Page 1

REVISTA

ipê REVISTA TRIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO CONTROLADA

ANO III - Nº 09 - AGO/SET/OUT 2015

SINTA-SE EM CASA Top Negócios Imobiliários traz inovação ao mercado de Lavras, unindo rentabilidade e realização de sonhos.

E MAIS: ACTION FIGURE: OS BONEQUINHOS DE GENTE GRANDE PEDRA PRETA

NOVOS PRODUTOS DE ÓLEOS ESSENCIAIS

NOVO LANÇAMENTO DA VERDE CAMPO

CONHEÇA O RUGBY

PEDAL NA

UMA EDIÇÃO RECHEADA DE ROCK’N ROLL

O QUE LEVAR EM CONTA NA HORA DE CONSTRUIR NA REPRESA?


ipê

Nossa Capa

REVISTA

6

REVISTA TRIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO CONTROLADA

ANO III - Nº 09 - AGO/SET/OUT 2015

SINTA-SE EM CASA

EXPEDIENTE

Top Negócios Imobiliários traz inovação ao mercado de Lavras, unindo rentabilidade e realização de sonhos.

Foto: Cia da Foto Lugar: Top Negócios Imobiliários Cidade: Lavras/MG

E MAIS: ACTION FIGURE: OS BONEQUINHOS DE GENTE GRANDE CONHEÇA O RUGBY PEDAL NA PEDRA PRETA

NOVOS PRODUTOS DE ÓLEOS ESSENCIAIS

LANÇAMENTO DA VERDE CAMPO

UMA EDIÇÃO RECHEADA ROCK’N ROLL

NOVO

O QUE LEVAR EM CONTA NA HORA DE CONSTRUIR NA REPRESA?

PROJETO EDITORIAL Édison Marques Júnior DESIGN E PROJETO GRÁFICO Édison Marques Júnior JORNALISTA RESPONSÁVEL Marina Alvarenga Botelho JURÍDICO Édison Marques FOTÓGRAFOS - CIA DA FOTO José Henrique Daniel Rocha REVISÃO Pauline Freire Pimenta

REDAÇÃO Ana Carolina Siqueira Abe-Sáber Derivan Ferreira de Souza José Márcio Faria Be Young Arquitetura Criativa Rede Comunicação de Resultado

COMERCIAL Édison Marques Júnior Contato: (35) 9143-4125 contato@revistaipe.com.br www.revistaipe.com.br EDIÇÕES AVULSAS E ESPECIAIS contato@revistaipe.com.br Edição nº 9. Distribuição controlada IMPRESSÃO: Editora Rona TIRAGEM: 2.000 exemplares Curta a Revista Ipê no facebook

Artigos assinados são de responsabilidade dos respectivos autores. Autoriza-se a reprodução, desde que citada a fonte.

EDITORIAL

UMA EDIÇÃO CHEIA DE BOAS IDEIAS Nessa edição da Revista Ipê, a nossa inspiração foi apresentar algumas ideias diferenciadas para a sua casa e seu dia-a-dia. A matéria de destaque é da Top Empreendimentos, que vem se destacando na cidade no ramo de negócios imobiliários. Você vai conhecer o espaço físico da empresa e sua filosofia. Muita criatividade para a sua casa na seção de arquitetura, com dicas para construir na represa, e também na seção de design, com a apresentação de móveis super diferenciados, feitos sob medida para um ambiente descolado, mas com sofisticação. Essa edição também está recheada de Rock n’Roll, com o lançamento do novo EP de João Benedict, músico lavrense, e o novo projeto de Jonathan Corrêa (Reação em Cadeia), a Ego Kill Talent, que conta com a participação de Jean Dolabella (ex Sepultura). No esporte você vai conhecer mais a fundo o Rugby. Os times masculino e feminino de Lavras contam para a Revista Ipê um pouco sobre o esporte, a história dos times em Lavras e os treinamentos. Pra quem curte aventura também temos dicas para fazer um pedal na Pedra Preta, em Lavras, sem medo e aproveitando a vista da cidade. Vamos aos laboratórios de Química da UFLA para aprender um pouco mais sobre os novos produtos que vêm sendo desenvolvido a partir de óleos essenciais, com pesquisas voltadas para a área de saúde. Na cultura, a gente invade a casa de lavrenses que colecionam Action Figures, os “bonequinhos” de super-heróis, personagens de filmes, quadrinhos e o que você imaginar! Na seção gourmet, os criadores da deliciosa cerveja artesanal Joia Mesquita contam um pouco de como surgiu a Cervejaria, quais os planos para o futuro e falam um pouco da cada cerveja. Confira também novas receitas do Barman Derivan e da chefe de cozinha Ana Carolina Abe-sáber. E para relaxar, uma pousada de outro mundo em meio à natureza exuberante de Goiás. A Pousada Espaço Naves Lunazen vai fazer você escolher logo seu destino de férias! Édison Marques Júnior Diretor da Revista Ipê


REVISTA

ipê

Ago/Set/Out 2015 SUMÁRIO

CAPA Com a proposta de realizar sonhos, Top Negócios Imobiliários se destaca no mercado de Lavras oferecendo atendimento e serviços exclusivos nos segmentos de incorporação, construção e lançamentos imobiliários.

20

ESPAÇO GOURMET

ARQUITETURA

Tudo começou com a vontade de produzir a própria cerveja. Hoje, já foram premiados pela segunda melhor Dunkel Weizen do Brasil, com a Detaus.

Casa na represa - Be Young Arquitetura Criativa levanta fatores para considerar quando for construir.

56

30 DESIGNER Mula Preta Design e América Móveis promovem uma parceria de sucesso, com móveis de design inusitado e acabamento feito com esmero. O tema esporte é destaque das produções.

38

ESPORTE

VIAGENS Já pensou em se hospedar em uma Espaço Nave na Terra, em meio a uma natureza exuberante? Pois saiba que é possível nessa pousada diferenciada na Chapada dos Veadeiros.

50

“Não é violência, é parte do esporte” - Conheça um pouco mais sobre o Rugby, um esporte que encanta por sua filosofia e que já tem times feminino e masculino em Lavras.

12

SEÇÕES CARTAS

AVENTURA Trilha da Pedra Preta é destaque para os amantes de bike, natureza e que desejam uma opção próxima à cidade, com uma das melhores vistas de Lavras.

14

8

COLABORADORES

10

UFLA

16

ARTE E CULTURA

42

MÚSICA

44

ESPAÇO GOURMET

54


CARTAS

8

EDIÇÃO 08

Envie comentários, sugestões e opiniões para serem publicados nesta seção

“Adorei a matéria sobre Inhotim, da última edição. Acho importante destacar um paraíso desses e tão pertinho da gente. Levar esse tipo de informação à população é valorizar nossa cultura e natureza locais. Parabéns à Revista Ipê”.

Revista Ipê contato@revistaipe.com.br www.revistaipe.com.br

Uma revista única,de qualidade gráfica e editorial impecáveis.Temas culturais que realmente interessam aos que apreciam uma boa leitura.Destaque para a memorável reportagem do museu do automóvel em Tiradentes,patrimônio regional.

Rachel Hermeto

Professora universitária

Renato Ribeiro Matias

“Poxa vida, que legal essa matéria da Embraer na 6ª edição da Revista Ipê! Parabéns pela entrevista exclusiva! Me fez pensar até que ponto a Ufla poderia ajudar Lavras a chegar nesse nível de desenvolvimento... Acredito que a nossa Universidade precisa ficar mais próxima das pessoas da cidade. Ela tem de ir até os diversos bairros de Lavras e mostrar o que é feito lá dentro. Como também alguns alunos, que muitas vezes não dão um retorno bacana para a sociedade lavrense - vivem na bolha “casa-universidade”, e não se tocam muito do que está acontecendo em Lavras.”

Igor Niemeyer Escritor

Presidente do Clube dos Veículos Antigos de Lavras Gostaria de parabenizar toda a equipe responsável pela produção da Revista Ipê, devido à sua qualidade de conteúdo, bem como de sua parte gráfica, tornando-a de leitura mais prazerosa. É uma revista que prende a atenção do leitor, conseguindo atrair públicos distintos. Além de ser uma ótima opção para quem quer apresentar sua marca, seu produto ou seu estabelecimento, através de um meio de comunicação escrito e com qualidade.

Maísa Mancini Matioli de Sousa

(Mestranda em Ciência dos Alimentos – UFLA)

“Quero parabenizar a vocês pelas matérias que têm publicado. É muito bom ter acesso a um material que promove e valoriza a nossa região e cultura. Desde as matérias sobre saúde e bem estar: as matérias sobre nossas belezas naturais, todas trazem a nós lavrenses um material e informação muito rico. Em especial quero agradecer e elogiar a última matéria sobre a serra de Ijaci, beleza natural que está tão próxima de nós e que deve ser sempre lembrada e valorizada. Parabéns e obrigado revista ipê.”

Marlon Franco Fotógrafo

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

“A comunicação hoje em dia está acontecendo quase que 100% online. Obviamente isso traz coisas positivas e negativas. Eu acho incrível pessoas que lutam e mantêm a cultura e a comunicação de forma escrita como a revista Ipê! Parabéns e Vida Longa!

Jean Dolabella Produtor Musical


10

COLABORADORES

SERVIÇOS Segue abaixo a relação das lojas e demais empreendimentos mencionados nesta edição, além das empresas que nos cederam locação ou material para fotos.

Derivan Ferreira de Souza Derivan Ferreira recebeu o Prêmio Barman do Ano – da Revista Veja São Paulo em 2004, e Prêmio Barman do Ano da Revista Gula em 2005, 2006 e 2007. Expert em drinks, tem quase quarenta anos de profissão. Mestre Derivan – como é conhecido, é uma das maiores referências sobre drinks no Brasil. É formado pela I.B.A –International Bartenders Association e pela Hostess Schol - Instituto de Hotelaria Ernesto Maggia –Stresa –Italia. Tem 8 livros publicado sobe bebidas e drinks.

América Móveis (35) 3864-1279 Botelho Centro Automotivo (35) 3821-6855 BR Construtora (35) 3821-1690 Casa Brasileira (35) 3822-3804 Cia da Foto (35) 3821-6269 Cozinha Gourmet (35) 9229-5641 Lavras Laser Depilação a Laser

Ana Carolina S. Abe-Sáber

(35) 3826-2889

Nasceu em Lavras, formou-se em Turismo pela Newton Paiva em Belo Horizonte. Fez o curso de Cozinheiro Profissional do SENAC BH e Gastronomia Internacional pela escola de culinária Mausi Sebess de Buenos Aires. Foi chef da confeitaria do restaurante francês Alice Braserrie de Brasília, onde abriu seu restaurante.

