Page 1

REVISTA

ipê REVISTA TRIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO CONTROLADA

ANO V - Nº 14 - JAN/FEV/MAR 2017

BEM ESTAR Conheça as atividades do Centro Equestre Lagoa dos Ipês

EQUOTERAPIA E EQUITAÇÃO

BICHECTOMIA: Conheça a nova tendência para deixar o rosto mais fino

ESPECIAL A força das mulheres no mercado de trabalho em Lavras

Tudo o que você precisa saber com a dentista Polyana Ribeiro

DIA INTERNACIONAL DA MULHER E MAIS: AS BRILHANTES MULHERES DA CASA DO VOVÔ

NOVIDADE DA VERDE CAMPO

FLAUSINO E

SIDERAL CANTAM CAZUZA GINÁSTICA NA UFLA A LIGAÇÃO ENTRE O GAMMON E A NASA CAPITÓLIO. REFORMA TRABALHISTA

SAÚDE EM DIA

AS MULHERES DO CINEMA BRASILEIRO

AUTO PAPO


ipê

Nossa Capa Polyana Ribeiro Cidade: Lavras/mg Foto: Cia da Foto

REVISTA

6

REVISTA TRIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO CONTROLADA

ANO V - Nº 14 - JAN/FEV/MAR 2017

BEM ESTAR Conheça as atividades do Centro Equestre Lagoa dos Ipês

EQUOTERAPIA E EQUITAÇÃO

BICHECTOMIA: Conheça a nova tendência para deixar o rosto mais fino

ESPECIAL

EXPEDIENTE

A força das mulheres no mercado de trabalho em Lavras

Tudo o que você precisa saber com a dentista Polyana Ribeiro

DIA INTERNACIONAL DA MULHER E MAIS: AS BRILHANTES MULHERES DA CASA DO VOVÔ

NOVIDADE DA VERDE CAMPO

FLAUSINO E

SIDERAL CANTAM CAZUZA GINÁSTICA NA UFLA A LIGAÇÃO ENTRE O GAMMON E A NASA CAPITÓLIO. REFORMA TRABALHISTA

SAÚDE EM DIA

AS MULHERES DO CINEMA BRASILEIRO

AUTO PAPO

PROJETO EDITORIAL Édison Marques Júnior DESIGN E PROJETO GRÁFICO Édison Marques Júnior JORNALISTA RESPONSÁVEL Camila Caetano JURÍDICO Édison Marques FOTÓGRAFOS Daniel Rocha Fotografias José Henrique (Cia da Foto) REVISÃO Pauline Freire Pimenta REDAÇÃO Ana Carolina Siqueira Abe-Sáber André Márcio Murad Boris Feldman Camila Caetano Derivan Ferreira de Souza Ennemont Theyson Morel José Márcio Farias Marina Alvarenga Botelho

COMERCIAL Édison Marques Júnior Contato: (35) 9143-4125 contato@revistaipe.com.br www.revistaipe.com.br EDIÇÕES AVULSAS E ESPECIAIS contato@revistaipe.com.br Edição nº 14. Distribuição controlada

SIGA A REVISTA IPÊ

@REVISTAIPÊ FB.COM/REVISTAIPÊ Artigos assinados são de responsabilidade dos respectivos autores. Autoriza-se a reprodução, desde que citada a fonte.

EDITORIAL

PODER FEMININO Em razão do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a primeira edição deste ano da Revista Ipê chega com várias matérias dedicadas às mulheres. Assim, conheça o poder feminino no mercado de trabalho em Lavras. Começando, pela nossa capa, a dentista Polyana Ribeiro, que apresentará todos os detalhes da nova tendência: a bichectomia. Aprecie também a história das mulheres brilhantes presentes na Casa do Vovô. Veja, ainda, a realidade da mulher no cinema brasileiro. Apesar do mês marcante, a Revista Ipê traz desta vez diversos outros assuntos também relevantes: os benefícios das atividades de equoterapia e equitação; as conquistas da Ginástica na UFLA; a história do visionário Stout; mais um produto inovador da Verde Campo; Flausino e Sideral cantam Cazuza; as riquezas de Capitólio e colunas riquíssimas em conteúdo. Édison Marques Júnior Diretor da Revista Ipê


REVISTA

ipê

Jan/Fev/Mar 2017 SUMÁRIO

CAPA Bichectomia: Conheça a nova tendência para deixar o rosto mais fino. Entenda como é realizada a cirurgia com a dentista Polyana Ribeiro, especialista em lipoplastia facial.

26

MÚSICA

ESPECIAL MULHER

Celebrando 30 anos de amor à música, os irmãos Rogério Flausino e Wilson Sideral se unem para homenagear um de seus maiores ídolos, o cantor e poeta Cazuza.

A força da mulher no mercado de trabalho: Mulheres que se destacam em várias atividades. Em Lavras, ELAS estão presentes em todos os cantos da cidade.

56

32

ESPORTE

HISTÓRIA LOCAL

BEM ESTAR

A ligação entre Lavras, o Gammon e a Nasa: a história do brilhante John Maxwell Stout.

Concentração, postura corporal, autoconfiança, coordenação motora. Alguns dos benefícios das atividades de equoterapia e equitação do Centro Equestre Lagoa dos Ipês.

44

46

Ginástica na UFLA conquista títulos e exerce projeto social em Lavras. As aulas proporcionam a prática das ginásticas e novas oportunidades às crianças e aos adolescentes.

20

SEÇÕES SAÚDE

12

TRILHAS

16

PUBLICIDADE

18

CONDOMÍNIOS

24

ESTRATÉGIA E VENDAS

50

AUTO PAPO

52

ESPAÇO GOURMET

JURÍDICO

54

Aprenda a fazer deliciosos cookies, acompanhados de um magnífico recheio de creme de avelã.

CINEMA

58

VIAGENS

62

VERDE CAMPO

70

66


CARTAS

8

EDIÇÃO 13

Envie comentários, sugestões e opiniões para serem publicados nesta seção Revista Ipê contato@revistaipe.com.br www.revistaipe.com.br Debruçada sobre a responsabilidade da informação, a Ipê prima pelo conteúdo e promove um digno trabalho na região de Lavras. Ao acompanhar as edições da revista, fica notável o bom gosto com o qual os temas a serem abordados são periodicamente selecionados, bem como o profissionalismo e sofisticação do design na ilustração das matérias, excelência em fotografias e conforto no espaço da leitura. Sem dúvidas, a revista Ipê desenvolveu em sua trajetória uma fórmula para conquistar a fidelização dos seus leitores, que tem como base a transparência e a credibilidade.

Felipe Bettega Advogado

A Revista Ipê está se aperfeiçoando cada vez mais em relação à qualidade das matérias. Profissionais de ponta, que conseguem trazer o que há de melhor no dia a dia do povo lavrense, para nossa casa. Na última edição, a matéria da UFLA Júnior Consultoria Administrativa chamou-me bastante atenção, pois através dela pude perceber que nem sempre uma empresa precisa estar mal financeiramente para contratar uma consultoria e sim para poder melhorar ainda mais seus produtos ou serviços oferecidos. São estudantes que tem um único objetivo, que é oferecer serviços de excelência para Lavras e região, proporcionando oportunidades de capacitação e desenvolvimento pessoal e profissional aos empresários.

Taynara Fernanda Machado Psicóloga

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

Prezada equipe da Revista Ipê, parabenizo a todos pelas brilhantes edições da Revista Ipê, com reportagens bem elaboradas, conteúdo relevante e de fácil leitura, o que torna esse veículo de comunicação referência para diversos segmentos de Lavras e região. Abraços e que o sucesso continue.

Marcelo Souza Diretor Executivo

Conteúdo cultural de qualidade e informações relevantes fazem da Revista Ipê a mais sofisticada e interessante leitura de toda nossa região. É de se orgulhar que Lavras possua uma publicação que fuja do fútil e traga os assuntos atuais e importantes para qualidade de vida de todos, com uma leitura leve e prazerosa.

Leide Fiorillo Empresária

A revista Ipê tem provado a cada edição que conhece bem as demandas dos leitores da região, sempre mostrando conteúdos interessantes e de forma atraente ao leitor. Continuem assim, mostrando o que nossa terra tem de melhor. Parabéns!

Ana Paula Meneses Rodarte Professora da Unilavras

Tive a oportunidade de conhecer a revista Ipê através do Diretor Edson Marques e fiquei surpreso com o conteúdo da revista e com profissionalismo de toda a equipe. Com certeza uma referência para cidade, leitores e anunciantes.

LJS Consórcios Rodobens


COLABORADORES

10

RAÍZES PIVOTANTES Os colunistas da Revista são como as raízes pivotantes dos ipês, imprescindíveis para o florescimento da nossa estrutura. Nutrem os leitores com conteúdos e informações de qualidade, constroem pontes, e estabelecem novas conexões, permitindo a disseminação de mentes férteis e brilhantes.

ENNEMONT THEYSON MOREL Empresário, Consultor e Coach Formado em Comunicação Social, com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Marketing, mais MBA em Gestão Estratégica de Negócios e, mestrado em Gestão Empresarial e Auditoria. Fundador da Amplliare: Coaching, Consultoria e Treinamentos sob medida. Membro da Sociedade Brasileira de Coaching, possui ainda quatro certificações internacionais. Atualmente é professor de Negociação e Gestão de Vendas na pós Graduação FAE/ Ipecont – Itajubá e diretor na FRVendas, maior franqueadora em solução de vendas do Brasil.

MARINA ALVARENGA BOTELHO Jornalista

BORIS FELDMAN Jornalista e Engenheiro

ANA CAROLINA S. ABE-SÁBER Chef de Cozinha

DERIVAN FERREIRA DE SOUZA Barman

É jornalista, formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Especialista em Cinema pela Estácio de Sá e Mestre em Educação pela Universidade Federal de Lavras (Ufla). Atualmente é professora dos cursos de Publicidade e Propaganda e Administração da Fadminas.

Formado em Engenharia e com pós-graduação em Comunicação. Editor e colunista em cadernos de automóveis de diversos jornais. Produz o programa Auto Papo e integra 38 rádios. Criou e apresentou o programa Vrum. Foi piloto de competições em rallys e corridas e vice-presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo. É diretor do Veteran Car Club de Minas Gerais. Produz o Blog do Boris no portal R7. Jurado do concurso “International Engine of the Year” e do “Carro do Ano” da revista AutoEsporte.

Nasceu em Lavras, formou-se em Turismo pela Newton Paiva em Belo Horizonte. Fez o curso de Cozinheiro Profissional do SENAC BH e Gastronomia Internacional pela escola de culinária Mausi Sebess de Buenos Aires. Foi chef da confeitaria do restaurante francês Alice Braserrie de Brasília, onde abriu seu restaurante.

Derivan Ferreira recebeu o Prêmio Barman do Ano – da Revista Veja São Paulo em 2004, e Prêmio Barman do Ano da Revista Gula em 2005, 2006 e 2007. Expert em drinks, tem quase quarenta anos de profissão. Mestre Derivan – como é conhecido, é uma das maiores referências sobre drinks no Brasil. É formado pela I.B.A –International Bartenders Association e pela Hostess Schol - Instituto de Hotelaria Ernesto Maggia –Stresa –Italia. Tem oito livros publicados sobre bebidas e drinks.

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


CÂNCER: PREVENIR SEMPRE

12

SAÚDE

A

André Márcio Murad Oncologista Coordenador do Serviço de Oncologia da Santa Casa

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

s mortes por câncer aumentaram 31% no Brasil em 15 anos, chegando a 223,4 mil por ano no final de 2015, segundo a OMS. Hoje, o câncer é a segunda causa de mortes no país, superado apenas por doenças cardiovasculares. Preocupante ressaltar que este crescimento vai no sentido oposto às taxas de mortalidade por câncer dos países desenvolvidos, como EUA, Inglaterra e Alemanha, que experimentam uma redução anual de cerca de 1% nos últimos 25 anos. Estudos mais recentes apontam que, ao contrário do que se supunha no passado, os fatores hereditários são a causa de cerca de 32% dos casos de câncer, podendo alcançar em alguns tumores, como o câncer de próstata, até 54%, alerta o oncologista, professor, pesquisador e pós-doutorando em Genética André Márcio Murad, coordenador da disciplina Oncologia da Faculdade de Medicina da UFMG, diretor clínico da Clínica Personal - Oncologia Personalizada e de Precisão de Belo Horizonte e do Serviço de Oncologia da Santa Casa de Misericórdia de Lavras e membro da Comissão de Construção do Hospital do Câncer Lavrense. O câncer é causado em 60% a 70% dos casos por fatores ambientais, associados ou não a fatores genéticos, que são classificados em químicos, físicos e biológicos. Como agentes químicos, destacam-se o tabaco; a dieta inadequada, rica em gordura e proteína animais, com excesso de carnes vermelhas, salgadas, embutidas, enlatadas e pobre em produtos vegetais; a obesidade; o sedentarismo; o álcool e vários agentes ocupacionais, como solventes orgânicos, além de fuligem, agrotóxicos e pesticidas. Como agentes físicos, destaca-se a exposição à luz solar e à irradiação ionizante. Como agentes biológicos, o vírus HPV e o das hepatites B e C, além da bactéria Helicobacter pylori (câncer de estômago). Dieta apropriada, exercícios físicos regulares, manutenção do peso ideal, não fumar, não beber e utilizar a exposição solar de forma judiciosa podem prevenir cerca de 65 a 70% dos casos de câncer ambiental. Já os fatores genéticos podem ser responsáveis por cerca de 32 a até 54% dos casos, como sugerem os últimos estudos, que utilizaram a avaliação de casos de câncer de milhares de gêmeos de países nórdicos. Até recentemente, supunha-se que a hereditariedade seria responsável por apenas 10 a 12% dos casos de câncer. A suspeita de síndromes genéticas de predisposição ao câncer deve ser feita sempre quando houver vários casos de um mesmo tipo ou tipos variados de câncer em parentes de uma mesma família e ocorrendo em idade abaixo de 55 anos. A importância do diagnóstico correto é que as mutações geradoras das síndromes genéticas de predisposição ao câncer podem ser avaliadas através do estudo das tendências familiares de cada pessoa e principalmente de modernos exames genéticos realizados de material retirado da saliva, que detectam estas mutações nos genes específicos, responsáveis por estes tipos de câncer. Tal identificação é vital na prevenção e no diagnóstico precoce destes tumores, o que propiciará medidas preventivas, como orientação dietética, perda de peso, exercícios físicos e também de rastreamento periódico (que pode incluir exames clínicos, endoscópicos e radiológicos) e até mesmo cirúrgicas, como a remoção profilática do intestino grosso, tireóide e mesmo ovários e mamas, nos casos indicados. Esses exames hoje são disponíveis em vários laboratórios do país, alguns inclusive cobertos pelos planos de saúde.


REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


14

Saúde em dia Informações para viver bem

SAÚDE

Dr. Cássio Furtini Haddad Dr. Hélio Haddad Dr. Hélio Haddad Filho Ginecologistas

PRESERVAÇÃO DA FERTILIDADE EM PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA

O

câncer de mama é o tumor maligno mais comum na população feminina e sua incidência aumenta com a idade. Nos últimos anos, tem sido observado um aumento progressivo do número de casos, também, em mulheres mais jovens. Atualmente, é o tipo de câncer mais frequente em mulheres em idade reprodutiva. Cerca de 15 a 25% das pacientes com câncer de mama encontram-se no período pré menopausa e cerca de 7% possuem menos de 40 anos de idade no momento do diagnóstico, o que levanta inúmeras preocupações e grande atenção no que se refere à fertilidade desse grupo de mulheres. Menos de 10% das mulheres que desenvolvem câncer de mama antes dos 40 anos têm filhos após o diagnóstico, embora os resultados de pesquisas sugiram que cerca de metade delas considerem o desejo de ter uma gravidez. O adiamento progressivo da maternidade, por razões profissionais ou sociais, contribui ainda mais para que a questão da fertilidade seja valorizada no contexto oncológico. Muitas pacientes que sobrevivem ao câncer de mama enfrentam a infertilidade depois da quimioterapia, sendo que a preservação da fertilidade representa um fator importante na manutenção da sua qualidade de vida. REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

Historicamente, o tratamento do câncer é focado na erradicação da doença, sem grande valorização da fertilidade da paciente. A Sociedade Americana de Oncologia Clínica já emitiu recomendações oficiais alertando sobre a possibilidade de infertilidade decorrente do tratamento de câncer e sobre a importância de se abordar a preservação da fertilidade em pacientes tratadas durante a idade reprodutiva. Sabemos que o desejo inicial de toda mulher com o diagnóstico de câncer de mama é o da cura. Entretanto, ultrapassado o tratamento, a vida familiar continua e o desejo de uma gravidez pode ressurgir. O tratamento quimioterápico, principalmente, acarreta efeitos deletérios na função ovariana, podendo gerar distúrbios menstruais, infertilidade e antecipação da menopausa. Um grande estudo realizado, há poucos anos, verificou que cerca de 25% das pacientes que foram encaminhadas para tratamento cirúrgico de câncer de mama tinham interesse definitivo em ter filhos e 25% estavam em dúvida. Informações sobre como o tratamento do câncer pode comprometer a fertilidade e como isso pode ser minimizado devem, portanto, ser obrigatórios para essas pacientes. Assim, a preservação da fertilidade assume uma grande importân-

cia na vida de um grupo selecionado de pacientes jovens com câncer de mama e que desejam constituir prole. O enfoque na preservação da fertilidade em pacientes com câncer vem crescendo cada vez mais e é extremamente importante que os profissionais de saúde envolvidos no diagnóstico e tratamento tenham conhecimento dos procedimentos existentes para este fim, permitindo a correta abordagem, discussão e intervenção apropriada.

DR. HÉLIO HADDAD

Ginecologia - Obstetrícia - Ultrassonografia

Rua Dr. João Silva Pena, 71. Centro. Lavras – MG. Tel: (35) 3821-1281 DR. HÉLIO HADDAD FILHO

Ginecologia - Obstetrícia - Reprodução Humana

Rua Dr. João Silva Pena, 93. Centro. Lavras – MG. Tel: (35) 3821- 2809 DR. CÁSSIO FURTINI HADDAD Mastologia - Ginecologia - Obstetrícia

Rua Dr. João Silva Pena, 71. Centro. Lavras – MG. Tel: (35) 3821-1281


TRILHAS

16

USINA DO FUNIL U

sina do Funil: é pra lá que nós vamos hoje de bike! A Usina, cujo nome oficial é Usina Hidrelétrica Engenheiro José Mendes Júnior, foi construída no Rio Grande e inaugurada em 2002. O lago formado como consequência do represamento do rio tem capacidade para armazenar 258 milhões de metros cúbicos de água e ocupa uma área de 35 quilômetros quadrados, formando uma lâmina d´água com nível constante. Abrange áreas dos municípios de Lavras, Perdões, Ijaci, Bom Sucesso, Itumirim e Ibituruna. A barragem está localizada entre os municípios de Lavras e Perdões. Muitas pessoas vão até o lago para a prática de esportes aquáticos ou apenas para contemplar a beleREVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

za cênica do conjunto formado pelo lago e a paisagem no seu entorno, que é essencialmente rural, com predomínio de pastagens (naturais e artificiais) e lavouras diversas, como café, milho e feijão. Há também o componente florestal representado por fragmentos de florestas nativas e plantios de eucaliptos. Saindo do centro de Lavras, vamos em direção à Zona Norte, passamos pelo túnel da estrada de ferro e iniciamos uma longa e forte subida (longa mesmo: 1,5 km) em meio aos conjuntos habitacionais, após os quais pegamos uma estrada de terra e aí não tem erro. É tudo muito bem sinalizado, com várias placas indicando os sentidos para as comunidades rurais e, claro, para

a Usina do Funil. Na maior parte de sua extensão, a estrada está bem conservada. Em alguns trechos, no entanto, há muitas “costelas” (sulcos transversais formados pelas enxurradas), o que faz a bike trepidar bastante. Um bom teste para a suspensão e os braços! Ao longo do caminho, passamos por várias propriedades rurais e vamos desfrutando da paisagem e de belas árvores, como a mutamba, pau-pereira, pau-jacaré, paineira e jacarandá-mineiro. As sedes de algumas fazendas são uma atração a parte, com belas casas, antigas, em estilo colonial. Nas imediações da Usina, existem bares e restaurantes às margens do lago, os quais atraem mui-


USINA DO FUNIL 32km

Percurso (ida e volta)

02:30:00 44º02’11”O e 21º08’35”S

tas pessoas, principalmente em dias de calor. Ali também está a Comunidade do Funil, a qual originalmente se localizava próximo da Ponte do Funil. Mais que uma simples ponte, a Ponte do Funil foi, durante várias décadas, um ponto de encontro para muitos moradores de Lavras e de municípios vizinhos, que ali iam para usufruir (nadar e pescar) do Rio Grande naquele trecho, além dos barzinhos às suas margens. Com a formação do lago, em 2002, a Ponte do Funil foi submersa e muita gente até hoje lamenta a perda desse ponto de referência. Ao chegarmos à barragem da Usina, já pedalamos por 16 km. Vale a pena cruzar sua extensão de 600 m para vermos o lago e a própria

Usina por vários ângulos. Por questões de segurança, a permanência sobre a barragem não é permitida, bem como entrar no lago em pontos próximos da Usina. Procure um local seguro, afastado da barragem e refresque-se antes de encarar os 16 km de volta!

LEGENDA 01 - Vista parcial da barragem da Usina do Funil 02 - Entardecer no lago da Usina do Funil 03 - Estrada para a Usina do Funil 04 - Paisagem rural

José Márcio Faria Professor da UFLA

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


PLUBLICIDADE

18

MARKETING x PUBLICIDADE

M

uitas pessoas possuem dúvidas quando tratamos dos temas marketing e publicidade. Até mesmo clientes não compreendem que uma agência de Comunicação pode fazer ambos os serviços, porém com abordagens distintas. Marketing vai muito além de vender ou anunciar um produto ou serviço, nele está incluso uma infinidade de outros recursos, englobando principalmente o entendimento de um determinado mercado. Esse “entender” diz respeito a um estudo aprofundado do mercado, a fim de descobrir quais são as necessidades e os desejos das pessoas. Market, em inglês, significa “mercado” e, por isso, “marketing” pode ser entendido como o mercado em uso, em andamento. Bem mais do que estratégia de vendas, o marketing é uma constante análise do comportamento do consumidor. Uma vez que, tudo ao nosso redor está em constante mudança, inclusive o mercado e as pessoas. O marketing também deve estar sempre se adequando e analisando o mercado, para que possa lançar estratégias que vão ao encontro da atual situação – financeira, psicológica, cultural e/ou social – das pessoas.

Leandro Rezende

Empresário, Administrador, Proprietário da Agência LL Comunicação e Design Presta consultoria para grandes empresas de Lavras e Região Expertise em Branding, Campanhas, Design de Embalagens e Redes Sociais

Av. Álvaro Algusto Leite, 775, Monte Líbano, Lavras/MG (35) 9 9812 1536 - 3826 4774

Publicidade é a maneira de divulgação das mensagens por meio de anúncios, que influenciam o consumidor a adquirir produtos ou usar serviços. É também uma atividade empresarial pela qual se procura fazer com que o consumidor tenha interesse pela aquisição ou pelo uso de certos produtos ou serviços anunciados por meio de mensagem escrita, áudio ou visual. Técnica para vender produto ou serviço; dar imagem favorável a uma empresa ou marca. Conhecida como a arte de convencer e persuadir, a publicidade é um processo de comunicação que possibilita o conhecimento de algum produto ou serviço, processo esse que acontece depois do estudo do marketing. Se sua empresa precisa de uma orientação, converse conosco. Será um prazer atendê-lo(a).

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


ESPORTE

20

BICAMPEÃ PAN-AMERICANA E A MELHOR EQUIPE ADULTA DAS AMÉRICAS Um projeto social que está além das competições Luiz Henrique Rezende Maciel é técnico da Seleção Brasileira de Ginástica Aeróbica

Por Camila Caetano Fotos: Daniel Rocha Fotografias

E

m atividade desde 2010, o projeto “Ginástica na UFLA” desenvolve atividades gymnicas voltadas às crianças e aos adolescentes e adultos universitários de Lavras e região. As aulas têm como objetivo possibilitar a prática das ginásticas, proporcionando a vivência das mais diferenciadas modalidades, além de novas oportunidades. Desde o princípio, o projeto é

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

coordenado pelo professor Luiz Henrique Rezende Maciel, do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Lavas (UFLA) e também técnico da Seleção Brasileira de Ginástica Aeróbica. Mas, o projeto teve os primeiros passos enquanto Luiz Henrique ainda era estudante. “Eu era atleta e comecei a trabalhar com a ginástica ainda na graduação em 1998, com turmas de iniciação. Em 2000

foi quando a primeira equipe competiu em campeonato estadual”, comenta. Em 2001, ele se forma em Educação Física e inicia com as equipes no Instituto Presbiteriano Gammon, até 2010, quando iniciou a docência na UFLA e levou o projeto para a Universidade, já com um cunho social, muito além das competições. “As pessoas olham nossa equipe e pensam que é só competição, mas temos um traba-


necessário que o projeto esteja com vagas disponíveis, por isso é preciso estar na lista de espera. “Estamos estudando algumas parcerias com o Rotary, a Prefeitura de Lavras, para que possamos abrir outras turmas e poder atender mais pessoas”, complementa Luiz Henrique. Interessados em participar devem entrar em contato no Departamento de Educação Física da UFLA. Pessoalmente ou no telefone: (35) 3829-1293.

MOMENTO MARCANTE: OLIMPÍADAS

lho social de base, que atende cerca de 200 crianças, jovens, adultos universitários, gratuitamente. A nossa intenção com o projeto é de abrir os olhos das crianças, da comunidade e possibilitar a entrada na Universidade. Eu tenho atletas que estão comigo desde que eram crianças e que ingressaram na UFLA. Desde o início falo que não adianta só querer treinar, que é necessário dar continuidade nos estudos”. Hoje, o projeto atende Lavras e região, há atletas de Ijaci, Perdões, Luminárias, dentre outras cidades. A idade mínima é de cinco anos. É

Para o coordenador, o momento mais significativo foi a participação nas Olimpíadas, após convite da Federação Internacional de Ginástica (FIG). “Primeiro participamos do Campeonato Mundial, na Coréia, em julho. Desde 2010 que o Brasil não estava na final dessa competição, sendo que o Brasil é um dos que mais tem títulos mundiais na ginástica aeróbica. Das seis provas presentes, três eram da UFLA. A FIG gostou muito da nossa apresentação e nos convidou para participar das Olimpíadas. Então, recebemos o convite a partir de uma prova nossa, de uma rotina que nós elaboramos, dos meus atletas”, conta emocionado.

