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Hibisco

Ano I – agosto/setembro 2010

edição 03 - R$ 4,00

A revista que lê você


Roda viva

O mundo gira, o inverno vem e logo dá lugar à primavera, que prepara a vinda do verão... O ipê que ontem era só um espigão com parcas folhas, hoje exibe uma copa magnífica, preenchida com suas flores de um rosa vibrante e singular. O menino nasce, vira homem... As empresas crescem se digladiam pelo mercado, depois se unem... A moda vai e vem, o que hoje é chique amanhã demodê... Independente do nosso desejo ou maneira de pensar, nada para, tudo muda e se transforma o tempo todo, como uma roda viva. Mesmo assim, sabendo que este é o fluxo natural das coisas, historicamente e quase que instintivamente lutamos contra as mudanças. Por quê? Será que mudar é tão ruim assim? Negamos, talvez porque mudar nos obrigue a sair da nossa zona de conforto, mas, nem sempre isso é danoso. Na verdade, só se torna uma pedra no caminho de quem não se adapta ao novo, quem não entende o óbvio - não há como permanecer estático em um planeta em eterno movimento. Há quem se gabe em exibir a postura, que ficou conhecida como “síndrome de Gabriela”, em alusão à novela global, estrelada por Sônia Braga, cuja trilha sonora diz: “eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim”. Mas, é possível que isso só funcione bem mesmo na ficção. Para crescer, talvez seja melhor pensar que ninguém é tão bom, que não precise melhorar, progredir ou, simplesmente, acomodar-se ao tempo e aos ares. É claro que isso não significa negar o passado ou esquecer o conhecimento adquirido ao longo dos anos, mas, quer dizer que viver é para aprender e não para ensinar. É preciso lembrar que as verdades absolutas de hoje, amanhã podem cair por terra. É preciso saber que nem sempre uma ideia que serviu num momento, servirá em todos os outros. Ou uma solução que deu certo aqui, pode não dar acolá. Pense nisso. Boa leitura!

Editora: Claudia Sá Mtb 49233 claudia.sa@revistahibisco.com.br

Hibisco

Ano I – agosto/setembro 2010

edição 03 - R$ 4,00

A revista que lê você

Reportagem: Juliano Picceli juliano.picceli@revistahibisco.com.br Projeto gráfico e editoração: Eduardo Garcia Marques arte@revistahibisco.com.br

Foto da capa: Otávio Rotundo

Publicidade: Renato Stefani Carvalho renato.stefani@revistahibisco.com.br Circulação e Assinaturas: Jéssica Sá jessica.sa@revistahibisco.com.br

Colaboradores desta edição: Antonio De Julio, Erika de Souza Bueno, Marcelo Restivo e Renata Gayet. Hibisco é uma publicação mensal da Voz Ativa Press. As opiniões expressas em artigos assinados são de responsabilidade exclusiva de seus autores. É proibida a reprodução total ou parcial das matérias publicadas sem autorização prévia, por escrito, da editora.


índice

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perfil

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comportamento

15

educação

16

vida saudável

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seu bolso

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panorama

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cá entre nós

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crônica


perfil

Raphael Véles

“Há graça em todo lugar e em todas as pessoas”

Por Claudia Sá Fotos: Otávio Rotundo

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O espetáculo está em cartaz no Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2823. Tel.: 30834475), e tem direção do também humorista e repórter do programa CQC, da TV Bandeirantes, Oscar Filho. Hibisco: O que mais te agrada em São Paulo? Raphael Véles: As infinitas possibilidades 24 horas por dia! Hibisco: E o que te desagrada? Raphael Véles: Desagrado é um estado de espírito. Não depende

de onde você está, depende de como você está. Nada e nem ninguém nos desagrada. É a gente que se desagrada com algo ou alguém.

perfil

Ele cresceu entre a Vila Mariana e Moema. Quando era pequeno, sua brincadeira preferida era se passar por outras pessoas. Depois que cresceu... Continuou fazendo o mesmo – só transformou a diversão em profissão. Este é Raphael Véles, o ator que criou e interpreta personagens, como Marília Gabi e Paulinho, na Praça é Nossa, do SBT, e faz participações em programas, como Pânico na TV e Superpop (Rede TV) e Hebe (SBT), entre outros. Nesta entrevista exclusiva, ele revela que não só ganha a vida com o humor, mas, também leva a vida de bom humor, e convida o público para assistir ao Z@appiada, show em que atua ao lado de Fábio Silvestre.

