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Dezembro 2012 • n°5

Marchador e Nelore celebram fim de ano em suas edições Fest.

Haras JP Destaque na raça Mini-Horse

Entrevista

Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro


O agronegócio reunido no mais novo veículo de comunicação do mercado rural brasileiro.

É tempo de agradecer e reconhecer... Agradecemos a todos os anunciantes e parceiros que estiveram conosco em 2012. Contamos com a continuidade da parceria no próximo ano!

Feliz natal e um próspero ano novo! Amanda Ribeiro e Marcelo Lamounier 2

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www.revistamercadorural.om.br comercialmercadorural@gmail.com Dezembro 2012

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Editorial Ano I - nº V - DEZEMBRO - 2012

Redação Unique Comunicação e Eventos Av. Barão Homem de Melo - 4.500/324 - Estoril BH/MG - Tel.: (31) 3653-0633 unique@uniquecomunicacao.com.br Editora e jornalista responsável Amanda Ribeiro - MT10662/MG amanda@uniquecomunicacao.com.br Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 9198-4522 Colaboração Press Comunicação, CCAS, Alfapress Comunicação, Embrapa, Ministério da Agricultura, Zoovet, Publique, Souza Sociedade de Advogados, Buriti Sócioambiental, Reabipet. Direção de Arte Stella Prada Ramenzoni stellapr@gmail.com Assinaturas Unique Comunicação e Eventos Periodicidade Trimestral Tiragem 5.000 exemplares Impressão Gráfica Del Rey Distribuição Vip A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

Chegamos ao final de mais um ano, mas esse foi especial.2012 foi um ano de muito trabalho e dedicação da equipe Mercado Rural, trabalhando para fazer cada edição melhor. 2012 foi o o início de uma estória que completa agora um ano de existência. Estamos colhendo os frutos que plantamos, frutos esses que estão nos elogios que recebemos, no carinho dos nossos leitores, nos amigos que fizemos e nos anunciantes que acreditam no potencial da revista. Mas ainda temos o que plantar e continuaremos firme nessa caminhada. Final de ano é sempre tempo de agradecer, de refletir. De comemorar o período natalino com a família e amigos, de agradecer pelas conquistas, de nos desculparmos pelos erros, de refletirmos sobre o ano que passou. Hoje, a equipe da revista Mercado Rural agradece imensamente aos que acreditaram na sua capacidade e potencial de divulgação. Agradecemos aos anunciantes, os fieis que estão conosco desde a primeira edição e também a todos aqueles que estiveram nela, mesmo que em apenas uma. São graças aos nossos anunciantes que fazemos da Mercado Rural um veículo cada vez melhor, atingindo maior alcance, mais elogiado e crescendo sempre mais. Agradecemos também a todos os colaboradores que contribuem com cada reportagem, entrevista, envio de artigo, de material, ilustrações, enfim, a cada um que de certa maneira contribui com nossas páginas. Que venha 2013! Esperamos que aos que acreditaram no projeto Mercado Rural, possam continuar unidos conosco nessa parceria em prol do agronegócio brasileiro. Estamos ansiosos para a chegada do próximo ano na continuidade e empenho, para fazer da revista Mercado Rural, cada vez melhor para nossos leitores. Desejamos um feliz natal e um próspero ano novo. Amanda Ribeiro e Marcelo Lamounier

C@rtas Acesse o Facebook e deixe sua crítica ou sugestão Mercado Rural Curta nossa página

Conheci a revista de maneira inusitada, presenteada pela minha irmã caçula que conhece meu gosto pelo meio rural. Sou advogado, mas tenho fazenda e, apesar de não lidar muito, tenho bastante interesse em temas relacionados ao meio rural. Gostei muito da revista. Frederico Bocchi Siqueira

Eu amei a 4ª edição da revista Mercado Rural. Sensacional! Parabéns!

Parabéns pela revista. Linda e com fotografias espetaculares. Muito sucesso pra vocês.

Ana Beatriz Ramos Juiz de Fora/MG

Nadja Ferreira Magalhães Fenelon Marbrasa Mármores e Granitos Pietra Fina/MG

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Entrevista

Ministro Mendes Ribeiro Jr Inseminação artificial em abelhas Geada negra

Personagem

Mila de Carvalho Laurindo e Campos Pecuária acelera uso de tecnologia Como ter uma mini horta ou jardim no apartamento

Haras Terra Natal

Destaque

Haras JP

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Embrapa entrega sementes de milho a povo indígena do Xingu

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Rancho Bela Vista Exemplo na criação de ovinos

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A questão do Funrural e seus reflexos para o produtor rural

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Haras Tarumã Tradição na raça Jumento Pêga

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Cientistas do ITAL apresentam resultados favoráveis à raça Os obstáculos a serem superados pelo Agro Feileite 2012 Tênis 13ª edição da Nelore Fest Produtores rurais mineiros terão salto tecnológico na emissão de documentos Sardinha Fazenda Pedrões Empresa Mineira desenvolve cerveja de cana Como iniciar um criatório de animais silvestres ou exóticos Tecnologia verde

Automóveis

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Irrigação é a aposta do governo para aumentar produtividade

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Aproveitamento de água das chuvas, uma solução para os que sofrem com a falta dela

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Carne seca com banana

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Morcegos. A transmissão de vírus rábico por morcegos frugívoras

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Viagens à cavalo

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A cavalgada e o meio ambiente: conhecer para preservar

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Sempre vivas

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MARCHADOR FEST O Oscar da raça Mangalarga Marchador

Chá verde Haras Pequerrucho Destaque na seleção da raça Pônei

Carros híbridos chegam ao mercado brasileiro

Receita

Turismo

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Acupuntura na veterinária

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Eventos

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Giro Rural

Mercado Pet Furão Criações Exóticas

Hedgehog, um animal diferente! Haras Portão dos Motta 1ª Copa de Marcha Pampa BH IV Marchador Fest Visita ao Haras Falupa


Entrevista continuamos com a meta de erradicar a febre aftosa do rebanho brasileiro até 2014 e, assim, facilitar o trâmite de negociações para exportação da carne brasileira. Em relação ao abastecimento, esperamos lançar em 2013 o Plano Nacional de Armazenagem, para resolver gargalos históricos de abastecimento no Brasil.

Mendes Ribeiro Jr. Ministro da agricultura, Pecuária e Abastecimento fala à revista Mercado Rural sobre o ano de 2012 para o agronegócio brasileiro e as expectativas para o próximo. MR: Como foi o ano de 2012 para o agronegócio brasileiro? Extremamente positivo e com resultados históricos. Primeiro, com o anúncio da maior safra de grãos da história deste País, que alcançou 165,9 milhões de toneladas. O Valor Bruto de Produção (VPB) das principais lavouras este ano, até setembro, também registrou recorde de R$ 232,5 bilhões. Outro recorde esperado é quanto às exportações do setor este ano, que deve ser próximo de US$ 100 bilhões. Houve ainda avanços quanto à vacinação de animais contra a febre aftosa e na área de pes-

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quisas com a Embrapa. E queremos auxiliar ainda mais o produtor nesta nova safra. Por isso foi lançado o maior Plano Agrícola e Pecuário de todos os tempos, que disponibilizará R$ 115,25 bilhões entre julho de 2012 e junho de 2013, com taxas de juros reduzidas de 6,75% para 5,5% ao ano.

MR: Quais as perspectivas para o próximo ano no contexto da agricultura, pecuária e abastecimento? Espera-se uma nova safra positiva, que deve ultrapassar 170 milhões de toneladas de grãos. Quanto à pecuária,

MR: Quais os maiores entraves para o crescimento do agronegócio nos próximos anos? Precisamos resolver questões como infraestrutura e logística para tornar os produtos agropecuários mais competitivos nos mercados interno e externo. O Governo Federal está fazendo sua parte e lançou este ano o Programa de Investimentos em Logística, que prevê alocação de recursos de R$ 133 bilhões nos próximos anos para a construção de portos, estradas, ferrovias e apoiar o desenvolvimento de hidrovias. Outras questões envolvem problemas com irrigação. Queremos levar soluções para localidades que sofrem com déficit hídrico.

MR: Quais as perspectivas do Mapa em relação à produção do Biodiesel e crescente demanda por ele? O papel do Mapa relativo ao programa brasileiro de biodiesel está relacionado às políticas públicas que possam garantir a oferta de matéria-prima para a produção deste biocombustível. Hoje, a produção de biodiesel está, fundamentalmente, baseada no aproveitamento do óleo de soja. Já existe uma capacidade instalada de produção que supera bastante a demanda atual baseada na mistura de 5% no diesel mineral. No entanto, há um debate atual para a revisão do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), sendo uma das mudanças propostas a de aumentar o nível de mistura para 7% em 2013 e gradativamente elevar este percentual até chegar a 20% em 2020. A visão do Ministério é que a revisão do PNPB deve levar em conta aspectos importantes como: dimensão do envolvimento da agricultura familiar; diversificação e desconcentração geográfica das culturas; o volume de produção de

matérias primas; a qualidade do biodiesel; a sistemática de leilões; os custos de produção do biodiesel, entre outros. Estamos participando deste debate de revisão do PNPB de forma ativa e, pensando no sucesso do Programa no longo prazo, está sendo feito um trabalho de pesquisa pela Embrapa para garantir a oferta de matéria-prima que atenda de forma sustentável às necessidades de biodiesel do Brasil.

MR: Em que contempla o programa do Governo para o enfrentamento da grande seca? O Ministério da Agricultura tem feito um grande esforço este ano para auxiliar os pequenos produtores das regiões Sul e Nordeste, afetadas pela estiagem. Por isso a prioridade tem sido a realização de vendas balcão a preços abaixo do mercado. Os estados e municípios nordestinos afetados pela seca deste ano também poderão decidir se prorrogam ou suspendem a vacinação contra a febre aftosa - dependendo das condições do gado. Temos ainda reforçado as pesquisas em irrigação para auxiliar aos agricultores a continuarem produzindo. MR: No mês de novembro houve uma missão oficial à China. Quais foram os objetivos da viagem? Durante a visita, ocorreu um encontro com representantes da Administração Geral de Qualidade, Inspeção e Quarentena (AQSIQ, em inglês) para tratar da habilitação de novos estabelecimentos brasileiros exportadores de carne de aves e suínos. Também promovemos nossos produtos agropecuários no país asiático, por meio de uma missão comercial com a participação de representantes de empresas do Brasil. Dezembro 2012

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Inseminação artificial

©Stewart Walton

em abelhas

busca aumentar produtividade

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inda pouco utilizada no Brasil, a inseminação artificial de abelhas pode ser nos próximos anos, responsável por um salto da qualidade no sistema de reprodução que ainda hoje acontece de forma bem simples. O assunto não é novo, a técnica já frequenta laboratórios de pesquisa das universidades do Brasil desde a década de 1960, mas só agora começa a dar as caras em uma produção comercial. Por enquanto a inseminação é feita apenas com abelhas africanizadas, aquelas que tem ferrão, mas já existem pesquisas para utilização da técnica com outras espécies. Através da inseminação artificial é possível fazer a seleção genética e determinar como serão as novas operárias: mais pro-

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dutivas, menos agressivas e com características que as tornem menos vulneráveis às pragas, como o ácaro barroa, que suga o sangue das abelhas que podem depois gerar descendentes com deformidades. São, no mínimo, oito microlitros de sêmen por rainha, sendo necessário coletar o sêmen de cinco a dez zangões, mas, na prática, precisa-se capturar bem mais. A fumaça traz os zangões até a superfície da colmeia. O profissional capacitado seleciona pelo menos 30 para cada rainha que pretende inseminar. Todo cuidado é pouco, pois zangões são extremamente sensíveis, não aguentam muito tempo na gaiola e podem morrer com qualquer variação de temperatura. Para extrair o sêmen é necessário matar o macho e fazer a eversão (reti-

rada do endófilo, aparelho reprodutor masculino) e assim faz-se a retirada do sêmen. Um microscópio e uma seringa de precisão ajudam a coletar só a parte necessária. O processo é repetido inúmeras vezes, e nem todos os zangões têm sêmen. O processo de produção de rainhas, já praticado por muitos apicultores no Brasil, é fundamental para fazer a inseminação; a seleção das matrizes é rigorosa. A rainha escolhida como matriz é levada para o laboratório e introduzida em um tubo para facilitar o manuseio, antes do procedimento, é utilizado gás carbônico que funciona como anestésico. Mesmo com a rainha anestesiada o processo todo exige muita delicadeza. Cuidadosamente, o pesquisador abre a abelha e posiciona a seringa com o sêmen. Já inseminada ela volta para a colônia com uma marcação que a identifique. 48 horas depois começa a depositar os ovos, são cerca de 500 por dia. As vantagens da técnica aparecem nos números, um aumento de cerca de 300% de mel produzido. Graças à técnica, a produção de mel, própolis e geléia real cresceu muito no país, mas a produtividade média por colmeia continua baixa, entre 20 e 25 quilos de mel por ano. Para fazer a inseminação, são necessários equipamentos especiais e profissionais treinados. Apesar do custo alto, o processo, segundo os pesquisadores, pode valer a pena se a despesa for dividida por grupos de criadores. Dezembro 2012

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Geada negra

“Geralmente tem ocorrido geadas fracas, de baixada, a cada 2 ou 3 anos, geadas fortes a cada 9 ou 10 anos e geadas severas a cada 18 a 20 anos. A ocorrência é maior quanto mais a sul estiver a região. Tem sido observada principalmente no sul da região Centro-Oeste, no Sudeste e no Sul. A maior ocorrência de geadas se dá durante o inverno, de junho a agosto, mas podem ocorrer geadas, excepcionalmente, em maio e setembro. É importante que o agricultor esteja sempre acompanhando as previsões do serviço de metereologia para se prevenir tanto das geadas e principalmente da geada negra”, completa Rosolem.

Fenômeno raro provoca prejuízos às colheitas

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geada negra não é geada propriamente dita. De fato, às gotas de água resultantes da condensação do vapor de água existente no ar atmosférico e do que provém da transpiração das plantas, em contato com a superfície terrestre, em especial a superfície das plantas, chama-se orvalho. Quando a temperatura do ar atinge os 0ºC ou valores inferiores, as gotas de orvalho congelam formando o que se designa por “geada”(o ponto de orvalho é mais baixo do que a temperatura negativa letal para a planta). Mas quando o ar é extremamente frio e também extremamente seco e o vento tem uma intensidade moderada a forte, não existem condições para a formação de geada, pois o conteúdo em vapor de água atmosférico é muito pequeno e porque o vento forte afasta rapidamente da proximidade das plantas o vapor de água proveniente da transpiração das plantas. Neste caso, em vez de se formar uma película de gelo sobre a planta (geada) dá-se a congelação interna da planta, da seiva, a planta

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fica escura, queimada, e morre. É este fenómeno que se designa por geada negra. De acordo com Ciro Antonio Rosolem, membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), a geada negra não deve ser confundida com a geada “de vento” ou “de capote”, que ocorre com vento muito frio e geralmente afeta uma das faces das plantas, ou apenas a copa superior. “Uma das melhores defesas para evitar o prejuízo e a perda da plantação é a irrigação, principalmente por aspersão. No caso de mudas, a cobertura com papel, plástico, ou até terra também são eficientes. A manutenção do terreno completamente limpo, sem mato ou palha, também ajuda na prevenção de geadas menos severas. Dependendo da geografia da área a queima de serragem salitrada”, explica. O sul do Brasil sofre mais com esse fenômeno. Na década de 70, a geada negra foi responsável pelo fim do ciclo do café no estado do Paraná. Em 2012 a geada negra já causou muitos prejuízos no sul do país.

“É importante que o agricultor esteja sempre acompanhando as previsões do serviço de metereologia para se prevenir tanto das geadas e principalmente da geada negra” Ciro Antonio Rosolem

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Personagem

Mila de Carvalho Laurindo e Campos Criadora à frente da Fazenda Recreio celebra bom momento na criação de gado leiteiro

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A vocação que veio de berço.

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Fazenda Recreio desenvolve suas atividades focada na produção leiteira, mas há quatro anos participando de julgamentos em pista, para dar maior visibilidade ao plantel, vem conquistando grandes prêmios, inclusive os títulos de melhor criador/expositor geral da raça Girolando na Megaleite e Feileite, no ano de 2012, o que assegurou atualmente a liderança no ranking nacional. O envolvimento da criadora Mila de Carvalho com o agronegócio vem de berço, a pecuária de leite, desde sempre, foi desenvolvida por sua família, pioneira nas técnicas de reprodução e melhoramento genético. O interesse pela atividade foi se desenvolvendo ao longo de sua vida. Mila aprimorou seus conhecimentos cursando Agronomia na Universidade Federal de Viçosa e complementando com o Mestrado em Zootecnia, na área de Nutrição de ruminantes,forragicultura e pastagens.

