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Sport Club Edição 36 - Abril de 2011

Corinthians Paulista


A Match Day Corinthians, o programa oficial, é uma publicação da G8 Sports autorizada pelo SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA.

Conselho Editorial: Diego Ragonha Fabio Aramaki Paulo Sanches Textos: Alexandre de Aquino MTB 53110 Gustavo Criscuolo MTB 54530 Soraia Marão MTB 60592 Fotografias: José Teofilo Pereira Edição de Arte: Artur Guimarães Duane Rios Logística: Marcial Robles Contato Comercial: publicidade@g8sport.com.br Impressão: Gráfica Daleffi

Caros corinthianos, está é a terceira edição da MATCH DAY CORINTHIANS de 2011, uma espécie de agenda do clube em abril. A equipe tem três jogos marcados pelo Campeonato Paulista, pelas últimas rodadas da primeira fase. Já estamos classificados para as quartas de finais, que serão disputadas dia 23 ou 24 de abril. No final de semana seguinte, provavelmente jogaremos as semifinais da competição, já que as quartas e as semis serão disputadas em apenas uma partida, com somente a grande decisão em jogos de ida e volta. Temos nesta edição um resumo de todas as seis partidas que o TIMÃO realizou em março, com a ficha de cada um dos jogos. Terminamos o mês na terceira posição, a um ponto do Palmeiras e empatado com São Paulo e Santos, atrás do Tricolor pelo número de vitórias. O personagem desta edição é o cão de guarda da defesa do CORINTHIANS, o volante Ralf, que é apontado por muitos, inclusive pelo técnico Tite, como o melhor volante que atua no futebol brasileiro. O jogador deu uma entrevista exclusiva a MATCH DAY CORINTHIANS e falou sobre seu início de carreira, que foi muito difícil, sobre sua chegada ao clube, falou também da dor de duas eliminações na Libertadores, além de comentar uma possível convocação para a Seleção Brasileira. Na já tradicional matéria sobre a gloriosa história corinthiana, lembramos de Casagrande, um dos melhores centroavantes que tivemos. Ele, inclusive, comemora seu 48° aniversário este mês, no dia 15 de abril. O atacante tem uma história de conquistas e de idolatria no TIMÃO, onde atuou durante quase seis anos. Também entrevistamos um torcedor fanático ilustre, Chico Lang. O jornalista fez como sempre, não fugiu das polêmicas e respondeu sobre seu fanatismo pelo clube, sobre o futebol brasileiro e até sobre seu filho. Ainda temos um especial sobre o lançamento da TV CORINTHIANS, que aconteceu no começo de março. A revista está recheada, não deixe de colecionar. Tenha uma boa leitura!

Tiragem: 20.000 exemplares

Críricas, dúvidas e sugestões: contato@g8sport.com.br

José Geraldo da Silva EDITOR SOFREDOR FANÁTICO

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fatos de abril 1963

15 1947

16 1939

25 1971

25

Nasce Casagrande, ídolo corinthiano e um símbolo da juventude irreverente do início da década de 80.

O Corinthinas chega ao milésimo jogo de sua história, e vence o clássico diante do São Paulo por 5 a 1.

O Corinthians conquista o Paulistão de 1938, com um empate em 1 a 1 com o São Paulo.

O Corinthians vence o Palmeiras por 4 a 3, em uma virada histórica que ficou marcada na memória da Fiel Torcida.

2009

26 1997

27 1940

28

Com um golaço de Ronaldo “Fenômeno”, o Corinthians faz 3 a 1 no Santos em plena Vila Belmiro e fica em vantagem na decisão do Paulistão de 2009.

Marcelinho Carioca chega ao seu centésimo gol com a camisa do Corinthians ao anotar um tento no empate em 1 a 1 com a Portuguesa.

O Corinthians vence por 4 a 2 o Atlético-MG, na inauguração do Estádio do Pacaembu.

1969

28 Morrem em um acidente de carro na Marginal do Tietê Lidu e Eduardo, dois jogadores do Corinthians.

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rnandes Danilo Fe 3/4/1988

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história

Um ídolo formado em casa Casagrande começou sua carreira no clube onde mais se destacou, o Corinthians

No dia 15 de abril de 1963 nasceu em São Paulo um grande ídolo da história corinthiana, Walter Casagrande Júnior. Ele começou no futebol atuando no clube e profissionalizou-se em 1980, ainda com 17 anos. Mas no ano seguinte, sem ainda ter atuado pelo time profissional, Casagrande teve um desentendimento com Oswaldo Brandão, técnico do clube, e foi cedido por empréstimo ao Caldense, de Poços de Caldas, onde ficou durante todo o ano. De volta ao clube em 1982, estreou pela equipe profissional no dia 3 de fevereiro, diante do Guará, do Distrito Federal, pelo Campeonato Brasileiro. Atuando no Pacaembu, ele não decepcionou: marcou quatro dos cinco gols do time na vitória por 5 a 1 e caiu nas graças da Fiel logo de cara. Participou nos dois anos seguintes da Democracia Corinthiana, que era um movimento político dentro do futebol onde os jogadores se mobilizavam em contrariedade as concentrações antes dos jogos, assim como apoiavam o movimento das Diretas Já. Foi nesse período que Casagrande viveu o melhor momento de sua carreira. Atuando ao lado de craques como Wladimir, Zenon, Biro-Biro e Sócrates, foi bicampeão Paulista em 1982 e 1983, sendo artilheiro do primeiro, com 28 gols.

6 corinthians

Casão deixou o clube em 1984, ao desagradar o técnico Jorge Vieira por causa da sua boemia. Foi emprestado ao São Paulo, onde teve que atuar improvisado como meia-direita, pois Careca era o centroavante. Foi bem, mas um ano mais tarde estava de volta ao Corinthians. Disputou a Copa do Mundo de 1986 no México e, mesmo não sendo titular, teve uma projeção internacional. Com proposta do Porto, de Portugal, deixou o Parque São Jorge. Conquistou pelo clube português a Copa dos Campeões da UEFA de 1987, mas somente na Itália, onde jogou pelo Ascoli e pelo Torino, que o centroavante realmente fez grande sucesso. Retornou ao Brasil em 1993. Voltou vestindo a camisa do Flamengo, mas o que realmente marcou o jogador nessa passagem pelo time carioca foi uma partida diante do Corinthians, quando foi ovacionado pela Fiel, pedindo seu retorno ao Parque São Jorge. Voltou em 1994, quando alcançou a marca de 256 partidas pelo Timão, com 103 gols anotados. Ficou somente um ano no clube. Jogou no Paulista de Jundiaí em 1995, antes de encerrar a carreira no São Francisco, da Bahia, no ano seguinte.


timão em março Campeonato Paulista 5 de março, 17h

0 2

O Corinthians foi a campo em pleno sábado de carnaval. Enfrentou o Linense fora de casa, e com um gol contra e outro do artilheiro Liedson, bateu a equipe do interior e se tornou líder isolado do Campeonato Paulista.

