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rte | Ano II | Nº 2 | Rio Grande do No

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GRAFITH: a banda de todas as tribos Pág. 28

s ra o s fi n Co ssore fe os pro ferid a e pr galer da g. 44 Pá

’s JERN letam comp anos 40 64 Pág.

r iela Gab é a ea Corr PICY S gata dição ae dest g. 66 Pá

Toni Garrido

“a veia artística falou mais alto” Abril2010

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Editorial

Foram muitas festas, viagens e buchichos nessa virada de ano 2009/2010, porém o ano agora começou de verdade. Para muitos é hora de focar as energias no estudo, principalmente para aqueles que vão enfrentar o “temido” vestibular, por isso começamos esta edição com muitas dicas para quem quer se concentrar nos estudos sem perder o pique, e ainda, um gostoso bate-papo com o graduado, Toni Garrido, que fala sobre seu tempo de escola e porque escolheu a carreira de cantor. Teremos também opiniões de professores de colégios e cursinhos, da presidente da Comperv, Betânia Ramalho, que discute sobre o polêmico “argumento de inclusão”, que afetou diretamente o diaa-dia dos cursinhos, colégios e todos aqueles que estão prestes a fazer vestibular. Portanto, esperamos que gostem das matérias e das novas seções desta segunda edição da revista mais “bombada” da cidade, a Revista Intervalo!

Boa leitura! João Carlos Medeiros

14 Você Sabia? Descubra como ficar livre das DSTs

34 Comportamento Chacotas e ameaças são os primeiros sintomas do bowling

36 Games nia O esporte que virou ma ar igu pot ital cap na

50 Tripzzz

Canadá é o destino ma is procurad do pelos jovens potiguare s

54 Capa

sobre a Tony Garrido fala rreira ca a su da nova fase

DIRETORES Augusto Benfica Cláudio Menezes João Carlos EDIÇÃO Extra Comunicação REVISÃO Rosa Silva FOTOGRAFIA Aurino Neto 4

COLABORADORES Laise Revoredo Renato Dantas Renato Vilar PROJETO GRÁFICO Terceirize Editora COMERCIAL João Carlos 8873-9884

GRÁFICA Moura Ramos TIRAGEM 6.000 exemplares SIGA Comunicação Av. Eng. Roberto Freire, 2920 Sala 01A - Capim Macio Shopping Cidade Jardim Natal/RN | (84) 3082-4242

A Revista Intervalo é uma publicação semestral direcionada para o Ensino Médio, com distribuição gratuita, desenvolvida pela SIGA Comunicação.

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contato direto

Grêmio do Neves é destaque com suas campanhas

antil, Grêmio estud rumento o jovem como inst participativo da sociedade

Além de desenvolver o senso crítico e participativo, favorecer o aparecimento de lideranças, o grê mio tem também como missão dotar jovens de conhecimentos fun damentais para uma atuação consciente, coletiva e organizada na sociedade Os Grêmios Estudantis têm um importante papel na formação e no desenvolvimento educacional, cultural e esportivo da nossa juventude, pois eles organizam debates, apresentações teatrais, festivais de música, torneios esportivos e outras festividades. 6

As atividades dos Grêmios Estudantis representam, para muitos jovens, os primeiros passos na vida social, cultural e política. Assim, eles contribuem decisivamente para a formação e o enriquecimento educacional de grande parcela da juventude.

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Neves: Campan Campanha CCE CCE-MANA Foco 2009- Centro Cívico Escolar Madre Auxiliadora Nóbrega de Almeida Beatriz Farias - Presidente Rodolfo Lucena - Vice-Presidente Isabel Cruz - Diretor Cultural Felipe Eduardo - Diretor Financeiro Karol Franklin - Diretor Ação Social Karol Medeiros - Diretor Desporto Qual foi a maior campanha que vocês fizeram? Campanha de arrecadação de material e dinheiro para a construção da Arena Poliesportiva Madre Auxiliadora Nóbrega de Almeida, um novo espaço esportivo em nossa escola, dedicado a esportes de areia (vôlei de praia, beach soccer, beach handeboll etc.). Como surgem essas campanhas de arrecadação? No caso da Arena, surgiu com o desejo de dar continuidade a um projeto de construção que vinha desde o CCE-MANA Grum em 2001 e, infelizmente não pode ser concretizado. Buscando dar um gás na nossa plataforma de propostas para a campanha em 2009, procuramos o projeto da Arena e lançamos

Kevynne Medeiros - Assessor Lia Almeida - Assessora Ana Luisa Moura - Diretor Imprensa Mariana Coelho - Diretora Religiosa Heráclito Soares - Assessor Maria Beatriz Menezes - Secretária

novamente como sendo um desafio a ser alcançado até o final de nossa gestão e assim levamos até o fim. A Arena foi inaugurada no dia 03 de Fevereiro, depois de quatro meses de obras, marcando o início do ano letivo de 2010 no Neves. Qual é o principal objetivo dessas campanhas? Engajar todo o Colégio em prol de um foco, tendo a certeza que depois de concretizada, trará benefício para todos. Como vocês fazem para envolver todo o colégio? Por meio de campanhas publicitárias na TV Neves, movimentos nos intervalos, venda de docinhos, barraca de açaí, trufas, em fim... em 2009 vendemos de tudo em prol da Are-

na e não deixar o aluno esquecer de que estávamos fazendo essa campanha. Como é que a direção da escola participa dessas campanhas? Diretamente, seja autorizando nossos projetos mirabolantes de ganhar dinheiro, ou nos mostrando a melhor maneira de se conseguir material, ou nos auxiliando no processo de divulgação, concretização etc. Fora o apoio da escola, vocês recebem apoio de empresas privadas? Para a construção da Arena, exclusivamente, não. Mas indiretamente algumas empresas nos auxiliaram, ofertando patrocínios para as camisas do JERNs (Promater e 24 Horas Turismo).

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Salesiano: GELP (Grêmio Estudantil Luigi Prata) Luna Hesse - Presidente Bruna Barbosa - Vice-presidente Lilibeth Bulhões - Diretora geral Camila Diógenes - Secretária geral Arthur Carvalho - Tesoureiro Débora Melo - Tesoureiro Andressa Souto - Diretor cultural Mirelle Azevedo - Coordenadora cultural Élida Araújo - Diretora religiosa Lara Carvalho - Coordenadora religiosa Matheus Sandes - Diretor esportivo Newton Azevedo - Coordenador esportivo Thaís Cortez - Diretor ambiental Correia Neto - Relações externas

Qual deve ser o papel dos grêmios estudantis? Representar os estudantes, que possuem a capacidade de transformar a nossa sociedade nos mais variados setores, sejam eles culturais (criação de projetos de incentivo à cultura), sociais (campanhas que mobilizem os estudantes a participar de movimentos filantrópicos) ou políticos (auxiliando os estudantes a tratar com seriedade a política do país). Quais as ações que o grêmio realiza? Campanhas que ajudem a população carente, principalmente quando são jovens e crianças. Um bom exemplo é o Oratório Dom Bosco, realizado pelo colégio todos os domingos, em que recebemos, crianças e adolescentes de 7 a 17 anos

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e trabalhamos com evangelização, recreação e lanche, dando a eles um alicerce religioso e de princípios, a fim de auxiliar no seu futuro. Quem são os maiores beneficiados com essas ações? Quando se trata de solidariedade, ambos são beneficiados, os que doam e os que recebem. Solidarizamonos com causas que envolvem jovens privados de boas condições de vida, além de suas famílias. Vocês encontram dificuldades com os demais alunos para aderir a determinadas causas? Pelo contrário, os alunos participam com afinco das campanhas realizadas pelo GELP, além de recebermos todo o apoio do colégio.

Quais são os meios utilizados para angariar fundos? Campanhas de arrecadação dentro da escola em que os alunos doam e ao mesmo tempo participam de rifas, Há quatro anos o grêmio mobiliza uma campanha dentro da escola (ARRASTÃO SALÉ) com intuito de arrecadar alimentos. E a sala que mais arrecadar será premiada com as camisas do JERNs. Em 2009, devido às chuvas no interior do nosso Estado, o arrastão arrecadou, além de alimentos, peças de roupas em geral. Qual foi a maior ação de solidariedade feita por vocês? Arrecadamos centenas de peças de roupas e alimentos direcionados às vítimas das chuvas no interior do Rio Grande do Norte.

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Contemporâneo: Grêmio Estudantil Paulo Freire Ubaldo José Merco - Presidente Saulo Pereira Alves - Vice-Presidente Roberto Benedito - 1º Secretário

Qual foi o papel do grêmio nessas seis vitórias? Apoiar os alunos em geral, absorvendo e adptando suas ideias e propostas, assim como a melhoria dos esportes para os atletas, tendo como conseqüência o bom desempenho nas atividades esportivas dos JERNs e finalizando nas seis vitorias que temos hoje. O que o grêmio fez para incentivar os atletas? O grêmio tenta estar presente diante das situações dos atletas, incentivando-os a progredir sempre e buscando seu melhor, contando com a ajuda da nossa torcida e das nossas ações realizadas durante o ano.

Pollyana Galvão - 2º Secretário Igor Honório - Diretor Social e de Esportes Lysle Menezes - Dir. Cultural e de Meio Ambiente

Como é que vocês se organizam com as torcidas? Nas torcidas existem grupos formados por alunos que se dedicam mais especificamente a isso. Eles organizam a questão das bandeiras, das tabelas dos jogos, dos gritos de guerra e nós do grêmio, fazemos a parceria com esse grupo da torcida, vendo o que dá certo e quais as possibilidades que temos na concretização das suas ideias. Como são feitas as comemorações das vitórias? São feitas da melhor forma possível, com muita alegria e animação. Fazemos uma grande festa para os atletas, visando

sempre o reconhecimento do grande esforço desses alunos apaixonados pelo esporte durante todo o ano. Quais os planos de vocês para não perder o título num ano tão importante para as festividades da escola? Nossos planos giram em torno de muito trabalho e grandes idéias, as quais serão planejadas junto com a direção do colégio, mas que serão vistas durante o ano. Os 30 anos do Contemporâneo serão marcados com mais um titulo dos JERNs, esse é um dos nossos grandes objetivos.

Qual a contribuição que o grêmio pode dar ao esporte? O esporte particulamente para o nosso grêmio é um fator extremamente importante, pois é dele que tiramos nossos seis títulos junto com a nossa excelente divulgação. Posso dizer que o grêmio contribui muito na grande estrutura do esporte no Contemporâneo, mostrando aos alunos em geral que temos uma grande potencia no esporte, e fazendo as nossas melhorias também no esporte.

