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Ano III Maio 2012

ISSN 2236-4692

Edição 19

A revista que lê você

São Paulo Zona Norte CORTESIA

®

Suco, néctar e refresco

Você sabe qual é a diferença entre eles?

Destino

Santo Antônio do Pinhal Perfeita para quem quer curtir o clima serrano longe da badalação

Banespão

Um colosso paulistano inspirado no Empire State de Nova York

Marisa Orth A versão brasileira de Mortícia Addams


Voz

EDITORIAL

Ativa

Agência de Notícias

A melhor história do mundo Quem resiste a uma bela história? Uns preferem os dramas, outros comédias, há os que são vidrados em aventuras, os que se derretem com os romances “água com açúcar”... Contadas no cinema, na TV ou nos livros, elas são das boas quando nos provocam e prendem até o fim, e, então, arrancam de nós um suspiro, tanto de contentamento quanto de saudade dos personagens. O mais curioso disso é que, quase sempre, somos tentados a pensar que felicidade é coisa de novela, de filme, que a realidade é sem graça. Vida real é até, para muitos, sinônimo de cotidiano difícil de aturar, feito de trabalho duro, de levantar cedo, acordar tarde, coisas assim. E, ninguém aqui vai dizer que isso é mentira, jamais. É a mais pura verdade! O bom é que ela não é só isso. É, assim como na ficção, cheia de heroísmos, vilanias, batalhas, derrotas, reviravoltas, amores secretos... De emoção. E o melhor: tudo isso acontece o tempo todo, como que por milagre, acaso, presente de Deus, e é o que faz a gente crescer, mudar o nosso mundo particular. De vez em quando, tudo pode ficar chato, insosso, é fato. Mas esses mesmos momentos de marasmo ou de crise aparente são, também, capazes de nos fazer enxergar no que, de imediato, parece o fim, a chance de um recomeço, de dar uma guinada. É por isso que a história mais linda do mundo pode e deve ser a nossa, que nada tem de comum, trivial. Sabe por quê? Porque essa, sim, é original e, como é escrita por nós mesmos, pode seguir o tempo todo numa toada só ou mudar o rumo a qualquer momento, basta querermos. O que falta, então, para se tornar “cinematográfica”? Um passo? Alguns? Uma revolução? Pode ser que só falte a trilha sonora perfeita ou, talvez, a decisão simples e, também, difícil, de amar e aproveitar, sem medo, tudo o que temos: o tempo. Até a próxima!

EXPEDIENTE: Editores: Claudia Sá Mtb.: 49233/SP claudia.sa@revistahibisco.com.br Juliano Picceli juliano.picceli@revistahibisco.com.br Reportagem: Silvana Silva redacao@revistahibisco.com.br Diagramação e Arte: Tarcila Zonaro arte@revistahibisco.com.br Foto da capa: Priscila Prade Publicidade: Reijane Barbosa da Cunha publicidade1@revistahibisco.com.br Administrativo: Honny Sá adm@revistahibisco.com.br Circulação e Assinaturas: Jéssica Sá jessica.sa@revistahibisco.com.br Colaboradores desta edição: Michele Marreira; Eduardo Shinyashiki; Rita de Cássia Furlan de Faria Pereira. Endereço: Av. Deputado Emílio Carlos, 118, Sala 17 São Paulo - SP - CEP: 02720-000 Telefones: (11) 2389-9010 - 4304-4633 Hibisco (ISSN 2236-4692) é uma publicação mensal da Voz Ativa Agência de Notícias. As opiniões expressas em artigos assinados e textos dos anúncios são de responsabilidade exclusiva de seus autores/empresas. É proibida a reprodução total ou parcial das matérias e artes criadas pela editora sem autorização prévia, por escrito.

TIRAGEM: 10 MIL EXEMPLARES Claudia Sá, Editora-chefe

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SUMÁRIO

Entrevista Destino Santo Antônio do Pinhal: Perfeita para quem quer curtir o clima serrano longe da badalação

Marisa Orth fala sobre sua

estreia no teatro musical na pele de Mortícia Addams

Lazer e Cultura Vida Saudável Conheça a diferença entre Suco, néctar e refresco

Rei do Rock: Exposição e show inéditos celebram Elvis Presley

Entrevista..............................................................................8 14 Eh, São Paulo!................................................................... 18 Vida Saudável...................................................................

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22 Destino....................................................................................

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26 Lazer e Cultura...............................................................

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30 Artigo........................................................................................ 32 Bichos........................................................................................

