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interbuss

RELEMBREM AS FOTOS DA GALERIA DO INTERBUSS

PORQUE TRANSPORTE É VIDA | ANO 8 | N° 370 | 19 DE NOVEMBRO DE 2017

INDAIATUBA SOB SUSPEITA

Citi, a atual operadora, teve linhas cassadas e passadas à empresa que comprou ônibus novos e usados antes de assinar contrato com a prefeitura FROTA DA EMTU DO ABC PAULISTA FICA ZERADA


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NESTA EDIÇÃO A GRANDE MATÉRIA

Saída da Citi de Indaiatuba n

Empresa entra com recurso após ter linhas repassadas para outra viaç SUMÁRIO

6 NOSSA OPINIÃO

12 PÔSTER

7 A IMAGEM MARCANTE

14 DEU NA IMP

9 A GRANDE MATÉRIA

16 REDE SOCIA

As empresas atingidas em cheio pela crise

A foto que marcou a semana no setor de transportes

Suspeitas sobre o transporte de Indaiatuba

10 ADAMO BAZANI

Área 5 da EMTU de SP recebe nota zero na frota

Caio Alpha, por Maicon Ig

As notas da imprensa espe

O seu espaço na InterBuss

18 O MELHOR D

As melhores fotos publica


ANO 8 | Nº 370 | DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | 1ª EDIÇÃO | CONCLUÍDA ÀS 19h54 (6ª) EDIÇÃO COM 24 PÁGINAS

na Justiça

ção sob suspeita

gor Barbosa

PRENSA ecializada

AL s

DA INTERBUSS

adas no Portal InterBuss

09

O MELHOR DA INTERBUSS

Confiram seleção de fotos que já foram publicadas na Galeria

Melhores fotos da Galeria do InterBuss estão de volta

18

ADAMO BAZANI

Área ainda não licitada da EMTU de SP tem frota velha

Nota dada à frota chegou a zero, tamanha a precariedade

10

DEU NA IMPRENSA

Artigo: a responsabilidade pelo transporte feito por terceiros

Considerações trabalhistas ainda geram muitas dúvidas

15

REDE SOCIAL

Confira as melhores fotos que foram publicadas no Facebook

As melhores fotos da semana saem aqui na Interbuss!

16


EXPEDIENTE

Uma publicação da InterBuss Comunicação Ltda. DIRETORIA InterBuss Comunicação REVISÃO InterBuss Comunicação ARTE E DIAGRAMAÇÃO InterBuss Comunicação AGRADECIMENTOS DESTA EDIÇÃO Agradecemos à todos os colaboradores de todo o país pelas fotos enviadas esta semana para capa, matérias e pôster. SOBRE A REVISTA INTERBUSS A Revista InterBuss é uma publicação semanal do site Portal InterBuss com distribuição on-line livre para todo o mundo. Seu público-alvo são frotistas, empresários do setor de transportes, gerenciadores de trânsito e sistemas de transporte, poder público em geral e admiradores e entusiastas de ônibus de todo o Brasil e outros países. Todo o conteúdo da Revista InterBuss provenientes de fontes terceiras tem seu crédito dado sempre ao final de cada material. O material produzido pela nossa equipe é protegido pela lei de direitos autorais e sua reprodução é autorizada após um pedido feito por escrito, e enviado para o e-mail revista@ portalinterbuss.com.br. As fotos que ilustram todo o material da revista são de autoria própria e a reprodução também é autorizada apenas após um pedido formal via e-mail. As imagens de autoria terceira têm seu crédito disponibilizado na lateral da mesma e sua autorização de reprodução deve ser solicitada diretamente ao autor da foto, sem interferência da Revista InterBuss. A impressão da revista para fins particulares é previamente autorizada, sem necessidade de pedido. PARA ANUNCIAR Envie um e-mail para contato@portalinterbuss.com. br ou ligue para (19) 99483-2186 e converse com nosso setor de publicidade. Você poderá anunciar na Revista InterBuss, ou em qualquer um dos sites parceiros do grupo InterBuss, ou até em nosso site principal. Temos diversos planos e com certeza um deles se encaixa em seu orçamento. Consulte-nos! PARA ASSINAR Por enquanto, a Revista InterBuss está sendo disponibilizada livremente apenas pela internet, através do site www.revistainterbuss.com.br. Por esse motivo, não é possível fazer uma assinatura da mesma. Porém, você pode se inscrever para receber um alerta assim que a próxima edição sair. Basta enviar uma mensagem para revista@portalinterbuss.com.br e faremos o cadastro de seu e-mail ou telefone e você será avisado. CONTATO A Revista InterBuss é um espaço democrático onde todos têm voz ativa. Você pode enviar sua sugestão de pauta, ou até uma matéria completa, pode enviar também sua crítica, elogio, ou simplesmente conversar com qualquer pessoa de nossa equipe de colunistas ou de repórteres. Envie seu e-mail para revista@ portalinterbuss.com.br ou contato@portalinterbuss. com.br. Procuramos atender a todos o mais rápido possível. A EQUIPE INTERBUSS A equipe do Portal InterBuss existe desde 2000, desde quando o primeiro site foi ao ar. De lá pra cá, tivemos grandes conquistas e conseguimos contatos com os mais importantes setores do transporte nacional, sempre para trazer tudo para você em primeira mão com responsabilidade e qualidade. Por conta disso, algumas pessoas usam de má fé, tentando ter acesso a pessoas e lugares utilizando o nome do Portal InterBuss, falando que é de nossa equipe. Por conta disso, instruímos a todos que os integrantes oficiais do Portal e Revista InterBuss são devidamente identificados com um crachá oficial, que informa o nome completo do integrante, mais o seu cargo dentro do site e da revista. Qualquer pessoa que disser ser da nossa equipe e não estiver devidamente identificada, não tem autorização para falar em nosso nome, e não nos responsabilizamos por informações passadas ou autorização de entradas dadas a essas pessoas. Qualquer dúvida, por favor entre em contato pelo e-mail contato@portalinterbuss.com.br ou pelo telefone (19) 99483.2186, sete dias por semana, vinte e quatro horas por dia.