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fala mestre

Jovens que cursam a terceira série do ensino médio enfrentam um grande dilema: como dividir o tempo entre as atividades da escola e a rotina de estudo para o vestibular. Nesse período, o jovem deve decidir qual é a carreira profissional que ele vai seguir e focar os seus interesses em disciplinas específicas daquela área Será que existe uma fórmula para estudar no último ano do Ensino Médio e garantir o acesso à universidade? É melhor se concentrar no vestibular ou o foco deve ser o colégio? O aluno deve fazer cursinho? Essas perguntas são freqüentes na cabeça dos alunos que estão na reta final da escola e se preparam para entrar na universidade. Na opinião do coordenador geral do Colégio Salesiano São José, Mário Sérgio de Oliveira (Foto 01), a saída para ter êxito na escola e garantir uma vaga na faculdade é criar um plano equilibrado de estudos. “O aluno que estuda regularmente e apresenta um bom desempenho e rendimento escolar não precisa se cobrar tanto no período de vestibular. O papel da escola é fundamental para oferecer segurança ao aluno. Acredito que sejam desnecessários cursos complementares porque, muitas vezes, sobrecarregam o aluno. Sabemos que os cursinhos estimulam o conhecimento do aluno, mas não sou a favor do excesso, pois rotinas muito cansativas podem comprometer o aluno, física e mentalmente, o que pode gerar um grande estresse. O estudante tem limitações físicas 10

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Ensin om

e há uma necessidade que ele durma bem 8h por dia”, ressalta. Mário Sérgio complementa também que, no Salesiano, nas terceiras séries do ensino médio, a carga horária é dobrada, o que faz com que o aluno estude mais na escola regular. “Além do conteúdo programático de todas as disciplinas, o colégio faz uma revisão para o vestibular, o que totaliza 1.500 horas/aula ao final do ano. No mês de novembro, o Salesiano desenvolve um trabalho em que os alunos são divididos por áreas e são enfocadas questões discursivas das disciplinas específicas. No meio do ano realizamos também aulas de campo que contemplam as matérias de história e geografia do Rio Grande do Norte, que consiste em visitas a Macau, Mossoró e Baixo Assú”, disse. O aluno da terceira série do ensino médio do Salesiano São José, Raiano Tavares de Oliveira (Foto 02) pretende fazer vestibular para o curso de Direito e explica sua maratona de estudo: “tenho aula pela manhã, que termina às 12h45min e faço dois cursinhos paralelos: um para redação e outro para geografia. Separo três dias da semana para estudar os conteúdos passados em sala de aula,

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dedico-me por quatro horas seguidas. Descanso uma hora e leio jornais locais. Aproveito os finais de semana para me atualizar, lendo revistas de circulação nacional como: Veja, Época e outros jornais impressos”. Raiano, como tantos outros jovens pré-vestibulandos, fala sobre os seus finais de semana, que são quase inexistentes para o lazer ou descanso. “Na terceira série do ensino médio, junta a vontade de passar por média no colégio e o sonho de ingressar na faculdade. Para mim está sendo um ano de muita renúncia porque diminuí, e muito, os meus momentos de lazer. Acredito que meus amigos também tenham os mesmos objetivos e, quando chega o final de semana, fica até difícil reunir a turma porque cada um tem o seu ritmo de estudo”, enfatiza. Para a psicóloga do colégio, Sinara Bezerra, o estudo é importante, mas o equilíbrio físi-

co e mental é fundamental. “O equilíbrio é de suma importância para que o aluno saiba que é capaz. É uma fase que parece que o mundo vai cair sobre a cabeça dele. O que percebo é que o jovem oscila muito, uma hora ele se sente confiante e, em outras, desmotivado e inseguro. Ele quer dar conta de todo o conteúdo, quer compensar tudo o que ele não estudou e isso, muitas vezes, causa frustração. Além disso, há uma auto-cobrança muito forte e ele se sente na obrigação de ser aprovado. Temos encontros no Salesiano ao longo do ano e realizamos atendimentos individualizados com os alunos das terceiras séries e, se necessário, convocamos os pais ou familiares. Sempre conversamos com o estudante que é primordial que ele termine o ensino médio: o vestibular é uma conseqüência”, finaliza Sinara. Abril2010

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point

AMANTES DO

AÇAÍ Além de ser o point da galera jovem, oferece bom atendimento, produtos com qualidade e preços especiais

Com aproximadamente três anos e meio de existência, a família Amantes do Açaí tem muito a comemorar. Afinal, a empresa que começou com mesas e cadeiras alugadas, freezer emprestado, poucas tigelas e uma geladeira e atualmente conta com dois excelentes pontos (Av. Ayrton Sena e Av. Maria Lacerda), 20, funcionários (todos registrados), 90 mesas, ambiente climatizado na Ayrton Sena e uma Tapiocaria na Maria Lacerda, além de produtos de qualidade, uma clientela super fiel e os mais variados prêmios do segmento (indicado por dois anos consecutivos pela Veja Natal, com os temas: Melhor da Cidade na edição 2008 e Comer Bem na edição 2009).

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Emerson Cavalcanti mantém padrão de qualidade e conquista clientes

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O empresário Emerson Cavalcanti conta que resolveu ingressar no ramo por apostar no produto e no ponto, já que nas imediações do local onde foi instalada a sua primeira loja, não havia concorrentes. Nos primeiros meses após a inauguração, ele utilizou toda a renda arrecadada para investir em tudo que a Amantes do Açaí precisava, inclusive mudou a cor da loja de azul para verde e contratou seu primeiro funcionário. Depois de dois anos de funcionamento na Ayrton Sena, o empresário resolveu abrir uma filial na Av. Maria Lacerda. Para manter o padrão de qualidade e conquistar a confiança dos clientes, Emerson conta que procura fazer com que sua equipe esteja sempre muito bem apresentada. Ele revela que a preocupação começa desde a vestimenta dos garçons, mesas e banheiros limpos, e principalmente, com a qualidade e regularidade dos produtos. “São pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Aqui o cliente pode degustar o mesmo sabor e cremosidade do açaí, independente da hora ou dia. Costumo dizer que a qualidade dos nossos produtos depende 50% da nossa equipe e 50% dos fornecedores, por isso me responsabilizo pelas compras, pois gosto de escolher sempre o melhor para o cliente”, disse o jovem empresário.

Quando questionado a respeito do carro-chefe da casa, ele logo respondeu: “o açaí Amantes, que acompanha, além da granola, coco, castanha de caju, amendoim e farinha láctea. Esse prato, que nasceu do desejo de um cliente de ver todas essas coberturas unidas. Ficou tão saboroso que resolvi batizá-lo com o nome da casa”. Ele conta que é usuário do produto há oito anos e acredita que esta febre não se deve exclusivamente ao sabor diferenciado, mas também aos benefícios e vitaminas proporcionados. CURIOSIDADE O cliente do Amantes do Açaí pode optar por: - Pequeno: 300ml - Médio: 500ml - Mega: 1 litro.

BENEFÍCIOS DO PRODUTO - Anti-oxidante natural, o que favorece a circulação sanguínea; - Rico em ferro e fibras; - Energético duas vezes superior ao leite; - Indicado em tratamentos de anemia. DISK ENTREGA: 3207-4224 - Avenida Maria Lacerda 3207-4224 (De terça a domingo, das 16h às 23h) - Ayrton Sena – 3207-9029 (De domingo a domingo, das 16h às 00h) Aceitamos os principais cartões de crédito e débito. Promoções nas quartas-feiras na Ayrton Sena e nas quintasfeiras na Av. Maria Lacerda. Açaí mais barato e com direito a uma cobertura grátis.

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você sabia?

Quais são e como se prevenir tudo” sobre monstrando que “sabem uma Mesmo com os jovens de as. Por isso, preparamos vid dú em rg su s ze ve s ita sexo, mu sunto umas questões sobre o as matéria para esclarecer alg Elas não escolhem cara e, muitas vezes, mesmo durante a relação sexual não dá para saber quem tem e quem não tem. Apesar da AIDS ser a mais conhecida, fora ela, existem outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). As DSTs são causadas por 14

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vários tipos de agentes e são transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso da camisinha, seja feminina, seja masculina, com uma pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. Algumas

DSTs são de fácil tratamento e rápida resolução. Outras têm tratamento mais difícil ou podem persistir ativas, apesar da sensação de melhora. O médico urologista Dr. Arnaldo Santiago Nunes, especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia e professor de Uro-

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logia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRNdiz que no caso dos meninos existem duas formas de identificar se eles estão ou não contaminados. “Os sintomas podem variar desde feridas genitais, como no caso da sífilis primária e cancro mole; pequenas bolhas causadas pelo herpes genital; corrimentos uretrais, no caso das uretrites; verrugas genitais provocadas pelo HPV; até manchas na pele observadas na sífilis secundária; ou através de exames laboratoriais, que podem confirmar o diagnóstico de patologias como HIV, hepatite B e C, antes do surgimento de sintomas”, alerta Dr. Arnaldo. A incidência das DSTs vem aumentando nos últimos anos (Fonte: PN-DST/AIDS, 2003), sendo considerada como um problema de Saúde Pública. A Organização Mundial de Saúde estima que ocorram, no mundo, cerca de 340 milhões de casos de DSTs por ano. Mestre e Doutora em Gestação de Alto Risco pela UFRN, a médica ginecologista, Dra. Patrícia Bezerra diz que no Brasil, o número de meninas com DSTs já supera o dos meninos. “O que predomina mais no caso das meninas é o herpes genital e o HPV. Há um aumento de casos de HIV entre as mulheres também devido ao crescimento no número de casos de transmissão do vírus em relações heterossexuais”, ressalta. Dra. Patrícia fala ainda que o jovem deve marcar uma consulta médica logo que perceba algo diferente, algum sintoma,

Dr. Arnaldo Santiago revela os cuidados com as DSTs Abril2010

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PREVINA-SE! • Relações monogâmicas (único parceiro ou parceira) ou pelo menos limitar o número de parceiros, • Evitar as relações com pessoas portadoras de DST, não ter relações sexuais durante o tratamento para DST, • Usar sempre a camisinha, inclusive para sexo oral e anal, lavar os genitais com água e sabão e urinar logo após a relação sexual. • Lembrar que os preservativos não têm 100% de segurança, e não irão prevenir o contato com lesões que estão próximas da área genital, como as verrugas que surgem na infecção pelo HPV ou as lesões do herpes genital. Dra. Patrícia: o índice de meninas com DST supera o dos meninos por exemplo. “O jovem com suspeita de estar contaminado deve marcar uma consulta médica para tratar a doença. Somente o médico tem condições de fazer exames clínicos e de laboratório que podem avaliar qual a medicação necessária para cada tipo de doença”, explica a ginecologista. O HPV provoca verrugas com aspecto de couve-flor e de vários tamanhos nos órgãos genitais. Nas mulheres, pode não apresentar sintomas. Daí a importância da ida periódica ao ginecologista. O HPV é responsável por 75 % dos casos de câncer de colo uterino no nosso país. Já o paciente contaminado 16

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com a sífilis, pode ter feridas que não doem duas ou três semanas após a relação com o parceiro doente. Mesmo sem tratamento elas desaparecem sem deixar cicatrizes, mas podem causar doenças mentais, além de risco de transmissão para o bebê durante a gestação. O indivíduo acometido pelo vírus HIV pode não apresentar sintomas durante vários anos. Os principais sintomas são: suores noturnos, s, calafrios, cansaço profundo, o, inchaço de gânglios em todo odo corpo, diarréia prolongada, ada, emagrecimento exagerado, rado, manchas avermelhadass na pele e febre persistente. e.

