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REVISTA

ipê

MÚSICA

LONDRES EM PERDÕES

JESSE MOUROE

ANO I - Nº 03 - MAI/JUN 2013

ESPORTE

COMO OS PÁSSAROS

PARAGLIDER EM LAVRAS PERFIL

FÁTIMA BERNARDES ENCONTRA

REVISTA BIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO CONTROLADA

LAIR RENNÓ

POUSADA ORATÓRIO

Franceses, alemães e brasileiros de todas as cidades descobrem cada vez mais o requinte de Tiradentes, a 1 hora só de Lavras, a Pousada Boutique Oratório é um charme que encanta a todos.

E MAIS: HOTEL CLUB CASAPUEBLO, UM ÍCONE DE PUNTA DEL ESTE O SONIC DA CHEVROLET

A ORIGEM DA CACHAÇA

HÉRNIA DE DISCO

PEELING

UFLA: REFERÊNCIA MUNDIAL EM MEIO AMBIENTE


ipê

Nossa Capa

REVISTA

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MÚSICA

LONDRES EM PERDÕES

JESSE MOUROE

ANO I - Nº 03 - MAI/JUN 2013

ESPORTE

COMO OS PÁSSAROS

PARAGLIDER EM LAVRAS PERFIL

FÁTIMA BERNARDES ENCONTRA

EXPEDIENTE

REVISTA BIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO CONTROLADA

LAIR RENNÓ

POUSADA ORATÓRIO

Franceses, alemães e brasileiros de todas as cidades descobrem cada vez mais o requinte de Tiradentes, a 1 hora só de Lavras, a Pousada Boutique Oratório é um charme que encanta a todos.

E MAIS: HOTEL CLUB CASAPUEBLO, UM ÍCONE DE PUNTA DEL ESTE O SONIC DA CHEVROLET

A ORIGEM DA CACHAÇA

HÉRNIA DE DISCO

Foto: Wladimir Loyola Lugar: Hotel Boutique Oratório Cidade: Tiradentes/MG

PEELING

UFLA: REFERÊNCIA MUNDIAL EM MEIO AMBIENTE

PROJETO EDITORIAL Édison Marques Júnior DESIGN E PROJETO GRÁFICO Édison Marques Júnior JORNALISTA RESPONSÁVEL Diter Stein - Mtb 12965-RJ JURÍDICO Édison Marques FOTOGRAFOS - CIA DA FOTO José Henrique Daniel Rocha INFOGRAFISTA Lethos REVISÃO Rosemary Chalfoun Bertolucci

EDITORIAL

Revista IPÊ: sucesso a cada nova edição!

TIRAGEM: 2.000 exemplares

O sucesso de cada edição da Revista IPÊ é fazer sempre uma revista melhor a cada número, e o resultado do encontro de uma revista moderna, de forte conteúdo, bonita, com um publico leitor exigente, que não era atendido por uma revista, que cobrisse a região, com reportagens e temas de seu interesse. Uma revista em que seus leitores identificam os anunciantes com a mesma qualidade com que identificam seu editorial bem elaborado. As duas primeiras edições da revista Ipê se esgotaram. Atendendo à sugestão de leitores que ficaram sem a sua Ipê, a partir desta terceira edição, a revista estará também disponível na banca do Hebert, ao lado da Igreja do Rosário. Somando aos condomínios, salas de espera de dentistas, médicos, hotéis, comercio, e aos locais nobres de sua circulação controlada, a possibilidade de comprar a revista, em bancas. Nesta edição, a equipe da Revista IPÊ esteve aqui pertinho, em Tiradentes, para trazer para você o que é imperdível na região: a Pousada Boutique Oratório que, em pouco tempo, já é uma das mais bem avaliadas na cidade e o Leitão do Luiz Ney. O Chef Luiz Ney nos convidou para degustar o seu famoso leitão em seu restaurante. Na companhia de jornalistas de O Globo, Em Tempo, Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, entre outros, pudemos descobrir a razão de tanta fama e conhecer a simpatia do seu Chef. Outro entrevistado que esbanjou simpatia foi Lair Rennó, do programa da Globo da Fátima Bernardes, com quem falamos por telefone do Rio de Janeiro e que sempre está em Perdões, quando pode. Estivemos também um pouco mais longe, em Punta del Este, no Uruguai, para conhecer um pouco da fantástica história do hotel Casapueblo e seu criador, com quem conversamos por e-mail. Esperamos que gostem tanto desta edição como da anterior. Boa leitura! Até a próxima IPÊ

Artigos assinados são de responsabilidade dos respectivos autores. Autoriza-se a reprodução, desde que citada a fonte.

Édison Marques Júnior Diretor da Revista Ipê

REDAÇÃO Maria Alice Murad Felipe Leroy Emílio Victtor Diter Stain Tatiana Araújo Rodrigo Salvador COMERCIAL Édison Marques Júnior Contato: (35) 9143-4125 contato@revistaipe.com.br www.revistaipe.com.br EDIÇÕES AVULSAS E ESPECIAIS contato@revistaipe.com.br Edição nº 2. Distribuição gratuita IMPRESSÃO: Editora Rona

Baixe um leitor QR code em seu celular, fotografe o código e acesse o site da revista Ipê.


REVISTA

ipê

Mai/Jun 2013 SUMÁRIO

ARTE E CULTURA Pousada Oratório. Vale a pena fazer como cariocas, paulistas, ingleses, alemães e curtir o melhor deTiradentes, em um fim de semana.

24 / 29 INFOGRÁFICO UFLA: referência mundial em gestão de meio ambiente.

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ESTÉTICA

SAÚDE

Inverno, o melhor período do ano para o peeling e tratar da pele da face agredida pelo sol do verão.

Segundo dados do IBGE, cerca de 5,4 milhões de brasileiros sofrem de hérnia de disco.Conheça os seus sintomas e tratamentos.

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PERFIL

MÚSICA “Meu som é uma mistura de pop, soul, rock, blues, e jazz , um som para dançar” explica a cantora inglesa Jesse Monroe.

Entrevista com Lair Rennó, o toque mineiro do programa da Fátima Bernardes, da Globo, e sua ligação com Perdões.

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ESPORTE VEÍCULOS Ousadia, design e tecnologia. Essas são as palavras que melhor descrevem o Sonic, da Chevrolet que testamos para você.

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VIAGENS Hotel Casapueblo, símbolo da uruguaia Punta del Leste, e sua história muito louca.

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Paraglider: decolando rumo ao vazio e planando como um pássaro em um dos visuais mais bonitos de Lavras.

16 / 19 GASTRONOMIA A Revista Ipê foi degustar o leitão do Luiz Ney em Tiradentes, para descobrir o motivo de tanto sucesso entre celebridades e gourmands.

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ipê

MÚSICA

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM

SAULO LARANJEIRA

ANO I - Nº 02 - JAN/FEV 2013

ESPORTE

AERTE E CULTURA

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REVISTA

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ENTREVISTA EXCLUSIVA:

CLAUDIO CAÇAPA PERFIL

REVISTA BIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Uma João Mendes,

por favor!

UMA JOÃO MENDES, POR FAVOR!

Com a crise do café, um pequeno agricultor obstinado, criou com suor e paixão uma bebida que, com o seu nome, tornou-se uma das melhores cachaças do país.

Com a crise do café, um pequeno agricultor obstinado criou com suor e paixão uma bebida que, com o seu nome, tornou-se uma das melhores cachaças brancas do país.

E MAIS: CONHEÇA A MAIOR PISCINA DO MUNDO CELULITE

DOR LOMBAR

CAMPO BELO PREPARA A GRAMA DA COPA

Por Diter Stein Foto: José Henrique e Daniel Rocha

S

ão poucos os produtos que se identificam de tal maneira com seu fabricante, que até chegam a receber seu nome. Um deles é a Cachaça João Mendes, de Perdões, produzida com carinho pela família Mendes há mais de 20 anos, seguindo os mais rigorosos padrões de qualidade de uma autêntica e verdadeira cachaça mineira. Houve um tempo em que as terras da família João Mendes produziam apenas café. Em um período de dificuldades, eles viram a necessidade de encontrar

outra fonte de renda, e buscaram novas alternativas. Foi quando o Sr. João Mendes começou o plantio de cana de açúcar, e percebeu que poderia fabricar cachaça. “O papai era uma pessoa especial. Ele não se abatia, sempre contornando as situações. Estava sempre inventando”. Lembra com saudades sua filha Josiane. Quando se deram conta já estavam vendendo seu produto pela região, com o título de “Cachaça João Mendes” e assim tornou-se uma marca registrada.

Sr João tinha dado a volta na crise e criado uma alternativa para alimentar a família. Eram agora produtores de cachaça e, pela quantidade de comerciantes que os procuravam, perceberam que tinham feito um produto de qualidade. “Até hoje somos sitiantes. Aprendemos com nosso pai, que o sitiante que só planta, tem uma vida muito difícil, ele precisa agregar valor ao que ele produz, só assim ele sobrevive, precisa transformar o que ele planta em um produto”. Explica Josiane. Mais do que agregar valor e

SOM DE MG: BANDA TRANSMISSOR

TEST DRIVE: O LANÇAMENTO DA CHEVROLET REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

EDIÇÃO 02

Envie comentários, sugestões e opiniões para serem publicados nesta seção Revista Ipê contatoto@revistaipe.com.br www.revistaipe.com.br À REVISTA IPÊ.

Quero parabenizar a revista Ipê pelo empenho, profissionalismo e atuação junto à mídia do sul de Minas. Nossa empresa foi capa e matéria principal da primeira edição, resultando em um excelente feedbak. Muito obrigado!

Emílio Victtor

Sócio / produtor cultural da Casa do Bosque Pub - Perdões/MG De forma versátil a revista transmite informações úteis e com credibilidade. O conteúdo visual chama muito a atenção e reforça a qualidade da revista. Uma leitura muito agradável e prazerosa do início ao fim. Parabéns à toda equipe da Revista Ipê.

Silvana Paula Elieser Assistente - SEBRAE Minas

Caro Diter, muito obrigado pela matéria, ficou muito bonita e bem feita. Gostei muito. Você ganhou um fã. Distribui para amigos, que também gostaram. Boa sorte e sucesso. A revista e o Edison ganharam um torcedor! Parabéns e obrigado.

Tenho acompanhado com satisfação a revista Ipê e digo que estou impressionado com sua qualidade... esta veio para ficar. Parabéns! Cordialmente,

Jose Silvério de Andrade

Chrystian Castro

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

Gostaria de parabenizar toda equipe da Revista Ipê pela excelente publicação. Há diversidade no conteúdo, matérias escritas de forma simples, mas com excelência nas informações; uma leitura gostosa, inteligente. Nota-se todo o cuidado editorial nas fotos, nas matérias, na gramatura da folha impressa. Um convite ao leitor! Parabéns , o caminho é de sucesso!

Luciano Lopes Diretor Industrial América Móveis

CONTEÚDO DE ALTA QUALIDADE Caro Diter Stein, cada vez me surpreendo com as coisas de Lavras. Desta vez foi a revista Ipê, com excelente acabamento gráfico e conteúdo excelente, mercê de seu brilhante trabalho. Parabéns e felicidades para vocês!

Pedro Coimbra Lavras 24 horas

Advogado MEUS CAROS, Que felicidade poder ler algo tão prazeroso quanto a Revista Ipê. Muitos mineiros como Otto Lara Resende, Darcy Ribeiro, Pedro Nava, Paulo Mendes Campos, hoje teriam inveja de mim. Porque não podem ler uma revista tão agradável, bem escrita e de tanto bom gosto quanto esta. E olha que, em tempos de informação aos borbotões, redes sociais e milhares de portais web, ler Ipê é privilégio de poucos. Uma pena que seja privilégio de poucos, espero que em breve deixe de ser uma revista exclusiva, e possa ser adquirida, por todos, também nas bancas. Muitos parabéns a toda a equipe.

