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índice

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Ao leitor HOJE volta à sua presença revigorada e enriquecida. Com a preocupação permanente de focar temas de interesse para a Sociedade, nossa matéria de capa aborda assunto fundamental para a maioria dos goianos: a degradação a que chegou o rio Meia Ponte, que é fonte de abastecimento de água da maioria da população, concentrada em 39 municípios, inclusive a Capital. Vale a pena conferir. Aliás, vale a pena conferir toda a Revista, repleta de matérias interessantes e variadas, dentro do objetivo de oferecer ao Leitor um veículo o mais completo possível.

Colunas

O Editor

Primeiro Plano Valterli Guedes

Turismo Izabel Todeschini

Caiu na Rede Pedro Guedes

Auto Hoje Fabrício Oliveira

Resenha Renato Dias

Culturamix Carlos Pompeu

Urubuservando Carlos Brandão

Coluna Social Jane Sebba

Reportagem de Capa Goiânia é cortada por 55 cursos d’água, cujo maior expoente é o rio Meia Ponte, que se encontra em situação crítica de degradação ambiental e, além de todas as pressões antrópicas, é vítima da especulação imobiliária e da ocupação urbana desordenada. Em seu curso, um grito de socorro.

Entrevista Antônio Gomide, prefeito de Anápolis

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Lendo, vendo e ouvindo Registro Pampinha Maria Paula Bueno Palmas OnLine Roberta Tum

A revista do Centro-Oeste e Tocantins

Editora Caraíba Ltda.: CNPJ: 08629243/0001-03 Rua 103, nº 46, Setor Sul Goiânia-GO CEP 74.080-200 Fone: 62 3091-5959/Fax: 62 3293-1454 Redação Revista Hoje: Administração: revista.hoje@yahoo.com.br Redação: redacao.hoje@yahoo.com.br Rua 261 nº 438 Setor Coimbra Goiânia - GO - CEP: 74.533-050

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Diretores Tarzan de Castro e Valterli Guedes

Contato publicitário Carla Poiani (carla.revistahoje@gmail.com)

Diretor administrativo-financeiro Joari Sousa Barreira

Colaboradores Iram Saraiva, Henrique Tibúrcio, Pedro Guedes e Valterli Filho

Diretor de Projetos Especiais Eliezer Penna Editor-Geral Valterli Guedes (guedesvalterli@gmail.com) Edição Karla Rady (karlarady@gmail.com)

Correspondente em Palmas Roberta Tum Sucursal de Brasília Adriana Ferraz (adriana@juridiconet.com.br) Sucursal de São Paulo (Capital) Maria de Fátima Vital (fatvital@gmail.com)

Reportagens Janaina Gomes, Jordana Rodrigues, Lucíola Correa, Impressão Gráfica e Editora Elite Rhadá Costa e Wanja Borges e Welliton Carlos Design e Diagramação Gustavo Nascimento (gustavomorc@gmail.com)

(62) 9106-7883 Tiragem: 20.000 exemplares


Goiás

Salma Saddi

Lula visita Goiânia e dá o ponto de partida para a corrida eleitoral de 2012 e 2014

O jeito de ser e pensar da superintendente do Iphan

14 Funasa

Polêmica sobre intoxicação de agentes de endemias na pauta de debates

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32 Personagem

Uma homenagem ao jornalista e agitador cultural Ulisses Aesse

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Tocantins

Saúde

Os desafios que o governo tem pela frente para deslanchar

Celulite, estrias e calvície: tramentos e novidades

20 Apae

Há 42 anos promovendo a inclusão social

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52 Viagem

As belezas e a atualidade de Cuba na visão de Valterli Guedes

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Mercado imobiliário

Moda

Tudo que você precisa saber sobre financiamentos e consórcios

Toda a versatilidade da camisa branca

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Pedro Guedes | @guedzin

Caiu na Rede

“Deixei a política e o jornalismo fechou as portas. Hoje fico no tuíter e aproveito a vida: viajo bastante e curto os netos”. Rachel Azeredo, respondendo a um seguidor no Twitter. @rachel_azeredo

“Com o feminismo, hoje o homem é apenas um pau mandado”. Millôr Fernandes, mandando o pau. @millorfernandes

“Quem melhor alimentar a mente e o coração do eleitor de Goiânia na sua vontade de tirar o PT do poder vai ganhar a eleição do ano que vem”. Luiz Gama, radialisata goiano expondo o ponto de vista dos eleitores e o seu próprio. @luizgama

“Se Angra dos Reis abriga usinas e recebe royalties por isso, deve então abrigar os próprios resíduos.” Jorge Pinheiro, deputado federal (PRB-GO), engrossando o coro dos goianos contra a ideia de trazer resíduos nucleares para Abadia de Goiás. @jorgepinheiro10

“Colombo tem uma visão humanitária, sabe ser governante e ter foco. Os catarinenses têm orgulho de seu governo”. “Colombo é democrata de alma. Acertamos detalhes para fortalecer o nosso partido. Marcamos para breve uma reunião com todos os democratas”. “Colombo e eu conversamos muito sobre os rumos do Democratas. Ele disse que nunca cogitou sair de onde se sente em casa”. “Raimundo Colombo tem o mesmo sentimento que eu: quem se atrever a jogar para destruir o Democratas, irá se arrepender. Parabéns, governador”. Ronaldo Caiado, deputado federal (DEM-GO), antes de o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, admitir que poderá trocar o DEM pelo PSD. E agora, deputado? @deputadocaiado

“Interessante, a Seleção Brasileira não precisa de técnico, nem de massagista, mas parece que precisa muito de cabeleireira”.

Miguel Cançado, diretor-tesoureiro da OAB Nacional, sobre a triste fase da Seleção brasileira. @miguelcancado

“Coisas de novela da globo; mais de 200 homossexuais foram assassinados no Brasil em 2010. Quantos heterossexuais foram assassinados em 2010?” João Campos, deputado federal (PSDB-GO), misturando mais do que política e religião. @joaocampos

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Entrevista I Antônio Gomide

Anápolis de volta aos trilhos Tarzan de Castro

A

ntônio Roberto Otoni Gomide, atual prefeito de Anápolis, recebeu da Faculdade de Odontologia “João Prudente”, daquela cidade, o diploma de odontólogo em l981. Empolgado pela profissão, a ela dedicou-se com esmero, trabalhando e aperfeiçoando-se. Tanto que fez especializações em universidades tais como a de Bauru, de Brasília, Campinas e até em Paris, onde cursou Atualização em Odontologia Sanitária entre os anos de l980 e 1988. Antes da política partidária (ele é filiado ao PT), foi líder classista,

tendo presidido os sindicatos de sua categoria em Anápolis e em Goiás. Natural de Goianésia, onde nasceu em 11 de janeiro de 1960, filho do casal Laerte Vieira Gomide e Anita Otoni Gomide, foi em Anápolis que deu início, em 1996, à carreira política, sendo eleito vereador. Antes de eleger-se prefeito em 2008, foi reeleito por duas vezes (em 2000 e 2004) para a Câmara de Vereadores. Agora no exercício do mandato de prefeito, conseguiu reunir o apoio de 12 partidos em torno de sua gestão. Conseguiu mais: em nome dos interesses maiores de Anápolis, conseguiu desmanchar uma certa disputa, que havia resvalado para o campo político, que dividia católicos e evangélicos. Tem o apoio das principais lideranças dos dois segmentos. E, assim, depois de longo período tumultuada, a ponto de haver escolhido, há cerca de dez anos, um recém-chegado à cidade para prefeito, Anápolis voltou a viver uma fase de paz, trabalho, intenso progresso e crescimento, com perspectivas cada vez mais promissoras. Sobre tudo isto o prefeito Antônio Gomide discorreu durante a entrevista que segue: HOJE – Anápolis é tradicional, a segunda cidade mais importante do Estado de Goiás, tanto do ponto de vista histórico quanto industrial. Como o senhor recebeu a Prefeitura e como estão agora as questões mais importantes? Antônio Gomide – É importante ressaltar que Anápolis realmente sempre teve uma economia dinâmica; sempre foi uma marca de Goiás. Anápolis tem o maior e melhor distrito agroindustrial estruturado do Centro-Oeste há Julho de 2011 - Hoje | 7


Entrevista I Antônio Gomide mais de 40 anos. Hoje vive um bom momento . A cidade, administrativa e politicamente, vai muito bem. Entendo que conseguimos já no ano de 2009, início da nossa gestão, a capacidade de dialogar com a sociedade e podermos colocar a tranqüilidade dentro da administração e também da vida política. Anápolis vinha de uma turbulência nesses últimos sete anos: duas cassações de prefeitos e uma intervenção e, com isso, avançamos uma parceria com a sociedade para podermos buscar essa tranqüilidade. HOJE – Dentro deste contexto conturbado que a cidade viveu, como se dá completamente um diálogo com a população e com os segmentos organizados da sociedade? Gomide – Estivemos, obviamente, com uma agenda muito negativa, com cassações; e isso prejudicou não só a imagem da cidade, mas também a credibilidade das pessoas junto à administração. Tivemos situações em que os funcionários públicos e aposentados ficaram mais de seis meses sem receber. Tivemos intervenções que atrapalharam muito o crescimento e transferência de recursos estaduais e federais em função da inadimplência da prefeitura. Hoje, conseguimos superar essas dificuldades. Temos uma união de esforços de partidos políticos. Mais de 12 partidos participam da nossa administração. Partidos que são adversários, inclusive em nível nacional, hoje têm diretoria e trabalham conosco: o PSB, o PTB, o PMDB... Uma disputa que tínhamos aqui em outras gestões era com relação a católicos e evangélicos. Hoje, temos um diálogo permanente com católicos, evangélicos, espíritas... Nas eleições anteriores, foi tido como a guerra santa, mas nós superamos isso. Temos um diálogo permanente porque a cidade precisa crescer como um todo. E precisamos de todos eles para que cada um dê sua parcela. ACIA, CDL, Associação Comercial, Maçonaria, associações de moradores, clubes de serviços, Rotary, Lyons... Trazemos um diálogo aberto, franco e a administração muito perto desses segmentos para discutirmos o que queremos para nossa cidade.

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HOJE – Com relação a questões de política de administração, questões de arruamento, assistência social, cidadania, transporte... Algo novo aconteceu? Gomide – Conseguimos realmente mudar para melhor, primeiro na parte da infraestrutura. Quando chegamos ao governo, tínhamos 52 bairros sem asfalto. Em dois anos e cinco meses, já conseguimos colocar 28 bairros com asfalto e queremos concluir todos os bairros até o final de 2012. Há recursos pra isso e temos buscado parceria com o Governo Federal. Na parte ambiental, recuperamos três grandes parques ambientais da cidade, construímos o novo Parque Ipiranga

“Anápolis não foi uma cidade planejada. Temos o desafio de fazer um plano de mobilidade. Este plano já está sendo elaborado” e estamos agora construindo o maior parque urbano do Estado de Goiás, com 21 alqueires, que é o Parque da Cidade na entrada de Anápolis; temos mais 2 parques que estamos fazendo licitação ainda esse ano para entregarmos em 2012. Estamos cuidando da qualidade de vida e valorizando a questão do meio ambiente. HOJE – Ligando o meio ambiente ao transporte, circulação, acessibilidade, quais foram as medidas que foram tomadas? Gomide – Temos tido essa preocupação, sabemos que esse é um grande desafio das grandes cidades e Anápolis vem crescendo. Já temos consequências desse crescimento. Anápolis é uma ci-

dade que não foi planejada, tem as ruas muito estreitas, então temos o desafio de fazer um plano de mobilidade. Este plano já está sendo elaborado, fizemos um seminário de mobilidade e vamos entregar o plano no primeiro semestre de 2012. Fizemos avanços importantes, como duplicações de avenidas, como é o caso da Pedro Ludovico, uma das avenidas principais da cidade. Estamos valorizando cada vez mais o pedestre. Podemos dizer que o pedestre é a jóia preciosa da cidade. Precisamos ter corredores de ônibus, de transporte de massa. Estamos construindo isso dentro do plano de mobilidade. Fizemos alguns corredores na avenida Brasil, temos hoje em construção um grande viaduto que vai desafogar a região norte, e queremos entregá-la até janeiro de 2012. Modernizamos os semáforos no centro, melhorando também o trânsito da cidade. Mesmo com todas essas modificações, temos em estudo um plano de mobilidade visando mais melhorias. HOJE – Com relação às questões de educação e saúde, ligados à chamada cidadania inclusiva, como esse problema está sendo enfrentado pela prefeitura? Gomide – Como uma prioridade. Sabemos que uma cidade precisa ter seu destaque econômico, como Anápolis tem com suas indústrias, com seu pólo vocacional: como o modal rodoviário que temos hoje, como o aeroporto de cargas que está sendo construído na cidade de Anápolis e o modal ferroviário que devemos contemplar ano que vem. Mas preocupamos muito também com a qualidade de vida; e qualidade de vida significa mais educação, mais saúde, mais lazer, mais esporte, mais desenvolvimento social. Já entregamos duas novas creches e estamos construindo mais cinco, que estaremos entregando até setembro com recursos do Mais Educação, que é um projeto da prefeitura junto com o Ministério da Educação. Vamos iniciar a licitação para construir mais cinco creches dentro do PAC 2 da presidente Dilma, que entregaremos ano que vem. Em termos de escola, colocamos mais de 1.800 computadores em mais de 64 laboratórios, cobrindo todas as escolas municipais. Nesse ano, colocamos um


notebook para cada professor: foram 1.900 notebooks para os professores que estão em sala de aula. É uma ferramenta para ensinar melhor nossas crianças. Desde 2009, todas nossas crianças – são 31 mil crianças no ensino fundamental –, têm uniforme e material escolar gratuito doado pela prefeitura para facilitar com que tenham auto estima elevada e possam ir para as escolas iguais, independentemente do poder aquisitivo. HOJE – Nessa política educacional, existe a contemplação da escola de tempo integral? Gomide – Construímos uma nova escola de tempo integral, que entregaremos em agosto. Estamos licitando uma nova, que será no Recanto do Sol. Estamos reformulando dezoito escolas antigas para serem de tempo integral. Então, é importante ressaltar que essa é uma prioridade da Secretaria de Educação. Fizemos em 2009 um plano de cargos e salários para os professores e desde o dia 1º de janeiro de 2009, quando entramos aqui, estamos respeitando o piso salarial nacional dos professores e pagando dentro do mês trabalhado os funcionários, inclusive os professores. HOJE – Existe uma preocupação com a preparação contínua dos professores? Gomide – Temos uma escola de formação do professor e fizemos um concurso público por meio do qual chamamos 630 novos professores, agentes administrativos e auxiliares. Quando chamamos esses funcionários, preparamos essas pessoas para entrarem em um plano de treinamento e aperfeiçoamento. HOJE – E a saúde, que é um problema sério no Brasil todo, como está sendo encarada pela Prefeitura? Antônio Gomide – Esta é uma dificuldade, com certeza, em todos os municípios, mas temos trabalhado para cumprir bem este papel, de poder, permanentemente, dar atenção adequada à saúde da família, nos PSEs (Programa Saúde nas Escolas), cuidando do novo hospital municipal, dando qualidade a ele, melhorando o atendimento, contratando plantonistas, criando centro de diagnóstico no hospital municipal,

com vários equipamentos importantes na parte de diagnóstico de imagem, criando um centro de fisioterapia, que é o primeiro deste tipo na nossa cidade. Estamos construindo, em parceria com o Governo Federal, uma unidade de pronto atendimento, que é um hospital de trinta leitos. Ampliamos nosso tempo de atendimento do Centro de Atenção Integrada – o CAIS 24 horas; estamos entrando o mini CAIS, para que possamos ter três referências de plantão dentro da cidade para descentralizar o hospital municipal. Fizemos um concurso há quatro meses na área de saúde, estamos chamando 500 novos profissionais, estamos chamando novos médicos, cirurgiões-dentistas, enfermeiras... Nosso maior orçamento é o da saúde, ou seja, é um investimento permanente para superarmos dificuldades. HOJE – Em relação à moradia e ao saneamento, o que foi feito na cidade de Anápolis? Gomide – Na moradia, desde o primeiro momento, fizemos uma parceria com o Governo Federal no programa Minha Casa Minha Vida, até porque foi logo em 2009 que entrou esse programa. Já entregamos mais de 3.300 casas nesses dois anos e cinco meses de gestão. Temos mais dezesseis projetos com a Caixa Econômica Federal. Nosso compromisso com a cidade era de entregar pelo menos cinco mil novas moradias populares e vamos entregar seis mil até o final de dezembro. Tínhamos uma demanda reprimida de mais de trinta anos da prefeitura não entrar em programa de habitação. Nós entramos e com parcerias com grandes empresários, com construtoras, inclusive com construtoras que há muito tempo não trabalhavam com a prefeitura. Conseguimos resgatar essa credibilidade e hoje são parceiros de primeira ordem, importantes para que essas habitações realmente saíssem do papel e pudessem ser uma realidade em Anápolis. Em relação ao saneamento, é importante ressaltar que fizemos o plano da universalização da água. Quando chegamos à administração em 2009, tínhamos dezoito bairros ainda sem inserção da rede de água. Hoje, estamos completando, até o final do Julho de 2011 - Hoje | 9


Entrevista I Antônio Gomide mês de julho, os últimos três bairros para que a gente possa ter rede de água em todos os bairros. Estamos também aumentando a estação de tratamento de água e esgoto dentro da cidade. Queremos chegar num projeto maior, um projeto de 100 milhões de reais. Fizemos um financiamento, onde a Saneago entra com um pouco; o Ministério das Cidades fez parceria com o governo municipal para que ele possa entrar com a metade do recurso. Esse projeto foi feito pela Prefeitura e doado para a Saneago para que pudéssemos ter na cidade a universalização da água. Nos próximos dois anos, teremos a universalização com a duplicação de redutoras, com a ampliação da estação de tratamento de água e a extensão na rede de água. HOJE – A parceria com a Saneago é de mão dupla? Gomide – É de mão dupla e é necessária; até porque tem uma concessão e a Saneago tem ainda mais uns oito anos aqui em Anápolis.

HOJE – Existe um plano da prefeitura de criar emprego e promover mão-de-obra qualificada? Gomide – À medida que estamos atraindo novas empresas, é necessário preparar a mão-de-obra para ocupar as vagas de trabalho. As pessoas acreditam na parceria que fizemos, por exemplo, com o IFET; faz um ano a inauguração do IFET e já temos vários cursos com mais de 600 alunos. Temos outra parceira que é o CEPA (Centro de Profissionalização de Anápolis): a prefeitura compra os cursos e oferece gratuitamente mais de 50 cursos para que a população possa se qualificar; e também temos a parceria com o SENAI, onde também compramos seus cursos e os oferecemos gratuitamente na áreas de construção civil, computação e outras. Temos investido no Pró-Jovem, preparando nossos jovens de 13 até 16 anos com um programa chamado Cidadão do Futuro, um programa da prefeitura municipal, o qual prepara esse jovem (mais de 2.300) que sai do programa de erradicação do trabalho infantil e vem para a formação já com a carteira assinada. HOJE – Qual seria a marca que o senhor daria a sua administração? Gomide – A gestão próxima da cidade. Temos tranquilidade de dizer que o cidadão hoje não tem dificuldade de chegar até à prefeitura para buscar alguma coisa. HOJE – O senhor é do PT e o governo estadual é do PSDB. Qual é a relação do senhor com o governo do Estado de Goiás? Gomide – Uma boa relação, de maturidade. Entendemos que não podemos penalizar uma cidade como Anápolis porque temos partidos diferentes. Temos a maturidade necessária para dialogar com o governador, que foi elei-

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to com uma boa votação na cidade e que, independentemente de estarmos em partidos diferentes, não podemos de maneira nenhuma descuidar. Temos de superar as demandas. HOJE – O Senhor tem sido bem atendido pelo governador Marconi? Gomide – O governador tem nos atendido em todos os momentos que solicitamos. Temos colocado pleitos importantes, como a ampliação do Distrito Agroindustrial e a construção do Centro de Convenções. O governo

“Fizemos um plano de cargos e salários para os professores e, desde o dia 1o de julho de 2009, estamos respeitando o piso salarial nacional dos professores” do Estado nos ajuda com uma parceria para a pavimentação da cidade e na questão específica da retomada da construção do Aeroporto de Cargas de Anápolis. São ações concretas. Temos tido um diálogo permanente com o governador. HOJE – O governo Lula e o governo Dilma estão correspondendo às principais questões demandadas por Anápolis? Gomide – Acho que a grande lição que o presidente Lula nos deu foi que precisamos dialogar permanentemente com a sociedade. Depois de dois mandatos, saiu com a simpatia de mais de 80% da população brasileira. Isso não significa dizer que o Brasil está tão bom ou que


acabaram as necessidades da população; é o reconhecimento de uma gestão muito próxima de atender as pessoas mais necessitadas desse país. Esse é o exemplo que fica para nós. HOJE – Anápolis é um grande pólo farmacêutico e automobilístico hoje. Existem outros grandes projetos industriais em vista? Gomide – Anápolis faz parte hoje de um eixo econômico muito forte no Brasil, o eixo Brasília/Goiânia, e nós precisamos aproveitar bem o momento. Temos o maior pólo industrial em relação ao Centro-Oeste e o maior pólo farmacêutico da America Latina, isso sem falar na Hyundai e nos novos investimentos que podem chegar. Precisamos preparar a cidade para que esses espaços sejam preenchidos. O DAIA existe há mais de 40 anos, mas o bom momento da cidade é agora porque consegue capitalizar e canalizar esses corpos econômicos e converter os impostos em uma cidade mais limpa, com mais saúde, mais educação, mais parques ambientais, em uma cidade atrativa, que pode dar ideia de metrópole (como é o caso de Brasília e Goiânia), mas uma cidade boa de se viver, com qualidade de vida. HOJE – O senhor pensa em reeleição? Gomide – Ainda não. Não deu tempo para pensar nisso. Estou trabalhando para que esse projeto que desenhamos possa realmente ser vitorioso. Falta mais de um ano para a eleição e sabemos que o grande desafio que temos é poder trabalhar muito em sintonia com a população para superarmos as dificuldades e atender os anseios que a cidade sempre buscou. HOJE – O senhor, que formou um amplo arco de aliança, acredita que esse arco será mantido até a eleição municipal? Gomide – Hoje temos diferentes partidos na administração. Na Câmara Municipal, temos vereadores que são oposição e não temos dificuldade em dialogar com todos, mesmo quando temos visto posições contrárias. O importante é que, enquanto estivermos na administração, é necessário termos uma média nos pensamentos para po-

dermos tomar decisões para a cidade; é isso que estamos fazendo. É natural que cada partido tenha um candidato a prefeito, mas à medida que estamos à frente da administração e temos um projeto, uma identidade com a cidade, queremos trabalhar com a maior quantidade possível de partidos para podermos chegar reforçando esse projeto. HOJE – O PMDB é o aliado principal do PT em nível estadual. Em Anápolis, o PMDB tem desenvoltura e também é um aliado qualificado? Gomide – O PMDB em Anápolis tem passado por uma mudança em relação aos seus concorrentes do diretório. O novo diretório que está chegando tem uma sintonia com a nossa administração. Os dois vereadores que estão na Câmara Municipal têm nos ajudado a aprovar projetos importantes para a cidade. Nesse momento, o PMDB é um aliado preferencial para estarmos juntos nas eleições do ano que vem. HOJE – Com relação à oposição local, ela é feita pelos partidos que fazem oposição ao PT ou é diferenciada? Gomide – É o mesmo projeto do nível nacional. O PSDB, nos dois primeiros anos, fez uma oposição na Câmara Municipal e, obviamente, desenham um projeto diferenciado. Temos um diálogo com os dois vereadores do PSDB na Câmara Municipal. Alguns projetos eles votam a favor e outros votam contra, mas temos tido a maturidade de podermos conversar e buscar o melhor para a cidade. Essas diferenças se acentuam mais no processo eleitoral. HOJE – O PT está pontuando uma possível candidatura ou terá uma posição como aliado nas próximas eleições estaduais? Gomide – Entendo que o ano de 2012 será decisivo e irá reforçar os partidos. O eleitor busca resultados e é natural que em 2012 possamos ter um novo desenho político em Goiás, e isso vai desenbocar em 2014; refletirá uma nova condição política. Não tenho dúvida que os partidos estão se preparando, cada partido – mesmo no arco de aliança do Governo Federal, que apóia a presidente Dilma –, se articulando cada vez mais para apresentar um nome que

possa unir toda essa base para chegar mais forte nas eleições de 2014. O natural é que os partidos possam, nesse momento que antecede as eleições municipais e a partir de 2012, levar uma participação mais estratégica – e não apenas o partido, são os nomes que são colocados que terão maior liderança, maior expressão, maior respeitabilidade, maior credibilidade, melhor projeto de governo –, para realmente apresentar para a sociedade goiana. HOJE – Anápolis é uma cidade de vanguarda, de onde já saíram nomes para todos os cargos majoritários. A cidade reivindicará participação concreta numa chapa majoritária em aliança, provavelmente, com o PMDB?

