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REVISTA

ipê

MÚSICA

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM

SAULO LARANJEIRA

ANO I - Nº 02 - JAN/FEV 2013

ESPORTE

ENTREVISTA EXCLUSIVA:

CLAUDIO CAÇAPA PERFIL

A VOZ DO FUTEBOL:

REVISTA BIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

JOSÉ SILVÉRIO

UMA JOÃO MENDES, POR FAVOR! Com a crise do café, um pequeno agricultor obstinado criou com suor e paixão uma bebida que, com o seu nome, tornou-se uma das melhores cachaças brancas do país.

E MAIS: CONHEÇA A MAIOR PISCINA DO MUNDO CELULITE

DOR LOMBAR

CAMPO BELO PREPARA A GRAMA DA COPA

SOM DE MG: BANDA TRANSMISSOR

TEST DRIVE: O LANÇAMENTO DA CHEVROLET


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Nossa Capa

REVISTA

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MÚSICA

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM

SAULO LARANJEIRA

ANO I - Nº 02 - JAN/FEV 2013

ESPORTE

ENTREVISTA EXCLUSIVA:

CLAUDIO CAÇAPA PERFIL

A VOZ DO FUTEBOL:

EXPEDIENTE

REVISTA BIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

JOSÉ SILVÉRIO

UMA JOÃO MENDES, POR FAVOR!

Com a crise do café, um pequeno agricultor obstinado, criou com suor e paixão uma bebida, que com o seu nome, tornou-se uma das melhores cachaças brancas do país.

E MAIS: CONHEÇA A MAIOR PISCINA DO MUNDO CELULITE

DOR LOMBAR

CAMPO BELO PREPARA A GRAMA DA COPA

Foto: Cia da Foto Lugar: Cachaçaria João Mendes Cidade: Perdões/MG

SOM DE MG: BANDA TRANSMISSOR

TEST DRIVE: O LANÇAMENTO DA CHEVROLET

PROJETO EDITORIAL Édison Marques Júnior DESIGN E PROJETO GRÁFICO Édison Marques Júnior JORNALISTA RESPONSÁVEL Diter Stein - Mtb 12965-RJ JURÍDICO Édison Marques FOTOGRAFOS - CIA DA FOTO José Henrique Daniel Rocha INFOGRAFISTA Rodrigo Fortes REVISÃO Rosemary Chalfoun Bertolucci REDAÇÃO Maria Alice Murad Felipe Leroy Emílio Victtor Diter Stain Tatiana Araújo Marco Antônio Junior Rodrigo Salvador COMERCIAL Édison Marques Júnior Contato: (35) 9143-4125 contato@revistaipe.com.br www.revistaipe.com.br EDIÇÕES AVULSAS E ESPECIAIS contato@revistaipe.com.br Edição nº 2. Distribuição gratuita IMPRESSÃO: Editora Rona TIRAGEM: 2.000 exemplares

www.fsc.org MISTO papel produzido a partir de fontes responsáveis

FSC C092787

Artigos assinados são de responsabilidade dos respectivos autores. Autoriza-se a reprodução, desde que citada a fonte.

EDITORIAL

Uma nova forma de falar da região O sucesso da primeira edição confirmou que faltava em Lavras e região, uma revista com um conteúdo editorial de qualidade, diversificado e exclusivo como o da Revista Ipê. O nome, é claro, é uma homenagem a Lavras, conhecida como a cidade dos Ipês. Nesta edição, o leitor vai encontrar matérias ainda mais afinadas com a proposta da revista, que é surpreender os leitores a cada edição com informações diferenciadas por meio de novas abordagens, assuntos relevantes, temas curiosos e um bom texto. Uma revista moderna e sofisticada, com uma diagramação elegante e belas fotos, que possam orgulhar nossos anunciantes por ter em sua marca veiculada em um meio de comunicação com tamanha credibilidade, alcance e prazer de leitura. A partir desta edição, a Revista Ipê tem um novo jornalista. Diter Stein, jornalista e escritor, lavrense de coração. Há 8 anos em Lavras, tem uma carreira construída na imprensa do Rio de Janeiro e São Paulo e em Lavras como colaborador no Jornal Lavras News. Começou no Opinião, jornal de oposição ao governo militar, que tinha entre seus colaboradores Fernando Henrique Cardoso, Chico Buarque de Holanda, Paulo Francis, Aguinaldo Silva, Chico Caruso entre outros. Participou de revistas da Rio Gráfica, hoje Editora Globo. Criou publicações de tecnologia da informação para a IDG, multinacional presente em mais 85 países. Foi sócio da Printz, empresa de comunicação empresarial, que tinha entre seus clientes empresas como a Gillette do Brasil. Em sociedade com diretores do IBOPE criou o site Clique Music, canal de música da Microsoft. Em 2007, lançou seu livro “O Brilho do Sangue” pela Editora Record. Esperamos que se divirta, assim como nos divertimos, em fazer esta edição para você. Édison Marques Júnior Diretor da Revista Ipê


REVISTA

ipê

Janeiro/Fevereiro 2012 SUMÁRIO

ARTE E CULTURA A história da João Mendes, uma das melhores cachaças brancas do país segundo a Revista Vip. E dicas para você apreciar e se tornar um cachacier.

30 / 35 INFOGRÁFICO A tecnologia da grama da Copa. De Campo Belo para o Mineirão.

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ESTÉTICA

GASTRONOMIA

Celulite, o maior terror das mulheres. Quais tratamentos existem e qual é a eficácia de cada.

Rodrigo Salvador dá uma ótima dica para substituir os sanduiches.

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Conheça o Chef Felipe Leroy novo colunista.

o

58 / 61

MÚSICA Saulo Laranjeira fala de sua ligação com a música e o humor. Confira sua entrevista exclusiva para a Revista Ipê.

PERFIL José Silvério, o mais importante locutor de futebol do país recebe a Revista Ipê em sua casa, e fala de sua vida.

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ESPORTE VEÍCULOS A Revista Ipê fez para você o test drive do Chevrolet Novo Prisma. Veja porque da antiga versão sobrou apenas o nome.

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De Lavras a ídolo da torcida no Lyon na França. Claudio Caçapa conta sua trajetória de sucesso e de seus projetos atuais.

18 / 21 SAÚDE Dor Lombar, como se prevenir da lesão que afeta 80% da população.

VIAGENS San Alfonso del Mar, conheça o hotel que tem a maior piscina do mundo. Dicas para conhecê-lo.

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Catarata: cerca de 40 milhões de pessoas serão vítimas até 2020. Como prevenir e quais os tratamentos? 14


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REVISTA

MÚSICA

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM

PAULINHO PEDRA AZUL ESPORTE

ANO I - Nº 01 - NOV/DEZ 2012

MINEIRO É DESTAQUE NO

CIRQUE DU SOLEIL

VEÍCULOS

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ESPAÇO GOURMET

CHEFE DE COZINHA EM DESTAQUE

REVISTA BIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Por Amanda Castro Fotos: José Henrique / Daniel Rocha

N

O RECANTO DA MÚSICA

Chevrolet Onix:

Casarão histórico vira pub de sucesso em Perdões

E MAIS: 104 ANOS DE UFLA CRIA/LAVRAS

OPERAÇÃO NATAL

DEGENERAÇÃO MACULAR

VEÍCULOS

o amanhecer de um novo tempo

USO CORRETO DO TRAVESSEIRO

MITOS DA LIPOCAVITAÇÃO

Modelo fica acima do Celta e encara Gol e cia.

CONHEÇA LONDRES

esta edição, a Revista Ipê traz o lançamento do ano para você. Trata-se do Chevrolet Onix, compacto desenvolvido para substituir o Corsa. De acordo com Dan Akerson, chefe global da Chevrolet, a missão principal do Onix é muito lógica, mas também complicada: deve figurar na lista de carros mais vendidos do país, de preferência disputando o pódio com o Volkswagen Gol. Além disso, vai ter de encarar as promessas Hyundai HB20 e Toyota Etios, entre outros no principal segmento do mercado nacional. Levamos o Onix para dar uma volta no Espaço Camuá, em Lavras, para fazer o test drive e contar a você, leitor, o que o lançamento da Chevrolet tem.

REVISTA IPÊ | NOV/DEZ/2012

EDIÇÃO 01

Envie comentários, sugestões e opiniões para serem publicados nesta seção Revista Ipê contatoto@revistaipe.com.br www.revistaipe.com.br

SAÚDE

Queria parabenizar a Revista Ipê, pela excelente matéria publicada na edição anterior da Dra. Maria Alice Murad, sobre o Uso Correto do Travesseiro, com informações muito interessantes de como encontrar a postura adequada e correta para se ter uma boa noite de sono, sem ocasionar desconforto.

Adriano Ricardo de Oliveira

REVISTA IPÊ | NOV/DEZ/2012

Parabéns

Aos Editores da Revista Ipê,

Parabéns para toda equipe. Além do texto elegante e a estética da revista muito bem elaborada há um equilíbrio feito de maneira inteligente entre as matérias publicadas e a publicidade. Recomendo a leitura!

Parabenizo a todos pela iniciativa em editar essa publicação de tão bom gosto, objetiva, de fácil leitura, que vem preencher um espaço até então vazio nesse segmento cultural. Desejo-lhes sucesso.

Suzem Kellen Assis

Cordialmente,

Chefe de Jornalismo da TV Universitária

Marcos Cherem Prefeito de Lavras

A equipe da revista Ipê Parabéns pela qualidade técnica e de conteúdo. Para nós, os lavrenses, e moradores das cidades da região, ela chegou para nos enriquecer com conhecimentos na cultura, na informação e nos divertir. Uma revista que prende a atenção de seus leitores. Com uma excelente qualidade gráfica, cores, ricamente ilustrada e com uma redação primorosa. Uma opção também para quem quer investir sua marca, seu produto ou seu estabelecimento em um meio de comunicação moderno, isento e de qualidade.

À equipe da Revista Ipê, Gostaria de cumprimentá-los pelo lançamento da Revista Ipê, que, além de atraente aos olhos pelo belo estilo gráfico, conta realmente com conteúdo de qualidade. Sucesso a todos!

Raquel Campos

Jornalista, Radialista, Assessora de Comunicação da Prefeitura de Lavras

Eduardo Cicarelli Jornal de Lavras

O RECANTO DA MÚSICA

Este email é para elogiar esta ótima revista que tem proporcionado uma leitura agradável e informativa ao público em geral. Foi uma surpresa agradável ver estampada na capa a Casa do Bosque Pub, local aconchegante, com atendimento personalizado e música da melhor qualidade. Todas as vezes em que fui ao local saí de lá maravilhada e sempre levo amigos de Lavras e região lá, que se apaixonam pelo local. Parabéns à Revista Ipê e à Casa do Bosque por nos proporcionar opções de qualidade.