Hibisco: Há “graça” em São Paulo? Raphael Véles: Muita! Há graça em todo o lugar e em todas as pessoas. Hibisco: O que você faz quando não está trabalhando? Raphael Véles: Vou na casa de amigos, recebo amigos em casa,

“Todos os bebês têm o dom de fazer rir, agora pra onde você leva esse dom na sua vida adulta, depende de você” Fábio Silvestre, Oscar Filho e Raphael Véles, que trabalham juntos na peça Z@appiada.

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perfil

fico na internet vendo vídeos, lendo blogs de todos os assuntos, vejo programas de TV, seriados, vou ao cinema... Hibisco: Antes de iniciar a carreira artística, você chegou a se dedicar a outro ofício? Raphael Véles: Sim, eu fui designer digital por quatro anos, trabalhei numa agência de marketing e em uma empresa que desenvolvia sites. Hibisco: Quando você começou a atuar no mundo artístico? Raphael Véles: Profissionalmente, foi assim que me formei no curso do Teatro Escola Célia Helena. Fiz duas peças dramáticas, então juntei um

grupo de comediantes e montei o Óbvios, um show de humor que eu dirigia e atuava, de onde nasceram vários dos meus personagens. Ficamos em cartaz por três temporadas, de 2005 até 2008. Hibisco: Há outros artistas na família? Ou você é o primeiro a trilhar esse caminho? Raphael Véles: Sou o primeiro! Hibisco: É possível formar um comediante ou as pessoas já nascem com o dom de fazer rir? Raphael Véles: Todos os bebês têm o dom de fazer rir, agora pra onde você leva esse dom na sua vida adulta, depende de você.

Hibisco: Você foi uma criança engraçada? Raphael Véles: Eu lembro que gostava de fingir que eu era outra pessoa na escola e enganar todo mundo, o problema é que eu tinha que sustentar as mentiras durante todo o tempo que estivesse naquela escola. Hibisco: Você é engraçado no dia a dia? Raphael Véles: Sim, quando eu quero, e não, quando não quero. Hibisco: Você gosta de drama? Raphael Véles: Sim, a vida é um drama! E o drama é uma comédia. Hibisco: Qual é o segredo da boa piada? Raphael Véles: Um bom intérprete. Hibisco: Quais foram os principais trabalhos que você fez no teatro? Raphael Véles: Sem sombra de dúvida, o Óbvios. Com ele eu aprendi a produzir, dirigir, escrever, ouvir. Nenhuma outra peça exigiu tanto de mim e nenhuma me deu tanto prazer.

“Gostava de fingir que eu era outra pessoa na escola e enganar todo mundo, o problema é que eu tinha que sustentar as mentiras durante todo o tempo que estivesse naquela escola”

Tonha Abrão, um dos personagens de Raphael Véles.

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perfil

“A vida é um drama! E o drama é uma comédia” Hibisco: E na TV? Raphael Véles: A Praça é Nossa, Pânico na TV, Hebe e Superpop. Hibisco: Quais dos seus personagens você gosta mais? Raphael Véles: De qual filho uma mãe gosta mais? São todos muito diferentes, e todos são um pedaço de mim. Hibisco: Fale sobre o espetáculo Z@ppiada. Raphael Véles: Eu faço o Paulinho, um menino de 5 anos que não mede o que fala e tem um projeto de montar um blog com Rodolfo (Fábio Silvestre), amigo “gordinho” que sofre com o bulling. Enquanto Rodolfo não chega, Paulinho divide com o público uma ideia deles: montar um blog com vídeos engraçados que eles pesquisaram na internet. Paulinho, então, convida o espectador a dar uma “Z@ppiada” em vários vídeos que foram se-