No Campeonato Mundial, na Coréia, a equipe conquistou o sexto lugar. Os seis primeiros foram convocados para o World Games, que acontece a cada quatro anos. Neste ano será em julho, na Polônia. “Agora, nosso objetivo é estar entre os três primeiros nos jogos mundiais. Temos que estar no pódio. No último campeonato mundial, de 48 países que participaram, ficamos em sexto lugar. Na ginástica, se você fica até o oitavo lugar já é muito bom. Mas, já que estamos entre os seis, agora queremos ficar entre os três”. Para conseguir o êxito não é nada fácil. Para aqueles que participam de competições, os treinamentos ocorrem de segunda a sábado, de quatro a cinco horas por dia. “Só paramos nos domingos, em feriados não há descanso. E dependendo da competição, dos objetivos, treinamos inclusive nos domingos. Ano passado treinamos de janeiro a agosto de segunda a segunda, sem feriado, sem domingo”. O professor Luiz Henrique conta que atletas de outros clubes e estados o procuram sempre com o objetivo de treinarem na UFLA, por conta do nível da equipe. “Sempre tem muita procura. Depois que fomos para as olimpíadas aumentou muito a visibilidade”. REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


ESPORTE

22

Equipe Ginastica da Ufla

José Henrique Oliveira

O PROJETO QUE FAZ DIFERENÇA Muito além das competições. Este é o pilar do projeto. A intenção é de formar crianças e adultos, fazendo a diferença na vida de cada um. O atleta José Henrique Oliveira, 24 anos, hoje estudante de Educação Física na UFLA, conta sua experiência na Ginástica da Universidade. “Entrei na ginástica em 2009, REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

quando o professor Luiz Henrique me fez o convite e me ofereceu uma bolsa para treinar no Gammon. Eu tenho uma família que me apóia em tudo e sempre me mostra o caminho correto, mas sou de uma cidade pequena (Ijaci) onde é fácil o acesso às drogas e o projeto me mostrou outro caminho, onde eu conseguiria ter uma vida melhor”, conta o atleta. Quando iniciou no projeto, José

Henrique tinha 17 anos, ingressando na categoria juvenil. “Apaixonei-me pela adrenalina que o esporte proporciona. Em 2010 entrei na categoria adulto. Nesta época, foi complicado, meus concorrentes tinham experiências internacionais e eu não conseguia fazer nem um espacate perfeito. Neste ano, fiz minha primeira viagem de avião, nossa, foi incrível. Eu nunca pensei que ia andar de avião na minha vida. E hoje já perdi as contas de quantas vezes voei. Mas, foi muito trabalho duro até hoje. Como eu era o pior da classe eu chegava antes de todo mundo e já começava a treinar. Todos os dias!”. O atleta ressalta que é necessário ter persistência e não deixar escapar nenhuma oportunidade. “Eu era o único que não ia competir fora do país. Mas, de 2009 até o final de 2012 tive a chance de fazer trio com o Marcelo e o Maelton, que estavam bem mais avançados do que eu. Eles me ajudaram a evoluir muitíssimo. Foi nessa época que consegui melhorar e chegar ao mesmo nível que eles”. Mas, para ele, todo esforço é recompensando, pois cada detalhe no projeto faz toda diferença na vivência e na formação. “Com a ginástica conheci uma pequena parte do mundo. Conheci pessoas que me mudaram, que me fizeram crescer de dentro pra fora, amadurecer. Hoje sou campeão Pan-Americano, finalista mundial e classificado para os Word Games. E o mais legal de tudo é que sou exemplo na minha cidade”.


O QUE MAIS APROVA

UMA AVENTURA ACADÊMICA

Família Gammon

MA PR OG RA IAD O DI FE RE NC O DE EN SIN ÊS DE IN GL

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


Foto: Daniel Rocha Fotografias

CONDOMÍNIOS

24

SUPORTE CONDOMINIAL

A

existência de propriedades com mais de um dono surgiu na Idade Média, e desde então nasceram diversas questões relacionadas a esse modo de vida, aumentando a necessidade de uma pessoa responsável para administrar as pendências e apresentar as soluções viáveis aos impasses. Esta tarefa culminou com a criação da atividade do Administrador de Condomínio, serviço que era, até então, dispensável. A administração condominial compreende aspectos muito específicos, envolvendo de uma só vez as especialidades contábeis, legais, fiscais e administrativas, aplicáveis com particularidades ao setor imobiliário. E é com esta experiência que Mariana Moreira Hermeto, formada em Contabilidade e em Relações Internacionais, uniu seus conheci-

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

mentos e voltou à sua cidade natal, Lavras, em 2012, apoiada pela empresária Ivana Lopes Miranda, conhecida no ramo de Administração de Condomínios. Assim, somaram forças, com o objetivo de fazer crescer ainda mais a rede. “Assim como em todo ramo, a Administração de Condomínios também apresenta dificuldades e desafios, mas com o apoio de empresas locais, fornecedores e a colaboração muitas vezes dos próprios condôminos, as soluções se complementam. Administrar um Condomínio vertical ou horizontal não é tarefa fácil, e é com a visão de que gerir patrimônio alheio é um assunto sério, que estamos atuando no Mercado Lavrense há cinco anos, entregando soluções aos clientes e procurando resolver conflitos e pendências de toda espécie nos condomínios de nossa

cidade”, relata Mariana. Para Mariana, uma boa Administradora Especializada em Condomínios está sempre atualizada e preparada para enfrentar todas as demandas que envolvem uma administração correta, podendo inclusive ir além, auxiliando e orientando as construtoras em seus novos empreendimentos, visando facilitar a vida cotidiana desses condomínios e barateando os custos de sua manutenção.

FICHA TÉCNICA Mariana Moreira Hermeto (35) 3821-0467 / (35) 98868-0416 Condomínio do Edifício das Clinicas, R. Misseno de Pádua, 352 - Centro, Lavras


CAPA

26

BICHECTOMIA:

Conheça a nova tendência para deixar o rosto mais fino Tudo o que você precisa saber com a dentista Polyana Ribeiro Por Camila Caetano Fotos: Daniel Rocha Fotografias

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


E

specialização em ortodontia/ortopedia e implantodontia, pós-graduação em aparelhos autoligados e prótese fixa, já completaria muito bem o currículo de uma dentista, certo? Mas, a dentista Polyana Ribeiro, 31 anos, vai sempre além. Para ela, é fundamental inovar, por isso, a última especialização realizada é a famosa lipoplastia facial, mais conhecida por bichectomia. A bichectomia consiste na retirada da bola de bichat, uma gordurinha que fica nas bochechas, responsável por deixar o rosto arredondado. Após a retirada dessa gordura, além do rosto afinar, as “maçãs” da face ficam mais destacadas. Esse procedimento já é famoso entre diversas celebridades. Angelina Jolie, Kim

Kardashian, Madona, Megan Fox são exemplos de como a cirurgia faz toda diferença no visual. “A parte inferior do rosto fica mais fina e delicada, causando o famoso efeito blush”, comenta a dentista. Polyana explica que a cirurgia é delicada, por estar em uma área entre nervos e canais salivares, mas simples, sendo realizada em uma hora e com anestesia local. O corte é de apenas 1 cm na parte interna da boca, sendo assim, não haverá cicatrizes externas. Normalmente, retira-se 5 ml de gordura de cada bochecha. A quantidade será de acordo com o paciente, ou seja, apenas o suficiente para causar um benefício estético, sem afinar de maneira exagerada, pois é fundamental que

o efeito seja natural. É necessário sempre buscar por um profissional experiente, para que tudo funcione corretamente. “Um corte acidental pode ocasionar uma paralisia facial ou lesionar o ducto parotídeo (canal por onde sai a saliva). Essas situações são reversíveis, mas, ainda assim, é extremamente importante fazer com um profissional que conheça a anatomia da região. E nós, dentistas, estudamos a fundo a anatomia da face, por isso, podemos fazer esse tipo de procedimento com total segurança”. Polyana garante que o pós-operatório é bem tranquilo. “Todas as minhas pacientes que fizeram a bichectomia afirmaram que não sentiram dores. É necessário ter alguns cuidados, como fazer compressa de gelo no local para diminuir o inchaço, dieta leve nos primeiros dias, evitar esforço físico por uma semana, tomar o antibiótico corretamente, ou seja, nada além do normal”. Para aquelas pessoas complexadas com as bochechas volumosas, em pouco tempo é possível ter um rosto mais harmônico e atraente. A cirurgia é indicada após o crescimento completo da face e realmente para quem possui um volume maior nas bochechas ou falta de definição na linha da mandíbula e pescoço. “Antes, é necessário fazer uma avaliação facial completa. Já aconteceu de pessoas sem indicação alguma me pedirem para realizar a cirurgia, mas expliquei que não havia necessidade, que não era o caso. É muito importante verificar se a cirurgia proporcionará os benefícios esperados”. O resultado da cirurgia já é notado logo após duas semanas, e com o tempo fica cada vez mais evidente. “Mas, o resultado final, definitivo, será em seis meses após o procedimento”, complementa a dentista. Para quem está curioso com relação ao valor da cirurgia, Polyana relata que no Brasil o procedimento custa entre 2 e 8 mil reais, a depender do profissional. REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


CAPA

28

ANTES “Realizei a bichectomia com a dentista Dra. Polyana Ribeiro há pouco tempo e já estou amando o resultado. Nunca imaginei que seria tão tranquilo o procedimento. Não senti dor durante a cirurgia e no pós operatório ela foi muito cuidadosa e atenciosa comigo, me dando todas as instruções, assim tive uma recuperação tranquila e indolor. Recomendo seu consultório, pois seu profissionalismo garante o sucesso do tratamento.” Ana Paula de Souza

Dissecção e identificação da bola de Bichat

DEPOIS

Retirada delicada da gordura. Posteriormente é realizada a sutura.

Ilustração: Divulgação

MITOS SOBRE A BICHECTOMIA Alguns fatores devem ser esclarecidos quando se trata de bichectomia. Muitas pessoas que têm as bochechas proeminentes possuem as charmosas “covinhas”. Quem se encaixa neste caso pode ficar tranquilo. As covinhas não serão modificadas com a cirurgia. Outra questão: Quem sofre desse problema, sabe bem como é a situação. Você pode fazer inúmeras dietas e exercícios físicos, emagrecer o máximo possível, mas as bochechas não modificam como você gostaria, sempre dando aquele aspecto de rosto redondo. De acordo REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

com Polyana, isso ocorre porque a gordura de Bichat é uma das últimas gorduras do organismo a ser queimada, quando se perde peso. Então, surge aquela dúvida: será que após o procedimento pode acontecer do volume das bochechas voltar? A dentista esclarece que é praticamente impossível isso acontecer, somente se ocorrer um ganho muito significativo de peso. “A mudança, na maioria das vezes, é definitiva”. Polyana esclarece outro grande equívoco. Muitas pessoas pensam que, com o tempo, após a bichectomia, a face pode vir a ficar flácida,


causando um aspecto de envelhecimento. Ela explica que isso não ocorre. “Essa gordurinha fica entre dois músculos da face, mas não tem funcionalidade. O que causa esse aspecto de envelhecimento é a flacidez da pele, independente da pessoa ter feito ou não a bichectomia, pois a gordura de Bichat não tem uma função de sustentação. Além disso, essa gordura é profunda, assim, ao ser retirada não altera em nada a textura da pele”. Você também deve estar se perguntando, então para que serve a tal gordura de Bichat? Se ela existe é porque deve ser importante para o organismo. Polyana relata que ela tem funcionalidade apenas aos recém-nascidos. “Nessa etapa da vida ela é importante durante a amamentação, protegendo enquanto o bebê suga o leite materno, além disso, resguardando os ramos bucais do nervo facial. Apenas nesse período que ela tem função fisiológica, depois, não há nenhuma utilidade”.

MAIS NOVIDADES E quem disse que as novidades param por aqui? Além da especialização em lipoplastia facial, Polyana também realizará neste mês o curso de bioplastia facial, para iniciar novos tratamentos em Lavras, como o ácido deoxicólico e os fios de dermosustentação. O ácido deoxicólico é uma substância que ocorre naturalmente no corpo, ajudando a destruir a gordura. Hoje, a substância utilizada no tratamento é uma versão desse ácido, também já famosa entre as celebridades. Essa substância promete eliminar a papada, dando fim ao queixo duplo. Agora, além de conseguir diminuir o volume das bochechas também é possível eliminar a gordurinha do queixo, com procedimentos simples. Com esse tratamento, a praticidade é ainda maior. Basta aplicar a substância com uma injeção, sem necessidade de curativos após as aplicações. Em poucos minutos o procedimento é finalizado. “Já tenho pacientes só esperando eu fazer o

curso para poder iniciar as seções. Inclusive, o primeiro da lista é um homem. Eles também já têm utilizado os procedimentos em benefício da estética”. Já os fios de dermosustentação resolvem o problema da flacidez no rosto e pescoço. O procedimento é realizado com anestesia local, sem cortes e em aproximadamente 20 minutos. Os fios são inseridos por meio de pequenos orifícios feitos com uma agulha. Um tratamento sem agressões que promove um lifting facial. Além desses já mencionados, também está incluso no curso técnicas com a toxina botulínica (famoso botox) e preenchimentos na face. “Não podemos parar nunca. Sempre procuro por novidades e aperfeiçoamentos. É preciso sempre inovar e correr atrás dos nossos objetivos. Hoje, sou completamente realizada com a minha profissão”, comenta Polyana.

PLANOS E EXPECTATIVAS PARA OS PRÓXIMOS ANOS: Aprimorar sempre. Manter o foco no trabalho, buscando sempre me especializar no que for preciso para manter os meus pacientes satisfeitos. Isso é o que me motiva. • Defina-se em três palavras:

FORÇA / DETERMINAÇÃO / CORAÇÃO

FICHA TÉCNICA Polyana Ribeiro (35) 3822-0769 @polyorto Rua Doutor Francisco Sales, 213, centro REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


Showroomlavras

SHOW ROOM MODAFEMININA & MASCULINA

Praça Leonardo Venerando, 436, loja 105, Edifício Dr. João Lacerda Centro - Lavras/MG - (35) 3826-6028


ESPECIAL MULHER

32

A FORÇA DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO Por Camila Caetano

É

nítida a posição que a mulher assumiu nas últimas décadas no mercado de trabalho, alcançando cargos expressivos, conquistando grandes empreendimentos, tornando-se mulheres de negócios. Em todos os lugares o poder feminino está presente. Entretanto, as mulheres ainda enfrentam desigualdades. De acordo com o último estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos dados da pesquisa do IBGE (Pnad), a desigualdade vem diminuindo, contudo, de forma lenta. Segundo esse estudo, pela primeira vez, as mulheres atingiram o patamar de 70% da renda masculina. Houve um crescimento com relação a outras décadas, mas ainda há mulheres que recebem menos que os homens. Há muito que se conquistar. Apesar dos impasses, a todo instante nos deparamos com mulheres guerreiras e de destaque nos mais variados ramos. Em Lavras, não é diferente, ELAS estão presentes em todos os cantos da cidade, sempre visionárias, realizando os seus sonhos.

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


Luciana Alves Reidler Empresária 40 anos

Luciana é natural de Bom Sucesso, mas morou em várias cidades do estado do Rio de Janeiro durante a sua adolescência. A profissão do seu pai (Juarez Alves), juiz de Direito, exigia mudanças constantes. Seguindo a carreira do pai, Luciana formou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Fez pós-graduação em Direito Empresarial, e foi assessora de dois desembargadores no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Morou por cinco anos na Suécia, estudando e trabalhando na área de Direito do Consumidor. “Voltei para o Brasil depois que meu irmão faleceu, pois queria e pre-

cisava ficar mais perto da família. Queria fazer algo diferente, menos formal e que me permitisse ficar próximo dos meus pais. Optei por Lavras por ser perto de Bom Sucesso”, comenta. Luciana resolveu ser empresária e proprietária da Loja Ninar desde agosto 2013. “A minha volta coincidiu com a gravidez. Como estava muito triste com a morte do meu irmão, foquei na gravidez e comecei a ler muito sobre o mundo infantil. Justamente quando a Ninar foi inaugurada. Tornei-me amiga da antiga proprietária (Renata Castanheira), assim, a aquisição da Ninar aconteceu naturalmente. Sempre digo que comprei uma loja e ganhei uma irmã”.