(35)3821-5638

Pitie Tico Pousada Espaço LunaZen (62) 3446-1085 Shoow Room Moda Feminina (35) 3826-6028 Shoow Room Shoes (35) 3826-6028 Shoow Room Shoes (35) 3826-6028 Top Negócios Imobiliários (35) 3822-6251 Unilavras

José Marcio José Marcio Faria é engenheiro florestal, professor da UFLA e pedala por prazer.

(35) 3694-8170 Unopar (35) 3694-2139 Verde Campo (35) 3829-3000 Vimilk (35) 3864-1312 Young Arquitetura Criativa (35) 3822-5447


Praรงa Leonardo Venerando Pereira, 392 - Centro - Lavras/MG - (35) 3826-6028


ESPORTE

12

ISSO É O RUGBY! Lavras já conta com times feminino e masculino em competições regionais e nacionais Fotos e texto: Marina Alvarenga Botelho

M

uita gente pode não saber, mas Lavras já teve seu próprio time desse esporte que ainda está se popularizando no Brasil. Durante um breve período de tempo, o “Catetos do Mato” foi o time da cidade, fundado pelo entusiasta do esporte e atleta Valter Miguel Balbino em 2009. No entanto, logo Valter uniu forças com outros atletas e, juntos, fundaram o time de rugby universitário da Universidade Federal de Lavras (UFLA), o UFLA Rugby, deixando o Catetos de lado. Para quem não conhece, o rugby é um esporte coletivo, praticado entre equipes de sete, 13 ou 15 jogadores (ou jogadoras) de cada lado, cujo objetivo é fazer pontos com a bola oval, seja chegando no final do campo adversário com ela ou chutando a bola para fazer um gol. Mas não se engane, a bola e o gol são bem diferentes do futebol convencional. Mais semelhantes ao do futebol americano, a bola é oval e o campo retangular, com REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

duas traves bem altas ao fundo, sendo este, o gol. Não se sabe ao certo qual a origem do rugby. Diz a lenda que ele nasceu de uma jogada irregular de futebol, feita por um estudante que achava o esporte monótono. Ele pegou a bola na mão e a levou até a linha de fundo do campo adversário e foi seguido por colegas furiosos que tentaram agarrá-lo. Fato é que o rugby nasceu na Inglaterra por volta de 1823 e em 1871 foi criada a Rugby Union em Londres. A partir daí o esporte passou a se espalhar por todo o mundo e, principalmente, para as colônias da Inglaterra, como Austrália, Nova Zelândia, Canadá e EUA. No Brasil, a modalidade chega no final do século XIX, e hoje é o segundo esporte de equipes mais popular do mundo, perdendo somente para o futebol de campo. Em Lavras, o rugby é praticado desde 2009 e conta hoje com times feminino e masculino, que jogam a modalidade “sevens”,

com sete jogadores em campo. O time masculino já está em sua quarta geração de atletas e, segundo o treinador e fundador do time Valter Miguel Balbino, já passaram por lá cerca de 180 atletas. Uma das dificuldades enfrentadas por times universitários de esporte, dentre eles, o UFLA Rugby, é a alta rotatividade de alunos ingressando e se formando na universidade. Dessa forma, o time deve estar sempre renovando seus atletas. “Hoje aptos a jogar temos 20 atletas no time masculino e mais os aprendizes, então o elenco total deve estar próximo aos 30 atletas, no máximo”, comenta Balbino, “nós originalmente jogávamos a modalidade com 15 jogadores (XV), que é a mesma da Copa do Mundo de Rugby, mas hoje devido à alta rotatividade de alunos e a redução durante um período de pessoas interessadas, nós nos voltamos para o sevens, que aí é um elenco de 12 atletas, como no Rugby Olímpico, e que é o mesmo do time feminino”.


você espera que não vai tomar um carrinho por trás, que ninguém vai querer puxar seu pé aqui quando estiver com a bola. Nesse sentido, o futebol é mais propenso a lesões que rugby ou até mesmo no futebol americano, porém não é nada violento, é parte do jogo, é parte do rugby”. Ou seja, por mais que haja contato, o objetivo nunca é de machucar o adversário. “eu já machuquei mais jogando futebol convencional do que jogando rugby” CAMPEONATOS Por sua vez, o time das mulheres nasceu da Escolinha de Rugby em 2010, tendo o time de competição surgido somente em agosto de 2014, mas acaba enfrentando alguns dos mesmos problemas de rotatividade de jogadoras. “Na primeira vez que a gente montou o time, éramos 23 meninas, mas algumas meninas saíram. Nas férias e durante a greve, treinamos na Secretaria de Esporte e Lazer de Lavras (Selt), o que deu bastante visibilidade para o time. Entrou gente nova na base, uma foi chamando outra, que foi chamando outra”, explica uma das jogadoras Maria Eduarda Garrido. Atualmente o time feminino, que também joga na modalidade sevens, conta com 16 atletas, porém novatas. “Estamos começando novamente a reestruturar e a montar o time de competição”, conta a capitão do time, Carolina Carvalho. O jogo é extremamente dinâmico, com dois tempos de sete minutos, “é correria, não para”, comenta Carolina. Uma das coisas que chama atenção para o rugby é a aparente “violência”. Bloqueios e tackles fazem parte do jogo, que possui bastante contato físico e acaba afastando pessoas interessadas pelo esporte, mas que têm medo de lesões. As atletas explicam

que, na verdade, essa visão é errônea em relação ao esporte. “O contato é parte do jogo, é porradaria normal e é viciante”. “O contato é parte do jogo, é porradaria normal e é viciante”. É justamente por isso que os treinos são bem voltados para parte técnica. Para Carolina, “a técnica evita lesão, e por não sermos profissionais nossa técnica não é perfeita, então lesão a gente sabe que vai ter, mas é um esporte que não dá para ficar longe, porque depois que você conhece sua filosofia, essa noção de unidade que o time tem, respeito enorme e união, você não consegue ficar sem mais. É uma família de verdade que você ganha, viaja junto, treina junto, almoça junto, faz festa junto, assiste jogo junto. E dentro do jogo isso é muito legal”. O capitão do time masculino e atual treinador das meninas, Gabriel Benedito Lima, também desmitifica a questão da violência, “eu já machuquei mais jogando futebol convencional do que jogando rugby, porque no rugby você espera o contato acontecer, então você se prepara durante o treino para o que vai acontecer. Já no futebol não,

Em 2015, o time masculino ficou com o terceiro lugar do Brasil de rugby universitário. “Agora iniciou-se o campeonato mineiro de sevens, o qual na primeira etapa que foi em Varginha nós ficamos em quinto lugar no total de seis equipes. No final de semana do dia três de outubro será a segunda etapa na cidade de Uberlândia, a gente espera melhorar esse desempenho e ficar acima dos cinco primeiros”, comenta o treinador Balbino. Já o time feminino jogou somente uma competição, em Elói Mendes no campeonato mineiro de 2014, já que o time ainda está se reestruturando. Quem quiser conhecer ou praticar o esporte, o convite está feito por Balbino: “que venham praticar o rugby. É um esporte muito gratificante, em que a disciplina, o respeito e a energia são importantíssimos. O time é aberto à comunidade e quem quiser aprender, dos sete aos 80 anos, nós ensinamos, com toda a segurança”.

FICHA TÉCNICA RUGBY NO BRASIL EM NÚMEROS 20 times universitários de sevens 300 times no país, sendo que 170 são no estado de São Paulo. REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


AVENTURA

14

PEDRA PRETA PEDRA PRETA 18km

Percurso (ida e volta)

01:20:00

P

edra Preta: sem dúvida, o ponto mais próximo do centro da cidade (apenas nove quilômetros), de onde se tem uma das melhores vistas da natureza e da própria cidade. Visão total do Norte e de Leste a Oeste, ou seja, dá pra ver o nascer e o pôr do sol. Essa trilha é uma boa pedida para iniciantes devido ao baixo grau de dificuldade, bem como para os mais experientes, quando se dispõe REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

de pouco tempo para um pedal. O primeiro trecho, do centro da cidade até o início da estrada da Serrinha, é de 2,6 km. Pela estrada da Serrinha, de terra, são 4,3 km até a entrada de uma estrada secundária, à direita, que fica pouco depois de um barzinho. Essa estrada interliga propriedades rurais e tem algumas porteiras e tronqueiras. Seja educado e feche-as após passar. Por essa estrada, pedalamos por cerca de 600 m e pegamos uma trilha à esquerda, com início bastante íngreme. Desse ponto até a Pedra Preta, a distância é pequena (1,5 km), mas é o trecho que exige mais, em função de duas subidas fortes e do terreno com muitas pedras soltas. Para compensar o esforço nesse trecho, o


belíssimo visual da Serrinha (Serra da Bocaina). Ao longo do caminho, uma grande diversidade vegetal, com plantas típicas do Cerrado e do Campo Rupestre, como a candeia, lobeira, embiruçu, marolo, ipê-amarelo e o raro ipê-verde. Muitas espécies de aves ajudam a tornar o ambiente ainda mais agradável. Na chegada, uma pequena mata, como se fosse uma cortina, impede a antecipação do visual que se tem lá de cima. Ou seja, somente após passarmos pelos últimos metros da trilha, por dentro dessa mata, e os pneus da bike tocarem a Pedra Preta, é que temos a visão plena lá do alto. Muito verde, fazendas, outras serras e, ao fundo, a cidade de Lavras. Como há muito para ser admirado ao longo dessa trilha, é difícil estabelecer o tempo total de pedal, da saída do centro da cidade até a chegada à Pedra Preta. Pode levar 40 minutos, pode levar duas horas. Depende principalmente de sua admiração pela natureza e de quantas vezes você vai parar

para fotografar uma árvore, uma flor ou mesmo formigas trabalhando. Dá para passar tranquilamente algumas horas na Pedra Preta, andando pelo Cerrado e mata ao redor, prestando atenção ao canto dos pássaros, curtindo o visual lá do alto, simplesmente relaxando ou mesmo praticando o “rock balancing” (equilíbrio de pedras), um hobby/arte que vem ganhando muitos adeptos e que também representa uma forma de estar em sintonia com a natureza. Interessou? Então vamos pedalar juntos! Organizarei em breve um passeio até a Pedra Preta e você será meu convidado, mesmo que você seja um ciclista iniciante. Envie-me um e-mail (jmkiss@gmail.com) e eu lhe manterei informado.