Há duas décadas a criadora está à frente da Fazenda Recreio, localizada no noroeste fluminense, na cidade de São José de Ubá, dando continuidade ao trabalho do patriarca Joaquim Ribeiro de Carvalho, que já trabalhava intuitivamente alternando os cruzamentos das raças Gir e Holandesa. Hoje a criadora ocupa a liderança no ranking nacional da raça Girolando, mas também desenvolve um trabalho de seleção no Gir Leiteiro e recentemente iniciou-se na raça Guzerá Leiteiro. “Os resultados alcançados em pistas de julgamentos se devem a um somatório de ações, a um conjunto de fatores que envolvem mais de cinqüenta anos de seleção genética, através da importação de touros melhoradores e depois com a implantação de técnicas de reprodução como inseminação artificial, transferência de embrião e fertilização in vitro. Vale ainda destacar o manejo na

criação dos animais que possibilita um melhor desenvolvimento e precocidade reprodutiva; o que garantiu a conquista do grande campeonato em Resende 2009, com a matriz Qualidade FR Recreio que contava a época, com apenas vinte seis meses de idade”, comemora. A rotina na Fazenda Recreio consiste na liderança do trabalho de campo: determinação de serviços, acompanhamento da ordenha, controle leiteiro, coleta de dados zootécnicos, manejo dos lotes nas pastagens, controle sanitário e o trabalho de escritório: escrituração zootécnica, controle reprodutivo, acasalamentos, fluxo de caixa e compra de insumos. “Trabalhamos com uma equipe de funcionários que precisam estar estimulados, satisfeitos, com funções diversas, mas com um objetivo em comum: otimizar a produção de leite”, conta Mila. Ser uma mulher de destaque no meio de agrobusiness é mérito para poucas, mas Mila ressalta que encara seu trabalho como qualquer profissão e que muitas pessoas se surpreendem com sua atividade,o que deveria ser encarado com naturalidade. “Hoje várias mulheres são chefes

de grandes organizações, sejam públicas ou privadas, outras são chefes de estado como a nossa presidenta Dilma. As mulheres percorreram uma longa trajetória na conquista do seu múltiplo espaço e esse processo continua, pois apesar do nível de escolaridade das mulheres ser maior, o salário comparado com o dos homens para a mesma função ainda é menor”, lamenta. A Fazenda Recreio produz 2.000 litros de leite/dia, com uma média de 20 Kg/ vaca/dia, em regime semi-intensivo, 2 ordenhas. A alimentação do rebanho consiste na estação das águas em pastejo rotacionado e complementação de concentrado em função da produção, avaliada em controle leiteiro mensal e na estação seca, pastejo rotacionado, cana corrigida com uréia, silagem de sorgo e complementação com concentrado, tudo isso supervisionado de perto pela criadora. “Fornecemos nosso leite para a LBR- Lácteos Brasil S. A, a maior companhia privada de produtos lácteos do País, e existe um sistema de valorização da qualidade do leite baseado na média mensal dos resultados das análises dos teores de proteína, gordura, CCS e UFC. O nosso maior foco está no controle da CCS, relacio-

Megaleite2012 - melhor criador/expositor geral da raça girolando e melhor criador 5/8H

Sede da Fazenda Recreio

Feileite 2012: Mila e o funcionário Douglasmelhor criador/expositor geral da raça girolando, melhor criador 5/8 e melhor expositor 5/8

nada com a saúde da glândula mamária e UFC, higiene na ordenha”, conta Mila. A comercialização de matrizes e tourinhos é feita diretamente na Fazenda Recreio e ainda em leilões que a fazenda promove anualmente no mês de maio e também durante a Megaleite, onde Mila Carvalho é uma das Divas do Girolando. Reconhecida nacionalmente pelo trabalho que desenvolve, a Fazenda Recreio foi homenageada na Expozebu 2010, pela relevante contribuição com a pecuária de leite nacional em comemoração aos 30 anos da ABCGIL, 25 anos do PNMGL. E em 2011recebeu também homenagem da Embrapa Gado de Leite – CNPGL; quando da comemoração de seus 35 anos. Questionada sobre o que a faz sentir mais realizada nesse duro trabalho, Mila é enfática: “O Reconhecimento do nosso trabalho, seja através dos resultados dos julgamentos em pista; bem como da satisfação dos nossos clientes, pois como costumo dizer, a fidelização do cliente é a certeza de que estamos trilhando o caminho certo”, finaliza. Dezembro 2012

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Pecuária acelera uso de tecnologia para atender demanda e destinar área para agricultura, aponta Rally

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os próximos dez anos, para cada 10 quilos de aumento no consumo mundial de carne, 3 quilos deverão ser produzidos no Brasil. Além de garantir o suficiente para atender essa demanda, a pecuária terá que disponibilizar área para a expansão da agricultura. No ritmo atual de uso de tecnologia e crescimento de produtividade, a pecuária destinaria 8,6 milhões de hectares de pastagens para a agricultura. No entanto, projeções da Agroconsult apontam que, até 2022, as atividades de grãos, cana-de-açúcar e florestas plantadas exigirão 15,3 milhões de hectares novos. A expectativa da Agroconsult é de que 82% dessa área – 12,5 mi-

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lhões de hectares – venham de pastagens e apenas 18% - 2,8 milhões de hectares – de supressão de vegetação nativa, ficando clara a necessidade de a pecuária aumentar o ritmo com que vem agregando tecnologia e incremento de produtividade. A integração lavoura–pecuária–florestas é uma tendência que vem se confirmando na amostragem do Rally da Pecuária, expedição técnica que percorreu, entre agosto e outubro de 2012, 52 mil quilômetros por nove Estados, que representam 75% do rebanho bovino e 85% da produção de carne. O levantamento identificou que 11% das áreas visitadas já estão cobertas com agricultura ou reflo-

Previsão é de que, em uma década, 12,5 milhões de hectares de pastagens deverão ser transferidos para atividades de grãos, cana-de-açúcar e florestas restamento. Nas entrevistas, 86% dos produtores querem reformar 14,5% das pastagens ao ano; desses, 34,7% pretendem usar agricultura no processo de reforma. Mesmo assim é importante ressaltar algumas limitações técnicas de produtividade em grande parte das pastagens. Essas considerações precisam ser apontadas aos produtores para evitar que frustrações acabem por gerar desconfiança quanto aos benefícios da integração. Um dos fatores limitantes para a produtividade agrícola de alta performance – a altitude – indica que somente 17,8% das pastagens amostradas estão em altitudes elevadas. Isso indica que a

produtividade nessas regiões da integração lavoura-pecuária pode ficar aquém das expectativas dos produtores. Apesar dos inquestionáveis benefícios da integração, as alternativas de melhorar diretamente as pastagens são viáveis e desejáveis. No entanto, o levantamento do Rally da Pecuária 2012 identificou que apenas de 3% a 7% dos pastos precisariam de reforma imediata. Entre 16% e 20% da área podem passar por recuperação (sem revolvimento do solo) que, em média, custa aproximadamente 60% do valor de uma reforma. Essa observação permite concluir que há um espaço enorme de oportunidades para o produtor economizar adotando técnicas economicamente mais eficientes para lidar com as pastagens. A maneira como o pecuarista lida com o pasto, conforme a amostragem, já aponta a propensão para adotar mais tecnologia. Dos produtores entrevistados, 42% fazem fertilização, das pastagens em superfície, em alguma medida. Essa é uma das razões que tornam o confinamento uma ferramenta neces-

sária, pois permite o aumento de tecnologia nas pastagens. Na amostra foram identificadas 549 mil cabeças confinadas, que representam um aumento de 6% em relação ao confinado pelos mesmos produtores no ano passado. Desse total, 88,5% são usados como estratégia

de terminação nas propriedades. Além dos avanços no uso de confinamento e de IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), o Rally constatou que 64% dos produtores entrevistados usam sal proteinado na seca e 44,5% no período chuvoso. A propensão dos pecuaristas em implementar tecnologias como essas confirma o cenário traçado pela Agroconsult para os próximos dez anos. O suporte das áreas de pastagens deverá aumentar na ordem de 12% a 15%, enquanto a produtividade por área aumentará na ordem de 40% a 45% no mesmo período. A intensificação zootécnica será mais rápida do que a agronômica. “O Rally da Pecuária 2012 atingiu uma amostragem melhor, se comparado a de 2011. Mesmo assim não é possível diagnosticar a pecuária nacional, estimando uma média. A resposta que conseguimos é ‘para onde a pecuária está indo’”, diz Maurício Palma Nogueira, coordenador da expedição. Dezembro 2012

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Como ter uma

mini horta ou jardim no apartamento

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e você acha que ter horta é só pra quem mora em casa e tem quintal, está muito enganado. Além de decorar o apartamento você vai ter temperinhos sempre frescos e sem agrotóxicos. Então, que tal montar a sua própria horta de apartamento? O cultivo de plantas ornamentais, flores e mini hortas em apartamentos é uma oportunidade de lazer para quem cuida, uma forma de deixar o ambiente mais alegre, vivo e fazer uma composição decorativa interessante. Além de ser uma forma bem bacana de trazer a natureza

mais para perto de si, uma mini-horta deixa a casa mais bonita e cheirosa de forma sustentável e ajuda a inserir alimentos e temperos mais frescos, saborosos e livres de agrotóxicos no cardápio. São vários os temperos e ervas que podem ser cultivados em vasos: cebolinha, salsinha, manjericão, alecrim, orégano, coentro, dentre outros. Alguns você encontra em lojas de jardinagem na forma de mudas, ou em sementes que você encontra em qualquer mercado. Você pode usar vaso, latinhas ou floreiras, desde que o recipiente tenha pelo menos 20 cm de pro-

fundidade. É legal daqueles que possuem buraquinhos no fundo, pra drenar a água. É claro que ao cultivarmos plantas em um apartamento devemos levar em consideração algumas limitações e, principalmente, conhecermos as técnicas envolvidas, para que o resultado final seja o desejado. Escolha um lugar que pegue sol direto durante uma parte do dia para deixar suas plantinhas ou mini horta, como varandas por exemplo. O local disponível vai determinar os tipos de plantas e flores mais indicadas e os locais do apartamento mais apropriados para o seu cultivo. Se optar por plantas, o gerânio e a azaléia, por exemplo, devem ficar parte do dia expostas ao sol. Já a maria-sem-vergonha e a prímula se desenvolvem melhor em local sombreado. As orquídeas são uma boa opção para apartamentos, desde que possam ficar em local com bastante iluminação, mesmo sem sol direto sobre elas. Samambaias necessitam de uma quantidade bem maior de água que os cactus, que pouco precisam ser regados. Além desses cuidados, devemos manter as plantas livres de doenças, fungos e parasitas e, ainda, manter os

vasos limpos, retirando galhos, folhas e flores mortas e, por último, efetuar podas sempre que necessário. Para montar os vasinhos, você vai precisar de vaso com furos para drenar a água, pedrinhas para ajudar na drenagem, pedrinhas para cobrir e decorar o vaso e uma mistura de terra + humus de minhoca + areia (o solo deve ser mais arenoso para esse tipo de planta).

O solo para o cultivo deve ser rico em matéria orgânica e com uma boa aeração. Em geral, aconselha-se uma proporção de 20% de matéria orgânica em um solo fértil. A temperatura ambiente é um componente importante, pois pode variar bastante, mesmo dentro de um apartamento. Os locais muito quentes devem ser evitados, da mesma forma que locais mais frios. As plantas mais cultivadas em apartamentos se desenvolvem melhor em temperaturas mais altas, entre 20 e 25ºC. Coloque as pedrinhas no fundo do vaso e coloque a mistura de terra por cima. Se você comprou mudas, faça uma camada de terra, coloque as mudas, preencha os espaços com mais terra e cubra a terra com pedrinhas, elas vão ajudar a manter a umidade e deixar o vasinho

bem mais bonito. Se são sementes, coloque pedras e a mistura de terra no vaso, espalhe as sementinhas e cubra com mais um dedo de terra. Regue com frequência. Depois de alguns dias, você vai começar a ver brotos verdinhos nascendo no seu vaso.

anuncio Unique

Fonte: Agência Estado

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Irrigação é a aposta do Governo para A

aumentar produtividade

s novas tecnologias de irrigação são ferramentas importantes para impulsionar a produtividade agrícola de pequenas, médias e grandes propriedades rurais. Atento a isso, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, determinou a implementação de uma política de irrigação para o campo. O objetivo é o aumento da produtividade e da produção de grãos e carne sem desmatamento. Hoje, o Brasil tem uma área plantada de 68 milhões de hectares de grãos, frutas e fibras. Na pecuária, o espaço no campo é de 180 milhões de hectares. A execução da política de irrigação é para justamente tornar mais intensivo o uso dessas áreas, reduzindo a pressão por novos espaços.

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Para atender as essas demandas, o Governo, por meio do Plano Agrícola e Pecuário 2012/13, já disponibiliza uma linha de financiamento para o incentivo à irrigação, com juro subsidiado e carência de três até 12 anos para pagamento. Além do crédito mais barato, as taxas variam entre 5% e 5,5%, o Ministério garantiu no Plano Plurianual/2012-2015 recursos de R$ 4 bilhões. O objetivo das ações é aperfeiçoar as políticas voltadas à irrigação para ampliar a área irrigada, aumentar a produtividade e contribuir para a contenção do avanço da fronteira agrícola. Para o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, o uso da irrigação é um dos itens mais

importantes para a modernização e o aumento da produtividade da agricultura brasileira. Segundo ele, a utilização dessa tecnologia permite o uso intensivo dos solos reduzindo a pressão por abertura de novas áreas, além de qualificar a lavoura. O crescimento das áreas irrigadas é apontado como um dos principais fatores que garantiram o suprimento de alimentos em décadas de explosão demográfica. “O Ministério está trabalhando com vistas a ampliar o uso dessas novas tecnologias no campo”, salientou Rocha. Dados mostram que o setor agropecuário é o maior consumidor de água em todo planeta, correspondendo a 70% da água doce existente, enquanto o uso doméstico responde por aproximadamente 10%, sendo o restante consumido pela indústria.

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Aproveitamento de água das chuvas,

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uma solução para os que sofrem com a falta dela.

s cisternas para a captação de água da chuva representam uma solução de acesso a recursos hídricos que provoca grandes e importantes impactos nas condições de vida da população de regiões que sofrem com falta de água, destinadas à população rural de baixa renda. Nesse período, o acesso à água normalmente ocorre por meio de barreiros, açudes e poços que ficam a grandes distâncias e possuem água de baixa ou baixíssima qualidade, provocando várias doenças e enfermidades nas populações que se vêem obrigadas a consumir água proveniente dessas fontes. Mas estudos tem demonstrado que é possível diminuir os efeitos da baixa disponibilidade de recursos hídricos no pe-

Figura 8

ríodo de seca com o armazenamento de água da chuva. Diversas iniciativas de implantação de mecanismos de captação e de construção de reservatórios foram implementadas e amplamente difundidas. A cisterna é uma tecnologia simples para captação de água da chuva e tem se constituído em uma alternativa apropriada para oferecer água de qualidade e em quantidade para o consumo humano, além de evitar outros problemas, como as longas caminhadas para a busca de água pelas mulheres e crianças em barreiros cuja água, regra geral, é imprópria para consumo humano. De tecnologia simples, a cisterna é construída junto ao domicílio da família, aproveitando-se do escoamento de água do telhado

(por meio de calhas instaladas no mesmo) para propiciar o armazenamento, o que minimiza as perdas decorrentes do transporte e a contaminação decorrente do manejo inadequado. Dessa forma, além de proporcionar melhores condições para a população beneficiária, o consumo de água da cisterna reduz a incidência de contração de doenças de veiculação hídrica, bastante comuns na utilização de água dos barreiros ao ar livre e da água salobra de alguns poços. A chuva não é regular, e o solo não absorve a água, que evapora rapidamente, daí se faz a importância captar a água das chuvas e armazená-la para a estiagem. O tamanho da cisterna varia de acordo com o número de pessoas da casa e do tamanho do telhado. Estudos mostram que cisternas podem garantir água potável para a família beber e cozinhar por oito meses. Uma família de cinco pessoas terá água para beber por até um ano, com 200 mm de chuva por ano. Segundo técnicos da ONG dos funcionários do Banespa que trabalham com o Projeto Cisternas, os custos atuais variam bastante, de um mínimo de R$ 844,00, até o máximo de R$ 1.200,00. Há construções de R$ 880,00 a R$ 900,00, até R$ 1.111,00. Os materiais necessários são cimento, areia, ferro, arame, brita, vedacit, calhas de zinco, pano, canos de PVC e joelho de PVC e supercal. As cisternas podem armazenar 10 mil, 15 mil, 16 mil, até 20 mil litros. A mão-de-obra é a própria família, que precisa aprender não só a construir a cisterna, mas como fazer sua manutenção e como tratar a água. Pedreiros são treinados para fazer cisternas. Pela obra podem receber R$ 100,00, muito acima da média do sertão. Dá-se preferência a pedreiros da própria comunidade.

Construção de cisterna em ferro cimento

A construção segue os procedimentos básicos da construção de cisterna com fôrma: no local da construção se retira a camada que contém matéria orgânica – normalmente em torno de 20 cm - e compacta o solo. Em seguida são colocadas duas camadas, de sete centímetros cada, uma de seixo rolado, outra de areia grossa (lavada), ambas compactadas, que servem de fundação. Dentro da camada seguinte, do contra-piso, é colocada e fixada a tela de alambrado (com dimensões de 2,00m de altura e 3,2m de diâmetro), Figura 1. Deve-se ter o cuidado de unir bem a parcela do concreto colocado do lado externo do cilindro de tela com a parte interna, Figura 2. O cilindro de tela precisa ser nivelado com nível de mangueira. O passo seguinte, a colocação da primeira camada de argamassa, para estabilizar a tela e permitir a aplicação das camadas estruturais e vedantes. Usa-se então sacaria para cebola. A malha é bastante fina e não deixa a argamassa cair para o outro lado na hora da aplicação e é suficientemente resistente para poder ser bem ajustado e esticado em torno do alambrado. São necessário 25 sacos de cebola, previamente bem lavados que serão fixados com fitilho sintético, uma volta a cada cinco centímetros, Figura 3. Com uma espátula flexível de náilon se aplica a primeira camada de argamassa, para estabilizar a tela de alambrado, Figura 4. A sacaria não é colocada como elemento estrutural, mas sim, como simples suporte para sustentar a aplicação da primeira camada de massa. O teto é unicamente formado por 17 segmentos de placas, com armação de tela de alambrado e uma espessura de uma polegada. A figura 5 mostra os segmentos de tela cortados, e a Figura 6 a aplicação da segunda camada de argamassa na camada inferior ainda fresca. As placas por fim, são apoiadas no centro da cisterna em uma escora, Figura 7, colocadas nas suas posições em forma de um telhado inclinado. Após rejuntar e fixar as placas entre si e na parede da cisterna com argamassa, Figura 8, segue a colocação do piso, na espessura de três centímetros, tudo com traço de uma parte de cimento para três de areia grossa. No final, nas paredes internas e no piso se aplica uma demão de nata de cimento.

