparamos todas as diárias dentro da Empresa. Estamos com os salários em dia, fomos talvez a única Emater do país a dar reajuste salarial este ano, em fim, nosso balanço é positivo.

técnica e extensão rural pública, gratuita e continuada de qualidade. Para 2017 intensificando nossos investimentos em tecnologia da informação na Empresa, tanto para facilitar o trabalho dos extensionistas, dar agilidade nos processos, quanto para ser mais uma ferramenta para o exercício das nossas atividades, com foco no desenvolvimento sustentável do campo. O objetivo é chegar sempre ao maior número de agricultores e sermos uma referência na busca e difusão de conhecimento. Estamos investindo fortemente na política de Crédito Rural, que é uma das mais importantes políticas públicas para o setor no país, com Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Estamos equipando os escritórios locais, que também já estão funcionando como correspondentes bancários, dando mais agilidade no acesso ao crédito pelos produtores. Nossos técnicos estão preparados para elaborar os projetos de crédito rural, com o diferencial de sempre pensar em propostas com foco em sustentabilidade. Também vamos intensificar a agenda de combate a seca, um pedido do Governador Fernando Pimentel, que daremos prioridade.

MR: Para 2017 o que podemos esperar de ações da Emater? Glênio Martins: Nosso trabalho é sempre no sentido de garantir uma assistência

MR: Qual mensagem você deixa para nossos leitores e produtores rurais neste momento em que a Emater completa 68 anos de fundação? Glênio Martins: Tem uma frase que gosto muito que diz: “o pessimista reclama do vento, o otimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas”. Nós estamos ajustando as velas, planejando e agindo com foco em manter a Emater-MG como referência no setor no Brasil, cada vez mais abrangente, prestando assistência técnica e extensão rural pública, gratuita, continuada e de qualidade. Nossa meta é sempre tornar a agricultura familiar de Minas Gerais a mais competitiva do país.


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PERSONAGEM

Luiz Otávio Pôssas Gonçalves O CRIADOR DA CACHAÇA VALE VERDE Casado, pai de quatro filhos e avô de 4 netos, Luiz Otávio Pôssas Gonçalves é natural de Belo Horizonte. Sua vocação para trabalhar com bebidas vem da adolescência, quando aos 17 anos começou na Coca-cola, uma franquia de seu pai. A partir daí ele criou a Kaiser, a água de coco Kero Côco e a famosa e almejada Cachaça Vale Verde.Começou a trabalhar ainda jovem e não parou mais. Ser ativo faz parte de sua essência e graças a isso hoje acumula alguns empreendimentos de sucesso e muito reconhecimento. A cachaça Vale Verde de renome nacional e internacional é seu carro chefe e pasmem, surgiu de modo despretencioso. Luiz

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Otávio herdou de seu pai a Fazenda Vale Verde, hoje Vale Verde Alambique e Parque Ecológico, situado em Betim, Minas Gerais. A então fazenda, que já contava com criação de gado e de aves, gradativamente foi se tranformando. “A civilização foi mudando, a violência aumentou e então vi a oportunidade de transformar a fazenda em negócio. A área já não era mais totalmente rural e criei o parque”. Paralela a essa transformação nasceu a cachaça em 1985, uma vez que o parque foi oficializado em 2002. “Na fazenda tinha um alambique e comecei a fabricar para consumo pessoal. Os amigos gostaram e acabavam voltando. A fama da cahaça foi

se fazendo. E pensei que isso também daria um bom negócio”. Ele estava certo!

CACHAÇA VALE VERDE Em 1985, Luiz Otávio aplicou na fabricação da bebida técnicas que aprendeu na Europa para aprimorar a fermentação e destilação. Nascia a cachaça Vale Verde, extra premium, envelhecida 3 anos seguidos de acordo com modelo internacional de produção de destilados. Os barris recebem selo do Ministério da Agricultura e são lacrados por três anos, sendo liberados para comercialização apenas após cumprido este período. Mais


de dois mil barris estão hoje armazenados em um galpão com temperatura e umidade controladas através de sitema interno de circulação de água. “Nós fomos os primeiros no ramos a envelhecer a cachaça em barris de madeira, como o de carvalho, por exemplo”. Tudo isso pode ser conferido em visita guiada pelo alambique. O processo de produção da Vale Verde foi o primeiro a ser reconhecido pela Ampaq - Associação Miniera dos Produtores de Cachaça de Qualidade. O empresário se enche de orgulho ao dizer que antes, a cachaça era apenas um produto, sem diferenciação. Mas atualmente, com o aprimoramento e exigência do público, a Vale Verde é uma das mais solicitadas em bares e restaurantes, pela qualidade que oferece. “Muita gente me pergunta qual é o sucesso da cachaça. Eu respondo que são 30 anos de dedicação e tecnologia aplicada. É necessário que se acompanhe a evolução, que a tecnologia seja incorporada aos produtos”. Em 2007 a Vale Verde ficou em primeiro entre as melhores cachaças do Brasil de acordo com o Ranking Playboy da Cachaça que teve o juri composto pelos melhores especialistas em aguardente do país. O veredicto trouxe descrições surpreendentes: “A campeã é uma cachaça correta em todos os sentidos. É produzida na fazenda Vale Verde que, além de engenho de cachaça, é também um parque ecológico, com visitas guiadas onde se pode conhecer os “segredos” da produção. A aguardente é equilibrada, encorpada e madura. Segundo os produtores, suas técnicas de fermentação e destilação foram baseadas naquelas praticadas na Europa para fabricação de whiskies. Isso proporciona um produto final equilibrado, estável, pronto. Os três anos em tonéis de carvalho explicam a cor dourada e o buquê marcante de madeira. É justamente esse envelhecimento que garante o equilíbrio da bebida, que desce redondinha, sem aspereza. A cana colhida no ponto certo, fruto dos solos calcários da região de Betim, a fermentação nos antigos alambiques de cobre e a criteriosa escolha dos barris

de carvalho garantem a cor brilhante e o sabor adocicado persistente. Além disso, a Vale Verde tem a melhor relação custo-benefício”. Em 2009 e em 2011 ficou em primeiro lugar no segmento extra premium. Vale lembrar que a produção das cachaças Vale Verde é natural com o processo sustentável. Os resíduos são reutilizados a partir de suas características.

O PARQUE O parque ecológico, além do alambique, abriga inúmeros animais e imensa área verde para lazer e passeios. Aves de vários tipos, cágados, jabutis, lagartos e cobras são criados no poarque. O berçário de aves, muitas ameaçadas de extinção, revelam o compromisso ambiental que existe. “Temos um banco de genomas de aves que correm o risco de desaparecer. Não queremos que animais tão surpreendentes sejam extintos”. Engana-se quem pensa que o trabalho desenvolvido no local pára por aqui. O compromisso social é outra premissa muito importante. “Recebemos de seis a sete mil crianças por mês, que vem de orfanatos ou mesmo de periferias. Aqui elas recebem aulas sobre o respeito ao meio ambiente, tem contato com a natureza e com os animais. Lancham e almoçam conosco. É gratificante oferecer algo assim”. Em tempos de crise econômica e política, pela qual o Brasil atravessa, Luiz Otávio tem a receita. “Na crise, devemos retirar a letra “s” da palavra crise: crie. Temos que criar um diferencial, abaixar os custos aliado à proatividade”. Para ele saber aproveitar as aportunidades, ser criativo e ter paciência, são as premissas para alavancar um negócio. Se ele diz, quem somos nós pra discordar.

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COMO FAZER

Curral de pneus Construir um curral alternativo, resistente, ecologicamente correto e econômico é possível. Em 2013, o produtor João Bastita Cândido de Campos Gerais, em Minas Gerais recolheu 90 pneus de caminhão para construir um curral de mais de 300 m². No lugar das tábuas de madeira, faixas de pneus com os radiais, para suportar o gado. A área cercada comporta bem até 70 animais. A ideia ganhou o Brasil e muitos produtores já construíram seus currais de pneus. Um curral deste porte, caso fosse construído com madeira, custaria entre R$ 12 e R$ 15 mil reais. Na época o produtor gastou pouco mais de R$200,00, pois usou madeiras de suporte dos eucaliptos que tem em sua propriedade. O gasto se justifica com a compra de pregos e combustível para transporte dos pneus. Pneus de carro também podem ser aproveitados, desde que não estejam rasgados e possuam boa sustentação. Pneus descartados contaminam o ar, o solo e o lençol freático. O acúmulo de pneus ameaça a saúde pública, uma vez que pode contribuir com a disseminação de doenças como a dengue. Reutilizá-los dessa forma é uma ideia sensacional! Quer saber como foi que o produtor fez? Veja:

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1) Defina a área a ser cercada. Tenha em conta as necessidades das pessoas e dos animais, de forma a facilitar as rotinas de manejo. Dê preferência para locais de fácil acesso, para terrenos com boa drenagem e com declividade que permitam o escoamento de água sem o risco de erosão. 2) Defina a dimensão do curral e estabeleça as marcações onde serão afixados os mourões e estacas. O ideal é que a faixa do pneu seja fixada em quatro estacas: nas extremidades e no meio. 3) As bandas de rodagem dos pneus selecionados são cortadas com motosserra e estendidas e então, fixadas com pregos grandes e grossos, da mesma forma como se usaria em placas de madeira.


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Produtores trocam experiências através do

Whatsapp

Que o aplicativo de bate-papo de conversas instantâneas tomou conta ninguém tem dúvidas. Hoje em dia quase tudo pode ser resolvido através do aplicativo, até mesmo marcação de consultas e serviços de atendimento ao consumidor. Os grupos formados no Whatsapp são um benefício e reúnem contatos com assuntos afins e trocas de experiências. A tendência conquistou também diversos produtores rurais que se utilizam da ferramenta para falarem sobre assuntos em comum, impacto econômico, sanidade animal, orientações técnicas e questões políticas. O compartilhamento de conteúdo e acesso às informações acontece de forma muito mais dinâmica e rápida. O grupo Agroboi é um exemplo disso. Aproximadamente 130 produtores, de nor-

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te a sul do país, trocam informações diariamente sobre o mercado do boi e todos os temas pertinentes à área. São produtores do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Distrito Federal, Piauí, Goiás e brasileiros que são produtores no Paraguai. Este grupo foi criado pelo diretor de Pecuária da SRP, Ricardo Rezende, justamente com o intuito de disseminar notícias, informações e experiências em tempo real, sobre o universo da criação de gado em todo Brasil. Assim como o Agroboi, existem inúmeros grupos como este que favorecem, inclusive, a tomada de atitudes em virtude das experiências e veredictos repassados através do bate-papo. De acordo com a jornalista e MBA em Marketing e Comunicação Digital, Sabrina Braga Bellardini, o uso do aplicativo se dis-

seminou de tal forma que chega a substituir as ligações. “O Whatsapp permite ao usuário enviar mensagens de textos instantaneamente, vídeos, fotos e áudios, tanto para um contato quanto para um grupo. Tudo isso ocorre de forma muito prática e econômica, pois não há um custo adicional para enviar as mensagens, além do plano de dados utilizado para se conectar à internet.” Outro ponto é a questão da credibilidade criada em grupos de assuntos específicos. “Quando se criam grupos, normalmente são adicionados membros com os mesmos interesses e só participam efetivamente aqueles que têm assuntos afins para tratarem. Dessa forma cria-se uma relação de confiabilidade mútua que gera, inclusive, encontros periódicos com presença física dos participantes.”


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Fazenda Cachoeira Grande, Vassouras - RJ

Jardinagem Ter um lugar aconchegante é, sem sombra de dúvidas, maravilhoso. Ter este lugar num sítio ou fazenda é ainda melhor e saber exatamente quais os melhores tipos de plantas para ambientes externos e amplos é primordial para a construção de um espaço harmonioso. Para isso há que se levar em consideração fatores como circulação na área, topografia, clima e solo. Em projetos de paisagismo rural, vale tudo, desde muita grama, palmeiras ou coqueiros, trepadeiras e ‘cerca viva’. A jardinagem e o paisagismo em áreas rurais destacam não apenas a propriedade, mas também os cenários, além de possibilitar a utilização de muitos elementos naturais já existentes nestes locais. Nós da Revista Mercado Rural estudamos o assunto e trouxemos algumas dicas que vão contribuir muito para que você faça seu jardim ou mesmo adapte algumas coisas. Vamos lá?