Linense Paulo Musse; Eric, André Turatto, Bruno Quadros e Júnior Paulista ; Marcus Vinícius, Wellington Monteiro (Éder), Bilinha e Gilsinho (Rocha); André Luiz (Leandro Lopes) e Pedrão. Técnico: Pintado

Corinthians Júlio César; Alessandro, Wallace, Leandro Castan e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Morais e Bruno César; Dentinho (Edno) e Liedson (William). Técnico:Tite

O jogo começou com o Timão melhor em campo. Mesmo com o gramado bastante prejudicado pelas chuvas, o Alvinegro criou boas chances ainda no início. E abriu o placar aos 35 minutos, quando Alessandro fez boa jogada pela direita, cruzou na área e Bruno Quadros, ao tentar cortar de cabeça, marcou contra. Aos 20 da segunda etapa, Morais levantou e Liedson, de cabeça, fez o segundo do Corinthians. A equipe acumula agora uma sequência de seis vitórias e um empate, alcançando os 25 pontos. E com o resultado, alcançou outro feito: a primeira vitória sob o comando de Tite fora da cidade de São Paulo. Desde que o treinador assumiu, foram seis empates e uma derrota em duelos longe da capital.

0 1 Corinthians Júlio César; Alessandro (William), Wallace, Leandro Castan e Fábio Santos (Luis Ramirez ); Ralf, Paulinho, Bruno César e Morais (Edno); Dentinho e Liedson. Técnico: Tite

Ponte Preta Bruno; Guilherme Leandro Silva , Ferron e João Paulo; Mancuso (Gerson), Josimar, Gil e Ricardinho (Thiago Luis); Márcio Diogo (Válber) e Éverton Santos Técnico: Gilson Kleina

Campeonato Paulista 9 de março, 21h50 A noite de quarta-feira de cinzas viu a queda do último invicto do Campeonato Paulista. O Corinthians enfrentou a Ponte Preta e saiu derrota em pleno estádio do Pacaembu, perdendo assim uma invencibilidade que durava desde a queda na Libertadores para o Deportes Tolima. A Macaca mostrou desde o início que jogaria na defesa e apostaria nos contra-ataques. E a tática deu certo. Após poucas chances para ambos na primeira etapa, o time campineiro abriu o placar aos 12 do segundo tempo, em chute de fora da área de Éverton Santos. O Timão então passou a pressionar, Tite fez mudanças, colocando a equipe para frente. Mas não teve chances claras de gol, até os 47 minutos, quando uma bola foi cruzada na área, Leandro Castan ajeitou de cabeça e Dentinho, praticamente sem goleiro, cabeceou no travessão, não conseguindo o empate. Gol

Gol Contra

Cartão Amarelo

Cartão Vermelho

corinthians

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timão em março

2 3 Mirassol Fernando Leal; Fabinho Capixaba, Gustavo Bastos, Luis Henrique e Diego; Otacílio (Reinaldo Alagoano), Jairo, Esley e Xuxa ; Serginho (Victor Palito) e Wellington Amorim (Guilherme). Técnico: Ivan Baitello

Corinthians Júlio César; Moradei, Wallace, Leandro Castan e Fábio Santos; Ralf, Paulinho (Luis Ramírez) e Morais (Danilo); Jorge Henrique , Dentinho e William (Bruno César ). Técnico: Tite

Campeonato Paulista 13 de março, 16h O Corinthians foi a Mirassol enfrentar a equipe da casa sem seu artilheiro, o centroavante Liedson. Saiu perdendo, conseguiu o empate, perdeu Jorge Henrique, que foi expulso de campo, mesmo assim virou, sofreu o empate já no final e, nos acréscimos, conseguiu uma importante vitória. O começo do jogo foi bom, com o Timão criando boas chances. Mas foi o Mirassol que abriu o placar, aos 26 minutos, em um belo chute de Serginho. Logo no segundo minuto da etapa final, William empatou, após cobrança de escanteio. Mas logo depois, aos cinco minutos, Jorge Henrique fez falta dura e foi expulso, deixando o cenário adverso ao Alvinegro. Mas aos 20, após bobeira da defesa, Dentinho ganhou a bola e tocou para William marcar mais um, driblando o goleiro. O Corinthians segurou a pressão até os 44 minutos, quando Esley bateu de longe, a bola desviou e enganou Júlio César. Já nos acréscimos, quando o empate parecia iminente, Bruno César recebeu na área, cortou o marcador e bateu firme para desempatar, marcando um belo gol.

1 0 Corinthians Júlio César; Alessandro, Chicão, Leandro Castan e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Morais (Danilo) e Bruno César (Ramirez); Dentinho (Willian) e Liedson . Técnico:Tite

Americana Jaílson; Jorge Luiz , Júlio César (Carlinhos) e Thiago Gomes; Luiz Felipe, Léo Silva, Jackson , Sandro (Rafinha) e Magal; Fumagalli e Lúcio Flávio (John). Técnico: Toninho Cecílio

Campeonato Paulista 20 de março, 16h Em uma tarde em que mais de 19 mil torcedores compareceram ao estádio do Pacaembu, o Corinthians venceu o Americana por 1 a 0, em uma partida suada, graças ao gol de Liedson, seu nono em apenas oito jogos disputados. O Timão foi a campo com uma camisa especial, homenageando o Japão, que sofrera um desastre natural no início da semana. O nome de cada um dos jogadores estava escrito em japonês na camisa, além de uma bandeira do país na parte da frente. E o Corinthians abriu o placar logo aos nove minutos de jogo, quando Paulinho bateu forte da intermediária, o goleiro não segurou e no rebote Liedson empurrou para as redes. A partir de então o Alvinegro só administrou o resultado, não demonstrou qualidade nem empenho para ampliar a vantagem e, nos minutos finais, a equipe do Americana tentou pressionar, mas não conseguiu chegar ao empate.


Campeonato Paulista 23 de março, 16h

3 0

O Corinthians jogou novamente diante da sua torcida e venceu mais uma vez. Bateu o Oeste de Itápolis por 3 a 0, chegando a liderança do Campeonato Paulista e também garantindo matematicamente a classificação para a segunda fase do torneio.

