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REVISTA

ipê ANO V - Nº 15 - ABR/MAI/JUN 2017

SUSTENTABILIDADE Danilo Corbas, arquiteto pioneiro na construção em contêineres

ECOTURISMO Os cuidados com serpentes ao praticar esportes em trilhas

VIAGEM

REVISTA TRIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO CONTROLADA

Reserva do Ibitipoca, hotel comprometido com o meio ambiente

Miau e Jacaré, adotados pela família Late Show, são os mascotes da empresa

DE CERVEJA A RAÇÃO VEGETARIANA: Conheça os diversos produtos do mundo pet Há dez anos, a empresa Late Show investe em novidades para animais


Ninguém é líder por acaso

Disk Concreto: (35) 3821 7111 | (35) 3409 7111 | (35) 99968 4860 | (35) 99841 6836


ipê REVISTA

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ANO V - Nº 15 - ABR/MAI/JUN 2017

SUSTENTABILIDADE Danilo Corbas, arquiteto pioneiro na construção em contêineres

ECOTURISMO Os cuidados com serpentes ao praticar esportes em trilhas

VIAGEM

REVISTA TRIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO CONTROLADA

Reserva do Ibitipoca, hotel comprometido com o meio ambiente

Miau e Jacaré, adotados pela família Late Show, são os mascotes da empresa

Nossa Capa Late Show Cidade: Lavras/mg Foto: Daniel Rocha

EXPEDIENTE

DE CERVEJA A RAÇÃO VEGETARIANA: Conheça os diversos produtos do mundo pet Há dez anos, a empresa Late Show investe em novidades para animais

PROJETO EDITORIAL Édison Marques Júnior DESIGN E PROJETO GRÁFICO Édison Marques Júnior JORNALISTA RESPONSÁVEL Camila Caetano JURÍDICO Édison Marques FOTÓGRAFOS Daniel Rocha Fotografias José Henrique (Cia da Foto) REVISÃO Pauline Freire Pimenta REDAÇÃO Ana Carolina Siqueira Abe-Sáber Boris Feldman Camila Caetano Derivan Ferreira de Souza Eduardo Braga Ennemont Theyson Morel Marina Alvarenga Botelho

COMERCIAL Édison Marques Júnior Contato: (35) 9143-4125 contato@revistaipe.com.br www.revistaipe.com.br EDIÇÕES AVULSAS E ESPECIAIS contato@revistaipe.com.br Edição nº 15. Distribuição controlada

SIGA A REVISTA IPÊ

@REVISTAIPÊ FB.COM/REVISTAIPÊ Artigos assinados são de responsabilidade dos respectivos autores. Autoriza-se a reprodução, desde que citada a fonte.

EDITORIAL

MUNDO ANIMAL Novidades no mercado pet, trabalho voluntário com cães abandonados, cuidados com serpentes ao fazer trilhas, são alguns dos temas abordados nessa edição “animal”. A empresa Late Show oferece os mais diversificados produtos aos seus clientes, pensando sempre no bem estar nos animais. Já o Parque Francisco de Assis exerce um trabalho sensacional na cidade, com muito amor e seriedade. Além disso, essa edição traz dicas sobre os cuidados que se deve ter ao praticar ecoturismo, com a participação da 6ª Cia de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário em Lavras e da Fundação Ezequiel Dias (Funed) em Belo Horizonte. Levando em conta o meio ambiente, comemorado mundialmente no mês de junho, a Revista Ipê mostra as novas alternativas na arquitetura, com Danilo Corbas, pioneiro na construção em contêineres no país. Conheça ainda a Reserva do Ibitipoca, que surgiu com o objetivo de criar corredores ecológicos, um projeto ambiental com uma grande preocupação com o futuro. Você ainda vai conhecer os lavrenses que participaram da Dupla Travessia dos Andes; apreciar a história do Grupo Teatro Construção; desfrutar de uma entrevista exclusiva com a banda Raimundos, tudo isso e muito mais na nossa Revista Ipê, edição 15. Édison Marques Júnior Diretor da Revista Ipê


REVISTA

ipê

Abr/Mai/Jun 2017 SUMÁRIO

CAPA Conheça os diversos produtos do mundo pet já presentes na loja Late Show, em Lavras. Há dez anos, a empresa investe em novidades para animais de estimação.

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SOLIDARIEDADE

ARQUITETURA

Há sete anos, o Parque Francisco de Assis cuida de cães abandonados. Amor e seriedade são os sentimentos que movem o trabalho voluntário.

Danilo Corbas, pioneiro na construção em contêineres no país, mostra como é possível investir numa arquitetura rápida, limpa, econômica e sustentável.

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ECOTURISMO

VIAGENS

AUTO PAPO

Todos os cuidados que os praticantes de esportes devem ter com serpentes em trilhas.

Conheça a Reserva do Ibitipoca, que surgiu com o objetivo de criar corredores ecológicos. Mais do que um hotel ou um projeto ambiental, uma preocupação com o futuro.

Boris Feldman mostra o diferencial do câmbio automático no trânsito urbano. Algo que está cada vez mais democratizado, permitindo uma redução de custos.

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SEÇÕES AVENTURA

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SAÚDE

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POLÍTICA

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EDUCAÇÃO

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SAÚDE E ESTÉTICA

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NUTRICIONISTA

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MÚSICA

JURÍDICO

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Entrevista exclusiva com a banda Raimundos sobre o novo DVD acústico e o show de lançamento.

ARTE E CULTURA

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CINEMA

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ESPAÇO GOURMET

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CARTAS

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EDIÇÃO 14

Envie comentários, sugestões e opiniões para serem publicados nesta seção Revista Ipê contato@revistaipe.com.br www.revistaipe.com.br A DIRETORIA Com muito carinho venho agradecer a toda Equipe da Revista Ipê, pelo belo trabalho que vem fazendo junto à comunidade Lavrense. Tivemos a oportunidade de participar da edição nº. 14, e pude observar a dedicação e profissionalismo de toda equipe em oferecer ao leitor matérias claras, objetivas e com um rico conteúdo. Desejamos sucesso para as próximas edições e que continue fazendo a diferença. Parabéns!

Lidia Maria Borges

Centro Equestre Lagoa dos Ipes Leio a revista Ipê, já há bastante tempo, fácil leitura, boas reportagens. Parabenizo a todos desta revista, pelas brilhantes reportagens... É uma Revista que leio e deixo na sala de espera do meu consultório. Todos gostam.

Pedro Rodarte Dentista

Ficou linda a reportagem sobre as nossas vovós. As fotos, sem retoques, ficaram demais. Nossos parabéns a essa genial revista que faz parte do panorama lavrense!.

Marcos Alves

Administrador Casa do Vovô

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Acompanho a Revista Ipê desde a primeira edição! Gosto muito dos temas abordados, das divulgações apresentadas e da qualidade material da revista. Parabéns! Sucesso sempre!

A Revista Ipê é a mais conceituada da região, trata de todos os assuntos atuais e com muito carinho. Continuem sempre assim, unindo competência e sensibilidade. Parabéns pelo brilhante trabalho.

Cristiane Costa

Marcelo Martins

Contemporaneidade, qualidade editorial, multidisciplinaridade de notícias com alto padrão de qualidade, compromisso com os leitores e bom gosto são características marcantes da Revista Ipê. Tais características nos fazem esperar ansiosamente por cada edição. Parabéns a toda a equipe pelo trabalho!

Uma revista moderna e sofisticada ao mesmo tempo, sempre com um conteúdo relevante e completo. A Revista Ipê tem me surpreendido a cada edição, com uma qualidade ímpar e uma equipe exemplar.

Administradora

Luiz Henrique Rezende Maciel Professor da UFLA

Ginasta e estudante de Educação Física

Flaviane Mattos Gerente Comercial


COLABORADORES

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RAÍZES PIVOTANTES Os colunistas da Revista são como as raízes pivotantes dos ipês, imprescindíveis para o florescimento da nossa estrutura. Nutrem os leitores com conteúdos e informações de qualidade, constroem pontes e estabelecem novas conexões, permitindo a disseminação de mentes férteis e brilhantes.

ENNEMONT THEYSON MOREL Empresário, Consultor e Coach Formado em Comunicação Social, com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Marketing, mais MBA em Gestão Estratégica de Negócios e mestrado em Gestão Empresarial e Auditoria. Fundador da Amplliare: Coaching, Consultoria e Treinamentos sob medida. Membro da Sociedade Brasileira de Coaching, possui ainda quatro certificações internacionais. Atualmente é professor de Negociação e Gestão de Vendas na pós Graduação FAE/ Ipecont – Itajubá e diretor na FRVendas, maior franqueadora em solução de vendas do Brasil.

MARINA ALVARENGA BOTELHO Jornalista

BORIS FELDMAN Jornalista e Engenheiro

ANA CAROLINA S. ABE-SÁBER Chef de Cozinha

DERIVAN FERREIRA DE SOUZA Barman

É jornalista, formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Especialista em Cinema pela Estácio de Sá e Mestre em Educação pela Universidade Federal de Lavras (Ufla). Atualmente é professora dos cursos de Publicidade e Propaganda e Administração da Fadminas.

Formado em Engenharia e com pós-graduação em Comunicação. Editor e colunista em cadernos de automóveis de diversos jornais. Produz o programa Auto Papo e integra 38 rádios. Criou e apresentou o programa Vrum. Foi piloto de competições em rallys e corridas e vice-presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo. É diretor do Veteran Car Club de Minas Gerais. Produz o Blog do Boris no portal R7. Jurado do concurso “International Engine of the Year” e do “Carro do Ano” da revista AutoEsporte.

Nasceu em Lavras, formou-se em Turismo pela Newton Paiva em Belo Horizonte. Fez o curso de Cozinheiro Profissional do SENAC BH e Gastronomia Internacional pela escola de culinária Mausi Sebess de Buenos Aires. Foi chef da confeitaria do restaurante francês Alice Braserrie de Brasília, onde abriu seu restaurante.

Derivan Ferreira recebeu o Prêmio Barman do Ano – da Revista Veja São Paulo em 2004, e Prêmio Barman do Ano da Revista Gula em 2005, 2006 e 2007. Expert em drinks, tem quase quarenta anos de profissão. Mestre Derivan – como é conhecido, é uma das maiores referências sobre drinks no Brasil. É formado pela I.B.A –International Bartenders Association e pela Hostess Schol - Instituto de Hotelaria Ernesto Maggia –Stresa –Italia. Tem oito livros publicados sobre bebidas e drinks.

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ECOTURISMO

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CUIDADOS AO PRATICAR ECOTURISMO Cobras nas trilhas: o que fazer em caso de acidentes Foto: Daniel Rocha

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Foto: Daniel Rocha

Ao se deparar com uma cobra, tente ficar calmo. Se perceber que ela está indo para outra direção, sem prestar atenção em você, deixe-a ir. Mas, se ela se mantiver imóvel, olhando na sua direção, possivelmente já está preparando o bote, assim, afaste-se lentamente. Algumas espécies podem saltar 1,5m, então, saia o quanto antes (evitando movimentos bruscos)- alerta a 6ª Cia de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário em Lavras

Soldado Benfenatti, Sargento Ione Piva e Cabo Rosane

Por Camila Caetano Fotos: Funed

P

raticar esportes entre trilhas e matas, contemplando a natureza. Um passeio prazeroso e saudável, que atrai cada vez mais adeptos. Mas, é necessário ter alguns cuidados para evitar que a curtição se torne um desastre. Especialmente naqueles ambientes de acesso mais difícil, é fundamental estar preparado caso encontre algum animal peçonhento. Aranhas, escorpiões, mas principalmente serpentes, são moradores comuns destes locais. Mas, não precisa se assustar com qualquer cobra que encontrar. A quantidade de serpentes peçonhentas na natureza é menor que as inofensivas. No Brasil, há quatro gêneros de cobras consideradas venenosas: bothrops (jararaca, jararacuçu, urutu, cotiara, caiçaca), crotalus (cascavel), lachesis (sucurucu-pico-de-jaca) e micrurus (corais-verdadeiras). A policial militar de Meio Ambiente cabo Rosane Aparecida Miranda destaca que na nossa região são mais comuns: cascavel, urutu cruzeiro e jararaca. “A mais encontrada aqui é a cascavel. Ela é a que mais se adapta com a antropização do ambiente, por isso se prolifera facilmente. É uma serpente que avisa quando vai atacar, pois

espera para dar o bote e ainda faz o barulho com o chocalho ou guizo. Já a urutu cruzeiro, também comum na nossa região, é uma das mais agressivas, o seu veneno tem uma ação neurotóxica muito intensa, ou seja, age no sistema nervoso, com grandes chances de deixar sequelas”, comenta. Rosane tem formação em Ciências Biológicas, ministra palestras e realiza demonstrações com essa temática no Centro de Educação Ambiental (Ecolândia), pertencente à 6ª Companhia Independente de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário em Lavras. Também fazem parte da patrulha de prevenção ambiental a sargento Ione Piva e o soldado Benfenatti. Na Ecolândia há um serpentário, onde ficam cobras recolhidas pelos policiais militares de Meio Ambiente e do Corpo de Bombeiros, ou entregues voluntariamente por moradores rurais. Elas são utilizadas para a prática da educação ambiental com o público visitante, mediante palestras e demonstrações. Sempre que possível, essas serpentes são encaminhadas para a Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte/MG, sendo fundamentais para a fabricação do soro antiofídico, que posteriormente é distribuído nas Unidades de Saúde.

Jararaca

Coral verdadeira REVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017


COMO SE PREVENIR Ao fazer trilhas é necessário estar atento a locais próximos de culturas, como milharal e cafezal- lugares comuns de encontrar cobras devido à presença de roedores. “Cupinzeiro também é um dos ambientes favoritos das serpentes, então, evite ao máximo passar perto. Uma dica é o ciclista, que tem o costume de andar em determinada localidade, conversar com o produtor rural daquela região para saber se é comum achar cobras por ali”, comenta a cabo Rosane. Além disso, os acidentes têm maior probabilidade de ocorrer em períodos quentes. No sudeste, a maior incidência é de dezembro a março. A militar também explica que é importante sempre estar acompanhado durante o passeio, pois após uma picada de cobra, além da dor local, a visão é a primeira a ser prejudicada. “Às vezes as vistas já ficam embaçadas logo em seguida, principalmente se a picada for de cascavel”.

Foto: Daniel Rocha

ECOTURISMO

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COMO PROCEDER APÓS A PICADA

A Funed explica que as cobras consideradas venenosas ou peçonhentas possuem glândulas secretoras de veneno localizadas de cada lado da cabeça, recobertas por músculos compressores, conectadas, por ductos, às presas inoculadoras. Essas presas têm tamanho diferenciado dos demais dentes e podem estar localizadas nas regiões anterior ou posterior da boca.