26 AERTE E CULTURA

CARTAS

RODRIGO SALVADOR

Pauline Freire Pimenta

DICAS CULTURAIS

Quero parabenizar a Revista Ipê pela coluna do Emílio Victtor, Dicas Culturais, por suas indicações. Gostei muito. Parabéns à revista como um todo e muito sucesso. Um grande abraço.

Nilzéli Maria Ferraz Lima REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

O recanto

da Música Casarão histórico vira pub de sucesso em Perdões

Por Amanda Castro

H

á 3 anos e meio, Perdões conta com um importante aliado na difusão da cultura popular brasileira. Trata-se da Casa do Bosque, um casarão histórico com cerca de 200 anos que se tornou um charmoso pub.O local abriga 60 lugares e shows inesquecíveis com renomados artistas. Cercado pela paisagem natural do entorno, o pub se localiza em uma antiga fazenda de café, um cenário de beleza inigualável, fato que atrai diversos clientes e produções foto-

gráficas (catálogos comerciais, por exemplo, são produzidos no ambiente). É um mix do rústico com o clássico. Se, de um lado, temos uma arquitetura rústica cercada pela paisagem natural, flores, árvores e belas aves, de outro, temos a decoração clássica e elegante do ambiente interno. Uma mistura que deu certo. O local é atração na região e sem esforço em divulgação, já conquistou uma clientela fiel e diversos fãs. Sob a direção da família Freire Victor, o pub possui uma proposta diferenciada,

levar cultura e gastronomia à população a valores acessíveis. Tudo é pensado e planejado por profissionais experientes e altamente qualificados, como a chef Adriane Freire, de Belo Horizonte, que mantém um cardápio personalizado e exclusivo para o público, além de proporcionar periodicamente cursos de gastronomia.A Casa do Bosque tem como direção artística Emílio Victtor, compositor, cantor, violonista, produtor cultural e professor de canto. De acordo com Emílio Victtor,


loja 2: Rua Chagas Dória, 207, Centro, Lavras - MG Tel.: (35) 3821-0358 e-mail: newlavras@gmail.com loja 1: Rua Governador Valadares, 143, Centro, Boa Esperança - MG Tel.: (35) 3851-1311 e-mail: newboaesperanca@gmail.com

Loja 3: Rua Faria Pereira, 2633, Centro, Patrocínio - MG TeL.: (34) 3831-9014 e-mail: newpatrocinio@gmail.com


Tatiana Araújo

COLABORADORES

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Dona de um currículo recheado, Tatiane é graduada em Estética e Cosmetologia, é professora do Curso Técnico em Estética da Escola de Comércio em São João Del Rey e associada a AMEC (Associação Mineira de Estética). Além disso, é pesquisadora, palestrante e sócia diretora da Vitali Estética, clínica de beleza e estética de Lavras que vem se destacando e consolidando na área pela qualidade e alto nível de profissionalismo.

SERVIÇOS Marco Antônio de Andrade Júnior

Oftalmologista respeitado em Lavras, Marco Antônio é graduado pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, membro titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Fellowship em retina e vítreo pela Clínica de Olhos da Santa Casa de Belo Horizonte. Em 1999, em parceria com colegas de Lavras,Campo Belo e Belo Horizonte, fundou a Clínica Laser Centro, pioneira na área de diagnóstico e tratamentos com laser.

Segue abaixo a relação das lojas e demais empreendimentos mencionados nesta edição, além das empresas que nos cederam locação ou material para fotos. Azul Piscina (35) 3822-0199 Casa do Bosque Pub (35) 8842-4855

Emílio Victtor

Compositor, cantor, violonista, produtor cultural e professor de canto. Iniciou seus estudos, ainda jovem, aprimorando seus conhecimentos em Belo Horizonte. Estudou violão clássico, violão popular, técnica vocal, canto lírico e está constantemente se aperfeiçoando na área. Atualmente, une sua carreira com a direção artística da Casa do Bosque (Perdões).

Casa do Serralheiro (35) 3821-7719 Cachaça João Mendes (35) 3864-8727 Cia da Foto (35) 3821-6269 Camuá Eventos (35) 8831-2545 Deva Iveco (35) 3422-6766

Rodrigo Fortes

Formado em Design Gráfico, trabalhou com infografia nos dois maiores jornais do País, Folha de S. Paulo e Estado de S.Paulo. Depois juntou se a equipe de Infografia da Revista Época, durante o período em que o espanhol Alberto Cairo foi Diretor de Infografia e Multimídia da revista. Hoje Rodrigo Fortes atua em estudio de infografia e design próprio.

Drogaria São Paulo (35) 3821-1855 Felipe Leroy (31) 9178-2233 Fisiocenter (35) 3821-2831 Livraria Nobel (35) 3822-6022 New Móveis Planejados (35) 3821-0358

Rodrigo Salvador

Apaixonado por artes culinárias, estudou na escola Mausi Sebess em Buenos Aires (Argentina), pós-graduando em cozinha de vanguarda. Após a conclusão de seus estudos, seguiu para a Europa para se aperfeiçoar profissionalmente e culturalmente, tendo seu regresso a Lavras em 2011.

Chevrolet Novo Rumo (35) 3829-2200 MDA Pesquisa (35) 3821-6463 Pontual (35) 3822-0007 Rodrigo Salvador (35) 8865-5393 Serenata Instrumentos Musicais (31) 3286-3563 Vimilk

Maria Alice Murad

Especialista em Diagnostico e Terapia Mecânica da Coluna Vertebral pelo Método McKenzie.

(35) 3864-1312 Vitali Estética (35) 3821-4052 Vitória Lar (35) 3822-2560

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013


1 - Sentar por muito tempo: Usar um suporte lombar adequado (rolo lombar) é importante interromper a posição sentada de hora/hora e estender o tronco em pé de 5-6 vezes.

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SAÚDE

Dor Lombar

Causas e prevenção Foto: Daniel Rocha

E

m algum momento de suas vidas, 80% da população irão sentir algum tipo de dor lombar, a qual fica atrás somente do resfriado comum como razão para visitas ao médico, constituindo-se a fonte mais dispendiosa de lesão relacionada ao trabalho compensado em países industrializados. As crises lombares começam por volta dos 25 anos, ficam mais significativas aos 35 e atingem o auge entre os 40-50 anos. Uma grande amplitude de fatores de risco está associada com a causa e o curso da dor lombar. Estes incluem em parte, fatores ocupacionais, psicossociais e ambientais. A elevação repetida de cargas pesadas é considerada um fator de risco, principalmente se combinada com inclinação lateral e rotação. Um estudo de posturas de trabalho estáticas descobriu que havia risco aumentado de dor lombar, se o trabalho envolvesse a predominância da posição sentada. A coluna fletida, que é mantida principalmente na posição sentada, causa perda da extensão lombar. Dessa forma, a maioria das dores pode ser agravada e / ou causada por uma postura inadequada ao sentar (posição completamente fletida) ou de pé, tanto em trabalhadores quanto em sedentários. Existem poucas possibilidades de cura da dor, se a pessoa continuar mantendo posturas inadequadas. Portanto, de acordo com McKenzie, especialista em tratamento REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

da dor lombar mecânica, existem três fatores predisponentes na etiologia da dor lombar: MÁ POSTURA DE SENTAR 2 - Atividades envolvendo a posição curvada para frente. 3 - Levantar peso do chão: usar técnicas corretas de levantamento, procurando dobrar os joelhos e manter a coluna o mais ereta possível.

FREQUÊNCIA DE FLEXÃO DA COLUNA e PERDA DE EXTENSÃO

Mobiliário adequado como colchões, cadeiras, sofás, mesas deverão ser adequadamente projetados, pois são também fundamentais para manter uma boa postura. São vários tipos e métodos de tratamento para a dor lombar. O sucesso de um tratamento só pode ser medido pela eficácia em reduzir a taxa de reincidência das crises. A principal medida profilática é o ataque aos fatores predisponentes. Devemos evitar:

Dra. Maria Alice Murad Fisioterapeuta Clínica Fisiocenter


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SAÚDE

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Catarata: causas, prevenção e tratamentos

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Organização Mundial de Saúde estima que até 2020 cerca de quarenta milhões de pessoas serão vítimas da doença. A catarata é uma das maiores causa da baixa visual na terceira idade. Embora a forma mais comum da catarata seja causada pelo processo natural de envelhecimento, essa doença pode ocorrer em qualquer idade, inclusive em recém nascidos. A catarata consiste na opacidade parcial ou total do cristalino que é uma lente situada dentro do globo ocular cuja transparência permite que os raios de luz o atravessem e atinja a retina para daí formar a imagem. Os sintomas podem variar desde um pequeno borramento da visão tipo névoa até a evolução para vultos além da dificuldade na leitura de perto e distinção de cores. CAUSAS: A catarata pode ser desencadeada por vários fatores tais como doenças metabólicas dentre elas o diabetes mellitus(causa mais comum de catarata) e a galactosemia, envelhecimento, doeças inflamatórias como as uveítes anteriores, glaucoma de ângulo REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

fechado congestivo agudo, alta miopia, traumas perfurantes e contusos, choque elétrico, radiação ionizante e infravermelha, uso prolongado de corticosteróides (oral,injetável ou colírios), doenças infecciosas como rubéola, toxoplasmose, varicela e citomegalovirose levando a forma congênita da catarata, associação com síndrome de down, dermatite atópica distrofia miotônica, neurofibromatose tipo 2 e outras.. CLASSIFICAÇÃO: Em relação à localização pode ser dividida em subcapsular anterior e posterior sendo a última causada principalmente pelo uso crônico de corticosteróides provocando sintomas de ofuscamento com faróis de carro e piora na visão de perto, cortical que causa sensação de brilho intenso (glare) e nuclear induzida pelo diabetes e envelhecimento piorando a visão de longe e podendo melhorar a de perto; pela maturidade classifica-se em imatura, madura, hipermadura e morgagniana. PREVENÇÃO: Alguns cuidados preventivos são a utilização de óculos de sol de boa qualidade com filtro para uva

e uvb, controle glicêmico rigoroso principalmente nos diabéticos, alimentação balanceada e rica em antioxidantes como, couve, agrião, almeirão, espinafre, brócolis, sardinha, salmão, linhaça e amêndoas em geral e evitar uso de corticosteróides sem prescrição médica. TRATAMENTO: O único tratamento da catarata é o cirúrgico. As técnicas atuais evoluiram muito e hoje consegue-se fazer uma cirurgia em menos de cinco minutos , sem suturas (pontos) e usando lentes intraoculares modernas que podem corrigir erros refrativos; dependendo do tipo de anestesia usada o paciente sai da sala de cirurgia sem tampão e enxergando; na cirurgia troca-se o cristalino opaco por uma lente intraocular rígida ou dobrável, monofocal, bifocal ou multifocal.

