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RELEMBREM AS FOTOS DA GALERIA DO INTERBUSS

PORQUE TRANSPORTE É VIDA | ANO 8 | N° 386 | 25 DE MARÇO DE 2018

CURITIBA AINDA É MODELO, MAS PRECISA MUDAR

Implantação de novas tecnologias e renovação de frota é fundamental para Curitiba seguir no caminho RENAULT VAI LANÇAR NOVO FURGÃO NA AL


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NESTA EDIÇÃO A GRANDE MATÉRIA

Curitiba precisa se moderniz

Transporte da cidade está caindo na obsolescência sem implantar no SUMÁRIO

6 NOSSA OPINIÃO

12 PÔSTER

7 A IMAGEM MARCANTE

14 DEU NA IMP

8 A GRANDE MATÉRIA

16 REDE SOCIA

11 ADAMO BAZANI

18 O MELHOR D

A enrolação da licitação em São Paulo

A foto que marcou a semana no setor de transportes

Cidade de Pato Branco recebe novos ônbus

Artigo: Brasil poderia ter Euro 6 já

Caio Millennium, por Scan

As notas da imprensa espe

O seu espaço na InterBuss

As melhores fotos publica


ANO 8 | Nº 386 | DOMINGO, 25 DE MARÇO DE 2018 | 1ª EDIÇÃO | CONCLUÍDA ÀS 21h16 (4ª) EDIÇÃO COM 24 PÁGINAS

zar muito

ovas tecnologias

nia do Brasil

PRENSA ecializada

AL s

DA INTERBUSS

adas no Portal InterBuss

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O MELHOR DA INTERBUSS

Confiram seleção de fotos que já foram publicadas na Galeria

Melhores fotos da Galeria do InterBuss estão de volta

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A GRANDE MATÉRIA

Cattani compra novos Neobus para a cidade de Pato Branco

Cidade paranaense recebe novos ônibus com carroceria Mega

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DEU NA IMPRENSA

Renault lança furgão para concorrer com Fiat e Peugeot

Dacia Dokker receberá o nome de Kangoo na América do Sul

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REDE SOCIAL

Confira as melhores fotos que foram publicadas no Facebook

As melhores fotos da semana saem aqui na Interbuss!

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EXPEDIENTE

Uma publicação da InterBuss Comunicação Ltda. DIRETORIA InterBuss Comunicação REVISÃO InterBuss Comunicação ARTE E DIAGRAMAÇÃO InterBuss Comunicação AGRADECIMENTOS DESTA EDIÇÃO Agradecemos à todos os colaboradores de todo o país pelas fotos enviadas esta semana para capa, matérias e pôster. SOBRE A REVISTA INTERBUSS A Revista InterBuss é uma publicação semanal do site Portal InterBuss com distribuição on-line livre para todo o mundo. Seu público-alvo são frotistas, empresários do setor de transportes, gerenciadores de trânsito e sistemas de transporte, poder público em geral e admiradores e entusiastas de ônibus de todo o Brasil e outros países. Todo o conteúdo da Revista InterBuss provenientes de fontes terceiras tem seu crédito dado sempre ao final de cada material. O material produzido pela nossa equipe é protegido pela lei de direitos autorais e sua reprodução é autorizada após um pedido feito por escrito, e enviado para o e-mail revista@ portalinterbuss.com.br. As fotos que ilustram todo o material da revista são de autoria própria e a reprodução também é autorizada apenas após um pedido formal via e-mail. As imagens de autoria terceira têm seu crédito disponibilizado na lateral da mesma e sua autorização de reprodução deve ser solicitada diretamente ao autor da foto, sem interferência da Revista InterBuss. A impressão da revista para fins particulares é previamente autorizada, sem necessidade de pedido. PARA ANUNCIAR Envie um e-mail para contato@portalinterbuss.com. br ou ligue para (19) 99483-2186 e converse com nosso setor de publicidade. Você poderá anunciar na Revista InterBuss, ou em qualquer um dos sites parceiros do grupo InterBuss, ou até em nosso site principal. Temos diversos planos e com certeza um deles se encaixa em seu orçamento. Consulte-nos! PARA ASSINAR Por enquanto, a Revista InterBuss está sendo disponibilizada livremente apenas pela internet, através do site www.revistainterbuss.com.br. Por esse motivo, não é possível fazer uma assinatura da mesma. Porém, você pode se inscrever para receber um alerta assim que a próxima edição sair. Basta enviar uma mensagem para revista@portalinterbuss.com.br e faremos o cadastro de seu e-mail ou telefone e você será avisado. CONTATO A Revista InterBuss é um espaço democrático onde todos têm voz ativa. Você pode enviar sua sugestão de pauta, ou até uma matéria completa, pode enviar também sua crítica, elogio, ou simplesmente conversar com qualquer pessoa de nossa equipe de colunistas ou de repórteres. Envie seu e-mail para revista@ portalinterbuss.com.br ou contato@portalinterbuss. com.br. Procuramos atender a todos o mais rápido possível. A EQUIPE INTERBUSS A equipe do Portal InterBuss existe desde 2000, desde quando o primeiro site foi ao ar. De lá pra cá, tivemos grandes conquistas e conseguimos contatos com os mais importantes setores do transporte nacional, sempre para trazer tudo para você em primeira mão com responsabilidade e qualidade. Por conta disso, algumas pessoas usam de má fé, tentando ter acesso a pessoas e lugares utilizando o nome do Portal InterBuss, falando que é de nossa equipe. Por conta disso, instruímos a todos que os integrantes oficiais do Portal e Revista InterBuss são devidamente identificados com um crachá oficial, que informa o nome completo do integrante, mais o seu cargo dentro do site e da revista. Qualquer pessoa que disser ser da nossa equipe e não estiver devidamente identificada, não tem autorização para falar em nosso nome, e não nos responsabilizamos por informações passadas ou autorização de entradas dadas a essas pessoas. Qualquer dúvida, por favor entre em contato pelo e-mail contato@portalinterbuss.com.br ou pelo telefone (19) 99483.2186, sete dias por semana, vinte e quatro horas por dia.

