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Março 2012

Perigo no celular

Explode o número de vírus para smartphones. Saiba como se proteger

info.abril.com.br

Testamos quatro serviços e descobrimos que é fácil vender pela internet

novidades do mês

9 771415 327006 R$ 11,90 / ed. 314 / Março 2012

PS Vita, apple TV, câmera Nikon, filmadora, máscara de mergulho

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pirataria / perigo no celular / uma loja só sua na web / lançamentos do mês

Para uma nova realidade

uma loja só sua na web

Nº 314

pirataria a internet existe seM ela?

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/ Março de 2012 6 Carta do editor 10 Colaboradores 14 WWW 16 Cartas enter

18 TECNOLOGIA NO FRONT / Conheça as novidades da guerra do futuro, que farão com que espionagem não seja apenas para agentes secretos 21 O CRIADOR DE NOTEBOOKS / INFO conversou com Skay Lin, o primeiro brasileiro a trabalhar no centro de design da asus 23 O OuTRO LADO DOS hACKERS / Steve Levy conta suas experiências com Bill gates e Steve Jobs

24 CAmpEõES DE AuDIêNCIA / o site Qualcanal.tv mostra os programas de TV que fazem sucesso nas redes sociais

26 AS mIL FACES DO GOOGLE / Como são feitos os doodles, os logos comemorativos criados pelo site de buscas 27 O GALVÃO BuENO DO

WARCRAFT / Quem é Julien de Lucca, narrador de partidas do game Warcraft que virou hit no YouTube

28 RAp SEm COmpLICAÇÃO / o sucesso de um site que decifra as letras dos rappers americanos 29 SApATO, VINhO E ATÉ CuECA Em CASA / o crescimento da oferta de serviços de assinatura pela web

30 ALESSANDRA LARIu /

o poder da influência

32 mANOEL LEmOS / Já ouviu falar em big data?

91

sonzeira retrô

Com visual descolado e USB, a dock TDK renova o conceito de boombox

34 DON TApSCOTT /

a nuvem precisa ser sólida

36 DAGOmIR mARQuEZI / o presente é o passado do futuro inovação

42 DE CARA NOVA / o novo

PlayStation Vita, da Sony, é o console portátil mais robusto do mercado

4 / INFO Março 2012

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76 DICAS / Conserto de Longe,

Vida mais animada, raio X do Visitante, No escritório, Na Sala, No Quarto..., o Bê-á-bá da Programação

teste

48 O pERIGO ESTÁ NO AR / Com mais

81 TESTE / Notebooks, Netbook, Câmera,

56 umA LOJA ONLINE pARA ChAmAR DE SuA / Testamos quatro serviços para montar e-commerce

92 RADAR / os produtos de destaque

smartphones e tablets no mercado dispara o número de vírus de portáteis

iLUSTração: Denis freitas

70 BERÇÁRIOS DE INOVAÇÃO / Startups focadas em tecnologia aproveitam o ambiente das incubadoras para acelerar a chegada ao mercado

60 A INTERNET EXISTE SEm pIRATARIA? / Como a falta de controle sobre a autoria de um arquivo digital vai forçar a indústria de entretenimento a usar a rede de forma mais criativa

Smartphones e Celulares, máscara de mergulho, media Player, Filmadora, dock

que passaram pelo iNFolab

Ctrl + z

114 hERÓIS ESQuECIDOS / a história de Cassiopeia, o primeiro longa-metragem de animação brasileiro, de 1996 / Tiragem da edição: 141 309 exemplares

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Os piratas e a rede O priMeirO a usar o termo pirata

para descrever os malfeitores que pilhavam navios e cidades costeiras foi Homero, na Grécia antiga, em sua Odisseia. A pirataria foi primeiro praticada por gregos, que roubavam mercadores fenícios e assírios desde 735 a.C. Atualmente, os piratas dos mares agem com mais frequência no Sudeste Asiático e no Caribe, com suas lanchas rápidas. No mundo digital e na internet, a definição de pirataria é muito mais abrangente e complexa. Ao contrário de metais e pedras preciosas, o que se baixa são músicas, filmes, textos, softwares, jogos. Mas os internautas que replicam fotos e vídeos que receberam de amigos devem ser abandonados numa ilha deserta com um naco de pólvora, uma arma velha e uma garrafa de água, como mandava o código de conduta dos piratas do mar pegos com tesouros alheios? A vocação da internet sempre foi a de replicar e distribuir informação e todas as principais formas de arte e comunicação adaptaram-se a isso. Da música ao cinema, passando pela TV, a literatura, a fotografia. Mas não sem brigas. Do fim do Napster, no início dos anos 2000, ao fechamento do Megaupload, em janeiro, muita coisa mudou, como mostra a reportagem de capa desta edição, apurada pelos editores Juliano Barreto e Maurício Moraes.

Nossa capa, criação do diretor de arte rafael Costa, no papel, no ipad e nos tablets com android

Apesar das tentativas de criar leis mais duras de proteção da propriedade intelectual, como as rígidas e rejeitadas Sopa e Pipa, a internet e a pirataria são inseparáveis. Não há hoje como controlar quem é o dono de todos os arquivos que circulam na rede. Muitos escritores, cineastas e músicos já perceberam que o “ilegal” está funcionando como um ponto importante de entrada para suas obras e quando as pessoas gostam, tendem a pagar pelo conteúdo. O maior exemplo disso é o escritor Paulo Coelho, que há anos criou o site The Pirate Coelho, que hoje direciona o internauta para seu blog, onde publica com frequência trechos e coloca até livros inteiros para download. Em entrevista a INFO, Coelho diz que a forma de distribuir conteúdo está passando novamente por uma grande mudança. “Ela não vai mais existir como é hoje, o modelo econômico vai mudar”, afirma. Mas tudo indica que haverá ainda uma guerra de gato e rato. A indústria tradicional tenta bloquear o acesso para fazer as pessoas comprarem legalmente e a distribuição informal vai contra e se mantém ativa. Mas pela primeira vez na história, o valor dos produtos desobedece a velha fórmula da oferta e da procura. Gravar uma música que é baixada por mil ou por milhões de pessoas custa o mesmo, não há livro esgotado nas lojas virtuais e um artista desconhecido tem o mesmo espaço no YouTube que uma banda que lota estádios. O consumidor está no controle e vai forçar a indústria de entretenimento a usar a rede de forma mais criativa. Boa leitura e até abril!

/ @katiamilitello

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Denis DME

Quando tinha 10 anos de idade, o designer Denis DME começou a rabiscar suas primeiras ilustrações inspirado por quadrinhos de super-herois, sobretudo os da Marvel. Mas foi só após seu trabalho de conclusão do curso de design na Universidade Anhembi-Morumbi que ele decidiu investir na carreira de ilustrador. O projeto tinha como base os desenhos do artista mexicano Jose Lopes Posada, cujo tema era a Festa dos Mortos, uma das manifestações populares mais importantes do México. Nada mais justo do que pedir para DME a ilustração da caveira que estampa a reportagem de capa desta edição da INFO.

Raoni Maddalena

Formado em publicidade e propaganda pela USP, Raoni Maddalena começou a fotografar durante a faculdade e nunca mais parou. Dono de um estilo inventivo, ele procura soluções não convencionais para seus trabalhos. Além da fotografia, Maddalena divide seu tempo entre o cinema e a literatura. Atualmente, lê o clássico Mil Platôs, do filósofo francês Gilles Deleuze, e está revendo a filmografia do cineasta chinês Wong Kar-Wai. Maddalena já colaborou em outras publicações da Abril, entre elas Nova Escola, Capricho e Vida Simples. Nesta edição, ele assina as fotos do PlayStation Vita.

Hafaell Pereira

O carioca Hafaell Pereira começou a desenhar profissionalmente nos primeiros anos da Escola de Belas Artes da UFRJ. Com pouco mais de 20 anos, já era figurinha carimbada nos concursos de estampas para camisetas e logo começou a fazer sucesso na Camiseteria, loja online que conta com a colaboração de artistas. Assim, se tornou um dos poucos brasileiros a figurar na versão americana da Camiseteria, o Threadless. Sobre o processo de criação, Pereira busca inspiração em tudo. “Mas é só depois que você começa a desenhar que as coisas acontecem”, diz. Ele é o autor da ilustração da reportagem sobre vírus para celulares e tablets.

Ênio Cesar

Depois de fotografar a efervescência das ruas de São Paulo, o paulista Ênio Cesar se prepara para atuar em outra área: o cinema. Em parceria com outro fotógrafo, Breno Rotatori, ele está produzindo seu primeiro filme. Cesar está empolgado com a novidade. “O cinema permite que você exponha uma ideia completa de maneira linear. É um grande desafio”, afirma ele, que se inspira em filmes como O Espelho, do russo Andrei Tarkovsky. Entre uma sessão de fotos e o projeto do filme, Cesar tem ouvido os clássicos de Marvin Gaye, João Gilberto e Bob Marley. As fotos das incubadoras desta edição são de sua autoria.

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VICTOR CIVITA (1907-1990)

fundador:

Roberto Civita Roberto Civita (Presidente), Thomaz Souto Corrêa (Vice-Presidente), Elda Müller, Fábio Colletti Barbosa, Giancarlo Civita, Jairo Mendes Leal, José Roberto Guzzo, Victor Civita Editor:

Conselho Editorial:

Presidente Executivo Abril Mídia:

Jairo Mendes Leal

Diretor de Assinaturas: Fernando Costa Diretor Digital: Manoel Lemos Diretor financeiro e Administrativo: Fábio d’Ávila Carvalho Diretora-Geral de Publicidade: Thais Chede Soares Diretora de Recursos Humanos: Paula Traldi Diretor de Serviços Editoriais: Alfredo Ogawa Diretor Superintendente:

Alexandre Caldini

Diretora de Redação: Katia

Militello

Redator-chefe: Gustavo Poloni Editor Sênior: Carlos Machado

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/ Extras

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/ facebook.com/revistainfo

Vida na Terra

Smartphones sob ataque

Como sobreviver ao fim do mundo

Com a expansão do universo, a Terra se afastará do Sol, fazendo com que todas as formas de vida congelem e desapareçam. A previsão sombria não tem a ver com o calendário Maia e (pelo menos a princípio) não vai se concretizar no final deste ano. Ela foi feita pelo físico e professor Michio Kaku, da Universidade de Nova York. Em visita a São Paulo, ele falou a INFO sobre como a evolução da tecnologia pode salvar a humanidade da extinção. “A chance é criar naves que permitam viajar para além do sistema solar e colonizar novos planetas.”

/ Tap Snake, FakePlayer, Geimini e Adrd. Esses nomes fazem parte de uma nova geração de malware que tem como foco smartphones e tablets. Entenda o funcionamento dos códigos maliciosos criados para atacar dispositivos com iOS e Android e saiba como eles podem furtar dados pessoais, acessar sua lista de e-mails e ler mensagens de texto. Ao explorar falhas, os vírus podem até fornecer sua localização geográfica em tempo real.

Veja vídeo do Apple TV

Conteúdo reforçado / Além de notícias, vídeos e infográficos, quem visitar o site da INFO a partir de março vai encontrar duas novas seções. A primeiro é o blog Garotas Geeks, que reúne os posts de seis mulheres que fazem justiça à fama de nerd com matérias sobre comportamento, games e cultura digital. A outra novidade é um guia para o tablet da Apple. O iPadDicas traz resenhas de aplicativos que podem tornar o gadget mais útil e produtivo.

1 Abra o leitor QR Code em seu celular; 2 Foque o código com a câmera; 3 Clique em Ler Código para acessar os conteúdos Não tem o Leitor? Acesse www.leitor.abril.com.br; Caso seu celular não seja compatível, digite: abr.io/1ke3

extras da edição / Ouça entrevista sobre pirataria com o escritor brasileiro Paulo Coelho / Assista a uma partida narrada por Xuminator, o Galvão Bueno do game Warcraft / Veja a linha do tempo completa dos consoles portáteis

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FOTO crisTianO sanT'anna/crEaTivE cOmmOns ilusTraçãO haFaEll pErEira

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/ O que os leitores falam no site e nas redes sociais iNFO ONliNe

70% desaprovam timeline do Facebook

O CArrO DO FUtUrO

A revista mostra que a tecnologia não está somente em PCs, celulares ou tablets (Como Será Seu Próximo Carro/ fevereiro). Hoje em dia tudo está conectado. E se a tecnologia pode proporcionar uma vida melhor, não vejo motivos para não ser tema de uma reportagem da INFO. Khryca Suzuki / São Paulo [SP]

Mais páginas

Uma aula multimídia

Como professora e pesquisadora na área de tecnologia aplicada à educação, adorei o tema de Uma Aula Mulimídia (fevereiro/2012). Os tablets realmente poderão promover na educação algumas glórias que durante muito tempo foram esperadas dos computadores. Cláudia Almeida / Recife [PE] Com a incorporação da tecnologia na sala de aula, a troca de experiências entre professor-aluno torna-se mais visível. Muitas vezes a tecnologia é um assunto que o aluno entende melhor do que o professor. José dos Santos Lima / Afogados da Ingazeira [PE]

O filme 2 Coelhos mostra que o Brasil tem capacidade de produzir um bom conteúdo de computação gráfica digno dos estúdios de Hollywood. Gabriel Leconte Pinheiro e Silva / Salvador [BA]

De volta para o futuro

Não dá para o Dagomir cometer suicídio na sua versão futurista (Eu, Eu Mesmo e os Animais/fevereiro)? Esse tipo de historinha vai bem em um blog de adolescente aspirante a escritor. Está difícil aguentar tanta irrelevância numa publicação importante como a INFO. Sérgio Benedito Falasqui / Campinas [SP]

Nota da redação: Sérgio, o Dagomir acaba de aterrissar em 2012. Veja na página 36 como foi sua volta.

abr.io/timeline No início foi bem difícil, mas com o tempo me acostumei. O ser humano é sempre assim: se aparece alguma coisa nova, logo fica de cara feia. João Artur Lopes Freire

Seis ultrabooks à venda no Brasil

abr.io/ultrabook Nota-se a falta de originalidade das empresas. Todas copiam o design da Apple. Não sei como querem competir copiando e enganando o consumidor. Melhor ter o original do que a cópia. Israel Campos

TwiTTer

@jefpower

Gostei do texto da @alelariu na @_iNFO. O empresário do futuro tem de pensar no futuro, não só no presente.

@blogvictornunes

Cada vez que abro uma nova edição da @_iNFO me surpreendo com o design! É tudo tão benfeito que dá vontade de ler!

@mspatricio

Acredito que a @_iNFO deveria explorar mais o potencial do windows Phone 7. Vejo poucas notícias sobre ele.

@xico_antonio

A matéria “Carro do futuro” da @_iNFO me fez ter esperança de um dia ter um carro que pode ser usado durante as enchentes.

@slucius

Dagomir Marquezi encanta com suas histórias. A @_iNFO de janeiro está sensacional.

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bRonCAS Do MêS Troca injusta

Em dezembro de 2010 comprei um notebook Sony Vaio VPC-EA35FB com tocador de Blu-ray e placa gráfica Radeon. Seis meses depois ele apresentou uma falha e foi para a assistência técnica. Passaram-se 60 dias sem que a Sony informasse o resultado do diagnóstico e cheguei a falar com 11 atendentes em um único dia. Quando disseram que iam trocar a máquina, recebi da empresa um modelo inferior. Adquiri uma máquina de aproximadamente 4 mil reais e recebi como devolução uma bem mais barata, de 2 299 reais. Pedi nova troca e desde então estou sem meu Vaio. Marylene Roma / Tucuruí [PA] RESPOSTA dA SONy A Sony Brasil informa que realizou a coleta do equipamento que estava com a leitora Marylene Sousa Guimarães Roma e prestou o devido atendimento. Central de Relacionamento Sony Comentário do leitor A leitora afirma que a Sony entrou em contato e enviou de forma “inacreditavelmente rápida” um novo computador em substituição ao que recebeu inicialmente, que tinha uma configuração inferior ao comprado por ela.

Atraso na entrega

Comprei um smartphone Xperia Neo pelo site Pontofrio.com. O aparelho deveria ser entregue no dia 26 de janeiro. Mas, segundo a empresa, ele foi extraviado e seria enviado novamente cinco dias depois. Não entregaram. Desde então, o Pontofrio.com já atrasou o pedido em muitos dias e usaram as desculpas mais esfarrapadas. Chegaram a dizer que o motorista não encontrou o endereço da minha casa. A central de atendimento sempre pede para esperar dois dias úteis, mas não consegue oferecer uma solução. Diogenes Fernandes de Macêdo / Recife [PE]

RESPOSTA dO PRONTOFRIO.COm Em resposta à manifestação do leitor Diogenes Fernandes de Macêdo, o Pontofrio.com esclarece que a entrega do pedido já foi realizada. Assessoria de imprensa do Pontofrio.com Comentário do leitor Apesar de ter sido informado pelo Pontofrio.com de que o produto não existia mais em estoque, o leitor recebeu, dentro do novo prazo de entrega estabelecido pela empresa, seu smartphone.

LídeReS dA bRONCA Motorola 10 %

TIM 10 %

Sony Ericsson 10 % LG 10 %

Outras 50 %

FOTO RAFAEL EvAngELisTA

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Redação Comentários sobre o conteúdo editorial da INFO e reclamações para Broncas do Mês: contateinfo@abril.com.br. A correspondência pode ser publicada de forma reduzida. Envie seu nome completo e a cidade onde mora. Comunidades Facebook / facebook.com/revistainfo Ning / revistainfo.ning.com Orkut / tinyurl.com/comunidadeinfo Twitter / info.abril.com.br/twitter Formspring / formspring.me/info Assinaturas assineabril.com (11) 3347-2121 Grande São Paulo 0800-775-2828 Demais localidades Serviço de Atendimento ao Cliente abrilsac.com (11) 5087-2112 Grande São Paulo 0800-775-2112 Demais localidades (11) 5087-2100 Fax Loja INFO info.abril.com.br/loja / (11) 4003-8877 lojaabril@vendapontocom.com.br Publicidade Para anunciar na INFO, ligue: (11) 3037-2302 São Paulo (21) 2546-8100 Rio de Janeiro (11) 3037-5759 Outras praças (11) 3037-5679 Internacional (11) 3037-2300 Fax publiabril.com.br Permissões da INFO Para usar selos, logos e citar qualquer avaliação editorial da INFO, envie um e-mail para permissoesinfo@abril.com.br. Nenhum material pode ser reproduzido sem autorização por escrito. Venda de conteúdo Para licenciar o conteúdo editorial da INFO em qualquer mídia: atendimento@ conteudoexpresso.com.br / Para solicitar reprints das páginas: reprint.info@abril.com.br Saiba que /A INFO não aceita doações de hardware e software nem viagens patrocinadas por fornecedores de tecnologia. / Os artigos assinados pelos colunistas da INFO não expressam necessariamente a opinião da revista.

“Leio a INFO porque ela aborda temas de tecnologia de uma forma superatual, abrangente e completa.”

As empresas mais citadas pelos leitores em fevereiro

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Por que leio inFo

Helisson Lemos / diretor-geral do MercadoLivre

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Tecnologia no fronT Em alguns anos, câmEras E sEnsorEs sErão tão importantEs Em guErras quanto bombas E mEtralhadoras. Essas tEcnologias sErvirão para camuflar tanquEs E ajudar soldados a EnxErgar como ciborguEs. conhEça o quE vEm por aí

/ por Paula Rothman

Blindado disfarçado tanques serão invisíveis à noite graças a um sistema de placas metálicas que têm a temperatura regulada por computador. como equipamentos de visão noturna usam sensores infravermelhos para detectar o calor, o veículo some se atingir a temperatura exata do que estiver ao seu redor. as placas da baE system também podem enganar o inimigo emitindo calor na forma de carro ou de vaca.

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Além do alcance Desenvolvidas pela Innovega para o exército americano, as lentes de contato mostram imagens diretamente nos olhos dos soldados. Ao estilo Exterminador do Futuro, elas permitem o foco em figuras projetadas próximas ao olho e usam recursos de realidade aumentada. Tudo isso sem afetar a visão do mundo real ou prejudicar a mobilidade das tropas. As lentes dispensam equipamentos como óculos e capacetes.

IluSTrACõES Evandro BErtol

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Grande irmão O Departamento de Defesa do governo americano trabalha em um sistema de captação de imagens de 1.8 gigapixel, ou 900 vezes mais pixels do que uma TV full HD. Acoplado a um veículo aéreo não tripulado (Vant), ele monitora uma área de 93 quilômetros quadrados e pode gravar até 65 vídeos simultâneos de pessoas e objetos se movendo em diferentes direções. São quatro conjuntos com 92 câmeras cada.

Espião rasteiro O robô-cobra do Instituto de Tecnologia de Israel tem módulos independentes feitos em uma impressora 3D. O Snakebot pode chegar a 2 metros de comprimento. Com apenas 6 centímetros de diâmetro, ele é um ótimo espião: sobe em canos, entra em frestas e, graças a câmeras e radares, cria um modelo 3D do ambiente ao seu redor. Também pode ser usado para buscar sobreviventes em escombros.