NOSSA OPINIÃO

Editorial

O drama das empresas que foram atingidas pela crise A situação do Brasil segue bastante complicada e o mercado do setor de transporte parece não reagir. Na semana passada uma das maiores implementadoras do país teve a sua falência decretada, deixando um grande prejuízo para a população de Caxias do Sul, onde fica a sua sede. Vários funcionários perderam seus empregos e voltaram para a fila. Já no setor de ônibus o aumento no número de emplacamentos foi extremamente tímido, mas já entre os caminhões os números continuam fechando negativamente mês a mês. O governo federal insiste em dizer que tudo está melhorando mas está demorando para essa tal melhora chegar à população. O desemprego pode realmente ter reduzido mas ainda há muita gente procurando trabalho em todas as regiões do país. Ainda há muitas famílias passando necessidade, passando por grandes dificuldades e precisando da ajuda de terceiros, que também não tem muito mas ajudam da forma que podem. As reformas que o governo Temer tanto apregoou ao longo desse curto tempo de poder parece não sair nunca do papel e as contas continuam cada vez maiores. O rombo nas contas do governo federal não param de crescer porém os cortes necessários acabam acometendo apenas os mais pobres, enquanto os mais ricos continuam recebendo anistias, descontos para o pagamento de dívidas milionárias, deixando o governo sem grande parte da arrecadação que ajudaria muito a economia do país. Voltando à questão dos transportes, a crise também atinge as empresas e as grandes corporações do setor. Também na semana passada circulou pelas redes sociais uma mensagem que chegou aos motoristas da Viação Itapemirim, que está sob o comando de uma administração bastante duvidosa e muito famosa por sugar várias outras empresas e sugá-las até o seu final, informando que os salários até o final do ano serão parcelados numa equação extremamente ridícula: 40% + 15% + 15% e o restante só Deus sabe quando. É patético que um funcionário receba parceladamente dessa forma. No caso da Itapemirim, aliado à administração desastrosa que está levando a empresa para um buraco sem fundo, a crise do país ajudou a piorar a situação. Nota-se que poucas empresas estão renovando suas frotas, e algumas outras novas estão fazendo verdadeiras missões suicidas, como a Sancetur na região de Campinas, onde está investindo pesadamente em linhas tradicionalmente deficitárias e problemáticas. Vários acordos obscuros estão sendo fechados com prefeituras e ônibus novos estão sendo comprados desenfreadamente, assim como dissemos no editorial da semana passada. Fica a impressão que a crise está bastante longe da Sancetur, mas a história mostra que empresas que começam assim, terminal mal. E quem sofre é a população, pois veículos acabam sendo apreendidos por falta de pagamento, há falta de manutenção e muito mais. A crise do país colocou muitos passageiros literalmente na rua, pois as tarifas subiram absurdamente no ano passado, depois de um ano com aumentos tímidos, fazendo com que as pessoas andem à pé pois não há mais condições de pagar tarifas do transporte público. Em contrapartida, com menos passageiros as empresas entram em crise e deixam de renovar a frota, fazendo com que o restante de usuários que sobrou tenha um transporte cada vez mais precário. Até quando isso?


A IMAGEM MARCANTE

Ariranha, SP

Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017

Um carro ficou em pé na frente de um ônibus rural na cidade de Ariranha, na região de São José do Rio Preto, interior paulista. De acordo com informações, o carro tentou fazer uma rotatória na frente de uma usina e perdeu o controle, parando na frente de um ônibus que estava parado no pátio da usina. Duas pessoas ficaram feridas. As informações e foto são do G1 Rio Preto.