NOSSA OPINIÃO

Editorial

São Paulo segue enrolando a licitação dos transportes A prefeitura de São Paulo está tentando fazer uma licitação do transporte público local há muito tempo e nada saiu do papel até o presente momento. A cada item que é divulgado, um grupo grita barbaridades e faz um espetáculo digno de cinema para dizer que é contrária à modificação. Tudo isso ainda em ano eleitoral, sobretudo com um PSDB rachado e com grandes problemas para escolher um nome para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. O prefeito Doria está sendo pesadamente criticado em sua cidade pois deixará o comando para tentar ser candidato ao governo do Estado. E mais uma vez a licitação do transporte fica para trás. Qual será o grande problema em licitar o maior sistema de ônibus urbanos do país? Há jogo de interesses nisso? (sim ou óbvio?). Algumas das atuais operadoras do sistema não tem a mínima condição de continuar mas com certeza jogarão pesado para continuar abocanhando enormes fatias do gordíssimo subsídio concedido pela municipalidade. Parte dessas empresas são criticadas diariamente nas redes sociais, o que é o caso da Sambaíba Transportes Urbanos e da VIP, que possui vários lotes em mais de uma área operacional. Hoje, o transporte paulistano está basicamente nas mãos de pouquíssimas pessoas: José Ruas Vaz e seus sócios, Belarmino Marta e seus sócios, algumas cooperativas que agora estão disfarçadas de empresas para poderem concorrer ao certame (ou seja, a bagunça vai continuar pois todo mundo sabe que algumas delas são ligadas ao crime organizado e assim continuará para todo o sempre, amém!), família Saraiva e outros empresários menores. É quase certeza que os pequeninos vão acabar sumindo ou terão que se fundir com outras empresas para poder continuar operando. Como toda mudança, seja em qualquer área, os transtornos na fase inicial são certeiros e merecem a paciência da população. Tirar uma linha de ônibus para melhorar o atendimento de outra que passa pelo mesmo local é no mínimo racionalidade que sempre funciona bem, porém as brigas políticas acabam expondo debates completamente desnecessários que só servem para apregoar a bagunça e a falta de respeito. O mais curioso da oposição à prefeitura paulistana é que o prefeito anterior foi o petista Fernando Haddad e que também não fez a licitação, e ao que parecia estava pior do que o projeto apresentado recentemente. Por que só agora há chiadeira e antes tudo parecia estar um pouco mais calmo, principalmente do lado da atual oposição? Desde que as pessoas se entendem por gente, a oposição deve funcionar como poder fiscalizador e não tumultuador com o único objetivo de prejudicar o máximo o governo de situação para que o mesmo saia enfraquecido e dê lugar aos partidos de interesse desses grupelhos. E quem perde com tudo isso? A população, que fica no meio de toda essa briga esperando melhorias que nunca chegam. O mesmo está acontecendo com a licitação do transporte paulistano, que já deveria ter acontecido há muito tempo mas sempre tem alguma coisa a ser alterada. Para que servem as audiências públicas obrigatórias? Justamente para que a população tenha a sua voz ouvida, mas quando esses eventos acontecem, a grande maioria dos que gritam nas redes sociais contra os projetos sequer põem os pés nos auditórios. Se querem que seja feita alguma coisa em prol da coletividade, que os chamados “ativistas” participem do debate público e como gente civilizada, e não como bichos ferozes e ignorantes nas redes sociais. Participar é melhorar a vida de todo mundo. E enquanto isso, a prefeitura continua enrolando essa licitação.