“As decisões políticas em Goiás passam por Anápolis” Gomide – Alguns nomes já foram definidos, inclusive em respeito à sociedade quando vota. Entendo que o eleitorado dá resposta na urna e cobra uma atitude do candidato eleito. Em Anápolis temos uma referência muito forte que é o deputado federal Rubens Otoni; que teve mais de 50% dos votos da sociedade de Anápolis e foi o segundo deputado federal mais votado de Goiás. Então, é um nome reconhecido e valoroso do Partido dos Trabalhadores. Obviamente, temos outros nomes de outros partidos também, mas entendo que esse desenho de cada partido se dará a partir do final de 2012, quando tivermos as eleições definidas em termos de municípios. De uma coisa tenho certeza: as decisões políticas em Goiás passam por Anápolis. Julho de 2011 - Hoje | 11


PRIMEIRO PLANO

Entusiasmo

Grande Paraguai Com população menor que a do Estado de Goiás e PIB inferior ao de Fortaleza, a capital do Ceará (que não é uma referência brasileira quando o assunto é riqueza), ainda assim a seleção de futebol do Paraguai consegue feitos invejáveis. Como exemplo, a vitória conseguida domingo, 17 de julho, diante da seleção brasileira, referência mundial.

Roriz atento Joaquim Roriz, quatro vezes governador do DF, com certeza não será candidato a prefeito de Luziânia, onde se iniciou na política como vereador pelo extinto MDB. Ele, contudo, tem interesse pela política municipal, não só de Luziânia mas praticamente de todo o Entorno, no qual exerce influência. Caso transfira seu título de eleitor para Luziânia, a leitura dessa iniciativa deve ser a seguinte: Roriz estará de olho em Goiás, onde já foi deputado estadual e federal, além de vice-governador e prefeito-interventor de Goiânia.

Com mais de 20 prefeitos comprometidos e quase dez mil assinaturas de eleitores, todas certificadas pela justiça eleitoral, o novo PSD já nascerá forte em Goiás. As assinaturas passarão das trinta mil, porque esse é compromisso assumido perante a direção nacional pelos deputados Armando Vergílio, Thiago Peixoto e Vilmar Rocha. Entre os prefeitos, Cícero Romão Rodrigues (foto), de Minaçu, um dos mais importantes municípios do norte goiano.

Os Gomide O PMDB goiano que se cuide, especialmente depois que perdeu Thiago Peixoto (“o Marconi do futuro”, dizia-se). É que o PT está cada vez mais saliante. Aliás, com razão, pois além da força desse partido, nacionalmente, administra a primeira e a terceira cidades goianas, em números de eleitores, Goiânia e Anápolis. E o prefeito de Anápolis, Antônio Gomi-

Curiosidade Duas curiosidades do pleito de 2010 para a Câmara Federal em Goiás. A primeira: as 17 cadeiras foram preenchidas pelos 17 candidatos mais votadas, sem a costumeira interferência do quociente eleitoral. A segunda: todos os 12 deputados federais candidatos à reeleição foram reeleitos

Acorda, Brasil Os brasileiros mostram capacidade de mobilização, de que são exemplos as marchas com a participação de milhões de pessoas em favor do casamento gay e da liberação da maconha. Se o mesmo não acontece quando se trata de causas como o combate à corrupção, ou mais investimentos em educação e saúde, por exemplo, é sinal de que os brasileiros consideram esses itens de pouca ou nenhuma importância.

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de, que conseguiu reunir o apoio de 12 partidos, realiza administração bem sucedida, podendo despontar como um bom nome para a disputa do governo estadual em 2014. O deputado federal Rubens Otoni, irmão do prefeito de Anápolis, já é pré-candidato a governador, mas não se importaria de ceder a vaga. Não há disputa na família. Pelo menos entre os dois irmãos.

Novo banco Goiás, depois de vários anos sem sediar um banco privado, devido à política concentracionista do Banco Central, poderá, em breve, contar com um, que será, também, o único do Centro Oeste. Dois empresários locais cuidam do assunto e o banco já nascerá com agências em vários estados, incluindo, é claro, Goiás.


Governo loteado A presidente Dilma faria bem se varresse de vez o PR do Ministério dos Transportes. Já não tem como consertar na base das exonerações pontuais. O novo ministro, Sr. Passos, que era o secretário executivo ao tempo do antecessor, senador Nascimento, é antigo de casa. Se sabia das irregularidades e não as denunciou, foi conivente. Se de nada sabia, é um leso, ingênuo ou incompetente. Nesse caso, não serve para um posto que exige tanta responsabilidade. Todos sabemos que o PR tem 41 deputados federais. Que é necessário ao governo. Então, que seja entregue ao PR um outro ministério. Por que não o da Defesa, ou aquele voltado para os direitos femininos? Ou o da igualdade racial?

Confusão Fez bem a presidente Dilma ao frustrar a negociata do Carrefour com o Pão de Açúcar, que seria financiada com bilhões pelo BNDES. Seria o dinheiro do contribuinte brasileiro investido contra os interesses da população. Afinal, deve ser estimulada a disputa, a concorrência, e não o monopólio.

Em família No exercício do terceiro mandato de deputado federal, o jovem Leandro Vilela poderá optar, em 2014, por concorrer à Assembléia Legislativa, abrindo espaço para que Daniel Vilela, ora na Assembléia, concorra à Câmara dos Deputados. A estratégia seria boa para ambos, uma vez que o objetivo de Leandro é estar mais próximo de Jataí, cidade

Daniel Vilela

onde iniciou na política como vereador, e assim preparar o terreno visando disputar mandato de prefeito em 2016.

Lixo atômico Era só o que estava faltando: queriam usar o depósito da CNEN, localizado em Abadia de Goiás, para os indesejáveis resíduos da usina nuclear de Angra dos Reis. Como se aquelas usinas (Angra I e Angra II) não fossem produto de um cuidadoso planejamento. Ora, ao implantar uma unidade dessas, a primeira providência é definir um lugar para os rejeitos dela resultantes. Ali por perto, para não cometer o desrespeito, inaceitável por qualquer estado que se preze, de fazer o que queriam impingir a Goiás.

Demóstenes Comprovadamente bom de voto para o legislativo, o senador Demóstenes Torres (DEM) não apresenta igual performance quando se trata de disputar um mandato executivo. Pelo menos até agora. Candidato a governador em 2006 obteve votação baixa, de menos de 100 mil votos. Daí que, perspicaz, o senador talvez não arrisque concorrer à prefeitura de Goiânia no próximo ano. Mesmo importante, o apoio do governador Marconi Perillo (PSDB) pode não ser decisivo, a julgar pelos precedentes (nos três pleitos mais recentes, os candidatos apoiados por Marconi sequer alcançaram o segundo turno).

Leandro Vilela

Em 2012 não, pois o PMDB já tem o prefeito Humberto Machado como candidato à reeleição.

Prefeito em alta O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, está em alta. Seus auxiliares mais próximos estão de posse de dados, resultantes de pesquisas, que comprovam isso. Com uma vantagem adicional: há uma tendência de que isso se acentue, ou seja, que a aceitação do prefeito pela sociedade, em termos de avaliação positiva, aumente. Nada mal para quem como Paulo Garcia, pretende disputar a reeleição.

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Goiás

Lula antecipa camp Por obra e graça do ex-presidente Lula, em Goiás a campanha eleitoral de 2012 foi deflagrada e, também, a de 2014 Valterli Guedes

A

tivista político há quase quatro décadas, inicialmente na política sindical e em seguida, desde que liderou a fundação do partido dos Trabalhadores, atuando na política partidária, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Goiânia e fez o que dele se poderia esperar: política. Fez até política estudantil, um ramo no qual ainda não havia ponteado. É que o motivo principal declarado da sua visita a Goiânia foi a participação,

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como convidado ilustre, do Congresso da UNE, a outrora legendária União Nacional dos Estudantes. De fato, Lula foi recebido pelos estudantes e a eles falou e foi bastante aplaudido. Mas a repercussão maior da visita de Lula foi na política partidária, no âmbito estadual, pela qual o ex-presidente tem demonstrado especial interesse pelo menos desde 2005. Ou, mais precisamente, desde quando Marconi Perillo (PSDB), que era governador de Goiás tanto quanto o é agora, fez uma revelação considerada incômoda para Lula, então presidente

da República. Marconi disse em entrevista que havia advertido o presidente, durante conversa entre ambos, sobre a existência do que desde então ganhou o epíteto de Mensalão. Procurando detalhar mais o que disse, o governador acrescentou que a denúncia lhe havia sido feita pela ex-secretária de Educação de seu governo, a então deputada federal Rachel Teixeira (PSDB). Outro detalhe: Rachel, em pessoa, teria recebido uma proposta de seu colega de Câmara, deputado Sandro Mabel (PR), envolvendo duas quantias em dinheiro, uma inicial, maior, e as demais mensalmente, para integrar a base de apoio do presidente.

Campanha antecipada

Os contatos de Lula em Goiânia e o que saiu de sua boca foram o suficiente para assinalar o início das


campanhas eleitorais de 2012 (municipais) e de 2014 (estadual) em Goiás. O governador Marconi Perillo emitiu sinais de quem não gostou. Quem está no poder quer distância de campanhas eleitorais enquanto o dia do pleito está distante. Fora do poder, aí a conversa é outra. Um exemplo é o do próprio Marconi, que, eleito senador em 2006, em seguida demonstrou que seria novamente candidato a governador em 2010. E, durante os quatro anos seguintes, percorreu várias vezes o estado, recebeu títulos de cidadania de todos os municípios e agiu de tal forma que, quando chegou o momento da campanha, ela já estava praticamente feita. Deu certo. Em Goiânia, Lula fez muitos contatos. Jantou no apartamento do prefeito Paulo Garcia e almoçou no de Iris Rezende. Para este último, fez questão de que fossem convidados o ex-governador Alcides Rodrigues (PP) e o ex-secretário da Fazenda, Jorcelino Braga. Pregou a união do PMDB com

panhas

o PT e demais partidos da base da presidente Dilma com vistas a garantir robustas vitórias em 2012 e 2014. Teria dito até que Marconi só saiu vitorioso porque Alcides não teria revelado aos goianos tudo o que sabia sobre as duas administrações de seu desafeto político. No apartamento de Iris, o ex-presidente teria gerado certo constrangimento ao interpelar o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB), sobre as razões de estar, segundo o ex-presidente, “rasgando seda” para Marconi. Maguito teria falado que tudo seria “exagero da imprensa”, embora, na condição de prefeito, procure manter relações institucionais com o governo estadual, cultivando, para tanto, um clima cordial com o governador. Nada diferente do que Marconi procura fazer, no interesse de Goiás e de seu governo, junto à presidente Dilma Rousseff. Marconi lamentou a atuação do ex-presidente durante a visita. Disse não ser esta a hora para cuidar de política, alianças e muito menos de campanha. Para não dar espaço à ampliação dos atritos, disse ter respeito por Lula, mas ressalvou ser sua prioridade, no momento atual, administrar bem o estado. A pancada, está claro, Marconi acusou.

Lula em Goiânia: mobilizamos os companheiros

Nos meios políticos, alcançaram repercussão as tratativas do ex-presidente. Para alguns, não seria próprio para alguém que por oito anos governou o país, empenhar-se no varejo da política em um estado que, embora importante, não tem a expressão de São Paulo ou de Minas Gerais, por exemplo. Se alguma explicação ou interpretação tiver que ser feita, cabe ao analista registrar exatamente o que foi explicitado no início: Lula tem por hobby o ativismo político partidário, e, em Goiás, mantém contencioso com o atual governador, devido a iniciativas de ambos, desde que surgiu, para incômodo de Lula, a denúncia do mensalão.

Aliança

Prefeito Paulo Garcia e Lula: boa sintonia

O que Lula pregou aos aliados de Goiás com os quais reuniu-se foi a necessidade ou a importância de fazer alianças visando ao pleito municipal do ano que vem, elegendo prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, especialmente nos municípios de maior porte. E, a partir disso, manter as alianças com os olhos em 2014. Assim, Lula acha que seria possível fazer, em 2014, o que tentou mas não conseguiu em 2010: retirar o governo de Goiás das mãos de Marconi Perillo e entrega-lo a um “companheiro”. A quem? Sobre isso Lula nada disse. Julho de 2011 - Hoje | 15


Resenha

Renato Dias | renatodias67@gmail.com

“A Legislatura foi

profícua”

(Jardel Sebba faz balanço dos seis primeiros meses de 2011)

Números do legislativo Presidente da Assembleia Legislativa, Jardel Sebba (PSDB) informa ter tramitado pelo Legislativo, de fevereiro a julho de 2011, 3.374 proposituras, entre requerimentos, projetos de lei, resoluções, vetos e decretos legislativos.

É engraçado

Aliado de Lula

1 – O estudante carioca Daniel Iliescu, de 26 anos, é o novo presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), eleito, em Goiânia, no 52º Congresso da entidade.

Agenda política

O tucano Leonardo Vilela, secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Goiás, será Moderador do ECO URBS 2011, dia 14 de setembro. Trata-se de um Seminário Internacional Sobre Problemas A m bien ta is dos Centros Urbanos, um evento que terá a ênfase no planejamento e gestão ambiental urbanas.

Corte de contas

Com a reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa dia 2 de agosto, o nome do auditor Celmar Rech será aprovado pelo plenário para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Goiás. Na vaga aberta pela aposentadoria de Carlos Leopoldo Dayrell.

Escândalo

Ex-presidente do BEG, Aires Neto, preso em Rio Verde, deverá cumprir pena por condenação em crime de colarinho branco. É um dos únicos em Goiás.

PR

O homem das bolachas, Sandro Mabel, estaria fomentando um racha no PR para criar uma nova legenda.

É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que ocorrer a separação dos irmãos-siameses Santana Gomes, do PMDB, e Elias Vaz, do PSOL. Os dois estão afinados contra o Paço Municipal.

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Direitos Humanos O Comitê Goiano Pela Verdade e Justiça, criado sob inspiração da Comissão da Verdade, para apurar crimes da ditadura militar no Brasil (1964-1985), será instalado em Goiânia, em agosto. Quem avisa é o historiador Marcantonio Della Corte.


VLT

O Governo Federal teria, hoje, R$ 18 bilhões para investir em transportes públicos nas cidades com mais de um milhão de habitantes, informa Sandes Júnior (PP).

Emagrecimento do Estado Secretário de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci diz que a ordem da Casa Verde não é privatizar, mas desestatizar empresas deficitárias, celebrar parcerias com a iniciativa privada, aumentar a capacidade de investimentos e melhorar a qualidade dos serviços prestados à sociedade.

Sem surpresa

Fernando Santana deve assumir a Agência Municipal de Meio Ambiente.

Xeque mate

O último depoimento à CPI do Rombo deve ocorrer em agosto.

Pé ligeiro

Faça chuva ou sol, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, informa que irá inaugurar, no próximo 12 de outubro, dia da criança, o novo Zoológico. O Mutirama ficou para 2012.

Alternativas

Paulo Borges, Wagner Siqueira Jr., Iram Saraiva Júnior, Mauro Miranda e Bruno Peixoto são as opções, hoje, do PMDB para ocupar a vice de Paulo Garcia, do PT, nas eleições de 2012.

Aparecida de Goiânia

Maguito Vilela, que disputa a reeleição, Veter Martins e Ademir Menezes devem concorrer à Prefeitu r a M u n i c i pa l d e Aparecida de Goiânia quando 2012 vier.

Jornal virtual

Acesse: http://www.aredacao.com.br/cultura.php

Entre tapas e beijos

O tempo continua nublado entre o tucano Maurício Beraldo e o petista Djalma Araújo.

Direito & Justiça Leon Deniz e Henrique Tiburcio estarão cara-a-cara, dia 23 de agosto, diante do juiz. É que Deniz move ação por injúria, calúnia e difamação contra o presidente da Ordem.

No páreo

1 – “Demóstenes Torres é quem mais aglutina a base”. 2 – É o que afirma o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricosdo Estado, Leonardo Vilela

O que é isso, companheiro? 1 – Não será surpresa se o deputado estadual Humberto Aidar trocar o PT pelo PSD. 2 – Ele é aliado do inquilino da Casa Verde, Marconi Perillo, um tucano de alta plumagem.

Escândalo A Comissão de Ética da Câmara Municipal de Goiânia transferiu para agosto a decisão de manter ou não o vereador Clécio Alves, envolvido em escândalo no uso de carro oficial, no cargo de corregedor-geral do legislativo. É o que informa o vereador Anselmo Pereira, presidente da instância.

Saia justa 1 – Não convidem para o mesmo churrasco os vereadores Clécio Alves e Santana Gomes. 2 – É que pode sobrar espeto para tudo quanto é lado. E não será de picanha.

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Funasa

Saúde ou Doe Fotos: Assessoria de Imprensa do deputado Mauro Rubem

Polêmica sobre intoxicação de agentes de endemias se estende pelo Pará, Rondônia, Piauí e Goiás. Problema que vem preocupando autoridades goianas e os quase mil servidores na Funasa

Deputado Mauro Rubem (PT/GO) e Sintsep (GO) têm cobrado providências

Wanja Borges

A

pós anos de luta contra o descaso do governo federal, agentes de endemias da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), contaminados com mercúrio e inseticidas DDT e Malathion na década de 80, finalmente têm o que comemorar. Sensíveis com a saúde dos trabalhadores, sindicatos e poder público trazem o assunto à tona para apresentar à sociedade diagnóstico sobre a situação vivenciada pelos intoxicados, bem como cobrar do Governo Federal medidas para tratamento e indenização dos servidores e famílias envolvidas.

O assunto, que já é polêmico no Estado do Pará, Rondônia e Piauí, vem preocupando autoridades também do Estado de Goiás, que conta, hoje, com quase mil servidores na Funasa, sendo que cerca de 70% deste número correspondem a agentes contaminados, conforme declaração do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal em Goiás (Sintsep-GO). Para o diretor do Sindicato, Ademar Rodrigues, o Ministério da Saúde foi irresponsável ao selecionar cidadãos despreparados para exercerem essa função sem qualquer tipo de esclarecimento. “Ao borrifar os inseticidas, os agentes tinham que manter EPIs da época não garatia a devida segurança dos trabalhadores

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o veneno em contato com seus uniformes e corpos de maneira que a chefia reconhecesse que aquele servidor trabalhou”, afirma revoltado. De acordo com avaliação clínicoocupacional realizada por pesquisadores de Brasília, de 101 trabalhadores avaliados em serviços de saúde terceirizados pela FUNASA, foi constatada neuropatia periférica (cansaço e dores nas pernas) em 90,1%, fraqueza muscular em 60%, queixas reumatológicas em 69,3%, além de outros sinais. Além disso, a contaminação tem gerado danos digestivos, endócrinos, neurológicos e imunológicos, além de morte aos intoxicados. Só no Estado do Pará, cerca de 100 trabalhadores faleceram em decorrência da intoxicação.

Recomendações

Em alguns estados, sindicatos conseguiram na justiça o direito dos servidores realizarem exames para detectar o nível de intoxicação pelo veneno utilizado no exercício da profissão. Entretanto, de acordo com a médica e


ença?

neurotoxicologista, Dra. Heloisa Pacheco, o exame toxicológico é insuficiente para dizer como está o estado de saúde do trabalhador. “O indicador biológico de disposição não é suficiente para dizer se há ou não problema de saúde. Não apresentar o resultado positivo também pode ser um problema. Para excretar substâncias químicas, o fígado e o rim têm que estar bem, por isso, precisamos fazer uma leitura diferente dos resultados”, esclarece. Heloisa faz algumas recomendações aos intoxicados e poder público. Segundo ela, é recomendável que haja afastamento imediato de servidores dos locais de trabalho que tenham exposição ocupacional e/ou ambiental à substância química; avaliação sistemática da saúde dos trabalhadores que ainda se encontram inseridos neste processo de trabalho, com adoção de medidas de

Trabalhadores aguardam que as autoridades arquem com as responsabilidades legais

proteção e promoção; e, ainda, articulação com a rede do SUS, na perspectiva de implantar Centros de Referências em Saúde do Trabalhador com capacitação em Toxicologia. De acordo com o servidor Dimas Franco de Oliveira, os trabalhadores só querem reconhecimento. “O Ministério da Saúde já reconheceu que o DDT e o BHC não podem ser usados, então qual a dificuldade de reconhecer os prejuízos feitos a nós, trabalhadores, por meio do convívio com estes venenos? Somos seres humanos contaminados e queremos respeito”, reivindica. A neurotoxicologista sugere ainda

que os intoxicados façam a abertura de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), o quanto antes, de forma que colabore para a conquista da aposentadoria por invalidez – acidentária para os intoxicados com sequelas. Outras sugestões é o suporte técnico-administrativo aos trabalhadores que se encontram em tratamento, de modo a agilizar as demandas encaminhadas pelos mesmos, até a remissão do quadro clínico e o desenvolvimento de estratégias de suporte social para que os intoxicados e seus familiares possam requalificar suas vidas, com novas perspectivas de inserção social.

minha indignação com a demora do Ministério da Saúde em tomar providências sobre o assunto”, reforça. Presente na atividade representando o Ministério da Saúde, Ima Aparecida Braga reconheceu a importância dos agentes de endemias para o avanço do sanitarismo no Brasil. “Acredito que o trabalho em parceria e unificado é o ideal para identificar o problema, discutir soluções para os já existentes e responsabilidades com relação ao uso de inseticidas que ainda são necessários. Comprometo-me a levar o relatório desta audiência às áreas competentes do Ministério da Saúde, pois tenho a certeza de que todo trabalhador merece respeito”, afirma.