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HARMONIA DE FLORES E FOLHAS EM AMBIENTES RURAIS

A primeira observação a ser feita diz respeito ao espaço disponível para a jardinagem. Se for amplo demais, o ideal é que se opte por plantas maiores. Dessa forma evita-se ter que preencher os espaços com inúmeras espécies e correr o risco de, inclusive, quebrar a harmonia. Agora, se o espaço for pequeno, como jardins em faixas nas entradas das casas ou contornos de escadas e rampas, vale priorizar plantas de menor porte e até mesmo aproveitar o espaço vertical. Neste caso, utilizar vasos, treliças e floreiras, pode ser uma ideia que vai contribuir para seu jardim ficar

ainda mais florido. As flores são essenciais! Se puder tenham espécies variadas, mas priorize as mais tradicionais, pois são fáceis de cuidar e tem custo mais em conta.

PODA E REGA Através da poda certa é possível controlar o porte e a forma da planta. Galhos quebrados ou doentes precisam ser retirados para que o acesso à luminosidade não seja prejudicado. Folhas e flores secas também precisam ser retiradas, pois propiciam o surgimento de fungos. Cada tipo de planta tem sua época certa para a poda. Procurar saber exatamente como dever ser feita, ou contratar um paisagista experiente, faz a diferença. Um fato curioso que muitos não sabem: as plantas têm muito mais defesas contra a falta de água do que contra o excesso. Elas se adaptam à ausência do líquido, mas não conseguem reverter à ação de absorver água. Em excesso, esta dificulta a oxigenação das raízes, apodrecendo-as.


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Senepol da Mata REPRODUÇÃO DE TOUROS E VACAS PO DA RAÇA SENEPOL Originários do Senegal, os primeiros exemplares da raça N’Dama, chegaram à ilha de Saint Croix, no Caribe, por volta de 1800 e logo se adaptaram ao forte calor, insetos, parasitas e pastagens mais escassas. Em 1918, foram introduzidas no rebanho de N’Dama genéticas de Red Poll, gado inglês grande produtor de carne e leite, numa tentativa de Henry Neltropp e seu filho Bromlay em desenvolver um bovino que apresentasse boa produtividade e, ao mesmo tempo, resistências às condições locais. Foi dessa mescla nasceu a base da raça Senepol. Resistência, precocidade e fertilidade são marcas da raça que foi registrada pela primeira vez nos anos 40. No Brasil, chegou em 1988, com a importação de sêmens. Atualmente o Senepol é encontrado em vários países como, por exemplo, Estados Unidos, Austrália, Paraguai, Argentina e Canadá. Um dos precursores do interior de São Paulo foi Vinicius Jacomini. O pecuarista de Jardinópolis buscou informações sobre a raça e, ao participar de um leilão, em 2012, ganhou

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doses de sêmen em um sorteio. O jovem pecuarista, hoje com 28 anos foi então em busca das melhores criadoras. “Queria ter no meu plantel inicial o que tinha de melhor na raça para ter um futuro promissor”. Com essa transferência de embriões o gado foi melhorado. Em 2014, Jacomini fez o campeão da Lagoa da Serra, de Sertãozinho (SP), e no ano passado repetiu a dose, na Alta Genetics, de Uberaba (MG). “O Senepol do Brasil é o melhor do mundo, o melhoramento genético foi feito aqui”. Atualmente, a Senepol da Mata, pecuária comandada por Vinicius Jacomini, localizada em Batatis – Sp, trabalha com Senepol Puro de Origem, para fazer o melhoramento genético. São produzidos cerca de dois a três mil embriões por ano, vendidos junto a tourinhos e doadoras para todo o Brasil. Na Senepol da Mata todos o animais são avaliados em provas de performance e a alimentação na seca é feita por silagem. Nos períodos de águas, somente pasto e sal mineral. Não têm necessidades de manejos especiais, são dóceis e resistentes. Os animais Senepol apresentam um rápido crescimento, o que favorece a pecuária de corte fazendo com que o ciclo de engorda seja mais curto. Têm tamanho moderado, cor padronizada e mocho. Pela origem gené-

Vinícius Jacomini: um dos precursores da raça no interior de São Paulo

tica aliada a um processo de seleção fechada por séculos nas ilhas caribenhas, o Senepol, tornou-se um indivíduo com alta capacidade de adaptação a diferentes ambientes. Adapta-se a diferentes níveis de manejo da pecuária e encontra alimento em lugares que outras raças dificilmente têm capacidade de obter. Eles têm pêlo zero e transferem seus genes para seus filhos reduzindo a presença de animais taurinos cabeludos. A raça N’Dama é a única entre os taurinos naturalmente resistentes à mosca que causa a doença do sono ou Tsé-tsé no continente africano e a carrapatos, devido a rápida coagulação superficial dificultando a alimentação desses parasitas, transmite aos seus descendentes essas condições mostrando assim sua capacidade imune elevada. O Senepol apresenta um rebanho totalmente produtivo e longevo. Existem citações de matrizes na ilha Saint Croix que com 18 a 20 anos ainda estão emprenhando e em lotes de produção. Touros reprodutores permanecem nos planteis de reprodução como aptos à função por muitos anos. No quesito fertilidade, apresentam alto desempenho reprodutivo e libido. A Senepol da Mata comercializa embriões, doadoras e touros PO. As vendas são feitas pelos sites www.senepoldamata.com.br (leilões) www.senepolonline.com.br.


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Projeto Brazilian Girolando mira mercado internacional A raça leiteira Girolando deve ampliar sua participação no mercado internacional. A partir de 2017 terá início o projeto de exportação “Brazilian Girolando” que tem como objetivo possibilitar a outros países o acesso a um pacote tecnológico pecuário que envolve genética, nutrição, equipamentos, sanidade, entre outros aspectos. Segundo o presidente da Girolando Jônadan Ma, “o Brazilian Girolando também prevê a disseminação do Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG), ampliação das vendas externas de animais e material genético e a realização de farm tours por propriedades brasileiras para que os criadores estrangeiros possam conhecer in loco a pecuária do Brasil”. Será feito ainda um grande investimento em marketing da raça para divulgar as quali-

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dades produtivas dos animais Girolando em grandes exposições agropecuárias de países como Nicarágua, Bolívia e Colômbia. O projeto é realizado em parceria com a empresa Hangar, de propriedade de Jorge Dias.

MARCA GIROLANDO Os queijos e produtos lácteos feitos a partir de leite de vacas Girolando agora poderão trazer em seus rótulos o selo de origem com a indicação de que são fabricados com leite de rebanhos bovinos predominantemente da raça. A Associação Brasileira dos Criadores de Girolando lançou em dezembro o modelo de licenciamento da sua marca patenteada, que permitirá ao produtor, mediante contrato, colocar no rótulo a indicação “G -

Girolando: Produzido com leite de Girolando – A raça leiteira tropical do Brasil”. A expectativa é de que a marca agregue valor ao produtor de leite e de produtos lácteos e torne conhecida a raça junto ao consumidor final, já que a Girolando é uma das maiores entidades de pecuária do Brasil, com atuações na área de genética e registro animal até no exterior, além de ser a raça que consegue produzir leite com qualidade e sustentabilidade nas mais diversas condições do país. “A marca G-Girolando agregará mais valor ao produto, pois carrega com ela toda a credibilidade que a associação tem no mercado nacional e internacional”, explica Jonadan Ma. Os interessados em obter o licenciamento da marca G-Girolando devem procurar a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando.


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Intolerância à frutose Frutose é um carboidrato (açúcar) simples que quando absorvida de forma incompleta pelo intestino pode fazer um efeito osmótico e também ser fermentada pela microbiota intestinal, resultando na formação de substâncias químicas e gases. A atividade da proteína de transporte que determina a absorção de frutose, tal como a GLUT5, é geneticamente determinada e pode ser alterada por inflamação no intestino ou pelo estresse. O limiar de má absorção de frutose varia individualmente e amplamente. Esta forma comum e benigna de intolerância à frutose deve ser distinguida da rara intolerância hereditária à frutose (HFI). Com o envelhecimento, a maioria das pessoas vai apresentar má absorção de açúcares, incluindo a frutose, quando grandes quantidades são consumidas. Em indivíduos com predisposição há aumento da produção de gás, ácidos graxos de cadeia curta e compostos osmoticamente ativos devido à má absorção e que devido a isso apresentam sintomas, são os chamados de intolerantes. A frutose está presente em frutas, legumes, grãos, alimentos indus-

trializados e mel. A ingestão diária varia de 20g a 60 g, dependendo da dieta. O consumo de frutose tem aumentado significativamente nas últimas décadas e está implicado no aumento da obesidade, síndrome metabólica e doença hepática.

FREQUÊNCIA NA POPULAÇÃO E HISTÓRIA NATURAL Aproximadamente 30% dos adultos saudáveis apresentam má absorção com doses inferiores a 50 g de frutose e 10% têm sintomas. Até 70% dos pacientes com síndrome do intestino irritável têm intolerância de quantidades normais de frutose. A intolerância à lactose e frutose concomitantes atinge aproximadamente 20% a 30% dos indivíduos da população.

SINTOMAS As principais manifestações incluem inchaço e dor abdominal, diarreia e constipação, borborigmos (ruídos intestinais) e outros sintomas devido o aumento da produção de gás, como eructação e flatulência excessivas, além de náuseas e vômitos. A depressão pode ser mais comum em

adultos e crianças com má absorção de frutose, e pode melhorar com redução rigorosa dieta na ingestão de frutose.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO O diagnóstico clínico de intolerância à frutose é por vezes. O teste respiratório com hidrogênio expirado é muito sensível para o diagnóstico de má absorção e intolerância à frutose. A redução da ingestão de frutose para níveis tolerados alivia rapidamente os sintomas na maioria dos pacientes. Melhores resultados são obtidos quando outros alimentos facilmente fermentáveis também são excluídos.

INTOLERÂNCIA HEREDITÁRIA À FRUTOSE (HFI) Diferente da má absorção de frutose descrita acima, HFI é uma intolerância grave devido a defeitos genéticos (aldolase B) que afeta principalmente crianças no momento da introdução de açúcares. Além dos mesmos sintomas de má absorção de frutose, distúrbios metabólicos, como hipoglicemia e lesão permanente ao fígado e rins podem acontecer. Em crianças, pode ser fatal devido à convulsões e coma. História familiar positiva de intolerância a açúcares ou de uma aversão a doces é um indício útil. O diagnóstico se faz através de anamnese cuidadosa, coleta de sangue e alguns testes genéticos. Atualmente, nem todas as formas de HFI podem ser identificadas através de testes genéticos. Dr. Maurício Bravim CRMMG: 29.496

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11º Festival Nacional do Cavalo Brasileiro de Hipismo Fotos: Tupa vídeo

INCENTIVO PARA NOVOS ATLETAS A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Brasileiro de Hipismo (ABCCH) realizou o 11ª Festival Nacional do Cavalo BH entre 9 e 13 de novembro, nas dependências da Sociedade Hípica Paulista. O festival incluiu em sua programação provas exclusivas para os iniciantes nas séries 0,80m e 0,90m, como forma de valorização da base na modalidade salto e como forma de incentivo para os atletas iniciantes no esporte. Segundo a assessoria do evento, aproximadamente 300 cavalos participaram das provas para cavalos novos, de quatro a oito anos. O concurso premiou em espécie em torno de R$ 160 mil, divididos entre Cavalos Novos Alta Performance e Off Circuito (acima da idade regulamentar), BH do Futuro, Prova Desafio do Criador e para as séries 1,10m, 1,20m, 1,35m e 1,40 metro. Os cavaleiros olímpicos com Bhs nas Olimpíadas Rio 2016, Marcio Appel e Stephan Barcha, visitaram o Festival e foram homenageados pela Associação. Suas imagens olímpicas foram eternizadas em um quadro exposto na entrada do evento. Stephan Barcha montou Landpeter Feroleto na Rio16. O animal foi um dos cavalos homenageados no festival por ter composto a equipe de salto nos jogos.

