Page 1

E S P E C I A L

MEDICINA S/A

PESQUISA COM CIOS Intenção de Investimento em TI para 2019/2020

GESTÃO DA COMUNICAÇÃO Estratégias para novas plataformas de informação

GESTÃO, INOVAÇÃO E BOAS PRÁTICAS EM SAÚDE

|

PROFESSIONAL DEVELOPMENT Educação continuada no processo de inovação da saúde

WWW.MEDICINASA.COM.BR

|

GLOBAL SUMMIT TELEMEDICINE & DIGITAL HEALTH

Nº 1 • 2019

50+INOVADORES DA SAÚDE W W W.M E D I C I N A S A .CO M.B R | Nº 1 | 2019 Capa-v2.indd 2

INSTITUIÇÕES, EMPRESAS E SOLUÇÕES MAIS INOVADORAS EM DIGITAL HEALTH

25/03/2019 15:29


Sumario-v1.indd 2

25/03/2019 10:20


Sumario-v1.indd 3

25/03/2019 10:20


4

5

50

SUMÁRIO 14_ ENTRAVES PARA A TELEMEDICINA

Medicina S/A _ Número 1 _ 2019 10_ PELO MUNDO _ ANDRÉ DE LEONES 06_ CARTA DA EDITORA 08_ ONLINE 09_ PRÓXIMA EDIÇÃO

Pesquisa da Bain & Company com médicos de 154 hospitais europeus mostra como a inovação pode ajudar a reengajar profissionais insatisfeitos.

INSIDE 12_ TENDÊNCIAS PARA 2019 Pesquisa da Deloitte traça panorama do setor de saúde global e explora os principais desafios.

Sumario-v1.indd 4

Raul Canal, presidente da Anadem, destaca que a baixa capacidade de investimentos e insegurança médica são os principais desafios.

15_ CORAÇÃO BEM CUIDADO Projeto do Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o HCor, pretende monitorar pacientes cardíacos com envio de SMS.

16_ CONTRATAÇÕES EM ALTA Com alta de 3,4% em 2018, relatório do IESS aponta que saúde suplementar criou 114,1 mil novos postos de trabalho.

25/03/2019 10:20


REPORTAGEM DE CAPA 50_ PESQUISA INÉDITA 50+ INOVADORES DA SAÚDE 2019 Pesquisa inédita realizada pela revista Medicina S/A apresenta a intenção de investimento em soluções de saúde digital e aponta as instituições e empresas mais inovadoras da saúde.

54_ HOSPITAIS MAIS INOVADORES ENTREVISTA 18_ VIRADA COMUNICACIONAL

25 hospitais privados que apresentaram melhor performance em investimentos e projetos envolvendo as tecnologias de informação e comunicação em saúde.

56

O pesquisador J. Antônio Cirino aponta os caminhos para transformar a comunicação em diferencial competitivo nas instituições de saúde.

72_ EMPRESAS MAIS INOVADORAS

PERFIL 22_ DANIEL KRAFT O médico-cientista americano especialista em eHealth será um dos destaques do Global Summit Telemedicine & Digital Health 2019.

EDUCAÇÃO 24_ HARVARD MEDICAL SCHOOL Update in Internal Medicine, um dos melhores cursos de atualização médica do mundo, chega a profissionais brasileiros.

IDEIAS 28 ERIKA FUGA Medicina Conectada: uma alternativa para a saúde.

31_ CARLOS VITAL Telemedicina: inovação em favor da saúde.

ESPECIAL GLOBAL SUMMIT 32_ MEDICINA DO FUTURO Global Summit Telemedicine & Digital Health apresenta os avanços e desafios da Telemedicina e Telessaúde no mundo.

Sumario-v1.indd 5

18 36_ FRANK LIEVENS Para países em desenvolvimento, a aplicação de sistemas telemédicos é uma necessidade.

38_ 84% DOS MÉDICOS USAM TI Pesquisa mostra que o prontuário eletrônico é a ferramenta mais utilizada.

42_ TRABALHO NA ERA DIGITAL

25 empresas, marcas e soluções mais lembradas por sua inovação em TICs, Digital Health e Telemedicina.

LEITURAS 112_ ESTUDO: COMBATE À FRAUDE Estudo produzido pela PwC Brasil identificou as principais práticas fraudulentas e seus impactos sobre a cadeia de valor da saúde.

113_ LIVROS 114_ INSPIRE-SE Projeto desenvolve próteses de baixo custo para pacientes do SUS.

113

Luís Lapão analisa as novas formas de trabalho e de interação com os pacientes.

44_ ANTONIO CARLOS ENDRIGO Prós e contras da nova resolução sobre telemedicina.

46_ ASSISTÊNCIA REMOTA A BAIXO CUSTO O especialista israelense Pini Ben-Elazar apresenta solução.

48_ JEFFERSON FERNANDES Teleneurologia: uma realidade próxima dos médicos.

32 25/03/2019 10:20


6

CARTA DA EDITORA //

COMPROMISSO COM O FUTURO O

s primeiros meses de 2019 foram movimentados na redação da Medicina S/A. A tarefa que me foi dada de, mais uma vez, iniciar uma publicação voltada para gestão, inovação e boas práticas na saúde foi desafiadora e exigiu uma boa dose de reinvenção. Em 19 anos de atuação como jornalista do setor, e passagens por dezenas de publicações especializadas, posso garantir que nenhum projeto foi tão comprometido com a inovação como este que se inicia. E o tema central dessa primeira edição não poderia ser outro. Através de uma pesquisa inédita com lideranças de tecnologia de 250 hospitais brasileiros, que avaliou, entre outras coisas, a intenção de investimento dessas instituições em tecnologias de informação e comunicação, pudemos indicar os 50+ Inovadores da Saúde de 2019. Com base nas informações enviadas pelas instituições de saúde – a quem temos muito que agradecer - e na análise criteriosa e independente de um conselho editorial, pudemos chegar aos 25 hospitais e às 25 empresas mais inovadoras em utilização e soluções em saúde digital. Que desafio! Acompanhe na reportagem de capa que começa na página 50. Se, com tantas inovações e novidades do setor, você anda ansioso porque a tecnologia não para de surpreender, sinta-se reconfortado, porque outra extensa matéria da edição trata exatamente do fu-

Sumario-v1.indd 6

turo. Mergulhamos no universo da telemedicina e da saúde digital para antecipar as tendências que irão transformar a medicina nos próximos anos. E tivemos uma ajuda muito importante para compor esse especial. A parceria com o Global Summit Telemedicine & Digital Health, evento internacional inédito no país e que ocorre em São Paulo nos primeiros dias de abril, permitiu que antecipássemos uma parte significativa desse conteúdo. Destacamos, entre os temas abordados, a telemedicina, aplicativos para saúde, inteligência artificial e big data. Renomados especialistas nacionais e internacionais participaram do especial. Entre eles, Daniel Kraft e Robert Wah (Estados Unidos), Frank Lievens (Bélgica), Luiz Lapão (Portugal) e Pini Ben-Elazar (Israel). O assunto que nos une é tão fascinante e complexo que merece esse tratamento especial. Agradecemos a todos os nossos entrevistados e articulistas, que compartilharam conhecimento e experiências. Nosso muito obrigado, também, a todas as empresas que nos apoiaram e ajudaram a viabilizar este projeto. É justamente dessa forma colaborativa, com os todos os players e lideranças da saúde, que firmamos o compromisso de continuar olhando para o futuro. Boa leitura e até a próxima edição!

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

KELLY DE SOUZA DIRETORA EDITORIAL

kelly@medicinasa.com.br Linkedin: /kelly-de-souza

25/03/2019 10:20


Anuncio_13 CBH.pdf

1

2019-03-12

12:47 PM

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Sumario-v1.indd 7

25/03/2019 10:20


8

9

ONLINE

_medicinasa.com.br_ APLICATIVO AUXILIA PACIENTES CRÔNICOS Criada pelo inglês Stephen Bourke em 2016, a startup Echo vem ajudando uma grande quantidade de pacientes crônicos a resolver um problema: controlar a medicação. Aplicativo organiza a rotina médica, como emissão de receitas, entrega dos medicamentos e, especialmente, envia alertas pelo celular quando é o momento de tomar cada remédio. Bourke sofre de uma doença crônica, e fundou a empresa conhecendo os percalços de gerenciar a própria saúde.

SPOTIFY DA SAÚDE A Mapfre pretende trazer para o Brasil uma plataforma digital descrita pela seguradora como um “Spotify da saúde”. A Savia, lançada recentemente na Espanha, oferece ao usuário a possibilidade de agendar consultas e exames em mais de quarenta especialidades médicas. Disponível como aplicativo móvel para smartphones Android e iPhone, a plataforma também está integrada aos assistentes digitais Alexa (Amazon) e Home (Google).

Online-v1.indd 8

CIRURGIA ROBÓTICA A Food and Drug Administration (FDA), agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, alerta que as cirurgias de alta tecnologia, executadas por robôs, não configuram um avanço em relação aos métodos tradicionais. Segundo a FDA, não há evidência de que pacientes operados por robôs vivam mais do que aqueles que se submeteram a procedimentos cirúrgicos comuns.

24/03/2019 11:22


FACEBOOK PLANEJA COMBATER FAKE NEWS SOBRE VACINAS

TRATAMENTO MAIS BARATO

A empresa de mídias sociais anunciou que excluirá de sua plataforma páginas e perfis que espalhem notícias falsas sobre vacinas. O comunicado foi assinado por Monica Bickert, vice-presidente global de políticas de conteúdo da empresa, e também afirma que o Facebook reduzirá o destaque de grupos que disseminam notícias falsas.

Segundo estudo, a cirurgia a laser é o tratamento mais barato para glaucoma. Publicado na Lancet, o estudo é resultado de três anos de pesquisa e atesta que a trabeculoplastia a laser deveria substituir o uso de colírios, os quais, atualmente, são a forma mais disseminada de tratamento do glaucoma. Segundo Gus Gazzard, um dos autores do estudo, os tratamentos a laser não só funcionam melhor como custam menos ao sistema de saúde, além de livrar os pacientes do uso diário dos colírios.

FALE COM A GENTE REDAÇÃO E CARTAS

Comentários sobre o conteúdo editorial, sugestões de pautas e artigos: redacao@medicinasa.com.br ou (011) 3090-9432 CORRESPONDÊNCIA

Avenida Paulista, 1842, conjunto 155, Bela Vista - São Paulo, SP Cep: 01310-200 PARA ANUNCIAR

Tel: (011) 3297-8092 | 9 5655-9432 comercial@medicinasa.com.br PARCERIAS

marketing@medicinasa.com.br DESIGN GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO

Bruno Cavini Francisco Yukio ycbrasil.com IMPRESSÃO

Ipsis Gráfica e Editora

A Medicina S/A não se responsabiliza por informações, opiniões, ideias e conceitos expressos nos artigos assinados, que trazem somente o pensamento de seus respectivos autores e não representam necessariamente a opinião da revista.

PRÓXIMA EDIÇÃO Os caminhos para a melhoria da Gestão Hospitalar serão tema da próxima edição da Medicina S/A. Estratégias, alianças, oportunidades, produtos e serviços utilizados para que gestores de saúde alcancem os objetivos traçados serão apresentados no especial. Entre os tópicos abordados, destacam-se: Liderança, Educação Executiva, Gestão de Processos, Planejamento e Desenvolvimento, Segurança do Paciente e Qualidade na Assistência à Saúde, Gestão de Equipes, Indicadores de Resultados, entre outros. Participe!

Online-v1.indd 9

SIGA NOSSAS REDES

instagram.com/revistamedicinasa facebook.com/ revistamedicinasa twitter.com/revmedicinasa

24/03/2019 11:22


10

11

Pelo mundo // Europa

ANDRÉ DE LEONES • andre@medicinasa.com.br

INOVAR PARA ENGAJAR

INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA PODE REENGAJAR MÉDICOS INSATISFEITOS, INCREMENTAR HABILIDADES CLÍNICAS E MELHORAR A ASSISTÊNCIA AOS PACIENTES

UMA PESQUISA COM PRESTADORES DE SERVIÇOS FEITA EM 2018 PELA BAIN & COMPANY JUNTO À LINHA DE FRENTE DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA EUROPA TEM MUITO A NOS DIZER SOBRE COMO O SISTEMA PODE SER RENOVADO OU, COMO DIZEM ALGUNS, REINVENTADO. Há vários sinais de alerta, e o primeiro está na raiz da questão: o deterioramento das condições de trabalho e o consequente aumento dos riscos para os pacientes levam ao desengajamento dos profissionais. Feita com 1156 médicos de nove especialidades e 154 hospitais da Alemanha, Reino Unido, França e Itália, a pesquisa mostra que a maioria desses médicos não recomendaria os hospitais nos quais trabalham para familiares e amigos, citando cortes orçamentários, falta de pessoal, equipamentos obsoletos e instalações inadequadas como razões para tanto. Eles se dizem despreparados para lidar com os desafios da atualidade, como o envelheci-

Pelo Mundo-v1.indd 10

mento da população e o reaparecimento de doenças infecciosas. A pesquisa também assinala que, em boa parte dos hospitais, as tentativas de implantar melhorias têm sido malsucedidas. O sistema grita por renovação, e é difícil saber por onde começar. Entretanto, condições mínimas de mudança têm sido engendradas por prestadores de serviços graças ao desenvolvimento de tecnologias que, no entender dos profissionais, são capazes de incrementar suas habilidades e, por decorrência, o tratamento dos pacientes. Claro que a tecnologia, por si só, é insuficiente. Há que se obter a adesão dos médicos, e isso só é possível a partir do momento em que eles vivenciam cotidianamente os benefícios trazidos pelas inovações. Algumas redes europeias começaram a trilhar por esse caminho. Vide o exemplo do Salford Royal Hospital, que implantou nada menos que cinquenta projetos de tecnologia. Exemplos: uma infraestrutura de TI

24/03/2019 11:22


que permite aos pacientes enviar dados em tempo real para os médicos; uma ferramenta eletrônica que reduziu os casos de tromboembolismo venoso em 20%; diminuição do tempo gasto pelos profissionais com o preenchimento de relatórios. Não é por acaso que 93% dos médicos que trabalham no Salford Royal estão satisfeitos com os serviços do hospital, em especial com a tecnologia usada nos registros eletrônicos dos pacientes. Para se ter uma ideia, uma recente pesquisa da KLAS indica que, em geral, apenas 60% dos médicos se dizem satisfeitos com suas respectivas instituições. Há outros prestadores europeus visando melhorias tecnológicas. O Badalona Serveis Assistencials gerencia um hospital próximo a Barcelona que utiliza formas avançadas de análise de dados e constrói modelos que preveem as enfermidades mais comuns, possibilitando intervenções direcionadas. Além disso, foi criada uma base integrada de registros a fim de coordenar com mais eficiência ações em diversas áreas e situações, inclusive em domicílio. Tais esforços levaram a uma diminuição da permanência média e das internações, reduzindo custos, melhorando os resultados dos tratamentos e desonerando o hospital. Um sistema similar ao do Badalona vem sendo testado em quatro hospitais parisienses. Nesse caso, a otimização de dados visa suprir a carência de pessoal por meio da previsão do número de admissões. Desenvolvido pela Assistance Publique - Hôpitaux, o projeto cruza históricos de pacientes (mantidos anônimos) com dados meteorológicos e informações sobre feriados e padrões de epidemias. Com isso, é possível prever, com uma variação de 5%, a quantidade de admissões da quinzena seguinte, adequando o número de profissionais conforme a demanda. Embora ainda esteja em testes, o sistema já se mostrou acurado e a ideia é que seja implantado em todos os quarenta e quatro hospitais gerenciados pela AP-HP. Esses exemplos servem para nos indicar que a crise sistêmica, seja na Europa, seja no Brasil,

Pelo Mundo-v1.indd 11

não é insolúvel. A busca por soluções viáveis, ancoradas no uso de tecnologias que melhorem visivelmente os serviços de saúde, é imprescindível. A inteligência deve ser aplicada em todos os níveis, desde o estabelecimento de metas claras e realistas, conforme as circunstâncias e levando-se em conta eventuais limitações, até os meios pelos quais as metas serão atingidas. Mas há um longo caminho a ser percorrido. Embora, de acordo com a pesquisa da Bain & Company, haja otimismo por parte dos profissionais quanto ao uso da tecnologia para aprimorar o sistema, a velocidade com que as melhorias são buscadas e implantadas ainda é lenta. A esse descompasso se soma a insatisfação para com as condições de trabalho, cuja piora se tornou regra, não exceção. Segundo a pesquisa, “organizações de saúde que ignoram os sinais de alerta da linha de frente aumentarão a probabilidade de mudança disruptiva”, como a entrada no mercado de empresas que tradicionalmente investem em outras áreas – como a Amazon. Torna-se impossível não concordar com John Noseworthy, CEO da Mayo Clinic Health System, que investirá US$ 1,5 bilhão em um novo sistema de registros médicos. Para ele, tudo deve mudar, desde a maneira como as companhias de seguros trabalham até a forma como a medicina é praticada. Em qualquer área, organizações que inspiram e tornam seus profissionais mais engajados se saem melhor do que as outras. Logo, a questão não é reinventar a roda, mas repensar processos e modelos que deixaram de funcionar e encontrar soluções tecnológicas e humanas que deem conta dos desafios atuais e futuros.

André de Leones é escritor e pesquisador. Formado em Filosofia pela PUC-SP, estuda as relações entre mercado, tecnologia, inovação e bioética. É diretor da Revista Medicina S/A.

24/03/2019 11:22


13

12

// TENDÊNCIAS // REGULAMENTAÇÃO // GESTÃO CLÍNICA // EMPREGOS

TENDÊNCIAS PARA O SETOR DE SAÚDE 2019 ESTUDO MOSTRA QUE TECNOLOGIAS DIGITAIS PODEM FOMENTAR NOVOS NEGÓCIOS E MODELOS DE ASSISTÊNCIA, VISANDO CONSTRUIR UM CENÁRIO MAIS ACESSÍVEL E SUSTENTÁVEL

Inside-v1.indd 12

24/03/2019 11:23


Atender às necessidades e expectativas dos consumidores: organizações que estão atentas e planejam suas atividades com base nas preferências dos usuários estão melhores posicionadas para desenvolver estratégias mais certeiras, que auxiliam os pacientes em suas decisões em relação à saúde. Investir em inovação e transformação digital: priorizar ara contemplar objetivos como rentabilida- a modernização por meio de de, foco no paciente, transformação digital tecnologias como blockchain, e compliance, os líderes do setor de saúde pre- cloud computing, inteligência cisam criar um ecossistema que possa gerar artificial, robótica e Internet benefícios em uma cadeia de saúde inteligente e das Coisas (IoT) permite exsustentável. A pesquisa da Deloitte Tendências pandir as capacidades para para o setor global de saúde 2019: Definin- além do tradicional, fortaledo o futuro traça um panorama e explora os cendo o ecossistema de saúde. Cuidar da conformidade e principais desafios a serem superados. Abaixo, confira as questões-chave para o setor. segurança cibernéticas: tópicos relacionados à saúde são propensos a se tornarem Desenvolver sustentabilidamais regulamentados em vista do avanço do de financeira em um cenário ambiente digitalizado e conectado. Enquanto incerto: o surgimento de prátemáticas cibernéticas ganham espaço nas discussões, as empresas devem adotar uma postuticas médicas personalizadas, ra proativa para proteger seus sistemas contra aliado à utilização de tecnoloameaças dessa natureza. gias exponenciais, ou ainda o Recrutar, desenvolver e preservar talenaparecimento de concorrentes tos: líderes do setor de saúde que aproveitam mais preparados à disruptura as oportunidades trazidas pela tecnologia para digital, são pontos que podem lidar com os desafios de talentos podem solugerar incertezas à economia de cionar a carência de profissionais e criar novos saúde. Fornecedores e gerenciaalicerces para um futuro sustentável. dores de pagamento que adotam novos modelos de negócios em seus serviços têm o potencial de emergir no mercado. Utilizar novas ações que melhorem a acessibilidade: para Baixe o estudo completo no site da Deloitte: prevenir e controlar doenças a www.deloitte.com.br curto e longo prazos, os sistemas de saúde precisam adotar procedimentos inovadores que respondam às frequentes variações do setor, além de reduzir custos e melhorar a qualidade e o acesso a esses mecanismos.

P

Inside-v1.indd 13

24/03/2019 11:23


15

14

INSIDE // regulamentação // gestão clínica

sultas, diagnósticos e cirurgias a distância no Brasil ainda precisará superar alguns entraves, como a precariedade tecnológica, a baixa capacidade de investimentos e a insegurança médica. De acordo com o especialista, os possíveis erros da atividade seriam motivados pela falta de tato do médico com o paciente, fundamental na relação de atendimento, e até pela imprecisão da mensagem transmitida via ligação. Além disso, constata Raul Canal, a Telemedicina não é garantia de alcance. Os moradores dos vilarejos mais afastados teriam que contar com uma infraestrutura parPRECARIEDADE TECNOLÓGICA, BAIXA CAPACIDADE DE INVESTIMENTOS ticular, como computador E A INSEGURANÇA MÉDICA SÃO OS PRINCIPAIS DESAFIOS NO BRASIL ou aparelho celular e sinal de internet ou telefonia, os quais possibilitariam a chamada sem interferênevogada pelo Conselho Fecias ou interrupções, para obter a qualidade do deral de Medicina (CFM) no atendimento certificada. último dia 22 de fevereiro, a Re“Ainda não há certeza de que os teleatendimentos solução que regulamenta a Telefuncionem tão bem quanto os atendimentos presenmedicina gerou muita polêmica ciais. Isso pode desencadear uma série de erros de pela forma como foi adotada e diagnósticos, tratamentos imprecisos e uma crise apresentada, motivando fortes na saúde pública, que se instalariam como concríticas e posicionamentos de sequência. Portanto, é fundamental que os meios inúmeras entidades médicas até científicos atestem a medida antes”, alerta Canal. a decisão ser divulgada. Para o presidente da ANADEM, no entanto, Segundo Raul Canal, presio Conselho Federal de Medicina terá, agora, a dente da Sociedade Brasileira chance de pôr em prática todas as discussões de Direito Médico e Bioética que não foram realizadas no primeiro momento, (ANADEM), a realização de conantes da revogação.

ENTRAVES PARA A TELEMEDICINA R

Inside-v1.indd 14

24/03/2019 11:23


MONITORANDO O AUTOCUIDADO DE PACIENTES POR SMS COM O ENVIO DE MENSAGENS E LIGAÇÕES, É POSSÍVEL EVITAR A RE-HOSPITALIZAÇÃO DO PACIENTE, MELHORANDO SUA QUALIDADE DE VIDA

U

m projeto desenvolvido pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o HCor, pretende monitorar pacientes com insuficiência cardíaca depois que eles recebem alta do hospital. O Projeto IC-Coração Bem Cuidado, maior estudo multicêntrico de intervenção realizado no Brasil, pretende avaliar 700 pacientes de hospitais brasileiros que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e apresentar os dados obtidos até o final de 2020. Cada paciente será convidado a participar do projeto pelas equipes médicas com base em critérios observados durante a internação. Depois de formalizada a autorização, passa a receber mensagens no celular e ligações telefônicas orientando sobre o tratamento, enquanto se recupera em casa. Felix Ramires, coordenador do Programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, considera fundamental o desenvolvimento de uma estratégia aplicável na população que reduza as internações, a

Inside-v1.indd 15

mortalidade e a limitação desses pacientes. “Esse é o futuro. A associação de forças entre instituições para gerar o conhecimento na tentativa de buscar respostas para uma doença tão importante quanto a insuficiência cardíaca”, avalia. Luís Eduardo Rohde, coordenador do projeto no Hospital Moinhos de Vento, destaca a atuação na chamada fase vulnerável da insuficiência cardíaca, que é o primeiro mês depois da hospitalização. “Com a estratégia de intervenção via mensagem de SMS e ligação telefônica, é possível que se evite a re-hospitalização do paciente, além de melhorar sua qualidade de vida e reduzir a mortalidade”, conclui.

