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REVISTA

ipê

MÚSICA

NA MORAL

WILSON SIDERAL

ANO I - Nº 04 - JUL/AGO 2013

VEÍCULOS

EM TIRADENTES

MUSEU DO AUTOMÓVEL PERFIL

PERDÕES-MILÃO

REVISTA BIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO CONTROLADA

AMÉRICA MÓVEIS

“Wunderschön! Herrlich!” “Maravilhoso! Deslumbrante! ”Assim reagiu Stephan Krier, então cônsul geral da Alemanha no Rio de Janeiro, enquanto apreciava a vista do Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito, almoçando em seu restaurante.

E MAIS: UM HOTEL TODO FEITO DE GELO, DA CAMA AO COPO MODA, BELEZA, E BEM ESTAR

UM SHOW DE CIDADANIA EM LAVRAS

A IMPORTÂNCIA DO PLANO DE NEGÓCIOS

ESPAÇO GOURMET


ipê

Nossa Capa

REVISTA

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MÚSICA

NA MORAL

WILSON SIDERAL

ANO I - Nº 04 - JUL/AGO 2013

VEÍCULOS

EM TIRADENTES

MUSEU DO AUTOMÓVEL PERFIL

PERDÕES-MILÃO

REVISTA BIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO CONTROLADA

AMÉRICA MÓVEIS

EXPEDIENTE

“Wunderschön! Herrlich!” “Maravilhoso! Deslumbrante! ”Assim reagiu Stephan Krier, então cônsul geral da Alemanha no Rio de Janeiro, enquanto apreciava a vista do Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito, almoçando em seu restaurante.

E MAIS: UM HOTEL TODO FEITO DE GELO, DA CAMA AO COPO MODA, BELEZA, E BEM ESTAR

Foto: Daniel Rocha Lugar: Quedas do Rio Bonito Cidade: Lavras/MG

UM SHOW DE CIDADANIA EM LAVRAS

A IMPORTÂNCIA DO PLANO DE NEGÓCIOS

ESPAÇO GOURMET

PROJETO EDITORIAL Édison Marques Júnior DESIGN E PROJETO GRÁFICO Édison Marques Júnior JORNALISTA RESPONSÁVEL Diter Stein - Mtb 12965-RJ JURÍDICO Édison Marques FOTOGRAFOS - CIA DA FOTO José Henrique Daniel Rocha INFOGRAFISTA Lethos REVISÃO Rosemary Chalfoun Bertolucci REDAÇÃO Diter Stein - Editor Andrea Fraguas Felipe Leroy Emílio Victtor Jairo Martins Rodrigo Salvador Antônio Alberto Júnior COMERCIAL Édison Marques Júnior Contato: (35) 9143-4125 contato@revistaipe.com.br www.revistaipe.com.br EDIÇÕES AVULSAS E ESPECIAIS contato@revistaipe.com.br Edição nº 4. Distribuição controlada IMPRESSÃO: Editora Rona TIRAGEM: 2.000 exemplares Curta a Revista Ipê no facebook Artigos assinados são de responsabilidade dos respectivos autores. Autoriza-se a reprodução, desde que citada a fonte.

EDITORIAL

Uma edição para dar fim no estresse. A quarta edição da Revista Ipê está de mãos dadas com qualidade de vida. Lavras tem uma natureza belíssima em seu entorno. Por preguiça, excesso de compromissos ou por esquecimento, acabamos não aproveitando. Quem perde somos nós mesmo. É importante dar um corte em nossa rotina e buscar um contato maior com a natureza, é fundamental para nossa saúde física e mental. Para isso não existe lugar melhor do que o Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito. Outra opção para cuidar de nossa saúde física e mental são as bikes. Por não ser uma atividade de alto impacto, médicos recomendam como um dos melhores esportes e Lavras é privilegiada com trilhas maravilhosas. Leia nesta edição porque em Lavras aumenta cada vez mais o numero de pessoas que pedalam, e como fazer para começar. Estamos trazendo também nesta edição, o Museu do Automóvel de Tiradentes. Vale a pena conhecê-lo. É o único museu de automóveis de Minas Gerais e fica perto de Lavras. Tem um acervo fantástico, lá você pode conhecer o carro que fez da Fiat uma empresa popular, e acompanhar a evolução da tecnologia Citröen que modificou a indústria automobilística no mundo. Veja porque a TV Globo, quando precisa de carros antigos para suas novelas e minisséries, é lá que os aluga. Acompanhe a conversa saborosa que nosso editor e jornalista responsável, Diter Stein teve com Wilson Sideral. Além de contar de sua carreira, do sucesso das músicas “Fácil” e “Na Moral” fala de sua ligação com Lavras, quando frequentava a cidade em sua infância. Duas novas colunas, uma para quem quer ficar mais bonito ou bonita. Para quem está pensando em abrir seu negócio, ou torná-lo mais eficiente, a coluna Arte de Empreender, A revista Ipê está perto de sua edição de aniversário, e está preparando sua edição especial de Natal. Obrigado por estarem sempre conosco e até a próxima revista. Édison Marques Júnior Diretor da Revista Ipê


REVISTA

ipê

Jul/Ago 2013 SUMÁRIO

ARTE E CULTURA Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito. Uma joia rara ao lado de Lavras, um paraíso que está se reinventando, até de nome vai mudar.

30 / 37 INFOGRÁFICO Um dia que ficará na história: mais de 10% de Lavras nas ruas!

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COMPORTAMENTO E MODA

ARTE DE EMPREENDER

A nova coluna Personal Stylist, da revista IPÊ, vai rimar moda com beleza, autoestima e bem-estar.

A importância do plano de negocios na hora de ver os pró e contra ao iniciar o sonho do nogócio próprio.

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MÚSICA Sideral, Autor de “Na Moral” do programa de Pedro Bial, fala de sua carreira e ligação com Lavras.

PERFIL Paulo Ribeiro, a busca da perfeição que tornou a América, um dos mais importantes fornecedores dos designers brasileiros de móveis.

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ESPORTE VEÍCULOS No Museu do Automóvel de Tiradentes, o Citröen DS, escolhido como o carro mais bonitos de todos os tempos. O que mais inovou na tecnologia.

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VIAGENS Verão brasileiro, inverno canadense, conheça um hotel todo construído com gelo, como os iglus.

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Lavras, cidade do ipês e das bikes. Saiba porque a turma do pedal cresce cada vez mais.

16 / 19 GASTRONOMIA Carne de Panela do Chef acompanhado de arroz Piamontese: a boa escolha para esta época do ano.

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ipê

MÚSICA

LONDRES EM PERDÕES

JESSE MOUROE

ANO I - Nº 03 - MAI/JUN 2013

ESPORTE

ARTE E CULTURA

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REVISTA

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COMO OS PÁSSAROS

PARAGLIDER EM LAVRAS PERFIL

FÁTIMA BERNARDES ENCONTRA

Por Diter Stein Fotos: Wladimir Loyola

POUSADA ORATÓRIO

Pousada Oratório

Franceses, alemães e brasileiros de todas as cidades descobrem cada vez mais o requinte de Tiradentes, a 1 hora só de Lavras, a Pousada Boutique Oratório é um charme que encanta a todos.

E MAIS: HOTEL CLUB CASAPUEBLO, UM ÍCONE DE PUNTA DEL ESTE O SONIC DA CHEVROLET

A ORIGEM DA CACHAÇA

HÉRNIA DE DISCO

Franceses, alemães e brasileiros de todas as cidades descobrem cada vez mais o requinte de Tiradentes, a 1 hora só de Lavras, a Pousada Boutique Oratório é um charme que encanta a todos

T

iradentes, um dos pontos turísticos mais charmosos do país, está a pouco mais de uma hora de Lavras. Vale a pena fazer como cariocas, paulistas, ingleses, franceses, alemães e curtir a cidade em um fim de semana, em uma das pousadas mais aconchegantes da cidade que une conforto com uma vista deslumbrante para a Serra de São José. A Pousada Boutique Oratório tem um requinte que, aos poucos chama a atenção. Para o hospede que chega pela primei-

ra vez, o que chama a atenção imediata, é o trabalho do arquiteto Lizandro Melo Franco, que fez um projeto moderno, mas que manteve a harmonia e elementos da arquitetura barroca mineira, com as curvas sinuosas das passarelas que unem os diversos ambientes, da piscina, a utilização do vidro e madeira. Assim como o trabalho da decoradora Mariângela Costa. A alma da pousada, o hospede sente aos poucos. A alma está no “Boutique” do nome. Uma pousada em um espaço

amplo com muitas árvores, gramados, mas com poucos quartos: são apenas 11. Um projeto feito de maneira que o hospede possa fruir a vista panorâmica da Serra São José de todos os quartos em total privacidade, ver sem ser visto. A alma da pousada está nos detalhes como nos quadros e obras de arte de artistas reconhecidos, que decoram os quartos, ambientes e corredores. No piano alemão “Pleyel” com mais de 100 anos na sala de estar, nos detalhes como nos jogos de cama de algodão egíp-

PEELING

UFLA: REFERÊNCIA MUNDIAL EM MEIO AMBIENTE REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

EDIÇÃO 03

Envie comentários, sugestões e opiniões para serem publicados nesta seção Revista Ipê contatoto@revistaipe.com.br www.revistaipe.com.br Que bom podermos contar com mais uma ediçao da revista ipê. Pois essa revista nos traz várias reportagens, temas do nosso interesse. E também dicas para viagens agradáveis. Parabéns ao Edison e toda equipe.

Maria Regina Souza Pessoa ‘’Reportagens completas e leitura de fácil entendimento, hoje a revista Ipê nos tráz informações culturais de nossa região com autenticidade e competência, não fico sem ler a revista``

William Soares

“Gostaria de parabenizar a equipe da Revista Ipê pela qualidade da mesma. A diagramação de redação e imagens está em perfeita harmonia, além de o conteúdo ser atraente, proporcionando ao público uma leitura informativa e muito agradável. As matérias sobre viagens e turismo são excelentes ao mostrar projetos arquitetônicos que se destacam nesta área. Parabéns e muito sucesso a todos os envolvidos”.

Gostaria de dar os parabéns pelo sucesso de venda da revista Ipê em nossa Banca Jardim. Fiquei surpreso, não esperava. Como é uma revista de circulação controlada, distribuída a um público chave gratuitamente, aceitei expor a revista, sem acreditar que fosse vender. Mas fiquei surpreso, a revista agradou em cheio aos frequentadores da banca e teve uma venda excelente. Minha sugestão é que nas próximas edições divulguem que a revista pode ser comprada aqui, na Banca Jardim. Tenho a certeza de que, se houver divulgação, vai ter uma venda ainda melhor.

Hebert Marcos Vilas Boas Proprietário da Banca Jardim

REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013

Parabéns,

Gilnei Jr Arquiteto e Urbanista Santiago – RS

Gostaria de parabenizar a equipe da revista por fornecer um material com tamanha qualidade e variedade de assuntos em suas matérias, fazendo com que o leitor sinta a necessidade de seguir sempre para a próxima matéria e saciar sua sede de conhecimento através desta fonte.

Vinícius Lazzari Arquiteto e Urbanista Santiago – RS

Ipê, árvore símbolo do Brasil, símbolo de Lavras, no período da floração, apresenta uma peculiaridade: fica totalmente desprovida de folhas, depois estas dão lugar às flores. Assim, é a revista ipê, com seu belo nome, deixandonos ansiosos para ver a próxima edição, pois sempre nos brindando com seu bom gosto, belíssimas fotos e textos de fácil compreensão! Parabéns! Siga em frente!

Michele Rocha Advogada

Um dos mais conhecidos locutores de futebol do país volta às origens. José Silvério abre as portas de sua casa no Condomínio das Palmeiras, para falar de sua carreira com a Revista Ipê. Uma carreira brilhante que começou de uma brincadeira, narrando jogo de futebol de botão. Hoje já são 10 copas do mundo, Encravado nas em quase 50 anos derochas de Punta Ballena, o símbolo turístico de carreira.. Punta del Este, um hotel-escultura feito a mão, durante 30 anos,

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Consultor Comercial América Móveis Para a equipe da Revista Ipê

“Parabenizo toda a equipe da Revista Ipê pelo excelente trabalho apresentado em sua última edição. Matérias atuais e interessantes exibidas em padrão gráfico que se compara aos melhores títulos disponíveis no mercado. Recomendo a todos que procuram um momento de informação e lazer com qualidade de apresentação.”