Jomar Nicácio

Diretor da F5 Assessoria e Planejamento em Comunicação - Belo Horizonte

Um dos mais conhecidos locutores de futebol do país volta às origens. José Silvério abre as portas de sua casa no Condomínio das Palmeiras, para falar de sua carreira com a Revista Ipê. Uma carreira brilhante que começou de uma brincadeira, narrando jogo de futebol de botão. Hoje já são 10 copas do mundo, em quase 50 anos de carreira..

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VIAGENS PERFIL

CARTAS

A VOZ DO FUTEBOL:

JOSÉ SILVÉRIO

Por Diter Stein Fotos: José Henrique e Daniel Rocha

J

San Alfonso

José Mar Silvério Del

Do futebol de botão para a Copa do Mundo A Maior Piscina do Mundo Por Diter Stein Fotos: Rivera Fresno

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013 REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

osé Silvério construiu em Lavras uma casa para receber amigos, familiares e descansar um pouco da roda viva do futebol. O locutor nasceu em Itumirim e passou a infância em Lavras. Como locutor, tem uma espécie de marca registrada, estender a pronúncia das últimas sílabas das palavras. Criou um estilo próprio, sendo reconhecido pelo Wikipédia, como o mais técnico de todos os locutores esportivos de rádio da história do futebol brasileiro. Em São Paulo, é o locutor preferido de todas as torcidas. Talvez pela característica de não ter um time de preferência e fazer uma narração totalmente imparcial. “Não tenho um time de coração, não torço por nenhum time, acho que seria uma traição aos meus ouvintes” explica José Silvério. A casa foi feita sob medida, para receber amigos, mas, também, para o trabalho. Além do espaço gourmet, área de lazer e churrasqueira em torno da piscina, tem um estúdio para realizar narrações, quando algum imprevisto não permitir sua presença no estádio onde estiver sendo realizado o jogo. Como aconteceu durante a doença de sua

Amplo espaço e lazer, para receber amigos e familiares

esposa recém falecida. Voltou para Lavras com a esposa, sua mãe já estava aqui desde 85 e sua filha também já havia retornado. Seu plano era se aposentar em 2010 e morar em Lavras, quando encerraria seu contrato com a Radio Band. Com a proposta irrecusável da Bandeirantes para renovar seu contrato e com o falecimento de sua esposa, seus planos ficaram em suspenso. José Silvério deve sua car-

reira ao futebol de botão. Na adolescência os amigos se divertiam enquanto Silvério fazia a narração dos jogos. Em 1964, no jogo Olímpico e Bragantino, em comemoração ao aniversário de Lavras, no último momento o locutor da Radio Cultura sentiu-se mal e não encontraram ninguém para substituí-lo. Quem deu a solução foi Itamar Mazzochi, que trabalhava na Radio Cultura, frequentava a mesa de futebol de botão e se divertia com as narREVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013 REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013


Tatiana Araújo

COLABORADORES

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Dona de um currículo recheado, Tatiane é graduada em Estética e Cosmetologia, é professora do Curso Técnico em Estética da Escola de Comércio em São João Del Rey e associada a AMEC (Associação Mineira de Estética). Além disso, é pesquisadora, palestrante e sócia diretora da Vitali Estética, clínica de beleza e estética de Lavras que vem se destacando e consolidando na área pela qualidade e alto nível de profissionalismo.

SERVIÇOS JAIRO MARTINS

É um dos maiores especialistas em cachaça do País. Engenheiro formado pelo ITA, foi vicepresidente da Siemens na Alemanha. Autor do livro “Cachaça, o Mais Brasileiro dos Prazeres” é membro honorário do IBRAC-Instituto Brasileiro da Cachaça e participante da Câmara Setorial da Cachaça do Ministério da Agricultura. Ministra seminários sobre cachaça a cada seis meses em Munique, na Alemanha.

Emílio Victtor

Compositor, cantor, violonista, produtor cultural e professor de canto. Iniciou seus estudos, ainda jovem, aprimorando seus conhecimentos em Belo Horizonte. Estudou violão clássico, violão popular, técnica vocal, canto lírico e está constantemente se aperfeiçoando na área. Atualmente, une sua carreira com a direção artística da Casa do Bosque (Perdões).

Felipe Leroy

Formado em Ciências contábeis é especializado em gestão financeira,; cozinheiro profissional e docente na rede SENAC e Estácio de Sá para Pós Graduação e MBA no setor de Gastronomia e Hotelaria. Sócio da Leroy Treinamentos e Projetos, desenvolve ações em toda a cadeia produtiva de alimentos & bebidas e Hotelaria; Cursos, treinamentos e montagens de cozinhas.

Rodrigo Salvador

Apaixonado por artes culinárias, estudou na escola Mausi Sebess em Buenos Aires (Argentina), pós-graduando em cozinha de vanguarda. Após a conclusão de seus estudos, seguiu para a Europa para se aperfeiçoar profissionalmente e culturalmente, tendo seu regresso a Lavras em 2011.

Maria Alice Murad

Especialista no Método McKenzie - Diagnóstico e Terapia Mecânica da Coluna Vertebral, em Biomecânica, em Técnicas de Terapia Manual e em Fisioterapia Esportiva.

REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

Segue abaixo a relação das lojas e demais empreendimentos mencionados nesta edição, além das empresas que nos cederam locação ou material para fotos. America Móveis

Chevrolet Novo Rumo

(35) 3864-1279

(35) 3829-2200

Casa do Bosque Pub

Pousada Boutique

(35) 8842-4855

Oratório

Casa do Serralheiro

(32) 3355-2232

(35) 3821-7719

Rodrigo Salvador

Cervejaria Ipê

(35) 8865-5393

(35) 3821-3426

Sertan Viagens e

Cia da Foto

Turismo

(35) 3821-6269

(35) 3821-7979

Cine Art Café

Stark Learning Center

(35) 3822-3677

(35) 3822-2560

Felipe Leroy

Top Led

(31) 9178-2233

(35) 3822-2560

Fisiocenter

Vimilk

(35) 3821-2831

(35) 3864-1312

Juliana Melo

Vitali Estética

(35) 8875-5530

(35) 3821-4052

Leitão do Luis Ney

Vitória Lar

(32) 3355-1350

(35) 3822-2560

Livraria Nobel (35) 3822-6022


Eternize cada momento!

Rua Comandante Soares JĂşnior 311 Arthur Bernardes (35) 3821-6269 - Lavras - MG


SAÚDE

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Hernia de Disco Foto: Daniel Rocha

O disco intervertebral é provavelmente o local mais comum de dor lombar e pode ser responsável por mais de 85% dos casos.

FLEXÃO LOMBAR

HERNIA DE DISCO

REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

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hérnia de disco é um desarranjo mecânico que ocorre no disco intervertebral que se localiza na coluna vertebral. O disco intervertebral possui um anel fibroso e um núcleo central pulposo, que se comporta como um sistema hidráulico, absorvendo choques e permitindo os movimentos da coluna vertebral. O anel ou parede do disco intervertebral é uma rede fibroelástica entrelaçada que guarda a raiz do disco. Já, o núcleo pulposo é um gel transparente que se comporta como um fluido altamente viscoso. Contém 80% de água ao nascimento, reduzindo a quantidade para 75% na terceira década de vida e chegando a 70% na velhice. O disco intervertebral é provavelmente o local mais comum de dor lombar e pode ser responsável por mais de 85% dos casos. O disco é frequentemente lesado em posição de flexão da coluna, especialmente se for flexão sustentada. Portanto, assumir uma flexão repetida e sustentada, aumenta o stress e a pressão na parede posterior no disco, forçando o núcleo para trás, formando, assim, uma hérnia que pode variar em tamanho e localização. À medida que esse tipo de lesão aumenta, os sintomas pioram. A dor inicialmente é sentida na linha media e adjacente da coluna e, posteriormente, se a intensidade aumenta, ela pode passar da região lombar para a nádega e coxa até a extremidade do membro

inferior (perna, pé...) sugerindo a possibilidade de compressão do nervo no segmento afetado. A dor é de origem mecânica, isto é, ocorre em razão da sobrecarga no disco como postura inadequada tanto em pé quanto assentada, associada à flexão da coluna. Não é necessário que o indivíduo tenha uma doença prévia. O objetivo do tratamento fisioterápico é fazer retornar as estruturas herniadas do núcleo pulposo do disco, e as de suporte a um estado anatômico mais normal, com exercícios cuidadosamente planejados e executados. O método McKenzie é o mais indicado para tratar os desarranjos dos discos intervertebrais. Consta de avaliação detalhada da postura adotada diariamente, sintomas que desencadeiam a dor nas diversas posições e movimentos, e identifica qual o movimento que deverá ser feito para a redução do desarranjo do disco. Movimentos que causam dor irradiada para a coxa ou membro inferior devem ser evitados. Posturas corretas e movimentos adequados é a base fundamental para o sucesso do tratamento.

Dra. Maria Alice Murad Fisioterapeuta Clínica Fisiocenter


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Pra quem quer conforto, mas antes, muita saúde Venha conferir nossos colchões Flex Madrid Le Mans Tecido viscose de eucalipto, Laminas de espuma D33 e AG80, Quadro de reforço AG80 nas laterais do colchão.

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Pesquisa realizadas na Universidade de Leeds na Inglaterra comprovam que o látex inibe a proliferação de fungos, bactérias e ácaros responsáveis pelas alergias respiratórias.


ESTÉTICA

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Inverno

Estação do Peeling

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o contrário do verão, quando os procedimentos corporais são sucesso nos centros de estética, as estações mais frias são o período ideal para os tratamentos faciais. Para quem deseja atenuar manchas e revitalizar a pele agredida pelo sol e calor, esse é o momento para desfrutar os resultados de um eficaz tratamento de peeling químico, que conta com a ação combinada de diferentes ácidos, cada um com características e finalidades distintas. No entanto, a eficácia desse tipo de tratamento depende de fatores essenciais que vão desde o controle da produção de melanina até na redução da mancha já estabelecida nas camadas mais superficiais da pele. Para evitar e reduzir as manchas, o tratamento deve acontecer antes, durante e depois do aparecimento das mesmas. Sabemos que o trabalho do acido é descamar as camadas mais superficiais da pele.Porém, as manchas estão localizadas mais abaixo no tecido. Além disso, os melanócitos continuam produzindo e liberando a melanina. Por isso, o trabalho superficial precisa acontecer simultaneamente ao trabalho intracelular. Cabe destacar, ainda, que os ácidos também favorecem a penetração de outros princípios ativos utilizados durante o procedimento estético e, por isso, potencializam os resultados. REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

O peeling químico eficaz e seguro deve reúnir princípios ativos que promovam a esfoliação química com ação prolongada, conferindo a pele textura uniforme, macia e viçosa. Entre os princípios ativos que devem estar presentes nesses produtos, alguns já são bastante conhecidos do publico para potencializar os tratamentos de clareamento. O ácido tranexâmico, principio ativo que chega a indústria cosmética mostrando-se como nova e promissora opção de tratamento para olheiras e melasmas, e cujo uso tópico previne a pigmentação induzida pelos raios UV. Além do ácido tranexâmico, outros componentes têm alto desempenho nos procedimentos de peeling químico. O Bio-Ahas, por exemplo, é um composto de alfa-hidroxiácidos com os ácidos glicólico, lático, cítrico e tartárico; o ácido mandélico, e o ácido kójico. Em total sinergia esses componentes têm ação queratolítica, fazem a esfoliação do tecido, ajudam a conter a pigmentação da pele e favorecem o rejuvenescimento da pele. A multifuncionabilidade do tratamento, que também contempla a revitalização da pele, se completa com a ação conjunta dos outros ativos que compõem os produtos. Entre eles estão: alfa-arbutin, despigmen-

tante; lipossomas de Coenzimas Q10, previnem o envelhecimento precoce; vitamina B3, agente hidratante que também estimula a síntese de colágeno, previne o envelhecimento precoce e auxilia no clareamento da pele, e Óxido de zinco, adstringente e antisséptico com ações suavizante e cicatrizantes. MANUTENÇÃO DIARIA Um ponto indispensável a ser lembrando pelo profissional de estética e que deve, sempre, ser reiterado ao cliente final, é a importância da manutenção diária. Os tratamentos realizados em cabine, de duas a três vezes na semana, são altamente eficazes, quando usada uma boa associação de cosméticos ricos em princípios ativos. Ainda assim, para que os resultados se mantenham e se potencializem, o tratamento diário é fundamental. No caso de clientes que fazem peeling químicos, alem do uso home care a aplicação regular do protetor solar é indispensável.