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Fale com a gente: Av. Deputado Emílio Carlos, 118, Sala 17 São Paulo - SP - CEP: 02720-000

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Marisa Orth A versão brasileira de Mortícia Addams

Por Michele Marreira

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la nos faz rir (e muito) há algum tempo. Marisa Orth se destacou na TV, como a Nicinha, de “Rainha da Sucata”, em 1990. Quem não se lembra de sua parceria com o personagem Caio, vivido por Antonio Fagundes, na trama? O sucesso foi enorme e, junto com ele, veio o reconhecimento, no mesmo ano, através do APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), como Revelação Feminina por sua interpretação. Formada em Artes Cênicas, pela EAD-USP (Escola de Arte Dramática), também é graduada em Psicologia, pela PUC de São Paulo. Atuou em novelas, como “Deus Nos Acuda”, “Agora é que São Elas” e “Bang Bang”, mas foi em humorísticos na telinha que conquistou destaque nacional e caiu na graça do público. “Eu parei para pensar e percebi que até os meus grandes sucessos na televisão tinha público [assistindo ao vivo], né? Olha que louco! ‘Sai de Baixo’ era num teatro, ‘Toma Lá Da Cá’ tinha plateia no estúdio...”, ressalta. Em 2009, lançou o CD Romance Vol. II, realizando turnê com seu show. A música faz parte de sua vida desde os tempos da banda Vexame, grupo que integrou por 16 anos. Recentemente, fez sua estreia no teatro musical como Mortícia, de A Família Addams. A seguir confira a entrevista que a atriz concedeu a nossa reportagem.

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Revista Hibisco: Embora você já tenha feito muitas peças de teatro, Família Addams é sua estreia em musicais. Como está sendo a experiência nesse gênero? Marisa Orth: Maravilhoso! Nunca tinha feito um trabalho simultâneo, um show de música, dança e texto. Ensaiar tudo junto é o maior aprendizado nessa altura da minha carreira. Estou realizando um sonho que tinha lá atrás, quando fazia balé e canto. Revista Hibisco: Você teve que fazer teste para integrar o elenco de A Família Addams? Marisa Orth: Sim, mas foi tranquilo! Fiz uma cena e tive que cantar uma música. A equipe que estava selecionando, já havia passado meu material para os produtores para que conhecessem meu trabalho. Revista Hibisco: Como foi sua preparação para o espetáculo? Marisa Orth: Tive aulas de fonoaudiologia e canto. Os ensaios foram intensos desde janeiro, de 8 a 10 horas por dia. Não dava tempo de fazer gisnática. O elenco me ensinou a cantar e dançar... É uma turma gigantesca. Revista Hibisco: Mas sua relação com a música é antiga... Marisa Orth: Eu ando nesse caminho da música há muito tempo, é uma coisa que eu gosto muito! No comecinho da minha carreira, um pouco depois que eu me formei na EAD, fiz uma peça da Marta Góes e montamos uma banda chamada Luni, de composições próprias de 1987 a


Foto: Priscila Prade/Divulgação

Foto de divulgação do CD Romance Vol. II.


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1990. Em seguida fui fazer a novela “Rainha da Sucata”, na TV Globo, e, depois, integrei o grupo Vexame por 16 anos. O engraçado que foi a primeira banda tida como música brega, que era um resgate da MBPBB: Música Bem Popular Bem Brasileira [risos].

Foto: TV Globo / Bob Paulino

Revista Hibisco: Seu processo para compor a Mortícia qual foi? Marisa Orth: A Mortícia é o papel que muitas atrizes gostariam de fazer. Ela é mórbida, mãe. E o figurino? Nossa! A maquiagem branca, os cabelos... Ela é muito vaidosa, na hora de se arrumar se monta num vestido que mais parece de noiva [risos]. A peruca é uma loucura. Sua autoestima é fantástica, ela se acha a mulher mais linda do mundo! Revista Hibisco: A crítica é só elogio para sua atuação. Falam que você nasceu para esse papel... Marisa Orth: Fico tão feliz quando dizem “tinha que ser ela”. Já vivi isso antes na TV Globo, em novelas. No começo, eu me perguntava se conseguiria fazer essa personagem. Como artista, tive que me reinventar para aprender coisas novas.

Foto: João Caldas/Divulgação

Revista Hibisco: É verdade que você foi até a Broadway para assistir a versão deles? Marisa Orth: Sim, foi muito legal a experiência de ter ido para lá. Pude ter acesso ao palco e bastidores, vi técnicos, músicas... É uma equipe muito profissional.