Claudio R. Gioda Jr

Club Hotel

CasaPueblo

VIAGENS PERFIL

CARTAS

REVISTA BIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO CONTROLADA

LAIR RENNÓ

por um artista amigo de Picasso, Salvador Dali e Vinicius de MoAmplo espaço e lazer, para receber amigos e familiares raes, envolve o azul do céu e do mar com o seu manto branco. osé Silvério construiu em La-

Por Diter Stein Fotos: José Henrique e Daniel Rocha

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José Silvério

Do futebol de botão para a Copa do Mundo

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013 REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013

vras uma casa para receber amigos, familiares e descansar um pouco da roda viva do futebol. O locutor nasceu em Itumirim e passou a infância em Lavras. Como locutor, tem uma espécie de marca registrada, estender a pronúncia das últimas sílabas das palavras. Criou um estilo próprio, sendo reconhecido pelo Wikipédia, como o mais técnico de todos os locutores esportivos de rádio da história do futebol brasileiro. Em São Paulo, é o locutor preferido de todas as torcidas. Talvez pela característica de não ter um time de preferência e fazer uma narração totalmente imparcial. “Não tenho um time de coração, não torço por nenhum time, acho que seria uma traição aos meus ouvintes” explica José Silvério. A casa foi feita sob medida, para receber amigos, mas, também, para o trabalho. Além do espaço gourmet, área de lazer e churrasqueira em torno da piscina, tem um estúdio para realizar narrações, quando algum imprevisto não permitir sua presença no estádio onde estiver sendo realizado o jogo. Como aconteceu durante a doença de sua

Por Diter Stein Fotos Arquivo Casapueblo

esposa recém falecida. Voltou para Lavras com a esposa, sua mãe já estava aqui desde 85 e sua filha também já havia retornado. Seu plano era se aposentar em 2010 e morar em Lavras, quando encerraria seu contrato com a Radio Band. Com a proposta irrecusável da Bandeirantes para renovar seu contrato e com o falecimento de sua esposa, seus planos ficaram em suspenso. José Silvério deve sua car-

reira ao futebol de botão. Na adolescência os amigos se divertiam enquanto Silvério fazia a narração dos jogos. Em 1964, no jogo Olímpico e Bragantino, em comemoração ao aniversário de Lavras, no último momento o locutor da Radio Cultura sentiu-se mal e não encontraram ninguém para substituí-lo. Quem deu a solução foi Itamar Mazzochi, que trabalhava na Radio Cultura, frequentava a mesa de futebol de botão e se divertia com as narREVISTA IPÊ | JAN/FEV/2013 REVISTA IPÊ | MAI/JUN/2013


O Sesc chegou a Lavras trazendo toda a sua bagagem.

O Sesc agora tem uma agência em Lavras e a cidade toda ganha com isso. Ganha em educação, cultura e saúde. Tem acesso a cursos em diversas áreas oferecidos a preços acessíveis, pacotes turísticos, eventos artísticos e exposições itinerantes, além de um ponto de leitura exclusivo. Os trabalhadores do comércio, de serviços e turismo matriculados no Sesc recebem carteirinha com validade nacional*, abrindo ainda mais caminhos para o desenvolvimento pessoal e social. É uma extensa bagagem construída por mais de seis décadas e que agora chega a Lavras para trazer bem-estar e qualidade de vida à população. * Sujeitos às normas e políticas do estado visitado.

Rua Otacílio Negrão de Lima, 344 Bairro Centro


Antônio Alberto Júnior

COLABORADORES

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Antônio Alberto Júnior é empresário em Lavras dirige as empresas Jeito Caseiro Alimentos e Top Empreendimentos. É palestrante, colunista e instrutor do Empretec (programa da ONU com foco no Empreendedorismo).

SERVIÇOS JAIRO MARTINS

É um dos maiores especialistas em cachaça do País. Engenheiro formado pelo ITA, foi vicepresidente da Siemens na Alemanha. Autor do livro “Cachaça, o Mais Brasileiro dos Prazeres” é membro honorário do IBRAC-Instituto Brasileiro da Cachaça e participante da Câmara Setorial da Cachaça do Ministério da Agricultura. Ministra seminários sobre cachaça a cada seis meses em Munique, na Alemanha.

Emílio Victtor

Compositor, cantor, violonista, produtor cultural e professor de canto. Iniciou seus estudos, ainda jovem, aprimorando seus conhecimentos em Belo Horizonte. Estudou violão clássico, violão popular, técnica vocal, canto lírico e está constantemente se aperfeiçoando na área. Atualmente, une sua carreira com a direção artística da Casa do Bosque (Perdões).

Felipe Leroy

Formado em Ciências Contábeis é especializado em gestão financeira, cozinheiro profissional e docente na rede SENAC e Estácio de Sá para Pós Graduação e MBA no setor de Gastronomia e Hotelaria. Sócio da Leroy Treinamentos e Projetos, desenvolve ações em toda a cadeia produtiva de alimentos & bebidas e Hotelaria; Cursos, treinamentos e montagens de cozinhas.

Rodrigo Salvador

Apaixonado por artes culinárias, estudou na escola Mausi Sebess em Buenos Aires (Argentina), pós-graduando em cozinha de vanguarda. Após a conclusão de seus estudos, seguiu para a Europa para se aperfeiçoar profissionalmente e culturalmente, tendo seu regresso a Lavras em 2011.

Andréa Fráguas

Personal stylist, consultora de imagem certificada pelo Fashion Institute of Technology, FIT- Nova York, uma das melhores escolas de moda do mundo. Trabalhou em backstage de desfiles de moda do circuito fashion de NY, com estilistas como Oscar de La Renta.

REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013

Segue abaixo a relação das lojas e demais empreendimentos mencionados nesta edição, além das empresas que nos cederam locação ou material para fotos. America Móveis

Mobwelt aplicativos

(35) 3864-1279

(31) 96170707

Cachaça João Mendes

Não + Pelo

(35) 3864-8727

(35) 3822-2811

Cachola Comunicação

Quedas do Rio Bonito

(35) 3822-0784

(32) 8406-1914

Casa do Bosque Pub

Rodrigo Salvador

(35) 8842-4855

(35) 8865-5393

Casa do Serralheiro

Stark Learning Center

(35) 3821-7719

(35) 3822-2560

Cia da Foto

Top Led

(35) 3821-6269

(35) 3821-9777

Citroen Cheverny

Via Mund

(35) 2106-1000

(35) 3826-2566

Felipe Leroy

Vimilk

(31) 9178-2233

(35) 3864-1312

Fisiocenter (35) 3821-2831


COMPORTAMENTO E MODA

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Personal stylist Moda e comportamento A nova coluna Personal Stylist, da revista IPÊ, vai rimar moda com beleza, autoestima com bem-estar, felicidade com personalidade, para todos sentirem-se mais felizes. Afinal é a felicidade que torna tudo mais bonito.

A partir desta edição da Revista Ipê, Andréa Fráguas, Personal Stylist e Personal Shopper irá escrever sobre comportamento e moda, de maneira prática, aplicável à sua vida.

REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013

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e uma certa maneira, ninguém é totalmente bonito ou totalmente feio. A beleza das pessoas é o resultado da soma dos seus detalhes, alguns bonitos outros feios, e a maneira como a pessoa explora a seu favor esses detalhes e como se mostra ao mundo. Beleza não é só uma questão física, é também uma questão espiritual, tem muito a ver com personalidade, segurança. Andréa Fráguas é especialista em pessoas, em beleza e na arte de fazer as pessoas brilharem. Seu trabalho pode realizar profundas transformações. Claro, que só acontece se a pessoa estiver aberta a mudanças. É consultora de imagem certificada pelo Fashion Institute of Technology, FIT - Nova York, a quinta melhor escola de moda do mundo. Cursou Consultoria de Imagem no SENAC - Belo Horizonte. Atua como consultora de imagem no Brasil e EUA. Atualmente, vive em Nova York onde trabalha em backstage de desfiles de moda do circuito fashion de NY com estilistas e grifes como Louis Vuitton, Salvatore Ferragamo, Phillip Lim, Alexandre Herchcovitch, Marquesa, Oscar de La Renta e backstage dos desfiles do New York Fashion Week. Andréa também escreve o blog Andréa Fráguas Tips & Tricks, além de ser colaboradora do blog Ameixa Japonesa e Caderno de Pandora do Jornal O Tempo. Tem uma bonita história de vida: foi atrás de um sonho antigo seu. Apesar de ter feito odontologia, a vida tê-la levado para outros rumos, depois dos filhos criados, foi atrás de seus sonhos, morou um tempo em Nova York e hoje trabalha com o que sempre sonhou. A partir da próxima edição, esta coluna vai lhe dar dicas de Personal Sylist e Personal Shoper da Andréa Fráguas, que voltou de NY e está em Lavras. Dicas e pequenos truques que facilitarão a sua rotina diária. Não só para as mulheres, mas também para os homens. Descobrir o tipo de roupa que combina melhor com você e como comprar estas roupas. Ajudar a analisar seu tipo físico, seu estilo, seu modo de viver. Como realçar, por meio da moda diversos fatores como sua profissão, seus valores. Descobrir que detalhes seriam interessante destacar e quais deixar em segundo plano. Ajudar a descobrir se você esta utilizando de maneira correta os instrumentos da moda disponíveis para atingir seus objetivos, nos mais diferentes níveis da sua vida. Dicas para quando você for negociar com seu cliente, a sua imagem pessoal, abrir e não fechar portas. Se você, que está um pouco acima do peso, como fazer para que suas as roupas lhe façam parecer mais magra? A importância de descobrir e conhecer a sua escala de cores pessoal.


SHOW ROOM modafeminina

Praça Leonardo Venerando, 436, loja 105, Edifício Dr. João Lacerda - Centro - Lavras/MG


PROJETOS

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Objetivo comum fora do ponto comum!

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Por Lucas Alcântara

www.artoflucas.daportfolio.com artoflucas@gmail.com

REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013

iversão com interação, valorizando um objeto comum, foi essa a ideia que o designer Lucas Alcântara quis abordar em suas cadeiras personalizadas, feitas especialmente para o pub CCCP em Belo Horizonte! O desafio era fazer uma simples cadeira de plástico se integrar e, ao mesmo tempo, se destacar de forma peculiar em um ambiente que já possui bastante personalidade. Para isso, o autor das peças buscou inspiração em ilustrações caricatas, divertidas e surrealistas, o que deu ao projeto uma pegada bem puxada para o humor. Depois de muita pesquisa, era hora de colocar as ideias no papel e mesmo que o designer já tivesse uma boa noção do que ele queria nas cadeiras, foram necessários muitos sketches até que se chegasse aos modelos finais, que são A Boca Viva, A Dominadora e O Velhinho, cada uma delas tem um motivo de ser. A Boca Viva é inspirada pelo surrealismo e é a peça favorita do autor, porque o formato da cadeira é muito similar ao de uma boca aberta, a partir daí foi só acrescentar os dentes, a lingua e 2 olhos, como qualquer boca normal! Alem disso, essa cadeira faz referência direta ao pub, pois o mesmo possui uma grande variedade de cervejas e um cardápio com comidas do mundo todo. A Dominadora e O Velhinho foram feitos para estimular situações de brincadeira entre os clientes, você pode ter uma ideia do porquê, se observar que as mãos de ambos parecem estar agarrando algo bem na parte onde fica o assento! Tais ilustrações possuem um traço bem caricato, tendo cores vivas que dão um grande destaque aos desenhos, um bom artifício para se ser notado em um ambiente de pub que, normalmente, é escuro e sempre cheio de pessoas. Os desenhos foram impressos em um vinil adesivo que foi aplicado na cadeira, usando um aquecedor, permitindo, assim, que o adesivo tomasse a forma da cadeira. O produto final foi algo que acabou por promover uma interação maior do que simplesmente se assentar em uma cadeira bonita, prova disso é o fato das pessoas se divertirem ao escolher as cadeiras, afinal de contas, algumas preferem se assentar no colo do velhinho e outras no colo da dominadora.


Integrando ações na comunicação do seu negócio! Por Revista Ipê

A

comunicação integrada consiste no conjunto articulado de esforços, ações, estratégias e produtos de comunicação, planejados e desenvolvidos por uma empresa ou entidade, com o objetivo de agregar valor à sua marca ou de consolidar a sua imagem junto a públicos específicos ou à sociedade como um todo. Pensando nisso, que Vinícius Araújo e Bruno Henrique, dois jovens empresários apostam na cidade de Lavras e região do sul de Minas. Com uma experiência no mercado de mais de 13 anos, criaram a Cachola Comunicação, uma agência de publicidade e propaganda que desenvolve trabalhos unificados em comunicação, para clientes com pacotes de serviços, de forma a darem uma solução aos problemas enfrentados e apresentados pelo mercado. Do popular cabeça, cérebro, crânio, juízo, uma caixa em forma de cabeça. “O nome da agência faz referência ao estilo inovador e jovem de comunicar que propomos aos clientes. O termo CACHOLA surgiu uma vez que acreditamos que nada vale mais que uma boa ideia, e tudo parte do princípio de uma cabeça pensante e criativa.” explica Bruno. Brindes personalizados, roteiros, produção, gravação e finalização para rádio, tv e web são um dos trabalhos realizados na agência e bem trabalhados podem resultar em expressivos números para a empresa. “O mercado está muito acelerado, nossa agência recebe uma grande demanda de trabalhos semanalmente, e percebemos que os clientes que optam por surpreender e ter algo diferenciado e um trabalho alternativo principalmente em web, utilizando-se de produções audiovisuais que possuem um alcance maior, para um lançamento de campanha ou manutenção institucional da marca” considera Vinícius Araújo, publicitário e responsável pelo departamento de criação da agência. A utilização das novas tecnologias, a presença na web, as formas múltiplas de relacionamento com os públicos devem integrar esse composto maior de comunicação, porque a experiência revela que quando há uma sinergia de forças, todo o conjunto fica mais forte. As redes sociais como twitter, facebook, youtube devem ser complementos e há oportunidades de expandir ainda mais o relacionamento da marca com o cliente. Para essa realidade do mercado, não há outra opção para o futuro, se a empresa ou entidade pretende manter-se atuante e desfrutar de todas as vantagens oriundas da concentração de esforços e do seu poder de fogo, deve pensar, o quanto antes, na atualização e migração para as novas plataformas da comunicação.