LEGENDAS 01 - Ipê-amarelo 02 - Equilíbrio de pedras 03 - Visual do alto da Pedra Preta 04 - Flor de Congonha 05 - Flor de Embiruçu

José Márcio Faria Professor da UFLA

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


UFLA

16

O mundo secreto dos óleos essenciais Pesquisadoras da UFLA investigam novos produtos à base de óleos essenciais Fotos e texto: Marina Alvarenga Botelho

O

s óleos essenciais são substâncias extraídas de plantas, encontradas em quantidades minúsculas na natureza. Seu uso se popularizou no Brasil e no mundo devido ao seu potencial biológico avaliado nas mais diferentes áreas, como na indústria, na cosmetologia, na ciência dos alimentos como conservante de alimentos, para dar aroma e sabor, como protótipo para novas substâncias contra tumores, inseticidas, bactericidas, fungicidas e substâncias antioxidantes. REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

Diferentes dos óleos de cozinha, por exemplo, os chamados óleos fixos (lipídeos), os óleos essenciais são muito mais complexos. Neles, é possível encontrar cerca de 60 a 70 componentes sendo que de dois a quatro componentes são encontrados de forma majoritária. Por serem encontrados em pouca quantidade, o preço dos óleos essenciais no mercado podem ser um pouco amargos. Mas quando puros, é possível dilui-los bastante para que pos-

sam render mais. O Departamento de Química (DQI) da Universidade Federal de Lavras (UFLA) possui uma ampla gama de pesquisas visando ao desenvolvimento de novos produtos à base de óleos essenciais. Ali, eles são extraídos de todos os tipos de plantas e de diversas partes das plantas, como raiz, caule, folhas, cerne da madeira e frutos. O interesse das pesquisas com esse material, de acordo com a professora e pesquisadora do DQI, Maria


das Graças Cardoso, “é que, uma vez que você verifique que as substâncias encontradas nos óleos essenciais tenham atividade, que você tente desenvolver sinteticamente aquele mesmo produto, ou que você modifique aquele produto visando a obter uma atividade maior.” Diversas parcerias são feitas entre o departamento e outros setores, como o Departamento de Ciência dos alimentos (DCA), cuja pesquisa visa a desenvolver um gel sanitizante para as mãos, à base de óleos essenciais; estudos juntamente com a Universidade Federal de Alfenas (Unifal), visando a aplicação de testes em células carcinogênicas; e outros estudos de grande impacto na ciência, junto à fitopatologia, microbiologia e entomologia.

colo de útero e mama. Pesquisadoras, mestrandas e bolsistas de iniciação científica buscam por atividades nos óleos essenciais e em seus componentes na ação contra picadas de animais peçonhentos, principalmente serpentes, na cura da Doença de Chagas, dentre outros. O poder dos óleos essenciais vão para além do que podemos imaginar. Ainda há um número exorbitante de plantas que não foram estudadas, principalmente levando-se em conta a biodiversidade brasileira, que é muito rica. Por enquanto, vamos utilizando aqueles que já conhecemos?*

* A professora Maria das Graças alerta para a falsificação, como o óleo de cravo da índia, por exemplo, que tem como componente majoritário o eugenol. “O eugenol já é vendido comercialmente, então eles pingam uma gotinha de óleo mineral e dizem que é cravo da índia, porque o cheiro é muito pronunciado, muito forte.”

A CURA PELA NATUREZA Para a professora Maria das Graças, “a qualidade de vida e a busca pela cura estão na natureza, é só a gente saber procurar.” Dentre as pesquisas desenvolvidas por graduandos bolsistas de iniciação científica, mestrandas e doutorandas do DQI da UFLA, a grande maioria possui o foco na saúde. Nesse sentido, a doutora Juliana de Andrade Santiago apresenta sua pesquisa que avalia a atividade do óleo essencial de três plantas sobre células cancerosas e tumorais. Em sua tese de doutorado, Juliana chegou à conclusão que o óleo de Murta Limão (Backhousia citriodora) é promissor no tratamento de câncer de pele. A doutoranda Mariana Araújo Espósito lutou contra o câncer e venceu uma grande batalha. Essa foi uma das motivações para sua pesquisa, que investiga a extração e caracterização de um óleo (que ainda não pode ser revelado) e seu potencial contra o câncer de pele, fígado,

Os óleos essenciais são encontrados em quantidades minúsculas na natureza e, por isso, o preço às vezes é elevado.

Conheça os usos de alguns óleos essenciais de fácil acesso (podem ser usadas em forma de chá, inalação, vaporização, diluição, etc). • Eucalipto - desinfetante, aromatizante e fungicida • Capim citronela - repelente • Cravo da Índia - repelente, fungicida • Menta - calmante, refrescante • Limão - aromatizante

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


CAPA

20

Top Negócios Imobiliários, um novo conceito no mercado

Muito além da venda e do aluguel de imóveis, a empresa se lança como uma completa assessoria imobiliária, com capacidade de interpretação clara e objetiva do desejo do cliente. Por Rede Comunicação de Resultado REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


Q

uem passa pela avenida Doutor Sílvio Menicucci, em Lavras, logo percebe que algo está diferente. O imponente espaço, na altura do número 1295, revela a mais recente imobiliária inaugurada na cidade. Jovem, inovadora e com postura de líder de mercado, a Top Negócios Imobiliários nasce com a proposta de realizar sonhos. Com serviços que vão da criação e desenvolvimento de projetos a incorporação, compra, venda e aluguel de imóveis, entre outros serviços, a imobiliária oferece atendimento personalizado, cujo princípio é assessorar seus clientes para que conquistem negócios rentáveis e adequados à suas expectativas. Ao entrar na imobiliária, o cliente é recebido com cordialidade e atenção. “Conduzimos nossas atividades com base no conceito do marketing personalizado. Aqui, cada cliente, em particular, recebe o melhor atendimento. Eles são apresentados a empreendimentos que correspondem aos seus desejos, e isso é feito de maneira próxima, individual e interativa”, afirma Antônio Junior, um dos sócios da Top Negócios Imobiliários. Após seleção prévia, o cliente é convidado para conhecer os imóveis. As visitas são feitas com acompanhamento do corretor e em veículo próprio da empresa. Mas se engana quem pensa que os diferenciais estão restritos ao atendimento de excelência. Mais do que vender e/ ou alugar, a Top Negócios Imobiliários atua nos segmentos de incorporação e lançamentos. A empresa adquire terrenos, vislumbra empreendimentos que possam ter grande demanda no mercado, forma grupos de investidores para a aquisição desses projetos e indica as construtoras responsáveis pelas obras. Além disso, planeja o lançamento com a divulgação para o mer-

Com amplo espaço, imobiliária tem capacidade para receber até 80 clientes.

cado, por meio de estandes de venda e unidades decoradas, em sua sede. A imobiliária também mantém uma equipe formada por profissionais especializados no levantamento de informações e pesquisas, a fim de manter um banco de dados atualizado. Com documentos sobre tendências do mercado financeiro, análises de macro e microeconomia, perspectivas do cenário imobiliário, tipos de imóveis com maior ou menor demanda, aumento ou diminuição do potencial de compra de determinada classe ou público-alvo, a imobiliária contribui para minimizar os riscos dos investimentos de seus clientes. “O nosso suporte está em todas as etapas de compra e venda. Seja qual for o desejo do cliente, estamos dispostos a oferecer sempre a melhor opção”, declara Antônio. O trabalho é direcionado ao público da cidade, que, muitas vezes, investe em empreendimentos para alu-

guel, visto que o Sul de Minas é considerado um polo estudantil. “Muitas pessoas adquirem imóveis com o intuito de alugá-los, porém não veem retorno financeiro sobre o investimento. Com a gente é diferente. Nós fazemos um estudo prévio para estimar o lucro do cliente e, assim, mostrar a ele que o negócio é rentável e vale a pena.” ESTRUTURA ARROJADA Para acompanhar a excelência no atendimento, a Top Negócios Imobiliários oferece o melhor quando o assunto é estrutura. A ausência de paredes na sede amplia o ambiente. Com duas salas para reunião, o espaço também conta com um apartamento decorado de um dos atuais lançamentos. Isso permite que o cliente se sinta em casa. A prioridade do local é ser funcional. Quanto maior a possibilidade de uso, melhor. Por isso, a sede foi projetada para dar conREVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


CAPA

22

forto aos visitantes e oferecer-lhes serviços de qualidade. O salão principal tem capacidade para até 80 pessoas. Na área externa, o estacionamento, com seis vagas, também está à disposição dos clientes. As áreas gourmet e de lazer foram criadas para atender todos os clientes da imobiliária, proporcionando-lhes momentos de bem-estar e harmonia. Os espaços são utilizados durante eventos promovidos internamente. A arquitetura segue o design de todo o ambiente: funcional e moderno. NEGÓCIOS RENTÁVEIS Um dos diferenciais da Top Negócios Imobiliários é a capacidade de entender a necessidade do cliente e conduzi-lo até o melhor vendedor, cumprindo prazos, ajustando contratos e criando um clima de confiança entre as partes. • FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES A imobiliária oferece condições especiais para clientes fidelizados. A partir dessa exclusividade, a venda do empreendimento pode ser mais rápida e com maior margem de lucro, entre outras vantagens competitivas. • GRUPOS DE INVESTIMENTO Com uma vasta carteira de clientes e parceiros, a imobiliária entende a necessidade de cada investidor, tais como aspirações de lucro e potencial de investimento, e o apresenta a outras pessoas, com características compatíveis e/ou complementares, que queiram formar grupos de investimento. Além disso, auxilia na organização e administração dos projetos de incorporação, construção, lançamento e vendas.

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

DE PORTAS ABERTAS Seja nas visitas do dia a dia ou em eventos segmentados, a imobiliária preza pelo atendimento próximo. A previsão é de que, em breve, alguns eventos sejam realizados no salão principal de sua sede. A proposta é promover encontros entre formadores de opinião e prospectar clientes enquanto tratam de temas que sejam de seu interesse profissional e, assim, aliar esse momento de troca de experiências e conhecimento com futuros negócios. Nesses eventos, o foco não será a venda, mas a oportunidade para que as pessoas conheçam a Top Negócios Imobiliários e, por outro lado, para que os sócios possam conhecer e entender as suas expectativas, a fim de propor um desenvolvimento saudável e rentável à região.


GESTÃO DE EXCELÊNCIA Dirigida por gestores com visão inovadora, a Top Negócios Imobiliários é formada pela união de dois empresários com expertise no mercado: Antônio Junior e Alessandro Rios, que atuam em Lavras há cerca de 40 anos e uniram suas experiências a esse novo negócio. Antônio Junior também é sócio-diretor da Jeito Caseiro Alimentos, especializada panificação congelada e presente no mercado nacional de alimentos. Alessandro Rios é presidente da Verde Campo, indústria de laticínios com foco em alimentos saudáveis, que vem conquistando muitos consumidores e se destacando em um segmento tomado por marcas tradicionais.

