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DEZEMBRO - 2014 • nº 13

Entrevista:

Governador Fernando Pimentel

Saliva do carrapato-estrela na cura contra o cancêr

Febre Chikungunya, a nova dengue Rambutão e Guaçatonga

Brahman: BR77 Braúnas Agropecuária Referência em sistema de manejo e aumento da produtividade


D E Z E M B R O - 2014 ed i tor ial Redação Unique Comunicação e Eventos Tel.: (31) 3063-0208 marcelo@uniquecomunicacao.com.br Diretor Geral Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 9198-4522 Jornalista responsável Amanda Ribeiro - MT10662/MG amanda@uniquecomunicacao.com.br Direção de Arte Otávio Vieira otavio.vieira@mobtechsolucoes.com.br Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão Gráfica Del Rey

Comemoramos nesta edição o terceiro ano de revista, com nossa 13ª publicação. Só temos a agradecer: aos nossos anunciantes, que acreditam no retorno da revista e estiveram conosco ao longo desses três anos, aos leitores que cada vez mais admiram e apóiam nosso projeto, aos nossos amigos, familiares e colaboradores, que acreditam na Mercado Rural. Continuamos empenhados em fazer um veículo de qualidade, com conteúdo diversificado e reportagens atrativas. Como tenho dito, o diferencial da nossa revista é sem dúvidas a variedade de assuntos abordados em seu conteúdo editorial, envolvendo o agronegócio de forma leve, porém tratando com seriedade assuntos de grande interesse de nossos leitores. Tudo isso aliado a um projeto editorial atrativo e uma revista bonita. Nessa edição,entrevistamos o Governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel, que falou sobre os desafios de seu próximo governo e as prioridades em sua gestão. Na seção ‘personagem’ contamos a admirável trajetória profissional de Silvio Silveira, empresário de destaque no ramo frigorífico brasileiro. Na matéria de capa trouxemos uma reportagem sobre a Fazenda Braúnas, em Minas Gerais, que conta com excepcional sistema de manejo e é exemplo em produtividade, com inovador sistema de engorda de gado de corte. A fazenda também é referência no gado Brahman, como a mais bem avaliada da raça. Na seção de ‘criações exóticas’ os gorilas ganharam destaque, assim como os índios gigantes, ou galos gigantes que foram os escolhidos para ilustrar a ‘seção pet’. Mantendo a diversidade de assuntos, nossos leitores irão aprender um pouco mais sobre a guaçatonga, febre chikungunya, rambutão, as fazendas verticais, o cavalo Bretão, chinchilas, dentre muitos outros assuntos de grande relevância. E mais uma vez aproveito para agradecer aos nossos anunciantes, que acreditaram na divulgação e estiveram presentes na revista, nesse ano de 2014. Agradeço em especial à Amanda, pela amizade e sociedade nesses anos que caminhamos juntos, com a sua inteligência, profissionalismo e conhecimento, a revista se consolidou no mercado, e já é conhecida e reconhecida em todo o Brasil !!! Boa leitura!

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Desejo um Feliz Natal e um próspero Ano Novo! A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

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Recebi a revista em minha casa e fiquei muito feliz. Ótima revista, com matérias bacanas. Muito obrigada! Parabéns pela Revista Mercado Rural. Verônica Marquês Formiga, MG

Marcelo Lamounier

Parabéns pela 12° edição . E parabéns também para o Haras do Barulho, 9 vezes melhor Criador Nacional Campolina Pampa! E não podia deixar de parabenizar também pelas matérias do Mangalarga Marchador. Muito Sucesso! Daniella Pereira - Guanhães, MG

Recebi a revista e adorei. Natália Pinho Virginópolis , MG

Recebi a nova edição da revista e adorei. Dayane Nunes Itapecerica, MG

Recebi a edição de outubro da revista, parabéns pelo seu trabalho, está cada dia mais bacana. Flávia Fonseca Oliveira Belo Horizonte, MG


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Saliva do carrapato-estrela na cura contra o câncer

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Entrevista Governador Fernando Pimentel

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Imunobiológicos para análise do rebanho nacional

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Alerta: cuidados com os felinos

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Personagem: Silvio Silveira

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Região do Queijo canastra, agora é marca

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Como Fazer: Carvão

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Brahman: BR77 Braúnas Agropecuária Referência em sistema de manejo e aumento da produtividade

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Fazendas urbanas verticais: Nova tendência para a demanda de alimentos

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O aumento da gasolina e os bilhões perdidos

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Exportações do agronegócio mineiro

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Febre chikungunya, a nova dengue

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Guaçatonga, planta milagrosa é grande aliada no combate a doenças

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Grãos: Um panorama mundial

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Raças Bovinas: Hereford e Braford

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Codornas Bobwhite

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Minas elimina ICMS para ovinos e caprinos

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Cavalo Bretão

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BIODIESEL: Governo dá incentivo fiscal para produção

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Crise hídrica permanecerá em pauta nos próximos anos

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Laboratório Linkgen, pioneirismo na área de biotecnologia

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Rações para abelhas

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34ª Semana Nacional do CAVALO Campolina

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Meio ambiente: implementação do novo código florestal

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Projeto que proíbe abate de CHINCHILAS pode colocar atividade em risco

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Rambutão, a delícia do Pacífico

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Bebidas: A Cachaça Batista

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Automóveis: Honda Vezel

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Turismo: Porto de Galinhas

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SeÇão Pet: Galo Índio Gigante

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Criações exóticas: Gorilas

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Receita: Spaghetti de palmito pupunha

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Evento - IV Marchador Fest - Restaurante Boi Vitório inaugura novo espaço - Cia do Nado faz confraternização de Natal - Confraternização dos criadores de Mangalarga Marchador

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Universal Nutrição Animal

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Mormo e AIE voltam a preocupar

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33ª Exposição Nacional do Cavalo Árabe

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Giro Rural

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Aviação agrícola

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Agenda Rural revista mercado rural

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entrevista

Fernando Pimentel

O Governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), falou à revista Mercado Rural um pouco sobre o que esperar de seu governo e os projetos de sua gestão. Acompanhe a entrevista:

MR: Após 12 anos de Governo Tucano no Estado de Minas, como o senhor avalia sua vitória nas eleições? Fernando Pimentel: Ao longo da campanha, muitos jornalistas me perguntaram por que eu defendia a mudança em Minas Gerais e trabalhava pela reeleição da presidenta Dilma. A resposta é simples: os 12 anos de governo do PT – que agora serão 16 – mudaram o Brasil para melhor, o que não aconteceu em Minas. Seria leviano dizer que nosso Estado retrocedeu desde 2003, mas poderíamos ter avançado muito mais. Goiás, Pernambuco, Bahia, Rio e muitos outros estados avançaram muito mais do que Minas porque souberam estabelecer parcerias com o governo federal ou porque criaram condições para o desenvolvimento socioeconômico. Aqui, aconteceu o contrário: Minas perdeu competitividade, cobrando uma das tarifas mais altas de energia elétrica, com uma legislação tributária anacrônica, um cenário que afastou investimentos e, pior, expulsou empresas que estavam aqui. Ao mesmo tempo em que se alardeou um choque de gestão, a Saúde, a Educação, a Segurança Pública pioraram ou não avançaram. Isso acabou sendo exposto ao longo da campanha, resultando na nossa vitória em primeiro turno e na vitória da presidenta Dilma nos dois turnos. MR: Quais serão as primeiras dificuldades a serem enfrentadas ao assumir o Governo do Estado? Fernando Pimentel: Eu chamaria de desafios. O mais urgente é contornar a situação financeira crítica. Minas tem hoje

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a segunda maior dívida entre os Estados brasileiros e se ressente de uma política de atração de investimentos. Vamos ter de trabalhar muito para equilibrar as contas do Estado, o que vai nos permitir honrar compromissos de campanha como o pagamento do piso salarial nacional aos professores da rede estadual nos próximos anos. MR: A ajuda do Governo Federal será primordial? Fernando Pimentel: Vamos buscar parcerias com o Governo Federal, que oferece muitos recursos aos estados e municípios. Talvez por opção, o grupo político que esteve à frente do governo de Minas Gerais nos últimos 12 anos não foi buscar esses recursos, que dependem apenas de bons projetos técnicos para serem liberados. MR: Quais serão as prioridades do seu Governo? Fernando Pimentel: Vamos fazer um governo regionalizado e participativo, ouvindo as mineiras e os mineiros, buscando enfrentar nossos desafios respeitando as vocações e o potencial das várias regiões. MR: Haverá mudanças na Secretaria de Agricultura do Estado? Fernando Pimentel: Estamos em plena transição, avaliando todas as ações e programas de governo. Não haverá rupturas. O que for bom, será mantido e ampliado. O que não for, vamos corrigir e trazer novas ideias. Vamos fortalecer as estruturas de apoio à pesquisa e de incentivo ao agronegócio mineiro.

MR: O senhor já saberia dizer quais serão as prioridades da pasta da Agricultura para seu mandato? Fernando Pimentel: A agroindústria é uma atividade fundamental para a economia de Minas Gerais. Vamos investir em tecnologia, trabalhar em parcerias com as 11 universidades federais, as seis escolas técnicas federais, a UEMG, a Unimontes e a Epamig no desenvolvimento contínuo de tecnologias para aumentar nossa produtividade e agregar valor aos nossos produtos agrícolas, gerando cada vez mais emprego e renda.


Instituto Biológico bate recorde e aumenta em 34% a produção de

imunobiológicos para análise do rebanho nacional “Não existe saúde animal, nem saúde humana. Existe apenas uma saúde. Cerca de 70% das doenças humanas têm origem nos animais”. É assim que o médico veterinário, Ricardo Spacagna Jordão, vê a importância dos trabalhos realizados pelo Instituto Biológico (IB-APTA) na área de imunobiológicos, usados para o diagnóstico de tuberculose e brucelose, que atacam diversos animais, inclusive os bovinos. Em 2014, o IB bateu recorde na produção dos kits disponibilizados aos pecuaristas brasileiros. Este ano, o Instituto produziu cerca de 3,7 milhões de doses, o que representa um aumento de 34% em relação a 2013. Com essa produção, é possível diagnosticar um milhão de animais a mais do que no ano anterior. Esse fato é de extrema im-

portância para a pecuária nacional, já que o IB tem um dos dois laboratórios brasileiros que produz imunobiológicos. O Instituto Biológico é vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Este é o quinto ano consecutivo que o IB vem batendo recordes na produção. Os imunobiológicos são estratégicos para o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT). Os antígenos garantem o diagnóstico preciso e alimento seguro para a população. “Estávamos mantendo o ritmo de crescimento de 7% ao ano, porém, em 2014 participamos de uma reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abaste-

cimento, e nos foi solicitado que aumentássemos ainda mais a produção”, explica Antonio Batista Filho, Diretor-geral do IB. Segundo Jordão, veterinário responsável pela produção de imunobiológicos no Instituto Biológico, a estratégia do IB foi a produção em partidas maiores e menos frequentes, visto que os estoques não estavam suprindo a demanda. Mesmo com o aumento expressivo, a produção brasileira dos antígenos ainda é insuficiente para atender às necessidades crescentes devido a novas adesões dos Estados ao PNCEBT. A falta dos produtos no campo gera prejuízos diretos e indiretos, a cadeia de produção, aos pecuaristas e ao controle e erradicação das duas mais importantes enfermidades que atingem o rebanho nacional.

A Unique Comunicação e Eventos atua há 8 anos no agronegócio, prestando com excelência e qualidade seus serviços. Atenta à crescente demanda do setor, a empresa especializou-se no ramo de organização de leilões e divulgação de projetos voltados para o agronegócio.

Contato: (31) 3063-0208 • 9198-4522 Marcelo Lamounier marcelo@uniquecomunicacao.com.br

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personagem

Silvio Silveira

Referência no setor frigorífico brasileiro O jeito carismático e brincalhão de Silvio Silveira, esconde um empreendedor sério e empresário referência no ramo frigorífico brasileiro. Hoje já são quase 50 anos de muito trabalho no ramo de açougues, mas a trajetória de sucesso de Silvio passa por relatos de muito trabalho e dedicação aos negócios. Uma história de conquistas e muita luta até chegar à posição de respeito que hoje ocupa na cadeira de Presidente da Associação de Frigoríficos de Minas Gerais, Espirito Santo e Distrito Federal (Afrig). Em 1966 Silvio Silveira, ainda muito jovem, com 16 anos, iniciava sua carreira

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profissional montando um açougue na cidade de Pará de Minas, Minas Gerais. Inexperiente e ainda muito jovem, os negócios de Silvio não prosperaram e então o garoto foi para a cidade grande, a capital Belo Horizonte (MG) trabalhar como funcionário da casa de carne Irmãos Nogueira. Começava ali uma trajetória de sucesso. Quase uma década depois, em 1974 Silvio abriu sua primeira empresa, o Frigo Silveira, na cidade de Itaúna, Minas Gerais, composta por um frigorífico e uma casa de carne. Os negócios foram prosperando e em 1984 Silvio comprou parte da Frigobet localizada em Betim, que trabalha com abate e industrialização de produtos, sendo que atualmente, Silvio Silveira detém de 100% da empresa. Em 2014 o frigorífico está passando por uma grande reforma com o objetivo de atender melhor o mercado interno e também o mercado externo, com modernas instalações que serão referência de abate em todo o Brasil. O grupo possui ainda outra empresa, inaugurada em 2003, o Frigorífico Serradão, que hoje possui cerca de 20 casas de carnes, uma peixaria e frota de caminhões própria. O Serradão comercializa produtos de salsicharia, carne bovina, carne suína, frango e também pescados, provenientes da Peixaria Serradão que adquire os produtos direto de Manaus e Belém. “O Serradão é nossa empresa que mais cresce. Adminis-

trada por meus irmãos e filhos, apostamos na manutenção da rede para o próximo ano em número de casas de carne e frota de caminhões”, disse Silvio. Atualmente o Grupo Silveira conta com mais de 1000 funcionários, incluindo as empresas do grupo e também cinco fazendas e confinamentos de gado. A mais nova empresa do Grupo é o Frigovita que atua no segmento de carne desossada, completando assim o leque de produtos e empresas do Grupo. Bastante engajado nas causas do setor, Silvio está à frente da Afrig há mais de 12 anos e se tornou uma referência nas lutas em prol da atividade e coleciona importantes conquistas ao longo da sua gestão no cargo de presidente. Uma das principais, foi a desoneração do Pis e Cofins da carne bovina, medida que beneficiou bastante o setor. “Nossa meta é construir uma associação forte, com muitos associados, oferecer boa assessoria tributária e ambiental e além disso, continuar lutando pela isenção dos impostos da carne”, completou Silvio.


Silvio Silveira com importantes personalidades políticas brasileiras: Aécio Neves, José de Alencar e Antônio Anastasia.

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como fazer

Carvão Materiais usados

O carvão vem sendo usado como combustível por, pelo menos, 3500 anos. Nos tempos modernos, a maioria das pessoas pensa em carvão vegetal como algo comprado em uma embalagem e usado para churrascos. No entanto, o melhor carvão é aquele que você mesmo faz. O carvão caseiro queima mais rápido e é mais quente do que o carvão comprado em lojas. Além disso, quando você faz seu próprio carvão, sabe exatamente a sua procedência. Fazer carvão é algo que qualquer um pode fazer.

