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CAIÇARA Fazenda de mexilhões atrai turistas

Tabatinga

ENTREVISTA

Tranquilidade à beira-mar

PAISAGISMO

Descubra as espécies mais indicadas para seu jardim

revista

CAPRICÓRNIO

informar

Alexandre Barmberg conta os segredos de uma boa cerveja

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Informar Tabatinga_ED02 - Capa.indd 1

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Publisher Dagoberto Tenaglia Jr Diretor Comercial Antonio Adrião Para anunciar Telefone: (11) 3879-5555 E-mail: comercial@revistainformar.com.br www.revistainformar.com.br

editorial Caro leitor, É com alegria redobrada que apresentamos a segunda edição da revista Informar Tabatinga. Afinal, após o sucesso de lançamento só poderíamos agir com um intuito: o de superar as expectativas em termos de qualidade em nosso conteúdo editorial e artístico. As novidades não se restringem apenas às páginas da revista, já que a partir desse mês, nossos leitores poderão navegar em nossa homepage na internet, no endereço www.revistainformar.com.br. Lá, sugestões de pauta, dicas de lugares, críticas e e-mails em geral serão bem recebidos e, claro, respondidos por nossa equipe.

Diretor de redação Márcio Padula Carile Editora-chefe Luana Garcia (MTB 43.879) editora Eliane Quinalia direção de arte e editoração wagner ferreira Foto de capa Praia da Tabatinga/ Divulgação Diretora comercial Angela Castilho Redação: Avenida Pavão, 955, cj. 85, Moema, São Paulo, SP – CEP 04516.012. Telefone: 55 11 5044.2557. informartabatinga@fontpress.com.br Impressão IBEP Gráfica

É proibida sua reprodução total ou parcial, sem autorização por escrito do editor. A Hot Shop Group não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios e mensagens publicitárias inclusos nesta edição.

Nessa edição propomos um brinde ao mestre cervejeiro Alexandre Bamberg, proprietário da cervejaria que leva seu nome no Interior de São Paulo e, que, em entrevista, nos conta um pouco de sua trajetória profissional junto aos segredos de uma boa cerveja. E como não podia ser diferente, já que todo aperitivo abre o apetite, reportagens especiais com dois interessantes pontos gastronômicos são apresentadas para quem segue para o litoral: uma na Fazenda da Comadre, tradicional por sua saborosa comida mineira, e outra sobre os típicos pratos caiçaras servidos na Fazenda de Mexilhões, na Cocanha, em Caraguatatuba (SP). Não deixe de conferir ainda as paradisíacas áreas verdes que fazem da região um lugar inesquecível e descubra como turbinar seu possante com o ‘Batistinha’ - o mago das transformações de carros da capital paulista. Em Acontece, fique por dentro das novidades e eventos do Condomínio Costa Verde Tabatinga, que após a tradicional queima de fogos do Révellion traz ao público uma exposição de verdadeiras máquinas da BMW. E é isso! Se no primeiro número nos empenhamos em criar uma publicação diferenciada, marcada pela identidade dos moradores da Tabatinga, agora, nos dedicamos a consolidar nossa revista como veículo oficial da Costa Verde de São Paulo. Um forte abraço, Dagoberto Tenaglia Jr HOT SHOP GROUP


mar aberto

Eleita pela CETESB a praia mais limpa do litoral paulista, Capricórnio encanta turistas por sua beleza natural

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Caraguatatuba tem motivos de sobra para se orgulhar de suas belezas naturais, afinal, é lá que se encontram as mais belas praias do litoral de São Paulo. São 29 km de orla; distribuídos em 19 praias repletas de ilhas e áreas cercadas de muito verde da Mata Atlântica, com trilhas, pássaros e piscinas. Destas, uma vem chamando atenção, pois foi considerada pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) a mais limpa

paraíso


do litoral paulista desde o início das medições, há 40 anos, recebendo as maiores notas na avaliação de qualidade da água. Para quem não conhece esta maravilha da natureza, a praia do Capricórnio, que fica ao sul de Massaguaçu, tem areia grossa, com tombo e fortes ondas em mar aberto. Com cerca de quatro quilômetros de extensão, divide com Massaguaçu uma das mais longas orlas de Caraguá. Sua cos­tei­ra é própria para pesca de linha. ›

Fotos: Sérgio Shibuya

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mar aberto

No canto sul, oferece seu maior segredo: a Lagoa Azul (foto), na foz do Rio Jetuba. A paradisíaca Lagoa Azul é um dos principais atrativos da praia do Capricórnio. Tranquila, a lagoa de água doce, contrasta com as fortes ondas e o mar aberto, separadas por bancos de areia branca da praia. E por que a praia do Capricórnio foi considerada ótima pela CETESB? Basicamente porque ela não tem fonte de poluição fecal (vindas geralmente