Luciana considera o trabalho essencial. Para ela, a conquista profissional é um desejo forte. “Minha mãe (Claudia Alves) optou por deixar a profissão para cuidar dos filhos e para acompanhar meu pai na magistratura. O apoio dela foi fundamental para meu pai ter tranquilidade para exercer a função de juiz de forma equilibrada e imparcial, mas, sou de uma geração muito diferente. Não consigo me imaginar só em casa. Respeito as mulheres que fazem isso. Mas para me sentir uma mulher realizada preciso ser mãe, mulher e profissional”. Mas, ela confessa que não é nada fácil conciliar a vida profissional e pessoal. Mãe de Mattias, quatro anos, Luciana educa seu filho sozinha. “Eu trabalho muito, inclusive ajudo meu pai na fazenda. Sou mãe, empresária e uma pseudo fazendeira (risos). Quero que meu filho entenda o valor do trabalho e que possa associar a algo bom, que me deixa feliz”. Para Luciana, apesar das conquistas na luta pelos direitos da mulher, ainda há muito para ser alcançado. “Apesar da Suécia ocupar o 4º lugar no ranking do Fórum Económico Mundial, que mede a igualdade de gênero, foi lá que enfrentei preconceito de forma mais explícita. Quando comecei a estudar sueco na minha sala tinha muitos imigrantes originários de diversos países, alguns mulçumanos. Um dia, um colega de classe se negou a fazer um trabalho comigo pelo simples fato de ser mulher (...) As mulheres ainda são vítimas de preconceito e há muito a ser feito para diminuir a desigualdade de gêneros”. PLANOS E EXPECTATIVAS PARA OS PRÓXIMOS ANOS: Na vida profissional quero vários desafios, isso me motiva e me faz crescer. Na vida familiar quero que meu filhote cresça com saúde e feliz. Os planos sempre são muitos, não paro. Espero que a Loja Ninar seja um sucesso sempre, além disso, ajudar mais o meu pai na fazenda e, ainda, quero aprender mais sobre o cultivo de café. • Defina-se em três palavras:

AMOROSA / RESILIENTE / CURIOSA REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


Foto: José Henrique / Cia da Foto

ESPECIAL MULHER

34

Simony Valentini Cerimonialista e administradora, 38 anos

Simony nasceu em Osasco/São Paulo, mas mora em Lavras há 20 anos. “Sinto-me lavrense já”, comenta. Formou-se em Administração pela Faculdade Presbiteriana Gammon e trabalhou em muitos lugares, como lojas de roupas, escritórios, além de ter contribuído na implantação da Camargo Corrêa em Ijaci. Também fez estágio na Caixa Econômica Federal. Hoje, ela é proprietária da Bountè Cerimonial e Eventos e gerente do Camuá Eventos. Há 12 anos Simony, está engajada na área de cerimonial. “Auxiliamos os noivos desde a contratação de bons profissionais e acompanhamento até o fechamenREVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

to do evento. Por isso a importância de se contratar um bom profissional, pois a responsabilidade é enorme, tudo precisa estar em sintonia para que aconteça da maneira mais suave possível. Eventualidades acontecem, por isso é chamado de evento, mas o bom cerimonialista resolve qualquer imprevisto sem que ninguém perceba. Procuro fazer um trabalho personalizado para cada casal, afinal é um dia único”. Simony conta que tudo começou quando estava desempregada e foi trabalhar de recepcionista em um evento. “Achei interessante e logo descobri que era o que eu queria, tive uma ajuda enorme da Nércia (que in-

felizmente não está mais entre nós), que sempre me apoiou e me ensinou muito. Tenho uma dívida eterna com ela. Iniciei o cerimonial com uma amiga, ficamos juntas durante sete anos, temos amizade até hoje, nunca tivemos problemas com o término da sociedade. O cerimonial mudou a minha vida, jamais me imaginei trabalhar com algo que me fizesse tão feliz, que me realizasse tanto”. Além disso, Simony conta que sua mãe Nely e seu marido Cláudio sempre lhe ajudaram e a apoiaram em todas as decisões. “Amo muito meu trabalho e minha família, tenho um filho lindo de três anos e às vezes não é fácil deixá-lo em casa para ir trabalhar, mas como tenho uma ajuda enorme da minha mãe e do meu marido, tudo fica mais suave e tranquilo. Não me imagino sem o meu trabalho”. Para Simony, apesar da desigualdade ainda existente no mercado de trabalho, a mulher conquistou um lugar expressivo, fazendo toda diferença nas diversas profissões. “A mulher ainda não está numa condição de vantagem em relação ao homem, pois continua existindo muito preconceito e discriminação, principalmente desigualdade salarial. Mas, hoje vejo que muitas empresas preferem as mulheres por serem mais atenciosas, carinhosas e maleáveis. Temos conquistado nosso espaço diariamente”.

PLANOS E EXPECTATIVAS PARA OS PRÓXIMOS ANOS: Espero que 2017 seja um ano de muitos sonhos realizados. Nosso objetivo principal é proporcionar aos clientes tranquilidade para aproveitar o grande dia, deixando todas as responsabilidades conosco. O evento, acima de tudo, deverá ter o estilo dos anfitriões e se tornar o sonho realizado. Assim, oferecer as melhores soluções em assessoria e consultoria nos eventos, prestando serviços com profissionalismo, superando as expectativas dos clientes, esse é o objetivo. • Defina-se em três palavras:

PROFISSIONALISMO / AMOR / CAPACIDADE


Foto: José Henrique / Cia da Foto

Priscilla A. Sousa Silva Empresária 33 anos

Priscilla é lavrense, formada em Direito na Faculdade de Direito de Varginha (Fadiva) e hoje empresária do ramo imobiliário. Fazia o trajeto Lavras a Varginha todas as noites durante o período de faculdade, época que ainda era apenas funcionária da empresa Apolo Imóveis. Casou-se em 2009, ano em que se tornou sócia da empresa Apolo Imóveis ao lado de seu marido, “a partir daí começamos um árduo trabalho, do qual colhemos frutos hoje”. Mãe de gêmeos (Laura e João Maurílio) teve que “ralar muito” para conciliar a vida de mãe e empresária. “Não foi e ainda não é fácil, exijo muito de mim em tudo que

faço, principalmente com relação à educação e tempo para estar com meus filhos”. comenta. À frente da Apolo Imóveis, empresa que engloba locação, venda e administração de imóveis, Priscilla considera-se uma eterna estudante do direito imobiliário, procurando sempre atender seus clientes com a maior competência e qualidade possível. “A verdade é que a vida me levou a esta profissão, mas as coisas foram tomando este rumo e eu agarrando as oportunidades.” Por ter esse instinto empreendedor, em 2013, Priscilla iniciou, juntamente com seu marido Fabio Maurílio e o engenheiro civil José Geraldo

Alvarenga, uma nova etapa em sua carreira profissional: o trabalho com empreendimentos e construções de Edifícios. O primeiro empreendimento, Edifício Alta Vista, foi entregue em 2016, com prazo e prestações impecáveis, abrindo portas no mercado lavrense. “Tivemos uma excelente aceitação no mercado de Lavras e, hoje, estamos trabalhando em mais três empreendimentos a todo vapor”. Priscilla conta que durante toda sua carreira profissional se espelhou muito em seu marido: “Fabio é um profissional extremamente competente, me ensinou muito e continua me ensinando”. Não deixou de ressaltar ainda a inspiração e importância dos seus pais que sempre lhe apoiaram e acreditaram no seu potencial. “Vejo-me com uma visão empreendedora, diferente das gerações passadas, mas eles serão sempre meu alicerce”.

PLANOS E EXPECTATIVAS PARA OS PRÓXIMOS ANOS: O crescimento da empresa Apolo Imóveis e a expansão dos empreendimentos com novos prédios e novos desafios.

• Defina-se em três palavras:

MÃE / FORÇA / FÉ.

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


Foto: José Henrique / Cia da Foto

ESPECIAL MULHER

36

Milene Campos D. Oliveira Psicóloga 30 anos

Milene, natural de Itaú de Minas/ MG, residiu em diversas cidades como Salvador, Campo Grande, Belo Horizonte. Para ela, essa vivência contribuiu no contato com pessoas de distintas culturas. Mudou-se para Lavras em 2004. No ano seguinte ingressou no Centro Universitário de Lavras (Unilavras), no curso de Psicologia. “Apaixonei pela cidade e pelo curso. A escolha pela Psicologia foi pelo desejo de conhecer a mente humana, os processos mentais que desencadeiam em comportamentos funcionais e disfuncionais e, com esse conhecimento, auxiliar as pessoas em sofrimento mental”, conta. REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

Após a graduação foi para Brasília aprofundar mais seus estudos, também esteve em São Paulo, especializando-se em Terapia Cognitiva, onde teve contato com especialistas internacionais renomados: Dra Ana Maria, PhD Philip Kendall, PhD Martin Seligmam, PhD Mark Reinecke. Na faculdade Unifenas dedicou-se mais dois anos de aprendizagem em Terapia Cognitiva Comportamental. Psicóloga há sete anos na RM Clínica de Psicologia, Milene realiza os atendimentos através das técnicas da Terapia Cognitiva Comportamental, com o objetivo de desenvolver o potencial de cada paciente. “Assim

que formei, montei minha clinica, com o psicólogo Rodrigo Oliveira, que além de compartilhar o consultório comigo, compartilha a vida, pois é meu esposo. Sempre contei com o apoio dos meus pais, o que tornou a conquista mais fácil. Mas, a motivação maior vem do meu companheiro e amigo de profissão Rodrigo”. A realização profissional vem de gerações. “A minha família possui mulheres que lutaram por seus objetivos. Hoje temos profissionais em diversas áreas: engenharia, arquitetura, medicina, psicologia, serviço social, entre outras. Com certeza a mulher está conquistando seu lugar no ambiente de trabalho. O sonho da minha mãe era ser psicóloga. Na cidade em que morava não havia o curso e estudar em outra cidade naquele tempo era bem mais difícil, ela acabou cursando Pedagogia, mas ama a sua profissão”. Para Milene é um desafio para todos conciliar a vida profissional e pessoal, mas é preciso superá-lo. “Penso na vida como uma balança e tento dividir as horas como pesos, distribuindo para as áreas de nossa vida: pessoal, familiar, espiritual, profissional, etc. É um grande desafio, mas isso nos permite ter uma vida mais funcional e consequentemente sermos mais felizes”.

PLANOS E EXPECTATIVAS PARA OS PRÓXIMOS ANOS: Minha expectativa para o futuro é continuar fazendo o que gosto, vivendo em alegria com minha família, trabalhando com profissionalismo e amor, aprofundando mais em conhecimento, levando para meus clientes o melhor que a terapia pode proporcionar. • Defina-se em três palavras: PSICÓLOGA / MÃE / ESPOSA


Foto: José Henrique / Cia da Foto

Angelina B. Rosa da Silva Advogada 58 anos

Angelina nasceu em Lavras e formou-se na Faculdade de Direito de Varginha (Fadiva). Após a conclusão do curso, abriu seu próprio escritório. “Antes de fazer Direito, formei no curso técnico de magistério e passei a dar aulas no Lar Augusto Silva, quando entrei na faculdade, em 1979, comecei a trabalhar no Cartório de Registro de Títulos e Documentos. Logo que me formei, em 1984, resolvi abrir o escritório, e desde então trabalho como advogada”. Já são 34 anos de carreira. Hoje, especialista em direito previdenciário e direito de família. “Criei meus três filhos Eloá Stella, Raonni Alécio e Luciane Rogéria, sempre traba-

lhando como advogada e lutando para que se tornassem homens e mulheres dignos. Não é fácil, mas estou sempre tentando dar o meu melhor, seja na área profissional ou pessoal, sem deixar de lado os familiares e amigos”. Angelina conta que seu sonho sempre foi cursar faculdade de Direito e advogar. “Nunca pensei em fazer concurso, e sim realizar esse meu sonho. O início de toda profissão é complicado, mas em especial na minha área passamos por certas turbulências e dificuldades até ter seu trabalho reconhecido. Mas sempre tive apoio de outros colegas de profissão, minha família e em espe-

cial o saudoso colega Paulo Rogério Nepomuceno. Sempre procurei trabalhar honestamente e com ética profissional, o que refletiu na profissional que sou hoje”. Angelina e suas irmãs foram as primeiras da família a ingressarem no mercado de trabalho. “Hoje tenho o orgulho de poder inspirar outras mulheres da minha família a trilharem um caminho profissional, e em especial minha filha, que atualmente divide o espaço profissional comigo, junto com mais uma colega, a Patrícia de Lourdes Santos, e assim, formamos uma família.”

PLANOS E EXPECTATIVAS PARA OS PRÓXIMOS ANOS: “Continuar no mercado de trabalho, buscando novos conhecimentos e aprimoramento em prol de nossos clientes, e incentivando e acolhendo novos profissionais”.

• Defina-se em três palavras:

FÉ / PERSISTÊNCIA / CARIDADE.