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• Pedaços de madeira de 15x15 cm • Pequenos pedaços e varetas de madeira • Tambor de metal de 200 litros com topo removível

• Furador de 5 centímetros • Jornal • Martelo • Luvas de trabalho • Pá • 2 m² de areia • 4 tijolos • Fósforos

Instruções 1. Use o martelo e o furador para fazer cinco furos de 5 centímetros nos lados do tambor. 2. Use uma pá para remover 2 m² de grama ou qualquer tipo de vegetação. Ao terminar, a área deve ser coberta com terra ou areia. Coloque quatro tijolos a 60 centímetros de distância um do outro em ângulos retos. A posição dos quatro tijolos deve formar um quadrado aberto em cima da terra ou areia. 3. Coloque o tambor sobre os tijolos. Ateie fogo no fundo usando as pequenas peças de madeira, jornal velho e os fósforos. Aumente o fogo com os pedaços maiores de madeira até que esteja queimando bem. Encha o cilindro firmemente. Preencha costuras e áreas abertas com galhos quebrados. Coloque a tampa sobre o tambor, deixando uma área de mais ou menos 1 centímetro aberta para que a fumaça vaze.


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Fazendas urbanas verticais: nova tendência para a demanda de alimentos Com cada vez menos espaço nas gran- instalados nas regiões rurais. Em Nova York, outro projeto, o Vertical des cidades, o céu é o limite para a construção de prédios residenciais e comerciais Farming, propõe um novo jeito de produque precisam abrigar tanta gente no menor zir alimentos para acompanhar o cresciambiente possível. Num mundo onde a ver- mento populacional do mundo: prédios ticalização de moradias é uma tendência, autossuficientes, que produzem uma cularquitetos e urbanistas em várias partes do tura diferente por andar e, ainda, reapromundo desenvolvem projetos de fazendas veitam os próprios resíduos para cultivar urbanas verticais, onde é possível plantar e novos alimentos. O projeto prevê diversos ecossistemas, capacolher alimentos, de zes de reaproveitar forma comunitária e “A produção os próprios resíduos sustentável, sem sair de alimentos para produzir comida cidade. Segundo da. Mais econômicas, o idealizador de uma nas alturas é essas estufas moderfazenda em forma de considerada nas usariam apenas pirâmide, Dickson Despommier, a população solução visionária 10% de água e 5% da terra utilizada nas está aumentando mais para garantir fazendas convenciodo que a capacidade nais. No projeto, está atual de produção de a segurança previsto desde culalimentos - o que pode alimentar de turas mais simples, gerar a fome de 3 bilhões de pessoas até forma sustentável como a de frutas e verduras, até siste2060 -, daí a necessidaem tempos de clima mas mais complede de novas estratégias no fornecimento de extremo e aumento xos, como a criação de peixes e aves. alimentos dentro das da demanda Com a intenção megalópoles. de diminuir a depenpor comida.” Partindo desta dência por alimentos perspectiva vertical, arquitetos e urbanistas têm repensado importados, Cingapura inaugurou sua priespaços verdes, com a intenção de inte- meira fazenda vertical em 2012. Localizada grá-los às metrópoles, se tornando numa na ponta da península Malaia, é uma ilha que forma de proximidade entre moradores e tem apenas 710 quilômetros quadrados – a jardins, hortas e até fazendas. Esses espa- maior parte deles urbanizados e edificados. ços verdes são autossuficientes, capazes Hoje apenas 7% dos vegetais consumidos de reutilizar água e resíduos para produ- lá são produzidos localmente. Desenvolvizir plantas e vegetais. Um exemplo de fa- da pela Sky Greens Farms, a fazenda vertical zenda vertical é o projeto da Skyfarm em tem 120 torres de alumínio com mais de 9 Toronto, no Canadá, que usaria menos metros de altura. No total, ela pode produzir água e terra do que as fazendas e sítios 0.5 toneladas de vegetais por dia. A empresa

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espera atrair investidores e obter U$ 21 milhões para expansão e aperfeiçoamento. O ideal é construir 300 torres, o que permitiria a produção de duas toneladas por dia. No momento, a fazenda tem três tipos de vegetais, e eles podem ser encontrados em apenas uma rede de supermercados. Mas de acordo com o Channel News Asia, os consumidores estão entusiasmados com o novo projeto e as lojas estão tendo dificuldades de manter seus estoques. Além disso, a Sky Greens espera colaborar com a queda dos preços quando aumentar a produção. Fonte: Green Me


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O aumento da gasolina e os bilhões perdidos Arnaldo Luiz Corrêa, gestor de riscos em commodities agrícolas e diretor da Archer Consulting

A presidente da Petrobras anunciou que “aumento da gasolina não se anuncia, se pratica”. Que bom. Esperamos ver a estatal do petróleo praticando em breve o que já deveria estar fazendo há muito tempo: seguir o velho e bom mercado livre. A política energética e econômica do governo Dilma vai ficar nos anais como uma das mais desastrosas da história republicana brasileira. Os prejuízos causados às empresas de energia somam os bilhões de reais. E o setor sucroalcooleiro, de quebra, atingido pela política de preços subsidiados da gasolina, amarga uma dívida estrondosa de R$ 65 bilhões. Só para se ter uma ideia da magnitude desse valor, a valores correntes do mercado internacional no início de novembro, essa dívida representa 72,5 milhões de toneladas de açúcar, o dobro da produção brasileira. Um valor que é quase a totalidade da receita de toda a indústria sucroalcooleira. Se assumirmos um EBITDA médio de 10%, ou seja, estamos falando que se as-

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Como recuperar um setor com dívidas de 65 bilhões de reais? sumíssemos que nas condições atuais as usinas ainda conseguissem ter um lucro operacional nas negociações com açúcar e etanol e usassem – digamos – metade desse lucro para pagar uma parte dessa dívida, o setor levaria 20 anos para quitá-la. Evidentemente que o cálculo aqui é simplista e carece de uma análise mais técnica. Mas, a verdade não é difícil de constatar: sem renegociação dessa enorme dívida, não haverá salvação para o setor. A dívida é impagável. São inúmeras as empresas que hoje tentam renovar suas linhas de crédito, rolar seus compromissos e conseguir dinheiro novo para fazer a máquina girar. A Petrobras levou anos praticando uma política de preços que deu um tiro no coração do setor. A equação elaborada pelo governo de combustível barato e automóveis com redução de imposto, só fez aumentar os congestionamentos nas cidades, presti-

giou a indústria automobilística e deu uma banana para o setor sucroalcooleiro. Agora que o estrago está feito, a estatal do petróleo deveria ao menos aproveitar o momento de queda acelerada da commodity no mercado internacional (que derreteu mais de 20% nos últimos meses) e introduzir um critério justo de formação do preço da gasolina usando o mercado internacional e a variação do real. Com isso, daria visibilidade de preço para facilitar o planejamento de longo prazo e, quem sabe, atrair dinheiro novo para o setor, enquanto pode fazer um colchão para tentar compensar os bilhões e bilhões de reais perdidos pela empresa subsidiando combustível às custas do dinheiro do contribuinte. Quem sabe em 2015 a empresa consiga sair das páginas policiais dos jornais para entrar finalmente na página de bons negócios.


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HARAS TERRA NATAL

ELEITA DA TERRA NATAL Limite D2 x Brava G.M.O (Ringo D2)

FAÍSCA DA TERRA NATAL Limite D2 x Brava G.M.O (Ringo D2)

14 outubro 2014 Carlos Augusto Reis de Oliveira - (31) 9618-6018 - harasterranatal@gmail.com - Inhaúma/MG


HARAS TERRA NATAL

FAGULHA DA TERRA NATAL Limite D2 x Quijuba do Yuri

FADA DA TERRA NATAL Limite D2 x Ilicínea Granfina

revista mercado rural 15 Carlos Augusto Reis de Oliveira - (31) 9618-6018 - harasterranatal@gmail.com - Inhaúma/MG


Exportações do agronegócio mineiro até novembro

somam US$ 7,4 bilhões

A receita das exportações mineiras do agronegócio, no acumulado de janeiro a novembro de 2014, somaram U$ 7,4 bilhões, valor 8,5% superior ao registrado em igual período do ano passado. Os dados são do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e foram analisados pela Superintendência de Política e Economia Agrícola (Spea) da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de Minas Gerais. De acordo com o subsecretário do Agronegócio, Antônio Carlos Xavier da Gama, a cifra alcançada pelas vendas externas dos produtos agrícolas e pecuários mineiros equivale a 27,3% do total das exportações estaduais, que somaram US$ 27,1 bilhões nos onze meses avaliados. Ele destaca os resultados obtidos com a comercialização externa do café, que somou US$ 3,7 bilhões, um aumento de 29,2% em

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Aumento das vendas é de 8,5%, e o café participa com receita de US$ 3,7 bilhões relação ao registrado em idêntico período de 2013. O volume embarcado teve uma variação positiva de 12,9%, até alcançar 19,3 milhões de sacas. Antônio da Gama ressalta também o desempenho da carne suína de Minas no mercado internacional em 2014. “As exportações no período de janeiro a novembro somaram US$ 147,2 milhões, aumento de 14,5%, embora o volume dos embarques,

da ordem de 38,9 mil toneladas, mostre uma redução de 10,8%.” Esses dados, segundo o subsecretário, mostram que a carne suína tem alcançado boa cotação no mercado internacional, “um reflexo da confiança dos compradores na qualidade do produto dos criatórios mineiros”. Ele ainda observa que as exportações de carne bovina no acumulado de janeiro a novembro também apresentam resultados positivos: receita de US$ 410,9 milhões, aumento de 5,5% em relação ao valor registrado em idêntico período de 2013. Já o volume embarcado, de 89,7 mil toneladas, equivale a uma evolução inferior a 1% na comparação com o registrado no ano passado. “Portanto, neste segmento também se observa a valorização do produto no mercado externo”, finaliza Antônio da Gama.


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Febre chikungunya,

a nova dengue! Durante anos a dengue atraiu o olhar dos brasileiros, mas agora o mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue, começa a transmitir um vírus novo no Brasil: o chikungunya. E há com o que se preocupar. De acordo com reportagem divulgada na revista Época, mais de 824 pessoas foram diagnosticadas com a nova doença no Brasil e outros 689 casos suspeitos estão em investigação. O vírus avançou pelo Nordeste até provocar epidemia na Bahia – a região mais afetada até o momento. O chikungunya raramente mata. Em 2004, cerca de 60% dos habitantes das Ilhas Reunião, um departamento francês no Oceano Índico, se infectaram. A doença deixou a população debilitada e afetou gravemente a economia. Ninguém podia sair de casa para trabalhar, estudar ou consumir. Houve 266 mil casos e apenas 256 mortes – o que significa uma taxa de letalidade de 0,1%. Mais tarde, na epidemia indiana de 2006, houve 1,3 milhão de casos e nenhuma morte. Os caribenhos, acostumados às agressões do vírus, dizem que o chikungunya não mata, mas aleija. Ao prever um verão com epidemias simultâneas de dengue e de febre chikungunya, o Ministério da Saúde lançou no mês de novembro, mais uma campanha de combate aos focos do mosquito. Desta vez, com

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um claro alerta: “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”. Foram produzidas peças publicitárias com imagens que mostram os criadouros do Aedes aegypti, como vasos de plantas com água, sacos de lixo, caixas d’água abertas, pneus desprotegidos e garrafas plásticas destampadas. A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa. Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue, de acordo com infectologistas. O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades. Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já

pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.

Sintomas Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares. Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue. Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides. Apesar de haver poucos riscos de formas hemorrágicas da infecção por chikungunya, recomenda-se evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) nos primeiros dias de sintomas, antes da obtenção do diagnóstico definitivo.


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Guaçatonga, planta milagrosa é grande aliada no combate a doenças O nome pode até ser estranho, mas essa planta já é utilizada há muito tempo pelos indígenas, que descobriram suas propriedades medicinais e as usam a seu favor – servindo desde casos de problemas de pele, até mordidas de cobras. Ela recebe o nome científico de Casearia sylvestris e é popularmente conhecida como bugru-branco, café-bravo, café-do-brejo ou café-do-diabo. Facilmente encontrada em território brasileiro, a Guaçatonga é amplamente utilizada como principal ingrediente na produção de remédios homeopáticos, cremes fitoterápicos e no tratamento das indesejáveis herpes labial e aftas. A guaçatonga é indicada em inúmeros casos, atuando em: paralisia, reumatismo, sapinho, herpes, hemorragias, inflamações, inchaços nas pernas, ácido úrico, aftas de todos os tipos, artrite, dores no peito, diarreia, eczemas, picadas de variadas cobras, circulação, hematomas, perda de albumina, hidropisia, picadas de variados insetos, micose, sífilis, obesidade, úlceras e sarnas. Existem três formas de uso da planta medicinal: A compressa é recomendada para problemas na pele, pode ser preparada fervendo 30g

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da planta em um litro de água, durante 10 minutos. Depois, pode ser facilmente aplicada no local desejado. O tradicional xarope é indicado para as aftas. Basta triturar folhas de guaçatonga com álcool e aplicar a solução sobre as aftas desejadas. Já o chá de guaçatonga é indicado para problemas digestivos e para os diversos tipos de úlceras. Pode ser preparado com 10g de guaçatonga em 200ml de água fervente, deixando em infu-

são. 2 xícaras por dia é o recomendado. Como qualquer planta normal, a guaçatonga também pode ter suas contra-indicações e seus efeitos colaterais, que – caso existam – sempre devem ser levados em conta quando alguém pensa em consumi-la. As mulheres grávidas ou em fase de lactação devem evitar o uso da planta, pois a guaçatonga estimula as contrações uterinas, podendo ocasionar num indesejável aborto espontâneo. Felizmente, ainda não existem registros de efeitos colaterais causados pela guaçatonga ou uma superdosagem da mesma. Contudo, evite utilizá-la em excesso, por precaução, já que nenhuma planta ou sequer remédio é recomendado nessa dosagem. Fonte: Benefícios naturais


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Raças Bovinas

Hereford e Braford A raça Hereford Os animais da raça Hereford são bem constituídos, harmoniosos e equilibrados, vigorosos e de bom tamanho (sem serem pequenos, nem excessivamente grandes). São caracterizados pelo seu temperamento muito dócil, porém alerta, e dotados de ótima fertilidade, além de precoces em seu desenvolvimento. As vacas “pampa”, são famosas por sua capacidade de repetirem cria, ano após ano, desmamando terneiros saudáveis e de peso adequado. São animais muito eficientes em regime de pasto, apresentando terminação excelente, produzindo carcaças de tamanho adequado à indústria e carne com ótimo marmoreio, características transmitidas às crias, uma das razões que tem feito a raça ser tão escolhida para uso em cruzamentos.

A raça Braford Esse bovino sintético que congrega em um só animal a fertilidade, temperamento dócil, volume e qualidade de carne do Hereford e rusticidade e rendimento de carcaça dos zebuínos. Toda esta seleção de características ainda é in-

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crementada pelo benefício indiscutível da Heterose, que qualifica ainda mais o produto. Em 2015 a raça promoverá seu Congresso Mundial na África do Sul. Realizado a cada triênio, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) e o projeto Brazilian Hereford e Braford irão promover a sexta edição do Congresso Mundial Braford, que irá acontecer entre os dias 15 e 18 de março de 2015, em Pretória, no Teatro Atterbury na África do Sul. No seu 15° ano, sendo a sua 6° edição, o congresso tem a finalidade de unir mundialmente a genética Braford, bem como proporcionar a troca de informações, ideias e experiências entre os seus criadores. O encontro será realizado no Teatro Atterbury, que faz parte da delegacia Lynnwoodbridge. O evento teve início no Brasil, no ano 2000, seguindo pela Argentina (2003), Austrália (2006), Uruguai (2009) e Paraguai, em 2012. A ABHB em conjunto com os demais países da Federação Braford Mercosul (FBM), está organizando uma delegação para os interessados em participar do con-

gresso, com o intuito de facilitar a ida e reduzir os custos da viagem. Os interessados devem entrar em contato com a Associação Brasileira de Hereford e Braford.

ABHB Entidade fundada há mais de meio século, tem destacada atuação nacional na seleção e registro de reprodutores e matrizes, adotando padrões que visam orientar o produtor, melhorando seu produto para que produza mais alimento saudável e com qualidade. A ABHB atua na difusão da criação dos Herefords e Brafords brasileiros através de encontros técnicos, das exposições e remates, da difusão e do melhoramento genético, de projetos com pecuaristas familiares, dos programas de bonificação de carne de qualidade, de cursos de qualificação técnica e seleção de animais, e da veiculação constante das suas atividades e de seus associados nas diversas mídias nacionais e internacionais.