Figura 1

Figura 2

Figura 3

Figura 4

Figura 7

Figura 6

Figura 5

Fonte: Feagri/Unicamp- Curso de engenharia agrícola

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MORCEGOS É

A transmissão de vírus rábico por morcegos frugívoras

Dr. Carmello Liberato Thadei, Médico Veterinário

do conhecimento geral que os morcegos hematófagos encontrando-se contaminados podem transmitir a raiva como qualquer mamífero. Também já foram vistos casos em que foram capturados alguns morcegos frugívoros que estavam infectados pelo vírus rábico. Mas como se infectaram com o vírus rábico esses morcegos comedores de frutas? Desde os tempos de Luiz Pasteur, que foi até hoje o cientista que mais pesquisou a respeito da Raiva, sabe-se com base nas suas pesquisas que o vírus rábico por razões que lhe são peculiares, encontra-se concentrado na saliva dos animais que estiverem contaminados por essa doença. Sabe-se também, a partir dos trabalhos efetuados por um cientista brasileiro, o médico veterinário gaúcho Silvio Torres, que o morcego hematófago (Desmodus rotundus), também pode se contaminar com o vírus da raiva, e vindo a sugar sangue de outro animal mamífero ou do próprio homem, também pode funcionar como vetor e transmissor dessa terrível doença. É essa espécie de morcego no Brasil, a maior responsável pela transmissão dessa virose aos animais das espécies bovina e eqüina, principalmente nas regiões mais recentemente desbravadas do nosso interior, como tem sido noticiado casos de raiva que vem ocorrendo nos estados de Mato Grosso do Sul , Goiás e Rondônia. Tanto o morcego sugador de sangue (hematófago), como todas as espécies de morcegos, inclusive aquelas comedoras de frutas (frugívoras), e mesmo as que se

alimentam de insetos (insetívoras), todas essas espécies e são só no Brasil mais de 50, têm o hábito de viverem em grupos, por isso chamadas de gregárias, e além disso, cultivam um hábito que lhes é peculiar, tal seja, costumam lamberem-se uns aos outros. Por terem a visão bastante deficiente, havendo mesmo a hipótese de serem completamente cegos, possuem um órgão próprio que substituí a visão, e que funciona como se fosse um aparelho de radar. Há quem diga até, ter o homem neles se inspirado para essa descoberta, ou invenção. Como fazem os morcegos para se orientarem, já que não dispõem da visão? Quando em vôo, ou mesmo quando se encontram imóveis pendurados no interior de cavernas ou lugares escuros para os quais tem preferência de se alojarem, costumam os morcegos emitirem verdadeiros guinchos, e para tal fazem vibrar suas cordas vocais, por assim dizer cospem junto com a emissão desses sons estridentes no próprio ar atmosférico. Tais ondas (guinchos), por se encontrarem num espectro diferente das ondas sonoras propagam-se pelo ambiente onde se encontram os morcegos, e ao encontrarem qualquer obstáculo, sofrem o fenômeno chamado de reflexão, ou seja, voltam em sentido contrário, agora em direção ao próprio morcego que emitiu tal guincho.

Possuem os morcegos, alojados nas suas orelhas, um órgão que funciona como antena receptora dessas ondas refletidas, que por sua vez não apenas captam referidas ondas como também permitem ao morcego saber encontrar-se a sua frente e a uma determinada distância, um objeto que refletiu aquele seu guincho. É o mesmo mecanismo utilizado nos aparelhos de radar, para localização de objetos capazes de refletirem ondas de determinadas frequências. É necessário que se frise serem esses guinchos emitidos numa frequência diferente daquela das ondas sonoras (audiofrequência), e por isso não audíveis por nós humanos, porém apenas pelos próprios morcegos. Esses fatos do conhecimento geral e devidamente comprovados pelas ciências físicas e biológicas, permitem então uma explicação cabal da pergunta inicial deste texto de como os morcegos comedores de frutas se infectaram com o vírus rábico? Um determinado morcego hematófago (sugador de sangue), que tenha se alimentado sugando sangue de um animal bovino ou eqüino contaminado pelo vírus rábico, virá fatalmente também a contaminar-se e adoecer de Raiva. Voltando após esse repasto sangüíneo ao convívio de outros morcegos, quer sejam estes hematófagos ou não, porém alojados numa determinada caverna, virá contaminar os demais morcegos, quer pelo próprio habito de lamberem-se entre si, quer pela emissão de seus guinchos no ambiente das cavernas, e junto com esses guinchos também saliva, e esta saliva no caso contaminada por vírus rábico, já que agora encontram-se contaminados pela Raiva . O ar atmosférico dessas cavernas ficará portanto impregnado de um verdadeiro aerossol contendo além de ar e umidade também vírus rábico,

este o responsável pela propagação da doença a outros animais suscetíveis de se contaminarem, desde que respirem tal ar. Não recebendo sol diretamente, esse ar atmosférico dessas cavernas tem um período maior de infectibilidade, possibilitando contaminação por lapso de tempo maior que em um ambiente normal. Comprova a possibilidade de animais suscetíveis se contaminarem apenas respirando esse ar impregnado de vírus rábico, uma experiência efetuada nos Estados Unidos, onde foram colocados diversos animais tais como raposa, cachorro, gato e outros animais mamíferos, alojados em gaiolas cujas malhas não permitiam tanto o ingresso de morcegos no interior dessas gaiolas, como mesmo terem possibilidade de sugarem sangue desses animais aprisionados. Sabia-se previamente, encontrarem-se nessa caverna alojados morcegos contaminados pelo vírus rábico. Ao fim de alguns dias, esses animais alojados em gaiolas vieram a apresentar os sintomas característicos dessa doença e após suas mortes, os exames realizados em seus sistemas nervosos comprovou terem todos morrido por haverem se contaminado com o vírus rábico, no caso, portanto apenas possível se tal contaminação tivera sido através do ar atmosférico.

Fonte: http://www.saudeanimal.com.br

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Chá verde

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chá verde está na moda. Seus benefícios sempre foram reconhecidos, mas atualmente mais pessoas estão aderindo a ele por sua contribuição para o emagrecimento e com isso começaram a tomá-lo excessivamente. Suas propriedades antioxidantes fazem bem à saúde, diminuem o risco de doenças cardiovasculares e ainda, ajuda no emagrecimento, mas deve ser tomado com moderação. O chá verde é um tipo de chá feito a partir da infusão da planta Camellia sinen-

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sis. É chamado de verde porque as folhas da erva sofrem pouca oxidação durante o processamento, o que não acontece com as folhas do chá preto. Algumas outras ervas são vendidas a título de chá verde, porém o verdadeiro chá verde é o feito a partir da folha do arbusto Camellia sinensis. A preparação do chá verde difere um pouco dos chás tradicionais. A água não deve estar fervendo, pois do contrário as folhas acabam sendo cozidas e proporcionando um gosto amargo à bebida. O

tempo de infusão também não deve ser maior que 3 minutos. Estudos indicam que o chá verde é rico em substâncias antioxidantes, chamadas polifenóis, que evitam a ação destrutiva das moléculas de radicais livres que degeneram as células, auxiliando, por exemplo, na prevenção do câncer, tendo efeito anti-envelhecimento e na queima de gorduras. O chá verde também é rico em tanino, que faz diminuir as taxas do LDL (colesterol ruim) e fortalece as artérias e veias favorecendo a prevenção de doenças cardíacas e circulatórias. Possui bioflavonóides e catequinas: substâncias que bloqueiam as alterações celulares que dão origem aos tumores. Mas, alerta vermelho para as pessoas que fazem uso sem acompanhamento médico. Muitas pessoas têm ingerido o chá verde indiscriminadamente sem considerar os seus efeitos colaterais e cuidados. O chá verde contém cafeína (a metade da quantidade do que é encontrado no café) e para as pessoas mais sensíveis, seu excesso pode provocar insônia, ansiedade, irritabilidade, dores de estômago, náuseas e palpitações. Especialistas recomendam 300 miligramas de cafeína como uma quantidade segura para a maioria das pessoas. Há várias especulações com relação a outros efeitos nocivos do excesso do consumo chá verde como causar problemas renais e diminuir a absorção do ferro, por isso deve ser consumido com moderação, orientam os especialistas. No geral, o chá verde proporciona muitos mais benefícios que malefícios, se consumido moderadamente. Bebê-lo em substituição a outras escolhas menos saudável não é má idéia, mas os cuidados com o excesso devem ser tomados. Com certeza, são necessários mais estudos para desvendar os mistérios que norteiam essa antiga bebida.

Haras Pequerrucho

Destaque na seleção da raça Pônei.

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jovem Gabrielle Caldeira de Sales, com apenas 24 anos já é uma criadora de destaque na raça pônei. Tudo começou em um leilão durante uma exposição especializada no Parque da Gameleira em Belo Horizonte. “Fui convidada a participar de um leilão, onde junto com meu tio, adquirimos uma potra para presentear seu filho, meu afilhado, que com um aninho já era fascinado por estes pequenos animais. Desde então

nosso interesse pela raça só aumentou e iniciamos a criação”, conta. Titular do Haras Belo Vale, em Minas Gerais, a estudante de veterinária é também criadora de gado Nelore e aves exóticas, optou pelos pôneis por serem rústicos, dóceis e não precisarem de grandes espaços no manejo. “Sou apaixonada pelos pequeninos, a partir do momento em que nós criadores dedicamos tempo e assumimos responsabilidades, mesmo

não criando com objetivo de comercializá-los, a criação pode se tornar financeiramente viável. A partir do momento em que temos animais bons a comercialização do mesmo se torna fácil entre os próprios criadores, em leilões exposições regionais, hoje também temos a venda permanente animais”, disse. Focada na seleção do seu plantel e em uma genética mais apurada, Gabriele pretende participar de campeonatos em pistas em breve. “Queremos fazer uma seleção de animais obtendo um padrão de alto nível, chegando assim com animais top em exposições e leilões. Com certeza estaremos presentes participando de eventos, pois eles são fundamentais para mostrar ao público como os pôneis realmente são, divulgam a raça e a qualidade dos animais entre os próprios criadores”, completa. A criação exige dedicação e investimentos, mas a criadora garante que vale a pena. “A grande satisfação é chegar à fazenda e ver os animais pastejando livremente, e assim que percebem nossa presença logo veem ao nosso encontro demostrando grande carinho fidelidade aos criadores”, comemora.


A cavalgada e H o meio ambiente: conhecer para preservar

Leylane Silva Ferreira* Mariana Gonçalves Moreira*

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á milênios o homem e a natureza estão em contínua interação. Entretanto, os avanços da exploração dos recursos naturais têm provocado desequilíbrios e colocado em risco um grande números de espécies vegetais e animais, bem como os ambientes nos quais vivem. Quando se conhece e se estabelece um vínculo com a natureza, é bem mais fácil reconhecer a necessidade de sua preservação e adotar práticas sustentáveis. A cavalgada é um ótimo exemplo de relação saudável com o meio ambiente. A cavalgada é uma prática cultural tradicional presente em todo o território brasileiro. Em vários municípios, as cavalgadas integram o calendário de festas e chegam a atrair milhares de pessoas. São realizadas em grupos e o número de adeptos é crescente. Sua difusão tem sido estimulada por agências de ecoturismo e hotéis-fazenda, que organizam passeios em todas as regiões do país e facilitam o acesso àqueles que vivem no meio urbano e frequentam pouco o meio rural. O contato direto com o cavalo é um dos grandes atrativos. No Brasil, são encontradas diversas raças, entre as quais estão: Campeiro, Campolina, Crioulo, Mangalarga, Quarto de Milha, entre outras. Cavalgar representa uma perfeita integração entre homem e animal e, para esta atividade, o cavalo marchador proporciona maior comodidade no trote devido ao menor impacto. O temperamento e a tranquilidade do animal são fundamentais para iniciantes, enquanto a resistência e a disposição são importantes para aqueles mais experientes. Unidos por laços familiares e de amizade, cavaleiros e cavaleiras de todas as idades percorrem distâncias por vezes bastante extensas, passando por serras e

planícies, atravessando ribeirões e vendo grande diversidade de animais e plantas silvestres pelos caminhos, trilhas e estradas. Durante o trajeto, cada vez mais a consciência ecológica está presente: todo o lixo produzido é recolhido e armazenado para posteriormente ser descartado em locais adequados. São gestos como este que, em conjunto, podem fazer a diferença. Atualmente, os impactos sofridos pelos diversos biomas brasileiros (Mata Atlântica, Floresta Amazônica, Cerrado, Caatinga) têm sido amplamente divulgados pela mídia. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico realizada pelo IBGE, estima- se que, em 2010, o Brasil produziu 195 mil toneladas de resíduos sólidos por dia, o que representa um aumento de 6,8% em relação a 2009. Destes resíduos gerados, cerca de 7 milhões de toneladas deixaram de ser coletadas e tiveram destino impróprio, ou seja, acabaram em rios,

córregos e terrenos baldios. Locais estes que se tornam impróprios para nadar, pescar, plantar, entre outros. Embora estes números sejam alarmantes e indiquem a necessidade iminente de adoção de hábitos sustentáveis, a diversidade e a beleza natural do Brasil continuam sendo enormes – como sabem aqueles que percorrem o interior do país nas cavalgadas. Nesta perspectiva, conhecer e usufruir da natureza são fundamentais para o estabelecimento de uma relação em equilíbrio e de respeito que irá assegurar que as gerações futuras tenham acesso as belezas paisagísticas e a diversidade biológica e possam dar continuidade à prática da cavalgada.

* Leylane Silva Ferreira e Mariana Gonçalves Moreira são especialistas em Gestão Ambiental e Geoprocessamento e consultoras da Buriti Socioambiental Dezembro 2012

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NA JAM SOLUÇÕES PREDIAIS O ESPÍRITO DE NATAL ESTÁ PRESENTE O ANO INTEIRO.

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Sempre-viva é uma planta herbácea anual, que cresce de 0,7 a 1,2 m de altura, e folhas bastante delicadas. Suas flores são pequenas, mas bastante chamativas, formadas na primavera, suas folhas são extremamente duráveis. Não são comumente cultivadas em vasos devido à alta necessidade de sol direto. Quando plantadas em jardins, são usadas em conjuntos isolados ou renques. O nome sempre vivas é devido à escapos e inflorescências que após terem sido removidos das plantas conservam a aparência de estruturas vivas. Entre as sempre-vivas comercializadas, predominam espécies das seguintes famílias de monocotiled6neas: Eriocaulaceae, Xyridaceae e Gramineae, com maior importância, e Cyperaceae, de importância secundária. Ocorrentes nos campos rupestres dos altos da Cadeia do Espinhaço, em Minas Gerais e Bahia, nas Serras de Goiás e ainda nos cerrados do Planalto Central, sobressaem-se as sempre-vivas por sua beleza

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e durabilidade. São usadas como ornamentais, especialmente na decoração de interiores, o que confere a elas alto valor comercial, principalmente no mercado internacional. Seu extrativismo constitui-se em importante atividade econômica nas regiões onde ocorrem, destacando-se como um centro importante de comercialização o município de Diamantina, em Minas Gerais, onde se constituem na segunda fonte de renda da população local, seguindo- se a mineração de diamantes. A colheita costuma ser feita por pessoas das próprias regiões. Na Serra do Cipó, planalto de Diamantina, Serra do Cabral, em Minas Gerais, e Mucugê, na Bahia, entre outras áreas, é muito comum encontrar famílias inteiras no campo, colhendo sempre-vivas na época de floração. Nas serras de acesso mais difícil, distantes de áreas habitadas, como por exemplo na Chapada do Couto, em Felício dos Santos, MG, ocorre o deslocamento de grupos de coletores que acam-

fotos: P. Ihler

Sempre vivas

pam durante todo o período de floração das espécies comercializadas, com uma permanência de ate três meses no alto da serra, constituindo verdadeiros núcleos populacionais temporários. O material coletado costuma ser reunido em pequenos feixes para serem secos ao sol. Posteriormente, esse material é vendido a intermediários, que fazem a ligação entre o coletor e o revendedor e/ ou exportador. Estes últimos possuem, geralmente, grandes depósitos, onde é feita a manipulação final do produto, incluindo secagem completa das plantas, classificação de acordo com o tipo e qualidade, montagem em ramalhetes, pesagem e embalagem. Muitas vezes, as inflorescências são tingidas em cores diversas, com o uso de corantes artificiais. Em 2001, foi criado o Plano de Ação para a conservação das Eriocaulaceae do Brasil – PAN Sempre Vivas, que tem como objetivo a manutenção da diversidade de Eriocaulaceae, por meio da diminuição da perda de hábitats e de outras ameaças, especialmente nas áreas de alto endemismo. O PAN definiu cinco metas e 54 ações para a conservação das espécies de Eriocaulaceae do Brasil, com previsão de implementação até 2016. O monitoramento está sendo supervisionado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade do Cerrado e Caatinga – CECAT/ICMBio.

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Av. Professor Mário Werneck, 861 | Buritis | CEP 30455-610 |Belo Horizonte - MG | Tel.: 31 3469.1919 | www.jamsolucoesprediais.com.br


Registro da primeira visita aberta para autoridades e imprensa

fotos: Eugênio Sávio

MARCHADOR FEST

O Oscar da raça

Mangalarga Marchador

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IV Marchador Fest, aconteceu entre os dias 15 e 17 de novembro, no Sul de Minas Gerais. Evento conhecido como o “Oscar” da raça é uma realização da ABCCMM (Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador). A inauguração do Museu Nacional Mangalarga Marchador também foi o destaque da edição. O primeiro dia do IV Marchador Fest foi marcado pela Copa de Marcha Barão de Alfenas. Os julgamentos da competição aconteceram no Parque de Exposições de Caxambu e foram finalizados, no dia 16 de novembro, quando também ocorreu o Leilão de Elite Barão de Alfenas. O remate aconteceu no Hotel Glória, na cidade de Caxambu, com a oferta de 40 lotes entre garanhões, matrizes e embriões de genética comprovada. Como parte da programação do Marchador Fest, no sábado, 17 de novembro foi inaugurado o Museu Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, em Cruzília/ MG, um dos acontecimentos mais esperado pelos amantes da raça. Durante a solenidade, a ABCCMM lançou, em parceria com os Correios, um selo comemorativo alusivo ao museu.

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Uma das atrações na inauguração foi um Pocket Show com o Neguinho da Beija-Flor e a bateria da escola de samba que escolheu o Mangalarga Marchador para ser homenageado no samba-enredo do carnaval de 2013 com o tema “Amigo fiel – do Cavalo do Amanhecer ao Mangalarga Marchador”. No mesmo dia, no hotel Glória em Caxambu/MG, aconteceu a noite do Oscar da Raça, em que foram homenageados criadores e expositores que se destacaram no cenário nacional em 2011 e 2012.

só para os apaixonados pela raça, mas para todos os apreciadores da história e da cultura brasileira. Localizado no centro de Cruzília, o Museu funciona no casarão da Fazenda Bela Cruz e abriga preciosos detalhes da raça Mangalarga Marchador como fotografias, objetos, mobiliários, documentos sobre a raça, faixas, troféus, dentre outros artigos. Inserido no Caminho Velho da Estrada Real, o Museu, que possui sede própria e apresenta como peculiaridade, o caráter de primeiro Museu território do Brasil, um orgulho para o presidente da ABCCMM, Magdi Shaat. “O Museu é um sonho de todos os criadores. Ele vai agregar valor à nossa tradição e história e será um ponto de referência para as pessoas interessadas em resgatar a cultura nacional”, ressaltou.