HISTÓRIA DA RAÇA A raça teve início há 35 anos por iniciativa de um grupo de empreendedores que fundaram a associação brasileira de criadores do cavalo Brasileiro de Hipismo, na ocasião os ca-

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valos utilizados para a prática do esporte eram puro sangue inglês e outros sem raça definida e, alguns com origens na criação argentina. Esse grupo se organizou e começou a controlar a genealogia dos cavalos nascidos no Brasil, ao mesmo tempo importaram alguns garanhões de origem alemã e francesa e utilizaram em éguas PSI e outras com boa campanha esportiva. Tal controle foi fundamental para avaliar quais linhagens eram realmente dominante no quesito performance para o esporte hípico. Atualmente há cerca de 30 mil cavalos registrados no stud book do Cavalo Brasileiro de Hipismo, única raça que atende a todas as modalidades olímpicas: salto, adestramento e concurso completo de equitação. De acordo com dados fornecidos pela ABCCH, por ano, são registrados entre 800 a 1000 potros (as), todos com comprovação de paternidade por DNA e todos chipados. As estatísticas de resultados em provas de salto infor-

mando não somente o resultado do indivíduo como também dos pais são sempre mantidas. As raças mais influentes que compõe o Brasileiro de Hipismo são: Sela Francesa, Holsteiner, KWPN e Sela Belga.


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Calafate

A FRUTA MÁGICA DA PATAGÔNIA Fruta pequena, saborosa e de uma cor violeta intensa, assim é a calafate (Berberis buxifilia – microphyll), uma super fruta com poder antioxidante. É nativa da Patagônia, do Chile e da Argentina, sendo uma espécie perene conhecida por possuir propriedades medicinais devido à elevada concentração de alcalóides e antioxidantes. Pode ser

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consumida fresca ou preparada como geléias, doce em massa, sucos e vinhos. O arbusto é espinhoso e alcança até 1,50 m de atura. As flores são de cor amarela forte e muito perfumadas. Devido ao seu fator adstringente e digestivo, a calafate contem diarreias e é bastante utilizada no tratamento de problemas hepáticos, além de ser excelente tônico e anti-inflamatório. A frutinha é mesmo poderosa. Há relatos de que, desde tempos bem remotos, era utilizada como remédio natural para baixar a febre. São muitas e importantes as propriedades da fruta, mas uma em especial está ganhando destaque. Seu fator antioxidante protege nosso organismo dos efeitos do tempo, combatendo os radicais livres que são os responsáveis pelo envelhecimento celular. Uma frutinha tão mágica merece uma lenda, não é mesmo? E essa lenda existe. Aliás existem algumas, e esta é uma delas: “Na região de El Calafate, na Patagônia, existia uma tribo que no in-

verno saia ao norte para caçar. Em uma dessas viagens havia uma anciã que estava fraca demais para ir, então ela disse que não se preocupassem, pois iria ficar, eles deveriam ir e que deveriam voltar com comida. Construíram uma cabana e colocaram muito alimento. Ela disse que não se sentiria sozinha pois as aves ficariam para lhe fazer companhia. Quando sua Tribo voltou do norte encontrou a anciã viva, mas triste pelo tempo de solidão. O que aconteceu foi que com a chegada da neve todos foram embora e ela ficou sozinha. Nem os pássaros ficaram. Então ela profetizou que ao morrer viraria um arbusto que daria umas frutinhas e assim mesmo no inverno ainda os pássaros estariam ali e assim nunca mais ninguém ficaria sozinho.” Há quem creia na lenda e quem não creia, mas uma coisa é certa, todos por lá acreditam que quem a come o Calafate volta a visitar a Patagônia. Então, se você for lá e desejar voltar um dia, coma da fruta. Só vai lhe fazer bem.


XII ExpoBrahman HOMENAGENS, TRIBUTOS E ATRAÇÃO PARA CRIANÇAS E JOVENS Uberaba, em Minas Gerais, sediou a XII ExpoBrahman, entre os dias 19 e 25 de setembro, no Parque Fernando Costa, simultaneamente à Expoinel (Exposição Internacional de Nelore) e à ExpoGil (Exposição da Raça Gir leiteiro). Foi registrada uma quantidade significativa de animais. A raça Brahman contou com julgamentos de pista e campo e também foi realizado o 1º Leilão Brahman Brasil. Foram prestadas homenagens às mulheres fomentadoras da raça com a Co-

menda José Amauri Dimarzio e tributo a alguns dos pioneiros do Brahman no Brasil. Os criadores apresentaram o melhor da raça, como sua habilidade materna, precocidade sexual, rusticidade e beleza natural. O julgamento Brahman a Campo e o 1º Leilão Brahman Brasil, promovido pela Associação dos Criadores de Brahman do Brasil ACBB, que tem como presidente Adalberto Cardoso, foram dois eventos que merecem destaque. O primeiro contou com a partici-

pação de animais de diferentes idades e de diversas categorias, criados exclusivamente no campo, são rústicos. O Projeto Crescendo com o Brahman foi realizado mais uma vez durante a exposição e é voltado para a aproximação das crianças e jovens ao mundo agropecuário. A próxima edição do projeto está prevista para a ExpoZebu 2017, quando também acontece o 1º Fórum Internacional da Cadeia Produtiva da Carne.

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Búfalos: rústicos e eficientes Eles têm porte e cara de bravos, mas costumam ser dóceis e de fácil manejo, estamos falando dos búfalos. Criados em vários países, aqui no Brasil os bubalinos estão em todas as regiões. O Ministério da Agricultura liberou em 1960 a importação destes animais advindos da Índia. Desde então as raças Jafarabadi e principalmente a Murrah, vieram para o país e contribuíram para exploração e expansão do rebanho de bubalinos, de acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Búfalos (ABCB). A médica veterinária, Luana Almeida, cria búfalos Murrah na Fazenda Nossa Senhora do Carmo, em Pains – MG. Segundo ela, o mercado para criação desta espécie é satisfatório, pois o leite tem rendimento industrial maior e os produtos maior valor

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agregado no mercado. Além disso, não há oscilação no preço do leite de búfala, o preço é fixo o ano todo e o mercado de animais é crescente, tanto para corte quanto para leite, inclusive para exportação. De acordo com Luana “a crise não afetou em nada a criação de bubalinos. Pelo fato do leite de búfala ter sua qualidade terapêutica diferenciada, as pessoas que consomem produtos de origem bubalina, procuram por seus benefícios”. Existem ainda linhas de crédito nos bancos federais para compra de animais, recria, engorda e agroindústria. Possuem longevidade produtiva e reprodutiva maior que bovinos com taxa de fertilidade superior, chegando a 95% naturalmente. As búfalas conseguem, de uma pastagem de má qualidade, produzir ainda assim um leite nobre que proporciona rendimento industrial maior. A espécie bubalina é mais rústica e mais resistente à ectoparasitas, principalmente ao carrapato Rhipicephalus microplus.

MANEJO Assim como os bovinos, os bubalinos são vacinados contra Raiva, Clostridiose, Febre Aftosa, e as fêmeas contra Brucelose. Nos bezerros, é necessária dar uma atenção maior quanto à vermifugação, que deve ocorrer cinco dias após o nascimento e no mínimo a cada 60 dias, até adquirirem 1 ano de vida. Quanto à ordenha, há produtores que realizam uma diária, mecânica e com bezerro ao pé; muitos fazem duas ordenhas diárias, e algumas sem bezerro ao pé, enquanto outros, ordenha manual.

ALIMENTAÇÃO A alimentação fornecida aos animais é a mesma de bovinos: pastagens, silagem de capim ou de milho e ração. De acordo com Luana, um ponto importante precisa ser observado: a eficiência de pastagens e cercas. “São animais que não aceitam passar fome, mas se tiverem pastagem suficiente respeitarão qualquer cerca, desde que seja bem feita”.


Fazenda:

lazer ou negócio? A entrada do empresário urbano no meio rural geralmente acontece em meio a um enorme entusiasmo e euforia. Logo se começa a investir em determinada atividade escolhida pelo gosto do investidor. Outra situação é o pequeno investidor que adquire seu pedaço de terra e quer, através de uma atividade, pagar apenas os custos do sítio. Nos dois casos há algo em comum: a falta de planejamento do negócio que começa e cresce sempre na expectativa de que em determinado momento a atividade deixará de dar prejuízo e dará lucro. Há quem diga que se o dinheiro gasto de maneira não planejada fosse aplicado com a participação de técnicos conhecedores da atividade, a produtividade agrícola seria maior e consequentemente a produção também seria.

SUA PROPRIEDADE É UM LAZER OU UM NEGÓCIO? Não é segredo que as atividades mais comuns, geralmente que produzem commodities, têm resultados em centavos por unidade, ou seja, o lucro é uma missão difícil. Portanto, não dá pra brincar de ser produ-

tor. É preciso encarar a atividade seja qual for com muito profissionalismo, eleger a necessidade em vez da vontade, exigir qualidade e produtividade, e investir em uma gerência dinâmica e de resultados. Sendo esta a escolha, um negócio, o empresário precisa inicialmente de pessoas capazes de o ajudar a transformar esta empresa, ou seja, é necessária assistência técnica. É preciso não só encarar a atividade como negócio mas a agir assim, através de um sistema de trabalho estabelecido com objetivos e metas bem definidos, acompanhados de perto e cobranças para que processos sejam realizados com perfeição e máxima eficiência. Quer realmente transformar sua propriedade em um negócio rentável?Comece a agir diferente, busque ajuda, peça um plano de ação, um estudo de viabilidade com ações detalhadas de valores e possibilidades de retorno, delegue e cobre. Com um bom planejamento, detalhado e real, possivelmente você poderá ter as duas coisas na mesma propriedade, pois com os resultados desejados a sede da fazenda será um lugar de lazer e de comemorações de resultados positivos. Beto Carvalho Agroconsultoria & Coaching

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Própolis BENEFÍCIOS DENTRO E FORA DA COLMEIA

O termo defesa compõe o nome deste produto que é, sem exageros, tudo de bom. Estamos falando da própolis. A origem da palavra é grega: pró (defesa) + polis (cidade), mas seus benefícios são conhecidos no mundo todo. A “defesa da cidade”, que se refere à colmeia das abelhas é cada vez mais explorada e muito valiosa. Feita pelas abelhas, a própolis tem funções muito importantes na colmeia, como vedar o favo de mel e não deixar que o alimento escorra; as rachaduras e aberturas na parede da colmeia para manter a temperatura interna. Apresenta ainda funções antibióticas que também são utilizadas pelas abelhas. Cada uma delas ao entrar na colmeia, passa pela desinfecção com própolis. Além disso, serve como defesa contra predadores e ladrões de comida.

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EXTRAÇÃO E FILTRAGEM A raspagem da própolis na colmeia pode ser feita a cada 15 dias, de preferência na primavera e verão, evitando que a colônia fique desprotegida no frio. O horário para a raspagem também é importante, pois a temperatura alta compromete a qualidade da própolis, deixando-a pegajosa. Desta forma, deve-se proceder a raspagem nas horas menos quentes do dia: antes das 11 ou depois das 16 horas. Feita a raspagem é hora de filtrar e concentrar a própolis para retirar as impurezas. O método potencializa os benefícios da própolis. Para isso, o método mais utilizado emprega como solvente o álcool etílico hidratado, pois a própolis é pouco solúvel em água. Já o controle de qualidade da própolis analisa alguns aspectos, como o tipo de própolis, propriedades químicas e propriedades microbiológicas. Um estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas classificou a própolis brasileira em 13 tipos. Para ter certeza que está comprando própolis de boa qualidade, assim como qualquer produto de origem animal, pro-

cure sempre o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) na embalagem. Até o momento descrevemos sobre os benefícios para as próprias abelhas. Mas essa resina produzida pelas abelhas a fim de proteger a colmeia pode ser também um poderoso escudo para a saúde humana, auxiliando em prevenção e tratamento de doenças como câncer, incontinência urinária, cáries, sapinho e inflamações diversas. A substância produzida no Brasil ganhou fama internacional por sua qualidade e já é destaque nos mercados japonês e europeu.