Marisa Orth como Mortícia Addams.

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São Paulo, para mim, é diferente de qualquer outra cidade do mundo! Trabalho no Rio de Janeiro, um lugar lindo, mas para morar, não troco aqui por nada! Isso também me ajudou a compor a personagem. Percebi as mudanças, e, dramaturgicamente, achei melhor nossa versão. Revista Hibisco: Você tem algo incomum com sua personagem? Marisa Orth: Os “Addams” têm orgulho de seus crimes, da feiura... Eles incorporam e acham bonito tudo isso. Eu posso ser muito defensiva, vaidosa, sexy, afetuosa. Sou muito descontrolada com gestos extrapolados... [risos] Ela é calma... Revista Hibisco: Mortícia se veste sempre de preto. Você acabou adotando o estilo gótico ao seu guardaroupa? Marisa Orth: Acho lindo andar de preto, mas não tenho nada de gótico, não. Sou colorida... Mas o preto é chique! Revista Hibisco: Como você define sua relação com o teatro? Marisa Orth: Eu parei pra pensar, e percebi que até meus grandes sucessos na televisão, tinha público [assistindo ao vivo], né? Olha que louco! “Sai de Baixo” era num teatro, “Toma Lá Dá Cá” tinha plateia no estúdio... Sinto prazer em fazer cinema e TV, mas o teatro é muito legal porque o trabalho é mais elaborado, ensaia-se em média de dois a três meses para se apresentar uma obra... No palco, a gente aumenta o volume de voz, faz close... É a hora em que tudo depende do ator, você é quem faz, porque o autor, diretor, enfim, já fizeram a parte deles. Eu costumo dizer que teatro é a pós-graduação do ator.


Foto: TV Globo/Divulgação

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É superimportante para melhorar cada vez mais nosso ofício. Revista Hibisco: Como se sente em ter feitos trabalhos cômicos que marcaram a televisão brasileira? Marisa Orth: Dou graças a Deus pelo sucesso que já fiz em comédias, na televisão. É maravilhoso. Revista Hibisco: E participar das duas temporadas da série Macho Man, o que achou? Marisa Orth: Foi um trabalho bem-sucedido! Jorge Fernando é tudo de bom, né? Revista Hibisco: Como boa paulistana, descreva seu sentimento sobre São Paulo... Marisa Orth: Posso dizer que é uma relação de amor. São Paulo, para mim, é diferente de qualquer outra cidade do mundo! Trabalho no Rio de Janeiro, um lugar lindo, mas para morar, não troco aqui por nada.


Eh, São Paulo!

Banespão

Foto: Claudia Sá / Revista Hibisco

Um colosso paulistano inspirado no Empire State de Nova York

Da Redação

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ais conhecido como Banespão ou prédio do Banespa, por ter sido sede do banco estadual, vendido para o grupo Santander, em 2000, o edifício Altino Arantes, no centro de São Paulo, é um dos poucos de onde se tem uma vista panorâmica da cidade. Da torre, que fica acima do 34º andar, o visitante tem uma vista de 360 graus e atinge 40 quilômetros. De lá, vê-se do mundaréu de prédios paulistanos até o Pico do Jaraguá e a Serra da Cantareira, na zona norte, e a Serra do Mar. O edifício, inaugurado em 1947, chegou a ser considerado o mais alto edifício de São Paulo e a maior construção de concreto do mundo, em seus primeiros anos. Mesmo perdendo o posto, a edificação é um colosso: possui 161,22 metros de altura, 900 degraus e 1.190 janelas. Sua arquitetura, assinada pelo arquiteto

Plínio Botelho do Amaral, foi inspirada no Empire State Building, um dos mais famosos de Nova York, nos Estados Unidos. Quem visita o lugar percebe, já no saguão, que o passeio vale a pena ao se deparar com o belíssimo lustre de cristal nacional em estilo decô-eclético, com 13 metros de altura, 10 mil peças de cristal e 1,5 tonelada, feito no formato do edifício. Em junho de 2011, o Altino Arantes foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). Com a resolução, ele deve ter a fachada, o terraço e cinco pisos preservados. Também foi protegido o mobiliário que conta a história do Banespa, como uma enorme mesa usada nas reuniões da presidência. A visitação é gratuita e pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h. O endereço é Rua João Brícola, 24, Centro (metrô São Bento). São Paulo - SP. Tel.: 2196-3730.