Março 2012 INFO

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/ inspire-se

As pessoas estão apaixonadas pela quantidade de apps e funcionalidades de iPhones e iPads. Vamos levar isso para dentro do Mac / Tim Cook,

presidente da apple, sobre o novo sistema operacional Mountain lion

Redes sociais, fotos e música Na família da cantora Mariana Aydar, a divisão de talentos foi bem justa: ela herdou do pai os dons musicais e os genes tecnológicos ficaram com o irmão, Eduardo. É ele quem ajuda a caçula com seus gadgets, como o recém-comprado iPhone 4s. Já acostumada com o aparelho, a cantora de 31 anos mostra seus aplicativos preferidos / POr Paula RothMan

Twitter “É a primeira página que acesso. Foi lá que encontrei o rapper Emicida, um dos parceiros do meu terceiro CD, Cavaleiro Selvagem aqui te Sigo”

Instagram, Vintage Cam e Multi-Lens “O telefone é minha máquina fotográfica e tenho vários programas de edição de imagem. Fiquei viciada no Instagram”

Password “Guarda todas as senhas que costumo esquecer — e-mail, Youtube, Twitter e Facebook”

Guitar, Piano Virtuoso “Adoro aplicativos de instrumentos. Posso achar o tom de uma música ou ter ideias e testar arranjos fora do estúdio”

PassaRegua “Ajuda a dividir a conta com a galera no final do jantar”

iBeat “É um metrônomo, instrumento que marca o tempo da música”

20 / INFO Março 2012

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Pro Tuner “Carrego um afinador de violão no iPhone”

Emoji “Várias opções de emoticons, aquelas carinhas bonitinhas para colocar no e-mail ou nos tuítes”

Voxer “Funciona como um rádio: você fala de graça com quem mais tiver esse app”

Fundo de tela “A foto é do Dominguinhos. Estou trabalhando em um documentário sobre a vida e a obra dele”

FOTOs divulgação

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/ Entrevista

O criador de notebooks

Filho de taiwaneses que migraram para o Brasil, o paulistano Skay Lin, 31 anos, foi o primeiro brasileiro a trabalhar no centro de design da Asus. Responsável pela linha de laptops da empresa, ele falou com INFO de sua casa em Taiwan, onde vive há seis anos

/ POR gustavo Poloni Como é o seu dia na Asus? Ele se divide entre responder e mandar e-mails, atender telefonemas, participar de reuniões, checar a qualidade dos produtos, brigar com os fornecedores, negociar com os engenheiros, discutir com os chefes. O design é uma parte pequena do trabalho. Meu foco é entregar um produto de qualidade para o consumidor. Ele tem de apreciar detalhes, como a superfície, a cor e o toque do teclado. Essa é a função do designer. O que um notebook

O que a Asus tem de fazer

precisa ter para

para atingir o mesmo sta-

fazer sucesso no

tus que a Apple conseguiu

B r a s i l ? O mer-

nos últimos anos? Temos

cado brasileiro é muito voltado para o preço, mas o consumidor está se tornando cada vez mais exigente. Isso coloca pressão nos fabricantes, que precisam desenvolver produtos de boa qualidade, só que mais acessíveis.

inovação em nosso DNA. Vamos continuar em busc a do de si g n que m a i s agrada aos consumidores.

FOTO divulgação

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Os designers brasileiros são cobiçados pela Asus? Fui o

primeiro brasileiro a bater na porta do Asus Design Center. Contamos com profissionais de várias partes do mundo, como França, Canadá e Coreia. Os designers locais também têm formação internacional, o que acrescenta riqueza de conhecimento e experiências aos projetos.

Como é a vida em Taiwan? Taiwan é uma ilha menor que o estado do

Rio de Janeiro. Apesar do tamanho, tem todas as conveniências das grandes metrópoles. O que mais chama atenção é que se trata de um país seguro. Posso andar nas ruas às 3 da manhã como estivesse andando à tarde. Sempre tem gente, não dá para se sentir ameaçado.

Março 2012 INFO

/ 21

2/21/12 9:44:59 PM


/ apps que valem a pena

AplicAtivos do mês / POr fabianO candidO

iPhONe

iPad

BlaCkBerry

TOONCamera O app é cheio de filtros para transformar fotos e vídeos em desenhos. Com poucos cliques, o ToonCamera compartilha os arquivos no Twitter ou no Facebook. Para iOS 4.0 ou superior. / 0,99 dólar

rOCkmaTe Quer mOntar uma banda, mas não tem instrumentos? O app oferece guitarras e baterias virtuais que podem ser tocadas ao mesmo tempo. Para iOS 4.3 ou superior. / 2,99 dólares

mySOS transfOrma O celular em um dispositivo de segurança. Quando o usuário está em perigo, envia SMS de socorro e compartilha sua localização. Para BlackBerry 6.0.0 ou superior. / 1,99 dólar

BuSCar meuS amIgOS ele cumpre um papel polêmico: mostrar para os amigos (autorizados, claro) sua localização. Pode ser usado pelos pais que desejam saber por onde o filho anda. Para iOS 5.0 ou superior. / grátis

PeNulTImaTe um caderninhO na tela do iPad. Essa é a ideia do app, que permite ao usuário fazer anotações com os dedos. Também dá para usar o programa para desenhar. Para iOS 3.2 ou superior. / 0,99 dólar

dOOdle BlaST O jOgadOr precisa ser rápido para criar rabiscos na tela e conduzir a bolinha a um recipiente. São 30 fases que exigem traço firme e muita lógica. Para BlackBerry 1.0.0 ou superior. / grátis

SOCOrrO cria uma ficha médica do usuário, com informações sobre alergias, tipo sanguíneo, convênio médico, doenças. Dados que podem ser úteis em uma emergência. Para iOS 3.0 ou superior. / grátis

BOB BurNquIST’S dreamlaNd O ObjetivO é conduzir o skatista brasileiro em pistas. Para ganhar pontos, tem de fazer manobras radicais e vencer obstáculos do trajeto no menor tempo possível. Para iOS 4.2 ou superior. / grátis

mINdmaPS muitO útil para reuniões ou apresentações, ajuda a ordenar e estruturar ideias em um mapa, que pode ser compartilhado ou exportado. Para BlackBerry 1.0.0 ou superior. / 3,99 dólares

aNdrOId / celular

aNdrOId / tablet

WINdOWS PhONe 7

Camera FuN PrO um app para brincar com as fotos de amigos e familiares. Com 29 efeitos diferentes, permite deixar a cabeça da pessoa torta ou a pele azulada. Para Android 1.6 ou superior. / 0,99 dólar

XaveCO indispensável para os tímidos, tem um repertório de 390 cantadas que podem ser acessadas com poucos cliques. Os xavecos são separados por categorias. Para Android 1.5 ou superior. / grátis

gPS SPeedOmeTer transfOrma o smartphone em um velocímetro para ser usado na caminhada ou no carro. Identifica a altitude e calcula a distância percorrida. Para Windows Phone 7 ou superior. / 0,99 dólar

drOPIN para Quem nãO quer perder as fotos e os vídeos guardados no celular. Ele sincroniza todos os arquivos com uma pasta no serviço de nuvem Dropbox. Para Android 2.0 ou superior. / grátis

SPymOuSe O jOgadOr deve conduzir um ratinho pelos cômodos da casa. O objetivo é pegar o queijo e fugir do gato. A cada nova fase, o game fica mais desafiante. Para Android 2.1 ou superior. / 0,99 dólar

ParaChuTe PaNIC O jOgadOr deve ajudar soldados que saltam de paraquedas a pousar com segurança em embarcações. Para isso é preciso desviar de perigos. Para Windows Phone 7 ou superior. / 2,99 dólares

deSPerTadOr XTreme inimigO númerO um dos preguiçosos, o alarme só é desligado após o usuário digitar uma senha ou fazer uma série de cálculos de vários níveis de dificuldade. Para Android 2.1 ou superior. / 1,99 dólar

Pega-ladrãO O app instala uma espécie de alarme de carro no tablet. Se alguém pegá-lo sem autorização, dispara uma sirene na tela, que faz um barulho bem alto e estridente. Para Android 2.0 ou superior. / grátis

COmPaSSeS transfOrma O WindOWs Phone em uma bússola, que usa a rede de telefonia para se orientar. Conta com skins para mudar o visual do instrumento. Para Windows Phone 7 ou superior. / 1,99 dólar

22 / INFO Março 2012

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2/23/12 3:30:49 PM


/ livros

O outro lado dos hackers O jornalista americano steven Levy conta em livro recém-lançado no Brasil suas experiências com grandes nomes da tecnologia, como Bill Gates e steve Jobs

Quando comecei a escrever o livro, a maioria das pessoas não estava familiarizada com o termo hacker. Quem conhecia a palavra achava que se tratava apenas da descrição de alguém obcecado por computador. Naquela época, ser hacker era algo positivo, como ter uma medalha. Era um mestre da computação.”

/ POr Juliano Barreto Não é exagero dizer que o

jornalista e escritor americano Steven Levy conhece como poucos o mundo da tecnologia. Editor sênior da revista Wired e autor de seis livros, ele já esteve cara a cara com nomes como Steve Wozniak, Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg. O resultado dessas conversas pode ser encontrado em Heróis da Revolução (Editora Évora, 464 páginas, 59,90 reais), que acaba de ser lançado no Brasil. Escrito há quase 30 anos e relançado em 2010, o livro conta a história dos responsáveis pela evolução tecnológica e mostra como o termo hacker foi deturpado com o passar do tempo. “Quando escrevi, a maioria das pessoas achava que se tratava apenas da descrição de alguém obcecado por computador”, disse Levy. “Naquela época, ser hacker era como ser um mestre da computação.” Em entrevista a INFO, Levy fala sobre suas impressões e experiências com cada um desses heróis da computação.

FOTOs divulgação

IN314_ENTER_Levy.indd 23

“Quando Steve Jobs lançou o Macintosh confirmei a impressão de que ele não era um hacker. Sua importância estava muito mais ligada ao design e ao foco na perfeição. Ele foi uma figura gigante no mundo dos negócios.”

“Steve Wozniak foi um grande mago da computação. Ele lidava com seu talento da mesma forma que os artistas: pela alegria da criação, não por causa da fama e da fortuna. Sua generosidade ainda serve de inspiração para os jovens hackers.”

“Mark Zuckerberg está ao lado de Gates, Wozniak e dos outros grandes nomes da tecnologia. Ele costuma dizer que a meta do Facebook é ser a maior empresa hacker do mundo.” “Foram ótimas entrevistas. Mas era preciso trabalhar duro, se preparar e saber exatamente do que estava falando. Qualquer erro irrelevante faz Bill Gates interromper a entrevista para te corrigir.”

Março 2012 INFO

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2/23/12 7:03:38 PM


/ Televisão

Campeões de audiência

O site brasileiro Qualcanal.tv é uma espécie de ibope das redes sociais. ele monitora as citações de programas de televisão feitas no Twitter. Para descobrir se o número de pessoas que falam de programas na rede de microblogs bate com a audiência da TV tradicional, INFO comparou o ranking das emissoras abertas com a dos mais tuitados. e encontrou algumas diferenças:

/

ranking

POR JulianO barreTO

maiores audiênCias da tV

Canais Com programas mais tuitados

Olha a cOluna!

Assim como ocorre com desktops e notebooks, o uso de tablets em posições erradas pode causar dores. Veja as regiões do corpo que mais sofrem em cada posição e confira algumas dicas de Renato Ueta, ortopedista da Unifesp, para evitar problemas

/ POR MauríciO MOraes posição 1 / sentado numa cadeira com o tablet no colo

1

A coluna lombar e o pescoço tendem a ficar muito curvados, o que pode causar contratura muscular e até dor crônica. O ideal é tentar manter a coluna ereta.

2

posição 2 / sentado com o tablet sobre uma mesa

3

Se o tablet estiver na horizontal, a cabeça precisa se inclinar muito para a frente. A tela precisa ficar inclinada, para aliviar a pressão no pescoço e evitar dores.

4

5

posição 3 / deitado na cama, de barriga para cima

ranking A MTV não atinge um ponto no Ibope e não aparece na lista

24 / INFO Março 2012

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Tem um efeito parecido ao de usar o tablet sentado. A região que mais sofre é o pescoço, que se dobra para a frente. Ficar muito tempo assim pode causar dor.

ilUSTRAçõeS evandrO berTOl

2/21/12 10:35:45 PM


/ 3,14159265

Números do mês

50%

dos compradores do tablet Kindle Fire, da amazon, estão bastante satisFeitos com o produto. no ipad, da apple, esse número é de 74%

130 milhões de tuítes são considerados inúteis pelos usuários do serviço. é o equivalente a 66% do volume postado diariamente

75% IN314_ENTER_Numeros.indd 25

1,6 bilhão de dólares é o valor da ação que a empresa chinesa proview está movendo contra a apple pelo nome ipad. por causa disso, o tablet foi retirado das lojas do país

66% de espaço e 50% de energia é a economia gerada pelos novos servidores criados em parceria pela seamicro, intel e samsung para guardar dados na nuvem

11,5 bilhões

de folhas de papel a4 teriam de ser usadas para imprimir os cerca de 292 bilihões de posts feitos em um ano por 850 milhões de usuários do Facebook

dos americanos já usaram smartphones e tablets no banheiro. é o que aponta pesquisa realizada pela agência 11mark

2/23/12 4:29:40 PM


bA RA DO t DIA

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As mil faces do Google

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O mágIcO HARRY HOUDINI 137º ANIVERSáRIO

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26 / INFO Março 2011

20 1

Como são criados os Doodles, logotipos que homenageiam pessoas famosas e datas comemorativas na página inicial do site de buscas

E A Dm 35 StR OND 5º ôN H AN O Al IV mO EY ER , Sá RI O

Quem AcessAvA a página do Google em meados de fevereiro encontrava um logotipo diferente do tradicional. As letras que formavam o nome da empresa continuavam coloridas, mas eram feitas de tambores, chapéus, paetês, apitos, confete e serpentina. O objetivo? Comemorar o Carnaval. Não é raro encontrar Doodles, como ficaram conhecidos os logos alterados que prestam homenagens a datas comemorativas, na página inicial do site de buscas. O que pouca gente sabe é como eles são criados. O primeiro passo é escolher um tema. Em geral, as ideias partem dos funcionários do Google. “Eles têm uma curiosidade natural e um desejo de aprender coisas novas”, diz a INFO a americana sophia Foster-Dimino, que tem um cargo inusitado: Doodler. Ou seja, ela é responsável pela equipe de criação dos logotipos do Google. O planejamento da equipe é feito a cada três meses e, para ser homenageado, é preciso transmitir alguns valores considerados inatos à empresa, como inovação, inspiração e criatividade. Desde que o Google começou a brincar com seu próprio logo, em 1998, já foram feitos mais de mil Doodles. Um dos maiores sucessos entrou no ar em junho do ano passado: uma homenagem a Les Paul, músico e inventor das guitarras que levam seu nome (veja ao lado). Com a ajuda do teclado e do mouse, era possível dedilhar as cordas do logo e fazer uma canção. “Em 48 horas foram gravados o equivalente a cinco anos de música”, afirma sophia.

FOTOs reproDução

2/23/12 7:24:50 PM


/ Haja coração!

O Galvão Bueno do Warcraf No trabalho ele é Julien De Lucca. Mas é quando empunha um microfone que esse paulistano de 34 anos ganha um alter ego: Xuminator. Em vez de trabalhar com futebol e Fórmula 1, a versão nerd do Galvão Bueno narra partidas do game Warcraft. Seus bordões já fazem sucesso no YouTube. Abaixo, alguns dos mais comuns – traduzidos, é claro. / Por Juliano Barreto

“Hoje é Zerg contra Zerg!” Tradução: Partida entre dois jogadores que utilizam a mesma raça (Zergs) e que costuma resultar em jogos curtos, mas muito intensos. o vencedor é definido nos primeiros cinco minutos.

“Deu um Xublau!”

Tradução: onomatopeia para descrever um ataque com grandes explosões provocadas por tropas de personagens tatus-bomba.

FoTo felipe gomBossy

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“O cara dá GG com barata e zeguinídeo!” Tradução: o oponente ainda tem unidades de ataque e de defesa. Apesar disso, sai do jogo por não acreditar que pode vencer.

9gag chega ao Brasil Grande fonte de piadas da web, o site ganhará versão em português até o meio do ano

/ Por paula rotHman Era para ser apenas uma página de compartilhamento de imagens, mas se tornou mais um daqueles fenômenos da web sem explicação. Com 45 milhões de visitantes ao mês (mais do que a população da Argentina!), o 9gag.com é um site onde os usuários criam posts com histórias engraçadas, cenas bizarras ou montagens. “Não sei explicar o sucesso”, disse a INFO Ray Chan, CEO e cofundador do portal. “Acho que as redes sociais ajudaram, as pessoas gostam de compartilhar coisas engraçadas.” Criado em 2008 por cinco amigos de Hong Kong, o 9gag se prepara para uma nova etapa: a localização do conteúdo. Um dos primeiros lugares a ganhar uma versão traduzida será o Brasil, que representa 10% da audiência do site. “A versão em português sai ainda no primeiro semestre deste ano”, afirma Chan.

Março 2012 INFO

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/ É nóiz na net, tio!

Rap sem complicação

6’7 (Lil Wayne) “look, I’m right behind ya bitch/ real g’s move in silence like lasagna”. Tradução: olha, vagabunda, que eu tô bem atrás de você/ Gs de verdade se movem como lasanha. Explicação: Em inglês, o “g” da palavra “lasagna” é mudo. os gângsteres de verdade são tão discretos e silenciosos quanto essa letrinha. O que a INFO também aprendeu: six foot seven, o título da música, refere-se à altura média dos jogadores de basquete da NBa (6’7, ou 2m05). também significa o tamanho das celas dos presídios nos Estados unidos.

28 / INFO Março 2012

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site que decifra as letras dos rappers americanos tem até versão brasileira / Por ÁlvaRO OppeRMann

Na música 6’7, de Lil Wayne, o gângster se move “como

lasanha”. Em suas letras, Snoop Dogg bate no peito e diz que é um “Crip, ma”. Até mesmo para um americano da gema, as letras dos rappers são tão enigmáticas, repletas de gírias e códigos dos guetos que tornam sua compreensão impossível. Um trio de formandos da Universidade de Yale criou uma startup com o objetivo de decifrar essas letras. É o site Rap Genius. Os amigos Mahbod Moghadam, 28 anos, Tom Lehman e Ilan Zechory, ambos de 27, largaram empregos bem remunerados em Nova York para se dedicar ao site. Loucura? Nada. O serviço onde usuários postam comentários sobre o significado das letras atrai cerca de 700 mil visitantes únicos ao mês e chamou a atenção das gravadoras Universal e EMI e do serviço Spotify. “Quero ficar milionário, me mudar para o Brasil e casar com uma brasileira”, disse a INFO Mahbod, que é fã de rap desde que era garoto em Teerã. O site já tem até uma versão tupiniquim, o Rap Genius Brazil (rapgeniusbrazil.wordpress.com), trabalho do estudante carioca Rodrigo “the Master” Bento, 18 anos. Mahbod o descobriu no Twitter e o convidou para ser parceiro. E o bonde não para, como diria MV Bill, cujas letras constam do Rap Genius.

Drop it Like it’s Hot (Snoop Dogg) “When the pimps in the crib ma/ drop it like it‘s hot/ When the pigs try to get at you/ park it like it’s hot” . Tradução: Quando os cafetões te apertam, mina/ largue como se estivesse quente/ Quando os porcos tentam te pegar, estacione como se estivesse quente. Explicação: “Ma” em geral é mãe, mas não aqui. “Quente” é gíria para produto roubado. “Porcos” são os policiais. O que a INFO também aprendeu: o nome verdadeiro de snoop é Calvin Cordozar Broadus Jr.

ilustração Oga MendOnça

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/ Compras

Sapato, vinho e até cueca em casa

Que tal receber todos os meses seis garrafas de vinho na porta de casa? Ou, então, um pacote com cuecas e meias novas? Nos últimos meses surgiram vários serviços de assinatura via web. INFO selecionou os principais / POR Renata LeaL

GlossyBox

Bluebox by Tryoop

Shoes4you

Ramo / Beleza O que oferece /

Ramo / Bem-estar O que oferece /

Ramo / sapatos O que oferece / As

Tem dois modelos de caixas, Beauty e Beauty Premium. Elas têm entre 4 e 6 amostras, miniaturas e produtos de beleza em tamanho real

Lançada em janeiro, dá ao consumidor a chance de experimentar alimentos integrais, orgânicos ou sustentáveis, como barras de cereais

Frequência / Mensal Preço / R$ 23 (Beauty)

Frequência / Mensal Preço /R$ 39 mensais,

e R$ 39 (Beauty Premium) mensais, incluindo frete

incluindo frete

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clientes escolhem uma das 15 opções de sapatos, bolsas e acessórios da marca, selecionados por três curadoras. Oferece coleções assinadas e exclusivas

Frequência / Mensal Preço / R$ 99 por pedido, incluindo frete

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Clube W

Cuecaemcasa.com

Glambox

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Ramo / Vestuário O que oferece /

Ramo / Beleza O que oferece / Em

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seleciona dois vinhos por mês e o cliente define a quantidade de garrafas. Assinantes têm desconto de 15% e não pagam frete

Cuecas em modelos slip ou boxer, nos tamanhos P ao GG e nas cores branca ou preta. Pode incluir meias brancas

Frequência / Mensal Preço / R$ 100

Frequência / Envio único ou a cada 2, 3 ou 4 meses

lançamento no país, é uma caixa surpresa com entre 4 e 5 miniaturas de produtos importados para a pele e o cabelo, maquiagem e perfumes

Frequência / Mensal Preço / R$ 50 (mensal)

(2 garrafas), R$ 200 (4 garrafas) e R$ 300 (6 garrafas), incluindo frete

Preço / De R$ 33,90 a R$ 78,90

ou R$ 500 (anual), incluindo frete

Site / wine.com.br/clubew

Site /cuecaemcasa.com

Site / glambox.com.br

FOTOs RafaeL evangeLista

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/ Vivendo em Beta

O poder da influência

Mais de 3 mil seguidores no Twitter? Seu nome ganha lugar em todas as listas VIP. É a vantagem de ser influente online

D

urante a semana de moda de Nova York, reali zada em meados de fevereiro, entradas para shows exclusivos foram desfrutados por uma nova elite: os simples mortais que gostam de moda e têm um grande número de seguidores no Twitter e um Klout score (ou pontos no Klout) acima de 60. No mundo frívolo da moda, a nova comodidade é ser influente online. Mas o fato de os novos fashionistas terem acesso ao mundo elitista da moda não quer dizer que a indústria ficou mais democrática. Ao contrário. O que isso significa é que a democracia na rede está ficando cada vez mais elitista. Pontos no Klout.com, PeerIndex.com e o número de seguidores em redes sociais, como o Twitter, estão abrindo portas para pessoas em outras áreas, como as da arte e da publicidade. Há dois anos, o quociente da sua popularidade ficava escondido. Não era fácil saber, por exemplo, quantas pessoas acessavam um determinado site. Mas hoje qualquer internauta pode acompanhar seu número de seguidores. Uma obsessão crescente por esse tipo de dado está criando o 1% da rede, referência ao 1% rico como contabili-

zou o movimento Occupy Wall Street. Desde a criação da web, no final da década de 1980, quando o instituto Cern ligou os terminais de computadores que antes operavam isoladamente, a internet surgiu com a missão de facilitar a troca democrática de informações. Fast forward para 2012 e vemos que parte das redes sociais criou redes de influência.

Occupy Wall Street Como indiquei na minha coluna de maio (abr.io/lariu), de 2011 em diante o mais importante não será a conexão entre as pessoas, mas o valor de cada pessoa nas redes sociais. Agora que todo mundo já tem internet e se conectou, o próximo passo é saber quem tem o maior poder de influência. Concluí na minha coluna que esse comportamento é positivo para mobilizar multidões em torno de causas sociais e políticas. É só ver o que aconteceu no ano passado durante a Primavera Árabe. Por outro lado, fazer parte de uma elite de influenciadores pode ser usado para causas menos altruístas, como ganhar produtos e conseguir privilégios. Outros exemplos de como a rede está ficando elitista podem ser encontrados em sites como o FilePile.org.