A IMAGEM MARCANTE

Limeira, SP

Terça-feira, 20 de Março de 2018

Um ônibus da Viação Santa Cruz pegou fogo no Anel Viário de Limeira. De acordo com informações levantadas pela equipe do Rápido no Ar, o Corpo de Bombeiros foi acionado para combater o incêndio. O fogo foi controlado, mas o veículo foi bastante destruído. As causas do incêndio ainda são desconhecidas. Por sorte ninguém ficou ferido. Em contato com a empresa responsável pelo ônibus, fomos informados que no momento do incêndio não haviam passageiros no veículo. As informações são do site Rápido no Ar.


A GRANDE MATÉRIA

Mercado

Cattani compra Mega Plus para Pato Branco

Da Neobus | assessoria Os operadores Cattani S.A., Cattani Sul e Transangelo Transportes Coletivos, da cidade Pato Branco, no Paraná, adquiriram 14 novos ônibus urbanos MEGA PLUS produzidos pela NEOBUS. Os veículos fazem parte do programa de renovação de frota da operadora. A NEOBUS tem focado sua atuação no segmento urbano e o MEGA PLUS é o modelo da marca com maior volume de produção. No ano passado, a maioria

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das 383 unidades fabricadas foi do MEGA Plus. Além disso, a empresa tem dedicando especial atenção à retomada do mercado brasileiro e buscado ampliar sua presença nas regiões mais importantes, como o Paraná. Com 12,4 metros de comprimento total, o ônibus MEGA PLUS possui três portas de acesso, dois boxes para cadeirantes e sistema de ar-condicionado. Com capacidade de transportar 28 passageiros sentados em poltronas urbanas estofadas, o modelo tem chassi IVECO S170 EURO V, iluminação

interna em LED, conjunto ótico, lanternas traseiras em LED, com acabamento envolvente, em peças injetadas e itinerário eletrônico. O modelo NEOBUS MEGA PLUS se destaca pela extrema robustez, mais espaço interno para os passageiros, economia e por ser esteticamente atrativo. O veículo foi projetado para atender às necessidades do transporte urbano, aliando conforto, desempenho e oferece maior eficiência e rentabilidade ao operador.


Mobilidade Urbana

Curitiba ainda é modelo, mas vai ficar para trás

Se novas tecnologias não forem implantadas, obsolescência é fato Da Gazeta do Povo | Sharon Abdalla

Apesar dos problemas vivenciados diariamente pela população, como lotação dos ônibus e o envelhecimento da frota, o sistema de transporte público de Curitiba ainda é reconhecido como referência em mobilidade urbana mundo afora. Pelo menos é isto o que aponta a sueca Karin Radström, vice-presidente global de vendas de ônibus da Scania. Em visita a cidade nesta quintafeira (8), quando recebeu a reportagem da seção Haus, da Gazeta do Povo, com exclusividade, Karin e a equipe de executivos brasileiros da marca destacaram as soluções desenvolvidas em Curitiba a partir dos anos 1970, como as canaletas exclusivas para a circulação dos ônibus, padronização da frota, integração e as estações-tubo, que elevaram o nome da capital paranaense a nível mundial e foram exportadas para mais de 250 cidades. “Curitiba ainda é considerada uma das cidades com os melhores sistemas de transporte público do mundo. Há, no entanto, o risco de que o sistema perca sua atratividade se ele não tiver continuidade, se não forem pensadas formas de renoválo”, destaca a vice-presidente. Este risco é ainda mais evidente quando o atual sistema de transporte da capital é comparado ao de cidades que o copiaram, mas que já promoveram avanços em relação ao modelo. “As estações tubulares, por exemplo, são maravilhosas, mas seguem um padrão [de distância entre as portas do veículo] que não é o seguido pelo restante do mundo e que o enquadra como uma exceção. Isso torna o [ônibus fabricado para Curitiba] mais caro do que o produzido para outras localidades, pois ele depende de um chassi e de uma carroceria com dimensões específicas. Será que somos tão tradicionalistas que não conseguimos fazer melhorias e baixar o custo do sistema?”, questiona Silvio Munhoz, diretor de vendas de ônibus da Scania para o Brasil. Sustentabilidade Outro desafio apontado pelos