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dos esgotos). As medições são feitas a partir de coletas semanais de água e no final do ano, são 52 resultados de cada praia. “Esta classificação aponta a qualidade das águas ao fim de um ano. Ou seja, para ser considerada ótima, é preciso que a praia seja própria para o banho durante um ano inteiro. O índíce ‘excelente’, por exemplo, é aplicado quando os valores de enterococcus (grupo de bactéria fecal humana ou animal) são bem baixos”, explica Claudia Lamparelli, gerente do Setor de Águas Superficiais da CETESB. “A praia do Capricórnio

sempre foi considerada excelente e própria, com valores de enterococcus baixíssimos.” A classificação da CETESB é feita sobre a qualidade sanitária, mas, inclui outros itens de avaliação, especialmente quanto a detecção de possíveis vazamentos de óleo ou a floração de algas tóxicas - estas mais raras. Aproveite este verão e curta a praia do Capricórnio e a Lagoa Azul, uma beleza rara e com condições de balneabilidade perfeitas para um bom banho de mar! «


Contatos – estrutura administrativa Costa Verde Tabatinga REPRESENTANTE

SETOR A

MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA e-mail: eng.marcoaurelio@ig.com.br engmarcoaurelio@bol.com.br REPRESENTANTE

SETOR B

ANTONIO JOSÉ PEDROSA BASTOS PINHEIRO e-mail: pinheirotab@uol.com.br REPRESENTANTE

SETOR C

RENATO MOZART BONIFÁCIO e-mail: renatomozart@terra.com.br REPRESENTANTE

SETOR D-1

SAMUEL FELDBERG e-mail: sfeldberg@uol.com.br REPRESENTANTE

SETOR D-2

VITORIO LENZI e-mail: vitorio.lenzi@uol.com.br REPRESENTANTE

SETOR PRAÇA 1

MÁRIO MARGY e-mail: mariomargy@lencospresidente.com.br administracao@lencospresidente.com.br REPRESENTANTE

SETOR PRAÇA II-A

SETOR PRAÇA II-B

FLAVIO LEMOS BELLIBONI e-mail: belliboni@pinheironeto.com.br/ www.pinheironeto.com.br REPRESENTANTE

HYGINO SILVA JUNIOR e-mail: hygino@dellabitare.com.br REPRESENTANTE

SETOR COLINA

ELIANA KRAUS e-mail: hansgkraus@terra.com.br REPRESENTANTE

SETOR LOTES

PAULO SEMELMAN e-mail: valium@hydra.com.br

ENGENHEIRO CCVT-LUIZ CARLOS

e-mail: engenhariaccvt@uol.com.br |9


mar aberto

REFÚGIO

NA NATUREZA

Escondido no meio da mata, o Rio Juqueriquerê revela lugares ‘quase’ secretos aos aventureiros que buscam tranquilidade e sossego

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Cercado de Mata Atlântica, o rio situado na região Sul de Caraguatatuba é considerado o maior da região e, navegável, permite aos turistas a possibilidade de desbravar a natureza em suas longas curvas sinuosas. São pássaros exóticos, gado, animais de toda espécie e paisagens estonteantes cercadas de mangue e cerrado, capazes de encher os olhos e a mente de quem busca um lugar tranquilo para relaxar em meio ao verde. Os aventureiros poderão encontrar ainda, nas margens do rio, algumas pequenas habitações ribeirinhas, bem como hotéis, clubes e marinas destinadas a atender os turistas que desejam conhecer a região. Uma viagem no tempo Para entender a importância do Juqueriquerê no desenvolvimento local é preciso relembrar um pouco de sua história. Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Turismo de Caraguatatuba (Setur) o rio marcava a divisão de duas importantes capitanias hereditárias no século XVI, a de São Vicente e Itanhaém. “Nas margens era comum encontrar tribos como a dos índios Guaromomis, que viviam em guerra com grupos vizinhos, como os Tamoios”, conta Selma Gallo, assessora de comunicação da secretaria de turismo de Caraguatatuba.

E exatamente pela ocupação de tal grupo indígena é possível afirmar que foi graças à tal tribo que as margens ribeirinhas se mantiveram praticamente intocáveis pelos homens, já que além de temidos pelos inimigos – eram canibais – ainda mantinham uma ocupação nômade, não esgotando os recursos da terra com sua moradia. “O povo nativo causava um baixo impacto ambiental devido à sua migração”, diz Selma.

Fotos: Gianni D’ Angelo\ Divulgação PMC

Para quem deseja fugir da agitação tão habitual das praias, especialmente nesse período do ano, atenção: o Litoral Norte revela boas surpresas. E não é por menos, afinal, apenas na região de Caraguatatuba é possível se deparar com uma fauna e flora única, reflexo de uma das mais belas paisagens naturais que se possa imaginar, a do rio Juqueriquerê.