AlessAndrA lAriu

O FilePile é como o 4Chan.org, mas que só pode ser acessado por 200 pessoas e membros novos não são aceitos. Ou ainda o W hahooly.com, onde usuários privilegiados usam sua inf luência para ganhar ações de empresas que estão começando. É claro que quando falo de redes de influência me refiro mais a países democráticos, onde essas redes podem existir. Em governos como o da China, a influência (ou até mesmo a censura) fica restrita ao governo.

GraNde utOpIa Seria parte da natureza humana a impossibilidade de criar uma comunidade 100% democrática? Por que quando muitos começam a usar algo, temos necessidade de separar quem tem mais de quem tem menos, nesse caso influência? Será que esse comportamento é um mecanismo de evolução da humanidade ou um fato que mostra quanto nosso ego sempre vai falar mais alto que os sentimentos de comunidade e de democracia? Seria o sonho dos criadores da web uma grande utopia? ↙

Alessandra Lariu, 38 anos, é publicitária e cofundadora do site SheSays, que ajuda mulheres a entrar na carreira de criação digital. Empresária, ela mora em Nova York.

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/ BizTech

Já ouviu falar em big data?

Na era dos negócios guiados pelo uso intensivo de dados, é valor para a empresa ter informações em tempo real

S

omos mais de 800 milhões de usuários ativos no Facebook e cada um de nós tem uma experiência otimizada para garantir engajamento por meio de estímulos relevantes para cada usuário. Isso é um exemplo de aplicação de uma das mais quentes tendências no mundo dos negócios suportados por tecnologia, aqueles guiados pelo uso intensivo de dados. Essa onda está aumentando graças ao encontro de três outras macrotendências: a abundância da capacidade computacional e de armazenamento na nuvem; a geração e a coleta de dados de todos os tipos pela rede; e a evolução e popularização de técnicas de processamento de dados em grande escala. Com isso, negócios dos mais diversos tipos estão se especializando em coletar, armazenar e processar dados de uma maneira bem diferente da que vimos nas décadas passadas, com a explosão das técnicas e das ferramentas de data warehousing e business intelligence. Estamos falando do mais novo buzzword tecnológico no mundo dos negócios: o big data. Mas o que faz big data ser tão diferente? Podemos resumir isso em três pontos: forma, velocidade e tamanho.

O primeiro deles, a forma, é talvez a maior novidade. Quando falamos de big data pensamos em dados nas mais variadas formas e não necessariamente bem estruturados. São dados como imagens coletadas por câmeras de vigilância das metrópoles, vídeos ou comentários de usuários nas redes sociais. Nem sempre o dado é limpo ou fácil de ser tratado e, na maioria das vezes, o trabalho é limpar. A coisa fica mais interessante quando misturamos diferentes tipos de dados para construir uma aplicação. O segundo, a velocidade, é mais natural de entendermos. A web em tempo real chegou para ficar. Queremos tudo ao mesmo tempo e agora. Em big data a questão é como ter as informações em tempo hábil com o maior valor possível para os negócios. A diferença é que precisamos dos dados sendo processados de maneira contínua e não podemos esperar pelos resultados no minuto seguinte. O terceiro é o tamanho. Em big data, tudo é grande mesmo. Os datasets podem atingir tera e petabytes. O Google, por exemplo, processa mais de 24 petabytes de dados por dia e o YouTube recebe e processa mais de 60 horas de vídeos por minuto. Graças a técnicas e tecnologias que nasceram nas garagens que deram ori-

Manoel leMos

gem a empresas como o Google e à capacidade computacional acessível a todos por meio da computação na nuvem, atacar esse problema é algo que está virtualmente acessível às empresas. O grande desafio é encontrar profissionais capacitados a trabalhar com dados dessa maneira e em incorporar a tomada de decisões baseada em dados na cultura da empresa. No lado profissional, as carreiras que suportam essas operações tornam-se cada vez mais quentes. De analistas a cientistas de dados, as empresas que entenderam o poder do big data disputam esses profissionais de forma agressiva. Apesar de big data estar presente nos mais diferentes segmentos da indústria, é na internet que seu uso é mais patente. Se olharmos para alguns dos serviços que usamos diariamente na rede veremos várias experiências que resultam da análise de dados. Isso traz uma nova discussão. De quem são esses dados e como podem ser usados? Mas isso já é assunto para a nossa próxima conversa.↙

Manoel Lemos, 37 anos, é engenheiro da computação, especialista em supercomputação, empreendedor, investidor em tech startups e diretor-geral digital da Abril Mídia. É apaixonado por mergulho com tubarões.

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/ Geração Digital

A nuvem precisa ser sólida

Para os negócios na internet, confiança e transparência são mais importantes do que manter os servidores ativos 99,9% do tempo

A

o longo do século 20, a atividade econômica, as operações governamentais e toda a criação de riqueza e desenvolvimento social se basearam numa infraestrutura da era industrial que incluía o sistema de energia elétrica, as estradas e redes analógicas, como as de telefone. Agora existe uma nova peça estrutural a ser levada em conta nessa equação: a internet e sua nuvem. Entre outras coisas, esse tipo de serviço acelera o metabolismo da empresa, aumenta a flexibilidade, reduz custos e propicia a inovação ao criar oportunidades para o trabalho colaborativo. Mas a evidência de que muitos serviços na nuvem são sólidos, confiáveis e seguros ainda não convence todas as companhias.

sOluções seguras Há mais em que conf iar do que hardware estável, rede e serviços de software. Para conquistar as empresas, os provedores de serviços na nuvem precisam mostrar integridade. Da perspectiva dos usuários — sejam eles parceiros, acionistas, clientes, empregados ou o público em geral —, essas empresas devem ser exemplos de cidadania. Precisam cultivar confiança e integrida-

de. Precisam provar que serão honestas, responsáveis, confiáveis e transparentes. Confiança é a expectativa de que um provedor vai se comportar de acordo com as bases da integridade. Para estabelecer esse vínculo, as instituições devem ser elas mesmas confiáveis. Ou seja, devem assumir claros compromissos e honrá-los. Os consumidores não estão interessados em 99,999% de disponibilidade das máquinas se seus dados não estão bem protegidos. Os provedores de serviços na nuvem precisam fornecer soluções seguras. Por causa da internet, estamos vivendo uma era de hipertransparência. Todas as organizações precisam ter a integridade como parte de seu DNA — não apenas para assegurar um ambiente saudável para os negócios, mas para sua própria sustentabilidade e vantagem competitiva. E qualquer provedor de serviços na nuvem também deve seguir à risca esses princípios. A sociedade estará cada vez mais alerta para a dissimulação de indivíduos e organizações que cultivam uma aura de responsabilidade, mas adotam práticas de negócios bem diferentes. Em praticamente tudo — motivar empregados, negociar com parceiros, fornecer informações financeiras ou explicar o impacto ambiental de uma nova

don tapscott

fábrica —, as empresas e outras organizações devem dizer a verdade, levar em conta o interesse de outros e ser capazes de cumprir seus compromissos.

NegócIOs prejudIcadOs Muitas empresas e governos ainda hesitam em usar a nuvem para guardar informações críticas. Os negócios como um todo saem prejudicados quando um serviço de armazenamento de dados permite que seus servidores sejam hackeados, expondo milhões de registros médicos ou financeiros. Ou quando os provedores não honram seus compromissos com a privacidade. Incidentes como esses constituem um desestímulo para que as empresas coloquem o eixo de suas operações nas mãos de um provedor de serviços na nuvem. Os elementos de hardware e software nesse tipo de serviço avançam em velocidade estonteante. Mas o maior desafio para o crescimento do setor é mostrar que a integridade faz parte de seu DNA corporativo e que as empresas podem realmente confiar nos provedores. ↙

Don Tapscott, 64 anos, é autor de 13 livros sobre a influência das novas tecnologias nos negócios, entre eles Wikinomics, A Empresa Transparente e A Hora da Geração Digital.

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/ Cérebro Eletrônico

O presente é o passado do futuro Empreendedores sempre existiram. Mas nunca antes na história eles tiveram um mercado global ao alcance dos dedos

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u não me lembro de nada do que aconteceu depois que — supostamente — conversei com aquele golfinho em 2032. Talvez o encontro comigo mesmo tenha sido o gatilho da minha volta. De repente “acordei em 2012”. Tinha voltado ao “presente”. Mas por que o presente sempre me lembra o passado? Ainda outro dia li um texto na revista The Economist anunciando tempos muito difíceis para o comércio tradicional na Europa. O artigo dizia que as empresas que não estivessem mergulhadas no comércio eletrônico podiam se preparar para o pior — inclusive falência. Meu primeiro pensamento foi: a lg uém a i nda está ig nora ndo o e-commerce? A resposta é sim. Tem empresário que ignora a internet. Ele espera que a gente pegue o carro, enfrente o horror do trânsito, circule meia hora arriscando a vida na disputa por uma vaga no estacionamento, ache a loja dele e espere para ser atendido. Shoppings vão continuar existindo como centros de lazer e alimentação. Neles haverão lojas convencionais, onde os clientes poderão tocar nas roupas que compram ou provar o vinho antes de levar. Mas essa forma de co-

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mércio tende a virar minoria. E rapidamente. Apostar todas as fichas no caminho contrário é um convite ao suicídio. Com essas mudanças muita gente vai perder emprego. E continuar desempregada. Carteira assinada? 13º? Férias remuneradas? Esses privilégios pertencem ao passado, a não ser que você trabalhe no aparelho estatal. Para o resto de nós, isso acabou. Especialmente porque nossas leis trabalhistas são da década de 1930. E isso não vai mudar.

LeIs uLtrapassadas Grandes empresas tendem a desmontar suas megaestruturas. Elas vão ter de apelar cada vez mais para a pulverizada realidade dos autônomos, dos fornecedores de serviço e da terceirização. Na minha carreira vi gigantes desabarem por falta de capacidade de adaptação. E aí temos o desemprego. Que nesse mundo antigo é encarado como um ato de maldade do empregador. Para quem está empregado, o “mundo lá fora” é apavorante. Para quem não está empregado, é o real. Um mundo sem garantias, onde as leis são muito frágeis, as condições mais difíceis, os contratos mais fluidos. Um mundo onde anos sem férias é uma possibilidade real, onde as leis trabalhistas não valem.

Dagomir marquezi

Mas não se esqueça que o Mark Zuckerberg não seria hoje um bilionário se trabalhasse no almoxarifado de um banco. A necessidade é a mãe da invenção. No mundo “lá fora” é que estão as grandes oportunidades, os nichos a serem conquistados, as descobertas, as grandes sacadas (e é no mundo lá fora que você pode transformar sua terça-feira num domingo exclusivo). Empreendedores sempre existiram. Mas nunca tiveram um mercado global ao alcance dos dedos. Nem comunicações planetárias gratuitas, redes de pessoas se juntando publicamente aos milhares em grupos de interesses comuns. A maior parte dos documentos e mesmo das mercadorias se transforma em bits e bytes e chega ao destino no segundo seguinte. Temos uma emissora de TV em cada casa, computadores nos bolsos, economias cada vez mais integradas. Cada novidade na internet, cada aplicativo no celular, cada tablet mais barato multiplica a possibilidade de negócios e trabalho. Esse presente/futuro é um grande momento para uma aventura. Mesmo porque teremos cada vez menos opções. ↙

Dagomir Marquezi, 58 anos, dividiu sua vida entre o jornalismo e a ficção. Escreveu novelas, musicais e roteiros de cinema. Há 15 anos acompanha a tecnologia em sua coluna na INFO.

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O novo PS Vita, da Sony, tem recursos de smartphones e tablets. Mas não se engane: é o game portátil mais poderoso do mercado

O Perigo Está no Ar / 48 Uma Loja Online Para Chamar de Sua / 56 A Internet Existe Sem Pirataria? / 60 Berçários de Inovação / 70 Dicas / 76 FOTO RAONI MADDALENA

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ela sensível

ao toque. Acesso a Wi-Fi e à rede 3G. Loja de apps. Tocador de música e vídeo. GPS. Duas câmeras. As características acima poderiam descrever o mais novo tablet ou smartphone do mercado, mas elas fazem parte das especificações técnicas de outro aparelho portátil que acaba de chegar às lojas brasileiras: o PlayStation Vita. Lançado no final de fevereiro em todo o mundo (com exceção do Japão, onde já é vendido desde o ano passado), o console de mão da Sony chega ao mercado brasileiro por 1 599 reais e uma difícil missão: conquistar os jogadores que se acostumaram a tocar na tela para atirar passarinhos, mas também agradar aos gamers mais fanáticos, aqueles que gostam de histórias complexas e gráficos em altíssima resolução. “O console atende a uma filosofia PlayStation. Sua proposta principal é jogar, e isso precisa ser simples e fácil”, disse Takashi Sogabe, responsável pelo design do PS Vita. Em latim, o vita do nome significa vida. Para ver de perto as novidades do PS Vita, INFO importou um aparelho do Japão e passou 30 dias revirando todas as suas funcionalidades. Ao tirá-lo da caixa no INFOlab, rolou uma ligeira decepção, já que sua aparência não difere muito do PlayStation Portable,

o ps vita de frente... O nOvO cOnsOle pOrtátil da sOny é semelhante a um cOntrOle de playstatiOn, só que cOm tela enOrme nO meiO

o antecessor. Mas logo as novidades interessantes começaram a aparecer. Uma delas é a tela de cinco polegadas, quase 16% maior que a do modelo anterior. Ela deixa para trás telas imponentes, como a do Samsung Galaxy II, um dos maiores smartphones do mercado. Outro diferencial é a presença de uma segunda alavanca analógica. Ela ajuda (e muito!) na hora de movimentar os personagens pelos cenários dos games. Para completar, o PS Vita vem equipado com duas câmeras, na frente e atrás do aparelho. Servem para tirar fotos, mas também para os recursos de realidade aumentada. Não é exagero dizer que o Vita é semelhante a um controle de PlayStation, só que com uma tela enorme no meio. Quando colocado para funcionar, o console surpreende. A tela sensível ao toque com a tecnologia OLED (que consome menos energia) tem capacidade para exibir 16 milhões de cores. O processador é o ARM Cortex A9 com quatro núcleos. Ele tem ainda uma placa GPU PowerVR SGX543MP4+. Só para comparar: o processador do iPad 2 e do iPhone 4S tem dois núcleos. A combinação de tela com boa resolução e hardware poderoso é visível nos gráficos em altíssima resolução dos jogos. A qualidade fica ainda mais evidente durante a disputa das partidas.

rayman Origins

A aventura traz a história de Rayman, um herói sem braços nem pernas que conta com amigos para derrotar inimigos

SeNSOr de mOvImeNtO Além de uma configuração parruda, disparada a melhor entre os consoles de mão do mercado, o PS Vita sai de fábrica com um painel sensível ao toque localizado na parte de trás. Vem ainda equipado com giroscópio e acelerômetro, duas tecnologias comuns a smartphones e tablets e que servem como sensores de movimento. O console também oferece uma série de apps interessantes. Um deles permite que os jogadores façam uma conferência de voz com até oito pessoas.

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Alavancas analógicas

Câmera frontal com resolução VGA

NhO TAmA reAl

Tela sensível ao toque de 5 polegadas e com 16 milhões de cores

Outro, chamado Near, utiliza o GPS para se conectar com outros PS Vita. Com isso é possível habilitar itens especiais e conferir o que as pessoas em volta estão jogando. Além disso, tem conexão Wi-Fi (no exterior existe uma versão com 3G) para acessar a PS Store, loja virtual onde é possível baixar jogos completos, demonstrações e outras aplicações, como apps para usar o Twitter ou assistir a vídeos no Netflix. Um dos grandes trunfos do PS Vita é aproveitar todos os recursos disponíveis no aparelho para transfor-

ilustração evandro bertol

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8,35 cm

1,8 6

cm

Botão PS

18,2 cm

mar a experiência de jogar. São vários os exemplos de como isso acontece. Em uma determinada fase do game Uncharted: Golden Abyss, por exemplo, o jogador precisa encontrar um pergaminho cuja tinta é sensível à luminosidade. Para ler o que está escrito e seguir adiante é necessário aproximar o pergaminho de uma fonte de luz. O jogador deve, então, colocar o console perto de uma lâmpada ou embaixo do sol forte. O lançamento do PS Vita é o mais recente capítulo de uma história que teve início em 1994, quando a Sony es-

treou no mercado de jogos com a marca PlayStation. A primeira versão tinha como novidade a utilização de CD como mídia. Foi um sucesso. O PlayStation foi o primeiro console a atingir a marca de 100 milhões de unidades vendidas. Os números positivos animaram a empresa a lançar uma segunda versão. Cercado de expectativa, o PlayStation 2 chegou ao mercado em 2000 e conquistou os fãs da marca com jogos exclusivos, como Metal Gear Solid 2 e Final Fantasy X. O resultado? É até hoje o console mais vendido da história, com Março 2012 INFO

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NhO Tama real

Porta de acessórios

Slot para cartões de jogo

Painel traseiro multitoque

Câmera traseira com 1,3 megapixel

Tela de 5" / Wi-Fi / Sony memory stick micro / Sensor de movimento / Câmeras VGA (dianteira e traseira) / Entrada P2 / 263 g / 3h56min de bateria AvAliAção técNicA: 8,5 custo/BeNefício: 7,1

/ R$ 1 599

2001

Do Game Boy ao Vita

1989

1990

Game Gear (Sega) Rodava jogos do Master System, tinha tela colorida e foi o primeiro a peitar o Game Boy

1998 A históriA dos videogAmes portáteis é repletA de grAndes sucessos e frAcAssos. AcompAnhe A evolução dos últimos Anos

Game Boy (Nintendo) Foi o primeiro portátil a fazer sucesso mundial. Vendeu 25 milhões de unidades Lynx (Atari) O primeiro game com tela colorida e brilho de fundo. Tinha dois problemas: bateria fraca e preço alto

Game Boy Color (Nintendo) Versão colorida do grande sucesso da empresa, mostrava 56 cores diferentes. Vendeu 100 milhões de unidades

2001

Game Boy Advance (Nintendo) O portátil ganhou novo formato, na horizontal, e mais dois botões

2003

N-Gage (Nokia) O design pouco confortável e a tela na vertical impediram o sucesso do portátil multimídia da empresa

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...e de costas

150 milhões de unidades. Com a liderança do mercado de consoles, faltava à Sony conquistar a fatia destinada aos games portáteis. Em 2005, a empresa lançou o PlayStation Portable (PSP), cuja missão era tornar-se uma espécie de walkman da nova geração. O resultado não foi o esperado e o portátil só decolou quando a Sony reduziu seu preço.

na parte traseira, a diferença é o painel multitoque. ele pode ser usado em jogos como:

DIsputa cOm aNgry BIrDs Para não repetir os erros do passado, a Sony chamou uma pessoa que conhece a empresa como poucos para o projeto do PS Vita. Takashi Sogabe é responsável por um dos maiores hits da história dos eletroeletrônicos: o walkman. O aparelho virou símbolo de uma geração e vendeu mais de 220 milhões de unidades. Sogabe trabalhou ainda em produtos como o PSP 3000, o atual modelo do PlayStation 3 e vários computadores da série Vaio, uma das estrelas da Sony. No Japão, o PS Vita foi recebido com pouco entusiasmo. Na primeira semana, vendeu pouco mais de 320 mil unidades. Mas o número caiu para apenas 15 mil nas semanas posteriores. O resul-

uncharted: golden abyss

O painel é usado para focar a mira telescópica da arma de Nathan Drake

ultimate marvel vs. capcom 3

Pulos e golpes podem ser desferidos ao passar o dedo no painel traseiro

2004

Nintendo DS (Nintendo) Substituto do Game Boy, tinha duas telas, uma delas sensível ao toque

2005

PlayStation Portable (Sony) A empresa entrou no mercado com um novo formato de mídia, o UMD. Não pegou

2011 Nintendo 3DS (Nintendo) A tela superior reproduz 3D sem a necessidade dos óculos. As vendas só melhoraram depois de um corte de preço

tado abaixo do esperado pode ser explicado pela atual crise de identidade que a indústria de games japonesa passa, que há quatro anos sofre com quedas no faturamento dos jogos. Outra explicação está no avanço dos smartphones e tablets como plataformas para games. Juntos, Apple e Google ativam algo como 1 milhão de smartphones por dia. Não é à toa que Angry Birds é um dos jogos mais bem-sucedidos da história, com mais de 500 milhões de downloads. Apesar disso, ainda existe um nicho de mercado para consoles portáteis. “O PS Vita é um produto focado em games”, diz Dario Coutinho, editor do blog Mobile Gamer, especializado em jogos portáteis. “Com o mercado de jogos mobile cada vez mais voltado para o modelo freemium de aplicativos, como o Angry Birds, o PS Vita encontra seu lugar entre os jogadores hardcore ou quem quer jogar mais de 5 minutos. Se não bastasse a disputa acirrada com os telefones e tablets, a concorrência já começa a se armar para enfrentar a chegada do PS Vita. A Nintendo anunciou que vai lançar nos próximos meses uma série de jogos para sua versão portátil, o 3DS. São blockbusters como Resident Evil, Mario & Sonic e Metal Gear Solid. Eles chegarão às lojas até o final de março. Uma amostra de como isso pode afetar o desempenho do PS Vita foi vista no Japão no início do ano. Ao ser lançado, o Resident Evil Revelations para 3DS vendeu quase 150 mil cópias. Já o game Tales of Innocence, lançado no mesmo período para o console da Sony, só conseguiu pouco mais de um terço disso. Ainda é cedo para fazer previsões sobre o futuro do PS Vita. Só o tempo dirá se ele conseguirá repetir no mundo dos portáteis o sucesso que a empresa conquistou nos consoles. ↙ Março 2012 INFO

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O perigO está nO ar

Com o uso cada vez maior de smartphones e tablets, os criminosos digitais jogam pesado e dispara o número de vírus e malwares para saquear esses portáteis. Veja como se proteger / Por Fernando Valeika de Barros, Carlos MaChado e luiz Cruz ilustração haFaell Pereira

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o ano passado,

a atriz americana Scarlett Johansson tomou um susto. Duas fotos circularam pela internet e escancararam sua intimidade. Uma das cenas a flagrou nua, de costas, em frente ao espelho de seu quarto. A outra a mostrava com os seios despidos, deitada numa cama. Foi um caso típico de invasão de privacidade. Mas em nenhum momento o criminoso teve contato com Scarlett: as imagens foram surrupiadas de seu BlackBerry, modelo Bold 9000, por um hacker, Christopher Chaney, um sujeito barbudo, que mora na Flórida. Chaney garimpava dados de pessoas famosas e, com base neles, invadiu smartphones ou tablets de suas vítimas. Copiava dados e os enviava a um e-mail sob seu controle. Com esse método, que combinava truques de hacker com habilidades de engenharia social (como adivinhar senhas partindo de dados pessoais), Chaney acessou smartphones de mais de 50 celebridades. Em poucas semanas, foram invadidos aparelhos de famosos como os das atrizes Jessica Alba e Miley Cyrus, da cantora Christina Aguilera e do astro Justin Timberlake, mostrado com uma calcinha rosa na cabeça. Roubado do smartphone de um ator, o roteiro de Rock of the Ages, musical que terá direção de Tom Cruise, foi postado no site The Pirate Bay. Mas se você acha que só porque não é bonito e conhecido ou não tem uma legião de fãs está longe de ter o smartphone ou tablet invadido, engana-se. Seus e-mails e mensagens de voz, lista de contatos, traços dos caminhos que percorreu, informações pessoais, e, principalmente, o número do seu cartão de crédito, podem estar em perigo. “A maioria dos usuários pode não se dar conta, mas os smartphones e tablets têm muito mais poder do que o

computador que usavam há poucos anos”, disse a INFO Carey Nach Berg, vice-presidente da Symantec, uma das maiores empresas de segurança para dispositivos conectáveis à internet. “A diferença é que hoje eles são muito mais portáteis e, portanto, ainda mais vulneráveis a ataques.” Como um sinal dos tempos da evolução tecnológica, quando as pessoas estão usando cada vez mais smartphones e tablets, os crackers estão se tornando mais criativos para bolar formas de invadir esses dispositivos. “Os ataques a aparelhos móveis estão na moda”, diz a americana Lianne Caetano, da McAfee. “Basta ver as estatísticas recentes para saber que a tendência é de alta explosiva.” Segundo a consultoria americana Lookout, em dezembro de 2011, 4% dos celulares com Android tinham algum tipo de ameaça. Isso é quatro vezes mais do que em janeiro do ano anterior. “O nível de perigo que os hackers levaram 15 anos para conseguir nos desktops foi alcançado em dois anos nos dispositivos móveis”, diz Kevin Mahaffey, diretor de tecnologia da Lookout. “Os cibercriminosos são como qualquer delinquente: vão atrás de dinheiro e é para os smartphones e tablets que estão se dirigindo agora”, afirma o russo Eugene Kaspersky, presidente da empresa de segurança Kaspersky. Má notícia? Ainda vai piorar. No ano passado, foram vendidos 421 milhões de celulares no mundo. Foi a primeira vez que o número de dispositivos móveis superou o de desktops. Se antes a praia dos ciberpiratas eram os sites de empresas e os computadores, agora a guerra digital está entrando na versão 2.0. Veja, a seguir, sete mandamentos que o ajudarão a se defender dos crackers ao usar smartphone ou tablet.