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Após uma picada de cobra, a primeira coisa a ser feita é lavar o local (com água e sabão) e ir imediatamente à Unidade de Saúde mais próxima. E, evitar todos os mitos e crendices. O que NÃO deve ser feito: torniquete, pois impede a circulação do sangue e pode causar necrose; ou furar; cortar; queimar; espremer, fazer sucção no local da ferida; aplicar café, terra, folhas, pinga, querosene, fumo, ou qualquer remédio caseiro. É importante manter a pessoa em repouso e calma. “Quando a pessoa fica muito agitada, a adrenalina é liberada, causando vasodilatação, assim as toxinas espalham mais facilmente. O mais importante é encaminhar rapidamente a pessoa ao hospital. Há estudos que mostram que o ideal é chegar ao atendimento médico em até duas horas, mas isso varia muito, se é um idoso ou criança, se há alguma doença crônica, a quantidade de veneno. São diversas variáveis que podem influenciar”, relata a cabo Rosane.

Lavar o local da picada de preferência com água e sabão.

Manter a vítima deitada, evitar que ela se movimente para não favorecer a absorção do veneno.

Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.


Não mate as cobras. Elas têm um papel fundamental no ecossistema, mantendo o equilíbrio do meio ambiente, além de serem responsáveis pela fabricação do soro antiofídico

CARACTERÍSTICAS DAS SERPENTES MAIS COMUNS NA REGIÃO

CASCAVEL: vive em áreas abertas, campos, regiões secas e pedregosas. Os indivíduos adultos atingem o comprimento de 1,6 metro. Uma das características mais marcantes é a presença do chocalho na ponta da cauda.

Rosane esclarece que existe a fabricação de soros por gênero, específicos a cada tipo de picada, que devem ser ministrados de acordo com a gravidade, mas, além destes, é importante que a Unidade de Saúde tenha o soro universal. “Muitas vezes a pessoa não consegue identificar qual cobra lhe picou. E temos que ressaltar que essa identificação, se possível, é interessante, mas não é crucial. O importante é ser atendido o mais rápido possível. E, cuidado! A manipulação de cobras mortas também é perigosa e pode causar acidente”.

URUTU CRUZEIRO: Animais corpulentos que podem alcançar até 1,5 m. Vivem em montes de paus e pedras, em locais úmidos ou alagadiços, onde se alimentam de roedores.

Antes de viajar, informe-se sobre as unidades de saúde mais próximas do seu passeio. Todos os locais que possuem o soro podem ser consultados na página da Funed. Em Lavras, a medicação deve ser realizada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

JARARACA: o padrão de coloração da espécie varia do castanho claro até quase completamente negro. Estes animais têm grande capacidade adaptativa, ocupando tanto áreas silvestres quanto áreas agrícolas, suburbanas e urbanas. Seu tamanho médio é cerca de 1 metro.

TRATAMENTO: Os acidentes crotálicos, causados por cascavéis, representam cerca de 8% dos acidentes ofídicos registrados no Brasil. Os sintomas e sinais apresentados pelos pacientes picados são consequência das atividades neurotóxica, miotóxica e coagulante do veneno. O soro específico utilizado no tratamento da picada de cascavel é o anticrotálico, o qual deverá ser aplicado por via intravenosa, em ambiente hospitalar. As serpentes do gênero Bothrops (jararaca, jararacuçu, jararaca do rabo branco, urutu cruzeiro e outras) são responsáveis por cerca de 90% dos acidentes ofídicos ocorridos no Brasil. O soro antibotrópico (pentavalente), heterólogo e hiperimune, é indicado como um dos tratamentos para envenenamento causado por picada de serpentes do gênero Bothrops e deve ser aplicado somente com acompanhamento médico.

Fonte: Funed REVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017


AVENTURA

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O

ciclismo vem crescendo e alcançando cada vez mais adeptos da prática esportiva. Pensando nisso, o setor de turismo tem ampliado as ofertas de passeios que envolvam o cicloturismo, já bastante conhecido no exterior, em especial na Europa, e que começa a se tornar relevante no Brasil e América do Sul. Os lavrenses Marcelo Souza, Fernanda Figueiredo, Fernando Naves e Rojana Decetti contam como foi a experiência de participar da “Dupla Travessia dos Andes”, passeio realizado neste ano no Chile e Argentina, percorrendo 280 quilômetros em sete dias, cruzando a Cordilheira dos Andes nos pasos Huahum e Carririne. O passeio teve como ponto de partida a charmosa cidade de San Martin de Los Andes à beira do lago

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Lácar, onde fica a casa de Javier e da Adventure Store, responsáveis pela organização e condução do passeio. Cinco guias acompanharam os 24 ciclistas do Brasil que se encontraram para essa aventura. Eles relatam que tudo foi muito bem organizado, com hotéis reservados, jantares, transporte das bagagens, segurança e suporte total às magrelas. Foi preciso apenas pedalar, fazer amigos e contemplar a natureza. “Após um dia de pedal de aquecimento, partimos para a primeira travessia, saindo de San Martin para alcançar o lago Pirihueicoapós, em 59 km, totalizando em cinco horas e 820 metros de ganho de elevação. Nesse dia, fomos apresentados ao clima patagônico com toda sua intensidade, ventos fortes, campos abertos, matas fechadas e um estradão para encerrar o dia marge-


ando lagos da patagônia. Cruzamos o lago de balsa, pegamos os carros de apoio e chegamos à Choshuenco para um jantar de confraternização”, contam. No terceiro dia, eles percorreram 27 km na região da reserva biológica de HuiloHuilo, com céu aberto, acompanhados pelo vulcão Choshuenco, campos de margaridas e trilhas na mata, chegando a intensas cachoeiras de água esmeralda. Finalizaram o dia descansando do pedal e curtindo um rafting radical no rio Punahue. Também fizeram o trajeto de Choshuenco até Liquine, guiados por um nativo, que os levaram a paisagens lindas, muita subida e um visual incrível nas montanhas de Liquine próximas ao Vulcão Villarica. Tudo isso ocorreu no terceiro dia de aventura. Como recompensa pelo esforço, eles finalizaram o passeio na casa de uma família Mapuche, com um cordeiro patagônico e boas cervejas. “Como cicloturismo não é só pedalar, após o retorno para o hotel, ainda fomos conhecer as Termas Geométricas e suas piscinas naturais com águas aquecidas”, comentam. Já no quinto dia, as condições climáticas não colaboraram e tiveram que ir para Pucón de carro, fazendo apenas um pequeno passeio para conhecer a região rural e algumas cachoeiras. Noite livre para jogar conversa fora, conhecer a cidade e

seu potencial gastronômico. “O sexto dia teria sido dedicado à subida do vulcão Villarica, porém as condições climáticas novamente não colaboraram, quando estávamos quase alcançando nosso objetivo fomos obrigados a retornar. No alto da montanha, a Patagônia se revelou hostil com chuva, fortes ventos e temperaturas negativas”, relatam. Mas, no último dia, no retorno do Chile para a Argentina, pedalaram 50 km, margeando cinco lagos. “Cada um mais incrível que o outro. Foi um pedal de despedida da Patagônia, feito de forma lenta, permitindo contemplar seus lagos, sua beleza, adentrar mata adentro conversando e refletindo”, destacaram. Para quem gosta de pedalar, fica a dica para conhecer melhor os roteiros de cicloturismos disponíveis, assim como para avançar na criação de novos roteiros em nossa região. No Brasil, os mais famosos são: Circuito Vale Europeu (SC), Estrada Real (MG, SP e RJ), Chapada Diamantina (BA), Vale dos Vinhedos (RS) e Serra da Mantiqueira (MG e RJ). Aventure-se!!! REVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017


OVÁRIO POLICÍSTICO X SÍNDROME DO OVÁRIO POLICÍSTICO : ENTENDENDO A DIFERENÇA

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I SAÚDE

númeras pacientes são diagnosticadas diariamente com ovários policísticos após a realização de exames de ultrassonografia. Porém, é importante lembrar que existe uma grande diferença entre possuir ovários polimicrocísticos ao ultrassom e o diagnóstico da Síndrome do Ovário Policístico. (SOP) Sendo assim, para o diagnóstico de SOP é necessário que a paciente, sem estar em uso de contraceptivos, preencha dois de três critérios que devem ser avaliados pelo ginecologista, e também excluir a possibilidade de outras doenças que causam sintomas semelhantes como distúrbios da tireóide ou das glândulas adrenais, tumores ovarianos e síndromes cromossômicas. SÃO ELES: • Ciclo menstrual irregular; • Sinais clínicos ou laboratoriais de hiperandrogenismo (aumento do nível de andrógenos no sangue, ou apresentação de sinais como acne e hirsutismo); • Presença de múltiplos cistos no ovário determinado a partir de ultrassonografia realizado obrigatoriamente na fase folicular;

Dra. Karla Zanolla Ginecologista, Obstetra e Reprodução Humana. Especialista em ginecologia e obstetrícia pelo Ipsemg Especialista em Reprodução Humana pela UFMG Mestre em ginecologia pela UFMG Professora do DSA da UFLA Rua Dr. João Silva Pena, 88, Centro. Contato: (35) 3409 -1004 / (35) 99908 -1004

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A origem da SOP ainda não está plenamente estabelecida, mas acredita-se que seja devido à resistência à insulina nas células ovarianas, gerando um desequilíbrio na síntese dos hormônios sexuais. A SOP afeta de 4 a 12% das mulheres em idade reprodutiva e, frequentemente, as pacientes apresentam irregularidade menstrual, acne, aumento de pêlo no corpo e no rosto, além de queda de cabelo. A resistência à insulina também é comum e se apresenta com a acantose nigricans, que é um espessamento e escurecimento da pele em dobras como o pescoço e axilas, e com a elevação da glicose sanguínea. Sendo assim, estas pacientes estão mais propensas a desenvolver: obesidade; hipertensão arterial; sangramento uterino anormal e consequentemente anemia causada por sangramento vaginal; colesterol e triglicérides alterados; doenças cardiovasculares; câncer de endométrio e dificuldade para engravidar. O principal objetivo no tratamento da SOP consiste em diminuir a quantidade de testosterona no sangue; induzir a ovulação, se desejada; proteger o endométrio e diminuir a resistência à insulina e suas consequências. O tratamento é realizado principalmente com mudanças do hábito de vida mantendo uma alimentação balanceada, prática de atividade física regular; perda de peso nas pacientes com sobrepeso/obesidade e não fazer uso de cigarros e de bebidas alcoólicas. Essas mudanças podem contribuir para a diminuição da resistência insulínica, regulação dos ciclos menstruais e em alguns casos retorno da fertilidade. Tratamentos farmacológicos só são indicados na falha das mudanças de hábito em resolver completamente os sintomas. No manejo da irregularidade menstrual, recomenda-se o uso de contraceptivos para as pacientes que não desejam engravidar e também reduzem a produção de andrógenos. Caso a paciente portadora de SOP queira engravidar e apresente quadro de infertilidade associada, indutores de ovulação podem ser avaliados e, nos casos mais severos, Técnicas de Reprodução Assistida. Para o hirsutismo, medicamentos que bloqueiam os hormônios andrógenos ou tratamentos a laser podem ser indicados.


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EMAGRECER SAÚDE

Um conceito muito além da estética

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Dr. Renan Botelho Nutrologia e Medicina Integrativa CRM 63262 Rua Dr. Antônio Golçalves de Faria, 114 Santa Filomena, Lavras /MG Contato: (35) 3822-3623

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edijo esta coluna como uma carta para demonstrar minha recíproca e gratidão a você que decidiu mudar. Mudar o seu hoje, sua saúde, sua autoestima e suas relações pessoais. Com toda sensibilidade e percepção que exponho a vocês, meus amigos, a motivação que circunda esta palavra “emagrecer”. Emagrecer envolve mais do que um reflexo no espelho, mas também um processo de saúde corporal e mental. Ouço todos os dias “Doutor, Minha família se empenha em me apoiar, nunca estivemos tão unidos”, “Doutor, falaram que estou radiante”, “Doutor, me sinto vivo”, “Doutor, falaram que voltei a sorrir”, frases que me permitem afirmar que emagrecer é o menor dos benefícios. A evolução tem que partir de nós e para isso vamos olhar pra frente, olhar para nós e sermos melhores. Como já dizia Albert Einstein, “Insanidade é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Obesidade é a ponta do iceberg, o tratamento deve ser amplo, não unidirecional, baseado em alguns pilares como saúde mental, saúde corporal, plano alimentar individualizado e exercícios físicos. Não importa onde vamos chegar e sim o modo como chegaremos, se com saúde ou com sofrimento de amplos aspectos. Na maioria das vezes, a oportunidade vem disfarçada de problema e cabe a você enxergar o “justo a mim me coube ser eu”, frase da personagem Mafalda de Quino, cartunista argentino, e sim, só você pode escrever sua história e assinar a biografia que você atualiza a cada instante, como relata Dulce Critelli em seu livro Analítica de Sentido. Enxergue a beleza oculta nas atitudes das pessoas que se importam com você, elas querem te ver bem, e você ficar bem faz todos do seu convívio se motivarem pelo seu sucesso. Emagrecer, para você, pode ser a meta de vida, mas saiba que você não está sozinho nem no insucesso e menos ainda na conquista. Você está feliz com o que você é hoje? Se a resposta for não, então faça melhor e faça por você. Não se importe por ser diferente, mas sim pela diferença que você faz na vida das pessoas.


SOLIDARIEDADE

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AMOR E SERIEDADE Parque Francisco de Assis: há sete anos cuidando de cães abandonados Por Camila Caetano Fotos: Daniel Rocha Fotografias

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esde junho de 2010, o Parque Francisco de Assis (PFA) realiza um trabalho de amor e dedicação aos animais abandonados. Um projeto da Sociedade Lavrense de Proteção aos Animais (SLPA)entidade civil sem fins lucrativos ou econômicos, que se mantém através de doações e trabalho voluntário, além de contar com o apoio de toda a comunidade. O Parque recebe, ainda, por meio de um convênio, uma verba mensal da Prefeitura de Lavras, a qual é destinada para o custeio da ração. Já as demais despesas (funcionários, medicamentos, cirurgias, etc) são supridas com as doações. Além disso, ele foi fundado após a Prefeitura ceder um terreno às margens da BR 265 – km 341, para que

fossem transferidos trezentos cães do antigo canil, que estavam sob ameaça de despejo. Através da campanha “Mãos à Obra”, o local foi reestruturado para receber os animais. A partir de então, a SLPA tomou como sua responsabilidade manter as necessidades básicas, a reabilitação da saúde física e comportamental, o encaminhamento à adoção e a prevenção de doenças desses cães, além de outros que são abandonados nas ruas e que necessitam de cuidados. Hoje, há 450 cães no Parque. “O trabalho desenvolvido pelo Parque São Francisco de Assis é uma pequena gota num oceano de necessidades deste reino tão massacrado e sofrido, mas que pode tocar corações generosos e trazer mais consciência e respon-


sabilidade às gerações” – PFA. Desde o início, o Parque contou com a dedicação das voluntárias Patrícia Miranda Reis Arriel, Agulúcia Martins Amarante e Lenilce Rezende Gomide, que não medem esforços para manter o bem-estar dos animais, que na maioria das vezes são abandonados pelos próprios donos. “Hoje, já estamos superlotados, não temos capacidade para pegar mais cães, mas como que faz? Tem gente que vem aqui e deixa o cão preso nos nossos carros, sem nenhuma humanidade. Amor e seriedade: isso que nos sustenta. Temos um compromisso diário aqui. E no fundo agradecemos a Deus por termos isso”, comentam as fundadoras.

