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2009 ANO III Nº 09

Edição nº 9/2009

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ISSN 1808-7337 009


Edição nº 9/2009


ÍNDICE

PÁGINA 24 A 29

PROGRAME-SE Entre culinária caiçara e fast-food, Bertioga tem muito a oferecer, como a Tainha na Brasa (foto) que ganhou até festa anual

EDIÇÃO ESPECIAL Suplemento Especial JORNAL DA BAIXADA Editado por Jornal da Baixada Editora e Gráfica Ltda - EPP Av. Anchieta, 3.095, 1º andar, Vila Agaó 11.250-000 Bertioga/SP Pabx: (13) 3317-6000 www.jornaldabaixada.com.br EDIÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO BERTIOGA: 18 ANOS Jornalista Responsável José Correa da Silva - MTB 255/SP correa@jornaldabaixada.com.br Edição e diagramação Caio Scafuro Silva

Conheça mais sobre Bertioga através de sua história. A REVISTA JB faz uma republicação das matérias que foram destaques em outros aniversários da Cidade

Fotos: Revista JB, Jornal da Baixada, e divulgação. Tiragem: 5.000 exemplares Permitida a reprodução desde que citada a fonte.

Edição nº 9/2009

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EDITORIAL

Bertioga: 18 anos de história revivida No dia 19 de maio de 2009, o Município de Bertioga completa 18 anos de Emancipação Política-Administrativa. Neste período, ex-distrito de Santos cresceu a uma taxa média de 10 por cento ao ano, superando os municípios vizinhos e se posicionando entre os cem maiores municípios em crescimento no Estado de São Paulo. Cercada pelo Oceâno Atlântico e pela Serra do Mar, Bertioga desperta o interesse dos que desejam viver com qualidade de vida e perto da Natureza, uma vez que dos seus 430 km de área territorial, apenas 3,5% , cerca de 15 milhões de metros quadrados, podem receber algum tipo de edificação. Lei s ambientais e o Plano Diretor da Cidade colaboram para manter a preservação da bacia hidrográfica, da Mata Atlântica, da fauna e flora da região como patrimônio para as próximas gerações.

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Edição nº 9/2009

Nesta edicão especial da REVISTA JB o leitor encontrará um remake das notícias publicadas nos últimos 18 anos no JORNAL DA BAIXADA, que também completa aniversário no dia 26 de setembro próximo. A edição traz ainda, uma parte dedicada à memória da Cidade. Ao lado do número de cada página há a menção da data em que a matéria foi publicada. A reportagem também levantou fotos antigas de arquivo e visitou nesta semana os mesmos locais onde essas fotos foram feitas, para que houvesse um comparativo fotográfico do crescimento do município. O resultado você confere nas próximas páginas. Boa leitura! Parabéns, Bertioga! Equipe da REVISTA JB


JORNAL DE BERTIOGA - 21 DE MAIO DE 1993

Emancipação

19 de maio o “Dia do Sim”

Reprodução JB

O município de Bertioga comemora nesta quarta-feira, 19 de Maio, seu primeiro aniversário de emancipação política e administrativa. Para comemorar a data, denominada DIA DO SIM, a Prefeitura elaborou programação cívica, cultural e esportiva, que começa às 14h e termina às 19h, com a inauguração de um monumento na avenida 19 de maio, na entrada da cidade. Sobre esse evento, o arquiteto José Mauro Orlandini, primeiro prefeito eleito respondeu as seguintes perguntas: DA REDAÇÃO

JB – O que representa para Bertioga a data 19 de Maio? Orlandini – Essa data representa o ponto culminante de anos de luta pela emancipação política e administrativa. Foi no dia 19 de maio e 1991 que os bertioguenses compareceram às urnas, no plebiscito, para dar seu voto em favor de Bertioga, passando a decidir seu próprio futuro. Foi o DIA DO SIM, sem dúvida o dia mais importante para Bertioga, desde a fundação do primeiro povoado, em 1547. JB – Como prefeito de Bertioga, quais são as suas prioridades? Orlandini–Comomunicípiorecém-emancipado,Bertiogacarece dediversasobraseserviços.Questõesbásicascomotransporteurbanoe coletadelixo,jáconseguimosresolvercomarealizaçãodaconcorrência públicaeapopulaçãojáestásendoatendidanessasáreas.Agoravamos iniciarareformaeampliaçãodoatualhospitalmunicipal,duplicandosua capacidadedeatendimentoeseunúmerodeleitos,quepassaráde20 para40.TambémjáiniciamosentendimentoscomogovernadorFleury, nosentidodequesejacomeçado,omaisbrevepossível,otrabalhode implantaçãodarededesaneamentobásicoemBertioga.Naáreadelazer, járecebemossinalverdedaSecretariadeRelaçõesdoTrabalhoparainicio doprojetodoCentrodeLazerdoTrabalhador,umaáreade20milm²,que contarácomginásiocoberto,quadraspoliesportivas,camposdefutebol, playground,piscinaseáreaverdepararealizaçãodeshowsaoarlivree confraternizações.Naáreadeturismo,temosdiversosprojetosemelaboração,queserãoanunciadosnadataoportuna. JB – Prefeito, qual a sua mensagem para o povo de Bertioga? Orlandini–AopovotrabalhadorehospitaleirodeBertioga,eupresto aminhahomenagemeconclamoparaque,comomesmoempenhoe coragemcomqueparticiparamdalutapelaemancipação,participemda batalhaqueiniciamosagora,peloreconhecimentodonossomunicípio como estância balneária. Meu reconhecimento, também, aos nove vereadoresquecompõeaCâmaraMunicipaldeBertioga,pelamaneira eficienteetransparentecomquetemrepresentadoosanseiosdopovo bertioguense.Atodos,osmeusparabénsporestadatatãosignificativaeo meuagradecimentopelahonraquemeconcederam,deseroprimeiro prefeitoeleitodestamagníficacidade. Edição nº 9/2009

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JORNAL DA BAIXADA, 19 DE MAIO DE 2003

Primeiras moradoras relembram o cotidiano da Vila de Bertioga

Dona Nair revela o primeiro Hino da Cidade

DA REDAÇÃO

É possível parar e imaginar apenas algumas casas de pau-apique, uma vasta mata nativa, mulheres cortando lenha para usar no fogão, índios correndo atrás de crianças, assombrações, bailes e fogueiras como principais formas de lazer, água brotando de árvore e, sem dúvida, muita tranqüilidade? Essa é Bertioga no inicio do século XX. Em uma data comemorativa como esta, o Jornal da Baixada buscou duas mulheres muito especiais para relembrar alguns fatos da Vila de Bertioga. Dona Nair Estevão de Paula, de 99 anos registrados em cartório, mas 101 já vividos, nos contou algumas passagens que mais marcaram sua memória. “Era tudo mato com poucas casas. Na região do banco Itaú vínhamos pegar lenha. Estudei no Grupo Escolar de Bertioga. A altura do Forte que tinha pra cima, tinha pra baixo também. O mar não chegava perto, era longe. Na parte de baixo morava um homem chamado José Epifânio, ele tomava conta. Naquele tempo tinha uma igreja de São João da Barra, onde freqüentávamos a missa. Do lado do Forte tinha um terreno do Coronel Cândido, o homem mais velho de Bertioga, ele tinha uma casa de pêra muito bonita. Meu pai tinha uma venda, que também comercializava artigos de pesca. Vinha um senhor de São Sebastião chamado Joaquim Tavares, que trazia as coisas. Depois o senhor Elias Neves fez um grande armazém. As casas que existiam na época pertenciam a João Estevão de Paula, meu pai; Raul Grande, que era do Rio de Janeiro e veio morar aqui; Raul Piloto; Antônio Lourenço; Pedro Faustino. Tinha também a casa do senhor Inácio Hora, que era professor e do senhor Isídrio Jorge da Silva, pai do meu marido. A última pertenceu a Gabriel Garcez e era de pedra, ficava bem perto da praia. As casas eram de pau-a-pique, não tinha tijolo, a gente pisava no barro e jogava nas paredes para fazer as casas. Tenho saudade do meu tempo antigo. Os caiçaras eram bem unidos. Os grandes poderosos vieram e foram tomando nossas terras. Eu trabalhei para o senhor Cristovão Ferreira de Sá e ele dizia: ‘vamos tomar as terras desses caiçaras’. Ele dizia que era dono de Bertioga, nunca foi. Nem ele, nem João Tavares... como a gente era pobre, nossos pais eram humildes, eles iam pegando. Se a gente fosse mais humilde ia ser pior, mas eu estudei bastante. Minha primeira professora chamava-se Maria Vitória Bento e o marido Benedito Bento, era motorista de uma barca – naquela época nem se pensava em balsa – chamada Fredo Freire, de dois andares e ia para Santos. Tinha também a João de Barro, Paraguai e outras. Tenho quatro filhos, três netos e um bisneto; os meus vinte irmãos já faleceram. Minha mãe, Maria Loiola de Andrade, era filha de alemães e meu pai era negro, africano. Lembro que conversava com minhas amigas que estavam do outro lado do canal, ficava ali onde tem o ferry boat e perguntava ‘vocês vão para a escola?’, canal era bem estreito. Minha casa era onde hoje é a igreja católica, meu pai tinha uma roça que ocupava tudo aquilo. Antigamente ninguém era dono de nada, chegava, limpava, roçava e pronto. Do outro lado do ferry boat era a terra dos índios sambaquis, tinha uma brecha no mato e eles construíam suas casas e do lado da Prainha tinha uma igreja, que hoje só tem as ruínas. Quando a gente ia na missa, os meninos mexiam com os índios e eles corriam atrás da gente. A minha mãe conversava com eles, não sei o que ela falava que eles entendiam. No Morro da Senhorinha tinha um poço, todo mundo vinha buscar, até as pessoas de fora, a água que brotava do buraco de uma árvore. Lá também tinha muita louça, que quando cavava o chão a gente encontrava, não sei quem deixou. O primeiro a morar lá na Senhorinha foi o Rafael de Neto Nascimento”.

