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EDITORIAL Alcançar uma certa idade não significa tornar-se automaticamente maduro. A maturidade não é uma questão cronológica - é uma questão de atitude. Muitas aulas, muitas decisões a tomar e uma das mais importantes foi decidir a linha editorial da Job 21. Surgiu a ideia de abordar o conceito de maturidade sob vários aspectos relacionados à comunicação, desde o novo perfil das empresas, dos profissionais, do mercado e dos consumidores. A equipe de criação trabalhou para traduzir este conceito em um projeto gráfico diferenciado. O formato da revista foi repensado, a tipografia

priorizada e os espaços organizados para deixar o layout arejado e limpo. A paleta de cores, reduzida a três, seguiu a mesma linha e foi utilizada para organizar as seções da revista e transmitir sobriedade e leveza. Empenho também teve a equipe comercial que foi fundamental para viabilizar todas estas ideias, já que a produção da revista é custeada pelos espaços publicitários comercializados durante o semestre.

Enfim, a Job 21 está aí para mostrar um pouco da maturidade do trabalho deste 7o semestre de P&P. Esperamos que gostem das novidades e curtam nossa fanpage. www.facebook.com/RevistaJob

Profa. Me. Melissa Haag Rodrigues Coordenadora da Revista Job 21

EXPEDIENTE A revista Job é uma publicação semestral da 7a fase do curso de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda da FURB, sob a disciplina de Planejamento Gráfico. REDAÇÃO Turma A Adriana Seibel Mann, Alana Bacchin Nogueira, Andrea Carolina Garcia, Bianca Kenschikowski de Borba, Camila Cristina Gums, Darlan Kafeltz, Fabíola Pereira, Gabriela Alexandre Zaboenco, Lucas David Michels dos Santos, Luciana Dalri, Philipe Roberto de Oliveira, Priscila Zibell, Thaisa Vieira Turma B Ana Cristine Doerlitz, Evandro Alves, Frederico Stewers Elboni, Guilherme Quarantani Junkes, Ivan Carlos Dellagiustina, Jader Alex Paganelli, Karine Daiane Gonçalves, Lauro Fernando Lins, Luísa Rozinski Dias do Nascimento, Marco Aurélio Vavassori, Mariana Zucco Appel, Mariane Bunn, Mário Eduardo Werner da Costa, Paulo Eduardo Mendes da Silva, Peter Michael Litzenberger, Samara Jane Effting CRIAÇÃO Turma A João Gabriel Tonn, Juliano Sill Turma B Diego Trettin, Eduardo Rodrigues de Lima, Johnny Cipriani, Luana Schlindwein, Thiago Schwabe Schmidt COMERCIAL Turma A Alexandre Artur Kumm, Diana Pianezzer, Eduardo Knoch, Giselle Bähr, Jocasta Knihs, Lais Figueredo Guzatti, Michelle Steffen da Silva, Vercezi Galtieri Camillo, Vinícius Medeiros Brasil Turma B Christian Daniel Falaster, Claudio Marcos Reynaud Filho, Diogo Emanuel Lutz, Mariana Rodrigues Mansano, Rafaela Carl, Thamíris Paula Beling da Rosa CAPA ILUSTRAÇÃO Thiago Schwabe Schmidt | CAPA DIREÇÃO DE ARTE Johnny Cipriani | ILUSTRAÇÃO VIDA DIGITAL Guilherme “Frodo” | COORDENAÇÃO Melissa Haag Rodrigues | IMPRESSÃO Gráfica Tipotil | TIRAGEM 1.500 exemplares


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Redação: Mariane Bunn Layout: João Gabriel Tonn

Ficha técnica Peça: Campanha Beneficente pelo respeito à faixa de pedestres e às leis de trânsito Agência: Free Multiagência Cliente: Rotary Club Hermann Blumenau Planejamento: Camila Borela Atendimento: Romeu Reichert Direção de Criação: Cyntia Wehmuth Hugo Criação: Tuco Egg e Rodrigo Oliveira Produção: Camila Monteiro Bento e Luciele Beatriz Kessler Finalização: Samuel de Souza e Michelle Karine de Melo Aprovação Cliente: Carlos Joss e Roberto Lucena

Peça: Campanha “O Inglês mais real do Brasil” Agência: Sambba Propaganda Cliente: Cultura Inglesa Planejamento: Alencar Decker Atendimento: Alencar Decker Direção de Criação: Germaá Oliveira Criação: Chico Decker, Gustavo Schneider, Renato Bittencourt e Felipe Coelho Tratamento de imagem: DPI Coordenação: Lilian Silveira Produção: Anderson Góes Mídia: Lígia Souza Aprovação: Mike Delaney  


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Peça: Anúncio “Dia do Motociclista” Agência: SEVEN Comunicação Total Cliente: Riffel Motospirit Atendimento: Fábio Luciano Schmitz Direção de Criação: Juliano Tejada Direção de Arte: Mário Sérgio Ferreira Redação: Cláudia Dezorzi Finalização: Anderson “Gaxpá” Kraisch Produção: Cinthia Silveira Mídia: Adriana Baron Fotografia: Utrabo Tratamento de Imagem: Kado DigitalArt Aprovação no cliente: Amarildo Aguiar e Jociane Almeida

Peça: Anúncio “Não jogue água no lixo” Agência: Raffcom Comunicação e Marketing Cliente: Samae Brusque Atendimento: Giuliano Barni Direção de Criação: Joanius Moa Criação: Eduardo Saint-Jean Produção: Priscila Belinazo Mídia: Ruthe M. Maestri Finalização: Krystoffer Ely

Peça: Anúncio “Onde você nem imagina” Agência: Mythos Comunicação Cliente: Otimis Supply Chain Intelligence Atendimento: Débora Lindner Zambiasi Criação: Cristiano Zambiasi Junior e Débora Lindner Zambiasi Diretor de Arte: Diego José de Oliveira Mídia: Sandra Aparecida Niehues Aprovação Cliente: Hélcio Lenz e Gabriela Berri


Redação: Andrea Carolina Garcia e Mário Eduardo Werner da Costa Layout: João Gabriel Tonn

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DVD: Playing For Change - Songs Around the World

É

o incrível projeto que reúne músicos de diversas comunidades do mundo e o diferencial está na utilização da inovadora tecnologia de vídeo e áudio móvel. As músicas são gravadas ao vivo por mais de 100 músicos, entre eles Bono Vox, Keb Mo e Afro Fiesta. Para retribuir todo o trabalho dos músicos envolvidos foi criada a

Fundação Playing for Change, uma empresa sem fins lucrativos. Este DVD é a prova de que através da música é possível atravessar qualquer fronteira e conectar várias pessoas no mundo, independente da distância. Filipe Freiberger Atendimento na Sal Propaganda

LIVRO: Oportunidades Disfarçadas

U

m livro tão cativante que já no prefácio você se apaixona e fica motivado para enfrentar desafios. “Oportunidades Disfarçadas” é um grande catálogo de ideias, com soluções originais para superar os obstáculos do competitivo mundo dos negócios. Relata cases de várias mar-

cas e pessoas de sucesso que, em um momento de crise, deram a volta por cima. Sony, YouTube e Apple são alguns dos cases relatados no livro. Um livro de negócios totalmente diferente do que já se viu, cativante e motivador. Julie Christie Planejamento na Brava Propaganda

SITE: Blogtelevisual.com

P

ara quem gosta de criação de identidade visual, principalmente voltado para TV, esse blog é um prato cheio! O universo é a televisão e o que interessa é o chamado design televisual, ou broadcast design. Todos os elementos são destrinchados no blog, desde a concepção original da ideia, até entrevistas de como aconteceu todo o processo e, às vezes,

até mesmo o making of. O resultado final também é apresentado, e claro, na maioria dos casos é sensacional. O site já foi reconhecido com o certificado Top100 na área Comunicação e Top3 pelo Júri Acadêmico, conquistados através do prêmio Top Blog. Fica a dica! Rafael L. C. Machado Editor de vídeo na Kaffe Films

Eu recomendo


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CD: Casuarina - Trilhos / Terra Firme

Q

uem não gosta de samba, bom sujeito não é. E como é bonito ver o bom e velho samba voltar ao cenário musical com força e qualidade. O Casuarina traz, além de uma ótima qualidade musical, um repertório maravilhoso, unindo a juventude com o malandreado samba carioca. Lançando agora seu quarto álbum, com músicas totalmente próprias e inéditas. O grupo conquistou a todos e se consolidou no

cenário musical em seu terceiro álbum, lançado pela MTV. O grupo consegue juntar samba da antiga em uma nova roupagem, com sambas inéditos que lançam em seu novo trabalho – Trilhos/Terra Firme. Cantar o bom e velho samba de uma maneira simples e com arranjos maravilhosos, este é o Casuarina. Leandro Werner Ribeiro Sócio proprietário HW Propaganda

FILME: Cisne Negro

O

diretor Darren Aronofsky sempre gostou de brincar com o psicológico dos espectadores em seus filmes e em Cisne Negro não poderia ser diferente. Nina Sayers (Natalie Portman) é uma jovem bailarina que ainda mora com a sua mãe superprotetora. Ela quer muito o papel principal de uma grande montagem da companhia de balé que faz parte.

SÉRIE: Wilfred

W

ilfred é uma série, no mínimo, bizarra que conta com Elijah Wood como protagonista (sim, o Frodo). Ele vive o papel de Adam, um jovem já desiludido com a vida e sem muitas perspectivas, que após uma tentativa de suicídio, passa a conversar com o cachorro de sua vizinha. Wilfred é representado por um

cara numa fantasia de cachorro, que somente Adam vê. Os dois ajudam um ao outro a superar os diversos problemas da vida, desde drogas a garotas. Ainda tem o Urso de Pelúcia que completa o elenco maluco dessa série. Paulo Henrique Folly Editor de imagens - Grupo RIC/PR

Finalmente sua chance surge. A partir daí a película mostra o desenvolvimento da loucura de uma pessoa sob pressão, tendo que interpretar tanto o bem quanto o mal. Tudo isso com toques de suspense, sexualidade, horror e até um pouco de complexo de Édipo. Obra-prima. Richard Isidoro de Souza

Acadêmico do 5° semestre de Publicidade


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curtas Morphy cria provador virtual para a FIP - Feira de Moda

Ação da Free Multiagência vira notícia em diversos países

T

a

FIP - Feira de Moda, de Brusque, investiu em um provador virtual com o intuito de oferecer mais comodidade e melhorar a experiência do consumidor mesmo antes de chegar às lojas físicas. O projeto foi desenvolvido pela Morphy Agência Interativa, de Blumenau. De acordo com o diretor da Morphy, Marlon Souza, o usuário poderá experimentar as roupas disponíveis no site e selecionar suas favoritas usando apenas as mãos para comandar o aplicativo, enquanto visualiza na tela as peças sobre o seu corpo. Ele destaca que “basta se posicionar a cerca de dois metros da câmera do computador para experimentar as peças, que podem ser trocadas apenas posicionando a mão sobre o botão posicionado na tela”. Para Marlon a internet tem como vantagem permitir que o consumidor economize tempo em diversas atividades do dia a dia, como escolher o que quer ter no guarda-roupa.

Fonte: acontecendoaqui.com.br

Oficina 3D cria imagens do maior residencial da América do Sul

a

agência blumenauense Free Multiagência criou uma campanha beneficente pelo respeito à faixa de pedestres e às leis de trânsito, a pedido do Rotary Club Hermann Blumenau. O vídeo chamou a atenção e está circulando pelo YouTube, redes sociais e sites de notícias do Brasil e diversos países. No filme um grupo de homens carrega um automóvel que para sobre a faixa de pedestres. Além do vídeo para internet, a campanha contou com comerciais para televisão e rádio, banners para a internet, matérias e anúncios em jornais, palestras em escolas e empresas e panfletagens, numa das quais participou o próprio governador do estado de Santa Catarina.

odas as ilustrações do projeto Infinity Coast do Grupo FG Empreendimentos foram desenvolvidas pela equipe da Oficina 3D, de Blumenau. “O grande desafio foi criar imagens que conseguissem traduzir toda a imponência da torre e, ao mesmo tempo, transmitir aos ambientes o aconchego de um residencial de altíssimo padrão e qualidade”, conta o proprietário da Oficina 3D, Anderson Rodrigo de Alencar. O trabalho visa mostrar por meio de recursos gráficos uma construção que será ao mesmo tempo imponente em sua arquitetura e humanizada por se tratar de um edifício residencial de luxo compreendendo em sua área de lazer características e estruturas de um mega resort. “Estamos orgulhosos de podermos ter realizado um excelente trabalho em uma obra tão expressiva na área da engenharia e arquitetura moderna. Além disso, percebemos que este parece ser o começo do que podemos esperar do Brasil no futuro, conclui Anderson.