As modificações naturais, no entanto, só ocorreram em 1967, após o desastre ecológico que destruiu parte da cidade. Com ele, o curso do rio foi alterado, o que não interferiu em sua beleza, já que passou a servir de caminho fluvial para o transporte de banana e laranja. Apelo por proteção O que poucos sabem, entretanto, é que hoje, em pleno século XXI o rio Juqueriquerê clama por atenção e socorro, afinal, além de manchas de óleo deixadas nas águas pelas marinas que circulam com produtos e turistas, a ocupação humana e o despejo de fossas tem comprometido o patrimônio da natureza. “Precisamos de uma fiscalização mais ativa e presente, pois não são raros os entulhos encontrados na região”, esclarece Selma. “Ainda não pos­ suímos uma estrutura turística adequada à Estação Juqueriquerê, mas temos urgência em concluir tais projetos”, completa. Hoje, quem quiser conhecer o local pode procurar uma das marinas para um passeio ou mesmo se aventurar pelas ‘bateras’ – barcos de pesca adaptados para fins turísticos -, afinal, apenas assim é possível conferir as lendas e histórias da região narradas por quem mais entende de cada detalhe: os próprios moradores. «

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Foto: Divulgação

Garçom,

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Dá para imaginar o nosso verão, sol escaldante, praia, sem uma boa cerveja? Não! Que tal então experimentar as cervejas artesanais ou cervejas especiais, como são conhecidas. Em qualquer cidadezinha da Europa é comum termos as pequenas cervejarias com produção caseira e bem ao gosto do “paladar” da região

Em 2008 a Bamberg Pilsen foi eleita pelo jornal “O Estado de S. Paulo” a melhor pilsen artesanal brasileira. No dia 18 de novembro de 2009, a cervejaria ganhou com a cerveja Bamberg Rauch bier, medalha de prata na categoria Smoked Beer, em uma das maiores competições cervejeiras do mundo: o European Beer Star, em que mais de 800 cervejas de 36 países, são avaliadas pelo aroma, cor, sabor e características gerais. Vale ressaltar que a avalia­ ção é feita a partir de um teste cego, no qual os jurados não sabem as marcas das cervejas que estão degustando. A competição acontece em Munich e Nuremberg, na Alemanha.

Em entrevista o mestre-cervejeiro Alexandre Bamberg fala, é claro, de cerveja. Informar Tabatinga (IT): Fale um pouco da sua formação e como surgiu a ideia de fabricar cerveja? Alexandre Bamberg (AB): Me formei em Engenharia de Alimentos e durante a faculdade sempre mexi com a parte de fermentação de alimentos, não especificamente com cerveja. Anos mais tarde, viajei para o exterior e logo percebi que em todos os lugares, principalmente Europa, tínhamos muito mais variedades de cervejas e muitas cervejarias pequenas. Sete anos atrás conheci uma microcervejaria e achei algo maravilhoso. Foi então que percebi que podíamos montar a nossa. Desde 2005, sou sócio dos meus dois irmãos. Antes de virar mestre cervejeiro meu lado empresário teve que dar duro durante dois anos para abrirmos as portas.

IT: Como é a formação de um mestre cervejeiro? AB: A faculdade ajuda bastante para formar um mestre cervejeiro, mas não há faculdades no Brasil. Na Alemanha tem e é bem parecida com a de Engenharia de Alimentos, a única diferença é que é totalmente voltada para cerveja. São cinco anos de faculdade e dois anos de especialização, a pessoa sai como mestre cervejeiro e tem que se especializar. ›

Foto: sxc.hu

Fotos: Stockphoto

No Brasil, este conceito de microcervejaria ainda é pouco difundido, mas está crescendo. Já temos em Votorantim, Interior de São Paulo, a microcervejaria Bamberg, fundada em 2005 por Alexandre Bamberg e seus irmãos Thiago e Lucas. Apesar do pouco tempo de vida a Bamberg já coleciona prêmios importantes, que conferem à empresa seu reconhecimento internacional.

uma cerveja | 13


IT: Como devem ser as cervejas especiais para o verão? AB: Normalmente são cervejas com corpo leve ou médio, carbonatação mais alta, e de alta ou baixa fermentação, frutadas para combinar com saladas e pratos leves. IT: Como devemos tomar cerveja no verão? AB: O principal é lembrar de tomar água também, não precisa ser ao mesmo tempo, mas depois do consumo é muito prudente para não desidratar.

IT: Qual a diferença da cerveja de garrafa e na lata? AB: A lata tem um tratamento mais alto de temperatura, mas não conseguimos ver o produto, diferente da garrafa. Podemos dizer que a garrafa é mais nobre que a lata. IT: Qual a produção da Bamberg e para onde é distribuída? AB: Durante o ano produzimos de 20 a 50 mil litros de cerveja por mês. No verão aumenta-se a venda na região e também nas capitais Sul e Sudeste. «

Foto: sxc.hu

Foto: Stockphoto

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IT: Quantas cervejas a Bamberg já produziu? AB: Já produzimos mais de 12 cervejas diferentes. Atualmente temos em produção nove cervejas em nossa linha.