ESTRUTURA DO PARQUE SÃO FRANCISCO DE ASSIS • Baias: onde os cães saudáveis permanecem e sua estrutura compreende o solário, ao ar livre, e uma parte coberta, com acesso à ração e água; • Área de lazer: um terreno com vegetação/terra e ao ar livre para que os cães possam correr e se divertir; • Casa de cura: uma área dedicada ao cuidado e suporte aos cães. É composta das seguintes salas: cirurgia (onde são realizadas castrações); farmácia; sala de expurgos (destinada ao cuidado e esterilização dos instrumentais utilizados em procedimentos cirúrgicos); enfermarias (para cães com doenças infecto-contagiosas e aqueles que precisam de atenção após cirurgias e ferimentos). Há ainda a sala de banho e tosa; a cozinha para os animais (onde se prepara o alimento para os cães debilitados e doentes); o depósito de ração, dentre outros espaços para manter o pleno funcionamento do Parque São Francisco de Assis.

Baias

Área de lazer

PROJETOS DESENVOLVIDOS: • Castração de cães de rua: em parceria com a Prefeitura Municipal de Lavras, a cada mês em torno de 70 cães abandonados nas ruas da cidade são resgatados pelo Setor de Vigilância Epidemiológica e re-

Casa de cura REVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017


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SOLIDARIEDADE

SEJA UM VOLUNTÁRIO Doe amor e seus dons, habilidades e tempo. Você nem imagina o quanto tem para oferecer e a alegria que isso lhe dará. Experimente! Você pode ajudar com limpeza das áreas, banho, tosa, escovação, passeio com os cães, auxílio veterinário aos animais feridos e doentes, documentação, fotografia, vídeo, jardinagem, manutenção predial, entre outros, em qualquer dia da semana.

DEPOIMENTOS DE VOLUNTÁRIOS cebidos no PFA onde são cuidados, castrados, vermifugados e, quando possível, vacinados. Os cães são devolvidos à cidade depois de recuperados ou têm a oportunidade de serem adotados enquanto lá permanecerem. • Adoção de cães: o PFA acolhe cães abandonados, auxilia em sua recuperação e promove a castração para que sejam adotados por pessoas conscientes que possam proporcionar-lhes uma vida mais digna e feliz. Alguns filhotes e cães adultos são levados aos domingos até a praça central da cidade para que possam ser vistos por mais pessoas e assim terem a chance de encontrar um lar. Os adotantes recebem orientações sobre posse responsável e preenchem um termo de adoção para controle. • Veterinário Aprendiz Voluntário: em parceria com o curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Lavras (Ufla), os estudantes têm a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos teóricos com cuidados e práticas atendendo às necessidades de cães do PFA. • Saneamento e Tratamento de Resíduos: um projeto em parceria com o curso de Engenharia Ambiental da Ufla, onde todos os resíduos gerados são tratados para que não gerem REVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017

qualquer prejuízo ao meio ambiente. A partir do resíduo sólido é produzido um composto, que através de análises, constatou-se sua adequação para uso em jardins e pomares.

AJUDE EM TORNO DE 450 CÃES. ESCOLHA COMO: Doações Você pode fazer doações esporádicas ou mensais em dinheiro, através de depósito, transferência bancária ou cheques. Pode ainda entrar em contato com o PFA para ser um parceiro. “Se cada um ajudar um pouco, com o que pode, já faz toda diferença. Certa vez, ao conferir o extrato bancário da conta do Parque, me deparei com um depósito de 6 reais. Fiquei muito feliz e satisfeita ao ver aquela atitude”, comenta Patrícia. SE VOCÊ DESEJA AJUDAR, SEGUEM OS DADOS BANCÁRIOS: Caixa Econômica Federal ou Lotéricas • Titular: Sociedade Lavrense de Proteção aos Animais • Agência: 0129 • Conta corrente: 185-2 • Operação: 003 • CNPJ: 190918340001-88

“Nós como voluntários podemos ajudar em várias atividades, desde a limpeza das baias, como cuidando dos enfermos, dando banho, ajudando na cozinha, etc. Esse trabalho, apesar de parecer ser um esforço da nossa parte, acaba sendo recompensado em dobro para nós mesmos. Somos retribuídos com o sentimento de amor, de que estamos ajudando animais carentes. Acaba que se torna muito mais do que um trabalho, é um prazer estar ali presente, fazer parte da história da instituição e absorver toda aquela paz que o local nos traz”- Vicente Paulo Santana Neto, Engenharia Florestal, voluntário. “Considero-o como um dos projetos mais admiráveis que já vi. Todos os animais são muito bem tratados e os casos de recuperações de cães são impressionantes. O Parque transformou minha vida. Lá, adquirimos muito conhecimento, mas, além disso, somos recompensados com latidos, lambidas de afeto e olhares tão ternos que enchem a alma de alegria. É maravilhoso, pois eles nos ensinam novas lições de amor e superação, nos transmitem um amor incondicional. É impossível ajudar o Parque e não ser transformado por ele, eu me tornei um ser humano melhor, hoje sou mais paciente e corajosa”- Maristela Aparecida Oliveira Dias, estudante de Medicina Veterinária, voluntária.


ADOTE UM CÃO E VIVA COM MAIS ALEGRIA A adoção pode ser feita no Parque Francisco de Assis ou na Praça Dr. Augusto Silva aos domingos pela manhã.

gratidão tomou conta de mim: o de poder viver o amor aos cães! Hoje sou voluntária no Parque e trabalho no movimento de adoção dos cães na Praça”- Simone Cristina Marques.

As pessoas que moram com você estão de acordo com a adoção?

Adoções bem sucedidas “Sou voluntária no Parque há seis anos e desde então fico na ala dos grandes, bravos, que na realidade são uns amores e os amo imensamente. Fui me afeiçoando muito com a Giulia, que havia sido adotada e devolvida depois de um ano, e com o Promotor que recebeu esse nome pelo fato de ter sido mandado pelo Promotor da cidade. A convivência foi aumentando nosso amor e quando me mudei para Ijaci, com uma área muito grande, pude trazer os dois para morar comigo. Já tem dois anos que estamos juntos e eles são extremamente felizes e gratos por terem um lar e uma família que os ama. Adotar é tudo de bom” - Regina Pierangeli.

MAS, ANTES DE ADOTAR SEU ANIMAL, PENSE UM POUCO…

Sua casa/apartamento tem espaço suficiente para a espécie de animal escolhida? Se você mora em apartamento, já perguntou se é permitido ter animais de estimação? Você está disposto a cuidar do animal durante toda a vida dele?

“Há três anos sou voluntária no Parque e acabamos nos envolvendo muito. A Estopinha chegou ao parque pequenina, filhotinha. Brincava sempre com ela, uma alegria só ao tirá-la da baia. Mas, ao ir embora e ter que guardá-la novamente, era uma tristeza, uma despedida terrível. Eu já estava com três cachorros. Mas, certo dia, minha irmã foi comigo e trouxemos ela para casa. Hoje está super feliz, animada, recebendo todo carinho que merece. É uma emoção inexplicável, e triste ao mesmo tempo, em saber que ainda há 450 cães lá no Parque para serem adotados. Gostaria que mais pessoas conhecessem os demais, e se apaixonassem. É uma troca mútua de amor”- Luiza Helena Augusto.

Já pensou se prefere um filhote ou um animal adulto? Geralmente a primeira escolha é por um filhote, que é também a forma mais trabalhosa, pois exige mais cuidados, dedicação permanente e orientações. Planejou em quem cuidará do animal durante suas férias ou situações de emergência? Você providenciará a castração do mesmo? A castração é um dos mandamentos básicos da posse responsável, pois, entre outros benefícios, aumenta o tempo de vida dos animais. Terá condições de manter o animal dentro dos limites de sua propriedade ou o mesmo andará livremente pelas ruas? Se respondeu SIM. Parabéns!

“Adotei a Mel em março de 2015, era domingo e coloquei meu melhor vestido para um passeio na praça, estava acompanhada do meu esposo e decidimos ir ao cantinho de adoção dos cães que o Parque Francisco de Assis monta na Praça. Agachei-me para afagar uma cachorrinha linda que estava lá e foi assim que a Mel me adotou. Saí com ela nos braços e chorando de emoção. De lá para cá me tornei um ser humano melhor ao ver a alegria dela todos os dias. Um sentimento de

Fonte: Parque São Francisco de Assis

FICHA TÉCNICA Parque Francisco de Assis www

parquefranciscodeassis.com.br Parques Francisco de Assis Rodovia BR 265, Km 341, Lavras-MG

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CAPA

A família Late Show envolve amor e respeito aos animais. Exemplo disso são os vários animais resgatados, tratados, vacinados e destinados à doação responsável. “A Late Show não é uma loja apenas comercial, mas uma loja onde se cobra de todos envolvidos respeito e carinho, tanto pelos clientes quanto pelos animais, sejam eles de estimação ou não”, finalizam Fernanda e Juliana Pierangeli Fonseca

DE CERVEJA A RAÇÃO VEGETARIANA Conheça os diversos produtos do mundo pet Há dez anos, a empresa Late Show investe em novidades para animais Por Camila Caetano Fotos: Daniel Rocha Fotografias REVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017

Miau e Jacaré, adotados pela família Late Show, são os mascotes da empresa


FARMÁCIA COMPLETA E ATENDIMENTO MÉDICO

Na Late Show você também encontra rações premium a super premium e até mesmo os famosos patês terapêuticos.

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portunidade de mercado e paixão pelos animais foram os motivos para que Fernanda e Juliana Pierangeli Fonseca se aventurassem em um novo negócio: a Late Show, em Lavras. Uma formada em Administração e a outra em Ciências Biológicas, mas ambas envolvidas com a bicharada. É tanto amor, que Juliana decidiu iniciar o curso de Medicina Veterinária. Antes mesmo de investirem na Late Show, elas já ajudavam o Parque Francisco de Assis, seja por meio de trabalho voluntário ou doação financeira. “Hoje, sempre apoiamos as campanhas realizadas pelo Parque, além de doarmos medicamentos e vacinas. Essa paixão é de família, a minha mãe sempre está com eles, ajudando com serviço voluntário”, comenta Fernanda. Até mesmo os funcionários da Late Show se envolvem com a causa, indo ao Parque dar banho e tosa nos animais, sempre que possível. Aqueles que realizam o trabalho voluntário ganham um sábado de folga na empresa.

A empresa Late Show está em Lavras desde 2006, mas a nova direção iniciou em 2012. “Eu tinha amizade com a antiga proprietária, e quando surgiu a oportunidade de comprar a empresa não pensei duas vezes, pois já era cliente na Late Show e sempre estive envolvida nesse mundo animal”, conta Fernanda. O investimento foi certeiro, já que as pesquisas mostram o quanto esse mercado tem crescido no Brasil. Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2016), há mais de 50 milhões de cães e 22 milhões de gatos de estimação no país. Ou seja, muitos animais para serem cuidados. Com tanta dedicação, as empresárias da Late Show investem sempre no que há de melhor no mundo pet, visando a atender aos seus clientes, admiradores fiéis de cães, gatos, entre outros animais de estimação. Produtos mais que inusitados para atender a esse público. De cerveja a ração vegetariana. Tudo que se possa imaginar.

A empresa também possui uma farmácia com os medicamentos mais procurados no mercado, sendo possível fazer até mesmo compras por encomenda, caso seja necessário. Outra facilidade é a entrega a domicílio. E se for um cliente fiel, a empresa nem mesmo cobra taxas de entrega. A Late Show sempre promove eventos em parceria com seus fornecedores, relacionados à nutrição animal, prevenção de doenças, até mesmo eventos comemorativos do seu aniversário e datas especiais, quando há promoções e sorteios de brindes. Todas as iniciativas são postadas com antecedência na página do facebook. Uma dessas ações é o desconto para estudantes, mediante apresentação de carteirinha, além do abatimento, não é cobrada a taxa de entrega. Avaliação nutricional, demais consultas e vacinação também são realizadas na Late Show, por uma médica veterinária. Uma grande vantagem é que o atendimento pode ser feito até mesmo a domicílio. Isso ocorre muito, quando o pet ainda é filhote, momento que não é aconselhado sair de casa. Ou até mesmo para a própria comodidade do animal que esteja doente. As consultas são realizadas em Lavras e região.

Thor - tutora Elci A Late Show preza pela qualidade dos serviços prestados. Atualmente, conta com a médica veterinária Bianca Franco da Silva, formada em 2016 na Ufla.

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Nina - tutora Juliana

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CAPA

BANHO E TOSA: AMBIENTE CLIMATIZADO E MONITORADO POR CÂMERAS Se você é aquele dono que sempre fica ansioso quando o seu animal de estimação vai para o banho e tosa, receoso de que algo lhe aconteça, não fique inseguro ao contratar a Late Show. Além de o ambiente ser climatizado, com chuveiro quente e os melhores produtos de estética do mercado, toda a sala é monitorada por câmeras, para garantir um serviço de qualidade e com segurança. Para mais conforto, a Late Show também busca o seu pet em casa.

DE CERVEJA A RAÇÃO VEGETARIANA Agora, os animais e os seus donos podem sair juntos para beber uma cerveja. Uma versão da bebida mais popular entre os brasileiros que pode ser consumida por cães está disponível na Late Show. Um petisco líquido, muito saboroso para o seu pet. O diferencial é que a cerveja para cães tem sabor de carne, e claro, sem álcool. Com proteínas, vitaminas e sais minerais, além de pouco carboidrato, esse novo petisco é uma ótima opção para aquele animalzinho de estimação que lhe acompanha em todas as ocasiões. Além da cerveja, uma das novidades no mercado pet e que a Late Show já possui é a ração vegetariana. Saudável, 100% vegetal, com proteínas, vitaminas e minerais essenciais. Possui ainda todos os aminoácidos estruturais, em quantidade e qualidade, favorecendo a perfeita absorção das proteínas, de forma a atender às necessidades do organismo, proporcionando força aos músculos e ossos, dentes fortes, limpos e gengivas sadias. Desenvolvida especialmente para cães com intolerância a proteínas e gorduras de origem animal, caracterizada por dermatites alérgicas e episódios gastrointestinais. Proporciona ainda intestino mais saudável, menos diarreias, e reforço imunológico. REVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017

Nina - tutora Celeste Água e ambiente em temperaturas ideais para o seu pet apreciar um banho saudável.