A proposta agora é realizar audiência no Congresso Nacional, com a participação do Ministro da Saúde, e criar dois grupos de trabalho para avaliar a situação dos trabalhadores intoxicados e ainda em exercício, de forma a coibir que situações parecidas se repitam.

Na prática Diante do grave quadro resultante da contaminação, o Sintsep-GO, em parceria com o deputado estadual Mauro Rubem (PT/GO), realizou uma série de seminários no interior do Estado e etapa nacional no último dia 20 envolvendo trabalhadores de 25 municípios diferentes. Na ocasião, o petista reiterou a importância de levantar a discussão sobre o problema. “Não queremos fazer retaliação, mas alterar o método de trabalho utilizado atualmente para dar espaço à proteção e qualidade de vida dos trabalhadores de forma que evitemos que situações similares se repitam no futuro. Todavia não deixo de manifestar

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Tocantins Roberta Tum

Depois de seis meses de relativa estagnação, enfrentando contenciosos diversos, o governo do Tocantins enfrenta agora o desafio de deslanchar, investindo em programas sociais e infraestrutura

N

o Tocantins, governo vira o semestre com o desafio de aumentar investimentos: Bunge inicia atividades, Granol constrói Emergindo de um primeiro semestre de mandato desajustado, envolvido com pendências a zerar com funcionalismo, demora de liberação do orçamento na Assembléia Legislativa e polêmicas em torno da dispensa de licitação para recuperação de estradas, além da terceirização da Saúde, o governo do Tocantins entra o mês de agosto com o desafio de aumentar seus investimentos. O mês de julho, marcado pelo período de férias escolares e temporada de praia no Tocantins, foi de rotina diferente na agenda do governador Siqueira Campos, por pelo menos dois motivos: a inauguração da primeira usina de açúcar e bionergia greenfield da Bungue, em Pedro Afonso, região de vocação agrícola forte no Tocantins. A chegada da empresa aconteceu no governo anterior, do PMDB, mas o início de suas atividades impulsiona a

economia tocantinense em pleno início do quarto mandato do governador Siqueira Campos. Foram cerca de R$ 600 milhões em investimentos, cujo impacto se fará sentir com o início das atividades, embora já tenha modificado a economia local. A unidade é a oitava usina produtora de açúcar e bioenergia da empresa, presente em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo, além da fronteira agrícola baiana de Luiz Eduardo Magalhães. No Tocantins, a trading japonesa Itochu é sócia no empreendimento, com 20% do capital, e conforme anunciado pela Secretaria de Comunicação do governo, a usina de Pedro Afonso vai operar totalmente dentro dos conceitos da tripla sustentabilidade – social ambiental e econômica, e amplia a oferta de empregos qualificados na região.

Granol em Aguiarnópolis

Subindo mais em direção à divisa do Estado, rumo ao Norte, está outro marco de investimento neste

Passou a fase aldemar ribeiro

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Fotos: Aldemar Ribeiro

finalzinho de julho: a esmagadora de grãos da Granol a ser construída no Bico do Papagaio, em Aguiarnópolis. O lançamento da pedra fundamental com a presença do governador e de dirigentes da Granol aconteceu no parque multimodal da cidade, gerando grande expectativa também de movimentação da economia numa região rica em potencial, mas ainda carente de investimentos que resgatem oportunidades de trabalho e movimentação da economia. A chegada da Granol, que atua como esmagadora e beneficiadora de grãos oleaginosos, acrescentando valor aos subprodutos, é um marco na região e chega cercada de muita expectativa.

A maior delas talvez seja a de que o estado se mostre capaz nos próximos meses de tirar do campo das promessas para a implantação concreta, uma série de intenções demonstradas por grandes empresas e capital estrangeiro em freqüentes visitas ao Tocantins.

Arrecadação subiu, investimentos ainda não

Com superávit de arrecadação apontado pelo Sindifiscal – Sindicato de Auditores da Secretaria da Fazenda, o governo do Tocantins superou em cinco meses, o que se previa arrecadar durante todo o ano. Um comparativo entre os números do primeiro semestre

deste ano, com os do mesmo período do ano anterior mostrou que houve queda nos investimentos e aumento nos gastos com servidores. A este respeito, o governo divulgou nota especificando indenizações, progressões, acordos com sindicatos, e todos os custos que oneraram os gastos do estado com funcionalismo no primeiro semestre. Conforme nota da Secom, a herança deixada para o primeiro semestre deste ano gerou um impacto de R$ 253 milhões nos cofres públicos. Apesar da exoneração de mais de 15 mil servidores comissionados logo no começo do governo, na primeira quinzena de janeiro.

de ajustes Expectativa com Carajás Diante de um quadro em que a arrecadação interna cresceu com a cobrança mais dura de impostos e o reajuste de taxas, o desafio maior do governo Siqueira para o segundo semestre parece ser mesmo reaquecer a economia. A grande expectativa gerada com a possibilidade de criação do novo estado de Carajás, na fronteira com o Pará, já é sensível nas pesquisas feitas na região.

O temor é que haja uma fuga de capital para a região sul do Pará, com empresários migrando à medida que avança o processo de criação do novo estado, limítrofe com o Tocantins. Com o caixa cheio, diante do superávit na arrecadação e com os principais problemas contornados, o Tocantins tem na industrialização sua porta de saída para voltar a ser o “estado das grandes oportunidades”, como vem pregando o governador.

Um caminho que precisa mostrar resultados práticos nos próximos meses, caso o governo pretenda fechar no positivo o primeiro ano de sua quarta gestão.

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PALMAS

On Line

“Governar é tomar decisões. Este começo de governo es pela situação de abandono, de letargia em que se encon quebrando alguns ovos, mas logo a omelete fi

Eduardo Siqueira Campos – Secretário de Planejamento e Mo as decisões impopulares que o governo tem tomado (

Amashta cresce Protestando contra a expansão rumo à serra, o empresário colombiano naturalizado brasileiro, Carlos Amashta, encontrou eco nas redes sociais e acabou encabeçando um abaixo assinado contra a votação do projeto, sem a realização de audiência pública. Pré-candidato a prefeito, Amashta cresceu na rede e entre os formadores de opinião. Tudo via Twitter. Para incômodo dos vereadores da capital.

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Hallum e o ministro O deputado federal César Hallum tem cavado bons espaços em Brasília. Depois de emplacar projeto seu que permite o genérico veterinário, Hallum entrou na briga pela redução da tarifa de energia elétrica, já que o Tocantins paga a taxa mais cara de todo o Brasil. Para tratar sobre este assunto, que interessa também a outros estados do Norte e Nordeste do País, esteve em audiência com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. Recebeu sinal verde para articular a frente parlamentar em defesa do tema, que fechou o período legislativo com 175, das 198 assinaturas necessárias. E avança.

Polêmica 1 Em seus primeiros seis meses de gestão, o novo governo Siqueira Campos tem sido marcado por decisões polêmicas e impopulares. Depois de exonerar milhares de servidores comissionados e cancelar o concurso do Quadro Geral, o governo adotou duas medidas que repercutiram mal e encontraram oposição no Ministério Público e segmentos organizados da sociedade. Tratase da terceirização dos serviços da Saúde e do decreto de calamidade pública nas estradas para contratar sem licitação, empreiteiras para executar restauração asfáltica.

Polêmica 2 Nos dois casos, o governo recebeu recomendação do Ministério Público estadual para não tomar os caminhos escolhidos, mas decidiu seguir em frente. Num dos casos, uma ação civil pública será protocolada. No outro, um inquérito foi aberto. Mas as providências continuam. Na Saúde, a Confederação das Santas Casas de Misericórdia assinou convênio com o governo para iniciar as medidas que levarão a terceirização. No caso das estradas, o superintendente do Dnit no estado, Amauri Souza, indicou as empresas que estão no trecho e poderiam atender a demanda por meio de contratação simples.


Roberta Tum / editoria@robertatum.com.br

stá difícil, especialmente ntrava o Estado. Estamos ficará pronta”

odernização, explicando (Frase do mês)

Adesões Engrossando as fileiras do governo, alguns secretários e líderes municipais decidiram estreitar os laços com o governador por meio do PSDB. Filiaram-se em evento que contou com a participação de Sérgio Guerra, o ex-prefeito e

ex-deputado, Otoniel Andrade; o secretário da Agricultura, Jaime Café e sua esposa Karine, que assumiu o PSDB Mulher. Uma leva que deixou o PR a convite de Ernani Siqueira, secretário de Indústria e Comércio.

Ribeiro e Raul Os laços de amizade entre o senador João Ribeiro (PR) e o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), estão mais fortes depois das eleições. No começo de julho, o senador conseguiu bater o martelo e viabilizar em convênios federais para Palmas R$ 26, 5 milhões. Dinheiro para construir três escolas de tempo integral, duas escolas padrão e cinco creches. O lançamento aconteceu na escola Caroline Campelo, região Sul da cidade e teve forte repercussão.

Curtas O ex-governador Carlos Gaguim(PMDB) acompanha de perto as movimentações políticas e administrativas do Estado. Dia destes, do Pará, onde estava a negócios, criticou a falta de movimentação da economia tocantinense e vaticinou: caso seja criado, o estado de Carajás vai receber boa parte da população do Tocantins, especialmente empresários. Em Miracema, o presidente do PMDB voltou a ser Rainel Barbosa, ex-prefeito, que tinha perdido o partido numa canetada do presidente da Comissão Provisória, deputado federal Júnior Coimbra. Decisão judicial. E Coimbra, para quem Valdir Raupp pediu votos em Palmas, pode não ocupar a presidência do partido via votação. Isto porque o deputado Sandoval Cardoso (PMDB) está na estrada em busca do mesmo cargo. Neste cenário a saída, dizem os peemedebistas antigos, pode ser candidatura de consenso em torno do ex-governador Marcelo Miranda. Terminando o sétimo mês de governo Siqueira, dezenas de líderes, entre os quais presidentes de partidos que contribuíram com o resultado favorável das urnas, ainda não foram acomodados. E há dúvidas de que serão. A insatisfação é notória. E segue na justiça a luta de Ivan Vaqueiro (PT), suplente de deputado estadual, para tomar o mandato da deputada estadual Solange Duailibe, eleita também pelo PT. No meio da ação que tramita na justiça, um negócio que envolve recursos de campanha considerados de origem duvidosa pela procuradoria eleitoral. E que teriam sido pagos pela deputada em gado. O problema é que o gado nunca foi transportado da fazenda arrendada pelo marido da deputada, prefeito Raul Filho, para as terras do credor. Confusão grande, ainda sem desfecho.

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Inclusão social

42 anos dedicados à A APAE Goiânia completa 42 anos dedicados à proteção e promoção dos direitos da pessoa com deficiência intelectual ou múltipla, bem como sua inclusão cidadã na sociedade

Alunos da APAE durante os IX Jogos Internos mostram suas habilidades e potencialidades

Rhadá Costa

C

om a missão de oferecer atendimento completo e especializado para a pessoa com deficiência intelectual e múltipla, bem como a melhoria de sua qualidade de vida, autonomia, desenvolvimento pleno e a construção da cidadania, por meio de uma sociedade mais inclusiva, nascia em 29 de maio de 1969 a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Goiânia. Nestes 42 anos, a instituição cresceu e celebrou muitas conquistas, superou dificuldades e ainda vence desafios. E, se hoje a inclusão e o respeito aos direitos individuais e coletivos da pessoa com deficiência é uma realidade mais próxima e presente, um dos grandes protagonistas neste processo é a APAE.

Em toda sua história, a entidade propiciou a inclusão e a autonomia de milhares de pessoas com deficiência e sua inserção definitiva nos contextos social, cultural, educacional e político. Hoje, a APAE Goiânia atende cerca de 450 famílias – a grande maioria de baixa renda, sendo que 80% delas se encontram abaixo da linha da pobreza. A APAE Goiânia norteia seu trabalho por três áreas de atuação: assistência social, saúde e educação. A entidade também celebra conquistas decisivas para a continuidade de seus projetos no futuro, como o Selo de Qualidade “Empresa Solidária”. Conheça as áreas de atuação e os projetos da APAE.

Prevenção e Saúde Nos centros especializados da APAE Goiânia são desenvolvidos atendimentos especializados em Fonoaudiologia, Fisioterapia, Psicologia, Psicopedagogia, Terapia Ocupacional, Odontologia e Medicina (pediatria, neuropediatria, psiquiatria e ortopedia), com o objetivo de garantir que o comprometimento

Inclusão no mercado de trabalho A APAE Goiânia norteia seu atendimento pela perspectiva de que a autonomia e autogestão são essenciais para a afirmação dos direitos da pessoa com deficiência, garantindo sua maior interação com o meio social e que sejam autores do seu próprio processo de aprendizagem. Dentro desta perspectiva,

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a APAE Goiânia desenvolve várias propostas educacionais e pedagógicas nas suas duas escolas: o Centro de Educação Especial Helena Antipoff (CEESHA) e o Centro Educacional Professor Anísio Teixeira (CEPAT). “Ambos visam práticas que possibilitem a maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle

Oficinas trabalham a preparação e o encaminhamento para o mercado de trabalho


inclusão e à vida Fotos: Divulgação

neuropsicomotor seja tratado desde a mais tenra idade até a adolescência. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores as possibilidades de reabilitação do paciente. O Instituto de Diagnóstico e Prevenção da APAE Goiânia (IDP) também presta um importante serviço à saúde das mamães e dos bebês. O Instituto foi criado em 2003 pela APAE Goiânia, em parceria com a Secretaria

de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade”, afirma Emília Teresinha Borges, presidente da APAE Goiânia. Nas escolas da APAE Goiânia a formação educacional atende desde crianças até adolescentes. O trabalho com os pequenos começa logo ao nascer, por meio de projetos como o Programa Primeiros Passos, destinado aos recém-nascidos, e a Educação Infantil, para crianças de dois a seis anos.

Estadual de Saúde e com as Secretarias Municipais de Saúde, para implantar e administrar o Programa de Proteção à Gestante (PPG). Apelidado carinhosamente como “Teste da Mamãe”, detecta na grávida, por meio de treze exames, nove doenças que podem ser transmitidas ao bebê. Desde março de 2010, a APAE Goiânia também realiza outro exame fundamental, o Teste da Orelinha, também chamado de Triagem Auditiva Neonatal. O exame é imprescindível para que os bebês tenham um diagnóstico precoce, adaptação e reabilitação fonoaudiológica, que permitam a criança com deficiência auditiva desenvolver uma linguagem próxima à de uma criança ouvinte. Por meio de um convênio com a Unimed Goiânia, a APAE tem expandido mais este importante serviço à comunidade e seus usuários.

Assistência Social

A APAE também realiza grandes atendimentos na área da assistência social, sendo responsável pelo acolhimento da família que procura a instituição e pela triagem socioeconômica. O principal objetivo das ações desenvolvidas pela área é fazer com que a família se configure como rede de apoio. Atualmente, desenvolve

Para as crianças maiores de seis anos e adolescentes também são desenvolvidas práticas pedagógicas, organizadas por meio de programas como a Educação para a Autonomia, Socialização e Integração (EASI); o Projeto Refazer, dedicado especialmente a crianças com espectro autista; e o Atendimento Educacional Especializado (AEE), que é oferecido como uma forma especializada de complemento à educação das crianças que já estão inseridas na Rede Comum de Ensino; além de

Programa Primeiros Passos visa o desenvolvimento e a autonomia desde o nascimento

vários programas que visam o desenvolvimento integral dos usuários e suas famílias, diagnosticando e disponibilizando instrumentos que possibilitem a construção e encaminhamento de alternativas às condições de vulnerabilidade social ou pessoal em que vivem cotidianamente; além de contribuir para sua qualificação profissional, gerando renda e segurança social.

Selo de Qualidade

Ao longo destes anos, a APAE Goiânia, uma das instituições filan-

práticas extra sala de aula, de vida autônoma e o Projeto de Informática aplicada à Educação Especial (Proinesp). No âmbito da recreação e inclusão esportiva e cultural, a APAE também conta com um Centro de Cultura, Esportes e Lazer, que também é utilizado para a iniciação esportiva dos alunos, e além de permitir a socialização, possibilita o trabalho terapêutico nas áreas de Fonoaudiologia e Fisioterapia.

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Inclusão social trópicas mais sérias e respeitadas do País, também teve de superar várias dificuldades. Hoje um dos grandes desafios da entidade é buscar formas de ampliar todos estes projetos e serviços e atender a grande demanda por tratamento especializado. “Em Goiás, são mais de 750 mil pessoas com deficiência, sendo 62 mil em Goiânia”, afirma Emília Teresinha Borges, presidente da APAE Goiânia. Tendo em vista esta necessidade crescente da sociedade por atendi-

mentos especializados direcionados à pessoa com deficiência, a APAE Goiânia criou em 2008 o projeto Selo de Qualidade “Empresa Solidária”. A certificação Selo de Qualidade “Empresa Solidária” permite que empresas possam apadrinhar crianças e adolescentes assistidos pela instituição, auxiliando no seu desenvolvimento, autonomia e inclusão. Contando com mais de 30 empresas credenciadas, possibilita que os parceiros pratiquem efetivamente

Presidente da APAE, Emília Teresinha Borges

a responsabilidade social empresarial e associem seus produtos/serviços à marca da APAE, agregando valor a suas marcas e imagem institucional. Entre os parceiros estão grandes nomes como a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL), Época Decorações, a Novo Mundo, Fujioka, revenda comercial Regra, Mabel e muitos outros. A lista completa pode ser conferida no site, assim como informações detalhadas de como participar: www.goiania. apaebrasil.org.br. Projeto de informática aplicada à educação especial

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GO-118

Pedro Chaves quer federalização

O parlamentar goiano luta junto aos escalões federais em favor do Norte e Nordeste do Estado

O

deputado federal Pedro Chaves (PMDB) está lutando junto aos escalões competentes do governo federal pela federalização da rodovia estadual GO-118, que liga o Distrito Federal a Terezina de Goiás. A GO-118 sai da BR-020, passa por São João da Aliança e Alto Paraíso, antes de chegar a Terezina, alcançando depois Cavalcante, ainda em Goiás, para a partir daí alcançar o Estado do Tocantins, começando por Arraias. O parlamentar quer que toda essa rodovia passe para a responsabilidade do governo central. Pedro Chaves não apresentou projeto de lei visando alcançar o objetivo de sua proposta. Preferiu gestionar no sentido de que o próprio executivo federal proponha, na revisão do PNV (Plano Nacional de Viação), a implantação da BR-010.

Irrigação

Outro projeto, este já em fase de implantação, pelo qual vem trabalhando o deputado Pedro Chaves, é de irrigação, com o aproveitamento de águas do rio Paranã, em Flores de Goiás. Já incluído na agenda do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento –, esse projeto viabilizará a irrigação de aproximadamente 22 mil hectares nos municípios de Flores de Goiás, São João da Aliança e Vila Boa de Goiás, sendo a maior área a ser irrigada, em Flores. Na região, estão assentadas mais de 2 mil famílias, muitas das quais serão beneficiadas pela irrigação de suas glebas. A gestão desse projeto está a cargo do governo de Goiás, através

da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão.

Terra Ronca

Pedro Chaves forneceu estas informações durante visita à redação de HOJE, onde esteve acompanhado do assessor da diretoria regional do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –, Sandoval de Oliveira. Na oportunidade, fez em seu nome e no do Prefeito Dimar Moura (PMDB), do município de São Domingos, convite para que uma equipe desta revista participe, nos dias 5 e 6 de agosto, da tradicional romaria do Bom Jesus da Lapa, realizada todo ano na mundialmente famosa gruta Terra Ronca. Milhares de pessoas comparecem anualmente àqueles festejos.

Deputado Pedro Chaves com jornalista Valterli Guedes e Sandoval Oliveira na redação de HOJE

Julho de 2011 - Hoje | 27


Mercado imobiliário

Financiamentos e con Na hora de financiar o imóvel é preciso analisar com cuidado as modalidades disponíveis para escolher a melhor opção para o bolso de cada um

Karla Rady

S

e você não faz parte da minoria sortuda que pode pagar à vista um imóvel, o caso é de apelar para financiamentos e consórcios, cada vez mais acessíveis, principalmente, graças aos incentivos do Governo Federal. Cada modalidade, entretanto, tem suas vantagens e desvantagens e é preciso analisar com calma cada uma, cruzando com os dados da sua vida financeira: Só assim será possível descobrir o melhor custo-benefício na concretização do sonho da casa própria. ]

Financiamento

As opções de financiamento

disponíveis no mercado têm como grande vantagem o usofruto do imóvel a partir do início do pagamento das parcelas. A ocupação imediata da casa ou do apartamento é um grande atrativo para quem não pode arcar com duas despesas fixas ao mês em moradia: uma para o aluguel e outra para a aquisição do imóvel.

Consórcios

No caso dos consórcios, essa ocupação imediata não existe. A não ser que você tenha sorte! Nesta modalidade, é preciso ser sorteado, o que pode acontecer na primeira parcela ou na última. A grande vantagem dos consórcios sobre os financiamentos é que eles não apresentam juros embutidos. Esta modalidade financeira

pode apresentar, ainda, um valor pago de até 6,82% menor do que de um financiamento.