NÚMEROS Em números, no Brasil, as estimativas de infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa são: • Sífilis: 937.000 • Gonorréia: 1.541.800 • Clamídia: 1.967.200 • Herpes genital: 640.900 • HPV: 685.400

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CARA A CARA

U O S EU

POP R STA

e es jovens qu ss e ça e h n o C festeiros e são bonitos, m sua escola e s re la u p o p CAVALCANTI JOÃO PAULO Idade: 16 as Ciências Aplicad Onde estuda: i Ídolo: Meu pa m meus amigos Hobby: Sair co Safada a Banda: Garot conduta de go di Có Filme: ler mo stu Livro: Não co : Estressado ito fe de or ai Seu m nte idade: Persiste Sua maior qual Azul Cor predileta: nald’s Comida: Mc Do tudo de to cu Es : Música é tudo pra mim lia mí fa Pais: Minha lico Religião: Cató rita: História Disciplina favo sempre o me empenhar Estudos: Procur r la no vestibu Sonho: Passar a direito s relacionadas da To : ão ss Profi ber esperar. sa é s muitas veze Frase: Vencer

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EUGENIA BLANCO Onde est Idade: 1 uda: Con 6 temporâ neo Ídolo: M eus pais Hobby: Ler Filme: A ntes de partir Livro: Ca ça d o r de pipa Seu maio s r defeito Sua maio : Orgulh r qualid o ade: Sin ceridade Cor pred ileta: Bra nco Comida: Lasanha Música: Pais e filh os Pais: Tud o Disciplin R e li g ião: Cató ! a favori lica ta: Histó ria/Geog Frase: N rafia ossas dú Estudos: perder o vidas sã Essencia que, com o tr a l id o freqüênci ras e no simples s fazem a, poderí medo de a m o s ganhar, arriscar (W por illiam Sh akespea re)

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e es jovens qu ss e ça e h n o C festeiros e são bonitos, m sua escola e s re la u p o p CAVALCANTI JOÃO PAULO Idade: 16 as Ciências Aplicad Onde estuda: i Ídolo: Meu pa m meus amigos Hobby: Sair co Safada a ot Banda: Gar conduta de go di Có Filme: ler mo stu Livro: Não co : Estressado ito fe de or ai Seu m nte idade: Persiste Sua maior qual Azul Cor predileta: nald’s Comida: Mc Do tudo de to cu Es : Música é tudo pra mim lia mí fa Pais: Minha lico Religião: Cató rita: História Disciplina favo sempre o me empenhar Estudos: Procur r la no vestibu Sonho: Passar a direito s relacionadas da To : ão ss Profi ber esperar. sa é s muitas veze Frase: Vencer

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EUGENIA BLANCO Onde est Idade: 1 uda: Con 6 temporâ neo Ídolo: M eus pais Hobby: Ler Filme: A ntes de partir Livro: Ca çador de Seu maio pipas r defeito Sua maio : Orgulh r qualid o ade: Sin ceridade Cor pred ileta: Bra nca Comida: Lasanha Música: Pais e filh os Pais: Tud o! Disciplin R e li g iã a favori o: Católi ta: Histó ca ria/Geog Frase: N rafia ossas dú Estudos: perder o vidas sã Essencia que, com o tr a l id o fr ra eqüência s e nos fa simples , podería zem medo de m o s g arriscar (W anhar, p or illiam Sh akespea re)

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DIONÍSIO JÚNIOR Idade: 18 Onde estuda: Overdose Colé gio e Curso Ídolo: Minha mãe Banda: Garota Safada Hobby: Esportes Filme: O Código da Vinci Livro: Arte da Guerra Seu maior defeito: Minha baix a estatura Sua maior qualidade: Com panheiro Cor predileta: Vermelho Comida: Massa Música: Alaíde (Garota Safa da) Pais: Tudo na minha vida Religião: Católico Disciplina favorita: Matemá tica Estudos: Indispensável Sonho: “Viajar pelo mundo” Profissão: Engenheiro civil Frase: “[...] tenham como prin cínpio que só pode ser vencido por erro próprio e que só atinge a vitória por erro do inimigo.” Mestre Sun Tzu

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CAROL CAVALCANTE Idade: 17 anos Onde estuda: Facex Ídolo: Nicole Scherzinger Banda: Garota Safada Hobby: Dançar Filme: A Espera da Felicidade Livro: Marley e Eu Seu maior defeito: Ser indecisa Sua maior qualidade: Tratar bem as pessoas Cor predileta: Branco Comida: Açaí Música: One Of Us - Joan Osborne Pais: Sabedoria Religião: Católica Disciplina favorita: Biologia Popularidade: É o resultado do que você faz e recebe em troca. Beleza: Um fator que contribui Estudos: Essencial Sonho: Ser bem sucedida no que irei fazer Profissão: Educação física Frase : ‘’É preciso correr riscos, só assim deixaremos que o inacreditável aconteça em nossas vidas ‘’

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DIONÍSIO JÚNIOR Idade: 18 Onde estuda: Overdose Colé gio e Curso Ídolo: Minha mãe Banda: Garota Safada Hobby: Esportes. Filme: O Código Da Vinci Livro: Arte da Guerra Seu maior defeito: Minha baix a estatura Sua maior qualidade: Com panheiro Cor predileta: Vermelho Comida: Massa Música: Alaíde (Garota Safa da) Pais: Tudo na minha vida Religião: Católico Disciplina favorita: Matemá tica Estudos: Indispensável Sonho: “Viajar pelo mundo” Profissão: Engenheiro civil Frase: “(...) tenham como prin cínpio que só pode ser vencido por erro próprio e que só atinge a vitória por erro do inimigo.” Mestre Sun Tzu

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CAROL CAVALCANTE Idade: 17 anos Onde estuda: Facex Ídolo: Nicole Scherzinger Banda: Garota Safada Hobby: Dançar Filme: À Espera da Felicidade Livro: Marley e Eu Seu maior defeito: Ser indecisa Sua maior qualidade: Tratar bem as pessoas Cor predileta: Branco Comida: Açaí Música: One of us - Joan Osborne Pais: Sabedoria Religião: Católica Disciplina favorita: Biologia Popularidade: É o resultado do que você faz e recebe em troca. Beleza: Um fator que contribui Estudos: Essencial Sonho: Ser bem sucedida no que irei fazer Profissão: Educação física Frase : ‘’É preciso correr riscos, só assim deixaremos que o inacreditável aconteça em nossas vidas ‘’

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giro geral

R A J A I V E D A R É HO A M R U T A M O C A realização de uma viagem com amigos é o que os adolescentes mais querem. Escolha uma empresa de ônibus que transmita segurança , conforto e comodidade para fazer acontecer Quer curtir aquela balada, ou aquela viagem com sua turma, mas não sabe ainda se os seus pais deixarão? Para isso é preciso escolher uma excelente empresa de ônibus turístcoco que preste esse serviço com segurança, conforto e disciplina. Com o conhecimento da Rava Transporte & Turismo, seus pais não impedirão você de fazer a viagem dos seus sonhos. No mercado há quase dois anos, a Rava traz na bagagem a experiência de 51 anos de serviços da Empresa Horizonte, Empresa Matriz, originária de Fortaleza e que chegou a Natal com o objetivo de acrescentar ao mercado ado do potiguar uma frota de ônibus com excelência em organização, ção o, higiene e respeito ao usuário. Para o gerente administrativo/operacional da empresa esa a Rava Turismo, Arnaldo Brito, a frota composta por 10 (dez) ônibus, oferece comodidade e a garantia de uma viagem divertida da a e segura. “Nossos ônibus são novos e semi-novos, são sempre pre e revisados para passar maior tranquilidade para os clientes e parentes dos viajantes”, informa. Além de priorizar a segurann nça, a empresa oferece ainda um sistema de interatividade que e permite a comunicação entre pais e filhos durante as paradass

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Arnaldo Brito garante organização, higiene e respeito ao usuário

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pontualmente”, informa Arnaldo e ainda reforça que seus motoristas são capacitados para atender ao cliente e passar informações importantes. “Antes da viagem, o motorista passa informações sobre segurança, como utilizar os serviços e produtos do carro e isso passa confiança para quem vai viajar e para os parentes que ficam”, salienta. ce para os A empresa oferece clientes serviço a bordo com distribuição de água mineral, sorvetes e balas. “É uma forma de agradar e ffazer azer com que a ansiedade dos jovens seja um pouco controlada”, relata Arnaldo.

A Ravatur está localizada na Rua José Silvestre, BR – 304 – Macaíba, nas instalações da Água Mineral Natal. O telefone para contato é o (84) 3643 – 6053 e o 9928.1204 . O site é www.ravatur. com.br e o email: ravatur@hotmail.c il.co om m

Ilustrações: Kefas

da viagem através de um mural de recados no site da empresa. Outro fator importante a ser lembrado é que os ônibus possuem modernos equipamentos para o seu completo entretenimento: Frigobar, TV, DVD Player, Som CD Player e FM Tuner, para animar ainda mais a viagem. Parceira de grandes operadoras de turismo, a Rava Turismo é conhecida por sua organização, mento seriedade e comprometimento com a satisfação dos clientes do ramo turístico. “É muito gratificante saber que somos referência em organização, excelência e disciplin na, a disciplina, se marcam um horário, i chega egamos m chegamos

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DA BATIDA NO CHICO AO TAPA NA CALCINHA

estouro

Sucesso em todas as faixas etárias, a Banda Grafith, hoje, é garantia de festa boa e muita resenha 28

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Com mais de duas décadas, a banda Grafith se consagra com o sucesso “Tapa na Calcinha”’ e ganha destaque em apresentações de grandes bandas do cenário nacional. Sucesso no Carnatal e na boca da galera, a Banda que inicia 2010 com uma agenda repleta de eventos, dedicou um pouco do seu tempo a uma agradável conversa com a Revista Intervalo. Com vocês, a Banda Grafith! Há quanto tempo existe a Banda Grafith? A Banda Grafith completou em novembro próximo passado 21 anos de existência. Quantos integrantes vocês possuem? Sempre foi assim ou teve alguma mudança? No palco temos 18 integrantes, sendo 12 músicos e 6 dançarinos. Além disso, temos uma equipe de holding composta por 8 pessoas, entre assistentes, técnicos de áudio e de iluminação. No início, a banda contava com uma equipe bem menor, em virtude das características da época, das bandas de baile. Os quatro irmãos que compõem a Banda (eu, Kaká, Joãozinho e Carlinhos) tiveram participação em outras bandas, antes da criação da Banda Grafith, como Sui Generis, Impossíveis e Skema Livre. Existe alguma inspiração para compor seus sucessos? Os sucessos da banda são provenientes de um trabalho de pesquisa, que conta com a colaboração de vários compositores que, através do sucesso que a banda alcança, buscam dar visibilidade aos seus trabalhos. O que inspirou sucessos como Chico Bateu no Bode e Tapa na Calcinha? Esses sucessos citados foram provenientes de um trabalho de pesquisa do cantor Kaká Lima, para formatação do repertório das apresentações da banda em bailes e, principalmente, em shows de carnaval e micareta. O nosso público acabou Abril2010

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se identificando com essas músicas, transformando-as em sucesso. Como você define essa atual fase da banda? A fase atual da banda é fruto de um trabalho desenvolvido, ao longo desses 21 anos, onde superou muitos obstáculos, como a falta de espaço na mídia e o próprio preconceito com a banda, por se identificar com o “povão”. A “Nação Grafitheira” (que é como chamamos a legião de fãs da banda), sempre fiel, deu uma grande contribuição pela transposição de barreiras e a conquista de novos espaços. Some-se a isso a iniciativa do nosso irmão Kaká Lima, que além de cantor, é o produtor musical da banda, que tomou a iniciativa de montar um set com músicas de Arrocha e Pisadinha, que acabaram caindo no gosto da galera. Quem vai ao show da Banda Grafith pode esperar o quê? Por sua história ter sido construída através da atuação como banda-baile, a Banda Grafith tem um repertório muito vasto, contemplando vários estilos (dance, romântico, forró, flash back, axé, etc). Dependendo do público e do evento, poderá ter uma banda baile, tocando todos os ritmos, ou uma banda com um super show de Arrocha e Pisadinha. A banda também tem se destacado na apresentação em trios elétricos, em carnavais, nos mais diversos lugares do Nordeste. Qual é o público da Banda Grafith? Posso definir a Banda Grafith como uma banda “multi-social”. Ela consegue atingir todas as classes sociais. Se apresenta tanto nas periferias de Natal, como nos mais importantes bailes sociais de nossa capital. Também está presente nas festas tradicionais do interior do Nordeste. Mas também se faz presente na região Sudeste, a exemplo das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Vocês comandam festas em lugares elitizados e festas populares. Existe diferença 30