lecionados por eles. Estes vídeos são onze esquetes, ao vivo, desenvolvidas por mim e Fábio Silvestre, que acontecem num grande cenário que simboliza o celular na mão de Paulinho. Em São Paulo, eu indico: Z@ppiada, meu espetáculo! Vocês deram a deixa... Onde comer: Onde não comer em São Paulo? O que pedir: No Pizza Hut – uma pizza meia brasileira, meia peperone. Onde dançar: Em casa! No meu quarto! O que visitar: O meu site www.raphaelveles.com O que não reparar: Repare em tudo! Os segredos estão nos detalhes.

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comportamento

Aliado ou inimigo?

Quem, diante de um problema, nunca ouviu alguém próximo dizer: “tem que pensar positivo!”. Mas, será que isso funciona mesmo? Muitos autores, de diversas áreas de atuação, apregoam que o pensamento positivo pode transformar a vida das pessoas. Um dos mais famosos é o norte-americano Norman Vincent Peale, que publicou em 1952 o livro O Poder do Pensamento Positivo, cuja principal lição é “se você só tem um limão, faça uma limonada”. Peale também ensinava coisas do tipo: “visualize a si mesmo como bem-sucedido, em vez de pensar coisas negativas, pense em algo positivo para negar as más vibrações. Não construa obstáculos”. Mais recentemente, O Segredo, de Rhonda Byrne, que também virou filme, tomou a lei da gravidade e a física quântica como ponto de partida para argumentar o mesmo que Peale. Na obra, Byrne afirma que “os pensamentos são magnéticos e têm uma frequência. Quando você pensa, os pensamentos são emitidos no Universo e

Imagens: Banco de imagens Sxc.hu

Por Claudia Sá

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comportamento 12

magneticamente atraem todas as coisas semelhantes que estão na mesma freqüência”. Em outro trecho, diz: “A realidade como a percebemos é ilusória. Nós a criamos e, portanto, podemos mudá-la com nossos pensamentos”. A descoberta da autora poderia ser a maior da História da humanidade, se funcionasse, de fato. O mundo jamais seria o mesmo depois da obra. Já imaginou? Ninguém mais precisaria fazer nenhum esforço para nada, bastaria mentalizar um desejo e deixar que as forças do Universo fizessem o trabalho por nós. Mas, mesmo os adeptos às diferentes vertentes do positivismo sabem que não é bem assim que as coisas funcionam. Até mesmo Byrne, certamente, teve de trabalhar bastante, com bons ou maus pensamentos, para que seu livro se tornasse o fenômeno mundial de vendas que se tornou. Para a psicóloga Leda Gomes, o otimismo deve ser encarado como “um ingrediente, aliado ao trabalho, à competência, à motivação”. “Junto ao pensamento positivo vem a crença na própria competência, na própria capacidade, esses são elementos motivadores por natureza”, argumenta. Por outro lado, ela alerta que otimismo em excesso pode, de aliado, tornar-se um poderoso adversário. “Vamos pensar numa empresa completamente falida, numa relação amorosa prá lá de acabada. Nesses casos, uma dose exagerada de pensamento positivo pode impedir que a pessoa entre em contato com a realidade e não perceba em que terreno está pisando, o que certamente a levará para o buraco”, exemplifica. “Um pastor amigo meu,