executivos para a melhoria do transporte público, não apenas em Curitiba, mas pensando em escala global, é a abertura e o investimento das administrações municipais em soluções voltadas à sustentabilidade do sistema. Isso engloba desde a oferta de veículos e combustíveis (GNV, biometano, etanol, eletricidade e modelos híbridos) à gestão e operação do transporte público. O primeiro entrave listado por Karin neste sentido é o mito de que o transporte sustentável é uma alternativa cara. “Hoje, não há nada que impeça qualquer cidade do mundo de adotar uma solução sustentável de transporte, pois todos os veículos e combustíveis [estão à disposição do mercado], e isso pode ser feito sem aumento de custo. Mas é preciso que haja disposição e vontade política de fazê-lo”, aponta a vicepresidente de vendas da Scania. A falta de interdisciplinaridade entre os diferentes setores administrativos das cidades é outro fator que interfere negativamente na adoção de sistemas “verdes” de transporte. “O biogás, por exemplo, é gera-

do a partir do lixo orgânico, do tratamento do esgoto das cidades. Aqui, você não tem apenas um combustível de baixo custo, como também dá uma solução para o problema do lixo, o que torna o transporte sustentável e verde. Mas, se isto não for visto de forma integrada [pelos diferentes setores da gestão municipal] e se [os gestores públicos] não tiveram paciência para deixar a coisa andar, nunca vamos sair do diesel”, aponta Munhoz. O terceiro, e talvez mais importante, ponto listado pelos executivos referese à participação da população neste processo. Segundo eles, ela se dá não somente pela cultura do uso efetivo do sistema, mas também no sentido de pressionar os gestores públicos a adotarem soluções sustentáveis para o transporte público de suas localidades. “Na Europa, por exemplo, isto está acontecendo muito rápido porque a população tem consciência sobre os prejuízos da poluição e cobra isso de seus governantes. O povo tem tudo nas mãos”, resume Munhoz. 25.03.2018 |

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COLUNAS

NOSSO TRANSPORTE ADAMO BAZANI | adamobus@gmail.com

Ônibus da Via Sul já roda com nova tecnologia de resfriamento de motores. Empresa é a sexta em São Paulo a usar equipamento

Mais um equipamento do EEC – Electric Engine Cooling foi instalado nesta quarta-feira, dia 15 de março de 2018, na capital São Paulo. O retrofit equipa um veículo da Via Sul, empresa que atua no Subsistema Estrutural da Cidade de São Paulo na área cinco (5), cobrindo bairros predominantemente da região sudoeste, além de alguns bairros das regiões sul e leste. Agora já são seis ônibus operando na capital com o novo sistema de resfriamento de motores. Antes, já haviam sido instalados equipamentos nas empresas Santa Brígida (o primeiro, em outubro de 2016); Sambaíba e Cidade Dutra (em dezembro de 2017); Vip, no último dia 30 de janeiro, e na Express Transportes Urbanos, em fevereiro. Produzido pela parceria Modine/ SPAL, o retrofit do sistema de resfriamento elétrico do motor foi instalado num ônibus da Via Sul Mercedes-Benz, modelo Caio Millenium III, fabricado em 2012. EEC – TECNOLOGIA GANHA ATENÇÃO DAS EMPRESAS OPERADORAS; Em função do sucesso inicial, e até mesmo pela necessidade premente das operadoras de ônibus de reduzir custos e ainda atender a exigências ambientais – redução do índice de emissões e de ruído -, os testes de rua com o retrofit do EEC se espalharam pelas empresas do sistema de transporte público coletivo de São Paulo.