Foto: Claudia Sรก / Revista Hibisco


Vida Saudável

Suco, néctar e refresco Você sabe qual é a diferença entre eles?

Da Redação

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o café da manhã, no lanche, no almoço, no jantar... Seja para acompanhar qualquer refeição ou, simplesmente, para se refrescar no meio do dia, os sucos e refrescos estão sempre presentes na alimentação dos brasileiros. Essas bebidas são itens indispensáveis em uma dieta saudável, mas como, quase sempre, elas são adquiridas prontas, é preciso entender a diferença entre os produtos disponíveis nas prateleiras dos supermercados. De acordo com a nutróloga Liliane Oppermann, a principal distinção entre os dois é a mistura química. Ela explica que nem todos os sucos industrializados são feitos de frutas, mas apenas os concentrados, que também são livres de aromas e corantes, o que conserva os nutrientes. Os fabricantes de bebidas só podem chamar de suco os produtos que tiverem cerca de 50% de polpa, a parte comestível da fruta. Os néctares são mais doces e têm entre 20% e 30% de polpa de frutas, apenas - bem menos do que o suco, além disso, pode concentrar conservantes segundo as legislações do Brasil e também conter corantes e açucares.

Já o refresco possui um teor ainda menor de polpa de fruta - entre 10% e 20%. “Do ponto de vista nutricional, é a bebida menos rica, pois contém menores quantidades de vitaminas e sais minerais. É permitida a adição de açúcar, corantes e aromatizantes, com ou sem adição de açúcares”, diz a nutróloga. “Por isso é necessário conhecer a diferença entre os três”, completa. Para Liliane, “trocar os refrescos por sucos significa absorver mais nutrientes e menos artificialidade”, diz ela. Mas não há restrições drásticas para o consumo de frutas diluídas em água. “Os refrescos não são de todo mal, mas devem ser consumidos com menor frequência, porque contêm açúcares e alta caloria”, aconselha. FIQUE DE OLHO NOS RÓTULOS Os rótulos dessas bebidas, segundo o Ministério da Saúde, devem estar disponíveis e conter informações sobre composição química, detalhando a presença de corantes artificiais, porcentagem da fruta original e tabela nutricional. A medida foi necessária para ajudar a população a entender, com mais clareza, as diferenças entre as bebidas. Para a nutróloga, o consumidor deve adquirir o hábito de avaliar a origem e os ingredientes de tudo que é posto na mesa de casa. “Nunca se viu tanta opção em sucos,


Vida Saudável

néctares e refrescos e muitas dessas opções são 100% artificiais. As pessoas precisam conhecer as diferenças calóricas e os benefícios de cada um para a saúde”, afirma. APRENDA A PREPARAR SUCOS SAUDÁVEIS A seguir, a nutróloga ensina receitas de sucos e refrescos naturais, que podem substituir os industrializados. Receita de suco de morango com melão Ingredientes 1 xícara de chá de morango picado e lavado. 1 xícara de melão Adoçante ou açúcar a gosto. Gelo. Modo de preparo: basta bater todos os ingredientes no liquidificador, inclusive o gelo, para obter aspecto frozen. Nota: as frutas utilizadas na receita possuem baixo teor calórico e podem ser consumidas sem restrições.

Uma fatia de melão contém cerca de 20 calorias. Nove morangos picados somam pouco mais que 40 calorias. Refresco de limão Ingredientes 1 limão ½ xícara de água 300 ml de soda limonada Açúcar ou adoçante a gosto Gelo. Modo de preparo: retire a casca e a parte branca do limão, coloque no liquidificador junto com a água, o açúcar ou adoçante que preferir. Depois de misturar bem o conteúdo, adicione a soda limonada e o gelo. A mistura de refresco gaseificado com fruta e água é ideal para os dias quentes. Nota: a receita é um pouco mais calórica que a anterior e, portanto não é a melhor opção para quem busca perder peso. Soda limonada – Lata de 350 ml tem cerca de 90 calorias. Um limão possui 12 calorias.