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


Foto: José Henrique / Cia da Foto

ESPECIAL MULHER

38

Cristiane O. Costa Lasmar Administradora de Empresas e vereadora 42 anos

Cristiane nasceu em Araraquara/SP, mas passou a maior parte da sua infância em Conceição das Alagoas, no Triângulo Mineiro. Na adolescência mudou para Lavras, onde estudou, ingressou na carreira de trabalho e constituiu família com Fábio Costa Lasmar. Ela é formada em Administração pela Faculdade Gammon, qualificada em Gestão de Saúde pela Fundação São Camilo em Belo Horizonte e especializada em Gestão Estratégica com Ênfase em Gestão de Pessoas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Desde 1997, Cristiane administra a Ecomed (serviço de diagnóstico REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

por imagem), acumulando nestas duas décadas de trabalho a instalação e a gestão dos serviços de Ressonância Magnética (Cial – Centro de Imagens Médicas), Cintilografia (Cial Nuclear) e Hemodinâmica (Hemosul). Em 2013, também trabalhou, por um período, como Controladora do Município de Lavras. Cristiane é persistente. Sua primeira função na Ecomed foi de recepcionista, digitadora e depois administradora. “Comecei do zero. Quando decidi por trabalhar na área da saúde, sabia que seria um desafio constante, porque ali se lida com vidas. Enfrentar as dificuldades faz parte de qualquer profissão. Sou de

uma família que gosta muito de trabalhar. Além disso, meus chefes são muito empreendedores e sempre me passam entusiasmo, motivando a mim e a toda equipe”. O apreço pela vida profissional percorre por diversas décadas as gerações de mulheres da família de Cristiane. “Cabe acentuar que a mulher é balizadora da conduta transmitida para as próximas gerações, na minha família não é diferente. Minha avó trabalhou a vida toda como professora, enquanto criava a família. Minhas tias sempre buscaram, além de suas funções domésticas, exercer suas profissões. Acredito que não fujo a essa regra”. Hoje, Cristiane também é vereadora de Lavras, dividindo o seu tempo de trabalho entre a Ecomed e a Câmara Municipal. “Ser vereadora é uma experiência nova, mas já está sendo dignificante, pois como membro do Poder Legislativo e, trabalhando de forma técnica, estou conseguindo realizar minha proposta de ser uma representante da população, uma fiscal dos bens públicos e uma legisladora municipal”, comenta. Cristiane relata que durante a campanha eleitoral mesmo aquelas pessoas que já tinham outro candidato lhe diziam sobre a importância de ter representação feminina na Câmara Municipal. “Durante a campanha eleitoral fui bem recebida por todas as pessoas com as quais encontrei e somente tive incentivo. A Câmara Municipal é o lugar onde as representações de todos os grupos sociais devem estar presentes para gerar melhores condições comuns, não cabendo de forma alguma existir atitudes preconceituosas, por menores que possam ser”. PLANOS E EXPECTATIVAS PARA OS PRÓXIMOS ANOS: Como vereadora, quero contribuir para que Lavras seja destaque no cenário mineiro, que as pessoas sejam felizes por morarem em uma cidade de potencial e realizações. Como administradora, tenho por expectativa manter a excelência da Ecomed. • Defina-se em três palavras:

DEDICAÇÃO / CONFIANÇA / RESILIÊNCIA


Foto: Daniel Rocha Fotografias

Linara Moura A. Ribeiro Empresária 26 anos

Linara é lavrense e vem de uma família tradicional no comércio. Ela conta que os seus familiares estão no ramo há 50 anos. “É uma vida, está no sangue mesmo. Minha avó era de Nazareno e trazia vestidos de noiva e festas para Lavras, assim levávamos até a casa da cliente. Os negócios foram crescendo, até expandir pela família toda. O início da minha loja não foi fácil, mas sempre acreditei e lutei, vivendo altos e baixos até conseguir”, comenta. Proprietária da loja de modas “Linara Celebridade”, a empresária relata que no trabalho é onde ela se sente realizada. “Quando você ama a profissão você sai de casa e vai para

o melhor lugar do mundo, eu costumo dizer que a loja é meu hobby. Lá eu me solto”. Hoje, a loja conta com quatro grifes exclusivas no Sul de Minas Gerais. Para Linara, o importante é sempre garantir a satisfação dos clientes: “Nosso diferencial é poder oferecer às nossas clientes todo auxílio na hora da escolha, afinal um vestido de gala você sempre usa em grandes ocasiões”. Além da garra para conquistar seu espaço como empresária, ela conta que é preciso uma luta diária para manter toda a vida pessoal em ordem. “Se acham que mulher é sexo frágil eu provo o contrário. Sou empresária, esposa,

mãe do Arthur e dona de casa. Confesso que não é tarefa fácil”. Antes de ter seu próprio negócio, Linara trabalhou em uma ótica, que lhe possibilitou um crescimento profissional. “Sou muita grata ao meu primeiro emprego. Uma equipe maravilhosa, minha segunda família. Cresci e aprendi muito com eles. Sempre fui firme em meus passos e não me lembro de ter esbarrado com alguém que quisesse ou tentasse me diminuir pelo fato de estar atrás de um cargo ou uma empresa”.

PLANOS E EXPECTATIVAS PARA OS PRÓXIMOS ANOS: Meus planos são aprimorar e crescer a cada dia, sempre visando uma melhor qualidade no mercado para as minhas clientes. • Defina-se em três palavras:

EMPREENDEDORA / MÃE / ESPOSA

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


Foto: Daniel Rocha Fotografias

ESPECIAL MULHER

40

Joice de Campos Dutra Nutricionista 35 anos

Joice nasceu em Santo Antônio do Amparo e mora em Lavras há 18 anos. Formou-se em Nutrição no Centro Universitário de Lavras (Unilavras) em 2004 e ingressou no mercado de trabalho em 2005. “No início foi difícil, quando comecei muitas pessoas não sabiam o que era Nutricionista e o que fazíamos. Com o passar dos anos, aos poucos as pessoas foram compreendendo que o nutricionista investiga e controla a relação do homem com o alimento para preservar sua saúde, suprindo suas necessidades nutricionais. Na Nutrição Clínica, o profissional orienta e prescreve cardápios individuais para quem quer manter REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

a saúde, pessoas diabéticas, hipertensas, obesas, desnutridas, desportistas/atletas, e pacientes com doenças renais, hepáticas, cardíacas ou qualquer outra cujo tratamento exija acompanhamento alimentar específico”, comenta. Além da carreira profissional, Joice também é mãe do Gabriel, que tem quatro anos. “Não é fácil conciliar a vida profissional com a vida pessoal, principalmente quando se tem filho pequeno. Mesmo trabalhando o dia todo, não devemos tentar compensar nossa ausência permitindo tudo. Nos momentos livres dou amor e carinho, tento aumentar a troca afetiva e elevar a estima

dele, mas também ensino respeito, responsabilidade, gratidão, limites e consequências. Temos que fazer o melhor possível para guiar os nossos filhos no caminho da vida”. Para Joice, o sucesso profissional é consequência de toda uma trajetória de luta, paciência, amor pela carreira, além de muito apoio emocional. “Agradeço a minha família por sempre me apoiar e motivar a continuar, mesmo com as dificuldades que surgem ao longo da vida. Quando amamos a nossa profissão, superamos qualquer obstáculo”.

PLANOS E EXPECTATIVAS PARA OS PRÓXIMOS ANOS: Eu elevo minhas expectativas a cada ano e vou dar tudo de mim para concretizá-las, alcançar meus objetivos, evoluir profissionalmente e pessoalmente e realizar meus sonhos. Sempre tento traçar metas, planos… mas, respeitando meu momento. • Defina-se em três palavras:

INCENTIVADORA / AMIGA / VERDADEIRA


(35) 3821-3716

Praรงa Leonardo Venerando Pereira, 400 - Centro, Lavras - MG


ESPECIAL MULHER

42

MULHERES BRILHANTES E VISIONÁRIAS A história de grandes mulheres presentes na Casa do Vovô em Lavras. Por Camila Caetano Fotos: José Henrique / Cia da Foto

E

m funcionamento desde 24 de outubro de 1999, a Casa do Vovô, em Lavras, é uma entidade filantrópica destinada a acolher e assistir idosos. Conta com uma equipe de 30 funcionários, entre eles cuidadores, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, médicos clínicos e técnicos de enfermagem, além do trabalho de voluntários no bazar beneficente e outros que participam das atividades do dia a dia. A Casa do Vovô permite a moradia de cerca de 50 idosos em período integral em condições de dignidade, cidadania e respeito. Para esta edição, a Revista Ipê visitou o local e conversou com algumas mulheres que sempre estiveram à frente do tempo, conquistando a in-

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

dependência financeira e destacando-se nas diversas profissões. Pianista, compositora do hino de Lavras, formada em Pedagogia e Teologia. Azená Oliveira, 75 anos, fez parte da história de diversas pessoas de Lavras e toda a região, seja em casamentos, formaturas ou bailes. A paixão pelo piano começou ainda criança, aos quatro anos. Com o passar do tempo foi se aperfeiçoando e estudando cada vez mais. A dedicação foi extrema, passando a ministrar aulas na cidade por cerca de 30 anos. Azená conta que seu maior parceiro de música foi Paulo Oliveira Alves, mais conhecido por Paulo Piano. Hoje, aos 75 anos, Azená ainda mantém todas as habilidades. Ela considera que o hábito pela leitura

foi o que sempre lhe proporcionou vivacidade. “Fecho os olhos e sinto a música e simplesmente tiro as suas notas. Esses dias me pediram para tirar uma bossa nova. Disse que levaria uns três meses, pois é mais complexo. Mas, ao iniciar, levei apenas meia hora. Até me belisquei para saber se era verdade, se eu ainda estava viva”, conta em risos. Azená não perde tempo. Já está adepta às novas tecnologias e as utiliza a seu favor. “Há 43 anos eu estava atrás da música ‘Até o fim’ de Vinícius Cantuária. Como ganhei um celular, mandaram-me pelo whatsapp. Agora só falta tirar as notas”, comenta satisfeita. Uma mulher independente, sempre à frente do seu tempo. Casou-


Ruthi Costa de Freitas, Bernardina Maria de Oliveira, Inis Carvalho e Azená Oliveira

-se em 1963 e pediu o divórcio em 1969. “Casei sem amá-lo, por isso pedi a separação. Lembro-me que foi o quarto divórcio de Lavras. Tenho quase certeza que fui a primeira mulher da cidade a tomar essa iniciativa. Pensa em um escândalo, agora multiplica por mil. Foi assim, mas fiz o que queria”. Preconceito. Azená conta que foram diversos. Desde a sua remuneração, que era inferior a de um músico homem, até os momentos em que tocava sozinha em determinados eventos. “O que não faltavam eram cantadas, simplesmente por eu ser uma mulher” E hoje, ela deixa um conselho: “Não se deve desvalorizar uma mulher, porque a mulher não tem uma vida fácil”. Além de Azená, a Casa do Vovô conta com diversas outras mulheres que sempre foram independentes e satisfeitas com as profissões que escolheram, como Ruthi Costa de Freitas, 80 anos, costureira. Ruthi conta orgulhosa que conseguiu comprar sua casa com a renda que obtivera na costura. Durante toda a conversa, ela dizia “Amo trabalhar, sempre gostei. Acho que já até descansei demais aqui na Casa do Vovô, estou pensando em retornar à minha casa e voltar a costurar. Por isso sempre falo que a mulher deve procurar a sua profissão e ser independente”.

Bernardina Maria de Oliveira, 80 anos, foi costureira e enfermeira. Ela compartilha da mesma vontade: “Adorava a enfermagem, se pudesse queira estar trabalhando”. Bernardina conta que na época o seu marido não gostava muito da ideia de ter a esposa inserida no mercado de trabalho, por isso, sempre discutiam sobre o assunto. “Mas, não tinha outro jeito, só a renda dele não era suficiente. E é muito bom ser independente”. Inis Carvalho, 78 anos, foi telefonista em Belo Horizonte. Trabalhou em hospitais, faculdades, etc. Independente, também não pensou duas vezes ao ver que o casamento não tinha sido bem sucedido. Ficou casada por apenas dois anos. “Quando vi que não daria certo, pedi logo o divórcio. Depois tive outros namorados, mas nada demais. Gostava muito de trabalhar e quando tinha uma folga ia aos bailes dançar. Até que seria bom ter uns bailes aqui na Casa do Vovô, pois ainda estamos vivas”, comentou sorrindo. Azená, Ruthi, Bernardina, Inis, dentre tantas outras mulheres visionárias estão presentes na Casa do Vovô. São cerca de 20 mulheres, que aproveitam o tempo para aprender outras atividades, como artesanato. Sempre à procura do novo, independente da idade. Inú-

meras histórias que representam as conquistas alcançadas pelas mulheres de garra.

As pianistas Azená Oliveira e Dineia Modesto Oliveira

FICHA TÉCNICA Núcleo Assistencial Casa do Vovô Rua Francisco Barros, 11, bairro Serra Verde. Contato: 3822.1651 Tele-doações: 3822.8867 casadovovolavras@gmail.com REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


HISTÓRIA LOCAL

44

John Maxwell Stout

STOUT A ligação entre Lavras, o Gammon e a Nasa Por Diego Nascimento Fotos: Acervo pessoal de Carol Mersch

C

âmera, luz e espaço. Foi nessa trajetória que um jovem norte-americano formado pela Texas A&M se tornou um notável cientista que mostrou, por meio de teoria e prática, que as façanhas aeroespaciais teriam um futuro inimaginável. John Maxwell Stout era dono de uma mente brilhante. Seu expressivo índice de conhecimento sobre a Física e a Química foi capaz de prever, ainda na década de 1940, a viagem do homem à Lua. Se engana quem pensa que Stout foi mais um desses pesquisadores mostrados apenas na mídia: ele viveu em Lavras e atuou como docente no Instituto Presbiteriano Gammon e na Escola Superior de Agricultura de Lavras (Esal). O que contarei a seguir é de estremecer os livros. Durante a famosa Guerra Fria, a Rússia lançou o primeiro satélite artificial: o Sputnik. Era o início de uma era que tornou sonhos em realidade. O que pouca gente sabe é que o primeiro registro fotográfico feito em terra aconteceu no atual câmpus histórico da Universidade Federal de

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

Lavras (Ufla). Após cálculos extremamente complexos e um exercício profundo da paciência, Stout registrou a mais nova invenção russa em órbita. Ex-alunos que testemunharam o evento disseram que o cientista isolou a área para que tivesse condições de total concentração na busca pela imagem do satélite. Até mesmo o som do Sputnik foi captado naquela noite que marcaria a carreira desse desbravador espacial. Vários veículos de comunicação da época, a exemplo do Jornal do Brasil e Folha de Minas, estamparam na primeira capa a grande matéria que fez Lavras mais uma vez ser citada internacionalmente. Após alguns anos de dedicação à docência, Stout foi convidado a integrar o time de profissionais da recém-criada Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço – NASA. Lá também atuou como capelão e, conforme ele mesmo registra, foi o responsável por encaminhar a primeira Bíblia ao espaço. Para que a missão fosse cumprida, todo o conteúdo das Escrituras foi gravado

em um chip. Anos depois, o pesquisador foi agraciado com a medalha Apollo Achievement Award por seu trabalho durante as fases do programa que levou o homem à lua. Em minha recente busca pela história desse ícone da ciência, descobri muitos outros fatos que ofereceriam temas para filmes e séries nos famosos estúdios de Hollywood. Três meses após meu primeiro contato fui informado, por meio de um amigo próximo do professor Stout, que seu falecimento havia ocorrido em dezembro de 2016. Foram 94 anos dos quais oito décadas foram dedicadas a uma vida confessional e de muita pesquisa. Criado sob uma vertente protestante presbiteriana, o cientista fazia de sua própria casa um laboratório para experimentos que resultaram até em uma câmera fotográfica que fazia fotos em 360º, muito antes dos equipamentos de alta tecnologia que conhecemos hoje. Seu legado foi um misto de fé e ciência em prol da humanidade.