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Minas elimina ICMS para ovinos e caprinos Desde 1º de novembro, os produtores mineiros de ovinos e caprinos já estão isentos da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para a comercialização de animais vivos, nas transações interestaduais. A isenção é um benefício importante para fomentar a atividade e atrair frigoríficos para o Estado. As novas regras foram explicadas aos produtores e representantes do segmento em reunião realizada dia 29 de novembro, na secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na Cidade Administrativa (BH). O produtor estará isento da cobrança de um percentual médio de 12% de ICMS na comercialização dos animais vivos. Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Merlo, esta é uma demanda antiga dos produtores. “Esta solicitação foi encaminhada à Seapa por meio da Câmara Técnica de Caprino e Ovinocultura e levamos o assunto para análise da Secretaria de Fazenda. Existem convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que isentam vários estados da cobrança do ICMS

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Medida é válida até 2016 e pretende atrair frigoríficos para o Estado no mesmo segmento e solicitamos a inclusão de Minas, equiparando o estado aos outros que já usufruem do benefício”, explica o Secretário André Merlo. A isenção fiscal na comercialização de ovinos e caprinos tem período de validade até 31 de março de 2016. A principal expectativa é atrair novos empreendedores para o Estado. De acordo com o Coordenador da Assessoria de Pecuária da Secretaria da Agricultura, Bruno Barros de Oliveira, Minas não dispõe, atualmente, de frigoríficos com Serviço de Inspeção Estadual (SIE) habilitado para o abate de ovinos e caprinos. “A isenção é uma forma de estimular os

produtores, aquecer a demanda, aumentar a competitividade e atrair empreendedores interessados no processamento da carne. O objetivo é que o estado deixe de vender a matéria-prima para comercializar o produto final, com maior valor agregado com ganhos para toda a cadeia produtiva”, explica. O coordenador da Seapa acrescenta, ainda, que os produtos comestíveis resultantes do abate, dentro do Estado, já têm tratamento diferenciado com um crédito presumido de 0,1% na saída da carne industrializada do Estado. Segundo o Censo Pecuário do IBGE, o rebanho caprino mineiro conta com aproximadamente 115 mil animais. Os ovinos somam cerca de 226 mil cabeças. Apesar da crescente presença em todas as regiões de Minas Gerais, a participação mineira no rebanho nacional ainda é tímida. “Daí a importância de medidas que estimulem a expansão da atividade, passando pela cadeia produtiva até o consumidor final”, afirma o Coordenador Bruno de Barros. Fonte: Secretaria de Agricultura de MG


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Governo dá incentivo fiscal para a produção

de biodiesel O Diário Oficial da União publicou no mês de novembro, instrução normativa que suspende a incidência da contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) na aquisição de matérias-primas destinadas à produção de biodiesel. O objetivo, informou a Receita Federal, é dar mais estímulos ao setor. Pela instrução fica suspensa a incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins sobre as receitas decorrentes das vendas de matéria-prima in natura de origem vegetal destinadas à produção de

biodiesel, quando efetuadas por pessoa jurídica que exerça atividade agropecuária, cooperativa de produção agropecuária ou pessoa jurídica cerealista. Atividade agropecuária, diz a instrução, engloba a produção e comercialização da produção agropecuária pelas cooperativas, incluindo ainda o beneficiamento da produção; cerealista, de acordo com a mesma instrução, é a pessoa jurídica que limpa, padroniza, armazena e comercializa matérias-primas de origem vegetal destinadas à produção de biodiesel.

O biodiesel, destaca o Ministério de Minas e Energia, é combustível biodegradável derivado de fontes renováveis como óleos vegetais e gorduras animais. Existem diferentes espécies de oleaginosas no Brasil que podem ser usadas para produzir o biodiesel. Entre elas estão mamona, dendê, canola, girassol, amendoim, soja e algodão. Matérias-primas de origem animal, como o sebo bovino e gordura suína, também podem ser utilizadas na fabricação do biodiesel.

PNPB O Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) visa promover o novo combustível em diversas regiões, gerando inclusão social, desenvolvimento regional, emprego e renda para o agricultor familiar. O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) concede o Selo de Combustível Social aos produtores de biodiesel que apoiam os agricultores e concede a eles o acesso a melhores condições de financiamentos, além de alíquotas reduzidas do Programa de Integração Social (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Atualmente, 42 empresas produtoras de biodiesel possuem a concessão do Selo Combustível Social, juntas elas comercializam aproximadamente 99% da produção nacional. No total, cerca de 85 mil agricultores familiares e 77 cooperativas são beneficiadas pelo Programa.

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Universal Nutrição Animal é destaque no setor

O médico veterinário e produtor rural Eduardo Figueiredo está á frente da Universal Nutrição Animal há 25 anos, empresa especializada como o próprio nome diz, em nutrição animal, focada no atendimento ao produtor rural. A ideia de abrir a empresa surgiu da percepção de Eduardo, que já atuava no ramo como técnico em nutrição, de que os produtores rurais enfrentam muitos desafios para tirar leite e criar bovinos de corte. E idealizo assim a universal Nutrição Animal, empresa que auxilia os produtores a otimizarem seus resultados e aumentarem o faturamento das empresas. O nome Universal surgiu do entendimento de que a empresa é completa e resolve todos os problemas nutricionais

dos animais, aliado à criação de produtos de alta qualidade a preço justo, específicos para cada categoria animal. De acordo com Eduardo, a Universal se destaca no mercado pelo seu atendimento personalizado. “Contamos com equipe técnica que após visita ao cliente detecta seus problemas individuais e cria soluções para os mesmos. Somos bastante comprometidos com os problemas dos clientes, tornando-os nossos. Temos compromisso com o sucesso dos empreendimentos rurais de nossos clientes. Ajudamos a aumentar a lucratividades das propriedades”, conta. Uma das conquistas da empresa em 2014 foi concluir o projeto de produção de

sal mineral e para 2015 Eduardo conta que pretende inaugurar a Fabrica de Ração e Silagem no inicio do ano, e abrirá loja direto da fabrica dentro do Ceasa e outra na cidade de Paraopeba.

Eduardo Figueiredo

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Equinos

Mormo e AIE voltam a preocupar Mormo e Anemia Infecciosa Equina são doenças que acometem os cavalos, os jumentos e os muares ou burros. Essas enfermidades fazem parte do Programa Nacional de Sanidade dos Eqüídeos (PNSE), estabelecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). As doenças estavam erradicadas mas novos casos voltaram a surgir recentemente no Brasil e causou alerta entre os criadores. O mormo é uma doença contagiosa, causada por uma bactéria e que acomete equídeos e pode acometer também o homem. Não existe cura e o sacrifício de animais comprovadamente doentes é obrigatório. Não há dados precisos sobre a época em que o mormo foi introduzido no Brasil. Ao longo do século XIX várias ocorrências da doença foram registradas, principalmente nas cidades do Rio de Janeiro, Campos, São Paulo e Salvador. Quanto aos sintomas, existem três formas de manifestação: Nasal: febre alta, tosse e descarga nasal com úlceras nas narinas; pode ocorrer úlceras e nódulos em membros e abdômen. Pulmonar: mais comum em cavalos, pode causar pneumonia

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crônica com úlceras na pele dos membros e na mucosa nasal. Cutânea: Ocorre sob a forma de nódulos e úlceras na região interna dos membros, com presença ou não de secreção amarelada escura. O mormo apresenta forma crônica ou aguda, esta mais freqüente nos asininos. Os animais suspeitos devem ser isolados e submetidos à prova complementar de maleina, sendo realizada e interpretada por um veterinário do serviço oficial. A mortalidade dessa doença é muito alta. Quando identificada a suspeita, o proprietário do animal deve notificar imediatamente à Defesa Sanitária; isolar a área da infecção e os animais suspeitos; sacrificar os que reagiram positivamente à mesma prova de maleína; cremar os cadáveres no próprio local e desinfetar todo o material que esteve em contato com eles; desinfetar rigorosamente dos alojamentos; suspender as medidas profiláticas somente 120 dias após o último caso constatado. Bloqueio e suspensão do trânsito animal. Anemia Infecciosa Equina- A AIE é uma doença causada por vírus, transmissível e

incurável, que ataca eqüídeos de qualquer raça, sexo e idade; uma vez infectado, o animal torna-se fonte de infecção permanente para outros eqüídeos. Os sintomas são febre alta (39º a 41ºC); pequenos sangramentos na língua e olhos; fraqueza, perda de apetite, edema nos membros e abdômen; anemia; animais podem se apresentar aparentemente sadios, porém servir como reservatório do vírus e propagar a doença. As formas de transmissão são: picadas de insetos, que se alimentam de sangue; mutucas e moscas (do cavalo, dos estábulos); agulhas, seringas, esporas, freios, arreios e utensílios contaminados com sangue infectado; material cirúrgico contaminado; leite e sêmen. Para prevenir a doença, recomenda-se: adquirir animais negativos para AIE; confirmada a doença, eliminar o animal; limpar as baias, para evitar insetos; vacinar ou medicar os animais, só com agulhas descartáveis; desinfetar os equipamentos antes do uso; participar de eventos com aglomeração de eqüídeos só com animais comprovadamente negativos para AIE.


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33ª Exposição Nacional

do Cavalo Árabe

Entre os dias 15 e 23 de novembro, a 33ª Exposição Nacional do Cavalo Árabe foi realizada nas pistas do Helvetia Riding Center, em Indaiatuba (SP) e teve duplo objetivo: foi o mais completo evento da raça no ano e comemorou os 50 anos de fundação da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA). Participaram do evento, cerca de 750 cavalos inscritos em várias modalidades de provas. “Com certeza, fizemos em

Indaiatuba uma festa do Árabe, com a presença não somente de participantes do Brasil, mas de criadores, cavaleiros e treinadores de várias partes do mundo. Trata-se de um público diferenciado e apaixonado, que acompanhou com muita empolgação o mais importante evento do Cavalo Árabe no ano”, diz Fábio Amorosino, presidente da ABCCA.

Provas O tira-teima dos 3 Tambores da ANCAF (Associação Nacional do Cavalo Árabe Funcional) e as provas de 6 Balizas e Salto pela ABHIR (Associação Brasileira de Hipismo Rural) encerraram com chave de ouro a 33ª Exposição Nacional do Cavalo Árabe, no dia 23 de outubro. Na prova do Tira-Teima dos 3 Tambores, o grande vencedor foi Mário Souza Anastácio, que montou EZ Tamara Bint Hylan, de Carlos Idelmar Barbosa. Mário cravou o tempo de 16 segundos e 988 milésimos e faturou a troféu de primeiro lugar e o prêmio de R$ 6 mil. A vice-campeã foi Vivian Leis Correia, que montou S. Cyrus, de propriedade de Edmur de Andrade Neto. Vivian levou o troféu de prata e R$ 4 mil ao fazer o tempo de 17 segundos e 191 milésimos. Na prova 6 Balizas, categoria Jovem, a

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campeã foi Laura Michelone Bonatto, que montou Hafati Key Yasmin, de propriedade de Almir Faleiro dos Santos. Laura cravou 22 segundos e 315 milésimos e levou o troféu de campeã. Com o tempo de 22s e 889 milésimos, a amazona Lara Beatriz Duarte foi a vice-campeã, montando Tamuz El Dimar, pertencente ao criador Laucídio Coelho Neto. E, em terceiro lugar, ficou Mauri Alvarez da Fonseca, que montou Gabeon, de sua propriedade. Na Prova de Salto, na categoria Nível II do Cavalo Árabe (com barreiras de 90 cm) quem levou a melhor foi o cavaleiro Felipe Ávila Honório, competidor pela Hípica Vidotto, de Tietê (SP), que montou FHJ Jaklana Kam e, ao somar 50 pontos, ficou com o título de campeão. O segundo lugar foi para Luana Gianichine Senra, com Nicolete, que conseguiu 48 pontos. Em terceiro lugar, ficou Bruno Rachioni Barbosa, montando Pic Donald, com 47 pontos. O Leilão Excellence Brazilian National Auction, realizado no dia 21 de novembro, em Indaiatuba (SP), movimentou R$ 1,05 milhão. A média geral registrada ficou em R$ 29,2 mil. Foram ofertados 36 lotes entre éguas, potrancas, potros e reprodutores, além de óvulos e embriões para FIV (Fertilização in Vitro). O lote mais valorizado foi o da potranca Sirena UB, arrematada pela Agropecuária Vila dos Pinheiros por R$ 208 mil. O leilão Excellence 2014 fez parte da programação da 33ª Exposição Nacional do Cavalo Árabe e foi promovido pelo criador Paquito Carrasco, titular do Haras Carandá, de Sorocaba (SP).


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Aviação agrícola

Congresso Nacional debate setor

as normas vigentes, através da comprovação de documentos. A próxima etapa dessas empresas é o nível II, que garante a qualificação tecnológica da empresa. O CAS já tem vinte empresas participando do nível II. O programa é aplicado em três níveis: nível I: certificação legal da operação; nível II: certificação da qualificação tecnológica da empresa; e nível III: certificação

da conformidade de equipamentos, instalações e procedimentos. É realizado pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (FEPAF), em parceria com a ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal) e o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG), tendo como entidades coordenadoras a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCA/UNESP-Botucatu), a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Fotos: ANDEF

De 20 a 22 de agosto, Foz do Iguaçu (PR) foi palco do Congresso Nacional de Aviação Agrícola e XXIII Reunião do Comitê Executivo Aeroagrícola do Mercosul. O evento reuniu pesquisadores, empresários, técnicos, pilotos e autoridades do setor de todo o Brasil e de mais sete países: Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Venezuela, Equador e Estados Unidos. O destaque do evento foi o CAS (Certificação Aeroagrícola Sustentável). Trata-se de um programa voluntário de certificação para empresas de aplicação aérea. O objetivo é melhorar a qualidade das aplicações aéreas de defensivos, reduzindo os riscos de danos ao meio ambiente. O programa, que teve início em julho de 2013, propõe a capacitação e a qualificação das empresas de aviação agrícola e dos operadores aeroagrícolas privados. Atualmente, o CAS tem trinta empresas certificadas no nível I, que confere a conformidade do operador com a legislação e

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Saliva do carrapato-estrela

na cura contra o câncer

Molécula Amblyomin-X, extraída a partir da saliva do carrapato-estrela regrediu células tumorais sem oferecer risco as saudáveis; testes em humanos aguardam autorização da Anvisa

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O Instituto Butantan, unidade da Se- lante. O grande diferencial é que esta procretaria de Estado da Saúde e um dos maio- teína ataca e mata as células cancerígenas, res centros de pesquisas biomédicas do sem oferecer risco às células saudáveis. “O objetivo da nossa pesquisa é obtermundo, obteve sucesso nos procedimentos pré-clínicos realizados para produção mos um medicamento inovador para o tratade um medicamento biotecnológico con- mento do câncer e que possua menos efeitos colaterais ao paciente”, explica Ana Marisa tra o câncer, produzido a partir da saliChudzinski-Tavassi, va do carrapato Amblyoma cajennense, coordenadora do esconhecido tudo e responsável como carrapelo Laboratópato-estrela. rio de BioquímiDurante os ca e Biofísica do experimentos Instituto Butantan. com a proteína em Os pesquisadores camundongos e coeaguardam a aprovação da lhos, observou-se reFoto: Jaqueline Matias Anvisa para o início do tesgressão significativa tes clínicos em humanos. de tumores do tipo A iniciativa conta com o financiamento do melanoma, pâncreas e renais, além da redução de metástases pulmonares deriva- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que destinou recursos das desses tumores. A pesquisa é baseada na clonagem de para a construção do laboratório de bioquígenes oriundos das glândulas salivares do mica e biofísica, onde todo o processo de tem Fonte: Instituto Butantan carrapato, que possuem ação anticoagu- sido executado.