1º MandaMento “NãO NeglIgeNcIarás as ameaças móveIs” Que fique claro: computadores continuam a ser o alvo principal da ciberpirataria. Mas o crescimento dos ataques a telefones celulares e tablets é um perigo real e está em franca disparada. De um total de 516 variantes de ameaças catalogadas em agosto de 2009, o número saltou para 4 134 no final do ano passado. OK, ainda é um pingo d’água na comparação com a quantidade de ameaças para computador (segundo a McAfee, este ano começou com 75 milhões de ameaças). Para se ter uma ideia de quanto a epidemia dos vírus para smartphones e tablets está andando rápido, não faz nem oito anos que o primeiro vírus para dispositivos móveis foi descoberto. “Era junho de 2004 quando pela primeira vez demos de cara com a amostra de um vírus, o Cabir, montado para atacar smartphones com

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um sistema operacional Symbian”, afirma o russo Denis Maslennikov, analista sênior da Kaspersky, em Moscou. Sob o disfarce de Caribe Security Manager, era uma ameaça criada pelo 29a, um grupo de hackers baseado na França, que podia se espalhar para outros smartphones por Bluetooth. “Apesar de inédita, era quase inofensiva se comparada ao que se vê hoje”, afirma Maslennikov. O mundo mudou, mas os usuários de dispositivos móveis não. A maioria ainda não liga a mínima para proteção e tem hábitos que os tornam vulneráveis a roubos de informações, como o clique em links suspeitos. “Dispositivos móveis são ainda mais vulneráveis a ataques de hackers do que computadores de mesa”, diz Lianne Caetano, da McAfee. “Além de poderem ser atacados por e-mail ou downloads, como qualquer computador no escritório ou em casa, tablets e smartphones expõem oportunidades para que um código malicioso entre também a partir de conexões sem fio públicas, por aplicativos ou Bluetooth.”

2º MandaMento “SaberáS que NeNhum SIStema OperacIONal é tOtalmeNte SegurO” Diretor de pesquisa em segurança da McAfee Labs, David Marcus acompanha há 12 anos a disseminação de arquivos suspeitos para dispositivos móveis. Nos últimos meses, um fenômeno que tem saltado aos seus olhos é o aumento explosivo de ameaças para aparelhos com sistemas operacionais Android. De acordo com um levantamento publicado pela empresa, em seis meses a quantidade de novas infecções descobertas nessa plataforma aumentou 421%. Só no terceiro trimestre do ano, 600 ameaças ao Android foram detectadas, segundo a Kaspersky Lab.

o android sob ataque Ameaças móveis detectadas em 2011 por cada plataforma

700 600 500 400 300 200 100 iOS 1º Trimestre 2011

BlackBerry

Windows

2º Trimestre 2011

Symbian 3º Trimestre 2011

J2ME

Android Fonte: Kaspersky

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IMITARAM A SCARLETT

Depois que fotos da atriz Scarlett Johansson caíram na rede, roubadas de seu BlackBerry, virou mania fazer imagens iguais

PARÓDIAS /

A imagem original, à esquerda, mostra Scarlet se autofografando em seu quarto; abaixo, três paródias, com uma internauta, o robô Wall-e, da Pixar, e a boneca Barbie

IMAGINAÇÃO VIRAL A modA viral ganhou o nome de "Scarlett Johanssoning". Se você digitar no Google a palavra “johanssoning”, encontrará quase 72 mil páginas com imagens e comentários sobre o assunto. São, na maioria, fotos e ilustrações com pessoas reais, animais e até personagens de filmes e histórias em quadrinhos.

“Os cibercriminosos decidiram fazer do Android OS o foco de seus ataques”, afirma Maslennikov. No final de 2011, algo como 47% das ameaças para dispositivos móveis tinham como alvo aparelhos com esse sistema operacional. O calcanhar de aquiles dos aplicativos distribuídos no Android Market está no fato de terem um controle de qualidade menos rígido do que os distribuídos na App Store. Nestes, o desenvolvedor precisa criar uma conta, pagar 50 dólares anuais e ter uma assinatura digital com certificação da própria Apple. Isso garante que um app não pode ser adulterado facilmente depois de sua criação. Para aplicativos Android, a certificação digital custa 25 dólares e é menos rigorosa (pode, por exemplo, ser feita por um terceiro que não o Google). “Qualquer um pode postar aplicações no Android e isso cria oportunidades para os hackers”, diz Nach Berg, da Symantec. Assim, multiplicam-se programas, como o Geinimi, um cavalo de troia criado por crackers chineses que permite aos ciberpiratas manipular mensagens de texto, roubar listas de contatos, fazer downloads indesejados ou obter informações privadas de 5 em 5 minutos. Mas o Google está se mexendo. “Versões mais recentes do Android, como a IceCream Sandwich, têm dispositivos mais robustos de Sandbox (isolamento de segurança), que podem ajudar a limitar o impacto de aplicativos mal-intencionados”, diz Nach Berg. Segundo ele, um problema maior para os aparelhos Android é que eles permitem que aplicativos produzidos por terceiros obtenham o nível de superusuários

dos aparelhos. Para tentar remediar a situação, o Google decidiu adicionar um serviço para analisar potenciais riscos nos aplicativos dentro de sua loja. Batizado de Bouncer, ele escaneia um a um os apps para saber se trazem códigos maliciosos. Isso ajudará, claro, pois representa mais uma proteção. Mas não tornará o sistema automaticamente seguro. Seguro nenhum sistema é. Já foram organizados ataques específicos ao iPhone, como o Ikee.8, voltado a aparelhos desbloqueados. Por meio de uma rede sem fio, o invasor bloqueava a tela com uma mensagem que exigia o depósito de 5 euros na conta PayPal dos criadores da praga virtual. Nesse caso, seria possível dizer que isso ocorreu por causa do desbloqueio dos aparelhos. No entanto, no ano passado, um teste de pesquisadores do Fraunhofer, um instituto de pesquisas alemão, driblou a criptografia do hardware de proteção de um iPhone com a versão iOS 4.2.1 e conseguiu obter senhas, inclusive para Wi-Fi, VPN e correio de voz. Nesse caso, o iPhone não era desbloqueado. Aparelhos com os sistemas Windows Phone, BlackBerry OS e iOS também estão vulneráveis aos ciberpiratas. No ano passado, durante o Desafio Pwb20wn, para testar vulnerabilidades de aparelhos, o analista Willem Pinckaers, da Matasano Security, demonstrou que um aparelho BlackBerry podia ser infectado em apenas 10 segundos. Agora, no final de janeiro, foi descoberto na App Store, a loja de aplicativos da Apple, um aplicativo para iPhone que se passava pelo popular Camera+, um best seller da

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plataforma. Desenvolvida pela tão misteriosa quanto malintencionada Pursuit Special, a falsificação foi removida, mas mostrou que, apesar do rigor no processo de homologação, o que não falta são brechas para os malandros agirem.

3º MandaMento “Só baIxaráS appS cONFIáveIS – e meSmO aSSIm, Olhe lá” A principal porta de entrada para vírus em smartphones ou tablets atende pelo nome de aplicativos. Eles surgiram em 2007, quando a Apple lançou a primeira geração do iPhone, que podia ser incrementado com centenas de apps diferentes. Ficaram ainda mais populares quando Google e fabricantes de aparelhos, como Samsung, Dell e LG, entre outros, aderiram ao Android, uma plataforma aberta. Tornaram-se tão fundamentais que, desde então, nenhum fabricante ousa lançar um produto sem que esteja ligado a uma fonte para baixar aplicativos, as app stores. No ano passado, nada menos do que 670 milhões de apps foram baixados. Só que, por não dar a menor bola para saber de onde eles vêm, muita gente se deu mal. “Uma boa medida de proteção, que a maioria dos usuários não põe em prática, é prestar atenção à origem dos aplicativos”, afirma Nach Berg, da Symantec. “Nunca se deve baixar um app sem conhecer a idoneidade de quem o desenvolveu.” Segundo ele, antes de cair na tentação de fazer o download, vale sempre a pena fazer uma pesquisa em resenhas para ver se o app não é citado como ameaça.

4º MandaMento “Se dONO de aNdrOId, tOmaráS cuIdadO cOm aS permISSõeS” Mesmo se não houver menção de suspeita, é sempre bom dar uma espiada em quais permissões o aplicativo pede. Isso é fundamental para aumentar a segurança. “Não tem sentido um aplicativo de receitas culinárias perguntar informações sobre sua localização ou pedir acesso a sua lista de endereços”, diz Nach Berg. Nos dispositivos como o iPod e o iPad, é vetada a instalação de aplicativos baseados em Flash ou a incorporação de GPS aos aplicativos já instalados. Mas, nos aparelhos com Android, a permissão é pedida ao usuário na hora da instalação, e é aí que muita gente dança. A maioria dos usuários simplesmente vai dizendo sim, sem pensar no que está fazendo. “É de estranhar se a instalação de um jogo pedir para estabelecer conexões usando o sinal do aparelho, ou ainda

Proteja seu android

INFO TESTOu SEIS dOS PrINCIPAIS ANTIVíruS, TrêS GrATuITOS E TrêS PAGOS. VEjA OS rESuLTAdOS

O

surgimento de vírus e outras ameaças para a plataforma Android está explodindo. E com quais armas o usuário conta para se defender? O INFOlab testou seis antivírus mais populares na loja de aplicativos Android Market. Três gratuitos (Antivirus Free AVG Mobilation, avast! Mobile Security e ALYac Android) e três pagos (Kaspersky Mobile Security, Trend Micro Mobile Security Personal Edition e McAfee Mobile Security). Os testes se concentraram na capacidade de detectar apps mal-intencionados e constaram de duas baterias: varredura de arquivos não instalados e verificação pós-instalação. Para a primeira rodada, utilizouse uma amostra de 200 apps infectados. Na outra, a mesma amostra foi reduzida à metade. Nos testes não foram considerados os recursos extras dos programas, como backup, apagamento dos dados em caso de furto do aparelho e ajuda na configuração do sistema. A oferta de recursos tende a estar nos aplicativos pagos. Todos os testes foram realizados num smartphone Sony Ericsson Xperia Pro, com Android 2.3.4. Na pesquisa dos apps nocivos, o INFOlab reuniu nada menos que 4 GB de material. Isso dá uma boa ideia de como os malfeitores digitais estão trabalhando na produção de programas perniciosos para Android. Mesmo assim, esse mundo é ainda muito novo e a construção de defesas também está começando. Não há, por exemplo, uma unificação dos nomes das ameaças, como existe no PC. Algumas ameaças são mistas, ou seja, carregam um código malicioso para Android e outro para PC. A vítima pode ser lesada baixando o app para o celular ou copiando-o primeiro para o micro. Na varredura manual de arquivos não instalados, o melhor resultado foi obtido pelo antivírus da Kaspersky, que detectou 87% dos 200 apps infectados. Os produtos da Avast e da McAfee ficaram bem perto, com 86% e 85%, respectivamente. A seguir vêm Trend Micro (50%), ALYac (26%) e AVG (0%). O ALYac, vale explicar, entrou no teste pela sua popularidade: é o antivírus mais usado na Coreia do Sul. O AVG foi concebido para só detectar apps maliciosos depois de instalados, daí o resultado. Na segunda bateria de testes, a verificação depois de instalado o aplicativo malicioso, os resultados são melhores. A Trend Micro saiu na frente: reconheceu todos os itens do pacote de 100 ameaças. Avast e McAfee também fizeram bonito, com índices de 94% e 93% de detecções. Kaspersky e AVG ficaram com 88% e 84%. O único desastre registrou-se com o ALYac, que só enxergou 16% da amostra. E pior: classificou alguns deles como seguros.

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para acessar e-mails, gerenciar recebimento de SMS, acessar arquivos MP3 e fotos, modificar o calendário, fornecer a localização do GPS”, afirma Nach Berg. “A atenção para não dar permissão a tudo, ou a qualquer um, é o preço da liberdade.”

5º MandaMento “NuNca desblOquearás teu smartphONe” Seja das americanas McAfee e Symantec, ou da russa Kaspersky, ou ainda da inglesa MWR, qualquer especialista em segurança concordará em um ponto: desbloquear um dipositivo móvel, como o iPhone, é um atalho para problemas. Ao mesmo tempo que permite ao aparelho rodar aplicativos não aprovados pela Apple, mesmo que seja acima de qualquer suspeita, como o Adobe Flash Player, o desbloqueio abre brechas para ataques. “Foi assim que o iPhoneOS.Ike se tornou o primeiro a instalar-se em smartphones da marca Apple, clonando a senha dos aparelhos”, diz Maslennikov, da Kaspersky. Como lembrança, os incautos que caíam na cilada tinham o fundo do aparelho adornado com a foto de Rick Astley, cantor pop dos anos 80.

6º MandaMento “cuIdarás da tua cONta” Eugene Kaspersky, o comandante-em-chefe da empresa fabricante de antivírus russa, gosta de dizer que uma das grandes diferenças entre computadores e smartphones ou tablets é que os dispositivos móveis estão diretamente conectados a uma conta bancária. Os hackers sabem disso. Em março de 2010, eles colocaram um cavalo de troia em um jogo, o 3D Anti-Terrorist. Sua missão: usar

o salto do malware móvel Evolução trimestral do número de ameaças para smartphones e tablets, em unidades detectadas 1500 1200 900 600 300 3º Trim 4º Trim 1º Trim 2º Trim 3º Trim 4º Trim 1º Trim 2º Trim 3º Trim 2009 2009 2010 2010 2010 2010 2011 2011 2011 Fonte: McAfee

o aparelho para fazer ligações internacionais. “Até que os usuários descobrissem, as despesas com as ligações caíam diretamente em sua conta telefônica”, diz Kaspersky. Nos últimos meses, outro golpe comum tem sido o envio de mensagens SMS para números premiados. Nos Estados Unidos, rende uma média de 50 dólares por mês, de cada usuário. Bastam 30 usuários contaminados para pagar a conta do programa, estimada em 1 500 dólares. O resto é lucro para o desenvolvedor e o hacker que coordenam os ataques. Segundo a consultoria Juniper, só o GG Tracker, vírus descoberto em junho do ano passado, causou um rombo estimado em 1 milhão de dólares, surrupiados de várias contas telefônicas. Estatísticas divulgadas pela americana Trusteer, no ano passado, mostram que usuários de smartphones ou tablets têm três vezes mais chances de serem fisgados pelo phishing do que quem usa um computador.

7º MandaMento “prOtegerás teu dINheIrO” Enquanto nos tempos românticos dos primeiros hackers muitos ataques a computadores tinham como grande motivação o exibicionismo, hoje o que conta é a grana. “Invadir um celular é sinônimo de colocar as mãos em informações valiosas ou gerar golpes para obter dinheiro”, diz Adrian Palmer, analista-chefe de cibersegurança da Symantec. Ex-procurador da Justiça dos Estados Unidos, Palmer é aquele tipo de sujeito desconfiado por natureza. Mesmo com seus smartphones e tablets protegidos por dispositivos antimalware e antiphishing, e a possibilidade de deletar dados confidenciais em caso de extravio, ele nunca faz transações bancárias no celular. “Nem o saldo olho”, disse Palmer a INFO, em Chicago. Segundo ele, o xis da questão são vulnerabilidades como as que existem nas redes Wi-Fi ou Bluetooth, que podem ser exploradas pelos ciberpiratas. Em uma rede sem fio pública, uma vez estabelecida a conexão, toda a informação que passa pelo gateway, incluindo as senhas, pode ser acessada e decodificada por um hacker habilidoso. Ou seja, basta um pequeno intervalo de desatenção para que alguns desses vírus se instalem e tomem conta do celular. “Dispositivos móveis não foram construídos para ser seguros”, diz o inglês Alex Fidgen, analista de segurança. Está aí uma boa razão pela qual um especialista em segurança como Adam Palmer nunca acessa sua conta bancária pelo smartphone ou tablet. ↙ Veja em INFO.abrIl.cOm.br/extras uma relação de malwares para dispositivos móveis

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As camisetas com estampa do Angry Birds foram colocadas à venda na loja do MercadoShops, único com plano gratuito

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Uma Loja onLine para chamar de sUa

Com a ajuda de lojas pré-moldadas, ficou fácil e barato criar um site de comércio eletrônico. Testamos quatro serviços / Por Juliano Barreto

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foto rafael evangelista ilustração artnet digital

o mprar pela inter net tor nou-se tão comum quanto caminhar pelo shopping no final de semana. De um total aproximado de 80 milhões de brasileiros conectados, 27 milhões fazem compras online com regularidade. Só no ano passado, 4 milhões de internautas fizeram sua primeira incursão no e-commerce. Se antes as vendas virtuais eram restritas a itens de baixo valor, hoje sites movimentam muito dinheiro vendendo produtos como tênis, roupas e eletrônicos. Ao contrário do que muitos pensam, não é preciso ter uma empresa estruturada, saber programar e investir muito para criar um sistema funcional de comércio eletrônico.

Com a ajuda de lojas virtuais prontas, é barato e fácil montar sua loja online, fazer sistema de pagamento, gerar ofertas e até controlar estoque. Para mostrar isso na prática, INFO criou uma loja de camisetas gastando o mínimo de tempo e dinheiro. E assim nasceu a INFOLab Store (infolabstore.mercadoshops.com.br). Veja, a seguir, as facilidades e os obstáculos encontrados na empreitada.

A ESCOLHA Os quatro serviços analisados por INFO têm qualidades e defeitos semelhantes. DotStore, Locaweb Webstore, Loja Virtual UOL HOST e MercadoShops apresentam configurações fáceis para quem é iniciante, com tarefas como cadastrar produtos e fechar compras funcionando de for-

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serviços que ajudam a montar loja virtual INFO testou quatro lojas online prontas. Veja o que cada uma tem de melhor para ajudar na escolha

tags. Detalhes como a criação das fotos em miniaturas, as opções de tamanho das camisetas e o controle de estoque são feitos quase automaticamente, por meio de menus preexistentes.

O SISTEMA dE PAGAMENTO MercadoShops

mercadoshops.com.br Prós_ Tem integração com o sistema do Mercado Livre para publicar ofertas e fazer pagamentos pelos meios mais populares Contras_ Limitação do número de fotos dos produtos (6 no plano básico) e visual poluído por anúncios do Mercado Livre, no plano básico Preço_ Plano Básico (Grátis), Plano Profissional (99 reais/mês)

DotStore

ma intuitiva e sem burocracia. A personalização do visual é o ponto fraco comum a todas as lojas prontas. Quem sabe programar pode usar seu próprio código para criar um visual mais bacana. Quem não sabe, ficará restrito aos templates já desenhados. Houve um empate técnico entre os quatro serviços testados. Mas escolhemos o MercadoShops, do Mercado Livre, para nossa loja porque é o único a oferecer um plano gratuito, com restrições que não incomodam o vendedor de primeira viagem.

A MONTAGEM dA lOjA Depois da produção das camisetas, que contou com a ajuda criativa do editor de arte da INFO, Oga Mendonça, o próximo passo foi a criação de um logotipo para a loja. Em seguida, bastou preencher campos básicos sobre o produto e enviar as fotos dos itens. Não há dificuldade para fazer o cadastro e separar os itens por categorias usando

dotstore.com.br Prós_Ferramenta que calcula o preço do Sedex diretamente do site dos Correios, sistema de recomendação de produtos de acordo com a compra feita pelo usuário Contras_ Versão gratuita só funciona por 10 dias e planos são mais caros que os da concorrência Preço_ Varia de 70 reais/mês a 700 reais/mês

Locaweb Webstore

locaweb.com.br/produtos/ loja-virtual.html Prós_ Tem tradição de hospedagem de sites, parceria com o PayPal para realizar pagamentos e solução de chat para conversar com os clientes em tempo real Contras_ Versão gratuita só funciona por 30 dias e interface pouco amigável para iniciantes Preço_ Varia de 49 reais/mês a 279 reais/mês

Loja Virtual UOL HOST

uolhost.com.br/loja-virtual.html Prós_ Opções para vender produtos por download, integração com sistema PagSeguro e criação de cupons de desconto Contras_Sem versão gratuita, tem planos limitados pelo número de transações, que variam de 5 mil a 50 mil por mês. Design pouco atraente Preço_ Varia de 49 reais/mês a 155 reais/mês

Usar os meios de pagamento mais populares da web é a principal vantagem das lojas prontas. No MercadoShops, além de pagar com cartões de débito, de crédito e boletos, é possível oferecer a compra parcelada. Também é fácil definir um valor para a cobrança de frete ou taxa de entrega. Para quem está começando, uma boa ideia é negociar cada venda por e-mail com o comprador, escolhendo a forma mais conveniente de entrega. Mas essa facilidade tem um preço. No MercadoShops ela vem na cobrança de 4,99% sobre o valor do produto.