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Reprodução JB

Crenças

“Já tinha até dia marcado, de terça e sexta-feira tinha um grande tremor, meu pai trancava a gente em casa e dormia com tudo aceso, sacudia tudo. Era um pisado, que Deus me livre, balançava tudo. O cemitério, na época, era localizado onde hoje funciona a Casa da Cultura. Depois de uma tromba d’água toda a Vila ficou alagada e o cemitério encheu e mudou de local. No lugar fizeram a Escola Isolada Vicente de Carvalho, ela era assombrada aparecida criança correndo atrás de outra criança, as crianças que estudavam lá tinham medo. O colégio passou a se chamar Armando Belegarde, que atualmente funciona em outro endereço. As coisas mudaram bastante, tenho saudade do meu tempo”. Dona Adelaide, de 96 anos – todos dizem que tem mais de 102 – e quatro tataranetos, lavava roupa para fora e o marido, Maria Prudente dos Santos era pescador e depois começou a trabalhar como pedreiro. “Não me lembro muito bem das coisas. Consigo lembrar que tinha que cortar lenha, dois oi três feixes de lenha para cozinhar, foi um tempo difícil mas eu vivia bem. Quando era pra se divertir a gente fazia bailes, eu dançava bastante; também tinham as fogueiras, era divertido. Hoje eu não conheço mais nada por aqui, antes era só mato e muito bonito, agora está diferente”. Dona Nair e seu irmão, Basílio Estevão de Paula, foram os responsáveis pela composição daquele que pode ser o primeiro hino de Bertioga, datado de 1917. Confira a letra:

Saudações à Bertioga Somos de Bertioga defensores Andamos pela avenida colhendo amores Neste dia de alegria, de manhã primaveril Saudamos com alegria o Brasil O povo de Bertioga envia essa canção Saudando os vitoriosos desta nação Viva Bertioga e seus defensores


JORNAL DA BAIXADA, 19 DE MAIO DE 1998

Sesi inaugura Centro de Treinamentos Equipamento está instalado em Guaratuba e visa atender funcionários de indústrias DA REPORTAGEM

Aos sete anos de idade, Bertioga começa a atrair investimentos, como é o caso do Centro de Convenções do Senai (Serviço Nacional da Indústria), que será inaugurado em outubro deste ano. Localizado em Guaratuba, entre a Rodovia Rio-Santos e a praia, em uma área de 13 mil metros quadrados, tem como objetivo oferecer infra-estrutura para indústrias que estejam realizando treinamento de recursos humanos das indústrias que precisam de confinamento por um final de semana ou mais tempo. “O compromisso é com todas as indústrias do Estado, mantenedoras do Senai”, explica. Isso não impede que o equipamento seja alugado ou cedido para empresas ou prefeituras da região. “Seria necessário um agendamento prévio”, diz. A preocupação do Senais não é o lucro com a locação do Centro. Mas sim oferecer um local onde as indústrias possam realizar treinamentos sem o custo elevado e as regalias de hotéis cinco estrelas, onde geralmente são realizados esses tipos de reuniões. Além disso, explica Líbero, o Senai teria o custo de desenvolvimento do treinamento e a manutenção do local, que vai contar com 88 apartamentos, piscina, auditório, posto médico, restaurante. Para essa manutenção, Líbero acredita que não seria necessário um grande número de funcionários portanto, não se trata de um empreendimento que irá gerar grande número de emprego. Haverá a necessidade de contratação de profissionais com perfil altamente técnico, como gerente de hotel e outros especializados em treinamentos. Os demais, como camareiras, jardineiros, porteiros, seguranças serão contratados de acordo com a experiência e competência. “Sempre será levado em conta a competência, independente da região a qual os profissionais pertençam”, explica Líbero, lembrando que poderão ser contratados tanto em Bertioga como em outras cidades. Ele também esclarece que serão contratados pelo Senai e não pelo Centro de Convenções. A previsão é de que o empreendimento esteja totalmente em funcionamento em fevereiro de 1999. Apesar de ser uma grande área, Líbero explica que não terá muitos excessos e supérfluos, uma vez que o objetivo é boa qualidade no treinamento e infraestrutura básica.

Reprodução JB

Bertioga

Para a escolha do local a ser instalado o Centro, o Sesi promoveu uma pequena pesquisa entre seu público, as indústrias. Bertioga foi escolhida por ter uma localização privilegiada. “Queríamos algo que atendesse o público para os próximos 20 anos”, explica. Bertioga encontra-se próximo ao Vale do Paraíba, região que concentra grande número de indústrias, está dentro do raio de abrangência da Grande São Paulo e ainda possui duas estradas de acesso, a Rodovia Rio-Santos e a MogiBertioga. O Município reúne condições para implantação definitiva do empreendimento. 8

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JORNAL DA BAIXADA, 19 DE MAIO DE 2000

Ressaca de 1926 atingiu cemitério e os esqueletos boiavam Jornal mencionava a ressaca que durou 90 dias e destruiu o cemitério, entre outras ruínas DA REPORTAGEM

Bertiogacontavacomdiversasruínas,quedesapareceramconforme relataojornalAGazeta.“Entreasúltimasruínasdesaparecidas,citamoso valiosoparedãograníticodaIgrejaconstruídonocontinente,exatamente ondeseachalocalizadooseugrupoescolar,cujasparedesabrigavamoantigo cemitério”.Peladescriçãodojornalista,olocalseriaondehojeestáinstalada aCasadaCultura,naAvenidaThomédeSouza,ondefuncionava,hápouco maisdecincoanos,aescolaDinoBueno. O jornal fala sobre a ressaca de 1926: “O desaparecimento das ruínas e consequentemente do cemitério, data de 1926, quando tremenda ressaca que durou 90 dias, causou danos irreparáveis, destruindo parcialmente o campo santo. Dizem as crônicas que as caveiras boiavam ao sabor das ondas, entrechocando-se com um ruído macabro e impressionante... E o cemitério foi mudado. Outras ruínas seguiram o destino inexorável das coisas abandonadas – desapareceram...”

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Estrada de Mogi era “picadão na mata” Ojornal AGazeta,em4denovembrode1953,informavaqueoutra medidaquefacilitavaoacessoàBertioga,alémdoferryboat,eraaestrada de Mogi das Cruzes. “Outra iniciativa tomada no sentido de encurtar o caminhoentreSãoPauloeBertiogafoiaconstruçãodaestradaderodagem que,deMogidasCruzes,descea Reprodu serra até o litoral. Beneficiando ção váriascidadesinteriores,privadas defácilacessoaomar,estaestradateveiníciodesuaaberturapor iniciativa particular, auxiliada pelaPrefeituradeMogi.Agora, em face da utilidade que representa,contacomumaverbade6milhõesdecruzeiros, votada no Senado Federal. Quem chega até o Indaiá podever,noaltodaserra,o picadãoabertonamata,já em plena descida. A ligaçãodeMogiàBertiogarepresentará uma viagem mais curta e direta à “péroladolitoral”,emmenosdeduashoras.

JB


EVENTO

A arte de cortar cabelos A história de quem montou o primeiro salão de cabelereiro e escola do seguimento na Cidade da Redação

Ariel Ferreira da Silva, ou Rodariel como alguns o conhecem, trabalha como cabeleireiro há 25 anos. Está em Bertioga há 20 anos, e desde 1990 tem salão de cabeleireiro na cidade. Pioneiro no ramo de salão de cabeleireiros em Bertioga é também o primeiro a ter uma escola voltada a cabeleireiros e manicures, há dez anos. Nascido na capital paulista, já viveu em muitas cidades do interior do estado. Chegou a Bertioga no ano de 1989, quando seu tio, que é pastor, foi transferido para a cidade. Começou a trabalhar na Sociedade Amigos da Riviera, como técnico de tratamento de água, na Estação de Tratamento de Água (ETA) da Riviera de São Lourenço. Foi na Sociedade Amigos da Riviera, que Ariel deu seus primeiros passos como cabeleireiro na cidade. Na época ele fazia o corte de cabelo dos colegas de trabalho, e logo depois abriu o seu primeiro salão. A partir daí, começou a trabalhar em jornadas duplas. Da meianoite às 8h, Ariel era técnico de tratamento de água, e o restante do período, cabeleireiro. Morador do bairro central da cidade, Ariel esteve presente quando aconteceu o movimento de emancipação político-adminstrativo, em 1991. Viveu na cidade até 1995, quando fechou os quatro salões que possuía e se mudou para Catanduva, por motivos de saúde. Mas, não conseguiu ficar muito longe da “terrinha” e em 1999, voltou e montou um salão, junto com escola de cabeleireiros, manicures, artes, música, entre outros, que funcionou até 2002. Segundo Ariel, alunos não faltavam, o que