A GRANDE MATÉRIA

Suspeitas

Indaiatuba acerta contrat de transporte com empre Da Redação | equipe de reportagem

O transporte público da cidade de Indaiatuba, localizada na região metropolitana de Campinas, está passando por uma fase bastante conturbada. A Rápido Sumaré, atual operadora do sistema, teve seu contrato caducado pela prefeitura sob acusações de não pagamento de dívidas e por não estar operando de acordo com o que a população esperava. A empresa contratada para operar em seu lugar foi a Sancetur - Santa Cecília Turismo, que já opera em outras cidades como Valinhos e Atibaia. Todo o processo está sub júdice, já que a Rápido Sumaré, que tem o nome fantasia de Citi - Companhia de Transportes de Indaiatuba, entrou com um pedido de anulação da caducidade de seu contrato, e a justiça acatou. Por enquanto, todo o processo da prefeitura fica suspenso. Todo esse processo de caducidade e contratação de nova empresa por parte da prefeitura também está sob suspeita, pois há acusações de que tudo foi feito sem a devida lisura. Um dos motivos foi a compra de novos ônibus por parte da Sancetur antes da assinatura do contrato. Nossa reportagem teve acesso a algumas fotos e informações que corroboram essa tese. Na primeira semana de setembro deste ano, a Sancetur fez a compra de um lote de 14 ônibus usados. Esses veículos foram adquiridos de empresas do Rio de Janeiro e chegaram na garagem da empresa Trans Netti, do mesmo grupo, alguns dias depois já com a pintura parcial da SOU (nome usado pela Sancetur para operar as linhas urbanas de onde tem contrato). Esses ônibus foram pintados ainda no Rio de Janeiro e cruzaram a Via Dutra com parte da pintura da SOU. Esses veículos permaneceram parados na garagem da Trans Netti, que também fica em Indaiatuba, e só agora receberam o restante da pintura. Outra situação bastante curiosa foi a compra dos ônibus zero quilômetro, encarroçados pela Caio Induscar de Botucatu. Esses veículos começaram a aparecer semiprontos uma semana antes do anúncio da Sancetur como escolhida para a assinatura do contrato emergencial de transporte de Indaiatuba. Se os veículos começaram a aparecer já semiprontos e com parte da

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DÚVIDA Veículos usados foram comprados dois meses antes de contrato assinado pintura feita apenas uma semana antes da assinatura do contrato, a compra deles com certeza aconteceu pelo menos um mês antes, já que a manufatura de um ônibus segue a programação da fábrica e depende de vários outros fatores. A dúvida que paira é justamente por esse motivo, pois não há sentido algum em uma empresa comprar um lote tão grande de ônibus (cerca de quarenta veículos) se não tem onde colocá-los para circular. Outra cidade que estava para receber ônibus da Sancetur é Americana, também na região de Campinas. A prefeitura tinha aberto processo para a cassação do contrato da Viação Princesa Tecelã que no momento também opera as linhas da Viação Cidade de Americana (VCA), e os dois lotes seriam operados pela Viação Piracicabana (nas linhas da VCA) e pela Sancetur (nas linhas da Tecelã), porém o processo foi barrado pela justiça também por suspeitas de falta de lisura em todo o processo. Rápido Luxo em Americana? De acordo com boatos que surgiram no meio do transporte da região de Campinas, o grupo da Rápido Luxo Campinas havia adquirido as operações da Viação Princesa Tecelã, o que justificaria a pintura

de alguns ônibus usados vindos do Rio de Janeiro para circular nas linhas da VCA em Americana nas garagens do grupo. A ida da Sancetur para Americana para operar justamente no lote da Tecelã gerou ainda mais suspeitas de que a empresa estaria atrás de todas as operações do grupo Rápido Luxo. Porém, de acordo com a assessoria de imprensa da Rápido Luxo, o grupo não adquiriu nenhuma operação em Americana. Lote de veículos novos sob suspeita Os veículos novos da Sancetur que agora estão adesivados com o nome de SOU Indaiatuba teriam sido comprados “às cegas” e iriam operar em Valinhos, fazendo uma renovação de 100% da frota por lá. Como surgiu esse contrato de Indaiatuba no meio, os veículos foram redirecionados para lá. De acordo com informações apuradas pela nossa reportagem, os veículos foram comprados mesmo para Indaiatuba e seriam redirecionados para Valinhos apenas caso o contrato emergencial não desse certo. Tanto que a primeira unidade que saiu da fábrica da encarroçadora Caio estava sem o nome da cidade, já que o contrato ainda não havia sido assinado, caracterizando que os veículos foram mesmo comprados para circular em Indaiatuba, mesmo ainda


to emergencial esa sob suspeita

Empresa contratada comprou ônibus novos e usados antes da assinatura do contrato o convite ou que não teriam condições de operar. Para exemplificar, em 2006 a cidade de Itapira teve um processo para escolha de empresa que substituiria a Viação Mirage nas suas linhas urbanas, e a escolhida foi a Itajaí Transportes, de Campinas, que já tinha um know-how no setor. Na região há várias outras empresas urbanas que poderiam ter sido convidadas, como a Nardelli, a Julio Simões, a Itajaí Transportes, a Vila Galvão, a TCI, a Piracema, entre outras, mas curiosamente só chamaram empresas estranhas à operação.