A dIVUlGAÇÃO Os recursos para integrar as lojas com o Facebook e o Twitter estão presentes em todas as opções testadas. No MercadoShops estão disponíveis recursos legais para divulgar o link de um novo produto cadastrado direto no Twitter logo após a publicação. As contas em redes sociais também servem como canais de atendimento. Basta associá-las à página de informações da loja, que vem com o título “Quem Somos”.

A PRIMEIRA VENdA Realizada a primeira venda, um e-mail é enviado para o dono da loja. Depois da confirmação, é usada a interface do serviço MercadoPago. Aí o vendedor define data de entrega, frete e processa o pedido. Confirmado o pagamento, o valor cai na conta do vendedor em dois dias. Para quem está começando e tem um volume pequeno de vendas, esse método está mais do que bom. ↙

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A internet existe sem pirAtAriA? Controlar queM é dono de uM arquivo digital e evitar sua disseMinação na web está Cada vez Mais difíCil. e isso não é ruiM. vai forçar a indústria de entreteniMento a usar a rede de Maneira Mais Criativa e queM ganha é o internauta. MúsiCos e esCritores já entenderaM que podeM luCrar Mais quando sua obra é Copiada e espalhada / Por Juliano Barreto e Maurício Moraes

ilustração denis freitas

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Do primeiro bit de informação que trafegou entre dois computadores, nos laboratórios militares dos Estados Unidos, nos anos 1960, até o derradeiro arquivo baixado do Megaupload, em janeiro passado, a vocação da internet sempre foi a de replicar e distribuir informação. O alcance global e a conveniência do vai e vem dos arquivos digitais transformaram as principais formas de arte e comunicação nos últimos anos. Da música ao cinema, passando pelo telefone, os correios, a televisão, a literatura e a fotografia, tudo se adaptou à rede mundial de computadores e à sua capacidade de replicar conteúdo. Mas será que quando postamos no Facebook uma foto ou vídeo que recebemos do amigo de um amigo, que, por sua vez, capturou no blog de outro amigo estamos cometendo um ato de pirataria?

Até que ponto replicar conteúdo é crime? “A internet e a pirataria são inseparáveis”, disse a INFO Joe Karaganis, diretor do instituto de pesquisas americano Social Science Research Council. “Há uma infraestrutura pequena para controlar quem é o dono dos arquivos que circulam na rede. Isso acabou com o controle sobre a propriedade e tem sido descrito como pirataria, mas é inerente à tecnologia”, afirma Karaganis. O ato de distribuir cópias de um trabalho sem a autorização dos seus produtores pode, sim, ser considerado crime, mas nem sempre essa distribuição gratuita lesa os donos dos direitos autorais. Pelo contrário. Veja o caso do livro O Alquimista, do escritor Paulo Coelho. Listado como um dos

mais vendidos do mundo, ele é também uma das obras mais pirateadas da web. E por iniciativa do próprio autor. “O ex-presidente Bill Clinton foi fotografado com meu livro e celebridades como Madonna e Julia Roberts falaram dele, mas ele estourou mesmo depois que a editora cedeu, e me permitiu publicá-lo de graça na internet”, diz Paulo Coelho sobre o livro, que bateu o recorde de 212 semanas entre as obras mais vendidas do The New York Times. A experiência de O Alquimista na internet começou na Rússia, país que não contava com uma versão oficial do livro. Após publicar, para download gratuito, uma versão traduzida da obra em seu blog, Coelho viu as vendas do livro em papel explodirem.

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Se até 1999 a obra havia vendido apenas 3 mil cópias em russo, hoje já passam de 12 milhões. As pessoas leram no blog, gostaram e compraram. “Estamos passando por um período de transformação radical em tudo, a começar pela venda de conteúdo”, disse Paulo Coelho a INFO. “O conteúdo não vai mais existir como hoje, o modelo econômico vai mudar. Acabou aquele papo de que internet não dá lucro.” O caso do escritor brasileiro de 64 anos é um bom contraponto para as discussões sobre a proposição de leis mais rígidas para o controle da propriedade intelectual na internet. Pela primeira vez, o debate não foi polarizado entre as empresas detentoras de direitos autorais e usuários que baixam cópias sem autorização. No meio da batalha de argumentos que fez o Congresso dos Estados Unidos desistir de votar as leis Sopa e Pipa, que restringiam os direitos de provedores e usuários, gigantes como Google, Facebook, Twitter e Wikipedia – com o apoio de milhões engajados pelas redes sociais – mostraram que a forma de classificar o consumo não autorizado merece ser repensada e a privacidade do internauta, respeitada. Mas a indústria do entretenimento revidou. “Quando uma loja que vende artigos roubados é fechada pela polícia, não é censura. Mas, se esses itens são oferecidos pela internet, é?”, diz Cary H. Sherman, executivo da RIAA, a entidade que representa as gravadoras dos Estados Unidos. “A indústria da música dormiu no ponto e não teve colhões para processar cada moleque sardento que fez download ilegal. Agora, vemos centenas de milhares de pessoas sem

emprego”, protestou Gene Simmons, líder da banda Kiss, que já teve o site atacado pelos hackers do Anonymous. Deixando de lado a troca de farpas e os projetos de lei, o que acontece hoje na internet é um movimento que mostra o sucesso das ofertas legais com preços baixos, a ascensão de novas plataformas de consumo e um tipo de consumidor que há muito deixou de ser passivo. Assim, se o conteúdo não for oferecido pelos produtores a um preço justo, no momento e no for-

mato que o internauta desejar, há, sim, uma grande possibilidade de ele recorrer a canais, digamos, alternativos. E isso pode ser considerado pirataria? “Muitos dos defensores dessas leis de propriedade intelectual são empresas tradicionais, que lutam com rivais que usam tecnologias que não existiam há 25 anos”, escreveu em seu blog Andrea Matwyshyn, professora de direito e ética nos negócios da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. “Isso cria uma batalha de gerações.”

A guerrA do copyright Os OitO mOmentOs cruciais da batalha entre a indústria dO entretenimentO e Os piratas da web

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Pirataria online vira crime bill clinton assina o net act, que torna crime distribuir conteúdo protegido sem autorização

Surge o Napster aos 18 anos, shawn Fanning lança o primeiro serviço popular de troca de música. reúne 25 milhões de usuários

Onda de processos a RIAA, entidade que representa as cinco maiores gravadoras do mundo, processa usuários que baixam mp3

O Bit Torrent e os downloads O programador bram cohen cria o bit torrent, que inspira sites onde é possível baixar de graça músicas e filmes

peter sunde O sueco enfrenta processos por manter o The Pirate Bay, repositório de links para a rede BitTorrent

FOTO JONATHAN NACKSTRAND/AFP

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A estratégia tradicional para barrar a pirataria são os processos contra internautas, sites agregadores de torrents, como o The Pirate Bay, e empresas cujo negócio facilita o compartilhamento e o armazenamento de arquivos, como o repositório de arquivos Megaupload, que lucrava ao cobrar por downloads mais rápidos e mais espaço para guardar arquivos sem monitorar sua procedência e, por isso, foi fechado. Mas tirar do ar um site como o Megaupload, criado por um hacker exótico chamado Kim Dotcom, e o quarto maior tráfego da internet brasileira em 2011, não foi suficiente para reprimir trocas ilegais. Números da empresa de monitoramento Sandvine mostram que mais de

dade de expressão. Projetos de lei como Sopa e Pipa foram engavetados depois da péssima recepção pela opinião pública. Se a Sopa fosse adotada, um site acusado de ferir os direitos autorais sairia do ar até o responsável provar sua inocência na Justiça americana. Buscadores que fizessem referência a esse conteúdo teriam de remover os links, e sites de pagamento online deixariam de repassar recursos. Tudo isso bem antes de um julgamento ocorrer. Apesar de esse tipo de abuso não ter seguido adiante, pelo menos sete países já aprovaram leis mais duras contra violações de direito autoral. Na França, por exemplo, uma agência foi criada com a missão de blo-

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Tráfego censurado A operadora Comcast é denunciada por proibir os usuários de baixar dados via BitTorrent

Radiohead lança disco de graça O álbum In Rainbows entra no site da banda e permite que os fãs paguem quanto quiserem pelo download

iTunes rejeita o DRM A loja virtual é pioneira em desistir das travas contra cópias de arquivos do tipo DRM

Protestos contra Sopa e Pipa Internautas e empresas derrubam dois projetos de lei do governo dos EUA sobre violação de direitos autorais

um quarto do tráfego na internet brasileira é usado para redes ponto a ponto e para acessar sites que guardam arquivos. O cenário se repete mundo afora e os governos locais sentem a pressão. Assustada, a indústria de conteúdo passou a pressionar congressistas para que aprovassem leis de efeito mais abrangente para o controle e a fiscalização da web. A maioria das soluções propostas foi bombardeada por entidades de defesa de direitos dos internautas, porque criariam um sistema de vigilância da rede e interfeririam na liber-

quear a conexão e aplicar multas a quem baixar arquivos ilegalmente. A vigilância da web pode aumentar ainda mais se países como o Brasil aderirem ao Acta (Acordo Comercial Anticontrafação), um tratado internacional contra a pirataria elaborado em segredo por mais de dois anos. O documento conta com o apoio de Austrália, Canadá, Cingapura, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Marrocos, Nova Zelândia 22 integrantes da União Europeia. Quando entrar em vigor, vai criar uma entidade internacional

de combate às violações de direitos autorais, com peso equivalente ao da Organização Mundial do Comércio. Ela poderá impor sanções aos países participantes que não tomarem medidas eficazes de fiscalização. Foi criticada publicamente por especialistas internacionais em propriedade intelectual, pois as medidas podem levar ao monitoramento das atividades dos internautas pelos provedores, punições mais severas e até revistas de bagagens nas fronteiras. Um iPod com música ilegal poderia ser confiscado na alfândega, por exemplo.

POR QUE PROIBIR? Criar regras que contemplem o conceito de “pirataria do bem”, divulgando artistas sem prejudicar seus direitos como autores e as liberdades individuais dos usuários, é o grande desafio para todos os envolvidos. O primeiro passo é abandonar a ideia de que a livre troca de conteúdo está acabando com o lucro dos produtores e dos artistas. Isso não é verdade. Autor de um pioneiro estudo sobre o impacto da pirataria nas economias emergentes, o americano Joe Karaganis diz que, quando a indústria apresenta suas pesquisas sobre pirataria, há pouca informação sobre quais foram as suposições levantadas, sobre como os estudos foram conduzidos e como se chegou às conclusões apresentadas. “Qualquer trabalho que não apresentar esses dados deve ser visto como suspeito”, disse a INFO. Um estudo feito por pesquisadores das Universidades de Minnesota e Wellesley, nos Estados Unidos, mostrou que o compartilhamento de arquivos não provocou queda na arrecadação das bilheterias entre 2003 e 2006.

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paulo coelho O escritor brasileiro defende a pirataria de seus livros desde 2006, quando O Alquimista foi colocado de graça na internet e se transformou em uma das obras mais vendidas do mundo, ocupando por 212 semanas a lista do The New York Times

O cenário também foi de crescimento expressivo da indústria entre 1998 e 2010, segundo dados da PriceWaterhouseCoopers e do instituto iDATE. O valor da indústria do entretenimento passou de 449 bilhões de dólares para 745 bilhões de dólares, com crescimento de 66% no período estudado. Isso ocorre ao mesmo tempo em que cresce o uso de conexões de internet banda larga no mundo, facilitando a troca de arquivos digitais entre os internautas. A conclusão indica que os possíveis efeitos negativos da pirataria aparentemente não impediram

FOTO VenTurelli/GeTTy imaGes

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as empresas de continuar ganhando muito dinheiro. O gasto com entretenimento por família nos Estados Unidos passou de 4,9% da renda total, em 2000, para 5,62% em 2008. Isso significa que as pessoas estão consumindo 15% mais conteúdo que no início da última década. Nesse mesmo período, a internet explodiu, alcançando um crescimento de 336% no número de usuários. Para Mike Masnick, fundador do blog Techdirt, que acompanha a economia digital desde 1997, é impossível quantificar os prejuízos que a indús-

tria possa ter sofrido com a troca de arquivos na web. “Estamos lidando com um mercado dinâmico. Se há uma mudança e a indústria não faz nada, imagino que o negócio terá problemas. Mas, se ela se adapta, há sinais claros de que as dificuldades não só podem ser dribladas como também usadas em seu favor”, disse Masnick a INFO. Na opinião do especialista em direitos autorais Túlio Vianna, professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a indústria quer manter um modelo industrial no momento em que vivemos uma Março 2012 INFO

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Como vive um pirata

o ALemão eXcêNtRico Kim ScHmitZ, ou Kim Dotcom, cRiADoR Do Site meGAuPLoAD, Foi PReSo em JANeiRo, AcuSADo De PiRAtARiA. VeJA o que eLe Já APRoNtou Kim Dotcom começou a carreira como cracker, nos anos 1990. Adotou o apelido Kimble e dizia ter invadido os sites do citibank, da Nasa e do Pentágono. Nada foi confirmado. condenado por fraude, teve a prisão suspensa porque cometeu os crimes quando era menor. A fama o ajudou a enriquecer com uma empresa de segurança digital, a Data Protect. mas torrar dinheiro sempre foi um dos esportes favoritos de Kim, hoje com 38 anos. Depois de vender 80% da Data Protect, usou par te da bolada para contratar atores e uma equipe de filmagem e produziu um documentário sobre si mesmo, durante uma viagem a mônaco, onde deu festas e andou em carros espor tivos de luxo. Fanático por velocidade, Kim mandou tunar um mercedes S500 L, em 1999, e equipou o veículo para conectar-se à web. o automóvel foi batizado de megacar. em 2001, participou do rali Gumball 3000, competindo com celebridades como os apresentadores do programa Jackass, da mt V. chegou em primeiro lugar. Depois dos atentados de 11 de Setembro nos estados unidos, Kim criou a organização Hackers inteligentes e Jovens contra o terrorismo (YiHAt). em 2006, criou um serviço chamado megavideo e pediu para que vídeos

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do Youtube fossem baixados e colocados no seu site. Depois de se mudar para a Nova Zelândia, Kim Dotcom esforçou-se para se livrar da má fama e ser aceito como residente. ele patrocinou, com 500 mil dólares, a queima de fogos do Réveillon de 2010 em Auckland. também fez doações para um fundo de ajuda às vítimas do terremoto que atingiu a cidade de christchurch, em 2010. em janeiro, a polícia fechou seu site, o megaupload, que reunia 150 milhões de usuários. embora tenha sido preso em um quar to do pânico de sua mansão sem disparar um só tiro, Kim Dotcom tem ótima mira. Pelo menos no videogame. em 2011, chegou ao topo do ranking de Call of Duty: Modern Warfare 3, no Xbox. enquanto ficou na prisão, caiu para o segundo lugar. No mês passado foi solto e poderá recuperar o posto. entre os bens apreendidos pela polícia na operação contra o megaupload estava uma coleção de carros de luxo, boa par te mercedes-Benz. Pai de três filhos e com outro a caminho, Kim gosta de fazer brincadeiras com as placas de seus carros e as registrava com nomes como GuiLt Y (culpado), GoD (Deus), mAFiA e StoNeD (chapado). No seu acervo havia 60 servidorese até uma estátua do Predador.

FOTO ReuTeRs/ReuTeRs/LaTinsTOCk

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revolução pós-industrial. “É totalmente utópico”, diz Vianna. “Ninguém mais compra máquinas de escrever. O fabricante não pode pedir para criarem leis obrigando as pessoas a comprá-las”, diz. A luta entre a indústria e a tecnologia teve seu marco em 2000, com os primeiros processos contra o programa de compartilhamento de música Napster, mas o embate começou muito antes. Há mais de um século, novas tecnologias que facilitam a reprodução, a exibição e a distribuição de conteúdo costumam provocar pânico na indústria que lucra com direitos autorais. Foi assim com o rádio, a TV, a fita cassete, a fotocópia, o videocassete e o DVD. Na visão das empresas, essas inovações tinham um potencial destrutivo imenso. Mas o efeito catastrófico jamais ocorreu. Companhias tiveram, sim, de se adaptar aos novos tempos. Mas, depois disso, sobreviveram. E a produção só aumentou.

A ideia de que obras artísticas são protegidas por direitos autorais foi construída pela própria indústria. Quando a fotografia surgiu, no século 19, a sociedade da época achava absurdo cobrar pelas cópias de uma cena registrada por uma câmera. Tratava-se, afinal, de uma reprodução em papel do mundo conhecido. Mas aí surgiram os cartões postais e algumas empresas descobriram que podiam ganhar dinheiro com a sua venda. Fecharam, então, acordos com os responsáveis pelas imagens, para ter a exclusividade de explorá-las comercialmente. “O autor foi inventado pela indústria, porque queria se tornar dona dos produtos”, afirma Carlos Gerbase, cineasta e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). A internet também nasceu como um território livre. Até 1997, dificilmente alguém teria problemas em compartilhar documentos ou imagens pela

web. As mudanças começaram com a Lei Contra Furtos Eletrônicos (Net Act), que entrou em vigor nos Estados Unidos em dezembro daquele ano. A norma foi a primeira ferramenta jurídica criada para controlar a circulação online, sem fins comerciais, de conteúdo com copyright. Passada mais de uma década, entidades ligadas à indústria do conteúdo tornaramse as principais defensoras do fim do compartilhamento de arquivos protegidos. “São raríssimos os casos em que os autores estão envolvidos na discussão dos direitos autorais. O debate ocorre entre os distribuidores das obras e o público”, afirma Gerbase. “A mudança nesse cenário deve vir de uma pressão política muito grande, de uma desobediência civil. Vivemos um novo momento histórico.” Pela primeira vez na história, o valor dos produtos desobedece a velha fórmula da oferta e da procura.

Campeões de audiênCia Veja quais foram os filmes mais baixados ilegalmente no ano passado

1. Velozes & Furiosos 5

2. Se Beber, Não Case!

3. Thor

4. Contra o Tempo

5. Eu Sou o Número Quatro

6. Sucker Punch -

7. 127 Horas

8. Rango

9. O Discurso do Rei

10. Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2

Parte 2

Fonte: TorrentFreak

Operação Rio

Mundo Surreal

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Gravar uma música que é baixada por mil ou por milhões de pessoas custa o mesmo, não há livro esgotado nas prateleiras das lojas virtuais e um artista desconhecido tem o mesmo espaço no YouTube que uma banda que lota estádios pelo mundo. O consumidor está no controle e é melhor obedecer. Veja o caso da Fox. No ano passado, a rede passou a colocar os vídeos de seus seriados no site de streaming Hulu oito dias após a exibição na TV aberta. Antes, a transmissão era simultânea e gratuita para os americanos tanto na web quanto na TV. A intenção era forçar a audiência a pagar por uma assinatura do serviço online, mas o resultado foi desastroso. De acordo com o site TorrentFreak, a procura por cópias piratas das séries aumentou em até 189%. “O problema é que a indústria do entretenimento abusa do lucro sobre os direitos autorais e não trabalha duro o suficiente para oferecer o conteúdo de forma legal”, disse a INFO Ernesto Van Der Sar, criador do site TorrentFreak. “Em muitos lugares do mundo é impossível fazer download dos filmes e seriados mais recentes de forma oficial.” A lição aprendida com esse caso é bem clara. O usuário procura as versões alternativas quando a opção oficial não o agrada ou não é considerada justa. São muitas as histórias de sucesso de sites que oferecem música legal por preços atraentes e assim conquistam um grande número de usuários. Nos Estados Unidos, o tráfego gerado pela transmissão de filmes e séries do serviço Netflix, por exemplo, já supera as transferências pelo serviço de compartilhamento BitTorrent. Em outubro do ano passado, o serviço oficial movimentou 23,3% dos dados da Netflix, contra 16,5% do BitTorrent. Em 2004, essa rede respondia por 35% dos dados.

Os númerOs da pirataria É difícil estimar quanto o download ilegal de música, filmes e software representa. mas os números abaixo dão uma visão da situação

99%

dos arquivos disponíveis em BitTorrent são piratas

91%

dos links em sites de armazenamento levam para conteúdos piratas

500 milhões de usuários acessam sites de armazenamento, como o extinto MegaUpload, todos os meses

35 milhões de usuários por mês entram no site The Pirate Bay

250 milhões de pessoas usam o BitTorrent todos os meses no mundo

Outro caso recente é o do Spotify. Ainda sem versão para o Brasil, o site permite que o usuário ouça quantas músicas quiser sem pagar nada. Para lucrar e remunerar as gravadoras, o serviço exibe anúncios e oferece versões pagas com recursos extras, como a transmissão de música da nuvem para os smartphones. No mundo dos telefones inteligentes, aliás, a pirataria é um assunto quase superado. A facilidade de encontrar, baixar e instalar aplicativos, a maioria com preços considerados adequados, desestimula o usuário a se arriscar com cópias piratas, mais difíceis de achar, baixar e instalar. “A pirataria não é uma coisa ruim: no final do dia, ela gera mais negócios para nós”, afirmou Mikael Hed, presidente da Rovio, ao jornal inglês The Guardian. Um dos criadores do hit mundial Angry Birds, Hed defende que até mesmo as cópias ilegais dos seus jogos ajudam na divulgação dos produtos, o que é benéfico. “Aprendemos uma coisa com a indústria da música, que é não tratar nossos clientes como usuários e, sim, como fãs”, afirma Hed. “Se perdermos nossos fãs, nosso negócio acaba. Se essa base crescer, nossos negócios também crescerão.” São vários os casos de autores, escritores e produtoras que aprenderam a usar o potencial de disseminação da internet para aumentar sua legião de fãs e mostrar seu trabalho de uma forma moderna, que tem tudo a ver com a “pirataria do bem”. >>> A banda inglesa de rock Radiohead lançou o álbum In Rainbows primeiro na internet e deixou que os fãs decidissem quanto pagar pelas músicas. Era possível também baixar de graça e o grupo alcançou o topo das paradas britânicas e o Top200 da Billboard.