O Museu O Museu Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador é um presente não

Secretário Elmiro Nascimento visita museu

Museu Nacional Mangalarda Marchador

Carlos Augusto Reis de Oliveira, titular do Haras Terra Natal.

Haras Terra Natal Consistência genética e vocação para marchar são os requisitos básicos que norteiam as decisões de acasalamentos e seleção dos animais Terra Natal.

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Haras Terra Natal, localizado no município de Inhaúma, a 20 km de Sete Lagoas/MG e a 80 km da capital Belo Horizonte, iniciou suas atividades há seis anos, se especializando na criação do cavalo Mangalarga Marchador e recebeu este nome por estar localizado na propriedade onde nasceu o seu titular, Carlos Augusto Reis de Oliveira, administrador de empresas e um apaixonado pela atividade rural. A escolha dos cavalos da raça Mangalarga Marchador na criação do Haras Terra Natal se deu devido às suas características de exímio marchador, comodidade de sela, temperamento, índole e beleza que estes animais possuem. “Como frequentador assíduo de propriedades rurais da família e de amigos desde muito cedo, aprendi a apreciar as virtudes do Mangalarga Marchador, o melhor cavalo do mundo”, disse.

De modo geral, os animais do plantel de Carlos Augusto têm origem na tropa D2, tradicional criatório do Sul de Minas, reconhecido pela qualidade de marcha e cela dos seus animais. O Haras Terra Natal contou no seu início de vida com 4 animais, sendo 1 reprodutor e 3 matrizes, animais estes que já não mais fazem parte do plantel, graças ao trabalho permanente de seleção que vem sendo conduzido com rigor, na busca por animais superiores. A transferência de embriões tem sido um dos recursos utilizados para multiplicar a melhor genética de marcha existente no criatório. Os resultados têm sido muito satisfatórios e contribuem para a maturidade e mudança de patamar do plantel. Por ser de médio porte, o planejamento de constituição do Haras Terra Natal previu trabalhar com um número não superior a 30 animais, independentemente da idade. “Atualmente, estamos, de forma consciente, excedendo este limite

e contando com 41 animais no plantel, incluindo aqui aqueles em sociedade”, diz o titular. Carlos completa que o excedente, se deve à sua obstinação em intensificar os trabalhos e atingir mais rapidamente o objetivo de compor o plantel de animais superiores, capazes de surpreender e agradar os amigos e visitantes do haras. Apaixonado pelo Mangalarga Marchador, Carlos pondera que a atividade proporciona grande prazer, em cada fase do processo. “No planejamento dos acasalamentos, nascimentos da potrada, no reconhecimento dos criadores da qualidade dos animais produzidos, na confirmação dos animais ao serem montados e é claro nas premiações em pista”, afima. Os objetivos de Carlos Augusto na criação são claros: ser reconhecido pelos criadores do Mangalarga Marchador como um celeiro de produção de animais superiores, capazes de competir e vencer nos eventos da Raça. Como alcançá-los:? “Mantendo os requisitos básicos que norteiam as decisões de acasalamento com consistência genética e vocação para marchar”, finaliza o criador.

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Pedro e Lúcia Goulart

Haras JP União, paixão pelos animais e

conquistas na raça Mini-Horse.

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casal Pedro e Lúcia Goulart possuem muitas coisas em comum, e uma delas é sem dúvidas a paixão pelos eqüinos. Muitas famílias abrem mão da agitada vida nas capitais para buscarem mais qualidade de vida no interior e esse foi o caso de Pedro e Lúcia, que optaram na década de 80, em se mudarem da capital paulistana para criarem os filhos na cidade de Ourinhos, divisa com o Estado do Paraná. O intuito era terem não só maior liberdade, melhor qualidade de vida, mas, também, integração com a natureza. Foi lá que seus filhos tiveram o primeiro con-

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tato mais próximo com animais, especialmente eqüinos. Começaram a fazer hipismo rural e tomar gosto pela equitação. Posteriormente mudaram-se para São José do Rio Preto, também no interior de São Paulo e como não havia nenhuma escola de equitação na cidade resolveram então, para poderem continuar praticando hipismo, montar um “Centro Hípico” e passar a criar cavalos Brasileiro de Hipismo e Árabe. “Contratamos o professor Nani Boson que dava aulas de equitação na Sociedade Hípica de Ribeirão Preto e, assim, nossos filhos Pedro e Neto continuaram o hipismo, sendo que era

minha esposa Lúcia quem dirigia e cuidava do Centro Hípico e da criação de cavalos. Nossa vida era, por consequência, toda voltada aos cavalos e, sobretudo às provas de equitação realizadas pela Associação Brasileira de Hipismo Rural (ABHIR), sendo que eles também participaram de inúmeras competições do CCE (Concurso Completo de Equitação). Entretanto, a vida profissional acabou levando-me de volta a São Paulo, vendemos o haras de São José do Rio Preto e, para que nossos filhos pudessem continuar com a equitação, resolvemos nos associar ao Clube Hípico de Santo

Amaro. Deixaram, então, o hipismo rural e começaram a prática do hipismo clássico”, conta Pedro. A rotina da família girava em torno da equitação, o que segundo Pedro, sem sombra de dúvidas, em muito contribuiu para que tivessem uma adolescência mais saudável e livre das drogas. “O ambiente dos cavalos era tão bom e teve uma influência tão forte na vida de meus filhos, que até hoje eles mantém laços de amizade com os antigos companheiros de montaria”, disse. O tempo passou, os filhos cresceram, deixaram a equitação, os criadores venderam seus animais e tomaram novos rumos profissionais. Assim, aos poucos, a família Goulart foi perdendo o contato com os cavalos até que vieram os netos (João Pedro, Ian, Victoria e Mel) e, em julho de 2010, em uma viagem de férias aconteceu o primeiro contato com os mini horses. “Fomos com João Pedro e Victoria em Socorro, interior de São Paulo, lá tivemos a oportunidade de conhecer um criatório de Mini-Horse localizado no perímetro urbano, numa área inferior a

João Pedro e Victória posam para a foto com Dalia do JP

5.000 metros quadrados. Da visita a aludido haras saímos com a compra de dois animais para os netos e com um enorme problema, não tínhamos uma propriedade rural para levá-los. Como residíamos num condomínio fechado de chácaras, localizado no Município de Araçariguama cerca de 50 km da Capital, não hesitamos em construir em 4.230 metros quadrados nosso criatório, o “Haras JP”, em homenagem ao nosso neto primogênito João Pedro, um amante de cavalos, com apenas cinco anos de idade e que gosta de ser chamado de “peão”, no pomar de nossa casa”, lembra Lúcia. Apaixonados pela nova criação, Pedro e Lúcia se associaram à Associação Brasileira de Criadores de Mini-Horse (ABCMH), adquiriram outros animais e passaram a participar das competições do Campeonato Nacional do Mini-Horse. “Sem sombra a dúvidas, nossa vida ganhou nova dimensão com a vinda dos cavalinhos para nossa casa, vez que estávamos aposentados e sentindo que faltava alguma coisa. Hoje nosso tempo é todo tomado com os afazeres do haras e, como sempre

Mel montando Paloma do JP

minha esposa Lúcia é quem controla o dia a dia dos animais, o que e quanto devem comer, seu peso (medidos mensalmente numa balança), casqueamento, vacinação, vermifugação e preparação dos mesmos para as exposições. Eu fico mais absorvido com as compras e dando todo o suporte para que o haras funcione sem nada faltar”, acrescenta Pedro. A opção pela raça veio também pelas características dos mini-horses, animais extremamente dóceis, de fácil manejo e ideal para crianças. “Nossos netos João Pedro, Ian e Victoria, todos de seis anos e a mais novinha Mel de três anos freqüentemente montam sozinhos os animais, bem como os apresentam nas pistas de julgamento, o que nos deixa bastante orgulhosos e felizes, notadamente por ver a perfeita interação animal brinquedo e criança. E, vale acentuar que não só os netos, mas, também, seus pais, participam Dezembro 2012

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das exposições, fazendo com que toda a família fique envolvida com o clima agradável e sadio do campeonato”, comemora. A criação desses pequenos animais trouxe para as crianças um grande aprendizado de vida, que elas levarão consigo para sempre. Lições estas, que as participações em pista ensinaram aos jovens netos a real importância das competições. “Lembro-me que no início João Pedro ficava bravo quando nossos animais não ganhavam o primeiro lugar e, aos poucos, foi entendendo e hoje entende perfeitamente, que na vida um dia se ganha e outro se perde, lição, tenho certeza, que levará para o resto da vida graças ao Mini-Horse e

suas competições. Recentemente a caçula Mel, na Etapa de Lençóis Paulista, ao ver que sua égua predileta não havia sido premiada chegou, para nossa surpresa, para não dizer espanto, indagar ao Zezé Cruz (atual Presidente da ABCMH) porque a mesma não havia sido contemplada com uma roseta. Aos poucos aprenderá, como João Pedro aprendeu, que o sentido maior é competir, que ganhar ou perder é mera conseqüência”, reflete o criador. Apesar do pouco tempo de criação, o Haras JP já coleciona alguns importantes troféus, fruto de um trabalho sério e focado na alta genética da raça. “O prazer que estamos tendo com a criação, para nós um

lazer, não tem cifra que pague, sendo certo que montamos o criatório com o foco de participarmos das exposições do Campeonato Nacional e ter um plantel pequeno, de boa, se não dizer, de excelente qualidade. Temos obtido bons resultados. No primeiro ano (2011) fizemos, dentre outras conquistas, a Grande Campeã Nacional Potra Jovem do Futuro “AVARÉ GRAXINHA”. Este ano conseguimos com a égua “GUGUINÁ FIU-FIU” o título de Grande Campeã Nacional da Raça Adulta e com o garanhão “AVARÉ EXCLUSIVO” o título de Reservado Campeão Nacional da Raça Adulto. Outra compensação é vivenciar o nascimento dos potrinhos, não só um momento de

João Pedro, Ian e Mel

profunda alegria, mas, por que não dizer, a fonte de receita do criatório, a servir para minimizar seus custos, valendo asseverar que outra fonte é a venda de coberturas. Daí, imprescindível se ter um bom reprodutor”, pondera Pedro.

Manejo

Família recebe premiação

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O Haras JP, está bem próximo da capital São Paulo, o que demonstra como a raça mini horse pode ser criada em pequenas chácaras e sítios, nem a necessidade de grandes terrenos para o manejo. A recomendação de Pedro a quem esteja interessado em iniciar na criação, é formar, do seu jeito, investindo em um profissional que até não tenha conhecimento com eqüinos, mas goste de trabalhar com animais. Além disso, Pedro recomenda que o criador deve se instruir através de cursos, veterinários, criadores e pessoas outras do meio eqüestre sobre nutrição, manejo, controle sanitário, reprodução, dentição eqüina, aprumos, casqueamento para que ele mesmo

possa instruir seus funcionários. “Minha esposa chegou até mesmo a aprender noções de casqueamento para auxiliar nosso funcionário. Importante, também, é a participação em exposições, tanto para você ficar a par do que está acontecendo na raça, bem como para se ter uma avaliação do estado dos seus animais, a valorização do seu plantel, isto

para não dizer que é muito prazeroso a convivência com os demais criadores, ou seja, a “família mini-horse” é muito unida, participativa e amiga, valendo destacar o papel de nosso Presidente ZeZé Cruz, em nome de quem agradeço a todos os demais criadores pelos incentivos recebidos e que não foram poucos. Se você tem tempo disponível para se doar aos cavalos, um pequeno capital para investir e uma chácara para criá-los, mesmo que não seja grande, crie Mini-Horse, o animal brinquedo. Sua recompensa será ver sua vida preenchida de novos valores, os prêmios das exposições sua moeda e a interação com os seus animais o pagamento maior. Retorno financeiro é, pelo que vejo, conseqüência de seu trabalho. No caso, aquele que cria visando exposições, obviamente os animais premiados passam a ter um maior valor econômico, valendo acentuar, por derradeiro, como já foi dito, que o melhor pagamento será os dias gostosos que você poderá usufruir, sobretudo se tiver filhos pequenos ou netos, como é o nosso caso”, finaliza.

Paulo e Cido com Futuro do JP e Acéu do JP

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Campeões do

Haras JP Princesa Do Japão

Avaré Graxinha

Avaré Harmony

Reservada Campeã Égua Adulta Feinco/Sp 2012

Grande Campeã Nacional Potro Do Futuro Eapic 2011 Reservada Campeã Égua Jovem Fapi 2012

Grande Campeã Potra Jovem Feinco/Sp 2012 Reservada Grande Campeã Expolondrina 2012

Guguiná Fiu-Fiu Grande Campeã Nacional Égua Adulta Fapi 2012 Grande Campeã Égua Adulta Expolondrina 2012 Grande Campeã Égua Adulta Expobaurú 2012

Reservado Campeão Nacional Cavalo Adulto - Fapi 2012 Reservado Grande Campeão Cavalo Adulto - Feinco/Sp 2012 Campeão Cavalo - Expo Londrina 2012 Grande Campeão Cavalo Adulto - Facilpa 2012 Reservado Campeão Cavalo - Itápolis 2012

Avaré Exclusivo

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Embrapa entrega sementes de milho tradicional

a povo indígena do Xingu *Fábio Freitas e Fernanda Diniz, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

A

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 47 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, através de uma ação do Projeto “Fortalecimento cultural e conservação de alimentos tradicionais no Parque Indígena do Xingu”, devolveu ao povo indígena Kayabi (aldeia Ilha Grande, Parque Indígena do Xingu, MT) sementes de milho tradicionais, que os índios não possuíam mais em função de fatores de dinâmica cultural e de manejo de suas roças. As sementes foram entregues no final de agosto de 2012, época próxima ao início do ano agrícola de 2012/2013, e serão úteis não apenas à aldeia Ilha Grande, mas também para outras aldeias Kayabi do Xingu. Essa ação é muito importante e representativa do ponto de vista científico, pois marca o fim de um ciclo (coleta de amostras – conservação – recuperação – devolução). As sementes de milho foram coletadas no ano 2000, em parceria com a Fundação Nacional do Índio – FUNAI, com o objetivo de mapear a situação agrícola das aldeias do Parque Indígena do Xingu. Em 2001, foram enviadas à Embrapa Milho e Sorgo, Sete Lagoas, MG, onde foram incorporadas ao sistema de conservação de milho, nas câmaras de conservação daquela Unidade. Em 2010, recebemos uma carta dos índios Kayabi das diversas aldeias do Par-

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que Indígena do Xingu, solicitando ajuda para recuperarem variedades tradicionais de milho que haviam perdido. Entramos em contato com a curadora da coleção de milho da Embrapa Milho e Sorgo, Flávia França, que localizou as sementes oriundas da aldeia Kayabi, e iniciou o processo de multiplicação, de forma a obter um volume grande de sementes para podermos distribuir ao povo indígena. Em 2012, na véspera de se iniciar o ano agrícola de 2012/2013, as sementes foram, então, entregues diretamente ao cacique Siranhu e sua comunidade da aldeia Ilha Grande. Essa ação nos deixou muito felizes, pois é uma prova concreta da relevância da conservação de espécies vegetais e reforça a importância da complementaridade entre a conservação in situ (no local de origem das espécies) e ex situ (fora do local de origem).

Embrapa e povos indígenas: parceria de sucesso em prol da sustentabilidade A ação mostrou ainda que, mesmo em uma aldeia muito comprometida com a manutenção dos seus cultivos tradicionais como é o caso da Kayabi, fatores internos e externos podem levar a perda de produtos agrícolas. E é neste espaço que a Embrapa, dentro de sua missão de conservar recursos genéticos para o futuro, pode se inserir com competência e ajudar.

Ação fecha um ciclo muito importante no processo de conservação e uso sustentável de recursos genéticos vegetais: coletar, conservar, recuperar e devolver.

Rancho Bela Vista Exemplo de iniciação na criação de ovinos

U Membros da comunidade observam as variedades recuperadas

As sementes devolvidas servirão não apenas para a aldeia Ilha Grande, mas também para outras etnias Kayabi do Xingu. A divisão e entrega serão feitas pelo cacique Siranhu, em função da dinâmica cultural daquele povo. Este tipo de ação permite o fortalecimento cultural da comunidade atendida, uma vez que garante o resgate de variedades tradicionais, com o uso alimentar e folclórico a elas relacionados. Permite ainda que uma diversidade maior de espécies e variedades esteja disponível para manejo das comunidades, alem de fortalecer a relação entre a Embrapa e a comunidade, pois mostramos na prática que podemos ser parceiros na conservação de suas sementes.

ma atividade que desperta o interesse no agrobusiness é a criação de ovinos, mas antes de iniciar na atividade, o criador precisa fazer um bom planejamento e conhecer algumas peculiaridades dessa criação. A psicóloga Lara Dias é uma criadora que dá seu exemplo de como o planejamento é importante no sucesso da ovinocultura. Lara trocou a vida na capital mineira, pela tranquilidade da cidade de Itapecerica, interior de Minas Gerais, e optou pela criação de ovinos para o sustento familiar. Foi no Rancho Bela Vista, em um terreno pequeno, de 9 hac que Lara e seu sócio no projeto, na época o então estudando de veterinária André Dias, encontraram a solução. Com pouco espaço, a criação de ovelhas para abate seria o ideal, mas mesmo assim, as contas do investimento versus retorno não fechavam. Era necessário agregar valores. E isso foi feito, através da escolha de ovelhas com dupla aptidão, carne e leite. “Acrescentamos a fabricação artesanal

de iogurte e queijo como derivados do leite de ovelha, a expectativa de um melhor rendimento passava a existir. André correu atrás de conseguir os animais, o que não foi tão fácil em Minas, inclusive por animais de dupla aptidão pela região não ter cultura dessa criação. Enquanto construíamos a infraestrutura, adquirimos 15 animais com aptidão carne com o objetivo de vivenciar o manejo”, conta. O Rancho Bela Vista tem atualmente animais de dupla aptidão, conseguiu aumentar o plantel com animais nascidos na própria propriedade, selecionando as melhores ovelhas leiteiras para melhorar geneticamente a criação. “Vendemos o produto para amigos e parentes que nos visitam, e comemos muito iogurte e queijo tipo chancliche, estamos crescendo bem devagarinho, mas com o pouco que produzimos, é possível pagar as despesas. Os cordeiros são vendidos para abate ou para se tornarem reprodutores em outras propriedades. As borregas ficam para o crescimento do plantel”, disse a criadora. Segundo Lara, o manejo não é complicado, mas é exigente. As ovelhas ficam a pasto, e no fim do dia retornam ao aprisco,

momento de observar alguma possível alteração nos animais. O que mais a preocupa são as verminoses. “O fato de estarem vermifugadas não garante 100% o controle, é necessário observar os primeiros sintomas para salvar nossos amores. Na tentativa de minimizar o problema, as quatro vacas da propriedade ficam a pasto junto com as ovelhas, e trabalhamos com rodízio de piquetes. As ovelhas em lactação ficam sempre no aprisco, se alimentam de cana e capim e recebem suplemento de feijão guandu, plantado na propriedade e farelo de milho, soja e trigo. No primeiro ano de experiência com a criação, tivemos leite apenas em um período, hoje com a estação de monta temos de 3 a 6 litros todos os dias do ano. Com 5 litros de leite, fabricamos 40 potes de iogurte dia ou 2 kilos de queijo tipo chancliche”, explica. Lara completa que com a possibilidade do registro do produto no Instituto Mineiro de Agricultura (Ima), através da agroindustria familiar, poderá adquirir mais ovelhas leiteiras, para aumentar a produção e entrar no mercado formal, com a esperança de receber o retorno do investimento. “Sempre focamos no carinho da produção familiar, artesanal e natural. Nossas delícias, são resultado de pesquisas constantes, de um manejo pautado no respeito ao animal, na músicalidade sentida por nós a cada ‘beé’, sonorizado, na música tocada quando as ovelhas retornam ao aprisco a cada pôr do sol”, finaliza.