SUSPEITO Veículos novos apareceram sem nome da cidade. Foto: Matheus R. Lucas sem contrato. Convites estranhos Após pressão da imprensa local, a prefeitura de Indaiatuba divulgou a lista de empresas que foram convidadas para operar as linhas da Citi na cidade, porém todos mostram grande estranheza já que a maioria não tem nenhuma experiência no setor de ônibus urbano. De acordo com a prefeitura foram convidadas: Piccolotur, Zanca, Suzantur, Princesa D’Oeste, Viação São Luís, Tursan, Jundiaiense, Santa Cruz, Vitali e Sancetur. Houve também uma outra empresa, a Autran ATNX, que retirou o convite na própria prefeitura. Dessas, apenas quatro enviaram propostas: Piccolotur, Zanca, Autran ATNX e Sancetur. Vejam quais as operações que cada empresa tem: A Piccolotur possui apenas operações de fretamento na região de Jundiaí e Valinhos. A Zanca tem operações de fretamento na região de Campinas. A Suzantur tem fretamento e linhas urbanas em várias cidades. A Princesa D’Oeste opera no fretamento e tem uma linha metropolitana com veículo urbano. A Viação São Luís é desconhecida, porém há uma no Mato Grosso do Sul com esse nome. Se for a mesma, opera linhas rodoviárias e suburbanas por lá. A Tursan tem apenas fretamento no Rio de Janeiro e no Vale do Paraíba. A Viação Jundiaiense opera linhas

urbanas em Jundiaí. A Viação Santa Cruz está em processo de reestruturação e está se desfazendo de várias operações, incluindo fretamento, linhas urbanas, suburbanas e rodoviárias. A Vitali tem apenas fretamento na região de Campinas. A Sancetur opera apenas urbano e escolar nas regiões de Campinas e Atibaia. A Autran ATNX possuía operações de fretamento na região de Campinas mas transferiu sua sede para o norte do país, onde tem linhas fretadas. Como foi relatado, a maioria das empresas operam apenas no fretamento e não tem o menor cabimento operar em um sistema urbano, até porque seriam necessários vários ônibus com características urbanas para operar em Indaiatuba, e tudo dentro do prazo de 30 dias. Entre a assinatura do contrato e o início das operações, além da compra dos veículos há a necessidade da vistoria por parte da prefeitura, configuração dos veículos, contratação dos funcionários e iniciar a operação. Apenas empresas que já operam sistemas urbanos teriam condições de realizar uma operação dessas. Nisso, apenas a Viação Jundiaiense e a Suzantur teriam condições de se movimentar dessa forma. A Sancetur “correria” por fora por ser uma iniciante nesse tipo de operação e teoricamente teria mais dificuldades para se organizar em 30 dias. Todas as demais empresas aparentemente foram “chamadas” apenas para dar legitimidade ao processo, já sabendo que não aceitariam

Provando do próprio veneno? Os leitores da InterBuss lembram do processo de escolha emergencial que cassou as linhas das empresas Breda Sorocaba e Pontur / Ituana em 2009, quando as empresas Cometa, Calvip, Piracema e Rápido Luxo Campinas foram escolhidas para operar os itinerários das duas empresas por 180 dias e estão até hoje. De acordo com informações da época, a escolha dessas empresas foi por intermédio de um processo bastante duvidoso. Na época a Rápido Luxo Campinas estava em um grande processo de expansão e houve reclamações inclusive de que os ônibus da empresa colocados para circular eram mais velhos que os da Pontur (empresa que havia adquirido veículos zero quilômetro há poucas semanas). As duas brigaram na justiça e por alguns duas as linhas foram operadas por ambas as empresas, até que a Pontur saiu definitivamente e a Rápido Luxo ficou. Com o tempo foi retirando horários e cortando itinerários. Saiu também um boato de que o grupo Belarmino teria um bom relacionamento com o Governo do Estado por ter parentes na EMTU. De acordo com a assessoria de imprensa do grupo, o sr. Belarmino Marta não tem nenhum parente na EMTU. Diante desse fato, numa briga grande com a Pontur, o grupo da Rápido Luxo estaria agora provando do próprio veneno com essa situação de Indaiatuba. A diferença é que a Rápido Luxo tinha de onde tirar ônibus para por no lugar, ao contrário da Sancetur. 19.11.2017 |