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em como conduzir os shows? Transformo-me numa espécie de “Mestre de Cerimônias”, num animador, e faço esse trabalho interativo. De acordo com o perfil e comportamento do público é que definimos o repertório da apresentação, o figurino, o cenário, enfim, fazemos com que a forma de apresentação e condução do show deixe a banda o mais próximo possível do público. Vocês hoje estão na boca da galera e seu hit é cantado por grandes bandas. Você acha que esse sucesso se deve a quê? Como falei anteriormente, a Banda Grafith possui uma grande legião de fãs muito fiéis, que não dispensam um cd ou DVD no som dos seus carangos, de suas casas e até mesmo de seus estabelecimentos comerciais. Isso acabou se transformando num importantíssimo marketing boca-a-boca, que foi contagiando um número cada vez maior de admiradores. Recentemente, conseguimos transpor uma barreira muito importante: a mídia passou a executar as músicas tocadas por nossa banda, em apresentações ao vivo. Algumas dessas músicas passaram a liderar o topo da preferência dos ouvintes das diversas rádios, não só de Natal, mas de outras localidades. A apresentação de nossa banda em programas de televisão se tornou uma rotina. Também no meio musical, temos grandes amigos e admiradores do trabalho da Banda Grafith. Por fim, quero destacar o trabalho criativo da banda, que deu nova roupagem às músicas de Arrocha e Pisadinha, com a utilização não só de teclados, mas também da bateria acústica e percussão, proporcionando uma maior qualidade musical para o estilo. INTEGRANTES Kaká Lima (Cantor), Joãozinho Lima (Cantor e Guitarrista), Carlinhos Lima (Baterista), Alex Miranda (Tecladista), Pardal (Tecladista), José Antonio (Contrabaixista), Cotó (Percussão), Dalfran (Percussão e Baterista), Valclécio (Cantor Forró), Cyone (Cantora) e Juninho (Backing vocal). Abril2010

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comportamento

Na escola o aluno age sozinho e passa a assumir responsabilidades pelos seus atos. Deixam de viver à sombra dos comportamentos dos pais e na escola vivenciam seus primeiros passos. A partir deste momento é alvo ou algo algoz de acontecimentos que nem sempre sem são considerados normais e precisam ser monitorados. mo o É nesta hora que a escola precis trabalhar a conscientização do bowling cisa O bowling pode ser pa evitar casos extremos. para percebido ainda na Há 10 anos a psicóloga Silvana Vieira atua infância é o que com psicologia escolar e já atendeu um número afirma a psicológa ca de casos expressivos em Natal. “É um trabaSilvana Vieira prim lho primeiro de conscientização, depois partimos iden cação, porque, às vezes, os sintomas para a identifi são tão sutis que passam despercebidos. É por isso que os profissionai ssionais das escolas precisam estar conscienpeq tes para avaliar pequenas atitudes e evitar que os casos m ganhem dimensões maiores”, explica. Segundo a psicólo psicóloga, muitos casos são frutos de processos de autoafirmação, que podem ocorrer dentro de um determinado grupo, casos de baixa autoestima, onde o aluno agr agride para não ser agredido. ”Muitas vezes o agressor não e fazendo”, revela Silvana. tem noção do mal que está O bowling, segundo a psicóloga, pode ser percebido ainda nas séries iniciais, mas é na adolescência que ele se torna significante. ““A exclusão, dependendo de como po ser considerada como um primeiro sinal”, é feita, já pode 3 34

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Brincadeiras, Brin Br inc in exclusão e baix ba ixa ix a autoestima podem baixa se er os primeiros sintomas ser

declara Silvana sobre casos de crianças e adolescentes que excluem o colega, por ele possuir objetos melhores. Os casos identificados como bowling são atendidos na escola e, conforme a gravidade do problema, os pais são comunicados. “É preciso mostrar ao aluno que aquilo é errado; hoje, após o trabalho de conscientização, muitos já chegam até nós, questionando os seus comportamentos, às vezes nós resolvemos sem ne nem comunicar ar aos pais, mas em alguns casos mais graves ves é preciso a presença deles e, em outros extremos, até a suspensão é utilizada”, a”, ressalta a psicóloga que explica o uso o da suspensão como forma de trabalhar o bowling, onado, onde através de um trabalho direcionado, de de pesquiu o aluno recebe uma atividade e se seu seu sa, e, ainda faz um auto-reflexão sobre ulas, o alun no problema. Antes de voltar às aulas, aluno precisa fazer uma apresentação à equipe pedagógica e à direção da escola. É importante ressaltar a importâns, a cia do diálogo entre pais e filhos, o atenção deles em momentos como este, pode minimizar os problemas para o resto da vida deles. Para a psicóloga, as escolas precisam assumir uma posição de conscientização para modificar esse tipo de comportamento. “Não necessariamente uma chacota evoluirá para o bowling, mas a equipe do colégio tem que saber identificar os comportamentos”, reforça. Abril2010

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FUTEBOL AMERICANO O XADREZ HUMANO

É preciso ter velocidade, agilidade mental, capacidade tática e força bruta para empurrar, bloquear, perseguir o adversário e fazer a bola chegar até o território inimigo Apesar de o nome ser semelhante ao futebol jogado no Brasil, a modalidade é bem diferente, a começar pela bola em formato oval, peso e dimensões diferentes, projetada anatomicamente para facilitar o arremesso à longa

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distância. As regras também são diferentes, já que a bola pode ser levada com as mãos e, em certos momentos, lançada com os pés. Os empurrões e agarramentos fazem parte da estratégia. Cada time tem, no máximo, 60 jogadores, mas

apenas 11 entram em campo. Segundo Jonh Carvalho, praticante da modalidade desde 2007, no Rio Grande do Norte o esporte teve expansão em 2006 com a chegada dos times Ponta Negra Bulls e Calangos Negros de Natal, mas, atualmente cinco outros times já fazem parte da liga estadual. O atleta joga na linha ofensiva do time Natal Scorpions e acredita que para jogar é preciso ter força de vontade e garra. O jogador conta que uma partida tem duração de uma hora, dividida em quatro tempos de 15 minutos e que a rivalidade da modalidade fica dentro de campo.

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“Existe código de conduta dos jogadores que impede qualquer confronto fora de campo”, revela. Sobre a existência de ligas locais de Futebol Americano, ele informa que existe o RN Bowl, e em 2010 contará com a sua terceira edição. “A nível regional, o esporte é regido pela ANEFA (Associação Nordestina de Futebol Americano) que tem como maior campeonato o Nordeste Bowl,

dá mais aderência ao jogador, além de capacete para proteger cabeça e rosto). “Esse material é todo importado, por isso há uma dificuldade enorme para encontrá-los, mas tem uma empresa brasileira que começou a desenvolver ombreiras, agora será mais fácil adquirir o material. Já as bolas podem ser adquiridas facilmente em lojas esportivas”, conta Jonh. O atleta não considera o

Futebol Americano, a nova mania do Rio Grande do Norte

que reúne os campeões de cada estado”, acrescenta. Jonh ainde informa quetodas as jogadas do Futebol Americano são ensaiadas, uma vez que todos os jogadores têm que decorar o playbook (livro de jogadas), livro que contém todas as jogadas em diversas formações. Para a proteção, o atleta usa equipamentos especiais de segurança, que incluem: protetores para tórax e ombos, protetores inferiores (joelhos, coxas e quadris, chuteira, que

esporte violento. “É normal você ver esbarrões, encontros... “E os jogadores são preparados pra fazer isso dentro de campo. Sempre acontece de alguém se machucar nos treinos e em jogos, devido à intensidade dos impactos, mas geralmente as lesões são leves, revela o jogador. As punições ocorrem com a perda de jardas. A equipe que comete a falta sofre uma penalidade de 5, 10 ou 15 jardas, mas em casos mais graves podem ter mais de 15 jardas, dependendo da infração.

CURIOSIDADES - O campo de jogo possui 100 jardas de comprimento e 53 metros de largura. - O objetivo do jogo é avançar com a bola até ao fim do campo adversário (end zone) e somar pontos. A equipe que está no ataque, tem quatro tentativas para avançar no mínimo 10 jardas, via aérea ou via terrestre, cabe ao técnico e/ou ao quarterback (jogador que faz os passes e capitão do time) decidir que tipo de jogada será feita. Caso não consiga, a posse de bola passa para o outro time, caso consiga, continua avançando até chegar à end zone . Feito isto, a equipe ganhará seis pontos ( touchdown ), além do direito de tentar o extra point que pode valer um ou dois pontos, dependendo da jogada escolhida pelo time do ataque. - O time também pode optar por tentar um field goal durante sua investida ao ataque. Esta jogada consiste em um chute de bola parada, normalmente a menos de 40 jardas da “trave”. Neste caso, se convertido, o gol valerá três pontos. - No RN existe a AFAP (Associação do Futebol Americano Potiguar), que apóia a modalidade.

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S LUACCA ON

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Estudioso, vaidoso e, para manter a forma, malha cinco vezes por semana Com 17 anos de idade, Lucas Chacon, tem deixado muita menina com torcicolo. É que por onde ele passa, é difícil não chamar atenção, já que ele nasceu com o dom da beleza. O sagitariano estuda Ciências Aplicadas e não é a pessoa mais indicada para falar de si mesmo, pois é muito modesto, apesar de se considerar vaidoso. Quando questionado sobre a parte que mais gosta em seu corpo, ele logo respondeu que é o cabelo. Sua relação com a saúde ele define como “boa” e, para manter a forma, ele revela que malha cinco vezes por semana. Quem pensa que ele segue alguma dieta especial, se engana: “não sigo, mas du-

rante a semana procuro comer bem”, disse. Quem pensa em fisgar o coração dele, aí vai a dica: seja simpática e boa gente. Muito fácil, mas o coração dele já tem dona e atualmente ele está comprometido. O Gato Intervalo desta edição conta que come de tudo e que o que não pode faltar em sua geladeira é comida. Lucas tem como plano para o futuro ser bem sucedido e para isso ele se tornou, na medida do possível, estudioso. CURIOSIDADE O perfume preferido de Lucas é o Armani City Glam Para ele beleza não é fundamental, mas ele considera a beleza uma benção.