Outros custos

Sendo assim, o comprador deve ter em mente suas principais necessidades e ter certeza de suas condições financeiras antes de optar por um ou por outro. É importante ressaltar que, quando o imóvel é adquirido a longo prazo, outros custos aparecem, como com o seguro por morte ou invalidez permanente e o seguro por danos físicos do imóvel. O seguro por morte ou invalidez permanente cobrado nos casos de financiamento protege o comprador e sua família e sua indenização serve para amortizar ou quitar a dívida. Foto: divulgação Iconci

28 | Hoje - Julho de 2011


nsórcios

Comprar ou alugar? Está posto o dilema: o que é melhor, comprar ou alugar? Para a maioria das pessoas, comprar a casa própria é, sem dúvida, a melhor opção. Mas isso nem sempre é verdade. Para responder a esta questão é necessário, antes, pensar o custo/benefício das decisões tomadas. Para ilustrar essa ideia, imaginemos duas situações. Na primeira, o comprador possui o dinheiro para adquirir o imóvel à vista e, na segunda, a intenção é financiar o imóvel. Passemos às análises;

Dinheiro na mão

Reservas são imprescindíveis. Por isso, nem sempre ter dinheiro na mão significa que é hora de comprar um imóvel. Investir todo o seu dinheiro em um patrimônio deixará o seu caixa zerado. Mais uma vez, é preciso fazer contas e considerar os tipos de investimento disponíveis no mercado para chegar a uma conclusão. Ao invés de comprar seu lar doce lar à vista, talvez seja interessante aplicar essa quantia e alugar um teto. Ao preferir o investimento ou a compra, deve-se considerar o valor do aluguel e a rentabilidade do investimento, e avaliar qual opção é mais interessante. Exemplificando: Um investimento de R$ 100 mil, com rendimento de 0,8% ao mês mais aplicação mensal de R$ 200,00 significará, ao final de 20 anos, R$ 194.538,76. Do valor do rendimento mensal deve ser descontado um aluguel de R$ 750,00. Por outro lado, a compra à vista de um imóvel de R$ 100 mil e aplicação dos mesmos R$ 200,00 mensalmente. Ao final de 20 anos, terá acumulado o imóvel (com a depreciação equivalente ao tempo de uso) mais R$ 144.226,26 de patrimônio.

Quando alugar compensa

Agora, imagine o comprador que não possui o dinheiro e para ter a casa própria deve fazer um financiamento.

Foto: André Stéfano - SPCVB

Será que não vale a pena utilizar o valor da parcela para alugar algo e ainda, quem sabe, investir? Todo financiamento traz em si juros e um determinado tempo para pagamento das parcelas. Para ilustrar, vamos considerar os mesmos R$ 100 mil como valor do imóvel e juros de 1,2% ao mês em 240 meses (20 anos). Esse cenário gera uma parcela de R$ 1.272,68, que ao final dos 20 anos lhe proporcionará um bem material no valor de R$ 100 mil. Se optasse em pagar um aluguel de R$ 750,00 e investisse a diferença de R$ 522,68 (valor da parcela menos o valor do aluguel) em uma aplicação de 0,8% ao mês durante 20 anos, teria acumulado R$ 376.920,87. Ou seja, nem sempre comprar logo um imóvel é a situação mais inteligente para o seu bolso e patrimônio, mesmo considerando a valorização do imóvel, que não aparece nos exemplos acima. A valorização é subjetiva, podendo variar bastante: Grande, pouca, nula ou negativa, no caso da depreciação pelo tempo.

Modalidades com valor base R$ 100 mil em 20 anos Investimento total do dinheiro Compra de imóvel à vista + aplicação mensal Financiamento Aluguel + aplicação

Aluguel mensal ou parcela de financiamento R$750,00 de aluguel -R$ 1.272,68 R$750,00

Retorno R$194.538,76 Imóvel + R$144.226,26 Imóvel no valor de R$100 mil R$376.920,87 Julho de 2011 - Hoje | 29


Urubuservando Chico Buarque

Tudo junto e misturado

Um barato as versões das músicas de Chico Buarque, falando da vidinha dura dos jornalistas. Veja no blog desilusoesperdidas.blogspot.com. Dois exemplos: Nós, jornalistas, já nascemos pobres/ pior, não nascemos livres/ senhor, senhora ou senhorio/ aumento, jamais receberás. (História de uma jornalista – versão de História de uma gata) O foca triste que vivia sem grana, sorriu/ o frila triste que vivia na lama, curtiu/ jornalistada toda se assanhou/ pra ver o emprego chegar/ mesmo pra ser revisor. (O emprego – versão de A banda)

Mostra de arte Uma boa novidade que faz parte da programação do 3º Festival Nacional de Teatro de Goiânia é a Mostra Casa das Artes, que tem apoio da Lei de Incentivo à Cultura de Goiânia. A Mostra reúne grupos de teatro e dança de várias cidades do Estado de Goiás. Entre os municípios que enviam artistas para o evento, estão Anicuns, Trindade e Goiânia. A mostra ainda realiza exposições, shows de música e performances, no Mais Um Espaço.

A Secretaria de Cultura de Goiânia prepara para o segundo semestre, programação que pretende cobrir os meses de agosto a dezembro. São várias atividades culturais lincadas, unindo todas as áreas artísticas. A Prefeitura deve anunciar em breve a programação exata. Sabe-se que a Revirada Cultural de Goiânia terá sua segunda edição ampliada e cobrindo todos os bairros da cidade. É aguardar.

Virtual

Oscar Fortunato

Pra quem gosta de artes plásticas, a grande sacada nessa área é uma galeria de artes virtual,que acaba de completar um ano. A iniciativa é da agitadora cultural Lydia Himmen. Ela reuniu um timaço de artistas locais, nacionais e internacionais como Oscar Fortunato, Rustoff, El Mendez, Carpaneda, André Arantes, Amorim, Carlos Rezende, Peralta, Adão Iturrusgarai, Ricardo Gomes entre outros. Só entrar:www.plusgaleria.com.br

Bapho O ator Cristiano Mullins continua agitando o meio pink da cidade. Ele realiza a Quarta Cultural, no bar Athena. Atrações: Xucha ao Vivo, Exposição Diligências, Deu Bapho, A Espiritualizada Rosana, No Cafôfo da Nega, Glamour Trash, Memórias de um Sargento de Milícia e a entrega do Troféu Cia in Cena. O Athena é um bar GLS que fica na Avenida Tocantins, esquina da Rua 1, Centro. O bafo é garantido!

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Obra de Fernando Carpaneda


Mascate Misto de cantor, compositor, historiador e ambulante, Diego de Moraes, o nobre Don Diego Demorais, novo herói da canção de Goiás, anda circulando o Estado com seu Projeto Mascate, bancado pela Funarte. Mascate leva literatura e música para escolas e praças públicas. Já passou por Itaberaí, desembarca na cidade de Goiás, ainda este mês, e tem pretensões de terminar sua caminhada em Teresina, capital do Piauí.

Cinema braça

O TRE convocou o povo pra recadastrar. Fui no vapt-vupt 3 vezes e eles não conseguem atender. Se não tem estrutura, pra que fazer campanha? Pixação num busu de Gyn: “O espaço da arte seria o que? O esgoto da Marginal Botafogo? A arte merece mais respeito”. É o caso!

Me chame o Osama

Li numa camiseta, em Curitiba: “Gostei de você. Vou te matar por último!” Tô esperando a votação do novo Código Florestal pra começar a derrubar tudo que é verde no meu AP. Me aguarde, samambaia safada!

Hugo Caiapônia mora na cidade que lhe empresta o nome e é, hoje, talvez o único cineasta de Goiás que faz longa metragem. Mais: ele nunca usou grana de leis de incentivo, MinC, Ancine e outras mumunhas feitas pra dar grana pra produção cinematográfica. O cara tem um personagem, Imbilino, espécie de Jeca Tatu ou Mazzaropi do cerrado, que é o astro de todos os filmes. Hugo já tem cinco produções e vai exibi-las no Cine Ouro, entre os dias 8 e 11 de setembro.

Governo do Estado e Prefeitura de Goiânia abandonaram o transporte coletivo e acham que a Polícia Militar deve gerir o problema. Que feio! Empresas de ônibus mandam, desmandam e bancam campanhas políticas. Por isso podem cuspir no povo. Sabem que os políticos não mexem com elas.

Gente, alguém me chame o Osama pra me dar uns conselhos. Essa saga Harry Potter já tá dando nos nervos. Será que a juventude de hoje não tem outros tipos de viagens e sonhos que não passem pela fantasia burra fabricada por Hollywood? Será que essa é a bandeira dos moleques de hoje? Não acredito. Quando vejo nas matérias televisivas, a verdadeira histeria que o bruxinho enjoado provoca, fico com dó do futuro. Muita dó.

CMTC e Metrobus acham que transporte público é problema de segurança pública. Os incompetentes acham que povo é apenas um detalhe. Ai, twitter, não me faz te pegar nojo!!!

Meu Twitter: @carlosbrandao7 Julho de 2011 - Hoje | 31


Patrimônio

Os patrimônios nosso As linhas a seguir trazem um pouco de um bom bate-papo com a superintendente do Iphan – Goiás, Salma Saddi. Em um momento descontraído nas dependências de um dos jardins mais charmosos de Goiás, ela falou à HOJE Janaina Gomes – @JanisGomes

A

Constituição da República Federativa do Brasil, em seu artigo 216, estabelece que o poder público, com a cooperação da comunidade, deve promover e proteger o “patrimônio cultural brasileiro”. São considerados patrimônios de uma sociedade e seu povo “os modos específicos de criar e fazer (as descobertas e os processos genuínos na ciência, nas artes e na tecnologia); as construções referenciais e exemplares da tradição brasileira, incluindo bens imóveis (igrejas, casas, praças, conjuntos urbanos) e bens móveis (obras de arte ou artesanato); as criações imateriais como a literatura e a música; as expressões e os modos de viver, como a linguagem e os costumes; os locais dotados de expressivo valor para a história, a arqueologia, a paleontologia e a ciência em geral, assim como as paisagens e as áreas de proteção ecológica da fauna e da flora”.

“Todas as cidades estão ficando com a mesma cara e temos que nos preocupar com isso”, Salma Saddi.

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Em tempos em que “patrimônio” e “capital social” representam somente o que é possível acumular por meio da troca monetária, a complexidade dos valores que está presente no termo “patrimônio” remete aos grandes desafios do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan). Em Goiás, uma pessoa ímpar pode ser considerada a “cara” do Iphan, e entende bem a responsabilidade de gerir o organismo federal de proteção ao patrimônio. Com 32 anos de instituição, a goiana da cidade patrimônio histórico da humanidade, Salma Saddi não vê a noite adentrar, quando começa a contar histórias de Goiás, da identidade de seu povo, e detalhes da formação do Instituto. Com sua personalidade fundida e imbuída desta goianidade brasileira, a profissional da experiência, a hippie das ladeiras de Goiás, a menina Salma da poesia do Vintém (de Cora Coralina) passeia nesta entrevista com desenvoltura por trechos peculiares da sua vida e de personalidades goianas, e vai até temas mais espinhosos, como as relações políticas e o caso da polêmica em torno da instalação do Instituto Federal de Ensino na Cidade de Goiás. “Tenho plena convicção que não existe nenhum trabalho solitário. Ninguém faz nada sozinho, somente com espírito de equipe. Minha gratidão imensa aos colegas por somarem os seus esforços ao Iphan”, disse, reconhecendo que cuidar dos bens materiais e imateriais de um povo é dever de todos. Confira trechos da conversa:

Família

Meu maior patrimônio é a minha família: meu marido, meus dois filhos e nossa união. Sou filha de imigrantes árabes, que vieram do Líbano e somaram a este país. Minha mãe era cristã e meu pai muçulmano. Perdi ambos muito cedo e tive que cuidar deles até a morte. Goiás é uma cidade muito matriarcal, característica também da família árabe, em que o homem é muito protegido e a mulher é criada para dar conta do recado. Acho que herdei este espírito, vivo do que produzo. Casei-me aos 19 anos, com parceiro ideal – Idelmar de Paiva – pois é um homem que não me tolheu em nada. Sempre me incentivou. Meus filhos: Djalma Neto tem 28 anos e seu nome é uma homenagem ao meu sogro. Já Nara – uma das cidades mais antigas do Japão – significa “feminino de Deus”, tem 27. Cidade de Goiás: há dez anos patrimônio da humanidade


os de cada dia Infância

Desde esta época aprendi a respeitar as diferenças. Não somos obrigados a concordar, mas devemos respeitar. Goiás proporcionou muita coisa boa. Minha mãe era muito culta, e preparada; casou-se com um homem simples, mas muito trabalhador. Tive a chance de aprender muito com eles. No segundo ano primário, a professora Messias dos Santos Azedo me ensinava Poesias de Manuel Bandeira. Acho isso muito importante para minha história. Sempre gostei mais de conviver com pessoas idosas e tive a oportunidade de ter contato com mulheres fantásticas.

Inspiração

Fui grande amiga de Cora Coralina. Creio que fui uma das poucas a quem ela dedicou uma poesia. Chama-se Vintém: “Tem a moça Salma, luz da sociedade goiana...”. Era amiga de Consuelo Caiado, mulher mais culta que conheci na vida. Ela criou o Gabinete Literário Goiano, a primeira biblioteca do estado de Goiás. Tinha hábitos peculiares – não permitia que qualquer pessoa entrasse em sua casa. Às 5 horas fechava a porta: “Moça que se presa não fica com a porta Fotos: Arquivo

aberta”. Ela não era amiga de Cora, achava-a uma moça muito “libertária”. Cora realmente estava muito à frente do seu tempo... Ela me ajudou muito quando dizia: “Nunca se curve aos caprichos da sociedade, não perca suas características e sua originalidade”, creio que amadureci, mas não mudei.

Religião

Sou sobrinha de freira e padre. Com nove anos de idade fiz minha primeira comunhão com o bispo Dom Tomás Balduíno, que acabava de chegar na cidade. Fomos vizinhos por mais de 12 anos, dividíamos as panelas aos domingos, fazíamos caminhada juntos. Ele me ensinou uma coisa linda: “As pessoas não precisam mudar seu pensamento. Um homem que nunca mudou sua essência, quanto mais passa o tempo, mais velho ele está, mais postura ele tem”. Cresci dentro de uma igreja que implanta a teoria da libertação em Goiás, sinto-me cria dele. A admiração e o respeito que tenho por ele transcendem o tempo. Frei Betto, Leonardo Boff, e Dom Tomás Passarglia me ensinaram a ser esta pessoa “crística”.

Cotidiano

Era como toda moça “hippie” da cidade de Goiás. Comecei a trabalhar aos 14 anos, como guia turístico na Igreja da Abadia. Era estagiária, contratada como menor aprendiz na transição do governo Leonino Caiado para Irapuan Costa Júnior, na antiga GoiásTur. A primeira coisa que fiz foi aprender a história da igreja e da cidade. Passava o dia inteiro dentro daquela edificação do século XVIII, e todos os dias ia lanchar com a dona Goiandira do Couto, uma pessoa muito culta que abria suas portas para receber turistas e contar causos. Sua casa fica atrás da igreja. Fiquei na Igreja da Abadia por três anos. Tinha como foco um trabalho educativo no olhar das pessoas para perceberem a sua cidade.

Cidade Patrimônio

A cidade de Goiás tem passado por uma sucessão de problemas administrativos que impedem que o título de Patrimônio Histórico da Humanidade seja utilizado de forma a potencializar as características sócioeconômicas e culturais. Somente oito locais núcleos no Brasil são considerados patrimônios mundiais. O último a ser reconhecido foi Goiás, há 10 anos. Só agora que São Cristóvão, em Recife, está sendo avaliado para ser incluso nesta seleta lista. Acredito que temos dois caminhos para Goiás: 1) Turismo – a cidade deve estar conservada, com mão-de-obra preparada; deve existir uma gestão compartilhada tanto da sociedade civil como da gestão pública; e 2) Educação – com a formação de pólos educacionais para darmos uma aquecida na cidade, assim como ocorre em Ouro Preto. Agora, qual a política adotada para buscar recursos? Bens tombados sempre encontram portas abertas no Governo Federal e temos usado a criatividade para burlar barreiras, como a falta de recursos.

IFG

É uma justiça ao município de Goiás. Em 1907, o governado de Nilo Peçanha iria criar a “Escola de Aprendizes e Artífices”, mas quando aconteceu a mudança da capital para Goiânia, ele trouxe o Cefet para a cidade. Portanto, a única que não está no seu local de origem é a de Goiás. Este movimento para a instalação do IFG é um resgate. Ficaria localizado onde está o Colégio Professor Alcides Jubé, mas não quer dizer que a escola morra. Em setembro anunciaria o concurso, Centenário da Instituto Federal, antiga escola técnica. Estamos apoiando a instalação de um campus do IFG. O estado ofereceu outra área. Temos que ter cuidado em falar em “instituição” e “memória”. A secretaria de educação fez um rearranjo. O Colégio Santana não está sendo desprezado no processo. Julho de 2011 - Hoje | 33


Patrimônio Capital

Há dez anos estou em Goiânia; e levei dois anos para entender que estava aqui. A vida é muito corrida... Logo que cheguei decidi conhecer melhor a cidade. Comecei pela Rua 4, que tem grande concentração de lojas de árabes e descendentes. Andar pelo Centro, Feira da Cerrado, ir ao Cine Cultura, à UFG e almoçar no (restaurante) Bologna são minhas paixões... Foi aqui que conheci Andrea Luisa Teixeira, pianista que hoje está em Portugal. Ela me apresentou o Clube Choro, que estava se reorganizando na época. Sempre frequentei o Miguel (Restaurante Árabe) e lembro-me das suas referências desde a época da Av. Araguaia, quando o pai dele tomava conta do estabelecimento. O Centro é lindo, mas está todo tapado; é lambri e propaganda, como se o tamanho da fachada trouxesse o cliente. Goiânia tem produção literária invejável, tanto na literatura como na área técnica; é muita gente boa. Mas temos, hoje, uma grande preocupação: o crescimento desordenado, a poluição visual, a qualidade de vida... Todas as cidades estão ficando com a mesma cara e temos que nos preocupar com isso. Através de um bom contato com a Secretaria de Planejamento pretendemos alertar sobre esta realidade.

Iphan

É um órgão vinculado ao Ministério da Cultura. Antes, toda a gestão do patrimônio cultural material e imaterial goiano era concentrada na superintendência em Brasília, que reunia Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Tínhamos apenas seis pessoas para cuidar de Cavalhadas: bem imaterial de Pirenópolis

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tudo isso. Em 1983, fui convidada para trabalhar no Iphan. Primeiro no escritório técnico de Goiás e, logo quando me tornei chefe, em 2000, fui convidada para instalar a superintendência de Goiânia, que administraria Goiás, Tocantins e Mato Grosso, ficando certo tempo em Mato Grosso do Sul. Em 2001, instalamos a superintendência em Goiânia. Era uma salinha emprestada pela Agepel, até encontrarmos uma casa, quando traríamos tudo de Brasília. Foi uma questão de justiça por que os recursos acabavam ficando com a capital federal. Somente há dois anos o presidente Lula criou uma superintendência em cada estado, avaliando que cada uma deve ter autonomia para cuidar de sua preservação.

Equipe

Aqui no Iphan temos uma relação muito legal. Metade do pessoal é efetiva e outra metade é terceirizada. Todas são pessoas dedicadas ao órgão. Já fiz café, já varri, fiz cursos, mas ninguém faz nada sozinho. É importantíssimo que tenhamos parceiros que possam entender o trabalho que é feito.

Trabalho

Nosso objetivo é atingir todo o Estado. Com a saída dos demais entes federativos, esta demanda triplicou. São 246 municípios e o nosso desafio é chegar a todos, não importando se têm tombamento. Todos têm uma história para contar. A preservação do patrimônio tomou um papel diferente; está na ordem do dia. Temos interlocução com a sociedade e várias ações. Podemos citar a Memória Ferroviária e o Roteiro das Devoções. Estamos trabalhando com a instrução para inclusão das bonecas Carajás como patrimônio nacional, uma arte eminentemente feminina, e que tivemos que ter a permissão de todos os caciques para poder trabalhar. Esta é uma parceria com a UFG através do Museu Antropológico. Não podemos menosprezar os aspectos arqueológicos, conforme prevê a Medida do Conama no 001, segundo a qual a construção de indústrias, usinas e represas, por exemplo, têm que passar pelo Iphan. Temos buscado boas parcerias com o Estado e todos os municípios e trabalho na promoção de ações educativas que visam dar visibilidade a esta história.

Você sabe como tombar um bem cultural? Um processo de tombamento, apesar de tão importante, pode ser desencadeado por qualquer pessoa. Faz parte do exercício da cidadania a possibilidade de intervenção direta do cidadão no tom-

bamento de bens culturais, pois estes integram a herança nacional comum. Para iniciar um tombamento, qualquer pessoa pode escrever ao secretário de Cultura, apresentando sua proposta, que deverá conter:

• Descrição e exata caracterização do bem em causa, com endereço ou do local em que se encontra (se bem móvel); • Delimitação da área que pretende que seja atingida pelo tombamento quando se tratar de conjunto urbano, sítio ou paisagem natural; • Nome do proprietário do bem respectivo, exceto quando se tratar de conjunto urbano, cidade, vila ou povoado; • Nome completo e endereço do proponente e menção de ser ou não proprietário do bem.


Público

Cedemos a casa sede do Iphan para eventos, lançamento de livros, abertura do Mostra Curtas para quebrar esta coisa de que a repartição pública é esta coisa sisuda. Temos uma biblioteca aberta ao público no período da tarde; temos uma sala de reunião aberta, que cedemos para outros órgãos. Às terças-feiras fazemos o bazar de troca. Somos uma equipe guerreira que se propõe a trabalhar em diversos lugares: Goiânia, Luziânia, Goiandira, Goiás, Pilar de Goiás, Pirenópolis, não só obras físicas. Nosso trabalho envolve historiador, arqueólogo, arquiteto, engenheiros. Todos profissionais muito dedicados.

Governo Federal

Sou uma gestora pública, que não tem padrinho político, uma técnica do Iphan. Sou grata pelos governos que trabalhei, mas destaco o prazer especial de trabalhar com o Governo Lula, principalmente na área cultural. (Gilberto) Gil foi um ministro brilhante. Ficamos 25 anos sem concurso. O Lula fez dois concursos e hoje só existe a Salma da velha guarda. Passamos anos em que a

A proposta de tombamento, devidamente documentada, ao ser encaminhada ao Secretário de Cultura, poderá ser por ele indeferida ou deferida – caso em que será aberto o respectivo processo. O Conselho Estadual de Cultura pode decidir sobre a abertura de um processo; também neste caso, assim como no caso do deferimento de proposta pelo secretário de Cultura, o processo será encaminhado à Fundarpe, que procederá ao exame técnico e dará um parecer conclusivo sobre a conveniência ou não da efetivação do tombamento. O processo será finalizado com a expedição da Resolução de Tombamento pelo Conselho Estadual de Cultura e sua homologação por decreto do Governador do Estado. Cumprindo este ritual legal, o bem é inscrito num dos cinco Livros de Tombo, de acordo com a natureza física do bem tombado.

cultura nunca foi prioridade. A Cultura antes vivia de resto.