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gene simmons O líder do grupo Kiss diz que downloads ilegais podem acabar com os empregos na indústria da música

>>> Com ajuda do site Vakinha, a escritora Tati Bernardi financiou um livro, que além de ter agradecimentos aos doadores, contou com uma área de comentários exclusiva a quem deu dinheiro ao projeto. >>> Os produtores do desenho animado South Park decidiram colocar todos os episódios para exibição gratuita no site oficial. A justificativa foi simples e direta: “Já que todo

o mundo vai piratear mesmo, melhor que vejam na nossa página”. >>> Sony, Universal, EMI e Disney uniram-se no portal de vídeos Vevo, que mostra videoclipes e shows ao vivo. No YouTube, o grupo oferece conteúdo em troca de participação na publicidade das páginas de exibição. >>> Sensação da música brasileira em 2011, o cantor Criolo usou o Facebook para lançar seu novo álbum,

EmpatE técnico

Sexo e filmes são maioria nos torrents 36%

35%

Pornografia

Filmes

Nó na Orelha. O disco também está disponível para download gratuito no site do artista, que é independente. Exemplos como esses não faltam e é certo que, enquanto políticos, executivos e ativistas discutem políticas de direitos autorais, a internet cresce e mantém sua vocação de disseminar conteúdo. Em 2012, estreou no site The Pirate Bay uma seção para o download de modelos para impressoras 3D. Quem tiver uma máquina dessas à disposição já pode piratear logotipos, interruptores, peças e até um boneco do fantasminha do jogo Pac-Man. Com ou sem leis, a informação não para de circular na web. Com reportagem de Paula Rothman

Veja em www.INFO.abrIl.cOm. br/extras como são as leis contra violação de direitos autorais em oito países e o ranking dos que mais baixam software pirata

SErviço pago x pirataria Como se divide o consumo de banda nos EUA 16,5%

29%

http

Netflix

13,5%

BitTorrent

12,5%

Televisão

4% 4%

2,5%

Outros

3%

Games de console

FOTO ChiAki NOzU/GETTY iMAGES

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3%

Software

Games de PC

Música

10%

YouTube

25% Outros

1%

Skype

3%

2%

iTunes

Facebook

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Berçários de inovação Entenda como startups focadas em tecnologia podem aproveitar o ambiente protegido das incubadoras para fazer com que suas ideias ganhem o mercado com mais segurança / Por renata leal

fotos ênio Cesar

O

s longos corredores do prédio de concreto aparente do Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia) remetem ao ambiente acadêmico. Não poderia ser diferente, pois estão localizados no campus da Universidade de São Paulo (USP). Mas suas 90 salinhas, posicionadas lado a lado e empilhadas em quatro pavimentos, não abrigam alunos e professores e, sim, embriões de boas ideias. Maior incubadora da América Latina, o Cietec foi criado em 1998 e já transformou em empresas mais de 100 projetos promissores. Atualmente, mantém 114 negócios, tocados por 922 pessoas. A missão de uma incubadora como o Cietec é oferecer infraestrutura e ferramentas de gestão para empresas nascentes, principalmente as que têm por trás uma inovação tecnológica. “Para entrar numa incubadora é preciso inovar. Pode ser um produto, um processo ou um serviço”, diz Tony Chierighini, diretor da incubadora Celta (Centro Empresarial Para Laboração de Tecnologias Avançadas), de Florianópolis (SC). No Brasil existem cerca de 400 incubadoras em atividade, com 6 300 empresas em criação ou já no mercado. Somadas, movimentam 3,5 bilhões de reais por ano. A concorrência por uma vaga nas incubadoras é grande. A cada edital publicado, em média três candidatos a empresário disputam o espaço. 70 / INFO Março 2012

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bioengenharia

O dentista Israel Cabrera viu sua ideia virar negócio quando foi aceita pelo Cietec, maior incubadora da América Latina

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Nas que adotam processo contínuo de seleção, há filas com mais de dez empresas esperando por uma oportunidade. Quem tem planos de se inscrever num desses processos seletivos deve ficar atento aos editais e aos requisitos, que diferem entre um e outro. Alguns, como o do Cietec, exigem que os sócios façam um curso para a elaboração de um plano de negócios. Começar a empresa em uma incubadora pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma boa ideia. Mas nem todas prosperam. Depois de sair das salinhas do Cietec, por exemplo, entre 5% e 10% dos projetos fracassam após dois anos. Esse número é bem menor que o índice de mortalidade das pequenas e médias empresas criadas fora dessa proteção, hoje de 27% nos primeiros dois anos, segundo o Sebrae.

ApOIO às bOAs IdeIAs Boa parte das incubadoras tem base tecnológica, mas também há modelos sociais, culturais e mistos, tanto públicos quanto privados, com iniciativas ligadas a prefeituras, universidades e fundações. Aos empreendedores é fundamental analisar qual modelo de incubadora é mais adequado ao seu negócio, seguindo os mesmos princípios de quem busca um investidor. Em 63,8% dos centros de inovação, a atenção aos incubados é contínua, com consultoria em tempo integral. Entre os serviços oferecidos também constam cursos de capacitação gerencial e orientação para obter investimento. O dentista peruano Israel Cabrera, 40 anos, viu seus planos de trabalhar com bioengenharia decolarem quando teve seu projeto aprovado pelo Cietec, há quatro anos e meio. Sua ideia era original: criar polímeros sintéticos que estimulam a rápida regeneração

CINCO dICAs pArA INCubAr umA empresA Ter protótipo, fazer plano de negócio e pesquisar a história das empresas incubadas aumentam as chances

1

Uma boa ideia não garante espaço numa incubadora, mesmo nas que oferecem modelos de pré-incubação. Um bom plano de negócios e um protótipo são fundamentais

2

Procurar a incubadora mais adequada pode gerar mais destaque ao seu projeto e ajudar a evitar os erros cometidos por outras companhias

3

Atenção aos editais das incubadoras. Em alguns casos, é preciso fazer cursos que as próprias instituições oferecem antes de inscrever um projeto

4

É bom conhecer pessoalmente a incubadora e buscar informação sobre as empresas que foram incubadas. Elas são um bom termômetro da qualidade das instituições

5

É bom avaliar os custos fixos, como aluguel do espaço, luz, telefone, correio e taxa de incubação

dos ossos. Podem ser colocados, por exemplo, na cavidade deixada por um dente perdido, para facilitar a realização de um implante. Prestes a deixar a incubadora, a Bioactive, empresa de Cabrera, vai ter sede própria e se prepara para vender seus produtos a países europeus e asiáticos, além dos Estados Unidos. Os nove funcionários atuais

deverão saltar para 20 em alguns meses e um contrato já foi assinado com um fundo nacional de venture capital. “Uma das principais vantagens da incubadora foi a assistência jurídica para obter todos os documentos da empresa”, diz Cabrera. Outro ponto importante é a formação em gestão empresarial oferecida pelo Cietec, em parceria com o Sebrae. “Um acadêmico como eu não sabe, por exemplo, estabelecer preço para os produtos”, afirma Cabrera. A Bioactive está no último estágio de incubação, o da graduação. É o momento de cortar o cordão umbilical e se aventurar em voo solo. Os projetos em estágio inicial ficam na pré-incubação. Ganham espaços menores e normalmente os sócios não vão todos os dias à incubadora. No passo seguinte, o da incubação, as empresas permanecem por um período que varia entre dois e três anos. Em algumas incubadoras, dois anos é o prazo máximo. Em outras, esse tempo é indefinido, o que eleva a média para até cinco anos. Durante a incubação o espaço aumenta, pois os sócios podem contratar funcionários ou buscar parceiros. Mas permanecer muito tempo não é bom para o negócio. “A incubação deve ser transitória. O empreendedor não pode entrar numa zona de conforto e adiar o tempo de ir para o mercado”, diz Alagui Marques, gerente executivo do Cedin (Centro de Desenvolvimento de Indústrias Nascentes), de São Carlos, no interior paulista. Durante a fase de incubação, as empresas arcam com o aluguel do espaço e alguns serviços, como luz e telefone. Esses custos variam de acordo com o tempo de incubação. No Celta, de Florianópolis, o valor gira entre 15 e 30 reais por metro quadrado. Na incubadora Raiar, localizada no Tecnopuc, da PUC-RS, o valor

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no berço Sonia Zaneti e sua equipe na incubadora Cedin, em São Carlos (SP), onde criaram sensor para aferir a umidade do solo

Os NúmerOs Como é o mercado no Brasil

384 incubadoras

6 300

empresas incubadas ou já graduadas

45 899

empregos diretos gerados

R$ 3,5

bilhões de faturamento anual

Fonte: Estimativa Anprotec/Sebrae

médio para cada uma das 30 startups incubadas é de 420 reais mensais. Há ainda o modelo de empresas associadas, que usam os benefícios da incubadora, mas estão em suas próprias sedes. Um ponto positivo do processo é a troca de experiências. Observar os acertos — e mais ainda os erros — dos vizinhos pode valer muito mais do que a consultoria da incubadora. O ambiente estimula parcerias e o desenvolvimento de soluções conjuntas. Um problema ainda a ser vencido pelo sistema é a falta de recursos e, muitas vezes, de profissionalismo. Para tentar melhorar esse quadro, a Anprotec, associação que reúne as incubadoras brasileiras, e o Sebrae criaram o Cerne (Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos), que funcionará como uma certificação das incubadoras. “Será possível aumentar a efetividade dos processos, atender mais empresas e acelerar o crescimento”, diz Guilherme Ary Plonski, membro do conselho consultivo da Anprotec. “É preciso avançar na profissionalização”, afirma Carlos Alberto dos Santos, diretor técnico do Sebrae.

Uma consequência esperada desse processo é a atração de capital privado. A falta de investimentos privados para se consolidar e ganhar escala é o principal desafio enfrentado pela Sencer, uma startup incubada no Cedin, em São Carlos. A empresa desenvolve sensores cerâmicos para aferir a umidade do solo, um equipa-

mento importante para lavouras, especialmente as que usam sistemas automatizados de irrigação. O sensor da Sencer não tem concorrente nacional, mas é ainda um protótipo. “Este ano vamos trabalhar na abertura para o mercado. É hora de buscar investimentos”, diz Sonia Zanetti, 54 anos, engenheira química que comanda a empresa. Iniciativas criativas começam a dar novo fôlego às incubadoras. O Cietec e a prefeitura paulistana criaram a São Paulo Ideias Novas (Spin). Aberto a estudantes de várias universidades, o projeto selecionará até 100 ideias para habitação, sustentabilidade, mobilidade e transporte. “No futuro esperamos que cada universidade tenha sua incubadora”, diz Sérgio Risola, diretor do Cietec. Outra iniciativa vem da Microsoft, que assinou com o Ministério da Ciência e Tecnologia um protocolo de intenções para abrir seis incubadoras no país. Elas se concentrarão em startups nas áreas de games, mobilidade, petróleo e gás, saúde e educação. Exemplos como esses mostram que as incubadoras devem se consolidar como importantes vitrines da inovação no país. ↙ Março 2012 INFO

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conserto de longe

Você é chamado para resolVer problemas do micro de seu aVô, mas paga para não sair de casa? Veja como usar o acesso remoto de seu pc, smartphone ou tablet / Por eric costa

É inevitável. Quem entende um pouco mais de computador normalmente fica incumbido da tarefa de ajudar no conserto dos micros de amigos e familiares. Mas será que é preciso ir até a casa da pessoa para encontrar uma solução para a dúvida? Nem sempre. Pouca gente sabe, mas com a ajuda de alguns programas dá para resolver vários problemas, mesmo os mais cabeludos, a distância. Existem vários aplicativos que permitem controlar e gerenciar os computadores de forma remota, desde, é claro, que as máquinas estejam conectadas à internet. Conheça aqui algumas boas opções para resolver defeitos sem sair de casa.

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Parentes incautos

Se seus avós costumam instalar qualquer coisa no computador, uma solução é o Soluto (abr.io/soluto). Gratuito para o controle a distância de até cinco computadores, o software monitora as principais características do PC. Mostra, por exemplo, todos os programas que rodam durante o boot e aplicativos que já têm versões novas. O usuário pode remover ou atualizar itens com um clique. Uma barra foi instalada sem querer no browser? Ela pode ser eliminada remotamente. O Soluto também exibe dados de segurança, como o estado atual do firewall e do antivírus. É possível instalar um programa a distância,

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Vagner donasc.

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o que é útil para adicionar ao micro aplicativos como o Skype, por exemplo, ou um leitor de PDF, além de pacotes de segurança e de apoio.

Sempre no controle

Uma das ferramentas mais comuns e úteis no suporte a distância é um aplicativo de controle remoto do computador. Há várias opções boas e gratuitas na rede, que permitem usar até smartphones e tablets no serviço. Uma delas é o LogMeIn (abr.io/logmein). A versão grátis do serviço é suficiente para o uso doméstico e, há pouco tempo, o aplicativo para smartphones e tablets também passou a ser disponibilizado sem custos. Para usar o serviço será preciso instalar previamente o LogMeIn na máquina a ser consertada ou atualizada, usando a conta de usuário. Ao rodar o LogMeIn, ou acessar o site do produto em seu computador, a máquina remota pode ser controlada como se você estivesse na frente dela. Aí é só fuçar no sistema operacional ou nos programas para consertar os problemas.

Manutenção rápida

Nem todo mundo aceita deixar o controle do computador aberto a outra pessoa o tempo todo. Nesse caso, um programa que oferece a opção de forma temporária é uma solução melhor. Esse aplicativo pode ser o Crossloop (abr.io/crossloop). Peça ao dono do computador com problemas para instalar e rodar o programa. Ele deve clicar na guia Receptor, pressionar Conectar e transmitir o código de acesso indicado para você. Isso pode ser feito por telefone, mensagem instantânea ou e-mail. Passe à guia Prestador, tecle o código e pressione Conectar. Depois de resolvido o defeito, o dono do PC deve somente clicar em Desconectar, e pronto. O computador não estará mais disponível para controle remoto.

Conversa em paralelo

Uma opção rápida e direta para quando as duas pessoas possuem conta no comunicador instantâneo Live Messenger ou no serviço de telefonia Skype é usar os recursos desses programas para o controle ou a visualização remota do micro com problemas. No Live Messenger, abra a janela de bate-papo, clique em Atividades e, depois, em Solicitar Assistência Remota. Já no Skype, peça ao dono do PC para clicar com o botão direito do mouse em seu nome e escolher Compartilhar Sua Tela > Compartilhar Tela Cheia. Aí é só fazer o serviço e se despedir.

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manuela eIchner

Vida mais animada

Transformar um Trecho de vídeo em GIf é fácIl. INFO dá alGumas dIcas

Download do vídeo

Se a ideia é usar um vídeo do YouTube ou de outro site comece baixando-o para seu PC, com programas como o JDownloader (abr.io/jdownloader) ou o Freemake Video Converter (abr.io/freemakevc). Prefira um formato comum, como o MP4. Você pode também usar um vídeo que já está na sua máquina.

Hora do corte

Para selecionar o trecho do GIF animado, o Windows Live Movie Maker (abr.io/livemoviemaker) é um editor bom e gratuito. Rode o programa e arraste o arquivo para a área direita da janela do Movie Maker. Depois, clique na guia Editar e em Ferramenta de Corte. Use os controles de posição (ou toque o vídeo) para localizar o ponto inicial do trecho e pressione Definir Ponto Inicial. Repita a operação para o final, pressionando Definir Ponto Final. Depois, Salvar Corte. Clique no botão à esquerda de Página Inicial e escolha Salvar Filme > Definição Padrão. Escolha um nome e pasta para o arquivo e pressione Salvar. Feche o programa.

Conversão para imagem

Para criar o GIF animado só falta converter o vídeo cortado para o formato de imagem. Para isso, uma boa opção é o iWisoft Free Video Converter (abr.io/iwisoftfvc). Depois de instalar e rodar o programa, clique em Add e escolha o arquivo cortado. Em Profile, selecione a opção Flash Video And Picture > Picture – GIF Animation Format. Clique em Settings para o tamanho e quadros por segundo do GIF. Depois, em Start. O conversor abre automaticamente a pasta com o GIF. Outra opção é o GifNinja (abr.io/gifninja), que exige o upload do vídeo.

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Raio X do visitante Quem tem site deve saber todos os hábitos dos internautas. há boas ferramentas para isso

Mapa personalizável

Um dos serviços mais poderosos é o CrazyEgg (abr.io/crazyegg) e seus mapas de calor. O ponto forte está nos diferentes mapas e na possibilidade de personalizá-los. É possível, por exemplo, descobrir até que ponto o visitante chega em uma página muito longa. Também dá para ver, com cores, o comportamento dos visitantes, como sua origem, termos de busca usados para chegar ao site e outros parâmetros. O CrazyEgg custa a partir de 9 dólares mensais. O valor aumenta conforme o número de visitantes e de páginas controladas pelo serviço.

Opção gratuita

Gostou da ideia dos mapas de calor, mas não quer gastar? O MouseFlow (abr.io/ mouseflow) resolve o problema. Ele é gratuito para um site e mostra o comportamento de até 100 visitantes por mês. É o suficiente para uma amostra do uso do site. Quem gostar pode pagar um valor mensal (a partir de 12 dólares) e contar com o recurso de visualizar, em tempo real, o comportamento dos visitantes.

Solução completa

Muitos sites já usam um serviço para monitorar a audiência, como o Google Analytics. Mas se você prefere uma solução completa, com mapa de calor e controle de visitantes, existem duas boas opções de serviços: o AttentionWizard (abr.io/attentionwizard) e o ClickDensity (abr.io/clickdensity). Ambos contam com relatórios detalhados de tráfego e podem ser instalados com facilidade. Basta editar o código HTML da página do site e colar o trecho de texto indicado pelo serviço. Os mapas de calor, no entanto, têm menos opções do que os oferecidos pelo consagrado CrazyEgg.

Instalação própria

Quem gosta de colocar a mão na massa nos códigos pode instalar um sistema gratuito para visualização dos mapas de calor. Trata-se do ClickHeat (abr.io/clickheat). Mas essa é uma solução para iniciados em programação. Ele funciona em qualquer servidor web ou provedor mesmo que não tenha recursos de banco de dados.

no escritório, na sala, no Quarto... a internet chega fraca ao banheiro? preparamos algumas dicas para ajudá-lo a espalhar o sinal da rede sem fio com força a todos os pontos da sua casa

No lugar certo

A primeira preocupação é com a posição do roteador. O ideal é que fique em um lugar central da casa, para ampliar o alcance do sinal. É aconselhável que não tenha banheiro ou cozinha entre o roteador e os outros cômodos, já que objetos metálicos e fluxo de água atrapalham o sinal. Prefira montar o roteador numa posição mais alta e desimpedida, sem móveis e objetos ao redor.

Mude o canal

Outra providência simples é mudar o canal de transmissão do roteador. Com tantas redes sem fio por perto é

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possível que uma delas use o mesmo canal da sua. Isso pode gerar interferências. Para descobrir os canais do Wi-Fi ao redor de sua casa, instale o NetStumbler (abr.io/netstumbler) em um notebook. A mudança é feita no roteador, nas configurações de rede sem fio. Há 14 opções de canais.

Troque a antena

Vários roteadores permitem a substituição de suas antenas. Isso permite fazer ajustes de potência ou direcionamento do sinal. Há antenas que transmitem somente para uma direção e outras que aumentam a

força do sinal. Se o Wi-Fi não chega a uma região da casa, uma solução pode ser substituir uma das antenas do roteador por uma direcional.

Força para a transmissão

Se nenhuma alternativa deu certo, o jeito é reforçar o sinal com um repetidor ou um segundo roteador. Muitos modelos recentes contam com esse recurso, mas é bom se certificar antes de adquirir um novo aparelho. A configuração varia conforme o fabricante, mas costuma exigir somente o endereço físico (conhecido como MAC Address) do primeiro roteador.

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daniel almeida

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Jogos no iPad

Se a intenção é projetar games bacanas para smartphones e tablets, uma forma de começar é usando o Codea (abr.io/codea). Ele traz pacotes prontos de elementos de jogos, dispensando talento artístico. Apesar de ser preciso criar código, o Codea ajuda bastante, com atalhos para seleção de cores, formas e outros elementos dos jogos.

Diversão na programação

Apesar de ser feito para crianças, o Kodu (abr.io/kodu), da Microsoft, é uma ferramenta interessante para que qualquer um aprenda conceitos básicos de programação, como comandos, condições e laços. A linguagem usada é visual, sem textos, o que é perfeito para quem está começando nesse universo. Ainda há vários exemplos de jogos para entender melhor a ferramenta e usar como base para suas próprias criações.

Segunda fase

Já tem uma noção básica de programação, mas quer encarar a linguagem Java? O projeto Greenfoot (abr.io/greenfoot) ajuda nessa tarefa. Ele mostra, de forma visual, conceitos relativos à orientação a objetos. Ainda será preciso digitar código, mas a ferramenta ajuda nessa tarefa. O site do produto traz vários tutoriais interessantes, como a integração dos programas com o Kinect, para detecção de movimentos.

Quer falar Ruby?

O bê-á-bá da prOgramaçãO Quer aprender a prOgramar? COnheça sites, serviçOs e apliCativOs Que pOdem ajudar

Muita gente sonha em criar seu próprio jogo ou programa, mas se assusta com os intricados códigos das linguagens de programação. Para se familiarizar com o tema, vários serviços e aplicativos ensinam o bê-á-bá dos códigos. É uma forma de quebrar o gelo e aprender o suficiente para não ter medo na hora de começar a fazer o próprio código. A seguir, uma seleção de ferramentas para montar programas e jogos para computador, smartphone ou tablet.

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dalts

A linguagem Ruby é uma das mais usadas em serviços web e conta com uma comunidade grande de programadores. Eles criaram ferramentas, livros e aplicativos para ajudar a quem quer começar a programar. O pacote Ruby4Kids (abr.io/ruby4kids) traz uma plataforma simplificada para a criação de jogos. Já o Hackety (abr.io/hackety) é uma ferramenta para começar no código, com exemplos didáticos e que podem ser testados rapidamente pelos usuários.

Basic mais básico

Nem todo mundo sabe, mas um interpretador da linguagem Basic foi o primeiro produto da Microsoft, desenvolvido pelo próprio Bill Gates. O produto Small Basic (abr.io/smallbasic) é muito bom para quem quer começar a programar. Traz muitos exemplos, além de ser um dos poucos produtos com opção de português como idioma.