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primeiro lugar

PROFESSOR E ALUNO A HISTÓRIA Ó DE CONQUISTA CONTADA PELA SEGUNDA VEZ CONTADA

Estudante de escola pública conquista a primeira colocação no curso de Medicina

Jocekleyton Ramalho da Silva, 18 anos, primeiro lugar de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), mora no bairro do Bom Pastor, zona oeste de Natal. Estudou oito anos em escola pública, no Instituto Ary Parreiras, localizado na Vila Naval do Alecrim e de lá seguiu para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN). É filho de pai conferente e mãe funcionária pública. Qualquer semelhança com essa e outras histórias poderia ser uma simples coin-

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cidência, não fosse por um cidê detalhe que comprova como det as pessoas podem compartilhar sonhos tão parecidos. Há alguns anos, a história contada era a do professor de biologia do Lógico Cursos Aliados. Carlão, que também estudou em escola pública a vida inteira e conquistou uma aprovação de destaque - o segundo lugar - no mesmo curso. Agora, em 2010, foi a vez do aluno aplicado, também de origem humilde, conquistar o lugar mais alto do “pódio”. Em meio a tanta alegria, o garoto não se deslumbra com o resultado e diz que, para ele, o que importa mesmo não é o primeiro lugar, mas sim a aprovação. “Fiquei muito feliz

com o resultado, estudei muito para chegar aqui e hoje sinto a realização de um sonho”, diz Jocekleyton. Para o professor Carlão, é como se tudo acontecesse pela segunda vez. “A minha história parece muito com a dele e fico feliz em poder fazer parte da realização desse sonho, de compartilhar ao longo do ano todos os conhecimentos e a ansiedade que permeiam essa fase da vida do aluno. Também me sinto muito realizado pela conquista de Jocekleyton, acabo me vendo nele novamente. É gratificante saber que sempre podemos incentivar nossos alunos a se superar”, comemora o professor Carlão.

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estou no IFRN há quatro anos e lá aprendi que é necessário estudar sempre mais”, garantiu o novo universitário. Jocekleyton investiu nos cursos isolados para fazer um estudo mais intenso de todas as disciplinas e conseguiu direcionar o foco dos estudos. “Foi muito importante reforçar as disciplinas que seriam cobradas

no vestibular, tanto em sala de aula como nas monitorias dos cursos isolados. No Lógico, tive o apoio de todos os professores, que realmente têm conhecimento de vestibular e sabem dar o direcionamento correto para quem quer se preparar de verdade. Esse trabalho foi essencial para a minha aprovação”, finalizou Jocekleyton.

Foto: Vlademir Alexandre

Jocekleyton aproveita para dar uma dica importante para aqueles que querem seguir os seus passos. Criar uma rotina de estudo é o ponto principal para quem pretende alcançar uma aprovação. “Estudei muito porque realmente queria garantir a minha vaga. Fiz uma rotina de estudo, que para mim não foi difícil, afinal,

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meus tempos de colégio

O Jornalista lembra da época que estudou no Marista e fala das coisas que mais sente saudade Sabemos que você fez parte do grêmio do Marista. Qual era seu principal projeto? Faz tanto tempo! Que época incrível! Mas vamos lá, quem sabe até lembro de tudo. À frente da Presidência e com a colaboração de toda a Diretoria do Grêmio Estudantil Rodolfo Garcia, em especial do meu vice-presidente, Juliano Porciúncula (amigo fraterno até os dias de hoje), fundamos a FM Marista, implementamos o jornal do Grêmio e continuamos o São João e o Festival de Rock. Ah! Tem uma coisa legal dessa época também, o “Descobrindo Talentos”. Por falar nesse último, um estudante muito engraçado foi o grande destaque à época.

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Refiro-me a Rodrigo Emerenciano, conhecido como “Pastel”. À primeira vista, não faz sentido para você que me lê agora, mas seu eu chamá-lo de Mução, daí fica mais fácil, não? Pois é, o talento do hoje Mução vem dos tempos do Marista. E qual era sua participação no grupo de dança? Participei da primeira formação do grupo Lês Bavards, sob o comando de Lucimar Zamariola e Denise Rovira. Vários amigos estavam nesse primeiro grupo. Muita gente bacana que ainda hoje apronta coisas legais por Natal fazia parte do grupo. Vou citar os meus amigos Habib Chalita (Pitanga Bar) e

Eduardo Passaia (Uskaravelho), como exemplos. Uma coisa bacana sobre o Les Bavardas é a história de alguns casais que se conheceram durante a nossa caminhada e depois se casaram, tiveram filhos e estão juntos até hoje. Lembro-me agora de Bruno e Flavinha, além de Fernando José e Dani. Você era um aluno comunicativo ou tímido? Comunicativo. Sempre me envolvia em tudo. Não passei em branco. Aprendi muito e pude dar uma parcela de contribuição à minha geração Marista. CDF ou o brincalhão? Nem um, nem outro. Ado-

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rava assistir aulas, principalmente de História e Geografia. E qualquer outra coisa que pudesse representar um debate, uma conversa. Conte para nós algum momento que foi marcante para você em seu tempo de escola? Olha, sempre digo que o Marista é uma escola que forma e informa. Considero-me um privilegiado e agradeço a Deus e aos meus pais por ter passado por lá. Com relação aos momentos, foram muitos. As viagens de retiro do Remar, do Lês Bavards, as participações nas Olimpíadas Brasil-Norte, a minha eleição para o Grêmio, a formatura e a viagem no Pré. O que deixou mais saudade? Do dia-a-dia na escola. Eu vivia no Marista, passava literalmente o dia na escola. Conhecia os funcionários, professores, alunos de outros turnos. Até porque me envolvi no Grêmio, handball (depois o basquete), Grupo Remar, Les Bavards e a Comissão de Formatura. Como era o aluno Luis Henrique com os professores, respondia, batia de frente ou era aquele que todos queriam levar para casa? Levar para casa (risos). Não, não! Fui líder de classe,

Presidente do Remar e do Grêmio. Sempre me dei conta que, de alguma forma, exercia uma certa influência, por isso me policiava na relação com professores. Fiz boas amizades com vários mestres, que guardo até hoje. Nunca gostei do confronto, embora alguns merecessem. Quem nunca teve um professor “mala”? E quanto aos professores, havia algum de que você gostava mais ou com que tinha mais afinidade? Citar nomes seria injusto. Mas alguns marcaram, sim! Na minha geração o que mais chamava atenção era a quantidade de anos de alguns mestres na Escola. Lembro com especial destaque de alguns irmãos Maristas também. Citarei o Ir. Joaquim em nome de todos os religiosos que formaram e formam milhares de gerações mundo afora.

Qual a mensagem que você deixa para os estudantes? Aproveitem ao máximo cada instante deste maravilhoso período. Sinto saudades, é claro, mas confesso que vivi tempos incríveis. As responsabilidades são diferentes, as amizades também. Algumas atitudes dos coordenadores, professores e Irmãos podem até parecer chatas e incoerentes num primeiro olhar, mas no futuro você vai agradecer tais ações. É isso, aproveitar tudo e plantar amizades com todos. A vida sempre dá muitas voltas e quem sabe um dia você retornará ao Marista no final da tarde, passará pela porta principal, falará com os porteiros e bem perto de alguma imagem de Champagnat, abrirá os braços e esperará pelo seu filho, todo sujo, suado e feliz, após uma tarde de aventuras e conhecimento no Santo Antonio Marista.

Você tinha algum apelido entre os amigos. Qual? Sim, Lula. Normal aqui no Nordeste transformar o Luis em Lula. Você era muito paquerado ou paquerava mais? Risos. Nos meus anos de Marista (e foram 7), tive praticamente duas namoradas. Abril2010

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os tops

OS MAIS Qual o aluno que não tem o seu professor preferido? Neste espaço eles revelam as qualidades dos seus queridinhos JOÃO ROBERTO Química “Cumprindo sua prerrogativa de educador, faz com que seus alunos construam não apenas o conhecimento didático, mas também valores que levarão consigo durante a vida, não deixando de ser engraçado e falar suas famosas ‘abobrinhas’. Acima de tudo, preocupa-se com o desempenho e o bem-estar até de seus ex-alunos, como no meu caso, mostrando-se um amigo para todas as horas.” Lilibeth Bulhões Salesiano

BRENO Química

“Classificar um professor como nota 10 não é algo fácil, porque é necessário conciliar o ensino com a relação que ele tem com seus alunos. Pensando nisso, o primeiro que me vem à cabeça é Breno, que foi meu professor de química em 2008 e 2009. Ele tornou a matéria uma das melhores de se aprender. Não o classifico assim só por suas qualidades como educador, mas também como pessoa. Passei a conhecer melhor esses seus dois perfis e, portanto, passei a admirá-lo cada vez mais. Hoje, não sendo mais meu professor, posso dizer que o tenho como um grande amigo.”

JORGE NEGRI

Giovana Galvão Neves

“Exerce mais do que sua função de professor, pois nos encaminha para realidade e não admite que um aluno desista dos seus sonhos.” Fernando Henrique Contemporâneo 44

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JOSILANM (CABEÇÃO)

“Ele é nota 10 porque não é apenas um professor. Ele brinca com todos e está sempre de bom humor.”

Daniel Leite Auxiliadora

EVANDRO Biologia

“Escolhi o prof. Evandro por ser um professor bem detalhista e que, com certeza, está fazendo a diferença no meu aprendizado. Evandro consegue despertar no aluno o interesse em estudar e aprender Biologia. Valeu Evandro, vc é pawwww.” Thaise Mendes Overdose

RICARDO

“Além de ótimo professor, ele é como um pai, pois dá conselhos e abre os olhos da galera para realidades e dificuldades da vida.” Felipe Lira Facex

ELIANE MEDEIROS

“Com aulas divertidas e dinâmicas, ela passa o conteúdo de forma simples para galera.”

FORTUNATO Biologia

Arthur Cavalcanti Cei

“Sua aula é descontraída e chama a atenção dos alunos para o conteúdo dado em sala de aula.” Renata Coelho Henrique Castriano

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fala galera

SE EU FOSSE PREFEITO(A) DE NATAL, EU... “Fo dem rtaleceria as in níve ocrátic e re is e pro as em to stituiçõ es veria dos prefe spons os tra a it de p ura e pa bilidade nsparên rojet n os e rticiparia o exerc cia Fern du íc an da p rodu io da Maris do Ma caciona ç is e rinho ta | 2 cultu ão ºC rais”

“Melhoraria o trânsito, pois as ruas estão cada vez mais congestionadas e não comportam mais tanto carro. Equiparia melhor os hospitais públicos já existentes e construiria novos.” Jonas Paiva

“Inves tir festiv ia menos e idade s nata m saúde lina e Ana L educação s e mais e m uisa C públic astro a” FACEX | 2º an o

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“Melhoraria a educação e o ensino proporcionando uma qua lidade capaz de eliminar o argumento de inclusão. E também a estrutura da cidade” Marina Fernandes Ciências Aplicadas | 1º A

Salesiano São José | 1º C

s curso is em om foco a m stiria zantes, c “Inve li de siona mais fi o pr s soas com êm filhos, t go es em p que já ais empre s ou m o r n a a n 18 rcio o” propo populaçã para a r a p da e ren ooman | 1º A dora rL u h t uxilia r A aria A to M Institu

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“Me l e a horaria e da ducaç a saúd ci ã e Rica dade” o públ i c r a d o Hen riqu Mede e Ca i stric ros

iano | 1º ano C

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“Melhoraria a qu estão ambiental, pois a Cidade está cada vez ma is poluída. Eu coloc aria mais lixeiras nas ruas, pois além de deixar o lugar mais limpo acaba com os en tupimentos dos bueiros” Francisca Amaral

Salesiano Dom Bo sco

na a mais atal” “Investiri ra de N tu u tr s a infra-e im ecilia L no A Maria C ca | 2º a omésti Escola D