O professor John Stout, em Lavras, na rota do “Explorador�

Imagens Capturadas em tempo real na noite de 1957 em Lavras


BEM ESTAR

46

CENTRO EQUESTRE LAGOA DOS IPÊS Equitação e equoterapia proporcionam melhor qualidade de vida Por Camila Caetano Fotos: Daniel Rocha Fotografias

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

A praticante Maria Augusto Barros, 80 anos, acompanhada da equitadora Lídia Maria Borges e o fisioterapeuta Rafael Leão Martins


C

oncentração, postura corporal, autoconfiança, equilíbrio, coordenação motora. Esses são alguns dos benefícios proporcionados pela equoterapia e equitação, atividades oferecidas pelo Centro Equestre Lagoa dos Ipês, em Lavras. Filiado à Associação Nacional de Equoterapia (Ande-Brasil), o Centro possui todos os recursos necessários para o melhor atendimento. Tudo começou após a iniciativa de Lídia Maria Borges, Hedeilson Alves de Figueiredo e Jaqueline Affonso de Figueiredo, que se uniram para montar um projeto na área de equitação e equoterapia, unindo conhecimento técnico à estrutura da Fazenda. “Eu tenho filhos com dislexia, por isso os coloquei nas aulas de equitação e via a felicidade e evolução deles. Além disso, sempre fui apaixonada por cavalos. Nessa época, fui à Brasília fazer o curso de equitação para equoterapia. Eu já tinha contato com o Hedeilson, pois nossos filhos estudam na mesma escola e a sua fazenda tem uma estrutura muita boa, com muitos cavalos e pastagens. Ele queria utilizar melhor esse espaço, além de prestar um serviço à sociedade, assim unimos as nossas forças. Graças a Deus, tivemos na época vários parceiros que abraçaram a ideia conosco e com muita garra conseguimos”, conta Lídia, equitadora e sócia proprietária do Centro Equestre Lagoa dos Ipês. Hoje, o Centro Equestre Lagoa dos Ipês conta com 35 alunos. A recomendação é de que a aula de equoterapia dure meia hora, pois são muitos estímulos ao mesmo tempo. Mais que isso, pode causar fadiga. Já a equitação são 50 minutos. E não há restrição à idade. Crianças, adultos e

Diogo e D. Maria iníciando a sessão de equoterapia com uma série de alongamentos

idosos encontram nas aulas de equitação e equoterapia uma forma prazerosa de desenvolver a força muscular, aperfeiçoar a coordenação motora e o equilíbrio, além de aumentar a autoconfiança e a autoestima. Maria Augusto Barros, 80 anos, iniciou a prática assim que foi inaugurado o Centro Equestre Lagoa dos Ipês. “Antes eu tinha muita dificuldade para subir morro, sentia muita dor nas pernas, por isso, andava bem devagar. Depois que iniciei as aulas, tudo mudou. Hoje, já consigo montar a cavalo, não tenho mais dores. Fico ansiosa para chegar sexta-feira, só para poder andar a cavalo. E, sempre fui cavaleira, morava em uma fazenda, mas depois com o tempo fui parando. Quando inaugurou o Centro Equestre vi a oportunidade de voltar a fazer o que eu tanto amo”. E vai além das aulas de equitação e equoterapia. Lídia ressalta que eles também recebem crianças para visitação. “Fazemos uma demonstração de como funciona, para que serve a sela, cabresto, dei-

xamos os cavalos disponíveis, juntamente com os equipamentos de segurança. Chegam crianças aqui que nunca andaram a cavalo. Quem tiver interesse é só entrar em contato conosco, que será muito bem recebido. É bem divertido, de puro lazer. Levamos as crianças para conhecer a Fazenda, eles adoram. E vêm mais novidades, como cross country, hipismo, cavalgadas e muito mais”, comenta.

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


BEM ESTAR

48

Equipe, Lídia - auxiliar lateral e equitadora, Rafael - Fisioterapeuta e Hedeilson - Proprietário

EQUOTERAPIA A Ande-Brasil explica que “a equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos a nível físico e psíquico. Essa atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio. A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, os cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima”. A equoterapia no Centro Equestre Lagoa dos Ipês é coordenada pelo fisioterapeuta Rafael Leão Martins, com o auxílio de assistentes. “O fisioterapeuta é acompanhado de dois auxiliares: o guia e o lateral. O primeiro é o que puxa o cavalo e presta toda a atenção no animal. O lateral me ajuda a segurar o paciente, pois a maioria não tem o controle de tronco, devido à deficiência”, esclarece Rafael. O fisioterapeuta relata que o movimento do cavalo é recíproco à marcha humana, proporcionando para quem está montado o movimento tridimensional, a característica principal da equoterapia. “Eu, como fisioterapeuta, utilizo o cavalo como recurso terapêutico. Assim, é REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

A praticante Ana Stella realizando a equoterapia com auxilio do fisioterapeuta e equipe


possível obter controle de tronco, estabilidade, melhoria na postura, ganho de força muscular, flexibilidade. Tudo isso quando olhamos a parte motora, mas também temos que ressaltar a parte psicológica. Você imagina um cadeirante, acostumado a ver o mundo de baixo para cima, quando o coloca no cavalo, ele passa a ver o mundo diferente, fica com autoestima cada vez melhor”, comenta Rafael. Eliane de Oliveira Andrade Rezende, mãe de Ana Stella, conta que a prática da equoterapia resultou em melhorias surpreendentes no desenvolvimento de sua filha. “A Ana Stella, hoje com 33 anos, começou a fazer a equoterapia em Três Corações. Lá ela praticou por dois anos. Quando nos mudamos para Lavras ficamos sabendo do Centro Equestre Lagoa dos Ipês e a colocamos. A equoterapia é excelente para todos com algum tipo de deficiência. Para a Ana Stella foi a melhor coisa, pois ela não firmava direito. Quando começou a montar a cavalo, mudou em 99%”, conta Eliane. O fisioterapeuta do Centro explica que é preciso que o paciente tenha o diagnóstico correto e encaminhamento médico, já que a equoterapia é um tratamento. Além dos tratamentos pagos, o Centro também oferece alguns gratuitos, que são mantidos por patrocinadores. “Aqueles que não têm condições de pagar pelas aulas ficam em uma lista de espera. O que fazemos é ir atrás de patrocínio, seja pessoa física ou jurídica. À medida que vai surgindo padrinhos, entramos em contato. É feita uma avaliação e iniciamos o tratamento. Para aqueles que patrocinam, caso desejam, eu faço mensalmente um relatório, acompanhado de fotos, para mostrar como está sendo o tratamento”, observa Rafael. Lídia destaca que o Centro Equestre Lagoa dos Ipês é uma Associação, com registro e Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ)- “justamente para facilitar essa doação de empresas, através da dedução do imposto de renda. Muitas pessoas não têm condições de pagar pelo tratamento e, aqui, precisamos do acompanhamento do fisioterapeuta, temos gastos com os cavalos, além de toda a estrutura, por isso é importante a sensibilidade de todos”, complementa a sócia proprietária.

Daniela superando desafios na sessão de equoterapia, com exercícios de equilibrio e coodernação motora

O TROTE QUE TRATA O que acontece no corpo e no cérebro quando a pessoa monta 1 BALANÇO O passo do cavalo transmite ao praticante uma série de movimentos sequenciado e simultâneos que são os mesmos que o ser humano faz quando anda.

impulsos

cérebro

medula espinal

3 SINAPSES As informações sensoriais recebidas caminham pela medula espinhal até o sistema nervoso central, gerando estímulos no cérebro para a realização de novas sinapses.

2 IMPULSOS Os ajustes corporais automáticos que o praticante faz para se adptar ao movimento do cavalo geram impulsos nervosos que percorrem a coluna Para um lado e para o centro

Para cima e para baixo

Para frente e para trás

Fontes: Letícia Junqueira, fisioterapeuta e Liana Píres Santos, Psicopedagoga

FICHA TÉCNICA CENTRO EQUESTRE LAGOA DOS IPÊS

(35) 3821-3231

equoterapia lagoa dos ipes

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


50

ESTRATÉGIA E VENDAS

FATOR UAU, MUITO ALÉM DAS VENDAS

N

Ennemont Theyson Morel Empresário, Consultor e Coach atendimento@amplliare.com.br (35) 99163-6030

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

os dias de hoje, com o mercado tão competitivo, é preciso ir muito além de uma simples venda. Aquele vendedor que empurra somente seu produto, a fim de eliminar uma pressão existente na sua empresa, está cada vez mais distinto nas organizações, hoje o que vale para o cliente é mesmo a tranquilidade e a confiança de poder fazer um bom negócio de forma simples, prática e transparente, que também gere um sentimento. Os produtos estão cada vez mais similares e competem de forma igual, não bastando para impressionar. Estamos em tempo de valores intangíveis, percebida de forma diferente por cada cliente. Focar apenas em seus desejos e necessidades não é mais um diferencial. O ponto de foco está na solução e na experiência criada, não mais apenas no serviço ou produto. Mais que satisfazer os clientes por terem adquirido algo, devemos incansavelmente buscar clientes encantados, lembranças positivas e estimulantes do antes, durante e do pós-compra. Vender apenas não basta: precisamos despertar o sentimento da compra, o propósito da solução sob medida para cada estilo e perfil do cliente. A padronização no atendimento, com frases prontas, dá vez à criatividade, à inteligência e à sensibilidade do vendedor. Para isso, são necessários conhecimentos, habilidades e atitudes, focados no propósito de encantar o consumidor, conduzindo-o por uma experiência de atendimento maior do que a de simplesmente receber pelo que pagou. Uma experiência que desperte o fator “UAU”. Em tempos de conceitos, o desenvolvimento das atitudes dos profissionais de vendas e de atendimento tornou-se cada vez mais urgente, pois de simples tiradores de pedidos, fomos alçados ao posto de vendedores de experiências, focados na busca de soluções pertinentes para um cliente que tende a se tornar um agente viral do nosso negócio, compartilhando-o com sua rede, pelo bem ou pelo mal. Resumindo, das matérias-primas vem os produtos. O consumidor está em constante evolução e passou a priorizar os serviços como diferenciais. De pouco em pouco, produtos bons e serviços eficientes foram alçados à categoria do “nada mais que a obrigação”. O diferencial hoje está na experiência, colocando em destaque a capacidade criativa e inovadora de cada vendedor e empresa , em busca do encantamento de um cliente cada vez mais exigente e cada vez menos fiel.


SEMPRE CONECTADOS COM VOCÊ!

Rua Francisco Sales, 488 - centro. Lavras/MG - (35) 3821-2198 /

Com os planos para a família, não tem mais briga pela internet. E tem muito mais economia para você. mais rápido do Brasil.

(35) 99977-2198

8

8GB

Baixe o app

Meu Vivo

Vá até uma loja ou acesse vivo.com.br/pos A oferta acima se refere à aquisição do plano titular Vivo Pós 8GB que possui 2 (dois) dependentes MultiVivo gratuito. A configuração da franquia de internet, por linha, deverá ser realizada pelo titular por meio do Meu Vivo (aplicativo ou Web). As linhas MultiVivo adicionais serão tarifadas em R$79,99/linha por mês. Ao atingir o limite de dados do plano, a internet será interrompida.. Velocidade de transmissão de dados em internet móvel pode variar, entre outros motivos, por fenômenos naturais, deslocamento, distância da Estação Rádio Base épicos de tráfego. Consulte mais informações, cobertura e condições para navegar na velocidade 4G em www.vivo.com.br/pos.Ofertaválidaaté 31/05/17.


REI NA BARRIGA

52

AUTO PAPO

U

Boris Feldman Jornalista e Engenheiro www.autopapo.com facebook/autopapo

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

m engenheiro recém formado no Brasil foi estagiar numa fábrica na Suécia. Nos primeiros dias do estágio, um colega da empresa, seu vizinho, ofereceu carona. O brasileiro topou e percebeu, no primeiro dia, que ao chegar na fábrica o estacionamento estava quase vazio pois ainda faltavam uns 30 minutos para o início do turno da manhã. Mesmo assim, o sueco encostou o automóvel longe do portão de entrada. No segundo dia, o carro foi novamente estacionado no mesmo local, apesar das vagas disponíveis próximas ao portão. O brasileiro, sem entender, olhou em volta e procurou por árvores que pudessem proteger o carro do sol à tarde. Ou se ali era mais elevado que o lado contrário, para evitar uma eventual inundação. Nada encontrou que explicasse a opção do sueco. No terceiro dia, de novo no mesmo lugar, e aí o brasileiro perguntou o porquê de parar o carro longe da entrada. “Simples – respondeu o sueco – nós estamos chegando cedo e temos tempo para atravessar com calma o estacionamento. Assim, deixamos as vagas próximas ao portão para os colegas que chegam mais tarde e que se atrasariam se tivessem que encostar tão longe”. Essa história retrata a diferença entre culturas e povos. O sueco seria considerado pela maioria dos brasileiros como um verdadeiro trouxa, sob o raciocínio de que tem direito à vaga mais próxima por ter chegado mais cedo.. Ao volante, nós xingamos quem atrapalha o fluxo na rua ao parar em fila dupla. Mas não hesitamos em formar fila tripla ao deixar o filho no colégio. Nem em avançar no cruzamento congestionado mesmo sabendo que vamos interromper – desnecessariamente – o fluxo da outra rua. Ou estacionar na vaga do PNE – mais próxima da saída – pois ainda existem vários outras caso apareça alguém que tenha direito de fato. Sempre queremos levar vantagem. O antropólogo Roberto DaMatta tem uma explicação para o complicado comportamento do brasileiro ao volante em seu livro Fé em Deus e Pé na Tábua, da Editora Rocco. Ele diz que nossos motoristas abominam a igualdade no trânsito e não suportam se comportar como iguais nos espaços públicos. Esse complexo de superioridade – diz DaMatta - tem raízes na própria história do Brasil. E afirma que nossos motoristas “dirigem no melhor estilo Carlota Joaquina”, alusão ao protocolo real que obrigava, na época do império, que todos parassem para reverenciar a corte quando esta passava pelas ruas. O antropólogo diz que o brasileiro normal dirige, em geral, com um estilo agressivo. Não temos paciência para ficar ao lado daquele sujeito que, no nosso ponto de vista, é um atrapalhador do trânsito pois dirige devagar demais. Enquanto isso, ele olha para você e fala “Aquele cara é um débil mental porque está querendo correr e colocar nossa vida em risco”. Alguns idiotas só rodam na faixa da esquerda numa estrada de duas pistas pois “já estou na velocidade máxima e não preciso, portanto, deixar ninguém me ultrapassar”. Ou encosta defronte à garagem “só um minutinho” e vai para o bar tomar cerveja com os amigos. Quantas gerações serão necessárias para que o brasileiro tenha o mesmo espírito de civilidade e respeito aos terceiros como o do sueco? Ou que, pelo menos, não pense ter o rei na barriga?