Aprendizado em grupo

O site Codecademy (abr.io/codecademy) incentiva o aprendizado do usuário com conquistas, como em videogames, e é semelhante aos mecanismos de localização, como o Foursquare. É possível cadastrar amigos e visualizar o progresso deles nos tutoriais do Codecademy. A linguagem utilizada é a JavaScript, perfeita para quem pretende desenvolver aplicativos para a web.

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/ por Airton Lopes

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Notas 10,0

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Ótimo

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Bom Médio regular fraco Muito fraco ruim Bomba Lixo

Veja os critérios de avaliação da INFO em info.abril.com.br/ sobre/infolab.shl

Notebooks / 82 Netbook / 84 Câmera / 85 Smartphones e Celulares / 86 Máscara de Mergulho / 88 Media Player / 89 Filmadora / 90 Dock / 91 Radar / 92 Março 2012 INFO

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Vaio VPC-EG17FB / Sony o desempenho nos testes do iNFolab deste sony fica na média dos notebooks com tela de 14 polegadas e configuração intermediária. o que o diferencia é o drive para gravar dVd e reproduzir Blu-ray. seu lCd não permite ver filmes em Blu-ray 3d, mas dá para enviar pela saída Hdmi 1.4 imagens em três dimensões para tVs compatíveis. ele tem quatro portas usB, mas nenhuma no padrão 3.0. o visual do acabamento texturizado da máquina divide opiniões. Tela de 14” / Intel Core i5-2410M 2,30 GHz / 4 GB / HD de 500 GB / GeForce 410M 512 MB / BD-RoM/ DVD-RW / 2,3 Kg / Windows 7 Home Premium / 1h49min de bateria(1) AvAliAção técnicA: 8,0 custo/benefício: 7,1

/ R$ 2 799

Meganote Volcano / MeGaWaRe o único luxo do Volcano é a maior quantidade de memória ram, com 6 gB. o corpo cinza escuro com textura imitando aço escovado é todo de plástico. o visual é ok, mas o acabamento não transmite sofisticação. Nos testes do iNFolab, o modelo foi bem em todas as provas de performance, mas sem empolgar (ou decepcionar) em nenhum momento. o único aspecto em que foge um pouco do cardápio oferecido pelos típicos notebooks intermediários é na maior duração de bateria. Tela de 14” / Intel Core i5 2410M 2,3 GHz / 6 GB / HD de 500 GB / Vídeo onboard / DVD-RW / 2 Kg / Windows 7 Home Premium / 1h57min de bateria(1) AvAliAção técnicA: 7,7 custo/benefício: 8,0

/ R$ 1 799

Master N170i / PoSITIVo Produzido para o mer-

cado corporativo, o master N170i complementa a sua boa configuração baseada em um processador Core i7 com recursos de segurança. ele tem um leitor de impressões digitais, localizado entre os botões do touchpad, e chip de criptografia tPm 1.2. a troca de dados em alta velocidade com Hds externos é garantida por uma porta usB 3.0. Nos testes de bateria foi um dos raríssimos modelos de 14 polegadas a aguentar mais de duas horas desplugado da tomada.

Tela de 14” / Intel Core i7-2620M 2,7 GHz / 4 GB / HD de 500 GB / Vídeo onboard / DVD-RW / 2,2 Kg / Windows 7 Professional / 2h05min de bateria(1) AvAliAção técnicA: 7,8 custo/benefício: 7,9

/ R$ 1 870

edição de imagem artnet digital ilustraçÕes evandro bertol

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Março 2012 INFO

/ 83

2/21/12 7:00:32 PM


Sem uma força do Sol

O netbook da Samsung capta energia solar, mas o recurso não melhora quase nada a muito boa autonomia de bateria do modelo

3,6 cm

19,2 cm

TOMADA USB A porta do lado esquerdo carrega a bateria de celulares até com o netbook desligado.

25,9 cm

NC215-AD1BR / SAmSung O hype e a enxurrada de lançamentos ficaram no passado, mas os

netbooks sobrevivem. O mais novo da Samsung traz como novidade um painel solar fotovoltaico instalado na tampa. O objetivo? Aumentar a carga de energia na bateria sem precisar da tomada. A sua configuração está na média da categoria. Só fica devendo saída HDMI. No INFOlab, o desempenho do modelo foi satisfatório. Mas, como em todo netbook, nem sempre as respostas são instantâneas. O ponto alto do NC215 é a duração da bateria, que chegou a 4 horas e 15 minutos em uso intenso. Tal eficiência energética não tem nada a ver com a ajuda solar. Segundo a Samsung, depois de duas horas exposto ao sol, o NC215 ganharia uma hora extra de autonomia. Deixamos o netbook desligado fritando no sol das 12 às 14 horas. Depois de ligado, o acréscimo de carga foi de apenas 2%, um ganho de autonomia equivalente a 5 minutos. É mais ou menos o tempo que esperamos a máquina esfriar para conseguir manuseá-la novamente.

84 / INFO Março 2012

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Tela de 10,1” / Intel Atom n455 1,66 gHz / 2 gB / HD de 500 gB / Vídeo onboard / 1,3 Kg / Windows 7 Starter / 4h15min de bateria(1) AvAliAçãO TécnicA: 7,7 cUSTO/BenefíciO: 7,1

/ R$ 1 099

(1) Duração medida com o software Battery Eater e o netbook com o Wi-Fi ligado, tela com o máximo de brilho e perfil de alto desempenho selecionado no Windows, sem permitir o desligamento automático de componentes.

2/21/12 7:01:08 PM


Híbrida com estilo

A nova Nikon tem o corpo e a facilidade de uso de uma compacta e permite a troca de lentes ao gosto do usuário outros olhares

Para tirar o máximo da 1 J1, a Nikon tem lentes especiais para o modelo.

Grande-angular 799 reais

Teleobjetiva 999 reais

fotos coloridas

6 cm

A máquina também é vendida nas cores preto, vermelho e prata.

10,6 cm

1 J1 / NikoN A charmosa 1 J1 marca a estreia da Nikon entre as câmeras híbridas, as máquinas com

corpo compacto, lentes intercambiáveis e operação baseada em ajustes automáticos. A qualidade das fotos é boa, mas um pouco inferior à de equipamentos similares. Nos testes, as cores em ambiente aberto ficaram um tanto saturadas e houve perda de nitidez em objetos com texturas sutis. Um dos destaques é a agilidade do foco automático. Outro são os recursos de filmagem. Durante a gravação de vídeo em 1 080p é possível bater várias fotos da cena sem atrapalhar o registro em movimento. Mas divertido mesmo é brincar com o efeito de câmera lenta de alta velocidade. Com ele, a máquina grava sequências de vídeo de 5 segundos com uma taxa de 400 ou 1 200 quadros por segundo. Exibido em velocidade normal na câmera ou no PC, o clipe em slow motion fica com 3 minutos e 20 segundos de duração. Só que a resolução dos vídeos é bem, bem baixa: 640 por 320 pixels e 320 por 120 pixels, respectivamente.

7,2 cm

10,1 MP / Zoom de 3x (10 mm a 30 mm) / Filmagem em 1 080p / LCD de 3” / 390 g AvAliAção TécnicA: 7,6 cusTo/benefício: 7,0

/ R$ 3 149

Março 2012 INFO

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/ 85

2/21/12 7:01:26 PM


Um celUlar, dUas linhas

11,4 cm

De smartphones a telefones que pouco fazem além de falar, o INFOlab testou cinco aparelhos que funcionam com dois chips ao mesmo tempo

5,9 cm

1,2 cm

Optimus Net Dual P698f / LG A opção mais sofisticada para

Deu caixa Quando uma linha dos celulares testados pelo INFOlab estava em uso, as chamadas feitas para o outro chip foram direcionadas para o correio de voz e não apareceram no registro de ligações perdidas do aparelho.

atender telefonemas para a linha pessoal e a profissional em um único aparelho ou para aproveitar os descontos em chamadas entre clientes da mesma operadora é o Optimus Net Dual. O modelo tem tela sensível ao toque, sistema Android e recursos dignos de um smartphone intermediário. O gerenciamento das duas linhas é bem simples. Os SIM cards são identificados com ícones e cores diferentes. Um botão no corpo do aparelho faz a troca instantânea da linha definida como a principal para a realização de chamadas. A escolha do chip a ser usado para o tráfego de dados pela rede 3G é feita pelo menu de configuração. Outra forma de navegar na internet é pelo Wi-Fi. A mistura de contatos dos dois SIM cards não resulta em bagunça. A agenda identifica a origem de cada contato na lista geral e oferece a visualização por grupos. Uma limitação é a pouca memória interna. Dos 256 MB, somente 150 MB ficam disponíveis para aplicativos e arquivos.

3G / Android 2.3.4 / Qualcomm MSM7227T 800 MHz / 256 MB + 2 GB (microSD) / Tela de 3,2” / Wi-Fi / GPS / Câmera de 3,2 MP / 122 g / 6h34min de bateria(1) avaliação técnica: 7,4 custo/benefício: 7,2

/ R$ 599(2)

86 / INFO Março 2012

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(1) Duração medida com o aparelho em chamada e com Wi-Fi e Bluetooth ativados (2) Preço do aparelho sem planos de voz e dados

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Fire Dual Chip XT317 / Motorola Com Wi-Fi,

C2-06 / Nokia Uma boa sacada deste celular é o

3g / android 2.3.7 / Qualcomm MSM7227-1 600 MHz / 512 MB + 2 gB (microSD) / tela de 2,8” / Wi-Fi / gPS / câmera de 3 MP / 110 g / 5h15min de bateria(1)

eDge / Series 40 / Processador não divulgado / 10 MB + microSD (2 gB) / tela de 2,6” / câmera de 2 MP / 119 g / 13h16min de bateria(1)

AvAliAção técnicA: 6,9 custo/benefício: 6,8

AvAliAção técnicA: 7,2 custo/benefício: 6,9

/ R$ 699

/ R$ 349(2)

Duos Lite GT-E2152L / SaMSuNg Se a intenção é gastar o menos possível em um celular dual SIM sem recorrer aos xing-lings, o Duos Lite é uma alternativa. O modelo é bem compacto e apresentou duração de bateria notável nos testes do INFOlab. Só que, fora isso, os demais recursos do aparelho são semelhantes aos de um celular de 2002. Ou seja, a câmera é fraquíssima e a memória é mínima.

Onetouch|678G / alcatel Os atrativos deste

eDge / Sistema proprietário / Processador não divulgado / 10 MB + microSD (não acompanha) / tela de 2” / câmera de 0,3 MP / 81 g / 12h33min de bateria(1)

eDge / threadX / Spreadtrum 78 MHz / 64 MB + microSD (não acompanha) / tela de 2” / câmera de 1,3 MP / 95 g / 9h39min de bateria(1)

AvAliAção técnicA: 5,4 custo/benefício: 6,3

AvAliAção técnicA: 6,6 custo/benefício: 6,9

/ R$ 219

/ R$ 249(2)

touchscreen e teclado físico, o Fire Dual Chip XT317, também chamado de Spice Key XT317, é um Android que trabalha com duas linhas e merece várias ressalvas. Só um dos slots permite o uso da rede 3G. A baixa resolução da tela deixa claro que se trata de um smartphone básico. As teclas pequeninas não proporcionam uma digitação confortável.

(2)

(2)

segundo slot para SIM card na lateral. Nem é preciso desligar o aparelho para trocar o chip e sair falando. O gerenciamento das linhas é bem flexível para atribuir funções de voz, SMS, MMS e tráfego de dados para cada linha. A interface é bem arrumada, mas a sensibilidade do touchscreen deixa a desejar. Não tem 3G nem Wi-Fi.

celular da Alcatel são os slots para três SIM cards e o preço. A escolha do chip a ser utilizado é feita no momento do envio da chamada de voz, do SMS e da conexão à internet. Mas dá para automatizar as respostas para serem feitas sempre pela linha que recebeu o telefonema ou a mensagem. A definição dos menus é boa, mas a tela é pequena.

Março 2012 INFO

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/ 87

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Escolha sEu dEstino

Mergulho coM vídeo

Quer aproveitar bem sua câmera subaquática? Aí vão 3 dicas de locais maravilhosos para mergulhar.

Que tal uma máscara que filma embaixo d’água? Legal para brincar, mas não espere imagens tão belas como as do Discovery Channel

Fernando de Noronha (PE)

Ilha Grande (RJ)

Bonito (MS)

12 cm

O compartimento, idêntico ao do outro lado, onde ficam as pilhas que alimentam a filmadora, permite levar um par de pilhas reservas

19,8 cm

Explorer Series 302 / Liquid image Esta máscara de mergulho é uma boa pedida para do-

cumentar aventuras a até 5 metros de profundidade mantendo as mãos livres. Ela traz uma filmadora embutida e é facílima de operar. Basta acionar dois botões. Um liga a câmera e alterna entre os modos de foto e de filmagem. O outro faz o disparo. Um LED acima do olho direito indica se o equipamento está pronto para filmar (azul) ou fotografar (vermelho) e pisca durante a gravação. O resultado depende muito do local das imagens subaquáticas. Mesmo com todas as condições favoráveis, o vídeo com resolução VGA tem mais chances de fazer sucesso no YouTube do que numa TV full HD. Nos testes do INFOlab, as cores ficaram esmaecidas e há perda de nitidez quando a distância entre a máscara e os objetos é inferior a meio metro. Nas fotos produzidas em 5 MP, a lentidão do obturador (0,75 segundo, em média, nas medições do INFOlab) exige que o usuário permaneça estático após o disparo. Ou as fotos saem tremidas.

8,9 cm

Vga (640 x 480 pixels) / 5 mP / 16 mB + microSd (não acompanha) / Lente fixa / LCd de 1” / 328 g / 2 pilhas aaa / 59min de bateria AvAlIAção técNIcA: 6,8 cuSto/BENEFícIo: 7,1

/ R$ 600

88 / INFO Março 2012

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A Apple merece suA TV?

99

9,8 cm

dólares

nho Tama real

é quanto custa nos EUA (170 reais)

5 anos

Foi quanto o Apple TV demorou para chegar ao Brasil

filmes online

Compare catálogos e preços da iTunes Store e das locadoras virtuais.

2,3 cm

9,8 cm

O media player Apple TV coloca o conteúdo da iTunes Store e dos PCs na tela grande, mas sofre com a concorrência das smartTVs

iTunes Store Mais de mil filmes Diárias de US$ 2,99 a US$ 4,99

Netflix Não divulgado R$ 14,99 mensais (acesso ilimitado)

NetMovies 5 mil filmes R$ 14,99 mensais (acesso ilimitado)

Apple TV / ApplE Menor que

uma carteira, a famosa caixinha com funções de media player Wi-Fi da Apple traz para a TV filmes direto da iTunes Store e da locadora virtual Netflix, músicas armazenadas no serviço iTunes Match e conteúdo de mídia espalhado pelos micros da casa, iPhones e iPads. Tudo em uma operação simples e com menus lindos. Graças à tecnologia AirPlay, qualquer foto ou vídeo, inclusive os de páginas da web, exibido no iPhone ou no iPad salta facilmente para a tela da TV. Donos dos iGadgets mais novos também podem espelhar a tela dos aparelhos na TV sem a ajuda de um cabo. O problema do Apple TV é que a concorrência com eletrônicos com função smart e o preço elevado dos filmes para locação na iTunes Store (veja o comparativo abaixo) diminuem o apelo do produto para quem não tem iPhone ou iPad. O Apple TV não aceita pen drives e só puxa dos computadores vídeos em MPEG-4 H.264 e MOV, exibidos em 720p e sem legendas produzidas em arquivos separados.

Wi-Fi, Ethernet, microUSB / Saídas: HDMI, áudio óptica / Formatos de vídeo: MpEG-4 H.264, MOV / Formatos de áudio: Dolby Digital, AAC, Mp3, AIFF, WAV / Conteúdo online: iTunes Store, Netflix, YouTube, Vimeo / 272 g AvAliAção TécNicA: 7,9 cuSTo/beNefício: 7,5

/ R$ 399

Março 2012 InFo

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/ 89

2/21/12 7:02:56 PM


Cobra esCanteio e CabeCeia A filmadora de bolso da Aiptek faz de tudo: grava, exibe e projeta vídeos na parede, além de imagens guardadas em PCs e em outros dispositivos

13 cm

LIGADONA

7 cm

3 cm

PocketCinema Z20 Pro / AIPtEk O principal diferencial

desta para outras filmadoras de bolso é um projetor embutido que gera imagens de até 65 polegadas. Mas sua versatilidade não para por aí. Ela funciona como player de vídeo quando está conectada a uma TV. Ligada em aparelhos com conexão AV, como tocadores de DVD, MP4 players e outras filmadoras, a Z20 Pro projeta as imagens geradas por eles e grava o material na memória interna ou em cartão microSD. Plugada no PC, ela replica na parede a tela do computador. O problema é que nenhuma dessas tarefas é executada de forma satisfatória. A qualidade da filmagem em 720p é só ok. A fidelidade das cores e a nitidez poderiam ser melhores. As imagens são projetadas com resolução VGA (640 por 480 pixels), taxa de contraste de 200:1 e 15 lumens de brilho. Na prática, significa que você precisará de um ambiente bem escuro e, mesmo assim, não terá um show de alta definição. Pior: na conexão com o PC, verá imagens distorcidas.

HD (720p) / 5 MP / 2 GB + microSD (não acompanha) / Lente fixa / LCD de 2,4” / 195 g / 3h16min (gravação) e 2h36min (projeção) de bateria aValiação téCNiCa: 7,5 Custo/beNefíCio: 6,5

/ r$ 1 299

A filmadora Z20 Pro esbanja conectividade para receber e transmitir sinais de vídeo.

Câmera Com foco fixo, é ruim para captar detalhes bem de perto. Possui um LED que funciona como flash para fotos e iluminação auxiliar na filmagem

DVD player Filmes chegam pela entrada AV e podem ser projetados.

nho Tama real

Notebook Pela microUSB, clona a tela do laptop na parede.

tV Usa a miniHDMI para enviar vídeo em 720p.

Projetor Um tripé posiciona a Z20 Pro para enviar as imagens para a parede, que deve estar de 19 centímetros a 20 metros de distância

90 / InFo Março 2012

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Sonzeira retrô

Com visual descolado e entrada USB para iPhone e pen drives, o aparelho da TDK renova o conceito de boombox

BoomBox clássico Com toca-fitas e FM, o aparelho “portátil” é um ícone cultural dos anos 80.

39,7 cm

música sem parar Nas 44 horas e 58 minutos de autonomia de bateria do 3 Speaker Boombox dá para ouvir de uma tacada só as discografias de estúdio do AC/DC, Black Sabbath, Iron Maiden e Metallica

60 cm

13,7 cm

3 Speaker Boombox / TDK Assim como os saudosos sistemas de áudio da era pré-CD que inspiraram seu design, o 3 Speaker Boombox também pode fazer sucesso nas ruas. Bastam 12 pilhas grandes (tamanho D), braço forte para carregar os 14 quilos do equipamento e a trilha sonora certa. Com um jogo de pilhas novas, a chance de o som acabar no meio da festa é inexistente. No INFOlab, a caixa tocou música em um volume considerável por 44 horas e 58 minutos sem depender da tomada. As canções que saem dos dois alto-falantes e do subwoofer vêm de equipamentos ligados nas entradas P2 (como celulares, MP3 players ou notebooks), RCA estéreo e USB. Nesta última dá para plugar pen drives com faixas em MP3 e WMA e o cabo para a conexão de iPod, iPhone e iPad. Também tem rádio e tomada P10, para ligar instrumentos musicais. O áudio produzido é forte e de boa qualidade, mas perde em fidelidade e equilíbrio de tons para outras docks de primeira linha com preços melhores. Falta um controle remoto.

35 W RMS / MP3 e WMA / Rádio AM e FM / Entradas: P2, P10, RCA estéreo, USB / Compatível com iPod, iPhone e iPad / 44h58min de bateria avaliação técnica: 8,0 custo/Benefício: 5,7

/ r$ 3 699

Março 2012 INFO

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/ Radar Games

Notebooks

// Zenbook UX31E Asus

// Aprenda a tocar jogando

O aparelho tem todas as virtudes dos ultrabooks: é leve, tem alto poder de processamento, partida rápida e longa duração de bateria. A principal limitação está nos 256 GB de capacidade do SSD. E o preço é elevado.

O game Rocksmith, da Ubisoft, permite tocar músicas usando uma guitarra de verdade ligada ao console. A brincadeira é indicada tanto para iniciantes no instrumento, que aprendem a tocar enquanto jogam, quanto para os mais experientes, que podem se divertir com o jogo e a guitarra ao mesmo tempo.

// RF511-SD1bR Samsung

O destaque do notebook está na combinação entre boa configuração e preço. Ele tem leitor de Blu-ray, processador topo de linha e placa de vídeo para jogar sem lentidão. O chato é ter de combinar teclas para digitar sinais como / ou ?.

// Macbook Air 11,6” Apple

Ele tem cara de netbook, mas seu poder de processamento faz frente a notebooks maiores. Pode até rodar games em 3D, mas às vezes o tamanho da tela incomoda. O espaço para arquivos e a oferta de conexões são reduzidos.

Especificações

PlayStation3 e Xbox 360 / Para 1 ou 2 jogadores / Exige guitarra com saída P10 / 51 músicas (é possível baixar pacotes com novas faixas) / R$ 280 AvAlIAçãO INFOlAb

// vostro v131 Dell

8,5

A combinação entre as medidas e a boa configuração deste laptop é essencial para torná-lo um aparelho atraente. No INFOlab, seu desempenho não decepcionou e a bateria mostrou que tem fôlego. Para melhorar, poderia ter drive óptico.

// leve a Ferrari para a sala

Quem gosta de disputar games de corrida, como Gran Turismo, vai gostar do cockpit Ferrari Wireless GT F430 Scuderia Edition, da Thrustmaster. Ele tem volante com câmbio borboleta, acelerador e freio numa só peça. O tempo de resposta é preciso, mas ele perde em realismo se comparado a outros simuladores de pilotagem. O sistema de feedback poderia ser melhor.

// vaio vPC-F223Fb Sony

Este substituto de desktop tem tela grande e boas especificações técnicas. Ele serve tanto para trabalhar quanto para se divertir, pois tem drive de Blu-ray e espaço de sobra para guardar filmes na memória. A bateria dura pouco.