Dr. Marco Antônio Jr. Oftalmologista Núcleo de Especialidades Oftalmologia


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Dossiê Celulite

ESTÉTICA

Odiada por todas as mulheres

A

celulite é o verdadeiro inimigo estético das mulheres e no ranking do que mais afeta a autoestima, ela está nos primeiríssimos lugares. A celulite costuma afetar varias regiões do corpo. Existe uma predileção pela região glútea, região lateral da coxa, face interna e posterior da coxa. Nove entre dez mulheres sofrem com o problema, seja na formas suave ou no estagio mais avançado, onde as depressões, retrações e saliências estão acentuadas. Além das alterações físicas, a celulite também traz transtornos psicológicos, já que afeta muito a autoestima das mulheres, comprometendo até mesmo as atividades normais como o simples ato de ir à praia ou mesmo de usar roupas curtas e shorts. CELULITE É uma alteração formal e fisiológica do tecido celular subcutâneo, que limita sua capacidade de cumprir com suas funções normais de transporte de alimento e oxigênio para células e eliminação de produtos residuais. PROCESSO CELULÍTICO Fase 1: Modificações internas não-visíveis: O entorpecimento do sistema de eliminação de resíduos aumenta no interior do tecido a quantidade de líquido. Esse acúmulo excessivo de líquido, chamado edema, não tem, nessa etapa, qualquer repercussão externa, motivo pelo qual raramente é percebido pela cliente. Fase2: Exsudativa: Compressão dos capilares, REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

retardando ainda mais a circulação. A rede venosa dilata-se e, suas paredes ficam permeáveis e exsudam parte de seu conteúdo, o tecido começa a se intoxicar por um lado e pelo outro. Inicia-se o círculo vicioso que forma a doença crônica. Maior compressão = Maior dilatação venosa = Maior permeabilidade = Maior perda de elementos sanguíneos = Maior acúmulo de líquido = Maior compressão. Isso significa que a celulite tem a propriedade de causar ainda mais celulite. Fase 3: Invasão ou intoxicação Retração dos feixes das fibras que serão visíveis, ao nível superficial, como um buraquinho. A multiplicação dessas retrações pontuais e seus buraquinhos visíveis é que gera o clássico sinal da pele em “casca de laranja”. Fase 4: Degradação Aumento da quantidade de resíduos, o tecido fibroso continua a endurecer até ficar maciço, formando membranas como as de um favo de mel e retendo produtos nutritivos, resíduos, gordura e água nas suas “celas”, chegando a ocorrer aparição de dor. São vários os fatores que podem desencadear a celulite. O principal é a falta de exercícios físicos, que diminui o consumo de energia pelo corpo, acumulando gordura, levando o organismo todo a ser mais lento. Ela ocorre ao nível das células do tecido subcutâneo, onde a microcirculação no tecido adiposo encontra-se deficiente. A predisposição genética, alterações

hormonais, má alimentação, vestuário apertado e alto nível de estresse também contribuem para o aparecimento do problema. TRATAMENTOS: A estética oferece um arsenal de tratamentos não invasivos e eficazes para tratar a celulite. A combinação das técnicas aceleram os resultados melhorando o aspecto da pele. Drenagem Linfática: Método de massagem manual, movimentos leves e lentos para ativação da circulação deficiente. Cellutec: Endermoterapia vibratória - Modelador e massageador. Atua no tratamento da celulite, ativando a circulação deficiente, diminuindo a celulite e acúmulos de gordura localizada. Manthus: Ultrassom de alta potência - Equipamento computadorizado. Sua aplicação é feita com cabeçote e gera correntes estéreo-dinâmicas e de ultrassom de alta potência. O aparelho atinge até 4 cm da camada de gordura abaixo da pele. Ares: Carboxterapia - O dióxido de carbono (CO2) é insuflado por via subcutânea com acessórios específicos. O gás carbônico é injetado de maneira controlada e a infusão do gás é programada de acordo com os objetivos do tratamento. Hertix: Radiofrequência – Mais novo e efetivo tratamento, gerador de radiofrequência através de, correntes elétricas alternadas de alta frequência, geradora de calor nos tecidos dérmicos. Restabelece as desordens originadas pelo ciclo vicioso que é a celulite.

Tatiana Araújo Esteticista Vitali Estética


ESPORTE

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Claudio Caçapa

ídolo da torcida no Lyon Saiu de Lavras e fez história no Galo e no futebol francês. Vestiu a camisa do Atlético em 169 jogos. Atuou também no Cruzeiro. Na França, fez história no Lyon ao ser campeão da copa da liga francesa em 2001 e, por sete vezes seguidas, do Campeonato Francês (2001-2007) e três da Supercopa Francesa. Por Diter Stein Foto: Divulgação

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013


F

rança. Final da Copa da Liga Francesa 2000/2001. Momento decisivo para o Lyon que, apesar de ser um dos maiores times da França, nunca havia sido campeão da liga francesa. O time iria jogar a final com o Mônaco, e só uma vitória daria ao Lyon o primeiro título de sua história. Cláudio Roberto Silva, zagueiro, 1,80, nascido em 29/05/1976, em Lavras, vivia mais um dos seus momentos decisivos. Já havia ultrapassado muitas vezes os seus maiores sonhos. Tinha uma carreira de sucesso no futebol brasileiro: eleito o melhor zagueiro do campeonato brasileiro em 1999 pela revista Placar, convocado diversas vezes para a Seleção Brasileira, estava agora emprestado por 5 meses para o Lyon, tentando uma carreira no futebol internacional. O momento, entretanto, não era dos melhores. Estranhou, no início, o futebol francês. Foi convocado para a final. No vestiário ficou sabendo que estava escalado. O Lyon ganhou o título em um jogo emocionante e com um gol decisivo do zagueiro Claudio Caçapa. Conseguiu mostrar que, além de firme na marcação, era um zagueiro com bom toque de bola e sabia sair jogando, criando alternativas de contra-ataque e, às vezes, chegar ao gol adversário. O resto é história. Caçapa foi imediatamente contratado pelo Lyon. Logo a seguir, o Lyon foi campeão também pela primeira vez no Cam-

peonato francês e durante seis anos seguidos, ninguém tirou seu título. Além de Campeão da Copa da Liga Francesa de 2001, Campeão da Supercopa da França em 2002/03, 2004/05, 2006/07, Caçapa se tornou capitão do time francês e um dos seus ídolos. Ao encerrar a carreira, em 2012, Claudio Caçapa decidiu dividir com as crianças tudo que aprendeu sobre o futebol. Partilhar o que a vida lhe ensinou. Em parceria com o Lyon criou a Es-

cola de Futebol Claudio Caçapa em Lavras. Duas das palavras que Caçapa mais cita são: determinação e fé e, com certeza, as crianças vão ouvir muito essas duas palavras. Em entrevista exclusiva para a Revista Ipê, Caçapa, conta com simplicidade e consciência, como foi sua trajetória, sua carreira, os seus valores e o que espera de sua escola de futebol para as crianças.

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013


morada de Lavras e me mantive fiel as minhas origens. Um dos riscos, quando chega a fama, é o atleta se esquecer da dificuldade pela qual passou. Não queria voltar, não queria fazer nada que me prejudicasse. Percebi que mais difícil ainda do que chegar lá, seria me manter lá. Iria fazer tudo que precisasse para jogar bem cada jogo e melhorar no seguinte. Ter consciência de quando joguei bem e quando joguei mal. Não perder a noção de realidade.

ESPORTE

20

Claudio Caçapa e Juninho Pernambucano

IPÊ - Como tudo começou? CLAUDIO CAÇAPA: Com um sonho pequeno, queria apenas me tornar um jogador de futebol profissional. Prometi aos meus pais que, se eu completasse 20 anos e não tivesse sido contratado como jogador profissional, iria procurar outra profissão. IPÊ- Como aconteceu? CLAUDIO CAÇAPA: Em São João del Rei e estava no Social Futebol Clube, tinha passado pelo Fabril de Lavras. O Guará, que havia sido jogador do Atlético, me colocou em um teste no Atlético. Eu estava com 19 anos, chegando no limite da promessa. Era minha primeira chance, mas também a última. IPÊ- E a explosão quando foi? CLAUDIO CAÇAPA: O meu ano como jogador no Atlético começou em 1998. Quando me deram a camisa de titular eu pensei: “Esta ninguém tira mais de mim!”. 1999, foi o ano da minha explosão. Ganhei o troféu Bola de Prata da revista Placar como o melhor zagueiro do ano. O Atlético foi o Campeão Mineiro e Vice Brasileiro. O Wanderley REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

Luxemburgo me convocou para a Seleção Brasileira, para as eliminatórias da Copa de 2002. O meu sonho que era apenas me tornar um jogador profissional, estava se tornando uma coisa gigante, imensa. IPÊ- Hoje em dia um jogador é como um astro pop: é reconhecido na rua, as pessoas pedem autógrafo, o estádio inteiro grita seu nome em uma boa jogada. Como lidou com a fama? CLAUDIO CAÇAPA: Comecei a perceber que alguma coisa estava mudando, quando ao visitar minha família em Lavras, um pouco antes do meu pai falecer, ele me mostrou um jornal que havia achado na rua. Ele viu um jornal caído no chão e alguma coisa lhe chamou a atenção. Tinha uma foto minha. Foi a primeira vez que me vi como notícia. A partir dali, tudo que era extremamente difícil, começou a acontecer muito fácil, tudo vinha muito fácil. Muda tudo. Mas do mesmo jeito que tudo vem fácil, é também muito fácil a pessoa se perder com o sucesso. Meu pilar sempre foi minha família, casei com a Anelise, minha na-

IPÊ - E a Seleção Brasileira, quando disse, puxa cheguei lá. CLAUDIO CAÇAPA: Quando divulgaram minha convocação no Jornal Nacional, a casa quase veio abaixo. Meu companheiro de quarto era o Cafú. Estavam no time o Roberto Carlos, o Rivaldo, o Ronaldinho Gaúcho, também em sua primeira convocação. Fui convocado mais 6 vezes. IPÊ – Aí que o Lyon se interessou? CLAUDIO CAÇAPA: O diretor do Lyon queria ver o Edmundo. O Marcelo Djian, olheiro deles queria me apresentar, trouxe-o para ver um jogo Santos e Atlético, assim ele viu os dois. Acabou que fui emprestado para o Lyon por 5 meses. Eles podiam estar pensando em 5 meses, mas eu sabia que não voltava. IPÊ – Como foi a mudança? Agora era outro país... CLAUDIO CAÇAPA: Cheguei e treinava com cuidado para não machucar os companheiros. Até que entendi que lá treino é jogo, o técnico Santini gostou e me escalou. O jogo era a final da Copa da Liga Francesa, o Mônaco. O Lyon nunca havia sido campeão nem da Copa da Liga nem do Campeonato Francês. Achei que


IPÊ-E na Inglaterra no Newcastle? CLAUDIO CAÇAPA: Meu contrato com o Newcastle foi de dois anos. Mas me machuquei muito. Se profissionalmente foi ruim, o meu filho Mateus e a minha esposa Anelise adoraram, nunca fiquei tão junto da família. Quando o contrato encerrou em 2009, voltei para o Brasil. Já estava há quase dez anos fora, queria voltar para BH e assinei com o Cruzeiro. Fiquei um ano e meio, fomos vice-campeões. Em 2010, voltei para a França, para o Evian. de lá fui para o Avaí em Santa Catarina, quando conheci uma escola de futebol para crianças e tive certeza que seria meu novo sonho. Havia chegado a hora de parar e investir em outro projeto. Fazer a Escola de Futebol Claudio Caçapa.