CUIDADOS COM O TRANSPORTE DE ANIMAIS DICAS PARA O INVERNO A Late Show reuniu alguns cuidados especiais para o seu amigão Devido à baixa umidade do ar no inverno, é necessário usar shampoo e condicionador mais hidratante. Procure dar o banho em horários mais quentes, com água morna. E não deixe o cão secar sozinho nessa época do ano, utilize um secador. Após o banho, deve-se evitar levá-lo para passear, devido às mudanças de temperatura. Se perceber que o pet está encolhido, com as extremidades (patas, orelhas e nariz) frias, agasalhe-o, pois é sinal de que está com frio. A roupa deve ser confortável, preferencialmente de algodão. Lembre-se de deixá-lo um tempo sem a roupinha, para que haja ventilação na pele. Os cães que ficam fora de casa devem ficar num abrigo ainda mais reforçado, para se proteger de vento e chuva. Para estes cães, também é interessante aumentar a quantidade de alimentos, para reforçar a camada de gordura, que auxiliará na manutenção da temperatura do corpo. Mas, caso ele seja obeso, converse antes com a veterinária. Já para os cães que ficam dentro de casa, é necessário ter cuidado ao levá-lo para passear, devido às mudanças de temperatura. Por isso, é importante colocar uma roupinha antes de sair de casa (caso seu pet aceite, pois alguns não se sentem confortáveis com roupas e tendem a coçar a pele, sendo prejudicial). Cães com pelos longos devem ser penteados com frequência ao usar roupinhas, pois podem provocar nós. No inverno, aumente a frequência de escovação do pet, pois eles tendem a se lamber mais e podem acabar engolindo pelos. E, lembre-se, em qualquer época do ano, esteja com todas as vacinas em dia.

Nunca transporte o animal no banco da frente do carro. Forre a caixa de transporte ou o banco do carro com tapete higiênico, para absorver a urina do pet. Alguns animais podem sentir enjoo durante o percurso. Veja com o veterinário a medicação indicada. Há animais que são mais agitados. Veja com o veterinário se é necessário algum medicamento calmante. A indicação é de que o animal beba água ou coma algum alimento em até três horas antes de viajar. Durante o percurso, ele pode consumir água, para hidratação. Faça pequenas paradas para possíveis necessidades fisiológicas do pet.

Meg - tutor Paulo Cesar

É necessário levar o cartão de vacinação (em dia) e um atestado de trânsito emitido por médico veterinário.

Cintos de segurança: a coleira deve ser acoplada no cinto do pet, que deve ser fixado diretamente no cinto do carro. Eles reduzem o risco de seu animal sair ferido em caso de acidentes, mantendo-o protegido e preso ao banco traseiro.

Caixas de transporte: o tamanho deve ser de acordo com as medidas do animal, além disso, precisam ser resistentes e ventiladas. Verificar no manual a maneira correta de colocá-la no carro, para que fiquem firmes durante o transporte.

Cadeiras e assentos: devem ser utilizadas apenas por animais de pequeno porte, com até 10 kg. São cadeiras específicas para serem utilizadas com coleiras do tipo peitoral.

FICHA TÉCNICA Pet Shop Late Show Rua Santana,25, centro - Lavras/MG

lateshowpetshop@gmail.com

(35) 98852-6671

Late Show

(35) 3821-3105

@lateshowlavras

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GOVERNOS DE COALIZÃO POLÍTICA SAÚDE

Uma visão crítica

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Carlos Lindomar de Sousa Professor universitário de Direito, pós-graduado em direito administrativo municipal, advogado militante e vereador em Lavras.

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expressão “presidencialismo de coalizão” é atribuída ao cientista político Sérgio Abranches e designa a realidade de um país presidencialista em que a fragmentação do poder parlamentar entre vários partidos obriga o Executivo a uma prática que costuma ser mais associada ao parlamentarismo. Para governar, o executivo precisa costurar uma ampla maioria legislativa, frequentemente contraditória em relação ao programa do partido no poder, difusa do ponto de vista ideológico e problemática no dia a dia, em razão do potencial de conflitos trazidos por uma aliança formada por forças políticas muito distintas entre si e que com frequência travam violenta competição interna. Daí o que Abranches apresentou como o “dilema institucional” brasileiro. Mesmo eleito diretamente (o que não ocorre no parlamentarismo, onde o Legislativo forma o gabinete governamental), o presidente da República, em uma nação presidencialista, torna-se refém do Poder Legislativo. Este, por outro lado, embora forte o bastante para azucrinar a vida do presidente de plantão, não possui musculatura suficiente para ditar o ritmo da política e enfrentar com razoável autonomia e celeridade as grandes questões nacionais, estaduais e locais. Esta é a realidade que vivemos em nosso País, Estados e Municípios. Para ter a almejada governabilidade, o executivo cede ao legislativo cargos (ministérios, secretarias, superintendências, diretorias, etc) ou outros favores (tais como emendas parlamentares e viabilização de tramitação de projetos de lei), em troca se exige subserviência quase total, tirando do legislativo a independência de representar quem os elegeu, o povo, para atender a interesses do governo, que, nem sempre, são os interesses do povo. Prova disso são as recentes reformas previdenciária e trabalhista, a nível federal, e o aumento de impostos (ICMS sobre gasolina e álcool, IPVA e importação pelos correios) a nível do Estado de Minas Gerais, onde os deputados da base aliada do governo de coalizão, subservientes ante o sistema, votam contra o povo, aumentando impostos e retirando garantias constitucionais. Com pouco tempo de vida pública, associo tal sistema de governo de coalizão a vários problemas, como o incentivo à corrupção e ao clientelismo, troca-troca partidário, lentidão nas decisões e distorção dos resultados das urnas, pois o eleitor não pode predizer o perfil do futuro governo.


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EDUCAÇÃO

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A LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO

PorTerezinha Monteiro Foto: Daniel Rocha Fotografias

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lúdico é uma atividade prazerosa que resulta em raciocínio lógico, perspicácia, estratégia e equilíbrio emocional. Para o psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), a inteligência se constrói a partir da atividade motriz das crianças. Os jogos devem ser variados, pois cada criança os percebem conforme o seu estágio de desenvolvimento. Por natureza, ela está continuamente ativa; e esta necessidade de movimento a leva a pegar objetos que estão ao seu alcance. Aos poucos, vai se adaptando ao mundo social: pais, irmãos, familiares, babás e outras crianças em razão de seus interesses afetivos e cognitivos. Nesta fase entra o lúdico. A ludicidade como uma educação horizontal. Manipulando brinquedos e peças, a criança se diverte, interage com seus colegas e entra no círculo da convivência. O lúdico não é para impor regras, mas é uma oportunidade para am-

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pliar o autoconhecimento e o reconhecimento da sua posição no espaço e no tempo referente ao seu grupo social. Os jogos são valiosos na facilitação do processo de socialização, de comunicação e de construção do pensamento – são uma ferramenta indispensável à aprendizagem – começando no lar, sendo intensificador na Educação Infantil prologando-se até o final de Educação Básica. Nada deve ser isolado: os jogos devem ser contextualizados. É necessário que os professores elaborem proposições que exijam “desafios” em sua disciplina ou nos conteúdos interdisciplinares. Vivemos numa sociedade complexa que requer raciocínio rápido e competência para enfrentarmos as dificuldades diárias. Os processos seletivos e os testes psicotécnicos apresentam “desafios” para ingresso no mercado de trabalho ou para outras decisões importantes. Quanto aos jogos eletrônicos e

videogames, os pais e os educadores devem orientar os seus usuários. Esses games devem ser conhecidos e monitorados pelos responsáveis. Somos seres em movimento e temos capacidade de criar condições para discernirmos o que é correto e o que é incorreto. Optemos, portanto, pelos jogos que melhorem a nossa qualidade de vida, isto é, que tenhamos um projeto positivo para nossas crianças, adolescentes e educandos. Saibamos fazer escolhas acertadas.

FICHA TÉCNICA Terezinha Monteiro Especialista em Educação, formada em Pedagogia (Administração Escolar, Supervisão Escolar, Magistério das disciplinas Pedagógicas do 2º grau) no atual Centro Universitário de Lavras. Possui pós-graduação em Metodologia do Ensino de 1º e 2º graus na Faculdade de Filosofia e Letras Nossa Senhora de Sion, em Campanha/MG e aperfeiçoamento de Supervisores de escolas no Instituto de Educação, em Belo Horizonte/MG.


Foto: Number One

EDUCAÇÃO

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As franqueadas Number One em Lavras, Giovana Fargnoli e Karina Trevisanuto, ressaltam a eficiência do método da Rede

ENSINO DO INGLÊS SEM TRADUÇÃO PROPICIA UM MELHOR APRENDIZADO DA LÍNGUA Pensar diretamente na língua acelera a fluência, afirma gerente de Pesquisa do Number One, Ana Regina Araújo

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língua inglesa, nos dias de hoje, tornou-se pré-requisito para qualquer profissional que queira ascender no mercado de trabalho ou na carreira acadêmica. Com isso, escolas de inglês passaram a preparar seus alunos por meio de formas de ensino diversificadas. Um dos métodos que tem sido mais valorizado é o do inglês sem tradução como utilizado pela Rede de Franquias Number One. Com ampla experiência no ensino de inglês, a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Rede de Franquias Number One, Ana Regina Fonseca Araújo, explica os motivos da utilização do método pela Rede. De acordo com ela, a maneira como se ensina o idioma é determinante para o aprendizado e o inglês sem tradução gera resultados positivos porque faz com que o aluno pense diretamente na língua, prática que acelera ainda mais o desenvolvimento do estudante. “Quando o aprendizado de um idioma utiliza a tradução, outro arquivo mental é criado, tornando o caminho do raciocínio mais longo.

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Em geral, os alunos têm costume de traduzir mentalmente o que ouvem, mas se isso é incentivado e vira hábito, a estratégia de aprendizado deve ser reavaliada”, explica a gerente. O aprendizado de uma língua envolve ainda as habilidades de leitura e escrita. A habilidade de escrever, por exemplo, é consequência da elaboração do pensamento. O processo de aprendizado ideal, segundo Ana Regina, se dá pela substituição dos códigos linguísticos e não pela tradução imediata das palavras. Com quase 20 anos de experiência no ensino de inglês, Giovana Fargnoli, coproprietária da franquia Number One de Lavras, ressalta a eficiência do método. Fluente na língua inglesa, a empresária e professora destaca que trabalhar com inglês sem tradução dentro das salas de aula propicia um ensino dinâmico, de alta qualidade e com uma aprendizagem natural e fluente. “O Number One possui diversas ferramentas para facilitar o ensino do idioma. As aulas são atrativas e isso faz o aprendizado ser de forma mais

Divulgação

Por Fran Dornelas / Ideia Comunicação Empresarial

A metodologia do Number One é direcionada para o aprendizado do inglês sem tradução

leve e divertido”, destaca. Giovana explica ainda porque decidiu ser franqueada da Rede Number One. “A qualidade do material e a preocupação dos franqueadores em se atualizarem constantemente foram determinantes. Eles estão conectados com o que tem de mais moderno no mundo atualmente no ensino do idioma”, finaliza a franqueada.

FICHA TÉCNICA Number One R. Francisco Andrade,204.Lj.01 Contato: (35) 3821.2724


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faz as vezes de acionador da embreagem e da alavanca de mudanças. Como se fosse uma “mãozinha invisível” acionando a alavanca e um pezinho igualmente invisível responsável por acionar a embreagem. Fiat, Volkswagen, General Motors e Renault já contam com modelos dotados dessa tecnologia, só muda a denominação: Dualogic, i-Motion, Easytronic e Easy´r. Ponto negativo do câmbio automatizado? Incômodos trancos durante as passagens de marcha. Contudo, ela custa menos que a tradicional e reduz o consumo de combustível, pois as marchas são cambiadas pelo computador.

AUTO PAPO

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Boris Feldman Jornalista e Engenheiro www.autopapo.com.br

AUTOMÁTICO DEMOCRATIZADO Câmbio automático era no passado um diferencial de carros grandes, luxuosos e sofisticados. É super confortável no trânsito urbano e está sendo democratizado, pois novas tecnologias permitiram reduzir seu custo. Fotos: Divulgação

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urante décadas, a transmissão automática era um mito no Brasil e causava espécie pela dificuldade de manutenção: técnicos e peças eram difíceis de se encontrar no mercado. Mas, depois que o então presidente Collor abriu as importações em 1990, o brasileiro perdeu o medo, as caixas automáticas se modernizaram e tomaram conta do pedaço. O problema é que, pelo alto custo dos automóveis com transmissão automática, poucos tinham acesso à regalia nos primeiros anos pós-abertura. Com a chegada do câmbio robotizado, comumente conhecido como automatizado, a situação mudou. O valor de produção, mais barato, ajudou a “extinguir” a embreagem

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até mesmo em tradicionais compactos populares como Uno e Gol. Mas, além da convencional e da robotizada, existem também as caixas automáticas do tipo CVT (continuamente variável) e a sofisticada automatizada de dupla embreagem.

Quais são as diferenças e como funcionam? CÂMBIO AUTOMATIZADO A transmissão automatizada está em voga, é a bola da vez. É o caminho mais barato para dispensar o pedal da embreagem. A caixa é exatamente igual à do câmbio manual, mas um sistema robotizado

CVT Utiliza duas polias invertidas, ambas em formato cônico, para alterar as relações de marcha de maneira contínua. O objetivo é garantir melhor regime e maior eficiência. Não existe um número fixo de marchas: a combinação é praticamente infinita, sempre se ajustando para otimizar desempenho e consumo. As mudanças no sistema CVT são praticamente imperceptíveis, bastante suaves. Porém, o custo da transmissão continuamente variável é elevado e seu casamento com motores não é lá tão harmonioso. O câmbio não pode equipar os mais potentes e em companhia de motores de menor potência, pode causar estrago aos ouvidos. O CVT faz o motor trabalhar usualmente em rotações mais elevadas, castigando a audição de condutor e passageiros. No Brasil, está presente em diversos modelos da Honda, Toyota, Renault, Nissan e Fiat.


O sistema de duas embreagens é altamente engenhoso. Seu funcionamento é suave e as trocas são sem trancos porque, quando o automóvel roda com uma marcha engatada, a subsequente já está pré-engatada e a mudança é feita apenas desativando uma embreagem e conectando a outra. Como se fossem duas caixas de marchas em paralelo e considerada o “estado da arte”. Porém, seu custo de produção ainda é muito elevado, o que faz com que apenas modelos mais sofisticados sejam beneficiados por essa maravilha. No Brasil, ela existe em carros da VW (chamado DSG) e da Ford (Powershift). Nenhum problema quanto aos carros alemães, mas o câmbio da Ford gerou tantos problemas que a marca abandonou este projeto.