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O novo sistema de resfriamento elétrico do motor é uma nova alternativa que traz como diferencial a utilização de ventiladores elétricos que trabalham independentemente do motor, ao contrário do sistema tradicional. A tecnologia é resultado de uma parceira vitoriosa entre as empresas Modine (líder global em sistemas térmicos) e SPAL Automotive (empresa italiana que fabrica eletro-ventiladores axiais e centrífugos de alta durabilidade), que trouxe para o Brasil o novo sistema de arrefecimento. Os testes de rua do EEC são necessários para avaliar o novo sistema de resfriamento elétrico do motor na aplicação real. Como explica Fernando Rodrigues, gerente sênior de engenharia da Modine, “colocando o retrofit do EEC em empresas que atuam em diferentes locais da capital estamos cobrindo todos as regiões e assim as diversas condições de uso na cidade”. Os testes até agora já produziram resultados importantes, observados pela equipe técnica da Modine e SPAL, como também pelos frotistas, quanto ao desempenho e à economia de combustível. No caso do primeiro equipamento de EEC instalado “a economia de diesel gira em torno de 5%”, conta Fernando Rodrigues. O mercado americano atesta o sucesso do sistema de resfriamento de motores desenvolvido pela Modine e pela SPAL. “Apesar de inédito no Brasil, já temos

mais de 5 mil carros rodando no mercado dos EUA, entre ônibus comuns e articulados”, afirma o engenheiro da Modine. Fernando relata ainda que para o frotista, “além da economia de combustível, tem a questão de manutenção do sistema que é praticamente zero, pois só precisa fazer a limpeza, o que é bem simples: basta apertar um botão que reverte a rotação das hélices”. “Outro ponto importante é o nível de ruído, que atinge em torno de 70 dB. Este diferencial está sendo um grande atrativo para as empresas, haja vista que o ruído hoje é um problema. No sistema tradicional, quando a hélice acopla, o nível de ruído pode superar os níveis regulamentados pela CETESB/SPTrans, e quando isso acontece o carro é reprovado na vistoria. Esta informação nos foi repassada pelos próprios frotistas” relata o engenheiro da Modine. Na questão custo/benefício, o engenheiro da Modine relata: “Para nós, até aqui, tem ficado claro que após instalar o sistema de resfriamento de motores EEC o frotista terá um payback entre 1 e 2 anos, graças à redução do consumo. Isso depende muito da aplicação, evidente, mas há ainda as outras vantagens que citamos”. 'A novidade, prevista para as próximas semanas, será a instalação do sistema Electric Engine Cooling em ônibus articulados de três diferentes empresas: Cidade Dutra, Sambaíba e VIP.


OPINIÃO: Euro VI já no Brasil – por que não? Compartilhei recentemente com os colegas, membros do Comitê do Clima do Município de São Paulo, o artigo do International Council on Clean Transportation – ICCT sobre a recente aprovação do padrão tecnológico Euro VI para todos os modelos de veículos pesados a diesel novos comercializados no México a partir de 2021. Houve lá uma grande resistência das montadoras durante o processo de negociação – semelhante à que ocorre aqui no Brasil, segundo o autor – em que pesem os amplos benefícios tecnológicos, ambientais e econômicos devidamente comprovados da adoção do EuroVI, e os graves problemas que afetam a performance ambiental dos veículos Euro V, por deficiência da regulamentação. Trata-se também de um notável avanço para o atendimento da National Determined Contribution – NDC Mexicana – e não apenas para um transporte local urbano muito mais limpo, resultante da drástica redução das emissões de material particulado ultrafino cancerígeno (MP), e da real capacidade dos ônibus de Classe Euro VI reduzirem eficazmente as emissões locais de óxidos de nitrogênio (NOx) no ambiente urbano. Isso se deve ao efeito climático da tecnologia Euro VI: além da pequena redução no consumo de diesel fóssil, em relação ao Euro V, em torno de 2 a 3%, a quase eliminação total do Black Carbon (BC) também tem relevante contribuição com a diminuição do forçamento climático. Eis mais uma inspiração para avançarmos mais rapidamente com nossas próprias discussões da fase P-8 dos pesados a diesel do Proconve (que andam em marcha lenta), para não ficarmos ainda mais para trás em relação aos países desenvolvidos que implementaram Euro VI a partir de 2010 (há 8 anos!). Para os ônibus urbanos a diesel, as cidades de Santiago do Chile e do México adotaram a tecnologia Classe Euro VI (que inclui o filtro de MP) como obrigatória, desde o início de 2018 para os ônibus urbanos novos a diesel que entram na frota. As montadoras brasileiras estão fornecendo os veículos Euro 6 para esses zelosos e exigentes clientes brindarem suas populações com um ar mais limpo, salvando vidas. Enquanto isso, nossos fabricantes seguem despejando no mercado brasileiro

