Page 18

MAL DE ALZHEIMER Conheça mais sobre esta doença que acomete principalmente pessoas de idade mais avançada

E

u vivo me esquecendo”, “Não me lembro onde deixei”, “Doutor, facilmente, esqueço os números de telefone e de pagar contas”, “Doutor, minha mãe esqueceu meu aniversário”, Doutor, meu pai se perdeu”. São esses os tipos de queixas que se ouvem, às quais, geralmente, os amigos e familiares reportam como “coisas da idade”. Entretanto, se alguma pessoa esquecer o caminho de casa ou não se lembra de jeito algum, ou só com muito esforço, de um fato que aconteceu, procure um médico. Pode ser o início da Doença de Alzheimer, doença do cérebro, que produz a perda das habilidades de pensar, raciocinar, memorizar. De acordo com a psicóloga e neuropsicóloga Tatiana R. Cortezzi, a doença não tem cura, porém, o tratamento precoce atrasa seu desenvolvimento, produz alguma melhora na memória, torna mais compreensível as mudanças que vão ocorrer na pessoa e melhora a convivência com o doente.

Na fase inicial da doença, a pessoa afetada mostra-se um pouco confusa e esquecida e parece não encontrar palavras para se comunicar em determinados momentos. Às vezes, apresenta descuido da aparência pessoal, perda da iniciativa e alguma perda da autonomia para as atividades da vida diária. Na fase intermediária, necessita de maior ajuda para executar as tarefas de rotina, pode passar a não reconhecer seus familiares, pode apresentar incontinência urinária e fecal; tornase incapaz para julgamento e pensamento abstrato, precisa de auxílio direto para se vestir, comer, tomar banho, tomar suas medicações e todas as outras atividades de higiene. Pode apresentar comportamento inadequado, irritabilidade, desconfiança, impaciência e até agressividade; ou pode apresentar depressão, regressão e apatia. No período final da doença, existe perda de peso mesmo com dieta adequada; dependência completa, torna-se incapaz de qualquer atividade de rotina da vida diária e fica restrita ao leito, com perda total de julgamento e concentração. Pode apresentar reações a medicamentos, infecções bacterianas e problemas renais. Na maioria das vezes, a causa da morte não tem relação com a doença e, sim, com fatores relacionados à idade avançada. Diagnóstico Segundo a especialista, a avaliação neuropsicológica tem ocupado um lugar importante na prática dos profissionais em saúde mental, especialmente nas áreas da psicologia, psiquiatria, neurologia e gerontologia. Com o aporte de técnicas, testes e exames para investigação de patologias pode-se obter um diagnóstico clínico mais preciso, aumentando as possibilidades de planos mais eficazes para reabilitação e/ou prevenção. “A avaliação é um procedimento de investigação das relações entre cérebro e comportamento, especialmente, das disfunções cognitivas associadas aos distúrbios do Sistema Nervoso Central. O método utilizado pela neuropsicologia é a investigação das funções cognitivas já citadas. É realizada mediante uma bateria de testes psicométricos que objetivam evidenciar o rendimento funcional tendo com base as funções conhecidas do córtex cerebral”.

Drª Tatiana R. Cortezzi Psicóloga/Neuropsicóloga - CRP 06/71018 Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental pela FAMERP (Rio Preto); Especialista em Neuropsicologia pela FMUSP (SP); Especialização em andamento de Reabilitação Neuropsicológica pela FMUSP (SP).

18 | REVISTA INTERATIVA | SETEMBRO 2011

66º Edição Revista Interativa (Set/2011)  
66º Edição Revista Interativa (Set/2011)  

66º Edição Revista Interativa (Set/2011)

Advertisement