TOP EM NÚMEROS

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


24

CAPA

O QUE VOCÊ PROCURA ESTÁ AQUI Realizar sonhos e gerar resultados. Esta é a missão da Top Negócios Imobiliários. Para cumpri-la, a empresa oferece os melhores empreendimentos da região do Sul de Minas. Conheça os destaques deste ano.

Vivert Santuário Náutico

A

imobiliária concentrou esforços para atender o seu desejo e criar o seu lugar. O condomínio Vivert Santuário Náutico fica em Macaia, a 18 km de Lavras, e tem a proposta de ser um paraíso particular. Com lotes de 850 m² a 5 mil m², o Vivert oferecerá lazer e infraestrutura completa.

Vista aérea, Vivert Santuário Náutico

Acessos pavimentados com portaria 24 horas 500 mil m² de mata preservada com trilhas para caminhada, cavalgada e ciclismo. Heliporto Lago artificial com 750 m de perímetro, 25 mil m² de espelho d’água Centro hípico com 55 mil m² Uma marina e três piers para o estacionamento de lanchas

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

CENTRO COMERCIAL E HOME OFFICES Com arquitetura moderna e intimista, a loja de conveniência funcionará no estilo europeu: cada morador terá o seu próprio cartão de crédito para realizar as compras com autonomia e segurança.

RESTAURANTE E LOUNGE BAR O condomínio terá um restaurante integrado a um Lounge Bar, que ficará na parte mais alta do clube, assim todos poderão desfrutar de momentos especiais com a melhor vista da represa.


CLUBE COM MAIS DE 15 ITENS DE LAZER O clube do Vivert Santuário Náutico terá 25 mil m² com mais de 15 itens de lazer, entre eles: um complexo de águas com piscina aquecida, quadras poliesportivas, spa, salas de ginástica, de jogos e muito mais.

ORLA DE 2 KM COM PAISAGISMO A pista de caminhada / ciclovia será construída às margens da represa e percorrerá toda a orla do condomínio. O projeto paisagístico é voltado para os moradores que gostam de praticar atividades físicas ao ar livre.

PRAIA ARTIFICIAL PRIVADA E EXCLUSIVA Tentando trazer ares do litoral para o condomínio, junto à orla, será construída uma praia artificial com áreas de descanso e um lounge bar de apoio, tudo isso em meio à espetacular infraestrutura do clube.

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


CAPA

26

01 Single

Studio 11 Apartamentos Compactos Seja um investidor

U

ma ótima oportunidade de investimento com perspectiva de rentabilidade mensal e valorização imobiliária. O conceito do apartamento Studio é semelhante ao de um apartamento conjugado, porém é mais moderno, charmoso e sofisticado e atende um público especial: jovens solteiros de classe média e alta. Pessoas recém-chegadas à cidade, cujo objetivo é investir ou estudar na região, conciliando as atividades do dia a dia com o prazer de morar bem, também encontrarão aqui o seu lugar. • 5 opções de plantas • Apartamentos de 36 m² • Localização estratégica • Valorização crescente • Área de lazer com academia • Salas de estudos com setores de trabalho individuais e coletivos Os apartamentos Studio não terão paredes para separar os côREVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

02

03

04

05

modos e possuirão cozinha americana, banheiro e área de serviço. O teto será forrado com gesso, e a iluminação será o grande diferencial. Além da arquitetura arrojada, o edifício contará com uma infraestrutura de convívio e serviços. Os apartamentos serão entregues com a estrutura de marcenaria e bancadas de pedra.

SERVIÇOS Quer usufruir de todos esses sonhos? Visite a Top Negócios Imobiliários. (35) 9260-0019 / (35) 9202-0061 (35) 3822-6251 / (35) 3826-1958 Endereço: Av. Dr. Silvio Menicucci, 1295, Olaria, Lavras/MG Site: http://www.top.imb.br/ Facebook: https://www.facebook.com/topimob


REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


ARQUITETURA

30

O que levar em conta na hora de construir na represa? Levantamos os principais fatores que você deve considerar quando o assunto for construir a tão sonhada casa na Represa. REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


Por Be Young Arquitetura Criativa

L

avras e região possuem um verdadeiro paraíso náutico a poucos minutos de seus centros, e convenhamos, quem não gostaria de ter uma casa espaçosa e bonita para passar os finais de semana com a família, amigos e quem sabe até mesmo para morar? Detalhes que vão desde a escolha do lote, desenvolvimento do projeto e culminam na execução da obra, interferem diretamente no quanto o seu sonho atenderá seus desejos e o quanto poderá causar futuros incômodos. Para que isso não aconteça, nós listamos alguns passos que devem ser seguidos. A ESCOLHA DO TERRENO Alguns critérios devem ser analisados cuidadosamente desde a intenção da compra. Supondo que você já decidiu se quer um lote grande ou pequeno, em um condomínio fechado ou loteamento, com os pés na água ou com qualquer outro critério pessoal, devemos nos atentar a certos

detalhes que irão influenciar diretamente seu projeto, por exemplo: ORIENTAÇÃO SOLAR: Este é indiscutivelmente o maior motivo de reclamações de proprietários que escolhem o local de suas casas sem levar em conta vários fatores decisivos para concretizar o projeto de seus sonhos. Quando bem escolhido o terreno, o projeto poderá ser desenvolvido de forma mais correta e proveitosa para os ambientes e seus usuários. Preferencialmente devemos voltar os quartos para o nascer do sol, tirando proveito do sol da manhã que é mais ameno, enquanto áreas que necessitam de maior quantidade de sol como piscinas e jardins, devem ficar expostas durante a maior parte do dia, evitando-se ao máximo sombras. Áreas de convívio como espaços gourmet, estar, varandas e sacadas devem se proteger do sol da tarde, que pelo calor intenso provoca incômodo ao invés de momentos de lazer e

descontração. Existem também soluções arquitetônicas para espaços de contemplação voltados para o pôr do sol, como decks e quiosques. Estes espaços também devem ser planejados para que se aproveite ao máximo estes momentos. Todos estes detalhes devem ser somados a qual ambiente deverá ser voltado para qual vista e tudo isso planejado em projeto para que este atenda a real expectativa do cliente. Não adianta os quartos receberem o sol da manhã como é recomendado, porém de uma forma que não contemplem uma bela vista ou que não forneçam privacidade. TOPOGRAFIA Considerando que os terrenos podem ser planos, em aclive ou declive, temos prós e contras que devem ser lembrados. Terrenos planos são construtivamente mais baratos, evitando-se movimentações de terra, taludes e muros de arrimo. Em contrapartida, limita-se um pouco REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


ARQUITETURA

32

Exemplo de como o brise interfere a incidência de luz nas edificações (desenhos: YOUNG Arquitetura Criativa)

a criação de volumes e ambientes que poderiam se beneficiar de uma topografia com desníveis. Já o terreno um pouco mais irregular permite tais volumetrias, compensadas com um custo mais alto no preparo da área e fundações da estrutura. Também devemos lembrar da destinação da água pluvial (água de chuva). Quando em aclive é necessário observar como é feito o escoamento e drenagem das águas do terreno e um bom direcionamento para a canalização das vias. Quando em declive observar se há canalização adequada das águas de chuva que correm pela rua, evitando assim que ela adentre o seu terreno. Vale lembrar também que quando movimentada, a terra, em muitos casos, se torna inadequada para a fundação da estrutura, como no caso do aterro, sendo indicada uma análise de solo e um projeto estrutural mais específico. VIZINHOS Já ouviu falar em entorno? Pois bem, analise-o com grande empenho. Não estamos falando apenas de vizinhos chatos, barulhentos, ou que começam um churrasco às sete da manhã. Vai muito além disso. REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

Exemplo de como tirar proveito da topografiaplana, em aclive ou declive (desenhos: YOUNG Arquitetura Criativa).


A edificação do seu vizinho é muito grande? A construção dele fica muito próxima do lote desejado? Está bloqueando o sol ou a vista? Existe algum serviço prestado (comércio) próximo, que possa gerar movimentação excessiva de carros e pessoas? Há algum espaço público como praças ou parques nas proximidades? Seu vizinho pode ser um terreno baldio, uma avenida, um casal animado ou uma infinidade de outras opções, portanto, conheça-o antes de comprar o terreno.

Perspectiva ilustrativa de um projeto de casa na represa (desenhos: YOUNG Arquitetura Criativa)

O PROJETO VENTILAÇÃO A ventilação natural, quando bem utilizada, permite um clima interno mais agradável, controlado e até mesmo uma redução significativa no consumo energético da edificação. Que fique claro que não basta pensar apenas em um projeto com pé-direito alto, que tenha ventilação cruzada (aberturas em lados opostos dos ambientes) nem tampouco entender que o ar quente sobe e o ar frio desce. É preciso ter conhecimento

dos ventos predominantes da região, da incidência solar nos ambientes e da umidade média da região. É preciso entender e planejar soluções arquitetônicas que permitam que o vento circule pela casa de forma que o conforto térmico seja prioridade. São incontáveis os casos de mal planejamento de ventilação residencial que resultam em ambientes frios, excesso ou falta de ventilação, proliferação de ácaros e mofos, acúmulo de sujeira e entrada de odores indesejados.

DESTINAÇÃO DO USO Seja para morar ou para passar finais de semana, uma casa sempre terá necessidade de conter alguns ambientes básicos, e a setorização destes ambientes é de extrema importância dependendo do uso da residência. A área íntima, por exemplo, precisa ser reservada e manter a privacidade em relação ao resto da casa. A área social e a área de lazer devem ser mais integradas para que sua família e seus REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


ARQUITETURA

34

convidados possam desfrutar juntos o que a casa tem a oferecer. Porém, casas de veraneio tem peculiaridades que as diferem e devem ser levadas em conta quando o projeto está sendo desenvolvido. Um bom exemplo são closets grandes, que se tornam desaconselháveis nestas edificações de uso esporádico, uma boa ideia é manter pequenos armários nos quartos, apenas para desfazer as malas e um roupeiro coletivo para armazenar lençóis, cobertores, toalhas de banho e outros itens de uso geral da casa em locais acessíveis a todos na área íntima. Áreas de serviço são essenciais, seja numa moradia permanente ou em uma casa de veraneio. Porém quando se vive o dia a dia de casa, o espaço precisa atender a uma demanda diária, já na casa de veraneio não há necessidade de grandes áreas ou grandes equipamentos. É aconselhável uma atenção especial para a área de varal, que deve contemplar área coberta e áreas de sol constante e sempre manter-se oculta aos olhos dos convidados. Se tratando de depósitos e despensas, a rotatividade e o

