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BY CORpO&LeTrA

Instituto da Inteligência Mental Performance Systems

A confiança que temos em nós mesmos, reflete-se em grande parte, na confiança que temos nos outros. A Distribuidora Crivo das Letras tem como finalidade apostar na distribuição nacional. Em fase de internacionalização, distribuimos livros de editores e autores em nome individual. A nossa livraria tem disponível livros de todas as temáticas, novos e usados.

O Instituto da Inteligência, com 15 anos de existência em Portugal e uma presença que se alarga gradualmente a vários países, assume-se como uma organização não condicionada por interesses corporativos, políticos, económicos e religiosos tendo como objectivo a busca constante de respostas para questões sociais e humanas de interesse geral e científico. Atualmente integra o European Intelligence Institute, com sede no Reino Unido. É uma marca de serviços que adquire, promove, partilha e fornece produtos do Conhecimento e Competências em diversas áreas da ciência aplicada, nomeadamente a SAÚDE MENTAL (neuropsicologia clínica, psicologia clínica, psicologia da saúde, psicologia positiva, etc.), a EDUCAÇÃO (psicologia da educação, consultoria da educação, formação de recursos humanos, liderança e empreendedorismo), as CIÊNCIAS SOCIAIS, os ESTUDOS SOBRE EVOLUÇÃO HUMANA, a LIDERANÇA e o OBSERVATÓRIO DE TENDÊNCIAS DO TRABALHO E DA SOCIEDADE.

Praceta Eduardo Luis I - N° 2 Loja B Urbanização Casal da Carochia 2620-273 Ramada

Fazem parte do instituto, além de clínicas e consultórios, uma Academia de Liderança, uma Academia de Sobredotados, Centros de Psicologia Positiva e Centros de Neuróbica e Estimulação Cognitiva.

927 341 480 - 211 588 449 geral@crivodasletras.com www.crivodasletras.com

O Instituto da Inteligência está associado à Universidade do Futuro (Brasil), à Agência de Conhecimento Bright Minds, ao Instituto Brasileiro de Neurobusiness e à Zigma Consulting (Equador), entre outras instituições.

geral@institutodainteligencia.net | Tel. 220 145 241 – 965 197 381


EDITORIAL

FICHA TÉCNICA

Diretora Elsa Carvalheiro Director Adjunto Paulo Gonçalves Cordenador Editorial José Leite Colaboradores Grácia Nunes Celso Cruzeiro Nelson S. Lima Diogo Amorim Pedro Tochas Priscilla de Sá Ana Pita Eduardo Reis Torgal José Pereira Silva Pedro Silva Joana Costa Layout/Paginação Corpo e letra - unipessoal lda. www.corpoeletra.com Periocidade Mensal Impressão Distribuição VASP Distribuidora de Publicações, S.A. Lisboa Depósito Legal nº 000000/12 ISSN nº 2182/8032 ASSINATURAS assinaturas@revistainsights.pt PUBLICIDADE publicidade@revistainsights.pt CONTACTOS insights@revistainsights.pt correiodoleitor@revistainsights.pt www.revistainsights.pt Esta obra não pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer processo, à excepção de excertos para divulgação. Reservados todos os direitos, de acordo com a legislação em vigor. Os conteúdos são da responsabilidade do autor(es).

Insight: uma questão de sorte ou inteligência? De onde vem os Insights? O que é preciso para uma pessoa ter Insights? Por que algumas pessoas são tão boas em ter Insights e outras parecem menos afortunadas? Será uma questão de sorte? Será uma questão de inteligência? Será que eu também sou capaz de ter um Insight? Irei desmistificar o significado da palavra Insight. Segundo o Dicionário Oxford de Etimologia, Insight é uma palavra composta da ­preposição IN (dentro) + a palavra SIGHT que é provavelmente de origem Germânica ou Escandinava e significa: – uma visão mental ou percepção; penetração através do entendimento. Segundo o que consta nos dicionários, sua origem foi aproximadamente por volta do ano de 1580. Como uma palavra tão simples pode ter um significado tão importante? Inovação parece um tema tão atual, mas as pessoas já tinham Insights há quase 500 anos? Na verdade as pessoas tem Insights há muito mais tempo. Um Insight é um fenômeno natural humano oriundo da capacidade do homem de raciocinar, questionar e de refletir sobre temas, mesmo que a linguagem não tenha meios de expressá-lo. Em Português, por exemplo, não temos uma palavra para expressar este significado, por isso utilizamos esta expressão emprestada do inglês e incluímos o nosso próprio significado. Segundo o Dicionário Moderno da Língua Portuguesa, Insight significa: Poder de discernimento e compreensão das coisas; conhecimento intuitivo repentino para a solução de um problema. A capacidade de um indivíduo de ter um Insight está ligada diretamente à sua capacidade de exercitar sua intuição na busca do sentido e compreensão do mundo à sua volta. Um bom Insight precisa ser um acontecimento novo, diferente ou um fato que ocorra frequentemente. Uma confusão muito comum é pensar que um Insight significa encontrar uma solução, um Insight significa ter a intuição sobre qual é o problema central que, resolvido, será transformado numa solução que irá gerar uma inovação. Enfim, um Insight é o encontro do ser humano com a essência do problema. Bons Insights não são descobertos, eles são desenvolvidos. Depois de descrever o significado da palavra “INSIGHTS” fica claro porque escolhi este nome para a revista: quero dar ao leitor artigos de grande relevância, que permitirá desenvolver um bom Insights. A revista organiza-se em duas grandes áreas: Saúde/ Bem-estar e Desenvolvimento Pessoal. A primeira, quebrando barreiras entre a medicina Tradicional e as Medicinas Complementares, incidirá em temas e terapias de ambas as áreas, por vezes cruzando-as, na lógica da Medicina Integrativa. A actividade física e a alimentação saudável, nas múltiplas vertentes, serão sempre abordadas. A segunda irá abranger a psicologia, o Coaching ou a Programação Neurolinguística (PNL), sem esquecer temas como a Motivação. Iremos também manter o leitor informado sobre os avanços científicos e acontecimentos inéditos na área da medicina. Convido o leitor a embarcar nesta viagem rumo à Felicidade. Encontrará em cada ­revista uma nova visão da vida para si e para os que mais ama. Elsa Carvalheiro Diretora


INSTITUTO DA INTELIGÊNCIA

CHUC

O MUNDO NÃO É UM LUGAR PERFEITO, MAS, SE QUISERMOS, O NOSSO MUNDO PODE SÊ-LO MESMO QUE NELE CAIBA TAMBÉM A IMPERFEIÇÃO...

DEVIDO À SUA ATIVIDADE CADA VEZ MAIS DIFERENCIADA, TEM TIDO UM PAPEL FUNDAMENTAL NA FORMAÇÃO DE M ­ ÉDICOS ESPECIALISTAS EM CIRURGIA PLÁSTICA, RECEBENDO IGUALMENTE INTERNOS COMPLEMENTARES DE OUTRAS ESPECIALIDADES, QUE O PROCURAM PARA ESTÁGIOS PARCELARES.

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ABRIL 2013

EUROPEAN INTELLIGENCE INSTITUTE

ALGUMAS PESSOAS ACREDITAM QUE COM CONDIÇÕES FAVORÁVEIS E ESTIMULAÇÃO ADEQUADA, QUALQUER CRIANÇA PODE ATINGIR ALGUM NÍVEL DE SOBREDOTAÇÃO, TALENTO OU PRODÍGIO.

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BY CORpO&LeTrA


POP COACHING

A MENSAGEM DO COACHING É QUE TODOS SOMOS MAIORES DO QUE OS NÃOS QUE RECEBEMOS DIARIAMENTE

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ABRIL 2013

ESPECIALISTA DO MÊS

ENEACOACHING

A NEONATOLOGIA É UMA SUB-ESPECIALIDADE PEDIÁTRICA QUE SE FOI ESTABELECENDO, COM O OBJECTIVO DE PRESTAR MELHORES CUIDADOS AO RECÉM-NASCIDO

O QUE CADA UM DE NÓS ESCOLHE ACREDITAR PARA SER MERECEDOR DESSE AMOR, RESPEITO E CONSIDERAÇÃO MUDA CONSOANTE O NOSSO TIPO DE PERSONALIDADE

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MÉDICO DE FAMÍLIA

COACH FINANCEIRO

NUTRICOACHING

ADERIR A UM PROCESSO DESTES TEM MUITO A VER COM A ATITUDE QUE AS PESSOAS MANIFESTAM FACE À VIDA

O QUE FEZ A MAIOR PARTE DE NÓS? NEM SEQUER COLOCAMOS A SEMENTE NA TERRA E PASSAMOS A VIDA A QUESTIONARMO-NOS PORQUE UNS TÊM E ELES NÃO?

NA SESSÃO DE NUTRICOACHING É AVALIADO O ESTADO INICIAL DA PESSOA, O ESTADO DESEJADO E SÃO DEFINIDOS OBJECTIVOS CONCRETOS

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NOTÍCIAS

CHUC PREPARA-SE PARA A COMPETITIVIDADE CIENTIFICA INTERNACIONAL O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra na sua vertente de internacionalização prepara-se para a competitividade científica internacional adquirindo conhecimentos de ponta e inovadores para os seus doentes. Encontra-se em Coimbra (CHUC) o Dr. André D’Ávila, cardiologista no Monte Sinai Hospital de New York, a convite do Serviço de Cardiologia (Diretor: Dr. Mariano Pego). Trata-se de um dos maiores especialistas mundiais na área da electrofisiologia que vem colaborar com o Serviço de Cardiologia no tratamento de algumas doenças complexas do foro cardiológico, nomeadamente ablações de arritmias por fibrilhação auricular, taquicardias supraventriculares e ventriculares. A ablação da taquicardia ventricular, sobretudo a feita por via epicárdica, não é realizada em Portugal necessitando os doentes de recorrer a centros no estrangeiro. A presença durante uma semana em Coimbra deste electrofisiologista de top mundial, vai permitir o tratamento destas patologias complexas em cerca de vinte doentes da consulta do Serviço de Cardiologia dos HUC-CHUC, evitando assim a saída de alguns deles para se poderem tratar fora do País melhorando desta forma o acesso. O Serviço de Cardiologia dos HUC-CHUC já iniciou esforços para poder trazer a Coimbra outros nomes da cardiologia mundial capazes de colaborar noutro tipo de procedimentos cardíacos complexos não realizáveis em Portugal. Para além da importante mais valia que estas colaborações têm para o Serviço e para o CHUC, o principal benefício será para os doentes que assim vêem as suas patologias tratadas em Coimbra, sem necessidade de recorrer ao estrangeiro.

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UM LUGAR CHAMADO SIMPLICIDADE...

NUNCA COMO AGORA SE FALOU TANTO DE FELICIDADE E APESAR DE SE TEREM JÁ INVENTADO ALGUMAS FÓRMULAS - SEM SUCESSO - PARA A EXPLICAR, O QUE É CERTO É QUE ATÉ AO MOMENTO CIÊNCIA ALGUMA O CONSEGUIU NA SUA FORMA INTEGRAL.

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GRÁCIA NUNES

Animadora de Psicologia Positiva

INSTITUTO DA INTELIGÊNCIA

A

vanços como o aparecimento da ­Psicologia Positiva, que veio de certa forma contribuir para uma maior aproximação à compreensão dos seus mecanismos e ao ensino de métodos para aumentar as potencialidades dos indivíduos no sentido de uma vida emocional mais saudável, não foram porém suficientes para fazerem estagnar a sede da sua procura... Porque os tempos são cada vez mais de fragilidades, inseguranças e incertezas e nada tendo como garantido, vivemos em estado de “sítio” e de alerta permanente em relação ao futuro e quase sem margem de manobra para podermos controlar “cinestesicamente” todos os seus movimentos. Sem a capacidade de controlarmos os limites do que desejamos perante a infinidade do que o ­mundo ainda nos pode oferecer, o sentimento de culpa vai aumentando em nós à medida que o tempo passa e apenas nos permite olhar para trás com a sensação de que estivemos lá, em cada momento, mas sem efectivamente podermos inalar os seus odores e saborear toda a gama dos seus paladares... No passado, o tempo parecia não ter pressa de ir a lugar nenhum e a palavra felicidade quase que passava despercebida no vocabulário porque naturalmente se camuflava de pura alegria na simplicidade do quotidiano de cada um... Agora, vive-se a correr na sua perseguição como se a felicidade fosse algo exterior a nós e os nossos sentidos não a conseguissem agarrar... Com o avanço das tecnologias e consequente abertura a um conhecimento mais global, não tardou que uma avalanche de novas formas de prazer recaísse sobre a nossa curiosidade, remetendo-nos para um mundo de tal forma acelerado e apelativo que todas as nossas experiências passaram a ter um carácter irregular e raramente definitivas... Começamos a acreditar que por detrás de uma bela paisagem se esconde sempre uma outra muito mais bela e que será sempre possível acabar por alcançar... É quando uma inimiga chamada Ansiedade começa a sair à rua e se instala inexpressivamente nos rostos e olhares insatisfeitos da multidão... Num ­movimento frenético de vai e vem em direcção a lugar nenhum... A ansiedade alimenta-se de pressões quando os prazeres mundanos se tornam cada vez mais “eloquentes” perante o nosso sistema sensorial que se dispersa já - fragilizado - na complexidade em ­redor...

Tenhamos então a coragem de fazer uma viagem progressiva de regresso ao que é simples e façamos novamente desabrochar a sensibilidade que nos anda a escapar... E declaremos definitivamente paz à nossa guerra interior...Como diz António Damásio, “O custo de uma existência melhor consiste na perda da inocência acerca da própria existência”... Assim, sendo cada um de nós uma parte do todo de uma consciência universal, é urgente que nos tornemos ­também cidadãos atentos ao nosso universo interior, ao mesmo tempo que nos abrimos ao mundo das possibilidades, colocando-nos numa trajectória de luz que ilumine a nossa singularidade. O mundo não é um lugar perfeito, mas se quisermos o nosso mundo pode sê-lo mesmo que nele caiba também a imperfeição... Por mais dinâmico e complexo que o mundo se nos apresente, a simplicidade continua nele, somente a aguardar ­ para ser despida de preconceitos retornando ao seu conceito inicial... Tal como o escultor que vai lapidando a pedra bruta para alcançar a perfeição da sua obra de arte no final... Eu acredito que podemos construir a partir do caos, agarrando nos sentidos para ligá-los aos m ­ omentos das coisas simples que neles couberem... e ao i­nvés de vivermos assustados e angustiados, p ­ rocuremos munir-nos de habilidades e competências sem ­desesperar por adiarmos o êxito... Dou o exemplo de uma jovem que conheço que se apaixona por aquele emprego na caixa de um ­supermercado escondendo na carteira uma licenciatura e sem querer descobre que afinal aquele é que é o seu verdadeiro lugar... Isso não faz dela um ser humano inferior mas apenas alguém que resolve simplificar a sua vida. Viver com um ­salário mais baixo é cada vez mais uma habilidade e pode até tornar-se num desafio... Renunciemos se necessário ao nosso lugar no topo de carreira para mergulharmos de cabeça naquilo que mesmo sendo mais simples, entendemos ser uma vida de melhor satisfação... Perante a volatilidade das relações amorosas, não nos deixemos contagiar pela onda dos que sonham com um Brad Pitt ou com uma Angelina Jolie, quando ainda não somos sequer capazes de captar as expressões de beleza interior do rosto do amor que já temos... A felicidade a existir, será apenas um lugar de entendimento entre a turbulência e a serenidade dentro da simplicidade dos sentidos!!!!•

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A CIRURGIA PLÁSTICA NA CAPITAL DA SAÚDE

A Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética é uma especialidade abrangente, englobando não s�� os procedimentos relacionados com a parte estética, mas também, e fundamentalmente, o tratamento de doenças que de alguma forma além de alterações do contorno corporal, careçam de reconstrução ­cirúrgica e funcional. Embora, o termo “plástico” venha da palavra grega “plastos”, que quer dizer forma, hoje em dia, a Cirurgia Plástica envolve muitas outras áreas, tais como a resolução cirúrgica de malformações congénitas; o tratamento dos doentes queimados; o tratamento dos esfacelos, perdas de tecidos e úlceras de pressão; a cirurgia de reconstrução após i­ntervenções oncológicas (como, por exemplo, a reconstrução mamária); a cirurgia da mão; a cirurgia maxilo-facial; a cirurgia de reatribuição de género, etc.


