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Um policial em cada bolso

Nos Estados Unidos, redes de vigilância usam celulares para localizar motoristas infratores, capturar criminosos e identificar ataques com armas químicas

Q

/ Por Nic FlemiNg, da New ScieNtiSt

Quando foram lançados, em meados da década de 1980, os telefones celulares transformaram a maneira como as pessoas se comunicam. Anos depois, eles mudaram o comportamento. Hoje, enviam mensagens multimídia, acessam a internet, são ao mesmo tempo câmera digital e editor de imagens, viraram um ótimo videogame e ajudam a encontrar o melhor caminho para chegar a lugares. Num futuro não muito distante, os smartphones vão passar por mais uma grande mudança: vão identificar de buracos nas ruas a criminosos. Com a ajuda de ferramentas como GPS, acelerômetro e giroscópio, os celulares e outros gadgets sem fio estarão ligados a redes de vigilância criadas para capturar bandidos ou detectar ameaças à segurança pública. No futuro, eles serão capa-

ilustração eduardo Belga - ilustrativa.

zes de encontrar aparelhos eletrônicos roubados, armazenar placas de veículos, farejar drogas e até evitar um ataque com armas químicas. Essas redes não vão eliminar a necessidade de uma força policial, mas darão ao governo olhos e ouvidos em milhares de lugares ao mesmo tempo. “O termo Big Brother é muito usado quando são discutidas tecnologias de vigilância”, afirma Howard Rheingold, autor do livro Smart Mobs, que descreve o poder da comunicação móvel para transformar a sociedade. “Mas nem o escritor George Orwell previu um futuro em que todas as pessoas fazem parte do Big Brother.” Redes de vigilância que usam aparelhos móveis começam a pipocar nos Estados Unidos. Um dos sistemas que já desperta o interesse do governo americano aposta em senso-

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MAI-316  

Revista INFO 316, de MAIO de 2012

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