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COLUNAS

NOSSO TRANSPORTE ADAMO BAZANI | adamobus@gmail.com

EXCLUSIVO: IQT DA EMTU – Nota zero para a frota de ônibus do ABC A jovem Juliana Moreira, de 21 anos, mora na Vila Humaitá, em Santo André, e trabalha numa eletrônica na Rua Bom Pastor, na região do Sacomã. Felicidade! É o seu primeiro emprego registrado. Começou neste ano e, em época de crise, estar com emprego é motivo de levantar as mãos para os céus e agradecer. Mas na hora de pegar o ônibus … “Fiquei contente porque era descer do ônibus da cidade (municipal) na Perimetral e pegar o outro até o Sacomã. Mas esse que vai para São Paulo, já me deixou na mão várias vezes e tenho medo de perder meu emprego por chegar atrasada sempre. Não é que o ônibus passa dez minutos atrasado. Teve um dia que já fiquei quase uma hora e meia no ponto e tive de pegar outro ônibus municipal, trem e metrô” – disse à reportagem enquanto esperava a condução para ir ao trabalho na manhã desta segunda-feira, 13 de novembro. Juliana se refere aos problemas nas linhas metropolitanas da EMTU que partem de Ribeirão Pires ou Mauá em direção ao terminal Sacomã, operadas pelas empresas Viação Ribeirão Pires e EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André. O que ocorre com Juliana não é pontual, mas é rotina na vida de quem depende de ônibus intermunicipais do ABC com destino à capital paulista ou dos ônibus que circulam entre as cidades da região. Por meio da Lei de Acesso à Informação, o Diário do Transporte obteve todos os resultados entre 2011 e 2016, do IQT – Índice de Qualidade de Transporte, um indicador que revela como estão sendo prestados os serviços de ônibus em todas as regiões metropolitanas dentro do Estado de São Paulo, cujos transportes são gerenciados pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos. No site da EMTU, estão divulgados apenas os resultados entre 2004 e 2010. Segundo a assessoria de imprensa da EMTU, nem todos os dados sobre 2017 foram consolidados. Os resultados mostram que o pior sistema de transportes metropolitanos do Estado de São Paulo está no ABC. A chamada área 5, que nunca foi licitada, reúne as notas de IQT mais baixas, com uma queda geral na qualidade entre o primeiro e o último ano do período solicitado: 4,36 em 2011; 4,12 em 2012; 2,80 em 2013; 3,45 em

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2014; 2,52 em 2015 e, 3,43 em 2016. Curiosamente, é no ABC Paulista também que há a companhia com o índice de qualidade mais alto do Estado de São Paulo, atribuído à empresa Metra, concessionária de ônibus e trólebus do Corredor ABD. Desde 2012, a concessionária lidera o ranking de qualidade: 7,84 em 2012; 7,81 em 2013; 7,80 em 2014; 7,87 em 2015; e 7,82 em 2016. Apesar de operar no ABC Paulista, a Metra é uma concessão à parte voltada para o corredor e não faz parte da Área 5. A Área 5 nunca foi licitada. As empresas não operam por concessão, mas por permissão. Em 2006, a EMTU colocou em licitação a operação de todas as cinco áreas da Grande São Paulo. Em quatro regiões o processo foi concluído e, as empresas se uniram em consórcios e renovaram frota, além de readequarem as linhas. Há queixas de passageiros destas áreas, mas nada que se compara a quem precisa de ônibus metropolitanos que passam por Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. No ABC, os empresários da região travaram o processo e donos de outras empresas de ônibus não se arriscaram a oferecer propostas. Desde 2006, foram seis tentativas de licitação. Em cinco delas, unidos, os donos de empresas de ônibus do ABC esvaziaram o certame, ou seja, não ofereceram nenhuma proposta. Estes empresários discordavam das exigências da EMTU iguais às que foram feitas nas outras quatro áreas e acatadas pelas respectivas empresas. Para isso, alegaram que os custos operacionais na região do ABC são mais altos, como os salários maiores dos motoristas (hoje em cerca de R$ 3 mil por mês) e que há projetos de obras de trilhos que poderiam interferir na lucratividade das empresas, como o Expresso ABC (que seguiria paralelamente à linha 10 Turquesa, da CPTM, com estrutura própria e durante todo o dia – não é o mesmo semi-expresso complementar de hoje) e o monotrilho da linha 18 (São Bernardo – Tamanduateí). Nenhum destes projetos saiu do papel e por 11 anos nada mudou nos transportes da região. Numa sexta vez, a licitação foi barrada pela Justiça de Manaus por causa do empresário Baltazar José de Sousa. Considerado pela Receita

