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ABRIL - 2014 • nº 10

Clonagem Equina

Parque da Gameleira

75 anos de muita história

Entrevista

Ministro da Agricultura Neri Geller

Fabiano Tolentino

Do campo para a Assembléia Legislativa de Minas Gerais revista mercado rural

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Entrevista

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abril 2014

revista mercado rural

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Entrevista

Lotes em condomínio fechado às margens do lago de Furnas

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revista mercado rural

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abril - 2 014

6 Entrevista

edi to rial O número dez possui todo um simbolismo e é bastante mistificado. No Brasil, a camisa dez é muito utilizada pelos craques do futebol, para os esotéricos o dez representa a força e o poder. E para a revista Mercado Rural, significa muitas alegrias em chegarmos em nossa décima edição. Mantendo sempre nossa criteriosa seleção de matérias e diversificação de temas abordados, trouxemos um conteúdo bastante especial para nossos leitores. Em nossa tradicional seção de entrevista, ouvimos o novo Ministro Neri Geller que assumiu a pasta da Agricultura e falou sobre aumento na safra da soja, os avanços do agronegócio, as expectativas para o ano e outros assuntos do setor. Na matéria de capa, o criador de cavalos Campolina Fabiano Tolentino e também Deputado Estadual em Minas Gerais, contou sua trajetória pessoal e profissional ligada à agricultura. Vice-Presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária da Assembléia de Minas Gerais, já pelo segundo mandato, Fabiano tem trabalhado em diversos projetos em prol da agricultura familiar e do produtor rural. Mantendo as colunas fixas da revista, na seção personagem foi a vez do criador Cláudio Cunha, titular do Haras do Barulho, tradicional criatório da raça Campolina contar sua trajetória de sucesso. Nossa seção “Como Fazer” vai ensinar como realizar o plantio de grama. A criação pet em destaque foram as tartarugas que encantam e ganham cada vez mais adeptos. As peçonhentas cobras ganharam espaço na coluna de criações exóticas. Na seção automóveis falamos sobre os aventureiros urbanos, veículos com um estereótipo de off roads, que conquistam clientes nas grandes cidades mas que não estão á prova de trilhas. Na tradicional coluna sobre bebidas as caipirinhas conquistam o mercado nacional e internacional com novos sabores e incrementos. Destaque para a reportagem especial sobre o Parque da Gameleira em Belo Horizonte, que esse ano completa 76 anos de muita coisa boa pra contar. A revista teve acesso a documentos e registros históricos que contam um pouco dessa história. A clonagem equina também ganha relevância nesse conteúdo, tirando algumas dúvidas sobre o tema e esclarecendo nosso leitores sobre as vantagens da técnica. E como diversificação é forte da revista, nossos leitores irão conferir um pouco sobre outros assuntos como consórcios, arborização de cafezais, casqueamento, equoterapia, gabiroba, dentre outras. Apreciem a leitura! Essa edição está dez!

Redação Unique Comunicação e Eventos Av. Barão Homem de Melo - 4.500/324 Estoril, BH/MG - Tel.: (31) 3653-0633 unique@uniquecomunicacao.com.br Editora e jornalista responsável Amanda Ribeiro - MT10662/MG amanda@uniquecomunicacao.com.br

C@rtas Acesse o Facebook e deixe sua crítica ou sugestão Mercado Rural Curta nossa página

Daniella Pereira - Guanhães, MG

10 Personagem 12

avicultura de corte

34 Arborização de cafezais

Claudio Cunha

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favela orgânica

estiagem afeta produção de grão

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fabiano tolentino: do campo para a Assembléia Legislativa

14 como fazer Plantação de grama

65

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criadores de simbrasil

66 Automóveis

Direção de Arte Stella Prada Ramenzoni stellapr@gmail.com

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o parque da gameleira

Assinaturas Unique Comunicação e Eventos

21 A importância do

Diretor Comercial Marcelo Lamounier comercialmercadorural@gmail.com Tels.: (31) 3063-0208 / 9198-4522

Periodicidade Trimestral

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Impressão Gráfica Del Rey

43 Produtores querem expandir o mercado do queijo canastra

o consórcio,

passo a passo

25 pouca cana para muita demanda

www.revistamercadorural.com.br

44

água

46 nutrição

Mitos e verdades sobre os ovos

48

doenças dos cascos bovinos

50

cavalos friesien

52 Leite para combater o oídio

A Revista não se responsabiliza por conceitos ou informações contidas em artigos assinados por terceiros.

26

clonagem equina

28

Carne halal brasileira

conquista novos mercados

30 programa remunera produtor rural

pelos serviços ambientais

Congrutalações pelos dois anos de publicação desta excelente revista, que tem nos proporcionado excelentes matérias na área rural, com seu conteúdo de grande relevância e importância para nós que estamos nesta área em grande expanção no Brasil. Esperamos poder contar com esta revista por mais longos tempos. sucesso e um forte abraço de toda equipe do site Só Rural. Jonas Gomes - Só Rural - Belo Horizonte, MG

nutral Rações

aventureiros urbanos

apostam na integração sul-americana

casqueamento

Tiragem 5.000 exemplares

Amanda Ribeiro e Marcelo Lamounier

Parabéns, parabéns e parabéns, por mais uma edição espetacular. Mercado Rural cada vez brilhando mais!

O novo Ministro da Agricultura Neri Geller

32 Sistema de produção integrada de

68 Turismo

Fernando de Noronha

70 sessão Pet Tartarugas

72 Criações Exóticas Serpentes

74 Eventos

Grupo PGV

54 Rações futura

fazenda mata do cedro

56

Equoterapia para todos

58

gabiroba

50 anos heleno lamounier

59

vespas combatem lagartas que

comem plantações

60 Consumo de azeites tende a aumentar em 2014

95 anos de dona nadica

78 Giro Rural agenda

62 bebidas

A vez da caipirinha

64 Receita

Pato no Tucupi revista mercado rural

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Entrevista

Ministro Neri Geller O novo Ministro da Agricultura Neri Geller, que assumiu no lugar do ex-ministro Antônio Andrade (PMDB-MG), que deixou o cargo para se candidatar às eleições de outubro deste ano, concedeu entrevista á revista Mercado Rural e falou sobre assuntos de interesse do setor. Antes de assumir a pasta da Agricultura, do ano passado e fevereiro deste ano, os fiGeller esteve à frente da Secretaria de Política nanciamentos concedidos aos produtores Agrícola do Ministério desde janeiro do ano de soja superaram o valor de R$ 11 bilhões. passado, quando participou ativamente da Essa quantia foi aplicada na aquisição de elaboração do atual Plano Agrícola e Pecuá- máquinas e equipamentos, na compra de rio e trabalhou na aprovação da liberação de insumos e na utilização de tecnologias susvariedades de soja transgênica por parte da tentáveis no campo. Os recursos aplicados China. Geller ainda esteve à frente de medi- na agricultura têm possibilitado aumentar das de apoio aos produtores, em 2013, como a produtividade de grãos ao longo dos dos lançamentos de Contratos de Opção de anos. É importante ressaltar também o Venda de milho (quando foram adquiridos esforço do governo federal para oferecer 2,08 milhões de toneladas pelo governo) cada vez mais crédito aos produtores. Na safra 2002/03, foram dise leilões de Prêmio ponibilizados R$ 24,73 Equalizador Pago ao bilhões para o agroProdutor Rural (Pepro) negócio, enquanto na – com comercializa“O resultado temporada 2013/14 já ção de 8,8 milhões de dessa colheita são R$ 136 bilhões, um toneladas do cereal. Geller é natural do recorde é fruto aumento de cerca de 450% em 12 anos. município de Selbach, no Rio Grande do Sul, mas foi em Lucas do Rio Verde (MT) que construiu a carreira profissional e política.

da parceria entre o governo federal e os produtores rurais”.

MR. Comente o sucesso na colheita de soja com previsão de 90 milhões de toneladas na safra 2013/2014. Neri Geller: O resultado desta colheita recorde é fruto da parceria entre o governo federal e os produtores rurais. Entre julho

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abril 2014

MR. A que se deve o expressivo aumento de 221% na produção da soja brasileira nos últimos 20 anos. Neri Geller: Entre diversos fatores como o aumento da produtividade, é importante destacar o crescimento do Centro-Oeste na produção de soja, que responde hoje por 40% de toda a produção agrícola nacional. Somente nesta região, em 20 anos, a produção de soja cresceu 293%,

passando de 9,9 milhões de toneladas para mais de 38 milhões de toneladas de grãos. Ressalte-se que essa já foi uma área irrelevante para a agricultura brasileira. A grande transformação ocorreu na década de 1970, graças ao trabalho de pesquisadores da Embrapa, que desenvolveram tecnologias para corrigir a acidez do solo do Cerrado brasileiro e para adaptar plantas oriundas de outros biomas. A pesquisa possibilitou um crescimento produtivo sem precedentes. Em menos de quatro décadas, enquanto a produção das lavouras no estado cresceu cerca de 1400%, a área de cultivo de grãos ampliou em apenas 400%. O maior destaque da região é o Mato Grosso. O Estado é o maior produtor brasileiro, respondendo por um quarto dos grãos colhidos no país, sendo ainda líder na produção de soja e milho. MR. Comente sobre os programas do Governo destinados aos avanços do agronegócio brasileiro. Neri Geller: O financiamento de investimentos no setor agropecuário é assegurado pela crescente disponibilidade de recursos em condições favoráveis de taxa

de juros, prazo de reembolso e limites de financiamento, especialmente por meio de programas específicos de investimento, abrangendo áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do setor. Esses programas têm por objetivo: promover a sustentabilidade da produção no campo, pela redução da emissão de gases de efeito estufa e conservação de recursos naturais; apoiar o médio produtor rural e as cooperativas de produção agropecuária; fortalecer a infraestrutura de irrigação e de armazenagem; modernizar a frota de máquinas e implementos agrícolas e incentivar a inovação tecnológica na produção agropecuária.

com a AGE, com o crescimento da produção nas lavouras, também há a perspectiva de que o valor bruto da produção (VBP) seja o maior já obtido no país, registrando R$ 291,6 bilhões – o que representa um aumento de 4% sobre 2013. Somado ao VBP da pecuária, esse valor deve alcançar R$ 438,36 bilhões, alta de 2,1% sobre o resultado do ano passado. Outros segmen-

tos do agronegócio nacional também têm perspectiva de crescimento, especialmente com a abertura de mercados internacionais para produtos como milho e carnes, em 2013. No ano passado, o setor exportou US$ 99,97 bilhões – o que representou mais de 40% de todos os produtos brasileiros vendidos para outros países – e, este ano, deve superar US$ 100 bilhões.

MR. Quais as principais conquistas do agronegócio nos últimos quatro anos. Neri Geller: Números recordes consecutivos de produção, que passaram de 149 milhões de toneladas em 2010 para 186 milhões de toneladas de grãos em 2013 (alta de 24,8%). Já as exportações passaram de US$ 76 bilhões em 2010 para US$ 99,97 bilhões no ano passado, um crescimento superior a 31%. Além disso, nos últimos quatro anos, o agronegócio foi responsável por índices entre 37% (em 2010) e 41% (em 2013) de todas as exportações feitas pelo Brasil. MR. Quais as expectativas para 2014 nos avanços do setor. Neri Geller: Os produtores brasileiros estão se preparando para a colheita de uma safra recorde de 188,7 milhões de toneladas de grãos, aproximando o país do posto de maior produtor de alimentos do mundo. Segundo levantamento da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (AGE/Mapa), o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio deve somar R$ 1,03 trilhão em 2014, valor 4% maior ao obtido no ano passado (R$ 991,06 bilhões). Se confirmado esse resultado, o PIB do setor terá um crescimento de 34% em dez anos – em 2005, foram R$ 769,2 bilhões. Ainda de acordo revista mercado rural

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Entrevista

MR. Os problemas de logística continuam sendo uma grande queixa do produtor rural. O que está sendo feito nesse sentido? Neri Geller: O Governo está atuando forte em duas frentes para garantir a comercialização de mais uma safra recorde. Para a armazenagem, o atual Plano Agrícola e Pecuário destina uma linha de crédito de R$ 25 bilhões para financiar a construção de armazéns privados nos próximos cinco anos. São financiamentos com juros de 3,5% ao ano, 3 anos de carência e 15 anos de prazo para pagar. Deste total, mais de R$ 2,4 bilhões já foram contratados por produtores, cooperativas e cerealistas! Também estão sendo investidos R$ 500 milhões na construção e na modernização dos armazéns públicos. O

objetivo é dobrar a capacidade de estoque da Conab, principalmente nas regiões estratégicas para o abastecimento do país. Na outra frente, a de escoamento da produção, o governo combina investimentos em rodovias, ferrovias, hidrovias e nos portos brasileiros. No Mato Grosso, por exemplo, está em fase de conclusão a pavimentação da BR-163, no trecho que vai de Guarantã do Norte até Santarém, no Pará. Ainda na BR163, foi realizada a concessão do trecho que vai de Sinop até a divisa do Mato Grosso do Sul com o Paraná. O próximo passo é fazer a concessão do trecho entre Sinop e o Porto de Miritituba, no Pará. Com isso, os portos da região Norte passam a ser uma nova alternativa para o escoamento da produção, desafogando os portos de Santos, em São Paulo, e de Paranaguá, no Paraná. O modelo de concessões adotado pelo governo federal garante a duplicação de pelo menos 10% da rodovia antes do início da cobrança do pedágio. Além disso, toda a obra de duplicação deve ser feita no prazo de cinco anos.

cialização para o produtor ter segurança e continuar com o trabalho de aproximação com o setor para dar continuidade aos avanços obtidos.

MR. Dentre as campanhas do Governo, quais os planos para o agronegócio brasileiro nos próximos anos. Neri Geller: O governo federal pretende aprimorar ainda mais o Plano Agrícola e Pecuário, fornecendo mais recursos para crédito de custeio, investimento e comer-

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personagem Gavião do Barulho

claudio cunha,

Haras do Barulho

O engenheiro Cláudio Cunha é hoje um criador muito respeitado e referência na raça Campolina, mas para chegar até aqui, o caminho foi longo e Cláudio contou á revista Mercado Rural essa trajetória de sucesso, o caminho percorrido ao longo de 23 anos de criação e as escolhas que o fez chegar aonde chegou, com inúmeros títulos de melhor criador e vários animais campeões. Nascido em Jacarepaguá, filho de fazendeiro, na cidade de Maringá, PR, Cláudio passou sua infância em fazenda de café, na convivência com os colonos, animais e na importante companhia do pai Irço, a quem se referiu inúmeras vezes nessa entrevista. “Meu pai na época já mostrava uma consciência ecológica e um grande respeito com a terra e a natureza, que me ajudou muito nas soluções que até hoje aplico no Barulho. Certa vez papai me presenteou com uma égua tordilha, Mangalarga Marchador, com quem comecei

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abril 2014

A familia - Pedro, Claudio, Bruno e Sra Vera

a minha primeira tropinha. Com meu pai de novo ao meu lado, começamos a criar gado de leite da raça Jersey, para fornecer para as queijarias da região. Voltei para o cavalo, quando o Bruno, filho mais novo, pediu um potrinho de Natal, ai tudo começou”, conta. O Haras do Barulho está localizado em Papucaia, distrito de Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro, distante da capital em apenas 70 km e a criação de Campolina Pampa do Haras do Barulho é referência nacional. “Hoje uma das maiores satisfações nesse ramo, foi ter criado os dois únicos Campolinas Pampas, inscritos no Livro de Elite da Raça. Conseguimos em 23 anos, estar entre os melhores de uma Raça com 60 anos de existência. Acho que o Barulho e o único que possui dois animais com seu sufixo. Isto e muito gratificante”, comemora. Cláudio enfatiza que a seleção de pampas, requer do criador muita paciência e teimosia. “É difícil obter produtos pampa, talvez por este motivo os grandes criadores do passado e do presente desprezavam esta pelagem, procurando deixá-la em segundo plano. Como o criador precisa fazer dinheiro com a venda dos animais, e a criação de pampa é muito difícil, poucos criadores desenvolveram este tipo de pelagem. Atualmente, o exemplo destes criadores gerou uma frase que os leiloeiros sempre comentam: ‘o que era teimosia, virou sabedoria’. É muito importante as pessoas entenderem que os criado-

res devem sempre entender a genética da raça escolhida. O futuro de uma raça deve estar garantido quando seus criadores observam o grau de epistasia (reproduzir suas qualidades nos seus descendentes) dos animais de elite da raça. Os cruzamentos entre raças devem ser evitados, para não voltar ao inicio da formação das associações, há 60 anos , no tempo do Cassiano Campolina, onde foi o início do refinamento que os verdadeiros criadores buscam, cada um fortalecendo as virtudes da sua simpatia, gosto ou paixão do padrão racial”, enfatiza o experiente criador. Cláudio conta ainda que em 2008, o mercado mudou com a descoberta do teste Tobiano nos EUA, que definia alguns animais pampas como homozigotos. “Com éguas ou garanhões homozigotos, a dificuldade em produzir pampas estava terminada e aconteceu uma grande valorização destes animais. No entanto, esta facilidade em produzir e atender a demanda do mercado,causou um problema para a Raça, pois existiam garanhões homozigotos que estavam cobrindo tropas, que não possuíam qualidade para serem garanhões, com isto a seleção genética deu lugar a ganância em produzir pelagem sem qualidade racial. Nossa criação no Haras do Barulho, sempre ficou preocupada com este fator, tendo em vista que não liberávamos sêmen que possibilitasse nascimento de homozigotos, em casos muito especiais, existiam clausulas de sociedade nos produto”, explica.

Em apenas sete anos de vida e cinco gerações de produtos, com cinco títulos de Campeão Nacional, mais de 30 filhos Campeões Nacionais, inscrito Campolina Pampa no Livro de Elite da Raça, tudo isso em uma trajetória de pista ‘meteórica’, como descreve o próprio criador, Gavião faleceu a pouco mais de um ano, vítima de um acidente no casqueamento. “Falar do Gavião é muito difícil, ele foi muito importante para mim. Desde a primeira vez que o vi pensei que o garanhão do Barulho estava ali na minha frente. Sua mãe Figura do Barulho, também pertence ao Livro de Elite, é a primeira e única égua Campolina Pampa no livro da raça”, destaca Cláudio. “Gavião foi muito importante para nossa seleção, digo que foi um presente de Deus, os estudiosos da raça afirmam que a raça Campolina mudou de rumo com sua produção, com cavalos mais perto do

chão, frente alta, cabeça mais leve e moderna, garupa plana e larga, aprumos posteriores corretos e grande arqueamento das costelas e uma pelagem que agrada a todos amantes do cavalo. Hoje tenho o orgulho de ver jovens garanhões descendentes do Gavião, chefiando tropas de aproximadamente 10 grandes criadores da raça, em grandes centros de Campolinistas. Como os grandes garanhões não podem ser substituídos, realizamos um grande investimento e encomendamos um clone para poder dar continuidade aos seu magnifico trabalho”, completou Cunha.

lão da Nacional, ofertamos vários animais de elite, que tem um preço muito alto e achamos que a melhor forma de divulgar nosso trabalho, era facilitar o pagamento em 100 parcelas, foi um sucesso”, comemora. E sempre priorizando a participação da família, participando ativamente de exposições e promovendo leilões, Cláudio Cunha vem tocando com maestria o criatório Haras do Barulho, não desistindo nunca de seu maior objetivo: Trabalhar com garanhões e éguas homozigotos com forte padrão racial, para produzir o cavalo mais bonito do Mundo.