IPÊ- Qual é a ideia da Escola de Futebol Claudio Caçapa? CLAUDIO CAÇAPA: Minha intenção é partilhar com nossas crianças tudo o que apreendi. Por meio do futebol criar cidadãos do bem. Ensinar valores que possam ser úteis. Como fé, persistência, valores que ajudem em qualquer coisa que o garoto for fazer na vida. Afastar a criançada das drogas, bebidas. Todos os meninos que chegam aqui querem ser jogadores e temos que lidar com cuidado, o sucesso pode acontecer, mas é claro que vai acontecer para poucos. Mais importante é torná-lo um cidadão do bem. Acabo me tornando meio um irmão mais velho e conseguimos coisas que, muitas vezes, a família não consegue. Por meio do futebol trabalhamos a criança em parceria com os pais. Quando a criança não tem como pagar, buscamos empresas para serem seus padrinhos.

Foi aí que decidi fazer a Escolinha de Futebol. Começar uma nova fase em minha vida e com a mesma determinação que investi na minha carreira investir nessas crianças. É um prazer, vamos dizer assim, 70% pessoal e 30% comercial

iria ficar só no banco, no vestiário, soube que iria começar jogando. Fiz o primeiro gol que garantiu o título. Não deu uma semana e assinei contrato por cinco anos. Os cinco meses viraram 6 anos e meio.

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Novo Prisma:

do antigo sobrou só o nome Para quem quer conferir, o lançamento já está disponível na Novo Rumo. Por Diter Stein Fotos: Daniel Rocha

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revista Ipê teve acesso ao ultimo lançamento da Chevrolet, e fez o teste drive para mostrar o carro em detalhes para você. O teste foi realizado em um passeio até o Espaço Lago da Serra Gourmet em Ijaci, onde foram realizadas as fotos. O carro fez sucesso onde passou e surpreendeu a equipe pelo conforto e performance. “Apesar da Chevrolet ter mantido o nome, o atual Prisma é um carro totalmente novo. Um carro para chamar a atenção, para atrair olhares por onde passa. A Chevrolet acertou na mosca, Tenho certeza de que em pouco tempo será o sonho

de consumo do lavrense. Com a grande vantagem de, apesar de toda aparência esportiva e espaço de um sedan, ter um custo extremamente atraente”. explica Paulo Milani, Sócio Diretor do grupo Novo Rumo. Segundo a revista Quatro Rodas “Do antigo sedã do Celta ficou só o nome: derivado do Ônix, ele cresceu em todos os sentidos”. Um sedan com design de esportivo ou um esportivo com espaço de sedan? O novo Chevrolet Prisma foi totalmente reformulado a partir do Ônix para oferecer o melhor dos dois mundos. Se, por um lado, é um carro com todo o conforto e

praticidade para as necessidades do dia a dia, por outro oferece um design agressivo e inovador que atrai todos os olhares. “O lançamento do Chevrolet Prisma 2013 consolida um dos mais importantes planos de investimentos dos 88 anos de história da GM no Brasil. Foram mais de R$ 5 bilhões empregados na renovação da linha de produtos e na ampliação e modernização de nossas fábricas. O sucesso do Onix nos permite antecipar uma trajetória vitoriosa para o novo sedã compacto”, comenta o presidente da GM América do Sul e GM do Brasil, Jaime Ardila sobre o lançamento REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013


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Design inovador e arrojado garante, ao mesmo tempo, jovialidade e esportividade ao Prisma.

Nova categoria de motores SPE/4 1.0 e 1.4: mais desempenho e economia.

Amplo porta-malas de 500 litros. Espaço para levar todas as malas de sua família. Frente imponente com grade bipartida, destacando a gravata Chevrolet e faróis com design envolvente que invadem a lateral do veículo. Etanol 1.0 (80 cv) e 1.4 (106 cv)

MOTOR

Gasolina 1.0 (78 cv) e 1.4 (98 cv)

CÂMBIO

manual

ALTURA

1,48 m

COMPRIMENTO 4,27 m

PESO

1.079 kg

ENTRE-EIXOS

2,53 m

PORTA-MALAS

500 L

LARGURA

1,70 m

PREÇO

a partir de R$ 34.990


Exclusivo sistema MyLink: vídeos, fotos, música e aplicativo GPS para download em uma tela touchscreen de 7” (disponível na versão LT e de série na versão LTZ).

da grande aposta da Chevrolet para os próximos anos. Com um amplo porta-malas de 500 litros que proporciona espaço para uma família e um design inovador e arrojado, jovem e esportivo o novo Prisma é um carro pensado para combinar com qualquer estilo.

VERSÃO TEST DRIVE CHEVROLET PRISMA LTZ 1.4 Com motor SPE de 106 cv e 13,4 kgfm de torque com etanol, acrescenta ainda ar condicionado, computador de bordo,retrovisores externos elétrico, opção de câmbio automatizado de seis marchas, sistema My Link (tela sensível ao toque comandando sistema de som e telefonia, com navegação a ser baixada pelo proprietário), faróis de neblina e rodas de liga aro 15.

Traseira com design esportivo, lanternas com lentes escurecidas e brake light integrado à tampa traseira.


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Um carro pra

chamar de MIO Em um processo revolucionário, a Fiat cria o primeiro carro através da internet.

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Por Diter Stein Ilustração: André Guimarães

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Revista Ipê conversou com exclusividade com André Guimarães, Designer Externo do Centro de Estilo Fiat, e um dos participantes da equipe de criação do Fiat Mio. “O projeto Fiat Mio foi único pra mim, principalmente por ser o meu primeiro grande projeto. Além disso, saímos na frente, criando um conceito totalmente diferente do que existia até o momento, um carro projetado por todos, com a colaboração de todas as pessoas que tiveram interesse em ajudar a fazer um carro que realmente atendesse as necessidades do futuro.” contou André Guimarães sobre sua participação no Projeto Mio. Projetado pelo Centro de Estilo da Fiat, aqui de Minas Gerais, o Fiat MIO, desenvolvido em parceria com o público, é o primeiro carro conceito da indústria automobilística mundial em Creative Commons. Ele é revolucionário pela maneira como foi desenvolvido. O Fiat MIO já nasceu em um ambiente digital, já que o carro conceito foi criado a partir de contribuições e parceria de 1,5 milhão de internautas anteREVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013


Foto: divulgação

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nados, de mais de 100 países. Utilizando mais de 10 mil ideias enviadas, que geraram mais de 3 mil desenhos, o MIO é primeiro veículo criado em Creative Commons, ou seja, que compartilha as ideias dos internautas livremente. Não faltaram inovações: o ajuste ergométrico do condutor ao carro é realizado trazendo os comando sem direção do motorista. O projeto privilegia a sensação de espaço à frente do piloto, o painel que é todo digital com interface é em touch screen e vazado frente ao motorista. O volante, funciona como joystick de videogame, e o carro reconhece o usuário. Ideias que vieram dos colaboradores através da web, como vidros inteligentes capazes de controlar a incidência de luz no interior do carro; integração com celulares, central multimídia entre outros. Do ponto de vista do design, o conceito busca economizar espaço ao mesmo tempo em que ganha em aerodinâmica. Já, o exterior é minimalista e funcional, com uma grande área envidraçada. E rodas cobertas por grandes calotas melhoram a aerodinâmica do veículo. O desenvolvimento de um novo projeto, de um carro por REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

Foto: divulgação

Modelo Mio conceitual Virtual Reality

Projeto Mio em modelo em Clay

uma montadora é sempre uma coisa extremamente secreta. Já o Fiat MIO seguiu no caminho oposto, abriu o projeto para colaboradores externos por meio de um portal colaborativo na internet. Durante nove meses, a Fiat recolheu sugestões de mais de 13 mil pessoas. A partir das informações enviadas pelos internautas, a equipe de desenvolvimento da Fiat criou um protótipo totalmente adaptado às expectativas dos clientes. Assim, um dos centros mais secretos da Fiat, o Centro Estilo, localizada em Betim, com acesso limitado apenas aos seus

profissionais, onde comentários não podem ser realizados com familiares, estão proibidos máquinas fotográficas e telefones celulares, abriu suas portas. Oposto de quando o mesmo centro de Betim desenvolveu o projeto do novo Fiat Uno e cobriu o desenvolvimento em um manto de segredo, e o mercado só ficou conhecendo o novo Fiat Uno quando ele já estava à venda, como é regra na indústria. “Foi muito inovador. Tradicionalmente, a indústria automobilística esconde o desenvolvimento de um novo carro a sete chaves. Com o Fiat MIO, nós invertemos


Foto: divulgação Foto: divulgação

Salão do automóvel em São Paulo modelo de estilo

Realidade virtual

Foto: divulgação

o processo. Isso revolucionou toda a nossa forma de pensar os projetos do futuro” explicou João Batista Ciaco, diretor de publicidade e marketing de relacionamento da Fiat. Durante o desenvolvimento do projeto MIO, os internautas puderam acompanhar a construção do carro por meio de uma câmera instalada dentro do até então ultra secreto Centro Estilo e participar das escolhas para o veículo. “O MIO nos mostrou as vantagens de inovar de portas abertas”, explicou para a revista Exame, o alemão Peter Fassbender, designer responsável pelo Centro Estilo Brasil. “É uma saída mais ágil e menos arriscada, já que acompanhamos a reação dos internautas em tempo real e, com isso, pudemos corrigir os erros rapidamente.” A ideia de utilizar a internet, pela Fiat, no desenvolvimento de um carro conceito, fez todo sentido. Afinal, a grande rede é fundamental para a Fiat: cerca de 70% dos compradores passam pelo site do produto antes de ir a uma concessionária fechar a compra, e o portal movimenta uma média de 2,5 milhões de acessos por mês. “O projeto foi muito maior do que a construção de um carro conceito. Claro a construção do carro foi importante, mas mais importante foi o processo em si. As formas como se estabeleceram as relações com a marca Fiat e seus consumidores” acredita João Ciaco, Diretor de Publicidade e Marketing de Relacionamento da Fiat. O grande desafio para a montadora agora é fazer com que o legado do projeto MIO, que chamou a atenção do mundo todo e foi apresentado pela Fiat no Salão de Automóvel de São Paulo, caia no dia a dia de seus veículos.