CELSO CRUZEIRO Cirurgião Plástico

CHUC - CENTRO HOSPITALAR E UNIVERSITÁRIO DE COIMBRA Com o desenvolvimento da nossa sociedade, com a globalização que ­ se tem verificado em todos os campos, com o acesso cada vez mais alargado à informação, os tratamentos cirúrgicos do foro da Cirurgia Plástica têm vindo a ser cada vez mais procurados. Por outro lado, desmistificou-se um pouco a ideia de que estes apenas estariam acessíveis aos sectores mais abastados da sociedade, assistindo-se a uma democratização da procura, em parte com a ajuda do próprio sistema nacional de saúde, que, em muitos casos, possibilita o seu acesso às pessoas mais carenciadas. Por outro lado, pouco a pouco, aqueles que procuram uma optimização da sua imagem têm vindo a compreender que a opção por um tratamento cirúrgico, realizado em um só tempo, acaba por ficar mais barata e com resultados esteticamente mais perfeitos e mais ­duradouros que muitos tratamentos não cirúrgicos de eficácia duvidosa e que exigem à partida um número alargado de sessões. Embora a Cirurgia Plástica exista em Coimbra como especialidade cirúrgica desde os anos sessenta do século passado, inicialmente funcionando como um sector autónomo dentro de um dos Serviços de Cirurgia Geral, apenas em 1988 foi criado oficialmente o Serviço de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Já em 1989, foi inaugurada a Unidade de Queimados, parte integrante do mesmo Serviço. Quer a Enfermaria de Cirurgia Plástica, com 15 leitos, quer a Unidade de Queimados, com 10 leitos, possuem os seus próprios Blocos Operatórios, estando alojadas em edifício projectado especificamente para a sua instalação e cuja construção foi parcialmente comparticipada pelo governo sueco, dispondo ainda de diversos consultórios, salas de pequena cirurgia, salas de pensos, ­biblioteca, etc. Dirigido desde Janeiro de 2010 pelo Dr. Celso Cruzeiro, nome cimeiro da Cirurgia Plástica nacional, o Serviço tem vindo a desenvolver-se de forma progressiva e sólida quer sob o ­ponto

de vista científico quer no aspecto assistencial, o que se tem traduzido ­ num assinalável aumento da quantidade e qualidade do tratamento prestado aos seus doentes. Constitui o único Serviço de Cirurgia Plástica da Zona Centro, sendo que além da sua zona geográfica de influência, com cerca de dois milhões de utentes, recebe também doentes provenientes de todo o país e também do estrangeiro, em particular dos países lusófonos. Devido à sua actividade cada vez mais diferenciada, tem tido i­gualmente um papel fundamental na formação de ­ médicos Especialistas em Cirurgia Plástica, recebendo igualmente Internos Complementares de outras especialidades, que o procuram para estágios parcelares. O Serviço conta actualmente com 11 Especialistas e cinco Internos da Especialidade, cujo trabalho se divide de forma não exclusiva por várias áreas cirúrgicas. De entre os principais campos de actividade podem-se destacar a cirurgia mamária, com especial enfoque no recurso às técnicas mais recentes de reconstrução pós-mastectomia; a cirurgia de optimização do contorno corporal pós-cirurgia bariátrica; a cirurgia de reconstrução pós-traumatológica e de recuperação funcional dos membros superiores (em particular a nível da mão) e dos membros inferiores; o encerramento cirúrgico de úlceras de pressão e de lesões provocadas pela remoção de neoplasias a vários níveis; a correcção de deformidades congénitas ou adquiridas da face e da região cervical; o tratamento de sequelas de queimaduras; a cirurgia dermatológica, etc. As técnicas utilizadas englobam desde os recursos tradicionais como os enxertos cutâneos, os retalhos pediculados e a expansão tecidular até aos mais sofisticados como os retalhos perfurantes, o lipoffiling, os biomateriais e a microcirurgia. Uma atenção particular merece a ­Unidade de Queimados, coordenada pelo Dr. Luís Cabral, que é considerada justamente como uma referência nacional no tratamento das vítimas das queimaduras.

É o maior centro de queimados do País, dotada de um Corpo Clínico e de Enfermagem altamente especializados, contando com a colaboração de uma equipa multidisciplinar que inclui profissionais de outras áreas, como a Anestesiologia, a Medicina Física e de Reabilitação, a Pneumologia, a Psiquiatria, a Nutrição Clínica, a Farmácia, o Serviço Social, etc., funciona como uma verdadeira unidade de cuidados intensivos dedicada ao tratamento destes doentes, que após a sua alta são s­eguidos também numa consulta i­ ntegrada, evitando a sua dispersão por vários Serviços e facilitando a sua reinserção na vida activa. Outra área em que o Serviço de Cirurgia Plástica do CHUC se tem vindo a afirmar é a cirurgia de reatribuição de género, sendo a única instituição nacional dentro do SNS em que esse tipo de cirurgia é realizado, estando atribuída ao seu director a direcção da URGUS, Unidade de Reconstrução Génito-Urinária e Sexual do CHUC, da qual fazem parte, além de cirurgiões plásticos, médicos especialistas em Urologia, ­Ginecologia e Psiquiatria. Por último, e de máxima importância, é de referir que, num mundo que exige dos profissionais de saúde uma permanente actualização e uma cada vez maior especialização, o esforço e a capacidade de liderança e de empatia dos seus médicos, que desde sempre se pautam pela defesa da humanização dos cuidados médicos, tem possibilitado que em Coimbra, e no Serviço de Cirurgia Plástica, ao lado do espírito de inovação e aperfeiçoamento técnico e científico constante, se continue a considerar cada doente de uma forma personalizada, como um ser humano de pleno direito, merecedor de toda a dedicação e respeito por parte daqueles que diariamente, de uma forma profissional mas também solidária, dedicam o melhor de si ao seu tratamento.•

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Apesar da conjuntura económica desfavorável os portugueses ­continuam a apostar no marketing e inovação nos seus hábitos ­consumistas. Esta a ideia que releva da escolha do «Produto do Ano 2013»,uma iniciativa da Peres&Partners, distinguindo 34 produtos selecionados por cerca de dois mil consumidores e cuja entrega de prémios, bastante concorrida e com uma apreciável exposição dos produtos vencedores, decorreu em Lisboa, no p ­ assado dia 14, num dos Torreões da Praça do Comércio. De acordo com um documento divulgado durante a cerimónia, apresentada por Pedro Miguel Ramos, a grande maioria dos portugueses (91 por cento) gosta de experimentar novos produtos, sendo que uma percentagem alta de consumidores (66 por cento) afirmam estar dispostos a pagar mais por um produto novo que os satisfaça. Os aspetos mais valorizados foram a relação qualidade-preço, os benefícios para saúde e o sabor. PROMOVER A INOVAÇÃO COMO FATOR ESTRATÉGICO Na sua intervenção no decorrer da cerimónia, António Peres, Diretor Geral do Produto do Ano Portugal, lembrou que «a promoção da ino­ vação é cada vez mais um fator estratégico e crítico para as empresas nacionais, ­especialmente face a esta economia, que conduz à diminuição de lançamentos por parte da Indústria e explica as dificuldades crescentes que o tecido empresarial tem vindo a sentir, num contexto adverso para tudo e todos». Segundo o responsável da Peres & Partners, a certificação com o Produto do Ano «é hoje reconhecida por dois milhões de consumidores e é a única eleita só por consumidores e para consumidores; estudos e empresas ­participantes garantem aumentos de notoriedade e vendas, bem como níveis de fidelização registados». AS NOVAS TENDÊNCIAS NO CONSUMO Confirmando a tendência de anos anteriores, o estudo revelado neste evento destaca que as mulheres estão mais abertas à novidade que os homens, enquanto que os jovens da faixa etária dos 18/24 anos são aqueles que gostam mais de experimentar novos produtos, sendo a faixa dos 25 aos 34 a que lidera a apetência pela inovação.

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Dois terços dos inquiridos ( 66 por cento) afirmam estar dispostos a pagar mais por um produto novo que os satisfaça, ainda assim uma descida de dez pontos percentuais face aos 76,5 por cento de 2012. Apesar de estarem dispostos a pagar mais por um ­produto inovador, a sensibilidade ao preço anda, compreensivelmente, de mão dada com a conjuntura económica: por exemplo, em 2012, os consumidores mostravam-se disponíveis, para gastar, em média, mais 95,76 euros para adquirir um frigorífico inovador, e em 2013 esse valor sobe, situando-se nos 115 euros. ACÇÃO SOLIDÁRIA EM TONS VERMELHO Esta 9ª edição do «Produto do Ano» contou com mais categorias, nomeadamente para os produtos em Marketing Solidário cujas vendas reverteram a favor do programa Alimentar das Nações Unidas. As associações Abraço e APAV receberam cabazes solidários. De destacar a participação neste evento de uma representação do Movimento “Mulheres de Vermelho – estando em exposição o seu símbolo, os vestidos em tom vermelho forte - criado em 2006 por iniciativa da Peres & Partners com a participação da Sociedade Portuguesa de Cardiologia e que tem por objetivo alertar e consciencializar as mulheres portuguesas sobre as doenças do coração, contribuindo igualmente para a angariação de fundos, que permitam os meios para a adequada divulgação dessa mensagem. OS VENCEDORES Num total de 34 produtos vencedores, entre 88 candidaturas, ­estas foram as empresas e marcas vencedoras: Na área alimentar o grupo Cofaco venceu na categoria «Atum» com o produto «Pitéu+Económico». A Lev viu reconhecidos dois produtos, na gama de batatas fritas na categoria «Snacks ­Dietéticos» e a Nutellev, na categoria de «Cremes para Barrar ­Dietéticos». A Earth Group venceu com o lançamento da água Earth Water e o café Earth Coffe, destacando-se o fato que estes são os únicos produtos no mundo a ter na embalagem o logótipo da maior organização humanitária do Mundo – o programa A ­ limentar ­Mundial das Nações Unidas, revertendo a totalidade dos lucros da ­empresa para essas ações humanitárias, segundo revelou a general manager para Portugal, Anabela Pinta. Também com grandes tradições nos hábitos de consumo dos portugueses, a Nobre viu sendo destacados o «Fiambre Extra ­ ­Suculento», enquanto que na categoria iogurtes, o vencedor foi a gama «Grego Ligeiro da Longa Vida». A Milupa foi distinguida na gama «Aptamil Junior» na categoria Leite Infantil.


CONSUMIDORES DISTINGUEM A INOVAÇÃO NOS VENCEDORES DOS «PRODUTO DO ANO»

Na categoria «Suplementos Alimentares» o laboratório Azevedos ganhou através do produto Biolectra Magnesium Diret e nos Suplementos Cerebrais, o prémio destinou-se à Natiris, através da gama Cerebrum. Na categoria Tintas o produto «Barbot Infinity» ganhou. Nos «Preservativos» a Artsana venceu através da marca Control. A Colgate viu reconhecidos os seus méritos pelo segundo ano consecutivo através do dentífrico «Colgate Total Pro Gengivas Saudáveis», ao passo que a Renova venceu na categoria «Papel Higiénico» com o produto «Renova Super Conmpact». Nas novas categorias distinguidas com o Prémio do Ano, de ­destacar o grupo Mar com o calçado «Build ir Yourself», a Zon, nas Telecomunicações, premiada com os «Serviços Triple Play». A Optimis foi vencedora na categoria «Banda Larga Móvel 4G». No setor dos produtos de beleza, a TRESemmé foi galardoada como produto do Ano na categoria «Tratamento Capilar»; a ­Impetus venceu na categoria «Incontinência», ­sendo a ProtechDry a primeira linha de roupa interior em algodão ­desenvolvida para pessoas com perdas de urina. Por seu turno, a «Lauroderme» foi premiada através da marca Baldacci, vencendo na categoria ­«Higiene e Cuidado do Bébé». Num outro sector, dos eletrodomésticos, a LG venceu em duas categorias, «Máquinas de Lavar Roupa» e «Frigoríficos».

Texto José Leite Fotografia © João Paulo Wadhoomall


MENTES

BRILHANTES Não é preciso socorrermo-nos de métodos científicos sofisticados para ­ percebermos que existe uma percentagem não desprezível de indivíduos que nascem dotados de algumas particularidades que os tornam, efetivamente, ­diferentes da maioria. No que concerne às crianças dotadas de capacidades excecionais a questão constitui, porém, um problema científico cuja compreensão está ainda longe de alcançar-se. Alguma terminologia tem sido usada para estes indivíduos. Podemos aqui recuperar quatro: o sobredotado; o talentoso; o prodígio e o génio. Quais as diferenças que os psicólogos detetam entre estas categorias? O termo sobredotado aplica-se geralmente à criança que manifesta uma capacidade intelectual acima da média desde bastante cedo na vida quando comparada com outras da mesma idade e da mesma cultura. Embora já em desuso ainda se utiliza com alguma frequência o Quociente de Inteligência como medida que estipula uma fronteira entre os sobredotados e os não sobredotados. Um Q.I. de 130 ou superior, demonstrado em testes específicos, determina que a criança é cognitivamente excecional. Com a aceitação da teoria das inteligências múltiplas passou a entender-se que há mais fatores envolvidos na ­sobredotação do que apenas um elevado Q.I. A sobredotação pode então exprimir-se em áreas que não são ­suscetíveis de ser medidas no espaço limitado de um gabinete de psicologia. Por vezes, este entendimento mais alargado conduz a confusões com o ­conceito de talento. De facto, talentoso é o indivíduo dotado de uma habilidade especial muito desenvolvida numa atividade socialmente reconhecida (de âmbito técnico, artístico, científico ou profissional). O talento para a escrita, a matemática, o desenho, a dança ou a oratória deve-se a sobredotação? A destrinça entre os dois conceitos deve ser feita para que a criança dotada possa ser devidamente

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apoiada no desenvolvimento das suas potencialidades. Os talentosos devem ser inseridos em escolas ou programas de ensino em que possam melhorar as suas habilidades. O talentoso excecional é chamado de criança-prodígio. Assim, entende-se que o prodígio é aquele que é especialmente muito talentoso para a sua idade numa área. Ele deve ser capaz de revelar talento a um nível similar ao de um adulto, dedicar-se quase obsessivamente à área de seu interesse e produzir bastante trabalho. Os prodígios são crianças excecionalmente precoces em algum tipo de habilidade. São muito raras. Finalmente, o génio. Os dons de um génio não se atribuem propriamente a um talento em especial mas a uma combinação afortunada de vários fatores intelectuais, motivacionais e ambientais. Pode ainda acrescentar--se que o génio é um fenómeno caracterizado por um nível de rendimento excelente e criador, altamente produtivo na sua área de envolvimento. É sempre um indivíduo com uma elevada inteligência, persistência e criatividade. A classificação está apenas reservada a adultos com provas dadas de genialidade numa ou mais áreas (ciência, literatura, etc.). Um sobredotado já nasce diferente! Algumas pessoas acreditam que com condições favoráveis e estimulação adequada qualquer criança pode atingir ­ ­ algum nível de sobredotação, ­talento ou prodígio. Partem do princípio que um ser humano normal dispõe, ao nascer, de estruturas (biológicas e psicológicas) que o tornam suscetível de ser elevado ao nível de sobredotação através da influência do meio, o que não é verdade. Todas as crianças nascem com mais ou menos potencialidades mas algumas, por razões genéticas, ­estão melhor preparadas para superarem a maioria das outras mesmo quando a estas se proporcionem as mesmas ­condições e os mesmos estímulos.