contou-me a seguinte piada: ‘Um fiel pergunta: Pastor, por favor, ensine-me uma oração que eu possa rezar, para o caso de um leão correr atrás de mim. Pastor: Qualquer uma, desde que você corra. Vá rezando e vá correndo’. Veja: reze, ore, medite, pense positivo, mas trabalhe, mexa-se, faça a sua parte”, ilustra. O lado bom do pessimismo Os pessimistas costumam travar o próprio caminho ao imaginar as inúmeras possibilidades de fracasso, o que, sem sombra de dúvidas, pode fazer dessa pessoa um ser de poucos amigos, alguém difícil de aturar. “Junto ao pessimismo pode vir uma carga de sarcasmo, de cinismo, que, de um modo geral, corrói as relações e a autoimagem”, diz Leda. No entanto, uma pequena dose de pessimismo pode até ser bom, pois, faz com que nos tornemos mais preparados para enfrentar os desafios. “Talvez os pessimistas sejam mais precavidos, embora mais chatos, e tomem mais cuidado com o que fazem,

assim, a chance de erro pode ser menor.”, considera a psicóloga. O gerente financeiro Agnaldo Sá diz que durante muito tempo acreditou que se existisse a mínima possibilidade de algo dar errado, daria. Hoje, afirma que se considera um pessimista “moderado”. “Eu trabalho para vencer, mas, também considero a possibilidade do fracasso”, diz. “Então, eu tomo todas as providências possíveis para que o pior não aconteça, mas, estou sempre preparado para tudo, não desmorono com a derrota, assim como não me iludo com a vitória. É tudo momento”, completa. Pense melhor Nem pensamento positivo nem negativo, mas, produtivo. É o que propõe o livro Pense Melhor, de Tim Hurton, lançado no Brasil em 2008, pela DVS Editora. A obra, que vem fazendo sucesso no Brasil, ensina, passo a passo, como desenvolver o pensamento crítico, o raciocínio lógico e a criatividade. Ao longo da obra, Tim usa animais para descrever as barreiras ao pensamento. A “mente de macaco”, por exemplo, representa a ausência de concentração. O “cérebro reptiliano” é o nome dado à reação impulsiva. “Todos nós temos capacidade para pensar melhor. O ponto de partida é nos libertarmos dos padrões de pensamento improdutivo que nos refreiam”, diz o autor. “Nossa rotina nos parece tão natural que de modo algum imaginamos que estamos seguindo padrões. Não enxergamos os sinais de advertência, negligenciamos as oportunidades ou então nos arrastamos com esforço, porque


O verdadeiro segredo A busca por respostas mágicas, instantâneas, pelos

desafios. Imagine um maratonista, por exemplo: adianta a ele pensar positivo, produtivo ou negativo, se não estiver preparado física e emocionalmente para uma determinada prova? Então, ao invés de aconselhar uma pessoa a pensar positivo, o que pode significar entregar o próprio destino ao acaso, talvez seja melhor dizer a ela para pensar melhor, para agir melhor. Como aconselha Rick Warren, em Uma Vida com Propósitos, “Se você quer que a sua vida tenha impacto, focalize-a! Deixe de ser inconstante. Pare de fazer de tudo. Faça menos”.

comportamento

fixamos o olhar não na meta, mas na rotina”, afirma. “Em essência, o pensamento produtivo tem a ver com liberdade”, define.

segredos dos grandes mestres não é nada nova e, certamente, vai continuar inspirando pessoas a prescreverem suas fórmulas e outras a segui-las por muitos e muitos anos. E é possível que elas ajudem muita gente a ser bemsucedida, por que não? Com sabedoria, colhendo uma dica aqui e outra ali... O importante é lembrar que essas maneiras de pensar são a base, sim, de qualquer ação, mas, não realizam nada por si só. Para alcançar um objetivo, é preciso, primeiro, tê-lo. E, depois, o que faz a diferença mesmo é pensar e pensar bem, ver além, escorar-se nas próprias experiências e nas dos outros... E imaginar, planejar o trajeto e a chegada, e se preparar para os

Livros: O Poder do Pensamento Positivo - Norman Vincent Peale (Editora Cultrix). O Segredo – Rhonda Byrne (Ediouro) Pense Melhor – Tim Hurson (DVS Editora) Uma Vida com Compromissos – Rick Warren (Vida)