CURIOSIDADE Animais estranhos que invadem a colônia são atacados a ferroadas e, se não for possível tirar o cadáver de lá, ele é embalsamado com própolis, para que não fique no local como fonte de infecção. Já foram encontrados corpos de camundongos em perfeito estado depois de anos embalsamados dentro de colmeias. Há relatos de que os antigos egípcios também usavam própolis para embalsamar seus mortos.


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O uso da Toxina Botulínica na Odontologia Foi regulamentada a aplicação da toxina botulínica e dos preenchedores faciais na odontologia para fins terapêuticos funcionais e/ou estéticos, trazendo para os cirurgiões-dentistas uma importante ferramenta em alguns dos procedimentos terapêuticos realizados no consultório e para os pacientes uma significativa melhora em dores e desconfortos. A toxina botulínica tipo A, popularmente conhecida por Botox, revolucionou o tratamento para o rejuvenescimento facial e há décadas está sendo usada na oftalmologia e neurologia, mas na odontologia a substância ainda é uma novidade. O procedimento é rápido, simples, com resultados previsíveis, sem quase nenhuma contraindicação. Na odontologia, a aplicação da toxina botulínica é indicada no tratamento do bruxismo que se caracteriza pelo ranger ou apertar de dentes, em casos de hipertrofia do músculo masseter, disfunções da ATM, sialorréia (produção excessiva de saliva), assimetria de sorriso, sorriso gengival, distonias craniofaciais e espasmos hemifaciais e, mais recentemente, tem sido descrita de forma preventiva para a redução da força muscular do masseter e do temporal em casos de implantes dentários com carga imediata. É indicado também para harmonização estética e funcional da face. A aplicação da toxina botulínica é contraindicada em pacientes que apresentam

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Dores e marcas por tensão muscular

Correção do sorriso gengival

alergia ao medicamento, processo inflamatório no local da aplicação, grávidas e lactentes. Para fazer com que os músculos se contraiam, os nervos liberam acetilcolina. Esta se liga aos receptores nas células do músculo e faz as células musculares contraírem. Fundamentalmente, a toxina botulínica tipo A (TB-A) agirá na base motora do músculo inibindo a liberação de acetilcolina na fenda sináptica. A toxina botulínica

Bruxismo, apertamento dental, enxaqueca e dores de cabeça por tensão muscular

opera então bloqueando a liberação da acetilcolina e, consequentemente, impede a contração das células musculares. Os efeitos clínicos ocorrem em um período de 1 a 15 dias após a aplicação, sendo comumente notados em 48 a 72 horas. Segue-se um período (entre 7 a 15 dias) de efeito máximo. Sua duração varia de 3 a 6 meses. Dra Luiza Lamounier CROMG 40050


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Peixes ornamentais PALESTRAS E DEBATES REVELAM IMPORTÂNCIA DO SEGMENTO A 1ª Exposição de Peixes Ornamentais de Muriaé e região aconteceu nos dias 7 e 8 de dezembro de 2016, no Sesc Muriaé. Com apresentação das tendências do mercado e peixes ornamentais, além de debates sobre as principais necessidades dos piscicultores da região com participação

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efetiva de representantes do polo. O evento contou com o apoio do Sebrae-MG, em parceria com a Associação dos Aquicultores de Patrocínio de Muriaé e Barão do Monte Alto (AAQUIPAM-BMA) e a Associação dos Aquicultores do Vale do Glória (AAQUIVAG). Tendências de mercado de peixes ornamentais no Brasil, linhas de crédito para piscicultura e o mapa estratégico do polo de piscicultura ornamental foram os temas das palestras ministradas nos dois

dias da exposição que contou ainda com a mesa redonda “Futuro do Polo de Piscicultura Ornamental”. De acordo com dados do Ibama, a cadeia produtiva de peixes ornamentais movimenta, por ano, algo em torno de US$15 bilhões no mundo. A atividade é desenvolvida por pequenos produtores rurais desde a década de 1980 e isso, segundo especialistas, revela o grande potencial de crescimento no setor na Zona da Mata mineira.


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Exposição Nacional do Cavalo Árabe RECONHECIMENTO À RAÇA E VALORIZAÇÃO INTERNACIONAL Dois animais excepcionais foram consagrados como os melhores do ano durante a 35ª Exposição Nacional do Cavalo Árabe, que aconteceu em Indaiatuba, São Paulo, entre os dias 16 e 20 de novembro de 2016. O Campeão Ouro Cavalo foi Matisse Fm, do expositor Carlos Roberto Menezes (Haras Stigmatas – Borda da Mata, MG). Matisse Fm foi o reservado campeão cavalo da Exposição Nacional do ano passado e este ano conquistou o grande campeonato. A Campeã Ouro Égua foi Queen Ayda FWM, criada e exposta pela Casa Branca Agro-Pastoril (Haras Lone Star – Silvianópolis, MG). Animais e competições de altíssima qualidade desafiaram os jurados e mostraram o elevado nível da criação nacional. O Reservado Grande Campeão foi Bandit Sra,

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exposto por Paquito Carrasco (Haras Carandá– Sorocaba, SP). A Reservada Grande Campeã foi Aj Kharena, apresentada pelo Haras Vila dos Pinheiros (Indaiatuba, SP). O melhor criador e expositor de cavalo árabe pelo ranking da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe, pelo segundo ano consecutivo, foi o proprietário do Haras Vila dos Pinheiros, Jaime Pinheiro. A exposição envolveu provas de conformação (Halter) e funcionalidade (Montadas), incluindo Tambor e Baliza, Team Penning e Ranch Sorting, Rédeas, Salto e Cross Country. Uma diversidade de provas que mostra a funcionalidade e adaptação do Árabe às diferentes atividades das propriedades rurais, além de lazer e provas de resistência. O criador Paulo Roberto Levy, refe-

rência na criação de cavalos Árabe, foi homenageado pela diretoria da ABCCA com o prêmio Lifetime Achievement por sua grande contribuição e enorme importância na história de seleção da raça árabe no Brasil. O leilão Céu Estrelado, realizado pelo Haras Céu Estrelado durante a Nacional do Cavalo Árabe, comprovou que a raça vem se destacando e valorizando-se também no exterior. A égua Marina Mist, filha de Marwan Al Shaqab, considerado um dos reprodutores árabes mais importantes da atualidade, foi vendida por R$ 205 mil para o americano David Boggs, proprietário do centro de treinamento Midwest Training Center, de Minnesota (EUA). O leilão faturou R$ 1,5 milhão com a venda de 15 lotes à média de R$ 105 mil por animal.


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Garantia-Safra BENEFICIAMENTO DE MAIS DE 580 MIL FAMÍLIAS

O Garantia-Safra (GS), uma ação da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), tem como função assegurar condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares do Nordeste e do Semiárido Brasileiro sujeitos à perda sistemática de safra

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em função da seca ou do excesso de chuva. Em 2016 mais de 580 mil famílias atingidas por condições climáticas extremas foram atendidas. Segundo dados da secretaria, os estados que mais sofreram perdas na safra 2015/2016 foram Ceará e Bahia. Nestes, o seguro foi recebido por 170.569 e 161.362 agricultores, respectivamente. Outros 250 mil produtores do Norte de Minas Gerais e demais estados do Nordeste também foram beneficiados.

SAFRA 2016/2017 As inscrições para a safra 2016/2017 registraram até dia 20 de dezembro, 311.199 adesões de agricultores familiares em 520 municípios. Em Minas Gerais, onde as inscrições já se encerraram, 39.268 agricultores de 106 municípios aderiram ao seguro. Mais informações sobre o benefício podem ser obtidas através do endereço eletrônico: http://www.mda.gov.br/sitemda/ secretaria/saf-garantia/sobre-o-programa


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Gama Empreendimentos Imobiliários UMA EMPRESA MOVIDA PELA FORÇA E PAIXÃO AO TRABALHO Especializada no segmento imobiliário voltado para o mercado de loteamentos, chacreamentos e condomínios de alto padrão, a Gama Empreendimentos Imobiliários é uma empresa que tem como principal diferencial sua equipe de corretores altamente treinada. A empresa tem como missão desenvolver e comercializar com excelência empreendimentos imobiliários de qualidade além de garantir rentabilidade e sustentabilidade do negócio, maximizando valor para parceiros, acionistas, equipes e clientes. Estabelecida em Lagoa Santa - Minas Gerais, a Gama tem atuado no vetor norte da grande Belo Horizonte, onde vários de seus projetos estão na Serra do Cipó. A Gama atua também na região central de Minas e tem projetos futuros para o norte de Minas.

O SURGIMENTO DA GAMA A vontade de empreender de cada um dos sócios foi o que motivou o surgimento dessa grande empresa que em apenas dois anos colhe excelentes fru-

tos. Após adquirirem amplas experiências profissionais e pessoais, os sócios-proprietários Guilherme Utsch, Adilson Veloso e Marcelo Veloso quiseram então criar uma empresa que inovasse na gestão de pessoas, na valorização da equipe e principalmente equipe comercial. O desejo era o de apresentar aos seus clientes produtos inovadores e satisfatórios que além de alta qualidade resultasse em alto retorno do investimento inicial. E estão conseguindo! “As pessoas buscam qualidade de vida. Então, tudo que possa proporcionar isso a elas são objeto de busca, ou seja, segurança, infraestrutura, lazer, acesso facilitado, enfim tudo que proporcione qualidade de vida. E isso nós oferecemos”, enfatiza Marcelo Veloso.

CONDOMÍNIOS FECHADOS É sabido que condomínios fechados oferecem segurança e lazer a seus proprietários, por esse motivo também são foco da empresa. “Mas não nos limitamos a condomínios fechados, trabalhamos também com loteamentos residenciais de alta

qualidade de primeira e segunda moradia e chacreamentos”, explica Guilherme Utsch. As áreas de atuação da Gama são definidas pelos sócios, de acordo Adilson Veloso. “Nos baseamos em pesquisas de mercado que apontam os desejos dos consumidores no momento. A partir daí nosso corpo técnico elabora projetos inovadores para atender aos desejos dos clientes”

CHACREAMENTO RURAL “Os chacreamentos rurais se tornaram muito interessantes para os clientes pois proporcionam, para muitos, retorno às origens.” Guilherme explica que em função dos tamanhos, pois são áreas a partir de 20.000 m², estes terrenos possibilitam o contato com os animais de fazenda, cultivo de plantações, além de rios e lagoas dentro de seus terrenos. “Esses diferenciais tem atraído cada vez mais consumidores que têm dias muito agitados e de trânsito intenso. Eles buscam lugares de refúgio e tranquilidade para recarregarem as baterias”.

FORÇA DE VENDA A força do trabalho foi o que fez a equipe Gama superar a crise econômica do país em 2016 e avançar, surpreendendo ao alcançar recorde com a venda de dois empreendimentos em um ano de retração econômica. O motivo? A força de venda de sua equipe aliada à qualidade das obras, além de um importante diferencial, que é o tratamento dado aos clientes. Desde o primeiro contato, com apresentação da empresa, negociação e pós-venda, o cliente é sempre tratado como um amigo, pois é exatamente dessa forma que a equipe cuida de seus clientes, como verdadeiros amigos.

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8º Marchador Fest: o “Oscar” da raça Vitória, no Espírito Santo, sediou em 19 de novembro de 2016, a noite de premiações da oitava edição do Marchador Fest, conhecido como o “Oscar” da raça. Uma imensa estrutura foi montada no Shopping Vitória, na Arena Pop Up, para receber mil convidados no evento realizado pela diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Magalarga Marchador (ABCCMM), que premia criadores, colaboradores e personalidades que contribuem para divulgação e expansão do Magalarga Marchador. Criado em 2009, o evento tornou-se anual e é o segundo mais esperado do ano. O primeiro é a Exposição Nacional. Resultados obtidos de projetos que recebem apoio da ABCCMM, bem como formalização de protocolos de intenções, convênios e parcerias também são apresentados no Marchador Fest. Daniel Borja, em seu primeiro ano de gestão na associação, fez um discurso durante a noite de premiações, e agradeceu a receptivi-

dade das autoridades e criadores capixabas; orgulhou-se ao falar dos índices alcançados e falou da satisfação em presidir a maior associação de equinos da América Latina.