Tatiana Araújo Esteticista Vitali Estética


ESPORTE

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Como os pássaros Um visual deslumbrante, nenhum som a não ser o do vento no rosto. Uma experiência inesquecível.

REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013


Por Diter Stein Foto: Gelson Araujo

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epois de todas as variáveis analisadas, condições atmosféricas, vento perfeito e equipamento vistoriado, é só correr para o abraço. No caso, correr na rampa e decolar rumo ao vazio para sair planando como um pássaro, em um dos mais bonitos visuais de Lavras. É o que faz a galera de voo livre da região. Pode ser feriado, durante a semana, o importante é conseguir casar condições perfeitas e tempo na agenda. A Serrinha, aproximadamente 20 minutos do centro de Lavras, além de um dos visuais mais bonitos da cidade, é também o point da turma de voo livre, esporte de ação que já tem em Lavras mais de 20 praticantes e uma rampa que incluiu a cidade no roteiro do voo livre no Sul de Minas. Entre os pilotos está um dos pioneiros do voo livre no Brasil, Otto Marcelo Penido que realizou o primeiro voo duplo com a asa delta no Brasil, com o pioneiro Paul Geyer. Otto convivia na década de 70 com a turma que começou o voo livre no Brasil, na rampa da Pedra Bonita, no Rio de Janeiro. “Um dia eu estava lá na rampa da Pedra Bonita preparando minha asa e, de repente, o Paul Geyer me chamou, explicou que estava com uma asa delta para duas pessoas e me convidou para decolar com ele. Fui, e fizemos o primeiro voo duplo no Brasil. Na Pedra Bonita, naquele período, estavam os pioneiros da asa delta do país, pessoas maravilhosas, o Paul Geyer, o Pepê, campeão mundial e um dos ícones do voo livre no país, o Ruy Marra, bicampeão brasileiro de parapente e recordista brasileiro de distância, que realizou mais de 10.000 voos duplos, incluindo voos com personalidades como Axl REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013


linha reta, nesse voo estabeleci meu recorde de altura 4.236 m de atitude acima do nível do mar, aproximadamente 2.500 metros de altura do solo.” Na rampa da Serrinha, Marcelo Otto e seu sócio Pablo Rodarte, antes de suas decolagens dão uma pequena explicação sobre o parapente, os tipos de voo e itens de segurança: “Os voos em parapente dividem-se basicamente em 3 tipos. Voo lift, que é o voo de sobe e desce, na frente da rampa, o piloto aproveita a corrente de ar que vem de encontro com a montanha da rampa e sobe levando o parapente, mais ou menos para uns 100 metros acima da montanha da rampa. Outro tipo é o voo em uma térmica, que são bolsões Foto: Divulgação

Rose, Fernanda Lima, Lisa Stanfield entre outros”. Para quem gosta da sensação de liberdade e adrenalina, vale a pena marcar um voo duplo. É uma experiência única. Claro, como tudo que voa, assim como o avião, o parapente também pode sofrer acidentes. Para evitar tal situação é fundamental seguir as normas rigorosas de segurança que norteiam o esporte. Em Lavras, existe a Cúmulos Escola de Voo Livre, criada por Marcelo Otto, seu pai Otto Penido e Pablo Rodarte. A Cúmulos é associada à Federação Mineira de Voo Livre-FMVL, a Associação Brasileira de Voo Livre-ABVL e a Associação Brasileira de Parapente-ABP. Marcelo Otto explica que seguir rigorosamente as normas das associações é fundamental para fazer do voo livre um esporte seguro. “Se forem seguidas à risca as orientações que compõem a segurança, o voo de parapente é uma atividade extremamente segura. Em um acidente ou não se respeitaram as condições da natureza, não se vistoriou corretamente o equipamento, o piloto descuidou de algum item, ou teve uma formação falha. E no último caso existe o item obrigatório que é o paraquedas reserva.” Marcelo Otto tem entre seus recordes um voo inesquecível. “Em outubro do ano passado, preparei durante dias um voo de cross country. Fui sozinho, decolei as 12h em Lavras e depois de passar por várias cidades, pousei às 5 horas em Piranguçú, perto de Itajubá. Foi meu recorde de distância com 150 km percorridos”. Outro voo inesquecível foi realizado com seu sócio Pablo Rodarte; “Desta vez decolamos de Carrancas e voamos cruzando a serra da Mantiqueira até a cidade de Quatis ao lado de Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro, foram 114 km em

Otto Marcelo Penido, de Lavras, um dos pioneiros, do voo livre no Brasil. Noa anos 70, fazia parte da turma que introduziu o esporte no país e decolava na rampa da Pedra Bonita, no Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação

ESPORTE

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Quem se empolgar e quiser tirar sua carteira de piloto de voo livre, a Cumulus tem 2 instrutores e fornece o curso prático e teórico reconhecido pela ABP e a ABVL. São aulas teóricas e práticas que duram em média 3 meses e custam R$ 2.000,00. A Cumulus é também representante dos melhores equipamentos nacionais e internacionais. O custo aproximado de um equipamento básico fica em torno de R$ 6.000,00 a R$ 8.000, 00. Mais informações: (35) 3821-1183, ou (35) 9969-1352 ou 9138-9345 ou (35) 8801-4521. História: Parapente ou Paraglyder é a mesma coisa, um tem o nome

a partir da origem francesa e outro inglesa. O equipamento é transportado em uma mochila com aproximadamente 16 quilos. Uma praticidade que desbancou as antigas asas deltas, mais complicadas de transportar, montar etc. Foi idealizado por um projetista da NASA, para ser utilizado pelas capsulas espaciais ao entrarem na atmosfera terrestre, embora tal projeto não fosse efetivamente utilizado, foi descoberto pelos alpinistas europeus que o utilizavam na descida depois de suas escaladas e assim divulgaram o esporte, que hoje é o esporte aéreo mais praticado.

Foto: Divulgação

de ar quente que se elevam do solo e dos quais se valem também os urubus para planar e ascender. Usando essas correntes, o piloto pode ficar horas no ar e subir até 2 km, ou mais, de altitude. Finalmente, existe o Cross Country, que nada mais é que as térmicas utilizadas pelo piloto em sequência, é o utilizado em voos de maiores distancias” O voo é realizado sentado em uma espécie de assento que se chama “selete”. Na selete, fica também o paraquedas reserva, que é acionado no caso de algum incidente, para levar o piloto ao chão com segurança. A Cumulus Escola de Vôo Livre realiza em média 5 voos duplos de parapente por mês, que custam R$ 150,00 por pessoa.

EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA: Alguns equipamentos são imprescindiveis para o sucesso do passeio CAPACETE LUVAS: por causa do frio. ÓCULOS: para Sol. BOTAS: para evitar torções na hora do pouso. PARAQUEDAS: Emergência. GPS: para indicar a localização. VARIÔMETRO: para mostrar quantos metros está subindo ou descendo. RADIO: para se comunicar com a equipe.

REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013


VEÍCULOS

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Ousado e moderno

No aeroporto de Lavras, o visual e o desempenho esportivo do Sonic da Chevrolet

Por Diter Stein Fotos: Daniel Rocha

REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013


O

usadia, modernidade, design e tecnologia. Essas são as palavras que melhor descrevem o Sonic, da Chevrolet. A versão que a revista Ipê testou e fotografou no Aeroporto de Lavras foi o Sonic LT Hatch, que é a versão esportiva básica. Além do esportivo Hatch, o modelo possui também a versão Sedan com um design mais tradicional. As duas versões Hatch e Sedan possuem ainda a versão básica LT, e a versão topo de linha LTZ. O LT, apesar de ser o modelo básico, impressiona pelos itens que

normalmente só se encontram em versões topo de linha. A versão básica do Sonic sai da linha de montagem com ar-condicionado, airbags dianteiros, direção hidráulica, freios ABS com EBD, trio elétrico, rodas de liga leve aro 15 e desembaçador do vidro traseiro. A LTZ tem ainda sensor de estacionamento, faróis de neblina, apliques cromados, rodas de liga leve de 16 polegadas e controle do rádio no volante. E transmissão automática de 6 velocidades com comando Active Select para selecionar transmição manual.

O Sonic não é um carro para quem quer passar despercebido. Com a intenção de ocupar o espaço do Astra, é um carro que chama a atenção. Modernidade e tecnologia estão em todos os detalhes. A Chevrolet, buscou no design sul-coreano, um carro para inovar. A versão Hatch parece um esportivo de duas portas. Com as maçanetas na coluna traseira, na posição vertical, as portas traseiras visualmente não aparecem. A frente do carro também ganhou uma agressividade esportiva. Foi eliminada a REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013


VEÍCULOS

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A Chevrolet, buscou no design sul-coreano a ousadia e o diferencial do Sonic Hatch, que apesar de 4 portas lembra um esportivo de duas.

O coração do Sonic, O novo motor Ecotec faz a diferença diante de seus concorrentes.

Detalhe do farol em canhão. Porta-malas com capacidade de 265 L.

capa que normalmente envolve os faróis, ficando em evidência apenas os canhões dos faróis. Simulando ao Sonic um olhar agressivo e desafiador. Ao tomar o lugar para pilotar o carro, além da sensação de conforto o motorista percebe imediatamente que é um carro gostoso de dirigir, chamou a atenção da revista Ipê, o painel que se inspirou nos painéis das motocicletas. Investindo em um visual esportivo, o painel de instrumentos ficou rápido para consulta, com as informações simples e diretas

para o condutor, como são nas motos. O painel é um dos itens que mais agradou o Dr. Acir Pimenta, médico e proprietário da clínica que leva seu nome em Lavras, “O painel é uma das coisas que mais gostei no carro, é uma beleza. Com uma olhada só, você enxerga tudo de uma vez. O Sonic é perfeito, um carro com uma potência que meu anterior não tinha. O carro só me dá prazer, é como se diz: o filho que todo pai gostaria de ter” explica o Dr. Acir sobre o Sonic que adquiriu recentemente na Chevrolet Novo Rumo.


O painel do Sonic se inspirou no das motocicletas. Um visual esportivo e rápido para consulta. As grades de ventilação transmitem velocidade com o design baseado nas turbinas de aviões.

Apesar de mais visível, o grande diferencial do Sonic não está no design, está no motor Ecotec É o motor, o coração do carro, que faz a diferença diante de seus concorrentes. A General Motors está revolucionando o mercado e investindo para se tornar a mais importante montadora no Brasil. Fez inúmeros lançamentos, só em 2012 foram 8, e oferece hoje, um modelo com o que há de mais moderno em tecnologia e design, para cada segmento. Assim como a GM quer ser a primeira do Bra-

sil, tudo indica que a Novo Rumo também quer ser a primeira de Lavras. Pelo número de carros Chevrolet que aumentam cada vez mais em Lavras, parece que está no caminho certo. Resultado do investimento da Chevrolet em seus lançamentos e da Novo Rumo na política das concessionárias GM. Além do investimento nos salões de venda, e no pós venda, cada cliente que compra seu carro na Novo Rumo, ganha um consultor mecânico exclusivo, que acompanha o carro e conhece sua história, semelhante

Na traseira o mesmo conceito de farol em canhão.

ao acompanhamento dos médicos de família. Apostando no sucesso mundial do carro, a Novo Rumo investiu em estoque do Sonic, e tem disponível para pronta entrega todos os modelos e nas mais diversas cores, para que muitos lavrenses possam fazer como o Dr Acir Pimenta, e comentar que o “Sonic é o filho que todo pai gostaria de ter”.