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Alerta: cuidados

com os felinos

A população de gatos no Brasil é a segunda maior em todo o mundo e está perto de se igualar a de cães. A opção por ter um felino como bicho de estimação cresce de forma tão significativa no país, que tem incentivado a existência de clínicas veterinárias exclusivas para o atendimento a esses animais. Diante dessa mudança, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) faz um importante alerta: garantir a saúde e o bem-estar animal deve ser o pensamento inicial de quem tem ou pensa em ter gatos. São várias as razões pelas quais as famílias brasileiras têm optado pelos gatos, que vão desde sua adaptação mais fácil a lares menores e o próprio perfil desses felinos, mais independentes e autossuficientes. É o que explica o conselheiro do CFMV Marcello Roza, que, ainda, ressalta: “antes de a pessoa adquirir um gato, é preciso que ela entenda qual é a espécie mais adequada ao perfil da família. Por isso, é importante conversar com um médico veterinário antes da decisão de agregar um novo mem-

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bro à família”, explica. Além disso, somente o médico veterinário pode repassar informações idôneas sobre necessidades, segurança, saúde e bem-estar desses animais. Assim como Roza, o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Goiás (CRMV-GO), Wanderson Ferreira, atribui à verticalização urbana dos municípios brasileiros como um dos motivos para o aumento do número dos felinos nas residências. “No Brasil, a população felina cresce em média 8% ao ano, enquanto a de cães permanece estagnada. Em 2022, é esperado que haja 40 milhões de gatos no Brasil”, afirma Ferreira, que também é presidente da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). A expectativa da Abinpet é que, em sete anos, a população de gatos se iguale a de cães. Haverá um gato para cada cachorro. “Atualmente, são 21 milhões de gatos no Brasil e 37 milhões de cães”, revela Ferreira. “Já nos Estados Unidos e na Europa, há mais gatos do que cães nas residências.

Só nos EUA, atualmente, são 80 milhões de gatos e 65 milhões de cachorros.”, afirma. O presidente da Abinpet conta que é comum as residências brasileiras abrigarem mais de um gato. Por isso, nesses casos é imprescindível ter conhecimento de detalhes importantes, a fim de garantir a saúde, a segurança e o bom convívio entre eles. Uma das recomendações é a instalação de um gatil fechado até o teto, com escadas, já que esses felinos gostam de dormir em locais mais altos. “A interação é importante para o bem-estar da espécie. Contudo, embora os gatos sejam sociáveis, eles, inicialmente, não toleram outros gatos desconhecidos na apresentação inicial. Por isso, deve-se ficar atento a muitos animais em um mesmo ambiente”, esclarece Ferreira. “Caso haja mais de três em uma mesma casa, é importante que cada um deles tenha seu espaço reservado. Naturalmente, os felinos distinguem seus próprios ambientes, sem invadir território alheio”, explica o vice-presidente do CRMV-GO.


Região do Queijo canastra

agora é marca Foi lançado no início de dezembro, em São Roque de Minas, no Centro-Oeste do Estado de Minas Gerais, a marca “Região do Queijo Canastra”. O objetivo dos produtores da região, é diferenciar os produtos ali produzidos. Agora, com o Selo de Origem, a marca Queijo Canastra, só poderá ser usada nos sete municípios que compõem a região: Bambuí, Delfinópolis, Medeiros, Piumhi, São Roque de Minas, Vargem Bonita e Tapiraí. O queijo da Serra da Canastra foi um dos primeiros produtos a conseguir o Selo de Origem no Brasil. O queijo canastra, produzido entre as montanhas, é o sustento de dezenas de famílias. O novo selo reforça a função da identificação geográfica concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) aos produtores da região, além de dificultar a venda desregrada de outros tipos da iguaria com as mesmas especificidades como se fossem produzidos na Canastra. A ação é a primeira de uma série de propostas em parceria com o Sebrae para difundir a história por trás do queijo. O queijo produzido na região será comercializado com três identificações: o selo da vigilância sanitária, outro de identificação geográfica e a nova logomarca criada pelos produtores. O primeiro atesta as condições produtivas; o outro garante que o

queijo foi feito seguindo as regras certificadas pelo INPI e o último confirma a origem. Para que a certificação fosse aprovada os produtores tiveram que demonstrar que fabricam um produto com as mesmas características históricas que diferenciam a receita, como a fabricação do próprio fermento, chamado na região de pingo, que dá mais consistência e sabor ao queijo. Outro importante aspecto foi o comprometimento com a qualidade e padronização do produto. O maior produto pesa uma média de sete quilos. As normas sanitárias já eram exigência de órgãos estaduais. Para produzir o queijo é preciso estar adequado as normas de produção do Instituto Mineiro de Agropecuária, que estabelecem, entre outras exigências, o isolamento da queijaria e o tratamento da água. Hoje, de 1.785 produtores, apenas 17 estão prontos. Com o registro do INPI, a associação dos produtores pretende combater o maior problema que enfrenta: os queijos feitos de forma semelhante e que ganham mercado com a fama conquistada pelo canastra em todo o país. Por enquanto o queijo canastra só pode ser vendido no estado de Minas Gerais. Para que a comercialização seja liberada para todo o país, os produtores ainda dependem da regulamentação do Serviço de Inspeção Federal (SIF).

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capa

Fazenda Braúnas

referência em sistema de manejo e aumento da produtividade para os produtores A Fazenda Braúnas, localizada em Funilândia, Minas Gerais, sempre foi referência em todas as atividades a qual se dedicou. Tudo começou em 1989 com a importação da raça Pardo Suíço dos Estados Unidos, tornando-se uma propriedade produtora de leite até o ano de 2008, ocasião em que parou com a atividade leiteira. Foram muitos os prêmios conquistados pela Braúnas, motivo de orgulho para o proprietário Adalberto Cardoso que conquistou o título de melhor criador nacional entre 1996 e 2004. Após essa fase na criação do gado leiteiro, a Fazenda passou a dedicar-se e ser reconhecida pela qualidade de seu rebanho Brahman, muito premiado nas pistas e a partir dali vieram outros reconhecimentos e destaques. Atualmente, além de ainda estar focada na criação da raça Brahman, a Fazenda Braúnas adaptou a estrutura já existente e criou um novo projeto de manejo e de engorda de gado de corte, não apenas para animais Brahman, mas para atender

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às exigências do mercado de raças em geral e principalmente, se tornar um modelo referência de uma pequena propriedade com altos índices de lucratividade e produtividade. Ou seja, em um pequeno espaço físico, aumentar os ganhos cada vez mais, otimizando sua produção. Objetivo este que é buscado sempre pela maioria das pequenas propriedades.

Como conquistar essa maior produtividade aliada à lucratividade é o que o empresário Adalberto Cardoso contou à nossa reportagem, que conferiu de perto os processos utilizados na Fazenda Braúnas. A estrutura é enxuta, são apenas 8 funcionários: 1 gerente, 2 funcionários no manejo, 1 na agricultura, 1 no trato dos animais e 2 para serviços gerais, para cuidar dos 1200 animais da propriedade que ocupa uma área total de 400 hectares. A divisão por hectare da propriedade foi calculada na ponta do lápis por Cardoso: São 90ha de reserva ambiental, 30ha de plantação de eucalipto e 280ha distribuídos na criação e manejo do gado sendo: 17ha para lavoura de milho, 27ha plantação de cana, 150ha divididos em dois módulos de 60ha (que também foram divididos em dois módulos de 30ha cada, com quatro piquetes de 7,5ha em cada sub-módulo) e 15ha de reserva com pastagens de braquiária (MG4) para cada módulo. E mais 30ha de pas-


BR77 BRAÚNAS AGROPECUÁRIA A FAZENDA MAIS BEM AVALIADA NA RAÇA BRAHMAN!

tagem de tifton irrigados , divididos em dois módulos de 12ha (4 piquetes de 3ha) com 1 piquete de 3ha de reserva para cada módulo. Além de uma área de sequeiro de 30ha de tifton sem irrigação e 30ha de braquiária como áreas de reservas para complemento dos manejos em ocasiões especiais.

Manejo O grande diferencial do Projeto Braúnas está no manejo dos animais. O sistema é rotacionado, onde cada grupo de animais permanece no máximo quatro dias em cada piquete. O tempo de alimentação no piquete para desenvolvimento da carcaça vai depender dos objetivos de cada grupo em determinado momento. Para o sistema de alimentação à pasto existem dois módulos de 60ha cada, com plantação de braquiária (MG4) divididos em 8 piquetes de 7,5ha. Uma área total de 120 h, mais 15ha de reserva para cada módulo. Os animais ficam quatro dias em cada piquete. “ É fundamental saber o momento certo do gado entrar e sair de cada piquete, para dar tempo da reconstituição do pasto. Nesse módulo da braquiária, na rotação de quatro em quatro dias por piquete, tem-se a recomposição do pasto em 32 dias”, explica Adalberto.

Abate de animais super precoces Após 5 meses no sistema à pasto, o gado (que começa esse processo entre 6 e 7 meses

e 5 a 6 arrobas), ganha cerca de 5 arrobas e se necessário faz-se a suplementação. Após esse período, o gado vai para o confinamento, onde ficará por 3 meses para ganhar mais 6 arrobas, alimentando-se de milho (grão puro) e ração própria; um processo ainda novo no Brasil. Passado esse período ele estará com 17 arrobas pronta para o abate. O diferencial desse sistema que tem dado bastante certo na Fazenda Braúnas, é que no primeiro momento os animais tem a alimentação tradicional para bovinos ruminantes (braquiária ou tifton) e no segundo momento já no confinamento, ela passa a ser monogástrica, com a mesma características dos suínos. “ A carne desse animal terá muito mais qualidade, melhor sabor e a cor mais rosada. Fabricamos assim uma carne mais nobre”, completa o empresário. No confinamento tradicional, para abate de animais precoces, a alimentação se faz a base de cevada e silagem de milho. Adalberto conta que esse método é bastante utilizado nos Estados Unidos e depois de pesquisas, resolveu adaptar sua fazenda para esse novo projeto. “ Os custos aumentaram cerca de 20%, mas foram compensados pelo aumento na lucratividade, que foi conseqüência de um ganho na qualidade da carne produzida por nós e na produtividade que aumentou. Além isso, no manejo convencional, o tempo de alimentação à pasto é de dez

meses, no novo sistema é de cinco. Tive um ganho de 50% na produção”, comemora.

Tifton Na Fazanda Braúnas, além dos dois módulos de braquiária conforme explicado anteriormente, existe também o módulo da pastagem em tifton irrigado, com cinco piquetes de 3ha cada. Esses, são utilizados exclusivamente para os animais de elite da raça Brahman criados na propriedade. Como o tifton brota mais rápido que a braquiária (cerca de 32 dias), então essa área é mais eficiente, ficando cada animal quatro dias em cada piquete, e a reconstituição do pasto se dá em 16 dias.

Adalberto Cardoso

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O sistema na Fazenda Braúnas Equipe enxuta • 1 gerente • 2 funcionários no manejo • 1 na agricultura • 1 no trato dos animais • 2 para serviços gerais Plantel • 1200 animais Distribuição por hectare • Área total 400ha • 90ha de reserva ambiental • 30ha de plantação de eucalipto • 280ha distribuídos na criação e manejo do gado sendo: - 17ha para lavoura de milho - 27ha plantação de cana - braquiária: 150ha divididos em dois módulos de 60ha (que foram subdivididos em dois módulos de 30ha cada, com quatro piquetes de 7,5ha em cada submódulo) e 15ha de reserva com pastagens de braquiária (MG4) para cada módulo - 30 ha de pastagem de tifton irrigados, divididos em dois módulos de 12ha (4 piquetes de 3ha) com 1 piquete de 3ha de reserva para cada módulo. - área de sequeiro de 30ha de tifton sem irrigação - 30ha de braquiária como áreas reservas para complemento dos manejos em ocasiões especiais. Manejo rotacionado à pasto • Braquiária: cada grupo de animais permanece no máximo quatro dias em cada piquete. (tempo de renovação da braquiária de 32 dias). • Tifton: apenas para animais de elite Brahman: cada grupo de animais permanece no máximo quatro dias em cada piquete. (tempo de renovação do tifton de 16 dias). Confinamento • Alimentação monogástrica com grão puro de milho e ração.

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Foco O criador pontua que esse novo método de trabalho na Fazenda Braúnas transformou sua rotina e lucratividade nos últimos 3 anos. “Os tempos não são mais os mesmos. O mercado de criação de gado de elite já rendeu bons frutos aos criadores mas a situação mudou e muitas pessoas desistiram de seus criatórios. Tivemos que nos adequar a novas formas de criação e projetos inovadores que buscassem o aumento da produtividade aliado à maior lucratividade. Quem não tiver um bom projeto e foco não vai se sustentar no mercado”, completa Adalberto. Como em quase tudo na vida, novos projetos também exigem um tempo de maturação, e a Fazenda Braúnas ainda não fechou o primeiro ciclo de quatro anos para renovação de todo seu rebanho. No sistema, durante a estação de monta, há por duas vezes o processo de inseminação artificial, onde os animais que prenharem nas duas primeiras inseminações permanecem na fazenda e as que não confirmarem prenhez irão virar receptoras durante dois anos para o processo de Fertilização in Vitro. Assim, a

Fazenda Braúnas tem um processo de reposição de 25% de animais ao ano, entrando novilhas com bons resultados de prenhez e descartando as que não atenderam os requisitos estabelecidos pelo criador. A cada quatro anos, a Fazenda Braúnas estará selecionando o que tem de melhor em sua produção, um ciclo contínuo de renovação e seleção. Importante ressaltar também, que a produção BR 77 Braúnas é avaliada em 100% de seu rebanho, testado e comprovado por Programas de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) desenvolvido pela ABCZ e pelo Programa de Melhoramento Genético da Raça Brahman (PMGRB) da ANCP (Associação Nacional dos Criadores e Pesquisadores).


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Um panorama mundial da

produção de grãos José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rede Estadão

Em 2014, os dados mais recentes da FAO, relatório de 11 de dezembro, apontam para um recorde histórico com mais de 2 bilhões e 500 milhões de toneladas de grãos no mundo. São cereais, superando as estimativas, e promovendo uma oferta superior à demanda, oferecendo um percentual elevado de superávit, em torno de 25%, entre oferta versus demanda. Isto termina por ser o reflexo do aumento dos preços dos cereais nos últimos anos, com a consequente ampliação da produção, e uso de tecnologia, o que se reverte em crescimento da produtividade de cada lavoura. Estamos tendo condições favoráveis ampliadas na Europa para as lavouras, uma previsão de colheita recorde de milho nos Estados Unidos, e com mais arroz, também, no mundo, um cereal fundamental na alimentação da grande massa humana planetária.

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Mas os estudos da FAO nos alertam também para os aspectos da insegurança alimentar. E as causas das regiões onde cresce o risco de problemas de escassez de alimentos, os fatores principais determinantes são: conflitos civis, adversidades climáticas, e, enfermidades, como o vírus ebola. O local onde estão concentrados os grandes riscos alimentares do mundo é a África, com 29 países sob riscos, perante um total de 38 países nessa condição no mundo. Nos países afetados pelo ebola, os preços do arroz dispararam. Na Síria, sob guerra civil, há uma estimativa da existência de 6,8 milhões de pessoas, refugiados de países vizinhos, em risco de insegurança alimentar. O abandono das terras provocará uma diminuição substancial das colheitas,

na área. No Iraque o panorama, da mesma forma, é tétrico sob o ponto de vista da comida, devido ao conflito civil. São mais 2,8 milhões de pessoas refugiadas. Por aqui, no Brasil, seguimos com uma perspectiva de safras na faixa de 194 a 199 milhões de toneladas de cereais, dependendo do clima, de pragas e doenças e da safrinha de milho. Tétrico mesmo, no agronegócio brasileiro, está a questão do setor de cana de açúcar, onde a orientação a ser seguida pelo próximo governo irá pontuar o nível da sua sobrevivência ou decadência. A volta da CIDE para a gasolina, e a ampliação da mistura de etanol na gasolina são as duas decisões mais emergenciais, ao lado de alongamentos de dívidas das usinas, que num total, devem mais do que toda a receita prevista para o setor, ao longo de um ano. E com o petróleo a US$ 60 o barril, e nossa gasolina hoje acima dos preços internacionais, fica aí a sinuca: como aumentar o preço da gasolina sob uma realidade de diminuição dos preços? Sem dúvida, 2015 será um ano para superação.