“Pro m tole overia rânc u ia co ma cul violê tu m soci ncia, me meno ra de a s inve l e mai nos des s s i Mar tiria ma paz na gualda d iana is na cida Ciên de e Câm e cias ara ducaçã e Apli o pú cad as | blica 2º ”

erd Ov

Ilustrações: Kefas

ano A

os orn ret as e s o ss o” ruir me ã est pro ucaç d d a e ari e d ia ão f ea rar pa de, n saúde nior u ú “E cida aa oJ da rizari ustav o i A pr ré G | 2º d se An o

e ort sp n tra e” a o idad i r ora a c o oA elh o d in º an “M letiv s Ga o | 2 co íciu uald Vin om IR CE

“Inv e e p stiria m ri Rod ncipalm ais na edu r ent Con igo B arre e na s cação tem aúd por âne to e” o| 1º A no –

Sup er T urm a

tas da UFRN “Eliminaria as co ensino público” o ia ar or e aprim ho in at Karoline Mul C Neves | 2º ano

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CANADÁ, O DESTINO PREFERIDO DOS BRASILEIROS Orlando Seabra, da Cia. do Intercâmbio fala sobre a relação custo x benefício do Canadá

Canadá, um país encantador e desenvolvido que mais oferece oportunidades de empregos e imigração. Além disso, lá é possível se viver com conforto e comodidade O Canadá possui um dos mais elevados padrões de vida do mundo, reúne belezas naturais, estações climáticas bem definidas, tem como língua oficial o inglês e o francês, um povo extremamente receptivo e é considerado, segundo a ONU, um dos melhores países para se viver, estudar e passear. E por isso, o país é um dos mais procurados por estudantes do mundo inteiro. A Revista Intervalo conversou com donos de agências de intercâmbio para saber mais sobre este país que encan-

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ta e conquista cada vez mais novos estudantes. Segundo, Orlando Seabra, da Cia. do Intercâmbio que há 12 anos atua em Natal e já levou mais de 3 mil jovens para fora do país, um dos motivos que levam os brasileiros a optar pelo Canadá é a relação custo x benefício, ”As escolas canadenses trabalham forte as ações promocionais para o mercado brasileiro; os preços para os estudantes daqui geralmente contam com um desconto bem atrativo”, informa. Além de se vender como um destino multicultural, o Canadá realiza um trabalho de divulgação onde se classifica como um destino favorável de intercambio e mostra às pessoas o ambiente propício para o estudo e a excelência em receber estrangeiros.

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De acordo com a sócia gerente da agência Plus Way intercâmbio cultural, especializada no segmento há 12 anos, Maria de Lourdes Lemos Ferreira, o estudante no Canadá tem que dividir bem o seu tempo entre o estudo e o trabalho. “No geral, o estudante tem que estudar 50% do tempo disponível e os outros 50% ficam para o trabalho. O aluno internacional poderá trabalhar dentro das dependências da instituição em que estiver estudando durante os primeiros seis meses de curso. Após esse período, poderá trabalhar fora do campus por até 20 horas semanais”, enfatiza. A empresária da Plus Way dá dicas também de roteiros imperdíveis no Canadá. “As pessoas que forem ao Canadá não podem deixar de conhecer no Leste, Quebec, sem dúvida é uma ótima pedida. Já a Oeste, Banff e Lake Louise são inesquecíveis”, garante. O tempo ideal para fazer o intercâmbio varia de acordo com as necessidades e disponibilidades de cada estudante. “Não existem regras quando falamos de tempo de estada, o resultado final será conseqüência das expectativas, objetivos e dedicação de cada um”, salienta Orlando Seabra. Os diretores das agências informam que os destinos mais procurados no Canadá, são as cidades de Calgary e Toronto, para o inglês, e Montreal configura como a preferida para quem vai para aprender o francês.

A importância de fazer o Intercâmbio se reflete com ensinamentos que são aplicados em diversas áreas da vida do adolescente. Para Orlando Seabra, “o principal objetivo do intercâmbio cultural é permitir que você ganhe bagagem a partir do contato com um novo cenário. Novos costumes, diferentes culturas, diferentes tipos de comida, são alguns dos fatores que vão te obrigar a sair da zona de conforto, e conseqüentemente crescer com isso”, ressalta. TIPOS DE INTERCÂMBIO High School Programa voltado para adolescentes que pretendem cursar parte ra do Brasil. do ensino médio fora Curso de idiomas almente voltados Programas geralmente 6 anos interessapara maiores de 16 dos em aprender ouu aperfeiçoar uma língua estrangeira em uma escola de sil. idiomas fora do Brasil. alho Programas de trabalho remunerado Voltado para maiores de 18 anos interessadoss em mesclar o üente remuneratrabalho e conseqüente ência de interção à sua experiência câmbio cultural. Programas para profissão os Cursos específicos oas voltados para pessoas speinteressadas em espenal. cialização profissional. as Programas de férias ntre Uma mescla entre curso de idiomas e entretenimento. Abril2010

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Maria de Lourdes, da Plus Way, diz que geralmente o estudante dedica 50% de seu tempo para o trabalho e 50% para os estudos

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DEPOIMENTOS MATHEUS BULHÕES - PLUS WAY Passei seis meses no Canadá e posso dizer que foi uma experiência indescritível. Lá pude conviver, aprender e conhecer uma nova cultura, novo clima, novas pessoas com hábitos completamente diferentes dos nossos. Tive sorte com uma família e programas muito bons que, juntos com a Plus Way, fizeram toda a diferença. Tive oportunidade de conhecer pessoas de todas as nacionalidades. Todos unidos pelos mesmos objetivos: aprender inglês e tirar proveito da experiência. Sem duvida alguma, Canadá é massa! Good trip.

DIOGO MAIA - CIA. DO INTERCÂMBIO Tudo começou com o intercâmbio do meu pai aos 15, ele e minha mãe acham muito importante a expêriencia de se estudar em outro país, como os meus dois irmãos embarquei nessa idéia , apesar de ter tido um pouco de receio. Hoje vejo que os 5 meses que passei em Saskatoon na província de Saskatchewan no Canadá, foram muito proveitosos: além de aprender nesse curto período de tempo a língua inglesa, que era um dos principais objetivos, tive oportunidade de estudar numa escola de padrão canadense, podendo assim vivenciar a cultura e o lazer. Outro ponto de extrema importância foi a convivência com a família canadense, a qual me acolheu e me deu suporte sempre que precisei. Por tudo isso, aconselharia qualquer jovem a tomar essa decisão, pois ela nos torna mais amadurecidos e confiantes para vencermos qualquer situação.

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MANUELA PATRIOTA - PLUS WAY Ter viajado para o Canadá foi uma experiência maravilhosa! Foi ótimo conviver com outras culturas, conhecer diferentes lugares, poder falar uma nova língua, além de fazer amizades de todo o mundo. Adorei a família e a escola que a Plus Way me proporcionou. Serão inesquecíveis as lembranças e o conhecimento que levarei para minha vida. Canadá é show!

RENATA CIESLAK - CIA. DO INTERCÂMBIO Passei seis meses no programa de High School em Saskatoon, no Canadá. Tenho certeza de que vou lembrar dessa experiência para sempre. Aprimorar o meu inglês foi muito importante, mas o intercâmbio fez muito mais por mim. Foi incrível presenciar a cultura e os hábitos canadenses de perto. Fui muito bem recebida pela minha “host family” que me tratou como parte da família, sempre procurava me ajudar e me levar para conhecer coisas novas. A escola também era maravilhosa e fiz muitos amigos, não só canadenses mas de outros países também, com quem continuo mantendo contato. Outro ponto muito importante do meu intercâmbio foi ver neve pela primeira vez, foi uma expêriência e tanto. O intecâmbio ampliou muito os meus horizontes, assim como me fez conhecer mais sobre mim mesma. Eu o recomendo para todos, vale muito a pena.

SERVIÇO: Cia. do Intercâmbio mbio está localizada na Av. Prudente de Morais 1389, loja 305, Tirol. Telefone de contato: (84) 3221-4451 -Celular 24h: (84) 9984-4451 Site: www.ciadointercambio.com.br intercambio.com.br âmbio cultural está localizaPlus WaY intercâmbio do na Av: Rui Barbosa, a, 226, salas 1 e 2,Tirol. Telefone para contato: o: (84) 3201-3045 ay.com.br Site: www.plusway.com.br Abril2010

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Quais foram as suas primeiras influências musicais? A black music que tocava na Rádio Nacional e na Rádio Tamoio nos anos 70. E no lugar que eu morava só tocava black music e samba. Isso foi o que eu mais ouvi até os sete anos. Depois dos sete eu comecei a ouvir outras coisas, MPB principalmente, mas o que me bateu mesmo foi a black music com MPB. Qual e como foi a sua primeira vez como profissional? Isso foi com treze anos, fazendo backing vocal em alguns grupos. Na realidade foi com Elias Sangona. Foi o cara que eu comecei trabalhando pela primeira vez, um cara que mora no Rio, um baiano, que batalha,

um trovador, que toca vários instrumentos e toca sozinho. Qual músico teve influência na sua carreira? Eu ouvi o Jimmy Cliff que é para mim o nome que trouxe o reggae primeiro, o reggae democrático. E era um reggae politizado. Jimmy Cliff sempre foi espiritualizado e politizado, apesar de ter sido pop e ter ganho o mundo junto de Bob Marley. Eu conheci o Jimmy separado e antes de conhecer Bob, que eu respeito muito por ele ter várias músicas perfeitas. Qual o tipo de som o influencia hoje? Eu sempre adoro ouvir a black music atual. Porque a antiga não muda mais. E eu sempre volto para ela me dar base, mas eu adoro ver a evolução da música black, os sons que a eletrônica tá tirando, que você consegue tirar no estúdio, os sub-graves, os super-graves, as frequências, as camas, aplicadas no soul. Eu amo o soul. Então o que é black music pra mim? É coisa que tem alma, que tem soul, que tem swing, que tem compasso ... e descompasso, aí entra o reggae, o rock, o soul, o blues. Para você, qual a melhor música do Cidade Negra? É muito difícil, porque eu acho que a gente deve ter feito uma média de 13, 14 músicas

por disco e fizemos 12 discos, é música pra cacete. Então eu acho que tem algumas músicas como... “ A estrada”, “Sombra da maldade” , eu acho que o disco “Quanto mais curtido melhor”, tem várias músicas. “Onde você mora” é uma outra música muito bonita. Qual a música que, para você, tinha tudo para virar hit, mas que não pegou? S.O.S. Brasil e cantarola. É muito boa essa música. Eu acho também que, por incrível que pareça, Firmamento é uma música que podia ser mais forte do que ela é, apesar dele ser muito conhecida. Na época de colégio qual a matéria que você mais gostava e a que menos a atrai? Educação física, música e ciências. E a que menos gostava acho que era matemática. Você era um bom aluno? Era considerado com facilidade de aprender e era considerado participativo. Não tinha problema assim. Você entrou na universidade com qual idade? Entrei com dezoito anos. Dezessete pra dezoito em uma e dezoito em outra. Entrei em duas: uma em um semestre e a outra no outro. Você tem duas formações

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Aos quarenta e dois anos, com uma carreira sólida e estável, Toni Garrido, consagrado como líder do grupo Cidade Negra, começa tudo outra vez

Fã de ciências, educação física e música, formado em fisioterapia, mas seguiu o caminho das artes e o sonho de ser cantor. O caminho não foi fácil e, para chegar ao estrelato, Antônio Bento da Silva Filho, negro, pobre e filho de doméstica, foi adotado pela patroa de sua mãe e a partir daí passou a morar em Copacabana, freqüentar boas escolas e a ter acesso à arte. Tornou-se Toni Garrido, alcançou o estrelato como vocalista da banda de reggae Cidade Negra e, já famoso, fez cinema, teatro, foi apresentador e ator de televisão e agora segue carreira solo.