Corinthians Júlio César; Alessandro, Chicão , Leandro Castan e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Morais (Ramirez ); Jorge Henrique (Bruno César), Dentinho e Liedson (Willian). Técnico: Tite

Oeste Fábio; Cris (Caldeira), Paulo Miranda e Adriano; Léo Salino (Marino), Dionísio , Márcio Passos, Roger e Fernandinho; Fábio Santos e Anselmo Ramon (Alex Wilian ). Técnico: Luis Carlos Martins

A partida foi dominada pelo Timão desde o início, com boas chances de gols, que foi acontecer somente aos 34 minutos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio de Morais, Paulinho subiu bem e cabeceou no canto do goleiro, abrindo o placar. E a equipe do Parque São Jorge voltou com tudo para o segundo tempo. Teve duas boas chances nos cinco primeiros minutos, e na segunda delas ampliou o placar, com Liedson, que bateu da intermediária no canto de Fábio. Aos 28, Bruno César, que tinha acabado de entrar, ganhou uma bola na intermediária, avançou e tocou para Liedson, O camisa 9 chutou, a bola desviou na zaga e sobrou para Dentinho tocar para o gol vazio, fechando o marcador.

2 1 São Paulo Rogério Ceni ; Rhodolfo, Miranda, Alex Silva e Junior Cesar ; Jean, Rodrigo Souto (Casemiro), Carlinhos Paraíba e Ilsinho (Marlos); Dagoberto e Fernandinho (Rivaldo). Técnico: Paulo César Carpegiani

Corinthians Júlio César; Alessandro , Chicão, Leandro Castan e Fábio Santos (Danilo); Ralf, Paulinho e Morais (Ramirez); Jorge Henrique (Willian), Dentinho e Liedson. Técnico: Tite

Campeonato Paulista 27 de março, 16h No último clássico do Corinthians na primeira fase do Paulistão a equipe vacilou e acabou derrotada por 2 a 1 para o São Paulo, na Arena Barueri, quebrando assim um tabu de mais de quatro anos sem derrotas para o rival, em um total de 11 partidas invicto no confronto. O Timão começou melhor na partida, ficando mais com a bola. No entanto o São Paulo abriu o placar, aos 39 minutos da primeira etapa, com Dagoberto. Logo no início do segundo tempo o Timão teve a chance de empatar, com Jorge Henrique, mas Rogério Ceni fez uma bela defesa. E aos oito minutos o goleiro Tricolor, de falta, ampliou, chegando ao 98° gol em sua carreira segundo a FIFA. Logo depois Alessandro foi expulso, complicando a vida corinthiana. Mas Dentinho, em belo chute de fora da área diminuiu, e na sequência o Tricolor teve Dagoberto expulso. A equipe do Parque São Jorge tomou controle da partida, até que Dentinho, de forma infantil, também foi levou o vermelho. O Corinthians ainda pressionou, teve algumas chances, mas o 2 a 1 persistiu até o apito final. Gol

Gol Contra

Cartão Amarelo

Cartão Vermelho


personagem

O cão de guarda

da defesa do TIMÃO Ralf chegou como quem não quer nada e, com muita garra e vontade, conquistou a todos no Corinthians

Ralf está no Corinthians desde o começo de 2010. Foi o reforço com menos nome que chegou no período, mas o único que se firmou no time e deu certo. O volante é o cão de guarda da defesa corinthiana, considerado por muitos o melhor em sua posição atualmente no Brasil. Em entrevista exclusiva a Match Day Corinthians ele falou sobre o início de sua carreira, sua chegada ao clube, não fugiu de comentar as dores das derrotas que sofreu, se mostrando muito maduro, mesmo com apenas 26 anos. Não descarta a convocação para a Seleção Brasileira, mas sabe que vai ter que trabalhar duro para alcançar este feito. Confira abaixo o que ele disse. MD – Ralf, Como foi o seu início no futebol? Ralf – Eu me profissionalizei de 2003 para 2004 no Taboão da Serra e de 2004 para 2005 tive uma passagem rápida pelo time júnior do São Paulo. De lá

10 c o r i n t h i a n s

fui para o Imperatriz, do Maranhão, passei pelo Gama, pelo XV de Jaú, Noroeste, Grêmio Barueri em 2008, até que cheguei ao Corinthians em 2010. MD – Como foi jogar a série A do Campeonato Brasileiro após passar por vários times pequenos? Ralf – Foi muito diferente, mas tudo aconteceu muito rápido na minha carreira, até o interesse do Corinthians. O acesso com o Grêmio Barueri foi uma ótima experiência, sabia que seria bem difícil jogar a série A. Mas jogar pelo Corinthians é diferente. MD – No seu início de carreira, chegou alguma vez a pensar em desistir do futebol? Ralf – Pensei sim, acho que a maioria dos jogadores pensa. Minha dificuldade maior foi no Imperatriz, do Maranhão. O clube não tinha boas condições, não me dava oportunidades de aparecer para outros clubes, mas graças a Deus deu tudo certo e o que eu passei lá serve para valorizar o que eu conquistei até hoje.


corinthians

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personagem MD – Você chegou ao Corinthians no início de 2010 para disputar posição com o Marcelo Mattos. Esperava conquistar a posição tão rápido? Ralf – Não esperava tão rápido, mas trabalhei sempre buscando o objetivo de jogar. Quando eu cheguei sabia das dificuldades que iria enfrentar, mas se eu cheguei a um time grande é porque tive qualidade e potencial. Fui buscando meu espaço a cada dia, sempre trabalhando muito, e graças a Deus tive a recompensa com a oportunidade de poder jogar. MD – Qual queda na Libertadores doeu mais, a deste ano ou a de 2010? Ralf – A deste ano. Também pelo fato de não nos classificarmos entre os dois primeiros no Brasileirão de 2010, que nos levaria direto pra fase de grupos da Libertadores. MD – Como você avalia o ano de 2010, que foi quando você se firmou no time, mas sem títulos para o Corinthians? Ralf – Foi bom pela afirmação, pela continuidade que eu tive aqui com o Mano, Adilson e com o Tite. Mas a gente sabe que a carreira de um jogador só se torna vitoriosa com conquistas, com títulos. E não tivemos em 2010. MD – Como foi trabalhar com o Mano Menezes, que hoje é técnico da Seleção Brasileira? Ralf – Foi uma experiência ótima. Uma oportunidade muito boa ter trabalhado com ele aqui. Pude fazer uma boa amizade com ele. MD – Você tem planos de chegar logo a Seleção? Ralf – Eu sei que não posso atropelar as etapas. Tenho que subir degrau por degrau. Estou com a cabeça focada no Corinthians, mas claro que se um jogador falar que não pensa em seleção é mentira. Eu sei que tenho que continuar trabalhando para um dia ser convocado. MD – E ter o Mano na seleção, um técnico que já te conhece, é uma esperança a mais? Ralf – É sim uma esperança a mais por já ter trabalhado com ele. Mas o que vai garantir que eu vá chegar à seleção é o que eu vou demonstrar no dia a dia, independente de eu já ter trabalhado com ele. MD – Qual foi o técnico mais importante na sua carreira?