IT: Quais dessas são especiais para o verão? AB: A Pilsen tradicional; a Weizen, bastante aromática, com banana e cravo, cujo consumo na Alemanha, por exemplo, é comum no verão; e a Alt, vermelha com lupulagem alta, bem amarga, leve e refrescante.

Foto: Divulgação

IT: Quando veio a ideia de montar uma cervejaria? AB: Há dez anos percebemos que poderíamos ter sucesso, mas foram cinco anos para sair do papel. Sou de Laranjal Paulista (SP), escolhemos Votorantim, pois na cidade não havia uma microcervejaria. › Temos um milhão de habitantes na região e estamos próximos de São Paulo. Todos dizem que tem que ter água especial para fazer cerveja, o que é a mais pura verdade. Uma curiosidade é que a água de Votoratim é muito parecida com a de Munique, na Alemanha - país que tem na cerveja uma paixão nacional.

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horizonte

SABOR À CAIÇARA

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Sucesso em Caraguatatuba, fazenda de mexilhões atrai turistas e agita gastronomia local


Fotos: Gianni D’ Angelo\ Divulgação PMC

Os apreciadores de comidas exóticas que gostam de desbravar novos horizontes, como as pequenas vilas de pescadores do Litoral Norte de São Paulo, poderão conhecer e degustar um dos mais tradicionais pratos da região: o mexilhão. Para quem ainda não teve a oportunidade de visitar a Praia da Cocanha, atenção à dica. A pequena vila caiçara, localizada ao Sul da Tabatinga, guarda na ilha que leva seu nome os mais saborosos mariscos e frutos do mar. A produção é rústica e exige disposição de quem deseja desvendar os mistérios que envolvem a criação dos mariscos, já que saindo da praia, o acesso ao local se dá por meio de um barco de pescadores que conduz os visitantes à Fazenda Marinha de Caraguá. O melhor, é que tudo se dá sob a orientação de maricultores da Associação dos Pescadores e Maricultores da Praia da Cocanha (Mapec).

Para os mais independentes, que não abrem mão do conforto e da liberdade de fazer o próprio trajeto sem depender de terceiros, o acesso a ilhota pode ser feito de lancha ou barco com visitas agendadas. De lá, é possível desembarcar no local onde a iguaria é comercializada. Os que optarem por degustar alguns dos pratos típicos caiçaras que envolvem o molusco, pode­rão provar ainda os mariscos no modesto restaurante da ilhota.

Entre os pratos mais procurados pelos turistas, o Lambe-Lambe - receita tradicional da cozinha Caiçara, que mistura mexilhões com casca ao arroz, como uma espécie de risoto convida os mais conservadores à degustação. Para os nativos da região, os mariscos no bafo são a sensação, já que condimentados e ‘afrodisíacos’, mesclam sabores do tomate, manjericão e do queijo suíço a um leve toque de pimenta. “Para prepará-lo basta lavar os mexilhões e levá-los à panela. Não é preciso adicionar água. A ideia é que o marisco seja cozido a partir de sua desidratação. Ou seja, da água liberada pelo molusco em seu aquecimento”, explica José Luiz Alves, biólogo e tesoureiro da Mapec. Para finalizar, é só temperar a gosto e não esquecer o limão. ›

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Duas décadas de história

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Criada em 1989 por maricultores que viviam exclusivamente do sustento da pesca, a Mapec se destacou pela utilização de coletores de semente como são conhecidos os mexilhões juvenis. Assim, a produção logo passou a ser autosuficiente, extinguindo a retirada de sementes dos costões e tra-

zendo equilíbrio ecológico à região. “Utilizamos um sistema de cultivo suspenso, o longline, que nada mais são que cordas com bóias e redes. Ou seja, visualmente, as redes ficam penduradas com se fossem varais”, explica Alves. O sucesso da produção foi tamanho, que hoje, a estimativa é que 15 famílias vivam dos ganhos da maricultura na Praia da Cocanha.

RECEITAS

MexiLhões ao forno • 24 mexilhões de cultivo com casca • 1\4 de quilo de tomate • 01 maço de manjericão • 02 dentes de alho • 100 gramas de queijo tipo suíço • Sal, pimenta-doreino, óleo e suco de um limão

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Modo de preparo: Lave em água corrente e cozinhe os mexilhões até que se abram. Retire-os das cascas e elimine a parte superior das mesmas, untando-as com óleo. Lave-os novamente. Mergulhe os tomates em água fervente para retirar a pele e as sementes. Arrume os mexilhões sobre as cascas juntadas em fôrma refratária e acrescente por cima do prato tomate, manjericão e alho picados.