e na contaminada cidade de São Paulo, os ônibus e caminhões Euro V defectivos, que apesar de muito caros, não trazem os benefícios ambientais esperados no tráfego das cidades, emitindo NOx nas ruas em quantidades muitos superiores aos níveis homologados em laboratório – o que, aliás, nos faz lembrar as fraudes do DieselGate na Europa e EUA. O próprio ICCT tem estudos técnicos consolidados publicados sobre esse lamentável fenômeno – ainda não corrigido no Brasil – que se observa nos veículos dotados de Euro V (Proconve P7). Lembre-se finalmente, que a proposta de antecipação da compra exclusiva de ônibus Euro VI, em lugar dos defectivos EuroV, é uma das propostas do recente documento de diretrizes essenciais para o transporte coletivo da Capital, proposto ao Executivo pelo Comitê do Clima do Município de São Paulo; a proposta também consta como recente recomendação do Secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Mauricio Brusadin, ao sistema de transporte público do âmbito do Estado de São Paulo – recomendação que esperamos seja materializada na prática das empresas de transporte que operam sob concessão governamental, para que a boa intenção não fique apenas no campo do proselitismo, em véspera de eleições. Por fim, resta saber por que as autoridades ambientais e de transportes Chilenas e Mexicanas têm essa atitude de qualidade diferente, decidida, de colocar como prioridade a defesa da vida de seus cidadãos, e aqui no Brasil, admite-se a venda livre de uma tecnologia sabidamente fracassada, como Euro V? Essa é a pergunta, cuja resposta, gostaríamos de obter com ações positivas concretas dos governantes, em lugar de desculpas e justificativas implausíveis.

POR OLIMPIO ALVARES

*** Olimpio Alvares é engenheiro mecânico pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo em 1981, Diretor da L’Avis EcoService, especialista em transporte sustentável, inspeção técnica, emissões veiculares e poluição do ar; concebeu o Projeto do Transporte Sustentável do Estado de São Paulo, o Programa de Inspeção Veicular e o Programa Nacional de Controle de Ruído de Veículos; é fundador e Secretário Executivo da Comissão de Meio Ambiente da Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP; Diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades – SOBRATT; é assistente técnico do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental – PROAM; consultor do Banco Mundial, do Banco de Desenvolvimento da América Latina – CAF e do Sindicato dos Transportadores de Passageiros do Estado de São Paulo – SPUrbanuss; é membro titular do Comitê de Mudança do Clima da Prefeitura de São Paulo e coordenador de sua Comissão de Transportes e Energias Renováveis; membro do grupo de trabalho interinstitucional de qualidade do ar da Quarta Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (4CCR) do Ministério Público Federal; assessor técnico das entidades ambientalistas na Comissão de Acompanhamento do Proconve – CAP; colaborador do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama, Ministério do Meio Ambiente, Instituto Saúde e Sustentabilidade, Instituto Mobilize, Clean Air Institute, World Resources Institute – WRI-Cidades, Climate and Clean Air Coalition – CCAC e do International Council on Clean Transportation – ICCT; é ex-gerente da área de controle de emissões veiculares da Cetesb, onde atuou por 26 anos; participa da coordenação da Semana da Virada da Mobilidade. 25.03.2018 |

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SCANIA DO BRASIL

Caio Millennium Scania do Brasil, em São Bernardo do Campo/SP


DEU NA IMPRENSA

Transporte Mundial

RESUMO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DA IMPRENSA ESPECIALIZADA