faltava mesmo era mão de obra, os professores. “Tinha uma professora de canto que vinha duas vezes por semana de São Paulo”, conta. Com isso, o custo ficava elevado e mais difícil de manter. Sempre preocupado com as questões políticas, o cabeleireiro foi candidato a vereador em duas ocasiões. Na primeira eleição municial, em 1992, pelo PFL, e na última eleição, em 2008, pelo PP. Ariel conta que sempre se preocupou em fazer trabalhos voluntários na escolas, mas nunca recebeu apoio do município. “Cortávamos os cabelos das crianças na escolas, sempre tinhámos a ajudas das diretoras. A gente sempre entrava, mesmo sem autorização da administração pública”, conta. Além disso, o empresário aproveitou para falar da situação da cidade. “Bertioga é a mesma de quando eu cheguei aqui. Está tudo do mesmo jeito, o que muda é que agora as árvores estão crescidas e algumas poucas ruas asfaltadas”, desabafa. Hoje, Ariel possui a Escola de Cabeleireiros Evidenccy, que forma cabeleireiros e manicures em dez meses. Até hoje, a escola já formou 450 alunos,

que receberam o certificado emitido pelo SINDESCAB (Sindicato dos Centros de Formação Profissional de Cabeleireiros e Similares do Estado de São Paulo). Com dez anos de história da Evidenccy, Ariel diz que já deu aula para muitos dos proprietários de salão da cidade, e que hoje seus alunos são, em maioria, de São Sebastião. Para ele, estar formando futuros concorrentes é o de menos. “Todos os dias nasce gente não é? E todas essas pessoas que nascem tem cabelos não tem? Mais cedo ou mais tarde eles terão que cortar, então tem mercado pra todo mundo”, diz. Segundo Ariel, a cidade conta com aproximadamente 120 salões de cabelereiro, e existe mercado pra todo mundo. “O que acontece é que cada vez que abre um salão, as pessoas ficam esperando indicação para ir até lá. E as pessoas acabam preferindo os que são próximos as suas casas”, acrescenta. Para os interessados, as aulas são presenciais na própria escola, que fica na Rua Alzira Martins Lichi, 445 – Loja 4, no Jd. Lido. Para informações: (13) 3317-4199. As matriculas estão sempre abertas. Edição nº 9/2009

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JORNAL DE BERTIOGA, 05 A 11 DE MAIO DE 1995

Prefeitura vai pagar US$ 4 milhões à Pescanova DA REDAÇÃO

Acontecerá no próximo dia 19 de maio, Dia do Sim, a assinatura da compra da sede da Pescanova pela Prefeitura de Bertioga. A Prefeitura desembolsará a quantia de R$3.500.000,00 (três milhões e quinhentos mil reais ou US$ 4 milhões de dólares), pagáveis em 12 meses, sem juros ou correção, com o primeiro pagamento para janeiro de 96. Conforme noticiado na última edição do Jornal de Bertioga, com exclusividade, ouve realmente uma reunião na quintafeira, 27, entre o prefeito Mauro Orlandini (PMDB) e representantes da empresa Pescanova acerca de fechar um acordo para a venda da sede da empresa que está alugada até dezembro do próximo ano à Prefeitura. Participaram, também, da reunião no gabinete do prefeito os vereadores de

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Bertioga, Antonio de Jesus Henriques, presidente da Câmara; Sergio Pastori; José Carlos Buzinaro; Toninho Rodrigues e Ney Moura. Falando com o JB, o prefeito se mostrou satisfeito com o resultado da reunião. “Compramos o terreno e ganhamos a obra”, garante Orlandini relatando que o representante da desta dívida. A minuta do contrato de compra e venda está sendo elaborado pelo Departamento jurídico da Prefeitura e deverá ser enviado à Câmara Municipal para aprovação imediata. Apesar de juridicamente não poder haver a permuta (fato que só veio à tona durante a reunião), representantes da Pescanova também questionaram a troca de imóvel com outra área qualquer, em virtude de possíveis problemas com o seu desmatamento.

Reprod ução J B

Área

O prédio onde funciona a Prefeitura de Bertioga possui uma área total de 72.220m², com aproximadamente 10.000m² de área construída, na Vila Itapanhaú, no centro da Cidade, e segundo cálculo da Prefeitura o m² está saindo a R$50,00. Barato em relação a área já construída.


JORNAL DA BAIXADA, 19 DE MAIO DE 2001

A maldição de Cunhambebe “Ubatuba é uma cidade que muita iniciativa e pouca continuativa”, dizia um velho caiçara para as pessoas que lá chegavam, no começo dos anos 70 em busca de um novo local para trabalho e morada. Com o passar do tempo se percebe que o velho tinha razão. Não só as iniciativas humanas, mas também a natureza se comporta aqui de maneira estranha, deixando muitas vezes as coisas pela metade. Mas tudo tem uma explicação, e a explicação para o nosso caso é a maldição lançada sobre a Aldeia de Yperoig, hoje Ubatuba, pelo valente cacique Cunhambebe no ano de 1563. Logo após a descoberta do Brasil em 1500, os portugueses tinham que dominar e garantir a posse das terras contra vários reinos europeus que naquele tempo se expandiam descobrindo novas terras ou simplesmente tomando a terra dos outros à força, fazendo depois acordos com a coroa para acomodar a convivência entre eles na Europa. Nessa época, na posse, no domínio e nos acordos valia a lei do mai forte. Os holandeses e franceses eram os mais terríveis interessados em tomar dos portugueses as terras descobertas. Os espanhóis que também foram grandes conquistadores lutavam para manter o outro lado do vasto continente. Para dominar a zona costeira e explorar o interior das terras descobertas, os portugueses usavam os índios como escravos no trabalho e nas lutas, capturados à força e muita brutalidade. E é aí que entra a história de Cunhambebe. Os índios eram pacíficos, não conheciam nada dos brancos, só conheciam a natureza que lhes dava tudo de comer e de curar alguma doença do mato, ferimentos ou comida mal digerida. Seus deuses eram as forças da natureza. Não tinham armas de fogo nem facas e facões porque não conheciam o metal, nem prisões. Os portugueses, para usar seu trabalho escravo, impunham grande pavor, matando, esfaqueando e prendendo com correntes de ferro os desobedientes. Cansados de tanto sofrimento os índios começaram a se revoltar atacando os invasores em suas aldeias, porém, poupando as mulheres e crianças que para eles são criaturas sagradas. Diferente dos portugueses que quando atacavam arrasavam tudo matando quem estivesse pela frente. Caciques de diversas tribos, liderados por Cunhambebe (Koniam-bebê) homem de dois metros de altura cujo nome vem de sua gagueira e fala arrastada, resolveram pôr um fim a tantas injustiças e combinaram um grande ataque para expulsar de vez aqueles homens brancos muito maus. Comandados por Cunhambebe e pelos caciques Aymberê, Caoquira e Pindobossú os índios eram muito numerosos. Os registros do Padre José de Anchieta indicam a chegada de mais de duzentas canoas com mais de vinte índios cada uma, além de milhares que vinham por terra, provenientes das tribos situadas nas planícies acima da Serra do Mar. Se a batalha tivesse acontecido os portugueses seriam arrasados e expulsos do litoral de São Paulo, e os franceses, que dominavam o Rio de Janeiro e que se relacionavam muito bem com os índios daquela região, teriam tomado a terra brasileira das mãos da Coroa Portuguesa. A história seria outra. Mas a batalha não aconteceu. Os portugueses, auxiliados pelos jesuítas que tinham grande poder sobre a bondade na terra e suas recompensas na eternidade, conseguiram aplacar a ira dos chefes morubixabas com promessas de castigos divinos e muitas ameaças do furor das forças da natureza, que era a única coisa real que orientava as ações e os pensamentos daqueles homens primitivos em seu estado natural mais puro. É verdade que alguns índios duvidavam daquelas palavras, mas seu temor era tanto que não ficaram senão algumas memórias dessas dúvidas. Depois de uma viagem do cacique Cunhambebe a São Vicente junto com o padre Manoel da Nóbrega para acerto dos acordos de fim das hostilidades, foi combinada a Paz de Yperoig, que serviu de argumento para desanimo dos franceses que queria ver os portugueses expulsos. Cunhambebe e seus guerreiros acreditaram na boa fé dos acordos.

Os vários chefes com seus homens se dispersaram, se desarmaram e voltaram para suas tribos, e até hoje se comemorar a paz de Yperoig como uma data importante que garantiu a unidade do Brasil contra as ameaças de divisão, graças ao trabalho de catequese e união promovido por Anchieta, Nóbrega e seus companheiros. Mas a história não comenta que logo depois de terem se desarmado e se dispersado os índios foram massacrados pelos rudes e estúpidos colonizadores portugueses interessados no ouro, nas riquezas e nas terras descobertas. Cunhambebe morreu doente, ferido no corpo e na alma, envergonhado diante da humilhação a que levou seu povo por ter acreditado na palavra dos brancos. Sabendo da importância que os portugueses deram àquela data, pouco antes de morrer o grande cacique lançou uma maldição contra os invasores e seus descendentes dizendo que as terras de Yperoig que eles tanto quiseram seriam as terras do fracasso, que lá nada daria certo, tudo que se começasse não chegaria ao fim. Grande entusiasmo no inicio e resultado miserável no final. Mas a maldição dos índios não é eterna, seu desejo não é vingança e sim serem tratados com dignidade e respeito. Para acabar com os efeitos da Maldição de Cunhambebe basta parar de comemorar a Paz de Yperoig da forma colo ela é comemorada, que ignora o papel e a traição cometida contra os índios. A paz que uniu o Brasil deveria ser atribuída ao martírio dos índios, da mesma forma que a independência do Brasil é atribuída ao martírio de Tiradentes.