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

consumo constante de alimentos numa moradia permanente devem ser levados em consideração, enquanto em uma casa usada apenas aos finais de semana, uma área de estocagem maior favorece um planejamento da quantidade de alimentos e bebidas, evitando-se a necessidade de reposição diária. Entender a demanda e planejá-la de acordo com o uso é fundamental e pode fazer a diferença entre espaços subutilizados (e caros) e um aproveitamento pleno da sua casa. PAISAGISMO Muitas vezes deixado de lado, este tópico é mais importante do que você imagina, pois é ele sem dúvida que dará os toques finais em seu projeto. Mas não se engane, o paisagismo necessita de um bom planejamento e uma boa execução, precisa estar em sintonia com o estilo arquitetônico da casa e conter cores e aromas que te agradem e que transmitam as sensações que você busca. É fundamental que tenha uma integração com o entorno, além de respeitar leis ambientais e limites impostos. Em se tratando de represa temos que

respeitar as faixas de APP (Área de Preservação Permanente) e entender qual tipo de vegetação é adequado. Uma preocupação constante no projeto de paisagismo é a escolha de espécies e local do plantio para que não bloqueie as vistas que seu terreno oferece, mas ao mesmo tempo lhe forneça privacidade e um melhor conforto térmico e até mesmo acústico. Um bom projeto de paisagismo pode lhe auxiliar no controle de luz solar que adentrará em sua casa e no controle do clima para cada ambiente. Um ponto fundamental do projeto de paisagismo é a escolha das espécies diante da manutenção e cuidados que cada uma exige. No caso de uma casa de veraneio é importante a escolha de espécies que não necessitem de cuidados diários, para que sua casa esteja sempre limpa e bonita, mesmo com uma manutenção não tão frequente. ÁREA DE LAZER Você está numa represa, mas isso não quer dizer que você ficará o dia todo dentro da água, portanto além da tão sonhada piscina, ofurôs e hidromassagens, devemos pensar muito


bem nos espaços de lazer que realmente serão utilizados. A ideia de um espaço gourmet com capacidade para receber muitos convidados de forma confortável, uma área de playground para as crianças, quartos de brinquedo, uma quadra de peteca, quiosques e assim por diante, surgirão durante o processo, e acredite, elas ocuparão bastante espaço que com o tempo podem ser abandonadas e se tornar inúteis. Sendo assim, é importante que seu arquiteto lhe aconselhe e explique os prós e contras de cada um destes itens, e não se engane, este é um papel fundamental de um bom profissional durante o processo. O simples fato de um profissional aceitar todas as vontades e desejos do cliente, sem uma conversa mais profunda para entender a real necessidade, já caracteriza uma falta de comprometimento com o serviço oferecido. É muito comum, por exemplo, um pensamento imediatista dos futuros moradores, como em casos de planejarem garagens para 1 ou 2 carros e quando a obra finalmente acaba, um filho já tem idade para ter carro e a garagem se tornou um espaço recém construído mas que já necessita de reforma. DIVERSÃO NÁUTICA A represa está a sua frente e ela certamente deveria fazer parte das suas expectativas na hora de se divertir. Se você é adepto dos esportes motorizados ou dos passeios de barco, deve se preocupar com a área de lago que terá disponível para tanto e do espaço na garagem que deverá reservar para seus equipamentos, lanchas, jetsky e afins. É muito comum também a falsa sensação de necessidade pessoal de se construir um píer ou deck particular no lago para que a casa fique “completa”.

Em muitos casos, o condomínio contempla uma marina ou disponibiliza rampas de acesso público ao lago para os condôminos, poupando assim o investimento inicial e o custo de manutenção de uma rampa particular. Itens esportivos como stand up paddle, boias, caiaques e outros equipamentos, necessitam de uma área para que sejam guardados. Uma boa pedida é pendurá-los nas paredes da garagem náutica, criando um ambiente temático e bem moderno.

implicar diretamente no orçamento da obra e prejudicar seu planejamento inicial. Não podemos negar que ninguém cuida melhor das coisas que o dono. Seja presente, se atente aos detalhes, mas sempre tenha ao seu lado um profissional capacitado para cada fase desta empreitada e garanta que cada etapa, desde as primeiras conversas com o arquiteto até a entrega das chaves, ocorra conforme o planejado, evitando assim surpresas desagradáveis de última hora.

EXECUÇÃO DA OBRA BARATO QUE SAI CARO! Existe uma crença popular que todos são capazes de gerenciar, administrar e coordenar

sua obra e assim economizar uma bela quantia de dinheiro. Acredite, isso não acontecerá. Uma dica importante é desempenhar as tarefas que você tem real conhecimento, para o restante contrate um especialista dentro de cada área. Uma parede que precise ser demolida, um serviço mal executado que necessite ser refeito, ou qualquer outro imprevisto irá

FICHA TÉCNICA Young Arquitetura Criativa Equipe: Rodolfo Alvarenga Pedro Paulo Mendonça Camila Borges Mariana Tarcinale (35) 3822-5447 contato@yarquitetura.com.br www.youngarquitetura.com.br

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


SHOW ROOM modafeminina

PÇA LEONARDO VENERANDO PEREIRA, 436 LJ 105 • CENTRO • LAVRAS

Praça Leonardo Venerando, 436, loja 105, Edifício Dr. João Lacerda - Centro - Lavras/MG - (35) 3826-6028

TRITON.COM.BR | @TRITONOFICIAL


DESIGNER

38

Design Arrojado

André Gugel Designer

Felipe Bezerra

Arquiteto e Urbanista

América Móveis e estúdio Mula Preta lançam peças inéditas Por Marina Alvarenga Botelho Fotos: Humberto Lopes

U

ma parceria inusitada surgiu entre a América Móveis, uma empresa focada no acabamento esmerado, e o estúdio Mula Preta, especializado em design de produtos com ênfase em móveis e itens decorativos. As peças, inéditas, foram especialmente preparadas para a feira internacional de design colecionável Mercado Arte Design 2015 (MADE). Com designs arrojados, formas irreverentes e inspirações inusitadas que vão desde uma bola de basquete a uma fruta tropical, as peças não deixam de ter sua funcionalidade. A linha contém oito unidades, destacando-se quatro peças com a temática de esportes. Para o acabamento, foi escolhida a lâmina de jacarandá, que é produzida com rigor e a partir de árvores de reflorestamento e não faz parte da linha comercial da fábrica. O poliéster preto contrastando com a lâmina de madeira compõe o conjunto.

APITO BLUETOOTH SOUND O Apito Bluetooth© Sound é um exclusivo sistema de som com apelo lúdico e alta tecnologia. A criação de 2015 é inspirada nas formas do famoso instrumento de sopro, o apito , que nos lembra o futebol além de nos remeter também às famosas “apitadas” que ditam os ritmos da Sapucaí. A estrutura é feita por 12 placas de madeira cortadas numa CNC bidimensional. O sistema de som fica no espaço interno da estrutura. REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


PEBOLIM PULSE Pulse foi desenvolvido para a academia Pulse Health & Fitness, um projeto do renomado escritório Rocco Vidal P+W. A paixão do brasileiro pelo futebol mais uma vez é colocada em evidência. Com a singularidade dos materiais usados e a leveza que eles proporcionam, jogar pebolim no Pulse torna-se uma experiência única. Concebido em 2014, é produzido com compensado certificado, acrílico e metal. Todos os aspectos foram estudados e desenhados, desde os bonecos de madeira torneada aos gols em acrílico moldado.

POLTRONA BASQUETE Basquete, como o nome sugere, é uma poltrona elegante e extremamente confortável, inspirada por uma simples bola de basquete. “Estávamos procurando por algo original e inusitado, então tivemos essa ideia desconstrutiva, deformando a bola de basquete e mudando nossa perspectiva do ambiente em que vivemos. O formato fluido e orgânico nos permite sentar perfeitamente, justamente pelo ponto chave desse projeto ser o conforto”.

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


DESIGNER

40

250 - 600

MESA BAÍA FORMOSA Baía Formosa é um município no litoral sul potiguar onde a prática do surfe é uma atividade constante durante todo o ano. Desenhada no final de 2014, essa mesa é uma homenagem a esse esporte que domina as praias. Sua forma foi inspirada no formato das pranchas dos anos 60. Construída em mdf com acabamento em poliéster de alto brilho e laminada com madeira de jacarandá.

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

FICHA TÉCNICA América Móveis Lojas: Belo Horizonte e Perdões Contato: (31) 3286-4646 / (35) 3864-1279 www.americamoveis.com

Mula Preta Contato: (84) 4141-7518 email: contato@mulapretadesign.com www.mulapretadesign.com


CONHEÇA NOSSA LINHA DE PLANEJADOS


ARTE E CULTURA

42

Brincadeira de gente grande Colecionadores de Action Figure de Lavras exibem suas coleções de “bonequinhos” Por Marina Alvarenga Botelho

Eu tinha boneco quando era criança, mas não considero como parte da coleção”, conta o psicólogo Ricardo Corrêa Pacheco, 33 anos. Um “nerd old school” assumido, Ricardo começou sua coleção de “bonequinhos” ou Action Figures em 2007. Em termos de número não a considera tão volumosa, porém bastante variada: “gosto muito de personagens de filme, como o Exterminador do Futuro, Conan, Hannibal Lecter, Hell Boy, Star Wars. Possuo menos super heróis do que as pessoas esperam. A temática não é muito fechada não”, comenta o colecionador, apresentando seus bonecos preferidos. “Não é tão numerosa quanto eu queria porque um dos motivos é espaço, e o outro é esposa. Porque esposa envolve espaço e dinheiro. (Risos)”, expliREVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