UM SOBREDOTADO JÁ NASCE DIFERENTE!


NELSON S. LIMA Investigador

EUROPEAN INTELLIGENCE INSTITUTE

As crianças sobredotadas e o futuro Uma das grandes preocupações dos pais das crianças sobredotadas centra--se no que respeita ao futuro que as espera. Isto é particularmente sentido na adolescência quando se aproxima a hora dos filhos optarem por um curso

superior. Nesta etapa da vida surgem, por vezes, muitas interrogações. Julgamos ser normal acreditar-se que os jovens sobredotados serão adultos bem sucedidos e proeminentes. Afinal, são pessoas com um conjunto de potencialidades que fazem inveja a muita gente: inteligência, criatividade, elevada capacidade de aprendizagem, etc. Pois não é bem assim. Um número muito significativo de sobredotados trilhará caminhos vulgares e andarão longe das luzes da ribalta. Segundo a investigadora Hellen Winner, o mito de que os sobredotados terão futuros brilhantes é fortalecido pelo facto de que muitas pessoas eminentes e criativas, ao longo da história humana, terem mostrado habilidades excecionais na infância. Ora, segundo a mesma estudiosa, “a maioria dos sobredotados jamais se desenvolve plenamente; muitas crianças sobredotadas malogram”. Muitos pais, deparando-se com esta constatação, talvez se inquietem: de que serve então ser sobredotado se, no final de contas, isso não garante o sucesso na vida? Comecemos pelo princípio. A sobredotação significa que se é dotado de capacidades superiores à média em alguma área específica (inteligência, criatividade, inventividade, talento artístico, etc.). Temos, por conseguinte, crianças que à partida se apresentam com um nível superior de desempenho em algum domínio específico. Será isto garante sucesso na vida? Não. O êxito académico e/ou profissional depende de muitos fatores, vários dos quais não têm nada a ver com a sobredotação ou o talento que se revele em criança. Quais são esses fatores? Vejamos alguns seguramente decisivos: - o empenho e a energia com que se entreguem no trabalho; - a capacidade de concentração e a perseverança; - o interesse e a motivação; - a autoconfiança e a segurança naqui-

lo que fazem; - a autonomia; - o inconformismo; - a capacidade para assumir riscos e enfrentar os fracassos. No seu todo e para além da inteligência, da criatividade ou do talento há também fatores de personalidade que ajudarão ou não a criança a atingir o sucesso. Alguns podem ser trabalhados: - presença agradável; - otimismo e entusiasmo; - autodeterminação; - convicções fortes; - sentido de visão (ter uma ideia do futuro desejado); - capacidades de comunicação com os outros; - capacidade de concretização (inteligência executiva); - charme e simpatia; - qualidades de liderança. A sociedade humana avançou porque, ao longo da sua história, apareceram uns indivíduos que conseguiam ver além do óbvio e daquilo que lhes aparecia à frente do nariz. Essas pessoas pensavam pró-ativamente! Eram inventivos e inteligentes! E de muitos deles resultaram os pontos altos da história humana. Isso faz-nos refletir sobre o apoio pedagógico que deve ser dado às crianças sobredotadas, para que elas não se percam numa sociedade que, tendendo para a complexidade, as possa castrar, desperdiçando-se as suas altas habilidades mentais e potencialidades.•

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“O GRANDE ERRO DO NOSSO TEMPO NO TRATAMENTO DO SER HUMANO É OS MÉDICOS SEPARAREM A ALMA DO CORPO.” PLATÃO


DIOGO AMORIM

Diretor Clínico do Instituto de Medicina Integrativa

MEDICINA INTEGRATIVA: UMA NOVA ABORDAGEM NA SAÚDE Apesar desta citação ter mais de dois mil anos, aplica-se à prática da medicina atual e ao seu modelo biomédico mecanicista, que privilegia separadamente as partes da máquina humana e o seu funcionamento através dos processos bioquímicos. Toda a importância é dada aos sintomas físicos e nenhuma ao verdadeiro motor deste corpo humano, a Alma. Por outro lado, na abordagem integrativa é essencial ter em conta a individualidade de cada ser humano. O paciente é visto como um todo: corpo, mente e espírito, estando no centro de todo o processo. São fatores relevantes: o estilo de vida, hábitos de exercício físico, nutrição, tipo de relacionamentos, desenvolvimento pessoal e profissional, tipo de ambiente em que vive e trabalha, consciência de si próprio e a sua espiritualidade. A medicina integrativa combina os avanços científicos da medicina convencional com a sabedoria milenar das medicinas alternativas ou complementares. No entanto, a medicina integrativa não é somente a soma das “diferentes medicinas”, é muito mais do que isso! Trata-se de uma nova abordagem, uma mudança de ­paradigma em que o foco deixa de ser na doença e passa a ser na saúde. É dada grande importância ao relacionamento terapêutico e às necessidades de cada paciente, proporcionando o processo de cura. Na consulta de medicina integrativa o paciente estabelece uma parceria com o médico, sendo responsável ativamente no seu tratamento e na prevenção de doenças. O objetivo principal desta medicina é alcançar um ótimo estado de saúde e vitalidade. A medicina integrativa não é nem deve ser confundida com a medicina complementar ou alternativa. Por outro lado, como já foi mencionado, as terapias complementares fazem parte da medicina integrativa. Para aqueles que procuram um profissional de medicina integrativa, devem saber que esta prática, ou é efectuada por um médico licenciado em medicina convencional com uma ou mais especializações em medicina complementar, ou por uma equipa multidisciplinar constituída por um médico licenciado em medicina convencional e por profissionais especializados nas diferentes terapias complementares. Não obstante, os profissionais que trabalham na área de medicina integrativa, para além da formação especializada devem ter uma nova abordagem integrativa e holística. Que patologias podem ser tratadas pela medicina integrativa? Qualquer paciente beneficia em ser visto por um profissional de medicina integrativa, uma vez que será consultado por um médico que, para além das terapias convencionais, dispõe de conhecimentos e armas terapêuticas não convencionais, que o poderão ajudar no seu processo de cura. Por outro lado, esta consulta serve também para aquele que não está doente alcançar um ótimo estado de saúde, pois estimula a prevenção da doença e a promoção da saúde. De uma forma mais específica, podemos referir os bons resultados terapêuticos numa grande diversidade de patologias, tais como: depressão, insónia, cefaleias, dor na coluna vertebral, dor nos joelhos, dor mio-fascial, dor ciática, tendinites, síndrome do túnel cárpico, fibromialgia, infertilidade, disfunção sexual não orgânica,

cólica renal, urolitíase, hipertensão primária, hiperlipidemia, periartrite do ombro, artroses, sinusite, rinite alérgica, asma brônquica, patologias gastrointestinais, dependências (álcool, drogas, tabaco), obesidade, etc. E a lista poderia continuar de forma exaustiva. Poderei ilustrar tudo o que foi anteriormente exposto, através do relato de alguns casos reais no decurso da minha prática clínica no Instituto de Medicina Integrativa. 1- Uma paciente de 44 anos de idade procura ajuda no Instituto de Medicina Integrativa com diagnóstico de enxaqueca grave há mais de 15 anos. Acompanhada pelo neurologista na consulta de cefaleias, faz medicação diária com algum alívio momentâneo, no entanto, sem grandes melhorias do quadro clínico. Depois de observada devidamente na consulta de medicina integrativa e compreendido o seu quadro clínico, é aconselhada uma mudança no estilo de vida, e são efetuados seis tratamentos. Após o segundo tratamento, a paciente refere melhorias significativas do seu quadro clínico. Após concluir o quarto tratamento, ausência de qualquer sintoma sem necessidade de tomar medicação. 2- A doente refere obstipação crónica há mais de 40 anos, com fezes secas tipo caprinas, distensão abdominal, cólicas e flatulência. Refere estar por vezes mais de uma semana sem defecar e ter a necessidade de efetuar clisteres. Já tinha sido seguida por diferentes especialistas de gastroenterologia, afirmando: “já tentei de tudo sem resultados”. Refere ainda digestões difíceis, enfartamento, cefaleias temporais bilaterais. Após concluir o segundo tratamento, a paciente começou a defecar diariamente. Após o quarto tratamento, ausência da restante sintomatologia. 3- Paciente do sexo feminino, com 66 anos, vem à consulta de Medicina Integrativa queixando-se de dor de intensidade grave na região lombar e dor ciática que irradia pela perna esquerda. Esta dor tinha iniciado aproximadamente há três meses, sendo precedida por lombalgia com evolução de cerca de cinco anos, por vezes impossibilitando a deambulação. A doente refere que tem feito tratamento de fisioterapia regular e já tem recebido no Centro de Saúde quarenta e quatro injecções de anti-inflamatórios e relaxantes musculares, constatando somente uma momentânea e ligeira diminuição da dor. O RX da coluna vertebral mostra uma redução dos discos intervertebrais da região lombar com artroses inter-apofisárias posteriores e redução de alguns buracos de conjugação. Foram efetuados seis tratamentos, os três primeiros semanais e os restantes quinzenais. Ao fim do segundo tratamento, a paciente refere melhoria significativa da dor ciática, e ao concluir o terceiro tratamento, ausência da mesma. No entanto, padece ainda de dor lombar esporádica. Após o quinto tratamento, ausência de qualquer sintoma. Não há maior satisfação do que ver as pessoas alcançar o equilíbrio: corpo, mente e espírito.• www.medicinaintegrativa.pt

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COMEDIANTE IRREVERENTE, PERFORMER DE EXCELÊNCIA, ORADOR INSPIRADOR, PEDRO TOCHAS É UM SELF MADE MAN. INSATISFEITO POR NATUREZA, CONSTRUIU UMA CARREIRA INTERNACIONAL À SUA MEDIDA. EM PERMANENTE FORMAÇÃO, NUNCA CONSIDERA O SEU TRABALHO COMPLETO. NUMA CONVERSA ESCLARECEDORA, FALA-NOS DA SUA CARREIRA, DE ESTRATÉGIAS PARA OS PORTUGUESES SUPERAREM OS ATUAIS DESAFIOS E COMO AS PALESTRAS MOTIVACIONAIS PODEM MUDAR UMA EMPRESA.


ENTREVISTA O comportamento humano é a sua principal fonte de inspiração. O que é que o apaixona no Homem? Do que gosto mais no meu trabalho é de tentar encontrar aquilo que julgamos único, só nosso, e descobrir que, afinal, é mais comum do que imaginamos. Inspiro-me em situações que vivi e tento extrapolá-las. É disso que gosto. Julgamo-nos todos especiais mas afinal somos iguais uns aos outros. Todos procuramos o amor, a felicidade, o bem-estar, a saúde. Com a Internet nota-se muito essa homogeneização: por mais bizarra que a nossa linha de pensamento seja entendida, uma breve pesquisa na Internet revela--nos “n” pessoas que a partilham. É muito interessante analisar essa realidade. Além disso, a natureza humana é um tema intemporal, posso trabalhá-lo sempre. Nunca fica datado? Nunca. Se baseamos o espetáculo em eventos correntes, passado algum tempo já não tem piada, está desatualizado. Frequentou a Universidade de Coimbra mas foi através do malabarismo que encontrou a sua verdadeira paixão. Como vê esses anos de carreira iniciais? Para mim a universidade foi determinante. Na Associação Académica conheci pessoas muito diferentes, amantes da filatelia ou do teatro de vanguarda, por exemplo. Aí encontrei uma variedade de pensamento e um pólo de energia fantásticos. A imensa partilha de ideias gerava-nos interesse por coisas novas e distintas. Essa vivência proporcionou-me uma imensa abertura, e a universidade em particular conferiu-me métodos de trabalho, que me auxiliam nesta profissão. O malabarismo foi um pequeno catalisador, mas uma coisa não seria possível sem a outra. Sou uma esponja de conhecimento, necessito sempre de saber mais. Na universidade descobri que posso ouvir alguém falar de qualquer tema desde que o faça com

paixão. Se me transmitirem esse entusiasmo também fico rendido ao tema. Disse algures que, em cada noite, o artista tem que ser o melhor, tem sempre algo a provar. Na conjuntura de profunda crise social e económico-financeira que Portugal atravessa de que forma as pessoas podem provar que são as melhores e assim manterem o seu trabalho ou encontrar um novo? Uma das formas é descobrirem algo que realmente as motive e que gostem de fazer. Ao fazer algo que nos apaixone empregamos mais esforço e dedicação nessa tarefa. Vemos o trabalho como um prazer, não como um esforço. Mas isso não basta, é preciso ser bom naquilo que se faz e possuir uma mais-valia que nos distinga da concorrência. Hoje, um trabalhador médio, desatualizado, tem sérias dificuldades no mercado de trabalho. Não conheço ninguém realmente bom na sua profissão que esteja desempregado. Mas ser bom vai muito para além do plano técnico, é também ser competente a comandar e a ser comandado, a comunicar, a relacionar-se com os outros. Obviamente que chegar a este patamar requer dedicação, esforço, pró-atividade, dinamismo e formação contínua. Mas por vezes o mercado de trabalho não se compadece com essa vontade empreendedora. É certo que, cada vez mais, as pessoas têm que aproveitar o emprego que lhes é oferecido. Em qualquer trabalho há aspetos de que gostamos mais e outros de que gostamos menos. Para melhor lidar com essa realidade é necessário identificar os aspetos que nos satisfazem e tentar potenciá-los. É igualmente importante recordar o que correu bem e não o oposto. Devemos valorizar os momentos positivos. Independentemente da forma como o dia me corre, até me ir deitar processo essa informação, analiso-a e tiro as devidas ilações. Usufruo ou sofro ao máximo, conforme o dia tenha sido ou não bom. No dia seguinte já

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esqueci. O público que irá ver-me essa noite deseja assistir a um bom espetáculo, não lhe interessa saber como foi o da noite anterior. Costumo dizer nas minhas palestras motivacionais que não podemos levar-nos demasiado a sério. Quer as coisas corram bem ou menos bem no dia seguinte temos que as fazer de novo, portanto é infrutífero perder tempo a pensar nisso. Ou seja, devemos fazer o melhor possível em cada momento mas aceitando que tal pode não ser suficiente para alcançar os nossos objetivos. Sim, é sempre possível falhar, o nosso

melhor pode não ser suficiente naquele momento. Devemos aprender com isso, de outra forma muitos atletas desistiam. Vemos equipas a darem o seu melhor mas ainda assim a perder jogos. Agora, o melhor delas pode não ser tão bom como daqui a duas semanas, quando já terão aprendido mais técnicas, treinando mais e aperfeiçoado estratégias. Dar o máximo em todas as ocasiões é um imperativo. Se algo não correr da forma que planeámos devemos perguntar: “O que falhou? O que poderia ter feito de outra forma? O que me falta para alcançar o objetivo?” Por outro lado, há que reconhecer se estamos vocacionados para trabalhar numa dada área. Uma vez, nos “Ído-

los”, um concorrente afirmou “eu gosto de cantar, o pior é quando há pessoas a olhar para mim”. Nestes casos só há dois caminhos possíveis: eliminar essas limitações ou mudar de profissão. Eu tenho uma profissão pública e as pessoas formam opinião acerca do meu trabalho. Umas vezes é positiva, outras nem tanto. Ora, eu tenho que saber lidar com isso. Como encara a crítica? Tive a vantagem de frequentar uma escola que me ensinou a enfrentar bem a crítica. Quem não teve essa sorte pode ver sempre na crítica um ataque pessoal e entrar num jogo inútil: o da justificação. Não devemos justificar as nossas escolhas mas aceitar a crítica. Todavia, a crítica tem que ser fundamentada, não superficial. Sendo uma figura pública exponho-me. As pessoas