PREMIAÇÃO A cerimônia premiou os criadores por ordem alfabética e por estado. O modelo de premiação,mais dinâmico e moderno, foi apresentado desta forma pela primeira vez e agradou aos convidados. Segundo informações da ABCCMM, ao todo foram 128 ranqueados entre criadores de todas as federações, destaques esportivos, condomínios, núcleos e as três leiloeiras que mais arrecadaram no período de agosto de 2015 a julho de 2016.

SOLIDARIEDADE No encerramento da cerimônia foi anunciada a oitava entidade que será ajudada

pelo Projeto Marchadores pela Vida. A beneficiada será a capixaba Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer. O anúncio da entidade gerou grande emoção entre os representantes da mesma e os presentes. O presidente da Associação dos Criadores do Espírito Santo, Eder Mauro Mai, agradeceu a confiança depositada na organização do Campeonato Brasileiro de Marcha (CBM). A cerimônia contou com a participação do secretário de Agricultura do Espírito Santo, Octaciano Gomes de Souza Neto, representando o governador do Estado, Paulo César Hartung Gomes. Em discurso, Octaciano enfocou a honra em sediar os eventos do Mangalarga Marchador pelo fomento no mercado do agronegócio e no turismo da cidade.

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Fernando Ulhoa

MARCHAS BATIDA E PICADA O tradicional Campeonato Brasileiro de Marcha Batida (CBM) fez parte da programação do Marchador Fest e aconteceu entre os dias 13 a 19 de novembro. Também foram realiados leilões de elite: de embriões e o de animais. Para os fãs da Marcha Picada, foi realizado na capital baiana, de 29 de novembro a 4 de dezembro de 2016, o 9º Campeonato Brasileiro de Marcha Picada e 29ª Exposição Fenagro. As exposições comprovaram a paixão dos criadores nordestinos pelo Mangalarga Marchador e pela modalidade de andamento. Ao todo, foram 357 animais inscritos nas competições.


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ECONOMIA

O que esperar de 2017? O fim de mais um ano gera sempre uma reflexão sobre quão produtivo ele foi, quais memórias ele deixará e quais reflexos teremos em nossa vida daqui pra frente. Com a economia não é diferente. Mas 2016 deixou marcas mais profundas, sentimentos mais intensos, mais preocupações do que gostaríamos de ter, acontecimentos políticos e econômicos que impactarão ainda por uns bons anos em nosso cotidiano, reflexos que serão sentidos ainda por mais um tempo. Hoje, escrevendo este texto, confesso que gostaria de ter notícias melhores, poder olhar para trás e ver mudanças benéficas ao nosso Brasil. Talvez eu tenha ficado com a parte mais difícil, explanar sobre as perspectivas da política e economia brasileira para o próximo ano. Talvez nem mesmo a mais intuitiva pessoa poderia dar um parecer tão preciso, diante de tantas incertezas que nos cerca. 2016 foi um ano bastante delicado para o Brasil, marcado pelo desemprego e déficit público em níveis recordes, impeachment presidencial, uma série de escândalos de corrupção sendo revelados; deixando a população cada vez mais desacreditada com a classe política, e o surgimento de

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uma crise institucional no combate entre os poderes Legislativo e Judiciário. O presidente Temer assumiu o mandato com a missão de estancar a crise fiscal. Como principais medidas, encaminhou para aprovação do Congresso e Senado a PEC do teto para os gastos da União e a tentativa de emplacar mudanças na previdência. Bastou o discurso de maior austeridade fiscal, para os índices de confiança subirem, podendo ser observado tanto ao consumidor como na indústria. No entanto, mais se faz necessário para a retomada do crescimento em 2017. O alto nível de endividamento das empresas e famílias, desemprego ainda em alta, queda na renda real dos trabalhadores e o crédito caro e escasso sugerem que o lado da demanda deve demorar mais para reagir e, com isso, não será um grande catalisador dessa retomada no próximo ano. Provavelmente uma das melhores notícias macro de 2016 ficará para a queda do IPCA (índice de inflação oficial do governo) que deverá encerrar o ano muito próximo da meta de 6,5%. O Banco Central Brasileiro – BCB indica para o mesmo índice 4,5% em 2017 e 3,8% para 2018. Dessa forma, abre-se um provável ciclo de rela-

xamento monetário do BCB, com fortes cortes nas taxas de juros. Para o agronegócio, espera-se que a oferta deve aumentar na comparação ano contra ano na safra de 2016/17. Com a antecipação no plantio da soja, deve permitir o plantio de milho na janela ideal, além das boas perspectivas para o clima. Entretanto, o desafio continuará em 2017 diante de um real mais apreciado e a volatilidade dos preços das principais commodities agrícolas, diante das diferenças das cotações internas e externas. As estatísticas recentes do setor de proteínas, sugerem uma gradual recuperação de fundamentos na cadeia, principalmente no que se refere aos volumes apresentados e na queda de preços dos custos, como por exemplo no milho que tem grande impacto para a avicultura. Sendo assim, os agentes seguem confiantes na melhora dos ciclos de carne bovina e aves no início do próximo ano. Por fim, a expectativa para o ano de 2017 será de retomada do crescimento, mesmo que tímido, mas que rompe com a sequência de queda no PIB visto no biênio 2015/2016. Rodrigo Dias e Rodrigo Mota Butiá Gestão de Investimentos


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36ª Exposição Nacional do Cavalo Campolina O MAIOR EVENTO DA RAÇA Entre os dias 14 e 22 de outubro aconteceu, em Belo Horizonte, no Parque da Gameleira, a Exposição Nacional do Cavalo Campolina que está em sua 36ª edição. Definido como o evento mais importante da raça, contou com exposição, julgamentos e leilões chancelados, além de negociações, trocas de informações e fomento constante do crescimento do Campolina Marchador. Na ocasião foram comemorados os 65 anos da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Campolina (ABCCC), responsável pela realização do evento. A exposição tornou-se tradicional e de

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grande relevância para o setor agropecuário. Proporciona momentos de descontração à população, criadores, veterinários, zootecnistas e apreciadores de cavalos, além de possibilitar a construção de um espaço de difusão de tradições, cultura e conhecimento, sempre com o foco no cavalo da raça Campolina Marchador. Os participantes contaram com espaços agradáveis como praça de alimentação com restaurante e bar, locais para bailes e para diversão infantil. Além de negociações e trocas de informações entre os criadores, o objetivo é atrair novos adeptos e mostrar os trabalhos produzidos pela ABCCCampolina. Em 2016 a marca do evento foi a maior participação do público geral e não apenas de criadores. Assim houve maior promo-

ção e difusão da raça, com mais benefícios ao público e possibilidade de atrair investidores de forma geral. Vale ressaltar que a entrada foi gratuita com diversas atrações e shows para todas as idades.

VOCÊ SABIA? A criação da raça Campolina iniciou-se em Minas Gerais ao final do século XIX, por Cassiano Campolina. Durante mais de 70 anos a raça foi aperfeiçoada com o cruzamento de cavalos PSI, anglo-normando e Mangalarga Marchador. O campolina é um cavalo “de porte grande, cabeça seca, perfil sub-convexo para retilíneo, olhar vivo, orelhas médias tendendo para longas, pescoço musculoso e rodado, tendendo para comprido; crinas fartas e sedosas; garupa ampla e longa, suavemente inclinada; anca arredondada, cauda de inserção baixa”. Dócil, tem uma beleza única. De movimentos harmônicos, têm a montaria confortável. Fonte: guiaderacas.com.br


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Cânion do Rio São Francisco na cidade de Canindé de São Francisco, divisa de Alagoas e Sergipe

MEIO AMBIENTE

Nascentes

PRESERVAR PARA CONTER A ESCASSEZ DE ÁGUA Nos últimos anos presenciamos uma grave crise hídrica que assustou muita gente. A escassez da água em várias regiões do planeta e a diminuição de seu volume tornou-se uma das maiores preocupações de especialistas e autoridades no assunto. As bacias, principalmente as de cabeceiras, precisam ser muito bem cuidadas, pois elas são as responsáveis pelas nascentes. Mas afinal, o que são as nascentes? As nascentes são fontes de água que surgem em determinados locais da superfície do solo e são facilmente encontradas no meio rural. Elas correspondem ao local onde se inicia um curso de água,seja grande ou pequeno, como rio, ribeirão ou córrego. As nascentes, ou mananciais, se formam quando o aquífero atinge a superfície e, consequentemente, a água armazenada no subsolo jorra na super-

fície do solo. São também conhecidas como olho d’água, mina d’água, fio d’água, cabeceira e fonte, nada mais é que o aparecimento, na superfície do terreno, de um lençol subterrâneo, dando origem a cursos d’água. Instituições e órgãos de proteção de nascentes são unânimes quanto às estratégias de preservação das mesmas. As ações devem controle da erosão do solo por meio de estruturas físicas e barreiras vegetais de contenção, minimização de contaminação química e biológica, e evitar, ao máximo, as perdas de água através da transpiração das plantas. As principais causas da degradação que vêm ocorrendo nas bacias de cabeceira são o corte intensivo das florestas nativas; queimadas, pastoreio intensivo, mau planejamento na construção de estradas, loteamentos Nascente do Rio São Francisco, na Serra da Canastra, em Minas Gerais

em locais impróprios e o reflorestamento. Diante de tantos fatores que contribuem para a degradação da água, diversos órgãos governamentais e não governamentais têm se empenhado em criar meios para a conscientização sobre o uso racional da água e a preservação de seus mananciais. Na agropecuária em especial, em que a água é requerida em todo tipo de empreendimento, o resultado de sua escassez pode ser ainda mais danoso à humanidade, tendo em vista que se trata da atividade responsável pela produção de alimentos. O que leva uma nascente a secar não é o desmatamento, mas a diminuição da capacidade do solo em infiltrar a água da chuva através da superfície do solo. Assim, todo e qualquer planejamento, no sentido de conservar ou recuperar uma nascente, tem como princípio básico criar condições favoráveis no solo para que a água da chuva possa infiltrar ao máximo e abastecer uma ou mais nascentes que se encontrem associadas a ele. Tal processo consiste em três fundamentos básicos: proteção da superfície do solo, criação de condições favoráveis à infiltração da água no solo e a redução da taxa de evapotranspiração.

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Ilha de Foula

LUGAR INTOCADO ABRIGA MAIS PÔNEIS DO QUE PESSOAS O destino: Ilha de Foula, no Reino Unido. O que há de surpreendente? A pequena ilha que faz parte das Ilhas Shetland e que fica no litoral da Escócia abriga mais mini pôneis do que habitantes do lugar. Tá certo que Foula tem apenas 30 habitantes, mas ainda assim o fato não deixa de ser curioso. Turistas que visitam o lugar são unânimes em afirmar que os pequenos animais parecem saídos de contos de fadas. De acordo com informações turísticas acerca de Foula, os pôneis são originários da região e surgiram cerca de três mil anos antes de Cristo. Os pôneis miniaturas de Shetland, hoje, estão espalhados em vários países do mundo. Considerados animais muito inteli-

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gentes, possuem pelagem densa, dorso largo e as pernas bem curtas; variam de uma altura mínima de sete palmos a máxima oficial de 11 palmos, equivalendo esta ultima medida a 112 cm. São resistentes e fortes, por isso utilizado em montaria, carga e tração. Registros históricos escoceses dão conta de que os mini pôneis, conhecidos como pôneis de Shetland, foram usados primeiro para puxarem carroças de turfa e carvão, além de serem utilizados na aragem de terras de cultivo. Estes animais são montados atualmente por crianças em aulas de montaria. Podem ser vistos também em feiras rurais e parques de diversão, como parte das atrações. No Reino Unido, os animais competem na corrida Shetland Pony Grand National, galopando

numa pista de corrida com jovens jóqueis. Outro fato curioso? Os pôneis miniatura têm sido treinados como cavalos-guias exercendo o mesmo papel que cães guia, tarefa que também é realizada por outras raças de cavalo miniatura. Para quem quiser conferir tudo isso de perto e ainda ficar maravilhado com a beleza ímpar e bucólica de um lugar quase intocado com penhascos à beira-mar, precisa se aventurar em um barco ou então ir de avião. A ilha não possui um porto, mas tem espaço para o pouso de pequenos aviões. Os sinalizadores responsáveis por orientar aviões e navios são todos abastecidos com energia eólica e solar, uma vez que não há, em Foula, fonte de energia elétrica. Dá ou não dá vontade de ir pra Escócia agora mesmo?