Vendas em 100 parcelas Um grande sucesso do Haras do Barulho foi a venda em pagamentos de 100 parcelas e Cláudio comemora o sucesso da empreitada. “Em 2010 comprei 50% da Pintura do Oratório, uma Campeã Nacional por 100 parcelas de R$2000,00. No nosso ultimo Lei-

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Estiagem afeta a produção

de grãos em Minas Gerais

Minas Gerais deverá colher 11,35 milhões de toneladas de grãos na safra de 2013/2014, segundo dados da Conab e do IBGE. A quantia é 5,8% menor do que o colhido na safra passada, que foi de 12,05 milhões de toneladas. A estiagem rigorosa ocorrida em janeiro e fevereiro deste ano refletiu na produção de grãos no estado. “Nos dois primeiros meses, a chuva veio muito esparsa, muito abaixo da necessidade e, em muitos lugares, nem ocorreu”, disse a economista Aline de Freitas Veloso, coordenadora da assessoria técnica da Federação da Agricultura de Minas Gerais (Faemg). E é nesse período, explica, que ocorre o desenvolvimento das principais lavouras. O maior destaque em Minas Gerais continua sendo a cultura do milho (6,73 milhões de toneladas), apesar de ter tido redução de 9,7% ou 724,4 mil toneladas a

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menos do que a safra anterior. “Essa redução se deveu principalmente ao veranico, que comprometeu seriamente o rendimento das lavouras na primeira safra, e também à perda de área para a soja, que estava com preços mais bem remuneradores à época do plantio da safra de verão”, diz Aline. A seca foi responsável ainda por reduções nas produções de outras lavouras, como soja (1,9 %), amendoim (4,1 %), arroz (4,7 %), sorgo primeira safra (27,2 %). “É importante frisar que os produtores que investiram em cultivares precoces de soja, plantadas ainda no início do período chuvoso no ano passado, anteciparam a colheita e não tiveram tantas perdas na produção. Além disso, os reais efeitos do clima poderão ser mensurados no decorrer da colheita”, avalia Aline. Em comparação com os levantamentos feitos em janeiro, houve queda na

produção de 1,09 milhão de toneladas de grãos (8,8%), em razão das alterações climáticas ocorridas no estado. Nova safra - O total destinado ao plantio de grãos deve chegar a 3,14 milhões de hectares, alta de 2,8% em relação à área de 3,05 milhões de hectares da safra 2012/2013. A soja teve maior crescimento (+12,3% na área plantada), passando de 1,12 milhão para 1,26 milhão de hectares. “No ano passado tivemos bom preço da soja no mercado nacional e internacional. Isso fez com que o agricultor investisse mais na cultura”. O algodão apresentou cerca de 4% de aumento na área plantada (21 mil hectares). Para o milho safrinha (segunda safra), há expectativa de plantio em 140,8 mil hectares. Cabe destaque para o trigo, que poderá ser plantado em 36,2 mil hectares, 68,4% a mais do que no ano anterior.

revista mercado rural

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como fazer

Poda da grama

Plantar um gramado bonito é o sonho de todas pessoas que moram em casa, ou estão construindo, e pretendem ter grama na frente de casa. Por isso, como plantar a grama é uma dúvida muito comum. Veja as etapas necessárias para você ter um gramado bonito:

Cada espécie tem uma altura ideal para o corte, mas o recomendável é quando a grama ultrapassar 2 cm de altura. Ex.: batatais (5cm), inglesa (20cm), japonesa (2cm), esmeralda (3 cm), são-carlos (20cm), bermudas (2 cm) e grama preta (30cm).

Plantio da Grama Antes de mais nada, o terreno deve ser cavoucado para retirar pedras e entulhos em geral. Comece agora o trabalho de nivelamento do jardim para que a forração acompanhe a altura do calçamento, plantando as placas e tapetes 5 cm abaixo do nível da calçada, para não haver o desnível. Todas as espécies podem ser plantadas a partir de sementes, mudas, placas (30x30cm) ou tapetes (0,40 de largura x 1,25 m de comprimento). A terra precisa ser saudável, sem pragas.

Irrigação Com atenção ao tipo de gramado e clima, a irrigação deve ser feita em intervalos mínimos de 15 dias no verão e, no máximo, 60 dias no inverno, sem encharcá-la e preferencialmente pela manhã. No frio a umidade se conserva mais, então uma rega só é suficiente.

Adubação do gramado Faça uma cobertura de adubo orgânico (com húmus de minhoca, esterco e restos de vegetais em decomposição) nas primeiras fases do plantio, antes que a grama fixe suas raízes. Use 2kg de húmus por metro quadrado e depois de enraizada a grama repita a adubação duas vezes por ano. O adubo químico só deve ser usado em pouca quantidade e muita água, e só no início da primavera.

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Espécies de grama Inglesa (Stenotophrum secundatum): ou santo-agostinho, não se adapta ao frio, mas é tolerante a salinidade sendo ideal para o litoral. Do tipo ornamental não suporta ser pisoteada. São-carlos (Axonopus compressus): se adapta a umidade e ao frio e deve ser colocada em áreas de muito sol. Na estiagem deve ser irrigada regularmente. Suas folhas são largas e – grama nativa e mais rústica, de fácil adaptação. Apre-

DICAS DE JARDINAGEM PARA UM BELO GRAMADO Use uma vez por ano um substrato próprio para gramados. Um saco de 55 litros cobre 5 m² de grama. Não coloque terra vegetal sobre o gramado, pois a análise dessa terra mostra sua baixíssima fertilidade, além de apresentar pragas como nematóides, sementes de ervas daninhas e outras. Aproveite o final do ano para cuidar de seu gramado. As chuvas que começam a cair nessa época do ano tornam a grama mais verde, e mais fácil a correção e adubação do solo. Por isso, o clima atual é ideal para a manutenção e embelezamento dos gramados. Nessa época, deve ser feita a complementação da adubação da terra com componentes que fortalecem as raízes, como uréia ou NPK. Outro composto que dá bons resultados é a tufa, feita a partir de elementos extraídos do carvão e usada em gramados e jardins. Para quem está pensando em implantar um gramado ou aumentar sua área verde, é necessário antes preparar o solo, pois o terreno pode estar infestado de ervas daninhas. Nesse caso, é fundamental a eliminação das pragas com herbicidas. Dependendo do estado do solo, será ainda preciso implantar terra vegetal ou uma camada de areia para reforçar a permeabilidade das raízes da grama. A poda e a cobertura, com terra vegetal e composto orgânico próprio para gramados, devem ser feitas antes do inverno ou no início da primavera. O tempo necessário ao crescimento de um gramado de bom aspecto é de 45 dias em média. O enraizamento da grama se completa em 90 dias. Para tornar o seu gramado mais bonito e saber o tipo de grama ideal ao terreno onde irá cultivar, não deixe de consultar um agrônomo ou paisagista antes do plantio. Com estas dicas você pode ter um bom domínio de como plantar grama. Agora é mãos a obra, para preparar o futuro melhor gramado do bairro!

Fonte: Portal esobre

Plantação de grama

senta folhas largas e semipilosas, de crescimento rápido. Recebe podas de 15 em 15 dias nos meses de chuva. É usada em praças, campos, áreas grandes e taludes (terrenos inclinados) por ser resistente a locais ensolarados. Bermudas (Cynodum dactylum): a mais resistente, pois tem as folhas estreitas permitindo o pisoteio, geralmente encontradas em campos de futebol, play-grounds,etc. Batatais (Paspalum notatum): a área plantada deve ser de meia sombra, mas é resistente ao pisoteio, pragas, secas e doenças sem maiores consequências. Japonesa (Zoysia tenuifolia): é a mais fina e macia; crescendo pouco não precisa de muitos cortes, mas se não houver poda aparecem tufos como bolinhas. Esmeralda (Zoysia japonica): é a preferida dos paisagistas, pois suas folhas são pequenas, estreitas e macias, e muito resistentes ao ataque de pragas e pisoteios. Tem folhas finas e crescimento lento, por isso requer menos podas (cerca de três anuais). Sua raiz chega a ter 35 cm de profundidade. Indicada para locais ensolarados como jardins e beiradas de piscinas, resistindo a terrenos inclinados, encostas e campos de futebol.


Entrevista

Simbrasil apostam na integração sulamericana e criam grupo para fomentar o potencial da raça

Criatórios brasileiros da raça Simbrasil estão reforçando sua estratégia de estreitar a integração comercial no mercado interno e com produtores da América Latina visando futuros negócios entres seus países. Simbrasil (para os brasileiros) ou Simbrah (para os latino-americanos), a raça sintética vem despertando a atenção da América. No ano passado, uma delegação brasileira formada por Alan Fraga, Amarílio Caiado Fraga Filho, Mario Coelho Aguiar Neto e Antonio Casquel Neto (os dois últimos como palestrantes) participaram do 1º Congreso Americano Simmental Simbrah – Agroexpo 2013, promovido em Cartagena, pela Asociación Colombiana de Criadores de Ganado Simmental, Simbrah y sus Cruces. O evento reuniu delegações de criadores de países como Alemanha, Áustria, Canadá, Estados Unidos,

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Costa Rica, Venezuela, Equador, Perú, Brasil e um significativo número de produtores colombianos. Este evento reforçou o interesse dos criadores latino-americanos pelos resultados de produção do Simbrasil. O movimento de criadores e técnicos começou com a primeira reunião em Campinas (SP), no primeiro semestre de 2013. Em novembro passado, 32 pessoas entre criadores e técnicos da ABCRSS de diferentes estados brasileiros estiveram reunidos em Botucatu, interior de São Paulo, para formar um grupo de fomento do Simbrasil. O interesse em criar o grupo partiu de quatro criadores e técnicos: AntonioCasquel Neto, Ricardo Galvão, João Carlos Duarte e Rodrigo Primo Nunes. O “Grupo Simbrasil Amigos da Raça” – como foi batizado inicialmente também inclui produtores que utilizam a raça em

cruzamentos ou tem envolvimento técnico ou comercial com bovinos Simbrasil. Hoje o grupo já conta com a adesão e apoio de criadores de São Paulo, Goiás, Santa Catarina, Mato Grosso, Espírito Santo, Bahia, Distrito Federal e Paraná.

Ações de fomento da raça Para 2014, a intenção do grupo é organizar esses interessados em torno de objetivos comuns, estabelecer critérios de seleção genética e comercialização, formação e treinamento de jurados, organizar exposições e leilões e formação de um fundo financeiro para utilizar na divulgação de suas qualidades através dos meios de comunicação e rede sociais. O grupo possui vários projetos em elaboração e andamento como o lançamento de vídeo e jornal informativo sobre a raça, a organização de uma prova de ganho de peso em parceria com a Unesp/Botucatu e de uma feira genética especializada em

si a posição - se não absoluta, ao menos privilegiada, de melhor opção para cruzamento industrial com as principais raças zebuínas. Esse cenário vem mudando substancialmente, para o bem da própria pecuária e da liderança brasileira no mercado mundial de carne. Vários projetos de produção, associados a marcas ou alianças mercadológicas vem obtendo êxito. É neste espaço que o Simbrasil – a raça sintética com sangue europeu mais adaptada no país – investe para crescer.

Fotos: Nilson Herrero.

Criadores de

Simbrasil. Os criadores querem ainda aumentar o número de dados coletados para obter um sumário mais completo e oferecer maior confiabilidade das avaliações. Na lista de projetos em andamento está o estudo do desenvolvimento de animais ½ sangue - Simbrasil com Nelore - em parceria com a professora Cyntia Ludovico Martins, da Unesp/Botucatu, que consiste em usar sêmen de touros Simbrasil em parte do rebanho nelore de produção da Universidade, acompanhando o resultado destes produtos, desde o peso ao nascer até o rendimento de carcaça na hora do seu abate. No quesito carne, a proposta é estabelecer uma parceria com o consultor Roberto Barcellos, diretor da Beef&Veal, para a avaliação de qualidade e produção de carnes especiais de animais da raça e de seus cruzamentos. Para o presidente da ABCRSS, Alan Fraga, “esta iniciativa de criadores e técnicos envolvidos com a raça é muito positiva. O

Simbrasil é selecionado em todos os estados brasileiros, graças à rusticidade e eficiência a campo, principalmente no cruzamento industrial para a produção de animais precoces e de carne de qualidade”, explica. “Além disso, o trabalho desse grupo vai ajudar a promover o grande potencial de expansão da raça nas regiões mais quentes do País, como no Centro Oeste e Norte”.O grupo mira também os pecuaristas da América Latina. Até poucos anos atrás, as raças europeias criadas no Brasil disputavam entre


História

Parque de Exposições Bolivar de Andrade,

Ele é palco das exposições agropecuárias e centro de encontro de criadores de diversas raças. O Parque da Gameleira, ou Parque Bolivar de Andrade fez e ainda faz história no agronegócio brasileiro. A revista Mercado Rural teve acesso com exclusividade aos arquivos que contam a história do parque e mostra aqui um pouco dessa trajetória. Agradecemos especialmente ao Gerente do Parque da Gameleira, Mendelson de Vasconcelos, que nos concedeu entrevista e materiais históricos para sustentar essa reportagem.

Foto: Aladim Zenith

Mendelson de Vasconcelos, Gerente do Parque da Gameleira

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No dia 26 de novembro de 1906, o governador João Pinheiro adquiriu a grande Fazenda da Gameleira situada na região com mesmo nome, para dar início ao Programa de Educação Rural a Juventude, através do Instituto João Pinheiro, com o objetivo de propagar o ensino agrícola em Minas Gerais. Os agricultores visitaram a fazenda modelo e ficaram impressionados com a produção de cereais e logo queriam adotar métodos semelhantes em suas terras. Outras fazendas modelo foram instaladas por todo o Estado nessa época, porém não havia local para realizações de exposições. Em 24 de fevereiro 1908 aconteceu a primeira exposição agropecuária no Estado, realizada no Prado Mineiro, atual bairro Prado da capital, que recebeu instalações tais como estrebarias, estábulos, garagens para tratores e salas para reuniões. O evento teve a participação de 94 criadores e foi um marco da história do agronegócio em Minas. Participaram cerca de 224 animais, das especiais bovinas, equinas, suínas, caprinas e ovinas. O efeito advindo da exposição despertou nos criadores a necessidade de melhorar seu rebanho, o que acarretou no grande número de pedidos de importação de reprodutores de raças selecionadas para promover o aperfeiçoamento genético do rebanho mineiro. As importações foram feitas a partir de janeiro de 1909 quando começaram a chegar no país 1.065 exemplares de bovinos, equinos, suínos, caprinas, ovinos e aves. Mas foi só no governo Benedito Valadares em 1930 que deu início a construção do

Parque da Gameleira, instalado na antiga Fazenda Gameleira, inaugurado pelo presidente Getúlio Vargas no dia 18 de junho de 1938 com a Primeira Exposição Estadual de animais e produtos derivados, promovida pelo Governo mineiro em convênio com o Ministério da Agricultura. O parque tinha 30 pavilhões para alojamento de bovinos, equinos e animais de pequeno porte, uma pequena arquibancada, currais, prédio de serviços gerais, pista de desfiles e piquetes. Após a exposição o Parque foi utilizado para feira permanente de animais, criada pela Secretaria de Agricultura para fomentar a venda de reprodutores de várias espécies. Em 1941 instalou-se no local a Escola Superior de Veterinária. Em 1946 foi extinta a feira permanente tendo o parque passado para o Departamento de Produção Animal, hoje transformado em Superintendência Agropecuária. As construções de 1938 só foram reformadas em 1960, pois o Parque da Gameleira as vezes tinha utilização fora de suas atividades. De 1961 a 1965 outras construções foram incorporadas ao Parque no Governo de Israel Pinheiro, com a construção de pavilhões para bovinos, mais tarde transformados em alojamento para equinos e o pavilhão redondo para o concurso leiteiro. Em fevereiro de 1971, uma tragédia marcou a história do Parque. Morreram 612 operários e 50 ficaram feridos no desabamento do Pavilhão de Exposições da Gameleira, tido como o maior acidente da construção civil brasileira. Centenas de

Foto: Roberto Pinheiro

o Parque da Gameleira

operários trabalhavam em ritmo acelerado para concluir a obra, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, com cálculos do engenheiro Joaquim Cardozo – dupla responsável pelo conjunto arquitetônico da Pampulha e pelo Conjunto JK, em Belo Horizonte, bem por diversos projetos de Brasília – e executada pela Sergen – Serviços Gerais de Engenharia S.A. Pinheiro tinha pressa, segundo testemunho de sobreviventes e jornalistas, pois pretendia entregar a obra antes do término de seu mandato, em 15 de março daquele ano. Ignorando a opinião de operários, que alertaram os engenheiros sobre fissuras e estalos nos alicerces, foi dada ordem para a retirada das vigas de

sustentação. A estrutura desabou. Além das vítimas contabilizadas, há ainda a suspeita de que muitos outros operários ficaram soterrados e seus corpos nunca foram encontrados. O regime militar, então no auge, tentou minimizar o desabamento. O governo estadual e a Sergen se eximiram da responsabilidade pela tragédia, que causou grande comoção popular. Israel Pinheiro havia estado no local da obra no dia anterior. Apesar de ter criado um órgão especialmente para fiscalizar a construção, o Estado não cumpriu o seu papel. Anos mais tarde, foi em homenagem ao pioneiro na agropecuária mineira, Bolivar de Andrade, que se dedicou ao desenvolvimento de raças como Mangalarga

Marchador, Campolina, Búfalo, Jumento Pêga e bovinos de modo geral, que o nome do Parque da Gameleira foi mudado para Parque Bolivar de Andrade. Em janeiro de 1992 com a criação do Instituto Mineiro de Agricultura (IMA) o Parque passou, desde então, a ser gerenciado por este Instituto. Os próximos passos dessa história veremos nos capítulos á seguir com a instalação de um novo Parque da Gameleira prometida para os próximos anos. Em 2014 já era mesmo hora de uma adequação e modernização, mas os criadores e as associações esperam que sejam mudanças para melhor e que o Parque não perca esse encanto e essa tradição tão peculiar ao longo desses quase 76 anos de história! revista mercado rural

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A importância do

casqueamento Os cavalos estão sempre se destacando em competições, e eventos no Brasil e no mundo. Mas para estarem sempre bem preparados alguns cuidados devem ser tomados, como manter os cascos em perfeito estado, através da técnica de casqueamento. Sem o casqueamento os cavalos ficam mais sensíveis, correndo o risco de sangramento, laminite e até o estresse do animal. A técnica é indicada a partir do primeiro mês do potro. Aparar o casco do equino é necessário e, quando realizado de maneira correta, diminui alguns problemas que podem causar dor ao animal. “O principal objetivo de aparar o casco é que, na natureza, eles por si só já realizam esse processo. Quando estão presos, o crescimento continua e por isso é preciso de interferência para não causar problemas ao cavalo. O ideal é que este procedimento seja realizado a cada 30 dias. Caso tenha problemas de aprumo, desvio de joelhos ou jarrete, há necessidade de casqueamento de 15 a 20 dias”, explica o ferrador, Geraldinho Martins. O especialista enfatiza que é importante saber a maneira correta e o limite que o casco pode ser cortado. Por meio dessas aparações é possível corrigir alguns desconfortos. Os animais que são utilizados frequentemente também necessitam ser ferrados. Esses dois processos podem até

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mesmo arrumar problemas ósseos. Sempre que o ferrador ou casqueador tiver alguma dúvida, a melhor atitude é pedir ajuda a um veterinário especializado. “Prefiro fazer o primeiro ferrajeamento após um ano de idade. Este trabalho só é feito antes desta idade caso o potro tenha algum problema for participar de competição ou até mesmo de um leilão”, afirma Geraldinho. Existem vários tipos de ferrajeamento. Para cada modalidade esportiva existe uma maneira diferente de ferrajear, além de ferrajeamento ortopédicos que são usados nos casos de laminite, problemas de navivular, ostóites podal, fraturas de terceira falange e tendinite. Segundo especialistas, o tempo máximo que dura um ferrajeamento é de 40 dias. Passado este tempo, os cascos compridos, mesmo com o cavalo parado, forçam os tendões e os boletos. “Muitos perguntam se este serviço causa dor ao animal. Muito pelo contrário. Se for feito por um profissional consciente, além de proteger o cavalo contra problemas futuros, dá mais velocidade e protege os cascos”, explica o ferrador. “O casqueamento é um trabalho simples que qualquer pessoa pode aprender, mas que é necessário ter conhecimento da anatomia do equino para fazer corretamente”, finaliza. revista mercado rural