Redação: Karine Daiane Gonçalves Layout: João Gabriel Tonn


Redação: Evandro Alves Layout: João Gabriel Tonn

De House a Repúblika Para saber mais: www.facebook.com/republikacriativa

P

ara a House, Agência Experimental de P&P da FURB, o ano começou com algumas mudanças. A primeira delas foi na coordenação com a professora dra. Fabrícia Durieux Zucco assumindo o cargo e propondo balançar tudo para colocar a agência para cima. A equipe, que era pequena, cresceu de três para dez pessoas. Os clientes chegaram gradativamente: Pró-Família, Banco de Leite Humano de Blumenau, Rádio Comunitária Fortaleza, Sistema de Gestão de Saúde Pública PRONTO, Plugin e Hospital Santa Isabel. O semestre acabou de forma super positiva e com um pacto entre os membros da House: o segundo semestre começaria com um único cliente, a própria House. Em acordo com a coordenação e com total liberdade para reformular a agência, tanto fisicamente, quanto em seu propósito e conceito, foi iniciado um brainstorm que durou cerca de dois meses. Muitos quadros rabiscados, muito café, muitos nomes diferentes, muitas ideias loucas, até chegar a uma mudança total, sem medo de arriscar e querendo criar uma agência nova. Seria um presente, uma herança da equipe para o curso. A Repúblika nasceu com um ambiente integrado, aberto aos

acadêmicos e com o propósito de ser um espaço onde as ideias fossem aplicadas. A Ideia é a forma mais pura de criatividade, e ela precisa ser aplicada para ser tornar algo grande. A Repúblika é a nova agência experimental do curso de P&P da FURB. Para criá-la foram abordados vários conceitos como Coworking e Crowd Clout (várias pessoas em prol de uma causa maior, neste caso, alcançar a melhor ideia possível, sempre). Depois de dois meses de trabalho foi encerrado o ciclo da House - Agência Experimental de P&P, e nasceu em seu lugar a Repúblika - Criatividade Aplicada.

Confira o slideshare especial da Repúblika em: www.slideshare.net/humbcf/repblika-criatividade-aplicada

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Redação: Rafaela Carl Layout: Johnny Cipriani

bastidores redacao@job21.com.br; criacao@job21.com.br;

Cadê o ponto de exclamação?! revisão@job21.com.br

Caros redatores e criação, a nova JOB está incrível. Novo design, matérias bem escritas, assuntos interessantes e atuais, uma revista bem completa. Mas observei um pequeno erro que deve ter passado despercebido: o logo da revista foi usado sem o tradicional ponto de exclamação. Podem verificar e me retornar? Preciso enviar o material amanhã para a gráfica. Att, Revisor da JOB.

DE: revisao@job21.com.br Para: criacao@job21.com.br; redacao@job21.com.br Enviado em: 22 de outubro de 2012 às 18:00


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revisao@job21.com.br; criacao@job21.com.br;

Cadê o ponto de exclamação?! redacao@job21.com.br

Revisor, obrigado pelas observações, mas a ausência do ponto de exclamação não foi um erro. O sinal de exclamação tem uma forte carga emotiva, e pode transmitir noções de sentimentalismo ou, até mesmo, infantilidade. A Job 21 trata exatamente do contrário: a maturidade do consumidor e da comunicação. Por isso, eliminamos o ponto de exclamação, afinal o nosso leitor não vai precisar de uma exclamação para admirar e ler a JOB. O fato é que a comunicação evoluiu ao ponto de não precisar usar esse ponto. Obs.: Viu como conseguimos terminar tudo dentro do prazo? Trabalho em equipe.

DE: redacao@job21.com.br Para: revisao@job21.com.br; criacao@job21.com.br Enviado em: 22 de outubro de 2012 às 18:05

Chegamos aos 21 com muita maturidade e informação. Mais do que conceito, a estética é o nosso ponto final.


maturida d e

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Redação: Darlan Kafeltz, Evandro Alves e Paulo Mendes Layout: Johnny Cipriani

MaturYdade com Z ou X?

v

ocê já se viu de terno e gravata? Já se imaginou trabalhando em um ambiente totalmente formal? Tudo bem que isso possa ser um desejo que os seus pais tenham para você, quando atingir sua maturidade. Mas acho que não é um desejo seu, certo? Pois temos uma notícia para você: até a própria maturidade está mudando e hoje crescer é ser “jovem ainda”, como diria o eterno Chaves. Para gerações anteriores, como os “Baby Boomers” (+50 anos), uma empresa madura se definia pela sisuda postura corporativa sedenta por resultados, produtividade e acúmulo de lucros. Essas pessoas valorizavam muito a experiência e o tempo de trabalho numa empresa, afinal, a segurança financeira era primordial para eles, independente de como era seu ambiente de trabalho.


19 Tudo bem, a gente sabe que é difícil alguém não gostar de ganhar sempre mais dinheiro, mas isso não significa atravessar os meios para enriquecer de qualquer forma. Tem muita corporação “madura” por aí percebendo que o “trabalhar duro” de antigamente se transformou no “trabalhar inteligente” de hoje. É de conhecimento geral que as grandes empresas do século XXI, como o Google e o Facebook, possuem um ambiente de trabalho e um processo de criação bem diferente. Caem as barreiras das salas, caem os cartões ponto e os ambientes gélidos e desmotivantes, e entram em ação grandes salas coloridas, ambientes de convivência com sofás e videogames, onde impera a flexibilidade, o empreendedorismo e a criatividade. Segundo artigo do site da CNN, os nascidos entre 1979 e 1997 serão a faixa etária dominante no mercado de trabalho em, no máximo, 10 anos e, com isso, começarão a provocar mudanças significativas no ambiente profissional. São os jovens que estarão movimentando o mercado, eles que buscam novos desafios a todo momento e são adeptos a todas as tecnologias, estão sempre conectados, compartilhando tudo (dados, fotos, hábitos) e vivem na busca constante por novidades. Essa geração já nasceu em um mundo digital e as empresas que não aceitarem isso ficarão limitadas a profissionais menos preparados. Os especialistas sugerem que as empresas se capacitem para atender a todas as gerações e assim prosperar neste novo cenário. Durante esse processo de transição será inevitável que, cada vez mais, haja a junção das três gerações (Baby Boo-

mers, X e Y) num mesmo ambiente organizacional, colocando a empresa em uma possibilidade ímpar de aprendizagem. Se por um lado a diversidade pode gerar conflitos em função da visão e percepção diferenciada dos objetivos, de outro, é inegável que essa convivência pode gerar bons frutos. As empresas terão que aprender que estão lidando com modelos mentais muito diferentes, que devem ser compreendidos e assimilados por todos. Na medida em que isso acontecer, vai ser mais fácil para cada geração compreender o comportamento da outra e, portanto, aceitar essa convivência de forma menos preconceituosa.

Mas será que as empresas estão preparadas para este novo momento?


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B

uscamos a resposta para esta pergunta pesquisando empresas da região que praticam modelos de negócios diferenciados dentro de suas organizações e nos deparamos com a Agência Morphy. Com 6 anos de atuação, já com clientes e reconhecimento pelo mundo afora como McDonalds e Banco do Brasil, a Agência Morphy tem seu foco em agregar valor às marcas de seus clientes através de ações de web, aplicativos e games. E o mais legal: tudo começou por aqui mesmo! Batemos um papo com os sócios Maycon Souza (27 anos), Marlon Souza (39 anos) e Sammy Amorim (34 anos) pertencentes à Geração Y e X. Também chamamos mais um integrante da Geração Y, Alexandre dos Santos, designer da Morphy e um dos primeiros funcionários (sem saber nada de internet, mas com muita vontade de aprender!) sendo hoje uma peça fundamental em vários cases de sucesso da agência. À primeira vista a Morphy aparenta a calmaria e a serenidade da maioria das empresas, mas é só ficar alguns minutos observando e fica fácil perceber que em um ambiente onde aplicativos para celular e Kinect são ferramentas de trabalho, as coisas fogem um pouco do comum.

Segundo os sócios, liberdade é o DNA da empresa, onde todos possuem voz ativa. O ambiente é aberto e todos trabalham em mesas sem divisão. As únicas exceções são algumas salas que, mesmo assim, têm paredes de vidro e os ambientes de teste para os aplicativos que precisam ser totalmente controlados. Este tipo de estrutura foi adotada a fim de não travar a criatividade e incentivar o espírito coletivo. Alguns colaboradores que vieram de outras empresas não tinham o costume de falar muito, porém com o passar do tempo, se tornaram líderes e conversam diretamente com o cliente para entender suas necessidades e dar sugestões no projeto. Esta é mais uma prática adotada pela agência que fez com que todos se sentissem parte das ações e também mostrassem ao cliente como seu dinheiro está sendo bem investido e convertido em ações de impacto. A Morphy não bloqueia redes sociais (de onde já vieram muitas ideias de inovação), controla prazos cumpridos de entrega e não cargas horárias “Ninguém é criativo 24h por dia e nós temos que respeitar isso para garantir a qualidade”, observa Sammy. Foram adotadas também reuniões semanais de feedback, onde são resolvidos vários bloqueios e surgem ideias para melhorias.

“A Morphy prova que se pode montar uma empresa de sucesso, como as grandonas, com processo, produção e ao mesmo tempo liberdade para todos.” Sammy Amorim


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1. Como vocês lidam com gerações diferentes trabalhando juntas em projetos de inovação?

“Aqui a média é 23, 24 anos, tirando a galera “oldschool”, mas mesmo quem não é, acaba absorvendo um pouco de Geração Y. O equilíbrio sempre se mantém. Os mais velhos são referência de quadrinhos, por exemplo, e os mais novos no uso das tecnologias que testamos.” Maycon Souza

“Aqui as próprias ferramentas de trabalho podem ser usadas nas horas de lazer (Steam, Kinect, etc) e já vieram ideias para clientes a partir de testes para jogos. Eles têm uma biblioteca onde há colaboração de todos com inspirações e tutoriais sobre coisas complicadas que já fizeram antes, chamamos de Morphypedia.

3. O que sentem no mercado local e como se sentem atuando em níveis bem altos?

2. O que fizeram pra manter o ambiente agradável?

O ambiente é cheio de referências por todo lado. Há sempre gente indo para eventos e multiplicando para a galera também. Isso sempre mantém o clima de inovação no ar.” Sammy Amorim

“É uma massagem no ego, claro, ficamos com uma ótima sensação de dever cumprido. A gente tenta sempre se superar e o nosso maior orgulho é pelo trabalho sair redondo e bem feito, sendo para empresas muito grandes ou aqui mesmo da região. Afinal, mantemos o pé no chão e seguimos sempre para novos desafios.” Alexandre dos Santos

“Maturidade não significa o quanto você viveu, significa o quanto você aprendeu.” Autor Desconhecido


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Crianças nascidas durante uma explosão populacional, depois da Segunda Guerra Mundial. Hoje, estas pessoas estão com mais de 50 anos.

mais

50 anos

São tradicionais, leais à empresa e disciplinados. Valorizam muito a experiência e o tempo de trabalho numa empresa, afinal, a segurança financeira é primordial para eles. O espaço de trabalho limita-se ao escritório, as responsabilidade são individuais e específicas, sabe-se a hora certa de começar e terminar o trabalho. Vestem a camisa da empresa e respondem bem às estruturas lineares e hierárquicas.

E NO TRABALHO?

QUEM SÃO?

Baby Boomers Ao escolher uma carreira, essa decisão seria praticamente para o resto da vida. Os mais velhos ensinavam os mais novos, pois eram os anos de experiência que levavam ao crescimento na empresa. O trabalho não se mistura com a vida pessoal. Conexão com web:

São os filhos dos Baby Boomers. Seus integrantes são pessoas com idades entre 30 e 50 anos. Essa geração viu a tecnologia nascer.

entre 30 | 50 anos

E NO TRABALHO?

QUEM SÃO?

Geração X Estão rompendo com padrões tradicionais, incluindo a criação de ambientes de trabalho informais e transformando as estruturas corporativas de hierárquicas a entidades flexíveis e horizontais. Um valor chave da Geração X é conseguir um equilíbrio entre objetivos de carreira e qualidade de vida. Confiantes, extrovertidos, competitivos e fazendo o possível para ter um rápido crescimento, esses caras estão

sempre buscando as melhores propostas. Chegam à chefia com base na meritocracia e não na sua experiência. Estar no lugar e na hora certa é o que define a carga horária. O espaço de trabalho foi estendido para o happy-hour e misturou a vida pessoal com a profissional. Conexão com web:


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Geração Y em um relacionamento de igual para igual, com respeito mútuo. É uma questão de trocar conhecimentos não importando a idade. Mobilidade, espaços compartilhados, home-offices e possibilidade de criar seu próprio horário fazem o trabalho sempre presente em qualquer momento, em todos os lugares. Eles representam a nova força de trabalho global e afetarão o jeito como iremos trabalhar no futuro.

São pessoas com, no máximo, 30 anos. Muitos deles são filhos da Geração X e netos da Geração Baby Boomers. São adeptos à tecnologia, estão sempre conectados, compartilham tudo o que é seu (dados, fotos, hábitos) e vivem na busca constante por novidades.

QUEM SÃO?

E NO TRABALHO?

Não hesitam em mudar de emprego. Gostam de inovação e têm como lema trabalhar para viver e não viver para trabalhar. Esses profissionais são do mercado e não da empresa. São impacientes e a velocidade com que se conectam com o mundo dá o ritmo para suas relações de trabalho. A pirâmide empresarial tradicional não combina com esses jovens ansiosos. Estão entusiasmados por trabalhar com outras gerações, mas

até

30

Conexão com web:

anos

Geração Z terística executar multitarefas. Esse fator pode ser positivo por um lado, mas há um lado negativo: são pessoas que não possuem muito foco e poderão tornar-se profissionais dispersos, que se concentram muito menos em uma só ocupação.

Conexão com web:

Filhos da Geração Y, com idade inferior a 18 anos. São indivíduos constantemente conectados através de dispositivos portáteis e, em sua maioria, preocupados com o meio ambiente. O mundo online está 100% presente em suas vidas.

QUEM SÃO?

E NO TRABALHO?