Federal e pelo Ministério Público Federal como o maior devedor individual da União, com mais de R$ 1 bilhão em débitos, Baltazar tinha uma empresa em Manaus, a Soltur – Solimões Turismo Ltda; que há anos está em recuperação judicial. Por meio da justiça de Manaus, a defesa de Baltazar conseguiu segurar a licitação alegando que se o empresário saísse do ABC, perderia dinheiro o que prejudicaria sua recuperação judicial. A EMTU conseguiu derrubar a decisão do impedimento da licitação em 2016, mas não conseguiu descredenciar as empresas de Baltazar: EAOSA – Empresa Auto


Por meio da Lei de Acesso à Informação, Diário do Transporte divulga ranking do Índice de Qualidade de Transporte da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos desde 2011

Ônibus Santo André, Viação Ribeirão Pires, Viação São Camilo, Viação Imigrantes, Viação Triângulo, Viação Riacho Grande e EUSA – Empresa Urbana Santo André. A defesa de Baltazar contesta os valores dos débitos alegados pela Receita Federal e Ministério Público Federal. O empresário e suas companhias acumulam mais de 200 ações judiciais. FROTA É O PIOR QUESITO NO ABC A falta de qualidade da frota dos ônibus metropolitanos do ABC afasta os passageiros do transporte público, um con-

trassenso em época onde ganham força as discussões sobre mobilidade urbana e a necessidade de as pessoas deixarem o carro em casa. Algumas pessoas, que não têm carro, se arriscam em passarelas, ruas e locais mal iluminados, mas preferem andar mais e chegar até o trem a depender dos ônibus metropolitanos do ABC. É o caso da jornalista Jéssica Marques, de 22 anos, que não usa com mais frequência o ônibus entre Santo André e São Caetano do Sul, por causa da falta de qualidade.

“É muito mais prático ir do trabalho para a academia de ônibus atualmente, mas eu evito e faço um pedaço do percurso a pé porque a passagem custa quase seis reais, não passa no horário e sempre vejo esses ônibus por aí quebrados, então prefiro não arriscar usando todo dia. Nesse novo trabalho, já usei umas cinco vezes EAOSA. Em uma delas, o banco estava solto. Em outra, eu desci e saiu muita fumaça preta na minha cara. Aí desanimei de pegar. Em outra vez, a porta estava fazendo um barulho muito alto para abrir e fechar e, fiquei com receio. Vou de trem e passo a pé por um viaduto. Pelo preço da passagem compensava até Uber. Fora que tá sempre cheio” – diz Jéssica que antes de se formar e estar no atual emprego, usava constantemente as linhas 069 e 323 da Viação São Camilo, quando fazia o curso na universidade. A jovem relata que os ônibus não cumpriam horários, fazendo com que ela saísse muito mais. As quebras eram constantes. A falta de qualidade da frota também não é um problema pontual e o que Jéssica relatou ao Diário do Transporte é refletido no IQT. O Índice de Qualidade de Transporte é formado por outros subíndices. IQE (Índice de Qualidade Econômico Financeira), IQF (Índice de Qualidade da Frota), IQO (Índice de Qualidade Operacional) e IQC (Índice de Qualidade da Satisfação do Cliente). O IQF é o pior índice dos ônibus da Área 5. De acordo com os dados fornecidos pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos por meio da Lei de Acesso à Informação ao Diário do Transporte, entre 2013 e 2016, a nota da frota de ônibus do ABC é menor que um, de uma escala de zero a 10. Vale ressaltar que tanto a área 5, como os consórcios de outras áreas e regiões metropolitanas são formados por iversas empresas de ônibus. Enquanto há companhias dentro de uma determinada área com desempenho muito ruim, existem outras melhores, mas por intermédio da Lei de Acesso à informação, o Governo do Estado liberou as notas por região. O critério é válido para determinar como está a qualidade dos transportes regionalmente como um todo, já que os passageiros não usam mais empresas isoladamente e, muitas vezes, precisam de mais de uma linha, prestadas por diferentes viações, para completarem os trajetos de suas necessidades diárias. 19.11.2017 |

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MAICON IGOR BARBOSA Caio Alpha Viação Anapolina, em Brasília/DF


DEU NA IMPRENSA

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RESUMO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DA IMPRENSA ESPECIALIZADA

Daily Life põe cadeirantes como motoristas de vans

Do site | notícias A Iveco Bus apresentou o modelo conceito Daily Life, que permite ao motorista embarcar e desembarcar sentado no seu assento. Dessa forma, a montadora permite a inserção de cadeirantes no mercado de trabalho, também na função de condutores profissionais. O veículo utiliza a base da linha Daily Minibus e incorpora um dispositivo de poltrona móvel, desenvolvido pela empresa Elevittá, que projeta a poltrona do motorista do lado de fora do veículo e retorna para a