Especificações

Tela de 13,3” / Intel Core i7-2677M 1,8 GHz / 4 GB / SSD de 256 GB / Vídeo onboard / 1,4 kg / Windows 7 Home Premium / 2h53min de bateria(1) / R$ 5 999 AvAlIAçãO INFOlAb

8,7

Especificações

Tela de 15,6” / Intel Core i7-2630QM 2 GHz / 6 GB / HD de 750 GB / GeForce GT 540M 1 GB / BD-ROM / DVD-RW / 2,6 kg / Windows 7 Professional 64 bits / 1h11min de bateria(1) / R$ 2 459 AvAlIAçãO INFOlAb

8,3

Especificações

Tela de 11,6” / Intel Core i5-2467M 1,6 GHz / 2 GB / SSD de 64 GB / Vídeo onboard / 1 kg / Mac OS X Lion / 1h25min de bateria(1) / R$ 2 999 AvAlIAçãO INFOlAb

8,2

Especificações

Tela de 13,3” / Intel Core i5-2430M 2,4 GHz / 4 GB / HD de 500 GB / Vídeo onboard / 1,8 kg / Windows 7 Home Basic / 1h54min de bateria(1) / R$ 2 198 AvAlIAçãO INFOlAb

8,1

Especificações

Tela de 16,4” / Intel Core i5-2410M 2,3 GHz / 6 GB / HD de 640 GB / GeForce GT 520M 512 MB / BD-ROM / DVD-RW / 3 kg / Windows 7 Home Premium 64 bits / 1h de bateria(1) / R$ 2 999 AvAlIAçãO INFOlAb

7,8

Desktops

// Mac Mini Apple

Pequeno, o Mac Mini pode ser um PC de escritório ou uma central multimídia para exibir filmes na TV. A saída HDMI ajuda na função. O problema é que a versão atual do aparelho esquenta mais e é barulhenta quando comparada à anterior.

// Zbox Nano AD10 Plus Zotac

Especificações

Compatível com PlayStation3 e PC / Sistema sem fio de 2,4 GHz / Alcance de 10 m / 4 pilhas AA / 10,5 kg / R$ 1 400 AvAlIAçãO INFOlAb

7,9

92 / INFO Março 2012

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O minidesktop pode ser fixado a um monitor ou ligado à TV para funcionar como media center e baixar arquivos de vídeo em alta definição para exibir nas telonas. Ele tem Wi-Fi, saída HDMI e controle remoto.

Especificações

Intel Core i5 2,3 GHz / 2 GB / HD de 500 GB / Vídeo onboard / Wi-Fi n / Bluetooth / Mac OS X Lion / R$ 1 799 AvAlIAçãO INFOlAb

8,2

Especificações

APU AMD E-350 1,6 GHz / 2 GB / HD de 320 GB / Wi-Fi n / Bluetooth / Sem sistema operacional / R$ 1 199 AvAlIAçãO INFOlAb

7,9

FOTOS RAfAel evAnGeliSTA (1) Duração de bateria medida com o software Battery eater e o notebook com Wi-fi ligado, tela com o máximo de brilho e perfil de alto desempenho selecionado no Windows, sem permitir o desligamento automático de componentes

2/23/12 6:05:00 PM


Tablets

// iPad 2 Apple

A integração entre o hardware, o sistema operacional e a grande quantidade de aplicativos justifica a boa fama do iPad 2. Com o serviço iCloud, o tablet pode guardar fotos e aplicativos na nuvem e sincronizá-los com outros aparelhos.

// Galaxy Tab 8.9 Samsung

A versão de 8,9 polegadas tem a mesma configuração poderosa da maior, de 10,1 polegadas. A exibição de páginas da internet e de revistas não foi prejudicada e a bateria ganhou mais fôlego. Faltam uma porta USB e saída de vídeo.

// Eee Pad Transformer TF101 Asus

Está entre os modelos que podem fazer frente ao iPad 2 e custam menos que o tablet da Apple. No INFOlab, se comportou bem na internet, em jogos e no uso de apps. Com a dock, vendida separadamente, ele vira um notebook.

// Xoom 2 Media Edition Motorola

A segunda geração do tablet da Motorola ficou menor, mais leve e ágil. O LCD tem Gorilla Glass, laterais emborrachadas e corpo resistente à água. A posição de alguns botões e da câmera pode ser incômoda.

// Ypy Positivo

O tablet foge do padrão dos concorrentes, com tela de 7 polegadas e Android 2.3. Ponto positivo para o cuidado com a aparência mais amigável do sistema, com aplicativos, jornais e revistas nacionais. A bateria dura pouco.

Especificações

Tela de 9,7” / A5 1 GHz dual core / 16 GB / Wi-Fi n/ 601 g / iOS 5.0.1 / 8h03min de bateria(2) / R$ 1 629 avaLIaçãO INFOLab

9,0

Especificações

Tela de 8,9” / Nvidia Tegra II 1 GHz dual core / 16 GB / 4G / Wi-Fi n / 450 g / Android 3.1 / 8h22min de bateria(2) / R$ 1 699 avaLIaçãO INFOLab

8,8

Especificações

Tela de 10,1” / Nvidia Tegra II 1 GHz dual core / 16 GB + microSD / Wi-Fi n / 691 g / Android 3.1 / 5h44min de bateria(2) / R$ 1 599 avaLIaçãO INFOLab

8,4

Especificações

Tela de 8,2” / OMAP 4430 1,2 GHz dual core / 32 GB + microSD / Wi-Fi n / 383 g / Android 3.2 / 3h30min de bateria (2) / R$ 1 299 avaLIaçãO INFOLab

8,3

Especificações

Tela de 7” / Cortex A8 1 GHz / 2 GB + 8 GB (microSD) / Wi-Fi n / Android 2.3 / 4h06min de bateria(2) / R$ 975 avaLIaçãO INFOLab

7,7

Impressoras e Multifuncionais

// TopShot LaserJet Pro M275 HP

O destaque do multifuncional é o processo de digitalização, feito com uma câmera de 8 megapixels em um braço articulado. Ele tem Wi-Fi e imprime direto de celulares, além de enviar imagens para a nuvem.

// Stylus TX135 Epson

Não espere velocidade neste multifuncional. Em 1 minuto imprimiu uma página colorida ou 2,4 páginas em preto e branco. Apesar disso, as impressões saíram com cores vivas, boa definição e bom contraste. Ele não tem display.

(2) Duração medida com a exibição de vídeo em 720p com o Wi-Fi e o Bluetooth ativados

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Especificações

Laser colorida / 600 x 600 dpi / Vel. de impressão: 17 ppm (nominal), 12,5 ppm (real) / Resolução do scanner: 8 MP / USB 2.0, Ethernet, Wi-Fi / 46,8 x 27 x 40,9 cm /LCD 3,5” / R$ 1 499 avaLIaçãO INFOLab

7,8

Especificações

Jato de tinta / 5 760 x 1 440 dpi (otimizado) / Vel. de impressão: 15 ppm (nominal), 2,4 ppm (real) / Resolução do scanner: 600 dpi / USB 2.0 / 44 x 27,4 x 27,5 cm / Custo por pág.: R$ 0,83 / R$ 182 avaLIaçãO INFOLab

6,8

Março 2012 INFO

/ 93

2/23/12 6:05:04 PM


/ Radar Smartphones e celulares

// Razr XT910 Motorola

O smartphone une as melhores características de dois modelos da Motorola: o Atrix e o Milestone 3. Destaque para o aplicativo Motocast, que acessa pela internet arquivos do PC, e para um adaptador para usar o celular junto com a TV.

// iPhone 4S Apple

A nova versão do iPhone ganhou um processador dual core igual ao do iPad, câmera de 8 megapixels e a Siri, uma assistente de execução de tarefas como chamadas e envio de e-mail. Por enquanto, ela só entende inglês, alemão e francês.

// Galaxy Note Samsung

No meio do caminho entre um smartphone e um tablet, o aparelho tem uma boa tela de 5,3 polegadas e configuração top de linha. Assim, é possível jogar e assistir a vídeos de forma mais conveniente que nos smartphones menores.

// lumia 800 Nokia

O smartphone deverá chegar ao mercado neste mês. Seu corpo é de policarbonato, como o do N9. O Windows Phone 7.5 Mango funciona com fluidez e integra bem as informações dos contatos, facilitando a interação em redes sociais.

// Xperia Pro Sony

A nova versão do aparelho teve a interface redesenhada para o Android 2.3. O teclado Qwerty físico atrai quem não gosta do virtual. A câmera tem resolução de 8 megapixels, mas a qualidade das fotos é apenas mediana.

Especificações

3G / Android 2.3 / Cortex A9 1,2 GHz dual core / 16 GB + microSD / Tela de 4,3” / Wi-Fi n, GPS, Bluetooth / Câmeras de 8 MP e 1,3 MP / 127g / 8h32min de bateria (voz)(1) / R$ 1 768 avalIaçãO INFOlab

8,9

Especificações

3G / iOS 5.0.1 / A5 1 GHz dual core / 16 GB / Tela de 3,5” / Wi-Fi n, GPS, Bluetooth / Câmeras de 8 MP e VGA / 141 g / 6h24min de bateria (voz)(1) / R$ 2 599 avalIaçãO INFOlab

8,8

Especificações

4G / Android 2.3 / Cortex A9 1,4 GHz dual core / 16 GB + microSD / Tela de 5,3” / Wi-Fi n, GPS, Bluetooth / Câmeras de 8 MP e 2 MP / 177g / 10h27min de bateria (voz)(1) / R$ 1 799 avalIaçãO INFOlab

8,5

Especificações

3G / Windows Phone 7.5 Mango / Qualcomm MSM8255 1,4 GHz / 16 GB / Tela de 3,7” / Wi-Fi n, GPS, Bluetooth / Câmera de 8 MP / 144 g / 4h de bateria(1) / R$ 1 900(2) avalIaçãO INFOlab

8,4

Especificações

3G / Android 2.3.4 Snapdragon S2 16 GHz / 1 GB + 8 GB (microSD) / Tela de 3,7” / Wi-Fi n, GPS, Bluetooth / Câmeras de 8,1 MP e 0,5 MP / 142 g / 4h20min de bateria(1) / R$ 1 199 avalIaçãO INFOlab

8,0

Filmadoras

// HDR-XR160 Sony

A filmadora tem bom espaço para armazenamento interno com 160 GB. A resolução de full HD (1 080p) garante imagens com qualidade e o sensor óptico trabalha bem a diferença de luminosidade. Ela vem com um cabo USB acoplado.

// H305 Samsung

A filmadora é leve e compacta e tem uma bateria de fôlego. As imagens têm ótima resolução e as cores são bem próximas das reais. O aparelho reage bem à mudança de iluminação em ambiente externo graças a um sensor óptico retroiluminado.

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Especificações

Full HD (1 080p) / HD de 160 GB / Cartões SD, SDHC, SDXC / Zoom de 30x / LCD de 3” / 6 x 6,2 x 12,7 cm / 396 g / 2h02min de bateria / R$ 2 449 avalIaçãO INFOlab

8,1

Especificações

HD (1 080i) / SSD de 32 GB / Cartões SD, SDHC, SDXC / Zoom de 30x / LCD de 3” / 4,5 x 6,9 x 12 cm / 276 g / 3h04min de bateria / R$ 1 749 avalIaçãO INFOlab

8,0

FOTOS RAfAel evANgeliStA (1) Duração medida com o aparelho em chamada e com Wi-fi e Bluetooth ativados (2) Preço no Mercadolivre. Até o fechamento desta edição, o preço sugerido não havia sido definido pela Nokia

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Áudio e vídeo

// Q701 AKG

Destinado a consumidores com elevado grau de exigência e muito dinheiro no bolso, o fone permite redescobrir nuances de som em músicas ouvidas há anos. Nos testes, sua fidelidade e o detalhamento sonoro se mostraram formidáveis.

// Sound Cube TDK

A disposição dos quatro alto-falantes ajuda a espalhar em 360 graus o som, que é alto e potente, com distorções reduzidas mesmo com o volume alto. A caixa é compatível com muitos gadgets, pois tem entradas variadas.

// bDv-E985W Sony

Os destaques do home theater são a reprodução de filmes em Blu-ray 3D e a boa qualidade do áudio, que é forte e tem bom detalhamento. Ele peca nos agudos, que são ardidos. Um kit com receptor sem fio leva o som até as caixas traseiras.

// UN40D6000 Samsung

Um dos atrativos deste modelo é o preço, que o torna um dos televisores 3D mais baratos do mercado. Ele tem boas conexões e qualidade de imagem, além de um aplicativo que permite ver TV e acompanhar atualizações de redes sociais.

Especificações

Formato concha / Conexão P2 / Cabos de 3 e 6 m / Adaptador P10 / Sensibilidade: 105 dB / Resposta de frequência: 10 a 39 800 Hz / 235 g / R$ 3 129 avalIaçãO INFOlab

8,4

Especificações

20 W / MP3, WMA / Rádio FM / Entradas: RCA estéreo, P2, P10, USB / Compatível com iPod, iPhone e iPad / 40h34min de bateria / R$ 2 299 avalIaçãO INFOlab

8,3

Especificações

Blu-ray 3D / 5.1 / 850 W / Saídas: 1 HDMI, 1 vídeo componente, 1 composto / Entradas: 2 HDMI, 1 áudio óptica, 1 RCA estéreo / 2 USB / Ethernet / R$ 2 499 avalIaçãO INFOlab

8,1

Especificações

Tela de 40” / Full HD / LCD com LED / 3D ativo / Contraste dinâmico 5 000 000:1 / 120 Hz / Entradas: 4 HDMI, 1 vídeo componente, 2 composto, 1 D-Sub / 3 USB / Ethernet / R$ 2 315 avalIaçãO INFOlab

8,1

Câmeras

// EOS Rebel T3i Canon

Esta reflex semiprofissional tem bons controles e um destaque: grava com resolução full HD (1 080p). Ela tem recursos simples de edição e menus de acesso fáceis até para quem não está muito acostumado a esse tipo de câmera.

// Mv800 Samsung

O destaque da câmera é seu display de LCD, que gira 180 graus na vertical. É um diferencial e tanto para quem está acostumado a fazer autorretratos. A qualidade das fotos é boa, mas ela poderia ser mais rápida para gravar as imagens.

// Coolpix S4100 Nikon

A qualidade das fotos é acima da média para o padrão de uma compacta. Os detalhes são bem definidos e as cores, equilibradas. O display sensível ao toque é resistivo, o que atrapalha o uso no dia a dia, mesmo com a caneta Stylus.

Especificações

18 MP / Zoom de 3x (18 a 55 mm) / Filmagem em 1 080p / LCD de 3” / 761 g / R$ 4 499 avalIaçãO INFOlab

8,1

Especificações

16,1 MP / Zoom de 5x (26 a 130 mm) / Filmagem em 720p / LCD touchscreen de 3” / 141 g / R$ 1 025 avalIaçãO INFOlab

7,9

Especificações

14,1 MP / Zoom de 5x (26 a 130 mm) / Filmagem em 720p / LCD touchscreen de 3” / 128 g / R$ 465 avalIaçãO INFOlab

7,8

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(11) 3037 5868 Sergio Ricardo Albino sergio.albino@abril.com.br Para saber mais informações, acesse o site: http://info.abril.com.br/midiakit/

ILUSTRAÇÕES: WAGNER RODRIGUES

PARA ANUNCIAR

As mensagens destes classificados são de inteira responsabilidade de quem anuncia.

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UMA CARREIRA

PROMISSORA

EM TI O desenvolvimento de aplicativos móveis aparece em destaque na lista de profissões com perspectiva de maior remuneração

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esenvolver aplicativos para celulares e outros dispositivos móveis tem tudo para ser uma carreira promissora – e rentável – para os profissionais de TI. Apesar da oferta expressiva de aplicações já disponível nas principais app stores (lojas virtuais) do mercado, a tendência é que a demanda por esse tipo de software continue crescendo, acompanhando a expansão do uso da mobilidade. Em 2011, as vendas de smartphones e tablets no mundo ultrapassaram as de PCs. Só os smartphones somaram 488 milhões de unidades vendidas no ano, segundo uma pesquisa da empresa de consultoria Canalys – que revelou também que o total de desktops, notebooks, netbooks e tablets comercializados no mercado mundial ficou em 415 milhões. No Brasil, estima-se que foram vendidos 10 milhões de smartphones em 2011, do total de 39 milhões de novos acessos móveis registrados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No caso dos tablets, a expectativa dos analistas é de aceleração das vendas no país a partir deste ano. Essa explosão da mobilidade veio acompanhada da necessidade de aplicativos específicos para esses aparelhos – e de profissionais para desenvolvê-los. Por isso, os desenvolvedores de apps móveis aparecem em destaque na lista das consultorias de recursos humanos como uma das profissões com perspectiva de maior remuneração no mercado de TI.

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DESENVOLVIMENTO PADRONIZADO Para quem está disposto a investir nessa carreira, é bom saber que existem alguns desafios a serem enfrentados. Um deles está na variedade de sistemas operacionais dos aparelhos disponíveis no mercado – o que determina a necessidade de se criar uma versão específica da aplicação para cada um. A briga principal hoje está sendo travada entre os sistemas iOS, da Apple (utilizado no iPhone e iPad), e Android, da Google, adotado em um número cada vez maior de dispositivos móveis de diversos fabricantes. Porém, os especialistas lembram que uma oferta verdadeiramente móvel deve suportar também, pelo menos, os sistemas operacionais BlackBerry, Symbian e Windows Mobile. A primeira tentativa de padronização do desenvolvimento de aplicativos para diferentes dispositivos móveis veio com o Java – especificamente com a plataforma J2ME (Micro Edition). O objetivo era permitir a criação de aplicações para aparelhos pequenos, com limitação de recursos de hardware e software. “Com o J2ME, usa-se o simulador para desenvolver aplicativos que rodam em sistemas diferentes, como Symbian e Windows Mobile”, afirma o professor Luciano Freire, coordenador dos cursos de Ciência da Computação, Sistemas de Informação e Engenharia da Computação da Universidade Anhembi Morumbi. “Só que o simulador não permite acessar os recursos

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ONDE BUSCAR INFORMAÇÕES E RECURSOS Existem no mercado diversos cursos disponíveis para profissionais dispostos a investir na carreira de desenvolvedor de aplicativos móveis – desde os específicos para plataformas como iOS e Android até os que tratam da nova linguagem HTML5. No entanto, antes de pagar por um curso, vale a pena buscar informações e consultar o material oferecido nos sites dos próprios ambientes operacionais, ou em outros endereços especializados da internet. O site para desenvolvedores iOS https://developer.apple. com/devcenter/ios/index.action, por exemplo, oferece uma boa quantidade de material gratuito e ainda dá acesso a um programa que permite consultar fóruns, obter suporte e até testar os aplicativos em um aparelho real (nesse caso, é preciso optar pelo cadastro pago). O ambiente Android também dispõe do site http://developer.android.com, no qual é possível fazer o download do kit de desenvolvimento de aplicativos (SDK) e encontrar material de referência e uma série de outros recursos. Outro endereço importante é o do mobiForge http:// mobiforge.com/, que se diz a maior comunidade independente de desenvolvimento móvel do mundo – são 34 000 profissionais cadastrados. Mantido por uma empresa da Irlanda, o site traz artigos, blogs, fóruns, dicas e material educacional separados pelo grau de experiência e pelos objetivos do desenvolvedor.

mais avançados dos aparelhos. Para isso, é preciso usar o kit de desenvolvimento de software (SDK) e as bibliotecas específicas de cada sistema operacional”, acrescenta. Com a linguagem HTML5, uma nova tentativa de padronização chega ao mercado. A ideia é oferecer aos desenvolvedores uma ferramenta com a qual será possível criar um aplicativo – com recursos específicos – capaz de rodar em todos os sistemas operacionais móveis e browsers que suportam esse padrão.

FORMAÇÃO SUPERIOR Conhecer linguagens de programação, arquitetura de soluções e entender os principais sistemas operacionais móveis é requisito que pode facilitar a vida dos profissionais que pretendem se dedicar ao desenvolvimento de aplicativos para celulares, smartphones e tablets. No caso de engenheiros de mobilidade – uma profissão relativamente nova no mercado –, a formação, de nível superior, geralmente é dada nos cursos de Ciência da Computação, Sistemas de Informação ou Engenharia da Computação. Na Universidade Anhembi Morumbi, por exemplo, o último semestre do curso de Ciência da Computação inclui uma disciplina voltada para o desenvolvimento de aplicativos móveis. Introduzida na grade curricular em 2005, a disciplina

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Computação Móvel começou ensinando os alunos a desenvolver aplicações em J2ME e, desde o ano passado, passou a oferecer recursos também para o desenvolvimento de apps específicos para a plataforma BlackBerry. O próximo passo, segundo o professor Luciano Freire, é adicionar o desenvolvimento para dispositivos Android. Freire explica que, com o conhecimento sobre programação recebido durante o curso, o aluno tem a base necessária para desenvolver aplicativos móveis. “Com o SDK e as bibliotecas específicas de cada sistema operacional, é possível incrementar ainda mais as aplicações”, afirma. Melhor ainda é poder testar os aplicativos em aparelhos reais – o que foi possível com a parceria firmada entre a universidade e o BlackBerry Academic Program, que forneceu quarenta dispositivos móveis para isso. “Essa parte prática é importante, porque a aplicação, mesmo funcionando direitinho no simulador, geralmente precisa de ajustes (de configuração ou de tela) quando vai para o aparelho”, diz Freire. Os kits de desenvolvimento de software para Android e iOS estão disponíveis para download nos sites desses ambientes, nos quais também é possível encontrar material de referência e outros recursos. No caso do iOS, porém, vale ressaltar que o SDK só roda em plataforma Mac OS – o que significa que é preciso investir em um computador com esse sistema.

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CARREIRAS E CURSOS

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HARDWARE

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ue po q oraria m e t é o o r y dem u z ido t d y To Sa ser proPCs r s pa com o ra criar a ia os p usadCassiope

HeróIs esquecIdOs É provável que você nunca tenha ouvido falar de Chip, Chop, Feel, Thot e Leonardo. Mas esses nomes deveriam ser tão conhecidos quanto os de Woody e Buzz Lightyear, do clássico Toy Story. Eles foram os protagonistas de Cassiopeia, primeira animação de longa-metragem brasileira feita 100% em computadores, que estreou em abril de 1996. O diretor e criador da obra, Clóvis Vieira, contou na época que o filme só chegou aos cinemas um ano depois de Toy Story porque faltou dinheiro para a produção. Para realizar o filme, foram usados 17 PCs 486, que trabalharam duro por quatro anos até o lançamento. Enquanto isso, a Pixar tinha um parque com 117 estações de trabalho Sun para renderizar a história dos brinquedos que ganham vida. Apesar da vantagem tecnológica, Vieira defende que a Pixar não é a primeira animação 100% computadorizada porque usou modelos de argila na confecção dos personagens. / Por juliano barreto ↙ veja mais: info.abril.com.br/blog/ctrlz

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