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Uma João Mendes,

por favor! Com a crise do café, um pequeno agricultor obstinado, criou com suor e paixão uma bebida que, com o seu nome, tornou-se uma das melhores cachaças do país.

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Por Diter Stein Foto: José Henrique e Daniel Rocha

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ão poucos os produtos que se identificam de tal maneira com seu fabricante, que até chegam a receber seu nome. Um deles é a Cachaça João Mendes, de Perdões, produzida com carinho pela família Mendes há mais de 20 anos, seguindo os mais rigorosos padrões de qualidade de uma autêntica e verdadeira cachaça mineira. Houve um tempo em que as terras da família João Mendes produziam apenas café. Em um período de dificuldades, eles viram a necessidade de encontrar

outra fonte de renda, e buscaram novas alternativas. Foi quando o Sr. João Mendes começou o plantio de cana de açúcar, e percebeu que poderia fabricar cachaça. “O papai era uma pessoa especial. Ele não se abatia, sempre contornando as situações. Estava sempre inventando”. Lembra com saudades sua filha Josiane. Quando se deram conta já estavam vendendo seu produto pela região, com o título de “Cachaça João Mendes” e assim tornou-se uma marca registrada.

Sr João tinha dado a volta na crise e criado uma alternativa para alimentar a família. Eram agora produtores de cachaça e, pela quantidade de comerciantes que os procuravam, perceberam que tinham feito um produto de qualidade. “Até hoje somos sitiantes. Aprendemos com nosso pai, que o sitiante que só planta, tem uma vida muito difícil, ele precisa agregar valor ao que ele produz, só assim ele sobrevive, precisa transformar o que ele planta em um produto”. Explica Josiane. Mais do que agregar valor e

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criar um produto, a João Mendes, foi além, tornou-se sinônimo de cachaça de qualidade. Uma evolução confirmada pelo prêmio que os melhores especialistas do país reunidos pela Revista VIP deram à Cachaça João Mendes. A cachaça recebeu o segundo lugar entre as melhores cachaças brancas do país. A revista reuniu, em 2011, os mais destacados “cachaciers”, sommeliers especialistas na bebida, para realizar o ranking da melhor cachaça brasileira. Segundo os especialistas, degustar cachaça branca com cachaça envelhecida é a mesma coisa que misturar champanhe com vinho tinto. Por esse motivo, a revista dividiu a escolha da melhor cachaça do Brasil, em dois testes: um para as brancas e outro para as envelhecidas. A degustação feita às cegas, pela revista VIP, sem que nenhum dos especialistas do teste soubesse o que estava bebendo, premiou a cachaça de Perdões como a segunda melhor “branquinha” do Brasil. REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

Foto: Divulgação

A história da João Mendes contada por seus rótulos. Símbolo de uma boa cachaça do primeiro rótulo quando tudo começou, até o último , presente nos pontos de venda dos mais diversos pontos do país.

A revista VIP da Editora Abril, reuniu em 2011, os mais destacados especialistas, para realizar o ranking da melhor cachaça brasileira. A degustação sem que nenhum dos especialistas do teste soubesse o que estava bebendo, premiou a cachaça João Mendes de Perdões.

As portas amplas respeitam a arquitetura original e conferem um charme a mais ao local, dividindo as áreas internas e externas. É a divisão do bosque com o pub.


A arquiteta desenhou o piso e utilizou o cimento queimado amarelo, combinando com o ambiente rústico, e brincou com o cimento fazendo desenhos no chão com os tijolos vermelhos. A opção pela pintura na cor preta em alguns pontos do interior do ambiente foi selecionada estrategicamente para dar um charme ao ambiente e proporcionar um clima mais aconchegante, além de se associar com a noite. Já no balcão foi reaproveitada a madeira, fato que comprova que a elegância, o bom gosto e a sustentabilidade podem caminhar juntos.

Os alambiques de cobre da João Mendes. Um processo lento, feito com um volume ideal e com total controle. Diferentemente de outros destilados que só envelhecem em barris de carvalho, a cachaça pode envelhecer em até 24 tipos de madeira que alteram a cor, sabor e aroma da bebida. A branca é envelhecida de maneira que as características da madeira não são transmitidas para a cachaça.

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O premio foi também o reconhecimento à obsessão do Sr João Mendes em dar sempre o melhor de si. “O nosso pai era otimista demais, tirava da dificuldade o seu melhor. O que no início foi um susto transformou nosso sitio na Empresa João Mendes que conhecemos hoje” lembra Josiane. A fazenda produz tudo o que precisa, tem marcenaria, estamparia. E, seguindo o exemplo do pai que queria sempre fazer o melhor, a João Mendes tem uma importante parceria com a Universidade Federal de Lavras, a UFLA, para melhorar a qualidade, o sabor, e todo processo químico. “Fazemos uma troca” explica Maria das Graças Cardoso, da UFLA, professora do único curso de pós-graduação em tecnologia da cachaça no país. “Um aprende com o outro, utilizamos a Cachaça João Mendes como um laboratório para as nossas pesquisas, depois implantamos os resultados nos produtos deles, é quase uma outra sala de aula para nossos alunos.”explica a professora. A família sabe, no entanto, que o que faz a diferença além de toda pesquisa e controle técnico, é manter presente o ideal do Sr. João Mendes e tudo o que ele representa. “Somos uma empresa familiar, como a nossa cachaça leva o nome de nosso pai, temos obrigação de fazer como ele faria. Fazer o melhor e agradecer a sorte de trabalhar com um produto que leva seu nome. É uma maneira dele estar sempre conosco. Como se ele estivesse aqui no sitio, em cada garrafa. REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013


Tudo que for possível é produzido no próprio sítio. O silk das embalagens de madeira e copos. A decoração para a exposição dos produtos João Mendes nos pontos de venda e as embalagens especiais para as edições limitadas. Assim, a Empresa João Mendes, tem mais controle de qualidade e gera mais empregos na região.

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É da boa ou não é? Toda bebida destilada é uma aguardente. Toda cachaça é uma aguardente, mas nem toda aguardente é uma cachaça, e nem toda cachaça é boa. Por Diter Stein Foto: Divulgação

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ara reconhecer a diferença, a Revista Ipê pediu algumas dicas exclusivas ao “Cachacier” ou “Cachacista”, Jairo Martins, um dos maiores especialistas em cachaça do país. “O processo de degustação é algo que precisamos aprender. O que se aprendeu é que se pega um copinho, se enche de cachaça e toma de uma vez. Isso é uma heresia. Eu digo que cachaça ruim é que a gente toma dessa forma: como quem quer logo se livrar dela. Mas uma cachaça boa tem que ter um ritual…” explica Jairo Martins “Por ter alto teor alcoólico, como todo destilado, deve ser sempre acompanhada de alimentos e água, devido ao poder de desidratação do álcool etílico.” Existem dois processos de destilação: o artesanal, de alambique, e o industrial, de coluna. As cachaças de melhor qualidade, normalmente, são as de alambique. O líquido que cai do alambique no início é chamado de “cabeça” com diversos produtos nocivos e deve ser descartado. Depois da “cabeça”, inicia-se a destilação do “coração”. O final do processo a “cauda”, também nocivo, deve ser eliminado. A cachaça pode envelhecer em até 24 tipos de madeira que alteram a cor, sabor e aroma da bebida. A REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

branca é envelhecida de maneira que as características da madeira não são transmitidas para a cachaça, e tem um sabor mais acentuado da cana. Para garantir a procedência, explica Jairo “é importante que a garrafa apresente rótulo com o número de registro no Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento, só se deve consumir cachaça legalizada. Deve ter aroma de cana, se é branca, ou se é armazenada ou envelhecida, aroma amadeirado”. Muitos sugerem que, ao ser agitada levemente, deve se formar um colar de pequenas bolhas no gargalo. “Na boca, deve ser agradável, com certa acidez se é branca, ou notas da madeira, se é envelhecida ou armazenada. No final, deve descer redonda e não queimar” ensina o “Cachacier”. A viscosidade, é um outro indicador de sua qualidade. Um teste é girar a bebida no copo em movimentos circulares suaves. O líquido que chega até a borda deve descer devagar pelo vidro. Quanto a caipirinha, deve ser feita individualmente, no copo em que será tomada. A cachaça ideal para caipirinha é a branca. Parece óbvio, mas para muitos não é: quanto melhor a qualidade da cachaça utilizada, mais saborosa será a caipirinha.

Jairo Martins, é um dos maiores conhecedores de cachaça do país. Autor do livro “Cachaça, o mais brasileiro dos prazeres. Engenheiro formado pelo ITA, com pós-graduação pela Universidade Duke (EUA). Foi vice-presidente da Siemens, na Alemanha, atual Superintendente Geral da FNQ-Fundação Nacional da Qualidade. Com diversos cursos de especialização em bebida destilada e vinho, presta consultoria em processos e gestão em toda a cadeia de valor de negócio de cachaça no Brasil e no exterior. Membro honorário do IBRAC- Instituto Brasileiro da Cachaça e participante da Câmara Setorial da Cachaça do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Jairo Martins, a cada seis meses ministra seminários sobre a cachaça na Volkshochschule de Munique, na Alemanha, que é o país que mais consome a bebida, depois do Brasil.


Bem-vindos à

Na Casa Do Bosque Pub, a cultura tem seu espaço reservado preenchendo os seus sentidos e a gastronomia tem o seu destaque satisfazendo o seu paladar.