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posição em frente à direção. Soma-se a esse projeto os desenvolvimentos da empresa Kivi Brasil, filial da empresa italiana Kivi Srl, fabricante de dispositivos auxiliares de condução para pessoas com deficiência. Para Humberto Spinetti, diretor de Negócios da Iveco Bus para a América Latina, o passageiro com mobilidade reduzida conquistou o direito de utilizar o mesmo transporte que as outras pessoas, o que se aplica também ao motorista que possui alguma limitação de locomoção, e busca uma oportunidade de trabalho. “Nosso time se antecipou à demanda do mercado e coloca

à disposição mais um veículo que engloba tecnologia, inclusão e acessibilidade”, disse. O Daily Life conta com 18 lugares, incluindo até três passageiros com mobilidade reduzida, além do motorista que também pode ser cadeirante. “Esse é um veículo que realmente qualquer um pode dirigir. Um conjunto confiável, que proporciona rentabilidade ao operador, e componentes que promovem inclusão de passageiros e motoristas, essa é a receita para nos posicionarmos entre os principais players do setor no país”, garantiu Gustavo Serizawa, gerente de Marketing da Iveco Bus.


Transpo Online

Artigo: a responsabilidade pelo transporte terceirizado

Do site | por Miguel Caparelli Neto

A legislação trabalhista, que remontava, em pleno 2017, à década de 40, inspirada na ditadura do Estado novo de Vargas e na ‘Carta Del Lavoro’, de Mussolini, na Itália, sofreu significativas modificações, no sentido de modernizar a legislação do trabalho e a relação empregador-empregado. Mesmo antes destas consideráveis alterações, as jurisprudências, principalmente do TST, vem consolidando com um entendimento moderno, com o mais alto entendimento doutrinário desta relação, entre empregado e empregador. Recentemente o TST (Tribunal Superior do Trabalho), decidiu que a obrigação de fiscalizar o cumprimento dos intervalos de descanso e de oferecer espaço para repouso dos caminhoneiros é exclusivamente de seu empregador, deixando assim o entendimento retrógrado da obrigação ser solidária. In casu, o Ministério Público do Trabalho, ingressou com uma ação civil pública, com base em irregularidades registradas pela Polícia Rodoviária Federal sobre a jornada de um caminhoneiro de empresa subcontratada pela transportadora responsável por levar as cargas de uma multinacional. Para o MPT, a indústria de embalagens descumpria o artigo 67-A, parágrafo 7º, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB – Lei 9.503/1997) ao não fiscalizar o cumprimento da jornada de trabalho. Em primeira instância, o processo foi julgado improcedente, o Ministério Público então, recorreu ao Tribunal regional do trabalho, com o finco de reverter a decisão e condenar a multinacional entre outros deveres, o MPT exigiu a manutenção de documentos que comprovem a efetiva fiscalização do tempo de direção e dos intervalos de descanso dos motoristas que a qualquer título lhe prestam serviços. O TRT ainda obrigou a Multinacional a prover, nos moldes do artigo 9º da Lei 12.619/2012, às suas expensas, condições adequadas de descanso para o motorista profissional. A empresa, então, insurgiu contra a decisão condenatória do Tribunal Regional do Trabalho, onde levou a discussão até o TST, a relatora do processo no TST, a min-

istra Maria Cristina Peduzzi afirmou que, no caso, não pode ser imputada à empresa qualquer obrigação quanto à fiscalização do cumprimento do intervalo previsto na legislação do motorista profissional, uma vez que o transporte de carga não constitui atividade-fim da Multinacional. A ministra destacou que, em 2015, o artigo 9º da Lei 12.619/2012, sobre a manutenção de local para repouso e espera dos motoristas, foi revogado, assim como o parágrafo 7º do artigo 67-A do CTB, que impedia transportadores de cargas, mesmo subcontratados, de ordenar o trabalho de motoristas em desconformidade

com as normas de jornada previstas no Código. Diante desta decisão, empresas que terceirizam o transporte (distribuição, entrega, etc…), poderão ficar mais aliviados, pois sua responsabilidade foi suavizada e/ou exaurida, extirpando o entendimento de responsabilidade solidária. *Miguel Caparelli Neto é especializado em sucesso em negociação pela Universidade de Michigan; no Novo Código de Processo Civil – pela IOB Concursos; em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho – pela IOB Concursos. 19.11.2017 |

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AS MELHORES FOTOS DA SEMANA NO FACEBOOK

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Cleber Nascimento | Marcopolo Paradiso G7

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Gabriel Batista | Marcopolo Paradiso G7