PEDRO TOCHAS Humorista

[...]“DEVEMOS VALORIZAR OS MOMENTOS POSITIVOS.”[...] formam opinião sobre mim. Há quem adore e quem deteste o meu trabalho, mas desde que fundamentada, a crítica não construtiva é-me útil, dá-me argumentos para avaliar o meu trabalho e melhorá-lo. Nessa medida, passa a ser construtiva e aprendo com ela. Portanto, o feedback é essencial. Devemos levar a crítica, ou a rejeição, como feedback e não como algo pessoal. Se numa entrevista de emprego um candidato não é selecionado deve mostrar interesse em saber que lacunas lhe detetaram, para que possa suprimi-las. Se não obtiver esse feedback estará sempre a cometer os mesmos erros. Há que ser dinâmico e pró-ativo. Algo bem presente no seu discurso é a necessidade de formação. O Pedro sempre investiu muito em formação, inclusive em Inglaterra e nos Estados Unidos. Está sempre insatisfeito? Há sempre aspetos que aperfeiçoamos mais e outros menos. O importante é identificar as áreas em que devemos adquirir novas competências, para encontrar o equilíbrio. Stephen King diz que a formação é como uma caixa de ferramentas. Quando fazemos formação adquirimos uma nova ferramenta. Podemos não a usar, ou demorar a fazê-lo, mas quando precisarmos está lá, disponível. Não tenhamos, contudo, ilusões: nunca chegamos ao ponto a que ambicionamos, estamos sempre a caminho. Daí a importância de nos valorizarmos para colmatar lacunas. Hoje, os portugueses têm que ser ainda mais polivalentes e pró-ativos. Como alterar o nosso mapa mental? Ao longo de décadas habituámo--nos a recorrer ao Estado para tudo, mas os tempos mudaram. Agora, temos que ser nós a procurar as coisas, a investir na instrução, a criar o futuro, a encontrar alternativas. Há que trabalhar, adaptarmo-nos aos novos desafios e exigências que se nos colocam, pensar de maneira diferente. Mas tudo isso re-

quer sacrifícios: ou vou de férias para o Algarve ou faço formação, a escolha é simples. Ainda nos encontramos em fase de adaptação a esta nova realidade. O choque foi grande mas não há tempo a perder. No fundo, estamos a falar do nosso potencial, de realmente querer algo e de acreditarmos em nós próprios. De outra forma como irão os outros acreditar? As palestras motivacionais em empresas são uma importante componente do seu trabalho. Como prepara essas intervenções? Falo de temas que me apaixonam, dos quais tenho experiência. O trabalho do palestrante tem que validar aquilo que afirma. Primeiro faço briefings com as empresas, tento saber qual é a situação que atravessam. Por mais diferentes que sejam as organizações, muitas vezes os problemas são os mesmos. Após essa análise adapto a minha intervenção à empresa. Uso uma boa arma que é a comédia: agarra mais a atenção do público e ajuda a transmitir a mensagem. A comédia torna-se uma âncora. Isso mesmo. Nas palestras recorro a três componentes essenciais: motivação, uma boa mensagem e comédia. Dessa forma, a informação é melhor retida. Se a audiência estiver atenta tem uma recompensa imediata, que é o riso. Em suma, tento mostrar às pessoas que muitas vezes os nossos problemas são também os dos outros. Não estamos isolados. Há quem esteja pior que nós e consiga ultrapassar desafios bastante exigentes. Há pouco dizia que encontra nas empresas os mesmos problemas. Quais são eles? Principalmente, a comunicação, a maneira como encaram os problemas, a forma como as ideias pré-concebidas condicionam o comportamento e o facto de as pessoas se levarem demasiado a sério. São esses os temas que abordo na palestra “Ser sisudo não é sinal de competência, é só sinal de que se é sisu-

do”. Agora faço uma nova palestra que é “Tragédia mais tempo igual a comédia”, em que digo que é uma questão de tempo até acharmos graça ao que nos correu mal. Como tem sido a recetividade às palestras? Tem sido excelente. O meu público-alvo são as grandes empresas, mas faço alguma seleção. Não quero ir a todo o lado. Qual é um dos principais desafios na realização de palestras? Falar de temas sérios e complexos de uma forma simples, atrativa, que motive e gere interesse. Já me têm dito que consigo falar a brincar de coisas sérias. É esse o meu objetivo e fico satisfeito por o cumprir. Tento sempre encontrar um ângulo de abordagem, um aspeto que possa explorar humoristicamente. Portanto, as empresas nacionais já manifestam alguma predisposição para recorrer a oradores externos que lhes tragam novas perspetivas. Sim, e comprovam os benefícios daí decorrentes. Há inúmeras situações com que as empresas lidam diariamente e já nem questionam. São aspetos e processos tão enraizados na sua cultura organizacional que se tornaram automáticos. Uma pessoa de fora pode trazer diferentes abordagens sobre a empresa e a esses processos. Dessa forma, a organização reavalia-se e evolui.•

Texto Eduardo Almeida Fotografia © João Paulo Wadhoomall

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O CORPO TAMBÉM PODE SER UMA ARMA... AOS 44 ANOS CARLOS PÁSCOA É UM DOS NOMES DO KRAV MAGA EM PORTUGAL. ADEPTO DE ESCALADA E OUTRAS MODALIDADES DESPORTIVAS, HÁ DEZ ANOS DECIDIU EXPERIMENTAR COM UM AMIGO UMA AULA DESTA TÉCNICA ISRAELITA E TANTO GOSTOU QUE SE TORNOU INSTRUTOR HÁ SEIS ANOS E, A PAR COM A SUA PROFISSÃO NO RAMO AUTOMÓVEL, PARA ESTE HOMEM CASADO E PAI DE DOIS FILHOS, O KRAV MAGA TORNOU-SE NUMA ROTINA DIÁRIA, UMA PAIXÃO E UM VÍCIO.

O que é, afinal, para quem não sabe, o Krav Maga? Krav Maga é um sistema de defesa pessoal Israelita. O seu fundador é IMI Lichtenfeld .(criou e desenvolveu o krav maga) criado em Bratislava e mais tarde foi desenvolvido em Israel. Inicialmente era só para militares, mas depois de uns anos passou também a ser aberto para o publico. É uma técnica, sobretudo de autocontrolo e defesa pessoal, mas o que é mais, desarmar um agressor com uma arma branca, com uma arma de fogo? É um sistema técnico e táctico onde todas as situações são possíveis de vir a acontecer. Todas as técnicas da simples abordagem, ao agarre ,a ameaça com armas brancas e de fogo .etc. são treinadas até à sua compreensão e eficácia. É fácil “dominar” um agressor se se conhecerem bem as zonas mais vulneráveis do corpo? Sim, de certa forma é correto dizer que é fácil dominar, pelo menos estamos muito mais vontade e mais atentos e despertos a qualquer situação de conflito que possa surgir.

Quem ainda não dominar bem nenhuma das técnicas...o melhor será fugir? Um dos primeiros passos do Krav Maga que eu costumo dizer é 1prevenir; 2- lidar; 3- sobreviver em todas elas se a melhor opção for fugir então devo fugir é preferível do que a situação complicar ainda mais. A única coisa que pode ficar ferida é o orgulho nada mais, é uma opção inteligente. E se não se conseguir mesmo evitar um agressor, o que pode uma vitima fazer para melhor se defender? Evitar ao máximo o confronto mas se tal não poder ser evitado e que se aperceba que a sua vida corre perigo, então aí pratica-se Krav Maga, a melhor solução é utilizar eficazmente, se não pratica o conselho é praticar para poder ter a eficácia que este sistema utiliza para diversas situações de conflito. Olhos nos olhos, firmeza, não mostrar medo ou gritar, há alguma solução para quem não é “heroi”?


Gritar é a melhor solução pelo menos existe uma reação por parte do agredido que pode despertar a atenção de terceiros e assim sendo pode tornar dissuasora a intenção do agressor. Há cada mais assaltos, c­ arjackings etc, o Krav Maga ajuda mesmo? Ajuda a tomar a decisão mais correta. Nada existe com mais valor que a VIDA como tal tudo o resto é valor material é com esse treino e comprenção que se consegue tomar decisões corretas não pondo a nossa vida e a dos outros em perigo. Não responder à violência não será a melhor solução, a ­ tendendo ao velho ditado p ­opular “antes cobarde vivo que heroi morto”? Acho que o ditado popular esta correto. Onde se pode aprender, quem pode praticar e quanto custa? Há algum equipamento especial? Consulte o site www.kravmaga-ad.com, aí encontrara os locais onde se pode praticar e os horários; os preços variam de ginásios ou associações (mas entre a média dos 25 euros mensal); a idade dos 8 aos 80 anos não tem limite de idade é preciso é ter espirito; equipamento para iniciar basta um proteção genital. e força

de vontade. Em ­ todos os ginasios pode praticar uma aula experimental. Esta disciplina israelita tem regras? Pode considerar-se uma modalidade desportiva? NÃO. Por ser um sistema de defesa pessoal onde não existem regras.O que impera é a integridade física do mesmo. Como tal não pode ser uma modalidade desportiva.A luta é pela sobrevivência. Para ser eficaz, quantas vezes, horas por semana se deve treinar? Os alunos de duas a três vezes por semana (de três a seis horas); nós instrutores treinamos mais para poder manter sempre a máxima qualidade e confiança exigida ela organização (KMGLOBAL). Há quase mil praticantes de Krav Maga em Portugal... só homens ou, cada vez, meninas também? Não, não são só homens a praticar, e cada vez mais existem mulheres a praticar krav maga, de diversas idades e de diferentes e ­ stratos sociais, talvez pelos t­empos que correm. Tenho alunas estudantes universitárias, a ­dvogadas, gestoras, professoras, recepcionistas, donas de casa, vendedoras, de tudo e cada vez mais em maior numero. Aquela historia do sexo fraco que se desenganem pois tenho pes-

soas do sexo feminino que a treinar não ficam atrás do sexo masculino e muitas vezes pelo contrário mas mesmo pelo contrário. São fortes, desinibidas, corajosas e o Krav Maga ajuda-as a ganhar ou a recuperar auto confiança e auto estima. Ficam mais bonitas e mais fortes por dentro e por fora...capazes de dar conta da cabeça de um homem (Risos) De alguma forma esta Arte de Defesa também pode ajudar na sedução do sexo oposto? Na sedução... sedução talvez não, mas que atrai cada vez mais o sexo oposto isso sem duvida que atrai, pela auto confiança pela auto estima das mesmas, isso sem duvida. Daí que haja, como já disse, cada vez mais mulheres a praticar . Apesar de dar aulas de Krav Maga, esta não é sua ­profissão, mas já algum dia teve que utilizar, no seu dia a dia, em ­determinada situação, uma ­ técnica de Krav Maga? (Risos...) Não...(ou talvez nim)

Texto Ana Paula Almeida

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PRISCILLA DE SÁ Sendo a criadora do Pop Coaching como define este processo/conceito? Uma assessoria para a tomada de decisão profissional, baseada em valores, talentos e propósito de vida. Qual foi a sua inspiração para criar este tipo de coaching? Estava fazendo formação em coaching em 2008 e durante uma sessão sobre missão de vida me dei conta de que se tivesse tido aquele tipo de reflexão na minha adolescência, teria tomado menos atalhos duvidosos na juventude. Então decidi testar a ferramenta com meu próprio filho adolescente, então com 14 anos. Senti que ele respondeu bem e aumentou consideravelmente o nível de consciência de si mesmo. Nesse instante, tive a ideia: “Por que não ajudar muitos jovens a se descobrirem através do coaching?”

[...] ”O Coaching não é um método de lunáticos idealistas, em absoluto. É, antes de tudo, um processo que faz a ponte entre a sua realidade e o seu objetivo, sendo este tangível, mensurável, relevante…” [...]

Imagino que tenha sido para suprir lacunas no mercado. Que lacunas eram essas e qual a sua opinião relativamente a outras técnicas de orientação profissional, como testes vocacionais, etc? É verdade. Fui pesquisar o que estava sendo feito nesse sentido e encontrei coaching para atletas, para casais, para grávidas, além de muita gente voltada para os executivos, mas para adolescentes nada… Quem se lembra deles, a não ser na hora do consumo desenfreado? Essa constatação me estimulou ainda mais. O que eu via até então eram processos de orientação vocacional clássicos


PRISCILLA DE SÁ Coach

POP COACHING muito calcados em testes padronizados e que pouco pareciam ter a ver com a realidade do brasileiro de hoje. Sou um pouco reticente quando se trata de teste, porque muito da subjetividade se perde quando se tenta objetivar questões pouco tangíveis, como o contexto social, as motivações intrínsecas e a própria história de vida do sujeito. Tecnicamente, digamos assim, como idealizou este processo? Qual é a sua estrutura? Tomei como premissa o modelo FARM, proposto pelo Behavioral Coaching Institute, entidade com sede na Califórnia que me certificou,a saber: Foco, Ação, Resultado e Melhoria Contínua. Sendo assim, o Foco corresponde à escolha da profissão, a Ação consiste nas etapas do processo de autoconhecimento que embasaria a tomada de decisão (Resultado)e Melhoria Contínua sendo o planejamento estratégico pessoal e profissional para 5 anos, ou seja, não apenas a escolha do curso ou instituição como um fim, mas os passos seguintes, como especialização, busca por estágio, entrevistas de emprego, estudo de línguas e tudo o mais que se faça necessário para atingir o ponto B correspondente à “vida ideal” que o jovem desenhou para si. De acordo com o modelo FARM, planejei um processo em 10 sessões e adaptei as ferramentas à linguagem e estética da geração digital. Sabendo que cada cliente é único e apresenta um caso também único (o seu próprio caso), por favor descreva a metodologia que, em geral, mais ­utiliza durante o processo. Seguindo o modelo FARM,distribuo o processo em 10 sessões, sendo as 5 primeiras relativas ao autoconhecimento e as 5 últimas à exploração de possibilidades profissionais e planejamento em si. Penso que antes de ir às lojas comprar roupas devemos checar o guarda-roupas pra ver o que temos e o que nos

falta. Com a escolha profissional ocorre o mesmo: primeiro precisamos saber quem somos e o que buscamos, para depois ir ao encontro do que nos cai bem. Como decorre um processo típico/ médio de Pop Coaching? Quais são as suas fases/passos, desde o início até à conclusão? Acho que expliquei um pouco nas anteriores. Durante as 5 sessões de autoconhecimento, investigamos valores, crenças, talentos e o próprio conceito de sucesso do indivíduo. Isso é feito através de uma ferramenta que, apesar de pré-formulada, contém perguntas poderosas que vão eliciar em cada um, uma resposta personalizada. Durante as 5 sessões de exploração de possibilidades profissionais, eles são guiados a descobrir o tipo de trabalho que os atrai, o ambiente em que preferem estar, as condições de trabalho, os cursos que os atraem e se utilizam do mesmo tipo de análise e cenários de que empresários e executivos lançam mão: a que leva em conta aspectos emocionais e racionais da decisão. Em geral, testes como os vocacionais não são muito bem vistos no mercado, sendo considerados pouco fiáveis e precisos. Nesta medida, o Pop Coaching deve substituir os testes vocacionais (ou outras técnicas existentes para este fim) ou ambos devem completar-se no processo? Penso que autoconhecimento nunca é demais! Se eu tivesse de optar por uma metodologia ou outra, ficaria com coaching, pela possibilidade de aprofundar a reflexão e a percepção de si, mas penso que se, ao final do processo e com a decisão já tomada, o jovem quiser uma resposta padronizada, ele pode complementar o trabalho com um teste de personalidade de credibilidade, como o mbti, por exemplo. Como encontrar o equilíbrio entre a real vocação/paixão de um jovem,

as necessidades do mercado laboral e uma profissão promissora, bem remunerada? Com criatividade e, sobretudo, atitude empreendedora, você sempre vai encontrar quem precise da sua paixão ou vocação. Ou melhor, essa pessoa vai encontrar você… Um senso de missão muito forte vai levá-lo a ser mais competitivo, a buscar novas formas de resolver velhos problemas e a se fazer visível. Para o jovem que desenvolve a mentalidade de ser um resolvedor de problemas, nunca faltam clientes ou emprego. Da sua experiência, de que é que os jovens que a procuram estão mais dispostos a abdicar: da sua paixão a favor de uma carreira bem remunerada, que lhes pode conferir bom status social mas que não os realizam profissional e pessoalmente ou o contrário? Vejo os dois casos com frequência. O Coaching não é um método de lunáticos idealistas, em absoluto. É, antes de tudo, um processo que faz a ponte entre a sua realidade e o seu objetivo, sendo este tangível, mensurável, relevante… Então, considerando ecologicamente a realidade do jovem, se estabilidade financeira é um valor muito forte para ele e sua família, é natural que ele seja mais conservador em suas escolhas, optando por carreiras clássicas como o Direito ou que estejam em alta no mercado, como as Engenharias. Nesse caso, quando a escolha não é necessariamente uma grande paixão, ajudo-o a encontrar um meio de compensar o sacrifício ou o esforço da abdicação, como um hobbie em paralelo. Por outro lado, em muitas famílias em que não há a pressão pelo rápido retorno financeiro do investimento feito em educação, tenho percebido que os pais estão mais suportivos a qualquer que seja a escolha de seus filhos, desde que seja uma decisão consciente. Não tenho visto pais apavorados porque um filho quer ser músico ou estilista. Vejo-os muito preocupados em que seus filhos desejem ardentemente qualquer curso e que se-

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[...] “VÁRIOS ESTÃO PROSPERANDO PORQUE SE RECUSAM A PERMANECER NO ESPAÇO-PROBLEMA E EXPANDEM A VISÃO PARA O ESPAÇO-SOLUÇÃO.” [...] jam capazes de concluí-los com êxito. A ascensão de novas carreiras como a dos webdesigners e analistas de mídias sociais, bem como o advento das startups e o sucesso estrondoso das empresas da nova economia dão ao jovem a sensação de que ele pode ser o que quiser, basta encontrar o seu nicho. Em que fase da escolaridade são mais procurados os serviços de Pop Coaching? Nos anos de transição, em que o aluno tem que tomar opções para escolher a área a seguir? Sem dúvida, quando passam do Ensino Fundamental para o Médio e começa-se a se questionar quanto ao futuro.