Shows: Março - Dias 28 e 30 Paulinho Pedra Azul Abril - dias 19 e 20 Lúdica Música Maio - dias 3 e 4 Saulo Laranjeira

Casa do Bosque pub - Perdões-MG.

Horário de funcionamento: sextas e sábados de 19h à 1h.

Reservas e informações: (35) 8842 - 4855 Casadobosque@gmail.com www.facebook.com/casadobosque

www.casadobosque.com.br


INFOGRÁFICO

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Da plantação aos gramados É de Bom Sucesso MG a grama para a Copa 2014 Por Rodrigo Fortes Texto: Diter Stein

S

e a qualidade do futebol a ser apresentado na próxima Copa do Mundo, depender dos gramados, a cidade de Bom Sucesso pode se orgulhar. Por meio da grama cultivada pela Itograss, em sua unidade, os melhores jogadores do mundo terão no Mineirão, Castelão e na Fonte Nova um gramado perfeito. Para atender às exigências da FIFA, foi escolhida a grama Bermuda, produzida seguindo as determinações da ITGAP International Turfgrass Genetic Assurance Program. A grama segue exigências precisas, da plantação até chegar aos gramados dos estádios de futebol. PREPARAÇÃO E

1 PLANTAÇÃO DA GRAMA A grama Bermuda foi preparada, seguindo as determinações do ITGAP (Programa Internacional de Garantia Genética do Gramado, em tradução livre). O formato escolhido para a comercialização foi em mudas, conhecidas como sprigs. Assim, terra, argila nem outros materias são aderidos a ela

COLHENDO

2 AS MUDAS

As mudam foram colhidas com uma colhedeira Harvesting Sprigs, específica para esse tipo de material

ALGUNS TIPOS DE GRAMA Esmeralda: Boa resistência e pouca manutenção. É a mais usada em jardins e campos esportivos São Carlos: Não é muito resistente. Mais utilizada em jardins pequenos e áreas com sombra

ES CO LH IDA resistente

Bermuda: É mais e se regenera rápido. A mais indicada pela FIFA

Batatais: Grama rústica, fornecida em placas irregulares. Tem alta resistência à seca

4 TRANSPORTE Dois caminhões refrigerados fizeram o transporte de Bom Sucesso até Belo Horizonte. A temperatura dentro do baú deve ser em torno de 5 ºC

SPRIGS, nenhum material, como argila e terra, é aderido à grama

3 CUIDADOS

Fonte: Itograss e Greenleaf

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Para manter o vigor e a qualidade, as mudas foram acondicionadas em sacos plásticos e caixas


6 MINEIRÃO

5 VIAGEM

Em toda a reforma do Mineirão, trabalharam cerca de 3.000 operários, mas apenas 15 fizeram o plantio da nova grama, em apenas 1 dia. Em todo o estádio, foram usadas 540 mil mudas, sendo 428 mil apenas no campo de jogo.

As mudas viajaram cerca de 250 km até o estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, e 2.500 km até Fonte Nova, na Bahia

AONDE A GRAMA FOI

Fortaleza

BH

Bahia

Bom Sucesso

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MÚSICA

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Saulo

Laranjeira Música. Humor. Folclore

Saulo Pinto Muniz é o seu nome, nascido em Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha é humorista, ator, apresentador, cantor, e compositor. Bastante conhecido pelo seu personagem Deputado João Plenário que interpreta no A Praça é Nossa do SBT. O que muita gente não conhece é seu trabalho como divulgador da música regional brasileira, compositor e cantor. Para quem quer conhecer seu trabalho, o humorista e compositor estará se apresentando em Perdões.

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Deputado Joao Plenario Por Diter Stein Fotos: Vilmar Oliveira

REVISTA IPÊ: A maioria das pessoas o conhece como humorista, por meio de A Praça é Nossa, pelo personagem João Plenário. Como você criou o personagem? Alguns políticos já reclamaram? Qual é o retono do personagem? SAULO LARANJEIRA: O João Plenário é fruto de observação do que acontece no cenário da política nacional – as características culturais e as expressões dos políticos histriônicos, etc. – Não é uma crítica generalizada, entendo que tem políticos sérios comprometidos com a causa pública, mas sabemos que tem uma banda podre que precisa ser exterminada. Nenhum político reclama, ninguém quer vestir a carapuça. O sucesso do personagem é muito grande em todo o Brasil, como ele é um personagem camaleônico, que se molda aos sotaques e expressões de várias regiões, o público termina se identificando.

REVISTA IPÊ: Além de humorista, você é também cantor, compositor e divulgador da nossa música regional. Como é seu envolvimento com o folclore? Acredita em um interesse pelo público universitário pela música de nosso folclore como houve anos atrás, que fizeram de músicas como Calixbento entre outras, sucesso na mídia?

trabalhos expressivos, porém com dificuldades em divulgar os seus trabalhos. É uma questão do poder público interferir para atender a esse universo de consumidores. Os jovens universitários não se manifestam mais como um público de vanguarda. Passaram a ser um público que só tem interesse em consumir cultura estabelecida pela a mídia atual.

SAULO LARANJEIRA: Sempre me envolvi com a cultura popular brasileira, pesquisando os folguedos populares, principalmente no Vale do Jequitinhonha, minha terra, e esse material de pesquisa terminou sendo uma importante referência para o meu trabalho não só teatral como também musical. O Folclore, a Cultura Regional, não apenas no Brasil, não faz mais parte da mídia. O interesse dos veículos de comunicação pelo produto cultural de massa terminou prevalecendo. Mas sabemos que existe um público carente, ávido por consumir cultura regional, como também existem artistas regionais com

REVISTA IPÊ: Soube que você teve um Bar/Centro cultural Chamado Fulô da Laranjeira, pelo que soube muitos músicos conhecidos tocaram lá. Como foi a experiência? SAULO LARANJEIRA: Na década de 80, tivemos um importante espaço cultural em São Paulo – Fulô da Laranjeira – um local de encontro de vários artistas emergentes da época – Renato Teixeira, Elomar, Xangai, Almir Sater, Tarancon, Geraldo Vandré, etc... Foram 08 anos convivendo com um público amante da boa Música Popular Brasileira e com artistas formadores de opinião. REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013


Foto: Pedro Silveira

MÚSICA

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João Macambira - Personagem de Saulo Laranjeira

Uma experiência das mais importantes para a minha trajetória artística. REVISTA IPÊ: Você também é de Pedra Azul da região do Vale do Jequitinhonha. Era amigo do Paulinho Pedra Azul ou ficaram amigos depois? SAULO LARANJEIRA: Eu e o Paulinho Pedra Azul crescemos e sonhamos juntos. Somos filhos de Pedra Azul, bela cidade do Vale do Jequitinhonha. Fui o primeiro a ir pra São Paulo, anos depois o Paulinho chegou por lá e começamos a trabalhar juntos. Em seguida, o Paulinho voltou prá Minas e começou a sua carreira solo. Não temos trabalho musical em parceria, mas mantemos uma maravilhosa amizade. Parceria Eterna! REVISTA IPÊ: Como compositor tem mais de 50 composições. Quem são seus parceiros mais assíduos? Fez recentemente alguma turnê? SAULO LARANJEIRA: O meu parceiro e companheiro de show mais frequente é o meu filho Tuca Graça, com quem REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

tenho um CD gravado em parceria denominado “Faróis do Tempo”. Outro parceiro recente é o cantor e compositor cearense Saldanha Rolim. Eu e o Saldanha desenvolvemos dois projetos: “Saulo Laranjeira e Saldanha Rolim cantam Vandré e Gonzagão” e Carnaval de Todos os Tempos. REVISTA IPÊ: Como funcionam seus shows? Você mistura humorismo e música ou são coisas que trabalha separado? SAULO LARANJEIRA: Nos meus shows, a música, a poesia e o humor sempre estiveram juntos. É formato do meu trabalho há anos. As canções intercalam os momentos de emoção e de humor. REVISTA IPÊ: Tem algum projeto que está investindo atualmente? SAULO LARANJEIRA: Estamos na expectativa da volta do Programa Arrumação ainda este ano, vamos gravar o nosso primeiro DVD no segundo semestre, e lançaremos uma comédia musical tendo como protagonista o personagem Deputado João Plenário.

Geraldinho - persoangem de Saulo Laranjeira

REVISTA IPÊ: Como foi sua apresentação na casa do Bosque aqui em Perdões? Você e o Emílio Victtor já se conheciam? SAULO LARANJEIRA: A Casa do Bosque é um recanto cultural encantador, fui sempre muito bem acolhido por um público muito generoso, sensível e participativo. Conheço o Emílio Victtor há muitos anos, ele já gravou em nosso Programa Arrumação. É um grande amigo e um empreendedor cultural digno de aplauso, respeito e carinho.


MÚSICA

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Transmissor Entra em estúdio

Por Diter Stein Foto: CháGelado

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“Um pop rock agridoce, com canções tranquilas e melódicas.” como seus integrantes definiram o som da banda para a Revista Ipê. Mas que pode mudar neste próximo CD, avisam seus integrantes. A banda está preparando seu terceiro álbum, ainda sem nome, que deverá ser lançado provavelmente no segundo semestre de 2013, com shows nas principais capitais. O álbum será produzido por Carlos Eduardo Miranda, jurado do programa Ídolos e produtor de CDs do Skank, Rappa, Virgulóides entre outros. Segundo Leo Marques