Foto: Sérgio Shibuya

Para entender melhor a popularidade da iguaria, basta saber que são dos nativos da região a maior distribuição da costa norte paulista. “Produzimos cerca de 50 toneladas por ano, sendo 80% destinado a atender a demanda do Litoral Norte de São Paulo e os demais 20%, comercializados em barracas na Praia da Cocanha”, conta Alves. «

Lambe-Lambe • 20 mexilhões de cultivo com casca • 01 xícara de arroz • 2 1\2 xícaras de água • Cebola, tomates, coentro, salsa e cebolinha picados • Óleo e sal a gosto

Modo de preparo: Lave e ferva os mexilhões, que estarão no ponto quando as cascas se abrirem. Refogue-os com óleo, cebola, tomate, coentro, salsa e cebolinha. Junte o arroz e mexa bem. Acrescente água fervente e sal a gosto. Estará pronto quando o arroz estiver cozido. Sirva salpicado com cheiro verde e coentro.

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A CAMINHO DO MAR

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Ponto de encontro de turistas que circulam pela Rodovia dos Tamoios, a Fazenda da Comadre reserva mais que uma saborosa refeição. Lá, espaços tipicamente rurais revelam o dia-a-dia caipira e prometem um passeio inesquecível a toda família


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Foto: SĂŠrgio Shibuya


a oportunidade de degustar antigas receitas de família, que não tão secretas assim, permanecem no cardápio por gerações.

Localizado a 90 minutos de São Paulo, o restaurante em Paraibuna reúne tradicionais comidas típicas da cozinha caipira com um toque especial, já que possibilita aos turistas

São torresminhos, frangos caipiras, leitões à pururuca e, claro, deliciosas sobremesas com muito doce de leite. E tudo como manda a tradição mineira, que ganha vida nas mãos

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Fotos: Divulgação

O destino é o Litoral Norte, a parada, na fazenda. E não há quem resista ao convite, seja para um rápido café-da-manhã ou almoço.

de ‘Dona Vera’ - primeira cozinheira da casa que não deixa de conferir o bom andamento dos pratos nos fins de semana – e Maria Helena. “Com o crescimento do restaurante ficou difícil manter os parentes na cozinha. Mesmo com tantos profissionais, meus pais e tios estão constantemente supervisionando as receitas. Tudo tem que estar impecável, se

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não, lá vem bronca!”, diz Oscar Vilhena, que ao lado da mãe Leda e do tio Pedro administram a Fazenda da Comadre há 11 anos. A ideia de criar tal negócio partiu de Pedro. Ao que consta, era dele o hábito de reunir amigos em rodas de violão junto a uma boa e farta comida. “A rabada e a costelinha de por-

co na gordura, acompanhadas de farinha e pimenta, eram as escolhidas em dias mais frios. Com o tempo, amigos, empresários e turistas de passagem pela rodovia começaram a aderir aos encontros e, assim, o restaurante surgiu”, revela Vilhena. A iniciativa veio a calhar na década de 1990, já que em dado momento a

pecuária passou por uma fase difícil em termos de negócio. Desse modo, para não encerrar as atividades da fazenda, uma nova fonte de renda se mostrou a saída ideal para subsidiar os custos do trabalho rural. “Hoje em dia ambas atividades estão tão ligadas, que seria impossível imaginarmos o restaurante sem a fazenda ou vice-versa.” ›

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Recanto para todos

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Instalações rústicas de aspecto tipicamente rural são a marca registrada da fazenda, que reúne áreas verdes junto a brinquedos feitos de madeira. Ali, crianças de todas as idades se divertem em meio às refeições servidas no restaurante e, além do contato com a natureza, aprendem sobre a vida no campo observando animais como coelhos, galinhas, carneiros, bois, cavalos e até, acreditem, belíssimos pavões. “A interatividade com animais agrada a todos e permite que os pais passem mais tempo ao lado dos pequenos. No ano passado, contamos com 10 novos pa-

vões nas imediações da fazenda, que juntos trouxeram um colorido especial à paisagem”, conta Vilhena. Idealizado com o intuito de proporcionar um momento tradicional e familiar ao redor da mesa de refeições, o local oferece um recanto diferente dos tão comuns fast foods, já que incentiva a contação de histórias e os bate-papos entre amigos – e tudo sem a habitual correria tão comum nas grandes metrópoles. Novidades em 2010 Entre as melhorias, os proprietários revelam que novas baias e um espaço mais tranquilo para passeios (a cavalo, pônei ou em um touro ‘bem mansinho’) serão algumas das inovações previstas para 2010. Além disso, coxinhas de frango com massa de

mandioca, pães de queijo quentinhos e recheados com pernil, calabresa ou queijo Minas, farão parte das novidades comercializadas para quem não tem receio de arriscar novos sabores na lanchonete anexa à fazenda. “Passamos a vender lanches na estrada, com tradicionais opções de churrasco e calabresa com queijo, sem esquecer de nossa maior especialidade, a comida caipira”, diz Vilhena. E não há quem duvide que as receitas criadas por Celina Villela - mãe de Pedro e Leda e avó do Oscar – darão o que falar. E lembre-se de levar talões de cheque ou dinheiro para evitar surpresas ao pagar a conta. Ali, dada a existência de linhas telefônicas rurais, as operações com cartões de débito e crédito estão fora de cogitação. «