Se os pais chegam com uma demanda diferente da do coachee, coloco a questão às claras à frente de todos e faço com que reflitam sobre os riscos e ganhos de aquele jovem abdicar de uma missão de vida e também das

uns anos até poder custear o próprio estudo, enfim, sempre é possível estabelecer consenso quando todos partem da mesma premissa: o mais importante é ser feliz, saudável e auto sustentável.

implicações de contrariar a família. O meu compromisso é com a felicidade do meu coachee, sempre, e sei que dificilmente ele sera feliz se estiver em guerra com a família ou em guerra com o trabalho que exerce. Se se estabelece um impasse, exercitamos a habilidade de negociação (necessária para toda a vida, aliás). Geralmente, ou os pais dão um prazo para que o filho tenha êxito antes de abandonar a carreira X ou o jovem aceita transformá-la em um hobbie lucrativo ou ainda adia por

As sessões de coaching são por norma confidenciais. Nesta medida, como gere esta questão, ou seja, quais os limites que impõe ao feedback que passa aos pais? Eu estabeleço com o coachee que só vou levar aos pais algo que se torne potencialmente ameaçador à integridade física e psicológica do jovem. Uso de substâncias ilegais, por exemplo, caso o assunto surja em sessão. Via de regra, estimulo o jovem a partilhar suas reflexões e resultados com os pais, mas

Quais são as maiores dificuldades e preocupações apresentadas pelos seus clientes? Optar entre tantas possibilidades; Medo de não passar no processo seletivo (vestibular, aqui no Brasil) para a universidade almejada; medo de não conseguir emprego. Que papel têm os pais/educadores/ encarregados de educação ao longo de todo o processo de Pop Coaching? Cuidar da autoestima do jovem, sempre. Mesmo os mais populares sofrem com ranhuras no seu autoconceito, então é fundamental que todo educador, tutor, familiar, coach reforce e reconheça os talentos que fazem daquele menino ou menina cheios de borbulhas uma pessoa especial. É a percepção que o jovem tem de sua capacidade que determina o estabelecimento de objetivos. Pouca autoconfiança significa metas pequenas e metas pequenas não motivam ninguém. Uma pessoa só abre mão de prazeres imediatos se tiver um grande sonho e só tem um grande sonho quem confia em si mesmo. Como gere as discrepâncias que eventualmente existam entre a vocação/ vontade dos jovens e a vontade dos pais quanto à profissão a escolher? Mesmo quando há concordância, toda escolha implica perdas e ganhos.

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PRISCILLA DE SÁ Coach

junto a esses me comprometo apenas a revelar se o jovem tiver algum problema que deva ser de seu conhecimento (para que o encaminhe a um especialista) e o resultado final do processo em termos de ter feito efetivamente uma

Este processo tem sido aplicado apenas no âmbito escolar e universitário ou também ao nível da formação profissional? Predominantemente no âmbito escolar, mas não é raro eu ser procurada por profissionais mais velhos descontentes com a escolha que fizeram e em busca de redirecionamento. Trabalha sempre com alunos que a procuram individualmente ou Estabelece parcerias com instituições de ensino? Neste caso, o pop coaching é utilizado no ensino público ou privado? O processo foi concebido para ser aplicado em grupos de até 20 participantes, no ambiente escolar. Contudo, também pode ser conduzido individualmente, com muito sucesso. Infelizmente, minha experiência aconteceu predominantemente em parceria com instituições privadas. A mim me encantaria poder ser mais útil aos que mais necessitam de suporte e apoio, que são os jovens do ensino público.

escolha profissional congruente ou não. Em geral, o que acontece é que, com o decorrer das sessões, os pais percebam mudanças positivas no comportamento dos filhos, como aumento do comprometimento com os estudos, mais foco, atenção e até mesmo mesmo melhora na comunicação em casa. Raramente as famílias querem saber pormenores do processo, porque o coaching só acontece num ambiente de autonomia e responsabilidade, os quais já devem existir no seio familiar.

Costuma fazer o follow-up dos seus clientes, isto é, anos mais tarde contacta-os para saber qual o impacto que as sessões de pop coaching tiveram na sua vida a nível da sua realização pessoal e profissional? Que ilações tira da aplicação deste processo? Tenho muita sorte de manter contato com meus ex-coachees pelas redes sociais. O mais fascinante de se trabalhar com jovens é que, uma vez conquistada sua confiança, você se torna um mentor dele para toda a vida. Tenho histórias lindas de coachees que me procuraram para ajudá-los no processo seletivo de grandes empresas e que conquistaram a vaga. Outro que, integrante da comissão de eventos acadêmicos, convidou-me a fazer uma palestra na universidade… Fora os que simplesmente deixam mensagens agradecendo o benefício que o coaching teve em suas vidas. O que posso concluir é que a juventude precisa apenas de que alguém aposte nela e que a ajude a pensar o futuro com esperança e coragem.

No âmbito do processo está prevista a realização de visitas ou mini-estágios através de parcerias com várias empresas como forma de proporcionar aos jovens um contacto real com a profissão para a qual se sentem vocacionados e desta forma concluir se esta corresponde de facto às suas expectativas? O coaching não se restringe ao setting da sala de aula ou consultório. Visitas são possíveis e muito úteis quando o jovem não tem absoluta clareza quanto à rotina de determinada profissão. Costumo transferir esta tarefa a eles: a de pesquisar empresas, pedir para fazer a visita, conversar com um parente ou amigo dos pais sobre os desafios da profissão, enfim, o jovem tem de assumir a responsabilidade por sua escolha, ou seja, eu não planejo essa visita de antemão, mas o convido a fazê-lo, municiando-o em uma carta de apresentação ou acompanhando-o se for o caso. O importante é o jovem encarar sua carreira como um empreendimento o quanto antes. Existe procura deste processo por parte de adultos que queiram prosseguir ou retomar os seus estudos? Ou seja, este processo visa também expandir-se para as áreas da formação de adultos/formação ao longo da vida e até mesmo para alunos de instituições como universidades séniores ou não é esse o seu objetivo? É muito comum adultos insatisfeitos verem no pop coaching uma oportunidade de corrigir a rota e ser mais realizado. A partir do trabalho com os jovens, muitas mães vieram até mim e me surpreendi como as mulheres passam uma vida sem saber quem são, o que querem e a que vieram! Iniciei um trabalho com mulheres e percebi que, através delas, meu impacto positivo sobre a sociedade seria maior, uma vez que são multiplicadoras em potencial. Entre 2010 e 2011 comecei, então, a formar outros coaches (desde que sejam também psicólogos) no método

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[...] “É MUITO DESAFIADOR MANTER A MOTIVAÇÃO EM UM MOMENTO COMO O QUE PORTUGAL ESTÁ PASSANDO.” [...] Pop Coaching, para que cuidem dos jovens enquanto eu me dedico às mulheres. Tenho tido resultados igualmente extraordinários com esse público e continuo como trainer a supervisionar os coaches que seguem o meu método para jovens. Neste momento, Portugal atravessa momentos muito difíceis em termos ­sociais, económicos e financeiros, com diversas medidas de austeridade a sufocarem a população. Mais de nove mil alunos do ensino superior já abandonaram a faculdade, só desde o início do ano letivo. Muitos outros fizeram o mesmo no ensino secundário. Por outro lado, a excessiva oferta de cursos está a ser limitada, com a extinção de alguns cursos que não têm absorção de licenciados no mercado de trabalho. A reforma em curso inclui também a fusão de universidades, cujas contas se revelam, em muitos casos, calamitosas. Tendo em conta estas variáveis, o que poderia o Pop Coaching fazer pelos estudantes portugueses? É muito desafiador manter a motivação em um momento como o que Portugal está passando. O que posso dizer, como bisneta de portugueses e brasileira que nasceu em tempos de hiperinflação, que se licenciou Jornalista e Psicóloga em um país que trata ambas as profissões como sacerdócio (e que portanto são mal remuneradas), que o principal benefício do Pop Coaching para a juventude portuguesa sem sombra de dúvida é ajudá-la a expandir a visão para além dos limites da crise, das medidas de austeridade, dos horizontes conhecidos. A mensagem do coaching é que todos somos maiores do que os nãos que recebemos diariamente. Todos temos um potencial que pode ser despertado através da coragem, da ousadia, do trabalho consistente e, sobretudo, do amor pelas pessoas. Tenho visto muitos portugueses darem um exemplo de superação, de criatividade, de flexibilidade, de perseverança. Vários estão prosperando porque se recusam a permanecer no espaço-problema e expandem a visão para o espaço-solução.

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Se olharmos com atenção, há exemplos inspiradores, aí mesmo em Portugal. É preciso, porém, não nos conformarmos com os limites que os outros dizem que temos, buscar o especial em nós e nos prender a uma razão forte para existir. A economia é dinâmica e logo o país vai dar sinais de recuperação, mas o que cada um pode fazer é atuar como “coach” do próximo, legitimando-o, validando seus esforços e se recusando a ocupar o lugar de vítima das circunstâncias. O coaching é muito útil nesse processo de desligar a chave geral das desculpas, das acusações e das lamúrias e de motivar pessoas a tentar de um jeito diferente, a assumir o controle sobre a própria vida e a realizar o que pode com os recursos de que dispõe. Já expandiu o conceito de Pop Coaching a outros países? A ideia de ser reconhecida internacionalmente é mais sedutora pela vaidade que pela missão, que é em que me atenho. Restringi-me ao Brasil e com menos intensidade a Portugal porque coaching é pensamento e linguagem e me sinto mais à vontade para “brincar” com a língua portuguesa, que é a minha língua-mãe. Penso que antes de pensar em me expandir mundo afora, tenho muita gente a ajudar ao meu redor… Estatisticamente, qual tem sido a taxa de sucesso do Pop Coaching? 97%, considerando sucesso, nesse caso, a capacidade de optar por uma única profissão. Projetos para o futuro? Capacitar 500 pop-coaches a atender jovens brasileiros e portugueses e preparar, através de coaching, palestras e livros, pelo menos 1000 mulheres líderes até 2015. Mulheres na liderança costumam ser mais justas e socialmente responsáveis e quero que em um futuro próximo elas possam ser também coaches de seus filhos.• Entrevista Eduardo Almeida


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MUDE SEUS PENSAMENTOS E ESTARÁ MUDANDO SEU MUNDO. NORMAN VINCENT PEALE

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DA PEDIATRIA À NEONATOLOGIA UM POUCO DE HISTÓRIA

Ao longo da história a preocupação com a saúde infantil e do recém-nascido ficou registada de várias formas, incluindo textos de diferentes civilizações. Um dos textos mais antigos conhecidos, sobre a saúde das crianças, é o papiro egípcio de Ebers (século XVI a.C.). Também na Índia foram encontrados escritos brâmanes (500 a.C.) que representam a primeira indicação histórica do exame médico perinatal e que assinalam a importância da higiene infantil. A primeira obra sobre doenças infantis parece ser a enciclopédia médica do romano Celso (século I d.C.). A partir do século XV foram impressos, na Europa, vários tratados sobre doenças de crianças. No século XVII houve grandes progressos na Física, Química, Fisiologia, Histologia, Embriologia, contribuindo para múltiplas melhorias na Medicina, nomeadamente uma melhor descrição de entidades clínicas e aparecimento de vários inventos com aplicação na prática clínica. Apesar de múltiplas referências à saúde infantil através dos séculos, a Pediatria como especialidade médica, estabeleceu-se apenas na segunda metade do século XIX, a Neonatologia só surge bastante mais tarde. Efectivamente, ao longo dos séculos a assistência no parto e ao recém--nascido era essencialmente da competência de parteiras. ­Mulheres, que eram aceites pela comunidade, tendo em conta o êxito resultante da experiência adqurida e transmitida de geração em geração. O médico era chamado, apenas nas situações mais difíceis. No mundo Ocidental, em meados do século XVI, foi introduzida legislação municipal para regulamentação da actividade das parteiras. A partir do século XVII, a progressiva instrumentação da prática obstétrica, a introdução de fármacos anestésicos (século XIX) e o ensino de Obstetrícia nas Escolas de Cirurgia e Faculdades de Medicina (século XIX), determinaram progressivamente uma maior participação do médico no parto. No entanto, foi apenas no século XX, principalmente a partir de 1960, que se generalizou a criação de maternidades e a realização de partos em meio hospitalar. Apesar

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ESPECIALISTA DO MÊS desta evolução, a parteira continuou a prestar assistência peri-parto, mantendo um papel importante nos cuidados de higiene, nutrição e protecção do recém-nascido. Em relação ao cuidado ao recém-nascido peri-parto, é de referir que existem descrições da reanimação do recém-nascido desde os textos bíblicos, com recurso a múltiplas técnicas, incluindo respiração boca-a-boca, mergulho em água quente e fria, entre outras. No entanto, é no século XIX que surgem as primeiras descrições metódicas de reanimação neonatal, incluindo o recurso a respiração artificial do recém-nascido (1858 e 1893). Assim, a Neonatologia é uma sub-especialidade pediátrica que se foi estabelecendo, com o objectivo de prestar melhores cuidados ao recém--nascido, particularmente ao recém-nascido doente e prematuro. Trata-se duma sub-especialidade relativamente recente, desenvolvida inicialmente por Obstetras. Pierre Budin (obstetra no Hospital La Charité, Paris) é considerado o criador da Neonatologia moderna, tendo preconizado a alimentação artificial com leite esterilizado, organizado a primeira consulta para lactentes e efectuado a primeira publicação sobre prematuridade (1888). O primeiro livro de texto de Neonatologia foi publicado nos EUA, em 1946, por Clement Smith ("The Physiology of the Newborn Infant”). No entanto, os termos neonatologista e neonatologia, são utilizados pela primeira vez num livro de texto médico, apenas em 1960 (Diseases of the Newborn, Schaffer, Saunders, 1960). As primeiras Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) foram: em 1953, a primeira unidade de Cirurgia Neonatal, no Alder Hey Children’s Hospital, Liverpool, Reino Unido e, em 1956, no Children’s Hospital, Filadelfia, EUA (Unidade Médico-Cirúrgica). Em Portugal, a primeira Unidade de Neonatologia foi constituida na Maternidade Dr. Alfredo da Costa (MAC), em 1957 (Unidade de Prematuros), pelo Dr. Rosa Paixão e Enfermeira Teresa Leça da Veiga. Era uma unidade ainda bastante rudimentar, que cuidava de recém--nascidos >1500 g e <2500 g (recém--nascidos <1500 g eram considerados como “impossíveis de cuidar”). Já nesta altura, esta unidade disponibilizava

EM PORTUGAL, A PRIMEIRA UNIDADE DE NEONATOLOGIA FOI CONSTITUIDA NA MATERNIDADE DR. ALFREDO DA COSTA (MAC), EM 1957 (UNIDADE DE PREMATUROS), PELO DR. ROSA PAIXÃO E ENFERMEIRA TERESA LEÇA DA VEIGA.

equipas (enfermeira e servente) e uma incubadora, para o transporte de RN prematuros nascidos noutros locais, para a MAC. No entanto, é apenas em 1977, que é criada a Unidade de Cuidados Intensivos ao RN da MAC, a primeira UCIN em Portugal, sob a responsabilidade do Professor Ramos de Almeida. Tratava-se duma unidade já com capacidade para ventilação mecânica e várias outras técnicas mais diferenciadas. Seguiuse a criação das UCIN com vertente Médico-Cirúrgica do Hospital de Dona Estefânia em Lisboa e do Hospital de São João no Porto, em 1983. Posteriormente, foram surgindo as restantes unidades existentes actualmente. Antes da abertura das primeiras UCIN, vários aspectos técnicos e científicos importantes foram desenvolvidos, sendo o progresso potenciado pela existência cada vez mais gene­ ralizada, de unidades exclusivamente dedicadas à Neonatologia.