24/03/2019 11:23


16

INSIDE // empregos

executivo da entidade, Luiz Augusto Carneiro. Segundo ele, uma das causas para o crescimento do setor é a mudança do perfil demográfico da população, que está envelhecendo rápido e, por isso, eleva os gastos individuais com saúde. “Isso gera mais oferta de serviços e mais emprego formal”. Essa é uma tendência que se observa em vários países. Nos Estados Unidos, a saúde suplementar é um dos setores que mais empregam. Desde 2013, a faixa acima dos 59 anos é a que mais cresce; a de 0 a 18 anos já começa a ter crescimento negativo. “Estamos passando por um período de envelhecimento muito rápido da população. Há uma concentração cada vez maior de pessoas idosas com planos de saúde, que demandam mais serviços de saúde, que são mais complexos e mais caros, o que exige ajuste dos prestadores de saúde a essa necessidade.” O relatório mostra que todas as regiões tiveram aumento nas contratações em 2018, com destaque para o Sudeste, com 62,868 mil postos. “É no Sudeste que está [concentrado] o Produto Interno Bruto [soma de todos os bens e serviços produzidos no país]. Há correlação forte”. O Nordeste detém o segundo lugar em vagas formais geradas (19,268 mil), mas foi a Região Centro-Oeste que mais se sobressaiu, pois o saldo de contratações foi mais que o dobro do ano anterior, ao passar de 7,5 mil postos, em 2017, para 16,4 mil, no ano seguinte.

CONTRATAÇÕES NA SAÚDE SUPLEMENTAR

COM ALTA DE 3,4% EM 2018, RELATÓRIO DO IESS APONTA QUE SAÚDE SUPLEMENTAR CRIOU 114,1 MIL NOVOS POSTOS DE TRABALHO

O

número de postos de trabalho formal na cadeia da saúde suplementar cresceu 3,4% em 2018, o que equivale à criação de 114,1 mil postos de trabalho. No total, o setor emprega 3,5 milhões de pessoas, ou seja, 8,1% da força de trabalho no País. O resultado faz parte do Relatório de Emprego na Cadeia da Saúde Suplementar, divulgado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). “Mesmo com a economia crescendo 1% [em 2018], o mercado formal no setor de saúde privada cresceu mais de 3%. Isso mostra que é um setor da economia que tem ganhado mais expressão nos últimos anos”, comparou o superintendente

Inside-v1.indd 16

Leia o relatório completo no site do IESS:

www.iess.org.br

24/03/2019 11:23


Inside-v1.indd 17

24/03/2019 11:23


18

19

ENTREVISTA desafios da comunicação

RUMO À VIRADA COMUNICACIONAL

O COMUNICÓLOGO, PROFESSOR E PESQUISADOR J. ANTÔNIO CIRINO APONTA OS CAMINHOS PARA TRANSFORMAR A COMUNICAÇÃO EM DIFERENCIAL COMPETITIVO PARA PROFISSIONAIS E INSTITUIÇÕES DE SAÚDE Mesmo o mais desconectado dos profissionais sabe que estamos passando por uma verdadeira revolução em termos de comunicação. Se a internet e o Dr. Google trouxeram um impacto real para médicos e pacientes, as redes sociais e os aplicativos de comunicação chegaram para revolucionar (ou arruinar) as relações. J. Antônio Cirino, autor do recém-lançado Gestão da Comunicação Hospitalar, destaca a importância de observar a melhoria dos fluxos da comunicação, causa raiz da maioria das falhas evidenciadas no dia a dia de instituições, e de atuar de forma estratégica. Em entrevista à Medicina S/A, ele afirma que “a transformação é inevitável”. Atuando desde 2009 na área da saúde, o pesquisador destaca que o gerenciamento da comunicação no âmbito hospitalar possui uma série de desafios, mas é essencial para cuidar de pessoas e alcançar bons resultados.

Entrevista-v1.indd 18

24/03/2019 11:24


M. Em termos estratégicos de comunicação, quais os erros mais frequentes cometidos por instituições de saúde?

Medicina S/A. Falar da Gestão da Comunicação Hospitalar é sempre um desafio. Houve mudanças significativas nos últimos anos? A grande “virada comunicacional” no âmbito da saúde ainda não ocorreu, mas é evidente que a semente foi plantada. Entendo essa virada como o momento em que os profissionais envolvidos na gestão hospitalar passarão a atuar focados na melhoria dos fluxos de comunicação, visto que a comunicação é, sobremaneira, a causa raiz da maioria das falhas evidenciadas no dia a dia da jornada para prover saúde para os pacientes-clientes. Por mais que ainda não tenhamos chegado, enfim, ao ponto dessa mutação na gestão, podemos vislumbrar que alguns passos foram dados para esse caminho, visto que hoje já se reconhece a falibilidade dos processos hospitalares frente aos fluxos comunicacionais que os integram, perpassam e delineiam. A mudança mais significativa que podemos apontar foi a inserção da meta de “melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde” dentre os focos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ao lado de outros tópicos cruciais para a segurança do paciente. A partir disso, desdobraram-se inúmeros estudos e reflexões quanto à comunicação no âmbito hospitalar.

Entrevista-v1.indd 19

A essência de todos os problemas comunicacionais é a falta de planejamento. Promover uma adequada gestão da comunicação hospitalar é trabalhar prospectivamente com o que nós somos e como gostaríamos de ser vistos. Ao queimar a largada nessa corrida estratégica, fatalmente incorremos em riscos numerosos para a marca desse hospital e, por consequência, de seus gestores. Quando tentamos forçar uma imagem institucional que não é ancorada em uma forte identidade organizacional, temos uma dissonância que é perceptível pelos clientes da unidade de saúde. Por isso, a comunicação estratégica é a primeira etapa para a implantação da comunicação hospitalar.

M. Em seu livro, você ressalta a importância da construção de um hospital humano (e não só humanizado). De que maneira aperfeiçoar a gestão da comunicação pode contribuir para a construção deste hospital? Sempre refleti sobre a fala comum de “humanizar o hospital”, visto que é incongruente com sua essência: ele é feito por humanos para humanos. Essa é a máxima que se faz necessário discutir no paralelo com a comunicação. Quando usamos um celular para enviar uma mensagem para alguém, o aparelho é apenas um canal, mas somos nós dizendo algo para outro alguém, não é?

24/03/2019 11:24


20

21

ENTREVISTA

Sendo assim, mesmo que tenhamos mais aparatos tecnológicos para auxiliar na assistência aos pacientes, ainda será uma ferramenta desenhada e conduzida por humanos, por isso sempre haverá pessoas em cada ponta. Outrossim, independentemente do nível tecnológico que alcançarmos, o foco é ser um hospital humano, pensando em sua falibilidade e necessidade constante de aprendizado e melhoria dos processos, mas também na sua finalidade – atender pessoas – e o meio para isso – pessoas, auxiliadas ou não por máquinas.

Wide Web (www) possibilitaram aos pacientes buscar, em um primeiro momento, compreender o que estão sentindo por meio dos portais de busca e até entender que tipo de profissional deveria ser procurado. Ao decidir isso, uma rápida busca lhe diz quem é o especialista na área, quais as recomendações dele e como chegar até sua clínica. Ao chegarem no consultório médico, portadores do conhecimento – mesmo que superficial – obtido na internet apresentam novas possibilidades de anamnese e avaliação diagnóstica. Apenas com essa pequena narrativa podemos entender três novos papéis cruciais para o profissional médico: a) construir conhecimento e disponibilizá-lo online de modo a auxiliar que as pessoas tenham a informação necessária para buscar assistência; b) gerenciar sua imagem nas redes sociais online e nos buscadores, possibilitando que ela seja ainda mais positiva e consiga ter mais clientes; c) promover um atendimento encantador aos pacientes que lhe procurarem, fortalecendo a percepção de que eles podem buscar informação na internet, mas o cuidado é promovido pelo profissional médico, e que as recomendações positivas sobre ele são coerentes.

M. Como a comunicação estratégica pode contribuir para a Qualidade e Segurança de Pacientes e Colaboradores? Podemos pensar sobre tudo aquilo que temos em um hospital e como a comunicação pode ser o fator de mudança positiva para as possíveis falhas e os gargalos evidenciados nos processos. Fazendo parte das discussões das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA) e do Núcleo de Segurança do Paciente (NUSP) ao longo dos anos, tenho percebido a centralidade da comunicação nos problemas visualizados, mas também a possibilidade solucionadora da própria comunicação. Podemos começar desde reflexões básicas, como: qual a razão para os profissionais, mesmo com toda a informação disponível e ações realizadas, ainda não higienizarem corretamente suas mãos? Esta é uma dúvida que afeta tanto a segurança do paciente quanto a do colaborador. É nesse ponto que a comunicação estratégica planeja de que forma podemos compreender cada público da unidade e, a partir disso, desenvolver ações que não sejam superficiais, mas que realmente alterem as crenças mais enraizadas dos indivíduos na busca da melhoria contínua dos processos hospitalares.

COMUNICAÇÃO PODE SER O FATOR DE MUDANÇA PARA EVITAR FALHAS M. O uso das novas tecnologias de informação e mídias sociais têm impactado de forma significativa a relação entre instituições, profissionais e pacientes? Em que situação isso fica mais perceptível? Podemos perceber essa nova relação, seja como paciente, seja do ponto de vista do setor da saúde, ao visualizar que o fortalecimento da produção informacional e a sua respectiva disponibilização na World

Entrevista-v1.indd 20

24/03/2019 11:24


e passe a integrar as atividades diárias desse seu cliente. Essa é a dica valiosa para construir aplicativos milionários para a saúde.

M. Quais os principais passos para ter uma Gestão da Comunicação eficiente em uma unidade de saúde?

M. Como as tecnologias digitais podem ajudar a construir esses relacionamentos sólidos, baseados em confiança? A saúde não é um setor como os outros. As regras vivenciadas na maioria das áreas nem sempre são as mesmas para a gestão dos hospitais, e é por isso que devemos nos apegar ao grande diferencial que temos: pessoas. Se esse é um processo realizado de pessoas para pessoas, ele só poderá ser efetivo se toda a cadeia estiver alinhada e propositiva. Para isso, a comunicação serve como forma de intensificar os elos entre cada um desses públicos, proporcionando a verdadeira experiência encantadora que precisa ser desempenhada.

M. A utilização de plataformas mobile e APPs já é uma realidade para a comunicação na área de saúde. O que é preciso ter em mente para utilizar essas ferramentas? Além das mídias tradicionais, podemos perceber durante as pesquisas realizadas com os públicos a necessidade de investir em aplicativos para smartphones e tablets. Ao decidir investir nesse caminho, é essencial pensar em como ele poderá, efetivamente, agregar valor para o cliente. Quantos de nós fazemos downloads de novos aplicativos e os desinstalamos em segundos ou no máximo em alguns dias? Isso demonstra que a retenção desses aplicativos é muito baixa. Portanto, se o aplicativo servir como mera extensão do site do hospital, não será um bom investimento. Pense em estratégias que farão o aplicativo ser acessado rotineiramente

Entrevista-v1.indd 21

O gerenciamento da comunicação no âmbito hospitalar possui uma série de desafios, desde a “comunicação estratégica”, passando pela “organizacional”, até alcançar a “institucional”. E essa discussão nos compele à necessidade de proceder com a transição do modelo comunicacional que estava voltado, outrora, para o âmbito operacional, deste para o nível estratégico, resultando em uma abordagem proativa, integrada e focada na melhoria contínua. Com isso, verificamos que a comunicação é essencial para cuidar de pessoas e alcançar bons resultados, o que expõe suas vertentes mais clarificadas na área hospitalar: de um lado, promover uma assistência segura aos pacientes por meio da comunicação eficiente entre as pessoas (profissionais, pacientes e familiares); de outro, obter melhores resultados ao estabelecer ações pautadas na estratégia.

Dividido em grandes temas de discussões da implantação dos procedimentos e ações comunicacionais em um hospital, o livro Gestão da Comunicação Hospitalar, de J. Antônio Cirino, apresenta orientações específicas para o desenvolvimento de ferramentas internas e externas de relacionamento com os públicos da unidade de saúde, elucidando as principais diferenças e desafios dessa estruturação.

Para mais informações sobre a obra, acesse:

www.comunicacaohospitalar.com

24/03/2019 11:24


22

23

_ PERFIL _

DANIEL KRAFT UM MÉDICO HIGH-TECH

C

des mais graves se desenvolverem é menor. A telemedicina, segundo ele, encontra-se em processo de expansão em diferentes âmbitos. Sendo assim, apesar de alguns países, como Israel, estarem mais avançados em pesquisas e tecnologias, as conquistas na medicina digital representam ganhos para o mundo todo. “Quando tratamos do online, não é possível isolar o que acontece aqui, em Los Angeles, do que está acontecendo em Tel Aviv, por exemplo. Ao nos conectarmos, viramos uma grande comunidade global. Essa é a vantagem do virtual”, diz Kraft. “Um grande exemplo disso é o uso da telemedicina em países do continente africano. Tecnologias desenvolvidas em diversos lugares do mundo estão ajudando no diagnóstico de doenças em áreas remotas, onde quase não se têm médicos. O ideal é implantar isso em todos os países. Imagine o quanto o Brasil ganharia se implantarmos na Amazônia”, ele acrescenta. Kraft ainda pontua que, como toda nova ideia, as tecnologias a favor da saúde estão sofrendo certa resistência por parte de governos, população e principalmente de sociedades médicas. Para ele, uma forma efetiva de quebrar tais barreiras é inserir disciplinas de eHealth já nas faculdades. “Sei que existem muitos defensores da antiga medicina tradicional pelo mundo, mas a saúde digital não é uma concorrente. É uma melhoria. Médicos, enfermeiros e hospitais sempre serão necessários. Só temos a ganhar”.

MÉDICO-CIENTISTA AMERICANO ESPECIALISTA EM EHEALTH SERÁ UM DOS DESTAQUES DO GLOBAL SUMMIT TELEMEDICINE & DIGITAL HEALTH 2019. CONFIRA O ESPECIAL NESTA EDIÇÃO.

Com mais de 25 anos de conhecimento em prática clínica, pesquisas biomédicas e inovação em saúde, Daniel Kraft é presidente de Medicina da Singularity University, fundador e também presidente do Exponential Medicine, programa que explora tecnologias convergentes de rápido desenvolvimento e potencial na medicina e biomedicina. Para ele, as tecnologias são uma possibilidade de tornar os tratamentos e procedimentos de saúde cada vez mais democráticos.

Não por acaso, Kraft é o inventor do MarrowMiner (literalmente, “Mineiro da Medula”), um dispositivo aprovado pela FDA capaz de colher material da medula óssea de forma rápida, pouco invasiva e quase indolor, requerendo apenas uma anestesia local. Ele também postula que as células estaminais adultas, encontráveis na medula, podem ser usadas no tratamento de enfermidades dos mais diversos tipos, como Parkinson e doenças cardíacas. Kraft sustenta que uma enorme quantia de recursos financeiros e tempo pode ser economizada com o uso de novas tecnologias na saúde. De acordo com ele, gasta-se muito dinheiro no diagnóstico de doenças habituais. Além disso, com uma boa prevenção, como propõe os programas e aplicativos de telemedicina, o risco de enfermida-

Perfil Executivo-v1.indd 22

24/03/2019 11:24


Foto: Marla Aufmuth / TED

COMO TODA NOVA IDEIA, AS TECNOLOGIAS SOFREM RESISTÊNCIA POR PARTE DE GOVERNOS

Perfil Executivo-v1.indd 23

24/03/2019 11:24


24

25

ENSINO _ EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA

EDUCAÇÃO CONTINUADA NO EXTERIOR A importância do Desenvolvimento Profissional no processo de inovação da saúde A EXIGÊNCIA DE ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL NO MERCADO DE SAÚDE TALVEZ NUNCA TENHA SIDO TÃO GRANDE. A pressão por melhores resultados médicos e o fluxo constante de inovações, conhecimentos e práticas geraram uma alta demanda por atualização. Não por acaso, o Desenvolvimento Profissional Continuado (Continuing Professional Development) tem feito com que médicos, enfermeiros, acadêmicos e outros profissionais da saúde busquem novas experiências de aprendizado, dentro e fora do País. A boa notícia é que, do ponto de vista da oferta, o mercado de educação continuada na área médica tem apresentado boas opções. Caso do Update in Internal Medicine, da Havard Medical School. Considerado um dos melhores cursos de atualização médica do mundo, o programa chega a profissionais brasileiros por meio da parceria entre a instituição de ensino norte-americana e o Boston Cambridge Institute (BCI), entidade educacional que tem se empenhado no desenvolvimento de Cursos de Atualização para brasileiros no exterior, além de profissionais de outros países.

Educacao-v1.indd 24

25/03/2019 10:18


Educacao-v1.indd 25

25/03/2019 10:18


26

27

E _ EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA

De acordo com Juliane Pitella, sócia-fundadora do BCI, a educação deve ser um processo continuado, isto é, permanente. A busca por atualização em instituições estrangeiras tem aumentado consideravelmente entre os médicos e outros profissionais da saúde. “Existem vários fatores para esse crescimento, que vão da exigência mercadológica característica do setor até o acesso mais facilitado a instituições de ensino americanas. Hoje, por exemplo, um profissional que queira estudar no exterior pode parcelar esse valor em diversas vezes, além de contar com assessoria personalizada para toda a logística de inscrição e estadia.” A executiva destaca também um esclarecimento mais apurado em relação ao planejamento de carreira e ao salto que uma experiência no exterior pode proporcionar. “Atualizar-se com os mais renomados profissionais da área médica pode abrir inúmeras oportunidades. Tenho acompanhado com animação a carreira de médicos que passaram por esse mesmo programa em anos anteriores. Educação internacional exige planejamento, dedicação, mas os resultados costumam ser extremamente positivos”, ressalta.

“PROGRAMA CONTA COM AULAS DE RENOMADOS PROFESSORES DA HARVARD MEDICAL SCHOOL”

Juliane Pitella

Educacao-v1.indd 26

NETWORKING Se a busca por conhecimento é uma razão determinante, outros fatores também têm pesado na decisão. O Networking é o principal deles. Para Emerson Eugenio de Lima, diretor do BCI, uma boa rede de contatos possibilita atualização constante e pode ser uma poderosa ferramenta para a carreira médica. “A vivência numa universidade como Harvard proporciona, entre muitas coisas, a amplitude de visão. Conviver com pessoas tão diversas e inovadoras pode potencializar habilidades como liderança, criatividade e agilidade.” Emerson Eugenio de Lima

Trata-se da mudança de um ensino tradicional para um aprendizado baseado na vivência e no conhecimento multidisciplinar e socioemocional. Habilidades como gestão e liderança integram a experiência. “Com isso, os profissionais de saúde mantêm-se atualizados não só em relação aos avanços clínicos, mas também à prática médica de uma forma mais global e multidisciplinar”, ressalta Lima.

VISÃO GLOBAL Não é só no Brasil que a experiência com o Desenvolvimento Profissional multidisciplinar tem ganhado adeptos. Internacionalmente, verifica-se um movimento pela educação continuada, incluindo habili-

25/03/2019 10:18


O CURSO

dades médicas, gerenciais, sociais e pessoais. Mais do que isso: nos EUA, por exemplo, a educação médica continuada vem sendo ligada de forma gradativa à recertificação profissional. Logo, o engajamento das sociedades e associações médicas é um indicativo claro da importância crescente desse tipo de aprendizagem e reaprendizagem ancorada na prática e na troca de experiências. Juliane Pitella concorda e vê momento similar no Brasil. “Nos últimos oito anos, o BCI formou parcerias importantes com diversas associações de especialidades médicas, hospitais, laboratórios e operadoras de saúde. Há uma visão clara de que esses profissionais que passam por uma atualização no exterior tornam-se multiplicadores. A didática inovadora e o incremento da reflexão quanto às práticas profissionais são agentes naturais de proliferação de conhecimento.” Para a edição de 2019, Juliane destaca a parceria com a Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBMC), que possibilita descontos aos associados da entidade.

Educacao-v1.indd 27

Realizado entre os dias 07 e 14 de dezembro, o Update in Internal Medicine fornece conhecimento relativo a diversas patologias. No programa, os profissionais contam com aulas teóricas e práticas, discussões de casos clínicos, workshops e palestras. As aulas são ministradas por renomados professores da Havard Medical School. Além das aulas, o Update integra atividades extras e visitas programadas ao Koch Institute for Integrative Cancer Research, no MIT (“Science and engineering conquering cancer together”), ao Museu do MGH (Massachusetts General Hospital Museum) e ao Ether Dome (anfiteatro para realização de cirurgias inaugurado em 1821 e local da primeira demonstração pública da utilização de éter como anestésico cirúrgico no ano de 1846), além de um tour especial pelo Campus da Harvard University. Os participantes do programa são certificados pelo Departamento de Educação Médica Continuada da Havard Medical School.

Se a busca por atualização em instituições estrangeiras tem crescido entre médicos e outros profissionais da saúde, essa tendência tem se intensificado também entre os jovens que estão em busca de formação acadêmica – incluindo, a tão concorrida graduação em Medicina. Nos últimos anos, o Boston Cambridge Institute levou mais de 1200 jovens, entre 9 e 17 anos, para o BCI Leaders Camp, programa que conta com aulas na Bentley University, Workshops em Harvard e nos Laboratórios do MIT. Na grade curricular, a visão global e multidisciplinar também são destaques envolvendo temas como Animation, Robotics, Talent Development, Leadership, Life Skills, Science, Business, Entrepreneurship, Innovation, entre outras. Saiba mais em:

www.bostoncambridge.com.br/students

Update in Internal Medicine Harvard Medical School 07 a 14 de dezembro – Boston / USA Para mais informações, acesse: www.bostoncambridge.com.br/hms2019

25/03/2019 10:18


28

29

ideias // ACELERADORES DE TRANSFORMAÇÃO

MEDICINA CONECTADA: UMA ALTERNATIVA PARA A SAÚDE A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA APRESENTA A CADA DIA NOVAS SOLUÇÕES PARA AGREGAR VALOR AOS PROCESSOS PRODUTIVOS E FACILITAR A VIDA COTIDIANA DOS INDIVÍDUOS ERIKA FUGA

CONSIDERANDO a proximidade estreita entre as ciências médicas e tecnológicas, o que vemos ao longo da História é o impacto das inovações nos sistemas de saúde mundiais. Se, em séculos passados, o médico fazia ausculta cardíaca colocando o ouvido no tórax do paciente, hoje, graças aos avanços tecnológicos, ele pode dispor de um estetoscópio capaz de ampliar a capacidade auditiva e ser cada vez mais assertivo em seus recursos propedêuticos. Se precisava experimentar o sabor ou odor da urina para diagnosticar um quadro de diabetes, atualmente conta com métodos laboratoriais bem mais sofisticados para auxiliá-lo tanto no diagnóstico quanto na prevenção e no controle dessa doença.