Coleção Degnaldo

ca Ricardo, deixando claro que talvez essa seja realmente uma coisa somente para adultos. Action Figures, ou Figuras de Ação, são “bonecos” colecionáveis de personagens de filmes, histórias em quadrinhos, séries de T.V., jogos, música e animações. O termo surgiu em 1964 com o lançamento dos bonecos da franquia do G.I. Joe, da Hasbro, que eram articulados, para diferenciar-se de outras bonecas e bichinhos de pelúcia. No Brasil, a novidade chegou somente em 1977, quando a empresa Brinquedos Estrela lançou uma linha semelhante chamada Falcon. A prática começou a ganhar força mundial na década de 90, com a popularização da internet e da cultura pop. Percebendo o fortalecimento de um nicho de mercado, as companhias de brinquedos e colecionáveis começaram a investir no segmento. De acordo com o colecionador lavrense Degnaldo de Castro, “destacam-se atualmente a líder de mercado Hot Toys, com réplicas perfeitas de personagens de cinemas dos filmes da Marvel e DC Comic, entre outros, com detalhes que chegam a impressionar, levando os preços das peças às alturas”. Degnaldo começou sua coleção em 2007 e hoje já possui mais de 300 peças, das mais variadas formas e fabricantes. Sua coleção é mais voltada para os personagens da Marvel na qual Os Vingadores ganham um destaque especial. “Minha primeira aquisição foi uma peça do Super Homem que logo se completou na Liga da Justiça que logo se transformou em toda a coleção. Uma peça puxa outra e assim vai se formando toda a coleção”, comenta. Em relação ao mercado no Brasil, Degnaldo explica, “o segmento é muito forte, temos uma


grande empresa brasileira que apostou neste ramo e está se dando bem, a Iron Studios, ganhando o mercado nacional e internacional”, explica Degnaldo. Mas a movimentação vai além e não fica somente nas coleções. A cultura “nerd” é bem ampla e os fãs muito fiéis, tendo seu ápice nos encontros internacionais conhecidos como “Comic Con”, sendo a mais famosa a edição que acontece anualmente em San Diego, nos Estados Unidos. Este ano, São Paulo recebe a Comic Con Experience, em dezembro. “O fator que controla é o preço” Com preços que variam entre R$40 e R$9mil, de acordo com a raridade e o tamanho da peça, realmente, colecionar Action Figures é uma brincadeira para gente grande. “O fator que controla é o preço. Grande parte da minha coleção cresceu quando eu ainda morava com a minha mãe. Eu comecei a comprar mesmo só depois que já estava trabalhando, e só não é maior porque os bonecos são muito caros. Hoje tenho minha casa, minhas contas para pagar e a coleção deixa de ser uma prioridade”, explica Ricardo Pacheco. Para comprar suas peças, os colecionadores recorrem à internet ou a lojas famosas no país e no mundo, mas a compra pode ser complicada tanto aqui quanto em outros países. Os impostos sobre a importação são responsáveis pelos preços salgados, “quando fui para Londres fiquei abismado, uma peça que lá custava 30 libras mais ou menos, (aproximadamente uns R$120 reais na época) aqui no Brasil custava mais de R$300 reais”, mas, por outro lado, com a taxação alfandegária, comprar fora do país também fica complicado.

Coleção Degnaldo

“Você não está velho para isso não?” Para os colecionadores e fãs do universo nerd essa talvez seja uma pergunta frequente. “Eu não fico brincando com eles, ah, o Predador contra o Exterminador do Futuro. Eu coleciono várias coisas, desde histórias em quadrinho até cartas de Magic, dados de RPG (Role Playing Game), chaveiros, discos de vinil, um sabre de luz. Acho legal coisas mais antigas e acho legal

falar que eu tenho uma coleção de Action Figure”, conta Ricardo. Existem inclusive tipos de colecionadores: alguns só deixam dentro da caixa, outros só compram bonecos antigos e outros somente os mais raros, mas, para Ricardo, o legal é deixá-los exibidos, como estátuas, junto as suas outras coleções: “Minha casa não é uma loja, deixo eles fora das caixas. Eles também não ficam no mesmo lugar, alguns ficam na sala, outros na estante.”

Coleção Ricardo Pacheco

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


MÚSICA

44

Foto: Estevam Romera

ROCK CONTRA O EGO A Revista Ipê conversou com o Jonathan Correa, vocalista do Ego Kill Talent e da banda Reação em Cadeia Por Marina Alvarenga Botelho

F

oi a partir de encontros e uma filosofia em comum de que o ego tira o foco do que realmente importa, no caso, a música, que surgiu a banda Ego Kill Talent. O nome foi inspirado na frase de autor desconhecido “too much ego can kill your talent” (tradução: muito ego pode matar seu talento). Formada pelos músicos veteranos do rock Jonathan Correa (vocal), Jean Dolabella (bateria/guitarra/baixo), Estevam Romera (guitarra/ baixo), Raphael Miranda (bateria/baixo/guitarra) e Theo van der Loo (guitarra/baixo), a EKT está na estrada desde 2014 e acaba de lançar seu primeiro EP, com três faixas. Com um som rico e pesado e letras voltadas ao manifesto de desconstrução do ego do artista, a cada faixa os músicos trocam de instrumento, com exceção do vocal, “por enquanto”, como comenta Jonathan. As letras são assinadas por todos os integrantes e cantadas em inglês, com bastante densidade emocional. O destaREVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

Foto: Edu Defferrari

Reação em Cadeia em show para 15 mil pessoas no Sul.

que vai também para a qualidade técnica tanto dos músicos, quanto da gravação das faixas. A Revista Ipê teve uma conversa exclusiva com Jonathan Correa, vocalista da EKT e também da banda Reação em Cadeia. Confira na íntegra um pouco da história da banda, seus planos para o futuro e sua filosofia.

1 IPÊ: Como começou o projeto Ego Kill Talent? JONATHAN: Conheci o Theo e o Rapha em 2003 enquanto gravava o segundo disco do Reação Em Cadeia. Já o Estevam acabei cruzando com ele em 2004 no backstage de um grande festival do Sul onde eu estava tocando com o REC en-


Foto: Estevam Romera

Ego Kill Talent com o amigo da banda e baterista do System of a Down, Jonh Dolmayan, no estudio Family Mob

quanto Estevam acompanhava o Sepultura como film maker. Theo e eu nunca perdemos o contato, até que em 2014 recebi uma ligação dele me convidando para ser o vocalista do EKT, aceitei o convite e foi quando conheci o Jean e ouvi pela primeira vez algumas demos das músicas que gravaríamos meses mais tarde. Nesse encontro conversamos sobre muitas coisas e percebemos que tínhamos muito em comum, cantei algumas ideias que vinham na minha cabeça enquanto ouvia aquelas demos e hoje somos uma banda. 2 IPÊ: Qual a história e significado de um nome tão intrigante como esse? JONATHAN: Esse nome propõe uma reflexão crítica sobre a criação de um monstro que já está dentro de nós e que no meio artístico é o mais conhecido, o EGO. É também um compromisso e uma responsabilidade que chamamos para nós mesmos, uma vez que aprendemos com as nossas experiências que tudo nessa vida é efêmero e ilusório e que a felicidade não está no objetivo e sim no trajeto e que esse monstro chamado EGO precisa ser controlado e vigiado o tempo todo, caso contrário seremos vítimas de nós mesmos. 3 IPÊ: Como é trabalhar com

o Jean Dolabella, ex-Sepultura? JONATHAN: Um aprendizado.

O Jean é um dos melhores bateristas do mundo e um ser humano com zero afetação do EGO. Sou muito grato por ter a oportunidade de estar na mesma banda que ele e poder aprender e compartilhar experiências com um músico tão talentoso e intenso como ele é. 4 IPÊ: Quais são os planos

para o futuro da banda? JONATHAN: We’re just going with the flow... [Nós só estamos indo com a corrente] Queremos excursionar com o EKT para fazer shows, gravar mais discos, cair na estrada mesmo, mas já estamos muito felizes com o que temos feito. Estamos fazendo a música que queremos e vivendo cada momento como se fosse o último. Estamos felizes. 5 IPÊ: As letras de vocês são

somente em inglês? Qual o porquê dessa escolha? JONATHAN: Eu sempre gostei da língua inglesa, tanto o inglês falado como o cantado e achamos que através do inglês a nossa mensagem pode ir mais longe, além de combinar muito com o som que fazemos. 6 IPÊ: Fale um pouco sobre o

EP que vocês gravaram - já foi lançado? Quais as faixas e a ideia por trás de sua concepção? JONATHAN: Acabamos de lançar o EP com três faixas produ-

zidas, gravadas e mixadas pelo produtor Steve Evetts e masterizadas por Alan Douches. São elas: Sublimated, Same Old Story e The Searcher. Esse EP também marca nosso estreia como banda e antecede o full length que também foi produzido pelo Steve e que será lançado em 2016. 7 IPÊ: E o que vocês tem feito

por agora? JONATHAN: No mês de Setembro entramos no estúdio para gravar mais sete faixas durante uma semana com o produtor Steve Evetts, só que desta vez foi através do projeto Converse Rubbertracks projeto muito legal que rola no Family Mob Studios que é o estúdio oficial do Rubbertracks no Brasil. Como curiosidade, durante a passagem do System Of A Down no Brasil para os shows no Rock In Rio e em São Paulo, o baterista do SOAD John Dolmayan, grande amigo do EKT, veio até o Family Mob fazer um som com a banda e trocar algumas experiências.

FICHA TÉCNICA Jonathan Correa Vocalista das bandas: Reação em Cadeia Ego Kill Talent Reação em Cadeia www.reaçãoemcadeia.com facebook.com/reacaoemcadeia Ego Kill Talent www.egokilltalent.com facebook.com/egokilltalente REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


MÚSICA

46

Músico lavrense João Benedict lança novo EP Por Marina Botelho Foto: Ivan Romaniello

O

cantor, guitarrista e compositor lavrense, João Benedict lançou em agosto seu primeiro EP 1 , intitulado “Adiante”. Recheado de um rock n’roll de qualidade e com presença marcante da guitarra, o álbum possui cinco músicas de autoria própria, em parceria com o compositor e músico paulista Iládio Davense e com o apoio dos músicos Pedro Sette (baixo) e Bruno Calixto (bateria). No forno desde 2013, para João “esse é um trabalho de rock e adjacentes, cujo contexto traz canções com letras sobre minha trajetória como músico, minha vida cotidiana e também expressão da música instrumental”. No lançamento do EP, que aconteceu no Teatro da Estação Costa Pinto, o músico arrecadou alimentos para serem doados para famílias necessitadas da cidade. Composto pelas músicas “Demodé”, “Remediar em Blues”, “Meio Fio”, “Adiante” e “Depois da Ponte”, o EP passa por vários estilos musicais. “Minhas influências são diversas e não consigo destacar uma só. Passei pelo rock dos anos 70 até um Clube da Esquina, por exemplo (risos)”, explica Benedict. O EP foi gravado no Estúdio H2, de Lavras (MG), produzido por Hector Evans e o próprio Benedict. Atualmente João está em

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

um projeto com a banda também lavrense Naippes, com o objetivo de tocar nas ruas e difundir a música autoral. Recentemente, o músico lançou o videoclipe da música “Demodé”, produzido por Ivan Romaniello e Humberto Teixeira, disponível em seu canal no YouTube.

EP é a silga de “extended play”, um formato de divulgação artística que se assemelha a um CD, mas com menos músicas.