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Alguns dos marcos essenciais em Neonatologia foram: 1857 Primeira descrição de incubadora publicada na literatura Ocidental, por Denucé (professor de Cirugia Clínica na Escola de Medicina de Bordéus), com sucessivas melhorias até aos dias de hoje; 1884 Introdução da alimentação por sonda naso ou orogástrica por Boudin e Tarnier (Professores de Obstetricia, Paris); 1889 Utilização de oxigénio em prematuros pela primeira vez por Tarnier, referida na literatura em 1891 por Bonnaire (Obstetra francês); 1922 Hesse e Evelyn Lundeen (Michael Reese Hospital, Chicago) preconizam a manipulação mínima do recém-nascido, a lavagem frequente das mãos e o uso de indumentária específica adequada às unidades de cuidados ao recém-nascido; 1935 Primeira definição de prematuridade estabelecida pela Academia Americana de Pediatria, como peso à nascença <2500g. Esta definição foi adoptada, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1948. É apenas em 1961, que a OMS distingue prematuridade, de baixo peso à nascença. 1952 Criação do índice de Apgar para avaliação do recém-nascido imediatamente após o nascimento, por Virginia Apgar (Anestesista Pediátrica, Columbia University Medical Center, Nova Iorque); 1958 Produção dos primeiros catéteres intravasculares modernos (que permitem a administração de soros e medicação directamente nas veias dos recém-nascidos); 1959 Utilização, pela primeira vez em recém-nascidos, de ventilação mecânica (suporte da respiração por “máquina”), com sucessivas melhorias e introdução de diferentes tipos de ventilação até aos dias de hoje; 1963 Publicação das primeiras tabelas de peso, comprimento e perímetro cefálico, de acordo com a idade gestacional (Lubchenco); 1968 Descrição dos primeiros casos em que foi utilizada nutrição parentérica em recém-nascidos (produto que substitui a alimentação dos bébés, sendo administrados directamente nas veias), tornando-se uma prática generalizada a partir de 1975; 1980 Descrição do uso de surfactante (produto essencial para a respiração e que está em falta nos bébés prematuros), para o tratamento da dificuldade respiratória do prematuro, por Fujiwara. Aprovação pelo FDA (agência Americana de controlo de alimentos e medicamentos) em 1990, com um impacto enorme na melhoria da sobrevivência dos prematuros. Apesar da Neonatologia ser relativamente recente, os progressos


ANA PITA Pediátra

nesta área foram muitos e muito rápidos. Assim, aliada às melhorias socio-económicas, a Neonatologia contribui para uma redução enorme da mortalidade neonatal e para um aumento franco da sobrevivência com qualidade do Prematuro, principalmente nos países desenvolvidos. Por exemplo, nos EUA verificou-se uma redução da taxa de mortalidade neonatal de 20,5/1000 nados-vivo em 1950, para cerca de 4,19/1000 nados--vivos em 2009. Deve ainda salientar-se que Portugal, em particular as suas equipas de Neonatologia e Obstetrícia, podem sentir-se orgulhosos, na medida em que conseguiram, em poucas décadas, colocar-se ao nível de unidades de Neonatologia reconhecidas internacionalmente, e reduzir a mortalidade neonatal de 28/1000 nados-vivos em 1960, para 2,4/1000 em 2011.

ESPERAMOS CONSEGUIR MANTER BONS RESULTADOS, APESAR DO CONTEXTO ACTUAL MENOS FAVORÁVEL. Bibliografia: Ferraz AR, Guimarães H. História da Neonatologia no Mundo. Sociedade Portuguesa de Pediatria, Secção de Neonatalogia. Acedido em 3/11/2012 e disponível em http:// www.lusoneonatalogia.net Jorgensen AM Born in the USA – The History of Neonatology in the United States: A Century of Caring. NICU Currents 2010: 8-12 Tanganho C, Costa MT. Assistência neonatal na Maternidade Dr Alfredo da Costa: a história de um percurso. Arquivos da MAC 2004: 50-56 Videira-Amaral JMV. Neonatologia no Mundo e em Portugal. Factos Históricos. Angelini 2004.•

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O Eneacoaching nasce com a paixão de maximizar a performance humana. Esta metodologia, já apelidada da nova era do Coaching, baseia-se na junção do conhecimento milenar do Eneagrama com o Coaching. É uma nova abordagem extremamente objetiva e dinâmica que oferece uma visão surpreendente sobre o crescimento e performance pessoal, desportiva e empresarial. A personalidade tem um impacto incalculável sobre a forma como interagimos com aqueles que nos rodeiam. Ela é na realidade o nosso maior e mais inconsciente filtro. Por esse motivo condiciona irremediavelmente a forma como lideramos, comunicamos, interpretamos e somos interpretados. Essa mesma personalidade tem associada um conjunto de comportamentos e padrões que se repetem de uma forma permanente e inconsciente. Essa inconsciência é de resto o que dificulta o nosso processo autónomo de transformação consistente. Sem atuarmos sobre a personalidade e apenas nos cingirmos a comportamentos estaremos a trabalhar sobre efeitos e negligenciando as causas, consequentemente os verdadeiros “drivers” de transformação. O Eneacoaching é a nova corrente do Coaching que trabalha cada tipo de personalidade no sentido de maximizar, não só o potencial da sua personalidade, como expandir os horizontes da sua verdadeira performance enquanto pessoa, pai, companheiro/a, desportista, executivo, etc. trazendo para o programa de coaching uma abordagem consciente sobre padrões ligados à personalidade. É uma nova abordagem, focando tanto a temática psicológica como de performance, na perspectiva de melhorar e sustentar ainda mais o desempenho pessoal e profissional de cada individuo. Como nasceu o Eneacoaching? “Como coach sempre mantive uma insaciável procura por tudo o que pudesse aumentar a sustentabilidade e o impato do processo interventivo de coaching. Compreendia que tal transformação passaria por um mais profundo conhecimento da pessoa com quem interagia e essencialmente que essa pessoa pudesse igualmente ter acesso a essa informação como motor transformacional. Essa informação teria de

ser de tal forma assertiva e concreta que não lhe restasse dúvidas acerca do seu entusiasmo em alimentar essa procura. Esse seria o ponto de partida para viagens mais continuadas e de maior impacto. Esse conhecimento veio até mim através da sabedoria do Eneagrama. Essa era a peça que faltava num puzzle tantas vezes complexo ou incompleto. Com essa informação reuni uma equipa de coachers com quem já trabalhava e iniciámos uma investigação sobre de que forma essa metodologia poderia ser um conhecimento aplicável nas mais variadas áreas pessoais e profissionais.” Hoje essa equipa estende-se por Portugal, seu país de origem, Espanha, Brasil, Argentina em áreas como a liderança. desenvolvimento pessoal, prática desportiva e de competição. Está em fase de implementação um projeto internacional, Instituto Eneacoaching, que visa integrar outros parceiros de vários países e outras diferentes metodologias na aplicação do coaching com o Eneagrama de forma a permitir esta investigação e conhecimento crescer para além das suas origens. O que muda no Coaching com o Eneacoaching? Quando em 2004 iniciei a minha carreira enquanto Coach, recordo de ficar com frequência cerca de uma hora em organizações para conseguir explicar o que era essa coisa chamada “Coaching”. Reflito hoje que invistimos, eu e a minha equipa, muitas vezes, mais tempo que no passado a explicar o que “não é Coaching”. O coaching definitivamente democratizou-se mas em contrapartida o seu termo de certa forma tem sido muitas vezes abusivamente distorcido. Uma definição da primeira escola em que me formei define o Coaching como “uma relação colaborativa e individualizada entre um indivíduo ou grupo de indivíduos (Team Coaching) e um Coach, cujos objectivos são alcançar uma mudança comportamental sustentada e transformar a qualidade de trabalho e de vida pessoal.” (Zeus e Skiffington, 2002). O que o Eneacoaching vem trazer nesta relação com o coaching não é mais que reafirmar as suas mais sérias e intrínsecas premissas. 3 Vetores fundamentais Nesse sentido o Eneacoaching afirma---se na


EDUARDO REIS TORGAL Coach

ENEACOACHING relação com o coachee em 3 vetores fundamentais: Maior impato. Um dos fatores essenciais na transformação humana é o impacto que a intervenção de coaching venha a ter. Ou seja, por exemplo, um executivo que participe num processo de coaching pretende que o mesmo tenha um impato no seu desempenho relevante e que a mudança comportamental seja observável. Este é um requisito para quem usufrui do processo, assim para quem patrocina (no caso de um coaching empresarial ou desportivo, por exemplo). Tempo de intervenção. O tempo de intervenção é sempre um fator primordial quer no valor dos investimentos envolvidos como, e fundamentalmente,na mudança de comportamento. Ou seja: todos nós desejamos mudanças rápidas. Porque o desempenho é essencial e porque queremos sentir a “compensação” pelo nosso empenho, desejamos ser compensados rapidamente e essa compensação mede-se com o nosso bem mais precioso: tempo. Este é seguramente um dos fatores criticos para um processo de coaching ir mais longe nos seus resultados. Se assim não for corremos o risco de fazemos um longo percurso de vários quilómetros e desistimos a pequenos metros da meta; a grande transformação. Por último e por ventura o mais importante: a durabilidade da mudança. Este é o vetor mais importante quando avaliamos o desempenho de uma ação de coaching, tanto pessoal como empresarial; por quanto tempo esta mudança será sustentável e qual o impato desta mudança na próxima evolução de consciência ou performance? A forma como o Eneacoaching aborda estas 3 vertentes são fulcrais no entusiasmo que os atuais clientes empresariais, individuais ou desportistas lhe atribuem. Como se garante tal dinâmica? Para a compreender é fulcral conhecer um pouco melhor em que se sustenta esta prática. Eneacoaching = Coaching + Eneagrama O Eneacoaching está baseado na sabedoria ancestral do Eneagrama. Esta sabedoria com certa de 4.500 anos esteve sempre ligada à compreensão dos fenómenos universais e mantido em profundo segredo, tendo sido pela primeira vez associado à personalidade humana

em meados dos anos 50. Pela sua tradição milenar manteve um secretismo na sua divulgação, tendo a primeira obra sido escrita apenas em finais dos anos 80. Por essa altura são organizações como a NASA, CIA, FBI e algumas multi-nacionais como a GM, Aplpe, Walt Disney, Toyota, CISCO entre outras, as pioneiras a integrar esta abordagem na compreensão e maximização da performance humana e organizacional baseado no seu auto-conhecimento. Ennea” em Grego significa “”nove”” e “Grammo” quer dizer ““pontos””, portanto “”nove pontos””. Ou seja, a identificação base de 9 traços, 9 padrões e 9 personalidades. Cada uma destas personalidades “esconde” muitos dos padrões de pensamento, receios e desejos fundamentais, convições limitadoras e fortalecedoras, ligadas a 9 motivações base fundamentais de cada um dos tipos. O que são as 9 motivações base? Cada um de nós, ser humano, procuramos ser amados, respeitados e aceites. O que cada um de nós escolhe acreditar para ser merecedor desse amor, respeito e consideração muda consoante o nosso tipo de personalidade (são 9 os perfis de personalidade segundo o Eneagrama). Nesse sentido cada um de nós desenvolverá convicções profundas e inconscientes que alimentam essa necessidade. Para alguns de nós essas convicções são sustentadas pela necessidade de ser forte e ter as situações controladas, outros procurarão ser harmoniosos ou ainda outros procurarão fazer tudo de uma forma correcta e perfeita. Outras personalidades, com uma maior preocupação com a forma como são vistos pelos outros, valorização ser pessoas prestáveis e dedicadas aos outros, outros ainda o sucesso e o recohecimento e outros procurarão ser pessoas únicas e especiais. Outros perfis de peronalidades focadas no planeamento e antecipação procurarão ser dotados de todo o conhecimento e informação, outros sentirem que têm todas as situações antecipadas e outras ainda desenvolverão uma visão do mundo prazeroso e otimista. Ainda que todos nós possamos ter em certa medida ou num determinado momento da nossa vida, essa forma de ver o mundo, a nossa motivação fundamental é inalterável, variando apenas alguns comportamentos que efectuamos de forma mecanizada. O Eneagrama estuda ain-

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da como cada uma destas personalidades age quando se encontra em segurança e em momentos de stress, um dos motivos cruciais pelo qual organizações como a NASA, GM e outras grandes multi-nacionais, atrás referenciadas, tão cedo se envolveram com este conhecimento, procurando antecipar as relações entre equipas de alta performance. Como funciona então o Eneacoaching? No Eneacoaching o processo de auto--conhecimento é rápido e impatante. A primeira coisa que o coachee faz é uma identificação da personalidade segundo o Eneagrama. Com uma entrevista de 50 minutos e uma sessão complementar de 75 minutos o cliente entra em contato com uma vasta, objetiva e incontestável informação sobre si mesmo que até aqui estava inconsciente e que agora lhe parece tão evidente e inevitável. Primeiro choque do processo! Se de uma relação entre médico e paciente se tratasse o cliente passou a ser a partir deste momento o mais notável especialista no seu auto-diagnóstico. Este será, ao longo do processo de coaching, um dos grandes aliados da performance e da mudança sustentada. O processo de coaching decorrerá daqui para a frente com duas vertentes fundamentais: os conteúdos de melhoria de performance do próprio processo de coaching e as questões muito concretas relativo ao tipo de personalidade do coachee. O Eneacoaching faz uso de técnicas específicas consoante o perfil de personalidade. Ou seja, cada tipo de personalidade tem diferentes técnicas de coaching consoante as temáticas a desenvolver. Esta é de fato

um dos motivos pelo qual os resultados e as mudanças se manifestam tão rápidos, concretos e sustentáveis. Fases do processo - Assessment, Awareness, Changing, Performing Qualquer processo de Eneacoaching está baseado em 4 estágios fundamentais: Primeira fase: Assessment. Nesta fase é fundamental compreender o que será preponderante no processo de Coaching, assim como compreender quais as áreas chave de melhoria por parte do Coachee. Segunda fase: Awareness. Neste estágio o cliente tem acesso a todas as informações relevantes sobre a sua personalidade e de que forma ela pode apoiar e/ou boicotar o nosso processo de coaching. Este processo e da maior relevância no sentido de incluir o coachee como parte integrante do seu diagnóstico e consciência de qualquer processo de auto-boicote. Terceira fase: Changing. Nesta fase estamos a obter mudanças significativas do processo de mudança e garantindo uma total consciência dos processos e das suas dinâmicas. Quarta fase: Performing. Neste momento o coachee não só tem sustentado o seu processo de mudança como sente confiante para ultrapassar, por si próprio, novas fases de crescimento que se desafie. Quem recorre ao Eneacoaching? O Eneacoachingl atua em 3 áreas especificas. Desenvolvimento pessoal, performance empresarial e desportiva, e preparação de profissionais para atuar como coach com Eneagrama - Eneacoach.No desenvolvimento pessoal desenvolvemos um vasto progra-