Chegam ao mercado de trabalho esperando por um mundo semelhante ao seu, conectado, aberto ao diálogo, veloz e global. Por estar em constante mudança e buscar desafios, reter esses talentos será um desafio para as empresas. Permanecer durante muito tempo em uma mesma organização é um conceito que está diminuindo e a tendência é que seja eliminado de acordo com os anos. Essa geração tem como forte carac-

máximo

18 anos


00 Alexandre Camiseta Naguchi, テ田ulos Acervo, Bermuda Naguchi, Tテェnis Acervo. Luciana Blusa e Shorts Naguchi, Sneaker Impactos, Acessテウrios Ana Agnol.


NOW generation WORK

&

FUN


28

Filipe Calça Weird, Camiseta Naguchi, Bota Acervo. Larissa Regata Naguchi, Calça Mundo Lolita, Sneaker Impactos, Acessórios Ana Agnol. Alexandre Camisa e Calça Naguchi, Tênis Acervo.


Filipe Camisa Naguchi, Bracelete Acervo, Cal莽a Weird, Bota Acervo. Jocasta Camisa e Hot Pants Mundo Lolita, Acess贸rios Ana Agnol.


30

Filipe Camiseta Naguchi Jocasta Camiseta Mundo Lolita, Hot Pants Naguchi, Acess贸rios Ana Agnol. Luciana Regata Naguchi, Camisa Mundo Lolita, Acess贸rios Ana Agnol. Alexandre Camiseta Naguchi, Rel贸gio e Cal莽a Acervo.


Alexandre Camisa Naguchi, Óculos Acervo, Relógio Acervo, Calça Naguchi, Tênis Acervo. Jocasta Camiseta e Shorts Naguchi, Acessórios Ana Agnol, Sneaker Impactos. Larissa Blusa H&M, Calça Naguchi, Acessórios Ana Agnol, Sapato Impactos. Filipe Jaqueta Naguchi, Camiseta Naguchi, Calça Weird, Bota Acervo. Luciana Regata Naguchi, Jaqueta e Saia Mundo Lolita, Acessórios Ana Agnol, Sneaker Impactos.

Conceito e Produção Fabíola Pereira, Paulo Mendes Fotografia Darlan Kafeltz Layout Thiago S. Schmidt Edição de Imagem Luana Schlindwein Make & Hair Jocasta Knihs Modelos Alexandre Kumm, Filipe Freitas, Jocasta Knihs, Larissa Schlögl e Luciana Dalri. Agradecimento especial à Lancaster.


Redação: Paulo Mendes e Mariana Zucco Appel Layout: Thiago Schwabe Schmidt

E como vai a moda catarinense? S

anta Catarina é um dos estados mais importantes no quesito moda no país e, por muitos anos, ficou à sombra de São Paulo e Rio de Janeiro. Porém este cenário começa a se reverter com atitudes empreendedoras e inovadoras de profissionais catarinenses, gerando um ama-

durecimento no cenário de moda local. Conversamos com representantes de diversas áreas da cadeia de moda sobre os desafios enfrentados pelas empresas e profissionais catarinenses, assim como as mudanças de comportamento dentro e fora delas.

Opinião Profissional Qual o diferencial que uma marca tem ao contratar um stylist para sua campanha? São vários fatores positivos. O primeiro deles é a interpretação de um lifestyle de maneira mais aguçada que nós profissionais temos e podemos traduzir para

PERFIL

Eduardo Kottmann Stylist

O stylist Eduardo Kottmann, formado em Comunicação Social pela FURB, é um dos grandes nomes no que se refere à produção de moda no Estado. Junto com sua sócia Gabriela Telles realizaram trabalhos para marcas como Coca-Cola Clothing, do grupo AMC Têxtil, além de diversas outras marcas catarinenses assim como editoriais para a revista Nanu. skulliscool.tumblr.com

a campanha final com mais naturalidade e informação de moda na medida certa. Tem também aquela história: os estilistas ficam meses e meses em cima da mesma coleção e do mesmo tema. Quando contratam um bom profissional, o stylist pode dar uma refrescada na imagem que o estilista quer mostrar, sem perder a essência. Isso tudo reflete no sucesso de uma campanha e, em consequência, maior número de vendas. Afinal, não adianta ter conceito se você não vai vender (no caso das campanhas publicitárias). Como você vê o processo de maturidade da moda catarinense e a visibilidade que as empresas têm com o desenvolvimento das campanhas criadas por vocês? Acho que a moda catarinense está caminhando para um

amadurecimento considerável. Hoje em dia vemos as pessoas mais abertas à experimentação. O SCMC é dos eventos mais incríveis que acontecem por aqui e com a direção criativa do Jackson Araújo  e da Luca Predabon está nos trazendo a cada ano ainda mais visibilidade. Somos um polo têxtil, mas também temos bons profissionais criativos. O trabalho que fizemos com a Revista Nanu! por exemplo, teve impacto até internacional. Profissionais de renome como o incrível fotógrafo Jacques Dequeker (o qual eu tive a enorme oportunidade de trabalhar)  chegaram a elogiar e dizer que não acreditavam que produzíamos esse tipo de conteúdo por aqui.


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Opinião departamento de marketing Quais são os desafios enfrentados atualmente em relação aos novos consumidores e a maturidade do mercado de moda no país, principalmente em SC? As mudanças são muitas e as empresas tiveram que se adaptar para se manter no mercado. Há pouco tempo, uma coleção era desenvolvida dentro de todos os critérios de criação, porém não era analisada a necessidade do consumidor. Se o que se estava desenvolvendo era realmente o que este consumidor queria, desejava. Hoje isso é crucial para o sucesso da coleção, ou seja, além

de entendermos toda tendência, cartela ternet sem dúvida hoje nos proporciona de cores, momento global e tudo mais é uma forma veloz de conhecermos meessencial buscarmos as necessidade do lhor e analisarmos os gostos, desejos e consumidor. É a junção de tudo isso que estilo de vida de nossos consumidores, faz o sucesso de uma coleção e as em- o que ajuda muito na hora de criar ou presas tiveram que aprender a escutar o vender um produto. consumidor, aprender a entender seu Sandra Reinert desejo, para daí Gerente Marketing sim, atender a esta necessidade. E hoje A marca Naguchi foi fundada em 1993 em temos um feedback Blumenau, um grande polo têxtil, e hoje está muito rápido vindo presente em todos os estados do país com de nosso consumisuas coleções masculinas e femininas. dor final através das naguchi.com.br mídias online. A in-

PERFIL

Opinião veículo A moda está bem globalizada e a Revista Catarina é um grande exemplo disso, uma publicação de moda produzida em Santa Catarina com um conteúdo global. Como se iniciou esse trabalho e como ele foi tomando esse formato?

A Catarina sempre acreditou na potência da informação global e na importância do conteúdo regional. Um dos grandes motivos do sucesso da revista é por justamente atingir esse nicho, que estava carente de informação. Como empresa, queremos contribuir com o cenário de moda do Sul, ao dar destaque a nossa indústria (a segunda maior Camila Beaumord do Brasil) e a criatividade Gestora de Conteúdo Especializado dos talentos daqui. Em contrapartida há criadores A Revista Catarina é uma publicação bimestral, incríveis espalhados por com distribuição nacional e internacional, nestodo o mundo que semte caso dirigida para um mailing especial. Tem pre são bem-vindos em como objetivo divulgar a moda catarinense para nossas páginas e ações. o mundo e trazer o melhor do mercado internaAlém da Revista Catarina, cional para o Brasil. o nosso livro More Than revistacatarina.com.br

PERFIL

Trends trabalha muito bem com esse balanço, assim como o Sul Fashion Week, semana de moda desenvolvida e organizada pela nossa equipe.  Na visão de vocês, o mercado de moda em Santa Catarina está em uma fase de crescimento e amadurecimento? Acreditamos no futuro da moda em Santa Catarina. É uma fase de amadurecimento. Há desafios ainda, logicamente, mas acompanhamos alguns criadores bastante talentosos em uma trajetória muito bem sucedida.


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A RUA É O AMBIENTE DE TRABALHO

C

hamar a atenção de um consumidor que possui um oceano de possibilidades é algo difícil quando quem deseja a atenção não sabe como fisgar o peixe. Pesquisas de comportamento e mercado ajudam planejadores a encontrar a forma certa de conversar com seu público, mas a rapidez com que o consumidor muda a direção não é mais desvendada apenas com pesquisas tradicionais. É aí que a Box 1824 entra, buscando a fundo qualquer movimento que possa se tornar um indicativo de futura tendência. Formada em 2003 por Rony Rodrigues e João Mognon Cavalcanti, a Box é uma empresa que pesquisa o mercado e as tendências de comportamento e consumo. Sem sede fixa com salas de reuniões ou funcionários com horários a cumprir, a empresa adota o conceito de home office e estabelece junto aos seus colaboradores, que estão espalhados pelo mundo inteiro, cronogramas e metas que precisam ser atingidos. O grupo é formado, em sua maioria, por jovens entre 18 e 24 anos (está aí o motivo do número que complementa “Box”), idade que também ganha o foco das pesquisas da empresa.

box 1824 Redação: Fabíola Pereira Layout: Juliano Sill

Os jovens pesquisados são vistos pela Box como influenciadores de diferentes faixas de consumo. É uma faixa etária espelho que inspira as demais idades e dita as principais mudanças de comportamento de compra em âmbitos locais ou mais expansivos.

No ano passado a Box divulgou seu primeiro vídeo que mostra o resultado de uma pesquisa feita com os jovens brasileiros. O “Sonho Brasileiro”, como foi chamada, mostra como os jovens desta geração pensam sobre seu país e quais os reflexos do cenário atual no qual estamos inseridos – o Brasil em sua melhor fase com a primeira geração global de brasileiros. A pesquisa mostra a importância da hiperconexão na criação de novas perspectivas trazidas somente pela tal geração Y, geração essa que busca a diversão (individual e coletiva) o tempo inteiro, e que sabe como inserir o prazer em tudo o que faz. Outra pesquisa também divulgada através de vídeo pela Box, “All work and all play”, mostra como o comportamento do jovem vem se modificando também em relação ao trabalho nos últimos anos. A geração que só pensava em carreira profissional alguns anos atrás, hoje continua querendo ter um bom emprego. A atual diferença é a definição de “bom emprego”.


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Em uma mistura de lazer e trabalho, os novos profissionais colocam seus esforços em algo que amam, preferindo trabalhar onde conseguem realizar suas paixões. Para os que fazem parte dessa geração apreciada (ou não) e que ficaram interessados pelo clima de trabalho colaborativo e estimulante a dica é: para trabalhar na Box é preciso amar pessoas e gostar de ir às ruas identificar perfis de consumidores.

Para assistir aos vÍdeos citados nesta matéria acesse: youtube.com/box1824br


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meu look

do dia

o

grande boom das mídias sociais realmente mudou o mundo fashion. As colaborações entre blogueiras, usuárias de Facebook e o Instagram - mídia social de fotos que já possui mais de 50 milhões de usuários, o que corresponde atualmente a quase 6% de todas as pessoas cadastradas no Facebook – promoveram a moda através dos ‘looks do dia’. O chamado “look do dia” é onde a fashionista exibe uma combinação de roupas e acessórios utilizados em um determinado momento, geralmente citando marcas e valores. Essa febre de redes sociais tem influenciado muitas leitoras por aí, como a blogueira Mayara Miranda, de Balneário Camboriú, que nos conta um pouco sobre este assunto.

“Meu nome é Mayara Miranda, tenho 21 anos, moro em Balneário Camboriú e amo essa cidade! Criei o blog para compartilhar com leitoras e amigas dicas de moda, maquiagem, livros, filmes, restaurantes, viagens. Tudo o que mulher mais adora! Sempre estou procurando saber de tudo o que há de novo para poder dar as dicas para as leitoras. Para mim, moda não é apenas usar grife e sim, saber usar de tudo um pouco! Adoro mostrar que uma peça Zara pode fazer sucesso, basta saber usar e combinar com os acessórios certos. Acho que as pessoas não podem perder a sua essência só porque tal coisa está na moda. Uso somente o que gosto sempre e acho que repetir roupa é válido sim. Penso em mais para frente ter minha própria marca de roupas, fazer tudo com a minha cara. E claro, expandir cada vez mais o blog, que é um espaço que amo!”


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como surgiu essa vontade de escrever e dar dicas de moda? Sempre fui fascinada por moda, sempre adorei ficar pesquisando sobre isso, então surgiu a oportunidade de criar o meu espaço e deixar tudo o que mais amo registrado. É sempre bom compartilhar ideias com pessoas que gostam do mesmo assunto que nós.

como você acha que suas dicas e imagens sobre moda e comportamento influenciam na vida das pessoas? Acho que da melhor maneira possível, pois sempre é bom ter dicas que funcionam, looks que inspiram na hora de se vestir, saber combinar as peças, realçar uma peça básica com um acessório. Quem não gosta?

Redação: Thaisa Vieira Layout: Juliano Sill

você recebe dúvidas ou comentários de leitoras por e-mail ou mensagens? com quE frequência? Recebo sim, algumas deixam nos comentários mesmo, outras mandam por e-mail, são diariamente. Muitas me mandam fotos de roupas, perguntando com o que combinar ou qual look prefiro para ocasião que elas pensam em usar. Eu adoro!

Você tem insipirações de estilitas? quais?

o que a moda ou a forma de se vestir representa pra você? Como diz Coco Chanel: “A moda não é algo presente apenas nas roupas. A moda está no céu, nas ruas, a moda tem a ver com ideias, a forma como vivemos, o que está acontecendo.” Para mim a moda é isso.

uma curiosidade sobre você? Provo sempre vários looks antes de saber qual irei usar. Sou super indecisa nessas horas.