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O consórcio, passo a passo Por Fabiano Lopes Ferreira Advogado com especialização em consórcio e em direito processual civil; Diretor presidente e Jurídico da Multimarcas Consórcios; Presidente Nacional da ABAC - Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios e do SINAC - Sindicato Nacional dos Administradores de Consórcios

Fabiano Lopes Ferreira

Os Consórcios são caracterizados pela reunião de pessoas naturais e/ou jurídicas, em grupos autônomos e devidamente identificados, cujas formações e administrações são de competência de empresas administradoras de consórcios, devidamente autorizadas pelo poder público, por meio do Banco Central do Brasil. Os Consórcios funcionam como um mecanismo de autofinanciamento para aquisição de bens móveis, imóveis e serviços. O sistema de consórcios foi criado no Brasil no início da década de 60, supostamente pelos funcionários do Banco do Brasil, por meio da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil). Ao longo desses mais de 50 anos de existência passou por vários aperfeiçoamentos até chegar ao estágio atual que,

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se não é perfeito, está muito perto disso. O sistema conta hoje com cerca de 200 administradoras em funcionamento no País, com 5,740 milhões de consorciados ativos e um bom crescimento anual de 10%, em média. Além de outras normas oficiais, os consórcios são regulados pela Lei Federal n.º 11.795/2008. Esta lei, por ser bastante abrangente, modernizou e trouxe consistência ao negócio consórcio no Brasil, principalmente consistência jurídica, pois, além de disciplinar a matéria por inteiro, manteve o Banco Central do Brasil como órgão regulador e fiscalizador da atividade e estabeleceu rígidos critérios de gestão para as administradoras. Para constituir uma empresa de consórcio, o empresário terá de possuir três requesitos básicos: experiência mínima de cinco anos no mercado consorcial ou financeiro; nome sem qualquer restrição cadastral, e capital mínimo exigido, na forma dos normativos oficiais vigentes à época do pleito. A empresa a ser constituída será uma prestadora de serviços, sociedade empresária, ou seja, uma administradora de consórcios que, antes de ser registrada na Junta Comercial, deverá ser autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil. A operação do consórcio consiste em a administradora angariar os consumidores no mercado, pessoas naturais e/ou jurídicas,

organizando-os em grupos, que serão autônomos em relação aos demais a serem constituídos e administrados pela administradora. O prazo de duração e a quantidade de consorciados participantes em cada grupo serão definidos pela administradora, por meio do contrato firmado com os consorciados (Contrato de Adesão). A administradora define, de acordo com o mercado, o prazo de duração e a quantidade de consorciados em cada grupo, devendo o numero deles ser múltiplo do número de meses (prazo) de duração do grupo. (exemplo: 50 meses = 100 consorciados; 50 meses = 150 consorciados etc.). Atualmente, a média de duração dos grupos que estão sendo formados pelas administradoras de consórcios, tem sido de 80 meses para veículos leves (automóveis; utilitários e motocicletas); 120 meses para veículos pesados (caminhões, ônibus e máquinas e implementos agrícolas); 30 meses para serviços (serviços médicos, serviços educacionais, honorários de profissionais liberais, serviços dentários etc.) e 180 meses para imóveis (casas, salas, sítios, chácaras, fazendas, créditos para reforma de imóveis usados, créditos para aquisição de imóveis em construção. etc.). Uma vez constituídos os grupos, os consorciados passam a pagar mensalmente as prestações do consórcio, cujos valores são encontrados dividindo-se o preço

do bem/crédito pelo prazo de duração do grupo e acrescentadas às taxas praticadas pela administradora. A administradora poderá cobrar dos consorciados a taxa de administração, o fundo de reserva e os seguros de crédito e de vida, cujos percentuais são de livre arbítrio da administradora. Atualmente, a média da taxa de administração total que está sendo praticada pelas administradoras está em torno de 16%, que é igual a 0,20% mensais, percentual infinitamente menor que os custos das outras modalidades de financiamentos. A distribuição dos bens/créditos aos consorciados é feita nas assembleias gerais mensais, por meio de sorteio e lance. Aqueles consorciados que não forem sorteados e nem ofertaram lances, na data da última assembleia do grupo, estarão contemplados por força do encerramento do grupo. Os sorteios serão realizados por meio do sistema de globo (bingo) ou pela Loteria Federal. Aos sorteios concorrerão todos os consorciados que estiverem em dia com seus pagamentos e ainda não tenham sido contemplados. Dos lances poderão participar os consorciados que estiverem em dia com os pagamentos, que também não tenham sido contemplados, e que queiram ofertar. Lance significa antecipação de pagamentos das prestações vincendas, ou seja, o consorciado oferta o equivalente a uma quantidade múltipla do número de prestações mensais ou de percentual de contribuição. Aquele que ofertar o maior número de prestações ou percentual, será o vencedor. O valor do lance vencedor servirá para

Uma a cada duas motos comercializadas no Brasil, uma é por consórcio

pagar as prestações devidas pelo consorciado vencedor, podendo a quitação se dar pela ordem direta ou inversa dos vencimentos das prestações, de acordo com os termos do contrato de adesão. Assim que o consorciado for contemplado e tiver o seu cadastro aprovado pela administradora, receberá uma carta de crédito (Autorização de Faturamento), por meio da qual adquirirá o bem ou o serviço diretamente no mercado e continuará pagando as prestações do consórcio mensalmente. O consorciado que aderir ao grupo e, antes da contemplação, deixar de pagar as prestações do consórcio por um período igual ou superior a dois meses, terá a sua participação cancelada, tornando-se excluído. Passará a participar dos sorteios apenas entre os demais excluídos de seu grupo. Caso o consorciado excluído seja sorteado durante o transcorrer do grupo, receberá de volta as quantias pagas, deduzidas as taxas de administração e adesão, os seguros de vida e de créditos e as multas previstas na legislação e no contrato firmado. Caso não seja sorteado durante o transcorrer do grupo, somente após o término do prazo do referido grupo

Bruno Veloso

é que receberá as quantias pagas, aplicados os descontos citados no parágrafo anterior. O sistema de consórcios tem inúmeras vantagens em relação aos seus concorrentes (CDC, leasing, financiamento comum etc.). Contudo, em três itens ele se destaca ainda mais como: custo, burocracia e prazo. Pelo fato de o sistema de consórcios não cobrar juros, seus custos são realmente muito inferiores aos dos seus concorrentes. No consórcio, a facilidade para o consorciado receber o bem/crédito contemplado é bem maior, uma vez que, em sua maioria, as administradoras de consórcios mantêm atendimento personificado e diferenciado para seus consorciados. Como os prazos no sistema são livres, as administradoras formam os grupos com prazos mais alongados. Em razão disso, os valores das prestações mensais ficam menores, mais adequados à capacidade de pagamento mensal do consorciado. Importante destacar que o consorcio se adapta muito bem para aqueles consumidores que gostam de planejar as compras de seus bens ou serviços e também para aqueles que gostam de formar poupança e construir patrimônio com o consórcio. O Consórcio não se adapta àqueles consumidores que precisam receber o bem ou o serviço imediatamente ou em uma data específica. O consumidor só deve adquirir consórcio de administradoras autorizadas a operar pelo Banco Central. Não deve acreditar em promessas e propostas verbais e mirabolantes que não se enquadrem nas regras legais e contratuais. revista mercado rural

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Entrevista

Pouca cana para muita demanda Setor sucroalcooleiro poderá ter uma safra que não atenda a demanda crescente de etanol e açúcar para exportação e para mercado interno O volume de exportação de açúcar no mês de janeiro de 2014 foi pouco mais de 2,1 milhões de toneladas, levando o acumulado de doze meses para 26,9 milhões, um acréscimo de 6,2% neste período anual. O preço médio de venda foi de US$ 429,35 por tonelada. Já o etanol, no entanto, acumula nos doze meses, uma exportação de 2,744 bilhões de litros, uma queda de 14,7% em relação ao mesmo período do ano passado, com preço médio de venda em US$ 641,85 por metro cúbico. Com esses números, o gestor de riscos da Archer Consulting, Arnaldo Corrêa - especialista em commodities agrícolas e setor sucroalcooleiro - sugere um cálculo para as estimativas de produção e demanda. “Vamos estimar que as exportações do Brasil na safra 2014/2015 sejam de 26 milhões de toneladas de açúcar que, se assumirmos que as exportações nos meses de fevereiro e

Carretinhas

março de 2014 somem 3,4 milhões de toneladas, fariam com que encerrássemos a safra 2013/2014 com 26,7 milhões de toneladas, ou seja, vamos considerar 26 milhões de toneladas para 2014/2015, que representariam uma queda nas exportações de açúcar de mais de 2,5%. Acrescente-se a isso, mais o consumo interno de açúcar no volume conservador de 12 milhões de toneladas. Ou seja, o potencial de consumo de açúcar no Brasil, exportação e mercado interno, somam 38 milhões de toneladas”, explica ele. Ainda seguindo os números do especialista, completamos com o cálculo de etanol. “Vamos estimar que as exportações de etanol na safra 2014/2015 minguem para 1,8 bilhão de litros, considerando que existem contratos de longo prazo. No mercado interno, a crescente frota de veículos flex

abre um grande potencial de consumo no álcool carburante. As vendas acumuladas de etanol no Centro-Sul, até janeiro deste ano, portanto considerando 10 meses, apontam para 9,253 bilhões de litros de anidro e 12,487 bilhões de litros de etanol. Vamos estimar o número total de consumo no Brasil em 27 bilhões de litros”, calcula. Segundo Arnaldo, precisamos ter cana suficiente para atender a um consumo de 38 milhões de toneladas de açúcar e 27 bilhões de litros de etanol. “Se assumirmos que a ATR média do Brasil (Centro-Sul e N/Nordeste) seja de 133 por tonelada de cana, a quantidade de cana a ser colhida no Centro-Sul tem que ser, no mínimo, de 612 milhões de toneladas. Lembrando que as previsões feitas acima são conservadoras. Se considerarmos a estimativa média do mercado hoje para a safra 2014/2015, que é de 570 milhões de toneladas, estamos falando de um déficit de 42 milhões de toneladas de cana, de maneira bem conservadora”, finaliza.

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Clonagem

CLONE EQUINO

equina

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Foto: Humberto Catão

maxiddea

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O processo de clonagem: 1 Uma pequena amostra de tecido da pele de aproximadamente 0,5 cm é retirada

usualmente do pescoço, parte inferior da cauda, ou do peito do animal. São feitas várias amostras dessa cultura dessa amostra de tecido, produzindo milhões de células geneticamente idênticas ao do animal doador. 2 Óvulos não fertilizados são retirados de éguas descarte e enucleados, ou seja, tem seu material genético removido. 3 Células resultantes da cultura do doador são transferidas para o óvulo enucleado. 4 Através de um processo chamado eletrofusão, o óvulo desprovido de um núcleo, é fundido com a célula contendo o DNA do doador. Depois é encubado por alguns dias, formando um embrião. 5 O embrião resultante desse processo é transferido para uma égua receptora, que terá um período de gestação normal e um parto natural.

Fonte: Cenatte Embriões

Revolucionando a história da reprodução equina, preservando o passado e presente e garantindo o futuro, a clonagem equina ganha cada vez mais adeptos. São criadores que desejam preservar a genética com maiores garantias de resultado. O clone permite a produção de uma cópia genética do cavalo de alta performance, seja no esporte ou na reprodução. Isso se aplica a animais castrados que provaram ser indivíduos extraordinários, éguas e garanhões idosos que já não reproduzem mais, cavalos de competição que precisam continuar sua carreira, garanhões ou éguas que fazem estação de monta em diferentes estados , países ou continentes, ou seja, a mesma genética poderá ser reproduzida ao mesmo tempo em lugares diferentes. A clonagem garante a preservação genética em caso de acidentes, lesões, doenças ou perda do animal. Em circunstâncias inoportunas, criadores perderam grandes animais e com isso a sua genética. A clonagem é um seguro para a genética dos animais. De acordo com o médico veterinário Cláudio Lara, diferentemente das técnicas de reprodução muito usadas, como inseminação artificial, transferência de embriões e transferência de Oocitos, a clonagem garante o resultado genético. “A clonagem é hoje uma realidade segura e financeiramente viável aos criadores. Não existe, no mercado, uma maneira mais eficiente de replicar a genética de animais diferenciados. Foram muitos anos de pesquisa para chegar ao nível de tecnologia que detemos”, explica o gerente comercial do Cenatte Embriões.

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Clonagem

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A clonagem equina já é uma realidade para os criadores de cavalos e o Cenatte é a empresa autorizada pela Zerlotti Equine Reproduction - proprietária da patente da clonagem - a realizar esse procedimento. Você, que tem um animal destacado, pode perpetuar essa genética diferenciada, com a segurança e a competência que o Cenatte proporciona a todos os criadores. Para mais informações, consulte nosso departamento comercial.

Banco genético As células oriundas da cultura da pele do animal doador são congeladas e preservadas por tempo indeterminado para serem usadas no futuro.

A evolução da genética para vida Fone + 55 31 3665-1090 - comercial@cenatte.com.br


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Carne halal brasileira

conquista novos mercados O governo paquistanês autorizou as exportações de carne de frango do Brasil para o país asiático. A informação anunciada pela União Brasileira de Avicultura (UBABEF) foi muito bem recebida no Brasil pelos produtores desse tipo de carne. A autorização paquistanesa representa um grande avanço para o Brasil, que é o maior produtor e exportador de carne de frango halal do mundo. O Paquistão detém hoje uma população de 175 milhões de habitantes - deste total, 95% são muçulmanos. “Construímos ao longo de décadas uma grande experiência na produção ‘halal’. A liderança brasileira neste segmento do mercado internacional atesta a competência e a qualidade de nossos produtos voltados para o público islâmico. Neste sentido, nossa credibilidade foi fundamental para o sucesso das negociações para a abertura deste mercado”, destaca o presidente da UBABEF, Francisco Turra. O Paquistão possui uma considerável produção de carne de frango, com cerca de 700 mil toneladas anuais. Entretanto, o consumo per capita, de 4,5 quilos por habitante/ano, é consideravelmente baixo, ressalta Turra. Neste sentido, o Brasil buscará consolidar parcerias com empresas avícolas locais para expandir o consumo e promover intercâmbio de informações. “A abertura do Paquistão para a carne de frango brasileira era uma de nossas maiores metas para 2014. É um importante mercado, com

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grande potencial de expansão. Lá, nossa estratégia se concentrará na complementação da demanda local, levando know-how e tecnologia para os produtores paquistaneses”, destaca.

HALAL Segundo o Alcorão, livro sagrado da religião islâmica, o alimento é considerado halal (permitido para consumo), quando obtido de acordo com os preceitos e as normas ditadas pelo Alcorão Sagrado e pela Jurisprudência Islâmica. Esses alimentos não podem conter ingredientes proibidos, tampouco parte deles. A Sharia proíbe o consumo de todo e qualquer tipo de alimento modificado geneticamente, assim como produtos minerais e químicos tóxicos que causem danos à saúde. Peixes e outros animais aquáticos são permitidos, desde que não se enquadrem no quesito anteriormente citado. Animais que vivem tanto na terra quanto em água são proibidos (crocodilos e semelhantes). Produtos de origem vegetal são considerados halal, contanto que não tenham efeito alucinógeno e não causem intoxicação ou malefícios à saúde de quem os consome. Para os produtos cárneos, o abate deve seguir os procedimentos do ritual halal. Não é permitido o abate de animais como porcos, cachorros e semelhantes, animais com presas (tais como tigres, elefantes, macacos, dentre outros), pestilentos (ratos, centopéias, escorpiões), pás-

saros predadores e criaturas repulsivas. De acordo com as exigências das embaixadas dos países islâmicos, o abate halal deve ser realizado em separado do não-halal, sendo executado por um mulçumano mentalmente sadio, conhecedor dos fundamentos do abate de animais no Islã. As normas básicas a serem seguidas para o abate halal são: • Serão abatidos somente animais saudáveis, aprovados pelas autoridades sanitárias e que estejam em perfeitas condições físicas; • A frase “Em nome de Alá, o mais bondoso, o mais Misericordioso”deve ser dita antes do abate; • Os equipamentos e utensílios utilizados devem ser próprios para o abate halal. A faca utilizada deve ser bem afiada, para permitir uma sangria única que minimize o sofrimento do animal; • O corte deve atingir a traquéia, o esôfago, artérias e a veia jugular, para que todo o sangue do animal seja escoado e o animal morra sem sofrimento; • Inspetores mulçumanos acompanharão todo o abate, uma vez que eles são os responsáveis pela verificação dos procedimentos determinados pela Sharia. É importante ressaltar que o abate e processamento halal vislumbra produzir produtos seguros e que tragam benefícios à saúde de quem os consome. Portanto, higiene e sanidade são requisitos imprescindíveis para os operadores e suas vestimentas, equipamentos e utensílios empregados no processo, evitando assim a contaminações por substâncias não-halal. Por esta razão todo o preparo, processamento, acondicionamento, armazenamento e transporte devem ser exclusivos para os produtos halal, que obrigatoriamente são certificados e rotulados conforme a lei da Sharia. O rótulo deve conter o nome do produto, número do SIF, nome e endereço do fabricante, do importador e do distribuidor, marca de fábrica, ingredientes, código numérico identificador de data, carimbo ou etiqueta para identificação halal e país de origem. No caso de produtos de carne primária, também devem constar a data do abate, da fabricação e do processamento.

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Entrevista

Programa remunera produtor rural pelos

serviços ambientais

A cidade mineira de Extrema tem cerca de 30 mil habitantes e fica na divisa entre os estados de Minas Gerais e São Paulo. Há 478 quilômetros de Belo Horizonte e 110 de São Paulo. Nos últimos anos ganhou destaque pelo vigoroso desenvolvimento econômico. A cidade é hoje o segundo maior parque industrial de Minas com 172 indústrias. Segundo a Fundação João Pinheiro tem o quarto maior PIB do Sul de Minas, atrás apenas das cidades da região com mais de 100 mil habitantes e apresenta ainda o sexto maior PIB per Capita do estado. Mas, se a indústria gera os grandes números, é a natureza que encanta quem vive e quem visita a cidade. Encravada aos pés da Serra do Lopo, parte da Serra da Mantiqueira, a 973 metros de altitude, é abençoada por suas belas paisagens. Quase sempre, um ciclo de grande desenvolvimento econômico cobra um alto preço do meio ambiente, mas em Extrema, os recursos trazidos pela indústria serviram de base para a criação de um grande programa ambiental e de fomento ao empreendedor rural. Por meio de decretos, a prefeitura im-

plantou o pagamento por serviços ambientais – esse sistema promove a implantação e a manutenção da cobertura vegetal das Áreas de Preservação Permanente (APP) e da Reserva Legal, através da averbação em cartório, ambos conforme consta do Código Florestal e Legislação Estadual de Minas Gerais. A primeira fase do projeto foi realizada com o plantio de mudas e cercamento das Áreas de Preservação Permanente da bacia do Bairro das Posses. Assim, o proprietário rural habilitado fica responsável pela manutenção das APPs, recebendo da prefeitura municipal um benefício que se estenderá por, no mínimo, quatro anos, sendo o valor de referência (VR) de 100 Unidades Fiscais de Extrema (UFEX) por hectare (ha) por ano. O Decreto nº 1703, de 2006, ainda prevê que o proprietário rural habilitado é considerado “aquele que tenha propriedade rural com área igual ou superior a dois hectares, desenvolva atividade agrícola com finalidade econômica na propriedade rural e que o uso da água na propriedade rural esteja regularizado”.

Em mais de 15 anos, o Conservador das Águas recuperou o equivalente a nove mil campos de futebol de mata nativa, envolvendo mais de 150 produtores rurais e repassando apenas em 2013 um total de quase R$632 mil em pagamentos pelos serviços ambientais. Um dos apelos mais importantes para a manutenção do Conservador das Águas é sua importância para o Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água de 8 milhões de habitantes da capital paulista, além de ser formador das Bacias Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Estes resultados garantiram o reconhecimento nacional e internacional recebendo nos Emirados Árabes, o prêmio Internacional de Dubai de Boas Práticas, oferecido pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos e o governo de Dubai.