A criadora Lara Dias no aprisco. Dezembro 2012

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A questão do Funrural

e seus reflexos para o

produtor rural

* Cláudio Luiz Gonçalves de Souza, Mestre em Direito e Professor na PUCMINAS. Sócio Titular da Souza Sociedade de Advogados.

U

m assunto que havia gerado muita discussão em momento pretérito, mas que ainda torna-se importante trazer à colação novamente, diz respeito à inconstitucionalidade do artigo 1º da Lei Ordinária Federal n. 8.540, de 1992, que havia criado a obrigação tributária do empregador rural de recolher a contribuição (espécie tributária) em favor do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (FUNRURAL). Malgrado já tenha se passado dois

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anos em que o Ministro Marco Aurélio (Processo – RE 363852), na qualidade de relator do processo, manifestou pela inconstitucionalidade da cobrança da exação, conquanto que a lei que na época instituiu a obrigação previdenciária (tributária) era uma lei “ordinária”, quando deveria ser por meio de uma lei “complementar”, conforme dispõe a Constituição Federal por meio de seu artigo 195, § 4º . Sobejamente, o FUNRURAL ou Contribuição Social Rural se consiste em uma

contribuição social com o fito de custear a seguridade (INSS) de forma geral. Com efeito, referido tributo é cobrado sobre o resultado bruto da comercialização rural (de 2,3% a 2,85%) e, da mesma sorte, descontado, pelo adquirente da produção no momento da operação comercial. Sendo assim, o Plenário do STF naquela ocasião decidiu, em caráter definitivo, que a cobrança do FUNRURAL dos contribuintes Pessoas Naturais e com empregados, cuja alíquota é de 2,1% da receita bruta decorrente das vendas efetuadas por esses produtores rurais, é completamente indevida. Isso se verifica porquanto a alíquota do FUNRURAL é de 2,0% para o INSS, acrescido de 0,1% para o RAT; havendo ainda 0,2% para o SENAR, o que perfaz um total de 2,3% sobre o valor total das vendas dos produtos rurais efetuadas pelos produtores qualificados na condição de pessoas naturais. Não obstante, torna-se importante relembrar que no que tange à contribuição de 0,2% para o SENAR, este não integra o FUNRURAL e, portanto, a decisão

do STF não o atingiu, uma vez que tem natureza jurídica diferente do FUNRURAL. Lado outro, como a decisão Plenária não apresentou os efeitos da modulação prevista na Constituição de 1988, seus efeitos retroagem à data de vigência da lei que foi julgada inconstitucional e, com isso, abriu uma oportunidade para que os contribuinte do FUNRURAL recorressem ao Poder Judiciário, acaso tenham pago a contribuição de forma indevida. Ocorre que muitas pessoas não recorreram ainda a essa questão de inconstitucionalidade ao Poder Judiciário, uma vez que o teor da decisão do Plenário do STF somente alcança as partes envolvidas. Entrementes, insta também relembrar que os médios e grandes produtores sofrem o desconto do denominado “FUNRURAL”, de maneira compulsória, no momento em comercializam suas produções, sejam de grãos; de gado; de aves; de algodão; de madeiras; dentre outros produtos; ficando ainda compelidos ao recolhimento da contribuição previdenciária incidente sobre a folha salarial de seus empregados. Destarte, quem eventualmente desenvolve suas atividades como pessoa jurídica e venha a ter a retenção; também poderá reivindicar a devolução. Muito embora não seja a mesma situação da decisão do STF em comento; todavia a inconstitucionalidade torna-se ainda

mais gritante e, por seu turno, vem sendo reconhecida pelos Tribunais como bitributação; comportando do mesmo modo a suspensão da cobrança da exação, bem como a devolução do recolhimento indevido nos últimos 05 (cinco) anos; considerando ainda que nesse caso, a alíquota é de 2,5% sobre a receita bruta. Cumpre ainda afirmar que aqueles que trabalham como pessoa física e que, não se enquadram como segurado especial, não possuindo empregados, ainda assim tem seu direito garantido; vez que a Receita Federal reconhece que não existe previsão legal para a cobrança nesses casos. Todavia, em se tratando do segurado especial, este não faz jus. Importante ainda frisar que o reconhecimento da ilegalidade do FUNRURAL não colide com os benefícios dos produtores rurais e, muito menos com os de seus empregados, porquanto encontram-se amparados pelo Regime Único da Seguridade Social que foi criado pela Carta Magna de 1988. Por todo o discorrido, chega-se à conclusão de que o Produtor Rural para que possa ter seu direito garantido de suspensão da retenção dos valores indevidamente cobrados à título da aludida contribuição, deverá postular e juízo, formulando ainda o pedido de devolução dos valores que lhes foram descontados nos últimos 05 (cinco) anos.

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Haras Tarumã Tradição na raça Jumento Pêga O

criador Luiz Felippe Haddad, titular do Haras Tarumã, localizado em Guaraciaba, Zona da Mata Mineira, é um grande conhecedor dos Jumentos Pêga e sempre esteve muito envolvido na raça. Haddad começou a criar em 1987 e foram seis anos à frente da Associação Brasileira dos Criadores de Jumentos Pêga. A introdução na raça veio por intermédio do avô de sua esposa, Sr. Waldemar Urbano (prefixo Walmar) da cidade de Passa Tempo/MG. “Sr. Waldemar foi meu grande inspirador, foi dele que adquiri meu primeiro Pêga. Sr. Waldemar foi um dos fundadores da Associação Brasileira dos Criadores de Jumentos Pêga em 1947 e da Associação Brasileira dos Criadores

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do Cavalos Campolina. Grande selecionador de ambas as raças”, disse Haddad. Buscando sempre bons jumentos e muares Pêga de boa morfologia, estrutura e principalmente animais marchadores, o Haras Tarumã vai fazendo história na raça. Os anos à frente da Associação Brasileira, fez de Luiz Haddad um grande conhecedor dos animais, que em muito contribuiu para o crescimento e difusão do Pêga no Brasil.” De 2004 a 2010, junto com alguns diretores fizemos uma boa administração, divulgando mais a raça, aumentando o número de sócios, o registro de muares junto ao Mapa, saneando a parte financeira da associação, dentre outras coisas”, conta.

De acordo com Haddad, um marco para a Pêga foi a decisão da Associação quanto à exigência do registro de animais para participar de exposições ou concursos de marcha oficiais da raça, com a condição de ser sócio da ABCPêga e estar quite com seus compromissos para concorrer às premiações. “O Pêga foi se profissionalizando. Os criadores passaram a selecionar mais criteriosamente seus produtos. No caso de muares, os cruzamentos deixaram de ser feitos com quaisquer éguas, como se fazia em outras épocas e o criador passou a escolher criteriosamente uma boa matriz para colocar em um bom jumento”, explicou. Questionado sobre a importância de participar de exposições Haddad afirma que elas são excelentes para fazer uma comparação com os outros criatórios, novos contatos, novas amizades e aprimorar os conhecimentos técnicos. O alto custo de manutenção de uma criação grande e a dificuldade de encontrar mão de obra especializada são, segundo Haddad, os maiores entraves da criação.

Luiz Felippe Haddad, titular do Haras Tarumã.

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Cientistas do ITAL apresentam resultados

favoráveis à raça D urante o Workshop Blonel, promovido pelo ITAL - Instituto de Tecnologia de Alimentos, no mês de novembro em Campinas (SP), a equipe de cientistas internacionais chefiada pelos também professores, Expedito Tadeu Facco Silveira e Márcia Mayumi, apresentou os resultados do abate técnico realizado em agosto deste ano, na planta piloto do CTC – Centro de Tecnologia de Carnes, órgão oficial responsável pela pesquisa e desenvolvimento de carnes, do Governo do Estado de São Paulo. O trabalho teve como escopo a obtenção de valores de composição corporal e de carcaça e avaliação de tipificação de dois bovinos puros da raça Nelore,

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comparativos a outros dois de cruzamento industrial da raça Blonel com Nelore. Os animais que participaram da prova eram machos inteiros, aleatoriamente apartados do lote contemporâneo de bezerros nascidos entre agosto e outubro de 2010 na Fazenda São José, localizada no município de Amparo (SP), do pecuarista Fernando Lacerda de Camargo, criados em mesmos pastos até o abate com a idade média de 23 meses. Para abrir o evento, foi convidado o proprietário do plantel fundador da raça Blonel, Eduardo da Rocha Leão, atual presidente da ABBlonel, que lembrou os vinte anos já transcorridos desde o início em sua Fazenda Santo Antônio do Império, no

suem extrema padronização, de forma quase cilíndrica e traseiro bem musculoso, com dorso e lombo de grande espessura e elevado comprimento corporal, estruturado em ossos finos porém fortes, características que lhes conferem excepcionais rendimentos de carcaça e também na desossa. Os resultados potencializados na raça Blonel, advindos da heterose genética do europeu Blonde, fundindo suas qualidades máximas de carne, precocidade e conversão alimentar, com as de rusticidade, praticidade e adaptabilidade do indiano Nelore, foram obtidos através da biotecnologia dos tempos modernos, sempre com a utilização de sêmen de touros provados em testes de progênie. Durante todo o processo de formação da raça, as pesquisas passaram pelas mais rigorosas testagens e certificações, desde sua concepção até a degusta-

Dom Blonel

município de Pedreira (SP), de seus primeiros acasalamentos entre as raças Blonde D’Aquitaine (BLO) e Nelore (NEL), visando a formação da raça BLONEL (5/8 BLO com 3/8 NEL), que no ano de 2005 se tornou a mais nova raça bovina do mundo, com a obtenção da homologação do MAPA-Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No evento, o professor Expedito Tadeu, comentou que apesar de cientificamente ainda reduzida, a amostragem resultou em ampla vantagem para os bovinos de cruzamento industrial da raça Blonel com Nelore, indicando que a pesquisa deverá continuar com um número cada vez maior de animais, antecipando o anúncio de que os próximos abates técnicos já foram acertados com a realização de provas entre lotes de fêmeas e também entre lotes de machos castrados. Na oportunidade, foram apresentados pelos cientistas do ITAL, os diversos resultados oficiais comparativos, todos favoráveis à utilização da genética Blonel.

Raça Blonel Raça genuinamente brasileira, foi sintetizada pelos graus sanguíneos de 5/8 Blonde e 3/8 Nelore, após mais de uma década de seu desenvolvimento, sendo reconhecida e homologada pelo Ministério da Agricultura no ano de 2005.

A busca pelo bovino de corte ideal para países de clima tropical como o Brasil fez surgir o Blonel. De pelagem curta e clara, mas de pele e cascos escuros, sinônimos de rusticidade, tanto os animais puros como seus cruzamentos pos-

ção. Aprovado com grau de excelência em abate “Kosher”, este produto híbrido Blonde x Nelore, também foi considerado como “Tipo Padrão” por renomada rede de restaurantes, especializada em carnes grelhadas e obteve “Máxima Premiação” em abate de vitelos.

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Os obstáculos a serem superados pelo Agro U

m sistema de produção agrícola deve ser sustentável. Antes de qualquer coisa, deve ter sustentabilidade econômica, o que permitirá investimentos para se conseguir sustentabilidade social e ambiental. Sistemas de produção como o de Integração Lavoura-Pecuária, ou mesmo Integração Lavoura-Pecuária-Floresta representam a evolução mais recente da agricultura. Embora a utilização de maior número de espécies forrageiras se constitua numa evolução do sistema de produção em relação ao uso exclusivo da braquiária, com a diversificação, há necessidade de melhor qualidade de gerenciamento do que nos sistemas mais simples. Algumas vezes, a não adoção de algumas técnicas ou espécies em rotação se deve mais à deficiência de gerenciamento e (ou) máquinas do que ao clima, por exemplo. Um problema

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adicional é a instabilidade dos mercados e a falta de gerenciamento da comercialização. A falta de pessoas capacitadas para um bom gerenciamento do sistema tem sido um dos entraves ao seu desenvolvimento. Aliás, a falta de gente qualificada tem sido um obstáculo ao crescimento de diversas áreas de atividade no Brasil. Um problema observado na maioria das propriedades que desenvolvem algum desses sistemas de produção agrícola é a dependência do uso de adubo nitrogenado. Mesmo com custo maior, o resultado econômico do uso de maiores doses de nitrogênio pode ser vantajoso. Uma fazenda que utilizaria num sistema convencional entre 60% a 80% dos seus recursos, passa a utilizar cerca de 90% a 95% de seus recursos num sistema integrado. Desta forma, um melhor entendimento da dinâmica de nitrogênio nos sistemas seria importante para tentar

*Ciro Antonio Rosolem

melhorá-lo. Por outro lado, muitas propriedades, mesmo com alto nível tecnológico, ainda persistem procedimentos em que o mais básico da ciência agronômica é negligenciado. Por exemplo, apesar do volume de resultados mostrando a falta de resposta aos micronutrientes em diversas situações, o uso de zinco, manganês, boro, e por vezes outros micronutrientes, ainda é generalizado. A análise de solo para fins de fertilidade nem sempre é feita todos os anos, e raramente se encontra um resultado na profundidade de 20 cm a 40 cm, o que ajudaria no diagnóstico de, por exemplo, falta de enxofre. Mas, a quantidade de fertilizantes utilizada nem sempre leva em conta o resultado da análise de terra. . *Membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) e professor titular da Faculdade de Ciências Agrícolas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCA/Unesp Botucatu).

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A 6ª Feileite reuniu mais de 2.000 animais de raças leiteiras provenientes de criatórios de todo País e se destacou pela extensa programação: julgamentos, concursos leiteiros, leilões e cerca de 100 eventos paralelos. O evento contou com a presença de mais de 20 mil visitantes, dentre pecuaristas, profissionais liberais e técnicos, executivos, estudantes, zootecnistas, veterinários, agrônomos, consultores, tratadores e outros interessados no setor. Estrangeiros também prestigiaram a feira. Além da presença de animais das raças Gir Leiteiro, Simental Leiteiro, Girolando, Bufálos, Guzerá Leiteiro, Jersey, Holandês e Sindi, paralelamente ao even-

Feileite 2012 R

ealizada entre os dias 19 e 23 de novembro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, SP, a Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite (6ª Feileite 2012), reuniu e mobilizou produtores e profissionais de vários elos que envolvem a pecuária leiteira, interessados em acompanhar a evolução das raças e conhecer os trabalhos realizados por órgãos públicos e privados para o incremento de novas técnicas de sanidade, genética, manejo e preservação ambiental. O evento teve como destaque o 1º Congresso Via Láctea, realização do Agrocentro, reuniu especialistas dos diversos elos da cadeia do leite para mostrar o atual panorama e perspectivas do setor. A 3ª edição do Troféu Balde de Ouro

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considerado o Oscar da pecuária leiteira, é uma iniciativa da união das principais empresas do setor de produção animal. Alexandre Alves, diretor da unidade de pecuária da MSD Saúde Animal, lembrou que o objetivo do evento é reconhecer os destaques do setor e enfatizar a atividade do produtor e de toda a cadeia do leite. “A Feileite é uma oportunidade de mostrar cases de sucesso”, resumiu Donário Almeida, do Canal Rural. Os torneios leiteiros da 6ª Feileite 2012 contaram com a participação das raças Gir Leiteiro, Girolando, Guzerá, Sindi, Jersey e Simental. O grande destaque da competição foi a matriz girolando Dengosa Wildman com média superior a 100 kg/dia. A opinião entre os organizadores e público foi unânime, de que “cada vez

to, foi realizada a Expande (Exposição de Pequenos Animais e Derivados). Durante a feira, foram realizados nove leilões. Destes, 6 de gado leiteiro, das raças Girolando, Gir Leiteiro, Misto (Holandês e Jersey) e Simental e 2 de ovinos (Sufkolk e Dorper). A novidade foi o Leilão de Tratores e Implementos Agrícolas.

mais, a Feileite se consolida como pólo para difusão de pesquisa, tecnologia e produtos”, afirmou Décio Ribeiro dos Santos, diretor do Agrocentro. “A Feileite é um local apropriado para o intercâmbio de informações entre produtores e empresas do setor”, acrescentou Carla Tuccilio, coordenadora de Agronegócio do Agrocentro. O gerente nacional de vendas e serviços da CRV Lagoa, Antonino Bosco de Resende afirmou que a Feileite é uma feira tradicional, extremamente importante dentro do negócio leite, com a presença de boa parte da cadeia produtiva do Brasil. “Principalmente com presença significativa de criadores de vários pontos do país, realizamos um bom número de negócios”, disse Antonino Bosco de Resende. Dezembro 2012

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13ª edição da

Nelore Fest

Evento celebrou os grandes destaques da raça

A

Tenis,

o esporte que conquista cada vez mais adeptos

S

ua origem foi em meados do século XIII, na França, mas foi o Rei da Inglaterra Henrique VIII, praticante da modalidade, que ajudou a difundir o esporte pelo mundo. Atualmente o tênis ganhou muitos praticantes e cresce cada vez mais. Pode ser praticado por duplas ou apenas dois oponentes. O objetivo é rebater a bola e para marcar um ponto, é preciso fazer com que a bola toque o piso, no lado do campo adversário. A pontuação se divide em games e sets. O esporte não tem idade, jovens pequeninos a partir de cinco anos já podem praticá-lo. O empresário e professor Marcelino Corrêa, está há 10 anos no mercado esportivo comandando a Aca-

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demia Mineira de Tênis (AMT),na cidade de Nova Lima, Minas Gerais. Marcelino conta que em sua academia, o principal foco é na categoria infanto juvenil, faixa etária de idade, para disputar o calendário oficial. Ele conta que por ano, em média dois alunos tem a oportunidade de conciliar, estudo e aperfeiçoamento do esporte nos Estados Unidos. “Com o intercambio universitário o atleta aprende uma segunda língua, participa de grandes eventos e ainda voltar com uma formação”, conta. Segundo o professor, a idéia de criar o programa de intercambio surgiu da própria demanda dos jovens atletas, interessados em seguir a carreia profissional e

com poucas opções de grandes torneios nacionais, o programa é uma possibilidade de continuidade. O tenista que dedica grande parte da juventude nas quadras tem no intercambio uma oportunidade de profissionalização. Outro diferencial do tênis é o treinamento de atletas cadeirantes para competições. “O tênis também é um esporte que interage com alunos deficientes físicos. Os resultados são vistos nas quadras. Cristofher Paytg, atleta da academia é um dos principais competidores do Estado. No ranking é o número três de Minas Gerais e cinco do Brasil”, conta Marcelino. O tênis é um esporte que proporciona grande sociabilidade, gera negócios e torna-se um encontro de amigos. Uma novidade no esporte que está sendo organizada pela AMT para 2013, é a criação do triatlo esportivo que envolve três modalidades em um único evento: hipismo, golfe e tênis. “As competições acontecerão simultaneamente, tendo como objetivo principal diversão para atender um público que é comum aos três esportes”, finaliza.