Renato Nunes

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JORNAL DA BAIXADA, 19 DE MAIO DE 2002

A importância de Bertioga na História do Brasil DA REDAÇÃO

Para entender e conhecer melhor o passado há dois caminhos: os das fontes escritas e o das fontes materiais. As fontes materiais nada mais são do que o “lixo” deixado pelos antigos habitantes, em geral restos de comida, que para o pesquisador são verdadeiros documentos, testemunhos históricos da ocupação humana. Por estes testemunhos, sabe-se que, bem antes da chegada dos europeus, a região do litoral paulista foi habitada por um grupo humano que morava próximo ao mar e ao mangue, e se alimentava basicamente de mariscos. Por este grupo foi deixada considerável quantidade de conchas, restos alimentares e fragmentos de objetos usados para pesca e adorno. Ainda não foi feita uma pesquisa sistemática neste sítio arqueológico, mas sabemos que sítios semelhantes a este, no estado de São Paulo e no Rio de Janeiro, chamados sambaquis, possuem datação de até 4.500 anos a.C.

Ano de 1500 Avançando na linha do tempo, chegando ao início do século XVI da era cristã, encontram-se os primeiros documentos escritos que faz referência a Bertioga. Foi nesse momento que os primeiros europeus desembarcaram nestas praias e se enviavam à Europa cartas e relatos de viagem, documentos que hoje nos ajudam a recolher informações sobre o passado de nossa Cidade e região. Nesta época, Portugal e Espanha consolidavam-se como fortes potencias mercantilistas. O feudalismo, que se baseava no sistema de trocas, estava morrendo e deixando nascer uma nova ordem econômica que culminaria no sistema capitalista. Neste sistema mercantilista, era fundamental buscar novos mercados, novos produtos para serem comercializados na Europa. É em busca destes produtos que Portugal e Espanha se lançam ao continente americano, conhecido como Novo Mundo.

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Habitantes O “novo mundo” já estava habitado, por milhões de índios. Como na Europa, estes índios (assim foram chamados pelos portugueses) pertenciam a diferentes nações e falavam diferentes línguas. A região de Bertioga era habitada pelos índios Tupiniquim, vizinhos dos Tupinambá (conhecido também como Tamoio). A relação entre os dois vizinhos não era muito amistosa, visto que cada procurava consolidar o seu território. Além das semelhanças culturais entre os dois grupos, eles também falavam línguas muito parecidas (do tronco TupiGuarani), possuíam organização social e política similar, tinham na mandioca a maior fonte de proteínas e estavam em plena guerra por conquista do território (ambas estavam em processo de expansão) quando da chegada do Europeu. Este, por sinal, fez bom uso desta rivalidade para tirar boas vantagens comerciais. A primeira riqueza do Brasil foi o pau-brasil, madeira cor de brasa que deu nome a esta terra, a este país. Para extraí-lo era fundamental contar com o apoio dos índios, que cortavam a madeira e carregavam as caravelas em troca de mercadorias, em geral artigos em metal, como machado ou até armas de fogo. Os Tupiniquim eram aliados dos portugueses, e os Tupinambá dos franceses, os famosos piratas.

Origem do nome Quando o primeiro português colocou o pé nesta praia, ela já se chamava Bertioga. A origem do nome é controversa. A primeira ideia é definida pelo Padre Fernão Cardim,

que esteve no Brasil na primeira metade do século XVI. O nome Bertioga seria uma derivação de Buriquioca, que em Tupi significava “cova dos bugios” (morada dos macacos). Outra leitura seria considerar Bertioga como uma derivação, também do Tupi, de Piriti-oca, ou Biriti-oca, que quer dizer casa, refúgio, morada do Pirati (peixe branco, tainha), ou seja, casa da tainha. Assim como é controverso a origem do nome, não sabemos também ao certo quando aqui chegou o primeiro europeu. Reprodução JB

Martim Afonso Em 1530, Martim Afonso de Souza, em nome do Rei de Portugal, D. João III, fez uma expedição de reconhecimento da costa do Brasil, onde considerou ser esta a mais interessante do litoral brasileiro. Neste ano, devido os constantes ataques de holandeses e franceses à costa brasileira o rei de Portugal nomeou Martin Afonso como Governador da Terra do Brasil, e determinou que ele fundasse a primeira vila fazendo com que a colônia ficasse menos visível aos ataques. Em 1531, ele aportou as naus, com cerca de 400 homens, no litoral paulista, mais precisamente em Buriquioca (hoje Bertioga), para evitar conflito pois sabia que as terras de São Vicente estavam ocupadas por Mestre Cosme Fernandes Pessoa – degradado da Coroa Portuguesa, e deixado


em Cananéia por volta de 1502. Cosme instalou-se em São Vicente perto de 1510, e no local havia erguido um estaleiro onde fabricava bergantins e barcos maiores e um porto para o tráfico de escravos indígenas, muito conhecidos na Europa. Martim Afonso era um bom estrategista. Mesmo dispondo de homens e armamentos, resolveu evitar o confronto armado contra Mestre Cosme, que poderia ter sido arrasador. Pediu então a intervenção de João Ramalho e de Tibiriçá, para a retirada de Mestre Cosme de São Vicente. Até que essa retirada fosse realizada, Martim Afonso ficou cerca de 40 dias ancorado no porto natural de Bertioga. Antes de partir para fundar a vila de São Vicente, em 22 de janeiro de 1532, ele deixou em terra alguns homens que seriam responsáveis pela construção de um pequeno fortim. Essa paliçada dava origem anos mais tarde (1545) ao forte edificado em alvenaria por Diogo Braga e seus filhos, que recebeu o nome de Forte São João. Os quatro filhos de Diogo Braga com uma índia são apontados na história como a primeira família brasileira nominalmente reconhecida. Em 1534, D. João III fez a divisão das Capitanias Hereditárias, e coube a doação para Martim Afonso de um quinhão de 100 léguas deste litoral (Capitania do Rio de Janeiro e São Vicente) e 10 léguas de costa para seu irmão Pero Lopes de Souza (Capitania de Santo Amaro). Bertioga estava em situação estratégica. A construção de um forte era fundamental tanto para proteger a costa contra incursões de corsários, quanto para proteger a população contra ataques indígenas. Deve ser lembrado que os Tupinambá e os Tupiniquim estavam em guerra, e segunda Hans Staden (artilheiro alemão), os Tupinambá vinham duas vezes ao ano ao litoral de Bertioga. Uma no mês de novembro para colher um fruto (espécie de milho) chamado abbati, com o qual faziam uma bebida chamada kaa wy, e outra no mês de agosto, para a pesca da tainha.

Adorno, que seguiram até Ubatuba, reduto dos confederados. Um mês depois Adorno e Nóbrega retornam e Anchieta ficou mantido como refém, garantindo a aceitação de paz entre índios e portugueses. Em uma carta, datada de 1563, Anchieta diz ter passado cinco dias na fortaleza de “Beriguioca””confessando os moradores dela e seus escravos”. Esta informação comprova que, nesta época, o assentamento e colonos em Bertioga já era significativo. Logo após, em 1564, Bertioga serviu como posto de abastecimento da Armada de Mem de Sá, ruma à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, para a guerra de expulsão dos franceses, e consequentemente, fundação daquela cidade.

Aguardente Depois de 1585, os padres jesuítas através do estabelecimento do novo colégio de Santos, estenderam sua ação catequética às regiões vizinhas, criando vários estabelecimentos em Cubatão, Guaibê, Cabuçú (proíximo a Bertioga) onde construíram a Capela de São Miguel. Neste mesmo século, na Fazendo dos Pelaes, nas priximidades do Rio Itapanhaú, foi construído um engenho e uma capela dedicada a Nossa Senhora do Pilar, desenvolvendo-se ali a produção de aguardente.

Armação das Baleias Nos séculos seguintes Bertioga assenta sua economia sobre a caça a Baleia, e extração do óleo, combustível necessário à iluminação pública de Santos, São Vicente e São Paulo. E continua sendo um importante porto, o único da província capaz de abrigar uma armada.

Hans Staden Ele foi uma das figuras mais importantes na história de Bertioga. O artilheiro alemão deixou através de suas obras relatos várias observações a respeito da fauna, flora e comportamento das civilizações indígenas. Ele fez duas viagens ao Brasil. A primeira aconteceu em 1947, quando foi nomeado condestável do Forte São Felipe. Staden foi capturado pelos tupinambá e permaneceu prisioneiro por nove meses.