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Aposentadoria MUDANÇAS PARA PRODUTORES RURAIS Se há um assunto que anda chamando a atenção, há alguns meses, é a reforma da previdência, prevista para iniciar já em 2017. A nova proposta vale também para trabalhadores rurais, pescadores artesanais, meeiros, arrendatários e indígenas, antes considerados segurados especiais e que não tinham obrigação de contribuir. Pela proposta homens e mulheres só vão poder se aposentar com 65 anos de idade caso tenham contribuído por pelo menos 25 anos para o INSS. Atualmente, a contribuição para produtores rurais só é feita quando um produto é comercializado, sendo que quem comprou a produção recolhia a contribuição equivalente a 2,1% sobre o valor total da transação. Esse recolhimento, no caso da agricultura familiar,

era válido para a aposentadoria de todos da família. Com as mudanças o governo quer que o pagamento seja feito pelo agricultor e individualmente. Isso significa que para ter o benefício, todos os membros da família terão que contribuir. A regra atual diz que é preciso comprovar 15 anos de trabalho no campo para que o segurado especial tenha acesso à aposentadoria rural. O homem precisa ter 60 anos e a mulher 55. A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura - Contag não concorda com as mudanças propostas nos termos apresentadas pelo governo através da PEC 287/2016. Em nota divulgada pela Contag em 16 de dezembro, a instituição afirma que “a PEC 287 inviabiliza o acesso dos traba-

lhadores e trabalhadoras rurais à aposentadoria na medida em que eleva a idade de acesso a este benefício para 65 anos e equipara esta mesma idade para homens e mulheres. Isso significa desconhecer a realidade e as condições de trabalho a que são submetidos os agricultores e as agricultoras, cuja expectativa de vida, em muitos municípios, não chega a 70 anos de idade.” Atualmente, são pagos nove milhões de benefícios para trabalhadores rurais que ganham, em sua maioria, um salário mínimo. Com a nova forma de contribuição, a estimativa da secretaria de Previdência Social é que seis milhões de segurados especiais passem a contribuir, o que deve ajudar a reduzir o rombo na previdência rural. Em 2015 este déficit foi de R$ 90 bilhões.

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BEBIDAS

Suco de uva UM SANTO REMÉDIO A aceitação do suco de uva é quase que unânime entre as pessoas, já que possui um sabor peculiar e agradável. E hoje muita gente sabe que este suco traz benefícios para o organismo, o que muitos não sabem é quais são realmente estes benefícios. Diurética, a bebida é capaz de espantar até mesmo o mau humor e isso porque ele é rico também em vitaminas do complexo B, entre elas a B12, que atua como um antidepressivo natural e ainda ajuda a regular as atividades do sistema nervoso. A má digestão pode ser aliviada com a ingestão deste suco, pois acelera o metabolismo, eliminando de seu organismo o ácido úrico, causador da fadiga. Altamente nutritivo, suas substâncias ajudam a prevenir a gripe e a inibir a formação de células cancerígenas. Os bioflavonoides, os taninos e o resveratrol encontrados na fruta são os responsáveis pelos benefícios à saúde. A substância mais importante é o resveratrol, um composto fenólico que fica

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na casca da uva. Ele funciona como um protetor do alimento contra o ataque de vírus e fungos. Vários estudos foram executados sobre os benefícios do suco de uva e os resultados são animadores. Como exemplo podemos citar uma pesquisa elaborada pelo Instituto Universitário Metodista IPA, no Rio Grande do Sul, em 2014. Após cinco anos de estudos concluiu-se que o suco de uva é mesmo um santo remédio. A bebida protege fígado, coração, sistema nervoso central e até o cérebro. A partir do estudo veio a recomendação de que o suco deve ser incluído em nossa alimentação diária. Um adulto de até 70 quilos deve consumir 500 milili-

tros, ou seja, dois copos. Crianças podem tomar um copo por dia. Vale lembrar que para se obter os benefícios o suco de uva precisa ser integral, ou seja, sem adição de agúa e de açúcar. Estudos realizados nos Estados Unidos garantem que o suco melhora a memória e ajuda a prevenir o envelhecimento precoce, graças ao seu alto poder atioxidante. Há relatos de que as uvas e o sumo da uva contenham os níveis mais elevados de antioxidantes que podem ser encontrados nos alimentos.


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AUTOMÓVEIS

Água: o combustível do futuro Imagine um carro que rode da mesma forma que um carro convencional, mas porém movido a água. Imaginou? Acredite, ele existe e não emite poluentes! Separar o hidrogênio do oxigênio não é uma tarefa fácil, mas o carro a hidrogênio existe há décadas. Porém o rompimento destes átomos demanda mais energia do que a queima do hidrogênio. Recentemente, engenheiros da Universidades de Minnesota, nos Estados Unidos, descobriram que ao colocar a água para reagir com o boro dentro do carro, gasta-se muito menos energia porque o boro tem o poder de quebrar o H2O liberando hidrogênio puro a partir da água contida no tanque. Embora o sistema ainda esteja em testes, muitas pessoas têm esperanças que o modelo chegue logo ao mercado. Só para exemplificar a força que tem essa possibilidade, o governo da Turquia que é dono de 64% das reservas mundiais de boro decidiu não privatizar mais suas minas quando tomou ciência da tecnologia.

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H2O SE TRANSFORMA EM HIDROGÊNIO A água vai do tanque para um reservatório repleto de boro em pó que “suga” o oxigênio da água, deixando a molécula de H2O sem o oxigênio. O hidrogênio puro (H2) vai para o motor, onde pode ser queimado como se fosse gasolina ou virar fonte de energia elétrica. Isso vai depender do tipo de propulsor a hidrogênio que o carro tiver. Dentro do motor, o hidrogênio se combina com o oxigênio do ar e produz energia. Dessa forma tem-se H2O outra vez. A única coisa que sai do escapamento é vapor d’água. Contudo, o boro não faz seu trabalho sem exigir nada. Conforme vai puxando oxigênio da água ele se transforma em óxido de boro. Na produção de hidrogênio, cada 45 litros de água consomem 18 quilos do minério. Para manter o carro em movimento é necessário que o óxido produzido seja substituído por uma carga de boro, periodicamente. O que muitos não imaginam é que dá pra obter o boro do próprio óxido.

RECICLAGEM Um simples processo químico é suficiente para quebrar o óxido que na verdade é composto de átomos de boro e oxigênio, que ficam grudados. O oxigênio liberado vai para o ar e o boro volta para o carro. Este processo precisa ser feito em usinas que precisariam de energia para fazer essa reciclagem. Fontes limpas, como hidrelétricas ou painéis solares, seriam o ideal, reforçando ainda mais a ideia de que quanto mais sustentável, melhor.

BRASILEIRO NA LINHA DE FRENTE Roberto de Souza, de 43 anos, há dois anos ganhou repercussão nacional ao tornar público o resultado de sua “invenção”. De acordo com o inventor, um carro poderá andar mais de mil quilômetros com apenas um litro de água destilada transformada em hidrogênio. Na época, como teste, Roberto adaptou seu próprio carro, Cherry S18.


RECEITA

Camarao flambado na cachaca

Engana-se quem pensa que a famosa cachaça sirva apenas para degustar como bebida, aperitivo. Receitas bem brasileiras se encaixam perfeitamente com a bebida. O camarão é uma boa pedida para essa combinação muito apetitosa e fácil de fazer. Duvida? Venha conferir.

Modo de preparo Ingredientes • 450g camarões limpos • 2 colheres (sopa) de azeite • 20g de manteiga • 1 dente de alho picado • 2 ramos de tomilho fresco • 2 ramos de alecrim fresco • 1/4 de xícara de salsinha picada • 100 ml de cachaça • Sal e pimenta-do-reino

• Aqueça uma frigideira média em fogo alto, coloque o azeite e a manteiga e espere esquentar. • Coloque os camarões na frigideira, lado a lado. • Tempere com sal, pimenta e as ervas. • Acrescente o alho picado e vire os camarões. Deixe dourar por mais alguns minutos. • Retire a frigideira do fogo, coloque a cachaça, volte rapidamente a frigideira ao fogo e flambe. • Quando acabar de flambar, retire a frigideira do fogo e junte a salsinha. Sirva com seu acompanhamento favorito.

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TURISMO

Hotel Fazenda LAZER, RECREAÇÃO E SOSSEGO JUNTO À NATUREZA

O período de férias escolares está aí e em 2017 os brasileiros terão muitos feriados prolongados. Uma boa opção para curtir com a família ou com amigos é usufruir de um hotel fazenda. Mas o que uma hospedagem assim realmente oferece? De acordo como Ministério do Turismo, para que um hotel receba essa classificação, deve estar “localizado em ambiente rural, dotado de exploração agropecuária, que ofereça entretenimento e vivência do campo”.

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Assim como os hoteis convencionais, estes também são caracterizados por estrelas, que variam de uma a cinco. O Hotel Fazenda com categoria de uma estrela deve atender a requisitos mínimos de infraestrutura, serviços e sustentabilidade. Para cada estrela adicional, deve atender a uma série de requisitos adicionais que diferenciam as categorias entre si. Para se ter uma ideia, também de acordo com regras estabelecidas pelo Ministério do Turismo, um hotel fazenda de categoria cinco estre-

las tem que oferecer obrigatoriamente, por exemplo, no item “Alimentos e Bebidas” os requisitos: bar, restaurante com número de lugares correspondente a pelo menos 50% da capacidade máxima de hospedes, cardápio do restaurante em português e mais um idioma, cardápio com cozinha regional ou típica e facilidades para bebês: cadeiras altas no restaurante, facilidades para aquecimento de mamadeiras e comidas, etc. Por meio da comparação entre a infraestrutura e serviços oferecidos, assim como das ações de sustentabilidade executadas pelo meio de hospedagem, o consumidor poderá fazer uma melhor escolha. Um hotel fazenda é, portanto, um estabelecimento comercial de hospedagem que deve ser sempre localizado em uma zona rural destinada ao lazer, recreação e executar atividades próprias de uma fazenda. Dentro deste ramo existem muitos hoteis que se encaixam na categoria fazenda e que tem os mais variados estilos. Cabe ao cliente escolher o que mais lhe agrada, levando em consideração as atividades que podem ser executadas nos ambientes. A convivência com itens naturais é de grande importância para a nossa vida e também


para a nossa saúde a começar pelo ar puro que pode ser sentido a diferença a cada vez que respiramos. O contato com os animais também pode trazer um grande aprendizado de forma especial para as crianças.

ATRATIVOS Além das áreas verdes, recursos hidrícos naturais e animais típicos, muitos empreendimentos conseguem oferecer atividades de recreação e lazer que atraem cada vez mais hóspedes. Passeio de barco, caiaques e tanques para pescaria são uma opção para quem curte água. Piscina coberta e térmica é um diferencial principalmente para familias com crianças, ja que enxergam nessa opção uma vantagem contra a exposição prolongada aos raiso solares. Trilhas guiadas a cachoeiras ou áreas com alguma história também são

um atrativo. Quadras de esportes para prática de futebol, volei e tenis são sempre um chamariz, principalmente para quem costuma passear em turmas maiores. Centros de beleza, ou spas e academias, também já são oferecido em hoteis fazendas. Os salões de jogos com mesa de ping pong, sinuca e cartas também é imprescindível. Para a criançada, além das piscinas, cama elastica e piscina de bolinhas são ótimas opções, além claro dos passeios de charretes ou em pôneis. Não se esquecendo que os adultos também adoram passear à cavalo e, ainda, experimentar a sensação de tirar leite de uma vaca. Entre atividades mais antigas, às mais modernas, o fato é que um Hotel Fazenda precisa sempre supreender por sua estrutura, natureza, animais e, principalmente, bom atendimento..