12 c o r i n t h i a n s

Ralf – Profissionalmente foi o Mano, que me trouxe para o Corinthians, a primeira experiência em clube grande. Mas tem também o que me subiu para o profissional, que é também muito importante. MD – Como você se sente sendo um dos jogadores preferidos da torcida? Ralf – Eu tenho que continuar provando a cada dia, a cada jogo, a cada treino. Tenho que matar um leão por dia, tenho que sempre provar, porque a torcida só vai gostar se eu fizer por merecer. A Fiel gosta de marcação, de vibração, de raça, e esse é meu estilo. MD – Como que foi conviver com dois ídolos mundiais como o Ronaldo e o Roberto Carlos? Ralf – Tem um ditado que diz que “quem jogou com o Ronaldo jogou, quem não jogou não vai ter esta oportunidade”. Graças a Deus eu tive essa oportunidade, sou um iluminado, pois são dois caras que eu admirava, que eu via na TV e tive a oportunidade de trabalhar com eles aqui. Eles sempre davam apoio ao grupo, conversavam com a gente. Eles têm experiência, são vividos no futebol, e a gente só tinha a aprender. MD – A relação entre os jogadores do Corinthians é realmente tão boa como parece? Ralf – Aqui no Corinthians eu posso dizer que é verdade, que temos um ótimo grupo, que dispensa comentários, tanto dentro como fora de campo somos unidos. Saímos juntos para comer, estamos sempre em contato, um brincando com o outro. MD – Qual a expectativa para o restante de 2011? Ralf – É permanecer nas primeiras posições do Paulistão para ter vantagem na fase final e, se Deus quiser, conquistar o título. E antes de pensar no Brasileiro temos que seguir na disputa mais recente. MD – Você pensa em um dia jogar na Europa? Ralf – Penso sim, mas acho que para minha carreira ainda está cedo. Cheguei ao Corinthians há um ano e três meses, quero fazer minha história aqui, ficar marcado com títulos. Estou focado nisso. Essas coisas eu deixo nas mãos do meu representante para que eu tenha a cabeça tranquila para jogar. MD – Como foi a pressão da torcida após a queda da Libertadores este ano? Ralf – Foi ruim estar dentro de um ônibus sendo


ameaçado e xingado. É complicado, pois a gente abre mão de muitas coisas, de regalias, de estar até com a família para estar aqui no dia a dia, treinando, faça chuva ou faça sol. Mas é normal o torcedor cobrar e a gente sabe que nem todo jogo nós vamos ganhar e ir bem. Isso ai faz parte. O que chateia é saber que alguns jogadores e integrantes da comissão técnica tiveram carros quebrados. É revoltante. Mas sabemos que isso não foi a torcida do Corinthians que fez e sim meia dúzia de vagabundos que aparecem só para atrapalhar nosso trabalho. MD – A que você atribui a volta do bom relacionamento com a torcida? Ralf – A torcida está voltando a apoiar porque o resultado esta aparecendo, estamos bem no campeonato, as vitórias surgindo. A torcida fica mais confiante.

Preferências Carro favorito: o meu, uma Santafé Comida favorita: Arroz, feijão e um ovo frito Lugar favorito para passar férias: Na casa dos meus pais, em Interlagos Artista musical preferido: Belo e Samprazer O que mais toca no seu carro: Pagode Esportes que pratica como hobby: Só pratico futebol Qual seu Hobby nos dias de folga: Descansar com minha família Ídolos no futebol: Ronaldo Ídolos: Meu pai

MD – Como você vê o elogio do Tite, que disse que você é o melhor volante do Brasil? Ralf – Eu agradeço as palavras do Tite, mas sei que tenho muito o que melhorar, muito o que conquistar ainda. Mas agradeço a ele, que é um treinador que eu admiro e dispensa comentários. MD – Qual o jogador que você tem como exemplo? Ralf – O Ronaldo, pelo exemplo de superação. Tudo que ele passou, tudo que ele viveu. MD – Você é apontado por muitos como o principal responsável pelo bom momento da defesa corinthiana. O que acha disso? Ralf – Não é o Ralf, é toda a parte defensiva. O Wallace, o Chicão, o Castan, não é o Ralf que não esta deixando o time tomar gols. O próprio Júlio César, que vem bem desde o Brasileirão do ano passado. A comissão técnica também, que têm nos treinado para não tomar mais tantos gols como antes. MD – O que a torcida pode esperar do Ralf? Ralf – Muita vontade, muita garra e seriedade, e vou seguir trabalhando para conquistar títulos, se Deus quiser.

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elenco Alessandro Mori Nunes Lateral-Direito 30/7/1991 -1,89 m Estreia: Não estreou no profissional

Marcelo Oliveira

Moradei

8/2/1986 -1,77 m Estreia: 14/7/2007 Corinthians 1 x 1 São Paulo

3/6/1981 -1,80 m Estreia: 17/1/2008 Corinthians 3 x 0 Guarani

Wallace

Paulo André Paulo André Cren Benini Zagueiro

Leandro Castán da Silva Zagueiro 5/11/1986 -1,84 m Estreia: 13/2/2010 Portuguesa 1 x 1 Corinthians

Daniel Moradei Almeida Volante

15/12/1986 -1,84 m Estreia: 1/11/2008 Corinthians 2 x 1 Paraná Clube

Marcelo Oliveira Ferreira Volante

Chicão Anderson Sebastião Cardoso Zagueiro

Leandro Castán

14 c o r i n t h i a n s

André Vinícius

Wallace Reis da Silva Zagueiro

Diego Sacoman

29/3/1987 -1,84 m Estreia: 13/5/2007 Corinthians 1 x 0 Vasco

10/1/1979 -1,79 m Estreia: 17/1/2008 Corinthians 3 x 0 Guarani

20/8/1983 -1,88 m Estreia: 19/8/2009 Internacional 1 x 2 Corinthians

26/12/1987 -1,83 m Estreia: 30/1/2011 São Bernado 2 x 2 Corinthians

Nenê Bonilha

17/2/1992 -1,75 m Estreia: Não estreou na equipe

Paulinho José Paulo Bezerra Júnior Volante

16/9/1985 -1,79 m Estreia: 30/1/2011 São Bernado 2 x 2 Corinthians

Diego Alessandro A. Sacoman Silva Zagueiro

14/2/1986 -1,84 m Estreia: 17/2/2010 Mogi Mirim 0 x 3 Corinthians

Alessandro

14/3/1989 -1,91 m Estreia: 29/11/2008 América-RN 2 x 0 Corinthians

Fábio Santos Fábio Santos Romeu Lateral-Esquerdo

Moacir Costa da Silva Lateral-Direito

Moacir

Rafael de Carvalho Santos Goleiro

27/10/1984 -1,86 m Estreia: 22/5/2005 Corinthians 2 x 1 Figueirense

André Vinícius Lima de Oliveira Zagueiro

3/4/1988 -1,89 m Estreia: Não estreou no profissional

Rafael Santos

Luís Otavio Bonilha de Oliveira Volante

Pacaembu

Júlio César Júlio César de Sousa Santos Goleiro

Danilo Fernandes Batista Goleiro

Danilo Fernandes

25/7/1988 -1,75 m Estreia: 5/5/2010 Corinthians 2 x 1 Flamengo


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17/12/1977 -1,75 m Estreia: 25/1/2003 Marília 0 x 2 Corinthians