São vários. Adoro Valentino, Yves Saint Laurent, Lilly Sarti.

quais os principais blogs/sites relacionados à moda que você costuma acompanhar? Amo o The Blond Salad da Chiara e o Blog da Thássia. Os melhores, para mim.

blogdamaymiranda.blogspot.com blogdamaymiranda@hotmail.com Mayara miranda Mayaracmiranda


Seja um

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trainee na sua área

V

ocê que é recém-formado já pensou em gerir a sua própria carreira, ter espírito de liderança e iniciativa? Pois essas são características que se procuram nos candidatos a vagas de trainees. Esta prática começou lá nos anos 90, quando as empresas usavam o coaching, também chamado programa de trainees, para corrigir o baixo desempenho dos executivos. Hoje este programa é voltado para líderes e para executivos de alta performance. Nos últimos cinco anos, cada vez mais empresas aqui no Brasil utilizam esta plataforma para desenvolver jovens profissionais.

O candidato que está interessado em participar de um programa de trainee deve se inscrever no site da empresa desejada. A partir daí são realizados diversos processos de seleção, onde se avaliam conhecimentos gerais e técnicos, raciocínio lógico e também características comportamentais. Após a seleção, são feitos longos e bem estruturados treinamentos com os candidatos, que podem receber por volta de R$4 mil por mês. A partir dos treinamentos, os selecionados passam a ocupar posições técnicas e até gerenciais. Não é um processo fácil pois, em média, há mais de 20 mil inscrições para os programas de trainee.


D

e acordo com Adriana Across, sócia diretora da Across Desenvolvimento Organizacional, o perfil para um trainee é bem específico: é necessário ter uma forte capacidade analítica, uma formação acadêmica diferenciada e saber lidar com as pessoas, com o público. Atualmente a aposta das empresas está nestes jovens com jeitos diferenciados de pensar e de se relacionar com as pessoas ao seu redor. Neste processo de seleção são realizadas também as chamadas “Dinâmicas de Grupo”. Uma das principais dicas para se dar bem é transmitir um comportamento de sucesso. As empresas querem que os funcionários cresçam junto com elas porém, isso só será possível através dessas pessoas. Caso você esteja se perguntando o que seria este comportamento de sucesso, leia as dicas abaixo.

dicas

para um comportamento de

Sucesso 1

Dedicação à formação na Universidade

2

Dedicação em estágios e atividades extracurriculares desenvolvidas pelo curso

3

Aproveitamento de viagens internacionais, conhecimento de novos públicos e formas de pensar

4

Consolidação de um novo idioma

5

Conhecer pessoas que já participaram de um programa de trainee e ver se realmente é o que você procura

Segundo Gilberto Lara, diretor corporativo de Desenvolvimento Humano e Organizacional do Grupo Votorantim, um trainee deve ter visão crítica e global, excelente conhecimento de idiomas, espírito de grupo, liderança e ambição saudável.

Redação: Priscila Zibell e Marco Aurélio Vavassori Layout: Eduardo Rodrigues de Lima


47 3041-5541 | penso.ag


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U

ma das formas de entretenimento mais populares do mundo foi criada em 1908 pelo francês Emile Cohl, considerado o pai da animação. O projeto desenvolvido se chamava “Fantasmagorie” e tinha duração de dois minutos. Depois, na década de 20, surgiu o primeiro personagem de desenho animado, o Gato Felix, criado pelo americano Otto Messmer. Porém, as grandes conquistas desta arte vieram em 1928 com o primeiro desenho animado com som criado por Walt Disney, que apresentava o personagem Mickey, e quatro anos depois, em 1932, o primeiro desenho colorido “Flores e Árvores” também de Walt Disney.

Com o tempo, a evolução e a maturidade da animação ganharam força enchendo os olhos dos apreciadores dessa ferramenta de entretenimento. E alguns destes adoradores estavam em Blumenau em 1997, quando se formaram em Publicidade e Propaganda na Furb e criaram a Belli Studio. Assim que formados, Aline e Rubens Belli não queriam abrir uma agência, mas sim achar um caminho para trabalhar com todas elas. Foi aí que focaram em ilustração e animação.

maturidade criativa na animação


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“Começamos com ilustrações para livros infantis atuando como ‘braço de arte’ para as agências de publicidade” explicou Aline. A Belli nasceu como empresa em 1999 e em 2001 começaram as produções das primeiras animações. Fizeram diversos projetos para agências, mas o sonho de trabalhar com produção de conteúdo em animação levou o estúdio para o lado das séries. Entre 2007 e 2008 produziram 21 episódios para o Betinho Carrero em animação 2D. Depois vieram diversos curtas para o mercado editorial e a Série Carrapatos e Catapultas. Hoje o estúdio está trabalhando na 2º temporada da série Peixonauta (TV Pinguim/ Discovery Kids Latin America) que é considerado o primeiro case de sucesso em séries brasileiras com a primeira temporada exibida em mais de 60 países.

Redação: Philipe Roberto de Oliveira Layout: Juliano Sill

Uma dificuldade encontrada hoje pela Belli é a falta de mão de obra especializada na região. Foi assim que o estúdio começou a promover Masterclass de Animação (palestras de 3 horas) para trazer informações e encaminhar pessoas interessadas para oficinas e eventos. Uma parceria com a UFSC, única universidade da região que tem o curso de Design em Animação, visa trazer estudantes para Blumenau para trabalhar no estúdio por um semestre. Esse grupo, mesmo antes de se formar, já terá o nome em uma série de animação com visibilidade internacional. Deste modo os dois lados ganham: a empresa que recebe um grupo com o domínio nas ferramentas de criação e os alunos que vão construindo o portifólio. Na área de ilustração o estúdio ainda continua atendendo agências, desenvolvendo personagens e fazendo quadrinhos para um grupo de Nova Iorque. “Temos muito trabalho pela frente e um mercado que está se abrindo mundialmente para os brasileiros” afirma Aline. É a evolução e a maturidade criativa brasileira se espalhando pelo mundo!


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apresentações corporativas q

uem disse que uma apresentação corporativa precisa ser tradicional e acabar sendo chata, sem graça e sem eficácia? Essa pergunta tem motivado uma série de profissionais a quebrar barreiras corporativas e ver aí uma oportunidade de negócio. Uma apresentação que conquiste um nível de atenção, envolvimento e engajamento da audiência ao utilizar conceitos como storytelling, no formato de grandes filmes, histórias em quadrinhos, publicidade, design e comunicação.

Redação: Gabriela A. Zaboenco Layout: Luana Schlindwein

Mas afinal, o que são essas apresentações corporativas e para que servem? São apresentações feitas para prospecção de clientes, treinamentos interno e externo, concorrência, eventos como feiras, convenções, workshops, seminários e demais situações do mundo corporativo, na qual a apresentação é importante.


Como são feitas? Elas são produzidas através de slides, utilizando programas como o PowerPoint, Keynote, arquivos em PDF e até serviços como o SlideShare e o Prezi. A solução se tornou negócio e duas das principais empresas do Brasil são a SOAP e a MonkeyBusiness que, ao expor seus projetos junto de uma boa apresentação, permitem às corporações expressar suas ideias com clareza e objetividade, fazendo deste o primeiro passo para o sucesso. Veja alguns slides criados pelas empresas SOAP e MonkeyBusiness e inspire-se.

Para saber mais Dica de leitura

Slide:ology A arte e a ciência para criar apresentações que impressionam. Editora: Universo dos livros. Autora: Nancy Duarte (Presidente da Duarte Design, uma das maiores empresas de design do Vale do Silício).


FA SA ÇÃTIS O

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Assim ocorre que o desejo de investir em benefícios ambientais ou sociais seria somente pela margem de lucro esperado e pouco interesse socioambiental. Algumas empresas ainda buscam somente o lucro ilimitado e a exploração máxima de recursos humanos e naturais. O abandono de tudo aquilo que possa comprometer a qualidade ambiental exige uma análise de todo o ciclo de vida dos produtos, sua embalagem, transporte, consumo e até como será seu descarte. Estes são os preceitos do Marketing ecológico, o controle de como a matéria-prima é extraída e como é seu processo produtivo, visando redução da emissão de poluentes.

O consumo consciente é um caminho em que as pessoas aprendem mais sobre custos e riscos do seu estilo de vida. Pode-se então tomar decisões mais lúcidas sobre o que consumir do vasto mercado de bens e serviços disponíveis. Conhecer os processos de produção, suas relações sociais conduzindo a uma economia sem causar estragos sociais e ecológicos, permite que os consumidores assumam seu papel de decisão com força e liberdade. É um grande desafio estratégico. Não se trata apenas de valores, em que se paga mais por produtos que tenham o ecossistema e a responsabilidade social como aspecto de qualidade, mas a certificação de que realmente este produto possui o selo verde.

Outro fator importante e decisivo na hora da compra é a comunicação nas embalagens. Além das informações básicas sobre marca, quantidade e informações nutricionais, podem ser disponibilizadas informações para pessoas que buscam produtos com menos impactos negativos. Um aplicativo para Android chamado Google Goggles faz o reconhecimento de uma imagem (arte, local, CD, livro, logo) e dá informações sobre o item, tais como o local para comprar e o preço, por exemplo. Esta mesma tecnologia pode ser utilizada para verificar a rastreabilidade dos produtos, fornecendo informações sobre o processo de fabricação, quantidade de matéria-prima utilizada para a produção e também quais são os seus produtores.

A natureza não precisa ser a única fonte de matéria-prima. Há várias outras formas. A reciclagem, por exemplo, é útil em vários segmentos como na moda, arquitetura, design e construção civil.


Podemos ficar ligados nos selos de certificação verde que Vários produtos já possuem.

Confira alguns Produtos florestais Certificam madeira, lenha, fibras naturais, sementes e seus derivados. Os mais conhecidos são o internacional FSC (Forest Stewardship Council) e o nacional Cerflor (Certificação Nacional).

Alimentos Além dos vários selos nacionais que certificam produtos agrícolas, existe o Internacional Rainforest Alliance Certified. No Brasil ele é concedido pela Imaflora e leva em conta aspectos como respeito à biodiversidade e às condições trabalhistas.

Eletrodomésticos No Brasil o selo Procel indica eletrodomésticos de melhor eficiência energética. É auditado pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, da Eletrobrás.

Orgânicos e Cosméticos Os selos garantem a procedência e a produção de alimentos, cosméticos, algodão e até outros produtos de limpeza orgânica. O Nacional Ecocert certifica alimentos que tenham um mínimo de 95% de ingredientes orgânicos. Já o selo do IBD (Instituto Biodinâmico) certifica hotéis e restaurantes que usam esses produtos.

Reavaliar e restabelecer uma harmonia entre as criações humanas, nossos estilos de vida, empresas e universidades, provoca a ética de pessoas e organizações para garantir que a consequência de seus atos não continue agredindo nossas vidas e o que nos sustenta. Essa mudança começa individualmente. Ter a consciência do seu espaço, e de como ele já foi, desperta a urgência que só resta o agora para as mudanças de hábitos que degradem menos e reestruturem um novo modelo sistemático das funções básicas de vida.

Redação: Luciana Dalri Diagramação: Juliano Sill


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um show de rock é muito pouco pra nós! Queremos mais. Seja Rock, Pop ou Hip-hop. Redação: Mariane Bunn Layout: Luana Schlindwein

S

anta Catarina ainda não se consagrou como ponto de passagem de grandes turnês internacionais. A cada nova turnê anunciada fica a expectativa de uma passagem pelo estado. Infelizmente, na maioria das vezes, vem a decepção.

Veja abaixo a lista desses grandes artistas e quem está por trás das produções.

Um dos problemas que podemos citar como motivo da falta de grandes produções aqui no Estado é a estrutura. Comparando com estados como São Paulo e Rio de Janeiro, perdemos muito em relação a grandes locais para a realização de shows. Primeiro que, para produções tão grandes, há uma logística gigantesca por trás, como saídas de emergência, banheiros, segurança interna e até fatores externos, como a acessibilidade e problemas com o trânsito das vias próximas ao evento. Mas será que Santa Catarina é que ainda não está preparada para sediar grandes shows ou falta iniciativa das produtoras? Para os apaixonados por shows e artistas de grande porte fica a esperança e o apelo por mais projetos grandiosos. Nos últimos anos (2010 a 2012) alguns artistas trouxeram sua turnê para o Brasil e passaram aqui pelo estado.

Paul McCartney Florianópolis – 25/04/2012 Estádio da Ressacada Produção: Planmusic RJ e Grupo RBS SC

Motörhead Florianópolis – 20/04/2011 Floripa Music Hall Produção: Top Link Music


Ben Harper (Praia Skol)

Florianópolis - 05/02/2011 Campeche: Evento Gratuito Produção: Skol

Amy Winehouse

(Summer Soul Festival)

Florianópolis - 08/01/2011 Stage Music Park Produção: Mondo Entretenimento

The Black Eyed Peas Florianópolis – 01/11/2010 Estádio Orlando Scarpelli Produção: Grupo Alexandre Camargo

Beyoncé Florianópolis - 04/02/2010 Parque do Planeta Produção: Orth Produções Contribuições: Cláudio Abdo - Quadroplus Comunicação Integrada Ricardo Pimenta - Contrate Shows


Cria

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O ser hum

Criação, onde? O ser humano é uma máquina de copiar

o

que é ser original, ter “originalidade” e “criatividade” nos dias de hoje? Uma mente brilhante, criativa, com ideias diferentes e inusitadas? Errado! Originalidade simplesmente não existe. Pelo menos não como você imagina. Pare para pensar: de onde você tira suas ideias? Você não nasceu onisciente, ou seja, desde que deu seu primeiro suspiro, desde que abriu os olhos e recebeu seus primeiros estímulos sensoriais, você começou a aprender. Dia após dia, momento após momento você está analisando e captando tudo ao seu redor. Recebemos cerca de 1.500 estímulos sensoriais por segundo, entre sons, imagens, cheiros, gostos e sensações. Tudo isso contribui para moldar sua personalidade, fazer de você o que você é. Então, quando age ou pensa, você recupera informações colhidas ao longo dos anos para basear o que faz. A todo

momento nós estamos pensando, fazendo um processo infinito de recuperar o que já vimos, basear-nos e fazermos algo parecido. TUDO o que você faz é baseado no que já viveu, tudo o que você “cria” não é ideia sua, mas sim, apenas uma reorganização dos estímulos captados, uma reformulação de coisas já existentes. Tente nomear algo totalmente original, nas artes, na tecnologia, na música, arquitetura ou em qualquer área. Tudo que você citar se encaixa em uma classificação (ou mais), um padrão, uma repetição catalogada. Pegue algo, um objeto, uma ideia, um som, e procure suas bases. Vá mais fundo e procure as bases das bases. É um processo quase infinito, que remonta até os instintos humanos básicos. E não é verdade que a publicidade visa atingir os gatilhos emocionais dos seres humanos? Sexo, amor, saudade, desejo, raiva, adrenalina...