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profissionais? Uma com diploma, que é fisioterapia e outra que é educação física, mas faltaram dois períodos para concluir. Como fisioterapeuta e educador físico, você ainda se garante? Completamente, como fisioterapeuta e como professor de educação física.

Negro, pobre, saído de Realengo, de repente morando em Copacabana e vivendo em um ambiente de branco rico. Você Sofreu preconceito dos dois lados? Da galera de Copa por lhe achar de outro meio e da galera de Realengo achando que você tinha virado branco? Não. A galera de Realengo era complacente, tinha uma coisa legal de... eu parecia um 56

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pouco mais culto, um pouco mais cuidado e a galera meio que reconhecia isso. Eu tinha que fazer com que as pessoas me tratassem com o mesmo desrespeito que tratavam qualquer um que morasse ali, porque eu não era diferente... É que nem alguém do interior: você chega da cidade grande, normalmente o pessoal do interior valoriza a visita de quem

mando a olhos vistos. As transformações dos últimos cinquenta anos são muito violentas e generosas, mas acho que ainda vai acontecer muita coisa. Esse acesso de negros à universidade e a mudança de tanta gente que era só traço, no sentido econômico e que agora, de um jeito ou de outro, a classe média deu uma mudada completamente, acho que isso vai mudar o Brasil.

é da cidade grande, por uma questão antropológica, que eu não sei qual é. E do ponto de vista de Copacabana teve um pouco mais de coisas naturais de elevador, era muito mais racista o Brasil dos anos setenta.

O que você acha das cotas de negros nas universidades? Acho totalmente coerente, pra dar tipo uma acelerada. Fazem isso para empresa, pra indústria, pra produto, que é dar uma incrementada.

Por falar em preconceito, o Brasil ainda é um país preconceituoso? Claro, mas tá se transfor-

Foi muito dura a decisão de começar tudo novamente com a carreira solo? Não. Uma decisão de acor-

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do com o que se apresenta. Na vida, você acorda todos os dias, dá graças a Deus de estar vivo e ver como é que está o dia, ver como é que vai fazer. Tem dia que você acorda tá tudo diferente, tá tudo mudado, aí você tem que seguir normal, sem medo. Quais os Planos para 2010? Cara, para 2010 eu tô muito feliz, porque eu tô mudando os ares

melhor, porque a tendência é essa. Olhando para a alegria dos músicos, todos juntos no mesmo camarim – o que não acontecia na época do Cidade – dividindo o mesmo espaço . Esse é o segredo do perfeito entrosamento e qualidade musical Toni e Banda? A gente almoça junto, a gente janta junto. Isso é uma coisa que tudo pode mudar um dia? Pode, mas

Em abril de 2008 Toni deixa a banda Cidade Negra Em 2009, lança “Todo meu canto” um disco independente com produção assinada por ele e por Liminha. Toni escolhe um time de primeira para formar a sua banda, a Flecha Black, comparada à “Vitória Régia” que acompanhava Tim Maia. No cinema fez “Orfeu do carnaval” ,“Dias melhores virão”, “Xuxa abracadabra”, “Deus é brasileiro”, “Cabracega” e o internacional “Fados”. Na Televisão foi apresentador do programa Fama da Rede Globo junto com Angélica, e do GAS Sound na rede TV.

profissionais de novo. Vou trabalhar com uma galera que vai trabalhar muito melhor comigo, que me entende e que sabe o meu nicho, o meu jeito. 2009 não foi um ano profissional, no sentido da escolha de escritório, a melhor que eu poderia ter feito, mas eu trabalhei bastante com a minha banda, a gente fez, sei lá, sessenta, setenta shows durante o ano inteiro, o que é bom, e eu espero que este ano possa ser bem

se a natureza começa assim, não muda. Eu acho que é a natureza do grupo. Claro que é o meu trabalho, e eles dão vida a esse meu trabalho e eu valorizo muito eles por isso. Você tem algum problema com o rótulo POP? Nunca tive nenhum. Acho POP muito difícil. POP é o melhor de cada uma das coisas, do soul, do samba, do reggae, da MPB. Isso é POP.

Atuou em novelas da Record e SBT Toni Garrido é casado há vinte e dois anos com a produtora de moda Regina Coelho, com quem tem duas filhas Vitória (13) e Isadora (6) e é flamenguista de coração.

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LIVRO COMO ESTUDAR UDAR MELHOR: A O TÉCNICA DO TAL MAPA MENTAL Autores Marco Pellegatti e Carmen Lucia Coube Zancaner ncaner Editora Idea

estava IDO DO DO , um doido de PESCA io balde spic No ho deira com um pescar e a c d nha o na sentad om uma vari í o dou c gua. A a e a a d : u ág ele ntro tou pra ndo de segura spicio pergun escando? o p h está tor do e você de: - O qu on p s re o O doid doutor. , s o ri - Otá : ico fala escou? O méd c já p v s to já! n - Qua o quinto nhor é e s O O objetivo deste este livro é o de realmente facilitar o estudo das pessoas, s, através do “mapa mental”. Trata-se de uma ferramenta a simples e eficaz com a qual al o leitor pode abordar qualquer quer tipo de estudo, conferência rência ou aula (independentemente entemente do assunto), e o principal, memorizá-lo. Com as dicas de estudo do “mapa a mental”, seu aprendizado será mais udante ou produtivo como estudante como profissional.

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POL[ITIC OF N u m a fe AMOSO s ta , a é a p re s mada e n ta d a a um em me te p o lí ti in e n co. - Muito prazer! diz ele. - Prazer! Saiba muito fa lar do se que já ouvi nhor! - É poss ível, min ra, mas ha senh ninguém otem prov as!

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ARGUMENTO O assunto não é novo, iniciou em 2006, mas o aumento da bonificação no argumento de inclusão que beneficia os alunos da rede pública que alcancem o ponto médio fez com que alunos e professores da rede particular se manifestassem. Resumindo os fatos, há cinco anos os primeiros lugares da Universidade Federal do Rio Grande do Norte se concentram em alunos da rede pública, fazendo com que alunos da rede particular, que muitas vezes sacrificam o orçamento doméstico para poder freqüentar aulas exclusivas e direcionadas, questionem até onde isso é correto e justo. Os cursos com maiores Argumentos de Inclusão são definidos através dos quatro últimos processos seletivos, que apresentam as maiores demandas por parte de alunos da rede pública. Alunos estes que apresentaram desempenho igual ou superior à média do curso a que concorriam. É importante ressaltar que cursos menos concorridos, muitas vezes, não são beneficiados com o argumento de inclusão. A Revista Intervalo con-

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versou com alguns dos envolvidos na questão. ALEXANDRE PINTO Professor do Colégio Ciências Aplicadas Oriundo de escola pública, o professor Alexandre Pinto não avalia o sistema da bonificação com bons olhos e nem acha que é dessa forma que as melhorias na educação acontecentecerão. “Completamente justo, nenhum sistema, dentre re os apresentados, é, mas não é retirando os obstáculos os do aluno em desvantagem, m, que você vai melhorar o ensino público. Com o sistema ma de cotas, pelo menos, o aluno da escola particular já entra sabendo a quantidade de de vagas que disputa”, explica xplica Um dos pontos questioestionados pelo professor, que representa a instituição o particular que mais aprova va na rede pública é, “gostaria a que a comperve divulgasse quem é o verdadeiro primeiro ro lugar, aquele que conquistou uistou a colocação sem a ajuda da do argumento de inclusão como foi este ano o caso do Aluno da escola ciências aplicadas cadas Kênnyo Estevão”, ressalta. alta. Outra sugestão do

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professor para amenizar os questionamentos, seria a divulgação de listas separadas com os nomes dos beneficiados pelos argumentos de inclusão e os que de fato conseguiram aprovação por méritos próprios. “Seria mais transparente e teríamos um resultado mais real, afinal a gente não vive no faz-de-conta”, assegura Alexandre Pinto. Para Alexandre Pinto, “se posicionar sobre o assunto neste atual momento

é delicado, a gente prefere não tomar uma postura agora, porque o ano é de muitas mudanças, tem o ENEM que ainda não foi definido, tem eleições, tem muita coisa para acontecer”. CARLOS ANDRÉ CAVALCANTE Professor do Colégio e Cusro Overdose Para o professor Carlos André, representante Colégio e Curso Overdose, o argumento de inclusão do Vestibular 2010 foi a atitu-

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Profissionais falam fa sobre uma das regras mais polêmicas da história dos vestibulares da UFRN

DE INCLUSAO INCLUSÃO

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Foto: Canindé Soares

Alexandre Pinto, Betânia Ramalho e Carlos André falam um pouco sobre o tema de mais polêmica dos últimos anos e talvez, inclusive, a regra mais polêmica da história dos vestibulares da UFRN. “Tal medida dividiu os alunos em dois grupos: os beneficiados - defensores da idéia e os não beneficiados - inimigos fervorosos da mesma”, afirma. Assim como demais professores das escolas particulares, o professor não avalia o argumento de inclusão com bons olhos e não encara como uum fator positivo para melho melhoria do ensino público. “Me parece óbvio que a dificuldade culda que o aluno oriundo de escola pública tem para entrar na Federal por méritos m próprios pr é a prova de que o ensino ens público não funciona. funcio Discutir a forma de colocar colo um aluno sem a base bas necessária na Universidade Uni me parece pare o tipo de

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solução que países sérios não adotariam. Gostaria de ver discussões de como melhorar o ensino público brasileiro. E, infelizmente, não vejo nenhuma”, esclarece. Exemplo clássico da defasagem do ensino público para o professor vem da sua casa. “Meu pai é negro, estudou em escola pública e foi aprovado por méritos próprios na Academia da Força Aérea. A única diferença entre a época dele e o momento atual é que, antigamente ,o ensino público funcionava. O filho do pobre era capaz de disputar em pé de igualdade qualquer exame com o filho do rico”, salienta Calos André. “Muitas pessoas têm acusado a UFRN de estar se envolvendo em política. Sinceramente, prefiro não acreditar que a instituição que tanto respeito e admiro se envolva nesse tipo de situação. Acredito que a Comperve errou e que, para o próximo exame, o bom

senso prevalecerá”, desabafa Carlos André que foi agraciado pela UFRN com a comenda Professor Joel Dantas, que homenageia os primeiros lugares no exame, e não entende o porquê de a universidade criar uma regra que impossibilita os melhores alunos terem seu mérito reconhecido. “É praticamente impossível algum aluno de escola particular ser primeiro lugar em Medicina com esse novo modelo”, finaliza. BETÂNIA RAMALHO Presidente da Comperve A política de inclusão social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte é direcionada para gerar oportunidade e chance aos bons alunos da rede pública que sempre foram preteridos quando concorrem com estudantes de elevado nível social e econômico. Segundo a presidente da Comperve, Betânia Ramalho, os alunos benefi-

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Cursos

Vagas

Candidatos Demanda Arg. de inclusão

Administração (B) (N)

90

435

4,83

15

Direito (B) (N)

90

861

9,75

13

Ciências e Tecnologia (B) (T)

560

1181

2,11

39

Engenharia Civil (F) (MTN)

100

762

7,62

15

Medicina (F) (MTN)

100

2731

27,31

26

Nutrição (F) (MTN)

80

555

6,94

10

Engenharia da Produção(F) (T)

45

151

3,36

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ciados pelo argumento de inclusão são candidatos com potencial cognitivo e nível de aprendizagem suficientes para serem aprovados em cursos de elevada demanda ou concorrência. Vale salientar que “quanto menor for a inscrição e aprovação de candidatos da rede pública em determinado curso, maior é a pontuação com argumento de inclusão”, informa “De nada adianta beneficiar um candidato sem motivação para o estudo, sem uma base mínima, sem base de conhecimento escolar mínimo: o argumento de inclusão não se faz nesse tipo de candida-

to”, assegura Betânia sobre o perfil dos beneficiados. Sobre uma suposta criação de listas para divulgação dos resultados do vestibular, a Comperve ainda não discutiu se vai alterar a forma como o resultado é divulgado e que recebe a orientação de tornar pública uma conquista dos que são habitualmente excluídos pela condição de classe. “Nós não temos problemas nenhum em divulgar quem são esses alunos, o problema é mais além, faz parte de uma política para destacar exemplos positivos de estudantes que não têm

recursos para concorrer com estudantes de classe social econômica abastada”, esclarece Betânia. A presidente da Comperve afirma que a melhor solução para as diferenças e o fim para esta polêmica seria o ensino público lograr-se aos níveis semelhantes às bases das escolas particulares. No entanto, ela ressalta que o argumento de inclusão é muito mais justo do que o projeto de lei do Governo Federal, ainda bre a reserva em tramite, sobre agas das unide 50% das vagas erais serem versidades federais destinadas aoss alunos icas. das escolas públicas.