Fonte: Prefeitura de Extrema

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avicultura de corte de

Helen C. Ferreira Médica veterinária CRMV MG 6644 Gerente de produção avícola da Rivelli Alimentos. A avicultura de corte em modelo industrial teve seu desenvolvimento impulsionado durante a segunda grande guerra mundial, quando passou-se a priorizar a carne vermelha produzida para o consumo dos soldados em combate. O frango apresentou-se como a opção ideal principalmente por ser um animal de ciclo produtivo curto quando comparado às carnes suína e bovina. A partir de então, o processo produtivo do frango de corte evoluiu rapidamente com o desenvolvimento das linhagens, do manejo e dos conceitos de biosseguridade. O modelo de integração ou fomento, surgiu pela necessidade da indústria produzir em escala para diminuir custos e atender às demandas crescentes. O produtor deixou de ser refém das sazonalidades da produção e isso afetou diretamente seus rendimentos de forma muito positiva. Antes ele tinha que se desdobrar tanto para comprar os insumos como milho, pintinhos de um dia e vacinas, quanto para escoar sua produção buscando frigoríficos para comprá-la. Depois da criação do sistema de integração, tanto os insumos para a criação das aves quanto o escoamento de sua produção passaram a ser fornecidos pela indústria, eliminando o desgaste dessas transações e eliminando a sazonalidade da

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produção que dificultava tanto os rendimentos do produtor, quanto a produção da indústria. Uma outra consequência foi a incorporação rápida às inovações tecnológicas que proporcionam ao aumento da produtividade. O sistema de integração estabelece uma relação contratual sólida entre a empresa (integradora) e o produtor (integrado). A empresa é proprietária dos lotes de aves e o integrado é o fiel depositário responsável pelo seu manejo e as regras dessa parceria são estabelecidas em contrato. Em linhas gerais, a integradora fornece os insumos como pintinhos de um dia, ração, produtos para limpeza e desinfecção do galpão, vacinas e medicamentos, se necessários. A assistência técnica veterinária também é de responsabilidade da indústria. Já ao produtor, cabe providenciar a estrutura completa para a criação das aves, inclusive o material para a forração do piso (a “cama de frango”) e o combustível para o funcionamento dos aquecedores na fase inicial das aves. Existem aquecedores que funcionam a lenha, outros que funcionam com óleo diesel e até a gás. Podem existir algumas variações de uma região para outra quanto ao modelo de integração adotado. Os custos do embarque das aves para abate e do transporte para o frigorífico geralmente são divididos entre empresa e produtor, cabendo a um ou outro, dependendo da região, a contratação dos serviços. A remuneração do produtor com base na produtividade alcançada pelo lote,

do alimento para compensar o desconforto, piorando assim a sua produtividade. Já os aviários do tipo convencional possuem recursos mais básicos e com capacidade limitada de controle do ambiente, deixando as aves mais susceptíveis às variações térmicas do ambiente exterior, dificultando a melhor produtividade dos animais. A produção avícola demanda grande comprometimento tanto por parte da indústria quanto do produtor. Os controles são rigorosos desde a produção dos pintos de um dia, ração e manejo das aves na granja. Qualquer produto a ser utilizado, seja diretamente nas aves como vacinas e medicamentos, seja no aviário, como detergentes e desinfetantes, precisam estar em conformidade com legislações específicas que garantam sua inocuidade para o consumidor da carne ali produzida. Ambas as partes precisam trabalhar com afinco para manter os animais livres de doen-

ças e com alta qualidade para consumo. Em casos de problemas com a produtividade de um lote, os prejuízos são proporcionais para ambas as partes: empresa e produtor. Uma das grandes vantagens da avicultura de corte é proporcionar a produção de grande quantidade de carne em uma área relativamente menor quando comparada à produção de carne por outras espécies animais. Um outro ponto positivo é o baixo impacto ambiental, já que todos os resíduos gerados durante o processo de criação das aves são passíveis de reciclagem: das aves mortas durante a criação é feita uma compostagem, método desenvolvido pela Embrapa, e ao final de determinado tempo o que se tem é um composto de ótima qualidade para ser utilizado como adubo. A chamada “cama de aviário”, composta de um material inerte que pode ser serragem, casca de arroz, palha de café, etc , misturada à fezes e urina das aves, também

pode ser reutilizada por vários lotes após receber tratamento adequado (fermentação). Ao chegar ao máximo de reutilizações, o material é um adubo de excelente qualidade que tem atingido valores muito interessantes que ajudam a incrementar a renda do produtor. O sucesso financeiro da criação de frango de corte é altamente dependente da habilidade administrativa do produtor, mesmo que ele produza em um sistema de criação integrada. A habilidade na administração dos recursos e funcionários é fator decisivo para o sucesso do empreendimento.

Fotos: Rivelli

Sistema de produção integrada

medida através de índices zootécnicos como conversão alimentar, ganho de peso diário e viabilidade. Os critérios de remuneração variam de uma empresa para outra. A estruturação de uma unidade de produção de frango de corte demanda orientação técnica especializada e tem início com a avaliação da propriedade. É preciso licença ambiental de acordo com a legislação vigente, contemplando a atividade de avicultura. A propriedade precisa ser avaliada de acordo com os critérios de biossegurança estabelecidos pela legislação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a defesa agropecuária estadual. Normalmente as empresas integradoras oferecem orientação quanto aos procedimentos necessários para se montar uma unidade de produção de frango de corte. Cada empresa possui padrões de aviário desenvolvidos de acordo com as normas técnicas de produção e biosseguridade mais atualizadas. O valor do investimento para construção de um aviário varia em função de fatores como modelo (convencional ou climatizado) e padrões de criação (densidade – número de aves/ m²). Considerando esses fatores, o custo de construção de um aviário pode variar entre R$6,50 e R$9,00/ave. Em resumo, um aviário climatizado com capacidade para alojamento de 50.000 aves custaria em torno de R$500.000,00, enquanto que um aviário convencional para o mesmo volume de animais custaria cerca de R$325.000,00. Os aviários climatizados possuem recursos de alta tecnologia para manter o ambiente dentro dos aviários nas melhores condições possíveis para os animais, independente das condições externas. O frango de corte necessita do máximo de conforto, com variações mínimas de temperatura e dentro das necessidades de cada uma das suas fases de desenvolvimento, de forma a garantir a sua máxima produção. Se o animal sai da sua zona de conforto, seja pelo ambiente inadequado, seja pelo manejo ruim, seja por algum desafio de doença, ele vai mobilizar boa parte da energia obtida através

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Arborização de cafezais

Tecnologia protege o cafeeiro contra vento e excesso de sol Em busca de tecnologias que amenizem os efeitos das mudanças climáticas na cafeicultura, pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) estudam alternativas como a arborização de cafezais. Essa tecnologia apresenta ótimos resultados na redução da temperatura ambiente, aumento da fertilização do solo e até mesmo na melhora da qualidade da bebida. “As alterações climáticas têm trazido incertezas quanto à produção e à produtividade, mas há como minimizar esse impacto.“ O cafeicultor pode adotar técnicas como irrigação, sombreamento do café, adubação fosfatada e gessagem que farão toda diferença na redução de perdas nas próximas safras, ressalta o coordenador do Programa de Cafeicultura da EPAMIG, Gladyston Carvalho. Estudos de arborização no café realizados na Fazenda Experimental da EPAMIG

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em São Sebastião do Paraíso, há mais de 10 anos, apontaram bons resultados no cultivo consorciado da variedade de café Catuaí vermelho e macadâmia. De acordo com o pesquisador da EPAMIG Régis Venturin, a árvore sombreia o café, amenizando as altas temperaturas durante o dia e mantém a temperatura mínima da madrugada mais alta. “Também pode ser uma proteção contra vento e geada”, explica. Entretanto, o pesquisador alerta que “algumas espécies arbóreas podem não se adaptar com o cafeeiro e reduzir a produtividade, por isso é importante o monitoramento e acompanhamento técnico”. “Por exemplo, a macadâmia tem a raiz mais profunda e, portanto, alcança nutrientes no solo que o cafeeiro não consegue, evitando a competição das espécies nos primeiros anos do consórcio” explica Rodrigo Luz, pesquisador da EPAMIG e coor-

denador do projeto. O sistema arborizado também inibe o crescimento de mato e plantas daninhas em torno do cafeeiro, devido à formação da serrapilheira, cobertura que recobre o solo por acúmulo de folhas e ramos que vão se decompondo no solo. “Os estudos mostram que essa cobertura, preserva a umidade do solo e favorece os processos de crescimento, florada e produção do café. Em período de alta temperatura e estiagem, eu diria que ela é fundamental”, complementa o pesquisador. Nesses experimentos, a produtividade mais equilibrada do consórcio - 40 sacas por

hectare - ocorreu com uma população de 286 árvores por hectare e 5428 cafeeiros. Entretanto, o pesquisador ressalta que a partir de 10 anos desse consórcio, é preciso uma avaliação da produtividade do café, que pode ser reduzida, devido a competição dessas plantas por luz, umidade e espaço. Outro aspecto positivo é a redução do ataque de bicho mineiro e a menor incidência da cercosporiose, mas o sombreamento pode aumentar a ocorrência de outras doenças. “A recomendação é o plantio de variedades de café resistentes à ferrugem. E mesmo assim é preciso monitorar os talhões, porque também observamos

um favorecimento da broca-do-café” diz. Na Fazenda São Gabriel, em Guaxupé na região Sul de Minas, a presença de árvores poupou parte da lavoura da escaldadura do café, queima da folha por excesso de sol. O sombreamento no café foi gerado por espécies nativas de amoreira e pessegueiro, cujos frutos não são consumidos pelo homem, e também um tipo de macadâmia, frutífera de origem australiana. “Há mais de 20 anos iniciei o cultivo consorciado de café com a macadâmia”, conta Isaac Ribeiro Gabriel, que produz cafés especiais há 15 anos. O produtor destaca que o sistema equilibra a mão de obra da fazenda: no

intervalo da colheita do café, os trabalhadores cuidam da colheita da macadâmia e da manutenção da produção. “Mas o mais importante é o controle da insolação. Embora a minha lavoura esteja localizada em região de microclima favorável, a falta de chuva no início do ano poderia ter causado um estrago bem maior na minha lavoura, se não fossem as árvores”, conta Gabriel. Isaac iniciou o consórcio com o objetivo de diversificar sua renda. “Comecei com 50 hectares. Atualmente, retirei o café desta área devido à dificuldade na colheita da castanha, mas já tenho outra área de cultivo consorciado com cinco anos”. De acordo com Isaac a castanha da macadâmia é vendida em casca para microprocessadoras e indústria alimentícia. Os subprodutos são reaproveitados em sua fazenda: a casca que envolve o fruto abastece a caldeira da torrefadora de café, e a casca mais externa, chamada carpelo é usada como fertilizante no cafeeiro. Isaac comemora o bom resultado: “Temos certificação internacional e, atualmente, a marca de cafés especiais Arte Café está presente em 21 capitais”. Para ele o cultivo consorciado é também uma forma de produção inteligente. “Considero sustentável uma ação na qual meu filho ou meu neto poderá fazer mais e melhor do que eu”.

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orgânica

Regina Tchelly de Araujo Freitas é uma jovem empreendedora que está deixando a sua marca na realidade da culinária brasileira, com um projeto cujo nome diz tudo: Favela Orgânica. Esta iniciativa prevê a criação de pequenas hortas orgânicas em algumas favelas, incluindo Santa Marta, Babilônia e Complexo Alemão (mais de 200 mil habitantes), “pacificadas” através de uma operação comandada pelo governo para libertar os locais da violência e profundo desconforto que os marcavam. Além da produção de alimentos saudáveis, locais e orgânicos para o benefício da comunidade (que é chamada a cuidar diretamente da produção), Favela Orgânica tem a particularidade adicional de praticar uma cozinha que usa os produtos em sua integralidade, incluindo os resíduos, para tentar influenciar os hábitos alimentares das pessoas.

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Dezembro 2013

O projeto que nasceu em setembro de 2011, com o objetivo de ensinar aos moradores da região, como aproveitar os alimentos em sua totalidade, já levou suas oficinas para outros estados do Brasil como Pernambuco, Paraíba, Ceará, Minas Gerais e São Paulo. O objetivo é modificar a relação do ser humano com os alimentos, conscientizando sobre cada etapa do ciclo de alimentação: o planejamento das compras, o consumo, o preparo e o descarte de alimentos. Criando assim práticas e hábitos alimentares responsáveis com o meio ambiente e saudáveis para a família e a comunidade. Trabalhando na planificação das compras e do consumo, o projeto promove uma reflexão sobre o escândalo do desperdício de alimentos, que acontece mesmo nas realidades mais pobres que, no ima-

ginário coletivo, estão imunes, mas que vivem o desperdício todos os dias. Nordestina, aos dezessete anos Regina mudou-se para o Rio para prestar serviço a famílias abastadas da cidade e encarregar-se dos cuidados da cozinha e da casa. Durante doze anos permaneceu trabalhando com a classe média carioca e ali refinou seu conhecimento e práticas de culinária, aproveitando a sua bagagem de ensinamentos maternos, sobretudo a alimentação sem desperdícios. Em 2010, abraçou a causa da alimentação orgânica ao realizar as primeiras hortas em sua favela, Babilônia, e começou a trabalhar pessoalmente nas feiras agrícolas nascidas no Rio de Janeiro nos últimos anos. Regina mostrou uma prática culinária inovadora, apresentando receitas inéditas com desperdício zero. O próximo passo foi dar aulas de culinária a jovens, em sua pequena casa, ensinando a utilização de todas as partes dos produtos, incluindo aquelas que normalmente são consideradas resíduos, como as cascas de legumes, as sementes ou a água de cozimento de alguns produtos. Mais informações no facebook e site favelaorgânica.com

Uma empresa com grande diferencial competitivo, criada para suprir todas as demandas do segmento de parcelamento do solo para fins de loteamentos e condomínios. O Grupo PGV realiza com recursos próprios, todas as etapas necessárias para viabilizar seus empreendimentos: DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS

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CRECI 20083

Projeto pioneiro no Rio de Janeiro ensina boas práticas alimentares e promove o plantio de hortas orgânicas nas comunidades

Fotos: Fernando Ulhoa

Favela

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capa

Fabiano Tolentino:

advogado e árbitro, em 2008 alçou novos vôos: foi eleito o vereador mais votado na cidade de Divinópolis e começava ali uma importante trajetória política em sua carreira. A candidatura a Deputado Estadual veio logo depois, em 2010, com apoio maciço dos criadores de Campolina. “Devo muito à raça, tanto na minha formação como pessoa, pois fui criado no contexto da raça Campolina, no meio rural, quanto às famílias e clubes dos cavalos que me ajudaram muito na candidatura”, reconhece o criador. Fabiano une hoje a paixão pelo meio rural com sua profissão, buscando sempre

do campo para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais

“Quando dois estribos de tocam, uma raça. Hoje a tropa do Haras Santa Rosa tem amizade de sela”. Assim, Fabiano Tolentino cerca de 40 animais. Além da criação de cavalos já exercida define seu princípio de vida e amizades que cultivou ao longo dos anos, junto ao pela família Tolentino, Fabiano aos 16 anos comprou sua primeicavalo Campolina. ra vaca da raça Jersey, Criador, árbitro e de Denis Fagundes, Deputado Estadual, Faparcelada em 12 pabiano Tolentino é um Fabiano une gamentos. Vendendo apaixonado pelo agrohoje a paixão leite ensacado Fabiano negócio e sua trajetória foi pagando as presprofissional começou pelo meio tações e aumentando na raça Campolina. rural com seu rebanho. Foram Seu pai, produtor rural, 12 anos trabalhando iniciou na criação de sua profissão, como vendedor de Campolina em 1982 na cidade de Divinó- buscando sempre leite até se formar na polis, motivado pelo benefícios para faculdade de Direito, apesar de sua grande tratamento do filho o setor. vontade ter sido curcadeirante Adriano Tosar a universidade de lentino na hipoterapia, Medicina Veterinária. método terapêutico e “Sempre fui muito lieducacional que utiliza os andamentos do cavalo. A partir daí toda gado ao meio rural, mas infelizmente não a família se envolveu e apaixonou-se pela tinha esse curso na minha região e aca-

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benefícios para o setor. Vice-Presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária da Assembléia de Minas Gerais, já pelo segundo mandato, Fabiano tem trabalhado em diversos projetos em prol da agricultura familiar e do produtor rural. E o trabalho não pára por ai, Fabiano tem um programa rural há sete anos, chamado Campo e Negócios na TV Alterosa e na TV Candides, afiliada Rede Minas em Divinópolis, onde aborda o agronegócio e atinge mais de 70 municípios mineiros. Trabalho não falta, mas com muita competência Fabiano administra muito bem tantas atividades!

Ping Pong Família: Base para tudo Viagem: Equitana/Alemanha Comida: Lasanha a bolonhesa Uma companhia: Minha esposa Sarah e minha filha Sofia Música: Todas, sou filho de pianista, aprendi a gostar de toda música boa. Filme: Um sonho de liberdade O que te distrai: Cavalgada Felicidade: Ter amigos Tristeza: Ser mal interpretado ou pré-julgado Cavalos: Uma paixão

bei optando pelo Direito, pois precisava concluir um curso superior. Quando me formei, entreguei meus últimos leites aos meus clientes e levei junto meu diploma. Estava muito feliz em compartilhar esse momento com eles”, recorda. O próximo passo de Fabiano foi vender sua criação de Jersey e abrir um escritório de advocacia em Divinópolis, mas sem nunca perder sua essência rural. Fabiano promovia cavalgadas, apresentava animais, estava sempre junto a seu pai na criação da raça Campolina e foi em 2005 que resolveu tornar-se árbitro. “Na época, abriram a exceção de permitir que pessoas que não tivessem o diploma de veterinário, técnico ou agrônomo, pudessem fazer a prova de árbitro desde que tivesse conhecimentos técnicos sobre os cavalos. Como já eram quase 25 anos de envolvimento com os cavalos, fiz a prova e passei a julgar morfologia e andamento na raça Campolina”, comemora. O percurso profissional de Fabiano estava apenas começando. O jovem criador, revista mercado rural

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CAPA

O representante da agricultura e pecuária em Minas Gerais Transparência, cuidado com os recursos públicos e presença constante junto aos mineiros. Essas são algumas das marcas registradas do homem público Fabiano Tolentino, que sempre se pautou por um trabalho sério e comprometido, tendo como projeto pessoal mostrar que há uma nova maneira de fazer política. Já no seu primeiro mandato como deputado estadual, Tolentino entrou para a história da Assembleia Mineira ao ser o primeiro parlamentar a abrir mão do pagamento do 14º e 15º salários, prática que o poder legislativo extinguiu logo em seguida. Além disso, Fabiano também se recusou a receber os recursos referentes ao auxílio moradia. Outra bandeira que defende fervorosamente, é a transparência no poder público. Tolentino votou favorável ao ¬ fim do voto secreto, projeto aprovado e que já está em vigor na Assembleia, permitindo que os eleitores conheçam o posicionamento dos parlamentares. O deputado vem ainda realizando constantemente prestações de contas de seus trabalhos, por meio de informativos ou mesmo alimentando com

notícias seu site ou seus perfi¬s nas redes sociais como Facebook e Instagram. Para o agronegócio, destinou mais de 1,5 milhão, de suas emendas em parceria com o Governo de Minas, para melhoria nas estradas rurais e outras ações. Ainda no setor do agronegócio, Fabiano foi o autor do projeto para comercialização do queijo de cabra e também relator do projeto queijo minas artesanal, considerado patrimônio mineiro. Ele ainda encabeçou a ação popular que “abraçou” o Parque da Gameleira, com o intuito de manter o local como espaço para eventos agropecuários. “Acredito que podemos mostrar que há uma nova maneira de fazermos política, de forma transparente e honesta e que realmente apresente resultados. E para isso tenho me empenhado em fazer o nosso melhor para podermos fazer a diferença na vida de todos os mineiros”. Eleito deputado estadual em 2010, Fabiano Tolentino nunca esqueceu suas raízes e sempre manteve sua atenção com o homem do campo. Destaque para algumas ações realizadas em seu primeiro mandato para o setor agropecuário de MG.