Nelore Fest 2012 reuniu dia 13 de dezembro, no restaurante Leopoldo na capital São Paulo, os principais representantes da agropecuária brasileira. A cadeia produtiva da carne bovina esteve representada por selecionadores de genética, criadores, recriadores, invernistas e confinadores, frigoríficos e estabelecimentos de varejo da recém lançada carne Seara Nelore. Personalidades, grandes empresários e investidores do mercado agropecuário e de capitais marcaram presença no evento. Além das tradicionais homenagens chamadas de Oscar da Pecuária, da entrega dos troféus aos grandes campeões do Ranking Nacional Nelore e Nelore Mocho, aos melhores criadores e expositores dos Rankings Regionais e aos vencedores do Circuito Boi Verde, a edição 2012 do evento contou com algumas novidades. Entre elas, a celebração dos resultados e premiação dos vencedores da nova ferramenta de integração entre os criadores de diferentes regiões do país, batizada de Copa do Atlântico, e o retorno da premiação dos vencedores do Ranking Nacional Nelore Mocho. O Ranking Nacional é o indicador de consulta indispensável para o segmento de seleção do Nelore – raça de maior expressão no rebanho bovino de corte do país. Além de ser uma ferramenta de comparação entre animais e, portanto, de identificação de animais superiores, o cam-

peonato consolidou-se ao longo dos anos como um excelente instrumento de valorização de seus participantes. Na temporada 2011/2012 o Ranking Nacional contabilizou 158 exposições, que contaram com a participação de 2.823 expositores e 23.111 animais expostos, em 18 estados do País. Em 2012 o Circuito Boi Verde de Julgamento de Carcaças, realizou a maior etapa da história com 2.141 animais avaliados na etapa promovida na unidade Marfrig - Mineiros/GO. Durante todo ano foram avaliados 6.964 animais, sendo quatro dessas etapas realizadas em unidades do Grupo Marfrig e uma em cada um dos demais frigoríficos: Frisa, JBS e Frigomerc (Paraguai). O Programa Nelore Natural também logrou êxito e registrou crescimento recorde histórico em 2012 com mais de 200 novos sócios e um incremento de 160% até o mês de agosto/2012, quando comparado com o mesmo período do ano passado. O PQNN, está presente em quatro estados brasileiros com volume médio de abate mensal de 25.000 mil animais. A produção de carne Seara Nelore Natural deste ano já chega a 180,5 mil toneladas. Os produtores associados da ACNB e participantes do Programa podem ser premiados de acordo com a qualidade dos animais ofertados para o abate. Em 2012, O Marfrig Group já soma R$ 4,2 milhões de premiação paga aos sócios participantes do programa com uma média de R$ 32,89 por animal premiado. Dezembro 2012

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Produtores rurais mineiros terão salto tecnológico na emissão

Benefícios

O

homem do campo está cada vez mais inserido na era digital e, em Minas, os produtores rurais mineiros contam agora com mais uma ferramenta tecnológica para facilitar a gestão de sua propriedade. Cerca de 300 representantes de Sindicatos Rurais de diversas regiões do Estado acompanharam em Belo Horizonte, o lançamento do Cartão do Produtor Rural CNA CARD, promessa de salto tecnológico para o setor. Fruto de uma parceria entre a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), o cartão

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permitirá ao produtor rural economizar tempo e dinheiro para a realização de consultas e emissão de documentos, como a Guia de Trânsito Animal (GTA), a Permissão de Trânsito Vegetal (PTV) e o Certificado Fitossanitário de Origem (CFO), eliminando a necessidade de deslocamento até órgãos emissores como a Receita Estadual, órgãos de Defesa Sanitária animal e vegetal, entre outros. Todas as operações com o Cartão do Produtor poderão ser realizadas eletronicamente, sem que os produtores rurais precisem se deslocar de suas propriedades. As solicitações de documentos

podem ser feitas via computador, smartphones, tablets, terminais móveis eletrônicos ou qualquer outro dispositivo. A solicitação será autenticada e direcionada por uma central, que encaminhará os dados para os órgãos de defesa, como IMA em Minas Gerais, que emitirão as guias ou liberarão os pagamentos, dependendo do tipo de serviço solicitado. O Cartão atua em cima da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), um sistema informatizado elaborado pela CNA e gerido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). A PGA integra bases de dados dos órgãos de defesa de todos os Estados, garantindo agilidade na obtenção de informações, com transparência e segurança. O produtor poderá fazer a solicitação e impressão da GTA de qualquer lugar do mundo, a qualquer dia e horário, com possibilidade de pagamento automaticamente por sistema pré-pago ou por boleto bancário online. O sistema trará assim facilidade, economia de tempo e dinheiro, uma vez que dispensa presença física (com deslocamentos por trajetos muitas vezes longos e estradas precárias), extingue a dependência do produtor aos horários de funcionamento dos escritórios de defesa e reduz custos na emissão de documentos.

da informação, preservando o produtor e o estado, além de prestar transparência para as missões que nos visitam visando à importação para outros estados e países”. Elmiro Nascimento, secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento lembrou que Minas tem avançando a largos passos e o agronegócio, que tem um papel fundamental na economia, reflete bem esse avanço. “O CNA Card representa uma enorme moderni-

zação que, com certeza, irá agregar valor à produção, baixando custos. O meio rural tem investido e apostado muito no avanço da tecnologia, não apenas no aumento de produtividade e qualidade dos produtos mas, como vemos aqui hoje, numa gestão cada vez mais competente e inovadora”. Os mineiros já podem se cadastrar para receber o CNA Card pelo site www.cnacard.com.br

Roberto Simões, Altino Rodrigues e Elmiro Nascimento realizaram a entrega simbólica do cartão CNA Card a Ivanir Julio da Silveira, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Formiga, escolhido por ser um dos mais antigos produtores presentes ao evento.

Cachoeira

Lago termal

Foto: Flávio Amaral

de documentos via internet

O presidente da FAEMG, Roberto Simões lembrou que Minas terá maior facilidade na implantação do cartão por já contar com um trabalho integrado da Federação com a Secretaria de Agricultura e suas vinculadas. “É um primeiro passo, a entrada do produtor rural na vida moderna, no processamento eletrônico e na convergência de todas as informações. É para onde os setores econômicos têm migrado, e a agricultura agora também estará firme nessa caminhada que, com certeza, nos trará tantas facilidades com cada vez mais benefícios”. A ampliação das funcionalidade do cartão também foi destacada pelo diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, que lembrou do objetivo de se agregar, em breve, o setor fazendário no mecanismo, possibilitando a emissão também de notas fiscais eletrônicas. ““Esse novo sistema vai colaborar com a segurança

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Sardinha E

la não tem a nobreza de um dourado ou de um badejo, nem o charme de um tambaqui ou de um tucunaré. Mas a sardinha, um peixinho pequeno, saboroso e popular, que já foi qualificado como pescado de terceira categoria, chega a bater o sofisticado salmão como fonte de ômega 3, um dos maiores responsáveis pelo bom funcionamento do coração. Pura ou em conserva, em forma de patê ou como recheio de sanduíche, costuma quebrar um galho e tanto em qualquer cozinha e vem, aos poucos, conquistando paladares mais exigentes. Ela foi um dos primeiros tipos de alimento a ser enlatado no início do século 19, quando o general francês Napoleão reconheceu a importância de se preservar alimentos em épocas de racionamento. A sardinha espalhou-se pelo mundo a partir dos mares da Sardenha, uma ilha no mediterrâneo, e hoje ocupa um espaço privilegiado nas águas e no prato dos brasileiros. No Brasil, de acordo com os dados mais atualizados do Ministério da Pesca, em 2010 foram capturadas 62.134 toneladas de sardinha verdadeira, espé-

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cie considerada em extinção, número 25% menor que os dados de 2009 quando foram produzidas cerca de 83.286 t, mas mesmo assim a sardinha ocupa os primeiros lugares no ranking de produção ´pesqueira extrativista marinha. De acordo com o Ministério, este declínio foi responsável por aproximadamente 50% da redução total observada na produção pesqueira marinha nacional em 2010. Vale ressaltar que as variações anuais da captura da sardinha-verdadeira são decorrentes de alterações da abundância que são relacionadas ao sucesso do recrutamento do estoque, o qual pode ser fortemente afetado por oscilações na estrutura oceanográfica da costa sudeste-sul do Brasil. A atual produção de sardinha no Brasil apresentou grande crescimento nos últimos anos, e houve um árduo trabalho para aumentar sua produção. Em 2002, a produção não ultrapassou 22 mil toneladas; em 2004, ficou em 24 mil. A sardinha tem altas taxas de fecundidade e crescimento rápido, mas vive no máximo quatro anos e apresenta altas taxas de mortalidade natural. O Ministério da Pesca,

explica que houve um enorme trabalho para entender a biologia da espécie, criar mecanismos de ordenamento e planejar a pesca de curto e médio prazos. Hoje, o problema é diferente: nossa indústria pesqueira não possui capacidade para estocar, processar e congelar a sardinha capturada no Brasil. São capturas diárias de até 1200 toneladas, mas a capacidade média diária da indústria é de apenas 400 toneladas. O resultado é a perda significativa da produção e a queda no preço médio de vendas. Outro gargalo tem sido o transporte, uma vez que as maiores capturas vêm se concentrando no estado do Rio de Janeiro, onde a capacidade de congelamento é reduzida a cerca de 100 toneladas/dia. É por isso que o Brasil continua importando tanta sardinha para atender ao mercado nacional, em 2010 foram importadas do Marrocos cerca de 31.000t, cujo produto apresenta bom preço de venda, sendo que os maiores volumes são direcionados para o abastecimento da indústria de conservas. A solução para o problema talvez seja investir no aumento da capacidade de processamento de pescado da indústria de enlatados. Uma solução que exige planejamento cuidadoso. Afinal, a indústria, revigorada, corre o risco de ficar ociosa se não estiver preparada para processar outros tipos de pescado (como a anchoíta) nos períodos em que os estoques de sardinha estiverem naturalmente em baixa.

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Pedrões Fazenda

Seleção da raça Quarto de Milha

A

tradicional Fazenda Pedrões ficou conhecida por fazer parte do sucesso da literatura brasileira ‘Grande Sertões Veredas”, interpretado na Rede Globo por Tony Ramos e Bruna Lombardi e “ Manuelzão e Miguilin” de Guimarães Rosa. O folclórico Manuelzão era vaqueiro da fazenda Pedrões. Localizada a beira do Rio São Francisco, na cidade de Três Marias, Minas Gerais, a Fazenda Pedrões atualmente está dedicada à criação da raça Quarto de Milha. De propriedade do advogado e empresário Adevailde Veloso, à frente do Grupo Vitória da União, a estrutura da fazenda é de brilhar os olhos. São 1.500 hectares de terra, 20 lagoas; inclusive com nascentes, 3.000 metros de beira do Rio São Francisco, 2.600 metros de frente para o asfalto, 85km de cerca aroeira em arame liso,baias e piquetes em uma estrutura adequada para criação de gados e cavalos, 15 suítes e mais 8 casas de colono, e um alambique onde já foi produzida a famosa cachaça Rainha dos Pedrões. “A Fazenda Pedrões tem estrutura de hotel. Já hospedamos diversos atores conhecidos, como Oscar Magrini, Tiago Lacerda, Humberto Martins, Daniele Cicareli, den-

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tre muitos outros”, conta Veloso. Iniciando na criação da raça quarto de Milha, Veloso afirma ter optado pela raça por sua beleza e adquiriu alguns animais do amigo e vizinho de fazenda, o belga Jonhy. Atualmente seu plantel conta com 36 animais belos animais Quarto de Milha e Veloso está otimista com a criação. “Crio por hobbie essa bela raça! Meus planos são continuar me dedicando à criação e retomar a produção da cachaça Rainha de Pedrões, que é muito conhecida na região”, conclui.

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foto: Divulgação Wäls.

ta com foco no consumidor brasileiro, mas será exportada devido a alta demanda e interesse que o mercado internacional demonstrou”, comemora José Felipe.

O mestre Garret Oliver

Empresa mineira desenvolve a primeira

cerveja de cana

Bebida pioneira fabricada em Belo Horizonte custará R$ 18 reais a garrafa de 375 ml.

A

premiada Cervejaria Wäls, eleita a Melhor Cervejaria do Ano de 2012 da América do Sul no The Great South Beer Cup durante o 4º festival da cerveja, em Blumenau, Santa Catarina, se uniu a uma das maiores autoridades do mundo em cerveja, Garret Oliver, para a produção de uma cerveja exclusiva. Os irmãos José Felipe Carneiro e Tiago Carneiro, sócios da Wäls, na cidade de Belo Horizonte/MG, apostam nesta parceria como forma de firmar ainda mais a Wäls como uma empresa inovadora quando o assunto é produção de cerveja. Garret Oliver veio ao Brasil produzir a primeira cerveja feita a base de cana de açúcar. O conceito é fazer uma cerveja que transmita a ligação do povo brasileiro com a cana de açúcar, que normalmente é associada apenas para a produção da cachaça, através da fermentação do caldo. “O que nós queremos é mostrar que somos capazes de produzir cerveja de

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qualidade de renome internacional. Dentro do Brasil, temos cervejas que podem ser comparadas com as melhores cervejas internacionais”, revela José Felipe. A receita é uma cerveja do estilo Saison, típico do interior da Bélgica, com aromas frutados, leve acidez, alta carbonatação e teor alcoólico entre 6% e 8%, um pouco acima da cerveja pilsen, a mais comum. A novidade é que para a produção serão utilizados, além dos maltes especiais, lúpulos nobres e levedura tipicamente Belga, um ingrediente brasileiro muito típico do interior de Minas Gerais, o caldo de cana de açúcar. Serão utilizados aproximadamente 700 kg de cana de açúcar. A parceria com a conceituada cachaça mineira Vale Verde, forneceu uma safra especial da cana de açúcar produzida na fazenda de Emeraldas-MG. “É um plantio especial, que faz com a cana tenha um alto índice de açúcar”, completa o empresário. O produto será encontrado a partir de janeiro, em casas especializadas e supermercados com venda de cervejas especiais em todo Sudeste e Sul do Brasil , e no Distrito Federal. O preço da garrafa será em torno de R$ 18,00. “Essa cerveja foi fei-

Garrett Oliver é uma das maiores autoridades do mundo em cerveja, mestre cervejeiro da The Brooklyn Brewery, editor-chefe do The Oxford Companion to Beer, autor do The Brewmaster’s Table. Garrett começou a fazer cerveja profissionalmente na Manhattan Brewing Company em 1989 como aprendiz, e foi indicado mestre cervejeiro de lá em 1993. Logo ficou conhecido nacional e internacionalmente por suas interpretações saborosas de estilos tradicionais de cervejas, assim como um palestrante e escritor ávido e divertido. Ele já promoveu mais de 800 degustações de cerveja, jantares e demonstrações culinárias em 14 países. Escreve regularmente para periódicos de gastronomia, de cerveja e é reconhecido internacionalmente como um expert em estilos tradicionais de cervejas e suas afinidades com a boa comida. No final de 1994, Garret entrou para a The Brooklyn Brewery como mestre cervejeiro. Muitas de suas cervejas ganharam prêmios nacionais e internacionais.

Como iniciar um criatório de

animais silvestres ou exóticos

* Lívia Denilli de Araújo é Bióloga da ZOOVET CONSULTORIA LTDA

E

stima-se que, por ano no Brasil, aproximadamente 200 mil animais silvestres sejam apreendidos pelo IBAMA. Deste total, apenas uma pequena quantidade tem condição de voltar à natureza, os demais permanecem nas dezenas de Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) espalhados pelo país, aguardando a destinação a criatórios devidamente registrados no Órgão. Estes são, segundo a IN 169 de 20 de fevereiro de 2008, divididos em diversas categorias dependendo do objetivo da criação, sendo os dois tipos mais comumente pretendidos, o mantenedor e o comercial de fauna silvestre. O primeiro é recomendando às pessoas que desejam criar e manter animais silvestres sem que ocorra a reprodução. Dentre as espécies usualmente pretendidas, destacam-se araras, tucanos, papagaios, pequenos primatas e répteis, como a iguana e o cágado tigre d’água.