Os empresários Bruno e Vinícius, atuam com um mix de produtos.

Ilhas de edições audiovisuais modernas, são fundamentais para a sucesso do trabalho.

Endereço: Rua Raimunda Marques Guimarães, 1322 - Jd.Glória Atendimento Agendado: (35) 3822-0784 contato@cacholacomunicacao.com.br Horário de atendimento: Seg a Sexta: De 10h as 19h www.cacholacomunicacao.com.br REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013


ESPORTE

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Lavras: cidade dos ipês e das bikes

Trilhas perfeitas, visual fantástico, preocupação com saúde e bem-estar, aumentam cada vez mais o número de pessoas que pedalam em Lavras.

REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013


Foto: Adriano Salgado

Uma vez por ano a galera que pedala em Lavras e região participa da tradicional prova Desafio Lavras - Carrancas. Pais,e filhos pedalam firme. Neste ano o primeiro chegou em 3 horas e18 minutos o último em 7 horas, mas todos com a mesma alegria.

Por Diter Stein

F

im de semana em Lavras. O dia ainda está nascendo e a turma do pedal começa a se movimentar. Grupos de bikers com suas roupas coloridas vão se formando nos pontos de encontro, esperando os amigos para pegar a trilha combinada. É assim todo fim de semana. Mulheres e homens. Jovens e quem passou dos cinquenta. A turma que pedala de manhã, a que pedala à tarde, e até o grupo que pedala de noite. São vários os pontos de encontro, como o portão da Ufla, a loja da Trilha Gerais, a Igreja São Sebastião, a Cofap e muitos outros. Tem o grupo dos médicos, tem os amigos que andam em dupla, os que andam sozinhos. Uns são mais competitivos, outros mais contemplativos, mas o importante como dizem, é não parar, pedalar sempre e no fim de semana dar um extra. Quem está sempre eles é o João Batista Pereira, o Pirakê, como é conhecido entre os ciclistas. Piraquê faz parte dos pioneiros. Hoje com cinquenta e seis anos, com a casa lotada de troféus e medalhas, não fica sem pedalar. Durante a semana, para manter a forma, pedala em bikes indoor, estas de academia. Fim de semana monta em sua Caloi Elite 30 e pedala fácil 100kms de estradas e trilhas. “Comecei por volta de 1989 quando tive um acidente de moto que causou uma fratura exposta na perna esquerda. Após me recuperar da fratura tinha que fazer fisioterapia porque minha perna havia atrofiado por ficar imobilizada. Utilizei então a bike pra ajudar na recuperação. Pedalava todos os dias. Com isso, tive uma recuperação muito boa. Peguei amor pelas trilhas e estou pedalando até hoje. Com meus 56 anos de idade me sinto jovem” explica Piraquê com

ânimo e saúde de garoto. Andar de bicicleta é reconhecido como um dos exercícios aeróbicos que mais beneficiam o nosso corpo, além de proporcionar um contato intenso com a natureza. Dr. Odilon Teodoro Leite Filho, cardiologista, pedala desde 1986. Há 27 anos pratica o que recomenda: “Foi a beleza dos morros da zona rural de Lavras que me fez apaixonar pela bicicleta. Hoje pedalo basicamente na Ufla, e nas academias, mas já pedalei por todas as trilhas da região. Exercício é saúde. Todos nós devemos nos exercitar sempre. É impressionante o que se consegue para a saúde e para toda a vida. Pedalar beneficia o coração, e todo sistema circulatório, melhora a respiração, fortalece a musculatura, com a grande vantagem de ser um esporte de baixo impacto e que pode ser praticado sem problemas até na velhice. Bicicleta para mim é um caso de paixão, é uma filosofia, é contato com a natureza, contato com os amigos. Além de ser uma solução para a mobilidade urbana. Para quem está iniciando, o ideal é começar aos poucos, respeitando o seu corpo, fazer sempre alongamento, antes e depois. E como todo exercício aeróbico, para ter efeito, deve ser praticado no mínimo em três seções de 40 minutos três vezes por semana.” Hoje Dr. Odilon, tem uma KHS-XC204, ano 2009, mas quando começou tinha uma Trek 7.000, na época a BMW das bicicletas. Fazia parte do seu grupo, o jornalista Eduardo Cicarelli, que era outro ciclista fanático, e tinha também uma Trek 7.000, e com ela pedalou diversas vezes até São Tomé das Letras além de um pedal até Poços de Caldas que ficou na história. Um dos grandes responsáveis pela difusão do mountain REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013


bike em Lavras foi o Victor Ferreira, da antiga Bike Center, que hoje mora em Carrancas. Com o fechamento da Bike Center foi a Trilha Gerais, do Átila Xavier Rocha, que assumiu o trabalho de incentivar o ciclismo na região, Átila pedala há 17 anos, é um apaixonado e fez de sua loja o ponto de encontro dos ciclistas da região. Organiza, todos os sábados, passeios e trilhas para todos os níveis, além de ser uma dos organizadores do Desafio de MTB Lavras-Carrancas, criado em 2009. Contou, neste ano,

lha excelente é a Caloi Elite 10, que fica por R$ 2.500,00 com freio a disco mecânico e câmbio “Sram”, e é hoje nossa bike mais vendida. Por R$1.000,00 a R$1.500,00 é possível montar uma bike básica com quadro de alumínio, transmissão Shimano Altus, e freio V-brake.” Escolher uma bike depende do seu orçamento e do que pretende fazer com ela, quem sonha com as top de linha importadas como as Specialized, Scott, Trek, KHS, Kona, entre outras, pode separar até R$30.000,00. Mas não é Foto: Adriano Salgado

ESPORTE

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Largada do Desafio Lavras a Carrancas 2013. A esquerda Alysson Serra Lucas (Tigrinho), atual campeão mineiro, brasileiro, copa inconfidentes, iron biker, taça brasil, copa brasil, copa internacional 3 °etapa.

com a participação de 440 atletas de todos níveis, É um percurso de 70 km, sendo que 95% em terra e é o principal evento de ciclismo não competitivo da região. Oferece apoio completo ao participante durante todo o percurso: motos de apoio, ambulâncias, carros vassoura, para tirar as bicicletas quebradas ou quem desiste, pontos de água e frutas, além de ônibus e caminhão baú para trazer ciclistas e suas bikes de volta. Pela oficina da loja da Trilhas Gerais, passam por dia de 10 a15 bicicletas para serem consertadas. Para quem quer comprar sua bike, Mariana Rocha da Trilha Gerais, dá a dica: “Se está iniciando e não está com orçamento limitado, uma escoREVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013

preciso tanto, com R$ 4.000,00 é possível comprar a topo de linha nacional, a Caloi Elite 30, aro 29. Cristiano Abreu Castro, empresário, é um desses felizes proprietários de bikes ultratopo de linha, uma Specialized Epic S-Works xx1. As bikes com amortecedores traseiros costumam exigir mais dos atletas nas subidas e não fazem sucesso nas competições. A Epic S-Works xx1 com um amortecedor traseiro inteligente, foi a primeira full suspension a vencer o Campeonato Mundial e a Copa do Mundo de XCO. Elogiada na imprensa especializada é considerada como uma das melhores bikes que existe para se pedalar. Cristiano, por ter pouco tempo, pedala uma vez por semana, al-

ternando com natação, corrida e academia. A região de Lavras é privilegiada para quem gosta de bike. Tem montanhas e serras como Luminárias, Carrancas, e Ijaci, margens de represas como a do Lago de Furnas, e rio como as margens do Rio Grande, além de parques com trilhas e banhos de piscina natural e cachoeiras como o Parque Ecológico do Rio Bonito. Talvez, por esse motivo, todos consideram difícil responder qual sua trilha preferida. São muitas as opções, tanto de paisagem, como de distância e grau de dificuldade. José Marcio Rocha Faria, professor da Ufla e vereador de Lavras, acredita que sua trilha preferida “é uma trilha que meu irmão Paulo Tadeu, também praticante do Mountain Bike, me apresentou. É a Trilha das Correntes, de Lavras a Itumirim, sendo uma parte por cima da Serra de Itumirim. Visual de tirar o fôlego!”. A mesma trilha é também a preferida de Pirakê “A gente pedala no topo da serra da Bocaina, com uma visão maravilhosa”. Já para o cinegrafista da TVU, Rodolfo Higino, que pedala uma Caloi Elite Rodolfo Higino Câmera da TVU


Foto: Adriano Salgado

João Batista Pirakê, um dos pioneiros.

30, como a de Piraquê, a sua trilha preferida é a Trilha de Gran-Deserto saindo pela Cava das Maritacas. Higino, pedala há 13 anos, começou a pedalar com os bikers da Tribo Duas Rodas, e a quatro anos pedala com o Grupo RedShift as terças, sábados e domingos. José Marcio Rocha Faria, professor da UFLA e vereador de Lavras, tem uma bicicleta montada com componentes sugeridos por Átila, e como quase todos, também pedala 3 vezes por semana. Durante a semana, à noite, geralmente na UFLA e, nos fins de semana, no período da tarde. José Marcio não faz parte do grupo competitivo “Embora o mountain bike em Lavras seja muito popular, na maioria das vezes, pedalo com um colega, também professor da UFLA, o Anderson, pois vamos no mesmo ritmo e temos interesse em José Marcio, na Serra de Ijací

Dr. Marco Antônio Júnior Médico, oftalmologista, pedalando no trecho Itumirim – Cachoeira das Aranhas, no Desafio Lavras-Carrancas, 2013.

fotografiar a natureza. Assim, paramos constantemente para fotografar uma serra, uma árvore, um inseto, sementes... Creio que muitos dos colegas ciclistas não teriam paciência de pedalar conosco, nesse ritmo de pedala-para-pedala”. Para José Marcio Faria pedalar além de aumentar o condicionamento físico diminui muito o stress do dia a dia: “enquanto estou pedalando, só penso na bike e no visual ao longo da trilha. É uma maneira de me desligar do mundo “normal” onde vivemos. Como diz o escritor britânico H. G. Wells: Sempre que vejo um adulto sobre uma bicicleta, tenho esperança na raça humana.” Acreditando que pedalar só traz benefícios, José Marcio Rocha Faria, como vereador, está empenhado para a implantar\,ao de ciclovias na cidade: “ A bicicleta diminui o número de veículos nas ruas e melhora a condição física e a saúde do ciclista. Temos que nos espelhar no exemplo da Universidade Federal de Lavras, onde as ciclovias já fazem parte da estrutura de mobilidade e são utilizadas, não só pela comunidade acadêmica, como pelos demais moradores de Lavras, que procuram

a UFLA como opção de lazer. Existe uma comissão criada pela atual gestão da prefeitura de Lavras, elaborando o novo Plano Diretor da Cidade. Participo dessa comissão e como representante do Legislativo estou lutando para que as ciclovias façam parte da infraestrutura dos novos bairros da cidade. A grande maioria das pessoas que usa bicicleta em Lavras, o faz como meio de transporte, como é muito comum entre os trabalhadores da construção civil”, explica José Faria com o objetivo de beneficiar quem utiliza a bike como lazer, como quem usa a bicicleta como meio de transporte, que é a grande maioria das pessoas em Lavras.

EQUIPAMENTOS Capacete: salvou a vida de muita gente, como a de Piraquê. Óculos: protege de ciscos e insetos, quando se está pedalando em velocidade. Luvas: alem de proteger contra a trepidação, protege a mão em caso de tombo. Farol e pisca: Fundamentais para pedalar a noite. Camisa de ciclismo: não encharcam, deixando o suor evaporar. Os bolsos são na traseira especiais para ciclismo. Bermuda de ciclismo: protege a pele contra as repetitivas fricções das pernas e aumentam o conforto nas pedaladas longas devido a almofadagem extra na área em contato com o selim. No site www.revistaipe.com.br acesse o link das trilhas que os montain bikers de Lavras oferecem com mapas detalhados das trilhas da região.