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O MELHOR DA INTERBUSS

UMA SELEÇÃO DAS MELHORES FOTOS PUBLICADAS NAS GALERIAS DO PORTA

Tiago de Grande Comil Svelto Volksbus 17 210 | Viação Jacareí

Leandro Melo Irizar PB MBB O-500RSD | Zutur

Gabriel Henrique Lima Marcopolo Ideale MBB OF-1722 | Estrela

Pedro Linhares Caio Apache Vip MBB OF-1417 | Viação Sambaíba

Anderson Ribeiro Busscar Urbanuss Pluss MBB O-500MA | VB Transportes

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S JÁ TAL INTERBUSS

Mateus Barbosa Marcopolo Paradiso G7 1200 MBB O-500RS | Viação Cometa

Diego Almeida Mascarello Roma Volksbus 17 230 | Expresso Mangaratiba

Anderson Ribeiro Monobloco MBB O-400RSD | Viação Itapemirim

Tiago de Grande Marcopolo Torino Scania F230 | Santo André

Cicero Junior Marcopolo Paradiso G7 1050 Scania K340 | Viação Nasser

Nicolas Sousa Marcopolo Paradiso G7 1200 MBB O-500RS | Expresso Fênix 19.11.2017 |

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O MELHOR DA INTERBUSS

Mateus Barbosa Marcopolo Torino MBB OF-1722 | Pรกssaro Marron

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Maicon Igor Barbosa Caio Apache S21 MBB OF-1418 | Biguaรงu

Maicon Igor Barbosa Marcopolo Paradiso G6 1350 | Nambei Turismo

Maicon Igor Barbosa Marcopolo Viale MBB O-500M | Transol

Maicon Igor Barbosa Busscar Urbanuss Pluss MBB OF-1418 | Biguaรงu

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Flavio Eduardo Busscar Urbanuss Pluss MBB OF-1418 | Teresina

Lucas Filipe da Silva de Paula Marcopolo Paradiso G7 1800DD MBB O-500RSD | Itamarati

Sérgio Carvalho Maxibus Lince | Coscob

Sérgio Carvalho Comil Campione | Unicar

Nicolas Sousa Marcopolo Paradiso G7 1600LD | Nena Viagens

Graciliano Passos Caio Vitória MBB OF-1318 | Viação Angelos 19.11.2017 |

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COLUNAS

VIAGENS & MEMÓRIA

MARISA VANESSA N. CRUZ | ideiaselembrancas@gmail.com

Um rápido resumo da cidade de Serra Negra Serra Negra é uma cidade localizada na região de Campinas, e é conhecida como uma das estâncias hidrominerais mais conhecidas no estado paulista. Nesta cidade, a Rápido Expresso Fênix é a atual detentora das linhas municipais. Substituiu meses atrás a Expresso Metrópolis, que operou a cidade durante seis anos. A principal linha da cidade é a São Luiz – Alto das Palmeiras. Nos sites, é informado esses itinerários como linhas separadas: São Luiz – Centro e Alto das Palmeiras – Centro. Suas outras linhas: Ramalhada, Bairro das Posses, Bairro da Serra, Bairro dos Leais, Barracão, Bairro dos Macacos e Nova Serra Negra, Bairro das Tabaranas, Bairro dos Cunhas, Colina dos Ypês, Jardim Paulista, Senai, Vila Dirce. Eu conheci Serra Negra em 1991, e na época quem operava as linhas do município era a Gaivota, viação que operou na cidade até 2010, e famosa pelos prefixos que terminavam com “07” e sua frota era composta de Amélia (alguns ex-Campinas) e Gabriela II. Em 1992, a Gaivota trouxe dois novos Ciferal Padron Rio, porém eram reencarroçados de monoblocos O-362 da Mercedes-Benz, prefixos 407 e 1207. Naquela mesma época a Gaivota operava linhas mu-

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nicipais também em Águas de Lindoia. Nos anos 90, a principal linha que eu citei acima tinha intervalo de uma hora, sem a saída das 14 horas para garagem e troca de motorista. De lá pra cá pela minha análise, os horários de partidas são quase que praticamente os mesmos, talvez com pouquíssimo crescimento na tabela dos finais de semana. Outra diferença de lá pra cá foi a criação de uma rodoviária, com 6 plataformas, atendendo linhas municipais, intermunicipais e rodoviárias. Não sei o ano exato

da inauguração, porém em 2005 já havia a rodoviária lá. E um fato curioso: o horário de feriados é igual ao horário de sábados, porém se o feriado cai em um domingo, valerá a tabela de domingo. Para pesquisar horários e itinerários das linhas de Serra Negra, não encontrei muitas opções. Porém eu encontrei um aplicativo pelo celular, o “Buzzorario”: mostra ao menos todos horários de partidas de linhas de ônibus de Serra Negra e suas linhas intermunicipais.


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Revista InterBuss | Edição 370 | 19.11.2017  

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