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Só para amigoS Esconda-se do Facebook. Aqui, 6 dicas para navegar melhor 1/ Backup do seu Face

O Facebook liberou uma ferramenta para baixar uma cópia de suas fotos, publicações no mural e mensagens. No menu Configurações da Conta, clique em Baixe uma cópia de seus dados. O link para o download vem por e-mail

2/ perFil protegido

Clique em Configurações De Privacidade > Personalizado > Como Conectar > Editar Configurações. Na tela, você pode decidir: Quem poderá ver seu perfil? Ele será mostrado na busca do Facebook? Quem poderá lhe enviar solicitações e mensagens?

3/ Fora dos comerciais

Ao curtir um anúncio, a atividade aparece aos seus contatos. Para evitar, acesse Configurações de Conta >Anúncios no Facebook >Anúncios e Amigos> Editar configurações de anúncios sociais

4/ esconda posts antigos

Em Configurações de Privacidade, clique no link que fica à frente do item Limite o público para publicações passadas. Isso muda o tipo de exibição de seus posts antigos, para que só amigos vejam

5/ lista restrita

A lista restrita deixa que certos usuários só vejam seus posts públicos. Para adicionar alguém, vá em Configurações de Privacidade>Gerenciar bloqueio> Editar Lista

6/ test drive

Para saber como um usuário enxergará suas informações, clique no ícone da engrenagem e depois em Ver como

download de parte dos seus dados, em um conjunto de 39 tipos de informações. Max Schrems diz que o Facebook tem mais de 84 conjuntos de dados, que vão de itens como o histórico de empregos às conexões com amigos, os links publicados até o número de amizades rejeitadas e de mensagens deletadas. Os questionamentos ao Facebook, as brigas judiciais e o apoio da rede social a leis que restrigem a liberdade na web podem explicar a recente revolta de uma parte dos usuários do aplicativo de fotografia Instagram, comprado pelo Facebook em abril por US$ 1 bilhão. Após a aquisição, esses usuários declararam que irão encerrar suas contas no app porque prezam a privacidade e não querem ter seus dados usados pela rede social.

INtegraçãO dOs servIçOs A iniciativa do Google de unificar as normas de todos os seus serviços em um só contrato, que prevê o intercâmbio de informações obtidas por ferramentas diferentes, foi como um jato de querosene numa fogueira. Autoridades no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos questionam a validade do documento e correm para estabelecer limites para o poder do Google. “Levantamos um questionamento junto à Ordem dos Advogados do Brasil, analisando as novas regras sob a ótica do Código de Defesa do Consumidor. Entendemos que há problemas quando a mudança é feita sem a opção para o usuário aceitar ou não”, disse a INFO o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que participou de uma audiência pública para pedir esclarecimentos ao Google, em Brasília. O Google contra-argumenta. “Não faz sentido que, após a criação de uma política nova, alguns usuários continuem com a velha. Isso criaria classes

diferentes de usuários e uma confusão tremenda. É assim com qualquer serviço online”, diz Marcel Leonardi, diretor de políticas públicas e relações governamentais do Google no Brasil. Para Leonardi, a única mudança real que aconteceu foi a integração do YouTube e do Histórico de Busca aos outros produtos do Google. “A unificação teve como objetivo deixar a linguagem mais acessível e dar possibilidade de escolha ao usuário”, diz. Paira ainda um fantasma sobre a cabeça de todos os internautas do mundo. Após ver fracassar as propostas de lei Sopa e Pipa, que previam punições pesadas contra quem violasse leis de direitos autorais, o Congresso dos Estados Unidos votará nos próximos meses o Ato de Proteção e Compartilhamento de CiberInteligência (Cispa, na sigla em inglês). O projeto prevê que agências de inteligência americanas, como FBI e CIA, possam ter acesso mais rápido (leia-se sem notificação) aos dados armazenados por empresas de internet, para agilizar investigações. Apesar de os serviços web mostrarem aos usuários o que podem ou não fazer, parte do problema da privacidade está relacionada ao pouco conhecimento das pessoas. O próprio Google oferece ferramentas para navegação anônima e permite que o usuário tenha um e-mail diferente para acessar cada um de seus serviços, embora isso seja pouco prático. “Nossas pesquisas mostram que a maioria das pessoas sabe que é monitorada, mas desconhece como as empresas fazem isso”, afirma John Gamble, da empresa de segurança TRUSTe. O melhor a fazer é prestar atenção no tipo de informação que você digita. Ao terminar este texto, meu número total de buscas no Google passou de 25 751 consultas iniciais para 25 766. Está tudo lá. ↙

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Revista INFO 316, de MAIO de 2012

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