Nós, como alunos de publicidade e propaganda, ao escrever position papers, artigos, projetos ou até um TCC, sempre precisamos basear cientificamente nossas palavras, pois sendo alunos, nossas ideias, conclusões e possíveis epifanias sempre virão de ideias e conclusões de outros autores. Mas não se sinta ofendido ou frustrado. A própria Apple copia, modifica e repatenteia ideias e produtos. Os revolucionários iPad e iPhone são apenas agregações de várias ideias fantásticas de outras companhias, como o touchscreen, o sensor de movimento, os ícones grandes, loja de aplicativos própria, entre vários outros itens adorados nos produtos da companhia da maçã. Aliás, hoje em dia isso tem até nome: benchmarking, ou o ato de monitorar outras empresas, seus serviços e produtos e incorporar delas os processos que podem melhorar o seu próprio negócio.

“Copiar é parte essencial de ser humano. A capacidade de copiar é digna de celebração e, sem reconhecer o ato de copiar como parte integral de ser humano, não podemos entender a nós mesmos ou o mundo em que vivemos.” Marcus Boon

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O ser hum

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ação, onde?

Criação, onde?

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mano é uma máquina de copiar.

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O ser humano é uma máquina de copiar.

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O ser humano é uma máquina de copiar.

Marcus Boon, escritor, jornalista e professor associado de Literatura Inglesa na Universidade de York, em Toronto, no Canadá, fala no seu livro “In Praise Of Copying” (Em Louvor à Cópia, sem tradução no Brasil) que “[o livro] nasceu da observação do crescimento da cópia na sociedade contemporânea. Por um lado, muitos dos aspectos conhecidos da cultura contemporânea – a arte de Takashi Murakami ou Elizabeth Peyton, música eletrônica indo do hiphop e techno ao dubstep e mashups, BitTorrent e outras redes eletrônicas de distribuição, redes sociais como Facebook e Twitter [...] – se baseiam explicitamente em algo que chamamos de ‘copiar’. Na verdade, muitos dos aspectos mais enérgicos da cultura contemporânea vêm do ato da cópia e a obsessão com a cópia.”

O ser humano é uma máquina de copiar.

O ser humano é uma máquina de copiar.

O ser humano é uma máquina de copiar.

O ser humano é uma máquina de copiar.

Para reforçar o que diz Boon pense na indústria cultural e na cultura de massa. Objetos famosos se transformam em cópias, que viram algo comum, e através das mãos de muitas pessoas, se reformam, transformam-se em algo novo, estampados em camisetas, compartilhados em redes sociais e, no melhor dos casos, patenteados como algo novo (para serem novamente copiados por outra pessoa em breve). O mundo caminha através da redecoração, da reformulação, do movimento e do reposicionamento de ideias, de uma forma agradável e harmoniosa. “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” disse Lavoisier. Ele não era publicitário, mas isso não significa que não posso copiá-lo. ;D

Para saber mais Dica de leitura

Redação: Peter Michael Litzenberger Layout: Diego Trettin

In praise of copying Autor: Marcus Boon Editora: Harvard Unity Press Para baixar grátis o livro acesse: http://www.hup.harvard.edu/ features/boon/


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a

publicidade tomou conta do nosso cotidiano e está em tudo o que vemos. As marcas já estão tão enraizadas que muitas vezes nem as percebemos. Segundo Marcos Hiller, colunista do site Administradores e colaborador da Folha de São Paulo e O Globo, estudos da Universidade de Harvard mostram que cerca de 1.800 mensagens publicitárias tentam impactar um consumidor em apenas um dia. Destas o consumidor percebe apenas 80 e presta atenção em somente 15. Mas a estranheza toma o lugar da naturalidade quando o produto deixa de ser apresentado em uma campanha publicitária e passa a fazer parte de uma cena de cinema, em forma de merchandising. Mas...

luz, câmera, vendido!

Redação: Ana Cristine Doerlitz e Ivan Carlos Dellagiustina Fotografia & Layout: Eduardo R. de Lima


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E o que é Merchandising? O termo correto para classificar esse tipo de ação é Product Placement que, em uma tradução literal, seria “colocação de produto” e não “merchandising” ou “merchan” - pois merchandising é promoção no ponto de venda. Independente de como se queira chamar, essa é uma tendência cada vez mais forte. E uma prática mais antiga do que se imagina - tão antiga como a venda em si. Desde que os homens da Idade Média começaram a escolher as ruas principais para expor suas mercadorias, gritando e concorrendo com os demais mascates para chamar a atenção dos passantes para seus produtos, já se estava fazendo merchandising. Logicamente esse é um dos espaços de mídia mais caros, pois impacta o consumidor de forma mais efetiva (e rápida) que a propaganda tradicional.

Registros indicam que o merchandising iniciou na época das grandes indústrias, onde empresas compravam inserções nos filmes para divulgar a marca, enquanto os operários se entretiam. Essas inserções nos filmes ajudavam os estúdios a diminuir seus custos. Desde então, o uso de inserções publicitárias no conteúdo de entretenimento de Hollywood é recorrente – apenas mudando o contexto – e milhares de exemplos poderiam ser citados. Críticos apontam que alguns filmes chegam a um número absurdo de inserções e fogem do objetivo de entreter. Segundo pesquisa do Center for the Study of Commercialism, nos cinco maiores lançamentos de 1990 (Ghost, Uma linda mulher, Esqueceram de mim, As tartarugas ninjas e Vingador do futuro) haviam mais de 148 referências à marcas e nomes de produtos. Por isso há os que afirmam que “comprando o espaço, a marca pode fazer o que quiser”. Porém precisa haver a aprovação do diretor e/ou roteirista do filme, pois não importa quantas marcas do mesmo segmento aparecerão, desde que estejam no contexto do filme.

Um exemplo clássico dessa ideia de “compra de espaço e geração de contexto” é a do Marinheiro Popeye. Em 1933, originalmente, o Popeye se fortalecia ao chutar uma galinha. Para estimular o consumo de espinafre por conta da grande safra daquele ano, o personagem passou a consumir o produto. O resultado foi um aumento de 33% no consumo de espinafre nos EUA. Isso não foi notado pelo público da época, que não percebeu o interesse, pois a ação se encaixou muito bem ao contexto. O filme E.T. da Universal, de 1982, pode ser considerado o marco da era moderna do cinema. Isso devido ao grande retorno que o fabricante de doces Reese’s Pieces teve com inserção e divulgação. Apenas um mês após o lançamento do filme, no qual o chocolate representava o primeiro elo de amizade entre as crianças e o personagem principal, as vendas do produto da Hershey’s subiram 70%. A procura do público pelo doce foi tanta que, dois meses após a estreia, mais de 800 cinemas que não vendiam o produto em suas bombonières fizeram solicitações para poder vender a marca.

O cinema, além de entreter, coloca marcas em nosso baú de memórias como Oakley no filme Blade Trinity, Wilson em Naúfrago, Nike no Forest Gump e muitos outros – como “primeiras” na nossa preferência – influenciando nosso gosto e forma de agir.

Assim, não muito distante da sua ideia inicial – entreter e vender espaços para angariar custos e diminuir gastos – o cinema se perpetua na história, e podemos considerar por muitos anos ainda como a melhor forma de publicidade e diversão. Dica de leitura Product Placement in Hollywood Films: a history. Autor: Kerry Segrave.


60 Redação: Frederico S. Elboni Layout: Johnny Cipriani

WEBSFERA

v

ivemos constantemente conectados em busca de novidades, conhecimento e principalmente entretenimento. Sempre antenados queremos ver qual será o próximo vídeo que nos fará rir, a próxima notícia que

nos deixará pensativos sobre a humanidade ou o próximo Power Point que nossos familiares irão nos mandar. Em meio a essa constante mudança sempre queremos mais, mas para isso alguém tem que fazer mais...


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EM

busca de informações para saber como anda e qual será o processo evolutivo da “Internet 2.0” buscamos pessoas que conhecem essa tal de internet melhor do que ninguém.

Maurício Cid Criador do “Não Salvo”, atualmente o maior blog de humor do Brasil.

Apresentando:

Pablo Peixoto Coordenador de Mídias Sociais da w3haus.

Maurício Ricardo Cartunista e autor do charges.com.br (um dos sites mais antigos de humor da web).

Cauê Moura Um dos maiores vloggers do Brasil com mais 70 milhões de views.

Parafernalha Maior produtora brasileira de vídeo para web com mais de 80 milhões de views.


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1

Cid: Tenho “projetos” voltados para internet desde 2001, mas o blog em si começou no final de 2008. A principal dificuldade foi se estabelecer e ser reconhecido em um ambiente muito concorrido. Existem muitos blogs e vários excelentes! Pablo: Começou em 2001, quando era estagiário da Embratel. Iniciei com um blog, Pérolas para Porcos, que existe até hoje. A dificuldade era a falta de redes sociais, a gente só tinha a área de comentários para se relacionar com outros blogueiros. Cauê: Em 2006 comecei a editar e subir uns vídeos de Parkour pro YouTube. Depois, em 2010, cursando a faculdade de Propaganda, resolvi que queria criar algo de criativo pra internet. O formato de vlog veio pela facilidade de se criar, só com uma câmera e mais nada. A maior dificuldade no começo foi conseguir conversar sozinho com uma câmera, trancado no quarto. Não sou ator, nem nunca fiz nada do tipo...

Maurício Ricardo: Começou no tempo jurássico da Internet discada. Tive a ideia em 1999 e o site entrou no ar em janeiro de 2000. Como havia muito pouca opção em matéria de humor nacional na rede, o público cresceu muito rápido. A maior dificuldade talvez tenha sido conciliar meu compromisso de lançar uma charge animada diária com meu trabalho como executivo de jornal em Uberlândia, onde ainda vivo. Parafernalha: Depois do sucesso do Felipe Neto (criador da Parafernalha e primeiro/único brasileiro a ter 1 milhão de inscritos no YouTube) a visão de que o futuro do YouTube era bastante promissor no Brasil, a ideia de criar uma produtora de vídeos especializada em web veio à tona. No começo a principal dificuldade era saber exatamente o que o público de internet gostaria de assistir.

2

Cid: Na verdade ela apenas agrega. A internet é aliada das outras mídias. Está aqui para informar de uma maneira mais clara, objetiva e principalmente muito mais rápida que todas as outras mídias. O problema é que a TV e o rádio ainda têm muito medo da internet, pois sabem que lá é uma via de mão dupla onde as pessoas têm opinião e não apenas ficam digerindo aquilo que é passado. Ao invés de ter medo, a melhor solução é se adequar a esse poder que a internet pode proporcionar. Pablo: Influencia com ideias. Na internet quase tudo é permitido, em questão de formatos, arriscaria dizer que é um tubo de ensaio onde não se tem medo de perder ou ganhar, não há compromissos com ibope, patrocinadores ou anunciantes. De tudo que se faz e dá certo vira material, matéria-prima para a mídia tradicional. Antigamente era a MTV, hoje é a Internet. Cauê: Influencia, com certeza. Programas como o Pânico na TV são pautados pelos acontecimentos da internet. Vloggers sendo contratados como apresentadores de TV, blogs de humor gerando matérias pra programas de Domingo... Esvaziar, acho que ainda não. Mas no futuro, tomara. Maurício Ricardo: Não sei mais o que é “mídia alternativa”. Tudo hoje se completa e dialoga. A internet foi à argamassa que pregou os diferentes tijolos. Comecei fazendo arquivos em flash que mal rodavam em computador. Hoje já dá pra ver minhas charges em


full HD numa televisão. Por outro lado, o Fantástico bota no ar vídeos feitos em webcam e postados na Internet por telespectadores... Pessoas assistem programas e interagem com ele via Twitter... Vlogers e galera do stand-up fazem sucesso no YouTube e são contratados por emissoras... É uma salada geral (rs). Parafernalha: Acho que consegue fazer um pouco das duas coisas. Muitas pessoas levam coisas da internet para as outras mídias como a TV, casos claros como o do PC Siqueira e Felipe Neto, a fim de ganho de audiência. E às vezes as pessoas deixam de assistir alguns programas, ler notícias e etc. só por conta das informações que chegam muito rápido pela internet.

3 Para o futuro qual você acha que será a tendência desse mercado?

Cid: Um crossmedia tão natural que não saberemos diferenciar a mídia que está sendo usada. São programas de TV com interatividade e comen-

tários em tempo real proporcionados pela internet e uma internet com uma produção de conteúdo autoral crítico que melhorará o serviço prestado pelas marcas que cada vez mais terão que escutar o outro lado e se aperfeiçoar.