FOR-DE-BIGODE JÁ ERA AUTOMÁTICO... Poucos imaginam que o primeiro automóvel produzido em série no mundo, o Ford “modelo T” com 16 milhões de unidades entre 1908 e 1927, não tinha embreagem nem alavanca de marchas. Seu criador, Henry Ford, era contrário à embreagem mas acabou se curvando a ela ao lançar seu sucessor, o modelo “A” em dezembro de 1927. O modelo “T” tinha três pedais: o da esquerda engatava a primeira marcha quando pisado ao fundo e a segunda quando liberado (o carro só tinha duas marchas à frente). O do meio acoplava a marcha-ré e o da direita (nos carros atuais é o acelerador) acionava os freios. A única alavanca (no assoalho) era o freio de estacionamento. O acelerador? Na alavanca da direita sob o volante, fixada na coluna de direção. A da esquerda era o avanço do distribuidor. As duas eram como um “bigode” e daí o apelido do carro no Brasil: For-de-bigode. Outro apelido era “Ford a pedal”...

Foto: Divulgação

AUTOMATIZADO DE DUPLA EMBREAGEM

A caixa automática convencional está no mercado há décadas. Nos Estados Unidos, modelos de luxo começaram a carregar transmissões com três marchas nos primórdios. Com o tempo, a tecnologia foi se espalhando, evoluindo e tomando conta. Hoje é mais do que comum termos veículos com oito, nove e até mesmo 10 marchas. A base do sistema é substituir a embreagem pelo conversor de torque, que “afana”, “rouba mesmo” a potência do motor para fazer as mudanças de maneira suave. A manutenção da caixa automática usual tem custo elevado, mais cara que as demais. Além disso, em termos de eficiência, mesmo com o auxílio da eletrônica, eleva o consumo de combustível. Está presente na maioria dos automóveis automáticos no mundo.

Foto: Daniel Rocha

AUTOMÁTICO CONVENCIONAL

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• Suavização e prevenção de marcas faciais adquiridas com o tempo.

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SAÚDE E ESTÉTICA

A sua aplicação é um procedimento simples, com pouquíssimos e passageiros efeitos colaterais. As atividades do dia a dia podem ser feitas normalmente. Leva-se em média de 3 a 10 dias para se perceber o efeito, e o resultado dura de 3 a 5 meses dependendo de cada paciente.

ÁCIDO HIALURÔNICO

HARMONIZAÇÃO FACIAL

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Harmonização Facial é um conjunto de procedimentos estéticos que tem por objetivo harmonizar os dentes esteticamente e funcionalmente à boca, aos lábios e à face, onde todos os elementos se complementam. Conheça alguns:

BOTOX (TOXINA BOTULÍNICA) Na Odontologia, a toxina botulínica foi devidamente regulamentada para uso pela Resolução 112/11 do Conselho Federal de Odontologia (CFO) desde setembro de 2011. Algumas finalidades: • Controle do bruxismo; • Tratamento corretivo das assimetrias da face; • Melhora da exposição do sorriso gengival acentuada e do sorriso assimétrico;

O ácido hialurônico é considerado uma substância orgânica e, portanto, muito seguro quando aplicado em procedimentos estéticos e odontológicos. Ele é um componente natural de várias células do corpo humano – mais especificamente, daquelas que estão associadas à síntese de colágeno, responsável pela elasticidade e sustentação da pele. Age preenchendo o espaço entre as células, e em função da sua capacidade de atrair água para o local em que foi aplicado, melhora não só as rugas como também a hidratação da pele. Aplicações: • Biomodelação labial: um procedimento realizado para corrigir a perda de volume nos lábios e devolver o contorno em pontos específicos; • Preenchimento do sulco nasogeniano (bigode chinês); • Rinomodelação: é um procedimento que pode trabalhar o formato nasal sem intervenção cirúrgica. Mesmo um nariz que pareça ser grande demais, ou com irregularidades no seu dorso, na maioria dos casos, pode ser trabalhado com a diminuição por adição de ácido hialurônico. Esta técnica se mostra eficaz também no caso de um nariz que foi operado e não teve o resultado esperado. O procedimento é realizado sob anestesia local e o sangramento é mínimo;

• Controle de alguns tipos de sialorréia (salivação em excesso);

• Preenchimento de marcas de expressão onde se obteve pouca melhora com a toxina botulínica;

• Controle das dores orofaciais ligadas à disfunção da articulação temporomandibular (DTM), caracterizada pela fadiga dos músculos da mastigação;

• Suavização das “rugas de marionete” – marcas que se formam entre os cantos da boca e o queixo, conhecidas entre os cirurgiões-dentistas

como “rugas melomental” – e “rugas tipo código de barras” – aquelas que incidem de forma perpendicular aos lábios, originando um aspecto flácido na parte superior; • Preenchimentos com finalidade estética para aumentar queixo, contorno mandibular e região de malar (deixar as maçãs do rosto com maior evidência); • Preenchimento de olheiras no caso em que o sulco abaixo dos olhos prejudica a harmonia facial e incomoda o paciente.

REDUÇÃO DA PAPADA COM ÁCIDO DEOXICÓLICO A aplicação deste ácido tem por principal objetivo reduzir a papada e o queixo duplo. O ácido deoxicólico já está presente em nosso corpo, derivado da bílis que tem a função de emulsificar a gordura do organismo quebrando naturalmente as células de gordura, que são eliminadas através da corrente sanguínea. Geralmente são feitas de 3 a 5 sessões com injeções do ácido na região submentual.

BICHECTOMIA Procedimento clínico cirúrgico de pequeno porte, realizado em ambiente de consultório sob anestesia local com objetivo da remoção das Bolas de Bichat (gordura presente em todas as pessoas, na região de bochechas). Esse procedimento visa a deixar o rosto mais harmônico evidenciado as maçãs do rosto.

FICHA TÉCNICA Polyana Ribeiro (35) 3822-0769 @polyorto Rua Doutor Francisco Sales, 213, centro


MÚSCULO PESA MAIS QUE GORDURA?

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O

NUTRICIONISTA SAÚDE

que pesa mais: 2kg de chumbo ou 2kg de algodão? O peso é o mesmo... um quilo é sempre um quilo, seja ele composto de chumbo ou algodão. O mesmo acontece com o músculo e a gordura, eles possuem densidades diferentes, por isso a gordura ocupa mais espaço que o músculo, como é possível observar na figura abaixo:

Joice de Campos Dutra Nutricionista – CRN 9:3018 Rua Manuel Carvalho de Souza, 25 Centro – Lavras-MG (35)3826-6287

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A composição corporal é dividida em dois grupos: massa magra (constituída por músculos, órgãos, ossos, água intra e extracelular) e massa gorda. Sendo assim, medir sua massa corporal (seu peso) na balança não é a melhor forma de avaliar seu progresso, já que uma balança comum não é capaz de identificar o quanto você possui de massa gorda e massa magra. De acordo com a tabela convencional utilizada como indicador do estado nutricional em estudos epidemiológicos, o Índice de Massa Corporal (IMC) considera somente o peso e a altura. Tendo como base o IMC, em ambos os casos apresentados abaixo o resultado vai ser igual, no entanto, a diferença entre o porte físico deles é nítida: o da esquerda apresenta mais músculos e o da direita mais gordura: A balança é só um indicativo do seu peso corporal e não o quanto você é gordo ou magro. Por isso, o ideal é sempre fazer avaliação física para acompanhar seu percentual de gordura e o processo de evolução do seu corpo, ou seja, o quanto perdeu ou ganhou de massa muscular ou gordura. A musculatura é um tecido metabolicamente ativo, isto é, gasta energia constantemente apenas para se manter, mesmo que você esteja dormindo. Então, mesmo que seu objetivo seja emagrecer, você deve manter ou ganhar massa muscular, focando na atividade física e na alimentação para perder gordura. Tenha cuidado com dietas da moda e dietas super restritivas, pois podem fazer perder peso devido à restrição de calorias, mas não exatamente de massa gorda, pelo contrário, podem fazer perder músculo. E com cada vez menos músculos, a chance de você voltar a engordar é maior. Além disso, ciclos repetidos de ganho e perda de peso (o efeito sanfona) podem aumentar a capacidade do corpo de conservar energia na forma de gordura corporal e dificultar a perda de peso. A pessoa mais indicada para te orientar em relação à alimentação é um nutricionista. É ele quem vai indicar o melhor planejamento alimentar de acordo com as suas necessidades e objetivos, levando em conta suas particularidades.


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EMPREENDEDORISMO

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JP MÓVEIS: UM GRUPO FAMILIAR Gente que entende de móveis

I

niciou suas atividades em 10 de fevereiro de 1974, tendo como sócios fundadores José Antônio Ribeiro e Antônio Paulo da Silva, de onde originalmente surgiu o nome JP Móveis. Tudo começou quando o irmão mais velho, Mauricio Ferreira, filho de uma família de oito irmãos, sendo todos homens, começou a trabalhar na Mobiliadora Aliança, e por seu excelente trabalho foi convidado a fazer parte do quadro societário na fábrica de móveis instalada no Bairro Nova Lavras. Com o passar do tempo, Mauricio foi empregando cada um dos seus irmãos mais novos no ramo moveleiro, incluindo seu pai. Após adquirir experiência nessa área, desmembrou-se da sociedade e fundou a Remobraz – Reformadora de Móveis Brasil, colocando como sócio seu irmão Milton Ferreira dos Santos (que futuramente se tornaria proprietário da empresa Móveis Milton), empregando também como montadores de móveis José Antônio Ribeiro e Antônio Paulo da Silva, futuros proprietários da JP Móveis. Com uma visão inovadora, os empreendedores José Antônio Ribeiro e Antônio Paulo da Silva abrem

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seu primeiro estabelecimento de móveis usados na Rua Santana, nº 210, e em pouco tempo já estavam com uma filial na Rua Chagas Doria, nº 272, comercializando uma linha de móveis novos e de alta qualidade para a época. Tiveram um grande crescimento, aproveitando toda oportunidade e desbravando o mercado que não apresentava tanta concorrência, e como consequência tinha boa lucratividade. Entre 1978 e 1995, fizeram grandes empreendimentos imobiliários, construindo a sede própria da empresa JP Móveis na Rua Otacílio Negrão de Lima, 177 – Centro, bem como a abertura de uma filial na cidade de Três Corações, em atividade até a presente data. Além disso, investiram em um imenso Galpão no Distrito Industrial, onde passaria a funcionar o depósito, a fábrica de móveis e a tapeçaria, que estavam estabelecidos no Bairro Nova Lavras. Nesta época, a JP contava com mais ou menos 150 colaboradores diretos, e uma frota constituída de vários caminhões, além dos veículos pequenos. Em 2002, através de uma consultoria, ficou estabelecido que a

JP Móveis inovaria mais uma vez no mercado de móveis, diversificando seus produtos com uma linha mais popular, concorrendo diretamente com os “Magazines” que haviam se instalado em Lavras, inaugurando assim a “BIG Móveis”. Em 2005, os irmãos empreendedores resolveram dissolver a parceria de anos de forma bem amistosa, onde cada um ficou com uma das lojas, sendo que José Antônio assumiu como proprietário da BIG Móveis, e Antônio Paulo como proprietário da JP Móveis, juntamente com seus filhos. Atualmente, o Grupo JP Móveis, com mais de 40 anos no mercado, é administrado no segmento de móveis residenciais por Antônio Paulo da Silva – fundador e gerente geral; Louisiane de Carvalho Silva e Lisania de Carvalho Silva – gerente comercial, e Dicélio Manoel – financeiro/contábil. Já no segmento de móveis para escritório, ou seja, JP Store, a administração está a cargo de Paulo Vinicius de Carvalho Silva.

Lavras e Três Corações

JP MÓVEIS Avenida Ernesto Matioli, 1130 Santa Efigenia, Lavras - MG 35

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Avenida Ernesto Matioli, 951 Santa Efigenia, Lavras - MG 35

3826-2907

@grupojpmoveis


MÚSICA

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RAIMUNDOS EM TURNÊ DE LANÇAMENTO DO DVD ACÚSTICO Banda celebra sua história de Rock ‘n’Roll

Fotos: Pablo Vaz

A

banda brasiliense Raimundos acaba de lançar seu novo DVD acústico. A turnê teve início em maio, com shows em Paulínia, São Paulo e Jundiaí. Raimundos levou o peso de suas canções e a energia de suas performances ao vivo em versões acústicas. Ninguém ficou parado do primeiro ao último acorde, afinal é Rock ‘n’Roll! Gravado em Curitiba, em novembro de 2016, o álbum contou com as participações de Dinho Ouro Preto, Ivete Sangalo, Alexandre Carlo (Natiruts), Marcão (Charlie Brown Jr.), Oriente e Fred Castro. O DVD e a turnê Acústico mostram a alma de uma banda que não entrega os pontos e se reinventa a cada novo

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trabalho. Raimundos tem lugar de honra na história do rock nacional e nos corações de seus fãs.

A GRAVAÇÃO Para a gravação, em Curitiba, o público participou ativamente da escolha do repertório por meio de votação na internet e entre as 10 canções selecionadas não podiam faltar “Puteiro em João Pessoa” e “Esporrei na Manivela”. Fãs de todo o país lotaram o local para ver de perto mais um capítulo da história de um dos maiores expoentes do rock nacional. A completa interação entre banda e público transformou as duas

noites de gravação em uma inesquecível celebração, fazendo com que todos se emocionassem e os fãs se sentissem parte essencial nessa história. Foi um momento para realmente ficar na história dos “mininus” de Brasília. Acompanhados por Marcão, ex-guitarrista do Charlie Brown Jr, no violão; Jorge Bittar, no piano; e Renato Azambuja, na percussão, os Raimundos abriram o show com “Gordelícia”, do álbum Cantigas de Roda. Os novos arranjos para os antigos sucessos dos Raimundos também foram enriquecidos com a participação de Alexandre Brasolim e Juliane Weingartner (violinos), Samuel Pessatti e Péricles Gomes (cellos), Feli-


ENTREVISTA EXCLUSIVA DA BANDA RAIMUNDOS PARA A REVISTA IPÊ:

1 REVISTA IPÊ: Sobre o acústico, como foi a recepção do público? E como é tocar “desplugado” depois de algum tempo? DIGÃO: Foi maravilhosa! O Acústico é muito bom de tocar, imagino que “ver” deve ser melhor ainda (risos). É uma pegada diferente, sempre gostei de tocar violão, o show vai numa crescente constante e termina lá em cima, uma experiência sensorial! 2 REVISTA IPÊ: Como foi tocar novamente com o antigo companheiro de banda, o Fred? DIGÃO: Quando Fred entra, traz aquela nostalgia. Ele carrega a boa lembrança e que soma demais com essa fase! O Fred sempre esteve perto graças a Deus.

ppe Pipeta (trompete), Pedro Vithor (sax barítono) e Will (trombone). Na sequência, “Palhas do Coqueiro”, “O Pão da Minha Prima” e “Papeau Nuky Doe”. O repertório, que mesclou canções de todas as fases da carreira dos Raimundos, também contou com “Rapante”, “Sereia da Pedreira”, “El Mariachi”, “Opa Peraí Caceta” e “Nega Jurema”. Rick, filho mais velho de Digão, participou de “I Saw You Saying”. Ao ver o filho ao piano, Digão não conteve a emoção e foi às lágrimas nas duas noites de gravação. Outro momento marcante foi a participação de Fred Castro, baterista da formação original, em “Selim” e “Cintura Fina”. Apesar de mais tranquilo na segun-

da noite, a emoção dele e dos ex-companheiros de banda era visível. Os outros convidados se dividiram nas duas noites de gravação. Na primeira, a banda Oriente, de Niterói, dividiu o palco com os Raimundos em “Dubmundos” e incendiou o teatro com muita energia. Em “Liberdade de Expressão” foi a vez de Alexandre Carlo (Natiruts) subir ao palco e emocionar os fãs com seu timbre de voz marcante. Dinho Ouro Preto cantou “Mulher de Fases”, faixa constante no repertório dos shows do Capital Inicial. A participação que mais gerou expectativa foi a de Ivete Sangalo. A cantora baiana foi só elogios à banda e esbanjou simpatia em “Baculejo” e “A Mais Pedida”. Ivete ainda se arriscou na bateria, em uma jam, e ganhou todos com seu carisma. Para fechar as duas noites, a banda escolheu as pesadas – e mais votadas pelo público - “Puteiro em João Pessoa”, “Esporrei na Manivela” e “Eu Quero Ver o Oco”. Mas, mesmo deixando as distorções e guitarras de lado, as versões acústicas mantiveram o peso característico das canções e da banda ao vivo.