SERVIÇO Fazenda da Comadre Rodovia dos Tamoios, Km 43, Paraibuna (SP) Tel.: (12) 3974-0510 / 3974-7166 – E-mail: contato@fazendadacomadre.com.br

Foto: Sérgio Shibuya

*Pelo ar, utilize as coordenadas GPS: S 023 - 26 - 64 | W 045 - 36 - 61

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Foto: Divulgação Foto: Sérgio Shibuya

Horários Café da manhã Todos os dias, das 6h30 às 11h. Almoço e jantar De segunda a quinta, das 11h30 às 22h Sexta até às 24h Sábado e domingo até às 22h

Preços CAFÉ DA MANHÃ Adulto: R$ 18,00 Crianças até 4 anos: Cortesia Crianças de 5 a 10 anos: Desconto de 50% ALMOÇO E JANTAR Todos os dias: R$ 29,80 Crianças até 4 anos: Cortesia Crianças de 5 a 10 anos: Desconto de 50%


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acontece

Réveillon

Fotos: Divulgação - Gianni D’Angelo-PMC


2010

Festival de cores Tradição em diversas culturas do mundo, a passagem do ano comemorada na noite de 31 de dezembro fecha o ciclo de um ano repleto de acontecimentos e, consequentemente, de histórias. Com a chegada de um novo tempo, uma outra direção enche o coração das pessoas que buscam um caminho cheio de esperanças e alegrias. Por essa razão, tal data tão especial tem cativado cada vez mais o público, que maravilhado, finge não se importar com o ‘corre-corre’ do fim de ano para finalmente assistir à queima de fogos, que desponta no céu em forma de luzes coloridas. ›

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Foto: Bia Curi – Divulgação

Animação na Tabatinga A chuva não deu trégua e insistiu em cair, mas não foi capaz de esfriar a queima de fogos realizada no Condomínio Costa Verde Tabatinga - que recebeu aproximadamente sete mil pessoas para comemorar a virada do ano.

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Fotos: Divulgação - Gianni D’Angelo-PMC

acontece

E não pense você que tal número espantou os administradores locais. O intenso movimento era mais do que ›


Fotos: Divulgação - Gianni D’Angelo-PMC

Foto: Bia Curi – Divulgação

Foto: Divulgação - Gianni D’Angelo-PMC


Foto: Fábio Novaes Foto: Fábio Novaes

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esperado, afinal, o condomínio ga­ nhou fama entre os turistas por sua modesta praia de águas rasas e calmas, que somada a uma infraestrutura completa e segura, fez da noite de révellion um evento mais que especial. E não faltou esforço para que isso ocorresse. O Setor Praça I, por exemplo, se responsabilizou pelo entretenimento do público, idealizando a tão esperada queima de fogos, que este ano teve duração de 25 minutos.

O espetáculo luminoso aconteceu em frente ao Condomínio Praça I e pôde ser visto de qualquer ponto da praia da Tabatinga. Não houve quem não ficasse encantado com tal ‘show’. Após o evento, a chuva forte fez com que muitos moradores festejassem o fim de ano com amigos e familiares no interior de suas residências. Já o público mais jovem, preferiu o improviso de uma tenda na praia e curtiu a festa até o amanhecer. «


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Fotos: SXC.HU

Confira os vencedores

Realizada em outubro de 2009, a quarta edição do evento reuniu mais de 100 participantes entre atletas, profissionais e amadores na Tabatinga, em São Paulo. Na competição, cada equipe composta por dois ou três participantes foi orientada a percorrer um total de 12 quilômetros nas ime-

diações do Condomínio Costa Verde Tabatinga, o que rendeu uma medalha de ouro aos integrantes da equipe ‘Antílope Azul’ - que concluíram a prova de revezamento em apenas 40 segundos. Confira a relação correta e completa dos tempos executados pelas equipes vencedoras.

acontece

Class Equipe Atletas Volta 01 Volta 02 Volta 03 Tempo

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Amaro 1 Antílope Azul Van Johnson Edson