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Museu do automóvel em Tiradentes

Aproximadamente 10 mil pessoas visitam por ano o único museu de automóveis de Minas Gerais. Carros raros, clássicos. Imperdível para quem quer viajar no tempo e aprender um pouco sobre esse ícone que modificou o mundo, sua história e seu design. Por Diter Stein Fotos: Daniel Rocha e José Henrique REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013


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TV Globo quando precisa de carros antigos e a filmagem é em Minas Gerais, é no Museu do Automóvel da Estrada Real, em Tiradentes, que seus diretores de arte os aluga. Para a minissérie Hilda Furacão, foram 30 carros, para a minissérie JK, foram 10 carros. Para a novela Alma Gêmea, o Ford 1939 ficou a disposição no Projac, no Rio de Janeiro, durante toda a filmagem. O cinema também é cliente assíduo do museu, filmes como o Chico Xavier, Uma Professora Maluquinha,

entre outros, também utilizaram os carros do museu. Em perfeito estado, os carros vão andando até os locais das filmagens, ou aos eventos de colecionadores de carros antigos, como recentemente em Uruguai. São cinquenta carros em exposição, vinte aguardando restauração e 6 em recuperação. Apesar de uns mais antigos, ou mais novos, o foco da coleção é basicamente os anos 40 e 50. O museu oferece também, para quem quer passear em um carro antigo, o passeio noturno por

Tiradentes em uma Jardineira de 1935, em parceria com um animado guia que conta a história da cidade. Tudo começou na década de 70, quando Sr Rodrigo Cerqueira Moura, executivo da Copasa, e atualmente aposentado, comprou o sítio Pau D`angu, na estrada de Tiradentes para Bichinho. Queria realizar um sonho antigo: criar um museu de automóveis. Sr Rodrigo não é somente um colecionador de autos antigos, é também o responsável pela restauração da parte mecânica e REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013


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A jardineira do museu: tour noturno em Tiradentes.

Dois “artistas”que ficaram um bom tempo filmando para a TV Globo.

elétrica dos automóveis. “Quem despertou meu interesse por carros e mecânica foi meu pai Antônio Moura. “Toné” como era conhecido meu pai em São João del Rei. Meu pai foi a primeira pessoa em São João del Rei a ter um segundo carro, porque o trabalho dele exigia muitas viagens, ter dois carros era muito raro no Brasil, nas décadas de 50 e 60. Quando eu tinha16 anos, ele percebeu que eu tinha jeito, e começou a comprar carros e me dar para eu consertar. Na época não existiam montadoras instaladas no país. Só existiam os carros importados. Meu pai comprava, eu arrumava e ele vendia os carros. Daí veio o meu conhecimento pela mecâniREVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013

ca dos carros antigos. Como não podia deixar de ser, escolhi fazer engenharia mecânica. Decidi, e ao passar na PUC, em Belo Horizonte, ganhei de meu pai um carro que eu tinha recuperado, uma Mercedes- Benz 1951, a diesel, para fazer as viagens para BH. O carro ficou conhecido e adorado por meus amigos que pegavam carona para Belo Horizonte. Como era a diesel, o preço do combustível para dividir era bem barato.” Sr. Rodrigo usou o carro diariamente de 70 a 76, durante o período em que fez a faculdade. Quando terminou, vendeu o carro, explica Rodrigo Cerqueira Moura. “Fiz uma enorme besteira, com dinheiro do meu primeiro emprego, comprei

um fusca novo. Assim que vendi a Mercedes, me arrependi. Procurei a pessoa em Lavras que havia comprado o carro. Soube que havia sido revendido para um ferro-velho, e um alemão de Belo Horizonte havia comprado a Mercedes. Tentei recomprar, mas o alemão não quis nem falar sobre a possibilidade. Assim, o primeiro carro que restaurei na adolescência, e que ficou comigo, não iria fazer parte do museu. Até que em 1986 me ligaram. Era a viúva do alemão, me explicou que o marido havia falecido, e me ofereceu o carro. Comprei e está na fila para ser restaurado”. O colecionador explica que como opção o museu não tem em sua coleção Rolls Royce, Cadilacs e topos de linha, como diversos conversíveis. O museu quer exibir em sua coleção, os carros que circulavam no país nas décadas de 30, 40 e 50 e 60, assim como os primeiros carros montados no Brasil. Mas se o museu não tem ícones como os Rolls Royce, tem raridades e carros que mudaram profundamente a história da indústria automobilística. Às vezes o que emociona um


O Aero-Ace, pai do Aero Willys brasileiro. Fabricado pela Willys Overland dos EUA, com componentes do Jeep Willys que está ao seu lado.

visitante é encontrar carros que fazem parte de sua história pessoal conta Rodrigo Cerqueira “Faz algum tempo, recebemos a visita do diretor da Mercedes Benz de Juiz de Fora. Falava apenas alemão e estava com um tradutor. Acompanhei a visita e, de repente, em frente a um Opel da coleção, ele parou e ficou extremamente emocionado. Explicou que o modelo e a cor eram exatamente o mesmo do carro de seu pai, de sua infância, e ve-lo o carro trouxe a lembrança de sua família e os momentos que tiveram com o carro” lembra Sr Rodrigo Cerqueira. Entre os carros do Museu do Automóvel da Estrada Real, que revolucionaram a história do automobilismo está o Studebacker 1947 Champion Starlight. Foi o primeiro modelo lançado nos EUA, 100% inédito, logo após o termino da segunda guerra. Criado por Raymond Loewy, designer responsável pelo desenho da garrafa da Coca-Cola e um dos maiores designers do século XX, o carro mostrou a importância da renovação do design de um modelo para a indústria automobilística, como

explica Rodrigo Cerqueira “Em maio de 1946, os carros das três grandes, General Motors, Ford e Chrysler, ainda eram modelos pré-guerra com retoques visuais. Um fabricante menor conseguiu ser mais ágil. A nova linha Studebaker era a primeira 100% inédita. O design deixou o país surpreso e o Studebacker mereceu dez páginas na famosa revista Life. Os Stude se tornaram clássicos do design automotivo, precursores de um futuro que dura até hoje, libertando o automóvel de vez das influências estéticas vindas das carruagens e deu ao automóvel a essência da forma de hoje. Os faróis dianteiros foram embutidos nos paralamas e não posicionados sobre eles. O parabrisa dianteiro tornou-se

uma peça única,deixou de ser dividido no meio. Na traseira o Starlight utilizou também uma janela panorâmica parecida com a frente das carlingas dos aviões.” Com frente e traseira parecidas, dizia-se que o carro ia e voltava ao mesmo tempo. Outra pérola do museu, é o Fiat 508, também conhecido como Fiat Balilla, que foi o responsável pelo sucesso da Fiat. Rodrigo Cerqueira explica a importância do modelo para o fabricante: “Assim como Hitler que queria um carro popular e que foi a origem da Volkswagen e do Fusca, Benito Mussolini, em 1932 queria um carro popular, que vendesse muito, que ajudasse na criação de uma indústria forte que pudesse oferecer empregos

Fiat 508, o responsável por popularizar os carros da Fiat.

O Studebaker que revolucionou o design dos automóveis.


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Os enfeites de capô, verdadeiras obras de arte.

Os revolucionarios Citröen e sua tecnologia insuperável.

aos italianos. Mussolini sugeriu ao presidente da Fiat, Giovanni Agnelli, que criasse um carro pequeno, barato, popular e que todos pudessem ter acesso. A Fiat, até então, fabricava somente carros grandes, luxuosos e caros para um público elitizado. Em troca, Mussolini iria criar uma reserva de mercado para a Fiat. Apesar do ceticismo de Agnelli, o Fiat 508 foi um sucesso. A Fiat projetou um automóvel robusto, confiável e de fácil condução, cujo sucesso foi responsável por fazer a fama da empresa como fabricante de carros pequenos REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013

de boa relação custo-benefício”. A linha foi fabricada até o final dos anos 60. Assim estão presentes todos os modelos que fizeram a história da Citröen, inclusive o Citröen DS, cujo design é considerado Patrimônio da Humanidade. Também conhecido como Boca de Sapo, foi escolhido por um júri composto pelos 20 mais importantes designers automotivos do mundo, como Giugiaro, como um dos carros mais bonitos de todos os tempos. Uma opinião que não é unânime. Apesar das linhas futuristas, muitos o consideram bem

feio. Mas sem dúvida é um dos carros que mais inovaram na tecnologia e no design. Entre a lista de inovações está a suspensão hidropneumática. A maioria dos carros usava – e ainda usa – um conjunto de molas e amortecedores como suspensão. Mas o DS tinha um sistema de suspensão independente com amortecedores preenchidos com gás e óleo em cada roda. Isso permitia que a suspensão do carro fosse ajustada automaticamente de acordo com a carga e o tipo de piso. Esse sistema permitia que o carro ficasse sempre nivelado, e o motorista poderia ajustar a altura de rodagem manualmente. Inclusive possibilitava que rodasse com segurança, utilizando apenas três rodas, ou pneus furados. Foi o que salvou a vida do presidente francês Charles De Gaulle quando sofreu um atentado terrorista. Mesmo com os pneus do carro furados com uma rajada de metralhadora, o motorista conseguiu fugir a toda velocidade, graças ao seu sistema de suspensão. O Citröen DS ficou conhecido como o carro que salvou a vida de Charles De Gaulle. “Entre os carros nacionais


O Alfa Romeu JK do piloto Chico Landi.

um dos destaques é o JK do piloto Chico Landi, que venceu a corrida “1.000 milhas de Interlagos” no ano de 1968. JK foi o nome que os Alfa Romeu, fabricados pela Fabrica Nacional de Motores-FNM, no Rio de Janeiro, receberam como homenagem ao presidente Juscelino Kubitschek”, segundo Thales Teixeira Moura, filho do Sr Rodrigo, também entusiasmado por carros e pela obra do pai. A visita ao museu é uma aula de história, design, cultura e tecnologia. Se não tiver a sorte de ter o Sr Rodrigo Cerqueira, seu conhecimento e suas histórias saborosas como anfitrião, vale a pena ler as informações e a história de cada carro, e dar atenção aos detalhes, como, por exemplo observar os adornos que eram colocados sobre os capôs. Verdadeiras esculturas. Eram realizados pelos designers dos fabricantes e recebiam tanta importância que todo ano os fabricantes de cada modelo faziam algumas opções que eram publicadas na revista Popular Mechanics, para seus leitores escolherem o mais bonito. O vencedor equipava o modelo do

ano. Foram realizadas peças tão sofisticadas que hoje existem colecionadores apenas desses adornos de capô. A restauração dos carros é realizada por uma equipe de profissionais. Uma responsável pela lanternagem, outra pela pintura e outra pelo próprio Sr Rodrigo Cerqueira Moura responsável pela parte mecânica e elétrica. A parte de estofamento é terceirizada. “É um trabalho extremamente artesanal, existe um mercado de peças originais de carros antigos e, quando não encontramos, precisam ser fabricadas. Como são profissionais que não existem no mercado, o museu tem sempre aprendizes junto aos profissionais antigos, para ensinar o ofício aos jovens. Para descobrir a cor original do carro, as diversas camadas das tintas são raspadas até chegarmos na cor original que é a que utilizamos. Nossos carros são quase todos recuperados com peças originais. Uma tranquilidade é restaurar carros da Mercedes-Benz, eles são muito bons de serviço. Basta dar as informações do carro, modelo, número do chassi, e as peças

que precisamos. Eles tem um cadastro perfeito, e peças em estoque, e se não tiverem, têm os dados para poder fabricar a peça especialmente para você. Além de enviarem todas as informações que precisamos, mas é a única que faz isso. É caro, mas é perfeito.” Explica o Sr Rodrigo que tem pela restauração dos automóveis um prazer especial e é comum vê-lo de macacão debaixo de algum carro em recuperação. A restauração também é motivo de curiosidade dos visitantes do museu. Uma pergunta frequente é como é feita a restauração e, por essa razão, o museu está aproveitando a ampliação do galpão dos carros europeus, para incluir uma oficina especial, aberta para o público poder observar como é feita a recuperação de um carro, geralmente descobertos em estado lastimável em uma fazenda, ou ferro velho. O museu é particular, mantém-se com a venda de ingressos, aluguel de carros para casamento, para filmagem, camisetas, bonés. Outra fonte é a comissão na venda de carros de outros colecionadores, como o Mercedes 280 S, 1974 que está em exposição no momento para venda por R$20.000,00. O museu já vendeu mais de vinte carros para terceiros.

FICHA TÉCNICA Local: 4 km de Tiradentes na estrada para Bichinho. Contato: (32) 3799-8033 Valor do Ingresso: Inteira: R$10,00, Meia: R$5,00 Passeio Noturno no Centro histórico de Tiradentes na Jardineira 1935: (32) 9948-2370 ou 9957-4747 Aluguel dos carros para casamento: R$ 800,00 Aluguel para filmagem: R$ 1.000,00 por carro por dia Camisas: R$48,00 Custo médio para restaurar um carro: R$ 20 mil Site: museudoautomoveler.com.br

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“Wunderschön! Herrlich!” “Maravilhoso! Deslumbrante! ”Assim reagiu Stephan Krier, então cônsul geral da Alemanha no Rio de Janeiro, enquanto apreciava a vista do Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito, almoçando em seu restaurante.