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Pablo: Tendência é de profissionalizar e ganhar mais respeito, consequentemente mais investimentos. Mas isso leva tempo e poucos serão beneficiados, o resto continuará no tubo de ensaio. Cauê: Acho que cada vez mais as empresas vão abrir os olhos para o potencial do audiovisual online. Nos EUA, dizem ser mais caro anunciar no You Tube do que na TV. Vamos torcer para que isso aconteça no Brasil, porque o conteúdo de internet tem sido cada vez melhor desenvolvido. Maurício Ricardo: Infelizmente não sou otimista. Torço pra uma mudança de cenário, mas quase ninguém hoje em dia consegue ter conteúdo online sem contar com o Facebook e o YouTube. Aquela fase da Internet randômica, livre e aventureira está acabando. Nesse ritmo, muito em breve tudo o que há de relevante na Internet acabará concentrado na mão de duas únicas corporações. Parafernalha: O mercado está em ampla expansão. O futuro com certeza é da internet, com conexões mais rápidas, acesso pela TV e em qualquer estabelecimento a internet vai estar cada vez mais na vida das pessoas, seja com informação ou entretenimento.

Cid: A dica é colocar a cara a tapa. Criar coisas. Ser criativo e usar a web 2.0 para expor suas ideias e opiniões. Qualquer coisa que se faça apenas agrega mais conteúdo à internet que tem um potencial infinito de crescimento e conhecimento. Pablo: Veja muitas coisas e conheça muita gente. Tente absorver o que há de melhor e criar o que não há. Cauê: Acima de tudo, criar conteúdo honesto. Sem se preocupar com números ou dinheiro logo de cara. O importante é criar. Maurício Ricardo: Não plagiarás! Parafernalha: Nunca desista. Saiba que na internet tem espaço para todos e que seu vídeo, blog ou qualquer coisa que faça não vai “bombar” da noite para o dia. Esteja sempre antenado em tudo o que está acontecendo e nunca deixe seu projeto pra lá.

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posicionamento dE marca no ambiente digital

Mídias sociais como ferramentas de gestão

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Mas como começar?

pesar de ainda existir um nível de rejeição há um crescimento considerável da presença das marcas nas mídias sociais. Afinal, tudo o que é dito dentro destes canais pode gerar insights, feedbacks e melhorar a percepção dos usuários em relação às marcas. Mas não podemos deixar de levar em conta quem são e o que esses usuários estão achando do conteúdo publicado. Para isso agências de publicidade, assessorias de comunicação e o próprio departamento de marketing das empresas, disponibilizam, em sua maioria, um profissional dedicado a cuidar da gestão do conteúdo e consequentemente, da elaboração de estratégias em mídias sociais de cada marca. _Foque em conteúdo e mostre a sua personalidade O usuário que estiver seguindo os seus perfis será estimulado por algum motivo além do “gostar da marca”. Então deixe um pouco de lado o jabá e divulgue conteúdo relevante para o seu usuário leitor. Além disso mostre a personalidade da sua marca! No Twitter, por exemplo, você consegue ver se sua personalidade vai ao encontro do tipo de conteúdo publicado. A dica é olhar o “Quem Seguir”: os perfis que estarão listados seguem uma linha de similaridade com o seu.

_Monitore e analise Acompanhe o que os consumidores e o mercado falam sobre você e descubra páginas que mencionam a sua marca que pareciam inexistentes. Não perca a chance de encontrar oportunidades e fazer relacionamento com o seu público de interesse. Para compreender um pouco mais sobre o assunto abordado, acompanharemos a seguir uma entrevista com Eduardo Prange Junior, sócio e diretor comercial da empresa Seekr - Gestão e Monitoramento de Marcas em Mídias Sociais que oferece produtos destinados à gestão das marcas nas mídias sociais.

_Conheça quem são e quais são as opiniões dos usuários Além de saber se a sua marca está sendo mencionada nas mídias sociais, saiba quem está falando e qual é o nível de relevância dessa pessoa. Acompanhe as características do seu público alvo e saiba quem são os formadores de opinião. _Atenda o seu cliente As mídias sociais podem se tornar um canal de SAC 2.0, onde você poderá atender às reclamações dos seus seguidores e mostrar que está preocupado com suas opiniões e interessado em suas ideias. Como o crescimento das mídias sociais tem impactado as marcas e suas respectivas Agências? Eduardo: Com a mudança e o poder da comunicação digital, as empresas começaram a ter mais exposições espontâneas feitas por consumidores, gerando feedbacks e oportunidades para as marcas. Portanto dessa forma, as marcas perdem o controle do volume total do que é publicado diariamente. Esse crescimento cria um grande desafio para as marcas e suas agências, que é o de alinhar o objetivo de como estar neste meio de informações e formadores de opinião com foco no conteúdo e relacionamento.


Em sua opinião, a partir de que momento as empresas e agências identificaram a necessidade de estarem presentes estrategicamente nas mídias sociais? Eduardo: Uma marca é uma vida, uma personalidade. E quem vive, aprende no amor ou na dor. As reclamações e os elogios foram se tornando cada vez mais comuns nas mídias sociais e fizeram com que a presença das marcas dentro dessas páginas deixasse de ser opcional. Os usuários estão mais engajados e as empresas perceberam que não podem mais ignorar os fatos. Você acredita que as mídias sociais influenciam na eficiência das mídias convencionais? Eduardo: Sem dúvida, as duas mídias são totalmente complementares. Bons exemplos disso são as novelas que divulgam seu conteúdo integrando o merchandising e os intervalos comerciais que são visualizados pelos usuários e comentados por eles dentro das mídias sociais. Essa é uma relação prática da TV com o Twitter, por exemplo. Os consumidores não substituem um meio por outro, eles a complementam. Um trabalho em que a mídia tradicional e a mídia social não estão alinhadas pode ferir a comunicação. Além disso, as mídias sociais auxiliam as marcas a utilizarem um canal onde conseguem ter mais personalidade com a sua linguagem diferenciada. Sem perder os objetivos de comunicação e posicionamento estabelecidos nas comunicações convencionais.

Redação: Bianca K. de Borba Layout: Juliano Sill

Com o amadurecimento da presença das marcas no ambiente digital, cresceu também a expectativa do consumidor em relação ao atendimento feito por elas. Você acredita que essas ferramentas se transformaram em canais de SAC? Eduardo: Analisando as mídias sociais como ferramenta, é possível. Analisando como canal de comunicação, é preciso ter cuidado! Em 99% dos casos, o atendimento é uma demanda negativa que exige uma série de cuidados. É adequado estabelecer a estratégia que será utilizada e não lavar a roupa suja em um ambiente público, mas exiba as informações com transparência. Você acredita que as mídias sociais fazem parte da maturidade da comunicação? Eduardo: Com certeza! Elas auxiliaram principalmente o bate e volta da comunicação... Possibilitando as marcas responderem os seus consumidores, o que em alguns dos meios convencionais não é possível. A Social Media auxiliou na interação e no engajamento das instituições com seus públicos de interesse através da agilidade de busca por informações, geração de conteúdo planejada e do monitoramento das citações. As mídias sociais deixaram de ser uma brincadeira, elas atingiram a maturidade! Com essa revolução das mídias sociais que deixou de lado a visão de que essas páginas eram apenas locais de entretenimento e passatempo, os consumidores deram credibilidade às marcas que se inseriram neste meio e, ao mesmo tempo, aproveitaram para buscar informações e respostas através da página de cada uma delas. E a sua marca, já está inserida nas mídias sociais?


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ANÚNCIOS NA web: não basta adaptar!

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aturidade é uma palavra complicada de se definir. Por mais que ela esteja ligada a um estado temporal, é quase instantânea sua associação com a palavra evolução. Contudo, se o assunto é comunicação, é melhor pensar duas vezes. Com seu aprimoramento contínuo, praticidade e suas inúmeras funções, a internet poderia ser considerada o símbolo da evolução na comunicação mundial. Entretanto, não podemos ser assim tão otimistas quando nos referimos à sua atuação em uma área específica: os anúncios publicitários. Enquanto acompanhamos uma discussão ferrenha sobre a eficácia dos anúncios online em comparação com os offline, deixamos passar despercebido a pior parte dessa comparação: o quanto aquele está se tornando parecido com este. Quando se pensa em anunciar na internet, surge uma gama de possibilidades: desde a postagem de vídeos diferenciados no YouTube até formatos e posições inovadores em sites relacionados com a marca. Entretanto, o quanto dessa enorme gama é realmente aproveitada?

Pouquíssimo! Não é necessário pesquisar muito para notar que a maioria dos anúncios utiliza pouco das diversas funcionalidades disponíveis. Pior, são apenas cópias do anúncio offline jogadas no meio online por “obrigação”. E não se trata apenas das pequenas empresas, que quase não possuem recursos, mas sim de grandes multinacionais, de anunciantes, de veículos, de leigos e especialistas. Vejamos:

• os sites que participam de algum tipo de programa de afiliados, que expõem diversos anúncios sem usufruir da interação com o usuário, do mesmo modo que agem boa parte dos outdoors, apenas empurrando mais informação.

• o Google, através do YouTube, obriga o usuário a ver os anúncios para ter acesso ao seu serviço, parecido com o que a TV fazia quando não podíamos trocar de canal com a facilidade de hoje;

Que a exposição dos usuários aos anúncios é necessária para o funcionamento da maioria dos sites e, consequentemente, de boa parte da própria rede, não há dúvida. Mas, à medida que os formatos de divulgação e as próprias ações realizadas “fora da internet” são apenas replicados para dentro dela, ela deixa de alcançar todo seu potencial e torna-se cada vez mais “tradicional”.

• o Facebook, que mais parece os “classificados” com sua quantidade cada vez maior de anúncios que, embora pequenos, atrapalham a experiência do consumidor; • os grandes portais de notícia, como o Terra, que mal deixam navegar entre uma notícia e outra sem abrir um banner gigantesco na tela, do mesmo modo que revistas interferem em matérias de múltiplas páginas com anúncios de páginas inteiras;

Mesmo a segmentação, que é uma das características primárias e uma das mais importantes dos anúncios na web, muitas vezes é esquecida.

A internet já permite anunciar o produto certo, de maneira certa, para as pessoas certas, no momento certo. Cabe às marcas saírem da “bolha do comodismo” e utilizarem as ferramentas oferecidas pela grande rede para colherem melhores frutos.


a publicidade no Youtube Você entra no Youtube, escolhe uns vídeos, põe em uma playlist e sai da frente do computador. E de repente, um som diferente vem aos seus ouvidos. Uma voz dizendo “compre isso, olhe aquilo, espere por aquele outro, compartilhe esse aqui também”, e por cinco segundos você é obrigado a esperar até que possa “pular” a propaganda e enfim ver seu vídeo em paz. Em alguns raros casos, agora nem tão raros assim, há propagandas em que não é possível “pular” para o vídeo e você é obrigado a assistir até 2 minutos de coisas que não lhe interessam. Sim, sabemos que empresas pagam caro pra aparecer no YouTube e divulgar seu material, mas toda vez que uma propaganda dessas antecede um vídeo parece que invadiram sua privacidade. Parece que alguém entrou no seu quarto berrando algo como “Olha só, a Xuxa pintou o cabelo de preto!” ou então “Ei, essa empresa está copiando esta outra empresa aqui, não use os produtos dela...”, convenhamos que é muito irritante. Para tentar resolver o problema com os anúncios indesejados,

muitos sites oferecem a solução para esse “problema”, com programas que prometem tirar de vez as propagandas e qualquer coisa que apareça antes ou durante seu vídeo. Mas nem sempre isso acontece realmente, pois muitos são vírus que afetam seriamente seu computador, outros são programas que servem apenas para ocupar espaço e não exercem sua função, apesar de que um ou outro aplicativo direto para os browsers faça sua função corretamente e acabe temporariamente com o problema. Mas parando para analisar, o que é um problema para um lado é um investimento pesado para alguém do outro lado. Para anunciar seu produto, alguma empresa pagou caro e espera ter resultado com essa ação, mesmo que seja somente um anúncio institucional. Com essas mudanças na internet parece que estamos transformando nosso computador em uma televisão, onde somos obrigados a assistir tudo que é jogado na tela à nossa frente. E com essa ideia de procurar mídias alternativas para anunciar, até onde as empresas irão para que todos possam ver seus produtos?