3 REVISTA IPÊ: Após esse acústico, vocês já pensam em mais um disco de inéditas? DIGÃO: Com certeza será algo inédito. Não estamos trabalhando ainda, mas já existem muitos riffs guardados. 4 REVISTA IPÊ: Como foram as outras participações? E a escolha? DIGÃO: A escolha foi pela empatia e o ineditismo, todas tiveram um brilho especial que trouxe uma vibração positiva muito forte! É sempre bom ter os amigos por perto. 5 REVISTA IPÊ: Como vocês enxergam o cenário do rock nacional hoje e o que mudou? DIGÃO: Eu acredito que o rock vai bem para quem faz rock de verdade. O que mudou é que não consigo ver o sucesso desse main stream atual, pois são cartas marcadas de um jogo que só anda a base de subsídio, propina, etc. Então, quando falam que o rock vai “mal” eu me pergunto: Mas de que rock estão falando!? Quem está mal é o nosso país com essa corrupção geral sem fim.... REVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017


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DESIGN, MARCA

Marca pessoal, marketing pessoal e personal branding: qual a diferença?

P Foto: Daniel Mansur

Eduardo Braga

Designer gráfico pela FUMA - 1992. Tem uma atuação intensa na área de design, gestão e co­municação pela Pessoas Comunicação de Marcas como Diretor de Estratégias Criativas. www.fb.com/pessoasmarcam

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osicionamento estratégico e gestão de carreira são fatores que geram diferencial nas relações e experiências com seus diversos públicos diferenciando e valorizando sua marca em todas as esferas, seja ela pessoal e ou comercial, não importando a ordem. Em um mercado altamente competitivo e orientado à inovação, nossos atributos intangíveis devem ser entregues relevando nosso DNA nos formatos real e virtual. Afinal, posicionamento é posicionamento. Marca pessoal, marketing pessoal e personal branding são distintos e complementares entre si. Marca pessoal é sua identidade que deve ser igual a sua imagem. É construída a partir dos seus valores, habilidades e competências que o distinguem e o tornam único e como reflexo gera valor através do reconhecimento em seus meios ambientes. É um processo de construção de dentro para fora. Marketing pessoal tem a função bem definida de propagar sua imagem que deve refletir reconhecida como marca – a identidade, de acordo com os desejos e necessidades do público desejado para estabelecer relacionamento e gerar experiência positiva de comportamento. Personal branding é responsável pela gestão da marca pessoal em todos os sentidos. Seu propósito é trabalhar a marca a partir das forças e potencialidades que são únicas, comunicando e posicionando nossa identidade reconhecida pelos nossos valores. Aqui somos o hardware e o público desejado os players. Para tanto, a gestão da marca pessoal – personal branding – trabalha na construção de uma marca pessoal forte, com proposta de valor único, criando diferencial dentro de um mercado competitivo com sede de inovação e quase sempre saturado. Tudo isso através de um planejamento estratégico que entregue o DNA da marca em todos os pontos de contato com os públicos desejados. Importante observar nossa presença como marca hoje nas redes sociais e pensar que: No universo virtual, a ausência é a presença, o que demanda uma presença de marca estrategicamente construída e gerida com um forte planejamento nas ações de relacionamento diário com foco inclusive na herança dessa marca virtual. Então, o marketing pessoal propaga e comunica o real valor de sua marca e o personal branding ressalta, posiciona e fortalece nossos fluxos de relacionamento através do que temos de melhor: - nossa unicidade Pessoal, gerando novas demandas. O marketing pessoal propaga a marca pessoal, o personal branding não só administra, mas realiza toda a gestão da marca pessoal em todos os níveis posicionando-a. Como pessoas que marcam, inspiram e aspiram pessoas que respiram pessoas, a gestão da marca apresenta resultados notórios de tangibilidade do seu DNA gerando resultados nos players devido à inversão da lógica de mercado.


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Foto: José Henrique / Cia da Foto

JURÍDICO

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COBRANÇA DE CHEQUE

T

em-se verificado casos de dúvidas por muitas pessoas acerca da legalidade da cobrança de cheque. O cheque é considerado ordem de pagamento à vista, devendo, nos termos do art. 1º, inciso V, da Lei nº 7.357/85 (Lei do Cheque), conter a data de emissão da cártula - requisito essencial para que produza efeito como cheque. Em se tratando de cheque, é de 6 (seis) meses o lapso prescricional para a execução após o prazo de apresentação, que é de 30 (trinta) dias a contar da emissão, se da mesma praça, ou de 60 (sessenta) dias, também a contar da emissão, se consta no título como sacado em praça diversa, isto é, em município distinto daquele em que se situa a agência bancária pagadora. O cheque caracteriza-se por ordem de pagamento à vista, submetendo-se aos princípios cambiários. Por este motivo, ressalta-se que a sua pós-datação não amplia o prazo de apresentação da cártula, cujo marco inicial é, efetivamente, a data da emissão nele regularmente consignada, ou seja, aquela oposta no espaço reservado para a data de emissão. Se ocorre o transcurso do período previsto para o ajuizado da execuREVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017

ção do cheque, o artigo 61 da Lei do Cheque prevê, no prazo de 2 (dois) anos a contar da prescrição, a possibilidade de ajuizamento de ação de locupletamento ilícito. Expirado o prazo para ajuizamento da referida ação por enriquecimento sem causa, o artigo 62 do mesmo Diploma legal ressalva, ainda, a possibilidade de ajuizamento de ação fundada na relação causal, ação de conhecimento ou de ação monitória. Contudo, na linha dos precedentes do Superior Tribunal de Justiça, o credor, mesmo munido de título de crédito com força executiva, não está impedido de cobrar a dívida representada nesse título por meio de ação de conhecimento ou mesmo de monitória. A jurisprudência daquela Corte possui entendimento firme no sentido de que, embora disponha de título executivo extrajudicial, cabe ao credor a escolha da via processual que lhe parecer mais favorável para a proteção dos seus direitos, desde que não venha a prejudicar o direito de defesa do devedor. Portanto, a prescrição do título de crédito que apenas encobre a pretensão de executar diretamente a obrigação cambial não obsta a co-

brança do crédito mediante ação de conhecimento ou de ação monitória. A fluência do prazo de prescrição das ações causais fundada em título de crédito (prescrito ou não prescrito), começa a fluir no dia seguinte ao do vencimento do título. Assim, o prazo para ajuizamento de ação de conhecimento ou monitória em face do emitente de cheque sem força executiva é quinquenal, a contar do dia seguinte à data de emissão estampada na cártula. Esclarece-se que, embora a matéria esteja amplamente debatida nos tribunais brasileiros, o presente artigo visa a elucidar de maneira geral algumas dúvidas comumente verificadas entre as pessoas, podendo ocorrer caraterísticas peculiares e diferentes em cada caso, devendo, por isso, sempre ser consultado um advogado.

FICHA TÉCNICA • Renato Godinho Lopes OAB/MG nº 98.836 Rua Costa Pereira, nº 26, sala 301 Lavras/MG renatogodinholopes@hotmail.com


Foto: Daniel Rocha Fotografias

LEI MARIA DA PENHA: COIBIR E PUNIR A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

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provada por unanimidade pelo Congresso Nacional e assinada em 7 de agosto de 2006, a Lei 11.340/2006, popularmente conhecida como Lei Maria da Penha, tornou-se o principal instrumento legal para coibir e punir a violência doméstica praticada contra mulheres no Brasil, algo que ainda não existia no ordenamento jurídico brasileiro antes de sua entrada em vigor. Entende-se por violência doméstica contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. A Lei aplica-se também na relação entre mãe e filho, como por exemplo, o filho que ameaça ou agride fisicamente ou psicologicamente a mãe pode sofrer as sanções previstas na Lei nº 11.340/06, por ser considerada “violência doméstica ou familiar contra a mulher”. Embora a Lei Maria da Penha tenha sido criada para coibir violências contra a mulher, hoje ela é aplicada também nas relações homoafetivas através das decisões

dos juízes singulares e do posicionamento dos tribunais superiores que aplicaram a lei pelo princípio da analogia para proteger o homem vítima de violência doméstica e familiar. A partir do momento em que os tribunais superiores reconhecem a união estável entre pessoas do mesmo sexo, estas são consideradas como família, e um dos homens dessa união pode se apresentar em uma situação vulnerável. Se a Lei Maria da Penha surgiu para proteger as mulheres, independentemente da sua orientação sexual, significa que a violência decorre dos problemas advindos da família em si. Tal como as famílias formadas por duas mulheres ou uma mulher e um homem, as unidades familiares formadas por dois homens apresentam a mesma fragilidade e complexidade daquelas. O que significa que, independentemente de quem sejam os integrantes da família, os mesmos merecem a mesma proteção legal nos casos de violência doméstica. Se houve a consequente aplicação da Lei Maria da Penha

para os casais de lésbicas, por conseguinte, os casais homossexuais formados por homens mereceriam idêntica proteção. Dessa forma, a Lei Maria da Penha mudou o conceito de família e enfatizou a não discriminação contra a união de pessoas do mesmo sexo, entende-se que a lei pode ser aplicada a favor do homem, mesmo tendo sido destinada à proteção apenas da mulher.

FICHA TÉCNICA Josilaine de Souza Abreu Campos OAB/MG 104.697 • Advogada Cível e Criminal • Pós Graduada em Direito Público Rua Raul Soares, nº 76, sala 206, Centro, Lavras/MG josilaineadv@yahoo.com.br

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FAÇA DO LIMÃO UMA SABOROSA LIMONADA

ESTRATÉGIA E VENDAS

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O

Brasil está passado por um momento difícil sim, porém a crise representa grandes oportunidades de crescimento para os que buscam se reinventar. Todas as empresas que fazem algo inovador como, por exemplo, adotar estratégias de preços, entrega diferenciada- seja por maior velocidade ou por caracterizar o entregador de um personagem- ou lançamentos constantes com produtos diferenciados, até mesmo eventos de relacionamento com os clientes estão crescendo de forma substancial em todo o mundo.

Por isso, seguem algumas dicas importantes para o sucesso de qualquer negócio: • O mercado não remunera por potencial, mas sim por resultado obtido. Não continue fazendo as mesmas coisas e não fique no passado, o tome como exemplo para você construir resultados no presente. Seja persistente, constante e tenha foco, ou seja, evite oscilação nas vendas e procure crescer sempre mais que o mês anterior. • Para isso mude a forma de como você pensa e seu Mindset- a mentalidade que cada um de nós tem em relação a algo. Se você quer aumentar as vendas em 20%, por exemplo, comece a se comportar como uma pessoa que tem esse resultado, tudo se resume em ação.

Ennemont Theyson Morel Empresário, Consultor, Coach, Especialista em Vendas e Alta Performance atendimento@amplliare.com.br (35) 99163-6030

• Baixa autoestima também é um grande problema nas equipes comerciais, por isso, cuidado com a profecia auto realizadora, pois ela pode mudar o comportamento e trazer resultados desastrosos. Ao invés de falar que o cenário atual está atrapalhando seus negócios, pense em como pode fazer para mudá-lo, faça isso hoje e veja até onde é capaz de chegar. • Não aceite pessoas medianas em sua equipe. Crie um perfil com todas as características que busca em um vendedor ideal e priorize a contratação de bons profissionais. Controle o funil de vendas da empresa, faça simulações periódicas e treinamentos com sua equipe de vendas. Saiba identificar os motivadores de cada profissional da sua equipe e mantenha o controle dos resultados com métodos e processos justos. • Vendas é uma habilidade, uma ciência humana, ou seja, nosso trabalho depende das pessoas, então priorize resultados sim, mas dê VALOR a sua equipe e seja justo nas suas decisões. O mercado pode até estar passando por um momento difícil, mas para quem tem uma gestão de equipes de vendas forte “O LIMÃO DADO PELO MERCADO PODE SE TORNAR UMA SABOROSA LIMONADA”.

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ARTE E CULTURA

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Peça “O Médico Saltador”

GRUPO TEATRO CONSTRUÇÃO: UMA HISTÓRIA EM ATOS Por Camila Caetano

F

undado em 1978, o Grupo Teatro Construção é um dos mais antigos conjuntos teatrais atuantes no Brasil. Neste mês, completa 39 anos de apresentações, espetáculos, homenagens, exposições, palestras, oficinas teatrais, sapateado e intervenções artísticas. O Grupo percorre praças, escolas, universidades e empresas de diversas cidades. “Inspirar pessoas para a arte, a vida e o trabalho, produzindo com qualidade peças teatrais de diversos estilos e originais. Construir e transformar, esse sempre foi o nosso sonho. Buscar nutrir talentos e o amor pelas artes cênicas”. Esta é a filosofia do Grupo Construção, que acredita que pela arte o ser humano se transforma.