Foto: José Henrique / Cia da Foto

JURÍDICO

54

REFORMA TRABALHISTA Fique por dentro das principais mudanças

O

Congresso Nacional está debatendo sobre as alterações nos direitos trabalhistas. Caso haja aprovação desta reforma, vários direitos dos trabalhadores poderão ser negociados entre patrões e empregados. Veja as principais mudanças: FÉRIAS • Como é: Todo empregado tem direito a 30 dias de férias, dos quais ele poderá optar por tirar em dois períodos distintos no ano. Contudo, um dos períodos deverá conter no mínimo 10 dias. • Com as mudanças: O empregado poderá parcelar suas férias em até três vezes, sendo que um dos períodos deverá corresponder a pelo menos duas semanas de trabalho. JORNADA DE TRABALHO • Como é: Em regra, a jornada máxima é de 8 horas por dia e 44 horas semanais. Qualquer hora trabalhada a mais será remunerada como hora extra, com acréscimo mínimo de 50%. Contudo, a lei não permite que o empregado trabalhe mais do que 10 horas por dia. • Com as mudanças: A jornada continua sendo de 8 horas, contu-

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

do, poderá, o empregado, trabalhar até 12 horas no mesmo dia. As horas trabalhadas a mais do que as 8 horas padrão, continuarão sendo remuneradas como hora extra. O limite de horas na jornada não será mais por semana, e sim por mês, o que não poderá ultrapassar 220 horas mensais. INTERVALO • Como é: Levando em conta a jornada padrão de 8 horas por dia, o empregado tem direito a uma hora de intervalo para alimentação e descanso, o qual não pode ser negociado. • Com as mudanças: O intervalo poderá ser negociado, desde que observado o mínimo de 30 minutos. Sendo assim, a título de exemplo, o empregado poderá fazer 30 minutos de intervalo e sair 30 minutos mais cedo do serviço, compensando assim a uma hora que tem direito. DESLOCAMENTO • Como é: Trabalhadores que vão e voltam do emprego em transporte oferecido pela empresa têm esse tempo de deslocamento contabilizado como jornada de trabalho. • Com as mudanças: Um acordo coletivo (realizado pelo sindicato)

pode mudar isso. REGISTRO DE PONTO • Como é: Hoje, a empresa que contém mais de 10 funcionários é obrigada a fazer o controle de jornada através do ponto eletrônico. • Com as mudanças: A forma de registro e acompanhamento de ponto pode ser definida em acordo coletivo, ou seja, poderá ser escolhida outra forma de controle diferente do ponto eletrônico. Sendo assim, verifica-se que, com as mudanças, diversos direitos trabalhistas poderão ser negociados livremente entre as partes, propiciando maior flexibilização nas contratações e diminuindo os custos para o empregador.

FICHA TÉCNICA • Henrique N. Torres OAB/MG 173.526 • Paulo Vitor M. Souza OAB/MG 174.192 • Pedro Henrique A. Pereira OAB/MG 175.204 Facebook/vitaladvocacia E-mail: vitaladvocacialavras@gmail.com


REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


MÚSICA

56

FLAUSINO E SIDERAL

CANTAM CAZUZA Celebrando 30 anos de amor à música, os irmãos Rogério Flausino e Wilson Sideral se unem para homenagear um de seus maiores ídolos, o cantor e poeta Cazuza.

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


Flausino, “é também uma grande oportunidade de ajudar a fomentar o lindo trabalho realizado pela Sociedade Viva Cazuza, há mais de 25 anos, no combate à AIDS”. A direção musical, assinada por Sideral, preza pelos arranjos originais, que vão da fase Barão Vermelho aos hits da carreira solo. “Para ser sincero, não quisemos reinventar nada, estamos apenas matando a saudade desses fonogramas clássicos. É coisa de fã, de irmão, de amor mesmo! Nossos destinos foram traçados na maternidade”, lembra Wilsinho.

NO REPERTÓRIO

Fotos: Antonio Andrade

N

ascidos em Alfenas, no Sul de Minas, os meninos começaram cedo, Rogerinho aos 13 e Wilsinho aos 10. Apoiados pela família musical, montaram sua primeira banda “Contacto Imediato”em 1985. Com o grupo e em dupla se jogaram na noite, apresentando-se em bares, festas e clubes da cidade e região. Em 1993, mudam-se para Belo Horizonte, de onde traçam os rumos de suas carreiras: Flausino, ao lado da banda Jota Quest, uma das mais

queridas do país; e Sideral, em carreira solo, como cantor, compositor, guitarrista e produtor musical. Pela primeira vez juntos, em uma turnê oficial, a dupla se reúne para reverenciar a obra de um dos maiores ícones do rock nacional, pelos teatros do Brasil. “Este nosso feliz reencontro tem como propósito propagar, ainda mais, a música e a poesia de Cazuza, que foram fundamentais na formação de nossa geração”, explica

O lado rock do poeta aparece em canções como “Beth Balanço”, “Porque Que a Gente é Assim”, “Ideologia”, “O Tempo Não Pára” e “Pro Dia Nascer Feliz”; a mpb e a bossa nova mostram sua cara em “Faz Parte Do Meu Show”, “Todo Amor Que Houver Nesta Vida”, “Eu Preciso Dizer Que Te Amo” e “Codinome Beija-Flor”; do blues, as clássicas “Solidão, Que Nada” e “O Blues da Piedade”; e do pop, os hits “Exagerado”, “O Nosso Amor a Gente Inventa” e “Brasil”, além de regravações eternizadas na voz de Cazuza, como “Vida Louca Vida”, de Lobão e Bernardo Vilhena, e “Quase Um Segundo” de Herbert Viana. A dupla lança ainda, canção inédita intitulada “Não Reclamo”, poema de Cazuza, musicado por Sideral, em 2015, especialmente para o projeto.

ACOMPANHADOS PELOS MÚSICOS: Adriano Campagnani (contra-baixo), David Maciel (bateria), Marcelinho Guerra (guitarra), Breno Mendonça (sax) e Wagner Souza (trompete), os irmãos convidam para esta emocionante celebração à vida. Viva Cazuza!

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


CINEMA

58

Cena do filme Divinas Divas

DIVAS, DIVINAS, ELENAS E BARONESAS As mulheres do cinema brasileiro – onde elas estão? Dedico essa coluna a todas as mulheres: às que nasceram e às que se tornaram. Por Marina Alvarenga Botelho / Jornalista e especialista em cinema Fotos: Divulgação

P

or que é importante discutir a situação da mulher no cinema e, mais ainda, no cinema brasileiro? Quais são os números das brasileiras diretoras que efetivamente conseguem levar seus filmes às salas comerciais de cinema? E os das que conseguem chegar aos circuitos de festivais? Existem papéis na realização cinematográfica que já são “naturalmente” de mulheres? A quantos filmes de diretoras mulheres você assistiu no último ano? Quantos filmes com mulheres fortes protagonistas? Quantas mulheres críticas de cinema você conhece ou já ouviu falar? Abro essa coluna com tantos questionamentos após reflexões que foram geradas na 20ª Mostra de Cinema de Tiradentes, um dos principais festivais de cinema do Brasil, e que abre o calendário de eventos de cinema todo ano. A Mostra, produzida pela Universo Produção,

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

aconteceu entre os dias 20 e 28, em Tiradentes-MG, e recebeu 33 filmes dirigidos por mulheres, dos 157 longas (21% do total), sendo que dentre os selecionados pela curadoria do festival, foram 12 obras, equivalendo a 41%. Número ainda muito desigual dentre os inscritos, mas um pouco mais expressivo que nos anos anteriores. No cenário comercial, a discrepância é ainda maior. Dos 20 filmes brasileiros de maior bilheteria até o terceiro trimestre de 2016 , apenas três foram dirigidos por mulheres. São eles: “Um namorado para minha mulher”, de Júlia Rezende, “O Começo da Vida”, de Estela Renner e “Mãe só há uma”, da genial Anna Muylaert. Seria muito inesperado dizer que nenhuma delas é negra? O que esses números significam: que homem nasce melhor diretor do que mulher ou que temos um grande problema de oportunidades e

incentivo na indústria cinematográfica brasileira? A resposta é clara: escondido por trás da famigerada “meritocracia” está a falta de oportunidade para mulheres. Ouvindo causos de quem trabalha dentro da indústria brasileira, há um pensamento retrógrado de que à mulher determinados papéis são melhores, como produtora, diretora de arte, assistente de direção ou assistente de fotografia, e que raramente chegam às posições de maior papel autoral ou mais altos na hierarquia. Pensando em tudo isso, as únicas reações possíveis às diversas desigualdades que perpassam os campos cinematográficos são: mulheres do mundo, nesse mês internacional das mulheres, uni-vos! Na realização de filmes, nas equipes, nos debates, nos estudos, nas nossas representações nas telonas, no incentivo a ver filmes de outras mulheres também. Ficam, portanto, minhas indicações, que não poderiam ser de filmes menos políticos. Sei que são filmes que provavelmente chegarão a poucas salas comerciais de cinema, e talvez mais em circuitos de festival ou salas de “cinema de arte”. Hoje ainda temos outras possibilidades que são empresas como o YouTube, com o YouTube Filmes, o Itunes ou mesmo a Amazon, que têm disponibilizado alguns filmes online, por preços justos. Vale ficar de olho!


BARONESA (JULIANA ANTUNES, 2016) O filme é de uma jovem mineira de Belo Horizonte. É seu primeiro longa, fruto de uma imersão de seis meses na comunidade Juliana, onde foi filmado, patrocinado com os recursos do programa Filme Minas. Baronesa acompanha a história de duas amigas pobres, Andreia e Leidiane. A primeira faz planos para sair da favela onde moram. A segunda cuida dos filhos enquanto o marido está preso. O filme se propõe como híbrido (mistura de ficção e documentário) e é parte de um conjunto de obras contemporâneas que tem colocado em xeque as nossas ideias de real, ficção, encenação, e ainda aborda temas tabus, como maternidade, violência e abuso infantil. Aqui, as mulheres são as protagonistas, e os homens, coadjuvantes. DIVINAS DIVAS (LEANDRA LEAL, 2016) É o primeiro filme dirigido pela atriz Leandra Leal, que carrega um grande carinho pela sua obra. Divinas Divas é um documentário sobre a primeira geração de travestis do Rio de Janeiro, que se apresentava em um teatro que pertencia ao avô da atriz. Leandra entrevista as cantoras, dançarinas e atrizes, enCena do filme Baronesa

Cena do filme Que Horas Ela Volta

quanto são preparadas para um último espetáculo no teatro, com todas juntas, completando 50 anos de carreira no palco. Cheio de causos divertidíssimos, o filme questiona a forma tabu como elas são vistas pela sociedade e exalta o íntimo de cada uma delas, já todas na faixa de seus 70 e poucos anos.

quem é Petra. O filme perpassa uma questão muito séria e que por vezes é tratada de forma banal na sociedade – só não vou dizer o que é para não dar spoiler!

QUE HORAS ELA VOLTA? (ANNA MUYLAERT, 2015) Regina Casé interpreta a empregada doméstica de uma família de classe média alta de São Paulo, que mora na casa dos patrões e cuida do filho do casal. Mas, para isso, teve que deixar sua filha, Jéssica, no nordeste, para ser criada pela família. Jéssica está vindo a São Paulo para fazer o vestibular e passa uns dias com a mãe. Anna Muylaert dirige esse filme, que é um brilhante retrato do encontro (ou embate) de classes sociais no Brasil. A filha passa a questionar à mãe seu lugar ali, e a ocupar lugares “proibidos” na casa da família, que começa a se incomodar com sua presença.