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educação

A identidade de cada um de nós precisa ser trabalhada logo na nossa infância, pois esse é o método mais eficaz para não nos tornarmos adultos com pulso fraco, uma situação em que facilmente seremos ludibriados pela beleza do “ter” ou do “estar na moda”. Se não começarmos a ponderar nossa mania de querermos ser iguais a todo mundo e, como primeiro sinal desse descontrole de conduta, começarmos a comprar as mesmas coisas que todo mundo compra sem pensar em nossa real necessidade, em pouco tempo iremos à falência e à frustração, pois desejos não controlados sempre prejudicarão os nossos bolsos e nosso comportamento. Para que isso não se perpetue, o ideal será introduzir conceitos reais do valor do dinheiro às nossas crianças, que sofrem diariamente os reflexos de um consumismo exagerado e sem rédeas, sem ter a mínima noção do que é preciso saber e ponderar para uma boa administração dos próprios recursos. Nossos pequenos não podem ser privados de tais conhecimentos, pois são indispensáveis para que o futuro de cada um deles seja menos conflituoso financeiramente do que é o nosso tão tumultuado presente, já condicionado pela ausência de orientações fundamentadas na prática direta com a realidade. Isso não significa que nossos pais foram omissos. Na nossa infância, muitos de nós não tínhamos acesso a veículos de comunicação da forma como temos hoje. E praticamente não existia a possibilidade de financiar o pagamento de algo quando não se tinha dinheiro para a compra. Naquela época, só se comprava à vista. Hoje, financiamos em longos meses algo de que nem sempre precisamos. E esse consumismo nos

Divulgação

Por Érika de Souza Bueno

impede de investir e de poupar. Se a escola quer mesmo preparar o aluno para um mundo fora de seus muros, nada mais lógico do que oferecer a cada criança as orientações necessárias para que saiba administrar com consciência o seu próprio dinheiro, pois essas orientações a fará mais responsável e consciente no exercício da cidadania. A educação econômica precisa ser inserida no currículo escolar, pois todas as crianças necessitam do acesso a noções de poupança, investimentos, consumo, financiamento de bens de consumo. Elas precisam de orientações tanto na escola quanto na família sobre como entender a sutil diferença entre o que é realmente necessário e o apenas se deseja comprar. Érika de Souza Bueno é editora e consultora-pedagógica de Língua Portuguesa do Portal Planeta Educação. (www.planetaeducacao.com.br)

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vida saudável

Opção para quem quer ter hortaliças fresquinhas ao alcance das mãos

Da Redação

Quem nasceu no interior ou, simplesmente, tem a oportunidade de passear por lá, de vez em quando, sabe a diferença que faz poder temperar a comida ou fazer saladas com ingredientes colhidos na hora do preparo. Mas, quem disse que ter uma horta é privilégio exclusivo de quem vive no campo ou em cidades pequenas onde os espaços são fartos? De acordo com a jardinista Renata Gayet, é possível ter uma mini-horta em casa ou apartamento de qualquer tamanho. “Basta ter um local onde há incidência de Sol, pelo menos quatro horas por dia”, diz a especialista. Muito mais saborosos, os alimentos frescos também podem ser mais saudáveis, se cultivados sem o uso de agrotóxicos. Segundo ela, as hortaliças podem ser plantadas em floreiras ou até em vasos individuais, que podem ser dispostos no chão ou dependurados na parede, em

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uma varanda, terraço ou quintal, por exemplo, como se costuma fazer com as plantas ornamentais. “Só é preciso tomar cuidado com o vento, caso vente muito a horta precisa ser protegida com uma tela fininha em toda a volta”, aconselha. De acordo com Renata, num mesmo recipiente é possível plantar pimenta, coentro, cebolinha, alface, manjericão, orégano, alecrim e uma infinidade de ervas e hortaliças. “Qualquer espécie pode ser plantada, mas as mentas, como a hortelã, não devem ser misturadas, pois suas raízes são invasoras”, alerta. Para começar Em lojas especializadas em jardinagem ou plantas orgânicas, é possível encontrar todos os insumos necessários para o plantio, que são: os vasos, que devem ter furos grandes, para uma boa drenagem; terra; areia; húmus de minhoca;

adubos orgânicos, como torta de mamona e farinha de ossos; argila expandida ou brita e manta de drenagem. As espécies favoritas podem ser adquiridas em sementes ou mudas. “No caso de sementes, a germinação pode ser demorada e requerem cuidados freqüentes. Já as mudas são mais fáceis de cuidar”, orienta. Como fazer o plantio: - Coloque pedras no fundo da jardineira ou vaso, pode ser brita ou argila expandida.