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O Grupo foi edificado por Homero de Carvalho Faria- exímio ator, escritor e diretor- juntamente com um pequeno grupo de artistas. Em uma reunião no dia 27 de junho de 1978, em Lavras, assinaram a primeira ata. Guiados por Homero, os atores marcaram sua trajetória por várias cidades mineiras e até mesmo de outros estados. Homero tinha um sonho, e, como bons artistas, lançaram a semente. A primeira apresentação ocorreu ainda em 1978, com a peça “Gêneses, dia da Criação” seguida por “Tiradentes-Liberdade chamada Inconfidentes”. Em 1980, uma apresentação consagrada de “A Casa de Bernarda Alba” aconteceu em Lavras. Em 1988, o espetáculo

Peça “Romeu e Julieta”


Peça “Romeu e Julieta”

O DESFILE

Roda, de autoria de Homero de Carvalho foi selecionado para representar Minas Gerais no Festival Nacional de Brasília. Há sete anos, o Grupo Construção retornou com tudo para Lavras. Foram feitos testes de elenco e, assim, houve a descoberta de novos talentos na região. Mais de 30 apresentações já foram realizadas na cidade. “Lavras sempre foi uma cidade muito rica em cultura. É preciso resgatar o hábito das pessoas irem ao teatro. Por isso, temos investido muito na formação de público de diversas idades. Tudo isso é um desafio muito grande para nós”, comenta Ricardo Calixto, atual diretor executivo do GTC. Com “Vida de brinquedo”, de

Ricardo Calixto, o Grupo conquistou prêmios de melhor ator e melhor caracterização infantil, em Conselheiro Lafaiete (2000) e Juiz de Fora (2007). Em 2015, foi premiado no Festival Nacional de Artes Cênicas de Conselheiro Lafaiete nas categorias de melhor cenário, na peça “O Médico Saltador” de Molière, e também de melhor ator, com Gabriel Amaral. Em 2016, foram premiados novamente no Festival Nacional de Conselheiro Lafaiete, desta vez na categoria de melhor maquiagem de Ernani Augustus na peça “O Desfile”, de Alexandra Sass. Foi necessário um trabalho árduo para construir grandes espetáculos que permitissem a participação em festivais nacionais. “Inserimos uma mentalidade mais aprofundada no elenco, com uma consciência mais profissional. Hoje, temos plena consciência do que devemos melhorar e também do que podemos conseguir”, ressalta o diretor executivo. Ricardo Calixto é o que mais tem tempo de casa, já são 27 anos. “É uma imensa satisfação aliar o trabalho profissional àquilo que se ama fazer. Ou seja, trabalhar naquilo que gosta, de fato, não é um fardo, mais sim um prazer. Colocamos o melhor de nós para despertarmos o melhor no outro”, destaca. REVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017


CINEMA

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Cena do filme Apocalypse Now

O CINEMA E A LITERATURA Por Marina Alvarenga Botelho / Jornalista e especialista em cinema Fotos: Divulgação

Q

ual é o melhor: o filme ou o livro? Quantas discussões já não começaram com essa pergunta? Não é engraçado que mesmo sabendo que cada um desses meios conte a história de um jeito diferente, ainda nos pegamos fazendo perguntas como essa? Não é à toa que o cinema é considerado a sétima arte. Desde seu nascimento, ele é uma “junção” de características de outros meios de arte e comunicação que já existiam. A sequência de fotografias reproduzidas em alta velocidade, que criam a ilusão de movimento; a linguagem e o ponto de vista teatral, que os primeiros filmes reproduziam, já que ainda não sabiam muito bem como manipular a imagem em movimento; a fábula, que já encontrávamos na literatura, como a forma predominante no cinema para contar histórias; e posteriormente a música, como ferramenta para propor sentidos e emo-

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ções dentro das cenas. Poderia continuar aqui citando diversas outras áreas que compõem, de forma geral, a mise-en-scène cinematográfica. Fato é que o cinema se desenvolveu como uma linguagem própria, rica e muito complexa. Enquanto a literatura narra pela palavra impressa (ou oral), o cinema narra pelo corte dentro da cena e pelos elementos que compõem a encenação. Sendo dois meios que se expressam de forma tão diferente, por que ainda insistimos em falar de adaptações literárias para o cinema? Será que estamos apenas adaptando uma história que existe ali ou será que estamos fazendo todo um novo esforço para recriá-la utilizando outras linguagens? Um grande amigo, em sua dissertação de mestrado, defende a ideia que para o cinema não se adapta, mas se recria. Ao pegar um livro e produzirmos sua versão audio-

visual, estamos recriando a história desse livro, que se tornará um novo objeto cultural, uma nova maneira de se olhar para a fábula ali contida. Essa ideia talvez coloque panos quentes nas velhas discussões de quão fiel foi o diretor ao livro, ou isso que acontece no livro ficou de fora dos filmes. Os fãs mais fervorosos poderiam ficar mais calmos e ainda mais felizes em poder usufruir dois produtos diferentes sobre a mesma obra. Passando pela história do cinema é muito fácil encontrar essas recriações. De clássicos como “E o Vento Levou” às obras-primas de um dos melhores diretores do cinema e que adorava se basear em literatura, Stanley Kubrick, passando pelos infinitos filmes que se debruçam sobre os terrores de Stephen King, ou mesmo aos enormes universos cinematográficos vindos das Histórias em Quadrinhos (HQs). As recriações criaram todo um novo imaginário. Mais recentemente, podemos citar legiões de fãs da literatura juvenil obcecadas por Harry Potter ou Jogos Vorazes, por exemplo. A magia está na possibilidade de, ao lermos um livro, criarmos todo aquele mundo em nossas mentes e, ao vermos o filme, poder ver como outras pessoas criaram esse mundo. São várias obras de arte sobre o mesmo objeto, e acho que só temos a ganhar com isso! Para falar de algumas dessas re-


criações que valem a pena, segue a minha lista de alguns filmes dos muitos preferidos!

APOCALYPSE NOW

(Francis Ford Coppola, 1979) Fiquei em dúvida se colocava ou não dois filmes do mesmo diretor. Francis Ford Coppola dirigiu duas das melhores recriações do cinema: o citado Apocalipse Now, e o eterno clássico O Poderoso Chefão (do livro “O Chefão”, de Mário Puzo). Acabei optando por falar do Apocalipse Now, por se tratar de um caso de ainda mais liberdade criativa. O filme foi inspirado no livro “No Coração das Trevas”, de Joseph Conrad, que conta a história de um empregado de uma companhia mercante que é mandado para a África para levar de volta à Bélgica um comerciante de marfim que se rebelou. Publicado em 1899, o livro perpassa o genocídio no Congo durante sua colonização. Para o filme, Coppola se aproveita do contexto histórico-cultural da época e “transfere” a história para a Guerra do Vietnã. Durante a guerra, um capitão é enviado a uma missão na selva do Camboja para exterminar um coronel que “perdeu a cabeça” e se proclamou deus de uma tribo. O filme imediatamente se tornou um clássico, pelas incríveis cenas de guerra e por

abraçar a loucura dos personagens nesse meio cheio de horror!

LAVOURA ARCAICA

(Luiz Fernando Carvalho, 2001) O diretor Luiz Fernando Carvalho sequer escreveu roteiro para a produção desse filme, baseado no livro de Raduan Nassar, de 1975. Ele utilizou o próprio livro e uma imersão de quatro meses com os atores em uma fazenda para filmar as cenas por meio de improvisações. O resultado deu muito certo! Conheço poucos filmes tão intensos como o Lavoura Arcaica, que trata de um tema tabu na sociedade. Interpretado por Selton Melo, o filme (nesses termos é bem “fiel” ao livro) conta a história de André, um jovem que foge para a cidade, rebelando-se contra os valores e a autoridade do pai e com a vida que tinham na fazenda. Ao ser encontrado por seu irmão em uma pensão, em delírio, André vai narrando episódios de sua vida que o levaram a tomar essa decisão. No filme, Carvalho se utiliza de recursos cinematográficos riquíssimos para transmitir aquele “clima” do livro, que por si só já é bem descritivo. Com certeza uma das minhas recriações favoritas.

cada de 1950. A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei são os três livros que constroem todo um imaginário sobre a Terra Média, um lugar mítico, com criaturas fantasiosas, que precisam vencer a guerra contra o mal. Para isso, precisam destruir um anel que dá vida e poder a Sauron, a criatura maléfica que deseja escravizar o mundo. Assim, é formada uma sociedade de hobbits, elfo, anão, humanos e mago para levar esse anel à montanha onde foi forjado, pois é o único lugar em que pode ser destruído. A premissa, lida assim, pode até parecer boba, mas Tolkien, e depois Jackson, criam um universo tão fantástico, complexo e visualmente interessante, que contagia legiões de fãs.

A TRILOGIA O SENHOR DOS ANÉIS

(Peter Jackson, 2001, 2002 e 2003) A saga que rendeu uma trilogia nos cinemas e a criação de um universo cinematográfico próprio vem de uma enorme brochura com mais de mil páginas em algumas edições. Os livros foram escritos por J. R. R. Tolkien, nos anos 1930 e 1940, mas publicados nos EUA somente na dé-

Marina Alvarenga Botelho Jornalista e especialista em cinema REVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017


ARQUITETURA

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ARQUITETURA SUSTENTÁVEL Danilo Corbas, pioneiro na construção em contêineres no país

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Fotos: Plínio Dondon

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otivado pela busca de uma nova estética, o arquiteto Danilo Corbas encontrou em suas pesquisas, fora do Brasil, casas feitas em contêineres. O interesse imediato logo se transformou em um irresistível desejo de desenvolver uma linguagem de projeto utilizando as estruturas de aço corten. Uma das principais qualidades desse tipo de construção se tornou a central característica do trabalho do arquiteto: a sustentabilidade. Além de recuperar um material nobre que acabaria encostado em algum terminal de um porto qualquer, os contêineres são perfeitos para receber outros produtos sustentáveis. Não havia, porém, nenhuma referência sobre esse assunto. Fez-se necessário o desenvolvimento de novas técnicas. Em conjunto com empresas da área da construção civil, envolvidas com a temática da sustentabilidade, e com o auxílio de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), foi desenvolvido o sistema construtivo. O resultado é uma construção rápida, limpa (gera menos resíduos que uma construção convencional) e econômica (até 25% de economia frente a uma de igual padrão em alvenaria). Diversos projetos foram executados, alguns já construídos e outros em construção. REVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017


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PROJETO CASA CONTAINER, GRANJA VIANA Quatro contêineres de 40 pés compõem a primeira casa container sustentável do Brasil, residência do arquiteto Danilo, construída em 2010. Formada por uma disposição em “H”, com um desalinhamento proposital entre as unidades do pavimento inferior, fazendo um jogo de volumes, a construção totaliza 165m². O posicionamento das unidades foi feito em apenas três horas, a construção da casa piloto demorou sete meses. Diversas técnicas e materias sustentáveis foram utilizados: telhado verde; isolamento com lã de PET reciclado; reaproveitamento de água da chuva; utilização de metais e louças que economizam água; aquecimento solar; 95% da iluminação em lâmpadas LED, e diversos outros materiais de baixo impacto ambiental além do uso de ventilação cruzada, orientação adequada da implantação da casa e de aberturas que garantem uma iluminação que auxilia na iluminação dos ambientes, diminuindo o uso de energia elétrica.

PROJETO CASA CONTAINER, PARANÁ A primeira casa container de Curitiba, construída em 2013, foi projetada com seis contêineres de 40 pés e totaliza 220m². A Delta Containers, parceira do arquiteto na execução de uma importante etapa da construção, executou todos os cortes e adaptação das unidades antes de irem para o canteiro de obras. Em um condomínio típico de classe média, com lotes relativamente pequenos (200m²), este projeto utiliza materiais e uma linguagem mais acessível às pessoas que desejam referências tradicionais e ao mesmo tempo não abrem mão de uma arquitetura ousada e inovadora.

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Foto: Tatiana C. H. Stavitzki


ACADEMIA CONTAINER, SANTA CÂNDIDA Um projeto muito simples e, por isso mesmo, difícil, construído em Curitiba em 2013: uma academia de ginástica com 60m² no terreno dos fundos da casa de uma cliente. Dois contêineres de 40 pés com um desalinhamento que organiza os espaços da piscina e da academia que conta com um banheiro, depósito e área de convivência integrada à área dos equipamentos de ginástica. Grandes aberturas para aproveitamento da luz natural, reaproveitamento do piso original do container, cores fortes, pérgola e beirais metálicos dão identidade à construção.

OUTROS PROJETOS DE DANILO CORBAS: TINY BOX A forma de morar reflete valores que, em nossa sociedade, variam de tempos em tempos. Nosso abrigo diz muito a nosso respeito. Quando alguém vê nossa casa pode entender se gostamos de design, se somos conservadores, se gostamos de tecnologia ou não, se aceitamos imposições sociais ou se somos contestadores. Nos dias de hoje, um movimento que vem crescendo em vários países é o “Tiny House”, que defende uma maneira de morar sem excessos, de maneira mais simples e desprovida de acessórios, objetos e espaços desnecessários. Casas de 15, 20, 30 ou 40 metros quadrados são suficientes para quem entende o significado de minimalismo ao pé da letra. Elas garantem conforto e todas as atividades de uma casa comum, porém em espaços mínimos. Outra característica importante das Tiny Houses é a mobilidade. Mas, elas não são feitas para sair rodando por aí feito trailers,

Fotos: Márcia Mendes

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60 apenas para eventuais mudanças de lugar, com todo cuidado. Alguns acontecimentos nos EUA acabaram por dar força a essa forma de morar, que já acontecia nos tempos da contracultura, como o furacão Katrina, ou como a crise econômica dos anos 2007 e 2008, diversas pessoas, por motivos circunstanciais, puderam experimentar e gostar de uma nova forma de morar e dos novos valores que esta lhes propôs. Canadá, Alemanha, Holanda, Japão e Austrália também possuem grupos de adoradores das mini casas. Enxergando essa oportunidade de mercado, a empresa Container Box- do arquiteto Danilo, lançou a Tiny Box, construída em contêineres marítimos, com todas as características de uma casa container convencional, porém em tamanho diminuto. Os tamanhos variam de 15 a 30m² e, por ter sua estrutura em contêineres, tem mais condições de mobilidade sem maiores danos a sua estrutura. A Tiny Box 20, construída sobre base de um container marítimo usado, tem 15m² e possui espaço para sala, cozinha, sala de jantar e quarto integrados além de banheiro. As soluções de mobiliário lembram espaços projetados para barcos onde todos os espaços são aproveitados, mas as proporções lembram casas convencionais, podendo contar com ar condicionado, chuveiro elétrico, iluminação em LED, fogão, pia com ou sem triturador de alimentos, placas fotovoltaicas, telhado verde, etc. CONTAINER BOX Outro projeto surpreendente do arquiteto é o Container Box, que deu origem ao nome da sua nova empresa. São estruturas automatizadas que servem para diversos usos como stands, lojas “pop-ups”, cafés ou “fast-foods”. Contêineres modificados a fim de facilitar o dia-a-dia das empresas que desejam praticidade e versatilidade para eventos ou usos que requerem montagem ultra-rápida, facilidade na utilização e transporte. O grande diferencial, além do REVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017

conforto do uso de uma estrutura toda automatizada, é a sustentabilidade. Reutilização da estrutura principal, iluminação 100% em LED, produtos certificados e recicláveis ou reciclados e principalmente a reduzida geração de resíduos nos eventos caracterizam o uso desse descolado equipamento. A nova empresa do arquiteto propõe um serviço completo, de locação das unidades e a produção completa do evento ou do espaço.