Confederação dos Tamoio Bertioga retorna aos documentos quando os Jesuítas, principalmente o Padre Manoel da Nóbrega e José de Anchieta, utilizaram o forte de Bertioga como ponto de descanso antes da viagem à Piratininga (São Paulo) ou para o litoral sul (Cananéia). Também foi importante como base estratégica para negociações com as chefias indígenas tentando um acordo de paz durante a Confederação dos Tamoio. Em 1563 os moradores de Santos, São Vicente e São Paulo de Piratininga foram alarmados com a probabilidade de ataque dos tupinambá. Anunciava-se a Confederação dos Tamoio – reunião entre as tribos Coaquira, Aimberê, Cunhambebe e Pindobussu – reunindo cerca de 20 mil guerreiros, que iniciariam os ataques, em Bertioga, com a pretensão de exterminar só os brancos. Em Santos foi organizada uma embaixada pela paz, destinada a conversar com os índios. Os voluntários para essa missão foram os Padres Manoel da Nóbrega, e Anchieta, junto com Francisco Edição nº 9/2009

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JORNAL DA BAIXADA, 19 DE MAIO DE 1998

Palmito e peixe garantem subsistência Dinheiro é conseguido através da comercialização de artesanato e plantas ornamentais Reprodução JB

DA REPORTAGEM

Os 250 índios da Reserva indígena Rio Silveira, localizada em Boracéia, com seus 948 hectares demarcados pelo Governo Federal em 1987, seguem tocando suas vidas com o desenvolvimento de projetos como o plantio de palmito e a criação de peixes em tanques artificiais. São projetos de pequeno porte, realizados basicamente para consumo próprio, mas esperam também pela realização das promessas feitas pela Prefeitura de Bertioga e pela Sabesp. A Prefeitura prometeu a construção de uma escola dentro da aldeia, só que devido a urgência que os índios tinham, ela foi instalada provisoriamente, há um ano e um mês, dentro de contêineres, que servem como sala de aula. São três professoras atendendo 77 alunos da pré-escola e do ensino fundamental de 1º a 4º séries, tendo no currículo matérias como português, matemática e estudos sociais, voltado para a participação e importância da cultura indígena na história do Brasil. A secretária de Educação e Desenvolvimento Cultura, Jacira Aparecida Costa Pinto, disse que a escola definitiva ainda não foi construída porque existem outros bairros da Cidade que ainda não têm escolas. “Mas até o fim do mandato do atual prefeito ela já estará funcionando”, afirmou. Os problemas com a Sabesp começaram quando a empresa fez um acordo com os índios para a implantação de rede de água, que atenderia o bairro de Boracéia e passaria por baixo da estrada que leva à aldeia. A rede foi construída e foram colocados seis pontos de água para servir aos índios, mas a estada está cheia de buracos, que em dias de chuva viram poças de lama, dificultando o acesso dos próprios índios dentro da própria aldeia. A Sabesp divulgou que após a construção da rede de água, terminou todos os trabalhos de reparação da estrada, não se responsabilizando por sua manutenção e nem por novos proble14

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mas ocasionados pelas chuvas.

Palmito Dentre as atividades desenvolvidas para a própria subsistência e para o comércio em pequena escala os índios começaram o plantio de palmito pupunha, que deve estar pronto para ser colhido até o ano que vem, e de plantas ornamentais, vendidas para pequenos hotéis, pousadas e restaurantes. O representante da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), o indígena Márcio Alvim, disse que a divulgação desses projetos é importante para os índios, pois eles não contam mais com a pessoa que fazia contato com os comerciantes da região para venda. No último mês de abril foram inaugurados dois quiosques à beira da estrada Rio-Santos, feitos pela Prefeitura de Bertioga, para a comercialização de artesanatos produzidos pelos próprios índios, sendo que em baixa temporada as vendas são pequenas. Em dois tanques artificiais são criados, para consumo próprio, 50 filhotes de tilápia, vermelhas e pretas, e curimbás.

Terra

Os índios da aldeia Rio Silveira ainda lutam na Justiça pelo direito da terra onde vivem, isto porque os proprietários do espólio de Domênico Ricciardi Maricondi, titular do sítio de Boracéia desde 1600, questionam a validade do decreto que definiu a área da reserva. O advogado Sinésio de Sá, da empresa Brasterra, que representa os proprietários, defende a tese de que, por volta de 1958, um certo Capitão Homero dos Santos invadiu esta área com índios originários de Itanhaém, o que descaracterizaria a reserva. “Entramos com uma apelação no Tribunal Federal de Recursos em 1991 e o caso ainda não foi julgado. Só queremos que os índios respeitem a demarcação que foi feita, pois eles estão invadindo uma propriedade alheia”, conclui.


JORNAL DE BERTIOGA, 19 A 25 DE MAIO DE 1995

Doutor Quartim traz a medicina para a Vila DA REDAÇÃO

Reprodução JB

Pessoas que fizeram (ou fazem) a história de Bertioga, nem sempre são lembradas com o carinho e a dedicação que merecem. Talvez, a razão seja a de que, só agora, a Cidade começa a escrever sua biografia. No entanto, estará reservado sempre um lugar de destaque aos heróis anônimos, que não foram reconhecidos publicamente ao construírem o futuro de um lugar praticamente esquecido no mapa. É o caso do Doutor Francisco Quartim Barbosa, o primeiro médico da região. No ano de 1936, em conversa com um amigo, ele descobre a existência da Vila (Bertioga), e resolve, um ano depois, deixar o conforto da cidade de São Paulo. Com a família, fixa residência numa região totalmente inexplorada. Sua filha Lúcia Barbosa Lemos, relembra emocionada a chegada da família em Bertioga e comenta sobre as condições precárias e dificuldades encontradas naquela época. Logo que chegaram, o Dr. Quartim e sua família, foram

alojados na pensão do bar Elias Nehme, avô do atual vereador Ney Moura Nehme. O empresário José Ermírio de Moraes, dono de uma grande área em Bertioga, deixou o Doutor Quartim encarregado de dividi-las e vende-las. Como pagamento, recebeu uma casa que a família possui até hoje. Doutor Quartim, fundou e organizou a Sociedade Amigos de Bertioga; o Lar São Francisco e a Colônia de Férias para crianças pobres. Com um facão e algum mantimento, ele e mais três amigos (Afonso Paulino, Caldas e o caiçara Santana) abriram caminho até a cidade de São Sebastião, fazendo um levantamento sobre as dificuldades das pessoas da região. Com certeza, sua contribuição foi de grande valor para Bertioga. Muito querido na Vila, ao falecer recebeu uma homenagem que, provavelmente, poucos podiam se dar ao luxo: seu féretro foi carregado pelos amigos caiçaras tendo como fundo as badaladas dos sinos da igreja.

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JORNALESPECIAL DA BAIXADA, 19 DE MAIO DE 2006 MATÉRIA

Você sabia? DA REDAÇÃO

Antes da chegada dos portugueses, Bertioga era habitada por índios da tribo tupi-guarani, que chamavam o local de “Buriquioca” (morada dos macacos). Bertioga, como todo Litoral Paulista, poss u i vestígios da ocupação préhistórica, comprovados pelos diversos depósitos de calcários existentes na região. Esse tipo de sítio arqueológico, a que damos o nome de Sambaqui, constitui-se de grandes quantidades acumuladas de conchas de moluscos marinhos e terrestres, misturados com instrumentos de pedra e ossos e esqueletos humanos e de animais que representam testemunhos da cultura dos paleoamerídios do Brasil. Da chegada de Pedro Álvares Cabral – em 1500 e após três décadas - , as poucas povoações em terras brasileiras eram as feitorias de embarque de pau-brasil. Bertioga foi visitada desde o início da colonização pelos portugueses, acredita-se que antes mesmo da fundação de São Vicente, primeira Vila do Brasil, fundada em 1532 por Martim Afonso de Souza. Neste mesmo ano, João Ramalho teria vindo à cidade a fim de verificar a possibilidade de estabelecer no local uma fortificação para defender São Vicente dos ataques tamoios. Assim como em vários pontos da costa brasileira, aqui foram construídas as paliçadas de um fortim, tarefa atribuída a Diogo de Braga e seus filhos. Essa paliçada primitiva daria origem mais tarde – primeiro de 1531 e, após sua destruição causada por um incêndio provocado por ataques indígenas, em 1547, quando foi transformado em alvenaria – ao que é hoje o cartão postal de Bertioga: o Forte São João. A fortaleza, considerada a mais antiga ainda erguida no 18

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JB ão duç o r Rep

Brasil, é um patrimônio histórico, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1940. Uma das figuras mais importantes para a his-

tória de Bertioga foi, sem dúvida, o artilheiro alemão Hans Staden, que, através de suas obras, deixou gravadas, além das várias observações a respeito da fauna, flora e civilizações indígenas locais, importantes indicações sobre o desenvolvimento histórico do país no século XVI. Hans Staden fez duas viagens ao Brasil. Na primeira, em 1547, foi nomeado condestável do Forte São Felipe que, juntamente com o Forte São João de Bertioga, era responsável pela defesa da Vila de São Vicente. Capturado pelos tupinambás, permaneceu prisioneiro entre eles por cerca de nove meses. Foi também de Bertioga, que em 1565, Estácio de Sá e sua esquadra saíram para fundar a cidade do Rio de Janeiro. Bertioga foi, até 1943, região livre e soberana. A história da dominação santista tem inicio em 1944, quando o então governador do Estado, Ademar de Barros, decretou a anexação de todo litoral norte a Santos. Em 1946, a prefeitura de Santos elevou Bertioga à condição de sub-prefeitura. No fim da década de 70, o desenvolvimento da região intensificou-se, devido à abertura das estradas Mogi-Bertioga e Rio-Santos. No dia 19 de maio de 1991, realizou-se o plebiscito que confirmaria a autonomia do Ditrito, transformando-o num dos mais novos municípios paulistas. Realizada a primeira eleição no dia 3 de outubro de 1992, Bertioga consolidava sua autonomia, elegendo seu primeiro prefeito.