Codornas Bobwhite Por ser muito saborosa e nutritiva, sua carne é muito apreciada. A comercialização dos ovos (in natura) é um pouco restrita, devido a sua falta de pigmentação. A coturnicultura ou criação de codornas vem sendo considerada uma alternativa interessante para aumentar a renda do pequeno produtor rural.

A Bobwhite é uma ave de caça, tímida, esquiva e conta com uma camuflagem para passar despercebida, e também pode partir em voo baixo se sentir-se ameaçada. Estas aves são geralmente solitárias ou encontradas em pares no início do ano, mas grupos familiares são comuns no fim do verão e abrigos de inverno podem ter duas dúzias ou mais pássaros em um único bando. No entanto, o habitat das codornas varia muito durante toda a sua vida. Em sua alimentação, há uma variedade de alimentos, entre os favoritos estão o milheto, trigo egípcio, sorgo e outros grãos. No entanto, codornas gostam de ervas daninhas, ambrosia e ervilhas. Naturalmente, comem insetos, gafanhotos servem como a dieta principal de Bobwhites jovens e adultos.

Colorações As codornas Bobwhites são distinguidas por uma listra atrás do olho ao longo da cabeça, em preto e marrom. A área em branco entre elas é de machos e marrom amarelado em fêmeas. O corpo é marrom, salpicada de preto ou branco em ambos os sexos, e seu peso médio é 140-170 g. Os pintos são muito pequenos, e precisam ser mantidos aquecidos por um número de dias. O canto da Bobwhite inclui uma série de assobios sibilantes. Além da cor tradicional, temos ainda outras mutações: Dourada com pigmentação preta, dourada com pigmentação vermelha e orange (preta com pigmentação dourada).

Manutenção

Não é uma espécie muito exigente e se adapta muito bem em viveiros, uma gaiola para um casal medindo 25 cm x 25 cm de área e altura de 20 cm é suficiente.

Reprodução A codorna Bobwhite é uma ótima poedeira, sua postura vai de setembro a março, podendo atingir 200 ovos por ano. O ovo é branco e pesa em média 10 a 12g. A fêmea atinge sua maturidade sexual e começa a postura com 4 meses de idade e o macho começa a cantar com 5 meses, já podem ser acasaladas. A incubação dura de 22 ou 24 dias em uma temperatura de 38° C e 70% de umidade, os filhotes nascem e pouco depois estão se alimentando sozinhos sem muito problema. Fontes: CriaçoesBobwhite (Evandro Dias), Proagri e Recanto das Aves

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Cavalo Bretão

O Bretão é uma raça de origem francesa , que vem sendo selecionada há mais de 150 anos, com o objetivo principal de servir à atrelagem , seja ela para trabalho pesado, médio ou leve, muito usada nas épocas das guerras na França, e na agricultura até a vinda da mecanização agrícola, onde substituíam os tratores com maestria. No início da década de 20 se formou o padrão mais adequado à raça, e foi criada a entidade que cuidaria de sua preservação e melhoramento até os dias de hoje, o Syndicat des Éleveurs du Cheval Breton. Com a vinda da mecanização agrícola, as funções começaram a ser diversificadas, ampliadas, algumas se voltaram para o esporte, outras para o lazer, e outros para o trabalho ainda em setores que se saem melhor que as máquinas . O Brasil começou a importar Bretões no final da década de 20 e início de 30, e a mecanização se deu na década de 70. A Associação Brasileira foi criada em 1982, e os primeiros registros começaram a ser controlados em 1989. Suas qualidades fenotípicas, seus an-

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damentos e sua docilidade, tornam hoje o Bretão uma das raças mais equilibradas para a atrelagem, para quem quer um cavalo inteligente , com disposição para o trabalho, força e de confiança. E o que encanta os criadores é depois poder usá-lo para sela, em pequenos passeios, e as fêmeas hoje têm diversas funções como produção de leite para confecção de cosméticos, medicamentos, dentre outras; e as suas mestiças para serem receptoras de outras raças menores, pela excelente habilidade materna, tamanho de útero e produção de leite. De acordo com o criador Paulo Koukdjian, criar a raça Bretão, é ter um objetivo maior que ter um simples cavalo, é manter um animal com diversas aptidões , inteligência e docilidade extremas dentro do convívio do dia a dia ou de um fim de semana, que propicia o lazer em família e o relaxamento da rotina de trabalho na cidade ou no escritório, pela atenção que eles dão ao ser humano. “São diferentes, muito dóceis e vêm sempre ao seu encontro para receber e dar

carinho. É uma raça fiel ao seu dono, que tem uma resistência incrível , uma vontade de trabalhar admirável, e uma conversão alimentar surpreendente, desde pequenos. Como já escutei de diversos criadores, criar o Bretão é ter um novo cavalo a cada 3 meses, pois o desenvolvimento deles é impressionante, assim como sua força , desde o momento que nascem até os 5 anos, quando param de crescer. E o prazer maior da criação além de ver novos produtos cada vez melhores em genética e padrão nascendo e se desenvolvendo, é dar a oportunidade para que mais pessoas possam ter um Bretão, ou começarem a criá-lo também, visto que temos um plantel pequeno aqui no Brasil, e assim preservamos, melhoramos e fomentamos essa raça incrível, com funções variadas para qualquer gosto pessoal daqueles que são apaixonados por cavalos”, conta o titular do Rancho K. Paulo comenta ainda que atualmente no Brasil existe ainda o trabalho agrícola, nas florestas e o trabalho de cargas nas fazendas, mas o forte mesmo em todo o mundo, é vê-los em atrelagens bonitas, com carruagens ou veículos de tração animal grandes, para lazer, turismo e eventos, ou em atrelagens esportivas, para as competições de diversas provas, sejam de provas de peso ou provas que exijam habilidade contra o tempo, em percursos em pistas ou em maratonas entre rios e árvores. “Na sela são bons também, mas devido ao peso e largura, são mais utilizados em apresentações e shows”, finaliza.


Crise hídrica permanecerá em pauta nos próximos anos Antonio Petzold, consultor de logística e infraestrutura de agroindústria para a Archer Consulting

Estamos em novembro e esparsas chuvas começam a cair sobre o Estado de São Paulo. Estas chuvas podem ter melhorado a qualidade do ar, mas não resolvem o problema de escassez de água nos reservatórios por todo o Estado, sobretudo no Alto da Cantareira, responsável pelo abastecimento de grande parte da capital e cidades adjacentes. Mesmo com o estado crítico de água para consumo humano, o operador do sistema elétrico – que é Federal – obrigou o Governo do Estado de São Paulo a abrir suas reservas de águas para geração de energia elétrica. As regras internacionais dizem que a prioridade da água é sempre para consumo humano. Se for assim, acho que a atual gestão do Governo Federal do País não participa da comunidade internacional e não compartilha das mesmas regras. A verdade é que este PT faz qualquer coisa para preservar seus interesses de poder e o candidato, pelo partido, ao governo de São Paulo, batia na tecla da falta de água em todo transcorrer da sua campanha. Mesmo com os problemas enfrentados pelo

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A conscientização do uso pela população também faz parte do rol de soluções governador de São Paulo, e mesmo com a campanha sórdida do PT, Geraldo Alkmin foi reeleito. O governo de São Paulo, verdade seja dita, não fez nada desde 2011, data na qual alguns peritos já vislumbravam o risco dessa crise hídrica, para enfrentar essa estiagem que abateu toda a região Sudeste, incluindo o Estado. Segundo algumas fontes que consultei da própria Sabesp, para voltar ao nível normal, o sistema Cantareira precisará de três anos de períodos normais de chuva para sua recuperação. Temos que desenvolver outra solução para este problema. Além das chuvas, faz-se necessário a ampliação dos sistemas chamados de reuso (a água que antes ia para o esgoto, é tratada e reutilizada para lavagem geral). Ou seja, a água do chuveiro e do lavatório deve ser recuperada e tratada para ser usada como água de descarga de privada, água para lavagem de pisos, de carros, etc. Também existem outras soluções que lançam mão da tecnologia para

proporcionar economias visíveis. Nesse quesito, apenas para efeito de comparação, enquanto algumas privadas no Brasil usam de 18 a 22 litros de água a cada acionamento da descarga; no Japão, o consumo é de apenas 3 litros por descarga. As empresas que usam água para resfriamento, lavagem e outros serviços também necessitam usar circuitos fechados com retirada de resíduos e reuso da água. Com um menor consumo de água por habitante, o descarte de água e esgoto também será menor, o que facilita o tratamento desses resíduos e deve permitir uma melhor conservação dos sistemas hídricos. Mas tudo isso só será possível se a população mudar sua consciência sobre o uso da água e o governo investir pesadamente na captação e armazenamento de água. E para isso, uma crise de pelo menos três anos de escassez de água vai servir para mudar a consciência de muita gente sobre o seu uso.


Laboratório LinkGen,

pioneirismo na área de biotecnologia O Laboratório LinkGen Biotecnologia iniciou suas atividades em 1996, sendo pioneiro na realização de exames usando a técnica de DNA para a verificação de vínculo genético na área veterinária na América do Sul. “Em 1996, no Brasil, muita atenção era dada ao teste de DNA na área humana e como no exterior o teste já estava sendo usado na área veterinária, surgiu a ideia de atuarmos neste segmento no qual a comprovação de vínculo genético era feita por tipagem sanguínea, um teste bem menos preciso do que a técnica de análise do DNA”, comentou Sergio Paulo Bydlowski, sócio da empresa. A LinkGen iniciou um trabalho de divulgação do serviço, mostrando que pela sua melhor precisão, esta técnica proporcionava resultados mais confiáveis. “A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Quarto de Milha se interessou e introduziu, no início de maneira tímida, o teste de DNA para a verificação de parentesco em casos onde a paternidade não era comprovada, por exemplo, a não informação da data de monta. Consideramos este início nossa maior conquista. Não foi um trabalho fácil. Vencer as resistências naturais a qualquer mudança foi nosso maior obstáculo”, completou Cynthia Rachid Bydlowski também sócia na empresa. Algum tempo depois, por volta do ano 2000, o Ministério da Agricultura (MAPA)

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iniciou os trabalhos para a normatização do teste de DNA na área veterinária e em 2004 foi publicada a Instrução Normativa. Desde então, os laboratórios que pretenderem atuar nesta área devem ser credenciados pelo MAPA, sendo que o laboratório LinkGen foi credenciado em 2006. “Outras instruções normativas foram publicadas, sendo que a última em 13 de dezembro de 2013 introduziu atualizações que cumprimos no prazo estipulado e estamos nas etapas finais da acreditação pelo Inmetro, um avanço que esta última instrução trouxe. Assim, nosso credenciamento foi renovado em 10 de julho de 2014”, explica outro sócio e diretor Alberto Hiroyuki Tomiyama. Desde o seu início, o laboratório preocupa-se com sua base científica- tecnológica, tendo já realizado quatro projetos de pesquisa com o apoio da Fapesp (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo). Estes projetos visam um aprimoramento da técnica, assim como o desenvolvimento de novos testes para serem oferecidos aos clientes. Atualmente, a empresa conta com uma equipe de profissionais altamente especializados, promovendo sempre um bom ambiente de trabalho. Para a realização dos testes são usados equipamentos importados de última geração. “Trabalhamos para oferecer alta qualidade técnica e

de atendimento aos nossos clientes, associações e criadores interessados na identificação genética e outros testes genéticos. A identificação é necessária para o Registro Genealógico e também agrega valor na comercialização do animal. Nosso atendimento é personalizado: para nós cada cliente é único”, finaliza Cynthia. O laboratório LinkGen realiza o exame de Genotipagem (perfil genético) para a verificação de parentesco em equinos, bovinos, ovinos e caprinos. Assim como testes para verificar a presença de genes: Para doenças genéticas: HYPP em Equinos, BLAD, DUMPS, CITRULINEMIA e deficiência de fator XI em bovinos. Para cor de pelagem em equinos: Homozigose para tobiano, preto e tordilho. E o mais recente, sexagem de aves e genotipagem para comprovação de parentesco de aves e cães.


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Importância de rações proteicas

para abelhas Apis mellifera Msc. Aline Patricia Turcatto, Laboratório de Biologia e Genética de abelhas - APILAB Departamento de genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP

As abelhas necessitam em sua alimentação de nutrientes como: proteínas, carboidratos, minerais, lipídios, vitaminas e água para seu pleno desenvolvimento, manutenção, reprodução e longevidade. Esses nutrientes na natureza são encontrados no néctar, pólen e água, sendo que o néctar coletado pelas forrageadoras satisfaz o requerimento de carboidratos enquanto o pólen satisfaz o requerimento de proteínas, minerais, lipídeos e vitaminas (Herbert, 1992). Alguns fatores como

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crescimento e manutenção das colônias são controlados, entre outros, pela quantidade de alimento disponível na natureza (Amdam e Omholt, 2002) além da capacidade produtiva e reprodutiva que também está relacionada com a eficiência nutricional (Couto, 1998). A deficiência desses nutrientes compromete o desenvolvimento da colônia, diminuindo assim o tempo de vida destes insetos e favorecendo o estresse e o aparecimento de doenças, assim como a capacidade produtiva da colônia. Nesse sentido, a cada dia no Brasil, cresce a preocupação de pesquisadores e apicultores em relação às questões que envolvem a alimentação artificial suplementar para as abelhas A. mellifera, já que em

algumas regiões do Brasil, devido ao clima, alguns apicultores perdem cerca de 50% de suas colônias devido à falta de recursos alimentares na natureza. Atualmente no Brasil, devido à grande destruição das áreas verdes para o cultivo principalmente da cana-de-açúcar, em algumas regiões, a carência de pólen tem se tornado um grande problema, pois a apicultura por ser uma atividade dependente dos recursos naturais, apresenta oscilação de produção de acordo com as condições climáticas e ambientais de cada região (Cremonez, 1996). Assim, apesar da diversidade da flora apícola no país, devido ao seu tamanho encontramos diversas realidades nutricionais. Por conseguinte, todo


ano os apicultores perdem uma grande parte das suas colônias, que abandonam os apiários em busca de novos pastos no período de escassez alimento. (Freitas, 1991; Lima, 1995). Sendo assim, na ausência de floradas, quando a reserva de alimento na colônia é insuficiente, é aconselhável o fornecimento de uma alimentação artificial em forma de ração para as abelhas (Azevedo-Benitez e Nogueira-Couto, 1998). Muitos apicultores elaboram suas próprias rações, com produtos regionais e mais baratos. Mas a maioria das rações tem em sua composição ingredientes proteicos facilmente encontrados, como farelo de soja, levedura de cana-de-açúcar, levedura de cerveja, farelo de arroz, albumina e outros. Essas rações devem ser elaboradas em ambiente limpo, para não ter contaminação, além disso, o cuidado com o armazenamento é importante para garantir a viabilidades das mesmas. Mas um grande desafio para pesquisadores e apicultores que desenvolvem essas rações é deixar essas rações atrativas

Receita das rações Ração 1: 500g Extrato de soja 170g de Albumina 330k Açúcar 1,5 L Água

para as abelhas consumam essas rações. Muitas rações, principalmente nos E.U.A são comercializadas, aqui no Brasil na maioria dos casos são os próprios apicultores que preparam essas rações de acordo com sua necessidade. Testes realizados pelo grupo de nutrição de abelhas, coordenado pelo Prof. Dr. David de Jong no departamento de genética USP, mostraram que colônias alimentadas com as rações tiveram um melhor desempenho em relação às colônias que não foram alimentadas com as rações e, dependiam apenas dos recursos naturais. Alguns dos parâmetros utilizados para avaiar os benefícios das rações par as abelhas foi avaliar a quantidade de cria e o peso das colônias, e os resultados mostraram uma aumento tanto na área de cria, quanto no peso das colônias ali-

Ração 2: 258g de levedura-de-açúcar 258g de extrato de soja 145g farelo de arroz 258g Açúcar 1,43 Litros de Água mentadas com as rações. durante 45 dias. Além disso foram avaliados os níveis de proteínas na hemolinfa(sangue da abelha) de abelhas operárias adultas durante esse período e podemos observar um maior nível de proteínas na hemolinfa das abelhas que consumiram as rações. Esses resultados mostram que o fornecimento dessas rações é importante para a manutenção dessas colônias, diminuindo as perdas dos apicultores em períodos de escassez alimentar. Depois de pronta a massa, pode ser envolvida em papel manteiga e pesada. Podem ser fornecidas 200g de ração para cada colônia até duas vezes por semana. E podem ser armazenadas em geladeira por até 30 dias. As rações são fornecidas sobre os quadros, em cima da área de cria da colônia, para facilitar o acesso das abelhas à ração.