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Por Diter Stein Fotos: Daniel Rocha

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lavrense está parecido com o carioca, que se acostumou de tal forma com suas belezas naturais que somente quando alguém de fora se deslumbra com a beleza do Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito, ou simplesmente Poço Bonito, é que ele percebe e se conscientiza da joia que tem bem ao seu lado. O cônsul e sua esposa ficaram encantados com a infraestrutura do parque e com seu projeto arquitetônico, mas não conseguiam entender como esse local que, além de um visual fascinan-

te, oferecia banheiros com torneiras de infravermelho, restaurante e bar perfeitos para eventos e congressos, como isso tudo era mantido. Somente entenderam quando ficaram sabendo que o parque era resultado do sonho de um empresário apaixonado por Lavras, pela natureza de Lavras, um sonhador chamado Abraham Kasinski. O Parque Quedas do Rio Bonito é mantido por sua fundação, para retribuir o carinho com que a cidade recebeu um outro grande sonho seu: a Cofap, hoje Magneti Mareli. O parque, juntamente com o

campus da UFLA, é um dos raros locais de lazer ao ar livre de Lavras. Um lugar onde se respira ar puríssimo, onde os pais conseguem se divertir com seus filhos, em profundo e seguro contato com a natureza, tendo diversas opções de lazer como arvorismo, tirolesa, mirante com visão completa do parque, trilhas para caminhadas e mountain bike, lagoa com pedalinhos, piscinas naturais com toboágua, cachoeira e a deliciosa possibilidade de almoçar sob um visual estonteante. Abraham Kasinski faz parte da história da indústria automo-

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bilística do Brasil. Nasceu em 1917 e fez sua passagem em 2012. Caçula de uma família judia com 4 filhos, que se estabeleceu no Brasil, fugindo da perseguição judaica na Rússia, Abraham Kasinski era especial. Tudo que fez foi por conta própria, como gostava de dizer. Acreditava que podia reverter a realidade de acordo com seus sonhos, como explica Yvonne Kasinsky, uma mulher sensível, apaixonada pela natureza e pelas pessoas. Atualmente, ela é a responsável pela manutenção da Fundação Abraham Kasinski. “Ele contava que, desde pequeno, gostava de realizar coisas, de fazer seus brinquedos, seus carrinhos. Sonhava em ser médico, porém, para ajudar a família começou a trabalhar com o pai aos 10 anos. Nessa época, teve a ideia de recauchutar pneus, prática que já era conhecida, mas não por uma criança com tão pouca idade”. Com seu irmão Bernardo, trabalhou na loja de autopeças 3 Leões, propriedade de seu pai. Vivia dizendo que “não queria ficar com a barriga no balcão” e, assim, quando teve início a industrialização no Brasil, ele decidiu fabricar as peças que a loja 3 Leões comercializava. Então, em 1955 Abraham Kasinski começou a sonhar com a Cofap, que se tornaria uma das maiores fábricas de autopeças do mundo. Uma das razões de seu sucesso era acreditar em seus sonhos. Outra razão decisiva era ser ele uma pessoa extremamente organizada; seguia rigorosamente projetos e prazos. A recuperação do parque acompanhou exatamente todo o cronograma previsto. Além de ser um grande empresário, era fascinado pela natureza. Possuía um orquidário com centenas de milhares de orquídeas e, segundo Yvonne, ele amava fazer os enxertos quando seu tempo permitia. O Parque Ecológico QueREVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013

Um teatro grego para receber shows, eventos, e peças de teatro ao ar livre. Como era na Grécia Antiga: arte integrada à natureza.

das do Rio Bonito foi criado em 1976 e encontrava-se totalmente abandonado. Nos anos 90, Kasinski absorveu sua recuperação e manutenção, funções deliberadas e aprovadas em uma assembleia realizada na Câmara Municipal de Lavras. Abraham Kasinski percebeu que a cachoeira do Poço Bonito não fazia parte da área protegida. Para evitar que a preservação da cachoeira corresse riscos, adquiriu a área com dinheiro da Fundação e anexou

a área ao parque. Graças à sua visão, hoje o Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito garante a proteção de uma das mais deslumbrantes paisagens da região, com os contrafortes da Serra do Carrapato, pertencente ao maciço da Serra do Espinhaço, um local coberto por áreas de florestas preservadas. Como era sua intenção, o parque protege também a mata ciliar que garante a nascente do córrego Vilas Boas, este responsável pela formação do Poço Bonito e sua


Águas transparentes do Poço Bonito e suas quedas.Perfeitas para revigorar e refrescar a turma das caminhadas.

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Um visual de tirar o fôlego e lazer para toda a família. A silhueta da serra do Carrapato está sempre ao fundo, um terreno rochoso com uma vegetação característica. Na sede do parque estão os banheiros e restaurante. A diversão preferida da criançada no verão são as duas piscinas integradas por um toboágua. Para quem quer trocar de roupa, ou já chegar em casa de banho tomado, os vestiários estão sempre impecáveis. Para os pequeninos existe um parquinho. Debaixo da terra, uma obra escondida de uma rede intrincada de tubulações para a água. Uma obra escondida, mas que Abraham Kasinski fez questão, e que durante algum tempo deixou o parque parecido com um enorme canteiro de obras. Lixeiras espalhados por todo parque refletem a preocupação com a natureza e higiene.

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Mirante do parque, uma caminhada um pouco mais forte, que vale a pena. Perdem-se algumas calorias, sua-se um pouco, mas ganha-se um belíssimo visual da região e ar puro renovado nos pulmões.

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cachoeira. Dessa maneira, mantém o habitat das aves, anfíbios e mamíferos da região, como veados, lobo guará, raposas, quatis, onças, lontras e os macacos sauás, que ganharam até uma trilha com seu nome. A natureza da região encontra-se totalmente preservada. No entanto, não foi sempre assim. A área de proteção do parque, quando a Fundação assumiu, estava totalmente degradada; havia se tornado um enorme areal, colocando em risco a nascente, e, consequentemente, a cachoeira do Poço Bonito. Ao assumir a recuperação do parque a Fundação procurou o apoio da UFLA, que por meio de um projeto desenvolvido pelo Professor Scolforo, atual reitor da UFLA, recuperou a vegetação local. Foram plantadas mais de 100 mil mudas de plantas nativas. Com a participação da comunidade acadêmica foram desenvolvidos projetos científicos, assim como teses tiveram origem em pesquisas realizadas no parque. Em 1993, por problemas familiares, a Cofap foi vendida. Yvonne Kasinsky, que administra a Fundação desde então, luta para tornar o parque autossustentável, já que é um projeto totalmente privado. “Hoje estamos voltando às nossas raízes e queremos nos dedicar mais às parcerias com as universidades REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013

locais e suas pesquisas científicas. Contratamos o engenheiro florestal Lucas Guida Soares, de Lavras, como coordenador administrativo e gestor ambiental que, além de desenvolver parcerias com as universidades locais, acumula a função de buscar novos projetos e opções de lazer, criando projetos educativos para as crianças junto às escolas da cidade, fortalecendo outros, como “Meninos do Parque” e o Projeto “Colônia de Férias”; aproveitar a arena romana para espetáculos culturais, ampliando a utilização do parque, pela comunidade local, chamando a atenção da cidade para o lugar. Até mesmo o nome será simplificado para PARQUE ECOLÓGICO DO POÇO BONITO, como sempre foi conhecido pela população de Lavras”. Tornar o Parque autossuficiente não é tarefa fácil, explica Fátima Moreira, Diretora da Fundação A K. “O parque tem um estatuto que engessa diversas atividades que poderiam ser realizadas para trazer recursos que ajudem na sua manutenção. Não sai barato manter, trocar equipamentos que quebram, pagar funcionários e todos os demais custos envolvidos. Como receita temos apenas o estacionamento e os ingressos. Lutamos algum tempo por coisas simples, como conseguir mais horários na linha

de ônibus entre Lavras e Luminárias, trazendo dessa forma, um maior número de pessoas da cidade. Acreditamos que seja esse o motivo da frequência no parque ser justamente de pessoas e de grupos de escolas das cidades vizinhas, como Perdões, Bom Sucesso, São João Del Rei, entre outras, do que propriamente de Lavras”. Um dos mais belos lugares da região de Lavras está se reinventando para manter viva a missão do Parque que é a frase de Abraham Kasinski em sua entrada: “O Parque Ecológico Quedas Do Rio Bonito tem a nobre missão de restaurar uma exuberante natureza que o homem esqueceu de preservar”. Para isso, tirou dinheiro de seu bolso sem se arrepender. “Quando comentaram com Kasinski que o dinheiro que ele havia investido no parque poderia ter sido investido em diversas viagens ao redor do mundo, ele respondeu com um comentário que mostrava o quanto amava Lavras e o próprio parque – “Com certeza daria sim, mas em que lugar do mundo eu veria uma coisa mais bonita?” lembra Yvonne Kasinsky, com carinho.

FICHA TÉCNICA Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito Telefone: (35)8406-1914 / 8406-3065 / 8406-5323 Horários: De terça a sexta: das 8h às 17h. Sábados, domingos e feriados: das 9h às 17h Preços: Entrada terça a sexta: R$ 5,00 Entrada sábado: R$ 7,00 Entrada domingos e feriados: R$ 10,00 Estacionamento: R$ 5,00 www.quedasdoriobonito.org.br


Trilha do Sauá toda ela na mata ciliar do Rio Corrego Vilas Boas. Para caminhar e sair renovado. Zerado. Um passeio ao som de pássaros, dos insetos e o borbulhar das águas correndo manso ao lado da trilha. Para quem quer descansar ou simplesmente observar e fruir existem bancos em locais estratégicos e até uma pequena praça, tudo no interior da mata.

Um pouco mais de adrenalina, e diversão garantida, está no arvorismo do parque com 10 estações com obstáculos diferentes. Na tirolesa é possível correr 130 metros. Para os amantes de bike o parque proporciona uma trilha para Mountain Bike e que sediou a primeira etapa do 5º Bike Racing Trilhas Gerais.

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Um Show de Cidadania em Lavras Por: Lethos Texto: Diter Stein m dia que ficará na história da cidade. Mais de 10% da população de Lavras foi às ruas, na tarde do dia 20 de junho 2013, demonstrar seu apoio às manifestações que aconteceram em quase todas as cidades do país, por um novo posicionamento político e moral da democracia brasileira. Segundo estimativa da Policia Militar, 12.000 pessoas saíram de suas casas. Uma manifestação sem um único incidente.

Foto: jornal de lavras

INFOGRÁFICO

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Um dos momentos marcantes foi quando a ruidosa manifestação passou ao lado do hospital Santa Casa, neste momento uma comissão de membros da organização amarrou uma faixa preta na boca, foi a senha para que todos fizessem silêncio absoluto em respeito aos doentes.

Em números absolutos foi a maior do sul de Minas Gerais. Em termos porcentuais foi a maior participação do estado à manifestação. Seria como se na cidade de São Paulo, mais de 2 milhões de pessoas tivessem participado. Mas o maior destaque foi a maneira como os manifestantes se comportaram. Não houve uma única briga, um único ato de vandalismo. Segundo o Major da Polícia Militar de Lavras, Flávio Marcus Valério, “Lavras mostrou às demais cidades que é possível realizar uma manifestação popular harmônica, sendo que a interação amistosa com os PMs foi alvo de destaque em todo estado de Minas Gerais”. Os organizadores se reuniram com o comando da PM passaram as informações sobre a manifestação. Montou-se então um esquema para proteger os manifestantes e coibir qualquer ação de violência e vandalismo.

QUANTIDADE DE PARTICIPANTES Lavras teve a maior manifestação do sul de Minas contando com 144 municipios.

10%

OBJETIVOS

Equivale a mil População total de Lavras

12 mil pessoas

Diminuição do preço das passagem de ônibus

Mais de 10% da população de Lavras foi as ruas

Fim da PEC 37 em votação no Congresso

LAVRAS

Mais verbas para educação e saúde.

VARGINHA

TRÊS CORAÇÕES

12 mil pessoas

10 mil pessoas

Mil pessoas

Fonte: ACO/8º BPM

PO


OLICIA

TRAJETÓRIA

POLICIAMENTO Início Praça Dr.Jorge

61 militares internos 8 cavalarias

Témino Praça Leonardo Venerano

Hopistal Santa Casa

Escola Municipal Firmino Costa

Praça

28 CIA Tático móvel DIVULGAÇÃO Assim como em todo país, o Facebook teve um papel importantíssimo na mobilização da população lavrense. Lavras contou também com a adesão dos jornais da cidade e os seus site, que divulgaram a manifestação. A Polícia Militar também distribuiu 5.000 folhetos com orientações para a população e roteiro da manifestação.

Cemig

Manifestação sem militantes de partidos políticos, não foi permitir bandeiras nem slogans ou cartazes de partidos políticos

PARA REFLETIR ARMAMENTO Arma com munição de borracha Escudo balístico Bomba de gás Capacete

“O que querem afinal os manifestantes” “A essência das manifestações foi além de demandas concretas. A luta principal é por uma nova forma de democracia, na qual os partidos não poderão mais lidar com os cidadãos apenas de quatro em quatro anos.” Cabem perfeitamente para a manifestação de Lavras, as observações do sociólogo italiano Paolo Gerbaudo, feitas em uma longa entrevista para Folha de São Paulo, sobre as recentes manifestações no Brasil. O sociólogo acredita que “mais do que a questão das passagens de ônibus, os manifestantes cobraram um novo tipo de democracia, com mais transparência e participação popular.