Memória fotográfica... Foto / Arquivo JB

A Revista JB separou algumas fotos antigas, e a partir delas foi atrás dos mesmos locais nos dias de hoje. São imagens, em sua maioria, do centro de Bertioga e que modificaram bastante o seu visual através do tempo

Foto / Caio Scafuro / JB

Interior do bairro de São Lourenço; na época, ruas de areia e apenas vegetação rasteira. Com a chegada do investimento imobiliário ao bairro, as ruas foram bloqueteadas e o paisagismo refeito. Na foto, o sobrado a esquerda, onde hoje é a padaria do bairro.

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MEMÓRIA Vista da Avenida 19 de Maio, a partir de onde hoje está a rotatória de entroncamento com a Av. Anchieta. Na foto antiga pode-se avistar até o trevo da Rodovia Rio Santos, na atual o campo de visão não passa da primeira esquina.

Avenida Anchieta, próximo ao banco Itaú. A paisagem por aqui mudou por causa das copas das ávores, deixando a região Central com muito mais vida

Na Vila, onde funcionava um restaurante, hoje é o Parque dos Tupiniquins, uma área cercada no entorno do Forte São João.

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MEMÓRIA

O início da Av. Thomé de Souza, próximo à Praça de Eventos.

Prédio onde hoje funciona a Casa da Cultura, é onde funcionava a E.E.P.G. Dr. Dino Bueno.

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MEMÓRIA Rua Jorge Ferreira, no trecho entre a Av. Thomé de Souza e Av. João Ramalho. Hoje, no muro à esquerda estão instalados os Bombeiros que trabalham em salvamento aquático

Av. Vicente de Carvalho, próximo ao Jd. Veleiros. Ao fundo, o Mercado Municipal de Peixe. Av. Anchieta na altura da Rua Manoel Gajo. Já duplicada, a avenida ainda estava no inicio de seus paisagismo. Hoje, as palmeiras estão crescidas e as pedras continuam intactas

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MEMÓRIA A foto mais atinga mostra o início das obras no Jd. Veleiros. Hoje, com a obra concluída, a praça está sem manutenção constante, a grama está alta e falta barra de proteção em alguns pontos

Talvez a mudança mais drástica até então. A tímida rua que servia de acesso para a Rua João Ramalho, passou por obras de ampliação e seria a continuação da Av. 19 de Maio até a Av. Thomé de Souza. As obras estão paralizadas, o canal aberto e a vegetação devastada. Edição nº 9/2009

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SAIA DE CASA

Onde ir:

Escolha o lugar que você mais gosta

Bertioga tem restaurantes, lanchonetes e bares para todos os gostos e bolsos. Aqui é possível saborear uma das iguarias mais procuradas pelos visitantes, o pastel, ou se preferir uma refeição completa, os frutos do mar recebem um destaque especial. Se a proposta é se divertir, também existem as dicas de lanchonetes e barzinhos. Para facilitar a escolha, selecionamos por especialidade.

Cafeteria Ponto da Cultura

oferece bons serviços, além de espaço para livros jornais, revistas e charutaria, tendo inclusive sala climatizada para armazenar os charutos.

Pastel O pastel de Bertioga é o mais famoso do Estado. A variedade de tamanho e recheios faz a diferença. É impossível passar pela cidade sem experimentar essa delícia.

Pastelaria Rio da Praia Rua Pastor Djalma da Silva Coimbra, 195 – Jd. Rio da Praia, próximo à portaria do Sesc. (13) 3317-5680 – funciona diariamente das 14 às 24 horas Os deliciosos pastéis salgados Avenida da Riviera, 1256 – Riviera Shopping Center. Riviera de São Lourenço – (13) 3316-7373 Funciona de 2ª a 5ª feira das 7h30 às 20h30; de 6ª a domingo das 7 às 23 horas. Uma boa dica é se deliciar com um capuccino bem quentinho. Já as pessoas que gostam de saborear uma bebida gelada preparada com café, vale a pena experimentar o cajuzinho, café riviera ou o capuccino gelado. A casa 24

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como de carne seca, frango com catupiry ou de palmito são algumas das muitas especialidades do trailer. Vale a pena guardar um pouco do apetite para experimentar os doces, como o brigadeiro, chocolate e prestígio. Neste local as crianças e adultos se divertem com os pastéis artísticos produzidos pelo proprietário Genaro, que adora transformar a massa em obra de arte recheada. O caldo de cana e os lanches também são especiais.

Pastel do Trevo Avenida 19 de Maio s/nº - Jardim Albatroz – (13) 3317-2263 – funciona 24 horas Rodovia Rio/ Santos – km 226 – Sítio São João – (13) 3317-2429 – segunda à quinta das 9 às 18 horas sexta a domingo, até as 20 horas. O trailer instalado na entrada da cidade é bem movimentado. Nos dois estabelecimentos uma boa pedida são os pastéis de palmito, camarão ou frango catupiry. Outro destaque é para a coxinha, que além de ter um tamanho especial é recheada de frango com catupiry.

Pastel Express Trailer do Chiquinho Avenida 19 de Maio, 600 – Jardim Albatroz, - (13) 3317-6694 – das 9h às 23h. Avenida 19 de Maio, 950 – Jardim Albatroz – 3317-4747 ou 3317-7918 – das 9h às 2h. Além de deliciosos pastéis como de palmito e carne, o trailer também serve sanduíche e o mais procurado, “três quarteirões”, preparado com hambúrguer de picanha e servido com delicioso molho rosê, entre outros ingredientes. Na lanchonete


SAIA DE CASA uma boa dica são os pratos rápidos à base de picanha, filé mignon, contrafilé ou de peixe, que são servidos no almoço (das 11 às 17 horas) e vem acompanhado de arroz, feijão, fritas e salada. A casa também oferece pastéis e sanduíches.

Trailer da Libaneza Avenida 19 de Maio, 379 - Jardim Albatroz- (13) 3317-0542- funciona 24 horas. O pastel libanês tem um destaque especial no trailer. Preparado com palmito, catupiry, calabresa, cebola, molho e orégano é uma boa pedida. O trailer também serve sanduíches e porções.

Sorveterias Um refrescante sorvete sempre é bem vindo. Bertioga tem diversas sorveterias que oferecem além dos sorvetes de massa, picolé, diet, sobremesas e bebidas preparadas com essa delícia.

Kibon D´Laurent Avenida Anchieta, 651 – Centro – (13) 3317-1214- Funciona das 11 às 19 horas - sábados e domingos até 24 horas. Este espaço é um misto de sorveteria e cafeteria. Além dos sabores clássicos, 40 no total para os de massa, também se encontra sorvetes diet e preparados com soja. A sorveteria também oferece salgados, sanduíches naturais e açaí na tigela, além de taças especiais.

Sorvetes Rocha

o último cliente na alta estação. A tradição das receitas preparadas com frutas naturais e de forma artesanal desde 1947 - quando foi aberta a primeira loja da rede - se perpetua até hoje. A casa oferece 40 sabores de sorvete de massa, 16 no palito e quatro diet. O sorvete de coco no palito é o mais pedido e o sabor é delicioso, pois aos poucos, pedaços da fruta vão sendo descobertos. Já na elaboração dos de massa que vai desde jaca até o chocolate suíço é difícil eleger o melhor. Aproveite o tempo e o visual do local que está estabelecido em frente ao Canal de Bertioga e saboreie as taças preparadas pela casa como o banana split, sundae ou um refrescante milk shake.

Napoli Sorvetes Artesanais Avenida Anchieta, 89 – Centro – (13) 3317-7208. Funciona diariamente a partir das 12 horas até o último cliente A Napoli tem 33 opções de sabores nos sorvetes de massa, entre eles o tiramissu, banana com nozes, além de três diet e 12 no palito. A sorveteria também possui vasta linha de tortas geladas preparadas com sorvete.

Para Curtir Light My Fire Rock Bar Rodovia Rio-Santos, km 209, Shopping Praia Mix. Jardim São Lourenço – (13) 3316-9999 Este local é ideal para quem curte rock’n roll das décadas de

50 a 70. Logo na entrada o visitante se depara com a escultura de uma guitarra e pôsteres de Elvis Presley, Jim Morrison, Beatles, Janes Joplin, entre outros. Idealizado pelo arquiteto Aldo Fazioli, o bar tem programação especial, inclusive com a apresentação de bandas cover.

Porto do Forte Avenida Vicente de Carvalho, 320 – Centro – (13) 3317-5822 Funciona de quinta a sábado a partir das 22 horas até o último cliente O Porto do Forte é um dos points mais requisitados da Cidade. As quintas e sextas-feiras a animação é feita por DJ‘s e nos sábados, a música fica por conta de bandas que animam o público. O espaço também abriga noites especiais. A casa tem capacidade para 350 pessoas.