EDUARDO REIS TORGAL Coach

ma para participação em formato workshop ou individual que vai desde a simples identificação do tipo de personalidade até módulos mais envolventes de aprofundamento pessoal com Eneagrama ou de trabalho de relacionamentos com Eneagrama. Na preparação de profissionais para atuar como coach a Eneacoaching representa em Portugal um dos mais prestigiadas programas de certificação de professores (Enneagram Professional Training Program de Eneagrama de Helen Palmer e David Daniels ) e é entidade certificadora do programa Eneacoaching International Certification Program. Na area de performance a Eneacoaching atua em duas áreas distintas. A primeira a performance empresarial e executiva onde apoia líderes e organizações a maximizar a sua performance. Estas implementações vão desde ao acompanhamento a executivos de

topo, boards de direção até à culturização de equipas comerciais. Nessa perspetiva produtos como o Leadership Profiles, Sales Profiles ou o 9 passos para superar uma crise são produtos aos quais as organizações recorrem com o intuito de aumentar a sua competitividade. No âmbito desportivo a Eneacoaching é criadora de um programa especializado no treino de líderes e de profissionais no campo de Golf - Enneagolf - programa que tem sido já convidado a ser apresentado pela sua inovação em mercados como os Estados Unidos em 2011 e que estará presente igualmente em 3 convenções até Agosto de 2013 em França, Estados Unidos e China.•

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Rejuvenescer é possível! Como? Mudando hábitos de vida e aplicando técnicas específicas para recuperar a saúde com o apoio de um especialista. É esse o propósito da medicina antienvelhecimento, que trabalha sobre o perfil genético do paciente ou a tendência que manifesta para dadas patologias. O Dr. José Pereira da Silva, urologista e Médico do Mês nesta edição, explica-nos os fundamentos da medicina antiaging.

“A SAÚDE É UMA CONQUISTA DIÁRIA” Tradicionalmente os pacientes só procuram o especialista quando a patologia já se instalou, mas a medicina preventiva funciona de forma inversa. A medicina antiaging atua segundo critérios de natureza preventiva, no sentido de otimizar a saúde e o bem-estar individuais tendo como base a situação do paciente. Quando há patologias trabalhamos sobre elas, para fazer o paciente ascender a um patamar mais saudável, biologicamente mais jovem. Tentamos mantê-lo nesse nível ou numa curva de declínio mais lenta. Que diagnósticos, fases e técnicas estão na base desta medicina preventiva? Os pacientes trabalham sobre si próprios, com o acompanhamento do especialista. Ou seja, começam a fazer o que sempre deviam ter feito: comer corretamente, dormir bem, fazer exercício físico, despoluir-se emocional e psicologicamente, criar no meio envolvente as melhores condições para otimizar a saúde. A saúde é uma conquista diária. Algumas patologias são identificadas através dos meios de diagnóstico. Nesse caso, o tratamento incide nessas áreas. No entanto, um indivíduo pode não estar doente mas sentir-se velho, sem energia, ter uma aparência decadente. Assim, os procedimentos que referi irão ajudá-lo. Mas, em termos gerais, o que efetivamente faz regredir o processo de envelhecimento são os tratamentos laser ou a otimização do ambiente hormonal. A meia-idade apresenta-se também como solo fértil para o aceleramento do processo de envelhecimento… A partir dos 40 anos começamos a envelhecer de uma forma progressivamente mais rápida. E tanto mais rápida será quanto pior tratarmos o corpo através de vícios como o tabaco, o álcool ou as drogas. Fatores como stress intenso, perturbações do sono e atividades

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profissionais de risco contribuem igualmente para o envelhecimento precoce. Nesse caso, vamos identificar os desequilíbrios hormonais, havendo duas hipóteses: ou conseguimos reequilibrá-los através do laser ou, se desejarmos resultados mais rápidos, administramos uma terapêutica de compensação hormonal. Uma vez adquiridos os hábitos saudáveis há que os manter até ao fim da vida, caso contrário perdem-se alguns benefícios adquiridos. Dá-se um retrocesso. Com a idade, a saúde degrada-se naturalmente. O desenvolvimento da doença é progressivo, envolvendo alterações bioquímicas, biofísicas e funcionais. Fazem exames auxiliares de diagnóstico para detetar o problema mas estes limitam-se a documentar as alterações estruturais. Por isso, alguns pacientes saem do consultório médico julgando-se saudáveis, outros “ouvem” melhor o seu organismo, confiam na sua intuição e procuram outras respostas. Há quem oiça melhor o corpo… O organismo do paciente “fala-lhe”, envia-lhe sinais, alertando-o para o facto de não estar bem. Falhas de memória, nervosismo, insónias, irritabilidade ou cansaço persistentes são alguns dos sintomas. De que forma pode analisar-se a evolução do paciente ao longo do processo? Há parâmetros analíticos de medição da densidade óssea e outros meios complementares de diagnóstico que definem a idade real e a idade biológica do individuo, outros que medem o nível de oxidantes e antioxidantes presentes no organismo. Alguns desses exames transmitem-nos informação útil, mas são basicamente gráficos. Essencialmente, quero trabalhar com a pessoa e saber como está o seu nível de colesterol, a glicémia, os níveis hormonais, os marcadores tumorais, a densidade óssea ou os níveis de massa gorda.


JOSÉ PEREIRA SILVA Urologista

MÉDICO DE FAMÍLIA Como podem os hábitos alimentares potenciar o rejuvenescimento? Fundamentalmente devem evitar-se hidratos de carbono com índice de glicémia acima de 45, gorduras saturadas, comer em excesso ou comer de menos, embora deva sempre manter-se uma “ponta” de fome. O exercício físico também é importante. Assim, a pessoa rejuvenesce, aumenta a produção de testosterona e da hormona do crescimento. Torna-se mais saudável e ativa.

A ampola é administrada com que regularidade? Diariamente, ao longo de vários meses, de forma personalizada, mas a dose varia.

Em termos gerais, de que forma se traduz este rejuvenescimento? Quanto mais saudável a pessoa estiver menos pode rejuvenescer e o inverso também é verdade, mas 20 anos será o limite em pessoas bastante debilitadas. Os pacientes que se encontrem em boas condições e que façam tratamentos antiaging de otimização obtêm ganhos de energia, de composição corporal ou de textura da pele. As pessoas ficam em forma a nível geral e a longevidade também aumenta, mas não é possível dizer quantos mais anos irão viver. No entanto, aqueles que lhes restam serão garantidamente vividos em muito melhores condições. O tratamento é oneroso? Por exemplo, uma ampola de quatro unidades internacionais da hormona do crescimento custa 42,25e. E já foi mais cara. Quem pode pagar isto?

A influência da genética sobrepõe-se ao estilo de vida e ao meio ambiente enquanto aspeto potenciador do envelhecimento? É uma convergência de todos os fatores. Em qualquer caso, intervenho sobre as condicionantes genéticas com a atitude. Essas condicionantes não são imutáveis, e através da atitude o paciente pode intervir sobre elas, embora numa escala reduzida. Com a sua atitude pode eliminar hábitos e agressões, obtendo melhoras progressivas no seu estado geral.

Existem alternativas menos dispendiosas? Existem, mas são menos eficazes e mais morosas. Os resultados não se fazem sentir de forma tão acentuada nem tão rápida.

A medicina antiaging já é suficientemente conhecida em Portugal para que mais pessoas adiram ao processo? Este tipo de medicina é demasiado bom para parecer verdade. Por isso, cria suspeição. Aderir a um processo destes tem muito a ver com a atitude que as pessoas manifestam face à vida. No entanto, agora parece haver mais abertura, embora essa seja meramente a minha experiência pessoal.• Entrevista Eduardo Almeida

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EU QUERO, E QUERO JÁ! PORQUE MEREÇO!

Na minha atividade de coach financeiro oiço frequentemente os meus clientes (coachees) justificarem as razões pelas quais se endividaram na aquisição de bens de consumo (a maior parte das vezes supérfluos) com esta afirmação: “Eu queria e merecia ‘X’ mas não tinha dinheiro para a comprar. Então, fiz um crédito”! Não há nada de errado em querer dar-nos recompensas, no entanto, é essencial sabermos distinguir o tipo de dívidas que estamos a contrair.


PEDRO SILVA Coach

COACH FINANCEIRO A falta de conhecimento sobre o poder desta coisa chamada dinheiro, sobre como o gerar e como o gerir é a causa de grande parte dos problemas das sociedades de hoje em dia. Apesar de já estarmos, na chamada Era da Informação, continuamos a sermos educados com a mesma educação que foi inicialmente criada para um sistema Industrial. A formataçao dada às nossas crianças (nós já passamos pelo mesmo) é para que saiam das escolas (ensino secundário) e estejam preparadas para uma única coisa: trabalhar por conta de outrém. Mesmo aqueles que seguem os estudos universitários não obtem uma educação financeira. Tirando os que decidem enverdar por uma carreira ligada à ecónomia/finanças, a sensibilidade para o tema não é desenvolvida. Existem inclusivé pessoas ligadas à economia que desconhecem as Leis que regem o Dinheiro. O que podemos esperar de pessoas que desconhecem completamente o funcionamento do dinheiro? Completo descontrolo nessa área das suas vidas. O dinheiro não é tudo? De facto o dinheiro não é tudo, mas influência muita coisa, mesmo não física, nas nossas vidas. O assunto do dinheiro é uma das coisas mais emocionais que temos enquanto seres humanos. Anda de mão dada com o amor/paixões. Nunca viu alguém estar apavorado só de pensar que poderá perder dinheiro? Não lhes parece com uma pessoa que esteja insegura numa relação e com medo de perder a pessoa amada? A falta de segurança e de informação em relação ao tema é que leva-nos a ter essa postura. Mas o dinheiro não é tudo! –Claro que não. No entanto influência tudo na nossa vida. Se tomarmos consciência disso, porque não apostar na formação contínua sobre esse tema e levarmos uma vida mais descansada? Alguns leitores poderão estar a pensar: Mas a mim nunca ninguém me ensinou a gerir o dinheiro. Mas o dinheiro não é só para gastar? Com as palavras que vos deixo neste artigo, pretendo exactamente ajudá-los a tomar a consciência da necessidade de aprender a lidar com o assunto. Sim é possível aprender a CRIAR, GERIR E MULTIPLICAR dinheiro. A última coisa que se deve fazer com ele é gastá-lo! Dinheiro não é nada... É verdade, o dinheiro não é nada (de físico) mas pode ser muita coisa. O dinheiro é uma ideia. Todos os artigos que você vê para venda numa loja, têm como semente, uma ideia. Uma ideia de um criador, de um criativo, de alguém que pensou um dia, que aquele produto podesse criar valor e ser útil para outros. Veja o exemplo dos “Post its”. Esses papelinhos amarelos que colam em todo o lado, descolam com facilidade e voltam a colar noutra superficie sem perder a sua aderencia. Pois esse produto, que tornou o seu criador um milionário, surgiu a partir de uma ideia. Surgiu de uma ideia e de um fracasso (porque na realidade o inventor pretendia inventar uma super-cola). O seu criador teve a brilhante ideia de transformar um fracasso (não

conseguir a super-cola) num gigantesco sucesso (inventar uns papelitos com uma parte que cola e descola em todas as superficies). Este caso é mesmo um caso que se estuda em muitos MBA’s pelas universidades por esse mundo fora. A partir de uma ideia e um fracasso, gerar uma imensa fortuna. Por este exemplo vemos claramente como as ideias são transformadas em valor. Obviamente que as ideias sem um bom marketing, dificilmente chegam às massas e se convertem em valor mas a base é essa. -Mas eu não sou criativo! (poderá estar você a pensar) Então lanço-vos um desafio. Pense em quantas vezes você já pensou num produto ou num serviço que faria toda a diferença em alguns momentos da sua vida? Isso é ser criativo! Ter ideias é ser criativo. Mas ainda há outra boa notícia com a qual vos quero deixar. A criatividade desenvolve-se, estimula-se e cresce exponencialmente à medida que é desenvolvida. Já participou numa sessão de brainstorming? Veja que, à medidade que as ideias vão sendo lançadas, mais ideias surgem, e curiosamente, mais originais. Analise bem essas ideias e veja se não se podem aplicar a um negócio onde seria criado valor (dinheiro). Quando pensar em “como posso ganhar mais dinheiro”, questione-se: -“Que produto/serviço poderei criar de modo a proporcionar mais valor aos outros”?. Elabore um plano (peça ajuda a um amigo, consultor ou um coach) e desenvolva o negócio à volta da sua ideia base. É assim que se criam fortunas. Procure servir os outros com as suas ideias. O dinheiro que você ganha é reflexo direto dos serviços que presta aos outros (seja em forma de produto ou de serviços). Ganhei dinheiro e agora? Claro que não basta ganhar muito dinheiro para se ter uma boa situação financeira. Existem milhares/milhões de casos em que, pessoas que ganham fortunas, estão falidas. O “ganhar mais” não é a solução para os problemas financeiros. Imagine que você ganha 10.000€ ao mês mas gasta 10.000,01€, você está tecnincamente falido! Por contrapartida poderemos ter uma pessoa que ganha o ordenado mínimo e que poupa mensalmente 90% do seu salário. Esta útlima é mais rica do que a primeira. No saber gerir as contas é que encontramos a essencia de uma boa situação financeira. Pegando no exemplo das ideias, imagine-se a vender uma grande quantidade do produto que criou a partir de uma exelente ideia. Recebe uma grande quantia por essa encomenda. Que irá fazer com esse dinheiro? Comprar o carro dos seus sonhos? Não! Deverá “pagar-se a si mesmo primeiro”. Este conceito não é nada mais do que colocar, pelo menos, 10% do valor recebido (seja da venda de algo ou do seu ordenado), numa poupança. Esqueça que esse dinheiro existe, de seguida pague aos seus fornecedores (ou as contas da sua casa) e viva com o restante. Se acha que 10% é demasiado, comece com 5%, 3% ou mesmo 1%.