Volvo lança nova cabine FE para uso em cidades

Do site | notícias

Para adequar melhor a linha de caminhões urbanos para o transporte dentro das cidades, a Volvo lança nova cabine baixa para a família FE na Europa. Outra novidade na gama pode ser equipada com o motor movido a gás da marca. No Brasil, a Volvo trabalha apenas com caminhões semipesados (família VM) e pesados (família FH, FM e FMX). Para o mercado europeu, a marca conta com os FE (similares aos nossos semipesados para distribuição e construção) e FL (leves e médios). O objetivo da cabine baixa é facilitar o entra e sai do motorista, reduzindo os riscos de lesões de joelhos e tornozelos. Além disso, é melhorar a visibilidade e a segurança. “Ver o que está acontecendo em torno do caminhão e fazer contato visual com pedestres e ciclistas. Esses são desafios ao operar com segurança em um ambiente intenso da cidade”, diz Anders Edenholm, gerente de segmento distribuição na Volvo Trucks. As melhorias da cabine incluem assento do passageiro também com suspensão a ar (obrigatório em alguns mercados) e janela do lado do acompanhante com novo vidro. É o mesmo objetivo de melhorar a segurança por meio da melhor visibilidade. A nova cabine conta com versão para até três passageiros. Motores e piloto inteligente O Volvo FE e o Volvo FL agora também estão disponíveis com controle de velocidade adaptável e limitador de velocidade ajustável. As funções são projetadas para ajudar o motorista a manter distâncias e a velocidade seguranças em relação ao veículo que segue à frente. O Volvo FE agora oferece opções de trem de força. Os motores a diesel estão disponíveis de 250 a 350 cv – todos eles são possíveis de funcionar no HVO (óleo vegetal hidrotratados) e a versão de 320 cv também funciona com 100% de biodiesel. Além disso, o Volvo FE GNC (Gás Natural Comprimido) alimentado a gás oferece poucas emissões e funciona também com biogás. Os clientes podem escolher entre a caixa automotizada Volvo I-Shift ou automática da Allisson.

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Transporte Mundial

Renault lançará novo furgão Dacia Dokker

Do site | notícias O mercado de furgões compactos quase sempre foi um monopólio da Fiat. Não porque ela quisesse, mas pelo motivo que a concorrência nunca deu importância para este segmento. Agora, com o crescimento do e-commerce, pelo menos duas marcas começam a ver oportunidades para furgões pequenos: Peugeot e Renault. Atualmente, o Fiat Fiorino detém 70% de participação no segmento, com 1.273 unidades vendidas só nos dois primeiros meses de 2018. E olha que o modelo italiano não é a melhor opção em uma análise técnica apresentada pela revista TRANSPORTE MUNDIAL 162 sobre o retorno ao mercado do Peugeot Partner. A Peugeot relançou o Peugeot Partner no final de 2016. Ele ainda não é um sucesso de vendas porque a marca fez

a divulgação somente no seu lançamento e depois parou, não existindo uma campanha de sustentação. Assim, o Partner ainda é desconhecido, ao contrário do Fiat Fiorino que tem uma longa história no mercado brasileiro, o que lhe garante maior valor de revendas. De qualquer forma, a Peugeot praticamente dobrou o volume de vendas do Partner. Foram emplacadas 304 unidades no primeiro bimestre deste ano (16,7% de participação) contra 115 furgões (7,1%) no mesmo período do ano passado. Renault prepara Dacia Dokker A Peugeot promete, para médio prazo, um Partner mais atualizado. No entanto, quem já está se movendo para renovar seu modelo neste segmento é a Renault. Já circula em testes na Argentina (de onde vem o furgão) o substituto do Kangoo,

o Dacia Dokker. Segundo a imprensa argentina, o nome continuará Renault Kangoo porque ele já está bem consolidado no país vizinho. Ele não é o primeiro Renault brasileiro originado da marca Dacia do grupo para países mais pobres. O Renault Duster é originalmente um Dacia. O Renault Kangoo é produzido desde 1988 na fábrica de Santa Izabel em Córdoba, na Argentina, de onde também virá o seu substituto. No Brasil, o Renault Kangoo é vendido pelo preço médio de R$ 54.544, segundo pesquisa da Fipe. No site da Renault, ele é oferecido por R$ 59.550, porém, os descontos são inevitáveis graças à concorrência. Nos dois primeiros meses deste ano foram emplacadas 237 unidades (13% de participação), bem menos do que as 317 unidades (19,6%) do mesmo período do ano passado. 25.03.2018 |

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REDE SOCIAL

AS MELHORES FOTOS DA SEMANA NO FACEBOOK

Pedro Henrique Thomaz | Marcopolo Senior Midi

Rodrigo Gomes | Busscar Urbanus

Rafael Xarão | Ciferal Turquesa

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Fernando Martins | Caio Millennium BRT