Itaguaré: um o reduto para comer frutos do mar Durante o dia ou à noite, as barracas que oferecem frutos do mar na Praia do Itaguaré (Rodovia Rio-Santos, quilômetro 205) tem deliciosos pratos. Neste local é possível encontrar de ostras frescas ou no bafo, caranguejo, marisco, porções de lula, peixes, camarões, além de muitas outras iguarias como o famoso arroz lambe-lambe (arroz com marisco). Confira, você não vai se arrepender!

Avenida Vicente de Carvalho, 491 – Centro – (13) 3317-3089 – das 11 às 22 horas, na baixa temporada e das 10 até

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SAIA DE CASA

Índia Ostras Funciona das 8 horas até o último cliente (13) 9712- 0718. A variedade de pratos oferecidos neste quiosque é incrível. São mais de 30 pratos preparados com frutos do mar. Aproveite e saboreie o filé de pescada ou badejo com molho de camarão ou então o risoto à moda da índia - preparado com peixe, lula e camarão. Se o apetite for grande delicie-se com as porções de peixe, caranguejo ao molho, casquinha de siri, lula e camarão. As ostras frescas ou no bafo também são muito apreciadas, as-

cem deliciosos pratos rápidos. Para facilitar a escolha selecionamos pelo tipo de alimentação que oferecem.

Por quilo Brilho do Sol Avenida Tomé de Souza, 1915 – ou pela Rua João Ramalho, 1760 Camping Humaitá (13) 3317-3552. Funciona diariamente das 12 às 15 horas – sábados, domingos e feriados das 12 às 16 horas. A casa oferece a opção de refeições a quilo com 16 pratos quentes e 18 frios, todos com delicioso tempero caseiro, como gostam de frisar as proprietárias Angélica e Sueli. No final de semana aproveite para experimentar o bobó de camarão e a caldeirada. Aprecie as sobremesas, principalmente, a torta holandesa (preparada com passas ao rum) e o pavê de amendoim.

Estrela do Mar Restaurante

Funciona diariamente das 8 às 22 horas Telefone (13) 9783-1533

Avenida Anchieta, 175 – Centro (13) 3317-2285. Funciona de terça a domingo das 11h30 às 15 horas. O restaurante trabalha com o sistema de refeições self-service por quilo. A variedade gastronômica é o forte da casa que oferece pratos da culinária italiana, chinesa, brasileira além de muitas opções de frutos do mar.

Capitania das Ostras

Restaurante Caravelas

sim como o arroz lambe-lambe, feito com marisco.

Bill Ostras

Funciona de segunda à sexta-feira das 8 às 20 horas; sábados e domingos até a meia-noite - (13) 9739-4637 Além da gastronomia, o visitante também pode alugar um caiaque para passear pelo Rio Itaguaré.

Catarino Ostras Funciona das 9 às 18 horas (13) 3317-6572

Quirino Ostras

Praça Vicente Molinari, 158 – (13) 3317-2441. Funciona de segunda a sexta-feira no almoço (11h30 às 15h30) e jantar (19 horas às 21h30) Especializado em comida a quilo, a variedade de pratos acompanhado de batata ou polenta frita, farofa e vinagrete. Por ser uma casa especializada, existem outras opções de acompanhamento. Há pratos individuais e para duas pessoas. Para acompanhar a dica é o chopp Brahma bem geladinho.

Funciona das 9 às 20 horas. Sexta e sábado até a meia noite (13) 97444015

Italiano

Restaurantes

Largo dos Coqueiros s/nº, Riveira de São Lourenço – (13) 3316-7508. Funciona de sexta (18h à 1 hora); sábado a partir das 12h30 e domingo até as 23

Bertioga tem muitas opções de restaurantes que vão desde os mais requintados até estabelecimentos que ofere26 20

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horas. O cardápio divide espaço entre as pizzas de massa crocante com 30 opções de recheio e as massas frescas preparadas na própria cozinha. O ravi-

Mare Monti

óli de vitelo é divino.

Orientais Cantinho Oriental Avenida Thomé de Souza, 1413 – (13)3317-3264. Funciona na alta temporada, diariamente das 11 às 23 horas. Baixa temporada de quarta a sexta-feira das 11 às 15 horas e das 18 às 22 horas; sábados e domingos das 11 às 23 horas. Este recanto de frente para o mar é especialista em culinária japonesa. Delicie-se com os teppam yaki (grelhados na chapa) de salmão, picanha e frango. Outra boa escolha é o sushi.

Keiko Sushi Bar Rodovia Rio/Santos km 229,5 – (13) 9713-0114. Funciona de sexta–feira e sábado das 11 às 23 horas; domingo das 11 às 18 horas. É uma boa opção para quem aprecia a culinária oriental. Entre as especialidades oferecidas estão o yakisoba, yakimeshi e o teppam yaki, além do sushi e sashimi. Este restaurante foi eleito com um dos melhores pelo Guia Quatro Rodas.

Kayomix Avenida da Riviera, 1256 – Riviera Shopping Center, loja H - (13) 9757-


SAIA DE CASA 8496. Funciona de sexta e sábado até meia noite e domingo até 21 horas. A especialidade é a culinária japonesa tendo como opção sushi, sashimi e uma boa pedida é o shimeji com lula.

Yayoi Rodovia Rio-Santos, km 209 – Shopping Praia Mix - (11) 9725-4997. Jardim São Lourenço. Funciona de sexta a domingo. Sábado a partir das 12 horas. Especializado em culinária oriental, não deixe de experimentar a lula recheada com shimeji, além do sushi e sashimi.

Peixe & Cia Sandy Restaurante Avenida Vicente de Carvalho, 58 – Centro –(13) 33173496. Funciona diariamente a partir das 11 horas até o último cliente. A boa localização - de frente para o Canal de Bertioga - e a variedade de pratos preparados à base de frutos do mar faz desta casa uma das mais freqüentadas por turistas e moradores. Experimente uma comida típica caiçara, o peixe azul marinho, preparado com postas de badejo ou garoupa ou o camarão à moda. À noite, outra boa opção é a pizza de massa crocante.

Vinã Del Mar Avenida Vicente de Carvalho, 52 – Centro (13) 33171550. Se sua opção for pelos frutos do mar, experimente o camarão à saint jacks (empanado e recheado com catupiry) ou badejo à moda da casa que recebe um toque de vinho e ervas.

com arroz branco.

Cantinho do Faninho Avenida Vicente de Carvalho, 491 – Centro -(13) 3317-3089. Funciona diariamente das 11 às 22 horas na baixa temporada e das 10 horas até o último cliente na temporada. Nos finais de semana e feriados a casa alia o sistema à la carte e a opção de refeições por quilo. Aproveite a linda vista para o Canal de Bertioga e saboreie lentamente a tainha grelhada, que é uma verdadeira delícia. Coberta com alho dourado, o pescado é acompanhado por farofa, fritas e arroz branco que serve fartamente três pessoas. Para as pessoas que adoram carne vermelha, a dica é o contrafilé à faninho (contrafilé recheado com presunto e queijo) que vem acompanhado de arroz à grega e fritas.

Restaurante Ribadávia Avenida Vicente de Carvalho, 665 – Centro – (13) 3317-5988. Funciona de segunda a quinta-feira das 11 às 22 horas; finais de semana e feriados das 11 à zero hora. Com vista para o mar, a especialidade deste tradicional restaurante são os pratos preparados com frutos do mar. Se delicie com a caldeirada completa que é servida com pirão e arroz branco. O prato serve fartamente

quatro pessoas. À noite a casa também oferece a opção de pizza, assada em forno à lenha. São mais de 35 sabores.

+ Será o Benedito Avenida Anchieta, 639 – (13) 33171214. Funciona de sexta a segundafeira das 11 às 22 horas. A especialidade deste espaço são os frutos do mar e panquecas. O filé de badejo grelhado com legumes é uma ótima dica. Se a preferência for por panqueca, a casa oferece seis tipos de recheio. A mais pedida é a de carne com queijo.

Refeições Rápidas Quem não abre mão de uma refeição completa e tem pressa, alguns restaurantes da Cidade oferecem refeições rápidas e com qualidade.

Restaurante e Lanchonete Primeira Impressão Avenida Anchieta, 581 – Centro 3317-7002. Funciona de segunda a sábado das 8 às 22 horas. Na temporada e finais de semana prolongados abre aos domingos. Especializado em pratos rápidos, este restaurante oferece 16 opções de refeição, que vão desde panqueca de carne, frango ou palmito, até chuleta, bisteca suína, contrafilé e filé de frango acompanhado por arroz, fei-

Restaurante Thobias Avenida Anchieta, 835 – Centro – (13) 3316-4544. Funciona de segunda, terça e quinta-feira das 12 às 17 horas; sexta-feira, sábado, domingo e feriado das 12 às 24 horas. Com 35 anos de experiência no preparo de frutos do mar, o cozinheiro é o proprietário do estabelecimento. Uma boa dica é o prato à thobias - preparado com lula, camarão e polvo (entre outros ingredientes)- servido ao molho e acompanhado Edição nº 9/2009

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SAIA DE CASA jão, salada, pão e farofa. Ainda existe a opção de escolher pelo prato do dia ou uma das 35 opções de lanche oferecidas pelo estabelecimento.