João Bosco de Freitas Chaves Técnico

Luis Alberto Ramirez Meia

31/5/1983 -1,81 m Estreia: 3/10/2009 Corinthians 1 x 3 Atlético-PR

William

Taubaté

Tite

14/11/1974 -1,84 m - 79 kg Estreia: 30/5/2004 São Paulo 1 x 1 Corinthians

Edno Edno Roberto Cunha Atacante

Bruno Ferreira Bonfim Atacante

Liedson da Silva Muniz Atacante

Jorge Henrique de Souza Atacante

23/4/1982 -1,69 m Estreia: 17/1/2009 Corinthians 5 x 1 Estudiantes-ARG

19/1/1989 -1,75 m Estreia: 30/6/2007 Corinthians 0 x 1 Palmeiras

Liedson

Jorge Henrique

10/11/1984 -1,81 m Estreia: 30/1/2011 São Bernado 2 x 2 Corinthians

Dentinho

17/2/1982 -1,89 m Estreia: Não estreou na equipe

Pacaembu

15/9/1991 -1,79 m Estreia: 25/4/2010 Botafogo 3 x 1 Corinthians

1/3/1986 -1,75 m Estreia: 30/1/2011 São Bernado 2 x 2 Corinthians

Hino Oficial Sport Club Corinthians Paulista Fundação: 1 de setembro de 1910 Mascote: Mosqueteiro

Salve o Corinthians,

Teu passado é uma bandeira,

O campeão dos campeões,

Teu presente, uma lição

Eternamente

Figuras entre os primeiros

Dentro dos nossos corações.

Do nosso esporte bretão.

Salve o Corinthians

Corinthians grande,

De tradição e glórias mil;

Sempre Altaneiro

Tu és o orgulho

És do Brasil

Dos desportistas do Brasil.

O clube mais brasileiro.

corinthians

15

Elenco atualizado até: 30/3/2011

17/7/1984 -1,75 m Estreia: 23/8/2008 CRB 1 x 2 Corinthians

11/6/1979 -1,86 m Estreia: 27/1/2010 Corinthians 1 x 1 Mirassol

Adriano Adriano Leite Ribeiro Atacante

Manoel Morais Amorim Meia

Morais

Luis Ramirez

William Gomes de Siqueira Atacante

3/11/1988 -1,77 m Estreia: 26/5/2010 Grêmio Prudente 2 x 2 Corinthians

Paulo Sérgio Rodrigues Theodoro Atacante

9/6/1984 -1,80 m Estreia: 13/1/2010 Corinthians 3 x 0 Huracán

Danilo Danilo Gabriel de Andrade Meia

Bruno César Bruno César Zanaki Meia

Ralf de Souza Teles Volante

Ralf


agenda do mês jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez

3 de abril de 2011 Campeonato Paulista

0 Botafogo (SP)

0

X 17ª rodada Santa Cruz (SP) 18h30

CORINTHIANS

Sobre a partida O Corinthians foi a Ribeirão Preto enfrentar o Botafogo-SP pela 17ª rodada do Campeonato Paulista, e não conseguiu retomar a boa fase. Sem poder contar com Alessandro, Jorge Henrique e Dentinho, todos suspensos, o time ficou no empate sem gols e viu os rivais ganharem vantagem no torneio. A equipe começou mostrando que tomaria o controle da partida, mesmo jogando fora de casa. Em menos de 15 minutos, o Timão criou duas boas chances de gol, mas não conseguiu converte-las. Mas a equipe não manteve o ritmo na sequência do embate. Ramirez estava perdido em campo e, com Morais bem marcado, a bola não chegava ao ataque comandado por Liedson.

E foi dessa forma que o Botafogo-SP equilibrou o jogo. Passou a buscar o ataque e criou as principais chances, falhando na hora da finalização. As duas equipes voltaram para o segundo tempo mostrando as mesmas deficiências da etapa inicial. A partir dos 20 minutos o Corinthians melhorou, já que Morais passou a aparecer mais. A torcida se empolgou quando Bruno César entrou no lugar de Ramirez e fez uma boa jogada logo no início da sua participação no jogo. Mas a partida caiu de ritmo novamente e o placar seguiu inalterado. Mesmo já classificado para a segunda fase, o Timão seguiu na 3ª colocação com 35 pontos, atrás do São Paulo, que chegou a 37 e do Palmeiras, com 38 pontos.

O Botafogo-SP é um time antigo, fundado em 1918, resultado da fusão de três pequenos clubes da cidade de Ribeirão Preto. O Timão fez em 2001 a final do Campeonato Paulista contra o Botafogo-SP. Na ocasião, venceu a primeira partida fora de casa por 3 a 0 e no jogo seguinte apenas administrou a vantagem e segurou o empate em 0 a 0. O primeiro Corinthians x Botafogo-SP da história aconteceu dia 2 de maio de 1954, um amistoso disputado em Ribeirão Preto. Vitória corinthiana por 5 a 1, com Nardo fazendo o primeiro gol do duelo.

Um dos grandes ídolos da história do Corinthians iniciou a carreira no futebol jogando pelo Botafogo-SP. Foi Sócrates, que chegou ao Corinthians em 1978, após se formar em medicina, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP).

Dados gerais no confronto

No Campeonato Paulista

96 jogos 49 vitórias 37 empates 10 derrotas 174 gols pró 89 gols contra

85 jogos 42 vitórias 33 empate 10 derrotas

16 c o r i n t h i a n s


jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez

9 de março de 2011 Campeonato Paulista

X CORINTHIANS

18ª rodada Pacaembu (SP) 16h

Sobre a partida Na penúltima rodada da primeira fase do Campeonato Paulista o Corinthians enfrenta o São Caetano, no estádio do Pacaembu, sua segunda partida em abril. E o Azulão é um dos adversários mais indigestos do Timão, sempre tivemos uma grande dificuldade contra a equipe do ABC paulista. Ao todo, fizemos 26 jogos na história do confronto, e estamos em desvantagem. Vencemos dez vezes, empatamos quatro e saímos derrotados em 12 ocasiões. Em partidas valendo pelo Estadual, também estamos atrás. São oito jogos, com duas vitórias do Corinthians, dois empates e quatro derrotas.