Redação: Guilherme Q. Junkes e Lauro F. Lins Layout: Diego Trettin


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A Publicidade Móvel no Brasil

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einrich Hertz foi pioneiro na transmissão de códigos pelo ar, em 1888. Em 1947, no laboratório Bell nos EUA, começou o desenvolvimento de um sistema telefônico de alta capacidade, interligado por várias antenas. Cada uma delas era considerada uma célula. Daí o nome “celular”. O primeiro celular desenvolvido pela Ericsson, em 1956, pesava cerca de 40 quilos e foi desenvolvido para ser instalado em porta malas de carros. A partir deste momento as empresas começaram a surgir, os celulares foram se desenvolvendo cada vez mais de acordo com a tecnologia e hoje nós

podemos ter a publicidade que vemos nos outdoors, por exemplo, em nossas mãos. Digo em nossas mãos, pois os smartphones são pequenos, podem ser levados a qualquer lugar, permitem fazer ligações, ouvir música, jogar, manter uma agenda de contatos, ter acesso à internet, acesso às redes sociais, entre tantas outras utilidades. O Brasil vem se mostrando como um dos países com maior potencial de mercado para a publicidade móvel. Com a publicidade no celular os consumidores têm acesso bem mais fácil às informações. De onde estiverem conseguem ter uma ampla variedade de notícias,


atualizações, informações sobre produtos e serviços. Um fator muito importante que vem trazendo essa transformação e maturidade ao mercado brasileiro é o aumento da oferta de aparelhos que possuem maiores recursos multimídia, e permitem uma maior experiência do usuário. O Brasil é considerado um dos cinco mercados móveis mais importantes do mundo e o quinto maior usuário de internet. O acesso ao “google.com.br” pelo celular teve um crescimento de quase 3.000% em apenas dois anos. Isso faz com que o país esteja entre as prioridades quando o assunto é investimentos para novas oportunidades, e

isso inclui a publicidade móvel. Esse crescimento impulsiona empresas e desenvolvedores a produzir cada vez mais conteúdos, aplicativos e ferramentas para alimentar a grande demanda de usuários interessados em consumir. As agências de publicidade têm grande influência nesse processo, pois são elas as responsáveis por criar e por escolher as melhores mídias para veiculação de suas peças. O celular é um dispositivo de uso pessoal que oferece uma avançada capacidade de personalização dos anúncios, tornando assim muito mais receptiva a resposta à publicidade móvel.

Redação: Camila Cristina Gums Layout: Diego Trettin


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internet mudou drasticamente os padrões de distribuição de conteúdo. A informação digital viaja a uma velocidade cada vez maior e os piratas da internet se aproveitam disso. Filmes chegam aos HD’s antes mesmo de deixarem as salas de cinema, discos são compartilhados poucos minutos após seu lançamento, e da mesma forma os jogos e softwares são disponibilizados entre pessoas do mundo todo que, geralmente, nem se conhecem. Dentre os segmentos impactados com a chegada da era digital, o mais afetado foi o do entretenimento. Um pouco de história... Tudo começou com o mp3, um formato de áudio digital, que foi desenvolvido inicialmente para transmissão de voz pelas linhas telefônicas, mas que já no final da década de 90 invadiu os computadores domésticos em forma de música digital. A comodidade de ouvir música com um clique populari-

zou o hábito de baixar e compartilhar, de maneira ilegal, músicas pela rede. A expansão da internet elevou isso a proporções ainda maiores, o tamanho das transferências deixou de ser uma barreira, e atualmente filmes e jogos são distribuídos livremente pela rede. Isto ainda é um grande problema para a indústria do entretenimento que, em uma tentativa de reação, moveu diversas ações para combater a pirataria, como por exemplo, o processo do Metallica ao criador do programa p2p Napster, e mais recentemente, o fechamento do Megaupload. Demorou algum tempo para as empresas perceberem que obter o conteúdo de forma gratuita não era o único motivador para a prática, e que a comodidade de poder contar com o conteúdo na hora do lançamento e sem precisar sair da frente do computador, era um motivo até maior.

O download legal Aos poucos foram surgindo serviços que se adaptaram a essa nova realidade do consumidor, obtendo sucesso mesmo em meio à onda de pirataria, que ainda é forte. O serviço mais conhecido e utilizado atualmente é o iTunes Store, da Apple, que iniciou seus trabalhos, ainda como iTunes Music, em 2003. Atualmente não vende apenas músicas, mas também filmes e apps para iPhone. Outra opção é o site Amazon que além do download pago de álbuns completos, disponibiza também músicas avulsas, em mp3, e ainda e-books em formato específico para o Kindle, o seu leitor de livros digitais. Uma opção voltada para o público gamer é o Steam. A loja pioneira no mercado virtual de jogos, conta com mais de 1100 títulos disponíveis para download, entre games de grandes produtoras e jogos independentes.

CONTEÚDO na era digital

novos meios para a distribuição de conteúdo


71 O Streaming Outro formato de distribuição que tem conquistado adeptos é o streaming, serviço que disponibiliza o conteúdo diretamente pela rede, sem transferir os arquivos para o computador, permitindo ao usuário o acesso em qualquer lugar. Um exemplo é o Netflix que, por uma taxa mensal, dá direito a assistir filmes e séries de TV online. A Amazon também lançou seu concorrente ao NetFlix, o Amazon Instant Video que funciona de forma semelhante, mas ainda está disponível apenas para os EUA. Há ainda serviços de streaming de músicas, como o Spotify, serviço mais popular mundialmente, e com a maior biblioteca disponível, mas que não está, ainda, disponível para o público brasileiro. Há também o Rdio, que por aqui se chama Oi Rdio, e que por mensalidades que vão de R$8,99 a R$14,90 permite acesso a música online, pelo computador ou smartphone, e embora não tenha uma biblioteca tão completa quanto a do Spotify, se sai melhor quando o assunto é música brasileira independente. Até quem não quer pagar tem vez Mesmo para quem anda meio liso há boas opções na rede. Uma delas é o GrooveShark, serviço de streaming músical gratuito, em que usuários podem, além de ouvir as músicas, criar suas playlists e compartilhar com outros usuários. Porém, um dos pontos negativos do Grooveshark é que ele perdeu o apoio das grandes gravadoras, e vem tomando processos bilionários. Por isso muitos acreditam

Redação: Lucas David Michels dos Santos Layout: Thiago “Smurfi” Schmidt

que ele não vá durar muito tempo. Outra boa opção é o velho conhecido YouTube, onde o constante upload de vídeos musicais, chamou a atenção das grandes gravadoras que, em um empreendimento conjunto, lançaram o canal VEVO, que conta com conteúdo de grupos como Sony, Universal, EMI, entre outros. Apesar de forçar o usuário a lidar com publicidade antes de seus vídeos, é uma boa opção gratuita para assistir videoclipes, ou apenas ouvir as músicas, e até montar playlists. Vários também são os exemplos de artistas muitos consagrados, que disponibilizam gratuitamente o acesso ao seu material. Bandas como Red Hot Chili Peppers, Led Zeppelin e Rolling Stones, que tem, em seu site, toda a discografia para streaming. Estes são bons exemplos dessa prática, também comum no Brasil, onde bandas como Pato Fu, Titãs, além de Gilberto Gil, seguem a mesma linha. E os próprios iTunes Store e Amazon possuem arquivos em mp3 para download gratuito. Além destas há várias outras boas ideias na rede. Uma delas, voltada para artistas independentes é o download remunerado, do Trama Virtual, onde empresas apoiam a iniciativa e a verba arrecadada com esse apoio é dividida proporcionalmente entre as bandas que tiveram suas músicas baixadas. Para artistas independentes esta distribuição de conteúdo digital se tornou

uma forma barata e eficiente de divulgação, pois ao distribuir seu trabalho gratuitamente atingem um público que não alcançariam de outra maneira, além de encorajar a pessoa que baixou o trabalho a comprá-lo. Um bom exemplo é a banda Móveis Coloniais de Acaju, considerada por muitos a mais importante banda independente do Brasil. O Móveis distribui seu trabalho na internet, ao mesmo tempo que mantém uma loja em seu site, que vende não apenas discos da banda, mas também roupas e acessórios. Embora a pirataria ainda esteja muito presente, as grandes empresas, ao investirem no interesse do consumidor, e não apenas em ações judiciais, conseguem finalmente dar sinais de reação à era da distribuição de conteúdo online. Que apesar de permitir um tráfego descontrolado de arquivos pela rede, também permite que um grande número de usuários tenham acessos a conteúdo que jamais teriam em outros tempos, como bandas, filmes e jogos independentes. Porque afinal, seja na forma de download ou streaming, seja pago ou de forma gratuita, variedade é o que não falta na Rede.


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Varejo online Feito de pessoas, por pessoas e para pessoas.

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azer brilhar os olhos do consumidor é, com certeza, a missão de quem trabalha com e-commerce. O negócio parte do público e não do produto. Por isso é impossível fugir do conhecimento total do seu público e do mercado onde está inserido. Para um empreendedor é preciso compreender as emoções que influenciam o comportamento das pessoas e a tomada de decisões, agindo sobre essas informações para projetar a interação do usuário de uma forma atraente e intencional. Não há como pensar no marketing digital de uma empresa ou em como fazer com que a compra seja efetivada sem entender o que ele, como cliente, deseja alcançar. Buscar todo caráter de informação relevante é extremamente necessário. Consideremos alguns dos mais importantes itens de persuasão que o site, como loja virtual, deve conter para a efetuação da compra: Comparar diferentes layouts de uma mesma página, testar cores ou posição de botão pode gerar resultados surpreendentes em relação ao índice de conversão de cada versão testada; Tentar focar e trabalhar em cima das emoções, crenças, preferências, percepções, reações físicas e psicológicas, comportamentos e realizações do usuário que ocorrem antes, durante e após o uso; Atender as necessidades dos usuários através de um processo de design centrado no usuário; A experiência durante a estadia no site deve ser dinâmica, pois ela depende do contexto de cada interação e muda ao longo do tempo, assim como as circunstâncias e o comportamento do usuário mudam.

E na prática? O que funciona visualmente? A página inicial é uma vitrina: os produtos devem cativar o público-alvo sem ter poluição de conteúdo, pois possui efeito reverso e afasta os clientes; Destacar de forma correta os produtos especiais: utilizar um painel que destaque algumas grandes promoções é importante, pois muitos consumidores compram por impulso ao ver um desconto considerável e um frete grátis; O design bem estruturado chama a atenção de quem vê, aumentando a possibilidade do consumidor visualizar o produto, e consequentemente, de comprá-lo; Hierarquia das ofertas: destacar primeiro as grandes oportunidades e/ou lançamentos que atrairão a atenção do comprador para depois evidenciar ofertas mais simples; Animações e banners: o consumidor não consegue se concentrar em um único quadro do mosaico quando todos os demais estão em movimento. O cliente passará os olhos por tudo não enxergando nada, e desistirá da compra. Utilizar animações, filmes e movimento apenas para destacar as grandes promoções; Utilização de temas: personalizar o layout nas datas comemorativas. Ambientar a página de seu e-commerce faz com que as pessoas se sintam acolhidas pelo site;


Fotos exemplares: os produtos precisam de ótimas fotos. Mostrar a maior quantidade de ângulos possíveis para a experiência de compra virtual ficar o mais próximo possível da compra física (quando o consumidor está interessado em algo, procura checar todos os detalhes antes de efetuar a compra);

Uma loja virtual deve oferecer serviços que ofereçam uma boa experiência ao usuário de forma contínua, pois é preciso identificar, projetar e analisar as soluções e o comportamento de forma permanente para se alcançar os resultados desejados, tanto para o cliente quanto para os usuários.

Contato evidenciado: deixar telefones para assistência, canais de chat, e-mails e redes sociais em evidência para atendimento fácil do usuário, transmite confiança e segurança na hora da decisão de compra.

Essas experiências positivas se convertem em mais vendas, maior taxa de conversão dos seus objetivos, mais lucros e obviamente, maior satisfação dos usuários. Usuários satisfeitos atuam como disseminadores e influenciadores, promovendo sua marca e seus serviços de forma espontânea e apaixonada.

Estilizar os links: trabalhar com cores diferentes das do texto, estar visualmente distinguíveis por cor e forma, como sublinhar e deixar em negrito;

COMO FOI SUA compra pela internet? Nome: José Augusto Baron Profissão: Técnico em áudio e vídeo

Nome: João Batista Gonçalves Profissão: Engenheiro civil

Como foi sua experiência? Baron: Geralmente é boa. O preço é mais acessível do que em uma loja física. A variedade dos produtos é outro fator importante. Mas alguns cuidados precisam ser tomados e o principal é saber onde você está comprando. Conferir se o site é confiável e se você não está cedendo seus dados a uma pessoa estranha. Buscar o local correto para a compra e não realizá-la de forma incoerente, mas com pesquisa de dados primeiro.

Como foi sua experiência? João: Foi boa, pois comprei de site seguro e, em minha opinião, isto faz bastante diferença. Em qualquer compra que façamos via internet precisamos tomar certos cuidados com nossos dados pessoais, pois uma vez informados, podemos ter surpresas futuras. Se for fazer compra de um site que você não conhece, sugiro fazer compra em valores pequenos a fim de testar a confiabilidade.

Dados adicionais - experiência ruim: foi realizada uma compra de um produto dois meses antes do Natal, para entregá-lo na data. Infelizmente houve atraso na entrega, e o produto foi cancelado e o valor do cartão de crédito foi reembolsado.

Dados adicionais: Minha compra foi tranquila. O produto foi entregue antes do prazo fixado.

Redação: Karine Daiane Gonçalves Layout: João Gabriel Tonn


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O meio digital: Alavancando as mídias tradicionais

Redação: Luísa Rozinski D. Nascimento e Jader Alex Paganelli Layout: Luana Schlindwein

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erá que as mídias tradicionais deixaram de encantar a publicidade mesmo quando o cenário do meio é positivo? As mídias tradicionais compõem características que as favorecem como a credibilidade e o fácil acesso. Mesmo assim, sua constante renovação é extremamente necessária para que seu público continue consumindo os seus conteúdos. Segundo pesquisas, usuários já utilizam quatro dispositivos para consumir seus conteúdos digitais. Será que ainda há espaço para as mídias tradicionais nesse cenário? No meio impresso, aparentemente sim. Uma matéria publicada no portal Meio & Mensagem evidencia a atual situação das mídias impressas. A descoberta, de acordo com o portal, é contraditória já que, apesar da era digital, jornais e revistas apontaram um desempenho positivo nas últimas projeções. No último ano, as vendas de veiculações pagas de jornais aumentaram 4,20%. Já para o mercado publicitário a situação foi diferente. Os anúncios, tanto de jornais, quan-

to de revistas, cresceram abaixo da média. O cenário também é positivo para o rádio. O meio cresceu 10,04% a mais que no mesmo período no ano passado. Acredita-se que o aumento do número de ouvintes surgiu a partir das plataformas digitais. Outro fator positivo para o meio rádio é a ascensão das redes sociais. Através delas os ouvintes passaram a interagir com os locutores, opinando, solicitando músicas e participando de promoções. O que antes parecia uma tendência (o rádio oferecer a sua programação na internet) hoje é uma necessidade. Diferentemente de outras mídias, o rádio já não é ouvido como uma atividade principal, mas sim como plano de fundo de outras situações do dia a dia. Além disso, o rádio na internet possibilita maior interatividade com mais abrangência. Não se pode esquecer que o rádio é uma das mídias com uma relação mais próxima com os seus espectadores, principalmente por uma das características mais marcantes: o regionalismo.