Bastão

POLICIA

Fechando seu raciocínio o sociólogo afirma que “a não ser que mudem completamente as suas práticas, os velhos caciques políticos estão destinados ao desparecimento. Ou encontram um caminho para reconquistar legitimidade, ou vão ser extintos.”


MÚSICA

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NA MORAL, WILSON SIDERAL Cantor, compositor e guitarrista. Nasceu em Alfenas e frequentou Lavras na infância com seu irmão Rogério Flausino. Autor de diversos sucessos como “Fácil” e “Na Moral”, que é a música tema do programa do Pedro Bial, na TV Globo.

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Por Diter Stein Fotos: Bruno Cantini

S

ão de Alfenas, mas Wilson Sideral e seu irmão Rogério Flausino do Jota Quest têm uma história forte com Lavras. Dr. Wilson da Silveira Oliveira, conceituado cirurgião-dentista, professor de patologia bucal, pai dos dois irmãos, era professor visitante na UNILAVRAS e trazia os meninos com ele quando vinha dar aulas na cidade. “A gente ficava no Hotel Vitória, um hotel com jeitão colonial, enquanto meu pai dava aulas, brincávamos na praça Dr. Augusto Silva, em frente do hotel”, lembra Sideral. Outra ligação de Sideral com Lavras foi por meio do seu primeiro professor de violão, José Eduardo, hoje dono da clínica veterinária Climeve em Lavras. Na época, José Eduardo morava em Alfenas onde estudava e dava aulas de violão para complementar seu orçamento. “Com o José Eduardo tive minhas primeiras aulas de violão, olha que na minha família tinha um monte de músicos bons, para eu ter escolhido ele, é porque ele era bom mesmo. Quando vim para BH, perdemos o contato. Graças ao Facebook nos reencontramos

e somos amigos novamente”. Wilson e Rogério foram criados em um ambiente extremamente musical. Tanto que mais um da família chegou ao cenário pop rock mineiro, o irmão mais novo, Flávio Landau. Sua mãe sempre foi apaixonada por música. D. Maria das Graças Oliveira de Oliveira, professora de Literatura, que também era Oliveira e juntou ao seu nome, o Oliveira do marido. “Era uma família totalmente musical, pelo lado da família de minha mãe. Quando a família se reunia era música na cozinha, no quintal, pela casa toda.”lembra Sideral. As carreiras de Wilson Sideral, e de Flausino do Jota Quest, apesar de serem bastante misturadas, são totalmente independentes. Sideral apesar de compositor de sucessos para diversos artistas entre eles o Jota Quest, é um músico com brilho próprio, personagem do cenário pop rock brasileiro. Como artista solo, tem quatro álbuns de estúdio lançados, indicações aos prêmios Grammy Latino e Prêmio Multishow de Música Brasileira, diversas canções em trilhas de

novela, e como compositor tem músicas gravadas por artistas, das mais diversas gerações e correntes musicais. Em 2006, no carnaval de Salvador, Sideral, juntamente com Toni Garrido, Samuel Rosa, e o então, Ministro da Cultura, Gilberto Gil, comandaram a folia no famoso Trio Elétrico Expresso 2222. Hoje, senhor de sua carreira, dono de seu selo, Sideral, com o próximo CD, no forno, fez uma carreira sólida de cantor e compositor e se apresenta com uma banda forte de apoio, assim como Nando Reis cujos sucessos maiores aconteceram pelos Titãs, também cantor e compositor, e se apresenta com uma banda forte de apoio, “Os Infernais”. IPÊ: Foi ainda em Alfenas que decidiu ser músico? Imagino que, desculpe o trocadilho com sua música Fácil, não deve ter sido nada fácil. WILSON SIDERAL: Não, não foi fácil. Hoje é diferente, mas naquela época, artista para a grande maioria, era sinônimo de vagabundo, maconheiro. Na REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013


MÚSICA

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minha casa em Alfenas, música era uma coisa respeitada por todos. Foi através de minha mãe, meus avós, meus tios e primos é que cresceu minha paixão pela música. Depois de um certo tempo, quando já escrevia minhas canções, participava de festivais, tocava em bares com a banda “Contatos Imediatos” que tinha formado com meu irmão Rogério, meu pai me chamou para uma conversa e perguntou o que eu queria fazer profissionalmente. Na opinião dele, se queria ser músico, se a gente realmente gostava disso, deveria sair de Alfenas, ir para Rio ou São Paulo e investir na carreira. Naquela época, o mercado de música era ditado pelas gravadoras, e elas estavam em sua maioria no Rio ou em São Paulo. Era praticamente impossível uma carreira acontecer fora do grande circuito, para gravar um CD você dependia dos grandes estúdios. Hoje em dia, uma carreira musical depende muito da Internet, e é fácil gravar um CD, e se você tem talento, é possível desenvolver uma carreira de sucesso, mesmo em uma pequena cidade do interior. A maneira como meu pai acreditava, e seu apoio ao nosso sonho de ser músico, ajudou muito para que eu e o Rogério seguíssemos em frente. IPÊ: Mas acabou que foram para Belo Horizonte e não Rio ou São Paulo.. WILSON SIDERAL: Percebemos que tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo não conhecíamos ninguém, ao contrário de BH, onde tínhamos amigos e família. Rogério havia feito informática e já estava há seis meses morando lá, trabalhando em uma agência de propaganda. Alfenas é uma cidade universitária, e tem muita gente de fora, REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013

e uma delas, importante para minha ida para Belo Horizonte, foi o Alexandre Mourão. Ele conhecia músicos como o Samuel Rosa, o Henrique Portugal e nos apresentou ao cenário pop rock mineiro. Acabou que me chamou para integrar sua banda Omeriah em BH, uma banda de reggae. Fui morar, em 1993, com o Rogério e cheguei já trabalhando com música. Pouco depois, o Rogério passou em um teste no Jota Quest, uma banda nova, com uma direção meio black music, que estava procurando vocalista. O Rogério, é um sabiá, o negócio dele é cantar, ser crooner, e foi o escolhido. Assim, estávamos os dois em Belo Horizonte, começando nossa carreira. IPÊ: E o sucesso, como chegou? WILSON SIDERAL: As coisas foram acontecendo. Em 1994, o

Omeriah gravou um CD para a BMG. Fiquei na banda, até que comecei a perceber em meu coração, uma necessidade de colocar minhas músicas para fora, e uma banda de reggae não era o espaço para as músicas que eu estava compondo. Senti que meu caminho era mais de compositor, um cantor com um trabalho mais autoral, e saí da banda. Fiquei tocando no circuito universitário de BH, até que, no segundo CD do Jota pela Sony Music, minha música “Fácil” estourou violentamente, e em 1999, fui contratado pela Universal, para gravar o meu primeiro CD, que se chamou “1”. IPÊ: E o nome Sideral veio como? Como foi ser contratado por uma grande gravadora? WILSON SIDERAL: No início assinava Wilson Oliveira, mas queria um nome diferente, e aí, de


uma lista, escolhi Sideral. O CD eu chamei de “1”, e foi muito bem aceito, recebi o prêmio de artista revelação do Prêmio Multishow. Foi um ano movimentado, além da turnê do CD, participei também do Rock in Rio III. O segundo CD foi o “Na Paz”, em 2001 o disco foi indicado ao Prêmio Grammy Latino. Foi quando começou a grande transformação do mercado de música com a internet. A maneira como as gravadoras controlavam o mercado mudou radicalmente. Os artistas tiveram que aprender a viver em um mundo independente das gravadoras, a ser o responsável pelas suas carreiras. Assumir a parte que antigamente as gravadoras faziam. O artista se tornou o criador, o produtor, o marketing, e o divulgador. Eu que era totalmente desligado da Internet, me tornei meio Nerd, aprendi a utilizar o computador. A internet mudou o mercado da música e hoje se tornou seu grande meio de divulgação. E o legal, é que permite que você possa fazer sua carreira, mesmo morando fora das grandes cidades. Por exemplo, o Sambô, fez sua carreira em Ribeirão Preto, estouraram e não saíram de lá, graças à Internet. IPÊ: E como foi a coisa de lançar um álbum em Pendrive? Para quem vivia distante da informática, parece uma ideia de uma pessoa super conectada... WILSON SIDERAL: Agora sou quase um nerd. Fiz o álbum #Singles e mudei tudo, em vez de CD lancei em Pen Drive, com 5 músicas inéditas cada uma com seu videoclip, vídeos dos bastidores das gravações, as versões acústicas , letras, cifras, fotos etc. Gravei no estúdio do Skank em Belo Horizonte.

IPÊ: E o próximo álbum? Pode adiantar alguma coisa? WILSON SIDERAL: Estou finalizando, acrescentei um naipe de metais que deu um colorido especial. Deve se chamar “Canções de Computador”. Assim que ficar pronto, a gente sai em turnê com a banda. IPÊ: E a carreira, como está? Quantos shows faz por mês? WILSON SIDERAL: Como sempre, tem épocas de vacas gordas e épocas de vacas magras. Mas ter realizado o meu sonho, e viver de música, não tem preço. Show é o ano inteiro, faço uns dois shows por semana. Com a

pirataria e o download, o mercado de CD mudou muito. São os shows que mantém os artistas. IPÊ: E, para fechar, quando vai se apresentar em Lavras? WILSON SIDERAL: Gostaria muito, tenho uma forte ligação com a cidade. É só convidar que vou com o maior prazer!

FICHA TÉCNICA “CANÇÕES DE COMPUTADOR” – Ano: 2013 Sideral Experience “DIAS CLAROS” – Ano: 2007 Sideral Experience “LANÇADO AO MAR” - Ano: 2004 Sideral Experience “NA PAZ” - Ano: 2002 - Universal Music “1” Ano:1999 - Universal Music Site: www.wilsonsideral.com.br REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013


MÚSICA

DICAS CULTURAIS

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DVD: Diana Krall live in Rio – 2008 (Registra uma belíssima apresentação da cantora e pianista canadense no Brasil)

Livro William Shakespeare - Othello Raros são os textos a abordarem com tamanha complexidade as relações humanas como aqueles escritos por William Shakespeare (1564 - 1616). Otelo é uma das mais maduras tragédias escritas pelo dramaturgo. Em um enredo único, Shakespeare desenvolve o tema do ciúme nutrido pelo mouro Otelo em relação à jovem, bela e casta esposa Desdêmona. Esse ciúme é fomentado por Iago, alferes de Otelo, que vê sua oportunidade de promoção interrompida quando é preterido por Cássio, tenente do general. De uma sagacidade sem tamanho, com propósitos de vingança, Iago induz Otelo a suspeitar da fidelidade de sua mulher. O enredo está armado e Otelo, o grande e imbatível general de outrora, terá à sua frente a maior batalha de sua vida a enfrentar, pois ela se passará dentro dele mesmo. Vivendo o conflito entre acreditar em sua esposa ou duvidar dela, Otelo oscila entre o bem, representado por Desdêmona em contraposição ao mal, representado pelo diabólico Iago. Sinopse Otelo, general mouro a serviço da República de Veneza, casa-se com a bela Desdêmona. Torna-se governador de Chipre e designa o tenente Cássio como seu principal auxiliar. Tomado pela inveja, Iago, que se julgava merecedor da promoção, trama uma cruel vingança: faz Otelo acreditar que sua mulher e Cássio o traíam. Desse ciúme doentio, resultará uma tragédia.

O Rio de Janeiro é o pano de fundo desse “Live In Rio”. Além do documentário “Conversations”, que mostra a cantora em alguns lugares turísticos, falando e cantando com artistas brasileiros, as canções do show em si são entremeadas por imagens da cidade, das praias às favelas. E as bonitas paisagens estão à altura do show apresentado. No roteiro, como não poderia deixar de ser, muita Bossa Nova, bem representada por clássicos como “The girl From Ipanema” (que ganhou um bonito contraponto do público, que cantou a música em português, enquanto Diana cantava em inglês), “So Nice” (versão de “Samba de Verão”, de Marcos e Paulo Sérgio Valle), “Quiet Nights” (versão de “Corcovado”) e “Este Seu Olhar”, na qual Diana Krall arriscou um português e ganhou o aplauso da plateia. Diana Krall canta bem, toca bem e tem um charme imenso. Enfim, tudo que é bom de ver (e ouvir). Mais que o suficiente para “Live In Rio” valer (muito) a pena.

Fonte: www.livraria saraiva.com.br

Preço Nobel Livraria: R$ 49,00

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Emilio Victtor Cantor e compositor Produtor cultural da Casa do Bosque


Bem-vindos à

Na Casa Do Bosque Pub, a cultura tem seu espaço reservado preenchendo os seus sentidos e a gastronomia tem o seu destaque satisfazendo o seu paladar.

Shows: Outubro - Dias 11 a 12 Ian Guedes e Bianca Luar (MPB e clássicos do “Clube da Eaquina”

Casa do Bosque pub - Perdões-MG.

Horário de funcionamento: sextas e sábados de 19h à 1h.