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vida saudável

- Coloque uma manta para a drenagem. - Faça uma mistura entre duas partes de terra para uma de areia; coloque itens que ajudem na qualidade desta terra (existe no mercado uma gama de adubos orgânicos que podem ser usados). - Inclua torta de mamona (caso você não tenha animais nem crianças pequenas por perto), caso tenha ela pode ser substituída pela torta de algodão. - Acrescente farinha de osso e cinzas (daquele churrasco, mas sem a gordura e sal grosso). - É só plantar. Essa mistura deixará

a terra tão vitaminada que nem será preciso se preocupar com adubação. Manutenção - Como qualquer outra planta, cuide para que não haja infestação de insetos. A adubação previne essas pragas, mas, se, mesmo assim, isso ocorrer, podese utilizar repelentes orgânicos, como calda de fumo ou óleo de nim. - No caso da sementeira, a rega deve ser feita, pelo menos, uma vez ao dia, logo pela manhã,

nunca sob o sol. Em dias muito quentes, aguar até três vezes por dia (pela manhã, à tarde e à noite). - Para as mudas, vale o mesmo, mas a rega deve ser feita até duas vezes por dia, de manhã e à noite. - Excesso de água gera fungos. Antes de regar, verifique se a terra está seca. - As sementes devem ficar, sempre, em local com meia-sombra.

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seu bolso O Brasil está caminhando para ter juros de primeiro mundo. Estamos falando da nossa taxa básica de juros, a Selic, referência para aplicações financeiras de renda fixa, que ano após ano vem caindo com pequenos repiques de alta, mas vem caindo. E com esse novo cenário, os brasileiros vão ter que fazer outros planos para a sua tão sonhada independência financeira. Ganhar dinheiro com a renda fixa no Brasil “era uma grande moleza”, como diria um comentarista esportivo. Em 2002 a taxa Selic chegou a bater 25% ao ano. Especialistas em finanças pessoais em suas palestras ensinavam a alquimia para garantir o seu futuro: bastava apenas guardar uma quantia X mensal por um período de uns 25 a 30 anos que a “pedra filosofal” dos juros faria o encantamento. E os gráficos mostravam como essa pedra mágica funcionou nos 20, 30 anos passados. Quem fez, com certeza está feliz. E quem não fez? É hora de começar, mas tem dois problemas: A taxa Selic hoje está a 10,25%, e como dizer para uma pessoa que tem seus 40, 50 anos que ela tem que poupar uma quantia X (cada vez maior com o passar dos anos e com a baixa dos juros) durante 25 a 30 anos? Apenas para lembrar, um dos países de primeiro mundo que tem a maior taxa de juros hoje é a Austrália, que está beirando os 4% ao ano. Existem países que beiram os 1%. O conforto da renda fixa está acabando. As pessoas vão ter que começar a se mexer mais, a se arriscar mais, para garantir a sua independência financeira. É para essas pessoas que o método de desenvolvimento financeiro e pessoal MoneyFit foi criado. O poupar hoje ainda é necessário, mas já não é mais o bastante. Em uma escala evolutiva pessoal, podemos dizer que o primeiro degrau seria o “devedor”. Esse, enquanto não for resolvido, não tem muito o que ser feito, devido a “mordida” dos juros das instituições financeiras que emprestam dinheiro. Depois vem o estado “equilibrado”, onde as despesas se equilibram com os ganhos. Após esse estado, temos o “poupador”, que monta o seu “bote salva vidas” em uma aplicação