A criação comercial de espécies brasileiras e exóticas, visa criadores que desejam reproduzir esses animais em cativeiro para comercialização de carne, pele ou com a finalidade de animais de estimação. Até a presente data, não há liberação por parte do IBAMA da comercialização de espécies da fauna brasileira para venda como animais de estimação. Entretanto, a criação de espécies da fauna exótica está devidamente permitida pela Instrução Normativa 18, de 30 de dezembro de 2011, e aves como o papagaio do congo, cacatuas, ring necks, ecletus, roselas e lóris são alguns exemplos de animais exuberantes, inteligentes e que possuem um alto valor de venda no mercado. Em 8 de dezembro de 2011, foi publicada a Lei Complementar 140, que repassa ao estado as atribuições ora antes designadas ao IBAMA, e entre elas, o controle de implantação dos criatórios. Atualmente, esta lei se encontra em processo de trans-

ferência em alguns estados do país. Hoje, para o registro do cadastro e regularização do criatório, é necessária a obtenção da Autorização Prévia (AP), emitida após o cadastro das espécies desejadas. Em seguida, deve ser elaborado um projeto técnico por profissional competente, constando todas as informações solicitadas pelas Instruções Normativas vigentes. Com a aprovação do projeto, será emitida a Autorização de Instalação (AI) e, após a construção das instalações embasadas pelo projeto técnico, será solicitada a vistoria ao criatório. Quando aprovado, é emitida então a Autorização de Manejo (AM), etapa final do registro, estando o criatório apto a receber os animais ou realizar vendas. É importante ressaltar que as criações de animais silvestres em cativeiro são uma importante ferramenta de conservação da fauna, ao manter vivo o patrimônio genético de diferentes espécies e diminuir a busca por animais retirados ilegalmente da natureza, fornecendo para a sociedade, animais de origem legal. Como diria Charles Darwin: “A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana.”

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Tecnologia verde Grandes empresas optam pelos biolubrificantes vegetais, colaborando com a cadeia sustentável Roberto Uyvari Jr, diretor executivo da VGBIO

O

s biolubrificantes chegam às grandes indústrias nacionais trazendo inúmeros benefícios ao meio ambiente e vem conquistado esse importante mercado e atraindo as maiores companhias de diversos segmentos, cada vez mais preocupadas com a nova

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economia de cadeia sustentável e para as quais a questão ambiental e produtos de alto desempenho são levados a sério. Com diferentes aplicações, empresas como a Embraer, Quip Engenharia, ThyssenKrupp Elevadores, Companhia Siderurgica do Atlantico, ALL, Polimetal, Camargo Correa, Maquinas Sanmartin, Superpesa e a WEG Motores, entre outras, já iniciaram a substituição dos lubrificantes e graxas minerais por produtos biodegradáveis e atóxicos de origem vegetal. De acordo com o diretor executivo (CEO) da VGBIO, Roberto Uyvari Jr os biolubrificantes além de apresentarem maior rendimento do que os lubrificantes minerais e sintéticos em diversas aplicações, não agridem o meio ambiente, pois a sua degradabilidade varia entre 28 e 40 dias. “Outras vantagens são a economia em função do aumento do ciclo de vida do produto e a redução do descarte de resíduos, o fim das multas ambientais e todos os transtornos causados pelos produtos que agridem à saúde e à natureza”, explica. Os excelentes resultados na aplicação dos produtos vegetais induziram empresas a novos estudos e pesquisas para o atendimento de diversos mercados e aplicações, entre elas o uso de óleos vegetais no setor de mineração, especial-

mente na aplicação de perfuração de rochas, e nos equipamentos e esteiras transportadoras de minério. No mercado de agronegócio o novo produto está sendo requisitado para os equipamentos de movimentação de terra (tratores, colheitadeiras, plantadeiras etc.). Nas usinas de álcool e açúcar, o produto pode ser utilizado em equipamentos de moenda para a fabricação de álcool e açúcar e nos equipamentos de colheita mecanizada. Nos portos, sua aplicação é recomendada nas esteiras transportadoras para embarque de grãos a fim de evitar a contaminação dos alimentos, pois o óleo vegetal, além de biodegradável, tem também a característica de atender a especificação de grau alimentício. Também a aplicação pode ser feita nas defensas de portos e cabos de aço dos guindastes que movimentam os containers, pois nestes locais existem sérios riscos de contaminação da água do mar. Os novos produtos sustentáveis têm obtido grande sucesso em diferentes segmentos nos quais o seu rendimento mostra-se superior ao dos óleos de origem mineral e sintética e por garantir uma série de benefícios econômicos e de produtividade para os seus clientes. Entre eles, Roberto Uyvari cita a eliminação do efeito tramping oil nas maquinas de usinagem de metais, o que gera custos adicionais com paradas para manutenção e limpeza, o descarte do resíduo e os problemas ambientais relacionados à destinação deste resíduo. “Na área de metal working (usinagem de metais) o rendimento é 30% maior do que os similares minerais e sintéticos. No caso de óleo para perfuração o rendimento chega a 200%, além da grande vantagem de contribuir com redução da possibilidade da contaminação direta dos lençóis freáticos por ser um produto biodegradável e atóxico”, completa Roberto Uyvari Jr. Dezembro 2012

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Fotos: Divulgação

Automóveis

Receita

Culinária

rural

a n a n a b m o c a c e C ar ne s odo de preparar

Carros híbridos chegam ao mercado brasileiro O

mercado dos veículos elétricos puros ou híbridos, que também contam com motor a combustão, ou seja, movido à gasolina -, ainda é incipiente no Brasil, mas terá alguns novos produtos para disputar a preferência do consumidor a partir de 2013. O carro é silencioso e a emissão de poluentes é 40% menor, porque o motor é híbrido, funciona com gasolina e eletricidade. Em baixa velocidade, é uma bateria que manda energia para o motor. E toda vez que o motorista tira o pé do acelerador, o movimento do carro produz eletricidade para completar a carga. Quando é preciso aumentar a velocidade, a gasolina começa a ser usada automaticamente para dar mais força ao motor e, ao mesmo tempo, recarregar a bateria. As montadoras, aos poucos, ampliam suas apostas nesse segmento, mas ainda esperam que, ao longo do tempo, o con-

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sumidor se adapte à tecnologia e, principalmente, que o governo federal ofereça incentivos às vendas desses carros, menos poluentes. Os paulistanos já podem conferir de perto alguns modelos rodando pelos taxistas, previstos no programa da Prefeitura que incentiva empresas frotistas a adquirirem com descontos veículos com motorização de baixo consumo e emissões. O modelo é o Prius da Toyota, pouco conhecido no Brasil, mas de grande sucesso no exterior. O carro híbrido da

M

des a. rne sec adrados gran ra. a c a e u du qu Dessalg m pedaços cesso de gor e x a e e o u o d Piq o , retiran te o óle e 4 cm a d c e s e esquen o alho. n r . io a e c d v é r e Rese • 2 kg d eirão m bolas e a um cald etade das ce ados, a polp de óleo ) m a E p o s ic m e p le (d já e s ere e frite n te 3 tomates ro e o mel. • 3 colh en lou as d a ic p Acresc te, a água, o utos. ndes a r g a s 10 min . Deixe m la s o o n t b u e e r c d o •3 er p vada ixe ferv a carne reser olho, sem e D o lh om ente es de a Acresc m até reduzir imentas. • 3 dent s p e o s b d a pica ferver rove o sal e aduros m P s e r. t e a te mex • 6 tom e toma polpa d e d l m de 500 • 1 caixa gua há) de á c e (d a • 1 xícar m ser s (deve ida ia d é m is a com anelas de louro Em 2 p ou pedra, po camadas • 1 folha l e m e o r ça esa d de bar ida nelas), fa s e cortadas sobrem e d v a r r e s e e daserá s , bananas cru uatro, tomate • 1 colh comen e (r e s n a r r m a c a adu da. ee q bem m bém conhecid a. Deve de sversalment cebola pica s a n a n e n id m a r e a r t p t d , r • 5 ba a m e eiro-v na e co a goian a, cru, ch eirão, a banan velhaca. Ela é fi fica bem pret á. t do cald 10 a s a c o e s lt a a o lh c s ã o r a n s m o po as por un com o a quand na gada, m Regue leve ao fogo ser usad estivesse estra nte à da bana e e lha tampe . anco, como s istência seme rroz br . s a s o : t n s o u o ) c t r in n o m frita Tem nhame de feijã ho , boa de compa gada e tutu picadin A e da terra rd e v refo e cheiro couve e chá) d (d a a r a id • 1 xíc enta ard o e pim in re o d enta• sal, pim

Ingredientes

Toyota foi o primeiro do gênero a estrear no mercado mundial, em 1997, e suas vendas já passaram das 3,2 milhões de unidades, o que faz dele o principal modelo de sua categoria. No mês de dezembro em São Paulo, 20 carros como esses começaram a circular pela cidade e até maio de 2013 serão 116, número ainda incipiente, mas o preço não é convidativo, cerca de R$120 mil. Especialistas e representantes das montadoras consideram que a tendência dos carros híbridos vai ‘pegar’ no Brasil nos próximos cinco anos, sendo que essa aceitação, inicialmente, deve ocorrer apenas em modelos importados intermediários ou de luxo, e não nos populares, para pessoas com poder aquisitivo e consciência ambiental.

Para 15 pessoas Tempo de preparo: 2 horas

Montagem

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Turismo

à s n e g Via cavalo as que ainda m , o d n u m lo e p galopa um negócio que urta no Brasil. c a e d ré m o c a and

Fotos: Divulgação

*Paulo Junqueira Arantes cavaleiro profissional e Diretor da agencia Cavalgadas Brasil

U

m nicho de mercado que só no Reino Unido conta com 20 mil clientes realizando pelo menos uma viagem internacional à cavalo por ano, tinha o Brasil até bem pouco tempo fora de seu mapa. O mercado de viagens à cavalo é uma atividade ainda nova e pouco conhecida no Brasil; na Europa e America do Norte já esta bem estruturada e tem mais de 25 anos de tradição. Fundada em 1995, a maior agência especializada em viagens a cavalo no mundo, In The Saddle, esta baseada na

Inglaterra, tem escritório nos Estados Unidos e representantes em 7 países (Austrália, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Holanda, Italia e Noruega). A empresa só começou a trabalhar com o Brasil em 2009. O fato surpreende quando se constata que a agência começou a vender destinos da Argentina e do Chile em 1997, do Peru em 2006 , do Equador em 2007 e do Uruguai em 2008. Ou seja, o Brasil apesar de ter mais cavalos que todos esses países juntos, não ter as limitações climáticas que eles tem, e contar com grande diversidade de belezas naturais para oferecer,

não havia conseguido entrar neste interessante mercado. A falta de profissionalismo, traduzido em qualidade e segurança, é o motivo apontado pelas mais de dez agências no mundo que hoje vendem alguns dos seis destinos brasileiros estruturados para viagens à cavalo. São eles: Aparados da Serra – RS; Fazendas Históricas de Café – SP; Estrada Real – MG; Serra Fluminense- RJ; Pantanal Sul – MS e Costa do Descobrimento – BA. Considerando que o Brasil tem o quarto plantel de cavalos do mundo e que o agronegócio cavalo movimenta toda uma cadeia da economia e é grande empregador de mão de obra, esta atividade de turismo equestre deve ser observada com mais atenção por todos aqueles envolvidos com a indústria de cavalos. Observando- se as estatísticas dos clientes ingleses desta atividade pode-se perceber que os números não surpreendem somente pela quantidade mas também pelo gênero. Do total de clientes da In The Saddle, 74% sao mulheres e 26% são homens. Os clientes individuais 25% , duas pessoas 39% e grupos de 3 ou mais 36%.

Cavalgada pelo fim do mundo

Nada melhor do que colocar o pé no estribo e programar uma cavalgada num dos lugares mais lindos do mundo, a Patagônia. Ela é muito grande e tão bonita no Chile quanto na Argentina, país aonde se estende desde a região de Bariloche ate o extremo sul do continente.

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Fiz essa viagem ano passado, cavalgada que começa em Ushuaia (também conhecida como fim do mundo). Saindo do Centro Hípico de Adolfo e Laura, iniciamos a subida da montanha, com ventos muito fortes e cortantes, comuns na região. Cruzamos rios, bosques e atravessamos pontes rudimentares, até alcançarmos o topo e sermos brindados com uma vista espetacular para a cidade de Ushuaia e o Canal de Beagle, tendo por pano de fundo a Cordilheira dos Andes. Esta é uma região de muitas histórias de aventureiros e o Adolfo sem dúvidas é um deles, todos os anos empreende a Expedição Fim do Mundo na Península Mitre, digna do nome. De Ushuaia seguimos para El Calafate, destino turístico consagrado por seu Glaciar – Perito Moreno. Como estava numa viagem de pesquisa e organização de roteiro, passei alguns dias fazendo uma das cavalgadas mais difíceis de minha vida. Os dias nessa época do ano são longos na região (com luz até 11 da noite) e resolvi estender os percursos ao máximo,

cavalgando em média 10 horas por dia. Mas valeu a pena, subimos montanhas aonde encontramos partes cobertas com neve e vistas incríveis, tanto para as cordilheiras chilenas com destaque para Torres Del Pane, como para o Glaciar Perito Moreno, um espetáculo à parte. Muitas travessias foram difíceis e em alguns momentos tivemos que baixar a montanha a pé. Os cavalos ajudaram muito, são fortes e rústicos, acostumados com o terreno difícil e em alguns lugares até perigoso. Os cavalos crioulos (cruzados com raças de tração) da região pesam cerca de 500 a 600 kg e passam parte do ano solto nos campos e montanhas cobertas de neve. Foram 10 dias em que enfrentamos desafios numa aventura com alto grau de dificuldade, fizemos amizade com o pessoal da região e tivemos oportunidade de ter uma relação muito estreita com nossos cavalos. Ao final a alegria de ver que todos os obstáculos foram superados, e que conseguimos organizar uma viagem, que sem dúvida, é uma das melhores cavalgadas que qualquer um pode fazer na vida. Dezembro 2012

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Acupuntura na veterinária

Flávia Giovani Saraiva, Médica Veterinária da Reabipet.

A

definição de acupuntura como técnica da Medicina Tradicional Chinesa, que consiste na estimulação de pontos específicos do corpo, utilizando para isso a inserção de agulhas (acupuntura propriamente dita) , pressão manual através da massagem, ventosa e até mesmo o calor proveniente da queima da moxa ( moxabustão), é conhecida por grande parte das pessoas. Assim como a sua definição, o poder dessa eficiente técnica como tratamento de doenças também é amplamente conhecido. A filosofia de tratar o doente e não a doença faz com que muitos humanos busquem essa alternativa para alcançar a cura, ou o equilíbrio tão preconizado pelos orientais. O que muitos ainda não sabem é que os nossos amigos de quatro patas

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também podem desfrutar da acupuntura como alternativa de tratamento para as mais diversas patologias que eles apresentam, e assim também alcançar esse equilíbrio. Pesquisas recentes na veterinária comprovam a eficácia do tratamento com acupuntura em patologias que causam dor como a displasia coxo femural ou do cotovelo e as artrites e artroses. Também foi evidenciado através dos estudos, boa resposta ao seu uso no tratamento de cinomose, em distúrbios imunológicos e reprodutivos. Embora a maior parte das pesquisas realizadas na veterinária se concentrem na ação da acupuntura na dor, sua indicação não se restringe apenas a esse uso. De maneira muito eficaz também é indicada para o tratamento de desordens neurológicas como as causadas

pelas hérnias de disco, a epilepsia (reduzindo a dose de anticonvulsivante), as sequelas de cinomose, paralisias e paresias e incontinência fecal e urinária. Ainda pouco conhecido é o seu uso em situações de refratariedade à terapia convencional onde os medicamentos alopáticos já não produzem o efeito desejado. Neste caso a acupuntura pode ser associada ao tratamento ou substituída. Problemas crônicos, como os de pele tão comum em nossos amigos peludos, podem ser controlados de maneira eficaz com a inserção das agulhas. De maneira igualmente eficaz, os problemas crônicos cardíacos, respiratórios, renais podem ser também controlados com o uso da acupuntura. A associação do tratamento convencional à acupuntura pode acelerar o processo de cura e aumentar a qualidade de vida dos pacientes, como acontece, por exemplo, naqueles submetidos à quimioterapia para tratamento do câncer. A alegria que um cão ou gato demonstra ao ter seus movimentos devolvidos, sua dor curada ou o problema que afetava sua qualidade de vida solucionado pela acupuntura, é algo indescritível que somente o proprietário que teve seu melhor amigo recuperado pode testemunhar. Dezembro 2012

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Mercado Pet

Furão

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dotar mamíferos, como um furão é uma alternativa para quem quer um pet não-convencional. O mais difícil nestes animais é que eles são curiosos e costumam fuçar em tudo. O furão é um mamífero carnívoro da família dos Mustelídeos utilizado como animal de estimação em vários países do mundo. Ao contrário do que algumas crenças populares indicam, os furões não são roedores. Dotados de energia, curiosidade e potencial para o caos durante toda a vida, vigiam constantemente o ambiente que os rodeia, sendo tão chegados às pessoas quanto os gatos (desde que, a exemplo destes, o dono saiba criar e cativar os bichinhos), entregando-se ativamente às brincadeiras com seus donos.

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Primos de gambás e lontras, o furão ganhou a domesticação há muitos anos atrás, sendo um animal com temperamento brincalhão, tanto em bando quanto com humanos. São animais extremamente curiosos e não perdem esse temperamento com o passar da idade. Eles são capazes de reconhecer o dono, e gostam muito de passear, precisam brincar e correr, o que faz se assemelharem em alguns aspectos com cães e gatos. Para alimentá-los existem rações especializadas, não sendo aconselhado o uso de rações de outros animais, já que os valores nutricionais de um e de outro são diferentes. O alimento, assim como a água, deve estar à disposição do animal o dia inteiro, e é aconselhável também dar algumas frutas,

em sua maioria secas, sem semente, como uva passa, banana e pera. Mas se notar qualquer alteração nas fezes suspenda o que você havia dado de diferente. Na higienização eles podem ser ensinados a utilizar a caixa de areia, pode não ser uma tarefa tão simples e exige um pouco da sua compreensão, porém são animais inteligentes e aprendem. Gostam muito de banhos, mas não se recomenda a frequência, sendo mensalmente o ideal, já que sua pele é extremamente seca. É recomendado o uso de xampus próprios e sempre banhar o animal em água morna, secando, não esquecendo de cortar as unhas, mas com cuidado para não cortar a veia, se necessário peça auxilio a outra pessoa ou vá ao veterinário.