Ideias-v1.indd 28

Seria lógico pensar que, muito em breve, o estetoscópio não será apenas um equipamento altamente avançado para auscultar os sons cardíacos, mas também poderá estar conectado a distância, por meio da tecnologia, a médicos especialistas habilitados para fornecer uma orientação precoce de conduta. Seria possível, por exemplo, orientar o paciente para ida imediata ao pronto-socorro em caso de taquiarritmia ou de infarto agudo do miocárdio, situações nas quais o tempo para trombólise – quando um coágulo formado na corrente sanguínea se dissolve – é precioso. Processos mais simples de aferição de componentes de sangue, urina e lágrimas também podem

24/03/2019 11:25


ser criados e executados a distância, tanto para diagnose e monitoramento em âmbito individual (teleassistência) como para prevenção de doenças epidemiológicas (televigilância). Diante desse contexto, há duas questões que se colocam e que precisam ser discutidas por aqueles que são responsáveis por gestão de saúde. A primeira é a abordagem ética e cultural que perpassa a nova realidade tecnológica que estará à nossa disposição. É preciso discuti-la e debatê-la à exaustão para garantir que tenhamos toda a segurança e a privacidade de dados necessárias para a prática dessa nova medicina. O segundo aspecto é o reconhecimento de que as novas tecnologias podem ser grandes aceleradoras da transformação dos métodos pelos quais fazemos promoção de saúde, diagnósticos e tratamentos, além da capacidade de fornecermos acesso amplo e de qualidade à assistência médica adequada e individualizada. Construir uma cadeia assistencial com vias de acesso amplamente conectadas, com serviços de valor como telemedicina, assistência domiciliar,

Ideias-v1.indd 29

agendamento de consultas eficiente e eletrônico, dentre outras iniciativas, e, ao mesmo tempo, alinhada aos programas de gestão de saúde populacional, com telemonitoramento de casos complexos e televisitas domiciliares, por exemplo, será um salto para o sistema de saúde e para a jornada do paciente. Esta será a medicina do futuro: tecnologicamente avançada, tecnicamente bem gerida por meio de conexões fortes entre os agentes que provêm assistência à saúde e amplamente acessível aos pacientes. Será mais eficiente e, ao mesmo tempo, mais humana, uma vez que a inovação está a serviço do indivíduo e não visa sua substituição. Deverá ser personalizada, intervir em tempo hábil e preciso, reduzir situações críticas e ter o paciente sempre no centro da atenção.

Erika Fuga é médica e diretora de Sinistro Saúde da SulAmérica

24/03/2019 11:25


30

31

ideias // ACESSO FACILITADO

TELEMEDICINA: INOVAÇÃO EM FAVOR DA SAÚDE ADOÇÃO DA TELEMEDICINA POSSIBILITARÁ AO MÉDICO PERSONALIZAR TRATAMENTOS, REALIZAR INTERVENÇÕES EM TEMPO HÁBIL E REDUZIR O NÚMERO DE VISITAS DE ACOMPANHAMENTO CARLOS VITAL TAVARES CORRÊA LIMA

Ideias-v1.indd 30

OFERECER acesso à assistência em saúde de qualidade nos recantos mais longínquos se apresenta como um desafio histórico para o Brasil, um país de dimensões continentais. Mas não há apenas barreiras geográficas. A desigualdade social, as diferenças culturais e as dificuldades financeiras e administrativas para implementação de um sistema de saúde de caráter universal, como previsto na Constituição de 1988, têm tornado essa meta ainda mais distante da realidade. Até mesmo nos grandes centros urbanos as queixas se avolumam. De acordo com pesquisa do Datafolha, a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM), na visão dos brasileiros a demora

24/03/2019 11:25


no atendimento em postos de saúde e hospitais é apontada como o fator mais crítico no funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). É o que dizem 60% da população. Os relatos, que assumem dimensões dramáticas para as famílias e alimentam o noticiário, indicam a existência de um estreito gargalo para absorver uma demanda monumental por cirurgias eletivas; exames, sobretudo os de maior complexidade; e as consultas com médicos especialistas. Evidentemente, apontar a solução operacional para estes e outros problemas cabe aos gestores do SUS, nos níveis municipal, estadual e federal. Contudo, a construção dessas estratégias passa pela relevante contribuição de instituições, como o CFM, que ajudaram o Sistema a se tornar uma das maiores políticas públicas sociais do mundo, apesar de todos os obstáculos a serem superados. Em 2018, o Plenário do CFM encerrou o ano aprovando a Resolução n° 2.227, que será um novo marco para o exercício da medicina no Brasil. O texto, elaborado após inúmeros debates com especialistas acerca de questões éticas, técnicas e legais,

Ideias-v1.indd 31

amplia com a telemedicina as possibilidades de atendimento médico a distância. O ponto de partida dessa norma foi colocar a assistência médica no país em sintonia com a recente evolução tecnológica das comunicações eletrônicas, que trouxe mudanças sistêmicas no cotidiano das pessoas. Assim, a telemedicina surge como uma ferramenta natural para aprimorar a oferta de cuidados de saúde no mundo. No entanto, seu uso não pode abrir mão das características que tornaram a medicina, além de uma profissão, um campo do conhecimento científico e uma referência do fazer e agir éticos. Conduzida com critério técnico, respeito absoluto ao sigilo das informações dos pacientes e compreensão plena de seus limites, a adoção da telemedicina possibilitará ao médico personalizar tratamentos, realizar intervenções em tempo hábil e reduzir o número de visitas de acompanhamento, dentre inúmeros outros avanços. Porém, é na esfera da saúde pública que essa inovação será revolucionária ao permitir a construção de linhas de cuidado remoto, por meio de plataformas digitais. Em termos práticos, abrirá as portas da integralidade do SUS para milhões de brasileiros, atualmente vítimas da negligência assistencial. As possibilidades que se abrem no Brasil com essa mudança normativa são substanciais e, portanto, precisam ser utilizadas pelos médicos, pacientes e gestores com obediência plena às recomendações do CFM. Afinal, a modernidade – e suas conquistas – precisa ser entendida também a partir de seus limites. No caso da medicina, ela esbarra na constatação de que os seus compromissos humanitários e humanísticos não estão subordinados à tecnologia, mas inspiram-se nela para proteger e cuidar da saúde e da vida das pessoas.

Carlos Vital é presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM)

24/03/2019 11:25


32

33

digital health < ESPECIAL GLOBAL SUMMIT >

Especial-v3.indd 32

24/03/2019 11:26


MEDICINA DO FUTURO GLOBAL SUMMIT TELEMEDICINE & DIGITAL HEALTH E

vento internacional inédito no país, o Global Summit Telemedicine & Digital Health reúne em São Paulo, entre os dias 03 e 06 de abril, especialistas de todo o mundo para discutir e antecipar as tendências que irão transformar a medicina nos próximos anos. Idealizado pela Associação Paulista de Medicina (APM), o evento contará com uma programação de mais de 70 horas de conferências e fóruns com foco em conteúdo, negócios e inovações. Como pauta da edição de 2019, o Global Summit abordará temas como Telehealth, Digital Health, Wearables, Artificial Inteligence, Internet of Medical Things, Patient Experience & Health, Telemedicine, Mobile Health, Analytics & Big Data, Internet of Me, Health Promotion and Prevention, Machine Learning, entre outros. Entre as presenças confirmadas estão pesquisadores renomados como o doutor alemão Andreas Keck, fundador do Strategy Institute for eHealth, dr. Daniel Kraft (EUA), presidente de Medicina da Singularity University e fundador e presidente do Exponential Medicine, dr. Frank Lievens (Bélgica), secretário executivo da International Society for Telemedicine & eHealth, e dr. Robert Wah (EUA), diretor médico global da DXC Technology e ex-presidente da Associação Médica Americana. Também confirmado no evento, o dr. Pini Ben-Elazar, especialista israelense, diretor executivo da Mor Research Applications, evidencia os benefícios da telemedicina. Ele afirma que a tecnologia em saúde já tem salvado incontáveis pacientes e proporcionado mais qualidade de vida por todo o mundo.

MAIOR EVENTO DE SAÚDE DIGITAL DA AMÉRICA LATINA, ENCONTRO APRESENTARÁ OS AVANÇOS E DESAFIOS DA TELEMEDICINA E TELESSAÚDE NO MUNDO

Especial-v3.indd 33

24/03/2019 11:26


34

35

digital health < ESPECIAL GLOBAL SUMMIT >

O presidente da Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes do Amaral, ressalta a importância do Global Summit em ampliar o debate sobre como os avanços técnico-científicos na área médica conduzirão a humanidade em direção a um futuro melhor. “A Medicina se apoia em três pilares. O primeiro é a vontade de aliviar o sofrimento do próximo; isso se fez há 2300 anos e será igual daqui a 200 anos. Segundo, caracteriza-se pelo comportamento ético, um juramento médico perante a sociedade. Por fim, trata-se da ciência, por meio da qual imensas modificações, que não podemos prever, se fazem constantes em uma espiral que se move em velocidade exponencial”. “É um encontro da maior relevância para a assistência em saúde aos brasileiros. As novas tecnologias chegaram para democratizar o atendimento, levando a todos as melhores possibilidades clínicas e terapêuticas sem barreiras físicas. O Brasil tem obrigação de se aprofundar nesse tema, derrubar barreiras normativas e garantir que a medicina de nível chegue a todos por meio das soluções remotas”, complementa Antonio Carlos Endrigo, presiden-

Especial-v3.indd 34

te da Comissão de Organização. Já Jefferson Gomes Fernandes, presidente Científico e do Conselho de Curadores do Global Summit, diz que é fundamental que haja maior acesso e resolubilidade dentro dos sistemas de saúde, tanto no Brasil como no mundo. “Existe um caminho que pode contribuir de forma preponderante para isso, que são as ações e contribuições das ferramentas de Telemedicina, Telessaúde e Saúde Digital”, afirma o presidente. Segundo Fernandes, 54 especialidades médicas e 57 áreas de atuação brasileiras já utilizam diversas ferramentas em seus cotidianos clínicos. “Essas soluções vieram para compor, auxiliar e trazer um adicional para facilitar acesso, resolubilidade e rede de custos com segurança e qualidade”, acrescenta.

O presidente da Associação Brasileira de Telemedicina e Telessaúde, Humberto Oliveira Serra, pondera que a telemedicina precisa ser melhor regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina já que, por exemplo, ainda não é permitido que o paciente se consulte com um médico a distância. “A Psicologia já superou isso, com a regulamentação da teleconsulta. Então, são questões que precisam ser enfrentadas nas discussões”, pontua Serra. “Aliás, o telediagnóstico avançou demais em anos recentes. Um exemplo disso é o projeto QualiSUS-Rede, vinculado entre o Ministério da Saúde, estados e munícipios, que objetiva sistematizar de forma integrada os serviços de Saúde, levando assistência aos trabalhadores do setor público em todo o País”, acrescenta. “Podemos dizer que a Telemedicina e a Saúde Conectada possibilitarão criar uma cadeia produtiva de Saúde, com enfoque em gestão eficiente, prevenção de doenças e promoção de qualidade de vida, agilidade em diagnósticos e tratamentos, além de aumento nos serviços para atenção em domicílio (telehome care)”, declara Chao Lung Wen, coordenador do evento. Até 2021, de acordo com ele, muitas tecnologias sur-

24/03/2019 11:26


para tratamento de depressão, ansiedade e demência. “A videoconferência é um sistema robótico, muitos hospitais a utilizam para agilizar o atendimento em UTIs e prontos-socorros. E temos ainda os robôs capazes de executar cirurgias delicadas”, acrescenta.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

girão como evolução das anteriores, como 5G, IoT, realidade mista, grafeno, bioimpressoras 3D etc., sem contar a aceleração das automatizações em todos os níveis da sociedade humana, resultado da expansão da capacidade da inteligência artificial. “A evolução crescente vem ocorrendo desde 2015 e é urgente que a área médica se familiarize com estes assuntos para que possa incorporar os novos recursos na prática clínica”, complementa. Chao Wen exemplifica modelos de robôs já usados no mundo, como equipamentos de limpeza e higienização automática em hospitais, cuidadores em home-office e ferramentas que mimetizam o relacionamento emocional com animais, usadas em pacientes

Especial-v3.indd 35

Chefe da Disciplina de Telemedicina da FMUSP, Chao destaca também o debate em relação à inteligência artificial, que está presente em situações simples da vida cotidiana, como em aplicações do Google Assistant e a Siri, que utilizam processamento de voz para atuar como assistente pessoal. Também está no Facebook, que utiliza o reconhecimento de imagem para recomendar marcações em fotos; em aplicativos de reconhecimentos musicais; em tradutores online; e em mapas, por exemplo. Ele traça algumas considerações importantes sobre o uso da IA na prática médica: “A inteligência artificial precisa ser ensinada e validada no campo acadêmico. Temos que treinar os médicos e profissionais da saúde para essa realidade e prepará-los para os questionamentos éticos, morais e sociais quanto a esse uso, além de observarmos os custos para montar e manter infraestrutura de banco de dados.”

IA PRECISA SER ENSINADA E VALIDADA NO CAMPO ACADÊMICO “Temos como objetivo desmistificar a inteligência artificial, situando-a no nosso dia a dia. O segundo passo é nomearmos o termo em nossa prática clínica e associá-lo à Telemedicina, à robótica e à Medicina em geral. Por fim, como podemos formar futuros médicos e profissionais da Saúde para essa realidade e quais profissões surgirão com este fenômeno? Se alcançarmos esses pontos, já demos um passo importante”. Opinião semelhante tem Tatiana Almeida, médica geneticista do Hospital Israelita Albert Einstein. Para ela, a máquina não substituirá o trabalho do médico. “Ele só irá ganhar tempo extra para execução de suas tarefas, com a agilidade dos recursos desse mecanismo. Dois pontos que devemos levar em consideração: nem tudo automatizado é inteligência artificial e não há Medicina Personalizada sem a atuação humana”, finaliza.

24/03/2019 11:26


36

< ESPECIAL GLOBAL SUMMIT >

DA TELEMEDICINA À SAÚDE DIGITAL PARA PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO, A APLICAÇÃO DE SISTEMAS TELEMÉDICOS É UMA NECESSIDADE. NÃO É UMA OPÇÃO

FRANK LIEVENS

A

Telemedicina/Telessaúde abrange basicamente todos os campos da Medicina e da Saúde, aplicando as mais modernas ferramentas de comunicação possíveis. Portanto, temos visto ao longo dos anos muitas iniciativas de aplicação possibilitadas pelo desenvolvimento de novos dispositivos e sistemas. Mais recentemente, observamos o crescimento da Saúde Móvel (m-Health), baseado principalmente no uso de smartphones. É muito importante relacionar tudo à história. A Telemedicina teve início já com a invenção do telégrafo e do telefone, há mais

Especial-v3.indd 36

de um século, pois eles ofereciam a possibilidade de se comunicar a distância. E as comunicações relacionadas à Saúde fizeram parte disso imediatamente. Atualmente, o ciberespaço está dominando nosso modo de vida. Mas precisamos reconhecer o que nos levou até aqui e ter certeza de que aprendemos com os pontos positivos e negativos. Os tratamentos médicos e a prevenção não admitem a perda do toque “humano”. Tudo gira em torno do paciente, através dos profissionais de Saúde, que utilizam adequadamente as tecnologias disponíveis. Daí a questão crítica: até onde devemos chegar? Para países em desenvolvimento, a aplicação de sistemas telemédicos é uma necessidade. Não há muita opção para eles. O desenvolvimento exponencial e as ferramentas de telecomunicação móvel tornam o objetivo muito mais acessível, certamente no âmbito do atendimento primário e das especialidades médicas. No entanto, um financiamento adequado ainda é necessário, e devemos confiar que a liderança desses vários países reconhe-

ça que esta área deve ter prioridade. Como exemplos, gostaria de mencionar Índia, Brasil, Indonésia, África do Sul, Costa do Marfim, Marrocos, Nigéria, Zimbábue e Paquistão, onde também existem associações e instituições de Telemedicina consolidadas e eficientes. É nítido que, em quase todos os países em desenvolvimento do mundo, as iniciativas de Telemedicina foram abraçadas e apoiadas pelas autoridades (Ministérios da Saúde, Comunicação & TI, Programas Sociais etc.). Órgãos internacionais como a OMS, a UIT, a União Europeia, a União Africana, o Banco Mundial e outros também apoiam essa causa. Isso acontece principalmente porque seu valor e eficiência já foram suficientemente comprovados. Alguns países já aprovaram leis específicas para Telemedicina/Telessaúde, com destaque para a França e a Rússia. Vários estados nos EUA também adotaram normas de Telemedicina e outros lugares do mundo ainda devem fazê-lo.

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

FRANK LIEVENS é secretário executivo da International Society of Telemedicine and eHealth

24/03/2019 11:26


anuncio revista 50+_para imprimir.pdf

3

20/03/2019

15:42:58

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Especial-v3.indd 37

24/03/2019 11:26


38

39

< ESPECIAL GLOBAL SUMMIT >

84% DOS MÉDICOS BRASILEIROS USAM FERRAMENTAS DE TI PESQUISA MOSTRA QUE O PRONTUÁRIO ELETRÔNICO É A FERRAMENTA MAIS UTILIZADA, COM 76,75% DE PROFISSIONAIS QUE JÁ INCORPORARAM A TECNOLOGIA NA ROTINA

“A

tecnologia auxilia os médicos. Quando observamos o uso das novas ferramentas em todas as indústrias, entendemos que elas substituem funções muito rotineiras, mas não práticas complexas e humanas. Então, precisamos enxergar a tecnologia como algo que ajude os médicos e profissionais de Saúde a realizarem seu trabalho de maneira mais eficiente. Ao substituirmos funções automatizadas, todos ganham, já que poderemos focar nas questões que realmente só os humanos podem fazer.” Essa é a avaliação que Robert Wah, chief medical officer da DXC Technology e ex-presidente da Associação Médica Americana (AMA), fez na apresentação dos resultados da pesquisa Tecnologia e Saúde, encomendada pela Associação Paulista de

Especial-v3.indd 38

Medicina. A pesquisa mapeou o uso, por parte dos médicos, dos recursos tecnológicos, buscando entender a percepção sobre a necessidade de avanços na incorporação das ferramentas e nos marcos regulatórios. O estudo procurou entender a percepção dos médicos sobre a necessidade de avanços na incorporação da Telemedicina e da Telessaúde no dia a dia da prática profissional e, em especial, de avanços nos marcos regulatórios e no Código de Ética, com vistas a melhorar performances e beneficiar os pacientes. A pesquisa foi realizada entre 9 e 26 de novembro, por meio da ferramenta online SurveyMonkey, com 848 médicos, sendo 41% mulheres e 59% homens. Nesse universo, houve praticamente unanimidade em afirmar que as novas tecnolo-

gias trarão avanços à assistência aos pacientes – apenas um participante acredita que não. Indagados sobre se as tecnologias trarão avanços à assistência aos pacientes, por exemplo, 99,88% responderam que sim; apenas um discordou.

UTILIZAÇÃO Atualmente, 84,67% dos pesquisados afirmam utilizar ferramentas de Tecnologia de Informação para observação dos pacientes e otimização do tempo de consulta. O que mais utilizam é o prontuário eletrônico (76,75%), seguido por sistemas de agendamentos de consultas (12,81%) e sistemas de gestão de consultório (5,71%). E a incorporação de outras tecnologias no dia a dia dos médicos – como inúmeras ferramentas da Telemedicina – poderia ser

24/03/2019 11:26


muito maior caso houvesse a devida normatização por parte dos órgãos responsáveis. Neste sentido, quase metade dos médicos (49,41%) entende que o Conselho Federal de Medicina não regula adequadamente as soluções digitais para a Saúde e para a Medicina. Outros 79,36% acham que o Ministério da Saúde não está disseminando tecnologias em favor da saúde dos pacientes. Além disso, 91,51% dos que responderam à pesquisa pensam que o Brasil está atrás, em termos de incorporação de ferramentas digitais para Medicina e Saúde, de países como Estados Unidos, Japão e Alemanha.

FERRAMENTAS DE COMUNICAÇÃO Entre os dados mais relevantes da pesquisa, Jefferson Gomes

Especial-v3.indd 39

85% DOS MÉDICOS CONCORDAM COM A UTILIZAÇÃO DO WHATSAPP PARA FALAR COM PACIENTES Fernandes, presidente do Conselho Curador do Global Summit Telemedicine & Digital Health, destacou que, embora a maioria (57,9%) dos médicos seja contrária à realização de consultas a distância, 85% concordam com a utilização de ferramentas de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, entre médicos e pacientes. E, entre os que são favoráveis ao WhatsApp, 42,7% afirmaram que já o utilizam para responder dúvidas dos pacientes entre uma consulta e outra, 34% disseram que a ferramenta inclusive serve para receber exames e fotos para ajudar nos diagnósticos e trata-

mentos, e 23,3% alegam que, apesar de concordarem com o uso do sistema de mensagens, ainda não o fazem. Por outro lado, 50,83% dos médicos discordam das prescrições serem feitas a distância. “Trocar exames e fotos no celular é, de certa forma, uma consulta a distância. As respostas mostram que há um processo natural de transformação de cultura, além do entendimento do que são as ferramentas e como usá-las. Há a questão-chave da relação médico-paciente e o quão fundamental é a atividade presencial. Então, devemos pensar quando usar o WhatsApp e com que finalidade. E entender o que percebemos como Telemedicina, ou saúde conectada, responsável. É uma questão importante de mudança de mindset, que é algo progressivo”, declarou Fernandes. Para Antonio Carlos Endrigo, diretor de TI da APM e presidente da Comissão

24/03/2019 11:26


40

41

< ESPECIAL GLOBAL SUMMIT > Organizadora do Global Summit, é importante entender que essas ferramentas não foram criadas para a comunicação entre médicos e pacientes, embora sejam utilizadas para tal. “Um dos problemas disso é que não há registro de atendimento. Ou, quando há, ele pode ser modificado, seja pelo paciente ou pelo médico, causando problemas na relação. É importante, portanto, termos uma regulamentação que abra a possibilidade de empresas de tecnologia desenvolverem produtos adequados ao setor de Saúde.” A visão de Wah também vai nesse sentido. O especialista norte-americano afirma que é fácil entender porque é tão frequente a utilização de aplicativos de mensagens instantâneas, pela conveniência. Mas defende que algo conveniente não é necessariamente correto. E questiona: “Por que colocamos os nossos diagnósticos médicos nestes aplicativos, como o WhatsApp, se não colocamos informações como dados bancários e número do cartão de crédito?”. O diretor da DXC Technology ainda contou sobre um experimento que está conduzindo na

Especial-v3.indd 40

China, em uma cidade com 7 milhões de habitantes, onde os cidadãos estão sendo integrados em um sistema de saúde todo digital. “Há um aplicativo para os médicos, o governo tem acesso aos dados, e os profissionais sabem, de acordo com o histórico do paciente, os procedimentos que devem fazer. Lançamos também para o paciente, que pode ver os resultados de seus exames, os diagnósticos e marcar consultas. É impressionante. É o que a sociedade quer ver e como enxergamos o papel da tecnologia, dando subsídio com informações para os médicos tomarem as decisões corretas”, relatou.

ARMAZENAMENTO DE DADOS 93% dos participantes do levantamento da APM entendem que é benéfico que as informações de Saúde sejam disponibilizadas em nuvem digital, com proteção de dados, mas acessível ao médico, sob autorização do paciente. E outros 97,41% acham que esse compartilhamento seguro de informações trará benefícios

aos médicos, aos pacientes e ao sistema. Além disso, 78,3% dos médicos acreditam que os celulares funcionarão como “guardiões da saúde”, possibilitando que cada cidadão tenha o controle de sua própria situação, direto de sua casa; e 93,87% pensam que tecnologias como a impressão de tecidos 3D chegarão à Medicina. Porém, 58,14% também afirmaram que seus locais de trabalho ainda não contam com os melhores recursos tecnológicos disponíveis.

FUTURO Quanto à evolução do setor, 72,79% dos participantes da pesquisa concordaram com a frase “A tecnologia não vai substituir o médico, apenas o médico que não usa a tecnologia”. Por outro lado, 79,72% não acham viável que a tecnologia avance ao ponto de os pacientes poderem fazer seus próprios diagnósticos. Para Endrigo, haverá uma redução de profissionais de Saúde no futuro, além da transformação de outros, que atuarão de

24/03/2019 11:26


PRINCIPAIS RESULTADOS

acordo com as tecnologias mais recentes. “Mas isso irá demorar. Hoje, um dos maiores problemas da saúde é o acesso. Muitos pacientes não conseguem atendimento pelas barreiras geográficas e muitos médicos têm ociosidade, pois os pacientes não chegam. Então, as novas tecnologias devem acomodar essa questão. Outro ponto é que aqueles que não se adaptarem às novas ferramentas sairão naturalmente do mercado.” Jefferson Fernandes acredita que, quanto mais for possível automatizar processos manuais, maior eficiência haverá na área. De acordo com ele, há estudos que mostram que os médicos passam até 50% do seu tempo digitando, quando o mais interessante seria direcionar a maior parte de sua agenda para os cuidados com os pacientes.