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Divulgação

Por Antonio De Julio

segura para momentos de “tsunamis financeiros” como uma perda de emprego, doença na família, reforma emergencial, por ai vai. E depois? Depois vem o estado que poucas pessoas se preocupavam ou se preocupam, que é o estado “investidor”. Quando falamos em investir, não falamos apenas em abrir uma empresa, uma franquia ou colocar nosso dinheiro no mercado de ações ou de imóveis. Podemos investir na nossa carreira, em um novo emprego, um novo relacionamento, ou até mesmo em ter mais situações de “sorte” na vida. Mas como ter mais sorte, aquele momento “hora e lugar certo”? Se expondo mais é apenas uma das respostas, existem outras ações que podemos tomar para aumentar esse fator a nosso favor. O problema das pessoas que se dispõem em arriscar mais é saber quando parar, a chamada “parada de perda”. Nos investimentos, nos relacionamentos, naquela eterna promessa de promoção ou de aumento de salário, devemos saber quando parar quando a situação for contrária a planejada. E será que aquele “brilhante” investimento é tão bom assim? Ou será um golpe de quem quer tomar o nosso dinheiro? E como lidamos com o dinheiro? Gostamos realmente de dinheiro ou apenas do que ele nos proporciona? Após tudo isso de informação, parece que ficou mais difícil alcançar a nossa independência financeira. Até diria que felizes eram os nossos pais, que ganharam dinheiro com as generosas taxas de juros de tempos atrás e de quem guardou o dinheiro do cafezinho e poupou durante 30 anos. Mas o bom do nosso mundo atual é que ele é dinâmico. Ficou um pouco mais “turbulento”, mas diria que ficou excelente para quem sabe surfar. Antonio De Julio é especialista em finanças e desenvolvimento pessoal do MoneyFit - www.moneyfit.com.br


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panorama Da Redação

Trânsito, filas, longos períodos de espera... Esses transtornos pelos quais os brasileiros passam toda vez que vão viajar de ônibus já podem ser evitados: acaba de ser lançado na internet o portal Webpassagens, a primeira agência virtual de compra de passagens rodoviárias do País. Por meio do site, os passageiros podem adquirir seus bilhetes sem precisar ir até o terminal rodoviário, consultar todas as informações sobre o trajeto escolhido para a viagem, tais como: local, dia, horário de embarque e desembarque, dados da empresa

responsável pelo transporte, preço da passagem, forma de pagamento, percurso e até a escolha da poltrona. O passageiro ainda pode optar pela entrega do bilhete em sua própria residência ou no local de trabalho. O pagamento pode ser feito com cartão de crédito ou débito, ou ainda em dinheiro no ato da entrega. Entre as empresas conveniadas dos serviços, estão: Cometa, Catarinense, Guanabara, Real Expresso e Rápido Federal, entre outras. Site: www.webpassagens.com.br

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panorama Da Redação

Banco de imagens Sxc.hu

Da Redação

Há pouco tempo, ela parecia ser indispensável e quase que impossível de ser excluída do dia a dia dos brasileiros. Mas, as sacolinhas de supermercado, aos poucos, estão começando a dar lugar a opções muito menos agressivas ao meio ambiente. A redução é fruto de articulações do Ministério do Meio Ambiente pela campanha Saco é um Saco, lançada em junho de 2009, que colaborou para que cerca de 600 milhões de sacolas plásticas fossem evitadas em todo o País. De acordo com a indústria do plástico, em 2007, 18 bilhões de sacolas foram produzidas no Brasil. Já em 2009, o número caiu para 15 bilhões, uma redução de 16,66%. Mais de 195 mil sacolas retornáveis foram distribuídas por diversas empresas parceiras como Gol,

