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Medo no curral

R$ 10,90

Vacas que apanham produzem menos Edição 17 - Ano IV Março/Abril 2014

Bactérias psicrotróficas “testam” qualidade da indústria Presentes em 15 variações no leite, as superpoderosas da contaminação deixam vestígios mesmo depois de exterminadas na pasteurização. Indústria é desafiada a se reinventar e implementar rigorosos processos de qualidade para reduzir prejuízos

Entrevista: Kátia Abreu desenha o Brasil agrícola

Expodireto: leite é destaque no agronegócio gaúcho

Cetose subclínica é difícil de detectar

Extrato de plantas reduz taxa de mortalidade animal


Diretor Comercial Caciano Forti caciano@revistaleite.com.br Diretor de Arte Filipe Stacke arte@revistaleite.com.br Editor Rodrigo Nascimento DRT/RS 14.476 conteudo@revistaleite.com.br Comercial Jackeline Franz jacke@revistaleite.com.br Fotógrafo Germano Tiago Wojahn Revisão Adriana Mellos Distribuição e Anúncios comercial@revistaleite.com.br Assinaturas assinatura@revistaleite.com.br Colaboradores desta edição Marcelo Resende de Souza, Carla Maris Machado Bittar, Flávia Rocha Santos, Rafaela Carareto Polycarpo, Aline Matuella Moreira Ficanha, Ludmila Noskoski, Natacha Cereser, Wlademir Pedro Dall’Bosco, Kátia Abreu, Luiz Fernando Mainardi e Davi Brito de Araujo. Periodicidade Bimestral Número de exemplares 10 mil Endereço Rua Pedro Kreutz, 124, sala 201, Centro, Lajeado/RS - CEP 95900-000 Telefone 51 3729.6761

Ao leitor Por um processo integral de qualidade

A 17ª edição da sua Revista Leite traz temas de grande relevância para aprimorar cada vez mais a produção da matéria-prima: o leite nosso de cada dia. Os “respingos” dessa qualidade integral, invariavelmente, começam na propriedade rural. Tratamos mal nossas matrizes produtivas - as vacas. Elas são agredidas, sofrem com más instalações, desconfortáveis, e gravam na memória esse “medo” terrível de dar leite. Ninguém gosta de trabalhar sendo hostilizado, sofrendo agressões físicas ou verbais. Por que nossas vacas suportariam isso? Atenção, produtor! Estamos maltratando nossas melhores amigas. Outra questão crucial à qualidade está também nas adequadas técnicas de manejo que aparecem na linha de produção. A quantidade de bactérias nocivas até mesmo aos processos industriais é um dos sinais de que nossa preocupação com todo o caminho que o leite percorre deve ser ampliada. O que estamos fazendo para criar um processo integral de qualidade? Promovemos o bem-estar animal, elevando a qualidade das nossas instalações, ou simplesmente mantemos nosso rebanho em condições desfavoráveis? Como realizamos a higiene na ordenha, no transporte, na chegada à indústria? E como efetuamos os nossos processos de envase e produção do leite e os derivados? Afinal, a mea-culpa não cabe apenas ao produtor. A cadeia produtiva do leite é um conjunto, um elo no qual cada um de nós somos agentes produtores e transformadores. Que esta leitura possa acender o discurso em nossas propriedades, nos nossos laticínios. O que estamos fazendo para ter o maior padrão de qualidade e tornar a produção leiteira do Brasil top de linha no mundo? Boa leitura, saúde e muito leite de qualidade.

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As informações e conceitos publicados em anúncios assinados por terceiros são de inteira responsabilidade do autor, não expressando, necessariamente, a opinião da Revista Leite.

A Revista Leite é uma publicação técnica da Editora Agros Ltda. - CNPJ 13.495.345/0001-05 ®

I M P R E S S O S G R Á F I C O S L T D A.

4 | Revista Leite | Março/Abril

Rodrigo Nascimento

Editor

sumário 21. Cetose subclínica

18. Inteligência de marketing

7. Entrevista

26. Óleos essenciais

Doença que atinge praticamente a metade do gado leiteiro altamente produtivo, é difícil de ser detectada e não tem cura. Confira estudo técnico desenvolvido na Holanda.

Senadora Kátia Abreu, presidente do CNA, apresenta os números da agricultura no Brasil, onde um terço da riqueza vem do campo e, boa parte dela, do úbere das vacas.

Indústrias não são claras nos rótulos de leite com baixo teor ou sem lactose. Estimativa é de que, no Brasil, 70% da população precisa consumir um ou outro tipo desse produto.

Extrato de plantas secas, misturado à dieta dos ruminantes, previne doenças e reduz a taxa de mortalidade na fazenda.


Qualidade na produção

Bactérias psicrotróficas: contaminação mesmo com tratamento térmico

Elas estão presentes no leite, em 15 gêneros diferentes. As bactérias psicrotróficas resistem tanto às baixas temperaturas na hora do resfriamento do leite. Já suas enzimas resistem à pasteurização. Estudo mostra que são necessários investimentos constantes para aprimorar processos na aquisição do leite e em seu beneficiamento

A

s bactérias psicrotróficas são micro-organismos capazes de se desenvolverem em baixas temperaturas, menores do que 7°C, sendo os principais agentes de deterioração de leite cru refrigerado e de seus derivados. São conhecidos, pelo menos, 15 gêneros dessas bactérias. Entre eles se destaca a Pseudomonas spp. Conforme um estudo realizado pelas pesquisadoras Aline Matuella Moreira Ficanha,

da Universidade Regional Integrada de Erechim (URI); Ludmila Noskoski, professora da Universidade de Cruz Alta (Unicruz); e Natacha Cereser, professora do Laboratório de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Lipoa), da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), é necessária atenção em toda a cadeia produtiva do leite, na intenção de reduzir essas bactérias super-resistentes. Em entrevista à

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Março/Abril | Revista Leite | 11



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