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Campolina Marchador: mais uma Nacional de tirar o chapéu Cerca dez mil pessoas visitaram o Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG), durante a 34º Semana Nacional do Cavalo Campolina, que ocorreu entre 8 e 18 de outubro. O evento contou com 130 expositores e quase 500 cavalos nos concursos de marcha e morfologia. Participaram criadores de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Distrito Federal e também de Alagoas, Espírito Santo e Ceará, onde a raça ainda é pouco conhecida. Mais importante do que cifras, os remates aproximaram novos criadores e usuários. Já as provas funcionais reuniram quase 90 animais montados, dos mais experientes aos mais jovens. A participação desse último grupo, em especial, vem aumentando ao encontrar um ambiente mais competitivo. O mercado também presenciou uma das maiores premiações do mundo equestre, com a distribuição de 13 carros e 7 motos avaliadas em R$ 300 mil. Os primeiros dias da mostra foram reservados para a admissão dos animais na Gameleira. O evento foi lançado oficialmente no dia 10 de outubro (sábado), mas na sexta-feira, os tratadores curtiram

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a “Festa do Peão”, um reconhecimento da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina (Campolina Marchador), aos quais também desempenham papel fundamental na perpetuação da raça. Estudos científicos sugerem que a genética representa apenas 30% de um campeão. O restante decorre de fatores externos, como a nutrição, a sanidade, a doma e os tratos que são submetidos. Mesmo com tantos exemplares em pista, os dez jurados escolhidos para comandar o julgamento fizeram um trabalho considerado exemplar pela diretoria da associação. Divididos em dois grupos, um avaliando andamento e o outro a morfologia, atenderam clamores de associados que desejavam julgamentos mais criteriosos. Da mesma forma que nas Olimpíadas, maior e menor classificação eram desconsideradas. Também entrou em vigor o regulamento antidoping para as exposições nacionais da raça, adaptado em parceria com o professor Eustáquio Braga, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), nos moldes da Federação Equestre Internacional (FEI).

Pela beleza e marcha cômoda, campolinistas transformam raça em referência de cavalo completo; exposição marca nova era A programação social teve início no dia 16 de outubro, com a confraternização dos criadores e a promoção do II Leilão Nacional Explosão de Qualidade. Joel Bastos Garcia, da Fazenda Chaparral, em Cachoeiras do Macacu (RJ), recepcionou 500 convidados. A comercialização de 40 lotes resultou no faturamento de R$ 523.900,00, com destaque para Oca do L.P.D., vendida pelo convidado Luiz Pacheco Drumond, do Haras L.P.D. É uma filha de Jacuí da Maravilha em Flecha de Santo Amaro e foi vendida por R$ 105.400,00 para Aylton Bernardino de Almeida. No dia 17 de outubro, Charles Marx, do Haras Chiribiribinha, de Duas Barras (RJ), promoveu o segundo leilão da Nacional. Para celebrar 27 anos de criação, ele apartou 36 lotes, a maioria filhas de Neruda do Chiribiribinha, pai de vários campeões nacionais, sétimo do livro de elite da raça. E para finalizar, o tradicional Leilão Raça Campolina Sun Shine, realizado pelos haras SantAnna, Top, Campanário, J.H.R, Campolina das Marias, Jaicurê, TK, Capibaribe, Anjos, R3M e Camparal. Juntos, leiloaram 49 lotes por R$ 1.259.840,00. Este foi o leilão que atingiu o maior faturamento da Nacional, e nele também saiu uma venda por R$ 105.400,00, Haila da Hibipeba, comprada por um campolinista carioca.


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Meio ambiente

IMPLEMENTAÇÃO DO CÓDIGO FLORESTAL SÓ ACONTECERÁ COM INCENTIVOS ECONÔMICOS PARA PRODUTORES O Observatório do Código Florestal (OCF) convidou especialistas do governo, do mundo acadêmico e da sociedade civil para mostrar o que está em estudos e iniciativas pioneiras que podem ser ampliadas para auxiliar na implementação do Código Florestal e na regularização ambiental efetiva dos imóveis rurais. Em vigor há dois anos e meio, o Código até agora não teve criados ou regularizados os incentivos econômicos previstos em seus artigos 41 e 50, com a finalidade de estimular os proprietários rurais a conservarem suas florestas ou buscarem restaurar, regenerar ou compensar os desmatamentos ilegais ocorridos em suas propriedades. “A ausência da implantação dos incentivos prejudica a aplicação da própria lei”, afirma Andréa Azevedo, Diretora de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), membro fundador do Observatório do Código. “Precisamos

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conhecer as dificuldades para a implementação enfrentadas no campo e oferecer sugestões que ajudem a tirar o Código Florestal do papel,” argumenta Azevedo. Até agora, prevalecem as medidas de punição, sem pouca ou quase nenhuma oferta de benefícios econômicos que premiem quem já preserva mais do que a lei exige, além de atrair os que gostariam de aderir a práticas de conservação. Os incentivos, em forma de isenções ou reduções tributárias, linhas de crédito com juros menores e boas práticas na agropecuária que aumentam a produtividade e reduzem os danos ao meio-ambiente, formam um capítulo bastante amplo do Código. Mas ainda são aplicados timidamente, no caso da linha de crédito diferenciada para agricultura de baixo carbono e da isenção de Imposto Territorial Rural (ITR) para áreas de Reserva Legal (percentual de vegetação nativa obrigatório em cada

propriedade) e de Preservação Permanente (APPs). “Se há consenso sobre a importância dos instrumentos econômicos e sua complementaridade às ações de fiscalização e controle ambientais, então é preciso aplicá-los”, defende Laurent Micol, Coordenador-Executivo do Instituto Centro de Vida, em Mato Grosso. O governo estima que haja 5,2 milhões de propriedades rurais no país e pelo novo Código Florestal todas devem estar com seu Cadastro Ambiental Rural realizado em maio de 2015. As propriedades com mais de quatro módulos fiscais que tiverem déficit de vegetação nativa em APPs ou menos Reserva Legal do que o exigido em lei vão precisar assinar um termo de compromisso com a autoridade ambiental estadual e iniciar o reflorestamento, regeneração ou compensação da vegetação nativa. Um estudo calcula que este passivo de florestas no Brasil seja de 23 milhões de hectares.


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Projeto que proíbe abate de chinchila

pode colocar atividade em risco A criação de chinchilas no Brasil é considerado um negócio seguro para os investidores. O país é o segundo maior no ramo, atrás apenas da Argentina. Com o crescimento do segmento ‘pet’, hoje a procura é muito maior do que os animais existentes. O chinchila é o terceiro animal de estimação mais procurado, e possui boas características para o convívio doméstico: adoece pouco, vive cerca de 15 anos e é de fácil trato. Outro mercado que é bastante explorado são as vendas de pele dos animais, que rendem bons lucros aos criadores. Mas a criação dessa espécie está sendo ameaçada no estado de São Paulo. O projeto de lei (PL 616) de autoria de Feliciano Filho (PEN) sancionado pelo Governador Geraldo Alckmin (PSDB), proíbe o abate da chinchila para o comércio de sua

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pele no Brasil. A lei visa preservar os animais usados na indústria de casacos e acessórios como coelhos, raposas, visons, focas, coiotes, esquilos e principalmente chinchilas. De acordo com Carlos Perez, presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Chinchila Lanígera (ACHILA), hoje o mercado movimenta entre 15 e 20 milhões de dólares por ano e existem cerca de 1000 criadores de chinchilas no Brasil, sendo 600 no estado de São Paulo com plantel de cerca de 50 mil animais. Perez pondera que a lucratividade do negócio de chinchilas no país não vem exclusivamente da carne, mas também da venda de filhotes, gordura, pelo e rabo. “ Nosso preocupação é aprovarem um projeto eleitoreiro, sem nenhum fundamento científico, nenhuma prova de maus tratos e que tem na sua justificativa

só mentiras. É assustador saber que um deputado mal intencionado consegue fazer passar pela Assembléia e pelo executivo, uma lei que iria prejudicar centenas de produtores rurais paulistas só com o poder da palavra. As razões dele para fazer o projeto são facilmente refutadas tecnicamente. A criação de chinchila é uma atividade do agronegócio como qualquer outra, podendo assim, ser o ponto de partida para terminarem com outras criações”, finaliza Perez. Segundo a Associação, a atividade é regulamentada pelas associações estaduais, Nacional e o Conselho Mundial de Chinchilas que orientam e fiscalizam o bem estar dos animais. O responsável pela introdução da criação de chinchilas no Brasil foi o próprio Perez, que nasceu na Argentina em meio a uma criação familiar.


Rambutão,

a delícia do Pacífico O rambutão (rambutan ou rambutã) é uma fruta exótica originaria do sudeste asiático também conhecida como Delícia do Pacífico. É semelhante à Lichia tanto na aparência como no paladar, pois pertencem a mesma família Sapindaceae. O rambutão é o fruto da rambutaneira (Nephelium lappaceum), uma árvore tropical de tamanho médio, que se julga ser nativa do Arquipélago Malaio. O rambutão é um fruto comestível, muito abundante no Sudeste Asiático, sobretudo na Tailândia. É de cor vermelha (podendo raramente apresentar também cor amarela ou alaran-

jada), com uma casca dura revestida de “espinhos” tenros, assemelhando-se a pequenos ouriços. O seu interior é carnudo, com uma polpa translúcida de cor rosada, de sabor doce e ligeiramente ácido. Contém apenas uma semente (caroço), de cor acastanhada, tóxica, pelo que nunca deve ser consumida com a sua polpa. O seu interior é muito semelhante aos frutos longan e lichia porém os frutos são maiores que os da Lichia, suas sementes menores, possuem casca firme cobertas com pelúcia macia e coloração vermelho carmim. Sua polpa é doce, pouco ácida semelhante à uva po-

dendo ser utilizada em conservas e sucos, aceita também congelamento mantendo as características originais. Dentre seus princípios ativos estão, saponinas, taninos e alcalóides de semente que auxiliam na redução da taxa de colesterol e triglicerídeos sanguíneos, efeito imunogênico, redução da produção de amônia e controle de parasitas. Além disso, o Rambutan contém vitamina C, carboidratos, proteínas, cálcio, fósforo, potássio, ferro e vit. B3. O extrato da raiz é comumente utilizado para tratar febre e as folhas para aliviar as dores de cabeça.

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BEBIDAS

Cachaça Batista A Cachaça Batista foi fundada por José Batista de Oliveira em 1943, em Sacramento (MG), cidade situada no Triângulo Mineiro, fazendo divisas com o Parque Nacional da Serra da Canastra. Na época, em plena guerra mundial, com o Brasil em crise na produção de açúcar, José Batista cultivava em sua fazenda cana que era utilizada na fabricação de rapaduras para suprir a falta de açúcar. Foi, então, que José Batista teve a idéia de testar fermentar e destilar o caldo feito das rapaduras, iniciando ali a produção da bebida que se tornaria uma lenda na região. Em 1958 produzida pela “Batista e Cia Ltda”, a marca, na época nomeada “Caninha Batista”, ganhou a famosa logomarca da estrela - remetendo ao slogan “a estela das Gerais,” encantando paladares até 1974, quando encerrou suas atividades. Hoje, pouquíssimas garrafas são guardadas como jóias raras na coleção de poucos. Ao completar 90 anos, o Sr. Zé Batista confessou ao genro o desejo dele continuar o seu trabalho. Marco Antônio Afonso Mota aceitou o desafio e perpetuou o sonho do sogro. Com ele herdou os segredos e técnicas de como fazer uma boa cachaça: a Cachaça Batista. Em 2008, com entusiasmo e um aguçado espírito empreendedor, Marco An-

Marco Antonio e Bruno Zille

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tônio e o filho Marco Elísio construíram na “Fazenda Boa Sorte” a nova fábrica da Cachaça Batista. Revivendo assim a tradição regional de mais de 70 anos. Hoje, a fábrica tornou-se um empreendimento que honra a tradição da marca e projeta um novo ciclo para sua permanência num cenário francamente receptivo à cachaça de alambique brasileira. Um dos diferenciais de qualidade da Cachaça Batista está no terroir da região, com a mata preservada no entorno da fábrica, o solo e condições climáticas favoráveis ao cultivo da cana e à fermentação – tradicionalmente mantida com fermento “selvagem” ou “caipira” – tornando possível o resgate de características originais da produção da cachaça e propiciando aromas desejáveis ao destilado. Tradicionalmente, a destilação é realizada em alambiques de cobre e o destilado repousa então em barris de carvalho especiais, cuidadosamente selecionados. Os principais produtos da empresa são a cachaça prata: sem envelhecimento em madeiras, permanece descansando em tanques de aço inox por no mínimo 1

ano. A edição ouro: envelhecida em barris de carvalho selecionados por período médio de 1,5 ano. O blend final possui toque de tonéis de jequitibá. E a linha Premium: que será lançada no inicio de 2015, possui envelhecimento maior em barris de carvalho primeiro uso e tosta controlada. É um produto bastante promissor, possui total controle de rastreabilidade da produção certificados pelo Inmetro e os barris utilizados terão controle disponível on line no site da Cachaça Batista. Toda a tradição da Cachaça Batista, em 2014 alcançou novos ares e foi feito o primeiro embarque internacional. “Uma empresa tradicional Européia estava à procura de cachaça de alto padrão de qualidade. Fomos um dos solicitados a enviar amostras, que foram rigorosamente analisadas e avaliadas sensorialmente. No fim fomos selecionados e firmamos parceria com a empresa que é uma das primeiras a visualizar o potencial e investir no mercado de cachaça de alta qualidade. Além da exportação recente, estamos em fase avançada de negociações com dois grupos nos EUA e um no leste Europeu”, finaliza Bruno Zille.