“Todos estão compondo. Novas parcerias dentro da banda surgiram, com uma postura estética de reconstrução em relação aos discos anteriores, uma proposta diferente de tudo que já fizemos. Até agora as canções estão com uma característica mais livre, atmosférica e aberta.” Representante do pop rock mineiro, o quinteto Transmissor nasceu em 2007. Apesar do som suave, tem um pé no rock pesado através da participação de dois ex-integrantes da antiga banda Diesel, que depois viria a ser conhecido como Udora, que


fez carreira e por sua participação no Rock in Rio em 2001. Segundo a revista Rolling Stones brasileira, que incluiu o último Cd do Transmissor em sua Hot List, “a banda mineira, traz uma sonoridade nostálgica, mas com uma pegada atual”. Talvez um “Clube da Esquina” revisto, tocado por um outro clube, mas na mesma esquina. “O Transmissor foi a forma que um bando de amigos chegando aos trinta anos encontrou para continuar a se reunir com frequência”, explica o guitarrista e vocalista Leo Marques. A banda já se apresentou algumas vezes com Lô Borges, Vander Lee, e teve a participação de Henrique Portugal tecladista do Skank, no CD “Nacional”. O CD contou também com a participação de James Valentine, guitarrista do Maroon 5. Leo-

nardo o conheceu na época em que estava trabalhando em Los Angeles, James compareceu à primeira apresentação do Transmissor. Ele tocou guitarra na faixa “Traz o Sol pro Meu Lado da Rua”. “Tive a ideia de chamá-lo quando decidimos gravar. Ele topou na hora. Somos amigos e acho que podemos até pensar em fazer mais coisas.” O Maroon 5 é um grupo de Los Angeles, estourou quando James Valentine entrou para a banda. Ganharam 26 Discos de Platina por vendas superiores a 12 milhões de cópias em todo mundo, com o álbum Songs About Jane. Tem uma mistura de rock’n’roll com influências de soul e funk. Estiveram diversas vezes no Brasil em turnê, além de apresentação no Rock in Rio de 2011. O Transmissor se apresentou

apenas uma vez na região, em Tiradentes, durante a Mostra de Cinema de 2011. “Gostaríamos muito de tocar em Lavras, estamos só esperando um convite” sugere Leonardo Marques. Ficha Técnica Formação: Leonardo Marques: Voz, violão, guitarra, baixo e piano, Jeniffer Souza: Voz, violão, guitarra, baixo, Ukelele e piano, Thiago Corrêa: Voz, violão, baixo, piano, Henrique Matheus: guitarra, baixo. Pedro Hamdan: Bateria Site: www.transmissor.tv facebook.com/transmissoroficia CD’s Sociedade do Crivo Mútuo, Nacional

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MÚSICA

DICAS CULTURAIS

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Careless Love - Madeleine Peyroux, 2004

FILME Blade Runner, o Caçador de Andróides – EUA, 1982 Para quem não assistiu ao filme exibido na UFLA, no Museu de História Natural, no dia 22 de fevereiro, na Mostra de Filmes Ciência e Sociedade. Um filme que realmente revolucionou. Seu clima Noir com base futurista e (grandes) pitadas filosóficas, faz dele um dos melhores filmes do gênero. Direção esplendorosa de Ridley Scott, com atuação impecável do Rutger Hauer. Vale, ainda, lembrar a trilha sonora inesquecível de Vangelis.Típico filme que se tem vontade de ver várias e várias vezes. Sinopse No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, esse incidente faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los. Nas locadoras. Blu-ray: R$ 30,00 REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

Uma das mais importantes cantoras de jazz da nova geração, nascida na Geórgia (EUA), mas criada na França onde encontrou seu caminho para a música. Nas 12 faixas do álbum produzido por Larry Klein, Madeleine empresta seus vocais (inspirados em Lady Day) a clássicos de artistas que ela admira como: Leonard Cohen (Blue Alert), Tom Waits (Looking for the Heart of Saturday Night), Fred Neil (Everybody´s talkin) e Joni Mitchell (River, gravada em dueto com a canadense k.d.lang). Peyroux compôs a inédita I’m all right, com Klein e Walter Becker, do extinto Steely Dan, e ainda outras três canções com Klein e Jesse Harris (com quem co-escreveu o tema Don’t wait too long). Com certeza, um dos grandes lançamentos do jazz moderno. Pode agradar até a quem não conhece ou não curte jazz. Preço: R$ 21,90

Emilio Victtor Cantor e compositor Produtor cultural da Casa do Bosque


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PERFIL

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José Silvério

Do futebol de botão para a Copa do Mundo

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Um dos mais conhecidos locutores de futebol do país volta às origens. José Silvério abre as portas de sua casa no Condomínio das Palmeiras, para falar de sua carreira com a Revista Ipê. Uma carreira brilhante que começou de uma brincadeira, narrando jogo de futebol de botão. Hoje já são 10 copas do mundo, em quase 50 anos de carreira.. Por Diter Stein Fotos: José Henrique e Daniel Rocha

J

osé Silvério construiu em Lavras uma casa para receber amigos, familiares e descansar um pouco da roda viva do futebol. O locutor nasceu em Itumirim e passou a infância em Lavras. Como locutor, tem uma espécie de marca registrada, estender a pronúncia das últimas sílabas das palavras. Criou um estilo próprio, sendo reconhecido pelo Wikipédia, como o mais técnico de todos os locutores esportivos de rádio da história do futebol brasileiro. Em São Paulo, é o locutor preferido de todas as torcidas. Talvez pela característica de não ter um time de preferência e fazer uma narração totalmente imparcial. “Não tenho um time de coração, não torço por nenhum time, acho que seria uma traição aos meus ouvintes” explica José Silvério. A casa foi feita sob medida, para receber amigos, mas, também, para o trabalho. Além do espaço gourmet, área de lazer e churrasqueira em torno da piscina, tem um estúdio para realizar narrações, quando algum imprevisto não permitir sua presença no estádio onde estiver sendo realizado o jogo. Como aconteceu durante a doença de sua

Amplo espaço e lazer, para receber amigos e familiares

esposa recém falecida. Voltou para Lavras com a esposa, sua mãe já estava aqui desde 85 e sua filha também já havia retornado. Seu plano era se aposentar em 2010 e morar em Lavras, quando encerraria seu contrato com a Radio Band. Com a proposta irrecusável da Bandeirantes para renovar seu contrato e com o falecimento de sua esposa, seus planos ficaram em suspenso. José Silvério deve sua car-

reira ao futebol de botão. Na adolescência os amigos se divertiam enquanto Silvério fazia a narração dos jogos. Em 1964, no jogo Olímpico e Bragantino, em comemoração ao aniversário de Lavras, no último momento o locutor da Radio Cultura sentiu-se mal e não encontraram ninguém para substituí-lo. Quem deu a solução foi Itamar Mazzochi, que trabalhava na Radio Cultura, frequentava a mesa de futebol de botão e se divertia com as narREVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013


PERFIL

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No estúdio as homenagens, prêmios, mini cartazes das 10 copas que participou e desenhos de amigos como o do Paulo Caruso, feito ao vivo, durante a entrevista no Roda Viva.

rações do menino José Silvério. “Pessoal tem um garoto lá no jogo de botão que é bom demais, acho que ele faria uma narração perfeita. Faz um teste com ele.” indicou Itamar. Sem saída, aceitaram a sugestão meio estranha e fizeram o teste, durante o treino do Olímpico. O menino Silvério surpreendeu a todos, aprendeu rápido a utilizar o microfone. Foi aprovado no mesmo instante. O jogo foi narrado pelo garoto do futebol de botão com sucesso, e virou o locutor oficial da radio Cultura. Mas foi por pouco tempo. Em seu sétimo jogo pela Cultura, Jaime Gomide da Radio Itatiaia estava em Lavras e ouviu a narração de José Silvério pelo rádio. Assim que chegou em Belo Horizonte sugeriu que o contratassem. Eles queriam sangue novo, e estavam buscando um locutor jovem. Só não sabiam que era tão jovem. Perceberam que era praticamente ainda uma criança, quando José Silvério, ao receber o convite por telefone, explicou que teriam que falar com sua mãe D. Cidinha, pois ainda não tinha 18 anos. Se a rádio Itatiaia queria um locutor jovem, tinha achado. Foi o início de uma carreira REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

que só conheceu sucesso. Em Belo Horizonte ficou na Rádio Itatiaia de 64 até 67, depois na Inconfidência de 67 até 71 e na Continental de 71 até 74. Chamou a atenção da Tupi de São Paulo que o contatou para a sucursal do Rio. Do Rio foi para a Jovem Pan onde ficou de 75 até 2.000, quando substituiu Osmar Santos. Em 2005 foi contratado pela Radio Band onde está até hoje. No sofá da sala de sua casa, cercado pelos quadros de seus pintores preferidos como Aldemir Martins, Djanira e Rebolo que decoram sua casa, José Silvério lembra de alguns momentos marcantes de sua carreira, como a primeira vez em que entrou nas cabines de transmissão do Maracanã. “Em 1965 eu tinha 19 anos e fui escalado para transmitir os jogos do torneio do quarto centernário do Rio de Janeiro. Participavam entre outros os times do Vasco, Flamengo, o Atlético de Madri, a seleção da Alemanha Oriental. Era a primeira vez que entrava no Maracanã. Quando vi estava junto de meus ídolos, ao meu lado estava Waldir Amaral, Jorge Curi que sempre ouvi pelo rádio e eu, ali no

meio deles. Foi muita emoção...” Foram muitas emoções, como a transmissão do jogo Brasil e Paraguai que teve a maior público do Maracanã, jogo decisivo para a classificação do Brasil na copa de 70, quando quase 200 mil pessoas participaram do jogo que garantiu a classificação da seleção. Mas se a carreira de José Silvério teve muitas alegrias teve também momentos de tristeza como na copa de 1986 na Espanha. “Foi a única vez que chorei. Foi na final em que o Zico perdeu o pênalti. Ele havia feito o passe para o Branco fazer o gol que levou o Brasil para a disputa por pênaltis e perdeu o seu...Era muito amigo do Telê Santana, chorei por ele. Quando o Brasil perdeu não conseguia entender como uma seleção tão brilhante não foi a campeã. Aliás, nem eu nem ninguém. São os caprichos dos deuses do futebol, como dizia Nelson Rodrigues. Talvez por isso o futebol empolgue tanta gente, é imprevisível.” Participou de 10 Copas do Mundo como locutor, mas uma em que não participou lembra com humor foi o jogo da Copa do Mundo de 1954. Era o jogo


Brasil x Iuguslávia, Silvério tinha 8 anos e ainda morava em Itumirim. “A cidade não tinha luz elétrica e não existiam rádios a pilha. O dono da venda conectava o rádio na bateria do caminhão. E toda a cidade ouvia o jogo na venda, no único rádio da cidade. O problema é que, às vezes, o caminhão era utilizado para entregar queijos e atrasava. Ficava todo mundo desesperado. E foi o que aconteceu. O jogo já tinha começado e nada do caminhão chegar. Até que chegou e puderam ouvir o jogo” lembra José Silvério. O que os amigos de infância de José Silvério não imaginavam é que no futuro iriam ouvir aquele menino nervoso com a demora da bateria do caminhão, transmitir os jogos de seus times e as futuras copas do mundo e que se tornaria um dos mais conhecidos locutores de futebol do país.

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VIAGENS

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San Alfonso

Del Mar A Maior Piscina do Mundo

Por Diter Stein Fotos: Rivera Fresno

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Em alguns pontos, a piscina possui até 35 metros de profundidade, é possível praticar mergulho. Para crianças e pessoas que gostam de brincar na água, a piscina possui locais protegidos com menores profundidades. Nos dias frios, ou de chuva pode se utilizar o complexo de piscinas aquecidas da pirâmide de vidro.