Adiante

FICHA TÉCNICA João Benedict Ep • Adiante YouTube: canal João Benedict SoundClound: soundclound.com/joaobenedict Facebook: João Benedict Band Instagram: João Benedict Contato: benedictsonora@gmail.com


O Clube da Esquina, em outra esquina Outra esquina, outra história, outro rock, outro tempo, mas ainda assim, Clube da Esquina Por Diter Stein Foto: Yannick Falisse

L

eonardo Marques tem his- as letras melancólicas do álbum. tória. Como guitarrista do Nove canções, todas assinaDiesel, tocou para uma pla- das pelo Leonardo com a exteia de mais de 250 mil pessoas ceção de “Um girassol da cor no Rock in Rio, depois a ban- de seu cabelo” de Lô Borges e da mudou o nome para Udora. Márcio Borges, que foi gravado por uma questão de litígio com com um novo arranjo, mais atual. a grife Diesel. Seguiu com uma Imperdível também é Videocarreira brilhante no Udora, hoje -Clipe do álbum, da belíssima integra uma das principais ban- música “Se o chão dá um nó”, das de música independentes filmado em Havana, Cuba, como de Minas, o Transmissor. É sócio se fosse um passeio noturno de do selo belga-mineiro La Femme Leonardo pela cidade. Qui Roule (“a mulher que rola”, em francês), dono do estúdio Ilha do Corvo e lançou dois discos solos, o Dia e noite no mesmo céu, em 2012 e o Curvas, Lados, Linhas Tortas, Sujas e Discretas, em fevereiro de 2015. Dois trabalhos que receberam elogios rasgados da crítica. Nos dois álbuns, Leo Marques executou todos os instrumentos, exceto a bateria cujas baquetas Curvas, Lados, Linhas Tortas, ficaram nas mãos do amigo Pe- Sujas e Discretas, dro Handam, do Transmissor. Curvas, Lados, Linhas Tortas, Sujas e Discretas segue o mesmo caminho do primeiro álbum FICHA TÉCNICA solo: um som Minas Gerais - Folk Rock, meio como se o Clube da Leonardo Marques Esquina estivesse sendo grava- CDs • Curvas, lados, linhas tortas, sujas e do hoje, em uma releitura inspidiscretas rada, por quem ouviu tudo que • Dia e noite no mesmo céu foi lançado de 1972 até hoje. Um Bandas trabalho denso, uma teia de tim- Diesel, Udora, Transmissor e carreira solo. bres bem elaborados e um vocal Baixar o novo cd quase sussurrado, perfeito para www.screamyell.com.br REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


BOTELHO CENTRO automotivo Hรก mais de 40 anos cuidando do seu carro: - Produtos das melhores marcas do mercado - Serviรงos AUTOMOTIVOS - Equipe qualificada e experiente

contato@autopecasbotelho.com /centroautomotivobotelho Rua Capitรฃo Jair vieira, 40 (35)3821-6855


50

Já pensou em se hospedar em uma nave?

VIAGENS

Por Marina Alvarenga Botelho Fotos: Jamille Queiroz

Pousada Espaço Naves LunaZen, na Chapada dos Veadeiros (GO), oferece hospedagem diferenciada em meio à natureza exuberante

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


C

riado em 1961, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros protege uma área de mais de 65mil hectares, possuindo diversas formações vegetais, centenas de nascentes e cursos d’água e uma paisagem estonteante. Foi declarado Patrimônio Mundial Natural em 2001 pela Unesco e é um espaço rico para realização de pesquisas científicas, educação ambiental e visitação pública. O acesso ao Parque se dá pelo Povoado de São Jorge, ligado à cidade de Alto Paraíso de Goiás, na região centro-oeste do estado de Goiás. O nome Alto Paraíso faz juz ao local. Na mesma latitude de Machu Pichu, atravessados pelo Paralelo 14, a região possui várias minas de cristais.

Para muitos, é considerado um lugar místico, com uma energia especial, sendo um destino bastante procurado para quem quer paz, tranquilidade, belas paisagens e recarregar as energias. Alto Paraíso é o destino mais procurado da Chapada dos Veadeiros. Grande parte dos turistas que procuram a região acreditam que Alto Paraíso é um centro de energia cósmica. Por isso, muitos místicos, amantes da nature-

za, pesquisadores e praticantes de esportes radicais de todo o mundo guardam um tempinho na agenda para visitar o local. Há uma grande harmonia entre os diversos perfis de visitantes e moradores locais, mantendo um clima zen na cidade, de respeito às diferenças. Alto Paraíso é conhecida também como o “chacra cardíaco”o

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


VIAGENS

52

do planeta, com paisagens paradisíacas e que contribuem para o clime de mistério e fascínio do local. Há diversos relatos na região de contatos com seres extraterrestres. Diz uma das lendas que os seres alienígenas são atraídos pela força magnética e pela luz que emana dos cristais sob o solo. Com esse clima de sobrenatural no ar surgiu uma ideia inusitada: construir uma pousada em formas de naves espaciais. E essa é a proposta da Pousada Espaço Naves LunaZen, que propõe aos hóspedes uma experiência diferente. As naves foram construídas com a técnica de ferro e cimento, muito resistente a qualquer fenômeno da natureza, como ventos, tornados e chuvas fortes. Sua aquitetura redonda proporciona uma circulação de energia, com janelas em três pontos da “nave”, que faz com que o ar circule e a energia não fique parada”, de acordo com o website da pousada. No teto REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

foram colocado pratos, para valorizar a energia solar e a iluminação, proporcionando também um espetáculo à noite. A intenção dessa entrada de luz é também que o hóspede aproveite o dia e as cachoeiras da Chapada dos Veadeiros. Se você é uma pessoa descolada, jovem de espírito e quer vivenciar uma experiência diferenciada, esse pode ser seu próximo destino. Já imaginou dormir dentro de uma nave espacial, tendo uma natureza exuberante a sua volta?

FICHA TÉCNICA Pousada Espaço Naves LunaZen Baixa temporada fim de semana Casal com Café da manhã R$ 320,00 Pacotes especiais para feriados Contato: (62) 3446-1085 | (61) 9928-1946 email: spacolunazen@hotmail.com www.espaconaveslunazen.com.br


ESPAÇO GOURMET

54

Verde Campo

lança cottage com sal do himalaia Empresa especializada em alimentos saudáveis e diferenciados aposta na exclusividade para conquistar novos consumidores Por Rede Comunicação de Resultado

A

Verde Campo, indústria de laticínios especializada em alimentos saudáveis e diferenciados, inova, mais uma vez, ao lançar o primeiro queijo cottage com Sal do Himalaia do mundo. O produto alia a cremosidade e o sabor do cottage Verde Campo aos benefícios nutricionais da iguaria oriental. Item essencial na dieta de pessoas que buscam uma alimentação saudável, o Sal Rosa do Himalaia tem conquistado cada vez mais a preferência de pessoas ao redor do mundo, por sua pureza química e exclusiva concentração de minerais. “O sal do Himalaia conta com mais de 84 tipos de minerais, como cálcio, magnésio, ferro e potássio, que, por serem pouco processados, auxiliam a capacidade de absorção mineral pelos tecidos e ossos”, explica REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

a nutricionista Letícia Manduca, destacando que o consumo regular e moderado do sal pode trazer significativos benefícios para a saúde. “O Sal Rosa auxilia na regulação do pH natural do organismo, proporcionando equilíbrio e vitalidade. Além de apresentar baixo valor calórico, que podem ser aliados à dieta de manutenção e redução de peso”, exemplifica. A aposta da empresa em um produto com ingrediente tão nobre reforça o seu compromisso com a inovação e a promoção da saúde. “Investimos constantemente em pesquisa e desenvolvimento para atender aos desejos de nossos consumidores, oferecendo alimentos especiais, diferenciados e saborosos”, afirma Alessandro Rios, presidente da Verde Campo. Este é o segundo lançamento de produto

da empresa em 2015. Há dois meses, o laticínio trouxe ao mercado o primeiro iogurte grego com colágeno do Brasil, o Grego BOA FORMA da Verde Campo, que alia alimentação ao tratamento de beleza. O Queijo Cottage com Sal do Himalaia não contém glúten e tem 50% menos sódio em comparação com os outros cottages do mercado, sem perder o sabor. Além disso, o alimento apresenta alto teor de proteínas aliado ao baixo teor calórico - apenas 64 kcal por porção de 90g. A partir do dia 06 de outubro, o produto poderá ser encontrado nos principais supermercados e lojas de varejo de todas as capitais do país e em cidades do interior dos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.


ENTRADA EM NOVOS MERCADOS O Queijo Cottage com Sal do Himalaia é o segundo lançamento de produto da Verde Campo em 2015. Há dois meses, o laticínio trouxe ao mercado o primeiro iogurte grego com colágeno do Brasil, o Grego BOA FORMA da Verde Campo, que alia alimentação saudável ao tratamento de beleza. O iogurte foi desenvolvido em uma parceria inédita com a revista BOA FORMA, referência no segmento de promoção de hábitos de vida saudáveis, e marcou a entrada da Verde Campo no promissor mercado de alimentos cosméticos. “Estamos atentos às tendências mundiais de consumo e percebemos que as pessoas têm buscado, cada vez mais, produtos que tragam benefícios diferenciados para a saúde”, afirma Rios, destacando que na Europa e nos Estados Unidos, esse nicho de mercado está em plena expansão, registrando um crescimento de 7%, entre os anos 2000 e 2010. A inovadora fórmula do Grego BOA FORMA da Verde Campo contém o colágeno VERISOL®, desenvolvido com tecnologia alemã. O colágeno tem ação cientificamente comprovada, promovendo melhoria na hidratação, na textura e firmeza da pele. “Os estudos demonstram que o consumo diário de dois potes, durante um período de dois meses, é possível observar uma diminuição, em média, de 32% das rugas e linhas de expressão – em alguns casos esse número pode chegar a 49%”, explica Rios.

ORIGEM DO SAL DO HIMALAIA A produção do sal rosa envolve um processo natural e milenar. Estudiosos afirmam que sua origem se dá há cerca de 200 milhões de anos, quando o mar chegava às montanhas do Himalaia, formando camas cristalizadas de sal, que foram cobertas com lavas de vulcão e cercadas por neve durante anos. Esse ambiente intocado protegeu o mineral da poluição moderna dando a ele o título de “sal mais puro do planeta Terra”. Diferente dos sais industrializados, seus cristais são recolhidos manualmente, sem sofrer nenhum tipo de refinamento.