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Pousada Oratório Franceses, alemães e brasileiros de todas as cidades descobrem cada vez mais o requinte de Tiradentes, a 1 hora só de Lavras, a Pousada Boutique Oratório é um charme que encanta a todos

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Por Diter Stein Fotos: Wladimir Loyola

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iradentes, um dos pontos turísticos mais charmosos do país, está a pouco mais de uma hora de Lavras. Vale a pena fazer como cariocas, paulistas, ingleses, franceses, alemães e curtir a cidade em um fim de semana, em uma das pousadas mais aconchegantes da cidade que une conforto com uma vista deslumbrante para a Serra de São José. A Pousada Boutique Oratório tem um requinte que, aos poucos chama a atenção. Para o hospede que chega pela primei-

ra vez, o que chama a atenção imediata, é o trabalho do arquiteto Lizandro Melo Franco, que fez um projeto moderno, mas que manteve a harmonia e elementos da arquitetura barroca mineira, com as curvas sinuosas das passarelas que unem os diversos ambientes, da piscina, a utilização do vidro e madeira. Assim como o trabalho da decoradora Mariângela Costa. A alma da pousada, o hospede sente aos poucos. A alma está no “Boutique” do nome. Uma pousada em um espaço

amplo com muitas árvores, gramados, mas com poucos quartos: são apenas 11. Um projeto feito de maneira que o hospede possa fruir a vista panorâmica da Serra São José de todos os quartos em total privacidade, ver sem ser visto. A alma da pousada está nos detalhes como nos quadros e obras de arte de artistas reconhecidos, que decoram os quartos, ambientes e corredores. No piano alemão “Pleyel” com mais de 100 anos na sala de estar, nos detalhes como nos jogos de cama de algodão egíp-

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ARTE E CULTURA

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cio Trousseau, 300 fios, travesseiros de pena de ganso. Mas principalmente, a alma está no tratamento e respeito dos proprietários da pousada aos seus hóspedes, Lourenço Machado Gontijo e Maria Luiza Gontijo, a Malú. É uma pousada para pessoas sensíveis, cujos detalhes mudam o estado de espírito de quem lá se hospeda. Um contato com o lado bom do mundo. A Pousada é recente, começou a funcionar em 2011, mas o projeto é antigo. “Quando nos casamos já queríamos fazer um dia, a nossa pousada. Tanto eu como a Malú sempre gostamos muito de receber, conversar, sempre tivemos a casa cheia de amigos. Nosso projeto era começar assim que me aposentasse. Escolhemos Tiradentes pela magia do lugar e pelas possibilidades turísticas. Em 2006, quando achamos este terreno, e percebemos a vista deslumbrante para a serra de São José, não tivemos dúvidas. Aqui é lugar. REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

Compramos. Eu me aposentei em 2009 e em 2011 a pousada estava pronta e começamos”. Conta Lourenço Machado Gontijo. “Queríamos investir em qualidade de vida, e reparti-la com nossos hospedes. É comum hospedes chegarem cansados, estressados pelo dia a dia da

semana, e acordarem no dia seguinte como outras pessoas, tranquilas, com uma expressão de paz” explica Malú. Qualidade de vida, prazer em receber, gostar de arte e charme, parece que fazem parte do DNA da história da família. Lourenço Machado Gontijo é neto do escritor minei-


ro Aníbal Machado. Além de sua obra, o escritor ficou conhecido pelas suas domingueiras, quando abria sua casa para artistas, escritores, atores, e amigos em geral, proporcionando um lugar para troca de ideias, criação, e desenvolvimento de novas amizades. As domingueiras do Aníbal Machado ficaram famosas, foram frequentadas, entre outras, por pessoas como Vinicius de Moraes, Tônia Carrero, Rubem Braga Fernando Sabino, Cecília Meireles, Otto Lara Resende, Otto Maria Carpeaux, Ataulfo Alves, Ismael Silva, Leandro Konder (hoje filósofo), Ivan Junqueira (hoje membro da ABL) e estrangeiros que passavam pelo Rio como Sartre e Simone de Beauvoir, Albert Camus e Pablo Neruda e renderam um livro “As Domingueiras de Aníbal Machado” editado pela Editora Nova Fronteira, da escritora Celina Wathely, que conviveu com Anibal e sua filha Maria Clara Machado, a fundadora do Teatro

Tablado do Rio de Janeiro. Pelo outro lado, por meio dos Gontijo, a família teve contato com pessoas como o paisagista Burle Marx, o escritor Pedro Nava, o pintor Guignard, e a própria D. Leda Gontijo, escultora, que aos 98 anos fez a escultura do São Francisco que está no jardim ao lado do Oratório da pousada. “Queríamos fazer uma coisa diferente, Tiradentes já tem muitas pousadas. Eu sou engenheiro químico, e trabalhava em uma empresa de mineração, que me obrigava a viajar muito. Acabei viajando pelo mundo, e ficava sempre em hotéis e depois de certo tempo senti todos muito parecidos. Me chamou a atenção então os “hotéis boutique” que tentam criar um ambiente mais acolhedor um atendimento mais pessoal, O Hotel Boutique Santa Teresa é um exemplo de “Concept Hotel Boutique”. Um conceito que ganhou destaque quando artistas internacionais começaram a preferir o Hotel

Boutique Santa Tereza em suas turnês pelo Brasil, como a Amy Winehouse. Foi então que eu e Malú resolvemos criar e fazer uma “ Pousada Boutique”. Resolvemos investir nesse conceito, um atendimento bem pessoal, e cuidado com os detalhes. Como gostamos muito de artes plásticas, trouxemos obras de arte para dentro dos quartos.” explicam Lourenço e Malú. O café da manhã é preparado pelo casal Malú e Lourenço em um ambiente de muito vidro e uma vista fantástica para o jardim interno e a Serra de São José. Lourenço veste então seu jaleco de chef de cozinha e serve o seu famoso “Ovos Tombados” que é uma espécie de omelete, feita com ovos caipira, frios e temperos diversos, enquanto Malú serve os pães feitos no forno do fogão à lenha. O cuidado e o investimento do casal parece que deu resultado, apesar dos poucos anos de vida, estiveram recentemente REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013


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hospedados na pousada entre outros, o pianista Nelson Freire, o mestre do butô, o japonês Yashito Ohno, que mescla teatro e dança, escritores como o jornalista Zuenir Ventura, fotógrafos como Luciano Candisani da National Geographic,e a treinadora da seleção olímpica de ginástica artística, Georgette Vidor, técnica de atletas como Luisa Parente, e Daniele Hypólito, que depois de um acidente se tornou paraplégica. “Georgette comentou que é raro um estabelecimento investir com tanto cuidado no bem estar do cadeirante. A Georgette foi a nossa primeira hospede com necessidades especiais, e sua avaliação de nosso investimento para cadeirantes nos deixou emocionados. Achou tudo perfeito e deu uma sugestão que logo implantamos” A qualidade da pousada pode ser verificada também no Tripadvisor e no Booking.com que avalia a Pousada Boutique Oratório como excepcional pelos seus hospedes, com nota 9,8 que poucos estabelecimentos conseguem e é a melhor avaliação de Tiradentes. Ficha Técnica Pousada Boutique Oratório Proprietários: Lourenço Machado Gontijo e Maria Luiza Gontijo (Malú) 8 Suítes Luxo (sendo uma para portadores de necessidades especiais) 3 Suítes Super Luxo Tarifas: R$ 556,00 / R$ 672,00, com café da manhã Piscina, Sauna, Lareira e Espaço Gourmet Tel (32) 3355-2232 Email: contato@pousadaoratorio.com.br

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INFOGRÁFICO

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UFLA: exemplo mundial de gestão ambiental

Uma das melhores universidades do país na avaliação do MEC, a UFLA investiu 25 milhões de reais na implantação de uma gestão ambiental que se tornou modelo no país e no exterior. Por Lethos Texto: Diter Stein

O esgoto da UFLA será canalizado para a Estação de Tratamento de de Esgoto (ETE), para ser tratado e a água residuária reutilizada. Em apenas um dia, a UFLA consume serca de 700 mil litros de água. O Tratamento do esgoto será responsável por 80% da água consumida na UFLA.

1° UNIVERSIDADE BRASILEIRA entre 215 universidades avaliadas em 49 países, ranking mundial elaborado pela Universitas Indonesia (UI). QUESITO USO E TRATAMENTO

econhecida como a 3° melhor universidade do país e a 1° de Minas a UFLA é reconhecida também pela sua gestão ambiental. Com a transformação da Escola Superior de Agricultura de Lavras em Universidade, em 1994, sua estrutura não estava preparada. O saneamento era feito por meio de sumidouros, os resíduos de laboratórios eram descartados de forma inadequada e incêndios frequentes em suas florestas. A partir de 2008, idealizado pelo professor José Roberto Scolforo, atual reitor da Universidade, a administração da UFLA estruturou uma série de iniciativas para solucionar esses problemas por meio do Plano Ambiental e Estruturante. Para tornar o plano realidade, foram investidos cerca de 25 milhões de reais; e hoje o projeto é reconhecido como modelo.

TRATAMENTO DO ESGOTO: SERÁ RESPONSÁVEL POR 80% DA ÁGUA CONSUMIDA NA UFLA

PRÊMIOS

Nos sanitários, será utilizada a água das chuvas acumuladas nos reservatórios.

A lavagem de ambientes externos e irrigação vão utilizar a água tratada do ETE.

O lodo proveniente da ETE será útil para a produção agrícola.

2012. instituições, o quesito uso e tratamento de água é o item de maior preocupação mundial atualmente. 3º LUGAR NA CLASSIFICAÇÃO INOVAÇÃO NA GESTÃO PÚBLICA FEDERAL, promovido pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO, GESTÃO E DESEMPENHO INSTITUCIONAL.

50 MIL MUDAS, DE 53 ESPÉCIES 50 mil mudas, de 53 espécies nativas e frutíferas, foram plantadas para recomposição dos ecossistemas, além de protegerem 15 nascentes.

O biogás resultante do tratamento na ETE no projeto será utilizado como alternativa na produção de energia elétrica

Informações: ASCOM UFLA

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Construção de 5,3 km de ciclovias, incentivando o transporte de bicicletas no câmpus. Ainda em 2013, serão construídos cinco ecobicicletários para dar mais segurança aos ciclistas, incentivando alunos a investir em saúde e transportes não poluentes.


18 TONELADAS DE RESÍDUOS QUÍMICOS Por ano são recolhidos e tratados 18 toneladas de resíduos químicos de pesquisas desenvolvidas em cerca de 200 laboratórios. No entreposto reagentes recuperados são armazenados para reutilização.

1,6 MILHÃO DE LITROS DE ÁGUA DE CHUVA Telhados dos prédios redondos com as piscinas de captação de água da chuva e o tanque de armazenamento.

Os telhados das novas construções foram dimensionados para canalizar a água da chuva como o telhado do Restaurante Universitário e do Centro de Convivência.

Um digestor de carcaças faz parte do projeto e será implantado para realizar a decomposição de resíduos de animais, muitas vezes portando micro-organismos infecciosos, em água e gordura, com a vantagem de não poluir a atmosfera, como os incineradores.

UFLAU

FLA

80% A MENOS DE RESÍDUO PLÁSTICO NAS LIXEIRAS

A água da chuva é armazenada em 2 reservatórios com capacidade de 1,6 milhão de litros. Duas barragens da UFLA foram reestruturadas para armazenar 14 milhões de litros cada. Assim como o esgoto tratado pelo ETE, a água é utilizada para irrigação, limpeza, uso em banheiros.