FICHA TÉCNICA Danilo Corbas Arquiteto pioneiro na construção em contêineres no país. Abriu em São Paulo a primeira empresa voltada para o mercado de feiras e eventos utilizando contêineres reciclados do Brasil. Todos os materiais utilizados para a produção das unidades são reciclados ou eco-friendly, além de toda estrutura ser reutilizada em 100% das vezes sem nenhum desperdício de matéria prima.


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RESERVA DO IBITIPOCA Mais do que um hotel ou um projeto ambiental, uma preocupação com o futuro

FAZENDA DO ENGENHO O tradicional casarão de 1715, sede da Pousada Reserva do Ibitipoca, onde ficam as oito suítes.

Fotos: Marcio Brigatto

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ara chegar à Reserva do Ibitipoca, saindo de Lavras, são aproximadamente 195 km. Um local que surgiu com o objetivo de criar corredores ecológicos estendendo a área de preservação do Parque Estadual do Ibitipoca, uma Unidade de Conservação em Minas Gerais, com cerca de 1.400 hectares e famosa por suas paisagens repletas de cachoeiras, picos, lombadas, grutas e piscinas naturais. O compromisso era – e ainda é – o reflorestamento com espécies nativas e reintrodução de animais que eram antes vistos na região, mas que passaram a estar ameaçados de extinção. Quase 30 anos depois, após aquisições de dezenas de propriedades no entorno, a Reserva do Ibitipoca chega a ter hoje cerca de 4.000 hectares de área preservada, que abraça e protege o Parque de Ibitipoca e se estende por três municípios mineiros: Lima Duarte, Bias Fortes e Santa Rita do Ibitipoca. Toda essa área foi transformada em um trecho contínuo de Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do mundo e um hotspot de biodiversidade. A abertura ao turismo aconteceu em 2008 com o intuito de movimentar a economia da região e resgatar histórias e tradições locais, atingindo, assim, a sustentabilidade do projeto como um todo.

HISTÓRIA O início de todo projeto da Reserva do Ibitipoca aconteceu em 1981 com a aquisição da Fazenda do Engenho. O hotel só veio quase 30 anos depois, em 2009. A ideia de abrir as portas ao turismo surgiu da vontade de compartilhar a exuberante natureza local com amantes do ecoturismo e, assim, oferecer uma experiência única. Mas muito além disso, o surgimento do hotel Reserva do Ibitipoca foi também fruto da intenção de valorizar a região e as pessoas que lá vivem, gerando empregos, capacitando a mão de obra local e resgatando a cultura e as tradições desse pedacinho de Minas. Por trás desse trabalho, está a vontade de fazer com que a Reserva do Ibitipoca sirva como um proREVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017


VIAGENS

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jeto embrião modelo que possa ser replicado em diferentes partes do mundo. “O nosso ideal é difundir conceitos como sustentabilidade, preservação do meio ambiente, geração de baixo impacto, melhorias nas condições de vida da comunidade local e a busca pela felicidade de todas as pessoas envolvidas. Assim, a Reserva do Ibitipoca tem como sonho que a norteia se tornar o melhor projeto socioambiental do planeta. O que queremos através desse conjunto de atitudes nada mais é do que perpetuar nossos ideais e entregar um mundo melhor para as próximas gerações”, destacam.

IBITIPOCA E SEUS ARREDORES O Parque Estadual do Ibitipoca localiza-se no sudeste de Minas Gerais entre os municípios de Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca. Ele abrange 1.488 hectares da Serra do Ibitipoca e sua altitude média é de REVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017

1.500 metros, sendo a Lombada o seu pico mais alto, com 1.784 metros. Sua topografia é acentuada, com predominância do quartzo, o que permite uma cobertura vegetal bem heterogênea, com predominância de campos rupestres com enclaves de florestas. O clima é mesotérmico úmido com invernos secos e verões amenos. É o parque mais visitado de Minas Gerais. Por estar em uma zona não só de Mata Atlântica, mas também de Cerrado e Caatinga, o Parque Estadual de Ibitipoca possui uma grande diversidade no seu entorno. Isso aumenta sua importância na região, o que abrange também os aspectos sociais e econômicos. Portanto, a questão ambiental da Reserva do Ibitipoca envolve um trabalho de prevenção, proteção, reconstituição e manutenção. Existem espécies em processo de extinção que precisam ser monitoradas. Para isso, o habitat natural está sendo reconstituído através do reflorestamento e da reintrodução dessas espécies.

HOSPEDAGEM Na Reserva do Ibitipoca, o luxo está na simplicidade de cada detalhe. As dependências da pousada funcionam na antiga sede da Fazenda do Engenho, um casarão reformado e cercado por área verde a 900m de altitude. As suítes contam com decoração exclusiva, valorizando o artesanato e a cultura local, cama king-size, enxoval de algodão egípcio, banheiras vitorianas, amenities da marca brasileira Trousseau, além de toalhas e piso aquecidos.

FAZENDO DO ENGENHO O tradicional casarão de 1715, sede da Pousada Reserva do Ibitipoca, onde ficam as oito suítes, foi reconstruído em 2008 mantendo suas características originais. Nele não há televisões. Um convite para você esquecer o mundo exterior e viver intensa e lentamente cada momento na Reserva do Ibitipoca.


Carlinhos

CARLINHOS

GASTRONOMIA

Uma típica casa de fazenda totalmente reformada em 2013 e que possui três excelentes suítes. A maior delas tem 70m² e fica de frente para o Pico do Gavião. Todas possuem aquecedor de toalhas e de piso nos banheiros, além de serem decoradas com o autêntico artesanato mineiro. Com total privacidade e uma belíssima vista, a Casa Carlinhos encontra-se a apenas 100m da sede principal da Reserva e é ideal para pequenos grupos e famílias que almejam ainda mais privacidade.

Alimentar-se é um bem, uma oportunidade de se deleitar com o prazer dos sabores, das texturas, dos aromas, do novo. Mas também é um encontro social e, acima de tudo, é saúde. Sua, do universo e da comunidade. Por isso, a Reserva do Ibitipoca procura fazer das refeições uma oportunidade para desfrutar da vida local, da cultura e dos sabores regionais. “Como produzimos grande parte do que servimos, o nosso cardápio é sempre preparado com o que há de mais fresco no dia. E como gostamos de valorizar as pessoas e as tradições locais, tudo é feito com muito carinho. Carinho e charme, porque o nosso menu do jantar é composto pelos pratos do maravilhoso chef Claude Troigros. E o melhor: as opções mudam todos os dias, afinal surpreender é parte da experiência”, ressaltam. Além do café da manhã com comida típica da região; um almoço, servido no fogão à lenha, sempre

PAIOL Inspirada em um paiol, a casa de madeira fica a 100m da sede, à beira de um riacho e com vista para o lago. É uma casa completa, ampla e com belas varandas. Tem apenas uma suíte, o que faz dessa a opção de hospedagem mais exclusiva de toda a Reserva.

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VIAGENS

66 com deliciosas receitas caseiras; há ainda um jantar todo especial, servido com um menu à la carte no restaurante da pousada ou organizado nos mais diferentes e exóticos lugares, como debaixo de uma centenária Jabuticabeira. A sensação é de que você está no paraíso!

BEM-ESTAR Onde antes era um paiol de uma típica fazenda mineira, foi transformado em um Spa com uma vista lindíssima para a mata e para o Pico do Gavião. É possível fazer yoga todos os dias pela manhã, além de uma série de massagens e técnicas de relaxamento. Esses tratamentos são especialmente pensados para envolver o hóspede em uma atmosfera de encanto e simplicidade e proporcionar bem-estar através de aromas, texturas e do simples contato com a natureza. O Spa tem 250m², três salas, espaço para meditação e yoga, um banheiro com chuveiro externo e banheira com vista para a mata, com terapeutas experientes, talentosos e espiritualizados. Os tratamentos oferecidos são todos inspirados em elementos naturais e têm o intuito de oferecer uma experiência holística. Os óleos utilizados são 100% vegetais e feitos a partir de ervas, plantas e essências encontradas, muitas vezes, na própria Reserva do Ibitipoca. E todas elas com poderes terapêuticos dos mais variados. Assim, o hóspede recebe orientações e pode escolher quais óleos, esfoliantes e ervas gostaria que fossem usadas no seu tratamento. O mesmo acontece com as técnicas em si. Um dos destaques é a Ibitipoca Massage, que combina técnicas orientais e ocidentais que se adequam às necessidades de cada pessoa. Dessa forma, é possível personalizar a terapia que será aplicada. Além disso, os terapeutas também fazem uso de métodos de relaxamento tradicionais, como Shiatsu, Bambooterapia, Reflexologia, dentre outros.

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Paiol

Spa


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TODA BELEZA, SEGURANÇA E BEM-ESTAR QUE VOCÊ SEMPRE BUSCOU! Seja bem-vindo à sua nova vida. O Condomínio Náutico Riviera do Lago já faz parte do dia a dia de muitas famílias, que transformaram terrenos em projeto de vida. Lotes com topografia plana, clube com lazer e infraestrutura completa, portaria 24 horas, piers para embarcações e muito mais. Venha nos conhecer e aproveite a oportunidade de estar pertinho da natureza e ao lado de tudo que é importante.

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ESPAÇO GOURMET

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GRAND GATEAUX DE CHOCOLATE Acompanhado por compota de morango

Foto: Daniel Rocha Fotografias

REVISTA IPÊ | ABR/MAI/MJUN/2017 ABR/MAI/JUN/2017


INGREDIENTES DO GATEAUX:

• 250g de chocolate em barra meio-amargo • 250g de manteiga sem sal • 5 ovos • 5 gemas • 150g de açúcar refinado • 150g de farinha de trigo

MODO DE PREPARO

Em banho maria ou micro-ondas, derreta o chocolate com a manteiga. Reserve. Em uma vasilha grande, misture com um fuê (batedor) os ovos, as gemas, o açúcar e a farinha de trigo. Mexa bem até formar uma massa lisa e homogênea. Em seguida, misture com o chocolate e a manteiga que estavam reservados. Unte um pote com manteiga e polvilhe com farinha. Preencha 3/4 do pote com a massa e leve ao forno pré-aquecido a 200ºC, por 12 minutos. O bolinho deve ficar firme por fora e mole por dentro. Sirva com sorvete ou picolé e calda de chocolate ou compota de morango.

INGREDIENTES DA COMPOTA DE MORANGO: • 500g de morangos frescos • 200g de açúcar refinado

MODO DE PREPARO

Retire os talos e folhas dos morangos, em seguida, lave-os e corte-os ao meio no sentido do comprimento. Coloque em uma panela junto com o açúcar e leve ao fogo baixo até levantar fervura e formar uma calda encorpada.

Ana Carolina Abe-Saber Cozinha Gourmet (35) 99168.5895

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ESPAÇO GOURMET

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A BEBIDA DO PRAZER E DA LONGEVIDADE I

sabel Ângela Margarida Bowes-Lyon, também conhecida como “A Rainha-Mãe”, foi esposa do rei Jorge VI e rainha consorte do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte de 1936 até 1952. Isabel declarou que o segredo de sua longevidade era um “cálice” de gin todos os dias. O gin foi criado na Holanda por Franciscus Sylvius de La Boe, como um remédio para o auxílio de curas nos rins. Durante muito tempo usou-se essa bebida de uma forma unicamente medicinal, porém as pessoas, mesmo após estarem curadas, continuavam a consumi-la. Com o tempo, teve um aumento significativo de álcool, chegando a 47,50 GL. Quando a bebida chegou à Inglaterra e ao Reino Unido, no século XVI, ficou conhecida como “Dutch Corage”. Logo, o paladar britânico gostou e aprovou, tanto que se tornou rapidamente uma bebida popular. No século XVIII, o gin já era conhecido como “a ruína das mães”, uma fama nada boa. O seu consumo exagerado levou o Governo Britânico a criar vários decretos e restrições. O consumo de gin era tão elevado, que o artista William Hogarth, que já havia produzido “A rua da cerveja” produziu também “A travessa do gin”. Daí então foi só ladeira abaixo com o governo inglês, que criou uma lei - conhecida como o Ato do Gin - para tentar reduzir o consumo de bebidas alcoólicas. ENTÃO O GIN CONHECEU A TÔNICA Para homenagear o rei era comum levantar copos de gin com tônica. O gin para lembrar-se da terra natal e a tônica para proteger o corpo de indesejáveis mosquitos, isso REVISTA IPÊ | ABR/MAI/JUN/2017

graças às propriedades medicinais do quinino, extraído da casca de uma árvore chamada Quina. Alguns acreditam que é fácil fazer um “Gin Tônica” e, para mim, é por esse motivo que é tão fácil de errar na receita. Atualmente com uma grande variedade de gin e tônicas, podemos ousar em nossos drinks, os gins com seus novos botânicos, frutos, chás e tantos outros ingredientes inusitados, que nos surpreende os sentidos, por isso é muito comum ouvir a seguinte observação: “O Gin Tônica mudou, saiu daquele copo long drink, e se alojou em copos antes usados somente para vinhos nobres, os copos Bordeaux e Borgonha”. Essa mudança deve-se a um extraordinário chefe de cozinha, chamado Ferran Adrià, que incomodado com o seu Gin Tônica em um copo pequeno de long drink, que não aplacava a sua sede, então teve a ideia de solicitar a troca para um copo de Bordeaux. Bastou ser fotografado e, alguns pequenos depoimentos quanto à sua preferência, para a novidade espalhar para os quatro cantos do mundo. Então, amigos leitores, quando forem pedir o seu Gin Tônica, mude sua forma de solicitar este nobre drink, chame-o de G&T, e surpreenda seus sentidos, com as especiarias e frutas frescas e tônicas de sabores maravilhosos.

• Por último, o gim deve ser de qualidade. O coração de um bom Gin Tônica é o gim. Não arrisque. Esta é uma sugestão de um G&T

G & T NÚMERO INGREDIENTES • 50 ml de Gin Seagers Silver • 150 ml de tônica • 2 fatias de pepino • 6 grãos de zimbro • 1 casca de limão siciliano

MODO DE PREPARO Em um copo bordeaux, coloque o gelo, o gin, a tônica e misture bem. Finalize com o pepino, o zimbro e a casca de limão.

Algumas dicas que podem fazer o seu Gin Tônica mais gostoso são: • Use gelo de alta qualidade, e use gelos gelados! (sim, é possível que um gelo seja mais gelado que outro). • Corte o limão na hora. Ingredientes frescos são essenciais. • Use uma água tônica de qualidade e deixe-a bem gelada.

Derivan Ferreira de Souza Barman


Foto: Welligton Nemeth

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Revista Ipê 15 Edição  
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