Hospital Cassiano Campolina Como criador do Campolina e apreciador da história da raça, Tolentino dedicou uma atenção especial ao Hospital Cassiano Campolina, em Entre Rios de Minas, indicando 175 mil reais em emendas para compra de equipamentos hospitalares e também reforma da unidade. Kit de Barracas Para Feira Livre

Recursos para entidades e prefeituras O Deputado ainda beneficiou 125 mil reais em emendas, várias entidades que atendem o setor rural do Centro-Oeste mineiro: ASLAVE (Associação dos Produtores da Lage e Ponte Velha de Japaraíba), Sindicato Rural de Divinópolis, APRAFAD (Associação de Pequenos Produtores da Agricultura Familiar de Divinópolis). Destinou veículos para as secretarias de agricultura de Pains, Abaeté, Cedro do Abaeté e Medeiros. Tolentino também destinou kits para as Feiras Livres de Divinópolis, contendo barracas, balanças e jalecos para uso dos produtores da agricultura familiar. A reforma do abatedouro municipal de Estrela do Indaiá também foi resultado de emenda destinada pelo deputado estadual Fabiano Tolentino, no valor de 25 mil reais.

Calçamento Comunidade dos Lopes, em Divinópolis

Infraestrutura nas comunidades rurais

Hospital Cassiano Campolina

Conhecedor das necessidades do homem do campo, principalmente com o uso das estradas rurais, Tolentino destinou 200 mil reais de suas emendas para o calçamento nas comunidades rurais de Divinópolis: Boa Vista, Córrego Falso, Tamboril, Branquinhos e Lopes. Ele também conseguiu mais 450 mil reais, em parceria com o Governo de Minas, para melhoria e manutenção das estradas rurais.

Reforma da Quadra da Comunidade Djalma Dutra, em Divinópolis

Esporte e lazer Reformas em Parques de Exposições Tolentino, em parceria com o Governo de Minas, destinou 550 mil reais em investimentos para reforma e ampliação dos parques de exposição das cidades de Divinópolis, Carmo da Mata, Cláudio e Lagoa da Prata, além do Parque da Gameleira, em BH.

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Reforma e Ampliação Parque da Gameleira 150 mil

Academia Popular na Comunidade de Buritis, em Divinópolis

Além da infraestrutura, Tolentino também investiu no esporte, lazer e prevenção da saúde nas comunidades rurais de Divinópolis, indicando 40 mil reais de suas emendas para aquisição e implantação de duas academias populares (Santo Antônio dos Campos e Buritis) e outros 30 mil para reforma e pintura de quadras (Djalma Dutra e Amadeu Lacerda). revista mercado rural

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Produtores querem expandir o mercado do

Queijo Canastra Tombado como Patrimônio Cultural e Imaterial Brasileiro, o Queijo Canastra completa em abril dois anos de certificação com Indicação Geográfica (IG) na modalidade de procedência. Para valorizar ainda mais o queijo produzido na Serra da Canastra, em Minas Gerais, o Sebrae Minas promoveu uma série de ações para aumentar o valor agregado do produto e ampliar o mercado. Nos dias 25 e 26 de março, donos de restaurantes, lanchonetes e lojas de produtos artesanais de Belo Horizonte participaram de uma visita técnica para conhecer o processo produtivo do queijo e negociar com os produtores da região. Os compradores conheceram a produção e degustaram os queijos feitos por cerca de 20 produtores apoiados pelo Sebrae Minas. O objetivo da iniciativa foi criar um diferencial de mercado para o produto e aumentar a comercialização em Minas Gerais. “Queremos que o queijo canastra seja reconhecido como um produto especial, com sua identidade e origem protegidas e deixe de ser comercializado como commodity”, afirma o analista da Unidade de Agronegócios do Sebrae Minas, Ricardo Boscaro. As ações do Sebrae Minas começaram em 2013, quando os produtores foram orientados sobre a importância do trabalho em grupo, o fortalecimento da associação dos produtores, a revisão do regulamento de uso da Indicação de Procedência e a análise do mercado. Um diagnóstico está sendo feito sobre a produção, distribuição e mercado do queijo produzido na região. A apresentação do estudo está prevista para o início de abril. Esse levantamento irá nortear outras ações

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do Sebrae para expansão de mercado e melhoria na gestão dos negócios.

Procedência A produção do queijo nas propriedades rurais é toda artesanal. A altitude e o clima são determinantes para as características do produto e contribuem para definir o terroir, a exemplo dos melhores queijos franceses e italianos. Aliás, esses são alguns dos requisitos para a denominação do Queijo Canastra, de acordo com o INPI. Para colocar em prática esses critérios, o Sebrae Minas também está trabalhando em parceria com os produtores. A ideia é estruturar e capacitar o conselho regulador para fiscalizar a produção, regulamentação do produto e registro de controle, que futuramente, será feito por meio de um selo de procedência. Com a Indicação de Procedência (IP), registro concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), a região que abrange as cidades de São Roque de Minas, Medeiros, Vargem Bonita, Tapiraí, Bambui, Delfinópolis e Pium-í, passou a ser reconhecida como a única produtora de queijo canastra do país. A região concentra hoje cerca de mil pequenos produtores que, juntos, fazem por ano mais de 4 mil toneladas do produto. Para produzir um quilo de Queijo Canastra são necessários de 10 a 12 litros de leite, coalho e fermento lácteo natural, tirado do próprio soro. Após ser produzido, o queijo é colocado no processo de maturação por, no mínimo, 22 dias, para o queijo “curar”, melhorando a qualidade e agregando valor ao produto. Fonte: Sebrae MG


Água

soluções existem e são possíveis

Por Adriano Gagliardi Colabono, coordenador comercial interino e supervisor de engenharia de aplicação da Unidade de Negócios Mizumo.

O acesso à água potável pode ser a diferença entre a vida e a morte. Da água, dependem a vida humana, a produção de alimentos, a atividade pecuária, a precaução contra doenças, entre outros aspectos para os quais ela é fundamental. A água é base para todo o ciclo de vida do planeta. No mundo, 97% dela está na forma salgada e apenas 3% é doce. Desses 3%, somente 0,5% está disponível para consumo e os outros 2,5% está na forma de gelo. E, ainda, do percentual próprio para consumo, entre 16 e 17% está no Brasil, o que equivale a 0,085% do total. Isto tudo, entretanto, não é novidade, como não o é ainda suficiente a prestação de serviços de distribuição de água e tratamento de esgoto no país. O fato de o Brasil ser berço de muitas nascentes e ser cortados por importantes rios e mananciais, não garante água de qualidade a todos os brasileiros. Nunca é demais observar as condições relativas a saneamento no Brasil. Dados do Ministério das Cidades apontam para fatos que chegar a ser alarmantes: a distribuição de água atinge 82,4% da população do país, somando-se áreas urbanas e rurais; a coleta de esgotos chega a 48,1% dos brasileiros e, do esgoto gerado, apenas 37,5% recebem algum tipo de tratamento; a perda média de água na distribuição alcança 38,8%. Foram investidos nessas áreas R$ 8,4 bilhões e o crescimento das ligações foi de

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1,4 milhão de ramais de água e 1,3 milhão na rede de esgotos. Os números referem-se ao ano de 2011. No entanto, no Brasil, 7 milhões de habitantes ainda não têm acesso a banheiro, segundo Estudo Progress on Sanitation and Drinking Water, da OMS/UNICEF. De acordo com o estudo “De Olho no PAC”, realizado pelo Instituto Trata Brasil, das 138 grandes obras de saneamento em municípios acima de 500 mil habitantes, somente 14% foram concluídas até dezembro de 2012 e 90 delas estavam paralisadas, atrasadas ou não iniciadas. A falta de um gerenciamento eficiente do setor e um programa de investimentos que de fato transforme a realidade do país provoca diversos efeitos negativos, sejam de ordem financeira ou de saúde pública. Levantamento do mesmo Instituto indicam que, em 2010, chegaram a 37,5% as perdas de faturamento das operadoras, devido a vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água. A redução de apenas 10% nas perdas no país agregaria R$ 1,3 bilhão à receita operacional com a água, equivalente a 42% do investimento realizado, naquele ano, em abastecimento. É alarmante que, ainda em nossos dias, 88% das mortes por diarreias no mundo são causadas pelo saneamento inadequado. Em 2011, no Brasil, 396.048 pessoas foram inter-

nadas por diarreia, das quais 138.447 eram crianças menores de 5 anos (35% do total). Com estes casos, foram gastos R$ 140 milhões pelo Sistema Único de Saúde. A realidade pode e precisa ser transformada e as tecnologias disponíveis no mercado são acessíveis a cidades e imóveis de todos os portes, residenciais, comerciais ou industriais, inclusive dentro dos conceitos de construção verde. Isto, graças a soluções dedicadas e customizadas, indicadas para diferentes projetos sanitários e construtivos. São projetos de estações pré-fabricadas para tratamento de esgoto sanitário (ETEs), que permitem o reúso da água tratada para fins não potáveis, o que significa preservação dos recursos hídricos, redução da poluição de rios e mananciais, menor necessidade de aplicação de recursos no tratamento do esgoto, menos casos de doenças e melhor qualidade de vida. Num país grande e complexo como Brasil, sabe-se que a resolução de problemas não é rápida nem fácil, mas é possível e se faz urgente.

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nutrição

Mito É necessário lavar os ovos? Logo depois da compra é importante acondicioná-los em temperatura adequada, e não é necessário lavá-los. Quando você lava o ovo acaba tirando uma “película protetora” e aumenta a possibilidade de contaminação por microorganismos que podem migrar da casca para seu interior.

Mitos e verdades sobre

Verdade Ovo cru faz mal?

Mito O ovo aumenta o colesterol? O ovo, por conter em sua gema aproximadamente 215mg de colesterol, foi considerado um vilão da dieta e sua recomendação de ingestão foi limitada durante muito tempo. Hoje, estudos têm demonstrado relação inversa entre o consumo de ovo e aumento de colesterol e ainda enfatizam os benefícios que podem trazer à saúde, entre eles memória, capacidade cognitiva e formação de novos neurônios. Estudos científicos comprovam que as doenças cardiovasculares estão mais relacionadas com a sensibilidade hereditária e maus hábitos alimentares, como a ingestão de gorduras saturadas, principalmente as trans, do que com os níveis de colesterol dos ovos. Comer quatro a seis ovos por semana é saudável e isento de efeitos adversos sobre os níveis de colesterol no sangue.

Mito A gema do ovo deve ser descartada? É um engano consumir inúmeras claras e jogar fora as gemas, que é onde se encontra a maior parte dos nutrientes essenciais. A gema é rica em luteína e zeaxantina, substâncias fundamentais para a saúde dos olhos.

Verdade

É verdade que o ovo aumenta o QI, melhora o funcionamen-

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to do cérebro e melhora a saúde dos portadores de Alzheimer e Parkinson? O ovo pode aumentar o QI e melhorar o funcionamento do cérebro porque tem alto teor de colina e ômega 3. A colina é importante para a função cerebral em adultos e previne contra doenças neurodegenerativas, sendo importante para pacientes com Parkinson e Alzheimer. Além disso, em gestantes, o ovo de galinha pode fornecer colina suficiente para o desenvolvimento do cérebro do feto. Também é ótimo para crianças em idade escolar.

Mito É verdade que o ovo provoca doenças? O ovo é um alimento com uma composição extraordinária e não provoca qualquer tipo de doença. Mas, caso não seja manejado de forma adequada, pode ser um meio de cultura para o crescimento de bactérias, como a salmonela. É esse agente, e não o ovo, que pode provocar problemas alimentares no consumidor. Precisamos entender que o problema da contaminação do ovo, principalmente por salmonela, é devido à exposição desse ovo em ambientes mal higienizados e a temperaturas elevadas. O ovo quando produzido, embalado e armazenado em condições de boa higiene, e conservado sob refrigeração no supermercado e nos domicílios, apresenta risco praticamente nulo de contaminação.

Verdade O ovo é um alimento tão completo que concentra todos os nutrientes essenciais, com exceção apenas da vitamina C. O ovo é um alimento completo para a vida. Tem proteínas de alto valor nutricional, importantes para integridade óssea, muscular, cartilagens. A clara, com sua importância inegável para a nutrição, contém a albumina, considerada uma das proteínas de maior valor biológico encontrada na natureza. O ovo também tem ferro e zinco, que fortalecem o sistema imunológico, evitam anemia e são bons para os praticantes de atividade física porque melhoram a absorção do oxigênio muscular. Em crianças com idade de até três anos o consumo de um ovo atende a aproximadamente 50% das necessidades diárias de proteína. E como saber se ovo é novo ou velho? Pode-se colocar o ovo numa vasilha com água e um pouco de sal. Se o ovo afundar, é novo. Se boiar, é um ovo velho. No ovo velho a gema e clara se esparramam ao toque numa superfície lisa. Ao contrário, um ovo novo mantém tanto a gema como a clara intactas, numa forma bem presa uma a outra.

Fonte: Embrapa suínos e aves

os ovos

Os nutricionistas orientam a evitar o consumo de ovo cru, maioneses bem como ovo mal passado com a gema mais mole, quando não se conhece a procedência e a maneira de conservação desses ovos. A avidina, substância da clara do ovo cru, interage com a biotina no intestino e inibe a absorção dessa importante vitamina.

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Entrevista

Doenças dos cascos dos bovinos: Desconforto, alteração de bem-estar e perdas econômicas Rinaldo Batista Viana, professor da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Marcus L. G. Rezende, diretor técnico da Ourofino Saúde Animal, Danyela Myasaka, gerente técnica da Ourofino Saúde Animal. Grupo de Pesquisa em Andrologia, Inseminação Artificial, Sanidade e Melhoramento Genético de Bovinos e Bubalinos (Gaia)

Nos processos modernos de criação de bovinos, as enfermidades dos cascos, ou pododermatites, assumem um papel relevante na identificação de condições adequadas de criação e estão entre os principais males que acometem os bovinos, sobretudo os de aptidão leiteira. Devido às altas taxas de prevalência e

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boidratos de fácil fermentação), doenças infecciosas (metrites), fatores de ambiente e falhas no manejo dos animais. A presença de objetos traumatizantes nas trilhas ou instalações e problemas com higiene, associados ao adensamento populacional e construções inadequadas, também corroboram para o surgimento das doenças podais. São igualmente relevantes na prevalência das pododermatites as questões genéticas, como defeitos de aprumos e malformação dos cascos. Entre as principais doenças dos cascos dos bovinos leiteiros destacam-se: laminite, úlcera de sola, doença da linha branca, podridão dos cascos, dermatite digital, dermatite interdigital, flegmão interdigital, erosão de talão, entre outras.

Tratamento e profilaxia Os problemas de casco devem ser avaliados por um médico veterinário, que poderá recomendar o melhor procedimento e a duração do tratamento. A causa e o fator predisponente devem ser identificados e removidos para que a dor seja aliviada. A limpeza dos cascos é realizada para diagnóstico da lesão e tratamento. Em determinadas pododermatites, ou quando há comprometimento do estado geral do animal, se faz a aplicação de antibióticos via parenteral. Em algumas situações podem ser utilizadas bandagens ou pensos com administração de antibióticos por via tópica, seguindo sempre as orientações do veterinário.

Nos casos em que o tratamento conservativo não é suficiente, pode ser necessária a amputação cirúrgica do dígito afetado. O procedimento deve ser feito somente por um veterinário podológo, respeitando os devidos cuidados necessários para realização. Para a prevenção de novas incidências é recomendada a utilização de pedilúvios com solução de CB-30 T.A. (1:2.000), diariamente ou ao menos uma vez por semana. As tradicionais preparações à base de formaldeído estão em desuso, pois o produto é considerado cancerígeno e está proibido na pecuária de diversos países. Outra medida importante é o casqueamento corretivo feito periodicamente nas vacas.

Bovinos com lesões nos cascos apresentam perda de peso, com diminuição da condição corporal

incidência, especialmente em animais confinados, é necessária a adoção de medidas para controle e profilaxia, com o objetivo de minimizar as perdas na produção de leite, a diminuição nos índices reprodutivos, o descarte involuntário dos animais e os custos com tratamentos e mortes. Bovinos com lesões nos cascos apresentam perda de peso, com diminuição da condição corporal, já que ingerem quantidade menor de alimentos por conta da dificuldade de locomoção causada pela dor. Do mesmo modo, as lesões podais interferem diretamente na eficiência reprodutiva, tanto de machos como de fêmeas. As doenças podais são multifatoriais, tendo como possíveis causas os distúrbios nutricionais (excesso na ingestão de carrevista mercado rural

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Cavalos Friesien

Originário da Frízia, litoral norte dos países baixos, o Friesian tem aptidão tanto para montaria quanto para atrelagem e seu temperamento dócil e amigável o credencia para os vários níveis de adestramento. É uma raça de cavalos facilmente reconhecida pela cor negra, as longas crinas e os pêlos compridos nas patas. É um animal de temperamento dócil e fisicamente bastante robusto. A raça quase foi extinta no começo do século XX,

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mas foi reconstituída a partir de garanhões que sobreviveram à primeira grande guerra. A Rainha da Holanda é uma grande incentivadora da raça e adora essas pérolas negras reais para suas cavalgadas nos bosques e praias, ou para atrelá-los em sua carruagem dourada puxada por oito cavalos Friesian. Os garanhões Friesians passam por quatro aprovações até obterem uma licença para reprodução. Também para éguas existem certificações: Stamboek, Ster, Preferent, Prestatie, Sport, Kroon ou Model. O Friesien mede cerca de 1,65m e seu temperamento é bastante favorável para uso amador e adestramento de vários tipos. É um animal fácil de ser mantido do ponto de vista econômico. O criador André Ganc, há 38 anos se apaixonou pela raça e mantém um haras e centro de treinamento em Araçariguama, São Paulo. De acordo com Ganc, a escolha dos Friesien se deu devido à sua beleza, temperamento e confiabilidade. “Os animais são fáceis de treinar, e convivem bem com os outros animais em treinamento no Vale do Aretê. A criação do friesian se justifica pela paixão que esses animais despertam logo à primeira vista, a do-

cilidade impressiona e a sobriedade arrebata definitivamente quem os conhece. Foi assim comigo, com minha família e com todos aqueles que nos visitaram. Nossa experiência na criação se refletiu nos resultados que obtivemos na primeira Exposição do Friesian aqui no Brasil, onde fizemos o Campeão Nacional Macho e a Campeã Nacional Fêmea. Para 2014 estão previstos 15 nascimentos”, disse o titular do Haras Vale do Aretê. O Haras Vale do Aretê é um grande disseminador da raça por todo o Brasil, mas a criação é ainda incipiente no país, Sudeste e Sul dominam no número de animais, com destaque para o estado de São Paulo, mas com animais já seguindo para Goiás, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e outros. “A raça vem crescendo em todo o mundo, o plantel brasileiro hoje tem cerca de 60 animais. Por iniciativa do Vale do Aretê credenciamos o Studbook da raça no Brasil junto ao Ministério da Agricultura. Isso possibilita ao criador brasileiro registrar seus produtos de acordo com a Lei brasileira e, graças a um acordo já firmado com o Livro Oficial da Raça na Holanda, ter seus animais totalmente reconhecidos e registrados no livro holandês automaticamente”, conta o criador. Questionado sobre porquê criar cavalos Friesien, André é enfático: “Disseminar a raça em território nacional e oferecer esses animais para aquelas pessoas que sonham com um cavalo muito bonito e dócil e confiável ao mesmo tempo”, finaliza.


oídio

Produtor da Bahia usa leite para controlar o oídio desde 2005

Cassiano Ricardo Mendes é produtor de abobora, feijão, milho e coentro em Barreiras, BA, sendo que somente de abobora Tetsukaboto cultiva mais de 100 ha/ ano. Conforme o produtor, o problema que tinha de mais grave era o oídio e a virose. “A virose é variável, dependendo de clima e das lavouras vizinhas. Mas o oídio era frequente e de custo de controle químico elevado”. “O uso do leite se intensificou a partir de 2005. Os resultados foram muito bons e não faço mais controle químico para isso. As primeiras notícias que tive foram de produtores de São Paulo, mas pela publicação da Embrapa Meio Ambiente é que consegui informações técnicas. O leite proporciona melhor desenvolvimento da

cultura, que visivelmente se observa em poucos dias”, diz Mendes.