Com a campanha “UFLA Recicla” e a utilização das canecas institucionais,15 mil copos descartáveis deixaram de ir para o lixo por semana. Uma economia de 22 mil reais por ano. Cerca de 80% a menos de resíduo reduzir o descarte de material plástico, a campanha despertou na comunidade a conscientização para adoção de atitudes sustentáveis.

SEM PRESENÇA DE CORPO DE BOMBEIROS DESDE 2009

50 CONJUNTOS PARA A COLETA SELETIVA, E 5 PARA BATERIAS

Desde 2009, não há registros da presença do Corpo de Bombeiros na UFLA. 30 brigadistas treinados divulgam instruções preventivas e

Foram implantados 50 conjuntos para a coleta seletiva de lixo, e cinco para coleta de baterias. O lixo reciclável é recolhido duas vezes por semana pela Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Lavras (Acamar) parceira no Plano Ambiental da UFLA.

Aceiros em áreas de risco e cercamento de todo o campus estão entre as ações preventivas.

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MÚSICA

COM O REPERTÓRIO DO SEU CD GRAVADO NO ESTÚDIO DE GUILHERME ARANTES, A INGLESA JESSE MONROE FEZ UM SHOW VIBRANTE EM PERDÕES.

Jesse Monroe: vibrante e energética

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A cantora fez recentemente um ensaio fotográfico sensual para a revista VIP Por Diter Stein Fotos: jonathan Lappin

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Casa do Bosque chamou a atenção da cantora inglesa Jesse Monroe, que em excursão por BH achou o local perfeito para um show intimista, quando o músico Leandro Ferrari, um dos grandes gaitistas brasileiro, lhe mostrou fotos e falou do local. Jesse Monroe, mesmo sem a banda completa, fez um show vibrante e energético em Perdões. Com bateria, violão e gaita, apresentou um repertório de composições próprias e algumas releituras de clássicos do Jazz como Sumertime, e apenas duas músicas em português; “Pássaro Caído”, composição sua com Jorge Papapá, compositor baiano de vários sucessos de Ivete Sangalo, e uma versão rockabilly de “Telegrama”. Dona de uma voz poderosa, a cantora inglesa tem uma ligação de longa data com o Brasil, nasceu em Londres no início dos anos 80 e morou aqui quando era criança. Depois caiu na estrada, Londres, Rio, São Pau-

lo e Salvador - onde mora sua mãe. Foi este tempero Brasil / Inglaterra que levou a revista VIP a produzir um ensaio fotográfico com Jesse Monroe com título de “Cantora inglesa com tempero baiano”. “Meu som é uma mistura de pop, soul, rock, jazz, blues, e uma cozinha pesada de baixo e bateria pra fazer a galera dançar” explica a cantora para a Revista Ipê. Jesse, adora a levada e o ritmo dos músicos brasileiros, e escolheu Salvador

para gravar seu CD. que será comercializado nas próximas semanas pelo Apple-iTunes. “Os músicos brasileiros são maravilhosos, tocam com calor O público brasileiro também é fantástico, tem uma relação coma música como em nenhum outro lugar domundo. O CD que gravei chama se “Famous”e foi produzido no Coaxo do Sapo, estúdio do Guilherme Arantes, com músicos brasileiros e a participação do próprio Guilherme Arantes nos teclados.

Jesse Monroe, em apresentação na Casa do Bosque em Perdões


MÚSICA

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A mixagem foi feita no Rollover Studio em Londres.” Segundo Pedro Arantes, engenheiro de som do estúdio explica no release do Coaxo do Sapo, “Famous” tem uma sonoridade moderna com toques de jazz, um equilíbrio perfeito entre o pop moderno e o som das bandas dos ano 30, uma música para cima, dançante. “A produção foi do inglês Adam Burke. A banda foi toda daqui com exceção do Adam que é também o guitarrista do disco. Eu gravei a batera e alguns pianos, o Adam nas guitarras, Babalu no baixo, o Guilherme também gravou alguns teclados e pianos. O CD tem uma sonoridade moderna, mas com “que” de vintage, misturando elementos clássicos como naipes de metais e contrabaixos comuns nas big bands, mas com

loops eletrônicos amplamente empregados na música pop”. A cantora segue o circuito dos locais de apresentações de artistas independentes, em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A próxima cidade será Brasília. Do Brasil, Jesse Monroe parte para divulgar seu CD, primeiro no México, onde tem um mês de shows agendados e do México continua em uma tournê nos Estados Unidos, abrindo shows de uma banda de funk.

Para saber mais sobre Jesse Monroe acesse; www.jessemonroe.co.uk ou www.facebook.com/jessemonroesings. O EP “Famous”de Jesse Monroe estará disponível nas próximas semanas no Apple-iTunes.


Bem-vindos à

Na Casa Do Bosque Pub, a cultura tem seu espaço reservado preenchendo os seus sentidos e a gastronomia tem o seu destaque satisfazendo o seu paladar.

Shows: Julho - Dias 5 a 20 4°festival de inverno Agosto - dias 23 e 24 Tunai (MPB) Setembro - dias 13 e 14 Cláudio Nucci trio (MPB)

Casa do Bosque pub - Perdões-MG.

Horário de funcionamento: sextas e sábados de 19h à 1h.

Reservas e informações: (35) 8842 - 4855 Casadobosque@gmail.com www.facebook.com/casadobosque

www.casadobosque.com.br


MÚSICA

DICAS CULTURAIS

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Um escritor que merece ser lido, a história de Hemingway esteve presente no último Festival de Cinema do Rio de Janeiro, no filme Hemingway & Gellhorn que teve a participação de Rodrigo Santoro e Nicole Kidmane.

Elis & Tom

Livro Do outro lado do rio, entre as árvores. Ernest Hemingway. Ed. Bertrand Brasil Na época de seu lançamento, em 1950, as críticas americana e inglesa receberam com fortes reservas o novo romance do já então famoso Ernest Hemingway, embora ele próprio o considerasse uma das melhores coisas que já escrevera. Acostumados à linguagem dura, direta, de seus contos extraordinários, e à economia de palavras que caracterizava sua prosa de ficção, os gurus literários consideraram que o texto de Do Outro Lado do Rio, Entre as Árvores estava dominado pelo excessivo e surpreendente sentimentalismo. Nele se encontram, porém, os temas tão caros a Hemingway, como amor e morte, o indivíduo em choque com o mundo em que vive, o contraponto entre a virilidade do homem enquanto cavaleiro-andante e sua sensibilidade de menestrel. Sinopse Como protagonista da história, temos o coronel Richard Cantwell, da Infantaria dos Estados Unidos, que aos cinquenta anos se vê dominado por um tédio existencial e regressa ao norte da Itália numa espécie de busca do tempo. Depois dos bombardeios da 2ª Guerra Mundial, com famílias ainda chorando seus mortos, e civis e militares caminhando rancorosos pelas ruas, os relatos de Cantwell impregnam-se de melancolia de quem viu como tudo aconteceu. Hemingway coloca muito de si próprio na figura do coronel Cantwell, nesse retorno simbólico à juventude e à paixão por uma linda mulher muito mais jovem. Mas a comunhão de fundo com diversas e curiosas aproximações possíveis entre o protagonista e o romancista não se prende às coincidências factuais e sim a um sentimento de exaustão em relação às guerras. Preço Nobel Livraria: R$ 43,00 REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

Acaba de chegar às lojas a reedição de um clássico, Elis & Tom. O trabalho consisti em uma releitura do álbum de 1974 feita a partir dos masters originais de 8 canais das sessões de gravação realizadas em Los Angeles Califórnia, nos estúdios da MGM./Gravadora Universal Music. Com direção e arranjos do maestro e marido da Elis (à época) César Camargo Mariano. No repertório vale destacar a primeira versão de Águas de março (Tom Jobim), em minha opinião, uma das mais belas canções da música brasileira. Tom Jobim em plena forma, no auge de sua musicalidade e a jovem Elis, com sua afinação impecável em uma voz de timbre único. A nova versão do álbum reúne na mesma caixa, um CD com 14 faixas remixadas e remasterizadas em estéreo, e um DVD Áudio com 16 faixas em surround 5.1. Ouça, vale a pena! Um dos mais conceituados discos da música popular brasileira. Preço: R$ 55,90

Emilio Victtor Cantor e compositor Produtor cultural da Casa do Bosque


PERFIL

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“O CONVITE DA FÁTIMA BERNARDES PARA EU FAZER UM JORNALISMO COMO O “LAIR DO CAMARIM” ERA TUDO QUE EU SONHAVA...”

Lair Rennó:

o toque mineiro do programa de Fátima Bernardes

Um jornalismo de coração aberto. Uma história que tem início em Belo Horizonte e um pé em Perdões. Dasabobrinhas e piadas no camarim para um dos grandes lançamentos da TV Globo.

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Marcos Veras, Fátima e Lair Por Diter Stein Fotos: TV Globo

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o último feriado, como sempre faz quando está em Perdões visitando os sogros, o jornalista Lair Rennó passeava com a família na praça da cidade, quando uma senhora o abordou timidamente “Você não é o Lair, o colaborador da Fátima Bernardes, no programa da Globo?” A confirmação de Lair “sou eu mesmo” dá início a uma conversa animada, da senhora com Lair, mas realizada sob olhar de total desconfiança do marido, que não acredita na resposta. Provavelmente, a desconfiança tem origem na maneira simples de ser de Lair Rennó, o oposto do que se imagina de uma celebridade. Lair Rennó é uma pessoa acessível, divertida, e que gosta do carinho que recebe do público. Só quando um grupinho se forma em torno de Lair, é que o senhor desconfiado acredita que o tal Lair é mesmo “o da Fátima Bernardes” e começa a acompanhar a conversa sem

desconfiança. Lair Rennó é hoje reconhecido em todo país pela exposição no programa da Globo. Sempre trabalhou em televisão. Como repórter e âncora. Mas a fama, o reconhecimento só vieram agora. Atende a todos como se estivesse conversando com amigos, com o coração. Talvez esse seja o motivo de seu sucesso e empatia: é a mesma pessoa tanto com quem o reconhece na rua, como com a família, como no programa Encontro com Fátima Bernardes. Mineiro de BH, filho do Sr Juliano e D. Ana Maria, casado com Emília, de Perdões, pai de Carolina de 4 anos e Ana de 7 anos, Lair mora no Rio de Janeiro, há 4 anos, mas seu início foi em Minas Gerais, há 16 anos. Primeiro na Rede Minas, em BH, e depois na EPTV, no Sul de Minas. Uma origem que Lair valoriza muito. “Tudo que eu sou, devo a minha origem, aos meus pais e a uma família muito unida.

Amo a demais. Somos 5 irmãos, 3 homens e duas mulheres, e nossos pais deram sempre todo o suporte para que pudéssemos nos desenvolver. Quero muito passar o mesmo para minhas filhas. Os mesmos valores e a mesma atenção que recebi de meus pais, que tivemos de nossas famílias” Lair como bom mineiro, gosta de conversar, “de uma boa prosa”. Adora o Rio de Janeiro onde mora atualmente, hoje a sua cidade. Mas tem Minas Gerais em sua alma. Suas filhas também, e como todas as crianças, sentem falta dos parentes, avós, madrinha, padrinho, tios. Gostariam apenas que fosse mais perto, para poderem sentir mais vezes o cheiro que Lair Rennó comentou durante a entrevista como o cheiro de Perdões. Que é o cheiro que toma conta da cidade na hora do almoço, da comida sendo feita no fogão à lenha das casas.