PAC

Ponte com vista para a réplica da Cruz do Anhanguera, em Goiás Estamos trabalhando com o PAC das Cidades Históricas, cinco delas em Goiás, e 134 no Brasil. São vários ministérios envolvidos e diversos parcei- Cultura Todo o conhecimento que uma ros. As ações nascem nos municípios e assim nascem os parceiros. O decreto de sociedade produz é cultura: material, criação deste PAC foi assinado por Lula, quando podemos destacar casas, prédios em Ouro Preto, em 2009, com a presença do século passado; e imaterial, os saberes de várias autoridades. O orçamento era e fazeres da população brasileira. Não tede 653 mil reais, mas com muito trabalho mos como separar o patrimônio imaterial estamos fechando com mais quase 10 do material, pois um é a alma do outro. A cultura é dinâmica. Quando falamos da milhões de reais em investimentos. Art Dèco, falamos de uma influência que chegou aqui em um determinado moPolítica Considero-me uma pessoa de es- mento. Queremos que as pessoas entenquerda, sem radicalismo. Somos um ser dam esta preservação e sejam cúmplices político, correto? Tenho medo do funda- dela. Precisamos avaliar constantemente mentalismo. Acredito em um movimento nossa identidade. Temos que nos manter de fé junto com a política. Jesus foi um sempre vigilantes para esta questão. Ela grande político, falou de igualdade e é fundamental para o crescimento de justiça o tempo todo. Considero votar uma nação. Se você fica a mercê do que e eleger uma mulher presidenta deste vem de fora, acabamos patinando e perpaís uma grandiosidade, pois a nossa dendo bens preciosos. O Brasil é de uma história, para chegar até aqui, tem muita diversidade enorme, cada canto tem sua coisa para ser narrada. Estou do meio manifestação, povos do mundo inteiro dia para tarde e ter uma mulher como que vieram para somar a nossa cultura. referência, como inspiração, após meio Temos influências africana, alemã, árabe, século de existência, é um presente da japonesa... Capoeira – patrimônio imavida. Considero que consegui ajudar a terial brasileiro, samba de roda, tambor eleger uma deputada federal íntegra, a de crioula, viola de cocho, a luta para o Marina (Sant`Anna), uma pessoa que INSS para reconhecer os mestres destas tem uma história limpa, que tem com- artes. Sou feliz por viver este momento. promisso com a reforma agrária – que é Acho que uma existência é pouco para uma das minhas paixões. Nenhum dos ver tudo que o mundo oferece. assentamentos nasceu de forma espontânea e acredito muito nesta luta. Sonho Sou apaixonada pelo Iphan e Memória pelo nosso trabalho. Nos realizamos Um povo que não presa sua his- quando realizamos nossa paixão. tória não tem futuro. Tento passar isso Queremos criar um instrumento de para as pessoas. Meu marido, com sua comunicação com todos os municíalma caipira que só quem viveu na roça pios goianos, sem esquecer o trabalho teve, me inspira. As pessoas estão mais cotidiano: apoios, projetos, buscar naturais, mas há o choque de gerações. A recursos, esclarecer aos gestores sociedade deve saber valorizar a troca de sobre as ferramentas de incentivo à conhecimento entre as gerações, isto é um cultura... Trabalhamos para que estas grande patrimônio. Na ditadura militar instituições possam ter apoio e acretínhamos bandeira, mas esta geração não ditamos que devagar tudo se consolida. tomou pé que é responsável por consoli- “A alegria está na luta, na tentativa, nos dar o processo democrático. Faltam ídolos sofrimentos envolvidos, e não na vitória propriamente dita” (Gandhi). na sociedade contemporânea. Julho de 2011 - Hoje | 35


S.O.S Meia Ponte

Meia Ponte

um grito de s

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e:

socorro

Goiânia é cortada por 55 cursos d’água, cujo maior expoente é o rio Meia Ponte, que se encontra em situação crítica de degradação ambiental e, além de todas as pressões antrópicas, é vítima da especulação imobiliária e da ocupação urbana desordenada. Em seu curso, um grito de socorro. Rhadá Costa e Janaina Gomes

O

Estado de Goiás, mais especificadamente, a capital Goiânia, observa a degradação brutal de seus mananciais. Um dos mais expressivos exemplos desse crime ambiental é rio Meia Ponte. Goiânia, atualmente com uma população superior a 1 milhão e 300 mil habitantes, enfrenta sérias consequências oriundas da forma de ocupação e uso do solo aliados à grande concentração populacional. Desta forma, cursos d’água, como os do rio Meia Ponte, que passam pela capital, tornam-se alvo direto e indireto dos resíduos sólidos e líquidos produzidos pela população, e esta, por outro lado, fica cada vez mais exposta às doenças de veiculação hídrica. Goiânia, embora planejada, cresceu além do inocentemente esperado (a expectativa era de que atenderia a 50 mil habitantes) e o zoneamento primeiramente pensado foi reformulado. Os mananciais, que inicialmente seriam preservados, foram inteiramente circundados por residências, comércio e indústria. Contudo, a falta de rigor da legislação, da monitoração e a especulação imobiliária resultou numa expansão urbana descontrolada que, por sua vez, provocou danos nos cursos d’água que serpenteiam o núcleo urbano.

Agressões desenfreadas

Com o crescimento vertical da cidade na zona de alta densidade, o lençol freático sofreu danos específicos que refletem na vazão dos cursos d’àgua. Isso ocorre por várias razões: pela redução da recarga com a impermeabilização do solo, devido às garagens subterrâneas; alguns edifícios bombeiam constantemente a água do lençol freático que aflora em seu subsolo por meio de poços artesianos que são perfurados Julho de 2011 - Hoje | 37


S.O.S Meia Ponte

Meia Ponte:

igual ao Tietê Quase dois anos depois de um relatório da Agência Nacional da Águas (ANA) atestar que a qualidade das águas do rio Meia Ponte na região metropolitana de Goiânia é péssima, a Fundação SOS Mata Atlântica confirma os dados da agência e classifica as águas do rio como ruins, em relatório emitido em janeiro deste ano. Em ambos os casos o Meia Ponte foi comparado ao rio Tietê, de São Paulo. A classificação da qualidade das águas se deu em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos). Os níveis de pontuação são compostos pelo Índice de Qualidade da Água (IQA), padrão definido no Brasil por Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). O rio Meia Ponte obteve meros 25 pontos. As piores avaliações do rio se deram nos quesitos lixo flutuante ou acumulado nas margens, cheiro, considerado fétido ou de ovo podre, quantidade de sedimentos, presença de coliformes fecais ou termotolerantes, fosfatos e oxigênio dissolvido.

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como meio de baratear a conta junto à concessionária do serviço de tratamento de água. “Essas práticas, juntamente com outros fatores como canalização dos córregos e retirada da vegetação ciliar, são os grandes responsáveis pela degradação e risco à perenidade dos cursos d’águas da cidade. Corre-se o risco, inclusive, de reduzir a vazão e alimentação dos lagos artificiais construídos na cidade”, afirmam Miraci Kuramoto e Celene Cunha M. A. Barreira, especialistas responsáveis pelo estudo Rio Meia Ponte e córregos que serpenteiam a cidade de Goiânia. A professora do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais, Ciências Geoambientais e programa de pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Goiás (UFG), com estudos na área de Planejamento Urbano e Regional, Celene Cunha destaca que o impacto do processo de impermeabilização da planície de inundação do Rio Meia Ponte não é imediato. “Em médio e longo prazo traz sérios riscos para a preservação do rio e para as pessoas que possam vir a habitar nestas regiões. O lençol freático é muito próximo da superfície, favorecendo o processo de alagamento, como já é frequente na região da Vila Rosa e Vila Roriz, bairros atingidos pelas enchentes na época das cheias”, informa.

Ajuste de conduta

Apesar de um termo de ajustamen-

to de conduta (TAC) ter sido assinado entre Saneago, Ministério Público (MP) e Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), que prevê a coleta e tratamento de 100% do esgoto que chega até o rio, ainda não é possível notar muita melhora na qualidade de suas águas. Ainda existem vários pontos de lançamento de esgoto in natura no rio, direcionados pela própria Saneago. O esgoto clandestino está longe de ser erradicado, pois a fiscalização é insuficiente, e mesmo que o infrator seja pego, a punição é praticamente inexistente, visto que o número de reincidências é grande. A Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Dr. Hélio Seixo de Brito, inaugurada em 2004, que prometia ser a salvação do rio, só faz o tratamento primário do esgoto, sendo que praticamente metade da carga orgânica retorna ao rio e continua contribuindo com seu alto grau de poluição. É necessário, no mínimo, a segunda etapa do tratamento, que elimina mais de 90% da matéria orgânica, além da coleta e tratamento de todo o esgoto da capital e região metropolitana. De acordo com dados da própria Saneago, a ETE tem capacidade para tratar 75% dos esgotos coletados da população da capital. Ainda segundo a pasta, a ETE também tem se preocupado em revitalizar a vida aquática, com a criação de um projeto de piscicultura, nomeado João Bennio Baptista.

A qualquer preço A especulação imobiliária também ameaça os cursos do rio na cidade. Caso recente ocorreu no Setor Goiânia 2, envolvendo obras da Brookfield Incorporações S/A, Condomínio Reale. De acordo com estudos a construção está edificada em área de preservação permanente (APP) – entre o Rio Meia Ponte e o Ribeirão João Leite – provocando prejuízo irreparável ao meio ambiente. As obras estão suspensas desde o dia 22 de março, de acordo com a orientação da Amma.

O Ministério Público (MP) estadual trabalha em um parecer definitivo sobre a situação da área do Setor Goiânia 2. Técnicos do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-GO), da Amma, da Seplan, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e do próprio MP fizeram uma vistoria no local a fim de emitir um laudo conjunto, que será decisivo para uma ação definitiva em relação à área. Pesquisadores do Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da UFG concordaram em participar das discussões, que estão sendo feitas com


O curso da morte Goiânia é cortada por 55 cursos d’água, cujo maior expoente é o rio Meia Ponte. As ocupações de áreas de preservação ambiental para fins de moradia, como as ocupações nas margens de seus córregos, ocasionam graves transtornos ambientais para a cidade e riscos para a população que em sua totalidade é marcada pela vulnerabilidade econômica e social, baixa renda e desemprego. O Meia Ponte pode estar comprometido desde a “nascente até a foz”, sendo que o ápice da poluição ocorre na capital. O superintendente de Recursos Hídricos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Augusto de Araújo Almeida Netto, avalia que apesar das condições do Meia Ponte, especialmente em Goiânia, ter melhorado, e dos esforços do poder público, com a criação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), o rio está muito aquém do necessário. “Não é preciso ser especialista para perceber, basta chegar próximo à margem. Ainda existem estações clandestinas, os resíduos sólidos ainda vão para o rio”. Apaixonado pela bacia do

objetivo de se chegar a uma conclusão sobre a viabilidade ou não de intervenções na área. “O empreendimento foi aprovado no início dos anos 80, quando não existia legislação ambiental e urbana que coibia a ocupação destas áreas. Foi muito comum ocupar os fundos de vale, fundo de rio, e são várias áreas em Goiânia, incluindo a do Goiânia Shopping. Os gestores devem ficar atentos a isso”, destaca a professora Celene. A professora da UFG lembra ainda que hoje existem instrumentos legais para coibir a degradação. “A legislação Plano Diretor e a Carta de Risco – instrumento de planejamento

Meia Ponte, o tecnólogo em Telecomunicações e Informática e Ambientalista, responsável pelos blogs http://meiaponte. org/ e www.guiaecologico.wordpress.com, Ernesto Augustus perdeu as contas de quantas vezes percorreu sua extensão. A última delas partiu de caiaque de Aparecida de Goiânia até Pontalina, cerca de 170 km rio abaixo. “A situação já foi pior. Meus amigos contam que o rio era bastante poluído até as décadas de 70 e 80. Apesar de fazer só o tratamento primário, a ETE foi importante para o início de preservação do rio; comprovei isso durante minhas descidas”, lembra. O ambientalista destaca que a Saneago tem um termo de compromisso com a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) e com o Ministério Público de eliminar todos os pontos de lançamento de esgoto (25 segundo a Amma ) até 2013. “Ainda percebemos muito esgoto clandestino. Os córregos Cascavel e Vaca Brava não deveriam ter poluição”, aponta.

urbano ambiental que hierarquiza o melhor uso dos terrenos, indica o tipo de ocupação do solo, que complementa o Plano Diretor -indicam os tipos de uso do solo. A natureza é implacável. Goiás é o estado que mais recebe imigrantes do Brasil, portanto, alvo de adensamento urbano. Goiânia deve seguir as orientações previstas, pois se não cuidarmos seremos uma outra São Paulo, com grande impermeabilização do solo e enchentes. Uma cidade jovem como a nossa capital tem instrumentos legais para ter um crescimento ordenado e sustentável”.

Há futuro?

“Se população cobrasse mais, teríamos mais resultados”, alerta o ambientalista Ernesto Augustus, na foto observando o Meia Ponte

Como encontrar um caminho para o equilíbrio entre a manutenção dos recursos hídricos e o desenvolvimento? O tema e possíveis soluções para escassez de água são debatidos nas universidades, sociedade, fóruns e por especialistas de todo mundo. Duas coisas são essenciais: conscientização e educação ambiental, acompanhadas de comprometimento, engajamento e responsabilidade dos gestores públicos que, mais do que preservar, tem que estar dispostos a investir na reversão de quadros como o que ocorre no Meia Ponte. “É necessário um comitê de bacia atuante, pois hoje é possível fazer o planejamento por meio das bacias hidrográficas. Temos o exemplo da Hidrovia no Rio Araguaia - Tocantins, que traria um grande dano ambiental, mas devido aos estudos da UFG o projeto foi abortado”, diz a professora da instituição, Celene Barreira. O representante da Semarh, Augusto Netto, destaca que o apoio ao fortalecimento dos comitês de bacia, especialmente o do Meia Ponte, é um importante caminho para preservação. “Não é só o governo que vai resolver, é preciso que a sociedade esteja envolvida, usuários civis e privados, junto com os gestores na elaboração das políticas. O Comitê da Bacia do Rio Meia Ponte foi renovado agora e iniciaremos em agosto o planejamento estratégico. Hoje, os usuários de água estão mais Julho de 2011 - Hoje | 39


organizados, existe uma exigência maior das licenças e outorgas. Eles estão conscientes que são os maiores interessados”, explica. O presidente da Saneago, Nilson Freire, aproveita para alertar que o sistema de abastecimento de Goiânia, alimentado pelos rios João Leite e Meia Ponte, que atualmente produz 2 m3/s, está no limite. “Por isso que a Saneago tem investido 600 milhões de reais: 200 milhões na represa, 200 milhões na Estação de Tratamento Mauro Borges Teixeira e o restante na adutora de quase 12k, que vai, praticamente, duplicar a oferta. A previsão é que de início passe para 4 m3/s, com previsão de com o novo sistema chegar até 8 m3/s. A entrega está prevista para julho de 2012. Também tem sido investido cerca de 107 milhões em interceptores no Meia Ponte, para evitar que os dejetos cheguem até o rio, contribuindo para o processo de despoluição, atuando principalmente nos 30 km de rio que cortam a capital. Estamos licitando mais 215 milhões para o sistema de esgotamento sanitário, cuja meta é atingir 95% da coleta e temos a previsão também de ampliar as estações de tratamento existentes”, revela os investimentos previstos. Nilson Freire lembra que nos últimos cinco anos foram investidos 1 bilhão no sistema, e que a Saneago está viabilizando para que seja investido 1

bilhão por ano. “Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), a bacia do Rio Meia Ponte é uma das mais críticas do país, por isso estamos estruturando mais 1,5 bilhão para esgoto, e direcionando nossos esforços para a região metropolitana, onde o rio está mais poluído. 2,5 milhões já estão encaminhados por meio de recursos próprios, PACs 1 e 2, onerosos via BNDES e parcerias com as prefeituras, por meio de FGTS. O Meia Ponte é vital para a vida de Goiânia e entorno, e de todo o Estado. O rio deve ser revitalizado e preservado hoje e sempre”, conclui. O ambientalista Ernesto Augustos lembra o compromisso que a Saneago tem com a Amma e MP de até 2013 eliminar todos 25 os pontos de lançamento sob sua responsabilidade. “Se população cobrasse mais, teríamos mais resultados. As pessoas imaginam que o rio é poluído em toda a sua extensão. Alguns locais, se recuperados, poderiam ser cartão postal da cidade, a exemplo do lindo Rio Dourado, um dos maiores afluentes, do nível do João Leite, que nasce em Abadia de Goiás, mas que ainda não sofre com a degradação”, anima-se o ambientalista, cujo maior sonho é ver o rio despoluído. “Já existe problema de escassez de água em Goiás, conflitos na bacia do Meia Ponte, portanto, temos que acelerar a implementação das políticas. Não existe atividade humana que não precise da água para prosperar”, enfatiza.

Fotos: http://www.meiaponte.org/fotos_selecao_meiaponte

S.O.S Meia Ponte

Mais o que ne A bacia hidrográfica do rio Meia Ponte, afluente do rio Paranaíba, abrange 38 municípios e tem como principal rio o Meia Ponte, cuja extensão é de 546,372 km com nascente localizada na Serra dos Pireneus nos limites do município de Itauçú e Taquaral de Goiás, a aproximadamente 1.000 metros de altitude e cerca de 80 km a noroeste de Goiânia. A bacia hidrográfica do rio Meia Ponte possui a pequena área de 12.180 km², correspondendo a somente 3,6% da área total do estado, mas concentra em seus limites 48% da população de Goiás. A proximidade de grandes centros urbanos, incluindo a capital, proporciona uma região extremamente vulnerável à degradação ambiental.

Vital para milhares

O trajeto fluvial inclui regiões de intensa agropecuária como áreas de forte concentração Rio Meia Ponte no município de Pontalina

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Este fato evidencia a necessidade de um método mais eficiente para planejar o uso do recurso hídrico, sob penalidade dos municípios pertencentes à bacia sofrerem grandes problemas relacionados ao uso deste recurso.

O preço da água

Paisagem bucólica no Meia Ponte no município de Aloândia. Ainda é possível recuperar áreas degradadas

ecessário, vital urbana (Goiânia e Anápolis), onde é feita a maior captação de água para o consumo humano e, paradoxalmente, aonde a degradação do rio chega ao ponto máximo. A captação da água para abastecimento público é realizada à jusante do encontro do córrego São Domingos com o rio Meia Ponte. Da Avenida Perimetral Norte até a BR-153, percurso localizado dentro da área de estudo, o rio Meia Ponte passa em sua margem direita pelo Setor Urias Magalhães, Setor Urias Magalhães II (Vila Roriz), Setor Criméia Leste, Vila Fróes, Vila Monticelli, Setor Negrão de Lima, Vila Mutum, Parque Industrial de Goiânia, Loteamento Rasmussem, Bairro Feliz, Vila Morais e Vila Yate; e na margem esquerda pelos Setores Goiânia 2, Santa Genoveva e Jaó. As águas do rio Meia Ponte são aproveitadas para diversas atividades dentre elas a irrigação, recreação, dessedentação de animais, abastecimento público e privado e diluição de efluentes domésticos e industriais.

Medidas urgentes

A Semarh tem procurado os poluidores e tentado tomar medidas cabíveis, conforme os instrumentos preconizados na lei 13.123, que estabelecem normas de orientação à política estadual e ao sistema integrado de gerenciamento de recursos hídricos e ampliam as responsabilidades. “Contudo, o único instrumento de gestão até hoje é a outorga pela captação da água; estamos trabalhando para implementar também a outorga pelo lançamento de efluentes e aplicar o princípio do “poluidor pagador”, ou seja, que arque com o que polui, com objetivo de coibir a prática de destinação direta”, informa o superintendente da pasta Augusto Netto. Os recursos hídricos necessitam de novas formas de gestão que sejam capazes de proporcionar planejamento com agilidade suficiente para atender à crescente instalação de empreendimentos. A população humana na bacia hidrográfica do rio meia ponte aumentou em mais de 25% em uma década.

A elaboração o Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Meia Ponte, em parceria com a ANA, cujo objetivo final é o enquadramento dos corpos hídricos em classes, classificando os trechos do rio conforme os usos que lhe são dados, é um projeto importante encabeçado pela Semarh que visa coibir à degradação. “Desta maneira conseguiremos racionalizar os processos de despoluição do rio. Atualmente, as pessoas pagam pelo transporte da água, beneficiamento, não pela água em si, portanto, outra questão interessante do Plano de Bacias é a permissão da cobrança pelo uso da água. Esta cobrança tem caráter didático pedagógico e condominial, ou seja, dividido por todos os usuários, cujo recurso arrecadado deve ser investido no local onde foi consumida a água. Hoje pagamos pelo alto custo do tratamento, se o recurso é investido no “produtor de água”, evita-se o desperdício e proporciona-se água para população, barateia-se o custo do tratamento”, diz Augusto.

O Plano de Bacias prevê a cobrança pelo uso da água. Hoje, as pessoas pagam pelo transporte somente. “A cobrança tem caráter didático, pedagógico e condominial”, explica o superintendente da Semarh, Augusto Netto.

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Cenários

Negócios, Empreendedorismo e Agronegócio

Nova Sede

De acordo com ranking divulgado em abril, o Sicoob Engecred-GO figura entre as 50 maiores cooperativas de crédito do Brasil. O resultado demonstra fortalecimento da instituição, a que mais cresce no Estado. Fruto deste sucesso, o Sicoob EngecredGO inaugurou sua nova sede: um amplo e agradável espaço para receber cada vez melhor seus cooperados, localizado na Avenida Castelo Branco (esquina com a Praça Gibran Kalill, Setor Oeste). A solenidade contou com a presença do governador Marconi Perillo, da imprensa e de vários cooperados. Sucesso!

Incursos

Expressividade

Fundado em 2004, com sede em Goiânia e atuação nacional, o Instituto Nacional de Cursos (Incursos) é especializado no ensino de pósgraduação e atualização profissional. Está com as inscrições abertas para vários cursos, entre eles o MBA Executivo em Finanças e Controladoria de Empresas. O destaque do curso está no corpo docente, entre eles o doutor em Controladoria e Contabilidade, mestre em Ciências Contábeis e autor de vários livros de Controladoria, Clóvis Luiz Padoveze; e o doutorando pela UNAM/Argentina e mestre em Administração, com MBA em Finanças Empresariais, Carlos Alberto Ercolin.

Pesquisas da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostram que existem no Brasil cerca de 1 milhão de estabelecimentos, os quais representam 26% do dollar food; 2,4% do PIB brasileiro, quase 40% do PIB do Turismo e 53% da mão-de-obra do setor. É ainda um dos maiores empregadores do país, com cerca de 6 milhões de empregos. Somente em Goiás, a mesma pesquisa da Abrasel estima que existem cerca de 15 mil estabelecimentos que geram mais de 100 mil empregos diretos e representam uma movimentação financeira em torno de 400 milhões ano. Recortando para a grande Goiânia, são cerca de 9 mil estabelecimentos que geram mais de 60 mil empregos diretos e uma movimentação financeira em torno de 116 milhões a cada mês.

Cyrela Maior empresa do mercado imobiliário brasileiro na incorporação de empreendimentos residenciais, em valor de mercado, a Cyrela Brazil Realty S.A Empreendimentos e Participações está presente em dezessete estados brasileiros e na Argentina. Seus lançamentos em 2009 totalizaram quase R$ 6 bilhões em 91 empreendimentos e 26.417 unidades, consolidando sua liderança nos principais mercados. A Cyrela integra o Novo Mercado da Bovespa e é negociada com código CYRE3.