Oídio Os oídios são doenças causadas por fungos que crescem no tecido vivo das plantas de diversas espécies: abobrinha, pepino, pimentão, tomate, melancia, melão, uva, soja, feijão, eucalipto, caju, manga e muitas outras. A doença reduz o potencial produtivo das plantas atacadas e pode comprometer a qualidade do produto. A Embrapa desenvolveu um método alternativo de controle de oídio, que utiliza leite cru. Esta forma de controle pode ser utilizada com sucesso em qualquer modelo de agricultura, incluindo a produção de alimentos orgânicos. O pesquisador Wagner Bettiol, da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), destaca que o leite possui três modos de ação: o primeiro deles é a formação de uma camada protetora na superfície das folhas, em

oídio em abóbora

que micro-organismos crescem e impedem os fungos nocivos de germinarem ou de penetrarem na planta. A outra forma está relacionada a sua propriedade antimicrobiana, inibindo o crescimento de diversos fungos estranhos ao leite; a terceira forma diz respeito à presença, em sua composição, de sais minerais que induzem às plantas a se tornarem resistentes ao patógeno. A aplicação do leite deve ser feita de modo preventivo, em culturas que normalmente sofrem ataque de oídio, em pulverizações por toda a planta; ou uma vez por semana, diluído em água nas concentrações de 5% ou 10%, dependendo da gravidade da doença. A mistura de leite com água está sendo utilizada em outros países, não só na agricultura convencional, como também na orgânica, com vantagens sobre a aplicação de fungicidas, uma vez que o leite não deixa resíduos nocivos à saúde humana ou ao meio ambiente.

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Fonte: Embrapa

Uso do leite no controle do

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Raçoes Futura Desde 2002 a Futura produz rações, concentrados, corretores nutricionais, sais minerais e núcleos, sob direção de Isnei Faria, técnico e produtor rural, atendemos atualmente vários estados com um mix de produtos diversificados e mais de 40 técnicos atuando no campo só em Minas Gerais. Isnei trabalhou como técnico em cooperativas de leite e em empresas de nutrição animal. Com o nome de Nutriminas, na cidade de Pompéu, em 2002 a empresa iniciou suas atividades com a consultoria de Paulo César Rocha Araújo. Em 2004, adquiriu um parque industrial na cidade de Martinho Campos (MG), onde estão hoje localizadas as modernas instalações da empresa. A primeira linha de produtos da empresa foram sais minerais, com o nome de Nutriphos. Posteriormente montou -se uma li-

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Isnei Faria, diretor

nha de rações fareladas com capacidade de produção de 12 toneladas/hora, chamada de linha Nutrimaster. Em 2006 foi adquirido o sistema de peletização de rações e minerais com capacidade de produção de sete toneladas/hora. No ano de 2009, a Futura inovou lançando no mercado uma linha revolucionaria de produtos de elite, com multicomponentes para bovinos de leite, corte e equinos. Hoje com mais de 70 produtos diferentes para atender a demanda do mercado, (bovinos, equinos, suínos, aves, caprinos, coelhos,dentre outros), a Futura se destaca como uma empresa especialista na tecnologia de produção animal. Trabalhando para ser a empresa número um do mercado mineiro em rações, suplementos mineiras e aditivos para nutrição animal, a Rações Futura presta o acompanhamento técnico a seus clientes. “Estamos atualizados com tudo de mais moderno que existe no mundo, para que rapidamente os produtores mineiros tenham acesso ao que há de melhor em nutrição para seus animais. Ser produtor rural ajuda a entender melhor as necessidades do mercado. Acredito que as empresas do agronegócio precisam aprender a assentar na cadeira do produtor rural. O mercado quer qualidade e preço, mas acima de tudo, o produtor quer resultados e mais especificamente em Minas Gerais, o fazen-

deiro gosta de conversar, de uma boa prosa, de ser visitado e visto com um parceiro. O meu lema é ir até o produtor, tomar um cafezinho com queijo e ouvir as suas necessidades”, explica o diretor.

Soluções inovadoras Sempre inovando, a Rações Futura trabalha com confinamento com concentrado e milho, um sistema novo no Brasil, técnica que está sendo muito utilizada pela empresa. “O sistema está em pleno crescimento, pois facilitou em muito o confinamento para o produtor rural. As grandes vantagens são principalmente redução da mão de obra, um homem chega a tratar cerca de 1000 animais por dia, além da redução do custo, mais barato que o confinamento convencional”, disse. A Futura realiza por ano, mais de 40 palestras, 10 dias de campo, cursos para vaqueiros e gerentes de fazendas, treinamento especializado em nutrição para profissionais da área, exposições, feiras, leilões, torneios leiteiros, dentre muitas outras atividades. No dia 25 de janeiro, em parceria com o empresário do ramo frigorífico, Silvio Silveira, em Pará de Minas, MG, a empresa apresentou a técnica do novo método de confinamento que foi um sucesso. O evento reuniu cerca de 200 pessoas e contou com a presença de importantes criadores e personalidades. revista mercado rural

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Entrevista Como Atividades, terapias e treinamentos mediados por cavalos.

Por que

Equoterapia para Todos

Laiena Dib e Oscar Versiani

De acordo com a Associação Nacional de equoterapia, ANDE-Brasil, a equoterapia é uma abordagem interdisciplinar fundamentada no tripé saúde, educação e esporte, cuja metodologia se baseia em atividades, terapias e treinamentos mediados por cavalos, em situação de montaria e / ou de interações a partir do solo, visando ao desenvolvimento biopsicossocial de seus beneficiários. Dentro desse contexto, tais pessoas são chamadas “praticantes”, enfatizando seu papel de sujeitos ativos dentro do processo equoterápico / equoterapêutico. Uma equipe de equoterapia é constituída tipicamente por equitador, fisioterapeuta e psicólogo, podendo ser composta, ainda, por assistente social, biólogo, educador físico, fonoaudiólogo, médicos de diversas especialidades, pedagogo, terapeuta educacional, entre outros, incluindo ainda os setores administrativo e jurídico, bem como os profissionais da área de saúde animal.

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A equoterapia é assim reconhecida pelos Conselhos Federais de Medicina, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, e, ainda, por outras entidades nacionais e internacionais. A ANDE-Brasil estabelece quatro programas básicos de equoterapia, a saber: 1º) Hippoterapia, com ênfase na reabilitação neuromotora; 2º) (Re)educação eqüestre, com ênfase nas intervenções pedagógicas; 3º) Pré-esportivo, com ênfase na inserção social; 4º) Esportivo, com ênfase desportiva. O Programa de Reabilitação é o mais amplamente conhecido pelo público em geral. Logo, é comum que se pense na equoterapia como sendo dirigida a pessoas com necessidades especiais. Como visto acima, porém, a reabilitação é apenas uma das importantes aplicações da equoterapia. Prevenção, promoção de saúde e qualidade de vida em sentido amplo, integração à natureza e socialização são funções igualmen-

Porque se trata de uma abordagem complementar viva e eficaz, efetuada ao ar livre, com caráter vivencial, lúdico e interdisciplinar, dirigida a pessoas com síndromes genéticas, transtornos invasivos de desenvolvimento, sobrepeso; transtornos de ansiedade, aprendizagem, comportamento e humor, incluindo igualmente as pessoas neurotípicas com questões existenciais de âmbito familiar, escolar, laboral, etc.

Para que te relevantes. Desconsiderá-las equivaleria a uma forma de exclusão às avessas. A criança que está constantemente se adaptando a novas configurações familiares e escolares, o adolescente que precisa descobrir novos horizontes para além das paredes de seu quarto e da tela de seu computador, a mulher “multitarefas” que necessita de um tempo para, literalmente, respirar; o empresário que quer, com sua equipe, experimentar a organização de um grupo natural (a manada como provedora de vivências e metáforas); o idoso que deseja resgatar o ambiente rural de outrora, revitalizando-se para as contingências do presente. Enfim, a equoterapia dá as boas vindas a todos.

Para ampliar e aprofundar a prevenção, promoção e reabilitação da saúde e

qualidade de vida, a integração ao ambiente natural e ao meio social de todas essas pessoas.

Por quem

Investimento O investimento mensal equivale ao valor médio de quatro sessões de psicoterapia. No caso de workshops, investimento sob consulta.

Equipe eqüina composta por cavalos, equipe humana composta por criador / equitador e bióloga / psicóloga, com o apoio de outros profissionais da área de saúde, educação, esporte e coaching empresarial.

Para quem De maneira geral, as atividades, terapias e treinamentos conduzidos no solo são recomendados para todas as idades e condições de saúde. Já os efetuados em situação de montaria se destinam a pessoas a partir dos três anos, sem limite máximo de idade, havendo contra-indicações ou restrições para determinadas condições de saúde.

O que Equoterapia [do Grego: Equus (cavalo) + therapeia (acompanhar, cuidar, equilibrar, harmonizar, tratar, servir)] ou “tratamento por meio do cavalo”.

Quando Uma vez por semana, aos sábados, com uma hora de duração (distribuídas entre atividades de solo e de montaria), ou durante workshops com programação sob demanda. revista mercado rural

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Entrevista

Vespas

combatem lagartas que comem plantações

Gabiroba A gabirobeira é um arbusto silvestre, típico do cerrado brasileiro, acostumado a se desenvolver em clima tropical quente e com baixo índice pluviométrico, e por esse motivo deve estar sempre exposto ao sol. Esta planta, pertencente à família das Mirtáceas, pode atingir uma altura de até 15 metros, com um tronco ereto e rajado de branco e uma copa densa, cujas folhas exalam uma aroma característico. Seu fruto, a gabiroba, possui um formato arredondado, de cor verde-amarelada e

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uma polpa esverdeada e suculenta, que envolve diversas sementes. Ao se extrair as sementes do fruto, as mesmas devem ser semeadas logo uma vez que perdem rapidamente a capacidade de germinar. A gabiroba é rica em proteínas, carboidratos, niacina, sais minerais, vitaminas do complexo B. São usadas no combate à gripe e no tratamento de diarréias, cãibras e males do trato urinário. As folhas da gabiroba possuem propriedades medicinais adstrigentes e antidiarréica. A infusão destas folhas pode ser usada como um relaxante muscular através de banhos de imersão, e assim aliviar dores. Estas folhas simples e glandulares, possuem a face superior com a nervura central impressa, e a face inferior com ou sem pêlos. Já a polpa pode ser utilizada em diversas aplicações culinárias como geléias, sucos, doces, sorvetes, pudins, licores, batidas ou cachaça, além de poder ser consumida ao natural. Sua madeira tem um belo aspecto rajado, de exuberantes manchas brancas, oriundo das várias lascas desprendidas

com o tempo, porém tem um uso limitado na construção civil tornando-a uma forte fonte para lenha e carvão. Isso porque é pesada, com uma textura média, sujeita ao rachamento na secagem e pouco durável. Todavia, a gabirobeira é utilizada na arborização em geral, graças a sua bela conformação ornamental, principalmete na primavera, quando sua copa se enche de pequenas flores brancas, dando um agradável e relaxante sensação de limpeza e claridade ao ambiente. Pode ser utilizada também para arborização e reflorestamento de áreas degradadas. O nome gabiroba possui raiz na língua tupi-guarani e significa casca amarga. O fruto ainda é pouco experimentada em pomares comerciais. Trata-se de uma planta perene, cuja a flor é hermafrodita e autofértil, da mesma família da goiaba e do araçá. Talvez por isso seu gosto adocidado lembre um pouco o sabor das frutas citadas.

Uma lagarta desconhecida pelos agricultores brasileiros atacou diferentes plantios na última safra (2012/2013) em diversas regiões do país. Por enquanto, o prejuízo causado pela Helicoverpa armigera foi de R$ 3 bilhões nas plantações, encarecendo as lavouras com aplicações químicas e baixos resultados. Essa praga agressiva que ataca as folhas das plantas, vagens, grãos e frutos ainda não possui controle específico. De acordo com José Luiz Tejon Megido, Diretor Vice Presidente de Comunicação do Conselho Cientifico para a Agricultura Sustentável (CCAS), a notícia positiva vem de uma empresa brasileira, quase desconhecida, chamada Bug Agentes Biológicos, que recebeu no Fórum Econômico Mundial de Nova Iorque a menção de estar listada dentre 36 empresas consideradas mais ino-

vadoras. “Nascida em Piracicaba, como uma incubadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queirós (Esalq), da USP, desenvolveu parasitóides, no caso vespas, que agem nos ovos de outras pragas antes que as larvas se tornem lagartas. Para uso dessa tecnologia biológica, o agricultor paga cerca de R$ 30,00 por hectare para liberação das vespas do gênero trichogramamma, minúsculas, de apenas 0,25 mm”, disse. Quer dizer, ao invés de nascer uma lagartona come tudo, nascem vespinhas. “Essas vespas benignas são multiplicadas em laboratório e transportadas em forma de pupa, embaladas em cartelas. O manejo das grandes áreas de escala de produção no Brasil será cada vez mais fundamental

para o crescimento do agronegócio e para a administração de custos e de doenças e pragas nas lavouras. A Fundação de Apoio a Pesquisa do Corredor de Exportação Norte, no Maranhão, Tocantins e Piauí estimula fortemente a adoção desta tecnologia nas suas áreas de atuação”, completa Tejon. Ainda não se sabe como a Helicoverpa armigera surgiu no país, mas essa lagarta já é bastante conhecida na Europa, Índia e Austrália, segundo agrônomos. Pode ter sido trazida por meio de mudas ou imigrado naturalmente. No Brasil, estima-se que ela tenha causado danos significativos para produtores rurais de dez Estados (MT, MS, MG, BA, PA,GO, PR, SP, MA, PI) nas duas últimas safras.

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Consumo de

azeites tende a aumentar no Brasil em 2014 Produto milenar, muito utilizado pelos países da bacia mediterrânea, caiu no gosto dos brasileiros e é hoje muito consumido no país, o azeite de oliva, produto produzido única e exclusivamente a partir de azeitonas. O mercado brasileiro abastecido por azeites importados, em sua maioria de Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Chile e Argentina, só em 2013 importou mais de 71 mil toneladas do produto. Hoje o brasileiro consome em média 400ml de azeite por pessoa ao ano, um consumo ainda muito baixo, visto que na Grécia, por exemplo, são consumidos 20 litros, na Espanha 12 litros e Portugal oito litros. Mas esse consumo tende a aumentar,

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segundo Rita Bassi, presidente da Associação Brasileira de Produtores, Importadores e Comerciantes de Azeite de Oliveira (OLIVA): “Temos expectativa de aumento entre 8% e 10% no consumo para 2014.” Rita enfatiza que só existem boas razões para o consumo de azeite, que é rico em gorduras monoinsaturadas, benéficas à saúde. “Além de não aumentarem o nível do colesterol ruim (LDL), essas gorduras contribuem para a elevação do colesterol bom (HDL), prevenindo as doenças cardíacas”, disse. Outro grande benefício vem dos antioxidantes presentes no azeite, muito eficazes na prevenção de danos cerebrais, como derrames. Os antioxidantes do azei-

te têm ainda contribuição fundamental na prevenção e tratamento de diabetes, trombose e arterosclerose. Como fortalece o sistema imunológico, o azeite ainda aumenta a expectativa de vida. O azeite de oliva pode ser usado desde o preparo até a finalização de um prato, inclusive em frituras, bem como na confecção de sobremesas. Na hora da compra sempre vem a dúvida sobre qual azeite levar de acordo com o prato a ser preparado, mas a presidente da Associção explica que a combinação de um azeite com cada tipo de prato depende muito mais da preferência da pessoa. “Como regra geral podemos dizer que o azeite deve agregar ao prato não omitindo seu o real sabor ”, explica. Se a dúvida surge em relação à qualidade dos azeites, Rita diz que é importante que o comerciante e o consumidor escolham marcas tradicionais e de procedência conhecida. Com o papel fundamental de difundir o uso do azeite e preservar a pureza e autenticidade do produto, a Associação OLIVA monitora e orienta o mercado sobre fraudes. “O objetivo é levar às mesas dos brasileiros produtos de qualidade”, finaliza. revista mercado rural

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BEBIDAS

A vez da

caipirinha Antigamente ela era feita com limão e pinga e vista como uma bebida barata, um drink sem requinte e sofisticação; mas agora a caipirinha ganhou seu lugar no paladar dos brasileiros, e também dos estrangeiros, com novas versões de frutas e cachaças de alta qualidade. De acordo com Bruno Zille, engenheiro de alimentos responsável pela Cachaça Batista, utilizar cachaça de alto padrão, que tenha controle de qualidade transparente, sem dúvida alguma, faz total diferença no preparo de drinks e coquetéis em geral. “O uso de cachaças de má qualidade e industriais prejudica diretamente o sabor final do drink já que muitas falhas graves de produção da cachaça podem ser identificadas sensorialmente. Substâncias indesejáveis provenientes dessas falhas, muitas delas enjoativas, afloram facilmente na adi-

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ção da água ou do gelo no preparo do drink. Esta ação é conhecida pelos avaliadores de concursos de destilados”, comenta. E nessa mistura vale tudo! A tradicional caipirinha de limão não perdeu seu espaço, mas ganhou outras opções. Segundo Jaqueline, Gerente de Marketing da Cachaça Vale Verde, as frutas cítricas são as que criam uma combinação perfeita com a cachaça na hora de elaborar um drink. “O kiwi, por exemplo, uma fruta que não é muito popular, compõe um drink de forma saborosa e refrescante, pois cria uma harmonização perfeita com a cachaça. Uma bebida de qualidade pode render um bom drink mesmo com combinações inusitadas. Por exemplo, em nosso restaurante, o drink Lóris traz ingredientes que não seriam usados

habilmente em uma bebida, como suco de tomate, limão, sal, pimenta e molho inglês, mas quando são acrescidos com a cachaça premium ficam excelentes”, comenta. Outro fator que em muito contribuiu para o crescimento dessa bebida, foi o gosto e interesse do consumidor por cachaça. “O consumidor está cada vez mais exigente e ciente do que está consumindo, procurando saber detalhes da produção. Conheço vários consumidores que fazem questão de experimentar cachaças de regiões diferentes e independentemente da marca e da região, as melhores cachaças são as produzidas em alambiques de cobre, que possuem melhores controles da produção, são certificadas e possuem consultoria técnica especializada. Existem cachaças de ótimo nível em vários estados do Brasil”, completa o engenheiro. “A cachaça ganhou muitos adeptos e hoje já é considerada um item para apreciadores. Garrafas são compradas para colecionar e celebrar momentos especiais, receber as pessoas com uma bela cachaça é muito mais sofisticado”, finaliza Jaqueline.