Maurão Restaurante e Lanchonete Rua Humberto da Silva Piques, 90 – Jardim Rio da Praia (ao lado do Sesc)(13)3317-6838. Funciona diariamente das 10 às 16 horas. Este delicioso restaurante trabalha com sistema à la carte. Experimente a feijoada que é servida as quartas e sábados ou então, a dobradinha preparada com feijão branco às sextas-feiras. A casa oferece variedade na opção de pratos que são servidos acompanhados de arroz, feijão e salada. Já que está no litoral, se delicie com a pescada ao molho de camarão.

Lanchonete Quando a fome bate e a opção é saborear um delicioso sanduíche, Bertioga tem bons redutos.

Gordão Lanches Avenida Anchieta, 951 – Centro – (13) 3317-7932. Funciona de segunda a quinta-feira das 11 às 24 horas; sextas e sábados das 11 às 5 horas e domingo

das 11 ao último cliente. Este é o paraíso pelos aficionados por hambúrgueres. A variedade é tanta que cria certa dificuldade na hora da escolha. Tem hambúrguer de angus (carne de novilho), picanha, avestruz e frango. O lanche mais pedido é o big preparado com dois hambúrgueres, presunto, queijo, ovo, picles, salada e bacon. Também existe a opção de beirute ou lanches em minibaguete. Para quem gosta de petiscar vale a pena experimentar a tábua de grelhados (picanha ou lingüiça) ou de frios que serve quatro pessoas. Se ainda houver apetite experimente o sorvete e o milk shake.

Culinária Mineira Cantinho Mineiro Avenida Luiz Pereira de Campos, 364 – (13) 3317-6402. Funciona de segunda a sábado das 11h30 às 15h30. Uma das culinárias mais apreciadas no Brasil também tem espaço em Bertioga. Com serviço à la carte, este restaurante tem um tempero delicioso. A proprietária Vanda é quem comanda o fogão. O prato mais pedido é o tutu à mineira que vem acompanhado de torresmo, couve, banana frita e costelinha de porco. Além deste, ainda há mais 20 opções

de refeição.

Churrascaria Mesmo estando no Litoral, onde se encontra variedade nos pratos preparados com pescados, há quem não abra mão de um delicioso churrasco. Bertioga possui bons restaurantes neste setor. Confira!

Churrascaria Gaúcha Rua Luiz Pereira de Campos, 1078 – Vila Itapanhaú – (13) 3317-6712. Funciona de segunda a sábado das 11 às 6 horas. A casa trabalha com o sistema self-service com 12 opções de pratos quentes e a mesma quantidade de frios, além do tradicional rodízio gaúcho, onde além do buffet, o cliente pode saborear 10 tipos de carne (picanha, alcatra, maminha, tender, entre outros).

Churrascaria Boi Gordo Avenida 19 de Maio, 551 – Jardim Albatroz - (13) 3317-2442. Funciona diariamente das 11 às 16 horas e sábado e domingo até as 23 horas. Esta tradicional churrascaria da cidade oferece buffet com 12 tipos de salada onde o cliente se serve a vontade e no rodízio entre a variedade de carnes está picanha, costela, alcatra, tender e cupim.

Pizzarias Crocante, de massa grossa ou fina, com bordas recheadas ou apenas salpicadas com gergelim, a pizza além de um prato rápido é o preferido nos encontros noturnos. Bertioga conta com boas pizzarias que nos finais de semana e feriado ficam repletas devido à qualidade desta delícia.

Pizzaria Fratello Avenida Anchi30

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SAIA DE CASA

eta, 2989 – Vila Agaó ou Avenida 19 de Maio, 1022 – Jardim Albatroz Disk pizza (13) 3317-3357, 3317-6247 e 33173535. Funciona diariamente a partir das 18 horas. Além de ter confortável espaço, a Fratello oferece grande variedade de pizzas, sendo 52 sabores salgados, quatro doces, além de três variedades de calzone (pizza fechada). Entre as preferidas estão: a fratello (escarola, aliche, ervilha, palmito, cebola, mussarela, alho frito e tomate), a camarão – onde o crustáceo é coberto com catupiry e mussarela, ou ainda à moda, onde a massa é preenchida com presunto, cebola, ovos, palmito, catupiry e mussarela. Aproveite e aprecie o calzone catupresunto, uma verdadeira delícia.

Bambina Avenida Anchieta, 2040 – Parque Estoril – (13) 3317-1974, 3317-3975 ou atra-

vés do disk pizza 0800-7701974. Um misto de pizzaria e esfiharia, a casa oferece grande variedade de recheios para as pizzas (59 salgados e três doce). Experimente a moda do chefe (presunto, palmito, bacon, mussarela e milho verde), a de berinjela ou brócolis cobertas com queijo. Para quem aprecia esfiha aberta há 21 opções de recheios salgados e seis doces, sendo a maioria à base de frutas. A esfiha de banana é deliciosa.

Colibri Pizza Bar Avenida Anchieta 1363 – Centro – (13) 3317-2520 ou disk pizza 0800-7722520. Na baixa estação funciona de terça a domingo e na temporada, diariamente, a partir das 18 horas até o último cliente. Para quem aprecia pizza este local é um paraíso. A casa trabalha com o sistema pizza por metro. A massa retangular - com 30x50 centímetros - pode receber até três

variedades das 55 opções de recheios salgados ou 10 doces. Os sabores mais pedidos são a de filé mignon com champignon ou de frutos do mar (lula, camarão e marisco). Experimente também a de morango com chocolate.

Pizza Place Avenida da Riviera, 1256 – Riviera Shopping Center, loja F, Riviera de São Lourenço –(13) 3316-8031. Funciona de quarta a domingo das 17 às 22 horas; sexta e sábado até a zero hora e domingo até as 23 horas. Além de poder desfrutar do ambiente do restaurante, o cliente também pode saborear a deliciosa pizza de massa crocante (com 54 sabores de recheio), no deque do shopping. Aproveite e se delicie com a pizza capri que tem entre os ingredientes do recheio mussarela de búfala, catupiry e alcachofra. Edição nº 9/2009


ÍNDICE

ANUNCIANTES DESTA EDIÇÃO Aqui você encontra mais informações sobre os produtos e serviços anunciados nesta edição

APART HOTEL Bella Casa .............................pag. 30

AUTOMÓVEIS – ELÉTRICA Auto Peças Bertioga ..................... 04

AUTOMÓVEIS - LOJA Leo Multimarcas ......................... 08

AUTOMÓVEIS – PECAS E SERVIÇOS Auto Peças Bertioga .................. 04 Equipneus .................................. 32

BICICLETAS – LOJA Green ....................................... . 10

CÂMARA MUNICIPAL Bertioga ..................................... 02

CHOPP Chopp Germânia ......................... 10

CONDOMÍNIO ABERTO Riviera de São Lourenço ................ 21 Morada da Praia .......................... 11

CONSTRUTORA Sobloco ..................................... 21 BRT Imóveis ............................... 05

ENTREGAS Motor’s Express .......................... 04

ESQUADRIAS Esquadrias Barbara ....................... 04

IMOBILIÁRIA BRT Imóveis ............................... 05 Landim ...................................... 23

INTERNET – SERVIÇOS DE Intervel ...................................... 10

MAQUINAS – CONSERTO Máquinas Canella ........................ 10

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO Madesp ...................................... 25

MOTOS – PEÇAS E ACESSÓRIOS Winner ...................................... 04 Green ........................................ 10

PAINÉIS Multiarq .................................... 08

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PISCINAS Boracéia Piscinas .........................

13

PREFEITURA Bertioga .................................16/17

RESTAURANTE Ribadávia ................................... 19

SINDICATO Servidores Públicos de Bertioga ...... 05

SUPERMERCADO Krill ........................................... 19

TOPOGRAFIA R&W ......................................... 15

TRANSPORTE PÚBLICO Viação Bertioga ........................... 07

UTILIDADES DOMÉSTICAS Lar & Cia ................................... 08


GUIA A cidade está distante: Guarujá – 30 Km São Sebastião- 100 Km São Paulo- 115 Km Rio de Janeiro – 510 Km Para chegar ao município de carro, pode utilizar: SP 55-Rodovia Dr. Manoel Hipólito do Rego - trecho paulista da BR101- Rodovia Prestes Maia (Rio-Santos)

Como chegar à Bertioga

SP 150- Via Anchieta ou SP 160 Rodovia dos Imigrantes – SP 140 Cônego Domênico Rangoni (antiga Piaçaguera-Guarujá e Dr. Manoel Hipólito do Rego) SP 70 – Rodovia Ayrton Senna – SP 98 – Mogi/Bertioga (Dom Paulo Rolim Loureiro) e Dr. Manoel Hipólito do Rego BR116- Rodovia Presidente Dutra/SP 99 (Rodovia dos Tamoios) e Rodovia Dr. Manoel Hipólito do Rego Transporte coletivo Para se chegar em Bertioga pode utilizar as seguintes empresas de transporte: São Paulo: Saída do Terminal Jabaquara – Empresa Ultra / Terminal do Tietê – Empresa Litorânea / Santos - Saída de Estação Rodoviária – Empresa Litorânea / Guarujá - Saída do Terminal Ferry Boat – Linha 930

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