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PERFIL

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IPÊ: Como conheceu a Fátima Bernardes? Já trabalhava na Globo? LAIR RENNÓ: Eu já estava no Rio há quase quatro anos, apresentando jornais na Globo News. Durante esse período dividia o mesmo camarim e o mesmo maquiador com a Fátima. Conversava muito, contava minhas histórias, tinha sempre uma piada, uma brincadeira e falava muita abobrinha e o que vinha à minha cabeça. Ela ria muito e parece que se divertia. Quando a Fátima Bernardes começou a desenvolver o projeto de seu programa, me convidou para participar, mas explicou que queria o “Lair do Camarim” não o âncora do telejornal. Uma proposta irrecusável, melhor impossível, imagina só, alguém me convidar para trabalhar para ser do jeito que é. Até hoje acordo todo dia feliz, sabendo que vou trabalhar, vou para o trabalho como uma criança vai para um parque temático. IPÊ: Como foi essa mudança, passar de um jornalismo mais formal, para um jornalismo com foco mais em entretenimento? LAIR RENNÓ: Não esqueço quando a Fátima me chamou e fomos conversar em uma padaria perto da Globo, depois do convite e de algumas explicações sobre o programa, peguei um guardanapo e disse rindo que esse era nosso contrato, assinei e pedi para ela assinar. A Fátima Bernardes ainda não tinha o programa totalmente desenhado, mas me disse que a única certeza que tinha, quando perguntavam, “é que o Lair vai participar”. Eu sempre fiz um jornalismo mais solto, em um perfil mais leve, sem medo de ser engraçado, mesmo quando era âncora no Bom Dia Minas na REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

Lair Rennó, o cantor Branco Mello e o humorista Marcos Veras

Globo de BH e depois no MGTV. Os dois no horário da manhã, que permitiam uma abordagem mais leve. Por exemplo ainda na EPTV, fui entrevistar o Belchior, ele começou a cantarolar uma música e acabei me empolgando e cantamos juntos “Mucuripe” durante a entrevista. Mas claro era um ambiente mais formal, eu estava dentro de um terno, e tinha limites mais rígidos. O pedido da Fátima para eu fazer um jornalismo como o “Lair do Camarim” era tudo que eu sonhava. A passagem aconteceu sem eu sentir. Bastou tirar o terno e entrar no clima. Sempre tive este sonho: ser eu mesmo na frente das câmeras. Hoje sou o seu parceiro, como me chama. Mas aquele Lair dos telejornais é o mesmo que está lá no programa da Fátima.

IPÊ: O que exatamente você faz no programa? LAIR RENNÓ: Minha função é garantir uma empatia do programa com as redes sociais, que acontece ao vivo, em tempo real. Trazer as diversas conversas das redes para dentro do programa. Garantir que a roda de conversas esteja sempre presente e ajudar que a conversa gire na roda. Outra função é na reportagem, dar um suporte nas entrevistas, puxar a conversa de acordo com que o entrevistado responde. IPÊ: O “Encontro com Fátima Bernardes” como todos lançamentos teve algumas correções que foram feitas com o programa no ar. Como foi o primeiro dia? LAIR RENNÓ: O primeiro dia, é claro, senti um frio no estomago. Mas estava tão feliz que


do era criança. Cantamos muitas vezes “Lábios que eu Beijei” de Orlando Silva. E acho que este convívio, a educação que recebi deram numa mistura de jornalismo, cantor, arte, humorista e comunicador, que a Fátima visualizou e foi o motivo do convite que me fez.

não tive tempo de sentir medo. Algumas coisa no programa foram se transformando se adaptando, fomos percebendo o que o público queria. Por exemplo, no início não tinha música, hoje tem. Mas nunca tive dúvidas que essa mistura de entretenimento, reflexão, em um clima solto, ao vivo, e com o carisma da Fátima, seria um sucesso. IPE: Por falar em música, parece que você tem uma ligação forte com música... LAIR RENNÓ: Musica é uma coisa muito forte na minha história. Meu pai era seresteiro. Já tive banda e essa coisa toda. Com 4 anos apreendi a cantar. Tive aula de canto mesmo, para aprender a usar a voz. Isso me deu uma grande diferença, aprendi a usar a voz corretamente. Cantei muitas serestas com meu pai quan-

IPÊ: Você tem uma grande exposição no programa da Fátima Bernardes. Como é lidar com o sucesso e a grande exposição que o programa lhe proporcionou. Como é o assédio na rua? LAIR RENNÓ: Estranho muito quem reclama do assédio. Eu acho ótimo. É a chancela do nosso trabalho. É claro o assédio aumentou muito. Pedem para tirar fotos, puxam conversa. Carolina, minha filha mais nova, no começo achou estranho. Perguntava “pai, porque essas pessoas querem tirar foto com você”. Hoje já entende. O curioso é que de certa forma sempre tive uma exposição razoável, como, por exemplo, em BH nos jornais da Globo. Nas cidades do sul de Minas, quando apresentava o jornal da EPTV. Mas eu apresentava os telejornais, e as pessoas me viam sempre de terno. Bastava eu sair de bermuda na rua que ninguém me reconhecia. Para ser reconhecido eu precisava sair na rua de terno. Aí sim todo mundo me reconhecia. Agora não, as pessoas me reconhecem pelo que realmente sou. IPÊ: O que você mais sente falta de Minas ? De Belo Horizonte, Perdões? LAIR RENNÓ: Gosto demais de Minas, de Belo Horizonte e de Perdões, terra de minha esposa, que aliás nasceu em Lavras, como todo mundo de Perdões antigamente, pois a maternidade ficava em Lavras. Gostaria de vir mais. Mas 7 horas de car-

ro é muito tempo, infelizmente não tem aeroporto em Lavras. Até hoje não há linha aérea atendendo a cidade. A primeira coisa que faço quando chego em Perdões é dar um passeio pela cidade, passar pelos botecos, tomar uma João Mendes com os amigos. Não é pela cachaça, que tomo muito pouco, é para botar a conversa em dia. E de noite é de lei passar na Casa do Bosque e bater um papo com o Emílio Victtor. Sinto falta da comida mineira, do jeito mineiro. Das conversas. Do jeito cauteloso do mineiro de não colocar o carro na frente dos bois, apesar de achar que as vezes somos cautelosos demais. O mineiro precisa buscar o horizonte um pouco além, parar de se esconder atrás das montanhas. Outra coisa que sempre faço em Perdões é renovar meu estoque de quitutes. O doce de leite da Vimilk, que é bom demais e faz muito sucesso quando levo para o Rio. Levo sempre também a goiabada do Tião do Café e o queijo Salatiel de Campo Belo. Aliás o Tião do Café tem umas histórias ótimas. A última que me contaram dele é a do emprego em Furnas que ele queria muito. Todo dia ia até Furnas para ver se descolava um emprego, fez isso durante semanas. Ia lá e perguntava para a recepcionista se tinha alguma vaga. Todo dia a recepcionista respondia a mesma coisa. Para ele deixar o telefone que ela avisaria se aparecesse alguma. Até que um dia a moça não aguentou mais e disse “ Tião, tem sim mas é de engenheiro civil” Na mesma hora o Tião respondeu “é minha, faço isso também”. São coisas como essas histórias é que me dão mais saudade. Mas se sinto saudades me sinto totalmente adaptado aqui no Rio. Hoje é a minha cidade. REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013


Ensino Individualizado Por Theo Mendonça Rodrigues

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om uma estrutura diferenciada, a equipe da Stark LC trabalha para montar um curso individualizado e com horários flexíveis. Quem já tentou ou quer estudar inglês já se pegou analisando várias propostas do mercado. Mas será que há um método de ensino melhor que o outro? Será que existe uma marca 100% confiável? Estudos Neozelandeses apontam que desde a década de 70 não houveram grandes avanços neste ensino, a não ser pelo uso de novas ferramentas como computadores e materiais multimidia, que melhoram a educação como um todo. Então qual seria um diferencial real de uma escola? O objetivo ser obter resultados. Não apenas resultados relativos ao aspecto administrativo da própria empresa, mas resultados obtidos em conjunto ao aluno. Mas para isso é necessário algo individualizado. Mas não algo subjetivo. Algo que você sente em sala de aula. Uma busca por formas de se utilizar o idioma que contribuREVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

am para o aprendizado. Mas em um mundo que não diminiu seu ritmo pra privilegiar o tempo de ninguém, como conseguir isso tudo a tempo de trabalhar, ir à academia, passear com o cachorro e namorar? Só se a escola oferecer flexibilidade de horários. Você marca, desmarca e repõe suas aulas conforme sua agenda, com opções o dia todo para suas aulas. Com muito conforto e opções tecnológicas, o aluno recebe do professor estímulos para que o idioma possa ser usado e percebido em suas diversas formas. Muitas vezes uma página de livro pode contar uma estória na mão de um trovador, porém por muitas vezes uma obra prima fica desperdiçada na mão de um mau orador. Saber usar aquelas ferramentas que possui coloca a Stark LC em uma posição privilegiada. Uma equipe preparada para utilizar os seus instrumentos. Sem contratos que prendem o aluno e sem cobranças injustas. Você recebe aquilo pelo que está pagando, de forma acor-

dada e transparente. Isso torna claro a relação custo-benefício da empresa. A Stark LC busca para o aluno um curso que ele possa modificar conforme seu perfil muda. Seja na mudança de seu horário, personalização de ritmo ou mesmo alteração do conteúdo para se adequar a um momento profissional ou pessoal (Aulas específicas, preparatórias para entrevistas, dinâmicas de grupo, viagens profissionais ou de lazer). Venha conhecer e montar seu curso, seja seu objetivo trabalhar ou estudar no exterior, fazer compras pelo mundo, ou simplesmente conhecer novas culturas, podemos lhe ajudar a chegar neste objetivo. “O verdadeiro professor é aquele que ajuda o aluno a encontrar as respostas sem em nenhum momento mostrar onde essa resposta está. Deve ser criativo e capaz de ver no limão azedo a possibilidade de fazer uma limonada. De ver em cada aluno a chance de aprender” – Desconhecido (Adaptado).


VIAGENS

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Club Hotel

CasaPueblo Encravado nas rochas de Punta Ballena, o símbolo turístico de Punta del Este, um hotel-escultura feito a mão, durante 30 anos, por um artista amigo de Picasso, Salvador Dali e Vinicius de Moraes, envolve o azul do céu e do mar com o seu manto branco. Por Diter Stein Fotos Arquivo Casapueblo

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ma história nada convencional. O hotel não tem uma linha reta. Foi feito literalmente a mão pelo artista Carlos Páez Vilaró, acompanhando escarpas e rochas, em harmonia com o terreno, lentamente construído por 30 anos. Pouca gente sabe, mas foi o Casapueblo que inspirou Vinicius de Moraes para o poema “A Casa”. Vinícius acompanhou a construção do amigo e o poema conhecido pela estrofe “Era uma casa muita engraçada/Não tinha teto, não tinha nada”, depois musicado por Toquinho para o disco infantil “A Arca de Noé”, originalmente terminava com a frase, que não foi incluído no álbum: “Mas era feita com pororó / Era a casa de Vilaró”, pororó é pipoca no Uruguai e remete ao branco da obra. Tudo começou quando VilaREVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

O pôr do sol é um espetáculo que o Club Hotel Casapueblo transformou em um evento.