Especial-v3.indd 41

76%

dos médicos utilizam Prontuário Eletrônico

78%

acreditam que os celulares funcionarão como “guardiões da saúde”

93%

acham benéfico que as informações de saúde sejam disponibilizadas em nuvem

85%

concordam com a utilização o WhatsApp entre médicos e pacientes

42%

já utilizam o WhatsApp para responder dúvidas dos pacientes

50%

discordam das prescrições serem feitas a distância

“Quando inventaram os carros, pensaram o que fariam aqueles que trabalhavam com charretes. E o que houve? Aprenderam a manusear carros, houve mudanças, criou-se o mecânico. E assim caminha a humanidade. As tecnologias, aplicadas corretamente, nos farão melhores profissionais. Nada irá substituir o médico”, argumenta. “A minha perspectiva, como médico e como alguém que trabalha com tecnologia ao redor do mundo, é de que o Planeta está em uma jornada de transformação digital. As pessoas hoje ainda vão aos consultórios com vários papeis, mas estamos mudando para um sistema de armazenamento de informações em computadores. Poderemos, assim, cuidar melhor das pessoas. A tecnologia irá mudar tudo”, prevê Robert Wah.

24/03/2019 11:26


42

43

< ESPECIAL GLOBAL SUMMIT >

NOVAS FORMAS DE TRABALHO NA ERA DIGITAL DR. LUÍS LAPÃO, RENOMADO PESQUISADOR PORTUGUÊS, ANALISA AS NOVAS FORMAS DE TRABALHO E DE INTERAÇÃO COM OS PACIENTES

A

s novas soluções estão revolucionando os processos em saúde, tornando-os mais ágeis e mais eficientes, impactando diretamente as novas formas de trabalho e de interação com os pacientes. Soluções bem integradas potencializam os recursos humanos de saúde e os seus conhecimentos. É o que garante Luís Velez Lapão, renomado pesquisador português e um dos destaques do Global Summit Telemedicine & Digital Health. Para o pesquisador, o desafio está na organização e nos no-

Especial-v3.indd 42

vos profissionais de saúde na era digital. Em outras palavras, trata-se de potenciar a tecnologia para que ajude os recursos humanos a cuidar melhor de seus pacientes. “Precisamos de liderança, pois mudar processos não é fácil e integrar tecnologia na saúde também não. Este tem sido o equívoco dos últimos anos. O verdadeiro desafio, enfim, está nas pessoas”, ressalta. Lapão reforça a relevância dos processos profissionais de implementação da tecnologia, envolvendo os usuários e os profissionais de saúde. “As tecnologias são essenciais para ajudar a mudar o paradigma da centralidade do usuário e para promover a cobertura universal. Elas permitem a integração de cuidados e acesso 24 horas, mas só trazem os resultados esperados com as pessoas. Precisamos

definir quais serviços de saúde queremos, quais indicadores validaremos, como atender os usuários com eficácia. Precisamos saber escolher a tecnologia, pois há várias descartáveis.” O potencial das soluções digitais na saúde é inegável. Há vários exemplos de sucesso. Lapão cita a Telemedicina no norte da Noruega que permite apoiar a realização de telediálise; a Telecardiologia Pediátrica em Portugal liga-se também a Cabo Verde e Angola. Aliás, já são comuns as teleconsultas em algumas redes hospitalares dos Estados Unidos da América. Na Alemanha, há serviços de apoio a doentes cardíacos, para evitar reinternação em hospitais. “A despeito do uso abusivo, e pouco seguro, as soluções tipo WhatsApp, quando trabalhadas com responsabilidade, apoiam

24/03/2019 11:26


a organização dos serviços. Há também um conjunto de serviços para monitoramento de doentes em casa. Na minha terra, Portugal, foi aprovada um mês atrás a utilização da telemedicina para acompanhar doentes no pós-alta. Isto irá reduzir custos e evitar infecções hospitalares. Mas foi preciso um ano de testes para garantir que o sistema funciona.” No caso do Brasil, ele aponta o exemplo do Amazonas, já servido por alguns processos de telemedicina. “Um médico de uma região remota pode agora trabalhar com apoio de especialistas de um hospital de Manaus. Por si

só a tecnologia não faz milagres. Precisamos de gestores conscientes e lideranças que impulsionem as equipes. Os robôs estão longe de ser úteis na saúde, precisam evoluir mais. Quanto aos hospitais, são hoje as organizações com mais tecnologia avançada. Elas ajudam em diagnóstico diferenciado e com maior rapidez e precisão. As tecnologias podem auxiliar cada vez mais na monitorização dos doentes e em cirurgias. Por isso precisamos de quadros de excelência na gestão digital para respaldar o trabalho dos profissionais e contribuir positivamente para os cuidados aos pacientes”, conclui.

TECNOLOGIA NÃO FAZ MILAGRES. PRECISAMOS DE GESTORES CONSCIENTES E LIDERANÇAS QUE IMPULSIONEM AS EQUIPES.

Especial-v3.indd 43

Luís Velez Lapão é professor de Saúde Internacional e Transformação Digital da Saúde, membro do Grupo de Investigação em Saúde das Populações, Políticas e Serviços do Global Health and Tropical Medicine, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa. Membro da Comissão Europeia para os Sistemas de Informação em Saúde desde 2005, autor de mais de 120 artigos e de oito livros, o mais recente The Internet and Health in Brazil: Challenges and Trends, Lapão sustenta que a saúde digital é o futuro de absolutamente todos os serviços de saúde.

24/03/2019 11:26


44

< ESPECIAL GLOBAL SUMMIT >

PRÓS E CONTRAS DA NOVA RESOLUÇÃO SOBRE TELEMEDICINA AS NORMATIVAS ATÉ ENTÃO EM VIGOR ERAM MUITO TÍMIDAS, ATRASADAS E MANTINHAM O PAÍS À MARGEM DO DESENVOLVIMENTO DA TELEMEDICINA ANTONIO CARLOS ENDRIGO

A

mais nova resolução do Conselho Federal de Medicina – 2.227/2018, que define e disciplina a Telemedicina como forma de prestação de serviços médicos mediados por tecnologias – trouxe avanços importantes para o atendimento em Saúde, ao legitimar em nosso País soluções tecnológicas já fartamente utilizadas com sucesso na Europa, Estados Unidos e até em nações da África. O saldo é bastante positivo e traz para o Brasil a possibilida-

Especial-v3.indd 44

de de consagrar a integralidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para milhões de cidadãos, atualmente vítimas da negligência assistencial. Muitos pacientes não conseguem atendimento pelas barreiras geográficas e muitos médicos têm ociosidade, pois os pacientes não chegam. Então, as novas tecnologias devem acomodar essa questão. Entretanto, os avanços poderiam ser maiores, trazendo melhores perspectivas para a assistência remota. A exigência de uma consulta prévia presencial, por exemplo, poderia muito bem ser dispensada em casos de consultas simples, conforme já ocorre internacionalmente. Isso porque a necessidade de consentimento livre esclarecido, assinado ou gravado, a ser guardado pelo médico, acaba sendo uma garantia para comprovação de boa prática.

Na União Europeia, 24 dos 28 países membros também possuem legislação sobre teleconsulta. Destes, 17 permitem a consulta remota de forma plena e apenas três com restrições (emergências, áreas com carência de médicos e necessidade de primeira consulta presencial). Além disso, a Resolução do CFM perdeu a oportunidade de rever o Parecer nº 14/2017, que discorre sobre o uso do aplicativo WhatsApp e similares para comunicação entre médicos e entre eles e seus pacientes. A despeito de ser bem eficiente para questões profissionais distintas de outras áreas, o aplicativo não é adequado para a prática médica. Ferramentas como o WhatsApp não foram criadas para a comunicação entre médicos e pacientes, embora sejam utilizadas para tal. Um dos problemas é que não há registro de atendimento. Ou, quando há, ele pode ser modificado, seja pelo paciente ou pelo médico, causando problemas na relação. Desta forma, a regulamentação abre a possibilidade de empresas de tecnologia desenvolverem produtos adequados ao setor de Saúde.

ANTONIO CARLOS ENDRIGO é diretor de Tecnologia da Informação da Associação Paulista de Medicina e presidente da Comissão Organizadora do Global Summit Telemedicine & Digital Health

24/03/2019 11:26


Otimizar Otimizar resultados resultados ĂŠ ĂŠo o nosso nosso propĂłsito. propĂłsito.

Nos destacamos entre as 50 + inovadoras da saúde* e Nos destacamos entre as 50 + inovadoras da saúde* e entre as 25 empresas* mais citadas pelos executivos entre as 25 empresas* mais citadas pelos executivos da årea. Para nós, Ê um orgulho imenso fazer parte da årea. Para nós, Ê um orgulho imenso fazer parte desse ranking e contribuir com inovação, eficiência e desse ranking e contribuir com inovação, eficiência e transparência atravÊs de soluçþes para simplificar os transparência atravÊs de soluçþes para simplificar os processos essenciais da årea de saúde e facilitar o processos essenciais da årea de saúde e facilitar o dia-a-dia das pessoas. dia-a-dia das pessoas.

                                          

 

                      

Receba uma Receba uma consultoria Benner. consultoria Acesse nossoBenner. QRcode Acesse nosso QRcode e informe o cĂłdigo e informe o cĂłdigo â&#x20AC;&#x153;med_2019â&#x20AC;?. â&#x20AC;&#x153;med_2019â&#x20AC;?. www.benner.com.br www.benner.com.br

/company/benner /company/benner /UniversoBenner /UniversoBenner /universobenner /universobenner Especial-v3.indd 45

24/03/2019 11:26


46

47

< ESPECIAL GLOBAL SUMMIT >

ASSISTÊNCIA REMOTA A BAIXO CUSTO NA ERA DIGITAL ESPECIALISTA DE ISRAEL TRAZ AO BRASIL SOLUÇÃO PARA A ASSISTÊNCIA REMOTA EM SAÚDE A CUSTO BAIXO E RESOLUBILIDADE MÁXIMA

I

novações tecnológicas estão transformando a maneira como os procedimentos médicos são realizados atualmente. Em Israel, por exemplo, já há um aparelho vestível, que substitui checagens manuais e monitora pessoas hospitalizadas 24 horas por dia, 7 dias por semana, prevenindo eventos adversos e oti-

Especial-v3.indd 46

mizando o tratamento domiciliar de pacientes crônicos. Esta e outras novidades para melhorar resolubilidade e racionalizar a assistência em saúde serão apresentados por Pini Ben-Elazar, diretor executivo da Mor desde 2003, durante o Global Summit Telemedicine & Digital Health. Executivo de negócios com mais de 20 anos de experiência em liderança para mudanças e crescimento estratégico no setor de Saúde, Pini foi responsável pela criação de 60 startups nos campos farmacêuticos, de dispositivos médicos, diagnósticos e saúde digital. Para ele, a saúde digital e as tecnologias médicas emergentes vêm salvando uma quantidade incontável de vidas e melhorando a qualidade do cuidado de milhões de pacientes. “Novas tecnologias, de registros médicos eletrônicos a cirurgiões robóticos, tiveram um grande impacto no ecossistema da me-

dicina enquanto melhoram significantemente o fluxo clínico, do diagnóstico do paciente ao tratamento”, explica. Isso porque as novas tecnologias ajudam a personalizar o tratamento, melhorar os resultados médicos, aumentar a segurança do paciente, tratar pessoas em ambientes rurais e facilitar o fluxo clínico. Algumas dessas tecnologias podem, inclusive, diminuir custos médicos, ao passo que outras fornecem cuidados significantemente melhores não apenas salvando pacientes, mas também aumentando a qualidade de vida para milhões de pessoas em condições crônicas.

MONITORAMENTO DE PACIENTES É um avanço importante substituir checagens manuais e fornecer monitoramento automatizado, a nível médico, 24 horas por dia e 7 dias por semana, de indicadores vitais a fim de promover intervenção oportuna em caso de necessidade, enquanto garante total mobilidade do paciente. O objetivo é transformar o monitoramento de sinais vitais para prevenir eventos adversos em pacientes agudos hospitalizados e otimizar o tratamento

24/03/2019 11:26


domiciliar de pacientes crônicos. “A carência ou falhas de serviços de resgate geram respostas tardias ou inadequadas, o que resulta em eventos adversos graves ou morte. As tendências dos sinais vitais, com o tempo, podem fornecer alertas precoces e identificar pacientes deteriorados. O monitoramento domiciliar contínuo pode rastrear as variações horárias da pressão arterial e identificar mudanças nas tendências vitais em resposta ao tratamento, para permitir

a personalização do tratamento correto para cada paciente”, explica Ben-Elazar. Já o monitoramento de pacientes hospitalizados que estão em risco inclui acompanhamento no pós-operatório, ou em condições como diabetes ou hipertensão, ou para insuficiência cardíaca ou renal. “Atualmente, contudo, enfermeiras realizam checagens manuais a cada 4-8 horas, usando incômodos monitores de cabeceira que não permitem o monitoramento contínuo ou a

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO PODEM AJUDAR NA DEMOCRATIZAÇÃO DA SAÚDE

Especial-v3.indd 47

mobilidade dos pacientes, deixando 80% dos hospitalizados sem atendimento entre turnos”. De acordo com Ben-Elazar, a imensidão das conquistas tecnológicas e científicas das últimas décadas criou a nova realidade do comportamento do consumidor, requerendo disponibilidade prolongada, acessibilidade online e gratificação instantânea. As expectativas dos pacientes pelos seus serviços de saúde estão alternando da mesma maneira, e os provedores estão lutando para fechar a lacuna com os serviços fornecidos. No entanto, as tecnologias podem ajudar na democratização da saúde. O executivo usa como exemplo o fato de que os celulares conseguiram avançar onde tecnologias anteriores falharam por décadas, penetrando em mercados rurais, e abriram novas oportunidades para criar uma significante revolução na acessibilidade médica. “Um dos principais benefícios é a democratização da assistência e de bons profissionais médicos, aproveitando todos os smartphones em comum. Proporcionar aos pacientes a habilidade de realizar 9 exames primários por conta própria, em casa, racionaliza os investimentos no sistema, os quais podem ser usados para outras abordagens”.

24/03/2019 11:26


48

< ESPECIAL GLOBAL SUMMIT >

TELENEUROLOGIA: UMA REALIDADE PRÓXIMA DOS MÉDICOS TELEAVC JÁ CUMPRIU ESSA PROMESSA EM MUITOS PAÍSES, MAS, NO BRASIL, SUA UTILIZAÇÃO AINDA É INCIPIENTE PROF. DR. JEFFERSON G. FERNANDES

A

s doenças neurológicas têm um impacto epidemiológico global altamente significativo, seja pelas taxas de mortalidade – vide o acidente vascular cerebral –, seja pela incapacitação que determinam. No entanto, para a maioria das pessoas em todo o mundo, o acesso ao atendimento neurológico ainda é precário. Com o atual desenvolvimento, disseminação e importante redução de custos das tecnologias de comunicação e informação – como os smartphones –, a teleneurologia – uso destas tecnologias para oferecer cuidados neurológicos e educação a distância – tem o potencial de melhorar e aumentar o acesso ao atendimento a milhões de pessoas. O TeleAVC já cumpriu essa promessa em muitos países, mas, no Brasil, sua utilização ainda é incipiente. Embora as aplicações de teleneurologia para outras condições neurológicas

Especial-v3.indd 48

não sejam tão robustas como para o TeleAVC, a experiência já acumulada permite guiar o cuidado aos pacientes de maneira objetiva, frequente e real. A teleneurologia pode aumentar a capacidade dos serviços e sistemas de saúde através do desenvolvimento profissional, apoio diagnóstico, consultas e serviços de consultoria. Embora a teleconsulta – atendimento médico direto ao paciente – ainda sofra restrições regulatórias, mas não legais, em nosso país, as evidências de sua segurança e qualidade, desde que realizada de forma responsável, deverá mudar esse cenário de forma rápida. Por exemplo, vários estudos clínicos avaliaram a factibilidade e aceitabilidade da telemedicina para a doença de Parkinson. Em um ensaio clínico randomizado, publicado em 2013, foi demonstrado que os cuidados “virtuais” no domicílio foram similares aos

cuidados presenciais. Outros estudos demonstraram que a videoconferência interativa permite uma adequada avaliação de várias alterações motoras, utilizando uma modificação da “Unified Parkinson’s Disease Rating Scale” (UPDRS). A telepropedêutica neurológica pode ser utilizada para avaliar os tremores de repouso e de ação, movimentos das mãos e dos pés e a marcha. Explorando as tecnologias móveis, a teleneurologia poderá promover a expansão e a migração do cuidado neurológico para longe das instituições e, utilizando as comunicações síncrona e assíncrona, integrará médicos com diversos conjuntos de habilidades, levando os cuidados a distância para novas populações. Num futuro próximo, o cuidado neurológico poderá ser acessado por qualquer pessoa, em qualquer lugar, chegando até a casa dos pacientes, trazendo conveniência, conforto e satisfação aos mesmos. A natureza pessoal da visita virtual aproximará mais os médicos de seus pacientes, apesar da distância física.

PROF. DR. JEFFERSON G. FERNANDES é Neurologista e Presidente do Conselho Curador do Global Summit Telemedicina & Digital Health – Associação Paulista de Medicina

24/03/2019 11:26


pixeon.com

A Pixeon tem soluções para fazer a diferença: no seu hospital e na vida das pessoas. Do atendimento à gestão financeira, os sistemas de gestão Pixeon aumentam a eficiência em cada etapa da rotina hospitalar, para você atender mais pacientes em menos tempo e gastando menos recursos. É a Pixeon trazendo mais produtividade em seu hospital e criando um futuro melhor para as pessoas através da saúde.

Sistemas integrados que evoluem conforme a necessidade da sua instituição. HIS + CIS + RIS + LIS + PACS (11)

Especial-v3.indd 49

2146.1300

24/03/2019 11:26


50

51

REPORTAGEM DE CAPA

N

os últimos anos, houve um aumento significativo no número de hospitais brasileiros que utilizam tecnologias digitais. Em 2019, 85% das instituições pretendem investir em soluções de saúde digital. O resultado integra o estudo 50+ Inovadoras da Saúde, realizado pela revista Medicina S/A. Entre os meses de novembro/dezembro (2018) e janeiro (2019), a publicação entrevistou CIOs e gerentes de Tecnologia de 250 hospitais privados do Brasil em relação à (1) intenção de investimento em TI em 2019/2020 e às (2) empresas, produtos, marcas e soluções mais lembrados pelos gestores por sua inovação em Tecnologias da Informação e Comunicação, Digital Health e Telemedicina. Com base nas informações enviadas pelas instituições de saúde e na análise criteriosa e independente de um conselho editorial, foram destacadas as instituições mais inovadoras do país em critérios como: (1) soluções implantadas e em funcionamento; (2) disposição para investimentos em novas tecnologias; e (3) resultados para a Gestão e Assistência aos Pacientes. Entre os hospitais pesquisados, a maior parte está localizada na região Sudeste (103), seguida pelas regiões Sul (56), Centro-Oeste (37), Nordeste (35) e Norte (19). Aproximadamente 2/3 das instituições que participaram da análise (62%) são de médio porte (até 150 leitos), ao passo que os hospitais de grande porte (38%) registraram uma média de 240 leitos. Em relação ao tipo de estabelecimento, 85% dos hospitais são gerais e 15% de especialidades. Todas as entrevistas foram quantitativas e realizadas de forma confidencial.

PESQUISA INÉDITA REALIZADA PELA REVISTA MEDICINA S/A COM CIOS E LIDERANÇAS DE TECNOLOGIA DE 250 HOSPITAIS BRASILEIROS APRESENTA A INTENÇÃO DE INVESTIMENTO EM SOLUÇÕES DE SAÚDE DIGITAL E APONTA AS INSTITUIÇÕES E EMPRESAS MAIS INOVADORAS DA SAÚDE

50MAIS_Capa-v4.indd 50

25/03/2019 10:28


50MAIS_Capa-v4.indd 51

25/03/2019 10:28


52

53

REPORTAGEM DE CAPA

85% DOS HOSPITAIS PRETENDEM INVESTIR EM TICs DOS 250 HOSPITAIS ENTREVISTADOS, 214 DISSERAM QUE PRETENDEM INVESTIR EM TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO, SOLUÇÕES DE DIGITAL HEALTH E TELEMEDICINA Segundo estimativas da IDC Brasil, consultoria focada em Tecnologia da Informação e Telecomunicações, os investimentos em TIC devem crescer 4,9% em 2019 no Brasil, índice que reflete o otimismo do mercado para o ano. O maior crescimento – de 10,5% – será em TI, impulsionado por processos de transformação digital e por movimentos de substituição de tecnologias. Panorama similar vem ocorrendo no mercado de saúde. A pesquisa 50+ Inovadores da Saúde, que entrevistou CIOs e gestores de Tecnologia de 250 hospitais brasileiros, mostrou que 85% desses hospitais, de médio e grande portes, pretendem investir em tecnologias digitais. Dos que não pretendem investir, 10% relataram estar em processo de implantação de tecnologias adotadas em anos anteriores e 5% não consideram o momento político-econômico ideal para investimentos.

Não pretendem investir ou não estão certos quanto ao momento

PREVISÃO DE INVESTIMENTO EM TICs PARA 2019 15%

85% Pretendem investir em TICs, soluções de digital health ou telemedicina

50MAIS_Capa-v4.indd 52

FOCO PARA IMPLANTAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS Foco exclusivo em inovação

12% 15%

Adequação às questões regulatórias

46% 27%

Otimizar a gestão e resultados financeiros

Eficiência de processos e a segurança dos pacientes

Os dados mostram também a relação entre o uso atual de tecnologias digitais e o planejamento de investimentos. No grupo dos hospitais que pretendem investir, 94% já utilizam alguma solução digital e 6% não dispõem de nenhuma das oito soluções tecnológicas listadas na pesquisa. Mais de 70% das instituições pretendem investir em mais de um tipo de tecnologia. Objetivos – De acordo com a análise, mais de 46% dos hospitais brasileiros que pretendem investir têm como principal objetivo a eficiência de processos e a segurança dos pacientes. 27% esperam melhorar a performance da gestão e os resultados financeiros/operacionais; 15% desejam se enquadrar nas normas e regulamentações que envolvem o setor e 12% buscam, exclusivamente, por inovações.

25/03/2019 10:28


INTENÇÃO DE INVESTIMENTO POR TECNOLOGIA E

ntre os 85% dos hospitais que pretendem investir, 70% disseram que estão dispostos a investir em mais de um tipo de solução. Entre as principais prioridades de investimento, o Prontuário Eletrônico tem preferência entre os entrevistados. 68% disseram que pretendem aderir ou melhorar os registros eletrônicos de pacientes que já possuem; 61% pretendem instalar softwares ou tecnologias dedicadas à gestão; e 59% investirão em ferramentas de suporte à decisão clínica.

TECNOLOGIA

DIFICULDADES – Para 92% dos entrevista-

Serviços online oferecidos ao paciente

dos, o processo de inovação dentro de uma instituição de saúde é sempre desafiador. Apenas 8% dos gestores de tecnologia acreditam que o processo é simples ou natural. Entre os principais obstáculos à incorporação de novas tecnologias, 34% dos entrevistados mencionam o custo; 27% destacam a implementação de uma nova cultura para clientes e funcionários; 25% acreditam que as constantes mudanças tecnológicas geram dificuldades com a integração de sistemas; e 14% revelam preocupação com a segurança digital e o uso seguro e adequado das novas tecnologias.