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Carrefour, Walmart, Kimberly-Clark e CPFL. Em 2010, espera-se que a redução chegue a 10%, o correspondente a 1,5 bilhão de sacolas plásticas. O programa também investiu em estratégias de Internet, voltadas para as mídias sociais, alcançando 619 seguidores no Twitter, 271 mil visitas no blog e mais de 124,4 mil visualizações dos filmes no Youtube. Artistas, como Xuxa, Maitê Proença, Cristiane Torloni, Júnior, do AfroReggae, e o surfista Teco Padaratz contribuíram voluntariamente com a causa, gravando campanhas que foram distribuídas para 40 rádios comerciais e 1.980 rádios comunitárias. Outras informações sobre a campanha podem ser acessadas no site: www.sacoeumsaco.com.br.


cá entre nós Divulgação

Professora Carolina, Mayara Silva, Renan Mussi, Felipe Calçolari e Marília Maciel.

Por Juliano Picceli

Alunos do colégio Padre Moye, tradicional escola do Bairro do Limão, ganharam, em junho último, o 2ª lugar na V Olimpíada Internacional Mind Lab, em Budapeste, na Hungria. Eles representaram o País nos jogos de Dama, Octi, Quoridor e Abalone, que usam a capacidade de raciocínio. Renan Chagas Lima Mussi, da 7ª série, ficou com o segundo lugar no Octi; Felipe Calçolari, da 4ª série, levou a terceira colocação em Abalone; Mayara Olinto da Pátria Silva, da 5ª série, foi a segunda em Quoridor; e Marília de Lima Maciel, do 4ª ano, a quarta na disputa de Dama. Os competidores foram acompanhados pela professora Carolina Digiaimo Giusti.

O evento ocorre anualmente e faz parte do programa Mente Inovadora , criado há 18 anos, por educadores israelenses, e adotado por escolas de todo o mundo. O projeto, segundo Carolina, é uma disciplina que tem o objetivo de desenvolver habilidades cognitivas, sociais, éticas e emocionais. “É um aprendizado que os alunos usarão em diversas situações da vida”, afirmou. A edição deste ano foi composta por estudantes de 11 países: Israel, pentacampeão do torneio; Brasil, representado pelo colégio Padre Moye, Estados Unidos, Itália, Reino Unido, Romênia , Portugal, Austrália, Turquia, Espanha e Hungria, que competiu com duas equipes.

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crônica Por Juliano Picceli

Futebol, a coisa mais importante entre as menos importantes. Essa frase não é minha, mas do apresentador do programa esportivo Terceiro Tempo da rádio e TV Bandeirantes, Milton Neves. Concordo com ele, admirador de futebol que sou. O esporte bretão realmente é algo de relevância. Não apenas em nosso País, mas no mundo todo. A copa da África acabou. Faltam quatro anos para 2014, quando o mundial será realizado em solo brasileiro, porém o assunto já está dominando os noticiários e está no centro das conversas nas rodas de amigos. E olha que estamos em tempos de eleições, mas o tema ficou em segundo plano ou terceiro, talvez. Até o momento nada foi feito, o que poderia ser motivo para não ter tanto o que falar, mas, é exatamente esse o assunto – não ter nada ainda de concreto, sendo que a Copa já bate à porta. Quatro

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anos parecem distantes, mas para se realizar um evento desse tamanho é necessário planejamento, obras e muito, muito investimento. Para completar, o goleiro do Flamengo avançou do jornalismo esportivo para as colunas policiais ao ser acusado de assassinar a ex-amante. Foi um crime bárbaro, mas, certamente, tomou uma proporção ainda maior pelo fato dele ser um jogador de futebol de um dos mais importantes times do Brasil. É... Já nem se fala mais da Jabulaaaaaani e das vuvuzelas... A copa de 2014, o Campeonato Brasileiro, a Libertadores são agora a bola da vez. E é ótimo que seja! Só é bom lembrar que futebol é diversão e que a escolha dos nossos governantes, isso sim, é o que pode mudar a nossa vida, para o bem ou para o mal. Boa sorte ao Mano Menezes e à Seleção Brasileira! Avante Brasil!



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