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DICAS DA AGROSID

Mosca-dos-chifres Dispersa atualmente por todo território brasileiro, a mosca-dos-chifres é uma praga mundial e sua presença foi detectada no Brasil em 1977, em Roraima. Os prejuízos econômicos que o inseto causa à pecuária são bastante consideráveis sobre o desempenho produtivo e reprodutivo. As condições climáticas predominantes na maior parte do país contribuem para aumentar a intensidade e o período de parasitismo da mosca. As picadas dolorosas e incessantes durante todo o dia sobre os bovinos parasitados provocam profunda irritação ao animal infestado, deixando-o extremamente agitado, e conduzindo o animal ao estado crítico de estresse. Os maiores prejuízos de um rebanho infestado pela mosca-dos-chifres são perda de peso e/ou ganho de peso zero e queda na produção de leite. A irritação provocada pelas picadas da mosca-dos-chifres faz com que os animais percam o interesse

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DANOS CAUSADOS NOS REBANHOS pela comida e não descansem, podendo determinar perda no ganho de peso de até 225 gramas por dia, e redução de cerca de 20% na produção leiteira. Outro prejuízo importante causado pela mosca diz respeito à qualidade do couro dos animais infestados. O grande número de picadas no animal acarreta uma reação local no couro podendo torná-lo grosso e inflexível e, portanto, de menor qualidade. Calcula-se que as perdas econômicas determinadas pela presença da mosca-dos-chifres nos rebanhos bovinos brasileiros são superiores a R$ 1,6 bilhões/ano. Estudos realizados no Brasil com o intuito de caracterizar a perda de peso vivo decorrente da ação da mosca-dos-chifres, concluiu que um animal, com uma

população média de 500 moscas, sofreria perda anual de peso vivo de aproximadamente 40 quilos.

CONTROLE A falsa suposição de que o controle parasitário pode ser facilmente realizado apenas com o uso de produtos químicos levou ao desenvolvimento de populações resistentes aos princípios ativos mais utilizados como antiparasitários. A resistência aos pesticidas é considerada como um fenômeno de origem genética, onde uma ou mais mutações conferem à mosca a capacidade de sobreviver à exposição aos inseticidas. Atualmente, testes diagnósticos direcionados à identificar a presença de resistência a pesticidas estão disponíveis e podem ser utilizados com eficiência, em estudos epidemiológicos, para caracterizar a susceptibilidade das populações da mosca-dos-chifres aos inseticidas.


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SEÇÃO PET

Neva Masquerade Neva Masquerade. Neva em alusão ao Rio Neva que fica em São Petersburgo. Masquerade por causa da cor escura no rosto deste gato, lembrando uma máscara. A raça, uma variação do Siberiano, chegou ao Brasil, vindo da Rússia, há pouco tempo, mas já ganhou a atenção dos amantes de felinos e até mesmo daqueles mais resistentes aos gatos. Afinal, é muito difícil resistir a tanta beleza e charme. Os olhos azuis são uma marca do Neva Masquerade que tem coloração ponteada em pêlos semi-longos. O tamanho e a robustez são o destaque da raça Siberiana. É um gato de porte médio a grande e as fêmeas são menores que os machos. Um macho pode atingir até nove quilos e uma fêmea até seis quilos, sem ser considerado obeso. De acordo com a proprietária do gatil Winter Soul, localizado em Santo André - SP, Rubia Guedes, o padrão de cor é a diferença entre o Siberiano e o Neva Masquerade, consideradas raças irmãs pela FIFE – Fédération Internationale Féline. Em outras federações, o Neva Masquerade é conhecido apenas como Siberiano Color Point. “O Neva Masquerade possui tons mais escuros na cor da pelagem nas extremidades do corpo. Um padrão conhecido popularmente como sendo a cor do siamês, podendo ter marcações “tabby” na pelagem nessas áreas ponteadas”. Foi Rubia que, inclusive, trouxe ao Brasil, em 2012, dois casais destes gatos gigantes da

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A VARIAÇÃO DO SIBERIANO QUE É PURO CHARME raça Siberiana, sendo que um dos casais é portador do gene recessivo “color point” (cor ponteada). Especializada na criação destas duas raças, ela afirma que além da coloração, os olhos azuis são obrigatórios no Neva Masquerade.

GATO GIGANTE Apesar de grandes e musculosos para um felino doméstico, são bem ágeis, com movimentos majestosos e elegantes. Em função de seu peso e tamanho pode não ser carregado facilmente no colo por idosos e crianças. Dóceis e sociáveis, gostam de espaços abertos e de liberdade. Contudo, adaptam-se bem em apartamentos. Inteligentes e sagazes, gostam e precisam ser estimulados com brincadeiras e opções de lugares para escalar, já que seus ancestrais tiveram suas origens em regiões de florestas e de clima frio na Rússia. Difícil imaginar um gato peludo e hipoalergênico, mas o Neva Masquerade e o Siberiano são. Isso em virtude de produzirem na saliva uma baixa quantidade da proteína Fel-d-1, geralmente associada à reação alérgica em humanos, causando

assim, menor alergia nas pessoas que possuem essa sensibilidade. Não há desculpas de alergia para não ter esta espécie como animalzinho de estimação.

SOCIABILIDADE Criam fortes vínculos com seus donos e assim como acontece com os cães podem eleger um tutor principal na família, aquela com quem passará mais tempo. Costumam viver em torno de 15 anos. Além da atenção básica que todo pet requer como alimentação balanceada, visitas ao veterinário e vacinações em dia, o Neva Masquerade, por ser mais peludo que outras raças, requer atenção especial com os pêlos. Assim como o Siberiano, é necessária escovação semanal em sua pelagem. É o animal ideal para quem deseja um gato que seja inteligente, bonito, alegre e carinhoso. Fazem muito bem o papel de “gato de companhia”. Claro que tanta beleza e atributos só poderia levar à procura pela raça. Em tempos de vida tão corrida, as pessoas estão cada vez mais procurando por gatos, uma vez que não demandam passeios externos, não incomodam a vizinhança com barulhos e são tranquilos quanto ao aprendizado em relação às necessidades básicas. Com o Neva Masquerade não seria diferente, afinal não dá pra resistir a esses lindos olhos azuis.


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SEÇÃO EXÓTICA

Camelo “O NAVIO DO DESERTO”

Um animal capaz de suportar meses sem beber água e ainda atravessar longas distâncias, em meio ao clima seco e quente, carregando até 450 quilos. Por essas principais características, o camelo é conhecido como o “Navio do Deserto”. Pesa cerca de 650 quilos e chega a dois metros de altura. Sua resistência e adaptação aos desertos é explicada pela capacidade de armazenar gordura, e não água, em sua corcova. Por isso aguenta um bom tempo sem comida e água. No Brasil, há relatos de que o imperador D. Pedro II apostou nos camelos como animal de tração e carga no nordeste brasileiro, devido à resistência em meio à escassez de água e comida. Em julho de 1859, desembarcaram 14 camelos em solo brasileiro, vindos da Argélia. A experiência não teve êxito por falta de criadores especializados e a longa gestação das fêmeas, cerca de um ano. O pequeno rebanho adaptado ao clima do nordeste se transformou em atração turística. Dando um salto na história, há quinze anos, um suíço e uma brasileira decidiram importar dromedários. Atualmente, eles sustentam uma criação com 20 animais, oferecendo passeios nas dunas do Rio Grande do Norte.

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CAMELOS E DROMEDÁRIOS: DIFERENÇA Registros recentes mostram o risco de extinção dos dromedários. O único local do mundo onde ainda restam populações selvagens está nas zonas áridas da Austrália. Na Arábia Saudita e no norte da África, os dromedários são montados com a rahla, uma sela especial adaptada às características do dorso do animal. A diferença entre camelos e dromedários está justamente na corcova. O camelo-da-bactriana possui duas e o dromedário ou o camelo-árabe, uma. O primeiro vive nas montanhas da Ásia central, o outro no norte da África, Oriente Médio e na Índia. A maioria é do-

mesticada e hoje são encontradas espécies deste animal em vários países, inclusive alguns exemplares no nordeste do Brasil. Outra diferença está na velocidade de cada um. Dromedários são considerados mais rápidos e resistentes, podem correr a 16 km/h por até 18 horas seguidas. Os camelos viajam mais devagar, a cerca de 5 km/h, porém são capazes de transportar cargas pesada por até 50 quilômetros de distância.

CARACTERÍSTICAS E ALIMENTAÇÃO Os camelos são considerados dóceis e se alimentam de plantas espinhosas, arbustos e grama seca. Outras características são as narinas, que podem se fechar para evitar entrada de areia; têm quatro patas, cada uma com dois dedos em forma de casco; pelo grosso, cor de areia. No deserto, as pessoas bebem o leite do camelo e comem a sua carne. Do pelo, é possível fazer tendas, cobertores, tapetes, roupas e cordas. As fezes secas do animal podem ser usadas como combustível para produzir fogo para cozinhar.


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EVENTO/CONFRATERNIZAÇÃO

Multimarcas Consórcio comemora sucesso em 2016 Para comemorar os excelentes resultados obtidos em 2016, a Diretoria da Multimarcas Consórcios realizou uma linda festa no dia 16 de dezembro, no Espaço de Evento Lanai, na Orla da Pampulha, em Belo Horizonte, MG. Centenas de funcionários e parceiros de Minas e de mais oito estados participaram. Na ocasião foi premiado o vendedor campeão nacional de vendas e anunciada a premiação para 2017 que, ao invés de premiar em uma categoria, premiará em três, todas com automóveis: vendedor, representante Fabiano Lopes Ferreira, Roberto Martins, Aparecida Lopes, Fabio Lopes e Leandro Lopes de vendas e representação master.

Thamiris Ventura, Stephanie Suelen e Berenice Sousa

Stephanie Suelen, Guilherme Lamounier, Fernando Lamounier e WashingtonTranm

Fátima Lopes, Patrícia Negreiro, Samara Gonçalves, Thamiris Ventura, e Lilian Correa Ludimilla Rocha, Thais Megale e Lucas Lopes

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Leandro Lopes e Fabiano Lopes Ferreira

Soraia Pinheiro

Fabiano Lopes Ferreira e Ana Maria


EVENTO/ CONFRATERNIZAÇÃO

Cia do Nado: confraternização de Natal No dia 14 de dezembro, seguindo o costume de todo ano o restaurante Boi Vitório, recebeu a turma da Cia do Nado para a sua confraternização de Natal. A festa foi muito animada com a turma colocando o papo em dia.

Jorge Augusto, Anita Nunes, Andreia Mattozinhos e Eduardo Pacheco

Sara Santos, Aline Carolina e Gabriel Rocha

Mauricio Santos, Sara Santos, Fernando Nasser e Ana Carolina

Regina Monteiro, Marcelo Lamounier, Paula Apgaua e Flávio Brito

Gabriel Rocha, Regina Monteiro, Sara Santos, Andreia Mattozinhos e Eduardo Pacheco

EVENTO/ PREMIAÇÃO

Emater comemora 68 anos e presta homenagens

No dia 30 de novembro de 2016, no Hotel Serra da Moeda, em Moeda-MG, a EMATER-MG, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais, realizou o evento de comemoração aos seus 68 anos com homenagens aos parceiros de trabalho, produtores rurais, prefeitos e funcionários.

