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Foto: Marcos Oliveira

ARTIGO

Roberto Racanicchi Engenheiro Civil Presidente da Assoc. dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Fernandópolis – AEAF – e Conselheiro Titular do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREA (SP) Mestre em Engenharia Civil, Coordenador do Curso de Engenharia Civil da Unicastelo, Consultor de Desenvolvimento de Projetos de Estruturas de Concreto Armado e Aço

102 | REVISTA INTERATIVA | SETEMBRO 2011

Sobre a famosa norma mãe Desde março de 2004, passou a vigorar a NBR 6118 (2003) Projeto de estruturas de concreto – Procedimento e, em maio de 2007, em virtude da necessidade de compatibilização da NBR 6118 (2003) com o texto enviado para ISO, com o intuito de reconhecer a norma brasileira como um código de padrão internacional - cuja aprovação foi efetivada em abril 2008, foi aprovada uma emenda na qual foram adicionadas referências para as normas NBR 15200 (2004) Projeto de estruturas de concreto em situação de incêndio - Procedimento e NBR 15421 (2006) Projeto de estruturas resistentes a sismos - Procedimento, assim como pequenas correções nas tabelas 11.3 e 17.2. Assim, a atual NBR 6118 (2007) é praticamente a mesma da NBR 6118 (2003), com os pequenos acréscimos listados. As modificações constantes nesta norma trouxeram alterações significativas para toda a cadeia produtiva da construção civil, como havia sido anunciada há vários anos. Em uma análise crítica, alguns envolvidos no segmento da Construção Civil, como fornecedores, construtores e incorporadores, estariam deixando de lado tão influente alteração, imaginando que o fato seria um problema apenas dos projetistas de estruturas em concreto armado e concreto protendido. A nova e por que não principal norma brasileira trouxe avanços significativos, almejando a durabilidade, qualidade e segurança das construções. Tecnicamente, o aumento da resistência do concreto – mínimo 20 MPa e dos cobrimentos das armaduras – mínimo 2,5 cm para vigas e pilares, apresentam como consequência o aumento das dimensões das peças estruturais e estes fatores estão ligados diretamente aos objetivos almejados. Esta norma reflete diretamente em profissionais envolvidos em execução de obras em concreto armado e, com o advento do Código do Consumidor e do Código Civil, conceitos e concepções estruturais precisam ser revistos, inclusive baseados nas inúmeras alterações prescritas na nova NBR 6118 (2007), lembrando que a norma é uma exigência legal e que os clientes passaram a recorrer mais à Justiça, além de conhecerem mais sobre seus direitos. Crê-se que estes argumentos são suficientes para preocupar os profissionais envolvidos com a construção civil e todos aqueles que direta ou indiretamente receberão os reflexos de sua publicação. São quase 10 anos de implantação e ainda há profissionais da área que desconhecem as prerrogativas da NBR 6118 (2007). Para uma efetiva divulgação e conscientização da importância de conhecer e utilizar a norma, é extremamente necessária a união dos profissionais que trabalham com concreto, com agentes financiadores, entidades representativas dos profissionais, como o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA e instituições responsáveis pelo Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade na Habitação. Estamos passando por um momento de evidenciar a qualidade dos projetos e da execução destes projetos, valorizando os profissionais qualificados. Além desta qualificação do profissional, o crescimento econômico e a implantação da NBR 6118 (2003), são os desafios da construção civil brasileira para os próximos 15 anos. O Mestre em Engenharia Civil Roberto Racanicchi é Coordenador do Curso de Engenharia Civil da Unicastelo, Consultor de Desenvolvimento de Projetos de Estruturas de Concreto Armado e Aço

66º Edição Revista Interativa (Set/2011)  
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