FORNECEDORES – Quando questionados sobre o mercado fornecedor, 63% consideram as empresas de TICs no Brasil satisfatórias, contra os 26% que veem como deficientes em tecnologia ou suporte. Apenas 11% dos hospitais consideram a indústria fornecedora em digital health como muito eficiente. Na opinião dos CIOs, ainda há uma alta concentração das soluções em poucas empresas. Em relação às startups, 77% dos hospitais considerariam aderir ou participar de projetos de empresas com soluções inovadoras.

50MAIS_Capa-v4.indd 53

Acesso e uso das TICs pelos profissionais de Saúde

INTENÇÃO DE INVESTIMENTO EM %

20% 59%

Ferramentas de Suporte à Decisão Clínica Infraestrutura de TI

32% 45%

Plataformas focadas em Prevenção

68%

Registro eletrônico do Paciente Segurança da Informação

40%

Softwares e Tecnologias para Gestão

58% 61%

Nota: A soma dos percentuais supera 100% devido à possibilidade de múltiplas respostas

TELEMEDICINA – Questionados se uma possível regulamentação da Telemedicina no Brasil afetaria as decisões de investimentos para os próximos dois anos, 97% dos hospitais responderam afirmativamente. Entre as modalidades da telemedicina, 80% investiriam em Teleconsulta; 77% em Telediagnóstico; 48% em Teleinterconsulta/Teleconsultoria; 31% em Telemonitoramento; 26% em Teletriagem; e 14% em Telecirurgia. (*Nota: A soma dos percentuais supera 100% devido à possibilidade de múltiplas respostas).

Acesse mais informações sobre a pesquisa e entrevistas com hospitais participantes em www.medicinasa.com.br/digitalhealth

25/03/2019 10:28


54

55

REPORTAGEM DE CAPA

50MAIS_Capa-v4.indd 54

25/03/2019 10:28


HOSPITAIS MAIS INOVADORES NO USO DE TICs Q

uais são as instituições de saúde mais inovadoras do Brasil? A Pesquisa 50+ Inovadores da Saúde 2019, publicada pela revista Medicina S/A, mapeou os 25 hospitais privados que apresentaram melhor performance em investimentos e projetos envolvendo as tecnologias de informação e comunicação em saúde. O levantamento levou em consideração os seguintes critérios: (1) soluções implantadas e em funcionamento; (2) disposição para investimentos em novas tecnologias nos próximos dois anos; e (3) resultados para a Gestão e Assistência aos Pacientes. Conheça os hospitais e as iniciativas implantadas.

Hospital Anchieta Taguatinga - DF www.hospitalanchieta.com.br

A.C. Camargo Cancer Center São Paulo – SP www.accamargo.org.br Especialista em cirurgia robótica para o tratamento de diversos tipos de câncer, o A.C.Camargo atingiu a marca de mais de 2 mil procedimentos em 2018.

BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo São Paulo – SP www.bp.org.br Avançado em projetos digitais, a BP investiu no Watson, tecnologia cognitiva da IBM, para revolucionar os dados contidos no Prontuário Eletrônico do Paciente por meio da Inteligência Artificial.

Hospital Alemão Oswaldo Cruz São Paulo – SP www.hospitaloswaldocruz.org.br Para atender a clientela interna, o Oswaldo Cruz implantou plataforma que modernizou os processos de TI da instituição, recebendo as demandas da área por meio de portal online ou aplicativo de celular.

50MAIS_Capa-v4.indd 55

Garantindo mais segurança nos processos, o Hospital Anchieta implantou um projeto inovador de checagem beira-leito. Todo o processo utiliza leitora sem fio e é realizado em tempo real.

Hospital Brasília Brasília - DF www.hospitalbrasilia.com.br O Centro de Robótica foi inaugurado pelo Hospital Brasília em novembro de 2018, contando com a aquisição do robô Da Vinci, que executa procedimentos cirúrgicos urológicos, ginecológicos e do aparelho digestivo.

HCor – Hospital do Coração São Paulo – SP www.hcor.com.br Referência em cardiologia, o HCor adquiriu uma solução de apoio à decisão clínica com o objetivo de oferecer atualização profissional, auxílio às pesquisa e educação continuada para cerca de 4500 profissionais que atuam na instituição.

25/03/2019 10:28


56

57

REPORTAGEM DE CAPA

Hospital Leforte São Paulo – SP www.leforte.com.br Hospital Edmundo Vasconcelos São Paulo – SP www.hospitaledmundovasconcelos.com.br A aquisição de novo sistema de ERP e a introdução de tecnologias disruptivas permitiram ao Hospital Edmundo Vasconcelos aumentar a acessibilidade e a eficiência das operações de saúde.

Hospital e Maternidade Santa Joana São Paulo – SP www.santajoana.com.br Para ampliar a segurança, o Hospital e Maternidade Santa Joana implantou um sistema que bloqueia possíveis erros na movimentação de neonatos, envolvendo pessoal da área assistencial e de gestão.

Hospital Israelita Albert Einstein São Paulo – SP www.einstein.br Para fomentar o ambiente de empreendedorismo, a Sociedade Israelita Albert Einstein lançou há um ano a Eretz.bio, uma incubadora de startups que tem apoiado a inovação em saúde no Brasil.

50MAIS_Capa-v4.indd 56

A área de neurologia do Hospital Leforte implantou programa de telemedicina que permite contrato entre profissionais por videoconferência 24 horas por dia, atendendo emergências neurológicas. A instituição pretende ampliar sua atuação em telemedicina.

Hospital Mãe de Deus Porto Alegre – RS www.maededeus.com.br A área de oncologia do Mãe de Deus tem investido em inteligência artificial. Uma parceria com a IBM utiliza a plataforma de reconhecimento visual do Watson no tratamento de câncer.

Hospital Marcelino Champagnat Curitiba – PR www.hospitalmarcelino.com.br Parte dos hospitais do Grupo Marista, o Marcelo Champagnat integra o Ciclo de Inovação Hospitalar, projeto que incentiva startups e visa mapear soluções na área de inovação na saúde.

Hospital Márcio Cunha Ipatinga – MG www.fsfx.com.br Para auxiliar as gestantes, o Hospital Márcio Cunha criou a primeira plataforma digital de relacionamento entre as gestantes e a maternidade. O uso de inteligência artificial tem tornado o atendimento mais seguro.

Hospital Moinhos de Vento Porto Alegre – RS www.hospitalmoinhos.org.br Visando expandir seu Programa de Cirurgia Robótica, o Hospital Moinhos de Vento lançou o Núcleo de Medicina Robótica da instituição. A iniciativa tem qualificado mais profissionais e ampliado as especialidades atendidas.

Hospital Nipo-Brasileiro São Paulo – SP www.hospitalnipo.org.br Com a adoção do conceito de Hospital Digital, o Nipo-Brasileiro apostou no alinhamento do setor de tecnologia da informação ao board estratégico, conciliando a incorporação e o uso da tecnologia às rotinas operacionais.

25/03/2019 10:28


50MAIS_Capa-v4.indd 57

25/03/2019 10:28


58

59

REPORTAGEM DE CAPA

50MAIS_Capa-v4.indd 58

25/03/2019 10:28


Hospital Santa Catarina São Paulo – SP www.hospitalsantacatarina.org.br A inauguração do centro cirúrgico do Santa Catarina, em 2018, passou a contar com uma plataforma de terapia guiada por imagem de nova geração e que permite procedimentos com mais facilidade.

aplicativo voltado para os cuidados e o monitoramento de pacientes hipertensos, diabéticos e gestantes. Por meio do app, o paciente terá diversos serviços à disposição.

Hospital Santa Izabel Salvador – BA www.hospitalsantaizabel.org.br

Hospital São Luiz São Paulo – SP www.saoluiz.com.br

Com a implementação de diversas soluções tecnológicas visando melhorar a qualidade e a segurança da assistência ao paciente, o Hospital Santa Izabel caminha para a certificação HIMSS estágio 7.

Atento às novidades tecnológicas, o Hospital São Luiz investiu na última geração do robô Da Vinci, a plataforma Xi, com recursos que permitem a realização de cirurgias minimamente invasivas.

Hospital Santa Paula São Paulo – SP www.santapaula.com.br

Hospital São Vicente de Paulo Rio de Janeiro – RJ www.hsvp.org.br

O Centro de Robótica do Hospital Samaritano Higienópolis é um dos projetos mais importantes implantados pela instituição. A robótica é utilizada em cirurgias de média e alta complexidades.

Apostando em soluções tecnológicas para aprimorar processos e a experiência dos pacientes, o Hospital Santa Paula lançou o HSPinovalab, plataforma focada em desenvolvimento de novos projetos e ideias para a área hospitalar.

Para integrar os indicadores de todas as áreas, o Hospital São Vicente de Paulo implantou um sistema eletrônico que automatiza e integra os dados ao Planejamento Estratégico da instituição.

Hospital Samaritano de Botafogo Rio de Janeiro – RJ www.hsamaritano.com.br

Hospital São Cristóvão São Paulo – SP www.saocristovao.com.br

Com a última versão do robô Da Vinci, o Centro Oncológico do Samaritano Botafogo tem se destacado pela realização de cirurgias robóticas, que permitem uma intervenção mais precisa e segura nos pacientes com câncer.

Aliando tecnologia e atenção aos beneficiários, o Hospital São Cristóvão aposta em um

Hospital 9 de Julho São Paulo - SP www.h9j.com.br O H9J foi o primeiro hospital da América Latina a adquirir o novo simulador para a robótica. Investimento realizado em 2018, a plataforma é capaz de treinar ao mesmo tempo o cirurgião e o assistente.

Hospital Samaritano São Paulo – SP www.samaritano.com.br

50MAIS_Capa-v4.indd 59

Hospital Sírio-Libanês São Paulo – SP www.hospitalsiriolibanes.org.br Em parceria com o Fleury Medicina e Saúde, o Hospital Sírio-Libanês inaugurou uma plataforma de análises clínicas totalmente automatizada. Pioneiro, o projeto aumenta a produtividade em 60% e reduz o tempo médio de liberação dos resultados.

25/03/2019 10:28


As melhores soluções para gerenciamento de Imagens Diagnósticas e Telerradiologia Há mais de 25 anos, estamos ao lado de hospitais, clínicas e operadoras de saúde ajudando a armazenar, processar e fornecer aos profissionais as informações necessárias para um atendimento rápido e eficiente na área da saúde.

LAUDOS A DISTÂNCIA RESULTADOS ON- LINE ARMAZENAMENTO DE IMAGENS INTEGRAÇÃO CUSTOMIZAÇÃO ACESSO REMOTO AGENDAMENTO DE EXAMES ONLINE

Agende uma demonstração de sistema Acesse nosso site ou entre em contato com um de nossos consultores

www.drtis.com.br contato@drtis.com.br

50MAIS_Capa-v4.indd 60

25/03/2019 10:28


Tecnologia da Informação em Saúde

50MAIS_Capa-v4.indd 61

25/03/2019 10:28


62

63

REPORTAGEM DE CAPA

50MAIS_Capa-v4.indd 62

25/03/2019 10:28


HOSPITAL DIGITAL

NIPO-BRASILEIRO: A TECNOLOGIA COMO DIFERENCIAL NO ATENDIMENTO, CONFORTO E SEGURANÇA DE SEUS PACIENTES

H

ospital Digital é o mais novo conceito consagrado globalmente para definir e conciliar a incorporação e o uso da tecnologia e da gestão de processos nas rotinas operacionais, visando superar os crescentes desafios na área de assistência à saúde. Mais do que apenas uma tendência, a incorporação das novas tecnologias nos processos gerenciais e na rotina de atendimento médico-hospitalar revela-se cada vez mais presente na prática e no esforço das instituições de saúde com vistas ao conforto e à segurança dos pacientes. Focado estrategicamente nesse objetivo, o Hospital Nipo-Brasileiro (HNB) tem investido significativos recursos na aquisição e incorporação de novas tecnologias e sistemas gerenciais capazes de otimizar ainda mais a qualidade de seu atendimento dentro dos padrões nacionais e internacionais de acreditação. Nesse sentido, além da recertificação da qualidade de serviços em nível 3, a maior concedida pela ONA – Organização Nacional de Acreditação, obtida em janeiro deste ano, o Hospital Nipo-Brasileiro (HNB) tornou-se integrante do Processo de Acreditação Qmentum Internacional, certificado pela HSO – Health Standards Organization – Aliança Global para Desenvolvimento e Implementação de Padrões de Excelência em Saúde. Paralelamente à incorporação dos processos de certificação da qualidade de seus serviços em níveis nacional e internacional, o Hospital Nipo-Brasileiro vem promovendo também um efetivo alinhamento de novas tecnologias em sua rotina operacional, visando otimizar ainda mais a qualidade e a eficiência historicamente verificáveis em seu atendimento.

50MAIS_Capa-v4.indd 63

25/03/2019 10:28


64

65

REPORTAGEM DE CAPA

ALINHAMENTO Para o Dr. Walter Amauchi, Superintendente Geral do Hospital Nipo-Brasileiro, esse alinhamento das novas tecnologias nos processos operacionais e gerenciais já está evidenciado na incorporação de softwares de última geração e sistemas de armazenagem da imagiologia produzida na assistência aos pacientes, além de inovações em diversas outras atividades do atendimento. Nesse sentido, Dr. Walter Amauchi revela que encontram-se em fase final de adoção na rotina de atendimento do HNB as tecnologias Mobile que, através de SmartPhones, aumentam ainda mais a segurança na assistência aos pacientes, bem como a implementação das chamadas tecnologias IOT (Internet of Things) ou “Internet das Coisas “. Já em fase de testes no Centro Cirúrgico, essas tecnologias permitirão ao HNB um

50MAIS_Capa-v4.indd 64

melhor controle, através do monitoramento em tempo real, dos fluxos assistenciais e interação com equipamentos, otimizando os protocolos de cirurgia segura. Adicionalmente, Dr. Walter Amauchi destaca a utilização de painéis eletrônicos em todos os postos de enfermagem do HNB, por meio dos quais os pacientes e familiares têm um acompanhamento visual e em tempo real dos cuidados assistenciais prestados: “Mais do que apenas práticas de sustentabilidade voltadas para a redução de desperdícios e a melhora da eficiência operacional, todos os investimentos em novas tecnologias e sistemas gerenciais implementados pelo Hospital Nipo-Brasileiro têm como principal objetivo o contínuo aprimoramento dos serviços de atendimento para garantir maiores conforto, segurança e satisfação de nossos pacientes”, enfatiza ele.

25/03/2019 10:28


Dr. Walter Amauchi: novas tecnologias visam contínuo aprimoramento dos serviços

CONCEITOS Como responsável pela integração e interação dessas novas tecnologias e sistemas gerenciais na rotina dos serviços de atendimento do HNB, o executivo Erik Shiniti Oki (CIO) destaca que essa articulação operacional está rigorosamente em linha com os novos conceitos que caracterizam o chamado Hospital Digital, os quais conciliam e otimizam tempo, processos e recursos. Erik Shiniti Oki acrescenta que a incorporação dessas novas tecnologias visa permitir que todas as informações do HNB sejam devidamente armazenadas em um sistema de gestão principal que possa interagir durante todo o tempo com os demais sistemas que ele utiliza em seu atendimento e que sejam, ao mesmo tempo, imprescindíveis ao seu pleno funcionamento operacional. Segundo ele, o objetivo de garantir eficiência operacional, qualidade assistencial e segurança ao paciente sinalizados pelo conceito de Hospital Digital está, na realidade, atrelado às orientações de um roteiro integrado de oito (8) estágios sugerido pela HIMSS – Healthcare Information and Management Systems Society (Sociedade de Informação em Saúde e Sistemas de Gestão) e considerado hoje a principal referência na área da saúde.

50MAIS_Capa-v4.indd 65

ESTÁGIOS De maneira sintética, os oito estágios sugeridos pela HIMSS que indicam a evolução de todo o processo que define o conceito de Hospital Digital, estão listados abaixo. Estágio 0 – Os três sistemas clínico-departamentais - Laboratório (LIS); Radiologia (RIS); e Farmácia (PHIS) – não instalados ou não integrados e sem nenhuma disponibilização online de informações. Estágio 1 – Sistemas para Laboratório, Radiologia e Farmácia instalados e integrados; ou resultados de exames disponibilizados online a partir de prestadores de serviços externos. Estágio 2 – Repositório de dados clínicos (CDR) instalado e centralizado. Pode ter um Vocabulário Médico Controlado (CVM), um sistema de apoio à decisão clínica para checagem básica de interações e capacidade de intercâmbio de informação clínico-assistencial. Estágio 3 – Documentação de enfermagem no Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), inclusive com a checagem de enfermagem registrada no sistema. Sistema de Apoio à Decisão Clínica (CDSS) para verificação de erros durante a prescrição e solicitação de exames. Sistema de Arquivamento e Comunicação de Imagens (Picture Archiving and Communication System – PACS) disponível fora da Radiologia. Estágio 4 – Sistema de Prescrição e Solicitação de Exames e Procedimentos (CPOE) instalado em pelo menos uma área assistencial. Sistema de apoio à decisão clínica baseado em protocolos clínicos; Estágio 5 – PACS com as principais modalidades de diagnósticos, com possibilidade de eliminação do filme (filmless). Estágio 6 – Circuito fechado da administração de medicamentos, inclusive com checagem à beira leito. Interação da documentação médica com sistemas de apoio à decisão clínica (modelos estruturados e alertas de variância e conformidade). Estágio 7 – PEP completo em pleno uso por todos os setores do hospital. Integração para compartilhar informações clínicas. Depósito de dados digitais (Data Warehouse) alimentando relatórios com resultados clínico-assistenciais, qualidade e Business Intelligence (BI). Dados clínicos disponíveis entre todos os setores: emergência, internação, UTI, ambulatório e centro cirúrgico.

25/03/2019 10:28


66

67

REPORTAGEM DE CAPA INVESTIMENTOS

Erik Shiniti Oki: operacional está alinhado aos conceitos do Hospital Digital

SELO DIGITAL Erik Shiniti Oki destaca que esses oito estágios elencados pela HIMMS, na prática, podem ser resumidos em cinco abordagens tecnológicas que as entidades médico-hospitalares devem percorrer para a conquista do valioso Electronic Medical Record Adoption Model (EMRAM), selo de acreditação digital conferido pela HIMSS – Healthcare Information and Management Systems Society: Digitalização das informações do Prontuário do paciente. Sistemas de Apoio à Decisão Clínica: para verificação de erros durante a prescrição e pedidos de exames, circuito fechado de administração de medicação, além de protocolos clínicos como base de ações. Capacidade de Intercâmbio de Informações e Relatórios Complexos. Utilização Completa e Plena de Soluções de Gestão Hospitalar: (PEP) Prontuário Eletrônico do Paciente, (CPOE) Sistema de Prescrição e Solicitação de Exames e Procedimentos e (PACS) Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens. Integração: Determinados equipamentos médicos (Monitor multiparamétricos).

50MAIS_Capa-v4.indd 66

O HNB estabeleceu o alinhamento do setor de tecnologia da informação ao seu board estratégico buscando o conceito de Hospital Digital sem perder o atendimento humanizado pelo qual a instituição é reconhecida. De acordo com Jorge Ares Garcia, Gerente de TI do Nipo-Brasileiro, esse esforço visa cumprir a visão institucional da instituição em ser reconhecida pela sua excelência na prestação de serviços com segurança e tecnologia, mas sobretudo fortalecer seu foco no atendimento humanizado. “Além da melhoria contínua dos processos na gestão da saúde e na qualidade do nosso atendimento, a instituição busca potencializar questões da segurança do paciente na assistência com aplicação permanente de treinamentos, busca por certificações de qualidade e tecnologias de apoio que fortaleçam a segurança. O investimento de recursos e tempo em gestão de processos e projetos está fornecendo resultados tangíveis na implantação e adoção de tecnologias de apoio a instituições, transparecendo a efetividade e o retorno dos investimentos”, ressalta. O investimento previsto em soluções de Digital Health em 2018/2019 representa um crescimento de 380% quando comparado aos últimos dois anos. Áreas como Infraestrutura de TI, Software e Tecnologia de Gestão, Prontuário Eletrônico, Suporte à Decisão Clínica e Serviços online para pacientes estão sendo priorizados.

Para mais informações sobre o Nipo-Brasileiro, acesse: www.hospitalnipo.org.br

25/03/2019 10:28


50MAIS_Capa-v4.indd 67

25/03/2019 10:28


68

69

REPORTAGEM DE CAPA

INCUBADORA DE STARTUPS DO EINSTEIN PREVÊ EXPANSÃO PARA 2019 ABRIGANDO ATUALMENTE 22 STARTUPS, ERETZ.BIO É O PRIMEIRO CENTRO DE INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO DENTRO DE UM HOSPITAL NO BRASIL

50MAIS_Capa-v4.indd 68

25/03/2019 10:28


A

Eretz.Bio, incubadora de startups de saúde da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, completou, no final de 2018, um ano desde a sua criação. Com o objetivo de fomentar o ecossistema de inovação em saúde e levar a qualidade e a excelência do Einstein para o setor, a iniciativa vem dando oportunidade para o desenvolvimento e a troca entre novos empreendedores. Agora, a incubadora prevê uma importante ampliação para 2019. “A ideia inicial foi criar um ambiente que propiciasse a interação e unisse empreendedores da área de saúde com os diversos atores do ecossistema de inovação em saúde, ou seja, os provedores de serviços, indústria, órgãos reguladores, agências de fomento, capital de risco e, principalmente, os pacientes e cidadãos. Passado um ano, notamos que podemos ir mais além”, afirma Dr. Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. Inaugurada em novembro de 2017, a Eretz.Bio é o primeiro centro de inovação e empreendedorismo dentro de um hospital no Brasil. Atualmente, a incubadora está localizada na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, e abriga vinte e duas startups de forma presencial e virtual. Os empreendedores incubados contam com um espaço de coworking, laboratórios e equipamentos do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa (IIEP) e acesso as diversas unidades geridas pelo Einstein. Para 2019 está prevista a criação da Eretz.bio 2, próxima à unidade Morumbi do Hospital Israelita Albert Einstein, que contará com um espaço ainda maior dedicado aos empreendedores em saúde. O novo prédio abrigará, em particular, as startups focadas em biotecnologia e que necessitam de apoios científicos e de pesquisa clínica

50MAIS_Capa-v4.indd 69

de maneira mais pronunciada. “A expansão da Eretz.bio será capaz de estreitar o relacionamento entre as startups com o próprio hospital, Medicina Diagnóstica, Instituto de Pesquisa e Unidades de Ensino, como as Faculdades de Medicina e Enfermagem, permitindo um fluxo de trabalho e colaboração cada vez melhor”, completa Klajner. O novo espaço representa também a expansão de um novo tipo de atividade empreendedora, com a previsão de criação de spin-offs de projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico interno. “Em 2019 estaremos, ademais, fortalecendo o caráter internacional do processo de apoio ao empreendedorismo em saúde com a contínua parceria com a Plug and Play, incluindo a atração de startups estrangeiras e o auxílio para aquelas startups nacionais em estágio mais avançado no processo de expansão global”, afirma Claudio Terra, Diretor-Executivo de Inovação e Gestão do Conhecimento do Einstein.