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automóveis

Honda Vezel

Anunciado como um veículo a ser fabricado no Brasil, já na apresentação como carro-conceito, em janeiro de 2013, o Honda Vezel tornou-se um dos lançamentos mais aguardados dos últimos tempos. A expectativa cresceu não só pelo interesse que SUVs compactos despertam nos brasileiros, como também pelo tempo de espera entre o anúncio e a chegada (ainda oficialmente indefinida) do carro às lojas. O Vezel foi a principal atração da Honda no Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro deste ano, mas a previsão é de que suas vendas comecem somente no fim do primeiro trimestre de 2015. Para diminuir a ansiedade, a revista Quatro Rodas foi até o Japão conhecer o carro e contar o que o consumidor encontrará por aqui. A revista Mercado Rural, publica nesta edição, alguns trechos da reportagem. O texto é de Paulo Campo Grande e a versão na íntegra pode ser conferida no site da Quatro Rodas. No Japão, onde foi lançado no fim de 2013, o Vezel tem posicionamento de produto premium (com preços acima da média do segmento). No Brasil, ficará no patamar de seus concorrentes, que hoje são Ford EcoSport e Chevrolet Tracker - em breve haverá outros, como Peugeot 2008 e Renault Captur, para citar apenas os que chegam mais cedo. Ainda não dá para falar em preços, mas sabemos que o Vezel será um pouco mais caro que o EcoSport. Sua versão básica custará tanto quanto uma intermediária desse rival. Podemos esperar que sua versão de entrada fique entre 60000 e 70000 reais. O

Vezel terá três ou quatro configurações (algo como CX, LX, EX e EXL). Nesse momento, a fábrica ainda faz contas, mas sabe que deve ter preço atraente para atingir o volume pretendido de 3 000 unidades/mês. Apesar de usar a mesma plataforma do pequeno Honda Fit, o Vezel é mais encorpado e parece até dono de uma distância entre-eixos maior. Por dentro, ele lembra o irmão maior, o Honda CR-V. O espaço do motorista é delimitado pelo console. Mas, ao abrir a porta traseira, a gente se surpreende com a área disponível nas três dimensões: comprimento, largura e altura. O porta-malas tem 400 litros de capacidade, 36 litros a mais que o do EcoSport e 94 litros acima do que cabe no Tracker. E, assim como o Fit, o Vezel tem bancos modulares, que permitem o uso versátil da cabine. Ao assumir o volante, o que chama atenção são os materiais de acabamento, com destaque para as partes em preto brilhante, com frisos cromados, presentes desde a versão básica, no Japão, mas ainda não confirmadas para o Brasil. O console central é digno de nota: ele é plano, elevado até a altura dos bancos e tem um discreto porta-objetos na parte de baixo, com entradas 12V, USB (duas)

e HDMI (pelo menos na versão japonesa). Por causa da diferença de posicionamento, nosso Vezel terá acabamento de modo geral mais simples do que se vê nas fotos. Também será menos equipado. Pode mudar, por exemplo, o revestimento interno das portas (de tecido) e as maçanetas externas (de alumínio, enquanto as do Honda Civic nacional são de plástico cromado). Entre os equipamentos, o ar-condicionado, que no modelo japonês tem tela de controle sensível ao toque, e o freio de emergência autônomo são itens que devem ser suprimidos ou substituídos por aqui. A versão asiática conta com freio a disco nas quatro rodas, mas para mantê-lo abaixo dos 70000 reais a marca pode optar por usar disco na frente e tambor atrás, como a maioria dos rivais comercializados no Brasil. Pelo que vimos, o Vezel deverá agradar o consumidor brasileiro. E a Honda aposta alto nesse modelo. Para satisfazer o mercado, ela pode até mudar a denominação do carro. Desconfiada de que existe o risco de o nome Vezel não agradar. Agora é só esperar.

Fonte: Quatro Rodas

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turismo

Porto de Galinhas

Summerville Beach Resort Muro Alto, uma das praias mais paradisíacas do litoral brasileiro e, até o ano de 2000, totalmente virgem, foi eleita na época por Pontes Hotéis & Resorts, para instalar o Summerville Beach Resort com padrão cinco estrelas de hospedagem e excelência no atendimento. A deslumbrante beleza deste trecho do balneário de Porto de Galinhas, no Litoral Sul de Pernambuco, foi determinante para a escolha do local do novo empreendimento da rede pernambucana. O primeiro resort de porte internacional de um dos balneários mais badalados da Costa Dourada do Nordeste brasileiro, o Summerville ocupa uma área verde de cerca de 70 mil m², perfeitamente integrado à paisagem composta por coqueiros, mata atlântica, mangues, além de ficar à beira-mar e ter uma imensa piscina natural formada por arrecifes a sua frente. Por sinal, o nome “Muro Alto” se deve justamente ao paredão de arrecifes que margeia esse trecho da praia. Na época da sua construção, instituições ligadas ao meio ambiente foram consultadas a fim de preservar o ecossistema da região. E essa preocupação está presente no dia-a-dia do funcionamento do resort. Dessa forma, o Summerville executa ações para a manutenção de espaços preservados, localizados nas propriedades da

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empresa. Além disso, a rede hoteleira adota uma série de medidas que diminuem a poluição e contribuem com a preservação da natureza. A exemplo dos melhores do mundo, o Summerville possui uma completa área de lazer, um bem estruturado centro de convenções, acomodações confortáveis e total infraestrutura para hóspedes de todas as idades.

INFRAESTRUTURA O Summerville Beach Resort tem a estrutura ideal para quem deseja relaxar, está de férias ou viajando a negócios. São 202 unidades habitacionais distribuídas em apartamentos e Suítes, além de Bangalôs, que podem abrigar mais de 600 pessoas, oferecendo total privacidade e conforto. Todas as acomodações têm varanda com vista para o mar, piscina ou coqueiral e estão equipadas com TV LCD, ar-condicionado central com controle individual, acesso a internet rápida, cofre digital, frigobar, secador de cabelos e espelho de aumento. As Suítes possuem sala de estar com mini-cozinha americana e forno micro-ondas. Quadras de tênis, beach soccer e vôlei de praia, campo de futebol de areia. Pista de cooper, fitness center, além de sauna seca e

a vapor, são algumas opções encontradas neste paraíso. Também o mini-golf - para a prática de golfe com tacadas de curto alcance, sala de leitura e salão de jogos que têm conquistado a cabeça da meninada sob os cuidados do Clubinho Summerville. A praça para shows com capacidade para até 1.000 pessoas tem sido um diferencial, assim como boate, bares, restaurantes e uma piscina de 2.300 m² de espelho d’água, com áreas para crianças e adultos. Isso sem falar do bar Cortina D’água, os decks molhados, hidromassagem ao ar livre, cascatas e ilhas com jardins tropicais. Tudo faz parte da imensa área de lazer, na qual a infraestrutura, somada às atividades esportivas e aos serviços de recreação, proporcionam aos hóspedes dezenas de opções de entretenimento. O Summerville ainda conta com atrações como o toboágua instalado na piscina de 2,3 mil metros de espelho d’água.

EVENTOS O Summerville também é o local perfeito para a realização de congressos, reuniões, festas, coquetéis e, principalmente, convenções de grandes empresas. O Centro de Convenções com capacidade para mais de 2 mil pessoas é composto por


nove salas, foyers e espaços para coffee-break. O salão principal, com pé direito de 5,74 metros e sem colunas, pode receber 1.100 convidados de uma só vez. Reservado, o bloco de eventos é totalmente independente e possui cerca de 3 mil ². O resort ainda conta com um pavilhão para exposições e feiras com 400 m². A área tem pé direito de 5,40 m e tem capacidade para abrigar stands e espaço para exposição de produtos de grande porte.

ESPORTES & LAZER A programação de esportes e lazer do Summerville é uma das mais completas da hotelaria brasileira. No Fitness Center, além de aparelhos de musculação, sauna seca e a vapor, o hóspede também pode participar de aulas de alongamento, ginástica e dança, que são monitoradas por profissionais especializados. Já na piscina, aulas de hidroginástica e atividades de entretenimento são ministradas ao menos duas vezes ao dia. Jogos aquáticos, vôlei de praia, futebol de areia, e arco e flecha também fazem parte da programação.

Gincanas, torneios, jogos, entre outras atividades, integram a programação esportiva. Já a recreação infantil é baseada em brincadeiras interativas, que têm como objetivo desenvolver a criatividade e a sociabilidade das crianças. Oficinas, que estimulam a coordenação motora, criatividade e outras percepções em desenvolvimento, além de programações que despertam a consciência ambiental e ecológica, como caminhadas pela praia e visitas ao manguezal, fazem parte das brincadeiras de caráter educativo. A horta também é cenário de atividade que, além de ensinar como cuidar de uma plantação, ajuda a criança a conhecer verduras, frutas e folhas, como também, proporciona a vivência das etapas da semente à colheita.

Outros espaços que são motivos de deleite dos hóspedes são os spas. Com ambientes específicos para adultos e, outros para crianças, o Summerville oferece, com custo a parte, tratamentos e serviços especiais. Projetados especialmente para proporcionar experiências renovadoras e revitalizantes, o atendimento a adultos pode ser feito em salas de massagem, individual, com banheira, ou dupla (para casais ou familiares), com jacuzzi, que possibilitam banhos relaxantes. Duas tendas com vista para o mar e caminho das pedras, para reflexologias naturais (massagem nos pés), ao ar livre, também fazem parte da estrutura. Toda a ambientação foi especialmente preparada em todos os detalhes para causar o relaxamento através de todos os sentidos.

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seção pet

Galo Índio Gigante Os Índios Gigantes são aves popularmente conhecidas como o “Nelore” das aves caipiras e têm sido cada vez mais adquiridas por pequenos produtores rurais que tem como objetivo melhorar o seu galinheiro e ou criar aves exóticas. As aves são resultado de melhoramento genético que foi realizado pelo cruzamento de diferentes raças, com base na herança de genes transmitida pelos galos de briga. Em Minas Gerais, situada na fazenda São Sebastião, zona rural de Baldim, a apenas 80 quilômetros de Belo Horizonte, com uma estrutura diferenciada encontra-se a criação do Galo Gigante. Considerada a melhor da região, é uma espécie de granja que está se especializando na criação de aves da raça Índio Gigante. Com a origem intimamente ligada aos criatórios de aves combatentes, os produtores rurais e criadores perceberam que essas aves poderiam também ser aproveitadas como linhagem de corte, em função de suas características desejáveis como massa muscular avantajada, resistência e rusticidade e assim elas tiveram grande aceitação

entre os criadores de aves caipiras. As aves podem medir aproximadamente 1 metro de altura, da ponta da unha do dedo maior à ponta do bico. Aos 130 dias de vida podem estar prontas para o abate e o seu peso pode variar de 2,5 quilos (fêmeas) a 3 quilos (macho). De acordo com a forma como as aves são criadas os machos adultos podem alcançar um peso de até oito quilos. Além disso, são ótimos exemplares de aves ornamentais por exibirem grande porte e beleza, devido às suas penas sobrepostas e com ampla variedade de cores. A produção das aves da raça Índio Gigante em Baldim é simples, porém mantém um alto padrão de qualidade, desde a reprodução de aves até o setor de recria e crescimento do plantel. Todas as atividades do Galo Gigante passam por um rigoroso controle de qualidade para assegurar que cada ovo, pintinho, frango e galo, estejam dentro dos padrões estabelecidos pelo mercado. A produção tem acompanhamento veterinário e os funcionários são treinados e capacitados para o manuseio das aves a administração da produção. As aves são separadas em boxes ou pi-

quetes, e na fazenda foram criados vários setores onde toda a produção das aves é organizada: setor de reprodução, incubação e nascimento, cria, recria e crescimento, seleção e vendas. Em cada setor acontece um procedimento adequado para garantir o cuidado e a qualidade das aves criadas. Todo o trabalho de produção e desenvolvimento genético do Galo Gigante é baseado em 3 pilares: Qualidade, Controle e Processos. A cada dia essa pequena produção rural está sendo mais conhecida e procurada.


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criações exóticas

Lou Lou, Sawidi, Imbi seu filhote e Leon

Gorilas

Minas Gerais é um estado privilegiado quando o assunto é a criação de gorilas, pois é no Jardim Zoológico de Belo Horizonte que estão as únicas espécies da América do Sul. Os atuais cinco moradores do zoológico mineiro da espécie Gorilla gorilla gorilla (Gorila da Planície Ocidental) são: o macho “Leon”, nascido em 1998, que chegou em Belo Horizonte em 2013, procedente da Espanha; a fêmea “Imbi”, nascida em 2000, mas chegou ao zoológico em 2011, procedente do Reino Unido; a fêmea “Lou Lou”, nascida em 2004, que uniu-se ao grupo em 2013, procedente do Reino Unido; o macho “Sawidi”, nascido em agosto deste ano, filho de Lou Lou e Leon e o caçula do grupo, que ainda não tem nome definido, nascido em 10 de setembro, filho de Imbi e Leon. Sendo estes dois filhotes, as únicas reproduções ocorridas no Brasil de gorilas. Para a conservação dessa subespécie, o nascimento dos filhotes na Fundação

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Zoo-Botânica de Belo Horizonte representa uma vitória, ainda mais se considerarmos que se trata de uma subespécie que segundo a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas é considerada criticamente em perigo” e que no ano de 2013 foram registrados apenas 28 nascimentos nos zoos espalhados pelo mundo. Além disso, sabe-se que quanto maior a diversidade genética da população em cativeiro – “ex situ” – maior é a chance de sucesso dos programas de conservação em ambiente natural – “in situ”, que prevê inclusive a reintrodução de alguns desses animais. Os gorilas vivem em grupos constituídos por cinco a trinta indivíduos, entre jovens imaturos, fêmeas e seus filhotes, liderados por um macho adulto dominante. Este é facilmente reconhecido por apresentar as costas cinza-prateadas, denominado “silverback”. A liderança é conseguida graças à sua experiência e suas habilidades em proteger o grupo e não somente por causa de

sua força. Esses animais quando atingem a maturidade, tanto machos quanto fêmeas, saem do grupo no qual nasceram. Os machos podem formar grupos de solteiros ou andar solitários até encontrar fêmeas para constituir seu próprio grupo. Para as fêmeas, essa migração se dá por volta dos oito anos e para os machos a partir dos 11 anos. A manutenção de gorilas em zoológicos, assim como de outras espécies ameaçadas de extinção, é fundamental para os projetos de reprodução e reintrodução das espécies na natureza. Através dos programas educativos desenvolvidos com seus visitantes, os zoos promovem a formação de cidadãos sensíveis e comprometidos com a manutenção e valorização da biodiversidade.

Manejo Os animais possuem acesso contínuo às áreas internas e externas do zoológico. Recebem alimentação quatro vezes ao dia.


Diariamente são fechados na área interna do recinto, por um curto período de tempo, como parte do manejo rotineiro dos indivíduos. Para a realização da limpeza diária e de ocasionais ações de manutenção, são fechados ou do lado externo do recinto ou do lado interno. A Seção de Bem Estar Animal realiza diversas ações de enriquecimento ambiental visando o bem estar geral dos indivíduos. A Seção de Veterinária realiza observações rotineiras específicas para avaliar as condições de saúde de cada um. Os gorilas, alimentam-se de frutas variadas (maçã, banana, melão, manga, laranja, goiaba, uva, abacaxi, coco, pêra, mamão, tomate, milho verde, etc), hortaliças e legumes variados (abobrinha, vagem cenoura, beterraba, berinjela, jiló, nabo, chuchu, pepino, rabanete, pimentão, batata inglesa, mandioquinha, cará, abóbora, batata doce, couve-flor, brócolis, mostarda, almeirão, alface, chicória, cebola, coentro, agrião, couve, salsão, espinafre, acelga, cebolinha, etc), galhos variados (rami, amora, hibisco, malvavisco, milho, folha de banana, bambu, ramo de chuchu, ramo de batata doce, folha de feijão, amendoim forrageiro), ração

Imbi e seu filhote

de primatas, bolo de banana, biscoito de ração e sementes, sucos variados ( mamão, banana com outra fruta, abacaxi com outra fruta, manga com outra fruta).