São Caetano

A primeira partida oficial entre as Corinthians e São Caetano aconteceu no dia

24 de fevereiro de

2001 pelo Campeonato Paulista. Empate em 1 a 1 no estádio Anacleto Campanella. Antes desta partida oficial, o Timão enfrentou o São Caetano uma vez, em 2000. Saiu derrotado por 1 a 0, em um jogo para a entrega das faixas de campeão da série A2 do Campeonato Paulista. O gol foi de Túlio Maravilha.

Mas recentemente temos levado vantagem neste duelo. Desde o Paulistão de 2008 que não perdemos para o Azulão. Neste período enfrentamos nosso rival seis vezes. Vencemos por 1 a 0 no Paulista de 2010 e por 2 a 1 no de 2009. Pela Série B do Campeonato Brasileiro de 2008 jogamos duas vezes: uma vitória por 1 a 0 e um empate em 2 a 2. Ainda em 2008, o São Caetano foi nosso adversário nas quartas de finais da Copa do Brasil, e avançamos com duas vitórias: 2 a 1 e 3 a 1.

Os dois últimos confrontos entre as equipes valeram pelo Paulistão de 2010 e de 2009. Duas vitórias corinthianas, por 1 a 0 e 2 a 1 respectivamente.

Corinthians e São Caetano se enfrentaram pelas quartas de finais da Copa do Brasil de 2008, quando o Timão avançou de fase ao vencer os dois jogos, um por 2 a 1 e o outro por 3 a 1.

Dados gerais no confronto

No Campeonato Paulista

26 jogos 12 derrotas

10 vitórias 28 gols pró

4 empates 33 gol contra

8 jogos 4 derrotas

2 vitórias 8 gols pró

2 empates 13 gol contra corinthians

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agenda do mês jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez

17 de abril de 2011 Campeonato Paulista

X Santo André

19ª rodada Bruno José Daniel (SP) 16h

CORINTHIANS

Sobre a partida O último jogo do Corinthians pela primeira fase do Campeonato Paulista é diante do Santo André, no estádio Bruno José Daniel, no ABC paulista. No final de semana seguinte ao confronto começa a fase final do Estadual, com a disputa das quartas de finais, em uma única partida. As semifinais serão no mesmo formato da fase anterior, apenas a decisão será disputada em jogos de ida e volta. O Timão vai a campo contra o Ramalhão já classificado, lutando para garantir uma melhor posição, que dê uma maior vantagem nas fases eliminatórias. O Santo André não faz um bom campeonato. Esteve

Desde 1989 que o Corinthians não perde para o Santo André. De lá para cá foram 16 confrontos, com 10 vitórias corinthianas e seis empates.

na parte de baixo da tabela durante a maior parte do torneio. Bem diferente do que fez em 2010. Ano passado foi a melhor performance do clube na história do Paulistão, quando ficou com o vicecampeonato, ao perder o primeiro jogo da final por 3 a 1 para o Santos e devolver o mesmo placar no jogo seguinte, ficando sem o título por ter feito uma campanha pior na primeira fase. Na história dos confrontos temos uma boa vantagem. Em 31 jogos, vencemos 15 vezes, empatamos 12 e saímos derrotados apenas quatro vezes. Inclusive estamos há quase 21 anos sem perder para o Ramalhão. Temos que manter a escrita e continuar firme rumo ao título do Paulistão.

O Santo André participou pela primeira vez da primeira divisão do Campeonato Brasileiro em 1984, e foi bem, terminando em 10° lugar.

No Campeonato Paulista

Dados gerais no confronto

15 vitórias 45 gols pró

18 c o r i n t h i a n s

2a0

em pleno Maracanã. Durante a competição eliminou clubes do cacife de Atlético-MG e Palmeiras.

O Ramalhão foi um dos poucos adversários que o Timão não venceu na Série B de 2008. Dois jogos e dois empates, em 1 a 1 e 2 a 2.

31 jogos 4 derrotas

A maior glória da história do clube aconteceu em 2004, quando conquistou a Copa do Brasil ao derrotar o Flamengo por

12 empates 25 gol contra

26 jogos 3 derrotas

14 vitórias 38 gols pró

9 empates 19 gol contra


17/2 | Quinta-feira | 21h50

Corinthians x Portuguesa

Bragantino x Corinthians

Corinthians x Noroeste

Corinthians x Mogi Mirim

2 0

1 1

1 1

4ª rodada

23/1 | Domingo | 17h

3ª rodada

19/1 | Quarta-feira| 22h

2ª rodada

16/1 | Domingo | 17h

2 0 Pacaembu

30/1 | Domingo | 19h30

15/2 | Terça-feira | 21h50

6/2 | Domingo | 17h

13/2 | Domingo | 17h

São Bernado x Corinthians

Corinthians x Ituano

Palmeiras x Corinthians

Paulista x Corinthians

2 2

4 0

0 1

8ª rodada

Pacaembu

7ª rodada

Nabi Abi Chedid

6ª rodada

Pacaembu

0 0 Jaime Cintra

20/2 | Domingo | 17h

26/2 | Sábado | 19h30

5/3 | Sábado | 16h

9/3 | Quarta-feira | 21h50

Corinthians x Santos

3 1

Corinthians x

Grêmio Prudente

4 0

Linense x Corinthians

0 2

12ª rodada

Pacaembu

11ª rodada

Pacaembu

10ª rodada

1° de Maio

Corinthians x Ponte Preta

0 1 Pacaembu

13/3 | Domingo | 16h

20/3 | Domingo | 16h

23/3 | Quarta-feira | 21h50

27/3 | Domingo | 16h

Mirassol x Corinthians

2 3

Corinthians x Americana

1 0

Corinthians x Oeste

3 0

Pacaembu

Pacaembu

3/4 | Domingo | 18h30

10/4 | Domingo | 16h

17/4 | Domingo | 16h

Botafogo (SP) x Corinthians

0 0 Santa Cruz

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Corinthians x São Caetano

19ª rodada

Estádio Municipal de Mirassol

Santo André x Corinthians

Pacaembu

Acesse também:

16ª rodada

Gilberto Siqueira Lopes

15ª rodada

Pacaembu

14ª rodada

Pacaembu

18ª rodada

17ª rodada

13ª rodada

9ª rodada

5ª rodada

1ª rodada

campeonato paulista

São Paulo x Corinthians

2 1 Morumbi

Agenda de jogos do Corinthians na primeira fase do Campeonato Paulista de 2011. As oito melhores equipes classificam-se para a fase seguinte.