Dr. Sidney Klajner, presidente do Albert Einstein: expansão da Eretz.bio será capaz de estreitar o relacionamento entre as startups com o próprio hospital

25/03/2019 10:28


70

71

REPORTAGEM DE CAPA

SANTA IZABEL APRIMORA PROCESSOS ATRAVÉS DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL COMPROMETIMENTO COM A TECNOLOGIA TEM SIDO UM DOS GRANDES PILARES DE CRESCIMENTO DA INSTITUIÇÃO

A

Santa Casa da Bahia ampliou os investimentos para implementar novas soluções tecnológicas com capacidade de melhorar a qualidade e segurança da assistência ao paciente e transformar o Hospital Santa Izabel no primeiro hospital digital da Bahia. A expectativa é conquistar ainda este ano a certificação da Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS) estágio 7, restrita a menos de sete hospitais brasileiros, considerada uma das mais importantes metodologias que auxiliam no processo de transformação digital de hospitais. Para tanto, avanços vem sendo implantados de forma contínua no pioneiro hospital baiano. O mais recente deles é considerado um marco na transformação tecnológica do hospital e envolveu a implantação da checagem eletrônica de medicamentos à beira do leito com uso de Personal Digital Assistants (PDAs) e carros móveis com notebooks. Amparado pelo uso de dispositivos e pelo uso de dispositivos e sistemas com capacidade de impedir erros e apoiar a decisão dos profissionais, desde a prescrição médica até a leitura da pulseira do paciente e do código de barras do medicamento, o processo é considerado pelos especialistas parte fundamental de um esforço que envolve maior segurança assistencial. “Estamos sempre procurando investir em tecnologia da informação e capacitação profissional para qualificar e tornar ainda mais segura a assistência prestada ao paciente no Hospital Santa Izabel”, afirma o provedor da Santa Casa da Bahia, Roberto Sá Menezes.

50MAIS_Capa-v4.indd 70

Os resultados positivos oriundos dessa iniciativa que já contempla todas as unidades assistenciais do Santa Izabel estão sendo destacados também pelos profissionais que prestam assistência direta aos pacientes. “Agora estamos fazendo de forma muito mais eficaz e ágil a tão almejada dupla checagem na administração do medicamento ao paciente”, diz a enfermeira Rajaná Itaparica, coordenadora do PA Pediátrico da instituição. O gerente de Tecnologia da Informação da Santa Casa, Carlos Nestor Passos, acrescenta que todo esse investimento tecnológico, voltado à eliminação do uso de papel no ambiente hospitalar, envolve a capacitação dos profissionais que atuam na assistência e é considerado vital para melhorar a experiência do paciente e garantir maior segurança nos processos. Atualmente, o Hospital Santa Izabel possui a certificação nível 6, conquistada através de diversos investimentos e adequações tecnológicas. “Vamos continuar nossos esforços para alcançarmos o nível máximo de excelência na qualidade e segurança do cuidado ao paciente, a partir de uma concepção ampla de que o conceito de hospital digital transcende o uso de tecnologia e envolve a satisfação de nossos clientes e profissionais”, diz Passos.

Para mais informações sobre o Hospital Santa Izabel, acesse: www.hospitalsantaizabel.org.br

25/03/2019 10:28


Roberto Sá Menezes provedor da Santa Casa da Bahia

“O COMPROMETIMENTO COM A TECNOLOGIA É UM DOS GRANDES PILARES DE CRESCIMENTO DO SANTA IZABEL, QUE ESTÁ CADA VEZ MAIS PERTO DE SER O PRIMEIRO HOSPITAL BAIANO A OBTER A CERTIFICAÇÃO NÍVEL 7, CONCEDIDA PELA HIMSS”

50MAIS_Capa-v4.indd 71

25/03/2019 10:28


72

73

REPORTAGEM DE CAPA

50MAIS_Capa-v4.indd 72

25/03/2019 10:28


EMPRESAS MAIS INOVADORAS EM DIGITAL HEALTH Q

uais são as empresas de digital health mais inovadoras do Brasil? Com base em informações enviadas pelas instituições de saúde e na análise criteriosa e independente de um conselho editorial, a Pesquisa 50+ Inovadores da Saúde 2019, publicada pela revista Medicina S/A, mapeou as 25 empresas, marcas e soluções mais lembradas por sua inovação em TICs, Digital Health e Telemedicina. Entre as categorias de produtos estão Prontuário Eletrônico, Softwares de Gestão, Apoio à Decisão Clínica, PACS/RS, mHealth e Apps, Plataformas para Prevenção, Monitoramento e Infraestrutura. Conheça as empresas indicadas e as soluções destacadas na pesquisa.

Agfa Healthcare https://global.agfahealthcare.com/brazil

Benner www.benner.com.br

Engage Suite – plataforma da Agfa possibilita compartilhamento de informações, resultados, imagens e documentação clínica a pacientes e médicos. Interface é adaptada para smartphones, tablets, laptops e desktops.

Hospitais e Clínicas – a solução da Benner abrange processos como atendimento, internação, centro cirúrgico, suprimentos, faturamento, financeiro e contábil. Módulos 100% web, Touch screen, Cloud Computing com prontuário eletrônico, com certificação pela SBIS.

AxisMed

www.portalaxismed.com.br Business Intelligence – plataforma da AxisMed oferece uma visão detalhada da utilização de recursos de saúde, com os aspectos clínicos e econômicos mais relevantes, através de dashboard customizável, filtros dinâmicos e atualização periódica.

50MAIS_Capa-v4.indd 73

Bionexo www.bionexo.com Gestão de Compras para Instituições Privadas – a solução digital da Bionexo permite às instituições de saúde comprar e gerir insumos diversos com uma comunidade ampla de fornecedores. Graças a ela, há redução de custos e otimização de rotinas operacionais.

Cerner www.cerner.com/br/ Soluções clínicas Millennium – o sistema de prontuários eletrônicos da Cerner mantém as informações dos pacientes atualizadas em tempo real, compartilhando um único design que facilita o fluxo de informações entre equipes e locais de atendimento médico.

Cisco www.cisco.com.br SmartCare – a plataforma integra as soluções Cisco a um serviço de gerenciamento remoto dos cuidados a pacientes crônicos, ajudando provedores de saúde a gerar economia de 20% dos custos assistenciais, além de garantir mais qualidade de vida a pacientes que necessitam de acompanhamento constante.

Dr. TIS www.drtis.com.br Dr. Nuvem – o sistema de gerenciamento de imagens diagnósticas da Dr. TIS permite emissão de laudos a distância. Entre as principais funcionalidades, destacam-se: pesquisa e visualização de imagens diagnósticas, emissão de laudos e consulta do histórico de exames, com evolução dos laudos e diagnósticos por imagens de cada atendimento.

25/03/2019 10:28


74

75

REPORTAGEM DE CAPA

GE Healthcare www.gehealthcare.com.br Centricity RIS-i – sistema de informações de radiologia via internet desenvolvido pela GE Healthcare. A solução possibilita um gerenciamento completo do f luxo de informações para departamentos de radiologia e medicina nuclear.

IBM www.ibm.com.br Watson for Oncology – a plataforma de inteligência artificial desenvolvida pela IBM dá suporte no tratamento de pacientes com câncer. Integrando-se ao trabalho da equipe médica, a solução fornece aos profissionais opções terapêuticas baseadas em evidências científicas mundiais.

Input www.input.com.vc WinHosp.Net – o software para a Saúde da Input engloba todas as áreas – incluindo clínicas, emergência, atenção básica, hospitais de média e alta complexidades, laboratórios e setores de imagens.

Intersystems www.intersystems.com/br/ HealthShare – a plataforma da

50MAIS_Capa-v4.indd 74

Intersystems conecta provedores, pacientes e fontes pagadoras com registros e análises abrangentes. A solução cria um registro virtual do paciente, base para uma assistência coordenada, baseada em qualidade e gestão de saúde populacional.

Medilab Sistemas www.medilabsistemas.com.br PACS MediSystem – o sistema de PACS da Medilab Sistemas reúne softwares de alto desempenho em tecnologia para gestão de imagens, possibilitando mais produtividade e f luxo de trabalho otimizado. A solução gera, compartilha e armazena imagens médicas com rapidez e eficiência.

MV www.mv.com.br SOUL MV – o prontuário eletrônico da MV reúne, em um único local, as informações clínicas e assistenciais de todos os atendimentos dos pacientes, simplificando o armazenamento de dados e facilitando o dia a dia de médicos, equipes de enfermagem e demais profissionais de saúde, além de garantir a segurança do paciente. A solução foi reconhecida pelo KLAS, instituto norte-america-

no de pesquisa e insights, como o melhor prontuário eletrônico da América Latina.

Optum www.optum.com.br NurseLine – a solução da Optum oferece suporte telefônico 24 horas por dia para esclarecer dúvidas sobre os mais diversos tópicos, incluindo o fornecimento de informações gerais e orientações às queixas apresentadas, baseando-se em protocolos de saúde.

Orizon www.orizon.com.br Conectividade – as plataformas de Conectividade da Orizon buscam simplificar o relacionamento entre operadoras, prestadores de serviços e usuários, gerando eficiência, agilidade e segurança para o seu negócio.

Philips www.philips.com.br/healthcare Tasy – a solução de informática em saúde da Philips integra todas as áreas da instituição, conectando os pontos de cuidado dos pacientes e otimizando os processos. O sistema evita desperdício e aumenta a produtividade dos processos.

25/03/2019 10:28


50MAIS_Capa-v4.indd 75

25/03/2019 10:29


76

77

REPORTAGEM DE CAPA

50MAIS_Capa-v4.indd 76

25/03/2019 10:29


dos usuários na busca por informações, como histórico de saúde, intervenções personalizadas, conteúdos educativos, serviços, entre outros.

Pixeon www.pixeon.com.br

TeleLaudo www.telelaudo.com.br

PACS – com recursos de visualização, interpretação, armazenamento e distribuição de imagens, o sistema de PACS da Pixeon destaca-se por ser uma solução completa e suportar todas as etapas da prestação de serviços.

Laudos a distância – atendendo a hospitais e clínicas de qualquer porte, 24 horas por dia, a TeleLaudo oferece soluções para tomografia, ressonância, raios-X, mamografia, densitometria, entre outros, elaborados por radiologistas subespecialistas.

SAP www.sap.com.br SAP EMR Unwired – a solução da SAP permite acesso direto às informações dos pacientes por dispositivos portáteis, eliminando atrasos e imprecisões que possam comprometer o atendimento.

Siemens www.siemens.com.br e-Health – a plataforma de interoperabilidade da Siemens permite agregar dados de diversos sistemas de gestão clínica e hospitalar, criando um prontuário médico unificado. A solução também permite a interação entre médicos, pacientes e prestadores de serviços, por meio de aplicativos móveis e conectividade com dispositivos wearables.

ShareCare www.sharecare.com.br Plataforma Sharecare – a ferramenta interativa foi projetada para criar perfis individuais de saúde e facilitar a experiência

50MAIS_Capa-v4.indd 77

ToLife www.tolife.com.br TriusOne – o posto de triagem da ToLife integra todos os equipamentos necessários para a classificação de risco clínico, permitindo à instituição de saúde agilizar o atendimento dos pacientes e aprimorar as definições de prioridade.

TopMed www.topmed.com.br Saúde em Dia – o serviço de gestão de crônicos da TopMed estabelece um novo modelo de prestação de serviços de saúde, incrementando a relação profissional entre a equipe médica e

o beneficiário. Através de uma central de orientação e informação, a empresa promove o monitoramento das condições de saúde do indivíduo, estimulando o autocuidado.

Totvs www.totvs.com/saude Soluções para Hospitais – as soluções da Totvs ajudam a padronizar os processos, garantindo a segurança do paciente e apoiando o processo de acreditação. Elas também auxiliam na redução de custos e glosas com a integração entre outros setores, o controle rígido de materiais e medicamentos e a gestão de leitos.

VMWare www.vmware.com.br IoT – a solução de IoT da VMWare gerencia, monitora e protege toda a infraestrutura para criar um sistema de serviços de saúde mais eficiente e responsivo, tendo como objetivo proporcionar um melhor atendimento ao paciente, com menos riscos à segurança do mesmo e maior produtividade dos prestadores.

25/03/2019 10:29


78

79

REPORTAGEM DE CAPA

50MAIS_Capa-v4.indd 78

25/03/2019 10:29


FLUXOS MAIS INTELIGENTES PARA A SAÚDE

COM INVESTIMENTO EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, MEDILAB SISTEMAS MODERNIZA PLATAFORMA DE PACS E OTIMIZA FLUXOS DE TRABALHO

C

onectar, compartilhar e aprimorar os processos de informação são estratégias essenciais para as instituições de saúde. A transformação digital tem ajudado a otimizar o setor que aposta em soluções com fluxos mais inteligentes. Exemplo do MediSystem PACS, solução da Medilab Sistemas criada para potencializar o trabalho de todos os profissionais envolvidos no atendimento. De acordo com Vincenzo De Roberto, Diretor Executivo de Desenvolvimento da Medilab Sistemas, a plataforma se vale de uma série de recursos, como o laudo guiado, para dar mais agilidade e segurança à utilização. “O uso de portais de resultados, a digitalização de documentos e o trânsito digital das informações aceleram os processos, desde o atendimento primário ao paciente aos recursos de medicina diagnóstica e à entrega final dos resultados de exames, o que gera redução efetiva de custos e melhoria de fluxo”, conta. Para o executivo, outro aspecto importante é como a sustentabilidade está presente em cada funcionalidade da plataforma. “Falamos de tecnologia paperless, uma tendência inovadora que traz benefícios importantes para instituições de saúde, como integração de dados clínicos e segurança no envio e transmissão de informações. Quando pensamos no desenvolvimento de tecnologia sustentável, falamos igualmente de maior conforto oferecido ao paciente e comunicação entre médicos especialistas”.

50MAIS_Capa-v4.indd 79

25/03/2019 10:29


80

81

REPORTAGEM DE CAPA De acordo com Elias Antonio (à esquerda) e Vincenzo De Roberto (à direita), a utilização de tecnologias inovadoras também tem otimizado as soluções de Telerradiologia

A utilização de tecnologias inovadoras também tem otimizado as soluções de Telerradiologia e RIS da empresa, uma vez que antecipam as demandas do setor. Elias Antonio, Diretor Executivo de Atendimento da Medilab, revela que a chave está nos processos integrados. “As nossas soluções conversam, se integram. Temos total domínio das ferramentas construídas porque são pensadas, desenvolvidas e implantadas por nossos especialistas. Toda inteligência no desenvolvimento das soluções está relacionada à característica da Medilab de ouvir e atender às demandas do mercado, dos nossos clientes e diferentes perfis de negócio, incorporando inovações tecnológicas globais de diversos segmentos à área de healthcare.” Fica claro para os executivos que, com o objetivo de alinhar as necessidades do setor de healthcare ao desenvolvimento de soluções inovadoras, é pre-

50MAIS_Capa-v4.indd 80

ciso passar por três pontos: inteligência artificial, tecnologias sustentáveis e um atendimento cada dia mais humanizado. “Em Hospitais Inteligentes, a junção entre serviços e produtos, somados ao uso de big data e data analytics, contribui para a melhoria na tomada de decisões e diagnósticos mais precisos. O principal desafio agora é romper com o ecossistema analógico em todas as etapas do processo”, diz Vincenzo De Roberto. Elias Antonio ressalta que o foco de toda a experiência de desenvolvimento em healthcare está voltada ao paciente, ligada também à autonomia dada em sua experiência médica.

MERCADO BRASILEIRO Diante de tantas inovações, a pergunta é: o setor de saúde brasileiro está preparado para receber e investir em tecnologias digitais? Para De Roberto, o mercado está visivelmente amadurecendo, buscando mesclar tecnologia com a potencialização da qualidade em todos os aspectos, do atendimento à percepção do paciente. “Há duas vertentes quando pensamos em avanços da tecnologia em healthcare: empresas inovadoras que, por vezes, transformam as demandas e metodologias tanto em gestão quanto nos recursos ofereci-

25/03/2019 10:29


dos para diagnósticos e entregas ao paciente, e também as demandas das instituições de saúde que envolvem regras de negócio, infraestrutura, noção de melhores entregas. Todos os pontos convergem, é claro, para soluções disruptivas que agilizem e valorizem a cada dia a assistência ao paciente”, destaca. Em outras palavras, estamos em processo de adaptação à nova realidade. “O fato é que gradativamente os computadores ocupam espaços centrais em todos os serviços e, com a IoT (Internet of Things) e Inteligência Artificial (IA), as possibilidades para o futuro são inimagináveis. Além da equipe de funcionários, as instituições de saúde precisam investir em uma infraestrutura de ponta para se tornarem 4.0.” Mas há desafios. Elias Antonio explica que quando falamos em despesas, por exemplo, são necessárias tecnologias que reduzam o custo de operação e melhorem a relação do médico solicitante e paciente com o prestador final do serviço, visando acelerar a comunicação. “Assim como a importância de promover o desenvolvimento e a implementação de políticas, estratégias e serviços de saúde que capacitem os pacientes no processo, tomada de decisão e gestão de sua condição.

50MAIS_Capa-v4.indd 81

Para isso, os recursos tecnológicos precisarão estar adaptados ao novo panorama, entregando ferramentas flexíveis e que facilitem essa nova realidade”. É o que a Medilab tem buscado. Com mais de 20 anos de atuação, a empresa vem passando por um processo de crescimento ligado à evolução das tecnologias e à reestruturação organizacional. “Ao longo do tempo, aprimoramos conhecimento técnico, otimizamos metodologias de trabalho e, com isso, passamos a atender desde grandes empresas de diagnóstico da América Latina a novas clínicas que estão iniciando um processo de profissionalização. A escalabilidade dos nossos produtos é a chave do crescimento da Medilab”, destaca De Roberto. Para o Diretor Executivo de Desenvolvimento da Medilab, essa mesma estratégia vem sendo usada no processo de internacionalização, inicialmente com a Colômbia em 2015, e agora atingindo novos mercados da América Latina e países europeus. Já Elias Antonio ressalta que trabalhar em colaboração tem sido a direção seguida pela Medilab para conquistar bons resultados. A estratégia vai além de gerar negócios. É preciso compartilhar conhecimento. “Nossos clientes pertencem a uma grande comunidade. Nela, encontram o compartilhamento de conhecimento necessário para que possam enxergar o crescimento de suas instituições e um atendimento cada dia melhor ao seu cliente final. Trabalhamos em colaboração, dependemos um do outro para avançarmos juntos”, conclui.

Para mais informações do MediSystem PACS, acesse: medilabsistemas.com.br

25/03/2019 10:29


82

83

REPORTAGEM DE CAPA

NURSELINE: ATENDIMENTO PERSONALIZADO PARA O CUIDADO CERTO NO MOMENTO CERTO SOLUÇÃO DA OPTUM® DIMINUIU O ACESSO DE BENEFICIÁRIOS DE PLANOS DE SAÚDE AO PRONTO-SOCORRO E POSSIBILITOU UMA ECONOMIA REAL

G

erenciar os cuidados com a saúde envolve uma abordagem única e integrada. Para isso, é necessário conhecer os usuários do sistema, saber como eles interagem com as questões relacionadas ao seu bem-estar físico, mental e emocional. O atendimento telefônico especializado para cuidados de saúde apoia essa abordagem por seu olhar holístico sobre o paciente, seja um beneficiário de plano de saúde, sejam colaboradores de empresas ou usuários do sistema único de saúde (SUS). A Optum, empresa de serviços de saúde e inovação que atua com análise de dados e gestão de saúde populacional no Brasil, é uma das pioneiras nesses serviços por meio de aconselhamento telefônico 24 horas por dia, 7 dias por semana: o NurseLine. A empresa possui uma equipe multidisciplinar que presta atendimento, entendendo as queixas e os sintomas relacionados a cada caso com base em protocolos de saúde. Entre as principais vantagens desse serviço estão o apoio às diversas necessidades de cuidados e, ao mesmo tempo, à redução de custos com visitas ao pronto-socorro. Uma recente história de sucesso mostra como é possível gerar resultados com esses serviços. Durante três meses, os especialistas da Optum atenderam cerca de 2,7 mil beneficiários de um dos principais planos de saúde do País e transformaram as informações fornecidas durante o

50MAIS_Capa-v4.indd 82

atendimento em métricas de avaliação. A atuação da empresa durante esse período possibilitou uma economia de R$ 80 mil no trimestre para o cliente. Para se ter ideia, dos beneficiários que acionaram o serviço, 35% seguiram a orientação dos especialistas e desistiram de ir ao pronto-socorro, pois esclareceram suas dúvidas por telefone. E, ainda, 47% daqueles que procuraram o NurseLine tiveram os casos solucionados sem necessidade de acionar outros serviços do plano. Assim, foi possível solucionar as questões de saúde com segurança e mais agilidade, ajudando a evitar o alto risco de contaminação e o tempo elevado de espera do atendimento em pronto-socorro. O NurseLine não lida somente com a melhoria dos indicadores financeiros. Os especialistas adotam uma abordagem holística da saúde do paciente, incentivando o fluxo assistencial adequado e sem desperdício de recursos. Como exemplo da eficiência das orientações, 15% dos beneficiários que antes esperariam melhoras dirigiram-se ao pronto-socorro, e 14% dos que aguardariam para passar em consulta preferiram procurar um hospital. Atuando conforme a tendência atual de coordenação do cuidado, o aconselhamento em saúde tam-

25/03/2019 10:29


bém é uma oportunidade para identificar pacientes em condição crônica que podem ser encaminhados para outros programas fornecidos pelo plano. Isso acontece por meio da conscientização dos pacientes de seu real estado e das possibilidades de conduta, utilizando uma estratégia de educação em saúde. As recomendações são personalizadas, de acordo com as necessidades, o estilo de vida e as preferências de cada um, podendo ser apoiadas por tecnologias como SMS e e-mail. O serviço também orienta sobre o uso da medicação prescrita pelo médico do beneficiário, orientando na administração e possíveis alternativas. Sabe-se que 40,9% dos brasileiros fazem autodiagnóstico pela internet, enquanto que a automedicação é praticada por 79% das pessoas com mais de 16 anos, segundo dados recentes do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ). O aconselhamento ajuda a esclarecer as dúvidas em saúde, apoiar escolhas mais assertivas e promover vidas mais saudáveis. É dessa forma que o programa pode contribuir para que as organizações atinjam suas metas de saúde, promovam vidas mais saudáveis e impactem positivamente os indicadores do sistema como um todo.

50MAIS_Capa-v4.indd 83

Assista ao vídeo da Optum sobre o serviço de educação em saúde e coordenação de cuidados.

25/03/2019 10:29


84

85

REPORTAGEM DE CAPA

GESTÃO DE SAÚDE POPULACIONAL COMO A ANÁLISE DE DADOS ESTÁ ENTENDENDO COMPORTAMENTOS, TRANSFORMANDO PROCESSOS E APOIANDO A TOMADA DE DECISÕES NA SAÚDE

transformação digital está reconstruindo a forma como gerenciamos a saúde. A Gestão de Saúde Populacional e a Análise de Dados nunca foram tão necessárias para entender comportamentos, transformar processos e apoiar a tomada de decisões de Operadoras, Hospitais, Ciências da Vida, Empresas e Governo. Para compreender esse novo cenário, a Medicina S/A conversou com Luiz Rodrigo Barros e Silva, Presidente interino & Diretor Executivo de Clientes, Consultoria & Soluções da Optum. Nos Estados Unidos, a empresa atende 80% dos hospitais, 80% das empresas listadas no ranking das 100 maiores companhias da revista americana Fortune e mais de 300 planos de saúde. Localmente, a Optum gerencia programas de bem-estar para mais de 700 empresas nos mercados brasileiro e latino-americano, fornecendo soluções que servem mais de 2 milhões de vidas.

50MAIS_Capa-v4.indd 84

25/03/2019 10:29


M. O Brasil passa por uma revisão de modelos com foco na medicina preventiva? O sistema de saúde só se tornará sustentável se o foco mudar da doença para a saúde, ou seja, para a prevenção. Cada vez mais é necessário atuar na redução do risco de saúde das pessoas, evitando que fiquem doentes e se tornem crônicos posteriormente. Os modelos bem-sucedidos são aqueles capazes de conhecer melhor o risco de saúde e desenhar e executar ações coordenadas de cuidado, direcionando as pessoas para o tratamento mais adequado.