Novidade gastronômica A região Sul de Goiânia agora conta com uma ótima opção na área gastronômica. É o Sabor da Picanha, restaurante e choperia que traz um cardápio para os mais variados gostos: espetos de picanha, carne de sol do sertão, carne no disco, escondidinho e deliciosas opções de panelinhas preparadas em panela de ferro. Para os adeptos da cultura japonesa, os deliciosos sushis e sashimis. Carta de vinhos selecionados, cervejas e chopps completam o cardápio. Tudo isso num ambiente amplo, arejado, brinquedoteca para as crianças, propício para toda a família. Anote o endereço: Rua Getúlio Vargas, n. 835 Parque Anhanguera.

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Expressividade II Organizado anualmente pela Abrasel, o festival Brasil Sabor 2011 movimentou o circuito gastronômico da capital no mês de junho. O evento é outra expressão do poder do segmento da alimentação fora do lar. A Abrasel já prepara para o final do ano mais uma ediação do Festival De bar em Bar. Segundo o presidente da associação em Goiás, Rafael Campos de Carvalho (foto), o setor de alimentação fora do lar tem amadurecido e buscado, cada vez mais, reunir os empresários. “O Brasil Sabor é um evento importantíssimo, onde mostramos nossa criatividade, mas também a força da alimentação fora do lar para a economia brasileira. Traremos muitas novidades no De Bar em Bar”, reforçou.


Agrocenários

Reembolso Produtores de soja que tiveram grandes perdas na entrega do produto este ano podem entrar com ações individuais de reembolso contra as empresas filiadas à Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A orientação partiu de uma reunião conjunta da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e as comissões de Cereais, Fibras e Oleaginosas, Crédito Rural e Irrigação, realizada em junho. Segundo dados da Federação, devido ao excesso de chuvas no início do ano, houve produtores que amargaram perdas por causa da soja ardida e avariada de até 40% na hora da classificação na entrega do produto.

Investimento

Cana

Por determinação da presidente da república, Dilma Rousseff, o segmento sucroalcooleiro deverá passar por uma reformulação depois dos problemas de abastecimento. Representantes do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool/MT) participam de evento no Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília, para debater sobre o novo Plano Safra do setor sucroalcooleiro.

FCO O Conselho de Desenvolvimento do Estado do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (CDE/FCO) se reuniu para apreciar e votar 114 cartas-consulta de empréstimos para projetos produtivos rurais e empresariais, entre outros temas. Foram aprovados 113 propostas no valor de R$ 89,048 milhões. O volume gera mais de 718 empregos diretos em Goiás. Do montante, R$ 33,262 milhões foram para o setor agrícola. De acordo com o conselheiro do FCO, Rui Barbosa Mesquita, gerente de negócios pessoa jurídica do Banco do Brasil (BB), em se tratando de utilização de recursos, Goiás está na frente em relação aos outros estados integrantes do Fundo. “Utilizamos 36% dos recursos enquanto nosso ‘share’ seria apenas de 29%”, informa.

Com o objetivo de estudar o potencial da utilização e o aprimoramento dos títulos de financiamento disponíveis para operações e com vista à maior difusão dos seus benefícios para o produtor rural, a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) reuniu diversos elos das cadeias produtivas e criou o Comitê de Financiamento do Agronegócio. Temas como Central de risco, Sistema Nacional de Crédito Rural, Sistema Privado e Seguro foram destaques nos primeiros encontros do Comitê, que reúne renomados executivos do mercado financeiro e do agronegócio.

Fórum de Produção Com o objetivo de integrar as entidades representativas dos principais setores econômicos para ampliar o desenvolvimento do Centro-Oeste, foi lançado, por todas as federações de agricultura, indústria e comércio dos quatro estados da região, o Fórum da Produção do Centro-Oeste. Os planos de trabalho que são prioridade na pauta do novo Fórum foram apresentados em julho pelas Federações da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio). Atualmente, o Centro-Oeste concentra 19,8% do setor agropecuário brasileiro, 4,5% do PIB industrial e uma fatia de 10,6% do setor de serviços.

Orgânicos Apesar da participação ainda ser pequena no mercado agropecuário brasileiro, a produção de orgânicos vem se multiplicando nos últimos anos. O faturamento dos produtores em 2010 foi de cerca de R$ 500 milhões, segundo estimativa da Associação Brasileira de Orgânicos (Brasilbio), que reúne os produtores, processadores e certificadores. O valor corresponde a apenas 0,2% dos R$ 255,3 bilhões registrados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), como referentes ao valor bruto de toda a produção do setor agropecuário no ano passado. Em todo o mundo, segundo a Brasilbio, a estimativa é que os orgânicos movimentem cerca de US$ 60 bilhões por ano, o que equivale a R$ 95,4 bilhões.

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Artigo

Henrique Tibúrcio

R

Sobre Fundesp e custas

ecentemente, o diretor-tesoureiro da OAB, Miguel Cançado, se pronunciou contrariamente à proposta do Executivo de transferir parte do Fundesp para outros órgãos vinculados à Justiça, como Defensoria Pública, Procuradoria do Estado, Ministério Público, etc. Quanto aos argumentos ali elencados, são todos corretos e defensáveis. Apenas divirjo da conclusão. Entendo que o Executivo tem sim a possibilidade de propor mudanças legislativas na distribuição desse fundo, constituído por custas, emolumentos e taxas judiciárias. Ideal que seja de forma acordada e discutida entre todos os poderes, mas não vejo ofensa à Constituição Federal o envio do projeto à Assembleia Legislativa e sua eventual aprovação. Isso porque se trata de recursos do Estado destinados à “Justiça”, assim grafado na Carta Magna, e não apenas ao Judiciário. É certo que o Judiciário tem feito importantes investimentos na sua estruturação física, como a construção e reforma de praticamente todos os edifícios de fóruns e juizados por todo o Estado. Isso traz conforto para juízes, servidores, advogados e à sociedade em

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geral, o que é muito importante. Mas também é certo que, por exemplo, temos seres humanos presos em instalações insalubres e desumanas, onde não seriam admitidos nem animais, levando ao paradoxo de que o processo tramita em local e condições muito melhores que o preso a que se refere.

A redução das taxas e custas judiciais, que, pelos valores praticados atualmente, têm vedado o acesso do cidadão à Justiça Igualmente certo é o fato de que esses recursos vêm experimentando crescimento progressivo, atualmente calculados em R$ 180 milhões anuais. Da mesma forma, a demanda por construções diminui, já que praticamente todas as comarcas têm os seus prédios novos e amplos ou já licitados e com a necessária verba destacada. Além disso, o Poder Judiciário ainda recebe, a título de duodécimo repas-

sado pelo Estado, algo em torno de R$ 650 milhões ao ano. Apesar desse cenário, temos de conviver ainda com 89 comarcas desprovidas de juízes em Goiás, o que tem causado enormes dificuldades e atrasos na distribuição da Justiça. O que me leva, porém, a me manifestar é outra questão, tão ou mais importante, e que tem sido alvo de cobrança sistemática da OAB-GO: a redução das taxas e custas judiciais, que, pelos valores praticados atualmente, têm vedado o acesso do cidadão à Justiça. Preocupa o fato de que o projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa não faça referência a essa questão. Não se pode pensar em gestão eficiente quando os usuários dos serviços do Judiciário enfrentam mau atendimento, demora, valores muito altos, processo eletrônico difícil e falta de juízes todos os dias. A visão que se espera, por ser a mais eficiente, é de colaboração para entender as demandas de cada um dos atores dessa pretendida Justiça, abandonando qualquer orgulho de navegar em nau segura enquanto os demais naufragam. Henrique Tibúrcio é presidente da OAB-Goiás


Personagem Ilustração: Emerson Fialho

O provocador Odisseu Odissei

Jornalista, poeta, cantor e agitador cultural: Ulisses Aesse é muitos em um só Welliton Carlos

N

a mais que famosa obra Odisséia, de Homero, Penélope é uma personagem mitológica que tece uma colcha de croché durante o dia e a desmancha sempre à noite. Com isso, ela vai adiando o casamento com um de seus pretendentes e aguarda o retorno do sempre amado Ulisses. O nome desse personagem também serve a Ulisses (o Aesse), que do grego, adotou o nome artístico de Odisseu Odissei. Odisseu Odissei (Ulisses Aesse em carne e osso e fantasia) conseguiu, segundo o jornalista Ivair Lima, a façanha rara de criar um veio original na pintura, ‘calcada na herança telúrica de Frei Nazareno Confaloni, D. J. Oliveira e Cleber Gouveia e na força de talentos como Siron Franco e Ana Maria Pacheco’. – Odisseu faz sua travessia pictórica por conta própria. Como um miúra, investe contra todos os

cânones e instala o primado da simplicidade, numa arte naïf capaz de sintetizar uma releitura social sem contestação. Odisseu é um Andy Warhol com crítica intempestiva. O americano pintou os ícones da cultura pop americana. Odisseu ri da bunda da Tiazinha e da superexposição dos religiosos na televisão. Um de seus quadros mais emblemáticos tem o provocador título de Padre Marcelo Surfando na Mídia ou Dois anjinhos gays se beijando no céu. A pintura de Odisseu Ulisses Odissei é tão ela que o artista plástico, segundo Ivair Lima, usou de algumas interjeições para descrevê-las. – Cleber gargalhou gostosamente e revidou bem humorado. Vai enganar outro, Ulisses! Isso é pintura de criança. Adultos não conseguem pintar assim. Ainda de acordo com o jornalista Ivair Lima, Odisseu escolheu ser simples, mas nunca óbvio ululante.

– Com suas figuras estilizadas, pinta e borda a realidade. Um de seus útimos quadros representa uma família passeando tranqüila no parque. O toque de cr í t i ca f i ca por conta do caçula da prole. A criança foi representada toda em vermelho. É bom lembrar que formado em Jornalismo pela UFG, Ulisses Aesse é autor de dois livros de poesia: “Jardim das Éguas” e “Amarás quem?!”, já no prelo e que será lançado agora em outubro. Como poeta, se enturmou com personalidades como Tagore Biran, Gabriel Nascente, Brasigóis Felício, Pio Vargas e tantos outros poetas, que construiram uma sólida literatura em Goiás. Membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Goianiense de Letras, Ulisses acumula também a função de cantor, ex-vocalista da banda Los Hervalifes, hoje, de volta à banda ExDF. Como artista, Ulisses Aesse acumula ainda passagens pelo teatro, pela de agitador cultural (ele, Welliton Carlos e Ranulfo Borges fundaram a Maqna Rock e a Tosqueira Records) e é hoje editor de Reportagem do jornal Diário da Manhã, onde escreve a coluna Café da Manhã, tendo passado por vários outros veículos de comunicação. Como jornalista atua em rádio e televisão, já tendo comandado alguns programas como Eco Cerrado (TV Goiânia e Brasil Central), Rockaos (Rádio K do Brasil), Clube do Povo (Rádio Clube), além de outros. É na verdade, uma simbiose de vários Ulisses que foram soltos no mundo para construir, cada um, a sua própria história. Julho de 2011 - Hoje | 45


DecorArt Desing, Decoração e Arquitetura - decorart.revistahoje@gmail.com

Exposição ‘Amo a Natureza’ foi a última exposição da artista plástica Elke Seiwert, na Biblioteca Central da PUC–GO, área I. As pedras inspiraram a artista a criar 7 fotos com esculturas que remetem à natureza, 10 telas de grandes dimensões e 6 poesias em que o suporte são pedras. Natural da Alemanha e radicada

Nova York em Goiânia há seis anos, Elke Seiwert desenvolve seres esculturais que representam fantasias da natureza. “Tais imagens simbolizam o desejo de sentir, experimentar, refletir e apreciar a natureza”, afirma. A artista plástica vale-se de todas essas premissas para criar suas obras.

Premiação

A organização da Casa Cor Goiás 2011 premiou os ambientes de maior destaque da exposição em seis categorias. O Loft 7, da designer de interiores Doriselma Mariotto, o Loft 8 (foto), da designer de interiores Fátima Lima, e a Casa de Veraneio, do arquiteto Leo Romano, foram eleitos os melhores

ambientes da Casa Cor Goiás 2011. O Restaurante, concebido pelos arquitetos André Brandão e Márcia Varizo foi eleito o ambiente mais ousado e também o melhor projeto comercial, prêmio que foi dividido com o Café, da decoradora Ednara Braga e do arquiteto Flávio Paraguassu.

Premiação II

Já o título de ambiente mais original foi dado à Confraria dos Vinhos (foto), da arquiteta Edmara Cavalcanti. O Jardim de Entrada, dos paisagistas Gabriel Domingues Sousa e Cleber Depieri, foi premiado como o melhor projeto de paisagismo. O prêmio de melhor projeto de uso público, por sua vez, foi concedido ao Banheiro Público Feminino, da arquiteta Renata Peretti, e ao Hall de Entrada, da designer Meire Santos e do arquiteto Leonardo Maia.

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Entre as poucas, boas e criativas iniciativas culturais existentes em Goiânia, uma das melhores, sem dúvida, é a Plus Galeria. Criada em maio de 2010, portanto com apenas um ano, a Plus é uma galeria de artes virtual, gerenciada de maneira profissional pela produtora Lydia Himmen. A Plus foi convidada a integrar a exposição My Paper Sunglasses, que este ano acontecerá em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba (mypapersunglasses.com). A galeria será representada por 11 artistas de seu casting, organizados sob curadoria de Lydia Himmem. São eles: André Arantes (foto), Carlos Rezende, El Mendez, Fernando Carpaneda, Lupe, Marcelo Peralta, Nick Alive, Oscar Fortunato, Sabrina Eras, Ricardo Gomes e Rustoff. Para conhecer a Plus, acesse:http://www.plusgaleria.com.br/


Desing, Decoração e Arquitetura - decorart.revistahoje@gmail.com

Inspiração

7ª Mostra Artefacto A Artefacto apresentou a sua 7ª mostra de interiores, dedicada à comemoração dos seis anos da marca em Goiânia. As novidades da coleção 2011 foram apresentadas por 23 renomados arquitetos e designer de interiores, em 14 ambientes. A mostra de interiores trouxe composições para todos os estilos, priorizando ambientes integrados, contemporaneidade e design atemporal dos móveis de alta qualidade. Fotos: Divulgação

Foi inspirado nas câmeras que os designers do site Photojojo, depois de serem servidos em um bar numa caneca que lembrava uma lente fotográfica, tiveram a ideia de adaptar lentes das câmeras Nikon e Canon para servir de copos. Ambos os modelos são feitos de um material que, além de manter o produto aquecido (no caso, café ou chá), também são de fácil limpeza. Os modelos são réplicas exatas das lentes. Tem tampas, anéis para regular o foco e zoom e, no caso da caneca da Nikon, quando você gira o anel do zoom, ela aumenta de tamanho. Super interessante! http://photojojo.com.

EBM

Sanderson Porto, Ana Paula Castro, Sheila e Kaissar Doumit foto de Eliane de Castro

Telma Maia, Verianne Pite Stival e Carol Stival e Renata Rassi foto de Eliane de Castro

Há 30 anos no mercado de imóveis de médio e alto padrões, a EBM passa a atuar no segmento econômico, com a marca BEM. O primeiro investimento da nova marca em Goiânia é o Bairro Planejado Novo Atlântico, ao lado do Sesc Faiçalville. O novo bairro será vizinho do futuro parque Macambira Anicuns e contará com praça e centro comercial. O primeiro condomínio do Novo Atlântico, o Residencial Ilha Bela, terá apartamentos de dois e três quartos, distribuídos em quatro torres.

Mogno Africano é tema de encontro Nos próximos dias 19 e 20 de agosto Goiânia vai sediar o I Workshop Brasileiro de Mogno Africano (Khaya ivorensis). O evento técnico-agronômico, destinado a produtores rurais, investidores do setor florestal, estudantes e comunidade em geral, tem por objetivo mostrar as potencialidades comerciais dessa espécie de madeira nobre e esclarecer dúvidas sobre seu cultivo e manejo, além de ser uma oportunidade para divulgação das pesquisas que estão sendo realizadas sobre nutrição vegetal, utilização de herbicidas, irrigação e consórcio com outras culturas. Os interessados em participarem do evento têm até o dia 10 de agosto para se inscreverem, por meio do site www.workshopmognoafricano com.br. Mais informações: 67 9227-9379.

Lançamento O arquiteto Leo Romano lançou um livro em edição de luxo com 65 páginas, pela Editora Anual, na praça da Casa Cor Goiás 2011. Com curadoria de Jean Bergerot, a obra destaca 19 projetos de arquitetura e decoração de interiores assinadas por Leo Romano ao longo de sua carreira. A noite de autográfos foi exclusiva para convidados. Mas, o livro pode ser adquirido ao preço de R$ 200. Os projetos selecionados dão destaque à linguagem contemporânea que o arquiteto utiliza no suporte criativo de suas composições. Em ambientes internos ou externos, Leo Romano procura sempre a marca da inovação na mistura de cores, volumes, traços, texturas e no uso de objetos. Seu trabalho tem uma pegada de plasticidade, herança de sua formação em artes plásticas.

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Decoração

Coleção Movimento Presente Mistura de estilos contemporâneo e retrô.Tendencias se harmonizam trazendo um toque especial aos ambientes planejados

As refeições podem ser degustadas e apreciadas com mais charme. Esta é a ideia que o arquiteto Eriston Troncha leva para o ambiente Jantar da Mostra Época

Lucíola Correa

A

coleção Movimento Presente, apresentada pela Mostra Época, realizada pela loja de decorações que leva o mesmo nome da mostra, trouxe a tendência do movimento retrô, que faz uma releitura das formas, aplicando às já conhecidas novos materiais. Essa tendência pode ser percebida na presença de detalhes que aliam a leveza das formas do mobiliário em madeira clara e dos tecidos naturais, com a ousadia das peças coloridas presentes no seu mobiliário.

Um deleite visual, a Coleção é composta de móveis originais e assinados por designers consagrados, que sempre buscam a interação entre a arte e o conforto.

Evento

O Estado de Goiás integra definitivamente a agenda dos bons eventos ligados ao segmento da arquitetura e design de interiores. A Mostra Época 2011, composta de 20 ambientes, incluindo as três vitrines, contou com o lançamento simultâneo da nova coleção do novo showroom da loja.

Serviço Mostra Época 2011: Coleção Movimento Presente Endereço: Rua 90 nº 607, Setor Sul - Goiânia, Goiás. Data: até 18 de dezembro Horário: comercial Entrada gratuita Informações: (62) 3238.5858.

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Fotos:Ricardo Lima

A exposição, que ficará aberta ao público até o dia 18 de dezembro, é mais um projeto de alta qualidade realizado em Goiás, contando com a participação de 26 profissionais de destaque que atuam nas áreas de arquitetura, design de interiores e paisagismo, responsáveis por sugerir possibilidades de uso do mobiliário, que tem por objetivo interpretar a vida por meio de produtos que aliam qualidade, sofisticação, irreverência, arte e design.

Aconchego e união familiar: apostas da proposta das arquitetas Jacyra Carvalho e Sandra Junqueira para a Sala de Almoço


Arte Karla Rady

A

rte, cultura e diversão: é o que pode esperar o goianiense durante os meses de agosto e setembro, quando acontece o 1º MOVA Goiânia – Movimento de Ocupação Visual Artística de Goiânia. Com atividades nas áreas de design, artes plásticas e visuais, moda e comunicação, o evento ocorrerá concomitantemente com a 2ª Revirada Cultural, evento lançado ano passado pela Prefeitura de Goiânia, inspirado da Virada Cultura, de São Paulo, onde são realizadas várias apresentações culturais simultâneas, sobretudo musicais, durante 24 horas ininterruptas.

Programação

Sete ações principais estão programadas para o MOVA. São elas: uma exposição de painéis impressos e oficinas no Grande Hotel, entre os dias 15 de agosto e 17 de setembro; uma exposição de fotos e oficinas na Estação Ferroviária, de 11 de agosto a 17 de setembro; desfiles e ação performática em parques da cidade, nos dias 13 de agosto e 3 de setembro (Bosque dos Buritis), 20 de agosto e 10 de setembro (Parque Flamboyant), 27 de agosto e

17 de setembro (Parque Vaca Brava); exposição de curtas de animação e oficinas na Casa das Artes, nos dias 15, 17, 19, 22, 24, 26, 29 e 31 de agosto e 2, 5 e 9 de setembro; exposição de projetos e maquetes no Palácio da Cultura, de 25 de agosto a 15 de setembro; exposição Naifs no Mercado Central de Goiânia, de 20 de agosto a 17 de setembro; e exposição de esculturas no Shopping Bougainville, no dia 17 de agosto.

Para fazer a diferença

Com o intuito de incentivar a produção goianiense de desenho utilitário (Design), o MOVA prevê, ainda, um concurso de Ideias Possíveis e Imagináveis para um Mundo Melhor. As inscrições poderão ser feitas no Palácio da Cultura até 1º de agosto. Uma comissão julgadora selecionará os vinte projetos ou protótipos de design utilitário feito a partir de material reciclável considerados mais inovadores. Destes, 5 dividirão um prêmio de R$ 15 mil. A divulgação do resultado sai no dia 11 de agosto e os trabalhos selecionados ficarão expostos até o dia 15 de setembro, no Palácio da Cultura.

Cultura e arte por todos os lados: assim ficará Goiânia durante o Primeiro MOVA. Na abertura oficial, no dia 11 de agosto, show da cantora Grace Carvalho. Exposição e oficinas de artistas goianos de renome internacional, como Edney Antunes e Pitágoras.

Abertura

O lançamento do evento será feito juntamente com a abertura da Revirada Cultural, na antiga Estação Ferroviária, no dia 11 de agosto. A partir das 19h30, o público se deliciará com exposição de fotos e show da cantora Grace Carvalho. Os presentes poderão deixar sua marca registrada nesse evento, participando do photomob. As melhores fotos feitas durante a noite serão impressas e comporão um painel que será exposto nos parques de Goiânia.

Primeiro Movimento de Ocupação Visual Artística de Goiânia reunirá várias atividades e concurso

MOVA Goiânia Julho de 2011 - Hoje | 49


Só para mulheres

Beldade A bela nutricionista Nayara Gouveia de Paula, filha de Luiz Antônio de Paula (da Receita Federal, professor universitário) e de Janise Gomes Gouveia de Paula.

Evento organizado por Ciça Carvello traz várias estrelas para Goiânia. Na foto, a colunista com Max Fercondini

Enlace

Os noivos Wilton Saba Pinheiro De Lima Neto e Giselle Peñalba Magalhães Machado, acompanhados dos padrinhos Rodolfo Latif Sebba e Andrea Saba Ferreira. Felicidades!

Bianca Rinaldi e Marcio Atalla

Governador Marconi Perillo com Maria da Penha

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No altar

Ignez

Advogada Flávia Coelho e senador Demóstenes Torres (DEM) casaram-se em Goiânia. Lua de mel na Itália.