VIAGENS

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O

s brasileiros têm agora um novo destino para suas viagens ao Chile. Além das estações de sky do Vale Nevado, faz parte agora também dos roteiros turísticos no Chile, o complexo de piscinas do Resort San Alfonso del Mar, onde está localizada a maior piscina do mundo, segundo o Guinness Book. A Revista Ipê conversou com Ignacio Rivera Fresno, do San Alfonso del Mar, que contou que 100.000 turistas visitam anualmente San Alfonso. “os brasileiros por enquanto representam apenas 1% do total, algo em torno de 1.000 turistas por ano. A grande maioria dos hospedes são os chilenos e, em segundo lugar, estão os argentinos” explicou Rivera Fresno. Algarrobo é um bela praia do REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

Pirâmide de vidro, no estilo da cúpula de vidro do Museu do Louvre, na França.


Pacífico, a mais ou menos 100 Km de Santiago, com ondas gigantescas, mas de águas geladas, impróprias para nadar, ou praticar qualquer tipo de esporte. O que torna o local tão atraente é o visual do mar a partir de sua enorme piscina de água salgada e calmas, na agradável temperatura de 26°. As águas geladas do Oceano Pacífico ficam só para o visual. Como no inverno faz frio, a grande frequência dos brasileiros é no verão, nos meses de janeiro ou fevereiro explica Fresno. O ambiente é perfeito para quem tem filhos. A piscina tem 1.013 m de comprimento, 250 milhões de litros de água salgada cristalina. Uma obra de US$ 1,5 bilhões de dólares, e uma manutenção que custa por ano cerca de US$ 4 milhões. Um sistema computadorizado filtra

a água do mar e direciona para a piscina, que depois é tratada e devolvida ao mar. Além de nadar, os hóspedes podem andar de caiaque, vela, mergulhar e atravessar a piscina usando um serviço de barca oferecido pelo resort. Em uma imensa pirâmide de vidro, no estilo da cúpula de vidro do Museu do Louvre, na França, os hóspedes podem aproveitar uma área aquecida, em um clima praiano mesmo em dias frios. Dentro da estrutura de vidro o hospede pode tomar sol em uma praia de areia. A piscina aquecida da pirâmide é ainda rodeada por diversas jacuzis O Resort San Alfonso del Mar, não trabalha com operadoras de turismo, explica Ignacio Rivera Fresno. As diárias no resort variam de R$ 500 a R$ 800, em mé-

dia. São dez prédios (em formato de pirâmide) com, ao todo, cerca de 1.000 apartamentos. O resort funciona como um aparthotel.

Elisabeth Soares, do Rio de Janeiro, esteve recentemente em San Alfonso del Mar. Gostou, pretende voltar e dá algumas dicas: “Aconselho ir nos meses de verão, onde dá pra aproveitar a piscina sem sentir frio e como os dias são longos dá pra ficar até tarde da noite aproveitando o resort, tipo 21 horas ainda está claro. De vez em quando, eles ainda promovem exposições, recitais para as pessoas que estão dentro do resort que saem sem custo adicional. Lembrando que lá não é um hotel onde a camareira vai todo o dia trocar sua toalha e fazer a sua cama, é um flat que você aluga o apartamento” explica Elisabeth em dica no Tripadvisor. REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013


Por Rodrigo Salvador Fotos: Daniel Rocha / Cia da Foto

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D

ESPAÇO GOURMET

elicioso sanduiche enrolado, derivado do verbo em inglês “to Wrap” que significa embrulhar, enrolar, ou seja, é um sanduiche em que o recheio é envolvido por uma massa do tipo pão folha, podendo substituir esse pão folha por uma massa de panqueca ou ate mesmo por pão árabe. Eles surgiram nos Estados Unidos, mais especificamente na Califórnia, nos anos 90, como uma adaptação de um prato típico do México: o taco. Existem parentes próximos do sanduiche como Doner Kebab e Shawarma King, esse é um delicioso sanduiche com características mais leves, saudáveis, sem frituras, mas sem abrir mão do prazer do sabor e do visual. Os ingredientes podem ser dos mais variados, tanto frios como quentes, dos mais simples aos mais requintados. Ideal para levar ao trabalho como opção de almoço, festas ate mesmo para um delicioso pic-nic. Hoje, nesta edição, vamos apresentar um Wrap de peito de frango, adaptado à massa de panqueca (como opção de almoço).

Enrolando a fome

com estilo REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013


Ingredientes para a massa: • • • •

2 xícaras chá de farinha de trigo 2 xícaras chá de leite 3 ovos 1 pitada de sal

Bata tudo no liquidificador e em uma frigideira, pincelamos um pouco de manteiga e colocamos uma “Concha” de massa, o ponto ideal da massa é quando comece a se soltar do fundo da frigideira. Feito isso reserve

Montagem: Sobre um prato, colocamos a massa de panqueca as folhas de alface, as rodelas de tomate e a de cebola, por ultimo colocamos enfileiradas as iscas de peito de frango e por cima o molho pronto para saladas. Enrolamos. Dica: Para levar para o trabalho, o ideal é embrulhar com uma folha de papel alumínio.

Ingredientes para o recheio: • • • • •

1 peito de frango cortado em tiras (iscas); Cebola em rodelas; Tomate em rodelas; Folhas de alface Molho pronto para salada.

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ESPAÇO GOURMET

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Olá, eu sou o chefe Felipe Leroy! Por Felipe Leroy Foto: Frederico D’Alcantara

É

uma honra e imensa alegria, poder estar aqui com vocês na Revista Ipê.A convite do Édison Marques Júnior, a partir desta edição, irei escrever sobre temas do universo dos Alimentos e das Bebidas, que, neste “trade”, chamamos de A&B; vamos falar de gastronomia, culinária e o “business” que está presente nesta história toda; falo da cadeia produtiva que envolve esse amplo campo de trabalho e que movimenta muito dinheiro e envolve toda a sociedade. Envolve também, normas técnicas, legislações, custos, logísticas e humanização. (risos) Calma, que vou me apresentar e explicar: Sou bacharel em Ciências Contábeis pela PUC-MG, Cozinheiro profissional, formado pelo Senac-MG, em 2004, pós graduado em Direção de Hotéis e Restaurantes (na Espanha) e com diversos cursos nas áreas de gestão e humanas. Atuo como consultor em algumas áreas e venho ganhando espaço na gestão de projetos empresariais REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013

na Cadeia produtiva de Alimentos e Bebidas (A&B); montagem de cozinhas, treinamentos, formação de mão de obra e estruturação do negócio; sou docente para MBA e Pós graduação do SENAC- MG, e Universidade Estácio de Sá, além de cozinhar em eventos “Privês” e confrarias. UFA! (risos). Há alguns meses, venho frequentando por puro prazer, estas bandas de Perdões e Lavras; na realidade vou mesmo é na Casa do Bosque Pub em Perdões. Gente, o lugar é mágico, musica e comida de primeira qualidade, comandados pelos irmãos Emílio Victor e Adriane Freire; vale a pena, é sensacional. Minha história com cozinha é a seguinte: trabalhei no mercado financeiro por sete anos, atuando em gestão de projetos , investimentos e captação de recursos para fomento empresarial. Em um determinado momento, me vi e me senti triste profissionalmente, mesmo desempenhando em alta performance o meu trabalho. Um

desconforto de dentro para fora aos 28 anos, putz...Crise existencial!! (risos). Comecei a pensar em mudanças para minha vida, novos desafios, algo me envolvesse mais de corpo e alma, que fosse mais dinâmico, que me permitisse sentir mais vivo, que houvesse mais pessoas, que me permitissem aplicar os conhecimentos e habilidades já adquiridas e, sobretudo, “eu com mais propriedade de mim mesmo”. Filosófico, entretanto é isso mesmo; Eu com mais propriedade de mim mesmo! Nesta busca por um “norte” foquei em um processo de autoconhecimento para saber meus limites e, assim, identificar em que direção “ajustar as velas” e mudar os rumos de minha carreira. Optei pela cozinha também por motivos existenciais: vi na cozinha um universo gigante de possibilidades; percebi como cliente o despreparo das pessoas em lidar com o alimento e perceber o “peso” que tem na condução de um restaurante. Digo pesos mes-


mo: quilogramas, gramas, litros e ml. Cada uma destas frações é também uma fração de dinheiro, e nas lixeiras dos bares e restaurantes tem MUIIITO dinheiro jogado fora. Da mesma maneira acontece com a falta de valorização dos profissionais desse rico setor da economia, que não se sente parte integrante do processo e não investe em seu próprio trabalho e conhecimento. Percebi grandes perdas acontecendo e não sendo “contabilizadas” e, nesse cenário existem fontes repletas de oportunidades de trabalhos a serem desenvolvidos. Desde o fornecedor primário, passando pela logística, recebimentos, armazenamentos, limpezas e processos, treinamentos e a entrega de um prato pronto. Não cheguei a cozinha por acaso. Minha família é da cidade Esmeraldas e lá, “nas casa das Vó”, sempre estive envolvido com as cosias da cozinha, pois é lá que a gente se reúne. Desde criança gosto de manipular os alimentos, brincar com o fogo, viajar

nas transformações dos alimentos em comidas, nas diversas facas e seus usos, sempre gostei de descascar e desossar uma carne. Nu! Bão demais! É por isso e ouras coisas que meu relacionamento com a cozinha é de comunhão; é vivo, dinâmico e sempre evolutivo. Tem inicio, meio e fim. Todos os dias, tenho o privilégio de poder corrigir e melhorar a condução de meus trabalhos; seja na alteração de uma receita, na escolha mais adequada de uma panela ou a mudança de um processo de compra. Enfim, posso refletir em o porquê acertamos ou onde devemos melhorar. Com um ponto de partida e um objetivo claro de chegada, pois, ao acender uma trempe, partir uma fruta, comprar um óleo ou definir o layout de uma cozinha, deveremos saber o que estamos fazendo e onde queremos chegar, mesmo tendo que ajustar as velas no meio do caminho. Esses conhecimentos reunidos e aliados a muita dedicação,

disposição, persistência, amor às pessoas e ao ato de cozinhar e a nítida necessidade de profissionalizar o setor, culminou nesta nova etapa e desafio de estar com vocês da Revista IPÊ, nas próximas edições, falando disso tudo e muito mais. Peço licença para poder somar um pouquinho no conhecimento de cada um de vocês. Deixo aqui um forte abraço e até a próxima com algum tema bacana do momento. Foi uma alegria me apresentar. Sejamos bem-vindos e que 2013 seja repleto de realizações para todos nós!!! Vamos cozinhar juntos?!

Chef Felipe Leroy

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