00:14:27

00:13:41

00:12:38

00:40:45

Jesus 2 Academia 1 Damiana Daniel

00:11:59

00:15:49

00:13:15

00:41:02

3 Drogaria São Paulo 1

Cleofas Fabio Valdemir

00:13:40

00:14:08

00:13:43

00:41:30

Cesar 4 Antílope Verde Amauri Joaquim

00:15:04

00:15:31

00:16:03

00:46:37

Daniel 5 Saco da Ribeira Beto Cotrim

00:14:41

00:14:59

00:17:26

00:47:05

Giba 6 Baladeiros Victor Mario

00:15:47

00:16:40

00:15:23

00:47:49

Verusca 7 Pinheiros 2 Marcão Peter

00:19:00

00:17:43

00:14:14

00:50:56

Antonio Carlos 8 Drogaria São Paulo 2 Rosely André

00:20:18

00:16:27

00:15:49

00:52:33

Jair 9 Antílope Branca Luis Edison

00:17:48

00:16:08

00:19:29

00:53:24

Sergio 10 Antílope Laranja Airton Sergio

00:17:15

00:17:03

00:19:20

00:53:37


revista

informar

Tabatinga

Informar Tabatinga mostra sua cara Quem passou pela portaria principal do Costa Verde Tabatinga no início de janeiro pôde conhecer a primeira edição da Revista Informar Tabatinga durante a distribuição de exemplares realizada por nossa equipe. Para quem gostou do material, fique atento. Novas edições estão por vir. «

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Quadra

mais uma opção de lazer Recentemente inaugurada, a nova quadra de bocha do Condomínio Costa Verde Tabatinga tem tamanho oficial e piso de saibro coberto com pó de telha. Em outras palavras, perfeita para os amantes deste jogo milenar - surgido no Egito e Grécia antiga e difundido pelos italianos.

Os adeptos do esporte que não dispensam uma partidinha ao cair da noite também podem se preparar: logo o espaço contará com uma iluminação exclusiva. Boa diversão! «

Fotos: Divulgação

acontece

de Bocha

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acontece


A Eurobike Automóveis e a Hot Shop Group Holding promoveram no mês de janeiro, a exposição e o test-drive de modelos de carros da BMW e Mini Cooper. O evento foi realizado em uma tenda especial dentro do Condomínio Costa Verde Tabatinga, ao lado da Pizzaria Sal e Alecrim.

Fotos: Sérgio Shibuya

Lá, tanto condôminos quanto visitantes puderam apreciar, testar e comprar algumas das máquinas - sonhos de consumo de amantes de carros – comercializadas pelos fabricantes em questão.

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acontece


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Fotos: SĂŠrgio Shibuya


onda

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N G I S DE


Fotos Divulgação

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oficina, a Batistinha Garage. A empresa com sede em um galpão na Barra Funda, em São Paulo, aos poucos foi tomando forma e reunindo funileiros, pintores, mecânicos, eletricistas, designers e profissionais administrativos, todos voltados à prestação de serviços de restauro. “O ‘antigomobilismo’ serviu de escola para executarmos um trabalho bem feito e, principalmente, aprendermos a respeitar o design original dos carros”, diz o piloto.

onda

Nada mais apropriado, afinal, se o intuito é restaurar, qualquer modificação deve ser muito bem estudada

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antes de aprovada. Premissa essa, que ali na Batistinha Garage, prevalece como ordem da casa. A notoriedade da empresa, entretanto, só veio a público em 2006, quando a Discovery Channel procurou Batistinha com uma proposta para a série Rides: América Latina. A ideia era que os assinantes do canal a cabo pudessem acompanhar as etapas envolvidas no processo de restauração de um veículo também no Brasil, tendo Luiz Fernando e seu pai como protagonistas dos episódios. “Entraram em contato demonstrando interesse em minha

história de vida. No primeiro capítulo, por exemplo, a série abordou minha relação com meu pai mostrando ainda carros de corrida”, relembra. O formato padrão do programa, no entanto, só foi mais bem percebido no segundo episódio, quando a equipe da Batistinha Garage foi incumbida de transformar um Astra – veí­ culo da General Motors (GM) - nos cinco dias que marcavam o Salão de Acessórios de São Paulo, em abril de 2007. A partir de então, não houve apreciador de carros ou cole­ cionador que desconhecesse seu trabalho. “A televisão tem um enorme ›


Luiz Fernando Baptista, designer e piloto de autom贸veis

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potencial. Sem dúvida, foi dessa re-­ percussão que conseguimos obter mais notoriedade em nossos serviços. Hoje ainda sou parado na rua por pessoas que acompanharam o programa”, revela. Antes

O cé u é o li te

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Depois

E se as máquinas são padronizadas nas fábricas, do lado de fora, a situação é um tanto quanto diferente. As alterações em um veículo dependem de muitos fatores, que vão desde o estado de conservação, as necessidades do carro e, claro, a vontade de cada cliente. Por isso, não existem regras exatas ou preços fechados que possam determinar uma média de preço a ser fixada para os serviços de restauração, já que cada caso dependerá de inúmeras particularidades. “Um carro nunca é igual ao outro. Alguns estão em ótimo estado de conservação,

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outros não. Nosso trabalho é medido e contabilizado com base nesses detalhes”, diz Baptista. Assim, a colocação de peças originais também passa a ser condicionada de acordo com as possibilidades de mercado quanto à sua reposição e o bolso do cliente. “Não apenas a escolha do proprietário do veículo é que conta, mas também as necessidades do carro. Buscamos sempre apurar o preço de peças no território nacional e norte-americano, sendo este último, mais forte no ramo dado seu potencial automotivo.”