Bruno José Daniel

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especial

Um torcedor corinthiano

na TV brasileira Chico Lang, que não esconde sua paixão pelo Timão, fala da sua trajetória e do amor pelo time

Chico Lang está no jornalismo esportivo há muito tempo, desde o final de 1977. Começou no Notícias Populares, passou pela Folha da Tarde, que foi onde se tornou colunista esportivo, e também trabalhou na Folha de São Paulo. Ingressou na Gazeta Esportiva em 1990, após voltar da Copa do Mundo da Itália. Logo entrou também na equipe de esportes da TV Gazeta, onde formou uma das mais polêmicas e fantásticas duplas de apresentadores esportivos com Roberto Avallone. Dividiram a bancada por muito tempo, sempre com sucesso. Polêmico, Chico Lang ganhou muito destaque no cenário paulista também por seu fanatismo pelo Corinthians, sempre exagerando e provocando os rivais com suas opiniões. Ele deu uma entrevista exclusiva a revista Match Day Corinthians. Confira a seguir as palavras do polêmico jornalista. MD – Como você avalia o futebol brasileiro atualmente? CL – Da minha época para cá mudou demais. Antes era mais lento, mais técnico e os jogadores não queriam sair do Brasil. Hoje em dia é o contrário. O futebol não está tão técnico, mas muito mais atlético. Todo mundo quer sair do Brasil para ficar rico. Mudou muito, e no meu modo de ver, para pior. MD – Por que você acha que mudou tanto a relação atual entre jogadores e clube? CL – Por causa da Lei Pelé, que veio na maior boa intenção do mundo e tirou os jogadores dos clubes e colocou nas mãos dos empresários. Com a Lei Pelé, o clube enfraqueceu e o empresário se fortaleceu.

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MD – Acha que o país está preparado para receber uma Copa do Mundo? CL – Está preparado sim. Aqui todo mundo é muito hipócrita. Se você levanta para ver quanto gastou um cara para se eleger governador, por exemplo, nas últimas eleições, você vai ver que o dinheiro aparece. Só que desta vez é um evento mundial, é evidente que o dinheiro vai aparecer. Hoje o Brasil não tem estádio, mas é uma ótima oportunidade para modernizar. Temos uma ótima rede hoteleira, transporte bom, temos tudo e ainda é uma oportunidade para melhorar. MD – De onde vem sua paixão pelo Corinthians? CL – Eu acho que de tanto odiar o Palmeiras. Eu cresci na Pompeia e tinha muitos amigos de infância palmeirenses. De tanto ouvi-los, eu fiquei fanático pelo Corinthians. Meu pai era corinthiano, minha mãe trabalhava na Prefeitura e conseguia ingressos para os jogos. Meu pai me levava desde pequeno. E não entendia como um time que perdia tanto tinha aquela torcida. Isso me fascinou. MD – Você exagera quando fala sobre o clube ou é a sua opinião verdadeira? CL – Eu já não sei mais quem é o Chico Lang e quem é o personagem. Na maioria das vezes eu falo para encher mesmo. Por exemplo, o Corinthians enfrenta o Palmeiras e eu falo que vai ser 4 a 0 para irritar os caras. E eu consigo. Às vezes tem um pênalti claro para o Corinthians e eu falo que não foi. Eu gosto de provocar. MD – O amadorismo entre os dirigentes afasta o público dos estádios brasileiros? CL – Eu acho que o que tira o público do estádio é o pay per view e não a administração dos clubes. Os clubes sempre foram mal administrados. É muito mais cômodo você pagar um valor para assistir o jogo na TV, dividir com os amigos, do que ir ao estádio. Você precisa estacionar seu carro e não tem onde, tem que pagar para alguém tomar conta e a pessoa não toma, você está sujeito a ser assaltado. Dentro do estádio, quando tem assento numerado, tem alguém sentado em seu lugar. Em casa é muito mais confortável, mais tranquilo, mais seguro. MD – E o apelido Chico Nostradamus Lang, de onde surgiu? CL – Foi o Avallone que me deu, porque eu falava que ia ser 7 a 1 para o Corinthians em cima do Palmeiras. Errava muito meus palpites e ele brincava que eu era Nostradamus. E eu falava para encher mesmo, e ele me apelidou também para encher meu saco.

Eu tenho um grande ídolo, que é o maior jogador que vi jogar, melhor até do que Pelé. Foi o Garrincha, e felizmente ele jogou no Corinthians.”

MD – Em que ano o Corinthians vai finalmente conquistar a Libertadores? CL – Eu estou com o Kia Joorabchian. Ele falava que para ganhar a Libertadores você tem que ter uns três anos de time. O Corinthians tentou fazer isso em 2010, mas acabou não dando certo. Perdemos a classificação no Maracanã, no 1 a 0 para o Flamengo. Agora o time foi reformulado e para cobrarmos do Corinthians só em 2013. MD – Qual a sua relação com a torcida corinthiana? CL – É ótima. Eles me tratam muito bem, na mesma proporção que os outros me odeiam. MD – Já teve problemas com torcedores de outros clubes, devido a sua identificação com o Timão? CL – Hoje em dia não tenho tanto, mas já tive. Em bares, em restaurantes, em campo, em saguão de estádio. Já recebi cartas com ameaça, carros me seguindo, já tive uma porção de problemas. Hoje em dia não, o cara chega para falar comigo e eu trato bem, o cara se intimida. Acho que todos já se acostumaram com a ideia de eu ser corinthiano. MD – Como você avalia a atual diretoria do Corinthians? CL – É uma diretoria moderna, administração muito boa, transparente. É como o Andrés Sanchez diz, que não é santo, mas criou uma lei que é obrigado a obedecer. E ele obedece. Eu acho legal quando ele fala isso, que é realmente o que acontece. MD – E o que você acha do atual momento do time? CL – É um time sem grandes estrelas, a maior é o Liedson. Ainda precisamos de algumas contratações. E o Corinthians está fazendo uma coisa que eu gosto, que é não trazer muitas estrelas para não jogar nas costas deles os problemas de resultado. O Ronaldo, por exemplo, não tinha como dar a Libertadores para o Corinthians.