O que é Argumento de Inclusão? É um sistema de pontuação adicional, diferenciado, que toma como referênência critérios sócio-econômicos e de desempenho dos candidatos da rede pública blica no processo seletivo. Constitui-se em uma ação transitória que objetiva ampliar o acesso doss alunos da rede pública que, mesmo apresentando um desempenho médio e acima a deste no processo seletivo, colocam-se sempre em desvantagem em relação aos alunos da rede privada. Fonte: Compeve

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A M U S ’ N JER A D I V E D LIÇÃO mpetição 40 anos de co a do ra o m e m co ue ânci orttâ No ano em q cionam a imp e ir d s re la o sc s os Jogos E o de cidadão çã a rm fo a n esporte

Há 40 anos os Jogos Escolares do Rio Grande do Norte – JERNs reúnem atletas de todas as regiões do estado com a missão de incluir, ensinar limites e formar cidadãos através das boas ações a do esporte. e A Revista Intervalo conversou co onversou com c a Coordenadora Geral dos d JERNs, Ana Dalva, mais conhecida no n meio esportivo esp como Lulu. Há 15 anos os jogos passaram a ser realizados realiza no interior do estado, através da criação das regionais, que totaliza segundo Lulu, 12 unidahoje totalizam, espalha des espalhadas pelo Rio Grande. Para qu quem pensa que os preparaini tivos são iniciados apenas em outubro, e engano. “Os Os preparativos é um grande a longo do ano: em junho, acontecem ao o interior são realizados para os jogos do fazerr a classificação dos times que virão a Natal para o camque pe eonato”, informa nforma Lulu. peonato”, Um de etalhe importante detalhe

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informado pela coordenadora é que hoje, os times oriundos do interior recebem apoio do Governo do Estado, através de alimentação e durante os treinos para os jogos. As escolas recebem kits esportivos (bolas, redes e uniformes) para a preparação dos atletas. “Foram 297 escolas beneficiadas com kits em todo estado, foi uma iniciativa inédita e acarretou melhorias no esporte com o material de excelente qualidade”, assegura. A coordenadora ainda assegura que a participação nos JERNs é uma lição de vida. “Hoje grandes profissionais do estado foram excelentes atletas dos jogos escolares. Não me refiro aos grand des atletas de hoje, mas sim a médicos, d dentistas, advogados e tantos outros que p participaram e compreenderam o espírito e alta. esportivo do campeonato”, ressalta. Sobre os festejos para as bodas de 40 anos dos jogos, Lulu ffala d da grande perda que o Estado d o

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tteve com a morte m do como com mo atleta, técnica, coordenadora coordenad dora S etário de Educação Secretário e como com mo mãe. “ Eu vivi todas as etapas, etapas, Ruy Pereira R Ru Pereira, que idealizava todos oss momentos, muitos participa participaram, aram, uma grande comemoração para o mas eu fui ui a única que vivi todas as e emoevento. “Ainda sentindo essa perda, ções e tenho enho o compromisso de fazer o o secretário adjunto, Otávio Augusto, melhor nessa essa comemoração”, revela. realizará um grande evento que comeSobre re a inclusão social no JERNs, ça no mês de março Lulu afirma que as mocom o lançamento dos dalidades de atletismo mo JERNs e a presença de e natação tiveram a autoridades, imprensa acessibilidade para os e atletas destaques”, deficientes, mas que ass acrescenta. atividades pararam por Ainda para as festifalta de inscritos. Para vidades que iniciam nas os pais dos alunos a regionais, segundo Lulu, coordenadora deixa um os grandes eventos de recado: “a participação abertura serão marcanos JERNs é uma lição dos com a escolha de de vida, pois a prática um time campeão para do esporte faz com que disputar com o time da não existam diferenças, casa uma partida simffaz com que os alunos l bólica e comemorativa. aprendam sobre e ganhar Para a abertura em e perder e os melhores Natal, Lulu informa que atletas, muitass vezes, Lulu a frente das comemorações es alunos um clube de vôlei com são os melhores liza. renome nacional será na escola”, finaliza. convidado para uma partida na cidade. Sobre a escolha do vôlei, a coordenaCURIOSIDADES dora explica expl que a modalidade é uma - 35.000 Atletas das seis que q estão desde o início dos - 1002 Escolas jogos, há 4 40 anos. - 124 Municípios Há oito anos como coordenadora ge- 28 modalidades ral dos JERN e há 40 JERNs, Lulu acrescenta que é única - 6 são as modalidades que coordena adora geral que já participou anos estão nos JERNs: vôlei, futs al nataal, nata coordenadora futsal, campeonato em todas as funções, ção, basquete, atletismo e hande eboll. do campeonato handeboll.

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Por onde passa, Gabriela Carvalho Correia chama a atenção. Dona de uma aparência maravilhosa, uma beleza e uma forma física invejada por muitas, ela encara tudo isso com naturalidade e conta que mais importante ainda é olhar o interior das pessoas. Nativa do signo de câncer, ela tem 15 anos e estuda atualmente no Colégio CEI da Romualdo Galvão e, por incrível que pareça, ainda não se encontrou em nenhum dos esportes e não faz dietas. “Já pratiquei de tudo que existe no colégio, mas o que aparecer eu faço, não tenho preferências. Comecei a malhar há pouco tempo, mas a preguiça me vence algumas vezes. Já a dieta, como todo mundo diz, segunda eu começo”, brinca. Gabriela se define como uma menina que curte com afinco a sua feminilidade e garante que não costuma usar tudo que está em alta, mas sim o que gosta e o que a faz sentir-se bem. “Gosto de sair de casa com brincos, pulseiras, colar, bolsa e perfume, mas sem exageros. Tenho também meus dias simples, em que saio de short e rasteira”, revela. Cheia de sonhos, a canceriana é do tipo que deseja viver intensamente e ser muito feliz. Preza muito pelas suas amizades e valoriza muito todas elas, mas seu porto seguro é a sua família. Com relação ao coração da musa da Revista Intervalo, está muito bem preenchido. “Gosto de ir pra festas e adoro sair com o meu namorado. Namoro há um bom tempo e somos muito felizes”. Quando questionada sobre o que mais admira em um garoto, ela logo respondeu que a principal característica é a fidelidade. “Gosto de garoto carinhoso, que me faça rir e esteja sempre do meu lado”, acrescenta.

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Para musa da Revista Intervalo, a beleza interior ĂŠ a mais importante de todas

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Com relação aos seus projetos para o futuro, ela conta tem muitos objetivos para serem alcançados, mas seu maior desejo é se encontrar em uma profissão que a faça trabalhar feliz. “Também quero muito construir uma família e sair viajando pelo mundo, quero muito ser feliz”, finaliza.

Cuidados com a pele: Adoooooro hidratante, uso sempre! E nunca durmo com maquiagem. Cuidados com os cabelos: Não tenho nenhum segredo, faço sempre hidratação e dou um corte. Procuro sempre manter os cuidados essenciais, tenho paciência para desembaraçá-los e ainda não usei nenhum tipo de química neles.

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Conversa de Cantina

TÁ LIGADO?

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tá tudo normal, como era antes. Mal ponho a cabeça na janela da primeira sala e ouço o professor dizer. - E aí Igor, tá ligado? – Meu Deus tá tudo perdido, pensei eu – Mas a resposta me acalmou. - Tá sim professor, o ar condicionado tá ligado. Este calor que o senhor tá sentindo é motivado pela elevação da temperatura global, é que a sensação térmica hoje está acima da média dos últimos dez anos. - Muito bem, é sobre isso a nossa aula de hoje. -Graças a Deus, tudo normal. O ensino continua da mesma maneira. Os professores falando um monte de coisas difíceis e nós alunos, tendo que correr cor re atrás p para ara entender entender. er.r. Ma er Mass nno o final o resultado vale e a pen pena. na na. -Tá Tá á lliligado?!?!?! gado?!?!?! Texto Texto: to: Re to Renato enato Vilar Ilustrações: Kefas

Dia desses tava na cantina de um colégio e ouvi um papo entre dois alunos. Partindo do princípio que são eles os maiores interessados no assunto educação, suas opiniões devem ser levadas em conta. Por isso mesmo agucei os ouvidos para tentar entender o que eles diziam, e vejam só o que eu escutei sobre os professores: - O problema é que eles falam muito difícil, tá ligado? Se eles falassem a nossa língua, tava limpo. A gente sacava tudo. - É mesmo boy. Tem razão. Como dizem eles, “viajei” nessa história e fiquei imaginando como seriam as aulas nesse novo modelo educacional. - Aí galera atenção! Hoje vamos trocar umas idéias sobre estados físicos da matéria. Tá ligado? - Tamos sim! - Então vamos nessa. A parada é a seguinte: quando os átomos de um barato qualquer estão, assim, meio que na paz, bem parados, na deles, o barato está em estado sólido; quando os átomos estão mais dispersos, meio que espalhados mesmo, aí o barato já tá líquido, agora brô, se tiver uma bagunça, mesmo, sabe assim, tipo uma galera, cada um disparando prum lado? Isso mesmo, tá gasoso, irmão... Ou então uma aula de história: - Mermão o cara tava lá tentando livrar a dos manos em Minas. É irmão, conheciam o cara como Tiradentes. Imagina porque? O cara mandava bem com o alicate irmão. Tirava altos dentes podres da mineirada. Mas aí apareceu um vacilão, tá ligado? Um tal de Joaquim Silvério dos Reis deu com a língua nos dentes e entregou geral a galera. Meu irmão, não sobrou ninguém inteiro, brother. Ou então... Não, não, melhor nem imaginar mais nada. Isso deve ter sido alucinação por causa da fome. Vou lanchar e, por via das dúvidas, vou dar uma passada nas salas de aula para saber se INTERVALO www.revistaintervalo.com.br

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Revista Intervalo 2ª Edição  

Foram muitas festas, viagens e buchichos nessa virada de ano 2009/2010, porém o ano agora começou de verdade. Para muitos é hora de focar as...

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