Destino

Santo Antônio do Pinhal Foto: Daniel Guimarães / Divulgação

Perfeita para quem quer curtir o clima serrano longe da badalação

Da Redação

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ara quem quer aproveitar o friozinho serrano, longe da agitação, Santo Antônio do Pinhal pode ser o lugar perfeito. Situada na Serra da Mantiqueira, a 160 quilômetros da capital, e bem mais tranquila que a vizinha de Campos do Jordão, a pequena e aconchegante cidade fica a 1.143 metros acima do nível do mar, e é formada por picos e cachoeiras. A cidade que, de 1828 a 1960, foi um bairro pertencente a São Bento do Sapucaí, hoje, tem uma população de pouco menos de 7 mil habitantes, e é um dos 15 municípios paulistas que ostentam o título de Estância Climática, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. O lugar é famoso por suas águas, que, segundo a cultura popular, têm o poder de realizar os desejos de quem bebe direto das fontes. Pelo sim, pelo não, vale a pena conhecer

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as fontes Santo Estevão (água ferruginosa), São Geraldo (magnesiana) e Santo Antônio (fracamente radioativa e de agradável sabor). A primeira fica próxima à biblioteca municipal no centro da cidade; a São Geraldo está localizada logo na entrada, do lado direito da estrada no sentido à estação Eugênio Lefévre; e a de Santo Antônio está em frente à Praça Benedito Marcondes Raposa. A comida típica, baseada no pinhão, que é a semente das araucárias, também dá fama ao lugar. O escondidinho, por exemplo, é um dos pratos mais procurados pelos turistas. Passeio de bondinho Da estação Eugênio Lefévre, inaugurada em 1919, e mais conhecida como “Estação do Bondinho”, parte o trem que leva até Campos do Jordão. A paisagem é de tirar o fôlego e, durante o percurso, são feitas paradas em diversos locais turísticos, como o ponto férreo mais alto do País, no Alto do Lageado, além de outras escalas


destino mais rápidas para fotos e filmagens. Antes de iniciar o passeio, vale a pena apreciar as paisagens da Serra da Mantiqueira do mirante Nossa Senhora Auxiliadora, que fica ao lado.

Foto: Miguel Schincariol / Divulgação

Arquitetura religiosa A cidade possui muitas construções históricas. A Igreja de Santo Antônio, por exemplo, inaugurada em 1836, está muito bem conservada. A edificação começou a ser erigida em 1811, quando Santo Antônio do Pinhal era apenas um vilarejo na rota dos tropeiros que cruzavam o estado de São Paulo em direção a Minas Gerais. Todos os anos, no dia 13 de junho, é realizada uma grande festa em homenagem ao santo padroeiro da cidade. Outro templo religioso que merece uma visita é a imponente Igreja de São Benedito. Construída no final do século 19, possui um mirante que oferece uma das mais belas vistas da cidade. Lá, acontece a Festa de

Trem que vai de Campos do Jordão a Santo Antônio do Pinhal.

Igreja Nossa Senhora do Rosário,

São Benedito, todos os com anos. suas pinturas murais de quadros

sacros assinados peloprofessor Pedro Nardie e pelos irmãos Bastiglia.

Pico do Agudo Com 1.634 metros de altitude, o Pico do Agudo é um dois locais mais procurados pelos apaixonados pelos esportes radicais e pela Natureza, em Santo Antônio do Pinhal. Considerado um dos melhores pontos de voo livre do Brasil, sedia várias etapas dos campeonatos brasileiro e paulista. Quem quiser sentir a mesma sensação de liberdade desses aventureiros profissionais, basta procurar um dos instrutores de paragliding que oferecem voo duplo ou cursos de formação - em um mês, é possível voar sozinho. O pico também é um excelente passeio para aqueles que preferem ficar com os pés no chão. Do alto, é possível ver desde a Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí, até o Vale do Paraíba, de onde, a olho nu, em dias claros, pode-se avistar a cidade de São José dos Campos e a Basílica de Aparecida.


Destino

Cachoeiras A cidade é entrecortada por cachoeiras. A do Lageado, uma das mais conhecidas, fica a 7 quilômetros do Centro e é bastante movimentada nos fins de semana. Com espaço para piqueniques e poço para banhos, é, também, ideal para a prática de rapel. Já Cassununga, localizada a 15 quilômetros, recebe menos gente e é perfeita para um passeio a dois. Trilhas Para quem gosta de fazer caminhadas, a cidade oferece trilhas leves, como a das Cruzes, que parte do centro da cidade, tem cerca de 1 quilômetro e é toda calçada. Outra opção é a Recanto das Águas, com 2 quilômetros de extensão em meio à mata. Os que têm bom preparo físico - e muita disposição – contam com mais duas opções: a trilha do Tropeiro, que tem cerca de 5 quilômetros no meio da mata fechada e leva até a cachoeira do Cassununga, e do Ziguezague,