O rádio é conhecido por ter seu público segmentado, mas esta característica não pode mais levar em conta apenas a região em que a emissora está inserida, ela precisa definir o seu público-alvo de acordo com o estilo de vida que a emissora pretende transmitir, como as tribos, que são formadas através de características de gostos e atitudes comuns entre algumas pessoas.

seguida, os textos. Já nas páginas da internet, os olhos se direcionam primeiramente aos resumos dos textos e legendas.

Com toda a atualização da mídia e o surgimento de novas tecnologias, é natural a migração dos leitores de jornais para a mídia digital. Porém ele deve ser utilizado para saciar a sede de informações de forma rápida, uma espécie de jornalismo móvel. Esta revolução digital criou um mo- Da mesma forma que o jornalismo se delo de webrádio, reunindo música, beneficia dos recursos tecnológicos informação e publicidade com alguns para acelerar a transmissão de notírecursos visuais, como animações, cias, os leitores também conseguem imagens e fotos, com a função de se informar com agilidade, o que exicomplementar o meio. Estas web- ge um mecanismo de atualização de rádios podem colocar os ouvintes informações mais constante ainda. como os próprios proAtualmente a tendência O surgimento de novas dutores de conteúdo, dos principais jornais do mídias engrandece e para produzirem os seus mundo é oferecer uma força uma atualização programas e suas playnova plataforma de mídia, das mídias tradicionais. lists da maneira que preno qual todo o seu conferirem. Mas toda esta interatividade teúdo pode ser acessado no meio concorre diretamente com o formato digital. Serviços como este garantem tradicional do rádio. Mesmo assim, é mais mobilidade e mais acesso à inpositiva essa multimídia que a inter- formação, independente do local em net oferece ao rádio, trazendo aos que se esteja. ouvintes tecnologia no formato e em como o conteúdo é recebido. Não é necessário excluir nenhuma plataforma de conteúdo, o surgiEm relação ao jornal, muito já se ou- mento de novas mídias engrandece viu falar sobre ele estar com os dias e força uma atualização das mídias contados, porém a cada ano o jornal tradicionais. Assim como a televisão mostra evoluções. O jornal e a inter- surgiu e não conseguiu acabar com o net são meios que se complementam, jornal e o rádio, certamente que a inoferecendo notícias com uma rapidez ternet também não irá atuar desta formaior e mais qualificadas. Estudos ma. O importante é que estas mídias comprovam uma diferença bastante tradicionais consigam mostrar o seu interessante entre eles: no jornal im- conceito e suas características conpresso, os leitores costumam obser- vivendo em harmonia com os novos var primeiramente as imagens e, em recursos tecnológicos disponíveis.


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VIDEOGAMES QUEM FOI QUE DISSE QUE DIVERSÃO DE VOVÔ É BARALHO?

Cada vez mais familiarizados com a internet e os videogames, os idosos que deixam o baralho de lado e aderem à tecnologia têm apresentado resultados muito positivos com relação à saúde física e mental.

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udança de rotina. É isso que buscam os idosos que trocam o tricô ou os jogos de cartas por uma atividade um pouco mais tecnológica: o videogame. Não importa o jogo, o que vale é movimentar o corpo e a mente. Estudos recentes estão sendo direcionados para esses novos consumidores que estão crescendo cada vez mais. Segundo estimativas das Nações Unidas, o número de pessoas com 65 anos ou mais deverá triplicar em todo o mundo, passando de 500 milhões para cerca de 1,5 bilhão até 2050. Por isso, novas opções de consumo devem ser planejadas para esse novo mercado. Hoje os games já fazem parte do cotidiano dessa nova geração de terceira idade. Além de proporcionarem mais diversão e interação familiar na vida dos idosos têm apresentando resultados muito positivos relacionados à saúde dessas pessoas. São benéficos

em muitos sentidos, pois estimulam a inteligência e a memória, previnem a depressão, auxiliam na coordenação motora e também ajudam a manter o cérebro jovem e renovado. Nos últimos anos, por exemplo, os games, principalmente os da plataforma Wii, também vêm sendo utilizados pelas clínicas de fisioterapia para auxiliar nos tratamentos de reabilitação dos pacientes. A recuperação se torna mais rápida, divertida e eficaz. Agora ao invés de reunir a turma para jogar baralho ou apenas jogar conversa fora, será cada vez mais comum encontrá-los disputando uma partida de Tênis, no videogame. Uma opção divertida e muito saudável! A seguir vamos ver algumas funções cognitivas que declinam com o envelhecimento, mas que podem ser estimuladas com jogos.


Jogos que estimulam a... Coordenação motora, equilíbrio

São estimulados com jogos que exigem diferentes movimentos manuais e trabalham a coordenação do idoso. Exemplos bem práticos são os jogos da plataforma Wii, como Boliche, Tênis, Vôlei que estimulam os movimentos do jogador. Além disso, também podemos citar os jogos do Xbox Kinect, que interpretam os movimentos, como no jogo Dance Central.

Atenção, concentração, raciocínio

Trabalhadas com jogos de estratégia, que obrigam a pessoa monitorar diversas informações e realizar diversas tarefas simultaneamente, estimulando assim a habilidade de solucionar problemas. É possível melhorar essas funções cognitivas com os jogos Rise of Nations e Age of Empires, que constroem vilas e cidades, e também com jogos de ação e batalha, como Battlefield e Counter Strike.

Memória

Jogos que possuem missões estimulam a memória do jogador. Bons exemplos são os jogos de RPG, onde é preciso recordar o caminho percorrido para encontrar alguém ou algum item, como em Tíbia e em World of Warcraft. Outro bom exemplo é o The Sims, onde o jogador precisa tomar decisões e organizar a vida social de um personagem.

Redação: Samara Jane Effting Layout: Diego Trettin


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A fotografia antes da era digital T

irar fotos hoje é muito fácil, mas antes da era digital era preciso comprar um filme, carregá-lo na máquina, e depois de preenchido levar a um laboratório para ser revelado e impresso em papel especial. Quem não se lembra daqueles momentos em família, onde a pose para a fotografia era a parte mais importante do encontro? Todos tinham que estar bem comportados, pois se tiravam pouquíssimas fotos. Eram outros tempos. Tanto o filme quanto a revelação tinham um custo alto, por isso eram bem aproveitados. Todas as fotos tiradas, mesmo que não muitas, eram reveladas e coladas naqueles grandes álbuns com direito até a uma breve introdução do acontecimento. Pode-se dizer que a fotografia era de grande valor, inclusive emocional. Atualmente, se prestarmos atenção, vamos observar que provavelmente estamos com a câmera digital na bolsa, na mochila, dentro do carro, ou em

Redação: Adriana Seibel Mann Layout: Eduardo Rodrigues de Lima

qualquer lugar que esteja facilmente ao nosso alcance. A era digital nos permite essa facilidade, de fotografarmos tudo que desejamos de forma rápida. Não precisamos mais de encontros marcados, nem de gigantescos álbuns para arquivar nossas revelações, aliás, não precisamos mais de revelações. As centenas de fotos que tiramos

quase sempre não saem do nosso HD, e poucas delas se mantêm na forma original, pois utilizamos softwares de edição e enviamos direto para as redes sociais. Aquele valor sentimental agregado à fotografia se perdeu no tempo. A entrevista a seguir mostra a visão de um profissional da área quando indagado sobre o mundo digital da fotografia.


opinião: Valfrid Schonrock fotógrafo profissional há vinte anos Quais as principais diferenças da fotografia analógica e digital? A fotografia analógica era, de modo geral, mais elaborada na primeira fase, isto é, antes de clicar o assunto tinha que estar bem ajeitado. Falamos da fotografia social como casamentos, aniversários, batizados, formaturas entre outros. A responsabilidade do profissional era muito maior do que hoje. Antes das máquinas terem alguma tecnologia de exposição automática, o flash e a máquina tinham um intercâmbio maior, tudo era feito manualmente. A abertura e a velocidade tinham que ser calculadas de uma maneira muito mais técnica; a percepção do fotógrafo fazia a foto ficar bem iluminada ou não. Ainda havia a arte em si, fazer uma composição do assunto. Eram no máximo dois cliques de cada pose. Os efeitos que se desejasse ter nas fotografias necessitavam de alguns acessórios como filtros especiais entre outros. Já a fotografia digital, deixou tudo mais à vontade, até mesmo entre os profissionais: “Vamos tirar mais uma, essa não ficou legal”. Deu margem para pessoas do tipo aventureiras, que compram uma máquina e um flash mais sofisticados e se jogam no mercado para fazer um extra. Contudo, por sorte dos fotógrafos profissionais vem o conhecimento da composição e a arte que não é para todos. Nesse caso vem a seleção natural de quem vai sobreviver nesse ramo.

Na sua opinião, quais as vantagens e desvantagens de cada modo? A vantagem da foto analógica era o fator físico e durável. Encontramos uma durabilidade maior nas fotos reveladas e arquivadas em álbuns. A desvantagem era o custo do filme e a limitação. A fotografia digital oferece mais recursos e dá a liberdade de fotografar muito sem se preocupar com o custo final. Vale lembrar aos profissionais e aos amadores que as máquinas têm uma vida útil. Quanto mais cliques à toa mais cedo haverá descarte da mesma. Outra vantagem da digital é a possibilidade de compartilhar imagens e textos de maneira muito rápida pela internet. A desvantagem é a possibilidade de perder as imagens com descuidos no momento do armazenamento, pois CD, pen drive, HD e outros, não são totalmente confiáveis. O mais seguro continua sendo o papel fotográfico. Depois que a fotografia digital ganhou mercado, tornando-se acessível para todos, houve diminuição na demanda do serviço de fotógrafo? Não, o amador continua a fazer a parte dele e o profissional a outra. Sempre houve tentativas dos amigos fazerem fotos em um evento social. Normalmente depois vêm as lamentações... “Se eu tivesse contratado um fotógrafo...”. Eventos importantes não vão se repetir.


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Maturidade aos 40 anos p

ara mim, maturidade significa experiência, e isso só acontece quando você está, de fato, envolvido e convive diariamente com todos os obstáculos e conquistas do trabalho. Comecei na publicidade através de um anúncio de emprego da antiga agência Scriba, de Blumenau, que estava contratando um redator. Mesmo sem nenhuma experiência candidatei-me à vaga, pois gostava muito de escrever contos e poesias. Durante a seleção, a agência solicitou a criação de um comercial de TV, mas como ainda não sabia sintetizar uma mensagem publicitária para 30 segundos, apresentei 3 ou 4 roteiros que renderiam um longa-metragem. Apesar das minhas ideias terem chamado atenção, a agência contratou alguém mais experiente, ou seja, mais maduro para o cargo. Daí em diante descobri a publicidade e nunca mais parei. Aquele anúncio de emprego despertou em mim um caminho (para a felicidade da minha mãe,

que andava desesperada com o filho que não sabia o que faria da vida). Depois desse primeiro contato com a propaganda, fiz um estágio de seis meses na agência Voga, de Porto Alegre, onde aproveitei para conhecer ao máximo todas as áreas da agência, principalmente a criação. Logo em seguida, surgiu uma vaga na Direcional/DPZ, de Blumenau, mas na área de atendimento. Não me intimidei e segui em frente. Foi assim que comecei a construir minha experiência, aproveitando cada oportunidade. Hoje, no comando da Escala, Metra, a experiência me desafia novamente. Assim como aconteceu em grandes agências do país, migrei da criação para a direção administrativa da agência, o que me exige maturidade para solucionar novas questões, que não faziam parte do meu dia a dia. É um aprendizado diário no qual me cerco de profissionais habilitados e que entendem do assunto. Também foi es-

sencial promover uma reestruturação interna para delegar funções, permitindo que eu me dedicasse a assuntos estratégicos junto à minha equipe, para manter a agência no auge, de forma transparente, ética e sempre à frente do seu tempo. O mercado também exige uma maturidade instantânea com as novidades que não param de chegar. É preciso acompanhar, entender e até mesmo correr riscos, para ser um protagonista desta evolução que movimenta nosso segmento. É importante dizer que nessa busca pela maturidade, em qualquer fase da vida, é preciso incluir muito esforço, empenho, cara-de-pau e amor. Também, muitas vezes, é preciso começar por baixo, fazendo aquilo que talvez não estivesse nos seus planos. A experiência não chega apenas com a idade, mas com as oportunidades que surgem ao longo da vida. Mas se elas não acontecem, provoque-as, vá atrás. Tudo acontece ao seu tempo, basta ter um objetivo e acreditar nele.

Eduardo Zilinsky Redação: Alana Bacchin Nogueira Layout: Eduardo Rodrigues de Lima

é publicitário, proprietário e diretor da agência Escala, Metra, referência de comunicação em Santa Catarina.


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