Reprodução Como dito anteriormente, a maturidade sexual para as fêmeas ocorre, geralmente, a partir dos oito anos de idade e para os machos a partir dos 11 anos. Mas, em cativeiro isto pode ser antecipado. O período de gestação é, em média, de 8 meses e meio. Nasce geralmente um filhote por vez; casos de gêmeos são raros. Normalmente, o intervalo entre um nascimento e outro é de três a cinco anos. O filhote, ao nascer, pesa cerca de dois quilos, mas o peso pode variar de 1,4kg a 3,0kg. Ao completar três meses, o filhote começa a explorar o ambiente e a experimentar alimentos sólidos. O desmame ocorre por Lou Lou e Sawidi

Fotos: Suziane Fonseca/Divulgação FZB-BH

volta dos quatro anos. Durante este tempo, ele sempre acompanha a mãe. Quando o jovem torna-se independente, a fêmea volta a ficar apta para nova cria. Várias mães reproduzem no mesmo período e se ajudam na criação dos bebês. O macho dominante - silverback - além de proteger a família, também se mostra um pai paciente e carinhoso. Quando o filhote começa se interessar pelas brincadeiras, o macho dominante costuma acompanhá-lo. No entanto, em caso de morte do filhote, ou se o mesmo precisar ser separado da mãe, esta poderá engravidar logo em seguida e esse intervalo pode ser de apenas um ano. Quando nasce, o filhote é amamentado aproximadamente quatro anos. No início, os períodos de amamentação devem ser curtos e mais vezes; normalmente, acontece a cada uma ou duas horas. Além da amamentação, as mães desempenham as seguintes funções: transporte do filhote, cuidados com a sua saúde, higiene e proteção. Os gorilas vivem cerca de 35 anos na natureza e 50 anos em cativeiro. Colaboração: Valéria do Socorro Pereira, Chefe da Seção de Mamíferos do Departamento de Jardim Zoológico / Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte

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RECEITA

Spaghetti de palmito pupunha Com apenas 30 calorias a cada 100gr, o spaghetti de palmito pupunha é um sucesso entre os adeptos das dietas sem glúten que querem ter aquela sensação de comer uma bela massa sem o peso na consciência.

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Ingredientes

• 500 g de pupunha • 1/2 brócolis • 1/2 cenoura ralada dinha • 1/2 cebola bem pica cerejas s • 20 unidades de tomate esas • 10 cebolinhas franc as de nh lhi • 1/2 xícara de fo manjericão • azeite • sal a gosto

Modo de prepar o

ferver coloque sal, no fogo e quando e ua ág m co la ne pa Coloque uma s. Escorra e reserve. e deixe por 4 minuto a nh pu pu de tti he a cebola. o spag o de azeite e refogue uc po um ça ue aq la, Numa pane e refogue -cozido) e a cenoura ré (p s oli óc br o e nt Ju te 5 minutos. ecisar coloque por aproximadamen idadosamente. Se pr cu e ur ist m e a nh pu cada e as Coloque a pu mates, a cebolinha pi to os te jun e, eit az mais um pouco de o. folhinhas de manjericã mente e sirva. sa do ida Misture tudo cu


Evento/Premiação e Homenagem

IV Marchador Fest res do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) dia 8 de novembro de 2014, com o apoio do Núcleo Catarinense do Mangalarga Marchador. O evento reuniu cerca de 700 pessoas. Durante a festa foi formalizada a parceria da ABCCMM no Projeto Marchadores pela Vida, que irá beneficiar portadores de câncer e com dependên-

cias químicas nas fases de tratamento e recuperação. Foram diversas as doações durante o encontro. Na abertura do evento, o presidente da ABCCMM, Magdi Shaat, destacou números e projetos da entidade. O Marchador Fest foi marcado também pela solidariedade, através da parceria da Associação no Projeto Marchadores pela Vida. Fotos: Roberto Pinheiro

Uma bela festa realizada em Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC), premiou os “Melhores do Ranking 2013/2014” e homenageou aqueles que contribuíram para a expansão e o fortalecimento da raça Mangalarga Marchador no Brasil. O VI Marchador Fest, conhecido como o “Oscar da Raça”, foi promovido pela Associação Brasileira dos Criado-

Magdi Shaat, Ana Marquito e Vicente Araújo

Tadeu Domingues, Vicente Araújo, José Eduardo Luz e Jonas de Oliveira

Georgina Penna Costa e Maurício Zacarias

Carlos Karam, Yuri Engler, Vicente Araújo e Maurício Zacarias

Janete Campos e Antônio Sérgio Barbosa

Maurício Zacarias, José Luiz Cruz, Adolfo Géo, Magdi Shaat e Carlos Motta revista mercado rural

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Evento/Confraternização

Restaurante Boi Vitório inaugura novo espaço

Fotos: Marcelo Lamounier

No dia 26 de novembro, o restaurante Boi Vitório inaugurou sua nova sede no Bairro Mangabeiras, em Belo Valter Otacílio, Carlos Salvador e Eva Ángela Horizonte. Na ocasião, convidados argentinos estiveram presentes a convite do amigo Valter, para saborear um delicioso churrasco no evento de inauguração, que contou com música ao vivo, muita animação e degustação da Cachaça Batista. A festa contou com lotação máxima da casa, todos apreciando o requinte, charme, beleza e conforto do novo local. A revista Fabricio Lana, Fabiano Tolentino Verónica Alejandra, Marianne Salgado e Maximiliano Di Mari Mercado Rural esteve presente e registrou esse momento. e Marcelo Lamounier

Cia do Nado faz confraternização de Natal

Fotos: Marcelo Lamounier

No dia 28 de novembro, foi a vez do restaurante Boi Vitório, receber a turma da Cia do Nado em sua confraternização de Natal para festejar a chegada de um novo ano. A festa teve um amigo oculto divertido e animado, que contou com a presença de Marcelo Lamounier diretor da revista Mercado Rural. Marcelo Lamounier, Aline Carolina, Gabriel Rocha e Sara Santos

Evandro Alvim, Inês Eugenio, Regina Monteiro e Gabriel Rocha

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Paula Apgaua, Flávio Brito, Sara Santos e Tânia Gimpel

José Geraldo, Elisa Maciel, Mauricio Santos, Emilio Suyama e Mercedes Suyama


Evento / Confraternização

Confraternização dos criadores de Mangalarga Marchador Fotos: Letícia Miller

Dia 27 de novembro foi a vez dos amigos e criadores do cavalo Mangalarga Marchador, se encontrarem no restaurante Boi Vitório, para sua tradicional confraternização de final de ano. A revista Mercado Rural registrou esse momento de muita descontração e diversão.

Bernardo Junqueira, Paulo Henrique, Marcelo Gustavo Rosenburg, Leonardo Motta e Fabrício Lana Lamounier, Carlos Paulino e Frederico Salgado

Teresa Rosenburg, Patricia Lana, Marcela Meireles, Flávia leite e Claudia Fares

Leonardo Motta e Axel Sorensen

Marcelo Lamounier, Fabrício Lana, Frederico Salgado e Carlos Paulino

Caroline Gulhelmelli, Emanuelle Novaes e Flávia Guimarães

Renata Nascimento, Caroline Gulhelmelli e Marcela Meireles

Aureliano Espírito Santo, Bernardo Junqueira, Leonardo Motta, Gustavo Motta e Marcelo Lamounier

Frederico Salgado, Cristiano Franco, Camilo Leão, Carlos Augusto, Helvécio Rosenburg e Leo Fares

NOVO ENDEREÇO Av. Afonso Pena,rural 4374 77 revista mercado Bairro Cruzeiro - Belo Horizonte / MG


giro rural

CRI Genética contrata JEITO FIV DA BELA

Raça Ponei em confraternização de fim de ano A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pônei, no dia 17 de dezembro, reuniu a sua diretoria, criadores e amigos para comemorar a sua festa de final de ano

JEITO FIV DA BELA foi sucesso na Expogenética 2014 ao entrar para a lista de touros do PNAT. Da seleção da Fazenda Bela Alvorada, o reprodutor mostra na avaliação individual e no pedigree, seu potencial como melhorador da raça Nelore. O touro vem das linhagens Zancaner, Lemgruber e IZ e se mostra uma excelente opção para uso em variações das famílias. Daniel Carvalho, gerente de produto corte da CRI Genética, identificou o diferencial do touro, resultando na contratação para a bateria Nelore da central. “As informações técnicas e avaliações de JEITO FIV DA BELA, por meio do PMGZ, e o conhecimento do trabalho de seleção por desempenho da Fazenda Bela Alvorada (ZAN), alicerçaram a contratação”.

IV CAEQUI Promovido pela “UNIASF”

Fabrício Borges, Andre e Eduardo Aparecido

A AEPCN (Associação Equestre e de Preservação do Cavalo Nordestino) promoveu palestra no IV CAEQUI (Curso de Atualização em Equinos) no dia 08 de Novembro na UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco), Campus Juazeiro, com o título: “Cavalo Nordestino Patrimônio Genético Ameaçado e Desconhecido”. “Podemos plantar a semente da preservação e valorização das raças nativas junto à estudantes de veterinária de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Bahia e levarmos os nossos garanhões Acordeom e Gesso aonde os alunos puderam conhecer de perto e montar em um cavalo nordestino. Foi a segunda vez que tivemos a honra de sermos convidados a participar deste tão importante evento. Parabéns à todos que se empenharam pelo sucesso de mais um CAEQUI”, comentou Luis Cleber.

A Rações Futura está expandindo seu mercado de atuação por todo o Brasil. Está selecionando representantes para os Estados de Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Espirito Santo. Interessados entrem em contato. www.racoesfutura.com.br (37) 3524-1008 78

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Tomou posse dia 25 de novembro a diretoria da FAEMG eleita para o triênio 2015-2017. O evento foi no Hotel Dayrell, em Belo Horizonte. Entre as presenças: a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, o governador mineiro Alberto Pinto Coelho e o presidente do TRE-MG, desembargador Geraldo Augusto de Almeida, além de dezenas de outras autoridades do mundo político e empresarial. Eleito com 99% dos votos válidos, Roberto Simões será conduzido ao seu quarto mandato à frente da entidade, cargo que ocupa desde 2005. A diretoria é composta por representantes dos Sindicatos Rurais de todas as regiões do estado.

Rafael Motta/FAEMG

Diretoria da FAEMG toma posse em BH


Programa Mais Alimentos passa por alterações O Programa Mais Alimentos do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), que estimula a venda de máquinas e equipamentos agrícolas produzidos no Brasil, está passando por mudanças na sua plataforma de vendas. A partir de agora, todos os o fabricantes já inscritos como vendedores devem se recadastrar. Essa alteração vai permitir melhor concorrência entre as empresas, que antes eram

AMAEI, reuniu criadores para confraternização de final de ano A Associação Mineira de Aves Exóticas, no dia 22 de dezembro, reuniu a sua diretoria, criadores e amigos para confraternização de final de ano, no Restaurante Boi Vitório.

obrigadas a vender produtos similares por um mesmo valor, sem diferença de preço entre eles. O Programa possibilita formas de financiamento especiais de R$ 750 mil para estimular a modernização das propriedades rurais familiares, permitindo ao agricultor investir na aquisição com taxas de juros de no máximo 2% ao ano, pagando em até 10 anos e com uma carência de até três anos.

TRACBEL marca presença na Exposibram Amazônia 2014 Com equipamentos de última geração específicos para o segmento de mineração, a TRACBEL esteve presente na Exposibram Amazônia 2014, em Belém. Os visitantes conferiram de perto a escavadeira Volvo EC220D, com peso operacional de 22 toneladas, braço e lança heavy duty e equipada com a caçamba de 1,35 metros cúbicos. Também esteve exposto no estande o pneu Michelin, voltado para operações que exigem pneus de alta performance e destinados para equipamentos fora-de-estrada. O evento foi realizado entre os dias 17 a 20 de novembro, no Hangar, Centro de Convenções da Amazônia.

Alvaro Lima, Mauro Garcia e Ronaldo Beltrão

Calsite, nova opção de fertilizante é sucesso entre os produtores Com o foco no desenvolvimento de novos produtos para a agronegócio, a TMF Fertilizantes Inteligentes, lançou no mercado um fertilizante que tem feito bastante sucesso entre produtores rurais: o calsite, que possui ação multifuncional, corrigindo, fertilizando e condicionando o solo, deixando-o em perfeitas condições para o plantio, além de favorecer a nutrição das plantas durante todas as etapas de crescimento. Após aplicado, o Calsite ajuda na liberação de nutrientes e micronutrientes do solo, como Fósforo, Enxofre e Potássio, e fornece alta concentração de Cálcio e Silício, elementos essenciais para as plantas. O resultado é um crescimento da fertilidade do solo, aliado à produtividade e qualidade no produto final.

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giro rural

Festival Internacional de Blues compõe a programação de verão do Águas de Santa Bárbara O Águas de Santa Bárbara Resort Hotel, situado a 260 km de Belo Horizonte, na charmosa Vila de Santa Bárbara irá promover na segunda quinzena de janeiro, o Festival de Blues e Gastronomia, evento que será simultâneo ao FIB (Festival Internacional de Blues) 2015- que acontecerá em Belo Horizonte. O festival é um pocket show que reúne grandes nomes do Blues nacional e internacional como, Kenny Brown (New Orleans – EUA), Jesse Monroe (London – UK), Los Mind Lagunas

(MEX), Flávio Guimarães (Blues Etílicos), Santiago Blues (MG), Sérgio Pererê (MG), Mojo (MG), Décio Caetano (PR). No dia 24 de janeiro, a apresentação no resort será com a atração diretamente de New Orleans, Kenny Brown e Santiago Blues. Em meio a uma natureza exuberante, o hotel oferece também atrações para todas as idades e perfis como recreação full Day, parede de escalada, arvorismo, boia cross nas corredeiras, passeios ecológicos a cachoeiras, praias de água doce e areias brancas e mergulhos em

um cristalino lago mineral de águas quentes além de passeios à vila histórica e às ruínas da antiga fábrica têxtil de 1886. As opções gastronômicas são de dar água na boca desde a rústica e típica cozinha da Pousada Sombra do espinhaço situada na Vila à elaborada gastronomia sensorial do Bistrô do lago dentro do hotel, sem deixar de lado a deliciosa pizza da pizzaria “Pizza na Fulô”. A temporada de janeiro promete entretenimento para todo o mês e muitas atrações especiais.

março fevereiro

janeiro

Agenda Rural

80

11/01/2015

Leilão Fazenda Velha - 120 Novilhas Prenhas ou Solteiras Girolando - Agrocanal

Lima Duarte

MG

18/01/2015

Leilão Fazenda Santa Rosa - 60 Fêmeas Girolando em Lactação Ou Prenhas - Agrocanal

Sete Lagoas

MG

18/01/2015

Leilão Agropecuária Toledo - 140 Novilhas Prenhes e Bezerras – Agrocanal

Prata

MG

25/01/2015

Leilão 11 Anos Mercado do Leite - 100 Vacas em Lactação e Novilhas Girolando - Agrocanal Arcos

MG

25/01/2015

Leilão Agropecuária Casa Blanca - 500 Novilhas Prenhas 1/2 e 3/4hpb - Agrocanal

Matias Barbosa

MG

09/02/2015

XXV Leilão Seleção de Cores - Mangalarga Marchador - Três Barras

Belo Horizonte

MG

26/02/2015

IV Leilão Teimoso - Mangalarga Marchador - Três Barras

Porto Seguro

BA

26/02/2015

Leilão Haras Bavária - Canal Terra Viva - Pupio Leilões

São Paulo

SP

28/02/2015

Leilão Nova Geração - Agropecuaria Jpz & Convidados - Terra Viva

São Paulo

SP

07/03/2015

1ª Mega Liquidação Total - Fazenda Estrela - Girolando - Novo Canal

Morrinhos

GO

10/03/2015

Leilão Haras Textor - Canal Terra Viva - Pupio Leilões

São Paulo

SP

24/03/2015

Leilão Amigos do Rio - Canal Terra Viva - Pupio Leilões

São Paulo

SP

24/03/2015

5º Leilão Renovação - Campolina - Três Barras

Belo Horizonte

MG

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outubro 2014

Revista Mercado Rural  

Edição 13 - Dezembro de 2014

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