Dados do Observatório Brasileiro de Cinema e Audiovisual (OCA) e da Agência Nacional do Cinema (Ancine), disponível em: http://oca.ancine.gov.br/sites/ default/files/cinema/pdf/informe3trimestre_2016.pdf

ELENA (PETRA COSTA, 2012) Um dos mais belos documentários brasileiros, este é um filme sobre a busca da diretora, Petra Costa, por sua irmã, Elena. Quase como um filme-carta, Petra narra uma carta a sua irmã, compondo o que podemos chamar de “documentário em primeira pessoa”. São imagens de arquivo, entrevistas e caminhadas por Nova Iorque, em busca de descobrir quem realmente foi Elena, e que poeticamente vão se misturando para questionar até mesmo

Marina Alvarenga Botelho Jornalista e especialista em cinema REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


VIAGENS

62

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


CAPITÓLIO: A CAPITAL DO LAGO DE FURNAS Apoio da Prefeitura Municipal de Capitólio Fotos: Edgar Rodrigues

C

onhecida por muitos como “o mar de Minas Gerais”. Cercada de montanhas e um grande complexo de águas límpidas do Lago de Furnas, Capitólio tem se destacado cada vez mais no turismo. É considerada uma das cidades mais belas do entorno do Lago de Furnas, com paisagens cênicas, de tirar o fôlego. O artesanato criativo, a típica culinária mineira à base do peixe e as manifestações culturais são atrativos que convidam a conhecer e a experimentar a diversidade turística da cidade. De um simples local de contemplação e relaxamento a uma trilha para trekking, cavalgada ou mountain bike. Capitólio é marcada pelos canyons, inúmeras cachoeiras, piscinas naturais, praias de água doce e passeios de lancha ou off-road 4x4. As belezas naturais colocam o município em evidência no Brasil, sendo, hoje, um dos destinos mais procurados para o turismo de lazer. CANYONS Um lugar encantador e de beleza rara. É o lugar mais visitado entre todos os atrativos de Capitólio. Além das belas cachoeiras, paredões de mais de 20 metros de altura complementam a magnitude do local. O acesso é pelo Lago de Furnas, por meio de lanchas, chalana, catamarã e escuna. Toda a beleza dos canyons pode ser vista também pelo Mirante dos Canyons. MORRO DO CHAPÉU Um dos pontos mais altos da cidade, com altura de 1.293m. Seu topo é formado por um planalto com REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


1

VIAGENS

64

vegetação rasteira. Há uma capela com imagem de Nossa Senhora dos Desamparados. Sua fauna é rica em lobos, tatus e tamanduás. Entre as aves, os inhambus e as codornas. De seu topo tem uma visão privilegiada de grande extensão do Lago de Furnas, do Município de Capitólio, Guapé, Alpinópolis e São José da Barra. 1 CACHOEIRA DO LOBO Está no município de Guapé, a 16 km do centro de Capitólio, sendo 6 km em estrada de terra. São 300 metros de trilha até chegar à cachoeira, que tem queda de aproximadamente 15 metros. O local possui chalés e estrutura para camping.

2

2 COMPLEXO ORLA DA LAGOA Um lugar agradável para caminhadas e passeios, com calçadão às margens da lagoa e da prainha artificial. Esse complexo está no perímetro urbano da cidade. À tarde, ao pôr-do-sol, os reflexos e as revoadas dos pássaros formam lindas paisagens. 3 BALNEÁRIO ESCARPAS DO LAGO

3

Localizado a 7 km do centro da cidade, o Bairro Engenheiro José Mendes Júnior, conhecido nacionalmente por Balneário Escarpas do Lago, é uma referência turística de Capitólio, pelas suas belezas e pelo complexo de embarcações. Escarpas é um lugar aconchegante e possui uma das maiores marinas de água doce de Minas Gerais. 4 LAGOA AZUL Um lugar paradisíaco encontrado por aventureiros há alguns anos, com cachoeiras de águas cristalinas, com piscinas com tons de verde, azul ao dourado, às margens do Lago de Furnas, um ponto de parada para diversos barcos e lanchas, onde os turistas podem apreciar e registrar o que a natureza tem de melhor. 4 REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


5

Crédito: Trilha do Sol

5 TRILHA DO SOL É um complexo que tem duas cachoeiras, a “No limite”, a do “Grito”, também o “Poço Dourado”. Além das atrações naturais, você terá, através delas, possibilidades de várias práticas de esportes de aventuras, como trekking, rapel, marcha aquática etc. No local, há uma área de naturalismo e pousada. CASCATA ECO PARQUE O atrativo principal é uma trilha que leva por um passeio, na ida por cima das cachoeiras e na volta por dentro d’água, passando por lindas quedas d’água e piscinas naturais. Além de área para camping, hotel e bar.

6

6 PASSEIO DE CATAMARÃ O passeio no Catamarã tem duração de três horas, com acesso ao bar e lanchonete, banheiros e diversos atrativos que o barco disponibiliza, além de contemplarem a deslumbrante paisagem do mar de Minas e da vegetação que o cerca. PASSEIO DE CHALANA O passeio de Chalana tem duração de três horas, com duas paradas para banho de cachoeira. Com capacidade para 110 pessoas, a Chalana tem infraestrutura completa: barco de apoio, coletes salva-vidas, banheiro, som de trio elétrico e lanchonete. PASSEIO DE LANCHAS São várias pessoas que realizam os passeios pelo Lago de Furnas.

Paraíso Perdido

PLANEJE A SUA VIAGEM E EVITE O ESTRESSE • Acesse o site: www.capitolio.mg.gov.br e informe-se sobre restaurantes, hotéis, passeios e serviços turísticos. • Ligue e faça sua reserva, informando o número de pessoas, o dia e a previsão do horário de chegada. • De última hora, você não encontrará vaga no hotel, não fará o passeio desejado e poderá esperar muito tempo para saborear a deliciosa culinária capitolina. • Planeje todos os detalhes para que a sua viagem a Capitólio seja a melhor. REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


ESPAÇO GOURMET

66

COOKIES RECHEADOS Foto: Daniel Rocha Fotografias

REVISTA IPÊ | OUT/NOV/DEZ/2016 JAN/FEV/MAR/2017


INGREDIENTES DO CREME DE AVELÃ:

• 50g de amêndoas sem pele • 150g de avelãs • 400 ml de leite integral • 60g de leite em pó • 40g de mel • 170g de chocolate meio amargo • 140g de chocolate ao leite

MODO DE PREPARO

Derreta todo o chocolate e reserve. Torre as amêndoas e avelãs. Triture no liquidificador e deixe reservado. Leve ao fogo o leite, leite em pó e mel. Assim que levantar fervura desligue. Adicione no liquidificador e bata com as amêndoas e avelãs (já trituradas) mais o chocolate derretido. Coloque em um vidro e leve à geladeira por pelo menos 3 horas.

INGREDIENTES DO COOKIE:

• 1 ovo • 3 colheres (sopa) de manteiga • 1/2 xícara de açúcar mascavo • 1/2 xícara de açúcar refinado • 2 xícaras de farinha de trigo • 1 xícara de gotas de chocolate

MODO DE PREPARO

Com um batedor de arame fazer um creme com a manteiga, o açúcar e ovo. Junte a farinha de trigo mais as gotas de chocolate e amasse levemente com as pontas dos dedos, até ficar uma massa homogênea. Finalização: Abra pequenas porções da massa e recheie com o creme de avelã. Enrole e leve ao forno preaquecido a 180ºC até que os cookies fiquem dourados.

Ana Carolina Abe-Saber Cozinha Gourmet (35) 99168.5895

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


ESPAÇO GOURMET

68

RABO DE GALO Contos e história sobre o drink mais consumido no Brasil: o Rabo de Galo Foto: Zeca Meirelles

M

uitos contam que quando Jânio Quadros era prefeito de São Paulo, costumava-se reunir com frequência, no Parque do Ibirapuera, com o então governador Lucas Nogueira Garcez, para discutir as obras aceleradas para as grandes comemorações festivas do quarto centenário do Estado, que aconteceram em 1954. Com uma visão futurista, o engenheiro Lucas Nogueira Garcez queria transformar São Paulo em uma grande locomotiva do Brasil, não só nas indústrias, mas também culturalmente. Assim, foi dada a oportunidade a muitas empresas para se estabelecerem. Também interessado, chegou a São Paulo um produtor de bebida italiana, que queria produzir e comercializar vários produtos, olhando para a grande colônia italiana que vivia no Estado. Essa empresa iniciou uma pesquisa para saber o que as pessoas mais bebiam e como bebiam. A resposta foi rápida: cachaça. A maneira mais comum era colocar a cachaça em pequenos copos e, antes de beber, oferecer um gole ao Santo, fazendo algumas orações para pedir proteção. Os balcões ficavam sempre molhados, em razão desse ritual. Ao final do dia, o odor de cachaça era intoxicante. Dessa maneira, surgiu a ideia de associar a popular bebida brasileira ao produto principal da empresa: vermute rosso. Ele tomou cuidado

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

para entender como o brasileiro tomava a sua cachaça e apenas seguiu o ritual. Coube à fábrica de vidros Multividro, localizada no bairro de Belém, em São Paulo, a criação do copo diferenciado, seguindo as especificações dos italianos, para servir a bebida junto com a cachaça. O copo tinha marcas destacadas para o vermute e outra para a cachaça, não tinha como errar. Agora a etapa seguinte era dar um nome a esta mistura, a sugestão inicial foi COCKTAIL, prontamente rejeitado. Então, foi feita a tradução para o português e ficou RABO DE GALO.

RABO DE GALO INGREDIENTES 80 ml de cachaça 20 ml de vermute rosso

MODO DE PREPARO Em um mixingglass coloque gelo, em seguida os ingredientes, misture bem e sirva em uma taça coupe previamente gelada. Finalize com uma casca de limão.

CACHAÇA: VERDADEIRO DESTILADO BRASILEIRO Considerada a legítima bebida brasileira, a cachaça é um dos produtos que melhor ilustram todas as ações, tensões e contradições por trás das mudanças que permeiam a história do sistema agroindustrial brasileiro. Amada e odiada em proporções desconhecidas, a história dessa bebida está entrelaçada com a história brasileira. A produção e o consumo estão profundamente enraizados na formação econômica, social, política e cultural do Brasil. Ao beber um gole de cachaça, uma pessoa não está bebendo apenas um aperitivo, certamente vai beber mais de 400 anos de história.

Derivan Ferreira de Souza Barman


REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


VERDE CAMPO

70

INOVAÇÃO NO DNA Pioneira na fabricação de produtos sem lactose, Verde Campo lança iogurte Entre Refeições e entra na onda dos snacks saudáveis. Por Lucas Creek / Ideia Comunicação Fotos: Daniel Rocha Fotografias

O

lhos sempre atentos às demandas e tendências de mercado. Assim trabalha a Verde Campo, empresa de laticínios fundada em Lavras há 17 anos. Com postura inovadora e em sintonia com novos hábitos comportamentais dos consumidores, a empresa acaba de lançar seu mais novo produto, o iogurte Entre Refeições, da linha LACFREE. Disponível nos sabores morango e tradicional, o iogurte insere a Verde Campo no filão dos chamados snacks saudáveis – do qual fazem parte as barrinhas de cereal, por exemplo. O produto traz consigo uma importante inovação: cada potinho de 90 gramas tem apenas 35 calorias,

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017

além de ser zero gordura, zero lactose e zero açúcar, já que é adoçado com o adoçante natural stévia. Como uma alternativa para lanches rápidos entre refeições e as atividades do dia a dia, o iogurte traz o conceito de “poucas e boas calorias”, desenvolvido para atender a uma demanda crescente dos consumidores que têm buscado cada vez mais lanches práticos e nutritivos. O objetivo da Verde Campo é oferecer um produto que possa entregar ao consumidor qualidade nutricional – já que que o Entre Refeições é rico em nutrientes como fibras, cálcio e vitaminas – e com teor calórico suficiente para manter uma pessoa nutrida até a próxima refeição.

“Os lanches rápidos e mais leves entre refeições, como o iogurte Entre Refeições, favorecem o emagrecimento, pois aceleram o metabolismo. O novo produto vem complementar o portfólio e atender a um mercado ainda carente de produtos saudáveis com sabor. Nossa linha LACFREE vem crescendo para tornar-se um marco na indústria alimentícia, impulsionando o desenvolvimento de novas opções de alimentos diferenciados para esse público”, explica Alessandro Rios, presidente da Verde Campo. O Entre Refeições começou a ser distribuído nos supermercados de todo o país em fevereiro a um preço médio de R$ 7,98 por bandeja com quatro unidades.


PIONEIRISMO E CRESCIMENTO O lançamento do Entre Refeições é o mais recente da linha LACFREE da Verde Campo. Além de já produzir queijos, iogurtes e outros laticínios em versões tradicionais, diet e light, a empresa foi pioneira no Brasil no desenvolvimento e na produção em larga escala de produtos lácteos para dietas com restrição de lactose. “A Verde Campo sempre busca trazer produtos que surpreendam o consumidor com relação à diferenciação e à necessidade que ele possui”, destaca o diretor Comercial da empresa, Álvaro Gazolla. Os primeiros produtos da linha passaram a ser comercializados em 2011 e, de lá para cá, cresceram em variedade. São queijos maturados e frescos, iogurtes, creme de leite, requeijão cremoso, nata e coalhada. Com atuação sempre pautada pela inovação, a empresa lançou, em 2016, o Natural Whey, primeiro iogurte LACFREE com whey protein natural do Brasil. Desenvolvido com altíssima tecnologia, o produto é zero lactose, zero gordura, zero açúcar (adoçado com stévia) e tem 14 gramas de proteína de rápida absorção, auxiliando nos processos de recuperação muscular após as atividades físicas. “Temos o compromisso de aliar nossos produtos a hábitos de vida saudáveis, oferecendo alimentos lácteos diferenciados”, afirma Gazolla.

Em 2017, além de lançar o iogurte Entre Refeições, a Verde Campo reforça seu pioneirismo com mais um lançamento, do Requeijão Cremoso com Sal do Himalaia, que dá continuidade à família de produtos iniciada com o Queijo Cottage com Sal do Himalaia. Ambos apelam para as propriedades desse tipo de sal, originário da cordilheira de mesmo nome, na Ásia Central e famoso pelos benefícios à saúde e pela redução dos níveis de sódio. Juntamente com esta novidade, está sendo lançada também uma nova versão do iogurte LACFREE (sabores natural, morango e banana, maçã e mamão) em embalagens de 170g, com textura mais líquida. A ideia é

ter um produto com conceito “on the go”, ou seja, um produto que o consumidor pode consumir a qualquer hora do dia e em qualquer lugar, seja no trânsito, na academia ou a caminho do trabalho. Ainda este ano a Verde Campo deve ampliar sua cartela de produtos com novos lançamentos e aumentar sua capacidade de produção. “Investimos R$ 40 milhões na automação e na ampliação do parque industrial”, afirma o presidente, Alessandro Rios. Com isso, a fábrica deve passar a operar 7,5 milhões de litros de leite ao mês – em vez dos atuais 4 milhões de litros mensais. Alguém segura a Verde Campo.

FICHA TÉCNICA Verde Campo LACFREE Entre Refeições • Natural • Morango Para mais informações: www.verdecampo.com.br

REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


REVISTA IPÊ | JAN/FEV/MAR/2017


verdecampo.com.br @VerdeCampoLat verdecampo

E n t re u m a re fe i ç ã o e o u t ra , poucas e boas calorias.

NOVO IOGURTE LACFREE 35 KCAL

• Zero lactose • Zero gordura • Zero fome • Adoçado com Stevia • Fonte de fibras e cálcio

Revista Ipê 14 Edição  
Revista Ipê 14 Edição  
Advertisement