M. As soluções criam um ambiente mais seguro e eficaz para operadoras e prestadores?

Medicina S/A. A Optum é especializada em análise de dados e de gestão de saúde populacional. Qual o impacto desse tipo de solução para o mercado brasileiro? Lideramos globalmente a aplicação da análise de dados e tecnologia para melhorar os cuidados de saúde, aumentar a satisfação clínica e a experiência do paciente, entender melhor as alavancas de custo e uso, identificar pacientes para intervenções clínicas específicas, implantar novos modelos de remuneração e gerenciamento de complexidade, promover um gerenciamento de recursos mais efetivo e realizar pesquisas clínicas. Um exemplo de nossa capacidade analítica é uma solução construída exclusivamente para o mercado brasileiro, capaz de agrupar internações clinicamente homogêneas para medir a complexidade e o gerenciamento do cuidado, hoje implementada em diversos hospitais brasileiros. Para implementá-la no país, analisamos 80 milhões de dados de internações e registros clínicos.

50MAIS_Capa-v4.indd 85

Os hospitais e planos de saúde enfrentam grandes desafios na tentativa de equilibrar os custos médicos e os indicadores de saúde dos seus beneficiários. Nossas tecnologias, conhecimentos e capacidades podem ajudar a otimizar o desempenho de suas operações e da rede viabilizando ações que impactam na redução dos custos. Segundo a ANS, as internações são responsáveis pela maior parte das despesas das operações de saúde, representando cerca de 40% dos gastos deste segmento. No caso das operadoras, podemos ajudar a avaliar a performance das internações por hospital por meio da criação de indicadores e apresentar as instituições que representam a maior parcela dos custos totais de cirurgias, apontando, com isso, o nível de desempenho clínico e a normalização dos custos praticados pelos hospitais credenciados, entre outros indicadores. Para os hospitais, desenvolvemos a capacidade analítica para conhecer o perfil de internações de um ou vários hospitais, além de destacar oportunidades.

25/03/2019 10:29


86

87

REPORTAGEM DE CAPA

“A GESTÃO DA SAÚDE POPULACIONAL É FUNDAMENTAL PARA AGIR DE FORMA MAIS PREVENTIVA, MELHORAR RESULTADOS DOS TRATAMENTOS E VIABILIZAR TODA A CADEIA DE VALOR DE SAÚDE.”

 

M. A saúde pública também representa um importante mercado para a empresa. De que forma a Optum tem ajudado o Governo a otimizar a gestão? A Optum atua fortemente com instituições governamentais nos Estados Unidos, ajudando as pessoas a receber os cuidados certos com os custos adequados. No Brasil, atuamos na prestação de serviços de estratificação do risco da população, agendamento de consultas e monitoramento de condições. Com nossos serviços, o Governo pode alavancar o uso de dados para gerenciar melhor os recursos de saúde disponíveis. Um maior grau de integração entre municípios, estados e União pode possibilitar um melhor atendimento geral de saúde da população, de um modo mais eficiente.  

mental a correta análise dos dados para melhor entender características e comportamentos e tomar decisões de como atuar de forma mais efetiva. Isto é gerir a saúde populacional. Essa gestão é fundamental para agir de forma mais preventiva, melhorar resultados dos tratamentos e viabilizar toda a cadeia de valor de saúde. Aplicamos Dados & Análises para entregar insights acionáveis, serviços de qualidade e engajamento personalizado para gerenciar os custos totais do cuidado, reduzindo riscos e melhorando a qualidade e os resultados para indivíduos e organizações.

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

M. Neste sentido, como a empresa pode ajudar a saúde no Brasil? A Optum se propõe a transformar o Sistema de Saúde no Brasil embasada pelo amplo leque de capacitações e inovações que a empresa possui nos Estados Unidos. Temos expertise e capacidade para atuar em parceria com todos os participantes do sistema de saúde, e isso é único. A aplicação de tecnologias avançadas em nossas soluções, tais como a Inteligência Artificial e Machine Learning, possibilita-nos entregar resultados de grande impacto, otimizando custos e melhorando o desfecho clínico e a experiência dos pacientes.

M. Por que gerenciar a saúde populacional? Para reduzir custos no sistema de saúde é funda-

50MAIS_Capa-v4.indd 86

Acesse mais informações da Optum em: www.optum.com.br

25/03/2019 10:29


Anúncio - Revista Medicina.pdf 1 19/03/2019 15:39:33

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

50MAIS_Capa-v4.indd 87

25/03/2019 10:29


88

89

REPORTAGEM DE CAPA

50MAIS_Capa-v4.indd 88

25/03/2019 10:29


ALTA PERFORMANCE PARA O PACS COM APLICAÇÃO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, SOLUÇÃO DE PACS DA PIXEON FOI AVALIADA COMO A MELHOR DA AMÉRICA LATINA

D

istribuir conhecimento e compartilhar informação resulta em produtividade. E é justamente com essa proposta de valor que a Pixeon, empresa nacional de tecnologia para saúde, se propõe a entregar eficiência. Para isso, a companhia aposta no atendimento de ponta a ponta, desde o agendamento até a entrega de resultados, o que garante mais agilidade e segurança da informação. Com a maior base instalada da América Latina, a companhia atende cerca de 2000 instituições. De acordo com Armando Buchina, CEO da Pixeon, é preciso olhar o mercado como um todo, observando suas diferentes segmentações. “Atendemos todo o setor da saúde: Hospitais, Centros de Radiologia, Laboratórios, Policlínicas e Centros Médicos. Conhecemos os desafios que as diferentes instituições enfrentam no dia a dia. Essa mescla de conhecimentos nos torna especialistas nos processos de todas as verticais de saúde e nos permite implementar as boas práticas em toda a cadeia”, explica. Para o executivo, a integração dos processos é hoje o principal desafio das soluções digitais para saúde. “Garantir que a administração consiga visualizar com mais clareza questões fundamentais para o dia a dia, do faturamento e estoque até a parte assistencial, é essencial para um atendimento seguro e eficiente aos pacientes. E o que nos permite estar preparados para atender todas

50MAIS_Capa-v4.indd 89

as necessidades do mercado é o investimento constante em inovação. Assim, conseguimos garantir o dinamismo e a flexibilidade que as transformações no setor de saúde exigem”, explica. Recentemente, a empresa divulgou um investimento de R$ 83 milhões em P&D para os próximos 5 anos. O objetivo é ampliar as inovações e melhorias de processos e de funcionalidades, tudo baseado no conceito de aprimorar a jornada do paciente. Entre as novidades, a empresa deve buscar por soluções de mobilidade, lançando aplicativos para pacientes e profissionais de saúde, além de trazer novas soluções de inteligência artificial, como o uso de chatbots para atendimento.

ALTA PERFORMANCE No começo de 2019, a solução de PACS (Picture Archiving and Communication System) da Pixeon foi avaliada como a melhor da América Latina em estudo realizado pela KLAS, organização norte-americana de pesquisa que monitora globalmente a performance dos fornecedores do setor. Além de recursos como reconstrução de imagens de alta performance, acesso ao histórico do paciente, protocolos de visualização e integração à maior biblioteca de apoio ao diagnóstico por imagem (Statdx, da Elsevier), o PACS Aurora conta com uma aplicação de inteligência artificial para a detecção automática de vértebras.

25/03/2019 10:29


90

91

REPORTAGEM DE CAPA

“O software foi treinado para identificar as vértebras em exames de coluna de tomografia computadorizada e ressonância magnética, permitindo uma localização automática e mais rápida das estruturas. Nos próximos anos, investiremos cada vez mais em soluções para análises preditivas de exames”, revela. Buchina lembra que a melhoria dos processos clínicos, administrativos e financeiros das instituições vem contribuindo para a conquista de certificações importantes ligadas ao uso de tecnologia em prol dos pacientes. “Aqui buscamos o equilíbrio entre inovar, transformando a saúde por meio da tecnologia, e humanizar, seja na conexão com colaboradores e parceiros, seja no relacionamento com clientes. Além disso, procuramos ser o melhor parceiro possível na implementação das soluções. Para isso, ajudamos a encontrar os melhores caminhos, seguindo as boas práticas de todas as verticais”, conta.

ACESSO À INOVAÇÃO Um dos mercados que mais crescem, o setor de tecnologia aplicado à saúde no Brasil ainda enfrenta um grande desafio de acesso à inovação. Ainda que a maior parte das instituições privadas já conte com ferramentas digitais, o mesmo não se pode dizer do setor público. “A tecnologia é fundamental para aumentar a segurança dos

50MAIS_Capa-v4.indd 90

procedimentos, além de aperfeiçoar a gestão das instituições. Mesmo com todos os desafios, estamos otimistas com relação ao crescimento do setor em 2019”. Entre os próximos passos, a Pixeon passará por evoluções tecnológicas importantes que devem colocar os produtos em um patamar superior e melhorar a competitividade. “Com todo o investimento em pesquisa e desenvolvimento para transformar nossas soluções, planejamos crescer na casa de 2 dígitos ao ano nos próximos 5 anos”.

25/03/2019 10:29


DURANTE OS PRÓXIMOS CINCO ANOS, A PIXEON INJETARÁ R$ 83 MILHÕES EM P&D, VISANDO MELHORAR A JORNADA DO PACIENTE.

TELEMEDICINA Uma das grandes expectativas do setor tem sido a possibilidade de regulamentação da telemedicina, que pode abrir novas oportunidades tanto para os prestadores de serviços da saúde quanto para a indústria de tecnologia. Segundo o CEO da Pixeon, a telemedicina está sendo impulsionada pelo avanço da internet, que chega a lugares cada vez mais remotos, e pelas conexões via rádio e fibra óptica. São evoluções tecnológicas que, embora não tenham nascido dentro da área da saúde, estão possibilitando que equipes médicas alcancem pacientes de outras regiões geográficas, geralmente mais afastadas e com pouca ou nenhuma assistência hospitalar. “A Central Radiológica da Pixeon, por exemplo, viabiliza a realização de laudos a distância, permitindo o acesso a imagens a qualquer hora, em qualquer lugar”. Buchina explica que, mais do que tecnologia, trata-se de uma mudança de cultura. “Acredito que será impulsionada especialmente pelo comportamento dos pacientes. Como toda mudança, o começo exige adaptações, mas sempre que temos habilidades humanas e tecnologia trabalhando para um objetivo comum, o cuidado com as pessoas, temos que esperar os melhores resultados”, conclui.

50MAIS_Capa-v4.indd 91

Armando Buchina, CEO da Pixeon: tecnologia é fundamental para aumentar a segurança dos procedimentos, além de aperfeiçoar a gestão das instituições

Acesse mais informações sobre a Pixeon em: www.pixeon.com.br

25/03/2019 10:29


92

93

REPORTAGEM DE CAPA

CONECTIVIDADE CLÍNICA E OPERACIONAL

COM SOLUÇÃO QUE PERMITE INTEGRAR OS PROCESSOS CLÍNICOS AOS OPERACIONAIS, BENNER SIMPLIFICA A OPERAÇÃO DE HOSPITAIS E OPERADORAS DE SAÚDE

N

ão é nenhum segredo que a indústria da saúde mudará ainda mais nos próximos anos. Entre as principais tendências estão inovações tecnológicas nas áreas de conectividade, inteligência artificial, big data e Internet das Coisas, que provocarão a disruptura dos modelos atuais. Nesse cenário, a conectividade assume papel fundamental na sustentação do novo modelo de serviços e é prioridade na agenda dos executivos da saúde. No setor, há dois tipos de conectividade: a clínica, voltada para conectar os pacientes às equipes médicas, e a orientada aos processos operacionais. A pergunta que fica é: como integrar todos esses novos sistemas e tecnologias? Para facilitar cada vez mais a integração da ope-

50MAIS_Capa-v4.indd 92

radora com os prestadores de serviços, a Benner tem buscado simplificar o funcionamento das empresas médicas por meio de prontuários eletrônicos, portais de relacionamento e saúde via conferência, entre outras inovações. Mas, segundo o CEO da companhia, Severino Benner, ainda há muito para se fazer. A empresa, quarta em software de gestão do País, está entre as duas maiores nacionais no segmento de saúde. Com uma plataforma que permite integrar todos os processos clínicos aos operacionais, abrangendo atendimento, internação, centro cirúrgico, suprimentos, faturamento, financeiro e contábil, foi uma das citadas na pesquisa 50+ Inovadores da Saúde, realizada pela Medicina S/A.

25/03/2019 10:29


PADRONIZAÇÃO O executivo explica que há no mercado uma busca constante por padronização de tabelas e comunicações, o que possibilitaria um salto ainda maior no quesito conectividade. “Por exemplo, integrar os laboratórios às operadoras ainda é um desafio, devido ao grande volume de sistemas utilizados por essas empresas que ainda não são baseados em tecnologias de ponta, como microsserviços. Além disso, não existe uma padronização, mas uma integração para cada um dos sistemas utilizados”, ressalta. Para Benner, houve uma grande evolução quando a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) criou o padrão TISS. Contudo, mesmo depois de cinco anos, ainda há prestadores com dificuldades para gerar dados nesse padrão. “O que também caminha a passos lentos é a integração de informações clínicas, como o prontuário eletrônico do paciente, exames etc. A falta de um prontuário único dificulta a gestão mais eficiente da saúde do usuário, que é fator fundamental para a redução

50MAIS_Capa-v4.indd 93

do custo. Para tornar a gestão mais sustentável a médio prazo, deveria haver mais colaboração entre a cadeia da saúde”, explica. O aumento dos custos da saúde tem se tornado uma grande dor de cabeça para os empresários que custeiam os planos de seus funcionários. Os valores têm aumentado três vezes acima do reajuste médio dos salários. Para o CEO da Benner,

25/03/2019 10:29


94

95

REPORTAGEM DE CAPA

Severino Benner: processos de negócios mudarão substancialmente nos próximos anos

SAÚDE SUPLEMENTAR

a falta de colaboração está gerando um movimento em que, a exemplo do que já vem acontecendo nos EUA, as empresas formam parcerias com grandes redes de hospitais e criam produtos personalizados para a atenção primária, como médico da família, PEP único, gestão compartilhada do sinistro e outros processos, eliminando os intermediários. “Tenho certeza de que novos produtos irão surgir em breve e as operadoras precisam estar prontas para essa mudança. Se compararmos uma empresa de cartão de crédito a uma operadora que gerencia grandes massas de usuários, fica clara a diferença em relação ao uso de tecnologias. Enquanto a empresa de cartão de crédito tem o perfil de consumo de cada usuário, as operadoras de saúde ainda não têm o perfil do risco de forma automática e fácil”, explica.

50MAIS_Capa-v4.indd 94

Referência em BPO em Healthcare, a Benner atua em Inteligência de Negócios, Prevenção em Saúde, Gestão Operacional e Relacionamento Assistencial. Posicionada entre as 10 operadoras de saúde sem ser uma delas, a Benner administra em seus centros compartilhados de serviços 1,5 milhão de vidas em nome das operadoras, que transferem para a companhia os seus processos operacionais. Entre os serviços estão a regulação e segunda opinião, contas médicas, processamento contábil, avaliação de rede, programas de saúde, centrais de atendimento, tecnologia, data center, entre outros. “Todos os serviços são prestados com base em SLAs (níveis de serviços), que liberam as operadoras para as missões mais estratégicas dos seus negócios”, explica Severino Benner. De acordo com o executivo, a tecnologia aplicada à saúde tem evoluído muito rápido, talvez de forma mais veloz do que as empresas e os profissionais da área estejam se adaptando. Por isso, há avanço de um lado e receio de outro.

25/03/2019 10:29


Ponto fundamental é que o setor de tecnologia também passa por transformações importantes, em uma velocidade incrível. “A primeira é que tudo é visto como serviço, não se compram mais licenças. Ou seja, a tecnologia é consumida por assinaturas, em planos mensais. A Inteligência Artificial também veio para promover mudanças exponenciais para as empresas desenvolvedoras de software, pois vai exigir uma nova forma de se produzir tecnologia, pensada, agora, para interagir com outra tecnologia, e não com um ser humano. Os sistemas foram pensados para que pessoas introduzissem informações, mas o futuro nos mostra que a Inteligência Artificial vai ocupar tarefas operacionais, e isso muda completamente a usabilidade do sistema”, ressalta. Outro ponto importante destacado pelo CEO da Benner é o boom das startups, que terão um papel fundamental ao criar tecnologias especialistas, capazes de revolucionar pequenos processos, que irão complementar as grandes plataformas tecnológicas.

50MAIS_Capa-v4.indd 95

“Os processos de negócios mudarão substancialmente nos próximos anos, o que ainda não sabemos é o limite dessa transformação. O que vai exigir dos desenvolvedores repensarem as suas plataformas para acompanhar esses novos cenários. Nossa estratégia está focada em expandir a presença geográfica e os novos serviços e plataformas para o segmento de saúde e compliance”, conclui. Para 2019, a Benner projeta crescimento orgânico de 28%, atingindo um faturamento de R$ 330 milhões.

Acesse mais informações sobre a Benner em: www.benner.com.br

25/03/2019 10:29


96

97

REPORTAGEM DE CAPA

LIDERANÇA NA SAÚDE DIGITAL CONCORRENDO COM PLAYERS GLOBAIS, PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DO PACIENTE DA MV É ELEITO COMO O MELHOR DA AMÉRICA LATINA

E

m qualquer área, inovar com sucesso não requer somente uma boa ideia. Estratégias bem definidas são fundamentais para a melhoria de produtos, a garantia de crescimento dos negócios e, no caso da Saúde, o aumento da qualidade dos serviços prestados. É justamente a partir desses alicerces que a MV, atuando há mais de 30 anos em desenvolvimento de software e consultoria de gestão para a área da Saúde, desenvolve suas soluções. Presente em mais de 1500 instituições, a empresa se consolidou como protagonista no processo de transformação digital do setor. Essa liderança vem sendo reconhecida internacionalmente. Após a realização de entrevistas com profissionais de Saúde de 4.500 hospitais e 2.500 clínicas para saber suas perspectivas e opiniões a

50MAIS_Capa-v4.indd 96

respeito de 1.200 produtos e serviços tecnológicos de fornecedores de todo o mundo, o instituto de pesquisa e insights norte-americano KLAS reconheceu pela quarta vez o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) da MV como o melhor da América Latina. O Prêmio Best in KLAS Acute Care Latin America 2019 foi entregue a executivos e especialistas da MV em Orlando, nos Estados Unidos. Para manter o posto de melhor PEP dentro do market share latino-americano, a solução foi avaliada pelo KLAS com base na experiência do cliente. Seis pilares foram considerados: cultura, relacionamento, operação, produto, valor e lealdade. Como os clientes afirmaram estar satisfeitos com a tecnologia da MV e também se dispõem a recomendá-la, o último pilar garantiu à empresa as maiores

25/03/2019 10:29


notas. “O nosso produto obteve 5% de aumento de performance. Isso é reflexo dos nossos esforços para ajudar os profissionais de Saúde a entregarem, por meio da TI, o melhor atendimento ao paciente”, comenta Paulo Magnus, presidente da MV. O resultado repetiu-se no mercado nacional. Na pesquisa realizada pela revista Medicina S/A, a empresa também foi destacada entre as mais inovadoras da saúde. De acordo com Magnus, trata-se de uma tecnologia preponderante no avanço da Saúde Digital, possibilitando que as instituições evitem centenas de mortes causadas por erros administrativos ou médicos, garantam acuracidade no diagnóstico, tenham mais controle sobre medicamentos e insumos, assegurem-se da aplicação correta do medicamento prescrito no paciente etc.

50MAIS_Capa-v4.indd 97

“Ao integrar dados e armazenar informações de todos os setores dentro de uma instituição de Saúde, as soluções estabelecem padrões, facilitam controles, embasam ações em protocolos, agilizam processos, tornam a operação transparente e, em meio a muitos outros benefícios, proporcionam diversos ganhos em termos institucionais, gerenciais, administrativos e, principalmente, assistenciais. As instituições de Saúde brasileiras já perceberam a importância da adoção de tecnologias da informação para a garantia de melhor gestão, eficiência e qualidade nos serviços. Percebem, inclusive, que o investimento realizado para a aquisição das soluções tem não só retorno garantido como é facilmente superado”, ressalta.

25/03/2019 10:29


98

99

REPORTAGEM DE CAPA

“A CHAMADA 4ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL OU REVOLUÇÃO DA INTERNET É UMA REALIDADE E ESTÁ CHEGANDO FORTEMENTE NA ÁREA DA SAÚDE. A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ESTÁ ENTRE AS PRINCIPAIS TENDÊNCIAS PARA SETOR”

De acordo com o executivo, por muitos anos a expansão da tecnologia significou o investimento em equipamentos de diagnóstico. Posteriormente, como a busca por eficiência também passou a ser o foco das instituições, os processos assistenciais e operacionais receberam maior atenção. “Mais recentemente, o que vem ganhando com o desenvolvimento de inovações tecnológicas é a segurança do paciente e o engajamento dos mesmos. Podemos dizer que a inteligência artificial está entre as principais tendências para uma Saúde focada no cuidar e no autocuidar”, conta.

PESQUISA E DESENVOLVIMENTO A chamada 4ª revolução industrial ou revolução da internet é uma realidade e está chegando fortemente na área da Saúde. Pela liderança assumida no mercado nacional e pelo avanço da Saúde Digital, a MV obteve, em 2018, resultados

50MAIS_Capa-v4.indd 98

muito superiores aos registrados anteriormente na história da empresa. “Tivemos a capacidade de crescer 80% em volume de vendas e 21% em receita. Isso, inclusive, nos levou a rever a estratégia da companhia e definir que queremos triplicar o valor da MV em cinco anos. O nosso objetivo é ser a escolha natural em tecnologia e gestão para a Saúde porque somos sinônimo de inovação e transformação desse segmento. Acredito que estamos conseguindo disseminar bem essa imagem. Afinal, concorrendo com players globais, inclusive em âmbito nacional, domina-

25/03/2019 10:29


Paulo Magnus, presidente da MV

mos o market share no Brasil e estamos fazendo grande diferença no mercado latino-americano”, ressalta o presidente da MV. Magnus lembra que, para que o setor como um todo esteja inserido na realidade 4.0, é preciso investir muito em infraestrutura de ponta, envolvendo inteligência artificial, big data, robótica e Internet das Coisas. O mesmo vale para as empresas fornecedoras. A MV investe mais de R$ 50 milhões ao ano em pesquisa e desenvolvimento. “Investimos mais porque temos interesse em alcançar a tão so-

50MAIS_Capa-v4.indd 99

nhada integração de todos os atores do setor e, em especial, alcançar a Saúde Digital. No ritmo em que estamos, a tecnologia será cada vez mais protagonista nesse segmento. É claro que ferramentas tecnológicas jamais substituirão o trabalho humano. Porém, são as inovações disruptivas, apoiadas nos conceitos de cloud computing, big data, Internet das Coisas, inteligência artificial e telemedicina, que fornecerão aos profissionais mais acuracidade e contribuirão para o desenvolvimento de um modelo assistencial mais ágil, personalizado e otimizado”, conclui.

Acesse mais informações sobre a MV em: www.mv.com.br

25/03/2019 10:29


100 101

REPORTAGEM DE CAPA

50MAIS_Capa-v4.indd 100

25/03/2019 10:29


CLOUD COMPUTING NA SAÚDE DR. TIS INOVA COM SISTEMA DE ARMAZENAMENTO E GERENCIAMENTO DE IMAGENS MÉDICAS NA NUVEM E EMISSÃO DE LAUDOS A DISTÂNCIA

A

rmazenar e gerenciar imagens diagnósticas, viabilizando a emissão de laudos a distância de maneira fácil e eficiente: esta é a proposta do Dr. Nuvem, solução em que as imagens podem ser reunidas localmente ou online, ficando disponíveis para visualização dos profissionais. A Plataforma foi desenvolvida pela Dr. TIS, empresa de tecnologia da informação em saúde, e apontada como uma das mais inovadoras na pesquisa realizada pela revista Medicina S/A. De acordo com Jihan Zoghbi, CEO da Dr. TIS, o armazenamento das imagens em nuvem facilita o trabalho e a mobilidade do médico, que pode acessar os arquivos e emitir laudos de exames de onde estiver. “Os processos de atendimento, diagnóstico e acompanhamento do paciente ganham eficácia em tempo e assertividade diagnóstica”, revela. A migração para a nuvem traz diversos benefícios às empresas. Como não há necessidade de investimento local em Data Center, a redução de custo para instituições de saúde, especialmente as de pequeno e médio portes, passa a ser um grande diferencial da solução.