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O hábito faz o monge A ideia de se “pagar a si próprio primeiro” nada mais é do que a necessidade de se criar o hábito da poupança. - Mas porquê poupar? A importancia da poupança é primordial para se ter uma passagem nesta vida de forma descontraida, segura e confortável. Uma das piores sensações que podemos ter é de saber que se amanha surge um imprevisto, não temos dinheiro para lidar com a situação. (lembra-se do efeito emocional que o dinheiro tem em nós?) A poupança, para além de nos dar paz de espirito, segurança e conforto, é a base para a criação de riqueza (podermos desfrutar das melhores coisas desta vida e podermos ajudar os outros). Imagine a poupança como a semente de uma árvore que coloca na terra. O hábito será o acto da regar. Imagine que essa semente começa a crescer, fura a terra e começa a ganhar um tronco (isso será um estado de conforto financeiro). Continua a regar (poupar) e a árvore continua o seu crescimento saudável e forte até ficar com uma ramagem linda, verde e abundante. Nesta fase você já desfruta de pequenos luxos (mimos). A rega continua.... Chegou o momento do ano em que os frutos se desenvolvem e você começa então a desfrutar do fruto do seu trabalho (comer o fruto da árvore). Você é rico (seja o que isso for para si) e já desfruta dos luxos numa escala mais séria. O que fez a maior parte de nós? Nem sequer colocam a semente na terra e passam a vida a questionarmo-nos porque uns têm (os semeadores), e eles não (os gastadores)? Investir Já tem o hábito da poupança dominado? Poderá entrar agora numa área, que pessoalmente me fascina, que são os investimentos. Multiplicar as suas poupanças. Interessa-lhe? Pois o ato de investir é isso mesmo, procurar muliplicar o seu património financeiro. - “Mas investir é arriscado! A minha mãe sempre me disse isso...” Lamento informar-vos mas investir não é arriscado. O Investidor é que é arriscado não é o investimento. Em todas as áreas de investimentos existem risco que podem ser mitigados, tendo a correta informação/formação. O ato de investir torna-se arriscado derivado à lacuna educativa do investidor (ou aspirante a investidor). Por isso é essencial conhecer bem, formar-se na área que procura investir e analisar todos os cenários possíveis no decorrer do processo de investimento. Deixo-vos uma dica que é, procure investimentos que lhe proporcione rendimentos passivos. (Rendimento que obtém fazendo o trabalho uma única vez! Irei desenvolver o tema nos próximos artigos)

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Doar - “Doar? Mas se já tenho pouco dinheiro, como é que posso doar”? Poderá parecer conceitos antagónicos (poupar e doar) mas é uma das Leis do Dinheiro mais interessantes delas todas. O ato de doar desperta espiritualmente a abundância na sua vida. O ato de doar expande, multiplica e acresce valor a tudo o que faz. «Dê sem esperar nada em troca e irá receber de forma multiplicada». Quantas vezes já teve a oportunidade de doar e pouco tempo depois deparou-se com a chegada de algo bom inesperado? Foi a lei da doação a funcionar. Mas atenção, dê sem esperar nada de volta e a lei funcionará. Se estiver a doar e ficar à espera que “a coisa” chegue, certamente não lhe irá funcionar. Vou contar-vos uma situação de uma senhora que teve a gentileza de doar 5€ a uma mãe com uma criança com fome. Essa senhora doou sem ter conhecimento do processo da Lei da Doação. Fê-lo porque o seu coração assim lhe indicou e a sua situação lhe permitiu. Poucos dias depois, ao caminhar para o trabalho, a senhora que tinha doado, encontrou uma nota de 20€ no chão! Relatou-me esta situação mas sem fazer referência à Lei, no entanto, nos meus pensamentos detetei a Lei da Doação. Neste caso concreto os 5€ voltaram multiplicados por 4. Este caso é veridico e certamente que você também conhece histórias semelhantes. “Give and you shall receive”! Agora que está desperto para as noções básicas pelo qual o dinheiro é regido, sugiro-lhes que deêm início à voss caminhada de criação de segurança, conforto e abundância financeira, educando-se. Não temos a culpa, nem controlo, sobre a educação financeira que não nos foi dada (ou mal), no entanto temos controlo sobre o nosso futuro. Um belo e melhor futuro poderá começar agora mesmo para Si! Tome a decisão de dominar o dinheiro e não ser dominado por ele (ou falta dele). Uma das formas que tem para iniciar a sua caminhada até ao seu objetivo é o de ler o meu livro: “Como Despertar o Seu Génio Financeiro e Ser Rico em Tempo de Crise”.• (www.geniofinanceiro.com)

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Tudo na vida está em constante mudança! Principalmente a ciência e a Nutrição! “Antigamente comia-se de tudo e não havia problema! Almoço que não tivesse carne de porco, arroz e feijão nem era digno desse nome”. Era almoço!. Agora parece que ou o nosso corpo se modificou (para pior!) que não consegue metabolizar devidamente as gorduras ou efectivamente os produtos alimentares diminuíram de qualidade! Na minha perspectiva, enquanto Nutricionista, o que acredito verdadeiramente é que ocorreram mudanças em todos os sentidos. Ora se por um lado a actividade física do Homem diminuiu, trocou o campo pela secretária e pelo computador, o que por consequência diminui o metabolismo e aumenta o peso, por outro lado também se verifica uma forte industrialização nos produtos alimentares, passando de produtos simples e naturais para produtos com excesso de corantes, conservantes e gordura escondida. Ta m b é m devido a todo o stress a que diariamente somos submetidos, a questão da Fome Emocional tem sido o facto nº1 no aumento de peso no caso feminino, que se

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traduz por “aquela” vontade de comer mais alguma coisa a seguir a uma refeição. Nesse sentido, surgiu o conceito de Nutricoaching. Que se baseia numa nova vertente na área da Nutrição, com uma componente mais motivacional. Aliando duas áreas fascinantes como a Nutrição e o Coaching. Coaching?! Que significa? O Coaching é sobre mudança e transformação, permitindo a pessoas e empresas adquirir competências específicas e desenvolver potencialidades, motivação e consequentemente alteração de comportamentos. De uma forma sintética, o processo de coaching tem como objetivo aumentar a performance de um determinado indivíduo e/ou equipa, a partir de um conjunto de perguntas e metodologias específicas. Através do estabelecimento de objetivos específicos, com prazos claramente definidos, o Coaching proporciona ao Coachee (cliente do processo de Coaching) uma melhor perceção do seu estado atual, estado desejado e de quais as respetivas ações a ter para a concretização das metas por si definidas. Este método é indicado para todos os que queiram melhorar o seu desempenho, aumentar a auto-confiança, desenvolver o seu potencial e/ou obter uma mudança na sua vida. A essência do Coaching resulta em formular questões mais do que em facultar respostas! O programa Nutricoaching nasceu em 2010, depois de


JOANA COSTA

Mentora e Coordenadora Programa Nutricoaching

NUTRICOACHING várias pesquisas no sentido de dar uma resposta mais consistente e duradoura aos pacientes que procuravam a consulta de Nutrição. É certo que ao longo da prática clínica, muitos são os casos de utentes que desistem a meio do processo, outros ainda que nem chegam a tentar por acreditarem que não são capazes e outros que referem a tal “fome incontrolável”, muitas vezes depois de uma situação mais impactante na sua vida. As técnicas de Coaching aplicadas, são adaptadas especificamente para as sessões de Nutricoaching, conduzindo o paciente às suas respostas e baseadas em exercícios motivacionais e de auto-conhecimento, ou seja ferramentas de Coaching. Com estas ferramentas de Nutricoaching conseguem-se resultados mais duradouros e consistentes. Na sessão de Nutricoaching é avaliado o estado inicial da pessoa, o estado desejado e são definidos objectivos concretos. Procede-se a uma rigorosa avaliação nutricional (dados antropométricos, historia alimentar, avaliação do estado de saúde) e à elaboração, em conjunto com o cliente, de um plano alimentar adequado às suas necessidades básicas, gostos e preferências alimentares e rotina diária, ou seja tem a base da consulta de Nutrição, com o acréscimo motivacional através de exercícios específicos e concretos de Coaching. Por exemplo, alguém que queira cumprir um plano alimentar e no entanto já tenha tido experiências menos boas anteriormente ou que queira muito atingir um determinado peso e no entanto não acredite que o consiga atingir. Nestes casos, no decorrer da sessão vão sendo identificadas as convicções limitadoras da pessoa e desmontadas ao longo do processo de forma a desbloquear e fazer com que consiga realmente cumprir o plano. Ou por exemplo alguém que saiba o que comer e no entanto lhe falte a força de vontade ou “aquela motivação extra”, ai pode ser aplicado um exercício específico de Coaching onde vamos aprofundar o objectivo de forma a que a pessoa acabe a sessão com um nível de motivação máxima para o cumprimento do plano alimentar. Nutricoaching é sobre mudança. É identificar as causas para potenciar a acção! É a junção de dois mundos que acredito serem fascinantes, profissionais, seguros e motivantes. O resultado, é uma mudança mais confiante e determinada por parte dos clientes, perante os novos hábitos alimentares. Dai a verdadeira diferença das sessões de Nutricoaching para a consulta tradicional de Nutrição, de uma forma consciente vamos trabalhar no inconsciente do nosso paciente, de forma a que mantenha sempre elevados os seu níveis de motivação e perceba claramente onde e como terá de mudar.

O publico alvo das sessões de Nutricoaching, é o público feminino entre os 27 e os 51 anos, provavelmente porque é o sexo feminino o mais susceptível à questão da fome emocional e também porque a questão da imagem ainda constitui um factor de pressão para as Mulheres. No dia a dia somos pressionadas a personificar vários papéis : profissional, mãe, filha, esposa. Em todos eles sentimos a pressão de ser bem sucedidas e a imagem é o nosso cartão de visita. Pelo que acredito e confirmo que ainda são as mulheres as que mais procuram a consulta de Nutrição/sessão de Nutricoaching tanto pela questão da imagem, por quererem sentir-se verdadeiramente bem consigo mesmas, como também pelo factor saúde. Outros países, como Brasil, Canadá, Estados Unidos já recorrem a estes tipo de terapias cognitivas-comportamentais (das quais o Coaching faz parte) em programas de perda de peso, e já são vários os estudos neste sentido, que evidenciam resultados bastante positivos, não propriamente na perda de peso em si, mas na manutenção dos resultados, pois está comprovado que apenas quando o individuo está num processo (seja ele de perda ou aumento de peso) por si, ou seja, quando tem uma motivação intrínseca (que só depende dele) é que consegue os melhores resultados. Até porque numa correcta definição de objectivos, um dos parâmetros é que o objectivo” dependa única e exclusivamente de nós”. De uma forma sucinta, a metodologia Nutricoaching vem revolucionar a consulta típica de Nutrição, na medida em que prevê a visão holística do individuo. Não irá ser o Nutricionista que ditará as “regras” a seguir numa base diária, mas irão ser encontrados, em conjunto com o paciente, os factores de mudança. Passamos de uma atitude mais passiva, que o paciente vem em busca da “solução milagrosa”, e da “pilula mais eficaz”, para uma atitude cada vez mais pró-activa, em que o paciente também faz parte do seu tratamento e consequentemente da solução. Pois como costumo dizer: “ a chave para o sucesso de um plano alimentar está dentro de SI”! Não valendo a pena procurar fora, quando temos a solução dentro! Actualmente já é vasta a Rede Nutricoaching em Portugal, e prevê-se em breve a expansão também a nível internacional. Por isso, se quiser experimentar esta nova metodologia, se já está cansado/a de fazer “dietas” sem ter resultados, faça diferente e comprove os resultados!•

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Num conturbado período de crise religiosa e de afirmação do poder político, D. frei Manuel de Santo António, primeiro bispo de Malaca a residir em Timor, foi uma figura marcante na história religiosa e política de Timor. Homem controverso, viveu convictamente, entregando-se apaixonadamente às suas causas, crenças e valores. Abdicou de uma vida confortável e de uma brilhante carreira académica, para se dedicar à evangelização de Timor. Na Índia e no Reino, eram conhecidos os seus arrebatamentos. Passou vinte e quatro anos em Timor e travou muitas batalhas, em várias frentes, para poder cumprir a sua missão. Após uma longa e exaustiva dedicação, foi expulso da ilha que escolheu para sua terra. Permaneceu em Goa, até ao fim dos seus dias, e continuou a defender até à exaustão os princípios pelos quais pautou a sua vida. D. frei Manuel de Santo António morreu em pleno combate, tal como viveu! Comemoram-se 350 anos do seu nascimento.

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A vida de Maria de Fátima Veloso decorria naturalmente, motivada pelo amor à dança e ao clube do seu coração, o Sport Lisboa e Benfica. Uma tarde, recebeu a triste notícia que uma das suas ex-alunas estava gravemente doente. A partir desse dia, a sua vida mudou completamente. Os seus objectivos, as suas crenças e todo o projecto de vida que tinha estruturado até então, estremeceram de tal forma que resultaram neste livro. À medida que fenómenos estranhos foram se manifestando no seu quotidiano, tudo foi questionado: O profundo mistério que envolve a vida e a morte; o sentido da vida; os fundamentos sobre os quais as sociedades actuais assentam os seus pilares e as suas esperanças; o sistema de crenças religiosas. Existirá Deus? É apenas uma ilusão que dá ao homem a segurança de que somos amados e que nunca estaremos sós? Morremos efectivamente? Talvez os espíritos existam, mas por falta de sensibilidade nossa, eles não consigam contactar connosco como nós desejaríamos. Este livro não só é um relato fiel de alguns acontecimentos, como pretende dar aos leitores que perderam entes queridos, algum conforto espiritual e alguma esperança. A sua venda reverteria na totalidade a favor de crianças carenciadas e com graves problemas de saúde.

A partir da leitura das citações bíblicas poderá encontrar inspiração para superar as dificuldades com que se defronta no seu quotidiano. Ascender a um plano mais elevado, mais espiritual, dar-lhe-á, sem dúvida, uma perspetiva diferente e mais distanciada dos seus problemas, o que lhe permitirá analisá-los de uma forma mais objetiva. A fim de lhe facilitar a pesquisa da citação que mais lhe convém em cada situação, O Livro da Sabedoria Milenar possui uma organização temática que o encaminhará de acordo com a necessidade do momento. Trata-se, afinal, de uma obra de interesse geral, não sendo exclusivamente direcionada para católicos, já que a Bíblia, enquanto documento histórico e livro sagrado, aponta inúmeros caminhos no desenvolvimento do ser humano.


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A confiança que temos em nós mesmos, reflete-se em grande parte, na confiança que temos nos outros. A Distribuidora Crivo das Letras tem como finalidade apostar na distribuição nacional. Em fase de internacionalização, distribuimos livros de editores e autores em nome individual. A nossa livraria tem disponível livros de todas as temáticas, novos e usados.

O Instituto da Inteligência, com 15 anos de existência em Portugal e uma presença que se alarga gradualmente a vários países, assume-se como uma organização não condicionada por interesses corporativos, políticos, económicos e religiosos tendo como objectivo a busca constante de respostas para questões sociais e humanas de interesse geral e científico. Atualmente integra o European Intelligence Institute, com sede no Reino Unido. É uma marca de serviços que adquire, promove, partilha e fornece produtos do Conhecimento e Competências em diversas áreas da ciência aplicada, nomeadamente a SAÚDE MENTAL (neuropsicologia clínica, psicologia clínica, psicologia da saúde, psicologia positiva, etc.), a EDUCAÇÃO (psicologia da educação, consultoria da educação, formação de recursos humanos, liderança e empreendedorismo), as CIÊNCIAS SOCIAIS, os ESTUDOS SOBRE EVOLUÇÃO HUMANA, a LIDERANÇA e o OBSERVATÓRIO DE TENDÊNCIAS DO TRABALHO E DA SOCIEDADE.

Praceta Eduardo Luis I - N° 2 Loja B Urbanização Casal da Carochia 2620-273 Ramada

Fazem parte do instituto, além de clínicas e consultórios, uma Academia de Liderança, uma Academia de Sobredotados, Centros de Psicologia Positiva e Centros de Neuróbica e Estimulação Cognitiva.

927 341 480 - 211 588 449 geral@crivodasletras.com www.crivodasletras.com

O Instituto da Inteligência está associado à Universidade do Futuro (Brasil), à Agência de Conhecimento Bright Minds, ao Instituto Brasileiro de Neurobusiness e à Zigma Consulting (Equador), entre outras instituições.

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