com 10 quilômetros de extensão, que corta trechos de mata aberta e fechada e dá acesso à cachoeira do Lageado. Parques No Jardim dos Pinhais Ecco Paque, o primeiro parque de jardins temáticos do Brasil, o visitante pode apreciar oito tipos de jardins: montanhês, japonês, canadense, italiano, jardim dos beija-flores, das bolhas, desértico e tropical. Os ambientes retratam ecossistemas diferentes e exibem a beleza das espécies de plantas de diversos lugares no mundo. O passeio é feito com acompanhamento de monitores. Outro ponto turístico bastante procurado é o Parque Linear das Águas. Construído às margens do Rio da Prata, conta com painéis explicativos sobre os ciclos da água e uma academia de ginástica ao ar livre, dispostos ao longo do percurso que começa na Praça do Artesão e termina na Praça José Jacintho de Faria.


Lazer e Cultura Roteiro AGORA É GRÁTIS

Peça “As Desgraçadas” narra história de babá devotada

Foto: Ding Musa / Divulgação

Em cartaz no Teatro Oficina Cultural Oswald de Andrade, no Bom Retiro, onde estreou dia 4 de maio, com ingresso vendido a 10 reais, “As Desgraçadas” tem entrada gratuita de 11 a 26 de maio. A gratuidade se deve ao apoio da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo ao evento.

O espetáculo conta a história de Graça, uma babá, que, de tão devotada, chega ao extremo de se confundir com a patroa, uma mãe de família abandonada pelo marido, depois de descobrir, por meio de uma carta anônima, que ele tinha um caso com uma mulher mais jovem. Apresentada pela Cia Auroras, com a participação das atrizes Giu Rocha, Mariana Leme e Rita Batata, e direção de Beatriz Morelli, a peça foi escrita por Felipe Sant`Angelo, que se inspirou na obra “As Criadas”, do dramaturgo marginal francês Jean Genet. Onde: Rua Três Rios, 363, Bom Retiro. Quando: até 26 de maio, às sextas-feiras e sábados, às 20h. Entrada gratuita

MUSICAL GRÁTIS

“Fedegunda”, em cartaz no teatro Vivo, narra, num mix de linguagens cênicas (circo, dança contemporânea e canto lírico), a fábula de uma jovem encantadora que ama tudo ao seu redor, mas que repentinamente, se vê sem seu coração. Para reencontrá-lo, ela se lança numa profunda e fantástica aventura através do Tempo, do Mar, do Vento e de seus próprios desejos. A viagem onírica de Fedegunda envolve o espectador em ilusões, reflexos, sonhos, medos, dúvidas, perguntas e muitas descobertas. A encenação é embalada pela partitura original do compositor francês Camille Rocailleux, e é executada ao vivo, no piano por Tony Lucchesi. Fedegunda é representada por Tatih Köhler, Wladimir Pinheiro, é o Mar, Felipe Domingues, o Tempo, Kiko do Valle, o Vento, e Cayo Caesar, o Desejo. A narração é de Betto Serrador. Onde: Av. Dr. Chucri Zaidan, 860. Morumbi. São Paulo - SP.

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Foto: Divulgação

Em musical, menina se aventura em busca de seu coração

Quando: até 27 de maio, aos sábados e domingos, às 16h. Tel.: 7420-1520 Entrada gratuita (ingressos distribuídos uma hora antes).


Lazer e Cultura Roteiro REI DO ROCK

Fotos: Divulgação

Exposição e show inéditos celebram Elvis Presley

Mais de 500 itens pessoais de Elvis Presley poderão ser visitados na exposição “The Elvis Experience”, que estará em cartaz de 5 de setembro a 5 de novembro, no shopping Eldorado. Os objetos são oriundos de Graceland, nome da mansão, situada em Memphis, nos Estados Unidos, onde Elvis viveu e que se tornou um museu em homenagem ao artista. Na ocasião, os fãs poderão conhecer o famoso carro MG vermelho que aparece no filme “Feitiço Havaiano – Blue Hawaii”, um telefone folheado a ouro do quarto de dormir de Elvis e seu famoso figurino branco, usado no especial de TV de 1968. Outra raridade, que poderá ser visitada, é o figurino “American Eagle”, usado no especial de 1973 “Aloha from Hawaii”, o primeiro concerto transmitido via satélite no mundo. Além da montagem, acontecerá, ainda, no dia 8 de outubro, no Ginásio do Ibirapuera, o show “Elvis Presley in Concert”, uma produção montada com a voz remasterizada de Elvis, acompanhada por uma orquestra de 16 músicos, muitos dos quais da formação original da banda do cantor. Toda a música ouvida na produção do concerto é ao vivo, exceto a voz de Elvis. Os ingressos já estão à venda para ambos os eventos.