50MAIS_Capa-v4.indd 101

25/03/2019 10:29


102 103

REPORTAGEM DE CAPA

Para a executiva, o conceito do Hospital 4.0 está cada vez mais presente no setor de saúde e é um processo sem retorno. “Felizmente, estamos vendo essa transformação digital acontecendo em grande escala nas instituições brasileiras de pequeno e médio portes. Nossa solução está contribuindo com esse crescimento em grande escala, oferecendo para essas instituições um sistema tecnológico com custo acessível.” A aderência positiva ao Dr. Nuvem é também reflexo do investimento realizado pela Dr. TIS em User Experience (UX). “Esse trabalho levou em consideração a opinião dos profissionais da área de saúde, que nos ajudaram com as suas experiências a construir um produto amigável”, conta Jihan. Para ela, a vocação para pesquisa e desenvolvimento é parte característica da empresa. “Temos uma equipe heterogênea, alguns integrantes em

50MAIS_Capa-v4.indd 102

formação, outros com formação PhD e Mestrado na USP. Todos trabalhando numa mesma sinergia, buscando o desenvolvimento e a entrega ágil. Nossos clientes nos veem como aliados e não simplesmente como desenvolvedores de softwares, quebrando o paradigma não assistencial dos prestadores de sistema”, ressalta.

25/03/2019 10:29


SEGURANÇA Outro ponto-chave para o sucesso da solução é a garantia de segurança dos dados. “Temos contribuído para aprimorar e compartilhar os processos de informação, especialmente aqueles que envolvem a segurança e a saúde do paciente, através de protocolos mundiais de interoperabilidade, como o HIPAA, o HL7 e o protocolo DICOM para transmissão de imagens médicas”, explica Jihan. A estratégia deu certo. No ano passado, a Dr. TIS apresentou um crescimento de 700% em seus negócios com serviços alocados na nuvem. Em 2019, a projeção de crescimento chega a 400%, atingindo um mercado em maior escala. Atualmente, a empresa já conta com parcerias importantes, como os hospitais Sírio-Libanês e o Adventista, o Grupo Hospitalar Vida´s, a operadora de saúde Ameplan, além dos laboratórios Beta e Cepac.

INTELIGÊNCIA PARA OS NEGÓCIOS

A

lém do gerenciamento de imagens diagnósticas, a empresa conta com um sistema unificado para registro de atendimentos. A solução Dr. Charles visa estreitar o relacionamento do prestador de serviços hospitalares com o cliente, criando círculos de relacionamento com diversos públicos da instituição. “Buscamos desenvolver uma solução focada na habilidade de comunicação, com um ambiente mais coeso, onde todos estejam integrados às demandas. A maior segurança que procuramos oferecer é garantir que as informações não serão perdidas, e que todos os envolvidos possam trabalhar para uma melhor gestão da informação”, afirma Jihan. Já o uso de Business Intelligence auxilia o gestor de saúde a acompanhar online os indicadores de produtividade das equipes, além do andamento do fluxo assistencial e a entrega do diagnóstico assertivo para o paciente. O resultado é um ganho em agilidade na relação médico-paciente.

PRESIDÊNCIA DA ABCIS Em parte pelo bom trabalho desenvolvido no setor, a CIO da Dr.TIS, Jihan Zoghbi, assumiu em março a presidência da Associação Brasileira CIO Saúde (ABCIS), cargo antes ocupado pelo atual diretor do DATASUS, Jacson Barros. “Tenho a missão de dar continuidade ao trabalho extraordinário feito pelos fundadores e atuais membros da ABCIS para promover o conhecimento e as melhores práticas, desenvolvendo os gestores técnicos e humanos da comunidade de informática em saúde”, diz Jihan. De acordo com a nova presidente, ela não poupará esforços para manter o ritmo de crescimento da associação no setor. “Junto com os membros da ABCIS, trabalharei muito para atingir os objetivos de nossa missão tanto no que tange à classe de profissionais, gestores de TI e CIOs da Saúde, para que o dia a dia se torne mais fácil e melhor, como também para que soluções inovadoras do segmento possam ser compartilhadas, elevando o conhecimento e o acesso à informação dos profissionais da área, de tal forma que estes consigam efetivamente melhorar a qualidade da saúde do nosso país”, conclui.

Acesse mais informações do Dr. Nuvem e Dr. Charles em: www.drtis.com.br

50MAIS_Capa-v4.indd 103

25/03/2019 10:29


104 105

REPORTAGEM DE CAPA

INOVAÇÃO BRASILEIRA PARA A GESTÃO DO PRONTO ATENDIMENTO SOLUÇÃO DA TOLIFE GARANTE MAIS SATISFAÇÃO AO PACIENTE E OTIMIZAÇÃO DOS CUSTOS

F

undada há dez anos em Belo Horizonte (MG), a ToLife nasceu com o propósito de melhorar a gestão hospitalar e incrementar a qualidade no atendimento dos pacientes. Para tanto, ela desenvolveu equipamentos e vários softwares que foram patenteados no Brasil e em vários países. Hoje, a empresa fornece uma solução completa de classificação de risco e gestão de fluxo dos pacientes que já impactou a vida de mais de 100 milhões de pessoas e possibilitou a otimização do orçamento e/ou recursos humanos de mais de 150 hospitais no Brasil. A plataforma integrada é composta por equipamentos (Trius, desenvolvido pela ToLife, e medidores clínicos), softwares (automação da classificação, gestão de informações e auditoria), protocolos de atendimento certificados (Manchester, pediátrico, obstétrico e parametrizado pelo hospital), servi-

50MAIS_Capa-v4.indd 104

ços (consultoria, auditoria, treinamento, suporte e manutenção) e pelo fornecimento de insumos, permitindo o início imediato, sem despesas com gestão e implantação de equipe, possibilitando otimização de pessoal e imediata redução de custos. A solução se adequa às necessidades do serviço de saúde, melhorando o acesso e a satisfação dos usuários e trazendo segurança e agilidade graças ao uso de protocolos de classificação de risco auditados e validados com amparo legal. Além disso, ela possibilita reestruturar as práticas assistenciais, estabelecendo mudanças na forma e gerando um atendimento mais resolutivo e humanizado. O presidente da ToLife, Leonardo Lopes, enfatiza: “Estamos alinhados com a Era Digital que vivemos. Desenvolvemos e continuamos desenvolvendo tecnologia para oferecer produtos que fornecem os benefícios da automatização de processos (IA), da gestão e do controle remotos (IoT) e da geração de insights para melhores decisões (BigData), tudo isso em múltiplas plataformas, permitindo a mobilidade.”

25/03/2019 10:29


Leonardo Lopes, presidente da ToLife: tecnologia em múltiplas plataformas garante mobilidade

INOVAÇÃO E PARCERIA O Instituto de Saúde e Cidadania - ISAC, uma das mais renomadas Organizações Sociais do Brasil, recorreu à ToLife para trazer uma transformação digital do seu fluxo de atendimento de pacientes nas unidades que possuem Urgência e Emergência. O objetivo era adquirir uma solução que suportasse o alto volume de pessoas e, ao mesmo tempo, trouxesse agilidade e segurança aos pacientes. O Instituto administra unidades públicas em diferentes regiões do país, realizando o atendimento de, em média, duas mil pessoas por dia. A parceria ISAC & ToLife possibilitou o aumento da satisfação dos pacientes e trouxe agilidade ao processo, diminuindo o tempo de espera de atendimento. A solução oferece relatórios para tomada de decisão e identificação de gargalos operacionais, o que permite apontar vários pontos

de atenção dentro do processo de atendimento e, assim, suportar completamente um volume médio de quase dois mil pacientes por dia. Atualmente, nas unidades do ISAC, o tempo de duração da classificação de risco realizada pelo enfermeiro passou de 8 para menos de 2 minutos por paciente. Algumas unidades do instituto mantinham dois acolhimentos por turno para realizar o atendimento de 300 pacientes por dia. Com a implantação da Solução ToLife, foi possível manter apenas uma sala para triagem, permitindo uma redução de mais de 20 mil reais mensais por unidade, mas sem qualquer prejuízo à qualidade do atendimento.

Acesse mais informações da ToLife em: www.tolife.com.br


QUER UMA SOLUÇÃO INOVADORA? MENOR TEMPO DE PERMANÊNCIA

GESTÃO DOS TEMPOS DE ATENDIMENTO

REDUÇÃO DE CUSTO

TECNOLOGIA 100% BRASILEIRA E ÚNICA NO MUNDO

50MAIS_Capa-v4.indd 106

25/03/2019 10:29


O

A TOLIFE TRANSFORMA A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO EM INFORMAÇÕES ESTRATÉGICAS DE GESTÃO.

REDUÇÃO DE PORTAS DE ATENDIMENTO E/OU SALAS DE CLASSIFICAÇÃO A Solução Integrada e Automatizada ToLife otimiza os recursos e aumenta o potencial de atendimento, possibilitando a concentração das portas das salas de classificação;

RESPALDO CLÍNICO E JURÍDICO Nossa Solução embarcada (Equipamento TRIUS + Software Emerges) certifica que a Classificação é realizada seguindo todas as normas do Protocolo Clínico de Atendimento (Manchester, Pediatria, Obstetrícia e Parametrizável), garantindo a segurança do profissional, da instituição e do paciente;

GESTÃO EFICAZ A Solução de Classificação Automatizada ToLife disponibiliza todos os indicadores necessários para gestão dos processos de atendimento, possibilitando o ajuste para a melhor experiência do paciente;

PERCEPÇÃO IMEDIATA E SATISFAÇÃO Nossos clientes geram mais de 80% de satisfação do paciente já no primeiro mês de implantação.

móvel plataforma

www.tolife.com.br (31) 2512.2600 comercial@tolife.com.br

50MAIS_Capa-v4.indd 107

25/03/2019 10:29


108 109

REPORTAGEM DE CAPA

ANESTESIA 4.0 COM PRONTUÁRIO ANESTÉSICO TOTALMENTE DIGITAL, ANESTECH INOVA USANDO TECNOLOGIA E INFORMAÇÃO PARA ANESTESIOLOGIA, AUMENTANDO A SEGURANÇA DOS PACIENTES E A GESTÃO DE RISCOS

C

om o intuito de ajudar pacientes e profissionais em momentos críticos, a Anestech faz a integração, rastreamento, análise e entrega de dados em tempo real, tudo isso por meio de business inteligente em nuvem e aplicações dedicadas para mobiles na sala de cirurgia. Com o AxReg, app gratuito que realiza o prontuário anestésico totalmente digital, a empresa vem promovendo mais segurança aos pacientes cirúrgicos e a melhora o fluxo de trabalho e da gestão de dados do anestesiologista. Hoje, mais da metade dos pacientes internados em uma instituição hospitalar são cirúrgicos, e a média de cirurgia por paciente chega a 1,56. Os centros cirúrgicos são responsáveis por 40% do consumo de insumos de um hospital e por 70% da sua renovação de leitos. “Isso faz com que esse setor seja a ‘casa de máquinas’ das instituições e, ao mesmo tempo, apresente uma complexidade comparada a uma operação de guerra ou ao

50MAIS_Capa-v4.indd 108

controle de tráfego aéreo, tratando do momento mais crítico da saúde dos pacientes: o cirúrgico”, explica o Dr. Diogenes Silva, CEO da Anestech. De acordo com o executivo, a partir da gestão de dados do momento perioperatório, a empresa ajuda instituições e profissionais a melhorar o desempenho dos centros cirúrgicos e profissionais, gerando conhecimento através da excelência na gestão da informação imputada pela anestesiologia. “Estamos focados em realizar a Inovação Translacional, que é a inovação que se pode efetivamente colocar em prática no ambiente hospitalar e rapidamente coletar benefícios para a segurança do paciente, a gestão hospitalar e a proteção legal dos envolvidos”, ressalta. Destacado entre as soluções mais inovadoras da saúde pela pesquisa da revista Medicina S/A, o AxReg integra, rastreia e analisa os dados perioperatórios em tempo real, criando informação gráfica para acompanhamento de líderes de equipe, gestores, comissões de qualidade e auditoria. “Isso permite que instituições passem a ter conhecimento de custo-efetividade, compreender os fatores de risco e as tendências de ocorrências, identificar situações que necessitam de intervenção urgente, melhorar a distribuição de recursos para benefício máximo com mínimo

25/03/2019 10:29


risco, e analisar o comportamento assistencial para modelar engajamento em políticas de segurança e excelência.” Em 2012, o Mount Sinai Journal Of Medicine publicou que não há outra configuração clínica ou registro de prontuário médico que concentre tal abundância de dados fisiológicos e farmacológicos do paciente, coletados minuto-a-minuto, como o registro de anestesia. E mais: a anestesiologia é talvez a única especialidade de resultados

50MAIS_Capa-v4.indd 109

imediatos, com margem de erro tendendo a zero. Silva lembra que, independentemente da plataforma de prontuário eletrônico usada pelo hospital, o anestesista ainda trabalha com papel e caneta, perdendo até 40% do tempo de uma cirurgia para fazer o registro anestésico. “Algumas soluções apresentadas por grandes players não foram aceitas pelo mercado por não respeitar o fluxo de trabalho do anestesiologista e, às vezes, até colocá-lo de costas para o paciente”, revela.

25/03/2019 10:29


110 111

REPORTAGEM DE CAPA

INDICADORES DE PERFORMANCE Através de uma ferramenta mobile-friendly, com usabilidade e integrações únicas, o AxReg permite que o anestesiologista registre as informações sem dificultar a assistência do profissional ao perioperatório. Mediante a análise automática e contínua do conjunto de informações dos prontuários anestésicos, a Anestech entrega aos gestores mais de 55 indicadores de performance, entre os quais: tempo de turnover de sala, taxa de start operacional, estratificação de eventos adversos, taxa de ocupação, tempo de recuperação pós-anestésica, rastre-

50MAIS_Capa-v4.indd 110

abilidade de drogas e OPMEs, horas trabalhadas, absenteísmo anestésico, cirúrgico e de pacientes, controle de consumo de gasoterapia anestésica e assertividade da antibioticoprofilaxia cirúrgica. Todas as informações são disponibilizadas através de dashboard administrativo gráfico, construído em tempo real a partir dos dados imputados pelos anestesiologistas. “A anestesiologia é uma excelente e praticamente inexplorada fonte de informação para a gestão desse importante centro assistencial e de rendimento que é o centro cirúrgico. Muitos gestores vão dizer que já possuem

25/03/2019 10:29


NUVEM

Diogenes Silva, CEO da Anestech: a partir da gestão de dados do momento perioperatório é possível melhorar o desempenho de centros cirúrgicos e profissionais.

Para o executivo, as soluções cloud-based facilitam a interoperacionalidade das plataformas e preparam as instituições para o futuro da gestão dos dados do paciente, o chamado “Caminho Verde”: a disponibilização dos dados do paciente para os profissionais de saúde desde a atenção básica até a terciária, mantendo todos os parâmetros de segurança e sigilo necessários e evitando erros. Entre outras vantagens, Silva destaca a implantação rápida e descomplicada, a usabilidade e a portabilidade de informações a partir do consumo de dados estruturados, agilizando o trabalho de setores como o faturamento hospitalar. Empresa incubada pela Eretz.bio, do Hospital Albert Einstein, e pelo MIDITEC da ACATE, em Florianópolis, a Anestech está em 526 instituições de saúde. Disponibilizar o AxReg para toda a América Latina e publicar estudos de custo-efetividade que mostram os benefícios assistenciais e econômicos de se medir o momento perioperatório estão entre os próximos passos da empresa. “Nossa meta é impactar o setor fortemente levando toda a especialidade e o desafio perioperatório para um patamar isento de achismos e de eventos adversos evitáveis e custos desnecessários”, conclui.

essas informações de outras fontes e plataformas. Mas de que fontes? Como esses dados são coletados? Quando? E como são tabulados e transformados em informação consumível?”, indaga o CEO da Anestech, lembrando que esse processo de coletar dados indiretamente desrespeita as limitações humanas e são suscetíveis a falhas. “O objetivo da Anestech não é substituir esses dados, mas complementá-los com um conjunto de informações de origem confiável, em um influxo constante, grande volume e direto do point-of-care”, assegura.

50MAIS_Capa-v4.indd 111

25/03/2019 10:29


113 112 113

_LEITURAS RECOMENDADAS_

COMBATE À FRAUDE NA SAÚDE SUPLEMENTAR

U

m estudo produzido recentemente pela PricewaterhouseCoopers (PwC) Brasil, em parceria com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), identificou as principais práticas fraudulentas, seus impactos sobre a cadeia de valor da saúde e quais leis e projetos de leis em trâmite no Brasil podem contribuir para solucionar o problema.

O relatório Arcabouço normativo para prevenção e combate à fraude na saúde suplementar no Brasil mostra que só em 2016 o total de gastos em contas hospitalares relacionados a fraudes foi de R$ 20 bilhões, o que corresponde a 15% das despesas assistenciais da saúde suplementar brasileira. O estudo aponta que o setor precisa instituir mecanismos efetivos de controle e transparência para combater as fraudes. Além de mapear o que está sendo feito nesse sentido e propor novas soluções, o trabalho também apresenta uma agenda a ser conduzida pelo poder público e elenca ações capazes de desestimular essas práticas. O material ainda aborda práticas econômicas capazes de desestimular fraudes e iniciativas que dão transparência à relação entre os agentes do setor. Há também a apresentação de medidas aplicadas nos Estados Unidos, México e África do Sul que podem servir como parâmetros para o Brasil.

Leia o estudo completo no site do IESS: www.iess.org.br

Leituras-v1.indd 112

24/03/2019 11:26


MATURIDADE DE GESTÃO HOSPITALAR E TRANSFORMAÇÃO DIGITALOS CAMINHOS PARA O FUTURO DA SAÚDE

A META DA HUMANIZAÇÃO: DO ATENDIMENTO À GESTÃO NA SAÚDE

C

omo humanizar o ser humano? O que parece uma ironia é alvo de embates entre os pacientes e profissionais. “A humanização é algo já adotado em larga escala em vários locais de serviços de saúde. O que propus nesse livro é sistematizar as ações voltadas para o cuidado das pessoas”, explica Marcelo Fouad Rabahi.   De acordo com o autor, o livro contém três pilares: a sistematização da humanização como meta, a transformação da estrutura física para a humanização e o equilíbrio da relação entre médico e paciente. Com 30 anos de experiência, o médico mostra exemplos não só do Brasil, mas de outros países, como a Alemanha. Segundo Rabahi, humanizar é uma questão de sobrevivência para quem trabalha na área. “O elo perdido com o paciente pode trazer a derrota do profissional da saúde, considerando a concorrência com a inteligência artificial em uso na Medicina. Estamos delegando para a máquina o que é nossa tarefa. É muito importante que, nesse momento de transição iminente, nós não percamos aquilo que a máquina jamais conseguirá realizar.”

Para mais informações sobre o livro, acesse: http://doccontent.commercesuite.com.br

Leituras-v1.indd 113

A

era digital e a atual situação do setor de saúde no Brasil exigem mudanças urgentes e profundas na gestão dos hospitais. Além dos desafios do cenário externo, que vão desde o aquecimento das fusões e aquisições aos novos modelos de remuneração, muitas organizações têm problemas internos, reflexo da falta de profissionalização da gestão. A obra escrita por Roberto Gordilho tem como objetivo facilitar a superação dessas dificuldades. É comum ainda encontrar instituições com carência de planejamento, falta de processos claros e responsabilidades definidas, alto turnover, equipes desmotivadas, existência de feudos, ineficiência no processo de faturamento, falta de gestão de custos, problemas de fluxo de caixa, entre muitos outros vividos no dia a dia. Somados aos problemas externos e às mudanças no mercado, esses empecilhos acabam por gerar a tempestade perfeita na saúde.

Ebook disponível para venda na www.amazon.com.br

GESTÃO DE CUSTOS, FINANÇAS E RESULTADOS EM SAÚDE

D

esenvolvido pelo Senac São Paulo, o livro de João Carlos Almeida e Alexandra Bulgarelli do Nascimento aborda os conceitos de contabilidade e finanças, bem como os métodos de custeio por absorção, por atividade e custo-alvo. Além disso, são apresentados e problematizados os sistemas de pagamento e as formas de remuneração utilizados pelos serviços dos setores público, complementar e suplementar, considerando o contexto de progressão dos custos em saúde, o que por sua vez se configura como um desafio gerencial e exige capacitação profissional sólida para as práticas de tomada de decisão nesse cenário. A obra oportuniza ao leitor uma visão crítica dos aspectos que envolvem a gestão de custos e os resultados, contribuindo para práticas gerenciais alinhadas à sustentabilidade econômico-financeira dos serviços e sistemas de saúde.

Ebook disponível na Amazon e demais livrarias Mais informações sobre a obra, acesse: www.editorasenacsp.com.br

24/03/2019 11:26


S 114

_inspire•se_ MÃO ROBÓTICA PARA PACIENTES DO SUS

O

BRASIL REGISTRA ANUALMENTE CERCA DE 40 MIL CASOS DE AMPUTAÇÕES CAUSADAS POR ACIDENTE OU DOENÇA. O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS), POR SUA VEZ, NÃO CONSEGUE ATENDER A DEMANDA DA POPULAÇÃO, POIS A MAIORIA DAS PRÓTESES ROBÓTICAS SÃO IMPORTADAS E CARAS. Com foco nessa realidade, um grupo interdisciplinar formado por alunos dos cursos de Medicina, Computação, Engenharia e de Telecomunicações da UFF (Universidade Federal Fluminense) se reuniu e criou o Projeto da Rede Acadêmica de Cibernética e Humanidades (Reach). A finalidade é desenvolver próteses de baixo custo. De acordo com o coordenador do Núcleo de Estudos de Tecnologias Avançadas (NETAv), Ricardo Campanha Carrano, a preocupação com a causa social, em especial com os pacientes amputados atendidos pelo SUS, mobilizou alunos e professores a participarem do trabalho, reunindo 63 participantes. Segundo ele, o Projeto Reach, que completa dois anos em junho de 2019, é uma iniciativa exclusiva dos alunos. O grupo empreendedor buscou em laboratórios e departamentos da UFF apoio para o projeto. Atualmente, a equipe está trabalhando num segundo protótipo que será operado brevemente como uma verdadeira prótese, ou seja, acoplado a um paciente com amputação.

Inspire-se-v1.indd 114

24/03/2019 11:27


_INSPIRE-SE_

HARVARD MEDICAL SCHOOL

CURSO DE ATUALIZAÇÃO MÉDICA UPDATE IN INTERNAL MEDICINE Participe de um dos melhores cursos de atualização médica do mundo. Médicos, professores de medicina, estudantes e residentes.

07 A 14 de Dezembro de 2019 - Boston/USA Aulas presenciais com renomados professores da Harvard Medical School e Certificado da Harvard Medical School pelo Departamento de Educação Médica Continuada.

Descontos especiais para membros de Associações, Hospitais e Entidades de Ensino parceiras

Acesse nosso site ou entre em contato com um de nossos consultores

www.bostoncambridge.com.br/hms2019 | bci@bcieducation.com

Inspire-se-v1.indd 115

24/03/2019 11:27


Inspire-se-v1.indd 116

24/03/2019 11:27

Profile for revistamedicinasa

Revista Medicina S/A nº 1  

Revista Medicina S/A nº 1

Revista Medicina S/A nº 1  

Revista Medicina S/A nº 1

Advertisement