Entre os modelos que passam pela oficina de Batistinha os carros mais antigos são a preferência, mas jamais substituem o espaço das máquinas tão apreciadas pelos colecionadores e consideradas ‘raras’ pelo mercado, como é o caso do Mustang – automóvel de frequente reparo em sua oficina. De qualquer maneira, o que vale saber é que independente do modelo, todos os veículos são customizados com a mesma atenção, já que conforme conta o empresário, a preferências inexiste no local. “O carro que mais gosto de restaurar é sempre o próximo. Tenho paixão por meu trabalho.” «


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ca Fotos: Sérgio Shibuya

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O primeiro passo para garantir muita sombra e água fresca é observar o clima e o solo local, além do estilo arquitetônico da casa ou condomínio, que deve considerar, ainda, o gosto de cada morador. A insolação e o vento também merecem atenção, já que determinam boa parte das plantas a serem escolhidas. “As camélias e clúsias são espécies adequadas para ambientes com muito

sol, enquanto as palmeiras Rhapis e Chamaedorea para a sombra”, explica Benedito Abbud, arquiteto e paisagista da Benedito Abbud Arquitetura Paisagística. Essas últimas, conhecidas como palmeiras arbustivas se adaptam bem às sombras e são ótimas para a criação de biombos. “Arbustos de folhas grandes também são indicados, mesmo os floríferos, que oferecem cor e vida ao ambiente. O ideal é optar por plantas tropicais como a helicônia, alpínia e ixoras”, explica. Em pequenos jardins, existe ainda a opção de usar meios vasos junto às paredes, com tutores para trepadeiras que ocupam pouco espaço. A dica para montar um ambiente agradável, entretanto, é investir em palmeiras. Segundo profissionais do segmento, são tais espécies as res-

ponsáveis por conferir verticalidade às áreas externas, além, é claro, de terem uma manutenção facilitada suas folhas não se desprendem com frequência. “As mais apropriadas são as de tronco único (jerivás, Cariota Urens e coqueiros), que permitem sombra e transparência sob a copa quando plantadas em grupo”, revela Abbud. Outras espécies como as multicaules (Arecas e Cariota Mittis) são mais indicadas para quem deseja cobrir áreas indesejadas ou muros. Jardins e piscinas Para criar um aconchegante espaço externo vale à pena aproveitar os benefícios dos pergolados, bangalôs com cortinas e gazebos, que somados à futons, tecidos e poltronas ›

Foto: Nicola Labate

As altas temperaturas prometem esquentar os ânimos nesse início de ano, afinal, o verão é a época ideal para reunir a família e os amigos à beira mar. Contudo, quem quiser desfrutar melhor do sol e das boas companhias deve investir na adequação dos espaços externos em casas de veraneio, sobretudo dos jardins e áreas verdes ao redor da piscina, que merecem atenção redobrada.

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podem propiciar espaços de descanso e lazer.

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Foto: Divulgação Benedito Abbud

na concha

Em algumas residências litorâneas, como a da Lia Giafone, na Tabatinga, é possível observar um pouco dessa interferência paisagística. Ali, o arquiteto e paisagista Gilberto Elkis – responsável pelo projeto – adotou entre outros itens, palmeiras e vegetação nativa ao redor da piscina. À saber, as áreas verdes localizadas no

entorno de piscinas merecem atenção especial, já que são as principais responsáveis pelas folhagens dentro da água e a principal causa de insetos na superfície, que atraídos pelas plantas acabam sujando o local. Por essa razão, o plantio de coqueiros e arbustos como o Philodendrons e Monsteras ainda são as melhores opções para tais espaços. “As plantas menos indicadas são as de folhas

miúdas e as caducas, que caem no inverno e, conseqüentemente, sujam a água”, diz Abbud. Vale lembrar que qualquer projeto paisagístico, especialmente aqueles ao redor das piscinas devem primar por espécies com folhas de maior dimensão, que apesar do tamanho, não interfiram na incidência solar da água - tal fato pode deixar o ambiente escuro e alterar a temperatura da piscina. Outro item indispensável para quem realmente deseja investir em tal adequação paisagística é lembrar que tamanha intervenção exige manutenção periódica, principalmente nas casas de veraneio, que ficam um tanto quanto ‘abandonadas’ nas demais épocas do ano. Assim, automatizar a irrigação e manter um bom jardineiro atento ao local, ainda é a melhor opção para assegurar um projeto e livrá-lo de pragas e insetos que possam comprometer a vegetação. «


CAIÇARA Fazenda de mexilhões atrai turistas

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