Reservas e informações: (35) 8842 - 4855 Casadobosque@gmail.com www.facebook.com/casadobosque

www.casadobosque.com.br


PERFIL

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Em Perdões,

o móvel brasileiro assinado Priorizando a qualidades e pequenos detalhes, com beleza e uma organização perfeita para fazer tudo da maneira mais eficiente, a América Móveis, de Perdões, tornou-se um dos mais importantes parceiros dos designers de móveis brasileiros.

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Foto: Lufe Gomes

Os filhos Adriano e Luciano e o criador da America Móveis Sr. Paulo Lopes

Por Diter Stein Fotos: Daniel Rocha

O

design brasileiro de móveis assinados está em alta. Se designers brasileiros de gerações passadas como Joaquim Tenreiro, Zanine Caldas, Lina Bo Bardi e Sergio Rodrigues fizeram a história do design brasileiro de móveis, ele hoje é sucesso e está presente nos acervos dos mais importantes museus de arte moderna como no MOMA de Nova Iorque, Pinakothek der Moderne, em Munique, por meio dos móveis dos irmãos Campana. Diversos designers, como os do Estúdio Bola, fazem da fábrica de Perdões, parceiro na industrialização de seus trabalhos. Assim como Flávia Pagotti Silva, Fabíola Bergamo, EM2 Design, Leo Mangiavacchi, Porfírio Valladares, entre outros designers e estúdios moveleiros brasileiros, com excelente performance em grandes eventos do design internacional, fazem parte da Coleção Assinada da América Móveis. Uma fábrica com 13.000 metros de área construída, com 4 unidades diferentes, a de estofamentos, de serralheria, de madeira e acabamento além de uma transportadora. Uma fábrica que emprega cerca de 170 profissionais especializados, em

um ambiente de extrema organização, perfeccionismo e uma delicada união entre o trabalho artesanal e industrial, alta tecnologia e artesanato. Um perfeccionismo que é responsável por a fábrica ter em carteira sempre aproximadamente 2.500 peças em produção e só fabricar o que está vendido. Quatro caminhões partem toda semana da fábrica e entregam os produtos na central de distribuição em São Paulo. Onde os mais de 100 lojistas, parceiros de todo país retiram seus pedidos para suas lojas, independentemente da cidade onde a loja se localiza. O perfeito entrosamento designer e fabricante é outro dos motivos do sucesso da América Móveis, como explica a designer Flávia Pagotti: “O primeiro contato com A America Móveis começou em 2009 com o desenvolvimento da poltrona Athos, e rendeu peças como o sofá Índigo premiado no Salão Design Casa Brasil de 2011 e também finalista no IF Product Design Award de Hannover, Alemanha. Para mim é um privilégio participar desse time, pois além de ser uma marca muito bem conceituada no mercado, respeita muito o trabalho do designer. Em

Flávia Pagotti, uma das designers dos móveis assinados da empresa

geral, no início do processo eu recebo um briefing de que tipos de produtos querem lançar. A partir daí, eu desenvolvo conceitos e propostas para os novos produtos, trocamos ideias sobre materiais, sobre o que é viável tecnicamente e sobre as melhores formas de resolver detalhes. Após a execução, faço uma ou duas visitas à fábrica para analisar o protótipo, para fazer ajustes e, finalmente, aprovar junto o resultado final. Trabalhar com a América é particularmente gratificante, pois eles respeitam muito o desenho que faço e nunca alteram sem me consultar, assim, o produto sai exatamente como eu desenhei e imaginei”. Algumas pessoas têm um talento especial para transformar o mundo à sua volta. Entre elas, estão o Sr Paulo Ribeiro Lopes, fundador da América Móveis e seu filho Luciano Mota Lopes, diretor industrial e comercial da empresa. Paulo Ribeiro Lopes chegou em Perdões em 1967 “Sou de uma pequena cidade perto de Caratinga, vim para Perdões, porque aqui morava um irmão meu. O nome América é uma homenagem a minha mãe, que faleceu quando eu tinha 7 anos. Com 12 anos saí de REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013


PERFIL

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O Caminhão FNM do Sr Paulo Lopes na Fernão Dias, sobre a ponte do Rio Grande, entre Lavras e Perdões. America Móveis em Perdões, a loja e parte da fabrica

casa e fui ser trocador em Belo Horizonte. Depois em 1961 servi o exército e logo depois fui trabalhar com transportes. Trabalhava e morava em um caminhão FNM, levava cerveja de São Paulo para São Luís do Maranhão. Para economizar morava no caminhão. Era uma viagem que parecia não ter fim, 1800 km de asfalto e depois mais 2.000 km de terra. Com o dinheiro que economizei comprei uma oficina aqui em Perdões que fabricava e reformava capotas para Jeep. Era praticamente o único carro que circulava aqui na região, quem tinha carro tinha Jeep. Dei o nome de Capotaria América e foi o começo de tudo” conta Sr. Paulo. Na capotaria, Sr Paulo Ribeiro com seu perfeccionismo, começou a fazer a diferença. “Um dos grandes problema das capotas de Jeep era a poeira que entrava, adaptei então as cortinas das janelas, por um quadro, além de fazer costuras duplas para maior durabilidade. As capotas fizeram sucesso e o boca a boca criou uma clientela que quase não conseguia atender. No final da rua tinha uma marcenaria e passamos a fazer sofás. REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013

Fazia um por semana, meu sonho era fabricar um por dia. Trabalhava dia e noite, em pouco tempo nascia a América Móveis. Acabei vendendo a capotaria para meu sobrinho”. Quem atravessa hoje em velocidade a cidade de Perdões pela BR 381, a Fernão Dias, e passa em frente ao show room da América Móveis não imagina que a empresa é muito mais do que aparenta. Apesar do bom gosto e lojas próprias em Belo Horizonte e Perdões a menina dos olhos do Sr Paulo Ribeiro são os filhos e a fabrica. E é a fabrica é que fazem questão de mostrar em detalhes. “Trabalhei na fábrica de artefatos de couro onde aprendi muito sobre costura e acabamentos” talvez seja o motivo da grande empolgação do Sr Paulo Ribeiro com um dos destaques da empresa que é a unidade de estofamentos. Acompanha o filho Luciano que mostra na unidade, os projetos de designers conhecidos cujos protótipos estão em realização, exibindo uma poltrona em couro, Luciano faz questão que nos sentemos para sentir o conforto e explica “Se-

guimos os projetos e sugerimos uma ou outra opção de acabamento que pode dar uma maior qualidade, maior conforto e beleza ao produto. Uma de nossas funções é dar ao sofá ou poltrona criado pelo designer, um prazer especial para quem vai utilizá-lo. Que abrace o corpo da pessoa. Para isso escolhemos sempre o melhor material e a melhor maneira de executar o projeto Esse é um momento importante na parceria. Fazemos o produto diversas vezes com o acompanhamento do designer até que ele é aprovado, aí entra então em produção”. Se o Sr Paulo é a alma da empresa, Luciano é hoje o coração da fabrica, e não podia ser diferente, começou em 1981 com 10 anos a trabalhar com o pai. Saia da escola e ia direto para o trabalho, organizando o almoxarifado, que é um dos pontos chaves de uma fabrica. Com o tempo Luciano pegou o perfeccionismo do pai. “Luciano é hoje tão ou mais perfeccionista do que eu, além de ter um talento especial para o desenho”. Já o varejo é administrado por outro filho, Adriano Mota Lopes, que também começou cedo e hoje


é o responsável pela administração das lojas. Luciano está sempre presente nas Feiras de Móveis de Milão, respira indústria moveleira e busca atualizar-se sobre tendências de design, processos de fabricação e os melhores fornecedores. “Na unidade de estofamento trabalhamos somente com espuma de fabricação contínua, da CBP, de maneira que tenha a mesma densidade em toda sua extensão, os melhores couros e tecidos. Na unidade de madeira somente utilizam madeiras certificadas e ecologicamente certificadas como o Aracruz Lyptus e MDF da Duratex e para as cores temos uma parceria com a fabricante italiana de tintas e pigmentos IVE que nos garante mais de 7.000 cores e tonalidades diferentes”. Assim como a fabricante de automóveis Mercedes Benz alemã tem todos os projetos de seus carros arquivados e pode produzir sobre encomenda um modelo de qualquer ano, a América Móveis arquiva todos os moldes e desenhos de seus móveis e garante seus produtos por dez anos. Também uma garantia de que, se um dia o móvel tiver algum desgaste, o móvel fabricado pela América pode ser todo restaurado. É o que a empresa chama de Garantia Para a Vida Toda, um orgulho do perfeccionista Sr Paulo Ribeiro Lopes, fundador da América Móveis.

FICHA TÉCNICA Lojas: Belo Horizonte, e Perdões Contato: (31) 3286-4646 / (35) 3864-1279 Fábrica: Perdões MG Site: www.americamoveis.com

America Móveis presente na exposição de Milão, com a Mesa Espelho de Camila Fix e Flávia Pagotti.

O processo de acabamento. Na pintura a America Móveis trabalha com uma paleta de mais de 7.000 tonalidades de cores diferentes. Na unidade de estofamentos a fabrica utiliza tecnologia de ponta combinado com a sutileza do processo artesanal. Com o trabalho pronto as peças são embaladas cuidadosamente para serem transportadas com segurança.

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A importância do plano de negócios

ARTE DE EMPREENDER

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M

Antônio Alberto Júnior

empreendedor, instrutor do Empretec (Sebrae), palestrante e diretor das empresas Jeito Caseiro e Top Empreendimentos.

uito se fala em empreendedorismo, empresas, Planos de Negócios e muitas outras práticas do mundo dos negócios, no dias atuais. Mas a verdade é que pouco se usam as ferramentas disponíveis no mercado. Foi pensando nisso, que resolvemos criar um espaço nesta revista, para que possamos orientar nosso leitor a tomar suas decisões sobre suas empresas e carreiras e assim prestar nosso serviço à nossa comunidade. Vamos iniciar falando sobre o Plano de Negócios, essa ferramenta tão importante e norteadora, ao se pensar em abrir sua empresa, ou expandi-la com o incremento de um novo projeto. A princípio, falaremos da importância dessa ferramenta e nas próximas edições, traremos suas etapas e o que contém em cada uma delas. Costumo dizer em minhas palestras e treinamentos, que o Plano de Negócios está para a empresa, assim como o namoro está para o casamento. Nessa etapa que deveria anteceder a qualquer abertura de um novo negócio ou projeto, temos a oportunidade de “namorar” o que posteriormente terá que ser decidido entre o sim e o não. Essa é a hora de ver todos os prós e contras do mercado (o que chamamos de Oportunidades e Ameaças) e também o que nós temos de positivo e aquelas áreas que não dominamos muito (Forças e Fraquezas). Com essa análise, montamos então o que é chamado de matriz SWOT ou FOFA, nos dando um norte de onde estarão os possíveis problemas e as grandes oportunidades. Assim como em um namoro, é muito comum ver o empreendedor cair no “canto da sereia”, ou seja, ver alguns detalhes importantes que dão indícios de que o negócio não será interessante, mas negligenciar esses fatos e se encantar com o glamour de ter seu próprio negócio e com a ideia de que ficará rico do dia para a noite. O que buscamos orientar nessa etapa, é que se coloque absolutamente tudo no papel, não mascarando nenhum dado ou informação, para que a decisão de avançar ou não no início da nova empresa ou projeto, seja tomada de forma consciente. Nessa fase, onde tudo ainda está no papel, são permitidos: erros, acertos, simulações, ideias, projeções otimistas e pessimistas, mas não deixe que seus sentimentos falem mais alto. Analise todas as informações disponíveis e, caso seu projeto se mostre arriscado demais, parta para o plano “b”. A ferramenta é exatamente para dar subsídios para se tomar a melhor decisão. Na próxima edição, falaremos sobre os vários públicos para seu Plano de Negócios!