The Elvis Experience Onde: Av. Rebouças, 3.970. Pinheiros. Quando: de 5 de setembro a 5 de novembro, de segunda a segunda, das 10h às 22h. Elvis Presley In Concert Onde: Rua Manoel da Nóbrega, 1.361 - Ibirapuera Quando: 8 de outubro, às 21h. Os portões serão abertos às 19h30. Tel.: 4003-1212 Informações e compra de ingressos: http://migre.me/96odv

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Lazer e Cultura Roteiro NO MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA

Em cartaz no Museu da Língua Portuguesa, a exposição “Jorge Amado e Universal: um olhar inusitado sobre o homem e a obra” revela, por meio de cartas, fotos, vídeos e textos, personalidade pluralista do autor. Conhecido por livros cujos temas abordam a Bahia, ele transcendeu o tema, versando também sobre igualdade social e racial e sobre um Brasil mais homogêneo. A mostra, que celebra o centenário deste que é considerado um dos maiores escritores brasileiros, está dividida em módulos, cada um deles dedicado a um aspecto marcante de sua vida: os personagens, a faceta política do escritor, a malandragem e a sensualidade presentes em sua obra, a Bahia e um espaço com depoimentos de amigos, artistas e críticos. Onde: Praça da Luz, s/nº. Centro. São Paulo – SP. Quando: até 22 de julho Valor do ingresso: 6 reais (pagamento somente em dinheiro).
 Tel.: (11) 3326.0775

Foto: Maria Sampaio / Divulgação

Exposição revela várias facetas de Jorge Amado


Artigo

Foto: Divulgação

O estresse também pode ser bom

Por Por Eduardo Shinyashiki

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empre que falamos em estresse, pensamos em sensações negativas atreladas às mais variadas situações de adversidade, ou seja, ele é, naturalmente, relacionado a algo que faz mal à saúde. Porém, ao contrário do que muitos acreditam, o conceito criado pelo médico canadense Hans Selye é mais amplo. O estresse, em si, não é negativo ou positivo, adquirindo essa característica de acordo com a forma da pessoa vivenciar uma determinada situação. Por isso, temos o eustresse (“eu” do grego bom, bonito) e o distresse (“dis” do grego: mal estado, defeito, dificuldade). Então, o estresse também pode ser usado na perspectiva positiva, é o “estresse bom”, necessário à vida e que se manifesta quando

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acontecem fatos construtivos e percebidos pelo indivíduo como interessantes, como, por exemplo, uma promoção no trabalho que pode trazer mais responsabilidades, mas também mais satisfações. Ou como um atleta que vai participar de uma prova de 100 metros rasos, antes da competição seu organismo se prepara, aumentando a atenção, força física e resistência necessárias para alcançar o objetivo no curto prazo. Em outras palavras, temos o eustresse quando a experiência é desejada e nos proporciona uma sensação de bem-estar, causando sentimentos de satisfação e uma sensação de ter domínio do contexto. O foco da pessoa é no resultado, na realização, na solução e não na dificuldade. No entanto, o que mais conhecemos é o distresse, o “estresse negativo”, aquele que provoca desequilíbrios emotivos e físicos, quando a sensação prevalente é a de que não conseguimos ter domínio do contexto e dos fatos. Isso acontece, por exemplo, nos momentos de uma demissão imprevista ou uma doença. Hoje, muito do “estresse negativo” é causado pela sensação de frustração que a vida moderna nos “obriga” a experimentar, como reação às dificuldades, pressões e desafios que surgem aos seres humanos, em suas esferas pessoal e profissional. Por isso, a maioria das pessoas vive em constante fase de resistências prolongada ao estresse, mesmo sem fatos de estresse agudo. Nessa contínua condição, o nosso organismo apresenta específicas reações químicas e físicas, como a sensação de “estou em perigo”, e, muitas vezes, reagimos em modo desproporcional e exagerado até mesmo a estímulos de estresse de pouca relevância. Nessa presença de estresse duradouro, encontramos profissionais reclamando que estão pilhados ao fim do expediente e nos fins de semanas, com a famosa agitação mental e falta de energia vital. O foco da