Clemilton Rodrigues | Caio Top Bus

Rodrigo Gomes | Caio Amélia


Rafael Caldas | Marcopolo Torino Low Entry

José Franca Neto | Comil Svelto

PHBus Magalhães | Marcopolo Paradiso G7 1800DD

Lucas Lima | Comil Campione DD

Igor França | Caio Apache Vip

Charlestom V. Carvalho | Marcopolo Paradiso G7 1200 25.03.2018 |

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O MELHOR DA INTERBUSS

UMA SELEÇÃO DAS MELHORES FOTOS PUBLICADAS NAS GALERIAS DO PORTA

Wesley Araujo Busscar Urbanuss Volvo B10M | Capital do Vale

Victor Hugo Guedes Pereira Marcopolo Torino GV MBB OH-1621 | Planeta

Eduardo Oliveira Caio Millennium MBB O-500U | Transppass

Fabio Araujo Pinto Comil Campione MBB O-500RS | Transfurtado

Carlos Alberto Marcopolo Viaggio G7 900 MBB OF-1722M | Ouro Verde

Emerson H, Silvério Marcopolo Paradiso G7 1050 Volvo B9R | Auto Viação 1001

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S JÁ TAL INTERBUSS

Victor Hugo Guedes Pereira Irizar New Century Scania K380 | Viação Garcia

Thales Alexandre Marcopolo Paradiso G7 1200 Scania K380 | Auto Viação 1001

Flavio Eduardo Neobus Spectrum Road 330 Volksbus 17 230 | Transpiauí

Kelvin Caovila Monobloco MBB O-371 | Escolar

Jorge Ciqueira Marcopolo Paradiso G7 1200 MBB O-500RSD | UTIL

Raphael Malacarne Marcopolo Paradiso G6 1200 MBB O-500RSD | Viação Itapemirim 25.03.2018 |

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O MELHOR DA INTERBUSS

Josenilton Cavalcante da Cruz Caio Apache Vip MBB OF-1722M | Jabour

Douglas Andrez Caio Top Bus Volvo B12M | Metrobus

Jair Fernando Marcopolo Paradiso G6 1200 MBB O-500RSD | Salutaris

Jorge Ciqueira Comil Campione 3.25 Volksbus 17 210 | Venetur

AndrĂŠ Luiz J. Rodrigues Aguiar Marcopolo Viaggio G6 1050 Volksbus 18 320 | Rainha Nordeste

Antonio Santos Ciferal Citmax MBB LO-814 | Via Urbana

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Vanderlei Filho Marcopolo Paradiso G6 1200 MBB O-500RSD | Presidente

Rodrigo Padilha Rodrigues Irizar PB MBB O-500RS | Reunidas Paulista

Jorge Ciqueira Comil Campione 3.25 Volksbus 17 210 | Venetur

Neiton Tiago Hartimann Marcopolo Ideale MBB OF-1418 | Jastur

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COLUNAS

VIAGENS & MEMÓRIA

MARISA VANESSA N. CRUZ | ideiaselembrancas@gmail.com

Fotos antigas e inéditas de ônibus de SP, todas as quintas-feiras

Uma dica para quem gosta de ver ônibus urbanos antigos: Há pouco tempo, com a criação da hashtag #tbt em redes sociais (tbt: ThrowBack Thursday - é como se todas as quintasfeiras uma foto antiga circulasse em uma timeline), estão aparecendo fotos inéditas ao público contendo ônibus daquela época dos anos 70, 80 e 90. Para mim, é uma surpresa ver fotos desconhecidas até então, que traz os mod-

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elos de ônibus que as empresas utilizaram, seus prefixos, etc., mostrando o retrato dos ônibus que circulavam antigamente. No Facebook, por exemplo, é fácil encontrar quase todas as quintas-feiras, fotos antigas que têm ônibus em diversas páginas abaixo: - SPTrans - Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes - CET – Companhia de Engenharia de

Tráfego – este último tem ênfase ao trânsito paulistano, porém é claro que deva ter ônibus ali no meio. - Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô – este traz ênfase ao transporte metroviário, porém pode aparecer uma ou outra foto que tenha ônibus, não como destaque. Todos eles retratam a cidade de São Paulo. Aqui, em fotos, vão alguns exemplos que trazem o quanto traz saudade naquela época.


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Revista InterBuss | Edição 386 | 25.03.2018  

Edição com 24 páginas | Concluída na quarta (21) | Confira nesta edição matéria sobre a necessidade de modernização de Curitiba no setor de...

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