Ignez Zita Duarte Roriz, diretora presidente do hospital São Lucas, abrilhanta essa coluna.


Emílio autografa

História de Goiás O Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG) foi palco do lançamento do livro póstumo “A História de Goiás”, de Amália Hermano. O trabalho de organização e edição ficou a cargo das historiadoras Janete Ramos Fontanezi e Eleuzenira Maria de Menezes, que receberam escritores ilustres, amigos e familiares da autora, falecida há 20 anos. Um reconhecimento à grande obra da escritora.

Foi muito prestigiada a noite em que o escritor Emílio Vieira autografou, no salão Dona Gercina do Palácio das Esmeraldas, o livro Os Poderes da Posse.

Aidenor Aires (presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás), os irmãos da autora José Hermano e Rosinha Hermano ladeando as historiadoras responsáveis pela organziação do livro, Janete Ramos Fontanezi e Eleuzenira Maria de Menezes.

Os 80 anos de Pablo Winckler Pablo Winckler nasceu no Paraguai, de família alemã, e há décadas radicou-se em Goiânia, onde é muito querido. Daí que, ao completar 80 anos, mereceu bonita comemoração no Clube de Regatas Jaó. Parentes e amigos fiéis marcaram presença. Gente de Brasília, Campo Grande, Ponta Porã, Pedro Juan Caballero, Rio de Janeiro, do Tocantins, além, claro, de Goiânia.

Lourival Macedo, jornalista da Radiobras em Brasília, e esposa, Anadir, mais o filho Danilo, também jornalista, na festa de Pablo

Sobrinha de Pablo, a professora Vitória (Ponta Porã), a esposa Elna, o aniversariante, sua irmã Edith Whickler Antunes (Ponta Porã) e a filha Ana Paula

Vice-governador José Eliton, Antônio Almeida, Emílio Vieira e Zaíra Turchi.

Danúbio Cardoso, vice-presidente da AGI; Luciana, Raquel Figueiredo e Juliano também prestigiaram Emílio Vieira.

Do Cerrado São de dar água na boca os produtos desenvolvidos pela chef Cristiante Lopes de São José, conhecida como Cris São José. Batizado de Pettit Gâteau do Cerrado, o queijo recheado com goiabada é um campeão de pedidos entre as receitas da moça. A releitura de pratos goianos é uma especialidade da gastrônoma que tem em seu menu outras pedidas inusitadas, como o bolo de pimenta com chocolate.

Ramar Costa Nunes, consultor jurídico da Câmara Federal, e esposa, Sra. Sônia, prestigiaram o amigo

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Saúde

“Estrias podem ter

A frase é do médico dermatologista, Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e especialista em Cosmiatria e Laser pela FMABCSP, Alessandro Alarcão. Um dos profissionais mais conceituados do Centro-Oeste, ele aborda, nesta entrevista, questões de interesse de homens e mulheres, como o rejuvenescimento facial, o fim de estrias e celulites e tratamentos para a calvície Karla Rady

Q

uais doenças de pele mais levam pessoas a procurarem o seu consultório? Atualmente, a principal queixa é o rejuvenescimento facial. Com as técnicas modernas de lasers, preenchimentos e relaxamento muscular conseguimos resultados naturais e sofisticados. Outra demanda frequente são as estrias, sendo que são tratadas com os lasers fracionados e a trancisão (técnica desenvolvida pelo renomado dermatologista goiano Dr. ®Rogério Ranulfo) com resultados maravilhosos, chegando a casos de 90 a 100% de melhora – mesmo nas estrias tardias, como as brancas. Com tanta campanha e informação, problemas em decorrência do abuso do sol ainda são muito comuns? Com certeza. O sol tem um efeito acumulativo. Muitos danos não são percebidos a curto tempo e, sim, tardiamente, o que leva muitas pessoas a relaxarem nos cuidados. Mas o tempo é implacável. Para se ter uma idéia, os principais danos da nossa pele são devido ao acúmulo de sol até os 20 anos de idade. Lógico que temos que proteger sempre, mas o cuidado com crianças e adolescentes é muito importante, pois refletirá por toda a vida. O uso de fotoprotetores – o que deve ser feito o mais cedo possível – trará resultados tanto na prevenção de cânceres de pele como na prevenção do fotoenvelhecimento.

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O senhor esteve recentemente em um congresso americano de dermatologia. Quais novidades da área traz para Goiânia? Todos os anos trazemos as novidades do congresso americano. Este ano, trouxemos para a clínica, além das novidades em lasers fracionados, o Laser Fracionado Combo, que é associação do Fraxel com CO2 Fracionado ao mesmo tempo, aprimorando os resultados no rejuvenescimento e flacidez facial. O Laser Fracionado Combo tem um resultado muito bom nos casos de cicatrizes de acne que tanto trazem transtornos aos adolescentes. Além da tecnologia, trouxemos novos peelings, cosmecêuticos e antioxidades que tratam, previnem e mantém resultados. Qual o hit do momento quando o assunto é rejuvenescimento? Hoje é o Laser Fracionado associação ao Soft Lift®, ou seja, Laser Fraxel® + CO2 Fracionado associado ao preenchimento com Juvederm® (ácido hialurônico) e relaxamento da musculatura com botox. Trazendo um resultado global natural e descansado aos pacientes, sem o estigma de que realizou algum procedimento. Hoje, os pacientes buscam resultados cada vez mais naturais. A calvície incomoda muitos homens. Quais os tratamentos existentes hoje para amenizar o problema? Com relação à calvície masculina, realizamos todos os tratamentos clínicos com medicação, como a Finasterida, a Dutas-


cura, sim!” terida e medicações tópicas. Também realizamos o laser de baixa intensidade para a fotobioestimulação do cabelo, além do transplante capilar realizado com microscópicos de última geração, onde colocamos fio a fio, trazendo um resultado natural. Quanto às novidades, temos o Latisse, que é uma medicação para aumentar o crescimento dos cílios. Quais os procedimentos disponíveis para a prevenção de problemas como o envelhecimento da pele? Atualmente, a dermatologia realiza vários procedimentos e medicamentos na prevenção. Até o botox pode ser usado para prevenir rugas em pacientes mais jovens, que têm a musculatura facial muito forte, trazendo rugas profundas no futuro. O uso de antioxidantes que empregamos logo após a aplicação dos lasers, também

O sol tem um efeito acumulativo. Muitos danos não são percebidos a curto tempo e, sim, tardiamente. Os principais prejuízos da nossa pele são devido ao acúmulo de sol até os 20 anos

previnem o fotoenvelhecimento e os cânceres de pele. Outros procedimentos, como o Accent (radiofrequência), também estimulam o colágeno prevenindo o envelhecimento precoce. Para as mulheres, os maiores males são as estrias e a celulite. É possível acabar com elas? Hoje, podemos dizer que já temos cura para as estrias, principalmente quando o tratamento é precoce. Utilizamos os lasers fracionados e a técnica de trancisão com resultados muito próximos dos 100% de melhora. Estrias podem ter cura, sim! Quanto à celulite, não podemos dizer que temos a cura, mas uma melhora impressionante quando associamos atividade física, acompanhamento nutricional e tecnologia, como os aparelhos Velashape, Powershape e Accent, além das técnicas cirúrgicas como a subcisão para as celulites graus 3 e 4.

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Turismo

Luxo do hotel The Crane

Visitantes do mundo todo são atraídos não só pelas praias paradisíacas, mas pela originalidade da pequena ilha afro-britânica e pela simpatia do povo bajan Izabel Todeschini izabelace@yahoo.com.br

Barbados, a bola da vez do Caribe 54 | Hoje - Julho de 2011

A

soma de passagem barata + fama do lugar + poucas horas de vôo direto foi o que nos levou a pegar o avião de São Paulo rumo a Bridge������� town, a capital de Barbados. Conhecida como “Little England”, a ilha está deixando de ser só o destino preferido de ingleses, americanos e canadenses que viajam ao Caribe em busca de lindas praias e campos de golfe. Esta ex-colônia britânica que mantém um certo “ar inglês”, mas onde predomina a vibração, a cor e o ritmo afro, encanta qualquer um com suas casinhas coloridas de madeira, a simpatia do povo bajan, o


Festa dos pescadores nas noites de sexta-feira

Beleza,tranquilidade e exclusividade em Barbados

Originalidade e criatividade: característica do povo de Barbados

estilo rastafári, o calypso (ritmo local) e o flying fish (peixe que é especialidade da culinária de lá). Entre as opções do que fazer na ilha está uma visita à caverna de Har���� rison, com estalactites pontiagudas e cachoeiras; um dia velejando em um catamarã, parando em pontos estratégicos para mergulhar e observar peixes coloridos e tartarugas marinhas; e ainda um safári em jipões que atravessam matas fechadas e derrapam em lodaçais, passando por falésias e campos agrícolas até chegar ao alto do monte Hillaby, de onde se tem a melhor vista do mar do Caribe. Os canaviais cortam o país e garantem a matéria-prima para um dos principais ícones locais: o rum. Destilarias recebem visitantes para conhecer todo o processo de fabricação e oferecer degustação. O tour pela história da bebida é um dos mais interessantes da ilha.

Na capital, Bridgetown, você pode bater perna entre as lojinhas de artesanato, observar os barcos ancorados às margens do porto, atravessar a pequena ponte e ver os moradores mais velhos jogando dominó na pracinha. Nas noites de sexta-feira, o point é o Oistins Bay Gardens, ao lado do mercado de peixes. Lá, nativos e turistas se encontram para uma espécie de confraternização. Dezenas de quiosques servem pratos com frutos do mar e o famoso flying fish. Há também barraquinhas de artesanato com bijuterias e lembrancinhas de Barbados, muita música e dança rolando num palco central. É comer, beber, bater papo com os bajans e depois encarar a folia !

Quanto às praias, há para todo gosto: com águas tranquilas para relaxar, e com altas ondas para surfar. Entre as mais famosas da ilha, estão Bathsheba e a Crane Beach, ao lado do luxuoso resort The Crane, considerada uma das dez praias mais bonitas do mundo pelo site Trip Advisor e pela revista Rich and Famous. A agitação está na praia de Holetown, bastante procurada para a prática de esportes aquáticos. Já os happy hours à beira do mar concentram-se na popular Accra Beach. No outro extremo da ilha fica Sandy Beach, a praia chique onde está o requintado hotel que Tigger Woods escolheu para realizar o seu casamento e a festa para um seleto grupo de convidados. Se você tiver sorte, pode ainda encontrar passeando pela ilha a cantora Rihanna – que é barbadiana nata –, o cantor teen Justin Bieber – que adora o lugar –, ou algum artista de Hollywood – Jude Law é um dos que passam as férias em Barbados. Mas se não cruzar com nenhum deles, tudo bem... A viagem já valeu a pena !!!

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Roteiro

O por do sol no El M O largo e extenso muro de El Malecón, um passeio para quem quer conhecer de perto o espírito do povo cubano Valterli Guedes

A

cidade de Havana, capital de Cuba, tem ao norte o belo Mar do Caribe, cujas ondas batem nas rochas e também, num grande trecho, no largo e extenso muro do El Malecón. Ali no muro se encostam ou se assentam pessoas. Muitas outras caminham nas duas direções da extensa calçada do mais famoso passeio público de Havana. É uma fauna humana variada: casais de namorados, ambulantes oferecendo desde artesanatos a remédios manipulados na ilha, turistas, caminhantes com seus cães de estimação também a caminhar, e até pescadores, muitos dos quais conseguem resultados sempre bem-vindos, pois acrescentam algo às cestas básicas adquiridas nos armazéns do governo, que podem ser descritas como “o básico do básico”. Por ali passam também, com ou sem farda, muitos policiais, sempre muito ciosos de suas responsabilidades. A grande atração

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natural é o mar, que no final do dia recebe o sol como se nele mergulhasse. Altas horas da noite e até o amanhecer, o espaço é ocupado por desocupados, sempre que possível saboreando alguma bebida e... filosofando ou sonhando. Sentado no muro e de costas para o mar, pode-se apreciar a cidade, com poucos prédios modernos, como o do luxuoso hotel Meliá Cohiba, em meio à arquitetura da velha Havana, ora tão carente de “um batom”. A permanência de quatro dias em Havana, em abril, aconteceu depois de três dias em Varadero, cidade balneária com mais de trinta hotéis de médio a alto luxo. O Meliá Varadero, por exemplo, dispõe de quase 500 apartamentos. O movimento de turistas, sobretudo europeus, mas também asiáticos e de países mais próximos, a exemplo de Venezuela e Colômbia, é intenso. Cuba, de tamanho próximo ao do estado de Pernambuco, recebe mais de dois milhões de turistas anualmente, cerca da metade dos que visitam o Brasil. As belezas das águas do mar do Caribe, são, claro, a grande atração. Mas há muitos outros aspectos, entre eles os culturais e até políticos, vez que se tornaram escassos, desde a derrocada da URSS, os países governados por partidos comunistas. Então, com certa habilidade, é só ir puxando a língua de interlocutores, a exemplo de garçons, taxistas, vendedores ambulantes, e quem mais se dispuser, o que, atualmente, (depois que Fidel Castro ficou enfermo e transferiu suas funções de governo ao irmão Raul, a quem “assessora”), não é muito

difícil encontrar, conforme veremos. Sinais de abertura, muito tímidos, mas irreversíveis.

Os comediantes

Durante o café da manhã do hotel, foi a vez de puxar a língua de um garçom, entre os diversos ali em serviço. Não menciono seu nome, como também o de qualquer outro cubano com quem conversei, exceto o do motorista Bernardo, fã do regime e que, por esta razão, está isento de riscos. Comecei por falar com o garçom do potencial turístico de Cuba que, bem explorado, atrairá gente e dinheiro. – “Isso já não acontece por incompetência de nosso governo” – disse o garçom com surpreendente desenvoltura. “Portador de um diploma de engenharia, ele foi apontando para seus colegas: ”Aquela, é médica; aquele ali, advogado; aquele, economista.” Todos, sem exceção, formados. Estivessem exercendo em Cuba a profissão correspondente ao diploma, receberiam em pesos não “convertíbles” o equivalente a uns 20 dólares, quase nada, mas o suficiente para adquirir o “básico do básico”. As propinas em dólares, euros e outras moedas fortes quase todo dia equivalem ao salário do mês. Teoricamente, o peso convertível equivale ao dólar. Mas na hora de fazer o câmbio, na recepção do hotel, troca-se uma nota de 100 dólares por cerca de 84 pesos. O Meliá, cadeia hoteleira de bandeira espanhola, opera em Cuba em sociedade com o governo local, que não administra o empreendimento mas tem nele mais


Malecón de 50% do capital e, em conseqüência, dos lucros.É uma concessão que o regime faz a uma empresa que, adepta do capitalismo, vai atrás do lucro aonde for possível. Já em Havana, o Bernardo, de quem cito o nome porque é filiado desde muito jovem ao PCC, o Partido Comunista Cubano, e disse orgulhoso ser um dos que desfilaram comemorando a vitória da praia Giron (“desfilei de manhã e trabalhei à tarde” – comentou), um arquiteto de interiores convertido em motorista de praça, fez o contraponto das críticas. Levou-nos a um antigo luxuoso condomínio fechado, desses que só em tempos recentes são implantados no Brasil, e contou o sucedido nos primeiros momentos da vitória revolucionária de 1959: – Aqui, pobres e negros entravam só para trabalhar. Eram motoristas, zeladores, cozinheiros. Os donos deixaram esses empregados olhando estas mansões e seguiram para Miami. Pensavam que seria por pouco tempo, de um a três meses. Mas Fidel entregou as casas para os antigos empregados morarem. Uma, duas, três e até mais famílias numa mesma casa, já que são grandes. Aí estão.” Desnecessário dizer que as mansões carecem, todas, de reforma, nunca realizada porque o “básico do básico”, tipo “mensalim, “ é para a barriga e olhe lá, porque não sobra sequer para um comprimido, conforme vimos durante o jantar em Varadero, onde Fátima, que mora em Fortaleza e tem o hábito de andar com uma mini farmácia, socorreu uma jovem com dor de cabeça.

Tudo culpa do bloqueio econômico de mais de 40 anos imposto pelos Estados Unidos, conforme o testemunho de Bernardo, o arquiteto-motorista orgulhoso da sua condição de socialista. De fato, segundo ele, mesmo cercada de mar por todos os lados Cuba não recebe um navio cargueiro desde o início do bloqueio. Pensei: “Com um bloqueio desse, os EUA estariam Taxis cubanos, apelidados “côcos”, feitos na ilha de tanga há muito tempo”. acontecido durante o vôo que fizéramos, O convicto Bernardo só na hora do acerto fez uma concessão ao de quase sete horas de duração, entre São Paulo e a Cidade do Panamá. Ao interesse: nosso lado sentou-se um professor cuba– Ficaria contente se pudessem dar um apoio à minha família,” disse. no, que cursa doutorado em São Paulo sob o patrocínio do governo brasileiro. Simulei um mal-entendido: Uma brasileira que viajava no assento – Daremos um apoio moral” – El apoio Moral és mui impor- defronte ao do nosso, depois de pedir à tante. Pero, el apoio econômico, és aeromoça a sétima taça de vinho, “tinto e seco”, conforme enfatizava, fez igual fundamental.” pergunta ao professor cubano. “Gosto”, Brincadeira à parte, o apoio na forma pretendida pelo Bernardo foi-lhe respondeu num tom de voz que a brasileira, que viajava sozinha tendo Nassau, ofertado. capital das Bahamas, como destino, considerou “fraco, sem convicção”, A vendedora de charutos Na muralha do El Malecón en- o que deixou o doutorando irritado. quanto esperávamos ver o sol “mer- Adepto do regime cubano, ele passou a descrever, com ressalvas, porque de gulhar”, aproximou-se uma senhora gorducha de uns 50 anos, apoiando em vez em quando dizia “claro, temos cada ombro a grande sacola que carre- problemas”, o que é viver em Cuba. “Eu, gava nas costas. “Colombianos?”, quis por exemplo, estou realizando esta que ela saber. “Não, brasileiros”. Era só o é talvez a minha quadragésima viagem início de um papo delicioso, que teria internacional”, o que me levou a pensar: continuidade no dia seguinte. O sorriso “É, no Brasil há também os que ganham constante daquela mulher disfarçava a a mega sena acumulada.” Mas não disdura realidade em que vive: trabalha se isso ao nosso bolsista, de quem eu oito horas todo dia numa famosa fábrica pretendia era ouvir algumas dicas para de charutos, cuida da casa e, nas horas melhor proveito da viagem, no que ele vagas como aquela, vende o artesanato foi muito útil. De volta à artesã: ela mostrou que produz entre uma tarefa e outra. O seu artesanato, uns panos bordados, Aderbal foi objetivo: não sem antes exibir sua carteirinha de – Você gosta do Fidel? – Não”, foi a resposta contun- artesã. “Pago os impostos e trabalho legalmente”. De repente, depois que dente. Por certo o Aderbal, inspirou-se no ganhamos sua confiança, puxou de

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Roteiro baixo de cada seio um charuto. “Para sobreviver, furto dois a cada dia, pena eu não ser uma suína”, disse, levantando as mãos como num pedido de perdão. A três dólares cada charuto (ela aceita dólares porque seu artesanato serve para a “lavagem” da moeda americana”, adquirimos todos os que a sua condição de mulher permite esconder e encomendamos os dois a serem furtados no dia seguinte, lá da fábrica famosa onde trabalha. O papo continuou até que uma dupla, de farda e cassetete, a convocou a uns cinco metros de distância. Ela os atendeu e voltou com tranqüilidade, dando continuidade ao mesmo assunto de antes. Perguntei-lhe o que queriam os policiais. – Queriam saber o que estávamos conversando.” – Que estava ensinando-lhes onde fica o Guarijito” – E você, o que respondeu? Até lembrei-me da mais recente ditadura brasileira, quando aconteciam até tortura no esforço do regime para saber o que pensavam e conversavam as pessoas. Em Cuba, a dureza do regime para com os opositores só encontra algo pior dentro do próprio território cubano: a base militar norte-americana de Guantánamo, onde inocentes e até crianças são torturados, conforme denúncias comprovadas. No outro dia, almoçamos no Guarijito, especializado em comida regional cubana. Na chegada, fomos abordados por um estudante de História. Da conversa, não mais esqueci as seguintes palavras do universitário: “Em Cuba, estamos vivendo como palhaços, que têm o sorriso no rosto, mas choram por dentro”. Não esqueci também de outra afirmação do estudante: – Tenho inveja do Brasil. Vocês têm liberdade. Se pelo menos ocorresse aqui uma abertura econômica nos moldes chineses, já estaria bom.”

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Fantasia e realidade O acordar em Varadero apresenta como melhor alternativa uma caminhada, seguida de bom mergulho, antes do café da manhã. Foi o que fizemos.Eu, minha irmã Núbia, e um casal de primos residentes em Fortaleza, Aderbal e Fátima. Na praia, logo apareceu um moço fazendo uma proposta: a 20 pesos “convertibles” por pessoa, Buena Vista Social Clube: após o show, todos dançam incluído o transporte, poderíamos, à noite, jantar numa casa de família cubana. “Aqueles ali são portugueses e estarão lá”, disse. Algo imperdível, para quem tem a curiosidade de repórter sempre aguçada, mesmo dispondo da comodidade de pensão completa em bom hotel. O corretor do jantar ainda fez a apologia do cardápio e não era propaganda enganosa. À noite, a casa simples estava repleta de clientes, aos quais foram servidos refrigerantes, cervejas e vinhos Núbia e Valterli: de costas para o mar de Varadero cubanos, salada de tomate e alface, pargo (que é um peixe de primeira, muito conhecido no litoral do Cea- Giron”, e que vimos em transmissão rá) “e duas lagostas a cada persona”, direta pela TV. Milhares de pessoas, igual foi prometido. No final, um grande multidão a desfilar e a reamável convite para a festa, no dia verenciar as altas autoridades, na seguinte, em comemoração aos dois imensa praça onde estão os prédios anos do filhinho do casal anfitrião. governamentais.”Viva Fidel! Viva “Uma fiesta cubana”, disseram, Raul!” – Bradava o locutor. Eu disse “sem pagar nada”. ao motorista estar impressionado No política e economicamente com a grande popularidade dos fechado regime de Fidel, pareceu-me irmãos Castro, Fidel e Raul, depois que aquela família tem tudo para de passado tanto tempo e com eles prosperar, tão logo ocorra uma aber- sempre à frente do poder, fonte de tura econômica. desgastes. Na volta, o motorista, que é “São obrigados a desfilar”, proprietário do carro, respondeu comentou. a uma curiosidade minha sobre a – “Compreendo; mas... E o grandiosidade do desfile, aconteci- entusiasmo?” do em Havana na manhã daquele – Se não houver entusiasmo, 16 de abril, comemorativo dos 50 o chefe anota. São todos vinculados anos da histórica vitória da “plaia ao Estado”.