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Rua Comandante Comandante Soares Soares Júnior Júnior 311 311 Rua

Arthur Bernardes Bernardes Arthur

(35) 3821-6269 3821-6269 -- Lavras Lavras -- MG MG (35)


VIAGENS

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Um Hotel

feito de gelo Snow Village Canadá: um hotel de gelo. Como os de tijolos, só que todo ano derrete e é refeito. Cada ano com um tema diferente. Por Diter Stein Fotos Arquivo snowvillage

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VIAGENS

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I

magine um hotel feito todo de gelo. As paredes. O teto. Os bancos. As camas. Tudo, até os copos. E está sempre cheio. A temperatura interna pode estar entre -4 ou -9 ° C, dependendo do número de pessoas e a temperatura exterior. Do lado de fora pode estar -20, -30 ou até -40C . Só funciona no inverno. No verão derrete e no inverno fazem outro. Funciona geralmente do início de janeiro até o final de março que é o pico do inverno no hemisfério norte. Existem outros, até no Canadá. Mas o Snow Village é o único hotel de gelo urbano do mundo. Os outros que existem são em regiões rurais, e é claro que só existem em países gelaREVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013

dos; como na Suécia, onde nasceu a ideia. Em 1989 na Suécia, um sujeito fez uma exposição em um Iglu de gelo. Os visitantes ficaram impressionados com a estranha galeria de arte e diversas pessoas pediram para sentir como era dormir no Iglu. Assim nasceu a ideia dos hotéis de gelo que se tornaram sucesso. As crianças acham o máximo. No Snow Village, os hóspedes são recebidos por uma atmosfera festiva e logo passam a fazer parte de uma sorridente multidão. Ao ar livre, existem diversas atividades de inverno, como trenós puxados por cães, patinação, hóquei, um parque com muita neve. O hotel foi criado para adultos,

mas que querem sentir-se crianças de novo. Situado a 10 minutos do centro de Montreal, na Ilha Parc Jean-Drapeau em Sainte-Hélène, que abriga o Circuito de Formula 1 Gilles Villeneuve, e diversas outras atrações como o Museu do Meio Ambiente. É da água do Rio São Lourenço que são feitas as 25 toneladas de blocos de gelo utilizadas na construção, e é para lá que retornam quando derretem. São toneladas de neve também. O Snow Village Canadá, assim como os outros ice hotels, a cada ano escolhe um tema. O último tema do Snow Village canadense foi Nova Iorque. Os quartos, os lobies, bares etc, receberam com esculturas, no último inverno, lembrando a cidade, a estátua da Liberdade, maçãs da Big Apple, os super heróis. Tudo em uma massa temporária de gelo e neve, uma substância conhecida como snice, que toma o lugar da argamassa utilizada em construções tradicionais de alvenaria. Alimentos e bebidas servidos são especialmente escolhidos para as circunstâncias. O Snow Village Canadá nasceu quando Guy Bélanger, seu idealizador conheceu o projeto Finlandês, e fez uma parceria para realizar o projeto no Canadá. Até as camas são feitas de neve e gelo, coberto com placas de madeira, colchão, peles de rena e sacos de dormir térmicos especialmente concebidos para o local. Os quartos estão disponíveis apenas a partir das 9 horas da noite e devem ser desocupado em 12 horas.O hotel oferece também uma capela com 60 assentos, onde foram realizados inclusive alguns casamentos Não é um hotel para quem procura luxo, mas diversão, e não é preciso ser um hóspede do hotel para jantar no restaurante ou participar das festas no clube. O gelo reflete as luzes em suas


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VIAGENS

Bar Ice Bar Jägermeister, importante é não esquecer que lá faz frio. As luvas são importantes até para segurar os talheres e os copos que são também de gelo.

paredes e cria um ambiente meio fantástico. Como a estadia não é barata, e o lugar é inusitado, muita gente vai só para conhecer, para almoçar ou jantar. A noite moradores e turistas costumam frequentar o bar, a boite, e a tradicional queima de fogos cujas cores refletem no branco da neve e criam o mesmo efeito visual fascinante de sua iluminação interior. O importante é fazer a reserva com bastante antecedência, pois está sempre lotado. O Pommery Ice Restaurant oferece entre outros, três pratos com preço fixo, US$ 60 por pessoa, que variam e, dependendo da época, pode ser uma saudável sopa de legumes como entrada, seguida por um salmão, refogado no vinho tinto ou uma omelete ao estilo norueguês, flambado na mesa de gelo. Assim como nas camas, as cadeiras de gelo e todos os REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013

móveis são cobertas para não molhar as roupas dos clientes e depois cobertas com peles. A comida servida nas mesas de gelo sobre um suporte especial para se manterem na temperatura. Em razão do sucesso do restaurante e do bar, o Snow Village fez uma parceria com o fabricante do famoso licor Amarula, para abrir mais um restaurante, com o nome do famoso licor. Como parece que frio chama uma bebidinha, o nome do bar Ice Bar Jägermeister, também é resultado de uma parceria com uma conhecida bebida alemã, o Jägermeister. Importante é seguir a sugestão do restaurante e do bar do Village e não esquecer que lá faz frio, até para segurar os talheres é difícil, eles sugerem utilizar sempre luvas, calças de neve, casaco de neve e claro botas de neve, e cachecol.

Quem gosta muito de frio, mas muito mesmo, o Snow Village Canadá é uma boa pedida para quem achou o inverno de Lavras leve, e quer passar o verão de 2013 no meio de neve, em temperaturas polares. E, claro, conhecer uma cidade super charmosa como Montreal.

FICHA TÉCNICA O Snow Village Ice Hotel é administrado pelo InterContinental Hotéis O hotel oferece 25 quartos. Sendo 15 suites (US $ 300 por pessoa), 10 suites regulares (US $ 260 por pessoa), e 5 iglus polares (US $ 195 por pessoa). Oferece estrutura para eventos privados e de negócio em um Iglu gigante aquecido. Jagermeister Ice Bar: 100 assentos Pommery Ice Restaurant: 100 lugares Oferece uma área aquecida para servir como vestiários e relaxar pessoas que possam estranhar o frio. Site: www.snowvillage.com.br


ESPAÇO GOURMET

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REVISTA IPÊ | JUL/AGO/2013


Especial

Inverno/Primavera Por Rodrigo Salvador Fotos: Daniel Rocha

I

deal para harmonizar com os dias mais frios, esta receita de Carne de Panela do Chef acompanhado de arroz Piamontese é a boa escolha para esta época do ano. A tendência neste periodo do ano é ingerir uma maior quantidade de alimentos para que nosso corpo gere energia para mantermos aquecidos. Este prato que irei apresentar é uma boa pedida, pois é energético e de digestão fácil, além de ser extremamente saboroso se harmoniza bem com dias frios e um bom vinho tinto ou cerveja negra.

Arroz Piamontese com carne de panela do chef Ingredientes para a carne • • • • • • • •

1 alho-poró 1 talo de salsão 4 tomates sem pele e sem sementes 1 cenoura 1 folha(s) de louro fresco 3 dente(s) de alho 1 quilo(s) de coxão duro limpo 500 mililitro (ml) de vinho tinto sal a gosto pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo: Para a base da receita, bata no liquidificador o alho-poró, o salsão, os tomates e a cenoura com um pouco de água, e reserve. Corte a carne em cubos. Em uma panela, com um pouco de óleo, refogue a carne com os três dentes de alho socados no pilão. Quando estiverem dourados, acrescente o vinho tinto, depois que a bebida evaporar (aproximadamente 10 minutos depois), adicione a mistura das verduras batidas. Deixe cozinhar por aproximadamente 1 hora e meia (na panela comum), ou por 30 minutos na panela de pressão e ao final acerte o sal. Se preferir um pouco mais de caldo, adicione mais água e deixe ferver. Sirva quente acompanhado do arroz.

Ingredientes para o arroz • • • • • •

2 canecas de arroz lavado 1/2 colher de óleo 1 colher de alho Sal 1 lata de champignon 100 g de queijo mussarela 1 lata de creme de leite

Modo de preparo: Frite o arroz no óleo e alho até ficar solto como uma farofa. Coloque água dois dedos acima do arroz e tampe até secar. Despeje o creme de leite, a mussarela e o champignon e deixe no fogo até a mussarela derreter e o arroz ficar como um risoto, bem molhadinho.

Chef Rodrigo Salvador

rodrigopsalvador@gmail.com

(35) 8865-5393

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As aventuras de harmonizar

60 Por Chef Felipe Leroy felipeleroy@gmail.com (31) 9178-2233

ESPAÇO GOURMET

N

esta edição da revista IPÊ vou dar umas dicas de harmonização. Comer bem é uma arte; beber bem, também! Melhor ainda é saber qual é a bebida certa para acompanhar o prato escolhido. A harmonização começa com a análise atenta dos ingredientes do prato e seu modo de preparo. São seus aromas, sabores e texturas que devem nortear a escolha da bebida. A resposta não é imediata e permite múltiplas escolhas em muitos casos. Para citar um exemplo, um bacalhau ao forno pode ser acompanhado com um vinho branco de bom corpo ou por um saquê servido a 30 graus (que é quando os aromas do saquê estão mais evidentes). As duas combinações vão bem à mesa. Se o modo de preparo for fritura, por exemplo, é preciso uma bebida que corte essa gordura. Um bom exemplo é o espumante acompanhado de camarões fritos. Há dois modos de combinar aromas e sabores: por semelhança ou por contraste. Por semelhança exemplifico um pescado defumado acompanhado por um uísque “single malt”; os dois com as mesmas notas aromáticas. Abusando das saladas cruas, juntamos o amargo com o doce; junte rúcula, cenoura, agrião, manga, morango e castanhas picadas; uhmmm esta combinação de doce e amargo é uma delícia e ainda ajuda a controlar a ansiedade (segundo a dietética energética chinesa). A arte da harmonização é uma técnica bem subjetiva, que analisa as características dos ingredientes das receitas, seu modo de preparo e as particularidades das bebidas; até encontrar o “par perfeito”! A harmonização tem sua dose de subjetividade e sempre deve trazer um equilíbrio entre a comida e a bebida; desafia a teoria e desperta a intuição. Ouse e experimente! E lembre-se; Na harmonização a comida e a bebida são deliciosas sozinhas; e juntas, UAL! Poderá surgir um terceiro e melhor sabor. Modo de Preparo 1 Frite o bacon até ficar bem crocante tire o excesso de óleo (reserve)

Bolo de Banana Salgado Rendimento: 05 pessoas Tempo Preparo: 45 minutos

Ingredientes: 01 kg. banana da terra 500 gr. carne moída 02 cx creme de leite Camponesa 50 gr. queijo coalho ½ pimentão verde 02 tomates s/ pele e s/ semente 01 cebola pequena 02 dentes de alho

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Azeite para refogar 02 pitadas de curry 150 gr. bacon magro, Sal a gosto. 15 gr. Farinha de trigo 30 gr. manteiga

2 Parta as bananas ao meio e coloque-as em uma panela, cubra de água e deixe cozinhar até ficarem bem macias. Retire da água e amasse bem, acrescente o creme de leite e envolva bem formando uma massa homogênea. Misture o bacon picado à banana amassada. 3 Pique as cebolas bem pequenas, pique o pimentão e o alho; aqueça uma panela, acrescente o azeite e refogue a cebola, o alho e o pimentão; coloque a carne e frite até ficar sequinha ponha o curry e envolva bem; antes de desligar coloque os tomates picados em pedaços pequenos. Coloque o creme de leite e envolva a carne. (reserve) 4 Peque um refratário, unte com manteiga e a farinha e disponha a massa da banana no fundo e nas laterais. Coloque a carne e cubra com a massa da banana; ponha o queijo coalho ralado e leve ao forno, médio até dourar. Retire e sirva.


Cultura e Sociologia da Cachaça

A

bebida alcoólica está presente em quase todas as culturas humanas conhecidas, em quaisquer estágios de civilização. Observando-se detalhadamente o globo terrestre, constata-se que quase todas as regiões têm o seu destilado típico. Seguindo a regra, o Brasil tem também o seu destilado típico - a Cachaça -, cuja importância na construção da sociedade brasileira não é, de modo algum, um tema trivial. Quando se pensa em algo legitimamente brasileiro, que incorpora todos os elementos sociológicos e antropológicos do país, como o foclore, as religiões, as classes, a economia, a música e os problemas sociais, automaticamente nos lembramos da pura e genuína cachaça. A história da cachaça se confunde com a própria história do Brasil – foi destilada pela primeira vez aqui, entre 1516 e 1532, em algum engenho da costa brasileira, e é o primeiro destilado da América Latina, ou melhor, das Américas. Tudo começou com a cana-de-açúcar que, plantada, logo após a descoberta do Brasil, pelas mãos dos portugueses e logo depois pelo escravo africano, irrigada com suas lágrimas, adubada com seu sangue, colhida e processada com seu suor, chegou a ser o ponto mais alto da nossa economia, o orgulho do colonizador e a cobiça dos invasores. A cachaça sempre foi uma presença constante na sociedade escravagista colonial. Morrendo de saudade, suportando um exílio forçado e injusto, o escravo africano, foi quem primeiro usou a cachaça para curar seus males de espírito – o banzo. Em muitos engenhos, a cachaça era distribuída entre os escravos, logo na primeira refeição do dia, para que pudessem suportar o árduo trabalho nos canaviais. Na exploração das minas, o trabalho não se fazia sem cachaça, mantendo-os aquecidos durante as horas em que cavavam as montanhas ou lidavam com pedras e bateias, mergulhados nos rios. Com o passar do tempo, a cachaça foi ascendendo aos diversos níveis sociais, com um importante papel nos movimentos pré-independência, quando era sinal de patriotismo não beber produtos vindos de Portugal. Após quinhentos anos de história, é visível a influência da cachaça em quase todos os marcos que caracterizam a sociedade e o jeito de ser do povo brasileiro: os cultos afro-brasileiros, a música, a arte, a gastronomia, a medicina popular, a literatura, o folclore, o anedotário, o adagiário, além de servir de documentação histórica, por meio de seus criativos nomes e rótulos. Assim, através dos tempos, a história e a cultura da cachaça constitui um fenômeno específico, que podemos denominar de “A Sociologia da Cachaça”.

Por Jairo Martins

especialista em cachaça é autor do livro “Cachaça, o mais brasileiro dos prazeres”.

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Revista ipê 4 edição  

“Wunderschön! Herrlich!”

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