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MD – Se fosse dirigente do Timão, quais jogadores tentaria contratar? CL – As revelações dos campeonatos regionais. Observar bem o Campeonato Alagoano, por exemplo, tem que ver, mesmo sendo longe. Tem alguns tabus no Corinthians, um é que nordestinos sempre foram bem no clube. O Biro-Biro é um exemplo. Jogava no Santa Cruz, era surfista, veio para cá e arrebentou. MD – Qual o maior rival do Corinthians na sua opinião? CL – O Palmeiras era absoluto, mas perdeu terreno para o São Paulo. Mais pela rivalidade do São Paulo com a gente do que nosso com eles. Tem o tabu, os problemas que tivemos de não jogar mais no Morumbi. Hoje em dia eles estão no mesmo patamar. MD – Existe alguma pressão dentro do jornalismo para que você não seja tão parcial para o lado corinthiano? CL – Nunca sofri nenhuma pressão. Alguns criticam, mas eu não estou nem aí. Eu respeito o trabalho de todo mundo e cada um pensa o que quer. As vezes eu percebo alguma indireta, mas para mim não abala em nada. MD – Já teve algum problema com jogadores de futebol devido a alguma crítica que fez? CL – Sempre, eles não gostam de ser criticados, gostam de ser elogiados. Mas eu não sou assim, critico todos. Mas se jogarem bem, eu falo bem. Nunca falo da vida pessoal de ninguém, a não ser que prejudique o Corinthians. MD – Qual o seu ídolo no futebol? CL – Eu tenho um grande ídolo, que é o maior jogador que vi jogar, melhor até do que Pelé. Foi o Garrincha, e felizmente ele jogou no Corinthians. Mais recente eu gostei muito do Sócrates, do Rivellino e gostei muito do Neto, que tinha uma identificação muito grande com a torcida. Não é a toa que eu o apelidei de xodó da fiel. MD – Qual o melhor time do Corinthians que você viu jogar? CL – Sempre que eu penso no Corinthians eu penso

Chico Lang com Washington e Adriano na entrega do Troféu Mesa Redonda de 2004

no time da Democracia Corinthiana, em 1982 e 1983. E também no que foi Campeão Mundial em 2000. MD – Qual o melhor técnico que já passou pelo Timão? CL – Foi o Oswaldo Brandão. Ele tirava leite de pedra. Foi campeão em 1977 com um time fraco. MD – Qual a maior tristeza que já teve no futebol? CL – A segunda divisão do Campeonato Brasileiro, em 2008, foi de lascar. MD – Você acha que é considerado por muitos como um jornalista polêmico por falar o que pensa, por falar o que muitos não têm coragem de dizer? CL – Sim, porque ninguém fala o que pensa. Eu vivi na época da Ditadura Militar, onde tinha a censura. Agora que estamos na Democracia eu vou sempre falar o que eu penso. MD - Como é para você, corinthiano fanático, ter um filho são-paulino? CL – Ele é como todo são-paulino, só liga quando o time chega em alguma final. É uma torcida omissa, covarde. Tanto que se um cara joga no São Paulo e não vai bem, não vai dar certo em lugar nenhum. Não tem pressão lá. MD – Tentou converter ele ao corinthianismo? CL – Eu tentei quando ele era pequeno, mas hoje não tem mais jeito. Já o levei ao estádio, ele até ganhou presentes dos jogadores. Mas continuou com o São Paulo. Em compensação minha filha de nove anos, a Sofia, é corinthiana roxa, muito também pelo Ronaldo ter jogado no Corinthians. Ele trouxe muitos torcedores mais novos.


quiz

arioca, o Marcelinho C e, cons lo tu tí s o nt 1) Qua do club dor da história maior vence NS? CORINTHIA lo pe u o st ui q a) oito b) dez c) onze

iano olo corinth íd o l a u Q – 3) iel”? “Xodó da F a) Dinei b) Neto rande c) Casag

conhecido

no olo corinthia 2) Qual o íd legar”? “Pequeno Po ho Carioca a) Marcelin b) Neco c) Luizinho

omo conhecido c

como

ão

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rco ao itou um po im e u q r o d o joga Palmeiras? 4) Qual foi l contra o o g m u r a marc a) Viola b) Edilson ta c) Vampe

Respostas da edição anterior 1) C 2) B 3) C 4) B 5) A

Veja as respostas no site da Match Day ou na próxima edição: www.revistasmatchday.com.br corinthians

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especial

Timão inova

e lança canal de televisão

TV Corinthians estreou no início de março, com toda a programação voltada ao maior clube do Brasil

No dia 1° de março de 2011 o Corinthians inovou mais uma vez no Brasil e lançou o primeiro canal de televisão voltado inteiramente a um clube no país. A TV Corinthians, ou TVC, é fruto de uma parceria entre a TV+ e o Sport Clube Corinthians Paulista. O foco da grade de transmissão é o futebol profissional, com imagens da concentração, transmissão ao vivo dos treinos da equipe, pré-jogo e coletivas do vestiário, além de jogos das categorias de base de futebol de campo e também a transmissão das outras modalidades do clube. Totalmente voltada ao torcedor corinthiano, a TV Corinthians está localizada dentro do Parque São Jorge, com um estúdio de cerca de 250 metros quadrados e cerca de 100 pessoas envolvidas no projeto. São de seis a oito horas de programação inédita todos os dias, com comerciais de 30 segundos.

Programação da TV Corinthians Minha história, minha vida – Histórias de vida ligada ao Corinthians Corinthians pelo mundo – Corinthianos pelo mundo Dentro de nossos corações – As lembranças de craques do passado Louco por ti – Loucuras feitas pelos torcedores Meu bairro é do Timão – Que passará pelos bairros da capital Na casa do craque – Entrevistas com jogadores Na rede com o Corinthians – Programa sobre as redes sociais Quiz do Timão – Game show com perguntas e respostas Tudo começa na base – Reportagens com os jogadores das categorias de base do time Giro alvinegro – Plantão de notícias Só Timão – Entrevistas com famosos

O mentor do projeto é Carlos Carreiras, diretor geral da TVC, mais um apaixonado pelo Timão. Ele explicou como funciona o projeto: “O Corinthians cedeu o espaço no Parque São Jorge e a marca, que já é um grande investimento. Mas o restante fui eu que coloquei, por meio da TV+. Estamos fazendo um canal para o bando de loucos, para os torcedores apaixonados pelo Corinthians”, explicou Carreiras. Três corinthianos ilustres foram contratados para comandar a equipe de televisão: o ex-jogador Edu Gaspar, para comentar os jogos de futebol. Lívia Andrade, que é atriz e modelo, terá um programa de entrevistas, assim como o cantor Toquinho, que fará o Toquinho, Violão e Futebol. Um fato curioso que acontece no canal é durante os jogos da equipe profissional, a tela da TVC, que não tem os direitos de transmissão, ficará totalmente preta, pois no momento nada é mais importante que apoiar o Timão. Por enquanto a TV Corinthians só está disponível para assinantes da TVA, no canal 20. O clube negocia com outras operadoras por assinatura a exibição da programação da emissora.


torcida Keven Vinícius, artilheiro do sub-7 no Campeonato Paulista de Futsal

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Júlio e Luís Fernando no Pacaembu, na partida entre Corinthians e Mogi Mirim pelo Paulistão deste ano

Vinicius mostrando toda a sua paixão pelo Todo Poderoso Timão

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