O interior de um quarto de 3 ambientes.

ró, hoje com 86 anos comprou a área em 1952 e lá construiu com lata e madeira que o mar trazia, o seu atelier, que chama de La Pionera. Pregou uma espécie de tela de galinheiro nas paredes de madeira e depois revestiu com cimento e cal. Pintou de branco para dar contraste com o céu e o mar. Cada vez que um amigo vinha vistá-lo ele fazia um novo quarto e, assim, a obra foi crescendo. O resultado foi um pouco o das construções das Ilhas gregas de Santorini. Vilaró explica no entanto que a ideia da obra veio da observação dos ninhos do “Forneiro”, como é conhecido no Uruguai o nosso “João de Barro”. “Se um pássaro pode construir sua casa com o bico e barro, porque eu não posso fazer a minha com as mãos” diz Vilaró. Com as mãos Vilaró foi len-

O restaurante do Hotel

tamente construindo uma obra muito louca, uma casa-escultura, como se estivesse pintando seus quadros, modelando suas cerâmicas ou tecendo seus tapetes consagrados. O resultado foi uma obra com um emaranhado de corredores e que acabou resultando no Casapueblo um hotel que hoje tem 72 apartamentos, cada um totalmente diferente do outro, de 1 até 4 ambiente mas todos com varandas para apreciar a magnífica vista. Segundo Carina Dinamarca Gerente de Operações do Casapueblo explicou para a Revista Ipê, foi um processo longo: “A primeira parte do hotel foi construída na década de 1960. Em 1986 o Casapueblo abriu suas portas em timesharing com 20 apartamentos. Em 1990, foram inaugurados mais 22 apartamen-

tos. Em 1991, foram construídas mais 18 quartos e inaugurou-se então a parte de hotelaria Entre 1994 e 1996, foram inaugurados mais 10 apartamentos e executadas diversas reformas. Em 2003, foi inaugurado o salão de convenções. Apesar do hotel não ter uma planta, todas as obras e reformas obedeceram sempre a ideia original de Carlos Paez Vilaró”. O por do sol no Casapueblo é um espetáculo a parte. Como uma imensa bola dourada, o sol ao se por sobre o mar, ilumina o hotel que se torna também dourado por alguns momentos. Um espetáculo que encanta a todos e diariamente o hotel monta um auditório com cadeiras para que os hospedes possam desfrutar do espetáculo. Vilaró é apaixonado pelo sol, REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013


O hotel conta com 13 quartos e 52 apartamentos. O valor da diária pode ser de 190 a 1300 U$D, dependendo do apartamento e da temporada. A diária inclui café da manhã, serviço diário de roupa de cama Possui duas piscinas ao ar livre uma no -1º andar e outra no -9º. Uma terceira climatizada coberta com hidromassagem e sauna, com SPA e sala de massagem. Possui salão de multiuso para congressos. O número de brasileiros é grande na alta temporada entre dezembro e janeiro. O local é de difícil acesso aos deficientes físicos e idosos, possui uma grande quantidade de escadas sem corrimãos. O Casapueblo está localizado a 13 km do centro comercial de Punta del Este. REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

Foto: Claudio Gioda Jr.

Ficha Técnica:

Claudio Roberto Gioda Júnior Santiago, do Rio Grande do Sul esteve em Punta del Este na virada de 2013 e visitou o Hotel Casapueblo. Claudio é arquiteto, entre seus projetos está o Hotel Modevie, em Gramado. Um dos motivos da viagem foi o de conhecer o projeto arquitetônico de Carlos Páez Vilaró. “Não cheguei a hospedar-me no Hotel Casapueblo, fizemos uma visita ao hotel e a área do museu e galerias de arte que é aberta para visitação do público em geral. Passamos a virada de ano de 2013 em Punta del Este, achei a cidade muito especial, com uma arquitetura rica e luxuosa. Visitei o Museu que faz parte do hotel e me impressionaram as gravura estilizadas do sol. O local tem um por do sol espetacular e é reverenciado em desenhos e textos do artista. Minha dica para todos que passarem por Punta del Este, é não deixem de conhecer esse lugar maravilhoso e de energia explendida”, explicou Claudio Gioda Júnior para a Revista Ipê.

Foto: Claudio Gioda Jr.

construiu um Museu e uma galeria de arte, que faz parte do conjunto do Hotel. No museu é possível ver diversos quadros em que o sol, é uma das figuras de destaque de sua obra. No museu está também a história do pintor, que na década de 50 viveu em Paris e conviveu com Picasso e Salvador Dali. Artistas que se tivessem conhecido o Casapueblo com certeza ficariam fascinados e talvez considerassem o Caspueblo a obra maior de Carlos Páez Vilaró.

Foto: Claudio Gioda Jr.

VIAGENS

Foto: Claudio Gioda Jr.

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ESPAÇO GOURMET

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Um espetáculo

gastronômico O leitão à pururuca do chef Luiz Ney

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Não é barato mas recompensa: a comida é maravilhosa e farta, e servida em um lugar extremamente agradável Por Diter Stein

O grande momento, o Chef Luiz Ney pururuca o leitão.

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que um jatinho taxiando na pista do aeroporto de São João del Rei, tem a ver com o famoso restaurante “Leitão do Luiz Ney” de Tiradentes? Tudo! A aeronave está trazendo um empresário e sua família que vieram do Rio de Janeiro especialmente para degustar em Tiradentes o famoso leitão a pururuca do Chef Luiz Ney. Abatido na idade certa, marinado por 7 dias na geladeira, assado no forno à lenha por mais 6 horas, o leitão se torna um espetáculo à parte, quando o Chef Luiz Ney faz a pururuca com seu invento o “purucador” para uma platéia deslumbrada. Entre seus apreciadores estão celebridades como Faustão, o prefeito de Londres Boris Johnson, Ana Maria Braga e inúmeros outros. Boni, o ex diretor da TV Globo, há 5 anos busca o Luiz Ney em Tiradentes, para fazer o seu famoso leitão a pururuca nas festas de seu aniversário. O último, comemorado no Fasano, em São Paulo. “Sou fascinado pela história do leitão, pela pururuca, desde criança. Quando tinha sete anos, levantava às 3h da madrugada, só para acompanhar meu

avó preparar o leitão. E ajudá-lo a pururucar o leitão na brasa. Tanto que a primeira construção que eu fiz aqui na Villa Paolucci foi um forno de assar leitão” explica o chef e também médico conhecido de São João Del Rei. O leitão é servido como um grande evento, em um local ao ar livre, de frente para um lago. Um local aconchegante e requintado, em um clima totalmente descontraído, em uma área coberta, nos jardins da Villa Pa-

olucci, pousada de propriedade do Dr Luiz Ney e administrada por Raquel, sua esposa. Para quem fez a reserva, a impressão que fica ao chegar é que foi convidado para uma festa, um grande almoço entre amigos, em uma bela propriedade de uma pessoa de seu círculo de amizade. No portão um senhor de terno confere de maneira cortês a lista de reservas. Ao chegar ao local onde será realizado o festim, o convidado REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013


ESPAÇO GOURMET

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é recebido pelo simpaticíssimo Chef Luiz Ney e sua equipe, que indicam a sua mesa. Nesse momento, percebe que vai participar de algo muito especial. O almoço é marcado para às 14 horas. Quando todos chegam, são servidos os tira- gosto os espumantes, as bebidas e as entradas. Uma entrada imperdível é o creme preparado pela Chef Sabrina, filha de Luiz Ney. “É uma polenta mole feita com farinha de trigo e um molho com carne” explica a chef, formada em Belo Horizonte. O restante das entradas fazem todos parte da culinária mineira, linguicinha, mandioca, bolinho de arroz frito. Depois de algumas doses de uma autêntica cachaça mineira, e da degustação dos petiscos, tem início o grande momento, quando os leitões cortados em duas bandas chegam do forno para serem “porurucados” pelo chef. Todos se levantam para ver REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

a grande atração. O chef Luiz Ney explica como faz o leitão enquanto pururuca. “Criei este aparelho, o purucador, pois percebi que ao porurucar com brasa como fazia meu avó, a gordura do porco entranha na carne. Com o porucador o leitão fica mais leve e todo ele uniformemente crocante. Muito importante é que a gordura escorra e não fique no mesmo recipiente do leitão. Os temperos, para marinar o leitão, também fazem a diferença. Entram o vinho, limão, tomilho, louro, estragão, e os temperos que meu avô utilizava” Enquanto explica, a pele do leitão vai borbulhando e ficando crocante. Levando os curiosos a tomar posição e a começar a preparar seus pratos. Acompanha o leitão o clássico menu mineiro, arroz, tutu de feijão vermelho, couve manteiga, farofa de bijoux com banana doce e uma saborosa cebola caramelada .

No momento da degustação, é possível perceber o prazer, o êxtase que o leitão provoca. Não foi outro o motivo que ao preparar o leitão no programa de Ana Maria Braga, a apresentadora comentou que por aquele prato, passaria 100 vezes por baixo da mesa, de tal forma ficou empolgada pelo leitão. A previsão era o programa ficar 15 minutos no ar: ficou mais de 45 minutos. Quem não pode vir, como fizeram os empresários que vieram no jatinho, buscam o chef para preparar o leitão, com exclusividade, como o presidente da Campari e recentemente um empresário sueco hospedado em Trancoso, na Bahia. Uma das grandes fortunas da Suécia ouviu falar do leitão e buscou o chef Luiz Ney em Tiradentes, para preparar o pururuca que ele queria provar. O sucesso do leitão pode ser avaliado também pelo Festival de Cultura e Gastronomia de


Tiradentes. No último festival, o leitão do chef Luiz Ney, foi servido para 200 pessoas e teve que dispensar mais de 100 pessoas que tentaram se inscrever. A equipe da Revista Ipê foi convidada pelo chef Luiz Ney, juntamente com jornalistas da TV Globo, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, O Tempo, e as principais publicações da imprensa brasileira, para participar do almoço preparado para apresentar o famoso Leitão a Pururuca do Luiz Ney e os eventos de 2013 de Tiradentes para a mídia.

Ficha do Leitão do Luiz Ney

Dia: somente aos sábados Local: jardim da Pousada Villa Paolucci Tiradentes/MG Preço: R$ 150,00 por pessoa, bebidas à parte Observação: somente aceita clientes com reserva, (32) 3355-1350 REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013


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Cozinha Fusão Receber amigos e familiares em nossa casa e recepcioná-los bem para uma boa conversa faz parte de nossa tradiçao. Surpreendaos com petiscos gourmet.

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Bruschetta a la Mexicana

Por Rodrigo Salvador Fotos: Daniel Rocha

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esta edição, irei apresentar a vocês um Finger Food (comida em escala reduzida para se comer um só bocado (petiscos), porém baseando-se na classificação de Cozinha Fusão. A cozinha fusão é um conceito utilizado na gastronomia para indicar uma certa mistura de estilos culinários, ingredientes e afins representativos de outros países. Essa fusão se realiza por diversas vias, a mais típica seria a imigração/migração de

pessoas para outros países ou até mesmo, para determinados lugares onde seria mais complicado de se encontrar um ingrediente necessário para a conclusão de um prato típico. Logo essas pessoas adaptam essa receita típica de seu pais/região aos ingredientes locais. ALGUNS EXEMPLOS: Pequi (encontrado no norte de minas), prato típico seria o arroz com pequi ou, até mesmo, frango com pequi, dificilmente

BRUSCHETTAS A LA MEXICANA Ingredientes: • Bruschetta • Fatias de pão tipo bisnaga • Tomates secos (reservar) • Pasta de alho (se faz com azeite e alho amassados). Modo de preparo da torrada: Passar um pouco de pasta de alho nas fatias de pão para que estas se saborizem com a oliva e alho e dourar em forno a 130º. • • • • • •

Guacamole 1 pitada de Chili seco; tomate maduro picado sem as sementes; ½ cebola bem picada; 2 abacates bem maduros; 1 limão

• •

se encontra no sul do pais, pode se dizer que muitas pessoas desconhecem esse fruto podendo substitui-lo por pinhão. Caipirinha, 100% brasileira com a bebida típica do Japão, Saque, criou-se o CaipSaque Sashimi (janonesa) com frutas, coco e manga (brasileiro). Hoje, vamos aprender a preparar uma deliciosa receita tipicamente italiana, a Bruschetta, adaptando-a a uma receita tipicamente mexicana, o Guacamole.

Sal a gosto Salsinha e cebolinha bem picados

Modo de preparo do Guacamole Amassamos a polpa de abacate em um recipiente até que esteja uniformemente amassado, unimos todos os demais ingredientes e os condimentamos com o chili seco e o sal. Essa é uma preparação rápida para servir a amigos/convidados.