DO HIMALAIA PARA SUA MESA

Risoto integral de cottage com sal do himalaia e arroz 7 grãos

Além de benéfico à saúde, o sal rosa do Himalaia traz mais sabor e requinte para seus pratos. “O sal do Himalaia pode ser utilizado na culinária em geral, pois preserva seus nutrientes mesmo após aquecimento”, comenta a nutricionista Letícia Manduca, indicando que a iguaria pode ser utilizada para temperar lanches rápidos do dia a dia ou em menus mais elaborados, como este:

Ingredientes: • ½ pote de Cottage com Sal Do Himalaia • 300g de arroz 7 grãos • 4 colheres de sopa de alho poró picado • 1,5 L de água filtrada

Modo de preparo: Cozinhe o arroz 7 grãos por aproximadamente 25 minutos em uma panela com 1,0 L de água filtrada. Após o cozimento, agregue o alho poró. Finalize com o Cottage com Sal Do Himalaia e decore com folhas de manjericão orgânico ou cheiro verde. • Valor calórico aproximado da porção: 350 kcal REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


ESPAÇO GOURMET

56

Por Marina Alvarenga Botelho Foto: Daniel Rocha / Cia da Foto

Cervejaria lavrense já ganhou prêmio nacional e pretende dobrar produção em 2016

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015

Tudo começou em abril de 2011 quando a Natália viu um anúncio de um curso na internet daqueles do tipo “Faça sua própria cerveja”. Logo pensamos, fazer cerveja em casa? Isso seria a melhor coisa do mundo! (risos)”, conta o engenheiro de alimentos e cervejeiro Leonardo Mesquita, um dos criadores da Cervejaria Joia Mesquita, junto com sua esposa, também engenheira de alimentos, Natália Joia. O casal se inscreveu no curso lecionado pelo renomado mestre cervejeiro Leonardo Botto, dentro de uma cervejaria na cidade de Votorantim (SP). O curso, com duração de 12 horas foi suficiente para empolgar o casal, e logo compraram suas primeiras “panelinhas” e resolveram arriscar. “E assim fizemos a nossa primeira cerveja que,

apesar dos erros de iniciantes, ficou surpreendentemente uma delícia! A partir de então fomos fazendo uma cerveja atrás da outra, sendo que a cada leva novos erros vinham acontecendo e novas técnicas iam sendo aprendidas”, narra Natália. Fizeram cerca de 15 brassagens (produções) até que surgiu a oportunidade de comprarem um pequeno equipamento profissional e montaram a Cervejaria Joia Mesquita. Nas palavras de Leonardo, “o processo de abertura levou um bom tempo até que os equipamentos ficassem prontos e todo o local pudesse ser regularizado de acordo com as normas do Ministério da Agricultura (MAPA). Em novembro de 2013, inauguramos a Cervejaria Joia Mesquita com uma capacidade produtiva de 400L men-


sais.” Hoje já contam com uma produção mensal de 1500L, com seis diferentes estilos de cervejas: Red Ale, Premium Lager, Weizen, Detaus Dunkel Weixen, India Pale Ale (IPA), ORDH American Pale Ale (APA). A SEGUNDA MELHOR DUNKEL WEIZEN DO BRASIL Não demorou muito para ganharem seu primeiro prêmio. Participaram esse ano do Concurso Nacional da Cerveja, em Blumenau (SC), onde conseguiram sua primeira medalha. A Detaus foi a segunda melhor Dunkel Weizen do Brasil. “Ficamos muito felizes com o resultado não somente por termos conquistado um prêmio, mas também porque com a avaliação dos criteriosos jurados presentes do festival podemos sempre melhorar nossos produtos e assim caminhar em busca de melhorias e aprimoramentos no processo”, comemora Leonardo. Para meados de 2016 os planos são de expansão. A Cervejaria terá sua produção dobrada, incialmente para 3mil litros/mês. Natália explica, “com certeza ideias de novas cervejas não param de surgir! Este mercado é muito dinâmico, temos que acompanhá-lo inovando sempre e, claro, buscando fazer sempre as melhores receitas e cervejas para nossos clientes e amigos!”.

com o Régis Figueiredo, designer da empresa Wonka Inc., de Poços de Caldas (MG). A cabou saindo da manga um trabalho surpreendente e que muito agradou o casal cervejeiro, que acredita que tão importante quanto a qualidade de um produto é a embalagem que carrega o mesmo. “Isto é design estratégico, onde a imagem valoriza e ajuda a vender um bom produto”, complementa Leonardo. Foi nessa toada que resolveram não só mudar a identidade visual da Joia Mesquita, mas a de criar a Old Rabbits Die Hard (ORDH). A ideia ousada também veio do designer. Inspirado no

movimento cultural Steam Punk com o nome baseado em Pubs Ingleses, pareceu estranho no início, pois o nome da Joia Mesquita já era relativamente bem conhecido na cidade e o nome em inglês parecia um pouco complicado. Mas a ideia acabou encantando-os e resolveram adotá-la, porém, ao invés de alterar a linha das “Joias” adicionaram a linha ORDH, com a primeira cerveja: uma APA fantástica, aromática e saborosa! Ainda de acordo com Leonardo, em breve muitas novidades virão, tanto na linha da Joia, quando na ORDH.

Foto: Leonardo Mesquita

OLD RABBITS DIE HARD E NOVA IDENTIDADE VISUAL O primeiro rótulo da Joia Mesquita foi criado em 2012 e recentemente ganhou uma cara nova. A aposta foi em um visual moderno, com design diferenciado. “Hoje todos tendem a fazer o mesmo tipo de rótulo com desenhos e ilustrações chamativas, mas acabam esquecendo de valorizar a própria marca”, explica Leonardo. Resolveram, então, trabalhar em conjunto REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


ESPAÇO GOURMET

58

Os produtos da Joia Mesquita RED ALE Uma cerveja avermelhada com uma base de maltes caramelizados e aroma remetendo a frutas vermelhas, caramelo e leve torrado. 5,7% de teor alcoólico e 23 IBUs (unidades de amargor).

PREMIUM LAGER Cerveja clara, corpo médio, carregada de lúpulo Alemão da região de Hallertau que confere um delicado aroma floral e sabor característico dos maltes Vienna e Pilsen. Refrescante e saborosa com seus 5.0% de teor alcoólico e 18 IBUs.

WEIZEN Cerveja de trigo típica representante do estilo alemão hefe-weizen onde aromas de banana e cravo são suas características principais. É levemente adocicada, encorpada, com espuma densa e alta carbonatação. 5% de teor alcoólico e 13 IBUs.

INDIA PALE ALE (IPA) A principal estrela é o lúpulo. Forte, médio corpo e com amargor na medida para equilibrar os 6,5% de teor alcoólico. Com aromas cítricos provenientes dos lúpulos americanos é bem aromática e saborosa! 45 Ibus.

DETAUS Dunkel Weizen Segue a linha da Weizen adicionada de maltes caramelizados e torrados em sua receita conferindo um aroma além dos tradicionais da cerveja de trigo, o torrado e caramelizado; encorpada, possui espuma aveludada e alta carbonatação. 5% de ter alcoólico e 13 ibus.

ORDH American Pale Ale (APA) A caçula da família, de corpo médio a leve, estruturada na potência dos lúpulos americanos. Possui aroma cítrico intenso além de um sabor marcante e amargor na medida. 5.2% de alcoól, 35 IBUs.

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


zoáveis e que atendem muito bem as necessidades. Grande dificuldade dos Bares em todo o mundo é ter que explicar aos clientes que eles não podem levar as canecas após consumir os cocktails, às cenas muito engraçadas acontecem, em uma no Bar Numero tivemos uma cliente Australiana tentando sair do bar com quatro canecas presas ao cinto com um casaco por cima. MOSCOW MULE INGREDIENTES • 60 ml de cerveja Miller • 30 ml de vodca Elyx • 5 ml de suco de limão • 15 ml de kaly gengibre Cobrir com espuma de gengibre MODO DE PREPARO Foto: Welligton Nemeth

Moscow Mula proibido levar a Mule

O

mundo dos Cocktails está sempre em constate ebulição, são criações fantásticas criadas por grandes Mixologistas, Bartenders, brasileiros e em todo o mundo, porém, nesta corrida das criações, alguns sobrevivem no imaginário e nos paladares de quem os provou. Temos aqueles “Unforgettable” que vão os anos e eles figuram no topo das cartas de bares dos melhores do mundo. Vamos falar um pouco de um deste, o Moscow Mule, criado por um grupo de amigos com interesse principal de promover seus produtos, vodca, cerveja e bar, por volta de 1941, em Los Angeles California-USA. Com a união de John G. Martin – Presidente da Heublein Brothers, empresa de alimentos e bebidas - Jack Morgan – Cervejaria

Cock Bull e do Bar Cock `N` Bull localizado na Sunset Boulevard – Los Angeles, aproveitando o lançamento da sua Ginger Bier, e também juntou-se ao grupo o Rudolph Kunett, diretor da Piere Smirnoff, produto pouco conhecido, a Vodca Smirnoff, que pertencia a Heublein Brothers. Estavam os interesses claros para todos, iniciou-se então uma parceria, de sucesso duradouro, o Moscow Mule espalhou-se pelo Estados Unidos e tomou conta de todos os Bares Europeus, e junto com o Cocktails ajudou a difundir o consumo da bebida até então pouco conhecida, a Vodca. A caneca com o símbolo da mula dando um coice é sua marca registrada, estas canecas chegam a custar em média 45 euros, porém, existem no Brasil alguns modelos com preços ra-

Em uma caneca de cobre, coloque gelo, os ingredientes, misture bem, finalize com espuma de gengibre e hortelã e gengibre ralada. MODO DE PREPARO DA ESPUMA Em um sifão ( de uso para creme de chantilly) coloque 400 ml de xarope kaly de gengibre, em seguida 50 ml de creme de leite fresco, tampe bem, acrescente o gás, deixe por alguns minutos em geladeira ou frezzer o tempo de gelar.

Derivan Ferreira de Souza Barman

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


ESPAÇO GOURMET

60

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


Quiche Lorraine Fotos: Daniel Rocha / Cia da Foto

INGREDIENTES:

INGREDIENTES:

MASSA:

COBERTURA

• • • •

250g de farinha de trigo 125g manteiga 1 gema 50 ml água

Rua Dona Inácia, 131 / apto 201, Lavras/MG

• • • •

2 caixas de creme de leite 6 ovos sal noz moscada

MODO DE PREPARO:

MODO DE PREPARO:

Misturar a farinha com a manteiga formando uma ”farofa”, acrescentar a gema e a água, amassa e deixa descansar 30 minutos.

Bater os ovos e juntar o creme de leite.

INGREDIENTES:

Abra a massa e forrar em uma assadeira. Colocar o recheio e finalizar com a cobertura. Assar por mais ou menos 40 minutos em forno a 200ºC.

RECHEIO: • •

1 alho poró 250g bacon

CONTATO

(35) 9229-5641 cozinhagourmetbycarol@gmail.com /CozinhaGourmetbyCarolAbeSaber

MONTAGEM

MODO DE PREPARO: Cortar o bacon em cubos e fritar, acrescentar o alho poró em rodelas e refogar.

Ana Carolina Siqueira Abe-Sáber Cozinha Gourmet

REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


REVISTA IPÊ | AGO/SET/OUT/2015


Revista Ipê 9 Edição  

Sinta-se em casa

Advertisement