Lúcio Passos e Antônio Neto

Vitório Alves, Marcelo Lamounier, Celso Vaz, Jason de Oliveira, Derli Santana e Fredson Ferreira

Rogério Mendes, Wandeir da Costa e Bruno Brandão

Marcelo Lamounier e Cinthya Leite

Marcos Eugênio e Jason de Oliveira

NOVO ENDEREÇO Av. Afonso Pena, 4374 REVISTA MERCADO RURAL 67 Bairro Cruzeiro - Belo Horizonte / MG


EVENTO/PREMIAÇÃO Fotos: Fernando Ulhoa

Oscar do Mangalarga Marchador

A oitava edição do Marchador Fest que aconteceu em Vitória (ES) no dia 19 de novembro de 2016, foi mais uma realização de sucesso da Diretoria da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), presidida por Daniel Borja. A celebração, conhecida como o Oscar da Raça, premiou os melhores Wilson de Biasi, Alexandre Augusto, Jaime Tavares, Daniel Borja, do Ranking 2015/2016 e fechou o ano com chave de ouro. Mauricio Constâncio, Tarcísio Junqueira e Adolfo Géo

Maria Carmen Castanheira e Tarcísio Junqueira

Eder Mauro Mai e Daniel Borja

Rita Barbosa, Lilian Géo, Márcia Diniz e Juliana Borja

Fabio Vilela, Daniel Borja e Guilherme Lages

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Sandro Drumond, Paula Guatimosim e Juliana Borja

Henrique Vianna, Flávio Gutierrez, Rubio Neto, Adriano Junior, Sérgio Goularde e Renato Diniz

Jonas Oliveira e Marise Blanc


Revista Mercado Rural é homenageada pela Emater-MG No dia 30 de novembro de 2016, em Moeda - MG, o diretor comercial e proprietário da Revista Mercado Rural, recebeu uma homenagem da EmaterMG como “Parceiro Destaque. A empresa comemorou seus 68 anos de serviços públicos de assistência técnica e extensão rural. A Revista Mercado Rural, já consolidada em Minas Gerais e em diversos estados como veículo segmentado de informação, chega em sua 21ª edição. A Emater-MG é uma das empresas que sempre acreditou no trabalho sério e profissional desenvolvido na Mercado Rural que leva, a cada três meses, conteúdo de qualidade e relevância a todo o Brasil. Marden Mendonça

Wirley Reis e Gilberto Marcolino

Marcelo Lamounier e Cinthya Leite

Estreitar os laços com a comunidade é a meta inicial do governo do prefeito eleito em Itapecerica No dia 1º de janeiro foram empossados o prefeito eleito em Itapecerica, no Centro-Oeste mineiro, Wirley Reis, conhecido como Têko e o vice-prefeito, Gilberto Marcolino da Silva. A solenidade aconteceu no Centro de Eventos Geraldo Araújo. Têko foi eleito com 7.890 votos, 2.023 à frente do candidato adversário. O prefeito salientou que neste primeiro momento irá restabelecer o diálogo entre a Prefeitura e a comunidade e, a partir daí, desenvolver um trabalho técnico, qualificado, com uma administração justa e humana. “Com fé em Deus, eficiência e força de vontade, vamos conseguir fazer o melhor para a cidade”. REVISTA MERCADO RURAL

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GIRO RURAL

Emater-Mg na prevenção do Greening A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) realizou recentemente uma série de palestras sobre o greening, considerada e pior doença para a citricultura, em nível mundial. A empresa alertou sobre os riscos e as formas de prevenção da enfermidade que não tem cura e provoca deformação, redução e queda das frutas, nas plantas contaminadas por determinados tipos de bactérias. Os eventos foram direcionados a fruticultores de citros de alguns municípios produtores da região central do Estado. A doença, que pode afetar as lavouras de laranja, limão e tangerina, chegou ao Brasil em 2004 e já se encontra em pomares de Minas Gerais. Foi detectada pela primeira vez em São Paulo. É de difícil controle e fácil disseminação, já que o vetor é o inseto psilídeo Diaphorina citri, que por ser sugador da seiva, pode se contaminar com bactérias presentes no sistema vascular da planta.

Presidente e diretor da Faemg recebem Medalha Mário Luiz Martinez

O presidente do Sistema Faemg, Roberto Simões, e o diretor da Faemg e presidente da Comissão de Pecuária de Leite da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Rodrigo Alvim, receberam a Medalha “Mário Luiz Martinez”, entregue pela Embrapa Gado de Leite a profissionais e instituições da cadeia produtiva do leite que mais se destacaram em 2016. O evento fez parte das comemorações dos 40 anos da Embrapa Gado de Leite. A medalha leva o nome do pesquisador da Embrapa Gado de Leite falecido em 2006, Mario Luiz Martinez, que dedicou sua vida ao melhoramento genético das raças leiteiras adaptadas aos trópicos.

Gordura do leite não engorda e não faz mal à saúde A conclusão é fruto dos resultados das pesquisas do zootecnista Marco Antônio Sundfeld da Fama, da Embrapa Gado de Leite, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária de Juiz de Fora, em Minas Gerais. “Acreditar que a gordura do leite aumente os níveis de colesterol, ou seja, causadora de alguma doença cardiovascular é um mito”. As pesquisas de Marco Antônio Gama indicam que animais alimentados de forma específica podem produzir leite com menos gordura e nutrientes específicos. Doutor em Nutrição de Vaca Leiteira, Marco Antônio Gama desenvolve pesquisas sobre a influência que tem o que o animal come sobre a qualidade da gordura de seu leite.

Safra recorde de café em Minas O clima adequado foi um dos fatores que contribuiu para que o estado de Minas Gerais alcançasse 30,72 milhões de sacas de 60 quilos em 2016, safra recorde. Em comparação com a safra 2015, um avanço de 37,8%. A alta deve-se, principalmente, à expansão nas regiões Sul e Cerrado. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento - Conab, a safra mineira responde por 59,8% do volume total colhido no Brasil, que em 2016 foi de 51,37 milhões de sacas. Ainda de acordo com dados da Conab, em Minas, a área total de café em produção totalizou 1 milhão de hectares, 4,2% superior em comparação à safra passada. Já a produtividade média do Estado foi de 30,44 sacas por hectare, aumento de 32,2% frente ao volume obtido na safra 2015, que foi severamente prejudicada pela estiagem.

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Fundação MT em Campo 2017

A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, já deu início à organização do próximo evento, o Fundação MT em Campo 2017, que ocorre em duas regiões distintas de Mato Grosso. O tradicional dia de campo traz nesta edição o tema “A decisão que influencia o amanhã”. O primeiro evento será nos dias 26 e 27 de janeiro em Nova Mutum, região norte de Mato Grosso, no Centro de Aprendizagem e Difusão - CAD, considerada a maior área demonstrativa de práticas agrícolas do Estado. Nos dias 2 e 3 de fevereiro é a vez da região sudeste, onde o evento acontece a 85 quilômetros de Rondonópolis, na Estação Cachoeira. Os dias de campo iniciam às 7 horas, as inscrições são feitas na hora e a entrada é gratuita. A programação está disponível no site da Fundação MT – www.fundacaomt.com.br/eventos.

Agropecuária Jacarezinho encerra 2016 com reconhecimento A Agropecuária Jacarezinho encerra 2016 com seu trabalho de seleção e produção de gado reconhecido por importantes veículos de comunicação e pelo mercado. A empresa recebeu três prêmios nacionais este ano relacionados à produção de gado de corte e de genética. O primeiro foi o “Melhores do Ano BeefWorld”, promovido pela Safeway Agro. A Jacarezinho venceu na categoria “Produtor de genética” e recebeu a premiação em junho de 2016, na capital paulista, durante a BeefExpo2016. A eficiência da seleção de Nelore CEIP da Jacarezinho também ficou comprovada com a conquista inédita do “Prêmio Palheta de Ouro”. Destaque da bateria Nelore da CRV Lagoa, o touro Lítio AJ atingiu 261 mil doses de sêmen produzidas e comercializadas e passou a ser o primeiro reprodutor CEIP a receber o troféu Paleta de Ouro. A mais recente conquista foi o prêmio “As Melhores da Dinheiro Rural”, entregue em dezembro, em São Paulo/SP. A Agropecuária Jacarezinho foi eleita como a melhor da categoria Gado de Produção.

Regularização fundiária com mais transparência O Governo Federal, por meio da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (Sead), dispõe de instrumentos legais mais modernos para efetivação da regularização fundiária no país. Além de ampliar a transparência, a Medida Provisória 759/2016, publicada no dia 23 de dezembro de 2016 no Diário Oficial da União, simplifica e agiliza o processo, aumenta a segurança jurídica e combate as irregularidades. O principal objetivo é consolidar e aumentar a velocidade de titularização de terras. Atualmente, das mais de um milhão de famílias que vivem em 9.332 assentamentos espalhados pelo Brasil, 85% ainda não têm o título da terra e, por isso, não acessam políticas públicas do setor, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf ) e o serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). A MP também traz a possibilidade de regularização dos ocupantes que estão em assentamento sem a autorização do Incra e transfere para as prefeituras a responsabilidade de conduzir a indicação dos assentados em seus municípios.

Nova gestão do Conselho de Administração da ACBB é pautada em apoios a boas iniciativas Adalberto Cardoso, presidente da ACBB

Adalberto Cardoso assumiu a Presidência do Conselho de Administração da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil no Biênio 2016 / 2017, ao lado de grandes pecuaristas e companheiros. Sua gestão é pautada no apoio a boas iniciativas dos grandes criadores, mas também na cooperação e motivação dos criadores menores, o que tem sido a principal bandeira. Com apoio da ABCZ, a ACBB promove o projeto Crescendo com o Brahman, criado pela associação com o objetivo de resgatar a participação das famílias nas exposições e aproximar as crianças e jovens das atividades inerentes à pecuária.

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GIRO RURAL

Agricultores de Jequitibá vão fornecer mais de 34 toneladas de feijão Quinze agricultores familiares de Jequitibá, na região Central de Minas Gerais, vão fornecer mais de 34 toneladas de feijão carioca tipo 1 para a alimentação escolar de alunos da rede municipal de ensino de Belo Horizonte. O contrato de um ano com a prefeitura foi assinado na penúltima semana de dezembro por representantes da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Jequitibá e Região (Cooperaje) e da Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional (Smasan). O município de Jequitibá tem na agricultura familiar o seu pilar, sendo a horticultura a principal atividade, com a produção de tomate, mandioca, abóbora, moranga, abobrinha italiana, cenoura, beterraba e folhosas, entre outras. Com a maior comercialização do feijão, via mercados institucionais, como o PNAE, isso pode mudar e melhorar as opções de vendas desses produtores. O PNAE é um programa do governo federal que garante que 30% dos recursos para a merenda escolar sejam destinados à compra de gêneros alimentícios produzidos pela agricultura familiar.

MARÇO

FEVEREIRO

JANEIRO

AGENDA RURAL 04 a 07/01

37° Feira de Ovinos

Alegrete

RS

10 a 13/01

9° Agrovinos

Bagé

RS

18 a 20/01

ShowTec

Maracaju

MS

34ª Festa da Uva

Jundiaí

SP

25 a 27/01

CooperShow

Cândido Mota

SP

25 a 28/01

Itaipu Rural Show

Pinhalzinho

SC

Bela Safra

Cambé

PR

06 a 10/02

Show Rural Coopavel

Cascavel

PR

07 a 09/02

40° Congresso Paulista de Fitopatologia

Campinas

SP

08 a 10/02

16ª Femagri

Guaxupé

MG

03 a 12/03

46° ExpoParanavaí

Paranavai

PR

06 a 10/03

Expodireto Cotrijal

Não-me-toque

RS

10 a 13/03

FeiPesca

São Paulo

SP

10 a 13/03

16° Show Agrícola

Palma Sola

SC

21 a 23/03

22ª FeniCafé

Araguari

MG

21 a 23/03

Expoagro Afubra

Rio Pardo

RS

28 a 31/03

6° Femec

Uberlândia

MG

51° Expoconquista

Vitória da Conquista

BA

BW Expo

São Paulo

SP

Expo Londrina 2017

Londrina

PR

19/01 a 05/02

31/01 a 03/02

28/03 a 02/04 29 a 31/03 30/03 a 09/04

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Edição de Dezembro de 2016

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