Chef Rodrigo Salvador

rodrigopsalvador@gmail.com

(35) 8865-5393

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ESPAÇO GOURMET

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Hambúrguer Gourmet

Tendência para o mercado de carnes Texto e Foto: Felipe Leroy

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á cerca de 5 anos venho observando uma mudança na oferta e no consumo de carnes. São mudanças que passam por novas embalagens, novos cortes, novos formatos de pesos, mais informações nutricionais e a rastreabilidade do animal (a idade, o dia do abate, a mãe a fazenda de origem e mais informações), tudo para agregar mais valor ao produto e atender às exigências do consumidor final, que está mais atento a segurança alimentar e a qualidade dos produtos na mesa de casa. Observo também mais ofertas de carnes que até bem pouco tempo não tínhamos hábitos de comer, como a carne de cordeiro e seus diversos cortes, porcos (com sua evolução de sabores ao longo da vida e aproveitamento de 100% do peso), jacarés de cativeiro, capivaras, rãs, coelhos e aves como avestruz e outros; além da identificação específica dos tipos de raças bovinas. Hoje, encontramos formatos menores, mais econômicos para atender à realidade das famílias que são menores e passam meREVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

nos tempo em casa. A sociedade vem se transformando, mudando hábitos e costumes, e a cada dia a indústria se adapta a essas novas necessidades do consumidor final. As pessoas estão comprando menos quantidades por vez, entretanto, há mais pessoas consumindo e ido mais vezes aos supermercados. A população mundial cresce a passos largos e cresce também a renda per capta da população dos países como o Brasil, China, Rússia, Índia e África. A demanda mundial está muito grande e, por isso, também os preços não param de subir. Acompanha comigo: a população mundial está crescendo, a expectativa de vida aumenta, aumenta a renda per capta, aumenta o consumo de água, aumenta a demanda energias, diminui os espaços para produção em função da urbanização. E o que isso tem a ver com a tendência ao consumo de carnes? Tudo! Para gerar energia irão utilizar cereais e cana para produzir etanol e utilizarão os oleógenos para produzir biodiesel, todos estes, alimentos utilizados para criação de animas e alimentação humana. Tem alguns ciclos de produção que são longos e, por isso, torna o negócio mais caro. Toda essa movimentação que acontece fará que surjam novos negócios voltados para a criação de animais de menor porte, que con-

sumirão menos recursos. Menos tempo para abate, menos energia consumida, menos água, menos ração, menos impactos ambientais. Isso faz com que o negócio gire mais rápido, renovando-se em menos tempo. A idéia é convida-lo a buscar uma ótica diferente a que estamos acomodados. Imaginem, que delícia, fazer e comer uma rã grelhada ao molho provençal (de um criatório próximo onde você mesmo possa ir comprar ou simplesmente saber de onde vem), ou mesmo uma paleta de cordeiro (produzido na cidade vizinha) marinada no vinho branco com ervas e legumes, ou mesmo um sashimi de tilápia com cebola caramelizada e shoyo; UAU! Hoje, inclusive, vou passar minha receita de hambúrguer Gourmet da Grife Chef Felipe Leroy: para um quilo de carne, divida em 700 gr. de patinho moído duas vezes, 200gr. de pernil de porco trazeiro e 100gr. de bacon; 01 ovo, 50gr. de farinha temperada, sal e pimenta do reino a gosto, Misture tudo até homogeneizar. Modele seu hambúrguer e frite em azeite e manteiga até dourar. Monte com tomates, alfaces e lâminas de queijo de sua preferencia. Hummm!! Convido a vocês ousarem novos sabores, cortes e texturas. O universo das carnes é imenso e podemos fazer muitas combinações e de muitas maneiras. Sua criatividade é o limite. Lembre-se que cada tipo de carne tem o seu melhor tipo de cocção (calor).

Chef Felipe Leroy

felipeleroy@gmail.com (31) 9178 - 2233


Aquarela sobre papel de Jean Baptiste Debret: Machine à exprimer le jus de la canne à sucre (Engenho manual para fazer caldo de cana), Rio de Janeiro, 1822.

A Origem da Cachaça Por Jairo Martins Foto: Divulgação

A primeira destilação da cachaça no Brasil aconteceu entre os anos de 1516 e 1532, sendo o primeiro destilado das Américas, antes mesmo do rum caribenho.

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mbora existam muitas estórias pitorescas sobre o marco zero da cachaça, o certo é que a sua história se confunde com a História do Brasil, tendo como protagonistas a cana-de-açúcar, o imigrante português e o escravo africano, que juntos, numa Terra de Índios, criaram a bebida que mais simboliza o modo de viver e o espírito descontraído do brasileiro. Historicamente o surgimento da cachaça se deu, nas terras brasileiras pelos portugueses, com a cana-de-açúcar trazida da Ilha da Madeira. A primeira plantação de cana no Brasil foi feita em 1504, pelo fidalgo judeu de Portugal Fernão de Noronha, que recebeu a ilha, que hoje leva o seu nome. Há re-

ferências de que o primeiro engenho de açúcar foi construído em 1516, na Feitoria de Itamaracá, confiada ao técnico de administração colonial Pero Capico. A prova dessa tese está nos registros de pagamento de tributo sobre uma carga de açúcar, vinda de Pernambuco, datados de 1526, encontrados em Lisboa. Pesquisas conduzidas pela Universidade Federal da Bahia, encontraram ruínas de um engenho, datado de 1520, na região de Porto Seguro. Pelo fato de Martim Afonso de Souza ter fundado a Vila de São Vicente em 1532 e logo iniciado o cultivo da cana e a construção de engenhos, tem sido defendida a tese de que a produção do açúcar foi realizada pela primeira vez no litoral paulista. A partir de 1534, com a implantação do regime das Capitanias Hereditárias, a cultura da cana e a produção de açúcar se espalharam e se desenvolveram rapidamente, nas Capitanias de São Vicente, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, alavancada pela mão-de-obra escrava vinda da África.. As três vertentes acima citadas conduzem a três versões sobre o local de surgimento da cachaça no Brasil: em Pernambuco, na Bahia ou em São Paulo. Não há dúvidas de que a ca-

chaça nasceu intencionalmente e não por acaso, pois os portugueses já utilizavam o processo de destilação para produzir bagaceira – destilado de borras de uva. Sobre a origem da palavra “cachaça”, a explicação mais coerente afirma que o nome se origina do termo espanhol “cachaza” que, bem antes de 1500, denominava uma bagaceira de baixa qualidade. A grafia “cachaça” pode ser considerada como um brasileirismo que teve o seu uso generalizado entre 1600 e 1700 para denominar a nossa Aguardente de Cana. Apesar de não haver um registro preciso sobre o verdadeiro local onde a primeira destilação da cachaça tenha sido iniciada, pode-se afirmar que ela se deu no território brasileiro, em algum engenho do litoral, entre os anos de 1516 e 1532, sendo, portanto, o primeiro destilado das Américas, antes mesmo do aparecimento do pisco peruano, da tequila mexicana, do rum caribenho e do Bourbon americano.

Jairo Martins especialista em cachaça é autor do livro “Cachaça, o mais brasileiro dos prazeres”.

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ARQUITETURA

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A sua casa pode ser sustentável

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ma casa sustentável e/ ou ecológica não é mais apenas artigo de livros e revistas especializadas. Qualquer um pode construir ou transformar a sua casa, para que ela contribua de alguma forma para a qualidade ambiental de nosso planeta. Pode-se começar com o uso de materiais que são provenientes de uma reciclagem ou que durante o seu processo de produção não agrediram o meio ambiente. São facilmente encontrados nas lojas, pois o mercado já detectou uma demanda para a sua produção e comercialização. A forma como os materiais são manuseados e instalados também contribui para a sustentabilidade de uma edificação. O desperdício de materiais (concreto, areia, pedra, cerâmicas, tijolos, tubos, mangueiras, fios etc.), gerando entulho,

bem como seu descarte em qualquer lugar, precisa ser evitado. Atualmente, já existe uma conscientização por parte dos construtores, de que é necessário um controle do processo de construção como um todo, o que significa na prática, redução nos gastos. Porém, de nada adianta toda esta preocupação durante a obra se não lembrarmos que a edificação finalizada terá uma vida útil, que precisa ser sustentável. Para isso, existem várias tecnologias que controlam esta vida útil, reduzindo os gastos energéticos, o consumo de água, a geração de resíduos (sejam eles sólidos ou líquidos) e seu tratamento antes do descarte no meio ambiente (ver figura abaixo). Estas tecnologias trazem de imediato uma economia com a manutenção de uma edificação, transformando-a em

sustentável. Devem ser planejadas preferencialmente antes da execução da obra. Contudo, é possível usar qualquer uma delas em uma edificação já construída, com as devidas adaptações. Portanto, sua casa pode ser sustentável e ainda lhe trazer economia! O mais importante é querer e fazer de sua edificação um agente para melhorar a qualidade de vida não só de sua família, mas de todo o planeta! Converse com um arquiteto e viva com sustentabilidade!

Prof.ª Msc. Ana Paula D. O. Post

Arquiteta e professora do curso de Arquitetura e Urbanismo do UNILAVRAS

CASA SUSTENTÁVEL Captação de energia solar em placas fotovoltaicas

Cobertura verde para amenizar a temperatura interna

Caixa D’água secundária para armazenar água pluvial, usada em bacias sanitárias

Tinta de baixa toxicidade Luminária com lâmpadas de alta eficiência e baixo consumo energético

Coletor de água de chuva Madeira de reflorestamento e certificada

Bacia sanitária de baixo consumo Piso externo permeável

Coleta seletiva lixo reciclável

Calçada arborizada

Armazenamento de água de chuva Mobiliário de materiais ecológicos: matéria prima renovável e reciclável Fonte: Post, Ana Paula, 2013, adaptado de www.cienciascefaprosinop.blogspot.com;

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Mini-Estação de tratamento da água Eletrodomésticos de baixo consumo energético


ARQUITETURA

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Arquiteto x cliente: o processo de negociação No processo de negociação é importante que ambas as partes “falem a mesma língua” Juliana Melo AUA - Arquitetas Urbanistas Associadas

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ste é um assunto que definitivamente não faz parte das disciplinas ministradas em um curso de arquitetura, de engenharia, assim como em praticamente todos os outros. Acredito que essa relação geralmente complexa, que se aprende somente na prática, pode muitas vezes se tornar algo simples. Para os leigos a arquitetura é algo bem parecido com a engenharia, mas com uma carga de complexidade, subjetividade e talvez algo ligado ao supérfluo, que leva alguns a optarem pelo engenheiro civil em busca de soluções práticas. A principal diferença entre arquitetura e engenharia é que o arquiteto adquire conhecimentos e habilidades durante sua formação como: a enorme capacidade de visão espacial, o senso de organização, a capacidade de otimizar o uso de cada ambiente/espaço, a noção estética, dentre outros. Após o primeiro contato, o cliente verbaliza suas intenções em busca de uma ideia ou solução, mesmo que esboçada em traços, para suprir seus objetivos iniciais. A partir de então, entra o programa arquitetônico, as técnicas construtivas, os materiais empregados e as restrições or-

çamentarias, tais elementos geralmente irão modificar o croqui inicial. Com uma pré-ideia formada chega o momento em que o cliente tem condições de desenhar junto com o arquiteto, redesenhando o projeto a partir de novas intenções até chegarem a um entendimento final. No processo de negociação, é importante que ambas as partes “falem a mesma língua”, que tudo seja bem entendido, para que nenhum atrito ou conflito de ideias seja motivo de estresse ou até mesmo quebra de contrato. O processo criativo para gerar um projeto arquitetônico é um serviço que o cliente adquire de forma não tangível, ou seja, algo não construído. É justamente o processo criativo, com alto valor intelectual, fruto do estudo e da prática profissional que distancia a percepção do cliente com a do arquiteto. O interessante é que o cliente se identifique com os valores e ideias do arquiteto e que assim estabeleçam uma relação de parceria, visto que haverá um convívio, que seja de preferência amigável, durante o desenvolvimento do projeto e no decorrer da obra.


Revista Ipê 3 edição  

Pousada Oratório

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