Produzida na cidade mineira de Sacramento, situada nos limites do Parque Nacional da Serra da Canastra, a Cachaça Batista mantém uma tradição regional de mais de 70 anos. O seu grande diferencial começa no clima e solo da região, propícios ao cultivo da cana e à fermentação, tradicionalmente mantida com fermento “selvagem” ou “caipira”, sendo possível resgatar as características originais da cachaça. Um rigoroso controle de qualidade em cada etapa da produção e das práticas ambientais, assim como equipamentos de última tecnologia completam a produção. Tradicionalmente, a destilação é realizada em alambiques artesanais de cobre e o destilado repousa então em barris de carvalho especiais, cuidadosamente selecionados. Digna dos melhores degustadores, colecionadores e sommeliers de cachaça, essa bebida extraordinária renasce hoje com nova roupagem, rompe as fronteiras de Minas e já começa a conquistar as adegas e mesas do Brasil e do exterior. BEBA COM MODERAÇÃO • SE DIRIJIR NÃO BEBA

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RECEITA

Ingredientes

rodelas as, cortadas em en qu pe s la bo • 3 ce • 1 pato grande n em fatias • 100 g de baco gre ho al de es nt de chá de vina de •4 • 1/3 de xícara l) na do reino io pc (o uros ho e pimenta • 5 tomates mad café de comin de er lh co 2 1/ o picado • o) • 1 folha de lour jambu (ou agriã eo • 1 maço de ól de á andioca torrada ch de • 1 xícara de farinha de m pa so de es er pi • 12 colh • 1 litro de tucu • Sal a gosto

Pato no tucupi

Modo de prepar o

alho tempere com m um garfo e co te en m ra ei um dia para o ir, fure-o lig tomar gosto de o pato. A segu xe m ei be D to e. ui gr m na me e vi Limpe a assadeira, arru reino, cominho coloque-o num o, pimenta do n, co ba de s do tia socado, sal, lour o, deixan a o pato com fa forno moderad te tempo, cubr óleo e leve ao m co e outro. Após es gu Re mate. deixe no próprio s de cebola e to em pedaços e o ert co e, tir por cima as fatia Re macio. rva o tucupi fique corado e r mais gosto), fe to da pa ra o e pa s qu lo é ta at e os rião, assar pique (conserv utos. Se usar ag o jambu, lave e menos 15 min ou s ai m a r po molho. Limpe os s, te socado r 20 minut . N deixe ferver po alho previamen e de ho es ol nt m de no 2 com do pato arrume por ne os pedaços de mandioca, io ic ha Ad rin . fa er rv de fe pa de so não se deve ho misturado prato 2 colheres quente). O mol loque em cada em co (b ir, rv ho se ol m de ante hora e despeje bast daços de pato cima 1 ou 2 pe o. pécie de pirã formará uma es com a farinha

upi: Para fazer o mol ho do tcaucldo e coloque para cozinhar com bastante alho.

a, esprema o Rale a mandioc engarrafe. moso tacacá. Depois de frio m tucupi é o fa co r ze fa malaguetas. se ra o pa três pimentas e bu m Uma boa opçã ja de o um galh . de tucupi com polvilho e água Ferva um litro ente. m meio quilo de co a ss pe pi por cima, qu es cu m sa be molho de tu m co Faça uma mas va sir e s s seco ilo de camarõe Misture meio qu

Fonte: tudogostoso.com

Nutral Rações

Empresa se destaca no mercado de nutrição animal

Referência no mercado de rações, a Nutral comemora em 2014 seus 34 anos de exímia atuação no setor de nutrição animal, e vem desde 1980 aprimorando a tecnologia na fabricação e no desenvolvimento de produtos para alimentação e suplementação para peixes, répteis, aves, roedores e outros. A Nutral Indústria é uma companhia que nasceu com o propósito de oferecer ao segmento de rações o que há de mais moderno em conjunto com uma estrutura exclusivamente voltada para o desenvolvimento e a criação contínua de novas tecnologias que auxiliem os criadores de todos os níveis. “Nossa marca é reconhecida nacionalmente como sinônimo de ração de qualidade por

ter em sua formulação apenas matérias primas de procedência e manipuladas com alta tecnologia e total profissionalismo. Em nosso portfólio de produtos possuimos apenas linhas de rações completas e concentradas para os mais diversos tipos de criação”, disse Maurício Oliveira, proprietário da empresa. Além de ser referência em rações, desde 2006, a empresa em parceria com os criadores e lojistas desenvolve programas nutricionais para todas as fases do animal, otimizando os resultados finais. A linha de produtos Nutral é fruto de anos de pesquisa e conhecimento de mercado. Com a filosofia de parceria contínua com seus distribuidores e representantes, a empresa vem ampliando sua estrutura de fá-

brica e capacidade de produção, maximizando seu market share industrial, diversificando suas soluções e ampliando continuamente seu mix de produtos e serviços. Com essa política de trabalho a marca Nutral torna-se referencial de mercado quando o assunto é prover produtos para a nutrição animal. A empresa investe continuamente na capacitação de uma equipe de produção experiente e multidisciplinar, profissionaliza e amplia continuamente sua força de vendas dando suporte total a sua rede de distribuição e representantes. “Na busca incessante de novas tecnologias e na otimização diária de nossos processos produtivos, a Nutral fortalece sua qualidade com a inserção em seus processos das normas do MBPF. As novas tecnologias estão presentes desde a compra da matéria-prima até os processos de distribuição e controle de qualidade no ponto final de venda”, finaliza Maurício.


automóveis

Aventureiros urbanos Por Paulo Campo Grande, Quatro Rodas.

Os aventureiros urbanos já deixaram claro que não estão falando sério quando se trata de encarar trilhas radicais. A essa altura, está claro que o mercado está repleto de carros com cara de off-road. Porém sem qualquer preparação adicional para encarar a lama - a diferença é cosmética e só. Mas modelos como os apresentados aqui, em que os atributos vão além do visual, serão sempre postos à prova por quem não resiste à tentação de se desviar do asfalto. Por isso reunimos seis representantes da categoria, um de cada marca - Chevrolet Tracker, Citroën C3 AirCross, Fiat Palio Weekend Adventure, Ford EcoSport, Renault Duster e VW SpaceCross -, para saber como se comportam em trilhas de terra batida. Rodamos 90 km por estradas vicinais, na região de Atibaia (SP), com uma parada na Pedra Grande, uma formação rochosa com 650 metros de altura (50 a mais

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Longe do asfalto, a vida deles nem sempre é tão tranquila quanto parece

que o Pão de Açúcar, no Rio), que atrai praticantes de voo livre e mountain bike, entre outras modalidades esportivas. Nosso objetivo não foi fazer um comparativo, porque entre os veículos havia modelos de diferentes segmentos, preços, motores e câmbios. Queríamos saber quais possuem melhor condição de rodar fora das estradas. Assim como os carros, os avaliadores também formaram um grupo eclético, com vivências, preferências e pontos de vista particulares. Mas, ao final, as opiniões foram quase unânimes, o que nos deu condições de estabelecer uma boa imagem dos carros, levando em consideração só a afinidade com situações off-road. Contamos com a colaboração dos assistentes de fotografia Diego Cardoso, Flavio Bari e Sílvio Gióia, o estagiário André Paixão, a repórter Isadora Carvalho e o designer Fábio Paiva, além do fotógrafo Marco de Bari e do editor que vos escreve. Todos tiveram oportunidade de dirigir os carros e depois relatar as experiências. Em um primeiro momento, o Tracker agradou por oferecer uma vida a bordo agradável. Todos os motoristas apontaram o acabamento de qualidade, o espaço interno e a central multimídia (pela facilidade

de uso e pelo conteúdo) como seus pontos fortes. Mas, com o uso, o Chevrolet se revelou o menos adaptado à vida no campo. Os avaliadores reclamaram da suspensão de curso curto, que batia e ficava barulhenta ao passar por obstáculos, e do câmbio automático que, apesar das seis marchas, não explorava bem a força do motor 2.0 nas trilhas. Assim como o Tracker, o AirCross também recepciona bem o motorista e o faz ainda melhor que o rival. Seus pontos fortes são acabamento, baixo nível de ruído, ergonomia e posição de dirigir (destaque para visibilidade proporcionada pela coluna dianteira estreita, que elimina um ponto-cego típico dos monovolumes). Na terra, apesar da suspensão de curso limitado, foi eficiente na hora de absorver as irregularidades do piso. O motor fraco e o câmbio automático de quatro marchas foram as causas do seu pouco rendimento nas trilhas. Ao contrário dos demais, que arrancaram elogios e críticas muito claros e definidos entre nossa equipe, a SpaceCross dividiu opiniões. Isadora Carvalho, por exemplo, gostou da posição de dirigir e do comportamento da perua nas trilhas, enquanto André Paixão disse que demorou para se encontrar ao volante e Fábio Paiva reclamou da aderência na terra. Todos concordaram apenas na hora de elogiar os engates curtos do câmbio e de reclamar do visual discreto para um off-road. O Duster recebeu críticas em relação ao acabamento espartano - com o uso intensivo de plástico duro no painel - e no que diz

respeito ao conforto e à ergonomia, mas fez valer a construção robusta e o conjunto mecânico para se garantir na terra. Seu motor 2.0 com o maior torque e seu câmbio manual revelaram virtudes, como ter seis marchas bem escalonadas, sendo a primeira mais curta para garantir força nas arrancadas. O EcoSport foi aprovado pela maioria em design, posição de dirigir e ergonomia. Representado pela versão mais cara Titanium, equipada com motor 2.0 de 147 cv (etanol), o Ford também demonstrou valentia nas trilhas e ainda esnobou a concorrência com um pacote de equipamentos completo, com ar-condicionado digital, faróis automáticos, sensor de chuva, botão start-stop e assistente eletrônico de partidas em rampas, entre outros. A pedra no seu caminho foram as repetidas queixas contra o elevado nível de ruído, causado principalmente pela tampa do porta-ma-

las, que traz o estepe apoiado. Parecia natural um utilitário esportivo no primeiro lugar, afinal por definição eles são pau-para-toda-obra e, além disso, estavam em maior número em nossa expedição - três contra duas peruas (Weekend e Space) e uma minivan (C3 AirCross). Mas o favorito foi a Palio Weekend. Apesar de essa conquista ter sido plenamente justificada, foi uma surpresa, porque ela era o projeto mais antigo do comboio. Lançada em 1999, inaugurou a categoria dos aventureiros urbanos. Verdade que essa perua, que completa 15 anos de mercado em 2014, não é mais a mesma do lançamento. A Fiat introduziu melhorias nos últimos anos, com destaque para o diferencial blocante eletrônico Locker (opcional), que faz milagres em terrenos sem pavimento. A perua agradou pelo desempenho proporcionado pelo motor 1.8 16V e assegurado

pelos pneus de uso misto (barulhentos no asfalto, mas eficientes na terra) e pela suspensão de curso longo. As queixas ficaram por conta do estilo e da ergonomia, dois aspectos relacionados à idade avançada do projeto. Fábio Paiva reclamou do difícil acesso à entrada para seu iPod e André Paixão se queixou das saídas de ventilação do console, localizadas em posição muito baixa. Ao final, o veredicto é que estes aventureiros são mais do que uma bela roupinha de jipeiro: usando com moderação, os seis estão aptos a trilhas leves de estrada batida, uns com maior resistência que outros, mas todos sem deixar os motoristas na mão.


turismo

Fernando de Noronha A praia mais bela do mundo Três praias brasileiras ficaram entre as mais bonitas do mundo em uma pesquisa realizada recentemente com viajantes do mundo todo. A Baía do Sancho, em Fernando de Noronha (PE), foi eleita a mais bonita do planeta. A pesquisa é divulgada anualmente pelo site de viagens TripAdvisor e leva em conta as praias mais bem avaliadas por seus usuários nos últimos 12 meses. E essa fama toda de paraíso é justificada quando o avião pousa na ilha. Fernando de Noronha é um arquipélago vulcânico isolado no Atlântico Equatorial Sul, sendo sua ilha principal a parte visível de uma cadeia de montanhas submersas (Dorsal Mediana do Atlântico), distante aproximadamente 345 km do cabo de São Roque no estado do Rio Grande do Norte e 545 km de Recife, em Pernambuco. Constituído por 21 ilhas, ilhotas e rochedos de natureza vulcânica, tem a ilha principal uma área de 18,4 km2. Na ilha vive uma população de apenas 2.100 habitantes e o turismo é desenvolvido de forma sustentável, criando a oportuni-

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dade do encontro equilibrado do homem com a natureza em um dos santuários ecológicos mais importantes do mundo. Atualmente existem três vôos diários que partem para a ilha, saindo de Recife e Natal. Se comparada à costa brasileira, a flora marinha de Fernando de Noronha não

apresenta riqueza e diversidade de espécies. Este fato ressalta a peculiaridade do ecossistema marinho do arquipélago, onde poucas espécies conseguem adaptar-se. Talvez isto se deva à ausência de nutrientes básicos ao crescimento destas algas, já que correntes quentes empobrecidas de matéria orgânica sejam características de Fernando de Noronha. Ou seja, só em No-

ronha você poderá conhecer específicos animais, mais uma prova de que conhecer Noronha é ter uma experiência única com a natureza. A exemplo do que ocorre em outros sistemas insulares oceânicos, a fauna terrestre do Arquipélago de Fernando de Noronha mostra uma fauna exuberante, muito mais rica do que grupos de vertebrados, tais como: anfíbios, répteis e mamíferos, representados por poucas espécies. O Arquipélago de Fernando de Noronha reúne sítios ecológicos específicos para uma fauna marinha exuberante, devido a sua posição geográfica distante do continente e bem no curso da Corrente Sul Equatorial, bem como quanto à natureza dos seus ambientes, fato comprovado em diversos trabalhos de pesquisa. Vários estudos ao longo dos anos levantaram as ocorrências de moluscos (168 famílias), crustáceos (72 espécies), além de grande quantidade de peixes ornamentais residentes e cardumes migratórios sazonais. Motivos esses que explicam a enorme procura por atividades de mergulho em Fernando de Noronha. Comuns na ilha, os golfinhos rotadores (Stenella longirostris), podem ser vistos do mirante da enseada do Carneiro da Pedra, turisticamente conhecida como Baía dos

Golfinhos, ou durante um passeio de barco na área próxima à Baia. Diariamente ao nascer do sol, grupos de golfinhos rotadores deslocam-se para o interior da Baía, uma área de águas calmas e protegidas. Duas espécies de tartarugas marinhas freqüentam as águas do arquipélago. A “tartaruga verde” ou “aruanà” (Chelonia mydas), sobe as praias para desovar entre dezembro e maio, e a “tartaruga-de- pente”

(Eretmochelys imbricata), que é uma espécie altamente ameaçada em outras partes do Brasil, devido a pesca para a utilização das vistosas e brilhantes placas de sua carapaça para confecção de armação de óculos, pentes e bijuterias, somente é encontrada em Noronha no ambiente marinho, não subindo às suas praias para desovar.

Preservação do Meio Ambiente Parque Nacional Marinho desde 1988, abrangendo aproximadamente 70% da área total do arquipélago e administrado pelo IBAMA, foi criado com o objetivo de preservar o ambiente marinho e terrestre. Neste sentido, projetos de pesquisa vêm sendo desenvolvidos, tais como: levantamento das espécies de aves marinhas terrestres e migratórias; estudo sobre comportamento e reprodução do golfinho rotador; ecologia e reprodução dos crustáceos do supra, médio e infra-litoral; pesquisa sobre tubarões. Para permanecer na ilha, o turista deve pagar uma taxa diária de permanência e preservação ambiental e o controle é rigoroso. revista mercado rural

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sessão pet

Tartarugas Sejam elas terrestres ou marinhas, as tartarugas encantam. Com carapaça dura e corpo mole, diferentes configurações de rosto, corpo e patas, movimentos leves e lentos, esse grupo de animais dá mesmo a impressão de que são miniaturas de bichos pré-históricos. Pertencentes à ordem Testudinata, apresentam características semelhantes entre si e se diferenciam mais pelo nome como cada um é chamado. Para ter uma tartaruga como animal de estimação, é preciso antes saber as espécies que são permitidas pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), de acordo com a Instrução Normativa nº 169/2008, do contrário, a posse ou comercialização de um animal não autorizado é considerada crime. Existem mais de 250 espécies de quelônios no mundo todo, e no Brasil cerca de 33. Das diversas variedades por aqui, apenas duas são autorizadas para esse tipo de comercialização: além do jabuti ou ja-

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butipiranga (Geochelone carbonaria), há a tartaruga tigre d’água (Trachemys dorbignyi), o tipo doméstico mais popular. Ambos devem ser oriundos de criadouro registrado no IBAMA como criadouro comercial e os animais devem ser microchipados para que possam ser comercializados. Moderadamente côncava, sobretudo nas fêmeas, a carapaça da tigre d’água tem forma oval a alongada, com cor que vai do marrom ao oliva e diversas marcas em tons laranjas em cada escudo. Pernas e pescoço também podem variar do verde ao marrom com listras amarelas - daí o seu nome associado ao felino das selvas. Já a carapaça do jabutipiranga é alongada e negra, com aréolas centrais e amarelas. Na cabeça, as cores vão do amarelo ao vemelho. A tigre d’água gosta de viver em lagos, pântanos, brejos, riachos e rios, preferencialmente naqueles com correntes lentas, fundo arenoso e com vegetação aquática abundante. É encontrada em vários locais

do país, mas principalmente em São Luís (MA), na bacia do rio Guaíba, em Porto Alegre(RS), e nos rios Paraná e Uruguai. A grande incidência da jabutipiranga, que tem nas florestas úmidas seu principal habitat, ocorre, por sua vez, no sul do Rio de Janeiro e na região de cerrado da Bahia. Como se alimenta de plantas e carnes, a tartaruga tigre d’água é onívora e pode viver até 30 anos. Chega a medir de 22 a 26 centímetros de comprimento e, em geral, as fêmeas são maiores que os machos. A jabutipiranga, que pode atingir até 51 centímetros, possui dieta semelhante, comendo desde fungos e folhas a caramujos e cupins. É importante ressaltar, no entanto, que as tartarugas podem transmitir bactérias do tipo salmonela, que causam febre, vômito, náusea e diarréia. Por isso, além de exigir cuidados no manuseio, é imprescindível a higienização das mãos após a manipulação delas. Os quelônios devem ser manejados em áreas com acesso à água. Lagos, barragens ou represas podem ser aproveitados, ou construídos tanques, desde que o fundo não seja áspero e tenha profundidade entre 50 centímetros na parte rasa e 1,20 metro na parte funda. É importante montar um sistema de controle de água para o esvaziamento do local no momento da captura e de cuidados com os animais. Também

é necessário contar com uma rampa de acesso a uma área seca, além de areia para o momento da desova das fêmeas. Recomenda-se ainda recintos de cria, recria - ou engorda - e de reprodução. Disponibilize vegetação dentro e fora da água e assegure que o local tenha solário e sombra, inclusive troncos, pedras e outros materiais para favorecer os mais diversos habitat (aquático, semiaquático e terrestre). Utilize iluminação artificial em substituição aos raios solares. O aquário é outra opção para a criação de tartarugas, desde que ofereça condições de ambiente natural. Construa a área seca com pedras, mas não exagere na quantidade para não dificultar na hora da limpeza. Uma alternativa é utilizar, no formato e altura que se deseja fazer a plataforma fora d’água, um pedaço de vidro de pequena espessura. Coloque pedras roladas de rios coladas uma na outra com silicone. Faça a troca de água a cada dois dias

e, uma vez por mês retire os animais do aquário para desinfecção, com água sanitária diluída em água, dos vidros e pedras. Tanto no tanque quanto no aquário, a água deve ser mantida entre 24 e 28 graus com lâmpadas incandescentes e próprias para répteis, encontradas em lojas de produtos agropecuários. Embora rústicas, as tartarugas não toleram temperaturas frias, condição que favorece infecções do aparelho respiratório e ocular nos animais. Onívoras, as tartarugas comem carcaça e vísceras de peixes, peixes picados, mandioca, frutas diversas, folhas, ramas de abóbora, melancia, milho, ração para peixe ou aves, com cerca de 35% a 40% de proteína bruta, e talos de alga comum de aquário como suplemento de vitamina A. Forneça no período mais quente do dia, em quantidade correspondente a cerca de 5% do peso animal. Para alimentar as tartarugas e, ao mesmo tempo, manter a limpeza do local de criação,

utilize bacias com água na mesma temperatura do aquário ou do tanque. A cada postura, as fêmeas podem desovar mais de uma dezena de ovos, que são enterrados em ninho escavado no chão. A temperatura da areia durante a incubação é que determina o sexo dos filhotes: quanto mais quente, mais fêmeas nascem. Após dois a quatro meses, ocorre a eclosão de juvenis com cerca de 11 gramas e três centímetros de carapaça. Em dois anos, os machos estão prontos para procriar, enquanto as fêmeas demoram cinco anos. Nos jabutis, contudo, a maturidade sexual somente ocorre após 10 anos de idade.