Ê importante limpar também as orelhas pelo menos uma vez ao mês com um óleo especial evitando assim que ácaros procriem. Normalmente as pessoas que adotam os furões costumam deixá-lo em gaiolas, raramente soltos pela casa, o que pode representar um grande risco, já que adoram se enfiar nos lugares menos explorados da casa, com sua curiosidade fuça em tudo. O ideal são as gaiolas com grades de metal, que proporcionam um ambiente arejado, evite aquários ou caixas de madeira. A gaiola deve ter uma caminha, que pode ser uma toalha velha ou panos que não se use, mas verifique o material, para evitar que as unhas dele se enganchem. Além da comida, da água e da caixa de areia é interessante também colocar brinquedos, uma rede é bastante comum, onde eles gostam muito de deitar, além de túneis, sem esquecer de deixar um espaço livre nessa gaiola, onde esses animais gostam muito de se esticar. Mas atenção, antes de comprar um pet diferente, se informe junto ao Ibama a permissão para a criação destes animais pois algumas legislações não permitem a

criação de determinadas espécies. O órgão também orienta os interessados a checarem com a unidade local da instituição se a loja procurada possui registro e está dentro da lei. Outro conselho dado pelo instituto

do meio ambiente é pedir a nota fiscal na hora de comprar o animal. A nota fiscal é a garantia de que o consumidor não cometeu crime ambiental e não comprou um bicho contrabandeado, indica o Ibama.

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Criações exóticas

Hedgehog, um animal diferente!

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uem não se lembra do famoso personagem Sonic, dos jogos de vídeo games? O engraçadinho hedgehog conquistou milhares de crianças e adolescentes em todo o mundo e ajudou a popularizar a espécie de ouriço terrestre. Originário das estepes e savanas da África Central, mais conhecidos no Brasil como ouriço pigmeu africano, esses pequenos animais têm sido criados como animais de estimação. Sua aparência exótica, porém cativante, ajudou muito

na popularização do animalzinho nos Estados Unidos e agora também no Brasil. Entretanto a criação de animais só é autorizada pelo Ibama, de animais que entraram no Brasil até o ano de 1998. Os ouriços, ou hedgehog, são animais insectívoros, mamíferos primitivos, surgidos há cerca de 100 milhões de anos. Tem o corpo coberto de espinhos que não produzem qualquer tipo de veneno e o focinho comprido. Os hedgehog podem viver de três a quarto anos em estado selvagem e entre

sete e dez em cativeiro. Seu peso varia entre os 250gr e os 500gr e medem de 13 a 23 cm. Existem vários tipos de cores para os ouriços pigmeus africanos. Possuem 36 dentes, semelhantes a outros insectívoros e a sua temperatura oscila entre os 32 e os 34 graus. Seu maior inimigo é o frio e por isso é essencial que ele viva em uma temperatura cerca de 24 graus, para isso deve-se manter um calor artificial quer através de mantas térmicas, lâmpadas de cerâmica ou discos de calor. Quando se sentem ameaçados, se transformam em uma bola de espinhos. Sua visão é ruim e isso o obriga a ter como sentido principal o olfato.

Manejo Os ouriços são animais solitários e seria muito pouco aconselhável colocar dois ouriços na mesma casinha, que deve medir no mínimo 60 de comprimento 20/30

Higiene

altura e 40 de profundidade podendo ter um segundo piso, mas com cuidado para não caírem. Atenção também com algumas gaiolas com grades que podem ferir as suas patinhas e focinhos. Deve lavar a casinha todas as semanas e dar de comer e beber todos os dias. Alguns acessórios que pode ter na sua casinha são comedouros e bebedouros que pode ser de pipeta para facilitar a utilização. Fazer uma toca ou ninho pode ser interessante para que os ouriços durmam com mais aconchego.

É fundamental ter uma boa limpeza das gaiolas ao menos uma vez por semana, substituir o material com que se forra o chão e o espaço destinado às suas necessidades. Importante também manter sempre limpa a toca ou ninho de dormir. Não há consenso sobre banho, mas é necessário cortar e aparar as unhas traseiras dos hedgehogs. Não há no mercado vacinas apropriadas para esse tipo de animal, mas é aconselhável leva-lo ao veterinário especialis-

ta em animais exóticos para desparasitar, pois segundo especialistas, são animais suscetíveis a numerosos parasitas internos e externos, problemas de pele e problemas respiratórios e gastrointestinais. Criadores alertam para a obesidade, dieta imprópria e super alimentação pode resultar num ouriço obeso. O temperamento dos hedges é outro atrativo. Alguns são mais ativos e brincalhões, outros bem tímidos e até dorminhocos, mas, de modo geral, são todos dóceis e sociáveis.

Alimentação Vários autores e criadores dizem que os ouriços em contato com a natureza consomem uma variedade de insetos e pequenos vertebrados. Alguns criadores dão frutas, legumes, pedaço de queijo, carne, ovos cozidos e grilos, que são um grande petisco. Já criadores como os espanhóis ou os ingleses, dizem que alguns desses alimentos fazem mal, ao seu sistema digestivo. O consenso surge com a alimentação para gatinhos como opção, uma dieta rica e equilibrada em proteína e gordura. Para um ouriço adulto, ração de gato “light” ou sénior com pouca proteína e pouca gordura, ou ração própria para ouriço.

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Leonardo Motta comemora aniversário no seu Haras Portão dos Motta.

1ª Copa de Marcha Pampa BH

No dia 15 de dezembro, o criador de Mangalarga Marchador, Leonardo Motta, juntamente com seu irmão Gustavo, recebeu amigos, familiares e criadores para comemorar seu aniversário com um almoço no Haras Portão dos Motta. Durante a comemoração, o criador fez uma apresentação com grande estilo de sua tropa de marchadores e muares. Leonardo e Gustavo Motta

Gustavo Motta, Camilo Leão, Fernando Vasconcelos, Filhos e Carlos Augusto.

No dia 01 de dezembro no Parque da Gameleira foi realizada a 1ª Copa de Marcha Pampa BH, evento realizado pela ABCPampa, na ocasião estiveram presentes vários criadores para comemorar o evento com um churrasco.

Fotos: Aldo Azevedo

Evento / Confraternização Fotos: Carlos Augusto

Evento / Comemoração

Jose C. Manetta, Frederico Salgado, Alvaro Santi e Aroldo Rodrigues

Caroline Resende, Jacqueline Alexandre, Leila Rosemberg e Altair Gomes

Gustavo Motta, Henrique Fonseca, e Flávio Andrade

Helvécio Rosenburg, Carlos Augusto, Gustavo Rosenburg e Camilo Leão.

Paulinho, Leonardo Motta e Pedro.

Dupla Sertaneja Toninho e Cleytiano

Aloísio Ribeiro, Aloisio Cid e Diego Vitral

Juliana Souza, Rodrigo Zica e Luccas Souza.

Heloísa Ventura e Wagner Ventura.

Marcelo Lamounier, Marcio Vinicius e Gustavo Motta.

Camilo Leão, Helvécio Rosenburg, Leonardo Motta, Carlos Augusto e Gustavo Motta.

Flávio Andrade, Leo Fares, Aureliano Espirito Santo e Gustavo Rosenburg.

José Carlos Manetta entregando a premiação.

Dupla Sertaneja Toninho e Cleytiano

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IV MARCHADOR FEST

Visita ao Haras Falupa

A quarta edição do Marchador Fest, reuniu na segunda quinzena de novembro de 2012, no Hotel Glória, em Caxambu (MG), 1.500 convidados. O evento, promovido pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), homenageou os melhores do Ranking Nacional do último ano equestre 2011/2012. Durante a solenidade, foi firmado convênio entre a ABCCMM e a Obra Social Nossa Senhora da Glória – Fazenda Esperança. Com isso, funcionários, associados e pessoas ligadas à raça poderão usufruir dos benefícios da entidade. A festa de confraternização contou com a apresentação de Neguinho da Beija-Flor e bateria. O Mangalarga Marchador será o tema da escola de samba no Carnaval de 2013. Na programação do IV Marchador Fest também ocorreram a Copa de Marcha Barão de Alfenas, o Leilão Elite Barão de Alfenas e a inauguração do Museu Nacional do Mangalarga Marchador, em Cruzília (MG). Confira as fotos de Bruno Figueiredo Odin e Roberto Pinheiro.

Diretoria da ABCCMM. Antônio Sérgio Quadros Barbosa, Magdi Shaat, Breno Patrus, José Luiz Cruz, Carlos A. Karam, Paulo Nóvoa e Vicente Araújo Neto

Ailton Pupio e Carlos Melles. Ao fundo, o jornalista Paulo Leite

Adolfo Géo, Lilian Géo

No dia 29 de setembro, o diretor comercial da revista Mercado Rural, Marcelo Lamounier, juntamente com alguns criadores, estiveram no Haras Falupa, dos irmãos Paulo Henrique e Fabio Junior para conhecer esse grande e autêntico criatório da raça Mangalarga Marchador. Os convidados ficaram encantados com o que viram “Excelente tropa, que vale a pena ser montada. O verdadeiro e autentico cavalo de sela marchador”, comentou Lamounier.

Maurício Zacarias e Antônio Sérgio Quadros Barbosa

Irmãos Falupa - Fabio Junior e Paulo Henrique.

Eros Biondini, Adalberto Barbosa, Patrícia Barbosa

Talisca dos Três Tombos, Olaff Costa, Fabio Junior, Carlos Augusto, Marcelo Lamounier, Paulo Henrique e Imperatriz da Falupa.

José Luiz Cruz, Rina Gazzinelli, Suzana Simões

ADM. CIRO RIBEIRO DA SILVA (37) 3341-1354 (37) 9988-1071 (37) 9921-3593 (37) 8806-1647

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Carlos Augusto, Olaff Costa (Padinho), Paulo Henrique, Frederico Salgado e Fabio Junior.

Magdi Shaat, Ana Cristina Marquito e Carlos Augusto Karam

Carlos Augusto, Frederico Salgado, Fabio Junior, Olaff Costa e Ranon.

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Gabriela, Paulo Henrique, Marcelo Lamounier, Jorge Henrique e Frederico Salgado.

Carlos Augusto, Paulo Henrique, Fabio Junior e Jorge Henrique.

Paulo Nóvoa, Victória Pelegrino e Vicente Araújo Neto

Baques Vladimir Carvalho, Priscila Pimenta, Breno Patrus

Fotos: Frederico Salgado

Evento / Confraternização Fotos: Roberto Pinheiro e Bruno Figueiredo Odin

Evento / Confraternização

boi vitorio

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Giro Rural Carne bovina de Minas busca recuperação no mercado externo

O Clube Virtual do Mangalarga Marchador- CVMM, realizou no mês de novembro a Cavalgada Raízes 2012, que saiu e retornou na Fazenda Morro Grande, em Baependi/MG em um percurso de 22km. Estiveram presentes no grupo, os criadores Helvécio Rosenburg, Bernardo Junqueira e Pedrosa.

Líder no segmento de troncos e balanças, a Coimma participou em Angola da Semana Brasafrica 2012

Trabalho da Embrapa sobre modelagem matemática aplicado ao cálculo do volume de água cinza necessário para diluir agrotóxicos na água é premiado em congresso

As vendas externas de carne bovina, nos dez primeiros meses de 2012, somaram US$ 280,7 milhões, receita 9,2% superior à registrada em idêntico período do ano passado. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o valor registrado nos primeiros dez meses de 2012 é o segundo maior da série iniciada em 2001. “O maior valor obtido com as exportações de carne bovina por Minas foi US$ 295,7 milhões, cifra registrada em 2007, antes do início dos problemas na economia internacional, deflagrados no segundo semestre de 2008”, informa Márcia Aparecida de Paiva Silva, assessora técnica da Superintendência de Política Economia Agrícola (Spea). Rússia, Chile e Hong Kong foram os principais destinos da carne exportada por Minas. Os três países, juntos, absorveram 57,6% das exportações mineiras. Um dos fatores que contribuíram para a nova marca este ano foi o aumento das vendas para a Rússia. As compras daquele país aumentaram 66,3% na comparação entre os primeiros dez meses de 2011 e 2012 e atingiram US$ 106,7 milhões. O valor corresponde a 38% da receita obtida com as vendas externas totais de carne por Minas no período analisado.

O trabalho Mathematical model to estimate the volume of grey water of pesticide mixtures, desenvolvido pelos pesquisadores Lourival Costa Paraíba, Ricardo Antônio Almeida Pazianotto, Alfredo José Barreto Luiz, Aline de Holanda Nunes Maia e Claudio Martín Jonsson, da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) foi premiado em primeiro lugar na categoria Profissional no XII Congresso Brasileiro de Ecotoxicologia Ecotox 2012, realizado entre 25 e 28 de setembro de 2012 em Pernambuco.

Presidente da ABCZ e deputados federais participam de reuniões em Brasília

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foto Carlos Silva/MAPA

Da esquerda para a direita, o quinto é o Sr. Silvio Junior, anfitrião e diretor da Brasafrica, com os gerentes das empresas brasileiras

O projeto Brasafrica, que tem como visão a transformação do campo, teve início do ano de 2010, após estudo de campo com análises qualitativas e quantitativas, e tem como principal objetivo estimular o desenvolvimento da pecuária, agricultura e agroindústria em Angola, um país que vem apresentando um crescimento expressivo frente à economia mundial. Com mais de 60 anos no setor, a Coimma, uma empresa de tradição e peso no Brasil, esteve presente onde levou todo o seu conhecimento e experiência a fim de colaborar para o crescimento do setor em Angola.

O modelo premiado supõe que a água é contaminada pela mistura dos agrotóxicos e usa em seus cálculos valores de concentrações letais dos agrotóxicos em organismos indicadores da qualidade da água (algas, peixes e micros crustáceos). Assim, o modelo calcula o volume total de água que seria necessário para diluir a carga da mistura dos agrotóxicos e manter a água em padrões pré-definidos de qualidade para a vida aquática e para o homem.

foto: Equipe premiada, arquivo Embrapa

Cavalgada Raízes 2012

O presidente da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), Eduardo Biagi, esteve em Brasília/DF no dia 21 de novembro para participar de uma reunião com o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro, onde foram tratados vários assuntos de interesse dos criadores de zebu. Acompanhado dos deputados federais Abelardo Lupion, José Silva e Paulo Piau, do prefeito eleito de Londrina e associado da ABCZ, Alexandre Kireeff e do superintendente geral da ABCZ, Agrimedes Albino Onório, Biagi aproveitou a oportunidade para mostrar as ações da ABCZ em prol da divulgação da necessidade da recuperação de pastagens degradadas, em especial a divulgação do Programa ABC do Governo Federal.

Minas Gerais se consolida como a maior produtora de própolis do país O estado de Minas Gerais ocupa, desde o ano de 2000, a posição de maior produtor de própolis do país e é atualmente responsável por quase 70% da quantidade total da substância em todo o Brasil. Enquanto a produção nacional gira em torno de 40 toneladas anuais, Minas, sozinha, coleta 29 toneladas por ano. O presidente da Federação Mineira de Apicultura e da Cooperativa Nacional de Apicultura (Conap), Irone Martins Sampaio, afirma que há diferentes fatores que explicam a liderança do estado no segmento, entre eles a rentabilidade e a procura internacional pela própolis. “Enquanto um quilo de mel é vendido a R$ 5,00, um quilo da própolis sai a R$ 150,00. O mel só é coletado duas vezes ao ano e a própolis, toda semana. Além disso, Minas tem se tornado referência mundial na qualidade de sua própolis e hoje esse já é o produto apícola com maior volume em exportações”, informa Sampaio. Em 2013, a Conap pretende ampliar sua presença no mercado externo incentivada pela aceitação positiva de seus produtos, sobretudo a própolis. Atualmente a cooperativa exporta mensalmente cerca de 400 kg da substância e de produtos in natura, mas a demanda internacional é ainda maior. Segundo Sampaio, é necessário escalonar o atendimento aos pedidos pois eles chegam a 600 kg / mês.

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Giro Rural Produtor de tilápia em tanque rede no reservatório de Furnas no braço do Rio Sapucaí

Em 12 e 13 de novembro, na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), a equipe do projeto Desenvolvimento de Sistema de Monitoramento para Gestão Ambiental da Aquicultura no Reservatório de Furnas, em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Embrapa Agropecuária Oes-

Residencial aventura comemora 12 anos de sucesso TOTEM

Projeto de monitoramento para gestão ambiental do Reservatório de Furnas começa nova etapa

te (Dourados, MS), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e a Associação de Produtores de Capitólio realizaram a IV Reunião Técnica e o I Workshop do Projeto Furnas. O foco central foi apresentar os contextos institucionais de contribuição ao projeto e os resultados das atividades realizadas durante 2012, aproveitando os dados para classificação dos atributos técnicos para escolha dos locais de fundeio (ancoragem) da plataforma principal e das 5 plataformas secundárias para monitoramento de parâmetros limnológicos (tudo o que diz respeito a estudos de lagos) e meteorológicos em alta frequência, em tempo quase real com registro de dados a cada 10 minutos. Também será feito o acompanhamento do desempenho zootécnico, coleta de sedimentos para análise de metais, avaliação do uso do entorno e coleta de água, dentre outras análises.

Desde o ano 200 atuando no setor de moto home, o Residencial Aventura comemora sua consolidação no mercado e é hoje referência em veículos adaptados no estilo moto home. Atualmente a empresa conta com 15 veículos nos estilos macro, micro e médio adaptados como residência, camarim, alojamento, estúdio, clínica e o residencial vip. O proprietário da empresa Dimas Tadeu, comemora: “Já são 12 anos de muito trabalho, sucesso e estabilidade”, disse.

Agenda Rural Janeiro

Fevereiro

Março

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19/01 a 03/02

64ª Festa do Figo e 19ª Expogoiaba

Valinhos

SP

23/01 a 27/01

FEOVELHA 2013 - Feira e Festa Estadual da Ovelha

Pinheiro Machado

RS

23/01 a 26/01

15º Itaipu Rural Show

Pinhalzinho

SC

25/01 a 26/01

Show Safra 2013

Lucas do Rio Verde

MT

14/02 a 24/02

Expoinel Minas 2013

Uberaba

MG

19/02 a 21/02

XXXVI Congresso Paulista de Fitopatologia

São Paulo

SP

19/02 a 19/02

29ª. Reunião Anual do Ensaio de Proficiência IAC para Laboratórios de Análise de Solos

Campinas

SP

01/03 a 01/03

8º Leilão Haras Peniche e Convidados - Embriões

Armação de Búzios

RJ

15/03 a 23/03

50° EXPOPASSOS

Passos

MG

19/03 a 22/03

Femec - Feira de Máquinas, Equipamentos e Implementos Agricolas no Camaru

Uberlândia

MG

20/03 a 22/03

Expoagro Afubra 2013

Rio Pardo

RS

02/03 a 02/03

8º. Leilão Peniche e Convidados - Animais

Búzios

RJ Dezembro 2012

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BEBA COM MODERAÇÃO 84

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Revista Mercado Rural  

Edição 05 - Dezembro de 2012

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