pessoa permanece na dificuldade, no problema, no impasse e na adversidade. Busque momentos de prazer Existem indivíduos que confundem a perda de energia com cansaço e acreditam que um fim de semana de sono poderá resolver tudo. Porém, vale lembrar que dormir nem sempre repõe a energia vital. A melhor solução para reconstituir o ânimo de viver é praticar simples atos que gerem momentos de prazer e participar de atividades lúdicas. Todos têm condições de realizar ações naturais, como andar com os pés no chão ou tomar um banho de cachoeira, ou seja, coisas que quebram completamente a rotina e são capazes de proporcionar uma sensação de bem-estar. Valorize a simplicidade e as pequenas coisas da vida. Fuja do superficial e busque a sua verdadeira essência. Participar de atividades inocentes, e, algumas

vezes, consideradas infantis nos permite lidar com a vida de forma mais leve, transformando o distresse em eustresse. Vale lembrar que as formas positivas e negativas de estresse sempre estarão presentes em nosso cotidiano e todos nós temos condições de conduzir as situações para o melhor caminho. Uma das soluções é reverter as possíveis dificuldades através de atividades que proporcionem momentos de plenitude. Na realidade, os fatos sempre têm relação com os significados pessoais e únicos, a diferença, sempre, está em como vivenciamos as situações da nossa vida. Eduardo Shinyashiki é consultor organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Autor dos livros: “Viva como Você Quer Viver” e “A Vida é Um Milagre”. Site: www.edushin.com.br.


Bichos

Como apartar brigas entre cães e gatos Por Rita de Cássia Furlan de Faria Pereira

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uem nunca presenciou uma violenta briga entre cães, gatos, ou entre um cão e um gato? Pior de tudo é quando são muitos brigando entre si, pois, mesmo que você consiga conter um, os outros continuam. Nosso instinto faz com que a primeira reação seja gritar, atirar objetos, jogar água... Mas nada parece conter os peludos malhumorados. Nesse cenário de terror, a encrenca só terminará com a exaustão, submissão ou morte de um dos animais. Tratando-se de cães, a maioria dos confrontos se dá quando um animal entra no território de outro e quando há uma cadela no cio, entre outras disputas. Não adianta gritar ou bater, pois seu cão achará que você não só está consentindo a briga, como está o incentivando a brigar. Água não resolve nada! Eles nem perceberão que estão molhados. Colocar a mão, nem pensar! O seu amigo poderá lhe arrancar um dedo sem perceber. Muitos se utilizam de fogo para assustar os animais, o que até pode dar certo, mas quem tem um maçarico em casa preparado para essa ocasião? O mais acertado é a utilização de algo que faça muito barulho para realmente assustálos. Bombas, do tipo morteiro, são as mais indicadas. Faça um pequeno estoque em casa, guarde-as longe de crianças e animais, mas onde possa ser acessado rapidamente nesse tipo de emergência. Outra boa solução, e talvez menos perigosa, é manter um frasco daqueles sprays de barulho, muito utilizados no Carnaval e partidas de futebol. O ruído, que lembra uma forte buzina de carro, é capaz de assustar os animais e interromper a briga.

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Para separar cachorro e gato, as técnicas recomendadas para apartar a briga são as mesmas: morteiros e buzinaço. O gato enfrenta o cão e pode ferir seu adversário com suas garras, sem se deixar pegar facilmente, mas inteligente e astuto que é, sabe que, certamente, levará a pior num duelo, e, por isso, foge na primeira oportunidade. Diferentemente do cão, o gato não é briguento. Antes de partir para as vias de fato, ele tenta se esquivar, se não conseguir, passa a movimentar seu rabo, fica com o pelo eriçado e as costas arqueadas e, se nem assim for entendido, fica sob duas patas, e com as garras da frente dá o último aviso antes da briga começar. Se a batalha for entre dois gatos, pouco pode ser feito, principalmente, se estiverem em ambientes livres, como quintais e jardins, pois eles são muito rápidos. Pode-se usar uma toalha, por exemplo, para conter um dos adversários, mas só afastá-los não adianta, pois, se um deles sai correndo, o outro vai atrás até alcançá-lo. Gatos são obstinados em tudo o que fazem! As mordeduras e arranhões de gato nos seres humanos costumam gerar complicações, além de muita dor, por isso, nunca tente apartar briga entre gatos com as mãos ou pés.

Rita de Cássia Furlan de Faria Pereira é especialista em comportamento de animais domésticos. E-mail: ritaconsultoriapet@gmail.com.


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Hibisco edição 19  

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