CRIAÇÃO MÍNIMA: 10 animais por metro quadrado com até 10 centímetros de carapaça

CUSTO: filhotes de tigre d’água custam, em média, 120 reais, e de jabutipiranga, 300 reais RETORNO:

o início da comercialização pode ocorrer na primeira ou na segunda geração, se atendidas todas as exigências do Ibama para a atividade em cativeiro

REPRODUÇÃO: em média, duas a três Fonte: Globo Rural

posturas com geração de até 18 ovos cada. revista mercado rural

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Criações exóticas

Serpentes A criação de serpentes, com fins comerciais, no Brasil está proibida desde dezembro de 2002, atualmente apenas três criatórios são legalmente autorizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA. Mas a criação como pet, sem fins comerciais é uma atividade que atrai interessados por esses exóticos animais. O criatório Jiboias Brasil, em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte, MG, é uma empresa especializada em criação e manejo de serpentes da família das jiboias (Boidae), registrado pelo Ibama e vem gradativamente ampliando sua estrutura, bem como sua produção de serpentes, com fins de atender ás exigências dos mercados nacional e internacional voltados para criação de espécies destinadas ao segmento de criação doméstica e ornamental, conhecido também como segmento pet. Qualquer pessoa pode criar uma serpente, desde que comprada de um criadouro legalizado; mas ser um criador comercial está proibido por meio da IN31 de 2002. De acordo com George Myller, coordenador do Jiboias Brasil, no setor de criação legal de

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cobras no Brasil apenas esta empresa está reproduzindo ativamente e comercializando.“A proibição de novos criatórios serve de grande entrave para o comércio legal, favorecendo apenas a ilegalidade. Concorrendo com esses criatórios está o comércio ilegal, que pode ser encontrado na maioria das redes sociais e atende grande parte dos clientes que demandam de espécies que não são criadas comercialmente no país,por exemplo as espécies exóticas”, disse Myller. Para comprar um animal silvestre é necessário que o interessado procure uma loja ou criadouro comercial com autorização para venda de determinada espécie, o mesmo pode verificar junto ao IBAMA local a regulamentação do estabelecimento através da Autorização de Manejo (AM). É considerado crime ambiental coletar cobras direto da natureza, sem autorização do Ibama. Este crime prevê multa de R$ 500,00 a R$ 10 mil por exemplar, além de detenção de seis meses a três anos. É também considerado crime ambiental instalar um empreendimento dessa natureza sem a devida licença ambiental do instituto. Nesse caso, o empreendimento está su-

jeito a multa de R$ 500,00 a R$ 10 milhões e pena de detenção de um a seis meses, alertam especialistas. Para criar cobras não é necessário que haja grandes investimentos. “As serpentes são animais que não demandam de muito espaço. O recinto das mesmas pode ser desde uma caixa plástica a um terrário, que pode ser de madeira ou vidro. Para a maior espécie criada comercialmente no Brasil, a Jiboia, indica-se um recinto de 200x60x60cm quando adulto. O maior investimento é para aquisição do animal que varia de R$1.300,00 a R$3.000,00 e o recinto pode ser adquirido a partir de R$500,00 e não tem limite de investimento, pois depende do projeto do proprietário. A manutenção é muito barata, pois se alimentam pouco, não tomam vacina e dificilmente adoecem”, completa George. No criadouro, as serpentes são criadas em caixas plásticas e recintos de MDF individualmente, cada animal reside em um viveiro adequado ao seu tamanho, o manuseio é feito exclusivamente para a limpeza destes recintos. Os mesmos são conferidos todos os dias e suas vasilhas de água passam por um rodizio no mínimo uma vez por semana. Quando criadas como pet podem ser manuseadas diariamente, ficam

muito dóceis e deve-se respeitar os animais apenas cinco dias após cada alimentação para não atrapalhar a digestão. Os animais se alimentam com um intervalo médio de 15 dias de camundongos e/ou ratazanas previamente abatidos. Muito se fala sobre o mercado de extração do veneno, mas segundo o especialista, “é um mercado ilusório, pois a demanda é muito pequena e normalmente as empresas que precisam já produzem o necessário. Criou-se um grande mito sobre os preços, mas não foi divulgado que com um grama de veneno pode-se pesquisar durante anos. Diversos criadores no país fecharam as portas por falta de compradores”, explica o coordenador da Jiboias Brasil. George pondera que é difícil estimar a lucratividade do negócio. “Existe demanda, mas não sabemos ainda quantos animais o país absorveria anualmente. Pode-se di-

zer que este é o primeiro ano que estamos trabalhando nos moldes que idealizamos e apenas dentro de mais uns dois teremos uma real noção do mercado. Vivemos também um momento de incertezas, pois o Ibama está elaborando uma lista das espécies que poderão ser criadas como animais de estimação; e caso as serpentes não constem desta lista, teremos um ano para encerrar as atividades. A criação de animais silvestres é altamente atrativa mas proporcionalmente instável juridicamente o que inibe maiores investimentos”, lamenta o criador. Especialistas ressaltam que o comércio no Brasil é subestimado uma vez que a maior parte dos animais que são comercializados não possuem origem legal. “Com

toda certeza aumentando a divulgação o mercado cresceria muito. Os criadouros legais representam menos de 5% do comércio de repteis no Brasil, os mesmos têm batalhado a cada dia para fortalecer a criação comercial legalizada e combater o tráfico de animais”, finaliza Myller.

revista mercado rural

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EVENTO / Treinamento

EVENTO / Dia de Campo

Grupo PGV

Fazenda Mata do Cedro reúne produtores rurais

No dia 27 de janeiro, o Grupo PGV, realizou treinamento para consultores e colaboradores, com a participação do renomado coronel da policia militar Mauro Alves, que palestrou sobre gestão de conflitos. O treinamento é realizado todas as terças feiras na sede da empresa e conta sempre com a presença de grandes nomes do ramo imobiliário e autoridades.

Marcos Silva, Nathan Alves, Lana Klier, Erivelto Júnior e Jairo Henrique

Edmar Aquino, Pertesson Fernandes, Fabiano Santos, Felipe Kind e Marcela Castro Eduardo Rodrigues, Marcela Castro, Andre Kind e Felipe Kind

Anacleto Teles, Erivelto Júnior, Carlos Mendes e Carlos Eduardo

No dia 25 de janeiro, o empresário do ramo frigorífico e pecuarista, Silvio Silveira, reuniu em sua fazenda na cidade de Pará de Minas, Minas Gerais, amigos e pecuaristas para um dia de campo que contou com a participação da empresa de rações Futura.

Elberth Lanza, Antônio Gonzaga e Luiz Silveira

Wilton Teixeira, Sergio Luis, Lucas Moreira, Silvio Silveira, Geraldo Magela e Isnei Faria

Mariana Soares, Kelly Carvalho, Amanda Menezes, Daniela Machado, Karina Braga e Thaís Vilela

Paulo Cesar Rocha, Alysson Paolinelli, Silvio Silveira, Oswaldo Pereira e Júlio Pereira Matheus Pierre, Bruno Veloso, Leonardo Dias, Thiago Oliveira e Erivelto Júnior

Luiz Silveira, Amanda Ribeiro e Silvio Silveira

Eduardo Amorim e Silvio Silveira

Elaine Gomes, Bruno Veloso, Marcela Castro e Antonio Carlos

EST Ú DIO Paulo Cesar Rocha, Alysson Paolinelli, Silvio Silveira e Deputado Inácio Franco

Eduardo Gontijo, Naor José dos Santos e Silvio Silveira

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Carlos Augusto, Amanda Ribeiro e Paulo Henrique.

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Luiz Marcos e Silvio Silveira

Ana Paula Silva, Deusdelia Ribeiro, Anderson, Ana Paula e Ana Carolina Medeiros


EVENTO / Comemoração

EVENTO / Comemoração

50 anos Heleno Lamounier

95 anos de Dona Nadica

No dia 01 de fevereiro, Heleno Lamounier comemorou seus 50 anos no Sítio da Prata, na cidade de em Itapecerica, Minas Gerais. O evento reuniu familiares e amigos em descontraído almoço que se arrastou até a noite.

Mais uma grande comemoração reuniu a família Lamounier no Sítio da Prata no dia 08 de feve- Leonarda Norvinda Lamounier reiro, em Itapecerica, Minas Gerais. O motivo para comemorar, foram os 95 anos de Dona Nadica, que em grande festa, reuniu amigos e familiares para festejarem quase um século de vida.

Leonarda Lamounier, Frei Nataniel e filhos

Marta, Fernanda, Marco Ttúlio, Heleno, Isnar, José Alves e José Pedro Lamounier.

Marcelo Lamounier, Fabiano Tolentino, Fernando Lamounier e Sinval Diniz Telmo Rios, Heleno Lamounier, Fabiano Moura, Rúbya Cristina, Fábio Moura e Rayana Campos.

Maria Tereza Malaquias, Matilde Oliveira e Janaina Lamounier.

Isnar Cesár, Marcos Malaquias, Heleno Lamounier e Jorge Gussen

Marcelo Malaquias, Eder Santos, Heleno Lamounier, Marco Túlio, José das Graças e Isnar Lamounier.

Heleno Lamounier, Célio Santos, Fabiano Lopes e Telmo Rios

Glória, Miriam, Leonarda, Conceição Lamounier e Débora Santos

José Alves, Hamilton, Norvinda, Leonarda, Elisa Lamounier e Cecilio Santos

Conceição, Marcelo , Teodoro, Leonarda, Glória, Marcelo e Luiza Lamounier

Ana Elisa, Marcela, Célia, Leonarda, Debora e Célio Santos

Fabiano Tolentino, Antônio Hilário, Giancarllo Carneiro e Fernando Azevedo

Gabriela Rezende, Leonardo, Heleno Lamounier e Denise Ribeiro.

Sebastião Melo, José Carneiro, Márcio Lamounier e Geraldo Loures

Paula Lamounier, Junia Alves, Kátia, Mariana e Flávia Lamounier

Mariana e Thatiana Bernardo Papini e Laura Lamounier Lamounier

Bruna, Brígida, Luiza e Ana Elisa Lamounier

Marcio José, Flávia, Marcio, Leonarda, Thatiana Lamounier e Jacira Rocha

Pricila Assis e Yasmin Alvarenga

Heleno Lamounier, Denise Ribeiro, Conceição e Marcelo Lamounier

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Candido Lamounier, Magda , Telmo, Marcia Rios, Neiva Gussen e Afonso Araújo

Débora Santos, Miriam, Conceição Lamounier e Sania Moraes


giro rural

XII Campeonato Nacional do Semex oficializa parceria Mini-Horse com CT Agrovap

Governo busca alternativas para reativar setor de etanol O governo brasileiro está buscando alternativas para reativar a cadeia produtiva de etanol, mas ainda não encontrou a solução. A afirmação, é do diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Ricardo Dornelles. “Estamos trabalhando pela competitividade do etanol. Não estamos parados. O governo vê o setor como vital para o País”, acrescentou em rápida conversa com jornalistas durante o Sugar Ethanol, em São Paulo. Questionado sobre a desoneração da alíquota Cide sobre a gasolina, Dornelles disse que esse não é o único fator a pesar contra o setor sucroalcooleiro. “Se fosse só a (decisão de retomar) Cide, bastaria publicar um decreto. Mas outras circunstâncias não permitem”, afirmou. Elizabeth Farina, presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), destacou que a isenção da Cide sobre a gasolina traz um benefício de R$ 0,28 por litro. Já a isenção da alíquota PIS/Cofins sobre o etanol, embora importante para o setor, traz um alívio menor, de apenas R$ 0,12 por litro.

Associação Brasileira dos Criadores de Senepol elege nova diretoria para o triênio 2014/2017 No dia 24 de janeiro, a Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol realizou a Assembleia Ordinária e Geral Eleitoral de 2014. O evento aconteceu no Center Convention, em Uberlândia (MG), cidade sede da ABCBS, e contou com a presença de dezenas de associados, que vieram de diversas regiões do Brasil para definirem, juntos, os caminhos a serem percorridos pelo Senepol nos próximos anos. A nova Diretoria Executiva da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol ficou assim definida: • Diretor Presidente: Gilmar Goudard • Diretor Vice Presidente: Adilson Reich

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Para os torcedores estrangeiros que estarão no Brasil a partir do mês de junho para a Copa do Mundo, a Fifa desenvolveu uma cartilha com 10 conselhos, que considera importantes para evitar mal-entendidos culturais. “Experimente o açaí” – diz a nona dica. Segundo ela, os frutos da Amazônia podem realmente fazer maravilhas. São agentes emagrecedores naturais, previnem doenças e são energéticos. Uma porção no intervalo da partida pode ajudar o jogador mais cansado a recuperar as suas forças.

Conap elege novo presidente

Em Assembleia Geral, a Cooperativa Nacional de Apicultura (Conap) definiu seu novo conselho administrativo para a gestão 2014/2017. Cristiano Augusto de Carvalho e Silva foi nomeado presidente, e Irone Martins Sampaio, que ficou à frente da cooperativa por seis anos, atuará como conselheiro.

Dia de Campo apresenta sistemas iLPF

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Fifa recomenda ‘açai’ em cartilha para estrangeiros durante a Copa

Cerca de 700 pessoas, entre produtores, professores e estudantes, participaram, no dia 20 de março, da oitava edição do Dia de Campo sobre integração Lavoura-PecuáriaFloresta (iLPF), na Fazenda Santa Brígida, em Ipameri (GO). O evento contou com a presença de autoridades como o Ministro da Agricultura (no período de 1974 a 1979), Alysson Paolinelli, o diretor-presidente da Embrapa, Maurício Lopes, o vice-presidente de negócios emergentes da Caixa, Fábio Lenza, e a prefeita de Ipameri, Daniela Carneiro. Também estiveram presentes, os chefes-gerais da Embrapa Cerrados, José Roberto Peres, e da Embrapa Arroz e Feijão, Flavio Breseghello, além dos representantes do Ministério da Agricultura, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do Banco do Brasil, da Associação Brasileira de Agronegócios e do Sindicato Rural de Ipameri. A proprietária da Fazenda Santa Brígida Marize Porto Costa falou da sua experiência a partir de 2006 na implantação da iLPF e da complexidade do sistema. “Ninguém ganha jogo sozinho. Isso aqui é resultado do esforço de um time. O sistema leva a um ganho econômico, mas com certo grau de dificuldades. A exploração é tripla – lavoura, pecuária e floresta, e por isso a gestão é mais complexa”, declarou.

No mês de abril, terá início o XII Campeonato Nacional do Mini-Horse que se estenderá até novembro com uma etapa por mês. A primeira etapa será a Exposição Estadual do Paraná a ser realizada durante a EXPO LONDRINA, no período de 10 a 13 de Abril de 2014, na cidade com mesmo nome no Paraná. Serão apresentados em pista, mais de 100 animais e o julgamento ficará a cargo de José Roberto Almeida Junqueira. A Exposição Nacional, a grande festa da raça, será na cidade de Avaré, sede da Associação Brasileira dos Criadores de Mini-Horse.

Depois de um intenso período de negociações, a Semex Brasil oficializou recentemente uma parceria que há muito tempo era pretendida, com o CT Agrovap - Centro de Treinamento Agropecuário do Vale do Paraíba, localizado na cidade de Caçapava/SP, à 110km da capital paulista. A parceria tem como objetivo, qualificar estudantes e profissionais da área com conhecimento técnico e prático sobre técnicas da Inseminação Artificial. “É importante fomentar as principais técnicas, de maneira que os novos profissionais consigam atender as necessidades do mercado.” Comenta o Gerente Distrital da Semex em São Paulo, Luis Felipe Mello, um dos responsáveis pela parceria. Até julho deste ano, estão programados cinco cursos que abordam os benefícios do melhoramento genético, reconhecimento de cio,descongelamento de sêmen, manipulação e aplicação entre outras informações sobre manejo e índices zootécnicos.

Giro Técnico ACCOMIG/CAPRILEITE No dia 08 de fevereiro, a ACCOMIG/CAPRILEITE realizou seu primeiro giro técnico, no sítio Sabores da Ovelha, em Itapecerica, MG. O evento teve como objetivo divulgar a criação, através de seu registro na agroindústria familiar e na Lei do Leite Legal para cabras e ovelhas, buscando conhecimento e legalidade.

Heloísa Magalhães, Sebastião Melo, Lara Dias, Aurora Guimarães, André Dias, Cinthya Leite E Rivaldo Nunes.


giro rural

EUA: clima seco deve forçar alta de 3,5%no preço de alimentos em 2014 A escalada dos preços dos alimentos nos Estados Unidos está pesando sobre os consumidores e as companhias que ainda não se recuperaram totalmente da crise econômica. Em meio ao clima seco que atinge importantes regiões produtoras do país, o governo prevê que os alimentos devem ficar 3,5% mais caros neste ano, o maior incremento anual em três anos e acima da média dos últimos 10 anos, de 2,8%. Também deve superar

a alta de 1,4% observada em 2013. Carnes e lácteos são os produtos que mais devem exercer pressão. Anos de estiagem no Texas e na Califórnia reduziram a oferta de animais para abate, enquanto exportações maiores para a Ásia fizeram com que os estoques domésticos minguassem. Mas há também preocupação com frutas, vegetais, açúcar e bebidas. No mercado futuro, as cotações do café arábica renovaram as máximas e já se valorizaram mais de 70%

neste ano. As do cacau, 12%, e as do açúcar, 3%. O motivo para esse avanço expressivo está em países emergentes. No Brasil, uma seca fora de época prejudicou as safras de café e cana-de-açúcar. Um clima adverso também afetou a produção de cacau da África Ocidental. Segundo o governo dos EUA, os preços dos vegetais devem subir 3% neste ano, após alta de 4,7% em 2013, enquanto que os de frutas devem ter ganho de 3,5%, contra 2% no ano passado

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Simpósio Técnico da Cultura do Eucalipto

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II ATUALIZAÇÃO EM PECUÁRIA DE CORTE EMPRESARIAL

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Exposição Mangalarga Itapetinga/BA

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71ª EXPOCURVELO

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Leilão Pampa Elite Ginga 15 anos

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abril 2014

A IA LHA E ES L R P A B M B . R E M IA NA EMTRA RA OS GE ZA R A S É L RE S QUE R O S I C K I I C B A DA M E PE EC PO R R A A INASMELHMINE C E SA TE À AÚD A O ÇÃO ICRO L M O A OS B MBA + S NTR ICA A M E R D PA A D CO SINE A CO RRAD RO D ANAL D AS RCH DE E INEI TES I MA NDO TO M O AR AV U TU EIJ F

TA O QU S E ID LE

DE A LID A QU AL OS M N CO NICIP65 A E D U DA ERM A DE NCIA I TO INT CIM ICIÊ N E A F IM IVREOAS DE V MO SE L ESS COM ÃO A I N S S PA RA PSOA IAIS OPI ÍVID PA PES SOC SUA A D E ES DÊ ÃO DIS D RE IOU O CIAÇ ERA CR EGO AS G N RE E MIN D Nos últimos três anos, a Assembleia criou novas medidas de austeridade e transparência, reduziu custos e melhorou a qualidade de vida dos cidadãos de todas as idades. Também investiu em mecanismos de aproximação com a população, para maior participação de todos, e trabalhou para diminuir as diferenças sociais no Estado. Isso porque a Assembleia de Minas é sua. É o poder e a voz do cidadão.

TO IA* E CR RAD S E O S O-MO LÁRIO T VO XÍLI SA O D AU 15º S M FI DO 4º E DO TRA 1 A FIM DO EPUT A EX FIMOS D HOR D DA M FI *Deputados com imóvel na RMBH.

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Edição 10 - Abril de 2014

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