Lançamentos

A perspectiva cristã pelo olhar de um delegado de polícia Edemundo Dias de Oliveira Filho lança em agosto o livro “Olhai os Lírios do Campo: Uma Perspectiva Cristã na Contemporaneidade”

E

demundo Dias de Oliveira Filho, delegado geral da Polícia Civil do Estado de Goiás e presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil do Brasil (CONCPC), lança em Goiânia-GO, no dia 23 de agosto, às 19h00, na igreja Assembleia de Deus Campo de Campinas (Rua Senador Jaime, n. 715, Campinas), sob a liderança do pastor Oídes José do Carmo, em primeira mão, a obra Olhai os Lírios do Campo: Uma Perspectiva Cristã da

Contemporaneidade. Autor de diversos livros, o pastor evangélico e mestre em Direito Público pela Universidade de Extremadura-Espanha traz neste volume uma prosa poética (delineando, inclusive, paralelos entre o poeta Castro Alves e o profeta bíblico Habacuque) que alia reflexões bíblicas e científicas sobre medos, provações, angústias, felicidade, amor e fé, entre outros temas, a fim de pensar o cenário labiríntico a que se tem chamado de pós-modernidade.

Na visão de Edemundo Dias, um estudioso dos fenômenos sociais e também hábil pregador da Palavra de Deus, “a crise da modernidade é a crise da alma”. Para ele, a contemporaneidade, agonizante, tem se ocupado, insistente e incansavelmente, de cavar um imenso vácuo no centro da alma do homem com a pá da falsa cultura da abundância. Assim sendo, olhar para os lírios é, portanto, olhar além. É depender total e absolutamente do Deus do Salmo 46. É poder falar para Deus: “O Senhor está comigo, portanto, não temerei nada”, e ouvir a voz retumbante de Deus responder: “Eia! Contemplai as minhas obras... mas aquietai-vos e sabei que ‘Eu Sou Deus’ − o Todo-Poderoso”. O livro conta com o prefácio do ovacionado autor dos comentários da Bíblia Shedd − P.h.D em Novo Testamento pela Universidade de Edimburgo, Escócia −, Rev. Russell Shedd, que fará, no lançamento, a preleção da obra.

Sol na Madeira

Cirandas e sambas compõem com muito lirismo regional e paisagens sonoras do cerrado goiano e do nordeste brasileiro o novo CD de Leonardo Lorena

C

om produção e direção musical de Ney Couteiro, Sol na Madeira, novo trabalho do músico Leonardo Lorena é uma das boas apostas da música popular brasileira feita em Goiás. Composições próprias do músico formado pela Universidade Federal de Goiás dividem espaço com boas parcerias e arranjos entre Leonardo e outros dois talentosos músicos da

cena goiana, Diones Correntino e o próprio Ney Couteiro. O CD tem uma sonoridade original com algumas canções líricas. O repertório surpreende pela diversidade de duetos, como nas faixas O tempo e Construção, sambas e arranjos de MPB. O disco retrata, por meio da música, a ligação das manifestações culturais do cerrado goiano dentro de uma visão atual. O cantor Leonardo Lorena apre-

senta seu primeiro trabalho autoral e desponta de maneira surpreendente como compositor, com músicas que passam pela sonoridade goiana e nordestina. Com canções que contemplam a natureza e nos convidam a refletir e ao mesmo tempo tranqüiliza o espírito. Carregado de histórias, simbologia e emoção, o CD conta, ainda, com convidados especiais, como a cantora Márcia Jácomo no descontraído Ijexá, Banho de maré.

Nome do espetáculo: Show de lançamento do cd Sol na Madeira Nome do grupo: Leonardo Lorena e Quarteto Choro Novo Data: 19 de agosto Local: Teatro Goiânia Ouro Horário: 21h Valor do ingresso: R$ 10,00 (antecipado), R$ 20,00 (no dia com direito a um Cd) e R$ 10,00 (meia) Julho de 2011 - Hoje | 59


Culturamix Da internet para o livro

Na hora H Marco Antonini (www.myspace.com/marcoantonini) é o que podemos chamar de um verdadeiro artista. Com seu ar de galã, o qual podemos conferir no clip Na Hora H, disponível no youtube, também atua com desenvoltura pelo mundo fashion. Além de ator e estilista, se destaca ainda como cantor. Ano que vem, completa 20 anos de carreira e já está no aquecimento com seu novo espetáculo Baile do Fuscão Preto, em que canta os seus hits e revisa sucessos populares.

Grace

Thiago Toy é uma das revelações da literatura na internet. Seu primeiro livro, Terra Morta (terra-morta.blogspot.com), que fala sobre zumbis, tem alcançado uma boa receptividade por parte do público. A obra de Thiago Toy deve ser publicada pela editora Draco (editoradraco. com), em uma série de livros.

Colegas, companheiros e camaradas

Grace Carvalho (www.myspace.com/gracecarvalho), depois de um giro musical pela Europa, voltou ao Brasil com todo gás. O seu primeiro álbum Caminhante, com produçao de Front Jr. e videoclipe da canção título dirigido por Katú, guitarrista dos Mechanics, tem agradado ao público.

Universo Paralello O maior festival de música eletrônica da América Latina, Universo Paralello, está de volta. Mais uma vez, a paradisíaca praia de Pratigi, litoral sul baiano, deve receber mais de 10 mil pessoas no megaevento de celebração da paz e da música durante o reveillon.

A construtora e os monstros Quem sai ganhando com a saída do Engenheiro Cultural, Fabrício Nobre, da Monstro Discos (www. monstrodiscos.com.br), de Léo Bigode, Leonardo

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Razuk e Márcio Jr., deve ser mesmo o público. Agora, o carismático vocalista do MQN atende em seu novo endereço, denominado de A Construtora Música e

Cultura. Enquanto isso, a Monstro Discos, com apoio da Petrobras, deve se concentrar na nova edição do GOIÂNIA NOISE.

O jornalista Ranulfo Borges agora faz parte do seleto grupo de diretores roteiristas. Adentrou com louvor. Isso fica nítido ao assistirmos Colegas, Companheiros e Camaradas, um vídeo documentário que conta a história do movimento estudantil em Goiânia a partir dos anos 50, passando pelo período da ditadura, redemocratização até os dias atuais. O documentário traz depoimentos de Tarzan de Castro, Aldo Arantes, Pedro Wilson, Renato Dias e Lizandro Nogueira entre outros.


Carlos Pompeu | culturamix@gmail.com / www.tecnocibernetico.wordpress.com

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Melô do dee jay O novo clip do ddA (doentes do Amor) é uma homenagem da banda aos dee jays. Aliás, esse é o nome da música que conta com imagens do re-

gistro do áudio no estúdio Rocklab, de Gustavo Vasquez, e de cenas próprias feitas nos Estados Unidos e na Rússia. Promete bombar no Youtube.

Crônica

/ Por Carlos Pompeu

“O macaco” O carrão deslizava pela estrada. Som ambiente. Ar condicionado. Além do motorista, havia o stress como passageiro. Então, o que nunca se espera, mas pode ocorrer, aconteceu. O pneu furou. No porta-malas tinha step, chave de rodas. Putz, cadê o macaco? Na hora, o stress, esperando atrás da coxia para entrar em cena, ligou para a raiva que saiu pelo canto dos olhos. Não havia nada por perto. Apenas uma casinha humilde lá longe. O motorista foi caminhando naquela direção, enquanto o furor lhe corroía o fino tecido de sua alma, e conversando com seus botões. “Acho que ele não vai emprestar”. “Acho que o dono da casa não vai gostar”. A cada passo dado, alimentava pensamentos desta natureza. Enfim, quando bateu a porta, já estava com a cabeça fervendo de problemas, nervos à flor da pele, o morador abriu e, antes que seu sorriso hospitaleiro fosse notado, o nosso personagem, estressadinho, envenenado pela sua própria fúria, lascou: – Pega esse macaco e enfia no… Moral da História: Pare para ouvir o seu próximo. Não seja arrogante, seja educado. Afinal, ele pode estar sorrindo e com um macaco na mão prontinho para lhe ajudar.

Clube do Escambo Clube Recreativo de Escambo é uma espécie de coletivo formado por vários artistas, como Ivan Pedro, que toca iPod no ddA (doentes do Amor), e o dee jay Bruno Abdalla, que organizam festas e feiras de troca de objetos vintage. Nas feiras, o destaque é para os colecionadores de disco de vinil que fazem das reuniões do Clube seu ponto de encontro.

Musa da fotografia Sabrina Curado tem se destacado no mundo das luzes e dos flashes. Além de colaborara do blog Tecnocibernético, na cobertura de eventos, a fotógrafa, que tem um conceituado portfólio, também registrou imagens e assina, juntamente com os membros da banda, o novo videoclipe do ddA, chamado “dee jay”.

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Moda

Personal Stylist: Jordana Rodrigues / jordanarodrigues@hotmail.com.br

Camisa amiga F

ugindo dos modelos “Bolo de Noiva”, da Belle Époque, estilo que não lhe caía bem, Coco Chanel, em 1920, se inspirou na simplicidade do guarda roupa masculino ao aderir ao uso da camisa, inicialmente branca, que até então era usada apenas por homens. A partir da brilhante inovação lançada por Coco Chanel, todas as mulheres aderiram à nova moda, que viria a se tornar uma tendência mundial. A camisa é peça chave no guarda roupa da mulher contemporânea e é produzida em uma infinidade de

modelos, estampas e tecidos. Além de atemporal, a camisa compõe estilos do clássico ao arrojado e pode ser usada em qualquer estação do ano. Além disso, é naturalmente elegante. Usada com jeans no trabalho, com saia na balada... São infinitas possibilidades. A camisa branca é a mais clássica e atemporal. Combina com tudo, é despretenciosa e elegante. A camisa feminina, justa e sob medida, diversamente do que muitos acreditam, não é tão chique. Já o modelo boyfriend (modelagem masculina), certamente deixará o look despojado-chic e super charmoso. Se você ainda não tem essa peça fundamental no seu guarda roupa: compre uma camisa branca e presenteie a si mesma! É um ótimo investimento e sem “prazo de validade”. Fica a dica: use e abuse das camisas, confie nelas. As camisas se mostrarão ótimas companheiras!

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“ Compre uma camisa branca e presenteie a si mesma”

Como manter branca sua camisa branca Não lave na máquina com roupas de outras cores. Faça uma pasta de vinagre (branco, nunca vermelho!) e bicarbonato de sódio, espalhe sobre o colarinho amarelado e deixe descansar, por pelo menos uma hora, antes de colocar a camisa na máquina. Manchas pretas de mofo saem se esfregadas com sal, vinagre branco e sumo de limão. ORSINI GEBRIM Camisaria Feminina

Fotografia e produção de moda: Jordana Rodrigues Looks: ORSINI GEBRIM – Camisaria Feminina Make up: Marena Monteiro Modelos: Janaína Viana Meige Laurent Renata Monteiro

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Pendure no varal Secadoras de roupa são aparelhos que mais consomem energia dentro de uma casa: elas usam quase três vezes mais a energia do que uma lavadora. O jeito mais barato e ecológico de secar roupa é estendendo-a no varal, ao ar livre, de preferência ao sol, que ajuda a não criar fungos e micróbios nos tecidos.

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Registro

Maria Paula Bueno / marpaulabueno@hotmail.com

Amigos do Jeromão O restaurante Azul Marinho no Arpoador, Rio de Janeiro, serviu de palco para o encontro de vários amigos com Leonardo Braga (Léo), goiano, célebre restaunteur na velhacap. Carioca, Léo é proprietário de uma rede de famosas casas no Rio destacando-se a famosa “Casa da Feijoada” em Ipanema. O encontro foi motivado para relembrar o saudoso Renan de Castro (Jeromão de tal) como ele próprio gostava de intitular-se. Nome fantasia que Leo adotou de sua bem sucedida empresa. Todos os presentes, inclusive os funcionários do restaurante, acharam muito raro o nome escolhido. Explicada a origem e a velha amizade de um grupo de amigos de Renan em Goiânia, tudo ficou claro. “Jeromão de tal” faleceu há décadas vítima de acidente de avião. Bela homenagem.

Comissão da Verdade de Goiás O movimento nacional pela criação da comissão da memória e da verdade do Brasil está mobilizando em todo o país para que a Câmara dos Deputados aprove o projeto criando a comissão. Participaram de um debate apoiando a idéia várias autoridades, destacando-se a ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário, o ministro da Justiça José Cardoso, a deputada federal Manuela D’Ávila, presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados; Paulo Abrão, secretário nacional da justiça e presidente da Comissão Nacional da Anistia. Em conseqüência da mobilização, em Goiás foi criada a comissão organizadora para fundação da Comissão da Verdade no Estado, composta pelo ex-deputado federal. Pedro Wilson, Elio Cabral, Vera Cortes, Reinaldo Pantaleão, Marco Antônio de La Corte, Júlio Moreira entre outros. Dia 11 de Agosto às 19h no auditório do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, será implantada em ato solene e público a Comissão Goiana da Verdade, já existente em outros 20 estados.

Festa do Javan Familiares e amigos do empresário Javan de Castro Coimbra, em ambiente festivo em Campo Grande (MS), comemoram os seus bem vividos oitenta anos. Durante os dias 9 e 10 de julho, vários eventos promovidos pelos parentes -- musical, poético, depoimentos, comes e bebes -- movimentaram os participantes das atividades festivas, animados pelo som da banda VS que tem o seu neto na primeira voz. A mulher, Anacélia, os filhos Telma, José Albino e Javan Filho; os irmãos José, Lourença, Rita, Nair; e cunhada Marilene juntos com outras dezenas de pessoas deram uma demonstração de como é grande o universo de amizades do aniversariante.

66 | Hoje - Julho de 2011


Temporada

Mariah Novais, Natasha Mota, Renata Moesia e Igor Sebba curtiram as belezas do Araguaia, no acampamento “Barranco dos Bakana”, em Aruanã.

Festa de Pentecostes

Várias autoridades do DF e entorno prestigaram a Festa de Pentecostes este ano. O governador Agnelo, o vice Felipelli, José Sarney e Dona Marli. Também passaram por lá o ex-governador Roriz com sua esposa Weslian e sua filha Liliane Roriz. As informações são da correspondente de HOJE em Brasília, Adriana Ferraz – na foto com Sarney e Padre Moacir.

2011 – Ano Internacional das Florestas Considerando que a ONU declarou 2011 como o Ano Internacional das Florestas, Iracema Dantas homenageia a floresta Amazônica com o livro “A viagem das Folhas de Outono” (The Trip of the Autumn Leaves), editado em inglês/português. É uma historinha educativa, escrita num estilo elegante, volátil e envolvente. Fala sobre a floresta Amazônica, sua importância para o Planeta, para a garantia da sobrevivência de bilhões de pessoas e da biodiversidade terrestre. É um livro capaz de deixar as crianças entretidas por horas a fio.

AGI homenageia Dr. Olímpio Foto: Nelson Santos

Advogado e diretor da AGI, Olímpio Jaime comemorou seus 84 anos com festa promovida pela Associação Goiana de Imprensa (AGI). A homenagem reuniu familiares e amigos. Na foto, Olímpio agradece, ao lado da esposa, Dona Yara, do médico Laerte Guedes, jornalista Eliezer Penna e advogado Olinto Meirelles.

Biraci Meirelles

Biraci Meirelles (Bia para os mais próximos) com os amigos jornalista Eliezer Pena, Dr. Walter M. Duarte, Núbia e Heloísa Curado.

Biraci e Olinto Meirelles abriram as porteiras da sua linda fazenda em Nerópolis, ocasião em que comemoram o aniversário da anfitriã. O cardápio destacou diversos tipos de massas. Destaque para os belos pavões e araras que decoram a propriedade. Amigos de Goiânia, Brasília, Luziânia, dentre outras cidades.

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Registro Maria Paula Bueno / marpaulabueno@hotmail.com Cristal Alimentos Um dos maiores grupos empresariais do Estado, a Cristal Alimentos, novamente comprova seu sucesso e compromisso com o desenvolvimento do Estado de Goiás. O grupo esteve representado pelo diretor Valdir Madalena, em evento que homenageou os 10 maiores do ICMS em Goiás e que também contou com a presença de várias autoridades, incluindo o governador Marconi Perillo e o secretário da Fazenda do Estado de Goiás, Simão Cirineu.

Secretario da Fazenda, Simão Cirineu, Governador Marconi Perillo e o diretor Valdir Madalena

Movimento Goiás sem Lixo

Naqueles morros Foto: Nelson Santos

Entidades representativas e lideranças políticas e empresariais estão mobilizados para combater a possibilidade do Estado de Goiás receber lixo radioativo advindo de outros estados. Em seminário na ACIEG, as autoridades lançaram o movimento “Goiás sem lixo”. Foto: Nelson Santos

Presidente da ACIEG, Alenir, falou sobre a importância da mobilização dos setores produtivos para coibir a vinda de lixo radiativo para Goiás

O escritor e advogado Edival Lourenço, também presidente da União Brasileira de Escritores – UEG Goiás, produtor do Programa Raízes e futuro membro da Academia Goiana de Letras, brinda o público com mais um título. Lançado na sede a UBE, o livro “Naqueles morros, depois da chuva” narra um importante período da história de Goiás e as incursões bandeirantes.

InBrasCI: pela preservação e difusão da cultura O Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais – InBrasCI tem nova representação em Goiás. No último mês de junho foi empossada a diretoria, que tem como presidente a escritora Elizabeth Caldeira e presidente de honra o vereador Iram Saraiva. Fundada em 2006, a entidade tem como objetivo preservar e difundir a cultura das tradições e artes locais, estaduais e universais. Possui chancelaria na Ilha da Madeira, em Portugal, e

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subchancelaria em Lund, na Suécia. Conta com governadores distritais nos estados de Goiás, Minas Gerais, Acre, Mato Grosso do Sul, Paraná e Foto: Nelson Santos

Distrito Federal. O evento contou com a presença da governadora distrital, professora Zilda Pires da Silva Teixeira.


Crônica

Iram Saraiva

C

O poema da minha vida

onsidero-me uma prosa. Se oral ou escrita, pouco interessa. Sou o cotidiano que foi enriquecido por uma poesia. A Cida, o poema da minha vida. Em 17 de julho de 1971, o que parecia sem sal foi temperado. O gosto de tudo recebeu sabor e se transformou em aroma de existência eterna. A Cida entrou em mim e ficou. Há 40 anos nos casamos. A partir daquele dia, recebi o direito de ser feliz. Ela tomou para si as minhas dores e os meus sofrimentos e carregou em seus braços fortes de quem ama. Tornou os meus fardos levíssimos, sem demonstrar cansaço, além de abrir mão da própria alegria para aumentar a minha. A Cida ama intensamente. Deu-me todas as provas disso e ainda guardou espaços de amor para três filhos e dois netos, paixões que ela acalenta no colo. Ela fez o seu nome rimar com o meu, e as ruas sabem que é verdade. Nunca dei um passo sem que a sua presença significasse o espaço entre as minhas pernas. Jamais vi turbulência ou calmaria sem o seu vulto presente. Anteontem, o nosso bolo recebeu 40 velinhas. Quantas mais Deus nos acrescentará, não sei! Mas, o que o Pai me consentiu até aqui, considero uma glória. O que seguir será benção continuada vinda do alto. Desde criança ouvi falar em

mar de rosas. A Cida e eu temos o nosso, mesmo que as rosas tenham espinhos. Aprendemos a nos desviar deles, sem destruí-los, porque, de longe, também são belos. Desse jeito, conservamos o jardim onde vivemos. A Cida é a minha oração de cada dia.

Cheguei ao mundo, mas não trouxe comigo o talento do poeta e nem a dádiva de versejar. Não reclamo da providência, porque ela me deu mais do que eu merecia, quando me deu a Cida em forma de poesia. Cheguei ao mundo, mas não trouxe comigo o talento do poeta e nem a dádiva de versejar. Não reclamo da providência, porque ela me deu mais do que eu merecia, quando me deu a Cida em forma de poesia.

Cida Saraiva

Iran Saraiva é presidente da Câmara Municipal de Goiânia. Foi deputado (estadual e federal), senador e ministro.

Julho de 2011 - Hoje | 69


Lendo, Vendo e Ouvindo Luiz Augusto Pampinha A quem interesar possa: esta coluna não é melhor e nem pior do que as outras. É diferente! Goiânia já está familiarizada com o mundo gay. Além do consagrado circuito de bares e baladas, empresas como lojas, restaurantes e agências de turismo dedicam atendimento diferenciado e de qualidade para o público LGBT. O problema do Brasil é que, quem elege os governantes não é o pessoal que lê jornal, mas quem limpa a bunda com ele. Pode reparar: tudo que é ruim nos outros dias fica um pouco pior na segunda. Inclusive o mau hálito. Governador Marconi Perillo quer limpar as fachadas dos prédios e dos sobrados que ficam no núcleo central de Goiânia e realizar a fiação subterrânea nas pricipais avenidas e ruas, como já fez em Goiás Velho e Pirenópolis. Marconi Perillo promete, ainda, a recuperação da Praça Cívica, de Goiânia, que deve receber uma reforma geral e ter dois subsolos de estacionamentos. Casal feliz em novela, que beija apaixonadamente pela manhã sem a higiene bucal, é pior do que anúncio de banco. Motorista x flanelinha: “Não sou seu tio; não tenho trocado; odeio malabarismo e os vidros do carro estão limpos”.

70 | Hoje - Julho de 2011

A Globo anda brincando com os telespectadores. A partir das cinco da tarde já tem Malhação. Depois entra novelas das 6, 7, 9 e, agora, das 11, intercaladas por 45 minutos de telejornal. Frases soltas: “Só é sexta após o primeiro copo de cerveja” – anônimo. “Não venha roubar minha solidão, se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca”. (Nietzsche) As famosas cidades turísticas de Goiás não possuem cinema, biblioteca ou livraria. Também não tem teatro e, muito menos, um museu. Apesar de todo prestígio da música popular brasileira, não contam com uma casa de shows. Lojas de discos, nem pensar. Que coisa! Existe sertanejo de raiz, sertanejo brega, sertanejo universitário e, agora, inventaram o sertanejo pop. Quanta babaquice! O Brasil quer saber : quando Sarney morrer, o Maranhão fica pros filhos dele ou volta pro povo? Liguei para o hospital para marcar um otorrino. Ouvi: “Se é convênio, só daqui 30 dias. Se não for, temos horário hoje à tarde”. Recado: se você for chata, suas amigas a perdoam. Se você for rica e da elite, suas amigas a perdoam. Agora, experimente ser magra e linda...

Essa é boa Dois amigos conversando: – Zé! Fala uma coisa ruim! – Minha sogra! – Não! Coisa ruim de comer! – A filha dela!

LAYANNA DE LIMA, 25 anos, modelo, uma das maravilhosas que circulam pelas passarelas de Anápolis-GO. Dividiu as férias entre as praias do Rio Araguaia, em Aruanã-GO.


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Julho de 2011 - Hoje | 71


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